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Cabaz de contas

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Casamento e divórcio chinês

hoje macau Nº 4766

QUARTA-FEIRA 12-5-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Filhos e cadilhos

O crescimento populacional da China, praticamente nulo durante a última década, fez disparar os alarmes. Com a diminuição da taxa de natalidade e da população activa, crescem as preocupações quanto à continuidade do desenvolvimento económico e social do país. Por cá, os dados demográficos indicam a diminuição da população local, menos cerca de 13 mil residentes e menos 16 mil TNR, face aos números do primeiro trimestre do ano passado. PÁGINAS 12, 13 E ÚLTIMA

MOP$10

CHAN PAK CHAO

CONSULADO DAS FILIPINAS

DRAGÃO EMBRIAGADO

RITUAL DOS NOSSOS DIAS

HOJE MACAU

EVENTOS

Gastronomia Sabores da memória GRANDE PLANO

WYNN RESORTS

JOGO SEM GLÓRIA PÁGINAS 6-7

KUN IAM

ATRACÇÃO PARA TODA A FAMÍLIA PÁGINA 4

4 DE JUNHO

SCOTT CHIANG E SULU SOU CONTRA IAM PUB.

PÁGINA 5


2 grande plano

GASTRONOMIA PATUÁ, A CASA DA COMIDA MACAENSE EM LISBOA

HOJE MACAU

Aqui tem minchi

“I

STO aqui são caixas de cigarros que o tio Rogério trouxe.” A decoração do restaurante Patuá, em Lisboa, é feita de memórias familiares, coisas que se foram buscar às vivências antigas em

HOJE MACAU

É na rua Ilha de São Tomé, em Lisboa, que mora o restaurante Patuá, de Francisco Rodrigues e Daniela Silvestre. Ele é um macaense que nunca pôs um pé em Macau, mas cresceu a ouvir histórias do território e a aprender as receitas da família. Ela estudou antropologia e sempre foi fascinada pela cultura oriental. O Patuá é, neste momento, o único restaurante que serve comida macaense em Lisboa

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Macau e que se trouxeram para Portugal depois de muitas viagens. O menu também tem pedaços dessas memórias, com receitas que foram passando de boca em boca, feitas com ingredientes partilhados. Aberto em Outubro de 2019, o Patuá, de Francisco Rodrigues e de

Daniela Silvestre, tem vindo a resistir à crise gerada pela pandemia e é hoje o único restaurante em Lisboa de comida macaense. Além do tradicional minchi - e há também uma versão vegan, com soja - servem-se pratos como o bacalhau macaísta ou o caril de quiabos.

Francisco Rodrigues nunca viveu em Macau, mas os laços que o unem ao território são muitos. A família regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974 com receio de um novo 1,2,3 e fixou-se em Torres Vedras. Francisco foi crescendo a ouvir histórias de uma Macau que já não existe e a aprender umas palavras de cantonês. O interesse pela gastronomia macaense foi crescendo e materializou-se na abertura do seu próprio negócio ao lado da companheira, Daniela Silvestre que, além de ser formada em antropologia e cozinha, sempre foi uma apaixonada pela comida chinesa e pela cultura oriental. “Eu é que trago a bagagem da comunidade macaense do lado da minha mãe”, contou Francisco ao HM. “A minha avó era chinesa, o meu avô de Castelo Branco. A influência macaense sempre foi ecoando nos anos em que trabalhei na cozinha, de forma inconsciente. Assumir o lado macaense foi também para não deixar isto morrer”, adiantou.  Depois de uns meses fechado ou a funcionar apenas em regime de take-away, o Patuá quer agora regressar em força e manter a clientela que conseguiu conquistar.  “Uma das grandes inspirações para o nosso menu são aquelas fotografias antigas de que o Francisco fala, de Macau, que são fascinantes


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grande plano 3

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HOJE MACAU

O lugar da crise Restaurantes fecham portas, mas prometem regressar

A

porque vemos uma série de pessoas de todo o mundo a partilharem comida. Queríamos que o Patuá fosse reflexo disso, uma casa onde o regime alimentar não fosse um constrangimento à comensalidade. queremos que o Patuá seja um sítio de partilha de comidas e de conversas. Temos também a premissa de que cozinhamos o que gostamos de comer”, contou Daniela. Há quem vá ao Patuá para ter “uma experiência macaense”, e aí são escolhidos pratos como o minchi, o porco balichão, o bacalhau à macaísta ou o peixe à Cantão. Mas há depois grupos de macaenses “discretos”, que se revelam pelos pedidos que fazem. Daniela e Francisco recordam um macaense vegan que, depois de anos sem comer minchi, provou a versão com soja. “Disse-nos: voltei a casa, achei que nunca mais ia comer minchi na minha vida.”

Viagem de sonho

HOJE MACAU

Francisco e Daniela mostram os livros que têm folheado nos últimos anos e nos quais se inspiram para as suas criações. Na prateleira está “Sabe comer com pauzinhos?”,

“Não devia haver controvérsia [sobre a origem da comida macaense], deveria haver aceitação.”

“Queríamos passar uma temporada em Macau para investigar a comida. Queremos ver livros e falar com pessoas, recolher informação.”

FRANCISCO RODRIGUES

DANIELA SILVESTRE

de Cecília Jorge, mas também receitas africanas e da Índia. Os ingredientes da comida macaense misturam-se com sabores de outros lugares e não há como fugir a esse paradigma. “Costumo dizer que o minchi é tão bom como a tua empregada era chinesa”, exemplifica Francisco. “[A origem do minchi] depende sempre das gerações de macaenses que vou conhecendo. Há quem diga que vem da comida malaia ou indiana. Na base do molho do balichão temos o óleo de Palma. Se formos a ver bem, havia guineenses em Macau, e são exímios em usar marisco seco desidratado. O balichão é isso, camarão seco pisado com banha, alhos. Não devia haver controvérsia [sobre a origem da

comida macaense], deveria haver aceitação”, frisou Francisco. Além de querer introduzir no menu o minchi de peixe, os chefes gostariam de ver sessões de cozinha ao vivo com comida macaense com idosas que guardam as suas receitas. Mas ir a Macau e fazer trabalho de campo é um dos grandes sonhos do casal.  “Queríamos passar uma temporada em Macau para investigar a comida. Queremos ver livros e falar com pessoas, recolher informação. Infelizmente a D. Aida de Jesus já não está entre nós, seria um sonho conhecer essa pessoa”, disse Daniela Silvestre.  Apesar do trabalho de preservação que é feito a nível institucional, nomeadamente com a Casa de Macau em Lisboa, Francisco Rodrigues defende que, para que a gastronomia macaense resista no tempo, “é preciso haver vontade do povo”, além da “vontade política”. “É necessário primeiro a preservação cultural parte do colectivo, em manter vivas as receitas e transmiti-las. Há montes de famílias com essa documentação que se vai perder”, rematou. Andreia Sofia Silva

LÉM do Patuá, Lisboa tinha ainda mais dois locais onde se podiam provar pratos verdadeiramente macaenses, mas que fecharam portas devido à pandemia. Um deles era a Taberna Macau, projecto do chefe André Magalhães, que funcionava na zona do Martim Moniz. “Sempre achei que Macau estava muito mal representado em Lisboa e que era preciso fazer alguma coisa. Estávamos muito empenhados no projecto e acabamos por fechar, com muita pena. Não era viável, tínhamos muitos empregados e deixamos de ter clientes”, contou ao HM.  André Magalhães confirma que, neste momento, o restaurante Patuá é o único espaço que resta “com essa identidade” da comida macaense. Mas mesmo com a crise, o chefe de cozinha promete voltar ao conceito da Taberna Macau, um projecto que considera “interrompido”.  “Teve algum sucesso e percebemos que aquele sítio não era o mais indicado, pois as pessoas mereciam um serviço mais cuidado. Temos o nome e a marca e gostávamos um dia de voltar a este projecto. Conseguimos fidelizar clientes e tivemos pessoas que pela primeira vez descobriram a comida macaense. Foi muito gratificante enquanto durou.” Outro restaurante em Lisboa com pratos macaenses que fechou portas devido à crise foi a Cozinha Urbana, de Sara Veríssimo. No entanto, a chefe de cozinha, que viveu em Macau entre os 3 e os 13 anos, vai abrir um novo espaço em Évora, chamado Canto, com pratos asiáticos e minchi. “Será um espaço com comida de rua asiática. Vamos reunir os melhores pratos de alguns países asiáticos e fazer um restaurante com esta fusão.” Sara Veríssimo fez o curso de cozinha em Portugal aos 25 anos. “Esta parte da Ásia que me tem acompanhado nas cozinhas por onde passei vem da minha

lembrança pessoal de sabores e cheiros. Não aprendi isto em Macau, porque era muito nova, mas depois de ter estudado cozinha fui fazendo alguns pratos e fui investigando. O que me guia aqui é a memória, as coisas que provei e cheirei em Macau.”

Pouca aposta

Também Sara Veríssimo denota que, além do Patuá, não restam em Lisboa mais espaços onde a gastronomia macaense seja protagonista. “Ninguém apostou nisso a sério até agora, à excepção do Francisco [Rodrigues]. São poucos os que enveredaram pela área da cozinha. E depois Macau não é um sítio assim tão conhecido como são as outras ex-colónias. Macau ficou assim um pouco esquecido.” André Magalhães, que além de chefe de cozinha também faz trabalho académico na área da gastronomia, explica que a pouca representatividade da comida macaense em Lisboa “é uma questão de conjuntura e de contexto. “Há uma diáspora macaense em Lisboa que está bastante envelhecida. São pessoas que têm os mesmos hábitos e que frequentam sempre o mesmo restaurante. Infelizmente os jovens macaenses não têm apostado no conceito de comida macaense. A maior parte do público também a confunde muito com a comida chinesa, nomeadamente a cantonense. E depois é difícil ter cozinheiros que saibam executar este tipo de comida”, rematou André Magalhães. A.S.S.


4 política

12.5.2021 quarta-feira

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PARQUES LEONG SUN IOK QUER MEGA ÁREA DE LAZER PERTO DE KUN IAM

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Sociedade de Oceanografia e Hidráulica de Macau (sigla inglesa MSOH) está empenhada em criar uma plataforma de cooperação entre académicos de Macau, Portugal e do Interior. O objectivo foi traçado na segunda-feira à noite, durante um encontro entre o presidente da associação, Ao Peng Kong, e o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng. A plataforma de académicos tem como objectivo partilhar conhecimentos sobre “os recursos hídricos, a prevenção de desastres, o planeamento marítimo e a ecologia aquática”. O projecto vai ser concretizado com a realização de “seminários e acções de formação com as regiões vizinhas”, de firma a alargar as perspectivas do sector e formar jovens quadros qualificados. Ao mesmo tempo, Ao Peng Kong comprometeu ainda a sociedade com os objectivos da integração de Macau no desenvolvimento nacional e em cumprir o papel no âmbito da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Por sua vez, o Chefe do Executivo sublinhou que as áreas marítimas sob jurisdição da RAEM vieram proporcionar novas oportunidades e espaço para o desenvolvimento e construção de Macau. Nesse sentido, o líder do Governo prometeu “encontrar um equilíbrio entre o aproveitamento do mar de forma científica e a protecção do ecossistema marinho”.

Com a bênção da deusa A abertura Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam, inaugurada recentemente, tem sido um polo de atracção familiar. Leong Sun Iok defende que devido à localização, a área deve ser transformada num “mega-espaço” para as famílias

O

deputado Leong Sun Iok espera que o Governo investia mais na criação de zonas recreativas para crianças.Aposição foi deixada numa interpelação escrita em que o deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) defende o desenvolvimento e alargamento da recém-aberta Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam. “A abertura recente de uma zona para crianças na Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam foi aprovada de forma generalizada pela população e atraiu muitos pais e crianças, o que fez com que se tenham tornada uma zona da moda”, escreveu Leong, no documento divulgado ontem. “Foi o fenómeno que mostrou a grande procura entre a comunidade por espaços destinados a crianças”, acrescentou. O deputado considera assim que as autoridades devem continuar a desenvolver a zona de lazer, num mega-espaço que inclua o Centro de Ciência de Macau e Centro Cultural, porque é de fácil acesso, tem zonas comerciais por perto e é apelativa para as famílias. “Será que o Governo está a considerar usar aqueles terrenos para aumentar os espaços para crianças brincarem e assim responder melhor às necessidades da comunidade”, questiona. Nas perguntas ao Executivo, Leong Sun Iok vinca também que

RÓMULO SANTOS

CIÊNCIA SOCIEDADE DE OCEANOGRAFIA VAI COOPERAR COM PORTUGAL

Leong Sun Iok, deputado “Será que no curto prazo podemos acelerar o planeamento para os terrenos recuperados pelo Governo e instalar parques temporários?”

o Plano Director tem de definir áreas claras de lazer infantil e pergunta se no planeamento para a Zona A dos Novos Aterros estão reservados espaços deste género.

