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RFE374 - Jan/Fev 2026

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Guia das Profissões do Mar

Saberes

Porque é que o Oceano é um setor de futuro?

Jogos

7 videojogos para conheceres os oceanos

Profissões

Conhece profissões emergentes ligadas ao mar

Revista Forum Estudante | jan+fev 2026 | Edição n.º 374 | Diretor: Gonçalo Gil · Distribuição gratuita nas escolas ou por assinatura com o custo de 1€/mês

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Telefone 218 854 730

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DIREÇÃO

Gonçalo Gil goncalo.gil@forum.pt

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Miguel Rocha miguel.rocha@forum.pt

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Fábio Rodrigues, José David Piteira, Freepik

REDAÇÃO

Fábio Rodrigues - Editor fabio.rodrigues@forum.pt José David Piteira jose.piteira@forum.pt

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Tel.: (218 854 730) pribeiro@forum.pt

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COMUNICAÇÃO&DISTRIBUIÇÃO

Vítor Silva vitor.silva@forum.pt

PRODUÇÃO

Jider Comunicación, S.L. C/ Paloma, 28 P.I.LOS Gallegos 28946-Fuenlabrada (Madrid) B84707041

Tiragem: 25 mil exemplares

Propriedade e Edição de: Press Forum, Comunicação Social, Lda. Capital Social: 17.000,00€ NIF: 502 981 512

Composição do Capital da Entidade Proprietária: Detentores de 5% ou mais do capital social: Rui Manuel Pereira Marques 29,9%; Roberto Artur Da Luz Carneiro 26,7%; Maria Francisca Castelo Branco de Assis

Teixeira 21,7%; Gonçalo Nuno Cavaca Gil 5,8%; Félix Edgar Alves Pinéu 5,8%

Periodicidade: 9 edições/ano

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Nº ERC: 114179

Sede da Redação e do Editor Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4.º

1100-404 Lisboa

Tel.: 218 854 730

Estatuto Editorial

Disponível em www.forum.pt

Gerência Rui Marques

Gonçalo Gil

Félix Pinéu

Editorial

Mar à vista.

Futuro

O Oceano enquanto setor de

04 Vantagens

As vantagens de Portugal na economia azul.

18 Livros

Livros que te dão a conhecer os oceanos

20

Personalidades

As maiores personalidades ligadas ao mar

É fácil esquecer que os oceanos cobrem mais de 70% do nosso planeta. Por vezes, podemos também esquecer as riquezas incomparáveis que nele encontramos –ecossistemas complexos e únicos, formas limpas de gerar energia ou formas alternativas de produção alimentar são apenas alguns exemplos. Mais do que uma estratégia de desenvolvimento económico, a economiza azul – como é chamada a atividade económica ligada aos oceanos – é um caminho de desenvolvimento integrado, rumo a um futuro sustentável. Portugal, em particular, possui várias vantagens e mais-valias neste setor, pelo que é claro como esta pode ser uma área de futuro promissor para os jovens. Ao longo desta edição especial da revista Forum Estudante, damos-te a conhecer todas essas possibilidades – as mais-valias, as oportunidades e as profissões de futuro –, bem como muitas outras formas de ficares a conhecer, em profundidade, a riqueza dos oceanos. Junta-te a nós nesta viagem, ao longo das próximas páginas. Pronto para mergulhar?

08 Profissões

Profissões do Mar com futuro

14 ESTM

“Na onda do teu futuro”. Sabe tudo sobre a ESTM

24 Gaming

Videojogos que ensinam mais sobre os oceanos

26 FLAD

“Uma ponte entre os Estados Unidos da América e Portugal”. Conhece a FLAD

30

Cinema e TV

Mergulha na riqueza do mar com estes filmes e séries

32 Sustentabilidade

A urgência de salvar os oceanos

Economia Azul

O Oceano enquanto setor de futuro

As perspetivas são que a economia azul continue a crescer no mundo, com a adoção de políticas sustentáveis e o desenvolvimento tecnológico a serem considerados pontos-chave para o seu crescimento. Sabe porquê aqui e conhece a oportunidade que os oceanos significam.

Sabias que, se o oceano fosse uma economia, seria a quinta maior a nível mundial? O número é apontado pelo relatório The Ocean Economy to 2050 elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que deixa uma garantia: “O oceano é uma componente vital da economia global”. A esta dimensão económica dos oceanos dá-se habitualmente o nome de Economia Azul. Quando define o conceito de “Economia Azul”, o Banco Mundial explica que este compreende uma “grande variedade de sectores e políticas que em conjunto determinam a sustentabilidade do uso dos recursos marítimos”. O termo engloba desde atividades realizadas no mar, oceano e áreas costeiras, à captura de recursos biológicos ou a extração de minerais, passando por atividades relacionadas com o mar como as portuárias.

“Devemos investir massivamente na ciência, conservação e na economia azul sustentável (...) proteger a biodiversidade marinha e rejeitar práticas que causem danos irreversíveis”

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas

De acordo com o Comité para o Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas (UNCTAD), a economia dos oceanos já cresceu mais do dobro que a média global desde 1995. Por outro lado, em 2023, o comércio de produtos e serviços marítimos teve lucros de 899 mil milhões e 1.3 triliões de dólares, respetivamente. O UNCTAD acrescenta que somente o setor das pescas “sustenta 600 milhões de pessoas em todo o mundo, sobretudo residentes de países em desenvolvimento”

A OCDE refere cinco fatores que, no futuro, irão impactar a economia dos

oceanos: mudanças demográficas, o clima e o ambiente, a geopolítica, a transformação do sistema energético e as tecnologias e digitalização. As conclusões apresentadas mostram que o setor continuará a crescer, mas a um ritmo mais lento que em décadas anteriores, prevendo vários cenários ligados à velocidade de transição mais para políticas sustentáveis. Nos próximos anos espera-se a continuidade de uma política de transição energética, com a expansão da capacidade da energia éolica offshore até 2030 (atualmente de 83 gigawatts, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica), o crescimento da aquacultura (embora a um ritmo mais lento que nas últimas décadas) e o fortalecimento de acordos para a conservação marítima e sustentabilidade dos oceanos.

O futuro da Economia Azul Segundo a investigação Tides of Change for a Sustainable Blue Economy, “a ciência e a inovação vão desempenhar um papel importante para que a Economia Azul concretize todo o seu potencial”, enumerando o desenvolvimento de setores como “energias renováveis, biotecnologia marinha e aquacultura” como importante para levar a um “crescimento sustentável “, além da Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning. “Devemos investir massivamente na ciência, conservação e na economia azul sustentável [...] proteger a biodiversidade marinha e rejeitar práticas que causem danos irreversíveis”, declarou o SecretárioGeral das Nações Unidas, António Guterres, no âmbito do Dia Mundial dos Oceanos.

Em declarações à Reuters, a presidente da organização nãogovernamental (ONG) Dynamic Planet, Kristin Rechberger, acrescenta: “Precisamos de mudar a nossa mentalidade e pensar na conservação marinha como uma oportunidade de negócio, unindo esforços para que consigamos mudar o rumo do jogo” Através de uma política de sustentabilidade nos oceanos, explica a OCDE num dos seus relatórios, pode-se responder “às exigências das alterações climáticas e a outras pressões ambientais que nos impactam, apoiando a economia

e criando trabalhos” “Soluções energéticas instaladas no oceano, como a energia eólica e a energia das marés, têm o potencial para ajudar a reduzir emissões e a cumprir obrigações energéticas”, explica a organização.

O papel da formação

A Comissão Europeia (CE) lançou, em 2025, um estudo que mapeia a oferta formativa em Economia Azul. Os resultados foram divulgados em setembro desse ano e mostram que, na União Europeia (UE), existe uma vasta oferta educativa e formativa nesta área. 80% dos trabalhadores do setor inquiridos revelam deter um mestrado ou doutoramento, sendo ainda destacados programas especializados nas áreas das ciências marítimas, engenharia e oceanografia.

Sabias que, se o oceano fosse uma economia, seria a quinta maior a nível mundial?

Os cursos de formação profissional são também abordados, nomeadamente nos setores das pescas, construção naval e logística, sublinhando a importância destes responderem às “necessidades emergentes da indústria”. Por fim, os cursos de curta duração e formação online em áreas como planeamento marítimo e monitorização ambiental são também destacados como oportunidades. Olhando para o futuro dos oceanos, as ratificações ao Tratado do Alto Mar, adotado em 2023 que se foca na conservação e uso sustentável das áreas marítimas, vão entrar em vigor no próximo ano. “O oceano é o derradeiro recurso e nós estamos a falhar-lhe”, afirmou António Guterres.

Conhece aqui o relatório “A Economia dos Oceanos até 2050”

As vantagens de Portugal no setor da Economia Azul

Num setor em expansão, há países que contam com vantagens competitivas. Conhece as razões pelas quais a atividade económica ligada aos oceanos constitui uma oportunidade única para Portugal.

“Para poucos países o mar é tão fundacional como para Portugal”.

A frase foi proferida em 2023, pelo então primeiro-ministro António Costa, à margem do Fórum de Investimento na Economia Azul Sustentável.

