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cultura do N0 14 – julho 2014

www. marazzi.com.br

automóvel

automóveis e motocicletas

lançamentos - impressões - história

Todo o charme dos automóveis clássicos em

audI a3 1.4 sedan

nissan march

Araxá

renault kangoo

subaru forester


E DI TOR I

AL

Sim, nós temos no Brasil um evento de automóveis clássicos comparável aos melhores do mundo

A

cada fim de semana, em muitos cantos do país, amantes de automóveis antigos se reunem para mostrar suas peças de coleção e conversar sobre esse assunto. Não, não é o Clube do Bolinha, já que esposas e filhos também participam ativamente desse hobby. E é em Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Araxá, que acontece o mais importante encontro de clássicos do Brasil: o Classic

Fiat Show. Em sua 21ª edição, o encontro de Araxá, como é conhecido, a cada dois anos surpreende os visitantes e os próprios expositores, pela qualidade e raridade dos veículos expostos. E neste ano não foi diferente. nnn Veja também quais foram os lançamentos mais importantes de nosso mercado


NESTA EDIÇÃO No 14 - Julho 2014

14 sumário

04

Pelo Mundo O que acontece no mundo dos lançamentos de automóveis

08

Nissan March O japonesinho agora é brasileiro e ficou muito melhor

12 Subaru Forester

É um SUV, mas tem o temperamento de seus irmãos esportivos

16 Audi A3 1.4 Sedan Com o econômico porém endiabrado motor 1.4, o sedã empolga 20

Renaul Kangoo O novo utilitário Kangoo está mais bonito e agora só é comercial

24 Brazil Classics Fiat Show A cada dois anos, o supra-sumo das coleções brasileiras de clássicos 32

Páteo do Marazzi Como foi o 6º Encontro de Motocicletas e Automóveis Clássicos


pelo mundo

Os clássicos dodge Antiga propriedade da família Dodge foi palco da exposição dos modelos A Dodge reuniu em Meadow Brook Hall, antiga propriedade da família Dodge em Michigan, parte dos carros que fizeram história ao longo dos 100

anos da marca, como numa linha do tempo. O evento, aberto ao público, incluiu clássicos como o Dodge Brothers Touring Car, de 1915 (da mesma geração do

4 Julho 2014 Cultura do Automóvel

Caravan 1984 e Viper SRT10 2003, entre muitos outros. Veículos conceituais também foram expostos. Os carros são do acervo do Walter P. Chrysler Museum.

Alguns carros-conceito

Dodge Custom Royal Lancer 1956

Dodge Charger Daytona 1969

“primogênito”, do ano anterior), Deluxe Town Coupe 1939, Custom Royal Lancer 1956, Charger 1968, Charger Daytona 1969, Challenger T/A 1970,

Dodge Caravan 1984

Challenger SRT 2015 e Touring Car 1915


pelo mundo

JAGUAR LAND ROVER ANUNCIA NOVA FAMÍLIA DE MOTORES

Honda inicia produção do seu avião hondajet O HondaJet possui diversas inovações tecnológicas que o fazem dele o avião mais rápido, que voa à maior altitude e o que possui o melhor consumo em sua categoria. Ele incorpora em seu projeto diversas inovações tecnológicas, como o exclusivo posicionamento dos motores no topo da asa, o que proporciona uma melhoria significativa na performance e no consumo de combustível.

Projetado nos centros de pesquisa e desenvolvimento da Jaguar Land Rover em Whitley e Gaydon, no Reino Unido,a nova família de motores Ingenium será extremamente forte e compacta. Seu peso reduzido será auxiliado pela utilização de blocos em alumínio tanto na versão diesel quanto na versão gasolina.

Todas as versões também serão equipadas com tecnologia turbo de última geração, que melhoram o desempenho, especialmente em velocidades mais baixas, ao mesmo tempo em que reduzem as emissões de CO2.

Challenger SRT Hellcat é o muscle car mais potente de todos os tempos

No dia em que a Dodge inicia as comemorações de seu centenário, o novo Dodge Challenger SRT Hellcat tem sua potência finalmente anunciada, após mais de um mês de expectativa: 717 cv. Número que faz dele não apenas o Challenger e o Dodge V8 mais forte já fabricado, como o muscle car de série mais potente da história. Tanta força vem

do motor HEMI Hellcat de 6,2 litros com compressor, com 717 cv de potência e 89,8 kgfm de torque. Essa usina de força do Challenger SRT Hellcat é o primeiro motor HEMI supercomprimido de fábrica e também a primeira aplicação de um V8 sobrealimentado na Dodge e na SRT. Outra primazia do novo Dodge Challenger SRT Hellcat

dentro do Grupo Chrysler é ter duas chaves - uma preta e outra vermelha. Somente a vermelha é que libera os 717 cv e todo o potencial do HEMI Hellcat, enquanto a chave preta limita o motorista a uma potência de 500 cv. Além do poderio arrebatador do inédito propulsor, o novo Dodge Challenger SRT Hellcat foi totalmente reformulado

para ser o melhor muscle car da atualidade, com muito estilo e tecnologia. Prova disso são o novo câmbio automático TorqueFlite de 8 marchas e o inteiramente novo interior inspirado no clássico Challenger 1971. Em relação à transmissão, também está disponível uma caixa manual de 6 marchas, da Tremec, a mesma que equipa o Viper. Cultura do Automóvel Julho 2014 5


