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ANO

14 • Nº 78 • MAR/ABR/MAI • R$ 15,00

ESPECIAL

18,6 milhões de brasileiros sofrem transtorno de ansiedade

CULTURA

DIÁRIO DE BORDO

CIDADANIA

psicodália dias de utopia

Road trip pela Patagônia

Tornando vidas mais verdes


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CARTA DA CARLA FV#78

N

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@flashvip

[...] o resultado não poderia ser diferente: não temos mais tempo para nada e fazemos tudo ao mesmo tempo. E o resultado do resultado: ansiedade em grau que varia entre o baixo e patológico.

importância e consciência com o meio ambiente, mas também pela forte atuação dentro da comunidade, em especial do Bairro São Pedro, ao oferecer oportunidades a adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade. Há mais de 20 anos, a ONG chapecoense faz da reciclagem o sustento de dezenas de famílias e proporciona novas perspectivas para crianças e jovens carentes. E esse ano ainda reserva para Flash Vip grandes momentos e emoções, pois completaremos 15 anos bem vividos. Estamos concebendo nossa festa de debutantes para outubro e, desde já, promovendo algumas mudanças, como “a forma de vestir”. Caros leitores, apresento-lhes o nosso novo projeto gráfico, com um design moderno, ousado, claro e de fácil leitura. Estamos empolgados com o que pretendemos apresentar ao longo do ano e convidamos a todos para, juntos, continuarmos nessa caminhada de valorização da mídia impressa, sem esquecer a atuação expressiva na mídia online. Super beijo e boa leitura!

CARLA HIRSCH carla@revistaflashvip.com.br @carlahirsch

FOTO: FERNANDO NAVARRO

em dá para crer que estamos no outono de 2018. Quase que unanimidade quando conversamos sobre como o tempo está passando muito mais rápido que em outros anos, por que será isso? Claro, nosso modo de vida. Os moldes atuais estão tirando todos de sua órbita, porque tudo tem que ser feito da melhor forma, com mais especialização, superar a concorrência, enquadrar nos “padrões”, o resultado não poderia ser diferente: não temos mais tempo para nada e fazemos tudo ao mesmo tempo. E o resultado do resultado: ansiedade em grau que varia entre o baixo e patológico. Nesta edição trazemos uma matéria sobre esse mal, que atinge mais de 18 milhões de brasileiros que sofrem com transtorno de ansiedade. Ainda ocupamos a primeira posição no ranking mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). E esses dados correspondem apenas aos pacientes diagnosticados com a doença. Ainda existem milhões de pessoas convivendo com essa angústia prolongada sem buscar ajuda especializada. Muito conhecido na cidade de Chapecó, o Verde Vida – mais associado ao seu trabalho ambiental, através da coleta de materiais recicláveis – é destaque em nossas páginas, não apenas pela sua


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ÍNDICE

“ESTAMOS JUNTAS E SOMOS MUITAS”

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PAPO CABEÇA

DE TIRAR O SONO

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ESPECIAL

TORNANDO VIDAS MAIS VERDES

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CIDADANIA

DIAS DE UTOPIA EM UM FESTIVAL DE “PAZ E MÚSICA”

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CULTURA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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COLUNA

MENOS INVASIVO E EFICAZ CONTRA AS VARIZES

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COLUNA

DISTÚRBIOS DO SONO

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COLUNA

MEIA ENTRADA / LITERATURA / GAMES / TRILHA SONORA

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GUIA CULTURAL

ROAD TRIP PELA PATAGÔNIA

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DIÁRIO DE BORDO

THAÍS DUTRA / KIKO SANTOS / THIAGO FREITAS

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SOCIAL

AS BALADAS MAIS OLD BUT GOLD DE CHAPECÓ

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BADALANDO NAS ANTIGAS

A REDAÇÃO DA FLASH VIP INDICA

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#CURTIMOS


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UM TIME DESSES, BICHO

EXPEDIENTE

CÚMPLICES

EDITORA-CHEFE

Carla Grace Medeiros Hirsch M.Tb: Sc 0002596-Jp carla@revistaflashvip.com.br DIRETORA DE JORNALISMO

Carol Bonamigo - M.Tb: 3768 SC ATENDIMENTO/COMERCIAL

Fernando Sbruzzi DESIGN EDITORIAL E PROJETO GRÁFICO

CAROL BONAMIGO Jornalista, especialista em Cinema e Realização Audiovisual. Também é nossa Diretora de Jornalismo

Duana Scussiato COLUNISTAS E CONVIDADOS DA EDIÇÃO

Isadora Stentzler, Caroline Beutler, Fernando Bonetto Schinco, Rodrigo Kohler, Silvane Loro, Hilario Junior, Fil Souza, Sara Heffel e Edu Ely, Kiko Santos, Thaís Dutra e Thiago Freitas PRODUÇÃO/FOTOS E CRIAÇÃO DE ANÚNCIOS

Cidade Comunicação Ltda CNPJ 05.888.333/0001-12 CONTATO/MARKETING E SUGESTÕES

FERNANDO SBRUZZI Publicitário. Também realiza o atendimento e comercial da Flash VIP

jornalismo@revistaflashvip.com.br (49) 3322.0033 revistaflashvip.com.br @flashvip revistaflashvip CONTATO/REDAÇÃO

Rua Uruguai, 844D Bairro Jardim Itália 89802-501 / Chapecó/SC Fone: (49) 3322.0033

DUANA SCUSSIATO Designer de moda, atua como designer visual. Também é a diagramadora da edição

IMPRESSÃO

Gráfica Arcus / Chapecó,SC

A REVISTA FLASH VIP NÃO SE RESPONSABILIZA POR ARTIGOS ASSINADOS E OPINIÕES DE ENTREVISTADOS.

ISADORA STENTZLER Repórter e fotógrafa documental. Também foi nossa correspondente no Psicodália

ERRATA: na edição 77, o anúncio da pág. 83, Tania Peserico, saiu sem a informação de crédito da foto, de Fernando Navarro.

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ANUNCIE NA FLASH VIP atendimento@revistaflashvip.com.br Fernando Sbruzzi (49) 9 9917 8998


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entrevista ISADORA STENTZLER

“ESTAMOS JUNTAS E SOMOS MUITAS”

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VOCAL DA FRANCISCO, EL HOMBRE E BATERISTA DA BANDA VENTRE, JU STRASSACAPA (em cores) E LARISSA CONFORTO (em tons de cinza) SE ABREM PARA A FLASH VIP E DESNUDAM OS BASTIDORES DA MÚSICA ALTERNATIVA E INDEPENDENTE PARA AS MULHERES, APONTANDO PARA UM FUTURO DE RESISTÊNCIA E OCUPAÇÃO DOS PALCOS.

m dia após subir ao palco com a banda Mulamba e cativar o público do Psicodália com o som de Francisco, El Hombre, Ju Strassacapa participou do show da banda Ventre e junto da baterista Larissa Conforto protagonizou um discurso feminista que acompanhou o festival desde o primeiro dia. As duas moram juntas em uma república na capital de São Paulo e no penúltimo dia do evento concederam uma entrevista exclusiva à Flash Vip aonde falaram sobre representatividade da mulher na música independente aliada a sua presença política nos palcos. Se nas letras fortes que denunciam o machismo ou nas performances em que a roupa se torna um assessório tal qual seria para um homem com calor, elas mostram na conversa que ocupar esse espaço é questão de resistência e não poupam palavras para criticar os próprios dinossauros da música brasileira

quando veem neles atitudes misóginas, o que sentiram dentro do próprio festival. “Jorge Ben representa uma cultura arcaica e burra de um patriarcado ultramente machista, grosseiro, que alimenta a cultura do estupro, do feminicídio”, disparou Larissa sobre a apresentação de Jorge Ben Jor no Psicodália, que convidou mulheres do público para rebolarem no palco na noite de segunda-feira. Na outra ponta, Ju também se abriu e falou do momento decisivo sobre sua participação na banda quando o outro vocal do grupo, Mateo, foi acusado de assédio em 2016. “Eu explodi (...): ‘O que foi que vocês fizeram na vida de vocês? Pelo amor da deusa a gente tem que entender!’ Porque chegou num ponto em que eu não consigo trabalhar com homens dependendo da violência que foi expressa por eles ou qualquer desrespeito contra o corpo de outra pessoa”. >>

FOTO JU STRASSACAPA : ISADORA STENTZLER / LARISSA CONFORTO: JOANA BERWANGER/DIVULGAÇÃO

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leia a entrevista completa no site >> revistaflashvip.com.br

