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N0 7 – julho 2013

automóveis e motocicletas

lançamentos - impressões - história

Novo VW Fox

Com o inédito motor de três cilindros impressões

chery tiggo

motocicleta

dafra horizon

lançamento

mini paceman


E DI TOR I

AL

Menos cilindros, mais tecnologia! P

ara quem cresceu vendo a Volkswagem como a referência para automóveis populares, nestes últimos 60 anos em que a marca alemã esteve oficialmente no país muitas vezes já fomos surpreendidos com guinadas tecnológicas. Um “fusca” de 4 portas, nos anos 60, um motor refrigerado a água, nos anos 70, ou mesmo um automóvel de extremo luxo já nos anos 2000 foram quebras de paradigmas que se tornaram corriqueiras. Mas nem mesno nos longínquos anos 60, quando a VW incorporou a DKW Vemag, que produzia motores dois tempos de três cilindros, imaginávamos dirigir um modelo VW com um motor parecido com esses. Parecido, sim, no formato e na cilindrada, até mesmo no ronco! nnn Quanto às novidades, elas vão desde o novo Mini

Paceman, cupê esportivo baseado no suv Coutryman, passando pela reestilização do chinês Tiggo, que deverá satisfazer sua legião de fãs no Brasil, até a nova motocicleta custom da Dafra, a Horizon de 250 cm3. nnn Ainda sobre motocicletas, a lendária marca italiana Ducati, que agora faz parte do Grupo Volkswagen, após ser adquirida pela Audi, finca raízes no país com sua filial oficial, inaugurando a primeira revenda e produzindo alguns modelos no Brasil, em Manaus, AM. nnn A busca pela eficiência energética está trazendo muitas novas tecnologias, o que podemos notar conferindo quais são os motores que foram eleitos “os melhores do mundo”, no Engine Of The Year.


NESTA EDIÇÃO No 7 - Julho 2013

7 sumário

04

Pelo Mundo O que acontece no mundo dos lançamentos de automóveis

06

Volkswagen Fox Bluemotion Quem diria que um dia iríamos dirigir um VW com motor de 3 cilindros?

10

Chery Tiggo O novo suv chinês mudou bastante e ficou bem mais bonito

12

Audi R8 V10 Plus Novidades no superesportivo que passa (bem) dos 300 km/h

14

Volkswagen Fusca Conheça um pouco mais sobre a mais nova geração do Beetle

18

Fiat Grand Siena Essence 1.6 Maior que o sedã compacto Siena, a versão Grand oferece mais

22

Dafra Horizon A novidade da marca brasileira de motocicletas é essa custom 250

24 Mahindra Pik up

As picapes indianas de cabine simples e dupla são feras na terra

26 Ducati

Conheça os modelos de motocicletas que serão vendidos no Brasil

28 Os motores do ano

Saiba quais são os melhores motores do mundo no Engine Of The Year

30 Mini Paceman

A sétima versão de carroceria da linha Mini é um cupê esportivo

32 História da marca Mini

Desde 1959 a marca inglesa Mini surpreende com modelos compactos


pelo mundo

ford f-100 tremor

Mesmo sem poder citar a famosa frase “nada substiui a cilindrada” (there is no replacement to displacement”, os americanos ainda curtem uma boa arrancada Os motores EcoBoost da Ford já estão nos utilitários. A primeira picape esportiva equipada com esse motor é a F-150 Tremor, que combina o desempenho de um V8 com a economia de um V6. A picape de cabine simples e aparência personalizada, que chega ao mercado norte-americano

4 Julho 2013 Cultura do Automóvel

ainda este ano, leva o pacote de estilo FX, que tem grafismos estilizados na carroceria, rodas de 20” na cor preto fosco e emblemas pretos com letras vermelhas. O eixo traseiro tem relação final encurtada para aceleração mais rápida. A picape Ford F-150 Tremor é a única cabine simples da

linha com console central integrado, que inclui ainda acabamento de couro preto com detalhes vermelhos, peças de metal escovado e direção com costura vermelha. Insertos de camurça Alcantara dão um toque especial aos bancos. O motor EcoBoost 3.5, com potência de 370 cv e torque

de 58 kgfm, tem duplo comando de válvulas variável. Ela está disponível nas versões 4x2 e 4x4, ambas com bloqueio eletrônico do diferencial de série para melhorar a tração nas arrancadas. É, parece que os norteamericanos ainda curtem um bom quarto de milha.


pelo mundo

cara nova. Só

O chinês JAC J3, nas versões hatch e Turin (sedã), ganhou uma plástica. Novos faróis, grade, capô, para-choque e paralamas dianteiros são novos. Na traseira, o Turin ganha novas lanternas. Bonitas, mas um tanto atrasadas em relação à tendência mundial. As duas versões têm novas rodas de liga leve. Por dentro, um novo painel de instrumentos e revestimentos, além de volante com controle de áudio e chave de ignição do tipo canivete. Apresentados como modelo 2014, o novo JAC J3 Turin custa R$ 37.990 e o JAC J3 hatch custa R$ 35.990.

O jeep e o cirrus

A Chrysler Group do Brasil, em uma parceria com a fábrica de aviões Cirrus, apresentou as edições especiais do Jeep Compass Cirrus e do Jeep Grand Cheroke Cirrus, fazendo referência às edições especiais dos aviões SR 20 Compass, SR 22 Compass e o SR 22 Grand, que remete ao Jeep Grand Cherokee. Externamente, um dos diferenciais desses exemplares é o logotipo da Cirrus nos paralamas dianteiros, com o mesmo adesivo aplicado nos aviões. Internamente, há pedaleira, manopla e soleiras de alumínio e tapetes especiais reforçados.