Parques temporários

Por outro lado, Leong Sun Iok quer saber se o Executivo vai apostar mais no modelo de construção de parques infantis temporários. Anteriormente, o Governo anunciou a construção

de um parque deste género na Taipa. Porém, as restrições das fronteiras e a necessidade de trazer técnicos especializados a Macau para demolir as fábricas existentes nos terrenos destinados à infra-estrutura, levou à suspensão do projecto. Leong quer saber se este tipo de projectos vai ser uma aposta: “Será que no curto prazo podemos acelerar o planeamento para os terrenos recuperados

DST GOVERNO EQUACIONA CRIAR ROTAS TURÍSTICAS NA PONTE HKZM

A

Direcção de Serviços de Turismo (DST) está a estudar a possibilidade de criar rotas para visitar a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. A informação foi avançada pela directora dos serviços, Helena de Senna Fernandes, em resposta a interpelação da deputadaAgnes Lam. “A indústria fez-nos uma proposta para abrirmos uma rota turística para a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Como a proposta envolve diferentes medidas de prevenção e controlo da situação

pandémica, assim como três governos, esta Direcção de Serviços vai fazer os contactos necessários e estudar a viabilidade”, escreveu Helena de Senna Fernandes. Como parte da estratégia de promoção da indústria local, os Serviços de Turismo dizem que vão trabalhar para tornar Macau numa “marca de turismo distinta” na área da Grande Baía. Helena de Senna Fernandes indicou ainda que o Governo está a trabalhar para fazer com que os diferentes

pontos de entrada na Grande Baía, como aeroportos, sejam um caminho para Macau e promover a indústria local. A directora indicou também que o acordo entre Macau e

agências de turismo no Interior levou a que, no ano passado, 27 mil pessoas comprassem os pacotes de visita à RAEM. Por outro lado, este ano até Abril 11 mil pessoas visitaram Macau através dos pacotes das agências de viagem. Além destas ofertas, Maria Helena de Senna Fernandes prometeu que o Governo vai continuar com campanhas de publicidade nos órgãos de comunicação no Interior para promover Macau. J. S. F.

pelo Governo e instalar parques temporários?”, questiona. Por último, Leong Sun Iok pergunta ainda em relação à possibilidade de aterrar o espaço entre a Zona A dos Aterros e a Península, um projecto que o Governo pretendia que fosse aterrado, em vez da Zona D. Esta área tinha sido apresentada como uma zona de lazer para a população, com vários campos desportivos e outros equipamentos sociais. João Santos Filipe

Serviços de Protecção Ambiental Director apresentou Relatório do Estado do Ambiente

O Director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Raymond Tam, apresentou ontem ao Conselho Consultivo do Ambiente os resultados do Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2020. De acordo com o comunicado do organismo foram apresentadas as principais razões pela constante deterioração da qualidade da água costeira de Macau, mais especificamente no Porto Interior, que a DSPA diz se dever ao facto de os colectores de intercepção na zona estarem cheios, o que leva a que as águas residuais acabem por transbordar para o mar. A reunião serviu ainda para apresentar “os problemas ambientais actualmente existentes”, “as respectivas respostas” e ainda a “tendência de variação dos diversos indicadores ambientais de Macau”.


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política 5

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4 DE JUNHO SCOTT CHIANG E SULU SOU CONDENAM RECUSA DO IAM

Mudam-se os tempos

SAÚDE LEI CHAN U ELOGIA ENFERMEIROS DE MACAU

No seguimento da proibição da exposição fotográfica sobre o massacre de Tiananmen, Scott Chiang afirmou que o caso é demonstrativo do “aumento do controlo social em Macau” e que a partilha de espaço entre associações seria uma solução viável. O presidente do IAM José Tavares reafirma que a exposição foi rejeitada apenas porque todos os espaços estão ocupados de Junho foi partilhada no Largo do Senado com a Associação Geral de Estudantes Chong Wa, por ocasião do Dia da Criança, Scott Chiang considerou a decisão do IAM é “razoável, mas pouco lógica”. “Quem disser que não existe um objectivo por detrás do cancelamento está a mentir”, acrescentou. Também Sulu Sou criticou no Facebook a proibição do IAM, afirmando que o Governo “teme” que as pessoas “critiquem”, “mencionem” e “divulguem” os “actos maus” relacionados com a limitação da liberdade de expressão. Sobre a decisão, o presidente do IAM José Tavares afirmou ao jornal Ponto Final que a exposição foi recusada apenas porque “estava tudo ocupado”. Questionado sobre quais os eventos planeados para as datas em questão, José Tavares limitou-se a responder: “São vários, já não sei. São tantos eventos que eu não sei”.

SOFIA MARGARIDA MOTA

H

OJE celebra-se o Dia Internacional do Enfermeiro e o deputado e vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Lei Chan U, elogiou ontem o contributo da classe em Macau na resposta à pandemia da covid-19. Para Lei Chan U, a pandemia “veio mostrar a importância do papel dos enfermeiros na sociedade, principalmente na prevenção e tratamento de doenças infecciosas, mas também a nível da saúde pública”. Porém, o deputado não se esqueceu de destacar que enquanto em outros países houve infecções de médicos e enfermeiros, que diz terem sido em número superior ao anunciado em número superior, que na RAEM o Governo e os profissionais conseguiram ser um caso de sucesso. “Em Macau houve zero infecções ou mortes entre o pessoal médico e não houve contágio entre profissionais. Este sucesso deveu-se não só ao contributo da forte liderança do Governo de Macau, mas também aos esforços do pessoal médico na primeira de linha de resposta à pandemia”, afirmou o deputado. Por outro lado, Lei Chan U apontou ainda que no futuro os enfermeiros vão ser mais importantes que nunca, devido ao envelhecimento da população e ao fornecimento de cuidados de saúde mais abrangentes. “A classe vai desenvolver-se no futuro e as autoridades vão prestar cada vez mais formação para o sector, para estabelecerem quadros qualificados suficientes para um serviço mais universal”, vincou. J. S. F.

Manifestações pelo canudo

Scott Chiang“O poder corrompe e os governantes começaram a considerar que as ruas e as praças lhes pertencem.”

O

ex-presidente da Associação Novo Macau e possível candidato às próximas eleições legislativas, Scott Chiang, considera que a recusa do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) em autorizar a exposição fotográfica alusiva ao massacre de Tiananmen é demonstrativa do aumento do controlo social que o Governo tem vindo a aplicar sobre a população e que existem alternativas perante o argumento de falta de espaços disponíveis. Numa publicação no Facebook, Scott Chiang lembra que ao longo dos anos tem participado nas ac-

tividades alusivas ao 4 de Junho e que, por isso mesmo, tem sido “testemunha das mudanças” que as celebrações têm sofrido, nomeadamente acerca do entendimento que tem sido dado pelas autoridades ao conceito de “espaço público”. “O Governo está encarregue de gerir e distribuir os espaços públicos pelos diferentes intervenientes da sociedade, com o objectivo de garantir a extensão dos direitos dos indivíduos e manter a ordem geral. No entanto, o poder corrompe e os governantes começaram a considerar que as ruas e as praças lhes pertencem”, pode ler-se na publicação.

Recorde-se que, pelo segundo ano consecutivo, o IAM voltou a não autorizar a iniciativa da União para o Desenvolvimento Democrático, alegando que o espaço escolhido para o efeito, o jardim do mercado do Iao Hon, já estava reservado por outras associações, assim como os restantes 16 locais sugeridos. A informação foi divulgada no Facebook pelo deputado Au Kam San, membro da associação, que estendeu o pedido a nove espaços e oito suplentes. No entanto, o IAM recusou também a proposta apresentada para estes locais. Exemplificando que em anos anteriores, a celebração da vigília do 4

Em resposta a interpelação escrita enviada por Sulu Sou, o Gabinete do Secretário para a Segurança indicou que entre 2018 e Fevereiro de 2021 o CPSP recebeu 48 pedidos de manifestação, dos quais 30 acabaram por ser cancelados pelos promotores. Quanto a avisos de reunião, foram feitos 298 pedidos, sete dos quais acabaram por ser recusados e 22 foram cancelados pelos promotores. Na mesma resposta, a Chefe do Gabinete do secretário para a Segurança, Cheong Ioc Ieng, indicou que os pedidos rejeitados em 2019 ficaram a dever-se à “ilegalidade dos temas e objectivos das reuniões” e que, em 2020, os pedidos não aprovados estiveram relacionados com o “cumprimento das orientações de prevenção da pandemia”. “Mesmo que a reunião seja pacífica, se o objectivo da reunião é ilegal, prejudica a segurança nacional, a ordem e a saúde pública, a ética ou direito e a liberdade de alguém, a polícia tem o dever de não aprovar esses pedidos”, pode ler-se na resposta. Pedro Arede e Nunu Wu


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DICJ GOVERNO PROMETE OUVIR POPULAÇÃO SOBRE LEI DO JOGO

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Executivo diz que vai ouvir a população antes de definir as exigências que vão integrar o caderno de encargos para as empresas que concorrem ao processo de atribuição das licenças de jogo. A revelação foi feita por Adriano Ho, director da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) na resposta a uma interpelação escrita de Ho Ion Sang. No documento, Adriano Ho aponta que o Executivo está comprometido com o desafio de desenvolver o sector de forma sustentada e saudável, de forma que haja um

contributo para o desenvolvimento de um Centro Mundial de Turismo em Macau. Contudo, as exigências vão mais longe, e o Executivo entende que o sector do jogo vai ser essencial para a diversificação da economia. Em relação às responsabilidades sociais das concessionárias, Adriano sublinha que o Governo está empenhado em encorajar as operadoras a recorrerem às empresas locais, nomeadamente às Pequenas e Médias Empresas, no que concerne ao fornecimento de produtos e serviços para os hotéis e casinos. Sobre este aspecto, a DICJ admite que pedem informação com regularidade às concessionárias. Sobre a revisão do Regime jurídico da exploração de jogos de fortuna ou azar em casino, o Governo promove uma consulta pública para a segunda metade deste ano. PUB.

Anúncio Concurso Público n.º 03/2021 para a prestação de serviços de administração do Edf. Administração Pública De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, ao abrigo do despacho do Ex.mo Senhor Secretário para a Administração e Justiça, de 30 de Abril de 2021, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para a «Prestação de serviços de administração do Edf. Administração Pública». 1. Adjudicante: Secretário para a Administração e Justiça. 2. Serviço responsável pela realização do processo de concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). 3. Modalidade do concurso: concurso público. 4. Objecto do concurso: fornecimento aos SAFP de «Prestação de serviços de administração do Edf. Administração Pública». 5. Prazo de validade das propostas: não inferior a noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: a caução provisória é de $ 160.000,00 (cento e sessenta mil patacas) e deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por caução bancária legal a favor da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública da Região Administrativa Especial de Macau. 7. Caução definitiva: valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: podem concorrer todas as sociedades ou empresários com sede ou delegação em Macau inscritas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis da RAEM, cujo objecto social inclua total ou parcialmente os serviços de administração de condomínios, e com licença de actividade comercial de administração de condomínios, devendo apresentar certificado de que têm as suas obrigações fiscais em dia. 9. Todas as dúvidas sobre o programa do concurso e o caderno de encargos deste concurso público podem ser apresentadas de acordo com o determinado no mesmo programa do concurso, e realizar-se-á uma sessão de esclarecimento sobre o presente concurso público no seguinte local, data e hora: Local: Sala de reuniões, sita na Rua do Campo n.º 162, Edifício Administração Pública, Cave 1, Macau. Data e hora: 11H00 do dia 20 de Maio de 2021. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento – “expediente” dos SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau. Horário de funcionamento : 2.ª a 5.ª-feira, das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45; 6.ª-feira, das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30 (fechado aos Sábados, Domingos e feriados oficiais); Data e hora limite: até às 17H45 do dia 03 de Junho de 2021 (não serão aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: auditório, sito na Rua do Campo n.º 162, Edifício Administração Pública, Cave 1, Macau. Data e hora: 11H00 do dia 04 de Junho de 2021. 12. Forma de consulta do processo: A partir da data da publicação do anúncio, os interessados poderão obter a cópia do programa do concurso e do caderno de encargos através da página electrónica dos SAFP, em www.safp.gov.mo, ou, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” dos SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau para a consulta do programa do concurso e do caderno de encargos ou para a obtenção da cópia dos mesmos, mediante o pagamento da importância de $ 100,00 (cem patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: a) Preço de proposta (50 %) b) Experiência e Capacidade (30%) c) Recursos humanos e equipamentos (20 %) 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau, ou visitar a página electrónica dos SAFP (www.safp.gov.mo) para obterem quaisquer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, aos 05 de Maio de 2021. O Director Kou Peng Kuan

12.5.2021 quarta-feira

RÓMULO SANTOS

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Matt Maddox, Wynn Resorts “Em Macau, registámos melhorias graduais contínuas na tendência de visitas, reforçando particularmente o

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operadora do jogo Wynn Resorts, que explora dois casinos em Macau, anunciou ontem um prejuízo total de 281 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2021, traduzindo uma trajectória de melhoria para a empresa, fortemente abalada pela pandemia. Isto, porque, de acordo com um relatório divulgado na segunda-feira, em igual período de 2020, a empresa tinha registado um prejuízo de 402 milhões de dólares, ou seja, mais 121 milhões comparativamente com o primeiro trimestre de 2021. As receitas operacionais nos primeiros três meses de 2021 foram de 725,8 milhões de dólares, decrescendo 23,9 por cento, em relação ao primeiro trimestre do ano passado, altura em que as receitas operacionais foram de 953,7 milhões. “Os nossos resultados do primeiro trimestre reflectem um progresso contínuo no negócio à medida que os consumidores começaram a viajar mais uma vez para os seus destinos preferidos de lazer e jogos”, disse o director executivo da Wynn Resorts, Limited, Matt Maddox, citado no mesmo relatório.

