Voz de Nazaré

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A grande festa da devoção mariana        

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 á 225 anos pode-se repetir esta frase: Mais gente no Círio. Todos os meios de comunicação noticiam surpreendentes testemunhos de fé. Não posso omitir, o que já aconteceu o ano passado. Os senhores Bispos, humildemente puxando a berlinda, resguardados pelos guardas de Nossa Senhora e seguranças. Que lindo! A primeira Romaria do Círio foi a pedido do governador. Numa carruagem, acompanhado pelas famílias nobres, por militares e banda de música abrindo a primeira feira de produtos agrícolas, começou grande e nunca parou de crescer. Retornou a pequenina, misteriosa e milagrosa imagem da Mãe de Jesus, para a sua pobre choupana, com o respeito e a admiração da sociedade que, publicamente, testemunha sua fé no seu Filho Jesus. Acompanhando a evolução dos tempos, continuou crescendo no ritmo do

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crescimento da cidade. Uma coisa está me incomodando. Chamo a atenção do Sr. Arcebispo, dos amigos Barnabitas e dos dedicados casais da Diretoria da Festa. Retirada a sonorização do percurso do Círio, foi perdida a unidade da romaria. Está parecendo um desfile de exibições artísticas. Fiquei muito triste vendo o prezado Pinduca cantando carimbó e o povo dançando no meio da rua. Só naquele pedaço entre o TCE e a Generalíssimo Deodoro, cinco grupos disputavam quem colocava seus autofalantes mais alto, confundindo a cabeça dos que tentavam carregar as estações e dos que lutavam bruscamente por um pedaço da corda! Não consegui conter as lágrimas. Aquilo não é o Círio de Nossa Senhora. Os diáconos que tentavam aspergir água benta eram levados aos empurrões! Quando consegui alcançar o outro lado do arraial, no altar da praça uma senhora puxava o terço, o povo todo respondia e ia andando lentamente. Respirei aliviado! Vamos diminuir exibições e colocar mais orações apropriadas no trajeto do Círio.

casa prevenida, havia, perto de mim, umas quatro senhoras com sombrinha, mas o povo queria mesmo era se molhar. Além do que, sombrinha empata a visão e logo um coro de “fecha a sombrinha” se formou. Eu, que estava protegido, fiquei encharcado. Molhado dos pés à cabeça. A romaria custou a sair e o coordenador da Diretoria , Beto Souza , – um homem extraordinário, a quem o Círio muito deve – ficou firme, diante da berlinda, aguardando a chuva diminuir para dar início à romaria. Quando a chuva estiou, a Peregrina assumiu seu lugar de Rainha e a Trasladação começou, mesmo debaixo de uma chuvinha fina. Muita gente falava na chuva que lavava os pecados, na chuva de bênção, na chuva de Nossa Senhora. Para mim, foi uma chuva encantadora, que deixou o cenário ainda mais bonito. Meu medo era pegar uma gripe e não poder trabalhar no domingo. Mas quem, protegido de Nossa Senhora, corre algum risco? Estou bonzinho, pronto para outra chuva.

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  m nossa caminhada de Igreja – eu e minha esposa – mesmo já percorrendo a faixa etária dos octogenários, mercê de Deus, ainda somos lembrados para desempenhar algumas tarefas pastorais. Foi assim que, no passado mês de setembro, fomos convidados a participar de um evento da Pastoral Familiar promovido pela nossa paróquia, Santo Antônio de Lisboa (SAL), realizado no âmbito do Colégio Santa Rosa. Com alguma dificuldade de locomoção, minha esposa pediu – só depois revelando – que Nossa Senhora a ajudasse a vencer os quatro lances de escada que levavam ao amplo e bonito salão onde se situa o plenário. Quando já faltavam dois ou três degraus para vencermos a subida, eis que, no topo da escada, um casal, trazendo no colo a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, parecia estar nos aguardan-

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Fundado em 5 de julho de 1913 FUNDADOR Pe. Florence Dubois, barnabita

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PRESIDENTE Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará VICE-PRESIDENTE Monsenhor Marcelino Ferreira Vigário-geral da Arquidiocese de Belém do Pará

do. Nada foi combinado, acreditando-se na Providência. Em seguida, fomos convidados a permanecer em uma sala de aula próxima, onde haveríamos de aguardar o momento de iniciarmos nossa tarefa. Para surpresa nossa, a Peregrina foi colocada em cima da mesa do professor, de tal modo a ser venerada pelas poucas pessoas que ali se encontravam. Minha esposa colocou, então, uma cadeira bem junto à referida mesa, deixando evidente uma atitude de meditação, de oração. A princípio não me aproximei, respeitando aquele momento coloquial quando, certamente, foi estabelecido um diálogo silencioso, de mãe para Mãe. Depois de alguns minutos me aproximei, e mantendo-me de pé dei-lhe a mão, e assim rezamos juntos o Cântico de Maria, o ‘Magníficat’. Chegado o momento de iniciarmos nossa tarefa, estávamos confiantes, sendo recebidos por casais que não conhecíamos, mas seus rostos deixavam escapar um semblante alegre, dos mais cativantes, parecendo já nos conhecerem há algum tempo. Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós!

DIRETOR GERAL Padre Roberto Emílio Cavalli Junior DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Marcos Aurélio de Oliveira DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Mário Jorge Alves da Silva DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS Arnaldo Pinheiro

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COORDENAÇÃO Bernadete Costa (DRT/PA 1326) CONSELHO DE PROGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO Padre Agostinho Filho de Souza Cruz Cônego Cláudio de Souza Barradas Edwaldo Lobo Monteiro EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Sérgio Santos (DRT/PA 579) Assinaturas, distribuição, administração e redação Av. Gov. José Malcher, Ed. Paulo VI, 915 CEP: 66055-260

- Nazaré, Belém - PA Tel.: (91) 4006-9200/ 4006-9209. Fax: (91) 4006-9227 Redação: (91) 4006-9200/ 4006-9238/ 4006-9239/ 4006-9244/ 4006-9245 Site: www.fundacaonazare.com.br E-mail: voz@fundacaonazare.com.br Um veículo da Fundação Nazaré de Comunicação CNPJ nº 83.369.470/0001-54 Impresso no parque gráfico de O Liberal

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ivemos mais uma vez o Círio de Nazaré, com o mar de gente que se estendeu sobre nossas ruas e praças. Mais uma vez ressoou por nossa terra uma canção que tenta dizer o que vivemos: “Eu sou de lá, onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar. Eu sou de lá! Terra morena que eu amo tanto, meu Pará. Eu sou de lá, onde as Marias são Marias pelo céu, e as Nazarés são germinadas pela fé, que irá gravada em cada filho que nascer. Eu sou de lá! Se me permites, já te digo quem sou eu: filha de tribos, índia, negra, luz e breu, marajoara, sou cabocla, assim sou eu. Eu sou de lá, onde o Menino Deus se apressa pra chegar, dois meses antes já nasceu, fica por lá, tomando chuva, se sujando de açaí. Eu sou de lá, terra onde o outubro se desdobra sem ter fim, onde um só dia vale a vida que eu vivi, domingo santo que não posso descrever. Pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar! É muito mais que ver um mar de gente, nas ruas de Belém a festejar! É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é! O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer...Deixa pra lá! Terá que vir pra ver com a alma o que o olhar não pode ver. Terá que ter simplicidade pra chorar sem entender! Quem sabe assim verá que a corda entrelaça todos nós, sem diferenças, costurados num só nó, amarra feita pelas mãos da Mãe de Deus. Estranho, eu sei, juntar o santo e o pecador num mesmo Céu puro e profano, dor e riso, livre e réu. Seja bem vindo ao Círio de Nazaré, pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar, é muito mais que ver um mar de gente nas ruas de Belém a festejar É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é. O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer, pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar. É muito mais que ver um mar de gente, nas ruas de Belém a festejar. É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é.

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O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer...Deixa pra lá!” (Letra de Padre Fábio de Melo, interpretada por Fafá de Belém, gravação com os direitos doados à Arquidiocese de Belém) “Juntar num mesmo Céu puro e profano, dor e riso, livre e réu”. De fato, nenhuma explica ção sabe explicar o que é. Um fenômeno religioso católico e mariano inigualável no mundo, que atrai misteriosamente multidões e pode expressar o chamado de Deus,  que quer acolher no seu desígnio de salvação a todos os povos. De fato, o Senhor quer dizer, com a força de sua Palavra e a ação da Igreja, que todos são chamados! “Deus quer festa foi preparada! Verdade e Vida. que todos sejam salvos atrai outras pessoas! No entanto, a pará- Desde o mês de agosNo dia do Círio, rose cheguem ao conhecimento da Verdade. Pois bola contada por Jesus to, as peregrinações tos molhados de suor, há um só Deus e um só acrescenta um detalhe. realizadas em mais de o sorriso, o aperto de mediador entre Deus É preciso ter a veste cem mil famílias espa- mão, a vitória da meta e a humanidade: o ho- própria. Tratando-se de lharam a mensagem do alcançada ao final de mem Cristo Jesus, que reino de Deus, a veste Círio, olhando para Ma- tanto esforço. Raças, se entregou como res- é um nome para a con- ria, “Estrela da Evange- situações sociais, difegate por todos” (1 Tm versão. Na linguagem lização”. E a imagem rentes idades e mentali2,3-5). Jesus expressa o bíblica, mudar de rou- peregrina visitou mais dades, todos são acolhiconvite e a consequen- pa quer dizer mudar o de quatrocentos lugares dos. Trata-se de trazer te responsabilidade estilo de vida! (Cf. Rm diferentes, com prega- para o dia a dia da vida através da parábola dos 13,14; Gl 3,37; Ef 4,20- ção da Palavra de Deus cristã o mesmo empeconvidados para uma 24). É necessário cor- e oração. Percorremos nho. Quem dera este festa de casamento (Mt responder à generosi- paróquias, repartições mar de gente acolhesse 22,1-14). O Rei que ca- dade do Rei que chama públicas, escolas e uni- o convite para ser fersa o seu filho mandou para a festa e também versidades e presídios, mento de uma humaseus emissários e uma levar a sério as exigên- para indicar, junto com nidade reconciliada e e mais vezes avisarem: cias do Reino de Deus. a Virgem de Nazaré, pacificada! A solidarieLições do Círio! A aquele que é Caminho, dade tantas vez teste“Vinde para a festa... A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Os servos saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons” (Mt 22,4.8-10). N a B íbli a, pa ra anunciar os bens da salvação, com frequência se usa a imagem de um banquete (Cf. Is 25,6-10). Até nisso nossa festa tem algo semelhante, pois é dia da família, no “almoço do Círio”, preparado e participado com esmero, acolhendo parentes e amigos. E festa é coisa séria! Deixa marcas profundas no coração, convida para o ano seguinte,

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munhada pode ensinar muito e deve traduzirse em gestos fraternos que se multipliquem durante o ano! Uma preciosa experiência feita pelos Bispos no Círio é a acolhida e a bênção, com a aspersão da água benta, num relacionamento maravilhoso, feito de olhares agradecidos, sorriso, aperto de mão. Nós aprendemos a valorizar tal encontro, para muitas pessoas o único durante o ano com um Bispo. Não podemos jogar fora instantes tão preciosos! Após as grandes procissões do final de semana do Círio, a Igreja de Belém se dedica a duas semanas de pregação da Palavra de Deus, celebrações da Santa Missa, momentos fortes de oração, presença de Bispos de várias partes do Brasil, além das sucessivas procissões, que desdobram a mesma mensagem do Círio. No entanto, tratase para nós da colheita do Círio, especialmente através do Sacramento da Reconciliação, celebrado por pessoas que acorrem à Basílica de Nazaré em longas e piedosas filas. É que desejamos lavar nossas vestes no Sangue do Cordeiro (Ap 7,14) na graça da reconciliação. Ainda há lugar, pois o Círio de Nazaré volta sempre e deixa marcas indeléveis! Nele, ressoa de novo o convite para a festa da vida verdadeira, promovida pelo Pai do Céu.


