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» ESPECIAL WTW19

Saiba tudo sobre os 6 dias de evento que vão transformar os próximos 60 anos da história. / pág. 48

17ª EDIÇÃO / JULHO 2019

» GESTÃO DE FROTAS, MOBILIDADE, TECNOLOGIA E PROPÓSITO

CARRO SEM MOTORISTA? CERCADA POR CONTROVÉRSIAS, A FROTA AUTÔNOMA JÁ É UMA REALIDADE / pág. 26

_ 82 VOCÊ CONSEGUE DIZER QUEM VOCÊ É SEM FALAR O QUE FAZ?

Entrevista exclusiva com o gênio na criatividade, Murilo Gun

_ ESTAMOS QUASE LÁ 70 Os debates sobre frotas no Brasil e nos EUA

_ A VEZ DOS ELÉTRICOS 88 Opções e soluções do mercado


08. SÓ PODIA SER MULHER

Histórias e desafios de mulheres que contrariaram todas as estatísticas e hoje ocupam posições de destaque no setor automotivo.

22.

GESTÃO DE FROTAS NO MERCADO AGRO Com atividades desenvolvidas em locais sem infraestrutura, gestores precisam ter estratégias e critérios para manter eficiência e segurança.

ATENÇÃO PARA O SINAL AMARELO

38. Um trânsito mais seguro é possível,

26

MATÉRIA DE CAPA

SOZINHO, MAS NEM TANTO…

A frota autônoma se torna cada vez mais uma realidade. No Brasil, falta de infraestrutura e transformações culturais são empecilhos.

DESMISTIFICANDO A 44. TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS Substituir frotas próprias por terceirizadas é cada vez mais comum no Brasil; representantes de empresas do ramo sanam dúvidas que giram em torno do tema.

entretanto, uma cultura de segurança efetiva ainda é algo distante no horizonte brasileiro.

← 12.

92.

NA COLA DAS STARTUPS Como trabalhar em conjunto para alavancar a gestão de frotas.

TAKES PARAR ON THE ROAD 20. Confira os melhores momentos das edições do Rio de Janeiros e de Curitiba do evento mais relevante para gestores de frotas do Brasil

PUBLIEDITORIAL

DE MÃOS DADAS COM O GESTOR Um case real de como a terceirização de frota de uma grande empresa reduziu custos, otimizou o negócio e permitiu ao gestor da frota olhar para novas oportunidades estratégicas.

78.

AHEAD Veja os melhores takes das edições do AHEAD pelo Brasil, o ciclo de workshops para gestores de frotas do amanhã

16.

O QUE MOVE VOCÊ?

18.

NA ESTRADA COM O PARAR

Por Flavio Tavares, fundador do PARAR, idealizador da WTW e CMO da GolSat.

O evento pensado para os gestores de frota marca presença no Rio de Janeiro e Curitiba com muita inovação e tecnologia.

32

GESTORES CINCO ESTRELAS

Os cinco melhores alunos do PGF contam sobre como o curso os transformou como gestores de frota.

Z O O M

T I P S & C A S E S I N S I D E HEADLINE

FEATURED CONTENTS

4 –


– 5

ESPECIAL

70.

WTM

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

ESTAMOS QUASE LÁ Os debates acerca da gestão de frotas no Brasil se assemelham aos EUA, embora no país norteamericano a implementação de processos permaneça mais eficiente.

A VEZ DOS ELÉTRICOS 88. Apesar da frota ainda reduzida, é cada vez maior o interesse das pessoas, as opções de mercado e as soluções para uso de modais elétricos no Brasil.

48

EXPEDIENTE ┅

A PARAR Review é uma publicação do PARAR, veiculada por distribuição direta. Para recebê-la, envie um e-mail para

atendimento@parar.com.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Loraine Santos

conteudo@parar.com.br COLABORAÇÃO

WELCOME TOMORROW 2019 Seis dias em São Paulo para vivenciar o futuro e passar por experiências memoráveis.

Beatriz Pozzobon Guilherme Popolin Karina Constancio Mariana Lo Turco Paula Bonini Pietra Bilek PUBLICIDADE

publicidade@parar.com.br

VAMOS JUNTOS 62. CEPA e PARAR se unem em prol de

CENÁRIO DA AGONIA 94. NO TRÂNSITO

um futuro mais humano.

Por Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior, Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET e Conselheiro do PARAR.

FECHADO! 64. ONEGÓCIO Instituto PARAR lança novo curso sobre gestão estratégica de vendas que une conhecimentos teóricos ao perfil comportamental do aluno.

76

AHEAD TOGETHER: PORQUE VALE A PENA IRMOS JUNTOS

GolSat e Instituto PARAR organizam primeiro evento para gestores de frotas e seus pares.

GESTORES CONECTADOS 96. Top 4 dos assuntos mais debatidos pelos gestores de frota.

GESTOR COM HUMOR

98. Por Dorinho Bastos,

(43) 3315-9500 PROJETO GRÁFICO & DIAGRAMAÇÃO Brand & Brand Comunicação

brand.ppg.br IMPRESSÃO E ACABAMENTO Idealiza - idealizagraf.com.br

A Revista PARAR Review é uma publicação da empresa idealizadora do PARAR.

cartunista e professor de comunicação da USP.

DE GESTOR DE FROTAS PARA GESTOR DE VIDAS 66. Como Edison Rogério, da DB Diagnóstico,

82

transformou a segurança no principal valor da companhia

VOCÊ CONSEGUE DIZER QUEM VOCÊ É SEM FALAR O QUE FAZ? Murilo Gun apresenta a imaginação, a criatividade e a inovação como instrumentos de transformação

institutoparar.com.br

IDEALIZADORA

golsat.com.br


EDITORIAL

> RICARDO IMPERATRIZ

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

Quem protege seu colaborador, protege seu legado

A

GESTÃO DE FROTAS MEXE MUITO COM NOSSAS EMOÇÕES E NOS ENCANTA TODOS OS DIAS. As razões são

muitas, mas uma delas é fortíssima: preocupar-se com a mobilidade é uma das mais fiéis manifestações de cuidado com as pessoas. Vemos, dentro das empresas que precisam deslocar pessoas, atitudes ori-

ginárias de diferentes motivos, muitas vezes lutando contra escassez de recursos, que colocam todos os esforços em prol de um só propósito: garantir que os colaboradores retornem para casa com segurança ao final de um dia de trabalho. Uma combinação de políticas bem

›› RICARDO IMPERATRIZ CEO Golsat e PARAR Leader

a realidade dos trabalhadores

Para embasar todas as discus-

que perdem horas e horas em

sões acerca da segurança, nos

deslocamentos e, especialmente,

preocupamos em dar voz a quem

mudar os números alarmantes que assolam o cenário do trânsito brasileiro. Além disso, a gestão de frotas tem sido, cada vez mais, palco de projetos e pessoas que demonstram toda essa vontade positiva. Por isso, trazemos nesta edição da PARAR Review startups que

entende do assunto. Por isso, em grande parte das reportagens da PARAR Review, você vai ler opiniões e relatos de especialistas quando o assunto é trânsito, mobilidade, gestão e tecnologia. Como é o caso da nossa matéria de capa, que traz um contrapon-

estão fazendo a diferença. Uma

to a respeito dos veículos autô-

delas, por exemplo, se dedica a

nomos. Como você sabe bem, os

entender o comportamento de

carros que dirigem sozinhos ain-

condução de risco e, através de

da dividem a opinião de especia-

ações, reduzir o alto índice de si-

listas em relação à implantação,

nistralidade nas pistas. Solução

adaptação e segurança.

simples, humana e inteligente, como a essência que nos inspira todos os dias. A revista do PARAR também conta história de mulheres que, contrariando todas as estatísticas, ocupam hoje po-

definidas e tecnologia de ponta,

sições de destaque dentro de um

parceiros engajados e boa co-

mercado majoritariamente mas-

municação com o time, que se

culino. Elas também se unem ao

somam a outras características

propósito maior: serem agentes

mais intangíveis, como a vonta-

transformadores do cenário au-

de de fazer a diferença e mudar

tomotivo no mundo.

Para nós, a revista é mais um instrumento que une o setor de frota e de mobilidade e nos brinda com um incrível desfile de profissionais, empresas e histórias que estão na luta por um mundo mais humano. Afinal, quem protege seu colaborador, protege seu legado. ▚ Aproveite a leitura!

Fotos: © Puguh Akbar / Divulgação

6 –


HEADLINE

› MULHERES NO SETOR AUTOMOTIVO

SÓ PODIA SER MULHER!

Histórias e desafios de mulheres que contrariaram todas as estatísticas e hoje ocupam posições de destaque no setor automotivo

por BEATRIZ POZZOBON

LAS NÃO GANHARAM CARRINHOS DE ANIVERSÁRIO, NÃO FORAM INCENTIVADAS A TIRAR A CARTEIRA DE MOTORISTA E, MUITO MENOS, A TRABALHAR NO SETOR AUTOMOTIVO. Contrariando todas as estatísticas, essas mulheres ocupam hoje posições de destaque dentro de um mercado majoritariamente masculino. De acordo com a pesquisa Presença Feminina no Setor Automotivo, elaborada pela Automotive Business, em 2019, somente


Fotos: Divulgação

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

17% do quadro de funcionários do setor automotivo é composto por mão de obra feminina. Quando se trata da liderança das organizações, a participação é ainda mais baixa; apenas 6% das mulheres ocupam cargos de alta gestão nessas empresas. Para Paula Braga, diretora executiva da Automotive Business, uma plataforma de conteúdo sobre o setor automotivo, os números discrepantes revelam que ainda há uma série de desafios a serem superados. O primeiro deles é a necessidade de difundir entre as lideranças das empresas automotivas a importância de garantir diversidade nas organizações. “O que, comprovadamente, aumenta a lucratividade e o potencial de inovação”, destaca. Segundo a diretora, a indústria automotiva está ainda mais sujeita a uma série de preconceitos enraizados, como o fato de, inconscientemente, ou não, os gestores optarem pela contratação ou promoção de homens. “As mulheres que entram no setor automotivo acabam tendo uma carreira menos duradoura, possivelmente pela falta de oportunidade de ascensão profissional”, avalia Paula. Ela diz também que a pesquisa identificou diferenças salarias na indústria automotiva motivadas pelo gênero – as mulheres chegam a ganhar 34% menos que os homens exercendo a mesma função. A chefe do setor de transporte do Detran/PR, Regiane Aparecida Santos Pinto, conta que no início do trabalho na chefia precisou ouvir comentários do tipo “mulher não entende nada de carro” e “muSOMENTE lher não entende nada de mecânica”. “Nunca deixei que isso me impedisse de exercer a função que eu fui aprovada. O que DO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DO SETOR AUTOMOTIVO eu não sabia, proÉ COMPOSTO POR MÃO curei aprender e DE OBRA FEMININA. fui buscar mais →

– 9

» HELENA DEYAMA

Rainha dos rallys Helena Deyama tem 1,54m, 47 quilos e uma paixão gigante pelo automobilismo. Contrariando todos os estereótipos, comprou uma moto, depois um jipe e se tornou pilota profissional de rally. Logo na primeira competição, conquistou o primeiro lugar do pódio, vencendo uma maioria predominantemente masculina. “Compenso a menor força física em relação aos homens com maior determinação, disciplina, técnica, estratégia e concentração”, define a pilota. “Saber competir sem destruir o equipamento, usando a cabeça e o conhecimento adquirido com a experiência têm se mostrado estratégias de sucesso”, acrescenta. E tem mesmo. Em 2005, Helena se tornou a primeira mulher a vencer um campe-

onato brasileiro de rally. Conquistou o Campeonato Brasileiro de Rally Baja, em 2014, e dois anos depois, o bicampeonato. A pilota já participou de 15 edições do Rally dos Sertões, a principal competição do esporte no Brasil e realizou diversas expedições de até 10 mil quilômetros por toda a América do Sul, em grupos, ou na melhor companhia, a do seu jipe, que tanto batalhou para comprar. No entanto, o início da carreira não foi fácil. Helena conta que enfrentou preconceito de gênero e precisou, diversas vezes, provar a capacidade dela. “Hoje, após conquistar o meu espaço e ser respeitada num meio onde os homens são a grande maioria, acredito que a grande missão é servir de inspiração e abrir espaço para mais mulheres entrarem no esporte e terem sucesso nos rallys.”


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HEADLINE

› MULHERES NO SETOR AUTOMOTIVO

conhecimentos”, pontua. “Nós mulheres podemos realizar qualquer atividade, pois somos capazes e podemos chegar onde quisermos por méritos próprios, dedicação e competência”, finaliza a chefe de setor de transporte do Detran/PR.

VISÃO FEMININA Ela é administradora e designer, tem 22 anos de experiência na indústria automotiva e é especialista em mobilidade urbana para a América Latina. Atualmente diretora de mobilidade sustentável do Instituto Renault, Silvia Barcik liderou a chegada do primeiro veículo 100% elétrico da Renault ao Brasil. Apesar de colecionar conquistas, Silvia afirma que trabalhar numa montadora é um desafio diário para uma mulher, principalmente para demonstrar conhecimento, competência e trazer a visão femi-

nina para o negócio. “Uma mulher dentro de uma montadora, sobretudo à frente de uma área ligada a mobilidade tem muito a contribuir, pois, na maioria das vezes, temos uma relação diferente com o carro”, defende a diretora. “Para muitas de nós, o carro é uma solução de mobilidade – segura e confortável – para resolver nossos problemas. Uma relação mais funcional. Com os enormes desafios das cidades, esta visão contribui e muito para pensar fora da caixa e propor soluções disruptivas que melhorem a forma como nos movemos”, completa. ▚

›› SILVIA BARCIK, diretora de mobilidade sustentável do Instituto Renault

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

›› REGIANE SANTOS Chefe do setor de transporte do Detran/PR

Mobilidade para mulheres Lançado em 2017, o Lady Driver é o primeiro aplicativo de transporte inspirado por mulheres para mulheres. Gabryella Corrêa é a CEO do aplicativo, que já tem mais de 40 mil motoristas cadastradas. “A ideia surgiu porque eu sofri assédio em um carro que eu chamei por aplicativo. E fiquei pensando quantas mulheres no mundo já passaram pelas mesmas situações. Foi então que decidi criar um app só com motoristas mulheres para atender passageiras mulheres”, define a CEO. Segundo Gabryella, a mobilidade urbana não é pensada para facilitar a vida da mulher. O Lady Driver veio, então, justamente para isso. Para proporcionar um ambiente seguro para as motoris-

tas trabalharem, em que elas se sintam acolhidas e empoderadas a conquistar a própria renda. “E tem o lado das passageiras também. Que elas possam sair com as roupas que quiserem, na hora que quiserem, sem preocupação e com segurança”, acrescenta. Com quase um milhão de downloads, o aplicativo atende passageiras de São Paulo e Guarulhos. A expectativa é expandir para outras capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Ainda segundo Gabryella, antes de ampliar, no entanto, é preciso garantir um serviço de qualidade, para que a mulher, ao chamar uma motorista, possa ser atendida com qualidade.


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TIPS & CASES

› STARTUPS E GESTÃO DE FROTAS

Na cola das

STARTUPS Como trabalhar em conjunto para alavancar a gestão de frotas por ANA LUIZA MORETTE


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

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“QUANTO MAIS ALTO O SCORE DE COMPORTAMENTO DE CONDUÇÃO, MAIS ATIVOS O MOTORISTA RECEBE” Márcio Pessoa

Fotos: © Divulgação / Freepik

›› DRIVEON: startup

lanilhas e mais planilhas, uma série de softwares instalados, vários hardwares em um mesmo veículo: é fato que a gestão de frotas envolve uma série de fatores e processos, mas, como simplificar a gestão e otimizar seus resultados? Alavancar a gestão de frotas pode parecer um grande desafio, no entanto, com os parceiros certos fica fácil. As startups são referência quando o assunto é inovação. A maioria surge para resolver problemas através da inovação ou simplesmente criar novas soluções. Elas já transformaram o mundo do delivery, da alimentação, da saúde, da educação e, é claro, da mobilidade e da gestão de frotas. Marcelo Sakai, CEO e co-fundador da Mobicity, enxerga que, com as startups, novas tecnologias vem para reduzir o erro humano ou processos manuais desnecessários. “O papel das startups (entre outros desafios) nesse sentido é investir em gaps que as empresas já consolidadas às vezes estão engessadas ou não possuem o mindset para criar uma experiência ou modelo de negócio diferente do qual está inserido”, explica ele.

No Brasil, 90% dos acidentes de trânsito são causados pelo mau comportamento dos motoristas. E foi justamente para resolver esse grave problema que nasceu a DriveOn, uma startup que se dedica a entender o comportamento de condução de risco e, através de ações, reduzir o alto índice de sinistralidade nas pistas. O objetivo principal da startup é gerar score de comportamento de condução de risco por meio de uma plataforma que alia as tecnologias blockchain, inteligência artificial e big data junto à telemetria. Assim, é possível entender o comportamento de condução de risco e realizar ações para reduzir o alto índice de sinistralidade nas pistas. Márcio Pessoa, CMO da DriveOn, ressalta que criar o score é só um primeiro passo para a mudança de comportamento dos condutores: “Para engajar a mudança de comportamento dos motoristas, nós entregamos para cada motorista, em troca das informações de mobilidade, um ativo digital chamado cryptomiles”, explica. “Futuramente o motorista poderá usar esse ativo digital para ter descontos em vários parceiros da cadeia automotiva, como autopeças, seguro, posto de combustível, e até trocar por dinheiro ou criptomoedas em exchanges focadas em cripto. Quanto mais alto o score de comportamento de condução, mais ativos o motorista recebe”. →

dedicada a entender o comportamento de condução de risco.

90% NO BRASIL,

DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO SÃO CAUSADOS PELO MAU COMPORTAMENTO DOS MOTORISTAS.


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TIPS & CASES

› STARTUPS E GESTÃO DE FROTAS

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

Pensando em otimizar processos, nasceu também a Mobicity. Cada vez mais surgiam novas soluções de transporte, espalhadas em vários aplicativos e plataformas. Marcelo Sakai conta que perceberam que o transporte estava cada vez menos uniforme: as pessoas usavam vários modais em um único trajeto e poderiam usar vários outros diferentes para voltar, assim, decidiram unificá-los em uma única plataforma e cruzar as necessidades com a ociosidade da frota. “Startup é sobre validar se algo realmente é um problema monetizável de alguma forma e a visão da Mobicity foi validar que, em algum momento, lidar com diferentes transportes e gerir eficiência em mobilidade seria um problema para gestores de empresas”, ressalta.

