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Manual de

Fotografia

CapĂ­tulo

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Manual de

Fotografia

Heliziane Barbosa


Manual de

Fotografia

CapĂ­tulo

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SUMÁRIO

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Treinando o olhar

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Composição..........................................8 Espiral Dourada...................................9 Regra dos Terços..................................11 Simetria..................................................17 Posição de Corte.................................18 Primeiro Plano......................................19 Moldura................................................22 Composição com linhas......................23 Pontos de vista.....................................26

Configurando a câmera Ajustes...................................................30 Foco......................................................31 Fotografia.............................................34 ISO...............................................34 Obturador............................................ 36 Diafragma............................................ 39 Fotometria............................................. 41 Pares de equivalência........................42

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3 4 5

Mão na massa

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Primeiros passos..................................46 Modos de disparo..............................48 Fotômetro.............................................49 Cinza médio.........................................50 Fotometrando cenas..........................52

Iluminando ideias

55

Propriedades da luz...........................56 Balanço de branco.............................63

Fatores técnicos Imagem Digital...................................68 Formação da imagem........................71 Formatos de arquivo..........................72 Classificação......................................73 Fator de corte.......................................77

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Treinando o olhar CapĂ­tulo


Composição Uma boa composição não depende de equipamento fotográfico de última geração, de modelos e produções astronômicas ou de uma paisagem maravilhosa. O grande diferencial neste caso é o olhar do fotógrafo e o quão treinado ele está para captar todos os detalhes. Composição fotográfica é a organização dos elementos de forma harmoniosa dentro da área a ser fotografada (enquadramento), levando em conta diversos fatores como: Textura | Contraste | Profundidade de campo | Posição dos elementos | Plano de enquadramento| Cores | Linhas e formas

Composição - Ab: f/3.5 Ob: 1/1000 s ISO: 400 F: Bruna K. Lamin

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Espiral Dourada É uma espiral formada a partir de uma sequência numérica proposta por Leonardo de Pisa em 1202 no Livro do Ábaco.A sequência é formada de números inteiros na qual cada termo subsequente corresponde a soma dos dois anteriores. Ex: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144 … Ao dividirmos um número da sequência pelo seu antecessor obtemos o número de ouro (1,618), representado pela letra φ (phi) em homenagem a Phidias, escultor grego que empregou a proporção áurea nas estátuas do Partenon. O número de ouro corresponde a uma constante encontrada em vários exemplos da natureza, sendo por isso também chamado de número divino. A espiral dourada representa uma constante de harmonia e beleza que nos parece naturalmente agradável ao olhar, desde o Renascença pintores, escultores e arquitetos baseiam suas obras nessa constante.

Treinando o olhar

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Espiral dourada em escada Panasonic DMC - GH4 Ob: 1/50s Ab: f/2.8 DF: 26 mm ISO: 200 F: Maarten Jacobi

Espiral dourada em concha SONY DS F828 DF: 25.5 mm Ab: f/8.0 Ob: 10/130 s ISO: 64 F: Peggy e Marco LachmannAnke

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Regra dos terços A regra dos terços é entendida por muitos como uma simplificação da proporção áurea. Ao dividirmos a imagem em 9 partes iguais, criamos 4 pontos de intersecção que estão muito próximos dos gerados pela proporção áurea. O princípio fundamental nos dois casos é dar mais dinamismo à imagem ao descentralizarmos o assunto principal. O elemento principal deve ser colocado num dos pontos de intersecção das linhas que são focos de interesse da imagem.

Pessoas Numa pessoa, a cabeça é o mais importante, coloque-a num dos terços. Deixe um espaço vazio para o lado que a pessoa está olhando. Num rosto, olhos e boca são os pontos de interesse. Aconselha-se a deixar a cabeça nas linhas verticais. Atentar para o espaço vazio à frente do rosto. Treinando o olhar

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Regra dos terรงos rosto Nikon D5100 DF: 50 mm Ab: f/1.8 Ob: 1/500 s F: Aryok Mateus

Regra dos terรงos corpo Canon EOS 5D Mark III Ob: 1/500 s Ab: f/3.5 DF: 200 mm ISO: 250 F: Sebastian Voortman

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Paisagens Alinhe o horizonte com uma das linhas do terço. Em fotos de paisagem, cuidado para não deixar a linha do horizonte torta. Só faz sentido inclinarmos o horizonte quando estamos fazendo uma composição com linhas diagonais. Mas nesse caso, a inclinação é tanta que fica evidente ter sito proposital.

