Hoje Macau 01 DEZEMBRO 2021 #4903

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Nº 4904 QUARTA-FEIRA 1-12-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

DANIEL SPASE

MOP$10

LEI SINDICAL

NUVENS NEGRAS PÁGINA 3

hoje macau

Cai a noite

IPIM

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AS FEIRAS DE DEZEMBRO ID

PÁGINA 5

WTCR

MACAU NO CALENDÁRIO ÚLTIMA

ARTM | EXPOSIÇÃO

LONGA JORNADA PARA O DIA EVENTOS

O caminho da Suncity parece estar traçado. Alvin Chau apresentou a demissão e a empresa admite que sem o financiamento do famoso promotor de jogo dificilmente conseguirá sobreviver. As acções do Grupo caíram ontem 48 por cento. PÁGINA 4


2 política

1.12.2021 quarta-feira

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DECLARAÇÃO PATRIMONIAL CHE SAI WANG PROPRIETÁRIO DE QUATRO IMÓVEIS

As casas da minha vida

ACESSIBILIDADE ELLA LEI QUER ELEVADORES EM MAIS PASSAGENS SUPERIORES

Che Sai Wang e Kou Kam Fai foram os primeiros deputados da nova Legislatura a apresentarem a declaração de património. O vice-presidente da ATFPM declarou ter quatro casas, quatro parques de estacionamento e uma loja

Activismo tradicional

Além de Che, também o deputado Kou Kam Fai, nomeado pelo Chefe do Executivo, apresentou a sua

RÓMULO SANTOS

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HE Sai Wang, deputado eleito pela lista apoiada pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), é proprietário de quatro casas. A informação consta da declaração de rendimentos entregue por Che, que a par do deputado nomeado Kou Kam Fai, foi o primeiro a cumprir a obrigação legal. Na declaração, datada de 1 de Novembro, Che declara que é proprietário de quatro fracções habitacionais, a par da esposa. Normalmente, os deputados dão nota quando as habitações se situam fora de Macau, o que parece indicar que estas ficam no território. Além da fracção habitacional, Che declara ser igualmente titular de uma loja, que se encontra arrendada, e de quatro lugares de estacionamento. O deputado apresenta-se como o único proprietário destes bens, e entre os lugares de estacionamento apenas um é para uso próprio do legislador. Numa declaração preenchida em chinês simplificado, Che indica ainda ser membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês do Distrito de Qujian, na cidade de Shaoguan, na província de Cantão. O vice-presidente da ATFPM é igualmente vice-presidente da Associação dos Indivíduos de Apelido Che de Macau, director da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau e vice- presidente da direcção da Associação dos Conterrâneos de Chio Chao de Macau.

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Kou Kam Fai: Apenas uma casa destinada a habitação própria

declaração patrimonial. O director da Escola Secundária Pui Ching declarou ter apenas uma casa que diz destinar-se a habitação própria. É a nível associativo e na participação de órgãos consultivos que o homem que em 2012 foi agraciado com a Medalha de Mérito Educativo se mostra

Boletim Oficial Prioridade à segurança

A 2.ª Comissão Permanente discutiu ontem a lei de publicação e formulário dos diplomas, que vai fazer com que o Boletim Oficial deixe de ser impresso e passe a ser totalmente digital. No final da reunião, o presidente da comissão, Chan Chak Mo, explicou que apesar de passar a formato digital o Boletim Oficial vai ter prioridade máxima de protecção, de acordo com a lei da cibersegurança. Na reunião, o Governo não apresentou estimativas sobre o montante poupado com a transferência para um formato digital, porém, foi explicado que a Imprensa Oficial emprega 116 funcionários, entre os quais 11 são da área da tecnologia da informação.

Che Sai Wang: 4 casas, 1 loja e 4 lugares de estacionamento

mais activo, com várias ligações a associações tradicionais. Kam é membro da 12.ª Conferência Consultiva Política do Povo Chinês da Província de Gansu, presidente do Conselho Fiscal da Associação de Educação de Macau, presidente da Associação da Amizade Gansu de Macau e vice-presidente execu-

tivo da direcção da Associação de Intercâmbio de Cultura Chinesa. A nível educativo, está envolvido nas principais universidades locais, e é administrador da Universidade de Macau, Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e do Instituto de Gestão de Macau. João Santos Filipe (com N.W.)

Habitação económica Mais de 11.367 candidaturas Até às 18h de ontem o Instituto de Habitação (IH) recebeu 11.367 candidaturas para a compra de habitação económica, das quais 2.598 tinham documentos em falta. Os números foram adiantados pelo IH, naquele que foi o último dia para participar no concurso mais recente. Segundo os dados revelados, houve 3.041 candidaturas individuais, 2.106 candidaturas de agregados familiares com dois membros, 2.027 com três membros, e 4.193 com

mais de três membros. O número ainda pode subir, uma vez que de acordo com o canal chinês da Rádio Macau, às 18h ainda havia cerca de 100 pessoas a entregarem candidaturas no Edifício do Bairro da Ilha Verde. Inicialmente, estava previsto que o presente concurso tivesse terminado a 12 de Novembro, mas o prazo foi alargado devido à pandemia. As pessoas com documentos em falta têm até 30 de Dezembro para completar a candidatura.

INCANDO que Macau caminha a passos largos para se tornar numa “sociedade envelhecida”, a deputada Ella Lei mostra-se preocupada com a falta de elevadores em algumas passagens superiores para peões. Exemplo disso, aponta, é a passagem localizada na Avenida do Doutor Rodrigo Rodrigues em frente ao Edifício Nam Kwong. “Muitos idosos e pessoas com deficiência afirmaram que, devido à falta de estruturas sem barreiras e elevadores, enfrentam dificuldades nas suas deslocações. Na Avenida do Doutor Rodrigo Rodrigues, por exemplo, existem muitas escolas, restaurantes e serviços públicos, mas não existem elevadores nas duas passagens pedonais perto do Edifício Nam Kwong”, começou por vincar Ella Lei numa interpelação escrita. “Se precisarem de atravessar a Avenida do Doutor Rodrigo Rodrigues, os cidadãos com dificuldades em subir e descer escadas são obrigadas a percorrer uma longa distância para o fazer. É muito inconveniente”, acrescentou. Apontando que o relatório das LAG para 2022 prevê a instalação de elevadores na passagem pedonal junto ao Edifício Nam Kwong, Ella Lei quer saber qual a calendarização da obra e que outras estruturas da cidade poderão, no futuro, acolher também ascensores para os peões atravessarem as vias públicas. Além disso, a deputada pergunta se o Executivo irá fazer uma “revisão abrangente” ao nível das acessibilidades, que inclua também passadeiras e túneis. P.A.


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Pensões Cerca de 137 mil pessoas em fundos privados Até 30 de Setembro havia 137 mil pessoas inscritas em planos de fundos de pensões privados, gerido por nove entidades, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Finanças, apresentados ontem à 3.ª Comissão Permanente das Assembleia Legislativa. Os números foram citados pelo presidente e deputado Vong Hin Fai e indicam que existe igualmente um total de 100

mil participantes no regime de previdência central não obrigatório. A comissão está a analisar a nova proposta de lei da troca de informações em matéria fiscal e os fundos de pensões passam a ser incluídos na informação que pode ser solicitada pelas autoridades ao abrigo das exigências do Fórum Global sobre Transparência e Troca de Informações para Fins Fiscais.

Associação Comercial Representante da Frente Unida de visita Alexandre Ma Iao Lai, presidente da Associação Comercial, considera que Macau pode ser uma plataforma para a entrada de produtos de Zhenjiang, na Província de Jiangsu, nos mercados dos países de língua portuguesa. A opinião foi expressa, na segunda-feira, na recepção da associação ao Depar-

tamento Municipal da Frente Unida de Zhenjiang. Segundo Ma, a participação na plataforma vai permitir a Zhenjiang ter novas oportunidades no âmbito do desenvolvimento nacional e na política de promoção da prosperidade comum. O presidente da Associação Comercial sublinhou também que a visita foi uma

oportunidade para as duas regiões darem continuidade à tradição de relações amigáveis e harmoniosas. Por sua vez, Xu Jianfeng, vice-ministro do Departamento Municipal da Frente Unida de Zhenjiang, destacou o desenvolvimento nas energias verdes da cidade e afirmou que as duas regiões podem cooperar nessa área.

