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Influências Olhares paralelos sobre a evolução da sociedade e da arquitetura


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Influências Olhares paralelos sobre a evolução da sociedade e da arquitetura


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Texto Maiá Mendonça Renato Cymbalista (pesquisa histórica) Ensaio Fotográfico Rômulo Fialdini

Influências Olhares paralelos sobre a evolução da sociedade e da arquitetura

2014


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Uma Grande Família de Amigos

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e me perguntassem se a construção de 600 prédios ao longo de 60 anos de trabalho significa para mim uma autossatisfação toda especial, eu responderia: em parte, sim, mas o que mais me deixa satisfeito, realizado, é o fato de ter conseguido montar uma equipe de

trabalho muito unida, cônscia de pertencer a um todo empresarial formado por pessoas e não por funcionários burocráticos, anônimos e interessados somente em ganhar bons salários. Isso pode ser resumido numa frase: a Construtora Adolpho Lindenberg (CAL) não é simplesmente uma empresa que incorpora e constrói, ela é uma família composta de diretores, engenheiros, secretárias e office-boys que almejam sentir-se bem, realizados, amigos entre si, dispostos a trabalhar em harmonia. Já ia me esquecendo... a CAL também tem por objetivo incorporar e construir. E esse objetivo de não priorizar o lucro, mas o bem viver harmonioso, estende-se ao relacionamento com os moradores que vivem em apartamentos por nós construídos. Sempre foi uma de nossas características tratar cada condômino como se fosse único, com direito ao contato pessoal com os engenheiros, alterar as plantas, indicar os acabamentos de suas unidades. É o que denominamos “acabamento personalizado”, marca registrada da CAL. E mesmo depois de entregues os apartamentos a se proprietários, procuramos manter relacionamento com eles através de uma revista anual que permanece aberta para eventuais anúncios de venda de seus imóveis. Grupo de trabalho com tônus familiar; acabamento personalizado; inovações tecnológicas; transformação dos compradores em clientes e amigos; esses são os traços descritivos de nossa empresa que está completando 60 anos de vida. Adolpho Lindenberg


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1960

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1970

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Milton de Souza Meireles Dom João V Princesa Imperial Fabio Prado

Condomínio Parque dos Cisnes Casa Branca Casa do Engenho Imperatriz Dom Cristóvão Barão de Capanema Golden Gate Paço de Sintra Dom Eugenio e Rua Cristovão Diniz Town House Capanema 74 Flat Service Augusta Dom Luís de Orleans e Bragança Paço de Queluz

90

1990

116

2000

168

Corporativos

1980 Campos Elyseos Paço de Higienópolis, Dona Veridiana e M. Angélica St. Louis e St. Patrick Quinta da Boa Vista Studium Vogue Largo do Boticário

Paço de Grão Pará Verde Mar Vicente de Azevedo Vila América Rio das Pérolas Outeiro da Glória e Jardim da Glória Place de L’Etoile

Lindenberg Melo Alves Lindenberg Groenlândia Murano Adolpho Carlos Lindenberg Lindenberg Gironda Lindenberg Light Leopoldo 695 Lindenberg Joaquim Macedo Le Grand Art Lindenberg Panamby Los Andes Pátio Villa Lobos Lindenberg Tucumã

Casa Grande Hotel Colégio Santo Américo Quinta Avenida Banco Real Eluma Parque Iguatemi Wilson Mendes Caldeira Cal Center II Mario Garnero Grande São Paulo Ed. Porto Seguro Ed. Mauro Paes de Almeida Win Work Pinheiros L’ Ermitage


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014. O mundo está mudado. E muito. O que antes era definitivo deixou de ser certeza; o que era inovador ficou fora de moda; o que era ficção científica passou a ser realidade. Décadas de turbulências e calmarias políticas e econômicas abalaram o País e as estruturas de uma

das mais conceituadas construtoras e incorporadoras do Brasil, mas não lhe roubaram o ânimo para sempre se reinventar, como vem fazendo nas últimas seis décadas. Parte do grupo LDI, uma full service real estate developer, que atua em quatro áreas de negócios: incorporação, urbanismo, centros comerciais e construção, a Construtora Adolpho Lindenberg é a joia da coroa que a holding soube aproveitar como lastro de referência em qualidade e tradição, em todas as suas marcas – Lindencorp, REP e Lindenhouse. Constituída em 2004, a então incorporadora Lindencorp alinhou-se à grife Lindenberg, sinônimo de empreendimentos de alto luxo, alto padrão de qualidade e dona de um invejável portfólio com cerca de 700 obras construídas, parceiros e investidores. E teve a sabedoria de respeitar e manter os valores da tradicional Construtora Adolpho Lindenberg (CAL), e valer-se das conquistas e de toda a experiência do fundador, Adolpho Lindenberg, engenheiro e arquiteto, formado pela Universidade Mackenzie que, em 1954, ano das comemorações do IV Centenário de São Paulo, decidiu montar um escritório de engenharia em uma salinha na Rua Quintino Bocaiuva, no Centro de São Paulo, onde mal cabia uma prancheta. E começava a desenhar os primeiros traços de uma história de sucesso. O engenheiro, então com 30 anos, resolveu investir a herança de seu pai na construção de três casas de estilo colonial, no recém-projetado bairro do Ibirapuera, que circundava o grande parque inaugurado no mesmo ano. Eram residências amplas, de dois andares, sendo que a área social, copa e cozinha ocupavam o andar de baixo, os quartos e um único banheiro o de cima. As dependências dos empregados ficavam no fundo do quintal, geralmente em cima da lavanderia e contavam com dois quartos e um banheiro. A fachada de estilo barroco brasileiro tinha portas e janelas emolduradas com pedra ou pintadas com cores que contrastavam com as paredes e o verde ou azul das portas e janelas. O telhado de duas águas era feito com telhas coloniais e os portões ladeados por pilastras encimadas por um par de pinhas de porcelana vindas de Portugal. Essas casas lembravam o casario das Minas Gerais ou a arquitetura das sedes das fazendas paulistas de café. O sucesso de venda foi imediato. E com o dinheiro arrecadado Adolpho Lindenberg construiu outras casas, e mais outras, que ele mesmo vendia, em plantões nos finais de semana passados no terreno das obras em companhia da esposa Thereza. Seu estilo e seu natural savoir-faire o levaram a conhecer muita gente, fazer muitos amigos, e ser convidado para reformar sedes de fazendas de café na região de Campinas. Era esse o cenário da segunda metade da década de 1950, anos em que Lindenberg e os companheiros Alberto Du Plessis e Plínio Vidigal Xavier da Silveira passaram projetando e construindo centenas de residências de estilo colonial, “por achar que era muito mais adequado ao clima e cultura brasileiros do que a Bauhaus, que estava em plena moda naquela época”, relembra Lindenberg.

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1960 Casas sobrepostas

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nquanto a Lindenberg construía seus primeiros edifícios altos, a cidade de São Paulo transformava-se a passos largos. Era o início da década de 1960, e o dínamo paulistano encontrava-se em pleno vigor. A população do município passou de pouco mais de 2 milhões em 1950 a 3,5 milhões de habitantes em 1960, um crescimento de 5% ao ano. A Região Metropolitana ampliou ainda mais, cerca de 6% ao ano. Era o dobro do que crescia o Brasil como um todo.

Marcel Gautherot/Instituto Moreira Salles

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São Paulo e o mercado imobiliário estavam em plena ebulição, oportunidades não faltavam na cidade que começava a se tornar a locomotiva de um Brasil que se industrializava. Adolpho Lindenberg, agora em sociedade com Du Plessis e Plínio Vidigal, acreditou que era hora de transformar o pequeno escritório de engenharia na Construtora Adolpho Lindenberg, cabendo a Lindenberg, a área comercial e de definição do produto, um prato cheio para um homem que tinha excelente intuição para novos negócios e apurado tino comercial. O ano era 1958. A nova empresa tinha uma concha vermelha como logotipo, e seguia construindo casas e, em um ato de ousadia, começou a erguer prédios de apartamentos, mudando sua meta. --------------------

A famosa curva sinuosa do edifício Copan

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Vários eram os motores daquele desenvolvimento todo. Em primeiro lugar, a industrialização. São Paulo se industrializava em todas as direções: permaneciam as antigas regiões fabris, como o polivalente Brás, o núcleo de confecções do Bom Retiro, que produzia todas as etapas da produção de vestuário, a Lapa, a Barra Funda. Mas não era só lá. Os galpões das fábricas espalhavam-se por toda a cidade, mesmo em regiões que posteriormente foram muito elitizadas: o bairro do Itaim cheirava a chocolate produzido pela Kopenhagen, as vitrolas Invictus eram produzidas na Rua da Consolação. O Lanche Mirabel era fabricado em Pinheiros, a uma quadra da Rua Oscar Freire. A indústria automobilística operava com vigor cada vez maior no ABC paulista. A Volkswagen instalou-se em São Bernardo do Campo, em 1959, para montar Kombis e Fuscas. A Ford instalou-se, em 1967, na mesma cidade, para iniciar a produção de automóveis, pois a sua produção já não cabia mais nas instalações apertadas do bairro do Ipiranga, que produziam apenas caminhões. Em 1968, a GM começava a fazer automóveis na fábrica que já existia em São Caetano. O governo emitia leis protecionistas que visavam nacionalizar cada vez mais a produção automobilística, traumatizada com a escassez de peças importadas, fato que ocorrera durante a Segunda Guerra Mundial, e também visando a criação de empregos e aumento da complexidade do parque industrial. Essas leis produziram um efeito em cascata: centenas de indústrias de autopeças de todos os tamanhos instalaram-se ao redor das grandes montadoras, multiplicando os empregos e construindo naquela região o que podemos chamar de uma “sociedade operária”. Enquanto isso, brotavam novas regiões industriais à beira das rodovias, como Osasco e Guarulhos, os polos petroquímicos de Mauá e São Miguel Paulista. No espaço urbano não cabiam mais empreendimentos horizontais, fossem eles casas ou predinhos de dois ou três andares. Migrantes e imigrantes desembarcavam aos montes na capital cheia de promessas. Gente pobre ou endinheirada que precisava de um teto para morar. Novos bairros se formavam para além dos Campos Elíseos e de Higienópolis, e a cidade começava a se estender para o “lado de lá” da Paulista. A solução era verticalizar a cidade. A sociedade paulistana era bastante conser-

vadora e ainda provinciana. Com casarões em bairros nobres, em sinal de status social, até então apenas a classe média vivia em edifícios. Como convencer aquela gente grã-fina e rica, por conta do ouro negro, o café, que durante alguns séculos foi a maior riqueza do Brasil, que morar em um apartamento poderia não ser sinal de problemas financeiros? “Construindo casas sobrepostas”, solucionou o engenheiro. Ou seja: levar para os apartamentos o mesmo espaço, padrão e luxo das mansões.

Fachada suntuosa e muito verde no edifício Milton de Souza Meirelles

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Com as indústrias e o emprego vinham as pessoas em busca de oportunidades. Após a onda de imigração estrangeira da primeira metade do século 20, o grosso dos que chegavam vinha das partes mais pobres do Brasil. Instalavam-se onde podiam: nos cortiços e pensionatos dos bairros centrais, nas casas de aluguel e vilas operárias dos bairros industriais e (cada vez mais) nas periferias longínquas e desequipadas. Jânio Quadros, grande liderança política da cidade na época, percebeu logo que a população vulnerável era fonte de votos e iniciou uma prática que se estende até os dias de hoje: a troca de votos por equipamentos e infraestrutura. O Centro da cidade ainda concentrava grande parte das atividades de comércio e serviços, outro dos motores da metrópole paulistana. No Centro Velho e nas imediações do Vale do Anhangabaú estava instalado o setor financeiro: além da Bolsa de Valores, as sedes dos bancos. Os escritórios de advocacia concentravam-se perto da Faculdade de Direito no Largo São Francisco e do Fórum na Praça João Mendes. O comércio elegante no Centro Novo, na Rua Barão de Itapetininga e imediações. O zoneamento da região central era bastante generoso, permitindo a construção de edifícios como o Itália, com 165 metros de altura, inaugurado em 1965, e o Palácio Zarzur e Kogan, finalizado no ano seguinte com 5 metros a mais. Os edifícios que ostentavam a concha vermelha da CAL eram de altíssimo padrão, com apartamentos enormes, com, no mínimo, 400 metros quadrados livres, acabamentos nobres, pé-direito de mais de três metros, mármores importados, muitos ambientes, salas e saletas, como mandava a moda, quatro quartos e dois banheiros, sendo um para o casal e o outro para os filhos, copa e cozinha imensas, dois quartos de empregada com um banheiro, área para lavanderia com espaço para a secagem de

roupas, e duas vagas de garagem. O hall de entrada tinha de ser portentoso, com pé-direito duplo, mármore no piso, portas e gradis trabalhados, alguns deles provenientes das sedes das embaixadas estrangeiras que estavam se mudando do Rio de Janeiro para Brasília, a nova capital. Tudo comme il faut, para convencer a elite de que ir viver em um apartamento com essas características era uma atitude moderna e sensata, visto que a falta de segurança tomava conta da cidade.

Vários ângulos da fachada do edifício Milton de Souza Meirelles

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Os edifícios do Centro estavam tão ocupados em disputar as alturas que não se davam conta de que a ameaça vinha do flanco sul. Em 1958 havia sido inaugurado o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, causando uma oferta inédita de espaços comerciais e de serviços fora da região central. Em uma cidade marcada pelo tempo e pelos espaços do trabalho, não eram muitas as regiões cobiçadas pelas elites. Partindo do Centro Novo, o setor da moradia elegante olhava na direção do Rio Pinheiros. Esses bairros estavam prudentemente distantes da fuligem e do barulho dos bairros industriais das várzeas dos rios Tietê e Tamanduateí. Ao contrário dos inúmeros bairros proletários que se espalhavam cada vez mais longe – principalmente nas direções Norte e Leste – esses bairros mais ricos já nasciam regularizados, os loteamentos garantindo larguras mínimas para as ruas e deixando áreas verdes disponíveis para parques e outros equipamentos. É aqui que se situam os bairros de casas que a Companhia City loteava desde a década de 1920: Jardim América, Alto de Pinheiros, Pacaembu, Sumaré, Cidade Jardim, City Butantã, e alguns outros similares feitos por outras companhias inspiradas na City, como o Jardim Europa. O primeiro edifício construído pela Construtora Adolpho Lindenberg, em 1962, foi o Princesa Imperial, na Rua Piauí, bem perto da Avenida Angélica, onde passava o bonde, no nobre bairro de Higienópolis. Um edifício de linhas neoclássicas e forte influência europeia. “Era impossível levar o colonial brasileiro para os prédios de apartamentos. Até tentamos, mas não funcionou. E como nosso público via-

java muito, se identificava com a estética das construções francesas”, explica Adolpho, que lembra que o estilo de decoração colonial brasileiro tão em moda na casa dos endinheirados, migrou para os apartamentos. Do alto dos seus 80 e muitos anos, ele relembra o passado com simplicidade e divertimento. “Eram outros tempos, outro modo de vida, outras necessidades.”

Fachada e hall de entrada imponentes são marca registrada: edifício D. João V

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Intercalavam-se com esses bairros algumas regiões onde era possível construir prédios: Higienópolis, os Jardins, as imediações dos clubes Pinheiros e Hebraica, que ficaram conhecidas como Jardim Paulistano. As fronteiras desses bairros com os bairros de casas, como a Rua Estados Unidos, eram alguns dos poucos lugares de onde se abriam paisagens mais amplas na cidade. Foi nesses lugares que se concentrou uma verticalização de alto padrão na cidade, que buscava atender a um público muito específico. Famílias com muito dinheiro começavam a pensar em morar em apartamentos, por diversas razões. Mas queriam fazer essa transição com muito cuidado. Por um lado, ninguém podia interpretar a mudança como queda no padrão de vida. Por outro, desde a construção dos primeiros prédios residenciais, na década de 1930, pairava sobre eles um preconceito: a vida em apartamentos não seria algo saudável, principalmente para as crianças. Por essas razões, muitos não se sentiam atraídos pelos edifícios modernistas e suas fachadas desprovidas de ornamentos. Ao contrário do ideário moderno, que apregoava a simplificação, o despojamento – em suma, viver com o mínimo – essas famílias buscavam o máximo: pés-direitos altíssimos, portas e janelas feitas artesanalmente, vários quartos para empregados domésticos, dos quais dependia o bom funcionamento das unidades daqueles edifícios. Esse estrangeirismo da arquitetura da Lindenberg foi considerado uma heresia pelos arquitetos modernistas brasileiros de então, o que não roubou um minuto de sono do engenheiro que, em seguida lançou o D. João V, na Avenida Higienópolis, um edifício com 21 andares, um apartamento por andar, 400 metros quadrados de área privativa nas unidades, 650 metros quadrados na cobertura e duas novi-

dades: uma suíte para o casal – até então, os banheiros ficavam no corredor, já que não era bem aceito que eles ficassem nos dormitórios, por questões de intimidade –, e uma das primeiras piscinas construídas em um edifício. A maioria dos clientes Lindenberg era sócia de algum clube, e não fazia sentido instalar uma piscina nos jardins do edifício, mas a ideia agradou aos moradores.

Entrada do edifício D. João V e detalhes típicos de um Lindenberg, como as colunas da varanda

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Do ponto de vista da planta, os apartamentos de São Paulo tinham configurações específicas que os diferenciavam de outros locais onde foram construídos prédios residenciais de muitos andares. Em primeiro lugar, as dependências de serviços: os vários segmentos da classe média brasileira não abriram mão de seus empregados domésticos e até mesmo apartamentos de um dormitório possuíam quartos de empregada até os anos 1960. Juntando cozinhas, quartos e banheiros de empregados, halls e áreas de serviços, era bastante significativa a parte dos apartamentos que tinham uma configuração de espaço de trabalho bastante intenso. Os ambientes de estar buscavam a especialização: a sala de estar, onde a família tinha a sua convivência mais íntima; a sala de visitas, mais formal, onde eram pendurados os melhores quadros e colocados os melhores tapetes; o escritório/biblioteca, local que era mais de demonstração de erudição e posição social do dono da casa do que propriamente de trabalho; copas separadas de cozinhas. As salas de almoço eram os locais de uso cotidiano, enquanto as de jantar eram acionadas em ocasiões especiais, ou por famílias que buscavam um modo de vida verdadeiramente aristocrático, com serviço à francesa. Nos maiores apartamentos, os dormitórios eram espaços bem reservados, demarcando claramente a divisão da casa entre serviços, estar e área íntima. Na década de 1960, um arranjo comum era que o casal tivesse a sua suíte, e os filhos dividissem um banheiro. Dessa forma, os apartamentos reproduziam o formato da família tradicional, com pai, mãe e filhos em uma estrutura doméstica bastante hierarquizada. Enquanto o Brasil vivia o golpe militar de 1964, a quantidade de trabalho da construtora aumentava e chegava a hora de os três sócios mudarem da Rua Quintino Bocaiuva para um confortável escritório na Rua General Jardim. O que diferenciava um Lindenberg dos outros edifícios, naquela época e ainda hoje, era a atenção, o cuidado e a qualidade que começavam na inteligência do desenho das plantas, seu detalhamento, na personalização dos espaços e, principalmente, nos acabamentos impecáveis feitos por artesãos italianos. “Eram profissionais de primeira ordem, verdadeiros artistas saídos do Lyceo de Artes e Ofíceos que, com a industria-

lização dos anos 1950, tinham perdido sua função”, relembra Lindenberg, que fazia questão de se cercar por uma equipe que tivesse a mesma qualidade de seus produtos. “A pessoa mais importante em uma construção é o mestre de obras. É ele que contrata e comanda pedreiros, encanadores, eletricistas e todo um time que precisa estar afinado. Um bom mestre de obras é capaz de salvar um projeto ruim, já o inverso não é verdadeiro”, diz o engenheiro que até hoje faz questão de se cercar por mestres de obras e equipes de confiança que conhecem o padrão Lindenberg de qualidade. Daí ter sido chamado de “o inventor do alto luxo” pela revista Veja.

