Revista Funfarme - Fevereiro 2021

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Fevereiro/2021 | Ano XVII | nº 226

FUNDAÇÃO TEM NOVO CENTRO DE REFERÊNCIA EM ONCOLOGIA, O HB ONCO O novo centro de oncologia da Funfarme, desde já, é referência na especialidade para a população do noroeste paulista e de outros Estados, voltado ao atendimento de pacientes de convênios médicos, particulares e SUS. Leia nas páginas 3 e 4. Funfarme Notícias - Fevereiro 2021 1


Editorial

Resiliência O termo resiliência vem da física e é utilizado para designar a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original, após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Quando a palavra ganha sentido figurado, ela mostra a capacidade de nós, seres humanos, passarmos por adversidades e nos adaptarmos a novas situações. Há um ano, o mundo tornou-se um novo lugar, completamente diferente de tudo que já imaginamos e, assim, a vida em sociedade teve de ganhar novas regras. A tendência é que, em tempos difíceis, ou paramos no tempo ou esquecemos de nos atentarmos a outros empecilhos. Nós, da Fundação, temos sido incansáveis em questão de resiliência. Ao mesmo tempo em que focamos nossos esforços em tratar nossos pacientes de Covid-19, de maneira humanizada, também não deixamos à margem outras situações complicadas. Prova disso é que, em meio a tempos que envolvem um misto de dificuldades e esperança, nos comprometemos com aqueles que estão em tratamento contra o câncer também. Prova disto, é que inauguramos, em pouco tempo, o HB Onco (saiba mais nas páginas 4 e 5). O novo centro já nasce como referência em oncologia no país e conta com ambientes modernos, em uma área de 815m², com 7 quartos privativos, de 29 metros quadrados, cada, 14 leitos e cinco consultórios que trazem maior conforto aos pacientes particulares, de convênios e do Sistema Único de Saúde, SUS. Isto demonstra o olhar plural que mantemos em relação aos nossos atendimentos. A inovação também é um instrumento muito importante neste processo de ressignifcar e de adaptação. Por medida de segurança, a Fundação restringiu a circulação dos familiares daqueles que ficam internados em nossas unidades. Diante deste isolamento que, em todos os casos é penoso para parentes e pacientes, a comunicação sobre o ente querido torna-se fundamental. Assim, da solidariedade de parceiros, foi criado um sistema que permite que familiares acessem, via Whatsapp ou por meio de um WebChat disponível nos sites da instituição, o boletim médico do paciente internado (matéria completa na página 7). A resiliência, portanto, tem sido a principal ferramenta para o enfretamento da brusca mudança que temos enfrentado. Nossos profissionais das áreas médicas, assistenciais, de apoio e administrativas vêm demonstrando coragem para passarmos por mais este desafio que afeta a vida de todos. Continuemos nos cuidando e sendo resilientes. Esta esperaça é, também, uma imunização para tempos difíceis.

Funfarme Nossa Missão Transformar a saúde regional por meio da integração de assistência, ensino e pesquisa.

Nossa Visão Ser reconhecido como complexo hospitalar de assistência, ensino e pesquisa de excelência até 2021.

Nossos Valores - Humanismo - Responsabilidade social e ambiental - Meritocracia - Integridade absoluta

- Inovação - Qualidade e segurança - Respeito

Expediente Informativo da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) Ano XVII / Nº 227 - Fevereiro - 2021 • Presidente dos Conselhos da Funfarme: Dr. Dulcimar Donizeti de Souza • Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Jorge Fares • Vice-Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Luiz Sérgio Ronchi • Diretora Administrativa do HB: Dra. Amália Tieco R. Sabbag • Vice-Diretor Administrativo do HB: Dr. João Fernando Picollo de Oliveira • Diretor Clínico do HB: Dr. Alceu Gomes Chueire • Vice-Diretor Clínico do HB: Dr. Valdeci Hélio Floriano

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• Diretora Técnica do HB: Dra. Maria Regina Pereira de Godoy

• Diretor Clínico do HCM: Dr. Wagner Vicensoto

• Diretor do Hemocentro: Dr. Octávio Ricci Junior

• Vice-Diretora Clínica do HCM: Dra. Ana Luiza A. Silva

• Diretora Técnica do Hemocentro: Dra. Andreia Aparecida G. Guimarães

• Diretora Técnica do HCM: Dra. Fernanda Del Campo Braojos Braga

• Diretor do Ambulatório: Dr. Eumildo Campos Júnior

• Vice-Diretor Técnico do HCM: Dr. Gustavo Henrique de Oliveira

• Diretora do Lucy Montoro: Dra. Regina Chueire

Produção Editorial: Intermídia Comunicação Empresarial

• Diretor Técnico do Instituto do Câncer: Dr. Carlos Eduardo Miguel

Telefone: 17 3011-5435

• Diretora Administrativa do HCM: Dra. Leila Neves Bastos Borim

Jornalistas: Fernanda Martinazzi, Alex Pelicer e Alexandre Souza

• Vice-Diretora Administrativa do HCM: Dra. Maria Lúcia Luiz Barcelos Veloso

Jornalista responsável: MTB 24.527

Diagramação: Intermídia Comunicação Empresarial


Vacinação

Funfarme recebe novas doses da vacina CoronaVac A Funfarme recebeu, no dia 2 de fevereiro, 7.200 novas unidades da vacina CoronaVac. A remessa veio para ser aplicada como segunda dose do imunizante em todos os colaboradores da instituição. A primeira etapa de vacinação terminou três dias depois da chegada do lote, no dia 5 de fevereiro, e abrangeu, além dos profissionais da saúde e da linha de frente, os administrativos e de apoio. Já o início da segunda fase foi estabelecido por diretores e lideranças da Fundação e as aplicações começaram no dia 9. A previsão é que todos os profissionais das sete unidades do complexo tenham recebido as duas doses na primeira quinzena de março.

