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ESPECIAL

COMERCIAIS P.29

N.º 020 | MARÇO | TRIMESTRAL | 2014 | ANO VI | 3,50 EUROS

ANTEVISÃO 2014 MODELOS PARA FROTAS

NOVO CÓDIGO GESTORAS TAMBÉM RESPONSÁVEIS

PFIZER

DESAFIOS: CONSUMOS E IMPOSTOS

SIEMENS

A GESTORA, O CONDUTOR E A EMPRESA

CUSTOS DE UTILIZAÇÃO

OITO MODELOS EM ANÁLISE


EDITORIAL

Hugo Jorge

DIRETOR hj@fleetmagazine.pt

Distorções na análise

O

primeiro lugar do pódio nas vendas de viaturas novas em Janeiro suscitou reações da parte de muita gente, basicamente porque se tratava de uma marca “premium”. Este acontecimento, que só fez com que outros assuntos fossem colocados de parte, mostra como o sector automóvel continua a ser analisado pela rama e não em profundidade. A nota aqui não é tanto a marca ter sido aquela com mais vendas, mas mais o facto de ter, como as suas concorrentes, modelos que concorrem diretamente com as marcas generalistas. Isto é verdade para o consumidor final, mas ainda mais para as vendas a empresas, como qualquer pessoa que circule neste mercado sabe. As vendas a empresas são também um mistério à parte. Recentemente, numa conferência de imprensa, a ACAP admitiu não ter dados sobre quantos automóveis se vendem para empresas, mas atirou para os 70% do total do mercado. Claro que este número está fora da realidade, como mostramos no nosso trabalho da pág. 14, mas não é esse o ponto. O que é curioso é como este canal de vendas merece pouca atenção.

Veja-se, por exemplo, quantos vendedores de público em geral existem em comparação com especializados em vendas a empresas. Ou a forma como a comunicação das marcas é maioritariamente dirigida ao consumidor final. É preciso perceber: são as margens. Os indicadores do início do ano mostram que a economia está a animar. As marcas referem que estão a receber muitos mais pedidos de propostas por parte dos clientes. Dois gestores de frota entrevistados para esta edição vão manter o mesmo número de viaturas este ano e fazer renovações significativas. Por outro lado, o crédito começa a chegar. Depois de um ano que provou serem as compras das empresas a suportar a retoma deste mercado, assim que as renovações dos particulares começarem tudo voltará ao mesmo. E, nessa altura, quando se estiver a falar de automóveis, já ninguém se vai lembrar quem compra metade das viaturas e alimenta praticamente todo mercado de usados.

NOTA: Por motivos de saúde, Marcelo Oliveira suspende a sua colaboração com a FLEET MAGAZINE por tempo indeterminado. Desejamos publicamente que regresse em breve.

DIRETOR Hugo Jorge | EDITOR E PROPRIETÁRIO: HDD Media – LX Factory – Ed. 1 – 4º Piso R. Rodrigues Faria, 103 1300-501 Lisboa | Telefone: 966031838 | E-mail: hj@fleetmagazine.pt COLABORAM NESTA EDIÇÃO: Paulo Homem, Hugo Simões, Rogério Lopes, 4Fleet, Leaseplan Portugal, Renato Rodrigues, Ricardo Silva, Alexandre Lima | FOTOS: Augusto Brázio, Fleet Magazine | PAGINAÇÃO: Pedro Marques PERIODICIDADE: Trimestral | ASSINATURA ANUAL: 14 euros (4 números) IMPRESSÃO: DPS - Digital Priting Solutions MLP - Quinta do Grajal - Venda Seca 2739-511 Agualva Cacém – Tel: 214337000 Nº Registo ERC: 125.585 | Depósito Legal: 306604/10

© COPYRIGHT: Nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito da “Fleet Magazine”

Fleet Magazine N.20 | Março 2014

Notícias 4 Código de condução: novas regras 8 Mercado em 2013: como foi? 10 Antevisão de produto 2014: oferta das marcas 14 Pneus: o que tem acontecido 18 Norauto entra nas pequenas frotas 20 SGS Car: retalho na Margem Sul 22 AutoPleno: recondicionamento garantido 24 OPINIÃO Alexandre Lima, Iberofleeting 28

ESPECIAL COMERCIAIS LIGEIROS 29

Infotainment: oferta de mercado Taximotion: gestão de serviço de táxi Custos de utilização: análise 4Fleet OPINIÃO Ricardo Silva, Leaseplan Gestão de frota na Pfizer EMEL adquire cinco elétricos Gestão de frota na Siemens Audi “ultra”: hiper-eficientes Classe V: a Mercedes-Benz nos MPV Volvo: novo motor D40 na V40 Teste: VW Golf Variant 1.6 TDI Ao volante

38 40 42 46 48 51 52 55 55 57 58 60

2014 MARÇO FM20 3


NOTÍCIAS A TNT Portugal lançou um novo serviço de expedição de produtos a temperaturas controladas para o setor da saúde, que garante a cobertura total das necessidades da indústria farmacêutica - desde o armazenamento e recolha até à entrega dos produtos. O novo serviço é apoiado por uma frota de viaturas e por armazéns especificamente preparados para lidar com produtos farmacêuticos que necessitem de uma temperatura controlada, com intervalos entre os 15º e os 25º, garantindo um alinhamento total com as diretrizes europeias deste setor. Um estudo promovido pela Leaseeurope indica que as empresas europeias estão mais otimistas para os próximos seis meses. Apenas 10% dos inquiridos esperam um declínio no volume de negócios, contra 74% que afirmam que a sua atividade vai melhorar.o nível de crédito mal-parado vai manter-se nos próximos seis meses, dizem ainda 59% dos inquiridos. A Ford comercializou 186,200 veículos comerciais na Europa em 2013, mais 11,000 que no ano anterior. A quota de mercado aumentou para os 9.2 por cento, comparando com os 8.5 por cento no ano transacto, o maior aumento de quota entre todos os fabricantes na Europa. O crescimento das vendas Ford foi impulsionado, em especial, pela procura da nova Transit Custom de 1 tonelada e da pick-up Ranger. A Ford vendeu 41.500 Transit Custom em 2013, o primeiro ano completo de produção, e 15.400 Ranger – um crescimento de 49 por cento em comparação com 2012. A Michelin, o CEA, a Protéus (Grupo PCAS) e a SDTech vão desenvolver duas inovadoras vias para valorizar pneus usados. Este projeto, dirigido pela Michelin e denominado TREC (Tyre Recycling) pretende desenvolver duas vias de valorização dos pneus usados: a primeira, TREC Regeneração, consiste em regenerar o composto de borracha para fabricar pneus novos. A segunda, TREC Álcool, permitirá produzir um intermediário químico necessário para sintetizar as matérias-primas usadas na fabricação de pneus.

4 FM20 MARÇO 2014

ALD LANÇA ALD MOVE A ALD Automotive lança o ALD move, um novo produto que elimina o custo da renda quando precisar de dias de viatura de substituição extra-contrato, no caso da imobilização prolongada, evitando desta forma a duplicação de custos. O objectivo com este lançamento é minimizar os custos para os seus clientes, garantindo a mobilidade dos utilizadores. O ALD move está disponível para novos contratos e para contratos a decorrer, garantindo desta forma políticas de frota consistentes e transversais a todos os clientes ALD Automotive. “Estávamos conscientes que as imobilizações prolongadas das viaturas nas oficinas, mesmo que raras, originavam custos acrescidos difíceis de quantificar e prever", diz Guillaume de Leobardy, Director Geral da ALD Automotive Portugal. "Por isso, desenvolvemos um produto único no mercado que não só garante aos nossos clientes a continuidade da mobilidade do que precisam, mas também o menor custo.”


A Garmin anunciou o lançamento do  HUD+, a combinação perfeita entre o Head-

Up Display e a aplicação Garmin HUD, a aplicação que agora a Garmin coloca ao dispor dos utilizadores do Head-Up Display de forma gratuita. O HUD+ é um equipamento que traz para dentro das viaturas uma tecnologia futurista que permite uma melhor visualização das indicações (ao serem projetadas no vidro do carro).

BCA contrata comerciais A BCA está a contratar comerciais para integrar a sua equipa em Mem Martins. A leiloeira espera uma forte apetência comerciais e boas relações no Mercado automóvel. Além disso, pretende também candidatos com experiência de vendas, principalmente em concessões de marcas. O salário será compatível com a função e conhecimentos apresentados.

A Net Peças criou uma solução que simplifica a compra e venda de peças de automóvel recicladas de forma intuitiva, transparente e segura. Cada processo é iniciado pelo preenchimento de um formulário simples, para aquisição de uma peça usada. Seguidamente, as sucatas recebem o pedido e enviam para a plataforma web as suas propostas com o melhor preço. A plataforma estimula preços concorrenciais, mostrando aos criadores das propostas uma notificação com o melhor preço até ao momento. A falta de viaturas entre os três e os cinco anos está a ajudar o valores residuais, embora a procura privada de viaturas mais antigas e os altos descontos praticados esteja a colocar os valores residuais das viaturas até aos cinco anos sob pressão, indica um relatório da EurotaxGlass relativo ao penúltimo trimestre do ano passado na Europa. A empresa estima que o parquet de viaturas entre os 1-5 anos continue a cair até 2017, embora o grupo de 1-2 anos comece já a subir a partir do próximo ano. PUB

Depois da estreia no Zafira Tourer, o motor turbodiesel 1.6 CDTI da Opel passa a estar disponível também na gama Astra. Com elevada potência (136 cv) e elevado binário máximo (320 Nm), o moderno motor 1.6 CDTI faz parte da geração mais recente de propulsores Opel. O 1.6 CDTI vai equipar as variantes de carroçaria de quatro portas (três volumes), cinco portas (dois volumes) e ‘station wagon’ Sports Tourer do modelo Astra. Este propulsor sobressai pela elevada ‘performance’ e pelo baixíssimo nível de ruído, registando um consumo de gasóleo de apenas 3,9 litros aos 100 km.

2014 MARÇO FM20 5


NOTÍCIAS O volume de negócio da CarNext, plataforma online da LeasePlan para venda de automóveis usados, atingiu em 2013 uma facturação de 95 milhões de euros no segmento B2B, apresentando um crescimento de 17% no volume de vendas, comparativamente ao ano anterior. Estes dados foram divulgados durante o CarNext Awards 2013, um encontro anual organizado pela LeasePlan Portugal, que pretende reconhecer os melhores parceiros estratégicos da CarNext.

A Cartrack disponibiliza agora um serviço de consultoria que permite aos seus clientes tirar o maior rendimento dos serviços e da sua plataforma. O serviço de consultoria Cartrack foca-se, essencialmente, no apoio aos clientes para uma mais vantajosa utilização da plataforma e dos serviços por si disponibilizados. Sem qualquer custo adicional, o cliente pode ficar a saber, não só quanto já ganhou com a Cartrack, como também estimar o quanto pode vir a ganhar, ao mesmo tempo que recebe aconselhamento nesse sentido.

O Grupo IMA (Inter Mutuelles Assistance), que tem como filial para Portugal e Espanha a companhia IMA Ibérica Assistência; foi eleita pela Renault para assegurar a assistência dos veículos térmicos das gamas Renault e Dacia em França. O acordo tem uma duração inicial de 3 anos, entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de 2014. Como resultado do concurso lançado em 2012, a Renault escolheu o Grupo IMA para assegurar a assistência das suas gamas de veículos térmicos Renault e Dacia em França. Esta parceria tem uma duração inicial de 3 anos

SKODA RAPID COM MELHOR VALOR RESIDUAL A EurotaxGlass prevê que o novo Skoda Rapid Spaceback tenha o melhor valor residual em comparação com os Hyundai i30, Ford Focus, Citroen C4, Renault Mégane e o Kia Ceed. O estudo refere-se a três anos de utilização e 60.000 km cumpridos nos mercados alemão, espanhol, francês e italiano. Um dos melhores resultados (46%) foi alcançado na Alemanha, o segundo mercado mais forte da marca em todo o mundo. O estudo analisa vários critérios, tais como o consumo de combustível e as emissões de CO2, o “value for money”, a qualidade e custos de utilização. O design e outros aspetos também foram incluídos nesta avaliação.

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MERCADO

Gestoras podem ser responsáveis por multas A nova lei da estrada traz mais responsabilidades para as gestoras de frotas que passam a pagar coimas pelas infrações rodoviárias dos condutores

8 FM20 MARÇO 2014

A

gestoras de frotas, empresas de aluguer de automóveis e entidades financeiras titulares de contratos de leasing automóvel passaram a integrar a lista de entidades responsáveis pelo pagamento das coimas resultantes das contraordenações rodoviárias. O novo Código da Estrada, que entrou em vigor no início deste ano, mexeu nas responsabilidades dos locatários pelas infrações cometidas pelos condutores dos veículos locados. A nova redação do artigo 135.º estabelece, por um lado, que a responsabilidade principal pelas infrações ao volante passam, agora, também a recair no locatário, no caso de aluguer operacional de veículos, aluguer de longa duração ou locação financeira, quando não seja possível identificar o condutor e, por outro, que o locatário tem também uma responsabi-

lidade subsidiária pelo pagamento das coimas e multas. As implicações práticas são fáceis de adivinhar: ao contrário do que acontecia com o anterior Código da Estrada, em que a responsabilidade pelas contraordenações eram apenas do condutor ou do titular do documento de propriedade, agora as empresas (ou pessoas singulares) que tenham os seus veículos em regime de leasing, são também responsabilizadas deixando a aplicação de sanções de estar limitada à condução ou à propriedade do veículo. “Ainda que a responsabilidade das pessoas coletivas já esteja consagrada no âmbito das contraordenações rodoviárias, é feita, agora, uma imputação direta e autónoma da responsabilidade do locatário por determinadas infrações”, esclarece à Fleet Magazine Mariana Fiadeiro, da sociedade de advogados Estúdio Jurídico Ejaso.


Contribuinte é obrigatório Os utilizadores dos chamados “carros de serviço”, assim como os restantes, são agora obrigados a apresentar o cartão de contribuinte junto das autoridades policiais, se ainda tiverem o antigo bilhete de identidade, arriscando a coima de 30 euros pela falta. Esta é só uma das mais de 60 alterações introduzidas ao Código da Estrada. O uso de telemóveis e auriculares ao volante também vai implicar outros hábitos já que apenas são autorizados “aparelhos dotados de um único auricular”. O novo Código da Estrada também traz mexidas nas taxas de álcool. O limite fica mais apertado para os condutores profissionais, ou seja condutores de veículos de socorro ou de serviço urgente, de transporte coletivo, de táxi, de pesados de passageiros e mercadorias e de mercadorias perigosas, com a taxa a baixar de 0,5 g/l para 0,2 g/l. Também passa a ser obrigatório que, no momento da autuação, o condutor seja informado de que pode pagar a multa em prestações, desde que se trate de um valor superior a 200 euros. O pagamento pode ser feito em prestações mensais não inferiores a 50 euros e pelo período máximo de 12 meses.

Ainda que a responsabilidade das pessoas coletivas já esteja consagrada no âmbito das contraordenações rodoviárias, é feita, agora, uma imputação direta e autónoma da responsabilidade do locatário por determinadas infrações

No entanto, a jurista sublinha que podem existir dúvidas na aplicação prática do novo artigo 135.º, já que a lei não esclarece, se “a impossibilidade de identificação do condutor” respeita à autoridade administrativa que aplica a coima ou à impossibilidade do locatário de identificar o condutor. “Ainda que não se contemple a situação de impossibilidade não culposa do locatário, o que é de criticar, o artigo 171.º parece resolver esta questão, ao especificar, no seu novo n.º 7, que, posteriormente à identificação do locatário (feita pelo próprio, dentro dos 15 dias posteriores à notificação da autoridade administrativa), este é notificado para proceder à identificação do condutor, sob pena de o processo correr contra ele”, esclarece Mariana Fiadeiro. O novo Código apenas “iliba” as empresas locatárias se estas provarem que o condutor

utilizou abusivamente a viatura. No entanto, pelo pagamento das coimas e das custas do condutor, o locatário é sempre subsidiariamente responsável, não se contemplando a exclusão de responsabilidade do caso de utilização abusiva. “Assim, ao contrário do que sucedia no anterior Código da Estrada, a responsabilidade subsidiária deixa de se limitar à titularidade do documento de identificação do veículo e deixa igualmente de estar limitada nos casos em que tenha havido utilização abusiva do veículo”, diz Mariana Fiadeiro. Na análise ao novo Código da Estrada, a jurista da sociedade de advogados Estúdio Jurídico Ejaso sublinha que tratando-se de contraordenações graves e muito graves, normalmente sancionadas com coima e sanção acessória de inibição de conduzir, a sanção acessória é substituída pela apreensão do veículo.