Mármore branco e preto e portão de ferro trabalhado por artesãos no hall do edifício Princesa Imperial

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Na outra ponta do mercado existiam as famosas quitinetes, espaços únicos combinando dormitório e estar com pequenos nichos para cozinhas e banheiros, que foram produzidas até os anos 1960 e depois foram proibidas pela legislação. A quitinete era uma solução para muitos problemas: famílias recémchegadas a São Paulo e com pouco dinheiro, um “pé” das famílias do Interior na Capital, moradia de estudantes, alternativa barata de aluguel para quem queria viver em regiões centrais – e não vamos nos esquecer das garçonnières, que tantos homens das classes médias e elites possuíam para seus encontros furtivos. Objeto de tanto desprezo, as quitinetes na verdade eram uma solução bastante interessante – e, porque não dizer, mais moderna, para o viver metropolitano. Quem diria que elas voltariam à moda dali a meio século? Se Lindenberg e seus sócios chegaram a duvidar que a elite paulistana trocaria seus casarões por suas “casas sobrepostas”, a resposta foi imediata: o mercado clamava por apartamentos ainda maiores, cercados por jardins e muita segurança. E foi assim que, em 1966, foi entregue o edifício Fabio Prado, no Jardim Europa, nas bordas da Rua Iguatemi, e bem perto do Rio Pinheiros. Uma lonjura para a elite que vivia do outro lado da Paulista e hesitava em mudar-se para o outro lado da cidade, em uma região de casas acanhadas. O edifício de 750 metros quadrados de área privativa ficou pronto no mesmo ano em que o Iguatemi, o primeiro shopping center da cidade, abria suas portas. A valorização do bairro veio a galope, e o tempo provou que o faro do engenheiro estava certo e os Jardins e a região da hoje Avenida Faria Lima são algumas das áreas mais nobres de São Paulo. Com apenas 16 andares, três suítes e seis vagas na garagem, o Gaiola de Ouro, como foi apelidado, foi sucesso imediato de vendas e até hoje é um ícone que desperta o desejo dos consumidores de alto luxo, que sonham com um lugar na fila de espera de potenciais compradores. Com toda a sinceridade, Adolpho Lindenberg afirma que nunca foi um pioneiro, mas não nega que tem o tino para detectar para “onde o ven-

to sopra”, e quais as ruas e bairros que estarão em alta em pouco tempo. Lindenberg procurava e encontrava excelentes terrenos em bairros que estavam sendo formados e ainda tinham grandes áreas à disposição, onde instalava seus produtos diferenciados, tanto o bairro quanto o empreendimento se valorizavam quase que imediatamente – o bairro por ter um Lindenberg, o Lindenberg por estar naquele bairro. Depois era só vender, muitas vezes por telefone, para investidores que sabiam que a valorização de um imóvel Lindenberg era mais garantida que as oscilações da moeda e da bolsa de valores. Foi assim com a Rua Cristóvão Diniz, por exemplo, hoje uma das mais valorizadas da cidade, onde Lindenberg teve a ideia de construir uma espécie de condomínio para sócios do Clube Athlético Paulistano. Ali, entre o final dos anos 1960 e a década de 1970, ergueu cinco imóveis de estilo neoclássico, alto luxo, sendo o primeiro deles, de 1967, batizado de Milton de Souza Meirelles, um apartamento de três quartos por andar. Com a construção dos outros quatro edifícios na década seguinte, a pequena rua de um quarteirão, bastante arborizada, ganhou ares europeus, um charme especial e o valor de seu metro quadrado é dos mais altos da cidade.

Com apartamentos de 700 metros quadrados, a Lindenberg fez seu grand début nos Jardins com o edifício Fabio Prado

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Apelidado de Gaiola de Ouro, o edifício Fabio Prado é o típico exemplo da arquitetura neoclássica europeia

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1970

Mediterrâneos, modernos e outras modas

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m 1971 foi inaugurado o edifício do hotel Hilton, na Rua da Consolação, com toda a pompa e até um show de Roberto Carlos em plena época de Jovem Guarda. O formato redondo do Hilton chamava a atenção, bem ao estilo dos anos 70, que buscava as formas curvas, procurando uma modernidade mais libertária que já interpretava os protestos dos jovens do final da década de 1960. --------------------

David Zingg/Instituro Moreira Salles

A receita do sucesso da Construtora Adolpho Lindenberg, que espalhava suas conchas e edifícios pela cidade, não estava apenas na estética europeia, como acreditam alguns, mas na qualidade de sua construção, e na reputação de um nome muito bem construído.

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Avenida Paulista, o coração financeiro de São Paulo


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O arguto Tom Zé descreveu a tensão entre os projetos modernizadores da década de 1960 e de 1970 na letra bem-humorada da música “A Briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel”, em que os dois edifícios ganhavam vida e competiam pela proeminência no Centro Novo. A chegada do Hilton ameaçava o lugar do Edifício Itália, que até então “era o rei da Avenida Ipiranga: alto, majestoso e belo”. O Itália começou difamando o Hilton, dizendo que ele, para ficar todo branquinho tomava chá de pó-de-arroz. Ao que o Hilton respondeu que o Itália tinha “corpo de aço e alma de robô”, e daí para baixo. O Itália sapateou de raiva e disse que o Hilton abusava das curvas para chamar a atenção, “parecia uma menina louca, ou até a Torre de Pisa vestida de noiva”. O neoclássico era um estilo intemporal, que jamais ficaria ultrapassado – verdade que o tempo prova. Principalmente em sua concepção construtiva. A entrada de um edifício, o andar térreo, é a base e uma das partes mais importantes de um projeto. A imponência de um hall de pé-direito alto não é apenas um símbolo de status, mas é fundamental para toda a estrutura de um edifício. Nos apartamentos, as paredes mais grossas e o pé-direito mais alto são feitos para garantir conforto térmico, assim como o

uso de menos áreas envidraçadas e mais janelas que se abrem, mesmo que seja para sacadas falsas, garantem a circulação do ar, enquanto que o espaço vazio deixado entre as lajes ou as paredes entre os apartamentos em edifícios com duas unidades por andar, não é desperdício e sim a certeza de proteção acústica para que um vizinho não incomode o outro. Esses cuidados não são apenas aplicados aos edifícios de alto luxo, mas foram adaptados aos prédios de menor metragem mas igual qualidade construtiva.

Nítida influência da arquitetura grega, aposta da Lindenberg para o clima brasileiro: Parque dos Cisnes

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Enquanto corria a disputa no Centro Novo, as torres da Paulista olhavam lá de cima, reluzentes e triunfantes: elas tinham vencido a batalha sem nem precisar brigar. Nos anos 1970, uma a uma as mansões da Paulista eram substituídas por torres modernas, algumas delas com comportadas fachadas de vidro e outras com formas mais arriscadas, como a pirâmide da Fiesp e o edifício do Sumitomo, que remetia levemente aos pontiagudos templos budistas orientais. Em 1973, a Avenida Paulista ganhou mais um toque de modernidade com o projeto de identidade visual da Cauduro e Martino, completando uma paisagem de alta qualidade em comparação com um urbanismo bastante pobre que predominava em São Paulo: fiação subterrânea, totens verticais escuros com a sinalização e a semaforização, calçadas em mosaico português, abrigos de ônibus futuristas em fibra de vidro. Outro diferencial dos edifícios de alto luxo da Construtora Lindenberg, na época e ainda hoje, era a personalização dos apartamentos. Cada proprietário poderia ter sua moradia com as características que desejasse: número de

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quartos, salas, banheiros, tamanho da cozinha, acabamentos... Essa alta-costura imobiliária era custosa e demandava tempo, mas os compradores não se importavam (e ainda não se importam), em gastar mais: queriam exclusividade.


Terraço, varandas de vidro e uma linguagem mais praiana para o Villa d’Este, no Rio de Janeiro

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A proposta do Villa d’Este era seguir a leveza dos edifícios da orla carioca e valer-se do vidro para deixar a natureza entrar

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Quem acha que a Lindenberg construiu apenas neoclássicos vai surpreender-se em saber que alguns dos edifícios mais modernos da cidade foram também obra da construtora, como o Quinta Avenida, na Paulista, e o Parque Iguatemi, na Faria Lima. As elites paulistanas abraçavam, assim, a modernidade de maneira bastante particular: no trabalho, buscavam uma imagem profissional e corporativa moderna, que apontava para o futuro, o dinamismo. Já para a moradia, muitos preferiram remeter ao passado, à tradição. A década de 1970 foi também um momento de transformação das formas dos edifícios da cidade. Em 1972 foi aprovada a famosa lei do zoneamento, que definia os usos e as metragens que podiam ser construídas em cada terreno na cidade. A lei de zoneamento, que obrigava todos os edifícios a terem recuos frontais e laterais, significou um desafio para a Lindenberg, que buscava trazer uma aparência europeia à moradia vertical das elites paulistanas. Afinal, na Paris oitocentista, o grande modelo, os edifícios correm diretamente no alinhamento das ruas, construindo as quadras fechadas tão agradáveis de se passear. Mesmo que o neoclássico reinasse absoluto sob a égide da concha, Adolpho gostava de testar novos formatos. E lançava modas, embora dissesse que não, que hoje, do alto de seus 80 e alguns anos, repensa como pontuais e passageiras. Encantado com a simplicidade da arquitetura grega, casinhas brancas de paredes irregulares e excelente ventilação natural, ele voltou de uma viagem para a Grécia acreditando que o estilo mediterrâneo combinaria perfeitamente com o clima brasileiro, pelo frescor de sua construção. E projetou uma série de edifícios com essa estética jovem e moderna, feita sob medida para aqueles que procuravam novas opções de moradia, mas não dispensavam a qualidade das plantas e da construção de um Lindenberg. Os apartamentos mediterrâneos tinham cantos curvos, janelas arredondadas,

alvenarias, desníveis entre os ambientes, piso de tábua corrida, balaústres e grades internas de influência do colonial brasileiro que fizeram imenso sucesso com jovens casais. Entre os lançamentos estava o Parque dos Cisnes, em Santo Amaro, cinco torres cercadas por 25 mil metros quadrados de belos jardins, um prenúncio dos garden-buildings de hoje, que na época preconizava, em seu fôlder de vendas: “Pela primeira vez a obra humana interveio na obra da natureza sem desfigurá-la”, e cuja propaganda vendia “um empreendimento inspirado na mais humana forma de arquitetura redescoberta pela Lindenberg: o estilo mediterrâneo”, o Golden Gate e seus mais de 700 metros quadrados de área privativa, ou o Tanger e o Agadir, dois edifícios com a privilegiada, e eterna, vista para os clubes Pinheiros e Hebraica.

Os terraços projetados para frente criam volumetria para a fachada neoclássica do edifício Casa de Engenho

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A moldura arredondada das janelas do edifício Casa de Engenho empresta acento mediterrâneo ao neoclåssico

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Para responder a esse desafio, buscaram-se referências mais antigas, nos portões e jardins dos “hôtels” aristocráticos do século 18, que isolavam os edifícios das elites parisienses das ruas, reforçando sua exclusividade. Os portões serviam também para prover segurança aos moradores, cada vez mais temerosos de uma cidade que se descobria violenta. A ideologia moderna, que defendia a acessibilidade irrestrita, os térreos livres e os prédios sobre pilotis, tinha menos respostas a essa situação do que as soluções tradicionais. Na década de 1970, Lindenberg trouxe ao mercado imobiliário uma outra solução de estilo: o mediterrâneo. Em 1979, a propaganda do conjunto Parque dos Cisnes anunciava três edifícios em meio a um grande terreno verde, distribuídos de forma orgânica no espaço, fugindo da ortogonalidade que caracterizava tanto a arquitetura modernista quanto os edifícios neoclássicos de fachada disciplinadamente paralela à rua. O mediterrâneo propunha cantos curvos, portas em arco, janelas redondas, terraços também arredondados. Os edifícios eram brancos e se contrapunham a tudo o que o mercado oferecia: os revestimentos industrializados como as pastilhas, o concreto aparente, o austero ocre dos edifícios neoclássicos. Na parte de dentro dos apartamentos a estrutura não se transformava na essência. Tanto os apartamentos neoclássicos como os mediterrâneos tinham grandes partes da casa reservadas às dependências de serviços. Os maiores apartamentos contavam com copas separadas das cozinhas, salas de jantar afastadas das salas de almoço e assim por diante. Se até a década de 1960 eram mais comuns os banheiros compartilhados, a década de 1970 foi a da generalização da suíte nos maiores apartamentos: cada quarto com o seu banheiro, e um banheiro só para a ala social, o lavabo. A racionalização das plantas permitiu a redução de alguns ambientes quando necessário, principalmente cozinhas, áreas de serviço e banheiros. Mas não foram apenas os edifícios de estilo mediterrâneo as estrelas da construtora na década de 1970. Outras experiências foram feitas. Pouca gente diria que aquele edifício de fachada moderna, na Rua Oscar Freire, o Edifício Villa Belfiori, uma combinação de tijolo e concreto aparente como acabamento, 22 apartamentos dúplex com mais de 300 metros quadrados e qua-

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tro quartos, levava a assinatura Lindenberg. Do mesmo modo que os terraços desencontrados do edifício Capanema, projetado por Gian Carlo Gasperini especialmente para a Lindenberg, não denunciam quem está por trás de seu projeto, e nem aquele prédio de estilo colonial americano, na Alameda Casa Branca, com fachada de tijolo aparente, também é da CAL.


Simetria e solidez sĂŁo marcas registradas da Lindenberg, como no edifĂ­cio Imperatriz Leopoldina

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O estilo da arquitetura americana clĂĄssica foi aplicado no edifĂ­cio Casa Branca

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O calçamento de paralelepípedos arremata o estilo neoclássico do edifício D. Cristóvão Diniz, que teve a forma das colunas da fachada levemente modificadas, sem perder suas principais características

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A grande vedete dos revestimentos foi a fórmica, que já existia há algum tempo no mercado, mas passou a ser aplicada de forma mais generalizada nas cozinhas, banheiros e até nos dormitórios. Dependendo da ousadia do cliente, a fórmica vinha em branco, em tons pastel ou em cores fortes. As paredes eram, em geral, brancas, remetendo aos reluzentes caiados gregos. Alguns móveis fundiam-se à arquitetura: sofás, bancos e superfícies de apoio em alvenaria, sobre a qual dispunham-se as almofadas na medida certa: nem muito casual (não era o caso de abraçar inteiramente o mundo hippie) nem muito cuidado (muito menos reproduzir a estética burguesa da casa da mamãe). Esses exercícios de criatividade, que aconteciam paralelamente às construções dos neoclássicos, acabavam servindo de laboratório para os arquitetos e engenheiros da empresa, e foram aplicados em alguns neoclássicos, como as varandas laterais desencontradas do Dom Luís de

Orleans e Bragança, na Alameda Franca, ou as largas varandas que renovaram as fachadas neoclássicas de três dos edifícios erguidos na Rua Cristóvão Diniz, e que quebraram com o padrão de simetria paralela à rua da arquitetura francesa, mas não perderam sua essência.

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Entre neoclássicos e mediterrâneos, o edifício Condomínio Capanema 74 joga com os volumes dos terraços desencontrados, uma proposta mais ousada da construtora

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Apesar da fachada mediterrânea renovada pelo terraço lateral, o interior do hall do Golden Gate é clássico

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Até a década de 1960, planta dentro de casa significava um vaso de flor no centro da mesa, no máximo. Na década de 1970 caiu por terra o mito de que o gás carbônico exalado pelas plantas à noite era prejudicial à saúde. As samambaias de metro, as avencas, as costelas-de-adão conquistaram as salas e os jardins de inverno, e o verde não deixou mais o interior dos apartamentos. O sucesso da empresa era tamanho que ela optou por expandir seus negócios para outros bairros, outras cidades, como Rio de Janeiro e Brasília, que vivia uma época de expansão fantástica – a primeira incorporação do Distrito Federal foi feita pela Lindenberg. E também diversificou seus projetos construindo edifícios comerciais, hotéis e obras industriais para terceiros, criando um departamento especializado

para eles dentro da empresa. Em meados da década a quantidade de edifícios residenciais e comerciais era quase a mesma. Apenas na Avenida Paulista, o centro financeiro da cidade, cinco dos sete bancos que estavam ali instalados tinham a assinatura Lindenberg. E passavam a imagem de solidez e tradição, como o pórtico do Banco Mercantil, por exemplo, que a sede de um banco deve ter.

No edifício Paço de Sintra o primeiro andar é diferente dos demais, com gradil no lugar das colunas da varanda

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Mármore no piso empresta imponência ao corredor que termina com portão de ferro trabalhado no edifício Paço de Sintra

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Típico edifício neoclássico, o Dom Eugenio parece estar em Paris

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O estilo mediterrâneo saiu de moda em poucos anos. Muita gente considera o mediterrâneo cafona. Mas é importante olhar para esses prédios com o olhar da época: consumir uma arquitetura de curvas, que rejeitava um alinhamento mecânico com as ruas ou com os limites dos terrenos era, de certa forma, manifestar-se por uma modernidade não mecânica, pela liberdade possível, pelo não convencional, em uma situação de ditadura ainda forte. Na década de 1970, morar em um edifício mediterrâneo era uma forma de adequar-se ao sistema com uma pontinha de irreverência e liberdade, só para deixar a dúvida. Dava até para colocar baixinho na vitrola um Chico Buarque, uma Nara Leão. Evidentemente, existiram exemplos bem mais radicais de inconformidade, como a famosa “Casa-Bola”, projetada e construída por Eduardo Longo, em São Paulo – mas ela não precisava ser vendida, o cliente era o próprio arquiteto. À frente de seu tempo, a Lindenberg lançou o primeiro flat brasileiro, um novo conceito de morar para pessoas que estavam de passagem pela cidade, que viviam em outras cidades ou estados, mas vinham muito a São Paulo, e para jovens solteiros ou casais. A Lindenberg começava a detectar o surgimento de novos formatos de família. A ideia, hoje mais do que incorporada pelo brasileiro, era simples: um edifício de apartamentos pequenos, decorados, e com serviço de hotelaria, restaurante e sala de ginástica.

Instalado nos Jardins, em São Paulo, o primeiro flat Lindenberg estava todo vendido antes mesmo de seu lançamento. Mesmo que os anos 1970 tenham sido a década de ouro da construtora, os anos politicamente conturbados, a instabilidade da moeda, a queda do petróleo e a retração imobiliária do final da década abalaram a construtora que teve, como todo o País, de apertar um ponto em seu cinto. Frase repetida a cada plano econômico lançado.