Macau recupera

Em relação a Macau, o director executivo da Wynn Resorts

WYNN PREJUÍZO DE 281 MILHÕES DE DÓLARES NO

Jogo de Nos primeiros três meses de 2021 a Wynn Resorts registou prejuízos de 281 milhões de dólares, valor que representa uma melhoria para os cofres da empresa, já que em 2020 os prejuízos foram de 402 milhões de dólares. Sobre Macau, Matt Maddox, director executivo da Wynn Resorts, aponta que o aumento de turistas tem reforçado o segmento premium do mercado de massas


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Assembleia Legislativa Deputados auscultados sobre concessões de jogo Na próxima segunda-feira, 17 de Maio, o Governo vai reunir-se com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas para discutir os contratos de concessão de exploração de jogo. Numa nota divulgada no portal da Assembleia Legislativa (AL) pode ler-se ainda

que o objectivo do encontro passa pela “auscultação, pelo Governo, das opiniões dos deputados” acerca do tema. Recorde-se que a divulgação do caderno de encargos do concurso público para a obtenção das licenças de jogo está agendado para 2022, visto que as actuais licenças estão em vigor até Junho de 2022.

Restauração Associação investe dois milhões na digitalização A União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, presidida por Chan Chak Mo, vai lançar um programa de 2 milhões de patacas para digitalizar os restaurantes. Segundo um artigo do jornal Ou Mun, a associação vai assumir até 80 por cento dos custos, num limite de 12 mil patacas, para os restaurantes actualizarem os programas informáticos e operações de funcionamento. As actualizações

Cotai Fuga de gás obriga a corte na Estrada do Istmo

segmento ‘premium’ do mercado de massas dos casinos, bem como no segmento de luxo.”

PRIMEIRO TRIMESTRE

paciência sublinha que os dados do primeiro trimestre de 2021 traduzem uma melhoria progressiva face ao impacto da pandemia. “Em Macau, registámos melhorias graduais contínuas na tendência de visitas, reforçando particularmente o segmento ‘premium’ do mercado de massas dos casinos, bem como no segmento de luxo”, acrescentou na mesma nota. Segundo os dados divulgados pela Wynn Resorts, entre os dois resorts explorados pela empresa em Macau, o primeiro trimestre revelou ser mais animador para o Wynn Palace, no Cotai, do que para o Wynn Macau. Se por um lado, entre Janeiro e Março de 2021, o Wynn Palace registou um EBITDA (lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações)

positivo de 17,2 milhões de dólares quando comparado com igual período de 2020, o Wynn Macau registou um

VERÃO AZUL Numa palestra dirigida aos investidores da empresa, o director executivo da Wynn Resorts, Matt Maddox, mostrou-se confiante relativamente às operações de Macau para os próximos meses. Isto, tendo em conta, não só os resultados auspiciosos obtidos durante a Semana Dourada do 1.º de Maio, mas também as perspectivas de crescimento a partir deste mês. “Temos expectativas de ver, em Maio, uma aceleração dos resultados obtidos em Abril. Vendo os ganhos obtidos durante a Semana Dourada e compreendendo as motivações dos consumidores chineses e a nossa posição nesse mercado, torna-nos confiantes sobre a nossa posição em Macau, o mercado de Macau e o desenvolvimento de oportunidades futuras em torno do Wynn Palace”, pode ler-se numa nota oficial divulgada sobre o evento.

EBITDA negativo de 2,7 milhões. A recuperação face ao impacto da pandemia no sector

informáticas podem fazer com que os restaurantes tenham capacidade para processar entre 100 e 150 pedidos por dia. O financiamento para o programa é feito com o apoio da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico. Segundo, o também deputado, com a actualização, os restaurantes podem melhorar as condições de gestão, gerir melhor os recursos humanos e promover o consumo.

do jogo em Macau é também demonstrada pela diminuição de apenas 8,5 por cento das receitas operacionais (237,3 milhões de dólares) no Wynn Palace em relação aos resultados dos primeiros três meses de 2020, quando o grupo obteve receitas de 259,5 milhões, contando com o mês de Janeiro, que praticamente não tinha sido ainda afectado pela crise no sector. Contudo, as receitas operacionais no Wynn Macau, que se fixaram em 179,7 milhões de dólares, representaram um decréscimo de 21,7 por cento, dado que no primeiro trimestre de 2020 as receitas foram de 229,5 milhões. No total, em 2020, a operadora tinha registado um prejuízo recorde de 740 milhões de dólares. Pedro Arede com Lusa

O trânsito na Estrada do Istmo, no Cotai, esteve ontem cortado durante mais de uma hora devido a uma fuga de gás, que obrigou à intervenção dos bombeiros. O caso aconteceu quando uma nuvem branca de fumo começou a sair da parte traseira de um veículo que transportava bilhas de gás. De imediato, o condutor parou a camioneta e alertou as autoridades, que chegaram ao local por volta das 10h45. Durante uma hora e

meia, os bombeiros estiveram no local a regar as botijas com água, de forma a evitar que os invólucros aquecessem e provocassem um incêndio. Após uma hora e meia, os bombeiros verificaram que a fuga tinha chegado ao fim e, depois de uma investigação preliminar, em conjunto com a empresa fornecedora de gás, concluíram que o incidente tinha sido causado por problemas com o isolamento da boca da botija.

TURISMO ISENÇÃO DE IMPOSTO ALARGADO A MAIS ESTABELECIMENTOS

O

Governo alargou as medidas de redução e isenção de impostos para estabelecimentos que prestam serviços turísticos, prevendo-se que haja mais de 370 beneficiários. Desta feita, desde ontem que a isenção do imposto de turismo foi alargada aos estabelecimentos hoteleiros, salas de dança, bares, saunas, estabelecimentos do tipo “health clubs”, massagens e “karaokes”. Segundo uma nota divulgada na segunda-feira pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), o plano, que visa concretizar as acções governativas integradas no “Plano de garantia do emprego, estabilização da economia e asseguramento da qualidade de vida da população 2021”, mais concretamente “revitalizar

a economia e injectar dinamismo na recuperação da indústria do turismo de Macau”, irá custar aos cofres do Governo cerca de 379 milhões de patacas. Com a aplicação da medida, os estabelecimentos beneficiários ficam isentos de pagar até ao final do ano, a taxa de 5,0 por cento relativa ao imposto de turismo. Em comunicado, a DST deixa, no entanto, um aviso aos estabelecimentos abrangidos pelo apoio, que tentarem cobrar indevidamente o imposto de turismo aos consumidores. “Se descobertos, além de estarem sujeitos ao pagamento do respectivo imposto, podem ver ser aplicadas a respectiva multa nos termos da lei”, pode ler-se no mesmo comunicado.


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Anúncio Concurso Público para “Prestação de Serviço de Limpeza das Instalações e Equipamentos da Responsabilidade da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes” 1. Entidade que procede ao processo do concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes(DSSOPT). 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Local da prestação de serviços: Edifício da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (edifício situado na Estrada de D. Maria II, n.º 33, Macau), o 7. º andar do Edifício Industrial Kin Yip, e o armazém no Edifício Pak Lei. 4. Objecto da prestação de serviços: Prestação de serviços de limpeza dos escritórios da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, situados na Estrada de D. Maria II, n.º 33 (do 12.º andar (metade do piso) ao 21.º andar, incluindo a cobertura do edifício, a cave B1 (sala de condutores), a zona de atendimento ao público no rés-do-chão e a zona pertencente à DSSOPT e o gabinete da brigada de tufão no 5.º andar), do 7.ºandar do Edifício Industrial Kin Yip e do armazém no Edifício Pak Lei. 5. Período da prestação de serviços: De 1 de Janeiro de 2022 a 31 de Dezembro de 2024 (36 meses). 6. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de 90 (noventa) dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 7. Tipo da prestação de serviços: Por preço global. 8. Caução provisória: $ 90 000,00 (noventa mil patacas), a prestar mediante em dinheiro ou garantia bancária aprovada nos termos legais. 9. Caução definitiva: valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço total da adjudicação. 10. Preço base: não há. 11. Condições de admissão (só os concorrentes que satisfaçam cumulativamente as seguintes condições é que são admitidos ao concurso): 11.1 Sociedades que estejam registadas na Conservatória do Registo Comercial e de Bens Móveis e empresários comerciais, pessoas singulares, cuja actividade inclua, total ou parcialmente, a prestação de serviços de limpeza. 11.2 Os concorrentes têm de ter pelo menos 1 ano de experiência em serviços de limpeza de escritórios de serviços públicos não podendo cada período ser inferior a 6 meses consecutivos (o objecto da prestação de serviço tem de ser escritórios ou edifícios de escritórios de serviços públicos, não abrangendo as instalações sob administração dos mesmos, por exemplo, parques de estacionamento, estádios, etc..). 11.3 Se existirem duas ou mais propostas apresentadas por sociedades que tenham os mesmos sócios ou membros dos órgãos de administração, não serão aceites. 11.4 Os consórcios não são admitidos ao presente concurso. 12. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n.º 33, r/c, Macau; Data e hora limite: dia 9 de Junho de 2021, quarta-feira, até às 12:00 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora limite para a entrega daspropostas acima mencionadas por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para essa entrega serão adiadas para a mesma hora do primeiro diaútil seguinte. 13. Local, data e hora do acto público do concurso: Local: sala polivalente da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 5.º andar, Macau. Data e hora: dia 10 de Junho de 2021, quinta-feira, pelas 9:30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas mencionada de acordo com o número 12 ou em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora estabelecida para o acto público de abertura das propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados 14. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta (com excepção dos catálogos de produtos)devem estar redigidos numa das línguas oficiais da RAEM; quando noutra língua,devem ser acompanhados de tradução legalizada, a qual prevalece para todos equaisquer efeitos. 15. Local e hora para consulta do processo, obtenção da cópia e respectivo preço: Local para consulta: Departamento Administrativo e Financeiro da DSSOPT, sito na Estrada de D.Maria II, n.º 33, 13.º andar, Macau. Hora: dias úteis, das 9:00 às 12:45 horas e das 14:30 às 17:00 horas. Obtenção de cópias: Na Secção de Contabilidade da DSSOPT, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso ao preço de $100,00 (cem patacas) por exemplar ou ainda mediante transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica da DSSOPT (http://www.dssopt. gov.mo). 16. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço total: 60%. - Experiência em serviços de limpeza em Macau nos últimos 5 anos: 35%. - Certificado de qualidade na área da prestação de serviços de limpeza: 5%. 17. Esclarecimentos adicionais: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento Administrativo e Financeiro da do DSSOPT, sito na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 13.º andar, Macau, para tomar conhecimento das respostas e eventuais esclarecimentos adicionais, a partir da data de publicação do respectivo aviso, inclusive, até à data limite para entrega das propostas,. Macau, DSSOPT 07 de 05 de 2021. A Directora dos Serviços Chan Pou Ha