Sakai também explica qual o papel da Mobicity em parceria com a gestão de frotas: “O trabalho da Mobicity é reduzir a ociosidade da frota disponível, possibilitando outras pessoas da empresa que só fazem uso de transporte por táxi ou aplicativos a utilizarem estes veículos. Ajudamos na verdade a otimizar as duas pontas - reduz uma pequena parte da frota ociosa disponibilizando aplicativos e reduz os custos com aplicativos disponibilizando a frota interna”. Recentemente, tem-se discutido muito sobre o risco das máquinas substituírem as pessoas em funçõeschave. No entanto, a tecnologia da solução oferece facilidade aos processos, mas não muda a importância do gestor - promover o trabalho em conjunto entre os dois é a chave, como acredita Marcelo Sakai: “Eu gosto de ser razoável e tentar sempre separar

os conceitos. Cada vez mais processos são automatizados, ponto. Por outro lado, a empresa, o mercado, os intermediários são organismos vivos e muito dinâmicos.” Para Pessoa, o ideal é unir a assertividade e a agilidade dos programas com a capacidade de interpretação e nos sentimentos do ser humano: “Enquanto houver um ser pensante atrás do volante, haverá necessidade de outro ser pensante o acompanhando. O gestor é importante nesse processo. Não é algo que possa ser entregue nas mãos das máquinas. A máquina só vai conseguir apontar o erro. Mas o motorista pode estar passando por um momento de fragilidade na família como, por exemplo, um filho na UTI. E aí entra o gestor em seu novo papel para encontrar as melhores soluções para fazer a gestão disso, valorizando, resguardando e entendendo o motorista“. ▚

“O TRABALHO DA MOBICITY É REDUZIR A OCIOSIDADE DA FROTA DISPONÍVEL POSSIBILITANDO OUTRAS PESSOAS DA EMPRESA QUE SÓ FAZEM USO DE TRANSPORTE POR TÁXI OU APLICATIVOS A UTILIZAREM ESTES VEÍCULOS." Márcio Pessoa


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› ARTIGO FLAVIO TAVARES Fundador do Instituto PARAR, idealizador da WTW e CMO da Golsat

move V você?

OCÊ ACORDA, TOMA SEU CAFÉ, CONFERE AS NOTIFICAÇÕES DO SEU CELULAR E SAI PARA MAIS UM DIA DE TRABALHO. No trecho casa-tra-

balho, o seu carro ou o ônibus andam em média a 50km/h. No mesmo instante, a Terra gira a 1675km/h durante o movimento de rotação, nos 365 dias do ano. Em cada minuto que passa, seu coração está batendo de 60 a 100 vezes por minuto. Ao final do dia, quando você deita, certamente você respirou desde a hora que acordou, em média, 25.920 vezes. Tudo que falei acontece no seu e no meu dia, mas sinceramente, parei para perceber isso enquanto escrevia este texto. Tudo está em constante movimento e, consequentemente, tem ligação com o nosso tempo. Por que falo isso? O paulistano gasta no dia, 2 horas e 43 minutos no trânsito. No Brasil, 9 milhões de seus habitantes gastam no mínimo 1 hora para chegar ao trabalho. Seja a pé, de carro ou usando qualquer outro modal, nós gastamos tempo para nos movimentarmos. E esse tempo gasto pode ser ainda maior se não pensarmos no grande X da questão: a mobilidade.

© Freepik

O que


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

Por isso, quero te perguntar: será que mobilidade é só sobre ‘ir e vir’? Se você pensa dessa forma, peço mais alguns minutos da sua atenção para te mostrar que a ideia de mobilidade vai muito além disso. A palavra mobilidade vem do latim mobilis, e quer dizer o que pode ser movido, deslocado. Apesar disso, lido com este tema todos os dias, e cada vez entendo que as plataformas de mobilidade estão focadas em soluções ou serviços que consigam dar mais tempo para as pessoas. “O que você faria com 2 horas no dia só para você?”, foi a pergunta que fizemos para alguns colaboradores de diversas empresas. Em primeiro lugar, eles disseram que gostariam de ter tempo para fazer alguma atividade física. Depois, estudariam algo que gostam, montariam um negócio e dedicariam este tempo a família. As respostas dessa pesquisa só me fizeram ter ainda mais certeza de que precisamos de mais tempo, ou melhor... não perder mais tempo! Lembra que eu falei que os paulistanos perdem mais

de 2 horas no caos do trânsito? Isto quer dizer que eles deixam de se dedicar a sua saúde e a sua família porque ficam presos dentro de carros para poder chegar ou ir embora do trabalho. Por isso, o centro de todas as nossas discussões e preocupações deve ser as pessoas. Temos sempre que pensar como o nosso trabalho e propósito podem melhorar a nossa vida; este é o foco! Não é a toa que na WTW19 fiz questão da Life Village, em que entendemos mobilidade como qualidade de vida. “Você EM ÉPOCA DE é insubstituível”, é o nome ESCRITÓRIOS do programa do Augusto COLORIDOS Cury, um dos autores mais lidos da última década e, também, uma das personalidades mais empáticas que conheço. Este projeto quer ajudar na prevenção dos transtornos emocionais, que cada vez mais se tornam comuns no ritmo frenético que vivemos. Um deles é a ansiedade.

COM MESAS DE PEBOLIM, O QUE 88% DOS FUNCIONÁRIOS QUERIAM NÃO TINHA NADA A VER COM ISSO E SIM, COM O SEU TEMPO.

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E pergunte a qualquer pessoa que sofra deste mal o que ela sente. Uma das respostas que você terá é: falta de ar. Sim, porque quando a ansiedade bate, respirar é difícil. Estou falando isso para que você se lembre do início deste texto, quando eu contei que respiramos mais de 25 mil vezes por dia e nem notamos isso. ‘Não tenho tempo nem para respirar’, é uma frase que quase sempre escuto. Muitos ainda tratam isso como natural, coisas da vida. Mas para mim, esta ideia de não ter tempo é totalmente oposta a vida. Uma pesquisa feita pela consultoria Robert Half quis entender o que fariam os colaboradores de uma empresa mais felizes. Em época de escritórios coloridos com mesas de pebolim, o que 88% dos funcionários queriam não tinha nada a ver com isso e sim, com o seu tempo. Eles acreditam que para serem mais produtivos, precisam de horários de trabalho mais flexíveis. Me arrisco a dizer que esta escolha está totalmente ligada ao trânsito e também, a família. Afinal, eu sou pai, e sei o quanto é importante estar 10 minutos a mais com meus filhos. Já que você relembrou o primeiro parágrafo deste texto, aproveite e pare para perceber quando o seu coração bate mais forte. Você ama o que você faz? Por que você vai trabalhar todos os dias? Enfim, o que move você? Pare para pensar e perceba se o tempo que você está se dedicando a suas atividades, família ou trabalho estão de acordo com o que você sente. Quando falo que estamos buscando inovações para mobilidade, não falo só sobre novas tecnologias; falo sobre pessoas! O movimento precisa ser pensado e repensado, já que gastamos nosso bem mais precioso com ele. Mobilidade é tempo e tempo é vida. E só vamos conseguir mover o mundo quando gastarmos energia com o que realmente tem valor! Take your time. ▚


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NA ESTRADA COM O PARAR

› PARAR ON THE ROAD

O evento pensado para os gestores de frota marca presença no Rio de Janeiro e Curitiba com muita inovação e tecnologia para o setor automotivo.

por MARIANA LO TURCO


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

M Foto: Divulgação

AIS DE 350 CONVIDADOS EM DUAS CAPITAIS BRASILEIRAS. UMA, A CIDADE MARAVILHOSA COM CALOR DE 40 GRAUS.

Outra, conhecida como a Europa brasileira e que beira temperaturas negativas. Rio de Janeiro e Curitiba foram as duas cidades escolhidas para dar início ao ciclo 2019 do PARAR On The Road. Apesar de suas diferenças, ambas tiveram dias memoráveis! Desde 2012, o On The Road tem como foco o gestor de frota. São 7 anos procurando criar experiências e agregar conhecimento para a carreira dos participantes do evento. Mas, o aprendizado é mútuo. Isto ficou mais do que claro no #SomosTodosGestores, um momento de protagonismo inédito lançado no ciclo de 2019. Ao longo do dia, os gestores puderam subir ao palco e contar sobre suas experiências para inspirar outros profissionais. Sustentabilidade, segurança e tecnologia foram alguns dos temas tratados pelos gestores de frota, que mostraram que estão cada vez mais fazendo a diferença! E fazer a diferença é com ele mesmo. Flavio Tavares, líder do PARAR, além de idealizador da WTW e CMO da GolSat, recebeu a todos os convidados com uma palestra inspiradora. ‘O emprego do futuro’ foi uma palestra escolhida pelos inscritos do On The Road, já que há inúmeras dúvidas sobre como se adaptar às mudanças no mercado de trabalho. Mas as palavras de Tavares tranquilizaram mostrando que as grandes características do profissional de amanhã não dizem respeito ao seu QI, e sim, ao seu lado sensível. O lado mais humano de alguns parceiros do Instituto PARAR arrancaram lágrimas dos convidados. Tanto no Rio quanto em Curitiba, depoimento de familiares e até mesmo a presença deles no evento, mostraram que a distinção entre CPF e CNPJ não existe mais. Na cidade de Curitiba, além da homenagem da família de Rogério Nersissian, gerente de saúde, segurança e meio ambiente para a América Latina da Shell, e Dirceu Rodrigues Alves, diretor do departamento de medicina de tráfego ocupacional da ABRAMET, também receberam o título de Embaixadores da Segurança do Instituto PARAR.

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Os homenageados são referência quando o assunto é segurança, e estavam presentes no momento Maio Amarelo para conscientizar de que segurança no trânsito salva vidas. E nos eventos, o assunto não se resumiu apenas no uso do cinto de segurança ou de não falar ao telefone enquanto dirige. Nas mesas de debate, era perceptível que a busca era pela mudança de pensamento! Um dos convidados ilustres foi o piloto de testes do AutoEsporte, César Urnhani. E foi no On The Road Rio de Janeiro que o piloto lançou o livro “A Fonte”. Em sua palestra, que fechou os dois eventos, César contou detalhes de sua vida, entre outras histórias que podem ser lidas nas páginas do livro.

FUTURO TECH As novas tecnologias vão mudar toda a mobilidade. Para falar desta nova realidade, o On The Road teve mesas-redondas, palestras e convidou startups para apresentarem as tendências do futuro aos gestores de frota. Os carros elétricos agora estão nas frotas brasileiras, como Sílvia Barcik, diretora de mobilidade sustentável da Renault e embaixadora do WTW 2019, contou no On The Road Curitiba. Na capital fluminense, o carioca Renato de Castro, expert em cidades inteligentes, mostrou o futuro das cidades e falou sobre como a Internet das Coisas e outras tecnologias estão revolucionando o dia a dia de quem precisa se deslocar nos grandes centros. Os dois eventos foram dias marcantes para as carreiras dos gestores de frota. Mas o ciclo 2019 do PARAR On The Road não para por aí. A equipe do Instituto PARAR vai aterrisar em mais três capitais brasileiras: São Paulo (18/07), Porto Alegre (08/08) e Belo Horizonte (19/09). Quem vem? ▚

INTERATIVO ›› ACESSE O LINK E INSCREVA-SE! Utilize o leitor QRcode do seu celular.


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Fotos: Divulgação

TAKES » CONFIRA OS MELHORES TAKES DO PARAR ON THE ROAD RIO DE JANEIRO E CURITIBA


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

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HEADLINE

› GESTÃO DE FROTAS NO MERCADO AGRO

Gestão de frotas no mercado agro:

COMO DRIBLAR OS DESAFIOS? Com atividades desenvolvidas em áreas rurais, não asfaltadas, de difícil acesso, trechos precários e sem infraestrutura, gestores precisam ter estratégias e critérios próprios para manter eficiência e segurança

por PAULA BONINI

GERENCIAMENTO DE FROTAS É UMA TAREFA DESAFIADORA. Em mercados específicos pode ser ainda mais instigante. Como é o caso do setor agropecuário, em que o Brasil se destaca como um dos principais no cenário mundial. Por ser repleto de peculiaridades, exige que o gestor de frotas considere uma série de especificidades em relação a outras áreas. Afinal, as atividades são desenvolvidas em áreas rurais, muitas vezes não asfaltadas, de difícil acesso, com trechos precários e sem infraestrutura. E como driblar tais pontos, mantendo

desempenho, valores de manutenção e, em alguns casos, itens como alarme, rádio, ar condicionado, etc”, explicam Rebeca Lins, Diretora Administrativa, e Letícia Almeida, Coordenadora de Relações Trabalhistas & Frotas. Segundo elas, os desafios da Belagrícola são ainda maiores porque as unidades da empresa são distribuídas no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Isso ocasiona alto número de quilômetros rodados e a gestão fica obrigada a redobrar a atenção em dados como km/L, preços de manutenções, rotas escolhidas, necessidade do deslocamento, sistema de carona, conscientização de compartilhamento de veículos, etc. “O desa-

“O DESAFIO CRESCE QUANDO AS PRÓPRIAS FILIAIS SE LOCALIZAM EM CIDADES PEQUENAS, QUE MUITAS VEZES NÃO CONTAM COM FORNECEDORES E OFICINAS CREDENCIADAS, OU MESMO COM ALTERNATIVAS DE MOBILIDADE, COMO NO CASO DO USO DOS APLICATIVOS” Rebeca Lins e Letícia Almeida

eficiência e segurança? Um dos pontos cruciais é a escolha de modelos de veículos que atendam à operação. Uma das maiores provedoras de soluções para o produtor rural, a Belagrícola divide sua frota em três grupos de veículos: administrativo, pickups leves e gerencial. “As exigências estão direcionadas principalmente à segurança na mobilidade dos colaboradores, com a preferência por veículos aprovados pelo índice de segurança veicular da Latin NCAP. Entretanto, são observados também dados como

›› REBECA LINS E LETÍCIA ALMEIDA Diretora Administrativa e Coordenadora de Relações Trabalhistas & Frotas da Belagrícola.


Fotos; © Divulgação

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

fio cresce quando as próprias filiais se localizam em cidades pequenas, que muitas vezes não contam com fornecedores e oficinas credenciadas, ou mesmo com alternativas de mobilidade, como no caso do uso dos aplicativos”, destacam, acrescentando que a empresa aderiu à terceirização e atua hoje com 100% da frota locada. “A estratégia foi muito eficiente e acertada, influenciando diretamente na rotina da equipe”. Outra questão fundamental é a seleção dos condutores. Na Belagrícola, eles são distribuídos de acordo com as funções exercidas na companhia, estando diretamente relacionados à atividade realizada. “Para os “Consultores de Venda”, por exemplo, ligados à área comercial da empresa, são des-

tinadas pickups leves para possibilitar o atendimento ao cliente diretamente em sua propriedade rural, bem como eventual necessidade de entrega dos produtos comercializados”, ressaltam a diretora e a coordenadora. Uma gestão eficiente, na visão delas, além dessas preocupações cruciais, deve explorar as possibilidades tecnológicas e modelos de veículos inovadores. É o caso do pool de veículos que utilizam. “Dos cerca de 300 veículos da frota, 30% aproximadamente não estão com condutores fixos, pertencendo aos vários grupos de pool existentes: da sede administrativa, das filiais, de gestores, entre outros”, detalham. A Belagrícola reduziu a antiga frota própria em cerca de 34%, operando com o sistema de reservas, a fim de

mensurar o impacto da utilização dos veículos compartilhados. Verificou que a redução permitiu otimizar a utilização dos veículos. Além de propiciar a geração de dados importantes para a gestão, que consegue visualizar os motivos de deslocamentos, as viagens frequentes e eventuais, os maiores clientes dentro da companhia, entre outras informações relevantes, que auxiliam diretamente no direcionamento das próximas ações. Um dos segredos da empresa é a união da paixão da equipe pelo que faz, com a utilização dos recursos existentes no mercado, focando principalmente na integração de sistemas. “Para garantir o alto desempenho dos recursos, é essencial que os players integrem seus processos aos sistemas utilizados →

› FROTA GRUPO FERTILÁQUA

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› GESTÃO DE FROTAS NO MERCADO AGRO

pela Belagrícola, bem como estejam também integrados entre si, para otimizar a gestão da telemetria, do cartão combustível, do desempenho dos veículos, das multas e agravos, das tags de pedágio, de toda a parte de manutenção (oficinas, autorizações de orçamentos, sinistros, etc.), entre outros. São escolhidos apenas fornecedores que trabalhem com ferramentas que possam ser integradas aos nossos sistemas”, confidenciam.

gestão de frotas da empresa. No caso deles, 100% da frota é própria. “Ao analisar o mercado e o perfil da empresa, começam os desafios dos gestores em conhecer os detalhes dos veículos utilitários disponíveis para que possuam desempenho em segurança, atendam requisitos de acessórios com base na utilização, tenham abrangência técnica para os reparos e que os custos de TCO estejam dentro do budget”, pontua, considerando que devido ao

“A TECNOLOGIA É UMA FORTE ALIADA NO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO, MESMO QUE AINDA EXISTAM DEFICIÊNCIAS DE CONECTIVIDADES EM ALGUMAS LOCALIDADES. Yara Amaral, Grupo Fertiláqua

›› YARA AMARAL

TRANSFORMANDO PROBLEMAS EM OPORTUNIDADES A paixão pelo ofício é um diferencial também na concepção de Yara Amaral, do Grupo Fertiláqua, empresa de destaque nos mercados de nutrição, fisiologia de plantas e revitalização de solo. Com experiência de 18 anos na área de Gestão de Frotas, há um ano e meio assumiu o que considera um dos seus maiores desafios: trabalhar no agro e organizar o departamento de

índice de estradas precárias no Brasil e os materiais utilizados pelos técnicos, há necessidade dos veículos serem utilitários, podendo ser de porte médio ou grande. Na visão dela, o investimento em políticas internas mais claras, comunicações mais efetivas, treinamentos com maiores frequências, estão fortalecendo a cada dia a área da gestão de frotas, fazendo com que seus condutores tenham mais flexibilidade e compreensão da necessidade de ter um departamento especializado e disponível para ajudá-los. Ela reafirma que as novas tecnologias são indispensáveis para o sucesso da gestão no setor agro. “A tecnologia é uma forte aliada no processo de transformação, mesmo que ainda existam deficiências de conectividades em algumas localidades. Sempre buscamos nos adequar às tendências do mercado e firmar parcerias com fornecedores preparados. Afinal, com o uso de tecnologia a empresa é sempre beneficiada”.   Partindo dessa premissa, ela diz que a empresa atingiu uma posição de vasto controle da frota, que permite utilizar facilmente cartão de abasteci-

Fotos; © Divulgação

Grupo Fertiláqua


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mento, fleetreporting das manutenções, gestões de CNH, multas, telemetria, sinistralidade e locação veicular, além de desmobilização online. “Com aplicação de soluções personalizadas, é possível transformar problemas em oportunidades”. Por fim, ela defende a importância da sinergia da equipe de condutores, gestão de frotas e fornecedores. “Se as três pontas seguirem para o mesmo lado, o resultado de satisfação, agilidade, qualidade e flexibilidade serão o impulso motivacional que impacta diretamente na produtividade e lucratividade das empresas”, aponta.