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Os terraços laterais do edifício Dom Luís de Orleans e Bragança foram pensados para garantir o sol em todos os andares

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O edifício Paço de Queluz tem algo de singelo

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1980

Uma década estranha

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unca vamos nos esquecer de Odete Roitman, a vilã da novela Vale Tudo que a Globo exibiu em 1988. Odete era carioca, mas se morasse em São Paulo era bem capaz que escolhesse um Lindenberg, provavelmente uma das poucas coisas no Brasil que considerava estar à sua altura.

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A cidade segue crescendo em direção ao sul

José Nascimento/Folhapress

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Considerados como os “anos perdidos” pelos economistas brasileiros devido à estagnação econômica e à inflação desenfreada, a década de 1980 não teve o glamour dos anos 1960 e nem a efervescência dos anos 1970. E foi marcada, principalmente, pelo start da tecnologia a serviço da pessoa física. Foi nesses anos que os primeiros computadores pessoais começaram a ganhar espaço, e que a Apple e a Microsoft iniciaram sua queda de braço. Foram anos conturbados política e economicamente, o que afetou profundamente a indústria da construção, e todo o mercado.

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Para além da vilã, o sucesso da novela Vale Tudo explicava-se por retratar de frente a crise da sociedade brasileira da época: um cotidiano atravessado por assaltos, arrivismos, contrabandistas, sonegação de impostos, descrença no governo, e principalmente um mundo desorganizado por uma inflação galopante. As grandes cidades eram a maior expressão dos problemas enfrentados pelo País. A população favelada de São Paulo, que mal chegava a 1% do total em 1970, explodiu na década de 1980, atingindo mais de 10%. De forma geral, a escolha das elites e das classes médias foi a de buscar um modo de vida que as protegesse das contradições das cidades. De outra maneira, isso significou a busca por um modo de vida mais motorizado por parte das classes média e alta. Tornou-se cada vez mais comum ver famílias de classe média alta com 3 ou 4 carros na garagem. A Lindenberg tinha encontrado, na década anterior, uma solução criativa para driblar a inflação descontrolada: o Sistema de Construção a Preço de Custo, ou melhor, uma vez fechado o empreendimento, a cada mês as despesas eram rateadas entre todos os proprietários, conforme os desembolsos necessários Detalhes completam a imponência do Campos Elyseos

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para aquela obra. Os preços subiam, o dólar subia e as parcelas a serem pagas subiam, mas em compensação o prédio também subia. Era até mesmo uma forma de aplicação financeira e de proteção contra a escalada dos preços, pois o dinheiro desvalorizava, mas as fundações, as paredes, o elevador, não.


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Em um generoso terreno muito arborizado fica o Paรงo Higienรณpolis, com pรกtios floridos e fontes

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Em São Paulo, aumentava o êxodo na direção do Rio Pinheiros, e até mesmo a Avenida Paulista perdia posição em relação à nova centralidade na Avenida Faria Lima. O Iguatemi, que nascera no final dos anos 1960 com cara de galeria, foi crescendo e se consolidando como local do comércio elegante. A década de 1980 foi a da explosão dos shopping centers, com a abertura de vários novos em São Paulo e com a inauguração deles em várias capitais e nas cidades do interior mais ricas, como Campinas e Ribeirão Preto. O modelo shopping center trazia algumas vantagens claras em relação ao comércio de rua: proteção do sol, do calor e da chuva, a possibilidade de resolver muitas coisas em um só lugar, a segurança, a facilidade de estacionamento em um período de acelerado aumento da motorização. Isso explica a sua multiplicação em tão pouco tempo. Por outro lado, o modelo cobrou o seu preço. Em todas as cidades onde se instalaram shopping centers, o comércio de rua sofria, principalmente as lojas mais elegantes tinham dificuldades em sobreviver fora dos shoppings. Isso significou uma grande popularização do comércio de rua em quase todas as cidades. Com juros estratosféricos, cada dia perdido pelas construtoras era um grande prejuízo, e muitas vezes sacrificava-se a qualidade de um projeto e da construção para finalizar uma obra em menor tempo. Com o “Preço de Custo”, a Lindenberg garantia a qualidade da

construção, pois não precisava correr contra o relógio dos juros. Ao contrário: em alguns casos, as obras que andavam mais devagar eram um alívio para os proprietários que podiam diluir seus desembolsos por períodos mais prolongados.

Colocar piscinas em forma de leque ao redor dos edifícios Penthouse e Roof foi desafiador para a construtora

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Quem podia buscava afastar-se das regiões mais congestionadas da cidade. Até mesmo a Avenida Paulista sentia a crise, perdendo espaço para edifícios mais modernos da Avenida Faria Lima. O transporte coletivo não era uma hipótese para os mais ricos, e os novos apartamentos eram vendidos para abrigar 3 ou 4 vagas nas garagens. O futuro parecia apontar para o outro lado do rio. Foi o período em que começou a verticalização do Morumbi, em São Paulo, e na Barra, no Rio. Nenhuma cidade sentiu mais do que São Paulo a crise de sua região central. A Rua Augusta, que desde a década de 1960 era o local das lojas chiques, sentiu o baque. É verdade que o poder público teve a sua parcela de culpa. Desde o final da década de 1960 uma série de intervenções selaram o destino da região central como um nó de articulação do transporte metropolitano: o Minhocão, a Praça Roosevelt, um emaranhado de viadutos no Parque Dom Pedro. Foram instalados no Centro grandes terminais de ônibus no Parque Dom Pedro, na Praça da Bandeira, na Praça dos Correios. Aquela teria sido a época de se investir pesadamente em uma rede de transporte de massa, que liberaria a superfície da cidade de uma parte dos deslocamentos cotidianos e evitaria a degradação de uma série de espaços públicos. Mas por falta de recursos e pela priorização do espaço para os automóveis, isso só aconteceu muito lentamente. Após a inauguração da linha Norte-Sul do Metrô, em 1974, a linha Leste-Oeste foi sendo inaugurada aos poucos, entre 1979 e 1988. As duas linhas em cruz, com baldeação na Sé, eram muito pouco para uma metrópole que chegava a 1991 com mais de 15 milhões de habitantes. O outro metrô subterrâneo do País, o do Rio, era ainda mais diminuto. Adolpho ressalta que o lucro não era a principal preocupação da construtora, mas sim a qualidade de sua construção. “Alguns trabalhos deram prejuízo, tamanho o cuidado com a construção e os

acabamentos”, e da satisfação que sentia em saber que ele oferecia moradia de qualidade para tantas famílias. No portfólio da empresa constavam, nessa década, cerca de 400 empreendimentos.

Seguindo a linha “dois em um”, dois edifícios em um terreno, o Saint Patrick e Saint Louis

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A inflação requeria estratégia: assim que as pessoas recebiam o salário, corriam para o supermercado para fazer as compras do mês, disputando os segundos com as vorazes máquinas remarcadoras de preços. Para dar conta disso, os apartamentos precisavam de espaço para as despensas e os freezers cheios de comida congelada. Se nas décadas anteriores a prioridade para os grandes apartamentos era a existência de grandes áreas de visitas, na década de 1980 elas mudaram bastante. A busca por segurança e os próprios avanços tecnológicos significaram a procura pela realização de atividades de lazer dentro de casa. Esse lazer era diferente para cada faixa etária: os pais agora podiam ver filmes em videocassete, os filhos jogar com aparelhos como o Atari conectado à TV. Dependendo da idade, as crianças tinham interesses diferentes, e ficava difícil compatibilizar isso tudo com uma só televisão em casa. Dessa forma, cada quarto foi recebendo seus equipamentos, os ambientes foram se multiplicando e também reduzindo de tamanho. Sai de cena a biblioteca dando lugar para a sala de TV. A década de 1980 foi o auge da demanda pelo neoclássico. A Lindenberg ergueu novos projetos residenciais e entregou dezenas de edifícios que tinham sido iniciados no final dos anos 1970. Em 1983, a construtora lançou com toda a pompa e circunstância o Edifício Campos Elyseos, na Rua Padre João Manoel, em um terreno de quatro mil metros quadrados, talvez uma das últimas áreas com essas proporções na região dos Jardins. A estrutura de concreto armado do edifício tinha sido calculada

prevendo possíveis alterações na planta, e a própria construtora oferecia sugestões diferenciadas para banheiros, copas e cozinhas, para que o apartamento fosse perfeito para o jeito de viver do morador. O edifício, um neoclássico com apartamentos de mais de mil metros quadrados de área útil, estava incrustado como uma joia em um exuberante jardim de 3.400 metros quadrados. Desde a sua inauguração, a Lindenberg foi defensora do verde, e cercava suas obras com jardins.

As formas abauladas do edifício Quinta da Boa Vista atualizam o estilo neoclássico

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Não foram só as plantas internas dos apartamentos que sofreram transformações. A busca por segurança significou também a expansão das áreas de lazer e esportes nos prédios, o condomínio começou a tomar o lugar do clube, e vão aparecendo cada vez mais piscinas, saunas, salas de ginástica. Olhando para os apartamentos da década de 1980 com nossos olhos atuais, percebemos alguns passos desajeitados da nossa sociedade. Mesmo com espaço mais escasso, insistia-se em uma estrutura residencial tradicional. As mudanças a passos largos da estrutura familiar, com novos hábitos, e a aprovação da lei do divórcio no final da década de 1970 não se refletiram em uma revisão do imaginário das classes médias. A elite brasileira, perplexa com o presente e insegura em relação ao futuro, elegia o passado como o seu refúgio. Se para os arquitetos modernistas a década de 1980 foi um desastre de público, para a Lindenberg foi o oposto. A década de 1980 significou o auge da demanda pelo neoclássico. Era como se a elite, sem lastro monetário, buscasse a segurança na estabilidade das linguagens arquitetônicas tradicionais do velho continente. Até mesmo prédios comerciais começaram a ser propostos em estilo neoclássico, algo inédito até então. Uma proposta interessante, e que agradou ao cliente, era construir, em um mesmo terreno grande, duas torres gêmeas, de dimensões diferentes, cercadas por muitos jardins. Alguns exemplos são o Dona Veridiana e o Dona Maria Angélica, em Higienópolis, bairro com quem a Lindenberg tinha uma forte ligação, o St. Louis e St. Patrick, no Jardim Paulista, com apenas oito pavimentos, por conta da legislação do bairro onde estava instalado e a garantia de ter, eternamente, o verde dos Jardins em seu horizonte. Em uma sacada genial, a construtora convidou a revista Vogue, então a única revista de

luxo do País, para lançarem o Studium Vogue, uma nova proposta situada em um novo endereço: a Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi. As grifes Lindenberg e Vogue tinham tudo a ver. O Studium Vogue foi projetado para gente jovem, moderna. Tinha a sala com pé-direito duplo e um mezanino, o que possibilitava a criação de três ambientes em um único espaço, e dois tipos de apartamento de tamanhos diferentes, com duas ou três suítes. Eram apartamentos mais compactos para os padrões da época, tendo o menor deles 277 metros quadrados.

No edifício Largo do Boticário houve uma nítida fusão entre o neoclássico e o mediterrâneo

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Mas a história provou que os anos 1980 não eram o fim do mundo, e sim um período de transição – ainda que turbulenta. Se do ponto de vista econômico a década parecia um beco sem saída, do ponto de vista político a história foi outra. O País conseguiu superar um contexto autoritário, ganhou nova Constituição e uma sociedade civil vibrante, responsável pela volta do País à democracia. “Apesar de seguir construindo edifícios neoclássicos, a Lindenberg estava sempre procurando novidades, diversidade. Depois do desafio estrutural de colocar uma piscina em leque em um edifício, tudo seria possível”, relembra Adolpho Lindenberg Filho, ele fala dos edifícios Penthouse e Roof, no Morumbi, que tinham piscinas em todos os andares, construídas em leque ao redor dos dois prédios, para que o terraço de um não roubasse o sol do outro. Eles foram os dois últimos exemplares da arquitetura mediter-

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rânea que deixava de ser moda. O que os anos 1990 guardavam para o País ainda era uma incógnita. No final da década aconteceram as primeiras eleições democráticas para presidente, venceu Fernando Collor, que sequestrou as poupanças e investimentos da população para um plano econômico desastroso. Para a Lindenberg seriam anos de revisão, de revitalização, de reposicionamento. A elite já não era a mesma, o modo de viver também não, era necessário rever o que o mercado desejava. Sentir para onde “soprava o vento”.


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1990

Diminuir para somar

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ara o Brasil, a década de 1990 iniciou-se tão desafiadora quanto a anterior. Em dezembro de 1989 foi realizado o segundo turno da primeira eleição presidencial direta em quase trinta anos. O vencedor, Fernando Collor de Mello, tinha a bandeira do combate à corrupção e da moralização das instituições do País, mas seu mandato foi marcado pela instabilidade, escândalos e finalmente um impeachment decorrente de denúncias de várias ordens. Com a queda de Collor subiu ao poder o seu vice, Itamar Franco, que iniciou o processo de estabilização monetária. A partir de Itamar a hiperinflação foi combatida, mas isso ocorreu mediante um doloroso ajuste econômico e fiscal repleto de vítimas, inclusive dentre as construtoras.

Ormuzd Alves/Folhapress

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No início dos anos 1990, o portfólio da Construtora Adolpho Lindenberg reunia mais de 400 empreendimentos, sendo 70% destinados para uso residencial. Um feito e tanto para uma construtora que sobreviveu a todas as turbulências políticas e econômicas das décadas anteriores. Ao se dar conta dos números de empreendimentos construídos, Lindenberg se emociona: “Saber que construí lares confortáveis para tantas pessoas me deixa muito feliz. Sempre encarei cada projeto como uma pedra preciosa que ia lapidando aos poucos”. --------------------

Avenida Brigadeiro Faria Lima foi importante para o crescimento de São Paulo

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O cenário das cidades era tão turbulento quanto o do País. A escalada da violência urbana prosseguia, atingindo seu auge no final da década de 1990. Os dados do Censo de 2000 revelaram uma situação urbana bastante perturbadora: em várias cidades as áreas centrais e mais bem providas de infraestrutura perdiam população, enquanto as periferias desequipadas inchavam sem parar. A população moradora de favelas aumentava, cidade parecia ser sinônimo de problema. E São Paulo parecia ser o exemplo máximo dessa crise. A região central apresentou-se naquele momento como grande desafio. Cerca de 30% dos imóveis estavam desocupados por razões variadas: falta de interesses econômicos dos proprietários, problemas com a documentação, más condições físicas. Os calçadões, repletos de dia e abandonados durante a noite. O espaço público degradado por falta de manutenção. Nesse momento, uma série de grupos percebeu que o Centro era problema, mas podia também ser solução. A iniciativa privada organizou-se em uma associação que buscava recuperar o Centro para os usos culturais e turísticos. Por outro lado, movimentos sociais de luta por moradia identificaram o grande número de imóveis desocupados como uma oportunidade, e passaram a pressionar o poder público para a realização de políticas habitacionais para a baixa renda na região central. Foi feito um pouco de cada coisa. Foram recuperados edifícios como a Pinacoteca e a Estação Júlio Prestes, que se transformou em uma luxuosa sala de espetáculos. Espaços públicos foram recuperados e reformados, como o Mercado Municipal e a Praça do Patriarca. Foram também reformados vários edifícios para a população de baixa renda, que pela primeira vez conquistava o direito de viver em boas condições na região central da cidade. O assunto na primeira metade dos anos 1990 era a economia. Analistas procuravam entender o que aconteceria naqueles anos. Com o impeachment do presidente, a gestão de Itamar Franco, a estabilidade do real, parecia que o País iria navegar em mares de calmaria nunca antes navegados. Esses foram os anos da tecnologia da comunicação, da internet, dos computadores pessoais, da telefonia celular e da terceirização de mão de obra, abrindo as portas de casa para os home-offices. Com toda

a tecnologia disponível, era possível trabalhar em casa e estar conectado. As tecnologias aplicadas aos eletrodomésticos racionalizaram a vida doméstica, pedindo um novo formato para a antiga cozinha, e a chegada da TV por assinatura convidou as pessoas a ficarem mais em casa, melhor, em seus respectivos quartos, com seu banheiro, sua televisão, seu som, seu computador, seu videogame. A sociedade mudava de feição e a arquitetura precisava se alinhar às novas necessidades.

Janelas de pele de vidro azuladas renovaram a fachada do edifício Paço Grão Pará

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A ideia de “casas sobrepostas” é bastante evidente no edifício Grão Pará

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A entrada para carros do Paço Grão Pará remete aos casarões dos tempos dos barões do café

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Um dos principais movimentos foi a volta do poder público ao Centro. Iniciou-se no início da década de 1990, com a ida da Prefeitura para o Palácio das Indústrias. No início da década seguinte, a prefeitura se mudaria novamente, dessa vez para a parte mais bacana do Centro, o Vale do Anhangabaú. Muitas secretarias do Estado e do Município se mudariam também para o Centro, aproveitando que lá os aluguéis eram mais baratos e que havia a presença de transporte coletivo. Mas o Centro permaneceu, em grande medida, uma questão em aberto para a cidade. Ao mesmo tempo em que se debatiam os rumos da região central da cidade, o grosso dos negócios continuava se deslocando. Na década de 1990, o então prefeito Paulo Maluf promoveu a extensão da Avenida Brigadeiro Faria Lima em suas duas extremidades: para o Oeste entre o Largo da Batata e a Avenida Pedroso de Morais e para o Sul entre as avenidas Cidade Jardim e Hélio Pelegrino. Construiu-se, assim, um grande eixo de negócios que desbancou até mesmo a Avenida Paulista. Os parâmetros construtivos mudaram nessa década. Nos anos 1990, elas (essas novas necessidades) passaram a seguir um modelo que diminuiria o preço final do metro quadrado das construções, e as obras levariam menos tempo para ficarem prontas. No caso da Lindenberg, foi adotado o caminho

do meio, nem a “estandartização” dos espaços, nem a personalização, mas a opção de escolher entre três ou quatro tipos de plantas que fariam parte do escopo da obra, o mesmo acontecendo com os acabamentos. A personalização plena foi mantida, apenas, nos edifícios de alto padrão.