um novo mitsubishi brasileiro

O Mitsubishi ASX ganha nacionalidade brasileira e passa a ser produzido na fábrica de Catalão, GO Além da nova linha de produção, a Mitsubishi Motors também inaugura sua fábrica de motores e começa a produzir os motores MIVEC 2.0, que equipam o ASX. O trabalho da engenharia brasileira focou também na melhoria dos sistemas de suspensão, amortecedores e molas, para deixar o ASX mais adequado aos padrões dos brasileiros, tanto na forma de conduzir quanto ao tipo de piso de nossas estradas. O ASX também passa a ser equipado com as novas rodas e pneus de 18”, com as novas cores vermelho Bordeaux, verde Pantanal, branco Alpino, cinza Londrino, prata Rodhium, prata Técno e preto Ônix. O ASX tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem. Cultura do Automóvel Julho 2013 5


lançamento

VW Fox Bluemotion Com um inédito motor de três cilindros

T

anto Fox quanto Bluemotion não são nomes desconhecidos para quem gosta da marca Volkswagen. O primeiro é um modelo popular de grande sucesso em nosso país, que disputa espaço e preferência dentro de sua própria casa, com o Gol, e o outro designa uma versão de veículos que leva em conta, prioritariamente, a eficiência energética. Já presente nas linhas Polo, Voyage e Gol, o conceito Bluemotion no Fox traz muito mais do que eficiência, quebrando um paradigma em relação à tradição dos modelos populares da marca: a introdução de um motor 6 Julho 2013 Cultura do Automóvel

de apenas três cilindros. O novo motor EA 211, produzido na fábrica de São Carlos, no interior de São Paulo, além do inédito formato para a aplicação, inova também em métodos produtivos e tecnologia, introduzindo alguns sistemas surpreendentes, como é o caso do cabeçote. De acordo com o fabricante, esse motor pode economizar até 17% de energia em relação ao convencional. O Volkswagen Fox 1.0 que ganha o novo motor pouco foi mudado em relação à versão convencional, que tinha motor de 4 cilindros. A melhor inovação é a direção com assistência eletro-hidráu-

Motor EA 211 de três cilindros em linha do Fox


lançamento

lica de série, item que, de acordo com o fabricante, faz reduzir o consumo energético em 3%, em relação ao Fox anterior, que era equipado com direção hidráulica. Cultura Culturado doAutomóvel AutomóvelJulho Julho2013 201377


lançamento VW fox bluemotion Outro ponto modificado foi a transmissão, a mesma MQ200 manual de 5 marchas, mas com as relações alongadas em até 10%. Aí surgiu um pequeno problema: a relação da segunda marcha foi alongada em 6%, enquanto a da terceira foi alongada em 10%. Para motoristas mais exigentes (ou mais chatos), a queda de rotação nas mudanças ascendentes ficou maior do que a ideal. Com isso tudo, o Fox BlueMotion pode ter uma economia global de consumo e de energia de até 17%. Esteticamente, a grade frontal superior tem aberturas mais estreitas, para melhorar a aerodinâmica, e os pneus são do tipo “verdes”, de baixa resistência ao rolamento (têm mais sílica em sua composição) e maior pressão de enchimento (de 29/28 PSI para 36/34 PSI). O novo VW Fox Bluemotion tem preço de R$ 32.590 para a versão de duas portas e R$ 34.090 para a de quatro portas.

Saiba mais sobre o motor VW EA211 de três cilindros

O Fox Bluemotion tem arquitetura eletrônica

As calotas de plástico são exclusivas da versão

volkswagen fox 1.0 bluemotion

Ficha técnica Motor: 3 cil. em linha Cilindrada: 999 cm3 Combustível: flex Potência: 82 cv Torque: 10,4 kgfm Câmbio: 5 m, manual Tração: dianteira Rodas: aço, 14” Pneus: 175/70 R14 Compr. : 3.823 mm Largura: 1.901 mm Altura: 1.545 mm Entre-eixos: 2 465 mm Tanque: 50 litros Peso: 993 kg Porta-malas: 260 litros

8 Julho 2013 Cultura do Automóvel

O aerofólio ajuda na eficiência aerodinâmica

Grade do radiador com desenho exclusivo

Produzido em São Carlos, SP, o motor EA211 tem bloco e cabeçote de alumínio, o que significa menos partes móveis e cilindros de maior diâmetro, resultando em melhor enchimento da câmara de combustão. A vela de ignição fica em posição central, melhorando a queima da mistura. As bielas são 20% mais leves e o virabrequim tem menor diâmetro de mancais. O mais interessante é o cabeçote, que não tem os comandos de válvulas presos a si. Estes são incorporados à tampa de válvulas, em uma inédita configuração. O cabeçote tem também o coletor de escape integrado, formando uma peça única. As polias dos comandos são triovais, o que permite estabilização da força na correia dentada e da flutuação angular. O sistema de partida a frio dispensa a utilização do tanquinho.


VW fox bluemotion lan莽amento

Cultura do Autom贸vel Julho 2013 9


lançamento

Chery Tiggo Mudou bastante e ficou muito mais bonito

O

segmento dos SUV compactos está bem servido. Ao lado de produtos nacionais como ford EcoSport e Renault Duster, os chineses vêm conquistando seu espaço. Após o lançamento do Lifan X60, a Chery, que estreou no Brasil em 2009 10 Julho 2013 Cultura do Automóvel

justamente com o Tiggo, acaba de mostrar a reestilização de seu modelo. Externamente o novo Tiggo teve alterações nos para-choques, grade, faróis, frisos laterais, lanternas, capa do estepe e brake light. O interior também mudou, com novo painel, console

central, volante, manopla de câmbio, bancos e revestimento. Outras novidades são as luzes diurnas com led, display com bússola, altitude e pressão atmosférica no espelho retrovisor, sensor de marcha a ré com display de distância e controle de áudio no volante.

