HANDS ON 33

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LA TAMBOUILLE

Restaurante criado por Giancarlo Bolla e hoje comandado por sua filha, Carla, une tradição, refinamento e hospitalidade

MAYRA NARDY

DIRETORA DE PORTFÓLIO DA RX (REED EXHIBITIONS) E PRIMEIRA MULHER A ASSUMIR A DIREÇÃO DO SALÃO DO AUTOMÓVEL EM MAIS DE 60 ANOS, REVELA COMO A COMBINAÇÃO DE DADOS, IA E EXPERIÊNCIA IMERSIVA ESTÁ REINVENTANDO O SETOR DE FEIRAS E EVENTOS

EMPREENDEDORISMO

Nelson Cury, Presidente da Topema Innovations celebra seis décadas de tradição, inovação e sustentabilidade da companhia

FUTURO

Lideranças femininas falam sobre suas conquistas em 2025 e expectativas para o Brasil em 2026

Variedade, qualidade e confiança, gerando vendas e satisfação para o seu cliente.

Acesse: /mondialbr

CEOGrupo On Media e Publisher HANDS ON OTAVIO NETO

O ANO QUE TERMINA, O FUTURO QUE COMEÇA

Em um trimestre marcado por mais de 900 eventos e um impacto de R$ 5 bilhões na economia paulistana, fica claro: São Paulo respira negócios, criatividade e oportunidades. E para falar sobre como os dados e a tecnologia estão revolucionando esse setor, trouxemos uma entrevista exclusiva com Mayra Nardy, diretora de portfólio da RX e primeira mulher a comandar o Salão do Automóvel em seis décadas. Ela celebra as experiên-

UMA REVISTA PARA QUEM ACREDITA NO PODER DAS CONEXÕES E DA INOVAÇÃO, REPLETA DE INSPIRAÇÕES PARA

ABRIR OS CAMINHOS PARA UM 2026 AINDA MAIS PROMISSOR

cias que prometem encantar os visitantes e fala sobre a valorização da liderança feminina no mercado de trabalho.

Esta edição traz também entrevistas com cinco líderes mulheres de diferentes setores sobre as conquistas de 2025 e expectativas para o próximo ano. No empreendedorismo, Mônica Cury, assessora da presidência da Câmara de Vereadores de São Paulo, defende uma gestão pública com DNA empreendedor e Nelson Cury, Presidente da Topema Innovations, une tradição e inovação. E mais: mostra Celebration, de Bibiana Paranhos; tendências de moda fitness; artigos de especialistas e previsões numerológicas. Uma revista para quem acredita no poder das conexões e da inovação, repleta de inspirações para abrir os caminhos para um 2026 ainda mais promissor.

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Otavio Neto otavio@onnatv.com.br

EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL

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A HANDS ON não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados. Não é permitida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização.

Data de publicação: 19/11/2025

ASSINATURA E DISTRIBUIÇÃO +55 (11) 91307-0979 (WhatsApp)

COLABORADORES

Adelson Coelho

Professor Luís Marins

Suely de Souza

MAYRA NARDY

Liderança feminina inspiradora, ela dirige o portfólio de eventos da RX e celebra as experiências que prometem encantar os visitantes do Salão do Automóvel 2025

O ano que termina, o futuro que começa

Nelson Cury, Presidente da Topema Innovations: tradição e inovação

Bibiana Paranhos

Luxaoro apresenta novas embalagens

Cinco lideranças

avaliam 2025 e revelam expectativas para 2026

A gestão pública com DNA empreendedor de Mônica Cury

La Tambouille, o ícone franco-italiano de Giancarlo Bolla

DIVULGAÇÃO

LUIZ MARINS

Antropólogo,consultor, palestranteeescritor com37livrospublicados www.marins.com.br

SEPULTAR OS MORTOS; CUIDAR DOS VIVOS; FECHAR OS PORTOS

Passado o terremoto de Lisboa, a maior catástrofe natural da Europa que aconteceu em 01 de novembro de 1755, o rei Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer diante dos milhares de cadáveres que infestavam Lisboa. Ele respondeu ao rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos.” Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar. Muitas vezes temos em nossa vida empresarial e mesmo pessoal, “terremotos” avassaladores como o de Lisboa no século XVIII. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva. Esses “terremotos” podem ser de toda ordem: um lote de produtos com defeito que saiu de nossa indústria para o mercado sem que tenhamos detectado a tempo; nosso gerente de exportação que foi para a concorrência levando todos os nossos clientes; erros incorrigíveis cometidos por nossos funcionários em relação ao nosso melhor cliente; uma postagem nas redes sociais que nos causou enormes danos para nossa marca, etc.

Todos nós estamos sujeitos a “terremotos” na vida. Quem está competindo no mercado sabe que há “falhas geológicas” indetectáveis sob nossos pés e que podem gerar um “tremor’ a qualquer instante sem que estejamos preparados. O que fazer?

Exatamente o que disse o Marquês de Alorna ao Rei de Portugal: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. E o que isso quer dizer para a nossa vida empresarial e pessoal? Que lições podemos tirar desse conselho a D. José?

QUEM ESTÁ COMPETINDO NO MERCADO SABE QUE HÁ “FALHAS GEOLÓGICAS” INDETECTÁVEIS

SOB NOSSOS PÉS

Sepultar os mortos significa aprender com o ocorrido, tirar lições para o futuro e entender que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocar o passado debaixo da terra. Pouco ou nada resolve abrirmos uma “sindicância” para descobrir os culpados pelo terremoto. Também não adianta ficarmos discutindo como teria sido se o terremoto não tivesse ocorrido. Ou ainda se Lisboa estivesse situada fora da falha geológica que gerou o terremoto. Enterrar os mortos. E a verdade é que muitas empresas

e pessoas têm enorme dificuldade em “enterrar os mortos”. Ficam anos e anos em atitude de um eterno velório. Passado o terremoto, lembre-se, a primeira coisa a ser feita é “enterrar os mortos”.

Cuidar dos vivos significa que depois de enterrar o passado, temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto. Dar foco ao presente só será possível se enterrarmos os mortos, esquecermos o passado. Cuidar dos vivos significa reunir pessoas e bens que sobreviveram ao terremoto e rearranjá-los de forma a servirem para a reconstrução, para o novo.

Muitas empresas e pessoas não conseguem dar foco ao presente para “cuidar dos vivos”. Vivem o tempo todo na ilusão do que o problema poderia não ter ocorrido. Não conseguem se desligar. Não têm energia para “cuidar dos vivos.”

Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou

“vir de fora” enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa empresa ou de nossa vida. Significa não permitir que novos problemas nos desviem do “cuidar dos vivos”.

Fechar os portos também é necessário porque quando você está passando por um “terremoto”, seus adversários e inimigos sabem de sua fragilidade e possível desesperança. E aí quererão se aproveitar de sua fragilidade. Se você deixar seus “portos” abertos poderá ter que lutar contra os invasores, vampiros e abutres que virão espreitar a sua desgraça. Feche os portos! Os conselhos do Marquês de Alorna a D. José são de uma sabedoria indiscutível. Serviram para a reconstrução de Lisboa em 1755 e servem para nossas empresas e nossas vidas neste século XXI. É assim que a história nos ensina. Por isso a história é “a mestra da vida”. Portanto, quando você ou sua empresa enfrentarem um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos! Pense nisso. Sucesso!

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SUELY DE SOUZA

Numerologista www.numerandos.com.br

AS INFLUÊNCIAS DOS

MESES UNIVERSAIS, PELA NUMEROLOGIA, TÊM

SIGNIFICADOS EM TERMOS DE SITUAÇÕES E ATITUDES

Novembro de 2025 será

Mês Universal “2” (2025 + 11= 9 + 11 =20 = 2)

Mês Universal “2”

Este mês será marcado por associações e muitas reuniões. As decisões mais importantes devem ser tomadas em conjunto ou após uma consulta cuidadosa a pessoas de total confiança.

A vibração do 2 favorece energia de parcerias, cooperação, mas exige muita paciência. É um período mais delicado, que pede diplomacia, tato e ouvir mais que falar. Há tendência a buscar equilíbrio, harmonia e união em relacionamentos. A sensibilidade, necessidade de apoio e até alguns mal-entendidos que exigem calma para serem resolvidos serão bem presentes.

rer paz, evitar conflitos, negociação, alianças, ouvir o outro, suavizar tensões com momentos de indecisão ou hesitação, porque todo mundo quer agradar ou fugir de confronto. Período regido pelo 2 é como se fosse uma fase de gestação, onde o ideal é esperar.

O 2 TRAZ TEMAS DE DIPLOMACIA, ALIANÇAS, NEGOCIAÇÕES E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

O 2 traz temas de diplomacia, alianças, negociações e mediação de conflitos. Na política internacional vai girar em torno do diálogo e da diplomacia, mas também pode haver jogos de poder escondidos. Veremos muitas conversas de bastidores, reuniões de cúpula e tentativas de acordos. Pede paciência e cooperação, mas também pode mostrar divisões e polarizações, porque nem todos aceitam ceder.

O 2 é bom para: negociações, trabalhos em equipe, cuidar de relacionamentos, fortalecer vínculos. Também traz vibrações de cooperação, diplomacia, busca de entendimento sensibilidade, emoções, que-

É um mês que, por ser proveniente de 20, exige muita adaptação, reconstrução e consciência, pois esse número provoca momentos cruciais. Os desafios são: polarização, indecisão e manipulação política. Belas oportunidades para quem souber dialogar, mediar e fazer acordos.

Dezembro de 2025 será Mês Universal “3” (2025 + 12= 9 + 12 =21 = 2+1=3)

Mês Universal “3”

Um mês 3 convida à reflexão sobre a dualidade dos períodos de grande energia: por um lado, a oportunidade de expansão, inovação e conexão; por outro, o exagero, o risco de dispersão. O assertivo é buscar um equilíbrio, aproveitando as vibrações positivas para transformar ideias em ações concretas, sem perder o senso de moderação.

O 3 traz comunicação, debates, palavras em evidência. Expansão, alegria, mas também fofoca, críticas. A energia voltada para exposição, discursos, redes sociais, pode gerar entusiasmo, mas também dispersão e exageros.