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MERCADO

A evolução das vendas em 2013

* Fonte: ACAP

Viragem no segundo semestre. O mês de dezembro foi o que teve o melhor desempenho face ao ano anterior, com uma subida de 35,4%. Neste mês, foram vendidas 8.612 unidades. O melhor mês do ano foi junho, quando se venderam 12.735 viaturas. Foi a partir desta data que os números passaram a ser sempre melhores que no ano anterior, mostrando uma clara tendência de recuperação. A partir dessa data, não só todos os meses foram positivos como a variação nas vendas acumuladas foi também subindo.

Como se vendeu em 2013

2013 foi um ano que surpreendeu pela alavancagem a partir do segundo semestre nas vendas. As vendas a frotas foram importantes, mas o rent-a-car e o renting cresceram abaixo do mercado 10 FM20 MARÇO 2014

A

ACAP espera uma subida de 3,9% nas vendas de automóveis novos em 2014 e 5,7% em 2015. As frotas devem continuar com o mesmo peso no mercado, diz ainda a associação sobre este canal, que admite ter cada vez mais importância. Os números das associações do rent-a-car e do renting e leasing mostram que estes três canais de venda valem, por si só, 52% do mercado. Este é também um valor em linha com os cálculos efectuados pela FLEET MAGAZINE, a partir das respostas de cada marca (ver caixa). Entre estes, o canal mais valioso para as vendas de viaturas novas é o rent-a-car, com

25.245 unidades vendidas, a que corresponde 20% do total do mercado. No entanto, há marcas que chegam a ter 36% das suas vendas de viaturas de passageiros indexadas ao aluguer de curta duração (ver caixa na p. 12). O rent-acar cresceu 7% em 2013. Já o renting e o leasing contam cada um com 16% das vendas totais. No entanto, é de referir que o renting teve um decréscimo de 0,8% em relação ao ano anterior nos veículos de passageiros, mas uma subida de 23,2% nos comerciais ligeiros no mesmo período. No total, o resultado foi um crescimento de 5,3 por cento. Já no leasing, o crescimento foi de 4,4 por cento.


Os números parecem animadores, mas a associação lembrou que para o sector automóvel poder subsistir é necessário que as vendas ultrapassem as 150 mil unidades – a previsão para 2015 é de 137.500. A discussão sobre quanto vale o mercado foi mesmo um tema recorrente numa conferencia de imprensa que a ACAP deu para apresentar os dados relativos ao ano passado. A associação recordou que a média dos últimos dez anos tem sido de 175 mil unidades e que os valores atuais estão ainda longe disso. E que o crescimento de vendas no ano passado em 11,8%, para as 105 mil unidades, tem que ser visto nesse contexto. É que comparando 2013 com 2010 ou 2011, ainda se assiste a uma quebra de vendas. De acordo com o que foi apresentado, o ano passado esteve 52,6% abaixo do que foi 2011 e 31% do que foi 2012. E, apesar das reestruturações que têm acontecido nos importadores e na rede de retalho, a estrutura do comércio automóvel está dimensionada para volumes acima dos 150 mil automóveis. Temas fiscais

Parte das quebras de vendas terão a ver com fiscalidade. A ACAP acrescenta ao agravamento fiscal de que o sector automóvel é sujeito a falta de estímulos para a aquisição de viaturas novas. Mostrando um gráfico onde ser podia ler que a idade média do parque automóvel não tem parado de subir desde o ano 2000 até culminar em 2013 nos 11,7 anos, a associação acrescentou ainda que esta tendência “tende a agravar” se nada for feito. A associação tem-se mexido e conseguiu entregar uma petição com 4.500 assinaturas e aguarda o agendamento dessa reunião em plenário. O tema será a reposição do sistema de incentivos ao abate, que desapareceu a partir de 2007. De acordo com estimativas da associação, este programa pode vir a acrescentar 15 mil viaturas às vendas anuais. Tendo em conta a expectativa para 2015 de 137 mil unidades, poderia chegar-se aos 150 mil – o número ideal, segundo a associação. Mas o regresso do programa também teria benefícios para o Estado. À medida que as vendas descem, também o valor de impostos cobrados tende a descer. De 2011 para agora, a receita diminuiu de 790 para 354 milhões de euros. A venda dessas 15 mil unidades à custa do programa trariam um aumento da receita fiscal em 50 milhões de euros. Além disso, conseguiria também uma poupança energética de 3,2 milhões de litros de combustível por ano e menos 10,8 mil toneladas de CO2 por ano. A ACAP suspeita que será por causa do programa de ajustamento que o Governo não

A ACAP recordou que a média dos últimos dez anos tem sido de 175 mil unidades e que os valores atuais estão ainda longe disso. E que o crescimento de vendas no ano passado em 11,8%, para as 105 mil unidades, têm que ser vistas nesse contexto avança com este programa. O que deixa uma janela aberta para o que poderá acontecer assim que terminar este período. Mas quer isto venha a acontecer ou não, as expectativas não deixam de ser positivas. A associação disse que 2012 poderá ter sido o bottom line desta queda. No entanto, as suas previsões de 3,9% de crescimento este ano contrastam com as subidas acima dos 30% em Dezembro e Janeiro ou mesmo com o que se prevê no país vizinho, com 10,7% de crescimento. Confrontado com este facto, José Ramos admitiu as reservas da associação. “Temos sido conservadores, mas há razões para o ser”, disse.

Vendas a frotas valem quase metade do total As vendas a frotas das 25 maiores marcas valem 49% do mercado total, de acordo com dados compilados pela FLEET MAGAZINE. Os números foram indicados pelas marcas e ponderados de acordo com o volume de vendas de cada uma. No entanto, a importância deste negócios varia de importador para importador. Há algumas onde chega a ser 70%, mas noutras não passa dos 9 por cento.

2013: bom ano em frotas Grandes resultados num ano de vários acontecimentos. Houve o surpreendente crescimento nas vendas totais, alguma dinâmica comercial, as empresas começaram a ter confiança e a fazer investimento... “Foi o melhor ano de sempre em termos de quota de mercado da BMW em Portugal e também o melhor ano de sempre de vendas a empresas”, diz fonte da marca. E explica: “Este é o resultado da aplicação de uma política de frotas extremamente eficiente, complementada com excelentes equipas de profissionais dos nossos concessionários, exclusivamente dedicados a este segmento de clientes”. A Honda teve também o melhor ano de vendas neste segmento, mas dos últimos quatro anos, devido ao lançamento do motor 1.6 i-DTEC no Civic 5P e no CR-V. A Seat duplicou o volume de vendas deste canal em relação ao ano anterior. A Renault destaca o resultado excepcional no canal de comerciais ligeiros, onde conseguiu a melhor quota de mercado de sempre. A Peugeot conseguiu manter a sua quota. A Nissan subiu. A Mazda fala de um reforço no seu posicionamento como marca alternativa às generalistas e premium. Na Skoda, Toyota, Volkswagen e Audi houve também subidas nas vendas. Esta última marca enquadra mesmo o resultado positivo apesar de uma “extrema agressividade das condições e agentes de mercado” que se sentiram. Apenas a Ford, que viu reduzida a sua estrutura recentemente, admite que baixou as suas vendas no canal de frotas, embora se foque no canal de grande dimensão. “As condições que algumas marcas estavam a praticar não tinham racionalidade económica e só se podem justificar pela pressão de apresentar números de matrículas”, diz a marca. “Também decidimos limitar consideravelmente as vendas a operadores de rent-a-car, o que já teve como consequência um aumento claro dos valores residuais dos nossos modelos, algo cujo benefício ficará muito claro para clientes e gestoras de frotas no curto prazo”.

2014 MARÇO FM20 11


MERCADO

Quem perdeu e quem ganhou?

VENDAS (LP+LCV)

% NAS VENDAS

2012-2013 (%)

RaC

25.245

20%

7%

Renting

19.554

16%

5,30%

Leasing

19.284

16%

4,40%

TOTAL

64.083

52%

TOTAL MERCADO

124.122

11,70%

O Rent-a-Car e as vendas totais (VP)

Renault é marca mais vendida

Cinco maiores subidas*

MAZDA

62,2%

DACIA

61,8%

LANCIA

54,2%

RENAULT

3.329 15%

21%

A marca mais vendida continua a ser a Renault, com 12.282 viaturas, a que corresponde uma quota de mercado de 11,6%. Eis o ranking das dez mais vendidas e respectiva quota de mercado:

VW

3.044 13%

26%

RENAULT

11,6%

SEAT

47,0%

PEUGEOT

2.542 11%

21%

VOLKSWAGEN

9,57%

MERCEDES-BENZ

26,4%

FIAT

2.387 10%

36%

PEUGEOT

8,85%

OPEL

1.899 8%

24%

BMW

7,2%

SEAT

1.359 6%

35%

MERCEDES-BENZ

6,63%

Cinco maiores quebras de venda*

CITRÖEN

1.069 5%

14%

OPEL

6,43%

HYUNDAI

-24,3%

MERCEDES 1.069 5%

13%

AUDI

5,64%

ALFA ROMEO

-16,5%

AUDI

734

3%

12%

FIAT

4,88%

KIA

-12,8%

NISSAN

644

3%

14%

CITROEN

4,87%

CHEVROLET

-9,6%

BMW

600

3%

8%

TOYOTA

4,46%

FORD

-8,7%

PESO DE RaC

SHARE

(VENDAS TOTAIS

TOTAL RaC

DA MARCA)

RaC

Fonte: ACAP, ARAC

12 FM20 MARÇO 2014

* Marcas com mais de 500 viaturas vendidas em todo o ano

Fonte: ACAP

* Marcas com mais de 500 viaturas vendidas em todo o ano

Fonte: ACAP

MARKET

Fonte: ACAP

Nos quatro primeiros lugares dos mais vendidos continuam as mesmas marcas. Mais abaixo, a Mercedes-Benz conseguiu passar de sétima marca nacional para a quinta posição, que era ocupada pela Opel, agora em sexto. A Audi desce da 6ª para a 7ª posição e a Fiat passa de 10º para 8º lugar. A Citroen mantém-se no 9º lugar e a Toyota sobe de 12º para a 10ª posição.

Fonte: ACAP, ALF, ARAC

O peso das frotas nas vendas totais


MERCADO

Modelos para frotas: que esperar em 2014? Este ano, as empresas podem esperar algumas novidades a nível de frotas. As marcas vão continuar a apostar em modelos já lançados no ano passado posicionados de acordo com a fiscalidade

14 FM20 MARÇO 2014

D

epois de resultados que foram melhor do que se previa e que não têm parado de subir desde meados do ano passado, as marcas preparam-se para um período de crescimento mais forte em 2014. Para isso vão contar com uma série de lançamentos (ver Timeline), mas aproveitar também aqueles que fizeram em 2013. Além disso, esperam uma economia mais positiva que se irá refletir nas compras de viaturas por parte das empresas. É essa a resposta que recolhemos da parte da Audi e da Volkswagen junto do importador, a SIVA. “Pensamos que vai haver uma recuperação no sector de frotas, muito ligado ao aumento de confiança na economia e à necessidade de troca de viaturas depois de muitos anos onde as extensões de contrato vingaram”, diz fonte da empresa. O diretor comercial da Opel, Carneiro Gomes, admite que houve um “ponto-morto”

nesta atividade nos últimos três meses do ano passado, mas que em Janeiro já sentiu mais pedidos de cotações. E lembra que os últimos dois ou três anos foram marcados por uma fase de prolongamentos de contratos, com os ajustamentos das empresas na sua massa de colaboradores e também alguma preocupação das gestoras com os valores residuais. Este pode ser o momento de viragem. Há quem se atreva a quantificar. Guilherme Castro, da Mitsubishi, diz que as vendas de novos podem vir a subir entre 5 a 25 por cento. No entanto, deixa a ressalva de que há sempre factores que podem influenciar este número, referindo-se à prestação da economia portuguesa. Da Peugeot, fala-se mesmo num mercado mais prudente quanto à tipologia, segmento e custo de aquisição de viaturas. “O impacto da tributação autónoma sobre o parque actual das empresas, assim como para as futuras


DIVERSIDADE. As marcas preparam alguns lançamentos importantes para as frotas em 2014, mas é preciso contar ainda com algumas versões específicas para este mercado

Fiscalidade, mas... Mas qual terá sido o acontecimento mais marcante de 2013? Embora as alterações na fiscalidade sejam um forte candidato, houve ainda outros assuntos que ocuparam 2013. A Nissan fala da relação entre a crise financeira e as vendas a particulares. “Em termos relativos, os diversos subsegmentos de frotas têm vindo a reforçar o protagonismo no mercado”, diz fonte da marca. Mas a Skoda fala da agressividade comercial das diferentes marcas, por exemplo. E a Volkswagen do downsize proveniente das condições de mercado e da retração das empresas. A Seat refere a renovação de frota por parte dos rent-a-car e a estabilidade nas frotas das empresas como os acontecimentos mais marcantes para este sector. A Renault diz mesmo que as consultas das empresas estiveram a um nível “incomparavelmente superior” ao de 2012 e anteriores. A Ford refere que se assistiu ao regresso dos grandes frotistas, que deverão ser seguidos pelas frotas de média dimensão”. E da Mitsubishi diz-se que foi o facto de o mercado começar a subir no segundo semestre contra todas as expectativas. “Foi uma surpresa para toda a gente”, diz Guilherme Castro, “mas nessa altura já todos os indicadores económicos mostravam essa tendência. Com isso, houve uma mudança de ambiente e de expectativas”.

Modelos que ainda contam Apesar dos novos lançamentos, uma parte da oferta passa por modelos que saíram no final de 2013.

Renault Mégane Seat Leon ST VW Golf Variant BMW i3 Toyota Auris Touring Sports Toyota Corolla Skoda Rapid Spaceback Mazda 6 Opel Insignia Mercedes-Benz Classes A e C

2014 MARÇO FM20 15


MERCADO

Os lançamentos em 2014 (VP) JANEIRO

FEVEREIRO

MARÇO

ABRIL

JUNHO

Lexus 300h

Honda Civic Tourer

Toyota Verso 1.6 D4D

Lexus CT 200h

Renault Traffic

Mitsubishi Outlander PHEV

Skoda Octavia Greenline (Limo e Break)

Peugeot 308 SW

Nissan Qashqai

VW Polo

Opel Astra 1.6 136 cv

Opel Astra 1.6 110 cv

BMW X5 25d

Opel Zafira 1.6 Executive

Citroen C4 Cactus MB Classe V Citroen Jumper BMW X5 25d

MB Classe C

Volvo V40 D4 140 cv

MB GLA

Nissan e-NV200 Peugeot Boxer

aquisições, obrigará a uma reestruturação do parque automóvel de cada empresa, podendo originar vários efeitos”, diz fonte da empresa. Entre esses efeitos podem estar o downgrade de viaturas, prolongamento de contratos de financiamento (aumento do período de utilização) ou passagem das viaturas para os colaboradores. “Independentemente das soluções que cada empresa escolherá, os impactos serão sentidos neste mercado. Dentro deste contexto, as nossas expectativas passam nesta fase, por uma manutenção dos volumes de 2013”. Mas, quer as vendas a empresas se mantenham ou continuem a subir, todas as marcas apoiam a sua esperança nos modelos que vão ter em comercialização. A Toyota diz, por exemplo, que acredita num ligeiro crescimento por causa “da completa gama de modelo

A retoma da economia já está a trazer mais contactos dos frotistas às marcas. Depois dos prolongamentos de contratos, pode estar a chegar o ponto de viragem

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JULHO

SETEMBRO

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

BMW X3

Lexus NX

Toyota Aygo

VW Passat

Smart Fortwo

Opel Vívaro

Lexus RC

Smart Forfour

Citroen C1

AUDI A6 Facelift

BMW Série 2 Active tourer

BMW Série 2 Active Tourer

Peugeot 508

adaptada a múltiplas necessidades”. “Com o regresso da Toyota ao segmento C na carroçaria carrinha, com o  novo Toyota Auris Touring Sports (dispondo de motorização a gasolina, diesel e híbrida), a nova geração Toyota Corolla , a nova geração Toyota RAV4 e com a oferta de packs de equipamento nos modelos Yaris e Auris, contamos ter uma posição competitiva no sector de frotas”, diz Nuno Braga, o responsável de frotas do importador. A Skoda conta com a disponibilidade de gama e o potencial das versões GreenLine, com menores emissões e consumos. Além disso, es-

pera que o Rapid Spaceback lhe permita entrar pela primeira vez no segmento de compactos. A BMW, que teve o seu melhor ano de vendas a frotas desde sempre, espera continuar a crescer neste segmento. Os trunfos com que conta serão o lançamento dos novos produtos, os profissionais da rede de concessionários, a política de frotas, os parceiros de negócio e a força da marca. Na Seat, crescimento sustentado no lançamento do Leon ST. “Trata-se de um produto de grande qualidade, muito ajustado ao mercado português não só pelo seu preço, consumos, qualidade de construção e performance, para

além de ter excelentes valores residuais”, refere a marca. A Opel espera consolidar o lançamento do Insignia e aproveitar o lançamento das motorizações 1.6 para o Astra. A de 136 cavalos já está em comercializaçãoo, mas é na 110 que a marca deposita mais esperança, dado o nível de emissões. A Mitsubishi acredita numa janela de oportunidade para os veículos mais amigos do ambiente, onde conta com o Outlander PHEV. A Mazda continuará a insistir nos novos Mazda 6 e CX-5. Na Nissan, acaba de chegar o Qashqai, o seu best-seller para este mercado.

