Healthcare Management 41ª Edição

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EDITORIAL

O Oscar da Saúde

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“Tudo na vida são forças.” Essas são as palavras do empresário Roberto Justus quando questionado sobre o que devemos ter para alcançar o sucesso. Segue alguns pensamentos que gostaria de compartilhar. A força de vontade é fundamental para buscar o que tanto almejamos. Muito desta energia depende de nós mesmo, da nossa entrega e comprometimento com o objetivo. Para tanto, é preciso discernimento na tomada das decisões. Tão importante quanto uma lista de coisas para fazer, também é necessário uma lista do que não fazer. Destaca-se também a força da visão, ou seja, o poder de vislumbrar um horizonte diferente. Nada mais importante diante de um mundo cada vez mais competitivo do que sair da mesmice. A força do caráter é outro elemento importante, uma vez que aqui está a importância de como o líder conduz seu time. Afinal, ele pode construir ou destruir o caráter de sua empresa. O poder está em suas mãos. Já a força da coragem é aquela que leva o líder para além das fronteiras convencionais. A coragem para a mudança quebra paradigmas e traça novas tendências.

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Edmilson Jr. Caparelli CEO e Publisher

Vontade, visão, caráter e coragem. Essas são algumas das forças reunidas nesta edição da Healthcare Management. Nas próximas páginas trazemos o “100 Mais Inf luentes da Saúde 2016”, especial que entra para a sua 4ª edição, já conhecido como o Oscar da Saúde. São pessoas que, dentro de diversas atividades do setor, nos inf luenciaram por sua força de fazer mais pela Saúde do Brasil e conseguiram, com grande sucesso, mesmo diante de tantas dificuldades que estamos passando. O Oscar da Saúde traz executivos, gestores, médicos, engenheiros, arquitetos, enfim, uma vasta gama de profissionais que se dedicaram à inovação na Saúde. Eles realizaram investimentos, trouxeram novas soluções de atendimento, fomentaram debates, superaram os desafios para se chegar a uma gestão sustentável e representaram o Brasil lá fora. E como tudo o que se planta, se colhe, vamos agora celebrar esta justa homenagem a esses grandes líderes. Afinal, vontade, visão, caráter e coragem são sempre bons exemplos para serem seguidos.

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NESTA EDIÇÃO

março - abril Capas da edição:

Alguns dos eleitos dos 100 Mais Influentes da Saúde são a nossa capa da 41ª edição da Healthcare Management.

Código de Cores A HealthCare Management organiza suas editorias pelo código de cores abaixo: Líderes e Práticas Sustentabilidade Health-IT Mercado Gente e Gestão Ideias e Tendências Estratégia Health Innovation

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Inovar em tempos de crise Os desafios para o acesso da população à saúde em momentos de instabilidade econômica Farmácia Robotizada Sírio-Libanês é o primeiro hospital da América Latina a ter farmácia central totalmente automatizada

Articulistas:

24 Avi Zins | 32 Lucas Zambon 162 Franco Pallamolla

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Carlos Goulart

188 Evaristo Araújo

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Perspectivas Mesmo diante de um complexo cenário econômico, o executivo Renato Garcia Carvalho fala sobre oportunidades no mercado brasileiro

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Informação junto com o profissional Hospital Sírio-Libanês adota versão móvel do UpToDate e amplia o acesso do corpo clínico à informação

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Diálogos 16º Encontro de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro debate Saúde, Justiça e Economia

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Conexão com o paciente Personalização do atendimento começa no Contact Center

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Dossiê: Unimeds pelo Brasil

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Risco e Segurança do Paciente CRM na aviação: Impacto em segurança operacional

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Nubia Viana

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Márcia Mariani


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Conforto e segurança Gerenciar de maneira adequada o estacionamento pode ser a diferença entre ganhar, ou perder, mais pacientes

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Internet das Coisas Beneficência Portuguesa de São Paulo e a monitorização de sua farmácia

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Sempre avante Com método e perseverança, Biocor Instituto busca atingir suas metas, dando a sua contribuição à Saúde e Sociedade, ajudando a construir um país cada vez melhor

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Otimização Hapvida reduz custo de impressão de imagem em 80% e tempo para laudar em 50%

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Mais Influentes da Saúde Entidades Setoriais............................. 62

Empresários........................................... 64 Ensino e Pesquisa............................... 68 Filantropia............................................... 70

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Gente e Gestão.................................... 74

De olho no desempenho Hospital viValle implementa CRM para otimizar processos, aumentar a segurança do paciente e engajar colaboradores

Gestor na Saúde.................................. 76

Indústria................................................... 78

Infraestrutura e Engenharia........... 80

Inovação.................................................. 84

Na contramão da crise BD anuncia investimento de US$ 30 milhões em nova fábrica no Brasil

Medicina Diagnóstica...................... 86

Negócios................................................. 88

Personalidade Pública...................... 90

Hotelaria A atenção desde a estrutura física da instituição até a apresentação pessoal dos profissionais

Projetos de Humanização.............. 92

Provedor de Serviços........................ 96

Tecnologia móvel a favor da saúde Os corredores do Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte foram invadidos pela mobilidade. Projeto em andamento prevê 100% de cobertura de rede sem fio Em perfeita sintonia Com quase 20 milhões de clientes em todo o país e cerca de 350 cooperativas, Sistema Unimed intensifica o uso de vídeo colaboração para aproximar as organizações

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Antônio Britto, Presidente Executivo da Interfama

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Perfil

José Luiz Sant Ana Horta, Superintendente da Life Empresarial Saúde

Qualidade e Segurança................... 100 Referência............................................... 102

Saúde Suplementar........................... 106 Suprimentos e Logística.................. 110 Sustentabilidade.................................. 114 Tecnologia.............................................. 116

198 PONTO FINAL A Segurança do Paciente em nossas mãos


Confira mais vídeos no Saúde Online TV http://goo.gl/j3zuWh

Prêmio Inova Saúde reconhece soluções médicas e odontológicas A ABIMO, com o intuito de incentivar a inovação na indústria médica e odontológica nacional, realizou a 7ª edição do Prêmio Inova Saúde. Neste ano, foram inscritas 67 empresas. A Lifemed foi a grande vencedora do prêmio médico-hospitalar com a inovadora Bomba de Infusão Smart – produto desenvolvido em parceria com o Hospital Albert Einstein com o propósito de aproximar o prestador de serviço à indústria a fim de reduzir a necessidade de importação de tecnologia e equipamentos. O produto vitorioso da categoria prêmio odontológico foi o EasyClip+, bráquetes autoligáveis que combinam as técnicas passivas e interativas em um único sistema, da empresa Aditek.

Confira a cobertura no Saúde Online TV http://goo.gl/0h7Px3

Fórum ASAP 2016 discute rumos para sustentabilidade no setor O Fórum ASAP 2016 reuniu cerca de 500 executivos, profissionais e pesquisadores do setor de saúde para debater o tema “Rumos e Sustentabilidade da Saúde”. O Fórum foi dividido em três painéis, com o primeiro debatendo “Cultura, Conhecimento e Educação em Saúde”; o segundo sobre “O Ambiente e suas Repercussões na Saúde das Populações”, e o terceiro com o tema “Indicadores e Transparência”. No evento, a equipe do Saúde Online conversou com diversos executivos, como Milvia Gois, CEO da ASAP; Ana Elisa Siqueira, CEO do Grupo Hospitalar Santa Celina; Francisco Balestrin, Presidente da Anahp, entre outros.

Confira a cobertura no Saúdeonline TV http://goo.gl/YAon96

Lucas Zambon do IBSP fala dos desafios da Qualidade e Segurança Com base na visão de especialistas em Medicina Hospitalar dos EUA e Canadá, o primeiro Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente discutiu as possíveis soluções a serem implementadas para os problemas de variabilidade na assistência prestada pelos hospitais nacionais. Em entrevista para o Saúde Online, o palestrante Lucas Santos Zambon falou sobre ideias e tendências internacionais do setor da saúde e discutiu os desafios da qualidade e segurança do paciente.

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Palavra da editora

Homenagem à Saúde

Carla de Paula Pinto, Editora da Revista Healthcare Management

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Influência. Provavelmente, este seja o tema predominante nas próximas páginas desta edição. Mas ele não está sozinho. Ninguém é influente sem ser um bom líder, sem inspirar confiança, sem acreditar no que faz. São justamente esses grandes líderes os nossos eleitos 100 Mais Influentes da Saúde de 2016. São pessoas que provaram para toda a comunidade que é possível realizar e inovar em meio a tantas adversidades.

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Sabemos, contudo, que a Saúde se faz graças a uma infinidade de respeitáveis profissionais por todo o Brasil, cada uma em sua especialidade, mas todos em busca de um objetivo: mais qualidade no atendimento a toda a população. Porém acreditamos que os nossos eleitos abriram caminhos, seja na pesquisa, na gestão, nos negócios, na engenharia ou mesmo na política. E essas novas rotas estão sendo trilhadas por todos nós, que confiamos nesses grandes nomes. O 100 Mais Influentes da Saúde é o nosso reconhecimento e homenagem a todos esses profissionais. Além do nosso Oscar da Saúde, esta edição também traz para o leitor o Dossiê Unimeds pelo Brasil. Conversamos com gestores de diversas Unimeds espalhadas por todo o país e eles nos contaram sobre peculiaridades de cada administração, os desafios da sustentabilidade e a governança cooperativista. E o que a Segurança do Paciente pode aprender com a Aviação? Este é um dos assuntos presentes no livro “Risco e Segurança do Paciente”, lançado pela Fundação para Segurança do Paciente. Em capítulo extraído desta obra, Valter Carneiro, Especialista em aviação civil e que ministra cursos de CRM para a Gol Linhas Aéreas, fala sobre a segurança nos procedimentos, sendo possível traçar pontos em comum com a Saúde. O Saúde 10 traz Antônio Britto, Presidente da Interfarma - Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Nesta seção, Britto fala sobre inovação, pesquisas clínicas, o ambiente regulatório do país e alerta: “é preciso resgatar a representatividade nacional do INPI. (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).”

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“A ciência não vai esperar pelo Brasil” Antônio Britto, Presidente Executivo da Interfama, avalia o desenvolvimento de pesquisas clínicas no país e a urgente necessidade de agilizar o ambiente regulatório

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ara o Brasil, a inovação farmacêutica é essencial como instrumento para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento da ciência pela interação permanente e produtiva entre centros de pesquisa, políticas públicas e empresas privada.” Esse é um dos tópicos presentes na Carta de Princípios da Interfarma - Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa - e que também é avaliado por Antônio Britto, Presidente Executivo da entidade, no Saúde 10 desta edição. Além disso, Britto também fala sobre o desenvolvimento de pesquisas clínicas, o ambiente regulatório brasileiro, entre outras questões. Questionado sobre os procedimentos de patente no país, Britto alerta: “Para a inovação ser verdadeiramente promovida no Brasil, em todos os segmentos de atividade econômica, é preciso resgatar a representatividade nacional do INPI. (Instituto Nacional de Propriedade Industrial)”

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Qual é a situação do Brasil quanto ao desenvolvimento de pesquisas clínicas necessárias para descoberta de novos medicamentos? O Brasil recebe apenas US$ 300 milhões dos US$ 140 bilhões gastos anualmente com pesquisa e desenvolvimento no setor farmacêutico, o que é rigorosamente medíocre. Dois problemas fundamentais precisam ser resolvidos para que esse cenário seja revertido: o distanciamento entre universidade e iniciativa privada, e a morosidade para a avaliação de pesquisas clínicas. A universidade tem resistência em trabalhar com a iniciativa privada, enquanto essa resiste em assumir os riscos da inovação. Em outros setores, como o da agricultura, esse tipo de parceria já provou ser capaz de criar um cenário em que todos saem ganhando.

andamento em 180 países. Além disso, um levantamento com as nossas associadas mostra que 16 estudos multicêntricos deixaram de ser realizados nos primeiros meses do ano passado justamente pela morosidade das avaliações.

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De que forma o nosso ambiente regulatório interfere nesses processos? O Brasil é o único país que exige uma aprovação tripla para cada estudo. O processo começa nos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs), distribuídos em diferentes regiões, e depois segue para a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É fundamental mantermos um padrão elevado de análise ética das pesquisas clínicas, mas não podemos demorar tanto para isso. Essa morosidade acaba fazendo com que muitos estudos deixem de ser feitos no Brasil, o que dificulta o acesso dos pacientes às drogas experimentais e também prejudica o avanço da ciência no Brasil. Ano passado, mais de 40 dos principais médicos e pesquisadores do país assinaram uma carta aberta à Presidente da República, Dilma Rousseff, solicitando atenção ao problema.

2 5 3 A diferença nesta espera entre o Brasil e outros países é muito grande? Líderes mundiais, como Estados Unidos, União Europeia, Coreia do Sul, Canadá, Japão e Austrália, avaliam um estudo clínico em até 90 dias, sendo que a nossa média é de 365 dias, prazo que, às vezes, é ainda maior, caso haja necessidade de ajuste nos protocolos.

Quais as consequências dessa morosidade? A demora acaba por deixar o país fora dos estudos multicêntricos, que são os de maior relevância. De acordo com o Clinical Trials, o Brasil detém apenas 2% das 160 mil pesquisas em

Qual a sua avaliação sobre nossos procedimentos de patentes? Hoje, o país leva 14 anos para examinar um pedido de patente – o triplo da média mundial. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e algumas nações europeias, é possível ter um retorno em menos de seis meses. Essa diferença é preocupante. Ela evidencia que a Lei de Propriedade Industrial, criada há 20 anos, não atingiu o objetivo esperado nessas duas décadas. A criação de um sistema que proteja investimentos em pesquisa e desenvolvimento existe no papel, mas na prática não é capaz de criar um ambiente de promoção à inovação.

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Por que isso acontece? Isso acontece devido à grave situação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Ele, hoje, apresenta um número insuficiente de examinadores, apenas 1/3 da quantidade ideal. Ano passado 350 novos funcionários foram aprovados em concurso público, mas eles nunca chegaram a ser contratados. Faltam recursos para isso. E assim a fila dos pedidos segue aumentando e o país se afasta cada vez mais da inovação, fundamental para reduzir nossa dependência tecnológica e crise econômica. Além disso, o instituto tem se distanciado de debates importantes para o futuro político, econômico e tecnológico do Brasil. Para a inovação ser verdadeiramente promovida no Brasil, em todos os segmentos de atividade econômica, é preciso resgatar a representatividade nacional do INPI.

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Qual a sua análise sobre o interesse das farmacêuticas multinacionais em desenvolver centros de pesquisa e inovação no Brasil? Existe um grande interesse em realizar pesquisas clínicas no Brasil por diversos motivos. O país tem profissionais altamente qualificados, tem ilhas de excelência para o desenvolvimento de estudos clínicos, além da diversidade étnica, cultural, climática e demográfica, que são questões importantes para a elaboração de protocolos de pesquisa clínica.

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Então, qual o grande o desafio que essas indústrias encontram por aqui? O grande problema, novamente, está na morosidade para análise dos pedidos de pesquisa. Um estudo multicêntrico

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realiza o pedido de análise em diversos países ao mesmo tempo, incluindo o Brasil. Seis meses depois, todos já aprovaram, exceto o Brasil, que ainda está analisando. O mundo não pode esperar pelo Brasil, a ciência não vai esperar pelo Brasil. Por isso, muitos estudos acabam não sendo realizados aqui. Precisamos reverter essa situação antes que os pesquisadores desistam de submeter seus pedidos.

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De que forma nosso atual contexto econômico vem afetando o setor? A indústria farmacêutica tem registrado queda nas vendas de produtos não essenciais. Aqueles medicamentos sem necessidade de prescrição médica, que as pessoas compram para terem à mão em casa, essas vendas estão diminuindo. Mas os demais medicamentos continuam praticamente estáveis porque são essenciais.

Mesmo com tanto avanço nas pesquisas ainda não temos respostas para questões básicas na Saúde, como é o caso da dengue e febre amarela? Por que? Muitas das questões básicas de saúde conseguiram ser enfrentadas e superadas pelo SUS, que hoje se depara com outros desafios. Com o envelhecimento da população e o consequente aumento das doenças crônicas e complexas, como diabetes e câncer, é necessário que o SUS se readeque para lidar com os problemas gerados pelo crescente subfinanciamento. Dengue e febre amarela são exceções no cenário nacional de atenção básica à saúde, que ainda requerem o aperfeiçoamento das estratégias de combate. Mas existem campanhas e crescentes ações com esse foco. H

Atualmente, a Interfarma possui 56 laboratórios associados que, hoje, são responsáveis pela venda de 82% dos medicamentos de referência do mercado e por 33% dos genéricos, no canal farmácia.


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Health Innovation

Inovar em tempos de crise Os desafios para o acesso da população à saúde em momentos de instabilidade econômica

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U

ma crise econômica-política como a que o Brasil está vivendo gera dois principais cenários na Saúde: uma maior dependência dos serviços públicos, uma vez que há uma significativa perda de empregos; e a necessidade das operadoras otimizarem ainda mais seus custos a fim de aumentar a capacidade operacional. As empresas também sentem esta turbulência e, para tentar driblar tais dificuldades, acabam adequando seus planos de saúde ou até mesmo buscando opções mais simples. Ou seja, as pessoas empregadas também são prejudicadas na medida em que têm seus benefícios limitados. “É possível apontar um forte movimento de downgrade dos planos de saúde dentro das empresas. As coberturas, que eram mais amplas, estão cada vez mais limitadas”, afirma Fabricio Campolina, Presidente do Conselho de Administração da ABIMED. Há também a queda na arrecadação, fundamental para a saúde pública. “A Saúde está sentindo o impacto direto na redução do volume de investimentos. Muitas pessoas estão migrando para o sistema público, justamente em um momento que este não está recebendo tanto dinheiro. Diminuir a arrecadação e aumentar a assistência é uma equação que não fecha”, pontua Carlos Goulart, Presidente Executivo da ABIMED. “As restrições orçamentárias estão impactando o que foi realizado anteriormente. Estamos regredindo em relação aos

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avanços que tínhamos conquistado nos últimos anos”, analisa Campolina. O setor privado também sente os efeitos desta instabilidade econômica. Segundo Goulart, nos últimos 18 meses, os planos de saúde registraram uma perda de mais de um milhão e meio de segurados. A retomada da atividade econômica se faz urgente nesse cenário. Para tanto, é necessário, conforme ressalta Goulart, uma mudança política, em que investidores e empresários voltem a ter confiança e a investir no país. Contudo, há espaço para melhorias, como a profissionalização da gestão. “Quando se tem poucos recursos, isso te obriga, ainda mais, a ter uma administração mais eficiente, sem desperdícios. Mesmo sem a crise, a revisão da gestão é sempre necessária”, afirma Goulart. Neste contexto também desponta uma importante solução: inovação. Não apenas a tecnológica, mas também de toda a rede assistencial. Cabe, então, repensar o acesso à saúde para a população, o que se torna um dos grandes desafios para gestores e empresários.


Carlos Goulart, Presidente Executivo da ABIMED

Um potencial caminho para promover o acesso à saúde seria, segundo Thomaz Srougi, Sócio Fundador do Dr. Consulta, ajustar a oferta de recursos médicos para refletir uma mudança no mix de serviços de forma mais adequada às doenças da atualidade. Destaca-se a importância de redesenhar a relação do setor público com o privado. “Neste contexto, o governo terceirizaria para empresas de saúde privada o atendimento ambulatorial, onde há o maior gargalo de acesso.” Por fim, Srougi salienta a adoção de novas tecnologias para alavancar a capacidade de atendimento da infraestrutura atual instalada, melhorar a experiência do paciente e a qualidade dos resultados médicos entregues. “Há muitas evidências que justificam a necessidade de haver profundas mudanças no sistema de saúde brasileiro. Por isso, não abraçar inovações como aliadas da boa prestação de serviço pode significar assinar sentença de morte para muitas pessoas desprotegidas”, afirma Marcos Fumio, Vice-Presidente da Área Médica do Dr. Consulta. Fumio acredita também que é preciso colocar, definitivamente, o paciente e o médico no centro deste processo de redesenho de sistemas de saúde interligados e sincronizados, mais eficientes e eficazes. “Há novos modelos de negócio que utilizam os ativos e tecnologias disponíveis de forma diferente para levar aos pacientes resultados médicos precisos e de forma acessível”, afirma Fumio. “Precisamos, cada vez mais, olhar formas dife-

rentes de funcionamento, testando e aplicando melhorias na gestão de saúde, para diminuir ineficiências, remodelar processos, quebrar paradigmas, aprimorar convergência de interesses entre os envolvidos (pacientes, médicos, poder público e privado), e focar resultados”, acredita Fumio. O Dr. Consulta é um exemplo de inovação na assistência à Saúde. A rede utiliza análise sofisticada de dados, design e tecnologia para recriar o acesso à saúde de excelência no menor custo possível. As consultas podem ser agendadas em menos de um minuto e até para o mesmo dia. A rede já traz em seu histórico resultados muito expressivos. A companhia tem crescido, em média, 300% ao ano desde 2011, quando foi fundada. Em 2015, impactou 500 mil pessoas. A proposta mostra o quanto serviços médicos de qualidade podem estar ao alcance das pessoas, desafiando a ideia de que o acesso à saúde qualificada é algo caro ou inatingível.

fundamental na inovação. Mas não naquela que agregue custo, mas sim que ajude a aumentar a produtividade e o acesso à saúde, de tal forma que possamos fazer mais com os recursos disponíveis. Não vejo outra solução que não a inovação”, ressalta Campolina. Ainda de acordo com o Presidente do Conselho de Administração da ABIMED, para que essa inovação ocorra é preciso trabalhar vários pilares como o regulatório, para garantir uma regulamentação favorável à inovação e à simplificação da burocracia. “É importante também estreitar o relacionamento entre as universidades e o setor privado; e termos mecanismos que fomentem uma educação profissional de qualidade. Essas premissas são essenciais para acelerar a inovação no dia a dia dos hospitais.” Uma forma de repensar o acesso da população à saúde é

A saída tecnológica Inovação pode ser a aplicação de uma nova ideia, método ou serviço, e ainda algo para atender novos requerimentos ou novas necessidades de mercado. No contexto que vemos hoje, é essencial inovar na forma de oferecer soluções para novas demandas e necessidades. “A indústria tem um papel

Leonardo Melo, CEO da Diagnext.com

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Foto: Divulgação Memed

Health Innovation

Ricardo Moraes, CEO Memed

por meio da tecnologia, aproximando pacientes e profissionais com métodos racionais e processos inteligentes e econômicos. Hoje, as tecnologias de informação e comunicação ajudam a resolver dois grandes problemas: ampliar acesso à saúde e reduzir custos. Pensando em levar Saúde a locais remotos, beneficiando pacientes e profissionais, a Diagnext. com vem proporcionando importantes soluções em Telemedicina. “Hoje, além de estarmos transmitindo exames de radiologia mais rápidos do que anteriormente - gastamos pouco mais de 1 minuto - conseguimos viabilizar comunicação utilizando múltiplas saídas de internet”, explica Leonardo Melo, CEO da Diagnext.com. Segundo o executivo, a empresa está desenvolvendo tecnologias que, através do uso de diversos modems de telefonia celular, conseguem agregar maior capacidade de transmissão a partir de unidades móveis, como caminhões, embarcações e ambientes remotos. O grande diferencial é o custo, pois um satélite é extremamente mais caro que um modem de telefonia celular. Outra alternativa é criar soluções capazes de reduzir a necessidade de infraestrutura para guarda de documentos médicos. “Desenvolvemos nossas tecnologias para armazenamento de dados, 22

sem perda de qualidade, mas de forma extrema. Enquanto a maioria do mercado compacta dados radiológicos em até 50% no máximo, nossas tecnologias conseguem armazenar em até 93%. Essa diferença reflete-se diretamente na redução de custo de investimento e operação de ambientes clínicos e hospitalares.” Além de facilitar o atendimento à saúde, a tecnologia também desempenha um papel importante na segurança dos procedimentos. Exemplo disso é a ferramenta que a Memed vem proporcionando no mercado quanto à prescrição impressa. “Vamos começar os trabalhos no Hospital do Servidor e no Pérola Byington. Temos um banco de dados de medicamentos que congrega mais de 20 mil medicamentos credenciados pela Anvisa. Nesta solução, o médico poderá ter a segurança para checar qualquer informação atualizada”, explica Ricardo Moraes, CEO e Co-fundador da Memed.

A solução visa garantir a compreensão do receituário, tendo em vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde, até 75% das prescrições médicas escritas à mão correm o risco de apresentar algum tipo e erro. “O desafio da saúde consiste, justamente, no acesso a um atendimento mais ágil e de qualidade. Nossa contribuição é justamente no sentido de modernizar os profissionais.” O desafio é grande: fazer com que todas as prescrições sejam digitais. A proposta é que o paciente, por exemplo, ao sair do médico, já saiba qual farmácia nas proximidades apresenta um custo mais acessível de medicamentos, de forma que seu receituário seja enviado diretamente para lá. “Estamos cientes de que isso ainda vai demorar. Para tanto, é necessário mudar um mindset e estabelecer uma infraestrutura diferente do que se tem hoje. Estamos trabalhando para unir parceiros e conseguir estabelecer esse novo cenário.”

Marcos Fumio, Vice-Presidente da Área Médica Dr. Consulta e Thomaz Srougi, Sócio-Fundador do Dr. Consulta

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Artigo de

Avi Zins Avi Zins

Nanomedicina

Head of Healthcare Segment da Neoris do Brasil.

Outro passo para a Medicina Personalizada ou de Precisão

É

impressionante o volume de novas tecnologias em evolução na saúde e que vem e irão revolucionar a medicina. Dentro deste volume de novidades estão as já citadas por aqui, como a Internet das Coisas (que denomino Internet of Bodies), a saúde móvel (mHealth), a impressão 3D, e a biogenética com a interpretação dos DNAs e as possibilidades de integração destes altos volumes de informações através de soluções de Healthcare Analytics. Também está chegando ao mercado, cada vez com mais força, a Nanomedicina, inspirada na criação da Nanotecnologia. Criada por Richard P. Feynman que apresentou sua teoria em 1959 na Sociedade Americana de Física, e nominada pelo professor Norio Taniguchi, em 1974, a Nanotecnologia pode ser definida como a ciência do desenvolvimento e manipulação da matéria em nanômetros, ou seja, do tamanho de átomos e moléculas. Ainda que seja útil para diferentes setores do mercado, como, por exemplo, a área automotiva, em que após uma batida e uma lataria amassada poder-se-á regenerar a lataria e ter o carro como novo sem ter que ir a qualquer funilaria, ou até o uso de películas ultrarresistentes que não permitam que riscos na pintura existam, ou que os façam desaparecer, a área de nanotecnologia origina uma séria revolução no diagnóstico e tratamento de pacientes. Entre os diversos usos está o de nanorobôs que são injetados dentro do corpo humano para executar uma função específica. Um dos exemplos recentes é o de uma tecnologia israelense que usa estes agentes para o ataque à Leucemia, já com expressivos resultados em doentes terminais que tiveram cura total. Fala-se também de nanorobôs que executariam uma varredura das artérias e vasos sanguíneos de maneira a limpá-los de gorduras e, consequentemente, prevenir

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ataques cardíacos e infartos. Mais que agentes no tratamento, a nanomedicina também avança em outros setores como, por exemplo, o de diagnóstico, que permite que se tenha imagens mais precisas do que se pretende examinar através de agentes sensíveis aos contrastes e que possam delinear melhor as imagens, ou ainda em um avanço sensível na área de terapia celular em que se pode imaginar um aumento considerável no tempo de vida dos seres humanos. Também vem sendo usada na cosmética, por exemplo, na melhoria e retirada de rugas das peles, ou compondo películas para evitar queimaduras do sol. Ou seja, o uso da nanomedicina chega também ao bem-estar e à qualidade de vida. Podemos também imaginar que um dos principais usos também está voltado para reduzir o número de cirurgias invasivas, utilizando estes agentes como forma de operar determinadas patologias, além de uma sensível redução de custos nesta área, por usar materiais microscópicos. Aliás, em se tratando de custos, pode-se imaginar o uso da nanotecnologia na fabricação de instrumentos e equipamentos médicos, órteses, próteses e materiais especiais, e uma infinidade de medicamentos, reduzindo assim os custos daí inerentes e permitindo maior eficiência até mesmo na gestão da saúde que, hoje, atinge patamares altíssimos no mundo todo (em média um número de dois dígitos de percentual do PIB gasto em saúde por país) Por fim, outra revolução que é trazida para este mundo é o desenvolvimento de medicamentos usando a nanomedicina. Alguns medicamentos já existem e estão inclusive aprovados para uso pelo FDA (Food and Drugs Administration), como o Abraxane, voltado para o tratamento de câncer, cujo foco é alimentar os tumores e através disso penetrar nas células cancerígenas e as eliminar (como um cavalo de Tróia); o Doxil (usado no tratamento


de câncer de útero) e o Rapamine (usado para reduzir os riscos de rejeição em transplantes de órgãos), dentre outros. Se somarmos a já conhecida capacidade de desenvolvimento de medicamentos utilizando os conhecimentos genéticos do indivíduo e também a nanomedicina, pode-se imaginar claramente um crescimento forte na medicina personalizada ou de precisão, em que alguns cientistas mais ousados já começam a considerar a medicina uma ciência exata. Porém, há aqueles que consideram esta tecnologia perigosa em vários aspectos: 1. Ético-Religiosa – Interferindo nas leis de criação e da natureza. 2. Meio-Ambiente – Pode-se gerar um desequilíbrio ambiental com a criação de várias nanopartículas que se difundem no ar, na água e no solo. 3. Toxicidade – A possibilidade de haver toxicidade dos materiais nanométricos no corpo humano (Nanotoxicidade), podendo ocasionar danos no cérebro, ou em

outras células do corpo. 4. Segurança do Paciente – Claramente, este é um tema de alta importância, já que ao se permitir (e isso ocorrerá cada vez mais) que informações sejam trocadas entre os agentes que foram injetados no corpo humano e ambientes computacionais externos (ex.: Laudos e Diagnósticos por Imagem, Cirurgias-Não-Invasivas, Exames que coletam informações em detalhes dos pacientes), há sempre um risco de “Hackers” invadirem estes ambientes e causar inclusive óbitos. Logo, é evidente e claro que uma regulamentação bem definida e detalhada é imprescindível para este tipo de utilização. De resto, é esperar as novas descobertas e os seus desenvolvimentos e que venham rápido para que possamos enfrentar com armas mais potentes as enfermidades, e que mais instrumentos de cura possam estar sendo desenvolvidos pela indústria farmacêutica e centros de pesquisa hospitalares, e estejam disponíveis e aprovadas para uso no nosso dia a dia. H

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Mercado

Líderes e Práticas

Farmácia Robotizada Sírio-Libanês é o primeiro hospital da América Latina a ter farmácia central totalmente automatizada 26

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Alguns conceitos de automação industrial já estão, há algum tempo, sendo incorporados na área médica, principalmente no setor hospitalar. Um bom exemplo é o Hospital Sírio-Libanês, primeira instituição da América Latina a implantar um sistema de automatização completo em sua farmácia central. Foram investidos R$ 8 milhões em tecnologias com a finalidade de aumentar a produtividade, melhorar os indicadores de desempenho, garantir controles, reduzir estoques, simplificar o fluxo de trabalho e principalmente garantir os níveis de segurança para administração dos medicamentos aos pacientes. O hospital foi equipado com uma Solução Integrada de Gestão de Medicamentos da Swisslog. Uma combinação de equipamentos robotizados que permite produzir, armazenar e separar doses unitárias ou armazenar e dispensar medicamentos em suas embalagens originais, automaticamente. A capacidade de armazenagem de estoque do equipamento que produz doses unitárias é de aproximadamente 50 mil unidades com processo de dispensação 100% automático, podendo dispensar até 1.200 doses unitárias por hora. Esta operação era realizada em processo manual e semi automatizado quando o hospital tinha 368 leitos e com a solução 100% automatizada obteve-se uma redução de 30% no quadro de colaboradores mesmo com aumento da demanda para 460 leitos e um aumento na produtividade no CDH de 26%, já que todos os medicamentos passaram a ser gerenciados pela farmácia. A expectativa é de se chegar a atender 650 leitos sem necessidade de se contratar mais mão de obra para este processo. A farmácia ainda conta com sete linhas de tubos pneumáticos, que formam uma rede de canais com propulsão feita por ar comprimido, criando uma entrega rápida dos medicamentos de urgência às unidades de internação e alguns dispensários eletrônicos de medicamentos em pontos estratégicos com pequeno estoque de medicamentos para atender primeiras doses, alguma troca de prescrição e eventual emergên-

O processo é 100% automatizado, o que garante a agilidade tanto no atendimento das prescrições de rotina quanto às de urgência. A robotização visa garantir a rastreabilidade e a segurança do paciente”. Marcos Plana

cia. Com a decisão de investir em automação, o hospital está absorvendo o aumento da demanda de trabalho da farmácia acompanhando seu plano de expansão sem precisar contratar novos colaboradores para executar as atividades. Segundo Marcos Plana, Sales Business Delevopment da Swisslog, o processo de instalação de um Sistema Automatizado para Gestão de Medicamentos leva entre 10 e 12 meses para ser concluído. Dentro deste período, são necessários seis meses para a produção, entre 40 a 60 dias para realizar o transporte e desembaraço aduaneiro, 30 a 60 dias de montagem e no mínimo 60 dias para o “startup”. Paralelamente ao processo de produção, transporte e montagem, são feitas todas as integrações do sistema de gestão com os demais softwares em uso no hospital.