COMO

DEZEMBRO JÁ É NATURALMENTE DE FESTAS, O NÚMERO 3 AMPLIFICA

tem muito. Foco nas eleições de 2026, em dezembro já começa a aquecer a corrida eleitoral. Expectativa de lançamentos de pré-candidaturas, alianças anunciadas, discursos de impacto para testar popularidade. Pode haver excesso e superficialidade. Muito barulho político, mas pouca decisão prática. Projetos importantes podem ficar em segundo plano, porque a prioridade será aparecer e ganhar narrativa.

ENCONTROS E CLIMA SOCIAL. MAS, EXIGE PACIÊNCIA, INDEPENDÊNCIA

E CRIATIVIDADE, POIS FAVORECE MUDANÇAS, VIAGENS, RECOMPENSAS, SUCESSO E MUNDOS NOVOS

O mês será marcado por forte movimentação política na comunicação, podendo surgir discursos inflamados, políticos vão usar entrevistas, redes sociais e discursos para chamar atenção. É um mês em que líderes e governos vão usar palavras e imagens para convencer: propaganda, discursos fortes, anúncios internacionais.

A energia do 3 também pode gerar escândalos e revelações com denúncias e debates que repercu-

Como dezembro já é naturalmente de festas, o número 3 amplifica encontros e clima social. Por ser proveniente de 21, exige paciência, independência e criatividade pois favorece mudanças, viagens, recompensas, sucesso e mundos novos. Os desafios são excesso de promessas sem prática, fake news e manipulação pela palavra.

ADELSON COELHO

Presidentedo

Conselhodo

SEMPRE JUNTOS BR

BRASIL CRESCE NA BASE; SUSTENTABILIDADE E OMNICANAL LIDERAM A EXPANSÃO PERSPECTIVAS PARA 2026:

O Brasil entra na reta final de 2025 com o PIB projetado em 2,3% a 2,4% (Boletim Focus), após 3,0% de crescimento em 2024 (IBGE). Para 2026, o Banco Mundial, projeta um PIB brasileiro na ordem de 2,2%. Embora a economia deva desacelerar por causa da Selic alta (11,25% em 2025) e do comércio global restrito. As boas notícias deverão vir do comércio, do turismo ecológico e do terceiro setor, caracterizando 2026 como um ano de recuperação setorial.

A Black Friday (BF) chegou, e o ponto-chave é o omnichannel: a loja física e o app agora trabalham juntos, dando mais liberdade ao cliente. O varejo ampliado já reflete isso, com uma projeção de crescimento de 2,8% (CNC). A expectativa este ano é de alta, R$ 7,1 bilhões só no online (+15% vs. 2024, Ebit | Nielsen), com 72% das compras começando no físico e finalizando no digital.

Além disso, teremos 15 mil novas vagas nas lojas-fábrica do Nordeste até o fim do ano (ABVTex). Para 2026, a chegada do 5G em 80% das capitais vai impulsionar as vendas por voz impulsionando um crescimento setorial de 3,2% — maior que o do PIB.

O setor de Turismo projeta alcançar 7,2 milhões de turistas internacionais neste ano (+8% em relação a

2024, segundo a Embratur), os quais devem injetar US$ 7,6 bilhões na economia. Paralelamente, o turismo doméstico movimentará R$ 210 bilhões (+11% real, MTur), com a estimativa de 59 milhões de viagens durante o verão

A Sustentabilidade deixou de ser um projeto e tornou-se uma realidade. Isso é visível na prática: o mercado já conta com pousadas que utilizam painéis solares, veículos terrestres e marítimos elétricos, e a procura por pacotes carbono neutro atinge 75% dos negócios fechados. Graças a essa expansão, o Ecoturismo tem projeção de criar 82 mil empregos formais em 2025 (projeção RAIS). Para 2026, o crescimento do setor deve ser de 8% — quatro vezes o PIB — impulsionado por inovações como novas rotas indígenas certificadas e cruzeiros elétricos na Amazônia

Apesar de a economia geral estar mais cautelosa, por causa da Selic e do cenário global, o Brasil já está pavimentando o futuro. O que vemos é uma consolidação incrível de setores como Comércio, impulsionado pelo omnichannel e pelo 5G, e um Turismo que não para de bater recordes e gerar empregos. Com a sustentabilidade virando regra, e as novas tecnologias chegando com tudo em 2026, a mensagem é clara: o crescimento que realmente faz a diferença está a caminho!

SempreJuntosBR é uma plataforma multi-setorial de networking, unindo empresários, líderes de mercado, profissionais liberais e empreendedores. Reconhecemos que o crescimento é fundamental, porém, cada vez mais exigente em termos de discernimento e conhecimento para escolhas assertivas e sustentáveis.

ELAS MOVEM SÃO PAULO E O

BRASIL

Cinco mulheres que transformam seus setores, ampliam fronteiras e redefinem o que significa liderar na maior cidade do país, falam sobre as conquistas de 2025 e expectativas para o próximo ano

Por Luciana Albuquerque

Alcançar um alto posto de liderança sendo mulher é mais do que uma conquista profissional, é um ato de afirmação. É ocupar um espaço que por muito tempo não foi construído para nós e, ainda assim, remodelá-lo com inteligência, propósito e uma força que não precisa gritar para ser percebida. Liderar, para uma mulher, é carregar simultaneamente a expectativa do mundo e a responsabilidade de abrir caminhos para quem vem depois. É exercer influência com empatia, construir respeito pelo exemplo e manter a integridade mesmo quando o cenário é desafiador.

Celebramos nesta edição especial da Hands ON Magazine, cinco trajetórias que traduzem li -

derança, não como apenas uma posição, mas como impacto, influência e inspiração. São mulheres que lideram com presença, que transformam equipes e mercados sem perder sua essência, que mostram que poder e gentileza podem, sim, caminhar juntos. Artistas, executivas, empreendedoras e criadoras que moldam seus mercados com coragem, sensibilidade e visão estratégica.

As entrevistas a seguir revelam os desafios deste ano e as expectativas para 2026 dessas líderes, que também comentam sobre seus papeis na sociedade e os avanços da liderança feminina no Brasil.

JANE CAMPOS

1. Qual sua conquista profissional mais significativa em 2025?

A conquista mais significativa em 2025 foi liderar o projeto de mudança e ativação de uma planta industrial completa, sem interromper as operações. Este foi o maior desafio da minha vida profissional em termos de projeto. O processo envolveu a mudança gradual de cada máquina em apenas dois meses, exigindo gestão cronológica intensa, administração de custos duplicados e uma gestão de pessoas rigorosa. O sucesso dessa transição, mantendo o estoque de segurança para clientes, especialmente do setor automotivo, é o que chamo de meu legado profissional.

2. Quais suas principais metas e desafios para 2026?

O principal desafio para 2026 é crescer, “indo contra a onda”. Com uma planta nova e um grande investimento, a meta é impulsionar o crescimento em um cenário que se projeta difícil, dadas as eleições, inflação e o reajuste do PIB para baixo. Para superar o desafio de crescer com um market share já consolidado, a estratégia da empresa será apostar na diversificação. Estamos focados na introdução de novos produtos para garantir um crescimento mais rápido e sustentável.

3. Como uma empreendedora mulher como você analisa o cenário da ascensão da liderança feminina no país?

Reconheço a importância de valorizar as poucas mulheres que chegam a posições de comando. Em minha experiência, não sinto diferença em ser homem ou mulher na liderança, embora atue em mercados historicamente masculinos, como a indústria química e automobilística. No entanto, vejo como contraste, a competição de ego que não vejo entre as mulheres e observo em alguns homens. A liderança feminina tende a ser marcada pela colaboração e ajuda mútua. Como aprendizado, o que digo é que, aprendi, com o tempo e a experiência, que a melhor estratégia é a humildade e a paciência: ouvir, analisar e somente depois responder, sendo direta, em vez de recorrer à briga ou gritaria.

4. Quais suas expectativas para o Brasil em 2026?

Minha expectativa – diria até que meu “sonho de consumo” – é que o Brasil tenha estabilidade e previsibilidade econômica. O Brasil é um país imprevisível, com mudanças constantes em impostos e regulamentações, como as discussões da reforma tributária e a nova NR01 sobre saúde mental nas organizações. Essa imprevisibilidade gera custos e dificulta o planejamento de longo prazo, sendo prejudicial para empresas estruturadas. Se houver estabilidade e juros baixos, o consumo interno – que já é um motor enorme do país – pode se planejar e crescer, beneficiando a todos.

ROSELY CURY SANCHES

FUNDADORA DO GRUPO ALBATROZ

1. Qual foi sua conquista profissional mais significativa em 2025?

Em 2025 minha conquista mais significativa foi a consolidação da nossa empresa como referência em segurança privada. Isso não apenas elevou nosso patamar competitivo, mas também reforçou nossa credibilidade num setor historicamente dominado por lideranças masculinas. Como mulher líder, essa conquista representa mais do que um marco financeiro ou estratégico — ela simboliza resistência, competência e a quebra de paradigmas. Mostra que é possível comandar com firmeza, sensibilidade e visão estratégica, transformando a segurança em um serviço mais humano, eficiente e inclusivo.

2. Quais são suas principais metas ou desafios para 2026?

Para 2026, minhas principais metas estão centradas na inovação tecnológica com foco em inteligência artificial aplicada à prevenção de riscos e no fortalecimento de políticas internas de diversidade e inclusão. O maior desafio, sem dúvida, será manter o crescimento sustentável num mercado cada vez mais competitivo e tecnológico, sem perder o foco nas pessoas — nossos colaboradores e clientes.

3. Como uma empreendedora mulher como você analisa o cenário da ascensão da liderança feminina no país?

A liderança feminina, neste novo ciclo, será ainda mais essencial. Acredito que as mulheres têm uma capacidade diferenciada de escuta ativa, gestão emocional e resolução de conflitos, habilidades cada vez mais valorizadas em ambientes corporativos. Nossa presença contribui para culturas organizacionais mais saudáveis, colaborativas e resilientes. Quero ver mais mulheres ocupando cargos estratégicos, não como exceção, mas como parte fundamental da tomada de decisão.

