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Jbm 2017 01a final 1

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Foto: Marcos Campis

Isabella Borges

jornal barão de mauá Ribeirão Preto - SP 1º bimestre/2017

IMAGEM  Fotógrafo de Morro Agudo faz sucesso na Europa e nos EUA  Pág. 6

Foto: Natayslla Garcia

OPINIÃO A filatelia persiste mesmo na era digital

Curso de Comunicação Social - Hab. em Jornalismo Centro Universitário Barão de Mauá

CENTRO  Artistas levam arte para as ruas de Ribeirão na forma de estátuas  Pág. 6

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Foto: Leonardo Rodrigues

Projeto estimula crianças à leitura e publicação de livro

SAÚDE HC de Ribeirão abre ambulatório especializado

FUTURO  Alunos de Taquaral lançam próprio livro em projeto que os motivou a ler e escrever. Os estudantes não gostavam de ler até participarem da experiência  Pág. 3

Moradores de Serrana se livram de pagar aluguel Pág. 5

Ruas de bairro de Dumont estão sem asfalto há 16 anos Pág. 5

Idoso dá a receita para passar Mulheres utilizam tecnologia dos 100 anos em Ribeirão para evitar gravidez indesejada Vitório Calefi talvez seja o homem mais idoso de Ribeirão Preto. Ele vai completar 103 anos em setembro. O segredo para viver tanto, diz ele, é não reclamar e ter fé na vida. Calefi tem três filhas e já trabalhou como pedreiro, palhaço de circo e numa escola pública. O aposentado também tem paixão pela música. Ele costuma

compor letras de canções. Outra paixão dele é o futebol. São-paulino roxo, conhece tudo sobre o esporte. Para manter a saúde em dia, Calefi evita remédios. Toma apenas vitaminas e se alimenta e dorme bem. Ele é cuidado por uma das filhas.  Pág. 3

Um aplicativo de celular se tornou mais um aliado das mulheres, além das pílulas anticoncepcionais, para evitar a gravidez. Ele indica os dias em que elas estão férteis. O uso da tecnologia não é nenhum mistério. As usuárias devem medir constantemente a temperatura do corpo para saber se podem manter relações sem risco de

engravidar. A vantagem é deixar o uso de anticoncepcionais de lado, pois, para algumas mulheres, os efeitos colaterais são prejudiciais. Quando estão férteis, o aplicativo indica a cor vermelha. Quando não, verde. Conhecido pelo nome de Natural Cycles, o aplicativo não protege de doenças. Nesse caso, a recomendação é o uso de camisinhas.  Pág. 4


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1º bimestre/2017

EDITORIAL

O exemplo de Taquaral A educação é um tema sensível à realidade brasileira. O Brasil precisa avançar, e muito, nesse setor se quiser se tornar uma nação desenvolvida. O desempenho do país em ciência, leitura e matemática, infelizmente, é um dos piores do

mundo, como atesta o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa. Numa lista de 70 nações avaliadas, Brasil aparece, na 63ª posição em Ciência, 59ª em leitura e na 66ª em matemática. O programa é coordenado pela Organiza-

ção para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A última avaliação foi em 2015. Nesse contexto, é muito bem-vinda a notícia de que crianças de Taquaral, na região de Ribeirão Preto, que antes não gostavam de ler, tenha se tornado escritoras

mirins numa iniciativa que estimulou a leitura entre os jovens. Os estudantes cursam o 4º e o 5º anos do ensino fundamental. Uma campanha arrecadou recursos na cidade para que os alunos viabilizassem a publicação de suas histórias. O mérito é da professora Elenilda Souza. Exemplos louváveis como esse de Taquaral devem ser seguidos por outros educadores. Eles representam uma grande contribuição para que a educação brasileira dê o salto necessário para patama-

res mais elevados de qualidade. Essa boa notícia o leitor poderá encontrar em reportagem na página ao lado, de autoria de Leonardo Rodrigues. Também nesta edição foram temas de reportagens o trabalho de artistas no centro de Ribeirão Preto, como estátuas vivas, a precariedade de ruas em bairro de Dumont, o sucesso de um fotógrafo amador de Morro Agudo, que ganhou fama internacional, entre outras histórias. Uma boa leitura.