NECESSIDADE DE CRITÉRIOS BEM DEFINIDOS Na Adama, indústria do segmento agroquímico que possui mais de 40 anos de história no agronegócio, os cuidados mais importantes estão na escolha do veículo e no tratamento adequado ao colaborador que atua nas frotas. “Os veículos devem ser ideais para nossa força de vendas, ou seja, robustos, com caçamba e em determinadas regiões  devem ser  4x4 e  a  diesel.  Este cuidado é necessário pelas diferenças entre regiões, pois em algumas áreas há escassez de rede de oficinas e até de postos de combustível”, comenta Anna Paula F. Mendes Brianez, Coordenadora de Facilities e Frotas. Ela explica que para conseguir atender bem o colaborador, contam com uma ampla rede de assistência 24 horas como guinchos sem limite de KM além do atendimento personalizado. Atualmente, a frota da Adama conta com 240 veículos - todos próprios. “Realizamos diversos estudos, porém, optamos por um modelo de frota própria no qual mantemos um controle total sobre os veículos e ao final do ciclo de utilização, conseguimos obter retorno sobre a venda dos mesmos. Porém, o modelo de operação adotado é

frequentemente revisado”, argumenta, já emendando que a frota é composta 100% de pickups sendo 4x2 flex e 4x4 diesel, tendo benefício com veículos de livre escolha com valores estipulados em política.  Para a melhor escolha do veículo, de acordo com a coordenadora,  são avaliados critérios definidos na política de frotas vigente: área de atuação, terreno de circulação, rede de concessionárias na região, itens de segurança, histórico de manutenção, período de garantia, negociação comercial no momento da compra.      Questionada sobre as ferramentas que lançam mão para controlar de forma eficiente a frota e driblar os desafios inerentes ao setor agro, ela cita controle dos ativos, controle documental, controle de sinistros, controle de multas, centralização da aprova-

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ção das manutenções e pneus, telemetria, programa de segurança veicular, cartão combustível. Um ‘divisor de águas’ foi a instalação da tecnologia da telemetria. “Após a implementação, obtivemos resultados surpreendentes, como a redução de 17% em multas, diminuição do número  de acidentes,  além de 22% de redução no consumo de combustível”, comemora Thiago Pereira de Souza, Assistente de Frotas. Para ele, o programa da ADAMA é diferenciado,  pois foca no auto monitoramento e na privacidade dos colaboradores. “O  mais surpreendente foi o apoio dos nossos condutores que abraçaram esta  causa e  levaram  essa  cultura para dentro de suas casas,  mantendo a boa condução até em veículos particulares”, elogia Thiago. ▚

“APÓS A IMPLEMENTAÇÃO, OBTIVEMOS RESULTADOS SURPREENDENTES, COMO A REDUÇÃO DE 17% EM MULTAS, DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE ACIDENTES, ALÉM DE 22% DE REDUÇÃO NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL” Thiago Pereira de Souza

›› ANNA PAULA BRIANEZ E THIAGO PEREIRA

ADAMA


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› FROTA AUTÔNOMA

SOZINHO, [ MAS NEM TANTO... ]

A frota autônoma se torna cada vez mais uma realidade. No Brasil, falta de infraestrutura e transformações culturais são empecilhos

por GUILHERME POPOLIN


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Fotos: © Divulgação / Freepik

OCÊ ANDARIA EM UM CARRO SEM MOTORISTA? Os veículos autônomos já são realidade para montadoras e empresas de tecnologia ao redor do mundo, mas quais são as vantagens e desvantagens do modal? Os carros que dirigem sozinhos dividem a opinião de especialistas em relação à implantação, adaptação e segurança. No Brasil, projetos de pesquisa em universidades já apresentam resultados, contudo, o país é considerado o pior para carros autônomos. Em um relatório da consultoria KPMG, o Brasil aparece em último lugar entre 25 países na pesquisa “Índice de Prontidão para o uso de veículos autônomos 2019”. Em 2018, o país estava na 17ª colocação no ranking, mas em um ano perdeu oito posições. O resultado se deve à falta de políticas de incentivo, a fim de proporcionar competitividade aos fabricantes e, logo, instigar o consumidor a adquirir o produto. Alguns pontos importantes analisados pela pesquisa da KPMG são: as regulações para veículos autônomos; a parceria entre a indústria com centros de pesquisa; o quanto os países estão prontos para realizarem mudanças; a infraestrutura – qualidade das estradas e internet; e a eficiência nos processos de alteração das leis. Ao lado do Brasil, os países com as notas mais baixas foram Índia, Rússia e México. Já as melhores posições foram ocupadas por Holanda, Singapura e Noruega. A segurança é tida como um fator preponderante para a aceitação dos veículos autônomos pela sociedade. Reduzir o número de acidentes é um motivo crucial para os mais entusiastas, os quais muitas vezes traçam paralelos com a aviação, já que é possível extrair dela o rigor no cuidado com a tecnologia e os protocolos de segurança.


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› FROTA AUTÔNOMA

Para Cesar Urnhani, piloto e apresentador do AutoEsporte (Rede Globo), carros autônomos e aviões são meios de locomoção diferentes. Além da tecnologia, o avião possui um piloto, um copiloto e uma equipe de tripulantes. O avião, por mais tecnológico, precisa passar por checklists e protocolos de segurança. “Não é o que acontece em um ônibus ou em um caminhão, que são veículos grandes, e muito menos em um automóvel”, comenta e relembra o crosscheck que um piloto precisa fazer. “Toda aquela tecnologia é completamente dependente do homem. O cuidado que se precisa ter para que não se cometa erro é impressionante”, diz. Edson Kitani, mentor de tecnologia da SAE e professor da Fatec Santo André, estuda, desde 2015, propostas e tecnologias voltadas para veículos autônomos com o objetivo de melhorar a mobilidade no país. Para ele, a segurança foi o grande motivador do interesse dos governos e das empresas privadas que os fizessem investir no desenvolvimento dessa plataforma. “Mais de 90% dos acidentes, inclusive com vítimas, no mundo inteiro, são ocasionados por falha humana e não falha técnica ou de equipamento”, afirma. Em diálogo com o professor, a segurança é citada por Cesar Urnhani como o motivo principal para a possível existência de uma frota autônoma concreta nas ruas. “Não é o conforto, nem a comodidade, mas a segurança”, diz. Atualmente nas grandes cidades, os veículos ficam muito tempo parados ou presos no trânsito, com baixas taxas de ocupação dos assentos. Pensando em um contexto de frota autônoma compartilhada, a redução da necessidade de propriedade sobre um veículo e um melhor planejamento do trajeto são vantagens

elencadas por Edson Kitani. Já para Cesar Urnhani, em relação à mobilidade, a utilização de veículos autônomos não significa menos carros nas ruas. “Para sair do ponto A e ir até o ponto B sem dirigir, você não precisa de um automóvel”, afirma, ao relembrar sobre os aplicativos de mobilidade e do transporte público. Cesar Urnhani defende que os veículos semi-autônomos estão mais próximos da realidade por conta do Park Assist, sistemas de aceleração involuntária e sensores. Para ele, o brasileiro não é receptivo a adotar itens de segurança, os quais geralmente são preteridos no momento de ad-

quirir um veículo. “O controle de estabilidade é o segundo item que mais salva vidas no mundo. Só perde para o cinto de segurança e vai começar a figurar no brasil em 2022. O brasileiro é um povo muito mal-educado para as questões de segurança”, diz. Para uma tecnologia que é um fato, as iniciativas públicas e privadas já discutem os impactos da chegada dos veículos inteligentes ao Brasil – no campo, caminhões autônomos são uma realidade. Sobre uma legislação para o modal, Edson Kitani explica que ainda há muito o que se discutir e “não podemos esperar que a tecnologia chegue para depois começar a


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“TODA AQUELA TECNOLOGIA É COMPLETAMENTE DEPENDENTE DO HOMEM. O CUIDADO QUE SE PRECISA TER PARA QUE NÃO SE COMETA ERRO É IMPRESSIONANTE” Cesar Urnhani

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discutir legislação”. Mundialmente, espera-se que até 2025 os veículos autônomos tenham condições jurídicas e culturais para estarem presentes em grandes cidades. “Para o cenário brasileiro, a gente ainda vai levar um certo tempo. Não é uma questão apenas de legislação e de vias preparadas, é uma questão de cultura. Nos locais onde os veículos autônomos estão em teste existe uma cultura de obediência a certas normas de trânsito que é bem rígida. Nós temos que preparar a sociedade para aceitar seguir regras. Porque o veículo autônomo essencialmente vai trabalhar em cima de regras”, pondera Kitani.

REALIDADE NAS RUAS Em 2015, o Laboratório de Robótica Móvel (LRM), da USP, em parceria com a Scania, apresentou o primeiro caminhão autônomo da América Latina. As pesquisas dedicam-se também ao espaço urbano: o projeto CaRINA (Carro Robótico Inteligente para Navegação

MAIS DE

DOS ACIDENTES NO MUNDO SÃO OCASIONADOS POR FALHA HUMANA E NÃO FALHA TÉCNICA OU DE EQUIPAMENTO


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› FROTA AUTÔNOMA

"NOS LOCAIS ONDE OS VEÍCULOS AUTÔNOMOS ESTÃO EM TESTE EXISTE UMA CULTURA DE OBEDIÊNCIA A CERTAS NORMAS DE TRÂNSITO QUE É BEM RÍGIDA. NÓS TEMOS QUE PREPARAR A SOCIEDADE PARA ACEITAR SEGUIR REGRAS. PORQUE O VEÍCULO AUTÔNOMO ESSENCIALMENTE VAI TRABALHAR EM CIMA DE REGRAS” Edson Kitani

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Autônoma) desenvolve um veículo autônomo inteligente para trafegar em ambientes urbanos sem a necessidade de um condutor humano. Por meio de um carro adaptado com sensores e câmeras, entre 2012 e 2013, testes foram realizados nas ruas de São Carlos (SP). O veículo percorreu algumas avenidas da cidade, identificando pedestres e obstáculos, além de manter uma distância segura dos mesmos. O professor Drº. Valdir Grassi Junior, da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), conta que recentemente o projeto adquiriu um novo veículo, o qual será automatizado a partir das tecnologias já testadas e de novas pesquisas. Entre projetos de mestrado, doutorado e iniciação científica, os estudantes desenvolvem pesquisas sobre componentes de software, percepção, tomada de decisão e controle. Com a coleta de dados, é possível indicar a melhor maneira de dirigir, parar para um pedestre ou no sinal vermelho, e fazer uma ultrapassagem. Todas as pesquisas feitas em veículos autônomos geram um conhecimento apli-

EM 2018*, O BRASIL ESTAVA EM NO RANKING DE PRONTIDÃO PARA O USO DE VEÍCULOS AUTÔNOMOS * Caiu 8 posições em 2019.

cado aos veículos que chegam até o consumidor final, como os componentes de segurança. “Apesar do foco a longo prazo ser desenvolver um veículo completamente autônomo, a tecnologia já beneficia os veículos na medida em que ajuda a aumentar a segurança no trânsito”, conclui. Assim, as tecnologias de automação, como sensores e câmeras, acompanham os motoristas em uma experiência cada vez mais segura e emancipada. Sozinho, mas nem tanto. ▚


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› GESTORES CINCO ESTRELAS

por MARIANA LO TURCO

Lidar com vidas não é uma tarefa fácil, e os gestores de frota sabem disso. A busca por conhecimento é constante para aqueles profissionais que querem fazer a diferença no setor automotivo. Por causa dessa necessidade, em 2014 foi criado o Programa para Gestores de Frota (PGF) para mudar a carreira de milhares de profissionais. O PGF foi o primeiro curso técnico do país desenvolvido para os responsáveis por frotas corporativas, e já formou mais de 1000 gestores de todo o Brasil. E o melhor: os alunos podem fazer as aulas do conforto de sua própria casa.

Foto: © Freepik

GESTORES

Os cinco melhores alunos do PGF contam sobre como o curso os transformou como gestores de frota


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› GESTORES CINCO ESTRELAS

“FAÇA O PGF PELA MUDANÇA DE MINDSET, PARA SAIR DA CAIXINHA E VER O SETOR COMO UM TODO!” Juliana Garbim

Juliana Garbim

Com 240 horas/aula, apostilas de apoio e 8 módulos aplicados por professores renomados, o PGF é 100% online e garante o selo Certified Fleet Manager (CFM). São aulas sobre políticas de frota, mobilidade corporativa, cultura de segurança e outros assuntos necessários para um gestor de frotas completo. E o grande diferencial que a analista de logística da Liquigás e aluna do PGF, Juliana Garbim, percebeu no curso foi a mudança no mindset que ele proporciona. “Antes de fazer o curso, cultura de segurança muitas vezes era tratada apenas como processos de segurança. Depois, consegui conscientizar os condutores sobre a importância da segurança e sobre como essa cultura é primordial para a vida deles”, comenta Juliana, a melhor aluna da turma 6!

Cláudio Pinheiro

A analista, ao fazer o curso, também viu na troca de experiências uma oportunidade para amadurecer em seu trabalho de gestão. O conhecimento de todo o processo também fez com que Cláudio Pinheiro se tornasse um gestor completo. “Antes do PGF, eu trabalhava de forma amadora, sem entender o por quê tinha que realizar alguns procedimentos. O curso me fez focar na questão estratégica”. Pinheiro trabalhou 10 anos como gestor de frotas do Grupo Marbor, e o curso foi fundamental para que quando saísse da empresa, pudesse montar o seu próprio negócio de locação e manutenção de empilhadeiras elétricas. Assim como Cláudio, Claudionei de Andrade também resolveu empreender e criou a LNP Cursos Gerenciais. Depois de atuar como gestor de logística de transporte da Hennings, ele ainda presta serviços para a empresa, mas agora oferecendo treinamentos de software. O PGF foi de extrema importância para que Cláudio e Claudionei fizessem a diferença no mercado, e ambos conseguiram implantar melhorias nas empresas que trabalhavam. “Durante o curso, em 2015, já consegui implantar uma política de frotas para a Hennings. Antes de sair, já deixei tudo validado com o jurídico para ser apresentado aos condutores, e a política continua até hoje”, conta o melhor aluno da segunda turma do PGF. →

Fotos: © Freepik / Divulgação

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Claudionei de Andrade “DURANTE O CURSO, EM 2015, JÁ CONSEGUI IMPLANTAR UMA POLÍTICA DE FROTAS PARA A HENNINGS." Claudionei de Andrade

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› GESTORES CINCO ESTRELAS

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ALUNA NOTA 100!

Mariana Sonobe

Pode parecer inatingível, mas ser uma aluna nota 100 no PGF é possível! E esse é o mérito da aluna da quarta turma, Mariana Sonobe, que é gerente de operações para a frota da América Latina da Syngenta. Há 10 anos na empresa, Mariana administra uma frota com cerca de 2300 veículos. “Há uma carência muito grande no mercado de cursos voltados para a área de frota e o PGF trazia um conteúdo que abordava temas que fazem parte do nosso dia-a-dia, o que me ajudou a direcionar também a implementação de melhorias dentro da minha área”, fala Mariana. Sendo uma das poucas

"EM MINHA VISÃO, SE VOCÊ TIVER SEGURANÇA NAQUILO

mulheres em um ambiente predominantemente masculino, a gerente de operação não enxergou isto como um

QUE ESTÁ FAZENDO, BUSCANDO

problema, e sim como um desafio. “Em

SEMPRE ENTREGAR O SEU

minha visão, se você tiver segurança

MELHOR, O GÊNERO SERÁ APENAS UM DETALHE." Mariana Sonobe

naquilo que está fazendo, buscando sempre entregar o seu melhor, o gênero será apenas um detalhe”, afirma a gerente. Desde quando terminou o curso, Mariana usou o conhecimento que adquiriu para fazer a diferença no

mercado. Ela também indica o curso para os profissionais que querem enxergar novas oportunidades na área. “O PGF traz essa visão e dá o norte para que dentro da realidade de cada empresa se possa falar de segurança, eficiência financeira, entre outros temas importantes. Algo que nenhum outro curso que conheço apresenta”, complementa a gerente.

