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EDITORIAL

quem tem medo de florinda chan? Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Director carlos morais josé • segunda-feira 10 de junho de 2013 • ANO XII • Nº 2868

trovoadas min 25 max 30 hum 80-98% • euro 10.3 baht 0.2 yuan 1.2

Ter para ler Venham mais cinco (séculos)

abuso de poder

10 de junho

Susana chou aponta dedo a altos cargos da RAEM

Cônsul defende portugal “moderno e competitivo”

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futebol

Campeão da Liga de Elite decide-se na última jornada

Entre a águia e o canário O Lam Pak já tinha perdido possibilidades de lutar pelo título há muito tempo e ontem o tri-campeão Ka I também perdeu as esperanças, apesar de ter empatado com o líder Monte Carlo. Esse empate deu algum alívio aos canarinhos mas fez aproximar o Benfica que agora está apenas a um ponto. Monte Carlo joga na última jornada contra o Lam Pak. Um jogo bem mais fácil terá o Benfica contra o Kei Lun, já despromovido. Não será uma luta de galos, mas antevê-se grande expectativa até ao último minuto da última jornada da Liga de Elite. Libertem as aves. página 16

Violência doméstica

ONG’s e deputados criticados por quem pede criminalização Página 3 pub

• caso das campas

Raymond Tam no tribunal é assunto de “interesse público” Página 2


tiago alcântara

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política

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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processo no âmbito do chamado caso das campas que tem Raymond Tam, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), como principal arguido não está mais em segredo de justiça. O anúncio foi feito pelo próprio Tribunal Judicial de Base (TJB), responsável pelo julgamento que envolve Raymond Tam, Lei Wai Nong, um dos vice-presidentes do IACM, Fong Vai Seng, Chefe do Departamento de HigieneAmbiental e Licenciamento, e Siu Kok Kun, um funcionário do instituto.

segunda-feira 10.6.2013

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Caso das campas TJB afirma que questão não está mais em segredo de justiça e assegura imparcialidade

Interesse público O tribunal entendeu que deveria emitir um comunicado para explicar ao público os procedimentos tomados até agora, considerando que o caso “está associado ao interesse público”. Foi a 18 de Janeiro que o Juízo de Instrução Criminal recebeu formalmente dos arguidos,

através do Ministério Público, o requerimento de abertura de instrução. Todos tentaram que esta fosse nula, mas a 23 de Janeiro, o juiz declarou aberta a instrução e após quase dois meses decidiu pronunciar os arguidos no processo. Ainda de acordo com o comunicado do TJB, os

arguidos interpuseram recurso do despacho de pronúncia a 9 de Abril. Os arguidos apresentaram reclamações ao Presidente do Tribunal de Segunda Instância a 8 de Maio, mas 23 dias depois, o este decidiu manter a decisão do juiz de Instrução Criminal que não admitiu o recurso interposto

do despacho de pronúncia. “Há dias, o processo foi remetido para este Tribunal [Judicial de Base], estando registado sob o n.º CR4-13-0139-PCC”, frisa o comunicado do TJB. “Neste processo, há quatro arguidos e cada um deles vem acusado da prática de um crime de prevaricação.” A data de julgamento ainda não está marcada, mas o TJB assegura que os juízes “são livres de qualquer interferência e não estão sujeitos a quaisquer ordens ou instruções, pelo que os comentários públicos sobre o processo em causa não podem afectar o julgamento independente dos juízes”.

Susana Chou fala sobre o caso da fibra óptica no seu blogue

“Abuso de poder é pior do que em Hong Kong” Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), Susana Chou, descreve no mais recente texto do seu blogue situações que envolvem governantes e que considera serem exemplos de abuso de poder e de dinheiros públicos. Mas não deixou de citar um exemplo ocorrido em Hong Kong, em que um antigo dirigente terá usado dinheiros públicos para viagens e compras privadas. Tudo para explicar que o sistema funciona de outra maneira na região vizinha. “O caso de Ao Man Long fez-me pensar muito.

Antes do caso rebentar, já havia muitos rumores mas o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) parecia não saber de nada até que o Independent Comission against Corruption (ICAC) de Hong Kong lançou o aviso.” Susana Chou considera, então, que “a situação de abuso de poder e de dinheiro em Macau é pior do que em Hong Kong, porque ainda há muitos que desempenham altos cargos e que usam as zonas VIP para as viagens privadas entre Macau e Hong Kong, e o pior é que contratam empresas de relações publicas para que possam ser recebidos à chegada,

no terminal. Ao contrário de uma viagem pública, porque é que uma viagem privada precisa de ter uma empresa privada para o acolhimento à chegada?” A ex-presidente da AL diz “não concordar nada” com esta situação e questiona no seu blogue como é que estes representantes de altos cargos do Governo podem “servir o povo”? “Toda a gente sabe que as receitas ganhas em impostos pelo Governo da RAEM são boas, mas pela forma como estes altos funcionários se comportam o dinheiro é gasto de forma rápida e fácil”, acrescenta. As criticas a outro tipo de

comportamentos considerados “repugnantes e abomináveis” continuam. “Muitos altos cargos usam o pretexto da promoção da Lei Básica para viajarem em quase toda a China, mas gastam pouco tempo nas actividades de promoção. Por contraste, os casos em Hong Kong quase que podem ser considerados insignificantes.”

Viagens sem relatório

Susana Chou prossegue o seu rol de acusações apontando que Macau tem actualmente “um ambiente de viagens” do foro institucional e governamental, o que significa que “para qualquer consulta ou medida

política o Governo precisa de visitar os países estrangeiros, mas depois não há nenhum relatório sobre os resultados dessa visita”, lembrando ainda que muitas associações privadas usam dinheiros públicos para a

realização de seminários e fóruns. Como exemplo do que diz ser abuso de poder, Susana Chou lembrou o caso dos dirigentes dos Serviços deAdministração e Função Pública (SAFP) que instalaram serviços de Internet nas suas casas pagos pelo Governo. “No caso da fibra óptica, embora seja possível por lei, será que o director (José Chu), com o seu alto salário, ainda precisa que o Governo lhe pague a rede de Internet em casa? Será que os seus familiares também usam a Internet? Se o caso fosse em Hong Kong, tanto a AL como os meios de comunicação social iriam reagir de forma furiosa.”


segunda-feira 10.6.2013

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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uitas das organizações não-governamentais e dos deputados nomeados da Assembleia Legislativa não estão verdadeiramente preocupados com o problema da violência doméstica no território. A ideia é defendida pelo Grupo de Cidadãos pela Violência Doméstica como Crime Público, da qual faz parte Cecília Ho, professora do Instituto Politécnico de Macau (IPM). “O Instituto de Acção Social (IAS) divulgou a proposta de Lei [contra a violência doméstica] para consulta ‘pública’, que infelizmente foi apenas destinada a ‘organizações e profissionais relacionados’, que, unanimemente, concordaram com o ponto de vista do Governo”, aponta um comunicado enviado por Cecília Ho ao Hoje Macau. “Duvidamos que este processo opaco de consulta revele a maioria da opinião pública, o que vai implicar que se acabe numa solução profundamente dividida sobre este assunto no seio da sociedade.” Recorde-se que o Governo decidiu alterar a proposta inicial da Lei de Combate à

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Violência Doméstica Grupo que pede criminalização pública critica ONG’s e deputados

“Pedem aprovação de uma lei ineficaz” Violência Doméstica de crime público para semi-público, em nome da harmonia social. Mas, devido à lei ser motivo de opiniões diversas, levou a que “as organizações não-governamentais pró-Governo e os deputados nomeados pelo Executivo ficassem preocupados” com o facto de este diploma poder ficar entalado na AL – que está no fim da quarta legislatura. “Por isso, eles propuseram que se passasse a Lei que prevê a violência doméstica como crime semi-público primeiro e que se revisse esta dois anos depois da sua entrada em vigor. Se eles realmente estivessem de acordo com a criminalização da violência doméstica, eles deveriam pensar primeiro dos direitos

das mulheres – e nos direitos humanos – e deviam fazer um bom uso da sua influência social, para colocar pressão no Governo, de forma a que este alterasse a lei”, defende o Grupo. “Não deveriam pedir de forma tão apressada a aprovação de uma lei ineficaz e incompleta.”

Pelas vítimas

Para já, são quase 1200 as pessoas que assinaram a petição que pretende fazer o Governo alterar a intenção de manter a violência doméstica como crime semi-público. O movimento do Facebook “Tolerância Zero para a violência doméstica em oposição a crime semi-público” tinha como objectivo atingir as mil assinaturas até ao dia

23 deste mês, sendo que pretende entregar a petição ao presidente do IAS no dia a seguir. No comunicado enviado ao Hoje Macau, o Grupo assume que a atitude do Governo está a ser “negativa e passiva” face ao problema por que as vítimas de violência doméstica passam. No Grupo de Cidadãos pela Violência Doméstica estão incluídas vítimas deste tipo de violência. “A atitude do Governo, subtilmente, tolera a repetição da violência. Uma das nossas apoiantes, que testemunhou violência doméstica em casa, disse que com o crime semi-público, as vítimas não podem ser assistidas, nem os agressores responsabilizados.”

política

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Xu Ze vai para Pequim

Segundo o jornal Sunday Morning Post, Xu Ze vai deixar o cargo que ocupava no Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau para regressar à capital chinesa para ser vice-director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado. Com 58 anos, Xu Ze já havia ocupado o cargo em 1980 e 2004, ano em que veio para ser sub-director do gabinete do governo central na RAEM.

Deputado questiona número de terras abandonadas

O deputado Au Kam San entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona os dados sobre o número de terrenos abandonados. No documento o deputado eleito pela Associação Novo Macau diz que em 2009 o Executivo disse que havia 113 terras abandonadas e que necessitariam de ser analisadas no futuro, sendo que destas 48 terras eram de empresários com responsabilidades no seu desenvolvimento. Contudo, e segundo um estudo feito pela associação dos moradores (Kai Fong), haverá cerca de 300 terrenos. Au Kam San quer, assim, saber as razões para tão disparidade de números e quer saber qual o aumento de terrenos depois de 2009. É ainda questionada a recuperação dos mesmos e em que estado está a análise da situação.

Ung Choi Kun quer compra de casa depois dos 30

Segundo a imprensa de língua chinesa, o deputado e presidente de uma associação do sector imobiliário, Ung Choi Kun promoveu no passado Sábado uma palestra intitulada “imobiliário e vida dos jovens”. À margem do evento, o deputado disse que é preciso aumentar a competitividade dos jovens e que não é urgente comprar uma casa, apontando como a data ideal depois dos 30 anos. Ung Choi Kun pede ainda que o Governo crie condições para que se possa criar melhores condições ao nível dos empréstimos para a primeira casa. O deputado considera que os jovens podem primeira alugar um apartamento, depois comprar uma casa em segunda mão e depois comprar a casa ideal numa próxima fase.

Chan Hong candidata-se pela via indirecta

No passado Sábado a Associação de Educação de Macau (AEM) realizou a sua 64.ª Assembleia-Geral. A deputada Ho Sio Kam afirmou à margem do evento que Chan Hong, vice-directora da escola Hou Kong, vai participar nas próximas eleições à Assembleia Legislativa (AL) pela via indirecta, tendo explicado que a decisão partiu da própria direcção, conta a imprensa chinesa. Chan Hong foi, em 2009, número dois do deputado Ho Ion Sang, que de forma inesperada falhou a obtenção de dois assentos. A razão? Chan Hong foi acusada de obrigar os alunos da escola que dirige a votar em si.

Angela Leong quer “alerta precoce” contra chuvas

A deputada Angela Leong pede ao Governo que crie medidas eficazes para prevenir chuvas e desabamentos mas que, sobretudo, ajudem a uma acção precoce. “Urge estabelecer um mecanismo de alerta precoce. As fortes chuvas e trovoadas dos últimos tempos levaram a inundações, engarrafamentos e deslizamentos em Macau e na Taipa. Dado que Macau tem muitas áreas montanhosas, a estabilidade das colinas pode trazer ameaças à segurança pública”, pode ler-se na interpelação escrita. “Apesar das autoridades terem agido com rapidez, ainda há muitas pessoas que acham que é mais importante e eficaz tomar precauções e fazer pré-inspecções. É necessário estabelecer um mecanismo de alerta precoce dos desabamentos. São suficientes as prevenções? Há espaço para melhorias? Macau vai estabelecer um mecanismo de alerta precoce de desabamentos através de técnicas avançadas?”, questiona a deputada.


política

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Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Capitania dos Portos vai sofrer mudanças no nome e na estrutura orgânica, sendo que vai ter mais departamentos e funcionários. O organismo vai passar, agora, a ser uma direcção, com o nome de Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), conforme anunciado na sexta-feira pelo porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng. Focado na poupança de água e no aproveitamento eficaz dos recursos, o Governo decidiu acrescentar um novo departamento à antiga Capitania dos Portos. O Departamento de Gestão de Recursos Hídricos vai ser o responsável pelos assuntos que dizem respeito ao abastecimento de água. Este departamento vem aumentar as competências da futura DSAMA – a nova direcção só entra em vigor um mês após a publicação em Boletim Oficial do despacho -, e fica incumbido, por exemplo, de elaborar

Reestruturação Capitania dos Portos passa a Direcção de Serviços, cria novos departamentos e aumenta equipa

Água com mais vigilância medidas de emergência para o abastecimento de água do território, fiscalizar o contrato de abastecimento feito pela concessionária Macau Water,

promover estudos sobre outras formas de exploração de recursos hídricos e emitir pareceres técnicos sobre a qualidade da água. pub

Leong Heng Teng garante que os trabalhos deste novo departamento não vão entrar em conflito nem com a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), nem com o actual existente Grupo de Trabalho para uma Sociedade Economizadora de Água. “Este grupo foi criado por despacho do Chefe do Executivo e já estava sob alçada da Capitania dos Portos, agora este departamento é quem vai ter realmente nas mãos isto.”

