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CARTA DO BISPO DIOCESANO

JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA 2015 - 2016

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Diocese de Patos

DOM ERALDO BISPO DA SILVA


Aos Presbíteros e Diáconos, Religiosos, Religiosas e Seminaristas, aos Agentes das pastorais e movimentos, e novas Comunidades, e aos demais membros do Povo de Deus desta Diocese de Patos, Saudações em nome do Deus Rico em Misericórdia! Venho manifestar minha grande alegria de acolher em nossa Igreja Diocesana o Ano Santo da Misericórdia anunciado pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Em Comunhão Apostólica com o Bispo de Roma e com todos os Bispos, alegro-me ao presidir em nossa Diocese esta oportunidade de Profissão da Fé no Deus da Misericórdia, Deus da Reconciliação e do Amor. Com renovada esperança, desejo motivar, orientar e caminhar junto a todos os diocesanos para um eficaz aproveitamento desta ocasião nas famílias, comunidades, paróquias, pastorais, movimentos e serviços, lugares privilegiados para uma experiência com Jesus, o rosto da misericórdia (Misericordiae Vultus). De maneira especial, quero unir-me cada vez mais aos nossos presbíteros no desejo de nos aperfeiçoar como Ministros da Misericórdia e exemplos de vivência da mesma em nossas relações e atividades de pastores. Na Bula Papal para este jubileu podemos destacar alguns pontos que servirão de referência espiritual para este período da nossa vida eclesial e humana: Jesus Cristo é o rosto da Misericórdia do Pai; Precisamos sempre contemplar o Mistério da Misericórdia;


Somos chamados a fixar o olhar na Misericórdia; Deus é paciente e Misericordioso; É próprio de Deus usar a Misericórdia; A Missão da Igreja é ser misericordiosa como o Pai é misericordioso (Sede misericordiosos!). Estes pensamentos nortearão a nossa prática como comunidade de discípulos de Jesus: a nossa ação pastoral, a nossa vivência familiar, as nossas relações sociais nos diversos contextos da realidade atual. Que todo o nosso ser e agir, pouco por vez, se torne reflexo do semblante misericordioso de Deus. São muitos os rostos desfigurados que clamam insistentemente: “Senhor, tende Misericórdia de mim!...”. Não podemos deixar nem querer que esta voz se cale, mas, devemos ser o seu eco, facilitando seu acesso ao poço da Misericórdia que cura, liberta da exclusão e refaz a imagem do próprio Deus, imagem desfigurada pela cultura da morte e da destruição da vida. Somos convidados a redescobrir as “obras de misericórdia corporais: dar comida aos famintos, dar de beber aos que têm sede, vestir os nus, acolher o estrangeiro, assistir aos doentes, visitar os presos, sepultar os mortos. E não nos esqueçamos das obras de misericórdia espirituais: aconselhar os duvidosos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as injustiças, rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos” (Misericordiae Vultus - Papa Francisco). Caríssimos diocesanos, a realidade em que vivemos exige de nós, discípulos de Jesus, uma prática mais concreta do seu agir misericordioso, vendo em cada rosto sofredor um templo de Deus explorado e marginalizado. Com a força do Espírito Santo poderemos lutar contra tudo que ameaça