Anúncio Concurso público para a prestação do serviço de transporte aos alunos das escolas oficiais subordinadas à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude nos anos escolares de 2021/2022 e 2022/2023 1. Entidade adjudicante: Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. 2. Entidade que põe a prestação de serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). 3. Modalidade do concurso: Concurso público. 4. Objecto do concurso: Prestação do serviço de transporte aos alunos das escolas oficiais subordinadas à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude nos anos escolares de 2021/2022 e 2022/2023. 5. Período de prestação dos serviços: De Setembro de 2021 a Julho de 2022 e de Setembro de 2022 a Julho de 2023. 6. Prazo de validade das propostas: Noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 7. Caução provisória: MOP 124.800,00 (cento e vinte e quatro mil e oitocentas patacas), a prestar mediante garantia bancária, aprovada nos termos legais, ou depósito em numerário, à ordem da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, no Banco Nacional Ultramarino (Conta n.º 9002501375). 8. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 9. Preço base: Não há. 10. Condições de admissão: Apenas podem concorrer as pessoas singulares ou as sociedades registadas na Direcção dos Serviços de Finanças, cujo exercício esteja relacionado com o âmbito do objecto deste concurso. 11. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar, Macau. Dia e hora limite (Nota 1): 12:00 horas do dia 2 de Junho de 2021. (Nota 1): Em caso de encerramento da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude na data e na hora limite, originalmente determinadas para a entrega das propostas, por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limite para a entrega das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. A data e a hora do acto público do concurso, originalmente determinadas no ponto 12, também serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil a seguir à data limite para a entrega das propostas. 12. Local, dia e hora do acto público do concurso: Local: Sala de reuniões, edifício sede da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar, Macau. Dia e hora (Nota 2): 10:00 horas do dia 3 de Junho de 2021. (Nota 2): Em caso de encerramento da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude na data e na hora, originalmente determinadas para o acto público do concurso, devido à ocorrência de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Em conformidade com o disposto no artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, os concorrentes ou os seus representantes legais devem estar presentes no acto público de abertura das propostas, para esclarecer as dúvidas que, eventualmente, surjam, relativas aos documentos constantes nas suas propostas. 13. Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da cópia e outras observações: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar, Macau. Dia: A partir da data de publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora do acto públicodo concurso. Hora: Dentro das horas de expediente. Outras observações: A obtenção da cópia do processo do concurso faz-se através da apresentação da cópia do modelo M/8 (Contribuição Industrial-Conhecimento de Cobrança), ou da cópia do modelo M/1 (Contribuição Industrial-Declaração de Início de Actividade/Alterações), ou do carimbo da empresa (qualquer uma das formas acima referidas), e após o devido registo. Além disso, o Processo do Concurso ainda pode ser obtido, através de descarregamento, na página electrónica da DSEDJ (http://www.dsedj.gov.mo). 14. Factores de apreciação e ponderação: - Preço — 55% - Qualidade do equipamento dos veículos que fornecem o serviço de transporte à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude n Número de veículos fornecidos — 10% n Idade média dos veículos fornecidos — 10% - Experiência no fornecimento de serviços de transporte — 10% - Medidas de contingência para resposta a acidentes de trânsito e avarias dos veículos —10% - Organização, estrutura, dimensão e medidas de gestão da Empresa — 5% 15. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes devem comparecer no edifício sede da DSEDJ, sito na Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar, em Macau, a partir da data da publicação do presente anúncio até à data e hora limite para entrega das propostas do concurso público, ou consultar a página electrónica da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (http://www. dsedj.gov.mo), para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Aos 6 de Maio de 2021. O Director, Lou Pak Sang


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HOJE MACAU

quarta-feira 12.5.2021

Segurança Pedida vigilância permanente contra hacking

A Associação Macau Ásia-Pacífico, através de Yu Zhongwang, defendeu que os Serviços de Saúde de Macau devem ter uma vigilância activa, 24 horas por dia, contra potenciais ataques informáticos. As declarações do dirigente da associação foram publicadas ontem no Jornal Cidadão, e Yu afirmou que deve ser feita uma plataforma para avaliar regularmente como está a operar o sistema. Segundo o responsável, esta plataforma servirá igualmente para os administradores verificarem regularmente o estado dos servidores e poderem agir em tempo útil. Yu Zhongwang sugeriu também que os SS devem estabelecer um mecanismo de examinação para procurar e corrigir vulnerabilidades do sistema do código de saúde.

COVID-19 CONSULADO DAS FILIPINAS DISTRIBUIU 330 MIL DÓLARES NUM ANO

Um pobre consolo

O consulado-geral das Filipinas em Macau atribuiu, desde Março do ano passado, mais de três mil cabazes de comida aos seus cidadãos (mais de 30 mil no território). Além disso, atribuiu apoios financeiros superiores a 300 mil dólares norte-americanos e repatriou mais de 3000 pessoas em 16 voos

O

consulado-geral das Filipinas em Macau tem providenciado ajuda alimentar e financeira aos seus cidadãos que, devido à pandemia da covid-19, se viram sem trabalho e sem possibilidade de regressar ao seu país de origem. Segundo dados fornecidos ao HM, tanto o consulado como o gabinete Phillipines Overseas Labour Office, da agência Overseas Workers Welfare Administration (POLO - OWWA), ligada ao Departamento do Trabalho e Emprego do Governo, distribuiu em Macau um total de 3,300 cabazes de comida aos cidadãos filipinos. Estes cabazes

contêm arroz, noodles, comida enlatada, café, biscoitos, produtos de higiene e máscaras”. De frisar que a agência estatal funciona como um sistema de segurança social e também como seguradora. Importa ressalvar que a comunidade filipina em Macau totalizou 30.913 indivíduos no final de Março deste ano. Através de um outro programa de assistência

financeira, também gerido por esta agência, 1,650 cidadãos filipinos que estão no território receberam, cada um, um vale de 200 dólares americanos. No total, as autoridades das Filipinas atribuíram também 330 mil dólares americanos. Nos últimos meses vários trabalhadores não residentes (TNR) que se viram sem rendimentos devido à pandemia têm

Através de um programa de assistência financeira, 1,650 cidadãos filipinos receberam 200 dólares americanos. No total, as autoridades das Filipinas atribuíram também 330 mil dólares americanos

procurado ajuda alimentar junto de associações locais, como é o caso da Caritas Macau. O HM tentou contactar Nedie Taberdo Palcon e Jassy Santos, duas dirigentes de associações de defesa dos direitos dos trabalhadores migrantes, para perceber se estes apoios conseguem abranger toda a comunidade. Apenas Jassy Santos respondeu às nossas questões, alertando para o facto de haver muitos trabalhadores migrantes que não estão a ser abrangidos por esta ajuda institucional, uma vez que não estão inscritos na OWWA.

Regresso a casa

Relativamente aos serviços de repatriamento, o

consulado diz ter organizado, desde Março de 2020, um total de 16 voos de repatriamento, que transportaram para casa 3,399 pessoas. “Enquanto os voos comerciais estiverem suspensos, vamos continuar a dar assistência aos cidadãos filipinos para o regresso” ao país, explica o consulado na sua resposta. Para já, a prioridade é dada aos idosos, grávidas, menores de idade e todos aqueles que fizeram o registo das suas condições médicas e de saúde junto das autoridades. Esta prioridade acontece “devido às actuais restrições de chegada do número de passageiros diários às Filipinas”. Andreia Sofia Silva

DSSOPT Obras na estrutura da Ponte da Amizade terminaram

As obras de reparação da estrutura da Ponte da Amizade estão concluídas, de acordo a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transporte (DSSOPT). Os trabalhos começaram no ano passado, para manutenção da estrutura, e segundo a informação disponibilizada, “ficaram concluídas na sua totalidade”, o que levou a que fossem “removidas as instalações de apoio situadas no tabuleiro principal”. As autoridades afirmam também que os trabalhos nas pontes têm sido feitos regularmente, inclusive através de avaliações, de forma a “garantir a segurança estrutural”. A DSSOPT está agora a planear obras de reparação nos viadutos e rampas de acesso à Ponte da Amizade, mas assegura que será mantida a circulação nas quatro faixas de rodagem.

Creches Cerca de 53% das vagas preenchidas

O processo de inscrição física nas creches subsidiadas pelo Governo começou ontem e foram preenchidas 53 por centos das vagas totais. Os números foram divulgados por Lao Kit Im, chefe de Divisão dos Serviços para Crianças do Instituto de Acção Social (IAS), em declarações à Ou Mun Tin Toi. Os dados mostram que 6.010 crianças se inscreveram para mais de 10 mil vagas. Ainda de acordo com Lai, o número deverá aumentar aos poucos, ao mesmo tempo que foram divulgadas mais informação sobre a evolução das vagas. Por sua vez, Cheang Mei Chi, directora da Creche da Associação Geral das Mulheres de Macau, avançou que o número de inscritos está dentro das expectativas e ao mesmo nível do ano passado.


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12.5.2021 quarta-feira


quarta-feira 12.5.2021

AFA Exposição de Hio Lam Lei abre portas dia 21 O espaço Art Garden, onde funciona a associação AFA - Art for All Society, acolhe, a partir do dia 21 deste mês, a exposição de Hio Lam Lei, intitulada “Seeing Red”. Esta é a primeira exposição individual da artista em Macau e integra a série “Femininity in Art” - Women Artists Exhibitions Series”. A artista mudou-se para Macau ainda na adolescência, tendo estudado escultura em Pequim depois de

terminar os estudos superiores. Posteriormente fez um período de estudos em arte na Escócia, na Glasgow Academy of Fine Arts. Nesta exposição, Hio Lam Lei recorre a uma técnica semelhante à estética usada em anúncios de cinema antigo. A mostra está patente até ao dia 18 de Junho e pode ser visitada entre as 11h e as 19h, de segunda-feira a sábado. A entrada é gratuita.

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Porcelana cantonense Aula no Centro Cardeal Newman

entre três a quatro semanas depois. Lei Iat Po nasceu em Macau em 1954 e cedo entrou no negócio de família de produção e venda de porcelanas. Ao longo de mais de 40 anos de carreira, tornou-se num dos mais celebrados especialistas deste tipo de artesanato tipicamente cantonense. O preço do workshop são 1880 patacas, incluindo os materiais, com início às 14h30 e 17h.

O mestre Lei Iat Po apresenta no domingo uma aula prática de pintura em porcelana cantonense no Centro De Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman, ao lado do Colégio Yuet Wah. Os participantes vão ter a oportunidade de pintar um azulejo e um prato com 20 centímetros de diâmetro de acordo com a técnica aprendida. Após a pintura, as peças vão a um forno de alta temperatura e podem ser recolhidas

com diálogos ocasionais em cantonense, sem legendas, e o bilhete custa 180 patacas.

TEATRO DANÇA DO DRAGÃO EMBRIAGADO NO ANTIGO TRIBUNAL NA SEXTA-FEIRA

Uma história com barbas

Teoria da evolução

O espectáculo Dança do Dragão Embriagado sobe ao palco do Edifício do Antigo Tribunal na sexta-feira e sábado, com a interpretação da companhia local Four Dimension Spatial. Algures entre a dança e a performance teatral, a interpretação vai além da cultura tradicional, integrando aspectos contemporâneos CHAN PAK CHAO

N

A próxima sexta-feira e sábado, o Edifício do Antigo Tribunal recebe três espectáculos que aliam dança contemporânea e uma tradicional manifestação cultural bem enraizada no imaginário de Macau. A interpretação da companhia Four Dimension Spatial apresenta na sexta-feira, às 20h, Dança do Dragão Embriagado, seguido de uma conversa. A performance volta a poder ser vista no sábado, com duas sessões, às 15h e 20h e faz parte do cartaz da 31.ª edição do Festival de Artes de Macau. Seguindo a linha performativa da companhia local Four Dimension Spatial, que participou em várias edições do Festival Fringe, quem assistir à Dança do Dragão Embriagado terá apenas a manifestação tradicional como contexto para um espectáculo assente num conceito moderno de teatro de dança. “O trabalho não procura explorar a cultura tradicional da dança do dragão embriagado, procura sim, descobrir que tipo de ‘ritual’ se obterá ao adaptar a formação dessa dança para os dias de hoje”, explica o Instituto Cultural (IC) em comunicado. Segundo o IC, Dança do Dragão Embriagado é dirigido por Zé e Um Iat Hou, com coreografia de Hong Chan U. O espectáculo tem a duração de cerca de uma hora,

Instituto Cultural “O trabalho não procura explorar a cultura tradicional da dança do dragão embriagado, procura sim, descobrir que tipo de ‘ritual’ se obterá ao adaptar a formação dessa dança para os dias de hoje.”