Mais pessoas

A DSAMA surge como resposta às competências da

Capitania dos Portos, que Leong Heng Teng explica estarem a ser gradualmente ampliadas. “Das áreas marítima e portuária para as áreas de coordenação de recursos de água, gestão de terminais e exploração dos transportes marítimos de passageiros.” Por isto mesmo, a Capitania dos Portos não pode manter-se nem como organismo simples, nem com os actuais funcionários. A DSAMA vai, então, ter mais 27 funcionários, passando a integrar um total de 302 funcionários. Susana Wong, actual directora da

Capitania dos Portos, vai continuar a liderar a futura DSAMA. Mas, o Executivo quer mais e decidiu reforçar as atribuições no âmbito da fiscalização do funcionamento dos terminais marítimos. A DSAMA vai, por isso, alargar as funções dos diversos departamentos que constituem a actual Capitania dos Portos e que vão ser transferidos para a direcção. É o caso do Departamento das Actividades Marítimas, que vigia a poluição do mar, e vai ser o caso de uma nova divisão – de Estudos e Assuntos Jurídicos -, que vai ser a responsável por elaborar politicas relacionadas com a segurança do tráfego marítimo e busca e salvamento do mar. Também o Estaleiro de Construção Naval muda o nome para “Oficinas Navais”.

Dinheiro Banco da China vai emitir mais de 800 mil milhões em novas notas

“Satisfazer a procura por patacas” O

Banco da China foi autorizado pelo Governo a emitir mais de 800 mil milhões de patacas em novas notas de 10, 20, 50, 100, 500 e mil patacas. O anúncio foi feito na sexta-feira pelo porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng. Vai ser um total de 8,6 mil milhões de patacas, que a Administração garante que não terá impacto na inflação do território. “Nós queremos manter a solidez do sistema financeiro da RAEM e temos um mecanismo que mantém a estabilidade do valor da moeda”, garantiu aos jornalistas Leong Heng Teng.

A última emissão de notas pelo Banco da China foi há cinco anos e o porta-voz do Governo garante que este vai ser o limite que o banco poderá emitir desta vez, baseado no “stock de notas que sobrou de 2008”, sendo que apenas será alterada a data de entrada em circulação das notas. Leong Heng Teng afirma que esta autorização procura satisfazer a procura crescente de notas em patacas. A emissão vai ser poder ser feita no dia a seguir ao regulamento ser publicado em Boletim Oficial (BO). - J.F.


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cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno, defendeu hoje a imagem de “um país moderno e competitivo” perante a comunidade portuguesa em Hong Kong. “O 10 de Junho é a ocasião mais apropriada para Portugal pensar no seu futuro (...) devemos celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com uma perspectiva de passado e uma visão de futuro”, disse Vítor Sereno no Clube Lusitano em Hong Kong, perante cerca de 80 pessoas. Ao colocar a tónica na inovação, o cônsul defendeu que “os portugueses espalhados pelo mundo, sejam os luso-descendentes ou os recém-chegados, têm uma função fundamental hoje em dia, que é atrair investimento externo para Portugal, e falar aquilo que é o Portugal moderno, o Portugal competitivo, e não um Portugal de crise”. “Vim para lhes dizer que eles são os verdadeiros embaixadores de Portugal”, reforçou.

Apoio aos luso-descendentes Vítor Sereno enalteceu, por um lado, o legado histórico do Clube Lusitano, fundado em 1866 pela comunidade portuguesa na antiga colónia britânica. “Desde o século XIX, o Club Lusitano tem marcado, durante gerações, a vida social, cultural e empresarial desta bela cidade”, afirmou. Por outro lado, salientou que “a comunidade portuguesa em Hong Kong está muito bem integrada”, e que “muitos dos portugueses ou luso-descendentes ocupam posições relevantes na praça financeira e empresas” da metrópole asiática. O presidente do Clube Lusitano, Luiz DeSouza, disse que o 10 de Junho “é um dia para celebrar e lembrar as nossas origens”. “Como todos

sabem, Luís de Camões escreveu o épico “Os Lusíadas”, que celebra a história e sucessos portugueses. (...) Ao estarmos hoje aqui reunidos, estamos a reforçar a ligação histórica única da nossa comunidade com

O “Manoel de Oliveira” da engenharia portuguesa

Lusa

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os 91 anos e com “três vidas” dedicadas à engenharia civil, em Portugal, Angola e Macau, Henrique Novais Ferreira vai ser agraciado com o título de comendador da Ordem do Mérito no 10 de Junho. Henrique Novais Ferreira é uma das 22 personalidades distinguidas pelo Presidente da República no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. “Eu tenho três vidas: uma vida em Portugal, uma vida em Angola e uma vida em Macau e de todas elas guardo boas recordações”, disse o engenheiro à agência Lusa em Macau, onde fixou residência há 22 anos. Henrique Novais Ferreira nasceu em Angola filho de pais transmontanos no início do século passado. Fez o curso de engenharia civil no Instituto Superior Técnico “no tempo em que eram seis anos” e logo ingressou no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, local onde atingiu o grau máximo de investigador coordenador, um título equivalente ao de professor catedrático. Em meados dos anos 1950, a criação do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) levou-o de volta à Luanda natal, onde viria a exercer actividade durante cerca de um quarto de século.

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Cônsul defende “Portugal moderno e competitivo” em Hong Kong

Henrique Novais Ferreira agraciado com Ordem de Mérito

Fátima Valente

10 de junho

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A sua passagem pelo LEA foi tempo de grande desenvolvimento de infra-estruturas. “Chegou-se a fazer 500 quilómetros de estradas asfaltadas por ano”, recordou. A saída deu-se já depois da descolonização, em 1975, antecipada pelo “diferendo político entre os governos de Angola e de Portugal, nessa altura, que não permitia aos funcionários públicos nacionais manterem o vínculo a Portugal”. Henrique Novais Ferreira optou, então, por permanecer ligado ao Laboratório Civil de Lisboa, ao qual regressou e onde continuou a carreira até perfazer a idade de reforma. Novo desafio esperava-o em Macau, território para onde partiu em 1990 por um “curto espaço de tempo” e onde continua a trabalhar, actualmente com cerca de 40 engenheiros. É na região especial administrativa chinesa, que continua a adiar a “reforma na reforma”, cumprindo uma rotina que começa manhã cedo e não distingue entre dias úteis, sábados ou domingos. “Todos os dias às 8h15 entro no meu gabinete. Todos os dias às 18h regresso a casa. Não há fim de semana. Por duas razões: uma delas é porque há bastante trabalho, outra é porque se eu soubesse só o que estudei na

escola, hoje já não era engenheiro porque já estava completamente desactualizado”, afirmou, explicando a necessidade de manter em dia as leituras técnicas. Chegou a Macau quando estava a ser criado o Laboratório de Engenharia Civil. Aí viveu os últimos anos de administração portuguesa e, em Dezembro de 1999, quando foi efectivada a transição para a China, comprovou a sua intuição de que “não havia razão para a saída dos portugueses”. Nas duas últimas décadas, Henrique Novais Ferreira esteve ligado à construção do aeroporto, da ponte Flor de Lótus, ponte da Amizade, túnel da Guia, e do pavilhão multiusos Macau Dome, enquanto consultor técnico de qualidade. “Todas as fundações eram feitas com estacas cravadas”, recordou, ao falar de uma técnica de construção exercida em Macau até muito recentemente. A consultoria da qualidade técnica ocupa-o actualmente nos projectos do metro ligeiro, da habitação social, e os trabalhos de manutenção da Companhia do Aeroporto de Macau (CAM). “Trabalhei para os territórios onde estive. (…) Não sou um pessimista, muito pelo contrário, considero que a vida tem sido agradável e muito razoável”, concluiu, ao resumir mais de 60 anos de obra feita.

estas verdadeiras jornadas heróicas”, acrescentou Luiz DeSouza. A assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Clube Lusitano inaugurou hoje uma exposição de

porcelana da artista portuguesa Arlinda Frota, numa recepção onde empresas portugueses distribuidoras de vinho e produtos agro-alimentares foram convidadas a expor os seus produtos. As comemorações do 10 de Junho prosseguem na segunda-feira em Macau, num programa que se estende por cerca de duas semanas e inclui exposições, um concerto do pianista Sequeira Costa, um encontro com Francisco José Viegas e a extensão do DocLisboa a Macau, iniciativas promovidas pelo consulado-geral de Portugal e Instituto Português do Oriente, com o apoio da Casa de Portugal, Fundação Oriente e outras entidades. - Lusa

Secretário de Estado José Cesário fala à diáspora no Dia de Portugal

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ortugal tem aproveitado “só muito pontualmente” o contributo dos emigrantes, diz o secretário de Estado José Cesário, identificando as “barreiras administrativas” como o maior obstáculo para a diáspora. Em declarações telefónicas à Lusa a partir da Namíbia – onde iniciou o périplo das comemorações do 10 de Junho, que o levarão nos próximos dias à África do Sul, a Hong Kong e a Macau –, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas reconheceu que “falta uma adaptação da administração [pública] às necessidades” dos emigrantes, particularmente os que investem” em Portugal, “que são imensos”. Frisando que o Governo português faz “um trabalho” para melhorar esta situação “há alguns anos”, José Cesário falou da “adaptação muito grande” que os emigrantes têm de fazer à burocracia do país, “um desafio complicado”. “Um dos maiores problemas para um investidor que vem de fora, embora português, são as barreiras administrativas, é a administração não estar disponível e pronta para trabalhar com um público que, não sendo um público estrangeiro, não conhece a realidade portuguesa”, resume. “Falta confiança” de parte a parte e “em Portugal falta um conhecimento melhor da realidade” das comunidades no estrangeiro, aponta o governante. “Durante muito tempo virámo-nos demasiado para dentro, agora temos de nos virar para fora”, sustenta.

Sobre os portugueses na Namíbia, José Cesário disse que “fundamentalmente são comerciantes” e trabalhadores dos serviços, alguns ligados à indústria da pesca e quadros na construção. A Namíbia, assinala, “é um país quase lusófono”, não pelos “para cima de dois mil” portugueses que lá vivem, mas pelos “cerca de cem mil” angolanos. A comunidade portuguesa presente “há bastantes anos” na Namíbia está “bem integrada” e, dado que o país africano está “em desenvolvimento muito grande, é de esperar que a comunidade aumente”, antecipa. Já existe “alguma coisa” nos negócios entre Portugal e Namíbia, “mas pode haver mais”, reconhece o governante. “Temos, neste momento, um grande programa de língua portuguesa, (…) estamos a preparar professores de português, porque, efectivamente, o português tem aqui uma grande procura”, diz. José Cesário seguiu no sábado para a África do Sul, onde “a comunidade é mais numerosa, na ordem das 300 mil pessoas”, mas também “muito antiga” e “entretanto estabilizou”. O secretário de Estado participa em comemorações do 10 de Junho em Joanesburgo, Durban, Cidade do Cabo e Pretória. “É um momento de reunião, de encontro. Eles [os emigrantes] fazem questão de o celebrar com muito empenho”, sublinha o secretário de Estado, referindo o “orgulho” na “celebração da identidade portuguesa”.


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sociedade

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tiago alcântara

Aterros Capitania dos Portos fiscaliza barcos que realizam obras

Na passada sexta-feira, a Capitania dos Portos (CP) realizou uma inspecção aos barcos que trabalham na zona de aterros denominada como “Zona A”, perto do Porto Exterior. O objectivo é verificar se as embarcações - a maioria delas do continente - respeitam as normas de segurança de navegação marítima e se estão licenciadas. “Tendo em conta o lançamento sucessivo dos trabalhos preparativos para a execução da Zona A dos novos aterros urbanos, é cada vez maior o tráfego de embarcação de obra não local entre as águas circundantes de Macau e a zona da execução dos novos aterros urbanos, fazendo com que a CP realize inspecções periódicas para verificar se os equipamentos de navios correspondem às exigências”, explica o organismo. Aos tripulantes são dadas instruções e distribuídos manuais. Estes barcos são considerados embarcações de obras, já que são quem está a ajudar na construção dos aterros.

Condutor que atropelou criança obrigado a apresentação periódica

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

S

egundo noticiou o jornal de língua chinesa Ou Mun na sua edição de ontem, o Comité Consultivo Social considera “mais realista” incentivar os estudantes de Macau que tiram os seus cursos lá fora a regressarem ao território para que possam “servir a sociedade”, em vez de atrair estudantes estrangeiros para ficarem a residir em Macau. Vong Ian Meng, um dos membros do comité, disse ao mesmo jornal que mais de 40% dos que acabam o ensino secundário vão estudar fora de Macau, mas que “infelizmente” uma pequena porção regressa. Assim, ele pensar ser “mais realista” fazer uma política

Estudantes não-residentes Comité Consultivo Social defende regresso dos licenciados

Opiniões “ mais realistas” de incentivo aos que estudam lá fora. Propõe ainda que os cursos que são tirados possam servir para a di-

versificação económica, para assim fazer “mais medidas que consigam incentivar os estudantes a servir a sua terra natal”.

Sector da construção dá as boas-vindas Segundo o jornal Ou Mun, há também um grupo de pessoas ligadas ao sector da construção que citam dados do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), que dizem que nos últimos anos têm existido mais estudantes locais a tirar cursos na área da construção, mas que o aumento ainda não satisfaz as necessidades do sector. Assim, acreditam que se a política do Governo só pode ajudar a capacidade dos residentes locais, promovendo uma competição saudável.