Chargista Pelicano venceu três salões internacionais de humor de Piracicaba

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Pelicano é um dos maiores, senão o maior, chargista do Brasil. A melhor maneira de constatar sua genialidade é conhecer seu trabalho, que, atualmente, está nas páginas do jornal Tribuna de Ribeirão. César Augusto Vilas Boas, 66, seu nome de batizo, já foi cinco vezes premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba e publicou seu trabalho em vários jornais e TVs. Pelicano, o Pelica, como é chamado carinhosamente pelos amigos, começou a ficar conhecido na década de 70, junto com Glauco, seu irmão também char-

O jornal barão de mauá é uma publicação produzida pelo curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá. CHANCELER

Prof. Dr. Nicolau Dinamarco Spinelli (in memorian) REITORA

Profª. Dra. Dulce Maria Pamplona Guimarães VICE-REITOR

Prof. João Alberto de Andrade Velloso PRÓ-REITORA DE ENSINO

Profª. Ma. Valéria Tomás de Aquino

PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Profª. Dra. Joyce Maria Worschech Gabrielli PRÓ-REITOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Prof. Dr. Dyjalma Antonio Bassoli PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO

Antonio Augusto Abbari Dinamarco COORDENADOR DO CURSO DE JORNALISMO REPORTAGEM, FOTOJORNALISMO E DIAGRAMAÇÃO

Alunos do curso de Jornalismo

PROFESSORES RESPONSÁVEIS EDIÇÃO, COORDENAÇÃO E REVISÃO DE TEXTOS

Prof. Me. José Antonio Bonato

PROJETO GRÁFICO E EDIÇÃO DE ARTE

Prof. Me. Alberto G. P. Oliveira EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA

Prof. Me. Jefferson Barcellos Tiragem: 1.000 exemplares Os textos desta página, exceto o Editorial, são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião do veículo.

EXPEDIENTE

Prof. Dr. Sebastião Geraldo

gista (assassinado em 2010). O chargista Henfil (1944-1988) foi uma grande referência da dupla – Glauco ficou nacionalmente conhecido por publicar suas charges na “Folha de S. Paulo”, tão geniais quanto as do irmão. Pelicano tem o dom de abordar as mazelas sociais com um humor leve, brincalhão, porém profundamente crítico. O chargista, que mora em Ribeirão Preto, é formado em engenharia, curso no qual ganhou o apelido de Pelicano, devido ao nariz avantajado. Tão avantajado quanto seu talento.

QUEM DIRIA

E o selo ainda resiste… Originalmente, o selo postal surge como um comprovante de pagamento, isentando a taxa cobrada aos destinatários das correspondências, transferindo essa obrigação para os remetentes. Embora, na era digital, a utilização de cartas não seja o mecanismo preferencial na comunicação, o selo resiste à modernidade e integra a prática chamada filatelia. A arte de reunir as pequenas imagens adesivas carrega uma bagagem cultural que amplia os horizontes intelectuais dos filatelistas. “Um dos pontos primordiais, que diferencia este dos demais hobbys, está na aquisição do conhecimento através da pesquisa da imagem do selo, a qual e obrigatória para desenvolver e aprimorar uma coleção”, comenta Reinaldo Macedo, 54, colecionador e Presidente da Febraf (Federação Brasileira de Filatelia). Devido aos avanços tecnoló-

gicos e a massificação digital, a ideia de que esse mercado possa ter se fragmentado é comum, já que está relacionado ao envio de cartas. Entretanto, de acordo com o proprietário de uma loja de antiguidades, Osvaldo Pereira, 61, a internet veio para resgatar a capacidade de divulgação do mercado filatélico. “Principalmente com as redes sociais, há um fluxo de compra e venda de selos, algo que anteriormente não era de fácil acesso”, declara.

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A internet veio para resgatar a capacidade de divulgação do mercado filatélico

O fascínio que move os filatelistas está inteiramente ligado com a mensagem implícita em cada imagem, tornando possí-

jornal barão de mauá na internet:

Centro Universitário Barão de Mauá

http://jornalismo.baraodemaua.br / jornalismobaraodemaua

Unidade Independência Rua José Curvelo da Silveira Jr., 110 Jd. Califórnia – Ribeirão Preto - SP Fone/Fax: (16) 3602-8200

Contato: jornal@baraodemaua.br

Horário de funcionamento segunda a sexta: 18h30 às 22h30

vel um aprofundamento sobre o tema proposto. Neste contexto, Pereira ainda afirma que o incentivo financeiro não é o bastante. “É preciso que se invista no nível cultural dos brasileiros, tornando esta uma atividade atrativa que interesse à população como um todo”, completa. No processo de manutenção e permanência da cultura filatélica, a influência familiar é frequente, como no caso do jornalista e presidente da Abrajov (Associação Brasileira dos Jornalistas Filatélicos) Marcio Javaroni, 40. “Meu incentivo inicial veio quando descobri que meu bisavô era colecionador assíduo e, mais tarde, apresentei o universo dos selos à minha filha Manuela, que inclusive já foi premiada em uma exposição infanto-juvenil”, explica. Isabella Borges é estudante do 5º semestre do curso de Jornalismo da Barão de Mauá.

