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Concepção e E-Learning

Avaliação em

Portfolio -Reflexões 17-02-2011 Universidade Aberta Helena Prieto


Concepção e Avaliação em E-Learning Learning

Introdução Em resultado das actividades desenvolvidas, foram elaborados alguns posts como um uma espécie de memória das actividades e das aprendizagens realizadas realizadas no decorrer da Unidade C Curricular de Concepção e Avaliação em E-learning learning (CAEL). Como Co a opção foi continuar o blog já utilizado para este mestrado, que está em http://helenaprieto.wordpress.com onde foram publicados vários posts referentes às actividades realizadas nas diferentes U.Cs que compõem este Mestrado, tentei tentei organizar a publicação dos posts de forma a que houvesse alguma sequência lógica, mas como o resultado final é algo confuso, resolvi fazer um pequeno livro, onde ficam mais organizados os textos p produzidos e publicados no blog, bem como alguns posts que que julgo pertinentes e reveladores da participação activa nos fóruns de discussão.

Tema 1: A qualidade no ensino aprendizagem em contexto online: uma teia de factores Nesta actividade, procuramos recensear os factores de qualidade em e-learning, e learning, chegando a algumas considerações interessantes em relação à avaliação da qualidade tendo em conta as múltiplas perspectivas: da instituição, dos professores, dos alunos, de entidades exteriores, dos suportes utilizados. Todas as perspectivas estão interligadas e essas interligações formam uma teia de factores que influenciam a qualidade do ensino online. Pela participação no fórum, pelas leituras sugeridas realizei algumas reflexões sobre o assunto que foram publicadas no blog em http://helenaprieto.wordpress.com/2011/02/04/cael-directrizes directrizes-dequalidade-no-desenvolvimentoavaliacao desenvolvimentoavaliacao-de-cursos-online/

No forum de discussão, foram levantadas várias questões relativas aos factores de qualidade num curso online. Ficou claro que um curso online pode ter um design instrucional de qualidade , mas isso, por si só não é garantia do sucesso do curso. De facto há toda uma ” teia ” de factores que promovem a qualidade e o sucesso: -o o design do curso tendo em conta os recursos da instituição e disponibilidade financeira;

- a credibilidade e o prestígio da instituição;

Ilustração 1 - Teia de factores de qualidade

- a qualidade dos materiais pedagógicos; - a qualidade de interacção entre os intervenientes ( professor/ aluno; aluno/ alunos) - as actividades propostas e modos de as operacionalizar de forma a que os alunos se sintam motivados e interessados;


Concepção e Avaliação em E-Learning - o perfil de partida dos formando, considerando os seus interesses e competências - a disponibilidade da turma para resolver colaborativamente as actividades solicitadas; - as competências pedagógicas, científicas e tecnológicas do professor; - o funcionamento amigável do sistema de suporte para o ensino online; - facilidade de acesso aos materiais de estudo; - facilidade de acesso 7/24h em todo o lugar; - para o aluno é necessário possuir e saber usar equipamento tecnológico adequado. …. Todos estes factores se conjugam, interligam e deles depende o sucesso das aprendizagens e obviamente a qualidade dos cursos. Como medir a qualidade dos cursos online? Sob que perspectiva? Da instituição, dos professores ou dos alunos? Para medir a qualidade dos cursos online há parâmetros e linhas orientadoras, estas podem incluir ou não o feedback dos alunos. Há inclusivamente instituições que regulamentam os procedimentos e aferem o grau de qualidade dos cursos online como European Quality Observatory (EQO) (Observatório Europeu da Qualidade) para a promoção da qualidade para o E-learning. Podemos observar que não há factores determinantes por si, mas existem os chamados factores chave e os críticos . Comentário meu: A questão da avaliação é sempre bastante complexa, porque ela própria é uma medida ou melhor uma referência para o sucesso. Mas será que há uma relação directa entre a qualidade de ensino e o sucesso de um percurso de aprendizagem? Penso que esta é uma questão em aberto. Os factores de sucesso do percurso de formação não dependem só da qualidade do curso, mas também da motivação e do empenho do formandos. Isto parece-me que é uma verdade que se pode generalizar porque penso que é verdade para todos os processos de aprendizagem, independentemente de serem ou não feitos online. O que acontece é que o ensino/ aprendizagem online é uma inovação e a tecnologia permite incluir novos modos , talvez mais apelativos e holísticos de veicular a informação e também de interagir. De todos os factores promotores de sucesso (entendendo como factores de sucesso tudo o que serve para motivar o formando e facilitar a sua aprendizagem) destaco o design amigável e visualmente atraente que permita um acesso simples e uma utilização correcta e intuitiva das plataformas ou outros ambientes virtuais de aprendizagem; a multiplicidade de formas de mostrar o conteúdo (texto, som e imagem) de modo a abranger os vários tipos de aprendente; o acompanhamento e o feedback dos pares e professores. No desenho dos cursos online este aspecto, na minha opinião, é crucial para que a interacção seja mais real. No entanto, nada disto será por si só determinante no sucesso dos formandos se estes não se empenharem, mas podem ser considerados aspectos para aferir da qualidade do curso.

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Concepção e Avaliação em E-Learning O modelo conceptual de Klein et al (2006) aponta também para as características do formando enquanto elemento fulcral no sucesso final do curso. Também penso que é necessário ter em conta alguns factores externos a todo o processo de ensino/ aprendizagem online que podem influenciar a qualidade e o sucesso final como por exemplo o prestígio de uma determinada instituição ou professores, o carácter inovador ou o desafio que representa para o formando ou o ” espírito do tempo” ou por outras palavras, a moda. Na minha opinião, mais do a tecnologia fantástica, o design maravilhoso e apelativo, o que realmente faz uma grande diferença é a qualidade da inter-relação que se vai construindo pelos actores no processo – os e-professores e os e- alunos-, a sua motivação, capacidade de entre ajuda e sensibilidade para perceber o outro e chegar até ele, em suma o diálogo pedagógico e o apoio que se dá e recebe, em suma a dimensão humana de todo o processo é sempre a chave do sucesso. E essa dimensão humana é , já em si, uma enorme e complexa teia, em especial quando se trabalha com metodologias colaborativas de produção de conhecimentos em que os próprios intervenientes são também portadores de informação e conteúdos em permanente interligação. Bibliografia: PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008) “Approaches to E-learning quality Assessment”. http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf WISENBERG, Faye & STACEY, Elizabeth (2005) “Reflections on teaching and Learning Online:Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective”. Distance Education Vol.26, Nº3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf

Tema 2-Directrizes de qualidade no desenvolvimento e avaliação de cursos online No desenvolvimento desta actividade, foi-nos pedido um trabalho de grupo. O nosso grupo Developers, constituído pelo Joaquim Lopes, Paula Silva e Nuno Oliveira analisou o artigo Considerations for developing evaluations of online courses (1). Para a comunicação o grupo utilizou o forum do grupo e o email, privilegiando assim a comunicação assíncrona. Decidimos iniciar a abordagem ao texto com a tradução deste. Cada elemento do grupo traduziu uma parte de acordo com o previamente estabelecido. Foi também sugerido utilizarmos ferramentas colaborativas de trabalho como um wiki ou um documento do google, acabamos por utilizar o próprio forum como espaço de trabalho onde fomos disponibilizando a tradução e a síntese. O resultado foi publicado no scribbord e encontra-se disponível online em http://pt.scribd.com/doc/44495023/Achtemeier-et-al. O grupo lançou para debate a questão: Se pretendesse construir um inquérito de avaliação da qualidade dos cursos online, quais seriam os principais aspectos que incluiria? Pelo debate no forum chegamos à conclusão de que não existe o curso ideal, existem sim orientações que se podem organizar por tópicos: - a instituição (fornecer as condições de desenvolvimento de cursos de qualidade, os suportes tecnológicos e o apoio aos professores e alunos) - a tecnologia disponível de suporte ao funcionamento do curso e as formas de comunicação - o desing instrucional ( actividades mais colaborativas, estudos de caso…)

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Concepção e Avaliação em E-Learning - os recursos e sua disponibilidade ( utilização de recursos actuias e de qualidade, com fácil acesso) - as competências dos e-professor e a sua experiência ( competências, pedagógicas, científicas e tecnológicas) - as competências dos e-alunos e suas experiências ( o perfil de partida do aluno e o domínio da literacia digtal ) - a disponibilidade dos intervenientes Bibliografia: ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) “Considerations for Developing Evaluations of Online Courses”. JALN 7, Issue 1. http://www.edtechpolicy.org/ArchivedWebsites/Articles/ConsiderationsDevelopingEvaluations.pdfVolu me CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) “The ideal online course”. British Journal of Educational Technology, Vol 31, Nº3 (229-241). http://www.personal.psu.edu/users/k/h/khk122/woty/F2FHybridOnline/Carr-Chellaman%202000.pdf HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) “Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units” In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270). TINKER, Robert (2001) “E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance”NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46 HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) “Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective”. Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85)

