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ARQUIDIOCESE

DE BELÉM O JORNAL CATÓLICO DA FAMÍLIA

PE. FLORENCE DUBOIS FUNDADOR

ANO CV - Nº 923 - PREÇO AVULSO: R$1,00

BELÉM, DE 10 A 16 DE ABRIL DE 2020

www.fundacaonazare.com.br DIVULGAÇÃO

CRISTO RESSUSCITOU! RESSUSCITOU DE VERDADE!


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OPINIÃO

BELÉM, DE 10 A 16 DE ABRIL DE 2020

As ÂNFORAS da Sé do Pará n Por João Antônio Lima

A

s imagens deste artigo mostram as ânforas dos Santos Óleos da Sé de Belém, usadas quando da benção dos óleos (Catecúmenos e Enfermos) e na consagração do Óleo do Crisma. A bênção deuse na Missa Crismal que, habitualmente, acontece

na Quinta-Feira Santa pela manhã; porém, em razão da pandemia do Covid-19, foi celebrada hoje de manhã, com público restrito. Nesta Missa, o “Bispo concelebra com o seu presbitério e dentro da qual consagra o santo crisma e benze os outros óleos, é

n DETALHE O nome do rei D. João nas ânforas

B

asta que se ligue a televisão ou se acesse qualquer rede social, que a ordem é uma só: fique em casa. A todo momento, sobretudo nos canais de notícia, o que se vê são autoridades de saúde ou chefes de Poder, dando orientações de natureza técnica. Mas quem, neste grande mundo de meu Deus, hoje em estado de quarentena, se dirige às pessoas como se fosse um pai, o grande chefe da família humana, falando, incessantemente, em caridade, em bondade, em solidariedade

(SILVA, Maria Beatriz Nizza da, Reis de Portugal - D. João V. Lisboa: Círculo dos Leitores, 2006). Durante seu reinado, em 1719, foi erigido o bispado do Pará, desmembrado do território da Diocese do Maranhão, criação que completou 300 anos no ano passado.

Quando da chegada do 1° bispo do Pará, o carmelita D. Fr. Bartolomeu do Pilar, reclamou-se ao rei da falta de “alfaias e demais objetos” para o uso no culto. Talvez, como resposta a esses reclames, tenham vindo de Portugal as ânforas, razão do que escrevemos. Peço desculpas por

Jornalista e professor (jcparis1959@gmail.com)

PRIVILÉGIO DE SER CATÓLICO

O exemplo do papa Francisco e em amor? Só tenho visto e ouvido um: o papa Francisco. Depois de haver comovido o planeta com o gesto solitário de atravessar a praça São Pedro, no Vaticano, e, com o Santíssimo, dar a bênção para Roma e para o mundo, pe-

dindo ao Senhor pelo fim da pandemia, eis que ele surgiu, novamente, nas redes sociais e na TV, fazendo um pronunciamento tocante. E m poucos minutos, com o olhar fatigado e triste, apelou ao mundo para que

reze pelos profissionais da

saúde, pelas pessoas que trabalham na limpeza das ruas e dos hospitais, pelos que estão privados de liberdade, pelos desassistidos, pelas crianças, pelos pobres, pelos que enfrentam a solidão do momento, por aqueles que

conseguem olhar para o

irmão mais carente e por ele. Grande lição de humildade. Francisco assume, neste instante de dor, sofrimento e isolamento o protagonismo na bondade. Em nome da Igreja de Cristo, na condição de seu vigário visível na Terra, faz o

PE. HELIO FRONCZAK heliofronczak@gmail.com

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU ...

Coroa de espinhos – Coroa de rosas – Coronavirus... melhante à coroa solar”. O microscópio, portanto, a ciência, a Medicina, o laboratório, os tampões, as máscaras, e até mesmo o sabão, o álcool...tudo verdadeiro, tudo é importante mas não suficiente ainda para encontrar uma vacina que “nos livre do mal”. Todo mundo: chineses, americanos, israelenses...estão sendo pressionados para encontrá-la, mas ainda não a encontraram, até porque o dinheiro que deveria ser investido na pesquisa foi parar, há tempos, nas fábricas de armas ou estão escondidos em algum paraíso fiscal...Na verdade, ci-

Fundado em 5 de julho de 1913 FUNDADOR Pe. Florence Dubois, barnabita

ARQUIDIOCESE DE BELÉM-PARÁ

n ARCEBISPO Dom Alberto preside a Missa na Catedral

JOÃO CARLOS PEREIRA

C

aríssima leitora, caríssimo leitor, Recebi do amigo Pe. Luís Anzalone uma mensagem de páscoa que muito me tocou. Peço licença a ele para retransmiti-la (resumidamente) a você. Olha só o que ele reflete: “A mensagem desta Páscoa 2020, é muito particular devido ao tempo que eu, tu, e todo o mundo, estamos vivendo...por causa do “corona”. Pra começar, quero te dizer que fui ver o que o “pai dos burros”, que os antigos chamavam de “dicionário”, e que hoje é substituído pelo “Google.com.br”, para saber o porque chamaram assim este vírus com este nome – corona – e veja o que o Google me deu como resposta: “o motivo do nome vem justamente do aspecto semelhante a uma coroa que ele tem, quando olhado no microscópio; se-

como que a manifestação da comunhão dos presbíteros com o seu Bispo” (Cerimonial dos Bispos, 274). Os óleos são levados para todas as comunidades paroquiais, sendo usados durante todo o ano na celebração dos Sacramentos. A fotografia em detalhe deixa ver o nome do rei que doou as ânforas, D. João V, cujo reinado perdurou durante quase 44 anos (17061750). Do reinado de D. João, é conhecido seu trabalho em diplomacia, fundando inúmeras embaixadas na Europa. Contudo, uma de suas maiores marcas é a de construtor, apenas superada pelo seu filho, D. José I, o reconstrutor de Lisboa “pós-terremoto de 1755”. D. João foi um grande mecenas, sobretudo no fomento da arte religiosa, de modo que foi “criticado por muitos por seu despesismo religioso, e elogiado por outros pelas obras de arte que deixou”

FOTOS: PASCOM CATEDRAL BELÉM

PRESIDENTE Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará VICE-PRESIDENTE Antônio de Assis Ribeiro Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém do Pará

ência e política, economia e desenvolvimento, nem sempre nos ajudam nas explicações e muito menos nas soluções de fenômenos tão complexos, agressivos e devastadores, como esta pandemia. Onde eu quero chegar? Certamente não onde chegou o ilustre presidente Jair Messias Bolsonaro que, seguindo uma interpretação fundamentalista da realidade, negando o que a ciência médica diz em nível mundial, afirmou que o “corona” não é tão perigoso assim como dizem, e disse também que ele não vai parar diante de uma “gripezinha”. (...)