Além de agilizar o trabalho dos auxiliares, técnicos e farmacêuticos, a automatização reduz os riscos ao paciente, estoques, custos do processo, elimina o desperdício e melhora a segurança do paciente bem como de todo o processo. “O processo é 100% automatizado, o que garante a agilidade tanto no atendimento das prescrições de rotina quanto às de urgência. A robotização visa garantir a rastreabilidade e a segurança do paciente. Em poucos minutos, após receber uma solicitação, o farmacêutico pode validar a prescrição e o equipamento irá produzir prioritariamente a solicitação de urgência e paralelamente, ou em seguida, continua a dispensar as prescrições de rotina para atender um paciente específico. Isto pode ser um divisor de águas entre salvar ou não uma vida”, explica.

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Mercado

Processo operativo Esta Solução de Automação Combinada funciona a partir da interação de dois equipamentos e um software de gestão: Sistema PillPick, que produz, armazena e dispensa automaticamente medicamentos para pacientes específicos em doses unitárias e/ou atendimento de requisições de alas, o BoxPicker, que propicia armazenamento e dispensação de medicamentos que se encontram em suas embalagens originais e o PillPick Manager, software que gerencia todo processo e através de uma plataforma permite também identificar e rastrear eventuais produtos que serão dispensados através de estoques de gestão manual que encontram-se em prateleiras convencionais. O PillPick Manager é integrado ao software de prescrição eletrônica, bem como ao ERP do hospital, ampliando o controle e rastreabilidade de todo o processo. De acordo com Plana, este sistema é composto por uma máquina de embalagem que abastece um estoque robótico de onde se realiza o “picking” automático dos medicamentos prescritos para cada paciente. Cada sacola produzida pelo PillPicker e marcada com um número de série, para rastreamento do medicamento a qualquer momento, através de códigos de barras 2D ( bidimensional ) - Data Matrix, para monitoramento durante todo processo até a administração dos medicamentos ao paciente. Através de meio eletrônico, as prescrições são enviadas para a farmácia central, reduzindo 90% o consumo de papel e após receber as receitas das alas, o farmacêutico as valida e a máquina automaticamente prepara as terapias personalizadas com diversas marcações. Todo esse processo de distribuição do medicamento é seguro e garantido pela leitura do código de barras. 28

Entenda as etapas da farmácia robotizada do Sírio-Libanês: Sistema PillPick Combinação de máquinas capazes de produzir, armazenar e embalar medicamentos com diferentes dimensões, modificando automaticamente o tamanho das sacolas em função do formato do medicamento. Para produzir as embalagens em formato unitário, o equipamento utiliza duas tecnologias: O Auto Phial que embala ampolas, frascos, seringas e blisters cortando as cartelas com formato dispostos de forma paralela ( aprox. 45% das apresentações ) e o Auto Phial Plus, sistema que se diferencia pois fotografa a cartela de blister e elabora o corte personalizado por ultrassom, permitindo cortar automaticamente mais de 95% dos formatos de cartela de blisters disponível no mercado. BoxStation Estação de trabalho onde são preparados os Box ¨caixas¨ que contêm as ampolas, frascos, seringas e cartelas de blisters que serão unitarizados. Estas caixas são monitoradas por RFID e são identificadas com o lote e prazo de validade dos medicamentos. Esta é a única etapa do processo realizado manualmente, tendo sistema de dupla checagem com conferência cega antes de ser lacrado o box que será inserido no Sistema PillPick.

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DrugNest

Janela de Retorno

Armazém automatizado composto em espaço retangular com cinta circular contendo pinos, usado para manusear as embalagens de dose unitária dentro do estoque no DrugNest. O número de cintas depende do modelo DrugNest em questão. Este armazém pode estocar aproximadamente 51000 doses unitárias. As sacolas produzidas pelo PillPicker são carregadas automaticamente para o armazenamento no DrugNest através de dois robôs SinglePill, com braço mecânico, um dispositivo de sucção e uma haste que coleta as sacolas as posiciona nas posições adequadas.

Abertura do equipamento onde são inseridas as bolsas de medicamentos não administradas ao paciente. Ao serem inseridas, as sacolas são identificadas e retornarão ao estoque para uso em outra prescrição.

PickRing Equipamentos em que são gerados os anéis que contêm a terapia completa do paciente em dose unitária. Nele é impressa a ficha do paciente e lacrado o anel para administração beira leito.

BoxPicker Sistema modular com prateleiras para caixas de armazenagem com dimensões padrão, operado por um trans elevador. Cada módulo inclui quatro gavetas de acesso para o armazenamento de embalagens de produtos com grandes dimensões. Alguns módulos são equipados com uma estação de operação para o carregamento e descarregamento de produtos. O armazenamento e a dispensação no BoxPicker é feito através de controle de acesso por senha e checagem eletrônica por código de barras. H

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Artigo de

Lucas Zambon Lucas Zambon

Segurança do paciente precisa estar no DNA

Entenda porque a segurança do paciente precisa ser colocada no foco da gestão

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e erros na assistência em saúde fossem classificados como uma “doença”, eles seriam a 3a causa de morte nos Estados Unidos da América. Esta é a contundente conclusão do estudo publicado em 3 de maio de 2016 em uma das mais importantes revistas médicas de maior impacto no mundo, o British Medical Journal. Para se ter uma ideia, nos EUA (dados do CDC) são 611.105 mortes anuais por doenças cardiovasculares, 584.881 mortes por todos os tipos de câncer e, a seguir, estão as doenças respiratórias crônicas, com 149.205 mortes anuais. Dentro da estimativa conservadora utilizada pelos pesquisadores que escrevem o artigo para mortes por erros de assistência, chega-se ao número de 251.454 mortes anuais nos EUA. Daí surge a triste terceira colocação. Os autores, que são originários da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, uma das instituições hospitalares mais importantes deste país, deixam bastante claro que este problema deve virar a grande prioridade de pesquisas e recursos gastos pelas instituições de saúde. Mas, para começar, é necessário enxergar esta realidade. Isso porque atualmente classificamos as mortes com base em sistemas de codificação, no caso o Brasil e muitos outros países, o CID10 (10a edição da Classificação Internacional de Doenças). Tal sistema não prevê a possibilidade de caracterizarmos uma morte como sendo causada por uma falha assistencial. Isso pode ser facilmente incorporado às rotinas das tradicionais Comissões de Óbito dos hospitais, órgãos obrigatórios, mas que, muitas vezes, não são utilizadas em todo seu potencial. Ou seja, cada

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instituição deve ter seu próprio diagnóstico desta realidade. Em segundo lugar, devemos conseguir investir os mesmos esforços que temos com as causas mais comuns de morte (doença cardiovascular e câncer) em erros de assistência. Voltamos muito dos nossos recursos, desde intelectuais até mesmo de força de trabalho, com grande enfoque para lidar com um infarto agudo do miocárdio, um acidente vascular cerebral ou um câncer de mama. Mas quanto se investe para detecção ou diagnóstico de erros, mitigação de danos ou mesmo prevenção destas ocorrências? De fato, as instituições não estão completamente fora deste foco. Há o uso dos processos de acreditação para gerar melhoria assistencial, há o seguimento de protocolos e normas nacionais e internacionais voltadas para segurança do paciente. Mas por que ainda não melhoramos? Afinal, devemos assumir que esta realidade dos EUA é completamente aplicável ao Brasil. Não podemos tapar o sol com a peneira. Os hospitais não solucionaram as questões de segurança do paciente. Continuam

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Diretor Científico do IBSP, médico supervisor da disciplina de Emergências Clínicas do HCFMUSP e assessor de Práticas Assistenciais da Superintendência Médica do Hospital Samaritano de São Paulo

tendo resultados oscilantes em termos de qualidade, e mortes desnecessárias continuam ocorrendo. Parte disso é porque a agenda da qualidade e segurança ainda não foi de fato incorporada ao DNA das instituições de saúde. Metas de segurança já se tornaram mais difundidas nas instituições, mas ainda não são a verdadeira agenda a ser cumprida, pois sempre há uma competição desleal com os resultados financeiros. E essa incorporação do olhar de segurança do paciente precisa começar na alta gestão, nas lideranças mais importantes da instituição, e a seguir vir descendo para cada nível, até que se importar com segurança do paciente seja algo medular a cada integrante do hospital. Eu já presenciei líderes tomarem decisões em que o foco financeiro canibalizou o foco de segurança. No dia em que eu ouvir falar do inverso, que uma decisão da alta gestão preservou um resultado de segurança em detrimento de assumir um risco financeiro, aí sim podemos imaginar que estamos no rumo certo. H


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Gente e Gestão mercado

Perspectivas

Mesmo diante de um complexo cenário econômico, o executivo Renato Garcia Carvalho fala sobre oportunidades no mercado brasileiro

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Renato Garcia Carvalho

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ossa visão estratégica é de longo prazo. Temos a experiência para vencer momentos de adversidade.” Essas são as palavras do novo Diretor Geral para a área de Saúde da Philips no Brasil, Renato Garcia Carvalho, acerca do conturbado momento econômico que o país vive. Apesar da crise econômica, o executivo acredita que as atuais tendências demográficas e de mercado abrem oportunidades para o crescimento e fortalecimento da empresa no país. “Para isso, estamos desenvolvendo soluções em diagnóstico, em monitoramento de pacientes e saúde preventiva focadas nas necessidades locais.” Fatores como o envelhecimento da população, o surgimento de doenças crônicas e a diminuição de recursos governamentais para investimento na área completam o cenário atual. “Os sistemas de saúde em todo o mundo estão sob enorme pressão e nosso objetivo é enfrentar esta realidade proporcionando soluções integradas e mais otimizadas.” Para tanto, o investimento em P&D é uma importante estratégia para a Philips. “Temos um DNA de inovação com mais de

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76.000 patentes globais. Estamos investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para otimizar o processo de criação das soluções para os cuidados com a saúde. No Brasil, atualmente, temos três centros de P&D.” Entre as tecnologias desenvolvidas destaca-se a ferramenta que permite aos médicos o compartilhamento de dados sobre uma biópsia de câncer de próstata com outros profissionais de todo o mundo. Como resultado, os cirurgiões e pacientes podem optar por procedimentos menos invasivos e mais seguros. “Somos 100% focados em saúde, atuando em todas as etapas deste ciclo (HealthCare Continuum).” “Além disso, desenvolvemos e exportamos o software Philips Tasy, um produto 100% criado e desenvolvido no Brasil, utilizado em outras partes do mundo”, ressalta Carvalho. A solução permite otimizar processos e reduzir os custos de organização para hospitais e clínicas, armazenando informações de forma segura e melhorando o atendimento ao paciente. H


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Hospital do Câncer Mãe de Deus: preparando o futuro

Informe Publicitário

Atento a informações epidemiológicas que apontam um expressivo aumento na incidência da doença nos próximos anos, o Sistema de Saúde Mãe de Deus investe R$ 70 milhões em um novo hospital dedicado exclusivamente ao atendimento integral de pacientes com câncer em Porto Alegre Com mais de 16 anos de experiência na especialidade e reconhecimento internacional, o Sistema de Saúde Mãe de Deus (SSMD) lançou, em março deste ano, o Hospital do Câncer Mãe de Deus dedicado exclusivamente ao tratamento de pacientes oncológicos e integrado à atual estrutura do Hospital Mãe de Deus (HMD) em Porto Alegre. A nova unidade vai oferecer atendimento integral, contínuo e de excelência técnica e humana. O Hospital do Câncer Mãe de Deus será um dos mais modernos centros da América Latina, desenvolvendo programas de prevenção, aconselhamento genético, diagnóstico, tratamento, uma unidade de tratamento de leucemias e transplante de medula óssea, concentrando esforços na geração de conhecimento com o desenvolvimento de novos me36

dicamentos e pesquisas para o tratamento da doença. “É inegável que o câncer será a principal causa de óbito em nossa população em todo o mundo. Nesse contexto, o Hospital do Câncer Mãe de Deus se coloca com sua missão institucional e social de contribuir para a resolução desse problema”, afirma o Superintendente Médico do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Dr. Luiz Felipe Gonçalves. Com investimento total de R$ 70 milhões, em três anos, e uma estrutura de 12 mil metros

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quadrados, o novo hospital triplicará a capacidade atual de atendimento para pacientes com câncer nos próximos cinco anos. A novidade faz parte de uma série de investimentos já em andamento, iniciados em dezembro de 2015 com a inauguração da primeira Emergência Oncológica do RS e uma das três do Brasil. O Hospital do Câncer Mãe de Deus será um centro de excelência dedicado e especializado no acompanhamento do paciente com câncer e sua família totalmente conectado às inovações e


avanços mundiais no combate à doença, oferecendo à população todos os progressos terapêuticos na área oncológica. A decisão de investir em um hospital dedicado exclusivamente ao atendimento integral de pacientes com câncer foi motivada pela necessidade epidemiológica que aponta um expressivo aumento na incidência da doença nos próximos anos e com base no aumento da longevidade dos brasileiros. O câncer será, em pouco tempo, a principal doença causadora de morte em Porto Alegre e no RS, superando as doenças cardiovasculares. “A nossa convicção na relevância deste projeto para a sociedade foi essencial para decidir fazer um investimento desse porte mesmo em um momento em que vivemos uma séria crise econômica e política. A estrutura de um hospital especializado vai nos permitir acompanhar toda a evolução mundial em termos de descobertas e inovações em prevenção e tratamentos oncológicos de maneira mais ágil e interativa”, afirma Dr. Alceu Alves da Silva, Superintendente Executivo do Sistema de Saúde Mãe de Deus. A estrutura vai permitir acompanhar a evolução mundial em descobertas e inovações em prevenção e tratamentos oncológicos de maneira mais ágil e interativa. Serão 12 mil metros quadrados de assistência integral, com alta tecnologia e profissionais tecnicamente selecionados e treinados em todos os níveis. O Hospital do Câncer Mãe de Deus ampliará a oferta de projetos de estudo de novos medicamentos e acesso a tratamentos inéditos para a doença acessíveis apenas fora do País. O Hospital Mãe de Deus é atualmente um dos hospitais privados do Brasil com maior atividade em pesquisas clínicas na área oncológica, com 25 protocolos de pesquisa em andamento no momento com participação de aproximadamente 400 pacientes em 68 projetos nos últimos 10 anos. Além de todo o recurso tecnológico e a reconhecida qualidade dos seus profissionais, o Hospital do Câncer Mãe de Deus terá como característica marcante um atendimento humanizado, com assistência aos pacientes e seus familiares. “O conceito é acolher o paciente que procura o hospital com seus familiares identificando e procurando suprir todas as suas necessidades do ponto de vista médico, técnico, psicológico e social”, afirma o oncologista Carlos Barrios, que estará no comando do Hospital do Câncer.

Projeto de implantação A implantação do HCMD, que estará conectado à atual estrutura do Mãe de Deus, será realizada em três fases. A primeira será a expansão de consultórios e áreas de tratamento oncológico ambulatorial do Instituto do Câncer com início no primeiro semestre deste ano. Os sete andares da Torre Leste do Centro Clínico Mãe de Deus abrigarão uma Unidade de Tratamento Quimioterápico e um Centro de Tratamento Imunoterápico, aumentando a capacidade de atendimento com mais salas de aplicação e novos consultórios. Entre os principais destaques desta estrutura, já na primeira fase, está a instalação de um novo PET-CT, tecnologia que representa o que existe de mais moderno no diagnóstico de tumores. Na segunda etapa do projeto, com início previsto para 2017, haverá a readequação e reforma das áreas assistenciais de internação na estrutura do Hospital Mãe de Deus, dedicando áreas específicas para o atendimento para o Hospital do Câncer no Bloco Cirúrgico e CTI. Também será lan-

çada uma unidade de tratamento de leucemias e transplante de medula óssea. Ainda nesta segunda fase, será adquirido equipamento de radioterapia intra-operatória, que permite a realização de tratamento com radiação durante a cirurgia oncológica, diminuindo a necessidade das sessões que normalmente são realizadas após a cirurgia. Este será o primeiro aparelho do tipo no RS e um dos poucos disponíveis no Brasil. Com o Hospital do Câncer Mãe de Deus também está prevista a construção de um novo prédio, terceira e última fase deste projeto. A conclusão está prevista para 2018. Nesta fase, novos equipamentos de radioterapia de última geração serão instalados, multiplicando ainda mais a capacidade de atendimento da instituição. A estrutura contará com consultórios médicos, sala de radioterapia, áreas de atendimento e tratamento ambulatorial multidisciplinar, aconselhamento genético e novas tecnologias de diagnóstico e tratamento, entre outros recursos.

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RAIO X Área: 12.000 m²

Informe Publicitário

Nº de leitos: 35 Referência no Mercosul

Nº de consultórios: 30

O Hospital do Câncer Mãe de Deus foi concebido para ser referência em atendimento oncológico na Região Sul e no Mercosul. Será um dos mais modernos centros da América Latina, capaz de desenvolver programas de prevenção, aconselhamento genético, diagnóstico e tratamento, concentrando esforços na geração de conhecimento com o desenvolvimento de novos medicamentos e pesquisas para o tratamento da doença. A unidade, que terá uma interação contínua com os grandes centros especializados do mundo, o hospital contará com uma área dedicada para consultas em segunda opinião, de maneira formal, para colocar à disposição das comunidades a sua expertise em oncologia. A parceria com diversos centros internacionais e nacionais neste momento se dá pela atuação individual dos membros do HCMD em programas educacionais, de pesquisa e treinamento. A telemedicina e as teleconferências colocam os médicos regularmente em contato com centros experientes que ajudam na assistência aos pacientes. O hospital também está atento e participativo em estudos e pesquisas voltados à cura do câncer e a tratamentos mais avançados. “Estamos em evolução. Na prática diária existem inúmeras situações onde os conceitos de seleção de tratamento de forma individual são praticados. A evolução de oncologia e, por consequências, do Hospital do Câncer Mãe de Deus, será nesta direção. Projetos de pesquisa tentam selecionar alvos terapêuticos e medicamentos direcionados, isto aumenta a eficácia e reduz toxicidade e custo. O tratamento só é aplicado aos pacientes com marcadores que sugerem possibilidade de benefício - poupando os demais de tentativas de baixo rendimento”, afirma o oncologista e pesquisador do Hospital do Câncer Mãe de Deus, Dr. Sérgio Jobim de Azevedo.

Corpo Clínico: 80 médicos

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Funcionários: 300 Salas de quimioterapia: 20 Empregos diretos e indiretos: 3.500 Unidades 3 Unidades de Quimioterapia ambulatorial 2 Unidades de Radioterapia 2 Unidades de Internação 3 Unidades de atendimento ambulatorial 1 Unidade de transplante de medula óssea 1 Centro de Pesquisa clínica


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Artigo de

Carlos Goulart Carlos Goulart

Da Tecnologia da Informação

Presidente Executivo da ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde.

a padrões internacionais de qualidade As novas tendências das regulações de produtos para saúde

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segmento da Saúde é caracterizado pela necessidade de segurança e eficácia na utilização de seus produtos pela população, o que é garantido por uma regulamentação sanitária eficiente e abrangente. No caso de produtos para saúde, a regulamentação influencia toda a cadeia de vida do produto, desde sua concepção, passando pelo desenvolvimento, fabricação, transporte, rotulagem, comercialização, rastreabilidade, funcionamento e, finalmente, o descarte. Se considerarmos a rápida velocidade da inovação, que leva ao lançamento de novos produtos em períodos relativamente curto, é fundamental que a regulação acompanhe pari passu este ritmo, garantindo à população acesso às novas tecnologias. Dentro desse contexto, há o importantíssimo papel desempenhado pela tecnologia da informação, muitas vezes integrada aos produtos ou, em alguns casos, presente em programas específicos com aplicação na área da Saúde, independente do hardware utilizado. A isto se soma a profusão de aplicativos que também têm surgido na Saúde. Isto levou o IMDRF – Fórum das agências reguladoras de produtos para saúde, hoje formado por Austrália, Brasil, Canadá, China, Comunidade Europeia, Estados Unidos, Japão e Rússia, - a criar um Grupo de Trabalho específico (Working Item no termo utilizado pelo Fórum) para regulação destes softwares. Este grupo de trabalho é denominado SaMD

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- Software as Medical Device (Software como Produto para Saúde, em português). Serão considerados “produtos para saúde”, segundo consenso do IMDRF, todos os softwares que tiverem aplicação tanto terapêutica quanto diagnóstica, nos moldes da atual definição de um produto para saúde. O mesmo conceito também será estendido aos aplicativos. Não se inclui nesta definição os softwares que são parte integrante de equipamentos. As agências reguladoras, ao constatarem as peculiaridades dos produtos para saúde, têm buscado também aproximação com organismos normatizadores internacionais independentes, como ISO, IEC, ILAC que tratam do sistema de qualidade de fabricação, segurança, gerência de risco e certificação de produtos, entre outros exemplos. Na última reunião do IMDRF, realizada em Brasília no início de março sob a Presidência da Anvisa, foi aprovado um novo Grupo de Trabalho denominado “Improving the Quality of International Medical Device Standards for Regulatory Use” (Aprimorando a Qualidade de Padrões Internacionais de Produtos para Saúde para Uso Regulatório, em português). Importante salientar que este grupo de trabalho será aberto a todos os stakeholders. A indústria, por meio de suas associações, já está se mobilizando para participar ativamente das discussões. A coordenação ficará a cargo do FDA dos Estados Unidos. H


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Estratégia

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Informação junto com o profissional Hospital Sírio-Libanês adota versão móvel do UpToDate e amplia o acesso do corpo clínico à informação A grande quantidade de tecnologia desenvolvida pelo segmento de saúde nos últimos anos representa um grande avanço para o setor. Dispositivos, procedimentos e terapias vêm sendo estudados e publicados em um volume nunca antes visto. No entanto, toda essa informação dificilmente chega aos profissionais, ou quando chega gera ruído ou é descartada por não possuir uma fonte confiável. O motivo desse gargalo não está relacionado somente ao gerenciamento dessas informações, mas também à credibilidade do que é publico. Para evitar problemas como estes e oferecer as melhores fontes de consulta para decisão médica e atualização profissional, o Hospital Sírio-Libanês adotou, em 2010, o UpToDate, desenvolvido pela Wolter Kluwer e recentemente a versão móvel da solução, o UpToDate Anywhere. A ferramenta concentra e disponibiliza informações com base científica comprovada para os profissionais que a acessarem. Esse sistema, além de uma grande fonte de consulta, disponibiliza as informações de maneira simples e organizada, simplificando o acesso e facilitando a pesquisa. De acordo com o responsável pela área de informática clínica da diretoria técnica hospitalar do HSL, Vladimir Ribeiro Pinto Pizzo, o acesso às ferramentas como o UpToDate acelera o processo de busca de informações relevantes, de qualidade e, se portátil, até o ponto de cuidado ao paciente. Ainda segundo o executivo, muitas vezes a decisão deve ser tomada prontamente e quanto mais simples for o acesso do profissional às informações que ele precisa, mais rápida e assertiva a decisão será. HEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Líderes e Práticas

“Nosso hospital tem uma característica de ensino bastante forte pela sua histórica proximidade com a academia e, mais recentemente, com a criação dos programas de residência nas áreas da Saúde, fatores estes que devem contribuir também para a boa aceitação da ferramenta”, acrescenta Pizzo. Recentemente, o HSL adotou a versão móvel do aplicativo, o UpToDate Anywhere, que permite o acesso remoto às informações por meio de dispositivos móveis, independente do sistema operacional ou modelo. Para Pizzo, este é um recurso de grande valor para o médico, pois pode auxiliá-lo nos processos de tomada de decisões onde ele estiver. “Basta um acesso à internet quer seja no computador do consultório, ou no dispositivo móvel, quando ele está em visita no hospital ou na própria casa do paciente. A informação está junto com o profissional.” Segundo a Gerente de Marketing da América Latina para o UpToDate, Eleonora Sertório, o aplicativo permite acesso fácil a mais de 10.5 mil artigos médicos, aumentando ainda mais os níveis de segurança do paciente e a eficiência em diagnósticos e tratamentos. “O UpToDate é acessado por mais de 1 milhão de médicos em 180 países. A solução conta com cerca de 6.3 mil autores em 23 especialidades diferentes para consulta. Por mês, em todo o mundo, o serviço recebe aproximadamente 26 milhões de visualizações”, completa Eleonora. A executiva explica que o acesso à informação ainda é um dos desafios do segmento no Brasil. “As instituições brasileiras precisam percorrer um longo caminho para abandonarem de vez o papel e se transformarem em hospitais digitais. No país, ainda há um vácuo muito grande a ser preenchido, especialmente nos recursos que apoiam a tomada de decisão.” De acordo com a segunda edição da pesquisa TIC Saúde 2014, 42% das entidades entrevistadas utilizam o prontuário em papel e 49% já adotaram uma solução PEP, mas ainda utilizam controles em papel. Apenas 8%, são considerados 100% digitais. H 46

O aplicativo permite acesso fácil a mais de 10.5 mil artigos médicos, aumentando ainda mais os níveis de segurança do paciente e a eficiência em diagnósticos e tratamentos” Eleonora Sertório

Eleonora Sertório, da Wolter Kluwer

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Líderes e Práticas

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Diálogos 16º Encontro de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro debate Saúde, Justiça e Economia

Foto: João Maurício Rodrigues

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Realizado pela AHERJ - Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, no balneário de Búzios (RJ), o 16º Encontro de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro reuniu médicos, diretores de hospitais, empresas e dirigentes das principais entidades de saúde suplementar do país para discutir diversos temas do setor. A mesa de abertura do evento foi integrada pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abrahão; o Presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Aramicy Pinto; o Presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHCRJ), Mansur José Mansur; o Presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Tércio Kasten; e do Diretor de Convênios da AHERJ, Roberto Vellasco. Em seguida, aconteceu a palestra do Diretor do Grupo Memorial Saúde, Ulisses Silva. Para o Presidente da AHERJ, Mansur José Mansur, os temas surgiram da necessidade de enfrentar uma série de dificuldades sobre economia das instituições e questões de justiça na atualidade. “As internações solicitadas pela justiça e as decisões emitidas pelo Ministério Público determinando internações na rede privada para atender pacientes do SUS são exemplos de algumas dificuldades que não conseguimos resolver”, explicou o presidente. De acordo com Luiz Aramicy Pinto, a discussão sobre a economia passa também pela questão da alta carga tributária refletida nos produtos de saúde e a alta do dólar. “Foi uma ótima oportunidade para os hospitais associados e dirigentes refletirem sobre diversos temas no contexto da crise na saúde e a crise institucional do governo”, ressalta. HEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Fotos: Clícia Torres

Líderes e Práticas

o presidente da ANS, José Carlos Abrahão, falou sobre os desafios da saúde privada. Ao lado o presidente da FBH, Luiz Aramicy, e o vice-presidente da AHERJ, Marcus Quintella

Diretores de entidades do setor privado da saúde se reúnem ao final da palestra do presidente da ANS

Moderna gestão para a saúde suplementar A programação do evento contemplou palestras que discutiram gestão, regulação, judicialização e perspectivas para a economia brasileira. José Carlos Abrahão apresentou o seu painel sobre saúde suplementar, qualidade e economia da saúde. “A ANS está cada vez mais aprimorando a ação regulatória, mas tanto os prestadores de serviços quanto os planos de saúde devem negociar com urgência uma nova dinâmica para o setor, promovendo discussões em que haja a diminuição das tensões para termos o máximo de sinergia. O envelhecimento da população e a relação custo-benefício da evolução tecnológica são alguns dos desafios. Por isso, se não nos desarmarmos e nos unirmos, não teremos uma saúde melhor”. Em seguida, o juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Vitor Moreira Lima, discutiu os principais aspectos sobre ética, judicialização da saúde e direito. “A obrigação do magistrado não é só julgar, mas também disseminar o conhecimento científico para diminuir as demandas judiciais. Atualmente, temos mais de 58 mil ações na área de saúde no TJ-RJ. Por isso, é muito importante que médicos e hospitais conhe50

“As internações solicitadas pela justiça e as decisões emitidas pelo Ministério Público determinando internações na rede privada para atender pacientes do SUS são exemplos de algumas dificuldades que não conseguimos resolver”. Mansur José Mansur

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çam melhor os seus direitos e deveres, principalmente através do que preconiza o código de ética médica, em que está claro a obrigação do médico não é com o resultado. O seu dever é sempre informar adequadamente”, destacou o juiz, lembrando que o Código de Defesa do Consumidor não se aplica à natureza do serviço médico. As perspectivas da economia e da política brasileira foi o tema da palestra de encerramento apresentada pelo ex-ministro da Fazenda e consultor Maílson da Nóbrega. “A crise é causada por um governo inepto. O país não precisa mais de diagnósticos. A demanda é por maior capacidade política para tomar decisões. E, nesse aspecto, penso que o setor de saúde precisa refletir sobre os problemas relacionados a maior capacidade de gestão e não tanto só para reivindicar maiores recursos do governo.” H


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Grupo Fleury - Tecnologia avançada e certificações internacionais

Informe Publicitário

Arquitetura em saúde: complexidade e inteligência Atualmente, a arquitetura em saúde parece estar entre dois universos. Em um extremo, o uso da mais avançada tecnologia exige projetos com amplo rigor técnico e altos investimentos. Do outro lado, as clínicas populares marcam uma tendência crescente, onde o foco é a execução de obras mais econômicas, mas com viabilidade operacional na rotina de trabalho e conforto para os pacientes. Aparentemente distintos, há algo em comum entre estes dois desafios: criar espaços mais humanos, funcionais e, sempre que possível, agregar aspectos que privilegiam a sustentabilidade. Todas estas características refletem o momento deste mercado e, diretamente nas mudanças conceituais na arquitetura em saúde, não apenas no Brasil. A ideia de que hospitais, centros de diagnósticos e clínicas são lugares impessoais e frios, ficou para trás. Hoje os projetos resgatam valores que se perderam com o tempo, como o aproveitamento da luz natural, uso de cores, móveis com design, acessibilidade, confortos térmico e acústico. 52

São premissas que valem para as grandes redes hospitalares ou um pequeno consultório. A responsabilidade do arquiteto é desenvolver projetos esteticamente atraentes, operacionalmente funcionais e confortáveis, seguros e alinhados com as normas vigentes para o setor. É dentro destes conceitos que o escritório ACR tem marcado sua trajetória numa carteira diversificada de clientes. Ao mesmo tempo em que atende as exigências de uma unidade do Grupo Fleury – cliente desde 1998 – que busca conquistar a certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pela USGBC (U. S.