4. Quais suas expectativas para o Brasil em 2026?

Minhas expectativas para 2026 envolvem avanços concretos na segurança, no incentivo ao empreendedorismo e na valorização da mão de obra especializada. Desejo um Brasil mais seguro, especialmente para as mulheres, tanto na vida cotidiana quanto no ambiente profissional. Em São Paulo, espero ver maior integração entre o setor público e o privado na construção de políticas de segurança urbana, com foco em tecnologia, prevenção e inclusão social. Ainda enfrentamos muitos obstáculos burocráticos e culturais, e acredito que mudanças estruturais são urgentes para garantir um ambiente mais justo e propício à inovação e ao protagonismo feminino no mercado.

DIVULGAÇÃO

HELOÍSA SANTANA

PRESIDENTE-EXECUTIVA DA AMPRO

1. Qual foi sua conquista profissional mais significativa em 2025?

Este 2025 foi um ano de marcos importantes. Trabalhar em parceria com outras entidades para manutenção do PERSE; levar o conceito de marketing de experiência para mais de 3.000 estudantes por todo Brasil; celebrar os 25 anos do AMPRO Awards foi, sem dúvida, uma das conquistas mais significativas - não apenas pelo prêmio em si, mas pelo que ele representa em termos de maturidade do nosso setor e do papel da AMPRO na valorização do live marketing no Brasil. Como mulher líder, foi muito simbólico conduzir essa celebração com uma equipe diversa, criativa e com-

prometida, mostrando que é possível fazer gestão com sensibilidade, rigor e propósito. Essa conquista representa para mim a união entre resultado e afeto - algo que acredito profundamente ser o diferencial da liderança feminina.

2. Quais são suas principais metas ou desafios para 2026?

Minha principal meta é consolidar os projetos estruturantes da AMPRO – nos pilares de Relações Governamentais; Capacitações em parceria com entidades com cultura de live marketing; reaquecer dados do mercado, como o AMPRO Index, o fortalecimento das Communities e o avanço nas pautas de ESG e inovação – de modo que o setor se torne cada vez mais reconhecido como estratégico para a economia criativa do país. E outros projetos que estão em formatação, como foco em deixar o mercado mais consciente, consistente e com relações agência / anunciante mais equilibrada.

3. Como você enxerga o papel da liderança feminina nesse novo ciclo?

Vejo o papel da liderança feminina como essencial nesse novo ciclo. As mulheres têm trazido uma visão integradora, colaborativa e, ao mesmo tempo, pragmática, que ajuda a transformar ambientes e acelerar mudanças culturais. Liderar é também cuidar - de pessoas, de processos e de propósito – e acredito que essa é uma marca das gestoras que estão moldando o futuro do mercado.

4. Quais suas expectativas para o Brasil em 2026?

Espero ver um Brasil que avance em equidade, educação e ética pública, e um São Paulo que continue sendo um polo pulsante de cultura, criatividade e inovação - mas com mais acesso, inclusão e sustentabilidade. Quero ver mais espaços de diálogo entre o poder público e o setor produtivo, especialmente na economia criativa, e um ambiente em que mulheres, pessoas negras, periféricas e LGBTQIAPN+ possam ocupar posições de liderança e influência. Acredito que 2026 pode ser um ano de virada - se conseguirmos unir consciência social e competência de gestão.

DIVULGAÇÃO

CHRIS AYROSA

CENÓGRAFA, DESIGNER DE EXPERIÊNCIAS, PALESTRANTE E EMPRESÁRIA

1. Qual sua conquista profissional mais significativa em 2025?

Foi o entendimento e a concretização de um novo propósito profissional, focado no compartilhamento de conhecimento. Foi abrir caminhos para entregar e compartilhar minha vasta experiência de 43 anos em cenografia, atuando como historiadora e museógrafa. Meu objetivo é levar conteúdo sobre processos, perdas, ganhos e desafios da arquitetura cenográfica para o mercado de eventos, especialmente através de palestras. Além disso, quero ser uma representante na defesa da importância da longevidade ativa, ressaltando que esta faixa etária,

de mulheres 70+, ainda possui muito a realizar e contribuir profissionalmente.

2. Quais suas principais metas e desafios para 2026?

Quero colocar em prática essas duas frentes, meu propósito de compartilhar conhecimento e da longevidade ativa. Continuar indo para o outro lado do mundo, aprendendo em eventos globais, como SXSW, nos principais eventos e feiras de decoração e arquitetura de Milão. Conseguir reunir todas as experiências de outras áreas, de outros profissionais que complementam minha vida profissional e pessoal, e implementar isso para o ano que vem de uma maneira muito coerente, real e tranquila, utilizando minha bagagem de vida profissional e pessoal.

3. Como uma empreendedora mulher como você analisa o cenário da ascensão da liderança feminina no país?

Eu vejo que há uma diferença drástica no cenário atual em comparação com o início da minha carreira, há mais de 40 anos, em um universo agropecuário, corporativo e predominantemente masculino. Com o tempo, mentes femininas começaram a entrar nesse universo e trazer uma sensibilidade e um DNA melhor para processos e a materialização de experiências e lançamentos de marcas. Ainda assim, precisamos nos policiar para não deixarmos a síndrome da impostora nos dominar. Ela vem de uma questão de criação e cultura que afeta as mulheres, mas acredito que as futuras gerações a experimentarão em menor grau.

4. Qual sua expectativa para o Brasil em 2026?

Independente das conjunturas internacionais e nacionais, do resultado das eleições, o Brasil é um país de grande valor humano e social globalmente. Somos capazes de “dar a volta por cima”. A gente consegue fazer o que, talvez para outras comunidades de empreendedorismo no resto do mundo seja mais difícil: o brasileiro se reinventa constantemente. Estou confiante de que o país conseguirá progredir.

DIVULGAÇÃO

BIA DORIA

ARTISTA PLÁSTICA

1 - Qual foi sua conquista profissional mais significativa em 2025?

A expansão do meu trabalho pelo mundo, porque fazer arte requer muita dedicação e tempo. Ao conseguir expandir e alcançar outras fronteiras temos a confirmação de que o propósito artístico foi plenamente realizado. A arte demanda uma dedicação ininterrupta, influenciar e motivar com o um trabalho é uma representação de liderança.

A ARTE DEMANDA

UMA DEDICAÇÃO ININTERRUPTA, INFLUENCIAR E MOTIVAR COM O UM

TRABALHO É UMA

REPRESENTAÇÃO

DE LIDERANÇA

2 - Quais são suas principais metas ou desafios para 2026?

Meu principal desafio, que também é uma meta, é conseguir tempo dedicado para trabalhar nas minhas obras. Não me considero muito ligada ao conceito formal de liderança, mas acredito profundamente no poder da força coletiva e no que podemos realizar juntos.

3. Quais suas expectativas para o Brasil em 2026?

Minha expectativa é que, com o meu trabalho, consiga criar uma obra espetacular que agrade a todos. Para 2026, gostaria que mudássemos, defi nitivamente, esse ciclo vicioso que estamos vivendo na política. Precisamos acabar com essa polarização excessiva que des gasta o diálogo e impede que a atenção se volte para os problemas reais do país. Esse é meu desejo para o próximo ano.

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LIDERANÇA FEMININA E A QUÂNTICAREINVENÇÃO DOS EVENTOS DE NEGÓCIOS

Diretora de portfólio da RX (Reed Exhibitions), MAYRA NARDY é a primeira mulher a assumir a direção do Salão do Automóvel em mais de 60 anos e revela como a combinação de dados, inteligência artificial e experiência imersiva está reinventando o setor de feiras e eventos e por que a jornada das mulheres precisa ser mais valorizada e apoiada

Por Luciana Albuquerque Fotos Divulgação

Com uma trajetória de 13 anos na RX (Reed Exhibitions), Mayra Nardy ascendeu como uma das líderes mais estratégicas do mercado de eventos e exposições no Brasil. Sua jornada inclui passagens por feiras robustas como Bienal do Livro, ExpoLux, FieE, Febrava e a Feicom, até assumir a gestão de um portfólio que abrange setores diversos como construção, hospitalidade, cultura e bioenergia.

Seu desafio mais recente e notório é a liderança do Salão do Automóvel. Em mais de 60 anos de história do evento, Mayra Nardy é a primeira mulher a assumir sua direção, um marco que ressalta o avanço da liderança feminina em um segmento historicamente dominado por homens, como o automotivo.

O Salão do Automóvel, que tem mais de 60 anos no Brasil, nasceu para impulsionar a indústria au-

tomobilística local. A primeira edição, em 1960, já reuniu 11 expositores e 400 mil visitantes, o que reforçou seu papel vital no desenvolvimento do setor. Ao longo das décadas, o evento evoluiu, acompanhando as grandes transformações da indústria. Nesta entrevista para a Hands On Magazine, Mayra também comenta como a RX está apostando no uso estratégico de dados e inteligência artificial e dados para aprimorar experiências e resultados de negócios entre expositores e visitantes e fomentar um setor que movimenta a economia de São Paulo e do Brasil; revela as novidades para a edição atual do Salão do Automóvel, que retorna ao Distrito do Anhembi após sete anos trazendo dez experiências diferentes: “um parque de diversões para os apaixonados por carros”, como

A última edição do Salão do Automóvel, em 2018, recebeu mais de 700 mil visitantes

ela mesma define. E comenta sobre os desafios das mulheres, que enfrentam jornada dupla ou tripla, para alçarem postos de liderança no mercado de trabalho, como isso, impulsiona uma boa execução de tarefas e gestão de tempo, e a importância da equidade na prática, dentro de casa e nas empresas.

HandsOn: Como você entrou nesse universo de eventos?

Mayra Nardy: Sou formada em Design e minha trajetória na RX começou há 13 anos, em 2012, quando ingressei na empresa para atuar na organização de feiras. A partir dali, iniciei uma jornada que me tornou especialista em eventos, passando por setores distintos. Coordenei por três vezes a

Bienal do Livro e praticamente todos os portfólios da empresa, como ExpoLux, FIEE e Febrava. Cheguei a liderar a Feicon – o maior evento anual da RX, voltado para a construção civil –, durante quatro anos. Após esse período, assumi a gestão do portfólio, que hoje abrange os segmentos de construção, hospitalidade, cultura, bioenergia e automotivo – incluindo, além do Salão do Automóvel, a Fenatran, feira dedicada a caminhões. São, portanto, 13 anos de atuação consolidada nesta indústria.