Desde 1966, formando grandes profissionais, baseada em princípios éticos e humanísticos, a Organização Educacional Barão de Mauá é hoje referência em qualidade de ensino.


1º bimestre/2017

CIDADANIA

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EDUCAÇÃO

Projeto transforma alunos em escritores

Professora idealiza livro de contos para criar gosto pela escrita e leitura entre as crianças em uma escola de Taquaral os materiais para a impressão dos textos e das imagens para enviar ao site”, conta Elenilda.

LEONARDO RODRIGUES

Alunos de uma escola municipal de Taquaral, cidade que fica a 25 quilômetros de Jaboticabal, se tornaram escritores a partir de um projeto proposto por uma professora da escola, no ano passado. O propósito era que os alunos escrevessem histórias e as ilustrassem para serem publicadas como livros. O objetivo foi estimular a leitura, a criatividade e o prazer pela escrita das crianças dos 4º e 5º anos, segundo a idealizadora do projeto, a professora Elenilda Souza, 36. “As crianças não gostavam de leitura e produção de texto e me pediam para que eu não desse essa matéria. Pesquisando, encontrei essa forma de incentivar os alunos a gostar de ler e escrever.” A ideia, encontrada no site Estante Mágica, usado por Elenilda, de oferecer a cada aluno a oportunidade de escrever seu próprio livro, causou empolgação. “O livro mudou minha vida e ajudou a desenvolver minha leitura”, disse Sabrina Luiza Afonso da Silva, 10.

Foto: Leonardo Rodrigues

Alunos durante sessão de leitura em escola de Taquaral: lançamento de livros teve noite de autógrafos

Para que os livros fossem publicados era necessário conseguir recursos, e a professora, entusiasmada com a alegria dos alunos, mobilizou amigos e pessoas da comunidade e fez uma

campanha de arrecadação de dinheiro, que atingiu R$ 1.200. “Elenilda comentou a ideia e que precisava de ajuda. Sabendo de todo o empenho e esforço dela, colaborei. Os livros publi-

cados fizeram sucesso. Fiquei muito feliz em poder contribuir”, afirmou Magda Teresinha Loboda, 62, amiga da professora. “A maior dificuldade, além da questão financeira, foi conseguir

Aposentado esbanja vitalidade aos 103 anos

Foto: Luiza Helena Braga

O aposentado Victório Calefi que completa 103 anos este ano LUIZA HELENA BRAGA

“A morte me esqueceu.” É com essa frase bem-humorada que o aposentado Victório Calefi, de Ribeirão Preto explica sua idade: 102 anos. Viúvo de um casamento com dona Helena, que durou 68 anos, com quem teve três filhas, oito netos e uma bisneta, a longevidade, diz ele, é resultado do amor que sempre teve em seu coração, de amizades verdadeiras e da fé em Deus. Calefi cresceu em uma fazenda da região de Ribeirão Preto chamada Coronel Sampaio. Aos cinco anos de idade se mudou para outra fazenda, chamada Santa Tereza, e, aos dez, foi para a cidade.

Mesmo gostando de estudar, Calefi decidiu largar os estudos para poder trabalhar e ajudar em casa. “Durante um bom tempo não tive serviço efetivo. O que aparecia quando estava desempregado eu pegava.” Ele já fez de tudo um pouco: foi servente de pedreiro, mascate, serviço de roça, abriu vala para esgoto, teve uma breve carreira militar, ficou durante 13 anos no colégio Metodista e 35 na escola Fabio Barreto, entre outros empregos. PALHAÇO Além de tudo isso, o aposentado é um artista. Durante 15 anos trabalhou como palhaço em um grupo de teatro que se apresentava no circo do operá-

rio e sempre teve orgulho de sua profissão, porque, segundo ele, ser palhaço não é um trabalho para qualquer um. “Eu fazia papel de humorista. Quando eu entrava no palco, ah, era uma alegria! O salão estrondava de palmas! Eu era bom. Naquela época tinha caído a bomba dos Estados Unidos [em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945], aí me chamavam de ‘bomba atômica do riso’”, afirma. Sua voz era muito considerada bela. “Juntei com o irmão do diretor teatral para fazer uma dupla. Como não sabíamos tocar, chamamos um amigo e formamos Nhô Neco e Girassol e Cumpadre Solidão.” Além da música caipira, Calefi também se dedicava a fazer serenatas.

