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Seduzir um Animal Elizabeth Hoyt Lenda dos Quatros Soldados - 03

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Seduzir um Animal Elizabeth Hoyt Lenda dos Quatros Soldados - 03

Seduzir um Animal Elizabeth Hoyt Lenda dos Quatro Soldados – 03

Desesperada para se livrar de seu guarda, Helen Fitzwilliam leva seus filhos ao castelo de Sir Alistair Munroe, onde se apresenta como sua nova governanta. Desde que Alistair voltou das colônias, fisicamente e emocionalmente marcado, ele tem se escondido em seu empoeirado e velho castelo. No começo, ele só vê a beleza de Helen, mas quando ela e as crianças fazem mudanças em sua vida, ele vislumbra a sua compaixão, coragem e inteligência. Helen transforma o castelo em um lar e encontra o amor com um homem que a aprecia. Mas seu guarda nunca permitirá a sua

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liberdade. Quando o seu passado desaba sobre eles, Alistair aprende a lutar por aquilo que quer.

Traduzido e Revisado do Inglês Envio do arquivo: Δίκη Revisão Inicial: Angela Revisão Final e formatação: Cleusa Imagem: Elica Talionis

Comentário Ângela: Gostei demais da história de superação desse casal tão diferente, imperfeito, sofrido, mas muito corajoso, sincero, sensual e apaixonante... e, eu pergunto a todos que já leram os outros livros da série: quem afinal vocês acham que foi o terrível traidor? Aguardemos o próximo. Boa leitura!

Comentário Cleusa: Na verdade o título melhor seria a Bela e a Fera. Alistar se encaixa perfeitamente no personagem do conto de fadas. Como Ângela disse, um casal totalmente diferente, ambos desconfiados e maltratados pela vida que buscam superar as mazelas através do amor e companheirismos. Partilhando amor um com o outro e ambos pelas crianças. Crianças estas que também faz a estória divertida.

Prólogo

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Era uma vez, há muito, muito tempo atrás, um soldado estava voltando para casa caminhando pelas montanhas de uma terra estrangeira. O caminho era íngreme e rochoso, árvores negras e retorcidas pairavam as margens do caminho, e um vento frio soprou amargamente contra suas bochechas. Mas o soldado não hesitou em seu passo. Havia visto lugares tão mais temíveis quanto mais estranhos do que este, mais poucas coisas tinham a capacidade de fazê-lo tremer. Nosso soldado tinha lutado bravamente em sua guerra, mas muitos soldados lutam bravamente. Velho, jovem, belo de rosto, e aqueles de altos infortúnios, todos os soldados vão para luta com melhor do que eles são capazes. Muitas vezes, é mais uma questão de sorte do que justiça que determina quem deve viver e quem deve morrer. Assim, em sua coragem, sua honra, sua própria virtude, nosso soldado talvez não estivesse melhor do que milhares de seus companheiros. Mas em um aspecto, o nosso soldado era muito diferente. Ele não podia dizer uma mentira. Devido a isso, ele foi chamado Teller Verdade... Do TELLER O VERDADEIRO

Capítulo 01 Agora a escuridão começou a cair quando Teller Verdade chegou ao cume da montanha e viu um magnífico castelo, preto como o pecado... Do TELLER O VERDADEIRO

Londres, Inglaterra Julho de 1765

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Foi quando a carruagem chocou em torno de uma curva, e o castelo decrépito apareceu à vista na penumbra, que Helen Fitzwilliam finalmente, e um pouco tardiamente, percebeu que era possível que toda a viagem fosse um erro terrível. ― É isso? ― Jamie, seu filho de cinco anos, estava ajoelhado na bolorenta almofada do assento da carruagem e olhando para fora da janela. ― Pensei que fosse esperado ser um castelo. ― Isto é um castelo bobo. ― Sua irmã de nove anos, Abigail, respondeu. ― Você não pode ver a torre? ― Só porque isto tem uma torre, não quer dizer que seja um castelo. ― Jamie se opôs, franzindo a testa para o castelo suspeito. ― Não há fosso. Se isto é um castelo, não é adequado. ― Crianças, ― disse Helen por demais acentuadas, mas, então eles passaram de uma carruagem apertada após a outra durante quase quinze dias. ― Por favor, não briguem. ― Naturalmente, sua prole fingiu surdez. ― É rosa. ― Jamie pressionou o nariz contra a pequena janela, nublando o vidro com sua respiração. Virou e fez uma careta para sua irmã. ― Você acha que um castelo adequado deveria ser rosa? Helen reprimiu um suspiro e massageou a têmpora direita. Sentiu uma dor de cabeça à espreita ali pelos os últimos quilômetros, e sabia que estava prestes a atacar assim que ela precisasse de todo o seu juízo. Realmente não tinha pensado completamente nesse esquema. Mas, então, nunca pensou inteiramente sobre as coisas que deveria, não é? Impulsividade, agindo precipitadamente e lentamente se arrependia. A marca registrada de sua vida. Foi por isso que, com a idade de trinta e um, encontrava-se viajando por uma terra estrangeira prestes a colocar a si mesma e os seus filhos à misericórdia de um estranho. Que idiota que era! Uma tola teria levado melhor sua história, a carruagem já estava parando diante das imponentes portas de madeira.

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― Crianças. ― ela sussurrou. Ambos os rostinhos giraram em direção a sua voz. Os olhos castanhos de Jamie estavam arregalados, enquanto a expressão de Abigail estava comprimida e com medo. Sua filha percebia demais para uma menina, ela era muito sensível para a atmosfera que os adultos criavam. Helen respirou fundo e se obrigou a sorrir. ― Esta será uma aventura, meus queridos, mas é preciso se lembrar do que eu disse... ― Ela olhou para Jamie. ― Como nós somos chamados? ― Halifax. ― Jamie respondeu prontamente. ― Mas ainda sou Jamie e Abigail ainda é Abigail. ― Sim, querido. Isso foi decidido na viagem a partir do norte de Londres, quando se tornou dolorosamente óbvio que Jamie teria dificuldades em não chamar sua irmã pelo seu nome real. Helen suspirou. Ela tinha que ter apenas esperança de que nomes cristãos das crianças fossem comuns o suficiente para não entregá-los. ― Nós vivíamos em Londres. ― Abigail disse, olhando atenta. ― Isso vai ser fácil de lembrar... ― Jamie murmurou ― porque nós vivemos. Abigail lançou um olhar sufocante ao seu irmão e continuou. ― Nossa mama esteve na casa da viúva viscondessa Vale. ― E o nosso pai morreu e ele não está... ― os olhos de Jamie se arregalaram chocado. ― Não sei por que precisamos dizer que ele está morto. ― Abigail murmurou no silêncio. ― Porque ele não deve nos rastrear querida. ― Helen engoliu em seco e se inclinou para frente para dar um tapinha no joelho de sua filha. ― Está tudo bem. Se pudermos...

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A porta da carruagem foi aberta, quase arrancada, e o rosto carrancudo do cocheiro olhou para dentro. ― Vocês vão sair ou não? Parece que vai chover, e quero estar de volta naquela pousada seguro e aquecido quando isso chegar, não é? ― É claro. ― Helen assentiu regiamente ao cocheiro, de longe era o cocheiro mais ranzinza que tiveram nesta jornada infeliz. ― Por favor, traga para baixo nossas malas. O homem bufou. ― Já foi feito, não é? ― Venham, crianças. ― ela esperava que não estivesse corando na frente do homem horrível. A verdade era que eles tinham apenas duas bolsas leves, uma para ela e uma para as crianças. O cocheiro provavelmente pensou que eles estavam desolados. E de certa forma, ele estava certo, não estava? Ela empurrou esse pensamento ameaçador à distância. Agora não era o momento de ter pensamentos desanimadores. Tem que estar em alerta máxima e mais persuasiva para conduzir isto. Saiu da carruagem alugada e olhou em volta. O antigo castelo apareceu diante deles, sólido e silencioso. O edifício principal era um retângulo atarracado, construído de resistente pedra rosa suave. Alto nos cantos, torres circulares projetados a partir das paredes. Anteriormente o castelo do tipo uniforme, uma vez que nitidamente era cascalhado, mas agora estava desigual com ervas daninhas e lama. Algumas árvores agrupadas sobre ele lutavam para fazer uma barreira contra o vento ascendente. Mais ao longe, as colinas negras rolavam suavemente para o horizonte escuro. ― Tudo bem, então? ― o cocheiro se balançava para subir para o seu assento, nem mesmo olhou para eles. ― Estou saindo fora. ― Pelo menos nos deixe uma lanterna! ― Helen gritou, mas o barulho estrondoso da carruagem afogou ao longe sua voz. Ela olhou, horrorizada, atrás do condutor. ― Está escuro. ― Jamie observou, olhando para o castelo. ― Mamãe não há nenhuma luz. ― disse Abigail.

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Ela parecia assustada, e Helen sentiu uma onda de medo também. Não tinha notado a falta de luzes até agora. E se ninguém estivesse em casa? O que eles fariam então? Vou cruzar essa ponte quando chegar nela. Ela era a adulta aqui. A mãe deve fazer seus filhos se sentirem seguros. Helen levantou o queixo e sorriu para Abigail. ― Talvez estejam acesas na parte de trás, onde não podemos vê-las. Abigail não parecia particularmente convencida por essa teoria, mas obedientemente assentiu com a cabeça. Helen pegou as bolsas e subiu os degraus de pedra rasa até as enormes portas de madeira. Elas ficavam dentro de um arco gótico, quase preto com a idade, e as dobradiças e parafusos eram de ferro, bastante medieval. Levantou o anel de ferro e bateu. O som ecoou dentro do desespero. Helen ficou de frente para a porta, se recusando a acreditar que ninguém viria. O vento soprou sua saia em um redemoinho. Jamie arrastou as botas contra o degrau de pedra, e Abigail suspirou quase silenciosamente. Helen umedeceu os lábios. ― Talvez não possam ouvir, porque estão na torre. Ela bateu novamente. Já estava escuro, o sol desapareceu completamente, e com ele o calor do dia. Estava no meio do verão e muito quente em Londres, mas compreendeu em sua viagem ao norte que as noites na Escócia poderiam se tornar muito frescas, mesmo no verão. Relâmpagos no horizonte. Que lugar desolador este! Por que alguém iria voluntariamente optar por viver aqui estava além de sua compreensão. ― Não virão. ― disse Abigail quando um trovão ressoou na distância ― Ninguém está em casa, eu acho. Helen engoliu quando gordos pingos de chuva tamborilavam contra seu rosto. A última aldeia que tinham passado estava a dez quilômetros. Tinha que encontrar um

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abrigo para seus filhos. Abigail estava certa. Não havia ninguém em casa. Ela os levou a uma perseguição ao ganso selvagem. Não ia falhar com eles mais uma vez. Os lábios de Helen tremeram com o pensamento. Não deve se quebrar na frente das crianças. ― Talvez haja um celeiro ou outra dependência em... ― ela começou quando uma das grandes portas de madeira se abriu, assustando-a. Deu um passo para trás, quase caindo ao descer os degraus. No início, a abertura parecia estranhamente preta, como se uma mão fantasmagórica tivesse aberto a porta. Mas, então, algo se moveu, e discerniu uma forma dentro. Um homem estava de pé ali, alto, magro, e muito, muito intimidante. Ele mantinha uma única vela, sua luz inteiramente inadequada. Ao seu lado estava um grande animal de quatro patas, muito alto para ser qualquer tipo de cão que ela conhecia. ― O que você quer? ― Ele murmurou, sua voz baixa e rouca, como se por falta de uso ou tensão. Seu sotaque era culto, mas o tom estava longe de ser acolhedor. Helen abriu a boca, lutando por palavras. Ele não era nada do que ela esperava. Meu Deus, o que era aquela coisa ao lado dele? Naquele momento, um relâmpago bifurcado através do céu, perto e incrivelmente brilhantes. Iluminou o homem e seu companheiro como se estivessem em um palco. A besta era alta, grisalha e magra, com olhos negros brilhantes. O homem era ainda pior. Preto, cabelo liso caindo em emaranhados sobre seus ombros. Usava calças velhas, polainas e um casaco grosseiro mais adequado ao monte de lixo. Um lado de seu rosto mal barbeado estava retorcido com vermelhas cicatrizes irritadas. Uma única luz marrom do olho direito refletiu o raio para eles diabolicamente. O mais horrível de tudo, é que só havia um buraco cavado onde o olho esquerdo deveria ter estado. Abigail gritou.

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Eles sempre gritam. Sir Alistair Munroe fez uma careta para a mulher e os filhos em seu degrau. Atrás deles, a chuva de repente baixava em uma parede de água, fazendo amontoar as crianças contra as saias da mãe. As crianças, especialmente as pequenas, quase sempre gritavam e corriam para longe dele. Às vezes até mesmo mulheres adultas o faziam. Apenas no ano passado, uma jovem bastante melodramática em High Street, em Edimburgo, havia desmaiado ao vê-lo. Alistair queria dar um tapa na tola pivete. Em vez disso, ele saiu correndo como um rato doente, escondendo o lado mutilado de seu rosto o melhor que pôde no seu reduzido casaco de lã e puxando para cima seu manto. Esperava essa reação em cidades e vilas. Era a razão pela qual não gostava de frequentar áreas onde as pessoas se reuniam. O que não esperava era uma criança do sexo feminino gritando em sua própria porta. ― Pare com isso. ― ele rosnou para ela, e a moça fechou sua boca. Havia duas crianças, um menino e uma menina. O menino era uma coisa como um passarinho marrom que poderia estar em qualquer lugar três a oito anos. Não tinha base para julgar, uma vez que evitava crianças quando podia. A menina era mais velha. Era pálida e loira, e estava olhando para ele com olhos azuis que pareciam muito grandes para o rosto fino. Talvez isso fosse uma falha de sua linhagem ― tais anomalias frequentemente denotavam deficiência mental. Sua mãe tinha os olhos da mesma cor, viu quando finalmente, com relutância, olhou para ela. Era linda. Claro. Seria uma beleza resplandecente que apareceu em sua porta em uma tempestade. Tinha olhos da cor exata das recentemente abertas harebells1, cabelos dourado brilhantes, e um magnífico par de seios que qualquer homem, até mesmo um com cicatrizes, misantrópico2 recluso como ele iria achar

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Boca de sino, tipo de flor selvagem procedente da Escócia, de cor azul claro. Repulsa ao convívio social, antissocial, ou que sente melancolia e tristeza com o convívio social.

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excitante. Era, afinal, a reação natural de um macho humano por uma fêmea humana de óbvia capacidade reprodutiva, por mais que ele se ressentisse. ― O que você quer? ― ele repetiu para a mulher. Talvez toda a família fosse mentalmente deficiente, porque simplesmente olharam para ele, mudos. O olhar da mulher estava fixado em sua cavidade ocular. Naturalmente. Ele havia deixado seu remendo de novo ― a maldita coisa era um incômodo ― e seu rosto sem dúvida iria inspirar pesadelos durante seus sonos esta noite. Ele suspirou. Estava prestes a se sentar para um jantar de mingau cozido e salsichas, quando ouviu as batidas. Miserável como era sua refeição, fria seria ainda menos apetitosa. ― Carlyle Manor está há umas boas duas milhas de distância. ― Alistair inclinou a cabeça em direção ao oeste. Sem dúvida, eles eram os convidados de seus vizinhos que se extraviaram. Ele fechou a porta. Ou melhor, ele tentou fechar a porta. A mulher inserido o pé na fenda, impedindo-o. Por um momento, na realidade ele considerou fechar seu pé na porta, mas um resto de civilidade se afirmou em si e ele parou. Ele olhou para a mulher, seus olhos se estreitaram, e esperou por uma explicação. A mulher empinou seu queixo. ― Eu sou sua governanta. Definitivamente um caso de deficiência mental. Provavelmente o resultado sobre reprodução aristocrática, pois apesar de sua falta de habilidade mental, ela e as crianças estavam ricamente vestidas. Que só fez sua declaração ainda mais absurda. Ele suspirou. ― Não tenho uma governanta. Realmente senhora, Carlyle Manor é pouco mais sobre a colina... Ela realmente teve a ousadia de interrompê-lo. ― Não, você me entendeu mal. Eu sou sua nova governanta. ― Repito. Eu. Não. Tenho. Uma. Governanta. ― ele falou lentamente, então, talvez, seu cérebro confuso conseguisse entender as palavras. ― Nem desejo ter uma. Eu...

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― Este é o Castelo Greaves? ― Aye3. ― E você é Sir Alistair Munroe? Ele fez uma careta. ― Aye, mas... Ela não estava nem olhando para ele. Em vez disso, ela se inclinou para remexer em uma das bolsas a seus pés. Ele olhou para ela, irritado e perplexo, vagamente estimulado, porque sua posição lhe deu uma vista espetacular do corpete de seu vestido. Se fosse um homem religioso, poderia pensar que isto era uma visão. Ela fez um som satisfeito e se endireitou novamente, sorrindo bastante, gloriosamente. ― Aqui. É uma carta da viscondessa Vale. Ela me enviou aqui para ser sua governanta. ― ela estava oferecendo uma peça bastante amassada de papel. Olhou para o papel um momento antes de arrebatar de sua mão. Ergueu a vela para fornecer um pouco de luz para ler a rabiscada. Ao seu lado Lady Grey, seu cão de caça, decidiu evidentemente que não receberia salsichas para o jantar tão cedo. Ela suspirou tempestuosamente e se deitou sobre a laje do salão. Alistair terminou de ler a carta com o som da chuva batendo constantemente em sua direção. Então, olhou para cima. Tinha encontrado Lady Vale apenas uma vez. Ela e seu marido, Jasper Renshaw, visconde Vale, visitaram sua casa sem serem convidados há pouco mais de um mês atrás. Ela não o demonstrou na época ser uma mulher interferente, mas a carta, de fato, informava-o de que tinha uma nova governanta. Loucura. O que a mulher do Vale estava pensando? Mas, então, era quase impossível entender o funcionamento da mente feminina. Teria que enviar a governanta por demais bonita, ricamente vestida e sua prole, embora pela manhã. Infelizmente, além disso, eram protegidos de Lady Vale, e não poderia simplesmente enviá-los na escuridão da noite. Alistair encontrou os olhos azuis da mulher. ― Como você disse que era seu nome? 3

Sim em gaélico.

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Ela corou lindamente como o nascer do sol na primavera sobre a campina. ― Eu não disse. Meu nome é Helen Halifax. Sra. Halifax. Estamos ficando bastante molhados aqui, percebe. Um canto endurecido de sua boca se elevou em seu tom. Não era uma deficiente mental, depois de tudo. ― Bem, então, seria melhor que você e seus filhos entrarem, Sra. Halifax. Um pequeno sorriso curvou em um lado da boca de Sir Alistair assustando Helen. Ele chamou a atenção para a boca larga e firme, flexível e masculina. O sorriso o revelou não como o gárgula que ela estava pensando dele, mas um homem. Este foi embora de uma vez, é claro, assim que a pegou olhando para ele. Em um instante, sua expressão se tornou empedernida e um pouco cínica. ― Você vai continuar se molhando até entrar senhora. ― Obrigado. ― Ela engoliu em seco e entrou para o corredor escuro. ― Você é muito gentil. Tenho certeza, Sir Alistair. Ele deu de ombros e se afastou. ― Se você diz então. Homem bestial! Ele não tinha sequer se oferecido para carregar suas bolsas. Claro, a maioria dos senhores não carregava os pertences de suas governantas. Mesmo assim, isto já teria sido bom, pelo menos uma oferta. Helen pegou uma bolsa em cada mão. ― Venham, crianças. Eles tiveram que andar depressa, quase correndo, para acompanhar Sir Alistair e o que parecia ser a única luz no castelo ― sua vela. O cão gigantesco se colocava ao seu lado, magro, moreno e alto. De fato, era muito parecido com seu dono. Eles passaram por um grande corredor e por uma passagem escura. A luz da vela balançava na frente, lançando sombras estranhas nas paredes encardidas, e nas teias de aranha elevadas no teto. Jamie e Abigail se arrastavam de cada lado dela. Jamie estava tão cansado que simplesmente se arrastava, mas Abigail estava olhando curiosamente de um lado para outro enquanto ela se apressava. ― É terrivelmente sujo, não é? ― Abigail sussurrou.

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Alistair se virou enquanto ela falava, e num primeiro momento Helen pensou que ele tinha ouvido. ― Vocês já comeram? ― ele parou tão de repente, que Helen quase pisou nos dedos dele. Conforme foi, acabou de pé muito, muito perto dele. Ela teve que torcer o pescoço para olhá-lo nos olhos, e ele segurou a vela perto de seu peito, lançando a luz diabolicamente sobre o rosto. ― Nós tomamos chá na pousada, mas... ― ela começou, sem fôlego. ― Bom. ― ele disse, e se afastou. Ele chamou por cima do ombro enquanto desaparecia numa esquina: ― Vocês podem passar a noite em um dos quartos. Vou contratar uma carruagem para mandar vocês de volta a Londres pela manhã. Helen agarrou as bolsas mais alto e correu para alcançá-lo. ― Mas eu realmente não... Ele já começava a subir uma estreita escada de pedra. ― Você não precisa se preocupar com a despesa. Por um segundo, Helen fez uma pausa na parte inferior da escada, olhando para o traseiro constantemente firme retrocedendo acima deles. Infelizmente, a luz foi recuando também. ― Depressa, Mama. ― Abigail a incitou. Ela tomou a mão de seu irmão, como uma boa irmã mais velha, e já subia os degraus com Jamie. O homem horrível parou no piso. ― Vem Senhora Halifax? ― Sim, Sir Alistair. ― Helen disse com os dentes cerrados. ― Só acho que, se você só considerar a ideia de Lady Vale de ter uma... ― Não quero uma governanta. ― ele murmurou, e voltou a subir as escadas. ― Acho isso é difícil de acreditar... ― Helen ofegava atrás dele ― considerando o estado do castelo que vi até agora. ― E sim, gosto da minha casa do jeito que está. Helen apertou os olhos. Ela se recusava a acreditar que qualquer um, mesmo esta besta de um homem, na verdade gostasse de sujeira. ― Lady Vale especificamente me instruído...

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― Lady Vale está enganada em sua crença de que desejo uma governanta. Eles finalmente chegaram ao topo das escadas, e ele fez uma pausa para abrir uma porta estreita. Ele entrou no quarto e acendeu uma vela. Helen parou e o observou do hall. Quando ele se voltou, ela encontrou seu olhar com determinação. ― Você pode não querer uma governanta, mas é óbvio que precisa de uma. O canto de sua boca se curvou novamente. ― Você pode argumentar o quanto quiser, senhora, mas permanece o fato de que nem preciso nem desejo ter você aqui. ― ele apontou para o quarto com uma mão. As crianças correram na frente. Ele não se preocupou em se mover da porta, então Helen foi forçada a andar de lado, os seus seios quase roçando seu peito. Ela olhou para ele enquanto passava. ― Eu o aviso, vou fazer disso o meu propósito de mudar sua ideia Sir Alistair. Ele inclinou a cabeça, o olho bom brilhando a luz da vela. ― Boa noite, Sra. Halifax. Ele fechou a porta suavemente atrás dele. Helen olhou para a porta fechada por um momento, então lançou um olhar sobre ela. O quarto onde Sir Alistair os levara era grande e desordenado. Hediondas cortinas longas cobriam uma parede, e uma enorme cama, com grossos postes esculpidos, dominava o ambiente. A única pequena lareira situava-se em um canto. Sombras mascaravam o outro lado do quarto, mas os contornos de móveis amontoados a fez suspeitar que este estivesse sendo usado como espaço de armazenamento. Abigail e Jamie desabaram na cama enorme. Duas semanas atrás, Helen não teria deixado que tocassem em algo mesmo que empoeirado. Mas, então, há duas semanas, ainda era a amante do Duque de Lister.

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Teller Verdade parou diante do castelo negro. Quatro torres apareceram, uma em cada canto, subindo alto e ameaçadoramente para o céu noturno. Ele estava prestes a se afastar quando as grandes portas de madeira se abriram. Um belo jovem estava lá, com vestes dourada e branco, usando um anel com uma pedra branco-leitosa sobre o indicador. ― Boa noite, viajante. ― disse o homem ― Você não vai entrar e sair do frio e do vento? Bem, o castelo era um mau presságio, mas a neve soprava em torno dele, e Teller Verdade não se importou, o pensamento estava um fogo quente. Acenou com a cabeça e entrou no castelo negro... Do TELLER O VERDADEIRO

Estava escuro. Muito, muito escuro. Abigail estava na cama grande e prestava atenção à escuridão no castelo. Ao lado dela, Jamie estava roncando em seu sono. Estava diretamente contra ela, espremendo a si mesmo o mais próximo possível, sua cabeça empurrando o ombro dela, seu hálito quente soprando em seu pescoço. Ela estava quase na beira da cama. A mãe respirou suavemente em seu lado da cama. A chuva havia parado, mas podia ouvir um gotejamento constante dos beirais. Parecia um homenzinho andando até a parede, cada passo medido soando mais perto. Abigail estremeceu. Tinha que fazer xixi. Talvez, se ficasse imóvel, voltasse a dormir. Mas, então, havia o medo de acordar em uma cama molhada. Foi um longo tempo desde que molhou a cama, mas ainda se lembrou da vergonha da última vez que isso tinha aconteceu. A Sra. Cummings, sua ama, a obrigou a dizer para a Mama o que ela tinha feito. Abigail quase vomitou o café da manhã antes que pudesse fazer sua confissão. No final, sua mãe não ficou zangada, mas olhou para ela com preocupação e compaixão, e o que quase foi pior.

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Abigail odiava decepcionar sua Mama. Às vezes, sua mãe olhava para ela com uma expressão triste, e Abigail sabia. Ela não estava muito bem. Não ria como as outras garotas, não brincava com bonecas e tinha um montão de amigos. Gostava de ficar sozinha. Gostava de pensar sobre as coisas. E às vezes se preocupava sobre as coisas com as quais pensava, simplesmente não podia evitar. Não importa o quanto isto desapontasse sua Mama. Suspirou agora. Não havia nenhuma necessidade para isto. Teria que usar a urinol. Ela se moveu em silêncio e olhou por cima da borda da grande cama, mas estava escuro demais para ver o chão. Tirando um pé das cobertas, deslizou lentamente até que pudesse tocar o chão com apenas um dedo do pé. Nada aconteceu. O piso de madeira estava frio, mas não havia ratos ou aranhas ou outros insetos horríveis. Pelo menos, nas proximidades. Abigail respirou fundo e deslizou totalmente da cama. Sua camisola da noite enrolada e levantada, expondo suas pernas ao frio. Acima, Jamie murmurou e rolou em direção a Mama. Levantou-se e puxou sua camisola para baixo, então se agachou e puxou o urinol de debaixo da cama. Levantou sua saia e se agachou sobre ele. O som de sua urina batendo no urinol era alto no quarto, abafando o gotejamento do beiral. Suspirou de alívio. Algo estalou fora da porta do quarto. Abigail congelou, seu fluxo ainda gotejando no recipiente de estanho. Uma luz tremulante penetrou por debaixo da porta. Alguém estava no corredor. Lembrou-se do rosto horrivelmente marcado de cicatrizes de Sir Alistair. Ele era tão alto, mais ainda do que o Duque. E se ele decidiu atirá-los de seu castelo? Ou pior? Abigail prendeu a respiração, esperou, suas coxas ardendo de agachar sobre o urinol, o seu traseiro esfriando no ar da noite. Fora da porta, alguém pigarreou, um líquido borbulhou por um momento no estômago de Abigail, e cuspiu. Então botas rasparam contra o chão enquanto se afastava. Ela esperou até que já não podia mais

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ouvir os passos, e então pulou fora do urinol. Ela o empurrou para longe e subiu na cama, puxando as cobertas e a cabeça de Jamie sobre ela. ― Que foi? ― Jamie murmurou, caindo contra ela novamente. ― Shh! ― Abigail assobiou. Ela prendeu a respiração, mas tudo que ouvi foi a sucção que Jamie quando ele mamava o dedo. Ele não deveria fazer mais isso, mas a Srta. Cummings não estava aqui para repreendê-lo. Abigail colocou os braços firmemente em torno de seu pequeno irmão. Mama tinha dito que tinha que sair de Londres. Que eles não podiam mais ficar em sua casa na cidade alta com a Sra. Cummings e os outros servos que ela tinha conhecido toda a sua vida. Que tiveram que deixar belos vestidos e livros ilustrados e adoráveis bolos com coalhada e limão para trás. Deixar tudo na verdade, Abigail sabia. Mas, certamente, Mama não tinha percebido o quão terrível este castelo seria? Como as salas eram escuras e sujas ou quão assustador o mestre? E se o Duque soubesse quão terrível era este lugar, ele não iria deixá-los voltar para casa? Não iria? Abigail estava no escuro escutando o pequeno homem escalando pelas paredes e desejou que estivesse a salvo em casa, em Londres.

Helen acordou na manhã seguinte com o sol brilhando vagamente pela janela. Ela fez questão de puxar as cortinas na noite anterior, de modo que não iria dormir depois da primeira luz. Poderia dizer de um único raio fraco, lutando através de uma vidraça suja, a primeira luz. Helen suspirou e esfregou a vidraça com um canto da cortina, mas só conseguiu fazer com que um redemoinho de poeira grudasse no vidro. ― Este é o lugar mais sujo que eu já vi. ― Abigail observou criticamente, enquanto observava seu irmão.

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Havia várias cadeiras estofadas lotando o extremo do quarto, como se o castelão há muito tempo as tivesse guardado ali e depois esquecido. Jamie estava pulando de cadeira para cadeira. Cada vez que aterrissava, uma pequena nuvem de poeira levantava da almofada. Já uma película de sujeira cobria seu rostinho. Oh, Deus, como faria isto? O castelo estava imundo, seu mestre era uma besta desagradável, um homem rude, e não tinha ideia do que fazer primeiro. Mas então, isto não era como se tivesse escolha. Helen conhecia esse tipo de homem, o Duque de Lister era assim quando ela o deixou. O tipo que não deixa ir qualquer coisa que lhe pertencia. Podia não ter ficado com ela durante anos, e pode ter tomado outras amantes naquela época, mas Lister ainda a considerava sua amante. Sua posse. E as crianças eram suas posses também. Ele era o pai delas. Não importa que mal tenha dito duas palavras para as crianças ao longo dos anos ou que nunca as reconheceu formalmente. Lister mantinha o que era dele. Se tivesse qualquer suspeita de que ia fugir com Abigail e Jamie, ele as teria tirado dela, não tinha dúvida. Uma vez, quase oito anos atrás, quando Abigail era apenas um bebê, Helen falou sobre deixá-lo. Voltou para sua casa na cidade, depois de uma expedição de compras numa tarde, para encontrar Abigail desaparecida e a babá em lágrimas. Lister manteve o bebê até a manhã seguinte, uma noite que ainda a assombrava em seus sonhos. Até o momento em que ele chegou a sua porta pela manhã, ela estava quase doente de preocupação. E Lister? Ele entrou com o bebê em seu braço, e explicou muito claramente que, se ela esperava manter sua filha ao seu lado, deveria se resignar ao seu relacionamento. Ela era dele, e nada nem ninguém poderia alterar isso. Então, quando tomou a decisão de deixar Lister, sabia que teria que apagar seus rastros atrás de si. Lister nunca deveria encontrá-la e as crianças mantidas em segurança. Com a ajuda de Lady Vale, ela escapou de Londres em uma carruagem emprestada. Mudou o transporte na primeira pousada da estrada ao norte e continuou alugando diferentes carruagens o mais rápido possível. Manteve-se nas estradas menos viajadas e tentou atrair o mínimo de atenção possível.

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Isto foi ideia de Lady Vale para Helen, se apresentar como nova governanta de Sir Alistair. O Castelo Greaves estava bem longe da sociedade, e Lady Vale tinha certeza que Lister nunca pensaria em procurar por ela aqui. Neste aspecto, o domínio de Sir Alistair era o refúgio perfeito. Mas Helen se perguntava se Lady Vale tinha qualquer noção de quão miserável era o castelo. Ou como teimoso era seu mestre. Um passo de cada vez. Não era como se tivesse outro lugar para ir. Este foi o caminho que escolheu, e deve fazê-lo funcionar. As consequências do fracasso eram simplesmente demasiado impensáveis para contemplar. Jamie caiu desajeitadamente e deslizou de uma cadeira em uma avalanche de poeira. ― Pare com isso, por favor. ― Helen estalou. Ambas as crianças olharam para ela. Não costumava levantar a voz. Mas então, até uma semana ou mais atrás, ela tinha uma babá para cuidar das crianças. Ela os via quando queria, na hora de dormir, no chá da tarde, e passeios no parque. Momentos em que eles se encontravam, eram lembranças agradáveis. Se Abigail ou Jamie tornavamse cansados ou com raiva ou fora dos padrões, sempre tinha a opção de enviá-los de volta a Sra. Cummings. Infelizmente, tinha deixado a Sra. Cummings para trás em Londres. Helen inalou, tentando se acalmar. ― É hora encarar o no nosso trabalho. ― O trabalho? ― perguntou Jamie. Levantou-se e começando a chutar uma almofada que tinha deslizado para o chão com ele. ― Sir Alistair disse que iríamos embora novamente esta manhã. ― disse Abigail. ― Sim, mas nós vamos convencê-lo do contrário, não vamos? ― Quero ir para casa. ― Nós não podemos querida. Já lhe disse isso. ― Helen sorriu de forma persuasiva. Não tinha contado a eles o que Lister faria se ele os capturasse. Não queria

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assustar as crianças. ― Sir Alistair precisa de alguém para limpar seu castelo e o coloque de volta em ordem, você não acha? ― Si-im. ― disse Abigail. ― Mas ele disse que gosta de seu castelo todo sujo. ― Bobagem. Acho simplesmente que ele é muito retraído para pedir ajuda. Além disso, é nosso dever cristão de ajudar aos necessitados, e me parece que Sir Alistair tem uma grande necessidade de fato. Abigail parecia duvidosa. Helen bateu palmas antes que sua filha muito perceptiva pudesse fazer mais objeções. ― Vamos descer e pedir um esplêndido café da manhã reforçado para Sir Alistair e alguma coisa para nós mesmos. Depois disso, vou deliberar com a cozinheira e criadas sobre a melhor forma de estabelecer sobre a limpeza e gestão do castelo. ― Mesmo Jamie se animou com a ideia de café da manhã. Helen abriu a porta, e eles lotaram o estreito corredor do lado de fora. ― Acho que nós viemos desse lado na noite passada. ― disse e partiu para a direita. Enquanto viravam para fora, aquela não era a direção que Sir Alistair e eles levaram, mas depois de algumas voltas mais erradas, eles se encontraram no piso térreo do castelo. Helen percebeu Abigail arrastando seus calcanhares enquanto eles caminhavam para a parte de trás do castelo, na direção presumida das cozinhas. Abigail de repente parou. ― Tenho que cumprimentá-lo? ― Quem, querida? ― Perguntou Helen, embora soubesse perfeitamente bem. ― Sir Alistair. ― Abigail tem medo de Sir Alistair! ― Jamie cantou. ― Não tenho. ― Abigail disse ferozmente ― Pelo menos, não muito. É só que... ― Ele te surpreendeu e você gritou. ― disse Helen. Ela olhou sobre as paredes sujas do corredor, à procura de como responder a sua filha. Abigail podia ser tão sensível. A menor crítica a deixava meditando por dias. ― Sei que se sentiu estranha,

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querida, mas deve pensar nos sentimentos de Sir Alistair também. Não deve ser muito agradável ter uma jovem gritando ao vê-lo. ― Ele deve me odiar. ― Abigail sussurrou. E o coração de Helen apertou dolorosamente. Era tão difícil ser mãe às vezes. Querendo proteger as crianças de um do mundo e de suas próprias fraquezas, e ao mesmo tempo a necessidade de incutir honra e comportamento adequado. ― Duvido que ele sinta alguma coisa tão dura como ódio. ― Helen disse gentilmente ― Mas acho que você terá que pedir desculpas a ele, não é? Abigail não disse nada, mas deu um simples acenar brusco de cabeça, seu rosto magro pálido e preocupado. Helen suspirou e continuou na direção da cozinha. Café da manhã reforçado, em sua opinião, geralmente torna as coisas melhor. Mas, como se viu, havia muito pouco para comer no Castelo Greaves. A cozinha era uma vasta sala, terrivelmente antiga. As paredes rebocadas e as arestas do teto tinham sido uma vez caiadas de branco, mas a cor era de um cinza sujo agora. A lareira cavernosa, necessitando muito de uma varredura para fora, pegava uma parede inteira. A julgar pela poeira nas panelas empilhadas nos armários, ultimamente não muito foi cozido por aqui. Helen olhou em volta da sala, consternada. Um único prato sujo estava em uma das mesas, a evidência de que alguém tinha comido uma refeição aqui recentemente. Certamente deveria haver uma despensa com alimentos em algum lugar? Ela começou a abrir armários e gavetas em um estado de quase pânico. Quinze minutos depois, ela examinou o seu espólio: um único saco de farinha farinhento, alguma aveia, chá, açúcar, e um punhado de sal. Ela também tinha encontrado um pequeno pedaço secou de toucinho pendurado na despensa. Helen estava olhando para o abastecimento, imaginando o que poderia ser feito para o café da manhã deles, quando o horror de sua situação finalmente lhe ocorreu. Não havia cozinheira.

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Na verdade, ela não tinha visto nenhum servo esta manhã. Nem uma copeira ou lacaio. Nem um menino engraxate ou uma criada de salão. Sir Alistair tinha quaisquer serviçais? ― Estou com fome, Mama. ― Jamie gemeu. Helen olhou cegamente para ele por um momento, ainda atordoada pela magnitude da tarefa à sua frente. Uma pequena voz estava gritando no fundo de sua mente: Eu não posso fazer isso! Não posso fazer isso! Mas não tinha escolha. Deve fazer isso. Engoliu em seco, jogou um cobertor sobre a voz gritando em sua mente, e arregaçou as mangas. ― É melhor a gente começou a trabalhar, então, não temos?

Alistair pegou uma velha faca de cozinha e quebrou o selo em uma carta grossa que tinha chegado apenas esta manhã. Seu nome estava escrito do lado de fora em um grande envelope, com laços, escrito quase ilegível com mão que ele reconheceu imediatamente. Vale provavelmente tinha escrito para exortá-lo mais uma vez para ir até Londres ou algum outro tal disparate. O visConde era um homem persistente, mesmo quando mostrado nenhum incentivo por todos. Alistair sentou-se na maior das torres do castelo. Quatro janelas altas espaçadas uniformemente ao redor das paredes exteriores curvas deixavam entrar uma quantidade incrível de luz, fazendo com que a torre fosse perfeita para seu estudo. Três mesas largas ocupavam a maior parte da sala. Suas superfícies estavam cobertas com livros abertos, mapas, animais e espécies de insetos, lupas, pincéis, prensas para preservar folhas e flores, várias rochas interessantes, cascas, ninhos de aves, e de seus esboços a lápis. Contra as paredes exteriores, entre as janelas, estavam caixas de vidro e prateleiras segurando mais livros, mapas e várias revistas e artigos científicos. Ao lado da porta havia uma pequena lareira acesa, mesmo quando o dia estava quente. A Lady Grey estavam pesando os anos, e

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gostava de se aquecer no pequeno tapete em frente à lareira. Ela se esparramou ali, tomando sua soneca da manhã enquanto Alistair trabalhou por trás da maior mesa, que também lhe servia como escrivaninha. Mais cedo eles foram ao seu passeio matinal. Eles já não andavam tão longe como costumavam, e Alistair foi forçado a abrandar o passo nas última duas semanas para deixar Lady Grey manter o ritmo. Logo teria que deixar a menina para trás. Mas se preocuparia com isso outro dia. Alistair desdobrou a carta e a percorreu enquanto o fogo crepitava suavemente. Era o início da manhã, e não tinha nenhuma dúvida de que seus convidados inesperados da noite anterior ainda estavam dormindo. Apesar de sua pretensão de ser uma governanta, a Sra. Halifax o atingiu mais como uma dama da sociedade. Talvez ela estivesse aqui por uma aposta, alguma outra dama aristocrática a desafiando a enfrentar o revoltante e cicatrizado Sir Alistair em seu covil castelo. O pensamento foi terrível, fazendo-o envergonhado e com raiva ao mesmo tempo. Mas então se lembrou de que ela estava genuinamente chocada com a sua aparência. Isso, pelo menos, não era parte de algum jogo. E em qualquer caso, Lady Vale não era o tipo de mulher frívola de jogar esses truques. Alistair suspirou e jogou a carta sobre a mesa diante dele. Nenhuma menção do esquema da esposa de Vale de lhe enviar uma suposta governanta. Em vez disso, a carta era cheia de notícias de Vale sobre o traidor de Spinner’s Falls e a morte de Matthew Horn ― uma pista falsa abruptamente interrompida. Ele traçava levemente a borda de seu tapa-olho enquanto olhava para fora da janela da torre. Seis anos atrás, nas Colônias Americanas, Spinner’s Falls era o lugar onde o 28º Regimento de Infantaria tinha caído em uma emboscada. Quase todo o regimento foi massacrado pelos índios Wyandot, aliados dos franceses. Os poucos sobreviventes, incluindo Alistair, foram capturados e marcharam pelas florestas da Nova Inglaterra. E quando eles chegaram ao acampamento indígena... Ele abaixou sua mão para tocar num canto da carta. Não tinha sequer sido um membro do 28º. Sua posição era de civil. Encarregado de descobrir e descrever a flora

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e a fauna da Nova Inglaterra, Alistair tinha três meses a contar para voltar para a Inglaterra quando teve a infelicidade de andar por Spinner’s Falls. Três meses. Se tivesse ficado para trás com o resto do exército britânico, em Quebec, como originalmente planejado, não teria sequer ido até Spinner’s Falls. Alistair redobrou cuidadosamente a carta. Agora Vale e outro sobrevivente, um Colonial chamado Samuel Hartley, tinham provas de que o 28º tinha sido traído em Spinner’s Falls. Que um traidor tinha dado os franceses e seus aliados indígenas Wyandot o dia em que eles passariam por Spinner’s Falls. Vale e Hartley estavam convencidos de que poderiam encontrar este traidor e, eventualmente, expô-lo e punilo. Alistair bateu a carta suavemente contra sua escrivaninha. Desde a visita de Vale, o pensamento de um traidor tinha começado a apodrecer em sua mente. Que tal homem ainda estava livre ― ainda estava vivo ― enquanto tantos homens bons estavam mortos era insuportável. Há três semanas, ele finalmente tomou medidas. Se havia um traidor, ele quase certamente tinha tratado com os franceses. Quem melhor para perguntar sobre o traidor do que um francês? Ele tinha um colega na França, um homem chamado Etienne LeFabvre, a quem tinha escrito e perguntado se ele ouviu qualquer rumor sobre Spinner’s Falls. Desde então, estava esperando impacientemente por uma resposta de Etienne. Franziu a testa. As relações com a França eram terríveis, como de costume, mas com certeza... Seus pensamentos foram interrompidos pela abertura da porta da torre. A Sra. Halifax entrou carregando uma bandeja. ― Que inferno você está fazendo? ― Ele murmurou, a surpresa fazendo suas palavras mais duras do que pretendia. Ela parou, sua boca ampla, muito bonita virou para baixo com desagrado. ― Trouxe seu café da manhã, Sir Alistair. Ele se refreou, com o esforço, de perguntar o que ela poderia ter, possivelmente, lhe trazido para o café da manhã. A menos que ela tivesse pegado os ratos do castelo e

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os fritado, não havia muita coisa para comer. Ele tinha jantado a última salsicha na noite anterior. Ela deslizou suavemente para frente e colocou a bandeja em um vidro italiano bastante vulnerável e valioso sobre insetos. ― Não aí. ― Ao seu comando, ela congelou meio curvada. ― Ah, só um momento. ― Ele rapidamente abriu um espaço, empilhando papéis no chão ao lado de sua cadeira. ― Aqui, pode colocar. ― Ela abaixou a bandeja e descobriu um prato. Nele estavam depositadas duas fatias de bacon, encrespado dentro de prato, e três biscoitos, duros pequenos. Ao lado do prato estava uma grande tigela de mingau de aveia e uma xícara de chá preto escuro. ― Teria trazido para cima um jarro de chá... ― A Sra. Halifax estava dizendo enquanto se ocupava arrumando os pratos sobre a mesa, ― mas não dá a impressão ter um. Um bule, que é. Assim sendo, eu fui forçada a ferver o chá em uma panela. ― Quebrou no mês passado. ― Alistair murmurou. Que esquema era esse? E estava esperando comer esta refeição na frente dela? Ela olhou para cima, as faces totalmente rosadas e olhos azuis cintilantes, o condenando. ― O que você disse? ― O bule. ― Graças a Deus que tinha colocado o seu tapa-olho, esta manhã ― Isto é muito, ah, amável Mrs. Halifax, mas você não precisa ter se incomodado. ― Não me incomodou em nada. ― ela mentiu descaradamente. Ele sabia muito bem o estado de sua cozinha. Ele estreitou seus olhos. ― Espero que você esteja querendo nos deixar esta manhã... ― Vou ter que arranjar outro, eu não devo? Um bule, quero dizer. ― Disse ela, como se de repente tivesse ficado surda. ― O chá só não tem o mesmo sabor cozido em uma panela. Acho que os bules de cerâmica são os melhores. ― Vou pedir uma carruagem... ― Há pessoas que preferem metal... ― Da aldeia... ― A prata é muito cara, é claro, mas um bom pequeno bule de estanho...

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― Então você pode me deixar em paz! ― suas últimas palavras emergiram como um fole. Lady Grey levantou a cabeça da lareira. Por um momento, a Sra. Halifax olhou para ele com seus grandes olhos harebells azuis. Então abriu a exuberante boca e disse, ― você pode comprar um bule de estanho, não pode? Lady Grey suspirou e se virou para o calor do fogo. ― Sim, eu posso pagar um bule de estanho! ― ele fechou os olhos por um momento, irritado que se deixasse atrair pelo balbuciar dela. Então olhou para ela e respirou fundo. ― Mas você irá partir justamente assim que eu possa... ― Bobagem. ― O que você disse? ― ele murmurou muito suavemente. Ela ergueu o queixo impertinente. ― Eu disse bobagem. Obviamente, precisa de mim. Você sabe que tem quase nenhuma comida no castelo? Bem, é claro que você sabe, mas na verdade não vai fazer. Não vai fazer por nada. Devo fazer algumas compras também quando for a aldeia pelo bule de chá. ― Eu não preciso... ― Espero que você não espere que vivessem de aveia e tiras de bacon? ― ela colocou as mãos nos quadris e olhou para ele de uma maneira inteiramente conveniente. Ele franziu a testa. ― Claro que eu... ― E as crianças precisam de alguns legumes frescos. Espero faça tão bem a você. ― Não você... ― Vou para a aldeia, esta tarde, devo? ― Sra. Halifax... ― E esse bule, você prefere cerâmica ou estanho? ― Cerâmica, mas...

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Estava falando para uma sala vazia. Ela já tinha fechado a porta suavemente atrás dela. Alistair arregalou os olhos para a porta. Nunca foi tão completamente derrotado em toda a sua vida, e por um pequeno deslize por uma mulher que pensou ser imbecil na noite anterior. Lady Grey levantou a cabeça na saída da Sra. Halifax. Agora ela a colocara de volta para baixo, sobre suas patas, e parecia dar a ele um olhar de pena. ― Pelo menos pude escolher o bule de chá. ― Alistair murmurou defensivamente. Lady Grey gemeu e se virou.

Helen fechou a porta da torre atrás dela e, então, não poderia resistir a um pequeno sorriso. Ha! Definitivamente ganhou aquela rodada com Sir Beastly4. Apressou-se a descer as escadas da torre antes que ele pudesse chegar até a porta e chamá-la de volta. As escadas eram de pedra antiga, gastas e rasas, e as paredes da torre eram de pedra nua também até que ela chegou a uma porta no fundo das escadas. Essa a levou a um corredor estreito que estava escuro e mofado, mas, pelo menos, com painéis e carpete. Ela esperava que o café da manha de Sir Alistair não estivesse muito frio, mas se assim fosse, era sua própria culpa. Levou um bom tempo para encontrá-lo esta manhã. Foi a todos os sombrios andares superiores do castelo até que finalmente lhe ocorreu que deveria tentar as torres. Devia ter pensado que ele estaria escondido em uma torre antiga, como algo saído de um conto destinado a aterrorizar crianças. Preparou-se antes de abrir a porta, para que não reagisse a sua aparência. Felizmente, ele usava um tapa-olho, esta manhã. Mas ainda deixou seu cabelo preto pendurado em torno de seus ombros, e acreditava que não se barbeou em uma semana ou mais. Sua mandíbula estava bastante sombreada com a barba por fazer. Não seria de tudo uma 4

O melhor de todos, o máximo, mas também bestial, brutal e desagradável.

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surpresa se ele continuasse dessa forma para intimidar as pessoas. E, então havia a mão dele. Helen parou com a lembrança. Não tinha notado a sua mão na noite passada, mas esta manhã quando abriu a porta da torre, ele estava segurando uma folha de papel entre os dedos médio e o polegar. O dedo indicador e o dedo mínimo estavam faltando em sua mão direita. O que causou aquela mutilação tão horrível? Ele esteve em algum acidente? E este terrível acidente também o marcou com as cicatrizes em seu rosto e custado o olho? Se assim for, não iria receber sua pena ou mesmo simpatia. Mordeu o lábio com o pensamento. Sua última visão de Sir Alistair lhe deu uma pontada de remorso. Ele foi mal-humorado e despenteado. Rude e sarcástico. Tudo o que esperou depois da noite anterior. Mas havia algo mais. Sentado naquela mesa enorme, bloqueado atrás de seus livros e papéis e desordem e ele olhou... Solitário. Helen piscou, olhando ao redor da pequena passagem sombria. Bem, isso era bobagem. Ele faria uma observação terrivelmente cortante se ela lhe contasse sua impressão sobre ele. Nunca conheceu um homem menos propenso a ter a amabilidade por outro ser humano. E, no entanto, lá estava ele. Pareceu solitário para ela. Morava sozinho, longe da civilização neste grande e sujo castelo, sua única companhia era um enorme cão. Poderia alguém, mesmo um homem que parecia não gostar das pessoas, realmente ser feliz em tais circunstâncias? Sacudiu a cabeça e começou a marchar em direção à cozinha novamente. Não havia lugar em sua vida no momento para tais pensamentos sentimentais. Não podia se dar ao luxo de ser influenciada por emoções suaves. Fez isso uma vez e olha onde isso a levou, fugindo de medo com seus filhos. Não, é melhor ser pragmática sobre o castelo e seu mestre. Tinha Abigail e Jamie a considerar. Virou a esquina e ouviu gritos na cozinha do castelo. Meu Deus! E se um vagabundo ou algum outro vilão invadiu a cozinha? Abigail e Jamie estavam lá

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sozinhos! Apanhou suas saias e correu o resto do caminho, estourando na cozinha quase sem fôlego. A visão que se reuniu a ela não fez nada para acalmar seus medos. Um homenzinho atarracado estava agitando os braços e gritando com as crianças, que estavam em pé diante dele. Abigail mantinha uma frigideira de ferro em ambas as mãos, resoluta, embora seu rosto estivesse pálido. Atrás de sua irmã, Jamie saltou de um pé para o outro, os olhos arregalados e excitados. ―... Todos vocês! Ladrões e assassinos, roubando em lugares que vocês não pertencem! Hangin é bom demais para vocês! ― Fora! ― Helen gritou. Avançou sobre a criatura discutindo com seus filhos. ― Fora, eu digo! O pequeno homem pulou e girou ao som de sua voz. Ele usava um colete gorduroso sobre demasiado grandes calções e meias remendadas. Seu cabelo era um gengibre grisalho, e se dividia em uma crespa nuvem em ambos os lados de sua cabeça. Tinha os olhos esbugalhados, mas ele os arregalou com a visão dela. ― Quem é você? Helen se empertigou. ― Sou a Sra. Halifax, governanta de Sir Alistair. Agora, você deve remover a si mesmo para longe desta cozinha, ou serei forçada a chamar Sir Alistair. O homenzinho ficou boquiaberto. ― Deixa de falar bobagem, mulher. Sir Alistair não tem uma governanta. Sou o seu homem. Teria conhecimento se tivesse uma! Por um momento, Helen olhou para a criatura repulsiva, perplexa. Tinha começado a pensar que Sir Alistair não tinha qualquer tipo de ajuda. De fato, sob essa perspectiva sombria como foi, era preferível ter ao servo desagradável na frente dela. ― Qual é o seu nome? ― ela finalmente perguntou. O pequeno homem estufou seu peito magro. ― Wiggins. Helen balançou a cabeça e cruzou os braços. A única coisa que aprendeu em seus anos em Londres era não mostrar medo diante de valentões. ― Bem, então, o Sr.

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Wiggins, Sir Alistair pode não ter tido uma governanta no passado, mas tem uma agora, e eu sou ela. ― Vá em frente! ― Eu lhe asseguro que é verdade, e mais, é melhor se acostumar com a ideia. Wiggins coçou seu traseiro contemplativamente. ― Bem, se isso é verdade, você tem um vagão de trabalho duro em suas mãos. ― De fato. ― Helen suavizou seu tom. O homenzinho, sem dúvida, foi surpreendido ao encontrar estranhos na cozinha do castelo. ― Espero poder contar com a sua ajuda, Sr. Wiggins. ― Ur... ― ele grunhiu sem se comprometer. Ela ia deixá-lo ir ao momento. ― Agora. Gostaria de tomar algum café da manhã? ― Naw5. ― Wiggins se arrastou para o corredor. ― Se está querendo me ver e me dar ordens para o dia, não é ele? ― ele pisou fora da cozinha. Abigail colocou a frigideira de ferro sobre uma mesa. ― Aquele homem cheira... ― Ele cheira de fato. ― disse Helen ― Mas não devemos usar isso contra ele. No entanto, quero que ambos vocês fiquem fora do caminho dele quando eu não estiver ao seu lado. Jamie balançou a cabeça vigorosamente, enquanto Abigail apenas parecia preocupada. ― Bem, chega disso. ― Helen disse rapidamente. ― Vamos nos lavar, e depois vamos começar na cozinha. ― Nós vamos limpar esta cozinha? ― Jamie ficou boquiaberto com as teias de aranha penduradas no teto.

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Não em gaélico.

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― É claro. ― Helen disse confiante, ignorando a vibração de medo em seu estômago. A cozinha estava muito suja. ― Agora. Vamos buscar um pouco de água para lavar. Eles encontraram a velha bomba em um canto do pátio do estábulo nesta manhã. Ela bombeou um balde de água em seguida, mas tinha usado tudo fazendo o café da manhã. Jamie levou o balde de lata quando todos eles caminhavam para o pátio do estábulo. Helen agarrou o punho da bomba e deu um sorriso encorajador para as crianças antes de puxá-lo com ambas as mãos. Infelizmente, a bomba estava um pouco enferrujada, e levou um grande esforço para trabalhar com isso. Dez minutos depois, Helen empurrou o cabelo suado da testa e olhou para o balde meio cheio. ― Não é muito. ― disse Abigail em dúvida. ― Sim, bem, isto vai ter que dar por agora. ― Helen arquejou. Pegou o balde e voltou para a cozinha, arrastando atrás as crianças. Ela colocou o balde no chão e mordeu o lábio. A água tinha que ser aquecida para lavar os pratos, mas deixou o fogo do café da manhã apagar. Apenas algumas brasas ainda brilhavam nas cinzas de lareira. Sr. Wiggins entrou na cozinha enquanto ela estava de pé e olhando para a lareira com desânimo. O homenzinho olhou para ela e para o balde lamentável de água e resmungou. ― Teve um grande começo, não teve? Porque, esta cozinha está tão limpa que quase me cega os olhos de olhar para ela. Bem, nunca tema. Sua estadia está fixada para ser curta. Ele mesmo me disse para ir buscar uma carruagem para partir de dia da “aldeia”. Helen ajeitou no desânimo. ― Tenho certeza de que não será necessário, Sr. Wiggins. O homenzinho apenas bufou e saiu. ― Mama... ― Abigail disse calmamente ― Se Sir Alistair está enviando uma carruagem para irmos para casa, talvez a gente não tenha que limpar a cozinha depois de tudo.

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Helen sentiu abater um cansaço repentino sobre ela. Não era uma governanta. Não sabia como limpar a cozinha ou até mesmo sabia o suficiente para manter o fogo aceso, parecia. O que estava fazendo, tentando uma tarefa intransponível? Talvez Sir Alistair estivesse certo. Talvez devesse admitir a derrota e tomar a carruagem para longe do castelo.

Capítulo 03 O castelo negro era cavernoso e sombrio, com passagens sinuosas que levam a mais passagens. Teller Verdade seguiu o belo jovem, e, embora eles caminhassem por longos minutos, eles não viram outra alma. Finalmente, o jovem levou Teller Verdade para um grande salão de jantar e lhe ofereceu uma refeição de carne assada, pão fino e todos os tipos de frutas exóticas. O soldado comeu tudo com gratidão, pois tinha anos desde que suas refeições foram tão boas. Todo o tempo em que Teller Verdade comeu, o jovem se sentou, sorriu e o observou... Do TELLER O VERDADEIRO

Helen deixou sua cabeça refestelar-se contra o lado da carruagem quando eles contornaram uma curva, e o castelo desapareceu de vista. ― Era um castelo muito sujo. ― disse Abigail, dentro da carruagem. Helen suspirou. ― Sim, meu amor, isto era. Um castelo muito sujo com um mestre mal-humorado ― e ela deixara ambos derrotá-la. Tinha visto o movimento na janela da alta torre quando eles caminhavam até a carruagem alugada. Sem dúvida, Sir Beastly estava exultante sobre sua derrota. ― Nossa casa em Londres é muito mais agradável. ― disse Abigail ― E talvez o Duque vá ficar feliz de nós estarmos de volta.

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Helen fechou os olhos. Não. Não, ele não faria isso. Abigail, obviamente, pensava que eles estariam voltando para casa em Londres agora, mas isso não era uma opção. Lister não iria recebê-los de braços abertos. Ele roubará os filhos dela e a jogará na rua. E isso se tivesse com sorte. Olhou para Abigail e tentou sorrir. ― Nós não vamos voltar para Londres, minha querida. O rosto de Abigail caiu. ― Mas... ― Nós vamos ter que encontrar outro lugar para ficar. ― e se esconder. ― Eu quero ir para casa. ― disse Jamie. A dor de cabeça começou na sua têmpora. ― Nós não podemos ir para casa querido. O lábio inferior de Jamie se projetava. ― Eu quero... ― Isso simplesmente não é possível. ― Helen respirou e disse em voz baixa: ― Sinto muito, meus queridos. Mama tem uma dor de cabeça. Vamos discutir isso mais tarde. Por enquanto, tudo o que vocês precisam saber é que temos de encontrar outro lugar para ficar. Mas onde mais poderiam ir? O Castelo Greaves pode ter sido sujo e seu mestre impossível, mas como um esconderijo era perfeito. Sacudiu suas saias, sentindo a bolsa de couro pequena que pendia sob elas. Dentro havia algumas moedas e muito poucas joias, o pecúlio que ela salvou dos presentes de Lister. Não tinha dinheiro, mas encontrar um lugar onde uma mulher solteira com dois filhos não excitasse comentários ia ser difícil. ― Devo ler para você do livro de conto de fadas? ― Abigail perguntou muito calmamente. Helen olhou para ela e tentou sorrir. Sua filha era realmente uma querida às vezes. ― Sim, por favor. Acho que gostaria.

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O rosto de Abigail se suavizou, e ela se inclinou para remexer no saco macio a seus pés. Ao lado dela, Jamie saltou em seu assento. ― Leia a história sobre o homem com o coração de ferro! Abigail tirou um maço de papéis e com muito cuidado folheou-os até que encontrou a parte que queria. Limpou a garganta e começou a ler lentamente. ― Era uma vez, há muito, muito tempo atrás, havia quatro soldados viajando para casa depois de muitos anos de guerra... Helen fechou os olhos, deixando-se levar pela voz alta e clara de sua filha. O conto de fadas “livro”, que ela lia era na verdade um maço de papéis soltos. O livro original foi escrito em alemão, e Lady Vale traduzira os contos de sua amiga, Lady Emeline Hartley. Quando a viscondessa enviou Helen e seus filhos ao norte, solicitou que Helen transcrevesse sua tradução para que pudesse, eventualmente, ter uma tradução destinada a Lady Emeline. Toda a longa viagem para a Escócia, Helen leu as histórias para as crianças, e agora elas eram as favoritas da família. Helen olhou para fora da janela. Lá fora, as colinas roxas e verdes passaram, aproximando-os da pequena aldeia de Glenlargo. Se ela ainda fosse empregada de Sir Beastly, ela poderia ter comprado mantimentos lá. Algo mais apetitoso do que o mofando bacon e aveia. Ah, se não fosse tão terrivelmente inútil! Passou toda a sua vida adulta como o brinquedo de um cavalheiro rico. Nunca foi treinada em nada prático. Exceto que não era bem verdade. Era uma vez, antes de Lister, antes que tivesse quebrado os laços com sua família, quando ainda era jovem e inocente, costumava ajudar o pai enquanto ele fazia suas rondas. Papa foi um médico com bastante sucesso e, às vezes, quando ele visitava os pacientes, ela o acompanhava. Oh, não para ajudar com medicar, que era considerada uma tarefa muito desagradável para uma jovem, mas mantinha um caderninho no qual ela havia escrito seus pensamentos sobre os diversos pacientes que visitavam, mantendo um calendário de apontamentos e fazendo listas.

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Seduzir um Animal Elizabeth Hoyt Lenda dos Quatros Soldados - 03

Muitas listas. Foi ajudante do Papa, a sua organizadora de listas. A única que manteve sua vida e os negócios em ordem. Não foi um grande trabalho, mas foi um passo importante. E, agora que pensava nisso, não era realmente o que era a maioria dos funcionários? Certamente eles precisavam saber como limpar e executar uma casa, mas muitas vezes não delegar essas tarefas para outras pessoas? Helen sentou-se tão de repente que Abigail gaguejou parando. ― O que é isso, mamãe? ― Calma querida. Deixe-me pensar. Tenho uma ideia. ― A carruagem chegou aos arredores de Glenlargo. Era uma pequena aldeia em comparação com Londres, mas mantinha tudo o que uma comunidade pequena, isolada, necessitava: lojas, artesãos, e as pessoas que poderiam ser contratadas. Helen se levantou pela metade e ficou balançando na carruagem e bateu no teto. ― Pare! Oh, pare a carruagem! ― a carruagem deu um solavanco e parou quase a jogando de volta em seu lugar. ― O que estamos fazendo? ― Jamie perguntou. E Helen não pode deixar de sorrir para ele. ― É hora de se alistar reforços.

Alistair passou a tarde em sua torre de escrita ― ou pelo menos tentar escrever. Como muitos dias antes, as palavras simplesmente se recusaram a se formar. Ao contrário, encheu um cesto com folhas de papel amassado, cada um coberto das tentativas cruzadas de um ensaio sobre texugos. Não poderia mesmo encontrar a primeira frase. Escrever foi tão fácil como respirar para ele, e agora... Agora temia que nunca mais fosse terminar um ensaio. Sentia-se como um tolo quebrado. Quando quatro horas chegou, e notou que Lady Grey tinha saído da torre, tomou isso como uma boa desculpa para abandonar suas tentativas miseráveis e ir à procura do cão. Além

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disso, não comeu nada desde a detestável refeição da manhã. O castelo estava silencioso quando fez o seu caminho descendo as escadas sinuosas da torre. Era quase sempre silencioso, é claro, mas ontem à noite, quando a Sra. Halifax e seus filhos ocuparam sua casa, isto parecia menos morto. Ele balançou a cabeça com o pensamento mórbido. Viu a mulher partir esta manhã e se alegrou mais uma vez em ser praticamente sozinho ― Wiggins dificilmente incomodava a todos. Era bom estar sozinho. Bom não ser interrompido no trabalho. Quando poderia trabalhar. Alistair fez uma careta quando chegou ao corredor, e se dirigiu para seu próprio quarto primeiro. Lady Grey gostava de tirar um cochilo com um ponto de luz solar sob as janelas na parte da tarde. Mas seu quarto estava como havia deixado esta manhã: vazio e desarrumado. Franziu a testa por sua cama desfeita, a colcha e os lençóis arrastando no chão. Hmm. Talvez uma governanta não tivesse sido uma ideia tão ruim, afinal. Voltou para a sala e gritou: ― Lady Grey! Nenhum risco de garras no chão de pedra anunciou sua aproximação. A maioria das outras salas estava fechada neste andar, então ele passou para o outro. Aqui havia uma velha sala de estar, ele por vezes a utilizava. Olhou, mas Lady Grey não estava deitada em um dos sofás estofados. Mais abaixo, a sala estava o quarto que tinha dado a Sra. Halifax. Observou e não apreendeu nada, além do fato de que sua cama havia sido feita. Ela podia já não ter estado aqui por tudo, tão desamparado era o olhar do quarto. Do lado de fora, pensou ter ouvido o som de sua carruagem se afastando novamente. Absurdo fantasioso. Continuou sua busca. No piso principal, verificou todos os quartos, sem sucesso, terminando na biblioteca. ― Lady Grey! Ficou olhando para a biblioteca empoeirada um momento. Havia uma fresta de sol da tarde, onde uma cortina caiu e nunca foi substituída, e às vezes ela vinha cochilar

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aqui. Mas não hoje. Alistair fez uma careta. Lady Grey tinha mais de uma década e visivelmente desacelerava. Droga. Virou-se e caminhou em direção à cozinha. Lady Grey normalmente não costumava ir até lá sem ele. Ela e Wiggins não se davam, e a cozinha era o lugar onde o servo permanecia a maior parte do tempo. Na verdade... Parou abruptamente ao ouvir o som de vozes. Altas, vozes infantis. Não estava sendo fantasioso agora ― havia crianças em sua cozinha. E a coisa estranha, uma completa inesperada coisa, que sua primeira reação foi de alegria. Eles não o tinham deixado depois de tudo. Seu castelo não estava realmente morto. Claro, que isso foi seguido muito rapidamente por indignação. Como ela ousa desafiar o seu comando? Devia estar a meio caminho de Edimburgo por agora. Ele pedira outra carruagem, e ele mesmo embalaria seu muito lindo traseiro, se tivesse tempo desta vez. Não havia espaço em seu castelo, em sua vida, para uma governanta muito atraente, e seus dois fedelhos. Alistair começou a avançar, sua intenção focada, passo largo firme. E então as vozes infantis clarificaram em palavras. ―... Não podemos voltar para Londres, Jamie. ― a menina estava dizendo. ― Não vejo por que não. ― respondeu o menino com uma voz rebelde. ― Por causa dele. Mama disse isso. Alistair fez uma careta. A Sra. Halifax não poderia voltar para Londres por causa de um homem? Quem? O marido dela? Ela se apresentou como uma viúva, mas e se o seu marido ainda estava vivo e ela fugiu dele... Droga! O homem poderia ter machucado ela. Havia poucas coisas que uma mulher poderia fazer se tinha se casado mal, mas fugir do marido era uma delas. Isso colocou um ângulo diferente sobre as coisas. O que não queria dizer que tinha que recebê-la de braços abertos. Alistair sentiu uma curva de sorriso malicioso nos lábios. Ficou sério e entrou na cozinha. As crianças estavam no outro extremo da sala, de cócoras ao lado da lareira. Ao vê-lo ambos se levantaram às pressas, girando seus

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rostos culpados em direção a ele. Revelada entre eles estava Lady Grey, deitada ante o pequeno fogo. Ela estava de costas, as suas grandes patas no ar. Ela virou envergonhada em direção a ele, suas orelhas caíam comicamente da cabeça para baixo, mas não fez nenhum movimento para levantar. Por que deveria? Obviamente estava recebendo a adoração das crianças. Humph6. O garoto deu um passo adiante. ― Isto não é culpa dela, de verdade! Ela é um bom cão. Nós estávamos apenas acariciando. Não fique com raiva. Que tipo de ogro esta criança fazia dele? Fez uma careta e avançou em direção a eles. ― Onde está sua mãe? O menino olhou por cima do ombro para fora da porta da cozinha e recuou um passo enquanto falava. ― No pátio do estábulo. De todos os lugares, o que ela estava fazendo no estábulo? Banhando seu cavalo castrado, Griffin? Enrolamento margaridas em sua crina? ― E o que vocês dois estão fazendo aqui? A menina se moveu em torno de seu irmão, de modo que seu corpo protegia o dele. Ela ficou muito rígida, seu pequeno peito magro quase tremendo de tensão. ― Voltamos. Levantou uma sobrancelha para ela. Parecia um mártir pronto para a fogueira. ― Por quê? Olhou para ele com os olhos azuis de sua mãe. ― Porque você precisa de nós. Ele parou seu avanço. ― O quê? Ela respirou fundo e falou com cuidado. ― Seu castelo é sujo e terrível, e você precisar de nós para torná-lo agradável.

