Voz de Nazaré

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ARQUIDIOCESE

DE BELÉM O JORNAL CATÓLICO DA FAMÍLIA

PE. FLORENCE DUBOIS FUNDADOR

ANO CV - Nº 917 - PREÇO AVULSO: R$1,00

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

www.fundacaonazare.com.br

FRATERNIDADE, vida e compromisso O cuidado, a caridade e, sobretudo a compaixão com a vida humana, movem a Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Basil (CNBB), aberta dia 26 na Arquidiocese de Belém. CADERNO 2, PÁGINA 1. FOTOS: LUIZ ESTUMANO

n ENTREVISTA coletiva à Imprensa: Arcebispo Dom Alberto e Monsenhor Raimundo Possidônio detalham a campanha para jornalistas

QUARESMA e penitência Aberta dia 26, a Quaresma. Arquidiocese de Belém realizou programação especial para receber os fiéis na Missa com imposição das cinzas. CADERNO 2, PÁGINA 3.

n MISSAS nas comunidades diocesanas de Belém: Quarta-feira de Cinzas

Marchando pela criança

Reconciliação com o Senhor

Diretoria da Festa de Nazaré apoia marcha contra o trabalho infantil em Belém. CAD. 2, PÁGINA 4.

Prepare-se para o tempo de reflexão e conversão com Dom Alberto. CADERNO 1, PÁGINA 3.

n ALEGRIA do cristão: retiros espirituais na Arquidiocese

RETIROS espirituais na Arquidiocese de Belém Encontros diocesanos de fé e evangelização. propiciaram momentos CAD. 2, PÁGS. 5 E 6.


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OPINIÃO

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

JOÃO CARLOS PEREIRA Jornalista e professor (jcparis1959@gmail.com)

PRIVILÉGIO DE SER CATÓLICO

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a semana passada, aqui, neste espaço, reproduzi informações coletadas pelo padre Berg sobre o mês de fevereiro, que está chegando ao final, e a história de Papas que começaram e/ou terminaram o pontificado no segundo mês do ano, desde o descobrimento do Brasil até agora. Por falta de espaço, deixei de fora um comentário que julgo fundamental e que nada

O fevereiro de Dom Irineu, arcebispo tem a ver com o papado, mas com o mês de fevereiro: a posse do querido Dom Irineu Roman na Arquidiocese de Santarém, em 02.02.2020. Conheci Dom Irineu quando ainda era padre Irineu, em sua paróquia, num bairro da periferia de Belém. Numa noite, acompanhado do amigo José Fragoso Rei, assisti

à Santa Missa que ele celebrava e, ao final, o entrevistei para uma coluna que, por muitos anos, mantive em “O Liberal”. Foi encantamento à primeira vista. Bastou um encontro com o futuro Bispo Auxiliar para que nascesse entre nós uma bonita amizade. Padre Irineu virou Bispo e, agora, é

Arcebispo com o mesmo jeito doce, bondoso, humilde e sábio de sempre. Os santarenos estão encantados (são essas as notícias que me chegam de lá), diria mesmo apaixonados pelo seu primeiro Arcebispo, que é um homem de fala mansa, extremamente cordial e um imensa vocação para a evangelização.

Enquanto esteve entre nós, cativava a todos com seu jeito de pároco de aldeia, para buscar uma imagem de Bermanos, que gostava de tocar o sino, fazer catequese, batizar crianças, ministrar a Eucaristia e dar assistência espiritual ao seu rebanho. Como Bispo Auxiliar de Dom Alberto era eficientíssi-

mo e levava sua espontaneidade para a televisão, com um programa na TV Nazaré. Agora, com a responsabilidade de construir uma Arquidiocese, ele haverá de mostrar o porquê de o Senhor o haver chamado para tão grande missão, numa terra acolhedora, com um povo incrível. Santarém ganhou um grande sacerdote. Dom Irineu, arcebispo, ganhou o coração do Baixo Amazonas.

IVENS COIMBRA BRANDÃO Engenheiro civil e escritor (ivenscb@oi.com.br; ivenscb@gmail.com)

ENCONTRO FRATERNO

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omparando-se a alegria efêmera que o carnaval oferece com a esperança de vida eterna (cf. Lc 23, 39-43), com a verdadeira alegria, a diferença é infinitamente grande. Conforme é público e notório, dentre outros contravalores, o carnaval estimula a prostituição de sexo, o que é reconhecido por instituições de saúde, ao recomen-

Alegria efêmera e esperança dar o uso da ‘camisinha’, ou seja, admite-se que faz parte dos festejos carnavalescos a prática do sexo sem compromisso, fazendo parte do divertimento. A nudez de mulheres é explorada sem medida, como também são notórios o aumento do consumo de drogas e a violência no período.

Tudo no ritmo de uma batucada que ensurdece a razão enquanto estimula os impulsos. Também é fato que, nos dias atuais, os mais jovens, em geral, vêm sendo impregnados pelo ateísmo, deixando-se fazer reféns de vários ‘deuses’, assim percorrendo o caminho que parece cômodo, que

leva ao relativismo, mas cambaleiam diante das várias ‘verdades’ que lhes são oferecidas. Conforme o calendário, terminado o carnaval, a Igreja celebra a Quaresma, quarenta dias de um tempo forte de reflexão, de encontro conosco mesmos, de busca do único e verdadeiro Deus, que nos

oferece a alegria que não passa, que encerra a única Verdade (cf. Jo 14, 6). Pode parecer paradoxal, mas Santa Teresinha de Lisieux, virgem e doutora da Igreja (1873-1897), assim conceitua o sentimento de alegria: “Experimento uma alegria muito viva, não só quando me acham imperfei-

ta, mas, sobretudo, de senti-lo eu mesma. Isto supera todos os elogios, os quais me aborrecem”. (Aquino, Felipe Rinaldo – Na Escola dos Santos Doutores, p. 203, 6ª ed. Cléofas, Lorena - 2008). Neste período da Quaresma, somos convidados à prática da oração, do jejum e da partilha, assim buscando a verdadeira alegria, nutridos pela esperança em Deus.

CHIARA LUBICH PALAVRA DE VIDA “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles: isto é a Lei e os Profetas.” (Mt 7,12)

Quantas vezes, diante das decisões importantes da vida, já procuramos uma bússola segura que nos pudesse indicar o caminho a ser seguido? E nos perguntamos, como cristãos, qual é a síntese do Evangelho, a chave para entrar no coração de Deus e viver como filhos Seus, aqui e agora? Existe uma declaração de Jesus “feita sob encomenda” para responder à nossa pergunta, uma afirmação clara, que pode ser compreendida e vivida de modo imediato. Nós a encontramos no Evangelho de Mateus. Ela faz parte do grande Sermão da Montanha, no qual Jesus ensina como podemos viver plenamente a vida cristã. Ele mesmo resume todo o seu anúncio nesta afirmação lapidar.

Jornalista e professor (

JOÃO CARLOS PEREIRA

ARQUIDIOCESE DE BELÉM-PARÁ

Hoje, tempo em que necessitamos de mensagens ricas de significado, mas breves e eficazes, poderíamos acolher esta Palavra como um precioso tuíte a ser relembrado a cada momento: “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles: isto é a Lei e os Profetas.”

Para nos dar a entender melhor o que devemos fazer pelos outros, Jesus convida a nos colocarmos no lugar deles. Exatamente como Ele fez: para nos amar, assumiu a nossa carne humana. É só nos perguntarmos o que esperamos dos nossos pais, dos nossos filhos, dos colegas de trabalho, dos chefes de governo, dos guias espirituais: acolhida, escuta, inclusão, sustento nas necessidades materiais, bem como sinceridade, perdão, encorajamen-

Fundado em 5 de julho de 1913 FUNDADOR Pe. Florence Dubois, barnabita PRESIDENTE Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará VICE-PRESIDENTE Antônio de Assis Ribeiro Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém do Pará

to, paciência, conselho, orientação, instrução... Para Jesus, essa atitude interior, com as respectivas ações concretas, realiza todo o conteúdo da Lei de Deus e toda a riqueza da vida espiritual. É a “Regra de Ouro”, um ensinamento universal que a humanidade desenvolveu na sua caminhada e que se encontra nas mais diversas culturas, religiões e tradições1. Ela é à base de todos os valores autenticamente humanos, dos valores que constroem uma convivência pacífica em que os relacionamentos pessoais e sociais são justos e solidários. “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles: isto é a Lei e os Profetas.”