Dra. Amália Tieco, diretora do HB, e Robson de Pádua (à dir.), superintendente financeiro

O líder de setor, Emerson Rodrigues, foi dos profissionais do administrativo que foi imunizado

A engenheira civil da Fundação, Maria José Zeituni, também recebeu a primeira dose no começo de fevereiro e tomou a segunda no final do mesmo mês

Emoção A auxiliar de Recursos Humanos Lucimara Pavão emocionou-se. “A gente esperou tanto por este momento. É muito emocionante ver que há uma esperança após tantos meses de cansaço. Dá um novo vigor e uma tranquilidade em saber que poderemos rever nossos familiares em alguns meses”, agradeceu.

Lucimara Pavão, auxiliar de Recursos Humanos, agradeceu por poder tomar a vacina

As auxiliares administrativas do Lucy Montoro (a partir da esquerda) Daiane Barbieiro, Fernanda Cuco e Gislaine Fagundes foram vacinadas dia 4 de fevereiro

A partir da esquerda Bruna Freitas, Valéria Porto e Patrícia Martins, também do administrativo, receberam a primeira dose e comemoraram a chegada da segunda dose Funfarme Notícias - Fevereiro 2021 3


Nova ala

Funfarme inaugura HB Onco, centro de referência em oncologia A diretoria da Funfarme inaugurou, no dia 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, o HB Onco. O local é o novo centro de oncologia que, desde já, é referência na especialidade para a população do noroeste paulista e de outros Estados. O centro iniciou as atividades no dia 8 de fevereiro. Voltado ao atendimento de pacientes de convênios médicos, particulares e SUS, o HB Onco está localizado no bloco D do Hospital de Base, o que permite total integração com diversos outros serviços do complexo, proporcionando tratamento e diagnóstico modernos e eficazes de todos os tipos de cânceres. O HB Onco possui, também, equipe multidisciplinar completa, altamente qualificada, que dispõe de equipamentos de última geração, dentre eles, o acelerador linear Trilogy STX, um dos mais modernos do mundo. O aparelho é utilizado no tratamento da maior parte dos tumores com indicação de radioterapia, inclusive empregando as modernas técnicas de radioterapia estereotáxica e braquiterapia. “Temos certeza de que o HB Onco será uma referência em assistência, pesquisa e formação de profissionais na área da oncologia no Brasil. Desenvolver estudos e investir na formação naturalmente resultam na melhor qualidade dos tratamentos e serviços oferecidos aos nossos pacientes”, declara a médica oncologista clínica do centro, Dra. Aline Fares. A inauguração do HB Onco contou

Da esquerda para direita: Geninho Zuliani (deputado federal), Itamar Borges (deputado estadual), Dra. Amália Tieco (diretora administrativa do HB) e Dulcimar Donizete (presidente dos conselhos Funfarme)

com a presença da Patricia Ellen da Silva, Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, além de lideranças do complexo e deputados estaduais. “Vocês são referência. O segundo maior complexo de saúde do nosso estado, mostrando a importância desse investimento na saúde pública. Além disso, são um dos 12 centros de pesquisa da vacina do Butantan, a CoronaVac, e também grande referência em ciência, tecnologia e inovação com a Faculdade de Medicina de Rio Preto”, afirmou Patricia Ellen. “Hoje nós estamos dando o pontapé inicial para que possamos nos tornar um grande polo na oncologia para os 102

municípios da nossa região. Estamos trabalhando ao longo dos anos e agora nossa proposta é fazer novos andares para enfermaria, melhorias na estrutura ambulatorial, investimentos na área preventiva, além de adequações na patologia, agilizando o atendimento para toda a população”, afirmou Dr. Jorge Fares, diretor executivo da Funfarme. O HB Onco possui ambientes modernos em área 815m², com 7 quartos privativos de 29 metros quadrados, cada; 14 leitos e cinco consultórios, o que permite oferecer privacidade aos pacientes, inclusive durante a infusão de medicamentos.

Da esquerda para direita: Dr. Jorge Fares (diretor executivo da Funfarme), Patricia Ellen da Silva (secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo), Orlando Bolçone (vice-prefeito de Rio Preto) e Carlão Pignatari (deputado estadual) 4 Funfarme Notícias - Fevereiro 2021


Nova ala

“Foi com alegria e esperança que pude abençoar as novas instalações do HB Onco. Senti muita paz e compaixão ao ver um espaço digno, bem preparado e pensado para melhor acolher os pacientes que ali passam boa parte de seu dia. Desejo a todos os colaboradores e pacientes muita fé, pois é ela que move a esperança em nossos corações, de dias melhores. Deus os abençoe” Padre João Carlos

“No dia 9 de fevereiro o Padre João abençoou o novo setor HB Onco e foi recepcionado pela auxiliar administrativo Camila Magalhães”

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Reconhecimento

A gerente de enfermagem do HB, Samantha Vaccari (de óculos), representou a instituição e acompanhou outros colegas profissionais de enfermagem

Acirp homenageia profissionais da Funfarme por excelência na atuação contra a Covid “A Acirp é uma entidade que traz visibilidade para questões importantes, como o trabalho incansável dos profissionais da linha de frente, sejam eles médicos, profissionais da enfermagem, multidisciplinares e de apoio. Estamos muito honrados” Dra. Amália Tieco, diretora do HB

A ação No final do ano passado, a Acirp distribuiu outdoors por Rio Preto de vários profissionais da saúde que atuam na linha de frente. O médico Dr. Maicon Angelino, a enfermeira Daniele Pontão, a auxiliar de limpeza Viviane da Silva e o porteiro Fernando Brassali, da Fundação, representaram o complexo na campanha da Associação. A Acirp colocou nos outdoors, a foto destes profissionais e uma mensagem de agradecimento.

Luccan Oliveira teve seu trabalho reconhecido; o auxiliar de enfermagem trabalha na enfermaria Covid do HB 6 Funfarme Notícias - Fevereiro 2021

O Núcleo de Saúde da Associação Comercial de São José do Rio Preto, Acirp, homenageou, no dia 22, diversos profissionais de saúde da cidade pelo trabalho incansável que vêm desenvolvendo no combate à pandemia. Entre as instituições homenageadas esteve a Funfarme. Representantes do complexo estiveram presentes na Associação e receberam um certificado pela coragem e dedicação no enfrentamento da Covid-19 em Rio Preto. Além disso, a cerimônia contou com a presença do presidente da Associação, Kelvin Kaiser.