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Expressão que dependendo da situação pode significar um rosnado, tipo Hum!, Ou uma indignação, tipo Uma Ova!

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Abigail olhou para o rosto de Sir Alistair. Às vezes, no passeio de carruagem para a Escócia, eles passaram por enormes pedras, fincadas na vertical nos campos, de pé por si mesmas. Mamãe disse que elas eram chamadas de pedras de pé e que alguns povos antigos as haviam colocado lá, mas ninguém sabia o porquê. Sir Alistair era como uma daquelas grandes pedras de pé, grande, duro e do tipo de assustador. Suas pernas passavam por quilômetros, seus ombros eram largos e seu rosto... Engoliu em seco. Ele tinha uma barba escura que era desigual, porque não crescia sobre as cicatrizes de um lado de seu rosto. As cicatrizes corriam pela barba, vermelhas e feias. Ele cobriu seu olho vazio, hoje, com um tapa-olho. Estava grata pelo tapa-olho, caso contrário, não teria sido capaz de olhar na cara dele por tudo. Seu único olho era castanho claro, a cor de chá sem leite, e olhava para ela como se ela fosse um inseto. Um besouro, talvez. Um desses negros horríveis que corriam longe quando alguém derrubava uma rocha. ― Humph. ― disse Sir Alistair. Ele limpou a garganta com um grande e surdo som. Então ele franziu a testa. Quando franziu a testa, as cicatrizes vermelhas se torciam em sua bochecha. Abigail olhou para baixo. Não tinha certeza do que fazer a seguir. Deveria pedir desculpas por ter gritado com ele na noite passada, mas não conseguia ter a coragem. Seu novo avental estava preso em seu corpete, e ela puxou. Nunca tinha usado um avental antes, mas mamãe tinha comprado um para ela e um para Abigail na aldeia. Ela disse que elas precisam deles se iam colocar a cozinha do castelo limpa. Não achava que a limpeza de um castelo seria quase tão divertida como Mama estava tentando fingir. Olhou para cima para Sir Alistair. Os cantos de sua boca estavam voltados para baixo, mas estranhamente sua carranca não era metade tão assustadora como foi na noite anterior. Inclinou a cabeça. Se Sir Alistair não fosse tão grande, um tipo muito severo de cavalheiro, poderia ter pensado que ele não sabia o que fazer, também.

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― Não havia quase nenhuma comida na despensa esta manhã. ― disse ela. ― Eu sei. ― a boca dele ficou plana. Jamie voltou para o grande cão cinzento perto do fogo. Ele foi o único a vê-la quando eles vieram para a cozinha. Correr para brincar com o cachorro, apesar das advertências de Abigail. Jamie adora os cães de todos os tipos, e nunca parecia pensar que eles poderiam mordê-lo. Abigail sempre pensou em ser mordida quando via um cão estranho. Ela teve um desejo súbito por sua casa, em Londres, onde conhecia todo mundo e onde tudo era familiar. Se eles estivessem em casa agora, ela e Jamie estariam tomando chá e pão com a Sra. Cummings. Embora nunca gostasse muito da Sra. Cummings, a lembrança do rosto apertado e estreito dela, e o pão e a manteiga, que ela sempre servia, fez doer o peito. Mama disse que nunca poderiam voltar para Londres. Agora, Sir Alistair estava franzindo a testa para baixo, para o grande cão, como se ele pudesse ter cruzado com ela. ― Mama estará aqui em breve. ― disse Abigail para distraí-lo. ― Ah. ― disse ele. O velho cão colocou a pata em sua bota. Sir Alistair olhou para Abigail, e ela deu um passo atrás. Ele tinha um olhar tão duro. ― Quais são os seus nomes? ― Eu sou Abigail ― disse ela ― e este é Jamie. ― Nós vamos tomar chá quando Mama vier. ― disse Jamie. Ele não parecia todo nervoso com a presença de Sir Alistair. Mas então ele estava alegre esfregando as orelhas do cão. Sir Alistair resmungou. ― E ovos, presunto, pão e geleia. ― Jamie continuou recitado. Muitas vezes ele esquecia as coisas, mas não as coisas que tinham a ver com comida. ― Vai fazer algumas para você também. ― Abigail disse cautelosamente. ― Ela não é uma cozinheira muito boa. ― disse Jamie. Abigail franziu a testa. ― Jamie! ― Bem, ela não é! Ela nunca fez isso antes, ela tem? Nós sempre...

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― Silêncio! ― Abigail sussurrou ferozmente. Ela estava com medo de que Jamie estivesse prestes a dizer que eles sempre tiveram seus próprios servos. Ele era tão estúpido às vezes, mesmo que tivesse apenas cinco anos. Jamie olhou para ela com os olhos arregalados, e então eles olharam para Sir Alistair. Ele estava curvado para baixo, arranhando o cão sob seu queixo. Abigail percebeu que em sua mão estavam faltando dois dedos. Estremeceu com desgosto. Talvez não ouvisse a conversa deles? Jamie esfregou o nariz. ― Ela é um cão agradável. O cão inclinou a cabeça e acenou com uma grande pata no ar, como se tivesse entendido Jamie. Sir Alistair assentiu. ― Isso ela é. ― Nunca vi um tão grande. ― Jamie começou a acariciar o cão novamente. ― Que raça ela é? ― Um deerhound. ― disse Sir Alistair ― O nome dela é Lady Grey. Meus antepassados usaram cães como ela para caçar veados. ― Coo7... ― Disse Jamie. ― Alguma vez você já caçou veados com ela? Sir Alistair balançou a cabeça. ― Deer8 são raros nestas partes. A única coisa que Lady Grey caça é salsichas. Abigail cuidadosamente se dobrou e tocou a cabeça quente de Lady Grey. Ela fez questão de ficar longe o suficiente de Sir Alistair para que acidentalmente não se raspasse ele. O cão lambeu seus dedos com uma língua longa. ― Ainda é um bom cão, mesmo que sejam apenas salsichas que ela persegue. Sir Alistair virou a cabeça para que pudesse vê-la com seu olho bom. Abigail congelou, seus dedos segurando o pelo magro de Lady Grey. Estava tão perto dele que podia ver partes de marrom mais leves, como uma estrela em torno do centro do olho. Eram quase dourados, essas partes. Sir Alistair não estava sorrindo,

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Um tipo de arrulho, um murmúrio forte, ou uma expressão de prazer tipo Legal!, mas que não serve para a época. Veado.

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mas não estava franzindo a testa também. Seu rosto ainda era horrível de se olhar, mas havia algo quase triste nisso, também. Ela prendeu a respiração para dizer alguma coisa. Naquele momento, a porta do lado de fora da cozinha explodiu. ― Quem está pronto para o chá? ― Perguntou Mama.

Helen parou bruscamente à mira de Sir Alistair ajoelhado com seus filhos ao lado da lareira. Oh, querido. Ela preferia esperava que ele só descobrisse seu retorno depois que ela fizesse um chá. Não que somente uma refeição pudesse acalmá-lo, mas que ela também pudesse dar uma mordida ou duas antes de enfrentar Sir Beastly. Fazer compras foi o trabalho mais difícil do que primeiro havia suposto. Mas a trégua não era para ser. Sir Alistair se levantou lentamente, com as botas gastas raspando nas lajes da lareira. Deus! Tinha o visto esta manhã, mas já tinha esquecido como era alto, tão grande, realmente, especialmente ao lado de Abigail e Jamie, e quão intimidador. Isso foi provavelmente a causa dela ter apenas um pouco de falta de ar. Ele sorriu, e a expressão fez cócegas na parte de trás do seu pescoço. ― Sra. Halifax. Ela engoliu em seco e ergueu o queixo. ― Sir Alistair. Ele rondava em sua direção, atlético, masculino, e bastante perigoso. ― Confesso que a sua presença na minha cozinha é uma surpresa. ― É mesmo? ― Eu acredito... ― ele circulou por trás dela, e ela torceu o pescoço para tentar mantê-lo em sua visão ― que demiti você esta manhã. Helen pigarreou. ― Sobre o que... ― Tenho quase certeza, de fato, que eu vi você sair em uma carruagem. ― Bem, eu...

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― Uma carruagem que contratei para levá-la embora. ― isso foi sua respiração contra a parte de trás do pescoço dela? Ela se virou, mas ele já estava a vários passos de distância, junto à lareira agora. ― Expliquei ao condutor que você tinha cometido um engano. ― Cometi um engano? ― seu olhar caiu sobre a cesta que ela carregava nas mãos. ― Você foi para a aldeia, então, senhora? Ela ergueu o queixo. Não ia deixá-lo intimidá-la. ― Sim, eu fui. ― E já comprou ovos, presunto, pão e geleia. ― ele andou direto em direção a ela, seu longo passo comendo os poucos metros entre eles. ― Sim, comprei. ― Ela esquivou, totalmente sem querer! E se encontrou contra a mesa da cozinha. ― E que tipo de engano disse ao cocheiro da carruagem que eu tinha cometido? ― Ele arrancou o cesto da sua mão. ― Oh! ― Ela estendeu a mão para a cesta, mas ele descuidadamente a ergueu fora de seu alcance. ― Tudo, tudo, Sra. Halifax. Você estava prestes a me dizer como convenceu o cocheiro a trazê-la aqui de volta. ― Ele pegou o presunto da cesta e o colocou sobre a mesa da cozinha ― Você subornou o homem? ― Certamente que não. ― Ela o olhou preocupada quando ele colocou o pão e a geleia ao lado do presunto. Ele estava com raiva? Divertido? O problema era que ela simplesmente não poderia dizer. Exalou um suspiro exasperado. ― Disse a ele que você estava confuso. Ele olhou para ela. ― Confuso. Se a jogada não tivesse vindo de volta para ela, poderia ter fugido. ― Sim. Confuso. Eu disse que só precisava da carruagem para fazer minhas compras em Glenlargo. ― É isso mesmo? ― Ele esvaziou a cesta por agora e estava examinando os conteúdos sobre a mesa. Além da geleia, presunto, pão e ovos, tinha comprado o chá,

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um lindo bule de porcelana marrom, manteiga, quatro boas maçãs redondas, um monte de cenoura, uma fatia de queijo amarelo cremoso e um arenque9. Ele voltou seu olhar para ela. ― Que magnífico banquete. Você usou seu próprio dinheiro? Helen corou. Naturalmente, teve que usar seu próprio dinheiro. ― Bem, eu... ― Mas isto é muito generoso de sua parte senhora. ― ele murmurou ― Penso que nunca ouvi falar antes que uma governanta usando seus próprios recursos para o seu mestre. ― Tenho certeza que você vai me reembolsar... ― Você tem? ― ele murmurou. Ela colocou as mãos nos quadris e soprou uma mecha de cabelo dos olhos. Esta tarde, foi a mais difícil de toda a sua vida. ― Sim, tenho certeza. Vai me reembolsar porque implorei e ameacei aquele cocheiro miserável para parar em Glenlargo. Então tive que encontrar as lojas, adular o padeiro para reabrir sua loja, ele fecha ao meiodia, você pode acreditar? Pechinchei com o açougueiro para abaixo de seus preços bastante escandalosos, e disse ao merceeiro que não ia comprar maçãs bichadas. ― Ela nem sequer mencionou a tarefa que tinha tomado a maior parte do seu tempo na aldeia ― E depois tive que persuadir o cocheiro da carruagem para nos trazer de volta aqui e me ajudar a descarregar a carruagem. Então, sim, o mínimo que poderia fazer é me reembolsar! Um canto dos largos lábios sensuais se contraiu. Helen se inclinou para frente, à beira da violência. ― E não se atreva a rir de mim! ― Não sonharia com isso. ― Ele pegou uma faca em uma gaveta. ― Abigail, você pode colocar a chaleira no fogo para o chá sozinha? ― Ele começou a cortar o pão. ― Sim, senhor. ― Abigail saltou para ajudar. 9

Pequenos peixes ricos em gordura.

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Helen deixou cair os braços, sentindo-se um pouco esvaziada. ― Quero tentar de novo. A governanta, quero dizer. ― E eu, como o senhor e dono da casa, sou o que nada tenho a dizer sobre o assunto, vejo. Não, não toque nisso. ― Este último foi dirigido a ela quando ela começou a desembrulhar o presunto. ― Ele vai ter que ser fervido e isto pode levar horas. ― Bem, realmente. ― Sim, realmente, a Sra. Halifax. ― ele olhou para ela com aquele olho castanho claro. ― Pode passar a manteiga no pão. Estou supondo, é claro, que é capaz de passar manteiga no pão? Ela não se incomodou em responder a esse comentário insultuoso, mas apenas pegou uma faca de manteiga e começou a aplicar manteiga. Seu humor parecia ter aliviado, mas ainda não indicou se ele deixaria que ela e os filhos ficassem. Helen mordeu o lábio, lançando um olhar de soslaio para ele. Ele parecia perfeitamente contente cortando o pão. Ela soltou um suspiro. Fácil para ele ficar à vontade, não parecia se preocupar se eles teriam um teto sobre sua cabeça esta noite. Sir Alistair não voltou a falar nem um pouco, mas fatiou e lhe entregou o pão para a manteiga. Abigail trouxe o chá, e agora ela enxaguou o novo bule com água quente antes de preenchê-lo. Logo todos se sentaram para uma refeição de chá, pão com manteiga, geleia, maçãs e queijo. Não foi até que Helen pegou um pedaço de sua segunda fatia de pão, que percebeu o quão estranho isso podia parecer para qualquer um que entrasse ali, o senhor do castelo comendo com sua governanta e seus filhos na cozinha. Ela olhou para Sir Alistair e o encontrou observando-a. Seus longos cabelos negros caíam sobre a testa e tapa-olho, dando-lhe a aparência de um salteador ranzinza. Ele sorriu, não muito, e ela ficou em estado de alerta. ― Estive pensando uma coisa, Sra. Halifax. ― Disse asperamente em sua voz quebrada. Ela engoliu em seco. ― Sim?

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― Qual, exatamente, era a sua posição na casa da viúva viscondessa Vale? Droga. ― Bem, fiz algumas tarefas domésticas. Tecnicamente era verdade, pois Lister a tinha colocado em sua própria casa. Claro, ela tinha uma governanta paga... ― Mas você não era a governanta oficial, estou pensando, ou Lady Vale teria dito isso em sua carta. Helen às pressas deu outra mordida no pão para que pudesse pensar. Sir Alistair a observava dessa forma desconcertante, fazendo-a bastante autoconsciente. Outros homens tinham olhado para ela antes, ela era considerada uma beleza, e era só a falsa modéstia não admitir o fato. E, claro, como a amante do Duque de Lister, foi objeto de curiosidade. Então, estava acostumada a ser olhada pelos homens. Mas o olhar de Sir Alistair era diferente. Esses outros homens tinham olhado para ela com desejo, ou curiosidade, ou especulação grosseira, mas não tinham olhando para ela de verdade. Eles estavam olhando para o que ela representava para eles, o amor físico ou um prêmio valioso ou um objeto a ser admirado de boca aberta. Quando Sir Alistair olhou para ela, bem, estava olhando para ela. Helen a mulher. O que foi bastante desconcertante. Era quase como se estivesse nua diante dele. ― Você certamente não era a cozinheira. ― Ele murmurou agora, interrompendo seus pensamentos. ― Acho que nós estabelecemos isso. ― ela balançou a cabeça ― Talvez você fosse um tipo de acompanhante paga? Ela engoliu em seco. ― Sim, acho que você poderia chamar minha posição assim. ― E ainda nunca ouvi falar de uma acompanhante que foi autorizada a manter seus filhos com ela. Helen olhou para as crianças através da mesa. Jamie tinha a intenção de devorar uma maçã, mas Abigail olhava para trás e para frente entre Helen e Sir Alistair com uma expressão preocupada. Helen jogou ao homem abominável seu melhor sorriso,

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juntamente com uma bomba de conversação. ― Já te disse sobre os dois lacaios, três empregadas domésticas, e a cozinheira que contratei na cidade hoje?

Sra. Halifax era a mulher mais surpreendente, Alistair refletiu quando ele deliberadamente deixou sua xícara de chá. Ela estava determinada a permanecer no castelo Greaves, apesar de sua falta de hospitalidade, comprou bules e alimentos, em de fato, se tornar a governanta de todas as coisas, e agora ela contratou toda uma equipe de funcionários. Ela totalmente tirou seu fôlego. ― Você contratou meia dúzia de funcionários. ― disse ele lentamente. Suas sobrancelhas se uniram, fazendo duas pequenas linhas em sua testa lisa e suave. ― Sim. ― Servos eu não quero nem preciso. ― Acho que não pode haver nenhuma dúvida de que você precisa deles. ― respondeu ela ― Eu lidei com Sr. Wiggins. Ele parece confiável. ― Wiggins é confiável. Ele também é barato. Seus servos vão esperar serem bem pago, não vão? ― Homens crescidos foram conhecidos por fugir quando ele falava assim. Mas não ela. Ela inclinou seu suavemente e arredondado queixo. ― Sim. Fascinante. Ela parecia não ter medo dele. ― E se eu não tiver o dinheiro? Seus belos olhos azuis se arregalaram. Ter esse pensamento nunca lhe ocorreu? Que um homem que vivia em um castelo podia não ter servos, porque não podia pagar por eles? ― Eu... Eu não sei. ― Ela gaguejou. ― Tenho o dinheiro para contratar os funcionários se quisesse. ― Sorriu gentilmente ― Eu não quero.

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Na verdade, Alistair supôs que poderia ser chamado de rico, se os relatórios de seu homem de negócios fossem para ser acreditado. Investimentos que fizera antes de partir para as Colônias Americanas foram muito bem. Então, também, o seu livro descrevendo a flora e a fauna da Nova Inglaterra, fez um sucesso bastante espetacular. Então, sim, tinha dinheiro para contratar uma meia dúzia de funcionários, ou dezenas mais se ele se importasse. Irônico, realmente, considerando que ele nunca se propôs a fazer uma fortuna. ― Por que não contratar funcionários, se tem o dinheiro? ― Ela parecia honestamente perplexa. Alistair recostou-se na cadeira antiga da cozinha. ― Por que deveria gastar meu dinheiro em servidores que são inúteis para mim? ― E ele não acrescentou, servos que, sem dúvida, se demorariam nos salões ao olhar para ele e suas cicatrizes. ― Cozinheiras não são inúteis. ― Jamie objetou. Alistair ergueu as sobrancelhas para o garoto. Jamie sentou-se em frente a ele, com os cotovelos sobre a mesa, uma fatia de pão com geleia entre as mãos. ― É mesmo? ― Não se elas podem fazer torta de carne. ― O menino apontou. Ele tinha geleia espalhada em ambos os lados de seu rosto. Havia geleia em cima da mesa na frente dele também. ― Ou de creme. Alistair sentiu sua peculiaridade na boca. Creme quente, recém-tirado do forno, foi seu prato favorito, bem quando ele tinha a idade de Jamie. ― Essa cozinheira pode fazer torta de carne e creme? ― Acredito que sim. ― disse a Sra. Halifax rapidamente. ― Por favor, podemos manter a cozinheira? ― Os olhos de Jamie estavam arregalados e sérios. ― Jamie. ― Abigail repreendeu. Seus olhos não estavam implorando. Interessante.

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― Não acho que mamãe possa fazer uma torta de carne. Você acha? ― Jamie sussurrou com voz rouca para a irmã. ― Pelo menos não uma boa. Alistair olhou de soslaio para a Sra. Halifax. Um rubor bonito foi subindo por suas bochechas. Havia se espalhado para baixo, bem como, desaparecendo sob uma echarpe que ela tinha enrolado em volta do pescoço e colocado em seu corpete elegante. Ela pegou o seu olhar, com os olhos arregalados e azuis, um pouco triste. A visão daqueles olhos, ainda mais do que a pele macia em sua garganta, lhe causou um choque súbito e completamente indesejável de desejo. Alistair empurrado para trás da mesa e ficou de pé. ― Vou dar a cozinheira e a você, Sra. Halifax ― Uma semana na qual se provar. Uma semana. Se não estiver convencido da utilidade da cozinheira e da governanta até lá, você vai e todos vão. Entendeu? A governanta acenou com a cabeça, e por um momento ele sentiu uma pequena pontada de culpa quando viu seu olhar aflito. Então sua boca se torceu em sua própria estupidez. ― Se você puder me dar licença senhora, tenho trabalho a fazer. Vem, Lady Grey. ― Ele deu um tapa em sua coxa e o cão pulou lentamente a seus pés. Ele caminhou da cozinha sem olhar para trás. Maldita mulher! Chegou ao seu castelo, questionando, exigindo e tomando seu tempo, quando tudo que queria era ficar sozinho. Subiu as escadas da torre dois de uma vez e, em seguida, teve que fazer uma pausa e esperar por Lady Grey. Ela estava subindo as escadas devagar e com firmeza, como se suas pernas doessem. A visão o deixou ainda mais irritado. Por quê? Por que tudo tem que mudar? Seria pedir demais para ser deixado para escrever seus livros em paz? Ele suspirou e desceu de volta as escadas até Lady Grey. ― Vamos lá, moça. ― Ele se inclinou e gentilmente a pegou contra seu peito. Podia sentir o seu batimento cardíaco em suas mãos e o tremor nas pernas. Ela era pesada, mas Alistair segurou o cachorro grande em seus braços enquanto subia as escadas da torre. Uma vez na torre, ele se ajoelhou e a colocou em seu lugar favorito, no tapete diante da lareira. ― Não

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há nada para se envergonhar. ― Ele sussurrou enquanto acariciava suas orelhas. ― Você é uma moça corajosa, você é, e se precisar de um pouco de ajuda para subir as escadas, bem, sou feliz em ajudar. Lady Grey suspirou e deitou a cabeça no tapete. Alistair se levantou e caminhou até a janela que dava para a torre de trás dos jardins do castelo. Havia um velho jardim lá, terraços em degraus que levavam até um córrego. Além, colinas roxas e verdes encontravam o horizonte. A vegetação demasiadamente crescida no jardim, caindo pelas paredes em justaposição e aglomeração dos caminhos. Não foram cultivadas em anos. Não desde que ele foi para as Colônias... Nasceu e foi criado neste castelo. Não se lembrava de sua mãe, que morreu ao dar à luz um bebê natimorto, uma menina, quando ele não tinha apenas três anos. A morte de sua mãe talvez pudesse ter infundido o castelo com tristeza, mas embora ela fosse bem amada, isso não aconteceu. Cresceu correndo selvagem pelas colinas, pescando com o pai no córrego, discutindo história e filosofia com Sophia, sua irmã mais velha. Alistair sorriu ironicamente. Sophia geralmente havia vencido nos argumentos, não só porque ela era mais velha cinco anos, mas também porque era a melhor nos estudos. Naquela época, pensava que eventualmente, também iria se casar. Traria sua noiva para o castelo e ergueria outra geração de Munroes, assim como todos os seus antepassados. Mas isso não aconteceu. Foi comprometido aos vinte e três anos com uma garota chamada Sarah, mas ela morreu de uma febre, antes que pudessem casar. Dor o impediu de formar outra aliança durante anos, e depois, de alguma forma, os seus estudos tinham tomado precedência. Viajou para as Colônias, quando tinha vinte e oito, e ficou lá por três anos antes de retornar, prematuramente envelhecido aos trinta e um. E depois que retornou das Colônias...

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Delineou o tapa-olho em seu rosto enquanto olhava para fora para seu campo. Isto foi tarde demais até então, não foi? Perdeu não só seu olho, mas também sua alma. O que restou não era apto para companhia civilizada, e sabia disso. Ficou longe de outras pessoas para se proteger e, talvez mais importante, para protegê-los. Viu a tristeza, cheirou a morte a cada respiração podre e sabia que a selvageria espreitava logo abaixo do fino véu da sociedade. Seu próprio rosto lembrava aos outros que o animal básico estava muito próximo. Que ele poderia atacá-los também. Estava resignado, satisfeito se não ruidosamente alegre. Tinha seus estudos, tinha as colinas e seu córrego. Tinha Lady Grey para lhe fazer companhia. E então ela chegou. Não precisa de uma governanta intrometida, demasiadamente bela para invadir sua casa e sua vida. Não precisava dela mudando seu retiro. Não precisava desse desejo repentino que endurecia seus músculos e fazia sua pele coçar com irritação. Ela ficaria horrorizada, revoltada, se ela soubesse o que provocava nele fisicamente. Alistair se afastou da janela em desgosto. Em breve, ela se cansaria de brincar de governanta e encontraria algum outro lugar para se esconder de tudo o que, ou de quem, ela estava fugindo. Nesse meio tempo, teria certeza de que ela não o impedisse de manter seu trabalho.

― Já faz mais de quinze dias. ― Algernon Downey, o Duque de Lister, disse em uma voz calma e controlada ― Eu lhe pedi para contratar os melhores homens em Londres. Por que eles não conseguem encontrar uma mulher viajando com dois filhos? ― Ele se virou na última sílaba e prendeu Henderson, seu secretário de longa data, com um olhar frio. Eles estavam no estúdio de Lister, uma elegante sala redecorada recentemente em branco, preto e vermelho escuro. Era uma sala apropriada para um Duque e o quinto

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homem mais rico da Inglaterra. No outro extremo, Henderson se sentou em uma cadeira diante a espaçosa mesa de Lister. Henderson era um homenzinho seco, principalmente osso e tendão, com um par de óculos meia lua empoleirado na testa. Tinha um caderno aberto sobre os joelhos e um lápis para tomar notas com sua mão tremendo. ― Admito que seja muito angustiante, Vossa Graça, e peço desculpas. ― Disse Henderson em sua voz sussurrante. Folheou o caderno, como se para encontrar a resposta para a sua própria incompetência lá. ― Mas devemos lembrar que a Sra. Fitzwilliam teve sem dúvida escolhido disfarçar a si mesma e as crianças. E, afinal de contas, a Inglaterra é um lugar muito grande. ― Estou bem ciente de como é grande a Inglaterra, Henderson. Quero resultados, não desculpas. ― É claro, Sua Graça. ― Meus recursos, meus homens, dinheiro, contatos, deveria tê-la encontrado até agora. Henderson deu vários e rápidos pêndulos como aves em sua cabeça. ― Naturalmente, Sua Graça. Claro, temos sido capazes de traçar seus caminhos, tanto quanto a estrada norte. Lister fez um movimento de corte acentuado com a mão. ― Isso foi há quase uma semana atrás. Ela talvez tenha colocou uma pista falsa, desaparecido a oeste de Gales e Cornwall, ou para todos nós sabermos, pegou um navio para as Colônias. Não. Isso é simplesmente inaceitável. Se os homens que temos em cima dela não podem encontrá-la, então, contrate novos. Imediatamente. ― Absolutamente, Alteza. ― Henderson lambeu os lábios nervosamente. ― Devo ver o que está sendo feito de uma só vez. Agora, quanto à viagem da Duquesa ao Balneário... Henderson zumbiu sobre planos de viagem da esposa de Lister, mas o Duque mal escutou. Foi o Duque de Lister desde a idade de sete anos, o seu título tinha séculos.

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Tinha uma cadeira na Câmara dos Lordes, vastas propriedades, minas e navios. Nobres e senhores de todas as categorias respeitavam-no e o temiam. E ainda uma mulher, a filha de um médico charlatão, nem um pouco! Pensou que poderia simplesmente deixá-lo, e mais, levar os seus bastardos pirralhos com ela. Inaceitável. A coisa toda era simplesmente inaceitável. Lister caminhou até as janelas altas de seu estúdio, que estavam envoltas em seda listrada de branco e preto. Tinha que encontrá-la, ter a ela e seus filhos de volta, e então iria mostrar a ela como muito, muito estúpido isto foi por atravessá-lo. Ninguém o atravessou e viveu para tripudiar sobre o assunto. Ninguém.

Capítulo 04 Quando Teller Verdade não podia mais comer, o belo jovem mostrou-lhe uma grande sala, elegantemente decorada e deu-lhe boa noite. Lá, o soldado dormiu sem sonhar e pela manhã acordou para encontrar seu anfitrião em pé ao lado de sua cama. ― Eu fui à procura de um companheiro corajoso para fazer-me uma tarefa. ― disse o jovem ― Você é esse tal homem? ― Sim. ― disse Teller Verdade. O jovem bonito sorriu. ― Isso veremos... Do TELLER O VERDADEIRO

A Sra. McCleod, a nova cozinheira, era uma mulher alta, austera, que mal falava. Helen refletia na tarde seguinte. A mulher já havia cozinhado para uma grande casa em Edimburgo, mas não gostou da correria e do barulho da cidade e retirou-se

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para a cidade vizinha de Glenlargo onde seu irmão era o padeiro. Particularmente, Helen perguntou se a Sra. McCleod não tinha se tornado aborrecida com a vida lenta em Glenlargo, e da padaria de seu irmão, pois certamente aceitou o trabalho como cozinheira com rapidez suficiente. ― Espero que a cozinha se encontre para a sua aprovação. ― disse ela, agora, torcendo o avental com as mãos. A cozinheira era quase da altura de um homem, e o seu rosto era largo e plano. Era inexpressiva, mas suas mãos grandes e avermelhadas estremeciam rapidamente quanto rolou para fora uma pastelaria na mesa da cozinha. ― Precisa varrer a lareira. ― Ah, sim. ― Helen olhou nervosamente para a lareira gigante. Ela tinha ficado até ao romper da aurora esfregando a cozinha o melhor que pôde, em preparação para a cozinheira, mas não teve tempo de limpar a lareira. Suas costas doíam terrivelmente agora, e suas mãos estavam em carne viva da água quente e da dura lixívia10 do sabão. ― Terei uma das empregadas para fazê-lo. Sra. McCleod habilmente virou a massa em um prato de torta e começou a aparar as arestas. Helen engoliu em seco. ― Bem, eu tenho outros assuntos a tratar. Voltarei dentro de uma hora ou mais para ver como você está ficando. A cozinheira deu de ombros. Estava arrumando legumes e pedaços de carne na torta. Helen balançou a cabeça, apenas para dar a aparência de que sabia o que estava fazendo, e foi para o corredor. Lá tirou uma pequena caderneta e um minúsculo lápis. Eles foram os primeiros itens que havia comprado em Glenlargo ontem. Abrindo a caderneta, virou para a terceira página e escreveu: limpar lareira. Esta notação estava no fundo do que estava se tornando uma longa lista que incluía, entre outras coisas, arejar a biblioteca, tirar a hera das janelas da sala de estar, polir todo o chão, e encontrar os talheres bons. 10

Sabão de lixívia tem partes de soda cáustica.

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Helen pôs de lado a caderneta e o lápis, alisou o cabelo, e continuou em seu caminho para a sala de jantar. Esta, ela decidiu, seria a primeira sala a ser completamente colocada em ordem no castelo. Dessa forma, Sir Beastly poderia desfrutar de um jantar hoje à noite devidamente preparado e, mais importante, perceber como muito útil era ter uma governanta. Não tinha visto o senhor do castelo toda a manhã. Quando levou o seu café da manhã para o quarto da torre, ele gritou através da porta para deixá-lo de fora. Esperava muito que não fosse ficar de mau humor em sua torre e, em seguida, jogá-los todos para fora do castelo em um doente acesso de raiva hoje. Assim, o mais importante era ter a sala de jantar pelo menos limpa. Mas quando Helen virou a esquina para a sala de jantar, a visão que os olhos dela encontraram era puro caos. Uma das empregadas estava gritando e cobrindo a cabeça com o avental. A outra empregada brandia uma vassoura enquanto perseguia um pássaro ao redor da sala. Jamie e Abigail estavam ajudando a empregada com a vassoura, e os dois lacaios, rapazes jovens da aldeia ― foram se dobrando de tanto rir. Por um momento, Helen ficou boquiaberta de horror. Por quê? Por que cada coisa é tão difícil? Então, se sacudiu. Dor nas costas, os servos difíceis, castelo imundo, isto simplesmente não tinha importância. Ela era a única responsável aqui. Se não pudesse colocar em ordem esta cena, ninguém mais o faria. E se não pudesse trazer ordem, Sir Alistair iria demitir a ela e as crianças na próxima semana. Era tão simples como isso. Correu para as janelas que se alinhavam na parede oposta da sala de jantar. Elas eram feitas de vidro antigo em forma de diamante, e a maioria eram imóveis, mas encontrou um com um prendedor e a empurrou. ― Persiga-o por aqui. ― ela chamou a empregada com a vassoura. A menina, uma ruiva robusta que, obviamente, tinha a cabeça fria sobre seus ombros, obedientemente o fez, e, vários minutos frenéticos depois, a ave encontrou a liberdade. Helen fechou de repente a janela e travou.

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― Então, agora... ― ela se virou para sua tropa e tomou uma respiração. ― O que aconteceu? ― Ele veio pela chaminé! ― exclamou Jamie. Ele estava tão animado, seu cabelo estava arrepiado na extremidade, e estava com a face bastante vermelha. ― Nellie estava varrendo isto ― apontou para a empregada que agora removia seu avental de sua face, ― e o pássaro caiu para baixo com um montão de fuligem. Um grande monte de fuligem e o que parecia ser um ninho antigo de pássaro jazia da lareira. ― Eu nunca vi nada como isso mãe. ― Nellie concordou. ― E então você ficou de pé ali e gritou como um fantasma enquanto ele voava ao redor da sala. ― a menina de cabeça vermelha tinha a vassoura sobre um ombro como um mosquete e sua outra mão em seu quadril. ― Oh, agora você jogar isto para cima de mim Meg Campbell, que você sabia como perseguir um pássaro com uma vassoura?― Nellie atirou de volta. As servas começaram a discutir, enquanto os lacaios gargalhavam. Helen sentiu uma dor de cabeça começar a bater em sua têmpora. ― Basta! ― a cacofonia de vozes silenciou e todos os olhos se voltaram para ela. ― Você... ― Helen apontou para o mais alto lacaio ― vai para a cozinha e varra a lareira. ― Mas isso é um trabalho de moça! ― disse o menino, objetando. ― Bem, você está fazendo isso hoje. ― disse Helen ― E a mantenha bem varrida e limpa. ― Ah... ― disse o lacaio alto gemendo, mas ele saiu da sala. Helen virou-se para os demais serviçais. ― Meg, venha me ajudar a lustrar a mesa de jantar. Vocês dois... ― ela fez um gesto para a outra empregada e o menor lacaio ― termine a limpeza desta lareira. Temos que ter isto limpo se estamos querendo ter um fogo aqui esta noite, sem colocar a sala em chamas. Eles trabalharam durante toda a tarde, limpando, varrendo, lustrando e mesmo levando os tapetes e cortinas para batê-los ao vento. Às seis horas, a sala de jantar

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estava tão limpa como um pino e um fogo rugia na lareira, embora esta ainda enfumaçasse um pouco. Helen olhou em volta, com uma mão massageando a dor na parte baixa das costas. Que tremenda tarefa! Nunca fez o trabalho de uma governanta para saber como era. Ao mesmo tempo, não conseguia evitar um sorriso satisfeito se espalhando sobre o rosto. Colocou isso em sua mente, e fez isso! Helen agradeceu às servas e aos dois rapazes de pé, bastante cansados, e enviou a todos para a cozinha para uma xícara bem merecida de chá. ― O que vamos fazer agora, mamãe? ― perguntou Abigail. As crianças foram trabalhadores maravilhosos durante toda a tarde. Mesmo Jamie ajudou a polir as janelas. Helen sorriu para eles. ― Agora vamos nos lavar, para que possamos cumprimentar corretamente Sir Alistair quando ele descer para o jantar. ― E nós vamos comer na sala de jantar com ele! ― exclamou Jamie. Helen sentiu uma pontada. ― Não, querido, nós vamos ter um belo jantar na cozinha. ― Mas por quê? ― perguntou Jamie. ― Porque Mama é a governanta de casa, e isso não é adequado para nós comermos com Sir Alistair. ― disse Abigail ― Somos servos agora. Nós comemos na cozinha. Helen concordou. ― Isso é certo. Mas a torta de carne provará ter um sabor tão bom na cozinha, você não acha? Agora, vamos nos arrumar, vamos? ― mas, 45 minutos depois, quando Helen e as crianças desceram novamente as escadas, Sir Alistair estava longe de ser encontrado. ― Acho que ele ainda está em sua torre. ― Abigail disse, franzindo a testa para cima do teto, como se pudesse ver o mestre do castelo quatro andares acima. ― Talvez ele durma lá em cima, também.

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Tanto Helen como Jamie olharam instintivamente para o teto. A Sra. McCleod havia dito que planejava jantar as sete horas. Se Sir Beastly não aparecesse em breve, o jantar ficaria frio, e, o mais importante, poderia ofender a única cozinheira qualificada por quilômetros e quilômetros. De modo que decidiu a questão. Helen se virou para as crianças. ― Queridos, por que não vão para a cozinha e vejam se uma das empregadas pode lhes fazer um chá? Abigail olhou para ela. ― Mas o que você vai fazer mamãe? Helen ajeitou o avental fresco. ― Ir buscar Sir Alistair de seu covil.

O golpe na porta da torre veio apenas quando Alistair acendeu as velas. A luz estava desaparecendo, e estava no meio de tentar registrar suas observações sobre texugos. Esta era para ser a sua próxima grande obra: uma lista completa da flora e da fauna da Escócia, Inglaterra e País de Gales. Isto era um enorme empreendimento, um que sentia sem vaidade, deveria colocá-lo nas fileiras dos grandes cientistas de sua época. E hoje foi capaz de escrever pela primeira vez em semanas, meses, se fosse honesto consigo mesmo. Tinha avidamente começado o trabalho ao longo de três anos atrás, mas no último ano ou mais, o seu trabalho reduziu a velocidade e vacilando. Foi assaltado por uma espécie de letargia que fazia extremamente difícil escrever. De fato, durante as últimas semanas mal fez qualquer progresso. Hoje, no entanto, ressuscitou sabendo exatamente o que colocar em seu manuscrito. Era como se um sopro de revitalização tivesse soprado em seus pulmões por um deus invisível. Passou o dia escrevendo intensamente e esboçando, realizando mais do que fez em meses. Então, quando a batida interrompeu seus trabalhos, ele não ficou satisfeito. ― O quê? ― Rosnou para a porta. Estava trancada assim uma certa mulher não poderia apenas cismar à vir. ― O jantar está pronto. ― ela chamou de volta.

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― Traga-o aqui, então. ― respondeu ele distraidamente. Desenhar o nariz de um texugo pode ser bastante difícil. Houve um curto silêncio, e pensou por um momento que ela tinha ido embora. Então ela sacudiu a maçaneta. ― Sir Alistair, o jantar será servido sobre a mesa no térreo na sala de jantar. ― Absurdo. ― ele disparou de volta ― Tenho visto minha sala de jantar. Não tem sido utilizada próximo de uma década, e está suja. Não está apta para um homem ou animal comer lá. ― Passei todo este dia limpando-a. Isso lhe deu uma pausa, e ele olhou desconfiado para a porta da torre. Teria ela realmente passado o dia esfregando a sua sala de jantar? Teria sido uma tarefa hercúlea, se assim fosse. Por um momento, sentiu uma pontada de culpa. Em seguida, recuperou seu bom senso. ― Se o que você diz é verdade Sra. Halifax, e realmente tenho uma sala de jantar recentemente limpa, eu te agradeço. Tenho certeza de que em algum momento poderei até usá-la. Mas não esta noite. Vá embora. O silêncio neste momento se estendeu por tanto tempo que estava convencido de que ela tinha ido embora. Voltou a esboçar o texugo e estava trabalhando no ponto difícil ao redor dos olhos, quando um grande baque! Balançou a porta. A mão de Alistair empurrou e o lápis rasgou o papel. Ele fez uma careta para o esboço arruinado. ― Sir Alistair. ― a voz da Sra. Halifax entrou pela porta, ressonando muito como se ela pudesse estar rangendo os dentes. ― Ou você sai de uma vez e come o delicioso jantar que a Sra. McCleod gastou o dia todo cozinhando na sala de jantar, que eu e os outros servos passamos todo o dia limpando, ou eu vou instruir os criados para quebrarem esta porta. Alistair ergueu as sobrancelhas. ― Tenho limpado e lustrado, espanado e varrido o dia todo... ― Sra. Halifax continuou. Ele colocou seu lápis para baixo, levantou-se da cadeira e se aproximou da

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porta. ― E penso que somente a cortesia comum que... ― ela estava dizendo quando ele abriu a porta. Ela parou, a boca aberta, e olhou para ele. Alistair sorriu e inclinou um ombro contra o batente da porta. ― Boa noite, Sra. Halifax. Ela começou a dar marcha ré de um passo, mas em seguida se fixou, apesar de seus grandes olhos azuis estarem desconfiados. ― Boa noite, Sir Alistair. Ele se agigantava sobre ela para ver se iria fugir. ― Entendi que você tem a ceia esperando lá embaixo para mim. Ela apertou as mãos, mas se manteve firme. ― Sim. ― Então vou ter o prazer de jantar com você. Seus olhos se estreitaram. ― Você não pode jantar comigo. Sou sua governanta. Ele deu de ombros e deu um tapa na coxa para Lady Grey. ― Jantei com você ontem. ― Mas isso foi na cozinha! ― É apropriado comer com você na minha cozinha, mas não na minha sala de jantar? Sua lógica me escapa, a Sra. Halifax. ― Não acho que... Lady Grey passou por eles e começou a descer as escadas. Alistair fez um gesto para a governanta precedê-lo. ― E espero seus filhos para jantar com a gente também. ― Abigail e Jamie? ― Perguntou como se pudesse ter outros filhos naquele lugar. ― Sim. Ela estava abaixo dele na escada, mas lançou um olhar por cima do ombro, que afirmou claramente que pensava que ele tinha enlouquecido. E talvez o tivesse. As crianças nunca jantavam com adultos, pelo menos não no seu nível social. Sua bela governanta ainda estava protestando quando passaram o corredor e foram para a sala de jantar, embora ele tivesse quase certeza de que ela tinha desistido da ideia de jantar

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na cozinha até então. Suas objeções eram meramente teimosia agora. Ele acenou para seus filhos quando os viu pairando no hall. ― Vamos entrar? Jamie prontamente correu para a sala de jantar, mas Abigail franziu a testa e olhou para sua mãe por orientação. Sra. Halifax franziu os lábios, aparentando singular desaprovação para uma encantadora mulher. ― Nós vamos comer com Sir Alistair esta noite. Mas, este será a única vez. Alistair a pegou pelo braço com firmeza, levando-a para a sala de jantar. ― Pelo contrário, espero você e as crianças para jantar comigo todas as noites que vocês permanecerem no Castelo Greaves. ― Huzzah11! ― gritou o menino. Ele já tinha encontrado um lugar na mesa. ― Você não pode! ― sussurrou a Sra. Halifax. ― Este é o meu castelo minha senhora. Permita-me lembrá-la que o que faço aqui é como me agrada. ― Mas os outros funcionários vão pensar... Vão pensar... Ele olhou para ela. Seus olhos como harebell azuis estavam arregalados e suplicantes, e talvez ele devesse ter tido piedade dela. Mas não teve. ― Eles vão pensar o quê? ― Que sou sua amante. ― Seus lábios eram vermelhos e se separaram, seu cabelo liso e dourado, a pele do pescoço e peito de tão branca e suave que poderia ter sido feita das asas de pombos. A ironia foi o suficiente para matá-lo. Sua boca torceu. ― Senhora não ligo para o que os outros pensam, sobre mim ou qualquer outra pessoa. Deveria ter pensado que era óbvio agora. Você pode tanto deixar meu castelo esta noite, ou você pode ficar e jantar comigo esta noite e todas as noites a partir de agora. A escolha é apenas sua. ― Alistair puxou sua cadeira com um baque e ficou observando para ver se a preocupação dela por sua própria reputação finalmente iria afastá-la.

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Alguma coisa do tipo Legal! ou Demais!, mas sem uma tradução específica.

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Ela inalou, seus suaves seios incharam acima do corte do decote quadrado de seu vestido. Ela tinha deixado fora o lenço hoje à noite, e condenou a perda. A pele cremosa parecia ser revelada na ausência do lenço. Podia sentir o sangue correndo por suas veias, batendo na parte mais terrena dele. ― Ficarei. ― ela se abaixou para a cadeira que ele segurava. Ele a empurrou para ela e curvou-se sobre sua cabeça dourada. ― Estou cheio de alegria.

Bestial, Homem Bestial! Helen olhou ameaçadoramente por baixo de suas sobrancelhas enquanto observava Sir Alistair voltar pela mesa e se sentar em seu próprio lugar. Ele não se preocupava com a sociedade ou as consequências desta exibição, e, como resultado, ele a colocou em uma posição insustentável puramente por um capricho que isto parecia! Ela inalou e acenou para Tom, o mais alto dos dois lacaios. Ele estava de pé no canto olhando estupidamente sua mímica durante todo este tempo. ― Vá buscar pratos e talheres para mim e para as crianças. ― ela ordenou. Tom saiu correndo da sala. ― A Sra. MacCleod fez torta de carne. ― confidenciou Jamie a Sir Alistar. ― É mesmo? ― Sir Beastly respondeu ao seu filho tão gravemente como se falasse com um bispo. Helen franziu a testa na lustrada mesa na frente dela. Lister nunca foi interessado em qualquer coisa que Jamie e Abigail já disseram. ― Sim, e esta cheira ma-ra-vi-lho-sa. ― Jamie desenhou a última palavra para enfatizar a ambrosia12 que os aguardava. Apesar de ter trabalhado durante toda a tarde, Jamie estava saltando com energia. Helen não pôde deixar de sorrir para ele, embora preocupada se sua exaustão 12

Uma sobremesa considerada o manjar dos Deuses.

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estava meramente à espera da hora de dormir. Tinha havido várias vezes durante a viagem para o norte quando Jamie tinha desmoronado de cansaço no final do dia. Isto fazia colocá-lo na cama bastante cansativo. Babás, também, era algo a que ela nunca teria reconhecido novamente. Sir Alistair sentou-se à cabeceira da mesa retangular como era apropriado. Jamie estava à sua direita, Abigail à sua esquerda, e Helen estava na outra ponta, felizmente o mais longe possível que podia estar do mestre do castelo. O rosto de Jamie apenas transpunha a mesa. Se fossem fazer isso todas as noites, Helen teria de encontrar algo em que pudesse se sentar para torná-lo mais alto. ― Mamãe disse que não devíamos comer com você. ― os olhos azuis de Abigail estavam sombreados pela preocupação. ― Ah, mas esse é o meu castelo e eu defino as regras dentro dele. ― Sir Alistair respondeu. ― E desejo que você, seu irmão e sua linda mãe jantem comigo. Isso é do seu agrado? Abigail enrugou a testa em pensamento antes de responder. ― Sim. Eu gosto de comer na sala de jantar. Nós polimos a mesa e batemos o tapete hoje. Você não vai acreditar na nuvem de poeira que veio de fora. Nellie, a empregada, tossiu tão forte que pensei que fosse sufocar. ― E havia um pássaro na chaminé! ― disse Jamie. Sir Alistair olhou para a lareira. Esta era cercada por pedras velhas esculpidas, com uma cornija de madeira pintada. ― Qual era a cor do pássaro? ― Era negro, mas sua barriga era pálida e foi sempre tão rápido. ― Jamie respondeu. Sir Alistair balançou a cabeça enquanto Tom voltava com mais pratos e talheres. ― Provavelmente uma andorinha. Elas fazem ninho em chaminés, às vezes. Meg e Nellie se apressaram em levar as bandejas de comida. Meg lançou rápidos e curiosos olhares enquanto lidava com a comida, enquanto Nellie ficou boquiaberta com o rosto cheio de cicatrizes de Sir Alistair, até que Helen lhe chamou

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a atenção e fez uma careta. Então Nellie abaixou a cabeça e passou ao seu trabalho. Além da torta de carne, havia ervilhas frescas, cenouras, pão fresco e frutas em compota. Por um minuto, houve silêncio até que as servas recuaram. Sir Alistair olhou para a mesa. Os pratos cozinhados de comida, e os vidros brilhavam na luz das velas. Ergueu a taça de vinho e acenou com a cabeça para ela. ― Parabenizo você senhora. Você organizou uma festa fora de série e conseguiu limpar esta sala de jantar também. Pensaria que isso era impossível se o resultado não estivesse aqui diante dos meus olhos. Helen se encontrou sorrindo à toa. Por alguma razão, as palavras dele a aqueceram muito mais do que a retórica floreada praticada numa vez que recebeu nos salões de Londres. Ele a olhou por cima da borda do copo enquanto bebia, e não sabia para onde olhar. ― Por quê? ― perguntou Jamie. O olhar de Sir Alistair foi desviado para o seu filho, e Helen respirou fundo, desejando que pudesse se abanar. ― Por que o quê? ― O dono do castelo perguntou. ― Por que às vezes a andorinha faz ninho em chaminés? ― Perguntou Jamie. ― Essa é uma pergunta boba. ― Abigail afirmou. ― Ah, mas não pergunta é boba para um naturalista. ― Sir Alistair disse, e por um momento Abigail parecia esmagada. Helen abriu a boca para defender sua filha. Então, Sir Alistair sorriu para Abigail. Foi só um peculiar no canto de sua boca, mas a criança relaxou e Helen fechou a boca. ― Por que uma andorinha faz ninho em uma chaminé? ― Perguntou Sir Alistair ― Por que lá e não em outro lugar? ― Ela quer fugir do gato? ― Abigail adivinhando. ― Ela fica aquecida pelo fogo. ― disse Jamie. ― Mas não havia fogo na chaminé em anos. ― Abigail protestou.

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― Então não sei por quê. ― Jamie lançou a pergunta e se agarrou a um pedaço de torta de carne em seu lugar. Mas Abigail ainda fez uma careta. ― Por que uma andorinha faz ninho na chaminé? Parece uma coisa boba e suja de fazer. ― Sua ideia de que a andorinha quer ter seus filhotes onde o gato não pode obtê-los é boa. ― disse Sir Alistair ― Talvez também os ninhos se assentem onde nenhum outro pássaro faça seu ninho. Abigail olhou fixamente para Sir Alistair. ― Eu não entendo. ― Pássaros e animais necessitam comer e beber como nós. Eles devem ter espaço para viver e crescer. Mas, se outro pássaro, particularmente um de sua própria espécie, está próximo, essa ave pode querer combatê-la. O pássaro guarda a sua própria casa. ― Mas algumas aves gostam de viver juntas. ― disse Abigail. Suas sobrancelhas se juntaram teimosamente. ― Pardais estão sempre juntos em um bando, bicando o chão. ― Sempre? ― Sir Alistair passava manteiga num pedaço de pão. ― Eles fazem ninho juntos também? Abigail hesitou. ― Não sei. Nunca vi um ninho de pardal. ― Nunca? ― Sir Alistair lançou um olhar para Helen, suas sobrancelhas ligeiramente levantadas. Ela encolheu os ombros. Eles sempre viveram em Londres. As aves da cidade devem fazer seus ninhos em algum lugar, mas não se lembrava de vê-los. ― Ah. Então terei de mostrar-lhe alguns ninhos. ― Coo! ― Jamie exclamou, lamentavelmente, com a boca cheia. Sir Alistair inclinou a cabeça na direção do menino, seus olhos brilhando. ― Pardais têm ninhos solitários, mas você está muito correta, moça. Algumas aves e animais se reúnem juntos e até mesmo criam seus filhotes em um grupo. Por exemplo, estou escrevendo minhas conclusões sobre texugos no momento, e eles gostam de viver todos juntos, em uma massa de tocas chamado de um conjunto.

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― Pode nos mostrar um texugo, também? ― perguntou Jamie. ― Eles são muito tímidos. ― Sir Alistair disse cortado sua fatia de torta de carne. ― Mas posso te mostrar um conjunto nas proximidades, se você quiser. A boca de Jamie estava cheia de ervilhas, mas assentiu com entusiasmo para mostrar que gostaria de uma viagem até um conjunto de texugo. ― É isso o que você faz em sua torre? ― perguntou Helen ― Escrever sobre texugos? Ele olhou para ela. ― Sim, entre outras coisas. Estou escrevendo um livro sobre os animais, pássaros e flores da Escócia e da Inglaterra. Sou um naturalista. Não lhe disse Lady Vale antes que ela a enviasse para mim? Helen balançou a cabeça, evitando o olhar dele. A verdade era que não houve muito tempo para Lady Vale lhe dizer nada. Quando Helen foi até Melisande, ela fugiu de Lister e temia que estivesse sendo seguida. Melisande sugeriu Sir Alistair porque vivia na Escócia ― longe de Londres ― e Helen tinha saltitado com a ideia. Estava desesperada. ― Você já escreveu muitos livros? ― ela se sentiu tola porque não tinha pensado sobre o que ele poderia estar fazendo em seu estúdio desordenado. ― Apenas um. ― ele tomou um gole de vinho, olhando para ela. ― “Uma Breve Pesquisa da Flora e Fauna da Nova Inglaterra”. ― Mas já ouvi falar disso. ― ela olhou para ele com surpresa. ― É a última moda em Londres. Ora, eu vi duas senhoras elegantes quase chegarem às vias de fato sobre a última cópia de um livreiro na Bond Street. Ele é considerado de rigor para uma biblioteca completa. Você escreveu esse livro? Ele inclinou a cabeça ironicamente. ― Eu o confesso. Helen se sentiu estranha. O livro em questão era muito elegante, um portfólio de grande volume e tamanho preenchido com ilustrações gravadas, de página inteira, feitas à mão e coloridas. Ela nunca teria sonhado em mil anos que Sir Alistair poderia escrever algo tão bonito.

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― Você ilustrou o livro também? ― De certa forma, as gravuras são baseadas em meus desenhos. ― disse ele. ― É lindo. ― disse ela com sinceridade. Ele ergueu o copo, mas não fez nenhum comentário, seu olho olhando para ela. ― Quero ver o livro. ― disse Jamie. Abigail tinha parado de comer. Ela não ecoou o apelo de Jamie, mas era óbvio que estava curiosa também. Sir Alistair inclinou a cabeça. ― Suponho que deva haver uma cópia em algum lugar na biblioteca. Vamos ver? ― Huzzah! ― gritou Jamie novamente, desta vez, felizmente, após ter ingerido a comida na boca. Sir Alistair olhou através da mesa para Helen, levantando a sobrancelha sobre o tapa-olho para ela. Isto se parecia muito com um desafio.

Alistair se levantou de sua mesa de jantar recém-polida e caminhou em torno dela para ajudar a Sra. Halifax a se levantar de sua cadeira. Olhou para ele, desconfiada de sua cortesia, então ele estendeu o braço apenas para desorientá-la. Ela colocou os dedos em sua manga como se tocasse uma panela quente. ― Nós não queremos tomar o seu tempo. Sei que você está ocupado. ― Inclinou a cabeça para vê-la melhor. Ela não fugiria assim tão facilmente. ― Infelizmente, não tenho assuntos urgentes no momento senhora. Pegue uma vela. Ela não respondeu, simplesmente assentiu, embora uma pequena carranca insinuasse em sua boca. Pegou uma das velas de um aparador. Alistair a levou para a biblioteca, as crianças foram atrás. Ele estava consciente de seus dedos levemente pressionados contra o braço dela e do calor, enquanto caminhava ao lado dele. Mulheres, especialmente as bonitas, não costumavam se aventurar tão próximo a ele.

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Podia sentir o cheiro do sabonete que ela usara para lavar os cabelos ― um perfume suave de limão. ― Aqui estamos nós. ― ele disse a eles parando na porta da biblioteca. Ele abriu a porta e entrou. A Sra. Halifax imediatamente se separou dele, não foi surpresa realmente, mas sentiu a perda. Idiotice sentimental. Devia ter percebido isso sempre acontece com as mulheres perto dele. Ele não fez nenhum comentário, mas tomou a vela e começou a acender as da sala. Esta tinha sido a biblioteca de seu pai e de seu avô antes dele. Ao contrário de muitas grandes bibliotecas domésticas, esta foi realmente utilizada e os livros lidos e relidos. Era uma sala retangular com uma parede externa com algumas das maiores janelas do castelo. As janelas estavam escondidas atrás de longas cortinas poeirentas, que não tinham sido tiradas há anos. Todas, exceto uma cortina que havia caído, deixando entrar os raios de luz solar para Lady Grey a tarde. As demais paredes estavam cobertas, do chão ao teto, com estantes de livros, cada uma repleta e transbordando com enormes volumes. Numa extremidade da biblioteca havia uma pequena lareira. Duas cadeiras decrépitas e uma pequena mesa postada diante delas. Ele terminou de acender as velas e se voltou. As crianças e Sra. Halifax ainda estavam agrupadas perto da porta. Um canto de sua boca chutou para cima. ― Entrem. Sei que não está tão bem limpo como a sala de jantar está agora, mas não acho que vocês vão sofrer um dano real. Sra. Halifax murmurou algo sob sua respiração e franziu a testa para uma das cadeiras junto à lareira. A cadeira era torta, tinha uma perna quebrada e foi apoiada por dois livros. Abigail estava correndo o dedo ao longo de uma estante e fiscalizava a poeira coletada em seu dedo. Mas Jamie correu para um globo do mundo e olhou para ele. ― Não posso ver a Inglaterra. ― o globo quase foi obscurecido pela poeira.

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― Ah. ― Sir Alistair tirou o lenço do bolso e limpou o globo. ― Ali. Agora a Inglaterra está revelada, e assim está a Escócia. Aqui estamos nós. ― Ele apontou para a área norte do estuário adiante. Jamie olhou para o mundo e, em seguida, olhou para cima. ― Onde está o seu livro? Alistair olhou sobre a biblioteca, franzindo a testa. Não teve a oportunidade de olhar para a sua própria composição literária em algum tempo. ― Por aqui, eu acho. Abriu o caminho para um canto em que vários volumes de grandes dimensões estavam empilhados no chão. ― Estes devem ser colocadas em uma prateleira. ― a Sra. Halifax murmurou ― Não posso acreditar que você mantenha o seu próprio livro no chão. Alistair grunhiu antes de remexer na pilha com Jamie. ― Ah, aqui está. ― Colocou o livro no chão e o abriu. Jamie imediatamente se atirou de bruços para olhar atentamente as páginas, e Abigail se sentou ao seu lado. ― Você deve ter passado muitos anos na Nova Inglaterra. ― A Sra. Halifax estava de pé atrás de seus filhos, olhando para o livro sobre os seus ombros. ― Atenção às páginas quando você mudá-las, Jamie. Alistair caminhou a seu lado. ― Três anos. Ela olhou para ele, seus olhos azuis surpreendentemente brilhantes na sala iluminada por velas. ― O quê? ― Três anos. ― Limpou a garganta ― Passei três anos na Nova Inglaterra registrando as informações nesse livro. ― Esse é um tempo muito longo. A guerra não interferiu com o seu trabalho? ― Pelo contrário. Estava ligado aos regimentos do exército de Sua Majestade, o tempo todo. ― Mas não era assim tão perigoso? ― Suas sobrancelhas se juntaram em preocupação. Por ele.

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Ele desviou o olhar. Seus olhos eram muito bonitos para esta sala suja, e lamentou o impulso de trazer a ela e as crianças aqui. Por que colocar a si mesmo aberto assim, deixando-os olhar em sua vida, seu passado? Isso foi um erro. ― Sir Alistair? ― Ele não sabia o que dizer. Sim, isto foi perigoso ― tão perigoso que ele deixado para trás um olho, dois dedos, e seu orgulho nos bosques da América do Norte, mas ele não podia dizer isso a ela. Ela estava meramente fazendo conversação. Foi salvo de ter que responder por Jamie olhando para cima de repente. ― Onde está Lady Grey? ― O enorme cão de caça não os tinha seguido para a biblioteca. Alistair deu de ombros. ― Provavelmente adormeceu próximo ao fogo na sala de jantar. ― Mas ela faz falta. ― disse Jamie ― Vou buscá-la. ― e ele pulou antes que alguém pudesse dizer uma palavra e saiu correndo da sala. ― Jamie! ― Abigail chamou ― Jamie, não corra!― e ela saiu também. ― Sinto muito. ― Disse a Sra. Halifax. Ele franziu o cenho para ela com surpresa. ― Para quê? ― Eles podem ser tão impetuosos. Alistair deu de ombros. Não estava acostumado às crianças, mas estas eram bastante interessantes de ter por perto. ― Eu... ― Ela começou, mas foi interrompida por um único grito estridente. Alistair saiu pela porta sem esperar pela ela. Correu pelo corredor. O grito não se repetiu, mas tinha certeza de que tinha vindo da sala de jantar. Talvez Abigail tivesse visto uma aranha. Mas quando circulou a porta da sala de jantar, sabia que foi algo completamente diferente. Lady Grey estava deitada junto à lareira como ele previu, mas Jamie se ajoelhou sobre ela, batendo as mãos freneticamente de lado, e Abigail parada e pálida, com as mãos pressionadas na boca. Não.

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Ele caminhou lentamente até a lareira, a Sra. Halifax se correndo atrás. Abigail simplesmente olhou para ele, lágrimas silenciosas escorrendo pelo rosto. Mas Jamie olhou para cima enquanto ele se aproximava. ― Ela está ferida! Lady Grey está machucada. Você deve ajudá-la. Alistair ajoelhou-se perto do velho cão e colocou a mão ao seu lado. Ela já estava ficando fria. Deve ter acontecido enquanto ela dormia, enquanto jantavam, enquanto estava mostrado para a Sra. Halifax sua biblioteca, completamente alheio. Ele teve de limpar a garganta. ― Não há nada que possa fazer. ― Sim! ― o menino chorou. Seu rosto estava vermelho, as lágrimas brilhando em seus olhos. ― Sim! Você deve! ― Jamie. ― A Sra. Halifax murmurou. Ela tentou agarrar o braço de seu filho, mas ele arrancou de sua mão e se atirou sobre o cão. Abigail saiu correndo da sala. Alistair colocou a mão levemente sobre a cabeça do menino. Ele tremeu sob a palma da mão enquanto a criança chorava. Lady Grey foi um presente de Sophia, muitos, muitos anos atrás, antes que partiu para as Colônias. Não a levou com ele, era um cão jovem naquela época, e temia que a longa viagem por mar provasse ser muito limitada para ela. Mas quando voltou para casa, quebrado, sua vida não sendo mais o que pensava que seria, Lady Grey tinha estado aqui. Ela galopou até a estrada para cumprimentá-lo, ficou com suas patas em cima de seus ombros enquanto ele esfregava suas orelhas, e ela sorriu com a língua pendurada. Ela caminhou ao seu lado quando ele vagou o junípero, estava em frente à lareira, enquanto escrevia seu livro. Vinha acariciar sua mão quando ele acordava no escuro da noite, encharcado de suor de seus sonhos horríveis. Alistair engoliu com dificuldade. ― Bom cachorro. ― ele sussurrou com voz rouca ― Essa é uma boa moça. ― ele acariciou seu lado, sentindo o pelo, áspero e frio. ― Ajudá-la. ― Jamie ergueu-se e bateu na mão que tocara sua cabeça. ― Ajudá-la! ― Eu não posso. ― disse Alistair, asfixiante ― Ela está morta.

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Capítulo 05 O belo jovem levou Teller Verdade para o pátio do castelo. Um antigo jardim em formato de nó assentava nesse lugar, formado por arbustos de teixos e decorado com estátuas de cavaleiros e guerreiros. Uma pequena gaiola de andorinhas estava em um canto, os pássaros batiam as asas desesperadamente contra as barras. No centro do jardim em nó havia uma grande gaiola de ferro. Palha suja foi espalhada na gaiola, e na parte de trás uma coisa grande amontoada. Era uma massa cor preto fosco, com níveis de decomposição e cabelo pegajoso. Tinha oito pés de altura e tinha chifres enormes que se curvavam para baixo sobre seus grandes ombros. Os olhos da coisa eram amarelos e vermelhos. Ao ver o jovem, ele pulou nas barras e rosnou com uma boca cheia de dentes, babando. O belo jovem apenas sorriu e se virou para Teller Verdade. ― Você está com medo agora? ― Não. ― disse Teller Verdade. Seu anfitrião gargalhou. ― Então você deve ser guarda deste monstro... Do TELLER O VERDADEIRO

Cometeu um erro medonho. Helen acariciou a cabeça suada de Jamie naquela noite e se repreendeu. Jamie chorou até dormir, desolado com a morte Lady Grey. No outro lado da cama, Abigail estava silenciosa. Ela não fez um som desde o único grito estridente na sala de jantar. Agora estava deitada de lado, de costas para Jamie, seu corpo uma ligeira protuberância debaixo das cobertas. Helen fechou os olhos. O que fez aos seus queridos? Levou seus filhos a partirem da segurança de sua casa em Londres, de tudo o que conheciam, tudo o que era familiar para eles, e os trouxe a este

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lugar estranho e escuro onde os cães velhos e doces morriam. Talvez fosse errado. Talvez pudesse ter suportado Lister e a desesperança, da vida aprisionada que levava como sua amante esquecida, mesmo que apenas por causa de seus filhos. Mas não. Sabia que nestes últimos anos, era apenas uma questão de tempo antes que ela o ofendesse de alguma forma, e acordaria para descobrir que as crianças foram embora. Se nada mais, este foi o motivo principal para deixar o Duque. Não poderia viver sem Abigail e Jamie. Abriu os olhos e se levantou, flutuando para as janelas escuras. A vista era menos reconfortante, no entanto. A hera nas paredes externas cresceu demasiada e cobria as janelas, na qual a lua era apenas um pontinho brilhante. Havia uma pequena mesa sob a janela que ela tinha transformado em uma escrivaninha para transcrever o livro de conto de fadas de Lady Vale. Ela tocou os as folhas de papel ali. Realmente deveria trabalhar um pouco mais, mas estava muito inquieta esta noite. Olhou para as crianças. Jamie estava em sono exausto, e Abigail não tinha se movido. Apenas no caso de ela ainda estava acordada, Helen contornou a cama e se inclinou sobre sua filha. Ela tocou em seu ombro levemente ― não o suficiente para acordá-la se ela estivesse dormindo ― e sussurrou. ― Estou indo caminhar querida. Vou voltar logo. ― As pálpebras fechadas de Abigail não se mexeram, mas mesmo assim suspeitava que ela não estivesse dormindo. Suspirou e beijou a bochecha de sua filha antes de sair do quarto e fechar a porta cuidadosamente atrás dela. O corredor estava escuro, claro, e realmente não tinha noção de onde poderia ir. O castelo não se presta a uma caminhada meditativa. Ainda assim, estava inquieta e tinha que se mexer de alguma forma. Vagou pelo corredor, sua única vela moldando luz bruxuleante contra as paredes. O castelo tinha cinco andares principais. O quarto que dividia com as crianças estava no terceiro, junto com várias salas que antes devem ter sido bastante agradáveis quartos e salas de estar. Helen arrastou os dedos preguiçosamente ao longo dos esculpidos painéis do corredor. Teria que tirar a poeira

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empreguinada e polir a madeira velha, eventualmente, mas este piso estava abaixo em sua lista de coisas a serem colocadas em ordem. Parou de repente e estremeceu. Estava fazendo planos, planos futuros, para o castelo quando poderia até não estar aqui amanhã. Não tinha dúvida de que Lister tinha homens procurando por ela e seus filhos neste momento. O conhecimento fez sua pele formigar com medo, a fez querer fugir de uma só vez. Mas ela tinha assistido torneios de tiro no país e sabia o que acontecia com o pássaro que voava quando os batedores chegavam perto. Eles eram baleados no céu. Não. Melhor manter a coragem e ficar aqui neste lugar escondido que tinha encontrado. Tremeu e começou a descer a escada no final do corredor. Os degraus ainda eram fortes, mas estavam gastos. Será que Sir Alistair tinha os fundos para um tapete apropriado? Talvez pudesse pendurar um quadro ou dois no patamar. Tinha encontrado um grande esconderijo de pinturas justamente hoje. Estavam todos se inclinando sobre os seus lados e cobertos com um pano em uma das salas fechadas do segundo andar. A escada levava aos fundos do castelo, muito perto das cozinhas. Hesitou quando chegou ao piso térreo. Luz vinha da cozinha. Não poderia ser qualquer um dos novos servidores. As criadas e lacaios faziam a viagem de volta para a cidade diariamente. A Sra. McCleod acabaria eventualmente por viver ali, mas ela tinha dado uma olhada nos quartos da cozinha e afirmou que eles precisam ser limpos antes que pudesse viver dentro. A luz na cozinha significava que Sir Alistair estava fazendo um lanche tarde ou Sr. Wiggins estava escondido lá. Helen estremeceu. Não tinha a coragem de encarar o pequeno homem desagradável no momento. Assim decidiu voltar para frente do castelo. A sala de jantar estava escura quando passou, e por um momento se perguntou o que Sir Alistair tinha feito com o corpo do grande cão. Deixou o senhor do castelo lá na sala de jantar quando foi cuidar de Jamie e Abigail. Quando passou vislumbrou-o, ele estava agachado em silêncio sobre o cão. Seus olhos estavam secos, mas todos os ossos do seu corpo tinham projetado tristeza.