O motor é o mesmo 2.0 16V a gasolina, com câmbio manual de 5 marchas. Existe a versão automática na China, mas não há previsão de sua chegada ao Brasil. O novo Chery Tiggo custa R$ 51.990, mas ainda é possível comprar o antigo, por R$ 47.990.


lançamento

Poucas mudanças na traseira: novas lanternas de neblina, novo tampão plástico do estepe e aplicação de leds nas luzes de posição

O novo Tiggo tem o mesmo motor 2.0 DOHC 16V a gasolina de 138 cv

Porta-malas de 435 litros, com possibilidade de rebater os bancos

chery tiggo

Ficha técnica

O painel é totalmente novo e as novidades estão todas no retrovisor

Console central também é novo

Motor: 4 cil. em linha Cabeçote: 16v, dohc Cilindrada: 1.971 cm3 Combustível: gasolina Potência: 138 cv Torque: 18,2 kgfm Câmbio: manual, 5 m Tração: dianteira Pneus: 235/60-R16 Compr. : 4.390 mm Largura: 1 .765 mm Altura: 1.705 mm Entre-eixos: 2.510 mm Tanque: 55 litros Peso: 1.375 kg Porta-malas: 435 litros

Cultura do Automóvel Julho 2013 11


impressões

audi r8

v10 plus

Difícil melhorar o que já é tão bom. Mas o Audi R8 V10 Plus ficou melhor

P

ara quam não via a hora de trocar seu Audi R8 por uma versão mais atual, mais potente e exclusiva, uma boa notícia: chega este mês ao Brasil o Audi R8 Coupé V10 Plus. Entre as façanhas que o fabricante e importador declara para o carro está a velocidade máxima de 12 Julho 2013 Cultura do Automóvel

317 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h em 3s5. Em uma rápida avaliação no antigo retão do autódromo de Interlagos, não pudemos confirmar a velocidade, mas tentamos bater o número de fábrica na aceleração. Quase chegamos lá: 4s13, conforme mostrado no alto da página.

Mas a sensação de acelerar tão rapidamente é muito boa, principalmente ao volante de um esportivo como o R8. Esta versão especial do R8 tem novos faróis e piscas de leds, acabamento das soleiras das portas e das capas dos retrovisores de fibra de carbono, interior mais refinado,

com acabamento de fibra de carbono Sigma, pacote de luzes, pedais e descansa-pé de alumínio e teto moldado de couro Alcantara. O motor V10 TFSI tem 550 cv de potência e o novo câmbio Stronic de 7 marchas de dupla embreagem tem função de controle de saída.


impressões

Aceleração 0-100 km/h: 4s13

O carro é bonito, incrivelmente rápido, espetacular de ser pilotado e tem uma estabilidade sem igual. Mas o melhor mesmo é o motor de 550 cv

contra O Audi R8 é mais ou menos como Porsche, dá para rodar por aí sem muitas restrições. Mas por R$ 800.000, é preferível um modelo mais exclusivo

Ficha técnica audi R8 v10 plus

a favor

Motor: V10 Cilindrada: 5.204 cm3 Combustível: gasolina Potência: 550 cv Torque: 55,1 kgfm Câmbio: Stronic, 7 m Tração: integral quattro Comprimento:4.440mm Largura: 1.904 mm Altura: 1.252 mm Entre-eixos: 2.813 mm Peso: 1.595 kg Tanque: 61 litros Porta-malas: 100 litros

Cultura do Automóvel Julho 2013 13


Avaliação

Volkswagen Fusca

De volta às origens, só que agora com muito desempenho CARRO testado

Potência 200 cv Torque 28,5 kgfm Autonomia média 11,5 km/litro 0-100 km/h 7s5 Velocidade máxima 223 km/h Preço R$ 84.510 Versão testada R$ 110.000

aprovado: visual dirigibilidade desempenho câmbio de dupla embreagem acabamento

A

o falar da história do Fusca sempre há a alternância entre a redundância e a novidade. Com projeto original dos anos 30, produzido, em várias fases, nos anos 40, popularizado nos anos 50 e imortalizado ao fim de sua vida, nos anos 90, sua saga é tão complexa que mesmo os que acham que sabem tudo sempre se deparam com alguma novidade. 14 Julho 2013 Cultura do Automóvel

Fazendo 60 anos de vida oficial no Brasil – o VW Sedan, como era conhecido, começou a ser montado aqui em 1953, para então começar a ser fabricado em 1959 –, o Fusca foi novamente revitalizado com a chegada de um novo automóvel, cuja aparência apenas lembra a do besouro, mas na verdade é outro carro. O novo Fusca, que tem a mesma mecânica do VW Jetta TSI, um

motor turbo de 200 cv com câmbio automatizado de dupla embreagem, está mais próximo do modelo original do que a versão anterior de sua repaginação, o New Beetle, que tinha a mecânica do VW Golf. Inclusive no nome, que passa a ser o mesmo em que ficou conhecido em cada parte do mundo onde fez história. Aqui no Brasil, será sempre o nosso velho e amado Fusca.

Depois do New Beetle, que reviveu a saga do Besouro mas sempre deixou um gostinho de quero mais, principalmente em relação ao desempenho – pelo menos no Brasil, que só teve o insosso motor de 116 cv do Golf – a versão seguinte deveria impressionar nesse quesito. E assim aconteceu: alguns até chegaram a chamar o novo Fusca de “New Beetle para homens”.


No mundo inteiro o novo Fusca está equipado com o motor 2.0 TSI, de 200 cv, com 28,6 kgfm de torque. O câmbio pode ser o manual de 6 marchas ou, opcionalmente, o DSG de 6 velocidades e dupla embreagem automática. Das duas maneiras, o Fusca responde com um desempenho excitante, certamente o ponto alto do carro. As suspensões, um tanto firmes mas bem

coerentes com a proposta do carro, reforçam a esportividade, assim como as suspensões, a dianteira do tipo McPherson e a traseira do tipo four-link. Um sistema de bloqueio eletrônico do diferencial, o XDS, é oferecido de série no novo Fusca. O interior do carro é outro ponto de destaque. Alguns aspectos icônicos do velho Fusca foram incluidos no carro, como o

porta-luvas com a grande tampa chapada à frente do passageiro – sem, contudo, eliminar o grande portaluvas inferior, característico dos automóveis modernos –, ou as alças de apoio aos passageiros traseiros, fixadas nas colunas, exatamente como nos modelos originais. Há muito espaço para quatro ocupantes – apenas dois na traseira – e a segurança, logicamente, não foi

desprezada. Airbags laterais são de série. Um pouco de sofisticação também está no interior do Fusca. Acima do painel há instrumentos adicionais de temperatura do óleo, relógio com cronômetro e pressão do turbo e uma luz ambiente nas portas, programável em 3 cores, lembra um pouco a fase psicodélica que viveu o modelo original, nos anos 60.

não aprovado: velocímetro analógico de difícil leitura preço com todos os itens opcionais