Alinhamento a O º

Alinhamento a 5 º Realce terra 2/3 Terra 1/3 Céu Pentax GR Ob: 1/4000 s Ab: f/ 6.3 DF: 18.3 mm ISO: 100 F: Jasper van der Meji

Treinando o olhar

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Realce céu 1/3 Terra 2/3 Céu Sony Ilce 6000 Ob: 30 s Ab: f/2.8 DF: 12 mm ISO: 1250 F: Wil Stewart

Movimento É quando o motivo se desloca deve-se deixar um vazio a sua frente, caso contrário daria a sensação de o elemento estar prestes a se chocar contra o lado vertical da fotografia. As imagens demonstram o personagem entrando na história e saindo da história. Regra dos terços em movimento FujiFilm X-E1 Ob: 1/4000 s Ab: f/0.7 DF: 35 mm ISO: 200 F: Markos Mant

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Regra dos terços em movimento Nikon D5200 DF: 30 mm Ab: f/5.6 Ob: 1/1600 s ISO: 100 F: Carl Cerstrand

Equilibrio de elementos Colocar o assunto principal fora do centro, cria uma foto mais interessante, mas pode deixar um vazio na cena. Você pode equilibrar o “peso” do seu tema, incluindo um outro objeto de menor importância para preencher o espaço. Tenha em mente que a posição do assunto em sua fotografia vai gerar sensações diferentes. Coloque cada elemento na posição que melhor representar sua intenção. - Alto: leveza, movimento, alegria, espiritualidade, céu - Baixo: peso, descanso, estabilidade, tristeza, solidez, terra

Treinando o olhar

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Regra dos terรงos em equilibrio Canon EOS Rebel T2i Ob: 1/50 s Ab: f/5.6 DF: 35 mm ISO: 100 F: Hendra Pontomudis

Regra dos terรงos em equilibrio Ab: f/4.5 Ob: 1/20 s ISO: 6400 F: Isabel C. Fontรฃo

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Simetria Estamos cercados por simetria e padrões, tanto naturais como artificiais. Eles podem tornar a fotografia muito atraente, especialmente em situações onde não são esperadas. A composição simétrica dá uma ideia de estabilidade e organização. Mostra os elementos com simplicidade, causa uma boa sensação visual. A simetria também é eficaz na organização de imagens com detalhes elaborados. Imagens simétricas ficam bem compostas quando centralizadas. Mas a simetria também pode ser quebrada para criar tensão na composição. Simetria em paisagem Canon EOS 5D Mark III Ob: 1/4000 s Ab: f/9 DF: 85 mm ISO: 200 F: Matthew Henry

Simetria em flor Ab: f/5.6 Ob: 1/2000 s ISO: 1600 F: Felipe E. Thomé

Treinando o olhar

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Posição de corte No corpo evitar cortes: Nas articulações, umbigo, mamilos e orelhas. E no rosto pode cortar: No topo da cabeça, meio da testa, meio do nariz, entre nariz e boca, meio do queixo. Mas, não pode cortar: Olhos, boca, linha entre os lábios.

Exemplos:

Corte de rosto - Nikon D5100 Ob: 1/50 s Ab:f/1.6 DF: 50 mm ISO: 160 F: Kristina Flour

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Corte de corpo - Samsung DF: 35 mm Ab: f/4.5 Ob: 1/80s ISO 100 F: Revac Films & Photography


Primeiro plano Criar um primeiro plano bem marcado dá profundidade à imagem. A intenção é fazer com que o observador passe mais tempo apreciando sua foto e relacionando os elementos uns com os outros. O primeiro plano ajuda a evidenciar qual é o assunto principal e quais são os secundários. Primeiro Plano Canon EOS 6D CF: 1/4000s Ab: f/4 CF: 180 mm ISO: 400 F: Tikkho Maciel

Primeiro plano focado e defocado O fundo desfocado não rouba a atenção do que está em primeiro plano e ainda assim nos fornece informação suficiente para criar um contexto para a imagem. Primeiro plano focado e segundo desfocado Ab: f/3.5 Ob: 1/1250 s ISO: 100 F: Ketlin S. Nunes

Treinando o olhar

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Primeiro plano desfocado e segundo focado Ab: f/3.5 Ob: 1/1250 ISO: 100 F: Ketlin S. Nunes

Primeiro plano e hierarquia A fotografia conta uma história e toda história tem um personagem principal e outros secundários que compõem o contexto da narrativa. Cuidado para essas personagens não se sobreporem e não dificultarem a visualização um do outro. Primeiro plano e hierarquia Ab: f/13 Ob: 1/80 s ISO: 100 F: Júlio C. Teixeira Jr.