As origens ancestrais das festividades do dragão embriagado dividem-se um pouco por toda a China, com manifestações bem diversas. Mais perto de Macau, na província vizinha de Guangdong, a lenda teve como palco o condado de Xiangshan, onde se diz uma epidemia terá deixado muitas pessoas às portas da morte. O IC recupera o mito descrevendo que “quando os aldeões foram à montanha procurar uma boa receita para combater a epidemia, foram quase mordidos por uma cobra gigante”. Depois do encontro com a criatura, um monge conseguiu salvar os aldeões e cortou a cobra em três pedaços e aí estaria a cura. O monge deu uma receita para o remédio, com uma mistura de folhas fervidas com água do rio com sangue da cobra. A partir daí, já curados, os aldeões consideraram a serpente gigante como sendo o deus dragão e passaram a realizar a dança do dragão embriagado todos os anos para agradecer a intervenção divina. A tradição chegou a Macau e passou a ser celebrada pelos vendedores de peixe. Tradicionalmente, no final da tarde do sétimo dia do quarto mês do calendário lunar chinês, os residentes de Macau que se dedicavam à venda e comércio de pesca juntam-se no mercado, onde se sentam à volta de mesas para comer, tradição que se transformou na festividade da “longevidade do arroz”. Durante esta festividade, um dragão de madeira dançava na mesa onde se queima o incenso para pedir bênçãos. A tradição da dança do dragão embriagado transformou-se mais tarde numa festividade regularmente celebrada e entrou oficialmente no final de Março na Lista Nacional do Património Cultural Imaterial. João Luz


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As novas ameacas ´ A

DEMOGRAFIA CRESCIMENTO POPULACIONAL QUASE NULO NA ÚLTIMA DÉCADA

Brasil Reprimenda ao Presidente

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China exige que o Brasil pare de fazer declarações que “interfiram com a cooperação bilateral e confiança mútua” entre os dois países, nomeadamente sobre a origem do novo coronavírus, disse o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming. Numa videoconferência com três ministros brasileiros, o diplomata reiterou que a China “se opõe firmemente a qualquer politização e estigmatização da origem” do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19. Segundo a embaixada chinesa no Brasil, Yang Wanming defendeu que “a identificação da origem do novo coronavírus é uma questão científica, que deve ser investigada por cientistas de todo o mundo”. O embaixador sublinhou que a China continua disposta a trabalhar com o Brasil para vencer a pandemia o mais rápido possível. Yang Wanming falava numa videoconferência com o novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro da Economia,

Paulo Guedes. Segundo um comunicado, os ministros agradeceram o apoio chinês ao combate contra a pandemia e sublinharam que as relações comerciais com a China têm apoiado a recuperação económica do Brasil e melhorado a qualidade de vida dos brasileiros. Avideoconferência aconteceu poucos dias depois de o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ter levantado suspeitas sobre a origem do SARS-CoV-2. “É um vírus novo. Não se sabe se nasceu em laboratório ou se foi de um homem que comeu um animal. Sabemos que há guerras bacteriológicas”, declarou o Presidente brasileiro, na quarta-feira passada. Um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde e especialistas chineses, divulgado em março, concluiu que a transmissão do SARS-CoV-2 de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais provável para explicar o início da pandemia, considerando “extremamente” improvável um incidente num laboratório. PUB.

HM • 2ª vez • 12-5-21

ANÚNCIO Execução Ordinária n.º

CV2-20-0129-CEO

2º Juízo Cível

Exequente: Banco Industrial e Comercial da China (Macau) S.A. [中國工商銀行(澳門)股份有限公司], com sede em Macau, na AV. da Amizade, nº 555 – Macau Landmark, Torre ICBC, 18º andar. Executado: Ho Chon Ieng (何峻鷹), do sexo masculino, com última residência conhecida em Macau, na Avenida de Kwog Tung, nº 221, edf. Hung Ip Mansion, 7º andar E, ora ausente em parte incerta. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando o executado Ho Chon Ieng (何峻鷹), acima melhor identificado, para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, pagar ao exequente a quantia de MOP$3.022.598,98 (Três Milhões, Vinte e Duas Mil, Quinhentas e Noventa e Oito Patacas e Noventa e Oito Avos), e legais acréscimos, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de, não o fazendo, ser devolvido ao exequente o direito de nomeação de bens à penhora, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia; e ainda que é obrigatória a constituição de advogado, caso sejam deduzidos embargos. Tudo conforme melhor consta do duplicado do requerimento inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. Macau, em 04 de Maio de 2021. ***

A queda da taxa de natalidade e a consequente diminuição da população activa surgem como novos obstáculos a ultrapassar para dar seguimento ao crescimento económico e à estabilidade social do país de cerca de 5 por cento em relação ao pico de 2011. As mudanças nos limites de natalidade e outras políticas "promoveram uma recuperação da natalidade", disse Ning. No entanto, a mesma fonte disse que nasceram 12 milhões de bebés, no ano passado, uma queda de 18 por cento, em relação a 2019, quando nasceram 14,6 milhões. A China, juntamente com a Tailândia e alguns outros países asiáticos em desenvolvimento, enfrenta o risco de envelhecer antes de enriquecer. Alguns especialistas consideram que o país asiático enfrenta uma "bomba-relógio demográfica".

a decisão invulgar, no mês passado, de reagir a uma notícia do jornal The Financial Times, que avançou que o último censo tinha revelado um declínio demográfico. "Estamos mais preocupados com o rápido declínio da população em idade activa", disse Lu Jiehua, professor de estudos populacionais da Universidade de Pequim. A população em idade activa cairá de três quartos do total, em 2011 para pouco mais da metade, em 2050, de acordo com Lu. "Se a população envelhecer, vai ser impossível resolver o problema através da imigração", disse Lu. Os casais que desejam um filho enfrentam grandes desafios. Muitos dividem apartamentos com os pais em cidades densamente povoadas no litoral do país.

população da China praticamente parou de crescer, à medida que menos casais têm filhos, segundo dados do Governo chinês difundidos ontem, indicando uma inversão da pirâmide demográfica que pode ter implicações para o país. A população aumentou em 72 milhões de pessoas, nos últimos 10 anos, para 1.411 milhões, em 2020, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China. O crescimento médio anual fixou-se em 0,53 por cento, em termos homólogos, uma queda de 0,04 por cento, em relação à década anterior. A China praticou um rígido controlo de natalidade, entre 1980 e 2016, em nome da preservação de recursos escassos para a sua economia

em expansão. A queda na taxa de natalidade é vista agora, no entanto, como grande ameaça ao progresso económico e à estabilidade social no país. A política de filho único foi abolida em 2016, mas os casais permanecem reticentes em ter mais filhos, face aos elevados custos de vida e discriminação das empresas contra as mães. "A mão de obra ainda é abundante", disse o director das estatísticas chinesas, Ning Jizhe, em conferência de imprensa. A percentagem de crianças na população aumentou ligeiramente, em comparação com 2010, mas a percentagem de população acima dos 60 anos aumentou mais rápido. O grupo de pessoas em idade activa, entre os 15 e os 59 anos, encolheu para 894 milhões, uma queda

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Evento motiva protesto

porta-voz da Missão Permanente da China nas Nações Unidas "expressou forte insatisfação e firme oposição" na segunda-feira a um evento paralelo a ser organizado pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e algumas organizações não governamentais em Nova York sobre a situação dos direitos humanos em Xinjiang, China. O porta-voz exortou os co-patrocinadores a cancelarem

Preocupações activas

Reflectindo a sensibilidade da questão, o gabinete de estatísticas da China tomou

Tentativa dos EUA de usar Xinjiang está fadada ao fracasso, diz missão chinesa nas Nações Unidas

este evento, que "interfere nos assuntos internos da China", e apelou a outros Estados membros da ONU que rejeitem o evento. "Os três países e outros co-patrocinadores, por motivação política anti-China, estão a usar questões de direitos humanos como

uma ferramenta política numa tentativa vã de criar divisão e turbulência em Xinjiang, interferindo nos assuntos internos da China e perturbando o desenvolvimento pacífico da China," disse o porta-voz. Segundo a mesma fonte, "a situação actual em

Xinjiang está no melhor da história, com estabilidade, rápido desenvolvimento económico e coexistência harmoniosa entre as pessoas de todos os grupos étnicos. Os Estados Unidos e outros co-patrocinadores do evento estão obcecados em fabricar


quarta-feira 12.5.2021

A política de filho único, imposta através de ameaças de multas ou perda de emprego, levou a abusos, incluindo abortos forçados. A preferência por filhos homens levou os casais a abortar meninas, gerando um desequilíbrio entre o número de homens e mulheres, o que poderá alimentar a tensão social. Os dados agora revelados mostram que a China tem 105,7 homens e meninos para cada 100 mulheres e meninas, ou cerca de 33 milhões a mais de pessoas do sexo masculino.

Índia a crescer

Os cuidados infantis são caros e a licença de maternidade curta. A maioria das mães solteiras está excluída do seguro médico e dos pagamentos da previdência social. Algumas mulheres temem que o parto possa prejudicar as suas carreiras.

Não estamos sós

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reformas que aumentem a produtividade". O Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento económico de 8,4 por cento para este ano, após uma recuperação da pandemia do novo coronavírus.

O grupo de pessoas em idade activa, entre os 15 e os 59 anos, encolheu para 894 milhões, uma queda de cerca de 5% em relação ao pico de 2011

Japão, Alemanha e alguns outros países ricos enfrentam o mesmo desafio de sustentar populações envelhecidas com menos trabalhadores, mas podem recorrer ao investimento em fábricas, tecnologia e activos estrangeiros. Em contraste, a China continua a ser um país de rendimento média, com agricultura e manufactura intensivas em mão-de-obra. O declínio da população em idade activa "vai pôr um limite no crescimento económico potencial da China", disseYue Su, da Economist Intelligence Unit, num relatório. Trata-se de um "incentivo poderoso para introduzir

O Partido Comunista Chinês estipulou como meta dobrar o PIB (Produto Interno Bruto), por pessoa, até 2035, face aos níveis de 2020, o que exigiria um crescimento económico anual de cerca de 4,7 por cento.

mentiras e conspirar para usar questões relacionadas a Xinjiang para conter a China e criar confusão na China". "Essa abordagem é fortemente rejeitada por todos os grupos étnicos em Xinjiang, incluindo a população uigur, além de ser fortemente contestada por todos os chineses e condenada ao fracasso", disse o porta-voz. "Tais práticas violam gravemente os propósitos e princípios da Carta das Nações

Unidas e as normas de relações internacionais, minam gravemente os esforços dos Estados membros na abordagem dos desafios globais e envenenam a cooperação em direitos humanos e outras áreas. Essas práticas terão a firme oposição dos Estados membros", afirmou o porta-voz. "Nas últimas seis décadas, a economia de Xinjiang cresceu mais de 200 vezes, o seu PIB per capita cresceu quase 40 vezes e a expectativa de

Alguns investigadores dizem que a população da China já está em queda. Yi Fuxian, cientista em obstetrícia e ginecologia da University of Wisconsin-Madison, diz que a população começou a cair em 2018. No seu livro "Big Country With An Empty Nest", argumentou contra a política de "um só filho". "As políticas económica, social, educacional, tecnológica, de Defesa e externa da China são construídas com base em números errados", disse Yi. Reguladores chineses falam em aumentar a idade oficial de reforma para os 55 anos, para aumentar o número de trabalhadores. Os dados mais recentes colocam a China mais perto de ser ultrapassada pela Índia como o país mais populoso do mundo, o que deve acontecer até 2025. A população da Índia no ano passado foi estimada pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU em 1.380 milhões. A agência afirma que a Índia deve crescer 0,9 por cento ao ano até 2025.

vida dos residentes aumentou de 30 para 72 anos. A população uigur em Xinjiang cresceu de 5,55 milhões para 12,8 milhões nas últimas quatro décadas.As conquistas da China na protecção dos direitos humanos são conhecidas de todos. São os Estados Unidos e outros co-patrocinadores que precisam refletir sobre o péssimo tratamento dispensado às minorias em seus próprios países", concluiu o porta-voz.

Moçambique Missão médica reforça Hospital Central de Maputo

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MA missão médica chinesa que inclui 10 especialistas vai reforçar o principal hospital de Moçambique, o Hospital Central de Maputo, durante um ano e meio, anunciou a embaixada da China. Segundo um comunicado, a equipa chinesa integra dois anestesiologistas, dois ortopedistas, dois obstetras e ginecologistas, dois peritos em acupuntura, um cirurgião gastrointestinal e um cirurgião urologista. Esta é a 23.ª missão médica enviada a Moçambique pela Comissão de Saúde da Província de Sichuan, no sudoeste da China, ao longo de 45 anos. Os médicos chineses têm contribuído muito para a melhoria dos serviços de saúde no Hospital Central de Maputo, disse o director-geral da instituição, Mouzinho Saíde. Numa cerimónia de boas-vindas à equipa chinesa, o responsável acrescentou que a China tem apoiado muito Moçambique desde o início da pandemia de covid-19, através do envio

de equipamento de proteção individual e material médico. O líder da missão chinesa, Liao Banghua, prometeu que a equipa irá fazer os possíveis para partilhar a sua experiência e dar formação, nomeadamente em novas tecnologias, aos médicos moçambicanos. Sichuan enviou em Abril mais duas missões médicas, com um total de 25

especialistas, para a Guiné-Bissau e para São Tomé e Príncipe. A equipa chinesa irá trabalhar na Guiné-Bissau durante um ano e meio, enquanto a missão a São Tomé e Príncipe terá a duração de três anos. Em fevereiro, uma outra missão médica chinesa chegou a Cabo Verde, para apoiar os trabalhos das autoridades locais no combate à covid-19.