Em comparação com o New Beetle de 1998, o Fusca tem um perfil mais baixo, mais largo, com o capô dianteiro mais longo e o para-brisa mais recuado. O perfil do teto é mais baixo e e o novo Fusca é mais ousado e dinâmico. Algumas das características mais marcantes do Fusca permaneceram, como os para-lamas salientes, o estilo das lanternas traseiras, a forma do capô,

as soleiras laterais e das portas, e o grande vão dos para-lamas, que sempre permitiram a utilização de rodas bem grandes. Assim como o Fusca original, o acesso ao interior é muito fácil. As duas portas abrem bem e não são muito grandes, algo positivo em estacionamentos apertados. O Fusca é o único Volkswagen atual com faróis redondos. Eles

podem ser, opcionalmente, do tipo bi-xenônio, com lâmpadas de descarga sem mercúrio de 25 W. A opção por faróis bi-xenônio inclui luzes diurnas, cada uma com 15 leds nas bordas externas dos faróis Outro diferencial do Fusca são os arcos das portas. Ou melhor, a ausência deles. No novo Fusca, os vidros das portas fecham diretamente no teto do carro, o que alguns cha-

mam de “sem coluna” . Mas não é o caso. Uma grande evolução no Fusca, em relação ao velho carro e mesmo em relação ao New Beetle, é a capacidade do porta-malas. Situado na traseira do carro, comporta 310 litros, bem mais que os 214 litros da versão anterior. E a grande tampa traseira, que se abre juntamente com o vigia traseiro, permite ótimo acesso à bagagem. Cultura do Automóvel Julho 2013 15


avaliação

volkswagen Fusca

Sistema de som completíssimo com navegador e todos os tipos de entradas

Apenas dois passageiros no banco de trás. Meio apertado, com conforto e segurança 16 Julho 2013 Cultura do Automóvel

Porta-malas de 310 litros, podendo chegar a 905 litros com os encostos rebatidos

Câmbio DSG de dupla embreagem acresce R$ 4.520

Opcionalmente, sistema de som Fender, com 10 canais e potência de 400 W

O revestimento de couro nas cores vermelho e preto é a opção mais interessante para o novo Fusca


OS NÚMEROS

volkswagen fusca 4.278 mm 1.486 mm

As rodas de liga-leve são de 17”, mas há a opção das rodas de 18”. E são 11 cores, que deixam o carro “divertido”, conforme o fabricante. Divertido ele é mesmo, independentemente de sua cor externa. A versão de entrada do VW Fusca tem bancos revestidos do tecido Native, mas o bom mesmo é o revestimento de couro Vienna, nas cores preta ou bege. A melhor a combinação, no entanto, é a de preto com vermelho (há também preto com azul). De série, o Fusca tem faróis e lanterna traseira de neblina, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema de alarme anti-furto, trava central com controle remoto e assistente de subida. Como itens opcionais, há o volante multifuncional revestido de couro para a transmissão manual, o volante multifuncional com Shift Paddles para a transmissão DSG, o arcondicionado digital Climatronic, com duas zonas de resfriamento, o retrovisor interno eletrocrômico, o sensor de chuva, o teto solar panorâmico elétrico, o sistema de som premium “Fender” com 10 canais, 400 w e cabo USB, o rádio com sistema de navegação, as rodas de liga-leve 18” com pneus 235/45 R18 e os bancos de couro e os faróis bi-xenônio. O preço do Fusca é de R$ 79.990, e com o câmbio DSG é de R$ 84.510. Com todos os opcionais, chega a uns R$ 110.000.

2.021 mm

2.537 mm desempenho

equipamentos ITENS

Velocidade máxima 223 km/h 160

0-100 km/h

205

250

7s5

7s0

11s5

16s0

Cidade 9,2 km/litro 5

Estrada

5

12,5

20

13,5 km/litro 12,5

20

ficha técnica motor Posição: dianteiro, transversal Cilindros: 4 em linha Cabeçote: 16 válvulas Cilindrada: 1.998 cm3 Taxa de compressão: 12,1:1 Potência: 200 cv a 5.100 rpm Torque: 28,5 kgfm a 1.700 rpm Combustível: gasolina transmissão Câmbio: câmbio DSG, 6 marchas Tração: dianteira Rodas e pneus Rodas: liga-leve, 17 polegadas Pneus: 215/55 R17 freios Dianteiros: a disco, ventilados Traseiros: a disco direção Assistência: Servotronic ........................................................................................ medidas Porta-malas: 310 litros Tanque: 55 litros Peso: 1.364 kg

série

opc.

ABS nos freios

x

Airbag duplo

x

Alarme

x

Apoio de cabeça traseiro central

Ar-condicionado

x

Banco com regulagem de altura

x

Bancos de couro

x

Câmbio manual 6 marchas

Câmbio automatizado dupla embreagem

x

Câmera de ré

Cinto traseiro central de 3 pontos

Computador de bordo

x

Controle de estabilidade

x

Controle de tração

x

Controlador de velocidade

x

Direção assistida Servotronic

x

Entrada para USB/MP3/Bluetooth

x

Espelhos retrovisores elétricos

x

Faróis auxiliares

x

Sensor de chuva

x

Rodas de liga leve 17”

x

Rodas de liga leve 18”

x

Ponteira dupla de escape

x

Sensor de estacionamento

x

Shift paddle (câmbio com borboleta)

x

Teto solar

x

Trava elétrica

x

Vidros elétricos

x

Volante com ajuste de altura

x

Cultura do Automóvel Julho 2013 17


Avaliação

Fiat Grand Siena Essence

Um sedã compacto com mais status do que o Siena básico, que acompanhava a evolução do Palio. O nome o define CARRO testado

Potência 16,8 cv Torque 16,8 kgfm Autonomia média 11,1 km/litro 0-100 km/h 9s9 Velocidade máxima 194 km/h Preço R$ 42.380 Avaliado R$ 45.629 Completo R$ 54.905

aprovado: visual dirigibilidade estabilidade câmbio porta-malas espaço interno torque