Isolda Brasil, advogada especialista em Direito do trabalho, e o jurista António Katchi mostram reservas quanto à ausência do direito à greve na proposta de lei sindical, ainda em consulta pública. Isolda considera tratar-se de uma “grande omissão”, Katchi defende que traz “uma nuvem muito negra sobre a liberdade sindical”

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URISTAS contactados pelo HM revelam preocupação sobre a ausência do direito à greve na proposta de lei sindical apresentada pelo Executivo, actualmente em consulta pública até ao dia 14. Isolda Brasil, advogada especialista em Direito do trabalho, confessou que esta “é a grande omissão” na proposta. “Falar em associações sindicais e associativismo sem direito à greve é, no mínimo, estranho, porque são complementares, senão mesmo indissociáveis.” Igual posição tem António Katchi, que diz que o facto de esta proposta não contemplar o direito à greve “faz pairar uma nuvem muito negra sobre a própria liberdade sindical”.

LEI SINDICAL AUSÊNCIA DO DIREITO À GREVE PREOCUPA JURISTAS

A grande lacuna Katchi recorda que o Governo “nunca revelou a intenção” de ter uma lei regulamentadora deste direito, e que “este silêncio obstinado constitui um indício de que o Governo não tenciona propor a regulamentação do direito à greve”. Mas o jurista apresenta outras justificações para a ausência deste direito, a começar pelo “entendimento do Governo de que as relações entre trabalhadores e patrões não são, nem devem de ser, de luta de classes, mas

de harmonia e de subordinação ao bem comum”.

Bloqueios e convergências

Para António Katchi, há que ter em conta o facto de, no interior da China, a greve não ter consagração constitucional nem legal, além de que é “cada vez mais visível a convergência de práticas políticas, administrativas e judiciais de Macau e Hong Kong com as do interior da China”. O jurista acredita que a formação de associações sindicais pode vir a sofrer

Há “um entendimento do Governo de que as relações entre trabalhadores e patrões não são, nem devem de ser, de luta de classes.” ANTÓNIO KATCHI JURISTA

bloqueios logo de origem devido a questões de patriotismo. “O controlo das associações sindicais nem sequer se faria apenas por intermédio dos tribunais, mas por intermédio de um órgão administrativo logo no momento em que este apreciasse o seu pedido de inscrição.” Neste sentido, “a criação de associações sindicais ficaria dependente do juízo prévio do Governo acerca dos seus objectivos e princípios estatutários, da orientação e actividade po-

líticas dos seus fundadores e do seu relacionamento com outras associações sindicais ou com organizações políticas, quer de Macau, quer do exterior”, frisou Katchi. Isolda Brasil lamenta ainda que a pandemia tenha evidenciado “a fragilidade da posição dos trabalhadores” devido aos casos de precariedade laboral. “No último ano houve um aumento significativo dos despedimentos, no aumento dos acordos de redução de salários e na utilização em massa dos acordos de licença sem vencimento”, disse, lembrando que estas situações “teriam sido mitigadas acaso os trabalhadores estivessem melhor informados e representados”. Andreia

Sofia Silva


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JOGO ACADÉMICO DIZ QUE INDÚSTRIA NÃO É ALVO DE CAMPANHA

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U Xinju, professor na Universidade da China de Ciências Políticas e Direito, em Pequim, considera que o mandado de captura as autoridades chinesas para a detenção de Alvin Chau faz parte de uma campanha contra o jogo transfronteiriço, que não vai afectar o normal funcionamento da indústria em Macau. As declarações do académico do Interior foram publicadas pelo Diário do Povo, órgão do Partido Comunista da China, citadas em Hong Kong pelo jornal Sing Tao. Segundo o académico, “nos últimos anos o jogo transfronteiriço e os gangues de jogo online tornaram-se um problema cada vez mais proemi-

SUNCITY GRUPO DIZ QUE SEM DINHEIRO DE ALVIN CHAU O FUTURO É INCERTO

nente na China”. Por isso, devido à acção destes grupos aumentaram as ocorrências de actividades que atentam à harmonia social e afectam os interesses económicos do país, como a “lavagem de dinheiro, detenções ilegais, raptos e homicídios”. Foi neste sentido que Qu Xinju explicou a intervenção das autoridades nacionais. O académico avisa ainda que as autoridades têm uma nova política de tolerância zero para actividades de promoção do jogo por grupos do exterior e que a detenção de Alvin Chau é o “traçar de uma linha vermelha”.

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EDITAL Edital n.º: 98/E-BC/2021 Processo n.º: 244/BC/2020/F Assunto: Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Beco de Tomé Pires n.º 9, Edf. Hong Son, parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar B, Macau. Lai Weng Leong, Subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 04/SOTDIR/2021, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 33, II Série, de 18 de Agosto de 2021, faz saber que fica notificado o dono da obra do local acima indicado, cuja identidade se desconhece, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada:

Obra Construção de um comcom suporte 1.1 partimento metálico, chapa metálica e pala metálica.

Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

2. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservarse permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores no referido espaço, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desse espaço enquanto caminho de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 25 de Novembro de 2021 Pela Directora de Serviços O Subdirector Lai Weng Leong

Sol deixou de brilhar

Após a confirmação da prisão preventiva, Alvin Chau apresentou a intenção de se demitir da Suncity. As acções do grupo voltaram a ser negociadas em Hong Kong e caíram para quase metade do preço envolvidos, seis vão aguardar julgamento em liberdade, mas sujeitos ao termo de identidade e residência, de prestação de caução, de apresentação periódica e de proibição de ausência do território.

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futuro do Grupo Suncity está em causa, após a detenção de Alvin Chau. O reconhecimento foi admitido em comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong, na segunda-feira à noite, pelo do Grupo Suncity Holdings, a sociedade gestora de participações sociais criada por Alvin Chau. De acordo com a nota emitida, neste momento, mais nenhum membro da direcção da empresa gestora de participações sociais está implicado nas investigações que decorrem em Macau e no Interior. Além disso, Alvin Chau apresentou a demissão: “Como informado pelo senhor Chau, ele tem a intenção de se demitir dos cargos de presidente da direcção e de director executivo”, foi revelado. O grupo que admite estar dependente do financiamento do promotor de jogo mais famoso de Macau. Alvin Chau é único accionista da Sun City Promotora de Jogos – Sociedade Unipessoal Limita, por onde passa o negócio junket. Terá sido com as receitas deste negócio que o agora arguido

fez vários empréstimos a nível pessoal à “holding”. “O grupo está dependente do apoio financeiro do senhor Chau e das suas empresas. Caso o Grupo perca o apoio do senhor Chau, por qualquer razão, a posição financeira, os negócios e as operações vão ser afectados de forma adversa”, é reconhecido. Ontem, após um dia de suspensão, as acções do grupo

ONU LIGA CHAU A DROGA Após a detenção de Alvin Chau, um representante das Nações Unidas associou o junket ao tráfico de droga e lavagem de dinheiro no Sudeste Asiático. “A detenção de Chau está a causar ondas de choque não só entre o crime organizado de Hong Kong e Macau, mas também no Camboja, Laos e Filipinas”, afirmou à Reuters, Jeremy Douglas, representante do Gabinete de Drogas e Crime das Nações Unidas para o Sudeste Asiático e Pacífico. Segundo Douglas, há vários anos que a Suncity está ligada ao principal tráfico de droga e lavagem de dinheiro na região.

voltaram a ser negociadas em bolsa e registaram nas primeiras horas da manhã uma quebra de 48 por cento, para o valor de 0,13 dólares de Hong Kong por acção. A vertente mais visível do Grupo Suncity está relacionada com o jogo, ao deter indirectamente participações nos casinos Tigre de Cristal, na Rússia, e no Hoiana, na cidade vietnamita de Hoi An. Além dos projectos em operação, a empresa está a construir o hotel e casino Westside City, em Manila. Para as operações na RAEM, a sociedade gestora de participações apresenta-se como proprietária das empresas Suncity Group Management and Consultancy Limited e Sun Travel, além de investimentos no imobiliário no Interior e outros negócios em Hong Kong.