Tema 3 – Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online No desenvolvimento desta actividade, foi-nos solicitado uma análise de um artigo seguindo a metodologia de trabalho de pares. O meu par foi o Marcus Vinicius. A problemática da avaliação das aprendizagens dos estudantes online Os autores dos artigos analisados(1,2,3) convergem na defesa de uma perspectiva de ensino online mais colaborativa assente em processos de aprendizagem activa e centrada nos alunos ou grupo, por outras palavras na formação de comunidades de aprendizagem online no seio das quais o conhecimento é construído de forma colaborativa. Alex Primo(2) defende um novo conceito de Ilustração 2 - Ensinar/aprender online


Concepção e Avaliação em E-Learning aluno que consubstancia e resume esta nova perspectiva : o educando – pesquisador –autor. Outras questões também pertinente e discutidas nos artigos onde persistem algumas confusões apresentadas por Demo (1998, p. 10) são os conceitos e práticas entre informar e formar; treinar e educar; ensinar e aprender. O autor enfatiza a ideia de que o importante é o desenvolvimento das capacidades de renovar os conhecimentos, por outras palavras, aprender a aprender. Os autores destes artigos são unânimes na defesa de um ensino/ aprendizagem online onde os processos de avaliação sejam mais transparentes ( o alunos saibam de antemão como , quando vão ser avaliados) visíveis (publicações de trabalhos online, participação em fóruns, chats … ) e contínuos do desenvolvimento do processo de aprendizagem. Para alcançar este objectivo, do qual decorrem inegáveis vantagens tanto para o aluno que supostamente tem maior orientação e acompanhamento da parte do professor ( e colegas) como para o professor que consegue através do recursos a várias aplicações tecnológicas estar mais por dentro do processo de aprendizagem dos seus alunos, os autores defendem uma relação mais próxima e assente no diálogo / comunicação bem como na visibilidade do percurso de aprendizagem dos formandos. Barberà ( 1) defende a importância do feedback do professor na construção desse dialogo pedagógico. Esta atora refere os dois principais objectivos do feedback que se prendem com a orientação dos alunos de forma a que estes possam melhorar a sua produção. Na sua opinião, o feedback é a chave do sucesso do ensino/ aprendizagem online e o elemento essencial de uma boa avaliação continua. A autora refere ainda que é importante para os alunos que tenham plena consciência da diferença entre participação , que pode ser medida pela quantidade de mensagens e interacção que são todas as mensagens, posts, etc que levam à produção colectiva de conhecimento. De acordo com a apresentação feita pela autora acima referida, a construção social do conhecimento decorre do misto dessas ações. Piaget considera que o importante seria “Povoar a memória e treinar o aluno na ginástica intelectual”. Primo defende que se o aluno continuar a ser encarado enquanto um receptor passivo fica isolado da acção porque o sistema de ensino/ avaliação em moldes tradicionais ainda que online “ nega ao aluno a sua intervenção no próprio conhecimento” . Na continuidade do seu estudo, Piaget (2002) sentencia que a aprendizagem não é uma actividade simplesmente individual e que o conhecimento se dá na acção. As operações mentais realizadas pelo aluno que são interiorizadas e coordenadas provocam outras ações.

Barberà faz referência a três tipos de avaliação comuns no ensino online: A avaliação automática que é feita através de testes electrónicos que tem a vantagem de dar feedback imediato aos alunos e permite ao professor a recolha de dados de forma mecânica e automática. Porém esta forma de avaliação acaba por ser uma transposição das formas de avaliação características do ensino do modelo tradicional e autoritário , segundo Gomes, esta avaliação pode aplicar-se a cursos online que se baseiam no auto-estudo, com aprendizagem realizadas de forma individual e isolada. Gomes observa também que muitos registos de dados obtidos de forma automática são importantes no processo de monitorização dos alunos por um lado e por outros como auto-monotorização dos próprios alunos A avaliação de tipo enciclopédico que resulta de projectos de pesquisa. Barberà constata que este modo de avaliação pode promover plágio e é em si uma vantagem no sentido em que o professor deixa de ter o papel de transmissor de conhecimentos mas de guia.

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Concepção e Avaliação em E-Learning A avaliação colaborativa. Esta modalidade de avaliação põe novos desafios tanto a professores como alunos pois também implica novos modos de produção de conhecimento que assentam em dinâmicas de grupo tornadas visíveis através de múltiplas aplicações – listas de discussão, fóruns, blogs/diários de bordo. E traz vantagens. Na perspectiva do professor é possível levar a cabo com sucesso esta avaliação baseada nos recursos tecnológicos existentes que lhe permitem visualizar tanto o produto como o processo colaborativo. Gomes explica mais em pormenor as vantagens/ potencial dessas aplicações para a promoção da visibilidade e da avaliação contínua. Esta possibilidade constitui a base de uma verdadeira avaliação formativa. Neste aspecto todos os autores são unânimes. Primo valoriza a promoção de projectos e vê neles uma inegável vantagem de inovação do ensino/ aprendizagem, já que a web devido à sua imensidão de recursos sempre crescentes e a inúmeras ferramentas colaborativas permite a construção de conhecimento colectiva e o desenvolvimento de percursos de aprendizagem individuais. No entanto, Barberà apresenta também algumas desvantagens deste tipo de avaliação para o ensino online que se prendem com aspectos práticos de disponibilidade de tempo dos alunos online , o que faz com que a modalidade de trabalho em grupo possa ser contraproducente, uma vez que as razões que levam muitos alunos a escolher a modalidade de ensino assíncrono é precisamente a flexibilidade de acesso e possibilidade de poder realizar os trabalhos ao seu ritmo. Todos os autores são unânimes em reconhecer a importância do diálogo no processo de ensino/ aprendizagem. Se por um lado Barberà refere a importância do feedback do professor, Primo põe ênfase no diálogo entre os alunos, como a base de desenvolvimento dos projectos de aprendizagem alicerçados na resolução de problemas concretos e relevantes de forma colaborativa, enfatizando o desenvolvimento de formas de avaliação auto-reflexivas. “ O trabalho reflexivo e autoral do aprendiz avaliado” é um aspecto central do processo de avaliação fazendo parte inerente da própria dinâmica de construção do conhecimento colaborativo. Este autor defende uma avaliação contínua e auto-reflexiva/ formativa. A consciência reflexiva e o exercício dessa reflexão constituem o próprio motor do sucesso na aprendizagem colaborativa. Estamos então perante um conceito que vai mais além do que o proposto por Barberà, onde o professor é acompanhante do percurso de aprendizagem, mas é exterior ao processo. É a autoridade e o promotor do processo de avaliação, enquanto que na perspectiva de Primo o agente promotor do processo de avaliação é uma consciência crítica e reflexiva do grupo e é inerente ao desenvolvimento da comunidade de aprendizagem. Gomes apresenta uma perspectiva mais pragmática de como realizar avaliação online,e apresenta dois modos de o fazer – o mais tradicional que coincide com o que Barberà refere como avaliação automática e a avaliação adaptada ao modelo de ensino online baseado em princípios sócioconstrutivistas cuja descrição está, em linhas gerais, em consonância com as orientações defendidas por Primo. Esta autora chama a atenção para outras questões a considerar na avaliação online tais como a questão da autenticidade da identidade e autenticidade dos trabalhos apresentado. O diálogo e muitas aplicações / serviços permitem ao professor detectar fraudes, pois possibilitam estratégias que permitem mais contacto e conhecimento dos alunos. No artigo apresentado, a autora refere as vantagens e a plasticidade maior ou menor das várias ferramentas/ aplicações mais comuns utilizadas nos curso online, nomedamente: a plataforma moodle que incorpora sistemas de registo automático do percurso dos estudantes permitindo a monitorização deste, e a sua utilização em actividades de auto e hetero-avaliação.