DIRETOR GERAL Padre Roberto Emílio Cavalli Junior DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Marcos Aurélio de Oliveira DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Mário Jorge Alves da Silva DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS Kleber Costa Vieira

Neste tempo, o que não falta é tempo para pensar; então, eis o que me vem em mente neste Domingo de Ramos sem povo, nesta casa paroquial que é atualmente a casa onde moro juntamente com dois outros co-irmãos xaverianos, um com 83 e o outro com 47 anos: Segundo Mário Benedetti, poeta argentino: “Quando pensávamos

ter encontrado todas as respostas, eis que mudaram todas as perguntas”. É o que disse um outro argentino, também de nome Mário, (Mário Jorge Bergoglio), que, além de ser poeta e profeta é

providencialmente neste momento Papa, o Papa Francisco, na homilia de 27/03/20, numa praça de S. Pedro surreal, diante do crucifixo protetor da peste, e da imagem de Maria Salus populi romani: “A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa descobertas as falsas e supérfluas seguranças com as quais construímos as nossas agendas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Nos mostra como deixamos adormentado e abandonado o que alimenta, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A

COORDENAÇÃO Bernadete Costa (DRT 1326) CONSELHO DE PROGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO Padre Agostinho Filho de Souza Cruz Cônego Cláudio de Souza Barradas Alan Monteiro da Silva EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Sérgio Santos (DRT/PA 579) Assinaturas, distribuição, administração e redação Av. Gov. José Malcher, Ed. Paulo VI, 915 CEP: 66055-260

essa divagação, contudo, o historiador ao ver algo interessante tem o péssimo (ou bom) hábito de dar ao que vê, seu tempo e lugar. Ps: Nas ânforas está gravado: Joannes V D G Portugalie Rex (João V, pela graça de Deus Rei de Portugal). que é possível a um homem sem exércitos, cujo poder reside apenas em sua autoridade moral, na força das doces palavras que profere e no amor que, com simples olhar, agora

maltratado pela dor que a pandemia provoca, espalha pelo mundo. Numa hora dessas, a simplicidade de um papa que optou pela simplicidade é um grande exemplo. Nestes dias especiais, em que revivemos a Paixão de Jesus, Francisco nos indica o caminho mais certo da vida: a Páscoa verdadeira para o homem novo. tempestade deixa descobertos todos os propósitos para “embalar” e esquecer o que nutriu a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com atitudes aparentemente “salvadoras”, incapazes de apelar às nossas raízes e de evocar a memória dos nossos antepassados, privando-nos, assim, daquela imunidade necessária para enfrentar a adversidade. Com a tempestade, caiu a máscara daqueles estereótipos que mascaravam o nosso “ego” sempre preocupados com a própria imagem; e ficou clara, mais uma vez, a (bendita) pertença comum à qual não podemos subtrair-nos: a pertença de irmãos”. Gostaria de continuar apresentando a mensagem do padre Luís mas, pelo espaço que tenho, interrompo aqui desejando a você uma FELIZ PÁSCOA!

- Nazaré, Belém - PA Tel.: (91) 4006-9200/ 4006-9209. Fax: (91) 4006-9227 Redação: (91) 4006-9200/ 4006-9238/ 4006-9239/ 4006-9244/ 4006-9245 Site: www.fundacaonazare.com.br E-mail: voz@fundacaonazare.com.br Um veículo da Fundação Nazaré de Comunicação CNPJ nº 83.369.470/0001-54 Impresso no parque gráfico de O Liberal

FUNDAÇÃO NAZARÉ DE COMUNICAÇÃO


ARCEBISPO

BELÉM, DE 10 A 16 DE ABRIL DE 2020

DOM ALBERTO TAVEIRA CORRÊA

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Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

CONVERSA COM MEU POVO

U

ma antiga e sempre nova exclamação manifesta a certeza que se encontra presente em nossos corações e resume o que nos identifica como cristãos: “Cristo ressuscitou! Ressuscitou de verdade!” Na Vigília Pascal, com as velas acesas, para expressar a luz da fé que professamos, manifestamos que esta é a verdade fundamental, nossa identidade diante das pessoas e do mundo. Nesta ocasião, faz bem trazer o ensinamento da Igreja (Cf. Catecismo da Igreja Católica, 638647), com fundamento na Escritura, em seus pontos essenciais. “Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que a promessa feita aos nossos pais, a cumpriu Deus para nós, seus filhos, ao ressuscitar Jesus” (At 13, 32-33). A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé,

a certeza em nossos corações, nos identifica como cristãos: "Crito ressuscitou! Ressuscitou de verdade!" acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada como parte essencial do mistério pascal, ao mesmo tempo que a cruz: Cristo ressuscitou dos mortos. Pela sua morte venceu a morte, e aos mortos deu a vida. O mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento real: “Por que motivo procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou” (Lc 24, 56). “Eu vos transmitivos, em primeiro lugar, o mesmo que havia recebido: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado e ressuscitou ao

CRISTO RESSUSCITOU! Ressuscitou de verdade! terceiro dia, segundo as Escrituras: a seguir, apareceu a Pedro, depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-4) Maria Madalena e as outras mulheres foram as primeiras mensageiras da ressurreição de Cristo. Em seguida, foi aos discípulos que Jesus apareceu: primeiro a Pedro, depois aos Doze. E é com base no seu testemunho que a comunidade exclama: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lc 24, 34.36). A fé está fundada no testemunho de homens concretos. Perante estes testemunhos, é impossível interpretar a ressurreição de Cristo fora da ordem física e não a reconhecer como um fato histórico. A fé dos discípulos foi submetida à prova da paixão e morte de cruz do seu Mestre. A sua fé na ressurreição nasceu, sob a ação da graça divina, da experiência direta da realidade de Jesus Ressuscitado. Ele estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição, convidou-os a verificar que o corpo ressuscitado, com o qual se lhes apresentou, era o mesmo que foi torturado e crucificado, com os vestígios da paixão. No entanto, este corpo possuias propriedades novas dum corpo glorioso: não está situado no espaço e no tempo, pode tornar-se presente onde e quando quer, porque a sua humanidade já não pode ser retida sobre a terra e já pertence ao domínio divino do Pai. Jesus Ressuscitado é soberanamente livre de aparecer como quer: sob a aparência dum jardineiro ou “com um aspecto diferente” (Mc 16, 12) daquele que era familiar aos discípulos, para lhes despertar a fé. Sua ressurreição não foi um regresso à vida terrena, como no

DIVULGAÇÃO

caso das ressurreições que tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro. É essencialmente diferente. O corpo de Cristo é, na ressurreição, cheio do poder do Espírito Santo; participa da vida divina no estado da sua glória. Ele é o “homem celeste”. Após a Ressurreição, o Senhor escolhe para sua presença espaços inusitados aos olhos do mundo! Ele está presente nos irmãos e irmãs (Mt 25,31-46), está presente no íntimo de cada pessoa (Mt 6,6, Lc 24,32), na palavra da Igreja (Lc 10,16), quando os irmãos estão reunidos em seu nome no amor (Mt 18,20), na sua Palavra e no testemunho com o qual o encontramos (Jo 6,30-50; Jo 20,29) e na maior exuberância de sua presença, a Eucaristia (Jo 6,51;1 Cor 11,23-29). Quem acredita no Cristo ressuscitado nunca está sozinho e todos os dias poderá dizer: “Meus

olhos viram vossa salvação, que preparastes ante a face das nações (Lc 2,30-31). Consequência de nossa profissão de fé no Ressuscitado é a certeza de que a escuridão, a tristeza, a morte e o pecado não têm a última palavra, pois aquele que crê no Senhor também ressuscitará e terá a vida eterna. Nossa fé conduz à certeza de que “se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã nos vem saudar a alegria” (Sl 29,6). Os cristãos sempre encontram a semente da vida e da alegria em todos os acontecimentos, o que os leva a ser homens e mulheres de soluções, nunca de palavra final de destruição. Tal semente é plantada no coração com a graça do Batismo, com o qual fomos sepultados na morte com Cristo para ressuscitar com ele. “O Batismo purifica de todos os pecados, faz de quem é batizado um filho adotivo de Deus, tornado participante da

natureza divina, membro de Cristo, coerdeiro com ele, templo do Espírito Santo. Confere aos batizados a graça santificante, a graça da justificação, que torna capazes de crer em Deus, esperar nele e o amar; dá o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo e pelos dons do Espírito Santo, permite crescer no bem, faz de nós membros do Corpo de Cristo, incorporandonos na Igreja (Ef 4,25). Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da Nova Aliança, que ultrapassa todos os limites naturais ou humanos das nações, culturas, raças e sexos (Cf. Catecismo da Igreja Católica, 1265-1267). Todas as vezes em que a Igreja celebra a Eucaristia, torna-se presente, com todos os seus frutos, a morte e a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, especialmente no dia de Domingo, dia da Ressurreição. E anualmente celebramos a