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Harmonia entre planos A disposição de novos elementos deve complementar o assunto principal e não competir com ele. Tome cuidado para que os elementos não se sobreponham de modo a dificultar a visualização um do outro ou causar cenas estranhas. Harmonia entre planos Canon EOS 6D EF16 Ab: f/22 Ob:1/40 CF: 16 mm ISO: 500 F: Ralf Halvorsrod

Harmonia entre planos Sony SLTA55V Ab: f/6.3 Ob:1/250 CF: 16 mm ISO: 200 F: Mario Math

Treinando o olhar

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Moldura Fazer o enquadramento de uma imagem dentro de outro enquadramento é um recurso de grande força visual. A moldura além de dar profundidade à imagem também ajuda no contexto geral da cena. Moldura em paisagem Ab: f/4 Ob: 1/1000 s ISO: 160 F: Joana F. G. Gonçalves

Moldura interna Apple iPhone 6 Ob: 1/4000 s Ab: f/2.2 DF: 4.2 mm ISO: 32 F: Jaime Spaniol

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Composição com linhas As linhas são elementos importantes nas artes visuais e são responsáveis pelos contornos e formas. São através das linhas que dirigimos o olhar do espectador, de uma lado para o outro da foto. As linhas horizontais, verticais e diagonais são elementos compositivos que aportam significado as imagens. Há também outro tipo de linhas, que são especiais, as convergentes. São linhas paralelas que acabam, devido ao efeito da distância, convergindo para um mesmo ponto. Composição com muitas linhas Sony ILCE 5100 Ob: 1/4000 s Ab: f/5.0 DF: 16 mm ISO 100 F: Maarten van den Heuvel

Treinando o olhar

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Linhas horizontais Geram estabilidade, descanรงo e amplidรฃo. Linhas horizontais Canon EOS 5D Mark III Ob: 1/4000 s Ab: f/5.6 DF: 70 mm ISO:100 F: Slava Bowman

Linhas horizontais e verticais Linhas horizontais e verticais FujiFilm X-Pro DF: 60 mm ISO: 400 F: Jens Lindner

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Linhas verticais e diagonais Linhas verticais são mais dinâmicas que as horizontais. Contudo, ainda são estáveis, pois estão equilibradas. Já as linhas verticais criam ritmo, imponência, altura e profundidade. E as linhas diagonais são dinâmicas e conferem movimento à imagem. Linhas verticais Nikon D810 Ob: 1/4000 s Ab: f/5.0 DF: 24 mm ISO: 160 F: Sorasak

Linhas diagonais Olympus E-M10 Mark II Ob: 1/8 s DF: 14 mm ISO: 1600 F: Roman Kraft

Treinando o olhar

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Pontos de vista Buscar pontos de vista diferentes para suas fotos fará com que elas saiam do trivial e surpreendam o observador. Uma foto de uma cena comum pode se tornar muito mais interessante se for feita a partir de um ponto de vista que não seja a habitual altura do olhar. Ponto de vista diferenciado Panasonic DMC - GX7 Ob: 1/4000 s Ab: f/2.8 DF: 60 mm ISO: 125 F: Aaron Burden

Picado Ponto de vista de cima para baixo. Pode trazer uma aparência de inferioridade do assunto fotografado. Fica muito bom quando o chão tem uma padronagem geometrizada.

Contra picado Ponto de vista de baixo para cima. Pode trazer um sensação de superioridade e imponência. Muito usado em fotos de políticos. Funciona muito bem com fotos de arquitetura. 28


Picado Panasonic DC - GH5 Ob: 1/30 s ISO: 3200 F: Tanner Boriack

Contra Picado Nikon D7000 Ob: 1/200 s Ab: f/10 DF: 14 mm ISO: 400 F: Ales Krivec

Treinando o olhar

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Configurando a câmera Capítulo

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Ajustes Dioptria e exposição As câmeras possuem um ajuste de dioptria para que as pessoas possam fotografar sem o uso do óculos quando necessário. Que para ajustar é necessario apenas seguir os passos abaixo.

Podemos deixar a foto mais clara ou mais escura para compensar erros de exposição que o modo automático da câmera pode cometer ou para criar efeitos desejados.

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Foco O ajuste do foco para manual e automático é realizado da seguinte forma:

Atenção: Só gire manualmente o anel de foco da objetiva se estiver na posição manual, caso contrário poderá estragar o motor do foco automático. Mesmo no modo manual a câmera pode emitir um bip e piscar em vermelho qual ponto de foco foi ativado caso você mantenha o disparador pressionado até a metade. Configurando a câmera

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Problemas de foco A câmera está programada para focar o objeto mais próximo que nem sempre é o que queremos focado. A câmera não consegue focar cenas sem textura ou contraste, como é o caso do céu ou qualquer superfície lisa. Ponto lateral ativo Ab: f/5.6 Ob: 1/160 s ISO: 400 F: Murilo Hiratomi

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Ponto central ativo Ab: f/5.6 Ob: 1/160 s ISO: 400 F: Murilo Hiratomi