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1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e anciãos do povo, dizendo: 2“O reino  dos céus é como a histó ria do rei que preparou a  festa de casamento do seu  filho. 3E mandou os seus  empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. 4O rei mandou outros empregados... 5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas para

matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8...o rei disse aos empregados: A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide... e convidai para a festa todos os que encontrardes. 10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou... observou que aí um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa? Mas o homem nada respondeu. 13Então o rei disse...: Amarrai os pés e mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão!...14Porque muitos são chamados, e

poucos são escolhidos.  Temos mais uma parábola que procura justificar o comportamento de Jesus – até, digamos, o “escândalo” dele, estar com os pecadores – e mostrar que os pecadores (e não os fariseus) entram no reino. A parábola quer dar razão à passagem do reino das mãos dos judeus aos pagãos. Mateus mostra um esboço da História da Salvação, pois elementos como a cidade “incendiada” lembra a destruição de Jerusalém no ano 70 (v.7); o assassinato dos servos (v.6) recorda a eliminação dos profetas ao longo da historia hebraica, no Antigo Testamento. Isto quer mostrar

que o agir de Deus não é arbitrário e que a passagem do reino aos pagãos depende da infidelidade do povo da promessa. É bom observar que Deus convida uma e muitas vezes, e o homem, apresenta reações adversas: negação, indiferença e até violência, diante do convite festivo de Deus; da salvação. Enfim, Ele convida e dá chance a todos, embora nem todos fiquem, pois o ficar mudo diante do questionamento de Deus (v.12) é como uma indiferença que os deixa fora. Ora, a predileção de Jesus pelos desfavorecidos “bons e maus”, sua amizade com gente “não bem vista”, a falta dos convidados esperados, por eles estarem interessados só

em seus negócios, a instauração do reino em forma de banquete, o assassinato dos emissários do anúncio, o infalível juízo de Deus, revelam o fechamento mundano. Aqui estamos diante da responsabilidade da surdez ao apelo claro da palavra que nos interpela. Este pode ser nosso itinerário cotidiano: um pouco de Evangelho (mas não muito!) está bem, pois os interesses pessoais, a boa fama, a carreira profissional, o sucesso não podem ficar relegados; se falto a um convite, virão outros. Amigo (a) esteja atento, talvez um convite perdido seja único e decisivo; não haverá outro. Cuidado! Não perca a oportunidade! Fique atento (a) e assuma que a decisão é sua!

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om informações da Rádio Vaticano. “Ser em todos os lugares, especialmente nas periferias da sociedade, a vinha que o Senhor plantou para o bem de todos e levar o vinho novo da misericórdia do Senhor.” Foi a exortação do Papa Francisco na oração do Angelus, do domingo, dia 8 de outubro, diante de cerca de 30 mil fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para rezar com o Santo Padre a oração mariana. Explicando a parábola dos vinhateiros homicidas, proposta no Evangelho (Mt 21,33-43) deste XXVII Domingo do Tempo Comum, na qual estes refutam entregar a colheita aos servos do dono da vinha matando inclusive o filho deste pensando assim apoderar-se da herança, o Pontífice ressaltou que esta narração ilustra de modo alegórico aquelas recriminações que os Profetas haviam feito sobre a história de Israel. É uma história que nos pertence – destacou o Papa: “fala-se da aliança que Deus quis estabelecer com a humanidade e à qual chamou também nós para participar”. Porém, observou Francisco, “esta história de aliança, como toda história de amor, conhece seus momentos positivos , mas é marcada também por traições e por rejeições. Para entender como

 “A misericórdia é o vinho novo da vinha do Senhor”  

“Est e é o vinho novo da vinha do Senhor: a misericórdia. Há um s ó imped imento diant e d a v on t a de t ena z e t enr a de Deus: a nossa arrogância e a nossa presunç ão, que por vezes se torna também violência!” Fr a n c i s co observou ainda que a urgência de respo nd er  com frutos, Deus Pai responde às re- última palavra! não se vinga, nos espera “frutos de bem ao chajeições feitas a seu amor e para perdoar-nos, para mado do Senhor, que à sua proposta de aliança,  abraçar-nos.” nos chama a tornaro trecho evangélico co Através das “pedras nos vinha, nos ajuda a loca nos lábios do dono “Aí está a grande no- de descarte” – e Cristo é entender o que há de da vinha uma pergunta: vidade do Cristianismo: a primeira pedra que os novo e de original na fé “quando vier o dono da um Deus que, mesmo construtores rejeitaram cristã. Ela não é tanto a vinha, que irá fazer com desiludido com nossos –, através de situações soma de preceitos e de esses vinhateiros?” Essa erros e nossos pecados, de fraqueza e de pecado, normas morais, mas é, pergunta, frisou o San- jamais falta com a sua Deus continua colocan- sobretudo, uma proposto Padre, ressalta que a palavra, não se detém e do em circulação o “vi- ta de amor que Deus, desilusão de Deus pelo sobretudo não se vinga! nho novo” da sua vinha, através de Jesus, fez e comportamento malva- Irmãos e irmãs, Deus ou seja, a misericórdia”, continua fazendo à hudo dos homens não é a não se vinga! Deus ama, acrescentou o Pontífice. manidade.”

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“É um convite a entrar nesta história de amor, tornando-se uma vinha vivaz e aberta, rica de frutos e de esperança para todos. Uma vinha fechada pode tornar-se selvagem e produzir uva selvagem. Somos chamados a sair da vinha para colocar-nos a serviço dos irmãos que não estão conosco, para mexer conosco reciprocamente e encorajar-nos, para recordar-nos de ser vinha do Senhor em todo ambiente, inclusive naqueles mais distantes e em condições difíceis.” Na saudação após a oração mariana, o Papa Francisco destacou ter sido celebrada no sábado, 7, em Milão a Beatificação de Pe. Arsênio de Trigolo, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e fundador das Irmãs de Maria Santíssima Consoladora. “Louvemos ao Senhor por este humilde seu discípulo, que mesmo nas adversidades e nas provações, e teve muitas, – observou Francisco –, jamais perdeu a esperança.”

  Com inf ormaç ões da Rádio vaticano. “O centenário do primeiro Código de Direito Canônico, que se celebra este ano, deve ser também ocasião para olhar para o hoje e o amanhã, para readquirir e aprofundar o sentido autêntico do direito na Igreja, Corpo Místico de Cristo, onde o domínio é da Palavra e dos Sacramentos, enquanto a norma tem sim um papel necessário, mas de serviço.” São palavras do Papa Francisco na Mensagem para o XVI Congresso Internacional de Direito Canônico orga-

nizado em Roma pela Consociatio, passados cem anos da promulgação do primeiro Código de Direito Canônico – 12 de maio de 1917. Ater-se aos desafios atuais e não somente comemorar: esse é o espírito do Congresso, visto pelo Papa como “ocasião propícia para refletir sobre uma genuína formação na Igreja, que leve a compreender, de fato, o caráter pastoral do direito canônico, a sua instrumentalidade voltada para a salus animarum (a salvação das almas) (cân. 1752 do Código de 1983), a

sua necessidade para obsequiar a virtude da justiça, que também na Igreja deve ser afirmada e garantida”. Citando a Carta de Bento XVI aos seminaristas e o que escreveu São João Paulo II na Constituição apostólica Sacrae disciplina leges, o Santo Padre reitera o convite a amar o direito canônico em virtude daquela “Nulla est charitas sine iustitia” e a compreender “a exigência de que o direito canônico seja sempre conforme a eclesiologia conciliar e se faça instrumento dócil e

eficaz de tradução dos ensinamentos do Concílio Vaticano II na vida cotidiana do povo de Deus”. A Mensagem do Pontífice conclui-se justamente com um olhar voltado para o Concílio ecumênico Vaticano II: “Como todo Concílio, também o Vaticano II é destinado a exercer em toda a Igreja uma influência duradoura. Por conseguinte, o direito canônico pode ser um instrumento privilegiado para favorecer a sua recepção ao longo do tempo e na sucessão das gerações”.

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Com informações da Rádio Vaticano. A Congregação para as Igrejas Orientais e a Rádio Vaticano são as vencedoras do Prêmio de Reconciliação “Capítulo de União

Polonesa-Ucraniana”. Instituído em 2001 pelo Capítulo da união polonesa-ucraniana, o reconhecimento é atribuído a cada ano a personalidades e instituições que, com sua

atividades tenham promovido a compreensão recíproca entre os povos da Europa centrooriental. A cerimônia de entrega aconteceu em Roma na quintafeira, 12.


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 A capela mais antiga da América  

om informações da agência Gaudium Press. Uma particular capela localizada em Marquette, EUA, pode ser a mais antiga capela em uso na América, originalmente construída na França no século XV e transportada pedra por pedra para os Estados Unidos em 1927. Localizada dentro da Universidade de Marquette, é empregada para celebrar a Eucaristia três vezes por semana e possui o valor agregado de servir ao seu propósito original centenas de anos depois. A capela foi construída em Chasse, no Vale do

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Ródano, ao sudeste de Lyon, na França, por vol-

ta do ano 1420. O templo serviu a comunidade ca-

tólica local por séculos, mas depois decaiu por

falta de reparos. Foi redescoberto em 1920 pe-

lo arquiteto e historiador Jacques Couelle, que realizou estudos sobre o edifício por considerá-lo “absolutamente único em seu gênero” e fotografou e enumerou cada uma das suas pedras, o que possibilitou o arriscado projeto de levá-lo a outro continente. A capela se destaca por sua intimidade e sua beleza particular e tem sido sede de numerosas vigílias e eventos. As populares Eucaristias da Universidade muitas vezes desafiam a capacidade da estrutura e o templo continua sendo hoje o coração de uma comunidade católica ativa.