pelo mundo

JAGUAR F-TYPE PROJECT 7

A Jaguar confirmou a produção do seu mais rápido e poderoso esportivo O F-TYPE Project 7 é o veículo de performance mais poderoso da Jaguar e o primeiro lançamento da equipe de Operações Especiais da Jaguar Land Rover. Ele será produzido como uma edição exclusiva e limitada de apenas 250 unidades. Sua carroceria 6 Julho 2014 Cultura do Automóvel

roadster, conforme o carroconceito recentemente apresentado, é um tributo a um dos mais famosos e icônicos carros de corrida da história da Jaguar: o tricampeão de Le Mans D-type, que neste ano comemora 60 anos. O motor 5.0 V8 tem 575 cv

de potência e 680kgf.m de torque, o que permite, com peso total de 1.585 kg, graças à carroceria de alumínio, acelerar de zero a 100 km/h em 3s9, com velocidade máxima limitada a 300 km/h. O câmbio é automático de 8 marchas Quickshift e a transmissão

é a segunda geração do sistema de diferencial eletrônico Electronic Active Differential (EAD). O melhor de tudo é que o Jaguar F-TYPE Project 7 atende às legislações para trafegar como carro de passeio, tem teto removível e porta-malas de 196 litros.


pelo mundo

encontro mensal de motos clássicas de são paulo Todos os últimos domingos de cada mês, a partir das 10h00, a Praça Charles Miller, em São Paulo – em frente ao Estádio do Pacaembu –se transforma em uma exposição de motocicletas clássicas, a grande maioria dos anos 70.

Golf R400, que mostra no nome a potência do motor

o novo renault sandero A segunda geração do Sandero, que estreia nova plataforma, tem boas novidades, como ar-condicionado automático e a

segunda geração do Media NAV, central multimídia com GPS, sistema de som, Bluetooth e EcoCoaching e EcoScoring, com

controlador de velocidade de cruzeiro. O motor é o novo 1.0 16V Hi-Power, que estreou no Clio e é oferecido também no novo Logan.

O destaque do novo visual é o logo frontal Cultura do Automóvel Julho 2014 7


impressões

Nissan March

Com vocês, um novo March. Mas o antigo “redondinho” continua

O

Nissan March chegou ao Brasil em 2011 e agradou. Importado do México, estava se dando bem no mercado, até que o sistema de cotas fez suas vendas caírem pela metade. Bem, se o carrinho já era bom, agora ficou melhor. Produzido no Brasil, na primeira fábrica nacional da marca 8 Julho 2014 Cultura do Automóvel

japonesa, em Resende, RJ, seu grande trunfo será, entre outras qualidades, o preço. Ao invés de conquistar compradores para as versões mais caras atraindo-os pelo baixo preço da versão de entrada, estratégia utilizada pelo Honda Fit, o novo Nissan March empolga quem pretende ter um compacto rechea-

do de equipamentos de conveniência e conectividade, mesmo a partir das versões mais baratas. O topo de linha do Nissan New March (é assim que ele foi batizado) é o 1.6 SL, que custa R$ 42.990 e traz, de série, ar-condicionado digital, câmera traseira com imagem mostrada no display de 5,8 polega-

das, rodas de liga leve de 16 polegadas, rádio com mp3, iPod e USB, sistema de navegação com GPS e acesso às redes sociais NissanConnect. Na outra ponta da lista está o New March mais barato: o 1.0 Conforto custa R$ 32.990 e ainda assim já tem, de série, arcondicionado, computador de bordo, direção


impressões

com assistência elétrica progressiva, banco do motorista com ajuste de altura e sistemas eletrônicos de distribuição e assistência à frenagem. E mais o sistema antibloqueio dos freios (ABS) e os dois airbags dianteiros, que são itens obrigatórios para todos os veículos nacionais produzidos a partir de 2014.

Provavelmente a versão de maior procura será o 1.6 SV, que já tem, de série, o sistema de áudio com Bluetooth, USB e iPod, com controles no volante mas sem a tela do navegador, rodas de liga leve de 15 polegadas e faróis de neblina, custando R$ 39.990. Mas a melhor relação custo/ benefício é a o 1.6 SL.

Com essas qualidades do New March, a Nissan pretende passar dos atuais 2% do mercado nacional para 5%, o que a faria passar na frente das outras duas marcas japonesas, Honda e Toyota. Para reforçar esse número, a versão antiga do March, aquela mais “redondinha”, continuará a ser vendida

aqui, mesmo ainda produzida no México. Mas parte de sua cota, que não vai ser mais necessária para a Nissan, será aproveitada para trazer mais unidades do sedã Versa. Com essa versão mais barata (R$ 28.490), a Nissan brigará com os populares do mesmo naipe, como o Fiat Palio Fire e o Chevrolet Celta. Cultura do Automóvel Julho 2014 9


impressões nissan march

Laterais e traseira não mudaram do March mexicano para o brasileiro. Mas sim a sofisticação, já que todos as versões têm mais itens de série

O ar-condicionado é item de série em todas as versões. O espaço interno é bom para um compacto, assim como o desempenho do motor 1.6