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Green Building Council), desenvolve projetos para a rede Dr. Consulta, cuja missão é oferecer acesso com dignidade e resolver com agilidade os problemas básicos de saúde da população de menor renda, que não possui plano de saúde e passa a ter uma alternativa além do SUS (Sistema Único de Saúde). “São caminhos distintos, mas com a mesma essência: se valer de todos os recursos arquitetônicos para adequar os projetos às necessidades do cliente que, por sua vez, precisa estar apto a atender as exigências do mercado de saúde que passa por contínuas mudanças. Hoje, os pacientes estão mais conscientes e, mesmo optando por


Dr. Consulta-Obras mais econômicas, porém com viabilidade operacional e conforto

uma rede mais popular, quer o mínimo de conforto e eficiência no atendimento, dentro do padrão de serviço oferecido”, analisa Antonio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da ACR Arquitetura. Outro fator relevante é alinhar os orçamentos. Antonio Carlos observa que projetos mais complexos, que focam em certificações internacionais, interferem diretamente nos custos de construção e o investidor terá um gasto um pouco maior em sua obra, estimado entre 5% e 7%, para adequar a obra às regras, porém com uma redução do seu custo operacional, ao longo do tempo. Mas passará a fazer parte de um grupo seleto de empresas valorizando sua marca, o que se reverterá a favor do negócio a médio e longo prazo. O porte e complexidade da construção ditam o rumo do projeto. “Se pensarmos em um hospital ou apenas uma área de especialização, como ortopedia, por exemplo, ou numa sala cirúrgica ou centro de diagnóstico teremos configurações arquitetônicas bem diferentes, com estrutura e custos também distintos. Em nossa experiência de 16 anos de mercado, o que temos percebido é que é essencial o conhecimento dos procedimentos de saúde para desenvolver qualquer projeto, seja dentro do modo de operacionalização de um grande Grupo ou rede popular. Inovação é fundamental quando a expectativa do cliente é uma simples padronização arquitetônica ou uma mu-

Antonio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da ACR Arquitetura

dança radical do branding, sem perder a imagem positiva já conquistada no mercado”, diz o arquiteto. Para Antonio Carlos, os espaços, além de funcionais, devem ainda ser pensados para um usuário de suma importância: o paciente, que precisa se sentir “acolhido” desde a recepção. “São complexidades inerentes ao setor de saúde: tecnológicas, operacionais e humanas, que necessitam ser equacionadas, desde a concepção do projeto, mesmo que sofram ajustes. Na arquitetura em saúde as soluções são muito peculiares. Não basta funcionar bem uma operação. Deve existir uma integração de várias áreas numa engrenagem que falhas podem ser irreversíveis, pois envolvem vidas. Não se pensa num simples ar condicionado, mas num equipamento para minimizar riscos de uma potencial contaminação. Pode parecer um simples detalhe. Porém se não for pensado no projeto pode trazer sérios riscos. Por isso, o olhar multidisciplinar de toda equipe que traça o projeto, junto com o cliente, é de suma importância quando se trabalha com uma arquitetura tão especializada”. HEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Health-IT mercado

Conexão com o paciente 54

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Personalização do atendimento começa no Contact Center

P

Prontidão, eficiência e rapidez são os principais pilares de uma central de atendimento, além de serem questões que a maioria das empresas, em principal da área da saúde, se preocupa no atendimento aos seus clientes e pacientes. Um dos maiores hospitais da América Latina, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), tem como base em seu trabalho o aprimoramento constante no atendimento aos seus usuários. Como parte dessa melhoria contínua, o Hospital investiu na reestruturação de sua central de atendimento, que até 2013 era terceirizado, exceto pelos atendentes que sempre foram funcionários próprios e com treinamento especializado. A principal dificuldade da antiga estrutura era na execução de atualizações e mudanças no atendimento e serviços da central. Por exemplo, sempre que os responsáveis pelo Contact Center do HIAE pretendiam fazer uma campanha para seus clientes ou realizar qualquer mudança na estrutura de atendimentos (árvore de URA – por exemplo), precisavam abrir um chamado técnico. O Service Level Agreement (SLA) nem sempre era satisfatório para a necessidade do negócio e muitas vezes a burocracia exigida pela prestadora, como preenchimento de formulários específicos para cada mudança, impossibilitava a realização da ação ou alteração no tempo necessário para atender as necessidades do HIAE. Havia necessidade premente em adicionar mais f lexibilidade e agilidade tanto para as operações do dia a dia, quanto para as muHEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Health-IT

Marcelo Abreu, Sócio Diretor da First Tech Tecnologia

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danças constantes, inerentes à natureza dinâmica de operações de um Hospital. Para ajudá-los nesse desafio, a First Tech, empresa de tecnologia especializada em soluções de contact center, colaboração e segurança da informação, propôs juntamente com a Avaya - fornecedora global de soluções de colaboração e comunicação empresarial, uma solução de Contact Center virtualizado em nuvem privada. “O trabalho foi iniciado com a formação de uma equipe multidisciplinar de técnicos de várias áreas, além de uma gerência de projeto rígida e acurada entre o HIAE, First Tech e Avaya a fim de garantir a não interrupção da operação e uma migração e implementação transparentes com mitigação de riscos.” conta Marcelo Abreu, Sócio Diretor da First Tech. A solução inclui sete sistemas integrados para fornecer roteamento de chamadas, integração entre computador e telefonia, geração de relatórios, gravação de voz e tela, discador preditivo, WFM - Workforce Management (Gerenciamento de Força de Trabalho), entre outras funcionalidades inerentes a uma central de atendimento e que juntas proveem segurança, integridade de informação e agilidade no atendimento ao usuário final de maneira

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transparente. O sistema atual oferece relatórios abrangentes que contemplam a visão via dashboards do ambiente completo em tempo real, até os históricos de chamadas e atendimentos que garantem aos gerentes e diretores as informações necessárias para uma rápida tomada de decisão. Segundo Ricardo Pena, Diretor de Serviços Profissionais da Avaya, a integração da central de atendimentos com outros sistemas, como o CRM, por exemplo, possibilita a coleta de informações de cada cliente enquanto ele ainda está esperando para ser atendido, agilizando todo o processo. Além disso, é possível interagir de maneira a incentivar o autoatendimento. Esta funcionalidade traz economia de recursos da operação como utilização das redes, uso do 0800 ou mesmo o tempo alocado dos agentes. “A First Tech se preocupa em trabalhar com soluções que ajudem as empresas a oferecerem uma melhor experiência ao cliente final e otimizar os processos, proporcionando visibilidade e um maior controle do ambiente, além do aumento da performance das operações de contact center que impactam diretamente na redução dos custos operacionais”, finaliza Abreu. H


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Mais Influentes da Saúde 2016

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E o Oscar vai para... A Saúde Brasileira! Q

ual foi a última vez que você influenciou pessoas? Você já mudou pensamentos, opiniões e inspirou alguém a seguir seus exemplos? Certamente, esta é uma das mais queridas e desejadas habilidades pela maioria dos profissionais. Afinal, para se destacar em um mercado tão competitivo é necessário inovar, ter ideias, enfim, ser um Exemplo. Assim é o poder de influenciar: desenvolver padrões que transgridem os modelos convencionais e que respondem às necessidades de um mundo em constante mudança. Contudo, nada disso é possível sem a Confiança, característica genuína de um líder. E é pelo Exemplo e Confiança que chegamos a quarta edição dos 100 Mais Influentes da Saúde.

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A eleição dos nomes seguiu algumas etapas. Durante quase dois meses foi aberta uma votação pelo site Saúde Online em que a comunidade pôde votar abertamente nos mais influentes do setor. Paralelo a isso, o setor de pesquisa do Grupo Mídia dedicou-se em dados e informações de mercado pontuando os líderes que mais fizeram pela saúde no último ano. A cartada final ficou sob a responsabilidade do Conselho Editorial do Grupo Mídia e da revista Healthcare Management. A escolha dos 100 Mais Influentes da Saúde de 2016 espelha o posicionamento editorial do Grupo. A intenção não é mostrar e provar por regras matemáticas a influência de cada um, mas sim prestar uma homenagem a estes profissionais que tanto lutaram para entregar uma saúde de qualidade para o país. No total, são 20 categorias que abrangem toda a cadeia da Saúde, como Qualidade e Segurança, Sustentabilidade, Entidades Setoriais, Saúde Suplementar, Indústria, entre outros. Cada categoria traz cinco homenageados, não havendo ranking entre eles. Em uma mesma categoria é possível ver executivos, médicos, empresários e gestores que, mesmo atuando nos mais diferentes braços da Saúde, realizaram grandes feitos neste último ano. E é por essas ações que a revista Healthcare Management traz nas próximas páginas os profissionais que não se preocupam apenas com metas. Eles têm o poder de influenciar e conectar pessoas.

Categorias Entidades Setoriais Empresários Ensino e Pesquisa Filantropia Gente e Gestão Gestor na Saúde Indústria Infraestrutura e Engenharia Inovação Medicina Diagnóstica Negócios Personalidade Pública Projetos de Humanização Provedor de Serviços Qualidade e Segurança Referência Saúde Suplementar Suprimentos e Logística Sustentabilidade Tecnologia

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Categoria Entidades Setoriais

Mais Influentes da Saúde

Edson Rogatti

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residente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Presidente da Santa Casa de Misericórdia de Palmital e Diretor Presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (FEHOSP), Edson Rogatti é um exemplo na luta pelo setor filantrópico. É um dos responsáveis pela aprovação do Programa SUStentáveis, que torna permanente o auxílio financeiro do governo do Estado às instituições filantrópicas. “Represento uma rede de pessoas que trabalham incansavelmente para a melhoria da qualidade do sistema de saúde e são elas quem fazem tudo acontecer.”

Fabrício Campolina

P

residente do Conselho da ABIMED, Fabrício Campolina liderou o processo de reposicionamento estratégico da associação e o fortalecimento de sua interlocução com toda a cadeia da saúde. Sob sua gestão, a instituição aumentou em 25% seu número de associados, ampliou o quadro executivo e inaugurou uma nova sede. O Prêmio ABIMED de Inovação Transformacional também foi lançado sob sua gestão. “Ser reconhecido como um dos protagonistas nos esforços para melhorar esta área no Brasil é motivo de grande orgulho e fonte de motivação para trabalhar ainda mais pelo setor e pelo país.”

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Luiz Aramicy Bezerra Pinto

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residente da FBH-Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Pinto levantou várias bandeiras neste último ano, como a redução na carga tributária, a luta pela remuneração dos procedimentos do SUS e o engajamento na defesa de reformulação nas estratégias de atenção à saúde mental no país. Destaca-se também a participação efetiva da FBH junto à ANS na aprovação da Lei 13.003, que diz respeito aos contratos entre prestadores e tomadores de serviço. “Esta premiação é um grande incentivo e nos sinaliza que estamos no caminho certo, atuando na busca de alternativas para a melhoria da saúde.”

Paulo Henrique Fraccaro

A

implementação do projeto de profissionalização da ABIMO, em 2015, foi umas das grandes vitórias de Paulo Henrique Fraccaro, Superintendente da associação. A entidade traçou um planejamento estratégico, focando em objetivos e criando estratégias para alcançá-los. Assim, a ABIMO passou a ter uma efetividade maior no seu reconhecimento, sendo cada vez mais uma entidade representativa do setor de equipamentos médicos, principalmente na esfera governamental. Foi esta profissionalização que permitiu a entidade ter uma condição mais participativa no Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde.

Yussif Ali Mere Jr.

E

m 2015, o médico Yussif Ali Mere Jr., Presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (SINDHOSP), desenvolveu à frente da entidade diversas atividades focadas em uma gestão participativa e com planejamento estratégico. Yussif tem desempenhado um trabalho que busca uma atuação harmônica da equipe administrativa do sindicato. “Nesses últimos meses, conquistamos resultados satisfatórios em nossa entidade. Desta forma, afirmo que a maior responsabilidade é entregar para os associados um serviço de qualidade e que atenda as suas necessidades.”

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Mais Influentes da SaĂşde

Valdir Ventura


Categoria Empresários

U

ma das maiores vitórias do CEO do Grupo São Cristóvão, Valdir Ventura, foi conseguir equilibrar os custos de uma medicina moderna e especializada. “Para isso, usamos a tecnologia e o desenvolvimento, com sabedoria e sem desperdício, para uma assistência resolutiva, eficaz e sem qualquer prejuízo ao atendimento assistencial”, afirma. Desse modo, o Grupo São Cristóvão continuou a crescer e expandir suas instalações, apesar da crise no país. Apenas neste ano, houve a inauguração de um novo Centro Cirúrgico dentro do Hospital e Maternidade São Cristóvão e o Centro Ambulatorial Américo Ventura – Unidade IV, especializado na Saúde da Mulher, dentro do Shopping Mooca. Segundo Ventura, os principais desafios para 2016 são a obtenção da Certificação Canadense, pela Organização Acreditadora Qmentum, e a expansão e instalação de novas unidades de negócio e de atendimento assistencial. Ventura acredita que a liderança exige as características básicas impostas pelo setor, como a avaliação da complexidade organizacional e a compreensão do caráter específico do cliente atendido. “Além de liderar, é preciso influenciar pessoas e conduzir a organização à percepção dos valores e anseios considerados nas metas. Esta indicação não só aumenta minha responsabilidade como líder, como estimula, a mim e ao meu grupo, a buscarmos sempre a melhoria contínua.”

Um líder só influencia quando conquista seu time, quando possui a habilidade de inspirar confiança e apoio de sua organização.”


Mais Influentes da Saúde

Adiel Fares

F

undador da Clínica Fares, Adiel Fares consolidou a integração do corpo clínico composto por 300 médicos. Outra vitória foi oferecer atendimentos específicos, como o diagnóstico e acompanhamento de pacientes com déficit de atenção, e o atendimento ao câncer de mama. Nestes caso, o número de consultas no ambulatório de ginecologia dobrou em 12 meses. Para junho de 2016, está prevista inauguração de uma nova unidade em Osasco. “Este é um grande reconhecimento, mas também uma grande responsabilidade, pois temos um país de proporções continentais e que ainda precisa melhorar muito.”

Geninho Thomé

P

residente e Fundador da Neoortho, Geninho Thomé ingressou a empresa no mercado americano como fabricante de produtos ortopédicos, com uma unidade em plena atividade no Estado da Flórida (EUA). Houve um incremento no portfólio de 30%, com cerca de 9 mil itens aptos a serem comercializados. Thomé também é Presidente Científico e do Conselho Administrativo da Neodent e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico. “Estou orgulhoso e honrado com esta homenagem. Ao mesmo tempo, é um estímulo para continuar na busca da excelência.”

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Categoria

Empresários

Ruy Baumer

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residente da Baumer, Ruy Baumer também é Presidente do Sinaemo - Sindicato da Indústria de Artigos Odontológicos, Médicos e Hospitalares. O executivo conseguiu adaptar sua empresa à realidade econômica do país. Manteve os investimentos em inovação, o que representa 5% do faturamento bruto, e também investiu na capacitação profissional dos colaboradores. Baumer também tem uma importante atuação no setor, levantando importantes debates sobre as políticas para o desenvolvimento da indústria no país. “Sinto lisonjeado de ser um exemplo para outras pessoas da Saúde.”

Sidney Oliveira

F

undador da Ultrafarma, Sidney Oliveira expandiu seu negócio para o mercado asiático com a abertura de um escritório na China. Fechou também um apoio ao Esporte firmando contrato de 30 anos com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Oliveira construiu um império com faturamento aproximado de R$ 700 milhões, em 2015, com estimativa de crescimento de 20% em 2016. “Esta homenagem significa que consegui, de alguma forma, contribuir com nosso país quando falamos em democratização da Saúde e acesso aos medicamentos, apesar de todos os desafios que temos que enfrentar.”

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Categoria Ensino e Pesquisa

Mais Influentes da Saúde

Abner Lobão Neto

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iretor Médico Sênior da Johnson & Johnson Medical Devices para a América Latina, Abner Lobão Neto liderou o processo de aumento da capacidade de treinamento de cirurgiões no centro de educação profissional J&J Medical Innovation Institute, tanto em sua sede, em São Paulo, quanto em seu Centro Satélite em Recife. Também auxiliou no fomento à pesquisa para enfrentar os grandes desafios de saúde no país. “Acredito que perseverar em fazer o certo é o que pode manter a credibilidade e a perspectiva de seguir influenciando aqueles que estão perto ou distante do núcleo das ações.”

Adriana Melo

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residente do Instituto Paraibano de Pesquisa Joaquim Amorim Neto (IPESQ), Adriana Melo é reconhecida internacionalmente como pesquisadora na área de Desenvolvimento Fetal. Responsável pela descoberta da associação entre o Zika vírus e a microcefalia, a profissional busca entender a doença e minimizála. Atualmente, é médica do Instituto Paraibano de Diagnóstico – EMBRION e do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) em Campina Grande (PB). “A responsabilidade de ser eleita, no campo científico, é um reforço na decisão de lutar incessantemente para responder as questões sobre as doenças e as dúvidas das minhas pacientes, uma a uma.”

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Carlos Henrique de Brito Cruz

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m 2015, o Diretor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Carlos Brito, desempenhou diversas ações que contribuiram para a consolidação da instituição. Exemplo disso foi o novo programa de pesquisa em colaboração entre universidades e empresas com a criação de quatro Centros de Pesquisa em Engenharia. “É uma grande honra receber esta premiação. Nosso trabalho na FAPESP envolve intenso apoio à pesquisa na área de Saúde e a comunidade de pesquisa paulista tem obtido resultados de grande impacto visando a melhoria do atendimento em Saúde.”

Jorge Kalil

P

residente do Instituto Butantan, Jorge kalil dirige diretamente cerca de 2 mil pessoas e mais 100 profissionais na Faculdade de Medicina. Neste último ano, sua equipe começaram os testes clínicos de fase 3 da vacina da dengue. Os estudos de fase 2, desenvolvidos pelo serviço clínico de Kalil na Faculdade de Medicina da USP, mostraram resultados excepcionais e indicam uma vacina com altíssimo grau de eficiência. Também é presidente da International Union of Immunological Societies. “Ser referenciado como um dos mais influentes na saúde aumenta muito a minha responsabilidade perante os meus atos.”

Olga Farah

O

ano de 2015 para Olga Farah foi dedicado à gestão da qualidade na capacitação em Saúde. Como Gerente de Ensino do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e Diretora da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, Olga tem conseguido garantir excelência dos cursos oferecidos por estas instituições. Nos últimos meses, sua gestão priorizou o planejamento de um crescimento expressivo para os próximos cinco anos. “Vejo este prêmio como um reconhecimento de um trabalho e um desafio para realizar mais ainda.”

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Mais Influentes da Saúde

Roberto Sá Menezes 70

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Categoria Filantropia

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atural de Salvador, Bahia, Roberto Albuquerque Sá Menezes é um profissional reconhecido por seu empenho e dedicação na gestão de instituições filantrópicas. Atual provedor e principal gestor da Santa Casa da Bahia, tem como grande desafio gerir importantes unidades, como o Hospital Santa Izabel, entre outras instituições, como sete Centros de Educação Infantil. É fundador e membro do Conselho de Administração e Presidente do GACC-BA (Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia). Desde 2005, compõe a Irmandade da Santa Casa da Bahia, onde ocupou os cargos de tesoureiro e mordomo diretor de Saúde até ser eleito provedor, em 2014. Sob sua gestão, o Hospital Santa Izabel conquistou ONA Nível III. Neste período, foram realizadas importantes reformas em laboratórios, enfermarias, ambulatórios e unidades de atendimento para melhor atender a população. “Aumentamos consideravelmente o número de produção científica, com valorização e reconhecimento das pesquisas realizadas pelos profissionais da Instituição”, destaca o provedor.

Esta homenagem é muito

gratificante e um estímulo para continuar minha dedicação

em prol da missão de cuidar de quem precisa.”

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Mais Influentes da Saúde

Henrique Prata

D

iretor Geral do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata traz como principal conquista do último ano a concretização da unidade de Porto Velho (RO). O objetivo é levar para aquele Estado um conceito de prestação de serviços de qualidade, com atendimento humanizado e utilizando da robótica para a realização de cirurgias minimamente invasivas. O projeto da nova unidade contou 100% de doações de empresas privadas e abrangerá toda a região Amazônica. “Ser eleito entre os 100 Mais Influentes da Saúde é o reconhecimento de uma gestão séria e que pensa no próximo.”

José Luiz Setúbal

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édico e herdeiro do Banco Itaú, José Luiz Setúbal foi o único que se candidatou para tirar a Santa Casa de São Paulo do sufoco financeiro que estava vivendo. Assumiu o cargo no ano passado e conseguiu liderar e motivar uma equipe, sendo capaz de sair do resultado de R$ 18 milhões negativos para alcançar superávits em apenas sete meses. “Acredito que este prêmio deveria ser dado a toda equipe. A responsabilidade é grande, pois já que somos os mais influentes, devemos ser o exemplo para uma sociedade tão carente de bons exemplos de seus líderes.” Setúbal também ocupa o cargo de VP do Instituto PENSI.

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Categoria

Filantropia

Sérgio Fernando Rodrigues Zanetta

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iretor de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês, Sérgio Zanetta realizou a devolução de 100% da renúncia fiscal da instituição em projetos consistentes que estão contribuindo para qualificar o sistema de Saúde do país, além de ter apoiado o desenvolvimento do SUS através de projetos financiados pela filantropia, contribuindo para a formação de quatro mil profissionais. “A responsabilidade social é a melhor e mais moderna tradução da Filantropia e se incorpora às organizações como diferencial de seu compromisso com o presente e o futuro de nossa sociedade.”

Silvia Brandalise

P

residente e Membro Fundador do Centro Infantil Boldrini, Silvia Brandalise implantou o primeiro Protocolo Brasileiro de tratamento da Leucemia Linfoide Aguda (LLA), que modificou a história da leucemia no Brasil. No último ano, pôde iniciar a construção do Instituto de Engenharia Celular e Molecular, primeiro centro de pesquisas específico para câncer de crianças e adolescentes no país. “Esta premiação, que é extensiva a todos os doadores beneméritos do Boldrini, intensifica o nosso dever da otimização e transparência da gestão do hospital.”

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Categoria Gente e Gestão

Mais Influentes da Saúde

Irene Camargo

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iretora da RH da Pfizer Brasil, Irene Camargo possui mais de 20 anos de trajetória, com experiência internacional e atuação em projetos globais. Neste ano, reforçou o papel estratégico de seu setor para o negócio da companhia. Trabalhou em parceria para o êxito de grandes projetos da Pfizer, entre eles a conclusão da transferência da produção de medicamentos de Saúde Humana para a planta de Itapevi e a integração com os colaboradores da Hospira. “Este reconhecimento reflete os anos de dedicação e compromisso de toda a equipe de RH da Pfizer.”

Mauricio Alves da Silva

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atuação integrada no A.C.Camargo foi um dos grandes resultados obtidos pelo time liderado pelo Superintendente de RH e Qualidade da instituição, Mauricio Alves. Sua gestão trabalhou na implantação do Balanced Scorecard corporativo; na formação das duas primeiras turmas de Auxiliar de Enfermagem da instituição; na conquista da Certificação Qmentum International pelo Canadian Council on Health Services Accreditation; e do selo das Melhores Empresas para Você Trabalhar, pelo Guia Você S/A - Exame. “Essa conquista somente é possível quando a empresa oferece apoio e autonomia.”

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Sergio Nogueira

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iretor de RH da Kimberly-Clark, Sergio Nogueira foi desafiado a equilibrar os custos e ter o cuidado com o time de colaboradores e suas famílias. Diante disso, tem realizado mudanças, como a gestão dos planos de saúde, onde em longo prazo são previstos resultados significativos. Sob sua gestão, também foi lançado um plano de comunicação estratégico, utilizando diferentes mídias e criando oportunidade de interação entre o colaborador e o RH. “É com muito orgulho que recebo este prêmio que, na verdade, representa os importantes resultados alcançados pelo nosso time.”

Sueli Campos

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iretora de Recursos Humanos da Johnson & Johnson Medical Devices Brasil, Sueli Campos implementou uma nova estrutura organizacional na empresa, tornando-a mais focada, enxuta e ágil. Executou ainda o novo modelo global de atuação da função de Recursos Humanos focado em gerar mais valor como parceiro do negócio e garantindo processos padronizados. “Sinto-me honrada e motivada em contribuir para o desenvolvimento de profissionais que irão ajudar o país a enfrentar os desafios atuais do sistema de Saúde.”

Veronika Falconer

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iretora Executiva de Recursos Humanos e Comunicação Corporativa da Takeda, Veronika Falconer já atuou em diversas companhias nacionais e multinacionais, como Accenture, AstraZeneca e CPM Braxis Capgemini, onde conduziu a fusão de seis empresas, redesenhou todos os programas de RH e consolidou uma nova cultura, no cargo de Vice-Presidente de Recursos Humanos. Um dos resultados de seu trabalho colocou a Takeda entre as melhores empresas para se trabalhar segundo a Exame, Top Employers e Love Mondays, que colocou a empresa no 1º lugar em 2016.

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Categoria Gestor na Saúde

Mais Influentes da Saúde

Alceu Alves da Silva

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uperintendente Executivo do Hospital Mãe de Deus e do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Alceu Alves da Silva é responsável por formar uma equipe de trabalho jovem, de excelente formação e de alto comprometimento institucional, assim como o estabelecimento de um novo modelo de relacionamento com o corpo clínico. “A expressão dessa responsabilidade não significa somente ganhar um prêmio, mas sim direcionar essa energia à prestação de serviços assistenciais com qualidade e segurança para os nossos pacientes.”

Eduardo Rahme Amaro

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iretor Presidente do Grupo Santa Joana e membro do Conselho de Administração da Anahp, Eduardo Rahme Amaro tem investido fortemente em tecnologia hospitalar e infraestrutura, oferecendo unidades de terapia intensiva equipadas com o que há de mais avançado no segmento, bem como uma Unidade de Cuidados Especiais da Gestante especializada em gestações de alto risco, serviços de Medicina Fetal e Reprodução Assistida. “Este reconhecimento é mais um resultado do trabalho de excelência realizado por nossas equipes no Santa Joana, sejam elas diretamente ligadas à assistência ou às em áreas de suporte.”

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Maria Lúcia Capelo Vides

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uperintendente do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Lúcia Capelo Vides é a primeira mulher a ocupar este cargo na instituição. Também recebeu o título de primeira mulher a receber o prêmio de Administração Hospitalar da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares, na categoria Administrador Emérito. Sob sua gestão, o hospital fez parte do ranking dos melhores Hospitais da América Latina, da Revista América Economia. “Enxergo essa responsabilidade como um fator de influência positiva, não apenas no Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, mas na área da saúde.”

Paulo Chapchap

C

om 35 anos de trajetória no Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap foi anunciado como CEO da instituição em fevereiro deste ano, depois de atuar por 10 anos como Superintendente de Estratégia Corporativa do HSL. Em 2015, sua equipe deu seguimento a um ambicioso projeto de expansão física, dobrando a capacidade de atendimento. Na assistência, Chapchap dirige a equipe do projeto de transplante de fígado pediátrico. A iniciativa se tornou a maior experiência da área no Brasil, em benefício de pequenos pacientes do SUS. “É gratificante ser incluído nesta relação, em nome de uma equipe de gestores altamente competentes, que lideram colaboradores comprometidos em levar adiante a missão do nosso hospital.”

Leandro Echenique

A

disciplina no método de execução do Diretor Geral do Hospital Moriah, Leandro Echenique, resultou em um planejamento consistente, com a implantação de todos os processos administrativos e protocolos assistenciais na instituição. Com isso foi possível obter sustentabilidade econômica mesmo diante de um período crítico. Foram realizados investimentos em tecnologias, qualidade assistencial e segurança do paciente. Outra conquista foi a inauguração do Instituto de Ensino e Pesquisa. “É uma honra estar nesse seleto grupo de profissionais altamente qualificados, exemplos de liderança, credibilidade, que inovam e promovem a busca contínua pela excelência nos diversos setores da área da Saúde.”

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Categoria Indústria Mais Influentes da Saúde Daniel Mazon

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aniel Mazon entrou na Philips, em setembro de 2011, como vice-presidente de Sistemas e Imagens, e desde maio de 2014 assume a posição de Diretor Geral da Philips Healthcare para América Latina, trabalhando como um líder da indústria e do mercado para a região. O executivo é formado em Engenharia pela Universidade do Texas A&M e fez MBA pela Faculdade de Negócios da Universidade de Miami e, também, em Gestão de Negócios pela Harvard Business School. Com 16 anos de experiência em cuidados com a saúde, além do Brasil, o executivo tem acumulado experiência em países como México e Estados Unidos.

Giancarlo Schneider

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residente para a América Latina do Grupo KaVo Kerr, Giancarlo Schneider liderou o processo de integração de aquisição da companhia pela Danaher Corporation, em 2004. Depois disso, tem conquistado ano a ano a boa relação de trabalho e resultados com clientes e associados, mesmo mediante o cenário econômico conturbado. O nível de satisfação da empresa com clientes se mantém acima de 90%, enquanto o índice de engajamento interno é acima de 85%. “Recebo esta homenagem com muito respeito às necessidades que ainda temos na área da saúde e atuando como catalizador ao processo de construção de um futuro melhor.”

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Juan Gaona

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erente Geral da Abbott no Brasil, Juan Gaona consolidou a construção de uma equipe de alta performance, que conseguiu crescer acima do mercado em um ano desafiador e imprevisível. Em 2015, o executivo colaborou para fazer da Abbott uma companhia cada vez mais próxima do consumidor final, mantendo a liderança em vários dos segmentos nos quais a companhia atua na área da saúde. “Fazer parte desta corporação é um privilégio e uma grande responsabilidade, porque entendemos que milhões de brasileiros dependem de nossa inovação para manter uma vida cada vez mais saudável.”

Oscar Porto

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ice-Presidente da Medtronic Brasil, Oscar Porto conseguiu crescer a atuação da empresa no país. Destaca-se o processo de consolidação da aquisição da Covidien. Neste período, a Medtronic registrou o dobro do número de funcionários, somando 500 colaboradores, sem contar as duas fábricas. “Consolidar uma aquisição, organização e cultura, com o mínimo de disruptura do negócio, respeitando e preservando talentos e ainda aumentando o negócio foram as maiores vitórias”, afirma.

Otto Philipp Braun

É

vencedor da Medalha do Mérito Industrial 2015 instituído pelo Sistema FIRJAN, reconhecendo, assim, o serviço prestado à indústria e economia do Estado do Rio de Janeiro. Otto P. Braun ocupou a presidência da B. Braun no Brasil até o primeiro semestre de 2015. Seu nome está na famosa lista “Bilionários do Mundo” da revista Forbes. Sobre estar entre os 100 Mais, o executivo afirma: “Tenho a responsabilidade de continuar contribuindo para um melhor sistema de saúde no Brasil, com o objetivo de atender mais pacientes oferecendo um tratamento de alta qualidade”.

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Mais Influentes da Saúde

Marco Alberto da Silva 80

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Categoria Infraestrutura e Engenharia

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residente da Engemon, Marco Alberto da Silva conseguiu consolidar sua empresa no mercado em instalações de missão crítica, principalmente em hospitais, data centers, broadcast e call centers. Exemplos dessas grandes atuações estão em cases de hospitais como o Albert Einstein, Hospital Parelheiros e São Camilo. “Sem dúvidas, este foi um ano de vitórias cercado de desafios, mas, com certeza, nossa grande conquista foi nos consolidarmos no mercado. Esse sucesso tem pilares como fortes investimentos, principalmente em nossa inteligência técnica, área de qualidade e de marketing”, explica o executivo. Silva acredita que o isolamento não é a solução para um ano difícil como 2016. “Não podemos ficar alheios em nossos escritórios. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar para poder vencer as adversidades. Neste ano, a ordem é reduzir custos sem demissões e perdas de talentos profissionais. Diversificar é criar novas parcerias de negócios.” Sobre a engenharia na Saúde, Silva afirma que a execução não é simplesmente aplicar técnicas. “Temos que ter a consciência de que estamos lidando com vidas humanas e, assim, garantir a segurança e conforto dos pacientes. Estar entre os 100 Mais é o reconhecimento de todo este trabalho.”

Executar trabalhos para a área da saúde não é simplesmente aplicar técnicas de engenharia, e sim ter a consciência de que estamos lidando com vidas humanas.”

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Mais Influentes da Saúde

Antônio Carlos Cascão

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iretor de Infraestrutura do Hospital Sírio-Libanês, Antônio Carlos Cascão gerenciou a consolidação do projeto de expansão da instituição, comprovando, por meio de indicadores, a eficiência ambiental do novo edifício. Há 17 anos atuando na área de saúde, o executivo tem como meta sempre inovar. “Ser lembrado e reconhecido entre os mais influentes é gratificante e, por outro lado, desafia a estar permanentemente desenvolvendo novos projetos e inovando de forma a contribuir para o crescimento sustentável deste segmento.”

José Eduardo Lopes da Silva

D

iretor de Engenharia Clínica e Infraestrutura do ICESP, José Eduardo Lopes da Silva concretizou diversos projetos de melhoria de infraestrutura e renovação tecnológica ao lado de sua equipe com o intuito de oferecer um ambiente seguro, disponível e confortável ao instituto. “Se alcancei tal prêmio, não foi sozinho. Esta premiação é extensiva a toda minha equipe, meus pares e a alta direção do ICESP”, ressalta.

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Categoria

Infraestrutura e Engenharia

Lauro Miquelin

S

ócio Fundador e Diretor Geral da L+M, o arquiteto Lauro Miquelin tem conquistado cada vez mais notoriedade no mercado de Saúde devido ao seu trabalho inovador em gestão de infraestrutura e planejamento operacional. Em 2015, lançou novas soluções com foco em melhoria rápida de resultados, sendo uma delas direcionadas à consultoria para otimizar os ambientes de Saúde. “A maior vitória é ter continuado a jornada de meu propósito profissional: empreender talentos da L+M na entrega ambientes de Saúde para promover o melhor estado de bem-estar possível aos usuários.”

