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Dia do Senhor, 20 de Abril de 2014 | Ano IX | Nº 308

ANGÚSTIA DO INFERNO Manoel Canuto “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5: 7-9). Este texto se refere ao sofrimento e angústia de Jesus no Jardim do Getsêmani. Ali Sua agonia e horror são indescritíveis. Jesus antes de orar ao Pai, disse a Pedro, Tiago e João: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (MT 26:38). Não podemos penetrar com profundidade nestas palavras, mas podemos imaginar que o Senhor Jesus teve uma visão antecipada do seu terrível sofrimento e sua indescritível agonia na cruz do Calvário que se aproximavam, quando seria abandonado por todos e pelo próprio Pai a ponto de perguntar: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Naquela cruz maldita Jesus sofreu as angústias do inferno. No Getsêmani Jesus sofreu antecipadamente as tristezas de sua morte,

não apenas a morte física, mas a morte eterna em lugar das suas ovelhas. Ondas e vagalhões passaram sobre Ele: “... todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim” (Sl 42:7b). Jesus não apenas sabia que Judas o trairia “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (Sl 41:9) , não apenas sabia que Pedro o negaria, que o Sinédrio o condenaria de forma injusta, que Pilatos o sentenciaria dizendo “... crucificai-o”, que seus inimigos zombariam dele dizendo: “Profetiza, quem é que te feriu?”; Jesus não apenas sabia que seria cravado e levantado pelos soldados em uma cruz infame, mas também que ficaria cada vez mais sozinho, que seus discípulos o abandonariam e que Seu Pai lhe viraria as costas e lhe derramaria o cálice de Sua ira santa até a última gota; Ele sabia que Satanás e suas hostes o assaltariam para fazê-lo se desviar do caminho da obediência ao Pai: “Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge” (Sl 22:12-13).

Domingo

Terça-feira

Quarta-feira

Sexta-feira

09:00 Culto Matutino 10:20 Escola Dominical 17:00 Culto Noturno

Reunião de Oração (Mulheres) 19:00

Culto 20:00

Reunião de Oração 20:00

www.iphr.org.br - 71 3017.5044 - Rua Artur Gomes de Carvalho, Nº 165 - Pituba - Salvador - Bahia


Jesus em toda sua vida carregara sob Si o peso da humilhação, mas agora o clímax deste seu estado de humilhação se aproximava. Não é de estranhar que Jesus “levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu” começasse a “entristecer-se e a angustiar-se”, e lhes dissesse: ”A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (MT 26:37-38). “Velem comigo”, disse Jesus. Não é estranho vê-lo desejar ajuda, conforto e encorajamento naquela hora. Mas, estranho é ver tamanha tristeza, tristeza de morte e humilhação, que fez com que o Pai naquela hora, ao vê-lo prostrado sobre o seu rosto e dizendo “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”, enviar-lhe um anjo para confortálo. Que angústia!: “... o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”! Que humilhação!: Quem é este tão fraco que necessita de uma criatura para confortá-lo e encorajá-lo? Não é Ele o próprio criador do mundo? — “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3).

última gota do cálice da ira de Deus sozinho, suportou, sofreu, sangrou, e morreu sozinho, para salvar suas ovelhas (Jo 10:11). Jesus falou ao Pai “com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas”. Sua voz se fez ouvir. Ali Ele morria a segunda morte por nós, vis pecadores (Ap. 2:11). Não podemos compreender tal agonia — Por nós Jesus experimentou o próprio inferno. A quem Jesus se dirige em seus rogos? “... a quem o podia livrar da morte”. Este não foi um ato de ignorância da Sua missão, ou um ato de covardia do Senhor, pois que sabia que fora para morrer por miseráveis pecadores que havia nascido; Ele sabia do pacto feito com o Pai desde a eternidade. Mas Jesus via e sentia a agonia e os horrores de experimentar o abandono do Pai. Jesus orou para que a vontade de Deus fosse feita: “Pai, se queres... todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22:42). Jesus sabia que havia sido comissionado para redimir os eleitos. Teria sido ouvida a oração de Jesus? Um anjo é enviado para confortá-lo; era um mensageiro do Pai, mas não lhe é retirada a agonia. O escritor de Hebreus diz “tendo sido ouvido por causa da sua piedade”. Aqui está e resposta. Jesus pediu que a vontade do Pai prevalecesse; o Pai aponta-lhe a cruz e, em reverente obediência, o Filho se submete à Sua vontade.