QUAL O PRÓXIMO PASSO? Depois de ter feito o PGF em 2014, a analista sênior da frota da J. Macedo, Renata Batista Fernandes continua antenada sobre tudo o que acontece no mercado. Por isso, ingressou na Pós-graduação em Gestão de Frota do Instituto PARAR. “Meus olhos brilharam quando vi o PGF, que é completamente voltado para gestão de frota e com assuntos bem específicos envolvendo toda a operação. Quando a Pós-graduação foi lançada fiquei muito feliz! Ela vai me valorizar mais ainda como profissional”, concluiu Renata. O PGF completou 5 anos em julho e as matrículas para a nova turma de 2020 estão abertas. ▚

Renata Fernandes

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› EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

AMARE Atenção para o sinal


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Um trânsito mais seguro é possível, entretanto, uma cultura de segurança efetiva ainda é algo distante no horizonte brasileiro

Foto: © Rodrigo Vejar

por GUILHERME POPOLIN

LO

A

EDUCAÇÃO, O RESPEITO ÀS LEIS E A UTILIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA DOS VEÍCULOS FORMAM A BASE DA CULTURA DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO. Os números do mais recente re-

latório do Seguro DPVAT, produzido pela Seguradora Líder, mostram dados alarmantes, os quais colocam a cultura de segurança no trânsito em um lugar distante no horizonte brasileiro. No último ano, o seguro realizou pagamentos referentes a mais de 320 mil indenizações para casos de morte, invalidez permanente e de Despesas de Assistência Médica e Suplementares (DAMS). As motocicletas – 27% da frota nacional – foram responsáveis por 75% das indenizações de 2018, acumulando mais de 246 mil pagamentos. Com o objetivo de minimizar estatísticas tão preocupantes, o Movimento Maio Amarelo conscientiza motoristas, passageiros e pedestres. O trabalho do movimento engaja a sociedade em prol da Década de Ação para Segurança no Trânsito, criada pela ONU em maio de 2011. Com atuação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil, o Movimento Maio Amarelo, em sua sexta edição, propõe reflexões e ações com o objetivo de reduzir o número de mortes e feridos graves. O trânsito seguro para todos em qualquer situação é um dos motes que direciona o movimento. Empresas, entidades do setor público e da sociedade civil encontram no site oficial todo o material-base para criarem as suas ações. Ao final do mês, as iniciativas que mais se destacam são condecoradas. Em 2019, a campanha #MeOuça teve como tema “No trânsito, o sentido é a vida”. →


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› EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

›› MILAD KALUME NETO Business Development Manager da JATO Dynamics

“É PRECISO TORNAR O PRODUTO BRASILEIRO ATRATIVO PARA O MERCADO INTERNACIONAL. HOJE, VENDEMOS PARA O MERCADO BRASILEIRO E O SUL-AMERICANO. NÃO CONSEGUIMOS EXPORTAR PORQUE NOSSO PRODUTO NÃO É ACEITO. ALÉM DO CUSTO ALTO, TEMOS O PRODUTO DEFASADO” Milad Kalume Neto

De acordo com um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com base em dados do Ministério da Saúde, nos últimos dez anos os acidentes de trânsito deixaram 1,6 milhão de brasileiros feridos – o que representou um custo de quase R$ 3 bilhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, o mês de maio tem a sua importância simbólica, porém, em um país com um trânsito tão violento, é necessário que os alertas e a conscientização sejam constantes. José Ramalho, Diretor Presidente do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária (ONSV) – criadores do Movimento Maio Amarelo –, ressalta que o aumento da frota, principalmente de motocicletas, provoca um impacto no número de acidentes de trânsito. Aferir estatísticas, criar metas e elaborar um planejamento são fundamentais para a redução de acidentes no trânsito. De acordo com Ramalho, para que mudanças ocorram, três fatores precisam estar articulados. “O primeiro é a educação de trânsito nas escolas. Para isso criamos o programa EDUCA, aprovado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e pelo Ministério de Educação (MEC). O segundo é a formação do condutor pautada em uma condução segura. E o terceiro é o Plano Nacional de Redução de Mortes no Trânsito, que tem como meta a redução dos acidentes nos municípios”, destaca. A participação das empresas, dos municípios e das entidades que se mobilizam em prol da criação de uma cultura de segurança é certificada pelo Movimento Maio Amarelo com o selo Laço Amarelo. “A adesão das empresas ao Laço Amarelo é permanente, o que motiva a ter ações durante todo ano. Queremos deixar um legado para o Brasil, que é o de ter um trânsito que respeite a vida, que seja mais seguro e que deixe de vitimar tantos seres humanos”, completa Ramalho.

Milad Kalume Neto, Business Development Manager da JATO Dynamics, salienta que a problemática do trânsito brasileiro também está relacionada com a infraestrutura. Sinalizações ruins, estradas com baixa qualidade e falta de fiscalização são elementos que combinados com o despreparo do motorista e o excesso de velocidade, tornam o trânsito brasileiro tão violento. Para Neto, a “ingerência do governo sobre as montadoras”, em relação à segurança ativa dos veículos, é importante porque “se deixar para as montadoras desenvolverem a cultura do brasileiro para carros, elas vão op-


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NOS ÚLTIMOS 10 ANOS OS

MILHÕES

ACIDENTES DE TRÂNSITO DEIXARAM

DE BRASILEIROS FERIDOS.

tar por um custo baixo, para ser atrativo para o cliente”, em detrimento da construção de uma cultura de segurança efetiva. Um exemplo é o programa Rota 2030, o qual estabelece novos marcos e novas obrigatoriedades. Além de estabelecer previsibilidade para o setor automobilístico, o programa firma um compromisso de eficiência energética e de avanços no quesito segurança veicular. Milad Kalume Neto chama a atenção para a qualidade do produto brasileiro como um fator essencial para que o país tenha uma cultura de segurança satisfatória. “É preciso tornar o produto brasileiro

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atrativo para o mercado internacional. Hoje, vendemos para o mercado brasileiro e o sul-americano. Não conseguimos exportar porque nosso produto não é aceito. Além do custo alto, temos o produto defasado”, explica. Reiterando a importância de novos produtos para salvar vidas, Neto lembra da sua missão junto ao PARAR, aliando a qualidade da frota e a qualificação dos motoristas. “O gestor de frotas dentro de uma empresa é responsável, diretamente ou indiretamente, por beneficiar as pessoas com bons produtos”, diz, “e é isso que o PARAR procura fazer de forma bem contundente”. →


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› EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

“PARA ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA, BASTA OS MOTORISTAS ANDAREM DENTRO DA VELOCIDADE, NÃO ULTRAPASSAREM EM LUGARES INDEVIDOS E NÃO USAREM O CELULAR”

O SINAL É AMARELO, MAS O ALERTA É VERMELHO Na contramão do que dizem os especialistas e entidades ligadas à mobilidade, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) propôs alterações no Código de Trânsito Brasileiro. Entre as mudanças está a não renovação dos contratos dos radares de fiscalização de velocidade nas rodovias sob a responsabilidade da União, medida que provoca uma cisma em relação às ações desempenhadas por empresas e entidades que visam a construção de uma cultura de segurança no trânsito. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de velocidade é considerado um ponto essencial a ser combatido em busca da redução de mortes. No mundo, segundo a OMS, acidentes de

trânsito matam 1,25 milhão de pessoas por ano, o que significa um custo para a maioria dos países de 3% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Já no Brasil, de acordo com o Datasus, sistema que compila informações do SUS, a cada 15 minutos uma pessoa morre vítima de acidente. Para José Ramalho, a retirada de radares é um contrassenso, pois os mesmos estão presentes nas vias para proteger as pessoas. “Para acabar com a indústria da multa, basta os motoristas andarem dentro da velocidade, não ultrapassarem em lugares indevidos e não usarem o celular”, alerta. Já Milad Kalume Neto aponta que essas decisões “precisam ser pautadas em estudos técnicos e criteriosos, a fim de aferir o que é mais importante para o cidadão”, completa.

›› JOSÉ RAMALHO Business Development Manager da JATO Dynamics

© Rodrigo Vejar / Freepik

José Ramalho


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Especialistas em cultura de segurança, Rogério Nersissian e Dr. Dirceu Rodrigues receberam o título de embaixadores da Segurança do Instituto PARAR, durante o evento PARAR On The Road Curitiba. A educação é um ponto de convergência quando o assunto é a segurança no trânsito. Para o Dr. Dirceu Rodrigues, Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet, falta educação de trânsito nas escolas para as crianças. Um desafio, por exemplo, é incluir dentro da química, da física e da biologia, conjunturas relacionadas ao trânsito. Outros pontos importantes são a adaptação dos cursos de formação de condutores à realidade e a necessidade de reciclagem, já que “muitos aprendem a dirigir aos 18 anos e não voltam ao curso de formação para conhecer as novas leis, as sinalizações, novos veículos e novas tecnologias”, alerta. A educação, o treinamento e a atenção aos colaboradores são aspectos que Rogério Nersissian, LATAM HSSE Manager da SHELL, elenca como primordiais para que as empresas construam uma cultura de segurança. A SHELL possui “12 regras que salvam vidas” e que são aplicadas mundialmente. Quatro delas são aplicadas diretamente ao trânsito:

1.

NÃO USAR CELULAR E NÃO ULTRAPASSAR A VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA NAS VIAS;

2.

NÃO DIRIGIR SOB EFEITO DE ÁLCOOL E DROGAS;

3.

USAR O CINTO DE SEGURANÇA;

4.

SEGUIR UM PLANO DE VIAGEM.

›› ROGÉRIO NERSISSIAN

›› DR. DIRCEU RODRIGUES

“Pelo o que a gente calcula, após a implementação dessas regras centenas de vidas já foram salvas”, conta Nersissian. Para fomentar uma cultura de segurança é preciso estar atento às mudanças de comportamento. A problemática do uso do aparelho celular por motoristas é uma questão que demanda atenção especial. “Olhando para as multas do passado por velocidade e por celular, conseguimos chegar à marca de 0 acidentes com veículos leves. Isso é um passo. Uma multa é investigada como se fosse uma fatalidade, porque foi um aviso. Se eu não trato esse aviso, ali na frente pode virar um acidente”, explica. Sobre as alterações no Código de Trânsito

Brasileiro propostas pelo Governo Federal, Dr. Dirceu Rodrigues acredita que medidas alternativas devam ser levadas em conta com o objetivo de minimizar o número de acidentes e, com isso, o diminuir “o custo absurdo do SUS por causa de acidentes de trânsito”, além da questão da previdência, pois os acidentes “incapacitam muitas pessoas para o trabalho, algumas definitivamente”. Para Rogério Nersissian, a questão não é isolada e relembra a importância de radares, policiais, professores, cursos e aulas. “Se todas essas medidas vão ajudar a melhorar o comportamento, então, elas são bem-vindas. Só o tempo vai mostrar a reposta da sociedade”, conclui. ▚

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› TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS

DESMISTIFICANDO A TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS Substituir frotas próprias por terceirizadas é cada vez mais comum no Brasil; representantes de empresas do ramo sanam dúvidas que giram em torno do tema

TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS VEM SE CONSOLIDANDO NO BRASIL, A EXEMPLO DO QUE ACONTECE NA EUROPA E ESTADOS UNIDOS - MERCADOS MAIS MADUROS. Pesquisa do Observatório de Veículos de Empresas (OVE), com 368 gestores brasileiros, apontou que 32% das empresas projetam ampliar a frota, e 50,6% já visam a terceirização. Dentre as vantagens, destaca-se a redução de custos, aumento da eficiência operacional, despreocupação com manutenções e depreciações de veículos e garantia de serviços agregados, o que acaba por otimizar o tempo dos gestores. O fato é que muitas dúvidas ainda envolvem o tema. Para sanar algumas delas, a reportagem convidou re-

presentantes de empresas do segmento para desmistificar tópicos importantes e contar como as coisas acontecem na prática. O diretor comercial e gerente de relacionamento, Luiz Henrique Akio Dairiki, foi o porta-voz da Ouro Verde, empresa do mercado de gestão e terceirização de frotas, com mais de 24 mil ativos sob gestão. O superintendente comercial, Cleber Kouyomdjian, falou em nome da LeasePlan, empresa de leasing com 1,7 milhão de veículos em mais de 30 países. E o head de marketing e vendas, Gabriel Andrade, representou a Localiza, que atua no mercado com 589 agências e uma frota de mais de 208 mil carros disponíveis. Confira:

Fotos; © Divulgação / Freepik

por PAULA BONINI


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"A TERCEIRIZAÇÃO TRAZ BENEFÍCIOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS E SE BEM CONDUZIDA PERMITIRÁ QUE O SUCESSO DO SEU CORE BUSINESS SEJA ›› LUIZ HENRIQUE AKIO DAIRIKI,

Diretor comercial e gerente de relacionamento da Ouro Verde

›› CLEBER KOUYOMDJIAN, Superintendente Comercial da LeasePlan

ATINGIDO PLENAMENTE E ANTECIPADAMENTE." Luiz Henrique Dairiki

necessidades dos clientes/empresa, precisamos atender as demandas individuais de cada usuário. Acreditamos estar diante de uma nova fase evolutiva. LOCALIZA - O principal cuidado é entender em profundidade qual a demanda de cada empresa e não somente terceirizar a frota. Entendemos ser necessário compreender as dores de cada empresa para, então, verificar como podemos oferecer a melhor solução de mobilidade. Cada cliente deve ser visto com suas particularidades e as soluções customizadas em conjunto.

PARAR - Ainda há os que defendem a manutenção de frota própria, alegando maior controle da gestão, autonomia para resolução de problemas e, consequentemente, mais zelo pela marca. O que diriam a esse grupo?

›› GABRIEL ANDRADE,

Head de Marketing e vendas da Localiza

PARAR REVIEW - Quais os cuidados para atender a latente demanda com qualidade e excelência? OURO VERDE - O desafio certamente é ganhar escala sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. É fundamental aliar tecnologia às boas práticas de atendimento. Temos feito investimentos constantes em tecnologia, focados desde a segurança dos dados de nossos clientes, até em alternativas que melhorem o dia a dia dos condutores e gestores de frota. Focar nas pessoas que fazem interface com os clientes também é fundamental - precisam estar cheios de empatia e atitude para conquistar a confiança dos clientes. LEASEPLAN - Acreditamos que na era digital, o processo de terceirização traz grandes vantagens econômicas e operacionais. A nova tendência, junto com a evolução tecnológica, mostra uma maior preocupação com o indivíduo, com o usuário e sua experiência. Trata-se do processo de individualização no modelo de terceirização. Além de atender as

OURO VERDE - Estudos apontam a forte tendência da terceirização de frotas e o grande potencial do mercado brasileiro, entretanto, como toda mudança pode haver resistência. A mudança é cultural e muitos ainda enxergam valor na propriedade dos ativos, no gerenciamento direto e na autonomia sobre os processos. Entretanto, temos inúmeros cases de terceirização bem-sucedidos. A terceirização traz benefícios tangíveis e intangíveis e se bem conduzida permitirá que o sucesso do seu core business seja atingido plenamente e antecipadamente. LEASEPLAN - Cada empresa tem suas necessidades específicas. É necessário analisar todos os custos visíveis e invisíveis. A parceria entre cliente e terceirizadora é fundamental. Entender o modo de operação do cliente, perfil dos usuários, perfil de utilização, política de frotas, RH, todos os detalhes, para oferecer um serviço que atenda as diferentes necessidades da empresa e usuários. Não é uma decisão simples. Pensando financeiramente, os pontos positivos são inúmeros, se a empresa está buscando redução de custos, com certeza, a terceirização é a melhor saída. LOCALIZA - Novamente, a particularidade de cada empresa e suas necessidades de mobilidade devem ser levadas em conta. A terceirização traz incontestáveis benefícios. É claro que um parceiro com alta qualidade em sua oferta deve ser escolhido para assegurar o zelo pela marca da empresa. Diria para experimentarem, fazerem um teste. Tenho convicção, e cada vez mais o mercado também, que terceirizar é a melhor decisão, mas se a “teoria” ainda não convenceu, o melhor caminho é testar na prática e comparar os resultados. →


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› TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS

PARAR - Um receio ao terceirizar a frota é a escolha dos veículos, que devem ser totalmente adequados ao tipo de utilização. Quais cuidados vocês têm nesse sentido? OURO VERDE - A escolha dos veículos e do modelo de contrato são variáveis fundamentais. Infelizmente ainda experimentamos uma busca obstinada pela redução da fatura de locação de frota, sem avaliar o TCO ou mesmo o TCM. Trabalhamos para que os gestores de frota e os contratantes do serviço de locação analisem o projeto como um todo e atuamos de modo consultivo apresentando os modelos de veículo com melhor custo benefício para cada tipo de operação e público. LEASEPLAN - Uma correta análise do TCO (ou TCM) é fundamental para a escolha correta do veículo. Felizmente o mercado está bastante maduro e a gama de produtos é bem diversificada, atendendo "COM O AVANÇO diversas demandas. DA TECNOLOGIA Quando falamos de E MUDANÇAS DE frota como benefício, COMPORTAMENTO DOS ou seja, aquela utilizada como benefício CONDUTORES, NOVOS ao usuário, esta pasMODELOS DE NEGÓCIO sa a ser um fator de COMEÇAM A SURGIR. retenção do funcioMOBILIDADE PARA nário ou pode atuar USUÁRIOS, de forma contrária, DIMINUIÇÃO DA caso a escolha for mal “PROPRIEDADE”, feita. LOCALIZA - Esse reCOMPARTILHAMENTO ceio é uma vantagem DE VEÍCULOS, de terceirizar a frota: CARROS ELÉTRICOS escolher livremente OU HÍBRIDOS, o modelo de carro SÃO ALGUNS que mais atende ao DOS EXEMPLOS." negócio da empresa Cleber Kouyomdjian e ainda com a possibilidade de personalizá-lo de acordo com as possíveis necessidades. Nossa equipe comercial sempre auxilia na escolha da frota, para juntos chegarem na melhor decisão. Além disso, por contarmos com

diversos clientes de todos os segmentos, normalmente disponibilizamos benchmarks que ajudam.

PARAR - Ainda sobre o tipo de frota, os veículos de alto nível despontam como tendência? É algo para segmentos específicos? OURO VERDE - Em virtude do processo evolutivo de terceirização, a tendência é que as frotas de alto nível sejam as últimas a serem terceirizadas. Muitos ainda possuem receio. Isto não significa que haja impeditivos para terceirizar frotas de alto valor ou modelos premium. Temos frotas de todos os tipos e níveis hierárquicos. LEASEPLAN - Com o avanço da tecnologia e mudanças de comportamento dos condutores, novos modelos de negócio começam a surgir. Mobilidade para usuários, diminuição da “propriedade”, compartilhamento de veículos, carros elétricos ou híbridos,

são alguns dos exemplos. Elevando assim, a atenção ao meio ambiente e também redução de custos. Por tudo isso, surgem novas demandas, que entendemos serem soluções para segmentos específicos, porém, não descartamos a tendência e estamos atuando fortemente em ações pontuais para auxiliar nesse processo evolutivo do mercado e de nossos clientes de acordo com suas necessidades. LOCALIZA - Há uma tendência geral pela terceirização com o avanço da maturidade do mercado, que tem entendido cada vez melhor as oportunidades de otimização que a alternativa traz, além da necessidade do gestor em ter uma atuação estratégica. Com isso, os modelos mais high level também seguem essa tendência, sendo que um nível de serviço de alta qualidade se torna ainda mais crítico para clientes deste tipo.


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PARAR - Sobre o período de contrato vigente. Normalmente, em um primeiro momento, qual o tempo estabelecido? No momento da renovação, existem muitas alterações contratuais ou o cliente pode ficar amarrado a cláusulas indesejadas?