 Com informações da agência Gaudium Press. Com o objetivo de aproximar os devotos e admiradores de Arte Sacra, o museu do Senhor dos Milagres, localizado em Lima, Peru, disponibilizou um recurso que permite aos internautas visitarem seu interior sem saírem de casa. Através de sua página oficial na internet, pode ser feito um ‘tour virtual de 360 graus’ às dependências do museu, que é dedicado à imagem

de Nosso Senhor Jesus Cristo que sobreviveu a fortes terremotos no século XVII. A iniciativa é fruto de um trabalho que está sendo realizado desde outubro de 2016, e, segundo Jorge Valdivia, encarregado da logística do museu, a ideia do tour virtual partiu das Madres Nazarenas Carmelitas Descalças, que são as proprietárias do museu, e o objetivo é fazer com que a exibição seja conhecida em todo

o mundo. O lançamento do museu virtual foi realizado através das redes sociais no dia 1º de outubro. A data foi escolhida por marcar o início do mês dedicado ao Senhor dos Milagres, cuja festa é celebrada no dia 28 de outubro. Pode-se fazer o tour virtual clicando em: http://s3.amazonaws. com/tour123/Recorrid o+Virtual+Miuseo+d e+las+Nazarenas/index.html

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Artistas homenageiam   Nossa Senhora Aparecida urante as comemorações dos 300 anos no Santuário Nacional, os devotos participam de uma programação especial de shows em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Nos dias 10 e 12 de outubro a Mãe Aparecida foi presenteada com canções marianas nas vozes de diversos padres cantores e grandes nomes da música nacional no Festival da Padroeira, em shows gratuitos na Tribuna Bento XVI. No dia 10 de outubro a programação contou com a presença de diversos padres cantores, como Pe. Fábio de Melo, Pe. Marcos, Pe. Juarez, Pe. Joãozinho, Pe. Omar, Pe. Periquito, Pe. Zezinho, Pe. Antonio Maria e Pe. Reginaldo Manzotti.

No Dia 12 o Festival da Padroeira reuniu nomes como Daniel, Michel Teló, Fafá de Belém, Chitãozinho e Xororó, Alcione, Paula Fernandes, Renato Teixeira, Elba Ramalho, Preta Gil, Agnaldo Rayol, Joana e pe. Fábio de Melo, para fechar as festividades dos 300 anos da Mãe Aparecida com canções que irão emocionar a todos os devotos. O arranjo para cada uma das músicas foi preparado pelo diretor

artístico e musical do Festival da Padroeira, Ruriá Duprat. Duprat é de uma família de musicistas e seu trabalho é de grande referência no mercado da música, tendo conquistado muitos prêmios importantes em sua carreira musical como maestro, compositor, produtor musical, arranjador e pianista. No total, 28 arranjos foram feitos para o Festival da Padroeira, sendo 14 canções em cada dia de show.

Com informações da agência Gaudium Press. A Região Pastoral Mariana Norte da Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais, promoverá em 22 de outubro próximo o Dia Nacional da Juventude (DNJ), na cidade de Barão de Cocais. O evento, que estará em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2017, pretende refletir a seguinte temática: “Juventudes em defesa da vida dos Povos e da Mãeterra”. De acordo com o assessor regional da Pastoral da Juventude, Padre Rodrigo Artur, esse tema focará em fazer com que o jovem tanto conheça quanto assuma o seu papel na sociedade. O DNJ 2017 na Arquidiocese de Mariana tem a missão de fazer com que a juventude assuma “a luta pela defesa do meio ambiente”, somando forças às demais

faixas etárias na construção de “uma sociedade sustentável global”. Durante o encontro, haverá atividades como

caminhada, missa e oficinas destinadas a todos os grupos, movimentos e pastorais ligadas a juventude.


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Assembleia Pastoral em novembro    m novembro próximo, entre os dias 9 a 15, a Arquidiocese de Belém realiza um diagnóstico profundo sobre suas ações e propostas durante a nona edição da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. Com o tema “Evangelizar, Graça, Vocação e Identidade da Igreja” os trabalhos serão voltados para a atual realidade da cidade e contribuirá para a missão a partir das circunstâncias e demandas atuais do povo de Deus. A realização da nona edição da Assembleia de Pastoral marca, em 2017, as comemorações pelos 298 anos de criação da Arquidiocese de Belém. Em um tempo que a Igreja de Belém ruma para os 300 anos de evangelização na

Amazônia, o momento reservado em novembro será voltado para refletir sobre as necessidades pastorais da capital e região metropolitana. “Trata-se de avaliar, tomar pé de nossa caminhada pastoral, para que o tema escolhido – “Evangelizar, Graça, Vocação e Identidade da Igreja” – conduza a abrir novos caminhos para a Evangelização em nossa Grande Belém”, afirmou Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano. Segundo Dom Alberto, a Igreja deseja que o crescimento seja de uma “pastoral de conjunto”, em que todos os segmentos do Povo de Deus se sintam responsáveis pela Evangelização, a fim que a Boa Nova chegue a todos os recantos da Arquidiocese. Nesses

meses, houve pequenas assembleias em nível paroquial, depois reunindo as sete regiões episcopais e as diversas áreas de atuação pastoral da Arquidiocese. O próximo passo, de acordo com Arcebispo, é de que “juntos construirmos, e esperamos concluir na primeira quinzena de outubro, o texto a ser levado à discussão de 9 a 15 de novembro, nas várias sessões da Assembleia”. 

As assembleias pastorais partem do princípio que a avaliação é condição indispensável a qualquer ação organizacional para dar conhecimento do resultado efetivo e de sua real importância, além de apontar novas necessidades. Segundo Monsenhor Raimundo Possidônio, Vigário Geral para a Pastoral, as reuniões são momentos de grande importância para a caminhada pastoral da

Igreja em Belém. “A realidade urbana sempre foi e será um desafio para a missão da Igreja devida suas transformações e mudanças que provoca na vida das pessoas. As assembleias nos tornam atentos a essas circunstâncias e exigem de nós mais cuidado, abertura para acolher, disponibilidade, afeição, sobretudo à condição humana tão afetada pelo cotidiano”, afirmou Monsenhor. Após cinco anos da realização do atual Plano de Pastoral (2012/2016), a Arquidiocese sentiu a chegada hora de mais um passo em vista de adequação da missão eclesial à situação atual de nossa arquidiocese: ou seja, situações que de modo diferente desafiam nossa caminhada. Assim, foram elaborados questionários que possibilitassem a avaliação do cumprimento do Plano de Pastoral vigente e, a partir disso, notar a eficácia do plano anterior e as novas exi-

gências para o próximo. Porém, antes mesmo de pensar nos questionários, Monsenhor Cid afirma que proposto a todos tentar perceber duas questões significativas na vida da Igreja nos últimos anos: a Identidade Pastoral e os fundamentos da espiritualidade: “Trata-se aqui de um reconhecimento – diria quase uma compreensão da qualidade do nosso trabalho. Ou seja, quais os aspectos inerentes da identidade espiritual cristã foram transmitidos e vividos pelo nosso povo”. Agora, o momento é de síntese dos relatórios e sobre esse diagnóstico será elaborado uma reflexão eclesiológica que servirá de orientação no sentido de perceber se o que foi realizado corresponde ao

plano de Deus e direciona para o que deve ser realizado no futuro. Ainda de acordo com ele a frase tema da Assembleia Pastoral, retirada do documento Evangelii Nuntiandi (1975), do Papa Beato Paulo VI, é um resumo que se refere à missão fundamental de evangelizar da Igreja: “Para nós é um desafio sempre presente ter essa consciência eclesial: o que fazemos não é expressão de um grupo, seita, clube... Tudo o que realizamos em nossas tarefas – o devemos fazer como servos do Reino – são expressão e manifestação da Graça, da Vocação e cria identidade. Creio que nossa assembleia nos dará cada vez mais consciência disso”.

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 ui to ad mirei a massa de jovens que participou das diversas atividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré: estiveram nos grupos de estudo, nas romarias, na transladação, pagando promessas, nas celebrações eucarísticas, nos corais e bandas nas arquibancadas, nos serviços de solidariedade (voluntários), na liturgia, no serviço de guarda etc. Diante disso devo dizer: Parabéns, jovens! Os eventos do Círio constituem um verdadeiro “banco de dados” que nos convida a refletir sobre uma série de indicadores sócio-religiosos e eclesiais. Um desses indicadores, do qual me ocupo nesta reflexão, é o significado da presença dessa animada massa juvenil. Aliás, grande parte dessas atividades, por serem exigentes, convocam naturalmente os jovens. É preciso saúde e energia! Não me atrevo aqui a traçar o perfil dessa juventude. Não é fácil! Mas, a partir de alguns dados massivos e mais evidentes, creio que podemos refletir sobre algumas im-

portantes questões sobre a relação entre os jovens e fé católica.     Não é verdade que os jovens estão alheios à religião. Todavia, é bem verdade, que dados os estatísticos oficiais apontam o crescimento do agnosticismo e do ateísmo entre os jovens. O que significa então o fervor dessa massa juvenil no Círio, se na prática, nas comunidades católicas, esse fato não é evidente? Uma resposta é certa! O jovem, por natureza da psicologia juvenil, não gosta de celebrações pesadas, tristes, enfadonhas, ritualistas, frias, de linguagem incompreensível, de discurso distante da vida e nem de “solenidades” que nos adormecem! Ao contrário, o Círio é uma experiência religiosa profundamente dinâmica, alegre, festiva, lúdica e envolvente! Por isso atrai os jovens! Uma paróquia, comunidade e ou movimento carente de ani-

mação e de dinamismo, afasta naturalmente os jovens; é um sinal amarelo que convida a todos a uma profunda reflexão e revisão metodológica de tudo.   Não é verdade que os jovens não querem nada com o sacrifício! É impressionante, nos eventos do Círio, o número de jovens envolvidos nas mais variadas formas de sacrifícios. A palavra sacrifício significa fazer algo sagrado, bom, justo, agradável, honroso. Às vezes, relacionamos a palavra sacrifício a algo pesado, difícil, penitencial! É uma visão reducionista do seu verdadeiro sentido. O verdadeiro sacrifício é fazer algo agradável a Deus e aos outros, como consequência do amor a Deus e ao próximo. Também os jovens estão dispostos a sacrifícios agradáveis a Deus e ao próximo; no Círio de Nossa Senhora de Nazaré esse fato é muito evidente quando vemos milhares de jovens se disponibilizando ao voluntariado de mui-