HO: Como é liderar uma empresa como a RX, dentro de um setor responsável pela geração de tantos negócios e empregos?

MN: É uma posição desafiadora e ao mesmo tempo muito gratificante. O turismo de negócios, que abrange diversos setores da indústria, tem ganhado cada vez mais visibilidade. Pós-pandemia, o setor como um todo se reestruturou e se fortaleceu. Temos recebido um número crescente de visitantes, e os eventos de negócios – não apenas os da RX – têm reforçado a importância desse setor para a cidade de São Paulo e para o país. Nosso propósito central é gerar negócios para os participantes, e acredito que temos cumprido essa missão da melhor forma possível.

TEMOS RECEBIDO UM NÚMERO CRESCENTE

DE VISITANTES, E OS EVENTOS DE NEGÓCIOS – NÃO APENAS OS DA RX – TÊM REFORÇADO A IMPORTÂNCIA DESSE

SETOR PARA A CIDADE DE SÃO PAULO E PARA O PAÍS

HO: E como a RX está incorporando inovações – como tecnologia e sustentabilidade – sem perder o foco principal, que é fechar negócios?

MN: A inovação é um pilar estratégico para modernizar a tradição. As ferramentas digitais, longe de substituírem o contato pessoal, fortalecem o face to face. No pavilhão, esse reforço se torna crucial. A RX tem um “braço” especializado em análise de dados e de mercado, o que nos permite trabalhar fortemente baseados em informações e usar inteligência artificial para impulsionar negócios e fazer um matchmaking mais assertivo entre expositores e visitantes. A tecnologia nos permite personalizar a jornada do participante, cruzando o comportamento e as buscas de quem visita com o portfólio de quem expõe. O resultado é uma entrega assertiva: conectar o que o expositor tem a oferecer ao visitante certo, que está ativamente buscando aquela solução. Assim, conseguimos manter a essência do fechamento de negócios, mas com uma eficiência e uma taxa de sucesso significativamente maiores. E isso vai além dos estandes. Um evento de negócios moderno é uma curadoria de experiências – incluindo estandes, test-drives, palestras e atividades imersivas –, e usamos os dados para orquestrar tudo isso de forma integrada e eficiente. Quem não souber trabalhar com dados hoje está, de fato, perdendo oportunidades.

HO: De que forma essas tecnológicas são aplicadas na prática para apoiar os expositores?

MN: Temos uma equipe totalmente dedicada ao sucesso do cliente, que faz o acompanhamento de cada expositor para garantir que ele potencialize ao máximo sua participação, utilizando todas as ferramentas que disponibilizamos. Oferecemos diversas soluções inclusas no pacote de participação, além de outras opcionais, que são adaptadas de acordo com o objetivo de cada um. Se o foco é reforço de marca, exposição ou o lançamento de um produto, temos ferramentas específicas para cada caso. Para um lançamento, por exemplo, podemos mapear e cruzar dados para identificar e conectar o expositor ao público-alvo exato daquela novidade.

UM EVENTO DE NEGÓCIOS

MODERNO É UMA CURADORIA DE EXPERIÊNCIAS – INCLUINDO

ESTANDES, TEST-DRIVES, PALESTRAS E ATIVIDADES

IMERSIVAS –, E USAMOS OS DADOS PARA ORQUESTRAR TUDO ISSO DE FORMA INTEGRADA E EFICIENTE. QUEM NÃO SOUBER TRABALHAR COM DADOS HOJE ESTÁ, DE FATO, PERDENDO OPORTUNIDADES

HO: E como vocês medem se esse suporte está gerando um retorno tangível para o expositor?

MN: Disponibilizamos um dashboard de participação que permite ao expositor comparar seu desempenho com o de empresas de porte similar. Ele consegue visualizar se está captando mais ou menos leads que a média do evento e analisar o que outros expositores fizeram ou investiram para obter melhores resultados. É um nível de transparência e informação muito detalhado.

HO: O Salão do Automóvel terá mais de 15 mil veículos em exposição em cinco pavilhões. Quais as expectativas e novidades para quem vai visitar essa edição?

MN: Esta é uma edição marcante, pois é o retorno do Salão após um hiato de sete anos – a última edição foi em 2018, no São Paulo Expo. Agora, estamos voltando para a casa original do evento, o Distrito Anhembi, que passou por uma completa reforma. Ocuparemos integralmente seus cinco pavilhões. Uma das grandes novidades é a realização de test-drives on road e off road , dentro do próprio pavilhão. Isso garante que as experiências não serão impactadas por condições climáticas, assegurando uma visita dedicada e imersiva. Serão

mais de dez experiências diferentes, todas pensadas para criar um ambiente automotivo completo. Teremos uma área de transformação de veículos, simuladores, exposição de supermáquinas, veículos antigos e modelos icônicos – alguns tão exclusivos que às vezes há apenas um modelo no país, que não se veem nas ruas no dia a dia –, além dos estandes das montadoras, onde o visitante poderá conferir os últimos lançamentos e o que está chegando ao Brasil, e um espaço dedicado às crianças. Brincamos que é um verdadeiro parque de diversões para os apaixonados por carro, contemplando todos os gostos e perfis. Todo esse escopo é resultado de um trabalho intenso de mais de dois anos de preparação, em uma parceria sólida com a Anfaveia (Associação Nacional dos Fabricantes e Veículos Automotores) e as montadoras. Será um retorno em grande estilo. Nossa meta é garantir que cada visitante tenha a melhor experiência possível, de forma confortável e que saia de lá encantado. Queremos que ele participe de tudo, desde as experiências oficiais até as novidades preparadas pelos expositores em estandes que estão verdadeiramente lindíssimos. O objetivo é que ele vivencie plenamente esse ambiente e termine o passeio com os ‘olhinhos brilhando’.

HO: Você enxerga que os eventos B2B estão seguindo essa linha, com as feiras se transformando em experiências imersivas, quase como um espetáculo?

MN: O Salão do Automóvel é um evento para o público final, com uma forte conexão emocional, sendo por natureza um evento de experiência. No entanto, os eventos de negócios (B2B) também passaram por uma reinvenção significativa nesse sentido. A mudança no perfil das gerações exige que entreguemos experiências para atrair o visitante. Ele não vai apenas para ver novidades que poderia acessar digitalmente, mas para experimentar, ter imersão no setor e comparar concorrentes no mesmo ambiente. Ele faz a jornada completa: vê a novidade, compara preço e tecnologia, participa de lançamentos, experimenta na prática e, por fim, faz o negócio. É crucial ter dados em mãos para adap-

tar essa estratégia a cada tipo de evento, pois temos perfis muito distintos no B2B – desde eventos focados em comparação, lançamento de tecnologia ou renovação de estoque. Mas, sem dúvida, todos hoje incorporam muito conteúdo e experiência imersiva para oferecer uma vivência completa.

HO: Considerando as tendências globais, o grande destaque do Salão este ano está na mobilidade elétrica e nas novas tecnologias?

MN: Sem dúvida as novas tecnologias são um show à parte e prometem atrair muitos olhares. É um ambiente onde o visitante consegue comparar tudo. E vamos ter muito conteúdo educacional para que ele entenda a diferença entre um veículo 100% elétrico, um híbrido e um híbrido plug-in, por exemplo. A ideia é que ele saia dali em um ambiente propício para a tomada de decisão, com a certeza de qual é a melhor tecnologia para o seu perfil e o melhor tipo de veículo para adquirir.

HO: Como está sendo a estratégia da RX com influenciadores digitais para a comunicação do Salão do Automóvel?

MN: Estamos trabalhamos consistentemente com influenciadores na RX e para o Salão temos ampliado essa estratégia. Desde a última edição,

em 2018, o comportamento digital e o perfil do creator evoluíram muito, estando agora profundamente inseridos no contexto de lifestyle e de consumo. Eles se tornaram uma parte importante do nosso plano de mídia e comunicação. Nossa campanha de mídia é robusta, o que inclui os parceiros de mídia tradicionais – tanto os especialistas do setor quanto os veículos generalistas – e os influenciadores compõem hoje uma fatia significativa desse investimento. A curadoria é ampla para atingir todos os públicos. Contamos desde jornalistas especialistas, que são influenciadores naturais do setor, até criadores que são simplesmente apaixonados por carros – sejam homens ou mulheres –, que constroem conteúdo genuíno sobre o tema. O brasileiro tem uma paixão por automóveis, e isso se reflete nesses diversos perfis.

HO: Como foi ingressar e atuar no setor automotivo, um ambiente historicamente dominado por homens? Você enfrentou barreiras significativas?

MN : A situação mudou muito desde quando eu comecei, e eu diria que essa

mudança começou internamente. A RX sempre valorizou muito a diversidade e foi uma empresa muito inclusiva. Minha jornada aqui dentro se deu de forma independente de qualquer viés. Reconhecemos que existem setores com perfil mais masculino, como a construção civil, no qual atuei por mais de quatro anos. No entanto, a RX sempre me empoderou para essas negociações, garantindo que o relacionamento acontecesse da melhor forma. Dentro da empresa, sou muito respeitada, e esse apoio interno faz toda a diferença. As conversas são sempre muito pacíficas e focadas na participação. O setor, de modo geral, tem abraçado a diversidade. Se houve dificuldades, foram mais no início da minha carreira, há uma década, nas negociações com empresas externas. Naquela época, o cenário era diferente. Atualmente, as relações são bastante tranquilas. Lido muito bem com todos os setores, não apenas o automotivo, mas também com a construção civil e o setor sucroenergético, como na Fenasucro. Ter o respaldo de uma cultura organizacional como a da RX, que valoriza a diversidade, é fundamental para que essa integração seja bem-sucedida.

No portfolio de Mayra está também a Feicon - Feira Internacional da Construção Civil, que é a maior e mais importante do setor na América Latina

HO: Como a RX institucionaliza a promoção da diversidade, equidade e inclusão?