Ponto central ativo Ab: f/5.6 Ob: 1/160 s ISO: 400 F: Murilo Hiratomi

Solucionando os problemas

Configurando a câmera

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Fotografia Foto – Luz / Grafia – Registro. A fotografia é o registro de uma imagem através da luz emitida por uma cena. Para se fazer uma boa foto é preciso controlar a quantidade de luz que entra na câmera. Se entrar pouca luz a foto fica escura e se entrar muita luz a foto fica muito clara. Existem três ajustes para o controle da quantidade de luz que a câmera fotográfica vai registrar: ISO / Obturador / Diafragma

ISO Está relacionado com a sensibilidade do sensor da câmera para uma quantidade de luz. Quanto maior o ISO, mais sensível está o sensor, ou seja, mais luz ele consegue captar. A escala é: 100 – 200 – 400 – 800 – 1600 – 3200 – 6400. A cada nível acima na escala ISO significa que o sensor da câmera consegue captar o dobro de luz e, portanto, a foto fica mais clara. 36


ISO baixo - Ab: f/5.6 Ob:1/640 ISO: 250 F: Murilo Hiratomi

ISO alto - Ab: f/5.6 Ob:1/640 ISO:1000 F: Murilo Hiratomi

Ruído provocado por ISO alto Ruído são manchas e granulações que aparecem na imagem quando utilizamos valores altos de ISO. O ruído aparece principalmente nas áreas escuras. Para evitá-lo, use sempre o menor ISO possível, ou seja, preferindo aumentá-lo somente em ambientes mais escuros.

Com Ruído - Ab: f/5 Ob: 1/160 s ISO:200 F: Murilo Hiratomi

Sem Ruído - Ab: f/5 Ob: 1/2500 s ISO: 3200 F: Murilo Hiratomi

Configurando a câmera

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Tabela de referência de escala ISO

A relação entre a escala de ISO e a condição de luminosidade apresentada na tabela é apenas um ponto de partida para o ajuste da câmera no momento da foto.

Obturador Formado por duas cortinas pretas que se situam logo à frente do sensor. Serve para impedir que a luz chegue ao sensor enquanto a câmera não está sendo usada. O obturador se abre no momento do disparo para permitir a passagem de luz e sensibilização do sensor. Podemos controlar o tempo de intervalo entre a 1ª e a 2ª cortina. Em seguida são demonstrados os obtuuradores aberto e fechado.

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O obturador rápido tem o intervalo pequeno entre a abertura da 1ª cortina e fechamento da 2ª. E obturador lento tem o intevalo grande entre a abertura da 1ª cortina e fechamento da 2ª.

A cada nível acima na velocidade do obturador, diminuímos a entrada de luz pela metade. Se diminuir um ponto, baixa pela metade a quantidade de luz. Aumentar um ponto, dobra a quantidade de luz. Velocidade alta

Velocidade baixa

Configurando a câmera

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Efeito com obturador velocidade alta Canon EOS 7D DF: 50 mm Ab: f/2.2 Ob: 1/640 ISO: 100 F: Nguyen

Efeito com obturador velocidade baixa Canon EOS 60 D DF: 24 mm Ab: f/22 Ob: 10/1 ISO: 100 F: VinĂ­cios Pimenta

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Diafragma É um dispositivo que se abre ou fecha na lente para permitir a entrada de mais ou menos luz. Sua abertura é indicada por um número f. Quanto maior o númeor, mais fechado estará o diafragma. A cada nível acima ou abaixo na escala de abertura a diferença é o dobro ou a metade da luz. Abrir um ponto = dobra a quantidade de luz Fechar um ponto = diminui pela metade a quantidade de luz

Profundidade de campo É a parte da imagem que está visivelmente nítida. ­O Diafragma aberto (nº f pequeno) gera uma profundidade de campo pequena. Diafragma fechado (nº f grande) gera uma profundidade de campo grande. Que são demonstrados nos exemplos da página seguinte.

Configurando a câmera

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Profundidade de campo pequena Ab: f/5 Ob: 1/640 s ISO: 1250 F: Michael Rosa da Silva

Profundidade de campo grande Ab: f/9 Ob: 1/200 ISO: 160 F: Lara H. Lobo

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Fotometria Para fazermos uma boa foto devemos controlar a quantidade de luz que entra na câmera através dos ajustes de ISO, obturador e diafragma. Os três ajustes permitem que entre mais ou menos luz para uma correta sensibilização do sensor digital. Quem indica a quantidade correta de luz a ser captada é um dispositivo chamado fotômetro através de uma escala numérica.