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Concepção e Avaliação em E-Learning Testes de escolha múltipla, quizzes, preenchimentos de espaços lacunares, testes de verdadeiro/falso entre outros podem ser gerados automaticamente e permitir ao aluno auto-avaliar os seus conhecimentos e ter um feedback automático dos seus progressos Foruns electrónicos , sendo instrumentos essenciais na promoção do ensino colaborativo, a participação dos alunos tem de ser avaliada quanto ao nível de participação e qualidade de participação e isso constitui um desafio para os professores. Há no entanto dois modos de fazer a avaliação – manualmente ou com recursos a ferramentas já incorporadas na aplicação Conversação síncrona – chats ou VoIP , é um instrumento corrente mas a analise tem de ter intervenção humana. Portfolios digitais online – tem duas grandes vantagens: a de tornar visível o trabalho e o percurso/ evolução das aprendizagens o que permite ser um instrumento de excelência para desenvolver práticas de avaliação auto-reflexiva. Mapas conceptuais – Podem ser utilizados nas diversas fases de avaliação – diagnóstica. Formativa e conceptual Em conclusão, verificamos a necessidade de adaptar modos de avaliação das aprendizagens dos alunos ao modo de ensino aprendizagem que se pretende desenvolver nos cursos online. Em alguns casos, as modalidades mais tradicionais podem ter vantagens para o caso de alunos que tenham muitas dificuldades de trabalhar em grupo. Mas, as aprendizagem baseadas na construção colaborativa de conhecimentos precisam de novas formas de avaliação pois instituem novos papéis a desempenhar pelos agentes : professor( guia) e alunos( pesquisador/ autor). Estes formam uma comunidade de aprendizagem e agindo em comunidade também vão desenvolver formas de avaliação – autor-reflexão, autoavaliação e hetero-avaliação – que surgem naturalmente do processo de construção colaborativa do conhecimento. Enquanto que no modelo tradicional a avaliação é uma visão por fora, dos produtos conseguidos, no modelo sócio-construtivista a avaliação é um processo continuo, reflexivo e inerente ao processo de aprendizagem. Ela é também reguladora. Complementando a questão sobre os processos de avaliação, fica claro que nos modelos propostos para colocar o aluno no papel de pesquisador/autor, precisamos de trabalhar com questões problematizadoras. Apesar de não estar dito explicitamente nos textos estudados, fica claro a consciência de que estamos num processo transitório entre a avaliação tradicional centrada do produto para a prática de avaliações mais globais do processo de ensino/ aprendizagem, ou seja, uma avaliação que esteja de acordo com o processo de construção do conhecimento colectivo e individual do(s) aluno(s). Em termos práticos, porém , fica uma questão que gostariamos de levantar: Dentro de uma avaliação que vai de zero a dez, medir a evolução de um aluno no processo construtivista, pode não significar que a sua nota é uma relação directa como volume do conteúdo que ele precisa aprender e sim com a construção do seu conhecimento, sendo assim, o aluno A que alcança grau 5 na relação da aprendizagem do conteúdo, mas evoluiu mais que do aluno B que atingiu grau 8, teria na avaliação maior nota, não pelo conteúdo aprendido mas pela sua evolução no processo ensinoaprendizagem. Põe-se então a questão de como aferir critérios de avaliação justos para “ medir” essas evoluções. 1-BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. http://www.um.es/ead/red/M6/

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Concepção e Avaliação em E-Learning 2-PRIMO, Alex (2006) "Avaliação em processos de educação problematizadora online". In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf 3-Gomes M. J. (2009) "Problemáticas da avaliação online" Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação - Challenges 2009.

No forum de discussão da ctividade 3 foram levantadas questões muito pertinentes. Seguir os foruns, que vão sendo alimentados pelos posts dos participantes é uma forma de aprender, mas a participação pretende-se activa e a dinamica que se gera para ser interessante e se conseguir aprofundar as questões exige uma leitura e uma participação mais activa e atenta. Algumas contribuições para a discussão: Olá colegas, Esta linha de discussão está a ser muito interessante e se tivermos em conta o artigo de Gomes , podemos ver algumas sugestões práticas para avaliar o processo através dos registos automáticos por exemplo que ficam no Moodle. Através deles podemos traçar um percurso de aprendizagem e ter dele uma perspectiva bastante objectiva uma vez que esses registos têm data. Se utilizarmos outras ferramentas como o gtalks e os emails podemos também incluir o seu registo na plataforma de modo a que o processo se torne bastante visível e transparente, sendo assim possível a avaliação pelo professor ou outra pessoa exterior. Essa é uma das mais valias da utilização de plataformas como o moodle – a gestão de dados. A forma de os organizar pode ser também transparente e visível sob a forma de um e-portfolio, por exemplo. A transparência desses processos foi uma questão discutida em processos pedagógicos com o Professor Morten e podemos concluir que quanto mais transparente é esse processo mais fácil é de ser seguido e portanto avaliado nas suas várias dimensões – contribuições para o conhecimento, suporte do grupo, actividades auto-reguladoras de aprendizagem… Vimos que o ensino online se pode apoiar em mecanismos de registo que tornam transparentes os processos de aprendizagem, o ponto de partida e o ponto de chegada de um aluno, sendo esta uma mais valia para a avaliação dita continua. Contudo, o uso de múltiplas ferramentas pode constituir uma dificuldade acrescida para o professor pois este tem de seguir muitos alunos e acrescenta um grande peso ao workload do professor. Seguir o processo de desenvolvimento é em suma uma tarefa mais complicada e morosa do que avaliar apenas o resultado final – o produto. Critérios de objectividade nestas avaliações? São necessários definir à priori, mas essa definição também acarreta grandes riscos porque não se consegue medir os objectivos atingidos. Pode –se ser mais rigoroso com os esperados!!! Há sempre um elemento de surpresa neste tipo de avaliação. Só conhecemos o percurso que percorremos depois de estar percorrido e não por antecipação.

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Olá a todos, Uma frase ocorreu-me com a leitura destes posts: O valor das coisas , não está nas coisas por si, mas na forma como as usamos. É o que se passa com todas as ferramentas de avaliação. Elas podem ser mais valias ou um fracasso completo, dependendo da forma como são usadas e para o que são usadas. Nas ferramentas mais complexas que exigem também grande rigor interpretativo por parte do avaliador, como é o caso do portfolio, há dois grandes riscos - a da sua concepção e o da sua avaliação. Gomes na sua comunicação fala disso implicitamente ao apresentar as várias possibilidades de utilização das ferramentas de avaliação. Muito já se escreveu sobre portfolios e e-portfolios,e do seu enorme potencial enquanto instrumento reflexivo/ ilustrativo do percurso de aprendizagem no entanto em termos práticos, é um instrumento complexo tanto de conceber , como de avaliar e o resultado tanto pode ser surpreendente pela qualidade como pode ser uma terrível desilusão. Por ser um instrumento bastante flexível, tem de ser usado com parcimónia e para ser valido enquanto elemento de avaliação tem de ser o produto bem conseguido e orientado. Isso significa mais uma vez que embora o portfolio seja um produto individual, ele tem de reflectir orientações genéricas e o seu autor tem de saber com antecedência quais são os objectivos da utilização deste tipo de instrumento. A flexibilidade e a versatilidade assim o exige.

Olá Joaquim e Maria João, Pelo que já li de portfolios e os que já tive de ajudar a organizar, fiquei com a ideia de que o portfolio reflexivo de aprendizagem, mais conhecido por PRA é o resultado do trabalho de reflexão sobre a aprendizagem e também ele próprio um momento de aprendizagem - uma auto consciencialização do que foi feito e da forma como foi feito. Este é o exemplo mais familiar e prático que conheço. Com base nesta experiência, cheguei à conclusão que todos os portfolios, mesmo que estruturados com base em algumas linhas orientadoras e sabendo os alunos dos aspectos mais relevantes a serem avaliadas, são sempre produtos únicos e originais e muitas vezes surpreendentes. Avaliar portfolios também não é tarefa fácil, nem linear. É preciso um grande esforço de entendimento e de objectividade. Por exemplo, os parâmetros que o Joaquim apresenta, são aparentemente bastante explícitos e objectivos. Agora experimentem aplicá-los na prática, juntando um júri de três avaliadores por exemplo. Por vezes, as discrepâncias são bastante óbvias, mesmo tendo um referencial por medida. È um exercício interessante. helena

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Olá Marco e Margarida Nos textos que lemos vemos uma preocupação nítida de situar o professor neste novo processo de ensino aprendizagem onde o aluno parece ser o centro e a orbita do seu próprio processo de aprendizagem. Contudo, apesar das definições do novo perfil do professor, vemos que ele continua a ser uma peça fulcral neste jogo da avaliação. A questão é definir o seu papel de forma mais clara enquanto avaliador. Em última instância é ele quem define o nível final – a avaliação sumativa. Embora, os cursos online tenham como vantagem táctica um guia de avaliação, que serve como instrumento orientador, há momentos vários de avaliação que implicam a interacção ou pelo menos a intervenção directa do professor. A tarefa de avaliar é uma das muitas que um bom professor online tem. No entanto, a avaliação online dos cursos que implementam uma construção colectiva do conhecimento é mais complexa pois envolve seguir o percurso de desenvolvimento de todo o processo de aprendizagem realizado pelo(s) alunos – a chamada avaliação continua. Apesar de existirem muitas ferramentas online disponíveis e da própria plataforma moodle oferece registos automáticos, cabe ao professor analisar esses registos. Isso é uma tarefa exigente e morosa. Neste momento e tendo em conta, os texto que lemos, não há forma de o fazer de forma totalmente automática. Ou seja, assumido um papel de menos relevo no processo da construção colectiva de conhecimentos, o e-professor tem uma difícil e exigente tarefa de avaliar processos de aprendizagem.