Campanhas As marcas vão continuar as campanhas especiais para este sector. Embora, por razões óbvias, nenhuma tenha revelado que tipo de campanhas terá, elas admitem que continuarão em contacto com os clientes. A Opel diz que este ano o ênfase deste negócio será em ajustar os modelos aos limiares da tributação autónoma. “Podemos vir a criar modelos especiais para frotas, como o Zafira ou mesmo a reactivação comercial do 1.3 no Astra, mas não serão opções estáticas”, diz Carneiro Gomes. “A Renault irá continuar a manter a sua actividade, procurando sempre responder de forma rápida às necessidades destes clientes que eventialmente poderão ter modificações por via das alterações promovidas no código do IRC”, refere fonte da marca. “Será um ano de continuidade, sabendo que a presença no mercado de frotas é uma opção estratégica”. A Ford, por exemplo, vai colocar versões especialmente dedicadas a frotas. “Teremos ofertas em todos os segmentos abaixo do patamar de 25 mil euros, logo sujeitos ao primeiro escalão de tributação autónoma, algo que os gestores de frota terão de ter muito em atenção em 2014”. O mesmo irá fazer a Mercedes-Benz. A marca prevê um reforço nos pacotes de equipamento para o Classe C e o A, de forma a coloca-los nos escalões abaixo dos 35 e 25 mil euros, respetivamente. A Nissan aposta no alinhamento da gama, nas políticas comerciais e no reforço da equipa para a área de frotas, além dos valores residuais e dos custos de utilização.

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SERVIÇOS

O final de 2013 e a chegada do novo ano trouxe ao mercado dos pneus uma série de novidades, com a chegada de novas marcas e outras a terem novos distribuidores em Portugal

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S

Pneus: mercado em mudança

e existe negócio em Portugal que está em constante mudança estrutural, o dos pneus é um deles. Apesar de os seis grandes construtores de pneus manterem a sua atividade, tem sido grande a agitação no negócio dos pneus, nomeadamente ao nível dos grossistas. Nem todos têm conseguido resistir à crise, mesmo se alguns deles representavam marcas de pneus com alguma expressão em Portugal, pelo que novas oportunidades têm vindo a surgir para muito outros grossistas, fruto também de alguma reorganização internacional do mercado. Por exemplo, a marca Kumho passou a ter em 2013 uma estrutura ibérica, com armazém e escritórios em Espanha, o que levou a uma profunda reorganização da atividade da empresa também em Portugal.

cialmente pela Kumho Tires como representante dos pneus para ligeiros, 4x4 e comerciais da marca coreana em Portugal. Para os mais distraídos, refira-se que a a Kumho Tires já acordou com a BMW fornecer no primeiro equipamento alguns dos veículo da marca alemã. Para além disso a a Kumho equipa de origem veículos das marcas como a Smart, KIA, Hyundai e Mercedes Benz. Para Pedro Conceição, gerente da Aguesport, o objetivo com a marca Kumho passa pela “criação de uma rede de  fidelização ao nível do retalho, mas também pelo reforço do reconhecimento do produto”. Para atingir este objetivo, a Aguesport vai aproveitar o lançamento que a Kumho irá fazer de uma série de novidades ao nível de produto, já durante o primeiro semestre de 2014.

Aguesport representa K umho

Vredstein com a RS C ontreras

Um dos mais bem organizados grossitas de pneus em Portugal, a Aguesport, foi eleita ofi-

Durante muitos anos a ser representada pela Pneus da Península, a marca Vredestien passou


a ser distribuída em Portugal pela firma RS Contreras. Sendo uma dos mais antigos grossistas de pneus em Portugal, a RS Contreras já comercializava a marca Apollo, de um dos mais poderosos grupos mundiais de pneus, que já esta década tinha adquirido a marca Vredestein. Por este facto era lógico que fosse a RS Contreras a ficar com a representação da Vredestein. A Vredestein é considerada como uma marca Premium no mercado português, embora a política da marca não tenha passado pelo primeiro equipamento, mas sim pelo desenvolvimento de uma estratégia de produto onde a qualidade e durabilidade dos seus pneus assumem primordial importância. Quanto à estratégia de relançamento da marca em Portugal, Jos Enrique Careipor da marca Apollo e agora da Vredstein, ambas no mesmo grupo, Josensa gama de marcatosfeitos ja chaves e equipamé Enrique Carreiro, Sales Manager da RS Contreras diz que “temos como objectivo primordial reativar a notoriedade da marca, reforçando o interesse dos clientes que já trabalhavam a Vredestein. O nosso interesse é reforçar e criar novas parcerias que permitam a evolução sustentada da marca em Portugal”. Nesta fase de relançamento da Vredestein no nosso país, a RS Contreras irá apenas comercial pneus nos segmentos ligeiro, 4x4 e comercial.

Mega Mundi e PointS juntas As redes de pneus Mega Mundi e PointS, que até ao final de 2013 operavam de forma independente no mercado, assinaram um acordo que irá permitir a união das duas insígnias, tornando-se assim numa das maiores redes de retalho em Portugal. Os 74 centros agora existentes (sendo que 50 já pertencem à Mega Mundi e os restantes têm imagem PointS) passarão a ter, ao longo de 2014, a identidade PointS, passando a rede a designar-se por PointS by Mega Mundi. Espera também a nova PointS by Mega Mundi que este acordo possa trazer grandes benefíci﷽os ao nível das gestoras de frotas. Mais uma vez os acordos que a PointS mantém a nível internacional com este tipo de cliente e o facto de passarem a dispor de um rede com 74 postos de retalho em Portugal, permite dar às gestoras uma oferta que antes não era possível.

ACORDO. A nova rede passa a ter 74 postos

Euro T yre fica com M arshal

A Euro Tyre e a Kumho Tires assinaram um acordo que permite à empresa portuguesa passar a ser o distribuidor oficial da marca de pneus Marshal para Portugal e Espanha. Este acordo prevê apenas a distribuição de pneus para veículos ligeiros (turismo, comerciais e 4x4/SUV) desta marca que pertence ao universo da Kumho Tires. A marca Marshal, já comercializada em Portugal e Espanha há mais de 15 anos, será agora dinamizada pela Euro Tyre, com o objetivo de fazer crescer a sua penetração nesses mercados. A Marshal é uma marca com 25 anos de existência que possui uma ampla oferta de pneus nos segmentos de turismo, comerciais e 4x4 (e também camião) com presença em praticamente todos os mercados mundiais. Eternity em Portugal

A Eternity é a nova marca do Grupo Al Dobowi para o mercado europeu de pneus, que optou pelos mercados de Espanha e Portugal para a sua primeira fase de comercialização no continente europeu. Esta é uma marca que se caracteriza pela excelente relação entre qualidade e preço, assim como a sua ampla cobertura de dimensões. A Eternity, que existe há vários anos noutros continentes, estreia-se em Portugal com quatro modelos: Ecopeak, Ecosade, Ecology e Ecovive,

destinados ao segmento médio confort e altas prestações. Os novos modelos contam um desenho muito atual e com uma gama de dimensões em linha com as necessidades do mercado. Progressivamente serão lançados no mercado novos pneus para ligeiros, 4×4 e comerciais. De momento ainda não estão definidos os grossistas que irão comercializar estes pneus em Portugal.

ContiSilent diminui ruído do pneu O ruído é um dos três itens de avaliação de um pneu, sendo esta uma das razões pela qual a Continental introduziu uma nova tecnologia (ContiSilent) capaz de reduzir o ruído dos pneus dentro da viatura. O segredo deste sucesso consiste num revestimento que é colado no interior do piso do pneu, depois do processo de produção. Este revestimento que consiste numa camada especial de espuma tem um forte efeito amortecedor das ondas de som que os pneus fazem ao rolar.

Site Toyo em português A Toyo Tires acaba de lançar um novo site que oferece ao consumidor português a oportunidade de descobrir pela primeira vez toda a gama de produtos Toyo na língua portuguesa. Dando aos visitantes portugueses toda a informação que eles precisam sobre a marca, o site apresenta as várias atividades realizadas para manter os consumidores atualizados sobre o que a Toyo está a fazer em Portugal. Apoiado pelo distribuidor nacional Dispnal Pneus S.A, o site oficial Toyo em português permitirá aos visitantes desenvolver os seus conhecimentos de Toyo através também da página no Facebook. Todos os visitantes do site europeu, em www.toyotires.eu, poderão assim selecionar o site português clicando na bandeira correspondente à página de destino que pretendem aceder.

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SERVIÇOS

Condições especiais na Norauto para frotistas Com muita expectativa para evolução da rede e já alguma experiência a trabalhar com gestoras, a Norauto está a oferecer condições especiais para os clientes frotistas

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Norauto está a fazer uma clara aposta nos clientes frotistas, empresas que tenham em parque desde um ou dois veículos até quarenta. É que me ver dois veículos, mas nõ mesmo apenas um ou dois vea., a Norauto considera ainda a recolha e entrega de viaturas na emprfácil de ver quem são os seus clientes principais: as empresas que estão perto dos seus centros. A Norauto conta agora com 18 centros e espera abrir, em junho deste ano, mais um em Portimão. Em Portugal, espera chegar aos 35 centros num período até cinco anos. Uma das especificidades da Norauto é que é a proprietária de todos estes centros, o que torna mais simples a definição de uma política comum. A nível de estratégia comercial, será o centro a faturar diretamente ao cliente e manter o relacionamento com ele. A própria prospecção

dos clientes terá que vir dos centros, juntamente das empresas com potencial de frota que existirem na zona. As condições serão especiais, mas apenas nalgumas áreas. Uma delas será os pneus, onde já têm uma campanha em andamento, mas querem chegar também à reparação. Na manutenção, a Norauto vai apostar tanto nos carros em garantia como fora dela. Para já, na altura desta reportagem, tinha uma carteira de 42 clientes com um média de 40 viaturas cada. E, além disso, alguma experiência que vem de acordos com gestoras como a Arval e a Parcours. A estratégia da Norauto vai ter três passos. Numa primeira fase, vão contactar as empresas já clientes para lhe explicarem do que se compõe a sua oferta. Numa segunda fase, pretende aproveitar as parcerias que existem com empresas clientes em França, de forma a aproveitar


SERVIÇOS. Pneus e manutenção terão condições especiais para empresas, diz Jorge Tomás

A Norauto conta agora com 18 centros e espera abrir, em junho deste ano, mais um em Portimão. Em Portugal, espera chegar aos 35 centros num período até cinco anos. Uma das especificidades da Norauto é que é a proprietária de todos estes centros, o que torna mais simples a definição de uma política comum

esses acordos que já lá existem. E, posteriormente, irá fazer uma prospecção normal. Nem todas as empresas serão, contudo, aceites. A Norauto está a ter um cuidado especial na seleção dos seus clientes e irá pedir, assim, os dados bancários dessas empresas e a condição financeira. Por outro lado, quanto a condições, as empresas terão a possibilidade de fazer o pagamento a 30 dias, rappel de quantidade e packs à medida da empresa. Estes últimos vão considerar a dimensão do parque e o volume previsto de facturação. Nas entradas das viaturas nos seus espaços, a Norauto garante, como maior parte da concorrência, um diagnóstico total da viatura. Os projetos futuros passam por fazer montagem de para-brisas e futuramente disponibilizar uma oficina móvel para que o cliente não tenha possa receber os serviços em sua casa. Por outro lado, a Norauto considera ainda a recolha e entrega de viaturas na empresa. Das vantagens que já se podem contar estão os horários alargados e a disponibilidade de oficinas 7 dias/semana.

Apenas há alguns meses, Jorge Tomás passou a dirigir o departamento por esta área na rede. A aposta nas PME está também ligada com o modelo de financiamento das viaturas que esperam encontrar nos seus clientes. “Temos verificado que o renting tem vindo a descer e o leasing e o ALD a subir, o que é bom para nós. Como são contratos que não incluem normalmente a manutenção, conseguimo-nos posicionar como um dos fornecedores desse serviço”, diz. Por outro lado, acrescenta, os prazos de 72 a 84 meses implicam um período de manutenção mais alargado e por vezes fora de garantia, que beneficia os operadores que não estão ligados às marcas, como a Norauto.

Norauto Jorge Tomás Telefone 939840015 Email jtomas@norauto.pt Internet www.norauto.pt

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SERVIÇOS

SGS Car: flexibilidade na luta por cada negócio Com a atividade baseada sobretudo na venda e assistência a particulares, em 2013 o Grupo SGS Car apostou forte no negócio das frotas. Os resultados foram positivos e, atualmente, tem contratos com grandes empresas do distrito de Setúbal

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om a representação, venda e assistência técnica às marcas Alfa Romeo, Chrysler, Dodge, Fiat, Honda, Isuzu, Jeep, Kia, Lancia, Mazda, Mitsubishi, Skoda e Volvo, o grupo SGS Car é um dos maiores concessionários multimarca da Península a sul do Tejo. Pedro Carvalho é administrador da empresa que nasceu da fusão da Soonda, concessionário Honda em Setúbal deste 1990, e a Sonipo, concessionário Mitsubishi em Almada. Mas, de entre as marcas representadas, as mais fortes em frotas são a Fiat Profissional, a Skoda, a Kia e a Volvo, realçando, sobretudo, a boa prestação da marca sueca. “Tem produtos muito adequados ao mercado e é uma clara alternativa, em termos de qualidade, às marcas ‘premium’ tradicionais. Mas com preços mais competitivos”. Em 2013, as frotas contaram com 12% para o volume total de negócios do grupo SGS-Car. “Estamos a trabalhar para fazer crescer o peso das

frotas, aumentando os números nas marcas representadas e ampliando a variedade de produtos, já que a nossa atividade sempre foi baseada na venda a particulares”, reconhece Pedro Carvalho. Adequação à realidade do mercado

Com instalações distribuídas pelos concelhos de Almada, Palmela e Montijo, a SGS Car tem uma posição forte no distrito de Setúbal. Globalmente já vale 18% desse mercado regional, de acordo com dados do próprio grupo. Equipando grandes empresas como a Portucel, Lisnave, Secil, Visteon, Sapec ou a Iglo, o grupo ajusta a sua atividade frotista à realidade do tecido empresarial português. “Para nos adequarmos às PME, consideramos frotistas a partir das três unidades”, esclarece o entrevistado. Destacando a boa implantação geográfica como um trunfo, com instalações nos princi-


pais pontos do distrito e “um modelo de gestão multimarca cada vez mais maduro”, Pedro Carvalho alerta, porém, para a necessidade de ajustar “as condições de cada marca a cada negócio” e de como é “preciso muita flexibilidade para ‘lutar’ negócio a negócio”. Contando com o apoio de instrumentos financeiros como o Santander Consumer, Montepio Credito, Caixa leasing, Leaseplan e ALD Automotive, o grupo SGS Car disponibiliza, pelo seu lado, condições e serviços especiais pós-venda aos clientes frotistas: “Temos um atendimento personalizado na oficina, serviços ‘door-to-door’, viatura de substituição e flexibilidade para algum tipo de personalização de serviço que o cliente pretenda”. Os produtos financeiros mais utilizados são o renting para as grandes frotas e o leasing para as PME. A duração média dos contratos estabelecidos é de quatro anos ou 120.000 km, utilizando os canais próprios de venda de usados para escoar as viaturas após o final do contrato, ou vendendo-as diretamente a outros comerciantes. A circunstância do grupo SGS-Car ter que gerir várias marcas distintas não parece problemática. “Temos um vendedor dedicado só às grandes frotas e que trabalha com todas as marcas”, explica Pedro Carvalho. “Mas, nos stands, as equipas especializadas em cada marca tentam sempre vender os seus produtos. Caso não consigam fazer a venda, procuram então encontrar uma solução entre as marcas por nós representadas”. Existe também “um programa de qualidade que faz o follow-up dos clientes e que mede a sua satisfação”. É que as reclamações podem ser “oportunidades de melhorar e de ter acesso a informação que nem sempre conseguimos obter e, se for corretamente acompanhado e resolvida a reclamação, será um cliente fortemente fidelizado”.