FLASH VIP. O SHOW DE VOCÊS TRANSCENDE DO ARTÍSTICO PARA O POLÍTICO. POR QUE CONSIDERAM IMPORTANTE TRAZER ISSO TANTO NA LETRA DAS MÚSICAS QUANTO NA PERFORMANCE? LARISSA. Acredito que a música por si

só é política. Meu corpo é político. Minha fala é política e só o fato de eu subir no palco já é político. Se eu tenho um microfone na mão eu preciso falar das coisas que me cercam, senão não faz sentido fazer música. Tem uma coisa na música que é a fala da alma, a fala das necessidades mais sutis e mais profundas e se a gente não comunicar isso pro resto, se a gente não lembrar isso pra quem está atento, ouvindo, de que importa, sabe? JU. Eu concordo completamente. Acho que também os ouvidos se abrem mais pra música, pra refletir sobre algumas coisas. Acho que é uma das melhores ferramentas pra você propor uma discussão, propor uma reavaliada, saca? Uma autoanálise das pessoas. Algo que sempre penso é: seja a mudança que você quer ver no mundo. Faça o seu melhor, pelo menos. FV. E COMO ENXERGAM O ESPAÇO DAS MULHERES NESSE CENÁRIO DA MÚSICA ALTERNATIVA E INDEPENDENTE? LARISSA. Já foi melhor, já foi pior. Acho que tem mo-

mentos e épocas. Agora estamos vivendo uma primavera. Pelo menos nos últimos anos. E pelo que eu tenho vivido, vi muitos festivais com curadoras mulheres, que se importam com isso e se interessam em procurar. Porque para a mulher subir no palco não é só ela ser boa, tem que ter alguém que sai do meio, que são os amigos, para buscar bandas que tenham outros tipos de representatividade. Então o aumento de festivais com a curadoria feita por mulheres acentuou no fato de ter mais mulheres no palco. Mas mulheres sempre existiram tocando. Claro que quando tem mais mulheres no palco, naturalmente mais mulheres se sentem incentivadas a tocar. Aí tem pequenas iniciativas como o Girsl Rock Camp. Lá em São Paulo a gente se organiza para dar oficina a outras mulheres, para tocar instrumento umas com as outras. E a gente está se organizando para fazer um rolê de um ano de bandas de mulheres tocando em casas de mulheres. Cada uma irá abrir sua garagem para outras manas tocarem. E nossa casa vai participar. Chama “A dona da casa”. JU. Que maravilhoso! (risos) A gente mora juntas e eu nem sabia disso. Mas também acho que a competitividade está caminhando cada vez mais pro ácido. Ela está se dissolvendo. Em algum momento as manas aca-

PAPO CABEÇA

bam se dando conta que o que realmente importa é todo mundo se entender e se unir porque é só assim que a gente avança. FV. NESSE SENTIDO VOCÊS SOFRERAM BARREIRAS NO INÍCIO POR SEREM MULHERES? JU. A vida inteira, né. LARISSA. E como baterista, a primeira coisa é roadie.

Eu já cheguei com equipamento no palco, com meus pratos, minha caixa e a galera falar “ah, você está carregando as coisas do baterista?”, sabe? Como se eu fosse a namorada dele, amiga dele. Já estive aquecendo baqueta depois de ter montado todos os pratos e ouvir: “nossa, você é uma boa roadie mesmo, até a baqueta está aquecendo”. É muito difícil ser vista como baterista, que dirá ser respeitada! Mas tudo bem também. Não vamos falar do difícil, vamos falar do que é bom, sabe. Porque todos eles calam a boca depois que eu entro no palco. E eu tenho muito apoio das manas. Então é a competitividade que deve ser combatida. Até no início eu senti que rolava uma competitividade pelo protagonismo do feminismo. E agora não. Já estamos desfazendo isso. Não é sobre protagonizar, é sobre viver em paz. Então é descontruir pequenas ideias, até na linguagem, na forma de agir. JU. Acho que há um estímulo muito gigante. Quando eu comecei a entender o que era o feminismo eu já gostava de um bando de banda de mulher porque eu achava isso incrível. Eu me reconhecia nisso e me sentia capaz através delas. LARISSA. É por isso que o rolê da representatividade importa. Como é que a gente vai num rolê que a gente não se sente parte dele, não se sente representada nele? Sinto que ainda falta. Faltam negros, asiáticos, outras etnias, falta mulher, tá pouco! Falta olhar pro lado e buscar o diferente. Falta descendente de árabe... enfim, uma série de coisas. A gente ainda pensa no “masculino, branco, cis, cristão”. Então é um movimento todo de transformação. FV. CHAPECÓ É UMA CIDADE EM QUE O CENÁRIO MUSICAL AUTORAL TEM CRESCIDO E GOSTARIA QUE MANDASSEM UM RECADO PARA AS MINAS QUE ESTÃO FAZENDO UM SOM: JU. Juntem-se! É isso! LARISSA. Estamos juntas e somos muitas! Bora re-

sistir! Bora junto! E peguem como exemplo as outras cidades que estão se juntando. Têm pequenos coletivos em várias cidades fazendo. Observa o modelo da amiga e faz igual, fala pra ela que está fazendo igual e deixa claro que está se influenciando. Isso pode gerar parceria. Comuniquem-se, juntem-se, aprendam umas coisas das outras. Isso já é tudo!

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GASTRONOMIA

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A composição perfeita DIFUNDIDA NO MUNDO TODO E CONSIDERADA UM PATRIMÔNIO GASTRONÔMICO DA HUMANIDADE, A PIZZA CHEGOU AO BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XIX, TRAZIDA POR IMIGRANTES ITALIANOS, E FICOU!

A Pizza Arte, traz um toque especial aos apreciadores da boa gastronomia. Prima pela harmonização dos ingredientes que compõem a cobertura, pelo requinte na apresentação e por um aroma que desperta o paladar. Apresentamos para vocês a Pizza Arte, que como o próprio nome sugere, é elaborada artesanalmente com produtos de excelente qualidade. O diferencial da Pizza Arte está no equilíbrio e qualidade dos ingredientes, cuidadosamente selecionados e combinados. O processo de fabricação artesanal resulta em uma massa leve e saborosa. O molho também é artesanalmente produzido na própria pizzaria, a partir de tomates selecionados e manjericão fresco. As carnes são processadas na hora e os queijos de excelente qualidade. A Pizza Arte utiliza as melhores marcas e prepara tudo com rigor e muita dedicação. Hummm! Deu água na boca, não é? Então experimente e comprove o sabor de uma saborosa pizza artesanal!

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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GASTRONOMIA

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EL TORON MOLHO DE PIMENTA FEITO EM CHAPECÓ!

Com a intenção de desmistificar a ideia que todas as pimentas são fortes, surgiu, em Chapecó, a fábrica de molho de pimentas El Toron. “A picância de pratos apimentados assusta e cria o medo em muitas pessoas, e queremos mostrar que um molho de pimenta bem feito realça o sabor de qualquer prato, quando bem harmonizado”, explica um dos sócios da marca, Thiago Merlo. Todo o processo é artesanal, desde a defumação dos jalapeños e alhos, para garantir, além do sabor, um aroma inconfundível. Com vários graus de ardência, os molhos são totalmente naturais, sem conservantes, sem corantes e sem aromatizantes, além de baixo teor de sódio. Os produtos estão disponíveis em supermercados e empórios de produtos naturais da região Oeste de Santa Catarina.


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Um sentimento COMUM e intrínseco do ser humano, a ANSIEDADE pode atingir níveis patológicos,

prevalecendo o MEDO e a ANGÚSTIA.


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ESPECIAL

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por CAROL BONAMIGO arte DUANA SCUSSIATO

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I

magine o seguinte cenário: você deita em sua cama, pronto para dormir, e, subitamente, é invadido por um medo avassalador, pensamentos tomam a sua mente em uma velocidade opressora, suas mãos suam, um nó se forma em seu estômago e você é tomado por uma sensação de não pertencimento. E o pior, você sequer sabe o motivo. Uma situação, no mínimo, assustadora, não? Foi assim que Luciana Miotto descreveu sua primeira crise de ansiedade, há oito anos. Diagnosticada já na época com Transtorno de Ansiedade e Síndrome do Pânico, a jovem funcionária pública tem dificuldade em recordar algum momento da última década em que não esteve em constante estado de apreensão. “É um medo descontrolado. As pessoas dizem para me acalmar, mas não consigo controlar. Parece que vou explodir. Mesmo sabendo que aquilo é ansiedade, não consigo discernir e pensar com clareza. Não tem hora nem local para acontecer”, relata. Luciana é um dos 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com transtorno de ansiedade. A maior taxa no planeta (9,3%), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). E esses dados correspondem apenas aos pacientes diagnosticados com a patologia. Ainda existem milhões de pessoas convivendo com essa angústia prolongada sem buscar ajuda especializada. Isso porque a ansiedade é um sentimento inerente do ser humano, faz parte da nossa composição e é muito importante para a nossa vida. Ela é útil em vários momentos, é o que nos faz olhar para os lados antes de atravessar a rua, estudar antes de uma prova, nos preparar para uma entrevista de emprego. “Na verdade, a vida é muito ansiogênica sob vários aspectos. Segurança, atendimento às nossas necessidades, a distância das pessoas que temos muita afinidade. Tudo gera ansiedade. Mas quando ela é patológica, significa que a regulagem do gatilho desse sinal de alerta está bem descalibrado. Então uma gota é o prelúdio de uma grande tempestade”, explica o psiquiatra Daniel Ayres d’Avila. Para o profissional, as ansiedades e os mecanismos de defesa são diferentes em cada indivíduo. “Nosso órgão mais importante é o cérebro, é a nossa mente, como percebemos o mundo. Então, nos utilizamos de mecanismos para prote-

gê-lo. O mais agressivo é a somatização, quando você passa para o corpo e manifesta fisicamente, produzindo sintomas, ou você projeta, coloca para fora. Portanto, para começar a entender a ansiedade, devemos olhar para a pessoa desde a infância e como ela se construiu como indivíduo”, expõe. CONHECE-TE A TI MESMO O famoso aforismo grego de Sócrates fala sobre autoconhecimento. O seu histórico familiar e toda a sua constituição até a vida adulta vai determinar como você reage aos estímulos a sua volta. No caso de Luciana, sua mãe teve depressão pós-parto, deixando marcas em seu subconsciente, como o profundo medo do abandono. “Esse distanciamento gerou um trauma. Fiquei muito apegada ao meu pai e, quando ele viajava a trabalho, chorava demais. Meu pior medo sempre foi de perdê-lo”. Se é difícil lidar com este sentimento quando, aparentemente, não há nada com que se preocupar, o que fazer quando há motivo? Em novembro do ano passado, Luciana experienciou sua pior crise. Um amigo cometeu suicídio no mesmo dia que a mãe de outro faleceu, tudo isso somado a chegada do aniversário de um ano da morte de seu pai. “Foram duas semanas em que não conseguia me sentir normal. Não consigo nem descrever. Simplesmente não era eu. O pânico, os pensamentos de autossabotagem, a sensação de não pertencimento. Tinha férias agendadas para o período e tive que trocar, por medo de ficar sozinha”, relata. Naquele momento, a jovem precisou aumentar consideravelmente as doses de ansiolíticos, medicamentos que fazem parte da sua rotina diária desde os 19 anos. A ansiedade, quando descompensada, precisa de acompanhamento profissional para descobrir a causa e tratar da maneira correta. “Sinto tristeza, alegria, no dia a dia consigo levar a vida normalmente, mas tem alguns momentos que fico no ‘tanto faz’. Exercícios físicos ajudam também, cansam o corpo e auxiliam o cérebro a liberar substâncias que transmitem bem-estar. Os remédios atuam nos sintomas, não nas causas.