tas formas e desafiando a si mesmos assumindo o dever do pagamento de duras promessas.   Do ponto de vista pastoral isso significa que os jovens desejam fazer experiências!Querem ser protagonistas! A experiência é uma forma de conhecimento a partir de uma relação direta com alguma coisa ou fenômeno; a experiência implica o envolvimento dos sentidos. Aquilo que não passa pelos nossos sentidos, também não fica no coração e nem consolida convicções. A partir desse natural desejo juvenil, os párocos, líderes de comunidade, pastorais e movimentos são chamados insistentemente a proporcionar aos jovens as mais variadas formas de experiências de vida espiritual, de engajamento eclesial e compromissos sociais. Muitas são as experiências de engajamento sócio-pastorais nas quais os jovens são convidados a envolver-se: na animação da liturgia, nas mais

variadas pastorais (pastoral da criança, pastoral juventude, pastoral universitária, pastoral da educação, pastoral carcerária, pastoral da pessoa idosa, pastoral da saúde, pastoral da acolhida, pastoral catequética etc.). Mais ainda, há muitas outras formas de engajamento, como por exemplo, a animação missionária, leitura orante da Bíblia, os movimentos, os grupos.  A participação espontânea e organizada dos jovens no Círio nos mostra ainda o grande vínculo afetivo das juventudes com a Mãe de Jesus, revela que os jovens sentem necessidade de fortes e profundas experiências religiosas, nos fala da catolicidade presente no coração dos jovens, nos estimula a pensar na necessidade de propor aos jovens uma experiência de fé que não se reduza a esporádicos eventos, mas como um contínuo processo de crescimento na fé, no seguimento de Jesus Cristo, no engajamento na Igreja e nos

compromissos sociais. Aos milhares de jovens que participaram do Círio 2017, os meus parabéns! É muito significativa essa presença, mas ao mesmo tempo, com alegria e esperança, queremos convidá-lo a valorizar ainda mais a sua consciência de membro da igreja participando ativamente da vida de uma comunidade católica a partir das possíveis experiências de seus interesses. Temos muitas possibilidades. Seja bem-vindo! Alimente sua fé e comprometa-se!                                         

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     com o intuito de realizar esta obra de misericórdia – “visitar os presos” – que os senhores Bispos de nossa Arquidiocese passam, a cada ano, no mês que antecede o Círio, em todas as unidades prisionais e centros de acolhida de infratores do sistema penal do Pará. Em 22 de setembro de 2017 aconteceu a “visita do Bispo” à unidade de adolescentes infratores localizada em Benevides. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo convidou os paroquianos para acompanhar o Bispo. Um pequeno grupo de 10 pessoas se organizou; e esta visita foi a ocasião para um primeiro impulso à Pastoral Carcerária em nossa Paróquia. Podemos dizer que agora sim, “nasceu a Pastoral Carcerária em nossa Paróquia”. Para todos os que acompanharam a visita foi uma forte experiência de fé,uma grande ocasião para viver esta obra de misericórdia: “visitar os presos”. Antes de nos dirigirmos ao centro de acolhida o grupo se encontrou na sede da paróquia com o diácono Ademir (coordenador arquidiocesano da Pastoral Carcerária)

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PASTORAL CARCERÁRIA 

da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Benevides, em continuar regularmente, durante o ano, as visitas ao centro de acolhida, e a mensagem de Dom Antônio que, sinteticamente, aqui transcrevo: “Gostaria de de ixa r mi nh a mensagem a todos os que aqui trabalham. Gostaria que todos possam fixar esta imagem mental: um atelier de restauração de obras  de arte. Norma lmente sã o  Jesus pede a nós: que para uma rápida prepaChegada a hora marração. Ele apresentou cada nos encontramos  Iniciamos a visita. nos amemos uns aos muitas pessoas que traos primeiros passos in- com Dom Antônio de Nos dirigimos aos vários outros. Ele nos convida balham num atelier: pindispensáveis para todos Assis Ribeiro, o novo Bis- departamentos existen- a sermos ramos unidos tores, escultores, restauos que se dispõem em po Auxiliar de Belém, na tes. Chegávamos em ca- a ele, pois um ramo só radores. Ao chegar uma ser agentes da Pastoral porta de entrada da casa da um dos setores can- consegue dar frutos se obra de arte danificada Carcerária. “Lembrem- de acolhida. Depois de tando louvores à Nossa estiver ligado ao tron- normalmente ela não é se – disse ele – que nós breve apresentação do Senhora numa procissão co. E pa ra dar bons valorizada pois está queagentes da pastoral car- grupo da paróquia, Dom de devotos da Virgem de frutos precisamos estar brada, ou suja, ou falcerária vamos, em pri- Antônio incentivou a Nazaré que, mesmo não unidos a Jesus. Nunca tando alguma parte, ou meiro lugar, para amar todos a prosseguir nes- com milhares de pere- percam a es perança toda empoeirada. Com o nosso próximo, vendo te serviço pastoral e, de grinos, lembrava, sim, a porque vocês podem trabalho dos especialisJesus em cada um”. Es- forma bem espontânea animação do Círio. Mo- ser melhores. Vocês são tas – usando vários tipos ta recomendação foi im- mas muito significativa, mentos fortes de oração, filhos amados de Deus. de instrumentos, como portante para ratificar abençoou o grupo paro- cantos, e muita emoção, Esta experiência aqui é pincéis, espátulas, tinas intenções de todos quial dando-lhe assim com lágrimas de alegria passageira. Ela vai pas- tas coloridas, lixas finas, os membros do grupo o “envio missionário” a por parte de algumas sar! Vocês tem amor e tantas outras coisas e animar a todos para todos. Este primeiro mo- pessoas dentro e fora no coração! Gritem co- – cada obra de arte vai dar continuidade a este mento foi também oca- das grades. migo: “Eu tenho mais recuperando sua beleserviço pastoral de visi- sião para conhecimento  futuro que passado!”. za original e depois de tas regulares – todas as das pessoas que traba (Todos repetiram várias completamente restausemanas – às unidades lham nesta unidade de Ao chegarmos em ca- vezes esta frase). Que rada todos exclamam: prisionais. acolhida de menores. da um dos alojamentos, cada um possa dizer isto “Oh! Que beleza!” Esta casa de acolhida Dom Antônio dirigia a no seu próprio coração. palavra aos presentes e É preciso mudar o co- destina-se a restaurar a mais bela das obras do convidava a todos para ração. A mágoa e o ódio uma oração. Signifi- nos levam para a morte Criador: “a pessoa hucativa a mensagem de e o inferno. O amor nos mana”. Assim como os Dom Antônio: “A ima- enche de esperança e escultores e pintores pregem de Nossa Senhora nos transforma. O amor cisam realizar seu trabanos lembra a figura de e a fé geram bom com- lho com muita paciência e calma, usando pincéis nossa mãe. Nenhuma portamento”. outra criatura nesta A esta altura Dom An- finos, lixas finas, igualterra manifesta mais tônio convidava todos a mente os profissionais afeto e ternura do que formar uma corrente, aqui precisam usar de a mãe no exercício da dando-se as mãos uns paciência e persistência maternidade. E se tem aos outros – incluindo para, aos poucos, restauuma pessoa que nor- os jovens nos quartos – e rar a dignidade humana a malmente não esque- rezar juntos a oração do quem a sujou transmitincemos é a nossa mãe. Pai-nosso. Todas as vezes do os valores da vida huDiz um filósofo: no dia que este gesto se repetiu mana a quem ainda não em que perdermos a foi um “momento for- descobriu a sua dignidade memória e a conside- te de união com Deus”, de filho de Deus. Nós – Igreja Católica ração pela nossa mãe, carregado de emoção por não há mais nenhuma parte de todos os presen- – queremos nos colocar à disposição para contripessoa ou instituição à tes. buir nesta obra de resqual iremos respeitar e  obedecer. Que a figura Depois de percor- tauração da dignidade da mãe permaneça em rer todos os blocos que da pessoa humana para cada um de vocês, em compõem o centro de que os homens que aqui cada um de nós. En- acolhida houve um mo- passam possam sair coquanto estivermos em mento conclusivo da vi- mo “homens de bem”, comunhão com a nossa sita no auditório. Tempo que acreditam em valomãe há esperança para para fotos com a ima- res como respeito, franós. Nossa Senhora nos gem de Nossa Senhora, ternidade, igualdade, lembra que precisamos manifestações de agra- capazes de conviver resobedecer o seu Filho decimento por parte dos peitosamentecom os deJes us : Ela nos pede jovens e funcionários, mais seres humanos”. para que obedeçamos compromisso do grupo o seu Filho. E o que da Pastoral Carcerária 


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Fundação entrega imagem à benfeitora   Fundação Nazaré de Comunicaç ã o s or t eo u no dia 4, uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, ornada com um manto c onfec cio na do pel o estilista Luiz L anger, entre os benfeitores que contribuem com a e va n gel i z a çã o d a Arquidiocese de Be -

lém através dos meios de com unic a çã o da Fundação Nazaré. O sorteio realizado pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, nos estúdios da Rede Naz aré de Televisão agraciou a devota Maria Inês Santos Silva,

75 anos, moradora do ba i rro d o Tel égra fo que há oito anos faz parte da Família Nazaré, como benfeitora. A imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi entregue pela Fundação Nazaré à ganhadora na sexta-feira, 6, pela manhã, na residência de

Maria Inês. A entrega da imagem foi feita pelos representantes da Fundação Nazaré - Mário Jorge Alves da Silva, Diretor de Comunicação; Diácono Ronaldo Conceição, representante da Família Nazaré, e padre Nilton Cezar Reis, Ouvidor

da Fundação Nazaré, que conduziu a bênção no ato do recebimento da imagem por Maria Inês. A senhora Maria Inês ficou muito emocionada ao receber um dos maiores símbolos de fé do povo paraense, reprsentado pela imagem de

Nossa Senhora. “Nunca esperei na minha vida. É uma bênção receber a imagem. Eu não tenho nem o que falar. Durante o Círio, espero que todas as pessoas se unam e permaneça m c om ela”, disse a benfeitora, bastante emocionada com o presente.

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 O sorteio da imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi uma iniciativa da Fundação Nazaré de Comunicação para expressar seu agradecimento especial por todas as pessoas de boa vontade que contribuem com doações de valores mensalmente com o objetivo de ajudar a a Arquidiocese de Belém a manter a sua obra de evangelização por meio dos veícu-

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los da Fundação Nazaré de Comunicação – Rádio Nazaré FM, Rede Nazaré de Televisão, Portal Nazaré e o jornal Voz de Nazaré. O sorteio aconteceu no dia 4 quando concorreram todos os benfeitores que já fazem parte da Família Nazaré. Na ocasião, o Arcebispo abençoou imagem sorteada antes de ser entregue à ganhadora.