Ng Sou Fun, outro membro, considera que com o desenvolvimento do jogo já foram emitidas 146 mil quotas para trabalhadores não-residentes, sendo que antes disso foram emitidas cerca de 30 mil que não chegaram a ter qualquer utilização. “Se alguns estudantes não-residentes das faculdades locais forem adequados para ocupar alguns cargos, os patrões podem usar essa quota de trabalhadores, e não é preciso ter mais uma politica que venha roubar

os empregos aos residentes locais e que, pior, possa influenciar o espaço de promoção nos cargos.” Pelo contrário, Ma Kin Cheong considera que as universidades locais são “óptimas” para treinar os profissionais. “As Pequenas e Médias Empresas precisam de recursos humanos e como os residentes locais são poucos, é melhor não criar uma divisão na origem dos recursos humanos e aproveitar os trabalhadores não-residentes.”

O condutor que atropelou um menino de nove anos numa passadeira na Ilha Verde tem de se apresentar periodicamente às autoridades. Esta foi a medida aplicada pelo Ministério Público (MP) para punir o homem, motorista de pesados de profissão. Pun, de 52 anos, atropelou um rapaz de nove anos na passadeira, quando este ia a sair da Escola Primária da Ilha Verde, na passada quarta-feira. O homem, que conduzia um veículo pesado de transporte, não conseguiu travar a tempo, tendo passado por cima da criança e arrastando-a alguns metros. O menino não resistiu aos ferimentos, morrendo no momento, mas declarado morto apenas à chegada ao Centro Hospitalar Conde de São Januário. O MP considerou que o condutor cometeu o crime de homicídio por negligência, sendo que Pun tem agora de se apresentar periodicamente às autoridades. O caso foi, contudo, devolvido à polícia para mais averiguações. Inicialmente, foi dado a conhecer através dos média que o condutor estaria em excesso de velocidade, mas o MP não confirma esta versão.

Abuso infantil aumentou 3,5%

Wong Man Wai, presidente do centro Choi Hao Kei, contra abusos de crianças, apresentou os dados sobre a situação e referiu que, de entre os nove casos de abuso sexual, sete são novos, um aumento de 3,5% face a 2012. Segundo a imprensa chinesa, os dados revelam que o abuso sexual infantil é cada vez mais alvo de percepção por parte da comunidade. Contudo, Wong Man Wai disse que ainda há muitos casos por descobrir e onde é necessária a intervenção. Na sua opinião, as legislações sobre a protecção das crianças e da violência doméstica deveriam estar divididas. Deveriam ainda ser classificados como crimes públicas as situações em que os filhos ficam sozinhos em casa, abuso sexual infantil ou casos de negligência dos pais para com os filhos.


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sociedade

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Metro ligeiro Concluídas três fundações no segmento da Taipa

Obras dentro do calendário Joana Freitas

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rês dos mais de 300 pilares que vão servir de fundações para o segmento do metro ligeiro da Taipa estão já concluídos. Os trabalhos foram apresentados na sexta-feira pelo Gabinete para as Infra-Estruturas e Transportes (GIT). Isto representa o início da finalização básica das estruturas necessárias para o novo meio de transporte do território e o GIT assegura que a construção vai atingir os níveis dos padrões internacionais. “As fundações, os pilares e outras construções físicas dos viadutos do metro ligeiro são feitas com betão duradouro, cuja utilização contínua é de cem anos.”

Os três pilares concluídos situam-se na Estrada de Pac On, na Avenida Doutor Henry Fok e na Estrada Governador Albano de Oliveira. A parte da Taipa onde vai passar o metro ligeiro vai ter um comprimento total de oito quilómetros. “Após a finalização de construção gradual dos pilares dos viadutos, vai começar a montar-se as peças pré-fabricadas do viaduto”, refere o GIT. Devido ao facto de os trabalhos de construção destes pilares exigirem trabalhos em altura, o GIT assegura que haverá um maior desafio assim que Macau entrar na época de chuvas, mas assegura que todos os trabalhos decorrem dentro da calendarização.

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Consulta Pública sobre a Revisão do Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio 2013.04.30 - 2013.07.31 1. 2. 3. 4. 5. 6.

Locais para a obtenção do documento: Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional Instituto de Habitação Centro de Informações ao Público Centro de Serviços da RAEM Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e respectivos Centros de Prestação de Serviços ao Público e Postos de Atendimento e Informação Consulta e descarregamento do documento de consulta: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional: http://www.dsrjdi. ccrj.gov.mo 2. Instituto de Habitação: http://www.ihm.gov.mo Apresentação de opiniões e sugestões: Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional Correio electrónico: consultation@dsrjdi.gov.mo Fax: (853) 2875 0814 Endereço postal: Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, n.º 398, Edifício CNAC, 6.º andar, Macau Realização de 3 sessões de consulta ao público: Sessão

Data

Hora

1

1 de Junho de 2013 (sábado)

15:00-17:00

2

8 de Junho de 2013 (sábado) 15 de Junho de 2013 (sábado)

15:00-17:00

3

15:00-17:00

Local

Idioma

Centro de Formação para os Trabalhadores dos Serviços Públicos dos SAFP (Centro Comercial Cheng Feng, 7.° andar) Sala de reuniões do Instituto de Habitação

Chinês (com tradução em português)

Centro de Formação para os Trabalhadores dos Serviços Públicos dos SAFP (Centro Comercial Cheng Feng, 7.° andar)

Chinês (com tradução em português)

Os interessados podem inscrever-se através do seguinte número:8795 7111

Chinês

Infra-estruturas Fórum internacional permite acordos de 11 mil milhões de patacas

Oportunidades de ouro M

acau ofereceu a possibilidade de se assinaram cinco acordos num valor total de 11 mil milhões de patacas, no âmbito do 4.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que se realizou no Venetian. Na sexta-feira, dia de cerimónia de assinatura de contratos, foram assinados acordos de projectos no âmbito ferroviário, de drenagem, aéreo, electricidade e novas energias. Este não foi, contudo, a única vantagem deste dia. A Associação de Engenharia e Construção de Macau, em conjunto com outras seis associações de empreiteiros de construção - estas estrangeiras -, foram admitidos no “Pla-

no de Acção Conjunta de Cooperação Internacional em Infra-estruturas”, o que irá reforçar a cooperação e a ligação entre o sector local e internacional. Este Fórum - organizado conjuntamente pela Direcção dos Serviços de Economia do Governo da RAEM e pela Associação dos Empreiteiros Internacionais da China - conseguiu reunir em Macau 34 instituições financeiras, 26 organizações industriais estrangeiras e mais de 1300 elites do ramo da adjudicação de contratos, fabricantes de equipamento e serviços de engenharia. Foram ainda feitas cerca de três dezenas de reuniões de negócios. - J.F.


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nacional

segunda-feira 10.6.2013

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Cunhado do Nobel da Paz Liu Xiaobo condenado a 11 anos de prisão

Um tribunal de Pequim condenou ontem o cunhado do Nobel da Paz Liu Xiaobo a 11 anos de prisão por fraude, informou o seu advogado. A polícia deteve Liu Hui em Janeiro sob suspeita de fraude relacionada com um negócio imobiliário. “A sentença tem por base provas insuficientes e é completamente injusta”, disse o advogado Mo Shaoping, citado pela agência AFP, garantindo que irá recorrer da mesma. Liu Hui é cunhado do activista político chinês Liu Xiaobo, que foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão por alegada subversão, depois de ter apelado a reformas democráticas na China. Liu Xiaobo foi distinguido com o Nobel da Paz em 2010. A mulher de Liu Xiaobo, Liu Xia, que cumpriu anos de prisão domiciliária, esteve ontem presente no julgamento do irmão, tendo considerado a sentença como uma “perseguição política”.

Começou o julgamento do ex-ministro dos Caminhos-de-Ferro chinês

O antigo ministro dos Caminhos-de-Ferro chinês compareceu ontem em tribunal para ser julgado por corrupção e abuso de poder, naquele que é o primeiro grande processo judicial do género sob a presidência de Xi Jinping, informou a agência oficial. O ex-ministro, Liu Zhijun, está a ser julgado num tribunal de Pequim, segundo um breve despacho da agência Xinhua. Liu foi nomeado ministro em 2003 e afastado do cargo em 2011, tendo sido expulso do Partido Comunista em Novembro. O ex-ministro foi acusado em Abril.

Diplomacia Obama e Xi Jinping reuniram para promover nova relação entre Pequim e EUA

Cimeira sem gravata

O

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, tiveram sexta-feira uma cimeira informal no estado norte-americano da Califórnia, encontro que poderá marcar o início de uma nova relação entre Washington e Pequim. Foi o primeiro encontro dos dois responsáveis enquanto chefes de Estado. No início de 2012, Xi Jinping, então vice-Presidente chinês, foi

recebido com todas as honras em Washington. Na altura, Barack Obama recebeu o responsável chinês na sala oval (gabinete do Presidente norte-americano) na Casa Branca, uma atenção habitualmente reservada aos chefes de Estado e de Governo. A cimeira, na última paragem do périplo americano do chefe de Estado chinês, decorreu até sábado no Rancho Mirage na Califórnia (costa oeste), cerca de 160 quilómetros a leste de Los Angeles.

O objectivo do encontro foi tentar promover uma relação mais próxima entre os dois líderes políticos e recuperar a cordialidade de outros tempos. É o caso da imagem de Deng Xiaoping (1978-1992) a usar um chapéu de ‘cowboy’ durante uma viagem aos Estados Unidos ou a visita de Jiang Zemin (1993-2003) ao rancho do então Presidente George W Bush em Crawford em 2002. Mas, as actuais circunstâncias, nomeadamente económi-

cas, são bem diferentes. Se em 2002 a China dava os primeiros passos no sistema global de comércio com a entrada na Organização Mundial de Comércio (OMC), cerca de uma década depois o país assume-se como a segunda maior economia mundial, com perspectivas de subir ao primeiro lugar nos próximos anos. A postura do regime de Pequim também mudou e hoje não se afasta dos holofotes da grande arena da política internacional. Um desses casos tem sido a crise na Síria. A grande prioridade da China para o encontro com Obama, segundo indicou na semana passada o responsável pela pasta da América do Norte no Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zheng Zeguang, é estabelecer um “novo modelo” de relação, que inclua não só a “confiança mútua”, mas também “a igualdade, a inclusão, a aprendizagem e os benefícios mútuos”. A agenda da reunião está repleta de temas de relevo internacional, como é o caso do conflito sírio ou do programa nuclear da Coreia do Norte, mas as prioridades dos dois intervenientes são diferentes. A administração norte-americana indicou que iria destacar, por exemplo, a questão da cibersegurança, dias depois de o diário norte-americano The Washington Post ter noticiado que um grupo de piratas informáticos chineses tinha conseguido aceder a vários projectos do programa de armamento dos Estados Unidos, incluindo informações sobre o sistema de mísseis anti-balísticos.

Crime Professor norte-americano detido em escola francesa por abuso sexual

U

Inflação na China abrandou para 2,1% em Maio A inflação na China abrandou 2,1% em Maio face aos 2,4% registados em Abril, revelam dados oficiais ontem divulgados. O Índice de Preços no Consumidor, o principal indicador da inflação, caiu 0,6% em Maio relativamente a Abril, mês em que a inflação tinha subido 0,2% face a Março, indicou o Gabinete Nacional de Estatísticas da China em comunicado.

Sete famílias apresentam queixa

m professor norte-americano de uma escola francesa em Xangai foi detido sob suspeita de ter abusado sexualmente de crianças, revelou sexta-feira a polícia chinesa, confirmando as informações de fontes da instituição de ensino e encarregados de educação. “A 13 de Maio, [o homem] foi detido pela polícia em conformidade com a lei” por ter alegadamente molestado crianças, indicou o gabinete da polícia de segurança pública na noite de quinta-feira, através da plataforma Sina Weibo, a versão chinesa do Twitter. Na véspera, uma estudante reportou repetidos abusos, disse a polícia, ao acrescentar que “o caso ainda está sob investigação”. Sete famílias apresentaram formalmente acusações contra o

professor, alegando abusos sexuais e violações de alunos de ambos os sexos, indicaram vários pais à agência AFP. A detenção surgiu cinco meses depois de um antigo docente do Lycée Français de Xangai, também norte-americano, ter sido extraditado para os Estados Unidos na sequência de acusações idênticas. De 2005 até ao ano passado, o professor trabalhava alternadamente em escolas francesas e alemãs, as quais partilham um ‘campus’. O docente deixou a escola francesa em 2011, com o administrador do estabelecimento de ensino a indicar que as alegadas acções cometidas ocorreram durante aulas privadas na sua casa, quando ele já não fazia parte dos quadros.


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região

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Coreias acertaram posições e ultimaram detalhes para próximo encontro

As Coreias conseguiram acertar ontem posições durante uma reunião de trabalho preliminar numa localidade fronteiriça, que foi o primeiro contacto bilateral em dois anos que pretendeu preparar um encontro de ministros na quarta-feira. “As duas partes mantiveram a vontade de que seja realizada uma reunião de ministros”, declarou um porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, salientando que as negociações estão em bom caminho, sem revelar detalhes sobre os avanços alcançados. O porta-voz explicou que os representantes do norte e sul debateram, para já, o protocolo, o local, a agenda e dimensão das delegações que participarão no encontro ministerial, que terá lugar em Seul na quarta-feira. Todos os detalhes foram fechados ontem à tarde, na segunda e última sessão da reunião de trabalho preliminar, indicou o mesmo porta-voz sul-coreano.