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ANÚNCIO Concurso Público n.o 004/DGF/2021 Fornecimento de fotocopiadoras para o IAM em 2022 e 2023 Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto para os Assuntos Municipais(IAM), tomada em sessão de 9 de Abril de 2021, se acha aberto o concurso público para o “Fornecimento de fotocopiadoras para o IAM em 2022 e 2023”. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante o horário de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do IAM, sito na Avenida de Almeida Ribeiro, n.º 163, r/c, Macau, como também ser descarregados gratuitamente da página electrónica do IAM (http:// www.iam.gov.mo). Os concorrentes que pretendam fazer o descarregamento dos documentos acima referidos assumem também a responsabilidade pela consulta de eventuais actualizações e alterações das informações na nossa página electrónica durante o período de entrega das propostas. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 27 de Maio de 2021. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IAM e prestar uma caução provisória no valor de MOP 8.000,00 (oito mil patacas). A caução provisória pode ser prestada em numerário ou garantia bancária. Caso seja em numerário, a prestação da caução deve ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Assuntos Financeiros do IAM ou no Banco Nacional Ultramarino de Macau, juntamente com a guia de depósito (em triplicado), havendo ainda que entregar a referida guia na Tesouraria da Divisão de Assuntos Financeiros do Instituto, após a prestação da caução, para efeitos de levantamento do respectivo recibo oficial. As despesas resultantes da prestação de cauções constituem encargos do concorrente. O acto público do concurso realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IAM, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 6.º andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 28 de Maio de 2021. O IAM organizará uma sessão pública de esclarecimento na Divisão de Formação e Documentação do IAM, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 6.º andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 17 de Maio de 2021. Aos 04 de Maio de 2021 O Administrador do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais Lam Sio Un www. iam.gov.mo


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XUNZI A pessoa de ren [humanidade] cultiva aquilo que é yi [justo] no que respeita a estados grandes e pequenos, estados fortes e fracos, e fá-lo cuidadosamente. A sua prática de ritual e regulação apropriada revelará boa forma, as suas placas e discos de jade serão magníficos; quando recebe, os seus presentes são generosos. A pessoa que enviar a persuadir outro senhor será decerto refinada e exemplar, de boa forma, hábil a debater e de grande inteligência. Se esse senhor tiver o mínimo de sentimento humano, como poderá irar-se com tal pessoa? Quando a situação é assim, aqueles que se iram não atacarão. Quando aqueles que agem em nome da boa reputação não atacam, nem aqueles que agem em nome do lucro, nem aqueles que agem em nome da ira, então o estado será mais sólido do que um enorme rochedo e mais longevo do que [as estrelas] Ji e Yi. Todos os outros serão caóticos. Apenas nós seremos bem-ordenados. Todos os outros estarão em perigo. Apenas nós estaremos seguros. Todos os outros perderão os seus estados. Apenas nós nos levantaremos e tomaremos controlo deles. Assim, a forma como uma pessoa de ren usa o estado é tal que não se atém só ao que possui, pois virá a absorver os estados dos outros. As Odes dizem: Quanto ao nobre e à pessoa exemplar, O seu padrão não hesita nem se desvia.

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12.5.2021 quarta-feira

ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Enriquecimento do Estado O seu padrão não hesita nem se desvia, Nas quatro direcções corrigem cada estado. Isto exprime o que quero dizer. Da forma fácil e difícil de manter um estado: “Servir um estado violento é difícil, mas fazer com que um estado violento nos sirva é fácil”. Se o servirmos com bens e tesouros, os nossos bens e tesouros serão exauridos e nem por isso estará segura a nossa família. Se em boa fé com ele [estado] assinarmos tratados ou fizermos pactos selados por juramento, então, mesmo estando os acordos estabelecidos, mal passará um dia antes que sejam violados. Se cortamos uma extensão do nosso próprio território de modo a subornar esse estado, nem assim satisfaremos a sua ganância. Quando mais sofrermos para o servir, mais ele nos lesará. A situação chegará decerto a um ponto em que os nossos recursos se terão esgotado e todo o nosso estado terá sido sacrificado. E só então pararemos. Mesmo com Yao por conselheiro à sua esquerda e Shun por conselheiro à sua direita, nunca houve ninguém que escapasse a estas coisas seguindo tal caminho. Podemos compará-lo a uma donzela levando pérolas preciosas, jade e ouro consigo, que encontrasse um bandido nas montanhas. Mesmo que evitasse cruzar o seu olhar, indo de cintura curvada e joelhos dobrados, obediente como uma concubina, tal

PARTE X

não bastaria para lhe escapar. Se tal não é maneira de lidar sequer com uma só pessoa, então simplesmente servir os violentos com temor, em subserviência e de boas maneiras, não basta para manter um estado ou garantir a nossa própria segurança. Por esta razão, o líder iluminado não segue este caminho. Ao contrário, cultivará o ritual para manter recta a sua corte. Rectificará os seus modelos de conduta para manter rectos os seus oficiais. Governará com imparcialidade para manter recto o seu povo. Só assim serão feitos rectos os regulamentos na corte, as cem tarefas entre os oficiais e as massas inferiores. Quando a situação é assim, os que estão próximos competirão para estar ainda mais próximo; os que estão longe anunciarão o seu desejo de se lhe submeterem. Os de cima e os de baixo partilharão o mesmo coração e os três exércitos juntarão forças. A sua reputação bastará para arrasar [outros] estados e a sua autoridade e poder bastarão para os destruir. Bastará que se levante de mãos uma sobre a outra e dê instrucções – e nenhum dos estados fortes e violentos hesitará em fazer o que lhes é dito sem delonga. Podemos comparar isto com o que sucederia se o grande Wu Huo lutasse corpo a corpo com um anão. Por isso se diz: “Servir um estado violento é difícil, mas fazer com que um estado violento nos sirva é fácil”. Isto exprime o que quero dizer.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


quarta-feira 12.5.2021

divina comédia

NUNO MIGUEL GUEDES

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Não sermos o que fazemos

You know the nearer your destination The more you’re slip slidin’ away PAUL SIMON

Faltam menos de dez minutos para o concerto da Lisbon Poetry Orchestra, um colectivo poéticomusical que tem a caridade de me albergar como um dos seus. O camarim onde estou, partilhado com músicos e outros que como eu irão dizer poemas ficou miraculosamente vazio, com a excepção da minha presença. Percebo a vozearia nos corredores vinda dos meus colegas e amigos que naturalmente denuncia a excitação que antecede a entrada num palco. Deveria estar também assim, e estou. Mas um ínfimo instante, não mais do que um nanosegundo, foi o suficiente para me deixar assombrar por uma pergunta: “Como é que eu vim aqui parar? “ Na altura não tive tempo para responder. Agora tento, à medida que os dedos se movem pelo teclado com uma autonomia veloz que só me lembra as famosas descrições das experiências “fora do corpo”. A pergunta não se refere apenas à situação em que me encontrava: tem a ver com uma questão maior, quase existencial. Ou seja: nada da minha vida me preparou para entrar num palco e enfrentar plateias. Mas gosto e, ao que parece, não me safo mal. Por outro lado, também escrevo, sou jornalista e tenho uma série de outras actividades em que me regozijo, muitas vezes díspares entre si. Como é que vim aqui parar, então? Não sei, ou melhor, suspeito. Mas este frenesim quase renascentista ainda é mal compreendido pela maior parte das pessoas. Percebo: estamos habituados a rótulos que nos apaziguam, a pistas e a uma estranha lógica que me parece perversa e que poderia ser traduzida pelo postulado “diz-me o que fazes, dir-te-ei quem és”. E quando se faz muitas coisas quem aparentamos que somos é incompreensível para quase toda a gente. Há pouco tempo um amigo contou-me uma história divertida mas que é exemplar a este respeito. Numa promoção televisiva para apresentação de um júri que iria presidir às escolhas de uma famosa gala da estação, apareciam as fotos dos ilustres jurados acompanhadas de uma legenda: fulano de tal, cantor;

ESTA ONTOLOGIA DA PROFISSÃO – ÉS O QUE FAZES, MAIS UMA VEZ – É LIMITADORA E PARA MIM CONTRÁRIA À IDEIA DE LIBERDADE QUE POSSUO E PERSIGO. A VIDA NÃO É PLANEADA E À MEDIDA QUE NELA AVANÇAMOS AS SURPRESAS E DESCOBERTAS SÃO AINDA MAIS GRATIFICANTES

fulana de tal, actriz e assim por diante. Acontece que um dos elementos do júri era Vasco Graça Moura – poeta, escritor, político, tradutor, gestor, letrista…enfim, muitas coisas. O responsável da legenda, perante esta dificuldade, não hesitou e saiu-se com esta hilariante amenidade: “Vasco Graça Moura, intelectual de múltiplos talentos”. Esta ontologia da profissão – és o que fazes, mais uma vez – é limitadora e para mim contrária à ideia de liberdade que possuo e persigo. A vida não é planeada e à medida que nela avançamos as surpresas e descobertas são ainda mais gratificantes. Já aqui escrevi uma vez que o diletantismo é seriamente

subestimado. O diletante é o verdadeiro amador, o que ama aquilo em que está empenhado em amar. Que isso confunda os outros é apenas reflexo de uma cultura em que a especialização parece ser o garante de responsabilidade. Não é. Como é que eu vim aqui parar a pouco mais de meio do caminho da minha vida, para parafrasear o padroeiro desta coluna? Não sei, amigos e esse não saber é bom. Mas sei isto: quando numa ocasião social me dirigem a pergunta da praxe, “Então o que fazes?” já consigo responder sem medo ou hesitações: faço o que gosto. E isso, amigos, é o meu humilde troféu que é só meu. E é por essa possibilidade que vim aqui parar.


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AMÉLIA VIEIRA

«Diário de uma viagem (por Lisboa)» - preposição designativa - virar as páginas que «a Lisboa» é o título de um livro já com sombras no roteiro pois que se passa em 1754. As crónicas de viagem têm sempre muitos incidentes e uma narrativa que se procura factual para registo das sensações que vão dando corpo ao viajante. Mas Fielding, enceta-a por recomendação médica o que é bem diferente de uma aventura, mesmo assim, ela nunca perde o tónus de um velejar cheio de peripécias e Lisboa lá para o fim não é bem tratada pelo autor, cidade onde veio a falecer. Quase sempre as ditirâmbicas histórias de cada um nos desinteressam na proporção que entusiasmam o narrador, os seres da primeira pessoa enfatizam acontecimentos que dão para nenhures e a menos que estejamos diante de alguém dotado para fazer da experiência pessoal um arquétipo da identidade colectiva, nos interessará então o que de si mesmo nos contar. Nós, que em versão oral já temos de escutar cada um no seu delírio pessoalíssimo, queremos que a escrita não reponha aquelas vozes mergulhadas em si mesmas pela inércia do egocentrismo. Mas a nós, pessoas singulares, acontecem-nos coisas dignas de registo e por isso o dever de participar no historial colectivo do relato dos factos. Partirei da sincronicidade. O quarteirão dos ingleses a Campo de Ourique fora algures um local bonito e extremamente aprazível, a casa de Almeida Garrett estava aqui enquadrada mas foi destruída para urbanização habitacional de um político, menor, que estes políticos poderiam bem ter ido viver para Xabregas e outros locais. Arquitetonicamente feio, começou a destoar da paisagem que já vinha definhando com o fecho do Hospital Inglês que neste momento se encontra entaipado porque vai nascer uma coisa daquelas tão grandes que ninguém diz exactamente o que é, mas foi deste Hospital com encanto único, que algures

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12.5.2021 quarta-feira

Henry Fielding

via o cemitério de uma das suas janelas ladeado por frondosas árvores, e me parecia então nitidamente um puro jardim. Sempre passei por ele, mas por respeito à comunidade nunca entrei, mantinha-se solenemente um local de silêncio que a minha curiosidade não desejou desbravar, aqui tão perto, rasante aos meus caminhos, havia um local intacto onde só a lua me mostrava os contornos do arvoredo.

Acontece que por estranhos acasos tinha revisto nestes dias «Uma Viagem a Lisboa» a propósito de nada, apenas me veio de novo parar às mãos o singular livro, e com gosto o reli e foquei-me em algumas passagens, e quando na manhã serena de Primavera, após este revisitar, subia a rua do lado do Jardim da Estrela se me depara aberta a porta, entro então como que guiada por nuvens frescas matinais: estava no jardim!

ELE ERA PARECIDO COM VOLTAIRE, TALVEZ QUE ESTES SERES SE ASSEMELHASSEM NO SEU REGISTO TEMPORAL, E SERIA AQUI ENCONTRADA A FRASE DO ENTENDIMENTO “É PRECISO CULTIVAR O NOSSO JARDIM”. - SEMPRE ESTIVEMOS TÃO PERTO! MAS HÁ SEMPRE UM TEMPO PARA OS SERES SE ENCONTRAREM. E QUEM SABE AINDA SE DESDE SEMPRE ESTAMOS UNIDOS?!