O Nissan New March terá como rivais o Toyota Etios, o Hyundai HB20 e o Chevrolet Onix. O que dá a nova cara ao March é o para-choque dianteiro, de linhas mais agudas e que forma uma grade superior de maior tamanho e com um “V” central, alinhada aos vincos do capô, que é igual ao anterior. Os faróis, no entanto, também perderam o formato arredondado e ficaram 10 Julho 2014 Cultura do Automóvel

com uma aparência mais moderna. As lanternas traseiras mantiveram o formato mas têm novas divisões de setores. Internamente, uma boa melhoria foi a adoção de mantas isoladoras de ruído de maior densidade, o que deixou o March mais silencioso. Volante e painel têm novos materiais de revestimento, mais sofisticados, e o ajuste de altura do banco, de série em todas as

verões, facilita a ergonomia e o conforto. Os motores utilizados são o 1.0 16V de 74 cv, produzido pela Renault, e o 1.6 16V de 111 cv, produzido pela Nissan. Ambos mantiveram o tanque auxiliar de gasolina para partidas a frio com etanol. O novo Nissan March não mudou muito em relação à dirigibilidade, quando comparado ao anterior. A direção com

assistência elétrica progressiva é o que mais se nota, muito suave em manobras ou em baixas velocidades e muito firme na estrada. Mas as suspensões mais macias deixaram o carro menos estável, apesar de mais confortável. Os pneus chineses, que não agradavam aos mais ligados em marcas, deram lugar a pneus de marcas mais conhecidas no March brasileiro.


impressões

nissan march

Internamente, o novo March tem novos materiais no painel e no volante. E o computador de bordo é de série em todas as versões

O nivel dos equipamentos é um dos destaques do novo March, que tem sistema de navegação e câmara traseira na versão de topo

a favor

Ficha técnica nissan march 1.6

A aparência, é claro. O novo March é bem mais bonito e atual. Mas o melhor mesmo é a sua fabricação local, que facilita a manutenção

contra Pela proposta da Nissan, de oferecer um compacto não muito sofisticado mas com bons equipamentos de série, todas as suas “características” são justificadas

O porta-malas tem capacidade para 265 litros de bagagem

Motor: Dianteiro,transv. Cilindros: 4 em linha Cabeçote: OHC, 16V Cilindrada: 1.598cm3 Combustível: flex Potência: 111 cv Torque: 15,1 kgfm Câmbio: manual, 5m Tração: dianteira Compr. : 3.827 mm Largura: 1.675 m m Altura: 1.528 mm Entre-eixos: 2.450 mm Tanque: 41 litros

Cultura do Automóvel Julho 2014 11


impressões

Subaru

Forester Parece um SUV como tantos outros. Mas é especial

12 Julho 2014 Cultura do Automóvel


S

e existe uma marca atual de automóveis que pode ser considerada “cult”, ou seja, daquelas cujos usuários são fanáticos por seus produtos, essa marca é a japonesa Subaru. Pequena, mas altamente tecnológica, a Subaru tem como laboratório de desenvolvimento as pistas de competição, tanto no asfalto quanto fora dele. A divisão de automóveis faz parte de um enorme conglomerado

impressões industrial, a Fuji Heavy Industries Ltd., que, entre outros produtos, produz também equipamentos aeroespaciais. É claro que os fãs mais dedicados da Subaru curtem principalmente os esportivos da marca, como o Impreza WRX STI, praticamente um automóvel de competição homologado para rodar nas ruas, mas a linha de veículos é mais extensa, desde hatches aparentemente compor-

tados até este utilitário esportivo que esconde sua verdadeira personalidade. O Subaru Forester é um veículo familiar, mas que leva consigo toda a tecnologia da marca. O resultado é um veículo funcional e confortável, mas com desempenho e durabilidade compatíveis com os modelos mais avançados do line-up da Subaru. É como ter seu esportivo em uma versão para toda a família.

Cultura do Automóvel Julho 2014 13


impressões subaru forester

Posição de dirigir perfeita, com boa ergonomia. Mas os comandos e instrumentos são um tanto simples para o preço do veículo

A quarta geração do Subaru Forester é muito recente. Desde a primeira geração, de 1997, ele vem evoluindo muito em relação ao visual, pois para ser bem exato, a primeira versão era bem “feinha”. Mas já muito equilibrada e funcional. Duas grandes diferenças conceituais podem ser encontradas em um Forester, quando comparado com seus concorrentes alemães, como o BMW X3 ou o Audi Q3: a simplicidade e a dirigibilidade. Quanto ao primeiro conceito, a constatação é fácil, já que os alemães são excessivamente sofisticados e este japonês se preocupa mais com a funcionalidade. 14 Julho 2014 Cultura do Automóvel

Mas não é muito fácil admitir que, apesar de os rivais contarem com excelentes máquinas, o Forester, ainda assim, oferece equilíbrio ainda maior, principalmente devido à tração integral. O Forester 2.0 XT tem motor de quatro cilindros boxer, ou seja, os cilindros são contrapostos dois a dois, como o motor do nosso velho Fusquinha. Mas tem tecnologia: injeção direta de gasolina e turbocompressor twin scroll, resultando em uma potência de 240 cv e torque de 35,7 kgfm. O câmbio é contínuo CVT e a tração é integral. O preço do Subaru Forester 2.0 XT é de R$ 135.000.

