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1. O norte-americano Ray Bradbury escreveu Fahrenheit 451, um romance de ficção científica Quinta-Feira, 14 de Junho de 2012

que foi publicado pela primeira vez em 1953. O francês François Truffaut realizou um filme a partir desse livro, de 1966, que por cá se chamou Grau de Destruição. É a história de um futuro em que todos os livros são proibidos. O seu personagem principal é um “bombeiro”, o que nesta história significa “queimador de livros”. Isso basta para explicar qual era o seu trabalho. O número 451 refere-se à temperatura (em graus Fahrenheit) à qual o papel se incendeia (cerca de 233 grau centígrados).

Arquivo dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua

Ray Bradbury declarou que a sua intenção original ao escrever Fahrenheit 451 era mostrar o seu grande amor por livros e bibliotecas.

As melhores imagens da sua História

Uso esta introdução porque estas coisas – bombeiros, livros, filmes, bibliotecas – também se misturam na minha memória dos tempos passados.

2. (Re) Começo a pedir perdão, mas a verdade é que, quando penso em Bombeiros, não são

Lembro-me que no Quartel havia muitos livros… os do Peso da Régua que me veem logo à memória.

De Bombeiros, lembro-me sempre dos de Sanfins do Douro, das suas ambulâncias e das suas 4. Podia forçar um bocadinho a nota sentimental e dizer que quando, todos os domingos, sirenes, eternamente saindo na noite quente do arraial para apagar o incêndio que os foguetes passo na Avenida do Doutor Antão de Carvalho, em frente ao Quartel dos Bombeiros, me recordo das longas e boas horas passadas na companhia dos livros que ali me emprestaram. atravessando penosamente a multidão. Para minha grande consternação, que nunca 1. O norte-americano Ray Bra- ateavam, sei lá! (Lembro-me também, por Ortográfico!) nunca devolvi A segunda com Cecil Scott Fo- Porque 4. Podia forçar umalguns bocadinho Mas, em nome verdade, todos tenho que confessar publicamente que não é de nostalgia, mas de dbury escreveu Fahrenheit 451, entendi motivos que nãonão são colocavam para aqui logo os veículos todos na estrada da porque encosta queda ardia livros à Biblioteca. Tenho provas. rester e a sua série do Capitão remorsos puros e duros o sentimento que me assalta. Porquê? um romance de ficção científica os chamados, sua Fanfarra das 3.da Bom, mas deixemos o cinema anos na da Romaria de Nª eSenhora Piedade. Deve haver umae razão técnica que me escapa. Horatio Hornblower, essa saga passo na Avenida do Doutor A Porque nunca devolvi alguns livros à que foi publicado pela primeira Ou, suasentão, majoretes, uma em especial). voltemos aos livros e à Biblioteca. Hojefazia é um decrépito edifício, cujosei de Churchill conservação nosdas longas e boas horas deestado que Winston era uma coreografia que parte do programa damarítima Festa, lá! (Lembro-me recordo Tenho provas. vez em 1953. O francês François A Biblioteca Fixa da Fundação disseBiblioteca. “Hornblower é formidável!”. por motivos que não para aqui chamados, da para sua FanfarraNãoe poderão das de suas majoretes, envergonha a todos, contrastando forma chocante com o ser mais três livros, mas é Truffaut realizou um filme a partir também, Dos Bombeiros Voluntários dosãoCalouste Gulbenkian era Esta como frasese vinha nade contracapa fossem mil. Eles lá andam, nas Mas, em especial). Pesoem da Régua recordo, isso sim, o mim desse livro, de 1966, que por cá uma o que a Fundação propria- Quartel remodelado e animado dos (Quando for nome da verdade, tenh dos livros e fixei-a, estantes, no Bombeiros. meio até de hoje... muitos outros, se chamou Grau de Destruição. mente dita era para o país: o verostentando, para minha vergonha íntima, a remorsos puros e duros o sentim reabilitado e voltar a exibir filmes passa a chamar-se Cineteatro Dos Bombeiros Voluntários Peso da Régua recordo, fita adesiva colorida na lombada que os dadeiro centro da vida cultural. doLembro de ter adorado Três identifica sem qualquer dúvida. isso sim, ocomo Quartel, não só porque passo É a história de um futuro em que Avenida, manda o Acordo Ortográfico!) Homenslhe num Bote,em de frente Jerome K. Porque nunca devolvi algun Acalmo a minha consciência com piedosas histórias que repito todos os livros são proibidos. O Em minha sempre existi-domingo todas as casa semanas (e neste até parei para tirar Jerome e de ter odiado para As Minas