Portugal é um país que conta com uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) do mundo com uma dimensão de 1,7 milhões de km2, onde se podem encontrar “uma grande diversidade de ecossistemas e recursos”

Um reflexo da importância deste setor da economia para o país é o documento “Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030”, que tem como objetivo potenciar o papel económico do mar no desenvolvimento económico e social. No documento, podem ser encontrados objetivos, áreas de intervenção e um plano de ação com 185 medidas a ser implementadas até 2030, que visam proteger e restaurar os ecossistemas marinhos, impulsionar a economia azul circular e emprego, descarbonizar a economia, entre outros objetivos estratégicos.

A dimensão do setor em Portugal

De acordo com dados da Comissão Europeia (CE), os setores da Economia Azul em Portugal empregavam, em 2022, aproximadamente 295.600 pessoas gerando quase 8 mil milhões de Valor Acrescentado Bruto (VAB). Estes valores correspondiam a um contributo equivalente a 3,7% do VAB nacional e a 6% do emprego nacional. No mesmo documento, da autoria do Observatório da União Europeia para a Economia Azul, este setor em Portugal é dominado pelo Turismo Costeiro, seguido dos Recursos Marinhos Vivos (ex: pescas) e das Atividades Portuárias.

Existem também setores com objetivos já delineados até ao final da década. Portugal, segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em declarações à Reuters, tem a ambição de alcançar a marca de produção de 10 Gigawatts (GWh) de energia eólica off-shore até ao ano de 2030. “Mais tarde, dependendo do processo, podemos licenciar até 10 GWh de energia”, disse antes de acrescentar: “estão a ser dados passos decisivos nessa área”

Nesse campo e até ao momento, Portugal tem operacional um projetopiloto, o Windfloat Atlantic, que, de acordo com a EDP, “gerou em quatro anos de operações, 320 GWh de energia e forneceu energia limpa a 25 mil casas portuguesas”. No início de 2025, o governo português aprovou um plano para que fossem efetuados estudos que identificassem localizações apropriadas para a instalação de “quintas eólicas” na costa nacional.

A aposta na formação e investigação

A capacitação, formação e investigação no setor das pescas e do mar fazem parte do programa do XXV Governo Constitucional. Além de ser mencionada a intenção de “continuar

a promover a ação liderante de Portugal na proteção dos oceanos e no desenvolvimento da Economia Azul”, o governo reforça que quer ver o “conhecimento e investigação” reforçado e difundido “através das instituições de ensino superior e das escolas profissionais”

Em Portugal é possível encontrar formação que vai desde a formação profissional até ao ensino superior, passando pela investigação científica. A oferta formativa de ensino superior toca diferentes áreas da Economia Azul como o Turismo, a Biologia Marinha, a Biotecnologia, a Aquacultura e a Economia Azul e Circular. Ao longo das próximas páginas, vais poder a ficar a conhecer algumas destas opções formativas e respetivas saídas profissionais.

Sabias que…

A ZEE de Portugal pode aumentar?

Está atualmente a ser avaliada na Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta que pode ver a Plataforma Continental Estendida de Portugal a passar para os 4 milhões de km2. Isto corresponde a 90% do mar da União Europeia e tornaria Portugal o 16.º maior país do mundo.

A maior área marítima protegida do Atlântico Norte está nos Açores

Em 2024, a Assembleia Regional dos Açores aprovou a criação da maior área marinha protegida do Atlântico Norte. Com uma dimensão de 300.000 km2, esta área assegura a preservação de cordilheiras submarinas e ecossistemas marinhos vulneráveis.

Portugal quer proteger 30% das áreas marinhas até 2026

Com a criação da Reserva Natural Marinha Madeira-Tore e Banco de Gorringe, Portugal vai declarar como área protegida cerca de 200.000 km2 entre a Madeira e Sagres. O Banco de Gorringe é a maior montanha submarina da Europa Ocidental e é considerado um “hotspot de biodiversidade”.

Conhece as profissões de futuro na Economia Azul

Energias renováveis, turismo, indústria ou biotecnologia. Estas são algumas das áreas influenciadas pela Economia Azul e onde podes encontrar várias profissões com futuro, num setor que se encontra em crescimento.

Energias renováveis marinhas. Nas ondas da sustentabilidade

As energias renováveis marinhas são, segundo o Centro de Competência em Economia Azul (C2EA), “cruciais” para que sejam atingidas as metas de redução das emissões de carbono e para que se alcance a neutralidade carbónica até 2050.

Em Portugal, já se encontram em andamento alguns projetos que tiram vantagem das energias das ondas e marés. Também a energia eólica offshore, com a construção de estruturas no mar, é uma das tendências de futuro.

O projeto Ondas de Peniche (ONDEP) recebeu 19 milhões de euros de fundos europeus do programa da União Europeia, Horizon Europe e a empresa sueca CorPower Ocean viu aprovado o projeto para desenvolver o parque de ondas VianaWave, em Viana do Castelo, que promete trazer energia a aproximadamente 7.500 casas portuguesas.

Profissões

Engenheiro de Energias Oceânicas

Profissional que projeta e realiza simulações de sistemas de aproveitamento da energia das ondas, do vento e das marés, como turbinas e conversores oceânicos. Necessita de conhecimentos em hidrodinâmica, oceanografia física, estruturas offshore e sistemas elétricos.

Técnico de instalação e manutenção offshore

Opera em embarcações especializadas durante a instalação, inspeção e manutenção de equipamentos offshore. Pode ter competências em soldadura, trabalhos mecânicos e elétricos, e apoiar a montagem de estruturas e cabos submarinos.

Consultor ambiental marinho

Responsável pela análise e interpretação de estudos de impacto ambiental de projetos marítimos. Pode trabalhar com governos, entidades reguladoras ou empresas privadas,

tendo conhecimentos de biologia marinha, ecologia costeira e legislação ambiental e marítima.

Operador de ROV (Remotely Operated Vehicle)

Manuseia veículos operados remotamente (ROV) utilizados em operações subaquáticas, como inspeção e manutenção de infraestruturas offshore, navios e cabos submarinos. Pode operar a partir de plataformas offshore, navios ou centros em terra, sendo também responsável pela manutenção do equipamento, com conhecimentos de hardware e software.

Gestor de projeto de energias renováveis

Profissional responsável pela gestão de prazos, orçamentos e equipas em projetos de energias renováveis. Acompanha todas as fases do projeto, desde o planeamento à implementação e execução, articulando equipas técnicas, entidades reguladoras e investidores.

Aquacultura. Outra forma de alimentar o mundo

A Aquacultura é uma área em crescimento em Portugal. Segundo o Relatório do Estado do Ambiente (REA), em 2022, o cultivo de espécies como âmeijoa, dourada e mexilhão, entre outras, produziu cerca de 18,8 mil toneladas.

OGoverno português, ainda sob a liderança de António Costa, identificou na Estratégia Nacional para o Mar (2021-2030) a aquacultura como “uma importante alternativa às formas tradicionais de abastecimento de pescado”. O desenvolvimento desta área é descrito como fundamental no documento e nele encontra-se o objetivo de “aumentar a produção aquícola nacional para 25 mil toneladas”. De acordo com a publicação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Portugal Global, um dos setores onde Portugal se destaca é o das algas marinhas. Além da criação de empregos qualificados em diferentes áreas, Portugal é o 6.º país na União Europeia em negócios de algas –atrás de países como França, Irlanda, Noruega e Espanha.

Profissões

Engenheiro de aquacultura

Este profissional pode trabalhar em locais como empresas de produção de produtos de aquacultura ou laboratórios públicos e privados de investigação, fazendo a gestão e direção técnica das instalações, coordenando projetos ou fazendo o planeamento de produção.

Biólogo Marinho (especializado em aquacultura)

Faz a gestão do ciclo biológico das espécies cultivadas, desde a reprodução à alimentação, participa em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) para a melhoria de espécies e rações e avalia as condições sanitárias em que as espécies se encontram. Gestor de unidade aquícola Dirige a operação diária do viveiro,

faz a gestão do pessoal, monitoriza os custos, garantindo a qualidade e que o local opera consoante as regulações em vigor.

Veterinário de Fauna Aquática

Diagnostica, previne e trata as doenças nas espécies cultivadas, coordena e implementa programas de vigilância sanitária e medidas de biossegurança, interage com as autoridades e elabora relatórios sobre a sanidade da exploração aquícola.

Especialista em cultivo de algas

Desenvolve os processos de produção para cultivo, colheita e processamento de algas, seleciona cepas, otimiza as condições de cultivo e garante o controlo de qualidade para mercados alimentares ou industriais.

Turismo Costeiro. Mergulhar na riqueza dos oceanos

De acordo com o Relatório em Economia Azul da União Europeia, no ano de 2022, o turismo costeiro representava cerca de 53% do emprego azul na região. O setor também gera milhares de milhões de euros, perfazendo aproximadamente 33% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da UE.

Em Portugal, os números do turismo continuam em crescimento quando comparados a dados de 2022. Com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a mostrar que, em 2023, o número de turistas não residentes aumentou 19% comparativamente ao ano anterior (aproximadamente 26,5 milhões de turistas).

Em 2025, foram atribuídas em Portugal cerca de 444 Bandeiras Azuis. Esta bandeira representa um símbolo de qualidade ambiental, que pode ser atribuído a zonas balneares, portos de recreio e marinas ou embarcações de recreio e ecoturísticas.