“Tenho um orgulho imenso em fazer parte desta instituição, e poder representar a todos meus colegas de trabalho. Agradeço à Fundação por sempre amparar a todos, com metodologia e aperfeiçoamento, incentivando o desenvolvimento dos profissionais e oferecendo qualidade e excelência no trabalho” Luccan Oliveira, auxiliar de enfermagem da enfermaria Covid.


Inovação

Funfarme usa tecnologia para informar famílias sobre estado de saúde de pacientes internados no Complexo Desde o início da pandemia, o Complexo Funfarme adotou medidas práticas de prevenção da propagação do novo coronavírus. Uma das ações foi a suspensão das visitas e entrada de acompanhantes no interior do hospital como medida de segurança. Por isso, a Fundação, em parceria com a empresa Ciatécnica, desenvolveu um sistema permitindo que familiares possam acessar o boletim médico do paciente internado na instituição. “É possível consultar informações de forma rápida, segura e sem a necessidade de intervenção ou contato com nenhuma outra pessoa do hospital. O sistema é todo automatizado, autoexplicativo e prático. Além da praticidade para os familiares, o sistema possibilidade que a central telefônica do Complexo não fique sobrecarregada”, explica o analista de sistema Flávio Bardella, do Núcleo de Tecnologia Integrada da Funfarme. Para acessar o boletim eletrônico, é gerado um número de identificação e as informações são autorizadas pelo próprio paciente ou representante legal, antes de ser divulgada. “Após a internação é criada uma senha de dez dígitos e só será informada ao familiar ou pessoa autorizada. O acesso ao boletim por ser feito pelo aplicativo de mensagem WhatsApp ou pelo site do Complexo”, afirma Flávio Bardella. Com uma média de 530 pacientes já beneficiados com a solução. O projeto

As informações do boletim eletrônico são acessadas de forma prática pelo aplicativo WhatsApp

levou, aproximadamente, 30 dias desde sua implantação e finalização para uso. “Precisávamos de uma solução como essa, e o sistema ficou pronto em tempo recorde. Nós investimos a mão de obra e a Ciatécnica, gentilmente, doou o tempo e o esforço da sua equipe no desenvolvimento da integração de forma gratuita”, afirmou Thiago Soler, gestor de tecnologia da Funfarme. “A Ciatécnica já estava trabalhando com uma proposta de implementação de plataforma de integração e com a pandemia o hospital enxergou no projeto uma maneira de levar informações aos seus pacientes, automatizando o processo e proporcionando mais tempo para sua equipe se dedicar ao atendimento médico. Então, não pensamos

duas vezes e fizemos essa doação, não só para o hospital, mas para a sociedade”, explicou João Gubolin, CEO da Ciatécnica. Flávio Bardella também destaca que a instituição já cogita ampliar o atendimento eletrônico. “Estamos analisando possibilidade de aumentar a automatização pelo celular, pois é uma ferramenta que está na mão no dia-a-dia. Pretendemos elaborar lembretes de consultas e retornos e outros tipos de comunicação tudo pelo WhatsApp. Contamos com alguns serviços via SMS, porém, não tem como saber se o paciente recebeu a mensagem e também a mensagem de texto via SMS hoje não é tão pratica e pouco utilizada”, afirma o analista.

O sistema também empregado no site da instituição é todo automatizado e autoexplicativo Funfarme Notícias - Fevereiro 2021 7


Oncologia

Estudo no Complexo Funfarme mostra a importância da higienização durante a pandemia Um estudo feito por médicos do Complexo Funfarme mostrou que a incidência de Covid-19 entre os pacientes em tratamento contra o câncer é muito baixa. Ao todo, 107 voluntários participaram do experimento que aconteceu no mês de outubro do ano passado e os índices foram divulgados na primeira semana de fevereiro deste ano. “Uma das hipóteses é que a população com câncer se cuida melhor é, portanto, respeitam as medidas higiênicas contra Covid-19 em comparação com a população geral. Evitar o contágio do novo coronavírus é fundamental, pois os pacientes com câncer, principalmente aqueles em tratamento quimioterápico, tem um risco mais alto de desenvolver complicações da Covid-19. O nosso estudo, no entanto, não prova que a população com câncer se cuida melhor, mas levanta essa hipótese que precisa ser confirmada em estudos posteriores”, afirma médico oncologista, Dr. Daniel Vilarim Araújo. Os cuidados adotados pelos voluntários são os sugeridos pelo Ministério da Saúde, como uso de máscara, higienização das mãos com frequência e evitar contato com pessoas fora do círculo familiar. Os pacientes voluntários fizeram os exames de RT-PCR e, dos 107, somente

Os médicos oncologistas clínicos Dr. Daniel Vilarim Araújo e Dra. Aline Fares

um testou positivo para a doença, o que totaliza 0,9% do total. “Estudos semelhantes foram conduzidos nos Estados Unidos e Canadá. Em ambos os países, os resultados ficaram no mesmo patamar. Ou seja, o resultado do estudo feito na instituição bate com a literatura mundial”, explica Dr. Daniel. A maioria dos casos analisados é de pacientes que se encontram com doença metastática, ou seja, quando o tumor se dissemina além do local onde começou para outras partes do corpo. A maioria dos testados passava - ou ainda passa - por tratamento de quimioterapia.

O grande obstáculo para quem estuda a Covid-19 é saber justamente qual paciente individualmente tem maior chance de complicar. Sabemos que pessoas idosas, portadores de doenças crônicas, como câncer, diabetes, doenças cardíacas, etc. estão em maior risco de evoluir de maneira desfavorável, mas ainda dentro desses grupos, a maioria dos pacientes tem sintomas leves e evoluem bem. “Esse é um dos grandes desafios da atual pandemia. Não sabemos quais os pacientes apresentarão complicações, sendo esta, portanto, uma doença da comunidade”, diz o médico.