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO    

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Brasília, 6 de outubro de 2017

Excelência, Apraz-me transmitir a Vossa Excelência o texto da mensagem que, em nome do Santo Padre, envia-lhe o Cardeal Parolin, Secretário de Estado, por ocasião das celebrações do “Círio de Nossa Senhora de Nazaré”:                              

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Valho-me da oportunidade para   confirmar-me com sentimento de fra terna estima e consideração,  de Vossa Excelência Dev.mo       

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 ntes de entrar no assunto de hoje, permita-se-me, para desencargo de consciência, retificar um errinho aparecido em meu artigo da semana passada. Ao me referir ao pe. Giovanni Incampo, escrevi que a ele se devia, entre outras benemerências, a introdução das oportuníssimas e benéficas peregrinações de imagens da Virgem ao maior número possível de famílias. Pois não é que, em lugar do adjetivo oportuníssimas, saiu importuníssimas? Feita a ratificação, comecemos. Ainda estou para ver alguém que saiba tanto sobre o nosso Círio, que o conheça tão a fundo quanto Mízar Bonna. Prova-o à saciedade seu livro “Meus 80 Cí-

rios”, que bem poderia ter como subtítulo sem, em meu entender, estar faltando com a verdade, pequena enciclopédia nazarena. Nem poderia ser diferente, uma vez que Evandro, seu esposo, de 1965 até 2009, quando veio a falecer, só por dois anos não fez parte da Diretoria e ela, esses anos todos, sempre ali a seu lado, dando-lhe u’a mãozinha, aconselhando-o, animando-o, qual se fora seu Espírito Santo de saias. Para se ter uma ideia de seu envolvimento com a Basílica de Nazaré e com tudo quanto lhe diz respeito, saibase que ela, a bem dizer, quase não saía de lá. Idealizou e desenhou – é exímia desenhista – nada menos que onze mantos, cada qual mais

belo e significativo, para a imagem da Berlinda, e escreveu e publicou, como já se disse aqui noutra edição, seis livros, seis, sobre o Círio de Nazaré. Criou um boletim informativo sobre o Círio, para ficar, na sacristia da Basílica, à disposição de quem aparecesse por lá em busca de informações, ao depois transformado em livro, primorosamente editado pelo Falângola

com o título de “Círio – painel de vida”. Quando pároco de Nazaré, pe. Luciano Brambilla, o saudoso Brambillão, dono daquele vozeirão inconfundível, era só surgir por lá um problema, ou haver alguma dificuldade, para ele apelar: “Ô dona Mízar! Venha resolver isso aqui”, como se ela fora, e o era de fato, a quebra-galhos de Nazaré e, sobretudo do Círio, ou, como nosso

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povo costuma dizer, pau para toda obra. Não há, praticamente, essa coisa boa, a ele relacionada, que não tenha sido ideia sua, ou em que não se veja seu dedo. Al g un s exe mp l os comprobatórios, para não se pensar, que estou imaginando, ou, pior, mentindo. Criou e desenhou, como escrevi aí em cima, nada menos que onze mantos para a imagem da Berlinda, cinco dos quais com nomes, nenhum deles aleatório, todos com sua razão de ser: ou retratavam símbolos, invenção sua, com a devida aprovação do pe. Ramos, ou falavam de um fato relevante acontecido no mundo católico nesse ano, como, por exemplo, o manto Belém em Missão, do Círio de

2008, que se referia ao projeto do mesmo nome então realizado pela Arquidiocese. No tempo em que a Trasladação, para chegar à Catedral, vinha pela João Alfredo, desejando ela, acertadamente, vê-la iluminada à passagem do préstito, em 1966, sozinha, sem a ajuda de quem quer fosse, percorreu-a de ponta a ponta, foi de loja em loja, a bom pedir que cada uma se iluminasse, à sua passagem, o quanto possível. Pois não é que foi atendida por todas? Ficou uma beleza. Sabem aquele arco permanente, à entrada da praça, na esquina da Generalíssimo? Como meu espaço acabou agorinha, a resposta fica para a próxima edição. Shalom!

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 iéis lotavam a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, sexta-feira, 06, para o início da missa e romaria do Traslado, primeira das 12 romarias oficiais do Círio de Nazaré. A celebração eucarística foi antecedida por Vigília de Adoração, com 48 horas de duração, realizada por grupos de comunidades católicas e paróquias de Belém, na Capela do Bom Pastor, no Centro Social de Nazaré. Passava das 7h quando a Santa Missa iniciou, sendo presidida por Dom Antônio de Assis, um dos dois bispos auxiliares de Belém. Na homilia, Dom Antônio ressaltou a experiência que Maria teve ao engravidar, ao gerar em seu ventre Jesus Cristo, e convidou para que todos façam a mesma experiência, permitir que Jesus Cristo seja gerado no interior de cada um, devido às mudanças que o ato proporciona. E, ainda, destacou três virtudes de Maria, que devem servir de exemplo, sendo a primeira a sensibilidade, a segunda o voluntariado e a terceira o amor. Todas três voltadas para o próximo, realizadas através de atitudes. O ponto de partida da romaria do traslado é o mesmo da chegada de centenas romeiros

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Traslado da imagem peregrina para Ananindeua e Marituba  

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que fazem questão de acompanhar o momento em que a imagem peregrina é colocada no andor para o início do percurso de 52 km, o mais longo de todas as romarias. Inicada a procissão, muitos fiéis seguem a pé a imagem peregrina rumo aos municípios de Ananindeua e Marituba. Há 10

anos o autônomo João dos Santos sai cedo do bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, para participar da romaria. A bicicleta é ornamentada, não podendo faltar o andor com a imagem da Virgem. Com a graça alcançada, a cura do filho, enquanto vida tiver pagará a promess, fazendo todo o percur-

so até Ananindeua. Devotos tomaram as calçadas e parte da pista da Avenida Nazaré, para saudar a Peregrina. Pessoas de todas as idades buscavam homenageála na varanda das casas, nas bicicletas que se aproximavam da Virgem de Nazaré e de tantas outras formas. A primeira parada foi em frente ao

Hospital Ophir Loyola. Lá a imagem foi acolhida pelos pacientes do hospital e pela multidão de fiéis. Com a palavra, Dom Alberto disse: “Maria tem um carinho por nós, principalmente pelos enfermos”. Em seguida, pediu que todos rezassem e proferiu a bênção. As homen agens à Imagem Peregrina con-

tinuaram na Avenida Almirante Barroso, seja das repartições públicas, seja das particulares e instituições de ensino, com queima de fogos de artifício, chuva de papel picado e canções entoadas por corais. No Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), mais uma parada. O Bispo Auxiliar, Dom Irineu, agradeceu aos grupos, pastorais e movimentos de cada paróquia da Região Episcopal de Santa Cruz. Após sua benção, a romaria seguiu pela rodovia BR 316. Em frente ao shopping Center, mais demonstrações de fé e amor a Nossa Senhora, assim como em frente a um hospital particular, e em uma instituição de ensino superior. Nesta, imagem foi homenageada e acolhida, com, ao final, benção de Dom Irineu. O acolhimento estendeu-se a Dom Alberto, a Dom Irineu, a Dom Antônio e, ainda, à diretoria do Círio, sacerdotes e demais pessoas envolvidas na romaria.

 A primeira das 12 romarias oficiais do Círio de Nazaré, o Traslado da imagem Peregrina até Ananindeua, passando pelo município de Marituba, reúne 1,3 milhões de fiéis que fazem todo o trajeto de 52 km, o mais extenso de todos, em carros, motocicletas, patins e também caminhando. Com doze horas de duração, o Traslado é a romaria mais demorada de todas. Teve início em 1992. Após a parada para almoço em uma universidade particular, situada no KM 3 da BR316, o percurso foi retomada, sendo a imagem conduzida no alto de um carro da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na Passagem São Benedito houve a primeira parada, na Matriz da Paróquia do Arcanjo São Miguel, onde as orações foramn conduzidas pelo Dom Antônio de Assis Ribeiro, um dos bispos auxiliares de Belém. Depois, passando pela Passagem Jarbas Passari-

nho até à Rodovia Transcoqueiro, novas homenagens de fiéis que faziam questão de ficar o mais próximo possível do carro oficial. Outra parada aconteceu na Matriz de Santo Antônio de Pádua, onde Dom Alberto, Arcebispo Metropolitano refletiu sobre a visita de Maria a sua prima Isabel, fazendo alusão ao Traslado: “Maria vindo ao nosso encontro é um ato de amor”. Pela Rodovia Mário Covas a imagem seguiu até a Matriz de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade Nova, onde houve nova parada. Na Praça da Bíblia, as homenagens de um projeto social emocionaram os presentes. Cerca de 190 crianças, socialmente vulneravéis, atendidas por projeto do município, reunidas em um coral, entoaram cantos marianos. A aposentada Maria Helena, 64 anos, não conteve a emoção quando a imagem passou bem próximo de onde

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estava: “Acompanho há 28 anos a passagem dela por Ananindeua e sempre fico tocada. É um privilégio já que não tenho mais condições de acompanhar a grande procissão e aqui posso agradecer por todas as graças alcançadas”. Depois o traslado seguiu pela Avenida Dom Vicente Zico onde, na Matriz do Divino Espí-

rito Santo, houve nova parada, com as orações conduzidas por Dom Alberto, que afirmou: “A paróquia tem que ser o lugar que acolhe o dom do Espírito Santo e as pessoas se deixem conduzir pelo próprio Espírito Santo”. Em seguida, a romaria passou pelas paróquias de Nossa Senhora do Amparo, Santa Rita de Cássia

e São Lucas Evangelista. Já anoitecia, quando o Traslado se aproximou da Ma t riz de Sa nt o Inácio de Loyola. Bem próximo, novas homenagens, num pequeno palanque, com crianças vestidas de anjos. Organizada inicialmente por Terezinha Figueira Brasil, 84 anos, essa tradição já tem 15 anos e agora é promo-

vida por suas filhas que reúnem as crianças da comunidade. Segundo Terezinha, o amor por Nossa Senhora foi o que a levou a realizar a homenagem: “Minha devoção à Virgem de Nazaré inicia-se com o conhecimento de que Ela é a mãe de Jesus, nossa mãe, pelo que sou filha de Nossa Senhora”. Depois, o Traslado continuou pelas paróquias de São Vicente de Paulo, Transfiguração do Senhor, Santa Maria Mãe de Deus, Menino Deus, em Marituba, retornando a Ananindeua até chegar à Igreja de Nossa Senhora das Graças, onde houve celebração eucarística, presidida por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasílica (DF). Após a missa, a imagem permaneceu em um palanque armado em frente à Igreja Matriz, onde passou a noite, com o povo em vigília, até o começo da Romaria Rodoviária rumo ao Distrito de Icoaraci.