Profissões

Gestor de Turismo Costeiro

Sustentável

Faz o planeamento e gestão de operações turísticas costeiras, tendo como foco a sustentabilidade. Tenta equilibrar a procura turística com a conservação e o cumprimento de certificações ambientais.

Guia de Ecoturismo Marinho

Acompanha visitas guiadas a locais para observação da fauna e da flora, faz a interpretação do património natural e promove práticas de baixo impacto ambiental entre os visitantes.

Coordenador de Turismo

Comunitário

Trata da articulação de projetos entre a comunidade local, operadores turísticos e autoridades locais para

a criação de experiências turísticas inclusivas e que sejam benéficas economicamente para as populações costeiras e, simultaneamente, protegendo os seus recursos.

Especialista em Certificação e Qualidade

Implementa políticas de eficiência energética, resíduos e responsabilidade social, realiza auditorias, avalia e orienta as empresas para a obtenção de ecocertificações.

Educador Marinho

Apoia na sensibilização do público quanto a questões ambientais e de conservação, desenvolve materiais e atividades educativos, realiza visitas guiadas e dá palestras.

Biotecnologia Marinha. A indústria ao serviço do mar

A biotecnologia azul é a exploração dos recursos oceânicos e a sua transformação em produtos de diferentes áreas, que podem ir dos farmacêuticos, aos cosméticos e até aos biocombustíveis. A biotecnologia marinha pode, inclusive, cruzar-se com algumas das áreas já mencionadas neste texto, como a aquacultura e o setor energético.

Como esta é uma área emergente da economia do mar, a biotecnologia marinha está elegível para receber apoios do Fundo Azul – um mecanismo de incentivo financeiro do estado que contribui para a expansão de novos setores na economia azul.

A diversidade de ecossistemas e habitats marítimos de Portugal é, como refere o site da Portugal Global, “um trunfo essencial para setores como a biotecnologia azul, aquacultura sustentável, energias renováveis offshore, digitalização e automação marítima”. O mesmo site afirma que “o país é um centro de excelência em investigação das ciências do mar”.

Profissões

Engenheiro de biotecnologia

marinha

Estuda organismos marinhos, projeta processos e equipamentos utilizados na aplicação destes no desenvolvimento de produtos sustentáveis, como medicamentos, cosméticos ou biomateriais.

Pesquisador em Bioprospecção

Marinha

Identifica e testa novos bioativos em espécies marinhas, combinando biologia molecular e química para desenvolver fármacos, cosméticos ou enzimas industriais atuando de forma racional e sustentável.

Técnico de Laboratório em Biotecnologia Marinha

Faz suporte técnico e gestão de

stocks, opera equipamentos e utiliza técnicas como microbiologia para investigação e desenvolvimento industrial.

Consultor em Sustentabilidade Marinha

Conduz a avaliação de impacto ambiental de empreendimentos de biotecnologia, estabelecendo práticas de uso responsável dos recursos marinhos e certificando-se do cumprimento das normas ambientais.

Gestor de Projetos em Bioeconomia Azul

Trata da coordenação de iniciativas que envolvam biotecnologia marinha, articula equipas de pesquisa, financiamentos e a introdução de novos produtos.

Transporte marítimo e indústria naval. Ligar o mundo pelos Oceanos

Os setores do transporte marítimo e da indústria naval desempenham também um papel importante no panorama da Economia Azul em Portugal.

Para refletir essa importância e modernização do setor, recentemente, foi noticiado o investimento por parte do Governo português de 13,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em projetos que têm como objetivo tornar a frota mercante portuguesa mais ecológica. Tem existido também investimento na modernização e digitalização do setor, como revelou em entrevista ao Jornal Económico a CEO da PSA Sines, Nichola Silveira. A responsável pela empresa que gere o terminal de contentores de Sines, afirmou que esta “tem vindo a investir em tecnologias digitais para otimizar processos e aumentar a eficiência operacional”.

Profissões

Engenheiro Naval

Participa nos projetos de embarcações e estruturas marítimas como navios ou plataformas, acompanha a sua construção e garante a segurança e eficiência energética. Pode trabalhar desde o transporte, à defesa, exploração e energias renováveis.

Técnico de Construção e Reparação Naval

Trabalha em estaleiros no fabrico e manutenção dos navios, com conhecimentos na área da soldadura e montagem de navios. Faz o diagnóstico, reparação e manutenção de motores.

Gestor de infraestruturas portuárias

Planeia e coordena as operações nos portos, otimizando a

logística de cargas e descargas e implementa tecnologias digitais e de sustentabilidade nos terminais.

Gestor de Logística e Transporte Marítimo

Organiza rotas de navios e cadeias de abastecimento, administra frotas de transporte marítimo e coordena a ligação entre portos, assegurando eficiência e cumprimento das normas de segurança e ambiente.

Especialista em Digitalização e Automação Naval

Projeta, instala e faz a manutenção das soluções digitais em navios e portos. Assegura a automação das operações, procurando aumentar a eficiência, segurança e reduzindo o impacto ambiental do transporte marítimo.

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Conhece a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar

Peniche é a casa da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria. Aqui vais encontrar uma vasta oferta formativa, com reconhecimento internacional, e unidades de investigação e desenvolvimento que produzem conhecimento e incentivam a inovação.

Em Peniche, perto do Cabo Carvoeiro e com vista para as Berlengas, a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) forma estudantes em duas grandes áreas: Turismo e Ciências e Tecnologias do Mar.

A ESTM assume como compromisso estar “na onda do teu futuro” e tem como missão formar pessoas altamente qualificadas, com uma forte base científica, técnica, ética e cultural.

ESTM - Estudar junto ao mar. Aprender no terreno.

Em Peniche, o mar não é cenário: é contexto de aprendizagem, laboratório vivo e fonte de oportunidades.

Na ESTM, a formação combina rigor científico, atitude prática e proximidade humana, com cursos ligados ao mercado e ao território. Aqui aprende-se fazendo: em laboratórios, salas práticas, hotelescola, empresas, no campo e no mar. É uma escola onde a comunidade é real, o acompanhamento é próximo e o percurso de cada estudante ganha forma com projetos, desafios e experiências concretas.

Mais camas, menos stress: estudar com condições. Há um aspeto essencial que tem impacto direto no quotidiano académico: o reforço da capacidade das residências de estudantes em Peniche. O aumento do número de camas traduz-se, na prática, em mais tranquilidade para estudar — com mais opções de alojamento próximo do

campus, menor pressão na procura de casa e melhores condições para viver plenamente a experiência académica ao longo de todo o ano, incluindo para estudantes deslocados e internacionais.

Formação e Investigação ao serviço da sociedade Refletindo o compromisso entre formação e investigação, o Campus 4 – Peniche acolhe duas unidades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do Instituto Politécnico de Leiria, reconhecidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia: o MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e o CiTUR – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo.

O MARE é uma unidade de I&D dedicada às áreas da Biotecnologia Marinha, Biologia Marinha e Aquacultura, bem como à inovação de Produtos Alimentares de origem marinha. A sua missão passa por impulsionar a inovação nestas áreas, promover a transferência de conhecimento para o tecido empresarial, contribuir para o desenvolvimento da Economia Azul e sensibilizar para a sustentabilidade, criando pontes que “ligam o mar à sociedade”. No CiTUR, é incentivada a produção e partilha de conhecimento científico no domínio do turismo, integrando uma vasta rede de investigadores. A unidade trabalha para melhorar o setor através do conhecimento e da inovação, estudando desafios reais

como a experiência do visitante, a sustentabilidade dos destinos e a criação de valor para o território, transformando ideias em projetos, dados e soluções úteis para empresas, autarquias e comunidades.

Dimensão europeia

Com a integração do Instituto Politécnico de Leiria na RUN-EU, a ESTM reforça a sua dimensão europeia, criando oportunidades concretas de formação, mobilidade e investigação em colaboração com várias instituições de ensino superior europeias, e alargando o acesso a percursos internacionais, projetos conjuntos e redes de inovação.

Formações Certificadas TedQual

A certificação UN TOURISM. TedQual é um selo internacional de qualidade para programas de ensino em Turismo, Hospitalidade, Lazer e Restauração, reconhecendo cursos que cumprem critérios exigentes de rigor académico, alinhamento com as necessidades do setor, qualidade pedagógica e melhoria contínua. Para a ESTM, esta certificação reforça a credibilidade externa da formação, valoriza o diploma e transmite a estudantes e empregadores a garantia de que os ciclos de estudo cumprem padrões internacionais de excelência e relevância para o mercado.

ESTM. Onde a ciência, o turismo e a sustentabilidade ganham forma

Na ESTM são variados os projetos premiados nas áreas de I&D, sustentabilidade e turismo. Descobre aqui alguns deles.

Galardão Eco-Escolas

Ilustrando o compromisso com a sustentabilidade ambiental, a ESTM foi distinguida com o Galardão EcoEscolas entre os anos letivos de 2022/23 e 2024/25. Esta distinção resulta do envolvimento da comunidade académica “em práticas sustentáveis, projetos ambientais e ações de sensibilização que promovem um campus mais verde, mais consciente e mais participativo”.