Robson Szigethy

D

iretor de Projetos e Construções do Grupo Amil, Robson Szigethy realizou, no último ano, o planejamento de Engenharia para aprimorar a infraestrutura da rede própria do Grupo Amil, composta por 29 hospitais. Atuou em diversos processos de ampliação e de retrofit de unidades médicas em sete capitais brasileiras; na evolução dos controles de gestão de projetos e construções em andamento; e no desenvolvimento de projetos sustentáveis. “Conquistar este reconhecimento é motivo de grande satisfação por poder representar toda a minha equipe.”

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Categoria Inovação Mais Influentes da Saúde

Franco Pallamolla

P

residente da Lifemed, Franco Pallamolla e sua equipe conquistaram o Prêmio Inova Saúde, da ABIMO, com a Bomba de Infusão Smart, que agrega ainda mais tecnologia e conhecimento ao conceito da marca. O projeto vencedor teve o propósito de aproximar o prestador de serviço à indústria, principalmente nacional, para reduzir a necessidade de importação de tecnologia e equipamentos. “Essa indicação significa a confirmação de que o caminho que planejamos trilhar ainda nos conduzirá a novas e significativas conquistas para o nosso setor.”

Jefferson Gomes Fernandes

Foto: Lalo de Almeida

S 84

uperintendente de Educação e Ciências do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Coordenador da Unidade de Telemedicina do HAOC, Jefferson Gomes Fernandes dedicou-se no crescimento e na expansão da faculdade da instituição. Também é o responsável pela consolidação dos projetos de inovação digital e telemedicina no HAOC. “É uma honra ter sido eleito entre os Mais Influentes da Saúde, o que trás uma responsabilidade maior para o papel no qual me vejo: de contribuir para a construção e desenvolvimento de ecossistemas voltados para a inovação digital na saúde em nosso país.”

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José Claudio Cyrineu Terra

Foto: Ramede Felix

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iretor de Inovação e Gestão do Conhecimento do Hospital Israelita Albert Einstein, José Claudio Cyrineu Terra consolidou um modelo de desenvolvimento de inovações tecnológicas e ampliou profundamente o relacionamento com centros de pesquisa, universidades, incubadoras, aceleradoras e startups da área de saúde. “Reconhecimentos como os 100 Mais Influentes da Saúde sempre aumentam nossa motivação intrínseca para aprimorar nossos modelos de atuação e relacionamentos tanto internos, como externos.”

Leonardo Melo

C

EO da Diagnext.com, Leonardo Melo destacou-se pela implantação e operação completa do ambiente de telerradiologia no Estado do Amazonas. O projeto contempla 61 hospitais estaduais via satélite e apresenta ao mercado o primeiro sistema de comunicação para unidades móveis via telefonia celular em quatro aparelhos modems simultâneos. Em menos de um ano, Melo recebeu premiações de destaque: 3º lugar no Inova Saúde Abimo 2015; HIA do HIMSS Latin America; e Inovação Transformacional 2015 da Abimed. “Ser reconhecido nesta categoria demonstra o quanto nosso caminho foi bem escolhido.”

Ogari de Castro Pacheco

F

undador do Cristália, Ogari de Castro Pacheco atua na área médica desde a década de 60 e, em 1972, fundou o Laboratório Cristália a fim de produzir medicamentos para baixar os custos operacionais. No último ano, consolidou a aquisição do Laboratório Latinofarma, especialista em produtos oftalmológicos, ampliando a atuação da empresa. Com altos investimentos em pesquisas para a criação de produtos inovadores, sua equipe chegou ao marco histórico de 89 patentes conquistadas no Brasil e no exterior. “Sinto-me muito orgulhoso por esse reconhecimento e, claro, visualizo-o com muita responsabilidade.”

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Categoria Medicina Diagnóstica

Mais Influentes da Saúde

Armando Correa Lopes Jr.

D

iretor Geral da Siemens HealthineersTM no Brasil, Armando Lopes esteve empenhado em fortalecer a proposta de One Healthcare para se tornar um parceiro inspirador para seus clientes. Com as mudanças na estrutura organizacional mundial da Siemens, o executivo ganhou maior autonomia para construir, de forma mais ágil e flexível, relacionamentos sólidos com os parceiros, ajudando-os a ter êxito em suas estratégias de atuação. “Estamos cientes que nossa oferta de valor é tecnologias e soluções voltadas a excelência clínica e operacional, maximizando o retorno sobre seus investimentos.”

Carlos Marinelli

C

EO do Grupo Fleury, Carlos Marinelli conquistou avanços significativos na estratégia de diferenciação da empresa, traduzida em crescimento importante de suas atividades com ampliação da rentabilidade dos negócios, evidenciando a capacidade competitiva da companhia mesmo diante do cenário macroeconômico desfavorável que caracterizou o último ano. “É uma enorme satisfação estar presente no time dos influentes da Saúde indicados ao prêmio. Trata-se de um reconhecimento que incentiva a constante busca pela excelência e que permite um entendimento mais granular de cada uma das marcas do Grupo.”

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Daurio Speranzini Jr.

P

residente da GE Healthcare na América Latina, Daurio Speranzini Jr. começou, no ano passado, a parceria com o Senai-SP focando em educação técnica e clínica, trazendo ganhos significativos para a profissionalização da mão de obra do setor. Sua gestão também contribuiu para o uso da internet industrial na Saúde, ou seja, a conexão de máquinas e pessoas e a troca e análise de dados em tempo real. “Esse reconhecimento reforça nosso comprometimento em continuar ampliando a estrutura de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.”

Luis Roberto Natel de Almeida

N

os últimos doze meses, o Diretor-superintendente de Medicina Diagnóstica e Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein, Luis Roberto Natel de Almeida, desempenhou um trabalho de ponta à frente da instituição. A gestão de Almeida ganhou destaque no mercado por apresentar um crescimento expressivo e contar com uma equipe multiprofissional. “Essa eleição não é minha, apenas represento uma equipe de profissionais extremamente qualificados e engajados em melhor atender o nosso paciente e sempre buscar a excelência no que faz”, acrescenta Almeida.

Nitamar Abdala

C

hefe do Departamento Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP e membro do Conselho Curador da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – FIDI, Nitamar Abdala formatou um Conselho de Qualidade dessa entidade. “Trabalhamos intensamente com foco na qualidade técnica e humana, como também na execução dos exames de diagnóstico por imagem. Orgulhome em fazer parte de pesquisas e trabalhos que propiciem avanços e sensíveis melhorias na prestação de serviços neste setor.”

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Categoria Negócios Mais Influentes da Saúde

Lídia Abdalla

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residente executiva do Laboratório Sabin, Lídia Abdalla não mediu esforços ao adquirir três unidades para atender a necessidade da população. São elas: Laboratório Quaglia (SP), Laboratório Renato Arruda (MS) e Laboratório IPAC (MG). A inauguração do Sabin Prime também é destaque de sua atuação no último ano. “É uma alegria muito grande estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde. Essa premiação demonstra que estamos no caminho certo, primando sempre pela qualidade, inovação e excelência nos serviços que oferecemos.”

Walban Damasceno de Souza

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iretor de Assuntos Corporativos da BD no Brasil, VicePresidente da ABIMO, Diretor do Conselho de Ética da CDBL, Diretor do Conselho de Administração da ABIMED, membro do Comitê Estratégico de Relações Governamentais da Amcham e Coordenador de grupo de trabalho do Comitê BioBrasil da FIESP, Walban Damasceno, com 25 anos de experiência na indústria de saúde, conquistou vitórias importantes para a melhoria do ambiente de negócios da BD. “É uma honra ser agraciado com este reconhecido prêmio que a cada ano ganha mais notoriedade e relevância no nosso segmento.”

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Rolf Hoenger

P

residente da Roche Farma Brasil, Rolf Hoenger, independente do momento político-econômico do país, fez com que a companhia mantivesse o compromisso de longo prazo com o Brasil anunciando o investimento de R$ 300 milhões, em cinco anos, na fábrica no Rio de Janeiro, que a tornará o hub de exportação para a América Latina e outros países. “É uma honra poder contar com o reconhecimento do mercado. Agradeço a confiança e reforço o foco do trabalho que realizamos diariamente: ter os medicamentos mais inovadores para ampliar a qualidade de vida e gerar acesso à saúde aos pacientes brasileiros.”

Waleska Santos

F

undadora e Presidente da Feira+Fórum HOSPITALAR, Dra. Waleska Santos transformou o evento em referência dentro e fora do país. Dirigiu todas as edições da feira, comandando pessoalmente o processo que fez o evento crescer e se diversificar. Waleska participou também da negociação de compra da HOSPITALAR pela UBM Life Sciences, segunda maior organizadora de eventos profissionais do mundo. “Sintome lisonjeada em ser lembrada por um setor que tem inúmeras lideranças de sucesso, mas principalmente recompensada pelo sentimento de que a saúde entendeu e aceitou minhas propostas para valorizá-la e promovê-la.”

Wataru Ueda

Foto: Claudio Cammarota

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m dos fundadores e CEO da Magnamed, Wataru Ueda teve participação ativa na consolidação de entrada da empresa no mercado de cuidados críticos com o lançamento do FlexiMag Plus, um ventilador pulmonar de alto desempenho. Além de conquistar a nova rodada de investimentos para acelerar a curva de crescimento da companhia. “Esse prêmio é o reconhecimento do trabalho consistente que temos realizado com a missão de levar inovações inteligentes para a vida através de seus colaboradores, fornecedores e principalmente com a parceria dos nossos clientes.”

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Mais Influentes da Saúde

Categoria Personalidade Pública

Antônio Jácome

A

tualmente, o médico e deputado (PMN-RN) Antônio Jácome atua como presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Câncer. No último ano, Jácome tem estimulado o debate no legislativo referente aos entraves para o tratamento do câncer no Brasil. Sob a liderança de Jacóme, o grupo discutiu sobre a contestada medicação à base de fosfoetanolamina, que ficou popularmente conhecida como a pílula do câncer. “Esperamos que a Frente ganhe o espaço necessário e justo. Nós temos muitos gargalos quando falamos de câncer no país.”

José Carlos de Souza Abrahão

O

Diretor-Presidente da ANS, José Carlos Abrahão desempenhou, em 2015, diversas ações em prol do avanço no setor. Recentemente, a sua gestão criou novas regras com o intuito de melhorar o atendimento prestado pelas operadoras de planos de saúde aos beneficiários. Também neste último ano, Abrahão atuou na ampliação do acesso dos consumidores às informações sobre os diferentes modelos de planos de saúde. “A busca pela permanente troca de experiências sempre foi minha principal marca e me trouxe até onde estou. Esta premiação é um privilegio que me honra”, destaca.

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David Barioni Neto

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residente Executivo da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), David Barioni realizou importantes mudanças na agência. A parceria com a ABIMO data desde 2002 e, em 2015, alcançou mais de US$ 123,2 milhões em exportações. Recentemente, esta parceria foi ampliada com o objetivo de alcançar as tecnologias assistivas. “Já tivemos um bom exemplo do potencial desse segmento em feira recente nos Estados Unidos, não só fechando negócios de quase meio milhão de dólares, mas também projetando o nome do Brasil como produtor de qualidade.”

David Uip

S

ecretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Uip vem dedicando esforços no fortalecimento da assistência à Saúde. Em 2015, sua gestão repassou R$ 2,2 bilhões para auxiliar as santas casas e hospitais filantrópicos. Destaca-se também a entrega da nova UTI do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, na capital paulista, e as obras de reforma, adequação e modernização da maternidade e da UTI neonatal do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos. Sobre estar entre os 100 Mais, Uip afirma ser “um misto de satisfação, mas também de muita responsabilidade, pois os desafios da saúde são enormes.”

Jarbas Barbosa

P

residente da Anvisa, Jarbas Barbosa trabalhou na qualificação de seu corpo técnico, utilização das melhores práticas científicas internacionais e fortalecimento dos mecanismos de consulta à sociedade. Foi eleito presidente do Grupo Assessor para o Acordo-Quadro de Preparação para a Pandemia de Influenza - Pandemic Influenza Preparedness (PIP) Framework. O PIP reúne seus estados-membros, indústria e a OMS a fim de estruturar uma abordagem global em torno de uma possível pandemia de gripe. “Estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo.”

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Mais Influentes da Saúde

Mario Vrandecic 92

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Categoria Projetos de Humanização

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esde a sua criação, o Biocor Instituto, fundado por Mario Vrandecic, distingue-se pelo acolhimento ao paciente. O fundador é o principal exemplo quando o assunto é atenção ao usuário. Diariamente, o médico realiza visitas a todos os pacientes. “É uma sensação fantástica que me traz grande realização. Nessas visitas são atualizadas informações assistenciais e obtidas as impressões de cada paciente, consolidando o diferencial do hospital, não só pela qualidade dos serviços e de toda equipe, mas também em prol dos pacientes e da sociedade”, ressalta. Sobre a atual crise, Vrandecic afirma que “jamais vamos nos deixar cair nesse momento”. Prova disso é o Plano Diretor da instituição que prevê, para o biênio 2016/2017, mais uma nova área de aproximadamente 6 m2 dentro do complexo hospitalar do Biocor. Esse projeto, já em fase de estudos técnicos, proporcionará novos leitos, a expansão do CTI, do bloco cirúrgico, do pronto atendimento, além de um completo centro de tratamento oncológico, incluindo radioterapia. A assistência avançada e completa garante ao Biocor Instituto um nível de aprovação excelente: 99,7% dos pacientes e familiares se dizem satisfeitos com o atendimento da instituição.

É uma grande alegria ser reconhecido e, principalmente, merecer a confiança de tantos amigos, colegas e pacientes, pois sem gerar confiança não conseguimos estabelecer um trabalho consistente em benefício do próximo.”

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Mais Influentes da Saúde

Marcos Wengrover Rosa

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hefe do Serviço Médico de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Moinhos de Vento, Marcos Wengrover Rosa destacou-se na participação no Projeto Parto Humanizado. O HMV foi um dos precursores a adotar este programa na região Sul, reduzindo significativamente o número de cesarianas desnecessárias. “Este reconhecimento, sem dúvida, faz valer a pena todos os percalços da profissão de médico e gestor. Vou continuar me dedicando na transformação dos processos assistenciais mais humanos e saudáveis.”

Moema Wertheimer

F

undadora da Moema Wertheimer Arquitetura, Moema Wertheimer conseguiu, no último ano, abranger, significativamente, seus trabalhos em projetos na área da saúde. Entregou projetos no segmento farmacêutico no Brasil e em Istambul, Turquia. Há outros trabalhos para a área hospitalar previstos para 2016. “Esse reconhecimento me deixa muito lisonjeada e mostra que estou no caminho certo em busca do desenvolvimento do meu trabalho na área da saúde.”

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Categoria Projetos de Humanização

Vânia Pereira

G

erente de Hotelaria Hospitalar e Hospitalidade no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Vânia Pereira foi responsável pela humanização do ambiente hospitalar no ICESP, atingindo todos os objetivos e metas propostos. Isso implicou em um atendimento com cordialidade, hospitalidade e simpatia aos clientes. “O trabalho em uma instituição de saúde não é tarefa fácil. Digo sempre para as pessoas que o mais importante é trabalhar com amor. Com essa perspectiva, tudo fica mais tranquilo e conseguimos enfrentar até as maiores dificuldades.”

Vergílio Antonio Rensi Colturato

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oordenador do Programa de Transplante de Células Troco-hematopoéticas do Hospital Amaral Carvalho, Vergílio Colturato conduz este serviço na instituição que, há dez anos, realiza mais transplantes alogênicos no Brasil. São cerca de 120 procedimentos por ano, representando 14% dos quase 900 transplantes alogênicos realizados no país. Somados aos 85 transplantes autólogos, o hospital atingiu a marca de 205 transplantes em 2015. “Esse reconhecimento também se deve ao empenho e determinação da nossa equipe.”

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Mais Influentes da Saúde

Sandra Passos 96

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Categoria Provedor de Serviços

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EO do Segmento Saúde e Educação da Sodexo, Sandra Passos trabalha no Grupo há vinte e quatro anos. No último ano, a executiva deu continuidade no desenvolvimento de sua unidade com taxa de crescimento de 60%, fidelização de 100% dos clientes e engajamento de sua equipe. Houve também o crescimento de outros serviços, principalmente o de limpeza crítica e não crítica, que hoje representam 20% do faturamento total da empresa. Sua gestão também vem investindo no projeto Cozinha Inteligente para levar aos clientes propostas de melhoria de produtividade. “É uma grande satisfação estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde, pois isto significa que estamos sendo reconhecidos por entender e entregar qualidade de vida a toda comunidade onde estamos inseridos”, diz Sandra. Para a executiva, este reconhecimento é um reflexo do trabalho de uma equipe engajada e motivada na busca pela satisfação do cliente. “A nossa grande responsabilidade é a continuidade desta missão através de nossos maiores valores que são espírito de Serviço, Equipe e de Progresso.”

Esta indicação significa que

estamos sendo reconhecidos por entender e entregar qualidade de vida a toda comunidade.”

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Mais Influentes da Saúde

Adriana Bassi de Mattos Gasparian

D

iretora de Saúde na EY, Adriana Bassi de Mattos Gasparian esteve envolvida em um importante projeto de transformação organizacional em instituição de saúde filantrópica, no qual pôde contribuir com a melhoria de serviços prestados à uma população carente de cuidados básicos de saúde. No Brasil, realizou diversos projetos de estratégia em instituições que estão em processo de amadurecimento de governança. “Estas vitórias me fazem ter a certeza de que ajudo a construir um mundo melhor de negócios para o setor.”

Giovanna Araujo

S

ócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Hotelaria Hospitalar e Diretora de Unidade de Negócios da Brasanitas Hospitalar, Giovanna Araujo esteve presente em importantes negociações em regiões estratégicas que ampliaram a participação e tornaram a Brasanitas Hospitalar líder em alguns estados. Sob sua direção, foi ampliado o “Programa de Certificação de Distinção de Serviços”, alavancando o patamar dos serviços prestados pela empresa. “Estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde significa ser reconhecida e respeitada naquilo que mais sei fazer.”

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Categoria

Provedor de Serviços

Mauricio Almendro

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erente de projetos Estruturados na Vivante, Mauricio Almendro contribuiu para solidificar o conceito de facilities management hospitalar através da expansão comercial da empresa. Conseguiu alinhar as expectativas com cliente hospitalar, principalmente no que diz respeito à utilização de indicadores e SLA´s para validação destes serviços. “Além de estar muito honrado com a menção, cresce minha responsabilidade de atuação em um setor em constante evolução e extremamente carente em gestão de infraestrutura e otimização de custos.”

Washington Umberto Cinel

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residente da Gocil Segurança e Serviços, Washington Umberto Cinel conseguiu manter a estrutura da empresa e realizou investimentos em treinamento e em infraestrutura. “Entendemos que este setor exige uma delicadeza na prestação do serviço de vigilância e excelência na prestação da Limpeza Técnica, e por isso investimos em adequar ambos esses critérios na entrega dos serviços”, ressalta Cinel. Hoje, o executivo comanda uma empresa de 23 mil funcionários, presente em 10 Estados.

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Categoria Qualidade e Segurança

Mais Influentes da Saúde

Arlindo de Almeida

P

residente do Conselho Administrativo da ONA (Organização Nacional de Acreditação), Arlindo de Almeida conquistou o posto em um momento importante para a organização: após a perda do Dr. Plínio Moraes de Toledo, presidente que esteve à frente da ONA durante 16 anos. Ao assumir o cargo, o executivo não mediu esforços para dar continuidade ao trabalho com transparência e sem grandes turbulências. “Eu fico muito orgulhoso em pertencer a esse quadro. Sem dúvida, é um prazer estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde.”

Evandro Penteado Villar Félix

G

erente Executivo de Planejamento e Qualidade do Hospital do Coração - HCor, Evandro Penteado Villar Félix desenvolveu, no último ano, a integração entre áreas de projeto, planejamento estratégico e qualidade da instituição. Atuou também como líder da acreditação hospitalar e certificações dos programas de cuidados clínicos no HCor, trabalhando na ampliação da visão da Qualidade e Segurança. “Além de estar muito honrado, sei que cresce minha responsabilidade de atuação em um setor em constante evolução e extremamente carente em gestão de infraestrutura e otimização de custos.”

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Heleno Costa Jr.

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erente do Instituto de Conhecimento, Ensino e Pesquisa do Hospital Samaritano (SP), Representante do JCI no Brasil, Heleno Costa Jr. também participou da criação do Consórcio Brasileiro de Acreditação. Atua também como educador na implantação de projetos de acreditação em instituições como Albert Einstein, Sírio Libanês, Moinhos de Vento, Samaritano (SP) e Alemão Oswaldo Cruz. Em 2015, publicou o livro “Qualidade e Segurança em Saúde: os caminhos da melhoria via Acreditação Internacional - Relatos, Experiências e Práticas.” “Estar entre os 100 Mais Influentes cria um novo parâmetro de responsabilidade.”

Paulo Henrique de Oliveira

C

omo Gerente Corporativo da Qualidade na Rede São Camilo, Paulo Henrique de Oliveira conseguiu inúmeras conquistas para a instituição no último ano. Em sua gestão, a rede recebeu a acreditação Canadense Internacional para a Unidade Santana, a reacreditação Joint Commission International na Unidade Pompeia e a recertificação de Excelência pela ONA para a Unidade Ipiranga. “Quando uma instituição opta em trilhar este caminho, não há como retroceder. E um prêmio como este traz uma responsabilidade ainda maior para promover uma assistência de qualidade”, ressalta Oliveira.

Wilson Shcolnik

D

iretor de Acreditação e Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e Gerente Corporativo de Relações Institucionais do Grupo Fleury, Wilson Shcolnik participou da integração de laboratórios clínicos no Rio de Janeiro e coordenou a integração de laboratórios em São Paulo, atuando também na coordenação da assessoria médica e da qualidade. Na área de qualidade laboratorial, trabalhou na SBPC/ML para que a Norma PALC, do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da SBPC/ML, conquistasse a certificação ISQua. “Muito me honra ser incluído neste grupo de personalidades e profissionais.”

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Mais Influentes da Saúde

Claudio Luiz Lottenberg 102

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Categoria Referência

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residente de um dos maiores hospitais da América Latina, o Hospital Israelita Albert Einstein, Claudio Lottenberg celebrou importantes vitórias neste último ano. “A abertura da nossa Faculdade de Medicina, o equilíbrio econômico financeiro e de produtividade em um ano turbulento e a abertura de mais um hospital público, o Hospital Municipal da Vila Santa Catarina – Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho, foram grandes conquistas neste ano”, afirma Lottenberg. Vale destacar também o trabalho inédito realizado com o Google. Agora, cerca de 400 resultados de buscas relacionados aos principais sintomas, doenças e condições terão as informações certificadas por profissionais do Einstein. Além disso, Lottenberg firmou uma parceria com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) para desenvolver soluções tecnológicas na área de Bioengenharia. O acordo, assinado pelo reitor do ITA, professor Anderson Correia, e pelo presidente do HIAE, prevê a cooperação entre as duas instituições na criação de produtos inovadores voltados à saúde humana. Em 2015, Lottenberg foi eleito pela Revista IstoÉ como o Brasileiro do Ano no âmbito da Medicina e também lançou o livro “Saúde e cidadania - A tecnologia a serviço do paciente e não ao contrário.”

Para alguns, o reconhecimento fala sobre um passado. Para mim, ele impõe um novo futuro. Um reconhecimento reforça o conceito da importância que temos para aqueles que nos observam e, portanto, tenho mais responsabilidades frente ao futuro.” HEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Mais Influentes da Saúde

Francisco Balestrin

P

residente do Conselho Administrativo da Anahp, Francisco Balestrin foi eleito, neste último ano, Presidente da Associação Mundial de Hospitais (IHF). Essa entidade, referência no setor, reúne mais de 50 mil hospitais e estabelecimentos de saúde, que atendem cerca de três bilhões de pessoas, em mais de 100 países. Quanto à contribuição na qualidade à assistência das instituições, Balestrin ressalta uma vitória: “a retomada do Qualiss pela ANS da qual participamos ativamente”. Vale ressaltar o sucesso do 3º CONHAP que trouxe um formato totalmente inovador.

Gonzalo Vecina Neto

R

espeitado pela trajetória e experiência no setor, o médico Gonzalo Vecina Neto, no último ano, desenvolveu dezenas de ações à frente da Superintendência Coorporativa do Hospital Sírio-Libanês. Em sua gestão, posicionou o hospital entre as instituições de excelência da América Latina. Vecina liderou os projetos de expansão e modernização do HSL que contou com investimentos de mais de R$ 1 bilhão. “Trata-se de um edifício ambientalmente correto. Fizemos uma grande mudança no parque hospitalar do ponto de vista dos aportes logísticos. Além disso, toda a construção é 100% sustentável.”

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Categoria

Referência

José Osmar Medina Pestana

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iretor Superintendente do Hospital do Rim, José Medina Pestana mantém a instituição como o maior centro de transplantes de órgãos do mundo. Também é professor titular de nefrologia na Escola Paulista de Medicina com mais de 200 artigos publicados em revistas internacionais e membro do Conselho Superior da FIESP. Pestana é Chefe do Serviço de Nefrologia da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, onde implantou o maior programa de transplantes do país. “Recebo esta homenagem com felicidade e engajado na qualificação de profissionais para o sistema público de Saúde.”

Paulo Gadelha

P

residente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha acredita que um de seus maiores desafios no último ano foi enfrentar a tríplice epidemia (dengue, chikungunya e zika) e buscar uma rápida resposta à emergência em Saúde Pública. Outro momento importante foi ser designado, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como um dos dez membros – e o único brasileiro – do painel de alto nível que terá como foco aprimorar tecnologias que permitam aos Estados-membros atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “É uma honra receber esta distinção na condição de presidente da Fiocruz.”

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Mais Influentes da Saúde

Eudes de Freitas Aquino 106

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Categoria Saúde Suplementar

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Foto: Osmar Bustos

trajetória cooperativista de Eudes de Freitas Aquino iniciou em 1982, na Unimed Piracicaba. Foi o fundador da Federação Intrafederativa das Unimeds do Centro Paulista, hoje denominada Intrafederativa Centro Paulista. Na Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp), fez parte do Conselho de Administração por duas gestões e atuou como diretor de Programas Educativos e Assistenciais e presidente. Em 2015, sua gestão atuou com foco na profissionalização do Sistema Unimed e sua sustentabilidade, na melhoria constante de processos, na qualidade de atendimento e no desenvolvimento de dirigentes, gestores e colaboradores. “Orgulho de ter contribuído para a boa reputação do nosso país diante de organizações importantes, como Aliança Cooperativa Internacional, da qual sou membro do Conselho de Administração, e Cooperativas das Américas, como primeiro vice-presidente”, salienta Aquino. Entre outras iniciativas que merecem ser destacadas estão aquelas destinadas à governança cooperativa, alinhadas ao Plano de Desenvolvimento Organizacional e que pauta o relacionamento com os diversos públicos-alvo da Unimed do Brasil. “Antes de tudo, sou médico e cooperativista, então desejo construir bases sólidas para que tanto a profissão médica quanto o modelo de negócio prosperem sempre. Não somente no último ano, mas desde que assumi a presidência da Unimed do Brasil, em 2009, tenho buscado fazer valer essa máxima, com integração e inovação”, afirma Aquino.

Este reconhecimento colocame em uma categoria povoada de homens e mulheres capacitados e interessados em fortalecer um setor tão complexo e essencial para a população.”

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Mais Influentes da Saúde

Cyro Alves de Britto Filho

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residente da Abramge – Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Cyro de Britto Filho também é Diretor do Grupo Policlin. Com longa trajetória na defesa dos interesses das operadoras de planos de saúde associadas, foi também presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo do Estado de São Paulo – Abramge-SP, de 2008 a 2011. Eleito presidente da Abramge no ano passado, Britto Filho vem atuando de forma a conseguir sinergia entre a ANS e as operadoras, além de fomentar maior integração com as regionais da associação.

Flávio Bitter

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iretor técnico-operacional da Bradesco Saúde, VicePresidente da FENASAÚDE e integrante do conselho da ASAP (Aliança para Saúde Populacional), Flávio Bitter conquistou um milhão de segurados na carteira de pequenas e médias empresas, consolidando sua liderança, mesmo num momento de crise econômica do país. “As causas-raízes da inflação médica estão relacionadas a diversos fatores, mas destacaria a incorporação acrítica de novas tecnologias, sem efetiva análise prévia de custo-efetividade e por um sistema que, de modo geral, não incentiva a qualidade assistencial.”

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Categoria

Saúde Suplementar

Irlau Machado Filho

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a presidência do Grupo NotreDame Intermédica, o executivo Irlau Machado Filho desenvolveu, em 2015, dezenas de ações de investimento na rede. No último ano, sua gestão inaugurou novas estruturas como o Centro Clínico Interlagos e o Centro Clínico Guarulhos II. Outra iniciativa sob sua liderança na Intermédica é a criação do Grupo “Entendendo a Quimioterapia”, cujo objetivo é ajudar os pacientes e seus familiares.

Paulo Marcos Senra

C

o-fundador da Amil Assistência Médica Internacional e hoje executivo da empresa, Paulo Marcos Senra é responsável por incluir o tema gestão de saúde populacional na pauta dos principais eventos, com muito trabalho, reuniões, desenvolvimento de eventos próprios e participação em encontros do setor. “Contribuir para mudar os rumos e os resultados do sistema caótico da saúde brasileira é um grande desafio. Os custos decorrentes do envelhecimento da população e da incorporação de novas tecnologias em diagnóstico e tratamento só serão reduzidos com um trabalho incessante de prevenção e promoção.”

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Mais Influentes da Saúde

Domingos Fonseca 110

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Categoria Suprimentos e Logística

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residente da UniHealth Logística Hospitalar, Domingos Fonseca é nascido em Alqueidão (Portugal) e naturalizado brasileiro. À frente da UniHealth há mais de 10 anos, tem desempenhado papel fundamental para o desenvolvimento de novas soluções para o setor de logística hospitalar em nível nacional e internacional. No último ano, Fonseca expandiu os horizontes da empresa para a América Latina através da joint venture firmada com um player do Equador. “Foi mais um desafio devido as diferenças culturais e de legislação do país, mas que vejo como uma nova oportunidade de evolução pessoal e profissional.” Sobre estar entre os 100 Mais Influentes da Saúde, Fonseca acredita que a responsabilidade multiplica. “Esse é o segundo ano consecutivo que tenho a felicidade de receber este prêmio. É, com certeza, mais um estímulo para continuar trabalhando empenhado pela excelência na gestão de recursos públicos e privados da saúde.”

Este reconhecimento é mais

um estímulo para continuar trabalhando empenhado

pela excelência na gestão de recursos públicos e privados da saúde.”

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Mais Influentes da Saúde

João Fábio Bianchi Garcia Silva

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uperintendente Executivo de Suprimentos e Logística da Beneficência Portuguesa de São Paulo, João Fábio Bianchi Garcia Silva também ocupa o cargo de Presidente do Conselho no Instituto Brasileiro de Supply Chain, na qual também ministra aulas de gestão de compras. No último ano, sob sua gestão, foram implantados muitos projetos que contribuíram para garantir a sustentabilidade da Beneficência Portuguesa. “A responsabilidade de ser eleito é grande, mas gosto de tê-la. Pretendo seguir contribuindo para o setor da saúde na busca das melhores práticas de Suprimentos e Logística.”

Leonisa Scholz Obrusnik

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erente de Suprimentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Coordenadora do Comitê de Relações com Fornecedores da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Leonisa Scholz Obrusnik foi uma das responsáveis pelo reacreditamento do Hospital Alemão Oswaldo Cruz pela Joint Commission Internacional (JCI). “Ser eleita em um importante prêmio como os 100 Mais Influentes da Saúde é um reflexo do bom trabalho de uma gestão qualificada. Estar entre esses profissionais significa que um grande trabalho vem sendo realizado pelos colaboradores do Hospital.”

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Categoria

Suprimentos e Logística

Marco Antonio Bego

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epois de dois anos desenvolvendo nova metodologia de gestão da cadeia de suprimentos do HC-FMUSP, Marco Antonio Bego, Diretor de Infraestrutura e Logística da instituição, tem muito a comemorar. Seu trabalho apoiou-se na implementação das melhores práticas de recebimento e armazenagem de produtos para o HC por meio de um Centro de Distribuição profissional; na criação de uma Central de Operações e no desenvolvimento de uma área de inteligência de compras que conseguiu manter a inflação interna sob controle e atender todas as necessidades com um orçamento mais enxuto, utilizando conhecimento e tecnologia.