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Helen olhou para o lado da sala de jantar. Não queria sentir simpatia por Sir Alistair. Ele era um homem desagradável que fez o seu caminho para deixar claro que não a queria aqui. Gostaria de pensar que ele não se importava com nada nem ninguém. Mas isso ficou claramente desmentido, não ficou? Ele podia usar a máscara de um ogro insensível, mas por baixo, era um homem. Um homem que poderia ser ferido. Estava na frente do castelo agora, através dessas grandes portas por onde primeiro eles entraram. Ela teve que colocar a vela no chão para puxar a pesada tranca e destrancar para abrir a porta. Sir Alistair tinha realizado estes trabalhos sem qualquer sinal de tensão. Obviamente, ele tinha alguns músculos sob o velho casaco de caça que ele habitualmente usava. Uma imagem do senhor do castelo, sem qualquer roupa sobre si de repente surgiu em sua mente muito fértil, e parou, assustada e estranhamente aquecida. Meu Deus! Teria realmente se tornado uma devassa? Porque imaginando Sir Alistair nu só despertou sua curiosidade. Será que o homem tem cabelos no peito? Era sua barriga era tão plana quanto parecia? E enquanto estava aqui na escuridão poderia muito bem pensar que a sua masculinidade era longa ou curta? Grossa ou estreita? Uma devassa, de fato. Inalou, sacudindo os brutos pensamentos para longe, e colocou a vela no degrau de pedra do castelo. A lua estava alta o suficiente para ver um pouco no escuro, seus olhos se adaptaram. O grupo de árvores próximo sussurrava baixinho ao vento, seus topos acenando contra o céu noturno. Estremeceu. Deveria ter trazido um xale. Havia uma espécie de caminho que levava ao redor do lado do castelo, e começou a avançar pelo caminho. Virou na parte de trás do castelo, e a lua brilhava cheia e gorda, nas colinas a distância. Sua luz era tão brilhante como quase dia, e quando rompeu seus olhos, tardiamente viu que não estava sozinha. Uma figura masculina de silhueta alta contra o céu, como um monólito antigo, triste, quieto e solitário. Ele poderia estar assim durante séculos. ― Sra. Halifax. ― Sir Alistair disse asperamente quando ela começou a se virar. ― Você veio me atormentar até mesmo no meio da noite?

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― Eu sinto muito. ― Helen murmurou. Ela podia sentir um começo de rubor em suas bochechas, e estava grata pela escuridão, não só para esconder seu rubor, mas também para impedi-lo de ver a expressão em seu rosto. Sua imaginação rebelde conjurou o mesmo quadro nebuloso dele nu. Oh, querido! ― Não pretendia me intrometer. ― Ela se virou para voltar ao redor do castelo, mas sua voz a deteve. ― Pare! ― Ela olhou para ele. Ele ainda encarava as montanhas, mas virou a cabeça na direção dela. Ele limpou a garganta. ― Fique e fale comigo, Sra. Halifax. ― Isto era uma ordem, dita em tom de comando, mas Helen pensou que talvez houvesse um apelo debaixo da grossura de sua voz, e isso decidiu por ela. Vagueou mais perto de onde ele estava. ― O que você gostaria de falar? Ele deu de ombros, seu rosto evitando novamente. ― Não são as mulheres que sempre têm algo sobre o que balbuciar? ― Você quer dizer sobre moda, fofoca e outras coisas terrivelmente sem importância? ― Ela perguntou docemente. Ele hesitou, talvez desequilibrado pelo aço por baixo de seu tom. ― Eu sinto muito. Ela piscou os olhos, certa de que o tinha ouvido mal. ― O quê? Ele deu de ombros. ― Não estou acostumado com a companhia de pessoas civilizadas, Sra. Halifax. Por favor, me perdoe. Era a sua vez de se sentir desconfortável. O homem estava obviamente de luto pela morte de seu companheiro leal, foi indelicado de sua parte estalar junto dele. De fato, considerando o que ela fez de sua vida nos últimos 14 anos para atender às necessidades de um homem, isto estava um pouco fora de suas características. Helen empurrou o pensamento estranho de lado e caminhou um pouco mais perto de Sir Alistair, tentando pensar em um tema neutro de conversa. ― Pensei que a torta de carne no jantar estava muito boa. ― Sim. ― ele limpou a garganta ― Percebi que o menino comeu duas fatias. ― Jamie.

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― Hmm? ― Seu nome é Jamie. ― Disse ela, mas sem qualquer censura. ― Bem. Jamie, então. ― Ele caminhou um pouco ― Como Jaime está? Ela olhou cegamente a seus pés. ― Ele chorou até dormir. ― Ah. Helen olhou para a paisagem ao luar. ― Esse é um lugar selvagem. ― Nem sempre foi. ― sua voz era baixa, o rouco tornando o burburinho em uma espécie de maneira reconfortante. ― Costumava haver jardins que levaram para o riacho. ― O que aconteceu com eles? ― O jardineiro morreu e outro nunca foi contratado. Ela franziu a testa. Os jardins arruinados do terraço estavam prateados sob o luar, mas podia ver que ele estava muito cheio. ― Quando o jardineiro morrer? Ele inclinou a cabeça para trás, olhando para as estrelas. ― Dezessete... Não, 18 anos atrás? Ela olhou. ― E você nunca contratou um jardineiro desde então? ― Parecia que não tinha necessidade. ― eles ficaram em silêncio então. Uma nuvem flutuou através da lua. Ela perguntou de repente, quantas noites ele tinha ficado assim, sozinho e solitário, observando sobre a ruína de seu jardim. ― Você... Ele inclinou a cabeça. ― Sim? ― Perdoe-me. ― Estava feliz de a escuridão mascarar sua expressão. ― Você nunca se casou? ― Não. ― Ele hesitou, e então disse rispidamente: ― Estava noivo, mas ela morreu. ― Eu sinto muito. ― Ele fez um movimento, talvez um encolher de ombros indiferentes. Ele dificilmente precisava de sua simpatia. Mas não podia deixá-lo sozinho. ― Nenhum familiar, também?

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― Tenho uma irmã mais velha que vive em Edimburgo. ― Mas isso não é muito longe. Você deve vê-la frequentemente. Ela pensou melancolicamente em sua própria família. Ela não tinha visto nenhum deles ― suas irmãs, irmão, mãe, ou pai, desde que foi para Lister. O que foi um preço que teve que pagar por seus sonhos românticos. ― Não vejo Sophia em anos. ― Respondeu ele, interrompendo seus pensamentos. Ela olhou para o seu perfil escuro, tentando decifrar a sua expressão. ― Vocês são distantes? ― Nada tão formal. ― Sua voz tinha esfriado. ― Simplesmente optei por não viajar muito, Sra. Halifax, e minha irmã não vê razão para me visitar. ― Oh. Ele girou devagar, de frente para ela. Estava de costas para a lua, e não podia ver sua expressão de qualquer modo. Parecia de repente maior, pairando mais perto sobre ela, e mais ameaçadoramente do que ela tinha percebido. ― Você está muito curiosa sobre mim hoje à noite, a Sra. Halifax. ― Ele rosnou ― Mas penso que prefiro falar sobre você.

O luar acariciou o rosto dela, destacando a beleza que não precisava de ornamentação adicional. Mas sua beleza não o distraía mais. Ele a viu, a admirou, mas também pode ver o passado abaixo da camuflagem da superfície da mulher. Uma mulher vivaz que, suspeitava, não estava acostumada ao trabalho e ainda passou o dia limpando a imunda sala de jantar. Uma mulher já servida não para se defender por si mesma, mas que ainda tinha conseguido empurrar seu caminho em sua casa e sua vida. Interessante. O que a motivou? Que vida que ela tinha deixado para trás? Quem era o

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homem de quem estava se Escondendo? Alistair observou a Sra. Halifax, tentando ver a expressão em seus olhos harebell azul, mas a noite os protegia dele. ― O que você quer saber sobre mim? ― Ela perguntou. Sua voz era a mesma, mas quase masculina em sua objetividade, e o contraste com a sua forma extremamente feminina foi surpreendente. Fascinante, na verdade. Ele inclinou a cabeça, considerando-a. ― Você disse que é viúva. Ela ergueu o queixo. ― Sim, claro. ― Por quanto tempo? Ela desviou o olhar, hesitando por uma fração de segundo. ― Três outonos. Ele acenou com a cabeça. Ela era muito boa, mas estava mentindo. Será que o marido ainda vivia? Ou ela fugiu de outro homem? ― E o que o Sr. Halifax fazia? ― Ele era um médico. ― Mas não um bem sucedido para mantê-la. ― Por que você diz isso? ― Se ele tivesse sido bem sucedido ― ressaltou ele ― você não teria que trabalhar agora. Ela levantou a mão à testa. ― Perdoe-me, mas o assunto me angustia. Sem dúvida, deveria sentir pena dela neste momento e desistir da perseguição, mas ele a tinha encurralado, e sua curiosidade o incitou. Seu sofrimento só o deixou mais ansioso. Chegou mais perto, tão perto que seu peito quase tocou seu ombro. Seu nariz sentiu a fragrância de limões de seu cabelo. ― Você estava apaixonado por seu marido? Sua mão caiu e ela olhou para ele, seu tom azedo. ― Eu o amava desesperadamente. Sua boca se curvou em um sorriso que não era muito agradável. ― Uma tragédia, então, a sua morte. ― Sim, foi. ― Vocês se casaram jovens?

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― Somente dezoito anos. ― seus olhos baixaram. ― E o casamento era feliz. ― Extremamente feliz. ― sua voz era desafiador, a mentira transparente. ― Como ele se parecia? ― Eu... ― ela colocou os braços sobre si. ― Por favor, poderíamos mudar de assunto? ― Certamente. ― Ele falou ― Onde é que você morava em Londres? ― Eu já lhe disse. ― sua voz era firme agora ― Fazia parte da casa de Lady Vale. ― É claro. ― ele murmurou ― Erro meu. Continuo esquecendo sua vasta experiência na execução de um agregado familiar. ― Não é grande. ― ela sussurrou ― Você sabe disso. Por um momento, eles ficaram em silêncio e apenas o vento assobiando em torno do canto do castelo dava voz. Então ela disse baixinho, com o rosto virado para longe ― É só que eu... Eu preciso de um lugar para ficar agora. E algo dentro dele subiu em triunfo. Ele a tinha. Ela não podia partir. Não fazia sentido, este sentimento de triunfo. Estava pedindo a ela para ir, desde que ela chegou, mas de alguma forma o conhecimento que ela tinha que ficar, e que, como um cavalheiro honrado ele tinha que deixá-la ficar, o encheu de contentamento. Não que deixasse mostrar. ― Confesso Sra. Halifax, que estou surpreendido por uma coisa. ― O que é? Ele se inclinou mais perto, sua boca quase roçando os cabelos com aroma de limão. ― Pensei que uma senhora com sua beleza seria assediada por pretendentes. Ela virou a cabeça, e os seus rostos estavam de repente a apenas centímetros de distância. Ele sentiu sua respiração roçando em seus lábios enquanto falava. ― Você me acha bonita. ― sua voz era curiosamente plana. Ele inclinou a cabeça, olhando para sua testa lisa, a boca exuberante, e os finos e arregalados olhos. ― Devastadoramente também.

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― E você provavelmente acha beleza razão suficiente para se casar com uma mulher. ― seu tom era amargo agora. O que o misterioso Sr. Halifax fez a sua esposa? ― Sem dúvida, a maioria dos homens o faz. ― Eles nunca pensam na disposição de uma mulher... ― ela murmurou ―... seus gostos e desgostos, seus medos e esperanças, sua verdadeira alma. ― Não pensam? ― Não. ― seus belos olhos alargaram escuros e trágicos. O vento soprou uma mecha de cabelo ondulado em seu rosto. ― Pobre Sra. Halifax. ― ele zombou suavemente. Deu um impulso e levantou sua mão esquerda, sua não mutilada mão e acariciou a mecha de cabelo para trás de seu rosto. Sua pele era tão fina como seda. Como é terrível ser tão linda. Franziu sua imaculada testa. ― Você disse que a maioria dos homens. Não eu? ― ele deixou sua mão cair. Ela olhou para ele, seus olhos eram bastante perceptivos agora. ― Não se você considerar a beleza ser o critério mais importante em uma esposa? ― Ah, mas você esqueceu o meu aspecto, receio. Está na ordem natural das coisas, que uma linda esposa vai ou se afastar ou vir a odiar o marido feio. Um homem tão revoltante como eu seria um idiota por me juntar a uma mulher bonita. ― Ele sorriu hipnotizadamente por seus lindos olhos. ― E eu sou muitas coisas, Sra. Halifax, mas um idiota não é uma delas. Ele se curvou e virou para caminhar de volta ao castelo, deixando a Sra. Halifax, sozinha, desesperadamente tentadora sereia, atrás dele.

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― Quando a gente vai para casa? ― Jamie perguntou na tarde seguinte. Ele pegou uma pedra e atirou-a. A pedra não ia muito longe, mas Abigail franziu a testa, de qualquer maneira. ― Não faça isso. ― Por que não? ― Jamie choramingou. ― Porque você pode acertar em alguém. Ou algo assim. Jamie olhou em volta do antigo estábulo, vazio, exceto por eles e alguns pardais. ― Quem? ― Eu não sei! Abigail queria jogar uma pedra nela mesma, mas as senhoras não fazem tais coisas. E, além disso, eles deveriam estar batendo um tapete velho. Mama tinha feito um dos lacaios estender uma linha em um canto do quintal, e uma linha de tapetes agora pendurava a partir dele, todos esperando para serem espancados. Os braços de Abigail estavam doloridos, mas deu uma pancada no tapete de qualquer maneira com a vassoura que segurava. Parecia quase bom bater no tapete. Uma grande nuvem de poeira voou para fora. Jamie agachou para pegar outra pedra. ― Quero ir para casa. ― Você já disse isso uma e outra vez. ― Abigail disse, irritada. ― Mas eu digo. ― ele se levantou e jogou a pedra. Esta bateu na parede do estábulo e tinia sobre as pedras cinzentas que pavimentavam o pátio do estábulo. ― Nós nunca tivemos que bater tapetes na nossa antiga casa. E Sra. Cummings nos levava ao parque, às vezes. Não há nada para fazer aqui, além do trabalho. ― Bem, nós não podemos ir para casa. ― Abigail disparou de volta ― E eu disse a você... ― Oy13! ― a voz veio de trás deles. Abigail olhou por cima do ombro, ainda segurando a vassoura.

13

Oh, em gaélico.

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O Sr. Wiggins foi girando em direção a eles, seu cabelo ruivo agitando na brisa enquanto seus braços atarracados acenavam no ar. ― O que está fazendo, atirando pedras como essa? Você é mole da cabeça? Abigail se endireitou. ― Ele não é louco. O Sr. Wiggins bufou como um cavalo de surpresa. ― Se ficar atirando pedras como essa poderia atingir alguém, inclusive a mim, se não é mole da cabeça, não sei o que é. ― Não fala assim! ― disse Jamie. Ele se levantou e suas mãos estavam enroladas por seus lados. ― Não fala o que? ― Sr. Wiggins imitava seu sotaque ― Quem é você, um cabeça mole londrino chulo? ― Meu pai é um Duque! ― Jamie gritou, com o rosto vermelho. Abigail congelou, horrorizada. Mas Sr. Wiggins apenas jogou a cabeça para trás e riu. ― Um Duque, hein? Então, o que isso faz de você? Um duquezinho? Ha! Bem, duquezinho ou não, não jogue as pedras. ― e ele saiu, ainda rindo. Ela esperou, prendendo a respiração até que ele estava fora de vista, então balançou o seu irmão, murmurando furiosamente ― Jamie! Você sabe que não pode dizer nada sobre o Duque. ― Ele me chamou de chulo. ― o rosto de Jamie ainda estava vermelho. ― E o Duque é nosso pai. ― Mas mamãe disse que não devemos deixar que ninguém soubesse disso. ― Odeio isso aqui! ― Jamie baixou a cabeça como um touro e correu para fora do estábulo. Ou, pelo menos, começou. No canto do castelo, tropeçou de cabeça em Sir Alistair vindo do outro lado. ― Whoa14, lá. ― Sir Alistair apanhou Jamie facilmente em ambas as mãos. ― Deixe-me ir! 14

Algo tipo Alto ou Parado em gaélico.

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― Certamente. Sir Alistair ergueu as mãos e Jamie estava livre. Mas, tendo ganhado sua liberdade, não pareceu saber o que fazer a seguir. Ficou na frente do senhor do castelo, com a cabeça inclinada, o lábio inferior saliente. Sir Alistair o observou por um momento, e então olhou para Abigail com uma sobrancelha levantada. Seu cabelo estava sobre seu rosto, suas cicatrizes brilhavam fracamente à luz do sol, e sua mandíbula tinha ainda barba por fazer, mas não era tão terrível como o Sr. Wiggins. Abigail passou de um pé para o outro, ainda segurando a vassoura. ― Nós estávamos batendo os tapetes. ― Ela fez um gesto fraco para a linha de tapetes atrás dela. ― Assim eu vejo. ― Sir Alistair olhou para Jamie. ― Estava indo para o estábulo para buscar uma pá. ― Para quê? ― Jamie resmungou. ― Estou indo enterrar Lady Grey. Jamie encolheu os ombros e chutou os paralelepípedos. Todo mundo ficou em silêncio por um momento. Até Abigail lamber os lábios e dizer. ― Me desculpe. Sir Alistair olhou para ela com seu único olho, e sua expressão não era amigável, mas Abigail reuniu toda a sua coragem e soltou fora antes que deixasse o medo e o constrangimento congelá-la. ― Sinto muito sobre Lady Grey e sinto muito que eu gritei. Ele piscou. ― O quê? Ela tomou uma respiração profunda. ― A primeira noite quando chegamos. Desculpe-me, gritei com você. Isso não foi muito bom de mim. ― Oh. Bem... Obrigado. ― Ele desviou o olhar e, em seguida, limpou a garganta, e ali havia outro silêncio. ― Nós podemos ajudá-lo? ― perguntou Abigail ― Enterrar Lady Grey, quero dizer.

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Sir Alistair franziu a testa, as sobrancelhas juntas sobre o seu tapa-olho. ― Tem certeza que vocês querem? ― Sim. ― disse Abigail. Jamie assentiu. Sir Alistair olhou para eles um momento e então assentiu. ― Muito bem, então. Esperem aqui. ― ele foi para os estábulos e depois voltou com uma pá. ― Vamos lá. ― ele partiu em direção à parte de trás do castelo, sem outro olhar na direção deles. Abigail largou a vassoura, e ela e Jamie se arrastaram atrás dele. Ela lançou um olhar para Jamie. Ele tinha lágrimas nos cantos dos olhos. Ele chorou por muito tempo na noite anterior, e o som fez seu peito doer. Ela franziu a testa e olhou o caminho. Era rochoso e acidentado, e Sir Alistair estava os conduzindo através do velho jardim em direção ao córrego. Isto era estúpido porque eles não conheciam Lady Grey todo esse tempo, mas Abigail sentiu vontade de chorar também. Nem sabia por que pediu para vir junto para ajudar a enterrar o cão. Abaixo dos jardins tinha um pequeno prado. Sir Alistair vagou por ele e quando se aproximavam do riacho, Abigail podia ouvir o barulho da água. Mais adiante, havia algumas pedras no riacho e a água fervia sobre elas, espumando branca. Mas abaixo do jardim, a água tinha se acalmado, reunindo à sombra de algumas árvores. Na base de uma estava uma protuberância empacotada em um tapete velho. Abigail desviou o olhar, sentindo sua garganta doer. Mas Jamie foi até o pacote. ― Ela é isso? Sir Alistair assentiu. ― Parece bobagem desperdiçar um bom tapete. ― Abigail murmurou. Sir Alistair olhou para ela com seu único olho castanho claro. ― Ela gostava de repousar sobre o tapete diante da lareira na minha torre. Abigail desviou o olhar, sentindo-se envergonhada. ― Oh. Jamie se agachou e acariciou o tapete desbotado, como se fosse a pele do cão embaixo. Sir Alistair pegou sua pá e começou a cavar debaixo da árvore. Abigail vagou mais perto do córrego. A água estava clara e fresca. Algumas folhas flutuavam

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ociosamente sobre a superfície. Ajoelhou-se cuidadosamente e olhou para as rochas no fundo. Elas pareciam muito próximas, mas sabia que elas estavam a um metro ou mais de distância. Atrás dela, Jamie perguntou: ― Por que você está enterrando ela aqui? Ela podia ouvir o som da raspagem da pá contra a terra. ― Ela gostava de vaguear comigo. Eu vinha aqui para pescar, e ela tirava um cochilo debaixo daquela árvore. Ela gostava daqui. ― Bom. ― disse Jamie. Em seguida, houve apenas o som de Sir Alistair escavando. Abigail se inclinou para a piscina e arrastou os dedos na água. Foi incrivelmente legal. Atrás dela, a escavação parou, e ela pôde ouvir o deslizamento do tapete. Sir Alistair resmungou. Ela colocou seu rosto perto da piscina, vendo uma erva daninha acenando água abaixo. Se fosse uma sereia, se sentaria sobre essas rochas muito abaixo e cuidaria de um jardim de plantas aquáticas. A corrente fluiria tudo sobre ela, e não seria capaz de ouvir uma coisa do mundo acima. Estaria segura. Feliz. Um peixe de prata brilhou entre as rochas e ela se endireitou. Quando se virou, Sir Alistair estava alisando um monte de terra sobre a sepultura de Lady Grey. Jamie tinha uma pequena flor branca que arrancou do prado, e a colocou sobre o túmulo. Seu irmão se virou para ela, segurando a outra flor. ― Quer uma Abby? E não sabia o porquê, mas sentiu de repente o peito como se fosse explodir dentro dela. Ela morreria se isso acontecesse. Então se virou e correu de volta até a colina do castelo, o mais rápido que pôde, com o vento contra o rosto, até que isto explodiu todos os pensamentos de sua mente.

Nos primeiros anos, quando ainda era ingênua e apaixonada, Helen tinha se sentado muitas noites esperando no caso de Lister se dignasse a visitá-la. E muitas

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noites tinha finalmente desistido de sua vigília e se retirar sozinha e solitária. Tinha superado aquelas noites de espera agora, passou anos por elas. Por isso, era particularmente agravante que se encontrasse naquela noite à meia-noite andando pela sombria biblioteca em sua camisa e xale e esperando o retorno de Sir Alistair. Onde estava o homem? Ele não apareceu para jantar, e quando fez a escalada até sua torre, ela a encontrou deserta. No final, depois de esperar até que o pato assado estava completamente frio, ela teve que comer sem ele, apenas ela e as crianças na sala de jantar, agora limpa. Quando ela questionou as crianças sobre o pato frio e o congelado molho, Jamie havia lhe dito sobre o enterro do cão no início da tarde. Abigail tinha apenas empurrou as ervilhas sobre o prato e, em seguida, pediu para ser dispensada mais cedo, dizendo que tinha uma enxaqueca. Sua filha era jovem demais para ter enxaquecas, mas Helen teve pena da garota e a deixou se retirar em paz. Essa foi outra preocupação interessante, Abigail e seu segredo, sua carinha triste. Helen desejou que soubesse o que poderia fazer para ajudar sua filha. Ela passou o resto da noite consultando a Sra. McCleod sobre refeições e a remodelação da cozinha. Em seguida, fez Jamie tomar um banho perto do fogo na cozinha, o que tinha resultado em uma poça que necessitou secar antes de colocá-lo na cama. O tempo todo em que tinha feito essas tarefas manteve uma orelha engatilhada, para ouvir o retorno de Sir Alistair. Tudo o que ouvido com seus problemas foi o Sr. Wiggins tropeçando para os estábulos, bêbado como um lorde. Algum tempo depois disso, tinha começado a chover. Onde ele estava? E o ponto, por que ela se importava? Parou próxima da pilha de livros, onde seu grande álbum de pássaros, animais e flores da América ainda estava. Ela colocou a vela em uma longa mesa contra a parede, curvada, e puxou o grande volume para a superfície da mesa. Uma pequena nuvem de poeira se elevou e ela espirrou. Então aproximou a vela perto o suficiente para iluminar as páginas sem pingos de cera sobre ele e abriu o livro.

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O frontispício15 era uma ilustração colorida à mão e elaborada de um arco clássico. Através do arco, uma floresta exuberante, céu azul, e uma piscina de água clara podiam ser vistos. De um lado do arco havia uma bela mulher em roupagem clássica, obviamente uma alegoria. Ela estendeu a mão, convidando o espectador a entrar no arco. Do outro lado do arco havia um homem de calças e casaco de camurça resistente, na cabeça um frouxo chapéu. Ele tinha um pacote sobre um ombro e transportava uma lupa em uma mão e uma bengala na outra. Abaixo da imagem estava a legenda, O NOVO MUNDO SAÚDA SUA MAJESTADE BOTÂNICO ALISTAIR MUNROE PARA DESCOBRIR SUAS MARAVILHAS. Era o homenzinho supostamente Sir Alistair? Helen olhou mais de perto. Se assim fosse, não parece nada com ele. A ilustração tinha boca como arco de cupido16 e bochechas gordas e rosadas, e parecia um pouco como uma mulher com roupas de homem. Ela torceu o nariz e virou a página. Aqui estava a página de título, onde se lia no roteiro elaborado UM INQUÉRITO BREVE A FLORA E A FAUNA DA NOVA INGLATERRA POR ALISTAIR MUNROE. Na próxima página, estavam as palavras: Dedicado: Para Sua Majestade Sereníssima GEORGE Pela Graça de Deus REI DA GRÃ-BRETANHA, & c Se agradá-lo Dedico este livro e meu trabalho. Seu humilde servo, & c. Alistair Munroe 1762 Ela delineou as letras. Deve ter realmente agradado ao rei, pois ela se lembrava de ter ouvido que o autor tinha sido Condecorado logo após a publicação deste livro.

15 16

Capa de livro. Formato de coração.

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Helen virou várias páginas mais e depois parou, inalando bruscamente. Quando eles olharam para o livro ontem à noite, ela não tinha posto muita atenção. As cabeças ávidas das crianças tinham obscurecido as páginas enquanto ela em pé. Mas agora... Diante dela havia uma ilustração de página inteira de uma flor com pétalas longas e curvas em um ramo desfolhado. As flores eram extravagantes e múltiplas, agrupadas, e elas eram extremamente coloridas à mão numa espécie de rosa lavanda. Sob a flor estava um ramo com uma flor dissecada para mostrar suas diferentes partes. Além disso, aquele era um ramo com folhas se abrindo. Em uma folha estava uma berrante borboleta preta e amarela, cada perna e antena desenhadas em detalhes meticulosos. Sob a gravura estavam às palavras, RHODODENDRON CANADENSE. Como ele podia ser tão mal-humorado, tão incivilizado e ainda ser o artista que havia desenhado as imagens originais para este livro? Balançou a cabeça e virou outra página. A biblioteca estava quieta, exceto pelo som da chuva forte contra as janelas. As exuberantes ilustrações lhe chamavam, e se aguentou de pé pelo que poderiam ter sido minutos ou horas, hipnotizada pelas ilustrações e palavras, virando as páginas devagar. Não sabia o que quebrou o feitiço, certamente não foi um som, porque a chuva que caia mascarava todos os sons de fora, mas olhou para cima depois de um tempo e franziu a testa. A vela tinha queimado, havia uma luz sombria, então pegou cuidadosamente antes de ir para a porta da biblioteca. A sala estava deserta e escura, a chuva tamborilando contra as grandes portas da frente. Não havia nenhuma razão para tudo o que fez em seguida. Colocou a vela sobre uma mesa e arreganhou as portas. Por um momento, elas teimosamente se prendiam, e então cederam, gemendo com relutância. A chuva imediatamente explodiu soprando, lhe encharcando quase da cabeça aos pés. Helen engasgou com o choque frio e olhou para a escuridão da estrada. Nada se movia.

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Que tola boba ela era! Ficado encharcada por nada. Começou a empurrar as portas fechadas novamente, quando viu, uma longa sombra emergindo das árvores ao lado da estrada. Um homem a cavalo. Sentiu um alívio enorme, e então a visão deixoua louca. Tropeçou na metade do caminho, seu cabelo imediatamente achatado em seu crânio por causa da chuva, e gritou todas as suas horas de preocupação com ele. ― O que você está fazendo? Acha que esfrego a poeira e planejo uma refeição durante todo o dia para justamente assim você poder cavaleiramente perdê-la? Não sabe que as crianças esperavam por você? Jamie estava decepcionado com sua ausência. E o pato estava muito frio, muito frio. Não sei se serei capaz de pedir suficiente desculpas a Sra. McCleod, e ela é a única cozinheira por milhas! Ele estava se inclinando um pouco sobre o cavalo, seu chapéu desaparecido, e os ombros de seu casaco velho e entrecortado estavam brilhando de tão molhados. Deveria estar completamente encharcado. Virou um rosto mortalmente branco para ela, e um canto de sua boca se curvou ironicamente. ― Seu “Bem-vindo à casa!” é muito gracioso, Sra. Halifax. Ela pegou a rédea do cavalo e ficou piscando na chuva. ― Nós fizemos um acordo, você e eu. Iria me sentar com você na sua mesa de jantar e você, você! Apareceria para o jantar. Como ousa fazer um pacto comigo e depois quebrá-lo? Como ousa me tirar o já concedido? Ele fechou os olhos por um instante, e ela viu as linhas de cansaço cortando em seu rosto. ― Devo pedir desculpas mais uma vez, a Sra. Halifax. Ela fez uma careta. Ele parecia doente. Quanto tempo tinha andado nesse aguaceiro? ― Mas onde você esteve? O que era tão importante que necessitou ir vagabundear nessa tempestade? ― Um capricho. ― Suspirou, seus olhos se fechando. ― Simplesmente um capricho ― e desceu do cavalo.

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Helen gritou. Felizmente, o cavalo estava bem treinado e não começou a atropelar ele. Ele tinha caído de costas, e quando ela se inclinou sobre sua imóvel forma, algo agitou sob seu casaco. Um pequeno nariz preto e, em seguida, uma cabeça choramingando cutucou das dobras molhadas de material. Sir Alistair abrigava um filhote de cachorro debaixo do casaco.

Capítulo 06 Cada dia Teller Verdade guardava a coisa monstruosa no centro do jardim de teixo em nó. Era um trabalho monótono. A criatura chorava em um canto da gaiola, a garganta infinitamente vibrava, e as estátuas meramente olhavam estupidamente. À noite, antes do pôr do sol, o belo jovem deveria vir e aliviar Teller Verdade, e ele sempre fazia a mesma pergunta: ― Você já viu qualquer coisa para assustá-lo hoje? E cada noite Teller Verdade respondeu: ― Não... Do TELLER O VERDADEIRO ― Sr. Wiggins! ― Helen gritou para a ventania da chuva. ― Sr. Wiggins, venha me ajudar! ― Silêncio. ― Sir Alistair gemeu, tendo aparentemente se recuperado de seu desmaio. ― Se Wiggins não está dormindo, ele está bêbado. Ou os dois. Ela fez uma careta para ele. Ele estava deitado em uma poça, o filhote encolhido contra o peito, tanto homem como animais tremendo de frio. ― Preciso de ajuda para levá-lo para dentro. ― Não... ― ele levantou-se a uma posição sentada ―... você não.

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Ela tomou seu braço e puxou com força, tentando ajudá-lo. ― Homem teimoso. ― Mulher teimosa. ― ele murmurou de volta ― Não machuque o filhote. Paguei um shilling para ele. ― E quase morreu trazendo o animal para casa. ― Ela arquejou. Ele se pôs de pé, e ela colocou os braços sobre seu peito frio para firmá-lo. A posição colocou sua cabeça debaixo do braço dele, seu rosto contra o lado dele. Ele colocou um braço pesado sobre seus ombros. ― Você é um lunático. ― Essa é alguma maneira de uma governanta conversar com seu mestre? ― Seus dentes estavam batendo, mas ele equilibrou o cachorro na dobra do outro braço. ― Você pode me demitir de manhã. ― Ela retrucou enquanto o ajudava desajeitadamente a acertar o passo. Com todo o seu sarcasmo, ele se inclinou fortemente sobre ela, e pode sentir o áspero suspiro de seu peito contra o seu rosto. Era um homem grande e teimoso, mas devia ter andado na chuva durante horas. ― Você se esquece a Sra. Halifax que tenho tentado e não conseguido demitila desde a noite em que chegou à minha porta. Assistiu isso. ― Ele tinha caído no batente da porta, puxando-a fora de equilíbrio. ― Se você tivesse apenas seguido a minha sugestão. ― Ela engasgou. ― Que mulher muito mandona você é. ― Ele meditou enquanto cambaleava pela porta. ― Não posso pensar como consegui sem você. ― Nem eu. ― Ela o apoiou contra a parede e empurrou a porta. O filhote choramingou. ― Ele vai atendê-lo direito se você pegar uma malária. ― Oh, quão doce é o tom feminino. ― Murmurou ― Tão suave, tão gentil, mesmo o suficiente para despertar o desejo de proteção em qualquer homem. Ela bufou e o levou em direção às escadas. Eles estavam deixando um rastro de água que teria que ser secado na manhã seguinte. Apesar de suas palavras sarcásticas, ele estava pálido e tremendo violentamente, e realmente estava com medo de ele pegar uma friagem mortal. Tinha visto homens fortes derrubados pela febre antes, quando

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ajudando seu pai em suas rondas. Eles estariam rindo e vivo numa semana e mortos dentro de alguns dias. ― Cuidado com o degrau. ― Disse ela. Ele era alto o suficiente, bastante pesado, que se ele começasse a cair, não estava completamente certa de que pudesse impedi-lo de cair pelas escadas. Ele apenas grunhiu, o que a preocupou mais, pois não tinha mais força para discutir com ela? Sua mente saltou à frente enquanto o ajudava a subir as escadas lentamente. Teria que obter água quente, talvez preparar um chá. A Sra. McCleod tinha deixado uma chaleira perto do fogo da cozinha depositada ontem à noite. Talvez o tivesse novamente esta noite. Ela o levaria para seu quarto e, em seguida, correria para baixo para pegar a chaleira. Mas ele estava tremendo em ondas no momento em que percorriam o corredor do lado de fora do quarto dele. O filhote estava em perigo de ser arremessado do braço dele. ― Você pode me deixar aqui. ― ele grunhiu quando chegaram a sua porta. Ela o ignorou e empurrou a porta. ― Você é um idiota. ― Vários cientistas iminentes em Edimburgo e do continente discordam. ― Duvido que tenham visto você quase morto e segurando um filhote de cachorro molhado. ― Verdade. ― Ele cambaleou em direção à cama. Seu quarto era enorme. Uma cama com maciços quadros agarrava-se entre as janelas pesadamente drapeadas, a colcha arrastando no chão. Em uma parede havia uma grande lareira antiga, feita da mesma pedra rosa como o resto do castelo. Por um momento, Helen se perguntou se este quarto tinha sido usado continuamente pelo senhor do castelo desde que foi construído. Em seguida, empurrou o pensamento de sua mente. ― Não na cama. Você vai deixá-la ensopada. Ela o guiou em direção à lareira. Numa única cadeira enorme sentou-se diante da lareira fria. Sir Alistair se afundou, tremendo, enquanto ela se inclinou e mexeu com o fogo. A fraca brasa ainda brilhava lá. Cuidadosamente ela amontoou brasas em cima

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de toras e soprou até que o fogo pegou. A água da chuva escorria de seu rosto, de seu cabelo, e escorria para o chão. Ela tremeu, mas não estava tão fria quanto ele. Ela se levantou e enfrentou Sir Alistair. ― Tire essas roupas. ― Por que razão Sra. Halifax, tal ousadia. ― Suas palavras foram um pouco arrastada, como se tivesse bebido, embora não tivesse detectado nenhum álcool em seu hálito. ― Não fazia ideia de que tinha planos sobre a minha pessoa. ― Humph. ― ela pegou o cachorro tremendo e colocou-o perto do fogo, onde ele se sentou em uma pilha molhada abandonada. Ela se preocuparia com o cão mais tarde. No momento, seu mestre tinha precedência. Helen se levantou e começou a descascar a camada de casaco dos ombros de Sir Alistair. Ele inclinou-se para ajudá-la, mas seus movimentos eram desajeitados. Jogou o casaco molhado sobre a lareira, onde começou a produzir vapor de água. Em seguida, ajoelhou diante dele e trabalhou os botões através do tecido de imersão de seu colete. Podia senti-lo olhando para ela, seus olhos com as pálpebras pesadas, e seu batimento cardíaco não podia deixar de acelerar. Pegou o colete desabotoado, retirouo e o jogou em cima do casaco. Quando começou nos botões de sua camisa, estava consciente de que sua respiração estava ficando mais difícil. Concentrou-se, olhando do material translúcido branco estampado aos planos duros de seu peito. Cabelos encaracolados estavam sombreados sob o pano. Podia sentir sua respiração quente no topo de sua cabeça. Esta posição era muito íntima. Determinada retirou sua camisa antes que pudesse parar e pensar sobre isso, mas ainda vacilou quando seu torso nu foi revelado. Seu corpo era ainda muito mais bonito do que tinha imaginado. Os amplos declives fortes de seus ombros levavam a músculos surpreendentemente grossos em seus braços, e seu peito era amplo e coberto com cabelos escuros encaracolados na parte superior. Mamilos marrons avermelhados apareciam através dos pelos, duros, pontiagudos e chocantemente nus. Sua tensa barriga tinha apenas uma linha fina de cabelo escuro que circulava seu umbigo antes de aumentar novamente para baixo e, em seguida, desaparecia na cintura de suas calças.

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Ela estendeu uma mão para a linha sedutora de cabelo antes que percebesse parar seu próprio movimento. Helen pegou de volta sua mão rebelde, escondendo-a nas suas saias, e disse rapidamente ― Levante-se então para que possamos tirar o resto dessas roupas. Você está quase azul de frio. ― Sra. Halifax, sua consideração por si só é suficiente para aquecer-m-me... ― ele falou pausadamente. As libertinas palavras só foram marcadas pela vibração de seus dentes. ― Humph. ― ela sabia que seu rosto inteiro estava envolto em um corar de fogo, mas ainda precisava para tirar as calças molhadas dele. Começou nos botões, acenando longe com as mãos desajeitadas quando ele tentou ajudá-la. Ele oscilou quando ela conseguiu desfazer o último botão, e de repente não estava mais preocupada com seu rubor ou com o que poderia pensar dela. ― Vá para a cama. ― ela ordenou. ― Mulher mandona. ― ele murmurou, mas suas palavras foram arrastadas novamente, e se arrastou para a enorme cama. Uma vez lá, ela o manteve encostado no colchão enquanto tirou suas botas, calças, e roupa de baixo dele. Teve apenas um vislumbre de compridas pernas peludas e uma mancha escura de pele em seu ápice antes que o estivesse empurrando sobre a cama e acumulando os cobertores em cima dele. Esperou algum comentário sarcástico dele, talvez justamente sobre o destino de sua pressa para levá-lo para a cama, mas ele apenas fechou seus olhos. E isso foi o tiro de indulgência, um raio de puro medo através dela. Parou apenas para recolher o filhote para cima e colocá-lo debaixo das cobertas ao lado do homem, e, em seguida, ela foi correndo para a cozinha. Graças a Deus! A Sra. McCleod realmente havia deixado depositado em aquecimento uma chaleira no fogo da cozinha. Helen rapidamente fez chá e tomou o pote, uma xícara, e abundância de açúcar juntamente com um metal antigo de aquecimento17 para cama e voltou para o quarto de Sir Alistair. Quando ela entrou, 17

Tipo de uma panela de cabo longo, feita de cobre e com tampa, própria para colocação de brasas e aquecer camas.

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ofegante da rápida subida das escadas, o corpo dele era um monte ainda debaixo das cobertas, e seu coração deu uma sacudida dolorosa. Mas então ele se mexeu. ― Eu estava começando a me perguntar se a visão de meu corpo nu tinha causado sua fuga do castelo. Ela bufou enquanto ela colocava a bandeja cheia em uma mesa ao lado da cama. ― Sou a mãe de um menino pequeno. Vi um corpo masculino nu, muitas vezes, lhe garanto. Banhei Jamie justamente esta noite. Ele resmungou. ― Espero que a minha forma seja um pouco diferente da de um menino. Ela limpou a garganta para dizer com exatidão. ― Há algumas diferenças, é claro, mas as semelhanças ainda estão lá. ― Humph. ― ela sabia que ele a observava enquanto levava o ferro de aquecimento até o fogo e pegava umas brasas. ― Então me despir não deu a você mais preocupação do que dar banho no pequenino Jamie. ― Claro que não. ― disse ela, com o que achava que era calma admirável. ― Mentirosa. ― ele murmurou baixinho. Ela ignorou isso e trouxe o ferro de aquecimento quente de volta para a cama. ― Você pode passá-lo? ― ele acenou com a cabeça, o rosto cansado e desalinhado. Ele conseguiu algumas polegadas mais sobre o colchão, e ela lançou as cobertas de lado para usar a panela de aquecimento nos lençóis. Ela se esforçou, mas era impossível não ver a longa linha de sua perna nua, quadril e lateral. Calor desenrolou-se em sua barriga. Rapidamente, ela desviou os olhos. Quando terminou, ele rolou para trás e grunhiu, seus olhos se fechando. ― Sensação boa. ― Bom. ― ela colocou a panela na lareira e voltou correndo. ― Tente se sentar para que você possa tomar um pouco de chá. Seu olho se abriu, surpreendentemente nítido e focado em seu seio. ― Você está encharcada, a Sra. Halifax. Você precisa atender a si mesma. Ela olhou para baixo

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e viu que sua camisa e xale eram quase transparentes. Seus mamilos pontudos estavam delineados claramente contra o tecido fino. Deus! Mas a modéstia não importava no momento. ― Vou cuidar de mim, logo que você estiver estabelecido. Agora se sente. ― Vou recompensá-la por seu tom inoportuno mais tarde. ― alertou, mas ele se levantou contra o travesseiro até que estava meio na vertical. ― Você faz isso. ― respondeu ela, enquanto amontoava açúcar na xícara e, em seguida, serviu o chá fumegante na mesma. ― Não acho que o açúcar vai ajudar o seu chá, Sra. Halifax. ― Ele falou atrás dela. ― Oh, silêncio! ― ela se virou e pegou o olhar dele focado em seu seio. ― É quente e doce, e isso é o que você precisa agora. Beba. Ela segurou a xícara para ele e ele tomou um gole, fazendo uma careta. ― Seu chá levar a ferrugem. Você quer me matar? ― Sim, isso é exatamente o que estou tentando fazer. ― ela murmurou suavemente. Um pequeno canto do coração dela parecia puxar suas palavras rudes dele. Ele era tão teimoso, tão mal-humorado, e até no momento em que precisava tanto dela. ― Tome um pouco mais. ― ele tomou um gole da xícara novamente, seu olhar o tempo todo no rosto dela, firme e desconcertante. Seus dedos tremiam enquanto ela observava o forte trabalho da garganta dele. Rapidamente tomou a xícara e a colocou na bandeja. ― Obrigado Sra. Halifax. ― disse ele. Seus olhos estavam fechados, e ele tinha afundado na cama, mas havia cor em seu rosto novamente. ― Acho que vou sobreviver a noite sem você. Ela franziu a testa. ― Talvez deva aquecer um tijolo ou trazer mais chá. ― Deus, por favor, mais chá não. Você pode se retirar para a noite. A não ser que... ― ele abriu o olho castanho claro e olhou para ela com ironia ―... você queira se juntar a mim? ― Ela arregalou os olhos involuntariamente, pelo convite brusco e, por um momento crucial, não sabia o que dizer ou fazer. Então se virou e saiu do quarto, a risada dele ecoando atrás dela enquanto correu apressada para seu próprio quarto.

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Talvez fosse a lembrança dos seios exuberantes de sua governanta delineados pelo tecido molhado na noite anterior. Talvez fosse a fragrância de limão de seus cabelos que parecia permanecer como uma presença fantasmagórica em seu quarto. Ou talvez fosse necessidade biológica simplesmente precisando recuperar o atraso. Em qualquer caso, Alistair acordou na manhã seguinte com a visão de seus exuberantes lábios vermelho envoltos sobre seu dolorosamente duro pênis. Um sonho erótico excessivamente vivo, mas, infelizmente, a sua carne não sabia a diferença entre a realidade e a fantasia. Alistair gemeu e jogou as cobertas. Sua cabeça, e na verdade todo o seu corpo, ainda doía terrivelmente, mas ainda assim seu pênis estava orgulhosamente ereto. Ele contemplou a parte argilosa de si mesmo. Que ironia que mesmo o homem mais intelectual pudesse ser reduzido a esta base latejante porque precisa unicamente de lábios macios e seios brancos redondos. Seu pênis balançou com a imagem viva da Sra. Halifax. Orgulhoso. Argumentativo. Totalmente nu. Ele engoliu em seco e se tocou, correndo os dedos até a carne quente feita de ferro, em torno da dolorida cabeça em seu punho. Seu prepúcio já estava preso pela expansão de seu pênis, e sua semente brilhava entre os dedos. Sua imaginária Sra. Halifax se ajoelhou diante dele e embalou seus próprios seios brancos nas mãos. Levantou-os, oferecendo-os, ao mesmo tempo lasciva e tímida, o lábio inferior preso entre os dentes. Ele apertou a cabeça de seu pênis, sentindo o eixo de prazer arremessar para suas bolas. Seus seios eram grandes e formosos, transbordando suas pequenas mãos. Ela tomou seus mamilos vermelhos entre o polegar e o indicador e apertou com força, dando a ele um olhar perverso. Ele gemeu e punhos para baixo, puxando suavemente. Se ela empurrasse os montes macios juntos, se ele se inclinasse para frente e colocasse seu pênis entre seus seios doces, quentes... Ao lado dele veio um pequeno gemido canino.

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Ele instintivamente empurrou e agarrou as cobertas. ― Merda! Então ele se lembrou de e deixou seu fracassado corpo de volta nos travesseiros. Ele olhou para baixo. O filhote se encolheu contra a cama, semienterrado nos lençóis que o tinham coberto. ― Está tudo bem, moço. ― disse Alistair ― Não é sua culpa que eu seja um homem maluco. ― Nem era culpa do cachorro que ele ainda permanecia ereto e dolorido. Mas então tinha acordado muitas manhãs neste estado. E desde que retornou das Colônias, não tinha nada mais que a própria mão para satisfazer seus desejos animais. Uma vez, há alguns anos, chegou a um ponto tal de frustração que viajou em uma zona miserável de Edimburgo. Lá ele procurou os serviços de uma mulher paga para aliviar os homens de seus eróticos impulsos. Mas quando a prostituta pela qual tinha decidido olhou seu rosto à luz das velas de seu quarto alugado, ela pediu um preço mais elevado. Deixou pra lá, humilhado e enojado consigo mesmo, e a prostituta gritando maldições atrás dele. Nunca repetiu essa experiência terrível. Em vez disso, tinha se contentado com sua própria mão sempre que a luxúria de sua parte inferior superou a sua razão. O filhote rolou para fora das cobertas com o som de sua voz, com sua extremidade traseira balançando em delírio. Era um spaniel marrom e branco com orelhas de abano e nariz salpicado. O filhote tinha vindo de uma ninhada que pertencia a um agricultor vivendo um pouco além de Glenlargo. Selar Griffin e andar em busca de um filhote de cachorro ontem foi um capricho. A visão de Jamie espalhando pétalas sobre o túmulo de Lady Grey ficou em sua mente, importunando-o por horas ontem. Ainda mais perturbador foi Abigail correndo determinada para longe do sepultamento. Pobre moça, tão rígida e diferente. Não doce e obediente como uma menina deve ser. Ele riu suavemente. De certa forma ela o lembrou de si mesmo.

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O filhote se esticou em suas muito grandes patas, sua barriga redonda quase tocando na cama, e bocejou. Sem dúvida, ele precisa aliviar a bexiga em breve e, sendo um bebê, não importava onde ele fizesse isso. ― Espera aí, moço. ― Alistair murmurou. Ele se levantou, as juntas rangendo, e começou a se vestir, mas só tinha conseguido dirigir as roupa de baixo antes que sua porta se abrisse de repente. Pela segunda vez naquela manhã, ele agarrou os lençóis. O filhote virou e gritou para o intruso. Alistair suspirou, mordendo de volta uma maldição, e olhou nos assustados olhos harebell azul. ― Bom dia, Sra. Halifax. Você poderia pensar em bater antes de entrar? Aqueles belos olhos piscaram e ela franziu a testa. ― O que você está fazendo fora da cama? ― Tentando encontrar minhas calças, se você quer saber. ― ele apoiou o punho no quadril, agradecendo a providência que ele ainda usasse o tapa-olho da noite anterior. ― Se você vai me deixar em privacidade, posso cumprimentá-la melhor completamente vestido. ― Humph. ― em vez de sair, ela se movimentou ao redor dele e colocou uma bandeja sobre a mesa ao lado de sua cama. ― Você precisa voltar para a cama. ― O que eu preciso... ― ele murmurou, muito consciente de que seu pênis havia saltado de volta à vida pela entrada dela ― é me vestir e levar o cachorro para fora. ― Eu trouxe um pouco de leite quente e pão. ― respondeu ela alegremente, e, em seguida, parou na frente dele, de braços cruzados, como se realmente esperasse que ele comesse a papinha. Ele considerava a tigela em sua mesa de cabeceira. Estava meia cheia de leite. Pedaços de pão empapado flutuavam por cima, uma bagunça completamente revoltante.

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― Tenho começado a me perguntar, a Sra. Halifax... ― disse ele enquanto deixava cair os lençóis e estendia a mão para o cachorro ― se você decidiu deliberadamente fazer uma campanha para me enlouquecer. ― O que...? ― Sua insistência em perturbar o meu trabalho, a contratação de funcionários que eu não precisava, e, em geral, perturbando minha vida não pode ser tudo acidente. ― Eu não...! Ele colocou o filhote em frente à tigela enquanto ela balbuciou. O filhote empurrou sua face e uma pata na tigela e começou a comer, derramando leite e pão em pedaços sobre a mesa. Alistair olhou para sua governanta. Quem tinha encontrado sua voz. ― Eu nunca... ― E depois há o problema de seu traje. Ela olhou para si mesma. ― O que há de errado com minha roupa? ― Este vestido... ― ele balançou as rendas em seu seio, roçando quente em seus braços, seios macios quentes quando ele fez isso ― ...é muito elegante para uma governanta. No entanto, você persistir em flutuar sobre o meu castelo nele, na tentativa de me distrair. Suas bochechas avermelharam, fazendo com que seus olhos azuis brilhassem com indignação. ― Tenho apenas os dois vestidos, se você quer saber. Não é minha culpa que você os ache censurável. Ele deu um passo na direção dela, seu peito quase tocando o vestido em questão. Ele não tinha mais certeza se estava tentando afastá-la ou atraí-la mais perto. O perfume de limões era inebriante em suas narinas. ― E o que me diz de sua insistência em se intrometendo em meus aposentos sem ao menos uma batida? ― Eu... ― A única conclusão a que posso chegar é que você gostaria de ver o meu corpo nu. Mais uma vez. ― os olhos dela baixaram, talvez inevitavelmente, para a roupa de baixo dele, para a tenda sobre seu exuberante pênis. Seus lábios exuberantes,

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entreabertos acenando. Deus! Esta mulher deixava-o louco. Ele não podia ajudar, mas curvar a cabeça para ela, observando os lábios vermelhos gordos enquanto ela os lambia nervosamente. ― Talvez eu devesse aliviar a sua curiosidade.

Ele queria beijá-la, Helen sabia. A intenção estava, em cada linha de seu rosto, no olhar sensual de seu olho, na determinada postura de seu corpo. Ele queria beijá-la, e a parte terrível era que queria também. Ela queria sentir aqueles que, às vezes sarcásticos, às vezes ferinos, lábios nos dela. Queria saboreá-lo, inalar seu cheiro masculino, enquanto ele a experimentava. Ela, na verdade, começou a inclinar-se na direção dele, inclinando seu rosto, para sentir a corrida de seu coração. Oh, sim, ansiava que ele a beijasse, talvez mais do que ansiava por seu próximo fôlego. E, em seguida, as crianças correram para o quarto. Na verdade, foi Jamie, principalmente, correndo como sempre, com sua irmã depois mais lentamente atrás. Sir Alistair amaldiçoou uma vez abominavelmente baixinho, e se virou para agarrar os lençóis sobre sua cintura. Ele não precisava ter se preocupado, embora, por toda a atenção que as crianças lhe pagavam. ― Um filhote de cachorro! ― Jamie gritou e pulou para a pobre criatura. ― Cuidado. ― disse Sir Alistair ― Ele não tem... Mas o aviso veio muito tarde. Jamie levantou o cão, e, ao mesmo tempo, uma corrente fina de líquido amarelo vertida sobre o chão. Jamie ficou parado, de boca aberta, segurando o cachorro na frente dele. ― Ah... ― Sir Alistair olhou fixamente, seu magnífico peito ainda nu. Helen simpatizava com o homem. Meio morto pelo frio na noite anterior, não totalmente vestido esta manhã, e já invadido por cães incontinentes e crianças correndo.

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Ela limpou a garganta. ― Eu acho que... ― mas ela foi interrompida por uma risadinha. Uma doce, alta, risada de menina que ela não tinha ouvido nenhuma vez desde que tinham deixado Londres. Helen se virou. Abigail ainda estava de pé junto a porta, batendo as duas mãos sobre sua boca, risos se derramando entre seus dedos. Ela baixou as mãos. ― Ele fez xixi em você! ― ela cantou para seu pobre irmão. ― Fez xixi e xixi e xixi! Devemos chamá-lo de Poças. Por um momento, Helen tinha medo de que Jamie começasse a chorar, mas, em seguida, o filhote se contorceu e ele puxou o pequeno animal em seu peito, sorrindo. ― Ele é um grande filhote. Mas nós não deveríamos chamá-lo de Poças. ― Definitivamente Poças não. ― Sir Alistair retumbou, e ambas as crianças começaram e olharam para ele como se tivessem se esquecido dele. Abigail sóbria. ― Não é o nosso cão, Jamie. Não podemos dar nome a ele. ― Não, ele não é o cão de vocês ― disse Sir Alistair facilmente ―, mas preciso de ajuda para nomeá-lo. E no momento, eu preciso de alguém para levá-lo para fora no gramado e ter certeza que ele faça o resto de seu negócio lá em vez de no castelo. Tenho algum voluntário? As crianças pularam para a tarefa, e Sir Alistair mal assentiu antes deles estarem fora do quarto. De repente, ela estava sozinha novamente com o mestre do castelo. Helen inclinou-se para limpar a poça no chão com o pano que ela tinha trazido da cozinha junto com a papa de leite. Ela evitou seus olhos. ― Obrigada. ― Por quê? ― sua voz era descuidada enquanto ele virava os lençóis de volta na cama. ― Você sabe. ― Ela olhou para ele e percebeu que sua visão se turvou com lágrimas. ― Deixando Abigail e Jamie cuidar do filhote. Eles... Eles precisavam disso agora. Obrigada. Ele deu de ombros, parecendo um pouco desconfortável. ― Isto é pouco suficiente.

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― Pouco suficiente? ― ela se levantou de repente, irritada ― Você quase se matou para conseguir aquele cão. Isto é mais do que pouco suficiente! ― Quem disse que eu adquiri o cão para as crianças? ― ele rosnou. ― Você não fez? ― ela exigiu. Ele gostava de agir como besta animal, mas por baixo ela sentia um homem completamente diferente. ― E se eu fizesse? ― ele se aproximou e segurou gentilmente seus ombros. ― Talvez eu merecesse uma recompensa. Ela não teve tempo para pensar ou debater ou até mesmo antecipar. Seus lábios estavam nos dela, quentes e levemente raspando pela barba em seu queixo, e oh, eles se sentiam bem. Masculino. Ansioso. Ela não foi desejada assim há tanto tempo. Não foi beijada por um homem desde que, nem conseguia se lembrar. Ela se inclinou para ele, com as mãos sobre seus braços nus, e foi maravilhoso, também, a sensação de sua pele quente, suave sob seus dedos. Ele abriu a boca sobre a dela e a sondou suavemente com sua língua, e ela abriu a dela, acolhendo-o e lhe dando as boas vindas. Alegremente. Maravilhosamente. Facilmente. Talvez demasiadamente fácil. Esta foi sua única grande falha, a tendência a agir cedo demais. Para se apaixonar muito rápido. Dando tudo de si apenas para lamentar a sua paixão impulsiva mais tarde. Pensou que os beijos de Lister foram adoráveis também, foi uma vez, e ao que a levou? Nada mais que desespero. Ela se afastou ofegante e olhou para ele. Seu olho estava meio fechado, com o rosto corado e sensual com uma barba escura e bigodes. Tentou pensar em algo para dizer. ― Eu... No final, simplesmente apertou seus dedos sobre seus lábios e saiu correndo do quarto como a mais verde virgem.

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― Pirata. ― disse Jamie. Ele estava agachado na grama atrás do castelo, observando como o filhote farejava um besouro que tinha encontrado. Abigail revirou os olhos. ― Ele parece um pirata para você? ― Sim. ― Jamie disse, e então acrescentou: ― Ou talvez o Capitão. Abigail cuidadosamente levantou as saias e encontrou um pouco de grama seca para se sentar. Quase tudo estava encharcado da tempestade da noite anterior. ― Acho que Tristan seria bom. ― Esse é o nome de uma menina. ― Não é. Tristan foi um grande guerreiro. ― Abigail franziu a testa um pouco, não totalmente certa dos fatos. ― Ou algo assim. Certamente não é uma menina, de qualquer maneira. ― Bem, parece com o nome de uma menina. ― disse Jamie bravamente. Ele pegou um galho e o segurou na frente do nariz do filhote. O filhote abocanhou o galho e o levou com ele. Ele caiu no chão, pernas traseiras abertas atrás dele, e começou a mastigar o galho. ― Não deixe que ele coma isso. ― disse Abigail. ― Não vou. ― disse Jamie ― E, de qualquer maneira,... ― Oy! ― uma voz familiar chamou. ― Quê você tem aí? ― atrás deles estava Sr. Wiggins. Sua cabeça apagou o sol da manhã, e seu cabelo vermelho que estava em torno de seu rosto parecia estar pegando fogo. Ele oscilou um pouco em seus pés e franziu o cenho para o filhote. ― Ele é o cão de Sir Alistair. ― disse ela rapidamente, com medo que ele tentasse tomar o cachorro ― Nós estamos olhando ele por Sir Alistair. Sr. Wiggins apertou os olhos, seus olhinhos quase desaparecendo nas rugas em seu rosto. ― Trabalho humilde para a filha de um Duque, não é?

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Abigail mordeu o lábio. Ela tinha tido tanta esperança que ele tivesse esquecido as palavras de Jamie desde o dia anterior. Mas Sr. Wiggins estava pensando em outros assuntos. ― Apenas se certifiquem de que ele não mije na cozinha. Tem bastante trabalho por aqui, apesar dele, não é? ― Ele... ― Jamie começou, mas Abigail o interrompeu. ― Nós não vamos. ― disse ela docemente. ― Huh. ― Sr. Wiggins grunhiu e se afastou novamente. Abigail esperou até que ele desaparecesse no castelo, então se virou para o irmão. ― Você não deve dizer nada para ele novamente. ― Você não é o mestre de mim! ― o lábio inferior de Jamie tremia, e seu rosto estava ficando vermelho. Abigail sabia que estes eram sinais de um ataque iminente de gritar ou chorar ou ambos, mas pressionou, de qualquer maneira. ― É importante Jamie. Você não deve deixá-lo te importunar para você dizer coisas. ― Eu não vou. ― ele murmurou, o que ambos sabiam que era mentira. Abigail suspirou. Jamie ainda era muito jovem, e isso era o melhor que ela tiraria dele. Ela segurou o filhote para fora. ― Você gostaria de segurar Poças? ― Ele não é Poças. ― disse ele, mas ele pegou o filhote, o esmagado contra seu peito, escondendo o rosto em seu pelo macio. ― Eu sei. ― Abigail se sentou na grama e fechou os olhos, sentindo o sol no rosto. Ela deveria dizer Mama o que Jamie tinha dito. Ela deveria ir agora e encontrála. Mas, então, Mama se tornaria zangada e preocupada, e isto iria estragar essa nova felicidade. Talvez isso não importasse, de qualquer maneira. ― Poça não viu os estábulos. ― disse Jamie ao lado dela. Ele parecia ter recuperado seu bom humor. ― Vamos mostrar a ele. ― Muito bem. ― Abigail se levantou e arrastou seu irmão do outro lado da grama molhada para os estábulos. O dia estava lindo, afinal de contas, e eles tinham

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um filhote de cachorro doce para cuidar. Algo a fez olhar para trás por cima do ombro na direção que o Sr. Wiggins tinha seguido. Ele estava longe de ser visto, mas nuvens negras pairavam a distância, sinistras e baixas, ameaçando a luz do sol. Ela estremeceu e correu para acompanhar Jamie.

― Eles dizem que Wheaton vai propor projeto de lei de pensões para os soldados no próximo parlamento. ― o Conde de Blanchard disse, inclinando-se para trás em sua cadeira até Lister temer que ela fosse quebrá-la. ― O homem nunca desiste. ― o Senhor Hasselthorpe disse com desprezo ― Eu prevejo que vamos rejeitá-lo com quase nenhum debate. O que você diz, Vossa Graça? Lister contemplou o copo de brandy que tinha na mão. Eles estavam no estúdio de Hasselthorpe, uma sala bastante agradável, mesmo que este fosse feito em roxo e rosa. Hasselthorpe era um homem sóbrio, com a cabeça fria sobre seus ombros e a ambição de obtenção do assento de Primeiro Ministro, talvez muito em breve, mas ele tinha uma tola como esposa. Ela provavelmente fez a decoração. Lister olhou para o seu anfitrião. ― O projeto de Wheaton é pura bobagem, é claro. Pense no que uma pensão para cada idiota que já serviu no exército de Sua Majestade iria custar a este governo. Mas pode haver algum apoio popular para a coisa. ― Vamos, sir, você não realmente acredita que isso possa passar? ― Blanchard olhou espantado. ― Passar, não. ― disse Lister ― Mas pode haver uma luta. Já leu os panfletos que circulam na rua? ― A retórica de panfletários é dificilmente sofisticada. ― Hasselthorpe zombou.

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― Não, mas eles fazem oscilar os frequentadores dos cafés. ― Lister franziu a testa ― E os recentes acontecimentos nas Colônias durante a guerra com os franceses trouxeram o destino do soldado comum para a vanguarda da mente das pessoas. Atrocidades como o massacre em Spinner’s Falls fazem alguns se perguntarem se os nossos soldados são pagos o suficiente. Hasselthorpe inclinou-se ligeiramente para frente. ― Meu irmão foi morto em Spinner’s Falls. A ideia do massacre sendo usado como um ponto de algum valentão jorrando como um panfletário me deixa doente, senhor. Lister encolheu os ombros. ― Concordo. Simplesmente aponto a oposição que nós vamos enfrentar para derrotar esse projeto de lei. Blanchard fez sua cadeira ranger novamente quando entrou em um longo divagar sobre soldados bêbados e ladrões, mas Lister estava distraído. Henderson tinha entreaberto a porta do estúdio e enfiou sua cabeça dentro. ― Você vai me desculpar. ― disse Lister, interrompendo seja o que for que Blanchard estava tagarelando. Ele mal esperou por acenos dos outros cavalheiros antes de se levantar e ir até a porta. ― O quê? ― Imploro seu perdão, Vossa Graça, por perturbá-lo... ― Henderson sussurrou nervosamente ―... Mas eu tenho notícias sobre a fuga de uma certa senhora. Lister olhou por cima de seu ombro. As cabeças de Hasselthorpe e Blanchard estavam juntas, e, em qualquer caso, era duvidoso que pudessem ouvi-lo. Voltou-se para seu secretário. ― Sim? ― Ela e as crianças foram avistadas em Edimburgo, Vossa Graça, não muito mais do que uma semana atrás. Edinburgh? Interessante. Não estava ciente de que Helen conhecesse ninguém na Escócia. Teria encontrado um lugar em Edimburgo para ficar, ou estava viajando a partir daí?

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Ele se concentrou mais uma vez em Henderson. ― Bom. Envie uma dúzia mais de homens. Quero que eles vasculhem Edimburgo, descobrindo se ela ainda está lá, e se não estiver, onde diabos foi. Henderson fez uma reverência. ― Muito bem, Alteza. E Lister se permitiu um pequeno sorriso. A distância entre o caçador e a presa tinha diminuído. Em breve, muito em breve, ele iria segurar o doce pescoço de Helen entre suas mãos.

Capítulo 07 Uma noite quando Teller Verdade guardava o monstro, o jovem não chegou na hora prevista. O sol baixou e se pôs, as sombras alongaram no jardim de teixos em nó, e as andorinhas pararam de bater suas asas e encontraram poleiros em sua gaiola. Quando a Teller Verdade olhou para o monstro, ele viu algo pálido atrás das grades. Curioso, ele se aproximou, e para sua surpresa viu que o monstro havia desaparecido. Em seu lugar havia uma mulher nua, seu longo cabelo preto espalhado ao redor dela como um manto. Naquele momento, o belo jovem correu ofegante pelo pátio do castelo, gritando: ― Vá! Vá agora! Teller Verdade obedientemente se virou para sair, mas seu mestre chamou atrás dele: ― Você já viu alguma coisa para assustá-lo hoje? Teller Verdade fez uma pausa, mas não se virou ― Não...

