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VENDAS EM ALTA E NOVOS MOTORES MANTÊM OTIMISMO DA SCANIA www.ocarreteiro.com.br

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

SAFRA DE GRÃOS

Combustível consome lucro do frete e ocupa posição de vilão na vida de carreteiros que esperam faturar um pouco mais na safra

ENTRE DUAS CATEGORIAS VW Delivery 11.180 atende operações destinadas a caminhões leves e médios

BOM DE MERCADO Características técnicas garantem sucesso do Cargo 816 no segmento de 8 T

ANO 47 • Nº 517 • R$ 8,00

FIM DO TÚNEL Produção e vendas em crescimento sinalizam novos tempos na Volvo


EDITORIAL

SALVE A SAFRA

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omo acontece há muito tempo, a produção agrícola tem sido um item de grande importância para ajudar a manter a economia do País. Isso porque gera divisas, alimentos, empregos, cargas e fretes, além de uma série de benefícios que chegam à sociedade de modo geral. A colheita de grãos (soja, milho e arroz) ainda é a que causa atração em maior número de motoristas de caminhão. No passado, a expectativa do autônomo em torno do movimento gerado pela safra era maior, decorrente do faturamento obtido. Em certos casos havia até a oportunidade de ele conseguir trocar o caminhão e seguir feliz na profissão até a próxima temporada. Por conta disso, a migração de profissionais de outros Estados, com seus caminhões, para regiões de colheita, era caminho natural em busca do melhor frete. A receita era entrar na ciranda do vira-vira, carrega, transporta, descarrega e retorna para uma nova viagem. Hoje, embora seja a safra de grãos ainda um bom negócio para o autônomo, seu foi reduzido na atividade. Pior ainda para amadores, porque transporte rodoviário de carga que dá lucro é coisa para profissional. Isso muito autônomo já aprendeu e pratica, através de anos na labuta. E nessa ciranda do transporte de grãos, ter um caminhão eficiente passou a ser fundamental para se ter lucro, além de saber operar o negócio e calcular todos os custos na ponta do lápis. Não é por acaso que os frotistas primam por operar com equipamentos mais novos, fato que leva os fabricantes de caminhões a disputarem de modo acirrado pedidos de seus produtos por parte dos transportadores. É nesse cenário que o autônomo tem de fazer sua mágica para sobreviver no setor, onde os custos não perdoam, sendo o óleo diesel o mais criticado. Como disse um carreteiro que está puxando soja em Mato Grosso, até daria para sobreviver com frete um pouco mais baixo, mas as seguidas altas do óleo diesel, mais a manutenção do caminhão, inviabilizam a operação. E no caso do combustível, quando o motorista reclama do preço - ele é apenas um dos primeiros a sentir o impacto do custo - cabe lembrar que essa conta vai bater no bolso da maioria dos brasileiros. Se o preço sobe ele logo sente e paga, bem diferente de quando ele escuta dizer que baixou. Seja no transporte de produtos da safra ou de qualquer outro tipo de carga, em qualquer parte do Brasil ou do mundo, hoje há uma grande corrida para reduzir o consumo e os custos com combustível. Por isso que se tem ouvido falar em caminhão elétrico, principalmente, e outras formas de energia motora para o setor de transporte. E a safra, esta provavelmente será cada vez maior com o advento das novas tecnologias. Quem sobreviver verá. João Geraldo Editor


SUMÁRIO

REVISTA DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho

14 SAFRA DE GRÃOS

Os valores pagos nesta safra pelo transporte da tonelada de grãos no Estado do Mato Grosso - região que concentra a maior produção de soja do País - não estão cobrindo os custos da operação. Motoristas explicam que o problema maior está no preço combustível, porque as constantes alta de preço do litro do diesel têm consumido o lucro do frete. A situação é mais acentuada para os autônomos, profissionais que têm de arcar com as próprias despesas

20 UM LEVE DE PESO

Há mais de 20 anos no mercado, o Ford Cargo 816, caminhão leve com PBT de 8.250 kg, se destaca como um dos modelos mais vendidos em sua categoria. Parte do sucesso se deve às suas características técnicas, entre as quais se destacam a eficiência do trem de força, o equilibrado conjunto formado pelo motor de 162cv e a boa sincronia entre a caixa de marchas e o eixo motriz

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REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Andrea Ramos, Daniela Giopato e Diogo Mendes ARTE arte@ggmidia.com.br Editor de Arte Pedro Hiraoka Anna Júlia Russo DIGITAL Mariana Teruya Eduardo Arpassy Gil Santos COMERCIAL Nilcéia Rocha REPRESENTANTES Eurico Alves de Assis José Antonio Fernandes ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI Ltda. ME DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Rute Rollo Juliana Vieira Ricardo Lúcio Martins Ubiratan Alves Ferreira ASSINATURA assinatura@ggmidia.com.br (11) 5035-0000 PROMOÇÃO promocao@ggmidia.com.br Assinatura para 6 edições: R$ 48,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº517 - Abril/2018

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora Tiragem desta edição verificada por PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder. Distribuição Nacional pela Dinap Distribuidora Nacional de Publicações Ltda. Distribuição Gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.


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O descarte inadequado de óleo lubrificante (usado ou contaminado) e de sua embalagem, provoca danos à população e ao meio ambiente, podendo contaminar água e solo. O óleo usado e as embalagens são recicláveis. Entregue-os em um posto de serviço ou de coleta autorizada, conforme resolução CONAMA nº 362/2005 e suas alterações vigentes. Para mais informações sobre a classificação API CK-4, consulte www.api.org e o seu concessionário.

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BOLETIM DE PNEUS

ALINHAMENTO REQUER CONHECIMENTO TÉCNICO

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a hora de alinhar uma suspensão moderna? O que tem sido feito por aí? Temos visto barbaridades no que diz respeito ao serviço de alinhamento em nos centros de caminhões instalados no Brasil. Os veículos mais modernos contam com suspensões e novos sistemas que demandam um equipamento de alinhamento atual e com um banco de dados capacitado a atender todos os veículos comercializados no País. Os problemas começam pelas instalações físicas dos atuais centros automotivos. Os novos aparelhos CCD, robotizados ou 3D (veículos de passeio) requerem instalações à altura de sua tecnologia. Rampas ou valas niveladas, pratos orbitais decentes e plataformas traseiras funcionando direito - entre outras observações interferem diretamente na qualidade do serviço executado. Outro item a ser observado é a operação dos modernos equipamentos de alinhamento. Por medo, ao invés de tentar aprender a operar esse tipo de equipamento, muitos alinhadores preferem criticar a modernidade. Em nossas andanças pelo Brasil, temos observado constantemente esse medo do Esse medo do novo. Mesmo com boa vontade, muitos

alinhadores não seguem as instruções dadas pelos fabricantes ao operar esses modernos equipamentos. E ao inverter a ordem de um processo de alinhamento, todo resultado pode ser comprometido. As composições de caminhões, não importando quantos eixos possui, precisam ser diagnosticadas e alinhadas (se for o caso) em sua totalidade. Qualquer eixo, não importando sua posição no conjunto, precisa ser verificado. Só assim se pode ter a certeza de conjunto cavalo mecânico/semirreboques alinhados. Quanto mais moderno e desenvolvido for o veículo, mais tecnologia é necessária para fazer qualquer tipo de manutenção em suspensões e sistemas de direção. Procure sempre saber o estado e origem dos equipamentos que estão sendo utilizados para fazer o serviço de alinhamento no seu veículo. Equipamentos muito simples e imprecisos, com certeza não conseguirão executar um serviço de boa qualidade, bem como o profissional que opera esses equipamentos tem de ter uma boa noção de geometria veicular, saber operar bem o equipamento e ter boas noções de mecânica para fazer a correção dos possíveis itens fora de especificação.

Esse boletim é redigido por Guilherme Junqueira Franco que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com. www.ocarreteiro.com.br

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DICA FEDERAL

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INFRAÇÕES E SEGURANÇA

onforme dados da Polícia Rodoviária Federal, de um modo geral as infrações de trânsito cometidas pelos veículos de carga seguem a tendência daquelas cometidas por outros tipos de veículos que transitam pelas rodovias. E no que se refere à infrações de trânsito, o excesso de velocidade foi a mais cometida no ano de 2017, sendo que a maioria dos infratores estava até 20% acima da velocidade máxima permitida. Em seguida vem as infrações por deixar de acender os faróis em rodovias durante o dia, conduzir veículo sem equipamento obrigatório ou com equipamento em desacordo, conduzir o veículo em mau estado de conservação e ainda a falta de uso do cinto de segurança. O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes nas rodovias federais em todo o País. É também o grande responsável pela ocorrência de muitos acidentes graves, aqueles que geralmente resultam em mortes ou vítima com ferimentos graves, gerando danos irreparáveis para as famílias - que perdem seus entes queridos - e um alto custo social, uma vez que impacta o sistema público de saúde e a previdência social. Trata-se de uma questão de comportamento, pois se o motorista escolher por trafegar respeitando a sinalização da via e os limites de velocidade, certamente

evitará ser multado e terá reduzida a chance de se envolver em acidentes graves. O uso do farol aceso durante o dia nas rodovias torna o veículo mais visível para outros motoristas e também para pedestres e ciclistas, contribuindo assim para redução de acidentes. Uma alternativa é o motorista colocar um lembrete em algum local do veículo para não esquecer de acender os faróis, evitando ser autuado e contribuindo para um trânsito mais seguro. Falta de equipamento obrigatório no veículo, ou em desacordo com as exigências legais, mais a falta de manutenção, também são fatores que podem contribuir para um risco maior de acidentes e maior tempo de deslocamento. O veículo pode sofrer uma pane e ficar parado até que o reparo seja feito. São fatores que estão ligados diretamente à segurança nas estradas e, consequentemente, também dos ocupantes. O uso do cinto de segurança, por sua vez, ainda é uma infração recorrente, apesar das campanhas e da fiscalização, fator que pode determinar a gravidade de lesões e até causar morte dependendo do acidente. Observa-se que se o condutor mudar seu comportamento, obedecer as leis de trânsito e a sinalização da via, não correrá o risco de ser multado e contribuirá para um trânsito mais seguro. www.ocarreteiro.com.br

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MÊS PARA CELEBRAR, MAS TAMBÉM PARA DENUNCIAR

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8 de Março é uma data internacional que celebra a luta pelos direitos das mulheres. Mas, embora as mulheres tenham muitas conquistas a serem celebradas nos últimos anos, seguem convivendo com situações inaceitáveis. Ser mulher hoje, infelizmente, ainda significa estar exposta a diversas violações dos direitos humanos, como por exemplo ser a principal vítima da exploração sexual, desde a infância. O Brasil ocupa atualmente um dos primeiros lugares no ranking internacional de exploração sexual de crianças e adolescentes. Entre 2012 e 2016, foram registrados mais de 39 mil casos em que jovens foram submetidos a práticas sexuais com intenção de lucro ou troca de favores. Muitos deles nas estradas. Segundo dados do Disque 100 e do Sistema Único de Saúde (SUS), aproximadamente 70% dos casos estão relacionados a meninas. E, de acordo com a Polícia Federal Rodoviária, há quase dois mil pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, espalhados pelas rodovias do País. Durante o mês de março, além

de celebrar as conquistas, também se faz necessário unir forças para que os direitos das mulheres e meninas continuem em progresso. Nesse ponto, carreteiros de todo o Brasil podem ser, além profissionais de grande importancia para o crescimento econômico do País, são verdadeiros agentes de transformação dessa realidade. Denunciar a exploração sexual de crianças e adolescentes, muitas vezes escondida nas estradas, é um ato de proteção às nossas meninas. É também pautada no esforço de promover uma infância e juventude livre de traumas, que a Childhood Brasil, desde 2006, atua com o Programa Na Mão Certa. Vamos fazer disso uma corrente do bem, conscientizando mais e mais motoristas sobre as implicações geradas pela exploração sexual de crianças e adolescentes. Graves marcas na vida adulta podem ser evitadas através de ações que comovam aqueles que circulam por onde a exploração sexual acontece. Uma simples denúncia, estimulada por olhar atento e consciente, pode salvar nossas futuras grandes mulheres.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br

66 O CARRETEIRO


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