Páscoa, como estamos vivendo nestes dias, com a Semana Santa e as celebrações pascais que se prolongarão por cinquenta dias. E neste ano, Semana Santa e Páscoa são vividas de forma diferente, com as dificuldades suscitadas pela pandemia em que o planeta inteiro se vê envolvido. Nossas casas, Igrejas Domésticas, tornam-se espaço privilegiado para viver e celebrar estes acontecimentos. E chegue a todos os irmãos e irmãs a certeza, expressa na Liturgia do Domingo de Páscoa: “Cantai, cristãos, afinal: Salve ó vítima Pascal!Cordeiro inocente, o Cristo abriu-nos do Pai o aprisco. Por toda ovelha imolado, do mundo lava o pecado. Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo! Responde, pois, ó Maria: no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado. Os anjos da cor do sol, dobrado ao chão o lençol. O Cristo, que leva aos céus, caminha à frente dos seus!Ressuscitou de verdade! Ó Cristo rei, piedade!” De fato, o duelo continua, no correr na história, mas é certa a vitória da vida, na força do Cristo ressuscitado. Santa e verdadeira Páscoa, com aquele que reina vivo! Aleluia!

A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé

"Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que a promessa feita aos nossos pais, a cumpriu Deus ao ressuscitar Jesus"


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IGREJA

BELÉM, DE 10 A 16 DE ABRIL DE 2020

Sinal de união continental, a CNBB realiza ato de consagração do Brasil a Nossa Senhora FOTOS: DIVULGAÇÃO

AO VIVO no Domingo de Páscoa, 12, às 14h (Brasília)

O

Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) realizará um ato de consagração da América L atina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América, para “pedir-lhe a saúde

e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis, em que ela pode abrir-nos as portas da esperança”.

A iniciativa acontecerá no domingo de Páscoa, 12 de abril, às 12h (horário local), na Basílica

Nacional do México. “Ao contemplar a Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive, fortaleçamos nossa fé, animemos nossa esperança e nos comprometamos com amor solidário, especialmente com aqueles que hoje experimentam enfermidade, dor, pobreza, solidão, temor e inquietude”, afirma o Celam. Atendendo ao convite do Celam, de participar deste evento como sinal de união continental, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também realiza-

rá o ato e convoca todos a se unirem aos demais países da América Latina e Caribe, colocando-se aos pés da Bem-Aventurada Virgem Maria, consagrando o Brasil, rogando-lhe a intercessão para que a pandemia causada pelo coronavírus seja superada. A Consagração a Nossa Senhora será transmitida no Domingo de Páscoa, 12 abril, ao vivo, às 14 horas (horário de Brasília), por todas as TVs de inspiração católica, rádios e redes sociais da CNBB.

n UNIDADE com toda a Igreja: Consagração do Brasil a Nossa Senhora

PADRE ROMEU FERREIRA Formado em Exegese pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (romeufsilva@gmail.com)

LITURGIA

HOMILIA DOMINICAL A) Texto: Jo 20,1-9 1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”. 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entro no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enro-

lado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. B) COMENTÁRIO

O “4º Evangelho” é visto em quatro blocos ou livros, sendo o 4º, tido como “O livro da Ressurreição (Jo 20,129)”, pelos episódios narrados ai sobre ela. Hoje (Jo 20,1-9), Domingo da Páscoa, o tema é o “túmulo vazio”. O primeiro impacto após a morte do mestre foi o de encontrar o túmulo vazio. Não concluíram logo de que ele tivesse ressuscitado, mas sim, que o seu corpo teria sido “roubado”; pois não o encontraram (v 2). É bonito perceber que as verdades da fé não se apresentam de golpe, mas lentamente!

Só depois, entenderam sobre a Ressurreição: fundamento da Fé. Ora, o “primeiro dia da semana” (v 1) destaca a importância litúrgica do dia especial da Eucaristia, ligado ao dia da Ressurreição de Jesus, no 1º dia da semana – o domingo: o dia do Senhor - (Ap 1,10). Por que Maria Madalena, “sai correndo” e fala aos discípulos usando o verbo no plural: “não sabemos...” (v 2)? Certamente estaria com outras mulheres (Mt 28,1-8; Mc 16,1-8; Lc 24,1-10), pois não seria prudente que ela fosse sozinha ao túmulo de madrugada. São João, só ele, a menciona sozinha, além dela vir em primeiro lugar na lista dos demais evangelistas. “Ela saiu correndo” (v 2). Diante de fatos emotivos, nosso coração dispara. Nas ações divinas na bíblia, as pessoas disparam, correm, têm pressa em agir: Abraão; Sara; o

servo (Gn 18,1-8). Na Páscoa o Senhor indica sua urgência em salvar o seu povo, não havia tempo para fermentar a massa e teriam que comer “pão ázimo” e tudo às pressas (Ex 12,11); logo, o pai correu para recuperar o filho, e determinou rapidez nos preparativos da festa (Lc 15,20s). E aqui, Maria corre, assim como os discípulos (v 4). “Tiraram o Senhor do túmulo”. Desde os primeiros momentos, “Senhor” é o titulo dado a Jesus Ressuscitado (Kyrios). “O outro discípulo correu mais depressa que Pedro” (v 4). E por que ele deixou Pedro entrar por primeiro no túmulo? Provavelmente por respeito, ou ênfase ao primado apostólico de Pedro. O discípulo amado entra depois; porém só dele se diz que “viu e acreditou” (v 8); visão profunda de quem ama e chega à fé.

n 10/04 - SEXTA Cor (vermelho) Primeira Leitura (Is 52,13 53,12); Responsório (Sl 30) Segunda Leitura (Hb 4,14-16; 5,7-9); Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1-19,42) n 11/04 - SÁBADO Cor (branco) Primeira Leitura (Gn 1,1–2,2); Responsório (Sl 103); Segunda Leitura (Gn 22,1-2.9a.1013.15-18); Evangelho (Mt 28,1-10) n 12/04 - DOMINGO Cor (branco) Primeira Leitura (At 10,34a.3743); Responsório (Sl 117); Segunda Leitura (Cl 3,1-4); Evangelho (Jo 20,1-9)

n 13/04 - SEGUNDA Cor (branco); Primeira Leitura (At 2,14.22-32); Responsório (Sl 15); Evangelho (Mt 28,8-15) n 14/04 - TERÇA Cor (branco); Primeira Leitura (At 2,36-41); Responsório (Sl 32); Evangelho (Jo 20,11-18) n 15/04 - QUARTA Cor (branco); P rimeira Leitura (At 3,1-10); Responsório (Sl 104,1-9); Evangelho (Lc 24,13-35) n 16/04 - QUINTA Cor (branco); Primeira Leitura (At 3,11-26); Responsório (Sl 8); Evangelho (Lc 24,35-48)


5 SETORJUVENTUDE

BELÉM, DE 10 A 16 DE ABRIL DE 2020

DOM ANTÔNIO DE ASSIS RIBEIRO Bispo Auxiliar de Belém (domantoniodeassis@arqbelem.org)

MUNDO JUVENIL E A FÉ CRISTÃ

Uma SEMANA SANTA em família

INTRODUÇÃO

A

situação de pandemia da COVID-19 nos forja a celebrarmos a semana santa deste ano com um dinamismo bem diferente das demais. Muitos questionam o sentido e a validade das celebrações sem o povo? Outros se apegam ao argumento da tradição vendo outra forma de celebrá-la como um arranjo desnecessário. Para que não entremos em crise, devemos renovar em nossas mentes, aquilo que é essencial, a nossa fé em Jesus Cristo que disse a seus discípulos “eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo» (Mt 28,20) e mais, “onde dois

devemos renovar em nossas mentes aquilo que é essencial, a nossa fé em Jesus Cristo ou três estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Portanto, estejamos certos de que o Filho de Deus, uma vez que assumiu a humanidade, continua participando do dinamismo da vida humana. Não é bem-vinda para a fé cristã uma atitude irracional que não leva em conta os riscos à saúde e à vida. Não podemos ceder à tentação do fideismo que nega os perigos observados pela razão sem levar em contas as circunstâncias históricas. A fé não desafia e nem nega as leis da natureza. Uma atitude dessas seria calcada no fundamentalismo e na irracionalidade. Jesus Cristo, em sua vida

terrena, nos ensinou que em muitas situações, por causa dos seus inimigos, assumiu uma atitude de cautela e prudência. Não é sinal de fé exigir milagres! Uma vez que somos marcados por fragilidades em todas as dimensões, precisamos de prudência, obediência civil, sanitária e bom senso. Isso não conflita com a experiência de fé porque o espírito não conhece fronteiras.