Biosphere Portugal

A certificação internacional por parte da Biosphere Portugal posiciona a ESTM como uma entidade de referência na área da sustentabilidade, reforçando a sua visibilidade em plataformas nacionais e internacionais, bem como o compromisso institucional para a implementação de ações que contribuam para dar resposta aos ODS, assim como para uma formação completa dos seus estudantes.

Fortialgae (MARE - IPLeiria)

O projeto FortiAlgae investiga formas de aumentar o valor alimentar de macroalgas comestíveis, através do seu enriquecimento com elementos essenciais e da ativação controlada do metabolismo por meio de stress induzido. Em última análise, o projeto procura desenvolver soluções aplicáveis que valorizem as macroalgas enquanto recurso sustentável, com potencial para a criação de produtos alimentares de maior valor acrescentado.

Funsea Plastic (MAREIPLeiria)

O FunSea Plastic é um projeto que investiga a plastisfera — as comunidades de microrganismos que colonizam plásticos no mar — para identificar fungos marinhos com capacidade de usar o plástico como única fonte de carbono. Ao estudar a diversidade destes fungos e a sua capacidade metabólica, o projeto procura encontrar potenciais “degradadores” naturais de plástico, gerando conhecimento com impacto na redução da poluição plástica associada às atividades de pesca e ao ambiente marinho.

Hub Azul PenicheSmartocean

A ligação ao Hub Azul Peniche reforça a ESTM como escola “no terreno”, com acesso a um ecossistema real de empresas, investigação e inovação na Economia Azul. Para os estudantes, traduz-se em projetos aplicados, estágios, desafios com entidades parceiras e contacto direto com a tecnologia e o mercado. Para a ESTM, representa captação de parcerias, valorização da oferta formativa, transferência de conhecimento e criação de novas oportunidades de empregabilidade e empreendedorismo, consolidando Peniche como laboratório vivo de aprendizagem e inovação.

FAST – Turismo Sustentável (CiTUR

- IPLeiria)

O projeto FAST tem como objetivo desenvolver ferramentas, com base em indicadores, para apoiar empresas e destinos turísticos a medir e melhorar a sustentabilidade . A principal solução é o ORVE – Otimização de Recursos e Valorização da Experiência , uma plataforma online que articula turistas e residentes , empresas/instituições e Entidades Gestoras de Destinos , permitindo recolher e organizar dados (energia, água, mobilidade), assim como criar métricas para orientar decisões e promover a melhoria contínua no âmbito da sustentabilidade.

Innovtourism – Inovação Digital (Citur - IPLeiria)

O InnovTourism é um polo de inovação digital para acelerar a transformação digital no turismo, apoiando PME’s e startups (e também entidades públicas), por forma a testar soluções antes de investir, melhorar processos e criar ofertas mais competitivas e sustentáveis. Coordenado pelo NEST – Centro de Inovação do Turismo, disponibiliza serviços de experimentação tecnológica, capacitação e apoio à estratégia/ financiamento, com foco em tecnologias como IA, IoT, AR/VR e cibersegurança

“Na onda do teu futuro”

Descobre mais acerca das 10 licenciaturas que podes encontrar na ESTM, bem como as suas saídas profissionais.

Criar experiências. Dar vida ao território. Aprender a planear experiências turísticas inovadoras.

Animação Turística

Aprendes a planear, organizar e avaliar projetos de animação turística (do desporto ao lazer) com uma forte componente prática.

O que é: Formação prática para criar experiências turísticas com impacto do desporto ao lazer. Vais aprender a planear, organizar e avaliar projetos de animação, com foco em públicos e territórios diversos e contribuir para experiências únicas e memoráveis.

Na prática: programação de atividades, conceção de experiências, gestão de equipas e parceiros, dinamização de eventos e projetos locais.

Saídas profissionais: empreendimentos turísticos (hotéis, resorts, parques temáticos e de aventura), empresas do setor e municípios.

Aprender no mar. Ciência com impacto real. Rigor para estudar, gerir e proteger

Biologia Marinha

Formação em Biologia Marinha, com forte componente prática, para quem escolhe aprender no mar e construir uma carreira com impacto.

O que é: licenciatura de base científica, com forte componente prática, para entender e cuidar do mar, contribuindo para a gestão sustentável dos recursos marinhos.

Na prática: trabalho de campo e laboratório, contacto com empresas e instituições, ligação a atividades

como pesca, aquacultura e restauro ecológico.

Saídas profissionais: Empresas e instituições ligadas às atividades da pesca, da aquacultura, da tecnologia alimentar, do ecoturismo e da consultoria ambiental, parques temáticos marinhos, instituições públicas ou ONG’s.

Sistemas biológicos ao serviço da tecnologia, a criar soluções reais em várias áreas de aplicação

Biotecnologia

Desenvolves competências científicas e técnicas para integrar organizações biotecnológicas e conceber projetos com foco na inovação.

O que é: Ciência aplicada para transformar conhecimento em soluções. Preparação para integrar e inovar em áreas biotecnológicas (agroalimentar, marinha, farmacêutica, ambiental).

Na prática: métodos laboratoriais, controlo de qualidade, desenvolvimento experimental e conceção de projetos com orientação para aplicação real.

Saídas profissionais: Empresas de base biotecnológica, laboratórios, controlo de qualidade, instituições públicas ou ONG’s, consultoria e I&D.

Serviço com rigor. Operação com ritmo. Liderar equipas e experiências.

Gestão da Restauração e Catering

Formação para gerir a complexidade operacional da restauração e catering, combinando rigor técnico e competências transversais para

contextos exigentes e inovadores. O que é: Gestão aplicada a um setor exigente e em transformação. Aprendes a dominar a operação e a estratégia de negócios de restauração e catering.

Na prática: organização de serviços, controlo e eficiência, segurança e qualidade, equipas e liderança, com equilíbrio entre rigor técnico e competências transversais.

Saídas profissionais: direção de A&B em hotelaria, direção de restaurante, empresas de catering, unidades de produção alimentar e consultoria.

Trabalhar em equipa, produzir o nunca visto. Saber planear ao pormenor, e resolver o imprevisível. Criar dias inesquecíveis e noites memoráveis.

Gestão de Eventos

Preparação para coordenar, planear e gerir eventos, integrando finanças, RH, logística, segurança e sustentabilidade.

O que é: Formação para coordenar, planear e gerir eventos de diferentes tipologias — corporativos, desportivos, festivais e outros.

Na prática: produção e operação, logística, segurança, sustentabilidade, recursos humanos e gestão financeira para entregar eventos de elevada qualidade.

Saídas profissionais: gestor/ diretor de eventos, consultoria, direção de feiras e exposições, empreendedorismo.

Conhece a restante oferta formativa da ESTM aqui

Hospitalidade com método. Gestão com ligação ao lugar.

Gestão Turística e Hoteleira

Formação em turismo e hotelaria com forte ligação ao mercado, incluindo dois ramos de especialização e orientação aplicada.

O que é: Gestão do turismo e da hotelaria com ligação ao mercado e formação aplicada. Uma base sólida para liderar operações e desenvolver destinos.

Na prática: gestão de unidades, experiência do cliente, estratégia e promoção, com proximidade ao tecido empresarial e ao território.

Saídas profissionais: gestão hoteleira, gestão de empresas turísticas, planeamento e promoção de destinos.

Ler o mercado. Comunicar com critério. Construir valor.

Marketing Turístico

Marketing aplicado ao turismo, com foco em identificar, analisar e resolver problemas, com decisão suportada em dados e com estratégia.

O que é: Visão holística das empresas turísticas suportadas nas dimensões do Marketing

Na prática: Diagnóstico e resolução de problemas, promovendo o posicionamento competitivo e orientado para resultados.

Saídas profissionais: Área comercial em empresas turísticas, consultoria e auditoria de marketing.

Produção, transformação e fornecimento de alimentos seguros e nutritivos para todos, sem prejudicar gerações futuras

Sistemas Alimentares

Sustentáveis

Visão integrada do setor alimentar, com competências em processos, qualidade, segurança alimentar e impacto ambiental.

O que é: Uma visão integrada do setor alimentar, da produção ao consumo, com foco em sustentabilidade e inovação

Na prática: processos inovadores, sustentáveis e competitivos do Prado (e do Mar!) ao prato, em interação com os desafios atuais e futuros do setor, para sistemas alimentares mais resilientes.

Saídas profissionais: Indústria alimentar, qualidade e segurança, centros de investigação, entidades reguladoras e autoridades alimentares.

Inovar no turismo com tecnologia. Transformar dados em decisão.

Tecnologias Digitais Aplicadas ao Turismo

Combina o turismo com tecnologias digitais de última geração, focando inovação e transformação digital, sistemas e análise de dados para apoio à decisão.

O que é: Turismo + Tecnologia para inovar. Formação para aplicar tecnologias digitais de última geração na transformação do setor turístico.

Na prática: sistemas, dados e ferramentas digitais ao serviço de empresas e destinos, com foco em inovação, eficiência e apoio à decisão. Saídas profissionais: transformação digital em turismo, autarquias e entidades públicas, funções tecnológicas no setor, gestão e análise de dados.

Pensar o território. Desenhar experiências. Gerir com responsabilidade.

Turismo

Formação para atuar no turismo e na administração pública, com competências em planeamento, gestão e valorização do território e gestão de atividades/empresas turísticas.