O porta-malas de 505 litros pode chegar a 1.541 litros


impressões

subaru forester

Enquanto as duas primeiras gerações do Forester eram simples peruas, as terceira e a quarta gerações tornaram-se autênticos SUVs

Detalhe das pedaleiras de amluínio

Motor de 4 cilindros boxer com injeção direta e turbocompressor

Ficha técnica subaru forester 2.0 xt

a favor O desempenho do motor de 240 cv, em conjunto com o câmbio CVT e a tração integra. O equlíbrio resultante da simetria dos componentes mecânicos também é um fator favorável

contra Para quem deseja um veículo extremamente funcional, o Forester é quase perfeito. Mas um pouco de sofisticação não faria mal nenhum. Alguns desejariam melhor estética

Seletor do câmbio CVT

De linhas simplórias, a frente do Forester é o que há de mais ousado

Motor: Dianteiro,longitud. Cilindros: 4 boxer Alimentação:injeçãodireta Cilindrada: 1.998 cm3 Potência: 240 cv Torque: 35,7 kgfm Câmbio: CVT Tração: integral Rodas: liga leve, 18” Pneus: 225/55 - 18 Compr. : 4.589 mm Largura: 1.789 m m Altura: 1.731 mm Entre-eixos: 2.640 mm Peso: 1.502 kg Tanque: 60 litros Porta-malas: 505 litros

Cultura do Automóvel Julho 2014 15


impressões

Audi A3

Sedan 1.4

Motor menor, mas com a mesma garra. E um pouco mais em conta

A

ssim como, em outras épocas, os motores 1.0 já foram uma referência em se tratando de economia de combustível, a cilindrada da vez agora é 1.4. Para um motor conven16 Maio Julho 2014 Cultura do Automóvel

cional, só aí já são 40% a mais de torque e conforto de condução. Mas para um motor altamente sofisticado e eficiente como os que equipam os Audi, a cilindrada já nem é parâmetro. Equipado

com turbocompressor e alimentado por injeção direta de gasolina, o 1.4 TFSI do Audi A3 Sedan se tornou um modelo de downsizing, que é redução de cilindrada sem perda de desempenho.

O Audi A3 Sedan, que em sua versão de entrada custa R$ 94.800, tem potência de 122 cv e torque de 20,4 kgfm, com câmbio S-Tronic automatizado de 7 marchas e dupla embreagem.


impressões

Motor 1.4 turbo com injeção direta e 122 cv de potência

a favor

O Audi A3 Sedan 1.4 tem como itens de série direção eletromecânica Servotronic, sistema ESP de estabilidade e airbags de joelhos para o motorista. Na versão Attraction, que custa R$ 99.900, o

A3 Sedan tem ainda o Audi Sound System, o Audi Music Interface e o volante multifuncional com shiftpaddles para trocas manuais de marchas. O teto solar panorâmico Open Sky é opcional.

audi a3 sedan 1.4

Ficha técnica

Motor: diant., transversal Cilindrada: 1.395 cm3 Potência: 122 cv Torque: 20,4 kgfm Câmbio: S-Tronic, 7 m Tração: dianteira Rodas: liga leve, 16” Pneus: 205/55 R16 Compr. : 4.456 mm Largura: 1.796 m m Altura: 1.416 mm Entre-eixos: 2.637 mm

Além da dirigibiblidade impecável, a combinação do desempenho do motor e do câmbio S-Tronic de 7 marchas proporciona uma condução extremamente precisa e divertida

contra Para o tamanho do carro, apenas o preço Cultura do Automóvel Julho 2014 17


apresentação

Troller T4

Totalmente renovado, o Troller T4 fica mais civilizado e confortável para uso urbano, mas sem perder a garra das corridas na terra

T

udo começou em 1994, na região Nordeste do Brasil, quando um entusiasta do fora de estrada iniciou a produção artesanal de um jipe para ser usado em ralis. Logo ele estava vendendo seus protótipos a outros pilotos, que, de cara, aprovaram o veículo para as competições na terra. Após três anos de desenvolvimento, o passo seguinte foi fundar uma 18 Julho 2014 Cultura do Automóvel

fábrica, na cidade de Horizonte, no Ceará, para produção em série. O primeiro Troller, o RF Sport, tinha motor 1.8 de 4 cilindros a gasolina, que logo passou a ser um 2.0 de 110 cv. A participação em provas como o Paris-Dakar e o Rally dos Sertões deu ao Troller a fama que tem até hoje. Em 2001, o Troller recebeu o nome atual, T4, com mudanças radi-

cais na carroceria, chassi, suspensões e motor, que passou a ser o MWM 2.8 Turbodiesel de 132 cv. Em 2006, o novo motor NGD 3.0 de 163 cv deu nova vida ao jipe, principalmente nas pistas. No ano seguinte, a aquisição da marca pela Ford, incluindo a fábrica cearense, marcou os novos rumos do Troller, que passa a ter componentes comuns a outros

modelos da marca, como a Ranger. No último Salão do Automóvel de São Paulo, em 2012, uma nova leitura do jipinhoutilitário foi mostrada no estande da Ford e o conceito TR-X foi eleito o mais bonito carro-show da mostra. E é esse o novo Troller apresentado ainda em uma versão pré-pré-série, mas que já mostra se tratar de um visual bastante diferente.