Marcos Cerqueira

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iretor-Sênior da área de saúde da DHL Supply Chain no Brasil, Marcos Cerqueira liderou, em 2015, diversas estratégias para alcançar os objetivos do grupo. “A importância da logística nas organizações vem crescendo, principalmente, em um período particularmente desafiador como o que estamos vivendo, mas que, ao mesmo tempo, apresenta oportunidades. Estar neste seleto grupo de profissionais gabaritados é sempre uma honra e sinal da relevância de nosso trabalho”, declara Cerqueira.

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Categoria Sustentabilidade

Mais Influentes da Saúde

Adriana Levisky

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ice-presidente da AsBEA São Paulo (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), Adriana Levisky também é arquiteta urbanista titular do Levisky Arquitetos. “Acreditamos que ao valorizar, no desenvolvimento de projetos de arquitetura hospitalar, sistemas, tecnologias, modelos de interlocução público-privados e soluções na área da sustentabilidade, é possível estimular a adoção de boas práticas que envolvam questões ambientais, socioculturais e econômicas”, afirma. Entre seus recentes projetos destaca-se a reforma e ampliação do Hospital Público Vila Santa Catarina.

Cleusa Ramos Enck

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uperintendente de Desenvolvimento Humano e Institucional do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Cleusa Enck destaca como principais vitórias a conquista da Certificação LEED GOLD. O desenvolvimento de ações voltadas à gestão da sustentabilidade permitiu ao Hospital a redução do consumo de recursos naturais e maior eficiência na utilização dos recursos hídricos. “Ser escolhida entre mais de 5 mil hospitais do Brasil como uma das ganhadoras do 100 Mais é muito gratificante, mas também confere uma alta responsabilidade, pois estou representando 2.339 colaboradores e um corpo clínico e assistencial de excelência.”

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Evangelina Vormittag

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dealizadora e Diretora Presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag realizou a primeira edição da Virada da Saúde em São Paulo, aproximando o cidadão à saúde em espaços públicos. Também fez uma importante pesquisa em que mostrou o benefício de uma intervenção em transporte da cidade de São Paulo com alto impacto benéfico em saúde. “Eu me sinto muito feliz pelo reconhecimento do meu trabalho, ainda mais tendo sido uma votação que também contou com a participação do público.”

Fernando VC De Marco

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iretor Geral no Hospital viValle - Rede D’Or São Luiz, Fernando De Marco é um dos responsáveis pela entrega do projeto de Ampliação da Unidade viValle, que ocupa agora uma área de mais de 22 mil m². A conclusão da nova metodologia que aliou a governança clínica às boas práticas médicas também conta com a participação do executivo. “Fazer parte de um grupo seleto como esse é, além de uma alegria pessoal, uma grande responsabilidade. O reconhecimento das ações implementadas para as conquistas que obtivemos recentemente é motivação para seguir sempre em frente.”

Piero Novello

G

erente geral da Baxter Brasil, o italiano Piero Novello reforçou parcerias com clientes chave para fortalecer o sistema de saúde no país. Sob a sua gestão, participou da reestruturação da equipe com a chegada de novos profissionais e o reconhecimento aos que já faziam parte do time, fator considerado crucial para a conquista de um resultado importante para a companhia no último ano. “É uma honra representar a marca Baxter nesta premiação do setor. Não é um reconhecimento a mim, mas sim a cada profissional da empresa.”

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Categoria Tecnologia Mais Influentes da Saúde

Cristina Palmaka

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residente da SAP Brasil, Cristina Palmaka esteve à frente do lançamento S/4HANA, considerado o mais importante investimento feito pela empresa globalmente nos últimos anos, com 100 clientes já conquistados no Brasil no primeiro ano de vendas da solução. “Melhorar a vida das pessoas e ajudar o mundo a ser melhor com uso de tecnologias e inovação é a visão da SAP. A saúde é uma das vertentes para alcançarmos esse objetivo. Atualmente, temos uma gama de soluções que compreendem as áreas de gestão clínica, diagnóstico e analítica.”

Fábio Scopeta Rodrigues

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íder para IBM Watson e Watson Health no Brasil, Fábio Scopeta foi o responsável pelo design, vendas e implementação dos primeiros projetos de Computação Cognitiva no Brasil. Também criou a unidade de Watson Health no Brasil e acelerou a disponibilização de soluções de grande impacto para pacientes com câncer no país, antes mesmo que tivesse sido oficialmente lançado nos Estudos Unidos, como o Watson Genomics. “Reinventar a indústria da saúde significa prover uma visão completa para que cada indivíduo possa tomar as melhores decisões para sua saúde.”

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Jacson Barros

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iretor Corporativo de Tecnologia da Informação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Jacson Barros tem 25 anos de experiência na área de Health IT. No último ano, foi responsável pela manutenção do engajamento e motivação da equipe na entrega dos projetos. “Sinto-me lisonjeado com o reconhecimento. Por outro lado, a responsabilidade aumenta, tendo em vista que, de alguma forma, você passa a ser uma referência nesta área para os que estão e os novos profissionais que estão chegando.”

José Luiz Junqueira Simões

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iretor Executivo de Operações e Tecnologia da União Química, José Luiz Junqueira Simões é responsável pela consolidação da nova unidade industrial em Taboão da Serra (SP), voltada exclusivamente para a terceirização de medicamentos farmacêuticos. “Estamos vivenciando a necessidade de pensar intensamente em inovação, comportamento, relacionamento colaborativo e no uso de tecnologias disruptivas do que em qualquer outro momento da nossa história. Todavia, cabe a cada um de nós objetivarmos a máxima do setor: Saúde de Qualidade ao Alcance de Todos.”

Marcelo Lúcio da Silva

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iretor Executivo da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Sócio-Diretor da PGCON Consultoria, coordenador e auditor sênior do Processo de Certificação SBIS-CFM, consultor em projetos do Ministério da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de SP, Hospital Universitário da USP, ANP, CNJ, Organização Internacional do Trabalho, Porto de Santos e Unimed Brasil, Marcelo da Silva conduziu o avanço do Processo de Certificação SBIS-CFM e organizou o MEDINFO 2015, realizado pela primeira vez na AL. “O uso adequado da TI é um grande aliado para a melhoria da assistência à saúde da população mundial, e é isso que continuarei buscando com seriedade e determinação.”

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Dossiê

Unimed Brasil............................. 120 Unimed Manaus.........................

124 Unimed Belém............................ 126 Unimed Vitória........................... 130 Unimed Sorocaba...................... 132 Unimed Belo Horizonte............. 136 Emed........................................... 140 Unimed Ribeirão Preto.............. 142

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pelo Brasil

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A condução de um Sistema de forma integrada presente em mais de 80% do território nacional

logo_unimed segunda-feira, 2 de maio de 2016 08:55:38

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Unimed está entre os maiores sistemas cooperativistas de trabalho médico do mundo e é também a maior rede de assistência médica do Brasil, presente em 84% do território nacional. O Sistema nasceu com a fundação da Unimed Santos por Edmundo Castilho, em 1967, e hoje é composto por 349 cooperativas médicas que prestam assistência a mais de 21 milhões de clientes. São mais de 112 mil médicos ativos, 113 hospitais próprios e 12 hospitais dia, além de unidades de pronto atendimento, laboratório, ambulância e hospitais credenciados. Toda essa infraestrutura para atender cerca de 30% do mercado nacional de planos de saúde. Cada Unimed possui gestão autônoma e independente, o que não as impedem de trabalhar a intercooperação entre elas na busca de um mesmo objetivo: prezar pela saúde e qualidade de vida no atendimento aos seus beneficiários. A adesão livre e voluntária, a gestão democrática pelos cooperados, a participação econômica nos resultados da cooperativa, a educação, a formação e a informação e o envolvimento com a comunidade completam os sete princípios cooperativistas que regem o Sistema Unimed e que estimulam a constante troca de informações e boas práticas entre as cooperativas. Nas páginas seguintes, o Dossiê Unimeds pelo Brasil traz uma série de reportagens sobre algumas unidades deste Sistema. Gestores falam sobre desafios, investimentos, sustentabilidade e inovações, evidenciando como cada administração tem suas peculiaridades para conquistar a excelência. Eudes de Freitas Aquino, Presidente da Unimed do Brasil, abre este Dossiê falando sobre modelo de cooperativismo médico no país, a marca Unimed e o desafio de obter a sustentabilidade financeira dos planos de saúde.

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Dossiê

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Unimed do Brasil Eudes de Freitas Aquino, Presidente da Confederação, fala sobre práticas de governança voltadas ao cooperativismo e sustentabilidade do setor

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A Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas - foi fundada em 1975 para ser a entidade máxima representativa institucional do sistema cooperativo Unimed. Seu Presidente, Eudes de Freitas Aquino, acredita que o Sistema está no caminho certo, e que o sucesso da marca Unimed está vinculado à natureza cooperativista. “Apostamos fortemente neste modelo como uma alternativa eficaz para melhorar a situação da saúde no Brasil, levando o atendimento a regiões em que o sistema público é precário.” O Sistema Unimed atende cerca de 19 milhões de clientes. Além desta abrangência, a Unimed é diferente das demais concorrentes, pois, segundo Aquino, não tem o lucro como objetivo final. “Investimos constantemente em recursos próprios como construções e ampliações de hospitais e laboratórios, além da absorção contínua de novas tecnologias médicas.” Acerca da sustentabilidade financeira dos planos, o Presidente afirma ser este um desafio comum no segmento de saúde suplementar. “No que se refere à remuneração, uma das alternativas consideradas hoje o modelo P4P (pay-for-performance). Contudo, há o desafio de amadurecer essa metodologia e garantir que o paciente tenha um atendimento mais seguro e de qualidade.” Para tanto, um dos caminhos encontrados pelos planos é a verticalização. Trata-se de um importante movimento para regular a qualidade da prestação de serviços, controlar custos e garantir a sustentabilidade das operações. Na Unimed do Brasil, o pressuposto é que o processo de verticalização, realizado com a expansão da rede própria pelo Sistema Unimed, seja sempre feito preconizando o melhor atendimento aos pacientes, bem como a otimização de custos. “Além disso, investimentos contínuos em Atenção Primária também resultarão na racionalização de custos e aumento de

qualidade em médio prazo”, afirma Aquino. Ainda de acordo com o Presidente, ano a ano, as internações hospitalares compõem o setor que mais concentra despesas assistenciais, seguido pela realização de exames e de consultas. Sobre o modelo de cooperativismo médico no Brasil, Aquino acredita que o Brasil ainda precisa se consolidar como líder mundial, fazendo do cooperativismo um mecanismo econômico e social de mudança. “Há cooperativas brasileiras que já são consideradas modelo para a escolha dos clientes. Se analisarmos os dados do agronegócio, identificamos que um volume percentual importante do PIB brasileiro é resultante de cooperativas agrícolas. Com base nesse exemplo, as cooperativas de saúde no Brasil crescem buscando vencer desafios e promovendo mudanças significativas de governança, investindo na qualificação de seus profissionais e adotando critérios profissionais na gestão executiva.”

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Foto: Osmar Bustos

Dossiê

Eudes de Freitas Aquino, Presidente da Unimed do Brasil

O crescimento do setor Apesar de a Saúde Suplementar possuir certa resiliência e reservas técnicas na ordem de 40%, e do plano de saúde figurar entre os maiores objetos de desejo da população, o crescimento do setor, segundo Aquino, é incerto, pois não está imune as dinâmicas e impactos gerados pelo atual cenário econômico. O Presidente acredita que o caminho para buscar equilíbrio financeiro é focar na gestão eficaz dos recursos existentes. “É necessário que o setor esteja empenhado na busca pela excelência operacional e assistencial. Para isso, a mudança do modelo assistencial deve ser um objetivo almejado por todo o mercado.” Tendo o paciente como centro de todo o processo, o beneficiário passa a ser tratado por uma equipe multidisciplinar que o acompanha constantemente. Além disso, o próprio indivíduo passa a desempenhar o papel de agente responsável por sua própria saúde. Para tanto, são necessários investimentos contínuos na educação e formação dos beneficiários, 122

para que a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento correto das enfermidades aconteçam e deixem de retroalimentar o sistema atual, que é focado na doença e produz um ciclo vicioso totalmente oneroso. A Unimed do Brasil estimula as cooperativas do Sistema a trabalharem desta forma, incentivando, por exemplo, o modelo de operadoras e prestadoras, já adotado na Federação Santa Catarina e no Estado do Ceará com comprovado sucesso. Sobre o atual cenário econômico do Brasil e os desafios da Saúde Suplementar, Aquino acredita que com o crescimento das despesas acima da inflação, o segmento precisa se atentar ao teto dos reajustes dos planos, à incorporação de novas tecnologias e à judicialização da saúde. Governança cooperativa Devido às particularidades do setor cooperativista, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) apresenta o conceito de Governança Cooperativa, como sendo o “conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permite aos cooperados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo sua continuidade e os princípios cooperativistas”. A Unimed do Brasil adotou o termo “Governança Cooperativa” para fins de utilização no Sistema Unimed, adaptando as boas práticas da Governança

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Creio que o estabelecimento de parcerias público-privadas seja um caminho promissor, além do reconhecimento do governo para o tratamento tributário adequado às cooperativas”. Eudes de Freitas Aquino

corporativa para a realidade do mundo cooperativista. A adoção de tais práticas demonstra o comprometimento com a transparência, prestação de contas, a equidade e a responsabilidade corporativa, buscando evitar desvios de conduta e deficiências de gestão. “Esperamos contribuir positivamente e continuamente para a busca da excelência operacional, sob os preceitos da Governança Cooperativa, não só pela Unimed do Brasil, mas também por todo o Sistema Unimed, tendo por consequência a marca Unimed cada vez mais forte e o trabalho médico mais valorizado, competitivo e moderno, em um verdadeiro estágio de transformação”, afirma o Presidente da Unimed do Brasil.


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Dossiê

Planejamento

Como a Unimed Manaus conseguiu superar dificuldades financeiras

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A Unimed Manaus é a maior cooperativa médica do Estado do Amazonas, com 1.064 médicos cooperados em mais de 50 especialidades e pouco mais de 1,5 mil colaboradores. São três unidades próprias de saúde (maternidade, pronto-socorro e hospital infantil e adulto) para atender cerca de 160 mil usuários. Contudo, sua história é marcada por diversos problemas financeiros. “Como médica cooperada fui informada que precisava pagar R$ 23 mil a Unimed. Quis saber o motivo, entendendo que precisava participar efetivamente das decisões. Quando fui eleita como membro do Conselho 124

Fiscal, foi constatado irregularidades que foram apresentadas em assembleia e os antigos membros da direção da instituição renunciaram. Foi quando passei a compor uma comissão interina que por três meses assumiu a administração da Unimed”, lembra Corina Viana, atual Presidente da Unimed sobre como chegou a este posto. Seu maior desafio foi sanar a questão econômico-contábil e fi-

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nanceira da empresa. A Unimed Manaus estava em regime de direção fiscal, o que significa ter o acompanhamento in loco da operadora pelo diretor fiscal determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Elaborou-se, então, o Programa de Saneamento, aprovado pela agência, e hoje a cooperativa está com boas perspectivas para sanar as dívidas, principalmente tributárias, que quando Corina


Prédio dos novos consultórios

Pronto-socorro Infantil

assumiu tinham valores financeiros impagáveis e, atualmente, estão todos devidamente tratados com planejamento de pagamento efetivo. Ao mesmo tempo em que foi necessário resolver questões econômica, financeira e administrativa, a gestão também focou na qualidade dos serviços médicos. Assim, programas de melhoria foram recentemente implantados e treinamentos oferecidos a colaboradores. “Vários pontos relacionados à qualidade do atendimento e implantação da governança corporativa precisam ser observados. Trata-se de um desafio, claro, mas quando conduzido como deve ser traz ótimos resultados.”

Corina Viana, Presidente da Unimed Manaus

Vários pontos relacionados à qualidade do atendimento e implantação da governança corporativa precisam ser observados. Trata-se de um desafio, claro, mas quando conduzido como deve ser traz ótimos resultados. ” Corina Viana

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Dossiê

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Confira mais sobre a Unimed Belém http://goo.gl/Vn8yTg

Transparência Os bons resultados que uma governança cooperativista trouxe para a Unimed Belém

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A história da Unimed Belém começa na década de 80. Fundada em 28 de abril de 1981, contou no seu início com 21 médicos e tinha uma atuação bastante limitada à capital. Hoje, a instituição é uma das marcas mais lembradas em todo o Estado e vem investindo intensamente em tecnologia e profissionalização de seus colaboradores. “Na conjuntura atual, com índices alarmantes de desemprego e PIB negativo, manter a sustentabilidade de qualquer empresa é tarefa possível somente com aumento da eficiência e eficácia em todos os processos da cadeia produtiva da saúde suplementar. A efetividade destas medidas implica diretamente em ter pessoas capacitadas e comprometidas em buscar os resultados que precisamos, por isso investimos, cada vez mais, na profissionalização do corpo funcional, retirando o viés político da nomeação de pessoas sem a devida capacitação como acontecia no passado”, afirma Wilson Yoshimitsu Niwa, Diretor Presidente da Unimed Belém. O diretor considera que cooperativismo médico no Brasil enfrenta uma fase de transição em que os fundadores da maioria das cooperativas médicas estão passando sua gestão para uma geração de novos médicos gestores. “Esta transição se faz necessária e premente, frente à necessidade de ter uma visão mais profissional na gestão das cooperativas. O novo cenário da saúde suplementar e a entrada de novos players, que tornam o mercado cada vez mais agressivo e competitivo, deixam claro que não haverá espaço para gestores sem conhecimento técnico e capacitação para disputar este mercado. Cada vez mais, o fisiologismo das antigas organizações cooperativistas tende a dar espaço à implantação de uma governança cooperativista.” O compromisso com os princípios e valores do cooperativismo, como transparência e honestidade, e o apoio dos cooperados, são a base para o engajamento. Assim, a atual gestão pode realizar ações necessárias na busca de resultados já alcançados nos últimos três anos. As maiores evidências que revelam o sucesso da gestão estão explicitadas nos índices de reclamações do cliente na ANS. “A taxa de reclamação da Unimed Belém é muito abaixo em relação a outras operadoras de mesmo porte. Além disso, a recuperação dos índices econômicos e HEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Dossiê

financeiros salta aos olhos dos órgãos reguladores, Nós saímos de um PL negativo de 147 milhões em setembro de 2014, para um valor de 52 milhões positivos em fevereiro de 2016”, explica Niwa. Para 2016, a instituição tem como metas a conclusão do Hospital Pediátrico que trará um diferencial competitivo e maior satisfação para o cliente, além de resolver um problema crônico da falta de leitos pediátricos na rede credenciada. Está previsto também a realização de reformas em todas as unidades localizadas em pontos estratégicos da cidade. Ainda assim, o maior desafio em 2016, segundo o gestor, será adequar a receita decrescente aos custos assistenciais cada vez maiores. “Nossa meta é manter a sinistralidade dentro de patamares que permitam a empresa concluir o plano de saneamento iniciado em 2014, sem comprometer o atendimento e a renda do cooperado.” 128

Qualidade Há várias iniciativas estruturadas por meio de projetos e planos de ação, alinhadas ao planejamento estratégico da Cooperativa que visam qualificar continuamente os recursos próprios, incluindo o Hospital Geral da Unimed Belém. Segundo Lourival Rodrigues Marsola, Coordenador do Núcleo de Ações Estratégias, as ações vão desde a implementação de Protocolos Assistenciais, definição de objetivos, metas e indicadores de desempenho, treinamentos e auditorias internas, até o estabelecimento de procedimentos operacionais padrão. “Os trabalhos intensifica-

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dos desde 2014 já renderam frutos. No ano de 2015, foram apresentados cases de sucesso em congresso internacional (QUALIHOSP) e, em 2016, foram apresentados dois cases no Encontro Nacional Unimed de Recursos e Serviços Próprios, sendo um deles premiado”, afirma. Sobre a governança clínica da instituição, Marsola explica que a estratégia utilizada promove o envolvimento, a participação e a conscientização de todos. “Projetos, campanhas internas, treinamentos, integração entre as áreas e a participação ativa da alta direção são os principais fatores desse processo de gestão em saúde.”


Cada vez mais, o fisiologismo das antigas organizações cooperativistas tende a dar espaço à implantação de uma governança cooperativista”. Wilson Yoshimitsu Niwa

Wilson Yoshimitsu Niwa, Diretor Presidente da Unimed Belém

Tecnologia A lista de inovações e soluções que a Unimed Belém vem adotando é grande. Entre tais investimentos, destaca-se a aquisição de equipamentos de imagens de raio X, além do sistema de PACS. O setor de tecnologia também se dedicou no desenvolvimento do portal de transparência, com o objetivo de estabelecer um relacionamento mais próximo e cristalino com o Sócio Cooperado e beneficiário. “Também estamos construindo o Portal Unimed Belém, que obedecerá a todas as exigências da ANS”, afirma André Luiz Maciel Neves, Gerente de TI. Maciel Neves destaca ainda a aquisição de um novo sistema de gestão, o Tasy, da Philips, em 2014. A solução foi implantada em apenas uma unidade da Unimed Belém, porém a expectativa é que o sistema rode nas quatro unidades até o final do primeiro semestre. “O objetivo é aumentar a segurança do paciente, redução dos custos e a implantação do prontuário médico em todas as nossas unidades”, diz Maciel Neves.

Mais avanços tecnológicos - Projeto de Fibra Óptica, interligando todas as unidades. - Aquisição de equipamentos de imagens de Raio X (CRs e Impressoras DRY), além do sistema de PACs (Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens). - Implantação de serviço de Outsourcing de impressão de documentos. - Implantação de serviço de Outsourcing de impressão de exames nas unidades.

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Dossiê

Unidade Ambulatorial de Aracruz

Crescimento Unimed Vitória amplia área de atuação e realiza investimento em suas unidades próprias

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A Unimed Vitória ampliou sua atuação para outros 10 municípios do Espírito Santo, resultado da alienação voluntária da carteira de clientes da Unimed Piraqueaçu. Na prática, os 22 mil clientes da Unimed Piraqueaçu passaram a ser Unimed Vitória, podendo utilizar todos os Recursos Próprios e a rede credenciada da cooperativa, além de ganharem com o incremento e a melhoria do atendimento em sua região. “Esta foi uma decisão estratégica para o futuro da Unimed Vitória, uma vez que amplia nossa área de atuação e traz

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perspectivas de melhores resultados nos próximos anos. Crescemos em número de clientes, mas também em estrutura de atendimento. Ampliamos a prestação de serviços na nova região, passando a ter, por exemplo, programas na área de prevenção e promoção de saúde, além de oferecer nossos produtos neste mercado”, explica Márcio de Oliveira Almeida, Diretor Presidente da Unimed Vitória.


co de referência que lhe conhece de forma integral. Para isso, na Unimed Vitória o cliente conta com um suporte de cuidados preventivos, o Viver Bem, um dos recursos próprios da cooperativa que tem como objetivo a promoção da saúde e a prevenção de doenças. A cooperativa também vem

Unimed Vitória

investindo em sua rede, como o Hospital – Dia Maternidade (HDMU); o Hospital Unimed Vitória, a Unimed Diagnóstico, a Unimed Oncologia, os Centros de Especialidades; o SOS Unimed; a Assistência Domiciliar, a Unidade Ambulatorial do Hospital Unimed; e a recém inaugurada Unidade Ambulatorial de Aracruz.

Crescemos em número de clientes, mas também em estrutura de atendimento ” Márcio de Oliveira Almeida

Pioneirismo Na cooperativa, a busca por trazer melhorias para a qualidade de vida e o bem-estar da população também se torna um impulsionador para a inovação e para o crescimento. Com esta filosofia, a cooperativa vem investindo no modelo assistencial de atenção primária. Espelhando-se nos mais conceituados e eficazes sistemas do mundo, a Unimed Vitória lançou um novo modelo de assistência médica: o Unimed Personal. Seu conceito de assistência médica coloca em destaque o “médico exclusivo”, que prioriza o cuidado integral aos pacientes. Este modelo marcou também a volta da comercialização de planos individuais pela Unimed Vitória, que diante do sucesso com os clientes empresariais, criou o Personal Pessoa Física. A premissa do Unimed Personal é a promoção da saúde. Portanto, médico e paciente trabalham juntos no estabelecimento de metas, por exemplo, para parar de fumar ou perder peso. De forma personalizada, o cliente tem um médi-

Márcio de Oliveira Almeida, Diretor Presidente da Unimed Vitória

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Dossiê

Gestão sustentável sempre Fidelização dos clientes faz Unimed Sorocaba descartar-se na crise

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Tudo começou em 1971, quando um grupo de 47 médicos deu início às atividades da Unimed Sorocaba com o objetivo de promover assistência de qualidade e fácil acesso à população dentro de um sistema que garantisse a sustentabilidade do negócio beneficiando médicos e pacientes. Após 45 anos de sua fundação, a Unimed Sorocaba mostrou ao mercado seu modelo de gestão e negócio bem-sucedidos, que conta com mais de mil médicos cooperados e dois mil colaboradores que atuam em clínicas e hospitais da entidade no interior de São Paulo. De acordo com o Diretor Presidente da cooperativa, José Francisco Moron Morad, a entidade realiza todos os investimentos com capital próprio, sem o apoio de investidores ou parceiros e não possui passivos bancários. “Há muitos anos não temos um centavo sequer de passivo bancário. Nossa estabilidade econômica foi classificada com nota máxima no IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) e isso nos permite superar turbulências sem grandes sobressaltos, 132

como ocorreu quando a Unimed Paulistana se tornou insolvente”. Mesmo diante de um cenário econômico incerto, a Unimed Sorocaba encerrou 2015 com lucro superior a 5%, dos quais 85% foram distribuídos entre os cooperados. Há 21 anos, a Unimed Sorocaba é uma das marcas mais lembradas na região, possuindo alguns dos melhores índices de satisfação dos clientes. Para o executivo, esse reconhecimento é fruto de uma série de esforços e investimentos realizados. “O nosso principal ativo é o hospital, para o qual já foram aplicados mais de US$ 150 milhões desde sua fundação, em 1996”, acrescenta. Inserida em um dos merca-

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dos mais competitivos da economia, mesmo apresentando um bom desempenho assistencial e financeiro, a Unimed Sorocaba reconhece que há uma série de desafios pela frente que ainda precisam ser superados, entre eles o de continuar investindo com recursos próprios em sua unidade assistencial, o Hospital Dr. Miguel Soeiro, considerado um símbolo para a cooperativa. Em 2016, são previstos maciços investimentos em tecnologia. “Continuaremos investindo em tecnologia hospitalar, mantendo a instituição equipada com dispositivos e sistemas de ponta, como, por exemplo, a implementação do prontuário eletrônico,


Rotineiramente, nossos clientes se deparam com tecnologias inovadoras, novos procedimentos, espaços e ambientes, gerando qualidade na área assistencial e agilidade no atendimento”, José Francisco Moron Morad

José Francisco Moron Morad, Diretor Presidente da Unimed Sorocaba

que poderá ser acessado por todos os médicos, remotamente ou de dentro do próprio hospital” conta Morad. Outra meta é aumentar a receita do Hospital por meio do serviço de transplantes, contemplando todas as etapas pré e pós-operatórias, para as demais operadoras de planos de saúde, hospitais e outras Unimeds. Esta experiência já foi realizada com sucesso no transplante de medula e atendeu diversos pacientes. Para atingir as metas estabelecidas e manter a sustentabilidade dos negócios, a Unimed Sorocaba mantém o foco de suas atividades na sustentabilidade e variações de mercado bem como estabilidade econômica e financeira do país. Com base nesses dois vetores, a Unimed avalia os reflexos imediatos que impactam a região e, assim, procura identificar novas oportunidades de negócios. Outro aspecto destacado por Morad sobre a gestão realizada pela cooperativa é a criatividade. “Rotineiramente, nossos clientes, sobretudo os que utilizam o hospital, se deparam com tecnologias inovadoras, novos procedimentos, espaços e ambientes, gerando qualidade na área assistencial e agilidade no atendimento”, acrescenta.

O Vice-presidente da Unimed Sorocaba, Paulo Hungaro Neto, conta que, no último investimento realizado pela instituição nas instalações do Hospital Dr. Miguel Soeiro, em 2013, foram aplicados R$ 50 milhões, em valores da época, dos quais R$ 40 milhões foram destinados a obras de infraestrutura do complexo assistencial e na aquisição de equipamentos e mobiliários. Os R$ 10 milhões restantes foram usados para a aquisição de dois geradores, montagem de um consultório destinado à Ortopedia, uma sala de curativos para o serviço de emergência e um espaço destinado ao conforto médico, anexa ao centro cirúrgico. Os valores aplicados ainda possibilitaram a ampliação da UTI infantil e sala de observação do serviço de emergência. Durante a ampliação foram

construídos 42 novos apartamentos e 22 quartos de enfermaria. Os leitos exclusivos para internação – ou seja, sem contar com os das UTIs, Berçário de Alto Risco e Unidade Semi-Intensiva – chegaram a 183, praticamente o dobro dos 97 anteriores. Novos serviços e mobiliários, inéditos na região, também passaram a ser oferecidos aos pacientes. “No último ano foram investidos em torno de R$ 2 milhões em novos equipamentos. Também houve a aquisição do terceiro equipamento de videocirurgia com imagem em formato full HD; a substituição das bombas de seringa para procedimentos de anestesia e a ampliação da UTI Neonatal, que passou a contar com incubadoras, berços de terapia intensiva, fototerapias e ventiladores mecânicos de última geração”, afirma Hungaro Neto.

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tador neste quesito para os médicos cooperados. Nos últimos anos, os coordenadores médicos mantêm uma programação própria em cada setor. Na Emergência, por exemplo, os plantonistas propõem os temas a serem abordados durante os encontros periódicos. As UTIs e o Centro Obstétrico também adotam ações similares e já desenvolveram protocolos específicos a partir destes encontros.

Paulo Hungaro Neto, VP da Unimed Sorocaba

Engajamento A diretriz básica da Unimed Sorocaba quando o assunto é Gestão de Pessoas é ter como foco o resultado e, paralelamente, atrair, reter e desenvolver as pessoas. Para tanto, são realizadas pesquisas de clima organizacional, utilizadas como base para a implantação de ações de melhoria. Para o engajamento dos profissionais utiliza-se as ferramentas de gestão como integração, treinamento, avaliação de desempenho, programa de desenvolvimento da liderança e o projeto guardião, que tem por objetivo integrar os novos colaboradores à cultura e aos protocolos assistenciais. Todos os admitidos passam por um processo de integração e são acompanhados por um “padrinho” no setor, com a função de auxiliá-los durante a fase inicial. Devido ao sucesso dessa iniciativa, em 2015, ela foi adaptada e transformada no Projeto Referência, como apoio à adaptação dos novos colaboradores da Enfermagem. Quanto à educação continuada, o Centro de Estudos Unimed Sorocaba é o principal fomen134

“Diante do cenário atual de retração econômica, desemprego, inflação, instabilidade cambial, uma crise política sem precedentes e com final incerto, o grande desafio é manter os investimentos em equipamentos e infraestrutura, o crescimento econômico e aumentar a satisfação do cliente.” Paulo Hungaro Neto

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Qualidade Devido ao trabalho realizado pela Qualidade, o Hospital Dr. Miguel Soeiro recebeu diversas certificações e reconhecimento. Em 2012, houve a certificação da Mamografia e Tomografia do Serviço de Imagem pela Sociedade Brasileira de Radiologia. Em 2013, a manutenção da certificação Acreditado com Excelência ONA Nível III e a obtenção da norma de acreditação PALC (Programa de acreditação de Laboratórios Clínicos). No ano de 2014, para garantir um controle sistemático dos aspectos e impactos ambientais do Hospital, a instituição trabalhou intensamente na implantação de um sistema de gestão baseado na norma NBR ISO 14001. Também naquele ano, o Hospital recebeu o Selo de Sustentabilidade de Hospital, outorgado pela Unimed do Brasil, e outro da Rede de Hospitais Verdes e Saudáveis, por sua gestão de água, energia e resíduos. Já em 2015, o Hospital Dr. Miguel Soeiro recebeu o Prêmio de Excelência na categoria Hotelaria Hospitalar, promovido pela Healthcare Management. Instalado em uma área de 67.000 m², o Hospital Dr. Miguel Soeiro conta com, aproximadamente, 20.000 m² de área construída e já passou por cinco fases de expansão.