Hollande quer conduzir discussões para acordo de comércio livre UE-Japão

Japão Príncipe herdeiro cumpriu ontem 20 anos de casamento

“Princesa triste” e em depressão

O

príncipe herdeiro do Japão Naruhito e a mulher Masako cumpriram ontem 20 anos de casamento, quando a “princesa triste” continua a lutar para se recuperar de uma depressão de que padece há mais de uma década. Através de um comunicado para assinalar a ocasião, o herdeiro do trono do Crisântemo salientou que, nos últimos 20 anos, experimentou com a mulher “muitas coisas” e que se têm “apoiado um ao outro”. Quanto à saúde de Masako,

que foi diagnosticada há 11 anos com uma depressão causada pelo stress, Naruhito disse que a princesa “está a melhorar” e “ampliará as suas actividades a pouco e pouco, fazendo o que puder, enquanto continuará o seu tratamento”. Masako, de 49 anos, abandonou a carreira de diplomata para se casar com o príncipe herdeiro em 1993 e há cerca de uma década que está praticamente retirada da vida pública devido a uma doença que se acredita que foi causada pela ansiedade derivada do seu

Incêndio num hotel de Banguecoque causa um morto Pelo menos uma pessoa morreu sexta-feira e outras sete ficaram feridas na sequência de um incêndio ocorrido num hotel na periferia de Banguecoque, capital da Tailândia, informou a imprensa local. A vítima mortal é uma tailandesa de 49 anos que saltou do terceiro andar do hotel no distrito de Chatuchak, no norte de Banguecoque, para escapar do fogo que deflagrou de manhã, segundo o Bangkok Post. Outras sete pessoas tiveram de receber tratamento hospitalar por inalação de fumo. Os bombeiros demoraram mais de uma hora para controlar o incêndio, cujas causas estão a ser investigadas pela polícia.

estatuto e do protocolo da casa imperial japonesa. Em Julho de 2004 foi anunciado o diagnóstico da princesa, depois de ter suspendido todos os seus compromissos oficiais em Dezembro de 2003. Masako surpreendeu os japoneses ao assistir em Abril à cerimónia de entronização de Guillermo-Alejandro como rei da Holanda, em Amesterdão, que foi a primeira viagem oficial da princesa em mais de uma década. No entanto, a princesa não acompanhará Naruhito, de 53 anos,

a uma visita a Espanha entre 10 e 15 de Junho para assinalar 400 anos de relações entre os dois países, decisão tomada com base numa consulta aos médicos que acompanham Masako, disse o príncipe aos jornalistas a semana passada. De acordo com a imprensa japonesa, a princesa sofre com o facto de não ter cumprido as expectativas de ter um filho homem que pudesse herdar o trono do Crisântemo. Dois anos depois de ter sofrido um aborto em 1999, Masako deu à luz uma menina, Aiko.

O Presidente francês, François Hollande, comprometeu-se sábado em Tóquio a ter um papel importante na condução das discussões para um acordo de comércio livre entre o Japão e a União Europeia. “Serei um grande actor para que possa haver um acordo de parceria económica entre a Europa e o Japão”, declarou Hollande perante empresários japoneses e europeus. O Presidente francês, de visita oficial ao Japão, disse olhar de forma favorável para a nova política económica do primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, uma vez que ela é dirigida para o crescimento. Em conferência de imprensa, Hollande pediu aos japoneses para compreenderem a necessidade de França de “trabalhar com a Ásia” ao responder a uma questão sobre as relações sinofrancesas. “Temos uma relação de amizade há muito tempo com a China e temos uma parceria única de amizade excepcional com o Japão, não nos peçam para escolher”, concluiu.

Grave acidente de autocarro nas Filipinas

Pelo menos 12 pessoas morreram e outras sete ficaram feridas na sequência de um acidente de autocarro numa zona montanhosa do norte das Filipinas, informou ontem a imprensa local. Os passageiros do autocarro regressavam a casa depois de uma festa de celebração da reeleição do presidente da Câmara de Buguias nas eleições de Maio, quando o condutor perdeu o controlo do veículo, que acabou por cair numa ravina com 80 metros de profundidade. As equipas de resgate recuperaram dez corpos sem vida e os feridos foram enviados para o hospital, onde outras duas pessoas acabaram por morrer, indicou o jornal The Philippine Star. As causas do acidente estão a ser investigadas.


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luxo

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Revista The Economist traça balanço do sector

Comércio de produtos de luxo está a mudar n

F

oi uma época do ouro incrível”, afirma Guillaume Brochard de Qeelin, joalheiro chinês. Entre 2007 e 2011 muitas empresas de produtos de luxo na China tiveram um crescimento anual de dois dígitos, algo que se transformou num mercado muito importante. Os primeiros sinais de golpe no sector chegaram o ano passado, com uma desaceleração económica e algum nervosismo sobre a transição política para a tomada de posse de Xi Jinping. A cada vez mais anunciada luta contra a corrupção e as reacções populares contra a ostentação do luxo acabaram por transformar-se em problemas adicionais. Com tudo isto, as perspectivas de negócio para as empresas de produtos de luxo parecem ter esmorecido. Utilizadores online têm vindo a publicar cada vez mais fotos comprometedoras, como por exemplo de burocratas mal pagos a utilizarem suspeitos relógios caros. Esta e outras situações têm vindo a influenciar de forma negativa muitos fornecedores de produtos que não são acessíveis às carteiras comuns. Em Pequim, uma empresa que comercializa equipamentos para banquetes de luxo, negócio considerado altamente rentável no continente, mergulhou no sinal vermelho no último trimestre. As vendas de barbatana de tubarão, um dos principais e luxuosos ingredientes utilizado nas sopas de jantares, diminuíram em 70% nos últimos anos. Quanto às importações do vinho francês de Bourdeaux, em que cada garrafa chega a custar cerca de 800 dólares norte-americanos, entraram num estado de quase colapso. Olhar para os banquetes de luxo públicos associados a funcionários desonestos ou para as suas festas extravagantes realizadas em privado não basta. É verdade que algumas empresas de produtos de luxo estão a braços com uma desaceleração na procura no mercado chinês: as importações de relógios suíços tem vindo a cair cerca de 24% por ano, numa análise que remete para os primeiros três meses deste ano. Mas Andrew Keith, da Lane Crawford, uma loja de produtos de alta qualidade que abriu pela primeira vez em Hong Kong, em 1850, fala do panorama de desaceleração que vai além de Pequim. Pelo contrário, a Burberry, uma das principais marcas da moda inglesa, registou um crescimento das vendas na China em 20% até Março deste ano. As vendas de jactos privados ainda estão a subir no continente. Então, o que está a acontecer? Ainda existem sinais de que a China

As grandes marcas de luxo com presença no continente não deixaram de ser rentáveis, mas há um novo paradigma no mercado: os chineses viajam cada vez mais, compram lá foram e trazem gostos mais requintados. Uma reportagem publicada na edição deste mês da revista The Economist diz que há uma fragmentação no mercado e que há necessidade das empresas se adaptarem

continua a ser o principal mercado na indústria dos produtos de luxo, mas os grandes frutos estão a desaparecer. As empresas de luxo devem cada vez mais aventurar-se nas cidades costeiras, onde têm vindo a fazer fortunas rápidas, cultivar novos tipos de clientes e buscar nichos de

mercado, bem como experimentar novos modelos de negócio. Apesar dos problemas recentes, Bruno Lannes, Bain & Company, uma empresa de consultadoria, insiste que “os chineses tornaram-se e vão permanecer, durante um longo período de tempo, os consumidores

dos produtos de luxo mais importantes a nível mundial”. Estimativas da Bain & Company dizem que as vendas de produtos de luxo na grande China (incluindo Taiwan, Hong Kong e Macau), vão crescer entre 6 a 8% este ano, ultrapassando a fasquia dos 35 mil milhões de dólares

norte-americanos. Com estes valores será um mercado de luxo apenas ultrapassado pelos Estados Unidos. Ainda assim, a história do negócio não fica completa. Os ricos da China estão a viajar cada vez mais e a fazer muitas compras de luxo nas suas viagens, especialmente na Europa. A crise económica e a desvalorização da moeda única, o Euro, tem vindo a incentivar os visitantes chineses a investirem lá fora. Tendo em conta a nacionalidade do comprador, a China é hoje o maior mercado de produtos de luxo do mundo, e a tendência é para continuar a crescer, diz a The Economist. As viagens ao exterior aumentaram cerca de 18,4% em 2011. A Mundial Azul, empresa especializada no comércio de produtos duty-free (livres de impostos), dizem que as receitas obtidas com as vendas a consumidores chineses dispararam cerca de 58% em 2012, algo que representa mais 24 mil milhões de yuan. Se os chineses estão a comprar mais lá fora do que no seu próprio país, a receita para as empresas é fazer com que estas adaptem o seu modelo de negócio e as lojas a todo o mundo. São necessárias então assistentes de loja que falem mandarim, salas VIP que acomodem grandes festas para turistas e com sistemas de pagamento virados para a utilização de cartões de crédito chineses. Philippe Léopold-Metzger, que dirige a loja de relógios suíços da Piaget, considera que os lucros das lojas que a marca mantém na China não vem apenas do país: se metade do negócio é ajudado pelos continentais, também é um facto que a maioria compra relógios Piaget em viagens que faz ao exterior. Apesar de tudo, especialistas e comerciantes do sector dizem que ainda há muitas oportunidades para expandir as vendas dentro da própria China. Kent Wong, director da Chow Tai Fook, considerada uma das maiores marcas de joalharia do mundo, com mais de 1700 lojas no continente, diz que as empresas continuam a crescer. Qualquer quebra que possa existir verifica-se nas cidades costeiras, que estão mais expostas às dificuldades de exportação da China. Isto porque no interior do país ainda há muitos cidadãos que não têm possibilidades de realizar viagens ao exterior, além de que os salários da classe média ainda estão a subir. O que está a acontecer é que as empresas de produtos de luxo têm de saber responder à fragmentação que está a acontecer no mercado chinês. Embora nas cidades do interior ainda haja pequenos compradores, muitos


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na China turistas das cidades costeiras da China regressam das duas viagens ao estrangeiro mais bem informados e com maior exigência quanto aquilo que compram. Armando Branchini, da Fondazioni Altagamma, confederação italiana de marcas de luxo, afirma que os clientes estão cada vez mais à procura de desenhos mais modernos.

O desafio digital

Mais de dois terços dos chineses utilizam a internet para pesquisar as suas marcas preferidas, mas a maioria das empresas de luxo ainda não têm as melhores estratégias de marketing digital para chegar aos seus clientes. Um estudo divulgado recentemente diz que os websites de produtos de luxo demoram quatro vezes mais a carregar na China do que em outros lugares, porque a maioria das empresas colocam servidores de baixa potência, o que causa atraso no acesso aos websites pub

estrangeiros. Além disso, raramente estão disponíveis os preços em yuan ou as opções de compra. Apesar do comércio móvel estar a crescer na China, há muitos websites de empresas que não estão totalmente

optimizados para serem utilizados nos dispositivos móveis. Com os gostos dos chineses ricos a sofrerem uma evolução, os modelos de negócios que combinam os gostos locais com as experiências

globais estão a surgir. Um exemplo é a Shang Xia, uma marca de produtos de bazar inspirada no artesanato local, lançada pela francesa Hermes em 2010. Com as ordens do Governo de Pequim, empresas estrangeiras estão

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a criar joint-ventures com parceiros chineses para a criação de marcas locais. Um exemplo disso é a BMW, que vai produzir carros com a Zhinuo, enquanto que a Mercedes-Benz vai comercializar novos modelos com a marca Denza. Muitos dos que compram o luxo na China, especialmente automóveis, têm vindo, até agora, a virar as suas atenções para as marcas nacionais. Muitas das marcas podem levar esses compradores a olhar para a etiqueta “Made in China” com outros olhos, afirma Michel Gutsatz, da Escola Internacional de Negócios China Europa (China Europe International Business School). Numa conferência recente realizada na escola, disse, em declarações reproduzidas pela CCTV, que as marcas “Made in Germany” e “Made in Japan”também já foram consideradas ridículas, mas que actualmente são olhadas como sendo de alta qualidade. Com as empresas europeias de produtos de luxo a crescer a um baixo nível, quase exclusivamente devido ao apetite voraz da China pelos seus produtos, Gutsatz argumenta que “deve pensar-se na economia” e que deve ponderar-se uma maior produção na China ao invés de apenas se exportar para o país.