Após essa fase de atuar e cantar, o aposentado trabalhou na escola Fabio Barreto durante 35 anos, onde, afirma, era querido por todos. “Entrei no grupo e foi um alívio. As professoras sempre que se referiam a mim, sem querer me gabar, era com carinho. Todas me queriam bem, inclusive... Bom, isso não preciso contar (risos).” Apesar de a fase de artista ter ficado no passado, sua veia poética continua firme. Calefi tem um caderno no qual sua filha Suzana, 67, anota as letras e melodias que cria. Inclusive possui uma valsa registrada em seu nome no cartório que se chama “Nova Aurora”. Um de seus desejos é ver alguém tocando sua música. Um de seus hobbies, que vem desde quando era jovem, é o futebol. São-paulino de coração, Calefi acompanha os jogos e sabe tudo sobre eles. Qualquer pergunta feita sobre esse assunto ele responde. Atualmente mora com sua filha Suzana e tem uma rotina normal. Ele acorda cedo, almoça, tem a soneca sagrada durante a tarde, depois um lanchinho, janta e depois dorme por volta das 23h. Calefi tem uma alimentação saudável: come de tudo, e o que não pode faltar é um ovo quente pela manhã. Não toma remédio, somente vitaminas. Além de Suzana, Victório é pai de Solange, 68, e Silvana, 62.

HISTÓRIAS DE AMOR A maioria das histórias dos alunos são na forma de contos. As meninas falam sobre histórias de amor. Já os meninos quase todos falam sobre brincadeiras como soltar pipa e jogar bola. Ao todo, 24 crianças foram envolvidas na publicação e se emprenharam para a criação de suas obras. Os alunos gostaram tanto de escrever o próprio livro que querem até ser escritores quando crescer. Entre eles está Ketlen Yasmin Pinheiro, 11. “Fazer esse livro me abriu o mundo. Quero ser escritora quando crescer.” No lançamento dos livros, numa noite de novembro de 2016, houve uma sessão de autógrafos com a presença dos pais e autoridades da cidade. “Quando segurei meu livro me senti o máximo”, diz Diego Eduardo Mota, 10. O projeto fez tanto sucesso que este ano será repetido. Será em agosto, em outra escola na qual a professora também trabalha.


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SAÚDE

1º bimestre/2017

Alimentação saudável evita diabetes, hipertensão e deixa corpo em forma

Consulta a nutricionista é essencial para cardápio de acordo com necessidades de cada pessoa LETÍCIA PINATTI

A falta de conhecimento da população sobre alimentação saudável gera combinações de alimentos pouco nutritivas, além de riscos à saúde. Segundo a nutricionista de Ribeirão Preto Carmem de Amorim, a má alimentação está relacionada ao hábito de ingerir alimentos industrializados ricos em gorduras, açúcares e sódio. Alimentos em conserva, temperos e molhos prontos, biscoitos doces, guloseimas, bebidas alcoólicas e embutidos são exemplos de alimentos danosos ao organismo. De acordo com Carmem, a correria do dia a dia faz com que as pessoas optem por guloseimas e lanches, entre outros alimentos, como substitutos do almoço e da janta. “Essa praticidade debilita a nossa saúde”, afirma. O essencial é fazer três refeições: café da manhã, almoço e janta, e dois lanches saudáveis por dia. Um adulto, por exemplo, deve incluir seis porções do grupo de cereais, três porções de legumes e verduras, três porções de leite e derivados, uma porção de carnes vermelha, de aves e peixes ou ovos e, no máximo,

“Um adulto deve incluir seis porções do grupo de cereais, três porções de legumes e verduras, três porções de leite e derivados, uma porção de carnes vermelha, de aves e peixes ou ovos e, no máximo, uma porção de óleos vegetais.” uma porção de óleos vegetais, nas quais cada porção é proporcional ao tamanho da mão. Um IMC (Índice de Massa Corpórea) menor que 18,5 indica baixo peso. De 18,5 a 24,99 indica peso ideal, maior que 25 a 29,99 indica sobrepeso e maior que 30 indica obesidade. O cálculo é feito dividindo o peso pela altura. Crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes possuem necessidades diferentes. De acordo com Carmem, procurar um nutricionista é essencial para receber a orientação correta. De acordo com a médica de

Ribeirão Preto Erica Ludmilla, a principal causa de mortalidade são as doenças cardiovasculares, entre elas a hipertensão e a diabetes. A má alimentação, em geral, está associada a esse fim. “Recomendamos que o indivíduo mantenha o IMC no peso ideal, além de uma alimentação fracionada de acordo com orientação de nutricionistas”, afirma. Colesterol alto, diabetes, hipertensão e triglicérides são exemplos de patologias relacionadas ao sobrepeso que desenvolvem, posteriormente, derrames, isquemia, demência senil e problemas

renais, de acordo com a médica. “A obesidade, inclusive, está associada a alguns tipos de câncer. O câncer no intestino grosso e no esôfago, por exemplo, o endometrial, além da esteatose hepática”, afirma.