D

os sedãs pequenos vendidos no Brasil, o Fiat Grand Siena é o líder desse segmento, seguido do Volkswagen Voyage e do Chevrolet Classic. Estranhou dois modelos menores na mesma lista? É que entre as 55.960 unidades do sedã da Fiat emplacados no primeiro semestre de 2013, está incluida a ver18 Abril 2013 Cultura do Automóvel

são antiga do Siena, aquela ainda derivada do Palio. Segundo e terceiro colocados emplacaram 48.949 unidades e 43.688 unidades, respectivamente, para o mesmo período. Os seguintes nessa lista estão aquém de menos da metade do pior desses números. A Fiat não divulga qual é a porcentagem de produção entre o Grand

Siena, que tem quatro versões com dois motores, o Fire 1.4 EVO e o E.torQ 1.6 16V Flex, e o Siena, que continua em produção em apenas na versão básica EL e com motores 1.0 e 1.4. O Grand Siena, então, deveria estar no segmento dos sedãs compactos, junto com outros sedãs mais sofisticados como o Chevrolet Cobalt ou o

Honda City. Depois da quase total remodelação do novo Palio, a expectativa pela sua nova versão sedã era bastante natural. Mas a Fiat fez muito mais do que apenas ampliar o porta-malas: apresentou um novo sedã, maior que o próprio Siena mas ainda menor que o sedã premium da marca, o Fiat Linea.


Nascia assim o novo Fiat Grand Siena. E esse nome definia exatamente o novo modelo: o “grand” não significou apenas ser maior, mas, principalmente estar situado em um nivel mais elevado de conforto, segurança e status. Os 137 mm a mais na distância entre-eixos do Grand Siena em relação ao Siena não deixaram dúvidas de que se tratava

de um novo carro. Ele é também 134 mm mais longo, 61 mm mais largo e 53 mm mais alto, o que resulta em maior espaço interno, tanto para os ocupantes quanto para o porta-malas. E foi o que aconteceu, o Grand Siena é mais generoso tanto com as pernas dos passageiros do banco de trás quanto para o volume para as bagagens, já que o porta-

malas teve a capacidade aumentada de 500 litros para 520 litros. Tecnicamente falando, o Grand Siena tem uma plataforma, diferente da do Siena e também da do Palio. A suspensão traseira, por exemplo, é derivada da do Punto, com bitola 97 mm mais larga. Entre essas e outras diferenças em relação ao Fiat Siena, o Grand Siena tem dirigibilidade muito

distinta, notadamente superior, principalmente em relação à estabilidade direcional e à aderência em curvas de grande raio. É realmente outro carro. Bem, mesmo antes dessas rápidas explicações técnicas, as imagens do Fiat Grand Siena deixam claro que não há confusão com o Siena, que continua a ser produzido na versão de entrada SL e com motores Fire Evo

não aprovado: posição de dirigir volante sem regulagem de altura acabamento ruido geral

1.0 e 1.4. O Siena Fire, aquele com a carroceria antiga, deixou de ser produzido na ocasião do lançamento do Grand Siena – lembrando que o Siena SL tem as formas do velho Palio, situando o Grand Siena em uma categoria superior. Para os menos detalhistas, o Grand Siena até pode ser considerado como uma reestilização

do Siena, mas alguns detalhes falam por si, como os faróis alongados ou as linhas laterais lembrando um Alfa Romeo. O Fiat Grand Siena é oferecido em quatro versões de motores, transmissão e acabamento: o Attractive 1.4 Flex e o Tretrafuel 1.4, ambos com motor Evo, e o Essence 1.6 16V, a versão escolhida para esta ava-

liação, que está equipado com câmbio manual de cinco marchas. Para essa versão existe também a opção do câmbio automatizado Dualogic. O motor E-torq 1.6 16V do Fiat Grand Siena Essence tem 117 cv de potência e 16,8 kgfm de torque, valores que o tornam bastante ágil. O Grand Siena Essence tem, de série, o ar-condi-

cionado, banco do motorista com regulagem de altura e rodas de liga leve de 16”. Como opcionais há airbags laterais, sensores de chuva, crepuscular e de estacionamento. Rádio com MP3, USB, Blutooth e controlador de iPod, assim como o volante com comandos de áudio, também são equipamentos opcionais para o Grand Siena. Cultura do Automóvel Julho 2013 19


avaliação

fiat grand siena essence

Painel de instrumentos com os mostradores principais analógicos, o que é bom. Tem fácil leitura, mesmo à noite 20 Abril 2013 Cultura do Automóvel

Rádio opcional, o que inclui controles no volante

O espelho retrovisor interno eletrocrômico opcional evita ofuscamentos pelo carro de trás

Espelhos retrovisores externos têm controle elétrico como item opcional


fiat grand siena essence

OS NÚMEROS

4.290 mm 1.506 mm

Considerando que o Fiat Palio praticamente não teve dirigibiblidade alterada em relação à sua versão anterior, a boa surpresa do Grand Siena, notada na ocasião de seu lançamento, foi a notável melhora na dirigibilidade, em especial o handling em velocidades mais elevadas. Isso pode ser creditado a muitos aspectos técnicos do carro, como a nova plataforma com maior entreeixos, a nova suspensão traseira, com bitola mais larga, e ao acerto geral do veículo. No dia a dia, principalmente no uso urbano, o Grand Siena Essence oferece conforto e uma boa habitalidade, mas não é o melhor em seu segmento no que diz respeito à posição de dirigir e à ergonomia. Os pedais herdaram do Palio a pequena distância entre si, o que às vezes atrapalha a quem resolve conduzir com calçados mais largos. Mas bom mesmo seria se houvesse regulagem de posição do volante, o que existe apenas na altura. O preço do Fiat Grand Siena Essence 1.6 é de R$ 42.380, sem nenhum opcional. Equipado como o carro avaliado, ele custa R$ 45.629, principalmente devido aos opcionais do sistema de áudio, sensor de estacionamento e espelhos elétricos. Com todos os opcionais, ele custa R$ 54.905 (adicionando teto solar e câmbio Dualogic).