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ESPECIAL

“A ansiedade é vista como uma frescura, uma característica da pessoa e não um problema” – Géssica Leonardo, publicitária

Por isso me arrependo de ter demorado tanto tempo a buscar ajuda psicológica. Incomoda-me o fato de depender dos remédios para estar bem, mas acredito que, com a terapia, vou conseguir melhorar. É impressionante o quanto muda a maneira de lidar consigo mesmo”. A psicóloga Cláudia Henrich Lopes esclarece que, ao observar as causas da ansiedade, ela pode ser orgânica, através de disfunções hormonais (como a tireoide e glicemia), como também psicológica. Trabalha-se, na Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), identificar os gatilhos emocionais responsáveis por desencadear os sintomas. “Não controlamos o pensamento, ele vem de forma automática. Na terapia, pegamos esses pensamentos disfuncionais, acelerados e que nos trazem prejuízos e transformamos em algo mais adaptativo. Que a pessoa se sinta melhor, mas que ainda caiba a ela”, explana. Mãos trêmulas e suadas, palpitação, taquicardia, sensações aversivas são alguns dos sintomas que podem levar a ansiedade a se tornar uma fobia social. “Não aceitamos a ansiedade como aceitamos uma dor de cabeça. Muitas vezes, simplesmente esperamos a dor de cabeça passar. Já a ansiedade, quando começa, focamos o nosso olhar para dentro, pois parece que estamos perdendo o controle. Um dos pensamentos de uma pessoa ansiosa é ‘o que os outros vão pensar de mim’. E essa opinião tem uma questão catastrófica”, aponta a psicóloga.

Pela sua experiência pessoal, Luciana se preocupa com as diversas pessoas que possam passar pelos mesmos problemas, sem ao menos perceber. Depois de anos de terapia, ela prefere lidar com a sua condição com o bom humor, mas nem todos são assim. “Infelizmente não são medicamentos baratos, assim como as consultas. A saúde mental deveria ter mais atenção, porque qualquer coisa é o estopim para a pessoa desistir de tudo”, afirma. Atenta para essa realidade, a OMS lançou, no ano passado, a campanha “Vamos Conversar”, destacando a importância em dar o primeiro passo e procurar ajuda. A iniciativa assume o estigma existente acerca dos transtornos mentais e tenta elucidar esse cenário discriminatório.

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“A vida é muito ansiogênica sob vários aspectos. Tudo gera ansiedade, mas quando ela é patológica, significa que a regulagem do gatilho desse sinal de alerta está bem descalibrado. Então uma gota é o prelúdio de uma grande tempestade” – Daniel d’Avila, psiquiatra


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LIBERDADE ILUSÓRIA Para o psiquiatra Daniel, deixamos de viver uma era Edipiana, do “faço ou não faço”, para a Shakespeariana, na qual o maior conflito é o “ser ou não ser”. “Na adolescência, temos duas grandes fontes ansiogênicas: a sexualidade e a agressividade. Na fase adulta lidamos com outros fatores, como a independência emocional e financeira, a construção de uma família e a carreira. E a tendência é tentar achar a resposta fora, e não dentro de nós”, diz o médico. Todos esses aspectos apontados por Daniel foram e ainda são causas de grande angústia para Géssica Leonardo. A publicitária acredita que a ansiedade patológica é um elemento presente na sua atual geração. “É a forma que nos colocamos perante as nossas conquistas. Antes, a preocupação que tirava o sono eram as boas notas, depois passou a ser a aparência, hoje são as responsabilidades. A cobrança pessoal é muito grande para conquistar coisas que, na minha cabeça, todos os outros já alcançaram”, relata. A pressão imposta para atingir a perfeição não vem apenas da sociedade, mas internamente. Quando se vive na era da exposição, em que as mídias sociais estão constantemente escancarando os êxitos, mas nada das perdas, a grama do vizinho é sempre mais verde. “Se antigamente bastava uma faculdade, hoje você tem que ser o melhor aluno da melhor faculdade. Ao mesmo tempo em que estamos livres, somos muito cobrados para nos posicionarmos de determinadas maneiras. É uma liberdade ilusória. Se para ser livre eu ‘tenho que ser livre’, já deixa de ser liberdade. O correto é ‘eu quero ser’ e não ‘eu tenho que ser’”, observa a psicóloga Cláudia. Sair de casa, casar, ter filhos, fazer uma especialização, viajar para outros países, são alguns dos feitos que, comumente, significam sucesso. E a cobrança para a obtenção dessas proezas gera uma ansiedade muito grande. “Muitas pessoas não conseguem admitir que sofrem com isso. A ansiedade é tratada como frescura, não se entende como isso influencia a nossa vida, tanto física como psicologicamente. E como eu gostaria de agir diferente. A ansiedade é vista como uma característica da pessoa e não um problema”, lamenta Géssica. Hoje, a publicitária diz lidar muito bem com a sua condição, principalmente pelo autoconhecimento que possui. Isso não significa que deixou de ter suas noites de insônia ou suas preocupações exacerbadas perante novos desafios e decisões, mas procura seu ponto de equilíbrio em uma busca constante. “Aceito meu corpo, meu peso e me sinto bela assim. Como uma mulher feminista, minhas preocupações agora são outras, e me cobro muito para me posicionar desta forma”. A primeira etapa foi concluída: permitir-se olhar para si mesma, conforme orienta Cláudia. “Primeiramente, é importante entender que se amar, se respeitar e se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Eu posso ser livre e não preciso aceitar tudo o que estão me impondo”, aconselha a psicóloga.

ESPECIAL

Apesar da grande evolução na medicina, ainda falta um olhar mais delicado para os transtornos mentais. Um bom exemplo aconteceu com Géssica que, na infância, tinha verdadeiro pavor em dias de prova. Não dormia, sentia palpitações, não conseguia se concentrar, tudo tratado como mera desatenção e nervosismo. Até uma professora identificar que poderia ser algo mais. “Ela chamou minha mãe e disse que eu entendia todo o conteúdo, executava em sala de aula, mas na hora da prova, não conseguia resolver as questões. Foi quando comecei com a psicoterapia”, recorda.

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MORAR

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ESPAÇO VIP

ONNO/Studio Home SEU APARTAMENTO, SUAS REGRAS

A Nostra Casa está sempre apostando nas últimas tendências. O edifício Onno – Studio Home não seria diferente. A primeira edificação da região com apartamentos no formato studio (em planta aberta). Nele o morador poderá customizar o seu apartamento de acordo com o seu estilo de vida. O lançamento acontece no dia 3 de abril na Casa Make, no espaço foi criado um apartamento decorado e visitantes poderão ver de perto um pouquinho desse novo empreendimento. O evento também contará com a presença do ator Carlos Casagrande. Para saber mais sobre o Onno – Studio Home ou conhecer o apartamento decorado na Casa Make, entre em contato com a Nostra Casa e agende uma visita.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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MODA

Tendência Esportiva O SPORTY VAI DAS ACADEMIAS PARA AS RUAS.

REFERÊNCIA EM MODA ÍNTIMA VERITÀ COMPLETA 15 ANOS EM CHAPECÓ.

Há 15 anos, a marca Verità apresenta um conceito de moda íntima em Chapecó. Com marcas de renome e qualidade, a loja traz variedade, prezando pelo conforto e requinte de seus produtos. Durante sua trajetória, diversas histórias surgiram e se consolidaram na capital do Oeste. Com esse marco, a simbologia da data representa uma renovação de ciclos.

O estilo esporte chic é uma tendência que vem se estabelecendo cada vez mais na moda, unindo charme, elegância e conforto. A chave é misturar itens esportivos em um look arrumado, combinando uma peça mais elegante com outra despojada, como as calças de moletons com salto alto ou até mesmo usar tecidos nobres nas peças esportes, como couro, paêtes e alfaiataria. Na Laçarote Store a dica é usar e abusar desse estilo nas produções, seja para o dia ou a noite, para garantir um visual descolado e superatual.

(49) 3199.3003 (49) 9 8801.8749 www.eltoron.ind.br

Av. Licínio Córdova, 99D Bairro São Cristóvão Chapecó - SC

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reportagem e fotos CAROL BONAMIGO

TORNANDO VIDAS MAIS VERDES HÁ MAIS DE 20 ANOS, ONG CHAPECOENSE FAZ DA RECICLAGEM O SUSTENTO DE DEZENAS DE FAMÍLIAS E PROPORCIONA NOVAS PERSPECTIVAS PARA CRIANÇAS E JOVENS CARENTES.