apresentação

Os para-lamas integrados à carroceria e as rodas de liga leve de 17 polegadas reforçam o visual de robustez do jipe

A grade dianteira com tramas entrelaçadas leva a mesma cor cinza “London Grey” dos detalhes

Com detalhes estéticos mais complexos, o novo Troller T4 deixa claro que pretende conquistar novos adeptos, talvez de gostos mais urbanos, sem contudo deixar de lado a sua capacidade de vencer caminhos difíceis no fora de estrada. Ainda moldado em fibra de vidro, a técnica, no entanto, é mais moderna, por pressão de chapas, pelo sistema SMC (Sheet Molding

Compound). Além de tornar a carroceria mais resistente a choques, ela já sai pronta da prensa, sem necessidade de grandes ajustes finais. O interior do novo Troller é bastante diferente do atual, mais moderno e funcional. A adoção do ar-condicionado digital e do teto solar Sky-Roof confirma que a Ford tem planos de expandir a utilização do

veículo para além das trilhas e das competições. Uma grande novidade no Troller T4 é a adoção do motor 3.2 Turbodiesel de 5 cilindros da picape Ranger, que tem potência de 200 cv e torque de quase 50 kgfm. O câmbio é manual de 6 marchas. Uma das razões de o jipe Troller ter um mercado restrito, além do radical desempenho nas trilhas, é o preço, atual-

A apresentação ao público

mente quase R$ 100.000. Estima-se que o novo Troller custe cerca de 40% mais. A Ford não está preocupada com preço, uma vez que o Troller tem seu público cativo e a produção, apesar de ter se adaptado aos padrões da marca mãe, ainda é bastante limitada. O novo Troller deverá chegar às revendas da marca no segundo semestre deste ano. Cultura do Automóvel Julho 2014 19


impressões

Renault Kangoo O furgãozinho ganhou uma boa revitalização. E agora é só comercial

C

om espaços cada vez mais disputados no trânsito das grandes cidades brasileiras, a utilização de veícu-

20 20Julho Julho2014 2014Cultura Culturado doAutomóvel Automóvel

los comerciais de carga mais ágeis e compactos é a grande solução para a otimização dos trabalhos de entregas. Afinal,

tempo é dinheiro. E para cada tipo de encomenda há um tipo mais adequado de veículo. No caso de entregas de pequenos

objetos, às vezes nem os Vuc’s e nem os furgões são ágeis o suficiente para viabilizar um serviço. É aí que entram os


impressões pequenos furgões, derivados de modelos de passeio. O Renault Kangoo, que até o ano passado contava com duas versões, o de passageiros, com bancos e vidros laterais e traseiro, e o Kangoo Express, de uso comercial, passou por uma reestilização e parte para enfrentar a concorrência com novo visual. Na parte dianteira, o novo para-choque deixou

o veículo mais moderno e bonito. Pintado na mesma cor da carroceria, ele tem partes pretas que dão um toque de modernidade e também combinam com a nova grade frontal, também preta e com o símbolo da marca de maior tamanho. O capô e os faróis continuam com os mesmos formatos. Na traseira, as esbeltas lanternas verticais que-

bram um pouco aquela impressão de um veículo alto e estreito. As duas portas traseiras têm tamanhos diferentes para facilitar o acesso à carga. As alterações visuais têm também o objetivo de enquadrar o kangoo no padrão visual da marca em todo o mundo. No interior, as mudanças também não foram muito expressivas. Os bancos têm novos teci-

dos, mais confortáveis e resistentes, de acordo com o fabricante. Para um veículo de trabalho, essas características são muito bem-vindas. E o painel frontal e o revestimento das portas ganharam tonalidade mais escura, na cor carbone foncé. Mais uma boa característica para dar mais conforto ao motorista, que passa horas dentro do veículo.

Cultura do Automóvel Julho 2014 21


impressões renault kangoo de altura do banco ou do volante. E o porta-luvas não tem tampa. Por sinal, a ideia de que um veículo comercial não precisa de certos confortos como vidros ou travas elétricas é um tanto estranho, já que não há essas opções no veículo. Todas as vezes em que é necessário deixar o Kangoo estacionado, o trabalho de travar cada porta individualmente, mesmo as traseiras e a lateral corrediça, é bastante inconveniente. Para dirigir, o Kangoo também é agradável, com reações parecidas às de um hatch compacto. O desempenho do motor 1.6 16V Hi-flex de 98,3 cv é bom, se estiver sem

carga. É claro, transportando os 800 km que o veículo tem capacidade de carregar, as respostas ao acelerador já não são

a favor A dirigibilidade e o desempenho do motor 1.6 16V, quando o veículo está sem carga.. E também a praticidade

contra Mesmo tratando-se de um veículo comercial, a não disponibilidade de alguns equipamentos de conforto, como vidros e travas elétricas, pode fazer com que o interessado escolha outra marca

Com a porta lateral corrediça opcional, que acresce R$ 1.000 no preço do furgão, o acesso ao interior é facilitado 22 Julho 2014 Cultura do Automóvel

tão espertas. Mas nada que não se resolva ecolhendo a marcha adequada (o câmbio tem 5cinco marchas). O torque é de