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segunda-feira 10.6.2013


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Aneurisma Técnica raríssima, que terá sido utilizada em menos de 20 pessoas no mundo

Supercola salva bebé de três semanas

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ma técnica raríssima salvou uma bebé de apenas três semanas em Kansas City, no estado de Kansas, Estados Unidos. A técnica consistiu em introduzir supercola para colar a parede de um vaso sanguíneo de um recém-nascido que sofreu um aneurisma. O mal já é raro, Ashlyn Julian sofreu de um aneurisma antes de fazer um mês, numa idade muito pouco comum para haver uma dilatação da parede de um vaso sanguíneo do cérebro que cria uma espécie de bolha interior de sangue. Se esta bolha rebentar, pode causar muitos danos no cérebro. Normalmente o aneurisma leva anos a crescer. Mas o tratamento que a bebé recebeu ainda é mais extraordinário. Segundo o pediatra e neurocirurgião Koji Ebersole, que fez a operação no Hospital da Universidade de Kansas, esta técnica da supercola terá sido usada menos do que 20 vezes, talvez nunca em bebés com tão pouco tempo. Gina Julian teve Ashlyn a 16 de Maio. O parto correu normalmente e a recém-nascida foi para casa. Mas passados alguns dias a bebé começou a mostrar-se cansada e a vomitar. Os pais levaram-na a uma clínica pediátrica onde, depois de Ashlyn realizar um exame de ressonância magnética, descobriram que a filha tinha um aneurisma do tamanho de uma azeitona. O tratamento começou na quarta-feira depois de a bebé ter uma segunda hemorragia. Mas a

vida

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complexa cirurgia que durou apenas 45 minutos resolveu o problema. Uma equipa de cirurgiões de vários hospitais introduziu um pequeno cateter por um vaso sanguíneo da anca direita da bebé. Depois, Koji Ebersole navegou com o cateter até ao pescoço. Com a ajuda de um sistema que gera imagens dos vasos sanguíneos do cérebro a partir de dois ângulos diferentes, o cirurgião conseguiu enfiar o micro cateter pelos vasos sanguíneos do cérebro até chegar à localização do aneurisma. Aí, depositou uma porção de supercola esterilizada no vaso sanguíneo afectado. A cola secou em segundos, selando a parede do vaso sanguíneo. “É literalmente o mesmo composto da supercola que se encontra nas lojas”, disse

Como os galos perderam o pénis

O galo perdeu o seu pénis ao longo da evolução, assim como os machos de outras dez mil espécies de aves que têm pénis rudimentares ou não têm de todo. Agora, os cientistas conseguiram perceber o que se passa a nível do desenvolvimento embrionário do Gallus gallus: há uma morte celular programada que não permite que o seu pénis cresça. O artigo com a descoberta feita por uma equipa de investigadores do Instituto Médico Howard Hughes, em Maryland, nos Estados Unidos, foi publicado na revista Current Biology da semana passada. Apenas os machos de 3% de todas as espécies de aves desenvolvem um pénis capaz de penetrar na cloaca das fêmeas das suas espécies. Nesse grupo de espécies estão o pato, o ganso ou o cisne. Nas outras, a reprodução dá-se através do contacto entre as cloacas dos machos e das fêmeas. Martin Cohn e a sua equipa foram tentar perceber o que acontecia durante o desenvolvimento destas aves. Para isso compararam os embriões dos galos com os dos patos-bravos durante o seu desenvolvimento. “A regulação e o balanço entre a proliferação das células e a morte celular é essencial para controlar o crescimento e o desenvolvimento”, explica o cientista em comunicado. “Demasiadas divisões celulares e pouca morte celular podem levar ao crescimento em excesso ou desregulado, como no caso do cancro. Se o balanço vai na direcção contrária e há uma deficiência celular ou excesso de morte celular, então isso pode resultar no subdesenvolvimento ou até na ausência de um órgão.”

Ebersole, citado pelo jornal The Kansas City Star. Normalmente, os aneurismas tratam-se com uma intervenção no cérebro, abrindo o crânio, mas no caso de Ashlyn, o sangue que ela perderia neste tipo de cirurgia poderia ter sido um risco para a sua vida, por isso os médicos optaram por aquele método. Na sexta-feira, Ashlyn já estava a recuperar no quarto do hospital. Agora, o que falta fazer é drenar o resto do sangue que se libertou do aneurisma. É muito provável que nunca se descubra a causa deste problema, mas os médicos acreditam que daqui a seis meses a bebé será uma criança normal. “Não consigo expressar o quão incrivelmente sortudos nos sentimos”, disse Gina Julian, agradecendo ao pediatra.

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hoje no prato Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Agrião Nome botânico: Nasturtium officinale R. Br. Família: Brassicaceae Nomes populares: Agrião-da-água; Agrião-das-fontes; Mastruço-dos-rios. O Agrião é uma planta rasteira, aquática, de um verde intenso e pequenas flores brancas que cresce em locais húmidos, na proximidade de nascentes, fontes e regatos de águas límpidas. Originário da Europa e Ásia, atualmente é cultivado e amplamente consumido como alimento. As suas virtudes medicinais eram apreciadas por Gregos e Romanos, e Hipócrates considerava-o um ótimo expetorante. Segundo a mitologia grega, Zeus teria comido Agrião para ganhar forças e enfrentar Cronos, seu pai. Na culinária e em fitoterapia são usadas as folhas frescas e os caules. O Agrião integra igualmente a medicina tradicional chinesa. Composição Vitaminas, sais minerais e oligoelementos, em quantidades apreciáveis; aminoácidos e proteínas, ácidos gordos essenciais, hidratos de carbono, fibras, enzimas e um baixo valor calórico; triterpenos, glucosinolatos (gluconasturcina), taninos, vestígios de óleo essencial e um princípio amargo. O seu sabor picante, lembrando o da Mostarda, deve-se à presença de compostos sulfurados, os glucosinolatos. Ação terapêutica Um dos legumes mais nutritivos e com grande valor medicinal, o Agrião tem propriedades remineralizantes e vitamínicas, tonificando e estimulando várias funções do organismo: abre o apetite, ativa as secreções salivares e gástricas, facilita a digestão, favorece a formação de hemoglobina e aumenta a concentração de glóbulos vermelhos, evita a fadiga mental, participa na formação dos ossos e dentes e contribui para a saúde da pele e visão. Todos estes efeitos beneficiam situações de anorexia, anemia, astenia, avitaminoses (escorbuto), convalescença, crianças e idosos, desportistas, estudantes e intelectuais. É tradicionalmente utilizado com grande eficácia na tosse e catarro, tosse convulsa, laringites e bronquites, pela sua ação balsâmica, expetorante e descongestionante do aparelho respiratório, além de ajudar a combater a

febre; também se usa como adjuvante em caso de enfisema, pneumonia e tuberculose pulmonar. O suco é um solvente da nicotina. Diurético e depurativo do sangue, o Agrião é igualmente útil na inflamação da bexiga e das vias urinárias, cálculos (urinários e biliares), prevenção da hipertensão arterial, obesidade, doenças de pele, gota e reumatismo. Outras propriedades A investigação comprova a sua atividade antioxidante e anticancerígena, obtendo assim o estatuto, a par do Alho e do Brócolo, de alimento quimiopreventivo – a sua ingestão regular previne o cancro. Contribui ainda para a saúde cardiovascular, reduzindo os níveis de açúcar e colesterol no sangue. Como consumir O Agrião deve ser consumido muito fresco e tenro, com as folhas bem verdes e viçosas. Devem rejeitar-se as plantas com flores ou frutos, pelos efeitos demasiado fortes. Conserva-se muito poucos dias, mesmo que acondicionado em papel húmido e no frigorífico. Antes da confeção, deve ser bem lavado em água corrente ou posto de molho durante meia hora em água com sal, vinagre ou limão, de modo a prevenir a transmissão de alguma doença, caso as águas em que se encontre estejam contaminadas. Sugestões: • Crus, em saladas ou sanduíches. • Em sopas ou purés, molhos e esparregados. • Em recheios de crepes ou tartes e mesmo de bolos. • Suco: ½ copo, adoçado com mel, às refeições. Muito útil nas afeções respiratórias. • Infusão: 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente. Tomar várias chávenas por dia. • Muito usado em xaropes caseiros. Precauções O seu consumo regular não é aconselhado às grávidas pelo possível efeito abortivo. Em pessoas sensíveis, o Agrião cru pode ser irritante para a bexiga; por este motivo, nas doenças do aparelho urinário e próstata deve ser consumido em doses moderadas. Doses elevadas ou tratamentos prolongados podem provocar irritação do estômago (pelos taninos) ou originar bócio (pelos glucosinolatos). Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.


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cultura

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Literatura Francisco José Viegas em Macau

Amanhã, pelas 18h30, no Café Oriente do IPOR, Francisco José Viegas participará no ciclo de Seminários organizado pelo Instituto Português do Oriente. A sessão será dedicada ao jornalismo, escrita, livros e lusofonia. Autor e apresentador de vários programas de rádio e televisão, Francisco José Viegas tem desenvolvido um trabalho notável na promoção do livro, da leitura e da literatura em Portugal. Da sua obra literária em poesia e prosa, destaca-se o romance policial. Os livros de Francisco José Viegas, regressado à escrita após o exercício de funções para que foi nomeado Secretário de Estado da Cultura, estão publicados em Itália, Alemanha, Brasil, França e República Checa. No dia 12, pelas 18h30, o escritor estará presente para uma sessão de autógrafos que irá decorrer na Livraria Portuguesa. Estas iniciativas decorrem no âmbito das comemorações do dia de Portugal, com o apoio do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, bem como do Instituto Português do Oriente.

Cinema Primeira extensão do DocLisboa chega a Macau

Macau recebe a primeira extensão do Festival Internacional de Cinema DocLisboa, numa iniciativa do IPOR, em parceria com o DocLisboa e com a Apordoc – Associação pelo Documentário. O programa compreende a exibição de oito documentários que integraram a secção de competição portuguesa da 10.ª edição daquele Festival Internacional, que decorreu em Outubro de 2012. Obras de Sílvia Firmino, Tiago Afonso, José Vieira, João Rodrigues, André Gil Mata, Nathalie Mansoux, Thom Andresen, Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres representam as mais recente produção portuguesa na área do documentário. A extensão do Festival Internacional de Cinema DocLisboa inicia-se no dia 13 de Junho, às 18h15, no Café Oriente do IPOR com a exibição da longa metragem Amanhecer a Andar. Prossegue no dia 14, à mesma hora, e no dia 15, às 17h15 com os filmes Histórias do Fundo do Quintal, Reconversão e O Sabor do Leite Creme. As sessões são retomadas no dia 20, já no Auditório da Casa Garden, com início às 18h15, para a exibição dos filmes O Pão que o Diabo Amassou, Cativeiro, A Nossa Casa e Deportado. A extensão Macau do DocLisboa integra este ano o programa de comemorações do 10 de Junho, dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, contando com o apoio do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, da Fundação Oriente e do Instituto Cultural da RAEM.

Arte Depois de Hong Kong, todos os caminhos vão dar à Suíça

Depois de Hong Kong, segue-se Basel. Entre os dias 13 e 16 de Junho todos os caminhos vão dar à Suíça. Mais de 300 galerias de referência, provenientes de países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e África, apresentam o trabalho de mais de 4000 artistas, abrangendo desde os grandes mestres da Arte Moderna até à última geração de artistas emergentes. Em exibição estarão pinturas, esculturas, instalações vídeo, gravuras, fotografias e arte performativa. Cada um dos quatro dias oferece um programa preenchido com eventos paralelos à feira, incluindo conferências, filmes e conversas com artistas. De entre os temas previstos na programação para as conversas com os artistas, incluem-se o coleccionismo e exibição da arte, a compreensão da arte do ponto de vista histórico e geográfico, bem como alguns tópicos relativos ao panorama actual da arte contemporânea. Artistas, galeristas, historiadores de arte, curadores, directores de museus, editores e coleccionadores participarão em painéis, debates, sessões de autógrafos e entrevistas.

Bienal de Veneza Cinco nações asiáticas, cinco propostas de arte

Propostas enciclopédicas

N

o passado dia 1 de Junho foi inaugurada a 55.ª Edição da Bienal de Veneza, exposição internacional de arte contemporânea, com o título “Palácio Enciclopédico”. Desde o projecto de instalação vídeo apresentado pelo Japão, em memória do sismo que assolou o país, até aos robôs e tatuagens presentes no pavilhão da Turquia, a presença de 150 artistas provenientes de 38 países, atestam da diversidade que caracteriza a arte contemporânea asiática. Apresentado nas áreas do Arsenale e Giardini, o “Palácio Enciclopédico” tem curadoria de Massimiliano Gioni, o Director de Exposições do New Museum of Contemporary Art de Nova Iorque. A Edição deste ano da Bienal de Veneza recebeu o seu tema do museu fantástico desenhado pelo artista italo-americano Marino Auriti. O projecto concebido em 1955, desenhado “para acomodar todos os trabalhos produzidos pelo homem, em qualquer que fosse a área científica, bem como descobertas realizadas e outras que pudessem ocorrer posteriormente”, nunca chegou a ser construído. Se por um lado, a exposição de Gioni não procura reconstituir o museu imaginário de Auriti, o “Palácio Enciclopédico”, com os seus 38 pavilhões nacionais, apresenta

um panorama internacional sobre a arte contemporânea produzida actualmente. O pavilhão do Iraque, “Bem-vindos ao Iraque”, com curadoria de Jonathan Watkins e comissariado pela Fundação para a Cultura Contemporânea no Iraque (RUYA), apresenta o trabalho de onze artistas contemporâneos que vivem e trabalham no país. Os organizadores do pavilhão promovem o espaço “salão atmosfera”, que permite aos visitantes que se sentem e observem as obras de arte enquanto bebem chá e comem biscoitos tradicionais iraquianos. A nota de imprensa de “Bem-vindos ao Iraque” destaca a determinação curatorial na criação artística a partir de circunstâncias históricas excepcionais. De um modo geral, os artistas participantes evocam a devastação do país, causada por anos de conflitos e sanções. Neste contexto, a criação artística é defendida como sendo de grande importância no cenário de pós-guerra.