Honda entra nas frotas

Fiat é a marca mais vendida no grupo

A introdução do motor diesel 1.6 i-DTEC veio dar à Honda a competitividade que necessitava para o mercado de frotas. Com este motor cresceram as vendas do Civic de cinco portas e do CR-V, um sucesso que Manuel Paulino, o responsável comercial da Honda e da Skoda acredita vir a aumentar em 2014 com a nova carrinha do Civic. Pedro Carvalho acrescenta outra razão de peso: “A Honda é a marca com menor número de avarias no mercado por unidade vendida e tem custos de manutenção muito baixos”. Manuel Paulino, responsável comercial Honda e Skoda manuelpaulino@sgs-car.com

Em 2013, o Fiat Doblò foi o modelo mais vendido para frotas. Segue-se o Punto e o seu responsável comercial salienta o facto de serem “veículos muito fiáveis, com consumos baixíssimos e bem adaptados às atividades de transporte e com grande versatilidade” como motivos para a sua boa aceitação neste mercado. Existe ainda a expectativa de crescer a procura de modelos com sistema GPL instalado, agora que deixou de ser obrigatório o uso do dístico e a proibição de parquear em parques subterrâneos. Bruno Vaqueiro, responsável comercial Grupo Fiat, JEEP e Isuzu brunovaqueiro@sgs-car.com

“Estamos a fazer crescer o peso das frotas, aumentando os números nas marcas representadas e ampliando a variedade de produtos” SGS Car

pedro carvalho. O diretor do grupo quer aumentar as marcas representadas e a variedade de produto

Pedro Carvalho Telefone 212338330 Email pedrocarvalho@sgs-car.com Internet www.sgs-car.com

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SERVIÇOS

Auto Pleno: serviço total para empresas Com preparação de viaturas para entrega em fim de contrato, mas também todos os serviços de manutenção e reparação, a Auto Pleno tem vindo a especializar-se cada vez mais em clientes empresariais

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uando Nuno Costa criou a Auto Pleno, uma das suas primeiras ideias foi procurar as empresas que estavam junto das instalações desta oficina no centro de Lisboa. A ideia era disponibilizar os serviços de manutenção das viaturas em parque. Os clientes começaram a aderir. “Neste momento, trabalhamos com Regimento de Transportes, Segurança Social, Ministério da Educação, Ministério da Jus­tiça, IAPMEI, entre outras sub-secções de di­ fe­rentes ministérios”, diz Nuno Costa. Nalguns casos, a estratégia foi criar acordos para que os colaboradores pudessem usufruir de condições especiais nas reparações das suas viaturas. Mas as empresas de frota própria também começaram a entregar as viaturas para manutenção e reparação. Uma delas foi o banco Santander Totta. Empresas pequenas, de 5 a 20 viaturas, começaram a ser clientes da Auto Pleno, sobretudo

as que não tinham contratos em renting. Nestas, não só a reparação é feita pela oficina, como também a manutenção dentro de garantia, o que atesta da confiança que já depositaram. O objectivo era conseguir o pequeno cliente. “Com o passa-palavra é possível ir buscar o cliente particular que nos entra aqui no dia a dia. Quanto a empresas de média dimensão, estamos atentos e sempre que nos surgir essa oportunidade aproveitamos. Estamos neste momento em negociação com a ServiLusa, que já tem uma frota interessante”, diz. “Já temos uma carteira muito interessante em termos de clientes frotistas”, diz Nuno Costa. Quando os contratos são de renting, torna-se mais difícil de entrar. “Nesses casos, tínhamos que fazer acordos com as gestoras e isso tornava-se muito complicado. As gestoras pedem serviço a nível nacional e nós estamos a nível local. Não estamos muitos interessados


porque não temos dimensão nem capacidade instalada”. recondicionamento

Mas, para estes clientes, têm o serviço de recondicionamento. Os orçamentos são dados caso a caso, para cada veículo, e a oficina responsabiliza-se pela entrega do veículo sem custos para o frotista. Neste momento, existem já quatro empresas para quem trabalharam. “A experiência tem sido boa”, diz. Uma delas já entregou mais um lote de viaturas para recondicionar. “Está a correr muito bem para ambas as partes. Conseguimos cumprir os prazos, que muitas vezes são muito apertados e esperamos continuar esta parceria”, diz. A experiência de Nuno Costa, que já passou por alguns grupos de retalho e nalguns casos com ligação com frotas, vale alguma coisa. Os preços dos orçamentos para os clientes podem varia, de acordo com a exigência das gestoras. “Há umas que vêem tudo de fio a pavio, outras que só olham para a parte exterior”, diz. E dá um exemplo de uma entrega que fez recentemente, que inclui também a pintura geral, dado que as viaturas tinham autocolantes e vidros, que tinham alguns defeitos.

“Com o passa-palavra é possível ir buscar o cliente particular que nos entra aqui no dia a dia. Empresas de média dimensão, estamos atentos e sempre que nos surgir essa oportunidade aproveitamos”

Estes serviço de vidros é aliás uma das últimas apostas da Auto Pleno. Uma parceria com a rede New Car, uma das mais antigas do país na substituição de vidros, permite-lhe não só um elevado grau de especialização como a possibilidade de se deslocar às instalações dos clientes para substituições destes componentes e reparações de pequenos toques nos painéis. Desta forma, nos clientes sem renting, consegue fazer-se tudo o que esses pretendam. Desde pneus, vidros, lavagem, higienização, chapa e pintura, mecânica e recondicionamento. “A ideia é começarmos a ganhar algum nome para expandirmos esta vertente de negocio”, diz Nuno Costa. “O objectivo é podermos angariar mais. As nossas vantagens passam por um serviço chave na mão, mas também um outroa mais personalizado de acordo com as necessidades dos clientes”.

Nuno Costa Nuno Costa Telefone 214018415 Email nuno.costa@auto-pleno.pt Internet www.auto-pleno.pt

recondicionamento. Nuno Costa diz que consegue garantir os serviços de recondicionamento sem pagamentos adicionais na entrega

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SERVIÇOS

Entreposto Logística entra no recondicionamento Com uma garantia de qualidade acima da média, o Entreposto Logística investiu numa nova área onde acredita que há negocio para explorar. Importadores, gestoras, rent-a-car e mesmo os frotistas serão os principais clientes

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Entreposto Logística tem, desde há pouco mais de um mês, um serviço de recondicionamento de viaturas disponível para importadores, gestoras, rent-a-car e frotistas. No caso dos frotistas, a empresa garante entregas das viaturas sem qualquer custo adicional. Para as gestoras, consegue melhorar as condições em que são entregues as viaturas. E, no rent-a-car, cumpre com os requisitos pedidos pela marca nos buy-backs. Para os importadores, acrescente-se o serviço de logística. Este compromisso com a qualidade foi conseguido a partir de anos de experiência a tratar das viaturas da marca representada pelo grupo, a Hyundai. O local onde funciona este serviço, em Setúbal, tem sido onde se preparam as viaturas desta marca antes de serem colocadas no mercado. Pequenos danos que pos-

sam surgir durante o transporte da viatura são aqui tratados. Os veículos têm que sair novos para os stands. Esse trabalho com a marca continua e tem ainda mais dois importadores a confiar serviço. Também é aqui que as viaturas usadas chegam para serem preparadas para uma venda posterior. E foi na procura da rentabilização deste espaço e dos seus recursos que o Entreposto Logística decidiu avançar para este serviço. “O que tivemos que fazer foi ampliar os serviços”, diz José Domingos, o gestor de negócio da empresa. “Alargámos a nossa estrutura para poder intervencionar em larga escala”. Os orçamentos são feitos individualmente para cada viatura. Ao proceder desta forma, o Entreposto Logística é obrigado a fazer uma vistoria em vários pontos. Por outro lado, em muitos dos negócios que serão seus cientes, as


novos serviços. José Domingos (esq.) e Miguel Félix António (dir.) são os responsáveis por esta nova área de negócios do grupo Entreposto

viaturas são já sujeitas a uma peritagem independente. As diferenças de opinião podem aparecer, mas a empresa acredita na sua forma de trabalhar. “Uma coisa é a restituição do carro à marca e outra são as condições do carro para integrar o mercado de usados”, diz o responsável. “Nós fazemos a nossa peritagem para orçamentação e é essa que discutimos com o cliente”. Muitas vezes, isto acontece depois do veí­ culo estar desmontado. Danos como o parachoques partidos ou suportes de faróis “remendados” só assim se conseguem descobrir. O Entreposto Logística parte das tolerâncias aceites pelas marcas para a sua verificação. Há ainda as inspeções a nível mecânico, como os óleos, que são normalmente mudados integralmente nos travões e motor, as mudanças de pastilhas, discos, filtros e o teste com máquina de diagnóstico. Para que não haja ainda dúvidas sobre a qualidade de serviço a que se propõe, o Entreposto Logística utiliza sempre peças de origem, fornecidas pelas marcas. Noutros componentes, como o óleo, beneficia das sinergias do gru-

po, com outras posições no sector automóvel. Os materiais para pintura são outro exemplo. Neste momento, trabalham no espaço quatro pessoas na montagem e desmontagem das viaturas e outras tantas na pintura. O responsável garante que está pronto a qualquer momento para aumentar o número de produtivos para responder a solicitações. Uma cabine de pintura foi adquirida para dotar as instalações de maior capacidade de produção. O rigor colocado no trabalho é expresso nas três certificações que tem a empresa: qualidade, higiene e segurança e ambiente. Além dos recondicionamentos, o Entreposto Logística faz também a logística de viaturas. Na altura em que a Fleet Magazine visitou o espaço, estavam quase duas mil viaturas estacionadas. Para os frotistas, a fasquia é elevada. “Temos condições para provar aos frotistas que conseguimos entregar as viaturas com zero de penalização. O nosso objectivo é conseguir fazer a entrega do carro ao renting, beneficiando de condições mais baratas do que as descritas em contrato”, assegura.

“O que tivemos que fazer foi ampliar os serviços. Alargámos a nossa estrutura para poder intervencionar em larga escala”

Entreposto Logística José Domingos Telefone 265729858 Email josed@entreposto.pt Internet www.entrepostologistica.pt

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OPINIÃO

Alexandre Lima

Iberofleeting

Como reduzir o custo de recondicionamento? H

oje em dia um dos momentos de tensão entre cliente e gestora de frotas surge aquando da devolução de um veículo. E porquê? Devido ao custo que a gestora irá cobrar pelo recondicionamento do veículo. Contudo, é possível reduzir este custo. Como? O cliente poderá tomar a iniciativa de efetuar o recondicionamento do veículo antes da sua devolução, mas não o deverá fazer à revelia da gestora de frotas, devendo informá-la da sua decisão. O primeiro passo deverá passar por solicitar à gestora de frotas a realização de uma pré-inspeção na qual deverão ser identificados todos os danos passiveis de serem cobrados por esta. É fundamental que no dia da realização da pré-inspeção o veículo se apresente lavado (exterior) e limpo (interior). Na posse do relatório, o cliente deverá avaliar a tipologia dos danos. Os danos podem agrupar-se em quatro grandes grupos. A saber:

– Vidros – Carroçaria – Interiores – Pneus A decisão a tomar relativamente ao tipo de reparação a efetuar varia em função da tipologia do dano. Relativamente aos vidros, a decisão deverá passar por reparar ou substituir. Em ambos os casos, a intervenção deverá ser efetuada por um

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especialista, existindo no nosso mercado várias redes que realizam estes tipos de intervenções com preços competitivos e com qualidade reconhecida. No que diz respeito à carroçaria/interiores, a decisão deverá ter em consideração o tipo de dano e o custo envolvido na sua reparação. Caso o relatório de pré-inspeção considere “peças & acessórios”, é importante decidir pela substituição ou pela reparação. É tudo uma questão de preço, sendo que no caso de se optar pela substituição, dever-se-á ainda decidir se optamos por peças de origem ou de qualidade equivalente. No caso dos pneus, o cliente deverá ponderar o custo de substituição versus o valor a cobrar pela gestora, sendo que, como é óbvio, a escolha deverá recair na opção mais económica. Passada esta fase, o cliente deverá selecionar dois a três operadores a quem deverá solicitar um orçamento detalhado para a reparação dos danos, respeitando os critérios definidos previamente. A escolha do operador não deverá ter só em conta o preço da reparação, mas é igualmente importante a qualidade da execução e a garantia dada, para evitar que aquando da devolução do veículo surjam débitos adicionas por parte da gestora. Para garantir que a reparação é efectuada de acordo com os critérios definidos a sua execução deverá ser acompanhada e supervisionada pelo cliente em conjunto com um interlocutor do operador, nomeado para o efeito. A conjugação destas estratégias permite reduzir em cerca de 50% o custo de recondicionamento, face ao valor apurado no relatório da pré-inspeção. Para os mais cépticos, convido-vos a refletirem sobre estas estratégia e a testarem-nas aquando da próxima devolução de um veículo à gestora de frotas.


ESPECIAL

LIGEI

ROS

COMPRAS

Clientes mais racionais

TRANSFORMADORES O outro lado do neg贸cio

CONFORTO

Modelos mais equipados


ESPECIAL COMERCIAIS LIGEIROS

Clientes racionais animam vendas Com uma subida a dois dígitos no ano passado, o mercado de comerciais ligeiros está a beneficiar de algum optimismo na economia real

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O

mercado chama-lhes LCV (Light Commercial Vehicle). Ou, em português, VCL – veículos comerciais ligeiros. Os comerciais são as viaturas que se compram porque são indispensáveis à atividade da empresa. Não se adquirem para qualquer outro motivo, senão para esse. São as viaturas com um leque mais diversificado de clientes, desde a grande empresa que tem capacidade para comprar diretamente à marca, como o pequeno empresário, muitas vezes sem contas organizadas, que depende totalmente da sua viatura para a sua atividade. Os operadores concordam que o perfil deste cliente é muito mais objectivo. “Os clientes de VCL denotam uma maior racionalidade na escolha, dado o cariz eminentemente virado para o negócio da utilização destes veículos”, diz fonte da Nissan. “Mesmo nos casos em que o decisor é também o utilizador destes veículos, esta

aproximação especifica na escolha do veículo, nomeadamente no que se refere ao cálculo dos custos de utilização, é determinante na compra”. Da Renault, chega a observação de que o perfil do cliente de um comercial ligeiro difere em quase tudo de um de ligeiro de passageiros. “Os LCV são veículos de trabalho e a componente de adequação do automóvel à atividade que é desempenhada é absolutamente crucial”, diz a marca. “É uma escolha essencialmente racional, baseada em critérios objectivos e, nesse aspecto, muito mais que os automóveis de passageiros”. Outro factor referido é o da capacidade de serviço. “A imobilização de um LCV pode corresponder a uma perda da atividade da empresa, pelo que todos os serviços que permitam que a empresa desenvolva de forma normal a sua atividade são um factor de escolha importante”. A Peugeot concorda que se trata de um perfil mais racional. “A aquisição de um ligeiro


é primordialmente emocional, apesar de baseada em alguns aspectos racionais. Os critérios mais utilizados para a compra de um LCV são: dimensão, capacidade de carga, robustez, qualidade, preço, imagem de marca, entre outros”. A estes, a Renault acrescenta custos de utilização (consumos, manutenção, entre outros), a componente ambiental e as emissões de CO2. O mercado de comerciais está mais animado que o de passageiros. Um recente comunicado da Associação de Leasing e Factoring diz que o facto de este segmento ser aquele que mais sobe nas compras de renting está relacionado com a atividade das empresas. Em 2013, foram vendidas 18.224 viaturas no total do mercado automóvel, 13,8% mais do que tinha sido no ano anterior. Só em renting, foram vendidas 4.660 unidades, que correspondem ao tal aumento destacado pelo presidente da ALF: 23,2 por cento. O efeito foi que o renting passou a representar 26% das compras destas viaturas, quando no ano anterior era 24 por cento. Já o Rent-a-Car é responsável por 13% das compras destas viaturas, com 2.295 unidades adquiridas, mais 7% que no ano anterior.

a avaliação só pode ser a de que continuamos com um mercado deprimido. Uma vez que os LCV são veículos de trabalho, este resultado é muito afectado pela conjuntura económica que afecta também as empresas”. Ainda assim, mostra algum optimismo. “A tendência de alguma recuperação deverá continuar até porque o clima económico e os índices de confiança, se apresentam de forma mais positiva”, diz. “Mas a expectativa é que continuará a um nível muito baixo. Este não será o ano da retoma mas apenas de alguma ligeira recuperação”.

Renting e RaC nos comerciais ligeiros

RENTING

RaC

Total

4.660

2.295

Variação

23,2%

7%

% Total

26%

13%

um ano positivo

Este é um mercado que vale apenas 15% do total dos automóveis ligeiros. As leituras do que aconteceu são diferentes de marca para marca, dependendo do posicionamento dos seus modelos e dos negócios que foram concretizados. “O mercado cresceu neste ano, o que normalmente é tido como um indicador positivo sobre a tendência da atividade económica, razão porque a Nissan encara com um optimismo moderado os próximos meses”, diz fonte da marca. A Opel refere que o acontecimento mais importante do ano passado terá sido o regresso dos derivados de passageiros, onde conseguiu uma boa prestação com o CorsaVan. “O mercado de comerciais é interessante porque reflete exatamente o estado da economia real. Não há decisões irracionais, quando existem compras é porque de facto as empresas estão a começar a investir”. Já a Peugeot diz que 2013 teve uma forte influência de algumas grandes frotas que foram renovadas. “A par disso, sentimos uma ligeira recuperação do mercado dos pequenos clientes, o qual deu origem a uma maior procura. A Peugeot viu a sua presença no mercado de LCV mais uma vez reforçada, essencialmente no segmento dos pequenos e médios clientes, mantendo uma quota de mercado acima de 15%, com mais de 2.740 veículos vendidos”, diz. A Renault, que diz ter realizado em 2013 a sua melhor quota de mercado de sempre, lembra que os números foram, mesmo assim, os segundos mais baixos desde 1985. “Portanto,

As 10 maiores marcas do mercado LCV

VENDAS (UNI.)