Preventiva confirmada

Também na noite de segunda-feira, o Ministério Público (MP) confirmou a prisão preventiva de Alvin Chau e outros quatro arguidos. No total dos 11

“Caso o Grupo perca o apoio do senhor Chau, por qualquer razão, a posição financeira, os negócios e as operações vão ser afectados de forma adversa.” GRUPO SUNCITY HOLDING

De acordo o MP, a alegada associação criminosa liderada por Chau tinha base em Macau e “criou nas Filipinas uma plataforma ilícita online de apostas com transmissão ao vivo, no sentido de atrair, através dos ‘cenários de transmissão ao vivo’, os residentes do Interior da China, como a principal fonte de clientes, a apostar em jogos ilícitos online”. É ainda indicado que “os produtos ilícitos foram transferidos através das contas de empresas de Macau recorrendo à banca ilegal”. Os envolvidos estão assim indiciados da prática do crime de participação em associação criminosa, (pena máxima de prisão até 10 anos), chefia de associação criminosa (pena de prisão até 12 anos), branqueamento de capitais (pena máxima de 8 anos) e de exploração ilícita de jogo (pena máxima de 3 anos). João Santos Filipe

Casinos Acções caem pelo segundo dia consecutivo As acções das principais operadoras de casinos de Macau voltaram ontem a registar fortes perdas, desde a prisão do magnata Alvin Chau, por ter alegadamente

facilitado o jogo transfronteiriço no Interior da China. Na sessão de ontem na Bolsa de Valores de Hong Kong, a MGM China caiu mais de 4 por cento, a Wynn Macau

perdeu 6,5 porcento e o Galaxy Entertainment Group 2,5 por cento. A Sands China registou uma queda de 5,2 por cento e a SJM, caiu 3,5 por cento.


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IPIM FEIRA INTERNACIONAL DE MACAU ENTRE 10 E 12 DE DEZEMBRO

HOTELARIA OCUPAÇÃO CAIU 4,9 POR CENTO EM OUTUBRO

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M Outubro, a taxa de ocupação hoteleira foi de 44,6 por cento, representando uma descida de 4,9 pontos percentuais em termos mensais. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a quebra está intimamente relacionada com a “diminuição de 63,9 por cento do número de turistas, causada pela implementação de medidas mais restritivas nos postos fronteiriços Zhuhai-Macau no início e em meados de Outubro”. Contudo, a taxa de ocupação aumentou 4,8 pontos percentuais, em termos anuais. No acumulado do ano, entre Janeiro e Outubro de 2021, a taxa de ocupação média dos quartos dos hotéis e pensões foi de 49,9 por cento, aumentando 25,3 pontos percentuais, relativamente ao mesmo período do ano passado. Nos 10 primeiros meses do ano, os estabelecimentos hospedaram 5.480.000 indivíduos, um crescimento de 94,3 por cento em termos anuais. O período médio de permanência dos hóspedes correspondeu a 1,8 noites, um aumento de “0,1 noites”. Em Outubro, o número de visitantes em excursões locais equivaleu a cerca de 1.000. Já o número de residentes de Macau que recorreram a agências de viagens para viajar para o exterior foi de 4.000.

Três em um no Cotai A 26.ª Feira Internacional de Macau, a Exposição de Franquia de Macau e a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa acontecem entre 10 e 12 de Dezembro. Organizados pelo IPIM, os eventos incluem vertentes presenciais e online e focam áreas como a saúde, a medicina tradicional chinesa, produtos dos PLP e tecnologia. Xangai será “município parceiro” do MIF realizar este tipo de feiras internacionais. Estamos todos a ser afectados pela pandemia, mas não travámos qualquer projecto. Através de iniciativas online e offline, queremos fazer o melhor em cada exposição”, sublinhou.

Comes e bebes

Já no âmbito do MFE, haverá uma zona dedicada “apresentar as oportunidades de negócio no sector da propriedade intelectual”, que

conta com o contributo de várias empresas de Macau e da Grande Baía. Do lado do PLPEX, as atenções estarão viradas para a divulgação de produtos e serviços dos países de Língua Portuguesa, com especial destaque para a área alimentar, cultural e do design. Exemplo disso, é o evento “Vinhos do Mundo – Carta de Vinhos de Xangai”, iniciativa organizada pelas associações comerciais de Macau e Xangai onde os visitantes terão a oportunidade de participar em provas de vinhos de países de língua portuguesa. Segundo a organização, vão participar nos três eventos cerca de 920 empresas no recinto e outras 1.020 na “sala de exposições online”, onde serão expostos mais de 2.200 produtos. Além do Interior da China, a Feira Internacional de Macau conta com a participação de Portugal, do Brasil, de Itália, Canadá, Alemanha, Marrocos, Espanha e Macau. Pedro Arede

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NTRE 10 e 12 de Dezembro, o Venetian vai acolher, em paralelo, a 26.ª Feira Internacional de Macau (MIF), a Exposição de Franquia de Macau (MFE) e a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX). As três exposições, organizadas pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), visam “ajudar os comerciantes participantes na exploração de oportunidades”, através de plataformas online e offline. Durante a apresentação dos três eventos, o presidente do IPIM, Lau Wai Meng, começou por vincar que as iniciativas têm como objectivo, não só “injectar novas forças vitais no desenvolvimento de Macau”, mas contribuir para a recuperação “mais célere” da economia na era pós-pandemia. Por isso mesmo, a reboque do projecto de cooperação em Hengqin, em foco na MIF, haverá áreas dedicadas à inovação científica e tecnológica e à Medicina Tra-

dicional Chinesa. As duas zonas expositivas ocuparão, respectivamente, 3,5 e 3 mil metros quadrados, um aumento em dez e doze vezes em relação ao ano passado. “No âmbito da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, iremos introduzir e expandir as áreas expositivas cujo tema esteja relacionado com esta matéria, a fim de potenciar plenamente o papel de apoio mútuo da indústria de convenções e exposições para com outros sectores”, apontou ontem o responsável. A 26.ª edição da MIF tem Xangai como “município

Vão participar nos três eventos cerca de 920 empresas no recinto e outras 1.020 na “sala de exposições online”, onde serão expostos mais de 2.200 produtos

parceiro”, cujo pavilhão irá contar com 16 empresas de “prestígio” da região, afectas à inovação científica e tecnológica, serviços de convenções e exposições, investimento em projectos de construção, comércio internacional, comércio tradicional local e Medicina Tradicional Chinesa. Através de iniciativas online, as empresas de Macau e dos países de Língua Portuguesa serão ainda convidadas a conhecer o município de Xangai e a “facilitar o contacto e o intercâmbio entre as partes”. Questionado se continua a fazer sentido chamar “feira internacional” a um evento que, devido à pandemia, não irá contar, uma vez mais, com a participação de empresários do exterior, Lau Wai Meng apontou que independentemente do contexto, o IPIM “vai continuar a proporcionar plataformas para criar oportunidades aos diferentes sectores” e que o “online” tem permitido aproximar participantes de todo o mundo. “Em Macau e noutros lugares tem sido possível