Ajuste de fotômetro Para objetos de tom médio a escala do fotômetro deve estar no zero. Exposição correta = Foto bem iluminada = Fotometro no zero. Perfeita combinação de ISO, Velocidade do obturador e abertura do diafragma. Configurando a câmera

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Pouca luz = Foto escura = Fotometro no negativo. Como corrigir: Aumentar o ISO ou diminuir a velocidade do obturador ou abrir o diafragma. Muita Luz = Foto clara = Fotometro no positivo Como corrigir: Diminuir o ISO ou aumentar a velocidade do obturador ou fechar o diafragma.

Pares de equivalência Permitem a mesma exposição de luz, embora com resultados diferentes em relação ao registro do movimento e profundidade de campo.

Par de equivalência Ab: f/6.3 Ob: 1/125 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

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Par de equivalência Ab: f/7.1 Ob: 1/100 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Lei da Reciprocidade Para manter uma mesma exposição (quantidade de luz). Se fechamos um ponto no obturador, devemos abrir um ponto no diafragma e vice-versa.

Configurando a câmera

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3 MĂŁo na massa CapĂ­tulo

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Primeiros passos 1. Local e enquadramento Inicie escolhendo o local, elementos e o equadramento antes de fotografar. 2. ISO Depois começe o ajuste de ISO de acordo com as condições de luz do local. 3. Profundidade de Campo Com objetos parados, decida a profundidade de campo: Profundidade de campo pequena = Diafragma aberto Profundidade de campo grande = Diafragma fechado 4. Obturador Ajuste a velocidade do obturador necessária para zerar o fotômetro Com objetos em movimento, decida o registro do movimento: Congelar o movimento = Obturador rápido Borrar o movimento = Obturador lerto 4. Diafragma Em seguida, ajuste a abertura do diafragma necessária para zerar o fotômetro.

Exemplos: Profundidade de campo grande Ab: f/32 Ob:1/50 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

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Profundidade de campo pequeno Ab: f/5 Ob: 1/2000 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Congelar Movimento Ab: f/4.8 Ob: 1/800 ISO: 400 F: Murilo Hiratomi

Borrar Movimento Ab: f/20 Ob: 1/15 ISO:400 F: Murilo Hiratomi

MĂŁo na massa

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Modos de disparo Auto (totalmente automático) A Câmera define os ajustes: ISO, obturador, diafragma e flash e balance de branco (WB). Mas nem sempre a foto sai de acordo com a intenção do fotógrafo e a câmera não faz as compensações necessárias sozinha para as cenas claras ou escuras.

P (automático programável) A câmera faz uma combinação automática de velocidade e abertura sempre zerando o fotômetro. O fotógrafo pode compensar a exposição e fazer ajustes de ISO, WB e flash.

S/TV (prioridade de velocidade) O fotógrafo define uma velocidade de obturador e a câmera ajusta automaticamente a abertura do diafragma. Os demais ajustes ficam por conta do fotógrafo que pode decidir colocá-los ou não no automático.

A/AV (prioridade de abertura) O fotógrafo define uma abertura de diafragma e a câmera ajusta automaticamente a velocidade do obturador. Os demais ajustes ficam por conta do fotógrafo que pode decidir colocá-los ou não no automático.

M (manual) Todos os ajustes são feitos pelo fotógrafo. Com exceção do obturador e diafragma, todos os ajustes podem ser colocados no automático. 50


Fotômetro É um dispositivo no interior da câmera que mede a quantidade de luz que entra através da lente. É essa medição que orienta o fotógrafo para fazer a foto com uma boa exposição através dos ajustes de ISO, diafragma e obturador. Por meio de uma escala numérica o fotômetro nos dá os indicativos de se está entrando muita ou pouca luz para que o fotógrafo faça os ajustes necessários.

Modos de medição do fotômetro Matricial

Executa dezenas ou centenas de medições simultâneas, faz médias e compara com banco de dados. Recomendado para uso no dia-a-dia e fotógrafos menos experientes.

Parcial

Uma área maior do que a medição pontual. Sua utilidade é para fotografar grandes grupos de pessoas, quando o assunto é maior do que a área central da foto. Mão na massa

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Pontual

Mais preciso, área de medição bem definida no centro. Ideal para situações difíceis, como fotografar uma noiva ou a lua.

Ponderada ao centro

70% do peso da leitura da luz é feita no centro do visor e 30% nas margens. Indicado para retratos ou cenas cujo assunto principal esteja no centro da imagem.

Cinza médio O fotômetro está ajustado para medir a quantidade de luz de um tom cinza médio (que reflete 18% da luz). A maioria das cenas cotidianas possuem uma luminosidade equivalente a de um cinza médio. Qualquer cena mais clara ou mais escura (como nos exemplos próxima página) será registrada com uma tonalidade média.