a substituiu pelo aplicativo. Segundo Lorena, que utiliza Natural A pílula anticoncepcional é o Cycles há dois anos é um método método contraceptivo mais usado confiável. Durante esse período pelas mulheres. Sua eficácia é de não desconfiou em nenhum mo99,8%, porém os hormônios exis- mento de gravidez. tentes na pílula têm trazido transtorno à vida de diversas mulheres. ANTICONCEPCIONAL Assim, elas buscam novas opDiversas usuárias da pílula ções de contraceptivos que não anticoncepcional têm reclamado causem danos à saúde. dos efeitos colaterais causados O aplicativo Natural Cycles é com seu uso, as principais queiuma opção para quem deseja um xas são dor de cabeça, enjoos, método não hormonal e não in- manchas de pele, aumento de trusivo. Seu uso é simples: basta vasinhos (veias), maior retenção registrar diariamente a tempe- de líquidos e ganho de peso. ratura da mulher, e o aplicativo Segundo o ginecologista de Rimostra os dias férteis em que se beirão Preto José Vitor Zanardi, pode engravidar. Assim, a mulher existem dois tipos de pílulas: as conhece como seu corpo funciona combinadas e as progesteronas. e se protege contra a gravidez. A pílula combinada contém No período da manhã a mulher além do hormônio progesterona deve medir sua temperatura. O o estrogênio, que está mais ligatermômetro a ser usado é o basal. do a fenômenos tromboembóliÉ através dessas informações que cos, ocorrência de trombose ou se analisa o ciclo da mulher e se o tromboembolismo. seu dia é vermelho (pode engraviPara Zanardi, o ginecologista dar) ou verde (sem risco de gravi- ao indicar a pílula adequada para dez). Anotam-se os dias em que cada mulher deve analisar o seu manteve relações sexuais com ou histórico, idade e a necessidade sem preservativo. da paciente. As vantagens de se usarem Já que fatores adquiridos e métodos contraceptivos não hor- hereditários podem aumentar a monais é a redução dos riscos de chance de trombose. trombose, varizes, eventos carMulheres fumantes ou que diovasculares e a não interferên- passaram por alguma cirurgia cia na libido. em que se precisa ficar imobiA contadora de Salvador Lore- lizada, longos períodos de voos na Anatólio, 27, após usar durante em conjunto com o uso da pílula nove anos pílula anticoncepcional combinada aumentam os riscos

de trombose. Além disso, em mulheres que já possuem varizes há uma piora no quadro clínico. De acordo com Zanardi, é lenda dizer que a mulher que toma pílula terá mais dificuldade de engravidar. “Alguns anticoncepcionais podem ter um efeito de depósito. O principal são as injeções trimestrais, que podem demorar mais para retornar as funções ovulatórias.” De maneira geral, após suspender o uso da pílula a mulher já pode engravidar, em alguns casos podendo levar até três meses para retornar todas funções ovulatórias. A chance que a mulher tinha de engravidar antes de começar a usar será a mesma depois que ela parar com o uso. CASOS A estudante de fisioterapia de Mococa Bianca Souza, 19, fez uso da pílula anticoncepcional durante seis meses. Porém, durante esse período percebeu que algumas varizes apareceram em suas pernas. Mesmo trocando o medicamento seguindo orientação de seu ginecologista, ainda assim persistiram os sintomas além do enjoo. Segundo Bianca, sua experiência com o anticoncepcional não foi boa. “Meu organismo não se adaptou com a pílula, as varizes começaram a me preocupar, de-

ISADORA FRANCELINO

A doença de Crohn é uma doença de origem inflamatória do trato digestivo que acomete todos os segmentos do trato digestivo, mas principalmente intestino delgado e intestino grosso. Segundo o coloproctologista Luiz Renato Ricci Camperoni, não há uma comprovação exata da origem da doença. “Há vários fatores causais. Pode ser hereditário inclusive, mas não na maioria dos casos”. Essa doença vem se tornando comum cada ano e a tendência é continuar crescente. “No Hospital das Clinicas foi feito um ambulatório para atender uma vez na semana pessoas com essa doença e colite. Em média são de 30 a 40 pacientes por semana. É algo controlável, mas para a vida toda”, afirma o médico. A doença de Crohn é autoimune e não tem cura, mas pode ser tratada. Ela afeta principalmente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), porém pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.