O que é: Formação para planear, gerir e valorizar o território e as atividades turísticas, com forte componente prática.

Na prática: planeamento e gestão de destinos, criação de itinerários, relação com organizações e políticas públicas, projetos com ligação ao mundo real.

Saídas profissionais: empresas do setor, operadores turísticos, consultoria, administração pública e entidades de desenvolvimento regional.

Sete livros que exploram os oceanos

O mar esteve sempre no imaginário dos autores. Desde a exploração oceânica, ao combate com criaturas perigosas ou mitológicas e até à descoberta de tesouros, estes livros mostram-te como o mar foi visto ao longo dos séculos.

Odisseia

(Século VIII A.C)

A Odisseia é, em conjunto com a Ilíada, um dos poemas épicos atribuídos ao poeta Homero. Escrita na Grécia Antiga, a obra acompanha a jornada do rei de Itaca, Ulisses, depois de ter passado dez anos na guerra de Tróia. Contudo, o regresso de Ulisses até casa demora mais dez anos e nesse período o herói deste épico enfrenta tempestades, monstros mitológicos e até passa pelo submundo. Enquanto isso, em Ítaca, esperam-no a esposa, Penélope e o filho, Telémaco, que têm de lidar com os pretendentes que querem pedir a mão de Penélope em casamento e tomar o lugar de Ulisses no trono.

Os Lusíadas

(1572)

O poema épico, de dez cantos, escrito por Luís de Camões é uma homenagem do autor aos feitos dos navegadores portugueses durante as épocas dos Descobrimentos nos séculos XV e XVI. Com dedicatória especial ao rei de Portugal na época, D. Sebastião, a obra abre com o Concílio dos Deuses, onde Júpiter discursa e acompanha a história contada da perspetiva de vários oradores, entre eles: Vasco da Gama, Paulo da Gama ou a ninfa da mitologia grega, Tétis.

Moby Dick

(1851)

Escrito por Herman Melville, que se inspirou nas suas experiências enquanto marinheiro em baleeiros e na leitura de livros sobre caça à baleia, Moby Dick conta a história da caçada ao cachalote Moby Dick da perspetiva do marinheiro Ishmael. Recrutado para

trabalhar no baleeiro Pequod, Ishmael trabalha às ordens do capitão Ahab, fixado em vingar-se de Moby Dick depois deste lhe ter arrancado a perna na última viagem da embarcação. O livro conta com descrições realistas daquilo que era a vida no mar na altura, desde a caça à baleia a tripulações que contavam com uma enorme diversidade cultural.

20 Mil Léguas Submarinas (1870)

Depois de uma Viagem ao Centro da Terra e de uma Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne leva-nos a explorar os oceanos em 20 Mil Léguas Submarinas Depois de um monstro ser avistado no mar, parte de Nova Iorque uma expedição organizada pelo governo dos Estados Unidos da América (EUA) que conta com o biólogo marinho Pierre Aronax, o arpoeiro canadense Ned Land e o assistente de Aronax, Conseil. A bordo da fragata Abraham Lincoln encontram o monstro no mar do Japão, mais tarde apercebendose que o monstro é um submarino futurista, Nautilus, que tem ao leme o seu construtor e comandante, Capitão Nemo, que se autoexilou do seu país e explora os oceanos na sua embarcação.

Ilha do Tesouro (1883)

Altura de ir explorar os mares, só que desta feita na companhia de piratas. A Ilha do Tesouro conta a história do jovem Jim Hawkins, que vive com os pais na estalagem que gerem. Um dos seus clientes é Billy Bones, um homem que tem em sua posse um cobiçado mapa para a ilha que esconde o tesouro do infame pirata Capitão Flint. Na companhia do físico Dr. Livesey e do magistrado Squire Trelawney, Jim embarca no navio Hispaniola, onde trava amizade com o cozinheiro

Long John Silver. Escrito por Robert Louis Stevenson, o livro inspirou várias histórias de piratas e tem no filme Planeta do Tesouro, da Disney, uma das suas adaptações.

Mar Morto

(1936)

Este romance leva-nos até Salvador da Bahia, no Brasil, e acompanha a vida do pescador Guma. Central à história é o romance que tem com Lívia, relação da qual nasce um filho, e também o dia a dia na Baía com os vários pescadores, como o Mestre Manuel, que lutam pela sua sobrevivência. A mitologia de Mar Morto também explora a ligação dos marinheiros com a religião Candomblé, mais especificamente a deusa Iemanjá – considerada a “Rainha dos Oceanos”. O romance escrito pelo autor brasileiro Jorge Amado enquanto estava na prisão foi uma das suas obras mais populares com mais de 1,5 milhões de cópias vendidas.

O Velho e o Mar (1952)

Da autoria de Ernest Hemingway, em O Velho e o Mar acompanhamos a história de Santiago, um pescador idoso que não apanha um peixe há 84 dias e que é considerado um salao (azarado). Depois de perder o seu ajudante, Manolin, para um barco mais bem-sucedido, Santiago leva o seu esquife para o alto mar, mais concretamente a corrente do Golfo, de maneira a ver se tem mais sorte. É aí que encontra o maior peixe que alguma vez viu e trava uma batalha que o leva a respeitar e a admirar o seu adversário, um marlim gigante. O Velho e o Mar é a última obra escrita em vida por Ernest Hemingway, escritor que mais tarde, em 1954, venceu o Nobel da Literatura.

6 das maiores personalidades ligadas aos Oceanos

Biólogos marinhos, oceanógrafos, cartógrafos e até realizadores de cinema. Neste artigo, vais encontrar algumas figuras cujo trabalho ao longo dos anos nos deu a conhecer melhor os mistérios do mar.

Sylvia Earle

Bióloga marinha e oceanógrafa, Sylvia Earle dedicou a sua vida aos oceanos. Nascida em 1935, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América (EUA), desde a sua infância que mostrou interesse pela natureza. Além do trabalho como investigadora nas universidades de Harvard e de Berkeley, o trabalho de Earle também a levou a juntar-se à equipa de aquanautas do projeto Tektite II, que permitia aos cientistas viver numa base submarina ao largo da costa das Ilhas Virgens. A oceanógrafa também foi a primeira cientista chefe da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), fundou a empresa Deep Ocean Engineeering e colaborou com a National Geographic coordenando de expedições marítimas.

Jacques-Yves Cousteau

A ligação profissional entre Jacques Cousteau e o mar começou acidentalmente, depois de um acidente de viação o impedir de se tornar piloto. Embora não fosse um cientista de formação, a sua paixão pelos oceanos levou a que começasse a conduzir experiências científicas e a inovar na área do mergulho, construindo o Aqua-Lung, um aparelho que permitia aos mergulhadores respirar debaixo de água. Depois de deixar a marinha, o oceanógrafo francês arrendou o navio Calypso pelo valor simbólico de um franco por ano e readaptou a embarcação, tornando-o um laboratório marinho móvel para expedições. Além de contribuir com livros, Jacques-Cousteau também realizava documentários e viu um deles, O Mundo Silencioso, a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1956 e o Oscar da Academia para Melhor Documentário, em 1957.

James Cameron

Quem diz que um realizador não pode ser também um explorador marinho? Fascinado por naufrágios desde criança, a paixão do realizador de cinema James Cameron pelos oceanos fica evidente na sua filmografia, com a produção de obras como O Abismo (1989), Titanic (1997), ou Avatar: o Caminho da Água (2022). Além dos filmes, Cameron também já colaborou com a National Geographic na produção de documentários sobre exploração marinha, tais como Fantasmas do Abismo (2003) e Extraterrestres das Profundezas (2005). Para a produção de Titanic, Cameron chegou a fazer vários mergulhos num submarino aos destroços do navio naufragado em 1912, para recolha de imagens. Em 2012, o realizador foi o primeiro a completar uma descida a solo até ao ponto mais fundo da Fossa das Marianas, a 10 quilómetros de profundidade, tendo inclusivamente participado no desenho e construção do submersível Deepsea Challenger.

Eugenie Clark

Foi uma visita em criança ao Aquário de Nova Iorque que deixou Eugenie Clark fascinada com biologia marinha, fazendo com que se tornasse ictiologista, ou seja, uma zoologista especializada em peixes. Mais tarde, o trabalho do naturalista William Beebe inspirou a cientista americana a tornar-se oceanógrafa. Apelidada de “Senhora dos Tubarões”, pelo seu estudo sobre o comportamento destes animais, Clark trabalhou como investigadora em vários institutos e museus, estudou populações de peixes nas ilhas do Pacífico e foi considerada uma pioneira na área do mergulho para fins de investigação. Diretora até 1965 do Laboratório Marítimo de Cape Haze, fundado em 1955, Clark deixou o cargo em 1966 para se dedicar ao ensino, primeiro na Universidade da Cidade de Nova Iorque e depois na Universidade de Maryland, utilizando sempre a sua voz para promover a conservação marítima.