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A semana santa depende de nós Nem sempre gostamos quando os outros nos chamam a atenção e jogam para nós responsabilidades que pensávamos que eram de outros. Assim pode também acontecer em relação aquilo que entendemos por semana santa. Ela depende de você, de cada um de nós! A santidade não é um adjetivo empregado aos objetos, mas às pessoas! Deus é a fonte da Santidade e dela nós somos chamados a participar. A santidade não é uma coisa, mas é um conjunto de virtudes que brotam da nossa sintonia com o Espírito de Deus. É preciso ser sujeito. Portanto, a semana santa depende das nossas atitudes, gestos, escolhas. A semana santa na sua essência não depende das multidões e nem dos ritos; não depende dos templos e nem das instituições; a semana santa para cada um vai depender da sua qualidade de vida espiritual, afetiva e fraterna. Quando reduzimos a semana santa aos eventos exteriores, mas não levamos a sério o caminho de crescimento na Fé, na Esperança e na Caridade, tudo perde o sentido e se esvazia. Dessa forma tudo

não passa de simples tradição! Não podemos cair na tentação de uma “semana santa” pagã, artística e lúdica como já acontece para milhões de pessoas.

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O que fazer durante esta semana? A experiência da quarentena nos convida a promovermos uma série de experiências significativas e propícias para o nosso crescimento espiritual. Antes de tudo, a semana santa em tempo de quarentena, pode ser acolhida como oportunidade para se fazer profundos exercícios espirituais, é tempo de retiro. É chegada a hora de explorar os recursos da interioridade com a prática da oração, do diálogo com Deus e a meditação, de modo particular sobre os evangelhos que narram a beleza da vida e o drama do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A semana santa é tempo para um profundo confronto com a pessoa de Jesus Cristo, bem como uma excelente oportunidade para nos questionarmos sobre a qualidade do nosso discipulado. Esta semana é propícia para uma séria reflexão sobre o nosso sentido de pertença à Igreja, uma vez que nos dizemos discípulos do seu fundador, Senhor e Mestre. Um frágil sentido de pertença à Igreja, que gera um pseudofiel, sem dimensão comunitária, sem corresponsabilidade, sem envolvimento comunitário, sem espírito de comunhão. A semana santa é tempo, mais que oportuno para a renovação da nossa catolicidade. A semana santa é um convite para fazermos um aprofundamento sobre o teor da consistência da

nossa fé, sobretudo, no que diz respeito à gestão do sofrimento, das provações, das crises e tribulações em geral. Jesus Cristo abraça a sua cruz com firmeza, a supera, e recebe como prêmio a glória que lhe é dada e permanece para sempre (cf. Fl 2,9-11. Assim aprendemos com Jesus a encarar o sofrimento na perspectiva da vitória. Enfim, a meta da semana santa, é a conversão pessoal. O autêntico saldo da Semana Santa deverá ser o nosso crescimento na vida de fé a revelar-se nas nossas atitudes morais marcadas pela bondade e retidão para com todos.

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A centralidade da pessoa de Jesus Cristo A verdadeira Semana Santa depende do nosso confronto com a história de Jesus Cristo: olhos voltados para o seu exemplo de vida, seus ensinamentos, suas propostas, opções, atitudes, inquietudes, seu silêncio, sua gestão do sofrimento. Jesus, não perdeu o foco de sua missão. Ele é a personagem principal de todas as celebrações! Na pessoa de Jesus encontramos o ser humano realizado segundo a vontade de Deus Pai. Nele está o sentido da vida e a resposta para a crise, o sofrimento, a cruz, a morte. Esta semana é uma oportunidade para refletirmos sobre as virtudes e problemas humanos à luz da fé em Jesus Cristo. Assim renovamos a esperança e a firmeza de ânimo diante das nossas lutas. Na pessoa de Jesus admiramos a beleza de uma vida movida pela compaixão, misericórdia, caridade, tolerância. Nele aprendemos a vencer e a derrotar as armadilhas do

comodismo, da frieza, da indiferença e da intolerância. Nele contemplamos a vitória sobre a tentação da fuga da responsabilidade e da cruz. Nele nos enchemos da luz da glória da sua Ressurreição e assim renovamos o nosso otimismo, alegria e esperança!

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A semana santa em três templos Para quem já entendeu o sentido da semana santa em suas diversas dimensões, certamente a viverá mesmo não saindo de casa, mesmo não indo aos templos de pedras. Isso porque a essência da semana santa não depende de uma realidade física, de um templo de pedras, ou de uma massa de pessoas. É chegada a hora de nos sentirmos Igreja e de estarmos em comunhão com ela, mesmo se não nos encontrarmos num templo físico. Nesta semana santa, em quarentena, somos chamados a estarmos inseridos em outros templos nos quais podemos estar em comunhão com Deus e com os irmãos de fé. O primeiro é o templo pessoal. Nós somos o templo do Espírito Santo (cf. 1Cor 3,16; 1Cor 6,19). Por isso, nestes dias não descuide do seu templo, entre nele; ore, leia, medite, estude a Palavra de Deus; peça perdão, louve a Deus, agradeça, avalie-se, renove a sua esperança. Não saia do seu templo, não se disperse, não se distraia, não se desvie de si mesmo. O segundo templo no qual somos chamados a entrar e nele ficar é a família; é o lugar da convivência, dos cuidados, do afeto, da partilha, dos serviços fraternos, do diálogo, da escuta, da paciência, da sensibilidade, da oração familiar, das delicadezas múltiplas,

do perdão... O templo da família é a Igreja doméstica. Nestes dias, animados pela fé e por meio da disciplina, fiquemos no templo familiar e agradeçamos a Deus por nossa família! Há ainda um terceiro templo no qual cada um, de acordo com suas habilidades é chamado a entrar nesta semana santa em tempos de quarentena, é o templo da comunidade virtual presente nas Redes Sociais. Nela encontramos os parentes, amigos, vizinhos, conhecidos e um universo sem fronteiras de pessoas. Com eles podemos compartilhar a nossa experiência de fé, nossos testemunhos, reflexões, orações etc. Nas comunidades virtuais também se evangeliza e se dá testemunho de fé em Cristo Jesus! Feliz Páscoa! PARA A REFLEXÃO PESSOAL: Como está sendo a sua Semana Santa? A pessoa de Jesus Cristo ocupa a centralidade da sua vida? O que você tem a dizer sobre a importância dos três templos?