Aviso Faz-se público que, por despacho do Secretário para a Administração e Justiça, de 25 de Novembro de 2021, e nos termos da Lei n.º 14/2009 (Regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços públicos) e do Regulamento Administrativo n.º 14/2016 (Recrutamento, selecção e formação para efeitos de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos), se encontra aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, especial, externo, do regime de gestão uniformizada a realizar pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, para efeitos de constituição de reservas de recrutamento de pessoal, com vista ao preenchimento de vinte e um lugares vagos previsionais de técnico superior de 1.ª classe, 1.º escalão, da carreira de técnico superior, área jurídica, da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, e das vagas idênticas que vierem a verificar-se nos serviços públicos até ao termo da validade do concurso. O aviso de abertura do referido concurso publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 48, II Série, de 1 de Dezembro de 2021, será afixado para consulta, no rés-dochão do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo n.º 162, Macau e disponibilizado na página electrónica dos concursos da função pública, em http://concurso-uni.safp.gov.mo/, bem como na página electrónica da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, em http://www.dsaj.gov.mo. O prazo para apresentação de candidatura decorre entre os dias 2 e 14 de Dezembro de 2021. Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, aos 26 de Novembro de 2021. O Director, Liu Dexue


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FRC MOSTRA DE ARTES DA ARTM EXIBE OBRAS DE 25 PACIEN

A audácia de sen

A Galeria da Fundação Rui Cunha acolhe a de Dezembro, “Dare to Feel from Inside Ou Artes da ARTM – Associação de Reabilitação Macau, que reúne trabalhos de mais de 25 pac Além das obras expostas, a mostra junta frag jornada a caminho da recuperação

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E dentro para fora, colocando na tela, na peça de olaria, na escultura, medos e fragilidades, o coração, aquilo que custa a sair em palavras. O resultado emocional da criação artística é o núcleo da exposição “Dare to Feel from Inside Out”, a Mostra Anual de Artes da ARTM – Associação de Reabilitação de Dependências de Macau (ARTM), que é inaugurada hoje, às 18h30, na Galeria da Fundação Rui Cunha. A mostra, patente até 9 de Dezembro, reúne um conjunto diverso de peças de pintura e artesanato criadas nos últimos 12 meses por mais 25 pacientes, em processo de recuperação na comunidade terapêutica da ARTM. A expressão artística tem sido uma das vertentes da abordagem terapêutica a problemas de adição desde que a associação existe. “Praticamente desde o início da ARTM, no ano 2000, que usamos a terapia de arte como uma componente para o autoconhecimento e desenvolvimento das capacidades das pessoas”, conta Augusto Nogueira, que preside à associação. A criação permite a busca do sentido de identidade, por vezes perdido entre consumos e vidas duras, a transmissão de sentimentos através da arte, auto-reflexão e a procura de paz interior.

Livraria Online Campanha de descontos até 31 Dezembro

O Instituto Cultural (IC) criou uma campanha de descontos de 20 por cento para quem fizer compras na sua livraria online, estando esta disponível ao longo do mês de Dezembro. Actualmente, a livraria online do IC tem mais de 300 livros e periódicos, em português, inglês e chinês, e que versam sobre vários temas, que vão desde a história à literatura ou artes visuais. Os pagamentos podem ser feitos pela via digital, sendo que os livros podem ser enviados por correio ou levantados numa das 14 bibliotecas públicas do IC.

Património Novo sistema de pesquisa em funcionamento Entrou ontem em vigor o novo sistema de pesquisa online do website do Património Cultural de Macau, gerido pelo Instituto Cultural (IC). Desta forma, os residentes poderão comunicar com o Governo mais facilmente a propósito do direito de

preferência sobre os seus imóveis, “com benefícios para os proprietários, compradores e mediadores imobiliários”, lê-se numa nota. Os proprietários devem introduzir o número de descrição constante nas “Informações Escritas de Registo Predial”

(Busca) emitida pela Conservatória do Registo Predial, para consulta das condições de classificação dos seus imóveis, bem como das informações relativas ao dever de comunicação ao IC sobre o exercício do direito de preferência sobre os seus

imóveis, aquando da compra e venda destes. Desta forma, podem ser facilitados os procedimentos referentes à compra e venda de imóveis, sendo garantido o cumprimento da lei por parte de proprietários, compradores e mediadores imobiliários.

A exposição, patente na Galeria da Fundação Rui Cunha, é um testemunho de um processo que Augusto Nogueira assistiu muitas vezes durante os workshops de terapia da arte. “Vemos a evolução da pessoa,

“Os pacientes quando vêem os seus trabalhos expostos, com pessoas a gostarem, têm um reforço do ego. Todo este processo resulta em alterações que podemos ver no dia-a-dia.” AUGUSTO NOGUEIRA PRESIDENTE DA ARTM


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NTES A PARTIR DE HOJE

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FRC SARA AUGUSTO EM PALESTRA SOBRE A VISÃO DO INFERNO DE DANTE

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a partir de hoje, até 9 ut”, a Mostra Anual de o de Dependências de cientes em tratamento. gmentos, episódios, na “Arecuperação é uma jornada onde sentimentos e emoções são reconquistados juntamente com a vida de cada um. É o resgate de uma mistura de sentimentos que por vezes é preciso abordar bem devagar. Para muitas pessoas são sentimentos protegidos, muito bem escondidos pela história de cada um. Entender a raiva. Enfrentar o medo. Sentir a culpa. Aliviar a dor. Conhecer a sensação de segurança e pertença. Descobrir o significado do amor próprio faz parte desta jornada de recuperação. É uma experiência única, feita por cada um que tenha a coragem de reaver a própria vida, ousando sentir”, sublinha a associação no seu projecto de intenções. Na relação com o poder público, Augusto Nogueira afirma que sempre teve apoio para realizar a componente de terapia de arte no processo de reabilitação. “Foi uma área em que sempre nos apoiaram e motivaram a continuar, também através de apoios financeiros para termos equipamento e materiais, como, por exemplo, rodas de oleiro e o forno para trabalhos de cerâmica”, conta o dirigente da ARTM. A Associação de Reabilitação de Dependências de Macau é uma organização local sem fins lucrativos, que oferece programas terapêuticos para a recuperação da toxicodependência e outras dependências, como o jogo e o álcool. João Luz

desde a passagem da introversão à extroversão, à capacidade para enfrentar medos, para se soltar”, conta o presidente da ARTM. Aliado, obviamente, a outras vertentes do processo terapêutico, são trabalhadas valências de comunicação, “musculação” da autoconfiança que atingem o zénite no momento em que as obras são exibidas. “Os pacientes quando vêem os seus trabalhos expostos, com pessoas a gostarem, têm um reforço do ego. Todo este processo resulta em alterações que podemos ver no dia-a-dia”, relataAugusto Nogueira.

Coisas do quotidiano

Os trabalhos manuais e o artesanato aparecem como uma componente importante na vida diária da comunidade da ARTM, como treino vocacional que usa a criatividade.

Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta, no próximo dia 7, pelas 18h30, uma palestra sobre os 700 anos da morte do escritor e poeta italiano Dante Alighieri, que terá como oradora Sara Augusto, professora do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Esta conferência é uma das primeiras do ciclo "Visões, Imagens e Memórias na Arte e na Literatura”, organizadas e apresentadas pela académica. A temática do inferno estará patente nesta conversa, que irá remeter para as referências do “sonho dantesco” e da “visão dantesca”. Estas "são expressões que se tornaram sinónimas de visão infernal numa linguagem culta e informada, mas cuja explicação implica uma abordagem mais ampla, que vai da literatura à arte, atravessando séculos de expressão poética e artística”. Dante é, contudo, apontado ainda como o grande responsável das visões do paraíso e do purgatório que nos chegaram. No IPM desde 2016, Sara Augusto é doutorada em Literatura Portuguesa pela Universidade Católica Portuguesa, tendo trabalhado como professora auxiliar na mesma universidade (1991-2009) e na Universidade de Coimbra (2009-2014), onde cumpriu também funções de investigadora, afecta ao Centro de Literatura Portuguesa.