MN: Temos uma estrutura sólida. Inclusive, atuo como sponsor do Grupo de Diversidade e Inclusão da RX aqui no Brasil. Trabalhamos com diversos pilares, que vão além da equidade de gênero, abrangendo inclusão racial, etária e de pessoas com necessidades especiais. Cada pilar tem seus representantes, e essa é uma diretoria de escopo global. Portanto, essa cultura de diversidade e inclusão é abraçada pela RX mundialmente. Está presente no nosso dia a dia e é parte do DNA da empresa.

HO: E como esse princípio se reflete na prática, especialmente nos eventos que organizam?

MN: Todos os nossos eventos são projetados para serem extremamente inclusivos. A cada edição, tentamos inovar, incorporando uma nova frente de inclusão e incentivando a participação diversificada. Essa não é apenas uma preocupação teórica, mas uma realidade tangível, tanto dentro dos nossos escritórios quanto na operação global. É um pilar central da nossa atuação.

HO: Com base na sua trajetória, qual conselho você daria a outras mulheres que buscam posições de liderança?

MN: Tive a grande oportunidade de estar em uma empresa que abraça a diversidade, e reconheço que muitas enfrentam dificuldades maiores, como a necessidade de trabalhar em dobro para reforçar seu posicionamento de uma forma que não é exigida dos homens na mesma posição. Minha orientação é focar em ser a melhor versão de si mesma, sem se comparar com os colegas homens. Essa comparação é desgastante porque as realidades são diferentes, especialmente considerando os papéis sociais distintos, como a maternidade e a gestão da casa. A jornada tripla exige que, nós, mulheres, priorizemos a excelência na gestão do tempo e na qualidade do que entregamos. É crucial fazer muito bem-feito e dentro do prazo, pois a demanda externa à empresa é constante. A eficiência e a entrega de qualidade são fundamentais.

A JORNADA TRIPLA EXIGE QUE, NÓS, MULHERES, PRIORIZEMOS

A EXCELÊNCIA NA GESTÃO

DO TEMPO E NA QUALIDADE

DO QUE ENTREGAMOS

HO: Essa capacidade de gestão, desenvolvida pela dupla ou tripla jornada, é um trunfo para os resultados das empresas?

MN: Sem dúvida. Demorou para o mercado enxergar, mas hoje já existem estudos que comprovam os resultados positivos em empresas com mulheres na liderança. Essa habilidade de organizar tudo de forma eficiente, que praticamos na vida pessoal, quando aplicada ao trabalho, faz uma diferença significativa. No entanto, é importante destacar que, se houvesse uma divisão mais equilibrada das responsabilidades domésticas, as mulheres poderiam entregar ainda mais profissionalmente, pois a sobrecarga em casa ainda é majoritariamente delas. A mulher mãe, em particular, desenvolve uma gestão de tempo excepcional. Cabe ressaltar, porém, que esse papel de “super-heroína” não é positivo, pois gera um cansaço extremo.

HO: E como o apoio da empresa é fundamental nessa equação?

MN: O suporte organizacional é um pilar. A RX tem uma preocupação genuína com o nosso bem-estar físico e mental, entendendo que isso é crucial para exercermos nosso trabalho da melhor forma. Esse apoio é fundamental. A empresa que reconhece e valoriza a mulher na liderança, criando condições para isso, é uma empresa que colhe melhores resultados.

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TALENTO EMPRESARIAL NO DNA

Presidente da Topema Innovations, Nelson Cury, mostra que herdou do pai a vocação para o trabalho e a aptidão para negócios inovadores

Por Jéssica Mendes

Filho de peixe, peixinho é. Falar de Nelson Ferraz Cury, também conhecido como Nelsinho, é contar uma história de continuidade e reinvenção. Inspirado pelo exemplo do saudoso pai, o engenheiro Nelson Cury, fundador do Grupo Topema, Nelsinho transformou o legado familiar em um modelo de inovação e sustentabilidade.

Nos anos seguintes, a empresa fundada por Cury, que crescia, literalmente em escala industrial, conquistou novos mercados e passou a servir bancos, redes de fast foods, supermercados e o setor de hotelaria.

A GESTÃO

DA EMPRESA É

Tudo começou em 1965, quando seu pai, engenheiro civil acostumado a pensar “fora da caixa”, identificou que a cozinha industrial era um mercado promissor e fundou a Topema, empresa especializada na fabricação de equipamentos para facilitar o desempenho dos profissionais de cozinha que precisam servir em grande escala. Na década de 1970, já atendia grandes obras como a Usina de Itaipu, com capacidade para servir até 70 mil refeições por dia –na época considerada a maior cozinha do mundo.

CONSTANTEMENTE

PROVOCADA A SE APRIMORAR, A

CONHECER

AS OPERAÇÕES, A OUVIR

OS CLIENTES E A BUSCAR NOVAS

POSSIBILIDADES

Surfando a época áurea da indústria nacional, na década de 1980 a Topema se tornou a fornecedora da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que servia mais de 22 mil refeições diariamente.

Quatro décadas de carreira e inovação

Foi neste ambiente de inovação, trabalho e dedicação que Nelsinho cresceu e se desenvolveu profissionalmente. Formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da USP, na turma de 1986, ele ingressou na companhia do pai em 1983. Foi ele que levou à Topema o primeiro microcomputador: um Apple II, para ser usado em finanças e sistemas de orçamento – fato do qual se lembra com orgulho e bom humor.

Depois de formado, foi trabalhar como consultor na prestigiada Arthur Andersen, antiga holding norte-americana considerada uma das maiores empresas de contabilidade do mundo. Mas mesmo com uma jornada de trabalho em uma grande corporação, ele nunca deixou de lado

Presidente da Topema Innovations, Nelson Cury

a empresa fundada por seu pai. “De noite e aos sábados, ia para a Topema para organizar o famoso CPD (Centro de Processamento de Dados), hoje TI. Fizemos um Plano Diretor de Informática baseado na metodologia que aprendi na consultoria”, comenta Nelson.

Em 1989, foi convidado pelo tio para assumir um novo negócio na área de catering dentro do Grupo Topema. Veio a crise do governo Collor, e um rearranjo dentro da empresa o levou a se dedicar integralmente à companhia, missão que cumpre com prazer e eficiência desde 1991.

Iniciou essa nova jornada no setor administrativo-financeiro, já que tinha conhecimento o suficiente para ajudar a companhia a superar a crise. Depois migrou para a área fabril e, em seguida, foi para o comercial. Com essa ampla vivência em vários setores e seu interesse constante em aprender, consolidou-se como controller da empresa, reunindo conhecimento técnico, operacional e estratégico.

Essa sede pelo conhecimento, a busca pelo novo vem de berço. “A Topema tem ousadia e inovação em seu DNA, desde a fundação. Está sempre em busca do lugar incomum. Foi assim na fundação da empresa, quando meu pai, engenheiro civil, entrou para o ramo de equipamentos para cozinhas profissionais”, diz Nelson Cury.

Transformando desafios em soluções sustentáveis

Em 2009, outra crise global abalou a economia mundial, e justamente neste ano, sob a liderança de Nelson Ferraz Cury, a empresa de sua família deu um salto de futuro e criou a Topema Innovations, unidade voltada a soluções tecnológicas e sustentáveis para o food service. Esse foi um divisor de águas na trajetória do Grupo, um movimento que consolidou a visão de que inovação verdadeira nasce da necessidade de resolver problemas reais dos clientes.

A nova empreitada tem no portfólio soluções como máquina de gestão de resíduos, aquecedor a biomassa, lockers (lançado na pandemia para organizar a área de delivery de restaurantes, supermercados e varejo) e mais recentemente lançou as máquinas automáticas para bebidas. A Topema Innovations é uma marca brasileira que exala criatividade e qualidade. “Conhecendo boa parte do mundo, creio que o Brasil tem uma postura empresarial voltada à sustentabilidade muito mais do que outros países. O que vendemos são soluções sustentáveis, em primeiro lugar, economicamente. Como eu disse lá em 2009, nosso objetivo sempre foi reduzir o custo operacional de nossos clientes –isso é ser sustentável e por consequência ser uma solução ambiental”, comenta o executivo.

Uma das estrelas da Topema Innovations são os equipamentos de gestão de resíduos, composteiras elétricas capazes de processar até 300kg de detritos orgânicos por dia. É a possibilidade de transformar lixo em dinheiro, problema em solução.

Nelson considera que um dos grandes diferenciais do seu negócio é conhecer de perto quais são as verdadeiras dores dos seus clientes. “Temos um profundo conhecimento operacional e a contínua busca de conhecer mais o dia a dia de nossos clientes target, o que nos traz oportunidades únicas de oferecer soluções que ninguém ao menos pensou. Isto aconteceu em relação a gestão de resíduos. Ninguém acreditava, diziam: ‘Nelson, ninguém liga para lixo’”, relembra.

A inquietude e a busca pelo conhecimento e por novas tecnologias fez com que os Cury acreditassem e investissem no desconhecido. “Lixo não

Com os filhos
João Victor, Luiza e Bruna Tonelli Cury

O VISITE SÃO PAULO – assim como as demais entidades de destinos e Convention & Visitors Bureau em todo o Brasil – é uma entidade sem fins lucrativos, mantida pela iniciativa privada, que trabalha com a missão de aumentar o fluxo de visitantes de um destino através da prospecção, promoção, apoio e incremento de eventos nacionais e internacionais.

Além disso, por meio de seus profissionais técnicos, oferece apoio logístico, visitas de inspeção, capacitação dos profissionais de atendimento, produção de material promocional, geração de oportunidades entre associados, pesquisa e divulgação de eventos para planejamento e tomada de decisão.

O resultado desse trabalho, que envolve toda a cadeia de turismo, eventos e viagens, contribui para o aumento das taxas de ocupação da hotelaria, recuperação da diária média e, consequentemente, para o desenvolvimento do destino.

Em um mercado cada vez mais competitivo, é estrategicamente importante participar e manter um Convention & Visitors Bureau sólido, organizado e estruturado, que atue a médio e longo prazo não apenas nos novos eventos, mas também no apoio à manutenção dos já existentes no próprio destino.

Por isso, precisamos do compromisso dos gestores dos hotéis associados, a fim de manter na parametrização do sistema de reservas o valor da contribuição do Room Tax.