Essa Palavra de Vida nos estimula a sermos criativos e generosos, a tomarmos a iniciativa em favor de quem quer

DIRETOR GERAL Padre Roberto Emílio Cavalli Junior DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Marcos Aurélio de Oliveira DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Mário Jorge Alves da Silva DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS Kleber Costa Vieira

que seja, a lançarmos pontes, inclusive em direção a quem não é nosso amigo, tal como o próprio Jesus disse e fez. Isso exige de nós a capacidade de sairmos da nossa zona de conforto, para darmos, assim, com credibilidade, um testemunho da nossa fé. Chiara Lubich nos encoraja desta forma:

“ Q u e t a l experimentar?Um dia vivido assim vale por toda uma vida. (...).Uma alegria jamais experimentada nos inundará (...). Deus estará conosco, porque está com aqueles que amam. (...). Vez por outra pode acontecer que diminuamos o passo, que sejamos tentados a desanimar, a parar. (...) Nada disso! Coragem! Deus nos dá a graça. Recomecemos sempre. Perseverando, veremos aos poucos o mundo mudar ao nosso redor. Entenderemos que o Evangelho nos revela a vida mais fascinante,

acende a luz no mundo, dá sabor à nossa existência, contém o princípio da solução de todos os problemas. E não estaremos em paz enquanto não comunicarmos a nossa extraordinária experiência a outros: aos amigos que podem nos compreender, aos parentes, a todos aos quais sentimos o impulso de doá-la. Renascerá a esperança.2 “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles: isto é a Lei e os Profetas.”

Ramiro, veterano no seu emprego, fica sabendo que estão para chegar novos colegas. Ele pergunta a si mesmo: “Se eu entrasse pela primeira vez neste escritório, o que eu gostaria de encontrar? O que faria eu me sentir mais à vontade?” Então, arregaça as mangas e abre espaços, providencia mais mesas, envolve ou-

COORDENAÇÃO Bernadete Costa (DRT 1326) CONSELHO DE PROGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO Padre Agostinho Filho de Souza Cruz Cônego Cláudio de Souza Barradas Alan Monteiro da Silva EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Sérgio Santos (DRT/PA 579) Assinaturas, distribuição, administração e redação Av. Gov. José Malcher, Ed. Paulo VI, 915 CEP: 66055-260

tros colegas. Juntos, eles preparam novas e mais acolhedoras estações de trabalho; e aqueles novos colegas encontram um clima alegre e uma comunidade de trabalho mais unida. LETIZIA MAGRI

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Alguns exemplos da “Regra de Ouro”: “Tudo o que não queres que seja feito a ti, não o faças aos outros. Esta é toda a Torá. O resto é comentário.” (Judaísmo); “Nenhum de vós é um fiel enquanto não deseja para o seu irmão aquilo que deseja para si mesmo.” (Islamismo); “Não prejudiques a outros com atitudes que considerarias prejudiciais a ti.” (Budismo). Cf. http://www.aecna. org/Amicizia_Ebraico_ Cristiana_di_Napoli/Regola_doro.html. Cf. LUBICH, Chiara, A Regra de Ouro.Palavra de Vida, fevereiro de 1998 e julho de 2008.

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- Nazaré, Belém - PA Tel.: (91) 4006-9200/ 4006-9209. Fax: (91) 4006-9227 Redação: (91) 4006-9200/ 4006-9238/ 4006-9239/ 4006-9244/ 4006-9245 Site: www.fundacaonazare.com.br E-mail: voz@fundacaonazare.com.br Um veículo da Fundação Nazaré de Comunicação CNPJ nº 83.369.470/0001-54 Impresso no parque gráfico de O Liberal

FUNDAÇÃO NAZARÉ DE COMUNICAÇÃO


ARCEBISPO

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

DOM ALBERTO TAVEIRA CORRÊA

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Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

CONVERSA COM MEU POVO

Deixai-vos RECONCILIAR com Jesus A bre-se a porta do tempo da Quaresma, com nossos olhos voltados para a Páscoa. Este é um caminho precioso, um tempo favorável, a ser aproveitado com diligência por todos. Para nossa Arquidiocese de Belém, este é também o tempo de abrir as portas a Deus e a todos, para darmos nossa contribuição. E nossas cidades se encham de alegria, com a presença e a graça do Senhor Jesus, em seu Mistério pascal de Morte e Ressurreição. Abram-se as portas dos corações para Deus! O Papa Francisco tomou como tema da Quaresma do corrente ano a palavra do Apóstolo São Paulo: “Foi o próprio Deus que, em Cristo, reconciliou o mundo consigo, não levando em conta os de-

Com grande clareza, a Igreja nos convida a uma mentalidade de conversão litos da humanidade, e foi ele que pôs em nós a palavra da reconciliação. Somos, pois, embaixadores de Cristo; é como se Deus mesmo fizesse seu apelo através de nós. Em nome de Cristo, vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5,19-20). Quando tantas nuvens nos dificultam enxergar a vida e as luzes que vêm de Deus, o apelo primeiro é deixar-nos reconciliar com Deus, olhando para a frente e para o alto. Para tanto, faz-se necessário o reconhecimento sincero e humilde de nossa condição de fragilidade, pecadores que somos, marcados muitas vezes pela indiferença e pela insensibi-

lidade. Se não podemos sozinhos alcançar tal docilidade, saibamos pedila ao Espírito Santo: “Ó luz maravilhosa, invade intimamente o coração dos fiéis. Sem a tua força nada há no homem, nada que não seja culpa. Lava o que é impuro, rega o que é árido, cura o que sangra, dobra o que é duro, aquece o que é frio, acerta o que é torto” (Sequência da Solenidade de Pentecostes). Deus está gritando o chamado à conversão, inclusive através dos muitos fatos negativos dos dias que correm. Não nos é lícito ceder ao mal e ao pessimismo. Reconhecendo o olhar e o clamor de Deus através da Igreja e dos acontecimentos, outro passo é voltar para a casa do Pai. Com grande clareza, a Igreja nos convida a uma mentalidade de conversão, que significa rever corajosamente a vida e os critérios com os quais tomamos as decisões. Pensar as coisas do jeito de Deus (Cf. Mc 8,2733), ter coragem para recomeçar, escolher caminhos correspondentes àquilo que a Palavra de Deus nos revela, atenção aos ensinamentos da Igreja. E temos à disposição a graça de um Sacramento, a Penitência ou Reconciliação. É hora de “dar trabalho” aos sacerdotes, durante a Quaresma. Cada cristão procure informar-se em sua Paróquia a respeito dos horários de atendimento, que são muitos, durante a Quaresma, inclusive com os mutirões de confissões, oferecidos por toda parte. Para a prática penitencial da Quaresma, temos à disposição três caminhos que sempre acompanharam a Igreja. O Jejum, que pode ser entendido como mortificação, abstinência ou gestos voluntários que expressem o desejo de educar os sentidos. Quando muitas pessoas fazem dietas ou regimes

LUIZ ESTUMANO

n MUTIRÕES DE CONFISSÕES durante a Quaresma oferecidos por toda parte

rigorosos por motivos de saúde ou estéticos, a sabedoria da Mãe Igreja propõe, há séculos, a educação da vontade e o controle dos próprios instintos, sem complicações. E podemos ampliar para o jejum dos passos, saindo de nós mesmos para ir ao encontro do próximo, da língua grande e fofoqueira, quem sabe o jejum de televisão ou redes sociais, para chegar ao jejum do coração e eliminar de dentro dele os sentimentos de inveja, ciúme e inimizade. A oração mais intensa e frequente, com a participação na Santa Missa e nos Sacramentos, a Via-Sacra, ou a Leitura Orante da Palavra de Deus, com o Retiro Popular proposto pela Arquidiocese. E a esmola ou caridade, indo ao encontro dos irmãos mais necessitados durante a Quaresma. Para nosso país, a caridade quaresmal tem a Campanha da Fraternidade, com o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, com o belíssimo lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). Entretanto, abre-se também uma outra vertente, suscitada pelo Sínodo Especial para a

Amazônia e a Exortação Apostólica “Querida Amazônia”, a necessidade de uma conversão pastoral (Cf. Documento final do Sínodo dos Bispos 21-22), o que corresponde aos apelos quaresmais de mudança de vida. Ao voltar-nos mais para Deus e viver reconciliados com ele, sabemos que a Igreja toda e a nossa Igreja de Belém têm vocação missionária, com origem no “amor fontal de Deus” (Concílio Vaticano II, Ad Gentes 2). O dinamismo missionário que brota do amor de Deus se irradia, expande, transborda e se espalha em todo o universo. Somos inseridos pelo batismo na dinâmica do amor através do encontro com Jesus, que dá um novo horizonte à vida (Cf. Documento de Aparecida 12). Este transbordamento impele a Igreja à conversão pastoral e nos transforma em comunidades vivas, a serviço da evangelização. A Igreja é missão! “A atividade missionária «ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja” (Evangelii Gaudium 15). Queremos ser cada dia mais uma Igreja samaritana, como nos es-

timula a Campanha da Fraternidade que agora começa, do modo do Filho de Deus, que “assumiu as nossas dores e carregou as nossas enfermidades” (Mt 8, 17b), aquele que se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (Cf. 2 Cor 8, 9), por meio do seu Espírito, exorta os discípulos missionários de hoje a saírem ao encontro de todos, especialmente dos pobres e excluídos da sociedade. Desejamos também uma Igreja Madalena, que se sinta amada e reconciliada, que anuncie com alegria e convicção o Cristo crucificado e ressuscitado, e uma Igreja mariana que gera filhos para a fé e os educa com afeto e paciência. Queremos ser uma Igreja servidora, querigmática, aqui mesmo e nos horizontes missionários que se abrem. Quem busca a reconciliação com Deus encontra em sua santa vontade o caminho para a realização da própria vida. E esta vontade de Deus há de conduzirnos, nesta Quaresma, a um espírito de paz e reconciliação dentro da Igreja. Cada Paróquia, Comunidade, Pastoral,