PORTUGAL DOZE MUNICÍPIOS CANDIDATOS A CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA EM 2027

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OZE municípios portugueses formalizaram a candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027, confirmou à Lusa o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC). Em resposta a questões da Lusa na sequência da informação avançada pelo jornal Público, fonte do GEPAC

confirmou que foram submetidas candidaturas por Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Oeiras, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Vila Real. De acordo com o GEPAC, haverá uma “audiência de pré-selecção das cidades candidatas” com o júri entre finais de Fevereiro e inícios

de Março de 2022, estando a selecção final prevista para o período entre o final do próximo ano e o início de 2023. No passado, Portugal recebeu o título três vezes: Lisboa, em 1994, Porto, em 2001, e Guimarães, em 2012. De acordo com uma decisão do Parlamento Europeu e do Conselho, publicada no

Jornal Oficial da União Europeia em 2014, a atribuição do título deverá basear-se num programa cultural com uma dimensão europeia forte. Esse programa cultural deverá inserir-se numa estratégia a longo prazo com um impacto sustentável no desenvolvimento económico, cultural e social local.

Os critérios de avaliação das candidaturas contemplam seis categorias: “contributo para a estratégia a longo prazo”, “dimensão europeia”, “conteúdo cultural e artístico”, “capacidade de execução”, “projecção” e “gestão”. A Capital Europeia da Cultura é uma iniciativa comunitária, que teve início em 1985 e

tem como objectivo promover anualmente a dinamização cultural e a qualidade de vida de diferentes cidades da Europa. Em 2027, o título de Capital Europeia da Cultura vai ser partilhado entre uma cidade portuguesa e uma da Letónia.


8 china

indústria manufactureira chinesa recuperou, em Novembro, após dois meses consecutivos de contração, segundo dados oficiais divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China. O Índice de Gestores de Compras (PMI, na sigla em inglês) fixou-se em 50,1 pontos, depois de em setembro e Outubro ter alcançado 49,6 e 49,2 pontos, respectivamente, na sua primeira redução desde Fevereiro de 2020. Neste indicador, divulgado mensalmente pelas

estatísticas da China, um valor acima da marca dos 50 pontos implica crescimento da indústria e, abaixo, contracção. Os dados de Novembro também superam as expectativas dos analistas, que esperavam que o PMI permanecesse abaixo dos 50 pontos. O GNE apontou as medidas tomadas por Pequim para controlar a crise energética que, desde meados de Setembro, resultou em políticas de racionamento em alguns centros industriais importantes do país. “Medidas para fortalecer as garantias de fornecimento de energia e estabilizar os preços produziram resultados. Em Novembro, a escassez no fornecimento de energia foi reduzida e os preços de algumas matérias-primas caíram significativamente”, disse Zhao Qinghe, estatístico do GNE.

COVID-19 CONFIANÇA NA PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃO DE NOVA VARIANTE

Tudo sob controlo A S autoridades de saúde da China consideram existir “alta probabilidade” de que a variante Ómicron do SARS-CoV-2 chegue ao país, mas ressalvam que a “estratégia de prevenção” chinesa vai ser “eficaz” na prevenção da sua transmissão. O director do Centro de Controlo de Doenças da China, Xu Wenbo, destacou em entrevista à televisão estatal CCTV que o Centro desenvolveu um método de detecção de ácido nucleico que a nova variante não pode contornar e que permite “determinar continuamente possíveis casos importados”. Apesar das mutações que esta variante apresenta, Xu disse estar confiante de que

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ALY SONG / REUTERS

MANUFACTURA SECTOR RECUPERA EM NOVEMBRO APÓS DOIS MESES DE CONTRACÇÃO

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Zhang Wenhong, uma das vozes mais reconhecidas no país durante a pandemia, descartou no último fim de semana que a Ómicron tenha um impacto significativo na China graças à rígida política de “tolerância zero” com o vírus e à “resposta rápida do país” para lidar com qualquer nova variante

as vacinas podem “reduzir a proporção de doentes graves e mortos” e garantiu que as inoculações de segunda geração que estão a ser desenvolvidas pelo país “serão capazes de lidar” com a estirpe. A China administrou 2.492 milhões de doses das suas vacinas, o suficiente para inocular mais de 80 por cento da população. Xu explicou que a variante Ómicron não implica necessariamente uma mudança fundamental, visto que o “serótipo ainda é o do SARS-CoV-2”, e acrescentou que “ainda não se sabe se a Ómicron se espalhará mais rapidamente”. Hong Kong detectou, nos últimos dias, três casos desta variante, que ainda não foi detectada no continente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que os riscos globais impostos pela nova variante são “muito altos” e Xu pediu à população chinesa que mantenha uma distância segura, use máscaras e não saia do país a menos que seja indispensável. O epidemiologista chinês Zhang Wenhong, uma das vozes mais reconhecidas no país durante a pandemia,

descartou no último fim de semana que a Ómicron tenha um impacto significativo na China graças à rígida política de “tolerância zero” com o vírus e à “resposta rápida do país” para lidar com qualquer nova variante.

Desafios olímpicos

A China reconheceu, entretanto, que a nova variante Ómicron pode acarretar dificuldades adicionais para a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, entre 4 e 20 de Fevereiro, mas reafirmou a sua confiança no sucesso do evento. “Certamente trará alguns desafios em termos de combate à epidemia”, disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa. “Mas a China tem experiência nesta área e estou totalmente convencido de que as Olimpíadas de Inverno ocorrerão de forma tranquila e conforme planeado”, apontou. O país controlou amplamente a epidemia no seu solo graças a restritas medidas de prevenção: quarentena obrigatória para quem chega do exterior, testes em massa e isolamento de bairros,

distritos ou cidades inteiras quando são diagnosticados os primeiros casos da doença. A vida voltou à normalidade na Primavera do ano passado, mas o país ainda enfrenta o aparecimento de pequenos surtos esporádicos. Embora as fronteiras chinesas estejam praticamente fechadas desde Março de 2020, os Jogos de Pequim acontecerão numa “bolha”, com os cerca de 2.900 atletas isolados da restante população. Os participantes devem estar vacinados ou cumprir uma quarentena de 21 dias à chegada. Apenas espectadores residentes na China poderão assistir aos eventos. “Em relação à variante Ómicron, a China fez a coisa certa em termos de prontidão tecnológica”, disse Xu Wenbo, especialista em doenças virais do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, em conferência de imprensa. “Temos muitas opções, com vacinas inactivadas, vacinas de proteína recombinante e vacinas de vector viral que estão nos estágios iniciais de pesquisa”, descreveu.


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AMÉLIA VIEIRA

[A quatre heure du matin, l´été, le sommeil d´amour dure encore...] Rimbaud, é preciso e precioso em tudo o que diz e sente neste poema, ele que não teve propriamente paz, e muito menos a deu, é um agente das coisas mais luminosas da nossa humana consciência. Sonharia então nestas noites de Estio da sua juventude - que ele, nunca foi velho - mas aqui mais novo ainda de quando a morte o encontrou, sentido estas coisas na hora dos condenados, que vinda a alba, o rosto da morte e das paixões se dissipam num esquecimento estratégico.Lembra pois, corpo, de como eram radiosas estas noites! Ele não se fica por este laço do amor, e prossegue numa inspiradora manifestação para com aqueles cujo destino é muitas vezes injusto « les Ouvriers!» que “ils preparent les lambris précieux où la richesse de la ville rira sous de faux cieux”. Ele não cede ao labirinto íntimo, e o amor continua. Nós diríamos sem grande exagero que as vozes hoje se dissociaram da sua responsabilidade que seria a de lutarem pelo lado certo da missão que sem dúvida Deus lhes concedeu, e que ao tornarem-se demasiado pessoais e confessionais nas suas “razões” mitigadas por nevroses insipientes, foram secando uma certa razão de ser. As emoções congeladas para mostrarem que sentem são bastante mais escorregadias que a falta delas, podendo chegar-nos ainda como devastações do ciclo da comoção o ardilosamente planteiam num esquema alternativo para o fim de todas estas expressões, atravessadas um dia por gente habitada. E nestas noites de Verão nada nos recorda abençoar o trabalho feito por todos aqueles de que dependemos, nem os “banhos” dos que se afogam e vêm de locais muito parecidos para onde o poeta um dia fora, nos sossegam, pois se no outrora breve, a poesia de intervenção era um estigma também nada interessante, o vazio de qualquer outra que seja, mostra-se devastador. [Reine des Bergers! Porte aux travailleurs l´eau- de- vie] a