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Filho de Deus assumiu a humanidade, continua no dinamismo da vida humana

Jesus Cristo nos ensinou atitude de cautela e prudência

Papa Francisco pede: “JOVEM, LEVANTA-TE!” A celebração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em nível diocesano no dia 5 de abril foi destacada pelo Papa Francisco no Angelus no Domingo de Ramos. A pandemia adiou para novembro a cerimônia de passagem da Cruz dos jovens do Panamá aos jovens de Lisboa, onde ocorrerá a JMJ 2022. A passagem da Cruz dos jovens do Panamá aos jovens de Lisboa seria dia 5, mas “este gesto tão sugestivo foi adiado para o domingo de Cristo Rei, em 22 de novem-

bro próximo. À espera deste momento, exorto vocês, jovens, a cultivar e testemunhar a esperança, a generosidade e a solidariedade que todos necessitamos neste tempo difícil.” O Papa Francisco divulgou a Mensagem para a 35ª Jornada Mundial da Juventude, celebrada em nível diocesano, dia 5 de março, quando recordou o Sínodo dos Bispos para a juventude com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, afirmando que atra-

vés dele a Igreja lançou um processo de reflexão sobre a condição dos jovens no mundo atual. A Juventude Mariana Vicentina (JMV) da paróquia de Orgens, Portugal, celebrou a entrada de Jesus em Jerusalém praticando o «sim» ao convite de Papa. Por meios digitais que vão permitindo manter os momentos de formação, oração e celebração, a JMV passou a tarde de Domingo de Ramos a meditar na Mensagem do Papa e, como compromisso de gru-

po, surgiu uma música. A letra da canção revela a criatividade com que jovens tem usado a comunicação digital e o seu tempo para continuarem a ser sinal da presença criadora de Deus no seio da Igreja: “Levanta-te e arrisca, esforça-te por um mundo melhor. Sonha alto e contempla o céu e as estrelas e o mundo ao teu redor”. JMJ 2022 - O tema da Jornada em Lisboa será «Maria levantou-se e partiu apressadamente». Nos dois anos que precedem a

JMJ em Portugal, o Santo Padre pensa em refletir com os jovens outros dois textos bíblicos: «Jovem, Eu te di-

go, levanta-te!», este ano de 2020, e «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!», em 2021. FOTOS: DIVULGAÇÃO

n CRUZ DA JMJ Passagem só em novembro


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FUNDAÇÃO NAZARÉ

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FAMÍLIA NAZARÉ

Viva a Semana Santa com a Fundação TODA a programação ao vivo pelos meios de comunicação FRAME/TV NAZARÉ

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n CÔN. SEBASTIÃO Missa ao vivo pela Família Nazaré

exta-feita, dia 6 de abril, em meio ao difícil momento que o mundo vive na luta pela superação da pandemia pelo Coronavirus (COVID-19), a

Arquidiocese de Belém cumpriu o compromisso mensal de rezar pelos sócios evangelizadores da Família Nazaré, os nossos irmãos que, tocados pela mensagem do Reino de

Deus, ajudam generosa e fielmente a Fundação nazaré de Comunicação, com doações. A Santa Missa em Ação de Graças foi presidida pelo cônego Sebastião Fialho, pároco

da Paróquia São José, igreja situada em Belém. A Arquidiocese de Belém agradece a Deus pela vida de cada irmão da Família Nazaré e renova o pedido para que sua fidelidade seja mantida neste tempo de dificuldades vivenciadas em todo o mundo pela crise que, dentre as principais recomendações de segurança sanitária, determinou o isolamento social. Exatamente neste momento reiteramos o quão importante é a sua contribuição para a manutenção do serviço de evangelização da Arquidiocese de Belém, mediante o compromisso de continuar a fortalecer a nossa fé no nosso Salvador Jesus. Seguimos em unidade, rogando a Nossa Senhora de Nazaré que interceda junto ao seu Filho, pela vida de toda a humanidade, levando esperança a cada pessoa que nos acompanha pelos nossos meios de comunicação. Nesta ocasião, também renovar nosso convite para que todos continuem seguindo as recomendações das autoridades sanitárias diante da pandemia. De nossa parte, a Arquidiocese de Belém e a Fundação Nazaré, apoiada pela Família Nazaré, asseguramos a chegada da mensagem de Deus a

sua casa pela TV Nazaré, Rádio Nazaré FM, Portal Nazaré, pelas redes sociais da Fundação Nazaré e da Arquidiocese de Belém, além do Jornal Voz de Nazaré. Chegue a cada sócio da Família Nazaré a nossa gratidão. E nesta

Semana Santa, acesse www.sejamaisum.com e cadastre-se, ou ligue (91) 4006-9211. Contamos com você para seguir levando a Palavra de Deus ao coração de todos. Unidos e em oração, desejamo-lhes Feliz e abençoada Páscoa!

NOSSOS ANIVERSARIANTES Ivan Fernandes Do Rosario Josefa Pereira De Melo Maria Jose Ferreira Teixeira Carlos Alberto Rosas Correa Maria Auxiliadora Figueira De Sousa E Silva Ana Maria Sousa Do Nascimento Araujo Joel Pinto Cabral Maria Arlete Pelaes Dos Santos Irineu Saraiva Rodrigues Ana De Oliveira Miranda Jose Da Paixao Silva Eremita Lira Moraes Rosangela Viggiano Marques Silvita Diniz Silva Selma Margareth Pantoja Machado Juarez Lobo Penha Sueli Reguia Maia Da Silva Wagner Alexandre Matos Souto Jose Armando Da Silva Gomes Osmarina Paiva Vasconcelos Berenice Castilho Oliveira Helio Muttibenites Esmelita Rodrigues Maues Francisca Souza Dos Passos Maria Lucia Oliveira Davis Regina Celia Lima Albuquerque Jose Maria Goes De Souza

Ediana Do Socorro De Lima Melo Pedro Paulo Vasconcelos Gabriel Mendes Machado Rafael Mendes Machado Sonia Maria Platilha Rosemira Silva Carreira Cecy Pastana Sampaio Maria Da Conceicao Bandeira De Souza Benedita De Sena Rodrigues Maria Celia Silva Souza Raimunda Cardoso Da Silva Odney Bosco Barata Alfredo Braga Furtado Maria Do Socorro Paulo Da Cunha Fatima De Nazare Pantoja Rezende Dejane Macedo Barros Edicelma Modesto Reis Katiane Abdon Da Piedade Deidimar Sebastiao Dos Santos Ana Paula De Queiroz Bittencourt Terezinha Aires Teixeira Pinto Maria Lindalva Costa Tavares Maria Ferreira Santos Selma Lucia Guimaraes Cordeiro Edilza Maria Pereira Sarmento Mauro Kato Antonia Braz Da Fonseca Marluce Ester Parry

Marcilene Nunes Da Rosa Maria Goreth Da Silva Costa Julio Cesar Resende Da Costa Lucia Rodrigues Da Costa Magda Samanta Da Cruz Silva ucila Dias Goncalves Maria Do Carmo Zamith Braga Benvinda Rodrigues Moura Delfina Julia Macerata De Souza Ana Shirley Maia Mescouto Raimundo Da Silva Barbosa Raimundo Trindade Sena Rodrigues Lucimar Lima Da Silva Raimundo Jose Costa Da Silva Ricardo Henrique Modesto Nunes

nercita Da Costa Conde Armindo Campos Da Silva Ruinal Viana Xaviar Gracia Holanda Melo Maria Das Gracas Da Silva Sousa Joao Batista Bentes De Miranda Benedito Edson Mendes Silva Clelia Maria Rodrigues Da Cunha Alexandre Saulo Lima Alencar Geovane Da Silva Monteiro Alzenir Gomes Soares Clauber Roberto Santos De Moraes Priscila Do Socorro Guimaraes Climenie Bernadette De Araujo Pontes

n NATALÍCIO DE PADRES E DIÁCONOS 10/04 - Diác. Fernando Antônio Souza Bemerguy 12/04 - Diác. Nilson Ferreira Lima 14/04 - Côn. Vladian Silva Alves 15/04 - Diác. Alberto Alexandre Gonçalves Martins 16/04 - Pe. Idamor da Mota Júnior n ORDENAÇÃO DE PADRES E DIÁCONOS 12/04 - Pe. Luiz Fernando Martins do Rosário 13/04 - Pe. Tadeu Flávio Santos dos Santos