Olá Paula, Sintetizando as quatro dimensões da avaliação referidas por Helena Barberà observamos que elas se realizam em momentos diversificados do processo de ensino/ aprendizagem: Avaliação da aprendizagem - Que é a avaliação dos resultados de aprendizagem, por outras palavras a avaliação sumativa. Avaliação para a aprendizagem que é na prática o feedback que o professor dá ao aluno, guiando o seu desempenho; A Avaliação como aprendizagem que se traduz em praticas reflexivas sobre os conteúdos e processos de aprendizagem; Avaliação desde a aprendizagem que se traduz na consciência de saber o que aprendemos de novo. De facto podemos ver que esta perspectiva mais vasta da avaliação não responde às questões dos colegas, mas ajuda talvez a situar os diferentes momentos e objectivos da avaliação em si. Por exemplo, a formação tipo2 que o Hugo refere, a avaliação mais adequada seria a avaliação desde a aprendizagem uma vez que o que interessa é que os alunos tenham consciência dos conhecimentos novos que estão a adquirir pois a actualização de conhecimentos é o objectivo principal deste tipo de formação. No exemplo 1 aplicam-se todos os tipos de avaliação apresentados por Barbera. Todos têm a sua função importante nos vários momentos do processo de ensino/ aprendizagem, sendo que modelo sóciocontrutivista, podemos referir como especialmente importantes a avaliação para aprendizagem com o relevo para o feedback do professor e a avaliação como aprendizagem, ou seja com momentos de auto reflexão sobre os produtos e processos de aprendizagem.

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Olá a todos. Tenho estado a ler este fio de discussão e apercebi-me de que podemos diferenciar várias situações de aprendizagem, consoante o modelo da sua estruturação estar mais ou menos dependente da interactividade dos elementos do grupo ou das pessoas com as máquinas de um modo mais isolado e individual. No primeiro modelo, vemos o conhecimento a ser construído colaborativamente e nesse esforço formam-se as comunidades virtuais de aprendizagem. Estas agem no sentido regulador e são também um elemento activo no processo de auto-avaliação reflexiva. No segundo modelo, observamos uma transposição dos modelos tradicionais do ensino presencial para o online. Mas aqui em vez da voz do professor como fonte de informação, temos o acesso directo a essa informação filtrada pelo professor. Ele está presente através dos materiais que seleccionou para alcançar os objectivos da formação dos alunos. Mas falta a interacção e segundo Barberá essa interacção, o feedback é fundamental para o sucesso da formação. Primo reforça a mesma ideia levando mais longe o papel activo do professor enquanto elemento guia e enfatiza o seu papel de avaliador. No entanto temos de questionar o papel da avaliação. Para que serve a avaliação final? De uma forma generalizada observamos que a avaliação é uma certificação dos conhecimentos e aprendizagens realizadas perante uma comunidade ou sistema. Se em termos profissionais não há essa certificação, então as aprendizagens não são reconhecidas dentro de um padrão organizativo mais comum que são os certificados/ diplomas. A questão é que há vários tipos de formação para responder a vários tipos de necessidades formativas que podem ser mais ou menos genéricas, mais ou menos rápidas e direccionadas a públicos específicos. Todas os exemplos apresentados pelo Hugo são ilustrativos das diferentes realidades. O que acontece é que nalguns cursos de formação a certificação dos novos conhecimentos aprendidos é inerente à formação. Não há uma entidade exterior para creditar. Os alunos realizam a sua aprendizagem para aplicar os seus conhecimentos no terreno e é o seu desempenho profissional que está em causa. Essa é grande avaliação. Creio que está aqui em jogo a capacidade de auto-aprendizagem/ de actualização e aplicação de conhecimentos no terreno por alunos que já são da área ( curso de tipo 2) e que por isso é pressuposto que tenham capacidade para absorver novos conhecimentos de uma forma mais autónoma e os apliquem. Os cursos de tipo 1 e 3 partilham de características comuns: Têm ambos um apoio do formador e estão abertos ao diálogo professor/ aluno ; aluno/ aluno, sendo por isso a comunicação um aspecto a enfatizar. E um elemento de sucesso. Como há maior interactividade entre as pessoas temos tendência a aceitar mais este tipo de formação. Em termos sociais, ela é mais válida. E com esse juízo já estamos a avaliá-la positivamente. São moldes de desenvolvimento da formação mais em conformidade com a nossa ideia de formação “a sério”, um conceito de formação onde os elementos estão presentes – professor, alunos, conteúdo. O que muda aqui são as formas de interacção. No exemplo do ensino móvel ( ex.3) as comunidades nascem de forma espontânea pela necessidade dos alunos e fora do controlo do professor, mas desempenham um papel de relevo na aprendizagem dos alunos. No entanto, é difícil de ser seguida para contar como elemento de avaliação. Uma outra questão em termos de recolha de dados para avaliação refere-se ao registo automático desses dados. No curso de tipo 3, visto que as interacções se estabelecem fora de uma plataforma e em suportes escolhidos pelos alunos, como as redes sociais por exemplo, o controlo escapa por completo ao professor. Mas neste tipo de formação é suposto o professor ter acesso a esses dados e usá-los para avaliação? Será que todos os passos que o aluno percorre têm de ser dados a considerar na avaliação? E que tipo de avaliação? Como já muitos colegas referiram é preciso saber que parâmetros se pretendem avaliar, que objectivos se pretendem atingir. Qual é a finalidade de cada proposta de formação e se é necessário ela ter uma avaliação/ certificação que legitime e reconheça os conhecimentos adquiridos e os valide perante outras instituições. Nem sempre isso é necessário.

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Concepção e Avaliação em E-Learning Olá a todos,

Olá colegas,

A questão prática da Cecília põe em causa os momentos de avaliação. Se começamos por prédefinir os parâmetros de avaliação, eles seguem para guiar o trabalho do aluno ao longo do tempo da tarefa, o que segundo Barberà é uma das vantagens dos cursos online. Assim sendo, não se pretende fazer uma avaliação pelos mínimos, mas sim definir padrões de organização orientadores. Quanto aos resultados, eles podem ser surpreendentes quer pela positiva quer pela negativa, porque o professor já não é o guia/ controlador do processo. É isso que acontece quando há mais liberdade e o conhecimento é construído colaborativamente. O que a Cecília pergunta é qual é a forma de premiar os alunos que revelam mais empenho e que se destacam no seu percurso de aprendizagem? Ajustam-se os critérios pré definidos de avaliação? Incluem-se nesses critérios um bónus também definido à priori? Como ultrapassar esta situação e ajustar a avaliação dos resultados com os objectivos?

O Marco expôs neste post as diferenças entre a avaliação de um processo de aprendizagem que irá consubstanciar-se num determinado produto e a avaliação do produto conseguido. Nos textos que lemos, vemos uma preocupação constante de se proceder à avaliação do processo de aprendizagem. Como pode o professor ter informação sobre esse processo? Todos os autores são unânimes em defender ferramentas transparentes e de controlo visível das interacções - e-protfolios, foruns ... - para seguir o processo de aprendizagem dos alunos.

Lanço a questão, mas não tenho resposta.

Isso quer dizer que embora o sistema de ensino aprendizagem se baseie em formas colaborativas de construção de conhecimento, há todo um percurso individual/ pessoal que pode ser tornado visível e controlável através de ferramentas online. Esta é uma vantagem dos cursos online sobre o ensino presencial. Neste forma de ensino, ser o primeiro, ser competitivo são atitudes que não serão valorizadas por si. As competências a desenvolver neste tipo de ensino, não são as da competitividade , mas sim as da harmonia, da resolução de problemas de forma concertada, a capacidade de análise das situação de vários pontos de vista, o entendimento mais profundo dos modos de funcionar e de aprender do grupo….