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Do TELLER O VERDADEIRO

Ela estava o evitando. No meio da manhã, quando uma bandeja de chá e biscoitos foi entregue em seu estúdio por uma das novas servas em vez de sua governanta enlouquecedora, Alistair teve certeza disso. Tinha a repeliu com aquele beijo? Assustou-a com a sua clara intenção? Bem, para o inferno com isto. Este era o seu castelo, caramba, ela foi a única que tinha insistido em perturbar a sua paz. Não podia se esconder dele agora. Além disso, ele tinha motivos para descer as escadas da torre, em busca do correio da manhã. Quando entrou na cozinha, viu a Sra. Halifax se reunindo com a cozinheira sobre uma panela fumegante na lareira, e não queria vê-lo em primeiro lugar. Perto da porta da sala onde ele tinha acabado de entrar, o menino e a menina brincavam com o filhote. Não havia outros servos à vista. ― Você veio para o almoço? ― perguntou Jamie, segurando e balançando o filhote em seu peito. ― Nós vamos alimentar Poças com uma tigela de leite em breve. ― Lembre-se de levá-lo lá fora depois. ― Alistair murmurou. Partiu para a lareira. ― E pensem em outro nome para o filhote. ― Sim, senhor. ― Abigail falou atrás dele. A Sra. Halifax olhou para cima enquanto ele se aproximava, e seus olhos se arregalaram como se assustados com a visão dele. ― Posso obter alguma coisa, Sir Alistair? Havia desconfiança em seu olhar. Ou talvez ela estivesse simplesmente assustada por ter deixado tal besta tão nojenta perto dela, provocou uma voz zombeteira. O pensamento o fez franzir a testa quando ele disse: ― Vim pela minha correspondência. A cozinheira murmurou alguma coisa e se inclinou sobre sua panela. A Sra. Halifax deslizou até uma mesa próxima, onde estava deitado um pequeno maço de cartas. ― Sinto muito. Deveria tê-las mandado para cima. ― ela estendeu o pacote.

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Ele o pegou, seus dedos roçaram brevemente contra os dela e, em seguida, franziu a testa quando ele embaralhou as cartas. A resposta de Etienne não estava lá, é claro, era muito cedo, mas esperava que estivesse, no entanto. Alistair estava meditando sobre o traidor de Spinner’s Falls desde a carta de Vale. Ou talvez isso fosse advento da Sra. Halifax e o conhecimento de tudo o que ele tinha perdido junto com seu rosto naquele terrível massacre. ― Você estava esperando uma carta? ― Sra. Halifax interrompeu seus pensamentos sombrios. Ele deu de ombros e colocou as cartas no bolso. ― Uma carta de um colega em outro país. Nada muito importante. ― Você se corresponde com senhores no exterior? ― ela inclinou a cabeça como se intrigada. Ele acenou com a cabeça. ― Eu intercambio resultados e ideias com outros naturalistas na França, Noruega, Itália, Rússia e nas Colônias Americanas. Tenho um amigo explorando os confins da China agora e outro em algum lugar mais profundo da África. ― Que maravilha! E você tem que viajar, assim como para visitar esses amigos e explorar por si mesmo. Ele olhou para ela. Ela estava zombando dele? ― Eu nunca deixo o castelo. Ela se acalmou. ― Verdade? Sei que você gosta do castelo, mas certamente deve viajar às vezes. O qual devido ao seu trabalho? ― Não tenho viajado desde o retorno das Colônias. ― ele não podia mais encontrar aqueles olhos azuis arregalados, e desviou o olhar, observando as crianças brincarem com o filhote na porta. ― Você sabe o que pareço. Sabe por que eu fico aqui. ― Mas... ― Suas sobrancelhas se uniram antes que ela desse um passo na direção dele, forçando-o a encontrar o seu olhar solene, mais uma vez. ― Sei que deve

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ser difícil de sair. Sei que as pessoas devem olhar. Isto deve ser horrível. Mas, encerrar a si mesmo aqui para sempre... Você não merece tal castigo. ― Merecer? ― ele sentiu sua boca torcer ― Os homens que morreram nas Colônias não mereciam suas mortes. Meu destino não tem nada a ver com o fato ou não, de eu merecer isto. Isto é simplesmente um fato: eu tenho cicatrizes. Assusto as criancinhas e aos sensíveis. Portanto, permaneço neste castelo. ― Como você pode suportar viver o resto de sua vida desse modo? Ele deu de ombros. ― Não penso sobre o resto da minha vida. Isto é simplesmente o meu destino. ― O passado não pode ser mudado. Entendo isso, ― disse ela, ― mas não se pode aceitar o passado e continuar a ter esperança? ― Esperança? ― ele olhou para ela. Ela argumentou sobre seu caso tão intensamente para que isso não fosse pessoal, de alguma forma, mas de que forma ele não tinha certeza. ― Não entendo o seu significado. Ela se inclinou para ele, seus olhos azuis sérios. ― Você não pensa sobre o futuro? Plano de momentos felizes? Lutar para melhorar a sua vida? Ele balançou a cabeça. A filosofia dela era totalmente estranha à sua maneira de pensar. ― O que apontar no plano para um futuro no qual o meu passado nunca vai mudar? Não sou infeliz. ― Mas você é feliz? Ele se virou para a porta. ― Será que isso importa? ― É claro que isso é importante. ― ele sentiu sua pequena mão em seu braço. Ele girou para olhá-la de novo, tão brilhante, tão bonita. ― Como você pode viver sua vida sem felicidade, ou mesmo a esperança de felicidade? ― Agora eu sei que zomba de mim. ― ele rosnou, e puxou o braço livre. Ele andou a passos largos pela cozinha, surdo ao protesto dela. Sabia que ela não tinha em si ser tão cruel, mas sua honestidade era em alguns aspectos, muito mais dura do que zombar com o riso. Como ele poderia pensar em um futuro, quando não

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tinha nada, quando tinha desistido de toda a fé por quase sete anos atrás? Mesmo a ideia de ressuscitar esse otimismo o encheu com uma espécie de horror. Não, melhor fugir da cozinha e de sua governanta demasiada perspicaz do que enfrentar sua própria fraqueza.

Helen estava na frente varrendo o caminho essa tarde, quando um estrondo a fez olhar para cima. Uma grande carruagem com quatro cavalos estava descendo a estrada, e a visão era tão estranha ― visto que ela já tinha se acostumado com o castelo isolado ― que tudo o que ela pôde fazer foi ficar lá e de boca aberta por um momento. Então o medo bateu de seu coração para suas costelas. Querido Deus, teria Lister os encontrado? Por certo, Meg ou Nellie deveria estar varrendo o caminho, mas as servas estavam ocupadas limpando a sala de estar do primeiro andar. Então, foi por si mesma depois do almoço, enlouquecida pela visão das ervas daninhas que cresciam entre as fendas. Que a deixou de pé com um avental amarrotado, armada apenas com uma vassoura. Nem sequer tinha tempo para tentar esconder as crianças. A carruagem rolava majestosamente para uma parada e um suntuoso lacaio saltou ao chão para estabelecer o passo e abrir a porta. Uma senhora muito alta surgiu, inclinando a cabeça para transpor o teto da carruagem. Helen quase caiu no chão de alívio. A senhora usava um vestido creme elegante com uma saia de baixo listrada e uma touca de renda coberta por um chapéu de palha. Atrás dela estava uma menor e roliça senhora, toda em lavanda e amarelo com uma grande capa de babados e um gorro emoldurando seu alegre rosto vermelho. A senhora alta se endireitou e franziu o cenho para Helen através de um par de óculos enormes e bastante estranhos. Eles eram grandes, inteiramente redondos, e tinham grossas molduras pretas com um X entre as peças dos olhos. ― Quem, ― a mulher disse ― é você?

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Helen fez uma reverência, e assim pensou, considerando que ela estava segurando uma vassoura. ― Eu sou a Sra. Halifax, nova governanta de Sir Alistair. A senhora alta ergueu as sobrancelhas com ceticismo e se virou para sua companheira. ― Você ouviu isso, Phoebe? A pivete diz que é a governanta de Alistair. Parece provável para você que ele tenha contratado uma governanta? A menor, roliça senhora sacudiu as saias e sorriu para Helen. ― Desde que ela disse que é a governanta, Sophie, e desde que estava varrendo o caminho pelo qual chegamos, acho que devemos assumir que Alistair, de fato, obteve uma governanta. ― Hmm... ― Isso foi tudo o que a senhora alta disse ― Você pode também nos mostrar dentro, menina. Duvido que Alistair tenha uma sala decente, mas vamos ficar, no entanto. Helen sentiu o rosto quente. Fazia muito tempo desde que foi chamada pela última vez de uma menina, mas para a senhora isto não parecia significar nada. ― Tenho certeza que posso encontrar alguma coisa. ― disse ela, não tendo certeza alguma. Se ela colocasse as empregadas da limpeza nos dois dos quartos vagos de imediato, estes poderiam estar prontos até o anoitecer. Poderia. ― Talvez devêssemos nos apresentar. ― a senhora menor murmurou. ― Nós deveríamos? ― perguntou sua companheira. ― Sim. ― foi a resposta firme. ― Muito bem. ― disse a senhora mais alta ― Eu sou Miss 18 Sophia Munroe, irmã de Sir Alistair, e isso é Miss Phoebe McDonald. ― Como vão vocês? ― Helen fez uma reverência novamente. ― Muito prazer em conhecê-la. ― Miss McDonald sorriu, suas roliças bochechas vermelhas brilhando. Ela parecia ter esquecido que Helen era uma serva. ― Vocês não estavam passeando por aqui? ― Helen disse educadamente ― Hum... Sir Alistair está esperando por vocês? 18

Senhorita em inglês.

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― Claro que não. ― Miss Munroe disse prontamente quando ela entrou no castelo. ― Se estivesse, ele não estaria aqui. ― ela tirou o chapéu e franziu a testa ao redor do salão. ― Ele está aqui, não está? ― Oh, sim. ― disse Helen, tomando ambos os chapéus das senhoras. Ela olhou em volta do salão e, finalmente, colocou-os sobre uma mesa de mármore. Esperançosamente que esta não estivesse muito empoeirada. ― Tenho certeza que ele vai ficar muito feliz em saber que você veio lhe visitar. Miss Munroe bufou. ― Então você é mais otimista do que eu. Helen achou melhor não responder a esse comentário. Em vez disso, ela levou suas convidadas para a sala de estar onde ela tinha colocado as empregadas de limpeza, cruzando os dedos para que as coisas tivessem progredido desde o almoço. Mas quando ela abriu a porta, Tom o lacaio estava espirrando explosivamente, com a cabeça coberta com uma enorme teia de aranha empoeirada, e ambas, Meg e Nellie, estavam rindo incontrolavelmente. Os servos se endireitaram em sua entrada, e Nellie bateu com a mão na boca para conter o riso. Helen suspirou e se voltou para as senhoras. ― Talvez vocês prefiram esperar na sala de jantar. É a única sala totalmente limpa no castelo ― exceto da cozinha. ― Nem um pouco. ― Miss Munroe entrou na sala e olhou criticamente para a cortina ― comida pelas traças, cabeças de animais empalhados cobriam uma parede. ― Phoebe e eu podemos dirigir questões aqui enquanto você vai buscar Alistair. Helen balançou a cabeça e deixou os servos atrás com as mulheres. Enquanto ela subia as escadas, podia ouvir Miss Munroe latindo ordens. Não tinha visto Sir Alistair desde o seu argumento desta manhã na cozinha. A verdade era que tinha tentado evitá-lo, até mandou Meg com seu almoço, em vez de entregá-lo ela mesma. De fato, percebeu enquanto subia ao terceiro andar, que não estava completamente certa de que Sir Alistair estava escondido em seu aposento da torre. Por tudo o que sabia, podia ter decidido tomar um de seus passeios.

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Mas quando bateu na porta da torre, a voz profunda de Sir Alistair murmurou ― Entra. Abriu a porta e entrou na sala. Sir Alistair estava na maior mesa, inclinando-se sobre um livro com uma lupa na mão. Ele falou sem olhar para cima. ― Você veio para me distrair do meu trabalho a Sra. Halifax? ― Sua irmã chegou. Ele olhou atentamente para isso. ― O quê? Ela piscou. Ele havia raspado a barba. Sua bochecha sem cicatrizes estava bem suave e bastante agradável de aparência, na verdade. Ela se sacudiu mentalmente. ― Sua irmã... Ele virou ao redor da mesa. ― Bobagem. Por que Sophia viria aqui? ― Ah que ela está simplesmente... Mas ele já estava caminhando passando por ela. ― Algo deve ser importante. ― Não penso que algo está errado. ― ela falou enquanto se corria atrás dele. Ele não parecia ouvir, descendo as escadas rapidamente. Ela estava ofegante pelo tempo que correu até o salão inferior, mas ele não estava com falta. Ele parou e franziu a testa. ― Onde você a colocou? ― Na sala de estar com as feias cabeças de animais. ― Helen suspirou. ― Magnífico. Certo que ela vai dizer algo sobre isso. ― Sir Alistair murmurou. Helen revirou os olhos. Não era como se pudesse deixar a sua irmã de espera na estrada. Sir Alistair caminhou em frente e entrou na sala de estar. ― O que aconteceu? Miss Munroe se virou para ele e franziu a testa através de seus óculos estranhos. ― Os Troféus de caça do avô estão desfeitos completamente. Eles devem ser jogados fora. Sir Alistair fez uma careta. ― Você não viajou todo o caminho de Edimburgo para criticar o estado dos Troféus de caça do avô. E o que são essas coisas em seu rosto?

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― Estes... ― Miss Munroe tocou seus feios óculos ― são visuais óculos do Sr. Benjamin Martin, que tem desenvolvido cientificamente para reduzir os danos que a luz causa sobre os olhos. Eu os recebi enviados todo o caminho por navio desde Londres. ― Bom Deus, eles são feios. ― Sir Alistair! ― Helen suspirou. ― Bem, eles são. ― ele murmurou ― E ela sabe disso. Mas sua irmã estava sorrindo firmemente. ― Exatamente a reação que eu esperaria de um filisteu19 tal como você mesmo. ― Então você viajou todo o caminho até aqui só para mostrá-los para mim? ― Não, eu vim para ver se meu único irmão ainda estava vivo. ― Por que eu não estaria vivo? ― Não recebi uma resposta às minhas três últimas cartas. ― sua irmã atirou de volta ― O que tinha que pensar, se você estava apodrecendo em algum lugar deste velho castelo? ― Tenho respondido a todas as suas cartas. ― Sir Alistair fez uma careta. ― Você não tem não as três últimas. Helen pigarreou. ― Será que alguém se importa com o chá? ― Oh, isso seria ótimo. ― disse Miss McDonald ao lado de Miss Munroe. ― E alguns bolinhos, talvez? Sophie ama scones, não é mesmo querida? ― Eu detesto... ― Miss Munroe começou, mas depois parou abruptamente. Se Helen não soubesse melhor, poderia jurar que Miss McDonald a tinha beliscado. Miss Munroe respirou e admitiu. ― Eu poderia tomar um pouco de chá. ― Bom! ― Helen acenou para Meg, que, como o resto dos empregados, estava parada observando a discussão. ― Por favor, peça a cozinheira por um pouco de chá e veja se ela tem alguns bolinhos ou bolos para servir com ele. ― Sim, senhor. ― Meg saiu correndo da sala. 19

Burguês rígido ou preconceituoso.

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Helen olhou incisivamente para os demais serviçais, até que eles seguiram com relutância. ― Você não vai oferecer a sua irmã um assento? ― Helen murmurou para Sir Alistair. ― Tenho trabalho a fazer. ― Ele resmungou, mas disse: ― Por favor, sentese, Sophia, Phoebe. Você, também, a Sra. Halifax. ― Mas... ― ela começou, então pensou melhor sobre sua objeção quando ele virou um dos olhos para olhar para ela. Ela se sentou empertigada em uma cadeira sem braços. ― Obrigado, Alistair. ― Miss Munroe disse, e se abaixou em um dos sofás. Miss McDonald sentou ao lado dela e disse: ― É tão bom vê-lo novamente Alistair. Ficamos muito desapontadas que você não pôde vir para o Natal. Nós tivemos um belo ganso assado, muito maior do que eu já vi. ― Nunca vou para o Natal. ― Sir Alistair murmurou. Ele escolheu uma cadeira ao lado de Helen, fazendo-a bastante autoconsciente. ― Mas talvez você devesse. ― Miss McDonald repreendeu suavemente. Suas palavras pareciam ser muito mais eficazes do que as estridentes de Miss Munroe. As altas maçãs do rosto de Sir Alistair realmente pareciam um pouco coradas. ― Você sabe que não gosto de viajar. ― Sim querido ― Miss McDonald disse, ― mas isso não é razão suficiente para nos ignorar. Sophie ficou bastante ferida quando você não lhe escreveu uma carta de Natal. ― ao lado dela, Miss Munroe bufou, olhando para longe magoada. Sir Alistair franziu a testa e começou a abrir a boca. Helen temia o que ele pudesse dizer e apressadamente se dirigiu a Miss McDonald. ― Entendi que vocês vivem em Edimburgo? Aquela senhora sorriu. ― Sim, é verdade. Sophie e eu temos uma adorável casa de pedras brancas, com vista sobre a cidade. Sophie pertence a algumas sociedades

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bastante científicas e filosóficas, e podemos assistir a uma palestra, uma demonstração, ou uma sala de visitas por quase todos os dias da semana. ― Como é encantador. ― disse Helen. ― E você deve estar interessada em ciência e filosofia, também, Miss McDonald? ― Oh, tenho interesse ― respondeu ela, sorrindo ―, mas não a vocação que Sophie tem. ― Bobagem. ― Miss Munroe latiu ― Você pode fazer muito bem para a mente inexperiente, Phoebe. ― Ora, obrigado Sophie. ― Miss McDonald murmurou, e piscou conspiratoriamente para Helen. Helen escondeu um sorriso. Miss McDonald parecia saber exatamente como lidar com a amiga formidável. ― Sabia que Sir Alistair está trabalhando em outro livro maravilhoso? ― Ela perguntou. ― Sério? ― Miss McDonald bateu palmas ― Podemos vê-lo? Miss Munroe arqueou uma sobrancelha para seu irmão. ― Fico feliz em saber que você está trabalhando de novo. ― Ele ainda está nos estágios iniciais, no entanto. ― Ele murmurou. As servas voltaram com as coisas do chá naquele momento, e por um momento tudo estava um caos, enquanto elas os estabeleciam. Sir Alistair aproveitou a agitação para inclinar-se para Helen e murmurar ― Maravilhoso? Ela sentiu o calor nas bochechas. ― Seu livro é maravilhoso. Seu olho marrom procurou seu rosto. ― Você tem lido isso, então? ― Não tenho, não todo ele, mas estava olhando partes dele na noite passada. ― Ela sentiu seu fôlego com a intensidade de seu olhar ―Isto foi fascinante. ― Foi? Ele estava observando sua boca agora, seus olhos se estreitaram e atentos, e ela se perguntou se ele estava se lembrando do beijo deles. Prometeu não repetir isto.

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Envolver-se com este homem seria ainda outro exemplo de apressar-se na insensatez, sem um pensamento para o perigo. Mas, quanto ele levantou o olhar e encontrou os olhos dela, soube. Perigoso como era, essa loucura estava começando a parecer muito tentadora, certamente.

Depois do chá, Alistair passou o resto da tarde em sua torre, não só porque queria terminar a seção sobre texugos, mas também porque temia que, se demorasse muito mais tempo perto de sua sedutora governanta, poderia fazer algo realmente estúpido. E, além disso, estava certo de que Sophia iria atormentá-lo a ajudar a limpar o castelo. Seria esperto para ficar bem longe disso. Portanto, isso foi à noite, antes que visse a Sra. Halifax novamente. Tinha acabado de sair de seu quarto, depois de ter se lembrado de se limpar antes de jantar e até mesmo tirar um casaco e calças decentes para que sua irmã não o repreendesse muito mal. A Sra. Halifax também decidiu usar o seu melhor, ao que parecia. Ele parou no fundo das escadas, olhando para ela antes que ela o visse. Ela usava o mesmo vestido azul todos os dias desde que ela tinha vindo para o castelo, mas esta noite ela usava um vestido verde e dourado, muito, muito rico para uma governanta, e o que era pior, revelava ainda mais de seu seio cremoso. De repente, Alistair estava feliz que tivesse tomado um tempo para bater seu cabelo para trás e fazer a barba. Ela se virou e o viu naquele momento, e por um segundo fez uma pausa, os olhos azuis arregalados e vulneráveis, suas adoráveis faces rosadas e inocentes. Ele deveria simplesmente virar e subir novamente as escadas. Trancar a si mesmo em sua torre e determiná-la fora de seu castelo e de sua vida. Ela esperava por um futuro estrelado, e ele sabia que não tinha nenhum. Em vez disso, caminhou em sua direção. ― Você parece ter tudo na mão para o jantar, a Sra. Halifax.

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Ela olhou distraidamente para a sala de jantar. ― Acho que ele vai acontecer. Deixe-me saber se o serviço não for feito corretamente. Tom ainda está aprendendo sobre servir sopa. ― Ah, mas você vai estar lá para observar. ― disse ele, tomando-lhe o braço ― Você esqueceu a nossa barganha para jantarmos juntos? Você estava muito inflexível sobre a minha parte na noite passada. ― Mas a sua irmã!― suas bochechas inflamando ― Ela vai pensar que... que... você sabe. ― O que vai pensar é que sou excêntrico, e o que ela já sabe. ― ele a olhou com ironia. ― Vem, Sra. Halifax, este não é o momento para os nervos senhora. Onde estão os seus filhos? Ela olhou, se possível, ainda mais escandalizada. ― Na cozinha, mas não posso... Ele acenou para uma das servas. ― Vá buscar os filhos da Sra. Halifax, por favor. A empregada correu. Ele arqueou uma sobrancelha para baixo para sua governanta. ― Lá. Você vê. Muito simples. ― Só um desconsidera toda a correção. ― ela murmurou sombriamente. ― Aí está você, irmão. ― a voz viva de Sophia veio de trás deles. Alistair virou-se e se curvou para sua irmã. ― Como você pode ver. Ela terminou de descer as escadas. ― Não tinha certeza que você viria para o jantar. E bastante limpo também. Suponho que deva me sentir honrada. Mas então... ― ela olhou para a mão da Sra. Halifax em seu braço ― talvez seu belo banho não fosse para mim. Sra. Halifax tentou retirar a mão, mas Alistair colocou a sua firme sobre a dela, impedindo-a. ― Seu favorecer é sempre mais alto em minha mente Sophia. ― ela bufou com isso.

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― Sophie. ― Phoebe repreendeu por trás dela. Ela lançou um olhar de desculpas para ele. A pobre Phoebe McDonald estava sempre alisando as coisas na esteira de sua irmã. Alistair estava abrindo a boca para ressaltar fora apenas aquilo ― talvez imprudentemente, ― quando Jamie veio correndo ao virar a esquina, quase caindo em Sophia. ― Jamie ― a Sra. Halifax exclamou. O menino derrapou até parar e olhou para Sophia. Atrás dele veio sua irmã, mais calma como sempre. ― Meg disse que viéssemos para o jantar. Sophia olhou com seu longo nariz para a menina. ― Quem é você? ― Sou Abigail senhora. ― disse ela, fazendo uma reverência ― Este é meu irmão, Jamie. Peço desculpas por ele. Sophia arqueou uma sobrancelha. ― Aposto que você fez isso muito bem. Abigail suspirou, parecendo cansada do mundo. ― Sim, eu faço. ― Boa menina. ― Sophia quase sorriu. ― Irmãos mais jovens pode ser uma ocupação às vezes, mas é preciso perseverar. ― Sim, senhora. ― Abigail disse solenemente. ― Vamos Jamie. ― disse Alistair ― Vamos para o jantar antes de formar uma Sociedade para irmãs mais velhas mandonas. Jamie se dirigiu para a sala de jantar com entusiasmo. Alistair tomou o seu lugar habitual na cabeceira da mesa, lugares assentados com Sophia à sua direita como era apropriado, mas garantindo que a Sra. Halifax estivesse à sua esquerda. Ele puxou a cadeira para ela incisivamente quando ela tentou fazer uma pausa com ele e se esconder na outra extremidade da mesa. ― Obrigada. ― ela murmurou, um pouco desconfortavelmente quando ela se sentou. ― Você é muito bem-vinda. ― ele murmurou suavemente enquanto empurrava a cadeira, excessivamente rígido.

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Sophia estava ocupada instruindo Abigail sobre a colocação adequada de seu copo de água e assim perdeu a sua mímica, mas Phoebe observava com curiosidade do outro lado da Sra. Halifax. Maldição. Ele tinha esquecido como observadora a pequena mulher era. Acenou para ela e recebeu uma piscadela em resposta. ― Então você começou a escrever novamente. ― disse Sophia quando Tom trouxe uma terrina de sopa clara com uma empregada para servi-la. ― Sim. ― respondeu Alistair cautelosamente. ― E este é o mesmo trabalho? ― ela exigiu ― O único sobre as diversas aves, animais e insetos da Grã-Bretanha? ― Sim. ― Bom. Bom. Fico feliz em ouvir isso. ― ela acenou para longe do cesto de pão que Abigail estava tentando passar para ela. ― Não, obrigado. Eu nunca como pães fermentados depois do almoço. Espero... ― continuou ela, voltando-se para ele de novo ― que você vá fazer um bom trabalho dele. Richards fez uma confusão com sua Zoologia alguns anos atrás. Tentou mostrar que as galinhas estavam relacionadas com lagartos, o idiota. Ha! Alistair se inclinou para trás para deixar a empregada servir um prato de sopa antes dele. ― Richards é um bunda pedante, mas a comparação de galinhas e lagartos foi bastante razoável, na minha opinião. ― Suponho que você pense que texugos estão relacionados com ursos também? ― Os óculos de Sophia brilharam perigosamente. ― Por uma questão de fato, as garras de ambos têm uma semelhança impressionante. ―Ha! ― E, ― ele continuou imperturbável, como eles tinham, afinal de contas, argumentando assim desde a infância ― quando eu dissequei uma carcaça de texugo no último outono, eu encontrei semelhanças entre os ossos do crânio e antebraços também.

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― O que é uma carcaça? ― Jamie perguntou antes que Sophia pudesse definir para ele. ― Um cadáver. ― explicou Alistair. Ao lado dele, a Sra. Halifax sufocava. Ele se virou e, solícito, bateu nas costas dela. ― Estou muito bem. ― ela suspirou ― Mas poderíamos mudar de assunto? ― Certamente. ― disse gentilmente ― Talvez devêssemos discutir esterco em seu lugar. ― Oh, Senhor! ― a Sra. Halifax murmurou ao lado dele. Ele a ignorou, virando-se para a irmã. ― Você não vai acreditar o que encontrei no esterco de um texugo no outro dia. ― Sim? ― perguntou Sophia com interesse. ― Um bico. ― Bobagem! ― Na verdade, era. Um pequeno ― talvez um chapim ou um pardal, ― mas era o bico de um pássaro certamente. ― Certamente não é um chapim. Eles não vêm para estas terras, muitas vezes. ― Ah, mas é minha opinião de que o pássaro já estava morto quando ingerido pelo texugo. ― Você prometeu não mais corpos. ― a Sra. Halifax irrompeu. Ele olhou para ela e teve um tempo difícil para não rir. ― Prometi não mais carcaças de texugo. Esta é uma carcaça de ave da qual falamos. Ela franziu o cenho, lindamente, é claro. ― Você está sendo didático. ― Sim, eu estou. ― Ele sorriu. ― O que você vai fazer sobre isso? ― Pelo canto do olho, ele viu Sophia e Phoebe trocarem um olhar de sobrancelha levantada, mas ele ignorou. A Sra. Halifax inclinou o nariz no ar. ― Só acho que você deveria ser mais polido para com a mulher que supervisiona a arrumação de sua cama.

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Suas sobrancelhas se ergueram. ― Está ameaçando colocar sapos na minha cama, senhora? ― Talvez. ― disse ela com altivez, mas seus olhos riram dele. Seu olhar caiu para sua boca, exuberante e úmida, e ele sentiu seus lombos virarem ferro. Ele disse baixo para que ninguém mais pudesse ouvir, ― Pagaria mais atenção à ameaça se fosse outra coisa que você colocasse na minha cama. ― Não. ― ela sussurrou. ― Não o quê? ― Você sabe. ― aqueles olhos harebell azuis encontraram o dele, grande e vulnerável. ― Não arrelie. Ela murmurou palavras que deveriam ter feito ele se sentir envergonhado. Mas, como o mais vil gigolô, isso só aumentou seu interesse. Cuidado, uma voz sussurrou. Não deixe a mulher seduzir você até pensar que você pode dar a ela o que ela quer. Ele deveria ouvir aquela voz. Devia obedecer e se afastar da Sra. Halifax, antes que fosse tarde demais. Ao contrário, ele se inclinou para frente, enganando a si mesmo.

Mais tarde naquela noite, Miss Munroe ergueu a xícara de chá, prendendo Helen com um olhar penetrante, e perguntou. ― Quanto tempo meu irmão contratou você como sua governanta? Helen engoliu o gole de chá que tinha acabado de tomar e respondeu com cautela ― Apenas uns poucos dias. ― Ah. ― Miss Munroe ajeitou na cadeira e mexeu o chá vigorosamente. Helen se virou para seu próprio chá, um pouco desconcertada. Era difícil dizer se esse “Ah” tinha sido uma aprovação, desaprovação, ou algo completamente diferente. Depois do jantar, eles se retiraram para a sala de estar, agora limpa. Bem, pelo menos mais limpa do que foi antes. As servas haviam trabalhado nela durante toda

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a tarde e ainda tinha um fogo crepitante na lareira de pedra antiga. Os animais empalhados ainda olhavam com aqueles horríveis globos oculares de vidro, mas já não tinham rastros de teias de aranha pendurados em suas orelhas. Essa foi uma melhoria definitiva. Jamie e Abigail ficaram na sala apenas tempo suficiente para darem boas noites. Quando Helen os colocou na cama, e voltou, Sir Alistair estava em discussão com Miss McDonald no outro extremo da sala. Miss Munroe tinha sentado esperando na porta. Se Helen fosse o tipo suspeita, se perguntaria se Miss Munroe teria feito uma emboscada para ela. Agora, limpou sua garganta. ― Sir Alistair disse que não via você há algum tempo? Miss Munroe fez uma careta sobre o chá. ― Ele se esconde aqui como um leproso. ― Talvez autoconsciente ele se sinta. ― Helen murmurou. Ela olhou para onde Sir Alistair e Miss McDonald estavam conversando. Em vez de chá, ele bebia conhaque de um vidro transparente. Ele inclinou a cabeça para a senhora mais velha, ouvindo seriamente o que ela estava dizendo. Seu cabelo preso expunha suas cicatrizes, mas também civilizava seu semblante. Estudando o seu perfil, percebeu que, sem as cicatrizes, ele seria um homem bonito. Tinha ele chamado a atenção feminina, antes que tivesse sido mutilado? O pensamento desconcertou, e olhou para longe dele. Apenas para descobrir Miss Munroe olhava para ela com uma expressão inescrutável. ― É mais do que autoconsciência. ― O que você quer dizer? ― Helen franziu a testa diante de seu chá, pensando. Abigail gritou quando o viu pela primeira vez. Miss Munroe assentiu uma vez, rapidamente. ― Exatamente. Crianças que não lhe conhecem o temem. Mesmo os homens crescidos têm sido conhecidos por olhar de soslaio para ele.

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― Ele não gosta de deixar os outros desconfortáveis. ― Helen olhou nos olhos de Sra. Munroe, ao ver uma faísca de aprovação lá. ― Você pode imaginar? ― Miss Munroe pensou em voz baixa ― Ter um rosto que fez você o centro das atenções onde quer que fosse? Tendo as pessoas parando, olhando e tendo medo? Ele não pode ter apenas a si mesmo, não pode simplesmente desaparecer no meio da multidão. Onde quer que vá, ele está ciente de si mesmo. Nunca tem um momento de descanso. ― Isto pode ser infernal. ― Helen mordeu o lábio inferior, uma onda de simpatia indesejada escorria sobre ela, ameaçando afogá-la de bom senso. ― Especialmente para ele. Ele é tão duro por fora, mas por dentro acho que ele é mais sensível do que gosta de deixar ver. ― Agora você começa a entender. ― Miss Munroe recostou-se na cadeira e olhou pensativa para seu irmão. ― Estava realmente melhor quando voltou das Colônias. Oh, seus ferimentos eram mais fresco então, mais chocante, mas ele ainda não tinha percebido, eu acho. Foi um ano ou dois antes que percebesse que seria sempre assim. Que não era mais um homem anônimo, mas uma aberração. Helen fez um pequeno som de contestação à dura palavra. Miss Munroe olhou para ela bruscamente. ― É verdade. Isto não faz bem para ele ser capaz de passar por cima disso, fingir que as cicatrizes não existem ou que é um homem normal. Ele é o que é. ― ela se inclinou para frente, seu olhar tão intenso que Helen queria desviar o olhar. ― E eu o amo mais por isso. Você pode me ouvir? Era um bom homem, quando foi embora para as Colônias. Voltou um homem extraordinário. Assim, muitos pensam que a coragem é um único ato de bravura no campo de batalha sem premeditação, sem contemplação das consequências. Um ato mais em um segundo ou um minuto ou dois, no máximo. O meu irmão fez, o está fazendo agora, é viver com sua carga durante anos. Sabe que isto vai passar o resto de sua vida com isso. E é um militar. ― Ela se endireitou em sua cadeira, seu olhar ainda trancado com o de Helen. ― Isso para minha mente que é a bravura realmente.

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Helen desviou os olhos da outra mulher e olhou cegamente para baixo na xícara, tremendo-lhe a mão. Mais cedo, na cozinha, não tinha compreendido totalmente o seu fardo. Para dizer a verdade, pensou que ele era um pouco covarde por se esconder em seu castelo sujo. Mas agora... Viver como um pária para a humanidade durante anos e compreendendo perfeitamente a condenação, como certamente um homem tão inteligente como Sir Alistair, deve sim, saber que levaria isso com fortaleza real. Bravura Real. Nunca pensou antes sobre o que Sir Alistair suportou, o que iria suportar o resto de sua vida natural. Ela olhou para cima. Ele ainda falava com Miss McDonald, com o rosto de perfil para ela. Suas cicatrizes estavam todas escondidas por esse ângulo. Seu nariz era reto e longo, seu queixo firme e um pouco pronunciado. Seu rosto era magro, olhos de pálpebras pesadas. Parecia um homem bonito e inteligente. Talvez um pouco cansado nesta noite tão tarde. Ele deve ter sentido o olhar dela. Ele se virou, revelando totalmente suas cicatrizes agora, debruadas, vermelhas e feias. Seu tapa-olho escondeu o olho faltando, apenas o rosto sob ele amostra. Ela olhou para o rosto dele, para ele, vendo tanto o homem inteligente e bonito, e cheio de cicatrizes, como o recluso sardônico. O ar era curto em seus pulmões e seu peito trabalhava para conseguir mais, mas ainda assim ela olhava, obrigando-se a ver tudo dele. Todos os Sir Alistair. O que viu deveria tê-la repelido, mas em vez disso, sentiu uma atração tão intensa que tudo o que podia fazer era não levantar e ir estar com ele ao mesmo tempo. Lentamente, ele ergueu o copo de brandy e a saudou antes de beber, ainda observando-a por cima da borda. Só então ela pode romper o olhar, ofegando para encher os pulmões de ar. Algo tinha acontecido naqueles poucos segundos, quando ela tinha segurado seus olhos. Era como se ela tivesse visto em sua alma. E, talvez, como se ele tivesse visto a dela.

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Capítulo 08 Agora, todos os dias seguintes Teller Verdade pensava no que tinha visto, e como as sombras cresceram muito no pátio, foi para a gaiola de andorinhas e abriu a porta. Imediatamente elas voaram e invadiram o céu noturno. Quando o belo jovem entrou no pátio, ele deu um grito de raiva. Ele extraiu um saco de seda fina e um pequeno gancho de ouro de suas vestes e deu a perseguição às andorinhas, correndo do castelo enquanto ele as seguia... Do TELLER O VERDADEIRO

Alistair acordou na manhã seguinte, antes do amanhecer, como era seu costume. Remexeu o fogo, acendeu uma vela, chapinhou sobre na água fria da bacia em seu aparador, e rapidamente se vestiu. Mas quando saiu para o corredor, parou na indecisão. Quando Lady Grey estava viva, eles faziam seus passeios matinais neste momento, mas agora que ela se foi e o novo, ainda sem nome e filhote era muito pequeno para vaguear. Perambulou, sentindo-se vagamente irritado e triste na janela no final do corredor. A Sra. Halifax tinha estado aqui. A janela estava suspeitosamente limpa no interior, embora a hera ainda cobrisse a metade do lado de fora. Nebulosa luz pêssego estava apenas começando a iluminar as colinas. Este ia ser um dia ensolarado. Um dia perfeito para caminhadas, pensou sombriamente. Ou um dia para... O pensamento rebelde cristalizando e foi para as escadas. No andar de baixo, nenhuma luz brilhava debaixo da porta do quarto de sua irmã e de Miss MacDonald. Oh, tinha passado anos desde teve a presença de Sophia. Alistair bateu na porta. ― O que é? ― Ela gritou de dentro. Como ele, ela acordava de uma só vez, totalmente alerta. ― Hora de levantar dorminhoca. ― Ele chamou.

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― Alistair? Você perdeu a cabeça, o que você tem? ― Perplexa, foi até a porta e a abriu. Sophia usava um vestido volumoso, com os cabelos grisalhos em longas tranças. Ele sorriu pela expressão mal-humorada. ― É verão, o dia está ensolarado, e os peixes estão em marcha. Os olhos se arregalaram, e então se estreitaram em animada compreensão. ― Dê-me meia hora. ― Vinte minutos. ― Falou por cima do ombro. Já estava partindo para o quarto da Sra. Halifax ao redor da curva. ― Feito! ― Sophia disparou para trás, e bateu a porta. Porta da Sra. Halifax estava igualmente escura, mas isso não impediu Alistair de bater com força na madeira. De dentro veio um gemido abafado e um baque. Então, tudo ficou quieto. Ele bateu novamente. Pés descalços tamborilaram para a porta e ela se abriu. O pequeno e pálido rosto de Abigail olhou para fora. Alistair olhou para ela. ― Você é a única acordada? Ela assentiu com a cabeça. ― Mama e Jamie demoraram uma eternidade para acordar. ― Então você vai ter que me ajudar. Ele gentilmente cutucou abrindo a porta e entrou no quarto. Era uma sala grande, uma vez utilizada para armazenamento, e ele tinha esquecido a grande cama feia que tinha. Jamie e a Sra. Halifax ainda estavam lá, num canto onde as cobertas estavam jogadas de volta era onde Abigail obviamente dormia. O filhote estava em uma bola na parte superior dos lençóis, mas ele se levantou com a entrada de Alistair e esticou a língua, rosa enrolando. Alistair foi até a cabeceira da cama e estendeu a mão para cutucar e acordar a Sra. Halifax, mas depois parou. Ao contrário de sua irmã, a governanta dormia com os cabelos destrançados e soltos. Eles corriam em uma massa de seda emaranhada suavemente sobre seus travesseiros. Suas bochechas estavam

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rosadas, os lábios rosados se separaram quando ela respirava profundamente. Por um momento, ficou fascinado por sua vulnerabilidade e sua própria virilha apertou. ― Você vai sacudi-la? ― Abigail perguntou atrás dele. Deus! Que era um libertino por estar tendo esses pensamentos na frente de uma menina. Alistair piscou e se inclinou para agarrar o ombro de sua governanta, macio e quente sob sua mão. ― Sra. Halifax. ― Mmm. ― ela suspirou e encolheu os ombros. ― Mama! ― Abigail chamou em voz alta. ― O quê? ― Sra. Halifax piscou, os olhos azuis arregalados, perplexos, nos dele. ― O que é isso? ― Você tem que se levantar. ― disse Abigail como se estivesse falando com deficiente auditivo. ― Nós estamos indo... ― Virou e olhou Alistair. ― Por que estamos acordando tão cedo? ― Nós vamos pescar. ― Huzzah! ― Jamie gritou, aparecendo do outro lado de sua mãe. Ou ele não era tão lento para acordar como pensava sua irmã ou a menção da pesca havia o despertado. Sra. Halifax gemeu e empurrou uma mecha de cabelo da testa. ― Mas, por que nós temos que levantar tão cedo? ― Porque... ― Alistair se inclinou para sussurrar em seu ouvido ― isto é quando os peixes sobem. Ela gemeu, mas Jamie estava de joelhos ao lado dela agora, pulando na cama e cantando: ― Vamos, vamos, vamos! ― Muito bem... ― disse sua mãe ―, mas Sir Alistair deve nos deixar para que possamos nos vestir. ― o rubor em suas bochechas tinha-se aprofundado, como se finalmente percebesse seu estado de nudez.

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Por um momento, o olhar de Alistair desafiou o dela. Ela parecia estar usando uma camisola fina debaixo das cobertas, e ele estava tentado a ficar até que ela fosse forçada a levantar. Para ver seus seios soltos, tremendo sob o pano delicado, para assistir seu cabelo balançando sobre seus ombros nus. Loucura, loucura pura. Ao contrário, ele inclinou a cabeça, seus olhos nunca deixando os dela. ― Vinte minutos. ― e ele pegou o filhote e saiu do quarto antes que qualquer outra insanidade pudesse detê-lo. O filhote estava docilmente em seus braços enquanto descia as escadas e ia para a cozinha. Ele surpreendeu a Sra. McCleod agitando o fogo da manhã. Uma das servas se sentou à mesa da cozinha bocejar quando ele entrou. Ela chiou com a visão dele. A Sra. McCleod se endireitou. ― Senhor? ― Você pode pegar um pouco de pão e manteiga e queijo? ― ele olhou vagamente em torno da cozinha. ― Talvez algumas frutas e carnes frias? Nós vamos pescar. A Sra. McCleod assentiu gravemente, seu rosto largo e avermelhado perfeitamente impassível por suas demandas repentinas. ― Sim, posso. ― E um grande café da manha quando voltarmos. ― Alistair fez uma careta ― Você já viu Wiggins? A serva bufou. ― Provavelmente, ainda na cama, aquele. ― ela corou e se endireitou quando Alistair olhou para ela. ― E-eu... M-me desculpe, senhor. Alistair dispensou seu pedido de desculpas com a mão que não segurava o filhote. ― Diga a ele que os estábulos precisar de limpeza quando você o ver. Wiggins era um bastardo preguiçoso, pensou enquanto caminhava para o sol da manhã. Tão preguiçoso e nunca percebeu muito até que os outros servos tinham aparecido. Não, isso não estava certo. Colocou o filhote na grama de orvalho reluzente. Sempre soube que Wiggins era um terrível trabalhador, e nunca deu a mínima antes. Alistair fez uma careta quando viu o filhote bocejar e inclinar o nariz para cheirar a

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brisa da manhã. Wiggins era um problema que precisa em breve ser tratado, mas não, graças a Deus, esta manhã. ― Vamos lá, moço, faça o seu negócio. ― ele murmurou para o filhote. ― Melhor aprender a fazê-lo aqui fora imediatamente. Só Deus sabe o que a Sra. Halifax faria se você defecar no castelo. Como se entendesse o comando, o filhote se agachou na grama. Alistair jogou a cabeça para trás e gargalhou.

Mama parou quando eles saíam da cozinha do castelo, e por um momento Abigail não sabia por que. Em seguida, ela se esquivou ao redor Mama e viu. Sir Alistair estava no sol com o filhote aos seus pés e as mãos nos quadris e estava rindo. Alto, profundo, homem-rindo como Abigail nunca tinha ouvido antes. Mal tinha visto o Duque, mas não conseguia se lembrar dele rindo assim. Duvidava que o Duque pudesse rir assim. Era muito rígido de alguma forma. Certamente teria quebrado alguma coisa, se tentasse. O riso de Sir Alistair era estranho, maravilhoso e a melhor coisa que já ouviu. Olhou para sua mãe e perguntou se ela sentia o mesmo. Devia, porque seus olhos estavam arregalados e seus lábios se curvaram em um sorriso assustado também. Jamie correu ao redor delas e foi para onde Sir Alistair e o filhote estavam. ― Ainda estou sonhando. ― Disse uma voz. Abigail se virou. Miss Munroe estava na porta da cozinha, com os olhos de alguma forma suavizados por trás de seus óculos engraçados. ― Não ouvi Alistair rir nos últimos anos. ― Sinceramente? ― perguntou Mama. Ela estava olhando para Miss Munroe como se tivesse perguntado algo mais. Algo mais importante.

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Miss Munroe assentiu. Levantou a voz para chamar Sir Alistair. ― Onde estão as coisas de pesca, irmão? Acredito que você não espera que a gente pegue a truta com as nossas próprias mãos? ― Ah, aí está você, Sophia. Tinha começado a pensar que tinha decidido ficar na cama. Miss Munroe bufou de uma forma não muito elegante. ― Com a agitação que causou esta manhã? Dificilmente. ― E Miss McDonald? ― Você sabe que Phoebe gosta de dormir. Sir Alistair sorriu. ― As varas de pesca estão nos estábulos. Posso pegá-las com as crianças. Pedi a Sra. McCleod para preparar uma cesta de piquenique. Talvez as senhoras possam ver se está pronta. ―Ele já estava se virando para os estábulos, sem esperar por uma resposta, por isso Abigail correu para alcançá-lo. Jamie pegou o filhote nos braços. ― Nunca fui pescar antes. Sir Alistair olhou para ele. ― Não? Jamie sacudiu a cabeça. ― Ah, mas isso é o esporte de cavalheiros elegantes em todos os lugares, meu rapaz. Sabia que o próprio Rei George pesca? ― Não, não sabia. ― Jamie saltou um passo para compensar os passos largos de Sir Alistair. Sir Alistair assentiu. ― Ele me disse isso quando tomei chá com ele. ― Duques pescam, também? ― perguntou Jamie. ― Duques? ― Sir Alistair olhou abaixo com curiosidade para Jamie. O coração de Abigail congelou. Então Sir Alistair disse. ― Duques pescam também, não tenho nenhuma dúvida. Uma coisa boa eu estar aqui para ensinar você. E sua irmã. ― Ele sorriu para Abigail.

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Abigail sentiu o peito inchar, e um sorriso apareceu em seu rosto, não poderia impedi-lo se quisesse também. Entraram nos estábulos escuros e caminhavam para a porta no canto. Sir Alistair abriu e remexeu dentro. ― Aqui estamos nós. ― Ele grunhiu, e tirou uma vara tão comprida quanto ele. Inclinou contra a parede e entrou no pequeno cômodo novamente. ― Eu acho... Sim, estas vão servir. ― Mais quatro varas apareceram. Ele saiu do cômodo de armazenamento e estendeu uma cesta velha com uma alça de couro e dobradiças. ― Você pode levar isso Abigail? ― Sim. ― Disse bravamente, embora a cesta fosse mais pesada do que parecia. Colocaram as duas mãos em torno do punho e a levantou contra o peito. Sir Alistair assentiu. ― Boa moça. E esta é para Jamie. ― Entregou uma cesta menor ao seu irmão para carregar. ― Tudo bem, então. Ele empurrou as varas sobre seu ombro e caminharam de volta para o castelo onde Mama e Miss Munroe estavam esperando por eles. ― Mamãe, você sabia que o rei George pesca? ― Jaime perguntou. Ele segurava o filhote debaixo de um braço e agarrava a cesta no outro lado. ― Ele faz? ― Mama parecia bastante desconfiada por Sir Alistair. ― Na verdade, ele faz. ― Sir Alistair tomou o braço de Mama com a mão livre. ― Todos os dias e duas vezes às segundas-feiras. ― Hmm. ― foi tudo o que Mama disse, mas parecia feliz. Feliz pela primeira vez desde que eles tinham deixado Londres, Abigail pensou enquanto pulava pelo caminho na grama orvalhada.

Pescar parecia ser um passatempo que envolvia um monte de espera, Helen pensou meia hora mais tarde. Uma coisa na forma de um pequeno gancho, disfarçados com penas, ao final de uma corda e, em seguida, lançou-o na água, na esperança de

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enganar um peixe para morder o anzol. Não se poderia pensar que os peixes eram tão bobos para confundir penas e um gancho com uma mosca pousada na água, mas, aparentemente, os peixes eram criaturas tolas. Ou talvez fossem simplesmente muito míopes. ― Pense em seu pulso. ― Sir Alistair estava dizendo ― Deixe-o agitar como a cauda de um peixe. Helen arqueou uma sobrancelha e olhou por cima do ombro dele. Ele ficou mais acima do barranco, observando-a criticamente, aparentemente muito sério em sua instrução. Ela suspirou, olhou para frente, e pensou em seu pulso quando a vara agitou alto em sua mão. O fim de sua linha subiu no ar, dobrou sobre si mesmo, e tornou-se enredada em uma sobrecarga de ramo. ― Maldição. ― ela murmurou sob sua respiração. Abigail, que tinha lançado com sucesso sua linha três vezes já, deu uma risadinha. Miss Munroe educadamente não disse nada, embora pensasse que viu a mulher revirar os olhos. E Jamie, que já tinha perdido o interesse em aprender a “chicotada” e agora estava caçando libélulas com o filhote, nem percebeu. ― Aqui. ― Sir Alistair de repente estava ao lado dela, seus braços longos por cima de sua cabeça. Sua respiração era quente contra seu rosto enquanto tinha a linha livre do ramo. Helen ficou muito quieta. Estava tremendo por dentro, mas ele não parecia em todo afetado pela proximidade deles. ― Ali. ― Disse ele, com a mosca se desfazendo do ramo. Ficou atrás dela e estendeu a mão ao redor para demonstrar como segurar a vara. O leve toque de suas mãos foi devastador quando ele a posicionou ao seu gosto. Mantenha sua mente na tarefa, Helen repreendeu a si mesma, e tentou aparentar atenção. Tinha percebido mais cedo que, enquanto não se importasse de permanecer de pé em uma margem do córrego por longos momentos na extremidade, nunca seria uma grande pescadora.

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Abigail, surpreendentemente, era outra história. Escutou as instruções de Sir Alistair com toda a gravidade de uma aprendiz de uma arte antiga e mística. E quando ela lançou corretamente a linha no meio do rio, pela primeira vez, o seu pequeno rosto pálido iluminou com alegria orgulhosa. Isso, se nada mais, valeu a pena subir ao córrego antes do romper da aurora e vagar sobre a grama molhada. ― Você tem isso agora? ― Sir Alistair falou asperamente em seu ouvido. ― Sim, uh, bastante. ― Helen pigarreou. Ele virou a cabeça ligeiramente, e seu olho bom encontrou os dela a apenas alguns centímetros de distância. ― Posso aconselhá-la ainda mais, se quiser, sobre como manipular corretamente a vara. Suas bochechas inflamaram, embora sua voz estivesse muito baixa para que alguém ouvisse. ― Acho que tenho uma compreensão suficiente do conceito. ― Acha? ― sua sobrancelha arqueou enquanto seu olho brilhava para ela diabolicamente. Deslizou a mão lentamente pela vara e sorriu docemente. ― Sou uma aprendiz rápida, senhor. ― Sim, mas tenho certeza que deseja se tornar um especialista. A prática adequada está em ordem, eu acho. ― Ele se inclinou lentamente mais perto, e por um momento selvagem pensou que ele iria beijá-la, aqui a céu aberto, na frente das crianças e sua irmã. ― Alistair! ― Miss Munroe gritou. Helen disparou culpa, mas Sir Alistair apenas murmurou. ― Talvez mais tarde. ― Alistair, eu tenho um peixe! Ele finalmente se virou pelas notícias e passeou para onde sua irmã estava lutando com sua linha. Jamie também foi atraído pela emoção, e por alguns minutos, ninguém prestou atenção a Helen e em como ela obteve sua respiração sob controle. Quando ela olhou em volta, novamente, Sir Alistair estava trocando piadas com sua irmã sobre o tamanho de seu peixe. Ele não percebeu que a pequena mosca de

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penas de Helen se afastara na água rasa quase na margem do rio, onde, sem dúvida, havia muito poucos peixes. O céu azul brilhante arqueado por cima, as nuvens de leve desenhadas em toda a sua extensão. O córrego borbulhando ao longo, a água brilhante revelando rochas lisas na parte inferior. As margens eram verdes com ervas frescas, e deste lado havia um pequeno bosque de árvores onde Lady Grey foi colocada para descansar. O riacho de Sir Alistair era muito lindo, um lugar mágico onde a vegetação natural não parecia ter influência. Sir Alistair deu um grito repentino, e um peixe prateado saltou para fora da água, pendurado a linha em sua vara. Jamie veio correndo ver, Abigail saltou para cima e para baixo, e Miss Munroe exclamou e ajudou a pegar a linha. Na empolgação, Helen deixou cair sua vara no córrego. ― Oh, mamãe. ― disse Abigail tristemente quando o peixe foi guardado com segurança dentro de uma cesta de aparência estranha. ― Você perdeu a sua vara. ― Não se preocupe. ― disse Sir Alistair ― Ela provavelmente agarrou na margem logo depois do bosque. Há um espaço como uma banheira de hidromassagem lá. Sophia, atenção nas crianças, por favor, enquanto a Sra. Halifax e eu buscamos a vara. Miss Munroe assentiu, já observava atentamente sua linha, e Sir Alistair tomou o braço de Helen para ajudá-la na margem. Mesmo esse pequeno toque, seus dedos fortes envolvidos em torno de seu braço, fez acelerar seu fôlego curto. Boba, ela repreendeu a si mesma. Ele está apenas sendo educado. Mas não soltou o braço dela, uma vez que eles tinham concluído a parte superior da margem, e ela começou a ficar desconfiada. Ele a levou rapidamente ao longo da grama, sem dizer nada. Talvez estivesse zangado porque ele teve que deixar sua vara para ajudá-la a buscar a dela. Era uma tola, pensou sombriamente, perdendo sua vara assim. Eles entraram no bosque de árvores e se viraram para a margem do riacho, completamente escondido das crianças e Miss Munroe. ― Sinto muito... ― Ela começou.

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Mas, sem dizer uma palavra ― de fato, sem qualquer aviso ― ele puxou-a contra seu peito e capturou sua boca com a dele. Um grande tremor involuntário sacudiu sua estrutura. Não tinha percebido o quanto estava esperando por isso, inconscientemente antecipando quando ele ia fazer sua próxima jogada. Seus seios foram esmagados contra o plano duro do peito dele, e suas mãos agarraram seus braços enquanto sua boca se movia com determinação feroz na dela. Oh, foi lindo. Tão adorável. Ela inclinou sua cabeça, derretendo contra ele como creme quente sobre a torta de maçã. Sua saia era simples, sem anquinhas20, e se se aproximasse, talvez, apenas talvez, pudesse sentir a parte mais masculina dele. Fazia muito tempo desde que foi desejada. Tanto tempo que não sentia o lampejo do desejo. Seus lábios se separaram quentes sobre os dela, e sua língua exigia entrada em sua boca. Ela abriu de bom grado, ansiosamente. Ser desejada assim foi inebriante. Ele a reivindicou como um cavaleiro conquistador, e ela o acolheu. As mãos dele se moveram, deslizando sobre o estômago atado dela até onde seus seios estavam cobertos apenas pelo fino tecido do vestido. Ela esperou, sem fôlego com antecipação, distraída mesmo com o calor da boca dele, para que a mão agisse. Ele não decepcionou. Seus dedos mergulharam com ternura sob a borda de seu lenço de gaze, acariciando, explorando, fazendo cócegas, e provocando sua carne. Seus mamilos se apertaram até uma excitação quase dolorosa, e, oh, como desejava que pudesse arremessar de lado suas roupas e deixar as mãos quentes dele cobrirem seus seios. Deve ter feito algum som, para boca dele se separar da dela, e ele murmurou tão baixo que teve que se esforçar para ouvir ― Silêncio. Eles não podem nos ver, mas podem ouvir. Ele olhou para sua mão, ainda inserida sob seu lenço. Ela não podia ajudar nisso ― se arqueou para seu olhar. Ele lançou um olhar ardente para ela. Então fechou os olhos e inclinou a cabeça sobre seus seios. Ela sentiu a língua dele, quente e úmida, sondar as bordas de seu vestido. 20

Almofadas ou armação que as mulheres usavam sob as saias – nas laterais ou atrás – para estufá-las.

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Querido Deus. Por cima da margem, a alta voz de Jamie chamou: ― Mamãe, venha conhecer este bicho! Helen piscou. ― Só um momento querido. ― Não me canso de você. ― Sir Alistair murmurou. A raia do desejo disparou através dela. ― Mama! Ele se endireitou e alisou o lenço rapidamente, com as mãos seguras e estáveis. ― Fique aqui. Ele deslizou para baixo da margem e habilmente pegou a vara de pesca, que estava de fato girando preguiçosamente em uma banheira de hidromassagem. Subiu a margem novamente e tocou seu cotovelo casualmente. ― Vem. E perguntou, enquanto caminhavam de volta para Jamie e os outros, ele não sentiu o mesmo desejo incrível quando eles se beijaram?

Loucura, loucura pura, Alistair pensou quando reassumiu seu local de pesca. A Sra. Halifax estava mergulhando sua linha no córrego de uma forma totalmente ineficaz, rio abaixo dele, mas não confiava em si mesmo para ir e ajudá-la. O que foi aquilo, beijando sua governanta? O que ela deve pensar dele, uma grande besta feia de um homem, obrigando a si mesmo para ela daquele jeito? Certamente ela estava chocada e angustiada. Só que ela não parecia particularmente chocada ou angustiada quando ela abriu sua boca doce para a língua dele e pressionou seu corpo contra ele. A memória fez seu pau levantar ansiosamente e quase o fez derrubar sua vara de pesca na água. Ele capturou o olhar desconfiado de Sophia naquele momento. Só Deus sabia o que ela diria se perdesse sua vara. Algo de incisivo, sem dúvida. Limpou a garganta. ― A Sra. McCleod embalou um pouco de pão e tal para nós, eu acho.

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Isso chamou a atenção imediata de Jamie. Ele veio correndo com o filhote, e a Sra. Halifax apenas pôs de lado sua vara de pesca muito avidamente para ir escavar na cesta. ― Adorável! Há um presunto e um pouco de pão e frutas. Ah, e uma torta de carne e alguns pequenos bolos. ― ela olhou para ele. ― O que você gostaria? ― Um pouco de tudo. ― Alistair falou de volta. Ele a olhou com o canto do olho. Ela estava sorrindo para seu filho e conversando enquanto montava pratos de comida, e de vez em quando dirigia um olhar rápido para ele quando achava que ele não podia ver. Que era isto sobre ela? Ela era linda, sim, mas seria normalmente um impedimento para ele. Mulheres bonitas só o faziam mais consciente de sua própria repulsa. Ela era diferente de alguma forma. Não só parecia ter se recuperado do choque de sua aparência, mas também o fez esquecer como ele era. Com ela, era simplesmente um homem flertando perigosamente com uma mulher. A sensação era inebriante. Abigail fez um som frustrado, e ele se virou para onde ela estava tentando desembaraçar sua linha. ― Aqui, deixe-me ajudá-la. ― Obrigada. ― disse a garota. Ele olhou para seu rosto solene. ― Você pode pegar um pouco de comida, se quiser. Mas ela balançou a cabeça. ― Gosto disso. Gosto de pescar. ― Você parece ter uma aptidão para isso. Ela olhou para ele com desconfiança. ― Aptidão? Ele sorriu. ― Você é boa nisso. ― Sério? ― Sim. Ela agarrou sua vara ferozmente. ― Nunca fui boa em nada.

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Era a sua vez de olhá-la. Talvez devesse oferecer alguma banalidade, agitar longe sua autodúvida, mas não conseguiu encontrar isso nele para fazer iluminar sua angústia. Ela olhou por cima do ombro de sua mãe. ― Decepciono a Mama. Não sou... Não tão adequada como as outras meninas. Alistair fez uma careta. Abigail era extraordinariamente solene para uma menina, mas sabia que a Sra. Halifax amava sua filha. ― Acho que você é adequada o suficiente. As sobrancelhas de Abigail se enrugaram e ele soube que não disse bem a coisa certa. Ele abriu sua boca para tentar novamente quando ele foi chamado para o lanche. ― Aqui está a sua comida, Sir Alistair. ― disse Jamie. A Sra. Halifax estendeu um prato, evitando cuidadosamente o olhar dele. Alistair quase gemeu. Sua tentativa de discrição chamou mais atenção do que o flerte imediato faria. Ele olhou por cima de sua cabeça enquanto caminhava até onde ela estava sentada e encontrou o olhar de Sophia sob as sobrancelhas levantadas. Alistair aceitou o prato e enviou um olhar severo para Sophia enquanto murmurava para a Sra. Halifax: ― Obrigado. Não pretendia que você desistisse de sua pesca para servir o resto de nós. ― Oh, não é qualquer incômodo. Não acredito que seja particularmente inteligente no passatempo de qualquer maneira. ― Ah, mas a prática leva à perfeição. ― ele falou. Seu rosto se ergueu com isso, seus olhos se estreitando com suspeita. Ele sentiu sua peculiar boca. Se eles não estivessem tão públicos, eles... ― Oh! Minha linha! ― Abigail gritou. Alistair se virou e viu a vara dela dobrada quase em ângulo reto, com a linha esticada e desaparecendo sob a água. ― Espere Abigail! ― O que devo fazer? ― seus olhos eram tão grandes como pires, seu rosto branco transparente.

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― Apenas mantenha-a firme, não puxe. ― Ele estava ao seu lado agora. Abigail tinha os dois pés apoiados na margem do rio e foi arqueando para trás com toda a sua elegante força para manter a vara em suas mãos. ― Firme. ― Ele murmurou. A linha foi sacudindo através da água em círculos. ― Seu peixe está cansando a si mesmo. Você é maior, mais forte e mais inteligente do que o peixe. Tudo que você tem que fazer é esperar ele sair. ― Você não deveria ajudá-la? ― Perguntou a Sra. Halifax. ― Ela fisgou o peixe, ― Sophia disse bravamente ― ela pode desembarcar isso, também, você nunca tenha medo. ― Sim, ela pode. ― Alistair disse calmamente ― Ela é uma moça corajosa. O rosto de Abigail estava definido com determinada concentração. A linha estava se movendo mais devagar agora. ― Não se desfaça de sua posse. ― Disse Alistair ― Às vezes um peixe é um pouquinho mais esperto do que o resto de sua família e fingindo cansaço, só para arrancar a vara de seu alcance. ― Não vou soltá-la. ― A menina declarou. Brevemente, o movimento caiu para quase uma parada. Alistair estendeu a mão e pegou a linha, rapidamente levantando um peixe cintilante da água. ― Oh! ― Abigail respirou. Alistair sustentou alto o peixe, pendurado no final da linha. Não foi o maior peixe que ele já tinha visto, nem era o menor. ― Uma muito boa truta de fato. Você não concorda Sophia? Sophia solenemente inspecionou a captura. ― Declaro a melhor que eu tenha visto em algum tempo. O rosto de Abigail estava tingido de um leve rosa, e Alistair percebeu que ela estava corando. Fingindo não ter notado, ele pegou o peixe e, ajoelhando-se, mostroulhe como remover o anzol de sua boca. Ela observou atentamente e, em seguida, balançou a cabeça quando ele colocou seu peixe com os outros na cesta.

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― Eu vou fazer isso sozinha da próxima vez. E uma estranha emoção brotou em seu peito, tão estranha que ele levou vários segundos para identificá-lo, o orgulho. Orgulho desta espinhosa criança determinada. ― Sim, você vai, ― ele disse, e ela sorriu para ele. E sobre sua cabeça, sua mãe sorriu para ele como se ele tivesse lhe entregue um colar de esmeraldas.

Capítulo 09 Teller Verdade se virou para a gaiola do monstro, e ali já estava a mulher. Ele andou perto das barras e perguntou: ― Quem é você? A mulher arrastou a si mesma desgastada em seus pés e falou: ― Sou a Princesa Simpatia. Meu pai é o Rei de uma grande cidade a oeste. Eu vivia em salas de cristal, usava roupas de tecido de ouro e prata, e tive meu menor desejo concedido. Teller Verdade franziu a testa. ― Então, por que...? ― Silêncio. ― A lady se inclinou para frente ― Seu mestre está chegando. Ele estava capturando as andorinhas, e se ele achar que você está falando comigo, isto irá irritá-lo. E Teller Verdade não teve escolha a não ser ir para dentro do castelo, deixando a lady enjaulada... DO TELLER O VERDADEIRO Por essa tarde, Helen desejava que pudesse tirar um cochilo. Abigail e Jamie não pareciam absolutamente cansados pela sua aventura desta manhã de manhã. Na verdade, eles ansiosamente acompanharam Miss Munroe e Miss McDonald em uma expedição para ir à caça de texugos. Helen, no entanto, estava bocejando enquanto subia as escadas para o covil de Sir Alistair. Não o tinha visto desde a manhã. Ele

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esteve fechado na sua torre por todo esse tempo, e ela quase ficou sem paciência. O que ele quis dizer com aqueles beijos? Simplesmente tinha brincado com ela? Ou, pensamento terrível! Ele teria perdido o interesse depois de saboreá-la duas vezes? As perguntas a incomodava desde aquela manhã até que sentiu que deveria encontrar as respostas. O qual era talvez por isso que carregava um pouco de chá e bolinhos para ele agora. A porta da torre estava parcialmente aberta e, em vez de bater, ela simplesmente inclinou seu ombro contra ela e empurrou. Esta se abriu em silêncio. Sir Alistair estava sentado à sua mesa habitual, alheio à sua presença. Segurou-se e ficou olhando. Ele desenhava alguma coisa, sua cabeça inclinada para o papel na frente dele, mas isso não foi o que lhe chamou a atenção. Desenhava com sua mão direita mutilada. Ele segurava o lápis entre o polegar e os dois dedos médios da sua mão direita, a mão em si mantida em um gancho estranho. Só de olhar para ele, a mão de Helen doía em simpatia, mas ele continuou a fazer movimentos pequenos e precisos. Ele estava obviamente usando sua mão, assim, por muitos anos. Pensou sobre como isto deve ter sido, voltando mutilado das Colônias e ter que reaprender a desenhar. Como escrever. Ele ficou humilhado por ter que exercer um ofício que todo estudante tinha controle? Ficou frustrado? Bem, é claro que ficou frustrado. Sua boca se curvou em um pequeno sorriso. Sabia algo sobre Sir Alistair agora. Ele devia ter quebrado lápis, rasgado papéis, ter se irritado além do suportável, e, de alguma forma, manteve teimosamente isto até que pudesse voltar a reproduzir os desenhos finos que viu em seu livro. Deve ter feito isso então, porque ela via o resultado na frente dela agora, um estudioso trabalhando em seu manuscrito. Ela começou a avançar, mas quando fez ele exclamou e deixou cair o lápis. ― O que é isso? ― Ela perguntou.

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Sua cabeça se ergueu e ele a encarou. ― Nada, a Sra. Halifax. Pode deixar o chá na mesa. Ela colocou a bandeja em cima da mesa indicada, mas ignorou o seu pedido para sair. Ao contrário, apressou-se sobre ele. ― O que há de errado? Ele estava esfregando a palma da mão direita com a outra mão e murmurando sobre fêmeas que não sabe ouvir. Ela suspirou e tomou a mão direita dele suavemente nas dela, surpreendendo-o o suficiente para que ele de repente ficasse em silêncio. O dedo indicador dele era um toco avermelhado em um centímetro de comprimento. Seu dedo minguinho foi amputado na primeira junta. Os restantes dedos eram longos, com pontas ligeiramente mais amplas, as unhas bem formadas. Eram belos dedos sobre o que foi uma mão bonita. Sentiu um traço de tristeza perfurá-la ao meio. Como é que algo tão bonito pode ser mutilado? Engoliu o nó em sua garganta e disse com voz rouca. ― Não vejo uma lesão. ― Ele olhou fixamente para ela, e seus olhos se arregalaram quando ela percebeu sua gafe. ― Uma lesão recente quero dizer. Ele balançou a cabeça. ― Isto é apenas uma cãibra muscular. Ele tentou retirar sua mão da dela, mas ela não soltou. ― Vou ver se a Sra. McCleod pode aquecer um bálsamo para você mais tarde. Diga-me exatamente em que lugar é a cãibra. ― Ela segurou a mão dele entre as dela e massageou sua ampla palma da mão com os polegares, pressionando firmemente. Sua mão estava quente, a pele lisa. Tinha calos na base dos dedos, como se de algum tipo de trabalho físico. ― Não há necessidade... Ela olhou para cima, de repente com raiva. ― Por que não há necessidade? Você está com dor e posso te ajudar. Isto me parece que tem alguma necessidade. Ele olhou para ela, seu olhar cínico. ― Por que você se importa? Será que ele pensava que ela iria se afastar por suas palavras duras? Correr com lágrimas femininas em seu rosto? Não era uma menina, não foi uma desde a idade de dezessete anos. Ela inclinou perto do rosto dele, ainda segurando sua mão. ― Que tipo

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de mulher você acha que eu sou? Acha que eu apenas deixaria qualquer homem me beijar? Seus olhos se estreitaram. ― Acho que você é uma mulher legal. Uma mulher gentil. A resposta paternalista quase a levou à violência. ― Uma mulher legal? Porque te beijei? Porque deixei você me tocar? Você está louco? Nenhuma mulher é legal e, certamente, não eu. Ele simplesmente olhou para ela. ― Então, por quê? ― Por que... ― ela pegou seu rosto em suas mãos, o lado esquerdo de seu rosto acidentado e irregular sob sua mão, o lado direito suave e quente ― Eu me importo. E assim como você. E ela colocou seus lábios contra os dele. Deliberadamente. Suavemente. Colocando todo seu desejo, toda a sua solidão no gesto. Começou o beijo de leve, mas ele inclinou a cabeça abaixo dela, dobrando em ângulo e abrindo a boca, e de alguma maneira ela se encontrou no seu colo com a língua dele em sua boca. Não que ela protestasse. Estava esperando por isso há dias, e a realidade colocou seus membros a tremer. Foi uma amante, uma mulher experiente, por toda a sua vida adulta, mas isso era algo além de sua experiência. Uma partilha, uma exploração. Era uma igual neste lugar com este homem, e de alguma forma o conhecimento de que ela era tão responsável quanto ele, tão envolvida como ele, fazia tudo mais excitante. Seus dedos efetivamente tremiam contra o tecido de lã do casaco dele enquanto ele explorava sua boca com a língua. Docemente, obscuramente, eroticamente. Até que temeu que pudesse encontrar seu clímax simplesmente só dos lábios dele. Ela puxou a cabeça para trás, ofegando. ― Eu... ― Não me pare. ― Ele murmurou. Suas mãos estavam nos laços de seu corpete, rapidamente puxando-os livres. ― Deixe-me ver você. Deixe-me tocar em você.

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Ela assentiu com a cabeça e observou-o. Parar era a última coisa na mente dela. O rosto dele estava decidido, seu único olho inteiramente focado na tarefa de abrir seu corpete. Ela podia sentir o rubor disparar por sua garganta. Fazia anos desde que Lister se deitou com ela, e mesmo assim não se lembrava dessa intensidade, deste simples, disposto propósito. E se o desapontasse? E se não fosse capaz de agradá-lo? O corpete dela se separou, e ele o retirou dela, colocando-o distraidamente sobre a mesa junto com o lenço dela. O olhar dele nunca deixou seu seio. Ele começou a trabalhar em seu espartilho. Ela limpou a garganta. ― Eu posso... ― Deixe-me. ― seu olho acendeu-se para os dela. ― Você se importa? Ela balançou a cabeça, mordendo o lábio. Ela ficou muito quieta enquanto seu espartilho se separava. Os dedos dele tocaram sua pele nua, mas não parou. Ela estava consciente de cada respiração que ele puxou em seus pulmões, de sua própria respiração até mesmo, do olhar firme dele. Então seu espartilho estava aberto, e ele o extraiu deslocando para baixo de seus ombros até que ela estava nua da cintura para cima. Ele simplesmente olhou. Ela levantou a mão sem pensar, instintivamente, movendo-se para se cobrir. Ele pegou o pulso dela e puxou-a para seu colo. ― Não, ― ele sussurrou ― deixe-me olhar para você. ― Ela fechou os olhos, então, porque não podia mais suportar a visão de seu olhar e o que lhe provocava. ― Você é linda. ― Murmurou ― Linda o suficiente para levar um homem à loucura. ― Delineou com o dedo indicador da mão esquerda o pulso rápido em sua garganta, descendo, descendo até um intumescido mamilo. Ela esperou, sua respiração quase parou. Ele passou o dedo lentamente pelo mamilo e o circulou, fazendo-o enrugar. Ela engoliu em seco. ― Eu desejo isto. ― disse ele.

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Ela abriu os olhos para vê-lo olhando para ela fixamente, sua boca endureceu em uma linha de plana e arrogante. O olhar dele se desviou para capturar o próprio dela. ― Quero tudo de você. Sua boca ficou seca. ― Então me tome. ― Sussurrou. Ele alcançou por trás dela e empurrou de lado toda bagunça em sua mesa. Ela ouviu os lápis escorregando e caindo no chão e o baque de um livro. Então a agarrou pela cintura, levantando e a colocando sobre a mesa pesada. ― Tire fora suas saias. ― Ele se levantou de repente de sua cadeira e caminhou até a porta da torre, trancando-a. Quando voltou para ela, ela ainda estava mexendo nas fitas em sua cintura. Ele empurrou as mãos dela para o lado e começou a trabalhar nas fitas ele mesmo. Ela sentiu um jorro selvagem de alegre riso em sua boca, mas o apertou abaixo impiedosamente. Em vez disso, ela se chegou mais, estendeu a mão ao redor da cabeça dele e tirou a fita do cabelo dele. As mechas escuras e pesadas caíram para frente contra o seu rosto magro, selvagem e indomável, e enfiou os dedos por eles, deleitando-se com a intimidade. Ele nem sequer pareceu notar seu gesto, tão concentrado que estava em remover suas roupas restantes. Um momento depois, ele jogou de lado suas saias. Foi deixada com apenas meias e sapatos e teria se sentido mais do que um pouco boba se ele não fosse tão solene enquanto ele os tirava fora. Em seguida, estava nua, sentada com seu traseiro nu sobre a mesa de madeira, e ele estava olhando para ela como se fosse Afrodite chegando à vida. Isto era uma sensação inebriante, sendo considerada desse modo. Inebriante e assustadora ao mesmo tempo, porque não era Afrodite. Era simplesmente uma mulher passando sua terceira década. Uma mulher que teve apenas outro amante em toda sua vida. ― Alistair. ― ela sussurrou. Ele deu de ombros fora de seu casaco. ― Aye? Não sabia como colocar a sua preocupação em palavras. ― Eu não... Isto é, não sou muito experiente com... Com...

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Um canto da boca dele curvou para cima. Ele estava apenas com camisa agora. ― Helen, moça deixe de se preocupar. ― E trouxe sua boca para seu seio, sugando fortemente, calorosamente, em seu tenro mamilo. Ela arqueou as costas, em reação, pegando sua cabeça, segurando-a perto de seu seio. Ela acariciou com seus dedos em seu cabelo sedoso. Talvez ele estivesse certo. Talvez não devesse se preocupar. Talvez devesse, para este curto espaço de tempo, apenas sentir. Ele mudou para o outro seio, segurando-o na curva de seu polegar esquerdo e o dedo indicador. Ele apertou o mamilo úmido que tinha acabado de soltar, disparando duplas centelhas de desejo nela. Ela abriu as pernas, tentando puxá-lo para mais perto, mas ele era sólido e pesado e não se moveu até que estivesse pronto. Um pequeno gemido de frustração escapou dos lábios dela. Ele levantou a cabeça, as maçãs do rosto coradas, e seus olhos brilhavam maliciosamente. ― Isto é o que você quer? ― Ele segurou seu olhar enquanto arrastava suas mãos sobre sua barriga tremendo e sobre o cabelo ondulado na junção de suas coxas. ― Alistair! ― Engasgou ― Eu não sei se... ― Você não sabe? ― Murmurou, seu olhar cada vez mais pesado ― Você não sabe, Helen? ― E enquanto ela observava seu rosto, hipnotizada, envergonhada, e com fervor despertado, ele a tocou lá. Seus lábios se separaram em maravilhoso e silencioso espanto. Seu polegar esfregou-a em círculos suaves. Seus dedos suavemente a afagando, separando, acariciando, explorando. ― Oh... ― ela engasgou. ― Olhe para mim. ― Ele sussurrou ― Mantenha seus olhos em mim. Ele entrou nela com o dedo, lentamente, sorrindo quando seus olhos se arregalaram. Ele retirou o dedo e empurrou novamente, seu polegar mantendo o suave circulando em seu centro. Suas pálpebras baixaram. Ela se sentia quente. Estava com medo que pudesse fazer algum som animal terrível se ele continuasse, e, ao mesmo tempo, não queria que ele parasse.

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― Helen ― sussurrou ― Formosa Helen. Venha e cobre meu dedo com seu doce orvalho. Sua cabeça caiu para trás, pendendo inquieta em seus ombros. Era como se estivesse em um sonho. Era uma devassa, uma linda devassa desejável, e ele era um homem a adorando. Ela sentiu a boca quente em seu pescoço, beijando, lambendo, e isto começou. Pequenos tremores se construíram agitando, formando fortes ondas de calor e prazer, tanto prazer que por um tempo se perdeu inteiramente. Quando abriu os olhos longos momentos depois, ele estava olhando para ela, sua mão ainda a acariciando suavemente. ― Você gostou disso? ― ele perguntou, com a voz mais macia que já tinha ouvido. Ela poderia apenas acenar, calor coloriu suas bochechas. ― Bom. ― ele retirou a mão e desabotoou a borda de suas calças. ― Vamos ver se podemos fazer isso de novo, nós devemos? Ela apenas teve um vislumbre de pelos pubianos e carne escura, muito maior do que esperava, e então ele se colocou entre suas pernas. Ele a beijou. Suavemente. Levemente. Mas seu foco era no que estava acontecendo lá embaixo. Ele a cutucou, e ela inalou em seu calor, a amplitude de... Ela quebrou o beijo e disse ofegante: ― Eu não... ― Shh... ― ele murmurou. Ele mordiscou o canto de sua boca. ― É biologia simples, realmente. Sou feito para inserir a mim mesmo em você. Você é feita para me receber. Desse modo. ― Mas... ― ele empurrou a coroa de seu pênis separando suas dobras, abrindo e esticando-a. Seus olhos abriram bem abertos. Ele estava olhando para ela com um brilho demoníaco nos olhos. Ele sorriu um pouco e empurrou novamente. Ela o sentiu invadindo-a, entrando nela. ― Você vê? ― ele ronronou ― Tão simples.

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Ele apertou seus quadris mais uma vez, e a base de seu pênis encontrou seu monte. Ele estava completamente encaixado dentro dela. Nunca sentiu uma plenitude como esta. Ele engoliu em seco e soube de repente que ele não era quase tão sanguinário como pretendia. Suas bochechas tinham corado, seus olhos se estreitaram, e sua boca se curvou em quase um sorriso zombador. ― Um fato interessante que você não pode saber, ― disse ele em voz baixa, rouca ― é que uma vez que o homem se aventurou tão longe, é quase impossível... Ah! ― sua cabeça inclinou para trás, seus olhos fecharam quando ela apertou internamente. Ele abriu seus olhos, sua boca agora curvada para baixo em determinação selvagem. ― Impossível para ele parar. Ele retirou fracionadamente e subiu para ela novamente. ― Ele é obrigado a completar o ato como se... ― ele empurrou novamente, desta vez mais forte, mais firme ― sua própria vida dependesse disso. Ela sorriu e colocou suas pernas ao redor dele. Apoiou uma das mãos sobre a mesa ao lado de seu quadril, a outra em seu traseiro e definiu um ritmo exigente. A mesa balançou e martelava e algum vidro tombou por cima da borda e se espatifou no chão. E não se importava. Uma risada borbulhou em sua garganta de novo, e desta vez ela deixou-a livre. Jogou a cabeça para trás e riu enquanto Sir Alistair fazia amor com ela com seu forte, rápido e determinado corpo. Ela sorriu para o teto em pura alegria e sentiu seu pênis pesado deslizando e friccionando contra ela, enchendo-a completamente, e nunca tinha se sentido tão leve. Tão livre. E, em seguida, outra onda agitou, pegando-a de surpresa e lançando-a alto, navegando em uma crista de puro, requintado prazer. E, neste auge, ela olhou para baixo e viu-o, empurrando ainda mais rápido dentro dela, seus ombros largos agrupados e tensos, seu couro cabeludo brilhando com o esforço. Ele arqueou a cabeça para trás e gritou. E então ficou quieto, tremendo e sacudindo dentro dela, seu rosto era leve curiosamente.

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Ela não reconheceu a expressão em seu rosto a princípio, e então percebeu, era a paz.

Ah, meu Deus, fazia um bom tempo desde que ele tinha copulado com uma mulher, não desde antes Spinner’s Falls, de fato. Tinha esquecido como a sensação era inebriante. Na realidade, Alistair pensou enquanto ofegava contra o pescoço de Helen, não se lembrava de alguma vez ter sido tão doce. Glorioso. Sorriu, segurando a quente carne da mulher contra si mesmo. Talvez algumas coisas se fizessem melhorar com a idade. Ela se contorceu um pouco debaixo dele, como se a mesa fosse muito dura para seu traseiro macio. Endireitou-se e olhou para ela. Seu rosto estava corado, seus olhos sonolentos, e a onda de ridículo orgulho masculino que passou por ele era, provavelmente, apenas natural. Qual o homem não sentiria orgulho em ter prazer como essa mulher? ― Oh... ― ela disse suavemente ― Oh, isso foi... Hum... Um sorriso puxou na boca dele. Ela parecia atordoada. ― Maravilhoso. ― Ele sugeriu, beijando o canto de sua boca. Ela suspirou. ― Hum... ― Felicidade. ― Ele espalmou um grande, pesado seio, deslizando os dedos sobre o delicado mamilo rosa. Seios eram maravilhosos, considerando todas as coisas, e os de Helen eram particularmente fascinantes. Feito uma maravilha porque eles não poderiam estar descobertos e livres o tempo todo, ideias civilizadas de modéstia que se danem. Claro que, em seguida outros homens poderiam cobiçá-los, e isso não dizia nada. Ele apalpou o outro seio também. Não, o melhor a fazer era mantê-los cobertos. Isso faria da revelação privada ainda mais emocionante. Seus olhos se estreitaram com a ideia, e olhou para ela especulativamente. Ela o deixaria copular com ela novamente, não deixaria? Se tivesse sorte. Na verdade, se

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ela o deixasse esperar apenas mais alguns minutos, estava certo de que pudesse realizar pelo menos mais uma vez, esta tarde. Como se tivesse ouvido seu pensamento, ela de repente se endireitou. ― Oh, Deus! Eles estarão de volta de seu passeio em breve. ― Quem? ― Ele exigiu relutantes em abandonar suas mãos cheias de seios. ― Sua irmã e as crianças. ― Disse ela, impaciente. Ela se contorceu novamente e seu pau mole escorregou bastante ignominiosamente de sua bainha. Ele suspirou. Não agora mesmo, então. Ele se inclinou e deu a cada seio um beijo de despedida e, em seguida, endireitou-se e rapidamente abotoou suas calças. Quando terminou, Helen ainda estava tentando se vestir sem muito sucesso. ― Deixe-me. ― disse ele, e cutucou delicadamente de lado os dedos dela de seu espartilho. Ele o atou, escondendo os seios magníficos, e, em seguida, ajudou-a a vestir o resto de suas roupas, o tempo todo pensando em como expressar sua demanda. Ele alisou o lenço em seu seio e inalou. ― Helen... ― Onde estão os meus sapatos? ― de repente, ela se inclinou, procurando em sua mesa. ― Você os vê? ― Aqui. ― ele os pescou fora dos bolsos de seu casaco onde distraidamente os guardou antes. ― Helen... ― Oh, muito obrigado! ― Ela se sentou em sua cadeira para deslizar sobre eles. Ele franziu o cenho, impaciente. ― Helen... ― O meu cabelo está bem? ― Adorável. ― Você não está olhando. ― Sim, eu estou! ― as palavras saíram-se muito mais fortes do que queria dizer. Ele fechou os olhos, amaldiçoando-se por ser um tolo. Quando olhou para cima, ela estava olhando para ele inquisitivamente.

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― Você está bem? ― Sim. ― ele rangeu fora, e então respirou fundo. ― Helen eu quero vê-la novamente. Suas sobrancelhas se uniram como se em débil confusão. ― Bem, é claro que vamos nos ver outra vez. Eu moro aqui, você sabe. ― Não foi isso que quis dizer. ― Oh. ― seus olhos harebell azuis se arregalaram, e ele brevemente considerou apenas tomá-la novamente sobre a mesa, os bons costumes que se danem. Ele não teve problemas para se comunicar com ela quando eles fizeram amor. ― Ohhh... Ele suprimiu sua impaciência. ― E então? Ela deu um passo em direção a ele até que seus seios, aqueles seios doces! Quase tocaram o peito dele. Seu rosto ainda estava um pouco ruborizado, muito lindamente rosa, e seus olhos brilhavam. Ela ficou na ponta dos pés e beijou castamente sua boca, mas, quando ele se moveu para aprofundar o abraço, ela correu para longe. Caminhou até a porta da torre e parou para olhar para trás, por cima do ombro. ― Talvez mais tarde esta noite? ― Ela saiu pela porta, fechando-a silenciosamente atrás dela.

― Mas não gosto de peixe. ― Jamie disse enquanto eles marcharam para casa de seu passeio com Miss McDonald e Miss Munroe. ― Não vejo por que deveríamos ter isso para o jantar. ― Porque, do contrário é um desperdício pegá-los. ― disse Abigail. Ela estava fora do ar, porque Poças decidiu parar de andar e agora ela e Jamie se revezaram carregando-o. ― Se nós não comermos o peixe, seria um pecado. ― Mas eu não os peguei! ― Jamie objetou.

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― Triste, não é? ― Miss McDonald disse alegremente ― Como alguém é condenado a comer a captura mesmo quando se é completamente inocente da pesca? ― Phoebe, ― Miss Munroe grunhiu ― você está demonstrando a atitude errada. ― Pessoalmente, ― Miss McDonald sussurrou em voz alta para Jamie ― eu me asseguro de me encher de pão e sopa. Eu mesma não suporto peixe. ― Phoebe! ― Agora, se apenas eles pudessem aprender a enganchar um bom pudim Yorkshire21, eu ficaria muito contente em jantar na captura. ― Miss McDonald ponderou. Jamie riu e Abigail sentiu um puxão leve de sorriso em seus lábios. Eles não tinham encontrado quaisquer texugos em seu passeio, mas foi muito divertido, de qualquer maneira. Miss Munroe era muito severa, mas sabia todos os tipos de coisas interessantes, e Miss McDonald era engraçada. ― Ah, aqui estamos nós, ― Miss Munroe disse quando chegaram à vista do castelo ― sou a favor de chá e alguns muffins, acho. Quem está comigo? ― Eu estou! ― Jamie exclamou ao mesmo tempo. ― Excelente. ― Miss Munroe sorriu para Jamie. ― O que vou fazer com Poças? ― Abigail olhou para o filhote dormindo em seus braços. ― Precisamos pensar em um nome melhor para o cão. ― Miss McDonald murmurou. ― Ele tem uma cama na cozinha? ― perguntou Miss Munroe. ― Nós encontramos uma velha caixa de carvão. ― Jamie respondeu. ― Mmm. Melhor preenchê-la com um pouco de palha e um cobertor, se você tiver isso. ― disse Miss Munroe. ― Vou olhar nos estábulos. ― disse Abigail. 21

Torta salgada com lascas de salmão defumado, limão e molho de raiz forte, muito tradicional na Grã Bretanha.

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― Boa menina. ― disse Sra. Munroe. ― Vamos guardar um muffin para você na sala de estar. Os outros foram para dentro do castelo, enquanto Abigail continuou por toda a lateral para os estábulos. ― Talvez possamos encontrar um cobertor velho ou casaco para você. ― ela sussurrou para o filhote dormindo em seus braços. As orelhas suaves de Poças se contorceram como se ele a tivesse ouviu mesmo em seu sono. Os estábulos estavam escuros em comparação com a luz do sol fora. Ela ficou em silêncio dentro da porta por um instante, deixando que seus olhos se acostumassem com a escuridão. Havia várias baias vazias neste final. Abigail começou a descer o corredor principal. O grande cavalo de Sir Alistair, Griffin, e o pequeno pônei Dogcart estavam entabulados na outra extremidade. Esse era provavelmente o lugar onde poderia encontrar palha fresca. Ouviu um bufo e o baque de um casco, enquanto se aproximava do extremo do estábulo, e, em seguida, ouviu outra coisa. Um homem resmungando. Abigail parou. Poças se contorceu enquanto ela o apertou com muita força contra seu peito. O cavalo bufou novamente, e depois Sr. Wiggins recuou para o corredor de uma baia, segurando algo em seus braços. Abigail se esticou para correr, mas antes que pudesse fazê-lo, o pequeno homem se virou e viu-a. ― O que você está fazendo? ― ele rosnou baixo ― Espiando em mim? Está espiando em mim? E ela viu que a coisa em seus braços era uma grande bandeja de prata. Abigail balançou a cabeça e deu um passo para trás, impotente olhando para a bandeja. Os olhos do Sr. Wiggins se estreitaram malignos. ― Você diz a ninguém, a si mesmo incluída, ou eu vou cortar sua garganta, ouvis? Eu vou cortar sua garganta e da sua mamãe e do seu irmão mais pequenino, também, você me ouvir? Abigail poderia apenas acenar freneticamente. Ele deu um passo na direção dela, e de repente suas pernas trabalharam novamente. Ela se virou e fugiu para o

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corredor dos estábulos, correndo o mais rápido que podia. Mas, por trás dela, ela ainda podia ouvir Sr. Wiggins gritando. ― Não diga! Você está me ouvindo? Não lhes diga!

Lister olhou melancolicamente pela janela de seu estúdio. ― Deveria ir para o norte por mim mesmo. Atrás dele, Henderson suspirou. ― Sua Graça, foram apenas uns poucos dias. Duvido que os homens que foram enviados ainda até chegaram a Edimburgo. Lister girou para seu secretário. ― E pelo tempo que eles foram e enviarem uma palavra, ela vai ter tempo de sobra para fugir ao exterior. ― Fizemos tudo o que pudermos. ― É por isso que deveria ir para o norte eu mesmo. ― Mas, Majestade... ― Henderson parecia procurar palavras. ― Ela é apenas uma necessidade carnal, um passatempo. Não tinha pensado que vossas emoções eram tão engajadas. ― Ela é minha e ela me deixou. ― Lister olhou fixamente para o secretário ― Ela me desafiou. Ninguém me desafia. ― Claro que não, Alteza. ― Eu decidi. ― Lister voltou novamente para a janela ― Faça os arranjos. Parto para a Escócia, no dia seguinte.

Capítulo 10

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Na noite seguinte, Teller Verdade novamente soltou as andorinhas, e mais uma vez o belo jovem as perseguiu fora do pátio. Teller Verdade aguentou e observou o pôr do sol e o monstro tomar a forma da bela princesa. Então ele perguntou: ― Como isso foi feito a você? A lady suspirou com tristeza. ― O homem que você serve é um poderoso feiticeiro. Ele me viu um dia, enquanto eu andava pela floresta com minha corte. Naquela noite, ele veio para o castelo de meu pai e pediu minha mão em casamento. Recuseime a ele, pois o feiticeiro é um homem mau e não queria nada com ele. Mas o feiticeiro ficou furioso. Ele me roubou da casa de meu pai e me trouxe até aqui. Ele colocou um feitiço em mim, de modo que durante o dia eu sou aquela besta repulsiva. Só de noite sou eu mesma novamente. Vá agora para que ele não o encontre falando comigo. E mais uma vez Teller Verdade foi forçado a se afastar... Do TELLER O VERDADEIRO

A carta da França chegou ao final da tarde. Alistair estava tão distraído com o que tinha acontecido mais cedo, com Helen, e que poderia acontecer mais tarde naquela noite com ela, que quase não a notou entre os papéis que o lacaio levou para cima. Assinava várias revistas e boletins de Londres, Birmingham e Edimburgo, e elas tinham uma tendência a chegar todas de uma vez na semana. Mas, no fundo da pilha de cartas estava uma muito maltratada carta, olhando como se tivesse vindo pelo caminho do Chifre da África, o que, considerando presentes as relações da Inglaterra com a França, era perfeitamente possível. Alistair pegou a carta e cortou-a com uma faca afiada que usou antes para dissecar uma ratazana do prado. Leu a carta, fazendo uma pausa para reler cuidadosamente várias passagens, e, em seguida, atirou-a sobre a mesa lotada. Levantou-se e andou sem parar até a janela e olhou para fora. Etienne expressou suas palavras com cautela, mas a mensagem era clara. Ouvira rumores daqueles do governo francês de que realmente tinha sido um espião

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Inglês que havia dado a posição do 28º Regimento de Infantaria, levando ao abate em Spinner’s Falls. O que foi mais, é que os rumores especificavam que o tal espião era um inglês com título de nobreza. Alistair bateu os dedos impacientemente no peitoril da janela. Essa era uma informação nova. Etienne escreveu que não poderia comentar mais nada por papel, mas que poderia falar com Alistair em pessoa. Ainda agora, estava se preparando para zarpar em um navio que iria atracar em Londres dentro de uma quinzena. Se Alistair quisesse vir ao navio, Etienne poderia lhe dar informações mais específicas naquele momento. Alistair traçou as cicatrizes no lado esquerdo de seu rosto. Finalmente saber que isso foi feito por alguém com finalidades e objetivos, fez seu peito inchar com uma raiva fria e determinada. Não fazia sentido lógico. Pegar um traidor não iria curar seu rosto. Mas, mesmo sabendo que era ilógico não conseguia parar a fera dentro de si. Por Deus que desejava pegar o traidor de Spinner’s Falls para fazê-lo pagar. Bateram na porta da torre, e virou distraidamente. ― Sim? ― O jantar está servido, senhor. ― uma das servas chamou antes de ruidosamente se voltar descendo as escadas. Alistair caminhou até sua mesa e pegou a carta de Etienne. Olhou para ela um momento, murmurou uma maldição, dobrou-a e a colocou em uma gaveta já cheia. Precisava pensar sobre isso antes de se mover, talvez informar Vale das novas informações, mas por enquanto o jantar aguardava. Ao aproximar-se da sala de jantar, ele já podia ouvir os tons altos de Jamie enquanto ele fazia um comentário sobre o peixe. O mero som enviava sua boca em curva. Estranho como o som da voz infantil, algo que teria o irritado há duas semanas, agora o fazia sorrir. Ele era realmente tão mercurial? O pensamento o deixava inquieto, e empurrou-o para longe. Por que pensar no futuro quando o presente assegurava muito melhores delícias? Quando entrou na sala de jantar, descobriu que os outros estavam todos se sentado. Helen tinha inexplicavelmente tomado assento o mais longe possível de sua

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própria cadeira na cabeceira da mesa. Ela claramente não estava olhando para ele, e um leve rubor tingiu suas bochechas. Ela nunca seria uma grande mentirosa, e desejava beijá-la ali mesmo na frente de sua irmã e dos filhos dela. Em vez disso, se dirigiu para sua própria cadeira, evitando o olhar especulativo de Sophia, e se sentou. Sophia estava a sua direita com a Miss McDonald em seu outro lado. Jamie sentou-se por algum motivo desconhecido à sua esquerda. Abigail sentou-se no lado oposto de seu irmão, olhando estranhamente subjugada. Sua mãe estava do outro lado de Abigail, longe o suficiente para que ele praticamente tivesse que içar uma bandeira para se comunicar com ela. Um dos lacaios trouxe um prato fumegante de peixe. ― Ah, adorável. ― disse Alistair, esfregando as mãos em antecipação. Não teve trutas frescas por vários meses, apesar de ser um dos favoritos dele. ― Aqui está um grande peixe bom para você. ― ele bifurcou a maior das trutas e a depositou no prato de Jamie. ― Obrigado. ― Jamie zumbiu, afundando seu queixo em seu pequeno peito magro, enquanto olhava para o peixe no prato. Miss McDonald tossiu em seu guardanapo. Alistair ergueu as sobrancelhas para sua irmã. ― Algum problema? ― Não, nada. ― Sophia disse, franzindo a testa para sua companheira. ― Mas, talvez, Jamie prefira só um pouquinho de peixe para começar. Alistair olhou para Jamie. ― É isso mesmo? O garoto balançou a cabeça tristemente. ― Então eu vou comer o seu peixe e você terá meu prato vazio. ― disse Alistair, trocando os pratos. ― Tem um pouco de pão em seu lugar. ― Jamie animouse visivelmente com a sugestão. ― Traga alguma marmelada ou geleia. ― Alistair instruiu o lacaio em voz baixa ― E você, Abigail? Você se importa com os peixes? ― Sim. ― ela sussurrou, e tirou um peixe quando o prato foi oferecido, mas então ela simplesmente remexeu com um garfo.

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Alistair trocou um olhar com Helen. Helen balançou a cabeça, parecendo perplexa. Talvez a pivete estivesse se sentindo indisposta. Alistair franziu a testa e tomou um gole de vinho. Havia um cirurgião em Glenlargo, mas o homem era mais inscrito em sangue que curador, e Alistair não confiaria a si mesmo com o homem, e muito menos uma criança. Na verdade, o mais próximo bom médico não poderia estar mais perto que Edimburgo. Se Abigail estivesse realmente doente, ele teria que levá-la ele mesmo. Doenças da infância podiam ser tão debilitantes, e muitas vezes fatais. Maldição. Talvez não devesse ter acordado as crianças tão cedo esta manhã. E se o riacho estava muito frio? Abigail tinha super excitado a si mesma? Esta sempre tinha lhe parecido uma teoria singularmente tola sobre as mulheres poderem excitar-se em doença, mas agora, com uma pequena criança do sexo feminino sob o seu teto, percebeu o quão inadequado era o seu conhecimento sobre as crianças. ― Você está doente? ― ele perguntou a Abigail, talvez um pouco bruscamente, tanto que mesmo Helen e Sophia se viraram para olhar para ele. Mas a criança simplesmente piscou e balançou a cabeça. Alistair estalou os dedos ao lacaio. ― Traga uma pequena taça de vinho, por favor. ― Sim, senhor. ― O lacaio saiu da sala, mas Alistair nunca tirou seus olhos de Abigail. Sophia pigarreou. ― Nós vimos um falcão e dois coelhos em nosso passeio, mas não texugos. Você tem a certeza de que há um casal perto? ― Sim. ― disse Alistair distraidamente. Abigail estava mais pálida do que o normal? Ela era criança justa tez para começar, que era difícil dizer. ― Bem, nós vamos ter que esperar a nossa próxima visita para procurá-lo novamente. ― Sophia suspirou. Ele olhou para ela com surpresa. ― O quê? ― O criado voltou com o copo de vinho, e Alistair indicou a menina. Ela olhou com surpresa para o pequeno copo cheio de líquido rubi. ― Tome um pouco disso. ― disse ele rispidamente ― Isso vai

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fortalecer seu sangue. ― Ele se virou e fez uma careta para sua irmã. ― O que você quer dizer? Você está partindo tão cedo? ― Amanhã cedo. ― sua irmã confirmou. ― Sophie tem um encontro da Sociedade Filosófica de Edimburgo amanhã. ― disse Miss McDonald. ― Sr. William Watson tem viajado de Londres especialmente para demonstrar sua botija elétrica Leyden. Se tivermos sorte, poderemos experimentar o fenômeno da eletricidade nós mesmas. ― Watson diz que se uma dúzia de pessoas está em um círculo com as mãos interligadas, o éter elétrico vai viajar ao redor do círculo igualmente. ― disse Sophia ― Parece absurdo para mim, mas se acontecer, não quero ser a única a perder. ― Mas você acabou de chegar aqui. ― Alistair rosnou. Quando Sophia e Miss McDonald chegaram, ele se irritou, mas agora sentia inexplicavelmente necessidade de pôr para fora sua súbita deserção. ― Você sempre pode vir com a gente irmão. ― Sophia ergueu as sobrancelhas em desafio por trás de seus óculos. Abigail de repente ficou muito quieta. ― Acho que não. ― Alistair murmurou, olhando para a criança. O que a afligia? ― Mas você pode, pelo menos, vir nos visitar no próximo Natal. ― Miss McDonald arriscou. Alistair não respondeu. O Natal estava muito longe. Olhou para Helen, que, inexplicavelmente, corou. Por que planejar o futuro, quando não detinha nenhuma alegria para ele? Melhor ficar aqui e aproveitar Helen enquanto ela o deixasse. Seu futuro triste solitário podia esperar.

Naquela noite, Helen se encontrou esgueirando-se pelas escadas do castelo como um ladrão. Ou uma mulher com intenção de um encontro marcado que, por acaso,

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era ela. Pareceu levar horas para as crianças adormecerem, mesmo depois de ter lido todos os quatro contos de fadas. Abigail em particular tinha sacudido e se virado. Ela também insistiu em levar o filhote para a cama com ela e seu irmão, e nada que Helen disse iria dissuadi-la. Quando ela adormeceu, estava abraçando o pequeno animal junto de sua bochecha. Felizmente, o filhote não parecia se importar. Helen franziu a testa agora enquanto ia pelo corredor superior escuro na ponta dos pés. Pensou que Abigail estava começando a relaxar no castelo. Parecido tão feliz na pesca da manhã. Mas agora ela estava mais melancólica do que nunca. A coisa mais frustrante que aprendeu sobre sua filha ao longo dos anos é que ela não era boa atormentando-a para lhe dizer qual era seu problema. Abigail precisava tomar seu próprio tempo para revelar o que a estava incomodando. Claro, que não mitigando a culpa maternal, Helen sentiu por não saber o que estava incomodando sua filha. Às vezes, tinha observado outras meninas, bonitas, despreocupadas, meninas falantes, e se perguntava por que sua própria filha era tão mal-humorada e sensível. E então olhava para a palidez, preocupada e o pequeno rosto de Abigail e uma onda de amor levantava sobre ela. Esta era sua filha, difícil ou não. Não conseguia mais parar de amá-la do que cortar seu próprio braço. Helen parou fora do quarto de Alistair. Amor, físico e emocional, era a queda de sua vida. Iria simplesmente se deixar afundar de volta na devassidão, pela busca por Alistair? Sabia que a maioria certamente achava que sim. Mas havia uma diferença fundamental entre o que pretendia fazer com Alistair e que fez com Lister. Nunca esteve no controle com Lister. Ele foi o único a marcar o ritmo, para tomar todas as decisões. No entanto, por mais arrogante e grosseiro que Alistair pudesse parecer, não estava tomando qualquer decisão por ela. Esta foi escolha dela e só dela. Respirando fundo, bateu suavemente na porta. Silêncio. Ela se mexeu, esfregando um pé de chinelo frio sobre o outro. Talvez ele não tivesse ouvido. Talvez nem estivesse aqui. Talvez tivesse ido para a sua torre passar a noite ou esquecido sua promessa nesta tarde ou mudou de ideia. Meu Deus! Que vergonha se...

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A porta abriu de repente, e Alistair a agarrou pelo braço e a puxou para dentro do quarto. Ela deu um grito assustado. ― Shh! ― Ele franziu a testa para ela, mesmo quando desamarrou seu roupão. O quarto estava escuro, apenas algumas velas foram acesas, e o fogo tinha morrido em brasas. Alistair usava uma bata tipo indiana, listrada de azul e preto, que estava desgastada nos punhos. Seu cabelo escuro estava baixo, e percebeu que suas bochechas estavam úmidas. Ele havia se barbeado para ela. A percepção enviou um arrepio de prazer através de seu interior. Ficou na ponta dos pés para correr os dedos pelo cabelo e achou um pouco úmido. Ele tinha se banhado por ela também. ― Amo o seu cabelo. ― Ela murmurou. Ele piscou. ― Você ama? Ela assentiu com a cabeça. ― Sim. ― Bem, isso é... ― ele franziu a testa como se incapaz de pensar no que dizer. ― E amo a sua garganta. ― Ela deu um beijo ali, sentindo a batida do seu pulso sob seus lábios. Ele não estava usando uma camisa por baixo da bata, e seu peito estava deliciosamente disponível. ― Você gostaria, ah, de um pouco de vinho? ― Ele perguntou. Sua voz se aprofundou quando ela beijou para baixo no V solto da bata. ― Não. ― Ah. ― Ele rapidamente se inclinou e a pegou nos braços. ― Assim está bem, suponho. Não quero também. ― Ele deu três passos de gigante e a depositou em sua grande cama. Ela se afundou um pouco, e então ele fez a cama mergulhar mais apoiando o joelho no colchão. Ela se sentou e colocou uma palma de restrição em seu peito. ― Tire isso. ― as sobrancelhas dele se ergueram. ― Por favor. ― disse ela docemente.

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Ele bufou, mas rolou para fora da cama para descartar a bata. E lá estava seu peito, tão lindo como se lembrava. Amplo, forte e peludo, mas desta vez foi melhor que a última vez que vislumbrou seu peito, na noite em que ele trouxe Poças para casa, porque desta vez podia tocá-lo também. E pretendia. Quando ele voltou para montar na cama novamente, ela balançou a cabeça para ele. Ele fez uma pausa. ― Não? Ela sacudiu os dedos imperiosamente para a parte inferior de sua anatomia. ― As calças também, por favor. Isso lhe fez uma carranca. Então, ela simplesmente tirou o roupão. Debaixo ela usava uma camisa. Ela deixou cair o ombro e a manga escorregou. Ele olhou fixamente para o meio seio revelado e se apressou em retirar suas calças. Ele fez uma pausa, seus dedos na cintura de sua roupa de baixo, para olhála. Ela arqueou uma sobrancelha e lentamente puxou a fita do decote de sua camisa. Com a gola aberta, revelando plenamente que um seio. Ele inalou e debulhou sua roupa de baixo, meias e sapatos. Em seguida, ele se endireitou, nu e gloriosamente excitado. Helen engoliu em seco, olhando para essa parte de sua anatomia. Isto estava precisamente bem já que não tinha conseguido uma visão completa esta tarde, porque ele era maior do que Lister, consideravelmente maior. Seu pênis estava orgulhosamente ereto, magníficas veias pulsavam sobre o eixo, a cabeça brilhante e quase roxa. Abaixo, as bolas dele estavam apertadas e pesadas entre suas coxas musculosas. Ela suspirou. Ele limpou a garganta. ― Acredito que é a sua vez. ― Oh! ― Ela esqueceu completamente o jogo que estava jogando. Rapidamente se ajoelhou na cama e tirou a camisa sobre a cabeça. O olhar dele imediatamente caiu para seus seios, e um sorriso malicioso torceu o canto de sua boca. ― Aí estão eles. Ela olhou para si mesma. ― Você está se referindo ao meu seio?

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Ele caminhou para frente e colocou um joelho na cama. ― Estou. Ela franziu a testa um pouco. ― Você parece um pouco... possessivo. ― Realmente! ― ele se inclinou e lambeu um mamilo, fazendo-a inalar bruscamente. ― Você tem os seios mais esplêndidos que eu já tinha visto. ― Obrigada. ― disse ela quase sem fôlego ― Posso comentar sobre partes de sua anatomia também? ― Mmm... ― ele murmurou contra seu seio, enviando pequenos arrepios em sua espinha. ― Apesar de não saber o que você gostaria de encontrar para lhe interessar. Meu corpo não é bonito como o seu. ― Claro que é! ― Disse ela, surpresa. Ele arqueou uma sobrancelha com ceticismo. ― Meu corpo é grande, feio e peludo, como todos os homens. ― Seu corpo é grande e bonito e, sim, peludo. E não sei sobre a maioria dos homens, mas para mim é muito bonito. ― Ela passou a mão em seu peito ― Adorável e peludo. Gosto da maneira como seu pelo é tão grosso aqui... ― Deu um tapinha no peito dele, ― e depois diminui aqui... ― Arrastou os dedos sobre seu estômago ― e, em seguida, eles engrossam novamente aqui em baixo, onde... Mas não foi autorizada a terminar. Mesmo quando ela agarrou a parte mais masculina dele, ele a pegou pelos ombros e a empurrou de volta na cama, beijando-a com bastante maestria. Quando ele levantou a cabeça para respirar, ela olhou para ele com reprovação simulada. ― Não tinha terminado. ― Bem, eu estava prestes a... ― Ele murmurou. Ela sorriu e apertou suavemente o pênis que ainda segurava. Os olhos dele se fecharam por um momento e então se abriu mais brilhante do que antes. ― E se você quer que isso dure mais de um minuto, você vai desistir de fazer isso. ― Ele gentilmente esvaziou sua mão e empurrou sua coxa musculosa entre as pernas dela.

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Ela podia sentir o pelo em sua perna esfregando contra sua carne úmida. Ela engoliu em seco e se arqueou, movendo sua pélvis contra ele. ― Bruxa. ― Ele sussurrou contra pescoço dela. Ele pressionou para baixo mais firme, segurando-a quase imóvel enquanto lambia sobre o mamilo de um seio. Tomou este em sua boca e chupou sem pressa, como se tivesse todo o tempo do mundo para saboreá-la. Helen se contorceu. ― Pare com isso. ― Ele rosnou, sua voz vibrando contra sua pele úmida. ― Mas quero mexer. ― Ela engasgou. ― Mas quero provar seus mamilos. ― Ele respondeu, e mudou-se para a outra mama. Olhou para baixo, vendo apenas a pele escura e cabelo mais escuro movendose sobre seu corpo branco. Um arrepio de antecipação erótico a sacudiu. ― Acho que está obcecado com seios. ― Não. ― Ele murmurou, alavancando-se um pouco para que pudesse embalar ambos os seios em suas mãos grandes. Ele agitou seus mamilos à indolentemente enquanto falava, e ela mordeu o lábio. ― Tenho uma obsessão com seus seios. Quero lambê-los, chupa-los, talvez... ― Ele se inclinou para raspar os dentes do lado de uma curva do seio sensível ― mordê-los. ― Morder? ― ela chiou. Ele sorriu, devagar e com maldade. ― Mmm. Morder. ― E ele abaixou a cabeça para pegar o mamilo delicadamente entre seus dentes. Prendeu a respiração, a ameaça fazendo-a se apertar internamente. Ele olhou em seus olhos, seu cabelo caindo para frente, como um pirata, sobre seu rosto, e passou sua língua contra a ponta de seu mamilo. Seus seios sempre foram extremamente sensíveis. Helen podia sentir sua respiração vindo mais rápido e mais rápido, ele torturava aquele mamilo. Mas quando ele fechou os olhos e o chupou em sua boca, atraindo fortemente, ela apertou as coxas em torno de sua perna grande e segurou. Por longos minutos, apaixonados, ele lambeu,

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chupou e mordeu seus mamilos até que eles estavam inchados, vermelhos e brilhando com a sua saliva. Ela se moveu agitadamente debaixo dele, totalmente excitada ainda incapaz de realizar completamente. Ele ergueu-se sobre ela e estudou o que fez com ela. Suas maçãs do rosto altas tinham um rubor entre elas, sua pálpebra abaixada preguiçosamente, e seus lábios estavam ainda avermelhados de suas ministrações que foram realizadas em uma linha quase cruel. ― Você parece um sacrifício pagão. ― Ele rosnou baixo ― Preparado e colocado para fora por algum deus para... ― Ele se aproximou e sussurrou em seu ouvido ― foder. Ela gemeu ante a palavra proibida. Ninguém nunca tinha falado com ela assim, feito amor com ela assim. Estava em um frenesi de necessidade negligenciada. ― Toque-me. ― Ela implorou, tentando alargar as pernas de modo que parte dela pudesse esfregar contra sua coxa. Ele inclinou a cabeça, estudando-a como se fosse um espécime particularmente interessante. Apenas o comprimento de dura rocha de seu pênis, pressionando contra sua coxa, desmentiu o seu desapego. ― Não sei se você está pronta. ― Ele murmurou. Ela olhou. ― Estou pronta. ― Você está? ―Ele lambeu o lado de seu pescoço, provocando arrepios de ansiedade ao longo de sua pele sensível. ― Não gostaria de engatar você muito rapidamente. Você pode não sentir o efeito completo do nosso fazer amor se eu fizer. ― Você... ― Ela ofegava meio histericamente ― É um demônio. Ele sorriu quase infantilmente. ― Sou? ― Siiimmm. ―Seu consentimento terminou em um gemido porque ele mudou de repente, trazendo seu pênis em contato direto com suas dobras encharcadas. ― Oh. ― Você gosta disso? ― Ele perguntou solicitamente. Ela poderia apenas acenar enquanto ele lentamente arrastava a si mesmo para ela. Ele empurrou com um movimento pequeno, controlado, seu pênis entubando contra ela. Ela engoliu em seco, nem mesmo se preocupou com os sons molhados, espremendo que eles fizeram.

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― Então, ― ele ronronou ― talvez você esteja pronta. Por isso. ― E ele recuou e empurrou-se de corpo inteiro dentro dela. Ela arqueou o pescoço com o choque, a emoção de ser preenchida tão de repente. Em seguida, ele foi engatando a si mesmo, empurrando para além as pernas dela, para seu ponto mais aberto e se deixando cair sobre ela. Para baixo contra seu clitóris. Oh, felicidade! Ela estava incoerente, o discurso passou, o pensamento passou, a humanidade passou. Todo o seu ser estava centrado lá, experimentando, recebendo seu requintado amor. Nem soube quando começou a gozar. Foi uma longa e interminável implosão de calor. Tremia incontrolavelmente. E em algum lugar, em algum momento, durante tudo isso, ela o ouviu rosnar e abriu seus olhos. Ele estava de braços esticados, alavancado por cima dela, olhando para ela enquanto ele fazia amor com ela. Mas agora não havia nenhuma maneira de confundir sua expressão por desinteresse. Agora, seu lábio superior para trás em um sorriso de escárnio erótico. Agora, seu rosto resplandecia com esforço e suor. Agora seu único olho brilhava com escura intenção. Intenção masculina. Enquanto ela o observava, ele acelerou suas estocadas até o leito bater contra a parede. Ela abriu as pernas mais longe e o envolveu sobre seus quadris, observando sua luta até que seu rosto se contorceu como se estivesse em agonia. Um grito rasgou de sua garganta, e empurrou contra ela uma última vez. E sentiu sua força enchê-la com ardor.

Alistair jogou para o lado um braço cedo na manhã seguinte, procurando algo que ele queria, num nível instintivo, e isto não estava até que ficou totalmente acordado, quando percebeu que era Helen, ele a procurou e que ela não estava lá. Suspirou e

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esfregou o rosto com uma mão. Ainda usava o tapa-olho da noite anterior, e coçava. Rompeu-o e o jogou de lado e depois somente colocou ali na meia-luz da manhã. Sua cama cheirava a sexo e Helen. Ela tinha saído em algum momento na noite anterior. Ele ficou tão extenuado do amor feito por eles que não estava nem totalmente certo de quando. Claro, ela teve que sair. Havia as crianças a pensar, decoro, e sua irmã ainda no castelo, mas porra queria que ela estivesse aqui agora. Não apenas para que ele pudesse fazer amor com ela novamente, embora quisesse isso também, mas também queria repousar com ela. Sentir suas curvas quentes contra seu corpo. Segurá-la em seus braços enquanto dormia e acordar para encontrá-la ainda ali. Então ela o deixou. Porque embora ela nunca dissesse nada, sabia que ela não era o tipo de mulher que poderia viver apenas para o momento. Cedo ou tarde, começaria a se perguntar sobre o futuro, talvez, questionar se poderia passar com ele. E então, inevitavelmente, descobriria que ele não tinha nenhum futuro para oferecer a ela. Então ela iria deixá-lo. Pensamento ameaçador. Ele empurrou-o de lado, pelo menos para o momento, porque aprendeu que não adiantava lutar contra o destino. Eventualmente, ela iria deixá-lo, eventualmente, ele iria chorar por ela, mas não hoje. Jogou as cobertas, lavouse, amarrou o tapa-olho com cuidado, e se vestiu. Sophia havia dito que estaria partindo esta manhã, e esperava que ela estivesse lá embaixo, esperando impacientemente enquanto as malas fossem colocadas na carruagem. O corredor lá embaixo estava deserto, no entanto, quando deu um passo para ele. Ele verificou a carruagem na frente, mas, embora a carruagem esperasse lá, sua irmã não apareceu. Talvez estivesse tomando café da manhã. Caminhou de volta para o castelo e fez o seu caminho para a sala de jantar, onde encontrou uma das servas, que arrumava a prataria. Ela fez uma reverência quando o viu. ― Onde está Miss Munroe? ―Ele perguntou. ― Ela não desceu senhor. ― Respondeu à serva.

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Alistair sorriu. Sophia tinha dormido demais, uma raridade e uma ocasião de gozação. ― Suba, por favor, e desperte a ela e Miss MacDonald. Minha irmã queria fazer um rápido início esta manhã. ― Sim, senhor. ― A serva fez uma reverência novamente e correu para fora da sala. Alistair encontrou uma cesta de pães quentes sobre o aparador e pegou um, então andou pelo corredor novamente. Queria estar presente quando sua irmã fizesse sua entrada tardia. Ele mastigava o pão, passeando pelo corredor em direção a cozinha, e então ele ouviu. O som enviou um frio formigamento em suas costas e transformou o pão em sua boca em cinzas. Chorando. Uma criança chorando. Helen não tinha chegado a esta parte do castelo ainda, e havia vários quartos não utilizados fora do antigo corredor. Ele andou de porta em porta até encontrar aquele som abandonado, e então abriu. A sala estava escura, partículas de poeira flutuavam no raio fraco do sol rastejando de uma janela suja. No começo, ele não podia vê-la, até que ela se mudou e choramingou. Abigail estava agachada em um canto, ao lado de um sofá coberto por um lençol drapeado, o filhote apertado em seus braços. Ele começou a avançar lentamente, sem ter certeza do problema ou se poderia fazer algo sobre isso. Com o canto do olho, ele viu Wiggins se esgueirando para outra porta no final da sala. Vermelho tomou conta de sua visão. Ele não tinha nenhuma memória do movimento, nenhuma memória da intenção, mas no seguinte, quando estava consciente, tinha o pescoço magro de Wiggins em suas mãos, e ele estava estrangulando a vida do homem e batendo sua cabeça contra as lajes do corredor. ― Alistair!

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Alguém por perto chamou o seu nome, mas ele estava interessado apenas na imunda face, face avermelhando na frente dele. Como ele se atrevia? Como ele ousou tocá-la? Ele não faria isso novamente. Nunca, nunca mais. ― Alistair! Uma suave palma feminina foi tocou contra seu rosto marcado. Pressão suave virou sua cabeça. Então, ele estava olhando nos olhos harebell azuis. ― Não, Alistair. Deixa-o ir. ― Abigail. ― ele murmurou. ― Ela está bem. ― Helen disse lentamente. ― Não sei o que ele disse a ela, mas não a machucou fisicamente. Aquilo, enfim, era a única coisa que restaurou razão para seu cérebro. Ele abruptamente deixou ir, diretamente e dando um passo atrás. Só então ele viu que Sophia e Miss McDonald estavam no fundo das escadas, ainda em seus roupões. Miss McDonald tinha um braço em torno de um Jamie com os olhos arregalados. Helen tremia só em uma camisa. Ela deve ter descido as escadas correndo, sem sequer parar para colocar em um roupão de senhora. E Abigail estava atrás dela, com o rosto de lágrimas mantidas enquanto ela segurava o filhote nos braços. Ele respirou fundo para firmar a voz e perguntou baixo. ― Ele tocou em você? Abigail balançou a cabeça em silêncio, seus olhos se encontraram com os dele. Ele balançou a cabeça e olhou para trás para Wiggins, que estava ofegante no chão do hall. ― Saia. Saia do meu castelo, desapareça das minhas terras, e certifiquese de nunca mostrar seu rosto perto de mim novamente. ― Você vai se arrepender disso! ― disse o pequeno homem com voz áspera ― Veja se você não fizerdes. Estarei de volta. Vou levar essa putinha... Alistair cerrou os punhos e deu um passo na direção dele. Em um flash, Wiggins estava de pé e correndo para fora das portas do castelo. Ele fechou seus olhos, tentando recuperar sua máscara civilizada, e sentiu bracinhos cercarem sua cintura.

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Ajoelhou-se, seus olhos ainda fechados, e envolveu aquele pequeno corpo em seus braços. ― Nunca mais... ― ele sussurrou em seu cabelo, tão igual de sua mãe. ― Nunca vou deixar outro te machucar novamente. Prometo.

Capítulo 11 Na noite seguinte, Teller Verdade deixou as andorinhas saírem de sua gaiola por uma terceira vez. O feiticeiro mal tinha corrido a partir do pátio, quando o monstro se transformou em Princesa Simpatia, e Teller Verdade se aproximou da jaula. ― Como eu posso libertá-la? ― ele perguntou. A princesa balançou a cabeça. ― É uma tarefa perigosa. Muitos tentaram e todos falharam. Mas Teller Verdade simplesmente olhou para ela e disse: ― Diga-me. A princesa suspirou. ― Se tiver que fazer isso, você deve primeiro drogar o feiticeiro. Nessas montanhas cresce uma pequena flor roxa. Deve reunir os gomos desta flor e moê-las em um pó. Quando chegar a hora, sopre o pó no rosto do feiticeiro, e não será capaz de impedi-lo durante o tempo que a luz da lua estiver sobre dele. Tome o seu anel branco-leitoso e traga-o para mim. Por último, você deve ter prontos dois cavalos, os mais rápidos que você puder encontrar, para que possamos fugir dele. ― Teller Verdade assentiu. ― Eu vou fazer essas coisas, eu juro... Do TELLER O VERDADEIRO

Helen observou Alistair envolver Abigail em seus braços, e algo retorceu e arrombou em seu coração. Ele segurou Abigail tão ternamente. Era impossível não fazer a comparação óbvia. Alistair segurava a menina como um pai faria. Exceto que

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seu verdadeiro pai nunca a segurou. A visão a abalou em seu interior. Ele fez amor com ela, como se fossem os únicos no mundo na noite passada, e agora ele consola a sua filha com ternura. Percebeu com um choque que estava se apaixonando por ele, esse carrancudo mestre solitário do castelo. Talvez já estivesse apaixonada por ele. E o seu coração bateu mais rápido em pânico. Se havia uma coisa que tinha aprendido em sua caótica, ilógica, vida tola, era o seguinte, o amor a fez tomar decisões incrivelmente estúpidas. Decisões que colocam ela e seus filhos em perigo. Somando-se a isso, o pensamento desagradável foi outra terrível percepção. Ainda estava confusa, atordoada e assustada acordando de um sono, mas sabia em sua alma que Alistair salvou sua filha. Salvo quando ela falhou. Ela fechou os olhos enquanto um soluço estremeceu através de seu corpo. ― Tome-o. ― Miss Munroe disse rispidamente, jogando lhe um manto sobre os ombros. ― Você está fria. ― Eu sou uma boba... ― Helen sussurrou ― nunca pensei que... ― Não castigue a si mesma até que você tenha falado com a menina. ― disse Sra. Munroe. ― Não vejo como não posso. ― Enxugou os olhos com a manga. ― Realmente não sei. ― Mama. ― Jamie, inexplicavelmente, enfiou-se entre elas e agarrou suas saias. ― Está tudo bem Jamie. ― Ela deu uma última fungada e determinadamente se endireitou. ― O café da manha deve estar pronto. Vamos todos ficar bem vestidos, e então nós poderemos comer. Isso vai nos fazer sentir melhor. Alistair a olhou sobre a cabeça de Abigail. Ele ainda não estava totalmente se recomposto. Seus olhos brilhavam com uma violência selvagem. Ele estava no ato de matar Sr. Wiggins quando ela chegou ao salão. Mesmo agora, não tinha certeza de que ele teria parado por conta própria se ela não o tivesse obrigado a olhar para ela. Ela estremeceu. A evidência desta incivilizada parte primitiva dele deveria assustá-la. Mas,

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estranhamente, em vez de deixá-la com medo, esse lado selvagem dele a fez se sentir segura. Segura de uma maneira que não sentia desde que foi uma criança que vivia na casa de seu pai. No passado quando as complicações da vida adulta ainda não haviam penetrado sua vida. Estremeceu, sabendo que estava vulnerável agora ― muito vulnerável. Estava inundada de emoções conflitantes, e isso a deixava indefesa. Precisava sair, mesmo que apenas por algum tempo e se recompor. Engoliu em seco, e tomando a mão de Jamie, deu a outra para Abigail. ― Vem, meu amor. Vamos resolver nós mesmos. Abigail colocou a mão na dela, e Helen teve que parar de apertar com muita força. Queria correr os dedos sobre a cabeça de sua filha, olhá-la nos olhos, e ver por si mesma que Abigail estava bem, mas, ao mesmo tempo, não desejava adicionar ela o trauma. Melhor se acalmar e questioná-la com cuidado. ― Estaremos de volta em poucos minutos. ― disse ela ao Alistair, sua voz tremendo um pouco. Então, levou seus filhos para o quarto. Jamie tinha aparentemente se recuperado de qualquer preocupação que lhe tinha atormentado. Apressou-se em suas roupas e, em seguida, sentou-se na cama com o filhote. Enquanto isso, Helen derramou água da jarra sobre a cômoda em uma bacia. Pegou um pano, molhou e limpou suavemente o rosto de Abigail. Fazia anos desde que tinha ajudado Abigail a se vestir. A Sra. Cummings fazia essa tarefa em Londres, e em sua jornada ao norte Abigail se vestiu na maior parte por si mesma. Mas esta manhã, Helen cuidadosamente lavou as manchas de lágrimas do rosto de sua filha. Levou Abigail a se sentar e, em seguida, se ajoelhou a seus pés para rolar suas meias, amarrando as ligas acima dos joelhos cuidadosamente, cada movimento deliberado e calmo. Ajustou a base da anágua e saia de Abigail, fixando-as na cintura. Quando pegou o corpete Abigail finalmente falou. ― Mamãe, você não precisa. ― Eu sei querida. ― Helen murmurou ― Mas isto é uma coisa engraçada que às vezes as mães desfrutam vestindo suas filhas. Você pode me satisfazer?

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Sua filha assentiu. Suas bochechas recuperaram a fraca cor que geralmente mantinha, e seu rosto já não estava lagrimoso. Os dedos de Helen se atrapalharam com os cordões enquanto se lembrava da expressão terrível no rosto de Abigail, quando chegou ao final das escadas. Querido Deus, se Alistair não tivesse estado lá... ― Não. ― Helen disse suavemente quando o corpete foi atado. ― Dê-me a escova e vou fazer o seu cabelo. ― Você pode trançá-lo e colocá-lo em uma coroa? ― perguntou Abigail. ― É claro. ― Sorriu. Sentou-se em um banquinho. ― Vou fazer de você uma princesa. Abigail se virou, e Helen começou a acariciar a escova pelo cabelo. ― Você pode me dizer o que aconteceu? ― Os ombros magros de Abigail levantaram e ela abaixou a cabeça, como se fosse uma tartaruga retirando em sua concha. ― Sei que você não quer falar sobre isso, ― Helen murmurou ―, mas acho que nós devemos querida. Pelo menos uma vez. E então, se você quiser, nós nunca vamos discuti-lo novamente. De modo que estaria tudo bem? Abigail balançou a cabeça e respirou fundo. ― Acordei, mas você e Jamie estavam dormindo, então levei Poças para baixo. Fui com ele do lado de fora para que pudesse fazer o seu negócio, mas depois vi o Sr. Wiggins, e corri de volta para dentro com Poças e nos escondemos. Ela fez uma pausa, e Helen pousou a escova para dividir o longo cabelo de linho em três partes. ― E depois? ― Sr. Wiggins entrou na sala. ― Abigail disse suavemente ― Ele... Ele gritou para mim. Disse que eu estava espionando. As sobrancelhas de Helen enrugaram. ― Por que ele acha isso? ― Não sei. ― Abigail disse evasivamente. Helen decidiu deixar isso passar. ― Então o que aconteceu? ― E... E eu chorei. Não queria, tentei não chorar, mas não conseguia me controlar. ― Confessou miseravelmente. ― Odiei chorar na frente dele.

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A boca de Helen apertou, e se concentrou em trançar os cabelos de Abigail. Por um breve momento feroz, desejou que Alistair tivesse matado Sr. Wiggins. ― Então, Sir Alistair entrou, ― Abigail continuou ― e ele me viu e viu Sr. Wiggins, e, mamãe, ele se moveu tão rápido! Ele tomou Sr. Wiggins pelo pescoço e o arrastou da sala, e eu nem sabia o que estava acontecendo até que fui para o corredor, e então você, Jamie e Miss Munroe estavam lá, e você disse a Sir Alistair que devia parar. ― Respirou fundo no final desta recitação. Helen ficou em silêncio por um momento, pensando. Terminou a trança e pôs de lado a escova. ― Mantenha os grampos, ― ela murmurou ― enquanto faço a sua coroa. ― Colocou os grampos na mão de Abigail e começou a envolver a trança no alto da cabeça de sua filha ― Obrigada, querida. ― Aceitou um grampo de Abigail e o colocou cuidadosamente na trança para ancorá-la. ― Estava me perguntando se alguma coisa aconteceu na sala onde você se escondeu com Poças? ― Abigail ficou muito quieta enquanto ela fazia seu penteado, mas seus olhos estavam reduzidos para os grampos em sua mão. O coração de Helen perdeu uma batida. Algo parecia estar obstruindo sua garganta, e teve que limpá-la antes de continuar. ― O Sr. Wiggins tocou em você de qualquer modo? Abigail piscou e olhou para cima, seus olhos perplexos. ― Tocou-me? Oh, Deus. Helen fez sua voz casual. ― Colocou a mão em você querida? Ou... Ou tentar beijá-la? ― Ecaaa! ― O rosto de Abigail torceu em uma máscara de desgosto horrorizada. ― Não, mamãe! Ele não queria me beijar, queria me bater. ― Mas por quê? ― Não sei. ― Abigail desviou o olhar. ― Ele disse que ia, mas, em seguida, Sir Alistair entrou e arrastou-o para fora. A obstrução na garganta abruptamente desapareceu. Helen engoliu em seco e perguntou, para ter certeza absoluta: ― Então, ele não a tocou absolutamente?

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― Não, eu disse a você. Sir Alistair chegou antes que o Sr. Wiggins pudesse chegar perto de mim. Não acho que ele queria me beijar, quando ele estava com tanta raiva de qualquer maneira. ― Abigail olhou para ela como se ela estivesse bastante louca. E Helen nunca ficou tão feliz em toda a sua vida por ter pensamento estúpido. Colocou o último grampo, Abigail se virou para encará-la, e a abraçou, tomando cuidado para não apertar tão firmemente como realmente queria. ― Bem, estou contente que Sir Alistair chegou até você. Não acho que nós vamos ter que nos preocupar com Sr. Wiggins novamente. Abigail se contorcia. ― Posso olhar no espelho? ― É claro. ― Helen abriu os braços e deixou sua filha livre. Abigail correu para um espelho antigo sobre a cômoda. Ela ficou na ponta dos pés, virando a cabeça, primeiro para um lado e depois o outro, para ver a sua coroa de tranças. ― Estou com fome. ― Jamie anunciou, saltando para fora da cama. Helen balançou a cabeça rapidamente e se levantou. ― Deixe-me vestir e vamos ver o que a Sra. McCleod tem de café da manhã. ― começou sua toalete com um coração consideravelmente mais leve, apesar de uma pequena parte de seu cérebro ponderar sobre a evasão de Abigail. Se o Sr. Wiggins queria bater na menina, o que ela estava escondendo? ― Temos que encontrar um nome para o filhote. ― Sir Alistair murmurou para ninguém em particular no final da tarde. Engatou sua antiga mochila por cima do ombro. Fez uma pausa na crista de uma pequena colina para assistir Jamie e Abigail rolarem para o outro lado. Jamie se jogou no chão e rolou com completo abandono, ignorando tanto a possíveis obstáculos como a direção seu pequeno corpo disparou. Abigail, ao contrário, cuidadosamente dobrando suas saias sobre as pernas antes de deitar, com os braços sobre a cabeça, e lentamente enrolada em uma linha reta até o morro.

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― Você não gosta do nome Poças? ― Perguntou Helen. Ela inclinou o rosto para a brisa e parecia bastante angelical. No entanto, ele lançou-lhe um olhar sombrio. ― O animal vai morrer de humilhação, uma vez que ele tenha idade suficiente para entender o seu nome. Ela olhou desconfiada para ele. ― Entender o seu nome? Ele ignorou o olhar. ― Um cachorro, especialmente um cão-macho precisa de um nome digno. Ambos assistiram quando o filhote, correndo animadamente desceu o morro depois das crianças, tropeçou em suas grandes patas e rolou para baixo sob um monte de orelhas longas e pele enlameada. O cão se levantou, sacudiu-se, e começou a subir o morro novamente. Alistair fez uma careta. ― Este cão em particular precisa de um nome digno. Helen riu. Ele sentiu sua boca torcer em um sorriso relutante. Foi um belo dia, depois de tudo, e ela e as crianças estavam a salvo. Para o momento era o suficiente que Wiggins não tinha tocado Abigail com intenção lasciva, mas tinha apenas assustado o juízo dela. Quando Helen lhe contou, pouco antes de eles se sentar para o café da manhã, sentiu um terrível alívio do peso no peito. Sophia, que também fez parte da conversa sussurrada, tinha apenas balançado a cabeça e murmurado, ― bom. ― Antes de provar o mingau, bacon e ovos que a Sra. McCleod preparou. Pouco tempo depois, ela e Miss McDonald partiram para Edimburgo. Ele viu a carruagem desaparecer em seu caminho com uma mistura de sentimentos. Gostava de brigar com sua irmã. Tinha esquecido o quanto gostava de sua companhia, mas estava feliz por ter o castelo para si mesmo e Helen novamente. Os olhos de Sophia eram muito, muito perspicaz. Passou o resto da manhã no trabalho produtivo, mas durante o almoço, Jamie havia falado em voz melancolicamente sobre os texugos que foram incapazes de

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encontrar no dia anterior. Isso levou a uma sugestão de um passeio à tarde, e agora Alistair se viu abandonando seu trabalho e caminhando no campo. ― Você disse que iria deixar as crianças nomeá-lo. ― Disse Helen agora. ― Sim, mas também especifiquei que Poças não era um nome. ― Hmm. ― seus lábios tremeram e depois firmaram. ― Não agradeci por esta manhã. Ele encolheu os ombros. ― Não há necessidade. Na parte inferior do morro, Abigail com cuidado firmou seus pés e sacudiu as saias. Milagrosamente, não tinha manchas de grama sobre ela como se não tivesse descido o morro várias vezes. Helen ficou em silêncio ao lado dele por um momento, e então se aproximou e pegou a mão dele, a ação oculta por suas saias. ― Estou tão feliz que você estava lá para protegê-la. ― Ele olhou para ela. Ela estava assistindo Abigail com um olhar melancólico nos olhos. ― Ela é muito especial, você sabe, não em tudo o que esperava de uma filha, mas então suponho que todos nós devemos aceitar o que Deus nos concede. Ele hesitou por um momento. Realmente não era de sua conta, mas depois disse rispidamente. ― Ela teme que não conte com a sua aprovação. ― Minha aprovação? ―Ela olhou para ele, confusa ― Abigail lhe disse isso? ― Ele acenou com a cabeça. Ela suspirou. ― Eu a amo demasiadamente, claro que sim, ela é minha filha, mas nunca a entendi. Ela tem esse estado de espírito, tão melancólico para alguém tão jovem. Não é que o desaprovo, é que gostaria de saber como fazê-la feliz. ― Talvez você não precise. Ela balançou a cabeça. ― O que você quer dizer? Ele deu de ombros. ― Não sou nenhuma autoridade, mas, talvez, não haja necessidade de tentar 'fazê-la feliz. Afinal, essa tarefa é, finalmente, aquela que vai levar à derrota. Ninguém pode fazer Abigail feliz, apenas ela mesma. Talvez você só precise amá-la. ― Ele olhou em seus olhos tristes harebell azul ― E você já faz.