VARIAÇÃO (%)

QUOTA MERCADO (%)

Renault

3.734

43,7

20,5

Peugeot

2.746

7,3

15,1

Citroën

2.545

12,7

14,0

Volkswagen

1 801

9,4

9,9

Fiat

1 549

7,7

8,5

Opel

1.263

17,5

6,9

Toyota

1.065

-1,0

5,8

Mercedes

931

24,0

5,1

Ford

700

-6,7

3,8

Mitsubishi

622

-4,2

3,4

2014 MARÇO FM20 31


ESPECIAL COMERCIAIS LIGEIROS

Transformadores: a outra metade

As marcas estão preparadas para dar resposta aos clientes que pretendam alterações nas viaturas à medida das suas necessidades. Mas, muitas vezes, são estes que preferem encontrar a solução

32 FM20 MARÇO 2014

M

uitos dos comerciais ligeiros são comprados nas versões mais despidas, que depois são equipadas com suportes que podem ir desde câmaras frigoríficas a outro tipo de equipamentos. Mesmo nos casos mais simples, há diferenças na área necessária para o transporte da carga e também na forma como esse espaço é organizado. As soluções são sempre pensadas à medida e podem, ou não, ser comercializadas pelas marcas. E estas dizem que já há transformadores de excelente qualidade no país. Na Opel, os concessionários podem fazer a ligação entre os clientes e os transformadores, mas há situações em que consegue ter as viaturas já preparadas de fábrica. O mesmo acontece com a Mitsubishi. Na Peugeot, há várias opções. “O cliente procura ter um produto chave na mão, que responda às suas necessidades, sem ter de se preocupar com transformações complementares, pelo que é importante que a marca tenha capacidade de resposta”. A Nissan diz que depende das situações. E fala mesmo de casos em que os clientes adqui-

rem um novo veículo, mas transferem os equipamentos relativos à transformação da unidade anterior. A Renault diz que as vantagens devem ser sempre colocadas na perspectiva do cliente. “No caso de o cliente optar por promover ele a transformação (e dependendo da transformação) podem existir riscos sobre a garantia do automóvel”. Estas soluções não têm impacto no preço. A Peugeot diz que o posicionamento de preço é feito primordialmente com o modelo ou versão escolhida antes da transformação. “O preço final da transformação é obviamente importante, mas não é factor exclusivo na decisão”, diz. A Renault lembra que é importante que o preço não tenha surpresas e que é “claro e visível”. A Nissan diz que o grau de informação dos clientes é muito elevado e que isso obriga a uma oferta também ela profissionalizada. “É bastante fácil conseguir um claro posicionamento de preços. Até porque diversas soluções variam – quer em forma, quer em custo – em função da atividade que visam desempenhar e não da marca automóvel”.


ESPECIAL COMERCIAIS


ESPECIAL COMERCIAIS LIGEIROS

Equipamento sobe. E os descontos? Os comerciais ligeiros são solicitados pelos clientes com cada vez mais equipamento de conforto e de segurança

34 FM20 MARÇO 2014

O

s comerciais ligeiros já não são apenas aquele carro de trabalho que foram no passado. Hoje em dia, o nível de equipamento que é pedido e oferecido está quase igual ao das viaturas de passageiros. Ar Condicionado ou Bluetooth deixaram de ser opções para passarem a ser obrigatórios, em muitos casos. O nível dos materiais subiu. O conforto a bordo melhorou. Os dispositivos de segurança são quase os mesmos de algumas unidades de passageiros. A posição de condução melhorou imenso. O condutor destas viaturas tem conforto a bordo. O comerciais ligeiros estão cada vez mais próximos dos veículos de passageiros, como mostram alguns lançamentos recentes. “De facto verifica-se esta tendência nalguma medida, podendo apontar-se o ar condicionado como um equipamento que passa a fazer cada vez mais parte dos requisitos, diz a

Nissan. “Mas acima de tudo os equipamentos adequam-se à tipologia de funções desempenhadas pelo veículo e tendo em conta a necessidade de dotar o condutor de boas condições de conforto no desempenho das suas tarefas”. A Renault elenca, além do ar condicionado, o rádio ou equipamentos de segurança como os airbags e ABS obrigatórios. E diz que as opções de conforto e a segurança deixaram de ser um critério de escolha para ser algo que determina a rejeição ou não de determinado modelo no menu de escolha. Não por acaso, aparecem as viaturas de passageiros apoiadas em plataformas inicialmente criadas para comerciais ligeiros. A oferta vem de praticamente todas as marcas e tem vindo a ter boa aceitação. GAMA TOTAL

Do ponto de vista do cliente, chegar a uma


O condutor destas viaturas tem conforto a bordo. O comerciais ligeiros estão cada vez mais próximos dos veículos de passageiros, como mostram alguns lançamentos recentes

marca e ter uma panóplia de oferta que cubra desde os LCV aos veículos de passageiros (VP), mesmo que não sejam estes derivados de comerciais, é importante. “A complementaridade da gama é importante e, muitas vezes, o cliente procura não só LCV, mas também veículos de passageiros para a sua frota”, diz a Peugeot. “O facto de termos uma oferta de gama completa, que responde a todas as necessidades do cliente, tem sido fundamental para a Peugeot, com resultados positivos ao nível das vendas e da sua performance junto do canal B2B”. A Nissan concorda. “Sendo a Nissan uma das marcas com um dos   maiores (leques de

oferta de veículos, desde o Nissan Micra à Nissan Cabstar, num total de 15 gamas diferentes, a nossa capacidade de propor soluções para virtualmente qualquer necessidade de dos nossos clientes é uma clara vantagem”. Já a Renault diz não ser decisivo ter VP e LCV na gama, quando tem uma das mais vastas do mercado (inclui ainda pesados). “Mais importante do que oferecer uma gama completa de comerciais e passageiros, é decisivo oferecer serviços que permitam que o utilizador do LCV tenha a tranquilidade para utilizar o seu automóvel que é um instrumento de trabalho, sabendo que se alguma coisa acontecer a atividade não vai parar”. D E SCONTOS

A própria tipologia de cliente do comercial ligeiro faz com que a formulação do preço final seja diferente do que nos ligeiros de passageiros. A FLEET MAGAZINE perguntou às

marcas se havia um nível de descontos superiores nos comerciais que não haveria nos ligeiros de passageiros. A Peugeot respondeu que depende dos modelos, dos ciclos de vida de cada produto e da tipologia de cliente. “Como no caso dos LCV a tipologia de cliente é maioritariamente empresarial, leva a que o nível de desconto seja mais elevado”. A Nissan reconhece que pode ser assim. “As vendas de LCV estão muitas vezes associadas a empresas frotistas, pelo que poderemos concordar com a afirmação [de que há mais descontos], mas apenas na medida em que sendo vendas em volume beneficiam de condições especiais que não é possível aplicar a vendas em quantidade reduzida ou unitária”. E a Renault deixa a resposta subentendida: “Os LCV são mais associados a frotas que os veículos de passageiros”.

2014 MARÇO FM20 35


ESPECIAL COMERCIAIS LIGEIROS

LANÇAMENTOS 2014 MAIO

Transit Courier Transit 2T van e chassis-cabina simples

JANEIRO

JUNHO

Nissan e-NV200 Citroen Jumper Peugeot Boxer Renault Traffic

Ford Transit Connect Peugeot Partner Office SETEMBRO

Ford Transit 2T Kombi e cabina dupla Opel Vívaro

NOVEMBRO

Mercedes-Benz Vito


SERVIÇOS

Novos caminhos tecnológicos

Ao mesmo tempo que a tecnologia automóvel evolui, também os construtores de sistema de segurança, de ajuda à condução e de entretenimento vão propondo soluções cada vez mais tecnológicas. Fique a par de alguns novos desenvolvimentos nesta áreas 38 FM20 MARÇO 2014

S

ão cada vez mais tecnológicos e mais desenvolvidos os sistemas que o condutor de um automóvel poderá dispor para o ajudar numa viagem ou simplesmente quando o carro está parado na rua. Já se sabe que os smartphones vieram revolucionar a nossa vida em muitos aspetos e, em alguns casos, são eles os responsáveis por interagir com estes novos sistemas que utilizam todas as mais modernas tecnologias. Localizar o carro por telemóvel, afinar o sistema de som por computador ou ter a TDT (televisão digital terrestre) no seu automóvel, são hoje soluções que estão disponíveis.

G T 998T P ersonal

A GT Alarm, marca europeia líder em segurança automóvel, apresentou mais uma inovação tecnológica de vanguarda, que é um sistema de proteção automóvel por satélite.

Chama-se GT998T Personal, e é um conceito do tipo “Faça você mesmo”. O GT998T Personal é um completo equipamento para localização auto em tempo real, que permite ter todo o controlo na palma da mão, usando para tal um telemóvel através de SMS, aplicação (APP) ou web.


Através de um conjunto de simples instruções, que enviadas para o localizador, permitem interagir com o sistema obtendo, por exemplo, a localização atual, imobilizar o motor à distância, ativar a proteção de estacionamento, controlar a velocidade, função de SOS, entre outras funções e personalizações possíveis. Em caso de alerta ou da presença de uma anomalia como corte de fios e/ou sabotagem do sistema eletrónico ou alarme por movimento indevido do veículo, recebe-se um SMS e/ ou e-mail mencionando a situação que gerou o alerta, bem como, a sua geolocalização. Esta solução possui ainda informação por voz ou “beeps” dos radares fixos em toda a Europa. Este serviço é gratuito nos primeiros 6 meses de utilização. O GT998T funciona por consumo, por isso para qualquer interação por SMS são deduzidos 1000 créditos e por cada interação realizada por web ou APP, são apenas deduzidos 100 créditos. É fornecido com 300 comandos gratuitos válidos por 2 anos para poder tirar-se desde logo o máximo partido do localizador. A partir do 2º ano, terá que se fazer um carregamento de 30 000 créditos que são válidos por 2 anos e o custo por comando é de €0,13. A localização em tempo real com indicações (cidade, rua, hora, velocidade, …), são válidas para toda a Europa sem qualquer custo adicional. Homologado pelas principais marcas de automóveis, é seguramente o localizador com as dimensões mais reduzidas (menor que um pacote de cigarros) e mais fiel do mercado com antenas GPS/GSM e Cartão SIM incorporados, tendo um preço de 450 euros. Para interagir com o localizador, procure para iPhone/iPad no iTunes a APP “GTSATSYSTEM”, tendo igualmente um acesso web que pode ser utilizado por qualquer Smartphone no endereço http://m.gtsat.it. Em

infotainment. Há cada vez mais sistemas disponíveis no mercado

Portugal a GT Alarm é comercializada pela Laetronic. S mart Access e TDT

A Clarion lançou o conceito Smart Acces para os seus produtos car-audio, integrando nos autorrádios um conjunto de aplicações que permite a qualquer um estar sempre presente nas redes sociais e partilhar conteúdos sem tirar as mãos do volante e os olhos da estrada. A plataforma desenvolvida num sistema “nuvem”, único em Portugal, permite que as informações sejam constantemente atualizadas e que o condutor tenha acesso às informações mais recentes. As aplicações desenvolvidas pela Clarion, disponíveis para iPhone e Android, como o FB4car, News4car e Drivesuite4car (entre outras) permitem o acesso a redes sociais, notícias e informações meteorológicas sem comprometer a condução visto serem otimizadas para o funcionamento no automóvel e condução segura. O Smart Access está já disponível em Portugal nos modelos FX503 e NX503 da Clarion.

Outra novidade da Clarion é o NX702E, sendo o primeiro autorrádio com receptor TDT (televisão digital terrestre) incorporado. Com o sintonizador de TV incorporado não é necessário comprar nenhum equipamento, antena ou cabo extra. Para além e ter a TDT incorporado, este aparelho inclui também um sistema de navegação automóvel, podendo ser sincronizada com smartphones. A ligação com iPhone e iPod permitem ouvir as músicas e reproduzir os filmes que mais gosta enquanto conduz ou está parado no meio do transito. Tem ainda o sistema ‘mãos-livres’. A Laps representa a Clarion no nosso país. bit T une

A Audison lançou no mercado português, através da Laps, o bitTune, um interface de áudio que atua com um sistema de microfones e um software informático para analisar e corrigir o sistema de som original dos automóveis, sem necessidade de retirar o autorádio de origem. A Audison desenvolveu esta tecnologia para responder à atual tendência do mercado no que respeita ao aumento do consumo de música, facto que é justificado pelo baixo custo dos dispositivos móveis e pelo acesso online a ficheiros música. No entanto, os ficheiros surgem nos formatos .mp3, .mp4 ou .wma e são apoiados numa tecnologia focada na compressão de ficheiros e não na preservação da qualidade, o que diminuiu muito a qualidade do ficheiro de música. Tendo em conta esta tendência de mercado, a Audison desenvolveu a tecnologia ‘bit’ que vem revolucionar os sistemas originais, convertendo o sinal digital em analógico e aumentando a qualidade e potencialidade dos sistemas originais, desde a avaliação e afinação do som (tecnologia bitTune) ao processamento digital da saída do auto-radio aftermarket ou de origem (bitTen, bitTen D, bitOne).

2014 MARÇO FM20 39


SERVIÇOS

Taximotions liga empresas a táxis

A redução dos processos administrativos com faturas de táxis pode ter os dias contados com uma solução que aparece agora no mercado

40 FM20 MARÇO 2014

B

ernardo Alves já tinha algum experiência no sector de mobilidade quando começou a desenhar o que se tornaria na Taximotions, uma empresa que disponibiliza soluções de interface entre os táxis e os seus utilizadores. O seu trabalho anterior levou-o a definir planos de mobilidade nas empresas. Foi a partir desta experiência que começou a surgir a ideia de experimentar soluções para ajudar as empresas a diminuírem os custos de mobilidade. Parte destes custos têm a ver com viagens de avião e frota própria, sobretudo a grande dependência intensiva desta última. Nestas situações, os custos podem ser diminuídos pela componente comportamental, mas outros têm a ver com as soluções de mobilidade disponíveis. Havia uma oportunidade para melhorar o interface entre o prestador dos serviços de transporte e o seu consumidor.

“Comecei a verificar que algumas soluções de base tecnológica poderiam resolver alguns problemas das empresas”, diz o responsável da Taximotions. “Ponderei qual seria a melhor oportunidade e vi que, se os táxis se conseguissem modernizar e ir ao encontro do que são as necessidades das empresas, podiam efetivamente substituir uma parte das viagens feitas em frota própria e fazê-lo com menores custos”. Mas, numa primeira análise, a solução foi focada para a indústria do táxi em si. A percepção que se tinha do serviço era importante. “Se por um lado, estes são vistos como mais flexíveis mas tão caros como uma frota própria, por outro lado são desqualificados”, explica. “Portanto, entre ter uma solução barata e desqualificada o consumidor prefere o transporte público. E entre ter um solução flexível e cara, prefere o transporte individual. O táxi está en-


taximotions. Além da ligação entre a empresa e o táxi, os utilizadores frequentes vão poder ser recompensados

“Isto vai permitir que as empresas não tenham todo o trabalho administrativo relacionado com a utilização do táxi”

talado entre estas duas opções. O que queremos é inverter este papel”. O objectivo é tornar o táxi um transporte público de qualidade, flexível e tão acessível como o transporte colectivo. Mas modernizar pode não ser suficiente; o táxi necessita de passageiros. É necessário chegar ao consumidor final. Neste momento, a Taximotions ainda está focada para o público em geral mas Bernardo Alves tem planos para transferir esta solução para as empresas. Em termos simples, a Taximotions é uma aplicação para dipositivos móveis que coloca o cliente em contacto com o táxi. Em vez de se fazer uma chamada ou esperar na rua até que apareça uma viatura, é possível chamar através da aplicação. O condutor do táxi, por seu lado, recebe o contacto no seu dispositivo (apenas disponível para Android) e sabe exatamente onde está o cliente. Para as empresas, há ferramentas como os pagamentos electrónicos e criação de carteiras electrónicas que podem estar associadas a determinadas pessoas. “Isto vai permitir que

as empresas não tenham todo o trabalho administrativo relacionado com a utilização do táxi”, diz Bernardo Alves. Para que haja um controlo completo sobre todas as viagens, a Taximotions está a desenvolver um back-office completo, em tempo real, em que as pessoas que estiverem habilitadas para o efeito podem verificar em tempo real quais as deslocações que foram efectuadas em serviço e porque motivo. O serviço, que é gratuito para os utilizadores finais, também não tem quaisquer custos adicionais para empresas. É possível embeber a solução nos sistemas de gestão tradicionais, mas a integração tem que ser vista caso-a-caso. Além da ligação entre a empresa e o táxi, a Taximotions vai ainda criar sistemas de fidelização que vão recompensar os utilizadores frequentes. E proporcionar ainda outro serviço, através do qual se conseguem recompensar os melhores táxis. “Hoje apanhamos o primeiro táxi da rua”, explica Bernardo Alves. “Se formos à praça de táxis chamamos o primeiro da fila, na central a escolha também não é nossa. O que fazemos é possibilitar a atribuição de um rating que tem a ver com a qualidade percebida por todos os utilizadores”.