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Solidez Com 45 anos de história, Unimed-BH inicia 2016 com a melhor avaliação na saúde suplementar dentre as grandes operadoras do mercado

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Em um ano desafiador, a Unimed-BH preservou sua posição de mercado e a solidez econômico-financeira, inclusive com elevação de 11,6% de sua receita operacional: o valor captado chegou a R$ 3,63 bilhões, sendo R$ 3,06 bilhões destinados aos médicos e aos serviços de saúde. Registrou a redução de 4,8% dos clientes, o que interrompeu a trajetória de 22 anos de crescimento da carteira de clientes. Mas a rápida adoção de medidas de austeridade e a cautela no uso de recursos, somadas à cultura de melhoria contínua e vocação para inovar, permitiram o enfrentamento do cenário e a manutenção da qualidade da assistência aos clientes. Em 2015, a Cooperativa registrou a realização de mais de oito milhões de consultas médicas, 145 mi internações hospitalares e 28 milhões de exames e terapias seqüenciais. Como reflexo do esforço, a Unimed-BH é considerada confiável por nove em cada 10 clientes e cooperados, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha. A rede assistencial é composta por 366 hospitais, clínicas e laboratórios, somando serviços credenciados e próprios. As unidades próprias são diferenciais, repre-

sentando reforço importante para cuidar bem e com mais eficiência, suprindo lacunas assistenciais, e proporcionando importantes espaços de trabalho médico. A rede própria compreende dois hospitais de urgência e emergência, uma maternidade e uma unidade de pronto-atendimento, localizados em Belo Horizonte, Contagem e Betim. Também integram a rede cinco unidades ambulatoriais para realização de consultas e atividades de promoção da saúde, quatro clínicas dedicadas ao plano baseado no modelo de atenção primária, além de Centros de Radiologia e Exames, Serviços de Atendimento Móvel em Saúde (ambulâncias), Atenção Domiciliar e Saúde Ocupacional. Em janeiro de 2016, entrou em operação o Centro de Promoção da Saúde Santa Efigênia. São 22.000 m² de área construída, distribuídos em 11 andares e 151 consultórios. Estão disponíveis no local consultas eletivas em 34 especialidades médicas, agenda livre (consultas sem hora marcada e por ordem de chegada) em Clínica Médica e Pediatria, Grupos de Promoção da Saúde, clínica especializada no atendimento à criança, salas de procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, sessões de equipe multiprofissional (Psicologia, Nutrição, Terapia ocupacional e Fonoaudiologia).

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Participação e transparência A Unimed-BH estimula a transparência e a participação. Os cooperados têm sido continuamente convidados a participar das discussões e decisões. As assembleias gerais da Unimed-BH chegam a marca de 4 mil médicos participantes e há, também, o Programa Por Dentro da Nossa Unimed, com uma agenda de eventos para que os médicos conheçam melhor a sua cooperativa. “Da antiga Mediminas, nosso primeiro nome, à Unimed-BH que somos hoje, percorremos um longo caminho com dedicação e muito trabalho Os resultados positivos que entregamos em 2016 foram conquistados graças à participação cada vez maior de nossos cooperados, ao engajamento dos colaboradores, à confiança dos clientes e ao trabalho conjunto com nossos parceiros”, afirma o Diretor Presidente, Samuel Flam.

Inovação A inovação é outra marca da trajetória da Unimed-BH. No ano passado, a Cooperativa lançou o Unimed Pleno, modelo assistencial baseado em experiências bem-sucedidas de atenção primária e que já conta com mais de 22 mil clientes. Outra iniciativa importante foi o lançamento do Guia - Gestão Unimed-BH de Indicadores Assistenciais, um amplo painel de indicadores de atenção à saúde e eficiência técnica na prestação do cuidado, conforme as diferentes especialidades médicas. Por meio dele, cada cooperado pode acompanhar o desempenho da Unimed-BH e comparar a prática individual à média da sua especialidade, podendo identificar oportunidades de melhoria. 138

“Da antiga Mediminas, nosso primeiro nome, à Unimed-BH que somos hoje, percorremos um longo caminho com dedicação e muito trabalho.” Samuel Flam

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45 anos Com uma trajetória bem-sucedida e mais de 1,2 milhão de clientes em carteira, a Unimed-BH comemora 45 anos. Mesmo com a retração do setor, a cooperativa médica iniciou 2016 com a melhor avaliação na saúde suplementar dentre as grandes operadoras do mercado e resultados positivos.


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Identidade

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Mais de 100 projetos de arquitetura de Unimeds de todo o Brasil têm a assinatura da EMED Arquitetura. Humanização, sustentabilidade, tecnologia e otimização operacional são os grandes pilares de cada projeto

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Conhecendo algumas Unimeds pelo Brasil, é possível pontuar elementos de sua identidade estrutural e arquitetônica. Grande parte delas tem a assinatura da EMED Arquitetura, que começou a atuar junto à cooperativa há mais de 15 anos. “Esta parceria começou por uma necessidade das singulares em ter uma empresa especializada na área de projetos de arquitetura e de engenharia, voltados à área da saúde, que atendesse desde a reestruturação de uma pequena unidade médica, até a estruturação de um complexo hospitalar completo”, explica Leandro Evangelista, Gerente Comercial e de Projetos da EMED. Desde então, já foram realizados aproximadamente 100 projetos em todo o país. Atualmente, estão em andamento projetos nas Unimeds de Campo Grande, Nova Iguaçu, Valença, Juiz de Fora, Sudoeste de Minas, Maringá, Vitória, Alta Mogiana, entre outras. “Há inúmeras características próprias nos projetos das Unimeds. Entre tantas particularidades, temos a tecnologia construtiva, a sustentabilidade, a humanização, a otimização operacional, a aplicação de materiais tecnológicos, privilegiando as questões acústicas, térmicas e resistência mecânica, aumentando a qualidade do atendimento aos pacientes. Tudo isso aliado as mais atuais linguagens de arquitetura”, explica Evangelista. Para inovar nos projetos das Unimeds, as estruturas dos edifícios são em aço e a compartimentação interna em gesso acartonado. Isso possibilita diminuir consideravelmente o prazo de execução das obras,

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além de evitar desperdícios de materiais que acabam se tornando entulhos. Todos os projetos priorizam a humanização através de diversos elementos, como amplas janelas e claraboias a fim de aumentar a iluminação e ventilação natural. “O reaproveitamento de água e o uso de energia solar também são outras características dos projetos que acabam por intensificar a sustentabilidade da infraestrutura. Nossos clientes sempre nos deixaram a vontade para propor técnicas e visões inovadoras nos projetos, proporcionando o atendimento a necessidades cada vez maiores que as Unimeds possuem”. Questionado sobre como a Arquitetura colabora para o sucesso da gestão do negócio, Evangelista acredita que há uma estreita ligação entre tais vertentes. “A Arquitetura é uma importante aliada na gestão dos negócios. Desde a concepção com a hierarquização de acessos, circulações horizontais e verticais, serviços contíguos afins, maximização das áreas de apoio, logístico e pessoal, além da otimização no dimensionamento de todos os setores de atendimento ao paciente.”


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Confira mais sobre a Unimed Ribeirão Preto http://goo.gl/f0HFjL

Convergência de princípios A Qualidade e o engajamento dos

profissionais na Unimed Ribeirão Preto

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A Unimed Ribeirão Preto é exemplo de boa gestão em saúde, investimento em tecnologia, cooperativismo médico, engajamento e capacitação profissional. Com uma administração orientada para a segurança do paciente, a instituição realiza investimentos expressivos em tecnologia da informação e em processos capazes de assegurar o cumprimento das normas internas, protocolos e padrões de eficiência. Diante do objetivo de alcançar a acreditação em padrão internacional, a corporação tem como estratégia de gestão focar na qualidade plena dos serviços. Esse método visa processos seguros e capazes de garantir a segurança do paciente no campo assistencial, certificando-se dos controles necessários para evitar desperdício de recursos humanos e matérias. “Acreditamos que todos os processos

do Hospital Unimed Ribeirão Preto devem ter o paciente como foco principal, com ações não só descritas em manuais de procedimentos, mas praticadas efetivamente no cotidiano da assistência ao cliente. O grande desafio neste campo é a convergência de princípios e convenções em práticas diárias, orientadas para o cuidado, a segurança e a efetividade do tratamento como permanente foco nos resultados”, revela Álvaro Truite, Diretor Presidente da Unimed Ribeirão Preto. A oferta de serviços fornecida pela entidade, com ética e responsabilidade, é fruto da qualificação profissional e do grau de especiali-

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Foto: Rafael Fernandes

A governança tecnológica é outra questão importante da corporação. Por se tratar de um investimento novo e integral, o Hospital Unimed Ribeirão Preto foi concebido com a utilização do que há de mais moderno em equipamentos, sistemas e todos os tipos de automação aplicáveis ao negócio. Um exemplo dessa inovação é o processo de dispensação individual de medicamentos. Os remédios são separados em unidades codificadas seguras, invioláveis e com código de barras, com tráfego por endereçamento de unidades através de correio pneumático e “triple check” para a correta administração. Álvaro Truite, Diretor Presidente da Unimed Ribeirão Preto

zação do corpo clínico e da rede credenciada. Segundo Truite, além de uma equipe de especialistas, a organização dos Comitês Especializados conta com a participação de profissionais de áreas e de formações diferentes, o que auxilia no processo de difusão das informações e da integração das equipes. “A definição de uma verba orçamentária própria para treinamentos e reciclagem de pessoal é fundamental. Reuniões periódicas para discussão e aprimoramento dos principais indicadores de gestão, totalmente formalizadas, completam as ações promovidas pela administração para promoção deste engajamento. Cremos que estes sejam os ingredientes fundamentais para a excelência dos serviços”, acrescenta. 144

“Como médico e dirigente cooperativista, continuo crendo que esta forma organizacional ainda representa a alternativa mais ética, justa e promissora para os profissionais que atuam no setor privado” Álvaro Truite

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Modelo de cooperativismo O cooperativismo médico brasileiro passa por uma profunda transformação e a Unimed protagoniza estas mudanças. De acordo com Truite, parte desta evolução diz respeito à forma de remuneração e a resolutividade dos atos praticados. “Este desafio é agravado pela predominância de um modelo assistencial focado na medicina curativa, ao invés de preventiva. Na medida em que essa consciência se expandir e que for possível medir com fundamentos éticos o custo-efetividade dos tratamentos, o modelo cooperativista terá potencial para render aos seus adeptos um grande retorno de valorização do cuidado, e não do procedimento, como constatamos em toda medicina atual.” Para Truite, o sistema cooperativo é uma estrutura que serve como uma das principais alternativas para os que desejam exercer a medicina de forma organizada, bem estruturada e com importante acesso ao mercado suplementar. “Como médico e dirigente cooperativista, continuo crendo que esta forma organizacional ainda representa a alternativa mais ética, justa e promissora para os profissionais que atuam no setor privado”, finaliza o Presidente da Unimed Ribeirão Preto. H


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Artigo de

Nubia Viana Nubia Viana Especialista de TI para Saúde

Como equilibrar a oferta dos serviços de saúde

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egundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar - IESS1, o setor privado de Saúde sofreu uma queda de 1,5% nos últimos 12 meses no número de beneficiários que utilizam a Saúde Suplementar como o principal meio de acesso aos serviços. Isto é ref lexo direto do atual contexto econômico e político que o país vem sofrendo, principalmente, nos últimos meses. O não crescimento afeta diretamente todos os segmentos do mercado e, obviamente, o setor de Saúde não foge à regra. Nestes momentos de crise, as empresas precisam repensar suas metas e seu planejamento estratégico de forma a se adaptar, não simplesmente se acomodando e esperando qual será o caminho que o país irá tomar, mas sim como manter um crescimento, mesmo que mais tímido, para atingimento das suas metas. Desta forma, redução de custos e otimização de processos, visando eficiência na qualidade nos serviços prestados (pauta constante na discussão do planejamento) forçam as organizações a procurar soluções para atuar nesta tríade. O setor Saúde não difere dos demais. Pensando no processo macro do modus operandi do segmento, os sistemas de saúde visam garantir o acesso do cidadão aos serviços existentes, através de uma prestação do cuidado efetivo (que envolve qualidade no tratamento ofertado com o menor custo). Assim, o uso eficiente destes recursos disponíveis e a qualificação na prestação dos cuidados devem estar 1

diretamente ligados à capacidade de resposta às necessidades de saúde da população. Agentes constantes somam-se a complexidade de como gerenciar os custos no setor: • Mudanças no perfil demográfico e epidemiológico; • Desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento; • Incorporação das novas tecnologias e procedimentos que possam melhorar a capacidade de resposta às doenças e assim atender às necessidades da população. É de fundamental importância entender como os serviços estão distribuídos e, em teoria, a partir das suas principais características, como os mesmos devem se organizar. O formato de uma pirâmide se aplica, devido ao número da oferta existente para cada nível, onde: • A base provê os serviços de atenção primária, considerados de baixa complexidade. Aqui se encontram os serviços ambulatoriais, normalmente não especializados, e de promoção e prevenção de Saúde, como programas assistenciais. Normalmente possuem baixa necessidade de incorporação tecnológica e deveriam ser o primeiro ponto de contato da população a oferta de serviços. A procura pode acontecer de forma espontânea (Exemplo: Imunização), não havendo restrição de acesso ao mesmo. A partir da base da pirâmide a busca pelos serviços considerados secundários e terciários deveriam acontecer de

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forma orientada e com encaminhamento; • O meio provê os serviços de atenção secundária, considerados de média, em sua maior parte, e alguns serviços de alta complexidade, a sua maioria ainda em regime ambulatorial. Alguns serviços pertencentes à atenção secundária podem ser providos em regime hospitalar. São considerados serviços com certo grau de especialização, maior necessidade de incorporação tecnológica. Compõe este universo os serviços ditos como especializados, de diagnóstico e terapêutico e os serviços de urgência e emergência; • O topo da pirâmide compõe a atenção dita como terciária, caracterizada pela alta complexidade dos serviços ofertados, que implica alto grau de especialização, alta densidade tecnológica, necessidade constante de incorporação de novos tratamentos que são realizados no âmbito hospitalar. A palavra-chave que permeia todo o processo

de Saúde foca no acesso da população aos serviços ofertados. Porém, este acesso não pode acontecer de forma espontânea por parte dessa população em todos os níveis da pirâmide, necessitando, dessa forma, mecanismos regulatórios. O elemento regulatório precisa atuar e ser ponto que busca equilíbrio para garantir que o cidadão possa acessar o serviço correto, com a qualificação adequada, com os recursos existentes para aquela demanda específica, conforme a pirâmide acima espelha. É papel fundamental dos órgãos governamentais em definir mecanismos que tenham como base os princípios de eficiência e equidade em toda a cadeia. Seja daqueles que provêm o serviço, sejam daqueles que o utilizam. Eficiência significa medir, controlar, manter e cobrar daqueles que prestam os serviços, entrega com qualidade e remunerá-los devidamente. Aqueles que não atingem suas metas devem ser sim auditados do porquê e cobrar (de fato) planos de

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Artigo de

Nubia Viana

ação para melhoria dos processos, até que, em última instância, sejam desqualificados para aquela prestação em si. Por parte do cidadão, a busca pelos serviços de forma não orientada e espontânea oneram o setor como um todo. Por que buscar serviços de pronto atendimento para atendimentos caracterizados como ambulatoriais? Por que não buscar um atendimento em consultório? Atualmente, fala-se no setor que em média 70% a 80% dos atendimentos em prontos atendimentos e prontos socorros poderiam ser atendidos em regime ambulatorial, não necessitando que o cidadão se dirija a estes serviços de média e alta complexidade, fazendo com que os recursos existentes sejam utilizados de forma ineficiente e competindo de fato com aqueles que necessitam. Por parte daqueles que compram os serviços, gerenciar e controlar a “saúde da sua empresa”. Por parte daqueles que vendem os serviços, ter uma rede dimensionada de forma adequada não do ponto de vista quantitativo, mas também do ponto de vista qualitativo. Desta forma, volta-se a discussão para a preocupação em se regular o setor. Na iniciativa pública, já se tem muito claro políticas governamentais que instituem este mecanismo através dos Complexos Regulatórios. O intuito neste artigo não é descrever a Política Nacional de Regulação. Existe farto material disponibilizado pelo próprio Ministério da Saúde2 ou Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS3 . O ponto é que, através de: políticas claras, vontade de operacionalizadas, remuneração adequada e GESTÃO, é

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possível entregar serviços de qualidade e melhor garantir acesso da população, direcionando a necessidade da demanda. O modelo de atenção à Saúde visa três pilares importantes: rede, regionalização e hierarquização. E por que não se espelhar no mesmo de gestão do acesso para iniciativa privada? É claro que não é simplesmente adotar as mesmas políticas, mas sim os mesmos conceitos de rede, regionalização e hierarquização. Aquele que consome o serviço não pode simplesmente basear o consumo no acesso por escolha “livre”; aquele que presta o serviço não pode simplesmente continuar a ser remunerado pela “pura” entrega do serviço. O serviço entregue foi com a qualidade esperada? Apoiou a conduta diagnóstica e/ou terapêutica esperada por aquele que solicitou? Aquele que paga pelo serviço possui uma rede adequada às necessidades da população que está comprando, regionalizada de tal forma a atender as necessidades demográficas e epidemiológi-

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html http://www.conass.org.br/biblioteca/regulacao-em-saude/

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cas da mesma e com regras claras de hierarquização da pirâmide pelo encaminhamento e uso racional dos recursos existentes? A implantação de uma agenda para discutir estes mecanismos regulatórios é crítica para se manter viável ambos os setores, que envolve assuntos delicados, por vezes duros, mas necessários a serem discutidos: • Monitoramento dos prestadores com relação à qualidade na entrega dos serviços; • Modelo de remuneração, baseado em desempenho não somente entrega; • Transparência na divulgação de indicadores para conhecimento da população como um todo; • Regras do consumo mais adequadas por parte dos beneficiários, respeitando a hierarquização e regionalização dos serviços ofertados; • Facilitar a negociação entre os atores deste processo. Os mecanismos de regulação devem atuar diretamente na gestão do acesso, garantindo oferta adequada à necessidade da demanda. H


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Gente e Gestão Líderes e Práticas

Risco e Segurança do Paciente Lançado em abril pela Fundação para Segurança do Paciente, o livro “Risco e Segurança do Paciente” proporciona uma reflexão abrangente sobre caminhos a serem trilhados para que a discussão sobre o tema avance no país. O livro traz também uma série de palestras, como o 11º Congresso Paulista de Anestesia, que discutiu a segurança do paciente com benchmarks de outros setores. No capítulo editado publicado nesta edição, Valter Carneiro, Especialista em aviação civil e que ministra cursos de CRM para a Gol Linhas Aéreas e outras empresas de aviação executiva, fala sobre a segurança nos procedimentos, podendo ser possível traçar um paralelo entre a experiência da Aviação e Saúde.

Organizadores

Enis Donizett

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Claudia Marquez

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O livro “Risco e Segurança do Paciente” foi organizado por Enis Donizetti Silva, médico anestesiologista Coordenador do Serviço de Anestesia do Hospital Sírio-Libanês; e Claudia Marquez Simões, médica anestesiologista Diretora de Relações Internacionais da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo e Coordenadora do Serviço de Anestesia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP.


CRM na aviação: Impacto em segurança operacional

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A parte que me coube nesse trabalho é falar um pouco da questão do CRM na aviação civil. O fator cultural é preponderante, ou seja, é preciso entender a cultura do lugar no qual estou atuando para saber como vou trabalhar. É a mesma coisa que percebo aqui; estou acostumado a lidar com o pessoal da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), Terapia Intensiva, e agora começo a conversar com vocês, da área de Anestesia, que, apesar do mesmo ambiente, são culturas de diferentes formações; consequentemente, é necessário ter abordagens diferenciadas. É isso que temos feito na aviação, e é essa experiência que vou dividir. CRM significa Corporate Resource Management, ou seja, todos os recursos que a corporação tenha e que têm de ser somados para que tenhamos o melhor processo possível. Dentro disso, qual é o impacto do CRM dentro do que chamamos de Segurança Operacional? Para nós, Segurança Operacional começa antes mesmo de a aeronave decolar, com 180, 190 vidas, percorrer o trajeto, seja ele qual for, e chegar ao destino com total segurança, dentro de toda a estrutura que um avião – o ambiente – nos permite. Esse é o conceito de Segurança Operacional: é o estado no qual o risco de lesões a pessoas ou danos a bens, equipamentos e estruturas se reduzem e se mantêm dentro ou abaixo do que chamamos de nível aceitável. De que forma? Por meio do processo contínuo de identificação dos perigos e da gestão dos riscos que os perigos causam. Temos de trabalhar o tempo todo sobre determinado cenário para ver como é possível estar protegido. Caso esse cenário se concretize, como vou li-

dar com isso? Isso é, para nós, a questão da Segurança Operacional. E entra um termo aqui que é extremamente importante: nível aceitável. Dizemos que o avião mais seguro do mundo é aquele que está no chão – e ainda assim ele corre riscos. O maior acidente da aviação até hoje foi quando um avião estava no chão: em 1977, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, dois 747 colidiram no chão; mais de 500 pessoas morreram ali. Então, do que estamos falando? De algo que seja aceitável. Se eu puder ter um avião blindado com airbag para todo mundo, um paraquedas para cada passageiro, assento ejetável, tipo 007. Só que ele não está dentro do nível aceitável, afinal, quanto custaria um avião desses? Será que ele teria peso para sair do chão? Tenho então de contar com um tipo de segurança que fique dentro de normas e regras aceitáveis. E a pergunta que se faz é: quem determina o que é ou não aceitável? Para nós, da aviação, essas regras vêm escritas, determinadas, e temos de cumpri-las. Quem determina isso é a ICAO, International Civil Aviation Organization, um organismo

internacional ligado à ONU. O CRM consta de um tópicos que estão dentro da ICAO, ou seja, temos uma normatização para a execução do CRM, aí fica fácil. Outro organismo internacional, que é a IATA, International Aviation Transport Association, faz basicamente a mesma coisa; um ajuda o outro na condução e na criação de normas que vão estar ligadas à segurança da aviação. Por isso seguimos milhões de manuais. Quando olhamos o passado, vemos que primeiro os acidentes aconteciam e posteriormente eram investigados. E havia algo bem típico dessa época e típico de uma estrutura militar, que era a busca pelo culpado; porque eu pego o culpado, vou pregá‑lo na parede e o acidente não ocorre mais, não é verdade? Não. Quais as condições que levaram a pessoa a cometer esse tipo de erro, ou falha? Não sabemos. Com o passar do tempo, por meio de vários instrumentos, é possível acompanhar a evolução desses incidentes, sendo possível mapear se eles estão próximos a ocorrer, ou estão acontecendo; é possível transformar esses dados, obtidos continuamente, em algo que pode ser mais bem

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Gente e Gestão

visualizado e interpretado, de forma que o piloto seja avisado: “Veja, sob determinada condição isso pode acontecer”. Começamos então a treinar esses pilotos, mecânicos e funcionários de aeroportos de forma diferente. Essa transformação é possível justamente por meio dessa coleta de informações, das auditorias que realizamos, da construção, de um sistema de gerenciamento de coletas de dados. Quando nós, da aviação, vemos algo errado em qualquer parte, qualquer fator que possa ter influência na segurança da aeronave, nós relatamos; não importa quem está envolvido, e sim o quê. De posse dessas informações, começamos a estudar o assunto. A Gol, atualmente, tem cerca de 1,5 mil pilotos. Comissários são mais três mil; mecânicos também são mais de 3 mil; aeroportos têm mais umas 5 mil pessoas – e de repente é a mesma norma. Temos de preventivamente observar como vem se comportando a aviação, o cenário, e poder dizer, por exemplo, que nos últimos cinco anos a última semana de maio sempre foi chuvosa – e que, nesse caso, o aeroporto pode fechar. E, se isso acontecer, saber como operar as conexões. Trata‑se de um volume de informações muito grande, mas é necessário olhar para tudo, e antecipar o que pode ocorrer. Temos de ter essa visão. E creio que aí há uma intersecção com a necessidade de vocês, da Saúde, que têm a compreensão do que pode advir nesse cenário que está sendo montado: que instrumento que vocês têm para medir, ou não medir, o que ocorre nas diversas UTIs ou no centro cirúrgico onde vocês trabalham? Creio que esse é o grande ganho da troca entre Aviação e Medicina. O programa que utilizamos tem pilares que sustentam a maneira como devemos pensar e trabalhar. É necessário ter políticas claras e objetivos também, ou seja, se a política da empresa aérea é trabalhar com o limite aceitável baixo, eu abro uma possibilidade de que mais riscos surjam. Se a política da empresa aérea é trabalhar com esse nível aceitável lá em cima, eu me torno mais seletivo. Da mesma forma, no hospital, é necessário saber: como é a política desse hospital para o qual eu vou trabalhar? A regra é clara? Outro ponto é a 152

questão dos riscos; eles existem, temos de identificá-los e gerenciá-los, porque não há como eliminar isso, não na minha profissão, nem na de vocês; eles fazem parte da nossa rotina. É preciso gerenciá-los todo santo dia. Os pilares são uma garantia de que tudo isso que está proposto de fato ocorra, através de auditoria constante de tudo o que é feito, inclusive os treinamentos realizados. E o último pilar que sustenta nosso sistema de gerenciamento é a promoção da segurança operacional: falar de segurança em todas as bases nas quais operamos, para todas as pessoas que trabalham conosco. Dentro da promoção está o nosso CRM, o Corporate Resource Management, ou seja, a empresa como um todo discutindo no dia a dia as necessidades das áreas, as dificuldades; apesar disso tudo estar registrado como uma política da empresa, nós estamos lidando com pessoas – que muitas vezes descumprem o que está previsto, até mesmo o protocolo. É um trabalho diário, mas compensador; os feedbacks que temos tido são cada dia melhores. O CRM começou lá na cabine, apenas envolvendo os pilotos, geralmente oriundos da aviação militar, onde a hierarquia estava acima de tudo, até mesmo de questionamento. Apesar de o avião já estar modernizado, de termos regras claras e conceitos consolidados, ainda assim ocorriam quedas de aeronaves. Nessa época, a década de 1970, o foco

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da culpa pelo acidente era o piloto; na realidade, a culpa não é só do médico, nem só do piloto. Vimos quanta coisa pode acontecer de errado na própria organização, na própria estrutura do que está escrito. Essa foi a primeira geração do CRM: os pilotos eram reunidos para discutir a relação, a briga era feia. Mas por que? Porque era uma verdade na qual ninguém queria mexer. Mas não há como obter um resultado diferente fazendo a mesma coisa. Em um segundo momento, entendeu‑se que não era só o piloto o responsável pela queda do avião; além dele, a tripulação comercial, os comissários também estavam envolvidos nesse progresso, e podiam ajudar. Em um terceiro momento foi incluída a responsabilidade dos mecânicos, e nascia o crew – basicamente pilotos e comissários. Passa‑se para uma nova fase onde entra o company, abrangendo mecânicos, pessoal de rampa, quem chega perto da aeronave, quem carrega o avião; se a carga for disposta de forma incorreta, se for desbalanceada, como é que se voa desse jeito? Chegamos então ao último estágio, o que temos hoje, que é o corporate, incluindo manutenção, aeroportos, recursos humanos, folha de pagamento, setor administrativo, quem emite um bilhete de viagem. Todas as pessoas que estão envolvidas com a aeronave têm de participar do processo gerencial, em que a segurança da operação é de res-


ponsabilidade de todos. Há alguns dias tivemos, na mesma sala de aula na Gol, nosso VP e mais um diretor de outra área. Por que? Porque as pessoas pedem isso; porque a norma da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) que rege o CRM afirma que é necessária a participação desde a alta liderança até a base; porque é a alta liderança que vai garantir as políticas de que todo mundo cumpra aquilo que está previsto. Isso para nós tem sido um grande diferencial. Vou contar um exemplo real. Eu estava ministrando uma aula para pilotos de helicóptero em Campinas, e um piloto de helicóptero experiente, com mais de mil horas de voo, narrou um caso que aconteceu com ele. Esse piloto estava trabalhando com um Agusta, que é um modelo de helicóptero que recolhe o trem de pouso depois da decolagem. Chegando para o pouso em Campinas, ele seguiu baixinho sobre a pista – o que chamamos de “pairando’ – já próximo de seu hangar, quando vê o rapaz que varre o lugar, desesperado, sacudindo

a vassoura no ar. Ele conta que pensou: “O que fiz de errado? O que eu deixei de fazer?” E o rapaz balançando a vassoura. Um frio na espinha. Acertou quem pensou: ele não havia baixado o trem de pouso. Se o helicóptero encosta no chão sem o trem de pouso baixado, há a tendência de ele adernar para um dos lados, as hélices baterem no chão. E o resto vocês já sabem – é como nos filmes de Hollywood, a nave explode. Foi nessa hora que ele se deu conta do que estava acontecendo; baixou então o trem de pouso e chegou em segurança. A pergunta que fica: “O que aquele rapaz que estava varrendo a pista tinha a ver com a história?” Teoricamente não é a

empresa dele, não tinha obrigação nenhuma com aquilo, mas por estar acostumado a fazer parte daquele ambiente, ele se sente na responsabilidade de, em conjunto, avisar se algo está errado. Foi ele quem salvou o pouso. Esse é o princípio que usamos para todos os treinamentos; todos têm condições de ver o cenário e opinar sobre a melhor maneira de conduzir o processo, melhorando a gestão. Qual é a real missão do CRM? O que buscamos? É não perder o maior número de vidas possível, estar livre de acidentes ou incidentes, e ser capaz de gerenciar, olhar lá na frente. E conseguimos isso, na nossa vida profissional, por meio de treinamento. H

Serviço Nome do livro: Risco e Segurança do Paciente Organizadores: Enis Donizetti Silva e Claudia Marquez Simões Produção editorial: Pólen Editorial Número de páginas: 332

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Artigo de

Márcia Mariani

Impeachment para o Aquecimento Global

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aro leitor, no momento em que escrevo este pequeno artigo, tenho o coração e a mente invadidos por alguns pensamentos que, tenho certeza, também estão acometendo milhares de brasileiros. Para acabar com o mistério, estou me referindo ao processo de impeachment presidencial que estamos vivendo. Fato incontestável: todos nós estamos envolvidos no assunto! Cada um de nós com sua opinião, com suas razões, mas podemos concluir: difícil existir alguém que não tenha nenhum “palpite” ou até uma teoria inteira sobre o assunto. Muitos e muitos brasileiros, inclusive eu, confesso, fiquei plugada na televisão no dia da votação na Câmara, ouvindo palavra por palavra, voto por voto! Audiência máxima, perfeita, desejada por todo profissional da área de televisão. Conforme fui prestando atenção nas justificativas dos votos, comecei a verificar a coincidência das mesmas razões expostas pelos votantes. Refiro-me tanto os votos a favor, como também aqueles que foram contra. Pareceu-me, naquele momento ímpar, que todos ali, de posse do microfone, se tornavam imediatamente renomados especialistas econômico-político. Não me lembro de alguém que mostrou não se importar com o assunto ou indeciso ao manifestar seu voto. As razões, ali alardeadas, ainda que talvez não adequadas ao momento, foram fortes. Pensem comigo, caro leitor: foram invocados memórias de pessoas próximas, valores de família, ligações paternas e maternas e Deus com muita frequência. Claro, como não poderia deixar de ser, o eleitor também foi contemplado dentre as razões para justificar a escolha a ser proferida em alta e clara voz. A empolgação era tanta que muitos precisaram ser avisados do término de seus referidos tempos.

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Convido você agora para refletirmos sobre uma plataforma lúdica. Como teria sido esta eleição se a pergunta em questão fosse: “Devemos, como cidadãos planetários, realizar um impeachment para o Aquecimento Global?”. Assim foi, de forma análoga, a tarefa do último encontro mundial do Clima, ocorrido em Paris, França. Em nosso lúdico exercício, vale as mesmas regras para o voto, ou seja, uma breve justificativa e a manifestação do voto para a questão. O que será que dentro deste contexto mais ouviríamos? Quais invocações seriam mais apresentadas? Conseguiríamos 2/3 de votos SIM para o impeachment do aquecimento Global? Qual seria a reação do plenário após a leitura das implicações do cenário mundial sob o efeito do aumento médio de temperatura, onde um dos seres mais vulneráveis será a raça humana. Deixo claro que não estou generalizando, mas fiquei a imaginar algumas votações com o atual teor da maturidade de alguns empresários: “Senhor presidente, não podemos modificar hábitos e comportamentos tão inseridos em nosso cotidiano por causa de alguns inconvenientes que nem sabemos ao certo se irão acontecer.”