Walter Munk

O trabalho como oceanógrafo físico de Walter Munk foi pioneiro, uma vez que este foi dos primeiros cientistas a utilizar métodos estatísticos na análise de dados oceanográficos. Com 15 anos, Munk foi viver para os EUA, inicialmente estudando direito quando chegou à faculdade. Mais tarde, não querendo seguir a área bancária, foi estudar para o California Institute of Technology (Caltech). Os seus trabalhos com a oceanografia iniciaram-se depois de começar um trabalho de verão no Scripps Institution of Oceanography. Durante a 2.ª Guerra Mundial, o trabalho de Munk ajudou os Aliados, ao prever as condições do mar antes do desembarque das tropas nas costas europeias. Walter Munk também abordava nos seus ensaios temas como as perfurações oceânicas, alterações climáticas, marés, entre outros. O oceanógrafo, nascido em 1917, trabalhou até perto dos 100 anos, com o seu último trabalho a ser publicado em 2016.

Marie Tharp

Nascida em 1930 no estado do Michigan, EUA, Marie Tharp destacouse pelo seu trabalho na área da geologia e cartografia oceânica. O seu interesse por mapas surgiu devido ao trabalho do pai, topógrafo de solos no Departamento de Agricultura dos EUA. Depois de concluir os estudos, Marie começou a trabalhar como geóloga para uma petrolífera no Oklahoma. O próximo passo na sua carreira foi Nova Iorque, onde se iniciou no Observatório Geológico Lamont, sendo uma das primeiras mulheres a conseguir trabalhar neste local. Foi aí que conheceu Bruce Heezen, com quem mais tarde trabalhou e cujo trabalho com mapas da Dorsal Meso-Atlântica, que ajudou a corroborar a teoria da deriva continental – a teoria de que os continentes se vão afastando ou movendo ao longo dos anos.

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Assume o papel de mergulhadores, piratas, pescadores e até de um caranguejo. Tudo, claro em nome da exploração marinha, onde vais poder interagir com diferentes espécies e viajar pela história.

Another Crabs Treasure (2024)

Imagina que és um caranguejo-eremita e perdes a tua carapaça protetora por não pagares os impostos. É isso que acontece a Kril, o protagonista desta história, que vê a sua carapaça confiscada por dívidas à duquesa de Slacktide. Um acordo entre ambos vê Kril partir à aventura, em busca de um tesouro que lhe vai permitir recuperar o que perdeu. O mundo subaquático em que vais jogar encontra-se muito poluído, portanto vais ter de utilizar esse ambiente a teu favor. A tua arma de eleição será um garfo ferrugento e a tua carapaça uma lata velha. De forma divertida, este soulslike permite-te conhecer algum do impacto ambiental no fundo dos oceanos, bem como algumas das suas espécies. O jogo encontra-se disponível para consolas (Playstation 5 e Xbox) e para computador.

Abzû (2016)

Em Abzû vais mergulhar na imensidão do oceano. A história começa depois de acordares a flutuar na superfície do oceano, começando em seguida a explorar a água e o ambiente envolvente. Podes interagir com as plantas, a vida animal e descobrir artefactos tecnológicos de outros tempos e ruínas submersas, existindo também no jogo áreas à superfície que podem ser exploradas. À medida que o jogo avança, podem ser desbloqueadas novas áreas e segredos que te vão ajudar a desvendar o que está a prejudicar o ecossistema em que te encontras. O teu maior aliado durante esta história vai ser um tubarão branco, que te vai guiar pelo oceano nesta jornada de aprendizagem e exploração. O jogo foi lançado tanto para consolas (Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch) como para computador.

Subnautica (2018)

Jogado na primeira pessoa e misturando ação e aventura, em Subnautica tu podes explorar um planeta oceânico depois da tua nave The Aurora se despenhar nele. O personagem principal é Riley Robinson, o único sobrevivente deste acidente, e tem como objetivo explorar o oceano que o rodeia, bem como construir ferramentas, bases, submergíveis e interagir com a vida selvagem do planeta. Além da exploração marinha, existem também duas ilhas que podem ser visitadas pelo jogador. O jogo conta com quatro níveis de dificuldade: modo sobrevivência, modo liberdade, modo extremo e modo criativo. Em todos eles, vais poder explorar materiais e recursos, conhecendo ainda a fauna e flora do planeta.

conhecido como “Buraco Azul”. Dave tem duas responsabilidades: durante o dia, mergulhar no oceano para pescar e, à noite, gerir o restaurante de sushi. O personagem principal está equipado com um arpão e tem acesso a uma variedade de armas, bem como melhorias ao arpão e outros itens que pode encontrar durante os seus mergulhos. Com o ouro que vais reunindo durante os mergulhos podes também arranjar outras formas de pescar, como redes de pesca ou drones. Dave the Diver acaba por ser um título interessante para quem pretende explorar a ligação da economia dos oceanos com o setor da restauração, ao integrar a componente de gestão de um estabelecimento e a atividade piscatória.

os mares e as ilhas das Caraíbas, bem como a visitar os fortes que os vigiam e os navios aqui naufragados. A jogabilidade também te oferece a opção de interagir com a fauna que te rodeia, seja ela marinha ou terrestre. Em Black Flag, persiste a luta da Guilda dos Assassinos contra os Templários, para preservar a paz a paz e o livre arbítrio. A história, conta com a componente de exploração e foca-se em dois pontos: a busca de Edward Kenway por uma localização mítica e a instauração de uma república pirata independente no mar das Caraíbas. As mecânicas de navegação deste título da Ubisoft foram muito elogiadas pelo seu realismo, servindo de inspiração para jogos subsequentes.

exploras o mundo, podes cruzar-te com o mais variado tipo de monstros marinhos. O dinheiro que ganhas com a venda permite-te melhorar o equipamento e as funcionalidades do teu barco. O trabalho é relativamente tranquilo durante o dia, com elementos de terror surgem durante a noite, com o nevoeiro. É nesta altura que o nível de pânico do personagem principal aumenta, sendo necessário gerir de forma equilibrada os momentos de trabalho e descanso.

Dave the DiverOfficial Xbox Launch Trailer
Assassin’s Creed 4 Black Flag Official Trailer (HD)
DREDGE | Date Reveal Trailer

FLAD. “Uma ponte entre Portugal e os Estados Unidos da América”

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) promove a cooperação entre os dois países. Descobre aqui as várias formas como esta ligação se concretiza.

Foi há 40 anos, a 20 de maio de 1985, que foi criada a Fundação LusoAmericana para o Desenvolvimento. Como então, a sua missão continua a ser a mesma – ser “uma ponte entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA)”, como se pode ler no seu site: “[A FLAD] é reconhecida

NÚMEROS

A FLAD celebrou a 20 de maio de 2025 os seus 40 anos.

A instituição possui uma coleção de arte contemporânea que conta com cerca de 1.000 obras de arte de artistas portugueses.

O programa de mobilidade promovido pela FLAD desde 2015, o Study in Portugal Network, já contou com a participação de mais de 1.000 alunos.

como um recurso de excelência junto dos que procuram e oferecem oportunidades nos EUA, em diferentes áreas”

E como surgiu afinal esta ponte entre os dois países? Depois de, a partir da década de 40, as relação entre Portugal e EUA se ter desenvolvido

A importância dos Açores

Os Açores assumem uma relevância única na ação da FLAD. “A geolocalização do arquipélago, o peso da população açoriana na diáspora portuguesa nos Estados Unidos e a importância que as nove ilhas dos Açores têm ao nível, cultural, científico, de segurança e de defesa, fazem dos Açores um denominador comum na atividade da FLAD em todos os seus pilares de atuação”, explica a fundação.

– nomeadamente, através do Plano Marshall e da fundação da NATO –tudo viria a ganhar forma em 1983. Foi nesse ano que foi assinado o Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA onde, entre outros apoios, estava contemplada a criação da FLAD.

Na altura de formalizar a sua criação, a FLAD constituiu-se como “uma instituição portuguesa, financeiramente autónoma e privada”. O seu objetivo foi definido como “a promoção da cooperação científica, técnica, cultural, educativa, comercial e empresarial, entre os dois países” “A FLAD quer fortalecer a presença de Portugal nos EUA, potenciar a mobilidade entre os dois países e aproximar pessoas e instituições dos dois lados do Atlântico”, destaca a fundação. Hoje, os contributos da FLAD estendem-se para lá da cooperação com os EUA. Através da dinamização de bolsas, apoios, prémios e concursos, a instituição procura desenvolver também iniciativas em Portugal nas áreas da Arte e Cultura, Ciência e Tecnologia e a Educação. Ao longo das próximas páginas, vais poder ficar a conhecer algumas destas ações, nomeadamente ligadas ao potencial e sustentabilidade dos oceanos.

O atual presidente da FLAD é o antigo Primeiro-Ministro de Portugal e Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso

5 motivos que ligam a FLAD aos oceanos

Para a FLAD, o oceano é “um domínio em que Portugal possui relevância internacional”. A dimensão e importância histórica fazem com que seja visto como “um pilar natural para uma estratégia com impacto global”. Descobre porquê neste artigo.

#1

O oceano como prioridade

O oceano encontra-se no centro das prioridades para a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Este recurso é visto como parte fundamental da missão de “aprofundar as relações entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA)”. O potencial português neste campo, de resto, é também destacado pela FLAD – através da ligação aos oceanos, é possível “promover o desenvolvimento, a cooperação e a projeção internacional de Portugal”, num campo onde a sua intervenção “pode ser particularmente significativa”.