Campanha Onco - Vá de lenço No dia 4 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer e com o propósito de conscientizar a população sobre essa doença, além de homenagear os pacientes oncológicos os profissionais da equipe multidisciplinar da Enfermaria oncológica do HB entraram na campanha #VáDeLenço, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). “Por ser o dia mundial de combate ao câncer, usar um lenço traz, de forma simbólica, para a população geral, a importância do diagnóstico precoce para um tratamento adequado na busca pela cura e qualidade de vida. As pessoas nos viram de lenço no hospital nos perguntaram o porquê, além de pedir um lenço também para usarem e divulgar em suas redes sociais também. Quanto mais falarmos sobre o câncer, mais sensibilizamos as pessoas ao nosso redor”, afirmou Jéssica Aires, psicóloga da oncologia clínica. 8 Funfarme Notícias - Fevereiro 2021


Covid-19

Apesar da pandemia, pacientes com doenças agudas relatam confiar na segurança em se tratar no complexo de saúde da Funfarme A pandemia intensificou-se e, assim, também aumentaram os impactos na área da saúde. Um dos mais nocivos dentre eles é que as pessoas, por temerem serem infectadas pelo coronavírus, estão adiando ou deixando de se consultarem com o médico ou de realizar tratamentos e exames preventivos. No Hospital de Base (HB) de Rio Preto, porém, os pacientes que, por causa de doença crônicas e/ou agudas, tiveram que ficar internados durante a pandemia relatam que se sentiam totalmente seguros no ambiente hospitalar e que dar continuidade ao tratamento é a forma mais contundente de zelar pela vida. Um setor da Funfarme que não parou nesta pandemia foi o de Transplante de Medula Óssea (TMO), pelo risco do agravamento das doenças, podendo levar à morte. Em 2020, a ala realizou 3637 atendimentos e, destes, 500 foram internações. Tipicamente, os pacientes atendidos na TMO têm o sistema de defesa bastante debilitado, ficando mais suscetíveis a qualquer problema de saúde. Apesar disto tudo, nenhum deles adquiriu a Covid-19. “Mudamos alguns protocolos na unidade de TMO e sei que a Fundação também se preparou para garantir que todos tenham atendimento com segurança. Temos um alto fluxo de internações que é semanalmente monitorado para a infecção pelo coronavírus e nossos pacientes ambulatoriais passam por

uma triagem criteriosa de sintomas que garante segurança para os próprios pacientes e a equipe multidisciplinar. Comprovamos na prática a segurança destas medidas já que conseguimos manter nossa unidade em pleno funcionamento, sem surtos de covid-19”, explica o chefe da TMO, Dr. João Victor Piccolo Feliciano. Jhonatas Américo Guimarães, de 22 anos, descobriu uma leucemia em janeiro de 2020 e logo em seguida já começou o tratamento no HB. Para fazer o transplante de medula, precisou estar no hospital durante o ano todo e garantiu que nunca teve receio. “Eu me sinto, muitas vezes, mais seguro aqui no hospital que em casa. Todo mundo da

O início do tratamento de Jhonatas coincidiu com o começo da pandemia e, desde então, o paciente passa os dias no hospital, de segunda sexta, e se sente mais seguro na TMO que na rua

minha família teve Covid e eu nunca peguei. Ou seja, as orientações e os cuidados oferecidos pelos profissionais daqui realmente são válidos e te resguardam”, concluiu. A prova de que o HB e o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) possuem ambiente seguro é comprovada através de certificações também. Recentemente, os dois hospitais e o Ambulatório de Especialidades da Funfarme receberam o selo Covid Free Excelente em reconhecimento às boas práticas preventivas no enfrentamento do novo coronavírus, atestando que a instituição possui ambiente seguro, que segue padrões nacionais e internacionais estabelecidos nos manuais da certificação. No final do ano passado, estas mesmas três unidades foram certificadas com o nível 2 da acreditação ONA, o que significa que, além de seguir critérios de segurança, possui uma gestão integrada dos processos, promovendo ações de melhorias entre as áreas. “Estas conquistas demonstram para a população a seriedade e qualidade de nossos serviços e atendimento. As pessoas precisam continuar a confiar nos profissionais e nas instituições de saúde e voltarem a cuidar da saúde”, afirma o médico Jorge Fares, diretor executivo da Funfarme que também é mantenedora do HCM, Ambulatório, Hemocentro e unidade rio-pretense do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.

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IRA

Covid-19 pode causar insuficiência renal em pacientes No início da pandemia do novo coronavírus, a Covid-19 foi trata como uma infecção que atingia diretamente o sistema respiratório. Ainda desconhecida, a doença provocou uma alta demanda mundial por ventiladores mecânicos. Mas como passar do tempo, notou-se que o vírus era na verdade uma doença sistêmica, ou seja, que pode atingir diversos órgãos, além das vias respiratórias. De acordo com um estudo feito no ano passado por cientistas da Universidade de Bordeaux, na França, cerca de 80% dos pacientes graves de Covid-19 desenvolveram algum tipo de lesão no rim, principalmente, a Insuficiência Renal Aguda (IRA). Em 2020, no HB, 2168 pacientes foram internados em decorrência do coronavírus. Deste total, 28,5% apresentaram IRA. “Na maioria dos casos o que se espera é que recuperando da Covid-19, a lesão também recupere. Mas, infelizmente nem todos os pacientes evoluem da maneira esperada e a mortalidade dos pacientes com IRA decorrente do coronavírus é elevada, dos 619 internados com complicações, 277 evoluíram ao óbito, ou seja, aproximadamente 44% não resistiram”, alerta o médico nefrologista Dr. Emerson Quintino. A idade média dos pacientes que desenvolveram IRA pós contágio com a Co-