Olá António e demais colegas, Eu cheguei tarde a esta discussão que já vai bastante longa, por isso estou na posição descrita pela Mariana: “um colega que chega atrasado a uma discussão também se pode sentir desse modo” ( em desvantagem) É verdade que quando não se consegue acompanhar com a assiduidade necessária o desenvolvimento das actividades, acabamos por nos sentir um bocado “ um peixe fora de água”. No entanto, a leitura atenta dos posts são uma valiosa fonte de informação, pois permitem ver muitos ângulos das questões e as diferentes perspectivas , dúvidas do colectivo que são enriquecedoras, pois de outro modo , não ocorreriam. Dessas contribuições e diferentes perspectivas nasce um entendimento mais profundo das questões em debate. Por isso, penso que não é pelo facto de se ser o primeiro a lançar a questão que se ganhe vantagem nem ser o primeiro a fazer uma determinada actividade é o objectivo. Não sei se ganha vantagem avaliativa. ( Tem é o privilégio. Por assim dizer , de ter mais liberdade nas suas escolhas e perspectivas. ) Pois nesta forma de aprendizagem - colaborativa, não me aparece que ser o primeiro seja uma estratégia de mais valia. Ela pode ser sim um ponto de partida em volta do qual os membros do grupo actuem nessa construção colaborativa. Nunca pensei na participação colaborativa como uma corrida para o primeiro lugar. Acho que é exactamente o oposto que se pretende: Não uma competição, mas uma colaboração. Nesse sentido, creio que devemos definir em termos de avaliação parâmetros que estejam em sintonia com esse objectivo – a colaboração. Isso que dizer que a qualidade das interacções que são geradas para levar a bom termo uma determinada tarefa são mais importantes do que a quantidade de posts irrelevantes. A ordem pela qual a aprecem podem não ser relevantes em termos de avaliação. Mais uma vez , é preciso determinar bem os parâmetros de avaliação, em função do tipo de tarefa que se espera que os alunos desenvolvam.

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Concepção e Avaliação em E-Learning Learning ACTIVIDADE 4 -Actividades, Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online

No desenvolvimento da actividade 4 de CAEL -Actividades, Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online, foi realizada uma análise comparativa de dois artigos, procurando aspectos em comuns e as vantagens de usar tanto blogs como foruns de discussão assíncrona na avaliação da aprendizagem online. Observamos que ambas as ferramentas são assíncronas e permitem dar a conhecer publicamente o desenvolvimento do processo de aprendizagem individual, por um lado e por outros servir de base para o estabelecimento de uma comunidade de aprendizagem online uma vez que estas ferramentas permitem o diálogo entre os diferentes intervenientes – e alunos e ee professores em primeiro lugar e em segundo lugar alargar a comunidade uma vez que a visibili visibilidade no caso dos blogs proporciona oportunidades de dar a conhecer o trabalho desenvolvido publicamente. A primeira versão desse trabalho está disponível em http://my.brainshark.com/CAEL-Metodologias Metodologias-einstrumentos-de-avalia-o-online-275350590 275350590 Algumas observações e apontamentos de leitura dos dois artigos: Há muitos pontos de contacto entre os dois textos que podemos explorar tendo em conta que os eportfolios são também instrumentos de ” comunicação assíncrona” se entendermos que quando publicamos os posts estamos a comunicar com um público anónimo. Mas estamos a abrir as portas para uma corrente de comunicação através dos possíveis comentários. A vantagem dos e-portfolios portfolios é que podem ser publicados de forma independente e ficarem visiveis para um público mais vasto e não apenas a comunidade de aprendizagem a que se pertence. Aspectos comuns aos e-portfolios portfolios e aos foruns assíncronos é serem ferrramentas ferrramentas com um forte potencial para serem utilizados para -Promoção Promoção da aprendizagem e da avaliação centrada no aluno; -Promoção Promoção de oportunidades de desenvolvimento de capacidades específicas do aluno online – auto reflexão, auto-regulação e meta-cognição, cognição, literacia literacia digital e desenvolvimento da expressão escrita; -promoção promoção oportunidades de avaliação da e para a aprendizagem; - formação de comunidades de aprendizagem - promoção de oportunidades de gerar circulos de feedback envolvendo todos os intervenientes no processo de aprendizagem alunos/ professores


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TEXTO 1- Apontamentos do texto (1) dos e-portfolios: A avaliação por Portfolios em papel já não é novidade. Mas, os e-portfolios trazem vantagens que se prendem com a visibilidade e o público que alcançam, bem como a possibilidade de estabelecer links internos e externos ou seja gerar um hipertexto, coisa que não é possível fazer com um portfolio em papel. Os e-portfolios podem ser usados em contexto educativo para consubstanciar três objectivos fundamentais do processo de aprendizagem: - o e-portfolio de desenvolvimento que é o resultado de um processo de construção orientado pelo estudante e que segue várias etapas – recolha, selecção, reflexão e conexão. - o e-portfolio de apresentação que é uma espécie de currículo vitae em constante construção que establece ligações para uma base de dados online contendo informação pessoal e profissional, referencias e provas relevantes de competências obtidas no decurso do trabalho ou aprendizagem ( trad. minha) - o e-portfolio de avaliação (assessment) usado como um instrumento essencial no ensino online para melhorar o desempenho dos estudantes, permitir a partilha de ideias e feedback. Estes portfolios são um “ work in progress” e um instrumento para promover a aprendizagem colaborativa, são uma forma de comunicação essencial no desenvolvimento das relações inter-pares e como tal de uma comunidade virtual de aprendizagem uma vez que através deles são partilhados recursos. Vantagens do s e-portfolios tendo em conta as várias fases: A recolha e selecção do itens pode é facilitada por estar em formato digital. È mais fácil e rápido, e pode ser reorganizada consoante os objectivos a que se destina o e-portfolio. Há mais flexibilidade no seu uso. Pode ser individual ou de grupo. Pode ser partilhado. Reflexão é uma forma de aprendizagem que vai integrado a experiência acumulada e permite desenvolver outras competências. A projecção ou direcção – por serem digitais são passíveis de constante reestruturação;podem ser partilhados com os outros ( professores e colegas);são a base de comentários colaborativos, revisão e discussão. Podem incorporar muitas possibilidades multimédia de apresentação, links Para avaliação o e-portfolio promove formas mais individuais , reflectivas , interactivas e autênticas de avaliação em comparação com formas de avaliação automática assistida por computador. Os e-portfolios podem funcionar como repositórios dos trabalhos (produtos) realizados pelos alunos à semelhança de um repositório de objectos de aprendizagem, e podem também tal como estes serem reorganizados, reordenados e reutilizados de formas diferentes consoante os objectivos a que se destinam. O ensino baseado em objectos de aprendizagem deixa de ter uma estrutura narrativa e permite uma maior flexibilidade dos diferentes percursos de aprendizagem uma vez que é dada a hipótese de escolha de temas/ projectos/ actividades a desenvolver. Cada aluno pode construir o seu percurso de aprendizagem com base nas suas opções. A reflexão e a interconectividade são aspectos fundamentais do curso online desenvolvido a partir de objectos de aprendizagem. Os alunos também vão construindo os seus objectos de aprendizagem com base numa série de instruções prévias , modos de apresentação ( artigos, powerpoints, spreedsheets..) , exploração de tecnologias e pesquisas na net, actividades de