Movimento, Grupo ou Serviço acolha o convite a rever os relacionamentos entre pessoas e setores de atividade. É hora de vencer as distâncias, indo ao encontro dos outros, superar julgamentos, ciúmes e preconceitos. Uma Igreja de portas abertas há de acolher continuamente aquelas pessoas que estão ou se sentem excluídas. Não se trata de proclamar como corretas atitudes ou posições não correspondentes à Palavra de Deus ou à Doutrina da Igreja, mas valorizar as pessoas, sua procura sincera, seu desejo de acertar, construindo pontes ao invés de edificar muros que separem, aceitar que existe um processo, um caminho gradual para a vida de tantos irmãos e irmãs, aos quais iremos com amor e espírito de diálogo, por ter recebido a missão, com a qual descobriremos o bem imenso presente em tantas pessoas e situações. Possamos dizer com São Paulo: “Somos embaixadores de Cristo; é como se Deus mesmo fizesse seu apelo através de nós. Em nome de Cristo, vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5,19-20).

A prática penitencial da Quaresma

Para a prática penitencial da Quaresma, temos à disposição três caminhos que sempre acompanharam a Igreja


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IGREJA

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

CÔN. CLÁUDIO BARRADAS (claudiobarradaspe@gmail.com)

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a Santa Missa de sete dias de fevereiro, ou seja, nos dias 17, 18, 19, 20, 21, 24 e 25, tivemos, como primeira leitura da Liturgia da Palavra, trechos da carta atribuída a São Tiago. Esta carta tem, ao todo, cinco capítulos. O capítulo primeiro tem 25 versículos; o segundo, 26; o terceiro, 18; o quarto 16; o quinto, 20. Em três dias da sexta semana do Tempo Comum lemos, do capitulo primeiro, no dia 17, segunda-feira, os versículos 1 a 11; no dia 18, terça-feira, os versículos

Vida sem sentido não vale nada, é uma vida inútil 12 a 18; no dia 19, quarta-feira, os versículos 19 a 27. Lemos todo este capítulo sem faltar um só versículo. No dia 20, quinta-feira, entramos no capítulo segundo, do qual lemos os versículos 1 a 9; no dia 21, sextafeira, os versículos 10 a 24.26. Deixamos de ler o versículo 25, que diz, na versão da Bíblia do Peregrino, edição da Paulus: “Igualmente Raab, a prostituta, não foi justificada com as obras, acolhendo os mensageiros e despedindo-os por outro caminho”?

MISCELÂNEA

Fé e obras em TIAGO Na sétima semana, na segunda-feira, dia 24, entramos no capítulo terceiro, do qual lemos seis versículos, os versículos 13 a 18. Na terça-feira, dia 25, lemos os primeiros 10 versículos do capítulo quarto, deixando de ler seis versículos. Foi o último dia da leitura de Tiago, do qual não lemos o capítulo quinto. A carta de Tiago tem dois temas principais: o primeiro é a exaltação dos pobres e a severa advertência aos ricos. O segundo é a insistência na prática das boas obras e a cautela quanto à fé estéril. Ele escreve sobre fé e obras no capítulo segundo, 14-24.26, lido dia 21 de fevereiro, uma sexta-feira. Tudo, neste trecho, é da maior importância e atualíssimo, pelo que vale a pena, e como, relembrá-lo. Como o leitor logo verá, ele é repetitivo, mas com toda a razão, uma vez que, dada a importância de seu ensinamento, é preciso martelá-lo, para ver se ele entra na cabecinha do leitor. Sem mais, passo-lhe, reverentemente, a palavra, sempre na versão da Bíblia do Peregrino: - ... “de que serve para alguém alegar que tem fé, se não tem obras? A fé poderá salvá-lo?”

DIVULGAÇÃO

ra os demônios, o simples conhecimento de Deus. Também não se reduz ao assentimento intelectual, à simples adesão às formulas, digamos, de seu credo. É, sim, a adesão integral, no caso cristão, à pessoa de Jesus Cristo e, consequentemente, a seus ensinamentos, lógico que postos em prática. As obras, além de manifestarem a fé, mantêm-na firme e forte. A fé perfeita é a fé que transforma inteiramente a vida de quem a tem. A vida, para não ser em vão, tem de ter um sentido. Vida sem sentido não vale nada, é uma vida inútil. Para terminar: o que dá sentido à vida, em meu entender, é a fé: fé em Deus, entendendose, aqui, por Deus, as três pessoas da Santíssima Trindade. Shalom!

Sobre fé e obras...tudo, neste trecho, é da maior importância e atualíssimo n REPRESENTAÇÃO DA FÉ Escultura de Carmona

- ... “a fé que não vem acompanhada de obras está totalmente morta.” - “ Mostra-me tua fé sem obras, e eu te mostrarei pelas obras a minha fé.” - “Homem insensato, queres compreender que a fé sem obras é inerte?” Citando o exemplo de

Abraão, ele insiste: “Vês que a fé agia com as obras e pelas obras a fé chegou à sua perfeição.” - “Vedes que o homem é justificado com as obras e não só com a fé.” - “Da mesma forma que o corpo sem o alento está morto, assim a fé sem obras está morta.”

PADRE ROMEU FERREIRA Formado em Exegese pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (romeufsilva@gmail.com)

Embora Paulo não especifique quais são essas obras, penso que está claro que são as boas obras. Melhor dizendo: as obras de caridade, feitas com amor e gratuitamente, isto é, sem o desejo de recompensa. Urge esclarecer que a fé cristã não é, como pa-

A fé que não vem acompanhada de obras está totalmente morta

LITURGIA

HOMILIA DOMINICAL A) Texto: Mt 4,1-11 1O

Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, depois disso, teve fome. 3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. 5Então o diabo levou Jesus à cidade santa, colocou-o sobre a parte mais alta do templo 6e lhe disse: “Se é Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!” 8Novamente, o diabo levou

Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto”. 11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus. B) COMENTÁRIO

É tempo penitencial. A tentação marca o itinerário humano. Ninguém se livra dela; o próprio Filho de Deus teve tal impacto. Ela é consequência de nossa liberdade. O que se requer é pedir a ajuda ao Pai, em não “cair na tentação” (Painosso/Lc 11,4). O tentador tem o nome de ‘diabo’, que significa ‘aquele que divide’. Jesus está unido ao Pai (Jo 10,30), e roga pela uni-

dade (Jo 17,20-23). Quem fomenta a discórdia vem com ação diabólica. O diabo tenta usando as necessidades naturais das pessoas: ao frio a tentação é o cobertor; para a sede é a água; e para a fome é a comida. Após uma quaresma de jejum (v 2), o inimigo desafia: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (v 3). Ele afronta Jesus em três tentações: a do poder; a do ter; e a do ser. São três tentações, como as três investidas ao profeta Balaão no Antigo Testamento (Nm 22-24). Ao poder miraculoso de transformar situações (pedra=pão), Jesus responde: ‘Não só de pão vive o homem’; e completa: “mas de toda palavra que sai da boca de Deus’(v 4). Há pessoas que dizem não participarem da missa por não poderem comungar (o pão eucarístico); é uma tentação já que (o pão da

palavra) o cristão se nutre da palavra vivificante na liturgia: “Tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). É melhor nutrir-se por uma das vias ofertadas pelo Senhor, do que falir por inanição. A tentação do ter, está contra os valores da virtude da pobreza. E o pobre é rico na partilha: “Quanto menos temos, mais podemos dar” (Teresa de Calcutá). E o “querer ser o tal” é a tentação do orgulho e da autossuficiência, rebatida por Jesus, com veemência (v 10), pois Jesus sabe que o diabo pretende desviar da meta da vida com Deus. Estamos expostos às tentações. Nem tudo o que cita a bíblia está com Jesus; pode ser a tentação simulando o caminho do bem, pois até o diabo cita a Escritura. Estejamos atentos com as tentações que nos vêm no dia a dia com a aparência da verdade.

n 28/02, SEXTA-FEIRA Cor (roxo) Primeira Leitura (Is 58,1-9a) Responsório (Sl 50) Evangelho (Mt 9,14-15) n 29/02, SÁBADO Cor (roxo) Primeira Leitura (Is 58,9b-14) Responsório (Sl 85) Evangelho (Lc 5,27-32) n 01/03, DOMINGO Cor (roxo) Primeira Leitura (Gn 2,7-9; 3,1-7) Responsório (Sl 50) Segunda Leitura (Forma longa: Rm 5,12-19; Forma breve: 5,12.17-19) Evangelho (Mt 4,1-11) n 02/03, SEGUNDA-FEIRA Cor (roxo)