A conscientização ambiental deve ser um hábito e a responsabilidade é de cada um de nós. O Verde Vida é parte importante para o alinhamento do município com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), fazendo parte do Fórum de Resíduos Sólidos de Chapecó e do Movimento Nacional ODS – Nós Podemos Chapecó. Os ODS buscam dar continuidade ao trabalho dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU, e promover um futuro sustentável até 2030. São 17 Objetivos e 169 metas, para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.

Cerca de 65 funcionários e voluntários participam do Verde Vida. A ONG recolhe mais de 260 toneladas de materiais recicláveis mensalmente.


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CIDADANIA

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M O VERDE VIDA É MANTIDO, TAMBÉM, POR DIVERSAS ASSOCIAÇÕES E INSTITUIÇÕES EMPRESARIAIS A diretoria do biênio 2018/2019 é composta por: Presidente Juacir Pereira de Souza (Associação de Pessoal da Caixa) / Vice Presidente: Erna Maria Vesenick (Associado Atlética Banco do Brasil de Chapecó) / Diretor Tesoureiro Luiz Eduardo Gonçalves de Carvalho (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Oeste) / Diretor Tesoureiro Adjunto Jaison Kesler (Associação Atlética Banco do Brasil de Chapecó / SC) / Diretor Secretário Paulo Ricardo Ganzer (Câmara dos Dirigentes lojistas de Chapecó / SC) / Diretor Secretário Adjunto Djalma Aquino Azevedo (Associação Comercial e Industrial de Chapecó/SC)

uito conhecido na cidade de Chapecó, o Verde Vida – Programa Oficina Educativa carrega em seu nome seu real objetivo. A ONG, mais reconhecida pelo trabalho ambiental – através da coleta de materiais recicláveis –, possui forte atuação dentro da comunidade, em especial do Bairro São Pedro, ao oferecer oportunidades a adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade. São 14 oficinas socioeducativas ofertadas a mais de 100 jovens entre 10 e 17 anos. Oportunidades de reforço escolar, desenvolvimento cultural e preparação para o mercado de trabalho estão entre as opções. Os professores, em sua maioria voluntários, atuam como verdadeiros educadores sociais, contribuindo para fortalecer cada aluno individualmente, buscando compreender a realidade em que está inserido. “Desde que o Programa foi criado, em 1994, teve o objetivo de resgatar os jovens e suas famílias. Devemos atuar no emocional, entender o contexto social desses adolescentes, que, muitas vezes, são problematizados. Trabalhamos na autoestima, na cidadania e no ingresso ao mercado de trabalho para, a partir disso, oferecer uma perspectiva de mudança, de inclusão social”, destaca o coordenador da área social do Verde Vida, Odair Balen. E os jovens que por ali passam, retribuem a atenção e dedicação com o mesmo carinho e apreço. Como o caso de Kathuska Tainara Rodrigues, de 14 anos, que há três participa do Programa. “Ele nos ajuda muito, tanto na parte social, quanto na parte comunicativa. Aprendemos, nos divertimos e nos desenvolvemos. Na oficina de teatro, por exemplo, me auxiliou a perder a timidez e a me comunicar melhor, seja no colégio ou até numa entrevista de emprego. Desenvolvemos um talento e fazemos novas amizades”, destaca a jovem. Da mesma forma, este amparo é sentido por Alison Gomes Gonçalves, de 11 anos. Durante a oficina de circo, sua preferida, o tímido garoto disse que ainda faz violino, percussão, violão e desenho. “Meu irmão mais velho participava do Programa e eu quis vir também. Gosto muito de aprender coisas novas e fazer novos amigos. O Verde Vida é muito legal, porque aqui não preciso me preocupar com bullying, como na escola. Todo mundo se respeita”, conta, pensativo. Ativo na ONG há quase duas décadas, Balen testemunhou a transformação de centenas de jovens e do próprio Programa, até se tornar este grande pilar de uma comunidade que já foi muito marginalizada em Chapecó. “O bairro teve um estigma negativo por muito tempo. Muitos chegam aqui encaminhados pela escola, por familiares que já passaram pelo Programa e também pela assistência social do município. Trabalhar com esses jovens e vê-los crescer é uma satisfação pessoal, é para isso que estamos aqui. Ver e participar da transformação do indivíduo é a motivação do trabalho. E é um desafio”, reflete o coordenador social. Uma dessas vidas foi a de Adenilson Pereira da Silva. O jovem de 19 anos participou da Oficina Educativa, foi encaminhado ao mercado de trabalho – na empresa em que está há dois anos – e agora continua presente na ONG como voluntário. “Acho importante ajudar quem me ajudou. Trabalho à tarde e, pela manhã, auxilio na parte social. Antes era fechado, de cabeça baixa, não conversava com ninguém. Comecei a socializar mais com as pessoas. Aqui também tem a psicóloga, se precisarmos conversar. Sempre tivemos apoio do Verde Vida. Meus irmãos passaram por aqui e meus pais trabalhavam na reciclagem”, pontua Adenilson, dizendo que agora conta com o respaldo do Programa para ingressar na faculdade de Educação Física.

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PROMOÇÃO HUMANA O Verde Vida tem em sua missão a inclusão social e na reciclagem uma atividade meio. A ONG recolhe mais de 250 toneladas de materiais recicláveis por mês, gerando emprego e renda para dezenas de famílias, enquanto colabora com o meio ambiente. Com uma logística própria, coleta em cerca de 270 pontos espalhados pela cidade. Há 14 anos participando do Programa, dos quais 10 são como funcionário, Cleimar Fonseca teve a sua vida modificada pelo Verde Vida. Desde a parte profissional, em aprender e executar um ofício, até a pessoal, conhecendo sua esposa, Silvana dos Santos. “Nosso relacionamento foi construído aqui dentro e hoje a ONG faz parte da nossa vida. Quando fazemos as coisas com amor, vontade e dedicação, evoluímos. Como o Verde Vida evoluiu. Se não existisse o Programa, esses adolescentes estariam nas ruas, fazendo sabe lá o que. Eu, quando adolescente, fiquei longe disso porque estava aqui. É uma forma de preservar os jovens da comunidade. Vi o Verde Vida crescer aqui no nosso bairro e dar oportunidades para muitas pessoas”, testemunha o motorista. Um trabalho que envolve diversas frentes e é pautado na valorização e bem-estar social. “Procuramos qualificar quem está aqui dentro. Atuamos com pessoas. É muito mais que juntar papel e plástico. E fazemos tudo com muito amor”, afirma Silmari Pereira, encarregada da produção, que há sete anos faz parte do Programa. “Mas todos têm consciência do importante trabalho ambiental realizado. Tanto os funcionários quanto os clientes, que cada vez mais

O ex-aluno e atual voluntário Adenilson da Silva, o coordenador social Odair Balen, o presidente Juacir de Souza, a encarregada da produção Silmari Pereira e o coordenador administrativo Volnir Gallina.

nos enviam materiais que realmente podemos utilizar. Isso demonstra o quanto somos valorizados, dentro e fora da ONG”, reflete. O Verde Vida atua na classificação dos produtos. Tudo é coletado, trilhado, enfardado e vendido para outra empresa transformar em matéria prima reciclada. Onde reaproveitamento é a palavra chave, as ações vão além da coleta. No ano passado, o Programa arrecadou aproximadamente 30 mil litros de óleo de cozinha. Além disso, uma parceria com supermercados transforma os rejeitos orgânicos em adubo, através da compostagem. Este composto é comercializado e utilizado também na horta comunitária do Verde Vida, na qual hortaliças são cultivadas livres de agrotóxicos e vendidas a um preço abaixo do mercado. São todos projetos que ainda buscam incentivos para crescerem ainda mais. Na visão do atual presidente do Programa Oficina Educativa, Juacir Pereira de Souza, a preocupação primordial é a promoção humana. “Nestes 20 anos em que estive envolvido, nossa preocupação sempre foi em promover as famílias da comunidade, tirá-las das ruas e envolvê-las com a reciclagem. Sempre quisemos que as pessoas tivessem, acima de tudo, dignidade. Eles precisam ficar porque amam o trabalho, não porque é a única alternativa”, afirma. O desafio desta gestão é mostrar a grandeza da atuação da ONG. “Precisamos trazer a comunidade para dentro do Verde Vida. Mostrar quem somos, o que fazemos e como trabalhamos. A sociedade não sabe o tamanho que temos. É preciso entender que a produção é um apêndice, o nosso

“O jovem é o patrimônio da sociedade, um investimento, um capital social que precisamos entender que, se não cuidarmos bem, não terá um bom resultado na frente. Então ele tem que sair fortalecido daqui” – Odair Balen, coordenador social Verde Vida

olhar sempre foi para as famílias”, finaliza.


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CIDADANIA

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LAR DOCE LAR UM CANTINHO DO PARAÍSO.

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ESPAÇO VIP


VARIEDADES

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Sacolas de papel Simone Bernieri, Jéssica Zachi e . Karina Dini .

WIZARD XAXIM

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ESCOLA DE IDIOMAS DE CHAPECÓ APRESENTA A NOVA WIZARD EM XAXIM.