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 225ª Trasladação foi, como sempre, antecedida pela celebração eucarística, em frente ao Colégio Gentil Bittencourt, presidida por Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília (DF) e Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Santa Missa começou por volta das 16h30, aguardada por milhares de fiéis, devotos e promesseiros, que tomaram inteiramente a Avenida Nazaré em frente ao colégio. Na homilia, Dom Leonardo enfatizou os momentos de oração: “Em cada Círio que realizamos nós nos refugiamos, nós nos encontramos para rezar. A oração tão importante na nossa vida! Na primeira leitura nós ouvimos que eles rezavam porque estavam com saudade de Jesus, quase tinham perdido Jesus e, por isso, reuniram-se para rezar. Nós aqui, quase com saudade de Jesus, nos encontramos nessa multidão imensa para rezar”. Ao final da celebração, forte chuva caiu sobre a cidade, revelando o colorido das sombrinhas e a disposição de todos em permanecer esperando a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré para o início da sexta romaria do calendário oficial. Sob os pingos da chuva e com inúmeros aplausos, a imagem foi conduzida à Berlinda, enfeitada com flores brancas. Iniciava-se, assim, a Trasladação, que faz o percurso inverso ao do Círio. Nela seguem romeiros, promesseiros, a corda de 400 metros e a Berlinda com a Virgem

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Milhares de fiéis participam da Trasladação na noite de sábado  

Icoaraci, reuniram-se pelo 6º ano na romaria da Trasladação para eva ngeliza r, uma iniciativa da Arquidiocese de Belém. O tema do Círio 2017 “Mar ia , Estrela da evangeliz ação”, reforça o compromisso que contou com a participação de aproximadamente 60 religiosos, pre parados antecipadamente, de Nazaré. particulares. Ao anoite- e a incontável multidão durante o momento de Ao longo do percurso, cer, as luzes que enfei- presente foi abençoada espiritualidade na Casa a Senhora da Berlinda tam as Avenidas Naza- com a imagem da pa- de Plácido, pela Diretofoi homenageada com ré e Presidente Vargas droeira. ria do Círio. queima de fogos de ar- deram um colorido es“A Comunidade Setifício, balões coloridos, pecial à procissão. Após  mentes do Verbo ajuda em frente de prédios quatro horas de percurReligiosos da Comu- todos os anos. Para nós é residenciais, repartições so, a Berlinda chegou à nidade Sementes do uma grande alegria poder públicas e escritórios Catedral Metropolitana, Verbo, do Distrito de ajudar, poder realmente

fazer parte desta grande Festa do Círio de Nazaré, através da evangelização, levando a Palavra de Deus a essas pessoas que estão aqui. Para nós, levar a Palavra de Deus é muito importante”, disse o irmão João Paulo. Ana Paulina Apolinário, estudante do curso de direito, integra a liderança do grupo Trindade Jovem, da matriz da Paróquia da Santíssima Trindade. Pelo quarto ano a iniciativa reuniu cerca de 50 jovens do grupo: eles louvaram e rezaram antes da romaria. Há dois grupos, um que vai na corda e outro que auxilia os jovens com o alimento do corpo e da alma, a Palavra de Deus. O ponto de partida é próximo à Basílica Santuário e o ponto de chegada em frente à Igreja de Santo Alexandre, ao final da Trasladação.

 A Trasladação tem a participação maciça da juventude. Muitos vão na corda para agradecer a aprovação no vestibular, uns para pedir sabedoria durante as provas e outros agradecer pelo dom da vida de familiares e amigos. Muitos promesseiros chegaram cedo para garantir um lugar na corda. Um desses foi o funcionário público

Sávio Oliveira, que pelo primeiro ano vai na corda. Em 2016 pediu que Nossa Senhora de Nazaré intercedesse na aprovação da filha no curso de medicina. Alcançada a graça, cumpre a promessa, ao lado da filha, que também acompanha na corda: “Aqui nós estamos, não há cansaço, não há sacrifício. Nós só temos que agradecer a Nossa

Senhora e pedir que Ela nos dê muita força, que a fé seja muito grande e que a paz reine para todos aqui”. Ana Clara Oliveira, 20 anos, emocionada, desabafa: “Está sendo maravilhoso! Ano passado eu vim pedir e esse ano eu vim agradecer”. A estudante Karen Fraga, 17 anos, pediu à Virgem de Nazaré para interceder por ela

durante as provas do vestibular e pelos pais. Este ano prestará vestibular para o curso de psicologia e, segundo ela, é o ano em que vai passar no vestibular. A mãe da Karen, Tatiana Fraga, dona de casa, não desamparou a filha e fez questão de estar ao lado dela durante o percurso. A bibliotecária Suzana da Silva veio agrade-

cer a cura do irmão que foi diagnosticado com leucemia. Após um mês de tratamento os exames atestaram a cura da doença. Segundo ela, no dia 2 de outubro, mês de Nossa Senhora, eles receberam a notícia de que todos os exames estavam normais. Para Suzana, foi a fé, um verdadeiro milagre, que causou a surpresa até dos médicos.

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Jantar beneficente do Banco da Amazônia  Banco da Amazônia promoveu dia 4 o tradicional Jantar de Adesão ao Círio de Nazaré. A iniciativa, uma das ações em homenagem ao Círio, Patrimônio da Humanidade, acontece desde 2008 e reuniu clientes, funcionários e representantes da Fundação Nazaré de Comunicação. Na ocasião foi repassada à Arquidiocese de Belém, na pessoa de Dom Alberto, a importância de R$ 15 mil. A iniciativa, em sua nona edição, é fruto do apoio dos clientes e dos funcionários do banco, que se mobilizam em prol das ações sociais da Arquidiocese de Belém. Dom Alberto enfatizou a ação beneficente do Banco: “Essa parceria já vai de muitos anos, significa uma motivação que o Banco da Amazônia faz com seus funcionários e com os seus clientes, então é uma formação de consciência, de espírito participativo, isso é que

chama a nossa atenção, não como se fosse uma doação que o Banco da Amazônia vai fazer para a Fundação! Motiva a participação de tantas pessoas, esse é o diferencial. Além, é claro, do clima que se respira no Banco da Amazônia. Uma das coisas que me chama muito a atenção: nos diversos eventos em que me encontro no Banco da Amazônia, percebo que se cria um sentido de amor à nossa região, de valorização daquilo que pertence a nós, daquilo que é próprio da nossa cultura e também, é claro, daquilo que é expressão maior da Amazônia: é a devoção a Nossa Senhora”. O diretor geral da Fundação Nazaré de Comuni caç ão, Côn. Roberto Cavalli, destaca a importância da parceria: “O Banco da Ama zôn ia t em uma parceria longa com a Fu nda çã o Na z a ré e com a Arquidiocese de Belém, através da Caritas. É um banco que

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realmente vivencia está realidade amazônica e, vê a Fundação Nazaré, como esta expressão da Comunicaç ão na Amazônia e, com isso, entã o, a parceria se concretiza e dá muitos frutos tanto para a Fundação quanto para o Banco da Amazônia”.

O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, destacou sobre o ato de solidariedade: “O Círio nos traz este momento de fé, de otimismo, para que a gente enfrente as dificuldades como Maria enfrentou. Maria nos

dá esse exemplo de determinação, de superar as nossas dificuldades com coragem e com fé e, por isso, nós estamos aqui fazendo este momento solidário do Ba nco da Ama zônia para o Círio de Nazaré, momento solidário dos clientes e dos funcio-

nários”. Durant e o event o exibiu-se um vídeo institucional do Círio, com todas as ações que serão realizadas pelo Banco da Amazônia neste período. Em seguida, o presidente do Banco, Marival Melo, fez a entrega simbólica a Dom Alberto do cheque. O diretor de comunicação da Fundação, Mário Jorge Alves, agradeceu o comprometimento do banco junto à instituição e, ainda, dos membros da Família Nazaré: “Agradecimento particular ao Banco da Amazônia pela facilidade com que ele nos ajuda na manutenção da obra, seja através da linha de crédito para a atualização dos equipamentos e, também, de agregar sua marca à Fundação Nazaré de Comunicação. Agradecimento ao grupo que ajuda na manutenção da obra: nossos sócios evangelizadores da Fundação Nazaré de Comunicação, através da Família Nazaré”.

 A tradicional Feira de Artesanato do Círio, promovida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ Pará), aconteceu, de 4 a 10 de outubro, na Casa das Artes, ao lado da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Dom Alberto enfatizou a diversidade de artesanatos encontrada na feira. “Cada ano é uma alegria imensa estar nesta feira de artesanato que ficou conhecida como Feira do Miriti, ainda que muitas coisas sejam apresentadas”. Cerca de 40 estandes foram montados no  

espaço de mais de 400 metros quadrados, com a participação de 46 expositores vindos de vários municípios do Estado. Durante o período do evento, cerca de 15 mil peças foram colocadas à venda. Em cada estande uma variedade de peças que podiam ser apreciadas e adquiridas. Por exemplo, brinquedos de miriti, camisas exclusivas com estampas da imagem de Nossa Senhora de Nazaré e biojoias cuja matéria prima é proveniente do caroço do miriti. Para Dom Alberto, Nossa Senhora é a fonte de inspiração para

cada artesão: “A Figura de Nossa Senhora inspira exatamente esse trabalho. A doutrina social da Igreja diz que o trabalho é uma extensão das mãos humanas. Então, é uma beleza ver tudo isso aqui como uma expressão da alma humana”. Pelo quarto ano, Jacilene do Amor Divino participa como expositora. Artesã há 15, reconhece a beleza das peças provenientes da semente do açaí. A artesã agradece a parceria junto ao Sebrae: “O Sebrae sempre nos ajudou, sempre nos auxiliou”. Segundo o diretor-su-

perintendente do Sebrae no Pará, Fabrizio Guaglianome, a feira é apenas um dos momentos de

atuação do Sebrae junto aos artesões. Desenvolve-se ainda um trabalho de consultoria de geração

de negócios para esses artesões. Para ele, o evento impulsiona novos negócios para os artesões.