METABOLISMO A saúde de Simone Renata, 39 anos, mudou após reeducação alimentar. “Cheguei a pesar 101 kg. Meu metabolismo era lento, estava pré-diabética e a médica já havia me receitado metformina. Decidi emagrecer, e sozinha reeduquei a minha alimentação e, junto a prática de atividade física, eliminei 13 kg. Ao procurar ajuda profissional aprendi a adequar a quantidade necessária dos alimentos e obtive motivação para continuar”, diz. Grávida de 5 meses, Simone afirma que já obteve dificuldade em engravidar e a reeducação a ajudou no processo. “Adaptar as porções corretas a minha rotina foi bacana. Não há exageros. Aos finais de semana, me permito sair e comer alguma coisa com CASOS o meu marido. Mas, evito refriO trabalhador Jeorge Santos, gerante e doces.” Após três anos de alimentação saudável, Simo- 53, mora em Ribeirão Preto, vive com a doença há oito anos. Ele ne eliminou 30 quilos. a descobriu após um tratamento de início de câncer no intestino. “Começou com um sangramento nas fezes, não tinha sintomas aparentes, quando ia ao banheiro, saía sangue, foi aumentando de vido à quantidade de hormônios intensidade. Tive cinco hemorraexistente, então decidi parar gias em duas horas e meia.” com o uso, pois estaria correndo O intervalo de tempo entre o risco de ter trombose.” o câncer e o descobrimento da O anticoncepcional também doença foi de dois anos. Santos usado para regularizar o fluxo conta que já precisou ser afastamenstrual foi indicado à psicólo- do do emprego 90 dias. ga de São Paulo Pamela Cruz, 26, “Após uma hemorragia muito que o utilizou por sete anos. forte, fui para o hospital. ConNo início sentiu enjoos, po- versando com o médico, apaguei rém o que mais a incomodava e entrei em coma.” eram as enxaquecas que comeOs medicamentos precisam çaram a surgir. Mesmo trocando de supervisão médica, pois pode pílulas novos efeitos surgiam. dem causar uma parada cardíaca “Meu corpo começou a mu- no momento da transfusão. dar, meus cabelos e rosto ficaram De acordo com Santos, até oleosos, perda da libido, sentia hoje faltam alguns remédios e taquicardia junto com uma os- ele tem que pagar do próprio bolcilação de humor drástica, foi so para comprar. “O efeito que o quando decidi parar”, diz Pamela. medicamento traz não tem como No Facebook foi criada a pá- acostumar. Tontura, náusea, ferigina “Vitimas de anticoncepcio- das na pele. Tento me adaptar.” nais. Unidas a favor da vida”, Apesar da rotina cansativa, Sanem que mulheres se uniram em tos não precisou de acompanhaum movimento contra a falta de mento psicológico, sempre que informação, já que muitas usam retorna ao HC, passa para dar um sem saber os riscos causados a bom dia à psicóloga. Prefere trasaúde. balhar para distrair a cabeça. MuiDe acordo com Pamela, que tas pessoas, quando descobrem o faz parte desse grupo, existem diagnóstico, se entregam à doença mais de mil depoimentos de mu- e vivem apenas mais 150 dias. lheres que tiveram trombose. “A gente aprende a conviver “Os ginecologistas indicam com isso. Tem que colocar na pílulas sem ao menos fazerem cabeça que ela não existe. Pessoqualquer tipo de exame. Precisa- as morrem rápido por conta do mos nos unir. A mulher tem que diagnóstico. Tem hora que pesa. decidir se deve ou não usar, e os A família se preocupa, afinal foi homens devem dividir a respon- uma doença atrás da outra, mas sabilidade da prevenção”, afirma mostro que estou dando a volta Pamela. e vou superar”, diz Santos.

App funciona como método contraceptivo GABRIELA GARRIDO

Doença do trato digestivo cresce, e HC de Ribeirão abre ambulatório


1º bimestre/2017

População do bairro Villa Rizzi, em Dumont, reclama de asfalto há 16 anos

Além de ruas não serem pavimentadas, mato alto preocupa moradores EMILY CARDOSO

O bairro Vila Rizzi, da cidade de Dumont, enfrenta há 16 anos a falta de asfalto nas ruas. Das treze ruas existentes no bairro, apenas quatro são asfaltadas, o restante está no cascalho e na terra, a poeira é um dos grandes problemas para os moradores locais. A rua principal que liga o bairro ao centro da cidade é a que mais causa indignação nos cidadãos, pois além de não ser pavimentada, não apresenta iluminação e preocupa quem passa por ali. Segundo moradores durante a noite o perigo é maior: “Tenho uma filha que estuda durante a noite, fico preocupado em saber que ela vai passar por essa rua escura e coberta de mato, as pes-