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― Sim. ― os olhos dela se arregalaram ― Sim, eu faço. Ele desviou o olhar e sentiu o aperto de seus dedos antes que ela deixasse cair sua mão. ― Venham, crianças. ― ela chamou, e começou a descer a colina. Ele olhou para ela, as saias balançando enquanto descia o morro, seus quadris se movendo em um ritmo sedutor suave, uma mecha de cabelo dourado pálido voando debaixo da aba larga do chapéu. Ele piscou os olhos como se estivesse acordando de um sonho e seguiu aqueles quadris balançando lentamente. ― Onde estão os texugos. ― Perguntou Jamie. O garoto pegou sua mão, aparentemente sem pensar. Alistair inclinou o queixo para frente. ― Apenas lá ao longo da colina. Eles foram cercados por morros ondulantes suavemente cobertos em baixo por junco e urze, o horizonte claro, tanto quanto os olhos pudessem ver. Mais ao oeste, um rebanho de ovelhas pastava como pontos de baixo das colinas verdes e roxo. ― Mas nós fomos ali ontem, ― Abigail protestou ― e Miss Munroe não conseguiu encontrar os texugos em qualquer lugar. ― Ah, mas isso é porque ela não sabia para onde olhar. Abigail deu-lhe um olhar duvidoso, e ele foi duramente pressionado a não sorrir de sua dúvida. ― Poças não quer mais andar. ― Jamie anunciou. ― Como você sabe? ― Abigail franziu o cenho para o filhote, que, tanto quanto Alistair podia ver, parecia perfeitamente capaz de andar. ― Simplesmente sei. ― Jamie respondeu. Pegou o filhote nos braços. ― Ufa. Ele está ficando grande. Abigail revirou os olhos. ― Isso é porque você deu a ele o resto de seu mingau esta manhã.

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Jamie começou a dizer algo, em vez acaloradamente, mas Alistair pigarreou. ― Encontrei uma poça na cozinha nesta manhã que suspeito Poças pode ter feito. Atenção em levá-lo para fora é por sua conta crianças. ― Nós vamos. ― disse Abigail. ― Já pensaram em um nome para ele? Ele não pode ser Poças para o resto de sua vida. ― Bem, eu pensei em George, em homenagem ao rei, mas Jamie não gosta. ― É um nome bobo. ― Jamie murmurou. ― E qual é a sua proposta? ― Perguntou Alistair. ― Spot22. ― disse Jamie. ― Ah, bem, isso é... ― Es-tu-pi-do! ― Abigail interveio. ― Além disso, ele é mais manchado do que desigual, e Splotch23 seria um nome ainda mais estúpido. ― Abigail. ― disse Helen ― Por favor, peça desculpas a Sir Alistair por interrompê-lo. Uma lady nunca interrompe um cavalheiro. As sobrancelhas de Alistair subiram neste pedaço de informação. Deu dois passos longos, alcançando-a e inclinando a cabeça perto dela. ― Nunca? ― A não ser que o cavalheiro esteja sendo muito teimoso. ― Ela respondeu serenamente. ― Ah. ― Eu sinto muito. ― Abigail murmurou. Alistair assentiu. ― Segure o filhote apertado agora. ― Por quê? ― Jamie olhou para cima. ― Porque o par de texugos está bem ali. ― Alistair apontou com a bengala. Os texugos viviam em um pequeno monte, coberto de junco. ― Vê a terra recém-cavada? Esse é um dos túneis.

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Ponto ou local, em inglês. Mancha ou borrão, em inglês.

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― Ohhh. ― Jamie agachou para olhar. ― Vamos ver um? ― Provavelmente não. Eles são um pouco tímidos, mas podem matar um cão, especialmente um pequeno se forem desafiados. Jamie abraçou Poças ao peito até que o cachorro chiou e sussurrou com voz rouca: ― Onde você acha que eles estão? Alistair deu de ombros. ― Talvez em sua caverna dormindo. Talvez caçando vermes. ― Vermes? ― Jamie franziu o nariz. Ele acenou com a cabeça. ― Isso é o que eles parecem gostar. ― Olha isso! ― Abigail com muito cuidado se agachou com as saias dobradas sob seu traseiro. Alistair foi para onde ela apontava e viu um pequeno monte negro. ― Oh, bem feito! Você encontrou fezes de um texugo. Atrás dele, Helen fez um som abafado, mas ele a ignorou. Ele se agachou ao lado de Abigail e, tomando um galho, cutucou as fezes principalmente seca. ― Observe estes. ― Ele raspou um par de flocos negros. Abigail olhou mais de perto. ― O que são estes? ― A carapaça de um besouro. ― Ele tirou a mochila e abriu um bolso, mexendo até que encontrou uma pequena botija de vidro. Ele pegou as peças do besouro e deixou-os cair na botija, fechando o topo com uma pequena rolha. ― O que é uma carapaça? ― Perguntou Jamie. Ele estava agachado agora também, sua respiração ansiosamente saia pela boca. ― O escudo exterior duro. ― Alistair cutucou mais um pouco e encontrou um fino osso pálido. ― Oh, que animal é que é? ― Abigail perguntou com interesse. ― Não tenho certeza. ― O osso era apenas um fragmento. Ele segurou-o antes de colocá-lo em outra pequena botija de vidro. ― Possivelmente, um pequeno mamífero, como um rato ou toupeira.

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― Huh. ― Abigail disse, e se endireitou. ― Existem outras pistas para os texugos que possamos encontrar? ― Às vezes, há detritos na terra desenterrada pelo texugo. ― Alistair pegou sua mochila com o espécime e caminhou para mais perto do buraco toca. Um movimento nas profundezas escuras fez parar e pegar o ombro de Abigail. ― Olha. ― Um bebê! ― Abigail respirou. ― Onde? Onde? ― Jamie sussurrou em voz alta. ― Vê ali? ― Alistair baixou a cabeça perto do menino e apontou a direção. ― Coo! Um pequeno rosto listrado preto e branco espreitou da toca com outro empurrão para a posição atrás dele. O texugo congelou, olhando por um momento, e então desapareceu abruptamente. ― Oh, isso foi bom. ― A voz de Helen veio de trás deles. Alistair se virou para encontrá-la sorrindo para ele. ― Melhor do que o estrume, eu acho. O que devemos procurar agora? ― E ela olhou para ele como se fosse a coisa mais natural do mundo passar uma tarde com ele. Compartilhar seus filhos com ele. Ele estremeceu e de repente se virou na direção do Castelo Greaves. ― Nada. Tenho trabalho a fazer. ― Ele se afastou, não esperando por Helen ou seus filhos, consciente de que seu movimento parecia que estava fugindo deles, quando do que fugiu era muito mais perigoso, a esperança para o futuro.

Depois da maneira como Alistair tão rudemente interrompeu seu passeio à tarde, Helen jurou a si mesma que não iria até ele novamente. No entanto, quando bateu meia-noite, se viu rondando pelos corredores escuros do castelo em direção ao seu quarto. Sabia que estava brincando com um fogo particularmente quente, sabia que arriscava a si mesma e seus filhos, e ainda assim não conseguia ficar longe dele. Talvez,

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algumas assaduras, uma parte perpetuamente esperançosa sussurrou, talvez ele vá se abrir para você. Talvez vá crescer para te amar. Talvez vá querer você por sua esposa. Boba, sussurros infantis. Passou metade de sua vida com um homem que nunca realmente se importou com ela, e havia a parte mais difícil e prática que sabia que quando essa coisa com Alistair terminasse, teria que sair com seus filhos. Mas não seria esta noite. Helen hesitou do lado de fora de sua porta, mas de alguma forma ele deve ter a ouvido, mas não tinha batido. Ele abriu a porta, agarrou seu braço e a puxou para dentro. ― Boa noite. ― ela começou, mas ele engoliu sua última palavra com a boca. Seus lábios estavam quentes e tão exigentes que eram quase desesperados. Esqueceu tudo ao seu redor. Então, ele levantou a cabeça e a puxou para a cama. ― Tenho algo para lhe mostrar. Ela piscou. ― O que? ― Sente-se. ― Não esperou por ela obedecer, se virou para remexer na gaveta de sua mesa de cabeceira. ― Ah. Aqui está. ― Ergueu um pequeno limão, não maior do que a ponta de seu dedo polegar. Ela ergueu as sobrancelhas. ― Sim? ― Mandei a Sra. McCleod comprá-lo da última vez que foi ao mercado. Eu pensei... ― Ele limpou a garganta ― Bem, pensei que você pode querer usar um preventivo. ― Um preventivo para... Oh. ― Ela sentiu um calor invadir suas bochechas. Na verdade, desde seus encontros recentes percebeu que não estava fértil naquele momento. Mas uma vez que esta era agora seu terceiro encontro marcado com Alistair, supôs que em pouco tempo teriam que se preocupar em prevenir uma gravidez. Isto foi estranhamente comovente que ele pensasse, e agisse, a preocupação em primeiro lugar. ― Eu nunca... Hum, isso é... ― Ela tardiamente lembrou que deveria ser uma viúva

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respeitável. Presumivelmente, nunca teria ouvido falar de preventivos, em caso afirmativo. Na verdade, o Duque, por vezes, usou invólucros feitos especialmente, embora geralmente não. As maçãs do rosto de Alistair tingiram de um vermelho escuro também. ― Posso te mostrar. Apenas se incline para trás. ― Percebeu o que ele pretendia fazer e queria se opor. Era uma coisa deixá-lo vê-la quando estavam íntimos, mas enquanto ele ainda estava vestido e de pé, era... Indecoroso. ― Helen... ― disse ele calmamente. ― Oh, tudo bem. ― Ela se abaixou na cama e olhou para o teto. Estava deitada horizontalmente sobre a cama, com as pernas penduradas para o lado da cama. Ela sentiu e o ouviu empurrar para cima às saias de seu roupão e camisa, o deslizando a seda contra sua carne num suave sussurro no quarto silencioso. Ele juntou o tecido em sua cintura, e então suas mãos a deixaram. Ouviu-o remexer na mesa lateral novamente e então sentiu o cheiro acentuado de citros. Ela esticou a cabeça para cima e o viu segurando o limão pela metade. Seus olhos encontraram os dela, e então ele se ajoelhou no tapete ao lado da cama. Ela prendeu a respiração. Sua mão quente tocou suas pernas novamente, e percebeu que ele estava incitando suas coxas. Engoliu em seco e abriu suas pernas. ― Mais. ― Murmurou. Ela fechou os olhos. Oh, Deus, estava tão perto de suas partes íntimas. Seria capaz de ver tudo. Seria capaz de sentir o perfume dela. Ela mordeu o lábio e abriu as pernas ainda mais. ― Mais uma vez. ― Sussurrou. E alargou suas pernas até as coxas tremerem. Até as dobras de seu sexo se separaram bem, expondo-a completamente para o seu olhar. Sentiu a mão dele lentamente subir até sua coxa. ― Quando eu tinha quinze anos ― disse ele em tom de conversa ― encontrei um livro de anatomia que pertenceu ao meu pai. Foi muito ilustrativo, especialmente no que diz respeito à forma feminina. ― Ela engoliu em seco. Seus dedos estavam

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penteando delicadamente seus pelos. ― Isso... ―Ele espalhou sua ampla palma da mão sobre seu púbis ― é chamado o monte de Vênus. O monte de Vênus. ― seus dedos desceram abaixo do vinco interior de sua coxa, quase fazendo cócegas. Ela estremeceu. ― Estes são os grandes lábios. ― Ele acariciou o outro lado. Então algo frio e úmido escorreu sobre suas dobras internas. Ela pulou um pouco e sentiu o cheiro do limão, mais acentuada no ar. Ela o sentiu apertar a curva, casca de limão manchando a sua carne. Ele deslizou lentamente através de suas dobras molhadas. ― Estes são os pequenos lábios. Mas aqui... ― Ele circulou o topo de sua fenda com o limão e em seguida, de forma abrupta e chocante, pressionou ― é um problema. ― Um problema? ― Ela chiou. ― Mmm. ― sua voz se aprofundou a uma quase rosnar ― Este é o clitóris. Ele foi descoberto por Signor Gabriele Falloppio em 1561. Helen tentou contemplar suas palavras, enquanto ele continuou a pressionar o limão tão primorosamente contra ela. Seu significado mantido esvaindo. Finalmente, ela encontrou sua voz. ― Você quer dizer... Quer dizer que ninguém sabia de sua existência até 1561? ― Isso é o que pensou Signor Falloppio, embora pareça um pouco, assim, improvável. ― Ele enfatizou improvável batendo fortemente com o limão. Ela engasgou. ― Mas há outro problema, além desse. Você vê, outro anatomista italiano, um homem chamado Colombo, afirmou ter feito a descoberta dois anos antes Signor Falloppio. ― Acho que sinto pena das esposas destes cavalheiros. ― Helen murmurou. Ela estava quente, a pressão constante do limão fresco fazendo-a ansiosa. Excitada. Desejou que ele só fosse terminar e vir fazer amor com ela. Mas Alistair estava, obviamente, sem pressa. ― Em vez disso, você deve sentir pena das esposas cujos maridos não acreditam na existência do clitóris. Ela olhou para o teto. ― Há homens assim?

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― Oh, sim, na verdade. ― Murmurou. Finalmente tomou o limão longe de sua carne sensível, mas agora se sentia ao contrário, desprovida. ― Alguns duvidam que não haja tal coisa. ― e ele colocou o limão pela metade lentamente dentro dela. Ela engasgou com a sensação. O citros frio, os dedos quentes. Ele torceu dentro dela, fez algo, e então retirou seus dedos, deixando o limão em seu interior. ― Há aqueles que duvidam que uma mulher sinta qualquer sensação absolutamente quando estimulada aqui. ― Ele passou o dedo para cima através de suas dobras novamente até que bateu mais uma vez com ele no clitóris. ― Acho que eles são loucos, é claro, mas um cientista sempre testa suas teorias. Vamos ver? Ver o quê? Helen pensou, mas não teve tempo de dizer, porque antes que pudesse falar, sua boca substituiu seu dedo, e ela não tinha nenhuma maneira de falar depois disso. Tudo o que podia fazer era sentir. Ele lambeu cuidadosamente, delicadamente, por meio das dobras de seu sexo, como se quisesse saborear cada gota de suco de limão derramado. E quando ele chegou ao topo, lambeu em torno de seu broto, em círculos mais e mais até que estava segurando os lençóis de cada lado dela em êxtase tremendo, e havia levantado os joelhos para pressionar contra ele. Ele pegou suas pernas e as pendurou casualmente sobre seus ombros, sem retirar a boca dela. Em vez disso, segurou seus quadris com mais firmeza, impedindo-a de arquear afastando dele. Estreitou sua língua e arremessou em seu canal, e quando pensou que poderia simplesmente se desintegrar pela sensação, ele se moveu novamente. Tomou essa parte sensível da carne entre os lábios e chupou, suave e persistentemente. Ela não podia se mover, não podia escapar de seu determinado ato sexual. Estava gemendo e ofegando, incapaz de controlar os sons que vinham de sua boca. Enredou os dedos em seu cabelo longo, em algum momento como se esse fosse sua corda salva vidas, a única coisa que a mantinha no limite da terra. Ela puxou ansiosamente, desarticulado com a necessidade, para ele parar ou continuar, não sabia

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o que, e isso não importava. Nada o impedia. Até que uma luz explodiu por trás de suas pálpebras fechadas, e puro prazer, quase doloroso, irradiou para fora do seu centro, ainda incendiando também. Suspirou, sentindo lágrimas nos olhos. Sentindo-se como se tivesse tocado o céu. Ele continuou a lamber suavemente enquanto ela se acalmava, e então ele se levantou, de pé ao lado da cama, examinando-a quase friamente enquanto retirava suas roupas. ― Não acredito que eu jamais prove um limão e não pense em você. ― Disse em tom de conversa. Tirou as calças, e seu pênis se levantou monstruosamente ereto diante dele. ― Pense sobre isso. Ele rondava por sua forma extenuada, os braços de cada lado dela, seu peso fazendo a cama afundar embaixo dela. Ele tirou seu roupão e camisa tão facilmente como despir uma boneca, e só o viu suas pálpebras baixaram preguiçosamente. Mexeuse e a puxou até que estava deitado na cama corretamente, e então ele abriu suas pernas novamente, tão amplas quanto podiam. Abaixou-se sobre ela. Ela se encolheu um pouco em seu toque, sua pele ainda sensível. Ele inclinou a cabeça até os lábios dele tocaram sua orelha. ― Não quero te machucar, mas preciso estar em você agora. Já não posso me refrear mais do que posso parar de respirar. Calma. ― Disse isso porque a cabeça de seu pênis cutucou sua entrada. ― Relaxe. Apenas... me deixe. ― Ele empurrou uma polegada para dentro. Respirou rapidamente. Nunca esteve tão sensibilizada. Sentia como se o toque de uma pena a faria estremecer. E o que estava introduzindo no interior de seu corpo não era uma pena. Deslizou um pouco mais para dentro. Estava muito molhada, mas também estava inchada, pronta, com excitação. Virou a cabeça e lambeu sua mandíbula. Ele congelou. ― Não... Desta vez, ela cuidadosamente testou seus dentes contra a pele dele. Não importa quanto casual foram suas palavras, ele estava no fio da navalha, podia dizer

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pela forma como ele segurou com firmeza seu corpo, e uma parte perversa dela queria enviá-lo sobre essa vantagem. Queria levá-lo à beira da insanidade. Ela arranhou-lhe as costas com suas unhas. ― Helen... ― Murmurou ― isso não é sábio. ― Mas não quero ser sábia. ― Sussurrou de volta. Para que fazer isso. Qualquer que seja a linha a qual ele tinha se prendido estalou. Ele arremeteu, dirigindo seu comprimento em sua suavidade, esmurrando-a, empurrando dentro dela, ofegante e incivilizado. Ela colocou os braços em volta dele e ficou realizada quando ele mergulhou e se contorceu em cima dela, olhando para ele, observando seu forte rosto marcado. Mesmo quando a borda de sua visão se turvou e prazer começou a se espalhar sobre ela em batidas picantes, ainda forçou seus olhos abertos, olhando, olhando. E ele olhou para trás, seu olhar fixo no dela, seus olhos escurecendo quando se aproximou de seu orgasmo. Era como se ele se esforçasse para comunicar algo que não podia dizer, mas só pôde demonstrar com seu corpo. Seus lábios se retorceram, o rosto corado, e sua boca aberta, sem palavras, mas manteve seus olhos encontrados com os dela, mesmo quando pulsava vida quente dentro do corpo dela.

Capítulo 12 Depois disso, quando o feiticeiro o aliviou de seu dever de guarda, Teller Verdade foi a caça na montanha pela flor roxa. Isto tomou algum tempo, pois tinha apenas a luz da lua para a busca, mas, eventualmente, reuniu brotos suficientes para triturá-los em um pó. Então começou a procurar dois cavalos. Isto provou ser uma tarefa ainda mais difícil, pois o feiticeiro não mantinha cavalos. Mas uma noite Teller Verdade pegou as moedas que tinha e caminhou todo o caminho pela montanha até

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uma fazenda no vale abaixo. Quando despertou o agricultor e explicou o que queria comprar, o homem fez uma careta. ― Sua bolsa é muito pequena. Só posso lhe vender um cavalo por essa quantia. Teller Verdade concordou e deu ao agricultor todo o dinheiro que ele tinha. ― Assim seja. ― Caminhou de volta até a montanha antes do amanhecer, com apenas um cavalo... Do TELLER O VERDADEIRO

Helen acordou nas primeiras horas da manhã na cama de Alistair. As brasas do fogo ainda brilhavam na lareira, mas a vela sobre a mesa ao lado da cama há muito tempo derretera. Ao lado dela, a respiração de Alistair era pesada e lenta. Não pretendia cair adormecida aqui. A realização trouxe-lhe o completo despertar. Precisava voltar para o seu quarto e para seus filhos. Com esse pensamento, calmamente se levantou da cama e caminhou para a lareira. Havia um pote de velas ali, e se inclinou e acendeu uma na brasa do fogo, em seguida, acendeu várias velas para que pudesse ver para se vestir. Olhou ao redor. Seu roupão estava metade debaixo da cama, mas não podia ver a camisa. Murmurando baixinho para si mesma, pegou a vela e se aproximou da cama para olhar. A camisa não estava sob ou ao lado da cama. Finalmente, se inclinou sobre o grande colchão, procurando a camisa entre os lençóis. Fez uma pausa, com a luz macia de vela iluminado Alistair. Estava deitado de costas, com um braço atirado por cima de sua cabeça, os lençóis empurrados até a cintura. Parecia um deus do sono, seus musculosos ombros e braços escuros contra os lençóis brancos. Seu rosto estava ligeiramente inclinado em direção a ela, e ela viu que ele tinha tirado o tapa-olho em algum momento durante a noite. Hesitou brevemente antes de se inclinar mais para examinar seu rosto exposto. Só o tinha visto sem o seu tapa-olho naquela primeira noite na porta, há tanto tempo agora. Então, foi esmagada com um sentimento de horror. Aquele horror tomou precedência em sua mente, acabando com qualquer impressão detalhada.

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Ela viu agora que a pálpebra no olho faltando tinha foi fechada e costurada. Esta estava afundada, é verdade, mas, além disso, não havia nada mais angustiante do que um olho fechado normal seria. O resto daquele lado do rosto era outra questão, é claro. Um profundo sulco corria em diagonal em seu rosto, começando abaixo da pálpebra fechada e terminava em um ponto perto de sua orelha. Abaixo disso estava uma área sem caroço e avermelhada, a pele engrossada e considerada semelhante ao couro, talvez algum tipo de cicatriz de queimadura. Linhas brancas menores estavam espalhadas por toda a maçã do rosto, obviamente o resultado de cortes de faca. ― Não é uma visão bonita, não é? ― Ele murmurou. Helen estremeceu, assustada, apenas faltou gotejar cera de vela no ombro dele. Alistair abriu os olhos para olhá-la com calma. ― Você está examinando o animal que dormiu com você a noite passada? ― Sua voz era profunda. Áspera do sono. ― Sinto muito. ― Murmurou bastante constrangida. Viu agora que sua camisa estava meio sob o ombro dele. ― Por quê? ― O quê? ― Ela puxou a camisa, mas ele estava deitado sobre a maior parte dela, e não podia puxá-la para fora de debaixo dele sem rasgar o tecido fino. Ele não se mexeu. ― Por que estar arrependida? Tem o direito, afinal de contas, ver o que seu amante aparenta sob a máscara. Ela desistiu da camisa pelo momento e olhou em volta distraidamente para o roupão em vez. Realmente, isto era muito estranho estar tendo uma conversa enquanto nua. ― Não queria parecer bem, indelicada, é tudo. Ele agarrou seu pulso e a puxou para si, tomando o castiçal da mão dela e o colocando na pequena mesa ao seu lado da cama. ― Não é falta de educação querer saber a verdade. ― Alistair ― Ela disse baixinho ― Devo voltar para o meu quarto. As crianças...

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― Estão muitíssimo provavelmente dormindo. ― Murmurou. Ele a puxou pelo braço, e ela caiu meio através dele, seus seios esmagados no calor do seu peito. Ele se inclinou e roçou os lábios nos dela. ― Fique. ― Não posso. ― Ela sussurrou ― Você sabe disso. ― Eu? ― Murmurou contra seus lábios ― Algum dia você vai sair, mas agora eu só sei que é muito cedo e minha cama é muito fria sem você nela. Fique. ― Alistair... ― Não tinha visto esse lado dele antes, este gentil, amante encantador. Ele era muito atraente e sua resolução vacilou. ― Isto é pelo olho? Posso colocar o emplastro novamente. ― Não. ― Afastou um pouco para ver seu rosto. Na verdade, não estava mais chocada com as cicatrizes, horrível. Ele colocou sua mão grande na parte de trás de sua cabeça e a puxou suavemente para baixo. ― Então, fique um pouco mais. Não tive a chance cortejá-la corretamente. Diminuiu um pouco a distância, olhando para ele com incerteza. ― Cortejarme? Um canto de sua boca se curvou em diversão. ― Corte. Acompanhamento em dança. Conquistar. Tenho sido negligente. ― E o que você faria se fosse me conquistar? ― Perguntou meio em tom de brincadeira. Nunca foi cortejada, não corretamente. Certamente, não estava se referindo ao casamento, não é? Ele levantou um braço sob sua cabeça, sua boca ainda enrolado. ― Não sei. Estou um pouco enferrujado em cortejar uma bela mulher. Talvez deva compor um hino as suas covinhas. Riso assustado sem fôlego saiu de seus lábios. ― Não pode estar falando sério. Ele deu de ombros e estendeu sua mão livre para brincar com uma mecha de cabelo perto de sua face. ― Se não pode suportar a poesia, tenho medo que estou fora com passeios de charrete e buquês de flores.

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― Você teria me trazido flores? ― Ele estava brincando, sabia, mas uma pequena parte boba do seu coração queria acreditar nele. Lister lhe comprou as joias caras e um guarda-roupa inteiro, mas nunca pensou em lhe dar flores. Seu lindo olho castanho encontrou o dela. ― Não sou um homem sofisticado, e vivo neste país, por isso iria que se contentar com flores locais. Violetas e papoulas no início da primavera. Margaridas na festa de São Miguel no outono. Rosas de cão 24 e cardos25 no verão. E no final da primavera eu lhe traria os harebells26 que crescem nas colinas por aqui. Azuis, azul Harebells exatamente o mesmo azul dos seus olhos. E esse foi o momento em que sentiu um afrouxamento, uma ruptura. Seu coração escorregou nessas palavras e foi correndo para longe, além de seu alcance, além de seu controle. Inteiramente livre e correndo em direção a esse homem complexo, vexatório, e absolutamente fascinante. Meu Deus, não.

Pelo tempo que Alistair demorou a levantar naquela manhã, foi mais tarde do que o habitual, resultado de uma noite fazendo amor com Helen ― que, considerando todas as coisas, foi uma maravilhosa sucessão dos acontecimentos satisfatórios. Se tivesse a opção de iniciar o seu dia mais cedo ou deitado na cama com sua governanta, temia muito que escolheria o último e, felizmente, perderia o nascer do sol. Agora, no entanto, passou da sua hora habitual de se levantar. Pelo tempo que levou se barbeando, vestindo e descendo as escadas, descobriu que a Sra. Halifax estava envolvida na

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ventilação de um dos quartos não utilizados. Esperava uma avaliação elevada vindo de sua amante estimada, mas aparentemente isso não ia ser assim. Helen bastante distraída recusou uma oferta para um passeio e depois acalmou seu estado se espírito masculino irritado por corar violentamente, antes de voltar sua atenção para ordenar os servos ao redor. Alistair foi até a cozinha. Podia não tê-la afastado de seu trabalho, mas uma mulher não era totalmente indiferente se ela ficasse vermelha com um simples olhar. Pegou um pão quente de uma bandeja que a Sra. McCleod tinha acabado de tirar do forno e saiu pela porta dos fundos, jogando o pão quente de mão em mão. O dia estava brilhantemente ensolarado, perfeito para um passeio. Assobiando, Alistair foi para os estábulos para obter sua velha mochila de couro. Cumprimentou Griffin e o pônei, depois foi pegar sua mochila, que estava depositada em um canto. O forte odor acre de urina agrediu suas narinas quando levantou a mochila. Só então viu a mancha molhada escura no canto. Olhou por um segundo para a mochila em ruínas, e, em seguida, ouviu um gemido e se virou. O filhote sentou-se atrás dele, língua de fora, toda extremidade traseira abanando. ― Droga. ― De todos os lugares no estábulo, o quintal, o completo e amplo mundo, por que, por que, tinha o animal pego sua mochila para mijar? ― Poças? ― ele ouviu a alta chamada de voz de Abigail para o filhote do lado de fora. Alistair seguiu o filhote dos estábulos, segurando a mochila fedorenta longe de seu corpo. Abigail estava lá fora, pegando o filhote. Ela virou um rosto assustado em direção a ele quando ele saiu dos estábulos. Ele ergueu a mochila. ― Você sabia que ele fez isso? O olhar de confusão lhe disse a resposta mesmo antes dela responder. ― O que fez... Oh. ― Ela torceu o nariz quando ela sentiu o cheiro da mochila. Ele suspirou. ― Isso está arruinado Abigail. Uma expressão rebelde vincou o seu pequeno rosto. ― Ele é apenas um filhote.

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Alistair tentou conter abaixo sua exasperação. ― É por isso que vocês estão supostos a vigiá-lo. ― Mas, eu estava... ― Obviamente que não, ou minha mochila não estaria cheia de mijo agora. ― Colocou as mãos nos quadris, olhando para ela, não estava totalmente certo o que fazer. ― Pegue uma escova de esfregar e sabão, e eu quero que você limpe isso para mim. ― Mas isto está fedorento! ― Porque você não estava fazendo seu dever! ― Raiva finalmente superou seu bom senso. ― Se vocês não podem dar atenção a ele, vou encontrar alguém que possa. Ou vou simplesmente devolvê-lo ao agricultor de quem o comprei. Abigail saltou sobre seus pés, o filhote mantido protetoramente em seus braços, suas faces vermelhas. ― Você não pode! ― Posso. ― Ele não é seu! ― Sim, ― Alistair disse rangendo os dentes ― ele bem condenadamente é. Por um momento, Abigail apenas balbuciou. Então ela gritou: ― Eu te odeio! ― E saiu correndo do pátio. Ele olhou por um momento para a mochila suja. Ele a chutou violentamente e depois inclinou a cabeça para trás, seus olhos fechados. Que tipo de idiota perde sua paciência com uma criança? Não tinha a intenção de gritar com ela, mas caramba, tinha esta mochila durante anos. Havia sobrevivido a todo o seu vagar pelas Colônias, até a sua captura pelos índios após Spinner’s Falls e a viagem para casa. Ela deveria ter observado o filhote. Ainda. Esta era apenas uma mochila. Não deveria ter gritado com Abigail e feito ameaças ao filhote de cachorro que nunca tinha qualquer intenção de cumprir. Suspirou. Tinha que se lembrar de alguma forma, de se desculpar com Abigail mais tarde, embora ainda deixando claro que ela tinha que olhar o filhote danado com mais cuidado. Apenas o pensamento disparou um pulsar em sua têmpora. Em vez de tomar

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o seu passeio matinal, foi para a sua torre para o trabalho, se perguntando enquanto subia as escadas por que as fêmeas, sejam jovens ou velhas eram tão difíceis de entender.

Havia gritado com ela. Abigail correu, tentando segurar as lágrimas, com Poças em seus braços. Pensou que Sir Alistair gostava dela. Começou a pensar que gostava dele. Mas agora ele estava zangado com ela. Seu rosto foi severo, a testa enrugada em um cenho franzido feio quando ele gritou com ela. E a pior coisa era que ela era a culpada. Ele estava certo. Não observou Poças de perto o suficiente. Tinha deixado passear no estábulo sozinho enquanto olhava um besouro que tinha encontrado no chão. Mas, saber que estava errada só fez tudo muito mais difícil. Odiava estar errada. Detestava admitir sua culpa e pedir desculpas. Isso a fazia se encolher por dentro, como um pequeno verme. E porque odiava esse sentimento, porque sabia que ele estava certo e ela errada, ela gritou com ele e fugiu. Desceu o morro correndo pela parte de trás do castelo, em direção ao rio e ao pequeno grupo de árvores onde haviam enterrado Lady Grey, e não foi até que se aproximou do rio que ela percebeu seu erro. Jamie já estava lá, de cócoras na margem e jogando paus para a girante água. Parou ofegante e suada, e pensou em se virar e escapar de volta para o castelo, mas Jamie já a tinha visto. ― Oi! ― Ele chamou. ― É a minha vez com Poças agora. ― Não, não é. ― Disse Abigail, embora tivesse o filhote por toda a manhã. ― É sim! ― Jamie se levantou e veio em sua direção, mas depois parou quando olhou para seu rosto. ― Você está chorando? ― Não! ― Porque parece que está chorando. ― Jamie apontou. ― Será que você caiu? Ou... ― Não estou chorando! ― Abigail disse, e correu para a floresta.

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Estava escuro aqui, e ficou momentaneamente cega. Sentiu um galho batendo no ombro, e tropeçou numa raiz, cambaleando, mas continuou. Não queria falar com Jamie com suas perguntas estúpidas. Não queria falar com ninguém. Se apenas todos fossem deixá-la... Correu dentro de algo sólido, e a respiração foi sacudindo de seu corpo. Teria caído se mãos duras não a tivessem agarrado. Olhou para cima dentro de um pesadelo. Sr. Wiggins se inclinou tão perto que tudo o que podia sentir era o cheiro de seu hálito fedorento. ― Boo! Ela estremeceu humilhada que tinha o deixado assustá-la, mas estava assustada. Então olhou para além dele, e seus olhos se arregalaram em choque. O Duque de Lister estava a não três passos de distância, observando-os sem absolutamente qualquer expressão no rosto dele.

Alistair dobrou cuidadosamente a carta para Vale. A forma como as carruagens de correio passavam por aqui, era provável que ele chegasse a Londres antes da carta, mas pareceu uma boa ideia tentar alertar Vale, de qualquer maneira. Decidido. Deixaria Castelo Greaves, faria a viagem para Londres, e falaria com Etienne quando o navio do outro homem ancorasse. Podia ficar fora por duas semanas ou mais, mas Helen poderia cuidar do castelo em sua ausência. Odiava viajar, odiava encontrar olhares idiotas, mas precisava saber a verdade sobre Spinner’s Falls suficiente para suportar seu desconforto. Alistair estava pingando lacre na carta quando ouviu passos na escada da torre. A princípio, pensou que era a chamada para o almoço, mas os passos eram mais altos e mais rápidos. Quem estava na escada estava correndo. Como resultado, ele já estava levantando com um vago sentimento de alarme quando Helen irrompeu pela porta. Seu cabelo estava descendo de seus grampos, seus olhos azuis estavam

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arregalados e redondos, e suas bochechas tinham passado muito de branco. Ela tentou dizer algo, mas apenas se dobrou, ofegante, com a mão na sua cintura. ― O que é isso? ― ele perguntou abruptamente. ― As crianças. ― Elas estão feridas? ― Ele começou a passar por ela, visões de afogados, queimados, ou pequenos corpos quebrados enchiam seu cérebro enlouquecido, mas pegou seu braço com um aperto surpreendentemente forte. ― Elas se foram. Ele parou e olhou para ela sem entender. ― Foram? ― Não posso encontrá-los. ― Disse ela ― Estive procurando em todos os lugares, os estábulos, a cozinha, a biblioteca, a sala de jantar e sala de estar. Coloquei os servos à procura por todo o castelo nesta última hora, e apenas não posso encontrálos. Ele se lembrou das palavras que tinha gritado para Abigail, e culpa varreu através dele. ― Abigail e eu tivemos uma discussão esta manhã. Provavelmente está se escondendo com o irmão e o filhote. Se... ― Não! ― ela balançou seu braço. ― Não. O filhote vagou sozinho pela cozinha há duas horas. Pensei a princípio que as crianças tinham negligenciado ele, e eu estava aborrecida com eles. Fui à procura deles para repreender, mas não pude encontrá-los. Oh, Alistair. ― Sua voz quebrou ― Eu ia repreender Abigail ― ela é a mais velha. Estava pensando sobre as palavras, palavras de raiva, que eu ia dizer a ela, e agora não posso encontrá-la! A angústia dela o fez querer socar as paredes. Se Abigail estava apenas se escondendo, ele teria de puni-la pela dor que causou a sua mãe, mesmo que isto destruísse qualquer relacionamento que possa ter tido com a criança. Agora, porém, tinha que fazer alguma coisa, qualquer coisa, para acabar com a dor de Helen. ― Onde você viu pela última vez Abigail e Jamie? Há quanto tempo?

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Ele se virou para a porta, com a intenção de ir para baixo e lidar com a busca por si mesmo, quando uma das empregadas rondou à vista nas escadas, ofegante. ― Oh, senhor!― ela arquejou ― Oh, Sra. Halifax. As crianças... ― Você as encontrou? ― Helen exigiu ― Onde eles estão, Meg? Encontrou meus filhos? ― Não, senhora. Ah, estou tão triste, senhora, mas não os encontrei. ― Então o que é isso? ― Alistair perguntou em voz baixa. ― Tom o lacaio disse que se lembrava de ver Sr. Wiggins na aldeia na noite passada. Alistair fez uma careta. ― Pensei que ele tinha deixado a área. ― Isso é o que todos pensaram senhor. ― Disse Meg ― É por isso que Tom estava tão surpreso ao ver Sr. Wiggins, embora ele fosse idiota o suficiente para não dizer isso até agora. ― Nós vamos para Glenlargo. ― Disse Alistair ― Wiggins está provavelmente em algum lugar por ali. ―Ele não disse que se Wiggins tivesse se decolado em outra direção, as chances de encontrá-lo em breve eram escassas. O conhecimento de que o servo poderia ter as crianças enviou gelo deslizando para baixo em sua coluna vertebral. E se Wiggins estivesse empenhado em algum tipo de vingança? Alistair foi até uma cômoda e abriu a gaveta inferior. ― Diga ao Tom e ao outro lacaio que irão comigo. ― Encontrou o que estava procurando, um par de pistolas e se virou para a porta. Meg olhou para as pistolas. ― Ele não estava sozinho, Tom disse. Alistair parou. ― O quê? ― Tom disse que viu Sr. Wiggins conversando com outro homem. O homem era muito alto e bem vestido, e carregava uma bengala de marfim com um dourado... ― Helen suspirou e Alistair viu que seu rosto estava ligeiramente esverdeado. ― Ele não estava usando uma peruca, Tom disse. O homem era calvo. ― Meg terminou com pressa, olhando para Helen. ― Senhora?

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Helen balançou, e Alistair colocou o braço sobre os ombros dela para impedila de cair. ― Vá em frente, Meg, e diga aos lacaios para se prepararem. ― Sim, senhor. ― Meg fez uma reverência e saiu. Alistair fechou a porta firmemente atrás da empregada e se virou para Helen. ― Quem é ele? ― Eu... Eu... ― Helen. ― Ele a tomou gentilmente pelos ombros. ― Vi seu rosto. Você conhece o homem que Tom viu ontem à noite. Neste momento, não temos nenhuma maneira de saber em que direção Wiggins e seu cúmplice podem ter levado as crianças. Se você tem alguma ideia de onde poderiam ter ido, você precisa me dizer. ― Londres. Ele piscou. Ele não esperava uma resposta assim tão definitiva. ― Você tem certeza? ― Sim. ― Ela assentiu com a cabeça. Seu rosto tinha recuperado um pouco de sua cor, mas agora tinha uma expressão de resignada fatalidade. Um punhado de mal-estar se dobrou por sua barriga. ― Como você sabe? Helen, quem era o outro homem? ― O pai deles. ― Ela olhou para ele, seus olhos aflitos. ― O Duque de Lister.

Capítulo 13 Teller Verdade escondeu o cavalo que ele tinha comprado fora das muralhas do castelo. Ele guardava o monstro todo aquele dia. À noite, o feiticeiro vinha como de costume, e como de costume, Teller Verdade respondia à sua pergunta e saia.

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Mas ao invés de recuar dentro do castelo, o soldado se escondeu atrás da gaiola de andorinhas. Ele observou e esperou pacientemente até que a lua tinha subido, e então ele correu rapidamente para o feiticeiro. O feiticeiro se virou, assustado, e Teller Verdade soprou o pó em seu rosto. Instantaneamente o feiticeiro se transformou em um pequeno morcego marrom e voou para longe, deixando suas vestes e um anel no chão atrás dele. Teller Verdade pegou o anel e o ofereceu à princesa através das barras de sua jaula. Ela olhou para o anel e, em seguida, para Teller Verdade com assombro. ― Você não exigiu um benefício de mim em troca do anel? Riqueza do meu pai ou a minha mão em casamento? Muitos homens iriam fazê-lo em seu lugar. Teller Verdade balançou a cabeça. ― Só queria que você em segurança, minha senhora... DO TELLER O VERDADEIRO

Alistair olhou para Helen e sentiu como se o mundo se deslocasse e se movesse debaixo dele. ― O pai das crianças é um Duque? ― Sim. ― Explique. Ela olhou para ele com trágicos olhos harebell azuis e disse. ― Eu era a amante do Duque de Lister. Ele inclinou a cabeça para vê-la melhor a partir de seu olho bom. ― Já ouve algum Sr. Halifax? ― Não. ― Você nunca foi casada. Era uma afirmação, mas ela respondeu, de qualquer maneira. ― Não.

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― Jesus. ― um bom maldito Duque. Seu peito estava apertado, como se confinado dentro das garras de um torno gigante, terrível. Ele olhou para suas mãos e quase foi surpreendido ao ver que ainda segurava as pistolas. Caminhou até a cômoda e as colocou de volta na gaveta de onde as tinha tomado. ― O que você está fazendo? ― Ela perguntou de trás dele. Ele fechou a gaveta e se sentou atrás da mesa. Alinhou os papéis na frente dele com cuidado. Logo teria que voltar ao trabalho. ― Devia pensar que era óbvio. Estou guardando as pistolas, desistindo da perseguição. ― Não! ― Ela voou pela sala e bateu as mãos para a mesa. ― Você não pode parar agora. Ele deve ter ido para Londres. Se o seguirmos, podemos... ― Podemos o quê, senhora? ― Raiva estava substituindo a dor no peito, Graças a Deus. ― Talvez você tenha gostado de me para gritar com Duque de Lister por você? Sua cabeça recuou com seu sarcasmo. ― Não, eu... Ele falava por sobre ela, com sua ira. ― Ou simplesmente bater na porta dele e exigir as crianças de volta? Tenho certeza que ele vai se curvar, pedir desculpas e humildemente entregá-los. Ele não pode tê-los querido muito se viajou por todo o caminho até a Escócia para tomá-los de volta. ― Você não entende. Eu... Ele se levantou para colocar seus próprios punhos enrolados sobre a mesa e se inclinar em sua direção. ― O que eu não entendo? Que você se prostituiu? Que, a julgar pelas idades dos seus filhos, você vendeu seus serviços há anos? Que você deu à luz a esses dois bebês doces e fez deles bastardos no mesmo momento em que deram a sua primeira respiração? Este Lister é pai deles, e, portanto, tem todo o direito sob as leis de Deus e do homem para levá-los e mantê-los durante o tempo que ele muito bem lhe agradar? Diga-me, senhora, o que exatamente eu não entendo? ― Você está sendo hipócrita! Ele olhou para ela. ― O quê? ― Você tem se deitado comigo...

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― Não! ― ele se inclinou para ela, enfurecido quase insuportável. ― Não compare o que houve entre nós com sua vida com Lister. Nunca paguei por seu corpo. Não procriei bastardos em você. Ela desviou o olhar. Ele se endireitou, tentando se controlar. ― Droga, Helen. O que você estava pensando em ter não um, mas dois filhos com ele? Você contaminou suas vidas. Não é tão ruim para Jamie, mas Abigail... qualquer homem interessado nela vai saber que ela é uma bastarda. Isto afeta quem e como ela pode se casar. Valeu a pena o dinheiro do Lister arruinando o futuro de seus filhos? ― Você não acha que eu sei o que fiz? ― Sussurrou ―Por que você acha que eu deixei? ― Não sei. ― Ele balançou a cabeça e olhou para o teto ― Será que isso importa? ― Sim. ― Tomou uma respiração profunda. ― Ele não os ama. Nunca os amou. Ele olhou para ela um momento, com a boca torcida, e, em seguida, se empurrou para longe da mesa, com uma risada latida. ― E você acha que importa? Você vai a um magistrado e alega que o seu amor é mais verdadeiro do que o dele? Gostaria de lembrar você senhora, que você se prostituiu para ele. Com quem acha que qualquer pessoa sensata ficaria do lado ― um Duque do reino ou uma prostituta comum? ― Não sou uma prostituta. ― Sussurrou com a voz trêmula ― Nunca fui uma prostituta comum. Lister me mantinha, sim, mas não era o que você pensa. Uma parte dele doía com a dor que a estava infligindo, mas não conseguia parar. E, além disso, outra parte dele queria infligir a dor. Como pode ter feito isso para seus filhos? Ele inclinou um quadril contra a mesa e cruzou os braços, inclinando a cabeça novamente. ― Então, me explique como você era sua amante, mas não uma prostituta.

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Ela juntou as mãos como uma menina dando uma recitação. ― Eu era jovem, muito jovem, quando conheci Lister. ― Qual idade? ― Estalou. ― Dezessete. Isso lhe deu uma pausa. Dezessete anos ainda era uma criança. Sua boca se apertou um pouco antes dele empurrar o queixo para ela. ― Vá em frente. ― Meu pai é um médico, uma vez respeitado, na verdade. Morávamos em Greenwich, em uma casa com um jardim. Quando eu era jovem, eu, às vezes, ia com ele em suas visitas. Ele olhou para ela. O que ela descreveu era uma classe mais baixa do que imaginava que ela fosse. Seu pai trabalhava como médico é verdade, mas ele ainda ganhava a vida. Ela não estava mesmo na nobreza. Ela estava léguas abaixo de um Duque de posição social. ― Você viveu apenas com o seu pai? ― Não. ― seus olhos baixaram. ― Tenho três irmãs e um irmão. E a minha... A minha mãe. Eu era a segunda filha mais velha. ― Empurrou um aceno para que ela continuasse. Ela estava apertando as mãos com tanta força, que podia ver suas unhas cavando em sua pele. ― Um dos pacientes do meu pai era a Duquesa viúva de Lister. Ela morava com o Duque naquele momento. Ela era uma senhora idosa com muitas doenças, e Papa a visitava toda semana, às vezes várias vezes por semana. Eu sempre o acompanhava até sua residência, e um dia conheci Lister. ― Ela fechou os olhos e mordeu o lábio. O quarto estava tranquilo, desta vez Alistair não fez nenhum movimento para interromper. Finalmente, ela abriu os olhos e deu um sorriso torto, docemente. ― O Duque de Lister é um homem alto. Tom estava certo. Alto e imponente. Ele se parece com um Duque. Eu estava esperando em uma pequena sala de estar que Papa terminasse a visita, e ele entrou na sala. Acho que ele estava procurando por algo, um papel, talvez, embora não me lembre de agora. Ele não me notou, e eu estava congelada em reverência. A Duquesa era uma senhora de idade intimidante, mas este era o seu filho, o Duque. Ele

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olhou para mim, finalmente, e eu levantei e fiz uma reverência. Estava tão nervosa que pensei que tinha tropeçado nos meus próprios pés. Mas não fiz. ― ela franziu a testa para suas mãos abaixo. ― Talvez isto tivesse sido melhor se tivesse tropeçado. Ele perguntou em voz baixa: ― O que aconteceu? ― Ele era amável. ― disse ela simplesmente ― Ele veio e conversou comigo um pouco, até sorriu. Pensei no momento, que ele estava sendo gentil para uma jovem nervosa, mas é claro que isto era mais, mesmo depois. Ele admitiu livremente depois que me queria como sua amante desde o início. ― E você foi pulando dentro de seus braços? ― Ele perguntou cinicamente. Ela levantou sua cabeça. ― Foi um pouco mais complicado do que isso. Nossa primeira conversa foi muito breve. Papa desceu do quarto da Duquesa, e partimos para casa. Eu conversava todo o caminho sobre Sua Graça, mas acho que teria me esquecido dele, eventualmente, se não o tivesse visto novamente em nossa próxima visita. Pensei que era uma estranha coincidência que eu fosse encontrá-lo novamente, quando tinha acompanhado Papa a mansão do Duque há quase um ano sem conhecê-lo. Lister tinha engendrado isso, é claro. Ele fez questão de entrar na sala de estar, onde esperava só depois que meu pai foi ver Sua Graça. Lister sentou e conversou comigo, pediu chá e bolos. Ele flertou, embora fosse muito inexperiente para perceber isso. Ela caminhou até uma de suas vitrines e olhou para dentro, de costas para ele. Ele se perguntou se estava escondendo o rosto dele. ― Houve vários encontros, e no meio ele me enviou cartas secretas e pequenos presentes, um medalhão de joias, algumas luvas bordadas. Sabia o que era melhor. Sabia que não deveria aceitar tais presentes, não era pretenso permitir a mim mesma ser encerrada sozinha com um homem, mas eu... Eu não conseguia me ajudar. Eu me apaixonei por ele. Ela hesitou, mas simplesmente a observava se curvando para trás. Mesmo neste momento, ele podia sentir desejo por ela, talvez mais do que desejo. Então uma tarde nós fizemos mais do que falar. ― Disse ela para a caixa de vidro. Ele podia ver seu reflexo, fantasmagórica no vidro, e parecia distante e fresca,

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embora ele estivesse começando a perceber que a aparência que ela projetou podia não ser real. ― Nós fizemos amor, e mais tarde soube que eu não poderia voltar para casa com o Papa. Meu mundo, minha vida mudou completamente. Sabia vagamente que Lister era casado, que tinha filhos não muito mais jovens do que eu, mas de uma forma só alimentou minha fantasia romântica. Ele não a mencionou frequentemente, mas quando o fez, Lister descreveu sua esposa como fria. Disse que ela não o tinha deixado entrar em sua cama por anos. Nós nunca poderíamos ficar juntos como marido e mulher, mas que eu poderia ficar com ele como sua amante. Eu o amava. Queria estar com ele sempre. ― Ele seduziu você. ― Alistair sabia que sua voz estava fria com raiva reprimida. Como ela pode? Como pode Lister? Seduzir uma menina nova, garota protegida, era um comportamento grosseiro além dos limites mesmo para o mais dissoluto dos libertinos. ― Sim. ― Virou-se e olhou para ele, com os ombros para trás e a cabeça erguida. ― Eu suponho que ele o fez, embora eu estivesse mais do que disposta. Eu o amava com todo o fervor de uma jovem menina romântica. Nunca realmente o conheci. Apaixonei-me por quem eu achava que ele fosse. O que ele não queria ouvir. Ele se afastou da mesa. ― Quaisquer que sejam seus motivos quando tinha dezessete anos, isso não muda nada agora. Lister é o pai de seus filhos. Ele os tem. Eu não vejo nada que você ou eu possa fazer. ― Posso tentar recuperá-los. ― Disse ela ― Ele não os ama, nunca passou mais de 15 minutos em um momento com eles. Ele estreitou seus olhos. ― Então, por que levá-los? ― Porque ele os considera dele. ― Disse ela, sem se preocupar em esconder o tom amargo em sua voz. ― Ele não se importa com eles como pessoas, apenas como coisas que ele pensa que possui. E porque quer me machucar. Alistair fez uma careta. ― Ele vai machucá-los?

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Ela olhou para ele com franqueza. ― Não sei. Eles não são mais do que um cão ou um cavalo para ele. Você sabe homens chicoteiam seus cavalos? ― Droga. ― Ele fechou os olhos um segundo, mas realmente não tinha escolha. Abriu a gaveta da cômoda novamente e tirou as pistolas. ― Arrume uma bolsa. Esteja pronta em dez minutos. Nós vamos para Londres.

Ele não falou com ela. Helen balançou com o transporte que Alistair tinha alugado em Glenlargo abanando sobre um barranco na estrada. Concordou em ir com ela, concordou em ajudá-la a encontrar e resgatar as crianças, mas era óbvio que não queria nada mais a fazer com ela, além disso. Suspirou. Realmente, o que esperava? Helen olhou para fora da minúscula janela da carruagem bastante suja e se perguntou onde Abigail e Jamie estavam agora. Eles deviam estar com medo. Mesmo Lister sendo pai deles, eles não o conheciam muito bem, e, além disso, ele era um homem frio. Jamie deveria estar ou muito quieto, com medo, ou quase ricocheteando fora nas paredes da carruagem de excitação nervosa. Esperava muito que não fosse o último caso, porque duvidava que Lister fosse tomar bem ao Jamie dessa forma. Abigail, por outro lado, provavelmente estaria assistindo e afligindo-se. Felizmente, ela não fala muito, porque a língua de Abigail poderia ser muito azeda, às vezes. Mas espere. Lister era um Duque. Naturalmente, não estaria cuidando dos próprios filhos. Talvez ele tenha pensado na frente e trouxe uma babá para cuidar das crianças depois que as pegou. Talvez ela fosse uma mulher maternal mais velha, aquela que saberia como lidar com gênios elevados de Jamie e humores soturnos de Abigail. Helen fechou os olhos. Sabia que era tudo ilusão, mas, por favor, Deus, que haja uma boa maternal babá para manter as crianças longe de seu terrível pai e seu temperamento. Se... ― Que tal sobre sua família? Ela abriu os olhos à rispidez de Alistair. ― O quê?

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Ele estava franzindo a testa para ela do outro lado da carruagem. ― Estou tentando pensar em possíveis aliados que podemos recrutar para ajudar a combater Lister. E a sua família? ― Não penso assim. ― Ele simplesmente ficou olhando para ela, então relutantemente explicou. ― Não falo com eles há anos. ― Se você não fala com eles em anos, como você pode saber que não vão ajudar? ― Eles deixaram isso bem claro, quando fui como Duque, que eu não era mais uma parte da família Carter. Ele ergueu as sobrancelhas. ― Carter? Ela sentiu seu rosto esquentar um pouco. ― Esse é o meu verdadeiro nome, Helen Abigail Carter, mas não poderia usar Carter quando tornei amante de Lister. Tomei o nome Fitzwilliam. ― Ele continuou a olhar para ela. Finalmente, ela perguntou. ― O que é? Ele balançou a cabeça. ― Estava pensando que até mesmo o seu nome, Sra. Halifax foi uma mentira. ― Sinto muito. Estava tentando me esconder de Lister, você vê, e... ― Sei. ― Ele dispensou seu pedido de desculpas ― Eu até entendo. Mas isso não me impede de saber se alguma coisa que sei sobre você, é verdade. Ela piscou, sentindo-se estranhamente ferida. ― Mas eu... ― Que tal sua mãe? Ela suspirou. Obviamente, ele não queria falar em seguida sobre o que havia entre os dois. ― A última vez que falei com a minha mãe, ela disse que tinha vergonha de mim e que eu tinha contaminado a família. Não posso culpá-la. Tenho três irmãs, as quais não eram casadas quando fui com o Duque. ― E seu pai? ― Ela olhou para suas mãos no colo. Houve silêncio por um momento antes de falar novamente, e agora sua voz suavizou. ― Você foi com ele em suas visitas aos pacientes. Certamente vocês eram próximos?

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Ela sorriu um pouco então. ― Ele nunca pediu aos outros para irem com ele, somente eu. Margaret era a mais velha, mas ela dizia que os pacientes que visitavam eram chatos e às vezes nojentos, e acho que as minhas outras irmãs sentiam a mesma coisa. Timothy era o único garoto, mas também era o mais jovem e ainda estava no berçário. ― Essa era a única razão para ele levar você, ― ele perguntou em voz baixa ― Por que você era a única criança interessada? ― Não, essa não era a única razão. ― Eles estavam passando por uma pequena aldeia, agora, as casas de pedra usadas de aparência antiga. Isto poderia ter estado assim por milênios ― imutáveis, sem se importar com o mundo exterior. Helen observou a aldeia passar e disse: ― Ele me amou. Amava a todos nós, mas eu era especial de alguma forma. Ele me levava em suas rondas e me contava sobre cada paciente, seus sintomas, o diagnóstico, o tratamento e se estava progredindo bem ou não. E às vezes quando estávamos voltando para casa tarde no final do dia, ia me contando histórias. Nunca o ouvi as dizer para os outros, mas quando o sol começava a brilhar com pôr do sol, me contava histórias de deuses, deusas e fadas. ― A carruagem chegou à última casa na aldeia, e ela podia ver uma mulher cortar flores em seu jardim. Ela disse baixinho. ― Sua história favorita era Helena de Tróia, apesar de eu não gostar muito, porque o final era muito triste. Ele me arreliava sobre o meu nome, Helen, e dizia que um dia eu seria tão bela como Helena de Tróia, mas que deveria guardar a mim mesma porque a beleza nem sempre era um presente. Às vezes, ela trazia tristeza. Nunca pensei sobre isso antes, mas ele estava certo. ― Por que você não pede a ajuda dele? ― perguntou Alistair. Ela olhou para ele, lembrando seu pai com sua peruca cinza balançando, seus olhos azuis rindo enquanto brincava com ela sobre Helena de Tróia, e então ela se lembrou da última vez que ela o viu. ― Porque quando falei com a minha mãe na última vez, quando ela me chamou de prostituta comum, mulher desleixada, e disse

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que eu não mais era uma parte da família, meu pai estava na sala também. E ele não disse nada. Ele apenas virou o rosto para longe de mim.

A culpa era dela, Abigail pensou enquanto ela assistia Sr. Wiggins roncando num canto da carruagem do Duque. Ela deveria ter dito a Mama que o Sr. Wiggins sabia que eles eram filhos do Duque, que Jamie tinha gritado seu segredo para o homem desagradável um dia. Você não pode culpar Jamie. Ele era muito pequeno para perceber por que eles não deveriam dizer. Ele estava enrolado contra seu lado agora, com o cabelo suado e preso na testa de tanto chorar. O Duque disse que não poderia estar mais com Jamie berrando e tinha montado num cavalo na última estalagem para cavalgar ao lado da carruagem. Abigail acariciou o cabelo de Jamie, e ele fez um pouco de barulho engraçado e enterrou mais perto dela durante o sono. Você não pode culpá-lo por chorar também. Ele tinha apenas cinco anos, e ele perdeu Mama terrivelmente. Ele não disse isso, mas Abigail sabia que ele se perguntava se eles nunca veriam a sua mãe de novo. Sr. Wiggins tinha gritado com Jamie para calar a boca após o Duque os haver deixado. Ela tinha medo de que ele pudesse saltar dentro da carruagem e bater em seu irmão, mas, felizmente, Jamie tinha estado muito cansado até ali e, de repente adormecido. Olhou para fora da janela agora. Lá fora, colinas verdes rolavam com ovelhas brancas salpicadas aqui e ali, como se tivessem caído por uma mão gigante. Talvez eles não voltassem a ver Mama novamente. O Duque não disse muito para eles, além de dizer para Jamie parar de chorar. Mas ela o ouviu dizer ao Sr. Wiggins e o cocheiro que eles estavam em seu caminho de volta para Londres. Será que ele iria levá-los para morar com ele em sua casa lá? Abigail franziu o nariz. Não, eles eram bastardos. Bastardos eram para serem escondido, não levados a viverem com seus pais. Então ele iria escondê-los em algum lugar. Isso tornaria muito difícil para Mama encontrá-los. Mas, talvez, Sir Alistair

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ajudaria. Mesmo que ela não tivesse observado Poças e que ele tivesse arruinado a mochila de Sir Alistair, ele ainda iria ajudar Mama a encontrá-los, não é? Sir Alistair era alto e forte, e ela pensou que ele era muito bom em encontrar as coisas, mesmo as crianças escondidas. Estava muito triste agora que não tinha Poças à disposição. Seus lábios se viraram para baixo, seu rosto amassado e um soluço escapou antes que pudesse detêlo. Estúpida! Estúpida! Ela esfregou furiosamente o seu rosto. Chorar não ajudaria em nada. Isto apenas faria Sr. Wiggins feliz se ele a pegasse assim. Esse pensamento deveria ter feito seu controle das lágrimas, mas elas não estavam parando. Elas corriam abaixo por seu rosto se ela queria ou não, e só podia abafar o som em suas saias, esperando que Sr. Wiggins não acordasse. E uma parte dela sabia por que estava chorando, mesmo quando enxugou seu rosto. Isso era sua culpa, tudo isso. Quando Mama os tinha tomado para partir de Londres, naquela terrível viagem para o norte, e ela tinha visto pela primeira vez o castelo de Sir Alistair, desejou em uma parte secreta de seu coração que o Duque viesse e os levasse de volta com ele. E agora seu desejo se tornou realidade.

Não foi até que eles pararam para passar a noite em uma pousada de uma pequena vila que o problema de viajarem juntos atingiu Alistair. Um homem e uma mulher viajando sozinha em conjunto só podia ser uma de três coisas: um homem e sua mulher, um homem e uma parenta de sangue, ou um homem e sua amante. Se uma coisa, o relacionamento deles estava mais próximo do fim. Com o pensamento fez uma carranca. Não gostava de pensar em si mesmo como nada parecido com Lister, mas de certa forma, se ele não usou Helen semelhantemente? Nunca sequer pensou em casamento. Talvez ele fosse tão gigolô como o Duque. Observou Helen sob suas

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sobrancelhas. Ela estava olhando preocupada pela janela da carruagem enquanto os cavalariços corriam para tirar os cavalos. Sua cor completa ainda não havia retornado desde seu recuo esta manhã, e isso recompôs a sua mente. ― Nós vamos dividir um quarto. ― disse ele. Ela olhou para ele distraidamente. ― O quê? ― Não é seguro para você estar em um quarto sozinha. Ela deu-lhe um olhar estranho. ― É uma pequena pousada regional. Parece perfeitamente respeitável. Ele podia sentir em seu rosto um pouco de calor, e suas palavras foram bastante rude como resultado. ― No entanto, vamos nos apresentar como Sr. e Sra. Munroe e ficar no mesmo quarto. ― E ele encerrou a discussão ao descer da carruagem antes que pudesse protestar mais. A pousada parecia respeitável. Uma fileira de homens de idade sentou-se do lado de fora da porta principal, que estava escurecida pela idade. Havia uma boa quantidade de cavalariços e meninos de estrebaria moendo ao redor e fofocando, e em um canto do quintal, um menino com cabelos castanhos despenteados brincava com um gatinho. Alistair sentiu uma dor no peito com a visão. Não era muito parecido com Jamie, mas o menino era de mesma idade. Deus, deixe as crianças a salvo! Ele voltou para a carruagem para ajudar a Helen descer, movendo seu corpo entre ela e aos olhos do menino. ― Venha para dentro e eu vou ver se aí tem um quarto privado. ― Obrigada. ― Disse ela, sem fôlego. Ele lhe ofereceu o braço de forma marital, e a hesitação antes que ela colocasse os dedos em sua manga foi tão pequena, com toda probabilidade só ele viu. Mas viu e observou isso. Ele cobriu a mão enluvada dela com a sua e a levou para a pequena estalagem.

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Quando voltaram, havia de fato um pequeno quarto privado, muito pequeno na parte de trás da pousada. Eles se estabeleceram na mesa rústica ao lado de uma pequena lareira, e logo depois uma refeição quente de carne de carneiro e repolho chegou. ― Você tem certeza que Lister está indo para Londres? ― Alistair perguntou enquanto ele cortava sua carne. A ideia começou a incomodá-lo na última meia hora, pois eles podiam estar em uma perseguição de ganso selvagem, seguindo para Londres enquanto Lister poderia ter um destino totalmente diferente em mente. ― Ele tem uma propriedade rural, várias, na verdade. ― Helen murmurou. Ela estava empurrando a comida em seu prato, mas não tinha tomado uma mordida. ― Mas gasta quase todo o seu tempo em Londres. Ele odeia o interior, ele diz. Acho que ele podia decidir esconder as crianças em outros lugares, mas se veio em pessoa para obtê-los, acho que gostaria de voltar para Londres em primeiro lugar. Alistair assentiu. ― Seu raciocínio é bom. Você sabe para onde ele poderia levá-los em Londres? Ela deu de ombros, parecendo cansada e deprimida. ― Pode ser em qualquer lugar. Ele tem uma casa principal, é claro, uma enorme casa de cidade em Grosvenor Square, mas existem várias outras propriedades que ele possui. Um pensamento indesejável se intrometeu. Ele cuidadosamente quebrou separado o pão com um duro rolo e, com os olhos em sua tarefa, perguntou. ― Onde é que ele mantinha você? Ela ficou em silêncio por um momento. Passava manteiga um pedaço de pão sem olhar para cima. Finalmente disse. ― Ele me deu uma casa na cidade para viver. Ela está em uma pequena praça, muito boa, na verdade. Tinha uma equipe de servos para cuidar da casa e me servir. ― A vida de amante de um Duque parece muito elegante. Não tenho certeza se entendo porque se incomodou em deixá-lo. ― Ele levantou os olhos enquanto mordia o pão com manteiga.

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O rosto dela estava corado, mas seus olhos azuis brilhavam com raiva. ― Você não entende? Não acho que você entende muito sobre mim, realmente, mas vou esforçar-me para explicar. Eu fui o seu brinquedo para 14 anos. Dei-lhe dois filhos. Ele não me ama. Nunca me amou, acho. Todas as joias do mundo, todos os servidores, a casa da cidade e os belos vestidos não foram suficientes para compensar o fato de que eu me deixei ser usada por um homem que não se importava comigo ou por meus filhos. No final, decidi que valia mais. ― Empurrou para trás da mesa e saiu da sala, felizmente, abstendo-se de fechar a porta atrás dela. Alistair pensou em segui-la imediatamente, mas algum instinto masculino inato lhe disse que era mais seguro esperar um pouco. Terminou sua refeição com ânimo mais elevado do que tinha começado. O conhecimento que ela não amava Lister ― se ela já tinha ― foi um bálsamo para a sua alma. Pegou o prato que Helen abandonou e foi até o quarto que ele tinha obtido para ambos durante esta noite. Bateu suavemente na porta, esperando que ela não respondesse, estava muito brava com ele, afinal de contas, mas a porta estalou quase ao mesmo tempo. Ele a empurrou entrou no pequeno quarto, fechou e a trancou atrás dele. Ela se moveu através do quarto depois de deixálo e agora estava em uma pequena janela de formato triangular, de costas para ele, em sua deslocação, com um xale sobre os ombros. ― Você não comeu nada do seu jantar. ― Disse ele. Um elegante ombro elevou-se em um encolher de ombros. ― É uma longa viagem a Londres ― Disse ele suavemente ― e você precisa manter sua força. Venham comer. ― Talvez a gente vá alcançar ao Lister antes de Londres. Ele olhou para aquela magra, corajosa de costas, e o cansaço que ele estava pondo em xeque todo o dia quase o dominou. ― Ele tem uma vantagem. Não é provável. Ela suspirou e, em seguida se virou e, por um momento, pensou ter visto lágrimas espumantes em seus olhos. Mas então ela abaixou a cabeça e veio em direção

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a ele, e não podia mais ver seus olhos. Pegou o prato de comida, mas então não parecia saber o que fazer com ele. ― Sente-se aqui. ― Disse ele, indicando uma pequena cadeira diante do fogo. Ela sentou. ― Não estou com fome. ― Ela parecia uma criança pequena. Ele se agachou diante dela e começou a cortar a carne. ― A carne de carneiro é muito boa. Pegue um pedaço. ― Ofereceu um bocado sobre os dentes do garfo. Ela encontrou seus olhos quando aceitou o pouco de comida. Seus olhos estavam molhados, como harebells que tinham caído em um córrego. ― Nós vamos levá-los de volta ― disse ele em voz baixa. Entregou outro pedaço de carne para ela. ― Vou encontrar Lister e as crianças, e nós vamos levá-los de volta, sãs e salvas. Prometo. Ela assentiu com a cabeça, e ele com cuidado, com ternura, a alimentou com quase todo o prato de comida antes que ela protestasse, dizendo que não podia comer mais. Então subiu na cama de solteiro, e tirou a sua calça e apagou as velas. Quando foi para a cama, ela se deitou de costas para ele, quieta e solitária. Olhou para o teto escuro e ouvia a respiração dela, consciente de que estava duro e pulsando com querer. Eles permaneceram assim, por uma meia hora ou mais até que a respiração dela encrespou-se, e percebeu que ela estava chorando mais uma vez. Então se virou para ela sem dizer uma palavra e puxou seu corpo rígido em seus braços. Ela estremeceu contra ele, seus soluços ainda abafados, e simplesmente passou os braços em volta dela. Depois de um tempo, seu corpo lentamente perdeu sua rigidez. Ela amoleceu e relaxou e não chorou mais. Mas ele ainda estava acordado, duro e querendo.