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Dom Alberto: “que este seja um tempo especial de graça, de missão”  missa de abertura oficial do Círio 2017 aconteceu dia 3 de outubro na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Presidiu-a o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, presentes autoridades civis e militares, Diretoria da Festa do Círio e inúmeros fiéis. Na homilia, Dom Al-

berto pediu que não resistamos ao Círio e que todos que ali estavam pudessem viver a experiência do Círio: “Eu quero pedir a Deus que você e eu não resistamos à graça do Círio, não só os dias do Círio. Que não resistamos, porque Deus está conosco, repetimos tantas vezes que Ele está no meio de nós, Ele es-

tá conosco e quer-nos dirigir a Sua Palavra e quer que este seja um tempo especial de graça, de missão”. Ao término da celebração, em frente ao Templo, Dom Alberto, acompanhado de seus dois bispos auxiliares, Dom Antônio de Assis Ribeiro e Dom Irineu Roman, do prefeito de Belém, Zenaldo Couti-

nho, e da Diretoria da Festa, fez a abertura Oficial do Círio 2017. Em seguida, a Basílica foi iluminada e os arcos da Praça Santuário ligados e a banda dos Fuzileiros Navais fez brilhante apresentação. Os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer a exposição “Mini Círio”, que por meio de peças de miriti, retrata a história do Círio.

Em clima de confraternização, na Casa de Plácido reuniramse Dom Alberto e seus auxiliares, os padres Barnabitas da Basílica, autoridades, patrocinadores oficiais do Círio 2017, Diretoria da Festa e convidados. Composta a mesa, os colaborades da Festa foram agraciados com medalhas e anuncia-

dos os nomes dos três primeiros classificados no concurso de redação. Primeiro colocado: Marcos Eduardo Amaro, da Escola Estadual Ulysses Guimarães, cumprimenta do por Dom Alberto que, ao final, agradeceu a todos pela generosidade e pela participação, indispensável para que o Círio aconteça.

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 Participando pela primeira vez do Círio de Nazaré, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Bispo Auxiliar na Arquidiocese de Brasília (DF), Dom Leonardo Ulrich Steiner, presidiu celebrações eucarísticas, acompanhou romarias e assistiu a passagem do Círio numa das sacadas do edifício Manoel Pinto da Silva. Nos primeiros dias da Quadra Nazarena ele esteve acompanhando bem de perto todos os

momentos da Festa da Rainha da Amazônia. Na sexta-feira, 6, após as 12 horas de traslado de Belém para Ananindeua e Marituba, presidiu, na Igreja de Nossa Senhora das Graças, a missa à chegada da imagem Peregrina. No dia seguinte, 7, participou da Romaria Fluvial, a bordo do navio Garnier Sampaio da Marinha do Brasil, no qual vai a imagem da Virgem. Ainda no mesmo dia, presidiu, em frente ao Colégio Gentil Bit-

tencourt, a celebração que antecede a saída da Trasladação. No domingo do Círio, como já o dissemos, presenciou a passagem da grande procissão, da sacada do apartamento da aposentada Arminda Souza, no edifício Manoel Pinto da Silva, onde durante muitos anos, enquanto bispo emérito de Belém, Dom Vicente Zico costumava ficar nessa manhã. Para Dom Leonardo foi extraordinário ver a manifestação religiosa do povo paraense: “É

uma beleza. A relação que o povo manifesta com Nossa Senhora é uma relação muito pessoal, não é uma relação com uma imagem, é com Nossa Senhora, mas olhando para Ela como a Mãe de Jesus. Isso é extraordinário de se ver.” Ainda segundo ele, a multidão tão diversa de classes sociais, serve de inspiração a uma conversão completa. “Ver que uma multidão se coloca junto de Nossa Senhora, ver essa multidão toda buscando caminhar

junto com Nossa Senhora poderia servir-nos de inspiração também para transformar a realidade tão diferente do nosso Brasil.” E prossegue: “Nós podemos olhar para essa multidão e dizer: “nós somos capazes de criar uma fraternidade, somos capazes de superar a violência, a indiferença, inclusive a indiferença religiosa. Esse caminhar de uma multidão ao redor de Nossa Senhora poderia nos inspirar inclusive a

buscarmos a superação da corrupção.” Outra impressão marcante que Dom Leonardo confessou foi ouvir o nome de Dom Zico ser dito por diversas vezes pelos romeiros: “Dom Zico foi bispo durante muito tempo e valorizou essa festa religiosa, apoiou muito e, quando já não podia acompanhar a procissão, ele a olhava daqui e abençoava o povo que o reconhecia, mesmo como emérito, o pastor da arquidiocese.”


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Outras romarias no fim de semana

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 A primeira delas terá início às 8h, na Praça Santuário de Nazaré: a Ciclo Romaria. Nesta procissão, milhares de romeiros acompanham a imagem Peregrina com bicicletas, muitas delas enfeitadas com referencias à festa nazarena. esde o ano passado a Diretoria da Festa disponibilizou a venda de camisas oficiais para os romeiros. As camisas podem ser adquiridas por R$20,00, na sede da Diretoria da Festa, no Centro Social de Nazaré. A aquisição não é obrigatória e, também, não tem caráter de inscrição ou quesito para participar da romaria, mas é uma forma a mais de ajudar o Cantinho São Rafael, projeto que atende crianças e adolescentes carentes na periferia de Ananindeua. A Ciclo Romaria foi criada há 13 anos, a pedido da Federação dos Ciclistas do Estado do Pará e da Associação dos Ciclistas de Icoaraci. A procissão inicia e termina na Praça Santuário. Em 2011, o trajeto da procissão foi ampliado para contemplar todas as comunidades que fazem parte da Paróquia de Nazaré. Em 2016, de acordo com dados do DIESSE-PA, 13 mil pessoas acompanharam a procissão (pedalando, andando ou assistindo à passagem). Percurso: (14km). Saída da Praça Santuário, seguindo pelas avenidas Magalhães Barata, José

Bonifácio, José Malcher, 9 de Janeiro, Antônio Barreto, Doca de Souza Franco, Domingos Marreiros, Alcindo Cacela, José Malcher, Dr. Moraes, Braz de Aguiar, Serzedelo Corrêa, Gentil Bittencourt, 3 de Maio, Conselheiro Furtado, Generalíssimo Deodoro, Rua dos Caripunas, Quintino Bocaiúva e retorno na avenida Nazaré, rumo à Praça Santuário.  

Alegria, animação e fé são as principais características da 8ª das 12 romarias oficiais do Círio de Nazaré: a Romaria da Juventude. A procissão será neste sábado, 14, logo após a missa das 14h, presidida por Dom Irineu Roman, Bispo Auxiliar de Belém. Tradicionalmente, esta romaria muda seu local de saída para contemplar todas as comunidades da região. Este ano, ela sairá do Santuário de Fátima. Durante a procissão, os participantes são animados por um trio elétrico e acompanham a imagem Peregrina entoando músicas marianas. Um dos grandes símbolos desta procissão é a Cruz Missionária. Com aproximadamente quatro metros, o objeto sagrado foi confeccionado em madeira e é conduzido por jovens de todas as regiões episcopais que participam em esquema de revezamento. Na chegada da procissão, prevista para 19h, ocorrerá missa, presidida por Dom João Kot, OMI, Bispo de Zé Doca, no Maranhão. Percurso: Saída da Paróquia de Fátima, no início da avenida Duque

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de Caxias, seguindo pela travessa Antônio Barreto, travessa Castelo Branco, avenida Conselheiro Furtado, travessa Quintino Bocaiúva, avenida Nazaré até a Praça Santuário.  

No primeiro domingo após o Círio, é a vez das crianças irem às ruas prestar suas homenagens a Nossa Senhora de Nazaré. A Romaria das Crianças, criada com o objetivo de construir e fortalecer a devoção mariana entre os pequenos será neste domingo 15. A programação terá início com uma missa presidida por Dom Alberto

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Taveira Correa, Arcebispo de Belém, na Praça Santuário. Na procissão, a ima-

gem Pereg rina s erá conduzida em um carro por integrantes da Guarda Mirim. A roma-

ria conta, ainda, com o Carro dos Milagres, os Carros dos Anjos e outros dois carros de promessa. A animação fica por conta de bandas musicais compostas por crianças e jovens de municípios do Estado e, também, de um coral que é formado especialmente para a homenagem. Esta será a 27ª edição da Romaria das Crianças, considerada a quarta maior procissão da Festa de Nazaré, em número de participantes com cerca de 310 mil pessoas no ano passado segundo informações do Dieese/Pa.


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Cerimônia de descida da Imagem Original emociona fiéis   ma multidão aguardava desde cedo na Basílica Santuário pela descida da imagem Original do Glória, uma das cerimônias mais emocionantes da festividade nazarena. Com a presença do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, e de vários representantes do Clero, os integrantes da Diretoria da Festa, subiram para a retirada da imagem que deu origem a uma das maiores festas religiosas do mundo: o Círio de Nazaré. A programação iniciou des-

de cedo, quando milhares de pessoas começaram a chegar à Basílica Santuário para o momento de oração que antecedeu a cerimônia de descida. Este ano, a pregação e louvor foram por conta do diácono goiano, Nelson Correa Jr, da Canção Nova. Já o momento da descida ocorreu ao som da doce voz da cantora paraense Leila Pinheiro. Este ano a retirada da imagem original, de 28 centímetros, encontrada por Plácido José de Souza, em 1700, foi realizada pelo Diretor da Fes-

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ta, Antônio Flávio Américo. Integrante da Diretoria há 19 anos, Flávio estava muito feliz e emocionado. “Sou eternamente grato por este momento, representar a DFN na descida e retirar a Mãe de Deus foi uma honra”, concluiu o diretor jurídico. Desde o último sábado, 7, a imagem está em uma redoma de vidro no altar onde ficará durante toda a programação da festividade nazarena. Para muitos, este momento simboliza a proximidade da mãe com seus filhos.