No dia 17 de março de 2018 foi apresentada a Wizard Xaxim, em novo espaço e sob a direção da Wizard Chapecó! A Wizard Chapecó conta com mais de 20 anos de experiência no mercado e traz para a cidade o melhor da maior franquia de idiomas e toda expertise e know-how para oferecer ensino de idiomas com alta qualidade. A equipe conta com a direção de Karina Dini, Thiago Dávi, Simone Bernieri, Jéssica Zachi, Neline Krawulski, Maieli Fernandes, Angélica Zavascki.

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reportagem e fotos ISADORA STENTZLER

Dias de utopia

em um festival de

“PAZ E MÚSICA”

Q

21ª Edição do Psicodália reuniu cerca de 6 mil pessoas na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho. O evento que celebra a contracultura contou com grupo chapecoense entre as atrações e abraçou feminismo como ato político

uando a fila de carros na estreita estrada de terra que dá para a Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho/SC, começou a se formar na manhã da sexta-feira, dia 9 de fevereiro, a professora de teatro Fabiane Biazus já havia armado sua barraca em frente às primeiras árvores que davam para o lado esquerdo do acampamento Mutantes, a cerca de 200 metros da entrada do Psicodália. O festival multicultural abriria os portões a partir das 10h, mas aos artistas selecionados para oficinas e palcos alternativos foi dada a opção de chegar um dia antes para acomodações. A professora, uma mulher de estatura mediana, pele branca, cabelos com cachos pouco definidos até os ombros e uma voz mais grossa devido aos anos de cigarro, deixara Chapecó às 9h da quinta-feira ao lado de sua sobrinha e do iluminador do grupo no próprio carro. Após oito horas de viagem chegaram à fazenda, passando a primeira noite no local cansados da ida e do corpo amassado pelo aperto no veículo abarrotado de mochilas, acessórios e alimentos.


CULTURA

Eles (com exceção da sobrinha) integram o grupo chapecoense Vertigem de Ações Poéticas, que pela primeira vez ganhou espaço no palco destinado aos coletivos teatrais no festival. Foram apenas 38 selecionados dentre mais de 600 inscritos (com espetáculos de Portugal, Chile e Argentina), o que levou o grupo chapecoense ao frenesi diante da responsabilidade de receber um palco no Psicodália. Mayra Fernandes, atriz, diretora cênica, produtora cultural e curadora das atrações cênicas no festival, foi quem analisou as propostas durante três meses e definiu a parte seleta. E o espetáculo chapecoense foi selecionado por ter “cunho político e social, enredo forte com textos de diversos poetas importantes, música ao vivo acompanhando as interpretações, estética forte e narrativa bem elaborada” em um formato de “recitativo poético”. Mesmo sendo a quarta edição em que participaria do festival, Fabi nutria um sentimento diferente pela responsabilidade de estar com um espetáculo selecionado e levar a um público diferenciado de Chapecó as mensagens críticas contidas na apresentação batizada de Barricadas Poéticas. E embora a professora tivesse as técnicas necessárias para a boa performance, carregava junto de si a preocupação com a voz, que costumeiramente perdia-se na fazenda. “Eu queria que a apresentação fosse mais cedo. Mas será segunda-feira! Minha voz some!”, dizia rindo enquanto mais barracas ocupavam espaços no decorrer do dia, mas com a angústia de quem sabia que as cordas vocais poderiam falhar até o espetáculo. FESTIVAL Ali, durante a quase semana, eram esperadas cerca de 6 mil pessoas que adquiriram o passaporte completo para passar o carnaval no maior festival multicultural e alternativo do Brasil. Na sua 21ª edição, quase 40 atrações foram confirmadas entre artistas nacionais e bandas independentes, fora o oferecido nas oficinas, teatro, cinema e recreação adulta e infantil. Nesse combo, Zé Ramalho, Jorge Ben Jor, Tulipa Ruiz, Francisco, El Hombre, Lô Borges, Tutti Frutti (que batiza uma das cinco áreas de acampamentos que levam nomes de artistas e bandas), Carne Doce, Mulamba, Boogarins, Pedra Branca, Som

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Nosso de Cada Dia figuravam entre os shows aguardados, mas dividiriam espaço com outros 37 que subiriam nos palcos Lunar, Sol (que na madrugada se tornava o palco dos Guerreiros) ou do Lago, convertendo-se em um mini Woodstock brasileiro, adaptado em 500 mil metros quadrados de área. Como o maior festival de contracultura de 1969, realizado na fazenda Bethel, no interior de Nova York, o Psicodália nasceu de uma iniciativa piloto em que se queria criar um espaço para que bandas autorais independentes pudessem divulgar seus trabalhos e fosse criado um espaço de dias de “paz e música” – como o slogan do festival americano. A primeira edição aconteceu em Angra dos Reis/RJ e teve um público de 150 pessoas, em 2001. No ano seguinte o evento migrou para Morretes/PR, sendo batizado com o nome da cidade. Só dois anos mais tarde é que passou a ser chamado Psicodália, circulando até 2009 em cidades dos três estados do Sul do país até se instalar na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho. E se os grandes nomes da contracultura subiram no palco do Woodstock, à lá brasileira a tropicália se fez presente ao lado da MPB, do rock e do indie em uma adaptação psicodélica capaz de tirar de órbita o público com artistas como Alceu Valença, Arnaldo Batista, Baby do Brasil, Os Mutantes, Elza Soares, Tom Zé, Nação Zumbi, Casa das Máquinas, Almir Sater, Jupiter Maçã e outros que completam uma lista de peso e estão marcados na história do festival. A consequência era sentir-se apoderado por uma energia diferente, libertando os corpos para viver seis dias desta “paz e música”, em um espaço cujas leis sociais impregnadas no ordem e progresso da bandeira não afetavam a ordem e o progresso do evento. >>


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DÁLIA DELAS A largada para a aventura Psicodália começou às 19h da sexta-feira com um cortejo circense ao batuque de maracatu e foi coroado com o primeiro show do festival pela banda goiana Carne Doce. O tempo se armava para chuvas – que foram quase ininterruptas –, mas ao despejar a primeira garoa do evento o público não foi arredio e pôde receber o recado da vocalista Salma Jô que resumiu a tônica do festival. “Já tá cansado da minha voz porque o tempo todo um timbre feminino é pra maioria algo enjoativo. Que tal se agora entrasse um homem aqui?”, cantou nos versos de Fala, música do último álbum lançado pela banda, enquanto batia o pandeiro na genital e dançava desvairadamente no palco Lunar. A crítica feminista na letra da cantora refletiu nos seis dias do festival que não só acolheu o timbre feminino como fez dele o marco político da edição deste ano. Bem atrás da mulher franzina que ressoava tais versos potentes, a decoração do palco exibiu uma lua nova que lenta-

mente mudou de fase, tornando-se minguante. Para dias em que o relógio é elemento dispensável, o astro projetado passaria pela metamorfose completa chegando ao auge e voltando ao breu quando tudo terminasse. Os integrantes do grupo Vertigem, que embora estivessem acampados juntos, encontravam-se e desencontravam-se durante os shows madrugada adentro, quando então compartilhavam as experiências vividas nas atrações simultâneas que o evento oferecia. Pois além das musicais, uma tenda com cinema, exibindo produções independentes e clássicos selecionados por uma curadoria, havia recreações e oficinas, dando uma gama de opções para que o público não se entediasse e vivesse uma imersão cultural na utopia criada no Psicodália. CHAPECÓ NO PALCO Fabi expressa isso no carinho que nutre pelo evento, o que parece fora do comum, uma vez que se trata apenas de um festival. Porém, para quem vive de cultura e arte, a magia vista nas roupas, tão logo convertidas em fantasias (quando usadas), nos rostos decorados para além de uma exclusividade juvenil, e o respeito a si, ao próximo e à natureza dão a entender pelas ruas do festival que se trata de um “universo paralelo” projetando o melhor do ser humano. Esse amor, definido nas palavras da professora, virou uma ansiedade pela apresentação perfeita. Porém, quando a maior quantidade de milímetros desceu do céu ao som de Avohai cantado por Zé Ramalho na noite de domingo, a voz que Fabi segurava, mas ressoava, deu os últimos suspiros. A manhã de segunda-feira lhe pareceu penosa. Tentou de oi em oi descobrir em qual nível ainda falava, mas preferiu respirar e buscar nos poetas a inspiração e cura para reabilitar as cordas vocais. “Era o show do Zé Ramalho, gente. Me excedi. Mas eu cantava e não cantava. Só mexia a boca, mas foi. Isso sempre acontece”, lamentava, ainda rindo. Por essa intempérie, ela recolheu-se em silencio durante o dia e só ouviu falar do show mais político do evento. Já à tarde, e culminando em poucos minutos de diferença da apresentação das Mulambas e o espetáculo do Vertigem, a banda feita por mulheres subiu com postura esguia e de rou-