1.700 mm

2.511 mm desempenho

equipamentos ITENS

Velocidade máxima 194 km/h 160

0-100 km/h

7s0

205

250

9s9 11s5

16s0

Cidade 10,2 km/litro 5

Estrada

5

12,5

20

12,0 km/litro 12,5

20

ficha técnica motor Posição: dianteiro, transversal Cilindros: 4 em linha Cabeçote: 16 válvulas Cilindrada: 1.598 cm3 Taxa de compressão: 10,5:1 Potência: 117 cv a 5.250 rpm Torque: 16,8 kgfm a 2.500 rpm Combustível: flex transmissão Câmbio: câmbio manual, 5 marchas Tração: dianteira Rodas e pneus Rodas: aço, 16 polegadas Pneus: 195/55 R16 freios Dianteiros: a disco, ventilados Traseiros: a tambor direção Assistência: hidráulica ........................................................................................ medidas Posta-malas: 520 litros Tanque: 48 litros Peso: 1.141 kg

ABS nos freios

série

Airbag duplo

série

Alarme

opc

Apoio de cabeça traseiro central

série

Ar-condicionado

série

Banco com regulagem de altura

série

Bancos de couro

n/d

Câmbio Dualogic

opc

Chave-canivete com telecomando

série

Câmera de ré

n/d

Cinto traseiro central de 3 pontos

n/d

Computador de bordo

opc

Controle de estabilidade

n/d

Controle de tração

n/d

Controlador de velocidade

opc

Direção hidráulica

série

Entrada para USB/MP3/Bluetooth

opc

Espelhos retrovisores elétricos

opc

Faróis auxiliares

série

Desembaçador temporizado

série

Side airbags

opc

Rádio AM/FM

opc

Rodas de liga leve 16”

série

Sensor de estacionamento

opc

Shift paddle (câmbio com borboleta)

n/d

Teto solar

opc

Trava elétrica

série

Vidros elétricos dianteiros

série

Volante com ajuste de altura

série

Cultura do Automóvel Julho 2013 21


impress玫es

em busca do horizonte

Custom pequena. Mas de bom porte

22 Julho 2013 Cultura do Autom贸vel


impressões Bastante confortável, com posição de pilotagem até melhor que muita motocicleta custom de maior cilindrada. O velocímetro na frente do guidão permite boa leitura

contra Tem bom porte e bom desempenho para a cilindrada, mas peca no acabamento e na falta de suavidade do conjunto mecânico, em especial a vibração do motor

H

ouve uma época em que apenas as Harley-Davidson eram consideradas verdadeiras custom, tipo de moto que ganhou essa denominação justamente porque seus usuários invariavelmente a customizavam, isto é, as transformavam conforme seu gosto. Assim, as motos que jogam o corpo do piloto para trás e os braços para cima são atualmente todas custom, até a nova Dafra Horizon 250. Nesse aspecto, a Horizon atende perfeitamente as expectativas, mesmo com seu motor monocilíndrico de 250 cm3 e 23,1 cv. Bom desempenho, posição confortável de pilotagem em porte de uma custom de verdade. Esses são os principais pontos positivos da nova Dafra Horizon 250.

Ficha técnica dafra horizon 250

a favor

Motor: monocilíndrico Cabeçote: 4 válv. DOHC Cilindrada: 250,2 cm3 Potência: 23,1 cv Torque: 2,2 kgfm Câmbio: 6 marchas Pneus D: 18 M/C 47S Pneus T: 130/90-15 Cáster: 32° Trail: 147 mm Compr. : 2.245 mm Largura: 790 mm Altura: 1.140 mm Entre-eixos: 1.500 mm Peso: 163,4 kg Tanque: 17,5 litros

Mesmo levando em conta o fato de que sua principal concorrente, a também custom Kasinski Mirage 250, tem motor de dois cilindros em V, a única configuração aceitável pelos customaníacos, a Dafra Horizon 250 não decepciona em relação ao desempenho de seu motor monocilíndrico, a não ser por um eventual excesso de vibração em algumas faixas de rotação. O motor de 250,2 cm2 é uma adequação do motor da esportiva Dafra Roadwin, que tem 246,8 cm3 de cilindrada. O ganho de torque foi bem-vindo à custom. A potência é de 23,1 cv. A Horizon tem quase tudo que se deseja em uma custom, incluindo o para-brisa, o encosto do banco traseiro “sissy bar” e os apoios para os pés, três itens que não podem faltar em uma custom mas que são acessórios vendidos à parte (R$ 977 o conjunto). O preço da motocicleta é de R$ 13.690, que está disponível em duas cores, totalmente preta e preta com as laterais do tanque brancas. Cultura do Automóvel Julho Junho2013 201323 23


apresentação

Mahindra Pik up

As picapes indianas da Mahindra, agora com o novo motor 2.2 16V mHawk com turbina variável VGT, são muito valentes no off road

N

ão, não está faltando o “c” no nome do utilitário indiano. Na sua terra é assim mesmo que se escreve: Mahindra Pik up. Montada em regime CKD em Manaus, AM, as picapes Mahindra podem parecer um pouco “anos 90”, mas depois de vencer os obstáculos da pista de teste com tamanha facilidade, pode-se começar a achar que aparência não é importante. 24 Julho 20132 Cultura do Automóvel

A de cabine dupla tem todos os equipamentos de conforto que se espera em um utilitário desse tipo, incluindo rádio com comandos no volante, além de um espaço interno para cinco ocupantes não encontrado na maioria das picapes de cabine dupla. Já a picape de cabine simples é mais espartana, não para passeio mas sim para o trabalho, mas, da mesma forma, valente.

O novo motor diesel da Mahindra tem menor cilindrada, 2,2 litros, só que agora com 16 válvulas e turbocompressor de geometria variável, o que elevou em 5cv a potência em relação ao motor anterior, passando para 120 cv. Não é um alto valor, mas os 29,5 kgfm de torque, às 1.600 rpm, conferem aos veículos uma força surpreendente em baixas velocidades. e com boa dirigibilidade.