Conversão de cores para escala de cinza Na conversão de cores à escala cinza, para que haja uma boa fotometria temos que pensar em quantidade de luz (claro ou escuro) e não em cor. Um bom exercício é imaginar qual tom de cinza essas cores produziriam em uma foto em preto e branco. As cores primárias puras da luz (vermelho, verde e azul) produzem um cinza médio. Para cores de tom médio o fotômetro pode ser zerado. Para cores mais claras ou mais escuras é preciso fazer compensações. A tabela da página seguinte exemplifica isso. 52


As cenas cotidianas possuem uma tonalidade média: Cenas urbanas, grupos de pessoas, vegetação (grama), céu azul, calça jeans, vermelho puro. Cotidiano Colorido Ab: f/7.1 Ob: 1/400 ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Cotidiano Cinza Ab: f/7.1 Ob: 1/400 ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Mão na massa

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Fotometrando cenas Claras Cenas claras acabam ficando mais escuras que o normal, pois o branco é escurecido até ficar cinza médio. Para fazer o branco voltar a ser branco temos que super-expor a cena, ou seja, levar o fotômetro para o positivo.

Escuras Cenas escuras acabam ficando mais claras que o normal, pois o preto é clareado até ficar cinza médio. Para fazer o preto voltar a ser preto temos que sub-expor a cena, ou seja, levar o fotômetro para o negativo. 54


Cena clara Canon EOS 6D Ob: 1/4000 s Ab: f/5.6 DF: 135 mm ISO: 100 F: Hisu Iee

Cena escura Ab: f/8 Ob: 1/500 ISO: 200 F: Erick K. P. Carraro

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Iluminando ideias CapĂ­tulo

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Propriedades da luz A Luz apresenta três propriedades diferentes: Dureza / Cor / Direção Dureza da luz Apple iPhone SE Ob: 1/4000 s Ab: f/2.2 DF: 4.2 mm ISO: 25 F: Rob Bye

Cor da luz Canon EOS 5D Mark III Ob: 1/250 s Ab: f/4 DF: 24 mm ISO: 500 F: Alex Wong

Direção da luz Nikon D800 Ob: 1/4000 s Ab: f/4 DF: 14 mm ISO: 500 F: Eugene Lim

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Direção

- Frontal: Iluminação homogênea, sem sombras e texturas. - Lateral: Deixa um lado iluminado e outro com sombra, o que ressalta volumes e texturas. - Cenital: Luz que vem de cima. Marca sombras indesejadas nos olhos. - Supino: Pouco natural, cria aspecto dramático e tenebroso. - Contraluz: Cria um contorno que separa a figura do fundo. Contra luz Canon EOS DF: 50 mm Ab: f/1.8 Ob: 1/320 s ISO: 100 F:Allef Vinicius Luz lateral Nikon D610 Ab: f/10 Ob: 1/125 s ISO: 100 F: Mohamed Faramaw

Iluminando ideias

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Dureza Luz dura é gerada por uma fonte de luz pequena. Produz sombras bem contornadas.Ressalta texturas e é mais dramática. E luz suave é gerada por uma fonte de luz grande. Produz sombras difusas. Suaviza texturas e é mais delicada. Luz dura Canon EOS 6D DF: 35 mm Ab: f/2.8 Ob: 1/40 s ISO: 800 F: Omar Alnahi Luz suave Canon EOS 6D DF: 85 mm Ab: f/2.8 Ob: 1/250 s ISO: 100 F: Freestocks

Temperatura da cor A cor da luz muda dependendo do horário do dia ou da fonte de luz utilizada. A cor da luz é medida em uma escala Kelvin, em que os vermelhos apresentam valores menores e os azuis, valores maiores. A maneira que se encontrou de medir isso foi aquecendo uma barra de ferro e comparando sua coloração. A medida em que o metal é aquecido, sua coloração vai mudando de vermelho até chegar num branco azulado. 60


Luz natural A luz do sol é branca, contudo ela pode chegar até nós com cores diferentes dependendo do horário do dia ou das condições climáticas. Isso está relacionado com a espessura da camada de atmosfera que a luz tem que atravessar em cada horário do dia, ou se a luz nos atinge diretamente, é refletida pela atmosfera ou atravessa uma camada de nuvens. - Luz branca: do meia da manhã ao meio da tarde - Luz amarelada: nascer e pôr-do-sol - Luz azulada: durante o crepúsculo, em dias nublados ou na sombra Luz branca Canon EOS 70 D Ob: 1/30 s ISO: 100 F: Christian Holzinger

Iluminando ideias

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Luz Amarelada Canon EOS 700D Ob: 1/4000 s Ab: f/5 DF: 56 mm ISO: 100 F:

Luz azulada sombra Canon EOS DF: 70 mm Ab: f/8 Ob: 1/90 ISO: 100 F: Tobias Kaller Luz azulada nublado Canon EOS 600D DF: 55 mm Ob: f/8 Ab: 1/200 s ISO: 100 F: Eberhard G.