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domingo que abre as celebrações da Semana Santa, Domingo de Ramos, que celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e manifesta a vinda do Reino que o Messias realizará na Páscoa de sua morte e ressurreição, aconteceu de forma especial na Igreja doméstica, sendo vivido profundamente no recolhimento dos lares. Na Catedral Metropolitana, às 8h30, Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano, presidiu a Santa Missa, que foi transmitida pela Fundação Nazaré de Comunicação. Como é de conhecimento de todos, as orientações de saúde do s ó rg ã o s c o mpetentes recomendam o isolamento social e dessa forma, a Igreja no Brasil viveu o Domingo de Ramos em seus lares. As famílias colocaram ramos em lugar de honra em suas casas, em sinal de fé e comunhão à costumeira procissão de Ramos, que não ocorreu neste ano. Dom Alberto atentou-se para estas determinações de saúde afirmando que naquele domingo as portas da Igreja doméstica abriam-se: “As portas da Catedral estão fechadas, por determinações das competências de saúde pública, mas as portas da igreja doméstica estão abertas e abrem-se de forma especial querido irmão, querida irmã, pois é a sua casa. Depois de termos percorrido essas semanas da Quaresma, comecemos a Semana Santa”. Em sua homilia, Dom Alberto recordou que “durante a semana o mesmo mistério do Cristo que morreu e ressuscitou é visto como que a partir de vários ângulos, várias janelas. E hoje olhamos o mistério a partir da entrada de Jesus em Jerusalém, uma entrada festiva”. O Arcebispo assinalou que “quando Jesus entra em Jerusalém, ali também já se esconde um mistério. Muitos talvez esperassem que o Messias chegasse montado num cavalo garboso, bonito, enfeitado, Nosso Senhor entra montado num jumentinho, um animal. Jesus entra na montaria dos pobres. E ali se esconde um segredo. Nosso

CADERNO DOIS

“BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR”, afirma Dom Alberto no Domingo de Ramos, em Belém ATO LITÚRGICO aconteceu na Catedral Metropolitana sendo transmitido pelos meios de comunicação LUIZ ESTUMANO

a seguir Jesus no caminho de sua entrega. A aprender as lições da Paixão para que nós façamos o mesmo. Para que nos entreguemos àquele que foi obediente até a Morte e Morte de Cruz como nós cantamos nessa liturgia”, meditou. Por fim, acrescentou: “a palavra de Deus que nos é proclamada hoje nos faz ouvir a Paixão não como uma narrativa desesperada, não, mas ouvimos a Palavra com as palmas na mão, porque nós já entrevemos atrás da Paixão a marca da vitória. A vitória na ressurreição de Jesus. A vitória é porque no dia de hoje, Domingo de Ramos, esta Eucaristia nos faz ficar diante não só do mistério da Morte como da Ressurreição de Jesus Cristo”. Durante a celebração, Dom Alberto abençoou simbolicamente os ramos dos fiéis que assistiam, seja pela TV Nazaré, Rádio Nazaré ou redes sociais, a celebração de suas casas. Como dito acima, a recomendação é que os ramos fossem afixados em locais de honra, simbolizando assim, a tradicional procissão que não ocorreu. UNIDADE DA IGREJA

n DIRETO da Catedral de Belém, Dom Alberto presidiu a Missa no Domingo de Ramos

Senhor não vive dos vivas, de hosanas, Nosso Senhor vive da entrega total de sua vida. O mistério é que ele entra em Jerusalém para se entregar para nossa salvação, para nossa vida e para nossa liberdade.”

Ao se referir ao ofício das leituras daquele dia, Dom Alberto explicou que dentro da mensagem há um convite aos fiéis: “A nossa Semana Santa não é menos importante do que todas as outras

que tenhamos participado. O convite é o mesmo. Abrir as portas do seu coração para Jesus entrar. Abrir as portas da sua casa para dizer ‘Bendito o que vem em nome do Senhor’ é estarmos dispostos

Nas redes sociais, fiéis acompanhavam e enviavam suas mensagens durante a transmissão da Santa Missa. Uma delas, Andréa Brito, pedia proteção aos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente durante a pandemia. Cylene França, outra que acompanhava a transmissão comentou: “Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”. Este espírito de unidade segue nas próximas celebrações da Semana Santa, já que todos os atos sagrados serão transmitidos aos fiéis.


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EM NAZARÉ

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NAZARÉ EM DESTAQUE

PADRES BARNABITAS celebram a Semana Santa DIVULGAÇÃO

AO VIVO, da capela Barnabita

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evido ao momento delicado no qual presenciamos uma pandemia, se faz necessário vivenciarmos uma Semana Santa diferente do habitual. As cerimônias não serão feitas presencialmente, mas isso não muda a importância e magnitude das mesmas e os fiéis devem se preparar espiritualmente, tal como se preparariam para ir até a Basílica Santuário de Nazaré. Com o ponto alto da proliferação do Coronavírus (COVID-19),

devemos experienciar a Semana Santa em profunda oração, buscando sempre a comunhão espiritual por meio das transmissões através das redes sociais oficiais do Santuário da Rainha da Amazônia. Participe de todas as cerimônias da Semana Santa através das transmissões ao vivo, direto da capela dos Padres Barnabitas, junto à Basílica Santuário de Nazaré para que, assim, a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente “novo” para a humanidade.

n SEMANA SANTA na Basílica Santuário poderá ser vista pelas transmissões ao vivo

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO QUINTA-FEIRA - 19H: Santa Missa da Ceia do Senhor SEXTA-FEIRA - 15H: Celebração da Paixão do Senhor SÁBADO - 21H: Vigília Pascal DOMINGO - 10H E 18H: Missa de Páscoa.

Que a Mãe do Ressuscitado nos aponte o caminho para Jesus Cristo, nosso único Salvador.

CÍRIO NAS NUVENS: sobrevôo da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

AJUDE- NOS para que esta missão continue! A pandemia do Covid-19 tornou a vida de todos muito atribulada e, nesses momentos difíceis, a assistência espiritual é imprescindível. Os Padres Barnabitas se empenham em prestar seu auxílio, porque acreditam que a força do cristão está na fé inabalável em Jesus e na devoção à Virgem de Nazaré. A Basílica Santuário de Nazaré é a única

Igreja Católica do Pará que está transmitindo a Santa Missa e outras celebrações por meio de suas redes sociais e pela TV Nazaré, visando à proteção, principalmente dos idosos, e cumprindo sua missão evangelizadora. Mas o custo desse serviço é muito elevado. Por isso, os Padres Barnabitas recorrem ao sentimento de soli-

dariedade que tão bem caracteriza o povo paraense. Eles ressaltam que é importante que os devotos mantenham suas doações e os ajudem nas ações preventivas. Os fiéis podem utilizar os canais online e fazer a sua doação com segurança, sem sair de casa. Na avaliação dos Padres, é desse modo que os Cristãos cuidam dos Cristãos. n PE. FRNACISCO outro sacerdote a conduzir a imagem Peregrina

A fé do povo paraense tem sido alimento de esperança e força para acreditar que dias melhores estão por vir. Seguindo as recomendações das organizações oficiais de saúde, os Padres Barnabitas junto à Diretoria da Festa de Nazaré (DFN), realizaram nos dias 28 de março e 4 de abril um sobrevoo com a

I m a g e m Pe re g r i n a de Nossa Senhora de Nazaré para contemplar os filhos de Maria com um momento de renovação espiritual e oração. O voo contou com o apoio do Reitor da Basílica Santuário, Padre Luiz Carlos M. Gonçalves, e do Pároco de Nazaré, Padre Francisco M. Cavalcante, respectivamente.