Gestão para a indústria de táxis O Taximotion é também uma ferramenta de gestão de frota para os industriais de táxi. “Dado que é possível conhecer o percurso, isso pode tornar-se interessante para as empresas”, diz Bernardo Alves. “A empresa tem um completo controlo sobre quem realizou, a que horas, com quem, com que prestador de serviços e pode associar isso ao seu centro de custos”. Para a indústria de táxis, a integração e a gestão analítica podem contribuir para uma melhoria da gestão operacional das empresas, acredita o fundador da empresa.

Taximotions Bernardo Alves Telefone 912858636 Email info@taximotions.com Internet www.taximotions.com

2014 MARÇO FM20 41


ANÁLISE TCO

DETALHE DOS CUSTOS DIRECTOS Descrição

PVP

%VR

DEPRECIAÇÃO

MANUTENÇÃO

PNEUS

Nissan Qashqai 1.5dCi 110 Acenta 4x2 5p S/S 27.300 50%

13.650q

2.880q

BMW F20 116d 116 EfficientDynamics 5p 27.944 44%

15.649p

Audi A3 Sportback 1.6 TDI 105 Attraction 5p 28.333 47% Ford Focus 1.6 TDCi 115 Trend Easy 5p

IUC

TCO

CUSTO POR 100 KM

2.095p 6.197q

514

25.337

21,11

1.793q

1.267q 6.197q

514

25.419

21,18

15.017q

3.150p

1.204q 6.197q

514

26.081

21,73

24.600 39%

15.006q

2.958q

1.267q 6.849p

514

26.594

22,16

Renault Megane 1.5 dCi 110 Energy Dyn. 5p S/S 26.104 38%

16.185p

3.046p

1.267q 5.708q

514

26.719

22,27

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI 105 Confortline 5p 27.374 43%

15.603p

3.205p

1.204q 6.197p

514

26.723

22,27

Mercedes-Benz A 180 CDI 109 5p

28.194 43%

16.071p

3.198p 887q 6.197q

514

26.867

22,39

Peugeot 308 SW 1.6 e-HDi 115 Active 5p 26.732 37%

16.841p

3.713p

1.267q 6.849q

514

29.184

24,32

MÉDIA

15.503

2.993

1.307

514

26.615

22,18

27.073 43%

qValores abaixo da média / pValores acima da média

COMBUSTÍVEL

6.299

Valores em Euros, 48 meses, 30.000 km/ano, 8 pneus

Custos de utilização de familiares médios Os custos totais de utilização dos familiares médios oscilam entre os 25.337 euros e os 29.184 euros. Há diferenças grandes em vários itens, mas valores residuais e depreciação fazem a diferença

42 FM20 MARÇO 2014

O

Nissan Qashqai é o modelo com menores custos totais de utilização de um lote de oito viaturas analisadas pela 4Fleet neste número. O modelo que acaba de sair tem os custos totais de utilização mais baixos, dado o prazo de 48 meses, a 30.000 km percorridos por ano e com substituição de oito pneus. No entanto, para os seis concorrentes mais próximos, a diferença de custo pouco ultrapassa os cinco por cento. Apenas o Peugeot 308 SW, que tem os custos mais altos, fica fora desta margem, com 13,18% a mais do que o Nissan Qashqai. O modelo nipónico vence este comparativo, sobretudo por causa do valor residual previsto ao fim dos quatro anos, com consequências claras na depreciação. O Nissan Qashqai

conserva 50% do seu valor residual, conseguindo uma depreciação de 13.650 euros, a mais baixa de todo o lote. Em alguns campos específicos são outros modelos os melhores. O preço de aquisição mais baixo é o do Ford Focus, 9% abaixo da média dos oito modelo em análise. A manutenção com menores custos é a do BMW 116d, 40% abaixo da média. Nos pneus, o Mercedes-Benz A 180 CDI consegue um valor de 887 euros para as oito trocas, 32% abaixo do que a média do lote. E, no combustível, o Renault Mégane 1.5 dCI é o que consegue os melhores resultados. Mesmo no vencedor, a depreciação é mais de metade dos custos totais de utilização. O combustível é o segundo componente mais presente, valendo 25% de todos os custos. A manutenção ocupa 11% e os pneus 8%.


EVOLUÇÃO DOS CUSTOS Três modelos com custos mais baixos

A evolução dos custos entre os três modelos com custos mais baixos: O Nissan Qashqai parte logo com o melhor posicionamento de preço que, devido ao alto valor residual, lhe dá o melhor valor de depreciação (o mais baixo). O BMW Serie 1 consegue os melhores custos de manutenção e um bom valor para troca de pneus que faz com que acabe na segunda posição. Embora parta com o preço menos competitivo, o Audi A3 recupera logo na depreciação e consegue o melhor valor para troca de pneus, onde o Qashqai é bastante penalizado. O gráfico mostra como vão alterando as posições em cada tipo de custo, embora o resultado final tenha também a ver com a proporção de cada item. Apesar de nenhum dos modelos ser especialmente competitivo no preço de aquisição (o BMW é mesmo o mais caro), a utlização ao longo do tempo faz com que sejam estes os três mais baratos.

Modelos com menor custo de aquisição e respectiva depreciação (Euros)

CUSTO DE AQUISIÇÃO

DEPRECIAÇÃO

Ford Focus 1.6 TDCi

24.600

15.006

Renault Megane 1.5 dCi

26.104

16.185

Peugeot 308 SW 1.6 e-HDI

26.732

16.841

Nissan Qashqai 1.5dCi

27.300

13.650

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI

27.374

15.603

BMW F20 116d EfficientDynamics

27.944

15.649

Mercedes-Benz A 180 CDI

28.194

16.071

Audi A3 Sportback 1.6 TDI

28.333

15.017

O preço de aquisição nem sempre está relacionado com a depreciação que a viatura vai ter. O modelo mais barato em análise, o Ford Focus, não é necessariamente o que desvaloriza menos. Aquele que terá maior valor residual será o Nissan Qashqai, com uma depreciação de apenas 13.650 euros.

2014 MARÇO FM20 43


ANÁLISE TCO Os melhores modelos por tipo de custo

Custo com pneus (Euros)

MODELO

VALOR

VALOR

Preço

Ford Focus

24.600 -9%

Mercedes-Benz A 180 CDI

887

DIF. EM RELAÇÃO À MÉDIA

Valor residual Nissan Qashqai 50%

16%

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI

1.204

Manutenção

BMW 116d

1.793

-40%

Audi A3 Sportback 1.6 TDI

1.204

Pneus

MB Classe A

887

-32%

BMW F20 116d EfficientDynamics

1.267

Combustível

Renault Mégane 5.708

-9%

Ford Focus 1.6 TDCi

1.267

Renault Megane 1.5 dCi

1.267

Peugeot 308 SW 1.6 e-Hdi

1.267

Nissan Qashqai 1.5dCi

2.095

Valores de manutenção (Euros)

VALOR

BMW F20 116d EfficientDynamics

1.793

Nissan Qashqai 1.5dCi

2.880

Ford Focus 1.6 TDCi

2.958

Renault Megane 1.5 dCi

3.046

Audi A3 Sportback 1.6 TDI

3.150

Mercedes-Benz A 180 CDI

3.198

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI

3.205

Peugeot 308 SW 1.6 e-Hdi

3.713

O estudo mostra que os valores de manutenção podem ser bastante díspares, com quase dois mil euros de diferença entre o modelo que tem os custos mais baixos e o mais caro. O BMW Serie 1 é o que tem menores custos de mantenção durante o período em análise, com 1793 euros previstos. O Volkswagen Golf, com a mesma motorização chega aos 3.205 euros. Mesmo o segundo melhor valor - do Nissan Qashqai - fica 1087 euros acima do primeiro.

44 FM20 MARÇO 2014

Embora muitos dos modelos tenham preços semelhantes para pneus - dois modelos com 1.204 e seis com 1.267 euros - o modelo com menores custos e o de maiores estão bem fora desses limites. O Mercedes-Benz Classe A gasta apenas 887 euros com a troca de pneus, enquanto o Nissan Qashqai tem que levar 2.095 euros nas trocas.


Comparação entre custos de utilização

Custo com combustível (Euros)

TCO (EUROS)

DIF EM RELAÇÃO AO MENOR TCO

VALOR

Nissan Qashqai

25.337

Renault Megane 1.5 dCi

5.708

BMW 116d

25.419

+0,32%

Mercedes-Benz A 180 CDI

6.197

Audi A3

26.081

+2,85%

Nissan Qashqai 1.5dCi

6.197

Ford Focus

26.594

+4,73%

Audi A3 Sportback 1.6 TDI

6.197

Renault Mégane

26.719

+5,17%

BMW F20 116d EfficientDynamics

6.197

VW Golf VII

26.723

+5,19%

Ford Focus 1.6 TDCi

6.197

MB A 180 CDI

26.867

+5,69%

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI

6.849

Peugeot 308 SW

29.184

+13,18%

Peugeot 308 SW 1.6 e-HDi

6.849

Valor residual no final de contrato (% valor de compra)

VALOR

Nissan Qashqai 1.5dCi

50%

Audi A3 Sportback 1.6 TDI

47%

BMW F20 116d EfficientDynamics

44%

Mercedes-Benz A 180 CDI

43%

Volkswagen Golf VII 1.6 TDI

43%

Ford Focus 1.6 TDCi

39%

Renault Megane 1.5 dCi

38%

Peugeot 308 SW 1.6 e-HDi

37%

É nos custos com combustível que os valores estão mais próximos entre si. Os modelos em análise utilizam motorizações de 1.5 ou 1.6 litros, o que ajuda a conseguir consumos bastante parecidos e, como consequência, custos com combustível pouco diferentes. O Renault Mégane, que utiliza o mesmo bloco do Mercedes-Benz e do Nissan Qashqai, tem os menores custos.

O valor residual é um dos itens que mais contribuem para a estrutura dos custos totais de utilização. O Nissan Qashqai tem um previsão para manter 50% do seu valor inicial ao fim do período em análise, o melhor valor dos modelos analisados. As três melhores posições em termos de valor residual coincidem, não por acaso, com os três modelos com menores custos totais de utilização.

2014 MARÇO FM20 45


OPINIÃO

Ricardo Silva

Leaseplan Portugal

IRC: alternativas ao downgrade N

a sequência do estudo efectuado pela LeasePlan “Orçamento de Estado para 2014 e os Impostos Sobre Veículos Empresariais”, nesta edição apresentamos alternativas ao downgrade como forma de fazer face ao aumento de custos decorrente do agravamento fiscal contemplado na Reforma do IRC.

Com efeito, e conforme pode ler-se nas FAQ’s do estudo, este é de carácter genérico de modo a permitir dar resposta à maioria das questões. Contudo, em função da especificidade de cada frota, poderão existir outros meios de reduzir custos que não passem necessariamente pelo downgrade ao veículo. Com base na experiência adquirida na execução de vários estudos de redução de custos, é comum haver potencial de optimização na gestão e utilização de uma frota automóvel levando a que, antes de se proceder ao downgrade, se possam explorar outras alternativas. Assim, e para dar resposta aos desafios e especificidades da sua frota, decidimos, nesta edição, apresentar os âmbitos em que o potencial de optimização é maior para que possa equacionar a melhor alternativa para a sua frota. O primeiro passo de qualquer análise é, obrigatoriamente, construir o TCO (Total Cost of Ownership) da sua frota, pois tomar qualquer decisão sem o conhecimeno exacto da composição e distribuição de custos da sua frota pode revelar-se infrutífero e até contraproducente. Para facilitar o exercício, considerámos a mesma distribuição de custos mencionada no estudo da LeasePlan e representada em baixo ao mesmo tempo que fazemos, também, a avaliação tendo em consideração o impacto na estrutura de custos da empresa e no colaborador. 1. OPTIMIZAÇÃO DE MARCA/MODELO + CONTRATAÇÃO MONO-MARCA 10% de potencial de poupança sobre o TCO A medida em causa desdobra-se em 2 passos: a) Seleccionar, para cada segmento da sua política de frota, o veículo que, no momento da compra, apresente o melhor trinómio custo de aquisição - valor usado - ciclo de vida. O cenário ideal passa por seleccionar um veículo acabado de lançar no mercado (início do ciclo de vida), que se preveja vir a ser

46 FM20 MARÇO 2014


muito procurado no mercado de usados (imagem), tenha um preço de compra interessante (PVP) e que aufira de uma política comercial muito favorável (% desconto). b) Depois de seleccionado o melhor veículo, deverá negociar desconto de volume por via da aquisição de apenas uma marca/modelo para o segmento em causa e, idealmente, para toda a frota se bem que, neste caso, é preciso cautela porque poderão haver segmentos cuja marca com melhor relação difira de outros segmentos. A combinação destas duas medidas fará com que a depreciação do veículo seja a menor possível o que é de particular importância quando a depreciação é a 3ª componente com maior peso no TCO ao valer 17% da estrutura de custos. Acresce ainda que, ao reduzir a depreciação, reduz também o custo com juros, seguro, IVA e Tributação Autónoma, alavancagem essa que já está incorporada nos 10% de potencial de poupança apresentados. Esta medida é a que apresenta maior potencial de poupança e talvez a que menor impacto tem na satisfação do colaborador na medida em que a única concessão que o colaborador terá de fazer é a perda da liberdade de escolha, ou seja, a selecção da marca e modelo do veículo dependerá apenas da decisão da empresa. A medida pode até ser vista como uma solução justa do ponto de vista de equidade dentro de cada hierarquia. 2. REDUÇÃO DOS QUILÓMETROS PERCORRIDOS 4% de potencial de poupança sobre o TCO Apesar da relação não ser linear, quantos menos quilómetros um veículo percorrer, menos custos gera. A redução em 45% dos quilómetros percorridos permite, em média, uma redução de custo de 16%, o necessário para anular o efeito do agravamento de impostos. Contudo, encerra grandes limitações de mobilidade tornando a sua implementabilidade quase impossível. Já a redução em apenas 10% dos quilómetros percorridos pode considerar-se aceitável e permite, em média, uma redução de custo de 4%. Como impacto no colaborador, esta medida requer maior rigor/eficiência na gestão de rotas e deslocações.

contestado pelos utilizadores ainda que implique algumas alterações comportamentais que, por sua vez, exigem monitorização. Associado ao menor consumo de combustível, normalmente está associada uma condução também ela menos exigente para o veículo o que resulta num menor desgaste dos componentes mecânicos e pneus bem como uma menor exposição a sinistros, logo, menos gastos. Contudo e por não existirem dados que objectivamente se traduzam em poupanças, não incorporámos este efeito no potencial de poupança apresentado. 4. OPTIMIZAÇÃO DO CICLO DE VIDA DO VEÍCULO 2% de potencial de poupança sobre o TCO No renting, o prazo de contratação estará situado entre os 36 e os 48 meses. Um simples acréscimo de 6 meses à duração, poderá permitir uma redução média de 2%. Por outro lado, no extremo oposto, quem circule com um veículo demasiado tempo, estará a utilizá-lo para além do ciclo óptimo o que também agrava o custo. O aumento do ciclo terá como impacto no colaborador o adiar da substituição do veículo por um novo o que representa o adiamento de um momento sempre bem recebido pelo colaborador. A antecipação tem o efeito contrário, ou seja, o colaborador vê antecipado um momento pelo qual normalmente anseia, o de receber um carro novo… a menos que se trate de um downgrade.