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Uma noite de Verão

noite curta será assim uma parte desse amor que nele pareceu ser sempre pouco, difícil e magoado, para se ir ampliando num amor total a todos, próximos de si, e neste bem-desejar, ele atinge o seu perfil de anjo. O

poema chama-se então «Um bom pensamento matinal» e até ao meio-dia ele abençoará estas gentes para que as suas forças estejam em paz. Ainda crê que os trabalhos intensos venham lá de baixo, do jardim das Hespérides,

RIMBAUD, EVOCA AQUI DE FORMA AMOROSÍSSIMA A JUSTIÇA DE QUE NECESSITAM OS SERES. NÃO ESQUECE OS BRAÇOS QUENTES DOS SEUS SONHOS DE VERÃO, ENALTECE-OS, INDO BUSCAR A MANHÃ QUE LHES SUCEDEM, CONTEMPLADA COM TERNURA IMENSA NUM MUNDO QUE PARA UM POETA SERÁ SEMPRE UM LUGAR DESCONCERTANTE

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e que nem sempre o mal vença tanto como se prevê - e faz bem em assim crer - pois que não se pode olhar o humano sem um misto de esperança e fantasia, se tal não acontecesse, seria tão insuportável como não ter nada mais nada para fazer, que isso é possível quando alguma coisa poderosa desiste de nós. Por ser Verão, devem ter o seu banho de mar, que bem diferente é de um tanque de água, que toda a água é pública, e quem transpira mais deve ser refrescado. Os tanques com água são as piscinas que proliferam por todos os lados individualmente e que visam refrescar as consciências que fecharam fontanários, e Fontes Luminosas, redes públicas do bem-estar operário. Também não há jovens que invoquem a Rainha dos Pastores, já não têm recurso a «redes de cultura humanista» que lhes permitam laborar nos mitos, não havendo razão alguma para confiar no futuro breve quando o presente conseguiu abastecer cepas destas em todo os cantos da Terra. As laranjas, essas, estão por todo o lado e não são precisos Jardins tão remotos, basta um desfiladeiro de estufas de regadio até sugar todo o solo, ter bons escravos, para manter plantações exóticas, inúteis e atmosfericamente desvinculadas, e Vénus, esse, essa... é um planeta para este mundo, muito quente, de órbitra interna, incapaz da associação amante, isto, se os seres não forem agora produções sacrificiais para um terceiro sexo a nascer. Também podem ser a antevisão de um só género fenecente. Ele, Rimbaud, evoca aqui de forma amorosíssima a justiça de que necessitam os seres. Não esquece os braços quentes dos seus sonhos de Verão, enalteceos, indo buscar a manhã que lhes sucedem, contemplada com ternura imensa num mundo que para um poeta será sempre um lugar desconcertante. É um poema curto, límpido, magnífico. Não pretende mais que essa soberania, por que soberanos instantes, como bons diálogos, são prova de que a alma existe e regista apenas o que é essencial. Por todos os Verões.


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UM ALGUÉM APAIXONADO | ABBAS KIAROSTAMI | 2012

Akiko é estudante de Sociologia e prostituta em Tóquio, mas ninguém sabe da sua vida dupla. Uma noite, em que não pode visitar a avó para estar em casa de um cliente, a sua vida muda. Um idoso, seu cliente, torna-se seu amigo e confidente, mas a partir daí surgem uma série de peripécias. Uma história e um filme extraordinariamente simples, mas que nos prende ao ecrã graças ao talento do cineasta iraniano.

C I N E M A

SALA 1

ANITA [C]

(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Longman Leung Com: Louise Wong, Lau Chun Him, Fish Liew, Louis Koo, Lam Ka Tung 14.15, 19.00

SHOWBIZ SPY [B]

(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Keian Chui Com: Anson Lo@Mirror, Chole So, Summer Chan, Heidi Lee, Alina Lee 16.45, 21.30 SALA 2

ENCANTO [A]

(FALADO EM CANTONENSE) Um filme de: Byron Howard, Jared Bush 14.30, 16.30, 19.30

GHOSTBUSTERS AFTERLIFE [B] Um filme de: Jason Reitman Com: Paul Rudd, Finn Wolfhard, Mckenna Grace 21.30 SALA 3

SHOWBIZ SPY [B]

(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Keian Chui Com: Anson Lo@Mirror, Chole So, Summer Chan, Heidi Lee, Alina Lee 14.30, 19.30

SWORD ART ONLINE THE MOVIE - PROGRESSIVE - ARIA OF A STARLESS NIGHT [B] (FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Ayako Kono 16.30, 21.30

2 4 3 0 5 9 4 7 1 8 6 0 Andreia Sofia Silva 0 6 2 7 1 3 7 9 4 2 8 5 ENCANTO 5 3 8 4 9 7 9 5 0 6 2 1 Propriedade 6 1 7Fábrica 3 de4Notícias, 8 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais, Julie Oyang; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; 8 2M.Tavares; 5 9Gonçalo 7 Waddington; 4 Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 3 8 Paul 6 Chan 1 Wai 0 Chi; 2 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 1 0Morada 9 Pátio 5 da3Sé, 6n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare

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Avenida de Horta e Costa, n.º 122 e Rua do Padre João Clímaco, n.º 1, em Macau;

5 0 7do Almirante 4 3 Lacerda, 6 9 n.ºs 139 a 147 e Avenida 5 7 Marginal 9 8do 2Patane,0 n.ºs38161a 844,6em 4 - 8 Avenida Macau, (Edifício Industrial Nam Yic); 7 6 1 5 8 9 4 2 2 4 1 6 3 9 7 5 8 0 - Avenida do Almirante Lacerda, n.º 118 e Avenida do Ouvidor Arriaga, n.º 147, em Macau, (Edifí3 7 cio9Bairro 0 C.T.T.); 2 1 5 8 6 0 4 7 5 8 2 3 9 1 - 5 Rua n.ºs 200 4 2 do1Marcado 0 de 6 Iao7Hon,3n.ºs 524 a 568, Avenida 3 da8Longevidade, 5 2 0 4 a 250, 1 Rua 6 Direita 7 9 do Hipódromo, n.ºs 4 a 48 e Rua da Tribuna, n.ºs 332 a 386, em Macau, (Edifício Lok Fu Garden); 6 0 8 3 7 2 1 4 1 9 7 3 6 2 5 0 4 8 - Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, n.ºs 472 a 490, Rua Três do Bairro Va Tai, n.ºs 1 a 13, Rua do Mar 1 4 Va 5Tai,8n.ºs 56a 110e Praça 9 das7Portas do Cerco, n.ºs02 a140, em8Macau, 4 (Edifício 9 7 Jardim 6 2 3 do5 Sul – Bloco I); 2 6 das 9 Portas 5 do 8 Cerco, 0 n.ºs 1 50 a 94, Istmo de9Ferreira 6 do0Amaral, 1 n.ºs 7 133 5 a 145, 8 Rua 4 Va2Tai,3 - 3 Praça n.ºs 6 a 12 e Rua Três do Bairro Va Tai, n.ºs 15 a 27, em Macau, (Edifício Jardim do Mar Sul – 6 9 2 Bloco 7 II); 4 1 5 3 0 4 5 2 9 8 3 0 7do 1 8 4 6Marginal 3 7da Ilha2Verde, 5 n.ºs 996 a 1056, em 7 Macau, 3 6(Edifício 0 Mei 4 Lok 1 Garden); 9 8 5 2 - 9 Estrada 0 3 Central, 2 9n.º 75,4 em8Macau, 6 (Edifício Yau Mun8– Bloco 2 I).3 5 1 6 4 9 0 7 - 1 Rua

2.

Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, para os efeitos do respectivo pagamento.

3.

Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada.

Aos, 9 de Novembro de 2021.