Primeira Leitura (Lv 19,1-2.11-18) Responsório (Sl 18) Evangelho (Mt 25,31-46) n 03/03, TERÇA-FEIRA Cor (roxo) Primeira Leitura (Is 55,10-11) Responsório (Sl 33) Evangelho (Mt 6,7-15) n 04/03, QUARTA-FEIRA Cor (roxo) Primeira Leitura (Jn 3,1-10) Responsório (Sl 50) Evangelho (Lc 11,29-32) n 05/03, QUINTA-FEIRA Cor (roxo) Primeira Leitura (Est 4,17n.p-r.aa-bb.gg-hh) Responsório (Sl 137) Evangelho (Mt 7,7-12)


5 BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

SETORJUVENTUDE

DOM ANTÔNIO DE ASSIS RIBEIRO Bispo Auxiliar de Belém (domantoniodeassis@arqbelem.org)

MUNDO JUVENIL E A FÉ CRISTÃ

MATRIMÔNIO E FAMÍLIA: pais, primeiros catequistas dos filhos (parte 17) INTRODUÇÃO

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o texto anterior refletimos sobre a importância da educação moral dos filhos. Mas há outra missão de capital importância a ser cuidada pelos pais; é aquela da educação religiosa, da qual derivam os fundamentos mais sólidos que qualificam a moralidade dos filhos. Na Exortação Apostólica «A Catequese em nosso tempo” (Catechesi Tradendae, de 1979), São

Os filhos, naturalmente, tendem a usufruir das convicções morais e religiosas dos seus pais João Paulo II, estimulou os pais a serem os primeiros educadores da fé dos seus filhos desde a mais tenra idade (CT, 36.68). O documento de Aparecida (2007) retomou essa necessidade afirmando que a família é a primeira escola da fé e de iniciação à vida cristã. Declarou ainda que os filhos têm o direito de contar com o pai e a mãe para que cuidem deles e os acompanhem no crescimento da fé rumo à vida plena (cf. DP 302, 303). Essa questão é de grande importância em nossos dias, uma vez que, devido à frágil sensibilidade religiosa, indiferença, falta de fé ou ignorância dos pais em relação à própria religião, muitos simplesmente, não fazem caso da dimensão espiritual

dos filhos ou, quando algo acontece, delegam a outros essa responsabilidade. Por outro lado, há pais que se questionam sobre a conveniência da iniciação religiosa dos seus filhos, apelando para a liberdade deles. A resposta a essa questão está no dever dos pais de cuidar da totalidade da vida dos filhos. Portanto, nenhuma dimensão deveria ser descartada. Não se pode apelar para a liberdade de escolha quando ela ainda não tem consistência nas crianças. A criança na mais tenra idade, também não tem o exercício da liberdade para comer, nem beber, vestir-se, cuidar da saúde, estudar, etc. No entanto, os pais cuidam de tudo isso! Os filhos, naturalmente, tendem a usufruir das convicções morais e religiosas dos seus pais. Segundo a tradição judaica, era no seio da família, educada por seus pais, que cada criança, paulatinamente, era introduzida na vida religiosa e ia assimilando os preceitos religiosos participando ativamente da dinâmica vida de fé da comunidade. Os pais eram, de fato, os primeiros catequistas de seus filhos.

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Noé zela pela fé da família A história de Noé, com seu profundo zelo pela fé da sua família, é estimulante! O contexto apresentado é dramático: “E Deus viu que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só maldade continuamente” (Gn 6,5). No entanto, Noé, sua esposa e seus filhos,

mantinham-se justos, porque andavam no caminho de Deus (cf. Gn 6,9). A fé de Noé salvou a sua família (cf. Hb 11,7). O patriarca Abraão viveu a mesma experiência de intimidade com Deus; após uma profunda experiência mística, decididamente aceitou fazer uma aliança com Deus fazendo-se circuncidar com seus escravos e o filho Ismael que tinha apenas treze anos de idade (cf. Gn 17,127). Isaac, o filho da promessa (cf. Gn 18,1-15,) no oitavo dia foi circuncidado (cf. Gn 21,4) e desde pequeno participava da experiência de fé do seu pai (cf. Gn 21). A consciência do dever de catequizar seus filhos, de introduzi-los na vida religiosa da família e da comunidade também se manifestava nos salmos, por exemplo, falando das obras de Deus: “Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez” (Sl 78,4).

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A fé dos pais envolve os filhos No judaísmo o dever da promoção da vida religiosa dos filhos foi traduzido em preceito conforme estava escrito: “Estes são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida” (Dt 6,1-2 e cf. Lv 10,11).

Desde cedo, logo no oitavo dia, a lei previa a circuncisão dos meninos (cf. Lv 12,3). Esse era o principal sinal da aliança, de pertença religiosa, de compromisso de culto, de submissão à lei. Também Jesus foi circuncidado no oitavo dia depois de seu nascimento conforme narra o evangelista Lucas (cf. Lc 2,21; 1,80). Digno de menção é a infância religiosa de Sansão (cf. Jz 13,5.24); Samuel (cf. 1Sm 2,21), João Batista (cf. Lc 1,80) e do menino Jesus que “crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52).

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Testemunhas de fé desde cedo O salmista afirma convictamente que, desde cedo (se supõe em tenra idade) acostumouse a meditar os estatutos divinos (cf. Sl 119,152). Outro testemunho vem das palavras da rainha Esther, dizendo: “Desde a infância, aprendi com minha família que tu, Senhor, escolheste Israel entre todos os povos e nossos pais entre todos os seus antepassados, para ser tua herança perpétua. E cumpriste o que lhes havias prometido” (Est 4,17-18). Jó, no auge do seu sofrimento, sendo induzido a desviar-se e a duvidar da bondade de Deus, recorda sua vida de fé desde a infância declarando aos seus ouvintes: “Desde a minha infância ele (Deus) me criou como pai, e desde o seio materno me guiou” (Jó 31,18). Outro profeta que desde a infância viveu uma profunda experiência com Deus foi Jeremias. Ao receber o chamado ele tenta de desculpar

dizendo: “Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás” (Jr 1,6-7). Deus conta também com as crianças! Outro testemunho é do velho, sábio e fiel Eleazar, doutor da lei; perseguido, fora obrigado a comer carne de porco por seus inimigos, mas se recusou com firmeza. Se comesse estaria livre da morte. Porém, decidido, declarou a sua fidelidade à sua fé na qual se mantinha fiel e coerente desde a infância (cf. 2Mac 6,18-24). A esses testemunhos soma-se aquele de São Paulo falando a Timóteo, exortando-o à perseverança: “Quanto a você, permaneça firme naquilo que aprendeu e aceitou como certo; você sabe de quem o aprendeu. Desde a infância você conhece as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de lhe comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo” (2Tm 3,14-17).

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Pais catequistas de seus filhos Comovente é o testemunho de uma mãe que, perseguida em sua religião, exorta seus filhos a serem fieis à própria fé. Com firmeza e lucidez, diz ao seu filho caçula: «Meu filho, tenha dó de mim! Eu carreguei você no meu ventre durante nove meses. Eu amamentei você por três anos. Eduquei, criei e tratei você até esta idade! Meu filho, eu lhe imploro: olhe o céu e a terra, e observe tudo o que neles existe.

Deus criou tudo isso do nada, e a humanidade teve a mesma origem» (2Mac 7,27-29). Outro exemplo é de Tobit, pai do jovem Tobias dizendo-lhe: “Meu filho, lembre-se do Senhor todos os dias...Bendiga ao Senhor Deus em todas as circunstâncias. Peça que ele guie você em todos os caminhos...lembre-se dessas normas e não permita que elas desapareçam de sua memória. Se você temer a Deus, se evitar todo tipo de pecado e se você fizer o que agrada ao Senhor seu Deus, você terá uma grande riqueza» (Tb 4,7.19-20). PARA A REFLEXÃO PESSOAL: Por que os pais devem ser os primeiros catequistas dos seus filhos? O que dificulta os pais na educação religiosa dos seus filhos nos dias atuais? Qual das referências bíblicas lhe chamou mais à atenção?

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Educação religiosa

Há pais que se questionam sobre a conveniência da iniciação religiosa dos seus filhos, apelando para a liberdade deles

Dom Antônio ministra curso sobre JUVENTUDE em Itaituba DIVULGAÇÃO

n PARTICIPANTES do curso junto com Dom Antônio em Itaituba

O acompanhamento espiritual da juventude pela Igreja foi tema do curso ministrado de 19 a 24 de fevereiro, na Prelazia de Itaituba, por Dom Antônio de Assis Ribeiro, Bispo Auxiliar e referencial para a juventude na Arquidiocese de Belém, e membro da omissão para a Juventude no Re-

gional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O II módulo do Curso de Formação de Acompanhantes de Jovens, realizado no Centro Pastoral São José, informa que "o acompanhamento espiritual, um serviço muito importante, delicado, necessário e desa-

fiador, num mundo cada vez mais marcado pelo subjetivismo, pela libertinagem, pelo relativismo moral, etc”, explica Dom Antônio. Padre Claudiomiro Prestes, assessor da juventude, e Dom Wilmar Santin, Bispo da Prelazia de Itaituba, acolheram 36 participantes.