Três anos depois, o tsunami do japão

Três anos depois do terramoto, tsunami e desastre nuclear que atingiu o Japão, o artista Koki Tanaka e o curador Mika Kuraya apresentam um trabalho em vídeo baseado nas experiências resultantes da catástrofe de 2011. Tanaka criou uma

série de exercícios que fazem referência ao desastre e irá desenvolver, ao longo da Bienal, vídeos baseados nas reacções a essas mesmas experiências. Intitulada “discurso abstracto – partilhando incertezas e actos colectivos”, a instalação de Tanaka procura aproximar as pessoas em torno de experiências comuns. A representação da Turquia, conduzida através da exposição individual de Ali Kazma, “Resistência”, com curadoria de Emre Baykal, consiste numa instalação de 15 vídeos que se desenrolam simultaneamente, apresentando referências à anatomia humana e a estruturas mecânicas robóticas. Durante o período de filmagens de “resistência”, que decorreram ao longo de quase um ano, Ali Kazma estudou processos de construção de próteses, bem como códigos culturais, sociais e genéticos relativos ao corpo humano. A exposição de Kazma, no Pavilhão Turco, testa os limites da resistência física e psicológica do corpo humano. Enquanto que o artista chinês Ai Weiwei participa na edição deste ano da Bienal de Veneza integrado no pavilhão alemão, artistas como He Yunchang, Hu Yaolin, Miao Xiaochun, Shu Yong, Tong Hongsheng, Wang Qingsong e Zhang Xiaotao representam a China em “Transfigura-

ção”, com curadoria de Wang Chunchen. A exposição inclui pintura, fotografia, vídeo e instalação, em projectos que se desenvolvem em torno do tema “Transfiguração”. Wang escolheu adoptar uma palavra que evoca renovação, procurando desse modo traduzir as mudanças dramáticas que têm atravessado não só o mundo da arte chinesa, mas também as esferas económicas e sociais do país. “Transfiguração” também se refere às ténues fronteiras entre vida e arte, não-arte e arte. A Indonésia, a participar pela primeira vez na Bienal de Veneza, apresenta seis artistas – Albert Yonathan Setyawan, Eko Nugroho, Entang Wiharso, Rahayu Supanggah, Sri Astari e Titarubi, apoiados pela dupla de curadores Carla Bianpoen e Rifky Effendy. O tema curatorial “Sakti”, que em Sanskrit significa “energia cósmica”, estrutura o pavilhão. Baseado no Hinduísmo e com um papel muito significativo na cultura indonésia, “Sakti” tem conotações mágicas e divinas. A dupla de curadores do pavilhão da Indonésia, defende que apesar do tema da representação ter matriz Indonésia, a proposta do seu pavilhão procura aproveitar a primeira participação da Indonésia na Bienal de Veneza para colocar a arte contemporânea produzida no país num contexto global.


segunda-feira 10.6.2013

cultura

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Portugal-China/500 anos Arte contemporânea chinesa ainda uma desconhecida

“Renascimento asiático” em curso

A

arte contemporânea chinesa ainda não motiva uma “corrida aos museus”, embora seja “dinâmica” e “cosmopolita”, mas o “renascimento asiático” em curso já é também cultural, sublinham dois especialistas. “A arte chinesa contemporânea ainda não é muito [procurada], não há uma corrida aos museus para ver (...), porque ainda é mal conhecida e os autores são quase impronunciáveis”, avalia a directora do museu da Fundação Oriente, Maria Manuela d’Oliveira Martins, contrapondo que é uma arte “dinâmica”, “de vanguarda” e “up-to-date (actualizada)”. Para a responsável do Museu do Oriente, tem sido “difícil” trazer a Portugal a

O

contemporaneidade artística da potência asiática, por razões da distância e do custo. “A China esteve muito fechada, durante muito tempo, e as obras de arte chinesa só começaram a sair da China depois da abertura destes últimos anos. Nos anos 1990 é que começaram a aparecer coisas chinesas na Europa”, reflecte, por ocasião da evocação dos 500 anos da chegada do primeiro português à China, em 1513. Esteve fechada, mas já não está. “A ideia de uma China fechada é tão falsa como a ideia da China parada no tempo, a China é tudo menos fechada”. Isso não passa de uma “representação na cabeça dos europeus”, sustenta entretanto o presidente do Centro Científico e

ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Jaime Gama classificou quinta-feira o novo livro do jornalista António Caeiro, correspondente da Lusa em Pequim, como uma obra que “informa sobre a China através de uma leitura tranquila da realidade chinesa quotidiana”. Jaime Gama falava na sessão de apresentação de “Novas Coisas da China”, o segundo livro do autor, que traça um retrato das grandes mudanças em curso na sociedade chinesa nos últimos dez anos e se segue a outro dedicado à mesma temática, “Pela China Dentro”, que incide sobre um período anterior, entre 1991 e 2003. “António Caeiro não é propriamente aquilo que poderí-

Cultural de Macau (CCCM), Luís Filipe Barreto. Apartir de 1960-70, os estudos sobre a China, mantendo o interesse pela dimensão milenar da cultura chinesa, “cada vez mais apostam no impacto” contemporâneo e “cosmopolita”. A sociedade chinesa tem “orgulho” na sua cultura, mas também revela uma “al-

tíssima incorporação” nas “relações internacionais” que mantém. Por estar “a caminho de ser a primeira potência económica” e ser, “ao mesmo tempo, uma potência cultural e política”, a China aparece hoje como “uma grande novidade para a maioria das pessoas”, lamenta o especialista. Sendo verdade que se está

“a viver um renascimento asiático à escala mundial”, importa “não andar a chamar a grandes civilizações, como a China, a Índia, o Japão ou a Coreia, emergentes (...), porque são civilizações milenares”. “Durante o século XIX e a primeira metade do século XX, a China, tal como a índia e o Japão, como perderam o comboio da modernidade e do desenvolvimento, foram atirados para a secção de culturas antigas. Portanto, criou-se aquela imagem de uma China parada, imóvel”, explica Luís Filipe Barreto, contrapondo que “actualmente 40 e tal por cento do mercado mundial de arte é chinês”. O CCCM foi criado para, depois da transferência da administração de Macau para a China, promover “a produ-

Literatura Novo livro do jornalista António Caeiro faz “leitura tranquila da realidade chinesa”

Sem preconceitos

amos considerar um sinólogo, isto é, um decriptador dos sinais exteriores do poder chinês; ele é, sobretudo, alguém que gosta muito da China, que tem uma empatia muito forte com a sociedade e com a civilização chinesa e que procurar informar sobre a China não com preconceito, mas através de uma leitura tranquila da realidade chinesa quotidiana que ele conhece”, sublinhou o ex-governante ao apresentar a

obra, na Sociedade de Geografia de Lisboa. E fá-lo, observou, sendo “fiel ao jornalismo de agência, que é o jornalismo mais espartano, mais modesto, quase anónimo”, e que “procura a redução ao mais simples daquilo que é o mais complexo”, num registo que é uma “osmose entre o que é o ‘take’ de agência e a pequena crónica da política, ética ou literatura chinesa (…), com pequenos textos que visam

produzir uma condensação de um pensamento, de um aforismo, de um preceito qualquer”. O antigo ministro salientou que se trata de “uma obra de grande utilidade para quem se deslocar à China, por razões de turismo, curiosidade intelectual, oportunidade de investimento, razões diplomáticas ou políticas ou outras”, porque faz “um balanço rápido e intenso do que se passou na China nos últimos anos”.

ção de investigação sobre o relacionamento entre Portugal e China”. Actualmente, tem em curso um projecto para identificar o património chinês em Portugal, durante muito tempo “uma espécie de loja fina dos 300”, lembra Barreto. Maria Manuela d’Oliveira Martins conclui que o interesse pelo Oriente é, agora, comum. “Havia colecções escondidas nas reservas dos museus (…) que não eram (…) conhecidas e, neste momento, (…) todas as colecções têm necessidade de sair cá para fora”, compara, acrescentando que “todos os serviços educativos (dos museus) passaram a ter uma componente oriental”, que resulta de um ‘boom’de curiosidade pelo Oriente”. - Lusa

Sobre o seu livro,António Caeiro disse que o escreveu sem interromper o seu trabalho “e imerso num país que é um puzzle enorme, com peças que estão sempre a mudar” e em que “contradições que noutros países seriam insustentáveis e parecem desafiar até as leis da ciência política fazem parte do dia-a-dia, como um fenómeno natural”. Deu alguns exemplos sobre a realidade da China que, “em muitos aspectos, continua a ser um país em vias de desenvolvimento”, com cidadãos que “desejam viver melhor, numa sociedade mais livre, mais limpa e confortável” e observou que “a sua ascensão, como cidadãos e indivíduos, é – sem dúvida – uma das grandes histórias da actualidade e um quebra-cabeças para o Governo”.

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ANTÓNIO SATURNINO LOBATO DE FARIA Missa de 30.º dia A família de ANTÓNIO SATURNINO LOBATO DE FARIA participa que no 12 de Junho (4.ª feira), pelas 18 horas, na Sé Catedral de Macau, será rezada a missa do 30.º dia por sua intenção e em sua memória. A todos quantos se queiram associar a este piedoso acto, a família enlutada agradece antecipadamente.

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA É convocada a reunião extraordinária da Assembleia Geral do Banco Tai Fung, S.A., que terá lugar no dia 5 de Julho de 2013 (Sexta-feira), pelas 10:30 horas, na Sala de Reuniões da sede sita no 21o andar do Edifício do Banco Tai Fung, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção no. 418, a fim de discutir e deliberar sobre os seguintes assuntos: 1. 2.

Disposições concretas sobre a emissão de obrigações subordinadas que foi aprovada na Assembleia Geral Anual realizada em 26 de Março de 2013; Outros assuntos.

Macau, 6 de Junho de 2013 O Presidente, Substituto da Assembleia Geral Ye Yixin


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desporto

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segunda-feira 10.6.2013

Liga de Elite Ka I despede-se da luta pelo título

Benfica ou Monte Carlo na última jornada Marco Carvalho

Liga de Elite 2013 17.ª Jornada

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N

ão sobreviveu ileso, mas também não desperdiçou totalmente a oportunidade de regressar ao patamar cimeiro do futebol do território. Aos olhos de muitos, o desafio entre Monte Carlo e Ka I que ontem se disputou no Estádio de Macau tinha tudo para ser o jogo do ano, mas uma igualdade a um golo acabou por frustrar as expectativas de quem esperava ou uma celebração antecipada ou uma revolução na frente da tabela. Líder da classificação desde a ronda inicial do Campeonato, o onze orientado por Tam Iao San jogava frente aos ainda campeões uma cartada decisiva no assalto ao título. Longe das melhores prestações que apresentou ao longo da temporada, a formação “canarinha” não conseguiu disfarçar a pressão e entregou ao Windsor Arch Ka I, pelo menos na recta inicial da partida, a iniciativa de jogo. A formação orientada por Joseclér - que precisava de ganhar para manter vivas as esperanças de revalidação do título – entrou no desafio decidida a batalhar por um desenlace alternativa para a edição de 2013 da Liga de Elite. O primeiro remate do desafio digno desse nome pertenceu, no entanto, aos líderes da classificação, com Geofredo de Sousa a falhar por pouco a baliza de Tam Heng Wa na cobrança de um livre directo. É, de resto, de um livre directo que surge o primeiro golo da partida. Aos treze minutos, Nascimento dos Santos Neto cobra um livro directo em posição frontal à baliza de Domingos Chan. O veterano guarda-redes do Monte Carlo acaba por ser traído por um desvio oportuno de Mayckol Savino. O

Resultados Lam Ieng

8 – 0 Sub-23

Polícia

3 – 2

Kuan Tai

Benfica

3 – 0

Chao Pak Kei

Ka I

1 – 1

Monte Carlo

Lam Pak

4 – 1

Kei Lun

Classificação Equipa

J V E D GM-GS Pontos

Monte Carlo 17 15 1 1 55-8 46 Benfica

17 15 0 2 57-4 45

Ka I 17 Lam Pak

14

1

2

58-12

43

17 12 0 5 54-20 36

Polícia 17

6

2

9

23-33

20

Lam Ieng

17

6

1

10

26-50

19

Chao Pak Kei

17

6

0

11

26-50

18

Kuan Tai

17

6

0

11

21-32

18

Kei Lun

17

2

1

14

16-68

7

Sub-23 17

0

0

17

8-67

0

brasileiro acabou por ser um dos protagonistas da partida, não só pelo golo que marcou, mas também por ter visto um cartão vermelho directo na segunda parte. O Monte Carlo respondeu numa jogada rápida de contra-ataque conduzida por Daniel Santana dos Santos. O jovem dianteiro brasileiro levou a melhor sobre o paraguaio Jorge Galeano e disparou forte à entrada da pequena área adversária, mas o lance acabou por ser interceptado por Cesinha. Galeano esteve em destaque pouco depois, ao forçar Domingos Chan a uma defesa elástica na cobrança exímia de um livre directo. O antigo titular da baliza da selecção do território voltou a dar nas vistas na jogada que se seguiu, ao

afastar com uma sapatada o pontapé-de-canto apontado pelo nigeriano Christopher Nwarou. O Ka I ultrapassava o seu melhor momento, com incursões frequentes ao último reduto adversário. Com uma tarde tranquila na baliza dos tri-campeões do território, Tam Heng Wa viu Domingos Chan negar com nova defesa atenta o segundo golo do encontro a Mayckol Savino. O dianteiro brasileiro rematou rasteiro à entrada da grande área do Monte Carlo para uma defesa atenta do veterano guarda-redes dos líderes da classificação. A formação orientada por Tam Iao San respondia esporadicamente, sobretudo com remates de média e longa distância. A primeira defesa operada por Tam Heng Wa na baliza do Ka I

materializou-se à passagem da meia-hora, na resposta a um remate de longe de Loi Wai Long. Nicholas Torrão isolou-se pouco depois no ataque dos campeões do território, mas não conseguiu bater Domingos Chan no frente-a-frente com o guarda-redes do Monte Carlo. Os líderes da classificação tiveram em Chan uma mais valia e aos quarenta minutos conseguiram mesmo repôr a igualdade no marcador, numa jogada em que o velocíssimo Leong Ka Hang forçou Tam Heng Wa a recorrer à falta em pleno último reduto dos campeões do território. O árbitro apontou para a marca de onze metros e Leong Ka Hang tomou em mãos a responsabilidade de cobrar o lance. O jovem dianteiro do Monte Carlo não comprometeu e manteve incólumes as aspirações da equipa. Para o Ka I, o empate representava o cair do pano sobre a possibilidade de garantir a revalidação do título, mas a formação orientada por Joseclér não baixou os braços e voltou a chamar a si o estatuto de formação menos resignada. Aos 59 minutos, Christopher Nwarou tem nos pés uma grande oportunidade para colocar o Ka I de novo na frente do marcador, mas o nigeriano não consegue empurrar para o fundo das redes adversárias, depois de Nicholas Torrão ter enviado a bola ao poste da baliza do Monte Carlo. Os campeões do território ficaram reduzidos a dez unidades dois minutos depois, com Mayckol Savino a ver o cartão vermelho direito depois de ter agredido um adversário junto à linha. Apesar de se encontrar em inferioridade numérica a quase meia hora do término da partida, o Ka I não abriu mão de procurar a vitória e aos72 minutos, Cesinha tem nos pés uma oportunidade de

ouro para marcar o segundo dos campeões do território, mas acaba por permitir por duas ocasiões a defesa de Domingos Chan. O Monte Carlo respondeu na jogada imediata, com Francisco Medeiros Rafael a isolar-se na frente de ataque, mas a não conseguir desfeitear Tam Heng Wa na baliza do Ka I. A igualdade a um golo arredou os campeões do território da luta pela revalidação do título e mantém o Monte Carlo na liderança isolada da classificação, ainda que apenas por um escasso ponte de vantagem sobre o segundo classificado.