O Director dos Serviços de Finanças Iong Kong Leong

Notificação Edital

Nº:57/2021

(notificação de sanção)

Lei Sio Peng, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos dos artigos 14.º e 15.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – “Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho”, conjugados com o n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, à notificação do infractor da Notificação n.º IA-643/2021/DIT, o infractor “COMPANHIA DE ENGENHARIA ZHI FENG LDA.” (Número de Registo do Empresário Comercial: SO 19388), com sede na Rua do Padre António Roliz, n.ºs 35-49, Edifício INDUSTRIAL SI TOI, 1.º andar B6 Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da publicação do presente notificação edital, proceder ao pagamento da multa aplicada na referida notificação, no valor de MOP$15.000,00 (quinze mil patacas), por prática da infracção nos termos do artigo 20.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da contratação de trabalhadores não residentes”, conjugado com n.º 6 do artigo 63.º da Lei n.º 7/2008 – “Lei das relações de trabalho”, e a multa aplicada conforme os termos da alínea 9) do n.º 1 do artigo 88.º da mesma Lei. Por outro lado, devendo, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova do pagamento efectuado. O infractor acima mencionado poderá, dentro das horas normais de expediente, levantar as cópias do despacho, a notificação e as guias de depósito, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo-lhe também facultada a consulta do processo n.º 262/2020, mediante requerimento escrito. Decorridos os prazos acima referidos, a falta de apresentação do documento comprovativo do pagamento efectuado implica a remessa, nos termos legais, das cópias dos respectivos documentos acompanhadas do comprovativo de cobrança coerciva à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para ser efectuada a cobrança coerciva. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do “CPA”, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, o infractor pode impugnar a referida decisão da Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, pelos seguintes meios: a) No prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente notificação edital, mediante reclamação para a Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho; b) No prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente notificação edital, mediante recurso hierárquico necessário para o Director dos Serviços para os Assuntos Laborais. A decisão punitiva acima referida é susceptível de recurso contencioso. Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 26 de Novembro de 2021. A Chefe do Departamento, Lei Sio Peng


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in sapo24

opinião 11

Marco Neves

POR QUE RAZÃO EXISTEM TANTAS LÍNGUAS? 3. Uma nova geração aprende os hábitos linguísticos da geração anterior Parece haver uma constante criação de novos hábitos linguísticos dentro de uma comunidade de falantes. Quando as crianças aprendem a língua dos pais, aprendem na com tudo: regras antigas, manias que a geração dos pais inventou… O cérebro de uma criança refaz o sistema linguístico que está no cérebro dos pais sem que ninguém lhe ensine as regras. Ao aprender a língua, as crianças usam a analogia, limpando irregularidades e tendendo as regras mais gerais − os pais notam e, habituados às irregularidades, corrigem as crianças, garantindo a sobrevivência das irregularidades. Na nossa própria língua, é normal ouvir uma criança a dizer «já está fazido», em vez de «já está feito», usando a conjugação mais regular. Com o tempo, as irregularidades também são aprendidas. (Uma vez por outra, estas analogias acabam por se infiltrar, limpando um canto da gramática.) Com o passar dos séculos, e mesmo com o desbaste sonoro, a língua torna se mais complexa. As línguas que ficam isoladas parecem tender para a complexidade gramatical, como vemos no caso do navajo, que só tem verbos irregulares, ou do archi, falado no Cáucaso russo, que consegue ter 1 502 829 formas para cada verbo. É sempre assim? Então por que razão o português tem um sistema de casos muito mais simples do que o do latim? Por vezes, quando uma língua se expande por um território muito grande ou quando tem de ser aprendida por um grande número de adultos, leva um desbaste gramatical significativo. Foi o que aconteceu com o latim (na boca dos povos sob domínio romano), com o inglês (na boca dos invasores viquingues) e ainda com o persa e com o mandarim (e muitas outras línguas). 4. Todos os falantes são diferentes A aprendizagem das línguas pelas crianças é extraordinariamente eficaz, mas não é um sistema perfeito. Os seres humanos não são robots de programação exacta. Afinal, não há um cérebro igual. Não há um corpo igual. Somos todos subtilmente diferentes. Mais: as circunstâncias em que ouvimos a língua dos nossos pais é diferente de pessoa para pessoa. As conversas, as palavras que ouvimos − não há ninguém que faça o mesmo exacto percurso. Cada falante tem a sua história e aprende uma língua muito pessoal − os linguistas têm, aliás, um nome para essa língua pessoal: o idiolecto. Por outro lado, se cada pessoa fala de maneira particular, a verdade é que cada língua tem regras − e os falantes notam quando outra pessoa não cumpre uma regra. (Não falo das regras de ortografia ou de certos tabus − falo, por exemplo, disto: se um português disser «Vou com praça!», quem o ouvir estranhará. O sistema que aprendemos levanos a aceitar

palavras. Desta forma, perdeuse a distinção que ainda hoje vemos, na ortografia, na diferença entre a letra «x» e o dígrafo «ch».

As línguas das tribos divergiam, mas nunca estiveram isoladas. Sempre houve contactos entre pessoas de várias línguas. Sempre houve gente a aprender várias línguas

umas frases e a recusar outras. Mais uma vez, este sistema é subtilmente diferente em cada cérebro − há frases que podem acordar a sensação de erro num falante, mas não noutro.) Desta luta constante entre o menor esforço e a máxima expressividade, pontuado pela nossa capacidade para copiar a geração dos pais e agitado pela tensão entre os vários idiolectos e a língua, surge um sistema sempre instável, com muito de irregular. Muitas destas mudanças encontram resistência. Algumas desaparecem, outras tornam se parte da língua. Sublinho: a mudança no tempo acontece porque existe, inevitavelmente, variação entre os falantes a cada momento. Os falantes dizem cada som de forma ligeiramente diferente – temos bocas e gargantas diferentes e ouvimos as palavras também de maneira ligeiramente diferente. Se pedirmos a cem pessoas para dizer a letra «e» e se analisarmos com atenção cada som, veremos que são todos ligeiramente diferentes. E, no entanto, reconhecemos essa nuvem de sons diferentes que saem das bocas dos falantes como o mesmo som, o que nos permite construir palavras que partilhamos com os outros – as línguas vivem nesta permanente tensão entre o que é individual e o que é colectivo. Ora, essa nuvem de sons vai mudando ao longo do tempo – e no espaço. Os sons que ouvimos em determinada época para representar a mesma letra – uma letra será

a representação gráfica dessa nuvem – não serão os mesmos. Usando os termos comuns na linguística, a nuvem de fones em redor de cada fonema vai mudando ao longo do tempo. Pense o leitor na miríade de maneiras de dizer o som «v» em todo o país. Se reparar bem, há muitas leituras possíveis. Pois bem: os sons mudam, mas continuamos a reconhecer o mesmo fonema, ou seja, a mesma unidade. Este é um facto das línguas pouco conhecido e muito interessante: a mudança ao longo do tempo acontece porque existe variação entre os falantes – e isto acontece inevitavelmente, porque não há dois falantes iguais, com corpos iguais e vidas iguais. Falo de algo concreto, físico: cada som é dito de maneira diferente porque as gargantas e as bocas de cada falante são diferentes – e a maneira como aprendemos o som também é sempre diferente – somos todos ensinados por um conjunto de pessoas diferente. Ora, as tendências de determinados falantes ou regiões vão ganhando força, substituindo as tendências de outros falantes ou regiões – num jogo muito complexo e imperceptível ao «ouvido nu», este ou aquele som são trazidos para a frente do palco linguístico. Um exemplo concreto: o som «tch» era muito comum no país inteiro. Por caminhos que são impossíveis de reconstruir, começou a recuar, a ser substituído pelo som «ch», que já existia, mas era usado apenas em certas

