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projeto cultural


A

T R A J E T Ó R I A

D E

U M

Í D O LO


Ele tem a marca da nossa cultura.


Ele fez o que parecia impossĂ­vel.


Ele ĂŠ Brasil. Ele ĂŠ bem brasileiro.


Djalma Santos p천e, no seu arremesso lateral, toda a paix찾o de um Cristo negro. Nelson Rodrigues


Apresentação A exposição itinerante de Djalma Santos pretende levar a todas as capitais do País um pouco da história de um dos mais brilhantes jogadores de futebol do mundo. A trajetória de Djalma Santos simboliza a história de milhares de brasileiros que viviam na pobreza e que encontraram no esporte a saída para uma vida digna. Num País de profundas desigualdades como é o Brasil, o esporte cumpre um papel fundamental na vida de milhares de crianças e jovens, que enxergam no futebol, ou em qualquer outra modalidade esportiva, o sonho de uma vida melhor. Djalma Santos é um homem que, por meio da sua determinação e do esporte, venceu a ausência do pai, a pobreza, a saúde frágil e a morte da mãe para se tornar um dos jogadores mais admirados do mundo. Essa exposição, composta por um acervo com mais de 100 peças (troféus, medalhas, diplomas, fotografias, vídeos etc.), é uma justa homenagem a um homem que, dentro e fora dos campos, foi um exemplo de responsabilidade e profissionalismo.


Djalma Santos De menino pobre da Parada Inglesa para os campos do mundo. Djalma Santos é um exemplo de vida, de persistência, de superação. Exemplo de que nem sempre para ser imortalizado no esporte mais popular do mundo, é preciso ser um artilheiro. Djalma Santos trilhou uma das mais brilhantes carreiras do futebol. Seu sonho era proteger o País no céu dentro da cabine de um avião da Força Aérea Brasileira, mas quis o destino que defendesse nossa bandeira nos campos de futebol. Um atleta perfeito, um profissional consciente, dono de uma técnica primorosa, que impressionava pela segurança com a qual se impunha em seu setor - a lateral direita. Zagueiro espetacular, vistoso, firme e irrepreensível. Conhecido como “homem de aço”, graças ao seu vigor físico, fez história pelos três grandes clubes por onde passou: Portuguesa, Palmeiras e Atlético Paranaense. Foi o precursor de uma jogada que se tornou popular: a cobrança de lateral diretamente na área. Também se tornou um dos primeiros laterais a apoiar o ataque. Defendeu a seleção brasileira por 16 anos, disputando quatro Copas do Mundo, participando das conquistas de 1958 e 1962 ao lado de grandes nomes como Zito, Bellini, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Vavá e o rei Pelé. Foi o primeiro jogador brasileiro a integrar a seleção da FIFA, em 1963, na partida comemorativa realizada no estádio de Wembley, em Londres, para comemorar o centenário do futebol. Ao longo dos seus 23 anos de carreira, foram quase 1.600 partidas sem jamais ter sido expulso. Um exemplo de disciplina e seriedade no esporte. Djalma Santos é de um tempo em que o futebol era jogado com amor, poesia e prazer. Atacava e defendia com raça e eficiência. Um homem que teve o mundo aos seus pés. Mas a glória nunca lhe tirou a humildade de ser simplesmente Djalma Santos. Mais de cinquenta anos após o primeiro título mundial conquistado pelo Brasil e de sessenta anos dedicados ao futebol, Djalma Santos é um arquivo vivo do futebol brasileiro. E essa exposição itinerante vem mostrar essa brilhante trajetória a todos os brasileiros apaixonados por futebol. Uma história de vida que todos precisam e merecem conhecer.