Ficha técnica renault kangoo

Os freios com o sistema antibloqueio ABS e o duplo airbag frontal, itens obrigatórios para veículos produzidos a partir de 2014, são, obviamente, de série. Como itens opcionais, há a porta lateral corrediça, disponível apenas para o lado direito do carro, a direção hidráulica e o ar-condicionado. O rádio que aparece nas fotos é um acessório instalado na concessionária. O Kangoo é um veículo muito simples, de acabamento espartano mas de bom gosto. Afinal, é um veículo de trabalho. A ergonomia interna é boa, com posição de condução agradável, mesmo sem recursos como regulagem

Motor: 4 cil. em linha Cilindrada: 1.598 cm3 Cabeçote: 16V Potência: 98,3 cv Torque: 15,3 kgfm Câmbio: manual, 5 m Tração: dianteira Compr. : 4.010 mm Largura: 1.672 mm Altura: 1.860 mm Entre-eixos: 2.600 mm Tanque: 52 litros Peso: 1.075 kg Vol. carga: 2.800 litros Cap. carga: 800 kg


renault kangoo 15,3 kgfm. Quanto ao consumo de combustível, o Kangoo é classificado com nota “A” no programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Como todo furgão, a visibilidade nas laterais é comprometida, o que é agravado na hora de entrar em uma via preferencial ou mesmo em manobras. A utilização de vidros nas portas traseiras, mesmo que como um item opcional, poderia ajudar. Não há espelho retrovisor interno no Renault Kangoo. O compartimento de carga comporta um volume total de 2.800 litros, limitados aos 800 kg de capacidade de carga. O

acesso pela traseira é feito pelas duas portas assimétricas ou então pela porta lateral direita opcional, o que auxilia muito a carga e descarga junto ao meio fio. As duas portas traseiras abrem a 90 graus, podendo abrir a quase 180 graus quando liberadas as travas plásticas nas dobradiças. E as duas barras atrás do banco do motorista impedem que qualquer item transportado possa, por acidente, se mover contra o condutor. O acesso pelo interior até que é uma vantagem, mas melhor seria se houvesse divisão entre o compartimento de carga e a cabine.

Apesar de ser utilitário, o Kangoo tem boa dirigibilidade e conforto

O volume total de carga é de 2.800 litros, limitados a 800 kg

Feito na Argentina, o Renault Kangoo 2015 passa a ser oferecido apenas na versão furgão, nas cores prata Etoile, branco e cinza Quartz. No ano passado (2013), o Kangoo teve 17,5% de participação no segmento, 4,7% a mais que no ano anterior, apesar da queda de 15,1% no setor. O preço da versão de entrada é de R$ 40.850, que pode ter um adicional de R$ 1.000 com a opção da porta lateral corrediça. De acordo com a Renault, “é a porta lateral corrediça mais barata do mercado”. A direção hidráulica pode ser solicitada individualmente e acresce R$ 2.100

impressões

ao preço. O ar-condicionado só pode ser pedido junto com a direção hidráulica, por R$ 4.700 a mais. O Kangoo completo custa R$ 46.550. Para auxiliar frotistas e prestadores de serviços que utilizam o Kangoo como ferramenta de trabalho, a Renault mantém o programa Pro+, em parceria com algumas revendas. São 53 pontos pelo Brasil e incluem serviços diversos, que vão da venda à pós-venda. Há ainda o Renault Assistance, assistência técnica e socorro mecânico 24 horas que executa serviços de emergência no próprio local do veículo.

O mostrador dos relógios do painel inclui o conta-giros

O acesso traseiro é feito pelas duas portas assimétricas Cultura do Automóvel Julho 2014 23


clássicos

Araxá 2014: nível internacional A cada dois anos, a cidade mineira se torna palco da mais bela exposição de automóveis clássicos

24 Julho 2014 Cultura do Automóvel


clássicos

A

cada dois anos, os colecionadores de automóveis antigos mais tradicionais de Minas Gerais organizam um “pequeno encontro” para mostrar seus itens da coleção. De preferência aqueles adquiridos mais recentemente, ou então, aqueles cuja meticulosa restauração ainda não foi exibida em público.

Alfa Romeo 6C 2500 Beneschi de 1950, o “belo estranho”

Cultura do Automóvel Julho 2014 25


clássicos

Araxá 2014

À esquerda, o Peugeot Torpedo Labourdette 1908, o mais antigo do encontro. À direita, o pequeno BMW Dixi Ihle Typ 600 de 1928

Reunidos pelo principal clube de clássicos da região, o Veteran Car Club de Minas Gerais, colecionadores, expositores e o público curtiram, durante três dias, a festa do 21º Brazil Classic Fiat Show, nome oficial do evento, que é patrocinado pela Fiat Automóveis, sediada naquele estado. Já no primeiro dia, a quinta-feira de Corpus Christi, foi o público da cidade de Araxá que lotou as áreas de exposi-