Benfica está à espreita

Os jogadores da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau foram, de resto, espectadores atentos do embate entre Monte Carlo e Ka I. O resultado acabou por não ser o mais favorável às ambições das águias do território, que cumpriram sem comprometer com as próprias obrigações. No sábado, o onze encarnado derrotou o reforçado Chao Pak Kei por três bolas a zero e manteve o cerco ao Clube Desportivo Monte Carlo na liderança da classificação. O Benfica entrou de forma voraz no desafio e só não inaugurou o marcador aos dois minutos, porque Bruno Martinho falhou o enquadramento com a baliza adversária, depois de um bom trabalho de Pio Júnior no lado direito do ataque da formação orientada por Bruno Álvares. Pouco depois, foi Pio Júnior quem falhou. O avançado luso-guineense tentou a sorte num remate de primeiro, mas acabou por acertar no esférico de forma deficiente e a jogada acabou por nem sequer importunar o guarda-redes do Chao Pak Kei. O golo do Benfica fazia-se adivinhar e acabou por surgir à passagem dos oito minutos, numa jogada de

insistência da linha avançada encarnada. A bola acabou por sobra para Bruno Martinho, que marcou com um pontapé forte, desferido à entrada da área adversária. O Chao Pak Kei só a passagem da meia hora de jogo consegue levar perigo ao último reduto das águias do território, mas o livre directo apontado por Cheong Kin Chong morre com tranquilidade nas mãos do luso-brasileiro Juan de Castro. Mais expedito em termos ofensivos, o Benfica esteve perto do segundo golo pouco depois, mas o guarda-redes do Chao Pak Kei acabou por negar com classe o golo a Pio Júnior. O segundo golo dos vice-líderes da classificação surgiu a três minutos do fim da primeira parte, com o brasileiro Fabrício Lima a surpreender o último homem da formação de matriz chinesa com um “chapéu”, depois de ter levado a melhor sobre dois defesas adversários. A vencer por duas bolas a zero, o Benfica marcou o terceiro aos sessenta minutos, com Lei Kam Hong a concluir com um cabeceamento perfeito uma jogada rápida do ataque encarnado, dando a melhor sequência a um cruzamento com peso, conta e medida de Pio Júnior.

Lam Pak cumpriu obrigação

Já arredado da luta pelo título, o Lam Pak derrotou o Kei Lun por quatro bolas a uma, num desafio que pautou o regresso de William Carlos Gomes aos relvados após um período de lesão.Gilberto do Wilton inaugurou o marcador logo no primeiro minuto do desafio. O Kei Lun ainda conseguiu repôr a igualdade no placard aos catorze minutos, mas Ho Man Hou, William Carlos Gomes e Valença consumaram a goleada da formação orientada por Chan Man Kin com golos apontados aos 24, aos 67 e aos 71 minutos.


segunda-feira 10.6.2013

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB dead man down [c] Um filme de: Niels Arden Oplev Com: Colin Farrell, Noomi Rapace Dominic Cooper, Terrence Howard 19.45

now you see me Sala 1

after earth [c]

Sala 3

haunting in connecticut 2: ghosts of georgia [c] Um filme de: Tom Elkins Com: Abigail Spencer, Chad Michael Murray, Katee Sackhoff 14.30, 21.30

Um filme de: M. Night Shyamalan Com: Will Smith, Jaden Smith 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 Sala 2

Long weekend [c]

(Falado em tailandês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Taweewat Wantha Com: Shin Chinawut, Namche Sheranat, Sean Jindachote 14.30, 16.15, 18.00, 21.45

now you see me [b]

Aqui há gato

Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 16.30, 19.30

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Resultado permanente do trabalho ou da acção; fêmea do macaco. 2 – Página de livro escrita ou em branco; cada uma das varas que saem dos lados de um veículo, entre as quais se atrela no animal que puxa o mesmo veículo. 3 – Doença nas vias respiratórias do cão; plana. 4 – Fruto da ateira, também chamado fruta-do-conde; custume; sofrimento físico ou moral. 5 – Nome da letra grega que corresponde ao R latino; fluido aeriforme; móvel, normalmente de madeira, sobre que se come, escreve, etc. 6 – Qualidade ou estado do que é gélido. 7 – Haste terminada em bico; dez vezes cem. 8 – Que tem falta de juízo; bens de natureza dotal assegurados pelo noivo à noiva, por escritura. 9 – Bofetão (fig.); vento brando e aprazível. 10 – Empregada habitualmente em; discurso em público; estabelecimento particular ou dependência de hotel ou restaurante ond se servem bebidas. 11 – Igreja episcopal, arquiepiscopal ou patriarcal; bacia de cobre onde se põem brasas para aquecer o ambiente. VERTICAIS: 1 – Impregnara de uma substância oleosa; ser supremo, infinito, perfeito, criador do Universo. 2 – Compacto, espesso; retenção ou fruição de uma coisa ou direito. 3 – Sulco na pele; soldado da antiga guarda municipal ou da polícia (gír.). 4 – Suf. nom., de origem grega que se deposita sobre os corpos por efeito do arrefecimento. 5 – Que dura um ano; cheiro agradável. 6 – Da mesma maneira; além disso. 7 – Avenida (abrev.); espaço de tempo que decorre entre o nascer do e o pôr do Sol (dia natural); ósmio (s.q.). 8 – Nome vulgar do óxido de cálcio; fêmea do melro. 9 – Qualidade do que é árido; pedra preciosa transparente, geralmente de cor vermelha. 10 – Acontecimento (pl); impedir o movimento de. 11 – Grande leque usado nas cerimónias eclesiásticas (pl.); dá saúde a quem está doente.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 18:10 18:30 19:30 20:30 21:00 22:10 23:00 23:30 00:00 00:30

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TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Cougar Town – Sr.1 Contraponto (Repetição) Vingança Telejornal TDM Desporto Escrito nas Estrelas TDM News Com Ciência Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO informação TDM

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(Delay) FIM Mx1 World Championship 2013 Grand Prix of France (Delay) FIM Mx2 World Championship 2013 Grand Prix of France Freedom Riders Asia - Series 1 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights MotoGP World Championship 2013 - Highlights Grand Prix of Italy The Lighter Side The Record Breakers (LIVE) Score Tonight 2013 Roger Federer V Pete Sampras Great Wimbledon Rivalries

40 - FOX Movies 13:00 Cheaper By The Dozen 2 14:35 Alvin And The Chipmunks 16:05 The Darkest Hour 17:35 Lockout 19:10 Once Upon A Time 20:00 Da VinciíS Demons 21:00 2012 23:35 21 Jump Street 41 - HBO 12:00 Men In Black 3 13:45 The Jensen Project 15:15 Muppets From Space 16:45 Star Trek Iii The Search For Spock 18:30 Star Trek Iv The Voyage Home 20:30 Puss In Boots 22:00 Veep 22:30 Game Of Thrones 23:30 Saving Private Ryan 42 - Cinemax 12:45 Kings Of South Beach 14:15 Rage Of The Yeti 16:00 Marooned 18:25 Kung Fu: The Legend Continues 20:15 Man On A Ledge 22:00 China Moon 23:40 Lost Boys

HORIZONTAIS: 1-OBRA. MACACA. 2-LAUDA. VARAL. 3-ESGANA. LISA. 4-ATA. USO. DOR. 5-RO. GAS. MESA. 6-GELIDEZ. 7-PUA. MIL. 8-DOIDO. ARRAS. 9-ESTALO. AURA. 10-USA. ORO. BAR. 11-SE. BRASEIRA. VERTICAIS: 1-OLEARA. DEUS. 2-BASTO. POSSE. 3-RUGA. GUITA. 4-ADA. GEADA. 5-ANUAL. OLOR. 6-ASSIM. ORA. 7-DIA. OS. 8-CAL. MELRA. 9-ARIDEZ. RUBI. 10-CASOS. PARAR. 11-ALARAS. SARA.

À venda na Livraria Portuguesa Um Homem Singular • Maria de Fátima Bonifácio

Rodrigo da Fonseca Magalhães foi um dos mais importantes políticos liberais portugueses e primeira figura do movimento da Regeneração. Embora seja praticamente desconhecido, ele é um dos maiores nomes deste período, tendo sido reconhecido pelos seus contemporâneos como um político de referência com uma obra quase tão importante como a de Fontes Pereira de Melo. Este livro é o resultado de uma investigação de vários anos de Maria de Fátima Bonifácio e apresenta o retrato completo da figura e da obra de Rodrigo da Fonseca Magalhães, espelhando bem como ele foi “Um Homem Singular”.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Morte na Aldeia • Caroline Graham

Badger’s Drift é a típica aldeia inglesa onde todos se conhecem e, aparentemente, nada acontece. Tem um vig��rio, um médico desastrado, umas quantas figuras excêntricas e uma solteirona amorosa, famosa pelas suas bolachas caseiras. Mas quando a velhinha morre subitamente, a sua melhor amiga não se conforma. Ela sabe que aquela morte não foi natural. O inspector-chefe Barnaby e o incansável sargento Troy não têm alternativa senão investigar. E o lado sombrio da pitoresca aldeia começa lentamente a ser revelado. Perante velhos ressentimentos e novas rivalidades, ódios intensos e paixões dissimuladas, Barnaby está cada vez mais alarmado. Infelizmente, um segundo e hediondo crime vai confirmar as suas piores suspeitas. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Plástico, para que te quero? É inacreditável a inércia do Governo. Uma pessoa pode estar aqui há dois, cinco, 20 ou 50 anos que nunca deixa de se surpreender com a inactividade e inoperância dos nossos governantes. Eu não percebo afinal que mão tem o Governo nesta terra. Mas, segundo aprendi toda a minha vida, há um papel que deve cumprir a Administração, em qualquer parte do mundo, o de aplicar medidas e acções, independentemente do gosto e vontade da população. Vejamos um caso concreto que me dei conta esta semana. Portanto, não é novidade em lado nenhum que haja uma taxa cobrada em vários países pelo uso de sacos plásticos, provado como um dos materiais que piores danos causa ao ambiente, já que só passado um século se decompõe. Mas aqui, a medida parece impraticável num futuro próximo. Para já, dizem, vão demorar anos a consultar a população, para saber se lhes parece viável a aplicação dessa taxa. E qual seria a taxa ideal. E em que sítios deve ser aplicada. E, mais o quê já agora? Uma vez com os cofres cheios, até deviam dar dinheiro à população por não usarem sacos de plástico? Que acham? Fica a dica! Será que não me faço entender? São 100 anos de decomposição de um material, que danifica espécies marinhas e terrestres. E que, por consequência, danifica o planeta. Dados até os processos por que tem que passar para ser reciclado. E mesmo assim é preciso pensarem bem em dar um passo destes? Tão insignificante para a população quanto mais relevante para o território. Tomem acções, que é para isso que vos pagam bem. E é também, em parte, ainda que pequena, para isso que foram eleitos para o vosso lugar. Não dá para uma pessoa se contentar apenas com promoções educacionais, de marketing e medidas de encorajamento, como prémios, por não pedirem sacos de plástico nos supermercados e outras lojas. É altura de começarem a deixar algum trabalho feito, que seja visível a olho nu.