5. As línguas influenciamse umas às outras Uma língua muda porque não é usada por máquinas − mas também por influência de outras línguas. Uma tribo isolada é uma ilusão − até nesse mundo antigo as tribos encontravamse, conversavam, misturavam se mais do que a ideia idealizada que descrevi acima faria crer. Uma língua são as palavras que a compõem e as regras para mudar essas palavras e para as pôr numa ordem particular. Assim, imaginemos uma tribo ali a cirandar pela zona do que é hoje a Itália e que chama a um rio «xa sart» (estou a inventar). O «xa» seria um artigo e «sart» seria «rio». Pois, a tribo dividese em duas. Dois séculos depois, encontramos uma das tribos na zona dos Pirenéus. Chama ao rio «xe sarto». A língua mudou. Já a outra tribo estará ali nos Balcãs e chama ao rio «sartxa». O artigo ficou no final da palavra. Porquê? Talvez por influência de outra tribo das redondezas, que fala uma língua muito diferente, mas em que os artigos vêm depois dos nomes. Todas as línguas têm uma gramática − e esta gramática fazse de elementos que existem numas línguas e não noutras e podem funcionar de maneira diferente em cada uma delas. A existência de artigos, os tempos dos verbos ou a falta deles, o sistema de pronomes, as construções proibidas, as palavras consideradas sagradas ou proibidas, a maneira como os verbos se conjugam para criar tempos compostos, a ordem típica das palavras na frase, os géneros dos nomes, a existência de um, vários ou nenhum plural, a maneira de expressar carinho e um grande et caetera – tudo isto pode mudar e muda de língua para língua. Não é só o vocabulário – não, a ideia um pouco ingénua de que para saber uma língua é preciso apenas decorar palavras é fácil de desmontar depois de alguns minutos a tentar aprender outra língua. Digo ainda isto: as línguas das tribos divergiam, mas nunca estiveram isoladas. Sempre houve contactos entre pessoas de várias línguas. Sempre houve gente a aprender várias línguas. Estes contactos levam a interferências, mortes de línguas, misturas, complicações. Esses milhares de anos antes da escrita representam uma História de conquistas, vitórias e derrotas que eram transmitidas de geração em geração, pelas línguas que já não existem, histórias que hoje já ninguém pode reconstruir, mas cujo ritmo ainda se nota nas nossas próprias histórias, medos e paixões. (Crónica baseada em capítulo do livro História do Português desde o Big Bang.) Marco Neves | Professor e tradutor. Escreve sobre línguas e outras viagens na página Certas Palavras. O seu livro mais recente é História do Português desde o Big Bang.


“As feridas do amor-próprio só o mesmo amor-próprio as cura.” PALAVRA DO DIA

1.12.2021

ID

Jacinto Benavente y Martinez

quarta-feira

ID Piscina do Estoril encerrada até Abril de 2022

A piscina do Estoril estará encerrada até ao próximo dia 1 de Abril de 2022, colocando assim termo à presente época balnear. Isto, quando as piscinas exteriores Dr. Sun Iat Sen, do Parque Central da Taipa, de Cheoc-Van e do Parque de Hác-Sá já estão encerradas ao público desde 31 de Outubro. Segundo o Instituto do Desporto (ID), todas as piscinas ao ar livre serão submetidas a trabalhos de manutenção e reparação, estando a reabertura da Piscina do Estoril agendada para 1 de Abril de 2022 e das restantes para 1 de Maio de 2022.

Canal dos Patos Obras obrigam a mudanças no trânsito

As obras no sistema de esgotos da Estrada do Canal dos Patos vão obrigar a mudanças de trânsito na zona. Entre 1 de Dezembro e 8 de Fevereiro do próximo ano as medidas de condicionamento de trânsito serão implementadas na faixa de rodagem esquerda da Estrada do Canal dos Patos em direcção à Avenida do Comendador Ho Yin, sendo que os veículos devem utilizar a faixa de rodagem da via rápida. Por sua vez, entre 9 de Fevereiro e 30 de Abril do próximo ano, os veículos, da Estrada do Canal dos Patos em direcção à Avenida do Comendador Ho Yin, devem utilizar a nova faixa de rodagem temporária, enquanto a faixa de rodagem direita será encerrada para o início da empreitada.

Táxis Pagamentos do sistema de gestão em atraso

A New Leader Tecnologia Informática, responsável pelo desenvolvimento e manutenção do sistema inteligente de gestão dos taxistas queixa-se de ter pagamentos atrasados. Ao jornal Ou Mun, a empresa fez saber que, até 29 de Novembro, havia 142 táxis com o pagamento do depósito do sistema de gestão em falta e 286 táxis tinham falhado a tarifa do sistema. Caso as dívidas não sejam regularizadas até esta manhã, a empresa ameaça desligar o sistema dos taxistas, que assim não poderão funcionar de forma legal.

Crime Doméstica detida por uso indevido de cartão de débito

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Uma empregada doméstica foi detida por levantar dinheiro com o cartão de débito de outro trabalhador não-residente. Segundo o jornal Ou Mun, a Polícia Judiciária (PJ) recebeu denúncia de um trabalhador com nacional indiana. Além de se ter esquecido do cartão de débito numa máquina de multibanco, o homem reparou que o saldo da conta estava praticamente a zero, o que não correspondia aos levantamentos feitos. Face à denúncia de um prejuízo de 8.500 patacas, as autoridades verificaram as imagens da videovigilância e detectaram que uma trabalhadora não residente de 33 anos tinha encontrado o cartão e utilizado o mesmo para fazer levantamentos. Apesar de não saber o código, a empregada fez cinco tentativas e na última acertou no pin, que era 123456. A mulher birmanesa foi encaminhada para o Ministério Público e está acusada do crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, que implica uma pena máxima de prisão de 1 ano, ou, 120 de multa.

AUTOMOBILISMO WTCR VOLTA A COLOCAR O GP MACAU NO CALENDÁRIO DE 2022

Focados no regresso

A

Eurosport Events, a empresa que tem os direitos de promoção da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA - WTCR, divulgou no final da pretérita sexta-feira um calendário provisório de dez provas para a próxima temporada, sendo que o Grande Prémio de Macau é a última jornada dupla de 18 a 20 de Novembro de 2022. O Grande Prémio de Macau acolheu a caravana do mundial de carros de Turismo em 2018 e 2019 e fez parte dos calendários provisórios das temporadas de 2020 e 2021, antes dos cancelamentos pelas razões por demais conhecidas. Como “gato escaldado de água fria tem medo”, a organização da FIA WTCR tem já um calendário alternativo para aprovação do Conselho Mundial da FIA caso

a viagem de Outono ao continente asiático seja abortada pela terceira vez consecutiva. “Mais uma vez, todos os esforços estão a ser feitos para um regresso à China (Ningbo) e a Macau, após a nossa primeira visita à Coreia do Sul planeada para o Outono”, disse François Ribeiro, o responsável máximo da Discovery Sports Events, em comunicado. “Contudo, como anteriormente, isto só será possível se as restrições nas viagens e regimes de quarentena o permitirem. Porém, um plano de contingência está pronto caso tenhamos que esperar mais um ano antes de

regressar a esta importante parte do mundo”. Com uma forte presença de marcas asiáticas no seu campeonato - Lynk & Co, Honda e Hyundai - a FIA WTCR está praticamente obrigada a tentar regressar ao continente asiático ano após ano. Isto, para além do facto da organização de matriz francesa ter de apresentar todos os anos um calendário com mais de dois continentes caso queira conservar o estatuto que tem de Taça do Mundo.

Outras pistas

Além de Macau, o calendário de 2022 da FIA WTCR promete

“Todos os esforços estão a ser feitos para um regresso à China (Ningbo) e a Macau, após a nossa primeira visita à Coreia do Sul planeada para o Outono.” FRANÇOIS RIBEIRO DISCOVERY SPORTS EVENTS

mais duas corridas em circuitos citadinos; uma no histórico Circuit de Pau-Ville em França e outra na cidade de Vila Real, em Portugal. O município português espera conseguir realizar o seu evento no primeiro fim de semana de Julho, após dois anos em que a pandemia roubou o maior evento desportivo da vibrante cidade transmontana. O comunicado de imprensa da FIA WTCR acrescenta também que uma série de mudanças nos regulamentos desportivos para a temporada de 2022 também foram aprovadas pela Comissão de Carros de Turismo da FIA, não revelando quais, apenas que estão sujeitas a ratificação no Conselho Mundial da FIA em Dezembro. Sérgio Fonseca


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