OURO VERDE - Os prazos de contrato variam de 12 meses até 48 meses. Os mais comuns são de 24 e 36 meses. Eventualmente, existe procura por prazos menores. Trabalhamos com projetos que analisam a necessidade do cliente para propor prazos adequados. As “amarrações contratuais” são pontos que visam garantir o equilíbrio e jamais amarrar os clientes. Além disto, temos oportunidades de flexibilização de prazo de contrato, mediante novas contratações. A busca por renovação contratual atinge um patamar de mais de 90% dos contratos.

LEASEPLAN - Novamente, esse fator deve estar em linha com as necessidades operacionais e financeiras do cliente e do mercado. O prazo de contrato varia de acordo com as condições de utilização e perfil. Já existem soluções de contratos mais flexíveis, com ajustes no decorrer para corrigir qualquer desvio. Nós fazemos uma análise da utilização e ajustamos o contrato de alguns clientes de acordo com o perfil de utilização, economizando custos e otimizando a frota do cliente sem ter que esperar o contrato vencer. LOCALIZA - Os períodos mais comuns de contrato são 24 e 36 meses, isso porque os carros são comprados 0km de acordo com a necessidade de cada cliente. Normalmente, a melhor alternativa é a renovação do contrato ao término do período contratado, mas isso é analisado caso a caso e possíveis prorrogações podem acontecer se for o melhor naquela situação. O contrato também é sempre analisado e adequado de acordo com as necessidades dos clientes.

PARAR - No quesito economia, ouve-se falar que as versões 1.4 e 1.6

"HÁ UMA TENDÊNCIA GERAL PELA TERCEIRIZAÇÃO COM O AVANÇO DA MATURIDADE DO MERCADO, QUE TEM ENTENDIDO

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podem ser mais baratas. Isso porque frotas 1.0 acabam se desgastando com mais facilidade, tendo potencial para declinar antes do fim dos contratos.

OURO VERDE - Depende!

CADA VEZ MELHOR AS

Em geral, modelos de mo-

OPORTUNIDADES DE

torização 1.4 e 1.6 possuem

OTIMIZAÇÃO QUE A

mais conforto e potência,

ALTERNATIVA TRAZ,

porém, isto não significa

ALÉM DA NECESSIDADE

que irão se desgastar menos.

DO GESTOR EM TER UMA ATUAÇÃO ESTRATÉGICA." Gabriel Andrade

Tudo depende do modelo de veículo adequado à operação/utilização. A indústria automotiva tem avançado bastante no que se refere à tecnologia de motores e há uma forte tendência do

downsizing, no qual, motores de menor cilindrada tem ganhado potência ao se utilizar de tecnologias.

LEASEPLAN - Apesar de o volume de carros 1.0 ter subido sua participação (35,12% em 2018 vs 37,98% em 2019), em algumas frotas, os veículos 1.4 e 1.6 têm se mostrado mais eficiente em relação ao seu TCO. Além disso, percebemos que outro fator importante na escolha de veículos 1.4 ou 1.6 está relacionado à satisfação do usuário e melhora nas condições de utilização. A equação preço tem total relação com o perfil de utilização e necessidade de cada empresa, portanto, uma maior motorização, não necessariamente significa menores custos de prestações, porém, pode representar num menor custo de propriedade.

LOCALIZA - Esse é um ponto muito relativo, não conseguimos enxergar uma conclusão absoluta. São muitas as variáveis que influenciam neste caso: eficiência dos modelos 1.0 por montadora, finalidade de utilização da frota, perfil de condução dos motoristas, entre outros. O ideal é acompanhar os indicadores. Em alguns casos, inclusive, fazendo a utilização de telemetria para identificar possíveis oportunidades de redução de custo. ▚


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› ESPECIAL WTW19

Welcome Tomorrow

por KARINA CONSTANCIO

OS SEIS DIAS QUE VÃO TRANSFORMAR OS PRÓXIMOS 60 ANOS. Essa é a frase que está movendo a Welcome Tomorrow deste ano, o evento que se propõe a discutir o amanhã com o olhar voltado para as pessoas. Um evento de mobilidade que desconstrói o próprio conceito de mobilidade, que se preocupa em falar sobre gestão de tempo, qualidade de vida e futuro do trabalho.

Fotos: © Divulgação

Seis dias em São Paulo para vivenciar o futuro e passar por experiências memoráveis


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› ESPECIAL WTW19

» WALTER LONGO Em 2019, a WTW chega a sua sétima edição com o propósito de construir algo inédito no Brasil e no mundo. Um evento que é experiência do começo ao fim e que vai incentivar transformações que vão além dos 6 dias de novembro (de 5 a 10 de novembro) destinados à WTW. Com o tema “Move The World”, mais de 8 mil pessoas estarão reunidas por dia para ouvir palestras e debates em 8 palcos de conteúdo comandados por mais de 250 palestrantes nacionais e internacionais. Trezentos patrocinadores e startups vão expor soluções e serviços inovadores em 6 Villages temáticas. Seis cidades que vão materializar o que a WTW acredita ser a vida urbana no futuro. Vinte e cinco mil metros quadrados, dentro do SP Expo, que vão pulsar o amanhã da saúde (Life), do trabalho e da moradia (Nomad), da gestão de frotas (Fleet), dos modais (Ride), da educação (Imagination) e das cidades (Smart City). Para construir esse ecossistema sobre o futuro, a WTW vai contar com a ajuda de um time de elite. Embaixadores com histórias incríveis, vozes relevantes que estão fazendo a diferença no mundo e que aceitaram embarcar na jornada de transformação da Welcome Tomorrow. São eles →

Empreendedor digital, palestrante internacional, sócio diretor da Unimark e mentor de estratégia e inovação da WTW

» LAERCIO ALBUQUERQUE Presidente da Cisco no Brasil

» AUGUSTO CURY Psiquiatra, pesquisador e o autor mais lido da última década

» MARCIO ATALLA Educador físico, especialista em treinamento de alto rendimento e autor do livro “ Sua Vida em Movimento"

» RENATO DE CASTRO Expert em Cidades Inteligentes e embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres

» SILVIA BARCIK Diretora executiva do Instituto Renault e gerente de Responsabilidade Social e Mobilidade Urbana na Renault do Brasil


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» PEDRO JANOT

» MARIA CONSTANTINO

Empresário e primeiro presidente da Azul Linhas Aéreas

Engenheira Ambiental e Eco Influencer

» CESAR URNHANI Piloto de testes e apresentador do AutoEsporte (Rede Globo)

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» MURILO GUN Palestrante, comediante e professor de criatividade

» BIA FIGUEIREDO

» MARCOS PIANGERS

Piloto de automobilismo e a primeira brasileira a correr na Fórmula Indy

Palestrante e escritor do livro best-seller “O Papai é Pop”

» RUY SHIOZAWA

» JOÃO KEPLER

CEO do Great Place To Work no Brasil

Empreendedor e um dos maiores incentivadores do ecossistema inovador do Brasil

» ALEXANDRE LAFER FRANKEL

» ROSELY BOSCHINI

CEO da Vitacon

CEO da Editora Gente

» SERGIO ATHIÉ Fundador da Athié Wohnrath

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› ESPECIAL WTW19


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Quem for ao evento, terá a oportunidade de desfrutar de uma série de experiências, como coworkings, academias, salão de beleza, cinema, food trucks, mercados digitais, pubs, chopperia, esquinas musicais, box para reuniões, tudo funcionando o tempo todo e aberto para os participantes. Para se movimentar lá, ficarão à disposição mais de mil bikes e patinetes elétricos. Aliás, as cidades terão ciclofaixa, faixa de pedestre, tudo para que a circulação flua da melhor maneira possível. Além disso, um micro ônibus elétrico vai levar as pessoas de uma Village para outra. Várias soluções que vão cuidar da mobilidade e do tempo de todos que estiverem por lá.

“TRANSFORMAMOS PESSOAS QUE TRANSFORMAM EMPRESAS QUE VÃO TRANSFORMAR O MUNDO” Flavio Tavares

A Welcome Tomorrow é um evento que discute o futuro da humanidade ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre o próprio futuro do evento. Um dos projetos de maior destaque é o de torná-lo o mais sustentável possível, se preocupando em tornar toda a cadeia do evento mais eco. Para ajudar a construir esse case, que será compartilhado no palco com o intuito de servir de inspiração para outros eventos, a WTW se juntou à Engenheira Ambiental e Eco Influencer, Maria Constantino. Ela é embaixadora do evento e está trazendo toda sua expertise para transformar o impacto que um acontecimento como a WTW pode gerar no meio ambiente. “Vamos pensar no evento de uma forma sustentável, nunca antes realizado no Brasil. Afi-

nal a WTW trata sobre o amanhã, sobre smarts cities, sobre tecnologia, mobilidade, inovação, ou seja, não teria sentido em organizar um evento que não fosse sustentável. Fazendo uma conexão com o tema desse ano, ser sustentável é preservar os recursos naturais para as futuras gerações, ou seja, o nosso tempo é valioso demais e com o passar dele podemos escolher a destruição ou conquistas inimagináveis para o planeta. Nada mais valioso do que isso! Fico muito feliz com o convite, pois acredito que existe uma crescente consciência de que a sustentabilidade não é mais uma questão isolada e pontual que trata da natureza, ela permeia todas as áreas de atuação de uma sociedade e agora vai permear a WTW como um todo. Traremos muitas novidades”, destacou. →

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› ESPECIAL WTW19

Uma dessas novidades é que todos os crachás do evento serão feitos de sementes e, ao final do último dia de WTW, os participantes serão incentivados a plantar essas sementes em um espaço reservado no entorno do SP Expo. Uma árvore que vai representar todas as emoções que essas pessoas passaram durante os dias de evento, uma floresta que vai trazer vida à São Paulo, uma ação que reduz a emissão de carbono, promove a conscientização e impacta o meio ambiente de forma positiva. “Tudo o que cada pessoa viveu nesses 6 dias vai ser representado por uma árvore que ela mesmo vai plantar na Floresta Welcome Tomorrow”, comentou Flavio Tavares, idealizador da WTW.

“TUDO O QUE CADA PESSOA VIVEU NESSES 6 DIAS VAI SER REPRESENTADO POR UMA ÁRVORE QUE ELA MESMO VAI PLANTAR NA FLORESTA WELCOME TOMORROW” Flavio Tavares

Muito mais do um evento, a WTW é um ecossistema que tem ajudado empresas e profissionais a repensarem o valor do tempo e da vida através do viés da mobilidade, da gestão de tempo e do futuro do trabalho. Por isso, nessa edição de 2019, vários eventos incríveis foram escolhidos para serem realizados dentro da WTW, como o “Você é Insubstituível”, do Augusto Cury, o “HardWork Papai”, do Murilo Gun, o “Drone Day”, do MundoGEO, e ainda um especial sobre o ecossistema de inovação e em-

preendedorismo do Brasil, liderado pelo João Kepler, e um, organizado pela Rosely Boschini, CEO da Editora Gente, que vai reunir os maiores best-sellers globais para experiências memoráveis que unem o mundo real e o imaginário. Uma série de atrações que vão fazer os dias de Welcome Tomorrow serem inesquecíveis. Agora, para que você possa entender melhor o storytelling do evento, vou reservar as próximas páginas para explicar o conceito de cada uma das Villages. →


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› ESPECIAL WTW19

LIFE VILLAGE

RUAS ARBORIZADAS. ARQUITETURA SUSTENTÁVEL.

Porque mobilidade é qualidade de vida e nem sempre é movimento. A Village que vai reunir as iniciativas mais inovadoras que nos ajudam a cuidar do primeiro e mais antigo meio de transporte que conhecemos: o nosso corpo. Tecnologias que conectam médicos a pacientes sem depender de qualquer tipo de deslocamento. Plataformas que apresentam as academias mais próximas e permitem que a prática de exercícios físicos possa fazer parte da rotina das pessoas com mais facilidade. Startups que querem democratizar o acesso à saúde. Empresas que incentivam o lifestyle saudável e impactam vidas. Negócios e o futuro do mercado fitness e wellness. Companhias mais humanas e a qualidade de vida corporativa. O mundo para todos aqueles que buscam o equilíbrio entre corpo e mente. Quem passar por essa Village vai se deparar com um ambiente de ruas arborizadas e arquitetura sustentável. Muito paisagismo e lindas paredes verdes naturais por todo o espaço. Algumas vias estarão bloqueadas para incentivar a mobilidade

ativa e uma tirolesa vai levar os participantes até outra Village sem gastar uma gota de combustível.

SMART CITY VILLAGE A Village que vai discutir as cidades que queremos deixar para as futuras gerações. As tecnologias que têm revolucionado a maneira como a mobilidade é tratada nos centros urbanos. Como empresas, startups e poder público podem trabalhar juntos para construir as cidades do futuro. A sustentabilidade e a importância de transformar espaços urbanos em locais mais humanos, inovadores, digitais e inclusivos. O mundo para aqueles que querem revolucionar a vida urbana. Líderes, executivos do setor automotivo e de mobilidade, gestores públicos, pesquisadores, empreendedores sociais, startups e profissionais das áreas de inovação, engenharia e sustentabilidade. Os que forem conhecer essa Village vão encontrar a área mais moderna da Welcome Tomorrow, um referência do que será a cidade do futuro, mais tecnológica, inteligente e inovadora.


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A ÁREA MAIS MODERNA DA CIDADE.

RIDE VILLAGE Porque o profissional do futuro é multitarefa e multilocal. Tem o mundo como seu lugar. A Village que vai discutir como as indústrias dos transportes e de viagens serão impactadas pelo amanhã. Os serviços e as plataformas que vão revolucionar os deslocamentos e a hospedagem. A experiência do viajante e como as empresas podem potencializar tendências. O futuro, certamente, será multimodal, mas como é possível torná-lo cada vez mais inteligente. O mundo que vai explorar o amanhã ágil, conectado, flexível e global. Voltado para todos aqueles que cuidam dos deslocamentos. Líderes da indústria de viagens, executivos de companhias aéreas, gestores de viagens corporativas e profissionais das áreas de facilities e turismo. Essa será a Village corporativa da WTW, uma plenária que terá cara de aeronave será palco para palestras e painéis, salas vips inspiradas naquelas instaladas nos aeroportos, que irão reservar uma série de experiências exclusivas. →

O BAIRRO CORPORATIVO DA WTW.

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› ESPECIAL WTW19

FLEET VILLAGE

FALANDO EM FROTAS.

Em um mundo cada vez mais conectado e compartilhado, a maneira como as frotas são administradas hoje irá mudar completamente. A Village que vai discutir a gestão de frotas do amanhã. Aplicativos inovadores, plataformas de gestão, seguradoras online, manutenção inteligente, carsharing, abastecimento eficiente, novos modais que vão diminuir a dependência do carro. Sistemas cada vez mais integrados que vão fornecer uma visão mais ampla sobre toda a operação e facilitar a tomada de decisão. Como a eletromobilidade e a chegada dos carros autônomos vai impactar o setor frotista. O mundo para quem quer ser protagonista do futuro. Executivos do setor automotivo e de gestão de frotas, empreendedores, startups e profissionais das áreas de transportes, logística e mobilidade. Inspirada em São Paulo, a

cidade com a maior frota de carros do Brasil, a Fleet Village vai receber réplicas de prédios e espaços marcantes da capital paulista. “Todos, sem exceção, terão a sensação de mergulhar de cabeça em um mar infinito de emoção à flor da pele, prepare-se para rir, chorar, mas, principalmente, ter o sentimento inabalável de que irá sair do evento muito melhor do que entrou. Pretendo trazer sugestões, soluções e práticas de sucesso para serem aplicadas imediatamente, ou seja, muitos estão sofrendo no presente e o remédio é urgente, mas, claro, sempre alinhadas com um olhar para as tendências do futuro. Queremos convidar as pessoas a serem protagonistas e escrever hoje, com a experiência de ontem, o que será o amanhã”, ressaltou Cesar Urnhani, piloto de testes, apresentador do AutoEsporte (Rede Globo) e um dos embaixadores da Fleet Village.


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NOMAD VILLAGE O espaço já não é mais limite. A posse já não é mais desejo. Qual então seria o futuro da moradia e dos escritórios? Ainda faz sentido comprar uma residência? Será que vamos continuar vendo empresas crescerem com grandes escritórios e contando colaborador por m²? A Village que vai discutir o amanhã do living e do office. Coworkings, serviços de aluguel de imóveis 100% digitais, construtoras que não pensam mais em vender apartamentos. Na era anywhere office, experts irão discutir sobre qual será o futuro do trabalho e o trabalho do futuro. No futuro da moradia, o ter abre espaço para o estar, para o ser e o compartilhar. Nascem novos modelos de negócios para um novo lifestyle. A palavra-chave é conveniência. O espaço para aqueles que, através da tecnologia, querem reinventar a

experiência de morar e trabalhar. Líderes, executivos do setor de construção civil, empreendedores, talentos da nova economia, startups e profissionais das áreas de RH, tecnologia, engenharia, arquitetura e design. O bairro mais charmoso de Londres será transformado no centro de moradia e trabalho da WTW. Tudo ali será compartilhado, um ambiente onde office e home se misturam de uma maneira funcional e onde Soho ganha vida. “Foi uma honra ter sido convidado para ser Embaixador porque a WTW tem tudo a ver com a gente. Nós estamos falando de mobilidade, de inovação, temas que são muito importantes para a Athié, e, de tudo que eu tenho visto e participado, tenho certeza que o evento será espetacular”, comentou Sérgio Athié, fundador da Athié Wohnrath, e um dos embaixadores da Nomad Village. →

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TRANSFORMAMOS UM BAIRRO CHARMOSO DE LONDRES NO CENTRO DE MORADIA & TRABALHO DA WTW.

→ FIQUE POR DENTRO DE TODAS AS NOVIDADES DA WTW ATRAVÉS DO SITE: WTWCONFERENCE.COM.BR


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› ESPECIAL WTW19

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

O LADO MAIS CRIATIVO DA CIDADE. O LEGADO WELCOME TOMORROW

Números da WTW19:

IMAGINATION VILLAGE

PALESTRANTES GLOBAIS

PATROCINADORES E STARTUPS

VILLAGES TEMÁTICAS

PALCOS

mil pessoas por dia

DE CONTEÚDO SIMULTÂNEOS

PLENÁRIA PARA

CINEMA PARA

MILPESSOAS

PESSOAS

O modal que é capaz de nos levar para qualquer lugar, sem limite de tempo ou de espaço. Que é capaz de nos deslocar até o amanhã em questão de segundos. A Village sobre o futuro da educação e onde o imaginário consegue espaço para se tornar real. Como a nossa mente pode nos transportar para outra realidade e motivar transformações. O mundo do entretenimento, da educação, da realidade virtual, da inteligência artificial, dos games e dos sonhos. Um espaço lúdico e cheio de propósito para reunir cases transformadores e de impacto social. O espaço para quem gosta do congestionamento de ideias e de conhecimento. A revolução humana e o amanhã do aprendizado. Na Village mais criativa da WTW, o espaço será inspirado em WynWood, o incrível bairro de arte de rua de Miami. Passear por lá será uma verdadeira experiência cultural.