CULTURA

pas manchadas de vermelho no palco Sol. À sua frente, uma gama de mulheres ocupou o espaço e cantou em uníssono as músicas Mulamba e Puta, sucessos do grupo, que desnudam a violência contra as mulheres e as empoderam a agir. E foi de tanto frisar que “depois do não, tudo é assédio” que as mesmas mulheres de frente ao palco sentiram-se livres para, num ato de protesto, tirar suas camisas, pular a barreira de contenção e impor o respeito que esperam ter. Lágrimas verteram de alguns olhos e o canto de Salma Jô mostrou a necessidade do timbre feminino nos espaços culturais. “Se a arte como um todo fosse nas escolas desde o comecinho, teríamos uma sociedade mais humanizada, mais sensível e sabida de si (...) Somos guerreiras e sonhadoras”, coroou Cacau, uma das vocalistas da banda após o show que atingiu não apenas as mulheres jovens, mas fez homens erguerem a mão em punho cerrado e tocou crianças que tão logo pediram aos pais que explicassem o significado da performance. Fabi, que estava na outra ponta, queria mostrar o mesmo timbre feminino recitando Hilda Hilst e outras mulheres que marcaram a arte no espetáculo. O Barricadas, que levaram de Chapecó e já foi apresentado duas vezes na cidade, é pensado para provocar a zona de conforto dos espectadores por meio de projeção visual, música e declamação de poemas. Datados de décadas passadas, os textos são capazes de desnudar as mazelas sociais e as barbáries políticas que acompanham a humanidade por tempos. É uma arte de enfrentamento que ocupa o palco e interage com o público que tem ao seu redor os artistas em movimento. E ao se preparar para dar vida a isso, a voz desaparecida de Fabi voltou um tanto rouca, mas forte, e tocou o público do teatro, que saiu agradecendo a luta. Fora dos campos chapecoenses, a integração e encontro entre a velha e a nova guarda pelos arredores da fazenda uniam desconhecidos que trocavam sorrisos e conversas a fio. O óbvio do respeito aparecia e impressionava os calouros do festival. A produtora de vídeo Rafaela Guimarães, de 31 anos, que viajou de Sorocaba/SP para a fazenda, é veterana ali. Religiosamente vai ao festival há nove anos e nos últimos dois pôde levar a sua filha, que, da primeira vez, tinha apenas quatro meses. Como fã do evento, ela tece uma ode à magia do lugar e tenta explicar o porquê ele é um espaço de harmonia entre as liberdades. “Este ano meus pais quiseram ir pra conhecer, e amaram! Na primeira noite, meu pai, sentado na barraca cuidando da neta que já dormia, vendo o show do Tutti Frutti, chorava de emoção, de estar em um lugar com uma energia tão bacana. Minha mãe que muito se esforçou para esquecer o perrengue todo que envolve acampar e que não faz parte da vida dela, amou tanto que aceitou e fez muitos amigos! Aceitou muita coisa que não compreendia por entender que o Dália traz uma expe-

riência diferente do que todos esperam. Minha mãe inclusive mandou uma mensagem para os organizadores porque se sentiu muito acolhida pelos frequentadores, se sentiu amada por estranhos, e são coisas que a gente estranha, porque o mundo não costuma ser tão gentil e de braços abertos como os seres humanos neste festival”, ponderou. Além dos pais, Rafaela também levou um amigo e disse que o aconchego foi tamanho que ele chegou a experimentar o que chamou de “liberdade que não pode viver no ‘mundo real’”. Não à toa o festival chegou à sua 21ª edição. Porém, ao findar dela, na noite de terça-feira, quando a lua voltou à fase nova e escureceu, sabia-se que era hora de aumentar a bagagem com as experiências vividas entre as mais de 200 atrações e esperar pelo próximo ano a fim de mais uma vez ser abençoado pela energia Psicodália.

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PET

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ESPAÇO VIP

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Recanto das Patas UM ESPAÇO VOLTADO AO BEM-ESTAR ANIMAL.

Pensando na saúde física e mental dos bichinhos, o Recanto das Patas foi criado com o intuito de proporcionar o máximo de conforto aos pets. Um local amplo e acolhedor, em que eles pudessem brincar e se desenvolver, sem o limite das quatro paredes. “A maioria dos animais de estimação são hoje criados em apartamentos, portanto é importante que eles tenham um ambiente seguro e em meio à natureza para socializarem, que atendam às suas necessidades físicas e psicológicas”, explicam os veterinários Thanise Ganzer e Julian Severo. No Recanto das Patas, os pets ganham a máxima atenção,

através de cuidados e estímulos, conscientizando também os tutores para a importância das vacinas, alimentação adequada, exercícios físicos e as melhores maneiras de adequar o bichinho à rotina do dia a dia. Além disso, dispõe de espaços projetados para cães e gatos, para fisioterapia e reabilitação, pet shop, banho e tosa, clínica e espaço ao ar livre, buscando utilizar de produtos ecologicamente corretos e biodegradáveis. “O resultado que está aqui hoje reflete um pouco da nossa filosofia de vida, o modo que pensamos e como tratamos os animais. O respeito que temos por eles resulta na nossa proposta”, finalizam os sócios.

Os veterinários Thanise Ganzer e Julian Severo


COMUNIDADE

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AJUDAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEPENDE DE VOCÊ! IMPOSTO DE RENDA DEVIDO PODE BENEFICIAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE CHAPECÓ.

O programa Esporte Comunitário desenvolve a prática esportiva entre crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Você pode contribuir com o Programa Esporte Comunitário do Instituto Unimed SC – Filial Chapecó, que há anos desenvolve um trabalho de grande impacto social na comunidade local. A contribuição é dedutível do imposto de renda e pode ser feita da seguinte maneira: Pessoas físicas: Somente as pessoas que façam a opção pela declaração COMPLETA do IR. Valor da dedução: até seis do IR devido. Pessoas jurídicas: Somente aqueles que fazem a opção de pagamento do seu IR com base no LUCRO REAL. Valor da dedução: até 1% do IR devido. Para saber mais, entre em contato com a Unimed Chapecó.


COLUNA/MEIO AMBIENTE

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p o r C A R O L I N E B E U T LE R *

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o longo da vida de uma criança ela irá aprender a andar, falar, comer, ler, escrever, relacionar-se de um modo em geral, consigo e com os outros ao seu redor. Na cabeça dos pais, milhões de dúvidas sobre como encaminhar o filho da melhor maneira e, no meio disso tudo, como ensinar-lhe a se relacionar com o meio ambiente? Instituída pela Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999, a Educação Ambiental objetiva a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências construídas pelo indivíduo e pela coletividade para a conservação do meio ambiente. Como um direito de todos, as instituições de ensino devem promovê-la de modo integrado às suas demais atividades, a própria lei estabelece isso. Entretanto, a educação ambiental não é somente passar conhecimentos. Ela deve despertar a consciência de um todo. É tomar conhecimento que fazemos parte de um sistema complexo e interativo. É despertar na criança o cuidado com o meio ambiente. É saber que suas ações poderão beneficiar ou prejudicar a sociedade em que vive, dependendo do modo como elas afetarem o meio ambiente. Entretanto, essa tomada de consciência não pode se dar somente na escola. Acredito que o primeiro contato com meio ambiente deve ser em família. Quantas vezes conversamos com as crianças sobre meio ambiente? Qual é o entendimento sobre isso? Já perguntou a seus filhos, sobrinhos, afilhados? Com certeza irá se surpreender com as respostas! Talvez eles já tenham plena consciência. Mas não sabem ainda como interagir com isso. E para aprender, olharão para você! E aí, o que você tem feito como exemplo? Quantas vezes eles lhe viram separando

Educação Ambiental objetiva a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências construídas pelo indivíduo e pela coletividade para a conservação do meio ambiente.

*Caroline Beutler Engenheira Ambiental e Pós-graduanda em Eng. Segurança do Trabalho

seus materiais recicláveis em casa? Questionando as ações politicas sobre meio ambiente? Pequenas ações que fazem com que a criança assimile de sua responsabilidade ambiental, de sua parte do todo e que, a partir daí, deve se questionar sobre suas ações, tendo opinião crítica sobre que fará agora e no futuro. O ambiente familiar, deve proporcionar parte do seu caráter. Que essa criança crie sentimento e consciência pelo meio ambiente em que vive, sem o olhar usufruto.

FOTOS: NALETU/UNSPLASH

EDUCAÇÃO AMBIENTAL


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MENOS INVASIVO E EFICAZ CONTRA AS VARIZES

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o Brasil, estima-se que 45% das mulheres e 30% dos homens sofram com varizes, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Para iniciar um tratamento é preciso identificar os problemas que acometem os pacientes, para depois apontar o melhor procedimento. Hoje, são cada vez mais indicados o uso de métodos menos invasivos para evitar a cirurgia. Um dos tratamentos mais indicados e modernos na atualidade é com espuma, que consiste na injeção de substância esclerosante dentro da veia, que causa um processo de destruição do vaso doente e alivia os sintomas das varizes de cansaço, peso ou queimação. A substância se expande e gruda nas paredes internas do vaso, empurrando o sangue para fora. Sem sangue, a veia vai secar com o tempo. Depois de fazer esse procedimento, é necessário usar uma meia elástica por cerca de 15 dias, mas a paciente sai andando e nem precisa fazer repouso. É um processo pouco doloroso e não precisa de internação hospitalar. O paciente pode retornar ao trabalho logo após o procedimento, que é realizado no consultório e cada sessão dura cerca de 30 minutos.

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p o r FE R N A N D O B O N ET TO S C H I N KO *

A técnica da espuma é indicada para tratar pacientes com hipertensão venosa, varizes calibrosas, úlceras de perna ou quem tem risco aumentado para realizar a cirurgia.

A técnica da espuma é indicada para tratar pacientes com hipertensão venosa, varizes calibrosas, úlceras de perna ou quem tem risco aumentado para realizar a cirurgia (tratamento convencional). Pessoas que têm insuficiência venosa crônica também reagem bem à técnica. Contudo, é preciso alertar que somente o médico especialista pode indicar o melhor tratamento e o melhor especialista é aquele que tem conhecimento e as técnicas existentes à sua disposição.

*Fernando Bonetto Schinko Integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV) e professor na Unochapecó

FOTOS: MACK FOX/UNSPLASH

COLUNA/LIFESTYLE


COLUNA/LIFESTYLE

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DISTÚRBIOS DO SONO

Frequência em noites mal dormidas pode ser um sinal de alerta.