Com o seu apoio, toda a cadeia produtiva é beneficiada, e quem também sai ganhando é o visitante que, a negócios ou a lazer, encontrará em cada estada uma cidade mais estruturada e acolhedora.

Saiba mais em visitesaopaulo.com.

é lixo, é resíduo, é custo, é receita, enfim, é a maneira como vemos o dia a dia. Acreditamos em soluções locais, nada de centrais de processamento, usinas caríssimas, logística caótica. As tecnologias que trazemos de automação de processos faz com que possamos resolver o problema do resíduo orgânico em nossa casa, nosso restaurante e nosso negócio. Ali mesmo, sem necessidade de logística, e, principalmente, gerando um resíduo de biomassa com valor econômico que pode virar um fertilizante, energia ou até alimento animal”, afirma o presidente da Topema Innovations.

A gestão da empresa é constantemente provocada a se aprimorar, a conhecer as operações, a ouvir os clientes e a buscar novas possibilidades. “No mercado, somos vistos como ‘professores Pardal’. O que mais escutamos são coisas do tipo: ‘Procura a Topema, que eles gostam de novas ideias.’”, diz Nelson.

O legado que atravessa gerações

Comandar uma empresa de sucesso, dando continuidade de forma brilhante ao trabalho iniciado décadas atrás, é motivo de orgulho para Nelson, que triplicou os negócios da família. Para ele, liderar é também preparar os sucessores, garantindo que o espírito inovador da família se mantenha vivo. O empresário fica ainda mais orgulhoso sabendo que seus filhos estão trilhando o mesmo caminho – a terceira geração já está com a mão na massa atuando na empresa.

Por falar na memória do fundador da Topema, a biografia “Na dobra do aço - O legado de Nelson Cury” (Editora Setembro), escrita por Maria Cecília dos Santos Abreu e Cecília Carmen Jacintho Andrade, conta a história do empreendedor que sempre acreditou na força do trabalho para vencer qualquer obstáculo e hoje é inspiração para seus filhos e netos e para toda uma geração de empreendedores. Também é possível conhecer mais sobre a trajetória do patriarca e da Topema no Museu do Dr. Nelson, inaugurado em 2024, em Diadema (SP).

60 anos de inovação em cozinhas industriais

No Brasil, a Topema se destacou por ser a primeira do setor no Brasil com setor de robótica em estudo permanente de automação e informatiza-

NOSSO

OBJETIVO SEMPRE FOI

REDUZIR O CUSTO

OPERACIONAL DE NOSSOS CLIENTES – ISSO É SER SUSTENTÁVEL E POR CONSEQUÊNCIA SER UMA SOLUÇÃO AMBIENTAL

ção nos processos. “Nossos produtos, sejam eles de resíduos, para limpeza ou cocção são repletos de sensores, CLPs e software de controle. E tudo isto com desenvolvimento ligado à nuvem para uma experiência mais móvel e automática na gestão”, comenta Nelsinho.

Diante da solidez e dos produtos disruptivos, a expansão seria óbvia para a empresa liderada por Nelsinho. “Operamos em países da América Latina e Europa com distribuidores locais há alguns anos. Foi um caminho natural ao vender soluções inovadoras, mais de 30 produtos diferentes do que todo mundo tem. Fizemos as certificações CE e ETL para entrar em alguns destes mercados e a expansão continua”, comenta o presidente.

A trajetória da família Cury é um exemplo para o mercado e uma inspiração para os jovens empreendedores: uma empresa consolidada, com tradição, mas que, em 60 anos, nunca parou de inovar e de crescer, de forma consistente e sustentável. O segredo? “Acredite em você, seja persistente, o sucesso pode estar logo ali. Tudo isto que estamos fazendo é indústria brasileira. O brasileiro é um dos povos mais criativos. Não perca tempo em esperar que alguém solucione seus problemas. Estude, se esforce, lute pelo bem e vença!”, ensina o empresário.

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PEDRO PAULO MENDES E SILVA

Por Fabio Porchat
Presidente da ALA – Academia Latino-Americana de Arte – e CEO da Supimpa Cultural
Pedro Paulo com
Debora Vettorazzo e Fabio Porchat
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Conheço Pedro Paulo há uns 50 anos, em amizade sempre solidificada na cultura e na boêmia. Desde os tempos idos de Massao Ohno e Aurora Duarte, quando iniciávamos nossas atividades profissionais e culturais, ainda em sonhos, felizmente ora realizados, sempre mescladas com as noitadas saudáveis dos botequins paulistanos, aos ateliês dos principais artistas plásticos brasileiros e aos encontros sistemáticos com escritores e cineastas, principalmente em São Paulo e no Rio e que, hoje, se tornaram pilares da cultura nacional.

Dentre esses amigos de antanho, não posso deixar de citar os pintores Di Cavalcante e Noêmia Mourão, Fulvio Pennacchi e Volpi, Caciporé e Flavio de Carvalho, Maria Bonomi e Ferenc Kiss, Emanuel e Carlos Araújo, os irmãos Ianelli e Gustavo Rosa, Gruber e Rebocho, Agi Strauss e Cícero Dias, Gruber e Walter Levy, Claudio Tozzi e outros que hoje formam o Pantheon das artes no Brasil.

Bem como, intelectuais e cineastas que alicerçam nossa cultura pátria, como Glauber Rocha, Francisco Luiz de Almeida Salles, Paulo Emílio, Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Davi Neves, Paulo Sergio Saraceni, Person, Walter Lima Junior, Ronequito, Carlos Reichenbach, Ana Carolina,

Denis Mattar, Clarice Lispector, Paulo Bomfim, Hilda Hilst, Lygia Fagundes Telles, Paulo Mendes Campos, John Hebert, Clarisse Abujamra, João Callegaro, Irco, Mario Chamie, Claudio Willer, Roberto Piva, Sábato Magaldi e tantos outros que não caberiam nesta página, sem nos olvidar dos maestros Eleazar de Carvalho, Diogo Pacheco, Júlio Medaglia, João Carlos Martins e de cantores como Chico Buarque, Jorge Ben, Simonal, Elis Regina tanto outros que alegravam nossa boêmia.

Desde essa época, dos anos dourados, Pedro Paulo Mendes e Silva atua no mercado de artes plásticas, tendo como atividades principais, edições de gravuras e produções de vídeos de arte (www.papelassinado.com.br).

Pedro Paulo Mendes e Silva é também Conselheiro da ALA - Academia LatinoAmericana de Arte, que o inscreverá no Guinnes Book como o maior editor de gravuras no mundo

Nesse período, editou mais de 80 artistas brasileiros, entre eles: Iberê Camargo, Cícero Dias, Fulvio Pennacchi, Antônio Poteiro, Siron Franco, Roberto Magalhães, Rubens Gerchmann, Ângelo de Aquino, Carlos Bracher, Inimá de Paula, Gonçalo Ivo, Leda Catunda, Iran do Espirito Santo, Paulo Pasta, Hércules Basotti, Eduardo Suede, Antonio Maluf, Macaparana, Judith Lauand, Yara Tupinambá, Marcos Coelho Benjamin, Ruben Valentin, Sacilotto, Ferreira Goullart, Ricardo Homem, Luiz Hermano, Niobe Xandó, Luiz Dolino, Luiz Áquila, Amilcar de Castro, entre outros. Além dos argentinos, León Ferrari, Jorge Pereira e Hugo De Marziani.

Realizou exposições de vários artistas na Galeria Passagem, de sua propriedade, durante oito anos. Produziu mais de 15 documentários certificados pelo Concine, exibidos em cinemas a nível nacional, parte deles comprados pelo Itamarati para distribuição nas embaixadas brasileiras no exterior e pelo Centro Cultural do Banco Itaú. Destacam-se: Mario Gruber (direção de Nelson Pereira dos San-

tos), Teruz, Claudio Tozzi e Jenner Augusto (direção de Fernando Coni Campos), Inimá de Paula (direção de Tizuka Yamazaki), Carlos Bracher (direção de Olivia Tavares de Araújo).

No final da década de 90, passou a dirigir e produzir vídeos de arte em forma digital, destacando-se os vídeos de Wakabayashi, Aldir Mendes de Souza, Yutaka Toyota, Fang, Paulo Pasta, Eduardo Suede, Aldemir Martins, Ricardi Homen, Macaparana, Manafredo de Souza Neto, Niobe Xandó, Luiz Dolino, Luiz Áquila, Carlos Muniz e Emanoel Araújo. Em 2017 recebeu o prêmio APCA pelo conjunto de sua obra neste seguimento. Em edição atualmente tem Amilcar de Castro, Regina Silveira e Thomaz Ianelli.

PEDRO PAULO MENDES E SILVA REALIZOU EXPOSIÇÕES DE VÁRIOS ARTISTAS NA GALERIA

PASSAGEM, DE SUA PROPRIEDADE, DURANTE OITO ANOS. PRODUZIU MAIS DE 15 DOCUMENTÁRIOS

CERTIFICADOS PELO CONCINE E SERÁ INSCRITO PELA ACADEMIA LATINO-AMERICANA

DE ARTE, NO GUINNES BOOK, COMO O MAIOR EDITOR DE GRAVURAS NO MUNDO

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Paulo Rebocho com Pedro Paulo, em seu ateliê

CONSTRUINDO PONTES E NOVOS

CAMINHOS PARA O SÃO PAULO REAL MÔNICA CURY:

Assessora da presidência da Câmara de São Paulo, ex-vereadora e procuradora-geral, defende uma gestão pública com DNA empreendedor e uma aliança vital entre a capital e o interior para redesenhar o futuro do estado

Por Luciana Albuquerque

Advogada de formação, Mônica Cury Sanches, de 45 anos, viu sua vida se cruzar com o universo do empreendedorismo em uma mesa de crédito. Mais precisamente atuando como agente de crédito do Banco do Povo Paulista, há 15 anos, na Prefeitura Municipal de Salto Grande, no interior de São Paulo, coincidindo com a criação das MEIs (Microempreendedores Individuais). Ela não era apenas uma funcionária; era uma facilitadora de sonhos. “Eu vivi o sonho alheio de muitas e muitas pessoas. Abri muitas e muitas MEIs e emprestei muito dinheiro a juros baixos pelo Estado de São Paulo”, conta.