Um homem de aço forjado desde a infância Djalma Santos nasceu em 27 de fevereiro de 1929, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, único filho homem do casal Sebastião e Laura. Quando tinha três anos de idade, seu pai, soldado da Força Pública, foi lutar na Revolução Constitucionalista de 32 e não voltou mais. Enquanto o pai estava em batalha, a mãe, Dona Laura, lutava para que ela e os três filhos não morressem de fome. Foram dias difíceis. Naquela época, o menino Djalma escapou da morte por pneumonia, restando apenas uma bronquite. Dona Laura conheceu um carroceiro italiano, Seu Vitor, e a nova família foi morar no bairro da Parada Inglesa. Porém, o destino parecia implacável e o padrasto morreu num acidente. Depois da morte de Seu Vitor, a família se mudou para uma vila próxima à Parada Inglesa. A família se virava como podia. Por um tempo, venderam quentão, pipoca e amendoim torrado na porta de um circo. A mãe também trabalhou como empregada doméstica, enquanto Djalma pajeava a filha da patroa em troca de gorjetas e comida. A vida não deu trégua e Djalma, aos 12 anos, perdeu a mãe, vítima de câncer. O menino ficou com sua irmã Anésia e, para ajudar nas despesas da casa, foi trabalhar numa fábrica de calçados. Ele sonhava em ser aviador da Aeronáutica. Mas um acidente na máquina de costura de sapatos quebrou-lhe os ossos da mão direita e acabou com suas pretensões de entrar para a Força Aérea. Apesar da vida difícil, Djalma tinha seu lazer: o futebol. Sempre que podia, estava nos campinhos batendo uma bolinha. Seus primeiros contatos com a bola foram no Grupo Escolar da Parada Inglesa, onde fez o primário. Depois jogou no América (ou “Ameriquinha”), time de crianças do bairro. Também atuou pelo Internacional, outro time das redondezas onde morava. Eram os primeiros passos de uma longa e vitoriosa carreira.


Na Portuguesa, o início como profissional Em 1948, Djalma foi convidado a participar do treino da Associação Portuguesa de Desportos. No começo, ficou entre os amadores do clube enquanto fazia hora extra na fábrica de sapatos para compensar as saídas nos dias de treino. Depois de muito esforço, foi parar nas nuvens: a Portuguesa lhe contratou para o time principal. O menino pobre virou jogador profissional. Disputou várias partidas (a primeira delas contra o Santos) e viveu duas experiências novas: dormir fora de casa e viajar de avião. Também foi chamado a integrar a Seleção Paulista, pela qual conquistou quatro títulos no Campeonato Brasileiro de Seleções: 1952, 1954, 1956 e 1957. Foram 10 anos de atuação pela Portuguesa. Conquistou por duas vezes a Taça Rio-São Paulo (1952 e 1955). Excursionou pela Europa ganhando todos os amistosos disputados pelo time. Na época começou a ganhar fama como lateral-direito. Tornou-se ídolo dos torcedores, sendo lembrado até hoje nas publicações do clube.


Brilhantismo na passagem pelo Palmeiras

Em 1959, Djalma Santos foi para a Sociedade Esportiva Palmeiras, onde continuou brilhando. Pelo Verdão, foram mais 10 anos de conquistas: Campeonato Paulista (1959, 1963 e 1966), Taça Rio-São Paulo (1965) Taça Brasil (1960 e 1967) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o “Robertão”, em 1967). Estes dois últimos foram os embriões do Campeonato Brasileiro, que surgiu em 1971. Ainda pelo Palmeiras, excursionou pelo exterior, conquistando vitórias e títulos pelo time, como o Torneio Cidade do México e o Torneio Firenzi, na Itália, ambos em 1963.


No Furacão, o encerramento da carreira vitoriosa

Em 1969, Djalma se transferiu para o Clube Atlético Paranaense. Chegou ao Furacão para jogar os dois últimos anos de sua carreira. Mesmo aos 40 anos, mostrava um fôlego incomum e a mesma habilidade que o consagrou. Conquistou o Campeonato Paranaense de 1970. Foi o último título de sua gloriosa carreira, aos 41 anos de idade. A despedida de Djalma aconteceu no dia 21 de janeiro de 1971, num amistoso entre Atlético e Grêmio.