Médico nefrologista Dr. Emerson Quintino alerta para os riscos de IRA em pacientes com a Covid-19

vid-19 foi de 63 anos. “Mas é importante destacar que a piora do funcionamento renal não poupa pacientes jovens, já que 20% dos acometidos tinham menos de 50 anos”, ressalta o nefrologista. Mesmo indivíduos sem nenhuma doença prévia, seja renal ou de outros órgãos, pode desenvolver piora do funcionamento renal após a infecção. “Dados internacionais revelam que até 35% dos pacientes com IRA não recuperam completamente a função renal no momento da alta. Estes pacientes podem necessitar de hemodiálise e, em alguns casos, até

mesmo transplante no futuro”, explica o médico. Mesmo após recuperando a orientação do nefrologista é que pessoas que contraíram a covid-19, mesmo recuperada, façam acompanhamento médico para prevenir futuros problemas renais. “É recomendado que os pacientes que foram internados façam exames de creatinina e urina para verificar se tiveram piora do funcionamento renal. Mesmo aqueles que não apresentaram problemas durante o período de internação”, concluí Dr. Emerson.

O que é Insuficiência renal aguda (IRA)? Insuficiência renal aguda é a perda súbita da capacidade de seus rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, que pode ficar fora de equilíbrio. Pode ser fatal e requer tratamento intensivo. Também chamada de lesão renal aguda, a insuficiência é comum em pacientes que já estão no hospital com alguma outra condição. Pode desenvolver-se rapidamente ao longo de algumas horas ou mais lentamente, durante alguns dias. Pessoas que estão gravemente doentes e necessitam de cuidados intensivos estão em maior risco de desenvolver insuficiência renal aguda.

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Dados internacionais revelam que até 35% dos pacientes com IRA não recuperam completamente a função renal no momento da alta


Reabilitação

Lucy Montoro atende 118 pacientes com sequelas deixadas pelo novo coronavírus Desde de setembro do ano passado, quando iniciou o programa de reabilitação Covid, o Instituto Lucy Montoro já atendeu 118 pacientes com sequelas físicas e neurológicas deixadas pelo novo coronavírus. Mesmo recuperados da doença, algumas pessoas ainda sentem as sequelas, que vão desde alteração no pedalar, impactos físicos e até falta de coordenação motora. Todo processo é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, educadores físicos, nutricionistas, enfermeiros e assistentes sociais. “No pós-Covid, vemos um impacto da doença na vida real. As limitações provocadas pelo coronavírus em alguns pacientes, mesmo naqueles que tiveram sintomas leves e moderados. Daí a necessidade de um acompanhamento na reabilitação já que algumas pessoas não conseguem retomar algumas atividades que antes eram rotineiras”, explica a diretora do Instituto Lucy Montoro de Rio Preto, Regina Chueire. No final do ano passado, o consultor de vendas, João André Gomes da Silva, contraiu a Covid-19 e faz acompanhamento no instituto. Ele conta sobre as limitações provocada pelo coronavírus. “Nos primeiros dias, sentia muitas dores nas costas, falta de ar e precisei ser internado com baixa saturação. Tive 60% dos pulmões comprometimentos e fiquei no isolamento respiratório por cinco dias e perdi mais de sete quilos de massa magra. Já recuperado, ainda sentia muita

João André Gomes da Silva relata que as atividades realizadas pelo Lucy foram fundamentais para sua recuperação

falta de ar, uma fadiga extrema, fraqueza, perda do olfato e paladar. ”, explica o paciente. Após realizar as sessões com a equipe multidisciplinar, João destaca a importância das atividades realizadas pelo instituto em sua recuperação. “São excelentes profissionais. O carinho e atenção que estão me oferecendo vem sendo crucial na minha melhora. As orientações e tratamento são muito importantes para os pacientes nesse momento. Sou muito grato a estes profissionais”, afirma. O técnico em radiologia Décio Pinheiro também participa da reabilitação Covid. Ele ficou 32 dias internado, a maior parte do tempo na UTI, e mesmo recuperado ainda sente uma sequela

pulmonar. “Tive 60% dos pulmões afetados e precisei ser intubado. Quando tive alta eu tinha dificuldades para falar, de locomoção e até mesmo para tarefas simples, como levantar da cama e ficar de pé. E foi uma recuperação lenta, cada dia uma conquista ”, conta. “Mas hoje, posso dizer que estou totalmente recuperado. Voltei a trabalhar, estou realizando todas minhas atividades. Sinto ainda uma pequena fadiga, mas segundo equipe médica é questão de meses para voltar como era. Todo este progresso está ligado as atividades do Lucy. Não tenho palavras para agradecer todos da equipe multidisciplinar. Em cada etapa, cada tratamento, todos foram muito atenciosos. São profissionais fantásticos”, complementa Décio.

Décio Pinheiro destaca a atenção dada pela equipe multidisciplinar Funfarme Notícias - Fevereiro 2021 11


CardioPed

Uma nova vida para o pequeno Vitor no 13º transplante de coração do HCM No dia 21 de fevereiro, o HCM realizou seu 13º transplante de coração em crianças da história. Morador de Presidente Veceslau, o pequeno Victor Ribas da Silva, de seis anos, foi quem recebeu o novo órgão. Ele estava internado há três meses no hospital quando recebeu a boa notícia. Victor foi diagnosticado com miocardiopatia dilatada, uma doença do músculo do coração que impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando complicações como arritmias. A megaoperação para viabilizar a doação teve início às 5h30 do dia 21 de fevereiro, após a notícia da morte encefálica de um rapaz de 24 anos na cidade de Ribeirão Preto. Com o apoio da Polícia Militar, que disponibilizou o helicóptero Águia, a equipe da CardioPedBrasil viajou até Ribeirão para fazer a captação do coração. Às 14h30 o órgão foi retirado e chegou em Rio Preto pouco antes das 16h, com um tempo total de isquemia (duração do órgão fora do corpo) de 161 minutos. O procedimento terminou por voltas das 18h e foi considerado um sucesso. “Com menos de 24h a criança estava acordada e pronta para retirarmos o tubo para que ela pudesse conversar e iniciar a alimentação. Este é um exemplo de um transplante de sucesso. É fundamental chamarmos a atenção da família que, mesmo em um momento tão difícil como a perda de um familiar, teve a coragem, dignidade e responsabilidade social de doar os órgãos do seu filho. Todo o nosso respeito, admiração e profunda gratidão a esta família que fez essa doação”, agradeceu Dr. Ulisses Croti,