Cândido Mota (SP) desde 2015 vivenciou de perto os desafios de gestão de um município. Sua atuação como funcionária pública e no Banco do Povo a tornou conhecida e confiável, culminando em uma eleição com votação histórica para vereadora de Salto Grande, onde cumpriu mandato de 2021 a 2024.

MÔNICA CURY

PERSONIFICA UMA

NOVA FORMA DE ENXERGAR A GESTÃO PÚBLICA: COM

OLHOS DE EMPREENDEDORA

Foi ali, diante de sonhos e planos alheios, que sua visão começou a se desenhar e ela definiu seu propósito: moldar novas perspectivas para a política e o desenvolvimento em São Paulo. Natural de Salto Grande, cidade do centro-oeste paulista na divisa com o Paraná, Mônica sempre esteve ligada ao serviço público. Como procuradora municipal de

E CORAÇÃO DE SERVIDORA

Sua transição para a política foi, nas suas palavras, uma “consequência”. “Ser vereadora foi só uma consequência de uma série de atitudes que eu tomei enquanto funcionária pública”, explica. “Eu usei de um cargo para ter uma maior autonomia, para realizar justamente aquilo que eu já realizava, que era o bem da minha comunidade”, reflete.

A semente do empreendedorismo

Ela não vem dos holofotes tradicionais, mas do interior profundo, do contato com a terra e da vivência prática dos desafios e sonhos do cidadão. Essa experiência de lidar com as dificuldades, as esperanças e a resiliência dos pequenos negócios perso-

nificaram em Mônica uma nova forma de enxergar a gestão pública: com olhos de empreendedora e coração de servidora.

Para ela, o empreendedorismo nasce com cada um. “Eu sou uma inconformada com o mundo e isso me levou a empreender”, pondera a servidora, que também é empresária, fundadora do Centro de Resolução de Conflitos e Cidadania de Salto Grande; sócia-proprietária do espaço Câmara Eventos e sócia-proprietária da ALPHAJOR assessoria.

E afirma que a dicotomia entre público e privado é uma falácia. A diferença, ela defende com a clareza de quem viu os dois lados, é apenas uma: o lucro. Mas a forma de gerir, essa, deveria ser a mesma. “A gestão pública é formada por empreendedores que transformam a vida de toda uma população.”

Gestão pública com DNA empresarial

Sua fala é um manifesto de eficiência. “O sistema público deveria ser governado como o sistema privado. Não no sentido do visar o lucro, mas no cuidado, na diminuição de burocracia, na busca por mais solidez. O lucro é o bom atendi-

“O PROCESSO ELEITORAL NADA MAIS É DO QUE A ENTREGA DE CURRÍCULO.

VOCÊ COLOCARIA UMA MÁ FUNCIONÁRIA PARA CUIDAR

DO SEU FILHO? CONTRATARIA UM MAU FUNCIONÁRIO PARA GERIR SUA EMPRESA? O CIDADÃO NÃO PODE VOTAR

SOMENTE PELO NOME, PELA FOTO DO CANDIDATO OU PELA QUANTIDADE DE SEGUIDOR EM

REDE SOCIAL. ELE VAI ELEGER

QUEM VAI GERENCIAR SUA CIDADE, SEU ESTADO, SEU PAÍS”

mento da maior quantidade de pessoas possível”, diz. Nessa visão, o “lucro” do Estado se traduz em bem-estar social, e a eficiência deixa de ser um jargão para se tornar uma obrigação.

Determinada, Cury é uma construtora de pontes. Sua vasta experiência na articulação do terceiro setor com os entes públicos a alçou para a capital, sendo cedida por Cândido Mota para atuar como assessora especial de gabinete da presidência da Câmara de Vereadores de São Paulo. Com formação em mediação e conciliação, ela vê nas organizações da sociedade civil um aliado fundamental para um Estado que sozinho não dá conta de toda a demanda social. O poder público não tem a capacidade de abarcar toda necessidade de uma população”, diz.

Para ela, o terceiro setor é um apoio fundamental para as cidades, uma vez que as organizações sem fins lucrativos são constituídas, em sua maioria, por pessoas com propósitos genuínos. “É diferente de uma empresa privada que nasce com o objetivo de ter lucro. A organização nasce com um propósito de ajudar. E essa parceria é uma via de mão dupla que beneficia a todos: o poder público ganha em especialização e humanização, e a sociedade, em atendimento de qualidade.

Construtora de pontes: do interior à capital

Dentre as pontes que Mônica vem ajudando a construir na sua vida pública, talvez a mais apaixonadamente defendida por ela seja a que liga a capital ao interior paulista. Regionalista, ela defende que o interior precisa deixar de ser visto como um parente pobre e ser reconhecido como o “irmão trabalhador” que é.

“O interior é rico. Na minha região temos a melhor terra para se plantar do mundo. E além da produção agrícola temos natureza, cachoeiras, qualidade de vida, faculdades, educação acessível, aeroportos”, diz. E completa: “Nós precisamos de São Paulo (capital), mas São Paulo também precisa de nós (interior). A comida vem das nossas terras, pelas nossas estradas. O ovo não dá na prateleira do mercado. É essa consciência que eu quero trazer para o paulistano. Nós somos irmãos. E irmãos não podem se deixar de lado”, reflete.

NÓS PRECISAMOS DE SÃO PAULO (CAPITAL), MAS

SÃO PAULO TAMBÉM PRECISA DE NÓS (INTERIOR). A COMIDA VEM DAS

NOSSAS TERRAS, PELAS

NOSSAS ESTRADAS. O OVO NÃO DÁ NA

PRATELEIRA DO MERCADO. É

QUE EU QUERO TRAZER

PARA O PAULISTANO

Ela enxerga o Estado de São Paulo como um organismo integrado, onde a capital e o interior, o público e o privado, o Estado e o terceiro setor, são partes de um mesmo todo. Sem discursos vazios, é exemplo de como os políticos devem agir: como arquitetos de soluções. Sua trajetória é um testemunho de como a vivência na terra, a experiência no balcão de crédito e no relacionamento humano, podem forjar uma liderança mais consciente e eficaz. Para 2026, Monica Cury está à disposição para continuar seu propósito na vida pública, contribuindo com a política do Estado e para que os partidos brasileiros a vejam como uma construtora de pontes e parcerias que fortalecem a política das cidades. Na contramão do espetáculo, ela oferece substância. No lugar da divisão, propõe pontes. E, com a visão clara de quem sabe de onde veio e para onde quer ir, não apenas analisa o futuro de São Paulo, mas está ativamente envolvida em construí-lo, tijolo por tijolo, com as mãos na massa e os pés firmes na terra que tanto ama. Ela é, em essência, a voz do São Paulo real.

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Mônica Cury e Ricardo Teixeira, Presidente da Câmara dos Vereadores de SP, durante coletiva de imprensa

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Camarões ao molho de Champagne brut e caviar

TAMBOUILLE: LA  A ARTE À MESA

Referência paulistana desde 1971, o ícone franco-italiano criado por Giancarlo Bolla e hoje comandado por sua filha, Carla, une tradição, refinamento e hospitalidade em uma experiência que transcende a gastronomia

No pulsar gastronômico de São Paulo, poucas casas conseguem unir história, sofisticação e consistência como o La Tambouille. Fundado em 1971 por Giancarlo Bolla, nascido em San Remo, Ligúria, o restaurante logo se tornou referência entre os admiradores da alta cozinha franco-italiana. Com um cardápio que dialoga fluido entre a Itália e a França, mas sempre sob o olhar de quem valoriza elegância e excelência, a casa permanece fiel à filosofia de seu idealizador: fazer com que cada cliente se sinta acolhido como se estivesse em sua própria casa.

Com presença constante no salão, Giancarlo imprimiu ao La Tambouille não só pratos bem executados, mas também atendimento personalizado e caloroso – algo raríssimo em ambientes sofistica-

dos, mas que só era possível porque ele tinha uma beleza e simpatia de tirar o fôlego!

Após seu falecimento, sua filha Carla Bolla, que cresceu entre massas, receitas e noites memoráveis, assumiu com firmeza o legado paterno, preservando a identidade e carisma de Giancarlo e agregando o espírito de inovação.

Hoje, o La Tambouille segue mais vivo do que nunca e é ponto de encontro de gerações, de paladares exigentes e de todas as ocasiões: um almoço executivo, um jantar intimista, uma comemoração especial. Os salões são envolvidos por uma atmosfera clássica e acolhedora, com luz baixa, toalhas brancas, serviço em porcelana. Tudo embalado pelo som do piano do espetacular Paulo Sam.

Atmosfera clássica e acolhedora do salão do La Tambouille

UM ALMOÇO OU JANTAR É SEMPRE UM MOMENTO DE PURO PRAZER, COM SERVIÇO

O menu atual caminha entre os clássicos consagrados e criações contemporâneas

Tradição e inovação de mãos dadas

Conquistando paladares há mais de cinco décadas, o restaurante celebra uma conexão de cultura e sabores que transforma a cozinha em identidade europeia. Foi ele quem trouxe o carpaccio para São Paulo e o serviu em seu restaurante pela primeira vez. O menu atual caminha entre os clássicos consagrados e criações contemporâneas. Entre os destaques estão o lagostim ao molho de champanhe com caviar, o carré de cordeiro, o linguado Salertiano, além de pastas frescas feitas na casa, sobremesas refinadas como o mil-folhas com mirtilos e o imbatível tiramissu. A carta de vinhos também é celebrada pela amplitude e qualidade, com rótulos de Barolo e Brunello entre suas joias.

O La Tambouille também perpassa constantes ajustes e inovações e cartas temáticas como a “Low Carb Gourmet” surgem para acompanhar tendências sem perder sofisticação.

Há um ano, a família Bolla ampliou sua vocação. Carla e sua irmã Claudia abriram o Bar Bolla, em frente ao La Tambouille. O novo empreendimento agrega ainda mais sabor e sofisticação à cena gastronômica da cidade e oferece irresistíveis opções de coquetéis e aperitivos para amantes de descontração e leveza.