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FUNDAÇÃO NAZARÉ

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FOTOS: LUIZ ESTUMANO

FAMÍLIA NAZARÉ

Rádio Nazaré inicia REFLEXÕES a partir do ‘Retiro Popular'

n PE. NILTON Cézar Segunda-feira

n PE. IVAN Conceição - Terça-feira

n PE. JOÃO Paulo Quarta-feira

n PE. GELCIMAR Quinta-feira

n CÔN. SEBASTIÃO Sexta-feira

n PE. WAGNER Sábado

rá, espalha-se o sonho de edificar a Igreja, na resposta ao dom de Deus, plantado em nós no Batismo. Nossa multidão incontável, no Círio de Nossa Senhora de Nazaré, diante da Catedral, não é anônima, porque são pessoas marcadas pela piedade popular e pela sede de Deus. Ao

fundo, a baía do Guajará, sinal dos muitos e caudalosos rios de nossa Amazônia.” Ele finaliza: “desejamos que o Retiro Popular de 2020, desejado e escrito nesta terra maravilhosa e santa pela devoção mariana, suscite em muitas pessoas o desejo da santidade e o amor à Igreja.”

n PE. ANDRÉ Domingo

ESPECIAL será de domingo a domingo com sacerdotes convidados na apresentação

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ançado em Belém no último dia 16, o roteiro quaresmal proposto por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano, “Retiro Popular 2020”, será utilizado para as reflexões diárias da Rádio Nazaré, a partir desta segundafeira, 2 de março, com sacerdotes arquidiocesanos meditando as mensagens presentes na obra. Publicado na sua 27ª edição, a obra consta de leitura orante, meditação do rosário da Virgem Maria, além da oração da Campanha da Fraternidade 2020. A partir da segunda-feira, 2, até o dia 3 de abril, a Rádio Nazaré FM (91.3 Mhz) promoverá as reflexões a partir

da obra. De segunda a sexta-feira, das 9h às 10h, sábado das 10h às 11h e no domingo das 10h às 11h, a apresentação ao vivo, exceto no domingo, será conduzida por um sacerdote. Escala de apresentação: Pe. Nilton Cezar Reis, segunda-feira; Pe.

Ivan Conceição, terça-feira; Pe. João Paulo Celestino, quarta-feira; Pe. Gelcimar Santos, quintafeira; Cônego Sebastião Fialho, sexta-feira; Pe. Wagner Lima, sábados; e Pe. André Teles, aos domingos. Com o tema “Edificar a Igreja”, em 2020 D. Alberto contextualizou sua publicação com o Círio de Nazaré, que é destaque na capa, e com o Sínodo para a Pan-Amazônia, realizado em outubro passado: “Vivemos o Tempo do Espírito, anunciando e apressando o dia da vinda do Senhor. Sim, aqui mesmo, estamos preparando o tempo de plenitude! Do portal da Amazônia, Belém do Pa-

MISSA FAMÍLIA NAZARÉ Na próxima sexta-feira, 6 de março, a Missa da Família Nazaré, no estúdio da Fundação Nazaré de Comunicação, às 15h, que reúne os benfeitores evangelizadores, será presidida pelo Cônego Sebastião Fialho, pároco da Paróquia de São José, no Umarizal. O Ato Eucarís-

tico será transmitida ao vivo pela Rede Nazaré, Portal Nazaré e Rádio Nazaré e será antecedido por recitação do Terço, às 14h45. Participe você também desse momento em Ação de Graças pelas pessoas que ajudam a levar a Boa Nova de Cristo aos rincões da Amazônia.

NOSSOS ANIVERSARIANTES Diocele Tavares Alves Ana Maria Costa de Oliveira Renata Guerreiro Milhomem de Miranda Ana Karolina Barros Barbosa Lucimar Santiago Bitencourt Izabel dos Santos Silva Wanda Maria Sardinha Correa Ana Claudia Saraiva Pereira Rosenda Silva Maria Clea da Silva Adna Neirão Reymão Zuleide Aires dos Santos Maria Lucia Brito Santa Brigida Maria da Graça Pamplona Barros Maria das Graças Salimos Bittencourt Regina Nascimento Carmen Lucia dos Santos Sampaio Maria Lucia dos Santos Batista Raimundo de Mendonca Ribeiro Alves Francisca de Souza Hirata Maria de Nazaré Cardoso Amaral Lais do Valle Correa

Dolores de Castro Souza Terezinha Rodrigues Candeira Benedita Rodrigues Begot Joana Marques Chaves Zebina Costa dos Santos Estefania Chagas Neyrão Raimundo Alves de Sousa Josefa Andrade de Souza Ricardo Coutinho Martins Maria Eliana da C. Rocha Analina Conduru Ribeiro Silvia Teixeira Pereira Maria Renee Costa dos Reis Luiz Claudio Braga Cavalcante Everton Antonio Soares da Silva Edmundo Clemente Nogueira (In Memoria) Cleonice Fernandes Oliveira Maria da Conceiçao Barros Lobato Francisca Fortunata Favacho dos Santos Waldemir Barbosa Guimarães Maria de Jesus Cordeiro Bentes Pantoja dos Prazeres Maria Rosalina Faria Gonçalves Raimunda de Castro Alvarenga

Ana Maria Dantas de Carvalho Marcia Maria Dantas de Carvalho Everaldo Pedro Lobato de Moraes Maria do Rosario C. Carvalho Lourenço Eliana Farias de Moraes Luciane Solon de Souza Raimunda do Vale Lucas Maria Helena Duarte Brito Eudocia Sales de Lima Maria Cilda Moreira Maués Herminia dos Santos Rodrigues Trindade Rosalice Bordalo Pantoja Zuleide Nascimento de Souza Rita de Cassia Guerreiro Martins

Leonilde dos Santos Rosa Maria de Nazaré dos Santos Moura Maria de Guadalupe Leal Bittencourt Giorge Simonet Junior Eliane Maria Mota de Oliveira Antonio Marcos Costa de Freitas Elder Anderson Santos Sousa Francisca Silbene Cunha da Silva Neuza Santiago da Silva Magnolia da Silva de Souza Marcia Maria Augusta Moraes Helia Lima Lopes Rabelo Vanessa Pereira de Souza Chagas

n NATALÍCIO DE PADRES E DIÁCONOS 01/03 - Diác. José Narciso Filho 01/03 - Pe. Moisés Gomes Coelho Lemos 02/03 - Pe. Dividino Gama 02/03 - Diác. Ricardo Coutinho Martins 03/03 - Diác. Manoel Arthur Siqueira Monteiro 04/03 - Côn. José Luiz Alves Fernandes 04/03 - Diác. Pasqualino Santos Vaz Vigilante


BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

CADERNO DOIS

Arquidiocese de BELÉM lança Campanha da Fraternidade 2020 ABERTURA oficial da campanha, cujo mote central é a vida, será sábado, dia 29, das 8h às 12h, na Pedreira

N

o dia 26, Quartafeira de Cinzas, a Arquidiocese de Belém realizou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2020 (CF2020) durante coletiva de imprensa no auditório, na Cúria Metropolitana, conduzida por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano, e por Monsenhor Raimundo Possidônio Carrera da Mata, Vigário Geral. A abertura da CF2020 ocorrerá neste sábado, 29 de fevereiro, das 8h às 12h, no Ginásio do colégio CESEP, na Pedreira. A Campanha da Fraternidade, ação da Igreja

FOTOS: LUIZ ESTUMANO

n ARCEBISPO Dom Alberto e Monsenhor Raimundo Possidônio

no Brasil no período da Quaresma, tem por objetivo discutir com a socie-

dade civil um tema pertinente. Para este ano, o tema e lema reforçam a

ABERTURA DA CF 2020 EM BELÉM SERÁ NESTE SÁBADO, 29 A abertura em Belém da CF 2020 ocorre neste sábado, às 9h, na quadra do colégio CESEP, situado na Avenida Pedro Miranda, 100, Pedreira. A programação consta de Santa Missa e caminhada rumo à Santa Casa de Misericórdia. À chegada haverá um abraço na instituição. “Iremos rezar e expressar nossa comunhão fraterna. Mais uma vez lembrar que a Igreja se expressa de uma forma concreta com o gesto do bom samaritano através de muitas

instituições. Dessa forma conclamamos todos os católicos para participar plenamente dessa Quaresma vivendo a Campanha da Fraternidade”, destacou Monsenhor Cid. Ele prossegue: “Quaresma e CF nos levam a pensar sobre essa presença contínua de Cristo no meio de nós, a necessidade de reconhecer essa presença, sobretudo, nos pobres, nos abandonados, nos doentes e nesse sentido servir a este Cristo pobre gratuitamente como Jesus nos ensinou no Lava-Pés.”

dimensão do cuidado e em seu cartaz traz a figura de Santa Dulce dos Pobres, canonizada em outubro passado. Durante a coletiva, Dom Alberto frisou que a Quaresma, tempo de reflexão, oração e penitência, possui duas vertentes que complementam-se: “primeiro a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. Nas próximas

semanas nos dedicaremos mais a oração, penitência e, de forma especial, à caridade. Depois da vivência da fé está a consequência da vida e, desde 1964, a Igreja no Brasil criou a instituição chamada de Campanha da Fraternidade que é uma forma de colocar em prática a caridade durante este tempo”. Como uma campanha publicitária que objetiva entregar um produto ao público, assim também acontece com a Campanha da Fraternidade, comparou Dom Alberto. “Durante a Quaresma nós fazemos uma campanha. Qual nosso produto? A fraternidade. Nós queremos colocar a disposição da Igreja caminhos para sermos mais irmãos, mais próximos uns dos outros. Por isso quando alguém lê o texto da CF2020 percebe que ele tem no seu AGIR uma destinação de presença na sociedade. É a nossa contribuição”.

