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Profª Drª Vera Melis Paolillo

O investimento na educação da primeira infância


UNESCO – Educação para Todos (Metas de Dacar) 1. Ampliar e aprimorar uma estrutura abrangente de cuidados e educação na primeira infância. 2. Garantir que até 2015 todas as crianças, especialmente as meninas e pertencentes a minorias étnicas, tenham acesso à educação de boa qualidade, obrigatória e gratuita. 3. Garantir que as necessidades de aprendizagem de todos os jovens e adultos sejam atendidas por meio do acesso equitativo a programas adequados de aprendizagem e de habilidades para a vida. 4. Atingir 50% de melhoria nos níveis de alfabetização de adultos até 2015 . 5. Eliminar desigualdades de gênero no ensino nos níveis fundamental e médio até 2005 e igualdade de gênero na educação até 2015, com foco na garantia de acesos pleno. 6. Melhorar e garantir excelência em todos os aspectos da educação e alcancem resultados mensuráveis.


Divisor de águas 1. É direito da criança 2. É uma demanda social e gera benefícios econômicos 3. É imperativo da justiça social 4. Resultados significativos 5. Os argumentos da neurociência


CONQUISTAS . Direitos Universais da Criança 1959. . Constituição Federal de 1988.

. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 1996. . Plano Nacional da Educação 2000. . Estatuto da Criança e do Adolescente 1990. . Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (CEB 1/99 e 2009). . Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de docentes da EI e dos anos iniciais do EF. . Diretrizes operacionais para a Educação Infantil.

. Plano Nacional para a primeira infância 2010.


Constituição 1988

Criança Cidadã Sujeito social e histórico, faz parte de uma organização familiar e está inserida em uma sociedade com determinada cultura e num momento histórico. Busca compreender o mundo, sente e pensa de um jeito próprio, expressando-se por meio de diferentes linguagens. Constrói seu conhecimento de forma ativa a partir das interações que estabelece com as pessoas e o meio em que vive. Cria, recria, significa e comunica.


DIREITOS EDUCACIONAIS 1993 • • • • • • • • • • • •

Nossas crianças têm direito à brincadeira. Nossas crianças têm direito à atenção individual. Nossas crianças têm direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante. Nossas crianças têm direito ao contato com a natureza. Nossas crianças têm direito à higiene e à saúde. Nossas crianças têm direito a uma alimentação sadia. Nossas crianças têm direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão. Nossas crianças têm direito à proteção, ao afeto e à amizade. Nossas crianças têm direito a expressar seus sentimentos. Nossas crianças têm direito a uma especial atenção durante seu período de adaptação à creche. Nossas crianças têm direito a desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa. Nossas crianças têm direito ao movimento em espaços amplos.


Políticas e provimento de Cuidados e Educação na Primeira Infância / CEPI  Provimento de cuidados de saúde, imunização, alimentação e saúde, situações de desenvolvimento infantil;  Apoio a “pais de primeira viagem” por meio de compartilhamento de informações e de cuidado e educação;  Apoio aos professores de primeira viagem na educação infantil;  Criação de ambientes seguros para que as crianças pequenas brinquem e se socializem com seus pares;  Expansão e aprimoramento de CEPI para o atendimento às crianças mais vulneráveis e em condições mais desfavoráveis;  Instrumento da promoção da igualdade de gênero;  A saúde da criança é um pressuposto de um projeto educativo;

 Contribui para a qualidade do sistema educacional como um todo.


O que podemos fazer como sociedade! 1. Ampliar a conscientização junto aos gestores públicos. 2. Ampliar o acesso com qualidade no atendimento. 3. Apoiar programas de fortalecimento de lideranças locais. 4. Implementar estratégias de envolvimento de serviços comunitários. 5. Valorizar os tempos e espaços de cada grupo como caminhos identitários. 6. Trabalhar com os sonhos e o corpo das crianças como possiblidades de formação de identidade individual e coletiva. 7. Valorizar o brincar como elemento formador para as crianças e de fortalecimento de vínculos.


“Pesquisas demonstram que a maioria dos ambientes a que as crianças estão expostas no início da infância são de qualidade baixa ou inadequada; podemos melhorar a qualidade, criando ambientes nos quais as crianças possam prosperar e aprender”. Rima Shore


“Cem mundos para descobrir... Cem mundos para inventar... Cem mundos para sonhar... Cem linguagens para se expressar” Se recitarmos estes frases, não poderemos oferecer um espaço “zero” de aprendizagem e descobertas!


Recomendações e ações Qualificar profissionais para olhar para a criança, para os espaços e para as famílias (protagonismo).