Capítulo 14

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A Princesa Simpatia pegou o anel e o colocou em seu polegar. Instantaneamente, as barras de ferro de sua gaiola viraram água e se esparramaram pelo chão. Conforme sua gaiola desapareceu, também desapareceu a gaiola que continha as andorinhas. Elas invadiram o ar, circulando por alegria. Teller Verdade deu a princesa seu manto gasto, pois ela não tinha outra roupa, e a levou para onde o cavalo estava escondido. Mas quando ela viu que havia apenas um cavalo, ela parou. ― Onde está a sua montagem? ― ela gritou. ― Eu só tinha dinheiro para uma. ― Teller Verdade respondeu enquanto ele a levantava para a sela. A princesa se inclinou e tocou seu rosto. ― Então você deve mentir quando o feiticeiro retornar. Diga-lhe que uma bruxa me levou. Ele vai fazer um grande mal se ele achar que você me ajudou! Teller Verdade apenas sorriu e deu um tapa no flanco do cavalo, enviando o animal galopando montanha abaixo... DO TELLER O VERDADEIRO

Uma semana depois, Helen colocou a mão na de Alistair e desceu da carruagem na frente da residência do Duque de Lister, em Londres. Ela olhou para o alto edifício clássico e estremeceu. Ela já o tinha visto antes, é claro, mas nunca tentado entrar. ― Não vai nos receber. ― disse ela a Alistair, não pela primeira vez. ― Quem não arrisca não petisca. ― Estendeu o braço para ela, e ela colocou os dedos em sua manga, espantada em como se tornou habitual fazer isto na última semana. ― É um desperdício de tempo. ― Ela murmurou em uma débil tentativa de acalmar os nervos gritando. ― Se achasse que Lister fosse meramente entregar as crianças, então, sim, seria um desperdício de tempo. ― Ele murmurou enquanto subiam os degraus da frente ― Mas esse não é o meu único objetivo hoje.

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Ela olhou para ele. Seu cabelo estava de volta nitidamente batido para trás, e ele usava um tricórnio27 preto e casaco marrom-avermelhado. Ambos eram mais novos do que qualquer outra peça de roupa dele que tinha visto antes, e teve que admitir que ele parecia bastante agradável ― um cavalheiro imponente. Ela piscou e focou seus pensamentos. ― Então, qual é o seu objetivo? ― Estudar o meu adversário. ― Respondeu e bateu no batente ruidosamente ― Agora, silêncio. De dentro da casa, passos se aproximaram e, em seguida, a porta foi aberta. O mordomo, obviamente, era um funcionário superior, mas seus olhos se arregalaram quando viu o rosto de Alistair. Helen conteve uma exclamação afiada. Por que as pessoas têm de olhar fixo tão rudemente quando eles viam Alistair? Eles agiam como se fosse um animal ou um objeto inanimado, um macaco em uma gaiola ou uma estranha máquina, e ficavam boquiabertos, como se ele não tivesse sentimentos. Alistair, entretanto, simplesmente ignorou a grosseria do homem e pediu para falar com o Duque. O mordomo se recuperou, perguntou depois seus nomes, e os colocou em uma pequena sala de estar antes de sair para verificar se o Duque estava disponível. Helen se sentou em um sofá ornamentado dourado e preto e com suas saias cuidadosamente arranjadas. Sentia-se totalmente fora de lugar aqui na casa onde Lister vivia com sua família legítima. A sala foi decorada de dourado, branco e preto. Em uma das paredes havia um retrato de um menino, e se perguntou se era um parente do Duque, um filho, talvez. Ele tinha três filhos com sua esposa, que ela sabia. Rapidamente, desviou o olhar do pequeno retrato, sentindo vergonha por uma vez ter dormido com um homem casado.

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Tipo de chapéu inglês

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Alistair estava rondando a sala como um gato à caça. Ele parou diante de uma coleção de pequenas estatuetas de porcelana sobre uma mesa e perguntou sem se virar: ― Esta é a sua residência principal? ― Sim. Ele se virou para espiar o retrato do menino. ― E ele tem seus próprios filhos? ― Duas meninas e três meninos. ― ela acariciou suavemente com um dedo sobre o bordado de sua manga. ― Então, ele tem um herdeiro. ― Sim. Ele estava atrás dela agora, fora de sua vista, mas sua voz soou muito perto quando ele perguntou: ― Que idade tem o seu herdeiro? Ela franziu a testa um pouco, pensando. ― Vinte e quatro anos talvez? Não tenho certeza. ― Mas é um homem adulto. ― Sim. Ele retornou para a vista dela, vagando pelas altas janelas com vista para o jardim em volta. ― E sua esposa? Quem é ela? Helen olhou para sua saia. ― É casado com a filha de um Conde. Nunca a conheci. ― Não, claro que não. ― Murmurou, afastando-se da janela ― Suponho que você não teria. ― Ele não disse isso com qualquer condenação em sua voz, mas ainda sentia o calor subir por sua garganta e face. Não tinha certeza de como responder e, assim, ficou bastante aliviada quando o mordomo voltou. O rosto do homem estava impassível agora, enquanto lhes dizia que o Duque não estava recebendo visitas. Helen meio que esperava que Alistair exigisse ver o Duque e empurrar passando pelo homem. Ao contrário, apenas balançou a cabeça e a acompanhou até a carruagem.

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Ela o olhou com curiosidade, depois que a carruagem se afastara. ― Isso foi útil para você? Ele acenou com a cabeça. ― Acho que sim, embora o que ele fizer em seguida será mais, eu espero. ― O que fará em seguida? ― Como é que ele vai reagir à nossa presença na cidade. ― Ele olhou para ela, um canto de sua boca torcendo-se. ― É como cutucar um vespeiro para ver o que vai acontecer. ― Acho que você terá uma horda de vespas raivosas pululando ao seu redor. ― Ela disse secamente. ― Ah, mas elas vão atacar imediatamente ou esperar por outro puxão? Será que elas vão vir todos de uma vez ou enviar olheiros primeiro? Olhou para ele, confusa. ― E cutucar Lister como um ninho de vespas lhe diz a tudo isso? ― Oh, sim. ― Ele parecia bastante satisfeito enquanto segurava a cortina aberta com um dedo olhando para fora da janela da carruagem. ― Vejo. ― Acreditava nele, de alguma forma ele estava ganhando conhecimento em uma guerra masculina, mas tais mecanismos maquiavélicos eram complexos demais para ela. Apenas queria seus filhos de volta, pura e simplesmente. Repreendeu a si mesma por ser impaciente. Se os métodos de Alistair poderiam trazêlos ela podia esperar. Podia. ― Preciso tratar de outra incumbência. ― Disse ele. Ela olhou para cima. ― Onde? ― Tenho que ver sobre um navio no porto. ― Um navio? Por quê? Ele ficou em silêncio, e por um momento pensou que não iria responder. Então ele franziu a testa e olhou para fora da janela. ― Há um navio norueguês que ficará

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ancorando depois de amanhã, ou pelo menos deveria estar. Nele está um amigo, um colega naturalista. Tinha prometido vê-lo. Ela o observava. Havia algo mais aqui que não estava dizendo. ― Por que ele não pode vir vê-lo? ― Ele é um francês. ― Disse ele. Sua voz era impaciente, como se não gostasse de suas perguntas. ― Não pode deixar o navio. ― Vocês devem ser muito bons amigos, então. Ele deu de ombros e olhou para longe, não respondendo. Eles rodaram em silêncio até que eles chegaram ao hotel onde Alistair tinha reservado um quarto para os dois. ― Vou voltar rapidamente. ― Disse antes que ela descesse da carruagem ― Nós vamos conversar depois. Viu quando a carruagem se afastou, seus olhos se estreitaram, e então olhou para o hotel. Era muito bom, um estabelecimento caro, mas não tinha vontade de sentar na sala elegante e mexer os polegares esperando por ele. Virou-se para um dos cavalariços descansando sobre a frente do hotel. ― Você pode me achar uma liteira28? ― Aye senhora! ― o menino saiu como um tiro. Ela sorriu. Alistair não precisava ser o único a manter segredos.

O homem que os tinha seguido desde a residência de Lister até o hotel continuou a seguir a trilha de Alistair depois que a carruagem se afastou. Alistair grunhiu de satisfação e deixou a cortina da janela cair. O homem estava em pé, um sujeito áspero vestido com um colete amarelo, casaco preto e chapéu de abas largas, mas as carruagens rolavam tão lentamente por Londres, que ele poderia facilmente vê-

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Tipo de cadeira para transporte individual, nessa época era puxada por dois homens.

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lo. Interessante que Lister quisesse saber aonde ele ia, assim como Helen. O Duque tinha obviamente atrelado a ele uma ameaça, vista invisível. Os lábios de Alistair enrolaram. Como bem Lister deveria. Uma hora mais tarde, o homem do Duque ainda estava atrás da carruagem quando parou em frente ao escritório do mestre da doca. Navios altos estavam ancorados no meio do rio Tâmisa, onde o canal era profundo o suficiente para seus cascos. Barcos e navios menores estavam em constante movimento, transportando pessoas e bens para os navios ancorados. O cheiro do rio era nítido aqui, parte peixe, parte podridão. Alistair saltou e caminhou para dentro do escritório do mestre da doca, fingindo não perceber seu perseguidor, descansando agora contra uma parede de armazém. Havia vários homens zanzando dentro do escritório do chefe do cais, mas todo mundo ficou em silêncio quando Alistair entrou. Ele suspirou. Eles iriam começar a falar de novo, avidamente, quando saísse. Tornouse cansativo depois de um tempo ser sempre a parte mais bizarra do dia de outras pessoas. Ele foi capaz de verificar que o navio de Etienne ainda estava programado para atracar em Londres. Isso era uma boa notícia. Se teve que deixar sua casa e sair correndo por toda a Inglaterra, então pelo menos poderia descobrir sobre o traidor de Spinner’s Falls enquanto o fazia. Mais preocupante era a informação de que o navio de Etienne só faria ancoragem em Londres para pegar suprimentos. O capitão não foi autorizado sequer a deixar seus homens saírem para a costa. O período de tempo em que Alistair poderia visitar o navio era muito estreito, apenas uma questão de horas. Droga. Teria que voltar regularmente nas docas para se certificar de que ele perderia o navio de Etienne completamente. Uma vez que Etienne navegasse, estaria indo ao redor do Chifre de África. Seriam meses, talvez anos, antes de Alistair ser capaz de contactálo novamente. Alistair deixou o gabinete do chefe do cais e parou para vestir seu tricórnio. Ele olhou rapidamente por debaixo da borda e viu que seu perseguidor ainda estava esperando. Bom. Ele pulou em sua carruagem e bateu no telhado para sinalizar ao

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cocheiro. Esperemos que o homem esteja bem descansado, porque ele iria correr uma hora ou mais antes que eles chegassem ao hotel. Alistair sorriu e inclinou o chapéu sobre os olhos, preparado para usar esse tempo em um cochilo.

― Sei que ele não queria me ver antes ― Helen disse pacientemente para o mordomo, ― mas acho que agora ele vai. Diga a Sua Graça que estou sozinha. ― O homem, obviamente, não queria incomodar seu mestre, mas com perseverança e muita repetição, Helen finalmente foi capaz de enviar o homem em sua missão. Ele a colocou na mesma sala em que visitara com Alistair não uma hora antes. Alistair ficaria zangado se soubesse que estava visitando o Duque sozinha, mas não podia simplesmente esperar passivamente até Lister responder. Tinha que pelo menos tentar argumentar com ele. E sabia que se viesse sozinha, ele a receberia. Poderia falar com ele, implorar se tivesse que fazer. Abigail e Jamie eram as únicas coisas boas que tinha para mostrar de uma vida menos do que sabiamente vivida. Faria o que fosse preciso para tomá-los de volta com segurança. Meia hora mais tarde, quando seus nervos esticaram tensos o suficiente para estalar, o Duque de Lister entrou na sala. Ela se virou ao som da abertura da porta. No momento em que via quando ele passeou em direção a ela, lembrou-se da primeira vez que o viu mais de uma década atrás. Ele mudou muito pouco nesse tempo. Ainda era alto, sua cabeça mantida arrogantemente ereta. Tinha ganhado uma pequena quantidade de peso ao redor da cintura, e sabia que sob sua peruca encaracolada seu cabelo tinha diminuído, mas por outro lado estava muito semelhante, mais velho, homem bonito que sabia muito bem o poder que tinha. O que havia mudado era ela. Não era mais uma menina verde demasiadamente impressionada pela posição e riqueza de um homem. Ela mergulhou em uma pequena reverência. ― Sua Graça.

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― Helen. ― Olhou para ela, seus olhos frios, os lábios pálidos finos. ― Você me deixou muito, muito zangado. ― Deixei? ― Perguntou ela, e viu um flash rápido de surpresa em seus olhos azuis claros. Ela nunca desafiou qualquer coisa que ele disse no passado. Isto foi o que fez dela uma amante exemplar. A sua vontade de consentir com todos os desejos dele. ― Não achei que você iria notar a minha ausência de qualquer modo. ― Então, você está enganada. ― Ele apontou para ela se sentar. ― Tenho medo que você vai ter que trabalhar duro para recuperar a minha estima. Ela se sentou e socou a raiva para baixo. ― Quero apenas meus filhos. Ele afundou em uma cadeira em frente a ela, batendo de lado as abas de seu casaco de veludo. ― Meus filhos também. Ela se inclinou a frente, incapaz de impedir a si mesma de sibilar ― Nem sabe seus nomes. ― James, e a garota, ― ele estalou os dedos como se procurasse seu nome ― Abigail. Vê, eu sei seus nomes. Não que isso importe, quando todas as coisas são consideradas. Você sabia muito bem qual seria o preço de me deixar. Por favor, não finja choque agora. ― Eu sou a mãe deles. ― Ela tentou evitar a súplica em sua voz, mas era difícil. Impossível, realmente. ― Eles precisam de mim, Lister. Deixe-me tê-los de volta. Por favor. Ele sorriu, seus lábios se espalhando sem nenhum humor, ou mesmo qualquer emoção, por tudo. ― Muito bonito, mas seus apelos não me influenciam. Você me desafiou Helen, e agora deve ser punida. Chega, agora. Concorde em voltar para a casa dentro da cidade que te dei e então posso ser mais receptivo para discutir as crianças. Ela arregalou os olhos, verdadeiramente chocada. Não lhe ocorreu que ele poderia tentar chantageá-la dessa maneira. ― Mas por quê? Ele ergueu as sobrancelhas, o que parecia ser genuína surpresa. ― Porque eu quero você, é claro. Você é tanto minha como as crianças são.

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― Você não me quer. Você não tem me visto, não tem feito amor comigo em anos. Sei que tomou outra amante, provavelmente mais de uma. Lister fez uma careta de desgosto em sua menção. ― Por favor, Helen, nós não precisamos ser tão grosseiros. Nunca pense que porque não visito você tão frequentemente que me esqueci de você. Estou realmente muito apaixonado por você, minha querida, por favor, acredite nisto. E quando você voltar, posso encontrá-lo em meu coração para recompensar com uma pequena bugiganga. ― Ele parecia muito impressionado com o pensamento. ― Sim, acho que brincos de safira ou talvez mesmo um colar. Você sabe como gosto de safiras em você. Ele se levantou e foi até ela, oferecendo a mão para ajudá-la a levantar. Helen fechou os olhos, tentando vencer o pânico. Parecia tão razoável, tão certo de que ele conseguiu exatamente o que queria. E por que não deveria? Lister era um Duque. Conseguiu tudo o que sempre quis em sua vida. Mas ela não. Não ela. Ela abriu seus olhos e olhou para ele, este homem que tinha amado há muito tempo, este homem que era o pai de seus filhos. Ela colocou a mão na dele e se levantou para lhe resistir. ― Não vou voltar. Seus olhos se tornaram duros e opacos, e seus dedos se apertaram em um torno da mão dela. ― Agora, não seja tola, Helen. Você já me colocou para fora. Não acho que gostaria de me enfurecer. Ela prendeu a respiração com a ameaça implícita, torcendo sua mão, tentando se libertar. Permitiu sua luta por um momento mais e, em seguida, abruptamente a deixou ir. Ele ficou sorrindo. Ela olhou para ele, perguntando se realmente o conhecia de qualquer modo. Helen se virou e caminhou para fora de sua sala de estar e de sua casa. Logo desceu os degraus da frente e de encontro à liteira. Uma vez inclusa no pequeno espaço, permitiu-se tremer. Querido Deus, ela poderia fazer isso? Se retornar para Lister fosse a única maneira de obter Abigail e Jamie de volta, ela poderia permanecer firme contra ele? Não. Já sabia em seu coração. Não.

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Se tivesse que escolher entre seu orgulho e seus filhos, admitiria seu orgulho.

― Mama. ― Abigail sussurrou. Ela estava na casa do Duque, no antigo berçário, e viu quando abaixo uma senhora cuja aparência era muito parecia com sua mãe desceu as escadas e entrou em uma liteira. Os homens levantaram a cadeira e correram pela rua e viraram na esquina. Abigail ainda olhou para fora da janela, entretanto. Talvez a senhora não fosse Mama. Isto era muito difícil dizer conforme a maneira alta da janela daqui, e ainda havia barras que a impediam de ficar mais perto da janela, mas esperava que fosse Mama. Oh, como esperava! Ela se virou relutantemente da janela. O Duque os levara para sua casa, porque sua verdadeira família estava fora do país. Ele os colocou aqui no antigo berçário quente e fez Sr. Wiggins e uma empregada vigiá-los. A serva era melhor do que Sr. Wiggins, principalmente porque se sentava no canto olhando entediada. Sr. Wiggins muitas vezes parecia entediado enquanto os observava, também, mas também os importunava. Ele já amedrontado Jamie em um ataque gritando hoje. Agora Sr. Wiggins tinha saído e a empregada cochilava no canto. Jamie tinha adormecido depois de sua crise de choro. De novo. Ele dormir um bocado, e quando estava acordado, estava triste. Nem mesmo o enorme conjunto de soldadinhos de chumbo o interessava. À noite, Abigail o ouvido chamar o nome de Mama, e ela não sabia o que fazer. Deveria tentar fugir com Jamie? Mas, então, onde é que eles iriam? E se... A porta do berçário abriu, e o Duque entrou. A serva cambaleou sobre seus pés no canto e fez uma reverência. O Duque a ignorou. Ele olhou para Abigail. ― Vim para verificar o seu bem-estar minha querida.

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Abigail concordou. Não sabia mais o que fazer. Ela mal falou com o Duque desde que ele os trouxe da Escócia. Ele nunca bateu nela ou em Jamie, mas algo sobre ele a deixava muito nervosa. Ele franziu a testa um pouco, não numa carranca zangada, mas que parecia significar que estava irritado. ― Você sabe quem eu sou não é? ― O Duque de Lister. ― Abigail se lembrou da reverência que deveria ter feito quando ele entrou. ― Sim, sim. ― Ele acenou com a mão, impaciente. ― Quis dizer quem eu sou para você. Sabe que somos parentes não é? ― Você é meu pai. ― Abigail sussurrou. ― Muito bom. ― O Duque lançou um sorriso para ela. ― Você é uma brilhante pequena boneca não é? Abigail não sabia o que dizer sobre isso, então ficou em silêncio. O Duque caminhou até uma prateleira onde bonecas estavam sentadas em uma fileira. ― Sim, sou seu pai. Tenho provido você toda a sua vida. Alimentado você. Vestido você. Dado a sua mãe uma casa em que você poderia dormir à noite. ― Ele pegou uma boneca e a virou, olhando para ele, então a repôs na prateleira. ― Você gostava da casa onde morava com sua mãe, não é? ― Ele se virou e olhou para ela com a mesma expressão no rosto de quando examinou a boneca. ― Não é? ― Sim, Sua Graça. Aquele sorriso apareceu em seu rosto novamente. ― Então vai ficar feliz quando você, seu irmão e sua mãe voltarem para aquela casa. ― Ele se virou para a porta. Talvez tenha terminado de falar com ela agora. Mas, então, pareceu ver Jamie dormindo em uma cadeira. Parou e franziu o cenho para a serva. ― Por que é que o menino está dormindo a esta hora? ― Não sei Majestade. ― disse a serva. Ela correu por cima e sacudiu Jamie para acordar.

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Jamie se sentou, com o cabelo amassado, o rosto corado e alinhado com a cadeira. ― Bom. ― disse o Duque ― Os meninos não devem dormir durante o dia. Veja que ele se mantenha acordado até sua hora de dormir. ― Sim, Vossa Graça. ― a serva murmurou. O Duque assentiu com a cabeça e caminhou até a porta. ― Comportem-se, crianças. Se forem muito bons, virei vê-los novamente. ― E saiu. Abigail foi até Jamie. Ele começou a choramingar por ter sido despertado. ― Quero Mama, Abby. ― Eu sei querido. ― Abigail murmurou, usando o tom que ouviu a sua mãe utilizar tantas vezes. ― Eu sei. Mas temos que ter coragem até Mama vir até nós. Segurou Jamie contra o peito e balançou um pouco, principalmente para confortá-lo, mas também para confortá-la, admitiu. Porque o Duque estava errado. Não queria voltar a viver na casa grande de Londres. Queria voltar para a Escócia. Ajudar Mama a limpar o castelo sujo de Sir Alistair. Passear com ele para procurar texugos e pescar em seu claro riacho azul. Queria que todos eles voltassem ao Castelo Greaves e vivessem juntos. E estava com muito medo de que jamais fosse ver o Castelo Greaves ou Sir Alistair novamente.

Capítulo 15 Teller Verdade olhou para cima e viu que as nuvens estavam se movendo sobre a lua.

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Ele se lembrou do que a Princesa Simpatia havia dito: ― Que o feiticeiro só ficaria transformado enquanto a luz da lua estivesse sobre ele. Quando Teller Verdade se virou para correr montanha abaixo, o pequeno morcego marrom apareceu. As nuvens cobriram a lua e o morcego voltou a ser o feiticeiro. Ele caiu no chão nu e, em seguida, se levantou poderoso e com raiva. ― O que você fez? ― Ele gritou. Teller Verdade olhou para ele e lhe disse o que ele devia: a verdade. ― Eu te droguei, libertei a princesa, e soltei as andorinhas. Ela fugiu daqui a um cavalo rápido, e você nunca irá alcançá-la. Por minha causa, a perdeu para sempre... DO TELLER O VERDADEIRO

Até o momento que Alistair voltou para o hotel, era início da noite. Seu seguidor tinha conseguido se manter com a carruagem todo o caminho das docas, mas uma vez que eles tinham concluído no hotel, outro homem havia tomado seu lugar. Um sujeito mais curto que tinha um casaco amarelo encostou-se na parede em frente do hotel de Alistair. Não que Alistair se importasse no momento. Ele só queria chegar ao quarto que dividia com Helen, afastar-se de todos os olhos que olhavam para ele constantemente e, talvez, ver se poderia ter uma refeição para que pudessem jantar em privado. Ele simplesmente queria descansar. Mas no momento em que entrou no quarto do hotel, pôde sentir a tensão em torno de Helen. Fez uma pausa na porta, olhando para ela. Ela andava pelas janelas, uma pista curta entre a cama e a parede, as sobrancelhas franzidas e uma mão esfregando a outra em sua cintura. Ele suspirou e fechou a porta atrás de si. Ela estava ansiosa quando ele a deixou aqui mais cedo, mas não esta nervosa. No que estava trabalhando até agora? ― Pensei que pediria um simples jantar para comer no quarto, se isso for agradável para você. ― Ele disse enquanto cruzava para uma cômoda. No topo

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estavam uma bacia e um jarro de água fresca. Ele derramou um pouco de água na bacia. Atrás dele, havia um silêncio salvo os passos regulares dela. ― Então? ― Ele perguntou. ― O quê? ― Sua voz estava distraída. ― É agradável para você comer aqui? ― Jogou água em seu rosto. ― Eu... Eu suponho. Ele tomou uma toalha e secou seu rosto, se virando para observá-la. Ela parou perto da janela, olhando para seus pés. Jogou de lado a toalha. ― O que você fez esta tarde? ― Oh, nada demais. ― A pele honesta dela corou, o lindo cor-de-rosa subindo de sua garganta para suas bochechas. Ela parecia bastante adorável, mas estava mentindo. Ele caminhou em direção a ela, examinando-a. ― Você não saiu? ― Os olhos dela abaixaram. E soube, de repente e sem qualquer dúvida. ― Você viu Lister. Ela ergueu a cabeça, seu olhar desafiante encontrando o dele ― Sim. Tive que pelo menos, tentar fazê-lo ver a razão. Raiva escaldante quente borbulhava em suas veias, mas a segurou secamente. ― E ele viu? ― Perguntou gentilmente. ― Não. Ele está determinado em manter as crianças. Ele inclinou a cabeça, dobrando o olho bom para ela. ― E simplesmente a deixou ir, tropeçando de seus degraus da frente e para longe sem ao menos uma tentativa de fazer você ficar? Talvez ele até mesmo colocasse seu lenço de pescoço na despedida quando você saiu? Seu rubor se intensificou. ― Ele não tentou me manter... ― Não, claro que não. Por que faria isso quando teve a enorme dificuldade de sequestrar seus filhos para obter você de volta? Sua cabeça se sacudiu como se tivesse batido nela. ― Como é que sabe que ele me quer de volta?

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Ele riu, o som áspero e rápido. ― Não me tome por um tolo. Um homem não sequestra seus filhos bastardos, quando já tem três filhos e herdeiros. Eu o conheço. Conheço seu jogo. Ele está usando-os como reféns para obter você de volta, não está? ― Ele disse que eu nunca iria vê-los novamente, a menos que retorne como sua amante. Algo dentro dele explodiu. Sentiu a liberação, transbordando o limite da razão à loucura. ― Você concordou? ― De alguma forma, atravessou a sala e agarrou seus braços. ― Diga-me, Helen. Concordou em retornar para ele? Aceitá-lo em sua cama? Ser sua puta? Você fez? Ela olhou para ele com aqueles malditos olhos harebell alagados. ― Disse que nunca vou ver Abigail e Jamie novamente, a menos que volte para ele. Eles são tudo o que eu tenho Alistair. Meus filhos. Meus bebês. Ele a sacudiu mais uma vez. ― Você concordou? ― Não posso nunca vê-los novamente. ― Maldita seja, Helen. ― Seu peito estava apertado com horror. ― Você concordou? ― Não. ― Ela fechou os olhos. ― Não. Disse a ele que não. ― Graças a Deus! ― Ele a puxou em seus braços e levou sua boca para baixo sobre a dela, esmagando seus lábios macios. O pensamento dela com Lister o deixava fora de controle. ― Ele machucou você? ― Não. ― Ela suspirou ― Ele... Ele agarrou minha mão, mas... Ele pegou suas duas mãos e viu vergões vermelhos na direita. Bruscamente, parou, segurando seus dedos delicados na sua enorme mão. ― Ele te machucou. ― Não é nada. ― Ela puxou a mão suavemente. ― Ele machucou você, tocou em você em qualquer outro lugar? ― Não, Alistair, não. ― Ele queria tocá-la, eu sei. ― Ele disse enquanto esfregava as mãos sobre os ombros e os braços dela. ― Queria tocar, provar e sentir que você.

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― Mas ele não o fez. ― Colocou as palmas das mãos, frescas e suaves, em ambos os lados de seu rosto. ― Ele não me tocou. ― Graças a Deus! ― Ele tomou sua boca violentamente, empurrando sua língua dentro dela, querendo apagar a imagem de Lister de ambas as suas mentes. Sua aceitação o acalmou até que pode voltar a se afastar. ― Eu sinto muito. ― Ele fechou os olhos com nojo de si mesmo ― Você deve me achar uma besta voraz. ― Não. ― Ela disse calmamente. Ele sentiu seus lábios macios roçando sobre o lado de seu rosto com as cicatrizes. ― Acho você um homem. Só isso. Um homem. E quando ela trouxe seus lábios de volta para os dele, ele foi capaz de beijá-la suavemente neste momento. Docemente. Adorando-a. Seus olhos ainda estavam fechados ― talvez ele não quisesse mais ver a realidade da sua situação deles ―, então só sentiu quando ela correu suas mãos sobre seu peito, a pressão suave através das camadas de sua roupa. As mãos dela desceram em direção das suas calças, e uma parte masculina primitiva dele esperou, sem fôlego, para ver o que ela faria. Seus dedos se moviam sobre os botões de sua calça, soltando seu pau, libertando-o. Ele estendeu a mão para ela então. ― Helen... ― Não. ― Ela disse, com firmeza ― Não, deixe-me. E suas mãos caíram, porque embora fosse um homem de honra, não era de forma alguma um santo. Ouviu o farfalhar de suas saias quando ela se ajoelhou, sentiu seus dedos sobre seu pênis latejante, e, em seguida, o roçar de seus dentes. Ele fez um esforço heroico e tentou mais uma vez por dissuadi-la. ― Você não precisa. Seu sussurro explodiu do outro lado da cabeça inchada de seu pênis quando disse ― Sei. Então sua boca quente molhada o envolveu, e ele só podia gemer e reforçar suas pernas se não cairia. Deus! Pagou uma prostituta por isso uma vez, há muito tempo, mas foi uma decepção. Nessa ocasião, naquele lugar foi grosseiramente chupando, puxando e ele mal foi capaz de terminar. Agora... Agora havia uma pressão

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suave, o toque de veludo de sua língua, e acima de tudo, o conhecimento de que ela estava fazendo isso com ele. Não podia ajudar a si mesmo. Abriu os olhos e olhou para baixo e quase veio no ponto. Sua cabeça dourada estava inclinada sobre ele, seu pau avermelhado deslizando entre seus lábios rosados, seus dedos delicados e brancos contra a grosseira carne. Ela olhou para ele, seu pau ainda em sua boca esticada, e seus olhos harebell azuis estavam escuros agora. Misteriosos, femininos, e a coisa mais erótica que já tinha visto em sua vida.

Ela provou do homem, do sal e da própria vida. Helen fechou os olhos, saboreando a sensação do pênis de Alistair em sua boca. Fez isso algumas vezes com Lister, mas achou o ato desagradável. Algo que só fazia para agradá-lo. O que fazia agora satisfazia a dela também. Havia poder em manter a parte mais elementar de um homem entre os lábios, sentindo-o tremer enquanto ela o acariciava, ouvir sua respiração vir rápida e dura enquanto chupava. E havia outra coisa. Ela gostou do gosto dele, gostava de lamber sua cabeça lisa. Gostava de acariciar a pele macia de seu eixo e sentindo a dureza de aço abaixo. Isto era erótico. Primitivo, e apenas um pouco impertinente. Seus seios estavam inchados sob seu corpete e espartilho, os mamilos sensíveis e pontiagudos. Ela podia sentir a umidade na junção de suas coxas, e ela as apertou juntas e sugou fortemente nele ao mesmo tempo. ― Deus! ― Ele grasnou em cima dela. Ela se sentia como a mulher mais atraente da Inglaterra naquele momento. Chegou com cuidado, com ternura, para dentro de suas calças e encontrou suas bolas, pesadamente no seu saco. Elas eram como ovos na mais suave e as revirou delicadamente em sua mão. Chupou novamente. Ele rosnou.

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Ela olhou para cima. Sua cabeça estava para trás, suas mãos apertadas em seus lados, e podia sentir suas coxas, duras e tensas perto de sua cabeça. Poderia continuar isto, chupando até que ele perdesse o controle e expelisse a sua semente em sua boca. A ideia era perversamente sedutora, e apertou os lábios para puxar fortemente sobre ele. Mas o tinha julgado mal. Ele se inclinou, de repente, a pegou em seus braços tão rapidamente que guinchou em alarme. Ele a jogou na cama, e ela não tinha acabado de deitar quando ele caiu ao lado dela. ― Já chega! ― Estalou. Rompeu suas rendas, arrancou o corpete dela e arremessando-o no meio do quarto. ― Basta de jogar. Basta de provocação com meu pau. Basta tudo isso. Ele puxou suas saias e a capotou antes que ela tivesse tempo de reagir. Ele empurrou e a puxou até que ela estava de joelhos, apoiada em seus cotovelos, e lançou fora a barra de sua camisa, desnudando seu traseiro. Entrou por trás dela sem aviso, e ela engasgou. Quente e duro. Longo e cheio. Ela mordeu o lábio, tentando não gritar com a sensação. Estava tão justo-o, tão perfeito. Ele se afastou um pouquinho, ajustando sua posse sobre seus quadris nus antes de bater de volta. Empurrando rápido, empurrando profundamente. Seus braços deslizaram para frente sob as duras arremetidas, até que ela se agarrou e se preparou novamente. Então fechou os olhos e simplesmente sentiu. O forte deslize dele contra ela, carne macia molhada. O calor construindo em seu centro. Ele parou de repente, e ela chorou desta vez ― em decepção. Mas ele alcançou debaixo dela, ainda embainhado ao máximo dentro de seu corpo, e passou suas mãos sobre a parte superior dos seios. Puxou um pouco, e seus mamilos estouraram por cima de seu espartilho, duros e abrasivos. Beliscou rudemente, e ela mordeu o lábio, empurrando de volta contra seus quadris. Ele riu, um som gutural sem fôlego, e voltou a bater dentro dela, uma mão segurando-a firme para recebê-lo, a outra ainda brincando com seus mamilos. Ela

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gemeu e olhou para baixo, vendo sua mão grande e bronzeada brincando sobre seus seios brancos. A visão a fez apertar se internamente, e explodiu repentinamente, dolorosamente, os braços dele distribuídos por debaixo dela com a força. Luz voou de seu centro, cegando-a e tornando seus membros fracos pelo prazer. Ela caiu plana sobre a cama, e ele a seguiu, ainda empurrando fortemente, seu pênis uma coisa viva dentro dela, exigindo a submissão, exigindo prazer. E ela lhe deu. Sem barreiras. Sem pensamento consciente. Sua barriga ondulando com o orgasmo que continuou inabalável. Ela arfava nos lençóis, enchendo a boca com o canto de um travesseiro para não gritar em voz alta. Sentiu a parte superior do corpo dele levantar longe dela, fazendo com que sua pélvis pressionar dentro dela mais pesadamente. Viu pelo canto do olho um de seus braços apoiados ao lado de seu ombro. Ele se retirou. Devagar. Nesta posição, debaixo dele, com as pernas abertas na largura do quadril, a pressão era intensa. Ele estava abarrotado tão hermeticamente dentro dela. Seu pênis arrastando contra ela enquanto recuou de sua carne macia. Ela fechou os olhos, perdida no sentimento intenso. Empurrou de volta, tão lentamente, e sentiu todo o seu comprimento reentrar duro nela. Isto era a felicidade. Esta foi a sensação além de qualquer coisa que já tinha experimentou antes. Podia repousar sobre isso assim e se submeter a ele para sempre, deleitando-se com sua carne dura, seu perfume masculino ao seu redor. ― Helen... ― ele murmurou ―... Helen. E ela o sentiu sacudir contra ela. Empurrou mais uma vez, empurrando todo o seu comprimento para dentro dela, e ela gozou de novo, uma doce, quente, ensopada onda de prazer, depois da intensidade anterior. Ele se retirou de repente, e sêmen quente espirrou em sua coxa. Ele ficou imóvel em cima dela, sua respiração vindo duramente, seu peso ainda segurando a parte inferior do corpo dela preso à cama. Ela desejou que ele pudesse ficar assim, com o corpo rígido pressionando-a na cama, mas era inevitável que ele rolasse para o lado.

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Ele deslizou para longe dela e ficou ao lado da cama, tirando suas roupas, se movendo lentamente, como se terrivelmente cansado. Ele subiu ao seu lado, nu, e a puxou para perto, o que era melhor. Sem palavras, ele ajustou o corpo dela contra o seu maior, um mais duro, e colocou a cabeça dela na dobra do seu braço. Ela observou sonolenta como o peito dele subia e descia, a batida de seu coração lenta e constante contra seu rosto. Ela se perguntou o que eles fariam se eles tivessem seus filhos de volta. Se ele a amava e se eles nunca poderiam ter uma vida juntos. E, finalmente, decidiu que isso era totalmente demais para pensar agora. Então, fechou seus olhos e dormiu.

Quando Helen acordou, novamente, o quarto estava quase escuro. Alistair estava em processo de puxar suavemente o braço por baixo da cabeça dela. O movimento era o que a tinha despertado. Ela não fez nenhum som, mas viu quando ele se levantou e encontrou suas roupas de baixo e calças, deslizando-as pelas longas pernas. E se lembrou de algo que queria perguntar a ele antes, quando voltaram para o hotel. ― Onde você foi? Suas mãos, abotoando a braguilha de suas calças, pararam com sua voz e, em seguida, retomou seu trabalho. ― Disse a você. Fui para as docas ver sobre um navio. Ela apoiou a cabeça na mão, deitada de lado. ― Eu já lhe disse os meus segredos. Não é hora de me contar os seus? ― Isto era uma aposta com base em sua recente relação sexual. Ele ainda podia recuar para a dura raiva que ele carregava na direção dela durante a última semana. Ele poderia simplesmente fingir que não sabia sobre o que ela falava. Ele não fez nenhum nem outro. Ao contrário, ele se curvou e pegou sua camisa, segurando-a com as mãos e olhando para esta como se nunca tivesse visto o linho

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branco antes. ― Quase sete anos atrás, eu estava nas Colônias Americanas. Você sabe disso. Isto foi como cheguei a escrever o meu livro. E foi também assim que perdi o meu olho. ― Diga-me. ― ela sussurrou, sem se atrever a se mover ou respirar para que não quebrasse a narração dele. Ele acenou com a cabeça. ― Meu objetivo nas Colônias era descobrir novas plantas e animais. O melhor lugar para procurar por coisas desconhecidas é o lugar onde os homens já não as tenham explorado, as bordas da civilização. Mas porque esta é à borda da civilização e porque estamos em guerra com a França, era também o lugar mais perigoso para se estar. Naturalmente, então, achei conveniente me juntar aos vários regimentos do exército. Passei três anos, portanto, vagando por onde eles caminhavam, coletando amostras e fazendo anotações quando acampavam. Ele ficou em silêncio por um momento, ainda olhando para a camisa em suas mãos até que sacudiu a cabeça e olhou para ela. ― Perdoe-me. Estou atrasando o ponto crucial da minha história. ― ele inalou profundamente ― No outono de 1758, estava com um pequeno regimento de homens, o 28º Regimento de Infantaria. Estávamos marchando através de uma densa floresta, o nosso destino era Fort Edward, onde o regimento pretendia aquartelar para o inverno. A trilha era estreita, as árvores opressivamente fechadas quando chegamos a uma queda29... ― Sua voz quebrou e foi sumindo para longe, e um olhar que nunca tinha visto nele antes cruzou seu rosto. Desespero. Ela quase gritou. Mas seu rosto suavizou e ele limpou a garganta. ― Este era chamado Spinner’s Falls como descobri mais tarde. Fomos atacados por ambos os lados pelos franceses e um grupo de seus aliados indígenas. Basta dizer que perdemos. ― Um canto de sua boca se contorceu em algo que poderia ter sido um sorriso. ― Digo 'nós' deliberadamente. No meio da batalha, um nunca fui um espectador. Embora fosse um

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Cachoeira alta.

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civil, lutei tão duro quanto os soldados que estavam ao meu lado. Nós lutamos pela mesma coisa, depois de tudo, nossas vidas. ― Alistair. ― ela sussurrou. Ela tinha visto como ele havia tocado o cadáver Lady Grey, viu ele pacientemente ensinar Abigail a pescar. Ele não era um homem que iria cometer ou recorrer de violência facilmente. ― Não. ― ele dispensou sua simpatia. ― Estou faltando com a verdade novamente. Sobrevivi a batalha relativamente incólume com vários outros, e os índios nos arrebataram como prisioneiros. Marchamos por muitos dias pela mata e, então, chegamos em seu acampamento. Ele franziu o cenho para a camisa e a dobrou cuidadosamente. Os músculos de seus braços nus passaram na luz fraca. ― Os povos indígenas em qualquer parte do mundo, têm uma espécie de costume quando eles vencem uma batalha. Eles levam cativo o inimigo que sobrevive e eles os torturam, o objeto é parte da celebração, parte demonstração da covardia do inimigo. Pelo menos isso é o que acredito que seja. Claro, pode não haver uma razão de qualquer modo para a tortura. Certamente, há ampla evidência em nossa própria história dos povos se deliciando em infligir dor puramente pelo prazer dela. Sua voz estava uniforme, quase legal, mas seus dedos dobravam e redobravam a camisa que ele mantinha, e Helen sabia que lágrimas estavam correndo pelo rosto dela. Se ele tivesse pensado assim como eles o torturaram? Tentou levar sua mente longe da dor e do horror, observando e analisando as pessoas que havia capturado ele? O pensamento era horrível demais para suportar, mas devia suportar isto. Se ele pôde sobreviver ao que tinha sido feito a ele, o mínimo que podia fazer era ouvir o que tinha acontecido. ― Vou direto ao ponto. ― ele respirou fundo, como se para se firmar. ― Eles nos tomaram e nos despiram totalmente. Amarraram nossas mãos atrás das costas e, em seguida, amarraram uma corda a partir de nossas mãos amarradas a uma estaca para que pudéssemos levantar e nos mover um pouco, mas não ir longe. Eles brincaram com

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um homem chamado Coleman primeiro. Espancaram-no e cortaram-lhe as orelhas e jogaram brasas nele. E quando ele caiu no chão, eles o escalpelaram e amontoaram brasas em seu corpo ainda vivo. ― Ela fez um som de protesto, mas ele parecia não ouvir. Olhou cegamente para suas mãos. ― Com isto Coleman demorou dois dias para morrer, e durante todo o tempo, nós assistimos e sabíamos que seriamos o próximo. Medo... ― ele limpou a garganta ― O medo faz coisas feias para um homem, torna-o menos humano. ― Alistair ― ela sussurrou de novo, não querendo ouvir essa história. Mas ele continuou. ― Outro homem, um oficial eles crucificaram e incendiaram. Ele deu altos gritos terríveis como um animal enquanto morria. Nunca tinha ouvido semelhante antes ou depois. Quando eles começaram em mim, foi quase um alívio, se pode creditar nisso. Sabia que iria morrer, minha tarefa era simplesmente morrer com bravura. Nunca gritei quando eles pressionaram ardentes marcas em meu rosto, nem quando eles me cortaram. Mas, quando pegaram uma faca para o meu olho... ― Sua mão flutuou para aquele lado de seu rosto, e seus dedos delicadamente traçaram as cicatrizes. ― Acho que perdi minha memória um pouco. Não consigo me lembrar exatamente. Não me lembro de nada antes de acordar novamente no Fort Edward na enfermaria. Fiquei surpreso por estar vivo. ― Eu estou contente. Olhou para ela. ― Pelo quê? Ela tocou em seu próprio rosto. ― Que você sobreviveu. Que Deus tirou a sua memória. Sorriu então, uma torção horrível de seus lábios. ― Mas Deus não teve nada a ver com isso. ― O que você quer dizer? ― Isto não fazia sentido. ― Ele acenou com a mão em uma ampla varredura ― Você não vê? Nada daquilo tinha qualquer ordem ou razão. Alguns de nós

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sobreviveram e outros não. Alguns foram marcados e alguns não foram. E não importava se era um homem bom ou corajoso ou forte ou fraco. Isso foi puro acaso. ― Mas você sobreviveu. ― Sussurrou. ― Sobrevivi? ― seus olhos brilhavam ― Fiz? Estou vivo, mas não sou o homem que era antes. Realmente sobrevivi? ― Sim. ― Ela se levantou e se aproximou dele, colocando a palma de sua mão sobre o rosto dele cheio de cicatrizes. ― Você está vivo e estou contente. ― Ele cobriu a mão dela com a sua, e por um momento ficaram assim. Seu olhar procurou o dela, intenso e confuso. Então, ele virou sua cabeça para longe, e sua mão caiu. Ela se sentiu como se tivesse perdido alguma coisa naquele momento, mas não sabia o que. Desolada, ela se sentou na cama. Ele prosseguiu vestindo. ― Assim quando estava bem o suficiente para viajar, naveguei para a Inglaterra. Você sabe o resto, acho. ― Ela assentiu com a cabeça ― Sim, bem. Tenho vivido desde aquela época muitíssimo como você me viu pela primeira vez quando chegou ao castelo. Tenho evitado a companhia de outras pessoas, por razões óbvias. ― Tocou o emplastro sobre seu olho. ― Mas há um mês, o Visconde Vale e sua esposa, sua amiga, Lady Vale... ― Ele arrastou ausente, franzindo a testa. ― Digo, como é que você se familiarizou com Lady Vale? Foi essa parte de sua história mentira também? ― Não, isso foi verdade. ― Helen fez uma careta ― Suponho que isto pareça estranho, uma amante como eu amiga de uma mulher respeitável como Lady Vale. Confesso que a conhecia apenas ligeiramente. Nós nos encontramos várias vezes no parque, mas, quando fugi de Lister, ela me ajudou. Somos amigas, de verdade. Alistair pareceu aceitar essa explicação. ― De qualquer forma, o Vale foi um dos homens levados cativos em Spinner’s Falls. Quando Vale veio me visitar, ele tinha esta história ímpar. Rumores de que o 28º Regimento de Infantaria tinha de fato sido traído em Spinner’s Falls por um soldado britânico. Helen se endireitou. ― O que?

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― Sim. ― Deu de ombros e, finalmente, colocou a camisa de lado. ― Fazia sentido. Nós estávamos no meio da floresta, e ainda fomos atacados por uma força esmagadora de franceses e índios. Por qual outra razão eles estariam lá para atacar os que eles sabiam que estavam passando por aquele caminho? Ela respirou fundo. De alguma forma, o conhecimento de que tal destruição da vida havia sido planejada, e por um colega compatriota, fazia isto ainda mais horrível. Ela olhou para ele com admiração. ― Deveria pensar que você estaria selvagem com o desejo pela vingança. Ele sorriu totalmente triste. ― Mesmo que nós peguemos esse homem, levá-lo a julgamento e enforcá-lo, não vai restaurar o meu olho ou as vidas dos homens perdidos em Spinner’s Falls. ― Não, não vai. ― Concordou delicadamente ― Mas quer que ele pegue, não é? Não poderia lhe trazer um pouco de paz? Ele olhou longe. ― Tenho tanta paz agora como nunca vou ter, acho. Mas acho que seria apropriado que o traidor deva ser punido. ― E o francês, o amigo que pretende encontrar, de alguma forma está ligado a tudo isso? Ele foi para o fogo e acendeu um toco de vela. Com esta ele acendeu várias velas pelo quarto. ― Etienne diz que há rumores no governo francês, mas não quer comentá-los no papel ― Para sua segurança e a minha. Ele aceitou uma posição no navio exploratório, no entanto. Este ancorará em Londres depois de amanhã antes de sair para navegar ao redor do Chifre da África. ― Jogou o restante da vela para o fogo. ― Se puder falar com Etienne, então talvez esse mistério seja resolvido. ― Vejo. ― Ela o olhou por um momento mais, então suspirou. ― Quer descer para o jantar? Ele piscou e olhou para ela. ― Esperava ter algo aqui. Ela começou a desamarrar seu espartilho, e o olhar dele desceu imediatamente sobre o seio dela. ― Tive um pouco de comida e vinho entregue mais cedo. ― Acenou

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para uma cesta coberta em uma cadeira. ― Está lá. Se você acha que isto vai servir, nós podemos ficar aqui e não nos preocupar com mais ninguém. Ele cruzou para a cesta e levantou o pano que a cobria, olhando para dentro. ― Um banquete. Helen endireitou o corpete de sua blusa sobre seus seios, se levantou da cama e foi até ele. ― Sente-se aqui, ante o fogo, e vou servi-lo. Ele franziu a testa rapidamente. ― Não há necessidade. ― Você não se opôs ao meu serviço, quando era a sua governanta. ― Ela remexeu na cesta e encontrou uma pequena ameixa. Ela a ofereceu para ele na palma da sua mão. ― Por que reserva agora? Ele pegou a ameixa, os dedos roçando a palma da mão dela e provocando arrepios pelo braço. ― Porque você não é mais a minha serva, você é minha... ― Ele balançou a cabeça e mordeu a ameixa. ― O que? ― Ela se ajoelhou aos pés dele. ― O que eu sou para você? Ele engoliu em seco e disse rispidamente: ― Não sei. Ela assentiu com a cabeça e virou o rosto para o cesto para que não visse as lágrimas em seus olhos. Esse era o problema, não é? Eles não sabiam mais o que eles eram um ao outro.

Capítulo 16 Com as palavras de Teller Verdade, o malvado feiticeiro voou em uma fúria terrível. Ele levantou os braços e lançou uma terrível maldição sobre o soldado, transformando-o em uma estátua de pedra.

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O feiticeiro colocou Teller Verdade em seu jardim de teixo em nó, entre todos os outros guerreiros de pedra. Lá ele se aguentou, dia após dia, mês após mês, ano após ano, com pássaros pousando sobre seus ombros e as folhas mortas assentadas a seus pés. Seu rosto ainda olhava fixamente, sem piscar, no jardim, e o que ele pensava eu não sei. Seus próprios pensamentos haviam se transformado em pedra... DO TELLER O VERDADEIRO

Helen não era precisamente respeitável. Esse pensamento só ocorreu a Alistair enquanto estavam no degrau da frente de Lord Vale. Realmente não deveria tê-la trazido justamente em uma chamada no início da tarde de um Visconde e Viscondessa. Mas, novamente, ela disse que era amiga de Lady Vale, por isso, talvez, o ponto era discutível. Felizmente, o mordomo escolheu aquele momento para abrir a porta. Depois de recolher os seus nomes, curvou-se e os colocou em uma grande sala de estar. Muito pouco tempo depois, o próprio Vale entrou na sala. ― Munroe! ― o Visconde gritou, pulando para cima e apertando a mão de Alistair. ― Bom Deus, homem, pensei que teria que levar explosivos para alavancar você fora daquelas malditas correntes de ar do castelo. ― Quase o fez. ― Alistair murmurou, apertando a mão dura de Vale para não ter o seu próprio apêndice esmagado. ― Você já conheceu a Sra. Helen Fitzwilliam? Vale era um homem alto, com mãos e pés que parecia grandes demais para o seu corpo, como um filhote de cachorro ansioso. Seu rosto era longo, cortado por linhas verticais profundas, que em repouso faziam o seu rosto olhar perpetuamente triste. Em contraste, a sua expressão habitual era quase tola, alegre e aberta, o que acalmava muito um homem em uma falsa sensação de superioridade. Agora, porém, a expressão de Vale foi curiosamente do plano de introdução de Helen para Alistair. Alistair se preparou. Precisava da ajuda de Vale, mas se o outro homem escolhesse insultar Helen, iria defendê-la e danem-se as consequências. O enrijecimento de seus músculos foi instintivo.

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Mas um rápido sorriso passou pelo rosto de Vale, e ele saltou a frente para pegar a mão de Helen e curva-la. ― É um prazer, Sra. Fitzwilliam. ― o Visconde se endireitou quando Lady Vale entrou na sala atrás dele. Apesar da calma do passo dessa senhora, Vale pareceu sentir a presença de sua esposa ao mesmo tempo. ― Veja quem veio nos visitar, minha senhora. ― Exclamou ― Munroe abandonou seu castelo deprimente e saltou longe para a galante Londres. Acho que devemos convidá-lo para jantar. ― Ele girou em Alistair ― Você vai vir para jantar, não vai, Munroe? E você, também, Sra. Fitzwilliam. Devo demonstrar meu desapontamento se não o fizerem. Alistair assentiu. ― Nós teremos o prazer de jantar com você, Vale. Mas esperava discutir um assunto de negócios esta tarde. É premente. Vale inclinou a cabeça, parecendo um cão inteligente. ― Isto é, de fato? ― Posso lhe mostrar o meu jardim, a Sra. Fitzwilliam? ― Lady Vale murmurou. Alistair acenou com agradecimentos a Lady Vale e viu as senhoras saírem da sala. Quando se voltou, encontrou olhos muito perspicazes de Vale em relação a ele. Vale sorriu. ― Sra. Fitzwilliam é uma linda mulher. Alistair reprimiu uma resposta contundente. ― Na realidade, é em seu nome que gostaria de falar com você. ― É mesmo? ― Vale caminhou para uma garrafa de licor e ergueu-a. ― Brandy? Um pouco cedo no dia, sei, mas a sua expressão sugere que poderíamos precisar dele. ― Obrigado. ― Alistair aceitou um copo de cristal e tomou um gole, sentindo o líquido queimar quando deslizou por sua garganta. ― Lister roubou os filhos de Helen. Vale parou com o copo levantado a meio caminho de seus lábios. ― Helen? ― Alistair olhou. Vale encolheu os ombros e bebeu seu conhaque. ― Estes são os filhos do Duque de Lister também que nós estamos discutindo, eu acompanho isto?

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― Correto. ― Vale ergueu as sobrancelhas. Alistair balançou a cabeça com impaciência. ― O homem não tem interesse nas crianças ― é Helen que ele quer. Ele está tentando forçá-la voltar atrás, mantendo as crianças. ― E suponho que você não gostaria que ela voltasse para os braços de Lister. ― Não. ― Alistair engoliu o resto da sua taça e fez uma careta. ― Eu não. Ele esperou por Vale fazer algum comentário sarcástico, mas o outro homem apenas olhou pensativo. ― Interessante. ― É mesmo? ― Ele caminhou até uma pequena caixa de livros, olhando para os títulos cegamente. ― Lister não vai me receber. Helen ele não se importaria de ver, mas não a quero perto desse bastardo. Preciso descobrir onde está mantendo as crianças. Preciso descobrir como levá-los para longe dele, e eu preciso ser capaz de falar com o homem. ― E fazer o quê? ― Vale perguntou em voz baixa ― Você pretende argumentar com doçura ou chamá-lo para fora? ― Duvido muito que ele vá responder com a razão. ― Alistair olhou para a estante de livros. ― Se chegar a esse ponto, não tenho nenhum problema de chamamolo para fora. ― Não é muito sutil homem. ― O Visconde murmurou ― Você geralmente tem mais sutileza do que isso. Alistair deu de ombros, incapaz de explicar suas emoções até para si mesmo. ― Não posso ajudar, mas me admira o que esta mulher significa para você. Ela é sua amante por acaso? ― Eu... Não. ― Ele se virou e franziu o cenho para Vale ― Sua esposa não te disse que ela tinha enviado a Sra. Fitzwilliam para ser minha governanta? ― É incrível o que uma mulher pode manter longe de seu marido. ― Vale ponderou ― Minha inocência foi esmagada desde o nosso casamento. Mas, sim, ela, de fato, finalmente se dignou a me dizer por que estava olhando tão satisfeita para si mesma recentemente. ― Vale derramou mais conhaque em seu copo. ― A extensão a

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que você está preparado para ir para agradar uma governanta me faz pensar sobre a situação da serva na Escócia. Boa ajuda deve ser estreita na área. ― Vale arregalou os olhos e tomou um gole. ― Ela é mais para mim do que uma governanta. ― Alistair rosnou. ― Maravilhoso! ― Vale deu um tapa nas costas dele ― E sobre o tempo, também. Estava começando a me preocupar se todos os seus pedaços importantes podiam ter atrofiado e caído por falta de uso. Ele sentiu um calor desacostumado escalar sua garganta. ― Vale... ― Claro que isso significa que será quase impossível conviver com a minha senhora esposa. ― Vale disse olhando para o fundo do copo. ― Ela fica um pouco de auto satisfeita, quando acha que tirou algo fora, e tenho certeza que você percebeu até agora que ela enviou a Sra. Fitzwilliam para você com um propósito. Alistair apenas grunhiu para isso e estendeu o copo. Mulheres e seus mecanismos já não eram mais um choque para ele. Vale gentilmente o encheu. ― Conte-me sobre estas crianças. Ele fechou os olhos e respirou, recordando os seus pequenos rostos. A última vez que tinha visto o rosto de Abigail, ela estava vermelha, magoada e próxima das lágrimas. Droga, queria uma chance para fazer isso melhor. Suplicava a Deus que tivesse. ― Há dois deles, um menino e uma menina, de cinco e nove anos, respectivamente. Eles nunca estiveram longe de sua mãe. ― Abriu os olhos e olhou francamente para o outro homem ― Preciso de sua ajuda, Vale.

― Portanto, o Duque de Lister encontrou você. ― Lady Vale murmurou. ― Sim. ― disse Helen. Ela olhou para o prato delicado de chá nas mãos. Lady Vale tinha encomendado uma bandeja de chá e bolos trazidos para seu jardim. Ao redor

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delas flores floresciam, e as abelhas zumbiam preguiçosamente na flor a desabrochar. Era um cenário encantador. Mas Helen teve problemas para conter as lágrimas de seus olhos. Lady Vale colocou a mão em seu braço. ― Eu sinto muito. Helen concordou. ― Pensei que tinha fugido longe o suficiente para que não fosse encontrar a mim ou as crianças. ― Como eu pensei. ― Lady Vale tomou um pequeno gole de chá. ― Acho, porém, que entre meu marido e Sir Alistair, há esperança de que seus filhos sejam devolvidos a você. ― Se Deus quiser. ― Helen disse fervorosamente. Não sabia o que faria sem seus bebês, não podia imaginar uma vida sem nunca vê-los novamente. ― Lister ofereceu dá-los de volta para mim se eu voltar para ele. Lady Vale ficou muito quieta, com as costas retas, os olhos castanho claros e focada em Helen. Ela não era uma mulher bonita, seu rosto era muito simples, sua cor muito comum, mas seu semblante era agradável. Então, também, ela tinha uma nova serenidade sobre ela desde a última vez que Helen a tinha visto, um pouco mais de um mês agora. ― Você vai voltar para ele? ― Lady Vale perguntou em voz baixa. ― Eu... ― Helen olhou para a xícara de chá em seu colo. ― Não quero, é claro. Mas se for a única maneira de ver meus filhos novamente, como não posso? ― E Sir Alistair? Helen olhou para ela em silêncio. ― Eu percebi... ― Lady Vale hesitou delicadamente ― Não pude deixar de notar que Sir Alistair veio todo o caminho até Londres por você. ― Ele tem sido muito bom para os meus filhos. ― Disse Helen ― Acho que ele pode estar se afeiçoado a eles. ― E por você? ― A Viscondessa murmurou. ― Talvez.

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― Em todo caso, acho que ele deve ter uma opinião sobre o assunto. ― Ele não gosta da ideia, naturalmente. ― Helen olhou francamente a Viscondessa ― Mas deve isso importar mesmo? Meus filhos precisam de mim. Eu preciso deles. ― Mas se ele puder resgatá-los? ― E depois o que? ― Helen sussurrou ― Que tipo de vida que poderia ter com ele? Não quero ser amante de outro homem e ainda não parece haver nenhuma outra maneira em que eu possa estar com ele. ― Casamento? ― Ele não mencionou isso. ― Helen balançou a cabeça e sorriu levemente ― Não posso acreditar que estou discutindo isso tão abertamente com você. Você não me desaprova? ― Nem um pouco. Eu a mandei para o castelo dele, em primeiro lugar. Helen olhou para a outra mulher. Lady Vale teve um leve franzido entre as sobrancelhas retas, e uma mão estava esfregando seu estômago. Mas pelo olhar de Helen, ela olhou para cima e sorriu muito lentamente. Os olhos de Helen se arregalaram. ― Você...? Lady Vale assentiu. ― Oh, é verdade. ― Mas... Mas seu castelo estava tão imundo! ― E eu tomo este não está mais. ― Lady Vale disse complacentemente. Helen bufou. ― A maior parte dele. Ainda há cantos que precisam de água fervente e bom sabão de soda cáustica. Não posso acreditar que você me enviou para lá sabendo como estava horrível. ― Ele precisava de você. ― Seu castelo precisava de mim. ― Helen corrigiu. ― Sir Alistair, também, eu acho. Ele me pareceu um homem muito solitário quando o vi. E você já fez um milagre, já o levou a viajar para Londres. ― Pelos meus filhos.

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― Por você. ― Lady Vale disse suavemente. Helen novamente olhou para a xícara de chá em seu colo. ― Você realmente acha isso? ― Sei que sim. ― disse a Viscondessa prontamente ― Eu vi o jeito que ele olhou para você na minha sala de estar. Esse o homem se importa com você. Helen tomou um gole de chá, sem dizer nada. Isso foi tão pessoal, tão novo e confuso, e ela ainda não tinha certeza de que queria discutir este assunto com alguém, mesmo alguém como Lady Vale, que foi tão gentil com ela. Por um momento, as duas senhoras beberam chá em silêncio. Em seguida, Helen se lembrou de algo. Ela largou a xícara de chá. ― Oh! Eu esqueci te dizer que eu terminei de copiar seu livro de Conto de fadas sobre os quatro soldados. Lady Vale sorriu de prazer. ― Você fez, de fato? Você trouxe isso com você? ― Não, sinto muito. Esqueci completamente por... ― ela ia dizer por se preocupar sobre os filhos, mas simplesmente balançou a cabeça em seu lugar. ― Entendo. E em todo caso, preciso encontrar alguém para vinculá-lo em livro para mim. Talvez você possa mantê-lo para mim e vou escrever quando tiver um endereço para que você possa enviá-lo? ― É claro. ― Helen murmurou, mas seus pensamentos já haviam retornado para Abigail e Jamie. Estavam quentes e seguros? Será que eles choravam por ela? E nunca os veria novamente nesta vida? O chá de repente trouxe gosto de bile em sua boca. Por favor, Deus, deixe-me ver meus filhos novamente.

― O Conde de Blanchard está dando uma festa no almoço em homenagem ao rei. ― disse Vale ― E Lister é um dos convidados. ― Eles ainda estavam na sala de

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estar, e Vale estava em seu terceiro copo de brandy, mas ele parecia não mostram efeitos nocivos. ― Blanchard. ― Alistair fez uma careta ― Não era o título de St. Aubyn? Reynaud St. Aubyn foi um capitão no 28º Regimento de Infantaria. Um homem bom, um grande líder, sobreviveu ao massacre em Spinner’s Falls apenas para ser capturado e depois morto no acampamento indígena. Alistair estremeceu. St. Aubyn era o homem que havia dito para Helen, o homem que tinha sido crucificado e incendiado. St. Aubyn também foi o melhor amigo do Vale. Vale assentiu agora. ― O homem que tem o título é um primo distante, um viúvo. Sua sobrinha atua como hostess para suas festas. ― Quando é isso? ― Amanhã. Alistair olhou para o copo vazio na mão. Amanhã é quando o navio de Etienne iria atracar, mas apenas por algumas horas. Ele seria capaz de ver tanto o Duque de Lister como Etienne no mesmo período restrito de tempo? Em toda a probabilidade não. Se fosse para o almoço, ele enfrentava o risco real de perder o navio de Etienne. No entanto, se fosse para pesar as crianças contra as informações sobre o traidor de Spinner’s Falls, as crianças iriam ganhar de forma clara. Como poderiam não? Eles eram a vida, onde o traidor era a morte. ― Isso é um problema? ― Perguntou Vale. Alistair olhou para cima para encontrar o olhar perspicaz do Visconde. ― Não. ― Deixou de lado seu copo. ― Você está convidado para esta grande almoço? ― Infelizmente, não. Alistair sorriu. ― Bom. Então você pode fazer algo mais por mim enquanto invado a festa almoço de Blanchard.

Capítulo 17 *** Esta tradução foi feita apenas para a leitura dos membros do Talionis ***

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Toda noite o feiticeiro vinha para o jardim em nó e sorria e se regozijava sobre o soldado que ele tinha enfeitiçado. Mas durante o dia, o feiticeiro se fechava em seu castelo e se punha a pensar em esquemas malignos. Um dia, uma andorinha juntou-se aos pássaros que descansam sobre os ombros de pedra de Teller Verdade. Acontece que esta andorinha era uma das inúmeras anteriormente aprisionadas pelo feiticeiro, e, de alguma forma, a ave deve ter reconhecido seu salvador. Deslizando suave para baixo para a cerca viva de teixo, a andorinha arrancou uma única folha. Então, ela abriu suas asas e voou alto para o céu, longe do castelo... DO TELLER O VERDADEIRO

A festa de almoço já tinha começado no momento em que Helen e Alistair chegaram aos degraus da frente do Conde de Blanchard. Eles estavam atrasados porque Alistair estava esperando por uma mensagem misteriosa no hotel. Pouco antes de terem saído, um pequeno rapaz magricela trouxe uma carta suja. Alistair leu, resmungou o que soava como uma satisfação, e mandou o rapaz embora de novo com um shilling30 e outra carta, escrita às pressas. Helen bateu o pé, enquanto esperavam que a porta se abrisse. ― Relaxe. ― Alistair resmungou baixinho ao lado dela. ― Como posso? ― Helen disse impaciente ― Não sei por que aquela carta era tão importante. E se nós perdermos o almoço completamente? ― Nós não perdemos. As carruagens ainda entopem a rua e, além disso, essas coisas continuam por horas, sabe disso. ― Ele suspirou e murmurou ― Você deveria ter ficado no quarto do hotel como sugeri. Helen olhou em seu olho. ― Eles são meus filhos. ― E ele lançou seu olho ao céu ― Diga-me outra vez qual é o seu plano. ― Exigiu. 30

Moeda divisionária inglesa equivalente à vigésima parte da libra, até a reforma monetária da Grã Bretanha em 1971.

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― Tudo o que tenho a fazer é obter que Lister abandone sua reclamação sobre as crianças. ― Disse ele em uma voz irritantemente calmante. ― Sim, mas como? ― Confie em mim. ― Mas... A porta foi aberta por uma serva naquele ponto atormentada. ― Sim? ― Atrasado como de costume, estou com medo. ― Disse Alistair em voz alta e alegre totalmente ao contrário de seus tons normais. ― E minha esposa justamente agora acaba rasgando um cordão ou algo assim. Talvez você possa nos mostrar uma sala onde ela possa se colocar em ordem? A menina arrancou seu olhar horrorizado do rosto de Alistair e se afastou para deixá-los entrar. Blanchard House era uma das maiores casas da praça, o salão interior estava revestido de mármore rosa pálido e dourado. Passaram por uma estátua de mármore branco de Diana com seus cães, e, em seguida, a menina abriu a porta que dava para uma sala de estar elegante. ― Isto está excelente. ― Disse Alistair ― Por favor, não deixe que possamos mantê-la para longe de seus deveres. Nós vamos nos manifestar quando minha esposa estiver pronta. A serva balançou uma reverência e saiu correndo. A ocasião de um almoço em homenagem ao rei, sem dúvida envolvia cada servo disponível. ― Fique aqui, por favor, ― Disse Alistair. Ele pressionou um beijo duro nos lábios dela e virou em direção à porta. E congelou. ― O que é isto? ― Perguntou Helen. Na parede ao lado da porta estava uma enorme pintura ― um retrato em tamanho natural de um homem jovem.