A construção do edifício Verde Mar, no litoral norte de São Paulo, combina elementos dos anos 1960, as pastilhas, e uma estética mais contemporânea

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Foi nesse momento que o Itaim consolidou-se como um dos bairros mais valorizados do ponto de vista imobiliário, ainda que suas ruas estreitas e calçadas ainda mais estreitas não sugerissem isso. Nesse momento a Vila Olímpia também muda completamente de perfil: saem de cena os sobradinhos, entram os prédios envidraçados, os restaurantes e baladas. Um pouco mais adiante, o poluído Rio Pinheiros espelhava um número cada vez maior de torres, e sua marginal passava a ser um dos endereços cobiçados para os negócios na cidade. Do outro lado do rio, potencializava-se a verticalização do Morumbi. Algumas das tendências da década anterior permaneciam: as muitas vagas na garagem refletiam uma cidade que optava pelo transporte individual, em parte por falta de opção pública. Os maiores apartamentos mantinham os quartos de empregada, mas muitos deles já não tinham moradoras. “Se nos anos 1980 o cliente tinha cultura, sabia o que queria, viajava para o exterior com seu decorador para comprar tecidos, ver móveis, a década de 1990 trouxe outro perfil de cliente”, relembra Rosilene Fontes, arquiteta da Lindenberg desde 1989. Embora seja apaixonada pelo estilo contemporâneo, Rosilene aprendeu, com o engenheiro, a admirar a harmonia e as proporções clássicas. Essa foi, também, a década em que tudo começou a ficar menor e mais prático. Não faziam mais sentido os apartamentos gigantescos, recorta-

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dos em salas e saletas, portas fechadas, biblioteca, copa e cozinha imensas e dois quartos para empregada. Era preciso racionalizar a vida. Os apartamentos começaram a diminuir de tamanho e a perder algumas paredes, fazendo com que as muitas salas, separadas por portas de correr, com funções diferentes como biblioteca, sala de jantar, sala de visitas, etc., virassem um único ambiente. A sala de visitas mudou de nomenclatura e passou a se chamar sala de estar, já não era mais aquele espaço que vivia com as luzes apagadas e que só era usado


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Aos poucos apareciam algumas mudanças. As dimensões dos apartamentos diminuíam por dois motivos principais. O primeiro deles eram os avanços tecnológico e do design, que racionalizavam o uso do espaço: móveis mais leves, armários embutidos que se valiam de desenhos mais avançados. O segundo foi a necessidade de maior disciplina no uso do espaço. Até mesmo os orçamentos da classe média-alta já começavam a se comprometer com o pagamento dos condomínios e dos IPTUs. quando vinham as visitas, agora era aproveitada. A sala de jantar se uniu ao living. A copa foi abolida, e em alguns casos foi transformada em sala de almoço, em outros teve seu espaço usado para outros fins, e a cozinha, menor, ganhou inteligência, tecnologia e planejamento. As áreas de serviço ficaram menores, mais práticas, planejadas e agora havia apenas

um quarto de empregada e um banheiro nos fundos do apartamento. Foi nessa década, também, que os edifícios ganharam, por uma questão de segurança, áreas de lazer, piscina, playground, brinquedoteca, sala de ginástica. Poder se exercitar no prédio, as crianças brincarem em segurança no jardim, era tudo o que as famílias queriam.

Os portões não perderam os arabescos decorativos mas ganharam chapas de ferro para proteger o edifício

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Os neoclássicos nunca deixaram de ser construídos, mesmo que revisitados, o edifício Vicente de Azevedo, por exemplo, é um básico

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A simetria do edifĂ­cio Vicente de Azevedo e suas varandas sĂŁo marcas da Lindenberg

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Talvez a maior mudança trazida pela década foi a entrada em cheio da tecnologia dentro das casas. Se os anos 80 foram da internalização do lazer, a década de 1990 foi a da internalização do trabalho nos apartamentos. Introduziu-se o uso dos computadores pessoais, e com isso mais e mais pessoas passaram a trabalhar em casa. As plantas precisavam adaptar-se. No lugar dos austeros escritórios e bibliotecas, que eram quase símbolos de status, entrava em cena o home-office, ambiente de trabalho para valer. O espaço precisava ser usado com maior racionalidade. Foram desaparecendo os halls e corredores, salas e cozinhas tiveram suas dimensões reduzidas. Começavam a ficar claras as mudanças no serviço doméstico, e mesmo as famílias mais ricas dispensavam parte dos empregados que dormiam no emprego, em parte por causa dos custos e em parte por opção de reforçar a intimidade da família. Mas as plantas demoraram um pouco a se adaptar. Um apartamento sem quarto de empregada ainda era considerado sinal de um status social rebaixado, e por isso eles ainda existiam – mas muitos desses quartos produzidos nos anos 1990 nunca foram habitados. Na contramão da tendência de diminuir para somar, embora tenha lançado alguns empreendimentos menores, com perto de 300 metros quadrados, a Lindenberg ousou lançar o Place de l’Etoile, um neoclássico com 455 metros quadrados de área privativa o apartamento tipo, quatro suítes com closet e banheiro, sendo que a do casal media 50 metros quadrados, e tinha

uma banheira de hidromassagem instalada em seu banheiro. O interessante desse empreendimento, na Rua Maranhão, é sua fachada irregular, a planta enviesada, os jardins e a segurança que São Paulo já exigia. Na mesma linha dos espaços generosos foi erguido o Paço Grão Pará, na Alameda Campinas, com o living todo aberto e com desníveis que ajudavam a criar vários

No centro de jardins que remetem a Versalhes ergue-se o edifício Vila América

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Os mais modernos começaram a usar as superfícies de maneira criativa, mesclando arquitetura e design de interiores. Com certeza, tudo era questão de medida: uma parede azul ou vermelha definindo um grande ambiente com toques de Mondrian era considerado muito chique. Mas uma casa cheia de soluções de cores e texturas, sem descanso para os olhos, era objeto de piada. A própria cidade e a qualidade urbana começavam a entrar mais fortemente na agenda. Na segunda metade da década de 1990, com a estabilização da moeda, as viagens internacionais tornaram-se muito mais frequentes e mais gente pôde conhecer cidades como Paris, Nova York, Londres, Amsterdã. É claro que muitos voltavam deslumbrados com a riqueza e com as possibilidades de consumo no Hemisfério Norte. Mas alguns voltavam com outras coisas na cabeça e na máquina fotográfica: as ruas seguras, as calçadas largas, as fachadas contínuas onde era possível fazer as compras a pé, o café com mesinhas para fora onde se lia o jornal... partes das elites começavam a se incomodar com a falta de qualidade dos espaços públicos. Começavam a reconhecer que a arquitetura era apenas uma das razões que fazia das cidades europeias lugares agradáveis. Não bastavam grandes apartamentos: era preciso uma cidade generosa. ambientes e uma novidade: a incorporação da pele de vidro – tirada dos edifícios comerciais – às janelas da fachada, emprestando atualidade para a estética neoclássica. No final da década, quase virada do milê-

nio, a Lindenberg passou a dotar seus imóveis com lareira, sistema de ar condicionado multi-split – exigência dos novos consumidores –, e segurança com guarita e circuito interno de televisão.

O terraço em forma de onda emprestou o ar praiano para o edifício Rio das Pérolas

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Olhando para o futuro, a Lindenberg detecta a tendĂŞncia das varandas que podem ser integradas ao estar, como no edifĂ­cio Outeiro da GlĂłria

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Toda a área social do edifício Place de l’Etoile fica voltada para a mesma vista

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2000 O ontem de hoje

A

s cidades e os modos de morar no Brasil transformaram-se enormemente nos primeiros anos do século 21, talvez mais intensamente do que em todas as outras décadas de existência da Lindenberg. Após décadas de crises, o Brasil voltou a crescer, trazendo novas perspectivas – e também novos desafios – para a sociedade.

Diego Torres Silvestre

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A impressão que se tem ao olhar para trás é que tudo o que aconteceu nas décadas anteriores preparou a Lindenberg para enfrentar o novo milênio com novo fôlego. E mesmo sendo uma empresa familiar, tradicional, ela soube se adaptar muito bem aos novos tempos. Como diz, com muita propriedade o fundador da construtora, que em 1997 passou para o filho Adolpho Lindenberg Filho o comando da CAL, “uma empresa quando cresce não pode se isolar, isso não é saudável, é preciso entender o mercado e se adaptar a ele”. E foi isso que a Lindenberg fez na primeira década do novo século. --------------------

Hoje uma megalópole, São Paulo brilha à noite como mil estrelas

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O pano de vidro usado nos edifícios comerciais faz toda a diferença da fachada do Lindenberg Melo Alves

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O perfil da sociedade brasileira vem transformando-se a passos rápidos. A estrutura de renda da sociedade brasileira sempre teve um formato piramidal, com poucos ricos no topo e muitos pobres na base. No lugar desse modelo vai aparecendo uma sociedade de formato mais justo, com uma classe média maior e menos pobres. O impacto dessa transformação nas cidades é muito grande e apenas começamos a percebê-los. O automóvel, que sempre foi um artigo de luxo disponível para poucos, generalizou-se pelo aumento do poder de compra de uma parte grande da população e também pelo aumento das oportunidades de crédito e financiamento. Se por um lado mais gente tem acesso aos benefícios relacionados ao transporte individual, por outro lado transportar-se nas cidades tornou-se algo lento e penoso. No começo dos anos 2000, a Lindenberg deixou de ser uma empresa familiar e se associou a Flavio Buazar que, por sua vez, além de dar novo fôlego e renovar o ânimo da empresa, soube aproveitar tudo o que a Construtora Adolpho Lindenberg tinha de bom: valer-se de seu nome sólido e fazer as necessárias mudanças sem descaracterizar

nem a empresa e nem o produto. Alguns anos depois de sua chegada, a CAL passou a integrar a Lindencorp, que acabou também fazendo parte da LDISA, ao lado da REP e da Lindenhouse, cabendo à Construtora Adolpho Lindenberg a execução dos edifícios de alto padrão, tanto residenciais quanto comerciais.

Lazer passa a ser prioridade, e para a Lindenberg é a piscina coberta do Melo Alves

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Poucos andares, um quê de vila italiana no jardim que cerca a fonte e uma vista sensacional são características do Lindenberg Groenlândia

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Fachada do Lindenberg Groenlândia: varandas podem ser acopladas ao living

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O excesso de automóveis nas ruas vem provocando mudanças importantes de comportamento. Mais e mais pessoas buscam morar em regiões centrais, em bairros onde os percursos cotidianos podem ser feitos a pé. Isso vem provocando um retorno da população aos bairros centrais das grandes cidades. É uma tendência que existe nas grandes cidades do mundo há décadas, e que alcançou o Brasil. Aos poucos, as pessoas voltam a perceber que um bom bairro não é necessariamente um lugar tranquilo e arborizado, mas uma vizinhança completa, onde é possível morar, trabalhar, estudar e se divertir em percursos menores. Um lugar onde não é necessário pegar o carro para ir ao cabeleireiro, ao pet shop, à padaria tomar um café com os amigos. Se os ventos sopravam para novidades, o engenheiro assinou embaixo todas as decisões tomadas pela nova geração. Já não havia mais bons terrenos disponíveis nos bairros nobres, e se existissem, o preço do metro quadrado seria impraticável. A solução foi levar a grife da concha para outros bairros, como a Vila Mariana, a Chácara Santo Antonio, o Ibirapuera, entre outros. Eram bairros que estavam mudando de perfil, recebendo casais recém-casados, jovens em começo de carreira, que procuravam imóveis de

qualidade por um valor justo. Ali estão sendo erguidos edifícios com apartamentos de vários tamanhos, começando em 70 metros quadrados e nunca tendo mais do que 170 metros quadrados. Apartamentos de dois ou três dormitórios, um único ambiente para estar, cozinha americana ligada à sala ou ao terraço, onde quase sempre há uma churrasqueira. Na área social do edifício, salão de festas, brinquedoteca, sala de ginástica, piscina, jardim. E por trás desses itens, o selo Lindenberg de qualidade.

A piscina coberta foi incorporada aos edifícios da Lindenberg, como a do edifício Murano

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Luxo dos luxos, o edifĂ­cio Prof. Adolpho Carlos Lindenberg tem apartamentos com mil e duzentos metros quadrados

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Ocorreu um grande aumento na escala dos financiamentos imobiliários. Expandiram-se as linhas de crédito, alargaram-se os prazos de financiamento. Até os anos 1990 eram raros os financiamentos de mais de 10 anos, e atualmente financiam-se imóveis em até 30 anos. As taxas de juros foram reduzidas e a documentação necessária foi simplificada. Todas essas medidas significaram um grande crescimento do público comprador de imóveis. Por um lado isso é bom, porque muito mais gente tem agora acesso à aquisição de imóveis. Mas existem também novos desafios. O aumento do crédito disponível resultou em um grande aumento dos preços dos imóveis. Ao contrário do que se imagina, preços de terra altos não são bons para as construtoras ou as incorporadoras, pois os locais disponíveis para novas construções são tão disputados e os preços de terrenos são tão altos que até as grandes empresas têm dificuldades em adquiri-los e fechar as contas dos empreendimentos. A melhor tradução para o novo milênio responde por Leopoldo 695, um edifício de estilo contemporâneo, conceituado como um edifício de apartamentos para investidores, aluguéis temporários ou pessoas que querem viver pequeno – os apartamentos têm entre 50 e 91 metros quadrados e uma planta extremamente inteligente, onde todos os espaços são muito bem ocupados –, e tão charmoso a ponto de ter uma biblioteca no hall de entrada. “Com o mercado saturado e o perfil da cidade

bastante mudado, passamos a procurar novas oportunidades, outros bairros onde um Lindenberg se fazia necessário, e as cidades do interior em pleno desenvolvimento”, explica o fundador. Se São Paulo está ficando inviável, com trânsito caótico e falta de segurança, o caminho a seguir não seria outro que não o do interior, onde ainda existem grandes áreas para grandes projetos. É o que a Lindenberg está fazendo, levando sua grife para cidades como Ribeirão Preto, Santos, Piracicaba, Campinas. Com muito sucesso.

A reedição do neoclássico interpretada no edifício Lindenberg Gironda

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Com janelões do teto ao chão, o edifício Lindenberg Light é uma das interpretações do morar no terceiro milênio

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Uma das soluções para essa situação é a redução do tamanho dos imóveis, de forma que os preços caibam no orçamento dos compradores. E nos últimos anos o tamanho dos apartamentos vem sendo reduzido e as plantas, racionalizadas. Unidades menores não são apenas resultado da concorrência do mercado, elas têm a ver com as novas formas de morar nas cidades. Casais com menos filhos, famílias não tradicionais, mais gente morando sozinha, idosos, são muitos os grupos sociais que demandam menos espaço nas moradias. Além disso, não podemos esquecer as mudanças tecnológicas: hoje em dia, coleções de discos e bibliotecas inteiras cabem dentro de aparelhinhos. Tudo converge para uma necessidade menor de espaço. Quem diria que a quitinete, aquela coitada, voltaria à moda? Pois é, voltou, só que agora localizada em bairros bacanas, repletos de opções de lazer e com o nome bem mais chique de “studio”. O problema da mobilidade na cidade e a falta de segurança fizeram surgir um novo tipo de empreendimento, muito comum nos Estados Unidos, que não pode ser considerado bairro, por ser fechado, e nem condomínio por abrigar lazer, comércio, hotel e escritórios, além de

residências. Aqui são chamados de edifícios de uso misto, em Miami de garden buildings. Localizados em terrenos grandes, esses empreendimentos reúnem, em um mesmo espaço, torres de diferentes usos: moradia, escritório, hotel e ainda contam com shopping centers com su-

Residencial com serviço é outra aposta da Lindenberg com o lançamento do edifício Leopoldo 695

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As plantas com muitos ambientes vêm sendo substituídas por espaços multifuncionais, e ambientes como a sala de visitas, a copa, os corredores e vestíbulos vão aos poucos deixando de existir. Muitos apartamentos fundem cozinha e área de serviço em um só espaço. Por outro lado, os brasileiros redescobriram as varandas, que estão cada vez maiores e de uso cada vez mais intenso, desempenhando o papel de verdadeiras salas. A TV, que por muito tempo tinha sido banida da parte mais social da casa, entra em cheio nas salas. Ninguém mais tem vergonha de as visitas verem seus grandes aparelhos de TV, que nesse período perderam o tubo, foram ficando mais finos e esbeltos e atualmente ocupam pouco mais do que o lugar de um quadro na parede. Com isso, mudaram também os sofás. Aqueles sofazinhos de visita da casa da vovó foram substituídos por sofazões mais profundos e cheios de almofadas onde a gente se inclina ou se deita para ver filmes, novelas e jogar. permercado, farmácia, livraria, lavanderia e algumas lojas, além de área de lazer com piscina, quadras poliesportivas, salas de ginástica, brinquedoteca, e até salas de reuniões. “Oferecer moradia, trabalho, lazer, serviços e outras facilidades em um mesmo espaço geográfi-

co é qualidade de vida. Admiro esses grandes empreendimentos verticais que estão sendo construídos. São verdadeiras microcidades. Tenho orgulho de ver que nossa empresa está envolvida nesse movimento de inteligência urbana”, afirma.

Formas arredondadas permitem uma visão de 180 graus no edifício Lindenberg Joaquim Macedo

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Edifício Le Grand Art Jardins uma nova linguagem arquitetônica para um novo tempo: fachada mais limpa, piscina externa e o luxo de detalhes como o piso de mármore

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Lindenberg Panamby, a versão século 21 do neoclássico

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Morando em bairros mais centrais e mais densos, e também expostos, e um trânsito caótico, parte da sociedade vem redescobrindo o uso do transporte coletivo. As maiores cidades estão construindo ou aumentando suas redes de transporte de massa, como metrôs, trens, monotrilhos, corredores de ônibus, alcançando mais regiões e permitindo que mais gente possa optar pelo transporte coletivo. É certo que muito precisa ser feito, principalmente melhorar a qualidade e o conforto, de forma que o transporte coletivo se transforme efetivamente em uma opção melhor do que o automóvel. E também é importante pensarmos em diversificar as nossas modalidades de transporte: ciclovias, compartilhamento de carros, e a combinação de todos os diferentes sistemas. E não podemos esquecer o meio mais antigo de todos: o caminhar a pé, que para isso precisamos de calçadas largas e bem mantidas, de passagens cobertas para enfrentar o frio, o sol e a chuva. E por que não pensar mais ousadamente: escadas e esteiras rolantes, passagens climatizadas, elevadores urbanos para superar os grandes desníveis, etc.? A arquiteta Rosilene Fontes confirma que a década de 2000 foi marcada pelos espaços menores, pela derrubada das paredes, a abertura de vãos, terraços espaçosos com portas-balcão maiores. O office-home, mesmo para

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quem não trabalha em casa, foi integrado com elegância à sala de estar, a cozinha deixou de ser domínio dos empregados e passou a ficar aberta para a sala e para o terraço social, cumprindo também o papel de sala de jantar.


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Inspirado nos edifícios de Fisher Island, em Miami, e nas casas do Mediterrâneo, o Los Andes é uma nova aposta da Lindenberg

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Seguindo a estética do Los Andes, o Pátio Villa Lobos também tem poucos andares e lembra uma vila

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A simplicidade das linhas retas do Lindenberg TucumĂŁ abriga apartamentos de luxo

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Outra das grandes mudanças recentes diz respeito ao serviço doméstico. Se nas décadas passadas era normal que apartamentos de classe média tivessem quartos de empregada (até mais de um), isso vai tornando-se cada vez mais raro. Cada vez menos famílias têm empregados domésticos dormindo em suas casas, e cada vez menos empregados querem isso. Todos querem ter sua casa e sua intimidade, e é muito bom que nossa sociedade esteja mudando e permitindo que mais gente tenha direito a ela. O planejamento urbano também está se transformando nos últimos anos. Várias cidades já vêm discutindo a ideia de que deve existir um número máximo de garagens por apartamento – até pouco tempo atrás só se pensava em número mínimo de vagas. Estão sendo também discutidos estímulos para as chamadas “fachadas vivas”, edifícios com aberturas para as ruas com comércio e serviços, fundamentais para manter vivas as ruas. Ao que parece, vem aí um novo modelo de cidade, mais denso, multifuncional, amigável ao pedestre. “Como os espaços estão menores, é preciso saber aproveitá-los com inteligência e valer-se da tecnologia”, avalia ela. Mesmo que o próprio Adolpho Lindenberg

tenha dito em uma entrevista: “Na década de 1950 construímos centenas de residências em estilo colonial, por achar que o estilo era mais adequado aos nossos clima e cultura.

