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FINANÇAS

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A FÓRMULA DOS PREÇOS NA INDÚSTRIA Supondo que determinada fábrica desenvolveu o produto A e deseja calcular o preço, com base nos seguintes dados: ! Matéria-prima do produto A: R$ 3 ! Custos fixos mensais: R$ 100 mil ! Base de rateio para o produto A: 40% dos custos fixos ! Quantidade estimada de venda mensal: 10 mil unidades ! Gastos variáveis em percentual da receita: 15%, sendo 5% de comissão e 10% de impostos ! Despesas fixas em porcentual da receita: 20%, sendo 15% da receita referente ao ano passado em que as despesas fixas foram de R$ 300 mil e receita de R$ 2 milhões e 5% relativos à previsão de aumento dessa despesa fixa ! Lucro em porcentual da receita: 15% Confira a seguir o cálculo:

preço total 34 abr/mai/jun 2012 [ BRASIL EM CÓDIGO ]

INDÚSTRIA A definição de preços na indústria precisa começar desde o momento em que se prevê o lançamento de um item. Primeiro, é fundamental fazer uma pesquisa de mercado para avaliar o preço de venda de produtos similares e, assim, definir quanto o consumidor está disposto a pagar naquele item. O próximo passo é avaliar os custos envolvidos. Existem os custos diretos e variáveis e os indiretos, que são os fixos. “Os custos diretos e variáveis são aqueles envolvidos na produção, como os gastos com as matérias-primas. Os indiretos são os fixos, que o fabricante vai gastar de qualquer jeito, desenvolvendo o produto ou não, como colaboradores e contas de água e luz”, explica Viesti. Outros fatores precisam ser

levados em consideração. “Somados aos custos, devem ser embutidos os impostos e as margens de lucro que de deseja obter”, reforça Lima. Com essas etapas concluídas, volta-se ao início do ciclo, verificando se a produção chegou ao preço planejado inicialmente. Caso o valor esteja fora da realidade do mercado, provavelmente existem falhas em alguns processos. “Se o meu concorrente consegue colocar um produto no mercado a R$ 15 e no meu processo de produção de um item similar esse custo é muito maior, preciso avaliar porque não consigo chegar nesse resultado. O fabricante pode, por exemplo, estar comprando insumos a um preço muito alto ou ter elevados custos fixos, o que aumenta o preço do produto final”, finaliza o consultor do SEBRAE-SP.

Brasil em Código - 4ª Edição  

Conheça a história do código de barras e como sua evolução é essencial para as empresas conquistarem um diferencial competitivo. Veja também...

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