ção, devido ao feriado. Logo à entrada do Grande Hotel uma galeria de automóveis maravilhosos já impressionava os visitantes. Mas a nata estava um pouco mais à frente. Neste ano a marca em destaque foi a inglesa Rolls Royce. Alguns dos mais belos RR já fabricados estavam lá, como Phantom II Sedanca de Ville 1932 com carroceria Barker. Esse automóvel, que pertenceu à atriz francesa Marie Bell, foi

utilizado no filme Gnome-Mobile, de 1967, realizado pela Disney. Quem tem mais de 50 anos deverá lembrar desse carro como o “Fubecão”. Pois é, ele está agora aqui no Brasil. Outras marcas de igual prestígio estavam bem representadas em Araxá. O raro italiano Isotta Fraschini 8A Cabriolet Dorsay de 1925 foi um dos automóveis que também atraiu bastante a atenção, tanto do públi-

co, que certamente não está acostumado a ver uma relíquia desse porte, quanto os aficionados pelo antigos, que curtiram seu imenso motor de 8 cilindros em linha de 7.370 cm3. Do mesmo calibre, um espanhol Hispano Suiza 1911 e um americano Packard 1926, do museu Roberto Lee, se destacaram por estarem absolutamente originais, pois jamais passaram por qualquer restauração.

Alguns modelos populares também são muito apreciados, como este belo Volkswagen Cabriolet 1959 e o maravilhoso Ford Opera Coupé 1940 26 Julho 2014 Cultura do Automóvel


araxá 2014

clássicos

O tcheco Tatra foi eleito o melhor clássico do encontro, de acordo com a opinião dos visitantes. O furgãozinho ao lado é original, um Morris Panel 1963

Mas o automóvel mais antigo da mostra era o belo Peugeot Torpedo Labourdette de 1908. Ainda quase dessa época, dois Fiat, um Castagna 1919 e um 1924 preparado para competição foram motivo de grande orgulho para o principal patrocinador do evento. As marcas italianas sempre são bem representadas em Araxá. Da Alfa Romeo, um dos mais interessantes automóveis expostos, o 6C 2500

Beneschi de 1950, dividia as opiniões do público. Alguns o consideravam um tanto extravagante, principalmente se tratando de um Alfa Romeo, mas ninguém discordava que se tratava de um belíssimo espécime. Quando se fala em automóveis italianos, jamais se esquece a mítica marca Ferrari. Havia muitos modelos no evento, entre antigos e contemporâneos. E o mais importante da festa nem

era vermelho: o 225 S Barchetta Vignale 1952 amarelo ocupava local de destaque, bem em frente ao hotel e com direito a camarote individual e coberto. Esse carro, originalmente para competições, foi dado como destruído pela Ferrari de Modena, mas foi encontrado em péssimo estado em uma coleção paulista e encaminhado à matriz para restauração completa. Apenas 8 unidades foram fabricadas artesa-

nalmente e algumas realmente foram destruídas em corridas. Entre as marcas menos conhecidas do mundo, uma delas é a inglesa Armstrong. Também em local privilegiado no páteo em frente ao hotel, o Armstrong Siddeley Hurricane 1948 impecavelmente restaurado e com as antigas placas de seu país de origem só era reconhecido pelos mais profundos conhecedores do antigomobilismo.

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Araxá 2014

O desconhecido Armstrong Siddeley Hurricane de 1948. Com restauração impecável, esse raro automóvel ocupava posição de destaque na mostra

Às vezes mais raros que os próprios automóveis são os adornos dos seus capôs. Em Araxá há sempre uma profusão deles

Rolls Royce foi a marca de destaque no evento. O da direita foi utilizado em um filme da Disney nos anos 60 e ficou conhecido como “Fubecão” 28 Julho 2014 Cultura do Automóvel


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Isotta Fraschini 8A Cabriolet Dorsay 1925, com carroceria Castagna e um enorme motor de 8 cilindros em linha de 7.370 cm3

O encontro de Araxá reúne os mais importantes automóveis da história pertencentes a colecionadores brasileiros. Mas alguns modelos, que podem ser considerados mais populares mas que também têm sua importância na indústria automobilística, também podem ser vistos por lá. É o caso do Tatraplan, automóvel produzido na Tchecoslováquia nos anos 40. Este Tatra modelo 87 de 1947, que pretendia ser tão popular quanto o Fusca, também tinha motor traseiro refrigerado a ar, só que um V8 de 3 litros e 75 cv de potência. Fuscas, Opalas, Kombis, Karmann-Ghias, Dodges, Mavericks e muitos outros automóveis nacionais também faziam parte da exposição e, certamente, da história e do sonho de muitos dos visitantes.

Este Buick Limousine 50 LX de 1929 foi um dos premiados na categoria Vintage, de 1919 a 1930 Cultura do Automóvel Julho 2014 29


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Araxá 2014

Havia poucas barracas de peças no mercado de pulgas, mas algumas estavam bem arrumadas. Acima, o Cadillac 1941 Conversível