No litoral norte de São Paulo, no edifício Porto Seguro todos os apartamentos dão vista para o mar

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É certo também que são muitos os desafios deixados pelo passado, que precisamos enfrentar. São milhões de pessoas vivendo em favelas, em loteamentos irregulares e clandestinos, em cortiços, sob fios de alta tensão e em terrenos contaminados. Ao mesmo tempo, são muitos os monótonos bairros-dormitórios, os grandes condomínios que não se abrem para as ruas, produzindo espaços urbanos pouco qualificados. O desafio para os próximos 60 anos passa pela produção de espaços públicos de qualidade nas cidades brasileiras. Nas décadas de 60, 70 e 80 construímos edifícios em estilo neoclássico ou mediterrâneo. Hoje, no entanto, inclino-me a julgar que o ideal a ser seguido pelos nossos arquitetos de-

veria ser o de uma arquitetura autenticamente brasileira, adequada ao nosso clima e às nossas tradições, independentemente dos modismos internacionais”.

O neoclássico revisitado no Lindenberg Jardim Paulista: a estética de ontem aplicada à de hoje

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Villas Lindenberg: com jeito e tamanho de casa e toda a seguranรงa dos apartamentos

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seis décadas de arquitetura empresarial P

or incrível que pareça, até o início do século 20 São Paulo era uma cidade sem nenhuma importância no cenário político e econômico do Brasil. Todas as atenções estavam voltadas para a capital, o Rio de Janeiro, e a hoje maior e mais importante cidade da América Latina não passava de uma província sem grandes atrativos. O dinheiro estava nas grandes fazendas de café espalhadas pelo interior do Estado, que usavam São Paulo como ponto de passagem da ferrovia que levava o “ouro negro” para embarcar em Santos.

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Guarujá, anos 1960, Casa Grande Hotel, um casarão colonial de frente para a Praia da Enseada é a tradução do conforto e sofisticação em hospedagem

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As coisas foram mudando aos poucos com a chegada dos imigrantes que vinham para trabalhar nas fazendas, outros, com perfil comercial, abriam pequenos negócios na cidade. Quase ao mesmo tempo em que a elite cafeeira decide mudar-se para a cidade, e construir casarões no centro, nas vizinhanças dos Campos Elyseos, onde ficava o Palácio do Governo. Devido a essas mudanças e ao crescimento da população, a cidade foi espalhando-se em várias direções, sendo o “triângulo histórico” – que compreende os Largos São Francisco, São Bento e a Praça da Sé – escolhido para receber empresas, bancos, financeiras, escritórios. O primeiro edifício a ser construído na cidade, que até então só tinha prédios com, no máximo, quatro andares, foi o Sampaio Moreira, na Rua Líbero Badaró. O “arranha-céu” tinha 12 pavimentos, 50 metros de altura e uma fachada que resume o estilo eclético que imperava em São Paulo. Por anos, o Sampaio Moreira foi considerado o mais alto edifício do País, sendo superado pelo Martinelli, inaugurado em 1934. O novo concorrente ocupava a esquina das ruas São Bento, São João e Líbero Badaró, tinha 105 metros de altura e 30 andares feitos de alvenaria de tijolo e estrutura de concreto: Um verdadeiro “arranha-céu”. Foi assim que começou a ocupação do Centro Histórico de São Paulo, que por décadas foi o coração pulsante da locomotiva São Paulo. Até que, em 1970, o Centro, mesmo com sua estrutura consolidada e ocupado por grandes corporações, começou a sentir os primeiros sintomas de abandono. O futuro apontava para a Avenida Paulista, projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, uma extensa via plana no alto de um espigão, no estilo das avenidas europeias, a primeira via asfaltada da cidade, e ocupada pelos casarões dos barões do café, que desde os anos 1950 se incomodavam com o comércio que começava a rodear a avenida, e procurava bairros mais exclusivos para se instalar, ainda em casarões ou, extrema ousadia, nos edifícios de altíssimo luxo erguidos por Lindenberg. A interpretação da Lindenberg para a escola ideal está na arquitetura do Colégio Santo Américo

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São cinco edifícios comerciais construídos pela Lindenberg na Avenida Paulista, o Quinta Avenida é um deles

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Já no final dos anos 1960, começo de 1970, ao construir o Brazilian Financial Center, a Lindenberg teve a ideia de colocar uma praça de serviço em seu lobby, uma tendência que veio a se firmar quase 30 anos mais tarde

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Ousado como sempre, Adolpho Lindenberg tinha levantado alguns edifícios comerciais no Centro, como o Condomínio Edifício Grande São Paulo, da Líbero Badaró, que tinha como diferencial a garagem vertical, ou seja, um elevador levava o automóvel até o andar, o carro era manobrado, estacionado e estava resolvido o problema de estacionamento. Mas foi na Avenida Paulista que a concha da Construtora Adolpho Lindenberg começou a brilhar ao ser convidada para construir as sedes das principais instituições financeiras do País, que até então ocupavam a Rua da Boa Vista, no Centro da cidade. O imponente Banco Mercantil, da família Bueno Vidigal, foi o primeiro a se mudar, levando a tiracolo sua financeira, a Finasa (comprada pelo Bradesco), a sede paulistana do Banco de investimentos Bozano Simonsen, que pertencia a Júlio Bozano e a Mario Henrique Simonsen, que acabou sendo comprado pelo Santander e a sede do Banco Real, da família Faria, hoje também incorporado ao Santander.

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Construído para uma das maiores metalúrgicas de cobre do Brasil, o edifício Eluma é um marco na Avenida Paulista

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Residencial Augusta, o primeiro apart-hotel do Brasil

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Residencial L’Ermitage, construído nos anos 1980, antes de os flats residenciais virarem moda

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O Parque Iguatemi, erguido nos anos 1970, também tinha espaços para comércio nos primeiros andares

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A arquitetura bancária proposta por Lindenberg traduzia a ideia de tradição e solidez, com paredes largas, lobbies imponentes, pés-direitos altíssimos, chão de mármore, gradis de ferro trabalhados. Mas não era do feitio da Lindenberg ficar restrita a uma única área. E assim que a Avenida Nações Unidas, a Marginal Pinheiros, ficou pronta, a construtora ergueu o Edifício Mendes Caldeira, na esquina com a Avenida Rebouças. Pouco antes ele havia construído na Rua Hungria o Torre Molinos, prédio comercial de estilo mediterrâneo, que abrigava dezenas de novas confecções paulistanas que começavam a fazer sucesso. E assim foram instalando seus edifícios de concreto aparente e vidro, todos com ar condicionado, pelas alamedas nos Jardins, a Avenida Faria Lima, depois a Vila Olímpia, o Ibirapuera, a Vila Mariana... Como dizia Adolpho Lindenberg: “Seguíamos para onde a cidade estava crescendo”. Foram cerca de 60 edifícios comerciais construídos na década de 1970, já a década seguinte foi menos pródiga em termos de empreendimentos, uma vez que o País atravessava uma das piores crises de sua história. É dessa década o Beka, um pequeno prédio com a fachada toda de vidro e a primeira parede verde, hoje ecologicamente corretíssima, e o Edifício Paulista Atrium, na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, com fachada de vidro do teto ao chão, e escritórios com cerca de 90 metros quadrados. O que os anos 1980 trouxeram de bom para a arquitetura comercial foi o uso da pele de vidro, substituindo o tradicional vidro por um novo produto feito de vidro mas que recebia uma película metálica que rebatia a luz do sol, diminuindo, assim, a incidência do calor nos ambientes, o que resultava em economia de energia elétrica e ar condicionado. Além de emprestar modernidade aos projetos, as peles de vidro eram fáceis de limpar e manter e agilizavam o sistema de construção reduzindo custos. Essas torres envidraçadas, inspiradas no modelo americano de arquitetura comercial, eram ecologicamente mais saudáveis, mesmo provocando discussões entre os arquitetos a favor e contra. Institucionalizada nos anos 1990, a Lindenberg levou a pele de vidro para alguns edifícios residenciais de alto luxo com grande sucesso. A primeira empresa a acreditar no potencial da Avenida das Nações Unidas foi a Mendes Caldeira, que se instalou na esquina da Avenida Rebouças

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Um mini-shopping center era ideia revolucionรกria nos anos 1970, quando a Lindenberg construiu o Cal Center, na Rua Iguatemi, hoje Avenida Faria Lima

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Depois de levar a concha vermelha da Lindenberg para a Avenida Paulista, foi a vez da Avenida Faria Lima ser ocupada por edifĂ­cios da grife, como o Centro Empresarial Mario Garnero

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Portentoso e sólido como deve ser um banco, o edifício ocupado hoje pelo Bradesco foi erguido para o Banco Mercantil de São Paulo

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Adolpho Lindenberg sempre gostou de um desafio, e entre edifícios e casas que construía abriu espaço em suas pranchetas para projetar hotéis, indústrias e escolas. É dele o projeto do Colégio Santo Américo quando esse se mudou do bairro de Santa Cecília para o Morumbi, o hotel Casa Grande na Praia da Enseada, no Guarujá, um típico exemplo do colonial brasileiro; são dele os hotéis Tropical de Manaus, de estilo colonial e Tropical Santarém e sua curiosa planta em forma de meia-lua; os hospitais Açominas, em Minas Gerais e o Cruz Azul, na Avenida Lins de Vasconcelos, em São Paulo e plantas industriais para a Sambra, no Paraná, e a Cobrasma, empresas que já encerraram suas atividades, entre outros projetos. Inovador, o Condomínio edifício Grande São Paulo, na Rua Líbero Badaró, tinha vagas para até seis carros em cada andar

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O novo milênio levou a Lindenberg para o interior. Grandes cidades como Campinas e Ribeirão Preto clamavam pelo padrão Lindenberg e ainda permitiam a implantação de um novo conceito, os empreendimentos de mixed-use, que reuniam em um único terreno moradia, trabalho e conveniência, ou seja: uma torre para residência, uma torre para escritórios, e um mall para serviços e lazer, todos com entradas independentes. Surgia, assim, a linha Trio by Lindenberg, que teve o Trio Ribeirão Home como primeiro lançamento, em 2010, seguido pelo Trio by Lindenberg, em Piracicaba, lançado em 2013, um edifício de uso misto que combina comercial, residencial, convenções e lojas. Nessa mesma época começou a ser construído o Timboril, também em Piracicaba, um condomínio residencial de alto padrão, com apartamentos de 213 metros quadrados e todos os diferenciais em termos de lazer e tecnologia que fazem cada Lindenberg único. Edifício Mauro Paes de Almeida, 13 andares e quase dois mil metros quadrados de área locável, na Rua Padre João Manuel

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Outro selo de qualidade Lindenberg foi lançado nesse começo do século 21: o Win-Work. Torres comerciais de arquitetura contemporânea, plantas corporativas, janelões do teto ao chão com vista, terraços abertos sobre a cidade, e toda a tecnologia e automação que os escritórios atuais necessitam. A coleção Win-Work se espalha por São Paulo e já desceu a serra chegando a Santos, com imenso sucesso. Se em 1954 o engenheiro Adolpho Lindenberg teve a visão de fazer casas de estilo colonial, depois construir edifícios neoclássicos que se transformaram em sinônimo de padrão de qualidade, hoje ele aposta na nova geração, acredita nas mudanças que os novos tempos pedem, buscando soluções inteligentes para essas mudanças. E continua reinventando a empresa que criou. Win Work é uma nova coleção de edifícios comerciais criados pela Lindenberg, construídos com tudo o que um escritório moderno precisa, inclusive vista panorâmica como no Win Work Pinheiros