soas aproveitam lugares como este para fazerem o mal ao próximo”, diz Dionísio Moreira, 41, operador de maquinas agricolas. Em dias secos a poeira toma conta do bairro, prejudicando a saúde daqueles que ali residem. Já em dias de chuva, o barro torna a locomoção pelo bairro um problema uma vez que a rua Aristides Lopes, principal via pavimentada do bairro, fica coberta de lama que escorre das ruas com as quais faz cruzamento. A moradora Maria de Fátima, 57, que mora no bairro há 5 anos afirma. “Nunca vi desrespeito maior, toda vez que chove eu preciso acordar, pegar uma enxada e vir tirar a lama que desce para a porta da minha casa. Sem contar que muitas vezes é tanto barro, que

nem dá para levar minhas netas na escola, porque até chegar lá embaixo vai ter lama até nas nossas cabeças”. De acordo com os moradores outro problema é o mato alto em diversas ruas do bairro. Liandra Marques, 18, declarou que o mato a deixa preocupada. “Quando levo meu cachorro para passear fico com medo de que ele entre no mato e seja picado por algum bicho, o bairro tem muitas crianças. Também é muito perigoso deixar elas brincarem na rua, se aparecer uma cobra elas não vão saber se defender, fora os pernilongos e outros insetos que vivem rodeando a casa das pessoas”. A prefeitura da cidade não quis se manifestar sobre o assunto.

Rua principal do Bairro Vila Rizzi sem asfalto

SERRANA Foto: Gisele Poiares

Casas populares serão entregues em 2017

Casas do projeto Minha casa Minha vida estão quase prontas para entrega GISELE POIARES

Um projeto na cidade de Serrana irá entregar 122 casas populares para famílias de baixa renda em abril de 2017. As famílias que estão cadastradas desde 2012 participam todos os meses das reuniões para saberem sobre o andamento do projeto Morada do Sol (Minha Casa Minha Vida Entidade). Todas as famílias passaram por uma analise de investigação pela Caixa Econômica Federal de renda e imóvel, caso a pessoa ganhasse mais de R$ 1.600,00 reais ou tivesse alguma proprieda-

de em seu nome ela não poderia fazer parte do projeto. Lembrando que essas famílias irão pagar 5% da renda que elas apresentaram para Caixa, e o imóvel ganho será pago em 10 anos. O governo federal investiu R$9.606.298,72 e governo estadual investiu R$1.830.00,00. O terreno é 9x20 mts, a casa terá dois quarto, sala, cozinha e banheiro e conta com aquecedor solar para ajudar na conta da energia elétrica. Gisele Cristina Gumercindo é uma das beneficiarias do projeto Morada do sol, casada, mãe de 4

filhos, mora de favor com mãe: “Ansiedade extrema para ver meu canto, minha casa.” Segundo Gisele será gratificante investir e pagar uma coisa que sempre foi seu sonho: “Eu fiquei sabendo do projeto e fui atrás e inicialmente foi um tiro no escuro pois era uma associação que estava fazendo inscrição para o projeto, uma coisa que nunca tínhamos visto, pois essas coisas você só consegue ver pelo Cdhu ou prefeitura.” Gonçalina Pacola, 65, viúva aposentada, afirma: “Hoje estou vivendo um sonho que já mais podia imaginar”.

5 Foto: Emily Cardoso

SEGURANÇA

CIDADES

Margarete Rodrigues da Silva, 56, separada, empregada doméstica, diz “ é um sonho que é difícil de se realizar e Deus esta me dando essa chance”. Maria Braga Nunes, 58, separada, diarista, cuida do neto pois a filha abandou, por ser usuária. “Não vejo a hora de parar de pagar o aluguel pois pago R$600,00, e esse dinheiro fica bem apertado para manter eu meu neto e as vezes minha filha aparece, como sou mãe não posso negar. Quando me mudar para minha casa posso ter uma vida mais tranquila e sossegada.”


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CULTURA

1º bimestre/2017

DESTAQUE

Fotógrafo tem imagens publicadas no exterior

Fotos: Marcos Campis

Aventureiro sai aos fins de semana para fazer seus cliques JOHNATA GOULART

Marcos Cesar Campis, 47, de Morro Agudo, é fotógrafo da natureza, essa paixão começou depois de uma viagem a Serra da Canastra em Minas Gerais. O fotógrafo, que é consultor na área da tecnologia da informação, ja teve alguns de seus cliques publicados em livros e revistas em países, como EUA, Alemanha, Itália e Rússia, além de publicações no Brasil. Conhecido como Marquinhos Aventureiro, ele fotografa a natureza aos finas de semana e feriados, fazendo do hobby um trabalho paralelo. Sair para fotografar é sempre uma aventura, pois não se sabe o que vai aparecer pela frente. Alguns acidentes ja aconteceram ”certa vez entrando numa floresta num emaranhado de galhos e folhas uma formiga caiu no meu nariz e acabou picando a parte