Entrara pela parte das lápides do século XIX que não davam aquela penumbra do sentimento da morte, e na rua que subia, o nome de Henry Fielding com uma seta para a esquerda, guiada assim, deparei-me então com um lindíssimo mausoléu sem arrebatamentos estéreis que a morte não precisa de coloridos vivos, de dignidade e beleza, impressionantes. A morte acontecera no dia em que nasci, o encontro, quase no aniversário de Fielding, e das rosas, sempre inglesas, um inefável perfume percorria o espaço mais bonito de toda a redondeza. Tudo estava à escala humana, desde as árvores que me pareciam frondosas vistas de fora, aos mármores, às flores, sem aquelas ameaçadoras raízes que quebram o solo no da Estrela ali ao lado. Tudo era gentil em meu redor. E mais encantos existiam; outro seu livro « Amélia». E naquela manhã, foi ali mesmo que resolvi um problema que a índole elegantíssima do meu interlocutor assim me facultou. Há dias que são como sonhos, somos guiados. No reino da manifestação há que se ser abençoado, o mesmo que contemplado, pois que os felizes momentos são grandes demais para o nosso estreito entendimento, mas um poeta, por o ser, só o será de forma plena pela consciência de que as leis que o regem são bem diferentes das de muitos outros. As mais vivas coisas não fazem barulho. A Casa Fernando Pessoa ali ao lado é asséptica ao maravilhoso, e neste instante tive pena que ele não estivesse aqui, perto da sua primeira essência. Por momentos tudo faz sentido havendo um lado luminoso que não desiste de nós. Parabéns, Henry Fielding. Ele era parecido com Voltaire, talvez que estes seres se assemelhassem no seu registo temporal, e seria aqui encontrada a frase do entendimento "é preciso cultivar o nosso jardim". Sempre estivemos tão perto! Mas há sempre um tempo para os seres se encontrarem. E quem sabe ainda se desde sempre estamos unidos?!


quarta-feira 12.5.2021

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Apagar a Bedeteca de Lisboa

HORTA SECA, LISBOA, SEXTA, 23 ABRIL Nunca mais voltei ao Palácio do Contador-mor. De vez em quando chegavam-me notícias dos Olivais. Não me lembro de uma boa, mas a minha memória tem vontade própria. Ou tinham tornado as salas de exposição em armazém, uma necessidade imperiosa. Ou tentavam encerrála, incendiando a indignação do Ruben de Carvalho, na Assembleia Municipal. Ou desatavam a distribuir os originais em depósito como se aí viessem os bárbaros. Afinal, os bárbaros estavam bem instalados. Nem decidiam nem saíam de baixo. Tanto que entregaram às autoridades sem esboço de resistência livros atentatórios da moral e dos bons costumes. Uma chamada do José Marmeleira desinquietou-me: a moribunda Bedeteca cumpria por estes dias 25 anos e o Público queria saber das razões para o «desaparecimento» (https:// www.publico.pt/2021/05/02/ culturaipsilon/noticia/ bedeteca-bela-historiaapagou-1960529). Pensei em pegar em cartaz, newsletter, exposição ou livro e discorrer em direcção ao pôrdo-sol. Pensei em divertir-me desafiando em duelo pequenos e médios funcionários da vida e outros arrotadores de postas de pescada. Pensei em reflectir a fundo sobre a ausência de estratégia cultural em gestão autárquica feita ao sabor de modas. Andando por estes dias a lidar outros fantasmas, por causa de uma ilusão chamada futuro, desapeteceu-me. Mas a conversa perturbou-me a ponto de me fazer espreitar umas fotos e reler uns textos. Hesito em deixar aqui a introdução ao longo relatório que entreguei ou pedaços da carta de despedida, entre recordar o entusiamo dos objectivos ou a emoção do corte com projecto bastamente identitário. Por causa das pessoas, deixo a carta, quase por inteiro. «Fiquem descansados que outras imagens me atormentaram nos momentos-chave, mas, no caso da banda desenhada, colecciono duas ou três. As primeiras são vinhetas do Tintim, na América e no Tibete. Primeiro a vertigem de atravessar entre dois arranha-céus, num álbum que andou comigo cada segundo de alguns meses da infância. Depois

aqui os milhares de agradecimentos que desejava. No jardim do Palácio florescem verdadeiros livros de solidariedade, de inútil beleza, de utilidade permanente. Se alguma coisa aprendi terá a ver com as pessoas, humanas e individualizadas. Também com a vida e as várias mortes que ela contém. Ao Júlio, um abraço. Devo mais abraços. Alguns são de uma intimidade que fere, outros são públicos e notórios. Àqueles que tentaram e continuarão a tentar destruir, é-lhes também devida uma palavra. Obstáculos, mesmo os que têm origem na má-fé, podem (quase) sempre transformarse em oportunidade. E, se é verdade que meios inquinados como a função As Cidades de Lisboa, exposição a partir de «História de Lisboa», de Filipe Abranches pública só oxigenam e A.H. de Oliveira Marques graças de ao empenho e generosidade de uns quantos (nenúfares), também não é veio o hino à amizade de um nome A massa crítica aumentou menos verdade que se encontra a que, gritado, faz tremer todo o consideravelmente. Mais torto e a direito a mediocridade, bem-estar pequeno burguês de artigos, mais livros, mais a preguiça mental e o atavismo uma estância de férias. Vertigem gente a discutir e a fazer. (pântano). A todos agradeço. e grito perturbador foi o que Mais formação. Há páginas de São de ordem política voltei a encontrar, muitas frenético entretenimento e de e pessoal as razões que me páginas mais tarde, na prancha arriscada pesquisa pessoal. levam a tomar esta decisão. de Muñoz e Sampayo, em Viet Um olhar mais próximo diria Politicamente, a equipa que Blues. Afinal, havia vida e carne que aumentou a autoestima me convidou saiu. Ora eu, não e política nos quadradinhos. dos criadores. Não está ainda sendo funcionário camarário, e É só por isso que os projectos consolidado um sistema, mas portanto descomprometido com valem a pena: há pessoas por vão surgindo obras a ritmo uma ética de instituição, devo detrás das coisas e das obras. razoável, com importantes demitir-me também. Empenhei-me Há vida antes da morte. O visões plásticas e experiências na campanha eleitoral, na exacta gesto estético só me interessa narrativas. É óbvio que está medida das minhas capacidades se estiver ligado à vida e à tudo por fazer. O projecto da e desilusões. Achei que havia um carne dos dias. Não é tanto a Bedeteca é totalitário. Importa projecto de cidade e de cultura questão desirmanada da fantasia tudo e todos tocar. Até agora que merecia continuação. Lisboa escapista contra a força de falhou, mas o lastro da utopia não concordou. A outros a tarefa intervenção rápida do neocontamina algumas vontades. de dar corpo a outras ideias. realismo. Trata-se de encontrar Vai ser possível fazer mais, por Porque esta ideia (de cultura a força ténue do acto criativo: uma razão simples, se simples e bd, por exemplo) é política. uma interrogação que pode fossem as razões: possuímos Pessoalmente, qualquer explicar; um momento que pode excelentes criadores e alguns explicação passa pela palavra iluminar; uma imagem que pode bons investigadores. cansaço. dar a ver; uma ficção que nos Sem vontade política era É isso: troco de lugar. pode mudar a vida. Ou não. impossível ter nascido a Quase nada se altera no rumo Alguma coisa mudou, Bedeteca de Lisboa. Devo um das coisas, antes lhe dá entretanto, no horizonte da primeiro agradecimento a consistência. A Bedeteca é bd nacional. Começo pelo modo João Soares e a Tomás Vasques. um ponto luminoso na vida da como esse ser viscoso chamado [Acrescento aqui e agora a cidade. Os novos responsáveis opinião pública olha as Manuela Rêgo e a Maria Calado. pela vida cultural da cidade histórias aos quadradinhos. De todos conservo a amizade.] reconhecem-no e afirmam Muito preconceito e confusão É injusto não enumerar em a vontade em mantê-lo haverá ainda – o que, segundo seguida cada um dos nomes exactamente assim: luxuriante os ensinamentos da História, que a partir deste impulso e perturbador, conservador e pode ser bastante produtivo –, inicial ajudaram a construir. reflexivo.» [Risos, muitos e mas a bd está decididamente na Mas porque foram, felizmente, desbragados] agenda da atenção mediática. bastantes é impossível escrever

diário de um editor

JOÃO PAULO COTRIM


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28 6 8 1 2 9 7 4 5 3 7 5 3 6 8 4 2 1 9 2 9 4 1 5 3 8 7 6 9 4 5 AVISO 7 6N.º 53/AI/2021 1 3 8 2 8-----Atendendo 3 à6gravidade4 para2o interesse 5 público 1 e não9sendo7possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os indiscriminados:----------------------------------------------------1fractores 7abaixo 2 8 3 9 5 6 4 -----1. Mandado de Notificação n.° 390/AI/2021:YU QIUYUE, portadora do Passaporte da RPC n.° EE7245xxx, que na sequência do Auto de Notícia 4n.° 147/DI-AI/2019 2 7 levantado 5 pela 1 DST6a 29.05.2019, 9 3e por despacho 8 da signatária de 19.04.2021, exarado no Relatório n.° 430/DI/2021, de do n.° 14 do artigo 509.04.2021, 6 nos9termos 3 810.° e7do n.° 21 do artigo 1 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada 3na Rua de1Roma8n. 239-241, 9 Jardim 7 Hang2Kei, Bloco 6 2, 9.°4andar H5onde se

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prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------ 2. Mandado de Notificação n.° 400/AI/2021:XU HUIHUI, portador do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C84556xxx e do passaporte da RPC n.° E46033xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 102/DI-AI/2019 levantado pela DST a 23.04.2019, e por despacho da signatária de 19.04.2021, exarado no Relatório n.° 442/DI/2021, de 13.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1017, Edf. Nam Fong, Bloco 1, 6.° andar F, Macau onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------- -----Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada. -----O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.----------------- -----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Abril de 2021.---------------

30 1 2 8 7 5 9 6 3 4

4 5 9 2 3 6 7 8 1

3 6 7 4 8 1 9 2 5

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8 7 4 6 2 5 3 1 9

8 5 9

6 1 5 7 6 2

3

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 26

26 29 5 9 6 7 4 2 1 3 8

7 2

3

PROBLEMA 27

6 9

5 9 2 3 1 7 4 6 8

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

31 30 6 3 7 81 2 4 92 1 5 28 4 87 7 6 94 1 5 3 5 7 21 www. 3 8 6 hojemacau. com.mo 4 98 1

4 1

4 5

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1 4 8 7 2

8 1

3 8 4 9 5 6 2 7 1

BAHT

Esta série televisiva com três temporadas, que pode ser vista no HBO, retrata o dia-a-dia da redacção no ACN - Atlantic Cable News e baseia-se em acontecimentos verdadeiros, como é o caso do atentado terrorista na maratona de Boston, em 2013. Uma série a não perder para quem gosta de perceber os meandros do jornalismo televisivo e os bastidores das notícias. 5Andreia 3 Sofia 6 7Silva8 4

0.25

CINETEATRO ONCE UPON A TIME IN HONG KONG [C]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Wong Jing, Woody Hui Com: Louis Koo, Tony Leung, Francis Ng, Lam Ka Tung 14.30, 19.30 FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Roy Chow Com: Louis Koo, Han Geng, Wang Kai 16.30, 21.30 SALA 2

HOME SWEET HOME [C]

1.23

C I N E M A

SALA 1

DYNASTY WARRIORS [C]

YUAN

FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Leste Chen Com: Aaron Kwok, Hsu Wei Ning 14.30, 19.15, 21.30

STAND BY ME DORAEMON 2 [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 16.45 SALA 3

THOSE WHO WISH ME DEAD [C] Um filme de: Taylor Sheridan Com: Angelina Jolie, Nicholas Hoult, Aidan Gillen 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