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Nesses 60 anos, muitos profissionais passaram pela Construtora Adolpho Lindenberg. Alberto Olivetti . Abramino Mário Cantoni . Adalberto Luiz Nascimento . Adalberto Porfírio Silvestre . Adão Pires De Jesus . Adelino Dias . Adelzira Helena Curvina . Ademar de Freitas Barbosa . Ademar Francisco Santos . Ademar José Silva . Ademar Santos Silva . Ademar Tavares Santos . Ademilson Feliz Silva . Adenildo Pereira Lima . Aderbal Ramão Peçanha Lima . Aderildes Jordan Joaquim . Adhemar Aparecido Assis Pereira . Adilsom Matos . Adilson Antunes Coelho . Adilson Nunes Miranda . Adolfo Cezar Laurindo . Adolfo Sousa Filho . Adolpho Lindenberg . Adolpho Lindenberg Filho . Adriana Di Mario . Adriana Silveira Santos . Adriano Baroni Marinho Oliveira . Adriano de Oliveira Moreira . Adriano Oliveira Crus . Advanil Oliveira Cabral Júnior . Afonso José Fovich . Afonso Nazareno Ferreira Santos . Afranio Soares Machado . Agenor Guerra Correa Filho . Agnaldo Cabral Silva . Agnaldo Godoy . Agostinho Pereira Sampaio . Aguinaldo Inácio Martins . Agustinho Ferreira Sampaio . Ahmad Alli Majdoub . Ailton Heiras Sousa . Ailton Severino Guedes . Airton Buzan . Airton José Almeida . Akihiro Zaima . Alan da Silva Alves . Alan Kardec Duarte Gomes . Alan Mota de Lira . Alaor Custódio Farias . Alberto José Silva . Alberto Manoel Pereira . Alberto Mattos de Souza . Alcebíades Batista Santos . Alcides Lopes Ortega Filho . Alcides Penha . Alcídia Maria de Oliveira . Aldo Antônio Silva . Aldo Constantino Oliveira . Alecsandra Aparecida Araújo Barbosa . Alecxandro Silva Chaves . Alessandro Pereira Rodrigues . Alex Fukugauchi Bravo . Alex Jesus Sousa Santos . Alex Manesco . Alexandra Navega . Alexandre Basile Chatzoglou . Alexandre Ferreira Silva . Alexandre Marcos Amorim . Alexandre Mastrocessario Silva . Alexandre Nunes Ferreira . Alexandre Roberto Gaudio . Alexandre Santana Loyola . Alexandre Silva Loula . Alexandre Tarin Ibañez . Alexandre Tavares de Gouvea . Alexandre Weber Vasconcelos . Alexis de Jesus Souza . Alfonso Antônio Loicano . Alfonso Demartino . Alfredo Napolion Rachid . Alfredo Ricciarde Godoy . Aline Cardoso dos Santos . Aline Cristina Nagy . Aline Pereira Reginaldo . Alinne Telloli Trassi Martins . Allison Francisco Rezende . Almir da Rocha Alves . Almir Lourenço Tavares . Almir Rodrigues Silva . Alonso Paulino Cordeiro . Altair Amaro Silva . Altamiro Salvador Freitas Rocha . Aluizio Monteiro Lopes . Alvair Lopes Costa . Alzira Kazuko Taniguchi . Alzira Maria Nunes . Alziro Zarur Rosa . Amadeu Perreira Lago . Amália Fernandez Gomes . Amanda Cristina Beneton . Amanda Nunes Reis . Amarão Pereira Santos . Amarildo Garcia Silva . Amarildo Gardinalli . Amarildo Lopes Araújo . Amarilson Jesus Lopes . Amauri Scarano Copori . Américo Hazuo Kanda . Amilton Edson Espinosa Torrico . Ana Carolina dos Santos Furão . Ana Claudia da Silva Sousa . Ana Laura de Mendonça Anselmo . Ana Lourdes Zeferino . Ana Maria Gomes Teixeira . Ana Ligia de Souza . Ana Paula de Oliveira Amorim Tominaga . Ana Paula Franco . Ana Paula Luggeri Anselmo Rodrigues de Vasconcellos . Ana Paula Ribas D’Ávila Rocha . Ana Paula Ribeiro de Araújo . Ananias Gomes Silva Filho . Anderson da Silva Reis . Anderson Lira . Anderson Martins de Almeida . Anderson Pereira Cavalca . Anderson Rodrigues da Silva . André Alonso Pires . André do Nascimento Ferreira . André Ferreira . André Gonzales Molina . André Lázaro Palomo . André Luiz Calejan . André Luiz Gomes dos Santos . André Pecci Brandão . Andrea Carvalho Fonseca . Andrea da Conceição . Andrea Evangelista Terezzino . Andrea Pacheco Silva . Andreia Albuquerque da Silva . Andreia Alves da Silva . Andreia Erika Hotta . Andreia Perez Garcia Giacomelli . Anedino Moreira Luz . Angel Miguel Latorre Real . Ângela Maria Matta . Ângela Maria Mazetto . Angélica Onishi . Angélica Pigola . Angelina Malagrino . Ângelo Sanchez Marim Bacolam . Anísio Silva . Anna Paola Conti . Antonieta Vedoelli . Antônio Alicindo Ribeiro . Antônio Alves Souza . Antônio Aparecido Moura . Antônio Augusto Menezes Lopes . Antônio Augusto Sá Iponema . Antônio Bassini . Antônio Borrego Esquina . Antônio Braz Santos . Antônio Calvacanti Bezerra . Antônio Cândido Lara Duca . Antônio Carlos Armelin . Antônio Carlos Bachan . Antônio Carlos Flaquer Rocha . Antônio Carlos Freitas . Antônio Carlos Furquim Almeida . Antônio Carlos Guimarães . Antônio Carlos Macedo . Antônio Carlos Pereira Primo . Antônio Carlos Santos . Antônio Carlos Serra . Antônio Carlos Silva . Antônio Carlos Lemenhe Ortiz . Antônio Celso Neves Nóbrega . Antônio Charles Nader . Antônio Dorival Profito . Antônio Elias Santos . Antônio Eugênio Delfino . Antônio Evaristo Souza Neto . Antônio Felicimo Eiji Iobe . Antônio Fernando Terra . Antônio Francisco Firmino . Antônio Francisco Sampaio . Antônio Gomes Martins . Antônio José de Moraes . Antônio Lima Filho . Antônio Luiz Carvalho Viggiano . Antônio Luiz Rosário . Antônio Manoel Silva . Antônio Marmo Costa . Antônio Neves . Antônio Ney Barroso . Antônio Oliveira Campos . Antônio Pádua Sá Ipanema . Antônio Patrício Francelino . Antônio Reis Melo . Antônio Roberto Marcelino Leite . Antônio Rolim Galvão . Antônio Santos Cecílio Neto . Antônio Siqueira Filho . Antônio Soares . Antônio Soares Cavalcante . Antônio Soares Vieira . Antônio Tadeu Martins . Antônio Vieira . Antônio Carlos Cardacci . Aparecida Beraldo . Aparecida Lúcia Campos Silva . Aparecida Teodoro Moreira . Aparecido Donizete Correa Gonçalves . Aparecido Lílio Lacerda Silva . Aparecido Mariano Filho . Aparecido Nascimento . Arcel Kater . Ariane Bedutti Ribeiro . Ariovaldo Luciano Moraes . Arisóteles Matos Souza . Aristeo Pereira . Armando Broggi . Armando Martins Netto . Armando Salvador . Armen Yeghia Asdourian . Arnaldo Dias Bezerra . Arnaldo Machado Camargo . Arnaldo Marino Santos . Arnaldo Martins Pinto . Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira . Aroldo Walter Liberatori . Arquimedes Cachiado Souza . Artemis dos Santos Teles . Arthur Yataka Moriya . Artur Cavallari . Artur Roberto Lima Fuchs . Ary Netto Mello . Ary Nicoletti . Atsuyochi Saita . Audálio Alves Silva . Augusto Azevedo . Augusto Cid Otero . Aureliano Marques Neto . Aurélio Antônio Oliveira Melo . Bárbara Barbosa Moreira . Basile Saggal Filho . Beatriz Bezerra Francisco . Beatriz Serafim Modesto . Benedicto Perdiz Arcuri . Benedito Almeida . Benedito Alves Da Costa . Benedito José Trindade . Benedito Sidauto Peres . Benito Domenico Júnior . Bernardeth Terezinha de Arantes . Bernardino Pereira Rodrigues . Braz Everaldo de Oliveira . Bruna Bianca Afonso Deiab . Bruna Cristina da Silva . Bruna Dabus Soares Fonseca . Bruna Daniele Jorge Amorim . Bruno Alves Pecci . Bruno de Lima Cunha . Bruno Lozada Simões . Bruno Silveira Diniz . Cacilda Cardoso Faria . Caetano Fernando Domenico . Caio Delcole Coelho de Oliveira . Caio Mathias Cirillo . Camila Aparecida Vallim de Melo . Camila Costa Rodrigues . Camila Perassoli de Meo . Camila Sartorelli Venturini . Carla Cristiane Silva Muralo . Carla Isabel Marques Fernandes . Carlos José Ribeiro Querne . Carlos Alberto Ávila . Carlos Alberto Burguez . Carlos Alberto de Sylos . Carlos Alberto Fortes Ramos . Carlos Alberto Ianelli . Carlos Alberto Lope . Carlos Alberto Oliveira . Carlos Alberto Pedroso . Carlos Alberto Russo . Carlos Alberto Silva . Carlos Alberto Souza Pereira . Carlos Alberto Souza Santos . Carlos Alberto Tadeu Prioli . Carlos Alexandre da Silva . Carlos Anezio Pereira . Carlos Antônio Nunes . Carlos Antônio Paiva . Carlos Antônio Silva Santos . Carlos Aparecido Gomes . Carlos Augusto Alves dos Santos . Carlos Augusto Cabral Raposo . Carlos Aun Machado . Carlos Caciano Neves Moura . Carlos Chiconeli . Carlos Cleiber Santos Leite . Carlos David Silva . Carlos Edmundo Zarzur . Carlos Eduardo Ferreira Lagos . Carlos Eduardo Marques . Carlos Eduardo Matos Araújo . Carlos Eduardo Oliveira Costa . Carlos Eduardo Ramos Mendes . Carlos Eduardo Rocha . Carlos Gomes Veros . Carlos Henrique Fogaça Almeida . Carlos Humberto Nascimento da Costa . Carlos Humberto Vieira Silva . Carlos Ivo Bruning . Carlos Jorge Souza Barros . Carlos Jurado Filho . Carlos Magno Alcântara . Carlos Moacir Cosa De Oliveira . Carlos Nogueira Silva . Carlos Pereira . Carlos Roberto Blanco . Carlos Roberto Fiorini Delfino . Carlos Roberto Fontes Rocha . Carlos Roberto Santos Polacco . Carlos Rouberto Lourenço . Carlos Ruperto Salas Contreras . Carlos Schneider . Carmem Lúcia Carelli Lopes . Carmen Fátima Matuck . Carota Ribeiro Couto Fargas . Cassilda Jesus Batista . Cássio Cristian Rodrigues . Cláudio Humberto Ramos . Cláudio Roberto Motta . Cecília Lúcia Ferreira . Célio Caselgrandi Duarte . Célio Cássio Fernandes . Célio Edmur Zacarias Marano . Célio Romero Souza . Celso Atienza . Celso Fábio Augusto Lima Filho . Celso Luiz Damasco Júnior . Celso Navarro Cipolli . Celso Naves Lemos . Celso Pacheco . Celso Renato Gomes . César Antônio Brasil . César Antônio Facchini . César Antônio Purgato . César Augusto Silva . César Elias Prado . César Martinez Correa . César Nascimento . Charles Jerry Scanferle . Christiana Braga Furtado . Christiane Gomes Andrade E. Silva . Christine Toledo . Chucri Antônio Choukri . Cícero Alberto Mineiro . Cíntia Kawamura Sato . Cíntia Mayumy Ogoshi da Silva . Cirlene Lopes . Ciro Gesse Souza . Clara Silva Amaro . Cláudia Campos Carvalho . Cláudia Mattos de Souza . Claudine Freire Jardim . Cláudio Antônio Guimalhães . Cláudio Benvenuto Melo Lima . Cláudio Costa . Cláudio Fisch . Cláudio Hiromi Azuma . Cláudio Nogueira . Cláudio Peck Amaral . Claudionor Santana Gonçalves . Clay Regazzoni Monteiro . Cleide Aparecida Nogueira . Cleide Malagrino Menezes . Cleiton Gomes da Silva . Cleonice Estrela Cabral . Cleula Costa Corrêa Silveira . Cleusa Ignácio Ribeiro . Clodoaldo Alves Castro . Clóvis Soares Mendença Filho . Cristiane Bezerra da Silva . Cristiane da Cruz Sousa Silva . Cristiane Dias Santos . Cristiane Ribeiro de Oliveira . Cristianne Gomes Pantaleão . Cristiano Paulino Bernati . Cristina Mayumi Saito Samesima . Cyro Lebrão . Dáfne Souza Tonini . Daiane Apolinário Barboza . Daiane Cristina Vitoriano Rodrigues . Daniel Alves Guariroba . Daniel Augusto Mello Moser . Daniel Bernadini . Daniel Ferreira Silva . Daniel Pinto Barros . Daniel Prudêncio de Mendonca . Daniel Santos . Daniel Santos de Oliveira . Daniel Stapf dos Santos . Daniel Toti . Daniele Franco Nobre Carmo . Danilo Moraes Sardinha . Dárcio Bernabé Junqueira . David Chucid . David Clecius da Silva Pereira . Débora Monteiro da Rocha Ferreira . Débora Morales Baptista . Deise Monique Nakashima . Deise Sadako Osako . Deiseane Ramos dos Santos . Demósthenes Castro Ruffilli . Denez Diniz Silva . Denilson dos Santos Lima . Denilson Soares dos Santos . Denise Néri Silva . Denizard Simoni Terenzzo . Derival Santana Lima . Diego Augusto Picerni Sarmento . Diego Camargo Uzzun . Diego dos Santos Frasão . Diego Gomes Basílio Fernandes . Dimitrios Viana Revinthis . Diogo Marques Sabetta . Diogo Sá Moraes de Toledo . Diogo Santiago Esmolares . Diogo Toríbio . Dirce Ramos Ribeiro . Dirceu José Martins Braga . Domingos Jordão da Silva . Donato Calcagnito . Donato Menezes de Oliveira . Donizete Gomes Cruz . Dorival Fernandes . Dorival Lima Ramos . Douglas Cosme Françati . Douglas de Lima Santos . Durval Antônio Soares . Ed Carlos Lima Barbosa . Edcarlos Rodrigues Prates . Eden Ruiz . Ederson Queiroz de Freitas . Edésio Lima Nascimento . Edevaldo Bento Silva . Edevan Vasconcelos Góis . Edgar Borges de Oliveira . Edgard Gomes Martins . Edgard Pereira Silva . Ediceu Souza Nunes . Edilene Monteiro de Barros . Edilson Rocha . Edimilson Blanez Coutinho . Edina Josefina Selvaggio . Edinalva Caetano Silva Grotto . Edinei José Garcia . Edison Gomes Silva . Edivaldo Assunção de Jesus . Edízio Santos Dias Filho . Edmar Lopes Prado . Edmilson Quaresma Pereira . Edmilson Ribeiro Almeida . Edmilson Silva Lima . Edmir Vieira Sousa . Edna Aparecida Mendonça Rocha . Edna Guilleln . Ednaldo Araújo dos Santos . Ednei Lúcio Bruno . Ednéia Aparecida Agostini . Ednéia Cunha Claro . Edno César Israel Mocelim . Edrei Marcelo Rodrigues

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A todos os atuais e ex-funcionários, o nosso muito obrigado dos Santos . Edson Carlos Pacheco . Edson Edsel Rossi . Edson Mangetti Pereira da Silva . Edson Meireles da Costa . Edson Rodrigues de Sá Júnior . Edson Talpo . Edson Yoiti Nishimura . Eduardo Antônio Bragaglia Filho . Eduardo Augusto Placco Hungria . Eduardo Cavali Jorge . Eduardo Faria Costa Coelho . Eduardo Fortunato Cândido . Eduardo Manoel Soeiro Domingues . Eduardo Moreira do Carmo . Eduardo Santos Barbosa . Eduardo Souza Silva . Edvaldo União Santos . Edvandro Soares Aguiar . Elba Viegas . Elber Valério . Elenice Loebel . Eli Augusto Castro . Eli de Amorim Cardoso . Eliana Fonseca . Eliane Gonçalves Mendes . Elias Dandas Varvalho . Elias Fernando Santos . Eliena E. Fernandes . Eliezer Davi Vaz . Élio Florentino Santos . Elis Roberta Boeno Carneiro . Elisa Silva Maretti . Elisabete Carvalho Sousa . Elisangela Sobreira dos Santos . Eliseu Wagner Santos . Elizangela Rodrigues do Nascimento . Elizeu Faria Lamblem . Ellen Kleinberg . Elmo Silva Lima . Eloisa Silveira Silva . Elvis Rodrigues Freitas . Elvis Souza Paula . Elza Aparecida Bueno Cunha . Elza Moreira Silva . Emerson Aparecido Alves . Emerson Capistano Silva . Emerson Macedo Oliveira . Emilene Miossi . Emília Gonzales Iglésias . Enéas Costa Pinto . Epitácio Pinheiro Rodrigues . Erbes Duarte Novaes Júnior . Erik Alves Santos . Ernandes Soares Silva Filho . Ernando Pimentel Constantino . Ernest Christian Kuhn . Esmeralda Barbosa Castro . Estela Rodrigues Paula . Estradis Lázaro Peridis . Etevaldo Alex Moraes . Eudia Batista Silva . Eugênio Miranda . Eurides José Pereira . Evaldo Gavilan . Evandro Félix Oliveira . Evandro Galvão Dias . Evandro Lima Leonardo . Evelin de Rezende Matos Viana . Expedito Eronivaldo Cruz . Ezequiel Camilo Santos . Ezequiel Marrafon . Fabiana Guandalini . Fabiana Ramos Pereira . Fabiano Martins Lupinacci . Fábio Costa Fonseca . Fábio Duarte . Fábio José de Almeida . Fábio José Fagundes . Fábio Mota Martins . Fábio Pereira Andrades . Fábio Pinto da Silva . Fábio Popak Maria . Fábio Rafaldi Pereira . Fábio Silva Baccaro Júnior . Fabrício Nascimento Yamada . Fabrício Ribas Chicca . Fátima Lully Yadoya . Felipe Barreto Rios . Felipe Costa . Felipe Costa Simões . Felipe Fernandes de Oliveira . Felipe Monteiro Honorato . Felipe Oliveira Viana . Felipe Paolucci Herculino . Felipe Vilaça Maia de Oliveira . Felippe Roberto Correia . Fernanda Bossolani Pontes . Fernanda de Almeida e Silva . Fernanda de Lima Sbrana . Fernanda Gandra de Almeida . Fernanda Garcia Macedo . Fernanda Grimberg Vaz de Campos . Fernanda Mendes Vieira . Fernanda Silvano Oliveira . Fernando Antônio Florian de Carvalho . Fernando Antônio Ribeiro Torres . Fernando do Nascimento Pereira . Fernando Fernandes Bueno . Fernando Lindenberg Gravina . Fernando Manoel Cardoso Gonçalves . Fernando Rolim Loureiro Júnior . Fernando Santos Carvalho . Fernando Shioji Murakami . Filomeno Rodrigues Rocha . Flávia Aniela Mathias . Flávia Campos Da Fonseca . Flávia de Souza Rodrigues . Flávia Nunes . Flávio Braga Andrade . Flávio Garcia Oliveira . Flávio Gomes do Nascimento . Flávio Haddad Buazar . Flávio José Silva Filho . Flávio Potame Júnior . Floriano Menezes Xavier . Francisco Antônio Carvalho Jr. Francisco Antônio Pereira . Francisco Aparecido Oliveira Lima . Francisco Aparecido Silva . Francisco Arcângelo Chaves . Francisco Assis Martins . Francisco Barros Cavalcante . Francisco Borges Silva Neto . Francisco Carlos Costa Rocha . Francisco Cleiton Silva Souza . Francisco das Chagas Ferreira . Francisco das Chagas Lima . Francisco das Chagas Silva . Francisco Eduardo Matarazzo . Francisco Giaquinto . Francisco Gilmar Marques Costa . Francisco Itamar Andrade . Francisco Jacinto dos Santos . Francisco José Lopes Macedo . Francisco Max Araújo . Francisco Muratori Neto . Francisco Santa Cruz . Francisco Vanderles Bezerra Sesse . Franklin Silveira Bérgamo . Gabriel Nascimento Santos . Gabriel Nunes Pelikian . Gabriel Ribeiro Santos . Gabriela Rocha . Geane Gercina dos Santos Silva . Gelson Francisco Silva . Genilson Pereira da Silva . Geovane Pedro Santos . Geraldo Agustinho da Silva . Geraldo Aparecido Santiago . Geraldo Cauduro Cabral . Geraldo Cobero Corrêa . Geraldo Rury . Geraldo Santana . Germano Santos Carreira . Gerson Pereira Domingues . Gerson Silva Viana . Gessi Valdo Santos . Gilberto Bonifácio Oliveira . Gilberto Cruz . Gilberto Francisco Auxílio . Gilberto Fulgêncio Hachmann . Gilberto Kovacs . Gilberto Pereira Júnior . Gilberto Ribeiro Júnior . Gilberto Santos Mota . Gilberto Silva Oliveira . Gilmar Amâncio Silva . Gilmar Caetano Silva . Gilmar Silva . Gilmendes Barbosa dos Santos . Gilson Francisco Costa e Silva . Gilvândio José Silva . Gilvano Gomes da Costa Souza . Giorgio Lorenzo Maria Vanossi . Girlandio Silva dos Santos . Gisela Rodrigues Oliveira Campos . Giselda Mara Barbosa . Gisele Corrêa Biancardi . Glauco Alexandre Meneguello . Glaycon Levy Rodrigues Gabriel . Glenn Atafforf Souza . Glória Fátima Ramos Silva . Gonçalo Tadeu Prado Pessa . Guilherme Braz Francisco . Guilherme Fernandes Munhoz . Guilherme Guastella . Guilherme Manzi . Guilherme Pereira Sanchez . Gustavo Freitas de Natale . Gustavo Silva Delfante . Gutenberg dos Santos Martins . Hailton Andrade Sampaio . Hamilton Coimbra Santos . Hamilton Heiras Souza . Hamilton Pires Jacobina . Haremi Yonezaki . Hazime Kato . Hélber Correa de Lima . Helena Fátima Siqueira Souza . Hélio Batista Rocha . Hélio Lanza Júnior . Hélio Mota Martins . Hélio Yukio Higa . Hellen de Lima Santos . Heloísa Coelho Espinasso . Henrique Borges de Camargo . Henrique de Pedro . Henrique Tadeu dos Santos . Heônio do Nascimento . Herbert Dantas dos Santos . Hermes di Giacomo Strucchi . Hermeson Cirino de Castro Pereira . Higor Natan Teixeira . Hiromi Nakamura . Hitoshi Kuribara . Hugo Leonardo Dias Massa . Humberto Ronsini . Hussel Kleyton Miranda Carvalho . Idelino Garcia Olivera . Ilona Silva . Inezita Almeida Lima Silva . Iracema Melchior Arruda . Irapuan Lopes da Silva . Irídio Souza . Irisvaldo Jesus dos Santos . Isabel Luqueze Galvão . Isaías Inácio Cordeiro . Isaías Silva . Isaías Wesley Pimentel . Isilda Aro Pedrigoza . Ismael Baptista . Ivaldilson Ferreira Santos . Ivan Estradis Lázaro Peridis . Ivan Rea . Ivan Zantut Nutti . Ivan Zarif Neto . Ivanilda Alves de Oliveira Sousa . Ivete Porto . Ivo Tomaz Messias . Izabel Cristina Mota Roldan . Izabela Scheeffer Curvo Leite . Izaías Pantaleão . Izilda Fátima Silva . Jacinta Francisco Moraes . Jacinto Francisco de Moraes . Jacira Moreira Santana . Jaciro Barbosa Sá . Jacqueline Joaquina Neto . Jaide Soares Silva . Jailson dos Santos Nogueira . Jaílson Pereira Dias . Jaílson Vieira Cavalcante . Jaime Alves Miller . Jaime Ferreira Silva . Jaime Orlando Salgado Costa . Jair Alves Cabral . Jair Gonçalves . Jairo Dolabela da Silva . Jairo Godinho Júnior . Jairo Souza . James Wilson Pereira . Janaina Credidio Turco . Jânio Carlos Galzo . Jarbas Vieira . Jari Gomes Miranda . Jason Paulino Amaral . Jaurez Oliveira Pinto . Jean Nezis . Jeferson Fideles da Silva . Jeferson Luiz Cortizo Banos . Jeferson Rodrinelli Gonçalves dos Reis . Jefferson Marques Serafim . Jersey Prichinara . Jesse Furquim Eugênio . Jéssica Barros Teixeira de Siqueira . Jéssica Diogo Cerruti . Jéssica Lambardi . Jesus Benedito Alegret Freire . Jesus Leopoldino Silva . Jeziel Silva . Jivaldo Dantas Moura . Joana Marcia Silva Sousa Rodrigues . João Alberto Lazarin . João Alzani Filho . João Araújo Pinto Neto . João Batista Figueredo . João Batista Lisboa Neto . João Bosco Régis . João Camilo Silva Júnior . João Carlos Andolfo . João Carlos Coutinho . João Carlos Ignácio . João Castelini . João Emílio Silva Filho . João Evangelista Pereira da Silva . João Fernandes Mansilha . João Henrique Godoy . João José Gomes . João Kosiura . João Liberato Melo Filho . João Luiz Fernandes . João Manuel Bravo Caldeira . João Marden Gomes . João Maurício Merege . João Máximo Silva . João Paulo Ometto Franco . João Roberto Ferrara . João Severino Cordeiro . João Silva Carvalho . Joaquim Donizete Costa . Joaquim Herrero Domingos Júnior . Joaquim Novaes . Joaquim Pereira Leite . Joaquim Tavarez . Jocy Nolasco Leal . Joel Corrêa Lima . Joel Martins Rodrigues . Joel Ribeiro Gomes Pereira . Jonadab Nascimento Rocha . Jorge Batista . Jorge Ibraim Clorado . Jorge Isidoro Barrella . Jorge Luiz Ribeiro Querne . Jorge Luiz Santos Farias . Jorge Luiz Vida . Jorge Maurício Del Campo Ortiz . Jorge Paixão Brito Bruno . Jorge Polacco . Jorge Teruishi Watanabe . Jorge Ubirajara Greg Nani . Jorge Vicente Zakynthinos . Josafá Santos Daniel . José Roberto Pereira . José Aderaldo Santana . José Alberto Rodrigues de Sousa . José Anderson Oliveira dos Santos . José Antônio Braga Ribeiro . José Antônio Bueno Souza . José Antônio Gomes . José Antônio Rosa . José Antônio Salve . José Augusto Freitas da Silva . José Augusto Moreira Tosi . José Barbi Neto . José Benedito Oliveira . José Bernardo Santos . José Carlo Souza . José Carlos Alayon . José Carlos Antônio . José Carlos Bento . José Carlos Bittencourt . José Carlos Cordeiro Graça . José Carlos da Silva . José Carlos das Neves Sousa . José Carlos Ferreira Matos . José Carlos Francisco . José Carlos Leite . José Carlos Montes Silva . José Carlos Moura . José Carlos Nunes Freitas . José Carlos Oliveira . José Carlos Pereira . José Carlos Ribeiro . Jose Carlos Rodrigues da Silva . José Carlos Romano . José Carlos Scatolin . José Carlos Silva . José Carlos Tibúrcio . José Cássio Vieira Lucas . José Claudenildo de Lima Silva . José Cláudio Alves . José Coto Carvalho Júnior . José Dionísio . José Domingos Ferreira . José Edivaldo Moura . José Edivaldo Oliveira . José Eduardo Ferreira Matos . José Eduardo Motta . José Elias Makhoul . José Emílio Pereira . José Ernani Mendonça . José Eulálio Preira . José Fabri . José Felipe da Silva . José Fernandes Ramos Silva . José Fernando Rodrigues . José Fortunato Santos . José Francisco Perillo . José Garcia Nunes Dias . José Geraldo Bueno Júnior . José Geraldo Martins . José Geraldo Nestor . José Geraldo Silva . José Gomes Silva . José Ignácio Horta Fischer . José Ismael Ferrari . José Ivaldo Belizario da Silva . José Joaquim Filho . José Josivaldo Oliveira . José Luiz Almeida Santos . José Luiz Bayeux Filho . José Luiz Chinaglia Moreno Filho . José Luiz Fernandes . José Luiz Payan . José Luiz Pereira Andrade . José Luiz Serantes Cristobal . José Manoel Corrêa Ribeiro Silva . José Maria Veiga . José Mariano Granja . José Mariano Silva . José Marques Silva . José Martins Ayres . José Massafera Filho . José Maurício Barbosa Porto . Jose Milton de Souza . José Moreno Paixão Júnior . José Natalino Bernardo . José Nélson Barbosa Oliveira . Jose Neves dos Santos . José Nonato Ribeiro Souza . Jose Nunes de Barros Filho . José Osmar da Silva . José Osty Filho . José Paulino Santos Silva . José Paulo Barreto . José Pereira Fragoso . José Raimundo Silva Santana . Jose Ribeiro Soares . José Riomar Oliveira . José Roberto Cascalde . José Roberto Duraes . José Roberto Ferreira . José Roberto Gonella . José Roberto Ribeiro . José Roberto Vergal . José Rosendo da Silva . José Scarano . José Toledo Marques Neto . José Ubaldo Falcão Oliveira . Jose Zeferino Moreira Júnior . Josemar Lopes Guimarães . Josiane Marcelino José . Josias Nascimento Rocha . Josiel Bezerril Costa . Josino Soares da Silva . Josipio Isaías Pereira . Josué Francisco Auxílio . Joventino Vilela Oliveira . Joyce Albuquerque Sales dos Santos . Joyce Ferreira do Nascimento . Joyce Maria Vocci . Juan Pablo Montalva Rodriguez . Juliana de Almeida Arruda . Juliana Geraldes Graziani V L Farias . Juliana Kairalla Garcia Viotti . Juliana Lopes de Araújo . Juliana Nóbrega Catanzano . Juliana Sapelli de Almeida . Júlio César Franco . Júlio César Rodrigues . Júlio César Simpólio . Júlio Depizol Castilho . Júlio Teixeira Roedel Júnior . Júnior Oliveira Silva . Jurandir Breviglieri . Jurandir Soares Vilela . Jurema Ribeiro Assis . Juvenal César Silva . Karim Fidelis de Lima Cavalcante . Karina Cardoso Ferreira Marques . Karina Monteiro . Kátia Alves Brochini . Kátia Cilene Penna Lucarelli . Kátia Maria Orsi . Kellen Rodrigues . Kelly Gomes Pereira . Kelly Santos Marques Merli Graciolli . Kenji Mizutani . Kerolyne Araújo de Paulo . Kiyoharu Morimoto . Kléber Eudes Marciano .