As atrações: leilão e premiação Todos os automóveis em Araxá ficam expostos por três dias inteiros, chegando na quarta-feira e voltando para as suas respectivas coleções no domingo. Por isso sempre há muito tempo para ver e rever todos eles. Para entreter o público, principalmente aquele que vem de longe apenas para participar do evento, as maiores atrações são o leilão, que desta vez aconteceu em duas sessões, na sexta-feira à tarde e à noite, e a festa de premiação, no sábado à noite. Uma passarela especial para os automóveis com arquibancada dos dois lados é o palco das duas festas. O leilão é a atração mais divertida e a mais aguardada por todos. Não é bem um leilão oficial, já que Araxá tem algumas regras próprias, mas os lances são sempre levados a sério. E o vendedor não precisa entregar o automóvel pelo maior lance, a menos que este seja superior ao valor que ele espera vender. Nesta edição do encontro de Araxá o leilão teve 84 veículos inscritos, com mais da metade arrematados. O maior lance vencedor foi para um Ferrari 308 GTS de 1981, vendido por R$ 205.000. Mas houve lance muito maiores,

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como no caso do Cadillac 1941 conversível: o maior lance chegou a incríveis R$ 550.000, porém seu proprietário não a entregaria por menos de R$ 600.000. Voltou com o carro para casa. Um Porsche 928 1978, daqueles que têm motor V8 dianteiro, alcançou bons R$ 75.000 e foi vendido. Mais sorte teve o dono de uma Lambretta 1967, que foi vendida por R$ 11.500. Um BMW modelo 2000 ano 1968 mudou de dono por R$ 30.000, um muito bem restaurado caminhão Ford F6 1948 com motor original e mais um de reserva foi vendido por R$ 57.500 e um Mercedes-Benz 450 SL 1975 teve lance de R$ 84.000. Os carros premiados na noite do sábado foram o Tatra 1947 de André Beldi, na categoria Clássicos, a Kombi 1974 de Luiz Malta, na categoria Nacionais e o Plymouth GTX 1970 de Afonso de Castro Gonzalez, na categoria Esportivos. Estes três premiados foram escolhidos por votação popular, pelos visitantes da feira. Eleitos pelo júri do evento, na categoria Nacionais: DKW Fissore 1964 de Pedro Ladeira; Ford Landau 1979 de Eduardo Carone

Costa Jr; Alfa Romeo 2300 1974 de José Roberto Nasser; DKW Malzoni 1966 de James Mendonça e Rodrigo Moura; Reggia 1978 de Eduardo Azevedo; réplicas Benz Patent Wagen 1886 e Fiat 509 S Competizione 1924. Na categoria Contemporâneos II (1971 a 1980), foram premiados o Rolls Royce Corniche 1972 de Claudio Romi; Rolls Royce Corniche 1977 de Rafael de Castilho; Mercury Grand Marquis 1978 de Hugo Picchioni, Porsche Carrera RS 1973 de André Biagi e Mercedes-Benz 280 SE 1971 de Léucio Honório. Na categoria Contemporâneos I (1961 a 1970): Mercedes-Benz 220 1965 de Alexandre Murad; Mercedes-Benz 280 SE 1969 de Eduardo Carone Costa; Alfa Romeo Giulia Sprint GT 1966 de Emanuel Zveibil; Mercury Monterrey 1962 de Renato Malcotti; Jaguar Mark II 1961 de José Eduardo Assis Lefreve; Jaguar Mark II 1967 de Leonardo Carvalho; Jaguar Mark II 1962 de Gilbert Lausberg; BMW Cabriolet 1600 1970 de Fernando Antônio Marques; BMW Alpina 1969 de James Mendonça; Jaguar E Type Série II

1969 de Sergio Massa; Aston Martin DB 6 Vantage 1966 de Nelson Rigotto; Ford Mustang Conversível 1968 de Sergio Rolim e Ford Mustang Fastback 1965 de Paulo Lomba. Os veículos premiados na categoria Pós Vintage (1931 a 1945) foram o Ford Roadster A 1931 de Plinio Molinari; Packard 1926 do Museu Roberto Lee; Cadillac 1939 V 16 de Rubio Fernal; Cadillac Coupê 1941 de Hugo Picchioni; Cadillac Conversível 1941 de José Cândido Murici; Cadillac 60 S 1941 de Joel Paschoalin e RollsRoyce Sedanca Deville 1932 de Oswaldo Borges. Categoria Vintage (1919 a 1930): Buick Limousine 1929 de Marcos Vinicius Meduri; BMW Dixi 1928 de André Beldi; Packard 1926 do Museu Roberto Lee; Rolls-Royce Phantom I do Museu Jorm. Veteranos (até 1918): Peugeot 1908 de Oswaldo Borges. Troféu Hour Concours: Ferrari 225 Barchetta Vignale 1952 de Antonio Ricardo Beira. Troféu Roberto Lee (Best Of The Show): Bugatti 57 Cabriolet Stelvio 1938 de Oswaldo Borges.


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clássicos

Fiat 509 S Competizione 1924 do colecionador Mauricio Marx e o Hors Concours Ferrari 225S Barchetta Vignale 1952

Cadillac 1939 com motor V16 e o automóvel que levou o prêmio máximo do evento, o Bugatti modelo 57 Cabriolet Stelvio de 1938

alguns veículos que participaram do leilão

Porsche 911 Pontiac

Morris Mini Cooper Cadillac

Ford Fairlane 1955 MP Lafer

Lambretta 1967 Ford F6 1948

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Desfile de raridades A 6ª edição do Páteo do Marazzi foi mais uma manhã de domingo repleta de amigos, motocicletas e automóveis clássicos espalhados pelo bosque

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Edição 14 - julho/2014

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