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Concepção e Avaliação em E-Learning grupo e discussões online. A reflexão é o elemento unificador. Uma das capacidades mais difíceis de adquirir é a auto-confiança. Escolher o percurso e percorre-lo é o verdadeiro desafio do ensino centrado no aluno. As actividades para terem sucesso necessitam de instruções claras e feedback adequado do professor e de coesão na articulação dos procedimentos para aprendizagem flexível e os modos de avaliação flexível. O e-portfolio é um instrumento de avaliação que desenvolve a independência, capacidades de aprender a aprender fundamentais na aprendizagem ao longo da vida. Há muitos pontos de contacto entre os dois textos que podemos explorar tendo em conta que os eportfolios são também instrumentos de " comunicação assíncrona" se entendermos que quando publicamos os posts estamos a comunicar com um público anónimo. Mas estamos a abrir as portas para uma corrente de comunicação através dos possíveis comentários. A vantagem dos e-portfolios é que podem ser publicados de forma independente e ficarem visíveis para um público mais vasto e não apenas a comunidade de aprendizagem a que se pertence. Aspectos comuns aos e-portfolios e aos foruns assíncronos: -Promoção da aprendizagem e da avaliação centrada no aluno; -Promoção de oportunidades de desenvolvimento de capacidades específicas do aluno online - auto reflexão, auto-regulação e meta-cognição, literacia digital e desenvolvimento da expressão escrita; -promoção oportunidades de avaliação da e para a aprendizagem; - formação de comunidades de aprendizagem - promoção de oportunidades de gerar círculos de feedback envolvendo todos os intervenientes no processo de aprendizagem alunos/ professores. Os artigos que analisamos (1, 2) sobre a comunicação assíncrona e os blogs, têm um carácter orientador. Isto é pretendiam identificar boas práticas na utilização que os professores fizeram com estas ferramentas para promover a qualidade do ensino/ aprendizagem online tendo em conta o feedback, ou dito de outra forma , a geração de diálogo orientador e motivador para a aprendizagem em comunidade online. Isto pode-se inserir nesse novo paradigma do conectivismo defendido por Siemens e Downes. E tem muita razão de ser porque o ensino online que dá provas de qualidade é muito mais interactivo quer com os conteúdos quer com os intervenientes. Estes procedimentos inserem-se numa nova cultura educacional mais centrada do fazer, mostrar, investigar... num ciclo perpétuo. A questão aqui é que sair de um paradigma para outro, não é simples nem rápido, apesar das transformações serem mais rápidas, elas são também mais profundas e requerem como temos a oportunidade de experienciar, uma adaptação a novos modos de fazer. No entanto, temos de partir de competências que já temos e aplicá-las em novos contexto, adquirir outras... Isso também é um processo de aprendizagem exigente em competências e tempo. Das competências que o ensino online destacam-se algumas em particular que não são triviais - a auto-reflexão crítica e auto-regulação de procedimentos para a promoção da auto-aprendizagem. Isto extende-se à aprendizagem informal também. Em termos sociais, tudo tem de evoluir porque as coisas estão interligadas e não são estáticas, mas a sociedade tem formas de regular/ regulamentar aceites e institucionalizadas como as certificações que são necessárias para que outras instituições aceitem os factos - Um certificado de conclusão de um grau de estudos continua a ter valor institucional. São necessárias formas de reconhecer e validar conhecimentos, não chega só tê-los!! E essas formas são sempre institucionais. Por isso, creio que as universidades e demais instituições de ensino não vão

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Concepção e Avaliação em E-Learning Learning acabar e têm um papel social importante a desempenhar. Elas continuam a ser " um selo de garantia" reconhecido socialmente. São os procedimentos e os modos de ensinar e aprender que se vão alterando ao longo dos tempos como consequência de múltiplos desenvolvimentos. Bibliografia: (1)MASON, Robin; PEGLER, Chris & WELLER Martin (2004) "E-Portfolios: "E Portfolios: an assessment tool for online courses" British Journal of Educational Technology Technology, Vol 35 Nº6 (717-727) http://www.sarasotaintranet.usf.edu/ir/Documents/DistanceLearning/mason.pdf (2)VONDERWELL, Selma.; LIANG, Xin & ALDERMAN, Kay (2007) "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning" Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309 http://eric.ed.gov/PDFS/EJ768879.pdf

Texto 2 -Visibilidade Visibilidade e ganhos no percursos de aprendizagem Para abrir o debate e respondendo ao convite da professora desta U. C, referi um dos aspectos comuns aos dois artigos (1. 2) que o Marcus e eu analisamos comparativamente para esta actividade : A visibilidade Uma das grandes vantagens que o ensino/ aprendizagem online permit permite é a visibilidade do percurso de aprendizagem, quer através ravés de discussões assíncronas, assíncronas quer através dos e-portfolios portfolios (blogs) e dai a abertura para procedimentos de avaliação mais transparentes e suportados pela comunidade de aprendizagem, que leva a dese desenvolver em pleno a dimensão da avaliação para a aprendizagem. Ao ler os artigos que o Marcus e eu seleccionamos para trabalhar, dei dei-me me conta das potencialidades destas poderosas ferramentas para o desenvolvimento das competências relacionadas com a (auto) avaliação para a aprendizagem. Mas o verdadeiro poder , está na capacidade de tanto e-professores e professores , como ealunos as usarem nesse sentido. Não basta ter acesso a essas ferramentas. Aquilo que realmente lhes dá valor é a forma como são usadas. De qualquer forma forma elas são instrumentos mediáticos. O que conta na verdade são as inter-relações, inter relações, ou dito de outra forma, o estabelecimento de uma comunidade de aprendizagem, concordam? No desenvolvimento do tema , os colegas c nos seus posts foram referindo aspectos que também são apontados por Vonderwell et all (1) - a avaliação do percurso de aprendizagem e a aprendizagem partilhada ( o desenvolvimento de uma comunidade de a aprendizagem que sustenta a aprendizagem): aprendizagem)


Concepção e Avaliação em E-Learning “…servem paralelamente para realizar uma avaliação de percurso formativo, permitem aos alunos uma aprendizagem partilhada e sustentada.” Joaquim Pinto - o desenvolvimento de uma consciência crítica e autocrítica do trabalho desenvolvido: …somos "obrigados" a reflectir e a analisar o nosso percurso de aprendizagem. Assim, de forma mais consciente, podemos fazer uma auto-avaliação mais concreta e objectiva” Eduarda Rondão - desenvolvimento de competências auto-reflexivas reguladoras da aprendizagem “Mas os maiores trunfos da utilização destas ferramentas, são a reflexão e o registo de actividades. Ao fazê-lo obriga-nos a aprender, a associar, a reflectir, a pensar, etc” Joaquim Pinto - estruturar e ampliar as aprendizagens: “um fio condutor, lógico e determinado que nos leva nos faz perceber a "espinha dorsal" das aprendizagens a realizar e estender as aprendizagens a caminhos transversais” Joaquim Pinto - avaliação final das aprendizagens realizadas: “À medida que vamos construindo o nosso conhecimento e a nossa aprendizagem, vamos construindo a nossa avaliação” Ana Marmeleira Questões problematizadoras da modalidade de ensino online foram levantadas tendo em conta a visibilidade e a construção da comunidade de aprendizagem bem como o papel dos seus intervenientes: Foram referidos aspectos como: - O rigor científico. Como pode a comunidade de aprendizagem realizar aprendizagem com rigor cientifico? A exposição ( visibilidade) não garante por si que haja rigor cientifico nos posts, mas a comunidade de aprendizagem, orientada pelo e-professor promove esse rigor científico. -O plágio A visibilidade também pode ser um mecanismo de combate ao plágio dado que os trabalhos estão publicamente expostos. -O papel do e-professor Orientador do percurso de aprendizagem e garante de rigor científico. Não deve intervir demasiado, mas não pode estar ausente, pois a sua presença é uma referência e um apoio para a comunidade, uma vez que ele é o expert. -Feedback Embora numa comunidade de aprendizagem online os alunos interajam bastante uns com os outros, o seu feedback pode não ser suficiente para ajudar no processo de regular as aprendizagens e de desenvolver o rigor cientifico, sendo por isso a presença e intervenção do e-professor desejável e necessária

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Concepção e Avaliação em E-Learning -Timidez e exposição pública: A visibilidade inerente à publicação de posts quer nos fóruns de discussão quer nos blogs pode constituir um problema para alunos mais tímidos e é em si algo inovador face às práticas do ensino tradicional. Mas, é imperativo ultrapassar essa barreira, porque no ensino online, os alunos só conseguem marcar a sua presença social mostrando-se visivelmente através dos seus trabalhos, neste caso dos posts. Como a modalidade de ensino/ aprendizagem assenta na formação de uma comunidade de aprendizagem online, a participação de qualidade é um aspecto imprescindível no processo de aprendizagem. “O aluno online tem de fazer esse esforço, especialmente em função do curso que está a frequentar. É uma competência que ele tem de adquirir”. Ana Marmeleira -Convergência e divergência de pontos de vista Esta comunidade deve ser fomentada de forma a proporcionar um clima favorável à exposição de pontos de vista. As discussões resultam de um trabalho em grupo, em que todos são responsáveis por participar, partilhando o conhecimento e manifestando abertura para opiniões diferentes. Ao responder a um colega, o estudante também aprofunda os seus conhecimentos sobre determinado assunto de forma mais vincada do que se o fizesse individualmente. Para que o diálogo resulte em aprendizagem é necessário que os aprendentes interajam entre si e com os materiais do curso a um nível profundo – o que pode ser alcançado pela facilitação pelos pares (Baran, & Correia, 2009). A facilitação por parte do formador para encorajar a participação dos estudantes opera-se pela mediação em três categorias: organizacional, social e intelectual (Baran, & Correia, 2009). Paula Silva Ferramentas de comunicação dentro do seio da comunidade Os foruns de discussão e blogs são alguns dos suportes mais utilizados para o estabelecimento do diálogo no ensino online, mas a comunidade de aprendizagem deve ter liberdade para usar outras ferramentas de comunicação mediada , como e-mails, ferramentas colaborativas , etc. Estilos cognitvos “O estilo das pessoas é a forma automática como respondem à informação e às situações.” Não temos consciência do nosso estilo porque nunca experimentámos outro.” (Riding, R. (2003) Os estilos cognitivos são um aspecto interessante desta discussão que põe a questão: estilos cognitivos Vs estratégias de aprendizagem. Por um lado, temos uma definição de estilos cognitivos como algo imutável e inerente ao indivíduo, por outro lado temos as estratégias de aprendizagem que são modos de fazer que se vão modificando, aperfeiçoando ao longo do processo de aprendizagem. Quais as consequências dessas modificações no estilo cognitivo de cada individuo? Pode o ensino online que desenvolve uma forte consciência reflexiva, ajudar a desenvolver uma maior consciência do estilo cognitvo do “ eu” e assim influenciar a sua forma de responder à informação e às situações? O estilo cognitivo dos alunos é um dos aspectos que devemos ter em conta ao dinamizar as actividades de aprendizagem, porque os cursos online contemplam alunos com diferentes estilos cognitivos. Mas isso é uma vantagem quando se trabalha em grupo, numa comunidade de aprendizagem, pois enriquece a nossa perspectiva pois permite desenvolver outros modos de aprendizagem. Se por um lado, partimos para as actividades com um estilo cognitivo que nos é inato, a aprendizagem em comunidade e os diferentes ambientes de aprendizagem proporcionam oportunidades para desenvolvermos novas capacidades de aprendizagem e para aperfeiçoar outras fornecendo " alimento", input. Tal como o Marco referiu, no ensino presencial, pelo menos na versão que experimentamos,