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Márcia Mariani Administradora, pósgraduada em meio ambiente e liderança. Diretora da SIAServiço de Inteligência Ambiental

Ou ainda: “Tanta publicidade, tanta confusão por apenas dois graus de aumento na temperatura.” “Como ficaria, Vossa Excelência, a necessidade de nossas crianças terem acesso ilimitado aos objetos de consumo infantil?” “Consumo consciente é impraticável nos dias de hoje, com tantas possibilidades de consumo, com produtos sendo lançados a cada instante!” “Como ficariam as facilidades tão necessárias das alimentações prontas que podem ser abertas e consumidas vorazmente por nossos filhos, mesmo que colaborem para a obesidade infantil?” “Como nossos amigos e familiares poderão viver sem trocar anualmente de celular, de carro, entre tantos outros itens indispensáveis?” “Como nossos processos ficaram praticáveis se precisamos ter visão sistêmica e não apenas escolher o produto mais barato?” “Vossa excelência, o resíduo é criação da humanidade, nem a natureza pensou nisto, não podemos abrir desta descoberta!” Vossa Excelência, pelo grande esforço de sair da análise cartesiana, preservando assim o modus operandi que já conhecemos e devido às mudanças que este tema trará em nossa vida familiar e empresarial, eu voto NÃO! H


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Mercado

Conforto e segurança Gerenciar de maneira adequada o estacionamento pode ser a diferença entre ganhar, ou perder, mais pacientes

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“Administramos os estacionamentos do Einstein desde novembro de 2013. Atualmente, estamos presentes em 14 operações relacionadas diretamente às atividades da instituição e comprometidos a achar as melhores soluções e efetuar investimentos para a melhoria das operações da entidade”, acrescenta Echer. Além do conforto e hospitalidade oferecidos ao paciente, Echer destaca a segurança como um dos pontos vitais da gestão de um estacionamento. “Trabalhamos preventivamente em relação à segurança, valendo-se, entre outros sistemas, do Centro Nacional de Controle - Connecpark, uma central 24h que controla permanentemente os estacionamentos por meio de modernos sistemas de monitoramento remoto e rígidas rotinas de gerenciamento e controle.” A VINCI Park administra 2.7 mil estacionamentos em 16 países. Entre 2013 e 2015, a Empresa realizou um investimento de R$ 150 milhões no

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país, com a meta de investir mais de R$ 450 milhões até 2020 no Brasil. “O segmento de estacionamentos no país movimenta, anualmente, cerca de R$ 12 bilhões, tornando o Brasil um mercado muito atrativo para nossa Empresa.” Para o diretor executivo, mesmo diante do desafiador cenário econômico enfrentado pelo país, a multinacional continuará realizando investimentos e ampliando sua carteira de clientes que já conta com entidades como o Hospital Mãe de Deus, Hospital Regina e Hospital Ernesto Dorneles, no Rio Grande do Sul, e o Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro.

Flávio Echer , Diretor de Operações da Moving | VINCI Park

Foto: André Cavalheiro

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A baixa oferta de vagas em grandes centros urbanos, como São Paulo, vem se tornando um grande gargalo não apenas para o setor varejista, mas também para instituições de saúde que, muitas vezes, perdem médicos credenciados ou pacientes eletivos por não possuírem uma oferta adequada de vagas ou por realizarem uma gestão ineficiente do estacionamento. De acordo com o Diretor de Operações da Moving | VINCI Park, multinacional franco-brasileira responsável pela gestão de 27 operações de estacionamentos em hospitais de 15 estados brasileiros, Flávio Echer, a atenção ao paciente começa no estacionamento do hospital, facilitando o acesso e evitando possíveis transtornos que podem ocorrer quando alguém entra em um estacionamento para guardar seu carro. Entre as intuições atendidas pela multinacional está o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), com mais de 1.5 mil vagas de estacionamento.


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Health-IT

Líderes e Práticas

Internet

das Coisas

Beneficência Portuguesa de São Paulo e a monitorização de sua farmácia

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Difícil falar em eficiência e eficácia sem pensar em tecnologia. Na Saúde, essa premissa não é diferente. Trabalhar com a vida humana requer uma constante atualização e renovação do conhecimento, de infraestrutura e de formas de pensar. Com este pensamento, a Beneficência Portuguesa de São Paulo (BPSP) vem investindo cada vez mais em soluções inteligentes a fim de evitar perda e intensificar a segurança de diversos processos, como no setor de farmácia. “Temos um processo rígido de controle dos vencimentos de prazos dos medicamentos e materiais. Esse estoque conta com um processo de contagem, conferência e gestão de itens de acordo com o giro necessário para garantirmos o consumo antes de seu vencimento. A área de planejamento de estoque tem papel fundamental ao buscar dimensionar as compras dentro do que projetamos consumir de acordo com a política de estoque. Esse processo garante perdas mínimas e mais eficiência nas compras”, explica João Fábio Garcia Bianchi Silva, Superintendente executivo de Operações da BPSP. A automação dos registros de temperatura e umidade nas farmácias da BPSP também foi outro importante investimento neste setor. Antes, a instituição utilizava uma solução de registro automatizado de temperaturas implantada apenas em refrigeradores e freezers do Banco de Sangue.

Naquela época, já era evidente as vantagens de um sistema eletrônico em relação à abordagem mais tradicional, que é a anotação das temperaturas dos equipamentos manualmente, em planilhas de papel. Diante da necessidade de atender a todos os requisitos técnicos, o BPSP implantou a plataforma Sensorweb, priorizando o atendimento na área de medicamentos, especificamente as farmácias. A primeira etapa do projeto para monitoramento da Cadeia do Frio iniciou em Julho de 2013 com a supervisão de nove farmácias satélites e 1 estoque central, totalizando 22 pontos monitorados (câmaras de conservação de medicamentos e ambientes controlados). “Já nas primeiras semanas de uso foi possível detectar anomalias no funcionamento de alguns equipamentos, visto que o registro eletrônico oferece uma visualização das dinâmicas de temperatura com grande grau de detalhamento.

Estas informações fornecidas pelo sistema proporcionaram uma melhoria na manutenção e rotinas operacionais da cadeia do frio como um todo”, explica Douglas Pesavento, CEO da Sensorweb. Também foi possível evitar a perda de medicamentos devido às ocorrências de falta de energia. Nesses casos, os responsáveis são acionados para realizar um plano de contingência através do sistema de alertas por e-mails e SMS. “Com o monitoramento online, as notificações de não conformidades são disparadas eletronicamente para os responsáveis, sempre que alguma condição de temperatura ou umidade estiver fora de padrões preestabelecidos. Assim, quando ocorrer alguma falha que atinja diretamente os produtos sensíveis à temperatura (eventual pane elétrica; falha no equipamento; erro de procedimento; porta deixada aberta; excesso de medicamentos em um refrigerador; etc.),


Nossa plataforma de monitoramento funciona em infraestrutura com servidores redundantes em Data Centers fisicamente separados, bem como possui uma política de backup contínua para assegurar a disponibilidade e confiabilidade das informações”. Victor Rocha Pusch

Victor Rocha Pusch, Diretor de Tecnologia da Sensorweb

será detectada em poucos minutos”, afirma. Os níveis de alertas do hospital são acompanhados a fim de garantir que alarmes desnecessários não ocorram, nem prejudiquem a confiabilidade dos dados/alertas. Ao receber um alerta, o usuário consegue visualizar os dados de monitoramento que geraram o alarme, permitindo tomar as ações necessárias. São informações que englobam desde a migração dos insumos para equipamentos de backup, até o acionamento da equipe de manutenção. Outro fator importante é a dinâmica do monitoramento no período entre uma medição e outra. Antes, não era visível o que ocorria entre os registros (intervalo de quatro horas) e nesse tempo era possível ocorrer perdas parciais, até mesmo totais dos insumos. Com a automatização, as medições passaram a serem feitas minuto a mi-

nuto, revelando alto grau de detalhamento na atuação do equipamento de conservação (ciclos de compressor; degelo; abertura prolongada de porta; etc.). Com o sucesso desta primeira etapa, a BPSP passou a utilizar os serviços de monitoramento da Sensorweb em outros setores. Atualmente, são mais de 70 sensores que asseguram o registro e monitoramento 24 horas de grande parte da Cadeia do Frio na instituição. Os sensores estão instalados no Banco de Sangue central, nas agências transfusionais de sangue, nas farmácias e nas salas de equipamentos de Imagens Médicas das duas unidades principais da instituição (Hospital São José e Hospital São

Joaquim). A adoção do sistema na área de Imagens Médicas é a mais recente e ocorreu devido à frequência de paradas dos equipamentos, que são comuns em máquinas de Raio-X, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada. Conforme explica Victor Rocha Pusch, Diretor de Tecnologia da Sensorweb, esta indisponibilidade que pode ocorrer é prejudicial tanto para o atendimento dos pacientes, como também para a rentabilidade da instituição. “Isso porque são procedimentos de alto retorno, e por isso a necessidade de ampliar a eficiência operacional através da máxima ocupação possível desses equipamentos.”

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Health-IT

“Estamos desenvolvendo uma nova linha de equipamentos para ampliar o leque de aplicações para área hospitalar, possibilitando monitorar além da temperatura e umidade, outras grandezas importantes como energia e gases”. Douglas Pesavento Douglas Pesavento, CEO da Sensorweb

Eficiência e tecnologia de ponta O grande diferencial deste case está na operação 100% na nuvem, pelo lado da Tecnologia de Informação; e a transmissão de medições 100% sem fio, pelo lado de Tecnologia de Automação. A combinação dessas áreas técnicas eliminou a necessidade de maiores modificações na estrutura física do hospital, ao mesmo tempo trouxe uma integração completa das informações. Além disso, todos os sensores instalados enviam suas informações através de uma rede sem fio (zigbee) para um pequeno número de centrais de monitoramento (Gateways). Estas centrais se conectam através de um ponto de internet local ou rede de celular com a plataforma Sensorweb onde todas as informações são unificadas no mesmo ambiente de software, mesmo se tratando de duas unidades ou locais separados. Vale destacar também o modo de instalação dos sensores na BPSP, o que permitiu uma extrema flexibilidade no acesso aos dados. “Por exemplo, o gestor do Banco de Sangue consegue acompanhar todas as informações em uma única aplicação (interface de usuário), não importan160

do se está trabalhando em seu computador ou a partir de um celular. Lembrando que a área de sangue tem monitoramento em quatro locais distintos, Banco de Sangue e Agências Transfusionais, espalhados pelo complexo hospitalar”, salienta Douglas Pesavento. Mais transformações De acordo com João Fábio Garcia Bianchi Silva, Superintendente Executivo de Operações da BPSP, a instituição ampliou recentemente o espaço de estocagem de materiais e medicamentos em mais de 1.000 m². “Esta ação nos permitiu adequar o espaço e a operação da nossa farmácia central, que ficou dedicada ao atendimento das unidades de internação.” Com um espaço de operação mais amplo e com novos fluxos e processos, foi possível obter um melhor nível de serviço

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da operação de dispensação de produtos, reduzindo ainda mais os riscos assistenciais e melhorando a gestão dos estoques e dos custos. Além disso, a área de farmácia vem passando por grandes mudanças, a começar pela implantação de um sistema de gestão que propiciou a implementação de outras transformações na área de logística e gestão de estoques. Dentre elas está a efetivação de uma área de Planejamento de Demanda e Estoques, em funcionamento desde março de 2015. Esta área assegurou a realização de uma nova política de estoques para cada ponto satélite da farmácia e também um modelo de contagem cíclica destes estoques. “Isto vem melhorando significativamente a acurácia dos armazenamentos. O objetivo final é termos o estoque na quantidade certa, no lugar certo e na qualidade certa. Com isso, nosso investimento será feito cada vez de forma mais precisa e dimensionada à nossa demanda”, afirma. H Estudos na área de manutenção de Imagens Médicas apontam que a temperatura e umidade são responsáveis por até 30% das paradas neste tipo de equipamento. Com um monitoramento adequado, ações pontuais na configuração dos sistemas de climatização podem ser tomadas.


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Artigo de

Franco Pallamolla Franco Pallamolla

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO).

O desafio de construir um novo 2016

T

odos afirmam que 2016 será um ano difícil. O nosso país vive um momento delicado, com a economia desacelerando e a área política pouco preocupada em definir os rumos que nos levariam à retomada do crescimento e a consequente retomada da esperança. Diante desse cenário, por que não construirmos um 2016 totalmente novo, diferente deste que está fadado a ser complicado? Às vezes, nos esquecemos de que os empreendimentos são uma sucessão de altos e baixos, verdade que fica muito evidente em outras atividades de nosso cotidiano: no ciclo de vida dos produtos e dos mercados, nas fases dos times de futebol e até em nossa vida pessoal. Assim como produtos são reciclados, times de futebol são remontados e a nossa trajetória de vida se refaz, vitoriosa e produtiva, isso é graças àquela atitude que a tudo modifica e vitaliza: a mobilização. Se as previsões apontam para um ano de recessão, vamos trabalhar mais. Vamos buscar novos caminhos para os ne-

gócios, um novo olhar para o dia a dia das nossas profissões. Vamos ser criativos. As nossas atitudes positivas diante das intempéries farão com que a situação delicada do nosso país não perdure. Se na crueza das guerras a medicina e os processos industriais progrediram muito, por exemplo, é porque a dificuldade gera o impulso necessário para vencer adversidades e crescer. Estagnar ante a crise só vai fazê-la ampliar seus tentáculos, imprimindo marcas indeléveis na nossa história. Vamos investir no otimismo e na criatividade para encarar os desafios de 2016, pois, mais esta vez, estamos sendo chamados a contribuir com o melhor de nós para continuarmos construindo um país melhor. H

Às vezes, nos esquecemos de que os empreendimentos são uma sucessão de altos e baixos, verdade que fica muito evidente em outras atividades de nosso cotidiano: no ciclo de vida dos produtos e dos mercados, nas fases dos times de futebol e até em nossa vida pessoal. 162

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Ideias e Tendências

Sempre avante Com método e perseverança, Biocor Instituto busca atingir suas metas, dando a sua contribuição à Saúde e Sociedade, ajudando a construir um país cada vez melhor

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O Biocor Instituto, hospital geral de referência em alta complexidade, situado em Nova Lima, região metropolitana da Capital do Estado de Minas Gerais, investiu, nos últimos cinco anos, mais de R$ 35 milhões em obras, novos equipamentos e despesas pré-operacionais. Inaugurou em 2012, após 18 meses de obras, 120 suítes, além da reforma de outras 100. A instituição também ampliou seus investimentos em novas tecnologias e conta com 12 salas de cirurgia, medicina nuclear, banco de sangue, laboratórios próprios, completo setor de imagenologia e heliponto, abrangendo, aproximadamente, 34 mil metros quadrados de área construída. É nesse ritmo de crescimento e melhorias que o Biocor anuncia em seu Plano Diretor, para o biênio 2016/2017, mais uma nova área

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de aproximadamente 6 mil metros quadrados dentro do complexo hospitalar. Esse projeto, já em fase de estudos técnicos, proporcionará novos leitos, expansão do CTI, do bloco cirúrgico e do pronto atendimento, além de um centro de tratamento oncológico, incluindo radioterapia. “Nosso hospital avança, mesmo neste momento de crise, investindo na atualização tecnológica e de infraestrutura, além da contínua capacitação continuada das pessoas, buscando o intercâmbio de conhe-

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cimentos e experiências por meio de simpósios e cursos realizados na instituição. Estão previstos para 2016 mais de 90 mil horas de treinamento e educação continuada nas áreas médica, de enfermagem e administrativa”, revela o Diretor Presidente do Biocor Instituto, Mário Vrandecic, ao citar a contratação de capital intelectual dedicado à inteligência de negócio de saúde como um diferencial. De acordo com o médico e executivo, a gestão à vista tem sido ampliada com infor-


mações sobre a gestão de serviços, alinhada ao planejamento estratégico, exibindo seus principais indicadores nas diversas áreas operacionais como fluxo de pacientes, monitoramento de ocupação, controle de faturamento, gestão de pessoas, dentre tantos outros, garantindo ações imediatas no monitoramento e controle da administração hospitalar. “O Biocor mantém o desenvolvimento incessante da automatização de processos, segurança do paciente, médicos e colaboradores, estreitamento na relação com operadoras de planos de saúde, bem como ações efetivas que demonstram a preocupação com o meio ambiente e comunidade. Todos estes movimentos devidamente reconhecidos por diversas organizações certificadoras nacionais e internacionais.”

Inovação sempre! Não é de hoje que a tecnologia na área da saúde tem comprovado ser uma necessidade, por isto o Biocor Instituto procura, continuamente, manter-se atualizado. Investimentos nos sistemas de imagem, como a hemodinâmica, têm uma importância singular nas diversas especialidades de um hospital de alta complexidade e, de modo especial, na cardiologia, na cirurgia cardíaca e na neurologia clínica e cirúrgica.

Em razão disto, a instituição procura sempre manter todos os seus setores equipados com aparelhos modernos e com tecnologia de ponta, submetidos à rigorosa manutenção. Estes equipamentos são continuamente atualizados e, periodicamente, renovados, segundo Vrandecic. Além do crescimento estrutural, o Biocor faz constantes investimentos em novas tecnologias, merecendo destaque a Tomografia Computadori-

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Ideias e Tendências

Trabalhamos dia a dia com toda a nossa capacidade e empenho para atingirmos as nossas metas e contribuirmos na construção de um futuro melhor para os usuários do hospital, os seus familiares, médicos, colaboradores e a nossa comunidade”. ” Mario Vrandecic

Mario Vrandecic, Diretor Presidente do Biocor Instituto

zada Multislice de 64 canais, modelo Brilliance da Phillips /Essence, já em operação. Esse é um dos mais avançados equipamentos de TC do mundo, inclusive com tecnologia 3D”, considera o executivo. Outras importantes aquisições são: equipamentos de Hemodinâmica e ecocardiografia; moderno sistema para cirurgia robótica cardíaca e torácica; sistemas de anestésicos digitais e imagenologia digital; rede sem fio e um novo servidor. A intenção é estar equipado com um Pronto Atendimento capaz de prestar acolhimento de emergência a pacientes nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Cardiovascular e Torácica, Ortopedia e Traumatologia. Localizado estrategicamente no complexo hospitalar, o PA tem ligação direta com o Heliponto e conta com entrada exclusiva, além de estar próximo aos setores de diagnóstico, tera166

pia intensiva, hemodinâmica, centro cirúrgico e unidades de internação. Para Vrandecic, as inovações tecnológicas são infinitas e não se limitam a novos equipamentos. “Também é preciso apostar em ferramentas de Governança Corporativa, por isso implantamos, recentemente, uma solução de TI: o Biocor Balance. O recurso busca dados no software corporativo transformando-os em informações estratégicas sobre a saúde financeira da instituição, soluções de acompanhamento de pessoal, otimização da ocupação de leitos, análise da utilização dos serviços [Bloco, SADT, CTI e etc.], tudo com segurança, agilidade, eficácia e, principalmente, em tempo real.” Com todas estas inovações, o Biocor vem conquistando

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índices de desempenho que são reconhecidos internacionalmente, como é o caso do Tempo Porta Balão de 56 minutos, Euroscore, Cirurgia Geral/Videolaparoscopia e baixa taxa de infecção na alta complexidade. “Vale ressaltar que, em 2016, mantemos a estratégia de inovação de processos, baseado nas melhores práticas institucionais orientadas pelas certificações ISO 9001, 14001 e 27001, que se referem à qualidade, meio ambiente e segurança da informação, respectivamente. Sem falar da OHSAS 18001, que diz respeito à saúde e segurança ocupacional, e ONA Nível III”, destaca Vrandecic ao mencionar os selos QSP 31000, baseado na ISO 31000 (gestão de riscos); NIAHO e FNQ, além da conformidade à ISO 50.001 (eficiência energética).


Projetos em desenvolvimento

A crise econômica e o Biocor Segundo levantamento da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), a receita líquida dos 22 maiores hospitais particulares do país caiu 1,8% no ano passado. Cerca de 30% dos medicamentos, materiais e equipamentos são importados e atingidos diretamente pela variação do dólar. Neste momento de crise econômica e política que afeta o país, o Biocor procura realizar discussões de ideias, além de parcerias com as operadoras de planos de saúde, visando aperfeiçoar o funcionamento da saúde suplementar através da melhoria do aproveitamento da estrutura e ganho de qualidade assistencial para o paciente. “Além de acreditarmos no Brasil, trabalhamos dia a dia com toda a nossa capacidade e empenho para atingirmos as nossas metas e contribuirmos na construção de um futuro melhor para os usuários do hospital, os seus familiares, médicos, colaboradores e a nossa comunidade”, diz Vrandecic. Como diferencial, o executivo destaca também o acolhimento humanizado. “Nas visitas diárias são atualizadas informações assistenciais e obtidas as impressões de cada paciente, consolidando o diferencial do hospital, não só pela qualidade dos serviços e de toda equipe, mas também em prol dos pacientes e da sociedade. Jamais vamos nos deixar cair nesse momento de crise”, conclui Vrandecic.

“Nosso hospital avança mesmo neste momento de crise, investindo na atualização tecnológica e de infraestrutura, além da contínua capacitação das pessoas. Para 2016, estão previstas mais de 90 mil horas de treinamento nas áreas médica, de enfermagem e administrativa”. Mario Vrandecic

A extensa lista de projetos desenvolvidos para 2016 inclui: • Em termos clínicos, o DRG aponta para resultados clínicos/ cirúrgicos iguais e/ou melhores que os desempenhos obtidos no Brasil e no mundo; • Em termos gerenciais, foram dados mais alguns passos importantes no desenvolvimento da Governança Corporativa (mais dados, em tempo real, gerando informações certas para pessoas certas no tempo certo no formato certo em qualquer ponto da Instituição); • Em termos econômicos e financeiros, foi mantida a projeção dos resultados dentro das expectativas orçamentárias; • Small Data com mais dados em tempo real e novos formatos mais eficientes para as lideranças; • Assistência Beira Leito; • Relacionamentos mais próximos com compradores de serviços hospitalares, bem como fornecedores de materiais, medicamentos e órteses e próteses.

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Ideias e Tendências

Abertura da Cerimônia de Posse na Academia Mineira de Medicina

Homenagem Em 2013, Mario Vrandecic tomou posse na Academia Mineira de Medicina. Ao apresentar o novo membro, Emerson Fidélis Campos disse em seu discurso que Vrandecic, desde os anos na Faculdade já mostrou sua vocação na área das doenças cardiovasculares, concentrando seus esforços que, no futuro, lhe renderam o reconhecimento como pesquisador e cirurgião. “Trabalhou como médico em zonas de conflito, entre elas a Guerra do Vietnã, o que lhe ensinou a valorizar a paz. Essa grande experiência de vida contribuiu para a formação de princípios e valores importantes como, dentre outros, planejamento, trabalho por metas, foco em bem-estar social, apenas para citar alguns”, afirmou Campos. Em seu discurso de agrade168

cimento, Vrandecic lembrou sua experiência no exterior em renomadas instituições, como Cleveland Clinic, Henry Ford Hospital, Mount Sinai School of Medicine e o Boston Children´s Hospital da Harvard University. “Nesses 12 anos de especialização nos Estados Unidos tive a honra, a satisfação e o privilégio de aprender, atuar e aprimorar a minha capacitação profissional e técnica junto aos meus queridos Mestres, reconhecidos mundialmente como os grandes expoentes da cirurgia moderna.” “Foram, justamente, essa determinação na pesquisa científica e a dedicação ao exercício profissional como cirurgião cardíaco que permitiram a realização do meu sonho: 31 anos de Biocor Instituto”, ressaltou Vrandecic. H

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Posse na Academia Mineira de Medicina

Mario Vrandecic e Emerson Fidélis Campos


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Health-IT mercado

Otimização Hapvida reduz custo de impressão de imagem em 80% e tempo para laudar em 50%

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Com o objetivo de otimizar o atendimento ao paciente e deixar sua Central de Laudos, que é considerada a maior central em cloud computing do Brasil, ainda mais eficiente, o Hapvida Saúde adotou o sistema PACS Aurora, desenvolvido pela Pixeon. Com o software, a empresa conseguiu mais que dobrar o número de laudos com praticamente o mesmo número de pessoas na equipe e diminuiu os custos de impressão de imagens em 80%. De acordo com Tarciso Machado, Superintendente de TI do Hapvida, nos últimos anos, a operadora deixou de gastar mais de R$ 1 milhão após a emissão de resultados online. Essa melhoria ocorreu especialmente nos últimos cinco anos, quando o Hapvida estruturou sua Central de laudos para funcionar em um ambiente na nuvem e, desde então, a cada ano melhora exponencialmente a eficiência de seu serviço. O software auxilia os profissionais da saúde de 61 centros de diagnóstico por imagem do Hapvida a laudar remotamente de qualquer lugar do mundo a qualquer momento do dia, melhorando assim o f luxo de trabalho ao tornar o processo muito mais simples e ágil no momento de disponibilização do exame para o paciente. “Temos a maior central em cloud do país, portanto, é muito comum um exame ser feito no Amazonas e o parecer de um radiologista poder ser dado de casa, no Rio Grande do Sul, por exemplo. A dependência do médico no local onde está o pacien-

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te se tornou mínima e isso é uma mudança extremamente relevante para nós”, explica David Zanotelli, Diretor Superintendente adjunto de TI do Hapvida Saúde. Tecnicamente conhecida como “private cloud”, ambiente privado na nuvem desenvolvido por uma empresa para seu próprio uso, o datacenter do Hapvida foi criado na matriz da instituição. Com a implementação do PACS Aurora da Pixeon foi possível oferecer acesso a todos os exames e seus resultados remotamente para o médico, criando assim a Central de Laudos. Além da central principal, que possui dez estações, o Hapvida possui mais 12 centrais por todo o Brasil. A empresa começou a utilizar o sistema PACS Aurora há oito anos, quando notou que, com o crescimento da operadora de forma rápida, necessitavam que o exame fosse disponibilizado com mais velocidade para os pacientes. A partir do momento que perceberam que a solução otimizava o atendimento


Roberto Cruz, CEO da Pixeon

de forma eficiente, a operadora fundou a Central de Laudos, há cinco anos, que também conta com a solução da Pixeon desde o início. Atualmente, a central realiza mais de um milhão de exames mensalmente em mais de 200 equipamentos de diagnóstico por imagem, todos conectados ao PACS Aurora.

“Acreditamos no potencial da Pixeon como uma parceira de sucesso e longevidade e isso realmente aconteceu”, explica Zanotelli. Além disso, o departamento de Tecnologia é um dos que mais recebem investimentos do Hapvida. “Anualmente, investimos mais de R$ 15 milhões em nossa estrutura de TI”, afirma Jorge Pinheiro, presidente do Hapvida. O Hapvida apostou na solução do PACS Aurora mesmo tendo dentro de casa uma equipe preparada para desenvolver soluções específicas para a instituição. Atualmente, a entidade utiliza seus sistemas próprios nas mais diversas áreas, exceto na radiologia que tem obtido bons resultados com o PACS Aurora. Segundo Roberto Cruz, CEO da Pixeon, o maior desafio neste projeto é auxiliar

na melhoria do f luxo de trabalho da Hapvida. “Assim, os profissionais podem laudar in loco ou remotamente, a qualquer momento, com maior f lexibilidade e a possibilidade de entregar aos pacientes maior rapidez no atendimento.” Ainda de acordo com o executivo, com as aquisições feitas durante os últimos anos, das empresas MedicWare e Lablink, a Pixeon triplicou seu mercado de atuação para 1,5 bilhão de reais. “As ofertas da Pixeon são robustas, nossos produtos são inovadores e procuramos oferecer atendimento diferenciado. Tudo isso, somado a visão one stop shop software provider, colabora para que nosso crescimento seja sustentável e permanente, algo que almejamos manter a longo prazo.” H

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RDI Bender apresenta modelo de prestação de serviços de verificação periódica dos Sistemas IT Médico

Informe Publicitário

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Seguir o caminho do aperfeiçoamento e da boa utilização dos Sistemas IT Médico é indispensável para a RDI Bender, presente no Brasil há 25 anos. É com essa premissa que a companhia tem introduzido no mercado um modelo de prestação de serviços de verificação periódica dos Sistemas, em acordo com a NBR13534 – atualmente são mais de 3 mil instalações do Rio Grande do Sul ao interior da Floresta Amazônica. “Esta medida de proteção exigida pela ABNT NBR 13534 e portaria RDC 50 da Anvisa minimiza a possibilidade de acidentes elétricos em ambientes onde a sustentação da vida é fundamental, e poder desenvolver uma ferramenta para verificá-la é um passo a frente”, considera o Diretor da RDI Bender, Sérgio Castellari.

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Atualmente, a indispensabilidade da instalação dos Sistemas IT Médico é de conhecimento das gestões hospitalares para a segurança contra falhas de isolamento nos circuitos elétricos. De acordo com o executivo, é recomendado que cada sala cirúrgica seja provida de um Sistema IT Médico exclusivo. Em UTIs, o limite de potência do transformador determina o limite de leitos a serem alimentados e, desta forma, o número de sistema para supervisão. “Nesses ambientes, onde quatro leitos podem ser alimentados por até 90 tomadas, a localização das falhas de isolamento pode se tornar uma tarefa demorada caso seja efetuada manualmente.” A solução da RDI Bender para este tipo de situação é a utilização de um sistema supervisório de localização de

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faltas automático, recomendado pela NBR 5410. “Como a localização é feita em menos de 10 segundos, os riscos das duas primeiras faltas ao paciente são altamente minimizados”, revela. Focada no conceito de que a confiabilidade e disponibilidade do sistema elétrico de uma empresa se constituem em um dos pilares para seu sucesso, a companhia inovou os Sistemas IT Médico, que agora podem ser interligados com a rede de dados do hospital através de redes MODBUS/TCP e TCP/IP. Também são disponibilizados opções com modelos em telas touchscreen para facilitar o acesso da manutenção. “Mesmo em tempos de crise econômica, não deixamos de seguir rigorosamente os textos normativos, prezando pela plena segurança elétrica dos hospitais e pacientes. Para isso, a equipe de engenharia da empresa desenvolve uma análise minuciosa de cada projeto elétrico a fim de oferecer a solução mais eficiente e adequada ao projeto e ao orçamento do cliente”, frisa Castellari. Nessa mesma linha, a RDI Bender anuncia uma grande mudança na melhoria em qualidade dos painéis elétricos fornecidos para a área hospitalar agregado a um ganho no quesito tecnologia e aumento em segurança elétrica à edificação. Expectativa de ouro Atendendo hospitais como Sírio-libanês (SP), das Américas (RJ) e São Jorge (BA), a RDI Bender não se intimida com os possíveis desafios vindos com a crise instaurada no país. “Esse deverá ser um ano de muitos obstáculos e, consequentemente, importante para efetuarmos melhorias nos processos internos e nos produtos. Além de nos fazer pensar em diferentes maneiras de reduzir custos em um momento de inflação”, prevê Sérgio Castellari. Com estimativas de um bom ano na área da saúde, o diretor da companhia destaca que o custo versus benefício da RDI Bender é significativo para os hospitais e atende plenamente aos planos estratégicos mais modernos de atuação de gestores e executivos chaves. “Isso é visível face a uma maior continuidade operacional e segurança do paciente e equipamentos eletromédicos oferecidos pelo Sistema IT Médico. Significa que há uma inegável eficiência na detecção de falhas de isolamento antes que estas possam danificar equipamentos ou, em casos mais graves, causar lesões que podem levar ao óbito pacientes ligados a determinados equipamentos”, conclui. Estes fatos, segundo Castellari, podem gerar passivos, tangíveis e intangíveis, expressivos para um hospital.