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Luz artificial A luz artificial tambĂŠm varia de cor dependendo do material de que ĂŠ feito. Mesmo a luz fluorescente pode apresentar diferentes cores dependendo do modelo e da marca. Luz de vela Canon EOS Rebel T3 Ob: 1/4000 s Ab: f/1.6 DF: 50 mm ISO: 800 F: Stephanie McCabe

Luz incandescente Nikon D810 Ob: 1/4000 s Ab:f/1.4 DF: 50 mm ISO: 800 F: Janko Ferlic

Iluminando ideias

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Luz de Flash Nikon D810 DF: 14 mm Ab: f/10 Ob: 1/125 s ISO: 200 F: Alexander Dummer

Luz Fluorescente Nikon D300S Ob: 1/4000 s Ab: f/3.5 DF: 17 mm ISO: 640 F: Jordan Sanchez

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Balanço de branco Para corrigir as diferenças de cor da luz, e deixar a imagem com um tom neutro (branco puro), a câmera conta com um ajuste de balanço de branco. Existem ajustes pré-definidos para cada condição de luz, ou ainda, é possível fazer um ajuste personalizado ou deixar o WB em automático. Para os ajustes pré-definidos, basta escolher a opção condizente com a condição de luz no momento da foto.

Balanço de branco personalizado

Iluminando ideias

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Uso criativo Alterar propositalmente o balanço de branco de uma foto pode trazer resultados interessantes, com cores e sensações diferentes. Uso criativo de Balanço de Branco Ab: f/2.7 Ob: 1/400 s ISO: 80 F: Erick K. P. Carraro

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Uso criativo de Balanรงo de Branco Ab: f/4.5 Ob:1/10 s ISO: 800 F: Ketlin S. Nunes

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Fatores técnicos Capítulo

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Imagem digital As fotografias digitais são formadas de milhões de minúsculos quadrados chamados pixels. Cada pixel traz uma informação de luminosidade e cor. Podemos fazer uma analogia dos pixels com as peças de um mosaico por exemplo. Imagem Digital Nikon D810 DF: 60 mm Ab: f/8 Ob: 1/125 s ISO: 160 F: PICSELI

Pixels da luva

Resolução Indica a quantidade de pixels que formam a imagem (nº de pixels na largura X nº de pixels na altura) Ex: 4368 x 2912 = 12.719.616 12 megapixels (milhões de pixels) Quanto maior a resolução da imagem, maior ela pode ser visualizada (monitor ou impressa) e mais pesado fica o arquivo. Alta resolução não indica imagem de boa qualidade. 70


Alta Resolução - Apple iPhone 5s Ob: 1/4000 s Ab: f/2.2 DF: 4.2 mm ISO: 32 F: Mickey O’neil Fatores técnicos

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RAW + JPG: A câmera grava simultaneamente os dois tipos de arquivo para cada foto.

Estilo de imagem Padrão: Reforço de contraste e saturação e nitidez. A imagem parece viva, nítida e com contornos bem definidos. Estilo de aplicação geral, indicado para a maioria das cenas. Retrato: Acentuação dos tons vermelhos e suavização de nitidez e contraste. Gera tons de pele corados e com poros suavizados. Paisagem: Acentuação dos tons azuis e verdes e da nitidez. Neutro: Saturação, nitidez e contraste reduzidos. Trata-se de estilo de imagem para quem prefere processar imagens no computador. Fil: Semelhante ao neutro. Monocromático: para fotografia em preto e branco. Permite o ajuste do contraste e a tonalização sépia.

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Formação da imagem A câmera fotográfica funciona como o olho humano. Os raios de luz, ao atravessarem a lente, se cruzam e projetam uma imagem invertida.Nos humanos, o cérebro desinverte a imagem. Na câmera fotográfica, o processamento digital faz essa função.

Distância Focal Ditância focal é a distância, em milímetros, entre o centro ótico da objetiva, que é onde os raios de luz se cruzam, e o sensor de imagem Quanto maior a distância focal, menor é o ângulo de visão, portanto, mais ampliada será a imagem fotografada.

Fatores técnicos

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Formatos de arquivo JPG Tem uma aparência mais bonita assim que a foto é feita, pois a imagem é automaticamente processada pela câmera que faz ajustes de balanço de branco, contraste, saturação e nitidez. Mais leve, pois além de ter uma profundidade de cor menor (8 bits) também sofre compactação durante o processamento. É universal, pode ser aberto em qualquer computador e também está pronto para ser impresso no papel ou postadona internet.