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Nesses 60 anos, muitos profissionais passaram pela Construtora Adolpho Lindenberg. Kleber Fontenele Rossi . Kléber Lisboa Silva Guedes . Laércio Cardoso Leal . Laércio Lanzelotti . Laércio Lício Fonseca . Laércio Pereira Chaves . Laércio Souza Jorge . Lair Alves da Silva Willers . Laís Vallim . Larissa Moreira Guimarães . Laryssa Batista Vieira Lima Burgos . Laura Lourenço Souza . Laura Mariano Salimbeni . Laureni Nanni . Lavínia Gama Rigaud . Lázaro Motts Neto . Leandro Barbara de Almeida . Leandro Ferreira Neto . Leandro Lucena Fernandes . Leandro Ortega Aguiar . Leandro Paiva Goes . Leandro Santos das Neves . Leandro Silva de Alcântara . Leandro Soares . Lecinaldo Aguiar Luz . Leila Aparecida Salete Dantas . Lenilson Rodrigues Lima . Léo Rubens Rizzo . Léo Sérgio Silveira Fernandes . Leodir Luís Willers . Leonardo Daprile . Leonardo Rezende . Leonel Silva . Leônidas Barbosa Lemos . Leônidas Furini . Leônidas Pereira Apolinário . Leonildo Alves Moreira Júnior . Letícia Marcela França de Oliveira Rosa . Lício Costa . Lídia Cândido Oliveira . Lídia Maria Silveira Castro . Lilaine Eustáquio de Santana . Lilian Susana Behling . Liliane Tieme Maeda . Lirálcio Alves Ricci . Liw Angélica Cavariani Perez . Lizandra Barros Santana . Lourenço Corrêa Silva . Lourenço Prieto Martins . Lourival Saraiva Alencar Filho . Luana Tavares de Souza Teixeira . Lucas de Camargo Granado . Lucas Eneas de Vasconcellos . Lucas Rodrigo Ribeiro . Lucas Tadeu Silva . Lucas Vasques de Araújo . Lúcia Ganeo . Luciana Barros Millen . Luciana Carvalhaes Freitas . Luciana Dantas Ribeiro . Luciana Pontes de Castro . Luciana Prieto de Paula . Luciana Saú . Luciana Traldi . Luciane de Souza Teixeira . Luciano Aparecido Camilo . Luciano Bandeira Azevedo . Luciano Rodrigues Lima . Luciano Silva Bitencourt . Lúcio Antônio Ortega Lima . Lúcio Marcos Fernandes Godoy . Lúcio Mauro Honorato . Lucy Martins Manssini . Lucy Miyuki Fukusig . Luís Alberto Rheigantz . Luís Alex Eduardo Dias . Luís Antônio Mazano . Luís Antônio Santos . Luís Carlos Affonso . Luís Carlos Aparecido Lima . Luís Carlos Ferrari . Luís Carlos Passarelli . Luís Carlos Salva . Luís César Martins Silvino . Luís Tsuguhiko Toma . Luiz Susumu Miyasaki . Luiz Alberto Chiachio Verinaud . Luiz Alberto Dângelo Santiago . Luiz Alberto Ramirez Campero . Luiz Alberto Sacramento . Luiz Alberto Santos . Luiz Alexandre Alves Silva . Luiz Alves Almeida Prado . Luiz Antônio Adolpho . Luiz Antônio de Oliveira Júnior . Luiz Arcuri . Luiz Augusto Soares . Luiz Aurélio Poggi . Luiz Bezerra Melo . Luiz Bnavas Neto . Luiz Bogueira Souza . Luiz Carlos Affonso . Luiz Carlos Antunes Carrêa . Luiz Carlos Batista Pádua . Luiz Carlos Bennicasa . Luiz Carlos Bognar . Luiz Carlos Bovecchio . Luiz Carlos Dattola . Luiz Carlos Ferrari . Luiz Carlos Formeton . Luiz Carlos Hidemi Koide . Luiz Carlos Lima . Luiz Carlos Nunes . Luiz Carlos Rossi . Luiz Carlos Salve . Luiz Carlos Sápia . Luiz Carlos Silva . Luiz Carlos Spíndola . Luiz Carlos Tromba . Luiz Claudio Prado Moura Miguel . Luiz Dale Ciuby . Luiz Eduardo Aparecido Soares . Luiz Fernando Andrade Costa . Luiz Fernando Carneiro . Luiz Fernando Costa . Luiz Fernando Moreira Carvalho . Luiz Fernando Taranto Neves . Luiz Filipe Gomes . Luiz Francisco Tobia . Luiz Geraldo Nunes Souza . Luiz Gustavo Apostólico . Luiz Gustavo Cardoso Santos . Luiz Henrique Vaz Pinto . Luiz Moreira Paula Filho . Luiz Moura Melo . Luiz Mourão Soares Geraldo de Souza . Luiz Nogueira de Souza . Luiz Pasqual Ribeiro . Luiz Paulo Gomes de Gois . Luiz Paulo Lione . Luiz Savéro Felipelli . Luiza Helena Ribeiro . Luiza Sá Moreira de Oliveira . Lumy Tahara . Lurdes Cantero Bico . Lutty Guilherme Fortes . Lyndia Saint Seigne . Maciel Aparecido Santos . Madalena Papp . Magda Aparecida Rocha Trindade . Magno Faria . Maira Eloísa Ramalho . Manoel Góis Souza . Manoel Gonçalves Dias Júnior . Manoel Irene Barros . Manoel Izidoro Santos . Manoel Jesus Alves Silva . Manoel Joaquim de Souza . Manoel Lopes de Oliveira Filho . Manoel Machado Meireles . Manoel Nascimento Souza Filho . Manoel Ribeiro da Silva . Manoel Savedra Neto . Manoel Sávio Barella . Manoel Soeiro Domingues . Manoel José Rocha . Manuel Assis Martins Gomes . Manuel Diogo Castro Ferreira . Manuel José Constantino Góes . Mara Cristina Lopes Lima . Mara Rodolpho Machado . Mara Rúbia Maia Franca . Maraisa Emerick Vilhena . Marc Demetre Foudndaukas . Marcel Augusto Zaniti . Marcel Chalem . Marcel Mariano Gouvêa Martins . Marcel Rodrigues Marinho . Marcela Botero Medina . Marcela Farina Mograbi . Marcelo Almeida Bezerra da Silva . Marcelo Beghelle Neto . Marcelo Braga Moraes . Marcelo Coelho Silva . Marcelo Dias Santos . Marcelo Haddad Buazar . Marcelo Leite dos Santos . Marcelo Nunes Ferreira . Marcelo Ramos Vilela . Marcelo Risk . Marcelo Savi Guaranha . Márcia Aparecida Vereda . Márcia Morgado . Márcia Pires Campos . Márcia Regina Neves . Marciana Emília Barbosa . Marcília Carvalho Marques . Márcio Alessandro Rodrigues . Márcio Batista Santos . Márcio Cruz Rodrigues . Márcio Cunha Bernardinho . Márcio Eduardo Tamayo . Márcio Ferrari . Márcio José Rodrigues Carvalho . Márcio Marques Alvarenga . Márcio Miranda Salim . Marcio Roberto Figueiredo . Márcio Romão . Márcio Teruo Taguchi . Márcio Alexandre Santos Lima . Marco Antônio Boldrini . Marco Antônio Cavalieri . Marco Antônio Costa . Marco Antônio da Silva Ramos . Marco Antônio Eiroz Camargo . Marco Antônio Gonçalves . Marco Antônio Manzi . Marco Antônio Silva Gomes . Marco Antônio Vieira . Marco Antônio Bussoti . Marco Aurélio Mendonça . Marco Aurélio Pompermayer . Marcos Afanasiev de Alburquerque . Marcos Antônio Moraes . Marcos Augusto Silva . Marcos Barros Silva . Marcos Caldeira Lindenberg . Marcos Cavaliere . Marcos De Moraes . Marcos Florentino . Marcos Guerra . Marcos Marques Oliveira . Marcos Paulo Santos . Marcos Paulo Santos Vieira . Marcos Paulo Souza Vieira . Marcos Reche Modenes . Marcos Roberto Pinto . Marcos Rodrigues . Marcos Santa Fé Souza . Marcos Santos Paiva . Marcos Souza . Marcos Teixeira Freitas . Marcos Vinícius Fittipaldi . Margarida Gaspar . Maria Adelaine Pereira Souza . Maria Alves Vilas Boas . Maria Ângela Curci . Maria Angelá Santos Silveira . Maria Antônia Buenos Silva . Maria Aparecida Dias Pozzani . Maria Aparecida Glória Siqueira . Maria Aparecida Gomes Silva . Maria Aparecida Lopes Leme . Maria Aparecida Martins . Maria Aparecida Redondo . Maria Aparecida Santos . Maria Áurea Pereira Santos . Maria Benedita Pereira Lima . Maria Carmo Almeida Liberatore . Maria Carmo Cândido . Maria Carmo Laureano Silva . Maria Carmo Pinto Guanais . Maria Carmo Silva . Maria Carmos Coutinho Dias . Maria Carolina Behr . Maria Cecília Costa . Maria Célia Giordano . Maria Christina Mussolino . Maria Cidil Stefanelli . Maria Cristina Neves . Maria Dalva Souza . Maria do Carmo Fernanda de Oliveira Bersano Silva . Maria Dolores Affons . Maria Ester Barbosa Nogueira . Maria Fátima Gonçalves Ferreira . Maria Francisca da Mota Silva . Maria Graça Freita Ramos . Maria Graças Bernardo . Maria Graças Silva Oliveira . Maria Helena Marques Ferreira . Maria Inês Santos Santana . Maria Inez Xavier Peridis . Maria Isabel Torres Souza . Maria José Gouvêa Duailibi . Maria José Jacob . Maria José Maciel . Maria José Miranda . Maria José Rossi . Maria José Tavares Guimarães . Maria Juvanete Lima . Maria Labate Alves Almeida . Maria Lourdes Rego Almeida . Maria Luiza Sessa Labate . Maria Magdalena Bessa . Maria Margarida Reis Santos . Maria Merceis Serejo Santos . Maria Penha Figueiredo . Maria Pryscilla Vitoria de Moura . Maria Ribeiro . Maria Sônia Oliveira . Maria Stella Antunes Campos . Maria Vilas Boas . Mariana Affonso da Silva . Mariana Theodoro Mazza . Mariana Toso Piazza . Marianna Vetorazzo Haddad . Máricio Rogério Rezende . Marilda Fernandes . Marildo Tadeu Burdin . Marilena Grinaboldi . Marilene Fernandes Lourenço . Marilene Oliveira Bárbaro . Marili Cedro Gomes . Marili Gomes Borges . Marília Martins Madeira . Marilza Nunes Geanatácio . Marina Tizur Setone . Marino Máximo Santos . Mário Braga Neto . Mário Cézar Borba . Mário Eugênio Fernando Bias . Mário Francisco Motta Filho . Mário Fujiwara Júnior . Mário Koga . Mário Luiz Frazão . Mário Mantovani . Mário Nakano . Mário Peixoto Longo . Mário Sérgio Corrêa . Mário Wanderley Leme . Marisa Almeida Fortes . Marisa Damaceno . Marivaldo Alves Cunha . Mariza Santos Ladeia . Marlene Minotto . Marli Alcina Cetrini Lagreca . Marli Ana Uliana . Marli Fernandes Lourenço . Marta Gomes Soares Nery . Marta Regina Komos Sienski . Marta Ribeiro Oliveira . Martinho Negro . Mary Silva Rosa . Mathuzalem Alves de Queiroz . Matias Ramos Aquino . Maurício Araújo Leiva Baute . Maurício Belo do Nascimento . Maurício Cavalieri . Maurício César Leite . Maurício Costa Silva . Maurício Ferreira Mota . Maurício Magalhães . Maurício Marques Paiva . Maurício Oliveira Sucena . Maurício Piazzon Barbosa Lima . Maurício Ribeiro de Melo . Maurícios Del Guerra . Mauro Borges . Mauro José Martins . Mauro José Oliveira Alves . Mauro Matias Costa . Mauro Mota Rodrigues . Mauro Rodrigues Carneiro . Mauro Tadeu Almeida Moraes . Máximo Betes Fogaça Almeida . Maykon Ortega Fleming . Mayla Cristina Finco Coli . Melina Ribeiro Florio . Melissa Rovere Meloni . Michelle Pires de Oliveira . Migueia Cézario Rodrigues . Miguel Abbate . Miguel Conti . Miguel Francisco Tedoro . Miguel Jefferson M. Portela . Miguel Terri Filho . Milton Augusto . Milton Baumgarten . Milton Correia de Souza . Milton Gomes Leite . Milton Hatsumura . Milton Rivera Avello . Miracir Alves Marinho . Míriam Aparecida Vicária Pinto . Míriam Cristina Franco . Misael Araújo Silva . Moabe Pereira Santos . Moaci José Melo . Moacir Bernardes Silva . Moacir Corrêa . Moacir Gonçalves . Moisés Manoel de Oliveira . Moisés Santos . Moisés Silva Santos . Mônica Alves dos Santos . Mônica Oliveira Lindenberg . Mozart Rodrigues Moraes . Nacíria Dias . Nádia Aparecida Lima . Nair Aparecida Morais . Natal Camargo . Natália Kairuz de Aguiar Silva . Natália Vacari Moura . Natan Silva . Natanael Gitti . Natanael Rodrigues Souza . Nathália Correa Araújo Venturini . Nathália de Carvalho Serra . Nathaly Oliveira Fritoli . Nathalye Vitti . Nélson Alves Fagundes . Nélson Corazza . Nélson dos Santos . Nélson Ferreira Roma . Nélson Gigilio Júnior . Nélson Luiz Cândido Barros . Nélson Roberto Staut . Nélson Rodrigues Souza . Nélson Shin Kakinami . Nemerson Oliveira Ramos . Neolani Bonfim de Almeida . Neury Alves . Neusa Lopes Souza . Newton Ribeiro Silva . Newton Sérgio Manilha . Neycir Baptista . Nicanor Rodrigues Anjos . Nicola Espósito Filho . Nicolaos George Kormikiaris . Nikolas Varandas dos Santos . Nilbete dos Santos Silva . Nilson de Ramos Mendes . Nilson de Souza Ribeiro . Nilson Fábio . Nilson Muniz Oliveira . Nilto Wagner Lindoso . Nilton Alexandrino Júnior . Nilton Rocha . Nilton Romanhole . Nivaldo Bispo Cruz . Nivaldo Moretti . Nivaldo Osório Franco . Nivaldo Pereira Santos . Noel Ferreira . Noel Silva Alves . Norma Ribeiro Ozorio . Nouracy Longo . Nourival Galerani . Nuza Macedo Oliveira . Octávio Coelho Abreu Mota . Octávio Luiz Souza Lima . Octavio Maringoni Mayer de Andrade . Odair Biato Sá . Odair Miguel . Odair Roberto Prado . Odair Santos Pereira . Odair Villas Boas Rodrigues . Odair Walsik . Odil Antônio Santos . Odorico Gomes Andrade . Oleg Milan Kadunc . Olga Faria . Olivaldo Guedes de Vasconcelos . Orlando Carlos Fernandes . Orlando Cruz . Orlando Martins Alcade . Orlando Nazário . Orlando Raimundo Prudêncio . Orozimbo Loureiro Costa . Oscar Alfredo Rocha Nunez . Oscar Ossamu Tajima . Oséas José Oliveira . Osmar Figueiredo Souza . Osmar Martinez . Osmar Neves dos Santos . Osni Gomes . Osvaldo Akihiko Kaguiya . Osvaldo Luiz Moreira . Osvaldo Rodrigues Oliveira . Osvaldo Teixeira. Oswaldo José Mussi . Otacílio Bezerra Barbosa . Otávio Lino Silva . Otoniel Francisco Souza . Ovair Valverde Martins . Pablo Figueiredo . Panagiatis Basile Batsaris . Paolo Scoleri . Patricia Cabral Moreira Vilete . Patrícia de Freitas Okumoto . Patrícia dos Santos