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Círio 2017: festa de devoção mariana   devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré é tão forte, que resistiu ao tempo, cresceu e reverberou para fora do Estado e do país. Domingo, 8, a fé de milhões de pessoas transformou-se num verdadeiro mar de gente que invadiu as ruas de Belém para viver a festa mariana, cujo tema, este ano, “Maria, Estrela da Evangelização”. O percurso de 3,6 km recordou pela 225ª vez, a história do achado da imagem de Nossa Senhora, que deu origem a uma das maiores manifestações religiosas do mundo: o Círio de Nazaré. A grande festa de devoção mariana do povo paraense iniciou-se em frente da Catedral Metropolitana com missa campal, presidida pelo

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Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, e concelebrada pelos seus Bispos Auxiliares,

Dom Irineu Roman e Dom Antônio de Assis Ribeiro, além de outros Bispos da região. Após a missa iniciou-se

o Círio de nº 225, com destino à Praça Santuário de Nazaré. Saindo da praça Dom Frei Caetano Brandão, contornou a

praça do Relógio e tomou a avenida Portugal, o Boulevard Castilhos França, seguindo pelas avenidas Presidente Vargas e Nazaré, terminando na Praça Santuário, já no final da manhã. Durante a caminhada, na altura da avenida Presidente Vargas, o padre Giovanni Incampo, atual pároco de Nazaré, e um dos maiores incentivadores do culto nazareno, foi convidado a liderar o Núcleo da Berlinda, local em que a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré vai durante toda a procissão. Padre Giovanni, para quenão sabe ou não lembra, é uma figura singular: foi o criador da Guarda de Nazaré, das Peregrinações aos lares e

de diversas outras ações fundamentais qie ocorrem durante a quadra nazarena. Um dos bispos auxiliares de Belém, Dom Antônio de Assis Ribeiro, presidiu a Santa Missa, após a chegada da procissão à Praça Santuário, concelebrada pelos padres Giovanni Incampo, pároco de Nazaré, e Luiz Carlos Nunes Gonçalves, reitor do Santuário, encerrando a 225ª edição do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. O Círio de Nazaré é uma realização conjunta da Arquidiocese de Belém, Paróquia de Nazaré, Diretoria da Festa de Nazaré, Governo do Estado do Pará e Prefeitura Municipal de Belém.

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Milhares de fiéis caminharam pelas ruas de Belém na noite do último sábado, 7, compondo a Trasladação, quinta romaria nazarena oficial. Apesar da chuva forte no início da procissão, os romeiros se mantiveram firmes e até mesmo agradeciam por aquele momento. Foram muitas as demonstrações de fé, mas a certeza era apenas uma: Nossa Senhora de Nazaré estava abençoando e olhando

por todos. A saída da romaria foi precedida da Santa Missa em frente ao Colégio Gentil Bittencourt, presidida por Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília (DF) e Secretário Geral da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB). A Trasladação é uma procissão que percorre as ruas de Belém no sentido inverso ao do Círio, saindo do Colégio Gentil rumo à Igreja da Sé e, di-

ferente do que ocorre na procissão de domingo, o único carro que sai em procissão na Trasladação é a berlinda. A participação de estudantes cresce a cada ano, muitos pagam promessas por terem alcançado a graça de passar no vestibular ou pedem para passar. Jovens de várias paróquias e comunidades da Arquidiocese de Belém atuam voluntariamente como evangelizadores dos romeiros da corda.

 Momentos de emoção, agradecimento e devoção. Foram esses os sentimentos estampados nas faces de quem participou da romaria fluvial, realizada na manhã de sábado, 7. A programação teve início com Santa Missa no trapiche de Icoaraci, presidida pelo Bispo Auxiliar de Belém, Dom Irineu Roman. Nessa procissão, que acontece há mais de 30 anos, a imagem Peregrina de Nossa Senhora de

Nazaré é conduzida em uma redoma de vidro na Corveta da Marinha, Garnier Sampaio, cuidadosamente decorada por Simone Cosme. Durante a romaria, embarcações de todos os tipos e tamanhos estavam enfeitadas em diferentes matizes de cores para acompanhar a pequena imagem da Virgem de Nazaré. Até sexta-feira, 6, a Capitania dos Portos havia confirmado a inscrição de 347 embarcações

na procissão. O percurso foi de aproximadamente 10 milhas náuticas (equivalente a 18,5 km). À chegada, a imagem foi recebida com honras de Chefe de Estado pela Polícia Militar no porto da praça Pedro Teixeira, à entrada da cidade. É uma tradição desde 1999, em função da Lei Estadual nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a Virgem de Nazaré Padroeira do Pará, Rainha da Amazônia e

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merecedora dessa grande homenagem. A primeira

edição dessa procissão foi realizada pela então

Companhia Paraense de Turismo, em 1986.

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A moto romaria foi a terceira procissão realizada sábado, 7, e a quarta das 12 oficiais do calendário do Círio. A procissão teve início logo após a chegada da romaria fluvial à escadinha do cais do porto, na Estação das Docas.

O percurso de 2,5 km se estendeu pela avenida Presidente Vargas, indo para a avenida Nazaré em direção ao Colégio Gentil Bittencourt. Homenagens e manifestações de devoção e de fé deram vida e brilho à procissão a

essa romaria. Durante todo o percurso a imagem recebeu diversas homenagens. Essa procissão começou em 1990 por uma iniciativa da Associação Paraense de Motociclismo, que desejava prestar sua própria homenagem

a Nossa Senhora. Hoje, a procissão atrai milhares de motociclistas, ciclistas e também pedestres. Durante a procissão, encerrada no colégi Gentil, a imagem de Nossa Senhora foi conduzida em um andor no alto de um carro.


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Festa de São João Paulo II na Caju  elebrações litúrgicas, shows, apresentação teatral, catequese e muita fraternidade e amor compartilhados serão parte da programação da Festividade da Igreja São João Paulo II (SJPII), que ocorre de 28 de outubro a 5 de novembro,

na travessa Mauriti, 1753, Pedreira, em Belém, sob a organização da Comunidade Católica Casa da Juventude (Caju). A festividade tem como intenção ser comemoraçã o pelos dois anos de instalação da igreja, inaugurada dia 1º de novembro de

2015. A frase “Maria, Mãe de nossa Alegria” é o tema da festividade de 2017, que contará com uma programação especial, que inclui celebrações religiosas e apresentações culturais, com destaque para o show inédito em Belém com

a presença confirmada de Bruno Camurati e Aline Venturi, além da Banda Caju. Os shows vão acontecer em locais diferentes e os ingressos já podem ser adquiridos na secretaria da Comunidade Caju, na Av. Almirante Barroso, 883, entre as travessas Vileta 

e Humaitá, e também ao final das missas dominicais, tanto na sede da Caju, às 10h, quanto na Igreja São João Paulo II, às 17h30. 

A Casa da Juventude é uma Comunidade Católica fundada em 1959, pelo Cônego Emérito Raul Tavares de Souza,

em Belém. O objetivo principal é a evangelização de jovens e adultos, com atividades na capital paraense e nos Núcleos Missionários em Marabá e São Paulo. A Caju convida você para esse momento especial e de muita fé. Participe! A programação completa pode ser conferida na imagem.

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 lá, meu irmão e minha irmã. Estou escrevendo estas linhas no domingo do Círio. Cheguei da Missa na Matriz da Paróquia de São e São Paulo agora há pouco. Faz alguns dias que venho pensando na dinâmica da vida, do progresso espiritual. Cheguei à conclusão de que o progresso espiritual (ao menos o meu) não poderia ser representado como uma linha reta ascendente. Talvez a imagem mais adequada seja um movimento em aspiral. Isso significa que há momentos de fraqueza e há momentos de potência; há momentos em que o avanço se dá correndo e há momentos em que me arrasto. Quando a caminhada vai bem, é um misto de tranquilidade e entusiasmo; quando a caminhada está difícil... precisamos (eu preciso) de inspiração! A inspiração pode acontecer de modos diversos. Na última quinta feira (05/10), eu estava “mexendo” no facebook

quando alguém compartilhou a biografia de um beato até então um desconhecido para mim: Bartolo Longo (18411926) cuja festa litúrgica era celebrada naquele dia. Li a breve biografia e: inspiração! Fui atrás de mais informação sobre o beato. Leigo, advogado, frequentou o espiritismo, tornou-se critico ferrenho da Igreja Católica desde que começou a frequentar a universidade. Assim como em nossos dias, já no século XIX, muito professores eram apóstolos de filosofia de conteúdo ateu e relativista. Bartolo foi afetado por esse espirito anticatólico. Sua fé foi abalada e passou a viver de modo mundano. Mas a alegria do mundo não satisfaz e Bartolo foi sentindo crescer o descontentamento. Certa vez (1827) ele passeava pelas ruas da cidade de Pompeia. Caminhava, refletindo com honestidade (essa honestidade para consigo mesmo é determinante)

sobre suas dúvidas intimas. De repente sentiu uma inspiração interior que foi traduzida nos seguintes termos: “Se queres achar paz, propaga o Rosário, porque é segura a salvação de quem espalha essa devoção”. Atenção! Não foi uma voz que veio de fora, foi uma inspiração que se deu no íntimo, na consciência de Bartolo. Ele respondeu intimamente nos seguintes termos: “Se essa promessa é certa, estou salvo, pois não deixarei essa terra sem ter divulgado o Santo Terço”. Desde então, buscando reparar sua vida pregressa, Longo dedica-se ao estudo da Doutrina, à catequese, à caridade e à propagação do Santo Terço. Chegou a erigir um santuário em Pompéia. O leigo Bartolo Longo foi beatificado por São João Paulo II em 26/10/1980 juntamente com Dom Luigi Orione e a religiosa Suor Maria Anna Sala. O Santo padre chamou Bartolo de “apóstolo do Rosário, leigo que viveu total-

mente suas obrigações eclesiais”. O que o Papa disse de Bartolo serve de inspiração para nós, para mim. São palavras atuais neste tempo de anticlericalismo: “Bartolo Longo foi instrumento da Providência para a defesa e o testemunho da fé cristã e para a exaltação de Maria Santíssima, num período doloroso de ceticismo e anticlericalismo”. Bartolo não precisou assumir nenhum ministério ordenado. Ele foi somente integrante da Ordem Terceira Dominicana. Catequista, evangelizador, propagador do Santo Terço, de-

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fensor da fé. Um simples leigo! Sim um leigo que por amor ao Senhor e a Nossa Senhora trilhou uma via de santificação. Não tenho dúvidas de que Bartolo será canonizado no tempo de Deus. Deduzo isso a partir das seguintes palavras de João Paulo II: “Toda sua existência foi intenso e constante serviço à Igreja, em nome e por Maria”. Certamente a caminhada de fé de Bartolo foi repleta de dificuldades. Certamente houve quedas e dúvidas. Mas como resposta houve confissões, comunhões, Terços, leituras espirituais, serviço aos irmãos, conhecimento da Doutrina, caridade. O mês de outubro é profundamente mariano: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Se-

nhora do Santo Rosário. Neste mês, o leigo Bartolo (“apóstolo do rosário”), serve-nos de grande inspiração. Neste Círio a Igreja em Belém nos lembrou algo que o Papa Paulo VI havia dito: Maria, estrela da evangelização. Bartolo seguiu essa Estrela e tornou-se bravo evangelizador. Esse simples leigo fez grandes coisas por se deixar iluminar por Maria. Terço na mão, Doutrina na mente, Maria no coração. Evangelizado, Bartolo torna-se evangelizador. Amado, Bartolo torna-se amor. Inspirado, Bartolo tornase inspirador. Não acha? Eu acho! Inspire-se. Sigamos em frente buscando pensar com a Igreja no serviço da Verdade. Fique com Nossa Senhora e São José.

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