mim mesmo sempre que me lembro destes livros. Que fui, Biblioteca. Tenho seu personagem principal é um ram livros, muitos livros, estantes Não serfechado, maisprovas. de trêsa de Salomão, de Henry Rider umdos dia,Hadevolvê-los, e apoderão tinha sem umas fotos!) mas porque era naquele edifício, num 3. Bom, mas deixemos o cinema e voltemos aos livros eBiblioteca à porBiblioteca. Adeixar Bibliotec “bombeiro”, o que nesta história cheias deles. Mas na Biblioteca ggard, na tradução mal nova morada. Que, despeitado fecharem a Biblioteca, decidi livros, mas é como se fossem mil. feita por pisos superiores, que ficava a Biblioteca Gulbenkian que eu causando um prejuízo irreparável ao pobre Sr. Calouste vingar-me significa “queimador de livros”. havia muitos mais e havia também Não ser mais de Fundação Calouste Gulbenkian para mim ousurpou quesurripiando-lhe a Eles Fundação propriamente dita lie lápoderão andam, nas estantes, no três Eça deera Queirós (que aliásGulbenkian, três livros. frequentei partir deque meados de 1970. Isso basta para explicar qual aquele silêncioaespecial, fazia daa década de muitos outros, ostentando, obra ecultural. lhe chamou - ou alguém meio como seosfossem mil.seguros, Eles lá a país: centro Os livros estão seguros. Comigo, livros estão sempre era o seu trabalho. O número com queoaverdadeiro escolha dos livros a ler daemvida para minha vergonha íntima, a fita seu nome – sua). desde que mereçam respeito. Mas se alguém, legitimamente, os Compondo um quarteirão cultural de boa memória e que estantes, nona lombada meio de 451 refere-se à temperatura (em fosse mais refletida, assim como reclamar, devolvo-os. adesiva colorida que muit muitas cidades hoje invejariam, ficava, livros, mesmomuitos ao lado,livros, o Em minha sempre existiram estantes cheias deles. Mas na graus Fahrenheit) à qual o papel uma coisa de casa maior responsabiidentifica sem qualquer dúvida. E lembro-me de ter muita pena ostentando, para minha vergonh Com juros e comos alívio. se incendeia (cerca de 233 grau lidade, não havendo lugar para Cine-Teatro Avenida, onde vi alguns filmes que não podem na Biblioteca havia muitos mais e havia porque também aquele(praticamensilêncio especial, que fazia com na quelomba a es fita adesiva colorida centígrados). ligeirezas nem arrependimentos: aqui ser mencionados e outros de mebanda lembro. te)que não não existia desenhada, Acalmo a minha consciência com livros availer fosse assimperdição. como uma piedosas coisa histórias de sem maior responsabilid escolheu, ter de ler! mais refletida, identifica qualquer dúvida. que repito para já então a minha Ray Bradbury declarou que a Quartel, não só porque lhe passo havendo lugar para ligeirezas nem arrependimentos: escolheu, mim mesmo vai sempre que me lemter de ler! sua intenção original ao escrever em frente todas as semanas (e Dessas minhas escolhas há muitos A Biblioteca Gulbenkian da RéAca Fahrenheit 451 era mostrar o seu neste domingo até parei para gua instalou-se no Quartel dos Dessas minhas escolhas há muitos livros e escritores que par grande amor por livros e biblio- tirar umas fotos!) mas porque era Bombeiros em 1960 e um dia, Matosinhos, 4 de junho de 2012 naquele edifício, num dos pisos tecas. outros por isso. Lembro-me, por exemplo, um sem que euque desse nem conta, encerrou! superiores, que ficava a Biblioteca Artur Costa Em seu lugar há hoje, na é, nossa “empreitadas”. (Isto leitura continuada e intensiva danov ob Uso esta introdução porque estas Gulbenkian que eu frequentei a cidade, uma Biblioteca Municipal, 1 ainda mantenho). vin coisas – bombeiros, livros, filmes, partir de meados da década de escritor, que num edifíciohábito muito bonito. É toda bibliotecas – também se misturam 1970. moderna, cheia de livros, discos, Gu na minha memória dos tempos filmes, tecnologia e pessoal A primeira com JackprofisLondon (O Apelo da Selva, O Lobo d Compondo um quarteirão cultural passados. sional. E muita banda desenhada! Filho do Lobo, …), um escritor que hoje olho com muitoOsre de boa memória e que muitas 3 2. (Re) Começo a pedir perdão, cidades hoje invejariam, ficava, des (Aliás, há umaconfesso, Rede de Bibliotecas bem que, sem ânimo para reler. mas a verdade é que, quando mesmo ao lado, o Cine-Teatro (http://rbpr.cm-pesoregua.pt/), rec penso em Bombeiros, não são os Avenida, onde vi alguns filmes que que agrupa os centros de docuA segunda com Cecil Scott Forester e a sua série do Capitã do Peso da Régua que me veem não podem aqui ser mencionados mentação de diversas instituições, Com e outros de que não me lembro. logo à memória. Hornblower, essaMunicipal, saga marítima de que Winston Churc incluindo a Biblioteca fui, umna dia,contra o que me parece éuma excelente bro destes “Hornblower formidável!”