Em 2020 a Campanha da Fraternidade traz consigo o tema Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). O lema é um trecho da parábola do Bom Samaritano que corresponde à prática da caridade e da compaixão com o próximo. Assim a proposta da CF2020 para enfatizar esse cuidado e dedicação com os pobres, a figura de Santa Dulce dos Pobres completa a mensagem. “Brasileira, baiana, chamada de anjo da Bahia, foi canonizada ano passado pelo Papa Francisco. Uma figura impressionante. Anos e anos de dedicação aos mais pobres. Ela colocou em prática essas três palavras. Ela viu, sentiu compaixão e sentir compaixão não é olhar de cima sob aquele que está embaixo. É sofrer com, é participar da vida das pessoas”.

GESTO CONCRETO: CONSTRUIR UMA CASA DE ACOLHIDA

n COLETA da Solidriedade, ao final, ajudará na construção da casa

A Campanha da Fraternidade teve início no Brasil quarta-feira, 26 de fevereiro, e segue até o Domingo de Ramos, 5 de abril. Nesse dia ocorrerá a Coleta da Solidariedade que destina-se em nível nacional e diocesano para um gesto concreto, resposta da Igreja frente o que a própria campanha discute. Dom Alberto explicou que, após notar-se o aglomerado de pessoas próximas do Hospital Metropolitano aguardando atendimento médico a Arquidiocese, com a parte que lhe cabe da coleta, em conjunto com a Região Episcopal São Vicente de Paulo, construirá uma casa de acolhida “a fim de que essas pessoas sejam bem cuidadas. Esse será o gesto concreto. Não significa que a Campanha da Fraternidade termina na

coleta, ao contrário, ela suscita durante o ano práticas de mudança de comportamento diante das coisas”. Para o coordenador da campanha na arquidiocese, Monsenhor Raimundo Possidônio, a Igreja professa a sua fé no seu Senhor que leva a assumir um compromisso, uma missão. “Nesse sentido não podemos pensar numa Quaresma, numa oração sem realmente pensar na realidade do sofrimento, das ameaças a vida, tudo no desejo de superação dessas realidades tão dolorosas da existência humana. Por isso ao realizarmos a CF dentro da Quaresma para muita gente pode parecer contraditório, mas na verdade, revela a maneira como a Igreja reza, expressa sua forma de crer.”


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ARQUIDIOCESE

aderno2

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

NAZARÉ REPÓRTER CAMPANHA DA FRATERNIDADE NAS ILHAS DE BELÉM

J A

ejuar é saber renunciar às coisas vás, que passam, ao supérfluo, para ir ao essencial. É buscar a beleza de uma vida mais simples. (26 de fevereiro) mundanidade é inimiga de Deus. O caminho contra o espírito do mundo é um só: a humildade. Servir os outros, escolhendo o último lugar, sem carreirismo. (25 de fevereiro)

RÁDIO NAZARÉ

FM 91 .3 MHZ

n RETIRO POPULAR 2020 - EDIFICAR A IGREJA A partir da próxima segunda-feira,2 de março, a Rádio Nazaré FM iniciará a reflexão do “Retiro Popular 2020 – Edificar a Igreja” - Roteiro quaresmal proposto por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém. A apresentação do programa especial será conduzida ao vivo por sacerdotes da Arquidiocese de Belém: padre Nilton

Cezar Reis, Pe. Ivan Conceição, Pe. João Paulo Celestino, Pe. Gelcimar Santos, Cônego Sebastião Fialho, Pe. Wagner Lima e Pe. André Teles.O Especial Retiro Popular 2020 vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h às 10h; e nos sábados e domingos, das 10h às 11h. Sintonize 91,3 MHz e viva com a Rádio Nazaré FM esse momento de oração e partilha do evangelho.

Padre André Teles, pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Cidade Nova V, em Ananindeua, saiu renovado do retiro espiritual realizado para a juventude daquela comunidade no fim de semana prolongado. Animado pela resposta produtiva em termos de evangelização alcançada junto aos participantes do encontro no Centro Arquidiocesano de Pastoral Juvenil (CAPJ) o sacerdote já projeta incrementar iniciativas paroquiais nas quais os jovens terão ainda mais destaque.

CANAL 30.1

NOITE DAS MASSAS

n ABERTURA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Paróquia da Santíssima Trindade, em Belém, promove no dia 8 de março a “Noite das Massas”, evento gastronômico promovido pela Pastoral Familiar com o objetivo de arrecadar recursos para as atividades daquela paróquia. A participação é mediante aquisição de cartela que dá direito ao consumo. Mais informações pelo instagram @trindadepa_ e pelos contatos (91) 3242-4917/3223-4871/3215-7007. Prestigie!

Belém, presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa. A celebração será dia 29 de fevereiro, às 9h, no ginásio do colégio CESEP, localizado na avenida Pedro Miranda, 100, na Pedreira.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

PORTAL NAZARÉ WWW. FUNDACAONAZARE. COM.BR

n MISSA PELA FAMÍLIA NAZARÉ NO PORTAL Na primeira sexta-feira de março, dia 6, haverá a Missa em Ação de Graças pela Família Nazaré, a partir de 15h, na Capela da Fundação Nazaré de Comunicação, localizada na Av. Governador José Malcher, 915, em Nazaré.

Você também pode acompanhar a celebração eucarística pelo Portal Nazaré (www.fundacaonazare.com.br) e pela página da Fundação no Facebook:/FNCBelem, a partir de 15h. Faça parte da Família Nazaré e

seja um sócio evangelizador. Contribua para que a missão evangelizadora continue e alcance todos os lugares. Para mais informações, entre em contato: (91) 4006-9211 ou envie uma mensagem para o nosso WhatsApp: (91) 99315-5743.

Encontro de adolescentes com DOM ALBERTO A Pastoral das Ilhas está preparando uma programação muito especial. É o encontro de adolescentes das comunidades acompanhadas pela equipe da Arquidiocese de Belém na região das ilhas. O ponto alto da pro-

gramação será a conversa deles com o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, e a Santa Missa presidida por ele no dia 3 de maio, na igreja de Santa Maria, na ilha de Boa Vista, Baixo Acará.

AGENDA DE DOM ALBERTO TAVEIRA CORRÊA

n SEXTA, 28 DE FEVEREIRO

19h30 - Missa - Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças - Icoaraci n SÁBADO, 29 DE FEVEREIRO 8h30 - Missa - Abertura da CF 2020 (CESEP)

17h - Missa (Círculo Operário Belenense) n DOMINGO, 1 DE MARÇO 7h - Missa (Catedral de Belém) 11h - Missa (Fazenda da Esperança) 18h - Missa - Posse dos padres Luciano

Costa Pereira, Joseilton Ramos e Máximo Montija (Paróquia Santa Edwiges) n SEGUNDA, 2 A QUINTA, 5 DE MARÇO Retiro do Clero de Imperatriz - MA

AGENDA DE DOM ANTÔNIO DE ASSIS RIBEIRO

n SEXTA, 28 DE FEVEREIRO

19h - Missa - Comunidade Nossa Senhora Aparecida (40 Horas) n SÁBADO, 29 DE FEVEREIRO 8h30 - Missa - Abertura da Campanha da Fraternidade 2020 (CESEP) 19h - Missa - Comunidade Rainha da Paz

palestra do padre José Maria Ribeiro, pároco da Paróquia Santa Maria, Mãe de Deus.