*Rodrigo Kohler CRM 13278 médico otorrinolaringologista, especialista em medicina do sono.

tais como: evitar próximo ao horário de dormir substâncias estimulantes (café, refrigerantes com cafeína, chimarrão, chá verde, entre outros), exercícios físicos, uso de eletrônicos ou comer em grande quantidade. Mas, por fim, não espere sentir o efeito de não dormir bem ou suas complicações surgirem para procurar auxílio. Procure um médico especialista quando notar dificuldade em iniciar, manter ou sentir um sono não revigorante. Evite uso crônico de medicações para sono sem acompanhamento adequado. Afinal, às vezes precisamos reaprender as coisas que antes pareciam as mais simples, como dormir.

FOTOS: JESSICA FLAVIA (UNSPLASH)

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omo médico especialista do sono, muitas vezes me perguntam se tenho problemas pra dormir. E minha resposta vem sem demora: “todos podemos um dia ter, mas para ter um distúrbio do sono existe uma diferença”. Essa resposta, que uma querida professora me deu uma vez, de maneira simples representa algo importante. Claro que todos temos momentos na vida onde nosso sono pode ser atrapalhado por alguns fatores (estresse, luto, barulho, etc.), o que nos impacta momentaneamente. O problema maior surge quando o quadro se arrasta. A insônia, quando doença, é um distúrbio do sono com diversas causas, porém, afetando de forma impactante em todos os casos. O quadro se manifesta quando, mesmo tendo a oportunidade de dormir, por pelo menos três dias da semana, a pessoa apresenta dificuldade em adormecer ou manter o sono, ou tem um sono de má qualidade. Além disso, apresenta algum sintoma durante o dia, tais como: fadiga, dificuldade na concentração ou atenção, prejuízo no desempenho social ou profissional, diminuição da energia. Dependendo a região, um terço da população pode sofrer de insônia. São mais vulneráveis as mulheres, idosos ou pessoas com histórico próprio ou na família de insônia. E muitas vezes os quadros iniciam após episódios de violência, morte de pessoa próxima, doenças ou hospitalizações, desemprego, separação ou problemas familiares. Quando se torna crônica, a insônia, além de irritabilidade e fadiga, pode estar relacionada com obesidade, baixa imunidade, envelhecimento precoce, depressão, Hipertensão Arterial, Diabetes, e inclusive maior risco de morte. Sabe-se atualmente que quem dorme menos, morre mais cedo. Pessoas que dormem menos de seis horas por dia, especialmente se associado à insônia, têm maior mortalidade e risco cardiovascular. Outra coisa que preocupa é o fato de que pacientes insones chegam para uma avaliação específica do sono depois de muitas consultas, com uso de medicamentos diversos (inclusive alguns com probabilidade de criar dependência) e desencorajados com tratamento. O tratamento, muitas vezes, passa por uso de medicação, mas também se apoia em terapias comportamentais e abordagem multidisciplinar. Algumas dicas são sempre válidas,


GUIA CULTURAL/MEIA ENTRADA

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Torre de Babel

mente calculadas, é um alívio verificar que a polícia não fica alheia aos planos mirabolantes do grupo, mesmo estando sempre dois ou três passos atrás. Foram disponibilizados 13 episódios da primeira temporada. Os últimos chegarão em abril. E essas não são as únicas produções livres da língua inglesa no catálogo da Netflix. França, Japão, Argentina, Coreia do Sul, Dinamarca, Noruega e Brasil estão entre os países que você pode encontrar produções de alto nível. Basta procurar.

*FICÇÃO CIENTÍFICA / ARTE: DUANA SCUSSIATO

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oi-se o tempo que um filme ou uma série “estrangeira” se restringia apenas a língua inglesa. Há pouco tempo, para conhecer alguma produção que fosse além das linhas hollywoodianas, era preciso recorrer à internet de maneira ilegal, fazendo amplas pesquisas em sites de pirataria. Hoje, o acesso a diferentes culturas está cada vez mais disseminado, tornando mais fácil não apenas ao público, mas à indústria como um todo divulgar a sua forma de arte. Ainda dependemos da internet para difundir as possibilidades, mas desta vez parecemos não nos importar em pagar por ela. A Netflix tem ajudado, e muito, na pluralização de narrações, principalmente no que diz respeito às diferentes línguas e linguagens. Em dezembro do ano passado, a série original Dark foi disponibilizada pelo serviço de streaming e deixou muitas pessoas com um verdadeiro nó na cabeça. É muito difícil falar da produção alemã sem dar qualquer spoiler. Sua atmosfera densa e sombria cria o pano de fundo para a trama, que se desenvolve na busca pelo desaparecimento do garoto Mikkel. Não demora a perceber que todos os núcleos familiares apresentados estão, de alguma forma, interligados. A grande pergunta a ser feita não é “onde” está Mikkel, mas “quando”. Sim, Dark fala sobre viagem no tempo, mas acredite, de uma forma muito além do sci-fi* que estamos acostumados e vai te deixar preso durante seus 10 episódios, tentando desvendar o que vem a seguir. Outra série que parece ter ganhado os corações dos brasileiros (basta ver as diversas fantasias de assaltantes com máscaras do Salvador Dalí no Carnaval) foi La Casa de Papel. Originalmente produzida para a televisão espanhola, chegou à Netflix no final de 2017 e virou febre. A história do assalto perfeito arquitetado para produzir o próprio dinheiro na Casa da Moeda, tem em seus oito assaltantes o grande

trunfo. Cada um deles – com personalidades marcantes e esbanjando carisma – assume como codinome uma cidade diferente sob o comando do Professor, o cabeça do plano. Já no primeiro episódio eles dão início ao assalto e o desenrolar da trama vai se tornando mais complexo – por mais que antecipado – enquanto os 67 reféns não parecem tão certos que sairão ilesos de lá. Por mais que algumas situações são demasiada-

Carol Bonamigo Jornalista, especialista em Cinema e Realização Audiovisual

Netflix atravessa o Atlântico e aposta em produções internacionais que vão além de Hollywood.


GUIA CULTURAL/LITERATURA

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A parte que falta “Enquanto rolava cantava essa canção: busco a parte que falta em mim, a parte que falta em mim. Ai ai o. Assim eu vou, em busca da parte que falta em mim”

sempre há o que ver, sentir e viver. Mas às vezes, tão focados na parte que falta nem percebemos o aroma das flores, o vento no cabelo, a borboleta pousando. E é nessa caminhada chamada busca que está a nossa vida. E o que fazemos com ela? Deixamos para ser feliz depois? Depois de encontrar a parte? E se não houver a parte? E, se achando a parte, ela não fizer tão bem?

A PARTE QUE FALTA autor Shel Silverstein editora Companhia das Letrinhas preço sugerido R$ 44,90

Silvane Loro Jornalista e editora do blog Prazer Literário

FOTOS: CHAD MADDEN/UNSPLASH

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scrito e ilustrado por Shel Silverstein, A parte que falta é intitulado como literatura infantojuvenil, mas encanta e faz refletir os adultos mais sisudos. Publicado originalmente em 1976, já tinha seu reconhecimento literário garantido. No entanto, ganhou repercussão com o vídeo de pouco mais de oito minutos publicado por Julia Tolezano no canal JoutJout Prazer agora no mês de fevereiro. Isso porque, JouJout não apenas lê, ela transborda com o livro. Não havia como ser diferente. A parte que falta trata exatamente a falta que sentimos de uma coisa ou de outra. Essa falta que não nos deixa sossegar, que está sempre a sussurrar “vamos, você precisa encontrar a parte que falta”, como se não pudéssemos ser felizes assim como somos; como se só com a parte que falta é que estaríamos completamente plenos e satisfeitos. “Busco a parte que falta em mim”, diz o livro de Shel Silverstein que começa explicando: “Faltava-lhe uma parte e ele não era feliz. Então saiu em busca da outra parte”. No livro, o protagonista da história é um ser circular que acredita existir pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Ao explorar o mundo, porém, percebe que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de si mesmo. É nesta busca que dificilmente será alcançada (isso porque quando encontramos a parte que falta, sentimos falta da busca e novamente voltamos a querer algo que não temos), é que está a vida. Uma constante de falta e busca, busca e falta; encontra, perde, amassa, esbarra, aperta, quebra, machuca. No caminho em busca da parte que falta


GUIA CULTURAL/GAMES

A hora dos board games

A Hilario Junior é bacharel em Computação, especialista em Cinema, mestre em Comunicação Social e doutorando em Ciências da Comunicação

internet e suas tecnologias digitais evoluíram muito e mexeram com as noções de entretenimento e sociabilidade que o mundo conhecia. Hoje, divertir com jogos está normalmente associado a duas formas hegemônicas: a fazê-lo de forma online com muitos conhecidos e/ou desconhecidos; ou a fazê-lo individualmente em plataformas como videogames e, cada vez mais, em dispositivos móveis. Mas a internet é uma bolha de bolhas. Ao mesmo tempo que ela maravilha com suas funcionalidades, virtualidades e facilidades que traz ao nosso dia a dia, uma crescente reflexão está se fazendo de até que ponto deveríamos estar não conectados. Pesquisa recente mostra que o Brasil é o país que mais passa tempo conectado à internet. Um otimista veria como positivo, enquanto um pessimista ficaria assombrado com este fenômeno. A sociabilidade é algo fundamental em qualquer sociedade e por mais que a internet consiga com suas mídias sociais simular diversas formas de contato humano, ela não irá conseguir fazê-lo como na realidade, pelo menos por um tempo. O retorno dos board games, sua evolução e seu reconhecimento como entretenimento é sintoma de que algumas bolhas da internet já estão estourando e as pessoas estão procurando experiências de sociebilidade mais presenciais. Não que os jogos digitais irão sumir ou que a internet será desligada em dado momento, mas o encantamento que leva pessoas a passarem quase todas as horas do dia quando estão acordadas em conexão está passando. Na internet se assumem papéis e pontos de vistas sobre tudo e se interage com pessoas dos mais diferentes lugares, especialmente em jogos, que estão cada vez mais sincronizados, imersivos, divertidos e