Presença constante na Seleção Paulista

Enquanto foi jogador da Portuguesa e do Palmeiras, Djalma foi presença constante na Seleção Paulista de Futebol. Por esse time, Djalma conquistou por quatro vezes (1952, 1954, 1956 e 1957) o Campeonato Brasileiro de Seleções, competição disputada entre os melhores jogadores dos estados brasileiros entre 1922 e 1987. O nome oficial da competição na época era Campeonato Brasileiro de Futebol, mas com o início da disputa do Campeonato Nacional de Clubes, em 1971, ela passou a ser conhecida como Campeonato Brasileiro de Seleções.


Pelo Brasil, quatro Copas do Mundo e 111 partidas Em 1952, ainda como jogador da Portuguesa, Djalma Santos foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. Naquele ano, disputou o Campeonato Pan-Americano de Futebol, no Chile, no qual o Brasil sagrouse campeão. Anos mais tarde, em 1963, esse campeonato seria incorporado aos Jogos Pan-Americanos. Em 1954, participou de sua primeira Copa, na Suíça. Em 1958, na Suécia, veio a consagração: o primeiro título do Brasil em Copas do Mundo. Djalma jogou somente a final. Um jogo apenas e saiu de campo aclamado como o melhor lateral-direito do torneio. Na Copa do Mundo de 1962, no Chile, conquistou o bicampeonato. Participou ainda da Copa de 66, na Inglaterra. Graças a sua atuação na Copa de 62, foi o primeiro jogador brasileiro a integrar a seleção da FIFA (1963). Pela seleção brasileira, Djalma Santos fez 111 jogos (79 vitórias, 16 empates, 16 derrotas) e marcou três gols. Foi o primeiro atleta a superar a marca de 100 partidas pelo Brasil.


Primeiro brasileiro a jogar pela Seleção da FIFA

Graças a sua atuação na Copa de 62, Djalma Santos foi o primeiro jogador brasileiro a integrar a seleção da FIFA. Foi em 23 de outubro de 1963, durante as comemorações do centenário da Football Association (FA), a primeira associação de futebol do mundo e cujas regras tornaram se a base do esporte até os dias atuais. Por conta disso, a data é considerada o dia da criação do futebol. Na ocasião, os melhores jogadores do mundo, escolhidos pela FIFA (FIFA World Stars), enfrentaram a seleção inglesa (English Team), no lendário Estádio de Wembley, em Londres. Apenas o rei Pelé e Djalma foram escalados. Como Pelé estava machcado, não jogou. Apenas Djalma teve tal privilégio. Ao lado de Djalma, no time das estrelas do mundo, estavam grandes jogadores como Ferenc Puskás (Hungria), Alfredo di Stefano (Argentina), Eusébio Ferreira (Portugal), Francsco Gento (Espanha), Josef Masopust (ex-Tchecoslováquia) e o goleiro Lev Yashin (ex-União Soviética). Além de participar da seleção dos melhores jogadores do mundo, Djalma Santos também recebeu da FIFA outra grande honraria: fazer parte do rol da FIFA 100, uma lista composta por 123 homens e duas mulheres, considerados os melhores jogadores de futebol vivos na época do lançamento da lista, em dia 4 de março de 2004, como parte das celebrações do centenário da criação da Federação.


Justificativa O Brasil está acostumado a homenagear as personalidades que já se foram. Esta exposição tem uma proposta diferente: homenagear um desportista que está entre nós. Um desportista que é a história viva do futebol brasileiro. O esporte tem o poder de mudar a realidade de pessoas e comunidades. É impulsionador de sonhos, da busca por uma vida melhor. E Djalma Santos é um exemplo de quem mudou o rumo da sua vida graças ao esporte. Djalma Santos foi um grande profissional do ofício de jogar bola. Um atleta sério, que ganhou notoriedade por jamais ter sido expulso de campo durante mais de 1.600 partidas disputadas, algo no qual todos os jogadores de futebol deveriam se espelhar. A história de Djalma Santos merece ser contada. Para os amantes do futebol, será a oportunidade de conhecer uma carreira brilhante, capaz de ainda despertar a admiração de grandes figuras do futebol, como o rei Pelé. E, mesmo para aqueles que não são apaixonados pelo esporte, é a chance de saber da trajetória de superação do menino pobre que foi ignorado pelo pai e que, aos 12 anos, ficou órfão de mãe; que, de garoto franzino, quase morto por uma pneumonia, se transformou em um homem forte e cheio de vitalidade. Mostrar a vida e obra de Djalma Santos é contar uma história com a qual milhões de brasileiros se identificam: a história de uma vida de perdas e sacrifícios, mas repleta de vitórias.