interior da narina. Imagina uma dor terrível foi esta”. Segundo o fotógrafo, sair para fotografar requer alguns cuidados, como por exemplo sempre usar repelentes e avisar onde está, ja que fotografar natureza pode acontecer imprevistos. O cuidado para não espantar os animais requer uma certa sintonia com a natureza, que se leva um tempo para aprender. PAIXÃO Apaixonado pela fotografia, aprendeu as técnicas apenas pesquisando na internet e olhando fotos de outros profissionais para aprimorá-las. Um de seus projetos em andamento é um guia de borboletas e mariposas que será ,referencia nacional e internacional encabeçado pelo documentarista Haroldo Palo Jr, fotógrafo naturalista. Quando Campis estava cara a cara com uma onça parda, com

a câmera na mão, a emoção foi grande, e deixou apenas o registro na memória, não conseguiu fotografa-la, um animal que ele ainda não conseguiu registrar. Mas também, o aventureiro ja conseguiu registar espécies que são raras, ele conseguiu fotografar Marcos Campis durante trabalho na Serra da Canastra uma borboleta que só era conhecida na região do Rio de Janeiro e Santa Catarina, que foi vista no ESTADO de São Paulo, que será divulgado em artigo cientifico. FUTURO Campis pretende ainda realizar um sonho que é fotografar no continente africano, onde para ele é “uma das ultimas arcas de Noé do mundo”. Um dos lugares preferidos do fotografar é a Serra da Canastra, apaixonado pelo cerrado que lhe possibilita surpresas maravilhosa “Quando cuidamos da Natureza, estamos cuidando de nós mesmos” Mariposa fotograda por Campis:livro exterior

SOBREVIVÊNCIA

Foto: Natayslla Garcia

Estátuas garantem renda a artistas ROTINA A companhia sobrevive com recursos próprios. Os membros fazem a vestimenta de cada personagem. Ana comprou uma estátua de florista africana e começou a montar sua fantasia inspirada na escultura. Além da criatividade, a companhia reaproveita pallets encontrados na rua para fazer o palquinho de cada artista. “O lance da estátua é isso. Nós mesmos fazermos a própria roupa, o próprio cenário e o objeto em cena”, afirma Melo.

Os artistas Jeferson, Ana e Marcos, durante apresentação na praça XV no centro de Ribeirão Preto NATAYSLLA GARCIA

Enquanto algumas pessoas estão em busca de um, emprego, outras ganham dinheiro sem sair do lugar. É o caso dos integrantes da Companhia das Estátuas Vivas de Ribeirão Preto. A companhia é composta por cinco integrantes: Marcos Melo, 23, Jeferson Menino, 26, Ana de Oliveira, 20, Carol Camilo, 19 e Vladi Veloso, 47. Entre os personagens que os

membros do grupo encarnam estão uma florista africana, um mágico e um ninja. A performance é feita durante a semana, nos períodos da manhã e tarde. Em retribuição ao trabalho, o público doa trocados aos artistas. Em troca, recebe uma mensagem. “As diferentes reações do público são muito gostosas. Às vezes chego aqui estressada, mas não dá nem cinco minutos e eu já estou muito alegre ”, conta Ana. Os personagens são escolhi-

dos conforme as preferências de cada um. “Depende da personalidade de cada um”, declara Melo, criador de um dos personagens mais impactantes da companhia, o escritor Mário de Andrade (1883-1945). “Fiquei sabendo que ele seria o homenageado da Feira do livro no ano de 2015. Achei interessante e mostrou a estátua do escritor para os organizadores. Eles aprovaram, então o representei por quase dois anos.”

DIFICULDADES Não são todas as reações, no entanto, que agradam os artistas, como relata Ana, que já sofreu assédio inúmeras vezes enquanto se apresentava. “Tenho que evitar trabalhar sozinha. Vai desde insultos mais leves a insultos mais pesados. Às vezes passa dos limites e tenho que tomar providências. ” Entretanto, dentre tantas dificuldades que a companhia enfrentou, a maior foi o impedimento da Fiscalização Geral, que os impediu de se apresentarem na rua. “A luta agora é conseguir sancionar uma lei que nos defenda, nos resguarde e reforce as nossas manifestações. Isso já existe em algumas cidades. Agora estamos lutando para isso acontecer aqui em Ribeirão também”, declara Menino.


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