Olhando para este quadro o escritor de Hebreus diz: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte.” Jesus orando e suplicando nos aponta para seu ofício sacerdotal, sua obra sacrificial. Essas orações e súplicas revelam a profundidade da agonia espiritual e física de Jesus: “gotas de sangue caindo sobre a terra”. Jesus carregou nossos pecados e bebeu o cálice da ira de Deus contra o pecado — “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). Jesus morreu por pecadores e se colocou diante de Deus como o mais ímpio dos pecadores. Ele ficou sozinho, orou sozinho, bebeu até a

Que maravilhosa obediência, que gracioso amor do Redentor, que “tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. Glória ao Redentor! 02


CONFISSÃO DE FÉ

LIVRARIA

Capítulo XXVIII DO BATISMO Seção II - O elemento exterior usado neste sacramento, é água com a qual um ministro do Evangelho, legalmente ordenado, deve batizar o candidato em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Referências At. 10-47, e 8:36-38; Mat. 28:19.

BREVE CATECISMO

Por ocasião do 450º aniversário da chegada dos primeiros calvinistas ao Brasil, a Cultura Cristã presta valiosa contribuição à história do protestantismo ao reeditar este clássico. A primeira edição brasileira foi traduzida do francês e publicada por Domingos Ribeiro em 1917, um capítulo da obra História dos mártires, de Jean Crespin, publicada no século 16. Esse capítulo trata da perseguição aos huguenotes no Brasil em 1557-1558.

Pergunta 97 Que se exige para participar dignamente da Ceia do Senhor? Exige-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor que se examine sobre o seu conhecimento em discernir o corpo do Senhor, sobre a sua fé para se alimentarem dele, sobre o seu arrependimento, amor e nova obediência; para não suceder que, vindo indignamente, comam e bebam para si a condenação. Referências 1Co 11.27; 31-32; Rm 6.17-18.

No prefácio de A tragédia da Guanabara, Ribeiro incluiu um texto escrito em 1907 pelo Rev. Erasmo Braga para acompanhar a tradução que fez da confissão de fé escrita pelos calvinistas franceses no Brasil, confissão que motivou a execução de três dos autores: Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon. Ribeiro manteve as notas incluídas por Matthieu Lelièvre na edição de 1887 da História dos mártires. No volume publicado em 1917, Ribeiro incluiu em forma de apêndice várias atas do presbitério e do sínodo que a Igreja Reformada da Holanda organizou no Brasil no século 17, durante o domínio batavo. Esse material foi traduzido pelo Dr. Pedro Souto Maior, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o mantivemos nesta edição pelo seu evidente valor histórico.

AVISOS PASSEIO DE ESCUNA - Amanhã será nosso passeio de escuna. Saída da igreja ás 08:00 para os que irão de carro. Caso no seu carro tenha vaga, ofereça para algum irmão. A previsão de saída da escuna é as 08:30. Local: MARINA DA PENHA, na Ribeira (Rua Tamarindeiros da Penha 4) próximo ao local de prova do detran. 03


CULTO MATUTINO

CREDO APOSTÓLICO

Oração Leitura

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da

Cântico - Salmo 126

terra.

Leitura Corrente VT Cântico - Salmo 128 Leitura Corrente

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades;

Pregação

ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está

Oração

assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de

Impetração da Bênção

onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

CULTO VESPERTINO Oração

Creio no Espírito Santo; na santa igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.

Leitura

Amém.

Cântico - Salmo 131 Leitura Corrente VT Cântico - Salmo 133 Cântico - Salmo 134 Leitura Corrente Cântico - Salmo 137 Pregação Oração

SITE IGREJA No site você poderá assistir pregações em vídeo online atualizados semanalmente e ler textos reformados. Transmissão online dos cultos. www.iphr.org.br

Impetração da Bênção PONTOS DE PREGAÇÃO

Rev. Josafá Vasconcelos

ITAPUÃ Culto Matutino

DIRIGENTES

09:30

PRESBÍTEROS

Escola Dominical 1 1 : 2 0

Antônio Gonçalves

Culto Noturno

Francisco Rebouças

18:00

João Vasconcelos

BARRA DE POJUCA

Jonã Costa V. Dourado

Culto Matutino

09:30

José Jorge C. Freitas

Escola Dominical 10:30

José Jorge M. Freitas

Culto Vespertino 1 5:30

Marcelo Santiago

JUNTA DIACONAL Diogo Silva Geison Berbert Hélio Carlos X. Pereira Jomar José Oliveira Jr


20 de abril