Estas cinco hipóteses combinadas valem um potencial de poupança de 19,5% e apresentam a virtude de poderem ser combinadas entre elas e, inclusivé, com o downgrade

3. REDUÇÃO DO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (LITROS/100 KMS) 2,5% de potencial de poupança sobre o TCO Os nossos estudos indicam que, em média, os consumos verificados são 20% superiores ao aceitável, um indicador de que há potencial de poupança na forma como os utilizadores dispõem do veículo. Quem não tem colegas que circulam sempre com o ar condicionado ligado ? Factor que, por si só, induz um aumento de consumo na ordem dos 10%. Estes 20% de excesso de consumo, traduzem-se num potencial de poupança médio de 5% na estrutura de custos. Já uma simples redução de 10% nos consumos de combustível permite uma redução de custo de 2,5% e dificilmente será

5. AUMENTO DE FRANQUIA DE SEGURO + REPARTIÇÃO DE CUSTOS COM FRANQUIAS 1% de potencial de poupança sobre o TCO

Um simples aumento da franquia de 2% para 4% permite uma redução média de 1% na estrutura de custos, decorrente da redução do prémio de seguro. Contudo, é preciso ter em conta que, se tiver uma frequência de sinistralidade considerável esta medida pode ser contraproducente porque reduz o prémio de seguro mas aumenta o custo com franquias. Se a frequência de sinistralidade não representar um problema na sua frota então a questão não se coloca, pelo menos no presente, mas não está isento de vir a ter um problema no futuro. Assim, esta medida apenas se poderá converter numa recomendação, caso co-responsabilize os utilizadores pelo pagamento de parte da franquia nos sinistros cuja responsabilidade seja sua, completa ou partilhada. Estas cincos hipóteses combinadas valem um potencial de poupança de 19,5% e apresentam a virtude de poderem ser combinadas entre elas e, inclusivé, com o downgrade, caso tenha uma necessidade maior de reduzir custos. Por outro lado, dotam a gestão da sua frota de maior flexibilidade decisória permitindo que, em função das especificidades, possa adoptar as medidas mais facilmente implementáveis e aceites. Esperamos que o artigo seja esclarecedor e contribua activamente para tornar a gestão da sua frota mais fácil e eficiente.

2014 MARÇO FM20 47


FROTISTAS

Luís Ventura (Pfizer)

“Consumos e impostos são maiores desafios” Com uma frota de cerca de 200 viaturas, a Pfizer acredita no renting como a melhor solução para a gestão operacional da frota. Os custos são a maior motivação nas aquisições, mas a segurança pode tornar-se um critério determinante

48 FM20 MARÇO 2014


D

entro de cerca de seis meses a Pfizer vai trocar a frota. Toda de uma vez, como o tem feito desde há alguns anos. É uma estratégia que a farmacêutica utiliza e que já existia quando Luís Ventura entrou na empresa e ficou responsável pela gestão e aquisição do parque. A empresa acredita que, desta forma, com uma política de one-shot, é possível minimizar os custos e ser mais eficiente na gestão operacional. O concurso é ganho apenas por uma gestora e considera, além dos custos, a capacidade de serviço. Este ano, o número de viaturas vai manterse nos 200, menos do que já foi noutros momentos. Apesar do contexto económico atual, a farmacêutica acredita que não será necessário avançar para um downgrade de frota. A justificação que Luís Ventura dá nesta entrevista não deixa de ser interessante. Como funciona a política de one-shot, a partir da qual compram todos os carros? Existe uma política Pfizer, definida internacionalmente, que tem a ver com CO2, consumos de diesel e custos. Em Portugal, negociamos a frota para um período de três ou quatro anos. Colocamos todos os carros num negócio, o que a nível de custos é interessante para nós. Para os players, também é interessante porque vamos a mercado com uma determinada dimensão. Depois, fazemos a gestão de TCO, com consumos, seguros, pneus, CO2. Conseguimos desta forma perceber como estamos e para onde vamos. A nível de custos, essa estratégia parece fazer toda a diferença... Nos custos e no planeamento. Conseguese planear, por exemplo, o nível de motores ne-

Híbridos sim, elétricos não Têm carros com propulsões alternativas? Devemos substituir viaturas este ano e estamos a considerar híbridos. Até hoje, só tivemos veículos diesel. Quanto a elétricos, ainda têm uma autonomia reduzida. Temos colegas a circular em todo o território e com percursos diários longos. Essa opção tem a ver com custos? Sim, tem claramente a ver com custos. Todas as decisões que tomamos em frota, têm a ver essencialmente com custos.

cessários ou o consumo de pneus que se pode esperar. Consegue-se saber exatamente com que nível de emissões de CO2 se pode contar. Mesmo a nível de entregas aos colaboradores, é muito mais linear. Se todos, num determinado nível, tiverem um carro com determinadas caraterísticas é mais ágil do ponto de vista da gestão de atribuição de viaturas. Toda a vossa frota está em renting? Sim, e apenas com um operador, a Leaseplan. Inclusive, temos um implante que faz a gestão operacional. Já passaram da simples operacionalidade e estão actualmente num nível de análise e report. Só conseguimos isso se tivermos apenas um fornecedor. Mas escolhe deliberadamente apenas um operador? Sim, lançamos um concurso envolvendo, por exemplo três operadores. O melhor é, obviamente, aquele que fica. Os critérios de seleção são os custos e a prestação do serviço pré-definido. Esse nível de serviço compõe-se de quê? Gestão global da frota. Desde o trabalho operacional, transacional puro, ao trabalho de análise e consultoria. Nunca consideraram outro tipo de financiamento para a vossa frota? Como por exemplo? Aquisição directa ou leasing? A aquisição direta dá-nos o problema da gestão das viaturas no final. Temos que ter pessoas Pfizer a fazer a gestão da frota, que não é uma coisa que esteja dentro da nossa política. Nunca o considerámos por causa disso. Mas sei que a Pfizer internacionalmente o faz. Aquilo que estamos a utilizar é o que o mercado está a oferecer com mais agilidade. Que vantagens é que vê então no renting? É o serviço prestado. Podermos ter um implante cá dentro e não termos que nos preocupar com a gestão operacional da frota. E podemos negociar o contrato de um modo interessante. Por exemplo, da última vez negociámos o contrato com pneus incluídos e ilimitados. Se compararmos o que gastávamos com pneus fora de contrato e o que gastamos atualmente com o incremento da renda, isso é muito mais interessante do que estar a negociar pneus em função de cada carro. Não têm nenhum serviço fora de contrato? Sempre tivemos os seguros fora do contrato e vamos a mercado todos os anos. Nos últimos, ganhou a Leaseplan, mas este ano foi

“É muito difícil fazer budgets, porque nunca sabemos o que vai custar no próximo ano. E impostos. Como é o caso da recente alteração à tributação autónoma reflectida no OE 2014 ”

Tipologia Frota

200 viaturas

Financiamento Renting (c/ implante)

Propulsão Diesel

Responsabilização do condutor Multas, intervenções estéticas

a agência de seguros internacional da Pfizer, a AIG, que venceu. Quais são os maiores desafios que existem neste momento para gerir uma frota? Consumos. É muito difícil fazer budgets, porque nunca sabemos o que vai custar no próximo ano. E impostos. Como é o caso da recente alteração à tributação autónoma reflectida no OE 2014. Esta alteração que houve recentemente na tributação automóvel, já tirou conclusões? Estamos a analisar. Tendo em conta que na Pfizer os custos são muito importantes, podemos ter que fazer algumas alterações. Mas acredito que o mercado vai reagir positivamente. Acha que os carros vão ficar mais baratos? Os construtores vão ter que se movimen-

2014 MARÇO FM20 49


FROTISTAS

tar, as gestoras também e possivelmente os outros operadores. Claro que vão tentar alterar o menos possível. Todos vão tentar que sejam os seus parceiros a dar o primeiro passo. Está toda a gente a tentar perceber. Como vamos a mercado com uma frota interessante, acreditamos que isso será uma mais-valia. Se fôssemos com menos carros, teríamos menos poder negocial. Quando vão a mercado, negoceiam diretamente com as marcas ou deixam isso ao cuidado das gestoras? Podemos fazer o processo de duas formas. A Pfizer tem contratos com as marcas negociados a nível internacional. Mas é possível que a gestora tenha descontos maiores que os nossos no mercado local. E tentamos beneficiar dos maiores descontos. Os critérios têm a ver então com custos, emissões... E segurança. A segurança é uma questão muito importante.

50 FM20 FEVEREIRO 2014

“Em Portugal, negociamos a frota para um período de três ou quatro anos. Colocamos todos os carros num negócio, o que a nível de custos é interessante para nós. Para os players, também é interessante porque vamos a mercado com uma determinada dimensão”

Mas importante ao ponto de condicionar determinada escolha? É, claramente. E o critério tanto pode ser as estrelas Euro NCAP como um critério definido a nível internacional pela Pfizer sobre quais os carros aceites como viaturas de frota. Tentamos trabalhar com construtoras de reconhecida qualidade e que não tenham problemas de segurança. Têm políticas de responsabilização dos condutores? Sim. Multas, não são pagas. Quanto aos acidentes, apenas permitimos dois por ano. Questões estéticas, como riscos que possam aparecer, são analisadas pontualmente. Têm tido problemas com os recondicionamentos? Não, as últimas entregas que fizemos não tiveram custos acima do expectável, porque tentamos encontrar formas de minimizar esses custos em conjunto com os nossos parceiros.


FROTISTAS

EMEL adquire cinco comerciais elétricos A

EMEL adquiriu cinco automóveis 100% elétricos para sua frota. Os modelos escolhidos foram o Renault Kangoo Z.E., depois de um período de testes na própria empresa. Os Kangoo Z.E. serão utilizados diariamente na manutenção de espaços e equipamentos e na colecta. A quilometragem média das viaturas da frota desta empresa é de cerca de 70 quilómetros. A empresa tem 61 viaturas, das quais seis são elétricos e três híbridos. A grande parte delas são por aquisição direta, dado que se tratam de carros transformados. Esta compra está relacionada com uma política da Câmara Municipal de Lisboa (dona da EMEL) em implementar frotas cada vez mais eficientes. Dois dos carros estão a ser testados com dois condutores por dia. “Para ver se têm au­to­ nomia ou não”, disse à FLEET MAGAZINE

o responsável pela frota, Agostinho Carvalho. “Nos aspetos positivos, os condutores ficaram satisfeitos porque o carro é igual ao convencional na condução. Mas a ausência de barulho fez alguma confusão”. As viaturas foram adquiridas com financiamento do projeto europeu FREVUE em 75% da diferença entre o custo de uma viatura de combustão e uma elétrica. O projeto FREVUE envolve um consórcio com Autoridades, Indústria e Universidades de 8 Estados Membros da União Europeia, que pretende demonstrar soluções logísticas com a aplicação do veículo eléctrico para optimização da eficiência logística urbana e para melhoria da gestão do fluxo de transporte e redução do impacto ambiental em áreas urbanas. Lisboa é uma das 8 cidades eleitas para acolher este projeto. A EMEL prevê adquirir mais elétricos à medida que for fazendo a renovação de frota.

Com 61 viaturas em frota, a EMEL comprou cinco Kangoo Z.E à Renault. Os primeiros resultados mostram os tradicionais sentimentos mistos sobre esta tecnologia

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FROTISTAS

Siemens: trinómio na gestão A Siemens tem mantido o número de viaturas em frota estável, mas a preocupação com os custos não desaparece. Este ano, deixará de ter a gestão em exclusividade, como tem acontecido até agora

Luís Preto Gestor de frota da Siemens

52 FM20 MARÇO 2014


E

mbora respeite um processo comum a empresas desta dimensão, que inclui concursos internacionais, a gestão de frota na Siemens é encarada como um equilíbrio entre três partes: a política da empresa, o condutor e o fornecedor de aluguer operacional. “A gestão de frota é um trinómio”, diz Luís Preto, gestor de frota na Siemens. “Este trinómio tem que estar balanceado para que as medidas definidas pela gestão de frota sejam seguidas pelos colaboradores. Mas, para definirmos determinadas regras, temos que pensar na satisfação dos condutores e na operação da empresa de aluguer operacional. Temos que olhar para o fornecedor, temos que olhar para os nossos custos, as nossas regras, a satisfação dos condutores... Este balanceamento é difícil de gerir e é o que torna a gestão de frota aliciante”. Com 400 viaturas para gerir, número que se tem mantido estável nos últimos anos, o equilíbrio entre estas três partes implica muitos factores. “A gestão de frota é carros, é condutores, é muito números”, diz o gestor. “Há relações pessoais que têm que ser geridas por entidades externas e internas. Temos que pensar que há 400 condutores que têm que estar satisfeitos pela prestação do nosso serviço”. A Siemens utiliza apenas aluguer operacional para a aquisição e gestão das suas viaturas, exceptuando algumas de administração. Atualmente, o serviço é prestados apenas por uma gestora,

a Leaseplan, que tem um implante na empresa para auxiliar na gestão operacional. Mas mesmo assim, a gestão da frota é a tarefa que ocupa mais tempo no trabalho de Luís Preto. As compras

A gestão de frotas está incluída no departamento de compras da empresa. Na ligação com os condutores, é intermediada por um colaborador em cada um dos diferentes departamentos na empresa. Metade das viaturas estão afectas a colaboradores na área de projeto. Para estes colaboradores, existem quatro modelos em opção. Para a outra metade das viaturas, de função, há mais liberdade de escolha. No entanto, segmentos como SUV, cabrios ou modelos mais desportivos não são permitidos. Mesmo um segmento como o dos crossovers, que tem vindo a conquistar cada vez mais clientes em frotas, não é permitido. Os custos são os motivos apontados para deixar de parte esta escolha. Embora a frota não tenha diminuído em número nos últimos anos, tem havido uma grande preocupação na redução de custos. Inicialmente, na frota de projeto havia maior flexibilidade, mas as opções foram sendo restringidas. Os contratos de aluguer operacional passaram de 36 para 48 meses. E, na frota de serviço, continuaram com 48 meses mas passaram dos 90 para os 120 mil quilómetros.

“A gestão de frota é um trinómio. Este trinómio tem que estar balanceado para que as medidas definidas pela gestão de frota sejam seguidas pelos colaboradores. Mas, para definirmos determinadas regras, temos que pensar na satisfação dos condutores e na operação da empresa de aluguer operacional”

compromisso. Temos que pensar que há 400 condutores que têm que estar satisfeitos pela prestação do nosso serviço, diz Luís Preto

2014 MARÇO FM20 53


FROTISTAS “Estamos sempre a tentar ajustar o perfil da nossa frota”, diz Luís Preto. “Olhámos para a quilometragem média e foi o que fizemos”. G erir custos

A Siemens não pára de olhar para os custos com as suas viaturas. Este ano, vai deixar de ter um fornecedor único para aluguer operacional e abrir lugar para mais um operador, a ALD Automotive. É assim que acontece com a casa-mãe da empresa. Luís Preto espera que esta decisão venha a ter reflexo não só nos custos como está a adicionar competitividade aos seus fornecedores. A Siemens portuguesa está incluída no processo de compra internacional, do qual beneficia. Para as aquisições de viaturas, a Siemens AG (Alemanha) organiza um grande “tender”, num processo que dura cerca de cinco meses. A primeira fase é de recolha de dados e pode demorar três meses. Segue-se a fase de negociação com as marcas e depois acontece um leilão electrónico. No entanto, acontecem também algumas negociações locais, conforme os níveis de participação de cada país. Por cá, a Siemens olha para os preços mais competitivos e contacta as marcas e as gestoras para melhorar um pouco mais o preço. Os critérios de escolha das viaturas passam por uma análise de custos totais de utilização,

mas também olham para a renda e outro tipo de custos, como os de combustível. O aluguer operacional tem todos os serviços ditos “normais” incluídos. “Quando se faz o desdobramento dos serviços, isso implica um estrutura maior dado que a nossa é reduzida”, diz o gestor de frota. “Nem sempre o que se poupa compensa por causa do trabalho administrativo adicional. E é preciso contar também com o impacto na satisfação dos colaboradores”.

“Nem sempre o que se poupa compensa por causa do trabalho administrativo adicional. E é preciso contar também com o impacto na satisfação dos colaboradores”

Combustível Como têm vindo a lidar com os custos de combustível? Temos um contrato direto com uma marca. Vamos acompanhando os consumos por cada viatura e temos alguns projetos no sentido de mostrar que esses gastos são controlados. Tivemos uma ação de eco-condução, um código de conduta em que é incentivada uma condução responsável e temos previsto um programa interno de reforço. Está ainda prevista uma formação online relativamente à condução segura, que está a ser desenvolvida por um departamento interno. A nível de responsabilização dos condutores, o que é têm a decorrer? A Siemens não suporta multas e, nos acidentes, é visto caso a caso. Temos algumas regras no código de conduta e depois é definido entre o colaborador e a chefia. Mas é um tema ao qual estamos muito atentos. É um tema que tem muito impacto no índice de sinistralidade e, como tal, tem impacto nos nossos custos. Que ajustamentos se podem esperar na frota da Siemens? Já fizemos a nossa análise e a solução poderá passar por um downgrade, mas ainda não está definido.