ANIMAÇÃO JUVENIL

TV NAZARÉ

Sintonize a Rede Nazaré de Televisão, canal 30, ou na sintonia da sua cidade, e acompanhe, ao vivo, a Missa de abertura da Campanha da Fraternidade 2020 na Arquidiocese de

Avança para as comunidades nativas da área missionária do Baixo Acará a formação sobre a Campanha da Fraternidade 2020, promoção da Arquidiocese de Belém. A Pastoral das Ilhas reúne as lideranças comunitárias na ilha Boa Vista no próximo domingo, 1º de março, na igreja de Santa Maria, para o estudo da campanha, cujo tema é Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34) com

(40 Horas) n DOMINGO, 1 DE MARÇO 9h - Missa - Posse do padre Ulisses Zanoletti Paróquia São Francisco Xavier - Marco 19h - Missa - Comunidade São João Batista (40 Horas)

n SEGUNDA, 2 A QUARTA,

4 DE MARÇO 6h30 - Missa - Residência Episcopal n QUINTA, 5 DE MARÇO 15h - Visita Missionária e Missa Comunidade Divina Misericórdia (Paróquia Santo Antônio do Tucunduba)

A Comunidade Católica Restauração – Missão Pará convida as mulheres para o Encontro “Mulheres sábias” (Pv 14, 1) – ‘O poder da mulher que ora’, que ocorrerá no Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC) no dia 8 de março, a partir das 8h. Missionárias da comunidade, Suzy Santos e Ceiça Souza são as palestrantes. Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém, preside a Santa Missa no momento mais importante do encontro que celebra o Dia Internacional da Mulher. O CCFC fica na rodovia BR-316, km 6, área da Faculdade Católica de Belém. Vagas limitadas e mais informações: (91) 98942-4621/98867-8008.

BOA DICA n EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL “Querida Amazônia”(Doc.209) - Livro (Paulinas, R$ 8,00)

‘A

Amazônia Querida apresenta-se aos olhos do mundo com todo o seu esplendor, o seu drama e o seu mistério’. Assim inicia a Exortação Apostólica Pós-Sinodal, escrita pelo Papa Francisco. A região e seus dilemas esteve presente de modo especial no Sínodo realizado em Roma de 6 a 27/10/2019.

Francisco diz querer expressar as ressonâncias que provocou nele este percurso de diálogo e discernimento. ‘Desejo apenas oferecer um breve quadro de reflexão que encarne na realidade amazônica uma síntese de algumas grandes preocupações já manifestadas por mim, que ajude e oriente para uma recepção harmoniosa, criativa e frutuosa de todo o caminho sinodal’. n 40 DIAS COM JESUS MESTRE - Meditações para o Tempo da Quaresma – Livro (Paulus, R$ 7,92)

O

livro “40 dias com Jesus Mestre: meditações para o Tempo da Quaresma” se destina a ser usado individualmente ou em grupo, como um subsídio para a leitura orante da Sagrada Escritura durante o tempo que antecede a celebração da Páscoa do Senhor. Uma passagem bíblica para cada dia do tempo penitencial da Quaresma é acompanhada por um breve comentário exegético e uma oração, que também poderão ser enriquecidos com a oração e a meditação de cada um.


ARQUIDIOCESE

Caderno2

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

Igreja prepara-se para a QUARESMA

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LUIZ ESTUMANO

MISSA e imposição das cinzas: tempo de penitência

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Papa Francisco presidiu a Missa de imposição das Cinzas na quarta-feira, 26 de fevereiro, às 12h25 (horário de Brasília), na Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma. Antes da missa, ele guiou a procissão penitencial da Igreja de Santo Anselmo, no Aventino, até a Basílica de Santa Sabina. “Lembra-te que és pó da terra e à terra hás de

voltar”. O versículo do Gênesis, referenciou o início da homilia de Francisco, sublinhando que “o pó sobre a cabeça faz-nos ter os pés assentes na terra: recorda-nos que viemos da terra e, à terra, voltaremos; isto é, somos débeis, frágeis, mortais”. Mas, recorda o Pontífice, “somos o pó amado por Deus. Amorosamente o Senhor recolheu nas suas mãos o nosso pó e, nele, insuflou

o seu sopro de vida”. “Deste modo”, continua o Papa, “a cinza recorda-nos o percurso da nossa existência: do pó à vida. Somos pó, terra, barro; mas, se nos deixarmos plasmar pelas mãos de Deus, tornamo-nos uma maravilha”, porque “nascemos para ser amados, nascemos para ser filhos de Deus”. Por isso, pondera o Pontífice: “A Quaresma

n CÔN. SEBASTIÃO Fialho presidiu a Santa Missa na Fundação Nazaré

não é o tempo para fazer cair sobre o povo inúteis moralismos, mas para reconhecer que as nossas míseras cinzas são amadas por Deus. É tempo DIVULGAÇÃO

n NO VATICANO, o Papa Francisco guia a procissão penitencial até a Basílica de Santa Sabina

de graça, para acolher o olhar amoroso de Deus sobre nós e, assim contemplados, mudar de vida. Estamos no mundo para caminhar da cinza à vida” BELÉM - A Arquidiocese de Belém realizou programação para os fiéis participarem da Santa Missa com a imposição das cinzas nas paróquias diocesanas das oito Regiões Episcopais. A celebração pelo início da Quaresma contou com a participação de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém, que presidiu a Missa das 19h na Catedral Metropolitana, e de Dom Antônio de Assis Ribeiro, Bispo Auxiliar, que presidiu a Missa das 19h na Fazenda da Esperan-

ça, na ilha de Mosqueiro. A Arquidiocese de Belém também assegurou à Fundação Nazaré de Comunicação - instituição que faz a propagação da evangelização arquidiocesana de Belém - a participação na Santa Missa. Presidida pelo cônego Sebastião Fialho na capela da Fundação Nazaré, a Missa foi transmitida ao vivo para toda a Amazônia Legal pela Rede Nazaré de Televisão, canal 30. A Pastoral das Ilhas também teve a Santa Missa com imposição das cinzas, presidida pelo padre Antônio de Pádua da Silva, pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo. A celebração foi às 9h30 na Igreja Santa Maria, ilha de Boa Vista, na área missionária do Baixo Acará. DIVULGAÇÃO

VATICANO

Papa: a educação é uma realidade DINÂMICA Com informações Vatican News. O Papa Francisco recebeu em audiência na quintafeira, 20, na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica. “A educação é uma realidade dinâmica. Trata-se de um tipo de movimento orientado ao desenvolvimento pleno da pessoa em sua dimensão individual e social”, sublinhou Francisco em seu discurso. A seguir, o Papa se deteve em alguns aspectos típicos desse movimento. Movimento ecológico. É uma das forças que puxam para o objetivo de formação completa. A educação que coloca a pessoa no centro de sua realidade integral tem o objetivo de levá-la ao conhecimento de si mesma, da Casa comum em que é chamada a viver e à descoberta da fraternidade como relação que produz a composição multicultural da humanidade, fonte de enriquecimento recíproco. Segundo o Papa, esse movimento educacional, conforme escrito na Encíclica Laudato si’, ajuda

a recuperar “os distintos níveis de equilíbrio ecológico: o interior consigo mesmo, o solidário com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus”. Isso exige “educadores capazes de reordenar os itinerários pedagógicos duma ética ecológica, de modo que ajudem efetivamente a crescer na solidariedade, na responsabilidade e no cuidado assente na compaixão”. A INCLUSÃO

O outro movimento é o inclusivo. “Uma inclusão que vai em direção a todos os excluídos: os que são excluídos por causa da pobreza, vulnerabilidade, guerra, fome e catástrofes naturais, seletividade social, dificuldades familiares e existenciais. Uma inclusão que se concretiza nas ações educacionais em favor dos refugiados, das vítimas do tráfico de pessoas, dos migrantes, sem nenhuma distinção de gênero, religião ou etnia”. “A inclusão não é uma invenção moderna, mas parte integrante da mensagem salvífica cristã. Hoje, é necessário acelerar esse movimen-

to inclusivo da educação para combater a cultura do descarte, criada pela rejeição da fraternidade como elemento constitutivo da humanidade”. FORÇA PACIFICADORA

Outro movimento citado pelo Papa foi o “pacificador, portador de paz”, testemunhado pelos jovens “que com seu compromisso e sede de verdade nos lembram que a esperança não é uma utopia e que a paz é um bem possível.” “O movimento educativo construtor de paz é uma força que deve ser alimentada contra a “egolatria” que cria a falta de paz, fraturas entre as gerações, povos, culturas, populações ricas e pobres, homens e mulheres, economia e ética, humanidade e ambiente”. “Essas fraturas e contrastes, que adoecem os relacionamentos, escondem o medo da diversidade e da diferença. Por esse motivo, a educação é chamada, com sua força pacificadora, a formar pessoas capazes de entender que a diversidade não atrapalha a unidade, elas são indispensáveis

n PAPA membros da plenária da Congregação para a Educação Católica

para a riqueza da própria identidade e da identidade dos outros”. PACTO EDUCATIVO

O movimento de equipe é outro elemento típico da educação, pois não existe apenas a ação de uma só pessoa ou instituição. Segundo o Papa, “o movimento de equipe há muito tempo está em crise por várias razões”. Por isso, o Pontífice sentiu a necessidade de promover o dia do Pacto Educativo Global, em 14 de maio próximo, confiando a organização à Congregação para a Educação Católica. “É um apelo dirigido a todos aqueles que têm responsabilidades políticas, administrativas, religiosas e educativas para restabelecer a “aldeia da educação”. O encontro não tem como objetivo elaborar programas, mas reencontrar o passo

comum a fim de «reavivar o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão. O pacto educacional deve ser revolucionário.” ALIANÇA EDUCATIVA

“Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla aliança educativa para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna”, disse ainda Francisco. Para atingir esses objetivos é preciso coragem: “A coragem de colocar no centro a pessoa (…). A coragem de investir as melhores energias (…).