“A WTW é muito mais do que um evento. Temos mais de 26 mil empresas plugadas no nosso universo e orgulho de dizer que formamos um ecossistema pulsante de inovação e transformação”, revelou Tavares. Além do grande evento de novembro, a Welcome Tomorrow realiza mensalmente eventos de inovação, onde busca, em mais de 700 startups que tem mapeadas, os melhores cases para levar ao mercado. Ajudam algumas empresas com projetos voltados para mobilidade e propósito, tem uma agência que ajuda na construção de brand para empresas que querem gerar impacto e estão, agora, desenhando um espaço colaborativo que promete ser um dos mais inovadores do Brasil. Ainda neste ano vai lançar mais 4 projetos incríveis: o livro “Welcome Tomorrow”, com a participação de todos os embaixadores, uma série muito legal, em parceria com a Youse, a construção de um prédio na com o nome Welcome Tomorrow e o lançamento das patinetes elétricas com a marca. “A frase que mais permeia o que fazemos é essa: ‘Transformamos pessoas que transformam empresas que vão transformar o mundo’. Tudo começa e termina com pessoas. Sempre é e sempre serão pessoas”, destacou Tavares. ▚


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› INSTITUTO PARAR & CEPA

VAMOS JUNTOS CEPA e PARAR se unem em prol de um futuro mais humano

por PIETRA BILEK

N

porque acreditar em algo e lutar por isso - não é fácil, mas quanto mais pessoas abraçam a mesma causa, quando se encontra companhia na caminhada, os obstáculos vão se tornando cada vez menores. É nesse ideal de união que nasce a parceria entre o Instituto PARAR e a CEPA (Centro de Prevenção de Acidentes), organização que desenvolve programas especializados no controle e na gestão de riscos de trânsito e transporte, com vasta experiência em implantar projetos de segurança em grandes e complexas empresas. A história da CEPA começou em 1987, com análise e gestão de risco no trânsito. O grupo realizava treinamentos de direção defensiva, seguido pelo treinamento de motorista “at risk”, de novos funcionários e de gerentes. As práticas para motorista se transformaram em um Programa de Segurança de Frota, que abrange o ambiente do motorista, veículo, estrada e gerenciamento geral do processo de segurança da frota, o que tornou a CEPA referência mundial em segurança viária.

Fotos: © Divulgação

ADA NOS CONECTA MAIS DO QUE ENCONTRAR NO OUTRO O MESMO PROPÓSITO QUE O NOSSO. Isso


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"JUNTO COM O PARAR, TEREMOS A CEO da CEPA, Rosina Cammarota, afirma que, ao entender todo o potencial do grupo, eles puderam fazer mudanças cada vez maiores. "Nos tornamos especialistas em compreender a essência do potencial humano, desenvolvendo esse potencial e o processo de alcançar o sucesso. Como resultado, atualmente temos vários programas de treinamento que são orientados para o desenvolvimento do potencial de Liderança, o que impactará positivamente toda a organização", explica a CEO.

A UNIÃO FAZ A FORÇA Assim como na CEPA, o propósito do PARAR é cuidar da vida das pessoas. Para alcançar esse objetivo, o Instituto encontrou diversos meios para se conectar com os gestores de frotas e transmitir conhecimento. Por meio de eventos presenciais e online, materiais de comunicação e cursos profissionalizantes para gestores de frota e condutores, o PARAR entende a importância de um trânsito mais seguro e sempre correu em busca de parcerias que levassem o seu propósito mais longe. "O PARAR nasceu tendo como principal valor o Safe Mobility, a cultura de segurança para nós deveria ir muito além do que processos. Tem a ver essencialmente com o cuidado a vida, e nas empresas que dependem de colaboradores dirigindo seus carros, levá-los em segurança ao final de um dia de trabalho deveria ser seu maior objetivo. Por isso, esta parceria com a CEPA é tão importante para nós, pois eles ajudam com treinamento, tecnologia, consultoria e muito conteúdo. Teremos, junto com eles, um meio de chegar em cada condutor e ajudá-lo a se tornar mais consciente e mais preparado para os desafios que são enfrentados no trânsito do Brasil", é

MUITA FORÇA PARA INOVAR E, ASSIM, FACILITAR PROCESSOS PARA PODER AJUDAR EMPRESAS E GESTORES DE FROTA NOS SEUS OBJETIVOS. O UNIVERSO É O LIMITE E ELE É INFINITO!" » Rosina Cammarota, CEO da CEPA

o que espera o PARAR Leader, Flávio Tavares, que já pode ver os resultados de unir forças com a CEPA, depois do sucesso das palestras realizadas pelo grupo dentro das duas últimas edições da WTW. "Junto com o PARAR, teremos muita força para inovar e, assim, facilitar processos para poder ajudar empresas e gestores de frota nos seus objetivos. O Universo é o limite e ele é infinito!", comemora Rosina Cammarota. Um dos principais objetivos que unem o PARAR e a CEPA é o olhar mais amplo sobre os negócios. Ambos acreditam que as pessoas estão no centro das discussões, e que garantir sua segurança e a sua qualidade de vida, é o que mais importa. Por isso, eles reuniram seu conhecimento e expertise para crescer e atingir um público cada vez maior, mostrando que o bem estar e o crescimento das pessoas são valores que nunca devem estar em baixa no mercado. Assim como Tavares, Rosina já consegue ver os frutos dessa parceria. "Uma das coisas que mais me motiva é unir forças para alcançar muitas e muitas pessoas. As soluções que a CEPA pode proporcionar complementam todas as ações e o enfoque do PARAR. Entendemos que a mobilidade segura passa por vários

fatores que precisam ser olhados cuidadosamente, onde a conscientização dos condutores é apenas um pilar, importante, mas não o único. Por isso pretendemos colocar à disposição todas as nossa forças, para ter esse olhar abrangente que começa entendendo quem é o cliente, quais as características dessa frota, dos líderes e todos os detalhes para avaliarmos condutor, veículo e processos e aí sim atuar para elevar a performance e a segurança sempre, desde os valores, a coerência e a integridade", conclui ela. ▚

» Flavio Tavares, PARAR Leader


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› FLEET SALES

NEGÓCIO FECHADO! Conheça o Fleet Sales, curso de vendas e inovação para o setor frotista que chegou no PARAR

por LORAINE SANTOS


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

OM MAIS DE 30 MIL CONEXÕES EM SUA BASE, entre

gestores

de frotas, especialistas em mobilidade, players do setor automotivo, startups revolucionárias e grandes nomes e instituições internacionais,

o

PARAR tem uma abordagem única de ensino e conteúdo. O Instituto, que existe desde 2012 e é a plataforma de educação para profissionais de frotas mais relevante do Brasil, acredita que compartilhar vivências é a chave para aprender o novo e sair da zona de conforto. Por isso, perto de completar 7 anos, o PARAR inova mais uma vez e se prepara para lançar o Fleet Sales, o primeiro curso EAD de gestão estratégica de vendas para o setor automotivo. Com o objetivo de capacitar os pro-

Fotos: © Freepik

fissionais de vendas que atuam com

Flavio Tavares, fundador do PARAR e da WTW, e um dos maiores nomes de vendas e marketing do setor automotivo, é o idealizador e mentor do Fleet Sales. Entre os professores que estarão à frente das aulas, mentorias, projetos e muitos exercícios práticos, estão: Diógennes Lucca, considerado o maior negociador ros; além de outros nomes relevantes da área de vendas, e profissionais frotistas premiados por executar com excelência a gestão de carros e condutores que comandam as principais frotas do país. E, como é de praxe em todas as iniciativas do PARAR, o curso surpreende ao unir conhecimentos teóricos com perfis comportamentais. Embasado em metodologias que têm como base a identificação de traços predominantes em cada indivíduo, os alunos vão contar durante todo o EAD com acompanhamento de psicólogos especialistas em gestão e desenvolvimento de pessoas. Estes profissionais atuarão como facilitadores no desenvolvimento de características e habilidades individuais que potencializam ainda mais os resultados de cada aluno. A cereja do bolo fica

específicos de técnicas e argumentos de

por conta do Ranking

vendas de produtos e serviços destinados

dos Melhores Vendedores

às empresas frotistas. É voltado para ven-

do Brasil. No decorrer do

dedores de locadoras, telemetria, abas-

curso, os resultados con-

tecimento, montadoras, softwares de

quistados por cada aluno

gestão de frotas, entre outros players do

nas atividades e exercí-

setor automotivo.

cios de cada módulo dis-

Vale destacar, no entanto, que o cur-

ponível, somados ao perfil

so vai muito além do conhecimento

comportamental de cada

técnico e foge totalmente das emen-

indivíduo, vão gerar um

tas comuns à maioria dos cursos de

ranking que elege os pro-

vendas disponíveis no mercado. A

fissionais de vendas mais

começar

preparados

profissionais

envol-

vidos na construção do storytelling:

disponível para consulta das empresas do setor automotivo que estejam na busca por vendedores. Uma espécie de “Catho” do setor frotista, que pretende revolucionar e preparar o mercado de gestão de frotas para alcançar níveis ainda mais altos de excelência e profissionalismo. ▚

do Brasil; César Urnhani, expert em car-

frotas, o Fleet Sales apresenta módulos

pelos

– 65

do

merca-

do. Esse ranking ficará

↓ SERVIÇO » PARA PROFISSIONAIS INTERESSADOS NO CURSO e para empresas que desejam matricular seus vendedores, o link para mais informações é: conteudo.institutoparar.com. br/fleet-sales-aluno » PARA EMPRESAS INTERESSADAS EM CONTRATAR o Ranking dos Melhores Vendedores do Brasil, o link para cadastrar o interesse é: conteudo.institutoparar.com.br/ fleet-sales-ranking


Z Ø Ø M

› ENTREVISTA ÉDISON DA ROCHA

De gestor de frotas para gestor de vidas Como Édison da Rocha, da DB Diagnóstico, transformou a segurança no principal valor da companhia por PIETRA BILEK

EGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR”.

Essa

expressão está presente em diversas áreas do nosso dia a dia, no trânsito, em campanhas do governo e também em empresas. As empresas, ao tomarem para si essa expressão, estão assumindo o propósito de cuidar, acima de tudo, de seus colaboradores - e, também, de todos os que o cercam. É neste pilar de segurança que a DB Diagnósticos, referência em medicina laboratorial, tem construído a sua história nos últimos anos. Mas a história da DB não foi escrita sozinha. Além de todos os colaboradores e parceiros do laboratório, uma pessoa ainda foi responsável pelo start na nova cultura de segurança do grupo. Édison da Rocha é o responsável pela logística e operação da DB e, também, pelas melhorias na gestão de frotas e no propósito da empresa. Em entrevista à PARAR Review, Rocha contou sobre o processo de mudança e sobre os planos para o futuro.


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

– 67

"A DB NÃO POSSUÍA NEM UMA POLÍTICA DE FROTA, ESSE FOI UM DOS PRIMEIROS PASSOS PARA AS MUDANÇAS NO SETOR E TAMBÉM, NA VIDA DAS PESSOAS."

→ PARAR REVIEW - Quando você chegou na DB Diagnósticos, como se encontrava o setor de frotas? ÉDISON DA ROCHA (ER) - Há três anos eu entrei na DB. Quando eu cheguei encontrei uma gestão traumatizada, tinham passado cinco gestores em 14 meses porque a empresa estava passando por muitas dificuldades no setor, dificuldades que precisavam de mudanças e melhorias. A minha primeira iniciativa então, foi fazer um trabalho de campo para entender quais eram os problemas e o que eu poderia fazer para solucioná-los. Encontrei veículos que giravam mais de 800km por dia, motoristas que não conseguiam nem fazer horário de almoço, veículos sucateados e em situação de risco e o resultado disso era o risco que os condutores enfrentam e também a perda total de veículos. Quando eu encontrei esse cenário, já comecei a tomar as iniciativas para fazer as mudanças logo no primeiro semestre. PARAR - Como você começou a fazer as mudanças e quais foram os resultados delas? ER - A DB não possuía nem uma Política de Frota, esse foi um dos pri-

meiros passos para as mudanças no setor e também, na vida das pessoas. Conseguimos renovar os veículos da frota, deixando-os mais modernos e também com todos os itens necessários de segurança que o condutor precisa. Também consegui fazer com que respeitassem o horário de refeição, velocidade da via e jornada de trabalho e esses foram apenas os primeiros passos das melhorias. Hoje nenhum carro tem uma jornada maior do que a de oito horas e não pode rodar mais do que 400 km por dia, esse é o limite para todos os veículos e condutores.

PARAR - O valor de segurança sempre esteve com você. Como passou a ser também um valor da DB? ER - Esse valor é cultural e foi aparecendo desde o meu primeiro dia na empresa. Seus frutos começaram a ser colhidos depois do primeiro semestre, que foi o tempo que eu tive para analisar todos os problemas, visando sempre o cuidado e a qualidade. Uma das mudanças feitas na minha gestão foi o cuidado com a vida dos motoristas e também a devida importância com o atendimento ao cliente. Muitas vezes o motorista chegava ao laboratório →


ZØØM

› ENTREVISTA ÉDISON DA ROCHA

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

nós começamos a entender as necessidades deles, passamos a orientar e a dialogar e, ao perceber que isso dava certo, começamos a conversar com todos os setores para que eles pudessem aderir a esse estilo de gestão. Buscamos a auto avaliação dos colaboradores, incentivamos que invistam em educação, com cursos e aperfeiçoamentos financiados pela empresa, estamos sempre oferecendo o feedback, iniciativas que nos aproximem de todos na empresa. Na gestão humanizada conseguimos entender e nos fazer ser entendidos. Quando o colaborador entende que a DB se preocupa com ele, ele entende a nossa causa e a abraça junto com a gente.

"NA GESTÃO HUMANIZADA CONSEGUIMOS ENTENDER E NOS FAZER SER ENTENDIDOS. QUANDO O COLABORADOR ENTENDE QUE A DB SE PREOCUPA COM ELE, ELE ENTENDE A NOSSA CAUSA E A ABRAÇA JUNTO COM A GENTE."

→ depois de horas dirigindo e não conseguia nem conversar com o cliente, agora ele tem esse tempo, o que é ótimo para ele e também para o cliente que consegue ser devidamente escutado. Acredito que os detalhes são cruciais na mudança, antigamente nossos condutores andavam com uma camiseta quente que os deixava desconfortáveis, agora nós desenvolvemos um material de camisa que além de deixar o condutor mais profissional para o trabalho do dia a dia, também garante mais conforto para trabalhar e evita que ele sinta muito calor. Esse novo uniforme fez muita diferença no trabalho dos motoristas por garantir o conforto dele, evitando a fadiga.

PARAR -Não foi apenas a área de frotas que viveu essa nova cultura. Como as outras áreas adotaram a segurança como essencial no dia a dia? ER - Uma gestão humanizada é o que transforma uma empresa. Ao conversar com nossos motoristas,

PARAR - O que você tem preparado para continuar evoluindo na frota e em toda a empresa? ER - Eu acredito, e também acreditamos como empresa, que fazer o bem comum é o caminho para continuar evoluindo, por isso nos envolvemos em vários projetos não apenas como empresa mas também como comunidade. Um dos projetos que ajudamos é o Médicos de Rua que promove o acesso à saúde para moradores de rua de forma humanizada. O projeto é realizado mensalmente em praças públicas, com triagem, análise dos sinais vitais e exames físicos. Temos a campanha lacre do bem, em que juntamos o lacre das latinhas e vendemos para conseguir o dinheiro e comprar cadeiras de rodas para pessoas carentes. Além dos projetos sociais, que nos aproximam e nos ensinam a cuidar, também investimos no cuidado de quem trabalha conosco, por isso todas as medidas de segurança são devidamente tomadas e inspecionadas nos veículos, tantos carros quanto motos, e estamos em constante contato, sem esquecer do nosso principal valor: a segurança. ▚

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› DEBATE GESTÃO DE FROTAS

ESTAMOS QUASE LÁ Os debates acerca da gestão de frotas no Brasil se assemelham aos EUA, embora no país norte-americano a implementação de processos permaneça mais eficiente por LORAINE SANTOS

AZIA 15 GRAUS QUANDO A COMITIVA DO INSTITUTO PARAR DESEMBARCOU EM KENTUCKY (EUA) para mais uma edição da NAFA Institute & Expo, nos dias 15, 16 e 17 de abril. Louisville, a cidade mais populosa do Estado, foi palco do que é considerado o maior encontro de frotas do mundo. E, pelo quinto ano consecutivo, o PARAR acompanhou profissionais do Brasil, entre gestores de frotas e players do setor automotivo, em uma experiência única que contemplou tours exclusivos com a diretoria da NAFA, assessoria durante toda estada e reports diários dos principais assuntos discutidos nas mesas e palestras do evento. “Fazer parte da comitiva do PARAR rumo à NAFA 2019 superou todas as minhas expectativas. Foi uma experiência muito rica em networking e

benchmarking internacional, relacionado à gestão de frotas e mobilidade. A organização da comitiva foi muito legal, deixou a gente bastante confortável. Levei comigo o coordenador de frotas da Invepar e, mesmo ele não falando inglês fluente, também pode usufruir de toda experiência, uma vez que no grupo, entre a gente, falávamos em português e trocávamos diariamente muita informação. Espero repetir a dose em 2020”, conta André Matoso, gerente administrativo geral e responsável pela frota da Invepar, empresa premiada no 100 Best Fleets, etapa Brasil, que aconteceu durante a WTW18. Reconhecida por abordar assuntos técnicos sobre o setor frotista e expor as tendências tecnológicas do mercado automotivo, a NAFA I&E contou com uma agenda de palestras e debates, além de 250 expositores na feira de negócio, local onde players globais e gestores de frotas de todas as partes do mundo aproveitaram para realizar muito network, conhecer novidades e trocar experiências. Na edição de 2019, 3 mil pessoas marcaram presença du-

DE ACORDO COM O RELATÓRIO ANUAL DO DPVAT

46.848 PESSOAS MORRERAM VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO EM 2018


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

rante os 3 dias de evento, tornando o frio da cidade imperceptível. “Os conteúdos foram interessantes e relevantes”, comenta Ederson Soares, consultor em gestão de frotas, que ganhou a viagem ao ser contemplado “Gestor de Frotas 2018”, durante a WTW18.

