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Hoje Macau 13 MAR 2012 #2570

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terça-feira 13.3.2012

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MA equipa de cientistas descobriu a cor da plumagem do Micro-raptor, que sobrevoava os céus do Cretácico há 130 milhões de anos. O Micro-raptor teria penas negras e um brilho que reflectia as cores do arco-íris, uma característica comum nas aves de hoje mas que só se tinha encontrado ainda num fóssil de uma ave com 47 milhões de anos. “Com numerosas descobertas de fósseis de aves e plantas com flores, já sabíamos que o Cretácico era um mundo colorido, mas agora aumentámos essa perspectiva com o Micro-raptor, o primeiro dinossauro a mostrar uma cor iridescente”, disse Ke-Qin Gao, um dos vários autores do estudo, da Universidade de Peking, em Pequim. “Há poucos anos, teria sido inconcebível para nós imaginar que iríamos fazer um estudo destes”, disse em comunicado. As conclusões foram retiradas a partir de um fóssil com penas de Micro-raptor, descoberto no Nordeste da China, que já tinha sido estudado. Desta vez, os cientistas analisaram as penas com um microscópio electrónico, olhando

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HINA e Brasil assinaram um acordo que liberou o comércio dos animais, que são largamente utilizados pelos chineses nas indústrias de alimentos e de cosméticos. De entre tantos produtos brasileiros exportados para a China, surgiu, recentemente, um novo objecto do desejo que não faz parte das riquezas naturais nem da cultura agrícola do Brasil. Trata-se do popular jegue nordestino. Os chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano do Nordeste, onde o animal é encontrado em abundância. Além de movimentar a economia local, a iniciativa ainda vai resolver o problema de excesso de oferta de jegues na região. Com as facilidades de

vida

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Investigador de Pequim descobre cor de penugem de dinossauro voador

Micro-raptor com penas arco-íris para os melanossomas. Estruturas ricas em pigmentos, que consoante o seu tamanho, forma e empilhamento, ajudam a reflectir a luz de uma certa forma, e dão cor às penas. Os cientistas compararam os melanossomas do Micro-raptor com os de aves vivas com diferentes cores e, a partir da organização destas estruturas e a comparação com o que se passa hoje na natureza concluíram que a plumagem do Micro-raptor era preta e tinha um brilho iridescente. Este brilho só surge quando os melanossomas estão postos em camadas empilhadas.

“As aves modernas usam as suas penas para vários objectivos diferentes, desde o voo, passando pela termorregulação até aos rituais de acasalamento”, disse Matt Shawkey, investigador da Universidade de Akron, Ohio, EUA, que também fez parte da equipa. “A iridescência está espalhada nos pássaros modernos e é frequentemente utilizada em exibições. Esta prova de que o Micro-raptor era iridescente sugere que as penas eram importantes para a exibição numa altura relativamente inicial da evolução”, disse em comunicado.

Burros abatidos para dar lugar a produtos de cosmética

China quer 300 mil do Brasil

Sabia que... ... o olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro?

financiamento, houve um crescimento muito grande do uso de motociclos para o transporte local e os jegues estão a perder espaço para a concorrência. Em Junho de 2011, um grupo de empresários chineses percorreu o Nordeste, desde a Baía até ao Rio Grande do Norte, conversando com fazendeiros e políticos. Aos políticos locais, o grupo propôs um programa de garantia de compra dos burros a preços de mercado, envolvendo até linhas de crédito, por meio de um sistema baptizado de Projegue. A China abate um milhão e meio de burros ao ano, produzidos no país, na Índia e na Zâmbia. O processo envolve tecnologia de ponta, com melhoria genética, cuidados na produção de alimentos específicos e assistência técnica.

Tal como os humanos, as abelhas têm características muito próprias

Personalidade única

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AL como os humanos, as abelhas têm personalidade, umas são mais ousadas e exploradoras, outras mais cautelosas e “caseiras”, revela um estudo publicado na revista científica Science. Segundo a investigação, citada pela agência Efe, as abelhas, insectos sociais que vivem em comunidades muito organizadas, têm funções distintas na colónia a que pertencem: algumas ficam dentro da colmeia e cuidam das crias, outras saem e recolhem alimento. As ditas exploradoras buscam novas fontes de comida, mas também outros sítios para fixar novas colmeias. Cientistas da Universidade de Illinois, nos EUA, compararam o comportamento das abelhas “aven-

tureiras” com o das que ficavam nas colmeias. Para que a investigação fosse bem sucedida, instalaram um grande recinto exterior, protegendo as fontes de alimento, e observaram quais as abelhas que saíam e exploravam à procura de mais comida. Os especialistas concluíram que as abelhas exploradoras que procuraram um sítio para fixar uma nova colmeia e levaram um grupo de abelhas da colónia antiga são as que procuravam comida. Entre todas as abelhas que procuram alimentos, aproximadamente 25 por cento dedica-se a procurar novas fontes de comida. Quando chegam às colmeias, comunicam a “novidade” às demais.


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