Mesmo em tempos de crise econômica, a RDI Bender não deixou de seguir rigorosamente os textos normativos, prezando pela plena segurança elétrica dos hospitais e pacientes”

Sérgio Castellari, Diretor da RDI Bender

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Ideias e Tendências estratégia

De olho no desempenho Hospital viValle implementa CRM para otimizar processos, aumentar a segurança do paciente e engajar colaboradores

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A implementação de sistemas administrativos, práticas de governança corporativa e a gestão de recursos são peças-chave para a sobrevivência e sustentabilidade de uma instituição de saúde. Gestores de todo o país vêm adotando essas práticas e profissionalizando a gestão de seus hospitais elevando, assim, a qualidade dos serviços de saúde. No entanto, é importante lembrar que a adoção de boas práticas não pode ficar limitada à gestão clínica ou às contas do hospital. É necessário olhar para todos os players do setor e estreitar cada vez mais o relacionamento com os principais parceiros do hospital, colaboradores, médicos credenciados. Atento ao constante aprimoramento de suas equipes assistenciais, o Hospital viValle, localizado em São José dos Campos, interior de São Paulo, implementou o sistema de CRM (Customer Relationship Management) da Rikai. De acordo com o Diretor Geral do Hospital viValle, Fernando De Marco, a implementação da ferramenta faz parte do programa de fidelização de médicos credenciados, uma vez que o corpo clínico da instituição é aberto, e formado em sua maioria por profissionais de saúde da região. “Essa iniciativa faz parte de uma ação de marketing de relacionamento que premia médicos que cumprem corretamente os protocolos de qualidade, critérios assistenciais e de receita, e que realizam seus procedimentos no viValle”, acrescenta De Marco. Ainda de acordo com o executivo, a ferramenta tem elevado os índices de adesão a protocolos de qualidade, como o de cirurgia segura e antibioticoprofilaxia, além de garantir o preenchimento correto de prontuHEALTHCARE Management | edição 41 | healthcaremanagement.com.br

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Ideias e Tendências

ários médicos, agendamento de procedimentos e demais critérios acompanhados pela diretoria. A implementação do CRM da Rikai, atrelado aos critérios assistenciais de pontuação do programa de fidelidade médica, permitiu ao hospital identificar pontos que podem ser trabalhados com ações de conscientização de boas práticas e segurança, bem como mapear casos pontuais que serão trabalhados individualmente. Com a adesão dos médicos ao programa e o cumprimento dos critérios estabelecidos, diversos setores do Hospital notaram melhorias nos resultados e indicadores de qualidade. As principais áreas impactadas positivamente, segundo De Marco, foram Centro Cirúrgico, Ala de Internação, Auditoria, Faturamento, Marketing e a Área de Qualidade. O processo de implementação da solução levou três meses para ser concluído, sendo implementado em nuvem – da Microsoft. Para o CEO da Rikai, Anderson Eloi Vaz, o principal desafio enfrentado pela empresa foi estabelecer, junto com a direção do viValle os indicadores com foco em sustentabilidade, qualidade e segurança, otimização de processos e a gestão dos colaboradores da entidade. “Outro grande desafio foi a integração do ERP com o CRM, no caso do Hospital Vivalle o TASY. Conseguimos extrair todas as informações assistenciais e de receita com sucesso, gerando os indicadores necessários para tomada de decisão a nível estratégico e operacional”, completa Vaz. O sistema permite que os executivos tenham uma visão global sobre a gestão do negócio, identificando gargalos e facilitando a tomada de decisão. Além disso, a ferramenta proporciona uma visão do desempenho assistencial e de receita, possibilitando aos gestores trabalhar diretamente nos pontos problemáticos, como, por exemplo, bonificar os médico com um elevado percentual de altas realizadas até as 10 horas. H 178

Sustentabilidade da instituição. Pacientes, colaboradores e parceiros mais satisfeitos, processos mais seguros e pessoas mais engajadas.

Anderson Eloi Vaz, CEO da Rikai

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Confira a cobertura do evento

Mercado

http://goo.gl/dGvsBd

Na contramão da crise BD anuncia investimento de US$ 30 milhões em nova fábrica no Brasil

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No mesmo ano em que completa 60 anos de atuação no Brasil, a BD anunciou um forte investimento em uma nova fábrica no país. Serão destinados US$ 30 milhões para uma nova linha de produção, a de tubos de coleta de sangue. A nova fábrica será construída ao lado da planta já existente em Curitiba (PR). “O Brasil tem uma importância estratégica para a BD por dois motivos: primeiro, porque foi uma das primeiras unidades da empresa fora dos Estados Unidos; segundo porque é um importante mercado emergente”, afirma CEO e Chairman da companhia, Vincent Forlenza, que esteve no Brasil para as comemorações de 60 anos da empresa no país. O executivo acredita ainda que o Brasil irá mais uma vez superar os seus desafios econômicos. A nova fábrica em Curitiba deverá abastecer os mercados nacional, da América Latina e até mesmo mundial. Além do aporte na nova fábrica, a BD concluiu em 2015 a aquisição da CareFusion, empresa norte americana que transformou a BD em uma companhia líder na administração de medicamentos. Confira a comemoração dos 60 anos da BD no Brasil no Saúde Online. H 180

Esq. para dir. - Dr. Sidnei Epelman (Presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer - Tucca), Vincent Forlenza (CEO e Chairman da BD), Walter Baxter (Gerente Geral da BD Brasil) e Esteban Rossi (VP e Gerente Geral da BD para América Latina).

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Estratégia

Hotelaria A atenção desde a estrutura física da instituição até a apresentação pessoal dos profissionais

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A hotelaria inf luencia totalmente o processo de experiência no atendimento, desde o aspecto de higiene, qualidade dos produtos, conservação do mobiliário, odor, apreHospital Municipal de Araucária e sentação dos profissionais, entre outros. De forma subliminar, transmite a impressão de um ambiente com credibilidade. Sob esses conceitos de hotelaria, a infraestrutura do Hospital Marcelino Champagnat traz em seu projeto arquitetônico a humanização, prezando pela excelência no atendimento, qualidade e segurança assistencial. “Implantamos o setor de Hospitalidade para ruptura do paradigma de Ouvidoria. A estratégia é antecipar-se no atendimento das

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solicitações dos pacientes e acompanhantes por meio da visita dos concierges”, explica Ketlhen Valili, Coordenadora sua experiência sob uma de Atendimento do Hospital. A hotelaria abrange desde a estrutura física até a apresentação pessoal dos profissionais, por isso a instituição possui uma política de uso dos uniformes para garantir padronização na identidade visual. O quesito da uniformização é um item essencial, já que garante a identificação

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dos profissionais, orientando tanto os pacientes, quanto os profissionais que cuidam da segurança do Hospital. gestão compartilhada No HMC, este serviço está sob a responsabilidade da Exclumisa Uniformes. “Especificamente para o Marcelino Champagnat fornecemos todos uniformes da Enfermagem, incluindo técnicos e enfermeiros, todo corpo administrativo e clínico. No setor de hotelaria fornecemos cobreleitos”, ex-


plica Guilherme Tangleica, Diretor da empresa. De acordo com o executivo, a empresa possui uma rede de fornecedores de tecido que contemplam todas as tecnologias têxteis disponíveis no mercado para o setor de hospitais. A Exclumisa também conta com uma estrutura produtiva que permite entregar produtos de alta qualidade dentro de um prazo de entrega que atende as expectativas dos clientes.

“Na hotelaria também temos efeito de promoção da imagem junto aos pacientes, mas, principalmente, trabalhamos muito a questão da segurança hospitalar, já que os tecidos utilizados são tecnológicos, conferindo maior segurança a pacientes e colaboradores”, salienta Tangleica. Além do Hospital Marcelino Champagnat, a Exclumisa também fornece seus serviços para hospitais do Grupo APC. H

Um processo de hotelaria consistente é aquele que se antecipa na necessidade de seu cliente. Assim, o Hospital Marcelino Champagnat possui uma carteira de serviços parceiros em que paciente e acompanhante podem ter acesso à reserva de hotéis, compra e/ou aluguel de materiais médicos, serviços externos de lavanderia, cartório, translado, etc.

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Health-IT Estratégia Mercado

Tecnologia móvel a favor da saúde 184

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Os corredores do Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte foram invadidos pela mobilidade. Projeto em andamento prevê 100% de cobertura de rede sem fio

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Planejamento, gestão de riscos e resultados, segurança da informação e redução de custos. Esses são os pilares da governança tecnológica do Hospital Madre Teresa, de Belo Horizonte (MG), que após grande investimento em automação dos processos e na melhoria contínua da infraestrutura de TI, a fim de garantir a segurança, integridade e confidencialidade das informações, deslancha na onda da mobilidade. Essa é uma das principais tendências da TI em saúde, seguido de aplicações na nuvem e hospital sem papel, segundo Frederico Siuves Gonçalves de Souza, Gerente de Tecnologia da Informação do Madre Teresa. E a instituição, de fato, se considera não distante destes contextos ao evoluir nos últimos anos com foco em estar preparada para a adoção dessas tecnologias. Em meados de julho de 2015, o hospital deu o primeiro passo rumo à mobilidade. O projeto que saiu dos papéis para ganhar vida prevê 100% de cobertura de rede sem fio na organização, com foco em atender toda a demanda do corpo clínico, funcionários e clientes. “Estamos fazendo uma grande reestruturação na nossa rede sem fio. Hoje, esse investimento se torna inevitável porque disponibilidade de internet é praticamente uma obrigação, tanto pelo conforto do paciente quanto pela mobilidade que nos tempos atuais se torna imprescindível para qualquer organização”, conta Souza. O projeto contou com a empresa parceira Onvex, antiga Inovatecstp, e foi dividido em duas fases: atualização da infraestrutura tecnológica de rede sem fio; e localização e rastreabilidade de ativos e passivos por meio da tecnologia RFID - RTLS, que possibilita o controle patrimonial

em tempo real e o controle do fluxo de pacientes dentro do hospital, individualmente. Para Cássio Oliveira, Diretor de Tecnologia da Onvex, a reestruturação faz com que o hospital tenha uma estrutura tecnológica inovadora, de alta disponibilidade no sentido de uma rede confiável, 24 horas por dia, sete dias por semana. “Em relação à produtividade, o gerenciamento centralizado da solução e a otimização do monitoramento tanto pessoal, quanto de ativos, torna todos os processos internos mais eficazes”, considera. Mas para contemplar a organização como um todo com 100% de rede sem fio, o Madre Teresa não poderia deixar de lado a questão da segurança. Para isso, o projeto é contemplado pela empresa parceira com uma solução WiFi que trabalha em sete camadas de rede, permitindo atuar diretamente na classe de aplicação. Outro diferencial da solução é o licenciamento, o que permite que todas as features tenham uma única licença. “Dessa forma é possível que os analistas de rede possam tomar suas decisões para acessos a rede sem fio sem problema al-

gum”, explica Oliveira. Já sob o ponto de vista do gestor de TI do Hospital Madre Teresa os principais desafios para manter a excelência e a segurança são: estabelecer relação entre investimentos em TI e seu valor para o negócio; criar indicadores de desempenho que evidencie os ganhos e o valor agregado da TI a toda a instituição; alinhar o planejamento estratégico da instituição ao planejamento estratégico de TI; e estimular uma comunicação ágil e eficaz entre os profissionais de tecnologia e as áreas de negócio.

Alex Bueno, Diretor Executivo da Onvex

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Health-IT

TI que pensa grande

Cássio Oliveira, Diretor de Tecnologia da Onvex

A conquista da alta diretoria A mudança no perfil do profissional de TI, que aos poucos deixa de lado a função executora e assume um papel estratégico, se faz cada vez mais presente nos hospitais. Mas conquistar a alta diretoria sobre o projeto de implantar 100% de rede sem fio na instituição não é uma tarefa fácil, pelo menos no caso do Madre Teresa. O desconhecimento dos benefícios dessa proposta de mobilidade por partes importantes e decisivas para aprovação e implantação do projeto foi uma provocação, a qual foi solucionada por meio de uma prova de conceito: a instalação de um equipamento por um período experimental nas instalações do hospital. Na ocasião, interferências magnéticas, consideradas preocupantes, foram solucionadas por meio de acompanhamento técnico. “É para isso que trabalhamos, com atendimento personalizado e de qualidade. A alta capacidade técnica para entrega das melhorias de controle, visando otimização de processos, fazem toda a diferença na hora de provar que um determinado projeto foi desenvolvido para trazer benefícios”, diz Alex Bueno, Diretor Executivo da Onvex. 186

Hoje, o foco da TI do Hospital Madre Teresa é agregar valor para a instituição e para o paciente. A instituição conta com vários projetos que facilitam e geram conforto para os clientes, como o agendamento de consultas e exames online, confirmação e cancelamento dos agendamentos via SMS ou e-mail, disponibilização dos laudos pela web, além da constante atualização do site. “Estamos também disseminando a nossa ferramenta de BI para aprimorar e suportar a decisão dos gestores”, revela Frederico

Souza, Gerente de TI da instituição. Para o gestor, a área de TI é muito dinâmica e em todo momento o departamento se depara com novidades. “Por isso precisamos estar em constante evolução. O setor de TI vem passando pela mudança de estar mais focado no negócio, os analistas de sistemas hoje são analistas de negócio e fazem todo o suporte a operação. Portanto, deixamos de ser um setor de informática para sermos realmente tecnologia da informação”, conclui. H

Inovações do projeto * Controle administrativo sobre os ativos do hospital de modo prático e assertivo; * Controle de fluxo de pacientes dentro do hospital, individualmente; * Diminuição no tempo de espera do paciente no pronto-atendimento devido ao controle de fluxo; * Acesso à internet por pacientes e acompanhantes de modo seguro; * Melhoria de processos para os profissionais do hospital; * Otimização de mão de obra, pois os profissionais poderão se dedicar em tempo integral aos processos de sua área; * A solução permite escalabilidade para implantações de acordo com o investimento disponibilizado pela instituição;

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Artigo de

Evaristo Araújo

Qual o papel da ANVISA?

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ualquer medicamento deve ser submetido a rigorosos testes e autorizado pelos órgãos de saúde antes de chegar a farmácias ou hospitais. No Brasil, o PL 4639 que permite fabricar e distribuir a fosfoetanolamina sintética foi aprovado pelo Congresso e vai ser submetido ao veto presidencial. A fosfoetanolamina é fruto de pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e vem sendo distribuída localmente. Possui relatos de pacientes de que as pílulas reduziram seus tumores, ganhando redes sociais e gerando pressão pela produção em larga escala. Em outubro do ano passado, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar favorável à sua utilização por paciente em estado terminal que queria obter a substância. A notícia se espalhou e diversas liminares de primeira instância em São Paulo favoreceram outros pacientes, que fizeram longas filas na porta do Instituto em São Carlos. Em novembro, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou todas essas decisões locais. A judicialização continuou com decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que concedeu liminar a favor de um paciente, obrigando o fornecimento da substância pelo Estado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deveria ser o órgão regulador da nova droga, teve sua competência subjugada pelo Congresso. Mesmo que a lei não seja sancionada, a aprovação dos parlamentares já representa uma evidente intervenção do Poder Legislativo na autonomia da Anvisa.

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Evaristo Araújo Diretor-administrativo da Abec Saúde (Associação Brasileira das Empresas Certificadas em Saúde)

Em nota, o Diretor Presidente da Agência, Jarbas Barbosa, alega que não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro da fosfoetanolamina, razão pela qual não se poderia alegar atraso (fato comum, infelizmente, aos seus processos). Porém, o curioso da nota é que a Anvisa reconhece que mesmo utilizada “há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas para comprovar sua segurança e eficácia”. Ora, apreende-se do trecho transcrito que a Agência tinha conhecimento da utilização da fosfoetanolamina. Não seria papel da Anvisa fiscalizar a utilização de substância não registrada? A afirmação de ciência de sua utilização já não seria suficiente para alguma atitude da Agência que possui poder de polícia para a proteção do risco sanitário à população? Os desenvolvedores da fosfoetanolamina não estariam submetidos às mesmas regras de outras empresas reguladas pela Agência? Ou seja, se a Anvisa reconhece que sabia da fabricação e utilização por que nunca tomou nenhuma atitude? Parte da comunidade médica e científica alega que a decisão do Congresso é demagógica e que os parlamentares estão pensando no ganho político, e não na segurança da população. A comoção social despertada pela substância e a inércia da Agência fizeram com que o Ministério da Ciência e Tecnologia, órgão do Poder Executivo, anunciasse, em novembro do ano passado, a destinação de R$ 10 milhões para o financiamento de pesquisas para testar a ação da fosfoetanolamina, sua eficácia e os riscos. A decisão, também, despertou críticas, pois,


para a comunidade científica, seria a premiação de uma atitude irregular, não fiscalizada a contento pela Vigilância Sanitária, que resultou em verba para os estudos em detrimento de outras linhas de pesquisa não beneficiadas por financiamentos governamentais. Vale observar que não é a primeira vez que a Anvisa tem atos seus questionados, ou modificados pelas outras duas esferas, Judiciário e Legislativo. A ministra Rosa Weber, do STF, deferiu liminar para suspender a eficácia de diversos dispositivos de resolução da Agência que restringiu o uso de aditivos em cigarros. A liminar foi pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4874) ajuizada contra dispositivos da Lei 9.782/1999, que criou a Anvisa, e, por arrastamento, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012, que proibia a comercialização de cigarros com aroma e sabor. A ministra levou em conta, no deferimento da medida, a argumentação da CNI de que a proibição representa “perigo imediato do fechamento de fábricas e da demissão em massa de trabalhadores” e de perturbação da ordem econômica decorrente da “existência de tratamento judicial díspar da questão nos processos que correm perante as instâncias ordinárias”, em prejuízo do princípio da livre concorrência. Outra recente decisão ocorreu em 2014, quando o Congresso – Poder Legislativo - por meio de Decreto, invalidou a Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC) nº 52/2011 que proibia o uso dos anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol (inibidores de apetite)

e estabelecia regras rígidas de controle sobre a sibutramina. Nesse caso, a Anvisa foi obrigada, também, a expedir nova RDC para regulamentar a utilização dessas substâncias. Críticos da Agência defendem que a sua relevância diminuiu nos últimos anos muito em função de alegado aparelhamento em seus quadros, priorizando nomeações políticas a critérios técnicos, o que acabaria por enfraquecer o embate diante de posições antagônicas que chegam do mercado, ou formadores de opinião e dando força às ações de intervenção em sua seara de competência. Os atrasos em seus processos, critérios contraditórios na análise de situações análogas que provocam insegurança jurídica, excesso de burocracia nos processos, falta de transparência em seus atos, também têm corroborado para a perda da credibilidade da Agência. Ocorre que o descrédito, a inoperância e a irrelevância da Agência são extremamente prejudiciais ao país que, como qualquer outra nação soberana, necessita de forma prioritária de marcos regulatórios consolidados, definidos e eficazes, ainda mais quando se fala da área da saúde, estratégica para o desenvolvimento e proteção social. Por fim, destaca-se que a competência da Anvisa está prevista no artigo 7º da Lei nº 9.782/99, incisos I a XXVII, em que se tem previstos atos como a coordenação do sistema de vigilância sanitária, estabelecimento de normas, fiscalização, concessão de registros, dentre outros que como vimos estão sendo sobejamente desconsiderados nos últimos anos por outras esferas do Poder, razão pela qual impõe-se a pergunta: qual é o papel, de fato, da Anvisa? H

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Estratégia

Ideias e Tendências

Em perfeita sintonia Com quase 20 milhões de clientes em todo o país e cerca de 350 cooperativas, Sistema Unimed intensifica o uso de vídeo colaboração para aproximar as organizações

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O mercado mundial de serviços e equipamentos de videoconferência foi avaliado em US$ 3,69 bilhões em 2014, sendo que as corporações compõem o setor que deteve a maior cota do mercado, respondendo por 65% do faturamento. As informações são do relatório divulgado pela Transparency Market Research, que também faz um apontamento em relação à expectativa de que o setor de saúde gere maior demanda por essa tecnologia nos próximos anos. Com investimento de mais de R$ 7 milhões em um proHospital Municipal de Araucária e jeto que visa integrar cooperativas de norte a sul do país, as Unimeds comprovam os dados do estudo. Considerado um dos maiores sistemas cooperativistas de trabalho médico do mundo e também a maior rede de assistência médica do Brasil, com mais de 20 milhões de clientes, o Sistema Unimed foi motivado a desenhar um projeto de videoconferência pela dificuldade em realizar reuniões presenciais

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com os executivos das cerca de 350 cooperativas espalhadas pelo país, além da necessidade de redução de custos com a realização de grandes eventos. Presente em 84% do território nacional, as Unimeds contaram com a tecnologia da Polycom para criar a Rede Sinal (Sistema de Integração Nacional), que integra sua experiência sob hoje uma 194 localidades, mais de 12 mil usuários e 209 terminais de videoconferência para aproximar as organizações e disseminar conhecimento de maneira rápida e efetiva. “A implantação foi gradativa. Começamos com 70 localidades, e a cada mês outras cooperativas percebiam os

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benefícios da plataforma e se interessavam em iniciar o uso. As que mais utilizam o serviço são: Unimed Paraná (PR), Unimed Santa Catarina (SC), Unimed Fesp (SP), Unimed Juiz de Fora (MG) e Unimed Cerrado (GO)”, explica Dimitri Furlan Albuquerque, responsável pela estrutura de videoconferência na Unimed do Brasil. A gestão compartilhada estimativa é que a cada mês, em média, dois novos locais agregam à rede. A estruturação do projeto começou em 2010 com a aquisição de 42 equipamentos para salas de videoconferência, dois equipamentos de segurança da rede, um servidor de gerenciamento


Benefícios da Videoconferência

dos equipamentos e um servidor multiponto com 80 portas. O investimento pagou-se nos primeiros 12 meses. O ROI (Return on Investment) manteve-se nos demais anos. Ao todo, o projeto já proporcionou uma economia de R$ 18 milhões à Unimed do Brasil, sendo que nos três primeiros anos deixou-se de emitir mais de 9 milhões de quilos de CO² em função da redução no número de deslocamentos. “É importante esclarecer que se trata de um item que pode variar de acordo com o tamanho da sala da unidade que recebe a instalação. Existe um manual interno que informa os requisitos mínimos para cada ambiente. Há cooperativas que instalaram uma sala simples, mas a utilizam com muita frequência, e existem cooperativas que investiram em grandes auditórios. Com isso, o custo benefício se comprova de forma fácil. Tudo varia da demanda existente na localidade”, frisa Albuquerque.

De acordo com João Aguiar, Gerente de Engenharia de Sistemas da Polycom, as organizações de saúde em todo o mundo estão se voltando para soluções de vídeo colaboração em razão dos seguintes benefícios: • Permitir a colaboração entre as equipes de saúde • Apoiar as atividades de gestão hospitalar e de telemedicina para obtenção de melhores resultados e um acesso mais ágil às informações de saúde de pacientes • Reduzir internações desnecessárias • Educar e/ou orientar os pacientes e profissionais de saúde independentemente da localização em que se encontram • Proporcionar a integração mais rápida de novos profissionais de saúde • Apoiar uma melhor gestão de doenças crônicas • Treinamento e disseminação de programas de prevenção, de apoio e de bem-estar • Proporcionar uma melhor interação com e entre especialistas • Pesquisar, testar e confirmar o sucesso de programas de gestão de doenças • Permitir acesso mais fácil a métricas de sucesso para auditoria e confirmação do resultado final

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Estratégia

a produtividade será impulsionada por uma experiência mais natural e intuitiva na forma de colaboração entre pessoas e equipes. ” João Aguiar

João Aguiar, Gerente de Engenharia de Sistemas da Polycom

Comunicação segura As soluções de videoconferência são utilizadas para conectar as cooperativas durante treinamentos, cursos, palestras, workshops, comitês e reuniões, entre outras necessidades. E com tanto uso e sigilo de informações, o Sistema Unimed não poderia deixar de lado o quesito segurança, garantido por meio de mecanismos como criptografia e a adoção das melhores práticas do mercado em segurança da informação. De acordo com Albuquerque, a rede também possui monitoramento constante para manter a segurança aos usuários. “Alguns usuários já utilizam a plataforma da mesma maneira que usam o telefone celular. Entram na sala ou utilizam seus smartphones e tablets para efetuarem as chamadas de vídeo para outras localidades de forma totalmente autônoma, independente do horário. Estamos conseguindo ultrapassar esta barreira cultural, que geralmente é uma das maiores dificuldades das empresas.” 192

Os dados dos vídeos são armazenados em uma infraestrutura própria do Portal Unimed, garantindo que os dados somente possam ser consultados por usuários cadastrados no sistema. “Nossos temas se relacionam com nossos departamentos internos; ainda não atuamos com telemedicina, embora já estejamos estudando esta possibilidade”, garante. Exemplo de Sucesso Para Paulo Hungaro Neto, Vice-presidente da Unimed Sorocaba, a utilização da ferramenta videoconferência otimiza a participação e a interação da cooperativa com outras Singulares nos eventos do calendário do Sistema Unimed. Permite, ainda, a possibilidade da capacitação assistencial e gerencial de colaboradores e

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dos cooperados fomentando a educação continuada de uma das maiores riquezas da cooperativa, que é o capital intelectual. “A utilização desse incremento tecnológico vai ao encontro das necessidades de uma operadora de planos de saúde no cenário atual, reduzindo custos e cobrindo desperdícios no sentido de evitar deslocamento de pessoas”, considera Hungaro. No caso da Unimed Sorocaba o investimento tecnológico foi mínimo, já que as videoconferências são feitas em extranet restrita. Foram investidos cerca de R$ 5 mil em equipamentos, acrescidos de uma quantia mensal. Há outra via de videoconferência utilizando-se de uma ferramenta da Microsoft para gestores, na qual foi pago cerca de R$ 25 mil. A situação mais recorrente


da Unimed Sorocaba, que exige a comunicação por vídeos, é, em sua maioria, reuniões e treinamentos da Unimed do Brasil. Em segundo lugar, vêm as necessidades de negociações com fornecedores e prestadores de serviços. “O que acontece muito no Sistema Unimed são treinamentos. Vários deles são realizados na capital paulista ou em outras partes do estado. Com a implantação da videoconferência, mais colaboradores e dirigentes podem participar dessas atividades, bem como se torna possível a expansão dos números de horas de treinamento e, por consequência, de pessoas capacitadas”, explica Miguel Villa Nova Soeiro Filho, Diretor Superintendente da cooperativa de Sorocaba. A partir desta experiência, os executivos afirmam o desejo de ampliar as ferramentas para estarem acessíveis em qualquer ambiente e local. H

Novidades A Polycom Inc e a Microsoft Corp. já anunciaram planos para expandir o alcance das reuniões do Skype for Business, a fim de que os usuários de todos os portes possam aproveitar seus investimentos já realizados em soluções de vídeo na medida em que migrarem para os ambientes do Microsoft Office 365 e Microsoft Skype for Business. Além disso, os usuários Microsoft terão a opção de utilizar as tecnologias Polycom em suas novas implementações. Eles também poderão trabalhar de modo colaborativo em outras plataformas de vídeo existentes utilizando um novo serviço de interoperabilidade de vídeo baseado na nuvem desenvolvido pela Polycom e Microsoft.

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“A sustentabilidade depende de um rearranjo do mercado como um todo, e não de ações pontuais e de tendências isoladas.”

Desafios e responsabilidades diante do atual cenário econômico. Assim foi o batepapo com José Luiz Sant Ana Horta, Superintendente da Life Empresarial Saúde. O executivo avalia a atuação da ANS, a urgente mudança em nosso modelo de financiamento e os problemas decorrentes da judicialização para o setor.

O maior desafio da Saúde Suplementar no Brasil atualmente é... Sem dúvida alguma, a sustentabilidade do modelo atual. Mesmo durante o período de relativa expansão econômica do Brasil, o modelo intervencionista promovido pela ANS já apresentava sinais de fadiga. Acredito que com o cenário econômico atual e num futuro bem próximo haverá uma contração ainda maior da massa de beneficiários, o que provocará um aumento do risco e piora dos resultados econômicos. Isso afetará diretamente a capacidade de investimentos na melhoria dos processos de atendimento e produção, especialmente, em tecnologia da informação. Outro desafio para o setor será a absorção do impacto financeiro das inovações tecnológicas relacionadas ao tratamento de doenças e o acompanhamento destas.

A atual crise vem afetando o setor de forma que... Alguns de nossos clientes vêm promovendo a terceirização de parte de seus processos produtivos como estratégia de sustentação e isso acaba sempre por determinar alguma perda de beneficiários e eventual promoção de processos de seleção negativa da carteira com impactos negativos na receita e despesa. Nos últimos anos, o mercado já aparentava ter chegado ao seu limite e o que observamos foi o ingresso de novas vidas em produtos odontológicos. Desta forma, vejo que o setor enfrentará muitas dificuldades nos próximos dois anos. Neste contexto, a ANS precisa... Fazer uma avaliação de suas atribuições. O mercado de saúde suplementar não é composto apenas pelas seguradoras, cooperativas e operadoras. No

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entanto, sua atuação é única e exclusivamente centrada nesses players. A ANS tem de repensar o seu papel como órgão normativo, fiscalizador e também como entidade que visa o equilíbrio e a sustentabilidade do setor. Para obtermos a sustentabilidade temos que... Mudar, seguramente, o modelo atual, “fee for service”, estreitamente ligado aos conceitos de liberdade e direitos de usuários e prestadores. Trata-se de um modelo do tipo “gasta/gasta” o que se contrapõe ao conceito de sustentabilidade. Redes de atendimento amplas, com acesso a toda sorte de serviços médicos, diagnósticos, emergenciais e de internação, nada dessa suposta qualidade se traduz em melhora efetiva do status de saúde. Por outro lado, outros modelos muito restritivos ou de acesso hierarquizado como observado em países com melhores resultados clínicos e financeiros, são percebidos como “ruins” ou de baixa qualidade pelos usuários. Então, a sustentabilidade a longo prazo, no meu modo de ver, depende de um rearranjo do mercado como um todo e não de ações pontuais e de tendências isoladas. Para o segmento, a judicialização é... Extremamente frustrante e, atualmente, talvez o maior dos males. Em uma atividade de 196

O mercado de saúde suplementar não é composto apenas pelas seguradoras, cooperativas e operadoras. No entanto, sua atuação é única e exclusivamente centrada nesses players”.

cunho técnico-científico, com avaliações e decisões baseadas nesses preceitos e em normas estabelecidas pela própria ANS, as empresas são obrigadas a assumirem ônus por decisões judiciais balizadas em outros juízos que não os de sua efetiva validade contratual. Diante dessas dificuldades, as principais estratégias têm sido... Utilizar a característica da nossa carteira em nosso favor. Não temos um número grande de clientes e isso favorece o controle das despesas. Além disso, mantemos uma relação estreita com os departamentos de recursos humanos e de saúde ocupacional. Em conjunto, buscamos minimizar impactos financeiros e sociais decorrentes de situações com potencial dano ao equilíbrio do contrato, utilizando diversos mecanismos. Isso inclui até fornecer o traslado de beneficiários de outras regiões do país para centros de maior resolutividade de situações críticas. H

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Melhoria dos processos internos focando a plataforma tecnológica. Essa tem sido uma das estratégias da Life Empresarial Saúde para se manter neste turbulento cenário econômico do país. Segundo José Luiz Sant´Ana Horta, Superintendente da operadora, também foram abertos, de maneira seletiva, os canais de comercialização e delimitou-se os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro como área de atuação. Em paralelo, o Grupo Life criou uma administradora de benefícios, a BCI, para atender os clientes de outros Estados. O resultado deste trabalho de reestruturação e melhoria de processos internos é positiva e está explícita nos principais indicadores do mercado. “O resultado da Life Empresarial Saúde no Monitoramento do Risco Assistencial feito pela ANS cresceu 60% só no último ano. Atingimos a melhor faixa de avaliação com a pontuação 0,8959 na escala que vai de zero a um.”


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PONTO

FINAL

A Segurança do Paciente

em nossas mãos

O

O Dia Mundial de Higienização das Mãos, comemorado 5 de maio, é, definitivamente, um dia para ser lembrados durante os 365 dias do ano. Alguns dados alertam para importância desta prática. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, as infecções relacionadas à assistência à saúde afetam centenas de milhões de pacientes e têm um impacto econômico significativo nos pacientes e sistemas de saúde em todo o mundo. Nos países desenvolvidos, representam de 5% a 10% das internações em hospitais de cuidados agudos. Nos países em desenvolvimento, o risco é de duas a 20 vezes superior e a proporção de pacientes com esse tipo de infecção pode exceder 25%. As infecções relacionadas à assistência à saúde consomem recursos que poderiam ser gastos em medidas preventivas ou em outras prioridades. 198

Em 2013, o Ministério da Saúde aprovou os Protocolos Básicos de Segurança do Paciente. O documento é dividido em seis tópicos: identificação do paciente; prevenção de úlcera por pressão; segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; cirurgia segura; prevenção de quedas; e, claro, a higiene das mãos em serviços de saúde. Esta simples prática está diretamente relacionada à conscientização de todo um corpo profissional de saúde. Não se pode vê-la como uma ação isolada e, sim, de todos os membros da equipe mul-

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tidisciplinar que atuam em contato direto e permanente com pacientes propícios a infecções de características diversas. O risco de infecção pode ocorrer em pacientes que necessitem de procedimentos complexos ou não, portanto, é de responsabilidade dos profissionais de saúde enfatizar e difundir a importância da prevenção e controle das infecções hospitalares. A higienização das mãos deve ser um hábito do profissional, e não apenas ser lembrado durante uma campanha, ou por um dia. H



HCM Eventos 2016 Junho Evento: 32º Congresso Nacional de Secretárias Municipais de Saúde Local: Fortaleza - CE

Data: 1 a 4 de junho Informações: conasems@conasems.org.br Evento: ESH 2016 (26th Meeting of the European Society of Hypertension) Local: Paris - França

Data: 10 a 13 de junho Informações: : http://www.esh2016.org/ Evento: 4º Congresso de Epidemiologia das Américas Local: Miami - EUA

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