#2Um país projetado para o Atlântico

A dimensão da área marítima de Portugal na Zona Económica Exclusiva (ZEE) é uma das maiores da União Europeia (EU) e uma das mais extensas do mundo. Uma área que pode mesmo vir a ser

alargada no processo de extensão da plataforma continental em curso. “É no mar que Portugal encontra a sua verdadeira amplitude estratégica”, sublinha a FLAD.

#3

Uma ligação histórica

A história de Portugal está “intimamente ligada ao Atlântico”, com este oceano a “moldar a sua cultura, economia e inserção internacional”. A FLAD dá como exemplo a relação com os EUA, construída no espaço atlântico e que resulta de “séculos de circulação de pessoas, ideias e comércio”. Este património histórico é também visto como uma mais-valia de Portugal no seu desenvolvimento estratégico ligado aos oceanos.

#4

O futuro passa pelos oceanos

Os oceanos são um tema central na agenda global, ocupando um posicionamento estratégico

em áreas como sustentabilidade, biodiversidade, energia, economia azul, segurança marítima e investigação científica e tecnológica. Uma vez que Portugal tem competências reconhecidas nestas áreas e os EUA se destacam como “líderes mundiais em investigação oceânica”, a FLAD pretende desempenhar “um papel determinante na articulação entre centros de excelência dos dois países”.

#5

Uma plataforma para a cooperação

Como espaço estratégico partilhado, o Atlântico é um terreno privilegiado para “reforçar a cooperação científica, ambiental, económica e de segurança”. A prtir das “capacidades complementares” dos dois países, a FLAD vê o potencial do trabalho em parceria e colaboração, acreditando que este “pode acrescentar valor mobilizando redes, financiando projetos e aproximando instituições”.

Bolsas, programas e projetos com o Atlântico no horizonte

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) conta com diversas bolsas, programas e iniciativas que apoiam e promovem a investigação científica e tecnológica. Conhece alguns dos projetos que trabalham o desenvolvimento sustentável do Oceano Atlântico.

FLAD Science Award Atlantic

Esta é uma bolsa de 300 mil euros para investigar o Atlântico e os seus ecossistemas, explorando-os de forma sustentável. O FLAD Science Award Atlantic, que conta com cinco edições, mostra o compromisso da FLAD em “apoiar e distinguir jovens académicos” no campo da investigação e no desenvolvimento “de estratégias, engenharia e tecnologias, que facilitem a nossa compreensão e exploração sustentável dos ecossistemas Atlânticos”.

Conferência “Breathing with the Ocean”

No âmbito da celebração do seu 40.º aniversário, a FLAD realizou, em Lisboa, a conferência “Breathing with the Ocean”. A iniciativa, que teve lugar no Museu Nacional dos Coches, reuniu especialistas em ciência marinha e decisores políticos, num evento dedicado ao debate da “importância dos oceanos nas suas mais diversas dimensões”, reafirmando a necessidade de “os colocar no centro do debate público”.

Prémio Atlântico Junior

Com um valor total em prémios de 5500 euros, bem como uma viagem aos Estados Unidos da América (EUA), o Prémio Atlântico Junior é dirigido às

escolas secundárias e profissionais de Portugal. Esta é uma iniciativa da FLAD e da Ciência Viva – Agência Nacional Para a Cultura Científica e Tecnológica, que tem como objetivo promover, através da ciência e tecnologia, a valorização do Atlântico e a sua importância “na sustentabilidade do planeta e da sociedade”.

Summer Schools – Universidade dos Açores

A FLAD apoia Unidades de I&D da Universidade dos Açores no desenvolvimento da sua oferta académica, designadamente a realização de summer schools em áreas estratégicas de formação académica e científica. Os cursos intensivos de verão projetam a Universidade dos Açores no panorama internacional da investigação de alto nível e dão visibilidade à região e aos seus recursos naturais e geográficos únicos no mundo para o estudo e investigação em domínios como a biologia e as

Sabe mais sobre os cursos de verão ligados ao mar aqui:

ciências marinhas. Em 2026, serão realizados dois cursos. Na ilha da Terceira, um focado na biogeografia e macroecologia e, na ilha do Faial, um curso centrado em robótica marinha.

Atlantic Security Award

O Atlantic Security Award apoia com 15 mil euros dois investigadores para o desenvolvimento de projetos de investigação de excelência em temas relacionados com a Segurança e a Defesa no Atlântico. Esta é uma iniciativa que surge da parceria entre a FLAD, o Centro do Atlântico (AC) e o Instituto de Defesa Nacional (IDN). Os projetos devem “contribuir para o progresso no conhecimento em temas relacionados com desafios atuais” como o impacto das políticas públicas na segurança e defesa do Atlântico ou a relação entre ambiente, segurança e desenvolvimento.

JUNO – Robotic Exploration of Atlantic Waters

Este foi o projeto vencedor do FLAD Science Award Atlantic em 2021. Desenvolvido pelo oceanógrafo Renato Mendes, este projeto tem como objetivo aumentar o conhecimento do Atlântico com recurso a um veículo de serviço autónomo (ASV) – o Caravel – para efetuar recolha de dados numa viagem oceânica entre o Porto e os Açores.

O apoio da FLAD na primeira pessoa

Conhece o testemunho de quem viu o seu percurso académico e profissional apoiado pela FLAD de várias formas.

«O

apoio

da FLAD tem sido fundamental»

José Ricardo Paula Vencedor do FLAD Science Award Atlantic 2023

“O meu percurso profissional tem sido guiado por uma curiosidade profunda sobre como os animais interagem entre si e com o ambiente. Esta ligação esteve na base da criação do projeto AtlanticDiversa, vencedor do FLAD Science Award Atlantic 2023, que representa a consolidação deste percurso ao integrar comportamento, biodiversidade e tecnologia para compreender como a diversidade comportamental contribui para a resiliência dos ecossistemas marinhos do Atlântico. O apoio da FLAD tem sido fundamental ao longo deste caminho, não apenas pelo financiamento, mas pelo reconhecimento da ciência interdisciplinar, da cooperação internacional e do impacto da investigação na sustentabilidade do oceano”.

«Ter recebido uma bolsa FLAD foi muito significativo»

Osman Crespo

Bolseiro FLAD Papers@USA 2024

“Sou biólogo marinho e investigador em doutoramento na Universidade dos Açores, trabalhando nas

áreas de oceanografia Pesqueira e gestão das pescas. Tenho-me dedicado a compreender de que forma o conhecimento científico pode contribuir para que a governança dos oceanos seja mais equitativa e sustentável. Ter recebido a bolsa FLAD - “Bolsas Papers@USA 2024” foi muito significativo para o momento da minha carreira como jovem cientista. Permitiu-me apresentar os resultados do meu doutoramento num palco internacional, contactar diretamente com especialistas e reforçar colaborações que estão a moldar os próximos passos do meu trabalho. Reforçou ainda o meu compromisso com o avanço dos objetivos de sustentabilidade nas regiões oceânicas e valorizou o meu percurso enquanto cientista marinho”.

«Estou a aprimorar técnicas com a bolsa da FLAD»

Gabriela Borer

Bolseira FLAD R&D@USA 2025

“O meu projeto de doutoramento visa estudar padrões de biodiversidade da zona entremarés desde os polos até os trópicos em zonas costeiras do Atlântico, e avaliar o efeito da temperatura nesses padrões. Para isso, estou a utilizar diversos métodos, como fotoquadrados com AI, eDNA e dados de temperatura recolhidos com medidores autónomos de última geração. Através da bolsa R&D@USA da FLAD, estou a aprimorar técnicas moleculares no Laboratório da Costa Leste do Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia (Virginia Institute of Marine Science Eastern Shore Laboratory, EUA) que permitirão uma melhor

avaliação da biodiversidade presente nos diferentes ecossistemas entremarés do Atlântico”.

«O reconhecimento da FLAD teve um impacto profundo»

Equipa Waverider

Vencedora do Prémio Atlântico Júnior 2024/2025 (Miguel Pinéu, Hugo Bizarro e João Castro, orientados pelo Professor Pedro Jorge, Colégio Valsassina)

“A nossa equipa desenvolveu uma aeronave no âmbito da disciplina de Física – um ecranoplano que, por permitir uma maior eficiência energética, se assume como uma solução particularmente promissora para aplicações sustentáveis em meio marítimo. O reconhecimento da FLAD abriu-nos a porta a uma experiência única com um impacto profundo nas nossas vidas académicas e profissionais. A viagem a Boston permitiu-nos contactar com instituições de ensino de referência, bem como estudantes, docentes e representantes institucionais, proporcionando-nos uma visão mais alargada. A experiência reforçou ainda a nossa motivação para prosseguir estudos nas áreas científicas e tecnológicas e consolidou a importância da ciência como motor de desenvolvimento sustentável”.

Filmes para mergulhares na riqueza dos oceanos

Neste artigo, apresentamos-te vários documentários e filmes que te vão dar a conhecer os oceanos, a sua biodiversidade e mostrar a sua importância para a vida humana.