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A todos os atuais e ex-funcionários, o nosso muito obrigado Silva . Patrícia Dossi Mihalik . Patrícia Ribeiro Fraga . Patrik Fernando Neves . Paulino Francisco Silva Neto . Paulo Almeida Pimenta . Paulo Américo Rossi . Paulo Batista Oliveira . Paulo Borges de Oliveira . Paulo Celso Duarte . Paulo César Barbosa Pereira . Paulo César Barbosa Silva . Paulo César Bispo . Paulo César Lopes Leme . Paulo César Mello Júnior . Paulo César Monteiro Freire . Paulo Cezar Esteves Rodrigues . Paulo David Acioli . Paulo Domingos . Paulo Edegar . Paulo Eduardo Garcia . Paulo Eduardo Lopes Fialho . Paulo Evangelista Souza . Paulo Henrique da Silva Matos . Paulo José Missola . Paulo Marchini . Paulo Marconi da Silva . Paulo Moisés Mangueira Júnior . Paulo Pereira . Paulo Pinese . Paulo Renato Correa do Amaral . Paulo Ricardo Nunes . Paulo Roberto Barros Millen . Paulo Roberto Bonfuoco . Paulo Roberto Consentino . Paulo Roberto Gato . Paulo Roberto Nunes Silva . Paulo Roberto Rodrigues Pereira . Paulo Roberto Sarri . Paulo Roberto Silva Ferrero . Paulo Roberto Spíndola . Paulo Roberto Zerwes . Paulo Rogério Diniz Costa . Paulo Rubens Fatte Filho . Paulo Sérgio Galvão . Paulo Sérgio Miranda . Paulo Sérgio Sales . Paulo Sérgio Siqueira Vianello . Paulo Setúbal Van Deursen . Paulo Simioni Júnior . Paulo Soji Sekiya . Pedro Assunção Garcia Melo . Pedro Carlos Gonçalves Dias . Pedro Ferreira Nobre Neto . Pedro Gonçalves dos Santos . Pedro Henrique Moraes Joaquim Basílio . Pedro Inácio Carneiro Filho . Pedro Lodovici . Pedro Luiz Crespi Filho . Pedro Moreira da Silva Neto . Pedro Roberto Tonon . Pedro Shizuo Motitsuki . Pérsio Garcia Almeida . Peter Levi . Policarpo Luiz Soares . Priscila Asprino Pinheiro . Priscila Pinheiro de Souza . Quan Poe Mam . Rachel Cantoni . Rafael Barboza da Silva . Rafael Cardoso Nunes . Rafael de Oliveira Souza . Rafael Dorival Profito . Rafael dos Santos Cerqueira . Rafael Gomes Simões . Rafael Luiz França . Rafael Moreira Marcílio . Rafael Pereira Duarte . Rafael Sanches Pimentel . Rafael Santos da Silva . Rafael Tornai Ribeiro . Rafaela Pellegrini . Rafaela Teresa Sartori de Camargo . Rafik Ragi Cannux . Raimunda Teodoria Santos . Raimundo de Oliveira Moreira . Raimundo Nonato de Sousa . Raimundo Oliveira Moreira . Rajla Maciel Soares . Ramiro Gomes Sá . Rangel Vieira Da Silva . Raul Jorge Kliemann . Regina Célia Britto Pallesi . Regina Euzébio . Regina Márcia Gomes Oliveira . Regina Maria Ribeiro . Regina Sumie Kutami . Reginaldo Del Giudice . Reginaldo Lúcio Paixão . Reginaldo Tito Moraes . Régis Vizoni . Reinaldo Balisa da Costa Júnior . Reinaldo Gonçalvez . Reinaldo Lopes Vieites . Reinaldo Pereira Jardim . Reinaldo Pereira Souza . Reinaldo Scagliera . Reinaldo Silva . Reinaldo Souza Tavares . Reinaldo Villas Boas Pereira . Reinilda Bastos Silva . Rejiani Ramos de Brito . Renan Carolino da Silva . Renata Caggiano Sanches . Renata de Godoi Carneiro . Renata Lassen Vita . Renata Maria Brunetti . Renata Villatoro Ikeda . Renato Cézar Rocha . Renato Fantagussi dos Anjos Júnior . Renato Gama Foot Guimarães . Renato Gomes Cardoso . Renato Mengoni Júnior . Renato Prado . René Ferroni Filho . Reynaldo Paes Figueiredo Filho . Ricardo Baccaro . Ricardo Bravo Caldeira . Ricardo Buturi . Ricardo Cervo . Ricardo Cesar dos Santos Avejonas . Ricardo Dias Carril . Ricardo José Basso . Ricardo Lira da Silva . Ricardo Longo . Ricardo Lopes Guimarães Silva . Ricardo Louzas Fernandes . Ricardo Ramos Silva . Ricardo Romero . Ricardo Silva Jardim . Ricardo Villas Boas Pereira . Rinaldo Vallecchi Ribeiro . Rita Cássia Abibe . Rita Cássia Bastos Silva . Rita Cássia Silva . Rita Francinete Nascimento . Rivaldo Alves Feitosa . Rivaldo Sila Mathias . Roberson Donizeti Matias Leite . Roberta Azarias dos Santos Gonçalves . Roberta Galindo Nardoni . Roberta Prazeres Pereira dos Santos . Roberto Augusto Silveira Franco . Roberto Barbosa Perri . Roberto Barros Silva . Roberto Domingues de Souza Filho . Roberto Gomes . Roberto Gonzalez . Roberto Guerreiro . Roberto Jereissati . Roberto Júlio . Roberto Lima . Roberto Lima Nascimento . Roberto Loiacono . Roberto Luiz Silva . Roberto Mesola . Roberto Pereira Silva . Roberto Pesseghini . Roberto Pikel . Roberto Pontes Nogueira . Roberto Silva Pinto . Roberto Wagner Maria . Robertson de Sá Gallo . Roberto Almeida Prado Campos . Robson Eduardo Santos Silva . Robson Ferreira Sesse . Robson Goulart Oliveira . Robson Moreira Bastos . Robson Nascimento . Robson Rodrigues da Silva . Robson Santos Poua . Rodolfo Rocha Augusto . Rodolfo Tomás Brasil . Rodrigo Bueno Vago . Rodrigo Carvalho Barreyra . Rodrigo Dias da Silva . Rodrigo Petras de Araujo . Rodrigo Reis Pinheiro Silva . Rodrigo Teixeira Ferreira dos Santos . Rodrigo Veloso da Silva . Rodrigues Guimarães . Roger Dantas do Nascimento . Rogério Antônio Silveri Filho . Rogério Atanásio Souza . Rogério dos Santos . Rogério Lopes de Carvalho . Rogério Ribeiro Corrêa . Rogério Santos Messias . Romildo Alves Bonfim . Romildo Barros Macedo . Romolo Biancifiori . Romualdo Antonio de Santana . Ronald Navarro . Ronaldo Alfredo Faria . Ronaldo Falco . Ronaldo Oliveira Cavalcante . Ronaldo Silva Lopes . Rone Alves Castro . Rosa Amerella Daldi . Rosana Graciete Cunha . Rosana Hipólito . Rosana Stodolnikas . Rosane Rosenzveig . Rosângela Ornelas Lago . Rosângela Porto Cilento . Roseli Lima . Rosemariportela Kawamoto . Roseni Parode Gonçalves . Rosilene Leite Fontes . Ruben Cândido Silva . Rubens Alpha Corsi . Rubens Betelman . Rubens Bispo Ovaes . Rubens Celkevicius . Rubens Cukier . Rubens de França Pereira . Rubens Guedes Júnior . Rubens Nicoli . Rubens Pereira Santos . Rubens Romeiro Prieto Junior . Rubídio Souza . Ruy Iwakiri . Ruy Ulhôa . Salvador Lombizani Neto . Salvador Reis Gonçalves . Samir Savóia . Samoel Abidias Dias . Samuel Freitas Silva . Samuel Mota Martins . Sandra Cristina Lima de Oliveira . Sandra Girão Estevez . Sandra Gomes Pantaleão . Sandra Luiza Signorelli . Sandra Maria Barros Porto . Sandra Maria Sayão . Sandra Terezinha Pinto . Sandra Virginia Moura . Sandro Aparecido Alves Ferreira . Sandro Pereira . Santa Paulínia Jesus . Santiago Santos . Sara Paula Teixeira . Saulo Luiz . Sebastião Batista Torres Filho . Sebastião de Souza Elói . Sebastião Jacy Carvalho . Sebastião Lúcio Rodrigues . Sebastião Martins da Silva . Seikishi Kakazu . Selma Regina Belletato . Sérgio Alves Luiz . Sérgio Aparecido Silva . Sérgio Barbosa . Sérgio Castagna . Sérgio Celso Belo Barbosa . Sérgio Damasceno Souza . Sérgio Donizetti Paula . Sérgio Felipe Marques de Araújo . Sérgio Felipe Vicino . Sérgio Ferreira Antunes . Sérgio Garrido Cincura . Sérgio Gerevine Júnior . Sérgio Granito Copelli . Sérgio José Miranda . Sérgio Lima Gratival Filho . Sérgio Luiz da Silva . Sérgio Luiz Pansonatto . Sérgio Martins Guiraldelli . Sérgio Moreno . Sérgio Nascimento . Sérgio Ricardo Ferreira . Sérgio Silva Bezerra . Sérgio Silva Santos . Sérgio Terumi Hayashi . Sérgio Van Deursen . Sérgio Wagner . Sérgio Zambelli . Severino Cabral de Lima . Severino Favalli Neto . Sheilla Cristina Moreira Mendes . Shirle Higa Shimabukuro . Shirley Souza Araújo . Sidnei Dias Souza . Sidney Ferrucio Tasca . Sidney Folote . Sidney Martins . Sidney Tavares Maia . Sidney Ubitatan Pereira . Silvana Adal Piai . Silvana Cristina Pereira . Silvana Dippolito . Sílvio Amâncio Silva . Sílvio Antônio Nogueira . Sílvio Carlos Lucas . Sílvio Catin . Sílvio Santos . Sílvio Vieira . Sínia Roseli Silva Santos . Solange Targino Silva . Sonevaldo Rodrigues . Sônia Aparecida Camarsano Soeiro . Sônia Aparecida Fernandes . Sônia Ferenczi . Sonia Maria Pereira Galvão da Silva . Sorrentino . Stefan Ujvari . Suelaine Silva Ferreira . Sueli Aparecida Fernandes . Sueli Cardoso da Silva . Sueli Fátima Tozzati . Sueli Silva Mendonça . Suely Wanderley Gomes . Susana Behlin . Susumu Akutsu . Suzana Koplewski . Suzenilde Valderes Lima Tessari . Sylvana Pereira Billia . Sylvestre Stallone da Silva Mariano . Sylvio Luiz Morello . Sylvio Moura Campos Filho . Tadashi Sato . Takao Shimoda . Tamires Suellen dos Reis . Tânia Maria Ponce Moraes Barros . Tarcísio Antônio Nascimento . Tatiana Airoldi Ribeiro . Tatiana Horta Felizola . Tatiana Kijner Gutt . Tatiana Paula de Oliveira Pereira . Tatsuo Kono . Telma Cavalcante . Teófones Farias . Teolinda Scodeler Lúcio Raimundo . Teresa Cristina Barbosa Hespanhol . Tereza Pestana Andrade . Terezinha Jesus Silva Oliveira . Terezinha Lima Ramos . Terezinha Toledo Pereira . Thaís Farabello Baptista . Thaís Letícia da Silva . Thaís Martuscelli Ferreira . Thaís Pellison . Thalita Cobo Viviani Salles . Thalita Silvestre Gonçalves . Thalyta Gianesella Oliveira . Thaysa Bono das Neves . Thereza Cristina O. Lindenberg . Thiago Bovo . Thiago da Silva Santos . Thiago Ferreira Gonçalves Dias . Thiago Henrique Ferreira da Silva . Thiago Marcelo Carneiro . Thiago Rocha Esperidião Silva . Thiago Tanaka Ikeda . Tiago Augusto Ferreira . Tiago de Oliveira Ferreira . Tiago Durante Martin . Tokio Kikunaga . Tomás Mesquita Freire . Toshinobu Yamaguchi . Tsuguyuki Toma . Tuahny Odara de Vanconcelos Matheus . Ubirajara Ferreira Melanconi . Ubirajara Oliveira Molina . Ubiratã Lúcio . Vagner Alves Lima . Vagner Antônio Torres . Valberto Vieira . Valdeci Gonçalvez . Valdemir Aparecido Silva . Valdemir Chagas . Valdir Barbosa Gomes . Valdir Castro Manso . Valdir de Oliveira Pacheco . Valdir Galvão Alves . Valdir Jorge Silva Ribeiro Júnior . Valdir Marques . Valdir Xavier Silveira . Valéria Ferreira da Costa Cella . Valmir Alves de Lima . Valmir Damião Souza . Valmir Rocha Oliveira . Valmor Wagner Ribeiro . Valteílton Guimarães dos Santos . Valter Alvarez Del Campo . Valter Cury . Valter Ferreira Santos . Valter José Vigati . Valter Rodrigues . Vanderlei Schiavon . Vanderley dos Santos Oliveira . Vanessa Cristina da Silva . Vanessa Manelli Alves . Vanessa Marchetti Gomes . Vanessa Pereira Silva . Vanessa Ribeiro Teixeira . Vanessa Vicente de Oliveira . Vasile Rebac Filho . Vassilios Mavroucakis . Vaumar Freitas de Souza . Vera Gonçalves da Mota . Vera Ilka Maria Oliveira Pirajá . Vera Lopes Santos . Vera Lúcia Favato . Vera Setti Figueiredo . Vera Simões Lopes . Veridiana Helena de Almeida . Vicente Marti Lloppis . Vicente Pedro Cruz Neto . Vicente Vergal Neto . Victor de Leles . Vilson Carlos Ferreira . Vinicius Takaki Lunardi . Virgilio Oliveira Júnior . Vita Venâncio Silva . Vítor Aparecido Santos . Vítor Guilherme . Vitória Arcanjo Lemos . Vitório Tadeu Calligaris . Vívian Domingues Ignácio . Viviana Monari José . Viviani Christina de Almeida . Vulmar Costa . Wagner Bento Pereira . Wagner Fernandes . Wagner Franco de Faria Júnior . Wagner José Gonçalves Novaes . Wagner Pereira Prazeres . Waires Gilberto Cardoso Silveira . Walace Van Loon Bode . Walcreuse V. Machado . Waldemar Arthur Zamariola . Waldemar Roberto Farias . Waldemar Roberto Gentil . Waldir Alberto . Waldir Francisco Nascimento . Walter Augusto Rodrigues Júnior . Walter Cromann . Walter Pastori Fonseca . Walter Tadeu Pereira . Walter Torres Silva . Wanderson Avelino Barbosa . Washigton Esper Velletta . Washigton Garcia Silva . Washigton Soares Santa Fé . Weber Santos da Silva . Wellington Aparecido F. Oliveira . Wellington Augusto de Oliveira . Wellington Rogério Carvalho . Wellington Souza . Wendel do Amaral . Wesler Souza da Silva . Wesley Lopes Dias . Weslley Fellipe Vieira Gonçalves . Weslley Rodrigues de Sousa . William Assis Filho . William Ayub Ferreira . William Cardoso Rolnik . Willian Raia de Carvalho . Wilson Antônio . Wilson Aparecido Santos . Wilson Ber . Wilson Bernardes . Wilson Cícero Santos . Wilson Cunha Leal . Wilson Ferreira Santos Júnior . Wilson Gaidarji . Wilson Jesus Bella . Wilson Lourenço . Wilson Martins . Wilson Melo Pereira . Wilson Ossamu Nagai . Wilson Ribeiro Miguel . Wilson Roberto Guimaraes . Wilson Simon . Wilson Talarico Nogueira . Wladimir Destri . Wladimir Fernandes . Wladimir Lima . Wylcio de Araújo Guimarães . Yara Fantauzzi Andrade . Yara Oliveira Silva . Yvonne Garcia Pereira . Zacarias Batista Assis .

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Créditos Editora Maiá Mendonça Historiador Renato Cymbalista Projeto Gráfico Lili Tedde Designer Marcelo Pitel Fotos Rômulo Fialdini Produção Fotográfica Carla Fialdini Produção Leticia Santos Revisão Cláudio Nogueira Ramos Gráfica Ipsis Editora A&A Comunicação

Mendonça, Maiá Influências: olhares paralelos sobre a evolução da sociedade e da arquitetura / Maiá Mendonça; pesquisa histórica e texto Renato Cymbalista; ensaio fotográfico Rômulo Fialdini... 1. Ed.--São Paulo: A&A Comunicação Ltda., 2014. ISBN 978-85-89313-11-7

1. Arquitetura. I Cymbalista, Renato. I.I Fialdini, Rômulo. II Título.

CDD - 720 Índices para catálogo sistemático: 1. Arquitetura 720


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S ão o s c o st u me s, o mod o d e vid a e o s h ábi to s mu tante s d a s oc ie d ad e que i nf l ue nc i am a s mu d anç a s no mora r, c abe nd o à a rqu i te t u ra t rad u zi r e m e spaç o s o s an se io s d e c ad a novo te mpo. O l ivro I NF LUÊNCI A S pre te nd e c ri a r u ma re l aç ão e nt re a s mu d anç a s s oc i ai s no s úl t i mo s 6 0 ano s e o d e se nvolvi me nto d a a rqu i te t u ra . O l ivro proc u ra i r al é m d a a rqu i te t u ra d e fac h ad a e e nt ra r no u nive rs o famil i a r e na s mu i ta s c onf i gu raç õe s d e i nte riore s que ac onte c e ram no d e c orre r d e ss a s d é c ad a s.

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