A peregrinação sob os céus da capital, visitou alguns bairros da região metropolitana de Belém como Guamá, Terra Firme, Umarizal, Marco, Vila da Barca, Jurunas, Bengui, Cidade Velha, e o Distrito de Icoaraci dentre outros, assim como os municípios de Marituba e Ananindeua.

n REITOR Luiz Carlos com a imagem Peregina no dia 28 de março


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BALANÇO Patrimonial

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LITURGIAS do Tríduo e Via-Sacra, a Páscoa essencial do Papa Francisco em 2020 AS CELEBRAÇÕES vivenciadas pelo Santo Padre na Semana Santa 2020

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om informações do site Vatican News. Tudo será mais sóbrio e essencial. O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice teve que organizar rapidamente as celebrações papais que Francisco está prestes a presidir sem a presença dos fiéis, numa Basílica de São Pedro semivazia. No entanto, nesta Páscoa muitos olharão para o Papa graças aos meios de comunicação. De fato, o Papa quer estar próximo a muitas pessoas impossibilitadas de irem à Missa e participar das liturgias desse Tríduo Pascal em tempos de pandemia e isolamento forçado. O crucifixo de São Marcelo e o ícone da Salus Populi Romani que acompanharam a oração de 27 de março, e a missa do Domingo de Ramos, estarão sempre presentes. Na Quinta-feira Santa, o Papa não preside a missa do Crisma com os sacerdotes da Diocese de Roma: a celebração será realizada após o término da crise. A missa na Ceia do Senhor, que recorda

a instituição da Eucaristia, será celebrada às 18h (hora italiana), no Altar da Cátedra, sem o rito tradicional do Lava-pés e não se concluirá com a reposição do Santíssimo no final da celebração. Haverá dois momentos na Sexta-feira Santa. O primeiro é a Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, às 18h locais, na Basílica de São Pedro. O crucifixo de São Marcelo será coberto. Haverá uma meditação do pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, e depois o crucifixo será descoberto. Haverá adoração, mas não o beijo na cruz. Na noite da Sexta-feira Santa, às 21h (hora italiana), haverá a Via-Sacra na Praça São Pedro, com as estações ao longo da colunata, ao redor do obelisco e ao longo do percurso que leva ao adro. Dois grupos levarão a cruz. Haverá dois detentos do cárcere “Due Palazzi” de Pádua (as meditações foram escritas por alguns deles) e alguns médicos e enfermeiros do FAS (Fundo de Assistência

DIVULGAÇÃO

n DE ROMA para o mundo, a mesma orientação: celebrações sem a presença dos fiéis

Médica Vaticana). Médicos e enfermeiros estão na vanguarda do serviço aos doentes afetados pela pandemia. Durante a Vigília do Sábado Santo, às 21 horas, não serão celebrados batismos. A cerimônia inicial com a Bênção do Fogo será realizada atrás do altar da Confissao. Não haverá luzes para os presentes e o

canto das três invocações “Lumen Christi” ocorrerá somente quando as luzes forem acesas na Basílica durante a procissão ao altar da Cátedra. Os sinos da Basílica de São Pedro tocarão no momento da Glória, anunciando a ressurreição. A mesma sobriedade também caracterizará a Missa do Domingo de Pás-

coa, que o Papa celebrará às 11h locais no Altar da Cátedra. O Evangelho será proclamado em grego e latim. No final da missa, Francisco irá à sacristia para tirar as vestimentas, depois retornará à Basílica diante do altar da Confissão para proferir a mensagem Urbi et Orbi e dar a bênção pascal.

ARQUIDIOCESE prioriza RCCBELEM realiza atividades online transmissão das celebrações pascais Acompanhando a recomendação mundial das autoridades sanitárias com o objetivo de superar a pandemia do corona vírus (COVID-19), a Arquidiocese de Belém vem dando total prioridade à evangelização pelos seus meios de comunicação. Assim, toda a programação será sem a participação pública. As celebrações presididas por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém, e Dom Antônio de Assis Ribeiro, seu Bispo Auxiliar, serão transmitidas pelos meios de comunicação da Arquidiocese (Rádio Nazaré FM - 91,3 Mhz, TV Nazaré, canal 30.1 (e pela sintonia da cada retransmissora da emissora arquidiocesana na Amazônia Legal), Portal Nazaré (www.fundacaonazare. com.br), bem como as mídias sociais da Arquidiocese. As demais paróquias transmitem

também suas programações por suas próprias mídias.

10/04 - SEXTA-FEIRA SANTA

12h – Sermão das 7 Palavras – Cônego Vladian Silva Alves 17h – Ação Litúrgica da Paixão de Nosso Senhor 11/04 - SÁBADO SANTO

19h – Vigília Pascal na Noite Santa 12/04 - DOMINGO DA PÁSCOA

9h – com Cônego Roberto Emílio Cavalli Junior 12h – com Dom Alberto Taveira Corrêa e Dom Antônio de Assis Ribeiro

Diante do significativo crescimento do número de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus em nosso Estado do Pará e seguindo o decreto do Governador, a Renovação Carismática Católica de Belém (RCC Belém), em unidade e obediência aos direcionamentos da Arquidiocese de Belém, adotou a suspensão temporária de todas as ativades de Grupo de Oração, evitando, assim, a concentração de pessoas na Igreja. Para ajudar a continuar a missão de Levar o Batismo do Espírito Santo, a RCC Belém tem se organizado por meio dos seus Grupos de oração, reuniões online, porporcionando momentos de oração comunitária ainda que remotamente, louvando juntos a Deus e clamando pela Efusão do Espírito Santo. Vamos manter acessa a Chama de Pentecostes! Acompanhe as lives toda segunda-feira, às 21h, através do link: https://www.facebook.

com/rccbelem

LIVE DE GRUPOS DE ORAÇÃO

Segunda-Feira GO Rosa de Saron a partir das 19h:30: https://www.facebook.com/gorosa.saron GO Fonte de Esperança a partir das 20h: https://www.facebook.com/go.fontedeesperanca Terça-Feira GO maranthá a partir das 19h:30: https://www.facebook. com/GOMaranatha/ Quarta-Feira GO Filhos da Cruz a partir das 18h: https://www.facebook. com/FilhosDaCruzRCC/ GO Chama viva de amor a

partir das 19h:30 https://www.facebook.com/ChamaVivadeAmor/ Quinta-Feira GO Amigos de Jesus a partir das 16h: https://www.facebook.com/ GOAmigosdeJesusRCCBelem/ Sexta-feira GO Sarça Ardente a partir das 19h:30: https://www.facebook.com/go.sarcaardente GO Yeshuaa partir das 20h: https://www.facebook.com/godacapeladesantaterezinha.terezinha

Sábado GO Filhos da Graça a partir das 19h30: https://www.facebook. com/gofilhosdagraca/

BOA DICA n SEU AMOR É SEM FIM Cantos para a Semana Santa – Coletânea – CD (Paulius, R$ 9,90)

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proveite o tempo especial da Semana Santa para meditar sobre a sua fé. Este CD é uma indicação para momentos de reflexão sobre o maior gesto de amor pela humanidade: a Paixão do Senhor pela sua Igreja. n O CAMINHO DA PÁSCOA COM PAPA FRANCISCO A via-sacra rezada no seu lar Livro (Paulinas, R$10,00)

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o coração aberto do Crucifixo, o amor de Deus chega a cada um de nós. Deixemos que seu olhar repouse sobre nós. Entenderemos que não estamos sozinhos, mas somos amados, porque o Senhor não nos abandona e nunca se esquece de nós. #AudiênciaGeral. (8 de abril)

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ensemos no pequeno Judas que cada um de nós tem dentro de si. Cada um de nós tem a capacidade de escolher entre a lealdade e o interesse. Cada um de nós tem a capacidade de trair, de vender, de escolher pelo próprio interesse. Judas, onde está você? #HomiliaSantaMarta. (8 de abril)

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ezar a via-sacra é acompanhar Jesus passo a passo em seu caminho de entrega pela salvação da humanidade. A experiência pode e deve proporcionar uma profunda meditação sobre a Paixão do Senhor. Na contemplação do mistério da morte e da ressurreição, podemos recordar toda a história da salvação e pedir a graça de receber o Espírito para que nos dê a verdadeira coragem de anunciar Jesus Cristo. Este pequeno livro foi elaborado para acompanhar o leitor nesta caminhada individual.