O pequeno Victor feliz após receber a notícia que teria um novo coração em breve

chefe da CardioPedBrasil do HCM. Dr. Carlos Henrique De Marchi, chefe da Cardiologia Pediátrica do HCM, ressalta que o transplante foi indicado como o último método para que Victor pudesse ser salvo. “Nos últimos dias antes do procedimento nós intensificamos a medicação, mas ele não respondeu. Só estava piorando a função do coração e, por falha de resposta ao tratamento clínico, ele foi listado para o transplante. Como ele tem 15 quilos, precisaríamos de um doador compatível com, no máximo, três vezes o peso dele. Graças a Deus isso aconteceu”, afirmou Dr. Carlos. Daniele Ribas, mãe de Victor, conta que o filho está bem e como se sente após passar meses apreensiva à espera do órgão para o filho. “Ele já acordou, falou comigo e comeu. Sabemos que

O processo para captação do novo coração foi agilizado graças ao apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar 12 Funfarme Notícias - Fevereiro 2021

as primeiras 72h após o transplante são preocupantes, mas acreditei o tempo todo que daria certo. Eu sabia que Deus estava no controle desde o início. É um misto de emoções, uma felicidade, uma sensação inexplicável. Fiquei muito tranquila, principalmente em relação aos profissionais que cuidaram do meu filho”, disse Daniele. O HCM é referência no transplante de coração de crianças como destaca Dr. Ulisses Croti. “Hoje nós somos a única cidade do interior, fora de uma capital, que realiza transplante de coração de criança. É um orgulho para a cidade, para todos nós profissionais como um todo. É uma alegria poder proporcionar tempo de vida, felicidade e realizações ás famílias que nos procuram de todo o Brasil”, afirmou Dr. Ulisses.

Dr. Ulisses Croti viajou com enfermeira para captar o órgão na cidade Ribeirão Preto


Câncer Infantil

15 de fevereiro: HCM celebra o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil O dia 15 de fevereiro é lembrado pelo Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil. Neste dia, o HCM chama a atenção para essa causa do câncer infanto-juvenil que, apesar de rara, é uma das principais causas de morte por doenças nessa faixa etária. Como explica a Dra. Juliana Cristina Lourenço, oncologista pediatra, se diagnosticado precocemente, tem altas chances de cura. “No Brasil, a cura do câncer infanto-juvenil é de 70 a 75%, dependendo de cada tipo. O principal para o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce na infância e é muito importante que os pediatras e as próprias famílias estejam atentas aos sinais e sintomas, para que as crianças cheguem cedo no centro especializado de tratamento como nosso hospital”, afirmou Dra. Juliana. A pequena Maria Júlia, de 9 anos, foi diagnosticada com leucemia em dezembro de 2017. Quando estava finalizando o tratamento, fazendo quimioterapia de manutenção, passou mal e após exames, os médicos descobriram que a doença havia retomado. “Com a recaída ela teve bastante intercorrências e foram dias de muito desespero”, afirmou a mãe Claudia Mariano. Em dezembro de 2020 Maria Júlia recebeu a doação de medula do irmão mais novo e o procedimento foi um sucesso. “Só tenho a agradecer a todos que de alguma forma cuidou da minha filha. Só quem passa por isso sabe

Dra. Juliana Cristina, oncologista pediatra

o quanto é difícil ficarmos sem poder fazer nada para ajudar, mas confiante na capacidade dos médicos. Deus abençoe cada um”, agradeceu Claudia. O serviço de Oncologia Pediátrica do HCM oferece tratamento oncológico para, em média, 50 crianças e adolescentes por ano. Dentre os diagnósticos mais comuns, destacam-se as leucemias agudas e os tumores de sistema nervoso central. O serviço dispõe de equipe multidisciplinar especializada, além de estrutura de alta complexidade, incluindo unidade de terapia intensiva, cirurgiões altamente capacitados, radioterapia e unidade de transplante de medula óssea.

Fique atento aos sintomas mais comum do câncer infanto-juvenil Todos esses sintomas devem chamar a atenção dos pais: Palidez por muito tempo; Fraqueza; Sangramentos; Febre prolongada; Dor nas pernas; Dor de cabeça; Ínguas e gânglios que não regridem.

Dra. Juliana afirma ainda que não existe prevenção para esse tipo de câncer, por isso, a necessidade de atenção especial dos pais. “O câncer infantil não tem como prevenir como nos adultos, pela ausência de fatores ambientais como como o cigarro, a bebida alcoólica, exposição solar e má alimentação. Temos que diagnosticar cedo para maiores chances de cura”, completa Dra. Juliana. No Brasil, este tipo de neoplasia corresponde a 4% de todas de maneira geral no país. Por ano, estima-se que cerca de 12.500 crianças sofram da doença.