Tipologia Frota

400 viaturas

Financiamento

Renting (c/ implante)

Propulsão

Diesel, elétrico (1 unidade)

Responsabilização do condutor

Sim, com código de conduta. Acidentes vistos caso a caso 54 FM20 MARÇO 2014


MARCAS

Audi com onze novas versões mais eficientes A

Audi está a lançar uma versão “ultra” para os A4, A5 e A6 com emissões netre os 104 e 0s 119 g/km e consumos entre os 3,9 e 4,6 l/100 km. A marca garante que a prestação das viaturas não será afectada. A motorização para tal efeito será um novo bloco 2.0 TDI, com potência entre os 136 e os 190 cv. Além da nova tecnologia TDI que será empregue nestas motorizações, a Audi apresenta ainda transmissões ultra-eficientes e avançados sistemas de escape. Os novos modelos ultra estão equipados de série com uma caixa manual com novo escalonamento nas relações mais altas. De série, são o sistema start-stop e o sistema de informação do condutor com programa de eficiência, os quais dão contributo importante para a economia dos novos modelos ultra da Audi. O A4 Limousine e o A4 Avant apresenta modificações aerodinâmicas e uma carroçaria mais baixa de modo a

otimizar também o consumo de combustível. Esta combinação de medidas de eficiência resulta em menores consumos e emissões de CO2: de apenas 3,9 l/100 km (104 g/km) para o A4 Limousine; 4,2 l/100 km (109 g/km) para o A4 Avant (136 CV) e A5 Coupé (163 CV) e 4.3 l/100 km (111 g/km) para o A5 Sportback (163 CV). Sem restrições de equipamentos, o A6 2.0 TDI ultra atinge um nível de emissão de CO2 de 114 g/km e de 117 g/km com caixa manual. Por cada 100 quilómetros percorridos consome em média 4,4 litros de combustível e 4,5 litros (com caixa manual). A carroçaria Avant do A6 apresenta um consumo médio de 4,6 l/100 km e emissões de CO2 de 119 g / km, independentemente do tipo de transmissão. A gama ultra da Audi também inclui o A3 1.6 TDI ultra, com um consumo médio de combustível de 3,2 l/100 km e emissões de CO2 de 85 g/km.

As “ultra”, assim denominadas as novas versões de alguns modelos da Audi, vão ter consumos a partir dos 3,9 l/100km e emissões que começam nos 104 g/km SIVA Magno Gonçalves Telefone 263407079 Email magno.goncalves@siva.pt Internet www.audi.pt

2014 MARÇO FM20 55


MARCAS

Mercedes-Benz chega aos MPV com o Classe V O Classe V é a afirmação da Mercedes-Benz no segmento MPV. Um nível de equipamento avassalador coloca-o bem próximo da restante gama de passageiros da marca Mercedes-Benz Portugal Mário Neves Telefone 219257000 Email mario.neves@daimler.com Internet www.mercedes-benz.pt

56 FM20 MARÇO 2014

A

Mercedes-Benz vai lançar o Classe V para o segmento MPV em Portugal já a partir de Junho. O modelo, com o qual a marca quer reposicionar-se no segmento MPV, eleva o conforto e o equipamento nesta categoria para outro nível. O próprio presidente da Daimler AG, que esteve presente na apresentação mundial, garantiu que o Classe V chegará ao mercado com o mesmo nível de equipamento do novo Classe C. Os modelos expostos em Munique mostravam que a qualidade de construção e o nível de equipamento do Classe V estão bem para lá do que é feito neste segmento. Ajuste lombar de quatro níveis nos bancos, o sistema de controlo da climatização automático Thermotronic ou o sistema de som Burmester são apenas umas amostras daquilo que o Classe V terá. O

próprio design exterior, revelado nesse dia, e agora sobejamente divulgado, avança mais um pouco, constituído por linhas mais agressivas e vincos mais marcados do que costuma ser este tipo de carros. A Mercedes-Benz faz questão de dizer que este não é uma continuação do Viano, mas a verdade é que ainda partilha a mesma plataforma. A organização do espaços ainda não está muito diferente e questões como a configuração das portas não deixa esquecer a carroçaria de origem. Mas tal é o esforço da marca em colocar o Classe V num patamar mais elevado, que este modelo será o que substitui o Classe R, que vai passar a existir apenas nos EUA. O motor utilizado será o de 2,1 litros, com potências a partir dos 136 cavalos. O preço vai situar-se perto dos 50 mil euros.


MARCAS

Volvo: novo motor na V40 em Junho A

Volvo vai introduzir o seu novo motor de dois litros na V40 a partir de Junho. O novo bloco de quatro cilindros, o D4, desenvolve 181 cavalos e emite apenas 99 gCO2, para 3,8 l/100 km (para o S60 e o V60). O novo D4 pode vir com a nova caixa automática de 8 velocidades, mais suave e que optimiza os consumos e as emissões. Esta nova caixa terá comandos no volante e inclui a função Start-Stop. Esta nova motorização já está disponível nos S60 e S80 e nas V60 e V70, além dos XC60 e XC70. O motor corresponde, de acordo com um estudo da Volvo, ao perfil encontrado neste segmento. Os segmentos onde se encontra, para já, disponível são 18% do mercado. Destes, 60% são premium e 97% diesel. Os preços para estas versões começam em 39.500 euros para o S60, 40.500 euros para o

V60 e 44.950 euros para o XC60. Em 2014, a Volvo que estabilizar a sua quota de mercado nos dois por cento. Para isso, vai procurar afirmar o V40 e o V40 Cross Country como alternativas no segmento C e recuperar o seu posicionamento no segmento C/D com o lançamento deste novo motor no S60 e V60. Além disso, espera ainda manter-se como líder no segmento SUV S com o XC60. Nas frotas, a Volvo conseguiu 38% das vendas totais no ano passado e um número record de vendas a gestoras. Este ano, a Volvo irá posicionar o V40 abaixo dos 25 mil euros e os S60 e V60 abaixo dos 35 mil. A marca vai ainda ter o V60 Plug-in Hybrid disponível já no segundo trimestre. Este será um modelo que respeita os três modos de funcionamento – elétrico, híbrido e combustão – à medida da condução que estiver a ser feita.

O novo motor de dois litros é o maior acontecimento do ano para a marca. Para as empresas, reposicionamento de preços para o V40, S60 e V60 Volvo Car Corporation Rui Infante Telefone 210987581 Email rui.infante@volvocars.com Internet www.volvocars.com

2014 MARÇO FM20 57


AO VOLANTE

VW Golf Variant 1.6 TDi Sportline

Um novo referencial As modernas carrinhas de topo no segmento C têm agora um concorrente de peso, que dá pelo nome de Golf Variant. Argumentos não faltam, até numa variante específica para frotas

58 FM20 MARÇO 2014

N

em sempre a carrinha Golf tem tido mais sucesso comercial que o tradicional modelo de 5 portas. Razões existem para pensar que desta vez a Variant, lançada há poucos meses no mercado português, vai assumir um papel mais importante na gama Golf. Um dos grandes argumentos da Volkswagen Variant é o seu extraordinário espaço de bagagem, que supera os 600 litros de volumetria, um valor que não é só referencial dentro da gama Golf, como o é também na própria gama Volkswagen, já que supera mesmo o da famosa carrinha Passat. Pode até nem servir de nada ter tanto espaço, mas que funciona como um importante argumento disso não existem dúvidas. Face ao modelo da geração passada, a nova Variant é mais comprida (+28mm), mais larga (+18mm) e tem uma maior distância entre eixos (+57mm), sendo ainda mais leve (cerca de 100 kg) devido à utilização de uma plataforma completamente nova. Outro bom argumento é a estética. Gostos não se discutem, mas no momento da decisão a balança poderá pender para esta carrinha quando

se avalia o exterior, sendo só uma das mais sóbrias e alegantes “break” do mercado atualmente. No interior também existem bons argumentos. Esta Variant é um pouco mais generosa de espaço para os passageiros dos bancos dianteiros e traseiros, seja em altura, espaço para as pernas ou ao nível dos cotovelos. Mais espaço traz necessariamente mais habitabilidade e, neste caso, mais conforto a bordo. A posição de condução é um dos pontos fortes no habitáculo do Golf Variant, que em nada difere da versão de 5 portas, pelo que a única critica vai para a espessura demasiado fina do volante, apesar de possuir uma excelente pega. É um lugar comum elogiar a qualidade de construção de um Golf, mas mais uma vez é o caso. A Variant está ao nível do que se faz melhor no segmento, rivalizando até com propostas de segmentos mais altos. Motores

Na sua oferta, a Volkswagen contemplou desde o início uma variante para frotas. Com motor 1.6 litros TDi Bluemotion a marca alemã


O que mais de destaca na nova Variant do Volkswagen Golf é o equilíbrio do chassis e o excelente casamento que faz com o motor, o que permite uma condução muito suave deste carro seja em cidade ou fora dela

propõe apenas 90 cv, o que possibilita que o preço desta versão seja cerca de 600 euros mais económica que a versão de 105 cv do mesmo motor. Essa diferença posiciona a Variant em valores pouco acima dos 26.000 euros na versão de entrada Trendline. Porém, a versão utilizada para ensaio disponha do motor de 105 cv, já por demais conhecida, mas que agora foi alvo de algumas intervenções técnicas, que permitem que a marca anuncie consumos em redor dos 4 litros por cada 100 quilómetros. Na prática o melhor que se consegue está um pouco abaixo dos 5 litros, mas existem outros detalhes a considerar que são muito importantes. A suavidade com que esta motorização trabalha merece realce (assim como todo o trabalho desenvolvido ao nível do chassis), pela quase ausência de vibrações no interior. Mais uma vez é o conforto a bordo que ganha créditos. Não sendo um motor surpreendente do ponto de vista do dinamismo, já que os seus argumentos estão mais do lado dos baixos consumos e das reduzidas emissões poluentes, os

105 cv permitem uma grande estabilidade de andamento seja qual for o ambiente (urbano ou estrada). Sempre que necessário recorre-se à caixa de velocidades, por sinal muito bem escalonada, e puxa-se um pouco mais pelo potência para uma ultrapassagem segura. Num estilo oposto, aproveita-se mais o binário conseguindo rodar a velocidades muito baixas com a 5ª mudança engrenada. Com um excelente amortecimento, a suspensão do Golf Variant foi pensada para o prazer de estar a bordo, mas sempre que solicitada garante a este carro elevados níveis de segurança, seja em percursos mais sinuosos ou mesmo nas estradas mais degradadas, com os travões também a responderem de forma eficiente a qualquer solitação. A conclusão sobre esta carrinha é, por todas as razões, muito positiva. Dificilmente se encontra um defeito evidente, sendo que o chassis (tendo em conta a dinâmica e a segurança que proporciona) casa muito bem com o motor de 105 cv. Trata-se por isso de um Golf... que é cada vez mais Golf.

* Fonte: Leaseplan

espaço. Um dos grandes argumentos da Volkswagen Variant é o seu extraordinário espaço de bagagem

30.636 Euros* 531,6 €/mês (36m)* 503,9 €/mês (48m)* 3,9 l/100Km 104 gCO2/km* 4/1.598 cc 105/3.000-4.400 cv/rpm 250/1.500-2.750 Nm/rpm 2014 MARÇO FM20 59


AO VOLANTE

30.762 Euros* 672,2 €/mês (36m)* 608,4 €/mês (48m)* 4,6 l/100Km 119 gCO2/km* 4/1.598 cc 130/4.000 cv/rpm 320/1.750 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Renault Fluence 1.6 dCi Exclusive

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or cerca de 30 mil euros esta versão familiar com pretensões executivas proporciona espaço, muito equipamento e um motor recente, económico mas mais potente. Revisto em termos estéticos, os seus pontos fortes continuam a ser a habitabilidade e o espaço da mala. Ganhou também mais equipamento de conforto e de assistência, passando a integrar a nova consola de conectividade

e comando R-Link. Com este motor 1.6 dCi de 130 cv e emissões de 119 gr/km para um consumo médio de 4,6 litros, o depósito com capacidade para 60 litros de combustível garante-lhe autonomia superior a 1000 km. O comportamento mantém-se familiar, por vezes até vago demais para o potencial deste novo motor. A suspensão demasiado macia não inspira grandes demandas desportivas.

29.282 Euros* 547,9 €/mês (36m)* 517,2 €/mês (48m)* 4,6 l/100Km 100 gCO2/km* 4/1.582 cc 110/4.000 cv/rpm 260/1.900-2.750 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Toyota Auris Touring Sports 1.4 D-4D

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a primeira vez que a gama Auris ganha esta forma de carroçaria. Com 4,56 metros, os 29 cm que tem a mais vão para o aumento da capacidade da mala: 530 litros e uma profundidade quase até aos dois metros com os bancos traseiros rebatidos. Conservando a mesma estrutura interior frontal, a posição de condução é prática, funcional e facilmente ajustável a diferentes tipos de condução. Com

60 FM20 MARÇO 2014

um desempenho suave numa condução não muito exigente, a força deste motor é suficiente nas recuperações e em lombas acentuadas. Requer mais apoio da caixa quando carregado, até porque uma quinta e sexta velocidade mais longas mostram que aquilo que está em causa são os consumos e as emissões. Neste aspecto a média ficou nos 6,0 litros, o que, não sendo excelente, também não é de menosprezar.


25.752 Euros* 529,5 €/mês (36m)* 496,9 €/mês (48m)* 3,8 l/100Km 112 gCO2/km* 1.582 cc 128/4.000 cv/rpm 260/1.900-2.750 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Hyundai i30 1.6 CRDi

N

ão é por acaso que o i30 está quase dentro do Top5 dos modelos mais vendidos do segmento C. A mais recente geração deste modelo da Hyundai deixa a clara certeza de que este é um automóvel bem europeu. Mais comprido, mais largo e mais baixo, o i30 tem uma das distâncias entre eixos maiores do segmento, quer isto dizer que os ganhos em termos de espaço interior são enormes.

Como é mais largo, embora as suspensões continuem a ser um pouco moles, o i30 melhorou o seu comportamento e a sua dinâmica. Um série de sistemas electrónicos (ESP, VSM, ABS, BAS, HAC e ESS) ajudam na condução e tornam o i30 ainda mais seguro. O motor 1.6 litros CRDi de 110 cv é disponível e rápido, e os consumos verificados rondam os 5,2 litros de média.

28.951 Euros* 493,2 €/mês (36m)* 474,1 €/mês (48m)* 3,8 l/100Km 100 gCO2/km* 4/1.582 cc 110/4.000 cv/rpm 260/1.900-1.750 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Seat Leon 1.6 TDi Style 128 cv

O

Seat Leon é a maior esperança da Seat para as frotas. Confortável quanto baste e com uma condução dinâmica, para cujo comportamento contribuem os pneus de baixo perfil, disponíveis na versão testada. Essa era ainda uma versão de caixa automática, que funcionava bem, embora com alguns defeitos de prestação em pequenas quando se exigia uma pouco mais do motor, dado que

não consegue colocar a mudança de velocidade certa. O carro em si está bem equipado, com dispositivos como o de assistência em viagem que mantém o carro em aviso para saber se o condutor está cansado. Trata-se de uma viatura espaçosa, um bom herdeiro daquilo que foi o Leon em versões anteriores. O consumo conseguido foi de 5,7 l/100km para mais de 300 km em vários tipos de percursos.

2014 MARÇO FM20 61


AO VOLANTE

28.199 Euros* 498,2 €/mês (36m)* 479,1 €/mês (48m)* 3,8 l/100Km 98 gCO2/km* 4/1.461 cc 90/2.750-4.000 cv/rpm 240/1.750-2.750 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Mercedes-Benz A160 CDi 90 cv

S

em o pack AMG, o Classe A torna-se um carro diferente. Esteticamente muito menos agressivo, este Mercedes-Benz de entrada de gama é a versão sem esteróides, o carro de compromisso para aquisições nas empresas. A alteração é grande e nem por isso negativa. Como sempre, é uma questão de perspectiva. Em primeiro lugar, o comportamento

dinâmico. A esse nível o pack AMG era muito bem conseguido, mas o preço a pagar era uma rigidez que para alguns pisos se tornava desconfortável. E este é outro ponto em que o Classe A ensaiado fica a ganhar. Não só a dureza trazida pelas suspensões desportivas dá lugar a um conjunto muito mais equilibrado, como o próprio conforto dos bancos e posição de condução também ganha.

25.900 Euros* n/d (36m)* n/d (48m)* 3,8 l/100Km 99 gCO2/km* 4/1.597 cc 120/4.000 cv/rpm 300/2.000 Nm/rpm

* Fonte: Leaseplan

Honda Civic Tourer 1.6 i-DTEC

O

carro já tinha dado nas vistas com um interior espartano, à medida do que a marca habituou, mas com um motor a que na altura chamámos um dos melhores do seu segmento. A carrinha acaba de chegar e trata-se de uma versão que faz todo o sentido. Torna o modelo muito mais bem conseguido no aspecto exterior, mas nota-se no motor alguns reflexos deste acrescento. Perde-se um

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pouco do desempenho, sobretudo na sensação de forte binário que o carro tinha, mas nada que possa comprometer a viatura. NA mala, têm-se agora 624 litros de bagagem com os bancos elevados (até à janela) e 1.668 litros com eles rebatidos. O formato de rebatimento, que cria uma área completamente plana, mantém-se. Nota ainda para os consumos, verdadeiramente notáveis.



Fleet Magazine 20 - Março 2014