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MISSA DO CRISMA na Catedral CELEBRAÇÃO foi marcada pela confirmação das promessas sacerdotais

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a segunda-feira, 6, na Catedral Metropolitana, dentro das celebrações da Semana Santa, houve a Santa Missa dos Santos Óleos, ou do Crisma, que tradicionalmente ocorre na Quinta-feira Santa. A celebração foi presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano, concelebrada por Dom Antônio de Assis Ribeiro, Bispo Auxiliar. Estavam presentes apenas os presbíteros, uma vez que a celebração estava sem acesso ao público, atendendo às determinações por conta da pandemia do novo coronavírus. Na cerimônia litúrgica acontecem dois grandes momentos: a bênção dos santos óleos usados durante todo o ano pelas paróquias e a renovação dos compromissos dos sacerdotes. Ambos os detalhes foram lembrados por Dom Alberto em sua homilia: “aqui celebramos os laços sacramentais que nos unem, simbolizados pelos Santos Óleos. Aqui o ministério exercido pelos presbíteros, sacerdotes queridos de nossa Igreja, é renovado e adquire novo vigor para a missão”. Unindo-se aos sacerdotes, Dom Alberto destacou que “fomos ungidos pelo Espírito Santo para a missão.

Trazemos em nossa história as marcas de nossa humanidade. Não somos melhores do que os outros, mas temos o santo orgulho de ter sido chamados, com um olhar de predileção, pelo Senhor. Agradeçamos a Deus porque Ele nos resgatou com amor de misericórdia, não olhando para nossos limites e pecados”. O Arcebispo acrescentou: “esta é uma oportunidade, quando estamos reunidos em família sacerdotal, para que Dom Antônio e eu manifestemos o reconhecimento e a gratidão por tudo aquilo que cada padre é e faz pelo bem de nossa Igreja. Os dias que correm têm sido manifestação clara do empenho, criatividade, dedicação e seriedade com que os nossos sacerdotes têm exercido o seu ministério”. Por fim Dom Alberto dirigiu-se aos fiéis que acompanhavam a celebração através dos meios de comunicação: “E agora, caríssimos irmãos e irmãs que acompanharam a dedicação que a Igreja espera dos padres, eu os convido a retribuírem com amor, reconhecendo a grandeza e a dedicação com que realizam a missão, descobrindo cada dia a missão que cabe a todos os cristãos e rezando pelos nossos padres.”

IGREJA FOTOS: LUIZ ESTUMANO

n MISSA DO CRISMA Arcebispo Dom Alberto na presidência da Missa do Crisma RENOVAÇÃO DOS COMPROMISSOS SACERDOTAIS

Durante a celebração ocorreu a renovação das promessas sacerdotais do clero arquidiocesano perante o Arcebispo. Também nesta celebração os fiéis (desta vez de suas casas) professam o compromisso de rezar pelo clero, especialmente por seu arcebispo. BÊNÇÃO DOS SANTOS ÓLEOS

Na segunda parte da Missa, aconteceu a bênção dos óleos que foram levados em procissão até uma pequena mesa posta diante do altar. Identificados com uma cor correspondente, os óleos dentro dos jarros foram, de forma consecutiva, ungidos por Dom Alberto. São três os óleos abençoados

durante a celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. O óleo dos enfermos, utilizado para a extrema-unção e para a benção dos sinos, o do Santo Crisma, no qual são ungidos os recémbatizados, são marcados com o sinal da cruz os que receberão o sacramento da confirmação, são ungidas as mãos dos presbíteros e a cabeça dos bispos, bem como a igreja e os altares na sua dedicação, e o terceiro óleo, dos Catecúmenos, será ministrado naqueles que se preparam e se dispõem para receber o sacramento do Batismo.

Belém. Das mãos do Cônego Ronaldo Menezes, presidente do Cabido Metropolitano, o Arcebispo foi presen-

teado com um cajado, símbolo do pastoreio. “Agradeço esse gesto de delicadeza”, agradeceu Dom Alberto.

HOMENAGEM

Ao final da celebração, Dom Alberto recebeu uma homenagem do clero pelos seus 10 anos à frente da Arquidiocese de

n PRESENTE D. Alberto recebe cajado: 10 anos

SEMANA SANTA: acompanhe a programação da Arquidiocese de Belém Desde o Domingo de Ramos, 5, Igreja no Brasil e no Mundo vive as celebrações da Semana Santa de forma diferente, diante da pandemia de Coronavírus (COVID-19). O Decreto de 25 de março de 2020, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, indicou sugestões sobre acerca das celebrações, com propostas de adequação para a realidade brasileira, a qual foi ajustada também pela Arquidiocese de Belém, replicando-as nas paróquias diocesanas. Nesta Sexta-feira Santa, 10, o beijo da Cruz será substituído por adoração solene, como previsto no Missal Romano e todas as procissões (Nosso Senhor dos Passos, Nossa Senhora das Dores e do Senhor Morto) ficam canceladas em todas as paróquias da Arquidiocese de Belém. Não haverá o Sermão do Encontro na P raça das Mercês nem o Sermão do Descendimento da Cruz, na Catedral. A 141ª edição do Ser-

mão das Sete Palavras, nas três horas da agonia, será realizado como de costume na Capela do Colégio Sa n t o A n t ô n i o, a pen a s com a presença do Coral e do Pregador, este ano com o Cônego Vladian Silva Alves. Os fiéis podem acompanhar devotamente em suas casas, pela transmissão dos meios de comunicação da Arquidiocese de Belém. A Vigília Pascal no Sábado Santo, 11, será celebra-

da de forma reservada na Catedral, nas sedes das paróquias, nas Áreas Missionárias e no Carmelo Santa Teresinha. Para o início da Vigília, não terá o acendimento do fogo, acende-se o círio e, omitindo a procissão, segue-se o precônio pascal (texto da Proclamação da Páscoa, proferido pelo celebrante ou Diácono durante a liturgia da Luz em forma de cântico). Na Liturgia da Palavra, será reduzido o número de

leituras para o que é previsto como essencial. Para a Liturgia batismal, haverá apenas a renovação das promessas batismais. A Arquidiocese sugere que na noite de Páscoa, cada família providencie uma vela para cada um de seus membros, a fim de participar da renovação dos compromissos batismais. Embora seja uma Semana Santa diferente, celebrada em nossas casas, a celebração será igual-

mente santa e bem vivida como de costume. No Domingo de Páscoa haverá missa às 9h, na Catedral Metropolitana, presidida pelo Cônego Roberto Emílio Cavalli Júnior e às 12h na Capela da Residência Episcopal, presidida pelos Bispos. Ambas as celebrações serão transmitidas pelos meios de comunicação da Arquidiocese de Belém. Cada paróquia terá programação e transmissão própria.

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Voz de Nazaré  

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