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Concepção e Avaliação em E-Learning havia o culto do silêncio e portanto poucas oportunidades de diálogo para discutirmos os tópicos. John Seely Brown falava da importância do diálogo na construção do conhecimento e no desenvolvimento de estratégias de aprendizagem. -aprendemos mais em interacção com os outros. - Neste aspecto , aprendizagem online , através de foruns de discussão é uma grande vantagem. Sincronia e assíncrona dos fóruns assíncronos Quando há muitos alunos a participar ao mesmo tempo num mesmo fórum, ele aproxima-se mais da sincronia. O overload de informação torna-se mais difícil de seguir. Por isso há que recorrer a técnicas de organização dos posts para a leitura que a própria ferramenta de fóruns assíncronos permite. A leitura por sequência hierárquica permite situar as intervenções dos alunos no contexto e seguir “ o fia à meada”, as leitura pela mensagem mais recente permite fazer uma leitura seleccionada e certificar-se que não passou nenhum post importante. Bibliografia: BARRETT, H (200). "White Paper: Researching Electronic Portfolios and Learner Engagement". In Journal of Adolescent and Adult Literacy (JAAL-International Reading Association). http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.123.1428&rep=rep1&type=pdf CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings. http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf HAMMOND, Michael (2005) “A review of recent papers on online discussion in teaching and learning in higher education” Journal of Asynchronous Learning Networks. http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.109.1716&rep=rep1&type=pdf MASON, Robin; PEGLER, Chris & WELLER Martin (2004) "E-Portfolios: an assessment tool for online courses" British Journal of Educational Technology, Vol 35 Nº6 (717-727) http://www.sarasotaintranet.usf.edu/ir/Documents/DistanceLearning/mason.pdf VONDERWELL, Selma.; LIANG, Xin & ALDERMAN, Kay (2007) "Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning" Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309 http://eric.ed.gov/PDFS/EJ768879.pdf ___________________________________________________________________

TEXTO 3 - Discussão assíncrona, aprendizagem e avaliação A discussão assíncrona encontra-se entre as ferramentas mais poderosas e usadas no ensino online. Mas o seu bom uso exige experiência e bom senso da comunidade de aprendizagem. Quais são as boas práticas de utilização? Wolf (1)chama a atenção para o uso exagerado desta ferramenta. Com a sua investigação, chega à conclusão de que não é necessário que os alunos leiam todos os posts e que posts muito longos não trazem vantagens para a discussão, sendo desencorajadores quanto à participação de alunos menos activos, portanto prejudicam o processo de aprendizagem individual.

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Concepção e Avaliação em E-Learning Por seu lado Vonderwel et all (2) chamam atenção para as boas práticas no uso de discussões assíncronas. O que a discussão permite e o que efectivamente se consegue são realidades distintas. Esta ferramenta é muito usada para desenvolver e suportar a comunidade de aprendizagem. O eprofessor têm través dos registos escritos dos alunos , os posts , uma visão do desenvolvimento do percurso de aprendizagem da comunidade e dos indivíduos. Face à visibilidade de todo o processo, os alunos são levados a uma auto-reflexão, auto-regulação dos seus produtos e processos de aprendizagem, desenvolvendo assim uma consciência mais crítica. Através do uso de fóruns de discussão é possível desenvolver duas dimensões críticas do ensino/aprendizagem online: a avaliação para a aprendizagem (dito por outras palavras uma avaliação orientadora e contínua do processo de aprendizagem do aluno) e a avaliação da aprendizagem. Aspectos importantes do ensino online como a colaboração, a avaliação pelos pares e a auto–avaliação, a autonomia, que levam à verdadeira aprendizagem centrada no aluno podem ser suportados e desenvolvidos através desta ferramenta. O uso per si de um fórum de discussão não garante que se consigam alcançar esses objectivos e que haja ganhos/ vantagens para a avaliação e para o processo de construção de conhecimento e desenvolvimento de competências. As boas práticas que o artigo descreve redefinem o papel do e-professor e dos alunos. Se por um lado o papel do e-professor de ser mais de mentor, orientador ou facilitador, deixando de estar nele centrado a fonte de conhecimento, os alunos, interagindo em comunidade com os conteúdos e com os seus pares, passam a ser o centro de todo o processo de aprendizagem. No entanto, cabe ao e-professor propor linhas de orientação das discussões, e certificar-se de que há um fio condutor das discussões e que todos intervenientes têm a oportunidade de participar. Como é que os fóruns de discussão devem ser estruturados para melhorara aprendizagem? Boas práticas para o sucesso dos fóruns de discussão sugeridas pela investigação e tendo como base a perspectiva e as necessidades dos alunos são: -Instruções claras quanto ao que os estudantes devem fazer; -Determinar à priori os critérios de avaliação das participações dando a conhecer esta informação aos alunos, - Propor variedade de formas de avaliação dos foruns -Determinar um número mínimo de participações para cada aluno; - Terem um fio condutor e não haver muitas raízes para não haver dispersão; - Propor reflexão dos posts dos colegas; - Usar a modalidade de Role Play - usar perguntas abertas que suscitem o aprofundamento do tema(s) em discussão - dar feedback regular no sentido de manter o fluxo da discussão e aumentar a qualidade das participações - promover o equilíbrio entre a estrutura dos fóruns e a autonomia dos participantes Este estudo, que toma por medida a perspectiva dos alunos, conclui que as técnicas acima referidas são as que mais promovem actividades enriquecedoras de aprendizagem, estimulam a participação de

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Concepção e Avaliação em E-Learning Learning qualidade, o aprofundamento dos assuntos, desenvolven desenvolvendo do simultaneamente um processo de auto e hetero-avaliação, avaliação, de regulação dos mecanismos de aprendizagem, autonomia bem como competências de escrita, análise e síntese. Em termos práticos, a participação dos alunos exige a leitura dos posts e a colocação dos seus próprios posts procurando gerar um diálogo através do qual o tema ou temas são desenvolvidos/ aprofundados e problematizados com os diferentes contributos dos participantes, participantes, num fluxo que pode ser mais ou menos controlada pelo e-professor. professor. Num fórum de discussão há que se ter uma visão geral do assunto em discussão e essa visão é conseguida através da leitura de todos os posts. Cabe a cada interveniente usar de várias estratégias de leitura, tais como a leitura rápida e vertical e a leitura atenta e mais pormenorizada, fazendo um filtro dos posts com maior ou menor informação relevante. Esta é uma estratégia a desenvolver. Bibliografia 1-Wolf, B. & Dosdall, M. (2010) Weighing the Risks of Excessive Participation in Asynchronous Online Discussions against the Benefits of Robust Participation. MERLOT Journal of Online Learning and Teaching Vol. 6, No. 1. 2- Vonderwell, Selma, Liang, Xin e Alederman, Kay , Asynchronous Discussion and Asessment sessment in Online Learning in Journal of Reaseach on Techonoly in Education, Spring 2009

TEXTO 4 – Tipos de leitura e gestão da leitura nos fóruns de discussão: Uma das questões levantadas no forum é de carácter prático e refere-se se à gestão da leitura dos posts? Como seguir um fórum de discussão? Que tipo de leituras realizar? Para responder a esta questão procurei investigar tipos de leitura e ter em conta onta a minha própria experiência de aprendizagem de leitura e de seguir as discussões.