Pu Yi


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Carlos Morais José

editorial

O que se quer enterrar nas campas Qualquer leitor menos avisado se perguntará: qual a razão de tantos ataques a Florinda Chan? O que terá feito, não feito ou não deixado fazer a Secretária que motive tanta raiva descabelada? Pergunto-me muitas vezes se os autores dos ataques não temem que as pedras que atiram façam ricochete e caíam nos seus telhados que – nós bem sabemos – são de vidro e bem frágil. Admiro-me, aliás, da postura de Florinda Chan pois ainda não assistimos a qualquer contra-ataque. Contudo, bem sabemos que ela ou alguém à sua volta muito facilmente o poderia fazer. Na nossa opinião, ao não ripostar aos ataques soezes de que tem sido vítima, a Secretária faz bem: mantém a sua dignidade, deixa os cães ladrar e a caravana passar. Mas é pena. Senão vejamos: quais têm sido as suas principais causas? Para o analista da situação política desta região a resposta não oferece dúvidas: a defesa do segundo sistema que, sem ela, já estaria há algum tempo pelas ruas da amargura. Este poderá ser um dos pecados que não lhe apontam mas do qual se ressentem. Depois é conhecida a sua lendária honestidade, ancorada numa crença da qual podemos discordar mas que, do modo como a pratica, a impossibilita de ceder aos pedidos de favores com que certamente tem sido, ao longo de todos estes anos, bombardeada. Resumindo: a verdade é que a presença de Florinda Chan no Governo tem sido um empecilho para muitos que prefeririam um badameco que lhes

Se pensarmos um pouco, talvez no horizonte comece agora a surgir um desenho que, para além dos interesses magoados, justifique tanta sanha. Será que Florinda Chan não é uma óbvia e capacitada candidata a Chefe do Executivo? fizesse as vontades e cedesse aos seus interesses. Ora, claramente, não é o caso. Os seus detractores desceram baixo, muito baixo, abaixo de terra com o caso das campas. Na enxurrada veio gente digna como José Luís Sales Marques e mesmo alguns “inimigos” como Au Kam San (não esquecer que assinou, enquanto membro da Câmara, todos os papéis sem pestanejar). Agora é Raymond Tam e outros do IACM. O que falta saber é qual a verdadeira motivação de tanta baixaria. Mas, se pensarmos um pouco, talvez no horizonte comece agora a surgir um

desenho que, para além dos interesses magoados, justifique tanta sanha. Será que Florinda Chan não é uma óbvia e capacitada candidata a Chefe do Executivo? Repare-se: é honesta; não está ligada aos grupos de interesses que têm retalhado Macau a seu bel-prazer; tem capacidade para governar uma região que conhece por dentro e por fora, expressa-se bem em várias línguas do Português ao Mandarim, passando pelo Inglês; sempre representou bem Macau no exterior; tem boas relações com Pequim. O que mais seria preciso para a qualificar como uma excelente can-

didata ao lugar? Por mim, teria o meu voto, sobretudo porque quando olho para o lado fico, por vezes, assustado. Aqui, no Hoje Macau, gostaríamos de ver uma pessoa com estas características na cabeça do Governo da RAEM. Não queremos mais gente ligada a este ou àquele grupo, a ceder continuamente aos interesses dos empreiteiros e afins, desprezando totalmente o interesse da população e a sua qualidade de vida. E também nos assusta a alternativa ainda não totalmente clarificada e que, certas vezes, parece uma ameaça ao segundo sistema. Florinda Chan será, na nossa humilde opinião, uma candidata ideal ao cargo supremo da RAEM. Deve ser a consciência deste facto que assusta certos sectores. O medo do fim dos favores, das regalias, do esbanjamento desregrado de dinheiro que parece flutuar sempre na direcção dos mesmos. Compreende-se que desperte ódios mas aconselharia os seus detractores mais activos a terem muito cuidado com as pedras que arremessam pois terão telhados de vidro. E extremamente frágeis.. Aqui por Macau tudo se sabe, tudo se comenta, tudo se desvela. É por isso que, quando assistimos a estes ataques por causa de campas num cemitério, não podemos deixar de desconfiar que se trata de gente que tem muito medo do futuro político de Florinda Chan. Será pena se a actual Secretária não tiver coragem ou vontade de avançar como candidata a Chefe do Executivo. Até porque havia de ser... bonito...


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opinião

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David Chan*

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macau visto de hong kong

Crimes sexuais contra menores

O

Ministério Público de Macau terminou recentemente a investigação criminal sobre dois casos de crimes sexuais. Estes dois casos foram registados no relatório publicado pelo Ministério Público datado de 28 de Maio de 2013. O primeiro caso aconteceu no dia 6 de Abril de 2013. A vitima era uma rapariga com menos de 16 anos que ficou em casa do namorado durante alguns dias. Nesse período tiveram relações sexuais, pelo menos duas vezes. A mãe da vitima denunciou o caso à polícia.  O segundo caso aconteceu no início de 2012. Um elemento do sexo masculino de nome Lei travou conhecimento com a vitima através do “WeChat”. Posteriormente, tiveram por diversas vezes relações sexuais em casa de Lei, até que a rapariga acabou por ficar grávida. Em Abril de 2013 a mãe da rapariga descobriu a gravidez e denunciou o caso à polícia.  De acordo com o relatório de 28 de Maio de 2013, os réus foram acusados de “terem relações sexuais com raparigas menores de idade.” Uma vez condenados os réus enfrentam uma pena máxima de quatro anos de prisão. O relatório não indica que artigo do Código Penal será usado pela acusação. Será, provavelmente, o artigo 168(1) que diz que quem tiver relações sexuais com jovens entre 14 e 16 anos de idade será sujeito a uma pena máxima de quatro anos de prisão.  No dia 31 de Maio de 2013 o Ministério Público da Região Administrativa Especial de Macau publicou um relatório onde pedia que se revisse o Código Penal devido ao contínuo aumento do número de crimes acima mencionados. Em relação ao mesmo período de 2012 este género de crimes registaram um aumento de 60%. A nossa sociedade deveria dar atenção a este sinal.  Nos últimos dias houve diversas respostas da sociedade sobre as propostas de alterações ao Código Penal para autorizar o Ministério Público a iniciar processos de acusação nos casos acima mencionados. Os leitores podem estar surpreendidos porque estes casos que acima mencionei foram ambos abertos pelo Ministério Público. Então porque é que temos de alterar a lei?   Numa linguagem simples, existem três tipos de acusação no nosso Código Penal, nomeadamente, “acusação publica”, “queixa” e “acusação particular”. “Queixa” é o direito de acusação num processo criminal em que o queixoso deve apresentar o caso à polícia e requerer que este seja julgado em tribunal. Se não o fizer, o Ministério Público não pode proceder à acusação.

As alterações do Código Penal deveriam reforçar a prestação de serviço de aconselhamento. De outra forma não se consegue ter uma “família pacífica”

terações destroem o equilíbrio entre justiça e sentimentos da vitima. Antes de alterar a lei devíamos considerar com muita atenção este facto  Digamos que o pai violou a filha e que a família está a pressionar a rapariga para que esta não apresente “queixa.” A prática corrente é que o Instituto de Acção Social do Governo Da RAEM denuncia estes casos a algumas instituições privadas que podem abrigar a vitima durante um período máximo de três meses. Esta situação salvaguarda a vitima de ser pressionada pela família e assegura a sua vontade não é condicionada. Como o processo criminal demora mais de três meses, era bom que se considerasse

aumentar o tempo de abrigo até o processo estar concluído.  Durante o julgamento poderia ser usado ser usado vídeo. A vitima poderia estar na sala A do tribunal enquanto o julgamento tinha lugar na sala B. A vitima respondia às perguntas do juiz e dos advogados pelo computador e assim a pressão psicológica seria bastante menor.  As alterações do Código Penal deveriam reforçar a prestação de serviço de aconselhamento. De outra forma não se consegue ter uma “família pacífica”. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau

kwamarada

por antónio conceição júnior

O artigo 105 do Código Penal é importante. Se a vitima ainda não tiver 16 anos, ou se não entender a natureza de “queixa”, este direito deve ser exercido pelo tutor da vitima (normalmente são os pais). Esta legislação procura o equilíbrio entre os sentimentos da vitima alvo de violação e a justiça. Do ponto de vista da sociedade, o réu deve ser acusado porque este comportamento baixa os padrões de comportamento da sociedade. No entanto, o processo de acusação dum crime sexual obriga a vitima a comparecer em tribunal e a ter de reviver todos os trágicos acontecimentos. A pressão psicológica é enorme. Se o acusado for pai da vitima o caso ainda é mais complicado. Os membros da família, exceptuando a vitima, não quererão que o réu vá para a prisão. Consequentemente, tudo farão para que a vitima mude ideias e não apresentarão “queixa” em seu nome. O equilíbrio entre os sentimentos da vitima e os resultados da justiça é muito mais difícil de alcançar quando o acusado é o pai da vitima.  Para ultrapassar este problema algumas pessoas pediram que se alterasse o Código Penal para que o Ministério Público pudesse abrir o processo de acusação. Se a alteração for feita, deixa de haver necessidade do consentimento da vitima, dos pais ou tutores. Por outras palavras, deixa de haver “queixa” nestes casos.  As alterações ao Código Penal podem assegurar que na nossa sociedade se faça justiça. No entanto, estas alterações colocam a vitima no tribunal, obrigando-a a reviver todos os trágicos acontecimentos. Estas al-

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hoje macau

tiago alcântara

ca r tporoon Steff

o encontro

Macau Paul Pun pede mais voluntários

Criado há cerca de seis meses, o serviço de enfermagem criado pela Cáritas a pensar nos idosos precisa de reforços. Quem o diz é Paul Pun. O secretário-geral da instituição disse à imprensa chinesa existir a necessidade de voluntários, dado que o objectivo é a extensão do plano de apoio da zona norte até à área central de Macau. Mais de 40 idosos já beneficiaram deste projecto, que conta com a ajuda da Fundação Macau. Esta entidade já deu 21 milhões de patacas, financiados em três vezes. Oito milhões já foram doados.

Macau Jovens preferem não ter qualquer opinião

Bill Chou divulga entrevistas a ex-governadores portugueses

Rocha Vieira, Garcia Leandro e o bilinguismo

Atentado faz seis mortos em Bagdade

O

último governador português em Macau, Vasco Rocha Vieira, disse nunca ter feito “qualquer acordo com o Governo chinês para recrutar pessoas do continente para o Governo (de Macau) e levá-los a posições importantes. Os que subiram fizeram-no pela sua competência e trabalho”. Vasco Rocha Vieira disse ainda desconhecer Wu Zhilliang, presidente da Fundação Macau e oriundo da China, tendo pensado que era “macaense”. A opinião faz parte de uma

Líbia 28 mortos em confrontos

Confrontos em Benghazi, na Líbia, já causaram 28 mortes e deixaram várias dezenas de feridos. De acordo com a AFP, que cita um médico do hospital El Jala, 24 dos corpos já foram identificados, que há dezenas de feridos e que 12 salas de cirurgia foram disponibilizadas para atendimento. Os confrontos começaram quando manifestantes organizaram um protesto diante de um prédio que abriga uma milícia armada, que disparou contra a multidão. Segundo testemunhas, os manifestantes reivindicavam a dissolução de todas as milícias.

gonçalo lobo pinheiro

Seis pessoas morreram este domingo depois de um atentado suicida contra a polícia iraquiana em Bagdade. O atentado, que aconteceu no bairro de maioria xiita de Kadhimiyah, zona norte da capital, teve como alvo um prédio do serviço de investigação da polícia. Três agentes que trabalhavam na segurança do edifício e três civis que passavam pelo local morreram no ataque, com um carro armadilhado. 22 pessoas ficaram feridas

entrevista realizada pelo académico Bill Chou, que, segundo já avançou o JTM, realizou entrevistas com os antigos governadores portugueses em Macau a fim de realizar um estudo sobre o desenvolvimento de políticas públicas em Macau. Parte do conteúdo dessas entrevistas está a ser divulgada pelo académico da Universidade de Macau (UMAC) na sua página pessoal do Facebook. O ex-governador Garcia Leandro foi outro dos entrevistados, tendo falado sobre o sistema educativo. Leandro disse

que “enquanto foi governador que o Governo tinha baixas capacidades financeiras para uniformizar o sistema de ensino”, e o antigo embaixador de Portugal em Pequim, Duarte de Jesus, considerou “uma tarefa muito difícil” a implementação do bilinguismo. “Foi difícil assegurar que a população de Macau dominasse o mandarim, cantonês e português ao mesmo tempo”. Quanto à área política, Garcia Leandro disse ainda a Bill Chou que Macau sempre teve uma atitude mais cooperativa com Pequim por oposição a Hong Kong e que, “aos olhos dele”, Macau deixou de ser dos portugueses a 25 de Abril de 1974. “Outras partes que pudessem contribuir para uma governabilidade efectiva eram bem-vindas. Com um longo período de comunistas a participar no processo de medidas políticas de Macau, a noção de “gentes de Macau governam Macau” não foi mais do que retórica deste o início. As diferentes abordagens na forma de liderar com os comunistas teve impactos profundos nas relações actuais entre Pequim-Hong Kong e Pequim-Macau”, pode ler-se na nota. - A.S.S.

Um estudo divulgado ontem pela Federação da Juventude de Macau aponta que 70% dos jovens preferem não ter qualquer opinião ou participação cívica, porque acham que nada vai mudar ao nível do Governo ou das restantes organizações. Segundo noticiou ontem o canal chinês da Rádio Macau, 50% dos inquiridos considera ter o nível médio para participar nos assuntos políticos e sociais. O estudo propõe que os jovens comecem a utilizar mais a internet, sendo que o Executivo é encorajado a usar a internet para uma maior interacção, por forma a promover a participação dos jovens. Realizado nos finais de 2012, o estudo envolve mais de 800 participantes com idades entre os 13 e os 39 anos.

EUA Sequestrador acusado de 329 crimes

Ariel Castro, o homem que manteve sequestradas e violou repetidamente três adolescentes durante dez anos em Cleveland, nos Estados Unidos da América (EUA), foi acusado de 329 crimes, enfrentando a possibilidade de ser condenado à morte. Os media chamam-lhe “monstro” de Cleveland. Ariel Castro, de 52 anos, raptou, violou e forçou abortos a Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight.

Hezbollah Protesto fez um morto

Uma pessoa morreu em resultado de confrontos, ontem, entre apoiantes e críticos do Hezbollah na embaixada do Irão em Beirute, afirmou um porta-voz do exército libanês à AFP. Manifestantes protestavam contra a participação do Hezbollah nos combates na Síria, quando foram confrontados por apoiantes.


Hoje Macau 10 JUN 2013 #2868