Número de casos tratados em 2019: 47 Leucemias: 10 Sistema Nervoso Central: 9 Linfomas: 5 Tumores ósseos: 5 Número de casos tratados em 2020: 49 Leucemias: 12 Sistema Nervoso Central: 10 Linfomas: 6 Tumores ósseos: 5 A pequena Maria Júlia acompanhada da mãe Cláudia Mariano durante tratamento no HCM

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Humanização

Enfermeira do HCM desenvolve orientação didática para mãe que tinha dificuldades de compreensão As prescrições médicas são elaboradas de acordo com a necessidade de cada paciente. Daí a importância de entender e seguir à risca tais orientações. A compreensão das receitas médicas pode ser muito simples para uns. Porém, para outros, como para aqueles que têm baixa escolaridade, pode ser uma barreira. Por isso, entender a necessidade do próximo e encontrar maneiras de ajudá-lo é uma forma de humanizar o atendimento. Entendendo as necessidades de uma família, a enfermeira Juliana Maraíza Rodrigues, da equipe da CardioPedBrasil do HCM, encontrou uma solução prática e bastante didática para orientar uma mãe, que precisava medicar a filha, mas tinha dificuldades de compreensão. “A criança passou por cirurgia de fechamento da comunicação interventricular e precisava tomar três medicações em medidas exatas, pois o excesso na dosagem poderia trazer complicações para paciente e a falta poderia afetar a eficácia da medicação. Então, resolvi fazer marcações com fitas coloridas nas seringas indicando a dose correta e colocar a mesma cor nos frascos para, assims evitar algum tipo de confusão”, explica. Juliana conta que a mãe da paciente relatou em outra situação no passado já ter errado a dosagem de uma medicação. “Ela me disse que ministrou praticamente o dobro da medida correta e causou um

Comunicação Interventricular (CIV) A Comunicação Interventricular (CIV) é um tipo de cardiopatia congênita. O problema caracteriza-se por uma abertura, ou orifício, na parede (septo) que divide os ventrículos (câmaras que bombeiam o sangue) direito e esquerdo. Assim, permite a passagem do sangue de uma câmara a outra, quando este fluxo não deveria existir. As CIVs são geradas durante a formação do coração e estão presentes no nascimento. Durante as primeiras semanas de gestação, o coração se desenvolve a partir de um grande tubo, dividindo-se em seções que vão formar as câmaras e os septos. Se existe algum problema neste processo, podem se formar as CIVs.

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A enfermeira da UTI Cardioped Juliana Maraíza Rodrigues desenvolveu maneira didática para orientar a mãe da paciente que não sabia ler

quadro de desidratação na criança. Isto porque, em outro momento, não foi orientada de forma correta”, diz a enfermeira. Para verificar se não restava dúvida na mãe, Juliana pediu para mãe explicar passo-a-passo como ela faria no dia seguinte, quando deixasse o hospital. “Pedi para simular como faria todas as medicações e ela foi bastante objetiva, destacando a todo momento que aquela

didática estava bastante clara. Podia ver que existia, de fato, uma tranquilidade e nenhum receio”, afirma. “Sempre focamos na humanização dos processos, tentamos ao máximo acolher a família que está em um momento delicado, com a sensação de vulnerabilidade. Ao ver a mãe agradecendo de coração, foi um momento bastante comovente. Fui para casa com a sensação de dever cumprido”, concluiu a enfermeira.


Voluntariado

Policiais do 9º Batalhão de Ações Especiais ajudam a reforçar estoques do Hemocentro No dia 24 de fevereiro, 15 homens do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia Militar (Baep) de Rio Preto compareceram ao Hemocentro para doarem sengue. De acordo com o 1º tenente Alvarenga, um dos papeis da Polícia é justamente defender a dignidade humana. “Resolvemos vir voluntariamente após saber que os estoques da instituição estavam baixos. A corporação está sempre de olho nestas ações solidárias, já que ajudar ao próximo também é nosso dever. Buscamos, inclusive, vir de maneira recorrente, para garantir que todos que necessitem tenham sangue à disposição”, explica o 1º tenente do Baep. Para a coordenadora da Captação do Hemocentro de Rio Preto, Bárbara Cabrera, ações como estas salvam vidas. “Infelizmente, com todo este cenário de pandemia, doenças sazonais e etc, estamos com um desabastecimento mui-

to grande em nosso estoque. Então, se toda corporação e as mais diversas comunidades tiverem esta mesma atitude, temos a certeza de que vidas serão salvas”, conclui a coordenadora.

Estoques do Hemocentro estão críticos A reserva de sangue do Hemocentro está bastante crítica, cerca de 50% abaixo do ideal. O tipo O- é o que está mais baixo, operando apenas com 50% do necessário; depois vêm o O+, A+ e B- todos com estoque 40% abaixo do normal. “Nós estamos em uma situação bem difícil. Abastecemos 37 instituições de Rio Preto e região e caso a situação não melhore, pode começar a faltar. Lembramos, então, que as entidades que puderem vir, nós atendemos das 7h às 13h, de segunda a sexta. Por causa da pandemia estamos agendando as doações e mantendo todas as medidas preventivas previstas para a Covid pelos órgãos nacionais e internacionais. A solidariedade salva vidas”, alerta Cabrera.

DOE SANGUE

NOSSO ESTOQUE ESTÁ BAIXO E SÓ VOCÊ PODE MUDAR ISSO Funfarme Notícias - Fevereiro 2021 15


Solidariedade

A solidariedade não tem forma e pode ser praticada de diversas maneiras Uma dúvida muito frequente que chega à instituição é ‘como ajudar ao complexo da Funfarme’. Alguns voluntários ficam em dúvida se não é pouco o que têm para doar. O gestor de Captação de Recursos da Fundação, Rafael Albiero, explica que “o complexo precisa de todo tipo de ajuda, principalmente em tempos de pandemia. A solidariedade tem sido o melhor remédio”. Os Parceiros do Bem de Cosmorama, no dia 4 de fevereiro, por exemplo, fizeram uma doação de 120 litros de leite (foto ao lado). “Só em nosso Serviço de Nutrição e Dietética (SND), são dispensados cerca de 140 litros diariamente para pacientes, acompanhantes e no refeitório”, explica a nutricionista coordenadora do SND, Nayara Barradas. Saiba como ajudar.