Objetivos O objetivo geral desta proposta cultural é montar uma exposição itinerante sobre a trajetória do ex-jogador Djalma Santos, que passe por todas as capitais do Brasil, levando ao público em geral uma série de peças e itens que contem a história desse grande desportista brasileiro. Entre os objetivos específicos desse trabalho, estão: • Homenagear, ainda em vida, um dos maiores jogadores de futebol do mundo; • Resgatar parte da história do futebol brasileiro; • Levar ao conhecimento do grande público, especialmente aos amantes do futebol, a trajetória do jogador eleito melhor lateral direito de todos os tempos pela FIFA.

Resultados Previstos • Fazer o público visitante conhecer a vida e a trajetória de Djalma Santos; • Apresentação da exposição nas 26 capitais do País e no Distrito Federal; • Realização total de 810 dias de exposição (pouco mais de 2 anos) em todo o País.

Público-Alvo O público-alvo desta exposição será a população em geral que frequente os shopping centers que vão receber o projeto. Ou seja, trata-se de um público bastante heterogêneo. O projeto deve chamar a atenção das pessoas que cultivam o gosto pelo futebol e o hábito de acompanhar os jogos e as carreiras dos atletas. Entretanto, a intenção é que a exposição seja apreciada pelo maior número possível de pessoas das mais variadas faixas etárias. Inclusive, a coordenação do projeto deve realizar uma divulgação junto às escolas de forma a estimular a visita de grupos de estudantes à exposição.


Etapas de execução e Estratégia de ação Basicamente, a exposição passará pelas seguintes etapas de execução: 1) Reconhecimento do local de montagem da exposição = Cada shopping escolhido para abrigar a exposição deverá ser visitado com cerca de um mês de antecedência para avaliação das condições do local (espaço disponível, rede elétrica etc.); 2) Montagem da exposição e divulgação = Uma semana antes da abertura da exposição, uma equipe iniciará a montagem e a divulgação (assessoria de imprensa e publicidade) do projeto; 3) Assessoria de IMPRENSA = A divulgação da exposição incluirá a distribuição de releases para a imprensa, a veiculação de VT nas emissoras de TV, spots nas rádios e outdoors, bem como a distribuição de folhetos em pontos estratégicos da cidade. Também serão ofertadas e agendadas entrevistas com Djalma Santos para os veículos locais; 4) Chegada de Djalma Santos e esposa = Um dia antes da abertura da exposição, Djalma e sua esposa devem chegar à cidade que estará sediando a exposição. O ex-jogador, além de participar da abertura, deve permanecer entre 5 e 7 dias para que o público tenha a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, pegar autógrafos e tirar fotos. 5) Exposição = A exposição deve permanecer cerca de 30 dias na cidade antes de ser desmontada para ser levada à próxima capital. 6) Desmontagem = Ao final do período de 30 dias de exposição, a estrutura será desmontada para ser transportada para a próxima capital, onde a equipe do projeto já terá feito o reconhecimento.


Avaliação dos Resultados Para se avaliar os resultados da exposição, a equipe de organização utilizará alguns meios: • Lista de presença: o público que passar pela exposição será convidado a assinar uma lista de presença, pela qual será possível mensurar a quantidade de pessoas que visitou o projeto; • Pesquisa de opinião: haverá computadores com telas sensíveis ao toque para que os visitantes possam, com poucos cliques, emitir sua opinião sobre o projeto, além de fornecer dados que permitam uma avaliação do público que passou pelo local (faixa etária, renda média, time de futebol etc.).


Estrutura da Exposição 1) Telas de plasma de 52 polegadas 2) Troféus e Premiações 3) Pôsteres e Quadros 4) poltrona para djalma santos 5) tapete vermelho 6) grama sintética (8x5 metros)

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BOOK DJALMA SANTOS