Ilustração 3- Tipos de leitura

Para seguir e participar num fórum de discussão, os alunos têm de usar estratégias de leitura adequadas aos seus objectivos. Há tipos e níveis de leitura diferentes – mais is rápido e superficial para se ter uma perspectiva global dos assuntos ou mais lenta e em profundidade. A chamada leitura de pormenor. Harlow apresenta cinco tipos de leitura: -Scanning – procura selectiva de informação que implica a atenção a tópicos, palavras palavras chave… -Skimming- é uma leitura superficial do texto para retirar a informação mais relevante -De significado – implica uma visão ampla do conteúdo para filtrar as informações principais das acessórias. -De estudo – implica a absorção mais profunda dos conteúdos, exige releitura e resumos.


Concepção e Avaliação em E-Learning -Crítica – neste tipo de leitura estabelece-se comparação entre a informação do texto e os conhecimentos prévios do leitor. Podemos também identificar níveis de leitura: (3) • Leitura Elementar – Compreensão básica de vocabulário e frases • Leitura por Inspecção = Leitura rápida • Leitura Analítica (apropriada ao texto académico) = Leitura completa • Leitura Comparativa (apropriada ao texto académico) = Leitura de várias obras relacionadas O professor está a ler para avaliar quer sob o ponto de vista da avaliação para a aprendizagem, quer da avaliação da aprendizagem. Mas ele pode recorrer a instrumentos de análise de conteúdo como as rubricas, tal como a professora Lúcia explicou. O aluno não faz isso, ele tem de filtrar a informação dos posts e decidir quais os mais importantes, responder tendo em conta o que foi dito, enfim apropriar-se da informação, digeri-la, e ter sobre ela uma perspectiva crítica. Nem sempre tem de ser convergente, pois a riqueza/vantagem das discussões são a apresentação de vários pontos de vista. Isso, é claro, é um tipo de competências que exige muito tempo. Como os foruns são constituídos por posts escritos, ainda exige mais tempo, pois temos de pensar, estruturar e escrevê-los. A exigência em termos de tempo parece ser uma desvantagem, mas, se tivermos em consideração que estes registos são uma preciosa fonte de informação, penso que compensa. Se tudo o que aqui foi escrito, fosse dito, muita informação estaria perdida. Assim há sempre a possibilidade de revisitar os posts, procurando informação específica sobre um determinado assunto, comparar pontos de vista… De facto, esta forma de interagir, como o Nuno Oliveira referiu, consume mais tempo, mas também compensa porque a informação registada, constitui uma fonte rica e importante para que cada aluno desenvolva o seu próprio percurso de aprendizagem. As competências de leitura e de escritas são inerentes a estas actividades. Bibliografia: (1) http://www.slideboom.com/presentations/17412/tipos-de-leitura (2) http://www.jcu.edu.au/school/tbiol/zoology/local/reading.pdf (3)http://professorhugo.blogspot.com/2005/07/tipos-de-leitura.html (4) MACHADO, João Luís Almeida, Conhecendo os recursos de aprendizagem Online: Foruns de discussão acessível em http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/diario/Conhecendo-os-recursosde-aprendizagem-on-line.pdf

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CONCLUSÃO: Em conclusão, as leituras realizadas da bibliografia indicada e de outra sugerida pelos colegas ou pesquisa para aprofundar alguns aspectos que mais me suscitaram curiosidade foram fundamentais para o desenvolvimento das aprendizagens nesta UC, onde se pretendeu tomar consciência da teia de factores que influem na concepção de cursos online de qualidade e da sua interligação para promover também o sucesso da formação. Observamos, que nem sempre a qualidade e o sucesso são factores directamente associados, numa relação de causa /consequência. No entanto, a qualidade do design, do apoio e da comunicação entre os elementos envolvidos são elementos essenciais na promoção da qualidade e do sucesso dos alunos. Estes aspectos são mencionados quer na literatura, quer nos nossos fóruns de discussão, onde partilhamos ideias, pontos de vista e experiências de aprendizagem. Os fóruns de discussão foram um elemento fulcral para a aprendizagem, pois neles são postas dúvidas, questões, e levantados problemas, que fornecem novas perspectivas sobre os assuntos em estudo, gerando assim uma importante fonte de conhecimento motivadora da reflexão. A dinâmica da comunidade de aprendizagem gerada desta forma foi um elemento essencial no desenvolvimento da aprendizagem individual. A visibilidade do processo, a comunicação assíncrona permite pensar, reformular os textos produzidos desenvolvendo-se assim uma maior capacidade de reflexão e de auto-regulação das aprendizagens. O processo sempre interactivo de leitura/escrita, inerentemente obriga ao desenvolvimento de competências de escrita e de estruturação do pensamento e consequentemente dos textos produzidos. A partilha de experiências relativamente ao processo de adaptação e de desenvolvimento do percurso de aprendizagem em ambiente online ajuda a eliminar a sensação de isolamento e a nos sentirmos mais integrados. A presença próxima do eprofessor, orientador e condutor do percurso ajuda a essa integração. No ambiente online, onde toda a interacção é mediada por computador e a comunicação normalmente assíncrona, a presença social activa dos elementos do grupo de trabalho, do e-professor são indispensáveis para ultrapassar a barreira física da distância. Estes foram nesta UC os aspectos chave e os factores de qualidade que mais destaco. Quanto a condições e saberes do perfil do aluno, destaco a vontade de aprender e de arriscar, explorar novos ambientes e formas de aprender; uma atitude exploratória para ir mais além, para ultrapassar as dificuldades que se encontram ao longo do percursos. Aprender é um investimento em nós próprios e nos outros. Em termos práticos, aprender online requer uma boa gestão do tempo, em especial no caso de trabalhadores estudantes e uma noção mais realista dos objectivos pessoais de aprendizagem. Como a maior parte da comunicação é escrita, os textos têm de ser lidos e este ciclo comunicacional de leitura/ escrita é bastante exigente em termos de tempo. Os ambientes de aprendizagem virtuais exigem também domínio progressivo das tecnologias e a aprendizagem de procedimentos novos ou de uma transposição de procedimentos para novas situações. Em termos pessoais, as minhas competências de escrita e leitura, de reflexão e auto-crítica foram bastante desenvolvidas, assim como as competências técnicas no domínio de algumas ferramentas de comunicação assíncrona. Em muitos aspectos, houve um “revamp” de competências de aprender a aprender, pois a modalidade de trabalho de grupo online assim o exige.

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Concepção e Avaliação em E-Learning Learning Quanto à liberdade de escolha de temas ou de percursos de aprendizagem aprendizagem a seguir, penso que este curso têm muita qualidade, pois permite que cada aluno aluno faça o seu percurso pessoal de uma forma interligada e construtiva. E constato que os ambientes online são mais propícios para a aprendizagem destas competências, pois a comunicação comunicação assíncrona permite pensar, reflectir e construir textos mais estruturados. Isso também disciplina o pensamento e estrutura-o. Em termos de formas de avaliação, destaco a avaliação para a aprendizagem e avaliação da aprendizagem. A primeira porque permite uma maior consciencialização do percurso realizado e a realizar, obrigando a uma constante auto-reflexão auto crítica e auto-regulação regulação dos processos de aprendizagem por parte do o aluno – o aprender a aprender –.. Na sociedade actual, essa é uma competência essencial a desenvolver. Se por um lado, aprender online exige uma transposição de procedimentos mais característicos da aprendizagem presencial, por outro lado há medida que se torna mais parecido com o presencial (com a incorporação dos trabalhos de grupo, comunicação síncrona, por exemplo) é preciso desenvolver diferentes competências quer de modos de trabalho, quer técnicas. A segunda forma de avaliação é institucional e socialmente almente importante, pois é desta forma Ilustração 4 - Investigação e qualidade que os conhecimentos adquiridos são reconhecidos e esse processo legitima legiti as aprendizagens aos olhos da sociedade. A avaliação não se resume apenas ao lançar dos resultados, é necessário haver investigação dos procedimentos, imentos, observar e divulgar boas práticas num movimento ascendente de procura de melhorar a qualidade do ensino/aprendizagem online. Por isso, e pelo facto desta modalidade de ensino/ aprendizagem ser relativamente nova, este é um campo de investigação essencial – Investigar a avaliação/ melhorar a qualidade.

Concepção e Avaliação em E-Learning  

Reflexões pessoais resultantes das activiades de aprendizagem realizadas nesta Unidade Curricular do Mestrado em E-Learning - Universidade A...

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