Se também quiser ajudar, basta entrar em contato com o setor de Captação de Recursos pelos números: (17)

3201-5189 99622-6614

(17) (17)

99609-2081 99633-6438

(17)

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Homenagem

Após mais de três décadas de trabalho, a auxiliar de Faturamento Audenice Lúcia despede-se da Funfarme No dia 26 de fevereiro, o Faturamento emocionou-se com a auxiliar de faturamento, Audenice Lúcia da Silva, mais conhecida entre os parceiros de profissão como ‘Lúcia’. Após mais de três décadas de trabalho e dedicação à Funfarme, a colaboradora aposentou-se, com 31 anos de casa. A despedida dela contou com a presença da diretora administrativa do HB, Dra. Amália Tieco, e do superintendente financeiro, Robson de Pádua. A equipe de Recursos Humanos e os colegas de setor prepararam mensagens de agradecimento pela parceria e, também, ofereceram presentes em homenagem à profissional. “Chegou a hora do merecido descanso. Todo trabalho e dedicação deixou muito aprendizado a todos nós aqui. Somos muito gratos por toda contribuição como colega, como ser humano”, agradeceu Lúcia Bianchi, supervisora do Faturamento.

A enfermeira da UTI Cardioped Juliana Maraíza Rodrigues desenvolveu maneira didática para orientar a mãe da paciente que não sabia ler

Colaboradora Izolina da Costa recebe homenagem ao despedir-se da Fundação após 27 anos de trabalho A Fundação homenageou, no dia 5 de fevereiro, a copeira Izolina Santana da Costa. Após 27 anos de dedicação, prestando um serviço de qualidade a todos na instituição, a profissional aposentou-se. A colaboradora recebeu mensagens dos colegas de trabalho, dos Recursos Humanos e da coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética, a nutricionista, Nayara Barradas. Além da despedida, os colegas da aposentada prepararam um bolo para comemorar o aniversário dela, que foi dois dias depois da homenagem, 7 de fevereiro.

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RHC

Os tumores têm sempre o nome do órgão ou local de origem, independentemente para que local do corpo que se espalham. Quando o tumor é detectado como uma ou mais metástase, mas o local primário não pode ser determinado, ele é denominado Câncer de Sitio Primário Desconhecido. Isso ocorre em uma pequena fração de cânceres. São responsáveis por 3% a 5% de todas as neoplasias malignas.

Tipos de Câncer de Sítio Primário Desconhecido Carcinoma: é um câncer que começa nas células que revestem o interior ou exterior de um órgão do corpo. As células são chamadas epiteliais. Carcinoma de Células Escamosas: são os cânceres de células escamosas na boca, garganta, esôfago, pulmão, anus, colo do útero, vagina e alguns outros. Adenocarcinoma: São cânceres que se são desenvolvem a partir das células de glândulas.

Sinais e sintomas do Câncer de Sitio Primário Desconhecido/Oculto: Linfonodos aumentados Massa no abdome Falta de ar Dor no peito ou no abdome Dor óssea Tumores de pele

Anemia Fraqueza Fadiga Falta de apetite Perda de peso

A maioria dos sintomas acima pode apresentar-se por outras doenças também. Se você tiver qualquer sintoma que sugira que algo anormal possa estar acontecendo, consulte um médico para que a causa possa ser diagnosticada e tratada.

Tratamentos: O tratamento para a doença levará em conta os seguintes fatores: idade, estado geral de saúde e funcionalidade, bem como preferências do paciente.

Distribuição por ano das neoplasias com sitio primário desconhecido

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O indicador geral do Registro Hospitalar de Câncer mostra que o valor recomendado de Neoplasias de Sítio Primário Desconhecido/Oculto, para uma Instituição de Referência, é de até 2,5% de todas neoplasias diagnosticadas. Os indicadores do HB mostram que o número desses casos na fundação vem diminuindo anualmente, em decorrência dos avanços dos exames imagem (Tomografia Computadorizada Multi-Slice, PET-TC etc), bem como da maior precisão dos exames anatomopatológicos e, principalmente, imuno-histoquímicos. Acredita-se que em um futuro breve, a disponibilidade de análise molecular tumoral reduza, ainda mais, a incidência de Neoplasias de Sítio Primário Desconhecido/Oculto.

Distribuição dos tratamentos realizados no período


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NHE

DENGUE, o alerta continua!

No verão o cuidado com o mosquito deve ser redobrado. A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Existem quatro sorotipos do vírus em circulação no país, sendo eles: DENV 1, 2, 3 e 4. Os principais sintomas são: febre alta, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal estar, dor de cabeça, falta de apetite e manchas vermelhas pelo corpo. A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte.

Tabela 1. Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, notificados na FUNFARME no ano de 2020 e janeiro e fevereiro de 2021 DNC Doenças compulsórias

2019 not

2020

conf

not

conf

O óbito com suspeita de Dengue deve ser notificado imediatamente (24h). Situação Epidemiológica na FUNFARME Em 2019, foram notificados na FUNFARME, 4.709 casos suspeitos de Dengue, sendo 2.993 casos confirmados e 1.695 descartados. Dos confirmados, 1.395 ficaram internados e 20 evoluíram a óbito. A maioria dos sorotipos identificados foi do tipo DENV2. Em 2020, 1.435 notificações de casos suspeitos, 689 casos confirmados de Dengue e 04 evoluíram a óbito. Em janeiro e fevereiro de 2021 foram notificados 294 casos suspeitos, 73 confirmados com Dengue e nenhum óbito. Distribuição dos casos suspeitos de Dengue notificados na FUNFARME, por semana epidemiológica, no ano de 2020 (SE 1 a 53) e de janeiro a fevereiro de 2021 (SE 1 a 8).

Referência: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde– Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

Orientações importantes aos profissionais de saúde!

• Manter alerta frente aos casos suspeitos de Dengue. • Seguir manual: Dengue: diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança. Ministério da Saúde, 2016. • Orientar os casos suspeitos sobre sinais de alarme e entrega do cartão de arboviroses. • NOTIFICAR imediatamente todos os casos GRAVES suspeitos;

Agravos compulsórios

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Doenças de Notificação Compulsória! - NOTIFIQUE NHE/FUNFARME - Ramais do NHE/HB – 1380 e 1837. Segunda a sexta-feira, das 08h00 às 17h00. À noite, nos finais de semana e feriados, no NHE ou no telefone do plantão do Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado de SP (17) 3227-8814. 20 Funfarme Notícias - Fevereiro 2021

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