A decoração em um deck em formato de lounge é adornada por ombrelones e muita paisagem verde ao redor. Desde a escolha dos aperitivos até a elaboração dos coquetéis o bar surpreende com o padrão de excelência característico da família.

Serviço: LA TAMBOUILLE

Avenida Nove de Julho, 5925

Itaim Bibi – São Paulo - SP

Tel.: (11) 3079-6277

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Wagner Santos, Otavio Neto, Natalia Nogueira, Clayton Rafael e Marcio Martins
Laura Wie e Lu Rodrigues
Cristiana Petriz, Otavio Neto e Rossano Biazus

CELEBRATION 2025: UM ESPETÁCULO DE ARTE, DESIGN E EMOÇÃO

Realizada no icônico e luxuoso Hotel Unique, em São Paulo, em 22 de setembro, a mostra Celebration 2025 recebeu mais de 800 convidados, entre profissionais do setor de festas e casamentos, noivas, debutantes e apaixonados pelo universo de eventos. Sob a curadoria de Bibiana Paranhos – referência no mercado de joias e reconhecida por sua trajetória marcante na moda e no design – a mostra proporcionou networking de alto nível, conectando empresários, criadores e marcas em um ambiente que respirou inovação e colaboração. A temática “Pós-modernismo, Desconstrutivismo,

Otavio Neto e Luciana Marfim Rosa Eliana Weber
Agatha Nicole e Otavio Neto
Juliana Teles, Juliana Yushida Otavio Neto e Giuliana Fitipaldi
Rose Roriz, Larissa Valendy e Otavio Neto
Rossano Biazus, Otavio Neto, Chef Emanoel Bassoleil, Alexandre Schnabl, Cristiana Petriz e Danilo Camargo
Haroldo Vieira, Rose Roriz, Larissa Valendy, Otavio Neto e Aldo Brugnera Junior

APRESENTA NOVAS EMBALAGENS, MAIS COMPACTAS E ACESSÍVEIS LUXAORO

Mais do que objetivos de negócio, marca liderada por Meire Spina se guia por propósito

Que a Luxaoro é sucesso absoluto entre quem faz uso dos seus produtos é fato. Homens e mulheres de todas as idades elogiam a eficácia da terapia capilar baseada no ativo suíço Redensyl®, refletida no espelho em poucas semanas de uso. A satisfação dos clientes é justificável, já que as probabilidades de sucesso do tratamento chegam a 90%.

Mas, além de todo esse feedback positivo que a fundadora da marca, Meire Spina, recebe, entender a fundo os desejos dos seus clientes também faz parte do seu negócio e do seu propósito. Como resultado desta escuta atenta, a empresária decidiu redesenhar as embalagens da Luxaoro: o shampoo passou de 500 ml para 280 ml, e o tônico, de 120 ml para 60 ml. “A mudança traz mais praticidade para quem deseja levar os produtos em viagens, guardar no necessaire ou até mesmo otimizar espaço no nicho do banheiro”, diz.

Para os clientes, os benefícios foram ainda maiores, já que essa nova configuração propor -

ciona uma redução de preço, tornando o tratamento mais acessível, consolidando o objetivo de Meire, que sempre foi atender o máximo de pessoas possível. “Percebi que muitos clientes queriam um formato menor, que facilitasse o uso no dia a dia. Essa mudança vem ao encontro do nosso propósito: cuidar das pessoas, democratizando o acesso à terapia capilar de qualidade”, diz a líder da Luxaoro.

A SATISFAÇÃO DOS

CLIENTES COM A LUXAORO É JUSTIFICÁVEL, JÁ QUE

AS PROBABILIDADES DE SUCESSO DO TRATAMENTO CHEGAM A 90%

MEIRE SPINA

Nascida em Cabreúva, na Fazenda Corcovado, adquirida por seu trisavô quando ele veio da Itália para o Brasil, Meire Spina sempre esteve ligada aos negócios da família. Formou-se em Educação Física por gostar muito da área, mas sua atuação, de fato, era na parte administrativa da empresa familiar de criação de frango. Em 2020, ela já não atuava mais diretamente no negócio, e seguia sua vida no compasso do tempo de sua fazenda – leve e sossegada. Foi quando se deparou com problemas hormonais, que somados à Covid, a deixaram com os cabelos bem ralos e abalaram sua autoestima. Além disso, uma predisposição genética à calvície fez com que ela sentisse na própria pele o desafio que também era enfrentado por seus familiares, como avós, mãe e tias. A fazendeira, então, mergulhou fundo em busca de uma solução e encontrou fora do Brasil o Redensyl®, um ativo cosmético mundialmente premiado, criado na Suíça, que, de fato, fez a diferença na sua recuperação capilar. E assim, ela fundou a Luxaoro, sua marca de terapia capilar voltada para a regeneração dos cabelos, considerada por especialistas uma alternativa ao transplante.

Com tecnologia europeia, a linha composta por shampoo, tônico e condicionador, tem em sua fórmula o Redensyl®, ingrediente permitido no Brasil, composto à base de água, sem hormônios na composição, não tendo contraindicações.

A Luxaoro continua a crescer impulsionada por um valor que vai além da estética: o resgate da autoestima e do bem-estar. E com as novas embalagens, a marca reafirma que seu foco está não apenas na beleza dos fios, mas na transformação de vidas

Serviço: LUXAORO

Para mais informações acesse o QR Code:

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CEOGrupo On Media e Publisher HANDS ON OTAVIO NETO

MASTERCARD LANÇA CARTÃO ULTRA EXCLUSIVO PARA PÚBLICO DE ALTÍSSIMA RENDA

Criadoparaatenderaosegmentodos1%maisricos,queconcentram mais de 27% da renda nacional, o World Legend se posiciona acima doBlackeoBrasiléosegundopaísareceberoproduto,lançadonos Estados Unidos. Desenvolvido com foco no “luxo silencioso”, o cartão oferece benefícios como acesso prioritário a restaurantes Michelin, programas de arte, itens de lifestyle, salas VIP e viagens executivas. “Queremostercertezadequeseráexclusivo,limitadoecolocadonas mãos corretas. A ideia é dissociar um pouco o produto do simples fato de ter dinheiro”, afirmou Leonardo Linares, vice-presidente sênior de produtos, no lançamento do cartão, no luxuoso Hotel Tangará, em São Paulo. Para 2026, a bandeira já antecipou o lançamento de um nível ainda mais elevado: o World Legend Exclusivo.

FÓRUM MUNDIAL DO TURISMO GASTRONÔMICO DA ONU 2026

Emfevereirode2026,Santarém,noPará,sediará,pelaprimeira vez, o Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da ONU. O eventoreuniráchefsrenomados,líderesinternacionaiseespecialistas paradebaterinovação,sustentabilidadeeodesenvolvimento regionalpormeiodagastronomia.Ofórumreforçaaestratégia doBrasildeintegrarturismo,culturaesustentabilidade,destacandoaAmazônianomapaglobaldoturismogastronômico.

FOTOS
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NOVA DIRETORIA DO SINDIPROM SP TOMA POSSE

Em assembleia realizada em 12 de novembro, o Sindiprom SP elegeu sua nova diretoria paraotriênio2025–2028.CarlosAlbertoSauandag,daKassPromoçõesdeFeiras,assumiu apresidência,aoladodeJorgeAlvesSouza,daSãoPauloFeiras,comovice,eLaercioBissi, da Strutura Design, na diretoria administrativo-financeira. Foram eleitos também outros diretores da entidade, suplentes e conselheiros representantes junto a FESERV-SP. “Nosso objetivo é continuar valorizando as empresas associadas e contribuir para o crescimento sustentáveldomercadodeeventos”,destacouCarlosAlbertoSauandag.

SÃO PAULO

DOBRA

SP HOUSE DO SXSW 2026

O SXSW 2026, que vai de 12 a 18 de março, emAustin(EUA),receberáumaSPHousecom espaço ampliado de 2,2 mil metros quadrados,quaseodobrodaediçãoanterior,enovo endereço:esquinadaCongressAvenuecoma 3rd Street. A iniciativa do governo estadual e da InvestSP mira atrair marcas, talentos e investidores para a economia criativa paulista e terá novidades como a “XR Exhibition” e o “ArtistsValley”,comfocoemrealidadeestendida,arteurbanaetecnologia.

RODEIO GANHA NOVO PONTO NOS JARDINS

A tradicional churrascaria Rodeio, aberta em 1958epresentehádécadasnaHaddockLobo, confirmou mudança de endereço dentro da mesmaquadra:onúmero1498darálugarao 1448,mantendo-senoluxuosobairrodosJardins. O novo projeto, assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, reduz o salão de 240 para 150 lugareseprometeumambientemaismoderno e funcional. A proprietária, Silvia Macedo Levorin, reforça que a mudança foi pensada “na melhor solução em termos de estrutura e ambiente para o cliente”. A inauguração está previstaparaabrilde2026.

Tênis masculino. Kolosh Tel.: (544) 99963-7521  kolosh.dakota.com.br

ESTILO E

PERFORMANCE

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FERNANDO RUAS

CEO da Francal

Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios e pós-graduação em Gestão de Processos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Ruas tem em sua trajetória passagem pela indústria de alimentos, logística, P&D e planejamento estratégico. Assumiu o comando executivo da Francal, uma das maiores promotoras de feiras e eventos de negócios do Brasil, numa fase de profunda transformação. Desde sua nomeação como CEO, em maio de 2024, lidera o reposicionamento da empresa como um ecossistema completo de eventos, com foco em soluções integradas, ino -

vação, modernização estratégica e crescimento competitivo. Sob sua liderança, a Francal vislumbra um modelo one-stop-shop, capaz de atender toda a cadeia de serviços de eventos – montagem, ativações, turismo de negócios, logística.

Para Ruas, o papel da organização é “conectar pessoas, ideias e marcas para gerar valor”, e sob essa visão, tem impulsionado práticas de intraempreendedorismo e ESG dentro da empresa, fomentando inovação e engajamento de colaboradores. Para além de metas de crescimento, sua marca pessoal se relaciona à solidez, à transição estratégica e à ambição de posicionar a Francal como protagonista na agenda de negócios da América Latina.

ARTE TÊXTIL BRASIL

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