A coragem de formar pessoas disponíveis para se colocarem a serviço da comunidade”. A coragem de pagar bem os educadores. UM OBSERVATÓRIO MUNDIAL

Na formação de um Pacto Educacional Global, o Papa também vê a “facilitação do crescimento de uma aliança interdisciplinar e transdisciplinar para todos” os estudos, incluindo os eclesiásticos. Francisco faz votos de que se prossiga positivamente “na realização do programa para os próximos anos, em particular na elaboração de um Diretório, na criação de um Observatório mundial, bem como na qualificação e atualização dos estudos eclesiásticos e um maior zelo pela pastoral universitária como instrumento de nova evangelização”.


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EM NAZARÉ

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

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NAZARÉ EM DESTAQUE

DFN apoia a II MARCHA contra o Trabalho Infantil EVENTO acontece no domingo, dia 1º de março

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Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) apoia a realização da II Marcha de Belém contra o trabalho infantil que objetiva reafirmar o compromisso coletivo de lutar a favor da qualidade de vida, desenvolvimento e segurança social das

crianças.O evento acontecerá domingo, dia 1º, a partir das 8h, com saída da Praça Pedro Teixeira (Escadinha da Estação das Docas) e dispersão prevista para o Largo do Redondo, na Avenida Nazaré, centro da cidade. D e a c o rd o c o m o

coordenador do Círio 2020, Albano Martins, a participação e o apoio da Diretoria quanto a esse evento são de extrema importância para a ratificação dos valores cristãos. “Este é um evento que luta em defesa da criança e da família e esYÊDA SOUSA

n APOAIADORES da Marcha Contra o Trabalho Infantil

tes são valores cristãos. Portanto, são causas que a DFN abraça com muita satisfação”, explicou. A II Marcha de Belém contra o Trabalho Infan-

Continuam abertas as inscrições para o Casamento e 15 anos COMUNITÁRIOS A Pastoral Familiar continua com as inscrições abertas para importantes atividades realizadas na Paróquia de Nazaré. Em sua 12ª edição, terão a oportunidade de participar dos 15 Anos Comunitário, momento de preparação espiritual e incentivo de iniciação à vida cristã dos adolescentes. Para os casais desejosos de receber o Sacra-

mento do Matrimônio no Casamento Comunitário, realizado na Basílica Santuário, haverá, ao longo do ano, dentre outras, as seguintes atividades: espiritualidades, retiros, encontros de orientação matrimonial, além da recepção dos Sacramentos do Batismo, Primeira Comunhão e Crisma. Tudo isso visando prepará-los espiritualmente para firmar ainda

mais a construção de uma nova família formada por Deus. A celebração matrimonial acontecerá em dezembro. Para ambos os eventos, os interessados podem fazer o cadastro até o dia 15 de março. As fichas de inscrição devem ser preenchidas no atendimento da Basílica Santuário ou nas comunidades pertencentes à Paróquia de Nazaré.

gem, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.

Mulheres de NAZARÉ: Programação especial dedicada às fiéis peregrinas A Basílica Santuário, por meio da Associação de Devotos de Nossa Senhora de Nazaré, convida todas as mulheres de fé a participarem do evento “Mulheres Devotas em Ação”, momento especialmente dedicado às mulheres como forma de homenageá-las pelo Dia Internacional da Mulher. No dia 6 de março, nos intervalos das missas, a

n CASAMENTO Comunitário realizado na Basílica Santuário

til é uma iniciativa da Justiça do Trabalho da Oitava Região, por meio da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendiza-

partir da celebração das 9h, a casa da Rainha da Amazônia será o cenário desse evento que dará destaque à vida das Santas Mulheres retratadas nos altares, vitrais e mosaicos que compõem a arquitetura do maior templo mariano da região norte do Brasil. Na oportunidade, o Pároco de Nazaré, Padre Francisco Maria Cavalcante, fará a aber-

tura oficial com uma reflexão, cujo tema será“A Santidade das Mulheres ao longo dos séculos”. Durante todo o dia, até às 18h, haverá momentos de cantos, oração e evangelização, com a participação das mulheres devotas que integram movimentos, pastorais ou comunidades da Paróquia de Nazaré. Participe!


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ARQUIDIOCESE

BELÉM, DE 28 DE FEVEREIRO A 5 DE MARÇO DE 2020

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FOTOS: LUIZ ESTUMANO

n MUITAS foram as oportunidades de estar perto de Deus

n ARCEBISPO Dom Alberto participando do retiro no Seminário Pio X

Retiros: a alegria que vem do Senhor EM TODA as regiões episcopais da Arquidiocese de Belém, os retiros espirituais fortaleceram a vida e a fé dos fiéis O encontro com o Senhor na Adoração ao Santíssimo Sacramento foi o momento mais importante dentre os diversos retiros espirituais da

Arquidiocese de Belém, segundo um grupo de jovens reunidos no Centro Arquidiocesano de Pastoral Juvenil (CAPJ). Detalhes à parte, o en-

contro pessoal com Jesus por meio das diversas dinâmicas promovidas pelos Retiros Espirituais com Cristo no final de semana prolongado,

foi uma experiência de evangelização verificada em todos os encontros, de acordo com as equipes de organização. Os retiros espirituais

integram a programação da Arquidiocese de Belém visando a prévia preparação dos fiéis para o período da Quaresma. A re p o r t a g e m d o

jornal Voz de Nazaré acompanhou os retiros e, nas páginas a seguir, registramos alguns dos significativos momentos vivenciados pelos fiéis.

n GERAÇÕES que se encontram para juntas louvarem ao Senhor

n A ORAÇÃO detalhe peculiar nos retiros espirituais

n FIÉIS de todas as faixas etárias presentes nos encontros

n ENCONTRO com Deus: meta alcançada nos retiros realizados

PE. HELIO FRONCZAK heliofronczak@gmail.com

SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE BELÉM

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Arquidiocese de Belém está realizando as assembleias sinodais paroquiais. Essas assembleias podem ser verdadeiros “laboratórios de comunhão”, nos quais se experimentam os relacionamentos baseados no estilo sinodal, isto é, relacionamentos nos quais predominam as atitudes do amor fraterno onde cada um se dispõe a escutar profundamente os outros e sabe valorizar as ideias e considerações dos outros, mesmo se con-

Laboratórios de comunhão trárias às suas. Deste “saber escutar” uns aos outros – o que é próprio de uma igreja em estilo sinodal – avalia-se a realidade pastoral das paróquias com objetividade e daí nascem propostas para uma Igreja missionária – em saída – que responda aos desafios de nosso tempo. Eu escrevi “podem ser verdadeiros laboratórios de comunhão”, porque não é desconta-

do que realmente o sejam. Se não existir esse espírito de abertura, de corresponsabilidade, de valorização dos carismas existentes na paróquia, a assembleia sinodal paroquial pode tornar-se somente um ato formal de avaliação feito apenas para cumprir uma agenda preestabelecida. Se assim acontecer, não será uma efetiva contribuição para o processo

sinodal que estamos vivendo. Espera-se que, de fato, todas as paróquias consigam entrar no processo sinodal e deem sua contribuição para que, “caminhando juntos”, ouçamos o que o Espírito quer dizer à nossa Igreja de Belém. Neste tempo de processo sinodal, rezemos todos os dias a oração pelo sínodo arquidiocesano:

Ó Deus, nosso Pai, que enviastes pa-

ra a vida do mundo o vosso Filho Jesus Cristo, Palavra de Vida, e nos chamais a acolhê-lo na fé, concedei-nos a graça de sermos discípulos(as) missionários(as) anunciadores(as) da verdade do Evangelho em nossa Arquidiocese de Belém. Na fidelidade a Jesus Cristo nosso Senhor, obedientes à vossa vontade, empenhemo-nos no serviço

do vosso Reino, para que a nossa cidade se encha de alegria. Queremos também cuidar da Amazônia rica e bela para que seja sempre a casa de todos. O vosso Espírito Santo ilumine e fortaleça nossa missão, para que a comunhão, dom da vida divina, cresça cada vez mais em nossa Igreja de Belém e sejamos testemunhas do vosso amor. Ó Mãe e Virgem Maria, Senhora de Belém, intercedei por nós para vivermos a missão com alegria e perseverança. Amém.


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ARQUIDIOCESE

Retiros: a alegria que vem do Senhor

FOTOS: LUIZ ESTUMANO

n FÉ E ALEGRIA animaram os fiéis durante os retiros espirituais

n MENSAGEM de Deus: tema principal das pregações nos retiros

n ESPAÇOS organizados especialmente pra receber os fiéis

n ARTE também serviu como meio de expressão da fé dos participantes

n NOTA mais importante: a mensagem de Deus para cada um

n LOUVOR e oração para os momentos mais especiais nos encontros

n CANTAR as alegrias do Senhor na vida dos fiéis também foi destaque

n CRIANÇAS também para elas houve programação especial