Garantir a implementação de práticas educacionais que respeitem as diretrizes curriculares nas organizações que atuam com a primeira infância. O monitoramento do orçamento público deve fazer parte da agenda das organizações da sociedade civil, para que haja um controle social constante dos recursos destinados às ações ligadas à infância e seus respectivos gastos. Realizar sistematicamente avalições de qualidade considerando acesso, atendimento, aprendizagem e impacto social. Oferecer variedade de materiais para o brincar, incluindo o contato com a natureza. Garantir a oferta de brinquedos e livros em quantidade necessária.


Melhorar a transição para o ciclo inicial de educação fundamental. Estimular o desenvolvimento de identidade, empatia, tolerância e moralidade. Construir planos municipais de educação que incluam as recomendações para a primeira infância.


Organizar espaços enriquecedores para a criança viver, brincar, conviver e aprender. Participar de programas de formação continuada conhecendo mais a criança e construindo a sua profissionalidade. Promover atividades de cultura geral, regional e local. Pesquisar e disseminar abordagens exitosas do cuidar no educar.


Olhar para os espaços, rotinas e o brincar Para alÊm da sala de aula!!!!!


Os espaços devem ser organizados:

Para acolher Para encontros Para descobrir Para aprender Para sentir Para crescer Para criar Para formação e reflexão Para documentar e divulgar Para refletir sobre a prática


Espaços são lugares de encontro Espaços para a primeira infância • O espaço físico constitui em si só uma mensagem curricular. • A organização deste espaço reflete direta e indiretamente nosso estilo de trabalho. • Os espaços são oportunidades de convivência. • Nós fazemos o espaço. O espaço nos faz. (Greenman)


As políticas PÚBLICAS sempre incorporam um duplo compromisso... as necessidades das crianças, seus direitos e suas famílias como também o desenvolvimento social, refletindo sobre como os meninos e meninas se relacionam, brincam e aprendem e respeitam o meio ambiente.


O que podemos fazer para a construção das Políticas Públicas!

• Diagnóstico situacional da cidade para identificar suas limitações e potencialidades. • Formação continuada de qualidade aos educadores da primeira infância (formal e não formal) estimulando o aprender a aprender, fazer, documentar e refletir sobre o que faz. • Garantir a qualidade conceitual na formação e práticas coerentes a EPT/ODM. • Integrar todas as modalidades de atendimento educacional. • Adotar o compromisso pela educação nas cidades. • Integrar programas de CEPI (agências, organizações e serviços). • Integrar recursos financeiros e planejar estrategicamente sua utilização.


O que podemos fazer em nossas cidades pela educação infantil!

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PROVER serviços acessíveis para toda população. ASSEGURAR uma oferta educacional plural. APOIAR comitês e conselhos locais e regionais. DEFINIR critérios básicos de qualidade à luz dos indicadores. FORTALECER as escolas públicas e melhorar sua qualidade. ESTABELECER legislação e normas promovam a inclusão. GARANTIR mecanismos de ajustes com setores do governo e sociedade civil.


“ Para aumentar a qualidade , dois fatores são fundamentais: ideias fortes desenvolvidas em torno do reconhecimento das potencialidades infantis e uma comunidade que assuma a responsabilidade e uma comunidade concreto de colocá-los em prática. “ Jerome Bruner A educação é uma questão de interesse público.


Investir em quem atua diretamente com as crianรงas


COMPETÊNCIAS SABOROSAS


O saber: capacidade para investigar e selecionar os conhecimentos gerais e específicos à atividade de formador. O saber-fazer: capacidade para aplicar na prática as técnicas e os saberes adquiridos e a passagem do pensamento à ação, testando assim, o resultado da investigação. O saber-ser: capacidade para assumir a globalidade do que se é a nível biológico e psicológico. Só a partir da sua aceitação é possível ao homem mudar ou renovar algumas das suas maneiras de ser e de estar na vida.


O saber-relacionar-se: capacidade para saber sentir os outros, isto é, situar-se no mundo emocional e mental.

O saber-aprender: capacidade para atualizar continuamente os saberes adquiridos, tendo em conta a rapidez da sua evolução e limitação do seu “prazo de validade”. O saber-fazer-aprender: capacidade para estimular o gosto pela investigação, análise e sentido crítico, com vista ao desenvolvimento gradual da sua autonomia.


 Respeitar o direito da criança à infância.  Refletir sobre os diferentes contextos na educação e espaços da vida da infância.

 Repensar a formação do educador.  Reviver momentos da história da educação no Brasil.  Recriar práticas pedagógicas e estratégias de encantamento.  Recomeçar a discussão sobre os papel do professor e a atuação na prática educativa.  Resgatar a cultura da infância.

OMEP/BR/2011


“Para a criança não se trata de preparar para o futuro, mas de esgotar suas possibilidades atuais.” (J. Falk)


É possível? Então, boas práticas!

Obrigada!

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