A tração 4x4 pode ser acionada com o veículo em movimento, mas a reduzida exige que o veículo esteja imóvel. Ao desacoplar a reduzida, o manual recomenda que se dê uma pequena marcha a ré, para liberar completamente o sistema e não haver risco de quebra. Isso mostra o quanto é defasada a tecnologia das picapes Mahindra. Só que, da mesma forma, não é o mais importante.


apresentação

O interior mantém os ares dos anos 90, mas com a grande virtude de oferecer muito espaço para todos

mahindra pik up cabine dupla

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, longitud. Cilindros: 4 em linha Aliment.: turbo, intercooler Tx. compressão: 16:1 Combustível: diesel Cilindrada: 2.179 cm3 Potência: 120 cv Torque: 29,5 kgfm Câmbio: manual, 5m Tração: 4x2; 4x4; 4x4 red. Rodas: aço, 6,5J x 16” Pneus: 245/75 R16 Compr. : 5.098 mm Largura: 1.770 m m Altura: 1.942 mm Vão livre: 210 mm Entre-eixos: 3.040mm Comp. caç.: 1.489 mm Altura: caç.: 550 mm Larg. caçamba: 1.520 mm Peso: 2.045 kg Tanque: 80 litros Capac. carga: 1.105 kg

Cabine dupla tem o mesmo entre-eixos da cabine simples. Rodas de liga são compradas como acessório

A marca Mahindra iniciou suas atividades na Índia no ano de 1945, introduzindo uma versão do Jeep Willys naquele mercado. Até hoje esse jipe é produzido, com a aparência dos anos 60 e com o nome de Thar. Aqui no Brasil, a picape Mahindra de cabine dupla custa R$ 81.500 e a de cabine simples custa R$ 64.900 (sem caçamba, que pode ser colocada na concessionária).

Assim é vendida a Mahindra Pik up de cabine simples, sem caçamba e com rodas de aço

A caçamba de madeira ou o baú e as rodas de liga leve devem ser incluidos após a compra Cultura do Automóvel Julho 20132 25


apresentação

Panigale

Ducati no Brasil

A mais desejada marca italiana de motocicletas, após iniciar operação oficial no Brasil há alguns meses, inaugura loja e mostra sua linha de motos

A

história da italiana Ducati deu uma guinada no último ano. Após ser adquirida pela Audi, do Grupo Volkswagen, a empresa criou a Ducati do Brasil e já começa a produzir alguns modelos de sua linha em Manaus, AM. O próprio CEO da Ducati Motor Holding, Claudio Domenicali, inaugurou o show room na região dos Jardins, em São Paulo. A primeira motocicleta a ser vendida como nacional será a Diavel, seguida da Monster e, no fim deste ano, também a Multistrada. Esta última, no entanto, será vendida ainda como importada, até começar a ser montada em Manaus. A Panigale, a Hypermotard, a Streetfighter, a Hyperstrada e a 848 serão vendidas aqui como importadas. 26 Julho 20130 Cultura do Automóvel

monster 796

diavel A primeira motocicleta a ser montada em Manaus é a Diavel, que custa R$ 58.900 na versão standard, R$ 63.900 na versão cromo e R$ 69.900 na versão carbon. A Monster 796 é uma naked com motor bicilíndrico em V de 803 cm3 e potência de 87 cv. Custa R$ 37.900.


apresentação

Multistrada

848 evo

streetfighter 848 A naked radical tem motor Testastretta de 849 cm3 com potência de 132 cv

A mais leve superesportiva Ducati já feita tem motor V2 Testastretta Evoluzione de 849,4 cm3 e potência de 140 cv

multistrada A maxitrail da Ducati tem motor V2 de 1.198,4 cm3 e potência de 150 cv

panigale A Ducati Panigale 1199 é uma superesportiva com motor V2 de 1.198 cm3, potência de 195 cv e torque de 13,5 kgfm Cultura do Automóvel Julho 2013 27


especial

Motores em A

foco

ssim como existem várias eleições pelo mundo para os melhores carros do ano, os motores também têm a sua premiação mundial. O prêmio “Motor do Ano”, definido por jornalistas especializados, está em sua 15a edição. Este ano, o pequeno

motor de 999 cm3 da Ford venceu pela segunda vez consecutiva e o VW 1.4 TSI ACT desbancou o Ferrari 6.3 V12 do título “Novo Motor”. Este, por sua vez, levou o prêmio de “Melhor Desempenho”. O motor Fiat de 875 cm3 e dois cilindros ganhou o título de “Motor Verde”.

1. Ford 3 cilindros turbo 999 cm3

2. VW TSI TwinCharger 1.400 cm3

3. BMW 4 cil. twin-turbo 2.000 cm3

4. Porsche DI 2.700 cm3

28 Julho 2013 Cultura do Automóvel


especial

5. Ferrari V12 6.300 cm3

6. BMW/PSA turbo 1.600 cm3

7. McLaren V8 3.800 cm3

8. Audi 5 cilindros 2.500 cm3

Green Engine - Fiat 875 cm3 2 cil.

New Engine - VW 1.400 cm3 TSI ACT Cultura do Automóvel Julho 2013 29


impressões

mini paceman É a versão cupê do pequeno SUV Countryman. E bem mais esportivo

S

e existia alguém que não gostava do Mini Cooper nos anos 60, é porque não o conhecia. O mesmo se pode dizer do atual Mini, maior, melhor mas ainda um pequeno ícone. As várias versões do novo carrinho, no entanto o transformaram em uma família, que agrega agora seu sétimo membro, o Mini Paceman. De todas as versões que existiam até agora, o Countryman era o que mais mais se distanciava dos outros, por ser maior

30 Julho 2013 Cultura do Automóvel

que os outros e por ter uma plataforma mais robusta, que inclui até tração 4x4. E é sobre esse modelo que chega agora o Paceman, considerado o cupê do Countryman. A parte frontal do Mini Paceman é praticamente a mesma do pequeno SUV, mas da metade para trás, com uma traseira exclusiva, o SAV (alguns o chamam de Sport Activity Vehicle, ou veículo para atividades esportivas) mantém sua própria personalidade de cupê.