SEGURANÇA

Fotos: © Divulgação / Freepik

No Brasil, quando algum gestor de frota cita “conteúdo relevante”, a possibilidade dele estar falando sobre a segurança de seus condutores é alta. Em pesquisa recente realizada pela empresa de tecnologia holandesa TomTom, que utiliza uma base de dados de 14 trilhões de medições de históricos de viagens de seus próprios clientes, o Brasil tem três cidades no Top 10 de ranking mundial de pior trânsito. De acordo com o relatório anual do DPVAT, 46.848 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito de janeiro a

dezembro de 2018, e 459.693 ficaram inválidas permanentemente. Por isso, cultura de segurança é assunto constante na pauta das empresas frotistas. Responsáveis por 10% da frota nacional, que somam 65,8 milhões veículos de acordo com relatório do Instituto de Planejamento e Tributação, os gestores de frotas lutam diariamente para alinhar políticas internas e implantar tecnologias que contribuam com a integridade física de seus condutores. Mas, como esse tema é tratado nos Estados Unidos? Ainda que possuam fiscalizações mais assertivas quando comparado ao Brasil, lá o número de mortes em acidentes de trânsito causadas por negligência também é alto. Em 2018, foram 37 mil mortes, segundo cifras federais. Sobre a priorização do tema durante a NAFA I&E 2019, o coordenador de cursos do Instituto PARAR, Pedro Conte,

conta que o tema foi amplamente discutido por lá. “A realidade do trânsito é melhor que a nossa, mas ainda assim o número de vítimas de acidentes de trânsito é gigante. Além disso, as indenizações lá por acidentes e problemas de saúde decorrentes deles são bem maiores que as nossas - o que ajuda as empresas a manterem o foco no assunto”, comenta. Assim como acontece nos eventos realizados no Brasil, sessões educacionais sobre comportamento de condutor, controle de multas e legislação também fizeram parte da agenda da NAFA I&E 2019. →

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› DEBATE GESTÃO DE FROTAS

GESTÃO NA PRÁTICA A gestão de frotas na prática também foi bastante abordada por lá. Um time de gestores de frotas protagonizou a mesa “Right Size, Right Now: The 5 Critical Components You May Be Missing” (“Tamanho certo, agora: os 5 componentes críticos que podem estar faltando”, em tradução livre), e contou cases reais de processos de otimização. De acordo com os palestrantes, os cinco pontos que devem ser levados em conta na implantação de um projeto de redução e melhor aproveitamento dos veículos, são: um líder do projeto; métricas; política de frotas que embase o rightsizing; parceiros e tecnologia. No Brasil, aplicar esse conceito e explorar as possibilidades tecnológicas para fazer mais com menos já são práticas adotadas por empresas que possuem uma gestão mais avançada. A Belagrícola, companhia brasileira especializada em produtos agropecuários, reduziu a frota própria em cerca de 34%, operando com o sistema de reservas. “Dos cerca de 300 veículos da frota, 30% aproximadamente não estão com condutores fixos, pertencendo aos vários grupos de pool existentes: da sede administrativa, das filiais, de gestores, entre outros”, detalham Rebeca Lins, Diretora Administrativa, e Letícia Almeida, Coordenadora de Relações Trabalhistas & Frotas.

“SEMPRE VALE A PENA CONFERIR O QUE OS AMERICANOS ESTÃO FAZENDO, PORQUE AS AÇÕES EFETIVAS APARECEM LÁ PRIMEIRO E DÁ PARA ACOMPANHAR CASES SENDO IMPLEMENTADOS LÁ ANTES QUE ISSO ACONTEÇA NO BRASIL”. Pedro Conte

A frota autônoma também foi destaque no cronograma da NAFA I&E. Jennifer Haroon, COO da Nauto, empresa que criou um sistema que monitora imagens de dentro e de fora do carro para alertar o condutor quando ele se encontra distraído, ponderou a utilização dos veículos 100% autônomos. Durante sua palestra, a COO alertou os gestores sobre outras tecnologias complementares que automatizam processos e contribuem para segurança do condutor. Um estudo realizado pela empresa demonstrou que 70% das colisões nos EUA envolvem motoristas distraídos e tecnologias como a da Nauto podem reduzir de 35% a 50% o número de acidentes causados por distração do condutor. Por aqui, as discussões acerca da frota autônoma estão avançadas, mas o Brasil ainda possui um déficit quanto à implantação de projetos complexos. “Parece que temos o conhecimento, mas falta a capacidade de investimen-


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

» Comitiva PARAR 2019

to, a infraestrutura e até mesmo a ousadia para testar novas alternativas na frota”, explica o coordenador do PARAR

FUTURO A discussão sobre como as inovações na mobilidade vão impactar o setor de frotas também apareceu na agenda da NAFA I&E. E não poderia ser diferente já que, de acordo com uma pesquisa global realizada pelo Boston Consulting Group, nove das 20 companhias que mais inovam no mundo são da autoindústria. Apesar de seguir mais avançado nos Estados Unidos, o debate sobre o futuro automotivo também é amplo no Brasil. Mesmo o país norte-americano estando na sexta posição entre os mais inovadores do mundo, enquanto ocupamos o 64° lugar, segundo ranking do Índice Global de Inovação, o nível das discussões entre ambos é bem semelhante. A diferença fica, mais uma vez, no quesito implantação. “Assim como vejo no

Brasil, há empresas fazendo testes com carros compartilhados, elétricos ou autônomos. A impressão que tenho, é que, como acontece no Brasil, os gestores já entenderam que isso tudo fará parte do futuro, mas ainda estão aguardando para investir em projetos do tipo. A diferença é que essa onda de adoção, chegará nos EUA muito mais rápido. Por exemplo: carros híbridos já são uma tecnologia adotada por eles há muito tempo e sequer chegaram nas frotas brasileiras com força”, relata Conte.

COMITIVA 2020 A próxima NAFA I&E já tem data e local: o maior encontro de profissionais frotistas do mundo acontece de 6 a 8 de abril, em Indianápolis, nos Estados Unidos. E o PARAR já está aceitando inscrições para compor sua comitiva 2020. De acordo com Pedro Conte, que acompanhou a comitiva do PARAR nas últimas cinco edições da NAFA e é um dos mentores do projeto, a viagem para

conhecer o evento de perto é imperdível. “Sempre vale a pena conferir o que os americanos estão fazendo, porque as ações efetivas aparecem lá primeiro e dá para acompanhar cases sendo implementados lá antes que isso aconteça no Brasil”. Ederson Soares complementa: “É uma excelente oportunidade para conhecer as iniciativas ligadas a Gestão de Frotas e tendências de mercado. Os profissionais que compõem a comitiva são de alto nível de conhecimento em gestão de frotas, foi um prazer enorme em dividir experiências e ideias com esses feras”, conclui. ▞

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Se prepare para os 6 dias que vão transformar os próximos 60 anos. A mobilidade está em constante transformação, absorvendo inovações, repensando o valor do tempo em busca de melhorar a qualidade de vida . Aumente suas expectativas, vem aí a maior experiência que você já viveu: WTW19.


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› AHEAD TOGETHER

AHEAD

Together:

por PIETRA BILEK

» FLAVIO TAVARES em um bate papo com Andrea e Cleber Kouyomdjian.

sim, a empresa de tecnologia e idealizadora do Instituto PARAR, não deixou de surpreender e levou um conteúdo de muita qualidade e experiências inéditas para profissionais frotistas de vários lugares do país. De março a maio, as cidades de São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Joinville (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR) e Campinas (SP) receberam o AHEAD, reunindo cerca de 350 gestores de frotas para uma tarde com palestras e talk-shows sobre telemetria, terceirização, integração, abastecimento, manutenção, desmobilização, veículos elétricos e autônomos, e muitos outros insights sobre o futuro do setor. E foi durante a primeira edição do AHEAD, em São Paulo, onde se encontram grandes parceiros da empresa e do Instituto, que o CMO da GolSat e PARAR Leader, Flavio Tavares, teve a ideia de promover um encontro inédito na história da gestão de frotas. O AHEAD Together aconteceu no dia

Fotos: © Divulgação

porque vale a pena irmos juntos

Q

UANDO A GOLSAT COMEÇOU A RODAR O BRASIL REALIZANDO UM EVENTO PARA GESTORES DE FROTAS, TODOS QUE CONHECEM A HISTÓRIA DA EMPRESA JÁ IMAGINAVAM QUE OS ENCONTROS IRIAM ALÉM DE ASSUNTOS TÉCNICOS. Mesmo as-


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» Os gestores puderam levar alguém especial para o Ahead Together.

13 de junho, e teve como principal objetivo apresentar conteúdos que tivessem a família como o centro das discussões. E qual o melhor jeito de se falar de família, se não com ela ao seu lado? Pensando nisso, todos os gestores e parceiros que foram convidados para o evento, tiveram a oportunidade levar seus pares para dividir esse momento. Seja com o companheiro (a), os filhos, irmãos ou pais, todos os participantes estavam acompanhados de pessoas importantes para viver o evento de corpo e alma. E como esse era um evento inédito, muitos talks e palestras que brilharam no AHEAD Together também estavam aparecendo pela primeira vez. Como foi o caso da esposa do Flávio, a Érica Tavares, que deixou todos os participantes com os olhos brilhando ao falar sobre a Profissão Mamãe. Ela contou um pouco sobre os sonhos da vida dela e como ser mãe e ter uma família era

o seu maior sonho. Como toda busca, a da Érica não aconteceu exatamente como ela pensava. Ela compartilhou sua caminhada como profissional, esposa e mãe, e sobre como se sente realizada cumprindo seus propósitos e sonhos de vida. Não faltaram emoções no dia 13 e um dos momentos mais marcantes foi o talk entre o piloto e apresentador do AutoEsporte, César Urnhani, e sua esposa, Regina Urnhani. Ambos compartilharam suas trajetórias de vida, as dificuldades que enfrentaram e os momentos de superação, que os aproximaram e deixaram sua história ainda mais linda. Enquanto o casal estava no palco, o filho deles, Enzo, que também estava presente no AHEAD, se emocionou junto com os pais, foi um momento único e muito especial para todos os presentes. Cleber Kouyomdjian e sua esposa, Andrea, também dividiram sua jornada de vida,

superação e novos propósitos, dando uma lição importante sobre como o amor é o combustível essencial para alcançar os objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais. Mas não foram só as lágrimas de emoções que apareceram no AHEAD Together. Os participantes aproveitaram o evento para confraternizar e se divertir. O AHEAD Together foi um dos muitos momentos em que o propósito do Instituto PARAR e da GolSat se fizeram presentes. Foi um respiro em meio a tantas atividades profissionais que tomam o tempo das pessoas e, muitas vezes, as fazem esquecer de ter um olhar macro sobre a vida. Uma injeção e tanto de força para concluir o primeiro semestre do ano e recarregar as energias para os próximos 6 meses. Porque cuidar das pessoas é a prioridade número um da GolSat e do PARAR e, juntos, chegamos mais longe. ▚


inside TAKES » CONFIRA OS MELHORES TAKES DO AHEAD TOGETHER SÃO PAULO E BRASIL


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

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› ENTREVISTA MURILO GUN

Você consegue dizer quem você é sem falar o que faz? Murilo Gun apresenta a imaginação, a criatividade e a inovação como instrumentos de transformação por GUILHERME POPOLIN

IONEIRO DA INTERNET BRASILEIRA, MURILO GUN JÁ TEVE MAIS DE 10 MIL ALUNOS EM SUA STARTUP DE CURSOS ONLINE DE CRIATIVIDADE. A imaginação, a criatividade e a inovação são os pilares da Keep Learning School desde 2015. Formado em administração, com MBA em gestão, ganhou dois prêmios iBest pelo melhor site pessoal, publicou dois livros sobre internet e foi empresário – até largar a atividade para ser comediante. Com seu show solo, viajou por todo o Brasil e foi parar na Netflix. Na tv, trabalhou como apresentador do Comedy Central, SBT e Multishow. Em 2014, foi selecionado entre 80 empreendedores do mundo para morar dez semanas no NASA Research Park, no Vale do Silício, para estudar inovações disruptivas na Singularity University. O escritor, palestrante e professor de criatividade conta à PARAR Review sobre o seu curso de reaprendizagem criativa, os quatro pilares para o desenvolvimento da criatividade, a importância da inovação no mundo corporativo e suas expectativas para a Welcome Tomorrow 2019.

PARAR REVIEW - Levando em consideração as singularidades de cada conceito, de que maneira a imaginação, a criatividade e a inovação podem se tornar um diferencial competitivo? MURILO GUN (MG) - Imaginação, criatividade e inovação são conceitos próximos e que se misturam. Na minha visão, tudo começa com a imaginação. É uma habilidade básica da espécie homo sapiens criar imagens, abstrair, criar cenários e de imaginar possibilidades não existentes. Pode ser uma imaginação sem valor - só uma imagem que eu imagino, na minha cabeça - ou essa imaginação pode ter valor, quando ela resolve algum problema. Eis a criatividade. A criatividade é a imaginação aplicada para resolver um problema. De forma genérica, por exemplo, uma piada é uma obra de criatividade porque ela dá solução para o problema do tédio da plateia. Então, é uma solução. Quando você consegue empacotar essa solução criativa, como produto, e ela vai para o mercado, transforma-se em inovação. Eu vejo o inovador como um adjetivo pessoa jurídica e o criativo como adjetivo pessoa física, que vem da imaginação. Uma organização, para conse-

© Brad Cuzen

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PararReviewMag / #17 / Julho 2019

guir empacotar produtos, serviços e ter percepção de valor crescente de mercado, precisa conter seres humanos criativos.

PARAR - Quais os quatro pilares que contribuem para o desenvolvimento da criatividade e como podem ser aplicados ao mundo corporativo? MG - Criei o curso online “Reaprendizagem Criativa”, há 4 anos, para ajudar as pessoas a resgatarem a criatividade adormecida. Para fins didáticos dividi esse processo em quatro partes. A primeira é o input, o seu repertório. Como ser mais criativo através dos inputs de referência do seu repertório? Através da curiosidade. Nós fomos educados a ser especialistas, a se aprofundar em alguns temas e a desvalorizar o conhecimento superficial, que é o interesse por tudo que é criativo mesmo que não seja da minha área, mas que inspira. A segunda etapa é o processamento dos inputs, quando você começa a combinar os repertórios.

A CRIATIVIDADE É A IMAGINAÇÃO APLICADA PARA RESOLVER UM PROBLEMA.

Nada vem do nada. Por isso, chamo a criatividade de combinatividade, tudo vem da combinação de inputs. Ativar a curiosidade é ler uma revista que nunca leu, ir em eventos que não seria óbvio ir, ler livros diferentes, ter conversas com pessoas com pensamentos diferentes, ver documentários de assuntos diferentes. Se abrir a outros mundos, principalmente para ver as soluções criativas que as pessoas estão dando para os problemas. A terceira etapa é a imaginação, que é o combinado de ideias. A quarta etapa é output, que é colocar para fora. A palavra-chave é coragem. Porque se é novo, tem risco. Se tem risco, tem medo. Se tem medo, tem que ter coragem. Coragem de propor, de vender a ideia, de correr os riscos inerentes a tudo o que é novo. →

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› ENTREVISTA MURILO GUN

UM PENSAMENTO IMPORTANTE É QUE VOCÊ NÃO É O SEU TRABALHO. QUEM VOCÊ É SEM FALAR O QUE VOCÊ FAZ? O QUE QUE VOCÊ É? VOCÊ É UM ATIVO DE HABILIDADES, DE EXPERIÊNCIAS, DE RELACIONAMENTOS.

Fotos: © Marwan Mouatassim / Divulgação

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PararReviewMag / #17 / Julho 2019

PARAR - Como o curso "Reaprendizagem Criativa" auxilia na reinvenção de quem se vê sem chances no mercado de trabalho?

MG - O curso ajuda muitas pessoas porque abre possibilidades. As pessoas têm um problema de visão, elas não veem os caminhos e não ver os caminhos é um problema, que é não ver o todo, nem o todo seu, nem o todo de todas as oportunidades que existem. Pode faltar emprego, mas não falta trabalho a ser feito. Não faltam pesso-

as com necessidades, com dores, precisando de algum produto ou algum serviço. Existe muitas oportunidades no mundo, aí vem o lance de você se desbloquear. No curso “Reaprendizagem Criativa”, mapeamos nove bloqueios que acontecem na vida das pessoas e que é preciso eliminá-los para elas começarem a ver realmente quem são, o que elas têm, e quais as opções. De mente aberta, sem apegos.

PARAR - Qual pensamento é importante transformar a fim de se reinventar?

MG - Um pensamento importante é que você não é o seu trabalho. Quem você é sem falar o que você faz? O que que você é? Você é um ativo de habilidades, de experiências, de relacionamentos. A gente pensa que o ativo

é só dinheiro e conhecimento, mas também tem a vivência, as porradas da vida e a experiência que as pessoas não costumam ver também. O ativo relacionamentos é muito importante, mesmo os que você não lembra porque no momento não está acessando. Tem que colocar na mesa para ver o todo. Vontades, desejos e motivação intrínseca são ativos. Os seres humanos são por natureza criativos. Nascem com a imaginação e têm problemas para resolver. Podemos aplicar a ima-

ginação para resolver problemas, mas fomos educados e desestimulados ao longo da vida a sermos o contrário de criativos: sermos repetitivos, padronizados, pensar igual, repetir padrões e só pensar nas best practices, não nas next practices. Viramos repetidores de padrão, ou seja, nós nascemos criativos, desaprendemos, mas podemos reaprender.