. Esta livros. fraseQue vinha De Bombeiros, lembro-me sempre devolvê-los, e a Biblioteca tinha ideia). ício, cujo de conservação nos dosestado de Sanfins do Douro, das suas livros e fixei-a, até hoje... fechado, sem deixar a nova moambulâncias das suas com sirenes, trastando de formaechocante o 4. Podia forçar um bocadinho rada. Que, despeitado por fechaeternamente saindo na noite livros e escritores que recordo, ouQuartel dos Bombeiros. (Quando for rem a Biblioteca, decidi vingar-me nota sentimental e dizerde queJerome Lembro de ter adorado Trêsa Homens num Bote, K. Jerome e de ter odiado arraial para apagar tros que nem por isso. Lembro-me, quando, todos os domingos, passo causando um prejuízo irreparável r filmesquente passa do a chamar-se Cineteatro de exemplo, Salomão, de “empreitaHenry Rider Haggard, na tradução feita por Eça de Queirós ( o incêndio que os foguetes ateapor de duas ao pobre Sr. Calouste Gulbenkian, na Avenida do Doutor Antão de mal cordo Ortográfico!) vam, atravessando penosamente das”. (Isto é,aleitura e Carvalho, surripiando-lhe em frenteem ao seu Quartel usurpou obracontinuada e lhe chamou - ou alguém nome – sua). três livros. a multidão. Para minha grande intensiva da obra de um escritor, dos Bombeiros, me recordo das o cinema e voltemosque aosnunca livrosentendi e à Biblioteca. A Biblioteca da Hoje é um decrépitoFixa edifício, consternação, hábito que ainda mantenho). longas e boas horas passadas na Os livros estão seguros. Comigo, os pena porque na Biblioteca (praticamente) não exist nkian era para não mimcolocavam o que a Fundação era para onos E lembro-me de ter muita cujo estado dedita conservação porque logo os propriamente companhia dos livros que ali me livros estão sempre seguros, desde primeira com já Jack London (O emprestaram. então a minha perdição. da vida veículos cultural. todos na estrada da envergonha a todos, contras- Adesenhada, que mereçam respeito. Mas se alencosta que ardia todos os anos tando de forma chocante com o Apelo da Selva, O Lobo do Mar, guém, legitimamente, reclamar, Matosinhos, 4 deosjunho de 2012 remodelado e animado Quartel O Filho do Lobo, …), um escritor Mas, em nome da verdade, tenho devolvo-os. Romaria de livros, Nª Senhora dacheias istiramna livros, muitos estantes deles. Mas na Biblioteca A Biblioteca Gulbenkian da Régua instalou-se no Quartel dos Bombeiros em 1960 dos Bombeiros. Piedade. haverespecial, uma razão a também aqueleDeve silêncio que fazia com que a(Quando escolhafor dosre- que hoje olho com muito respeito que confessar publicamente que Artur Costa sem eu desse Em mas seudelugar hoje, na nossa técnica que me escapa. Ou, então, abilitado e voltar a exibir filmes se bemque que, confesso, semconta, ânimo encerrou! juros e com alívio. cidade, uma não é de nostalgia, remor-háCom efletida, assim como uma coisa de maior responsabilidade, não era uma coreografia que fazia passa a chamar-se Cineteatro para reler. sos puros bonito. e duros o sentimento Municipal, num edifício muito É todaque moderna, cheia de livros, disco zas nem arrependimentos: ter de ler! como manda o Acordo parte do programa escolheu, da Festa,vaiAvenida, me assalta. Porquê? Matosinhos, 4 de junho de 2012 tecnologia e pessoal profissional. E muita banda desenhada! Artur Costa Dessas minhas escolhas há muitos livros e escritores que recordo,

outros que nem por isso. Lembro-me, por exemplo, de duas INDEPENDENTE DEFENSOR DO ALTO DOURO SEMANÁRIO (Aliás, há uma Rede de Bibliotecas (http://rbpr.cm-pesoregua.pt/), que agrupa 5 os c “empreitadas”. (Isto é, leitura continuada e intensiva da obra de um documentação de diversas instituições, incluindo a Biblioteca Municipal, o que me pa escritor, hábito que ainda mantenho). A primeira com Jack London (O Apelo da Selva, O Lobo do Mar, O

excelente ideia).

Lembro-me que no Quartel havia muitos livros…  

O norte-americano Ray Bradbury escreveu Fahrenheit 451, um romance de ficção científica que foi publicado pela primeira vez em 1953. O franc...

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