e torna a vida tão difícil. Quero recordar os rostos das mulheres violentadas e exploradas, as crianças e adolescentes vítimas da droga e dos esquemas de violência, o crescente processo de extermínio da juventude, a exploração da natureza como meio de lucros descontrolados, todos os pobres que são vítimas de esquemas de corrupção. Ouviremos de Jesus a palavra confortadora: “Vinde benditos de meu Pai... todas as vezes que socorrestes um desses pequeninos foi a mim que o fizestes”. Reforço para todos o convite do Santo Padre à luz do Evangelho: “Sede misericordiosos!”. Desejo que a Diocese de Patos, com suas pastorais, seus vários serviços, seu clero, suas organizações, a multidão de leigos e leigas engajados na sociedade, enfim, desejo que toda nossa Igreja Diocesana se torne, neste Ano Santo, de modo especial, profundo, concreto e permanente, uma Igreja com o rosto da bondade e da compaixão de Deus para todos. Aos irmãos presbíteros recomendo um crescente esforço e uma criativa acolhida por meio do Sacramento da Reconciliação que certamente será buscado com maior frequência e intensidade pelos fiéis sedentos do perdão e da misericórdia. Lembro que primeiramente nós, presbíteros e Bispo, devemos testemunhar com a nossa vida a fé e a certeza de que neste Sacramento somos todos regenerados e fortalecidos pela mão de Deus que sempre nos alcança e nunca se cansa de nos levantar de nossas quedas, de nossas fraquezas. Portanto, a nossa missão será sempre de anunciar com palavras, atitudes e gestos concretos (Testemunho) que Deus é rico em misericórdia e não quer que se perca nenhum de seus filhos, nenhuma de suas filhas. Comunico a todos que no dia 16 de dezembro será aberta a Porta da Misericórdia em nossa Igreja Catedral e, posteriormente, em várias Igrejas da Diocese serão abertas outras portas como possibilidades de maior aproveitamento espiritual para os nossos fiéis em todas as regiões da nossa Igreja Local.


As Portas Santas nos atrairão para uma intensa vida espiritual de peregrinação, oração, reconciliação e uma profunda transformação do coração. O próprio Deus mudará o coração de pedra num coração de carne, isto é, um coração misericordioso e compassivo. Eis a programação das datas para abertura da Porta Santa em cada Igreja determinada pelo Bispo Diocesano para o período jubilar que será concluído na Solenidade de Cristo Rei do ano de 2016: 16/12/2015 - Igreja Catedral de Nossa Senhora da Guia 2. 26/12/2015 - Forania do Sabugi – Igreja Matriz de Santa Luzia 3. 28/12/2015 - Forania de Malta – Igreja Matriz da Imaculada Conceição em Malta 4. 29/12/2015 - Forania de Princesa: Igreja Matriz N. Sra. do Bom Conselho em Princesa Isabel 5. 30/12/2015 - Forania do Cariri – Igreja Matriz de N. Sra. Da Conceição em Taperoá 6. 02/01/2016 - Forania de Teixeira – Igreja Matriz de Santa Maria Madalena em Teixeira 7. 03/01/2016 - Forania do Piancó – Igreja Matriz de Santo Antônio em Piancó 1.

Somos Povo que caminha, Igreja peregrina. Esta deverá ser a marca forte do Ano Santo nos diversos lugares aos quais acorreremos na busca de Deus que é rico em Misericórdia. Esta nos transformará arrancando o coração de pedra e dando-nos um novo coração onde pulsará a compaixão para com todos.


Como nos diz o Santo Padre: “Este é um momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de deixar tocar o coração; é o momento de ouvir o pranto das pessoas inocentes, espoliadas dos bens, da dignidade, dos afetos, da própria vida”. O Jubileu nos beneficia, inclusive, com a generosa concessão das indulgências. Estas, no Ano Santo da Misericórdia, adquirem uma relevância particular. O perdão de Deus para os nossos pecados não conhece limites. • A Celebração para Abertura da Porta Santa será presidida pelo Bispo Diocesano ou por um Presbítero por ele delegado. • As atividades nas Paróquias e Foranias não excluem alguma atividade na Igreja Catedral (Igreja Mãe da Diocese). • O Vigário Forâneo e os demais Párocos fomentem atividades de grupos, de pastorais e movimentos como peregrinações, espiritualidades, visitas específicas em diversas oportunidades na Igreja onde está a Porta Santa do Jubileu. Peço pela intercessão da Sempre Virgem Maria, a Mãe da Divina Misericórdia, que este Ano Santo nos enriqueça com as Bênçãos de Deus. Com especial Bênção Apostólica para toda a Diocese de Patos em comunhão com o Santo Padre, o Papa Francisco, In Nomne Domini Iesus, Misericordiae Vultus! Cúria Diocesana de Patos-PB, Abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, aos 16 de Dezembro de 2015. Dom Eraldo Bispo da Silva Bispo Diocesano de Patos


Diocese de Patos

Oração do Papa pelo Jubileu da Misericórdia Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos. O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido. Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua omnipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória. Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus. Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista. Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém. www.diocesedepatospb.org.br

Carta sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia