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MOTORISTAS: A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO PARA SER MAIS EFICIENTE www.ocarreteiro.com.br

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

CAMPEÕES DE PREFERÊNCIA Valor de revenda e características técnicas são itens que destacam modelos no mercado de caminhões

ANO 47 • Nº 516 • R$ 8,00

RODOVIAS

Duplicação de pista em serra na BR-116 livra motoristas de um dos mais perigosos trechos de estrada do Brasil


Quando o assunto é transmissão, a ZF tem a solução ideal para todos os segmentos de caminhões, pick-ups e ônibus, seja ela manual, automática ou automatizada. Com muita tecnologia embarcada e qualidade reconhecida por seus clientes, os produtos ZF estão em constante evolução e têm a inovação como principal destino. Aguardem, mais novidades vêm por aí!

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EDITORIAL

AUTÔNOMO E RENOVAÇÃO

A

indústria automotiva segue com grande determinação rumo às novas tecnologias para tornar os veículos comerciais cada vez mais seguros e livres do combustível fóssil. E, do mesmo modo, trabalha para tornar cada dia mais presente no setor de transporte os sistemas de segurança, conectividade, direção autônoma e outros avanços. Enquanto isso, aqui no Brasil boa parte da frota opera com baixa eficiência em razão da idade, poluindo e gastando mais. Tem profissional rodando com caminhão fabricado 30 anos atrás, ou até mais, que sonha trocá-lo por um modelo ao menos 10 anos mais novo. E muitos donos de caminhões com 10 anos de idade, ou pouco mais, esperam substituilos por outros menos rodados, num modelo de renovação em que o zero quilômetro fica apenas na imaginação. Há décadas esses profissionais convivem com a expectativa de trabalhar com um 'bruto' mais moderno, mas acabam sempre ficando na mesma condição, anos após anos. Embora seja comum ouvir dizer por aí que um dos maiores problemas para o autônomo trocar o veículo está na aprovação do crédito, é preciso identificar o perfil e nível de organização desse profissional, porque apesar de ser em ritmo lento, o carreteiro está mudando, procurando se atualizar para melhorar sua condição e imagem. Infelizmente esse movimento não tem ocorrido, por exemplo, quando se trata da criação de um programa de renovação de frota. Fala-se nisso há décadas, mas na prática o assunto não avança, embora não tenham faltado iniciativas. Em 2016, por exemplo, uma proposta elaborada por 19 entidades do setor industrial - entre elas Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) - foi entregue ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Era uma versão revisada de outra proposta entregue ao governo em 2013 abordando também questões de ganho ambiental, industrial e econômico. Como se vê, até agora nada aconteceu. Não falta quem acredite que um programa com sucateamento que viesse a incentivar a renovação poderia tirar de circulação, eliminar, desmontar ou reciclar muitos veículos. Seria um bom começo. Mas ao que parece, quem está se renovando e se reinventando é o motorista autônomo, para se manter no mercado. Enquanto isso, a cada ano os caminhões novos empurram os mais velhos para atividades consideradas secundárias. João Geraldo Editor


SUMÁRIO 18 TREINAMENTO

Falta de tempo e de dinheiro são as principais explicações de motoristas que não passam por treinamento e atualização na profissão. Também entra na lista o desinteresse de empresas de transporte em tornar seus colaboradores mais capacitados e eficientes

REVISTA DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Andrea Ramos, Daniela Giopato e Diogo Mendes ARTE arte@ggmidia.com.br Editor de Arte Pedro Hiraoka Anna Júlia Russo DIGITAL Mariana Teruya Eduardo Arpassy Gil Santos COMERCIAL Nilcéia Rocha REPRESENTANTES Eurico Alves de Assis José Antonio Fernandes ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI Ltda. ME

28MERCADO

Os caminhões leves, médios, semipesados e pesados que mais se destacaram na preferência dos transportadores em 2016. A opção por esse ou aquele veículo tem como pontos de destaque o valor de revenda, força da marca e características de cada modelo

VEJA TAMBÉM

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colocam fim a trecho perigoso de BR Com duplicação, motoristas rodam mais tranquilos na Serra do Cafezal Carreteiros falam das diferentes condições das estradas do Mercosul Caminhões Iveco se destacam no maior rali fora de estrada do mundo

SEÇÕES

6 Notícias 46 Boletim de pneus 47 Dica Federal

ASSINATURA assinatura@ggmidia.com.br (11) 5035-0000 PROMOÇÃO promocao@ggmidia.com.br Assinatura para 6 edições: R$ 48,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº516 - Fevereiro/Março 2018

08 Túneis, pontes, viadutos e duplicação 12

DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Rute Rollo Juliana Vieira Ricardo Lúcio Martins Ubiratan Alves Ferreira

49 Classificados 58 Tabelas 66 Na Mão Certa

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora. Tiragem desta edição verificada por PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder. Distribuição Nacional pela Dinap Distribuidora Nacional de Publicações Ltda. Distribuição Gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.


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BOLETIM DE PNEUS

DESAFIOS DA OPERAÇÃO

U

m novo ano começa, as esperanças se renovam, mas os desafios também acompanham essa renovação. Tivemos no final do ano mais uma edição da Fenatran, onde muito se falou de melhorias na área econômica e aconsequente reação no setor de transportes. Esse assunto foi quase unânime entre presidentes de empresas ligadas ao ramo de transportes. Na prática, no dia-a-dia, continuamos vendo a dificuldade pela qual passa o setor de transportes. Os problemas continuam praticamente os mesmos. Mas nosso tema aqui é tornar a operação de transporte mais rentável, divulgando informações que ajudam o carreteiro autônomo, agregado ou frotista a se manterem no mercado, gerando emprego e tornando a empresa ou o negócio rentável. Sabemos que hoje em dia um item importante a prestar atenção é no controle dos custos operacionais do transporte, o qual é determinante para o sucesso ou fracasso de qualquer empresa ou operação desse ramo. Os pneus de um caminhão ou ônibus representam uma boa parcela desses custos, chegando em certos casos a ser o terceiro colocado na planilha de custos. Isso tem de ser muito bem controlado, inclusive para situações quando se tem custos menores, se consiga melhores condições na hora de concorrer a um bom frete. A montagem de um departamen-

to exclusivo para cuidar de pneus dentro de uma empresa tem seus custos pagos pela própria economia que o departamento gera, permitindo escolher melhor os fornecedores de pneus e reformas, bem como evitando roubos, pois os pneus estarão sempre monitorados. Há anos já existem, inclusive, pneus com um chip vulcanizado em seu interior para sistemas mais complexos de monitoramento. No caso de motoristas autônomos, um bom controle, mesmo feito em cadernos, ajuda muito na hora de comprar pneus novos, pois há uma visão mais apurada de qual é a melhor marca de pneu e de recapagem. A regra mais simples é controlar o custo do pneu por quilômetro rodado, desde o início de sua vida. Isso inlcui as reformas e consertos, até virar sucata. Tudo deve ser acrescido ao valor do pneu durante sua vida útil. Dividindo-se total do custo pela quilometragem que ele rodou obtêm-se o custo por quilômetro rodado, ou CPQ (custo por quilômetro). É nesse valor que a atenção deve ser focada, pois o desafio é reduzi-lo. Existem no mercado softwares específicos para controle dos pneus e até programas de controle total de toda operação da frota. Mas como foi dito anteriormente, até num caderno é possível controlar o custo por quilômetro rodado. Basta seguir a orientação dada acima. Os desafios sempre existirão e devem ser encarados e resolvidos.

Esse boletim é redigido por Guilherme Junqueira Franco que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com.

46 O CARRETEIRO


DICA FEDERAL

AMARRAÇÃO DE CARGAS SEM CORDAS

S

e há uma coisa que os caminhoneiros mais experientes sabem fazer bem são os nós de amarração para a carga. Se pararmos para olhar com calma, numa única amarração de carga encontramos diversos tipos de nós, cada um com uma finalidade específica. Nós de ancoragem, de tração e de emenda são exemplos desta verdadeira arte que vai passando de uma geração para outra de motoristas. Ocorre que, mesmo quando a amarração da carga é muito bem-feita com corda, a ausência de ferramentas mais específicas para a execução desasa tarefa faz com que, muitas vezes, a tensão sobre a carga não seja suficiente para impedir sua movimentação. Conforme o peso e a distribuição dessa carga sobre a carroceria pode provocar acidentes que vão desde o derramamento de carga sobre a pista até o tombamento do veículo. Para que se evite este risco de acidente o CONTRAN aprovou a resolução 552/15, que trata justamente da proibição do uso de cordas para a amarração das cargas. Com isto apenas dispositivos como cintas têxteis, correntes ou cabos de aço podem ser usados para a amarração e ancoragem das cargas nos caminhões e demais veículos de carga, assim como também nos veículos de tipo misto ou especiais, empregados no transporte de cargas.

A resolução determinou ainda a necessidade do uso de ferramentas como catracas ou outros instrumentos para tensionar a amarração, justamente para que seja possível dar um aperto bem maior ao que seria possível apenas com as cordas e as próprias mãos. A resolução proibiu também que a amarração seja feita nas partes de madeira da carroceria, exceto para baú fechado que tenha madeira fixada em sua estrutura lateral. As cordas ainda podem ser usadas para fixar a lona sobre a carga, mantendo, ao menos na parte externa, o aspecto belo de uma boa e tradicional amarração com cordas. Esta, como toda mudança, pode gerar alguns inconvenientes no início, mas como tudo nesse mundo, os tempos vão mudando e cabe tanto à fiscalização quanto aos transportadores adaptarem-se às novas tecnologias, aumentando a segurança e, como se espera, reduzindo e tornando menos comuns os derramamentos de carga e tombamentos por cargas que se movem.

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JUNTOS PELA MELHORIA DOS PONTOS DE PARADA

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uem vive na estrada sabe da importância de encontrar um bom ponto de descanso. A existência de locais à beira das rodovias, que permitam a parada segura do veículo e possibilitem o repouso necessário ao profissional são essenciais para a saúde do motorista e o bom exercício da profissão. E além disso, inibem atividades criminosas. Muito comum entre os carreteiros, a prática de recorrer a postos de fiscalização da PRF como pontos de parada e descanso não é a ideal. Os locais são pontos de fiscalização e podem vivenciar alguma situação de conflito durante uma abordagem e colocar a vida dos motoristas em perigo. Uma maneira de evitar esses locais é sempre fazer uma pesquisa para estudar o melhor ponto de parada antes de sair em viagem. Hoje, pátios privados de postos de combustível são uma boa opção. Ainda mais pela fragilidade de paradas e pontos de apoio regulamentados por órgãos públicos nas estradas. O que precisaria ser feito é que o tema recebesse investimentos das autoridades brasileira. Quanto

melhor o ponto de parada, menor a incidência de ocorrências de qualquer tipo de violação ou crime. Pensando nisso, a Childhood Brasil realizou no final de 2017 um evento com mais de 100 carreteiros, donos de postos de combustíveis e autoridades para falar da importância da valorização desses espaços. Uma das ideias do encontro foi lançar, apoiado pelo Programa Na Mão Certa, uma grande mobilização para que o Ministério Público, federações, sindicatos, entidades setoriais, transportadoras, concessionárias, postos de combustíveis e motoristas, entre outros, trabalhem juntos nesse tema. Para conquistar essa melhoria nas rodovias brasileiras, a participação dos carreteiros é fundamental. Contamos com vocês para lutar por melhores pontos de parada e descanso nas rodovias brasileiras. Esse é um passo importante para assegurar os direitos dos motoristas e, ao mesmo tempo, combater a ocorrência da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas. Segurança tem sempre de vir em primeiro lugar.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br

66 O CARRETEIRO


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*Fonte: ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

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Trânsito seguro: eu faço a diferença.

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