PARAR - A mobilidade está em constante transformação, absorvendo inovações, repensando o valor do tempo em busca de melhorar a qualidade de vida. Qual a sua expectativa para a Welcome Tomorrow 2019? MG - Vai ser o primeiro evento da minha vida que, realmente, vai entregar de verdade uma grande experiência. Nós temos que viver o even-

to, andar mais ao invés de ficarmos sentados ouvindo coisas. Tem que ser uma experiência de vida e eu acho que a Welcome Tomorrow 2019 vai proporcionar isso: viver o futuro próximo, em todas suas camadas, com uma experiência de conexão. Espero contribuir ajudando a despertar a imaginação e a criatividade das pessoas na Vila da Imaginação. Gostaria muito de poder, sinceramente, conectar as pessoas certas. Essa é a minha grande vontade. ▚

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› VEÍCULOS ELÉTRICOS

A VEZ DOS ELÉTRICOS Apesar da frota ainda reduzida, é cada vez maior o interesse das pessoas, as opções de mercado e as soluções para uso de modais elétricos no Brasil

por BEATRIZ POZZOBON

Eles são as alternativas mais sustentáveis frente a uma frota que utiliza combustíveis fósseis para rodar. Os carros elétricos têm energia limpa, são bastante silenciosos e, raramente, necessitam de manutenção. Mesmo com tantos prós, eles ainda representam uma parcela ínfima da frota brasileira – apenas 0,007%, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O número reduzido de elétricos nas vias brasileiras – a frota total é de 103,38 milhões, sendo apenas 8.182 veículos elétricos – pode ser remetido a três principais fatores: preços elevados, escassa rede de carregamento e ao não incentivo governamental para o uso de energia renovável.

gundo o site da empresa francesa. O valor mais elevado é devido às baterias destes veículos, que por conta da produção escassa, ainda custam muito para serem fabricadas. Segundo Pedro Mendes, diretor de operações da JAC Motors, o preço mais elevado dos elétricos poderia ser compensado com políticas governamentais de incentivo ao uso de energia renovável – como já acontece nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Na Noruega, por exemplo, 22% dos veículos já são elétricos. “No Brasil, ainda estamos engatinhando quando se trata de consciência ecológica”, avalia Mendes. Mesmo assim, a JAC Motors aposta que os elétricos representam o futuro, tanto do mercado automotivo, como da mobilidade urbana. “Acreditamos muito nisso e estamos investindo no

Atualmente, o carro elétrico mais

produto, tanto que somos a única

barato do Brasil, comercializado por

montadora no Brasil a ter uma gama

grandes montadoras, é o Renault Zoe,

de veículos elétricos, e não somente

que custa a partir de R$ 149,9 mil, se-

um”, destaca o diretor. →

Fotos; © Divulgação

FUTURO DA MOBILIDADE URBANA PASSA PELOS VEÍCULOS ELÉTRICOS.


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

O (bom) exemplo do Paraná No Paraná, tramita na Assembleia Legislativa o projeto de lei do governo do Estado que pretende zerar o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) na compra de veículos elétricos. Hoje, a alíquota cobrada é de 3,5%. O projeto contempla ainda sugestão ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para tirar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a compra de carros elétricos. Também no Paraná está instalada a maior eletrovia do Brasil, com 730 quilômetros de extensão e 12 eletropostos, que faz a ligação entre Paranaguá e Foz do Iguaçu,

LEVA ENTRE MEIA E UMA HORA PARA CARREGAR

através da BR-277. As estações são de carga rápida - leva entre meia e uma hora para carregar 80% da bateria da maioria dos carros elétricos, modelos que rodam de 150 a 300 quilômetros a cada carga. Entretanto, apesar do bom exemplo, o Paraná também precisa aumentar o número de eletropostos, conforme cresce a demanda. Atualmente, são 18 eletropostos nas cidades e 12 na BR-277 (eletrovia). Apenas para fazer um comparativo, Portugal, com tamanho inferior ao Paraná, conta com 500 postos de recarga de energia.

80

%DA

BATERIA

DA MAIORIA DOS CARROS ELÉTRICOS, MODELOS QUE RODAM DE 150 A 300 KM A CADA CARGA.

*Com informações da Agência Estadual de Notícias

›› iEV40: o carro elétrico mais eficiente do mercado brasileiro

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90 –

HEADLINE

› VEÍCULOS ELÉTRICOS

A afirmação diz respeito ao lançamento da montadora, para o segundo semestre de 2019, de cinco produtos para o mercado brasileiro – inclusive, caminhonetes e caminhões. O mais esperado deles é, entretanto, o iEV40, uma SUV compacta, com vendas a partir de R$ 153,5 mil. Segundo Mendes, o iEV 40 é o carro elétrico mais eficiente do mercado brasileiro, consumindo 13 kWh a cada 100 quilômetros. “A economia para o consumidor final é enorme. Em 20 mil

quilômetros rodados, a economia vai ser de R$ 7,5 mil, quando comparada aos gastos de um carro à combustão”, argumenta.

APOSTA NOS ELÉTRICOS Quem também aposta nos veículos elétricos é a Hitech Eletric, empresa brasileira com sede em Pinhais (PR). Idealizada pelo engenheiro mecânico Rodrigo Contin, a marca comercializa carros e caminhões 100% elétricos por menos de R$ 100 mil. A proposta

atual da Hitech Eletric é voltada, principalmente, para empresas e o setor governamental, que são os chamados early-adopters deste mercado, ou seja, o público que, segundo Contin, está mais preparado para comprar veículos elétricos no Brasil. “A maior questão ainda é a de aceitação da população. Mas, se comparado à aceitação dos patinetes e bicicletas que estrearam no mercado recentemente, o resultado será um tremendo sucesso”, acredita.


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

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“A MAIOR QUESTÃO AINDA É A DE ACEITAÇÃO DA POPULAÇÃO." Rodrigo Contin, Engenheiro Mecânico idealizador da Hitech Eletric

Fotos; © Divulgação

Alternativa para inclusão social A brasileira Cicloway acredita que os modais elétricos podem atuar para inclusão social. E é o que defende Guilherme Hannud Filho, idealizador de novos negócios da empresa. “Alguém precisa agir em benefício de milhões de brasileiros que não têm condições de adquirir um automóvel ou até mesmo uma moto”, afirma. Dessa forma, a Cicloway produz e comercializa veículos elétricos para deslocamento de uma a até cinco pessoas, e também para transportes de carga de 80 a 800 quilos. Segundo o idealizador, o valor destes modais é de ¼ quando comparado a um veículo à combustão, e o custo operacional por quilômetro rodado chega a ser 15% do que é gasto por um veículo a diesel. São comercializados, por exemplo, patinetes, triciclos, os chamados tuk tuk elétricos, que transportam até cinco pessoas, com preços entre R$ 7mil e R$ 27 mil, além de motocicletas de

duas rodas, de três rodas e veículos especiais para coleta de resíduos. Com exceção das motocicletas, esses veículos percorrem em média de 25 a 45 km/h, uma velocidade considerada ideal para vias públicas. Uma novidade é o lançamento de 20 mil patinetes elétricos para o mercado brasileiro. O patinete deve ser utilizado, principalmente, para deslocamento individual, para fugir dos congestionamentos e em integração com outros modais de transporte, como estações de metrô e terminais de ônibus. Os patinetes também são destinados para jovens abaixo de 18 anos, uma população que já tem suas necessidades de deslocamento, apesar de não ter idade para tirar habilitação, e ainda, para pessoas que não têm condições de adquirir um veículo convencional. Há também aplicações na área de segurança e para entregas. Com relação à legislação, Hannud Filho afirma que o

uso dos patinetes nas vias públicas já é estabelecido pelo Conselho Nacional de Trânsito e, portanto, uma designação do governo federal e não dos municípios. O idealizador defende que não há porque estabelecer exigências específicas para os patinetes como, por exemplo, o uso de capacetes, quando não se exige o mesmo para utilizar bicicletas – que, segundo ele, atingem velocidades bem superiores aos 25 km/h dos patinetes. De qualquer forma, Hannud Filho reconhece que a introdução dos patinetes no Brasil, pelas empresas de compartilhamento, ocorreu de forma precipitada e sem o devido “aculturamento” do usuário. ▚

↓ SERVIÇO Para mais informações e aquisição de patinetes elétricas Cicloway & WTW, entre em contato com renata@wtwconference.com.br


TIPS & CASES

› PUBLIEDITORIAL

De mãos dadas com o gestor Um case real de como a terceirização de frota de uma grande empresa reduziu custos, otimizou o negócio e permitiu ao gestor da frota olhar para novas oportunidades estratégicas. por MARIANA LO TURCO

TEMPOS EM QUE TER UMA FROTA DE VEÍCULOS PRÓPRIOS ERA VISTO COMO POSITIVO CHEGARAM AO FIM. As empresas vão aumentar suas frotas em até 20% em 2020, mas não por meio da compra de veículos; 50,6% pretendem aderir a terceirização, segundo pesquisa feita pelo Observatório de Veículos de Empresas (OVE). Na Europa, a terceirização faz parte da realidade das frotas há décadas e em países como a Holanda, praticamente 100% da frota corporativa é terceirizada. E foi no continente europeu que surgiu a especialista em leasing operacional LeasePlan, líder global no segmento.

A LeasePlan sabe que a terceirização

Há dois anos como cliente da

contribui em vários aspectos com as

LeasePlan, a Cargill tem uma frota

pequenas, médias e as grandes em-

que atende as necessidades das 26

presas. “Carro parado na garagem é

filiais espalhadas pelo Brasil. “Nossos

um custo”, explica o superintendente

veículos precisam chegar até a pro-

comercial Cleber Kouyomdjian. Em-

dução, onde está o produtor” conta o

presas que adotam o leasing opera-

gerente de facilities. E essa demanda

cional podem reduzir em até 30% os

é levada em consideração no proces-

seus gastos, como por exemplo, com o

so da contratação, momento em que

benefício de PIS/CONFINS, otimização

são feitas “negociações específicas de

dos custos fixos e da manutenção pre-

acordo com as necessidades de cada

ventiva. O mercado vive períodos de

empresa”, explica Cleber. E foi na fase

instabilidade, e a economia com a fro-

de negociações, na visita técnica, que

ta é imprescindível já que “o acesso ao

o profissionalismo da LeasePlan fez

capital é difícil em momentos de crise”,

total diferença. “Neste momento co-

como pontua Cleber.

nhecemos todo o fluxo da empresa,

TERCEIRIZAÇÃO E LEASING NA PRÁTICA Foi enfrentando a crise de 2016 que a Cargill percebeu que algo tinha que mudar. A empresa de agrobusiness existe há mais de 50 anos no Brasil e, após um estudo de mais de 6 meses do perfil da empresa, da frota e suas necessidades, o gerente de facilities, Edrei Carrenho, enxergou que a Cargill precisava não só da terceirização dos veículos, mas também do leasing operacional. “Fomos obrigados a enxergar o mercado com outros olhos, e entender que a terceirização era uma

como a frota é gerenciada, comprada e documentada. Essa transparência foi decisiva para assinarmos com a LeasePlan!”, afirma Carrenho. Toda a assistência que a empresa de leasing oferece é personalizada, com profissionais especializados. Isto permite que o foco maior seja o core business da empresa e que a redução de custos da modalidade seja reinvestida na própria empresa. As manutenções em dia também são essenciais para a segurança dos condutores, que é prioridade tanto na Cargill quanto na LeasePlan. “Não dá para aceitar 10% de acidentes,

oportunidade de focar na empresa”,

o foco deve ser 0%” reforça Cleber

comenta Carrenho.

Kouyomdjian. Outra forma que a em-


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

Gerente de facilities da Cargil

›› CLEBER KOUYOMDJIAN O superintendente comercial da Leaseplan

condutor está sem fazer paradas, velocidade do veículo e até pode identificar quem o está conduzindo. Esses dados ajudam o gestor de frota na tomada de decisões, além de contribuir para que um bom condutor seja reconhecido pelo seu desempenho ao volante. O próximo passo que a Cargill pretende dar é, justamente, implantar a telemetria, para conseguir otimizar suas operações. “A mudança é gradativa e a meta é sempre buscar o melhor”, conclui Edrei Carrenho. ▚

50,6%

DAS EMPRESAS PRETENDEM ADERIR A TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS ATÉ 2020.

Fotos: © Divulgação / freepik

›› EDREI CARRENHO

presa contribui para a segurança dos colaboradores de seus clientes é por meio do programa Condução Preventiva. São diversas dicas personalizadas para o condutor em forma de vídeo, posts nas redes sociais, ações e e-mails que estão sendo implementados. Para traçar o funcionamento da frota, o investimento da LeasePlan é em tecnologia. A telemetria, por exemplo, é uma grande aliada das empresas, já que o sistema oferece informações como o tempo que o

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› ARTIGO DR. DIRCEU RODRIGUES ALVES JR.

Cenário da

AGONIA no trânsito

A IRRITABILIDADE É O PRIMEIRO SINTOMA MANIFESTO E É QUASE SEMPRE UMA RESPOSTA EXCESSIVA A ESSE ESTÍMULO DE ANSIEDADE NO TRÂNSITO. É na realidade uma resposta dos sentimentos do indivíduo. Manifesta-se com maior ou menor intensidade dependendo da formação, caráter, personalidade e uma série de outros fatores. O aumento do potencial elétrico nas pessoas pode ocasionar perturbações nas funções dos neurotransmissores. Sabemos que torres de celular, antenas de TV e altos níveis de poluição eletromagnética na atmosfera provocam aumento do potencial bioelétrico, que é capaz de provocar alterações nas ligações neuronais e baixa produção

de serotonina. Esta substância é, além de sedativa, calmante, e capaz de elevar o humor e produzir sensação de bem-estar, conforto. Na lentidão e no engarrafamento do trânsito com estresse e desvitalização bioenergética, perde-se o controle dos impulsos, ocorre queda da serotonina que por sua vez reduz os neurotransmissores controladores do comportamento explosivo (“diz-se que o indivíduo está com pavio curto”). Outros fatores psicológicos e psiquiátricos como compulsão, depressão, ansiedade, problemas afetivos, agressividade têm baixa produção da serotonina. E é essa serotonina elevada que nos mantém alegres, bem-humorados, tolerantes e em equilíbrio. É na realidade um dos mais importantes neurotransmissores. A perda do controle significa que o nível de serotonina está baixo, podemos aí reagir com distúrbios de com-

portamento dependendo daqueles fatores psicológicos e psiquiátricos e outros fatores pessoais. Podemos chegar à impulsividade, agressividade e a violência verbal, gestual e física o que, aliás, é hoje muito comum no nosso trânsito. O distúrbio de comportamento pode manifestar-se também com negligência e imprudência como produto da agressividade. Tudo isso, causa no motorista envolvido nesse trânsito louco dos grandes centros, dano físico, “psicológico e social”. Doenças primárias afloram, o potencial orgânico fragiliza-se e surgem sinais, sintomas e doenças. A inalação dos poluentes produzidos pela queima de combustível, a condição climática e muitos outros fatores são desencadeantes. Nos portadores de um perfil potencialmente psiquiátrico, os surtos patológicos afloram e podem agravar-se. É uma das causas do “Road Rage” (fúria no trânsito).

Fotos: © Divulgação / Shutterstock

Engarrafamento e lentidão no de trânsito levam a perda da liberdade, gera insatisfação, distúrbio comportamental e até doenças.


PararReviewMag / #17 / Julho 2019

OUTROS SINAIS E SINTOMAS PODEM SER PERCEBIDOS COMO:

OS QUE MAIS SOFREM SÃO AS PESSOAS TENSAS, APRESSADAS E ANSIOSAS. O QUÊ FAZER?

▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪

▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪

Taquicardia (batimento cardíaco acelerado) Taquipneia (frequência respiratória aumentada) Extrassístoles (batimento cardíaco irregular) Elevação da pressão arterial Dor no estômago Enjoo Extremidades frias Transpiração (suor)

Lembre-se que todos que estão no trânsito são parceiros de infortúnio e não inimigos. O auto-estímulo, bem como o estímulo de cada um que se encontra na lentidão ou no engarrafamento seja com um sinal positivo, com uma palavra de conforto, com uma simples brincadeira serão cer-

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Buscar permanentemente o equilíbrio Não buscar explicações para o problema Relaxe Coloque música ambiente Sente-se confortavelmente Faça um alongamento Mantenha o bom humor Converse com o passageiro ou o parceiro de infortúnio Troque gentilezas Coloque uma coisa doce na boca

tamente agentes atenuantes do desgaste físico, mental e social que todos estão vivendo. Uma conversa, uma brincadeira, pode aumentar a produção da serotonina o que faz sairmos daquela realidade para momentos felizes como quando nos ocupamos com outra atividade de lazer. ▚

›› DR. DIRCEU RODRIGUES ALVES JR. Diretor da ABRAMET Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

www.abramet.org.br dirceurodrigues@abramet.org.br dirceu.rodrigues5@terra.com.br


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#GESTORESCONECTADOS

PararReviewMag / #17 / Julho 2019

ASSUNTOS MAIS DEBATIDOS PELOS GESTORES DE FROTA

TOP

Trezentos gestores de frota de todo o Brasil estão trocando informações, experiências e pesquisas em um grupo no Telegram, criado exclusivamente para fomentar o debate sobre os desafios encontrados no dia a dia da atividade. A cada edição, trazemos uma lista com os 4 temas que geram mais dúvidas, comentários e discussões no grupo. Confira os destaques:

1.

Mudanças na pontuação da CNH

2.

Mudanças nos processos de multa e a obrigatoriedade de itens de segurança

3.

Como as empresas gerenciam condutores, suas multas e a pontuação na CNH

4.

Recolhimento de notas para recuperação de impostos

↓ CONHEÇA QUEM SÃO OS GESTORES MAIS PARTICIPATIVOS:

FELIPE REIS ALMEIDA

MARIA DAS DORES

MICHELE MORAES Hypera Pharma

Sistema FIERGS

Basic Elevadores

GERBSON ALMEIDA

ALINE DOS SANTOS

YARA AMARAL

PABLO MARTINS

DARLENE DO AMARAL

MS Servicos

Ale Combustiveis

Raizen

Q UE R PA RTICIPAR DO G R U P O DOS G E STORE S DE F R OTA?

Fertiláqua

LAURA SCHUCH

Cia. Siderúrgica Nacional

» Envie um email para atendimento@institutoparar.com.br

LUAN GONÇALES

Em recolocação

Fotos: Arquivo Pessoal

Grupo GR


Levante sua bandeira. Pessoas com propósito são mais felizes. Empresas também. Clientes percebem mais valor em marcas que entregam algo relevante. Colaboradores vestem a camisa da sua empresa à medida que eles entendem que trabalham por algo muito maior do que dinheiro. É isso! Existe uma grandeza que vai além do seu business, algo que você precisa levantar, gritar, exibir como um valor inegociável, intangível. Você já descobriu? Somos uma agência que, através da comunicação, tem ajudado marcas de alta performance a descobrirem o propósito do seu negócio. Vamos descobrir essa jornada juntos?

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GESTOR COM HUMOR

› DORINHO BASTOS


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Revista PARAR Review - Edição 17  

Revista PARAR Review - Edição 17  

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