RAW Tem uma aparência desbotada quando visualizado pois não sofreu nenhum tipo de processamento (arquivo cru). Mais pesado, pois além de ter profundidade de cor maior (12, 14 ou 16 bits) também não sofreu nenhum tipo de compressão. Não pode ser impresso ou postado na internet antes de ser editado no computador. Permite muito mais possibilidades de pós-produção, já que possui mais informação de luz e cor armazenados.

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Classificação - Grande angular = entre 18 e 35mm - Normal = entre 35 e 50 mm - Super tele = acima de 400 mm - Teleobjetiva = entre 70 e 300 mm

Grande Angular A grande angular possui algumas características como a nitidez geral da imagem que é muito grande, tendo assim uma grande profundidade de campo, o que facilita a inclusão de contexto geral. Há um exagero da perspectiva, que é a relação de tamanho exagerada entre os objetos próximos e os distantes. Gerando então distorção da imagem em barril com curvatura de verticais e horizontais (máxima em objetivas olho de peixe, menor em angulares moderadas). É uma boa para paisagem e arquitetura. Suas principais características são: 1. Sensação de amplidão e distanciamento 2. Distorção em forma de barril (rosto redondo) 3. Perspectiva exagerada (primeiro plano muito grande) 4. Acentuação das linhas de fuga São demonstrados algumas exemplos de imagem tiradas com a grande angular na próxima página.

Fatores técnicos

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Grande Angular Ab: f/3.2 Ob: 1/6400 s ISO: 250 F: Murilo Hiratomi

Grande Angular Ab: 2.8 Ob: 1/2000 s ISO: 200 F: RogĂŠrio Jr.

Grande Angular Ab: f/3.2 Ob: 1/4000 s ISO: 250 F: Murilo Hiratomi

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Objetiva normal Boa nitidez geral da imagem. Perspectiva normal, similar à do olho humano (mantém a proporção entre os objetos). Mínimo nível de distorção da imagem. Menor grau de aberração das lentes. Geralmente permite grandes aberturas de diafragmas. Muito utilizada para retratos de plano médio. 1. Mantém a proporção entre objetos em primeiro plano e fundo. 2. Visão bastante natural da perspectiva. 3. Desfoque bem acentuado do fundo, pois permitem grandes aberturas de diafragma. Objetiva Normal Ab: f/2.8 Ob: 1/3200 s ISO: 320 F: Murilo Hiratomi

Objetiva Normal Ab: f/2.2 Ob: 1/2500 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Fatores técnicos

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Teleobjetiva Pouca nitidez geral da imagem (profundidade de campo pequena) Compressão da perspectiva (os objetos distantes aumentam de tamanho em relação ao primeiro plano) O fundo e o primeiro plano tendem a se comprimir (aplanamento). Aberração de carretel. Boa para retratos e esportes 1.Utilização em retratos: Desfocam o fundo e não distorcem o assunto principal 2.Profundidade de campo reduzida 3.Compressão da perspectiva: objetos do fundo aumentam de tamanho (para fotos da lua distância focal mínima de 300 mm) 4.Aplanamento: o fundo e o primeiro plano tendem a se comprimir Teleobjetiva Ab: f/5.6 Ob: 1/640 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

Teleobjetiva Ab: f/5.3 Ob: 1/1250 s ISO: 200 F: Murilo Hiratomi

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Fator de corte A imagem formada pela objetiva é circular. As bordas da imagem possui menor nitidez e luminosidade. Porém, só a parte que incide sobre o sensor será captada. Um sensor que possui as mesmas dimensões de um fotograma de filme 35mm (24x36 cm) é chamado de full frame. Um sensor menor é um sensor com fator de corte. Sensores com fator de corte vão enquadrar uma área menor da cena fotografada. Existem diferentes tamanhos de sensores dependendo do modelo da câmera.Em câmeras Canon o fator de corte são 1.6x. Em Nikon são 1,5x.

Uma câmera com um sensor menor e uma objetiva 50mm terá um ângulo de visão menor que uma full frame com a mesma objetiva. Como por exemplo: Em uma objetiva 50mm em uma câmera com fator de corte de 1,6 fornece o mesmo ângulo de visão que uma objetiva 80mm em uma câmera full frame.

Fatores técnicos

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Abreviações das legendas Ab: Abertura do Diafragma Ob: Velocidade do Obturador DF: Distância Focal F: Fotógrafo(a)

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Projeto Gráfico desenvolvido por Heliziane Barbosa. Foram utilizados as tipografias Source Sans Pro e Josefin Sans. Impresso na Gráfica Duplic, Papel Couchê 115 g/m² em Junho de 2017. Capítulo

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Manual de Fotografia  

Esse Projeto Editorial foi desenvolvido para o curso de Design/UFSC e tem como objetivo didático de apresentar conceitos básicos e exemplos...

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