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― Nada. ― Ele murmurou, seu olhar ainda na pintura. Balançou a cabeça e se virou para ela. ― Fique aqui. Vou voltar e recolhê-la depois que tiver falado com Lister. Tudo bem? Ela tinha apenas acenado com a cabeça, quando ele saiu da sala. Helen fechou os olhos e respirou, tentando se acalmar. Já tinha concordado que o melhor plano era de Alistair falar com Lister sozinho. Não podia mudar de ideia agora. Precisava esperar e deixar Alistair tentar convencer o Duque. O problema era que era tão difícil simplesmente esperar. Abriu os olhos e olhou ao redor da sala, em busca de algo com que se distrair. Havia vários grupos de cadeiras baixas delicadas, seus braços pintados de branco e dourado. Grandes retratos forravam a parede, figuras vestidas na moda de década anteriores, mas a pintura mais dominante era a do jovem que Alistair tinha encarado. Helen se aproximou e olhou para cima para ele. A pintura mostrava um jovem vestido com roupas de caça casuais. Mantinha um tricórnio descuidadamente ao seu lado, e suas pernas revestidas de polainas estavam cruzadas nos tornozelos. Estava encostado contra um grande carvalho, com um longo rifle embalado na dobra de um braço. A seus pés, dois cães de caça malhados deitados, com suas cabeças viradas em adoração ao homem. Helen conseguia entender os seus olhares de veneração. O homem era tão bonito que era quase lindo, seu rosto suave e sem rugas nessa primeira flor da juventude da masculinidade. Seus lábios estavam cheios, sensualmente largos e ligeiramente inclinados, como se reprimisse um sorriso. Seus olhos negros de pálpebras pesadas davam a impressão de rir para o espectador, como se convidando a participação em uma piada impertinente. Sua forma inteira estava tão cheia de vigor e de vida que quase se esperava que fosse saltar da própria pintura. ― Fascinante, ele não é? ― disse uma voz atrás dela.

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Helen se virou, assustada. Não tinha ouvido ninguém entrar na sala. Na verdade, pensou que estava perto da única porta. Mas a jovem moça havia entrado por uma porta almofadada para se encaixar na parede, quase oculta. Ela fez uma reverência. ― Sou Beatrice Corning. Helen afundou em uma reverência. ― Helen Fitzwilliam. ― Rezou para a outra mulher não reconheceu o nome dela. Sra. Corning tinha um fresco rosto aberto, ligeiramente sardento. Seus olhos cinza claro eram um tanto finos e bastante francos, o cabelo de uma cor trigo linda, puxado em um grande nó no alto da cabeça. Felizmente, não parecia com pressa para lançar Helen para fora da casa. ― Sempre o achei bastante fascinante. ― Disse apontando para a pintura ― Ele parece tão divertido com alguma coisa. Assim, tão bem satisfeito consigo mesmo e com o mundo, não acha? Helen olhou para a pintura, meio sorrindo. ― Ele provavelmente fascina todas as senhoras. ― Talvez tenha feito uma vez, mas não mais. ― Foi sua resposta. Helen olhou para a garota. ― Por que? ― Esse é Reynaud St. Aubyn, Visconde Hope. ― disse Sra. Corning. ― Ele deveria ter sido o Conde de Blanchard, mas foi morto nas Colônias pelos índios no massacre em Spinner’s Falls. Suponho que eu deveria ser grata ― meu tio nunca teria se tornado o Conde de Blanchard caso contrário, e eu não estaria vivendo em Blanchard House. Mas não posso encontrar isso em mim mesma para ser feliz com sua morte. Ele parece tão vivo, não é? Helen voltou-se para o retrato. Vivo. Essa era a palavra que tinha pensado, também, quando viu o jovem homem relaxado. ― Perdoe-me, ― Beatrice Corning disse se desculpando, ― mas eu só percebi agora quem você é. Você tem um relacionamento com Duque de Lister, não está?

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Helen mordeu o lábio, mas nunca foi muito boa em mentir. ― Sou sua examante. As adoráveis sobrancelhas de Sra. Corning franziram. ― Então, você se importaria de me dizer o que está fazendo aqui?

Seu plano era uma aposta arriscada. Se ele jogasse errado, ele e Helen podiam perder as crianças para sempre. Por outro lado, se não fizesse nada, eles estariam tão bons quanto já perdidos. Alistair colocou a mão suavemente na porta da sala de jantar fechada, respirou fundo, e abriu-a com firmeza. O Conde de Blanchard não tinha poupado nenhuma despesa neste almoço real. Flores estavam amontoadas em vasos ao longo do aparador, guirlandas suntuosas de dourado e tecido roxo cobrindo toda a superfície, e cisnes de açúcar esculpidos navegavam no meio da longa mesa de jantar. Havia tantos criados quanto convidados, e um companheiro peruquento perto da porta estendeu a mão para parar Alistair. ― Senhor, eu não posso... ― Sua Majestade. ― Alistair chamou com uma voz profunda. Ele fez com que seu tom transportasse para longe, ao extremo da mesa, onde o rei George se sentava ao lado de um pequeno homem florido, presumivelmente, o Conde de Blanchard. Ele caminhou em direção ao rei, se movendo rapidamente e com segurança o suficiente para que ninguém o contradissesse. ― Peço uma palavra, Sua Majestade. ― Alistair alcançou ao rei e se inclinou em uma baixa e curvada reverência, braços estendidos, pernas pontadas antes dele. ― E quem é você senhor? ― Perguntou o rei, e por um momento Alistair sentiu seu coração ir além. Então, olhou para cima, e o rosto do jovem rei iluminou. ― Ah! Sir Alistair Munroe, nosso fascinante naturalista! Blanchard traga um assento para Sir Alistair.

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Blanchard franziu a testa, mas estalou os dedos para um lacaio, que saltou para obedecer. A cadeira foi trazida e colocada à direita do rei. ― Conhece o Conde de Blanchard, Munroe? ― O rei fez gesticulou ao seu hospedeiro. ― Não tive o prazer. ― Alistair fez outra reverência. ― Perdoe-me, senhor, por explodir em sua festa tão precipitadamente. A expressão de Blanchard era azeda, mas dificilmente poderia demonstrar, agora que o rei havia recebido Alistair. Ele balançou a cabeça bruscamente. ― E estes senhores são o Duque de Lister, seu filho e herdeiro, o Conde de Kimberly. E Lord Hasselthorpe. ― O rei indicou os homens sentados em frente a ele e ao seu outro lado. Hasselthorpe sentava à esquerda do rei. Ele era um cavalheiro de aparência distinta de idade mediana. Lister e seu filho estavam em frente ao rei. Lister era de mais idade, como Hasselthorpe. Ele usava um casaco cor de vinho com um colete por baixo que se curvava sobre sua barriga inclinada. Seu herdeiro era um jovem musculoso, que usava seu próprio cabelo castanho batido para trás e não empoado. Ele estava franzindo a testa um pouco como se estivesse em confusão pela entrada abrupta de Alistair. Lister estava olhando Alistair estreitamente sob uma peruca cinza encaracolada. Alistair se curvou e se sentou. O fato de que o herdeiro de Lister estivesse presente era um imprevisto pedaço de sorte. ― Imploro seu perdão, Sua Majestade, cavalheiros, mas o assunto sobre o qual eu vim é o mais urgente. ― De fato? ― O rei era um homem justo, com bochechas rosadas e proeminentes olhos azuis. Usava uma peruca branca neve e surpreendentemente brilhante, casaco azul e colete. ― Você terminou sua composição sobre a flora e fauna da Grã-Bretanha? ― Estou muito perto do fim, Sua Majestade, e se agrada Sua Alteza, peço o favor de dedicar o meu livro a você.

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― Concedido, meu querido Munroe, concedido. ― A cor do rei tinha aumentado de prazer. ― Estamos ansiosos para ler este volume quando ele for concluído e publicado. ― Obrigado, Sua Majestade. ― Respondeu Alistair ― Espero que... Mas Lister o cortou com uma tosse forte. ― Agradável como as informações do progresso do seu livro, Munroe, não vejo por que você precisa interromper o almoço do rei para lhe falar dele. Uma ligeira carranca apareceu entre as sobrancelhas do rei. No outro extremo da sala, a porta se abriu novamente e uma jovem loira entrou e se sentou em uma cadeira vazia na mesa. Ela lançou um olhar curioso para eles. Alistair se virou para Lister e sorriu cordialmente. ― Não quero aborrecê-lo com os detalhes de meus estudos como um naturalista. Sei que nem todo mundo é tão fascinado pelas esquisitices do mundo de Deus como Sua Alteza e eu. ― O rosto de Lister ficou em branco no momento em que compreendeu a sua gafe, mas Alistair continuou. ― Na realidade, o negócio sobre o qual eu vim envolve você também. ― Ele fez uma pausa e tomou um gole do vinho que tinha sido colocada junto a seu cotovelo. As sobrancelhas de Lister levantaram. ― Você quer dizer para nos esclarecer? Alistair sorriu e colocou para baixo seu copo de vinho. ― Naturalmente. ― Virou-se e se dirigiu ao rei. ― Eu tenho estudado os hábitos dos texugos recentemente, Sua Majestade. Incrível que segredos estão escondidos mesmo no mais mundano dos animais. ― É mesmo? ― O rei se inclinou para frente em interesse. ― Oh, sim. ― disse Alistair ― Por exemplo, embora a fêmea texugo seja uma criatura conhecida por sua disposição desagradável e até mesmo agressiva, quando trata de seus jovens kits31, ou conjuntos, ela mostra um lado muito maternal que rivaliza

31

Filhotes ou conjunto que, no caso dos texugos, pode variar de 6 a 8 por ninhada.

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até mesmo com o mais carinhoso dos animais. ― Fez uma pausa para tomar outro gole de vinho. ― Quão extraordinário! ― Exclamou o rei ― Nós nunca poderíamos pensar que um humilde texugo mantenha os sentimentos mais elevados que Deus concedeu a humanidade. ― Exatamente. ― Alistair assentiu ― Eu mesmo fui movido por simpatia pelo sofrimento de uma fêmea texugo quando seus kits foram mortos por um falcão. Chorou muito tristemente por seus filhos mortos, correu para trás e para frente e recusando qualquer alimento por dia. Na verdade, eu estava amedrontado que ela pudesse passar fome até a morte por si mesma, tão triste que estava com a perda de seus filhotes. ― E o que isso tem a ver com a gente? ― Lister exigiu impaciente. Alistair se virou lentamente para ele e sorriu. ― Por que, você não sentiu uma pequena parcela de simpatia por um texugo tão ferido pela dor da perda de seus filhos, Sua Graça? Lister zombou, mas o rei respondeu: ― Qualquer cavalheiro de verdadeira sensibilidade, é claro, é movido por tal devoção. ― Naturalmente. ― Alistair murmurou ― E quanto mais se faria movido um cavalheiro com a situação de uma mulher privada de seus filhos? Fez-se silêncio. Os olhos de Lister se estreitaram a meras fendas. Seu filho o estava assistindo em um amanhecer de compreensão e Hasselthorpe e Blanchard sentados congelaram. Alistair não estava ciente de quanto os outros cavalheiros sabiam sobre Helen e Lister e o drama deles envolvendo as crianças, mas o filho de Lister, pelo menos sabia alguma coisa. Ele olhou rapidamente entre seu pai e Alistair, com a boca numa linha sombria. ― Você fala de uma mulher específica, Munroe?― Perguntou o rei. ― De fato, majestade. Há uma senhora anteriormente familiarizada com Sua Graça, o Duque de Lister, que recentemente sofreu a perda de seus filhos. Os lábios do rei franziram. ― Eles estão mortos?

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― Não, Graças a Deus, Sua Majestade. ― Alistair respondeu suavemente ― Eles apenas estão guardados separadamente da mãe deles, talvez em honesto engano. Lister se mexeu na cadeira. Sua testa tinha começado a brilhar com suor. ― O que você está insinuando, Munroe? ― Insinuando? ― Alistair abriu seu olho arregalado. ― Não insinuei. Meramente expus fatos. Você nega que Abigail e James Fitzwilliam estão sendo mantidos em sua casa na cidade de Londres? Lister piscou. Ele, sem dúvida, teria contado com que Helen não soubesse onde ele tinha escondido as crianças. Alistair tinha, na verdade, só sabido de seu paradeiro esta manhã, através do simples expediente de enviar um menino para subornar um dos lacaios de Lister. Lister visivelmente engoliu em seco. ― Tenho todo o direito de manter as crianças dentro de minha casa. Alistair ficou em silêncio, observando o homem e perguntando se viu a grande armadilha escancarada. O rei se mexeu na cadeira. ― Quem são essas crianças? ― Eles são... ― Lister começou, e, em seguida, cortou fora a si mesmo abruptamente quando finalmente viu onde Alistair o tinha levado. Fechou a boca e olhou enquanto Alistair sorriu e tomou um gole de seu vinho, esperando para ver se o Duque estava irritado o suficiente para jogar a cautela ao vento. Se reconhecesse os filhos na presença do rei, eles teriam uma reivindicação sobre ele e, mais importante, em seus bens. Kimberly se virou para enfrentar seu pai totalmente e murmurou ― Pai. Lister balançou a cabeça como se estivesse saindo de um torpor, e seu rosto assumiu uma máscara educada. ― As crianças não são nada para mim, meramente os filhos de um ex-amigo. ― Bom. ― O rei bateu palmas ― Então, eles podem ser imediatamente devolvidos à sua mãe, eh, Lister?

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― Sim, Vossa Majestade. ― Lister murmurou, e então se virou para Hasselthorpe. ― Quando você se propõe a apresentar esse projeto de lei ao Parlamento? ― O Duque, Hasselthorpe e Blanchard se inclinaram juntos em uma discussão política, enquanto Kimberly meramente pareceu aliviado. O rei acenou para mais vinho e, quando este foi derramado, inclinou o copo ligeiramente para Alistair e disse: ― Pelo o amor maternal. ― Sim, Sua Majestade. ― Alistair bebeu de bom grado. O rei pousou o copo, levantou a cabeça e disse em voz baixa: ― Confiamos que era o resultado que estávamos buscando, Munroe? Alistair olhou nos olhos azuis divertidos do rei, e se permitiu um pequeno sorriso. ― Sua Majestade é tão perspicaz como sempre. O rei George assentiu. ― Termine esse livro, Munroe. Estamos ansiosos para convidá-lo para outro chá. ― Para esse fim, vou pedir licença deste adorável almoço com a permissão de Sua Majestade. O rei acenou com a mão drapeada de renda. ― Vá, então. Apenas certifique-se de não ficar longe de nossa capital sem contato nesse momento, certo? Alistair levantou-se, se inclinou e virou para sair da sala. Conforme ele fez isso, ele passou pela parte de trás da cadeira de Hasselthorpe. Ele hesitou, mas quando, afinal de contas, ele teria outra chance de perguntar ao homem? Ele se inclinou sobre a cadeira do Lord Hasselthorpe e disse: ― Posso lhe fazer uma pergunta, meu senhor? Hasselthorpe o olhou com desaprovação. ― Você já não fez o suficiente para uma tarde, Munroe? Alistair deu de ombros. ― Sem dúvida, mas isso não vai demorar muito. Quase dois meses atrás, Lord Vale queria falar com você sobre o seu irmão, Thomas Maddock.

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Hasselthorpe endureceu. ― Thomas morreu em Spinner’s Falls, como tenho certeza que você sabe. ― Sim. ― Alistair encontrou o olhar do outro homem sem pestanejar. Havia muitas perguntas deixadas esquecidas para deixar a raiva um enlutado irmão ficar no caminho de encontrar as respostas. ― Vale pensou que Maddock pudesse ter conhecido alguma coisa sobre... Hasselthorpe inclinou-se para o rosto de Alistair. ―Se você ou Vale ousarem insinuar que o meu irmão era uma parte de qualquer atividade traiçoeira, vou chamálo para fora, não cometa esse engano, senhor. Alistair ergueu as sobrancelhas. Ele não tinha a intenção de insinuar qualquer coisa. Isto nunca lhe ocorreu que Maddock fosse o traidor. Mas Hasselthorpe não terminou. ― E se você absolutamente tem algum sentimento por Vale, você vai dissuadi-lo para longe deste rumo. ― O que você quer dizer? ― Alistair perguntou lentamente. ― Ele e Reynaud St. Aubyn eram bons amigos, não eram? Cresceram juntos enquanto rapazes? ― Sim. ― Então duvido muito que Vale deveria verdadeiramente querer saber quem traiu a 28º. ― Hasselthorpe se recostou, sua boca severa. Alistair se inclinou tão perto, seus lábios quase roçando a orelha do outro homem. ― O que você sabe? Hasselthorpe balançou a cabeça. ― Ouvi apenas rumores, aqueles cogitados nos postos mais altos do exército e no Parlamento. Eles dizem que a mãe do traidor era francesa. Alistair olhou nos olhos castanhos lacrimejantes do outro homem por um momento, e então ele se virou e saiu rapidamente da sala. A mãe de Reynaud de St. Aubyn tinha sido francesa.

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Helen estava folheando por cima um livro de mão encadernado em suas mãos quando Alistair entrou na sala de estar. Ela deixou cair o livro para fora dos dedos nervosos e olhou para ele. ― Ele negou reivindicação para as crianças. ― disse Alistair ao mesmo tempo. ― Oh, Graças a Deus! ― Helen fechou os olhos em alívio, mas Alistair tomou posse de seu cotovelo. ― Vem, vamos embora. Não acho que seria prudente permanecer. Seus olhos se abriram em alarme. ― Você acha que ele vai mudar de ideia? ― Eu duvido, mas quanto mais rápido nós agirmos, menos tempo isto lhe dá para pensar sobre. ― Alistair murmurou enquanto ele a empurrava para a porta da sala de estar. O olhar de Helen caiu sobre o retrato de Lord St. Aubyn. ― Deveria escrever a Sra. Corning uma nota. ― O que? ― Ele parou e franziu a testa para ela. ― Sra. Corning. Ela é sobrinha de Lord Blanchard e muito boa. Você sabia que ela encaderna livros à mão? Ela me disse. Alistair balançou a cabeça. ― Bom Deus. ― Novamente recomeçou a passos largos para a porta da frente, tão rápido que ela teve que correr para se manter. ― Você pode escrever uma carta para ela mais tarde. ― Vou ter. ― Murmurou enquanto eles entravam na carruagem. Alistair bateu no teto da carruagem, e eles começaram a avançar com um solavanco. ― Você disse a ela quem você era? ― Estava na casa dela. ― Disse Helen. Ela sentiu rubor invadir seu rosto, porque sabia o que significava para Alistair sua ligação com Lister. Ela ergueu o queixo. ― Seria rude por mentir.

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― Rude talvez, mas não teria sido menor a chance de você sendo jogada para fora da casa. O olhar de Helen baixou de suas mãos em seu colo. ― Sei que não sou respeitável, mas... ― Você é muito respeitável para mim. ― Ele rosnou. Ela olhou para cima. Ainda estava franzindo a testa, franzindo a testa realmente. ― Isto é apenas para as outras pessoas. Ele desviou o olhar e murmurou baixinho. ― Não quero vê-la magoada. ― Cheguei a um acordo com quem eu sou ― o que eu fiz a mim mesma ― há muito tempo. Não posso mudar o passado ou como este me afeta e aos meus filhos agora, mas posso decidir viver a minha vida, apesar de minhas escolhas terríveis. Se estivesse com medo de ser ferida por outros e pelo que eles dizem de mim, teria que viver toda a minha vida na clandestinidade. Não vou fazer isso. Ela viu como ele pensava sobre isso, ainda não encontrando seus olhos. Esse ainda era o problema entre eles, não era? Ela ter feito sua escolha sobre como ela iria viver sua vida. Ele ainda não tinha. Ela olhou para longe, para fora da janela da carruagem, e depois franziu a testa. ― Nós não estamos indo para a casa de Lister. ― Não. ― Respondeu ele. ― Espero pegar o navio de Etienne ainda no porto. Se nós acelerarmos e a sorte estiver com a gente, poderia ser capaz. Mas, quando chegou às docas meia hora mais tarde e perguntou sobre o navio, um sujeito bastante encardido apontou para uma vela desaparecendo ao longo do Tamisa. ― Você perdeu o seu chefe. ― O colega disse, sem simpatia, e Alistair jogou um shilling para o homem por sua ajuda. ― Sinto muito. ― Helen disse quando eles mais uma vez entraram na carruagem. ― Você perdeu a sua oportunidade de falar com o seu amigo, porque estava resgatando os meus filhos.

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Alistair deu de ombros, olhando melancolicamente pela janela. ― Isto não poderia ter ajudado. Se tivesse que tomar a mesma decisão novamente, não mudaria minha ideia. Abigail e Jamie são mais importantes que qualquer informação que poderia ter obtido a partir de Etienne. Além de... ― Deixou a cortina cair e se virou para ela ― Não tenho certeza se eu teria gostado das informações que poderia ter me dado.

Capítulo 18 Neste momento, a Princesa Simpatia há muito tempo estava de volta ao castelo de seu pai com segurança, mas ainda assim preocupada. Tinha seu salvador, Teller Verdade, escapado do feiticeiro? Preocupação pelo soldado enchia tanto seus pensamentos que com o tempo ela não comia ou dormia, e passava noites inteiras andando de um lado para outro. Seu pai, o rei, ficou preocupado com seu bem-estar e enviou para ela todos os tipos de curandeiros e enfermeiras, mas ninguém poderia lhe dizer o que havia de errado com a Princesa. Só ela conhecia sobre Teller Verdade, sobre sua bravura, e de seu medo secreto de que ele não tivesse escapado das garras do feiticeiro. Então, quando uma andorinha voou em sua janela uma noite e a presenteou com a folha de um arbusto de teixo, ela soube exatamente o que significava... DO TELLER O VERDADEIRO ― Você acha que ele é muito amigo de Sir Alistair? ― Jamie sussurrou para Abigail. ― Claro que ele é. ― Disse ela resolutamente. ― Ele sabia o nome de Poças, não foi?

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Abigail sabia melhor que não deveria ir com um homem estranho. Mas quando o homem alto com a cara engraçada tinha explodido dentro do berçário do Duque, parecia saber exatamente o que fazer. Ordenou aos lacaios para saírem e lhes disse que ele era amigo de Sir Alistair e que iria levá-los para Sir Alistair e Mama. O mais importante de tudo, disse que Sir Alistair lhe sobre o nome de Poças. Por isso Abigail decidiu ir com ele em sua mente. Melhor ir com um estranho do que ficar na prisão do Duque. Então eles seguiram o cavalheiro alto, esgueirando-se pelas escadas traseiras e para uma carruagem esperando. Jamie parecia feliz pela primeira vez em dias. Ele quase saltou fora do assento da carruagem quando eles tinham se dirigido para longe. Agora, eles se sentaram lado a lado em um sofá de cetim em uma sala muito grande. Eles estavam sozinhos, uma vez que o cavalheiro os tinha deixado, por algum motivo, e só agora é que Abigail pensava sobre todas as coisas terríveis que o cavalheiro com cara engraçada podia fazer com eles se não fosse amigo de Sir Alistair. Ela teve o cuidado, é claro, para manter o seu medo para longe de Jamie. Jamie se contorceu agora e disse: ― Você acha que... Mas foi interrompido pela abertura da porta. O cavalheiro veio novamente, seguido por uma senhora de costas reta. Um pequeno cão terrei rondando as saias da senhora, deu um latido agudo, e correu em direção a eles. ― Mouse! ― Jamie gritou, e o cãozinho pulou direto para seus braços. Abigail o reconheceu então. Ela e Jamie conheceram Mouse, o cão, e sua dona no Hyde Park. Ela se levantou e fez uma reverência para Lady Vale. Aquela senhora parou e inspecionou Abigail enquanto Mouse banhava o rosto de Jamie com sua língua cor-de-rosa. ― Vocês estão bem? ― Sim minha senhora. ― Abigail sussurrou, e um grande peso foi tirado de seu coração. Ia ficar tudo bem. Lady Vale faria isso. ― Nós devemos providenciar um chá e biscoitos, Vale. ― Lady Vale disse. Ela deu um pequeno sorriso, e Abigail sorriu de volta.

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E então algo ainda mais maravilhoso aconteceu. Havia vozes no corredor e Mama correu para dentro. ― Meus queridos. ― ela gritou, e ficou de joelhos, com os braços estendidos. Jamie e Abigail correram para ela. Os braços de mama eram tão quentes. Ela cheirava tão familiar, e de repente Abigail estava chorando no ombro da mamãe, e eles estavam todos abraços, mesmo Mouse. Foi maravilhoso, realmente. Eles ficaram assim por um longo tempo antes de Abigail ver Sir Alistair. Ele ficou sozinho, observandoos com um pequeno sorriso em seu rosto, e seu coração deu um salto feliz ao vê-lo, também. Abigail se afastou de Mama. Ela enxugou seus olhos e caminhou lentamente para Sir Alistair. ― Fico feliz em vê-lo novamente. ― Estou contente de ver você, também. ― Sua voz era profunda e rouca, mas seu olho marrom sorriu para ela. Ela engoliu em seco e disse rapidamente: ― E sinto muito que deixei Poças fazer xixi em sua mochila. Ele piscou e, em seguida, limpou a garganta e disse calmamente: ― Eu não devia ter gritado com você, moça Abigail. Era apenas uma mochila. ― Estendeu sua mão ― Me perdoa? Por alguma razão, seus olhos se encheram de lágrimas novamente. Ela pegou a mão dele. Era dura, quente e grande, quando a segurou, se sentiu segura. Segura e como se estivesse em casa.

Uma hora depois, Alistair viu como Helen e as crianças se despediram de Lady Vale do lado de fora da casa de Vale na cidade. Virou-se para o Visconde, de pé e assistindo ao seu lado. ― Obrigado por resgatá-los por mim.

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Vale encolheu os ombros despreocupadamente. ― Foi sem problemas. Além disso, você foi o único que percebeu que se você e a Sra. Fitzwilliam fossem para o almoço em Blanchard House, isto iria afastar seu observador e, talvez, deixar a casa de Lister da cidade com menos guardas. Alistair assentiu. ― Mas isto ainda era um risco. Ele poderia ter tido uma força muito maior guardando as crianças. ― Talvez tivesse, mas como isto saiu, ele não fez. Como isto estava o único que colocou qualquer resistência foi o seu velho servo, Wiggins. ― Vale olhou para ele timidamente. ― Eu espero que você não se importe que eu derrubasse o sujeito descendo as escadas? ― De jeito nenhum. ― Respondeu com um sorriso triste ― Só queria que ele tivesse quebrado o pescoço na queda. ― Ah, mas não podemos ter todos os nossos desejos, podemos? ― Não, não podemos. ― Alistair viu como Helen sorria e apertava a mão de Lady Vale. Uma mecha de cabelo dourado soprou em sua bochecha rosada. ― Em todo caso, devo a você Vale. ― Não foi nada. ― o Visconde coçou o queixo. ― Qualquer oportunidade de Lister vir depois atrás deles de novo? Alistair balançou a cabeça de forma decisiva. ― Eu duvido. Renunciou a eles na presença do rei e de seu herdeiro. Se nada mais, é do interesse de Kimberly é impedir seu pai de reconhecer seus filhos bastardos de qualquer forma. Se os rumores forem verdadeiros, Abigail e Jamie não são as únicas crianças de Lister fora do casamento. Tenho medo que Kimberly terá uma tarefa bastante árdua em suas mãos, certificandose que seu pai não dê partes vinculadas de sua herança para vários meios irmãos bastardos. ― É verdade. ― O Visconde grunhiu e se balançou sobre seus calcanhares ― A propósito, ouvi que Hasselthorpe estava no almoço. Não suponho que você teve a chance de falar com ele?

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Alistair balançou a cabeça, seu olhar sobre a carruagem. ― Eu o vi e brevemente falei com ele. ― E então? Ele hesitou apenas uma fração de segundo. Como Hasselthorpe tinha apontado, St. Aubyn era o maior amigo do Vale. E, além disso, o homem estava morto. Deixe os mortos serem cuidado pelos mortos. Alistair virou-se para encontrar os olhos de Vale. ― Não sabia nada pertinente. Sinto muito. Vale fez uma careta. ― Foi sempre um tiro no escuro, de qualquer maneira. Hasselthorpe nem estava lá. Suspeito que nós nunca vamos saber agora. ― Não. ― As senhoras se separaram, as crianças e Helen se voltando para a carruagem. Era hora de ir. ― É só que... ― Vale disse calmamente. Alistair olhou para ele, para longo e seu rosto fino, sua boca larga e móvel, seus extraordinários olhos verdes-azuis. ― O que? Vale fechou os olhos. ― Às vezes ainda sonho com ele, Reynaud. Naquela maldita cruz, seus braços muitos espalhados, suas roupas e carne em chamas, fumaça preta subindo no ar. ― Abriu os olhos, triste agora. ― Gostaria que pudesse ter levado à justiça ao homem que o colocou lá. ― Sinto muito. ― Disse Alistair, porque era a única coisa que poderia dizer. Um momento depois, apertou a mão de Vale, curvou-se para Lady Vale, e entrou na carruagem. As crianças acenaram adeus entusiasticamente enquanto a carruagem retumbava pela rua. Helen os observava sorrindo. Ela olhou através da carruagem para Alistair no assento oposto, com o sorriso ainda em seu rosto, e ele sentiu isso como um golpe físico. Ela era tão linda, tão amorosa. Em algum momento deveria ocorrer a ela que ele não era nada além de um misantropo feio com apenas um castelo igualmente feio com o seu nome. Ele não tinha sequer discutido com ela se ela queria ou não acompanhá-lo de volta para a Escócia. Talvez uma vez lá ela mudasse de ideia, vendo o Castelo

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Greaves como o lugar provincial que este era, e o deixaria. Ele deveria discutir isto com ela, descobrir quais eram os seus planos para o seu futuro, mas a verdade era que não queria precipitar numa pesquisa de coração por parte dela. Se isso faz dele um covarde, que assim seja. As crianças conversavam durante a próxima hora ou assim enquanto eles colidiam e rolavam para fora da adequada Londres. Jamie fez mais do que falar, descrevendo o seu sequestro e o longo passeio de carruagem para Londres com o pérfido Wiggins. Alistair observou que o menino quase não mencionou seu pai em tudo, e quando o fazia, era sempre como “o Duque.” As crianças não pareceriam ter qualquer relação filial com seu pai. Talvez tenha sido melhor assim.

Há pouco fora de Londres, a carruagem divagou dentro de um pátio de estalagem pequena e parou. Helen se inclinou para olhar para fora da janela. ― Por que estamos parando aqui? ― Uma pequena parte do negócio. ― Alistair respondeu evasivamente ― Espere aqui, por favor. Ele saltou da carruagem antes que ela pudesse bombardeá-lo com mais perguntas. O cocheiro estava descendo de sua caixa. ― Uma meia hora você disse senhor? Alistair acenou para o homem. ― Isso está certo. ― Apenas tempo suficiente para uma cerveja, eu acho. ― disse o homem, e entrou na estalagem. Alistair olhou ao redor do pátio. Era uma pousada pequena e tranquila, sem outras carruagens. Apenas um carrinho com uma égua que estava cochilando de um lado sob o beiral estável. Um cavalheiro saiu da pousada. Ele levantou sua mão para proteger os olhos do brilho do sol e, em seguida, avistou a carruagem e Alistair. Ele

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deixou sua mão cair, e em seguida caminhou lentamente para Alistair. O senhor usava uma peruca cinza que balançava, e quando ele se aproximou, Alistair viu que seus olhos eram de um brilhante harebell azul. O senhor olhou por trás dele para a carruagem. ― Ela está...? Alistair assentiu. ― Vou ficar na pousada. Já disse ao cocheiro que vamos parar por meia hora. Isto é o tempo se você quiser usar. E, sem esperar para ver o que o homem faria, Alistair caminhou até a pousada.

― O que será que vai fazer? ― Helen murmurou baixinho enquanto esperavam na carruagem. ― Talvez Sir Alistair tenha que usar o reservado. ― disse Jamie. Isso fez com que olhasse para seu filho desconfiada. Jamie tinha cinco anos, mas aparentemente a bexiga de um menino de cinco anos não era muito grande porque... Uma simples batida na porta da carruagem. Helen fez uma careta. Certamente Alistair não iria bater em sua própria carruagem? Então a porta se abriu, e perdeu inteiramente seu pensamento. ― Papa. ― Sussurrou com coração na garganta. Ela não o via há 14 anos, mas nunca iria esquecer o rosto dele. Havia mais algumas linhas sobre seus olhos e na testa, sua peruca cinza de médico balançando parecia nova, e sua boca estava mais apertado do que ela se lembrava, mas este era o seu pai. Ele olhou para ela, mas não sorriu. ― Posso entrar? ― É claro. Ele subiu na carruagem e se sentou em frente a eles. Seu casaco, colete e calças eram negros, tornando-o muito sombrio. Não parecia saber o que fazer agora que estava na carruagem.

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Helen colocou os braços ao redor de seus filhos. Ela limpou a garganta para que ela pudesse falar claramente. ― Estes são meus filhos. Abigail, que tem nove anos, e Jamie, que tem cinco anos. Crianças, este é o meu pai. O seu avô. Abigail disse. ― Como vai você, senhor? Jamie apenas olhou para seu avô. ― Jamie. ― Papa pigarreou. ― Ah. Bem... ― o nome de batismo do Papa era James. Helen esperou para ver se ele iria dizer algo mais, mas ele parecia um pouco atordoado. ― Como estão as minhas irmãs e irmão. ― ela perguntou em seu tom formal. ― Todos casados, Timothy apenas no ano passado com Anne Harris. Você se lembra dela, não é? Vivia duas casas abaixo, teve uma febre terrível, quando ela tinha apenas dois anos de idade. ― Oh, sim. A pequena Annie Harris. ― Helen sorriu, mas foi agridoce. Annie Harris tinha apenas cinco anos quando ela saiu de casa para viver com Lister. Ela tinha perdido uma vida inteira fora da vida diária de sua família. Seu pai balançou a cabeça, em terreno mais firme agora que ele tinha algo de familiar para discutir. ― Rachel é casada com um jovem médico, um ex-aluno meu, e está esperando seu segundo filho. Ruth casou com um marinheiro e vive em Dover agora. Ela escreve com frequência e vem visitar a cada ano. Tem apenas um filho, uma menina. Sua irmã, Margaret, tem quatro filhos, dois meninos, duas meninas. Ela teve um bebê natimorto, há dois anos, outro menino. Ela sentiu as lágrimas fechando em sua garganta. ― Sinto muito em ouvir isso. Seu pai concordou. ― Sua mãe teme que Margaret ainda entristeça. Helen respirou fundo. ― E como está minha mãe? ― Bem o suficiente. ― Papa olhou para suas mãos ― Ela não sabe que eu vim te ver hoje. ― Ah. ― O que mais ela poderia dizer sobre isso? Helen olhou para fora da janela. Um cão estava cochilando ao sol na porta pousada.

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― Não deveria tê-la deixado mandar você embora. — Helen se virou para olhar para ele. Ela nunca imaginou que ele não que não estivesse completamente de acordo com a mãe. ― Suas irmãs ainda não estavam casadas, e sua mãe se preocupava com o futuro delas. ― disse ele, e as linhas em seu rosto pareceram aprofundar, enquanto ela o observava ― Além disso, o Duque de Lister é um homem poderoso, e ele deixou claro que esperava que você fosse com ele. No fim das contas, era simplesmente mais fácil deixá-la ir e lavar as mãos. Era mais fácil, mas não foi certo. Eu me arrependi de minha decisão há muitos anos. Espero que você possa me perdoar algum dia. ― Oh, papai. ― Helen foi para o outro lado da carruagem para abraçar seu pai. Seus braços eram fortes quando envolto em torno dela. ― Sinto muito, Helen. ― Ela se afastou e viu que havia lágrimas em nos olhos dele ― Você não pode voltar para casa, estou com medo. Sua mãe não vai ceder nesse ponto. Mas acredito que ela vai olhar para o outro lado, se você me escrever. E espero que eu possa vê-la novamente algum dia? ― É claro. Ele balançou a cabeça e se levantou, tocando brevemente o rosto de Abigail e o topo da cabeça de Jamie. ― Preciso ir agora, mas vou lhe escrever aos cuidados de Sir Alistair Munroe. Ela assentiu com a cabeça, sua garganta inchada. Ele hesitou, e então disse rispidamente: ― Ele parece ser um bom homem. Munroe, não é. Ela sorriu, embora seus lábios tremessem. ― Ele é. Papa acenou com a cabeça e então se foi. Helen fechou os olhos, com a mão em sua boca trêmula, à beira de romper em lágrimas. A porta da carruagem se abriu novamente e balançou quando alguém subiu dentro.

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Quando Helen abriu os olhos, Alistair estava carrancudo para ela. ― O que ele disse? Ele a insultou? ― Não, oh, não, Alistair. ― E ela se levantou pela segunda vez e atravessou a carruagem para beijá-lo na bochecha. Recuou e olhou em seus olhos assustados. ― Obrigado. Muito obrigado.

Capítulo 19 Princesa Simpatia reuniu todas as coisas mágicas que ela pudesse ― feitiços, poções, amuletos que eram ditos para transmitir energia ―, pois sabia que se fosse enfrentar o feiticeiro, precisaria estar armada. Em seguida, partiu à noite, sozinha e sem avisar ninguém no castelo de seu pai. Foi uma longa e perigosa viagem de volta para o castelo do feiticeiro, mas a Princesa Simpatia tinha sua coragem e a memória do homem que a tinha salvado para guiá-la. Finalmente, depois de muitas semanas cansativas, chegou ao cruel castelo preto, justamente quando o sol se levantava em um novo dia... DO TELLER O VERDADEIRO

Demorou mais de uma semana para voltar ao Castelo Greaves. A semana em que Helen e Alistair compartilharam um quarto minúsculo de pousada após a outra com as crianças. Ela não iria deixá-los fora de sua visão, e ele teria pensado menos se ela tivesse. O que era, talvez, por isso, o próprio momento em que o relógio marcava nove da noite em que eles voltaram, que ele estava fora de seu quarto e andando rápido em direção ao dela. Havia uma urgência para seus passos que não era totalmente explicada pela luxúria atrasada. Ele queria, necessitava, para restabelecer seu relacionamento com Helen. Para se certificar de que tudo estava como antes das

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crianças tirem sido roubadas. Precisava dela em algum nível básico, e não queria que o tempo deles juntos fosse mais ainda. Admitiu essa fraqueza para si mesmo, e isso só acelerou seus passos. Então, também, estava ciente de que ela não tinha mais uma razão externa para ficar com ele no Castelo Greaves. Ela não tinha necessidade de emprego, pelo menos para o futuro previsível. Não com a provisão de joias que ela tinha mostrado a ele uma noite em uma pousada. Lister, o bastardo, tinha lhe fornecido pérolas e ouro suficiente para durar a vida se ela fosse econômica. E sem a ponta das armas de Lister, ela não precisa mais se esconder dele, também. O que trazia a questão: ― Quando ela iria deixá-lo? Alistair sacudiu o pensamento deprimente longe, parando na porta de Helen. Ele deu na porta um leve arranhão. Em um momento, esta se abriu e ela estava lá em sua camisa. Ele olhou para ela em silêncio e estendeu sua mão, sua palma para cima. Ela olhou para trás e, em seguida, pegou sua mão, dando um passo para o corredor e fechando a porta. Ele apertou a mão dela, provavelmente com muita força, e a levou rapidamente de volta para seu quarto. Ele já estava monstruosamente ereto e dolorido com a necessidade de reclamá-la. Ele parecia ter perdido qualquer vestígio de civilização que ele já tivera. Ele mal tinha fechado sua própria porta atrás deles quando a balançou em seus braços e trouxe sua boca para a dela. Saboreá-la. Consumi-la. Helen. Ela era suave na superfície, mas por baixo, ele podia sentir a força de seus músculos e ossos, a força de seu núcleo. Ele enfiou a língua em sua boca, exigindo satisfação, e ela cumpriu, docemente sugou. Cedendo a ele, embora soubesse que era uma ilusão. Passou as mãos sobre seus ombros, descendo suavemente pela curva de volta para seus quadris. Encheu as mãos com suas nádegas arredondadas e apertou. Ela quebrou o beijo, ofegante, e olhou para ele com os olhos arregalados. ― Alistair...

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― Shh. ― ele a apanhou, o sólido peso dela em seus braços, e estava feliz de jogar o conquistador. Em seus braços, ela era incapaz de escapar. ― Mas precisamos conversar. ― disse ela, seu rosto solene. Ele engoliu em seco. ― Ainda não. Apenas deixe-me... Ele a abaixou gentilmente sobre sua cama grande, e seu cabelo dourado espalhado por seu cobertor escuro, uma oferenda que qualquer deus ficaria satisfeito com. Não era um deus, não a merecia, mas tomaria o que pudesse enquanto pudesse. Ele despiu sua bata e rastejou nu, sobre o corpo dela. Com aqueles olhos harebells azuis, ela o viu chegar em cima dela. Amplos e impossivelmente inocentes. Escuros agora e um pouco tristes. Ela levantou a mão e passou-a com cuidado, com ternura, sobre seu rosto cheio de cicatrizes. Ela não falou mais, mas seus olhos, sua expressão, a própria delicadeza de seu toque enviou gelo para dentro de suas veias. Ele se inclinou e a beijou para que não tivesse que olhar mais para aqueles olhos. Ele puxou sua camisa por cima de suas pernas, sentindo-a passar sem parar debaixo dele, sentindo o roçar de seu arbusto contra sua barriga. Ele levantou sua cabeça rapidamente para tirar a camisa por cima da cabeça dela e jogando de lado, e então abaixou seu corpo nu sobre o corpo nu dela e a beijou mais uma vez. Os homens falavam de uma vida após a morte preenchida de celestial felicidade, bem-aventurança, mas esta era a única felicidade que queria, nesta vida ou na próxima. A de sentir a pele nua de Helen debaixo de seu próprio. Para deliciar-se com as almofadas macias de suas coxas o embalando. Para pressionar seu pau duro no veludo de sua barriga. Para sentir seu íntimo perfume feminino misturado com o aroma de limão, e sentir o calor de sua pele. Oh, Deus, se é que havia uma chance de paraíso para ele, iria abandoná-la, e alegremente, para ficar aqui nos braços de Helen. Traçou os fracos inchaços de suas costelas, o recuo de sua cintura, a curva de seu quadril, até que foi para o centro dela. Ela estava molhada, seus cachos já encharcados, e deu graças, porque ele não tinha certeza se poderia ficar um momento mais do lado de fora dela. Segurou seu pau e se guiou ao seu calor, para sua suavidade.

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Para casa. Ela estava apertada, apesar de sua umidade. Ele apertou sua mandíbula e empurrou dentro em pequenos impulsos, separando suas dobras, enterrando-se profundamente. Ela o segurou e ele fechou os olhos para permanecer sem derramar muito cedo. Sentiu-a deslizar os braços em volta dele, e ela puxou seu rosto para baixo do dela. Ela o beijou muito úmido, boca aberta e pernas espalhadas, envolvendo seus tornozelos sobre seus quadris. Ele se moveu então, era isso ou morrer. Deslizante, triturante, empurrando sua carne dentro dela. Fazendo amor com ela. Ela continuou a beijá-lo sem pressa, com sua boca aceitando a sua língua e seu corpo aceitou seu pênis. Isso era tudo que ele queria. Este era o paraíso. Mas seu corpo tinha que acelerar, o imperativo de plantar sua semente ultrapassando o luxo de um acoplamento lento. Ele se levantou sobre seus braços para intensificar suas investidas. Observou como as pálpebras pesadas dela se fecharam, seu rosto corando num rosa profundo. Sua respiração estava curta, mas ainda não ofegante. Segurou seu peso em uma mão e com a outra procurou aquele pequeno pedaço de carne feminina que iria mandá-la sobre a borda. Ele o descobriu, se escondendo em suas dobras escorregadias, e o apertou suavemente, lentamente, circulando. Seus braços caíram de seus ombros, e ela os atirou sobre a cabeça dela, agarrando o travesseiro com ambos as mãos. Olhou para ela, sua pérola vibrando e arqueando rígida, e quando a viu jogar sua cabeça para trás, sentiu isso, também. A agitação explosiva do início do seu orgasmo. Puxou para fora na hora certa, derramando sobre suas coxas. Seu coração batia forte, sua respiração curta. Rolou para o lado para que não a esmagasse e apenas deitado ali por um momento, com o braço por cima da cabeça, exausto. Estava à deriva no sono, na verdade, quando ela se moveu, aninhando-se contra ele e correndo seus dedos sobre seu peito. ― Eu te amo. ― Ela sussurrou.

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Seus olhos se abriram, e ele olhou cegamente para o teto de seu quarto. Ele sabia o que deveria dizer, é claro, mas as palavras não saíam. Parecia impressionantemente mudo. E agora já era tarde demais. Muito tarde. Seu tempo juntos tinha acabado. ― Helen... Ela se sentou ao lado dele. ― Eu te amo com todo meu coração Alistair, mas não posso ficar com você desse jeito.

Ela pensou consigo mesma no amor anterior, quando ela era jovem e muito ingênua. Aquilo foi a paixão de uma menina intimidada pela categoria de um homem e posses mundanas. Este amor que sentia por Alistair era completamente diferente. Sabia de seus defeitos, sabia de seu mau humor e cinismo, mas também glorificava as melhores partes dele. Seu amor pela natureza, a gentileza com que ele se escondeu da maior parte do mundo, sua lealdade intransigente. Viu tanto o pior como o melhor dele, e viu todas as partes complicadas do meio. Até sabia que havia pedaços dele que ele ainda mantinha escondidos dela, peças que gostaria de ter tempo para descobrir. Sabia de tudo isso, e ela o amava, apesar ou por causa disso. Este era o amor de uma mulher madura. Um amor que tinha conhecimento de ambas, suas fraquezas humanas e sua nobreza. E também sabia, no fundo de seu coração, que esse amor, por mais que maravilhoso, não era suficiente para ela. Ele ficou ainda ao seu lado, seu grande peito úmido com o suor do amor feito por eles. Não disse uma palavra quando ela confessou seu amor, e esse fato quase a fez quebrar. No final, porém, se ele devia ou não admitir amá-la estava fora de questão. ― Fique comigo. ― ele disse asperamente. Sua expressão era severa, mas em seus olhos havia desespero. Isto quase quebrou seu coração.

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― Não posso viver assim novamente. Eu fugi de Lister, porque percebi que eu nada mais era do que um conveniente brinquedo de um homem. Eu tenho que ser mais, para mim e para meus filhos. E, apesar de te amar mil vezes mais do que eu jamais amei Lister, não vou repetir meu erro. O belo olho dele fechou, e virou o rosto para longe dela. Suas mãos apertadas em punhos acima da cabeça. Ela esperou, mas ele não fez mais, nem falou ou se moveu. Poderia muito bem ter se transformado em pedra. Por fim, ela se levantou da cama e pegou sua camisa do chão. Colocou-a e foi até a porta. Ela olhou para trás uma última vez, mas ainda não tinha se movido. Então abriu a porta e saiu do quarto, deixando-o e seu coração para trás.

Alistair se retirou para sua torre na manhã seguinte, mas nada era o mesmo. O tratado sobre o comportamento do texugo que o havia interessado antes agora era ridícula. Seus esboços, seus espécimes, seus diários e anotações, tudo na sala parecia sem sentido e inútil. O pior de tudo, as janelas da torre com vista para o pátio do estábulo, e podia ver Helen supervisionar o carregamento de suas bolsas no transporte. Por que ele sequer se preocupou em subir esta manhã? Sua ninhada de pensamentos foi interrompida por uma batida na porta da torre. Ele fez uma careta para a porta, debatendo ignorando a batida e, finalmente gritou. ― Entre! ― a porta se abriu e Abigail enfiou a cabeça dentro. Alistair se endireitou. ― Oh, é você. ― Nós queríamos dizer adeus. ― Disse ela, sua voz extremamente grave para uma criança de nove anos. Ele acenou com a cabeça. Ela entrou, e viu que Jamie estava atrás dela, segurando um Poças se contorcendo em seus braços. Abigail juntou as mãos na frente dela, lembrando-lhe muito de sua mãe. ― Queríamos lhe agradecer por ter ido a Londres para nos resgatar. ― Alistair começou a deixar isto de lado, mas,

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aparentemente, ela não tinha terminado. ― E, por nos ensinar a pescar e nos deixar jantar com você e nos mostrar onde os texugos vivem. ― ela fez uma pausa, olhando para ele com os olhos de sua mãe. ― Tudo bem. ― Alistair beliscou a ponte de seu nariz entre o dedo indicador e o polegar. ― Sua mãe te ama você sabe. ― Os olhos dela, tão parecido com os de Helen, se arregalaram quando ela olhou para ele em silêncio. ― Ela ama você ― ele teve que parar e limpar a garganta ― do jeito que você é. ― Oh. ― Abigail olhou para os pés de seus sapatos e franziu o cenho ferozmente como se para não chorar. ― Nós também queríamos lhe agradecer por nos deixar nomear o seu cão. ― ele ergueu as sobrancelhas. ― Decidimos por Texugo, ― explicou ela gravemente ― porque ele foi com a gente para o conjunto do texugo. Além disso, não podemos chamá-lo de Poças para sempre. É um nome de bebê, na verdade. ― Texugo é um nome muito bom. ― Olhou para os dedos dos pés de suas botas. ― Lembre-se de caminhar com ele todos os dias e ver se ele não é alimentado com comida muita rica. ― Mas ele não é nosso. Alistair balançou a cabeça. ― Eu sei que eu disse que Texugo era meu cachorro, mas realmente o obtive para vocês. Ela olhou para ele com os mesmos olhos malditamente determinados que sua mãe houvesse usado contra ele na noite anterior. ― Não. Ele não é nosso. Ela deu um pequeno empurrão em Jamie, que estava muito infeliz. O menino veio para frente com o filhote e estendeu-o para Alistair. ― Aqui. Ele é seu. Abby diz que você precisa do Texugo mais do que nós. Alistair tomou o contorcido, pequeno corpo quente, completamente perplexo. ― Mas...

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Abigail marchou até ele e puxou seu braço até que ele se inclinou. Então ela colocou os bracinhos magros em torno de seu pescoço e meio que o estrangulou. ― Obrigado, Sir Alistair. Obrigado. Ela se virou e pegou a mão do irmão assustado e o arrastou da sala antes de Alistair conseguisse pensar em uma resposta. ― Droga. ― ele olhou para o filhote, e Texugo lambeu seu polegar. ― O que vou fazer com você agora? Ele caminhou até a janela e olhou para baixo a tempo de ver Helen ajudar as crianças no transporte. Abigail olhou para cima uma vez, ele pensou que em sua direção, mas ela rapidamente desviou o olhar novamente, então talvez ele estivesse errado. Então Helen subiu, e o lacaio dirigindo a carruagem deu as rédeas de um estalo. Tudo rolou para longe com eles, para fora dos estábulos, para fora de sua vida, e Helen nem uma vez olhou para trás. Seu corpo lhe pedia para correr atrás dela, mas sua mente o acorrentava onde estava. Mantê-la seria apenas adiar o inevitável. Agora ou amanhã, sempre soube que Helen iria deixá-lo.

Capítulo 20 O feiticeiro abriu suas portas à Princesa Simpatia prontamente o suficiente, mas quando ela lhe disse o que ela tinha vindo por, ele riu. Ele a levou para o jardim de teixos em nó e apontou para onde Teller Verdade estava de pé, imóvel e frio. ― Ali está o seu cavaleiro. ― disse o feiticeiro ― Você pode trabalhar o que de pouca magia que você sabe para salvá-lo, mas esteja prevenida: eu lhe dou apenas o dia de hoje. Se ele ainda for um homem de pedra quando o sol se põe, vou fazer você

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sua noiva de pedra e, juntos, vocês dois deverão estar de pé no meu jardim por toda a eternidade. A princesa consentiu com esta pobre barganha, pois não tinha outra escolha se fosse fazer de Teller Verdade um homem de carne e sangue novamente. Todas as horas desse dia ela realizou os feitiços e encantamentos que tinha trazido com ela, mas quando os raios do sol começaram a desaparecer, Teller Verdade ainda era pedra... DO TELLER O VERDADEIRO

Três dias depois, Alistair foi acordado por um barulho lá embaixo. Alguém estava gritando e levando adiante. Ele gemeu e enfiou a cabeça debaixo do travesseiro. Madrugar já não era uma prioridade em sua vida. Na verdade, não tinha absolutamente prioridades. Poderia muito bem ficar na cama. Mas a comoção ficou mais alta e mais perto, como uma tempestade de verão avançando até que ― sinistramente ― esta estava diretamente do lado de fora da porta de seu quarto. Ele apenas jogou as cobertas sobre sua cabeça quando sua irmã caiu em seu quarto. ― Alistair Michael Munroe, você perdeu sua cabeça? ― Sophia explodiu com ele. Ele agarrou os lençóis sobre seu peito nu como uma donzela assustada e fez uma careta para sua irmã. ― A que devo a honra dessa visita, querida irmã? ― Por sua própria estupidez. ― Sophia disse prontamente ― Você sabia que eu encontrei a Sra. Halifax em Castlehill em Edimburgo ontem de manhã, e ela me disse que você e ela tinham se separado? ― Não. ― Alistair suspirou. Texugo tinha acordado com o barulho, é claro, e o filhote trapalhão veio sobre a cama para lamber seus dedos. ― Ela lhe contou que seu nome não é realmente Halifax? Sophia, que estava andando pelo quarto, parou, com uma expressão alarmada. ― Ela não é uma viúva? ― Não. Ela é a ex-amante do Duque de Lister.

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Sophia piscou, e então fez uma careta. ― Penso que ela ainda pode se casar. Se ela deixou Lister, quem ela era antes dificilmente importa. ― Ela dispensou o passado escandaloso de Helen com um aceno impaciente de sua mão ― O que importa é que você se vista de uma vez e vá para Edimburgo e peça desculpas à mulher por qualquer coisa que essa sua cabeça dura disse ou fez. Alistair olhou para sua irmã, agora puxando vigorosamente as cortinas. ― Estou grato ao fato de você assumir que a fenda é minha culpa. ― Ela apenas riu com isso ― Mas o que, você acha que eu devo fazer quando eu pedir desculpas? A mulher não vai morar aqui. Ela se virou para ele e franziu os lábios. ― Você lhe pediu para casar com você? Alistair olhou para longe. ― Não. ― E por que não? ― Não seja uma tola Sophia. ― Sua cabeça estava doendo, e ele só queria voltar a dormir, talvez para sempre. ― Ela tem sido a amante de um dos homens mais ricos da Inglaterra. Ela viveu em Londres ou nas proximidades da capital toda a sua vida. Você deveria ter visto as joias e ouro que Lister lhe deu. Talvez você não tenha notado, mas sou um homem de um olho só, repugnantemente cheio de cicatrizes, que está chegando a sua quarta década de vida e vive em um castelo velho e sujo no meio do nada. Por que diabos ela deveria se casar comigo? ― Porque ela te ama! ― Sophia quase gritou. Ele balançou a cabeça. ― Ela pode dizer que ela me ama. ― Ela admitiu isso para você e você não fez nada? ― Sophia olhou escandalizada. ― Deixe-me terminar. ― Alistair rosnou. Sua cabeça latejava, sua boca tinha gosto da cerveja que ele tinha bebido na noite anterior, e não tinha se barbeado desde que Helen o deixou. Ele só queria acabar logo com isso e voltar para a cama. Sua irmã apertou os lábios e acenou com a mão, impaciente para ele continuar. Ele inalou. ―

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Ela pode pensar que ela me ama agora, mas que futuro ela teria aqui comigo? Qual o futuro que eu teria se ela se cansasse de mim e fosse embora? ― Qual o futuro que você tem agora? ― Sophia respondeu. Ele levantou a cabeça lentamente e olhou para ela. A expressão dela era feroz, mas seus olhos estavam tristes por trás de seus óculos redondos. ― Você está tão ansioso para passar o resto da sua vida sozinho? ― Sophia perguntou em voz baixa. ― Sem filhos, sem amigos, sem uma amante ou companheira até mesmo para falar nas noites? Que vida é essa que você está protegendo tão desesperadamente desistindo de Helen? Alistair, você deve ter fé. ― Como eu posso? Como posso quando a qualquer momento tudo pode mudar? Quando eu poderia perder tudo? ― Traçou suas cicatrizes ― Não posso mais acreditar em futuros felizes, em boa sorte, na própria fé. Eu perdi o meu rosto, Sophia. ― Então, você é um covarde. ― disse sua irmã, e foi como uma bofetada. ― Sophia... ― Não. ― Balançou a cabeça e estendeu suas mãos para ele. ― Sei que vai ser mais difícil para você do que a maioria. Sei que você não tem ilusões deixadas sobre a felicidade, mas porra, Alistair, se você deixar Helen ir você bem pode se matar agora. Estará se oferecendo, não reconhecendo que a felicidade é caprichosa, mas que não tem nenhuma esperança de felicidade. Ele extraiu numa dolorosa respiração. Seu peito sentia como se cacos de vidro estivessem enterrados lá, quebrando, deslocando, cortando dentro de seu coração. Fazendo-o sangrar. ― Você não pode mudar mais o seu rosto do que ela pode mudar o passado dela. Os dois estão lá, eles sempre vão estar lá. Você deve simplesmente aprender a conviver com suas cicatrizes como Helen aprendeu a viver com o passado dela. ― Tenho aprendido a viver com meu rosto. Isto é sobre ela que estou preocupado. ― Fechou seus olhos ― Não sei se ela pode viver comigo. Não sei se poderia suportar se ela não pudesse.

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― Eu sim. ― Ouviu sua caminhada mais perto. ― Você pode suportar qualquer coisa, Alistair. Você já fez. Eu disse uma vez para Helen que você era o homem mais corajoso que eu jamais conheci. E você é. Você teve o pior acontecendo com você, e vê a vida sem ilusões. Eu nunca posso nem imaginar a coragem que isto toma para que você possa viver seu dia-a-dia, mas estou lhe pedindo agora para encontrar uma coragem ainda maior. ― Ele balançou a cabeça. Caiu na cama, e ele abriu os olhos para vê-la ajoelhada ao lado da cama, suas mãos diante dela como se estivesse em oração. ― Dê uma chance a ela, Alistair. Dê a sua vida uma chance. Peçalhe para casar com você. Ele passou a mão pelo rosto. Deus, e se ela estivesse certa? E se ele estivesse jogando fora uma vida com Helen por puro medo? ― Muito bem. ― Bom. ― Sophia disse rapidamente, e se levantou em seus pés. ― Agora, levante-se e se vista. Minha carruagem está esperando. Se nos apressarmos, podemos chegar a Edimburgo ao anoitecer.

Helen estava fazendo compras em High Street, quando ouviu o grito. Era um belo dia de sol, e a rua estava lotada. Ela tinha decidido, uma vez que eles chegaram a Edimburgo permanecer um pouco e comprar para Jamie e Abigail algumas roupas novas. Os pulsos de Jamie estavam começando a ficar fora dos punhos de seu casaco. Sua mente estava ocupada com tecidos e alfaiates e o custo escandaloso de sapatos para um pequeno menino, para que não se virasse imediatamente para ver qual era o problema. Pelo menos não até o segundo grito. Ela olhou e, em seguida, viu a vários passos de distância uma bela mulher jovem desmaiar graciosamente nos braços de um assustado cavalheiro com um casaco vermelho escuro arrojado. Ao lado estava Alistair, franzindo o cenho para a garota, que obviamente tinha tomado um susto dramático com seu rosto.

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Alistair olhou para cima e a viu, e por um momento sua expressão ficou em branco. Em seguida, ele foi fazendo o seu caminho através da multidão até ela, seu olhar nunca deixando seu rosto. ― É Sir Alistair! ― Exclamou Abigail, finalmente vendo-o. Jamie esticou na mão de Helen. ― Sir Alistair! Sir Alistair! ― O que você está fazendo aqui? ― Helen perguntou quando estava na frente deles. Em vez de responder, ele caiu sobre um joelho. ― Oh! ― Ela colocou a mão sobre seu coração. Ele estendeu um monte de flores murchas, infelizmente, franzindo a testa para elas. ― Demorou mais tempo para chegar a Edimburgo do que pensava que seria. Aqui. Ela pegou as flores silvestres flácidas, embalando-as como se tivessem sido as melhores rosas. Olhou para ela, seu olho castanho firme e focado exclusivamente em seu rosto. ― Eu disse que, se alguma vez te cortejasse, eu lhe traria flores silvestres. Bem, estou cortejando você agora, Helen Carter. Sou um homem cheio de cicatrizes e solitário, e meu castelo é uma bagunça, mas espero que um dia você vá concordar em ser minha esposa apesar de tudo isso, porque te amo com todo o meu pobre coração maltratado. Por esta altura, Abigail estava quase pulando para cima e para baixo com entusiasmo, e Helen sabia que havia lágrimas em seus próprios olhos. ― Oh, Alistair. ― Você não precisa responder agora. ― Limpou a garganta. ― De fato, não quero que você responda ainda. Gostaria de ter tempo para cortejá-la corretamente. Para mostrar que posso ser um bom marido e que tenho um pouco de fé no futuro. Nosso futuro. Helen balançou a cabeça. ― Não. Ele congelou, com o olhar fixo em seu rosto. ― Helen...

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Ela estendeu a mão e acariciou seu rosto cheio de cicatrizes. ― Não, não posso esperar tanto tempo. Quero casar com você imediatamente. Quero ser sua esposa Alistair. ― Graças a Deus! ― Respirou, e então ficou de pé. Ele a puxou em seus braços e lhe deu um beijo bastante impróprio ali na High Street, diante de Deus, da multidão boquiaberta, e de seus filhos. E Helen nunca foi mais feliz.

Seis semanas mais tarde... Helen deitou na cama grande no quarto de Alistair, quarto deles agora e se esticou luxuriosamente. Ela era, a partir das dez horas desta manhã, oficialmente Lady Munroe. Eles tiveram uma pequena cerimônia, com apenas familiares e alguns amigos, mas Papa foi capaz de assistir, e Lord e Lady Vale haviam chegado, e realmente eles eram os únicos que importavam, de qualquer maneira. Notou que tinha uma lágrima no olho de Papa quando ela saiu da pequena igreja de Glenlargo. Ele era convidado deles agora para uma semana ou assim, e estava um andar abaixo em um quarto recentemente arrumado. Abigail e Jamie estavam exaustos da excitação deste dia. Eles estavam no berçário um piso acima, com Meg Campbell, ex-serva, agora elevada à exaltada categoria de babá. Alistair já estava falando sobre a contratar uma governanta para as crianças. Texugo tinha dobrado seu tamanho no último mês e meio e estava, provavelmente, dormindo na cama de Jamie, quando o cão deveria dormir na cozinha. ― Admirando suas novas cortinas?― A voz rouca de Alistair veio da porta. Ela olhou e sorriu para ele. Ele estava recostado no batente da porta, uma mão atrás das costas. ― O azul é tão lindo aqui, você não acha? ― Acho ― disse ele, avançando em direção à cama em que ela deitara ― o que penso tem muito pouca influência sobre a decoração do meu castelo.

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― Sério? ― Ela arregalou os olhos ― Então, sem dúvida, não vai se importar se pintar sua torre de puce32. ― Não tenho ideia de que cor é puce, mas soa totalmente revoltante. ― Disse ele, e colocou um joelho no colchão ― Além disso, pensei que nós tínhamos concordado que você pode fazer qualquer coisa que queira com o resto do castelo, desde que você deixe minha torre como está. ― Mas... ― Ela começou, com a intenção de provocá-lo ainda mais. Ele colocou sua boca contra a dela, interrompendo as palavras com um longo beijo. Em seguida, levantou a cabeça, ela olhou para o seu querido rosto sonhador e sussurrou. ― O que você tem nas suas costas? Alistair se apoiou sobre um cotovelo ao lado dela. ― Dois presentes, um pequeno, outro um pouco maior. Qual gostaria em primeiro lugar? ― O pequeno primeiro. Ele estendeu a mão e abriu para revelar um limão. ― Na verdade, este é um presente que vem com uma condição. Ela engoliu em seco, lembrando-se da última vez que eles tinham usado um limão para evitar a concepção. ― E qual seria essa? ― Você pode tê-lo somente se você desejar isso. ― Ele levantou o olhar para o dela, e ela viu uma esperança hesitante lá. ― Estou muito feliz em continuar como estamos, apenas com Abigail e Jamie, por tão pouco ou tanto tempo quanto você quiser. Mas se você quiser abrir mão deste... ― ele rolou o limão entre os dedos ― Isto me faria muito feliz também. Lágrimas tolas correram de seus olhos. ― Penso, então, que prefiro que nós usemos este limão numa limonada. ― Ele não respondeu, mas o beijo ardente que pressionou nela era eloquente. A perspectiva de ter uma criança compartilhada em

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Tom de roxo amarronzado, ou marrom arroxeado, em inglês .

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algum momento no futuro o encantava também. Quando ela pôde recuperar seu fôlego, Helen disse: ― E o outro presente? ― Mais como uma oferta, de verdade. ― Ele trouxe um buquê de flores silvestres por trás de suas costas. ― Pelo menos estas não estão murchas neste momento. ― Adoro flores murchas. ― disse ela. ― Sou um homem de sorte por ter uma esposa tão facilmente satisfeita. ― Ele ficou sério. ― Gostaria de lhe dar um presente de casamento em breve. Talvez um colar ou um vestido novo ou um livro especial. Pense sobre isso e me deixe saber o que você gostaria. Foi a amante de um Duque. Teve joias e vestidos derramados sobre ela uma vez, e eles não trouxeram felicidade. Agora sabia melhor. Helen estendeu a mão e traçou as cicatrizes em seu rosto. ― Há apenas uma coisa que quero. Ele virou a cabeça para beijar seus dedos. ― E o que é? ― Você. ― ela sussurrou, antes que ele se abaixasse para ela. ― Só você.

Epílogo A Princesa Simpatia levantou seus olhos para o céu e viu que ela tinha falhado. Logo ela iria se juntar ao seu campeão em um sono de pedra. Desesperada, colocou os braços sobre a cintura de pedra fria da Teller Verdade e beijou seus lábios congelados. E então aconteceu uma coisa estranha. Cor e calor correram pelo rosto cinza de Teller Verdade. Seus membros voltaram para a carne e o sangue, e seu poderoso peito arfava, respirando. ― Não! ― gritou o feiticeiro, e levantou as mãos para enfeitiçar tanto Teller Verdade como a Princesa.

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Mas uma multidão de andorinhas apareceu de repente e revoaram sobre sua cabeça, mergulhando em seus olhos e arrancando seus cabelos. Teller Verdade desembainhou sua espada e com um balanço, cortou a cabeça do feiticeiro de seu corpo. Com isso, as andorinhas de repente caíram no chão e se tornaram em homens e mulheres que se curvaram diante Teller Verdade. Há muito tempo eles tinham sido servos do castelo antes que o feiticeiro o tivesse roubado de um príncipe e os enfeitiçado. Ao mesmo tempo, as estátuas de cavaleiros e guerreiros se transformaram mais uma vez em homens que vivem, pois tinha sido companheiros que tentaram e não conseguiram resgatar a Princesa. Eles caíram de joelhos como um só homem e se comprometeram a fazer Teller Verdade seu Senhor e Mestre. Teller Verdade agradeceu aos servos do castelo e aos cavaleiros mais solenemente, e então ele se virou para a Princesa Simpatia. Ele olhou nos olhos dela e disse: ― Eu tenho um castelo, os servos, e os homens agora, onde antes eu tinha apenas as roupas nas minhas costas. Mas eu poderia renunciar a todos eles para manter o seu coração, pois eu te amo. A Princesa Simpatia sorriu e colocou a palma de sua mão contra a bochecha quente de Teller Verdade. ― Não há nenhuma necessidade de renunciar a sua recémdescoberta riqueza. Você já tem meu coração e o têm mantido desde aquele dia em que você me deu o anel do feiticeiro e não desejou nada em troca. E ela o beijou.

Fim Não perca o próximo livro da série A Lenda dos Quatro Soldados – Desejar um Diabo.

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Seduzida por um animal - Elizabeth Hoyt  

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