32 5 1 9 2 4 8 9 2 1 7 6 3 9 1 5 2 6 7 4 9 1 8 3 5 28 8 4 7 3 69 8 1 4 3 2 5 7 9 6 THOSE WHO WISH ME DEAD 61 5 1 33 7 92 5 8 2 9 4 3 6 1 7 3 2 81 19 5 4 4 3 6 8 1 7 9 5 2 6 4 79 9 8de Notícias, 6 21Lda Director Carlos Morais 1 7José 9 2João5Luz;6José C.3Mendes 8 Redacção 4 Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Propriedade Fábrica Editores Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 1 9M.Tavares; 6 48Gonçalo 85 Waddington; 37 7José6Simões 2 Morais; 5 Luis 4 Carmelo; 8 Nuno Gonçalo Inês Oliveira;3João9 Paulo1 Cotrim; Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 3 4 2 Paul 5 Chan 9 Wai1Chi; Paula Bicho; Tânia 6 dos2Santos 8 Grafismo 5 3Paulo4Borges, 1 Rómulo 7 9 Olavo 7 Rasquinho; Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; 9 7 GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 8 3Morada 5 Pátio 6 da2Sé, n.º22, 7 Edf. Tak Fok, R/C-B,7Macau; 4 Telefone 5 128752401 8 Fax 9 28752405; 2 6e-mail 3 info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare 6 3

situada na Avenida da Amizade n.° 271, Edf. Kam Wa Kok, 7.° andar AA (correspondente no prédio ao 8.° andar A), Macau onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 407/AI/2021:NG KAI CHI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente n.° 51384xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 18/DI-AI/2019 levantado pela DST a 14.01.2019, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 11.01.2021, exarado no Relatório n.° 36/DI/2021, de 05.01.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Taipa, Rua de Seng Tou n.° 227, Lai Chui Kok, 27.° andar G onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-------------------------------------------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ''Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.--------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Abril de 2021.---------------

5 9 7 4 2 1 3 6 8

9.73

THE NEWSROOM | AARON SORKIN | 2012

33 2 8 3 6 4 1 7 5 9 4 1 7 2 9 5 3 6 8 9 6 5 7 3 8 2 4 1 3 5 AVISO 6 N.º 4 54/AI/2021 8 9 1 7 2 1 à2gravidade9para 3o interesse7público6e não5sendo 8 -----Atendendo possível4 proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os infractores abaixo discriminados:------------------------------------------------8 7 4 5 1 2 6 9 3 -----1. Mandado de Notificação n.° 388/AI/2021:CHAN HENG CHEONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente 6 9 1 8do Auto5de Notícia 3 n.°430/DI-AI/2019 2 7 n.° 12733xx(x), que na sequência levantado pela DST a 22.01.2019, e por despacho da signatária de 02.03.2021, exarado no Relatório n.° 216/DI/2021, de 19.02.2021, 5 4 8 1 2 7 9 3 nos6 termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $250.000,00 3 mil2 patacas) 9 por6controlar4 a fracção 8 autónoma 1 5 (duzentas7e cinquenta 35 1 2 6 7 8 3 9 4 5

12.5.2021 quarta-feira

8 7 1 2 3 5 4 9 6

4 5 3 6 9 7 1 8 2

2 6 9 8 1 4 7 5 3

7 3 5 1 6 9 8 2 4

6 4 2 3 7 8 5 1 9

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

9 1 8 5 4 2 6 3 7

34 2 5 8 4 7 3 6 9 3 4 1 8 6 9 2 7 7 6 9 1 2 5 8 3 6 9 AVISO 7 5 8 1 3 4 5 2 3 7 9 4 1 8 Faz-se saber que em relação ao concurso pú1 8 4 6 3 2 9 5 blico para empreitada de obra pública designada 9 7de construção 5 3 da1rede6viária 4 na 2 por « Empreitada periferia dos 8pontos 1 de2partida 9 e4de chegada 7 5 da 6 quarta ponte Macau-Taipa – Eixo leste da Zona A 4 3 6 2 5 8 7 1 – Fase 1», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 17, II Série, de 28 de Abril 36 de 2021, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa 7 6 2 1 4 9 8 5 do concurso, e foi feita aclaração complementar 5 3 8pela6entidade 2 que 7 realiza 9 1 conforme necessidades, o concurso 4 e juntos 9 ao1processo 8 do5concurso. 3 2 6

2 5 3 9 8 1 7 4

Os referidos esclarecimentos e aclaração com1 4 6 disponíveis 7 3 para 2 consul5 9 plementar encontram-se ta, durante 9 o horário 8 de7expediente, 4 6 no5Gabinete 3 2 para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, sito 6 2 4 5 7 8 1 3 na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam 5 3 9 4 6 7 Kwong, 9.º8 andar,1Macau.

3 7 9 2 1 6 4 8

Gabinete para o Desenvolvimento de Infraestruturas, aos 6 de Maio de 2021.

O Coordenador do Gabinete, Lam Wai Hou

1 5 4 2 ANÚNCIO 6 CONCURSO PÚBLICO N. 14/P/21 público que, por despacho de Sua Excelência, o 7 ChefeFaz-se do Executivo, de 8 de Março de 2021, se encontra aberto Público para a «Prestação de Serviços de Limpeza 8 oaoConcurso Centro Hospitalar Conde de S. Januário e aos Edifícios de Administração», cujo Programa do Concurso e o Caderno de 3 Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 12 de Maio de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 9 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionao

3 4 7 6 8 1 9 2 5

mento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP99,00 (noventa e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau., no dia 18 de Maio de 2021 às 10,00 horas para uma reunião de esclarecimentos ou dúvidas referentes ao presente concurso público, seguida duma visita aos locais a que se destinam a respectiva prestação de serviços. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 11 de Junho de 2021. O acto público deste concurso terá lugar no dia 15 de Junho de 2021, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP1.284.000,00 (Um milhão, duzentas e oitenta e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 6 de Maio de 2021 O Director dos Serviços Lo Iek Long


quarta-feira 12.5.2021

www.hojemacau.com.mo

sexanálise

opinião 19

Tânia dos Santos

A INSATISFAÇÃO CONJUGAL E OS DESAFIOS DO DIVÓRCIO CHINÊS que as pessoas não devem ir ao supermercado com fome, porque vão comprar muito para além do que é suposto, as pessoas no calor da discussão não conseguem racionalizar o divórcio. O estado chega-se à frente na criação de condições para se acalmarem os ânimos. Se resulta em casamentos mais felizes, isso é que a investigação longitudinal poderá elucidar – mas não vi que existisse. Já sabemos que este é um estado que tende a meter-se nos assuntos da esfera privada, mas nem é muito consistente nesta intromissão. Se há um período de reflexão para o divórcio porque não existe um para o casamento? Não se tomam decisões sobre o casamento de cabeça apaixonada? O que estas leis estão a querer insinuar é que está tudo bem se te casares e tiveres filhos sem grande reflexão. O divórcio, esse que destrói a sagrada união matrimonial e familiar, tem que ser evitado, ou pelo menos, racionalizado. Principalmente se existem filhos envolvidos. Os teóricos a favor deste mecanismo frequentemente referem a sua preocupação pelo bem-estar dos filhos – e que filhos de casais divorciados são mais infelizes e têm mais problemas, etecetera. E períodos de reflexão para quem planeia ter filhos? Nestes tempos a ênfase no casamento talvez já não faça o mesmo sentido como antigamente. As pessoas vêem que há legitimidade para querer outras coisas. As preocupações sociais fazem pressão por uma visão do casamento, e da família, intacta e em prol do desenvolvimento. Talvez valha a pena reformular o paradigma. E se a preocupação for o bem-estar? O individual e o colectivo. Talvez, se não existir tanta pressão para casar, não existirão tantos divórcios. E se se trabalhar a igualdade de género? E se se permitir o casamento homossexual? E a adopção? E se se normalizar a terapia de casal? Tudo opções que podem ser bem mais eficazes na promoção do bem-estar e na promoção da família – que não tem que ser única nem prototípica. Talvez seja bem mais eficaz dar espaço para as várias constelações familiares surgirem. Todos têm a ganhar.

MAURIZIO SOLIS BROCA

NACHINA um inquérito indicou que cerca de 20 por cento das mulheres estão arrependidas por se terem casado. Os números da insatisfação têm aumentado ano após ano. Talvez um ano de pandemia tenha ajudado a esta tendência. Não houve ano mais exigente para as mães e esposas que andaram em malabarismos entre tarefas e trabalhos. Os valores de insatisfação, por sua vez, não se reflectem da mesma forma nos homens. Os homens parecem estar muito satisfeitos. A razão? Os desequilíbrios na divisão de tarefas conjugais está claramente a tender para um lado. A mulher chinesa moderna tem um emprego, ao mesmo tempo que cuida da casa, dos filhos e dos pais. Para um jovem chinês a pressão para se casar e ter filhos começa logo depois da universidade, quando até lá era “proibido” namorar. As políticas que estimulam a natalidade também estão orientadas para esta visão pró-casamento. O envelhecimento da população é cada vez mais óbvio. A necessidade de manter uma geração trabalhadora exige muito casamento, família e filhos. Agora - mudam-se os tempos e as vontades, e num contexto em que as mulheres têm cada vez mais espaço no tecido empresarial, a família e a procriação podem só ser mais uma tarefa para sobrecarregar a vida, e não um propósito de existência. Aliada a esta tendência para a insatisfação, os divórcios têm aumentado. O governo chinês, preocupado com estes números, implementou um período de reflexão obrigatório de 30 dias a quem queira divorciar-se. Implementado a 1 de Janeiro de 2021, imensos casais apressaram-se a divorciar para não serem apanhados por esta exigência. A ideia não é nova – parece que a Coreia do Sul já a tem implementada desde 2005, variando os períodos dependendo das localidades. A investigação em contexto coreano mostra que há casais que acabam por desistir do processo.As teorias que sustentam um período de reflexão obrigatório acreditam que as pessoas se precipitam a tomar decisões. Da mesma forma

Nestes tempos a ênfase no casamento talvez já não faça o mesmo sentido como antigamente. As pessoas vêem que há legitimidade para querer outras coisas. As preocupações sociais fazem pressão por uma visão do casamento, e da família, intacta e em prol do desenvolvimento. Talvez valha a pena reformular o paradigma


“A gula é uma fuga emotiva, um sinal de que alguma coisa nos está a devorar.” PALAVRA DO DIA

Menos uns quantos TIAGO ALCÂNTARA

Macau perdeu população e milhares de TNR

N

O final do primeiro trimestre deste ano, Macau tinha uma população total de 682.500 pessoas, menos 600 em comparação com o trimestre anterior, e menos 13.600 em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), no final de Março viviam em Macau 363.400 pessoas do sexo feminino, representando 53,2 por cento da população. A DSEC afirmou durante o primeiro trimestre do ano registaram-se 1.173 nascimentos, menos 172, em termos trimestrais. Do total de bebés nascidos, 650 foram meninos. No capítulo dos óbitos, registaram-se 586 óbitos nos primeiros

No final de Março, viviam em Macau 173.113 TNR, menos 4.548 em relação ao trimestre anterior. Em termos anuais, o número de TNR registou uma quebra de 16.405 em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quase menos 10%

três meses do ano, mais 20, em termos mensais. As três principais causas antecedentes de morte foram tumores (222 óbitos), doenças do aparelho circulatório (163 óbitos) e doenças do aparelho respiratório (99 óbitos).

Atravessar fronteiras

No trimestre em causa o número de indivíduos do Interior da China recém-chegados a Macau titulares de “Salvo-Conduto Singular” fixou-se em 675 pessoas, com os indivíduos autorizados a residir em Macau a totalizarem 124. Estes índices demográficos registaram quebras de 245 e 19 pessoas, respectivamente em termos trimestrais. Um dos factores demográficos mais afectados pela pandemia, e decorrente crise económica, foi o número de trabalhadores não residentes (TNR). No final de Março, viviam em Macau 173.113 TNR, menos 4.548 em relação ao trimestre anterior. Em termos anuais, nos primeiros três meses de 2021 o número de TNR registava uma quebra de 16.405 em relação ao primeiro trimestre do ano passado, uma diminuição de quase 10 por cento. Outro dos aspectos analisados pela DSEC é o número de casamentos. Nos primeiros três meses do ano registaram-se 973 casamentos, mais 84 em termos trimestrais.

Partos Apenas 13 TNR beneficiaram de apoio Em 2019 e 2020, houve apenas 13 trabalhadoras não residentes (TNR) a beneficiar do desconto por carência económica, aplicado às taxas cobradas pelos partos. De acordo com dados facultados pelos Serviços de Saúde (SS) e pelo Instituto de Acção Social (IAS) ao canal português da

TDM-Rádio Macau, houve, no total, 470 mulheres na condição de TNR a dar à luz no hospital público. Destas, apenas 15 trataram das formalidades para beneficiar do apoio, acabando por ser rejeitados dois pedidos. O critério para que o desconto seja atribuído, passa por auferir rendimentos

inferiores ao valor do risco social, ou seja, abaixo das 4.350 patacas mensais. Recorde-se que a partir de 2018, as taxas de parto para TNR nos hospitais públicos passaram de 975 para 8.775 patacas, para partos normais, e de 1.950 para 17.550, em caso de cesariana.

Peter de Vries

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quarta-feira

12.5.2021

Profile for Jornal Hoje Macau

Hoje Macau 12 MAIO 2021 #4766  

Nº 4766 de 12 MAIO de 2021 - Edição em papel do jornal Hoje Macau

Hoje Macau 12 MAIO 2021 #4766  

Nº 4766 de 12 MAIO de 2021 - Edição em papel do jornal Hoje Macau

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