Pode-se dizer que o Paceman corresponde ao Evoque, em relação ao Range Rover (e o que mais se aproxima em termos de características) Além do fato de ter apenas duas portas e uma traseira caída (coupé, do francês “teto cortado”), o Mini Paceman tem uma característica interna que o torna especial: duas poltronas independentes para os passageiros traseiros. isso significa que o Paceman leva apenas quatro pessoas. Mas com muito conforto.

a favor Como todo Mini, é um kart em termos de agilidade e resposta aos comandos, principalmente a direção. E os bancos individuais traseiros dão tremendo charme.

contra Além das suspensões muito firmes, o que para alguns é fundamental para manter o gostinho de um Mini, apenas lamentamos que o Paceman custe tanto.


impressões

Da coluna A para a frente o Paceman é igual ao Countryman. As portas são maiores e a traseira única

O enorme velocímetro central é mais decorativo

Excelente posição de dirigir e boa ergonomia em todos os comandos

Ficha técnica mini cooper S paceman

Equipado com motor 1.6 turbo twin-scroll a gasolina de 187 cv de potência, acima de tudo o Mini Paceman é rápido e dono de dirigibilidade espetacular. E com suspensões muito firmes, como era de se esperar. O Mini Paceman tem versão única, a Cooper S, e custa R$ 139.950.

Motor: 4 cil. turbo Cilindrada: 1.598 cm3 Combustível: gasolina Potência: 187 cv Torque: 26,5 kgfm Câmbio: autom. 6 m Tração: dianteira Pneus: 205/55 R17 Entre-eixos: 2.596 mm Tanque: 47 litros

Um dos pontos altos do carro são os dois bancos traseiros individuais Cultura do Automóvel Julho 2013 31


história

mini: uma história inglesa Como um carrinho popular se tornou um fenômeno cult

Sir Alec Issigonis com o primeiro Mini, depois de 2.730.678 produzidos, e mostrando o motor transversal de 848 cm3

O Mini era visto como um automóvel “maior por dentro do que por fora”, graças ao excelente aproveitamento interno

32 Julho 2013 Cultura do Automóvel


O

s automóveis ultra-compactos, como a Isetta ou o Fiat 500, surgiram na Europa em meados dos anos 50 depois que várias tentativas de comercialização de microcarros individuais – tão minúsculos que mais pareciam brinquedos – não deram muito certo. Mas foi apenas em 1959 que o mais brilhante automóvel de sua época foi lançado, o Morris Mini. Idealizado pelo engenheiro turco Alec Issigonis, o Mini foi produzido pela BMC – British Motor Corporation – e teve vários nomes, como Austin Mini (a Austin fazia parte da BMC), Riley, Rover e até Innocenti (a BMC licenciou o projeto aos italianos).

história Com o primeiro esboço do carro feito em um guardanapo de papel, Issigonis conseguiu a proeza de tornar seu Mini “maior por dentro do que por fora”, como diziam. A grande sacada foi montar o pequeno motor de quatro cilindros em linha de 848 cm3 transversalmente à frente do eixo dianteiro, fugindo o convencionalismo dos motores longitudinais. Isso permitiu fazer um carro extremamente curto (3,05 m) e com espaço suficiente para quatro adultos e alguma bagagem. Foi em 1961 que o preparador inglês de carros de corridas John Cooper se interessou pelo Mini e projetou um motor ligeiramente maior, de 995 cm3, para o carro.

Com essa fórmula e mais algumas adaptações necessárias, como freios e suspensões, nasce o Mini Cooper, que logo se transformou em Mini Cooper S, quando ganhou um motor ainda maior, de 1.071 cm3 de cilindrada. Essa foi a configuração do carrinho que se tornou célebre. Venceu o Rali de Monte Carlo em 1964 e não parou mais de vencer, em várias provas pela Europa. Um novo motor de 1.275 cm3 fez o carro ficar ainda mais potente. Paralelamente à evolução no desempenho do carro, uma versão militar, o mini Moke, foi criada. era um jipinho com a mecânica do Mini, que em pouco tempo se tornou um modelo civil.

O Mini foi produzido pelas marcas inglesas Morris, Austin, Rover e até pela italiana Innocenti. Mas eram o mesmo carro

Em 1964 o Mini Cooper S ganhou pela primeira vez o rali de Monte Carlo.

Cultura do Automóvel Julho 2013 33


história

mini moke Em 1964 foi lançada a versão militar Mini Moke, recusada pelo exército por ser baixo e não ter tração nas quatro rodas. A versão civil, com capota de lona, fez muito sucesso. Tinha exatamente a mesma mecânica do Mini.

Anúncio do Mini com as versões e o preço

Mini Moke, o jipe militar...

...que se tornou civil Esboço de Alec Issigonis, no guardanapo

O espaço interno era o melhor do Mini

Antigo Mini, feito pela BMW

Três gerações do Mini: a terceira, à esquerda, a primeira, ao centro e a segunda, à direita 34 Julho 2013 Cultura do Automóvel

Além do Mini convencional, havia a versão perua, a Coutryman – com acabamento lateral de madeira –, o furgão Traveller a picape, chamada de Mini Pick-Up. Em 1969 foi lançada a versão Clubman do Mini e somente em 1991 é que surgiu o Mini Cabriolet. Depois de mudar nomes e modelos durante algum tempo, a marca então pertencente à inglesa Rover desde 1990 foi comprada pela alemã BMW em 1994. Depois de mais de 5 milhões de unidades produzidas, o último Mini, com motor de 1.275 cm3, sai da linha de montagem. Mesmo vendendo a Rover em 1999, a BMW manteve a marca Mini, que renasceu no ano de 2.000 como um automóvel completamente novo. Maior e mais pesado, para que pudesse cumprir com as exigências de segurança de uma época 40 anos após a criação da versão original, o Mini volta a ser um sucesso de mercado, não apenas por manter o charme que o consagrou nos anos 60, mas por ser, novamente, um carrinho extremamente competente e muito divertido. A partir dessa segunda geração, o nome MINI passou a ser grafado com letras maiúsculas, para diferenciar da primeira geração do modelo. Os primeiros MINI fabricados pela BMW tinham motor 1.6 brasileiro, produzido no Brasil na Tritec, uma fábrica do grupo DaimlerChrysler em Campo Largo, no Paraná. Era o mesmo motor que equipava o Dodge Neon. Em 2006, a terceira geração – a atual – teve várias melhorias visuais e de acabamento, inclusive na gama de motores, que desta vez contam com a parceria da Peugeot (o MINI tem o mesmo motor 1.6 turbo que equipa o esportivo Peugeot RCZ).


Cultura do Automóvel  

Edição 7 - julho/2013

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