O Mundo do Silêncio (1958)

Realizado por Jacques-Yves Cousteau, O Mundo do Silêncio foi dos primeiros filmes a ter imagens a cor do oceano. Filmado a bordo do navio do explorador francês, o Calypso, foram recolhidos mais de 25 quilómetros de filme, em zonas do Mar Mediterrâneo, do Golfo Pérsico, do Mar Vermelho e do Oceano Índico. Foi premiado em 1956, no Festival de Cinema de Cannes, onde estreou, com a Palma d’Ouro, tendo recebido também o Oscar de Melhor Documentário no ano seguinte. Embora inicialmente aclamado, o documentário foi criticado pelos danos feitos durante as suas gravações – entre eles o uso de dinamite por Cousteau para fazer o recenseamento da população marinha junto de um recife de coral.

A Tempestade Perfeita (2000)

Baseado em factos verídicos, este é um filme que retrata a vida de pescadores e como estes enfrentam as adversidades que o oceano lhes traz. Inicialmente, o capitão e os pescadores da embarcação Andrea Gail são ridicularizados pelas capturas reduzidas, o que leva a que saiam novamente para o mar e consigam uma boa apanha. O problema é que atrás do barco pesqueiro estava a formar-se uma tempestade tropical, que se funde com o Furacão Grace também próximo da costa. A tripulação desvaloriza a tempestade e só após diversos avisos é que se apercebe da seriedade da situação, acabando por enfrentar ventos intensos e ondas gigantes.

O Planeta Azul (2001)

A série documental Planeta Azul, lançada em 2001 e com sequela em 2017, demorou mais de cinco anos a filmar e recolheu imagens em “aproximadamente 200 localizações”.

A série foi importante para a comunidade científica pois, além de testemunhar comportamentos de animais pela primeira vez, viu também alguns que eram completamente novos para a ciência. A sua sequela, O Planeta Azul II foi elogiada pela crítica e creditada pelo aumento do interesse tanto do público como da classe política pelos problemas que impactam a vida marinha. Ambas as temporadas contaram com a narração do biólogo e historiador britânico, David Attenborough.

Criaturas das Profundezas (2005)

Co-dirigido pelo realizador James Cameron e Steven Quale, Aliens das Profundeezas acompanha um grupo de cientistas da NASA e biólogos marinhos norte-americanos, a bordo do navio de pesquisa russo Keldysh, enquanto investigam fontes hidrotermais localizadas no fundo dos Oceanos Atlântico e Pacífico. O documentário sugere que, as condições existentes à volta destas fissuras podem ser semelhantes ao que pode ser a vida em ecossistemas alienígenas. Quem vê o documentário não só consegue compreender a paixão de James Cameron pela exploração marinha e por vida extraterrestre, como também vê a tecnologia utilizada para chegar às profundezas do oceano.

Um Peixe Fora de Água (2004)

Com a realização de Wes Anderson, Um Peixe Fora de Água (ou The Life Aquatic with Steve Zissou) é a história de um oceanógrafo que perde o seu melhor amigo graças ao ataque de uma criatura descrita como “um tubarão jaguar”. Zissou decide então que, para o seu próximo documentário, quer capturar a destruição do animal. A bordo do seu navio de pesquisa, o Belafonte, encontram-se figuras como a sua mulher Eleanor e o perito em segurança Pelé dos Santos. Contudo, passados nove anos, a equipa ainda não conseguiu concluir o documentário e o filme acompanha Zissou e a sua tripulação ao longo de várias peripécias até conseguirem concluir esta obra. De destacar a banda sonora em português, produzida pelo cantor brasileiro Seu Jorge, que apresenta versões de clássicos de David Bowie.

Chasing Coral (2017)

Este documentário produzido pela Netflix acompanha uma equipa de mergulhadores, fotógrafos e cientistas que visitam recifes de coral um pouco por todo o mundo e mostram o impacto do branqueamento de corais. Durante os três anos de gravação, foram recolhidas mais de 500 horas de imagens submarinas que ilustram como outrora locais vibrantes e cheios de cor como os corais estão agora a morrer devido ao impacto das alterações climáticas. Um dos exemplos dados é a Grande Barreira de Recife, localizada na Austrália que, em 2016, perdeu mais de um terço da sua dimensão.

Seaspiracy (2021)

O documentário Seaspiracy investiga o impacto dos diferentes problemas ambientais que afetam os oceanos – da poluição de plástico, à pesca excessiva e ao seu impacto nos ecossistemas. Ao longo de uma hora e meia, são captados momentos como a pesca de golfinhos no sul do Japão, a pesca de baleias nas Ilhas Faroé, os mercados de peixe na Tailândia, na China e em África, entre outras práticas de pesca ilegal. Também são deixados alertas para o colapso global da população de diversas espécies. Além de apresentar estatísticas sobre as problemáticas ilustradas, o documentário também deixa recomendações para que estas possam ser combatidas.

Sustentabilidade.

A urgência de salvar os oceanos

As alterações climáticas colocam os nossos oceanos e tudo o que neles vive em risco. Nos últimos anos esses efeitos têm sido acentuados, mas os governos e organizações internacionais operam num esforço conjunto para conseguir travar os seus avanços.

“Se salvarmos o mar, salvamos o nosso mundo”. A frase foi proferida pelo biólogo e apresentador britânico David Attenborough, à margem da estreia do documentário Ocean, em Bruxelas.

A importância dos mares para a sobrevivência do planeta é inegável. Os oceanos cobrem 71% do planeta e, de acordo com a BBC Earth, “embora as florestas sejam referidas como ‘os pulmões do planeta’, os cientistas afirmam que o oceano fornece entre 50 a 80% do oxigénio que respiramos”

Estes, através das suas correntes, ajudam a regular o clima “transportando o calor para longe do equador e em direção aos polos, para arrefecer”. O oceano é também um reservatório gigantesco de carbono retendo, no seu conjunto, por volta de cinquenta vezes o carbono presente na atmosfera, graças a processos físicos, químicos e biológicos que o levam para as profundezas

No entanto, desde o final do século XIX, o nível médio do mar aumentou, globalmente, entre 16 a 21 centímetros. Com metade desse crescimento a acontecer ao longo das últimas três décadas.

“Os oceanos e a criosfera absorvem o calor das alterações climáticas há décadas”, afirmou à revista Time, a co-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), Ko Barrett, antes de acrescentar: “As consequências para a natureza e a humanidade vão ser abrangentes e severas”

As ilhas do Pacífico, como o Quiribati, Tuvalu e as Fiji já enfrentam há vários anos o aumento do nível do mar. Neste campo, a NASA prevê que, mesmo com as emissões de gases de estufa controladas, estas nações vão experienciar uma subida de 15 centímetros do nível das águas. Em 2014, de maneira a assegurar o fornecimento de comida e uma futura casa, o presidente do Quiribati, Anote Tong, falou na possibilidade de comprar terras noutros locais. Mais tarde, numa cimeira em Nova Iorque, citado pela Scientific American, disse querer lançar as fundações para uma “migração com dignidade” das ilhas. De acordo com relatórios, desde a década de 80, os oceanos já absorveram quase 30% das emissões globais de dióxido de carbono e uma maior percentagem de calor excessivo. Esses efeitos fazem-se

sentir no clima, com o aumento da intensidade dos furacões e do nível dos mares e alterações no abastecimento alimentar. Segundo a revista Time, os cientistas estimam que existem atualmente cerca de “400 zonas mortas” nos oceanos mundiais, onde nenhuma vida marinha pode sobreviver – um número que duplicou nos últimos 20 anos. Exemplo disso são os recifes de corais, que nos últimos anos têm vivido um episódio de branqueamento que já é considerado o maior da história.

Este desastre ambiental, que começou em 2023, já impactou até ao momento cerca de 84% dos ecossistemas de coral do planeta. A International Coral Reef Initiative anunciou, em abril de 2025, que este era o quarto evento de branqueamento documentado da história e que superava o registado entre 2014 e 2017, que impactou quase dois terços dos recifes globais.

A proteção dos oceanos como objetivo

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, espera ver um esforço conjunto para a preservação dos oceanos. “Tenho esperança de que consigamos mudar a maré e que passemos da pilhagem à proteção”, disse em junho de 2025, na Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

A conservação e sustentabilidade dos oceanos, mares e recursos marinhos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Um oceano e mares saudáveis são essenciais para a existência humana na terra”, é referido na página do 14.º ODS.

Nos últimos anos, têm sido feitos progressos no campo das políticas de conservação e sustentabilidade marinhas. Em 2023, foi negociado o Tratado do Alto Mar, que pretende preencher lacunas na governança de águas internacionais, com a criação de mecanismos para Áreas Marinhas Protegidas, avaliações de impacto ambiental.

A União Europeia também avançou com a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030, em conjunto com a missão Horizon Europe, a representar o quadro europeu para proteger áreas marinhas, restaurar ecossistemas e financiar a ciência e tecnologia para gestão costeira e marinha.

Segundo o The Guardian, mesmo se o mundo parasse de emitir gases de efeito estufa amanhã, o nível das águas continuaria a aumentar.

Até 2050, é mais provável encontrar plástico do que peixe em mais de 70% dos oceanos que cobrem o planeta.

Aproximadamente 90% das espécies marinhas podem estar extintas até 2100.

Os ecossistemas de recifes de coral são o habitat de aproximadamente 25% das espécies marinhas, com a sua deterioração a ser uma ameaça à manutenção da biodiversidade marinha.

A poluição marinha atingiu níveis extremos com cerca de 17 milhões de toneladas métricas a alcançar os oceanos em 2021, um númro que pode duplicar ou triplicar até 2040.

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