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War, Banco Imobiliário, Ludo, entre outros, representaram este segmento de entretenimento numa época pré-internet como opções para se divertir com a família e os amigos. Hoje, os jogos de tabuleiro estão passando por uma época dourada em que os títulos são cada vez mais diversos, inteligentes e diversificados que seus ancestrais e a única certeza é que você, eventualmente, irá jogar um deles. gigantes. Nos jogos individuais uma experiência solitária (mas necessária) de entretenimento é possível e, sendo no console, no PC ou no smartphone, os jogos estão cada vez mais ricos para esta finalidade. Nos board games, por sua vez, a oportunidade de encontrar pessoas do círculo mais próximo de familiares e/ ou amigos e passar algumas horas trocando experiências ainda não foi possível de copiar pelas opções dos games online. Além disso, as mecânicas imediatas e criativas dos board games incentivam o intelecto e algumas habilidades sociais importantes, como negociação, liderança, trabalho em equipe, entre outras. Há board games de disputa entre seus jogadores, bem como existem aqueles em que o trabalho em equipe é condição para vencer o jogo e seus desafios, e têm aqueles em que você gerencia recursos e procura construir e evoluir desde uma pequena propriedade rural até uma civilização alienígena. As opções vão desde jogos sci-fi até a opções de terror, com zumbis e monstros de fantasia, ou ainda, versões que simulam outros entretenimentos com jogos baseados em narrativas de outras mídias. Mas uma coisa que todos eles têm em comum é a possibilidade de os jogadores assumirem e interpretarem papéis por um tempo, o que nos permite “escapar” da realidade. O filósofo Huizinga chama como círculo mágico o efeito de se jogar, no qual o mundo é diferente e é possível assumir qualquer papel. Essa mesma condição é similar àquela que nos faz assistir um filme, uma série ou ler um livro e esquecer por um pouco o mundo real. Com os board games, contudo, essa viagem ao círculo mágico é mais coletiva que qualquer outra e mesmo com tantas tecnologias digitais, encontra seu espaço em apreço nos dias de hoje.

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Pinkerton – Weezer

É

Fil Souza Advogado, músico amador, apreciador de um bom e velho disco

uma banda de rock que nunca esteve, pelo menos aqui no Brasil, na grande mídia, tocando diversas vezes na MTV, trilha sonora de novela ou facilmente encontrada em lojas do ramo. É um grupo um pouco “cult”, formado em 1992 em Los Angeles, Califórnia, EUA, por Rivers Cuomo e sua corja, tocando, inicialmente, covers de Nirvana. Conheci Weezer meio que por acaso, em trocas de MP3 no ano de 2001. Confesso que, numa primeira ouvida, não me chamou tanta atenção, mas agradou. Essa banda foi me conquistando aos poucos com uma música simples e sincera e, disco a disco, fui me tornando fã de carteirinha. O disco que falarei nesta edição é o Pinkerton, segundo álbum de estúdio da banda, lançado em 1996, sucessor do aclamado Weezer (The Blue Album), que teve uma grande repercussão no mundo. Este não é o álbum mais famoso da banda, não contém nenhum grande hit, não ganhou nenhum prêmio, ao contrário, foi massacrado pela crítica, sendo um desastre de vendas, de modo que a banda declarou, após seu lançamento, a paralisação das atividades por tempo indeterminado (demorando cinco anos para lançar outro trabalho), além da afirmação de ter desejado nunca ter gravado esse disco. No entanto, considero este um álbum profundamente simples e sincero. Sendo um dos meus favoritos. Eis que foge a todo padrão adotado pela banda, onde as canções revelaram muito mais da vida pessoal de Cuomo, de uma forma quase que ingênua, que tudo que ele já tinha feito e veio a fazer. As minhas favoritas são Tired of Sex, Why Bother, Across the sea e

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Você já imaginou um nerd empunhar uma guitarra e mandar muito bem? Ou então aquele baita CDF da tua escola que parece ser vestido diariamente pela mãe escrever ótimas músicas? Então você nunca ouviu Weezer. Falling for you. Este é um álbum legal para escutar e pensar nas letras. E é assim que vou relatá-lo dessa forma (através das letras) para vocês. Com Tired of Sex já na faixa inicial ele se expõe dizendo estar cansado de sexo e se pergunta quando fará amor de verdade? Parece que está se “achando o comedor”, mas procurando algo real, alguém para se entregar e construir algo. Romantismo barato? Sejamos realistas, sexo não é tão difícil de conseguir, mas alguém aí pode me dar o segredo para encontrar o amor? Eis o grande desabafo de Cuomo. Em Why Bother?, Cuomo expõe seu medo em se entregar a um novo relacionamento e se machucar novamente, então, “why bother?” (pra que se incomodar?). Across the Sea é uma música aparentemente feita para uma fã do Japão que lhe enviou uma carta, na qual ele relata que gostaria de saber mais sobre ela, de conhecê-la, mas ela está do outro lado do oceano e isso seria difícil, então ele passa a imaginar como seria o cotidiano da garota, como ela seria, seu comportamento. Em seguida, temos a peculiar Pink Triangle. Aqui ele considera que achou a garota ideal, se apaixonou por ela, inclusive “casou” com ela em seus sonhos, porém, há um pequeno probleminha, ela é lésbica e, por esse simples motivo, não rola. Então, somente lhe resta cantar sua frustração. Esse não é um disco que vai fazer você repensar seu gosto musical, ser mais crítico com a sociedade ou então mudar o seu discurso ou postura, mas é uma ótima e gostosa degustação auditiva que vai te fazer bem e, provavelmente, você irá se identificar, em algum momento da sua vida, com alguma dessas músicas. Fica aí a minha dica para essa edição, compre, baixe, escute, ouça e depois, se for o caso, critique.

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GUIA CULTURAL/TRILHA SONORA


MODA

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INVERNO BÁSICO O CONTEMPORÂNEO E O CLÁSSICO SE UNEM EM UMA COLEÇÃO VERSÁTIL E ATEMPORAL

MYAH, by WANABE REFÚGIO É TRANQUILIDADE E SOSSEGO, É O ACONCHEGO QUE LEVA CADA PEÇA DESTA COLEÇÃO.

Sabe aquela roupa de tricô com toque suave, tramas vazadas, modelagem e estampas diferenciadas quase como se fosse um abraço sincero rodeado de conforto e aconchego? Assim são as peças da marca Myah. Produtos de extrema qualidade e o melhor: preço amigo. Catarinense, localizada em Florianópolis, produz tricô há mais de cinco anos e prioriza o estado como seu ponto de venda. Exclusividade da loja Wanabe que apresenta a grife Myah em Chapecó com a coleção Outono/ Inverno.

Para a temporada de Inverno 2018, a Básico Brasil buscou a reconexão das tradições para despertar novos conceitos, formas e movimentos, que proporcionam conforto e bem-estar, através de materiais tecnológicos e funcionais. Dentre os destaques, a alfaiataria contemporânea aparece nas malhas de diferentes texturas e acabamentos. Para a linha esportiva, o jeanswear segue em evidência, na modelagem tradicional e surge renovado, com pespontos brancos no denim preto. Na cartela de cores a harmonia monocromática é ressaltada, seja em tons escuros como os cinzas, azuis, verdes e vinhos, ou tons mais suaves, como o rosa e off white. Por fim, padronagens clássicas como xadrezes e listrados estampam a coleção. A marca Básico Brasil você encontra na loja Manias!

ESPAÇO VIP FOTOS: DIVULGAÇÃO

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MODA

Welcome to THE JUNGLE “VITALE ENERGIE” AGORA EM BUSCA DE EQUILÍBRIO

Uma mulher selvagem, guerreira e feroz é fonte de inspiração para Inverno 2018 da Loov. O estímulo primitivo dá voz ao coro do “eu quero sentir” e se faz ouvir ao longe. Toda emoção está à flor da pele, onde o toque do tecido, os detalhes sutis e as formas fluídas fazem parte da próxima estação. Para os homens, a loja apresenta a marca Von der Völke. Busca nos quatro elementos - terra, fogo, água e ar - sua fonte de inspiração. Para aqueles que acreditam que tudo no universo é energia, a força vital se equilibra na manifestação igualitária destes elementos. Neste inverno, a Loov traz mais uma etapa de evolução pessoal do homem.

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SAÚDE

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ESPAÇO VIP

IMPLANTES em pacientes geriátricos

Os implantes dentários tornaram-se parte integrante do atendimento odontológico reabilitador. Apesar dos custos envolvidos e das limitações fisiológicas da terapia com implantes, esses tratamentos podem atender as novas exigências dos melhores pacientes idosos. Os avanços observados em termos de materiais, da tecnologia dos implantes, bem como os procedimentos regenerativos (enxertos ósseos), permitem que qualquer paciente, parcial ou total-

mente edêntulo, possa ser reabilitado através de implantes. “Os tratamentos para idosos devem levar em conta suas funções físicas e cognitivas, motivação e capacidade de manipular e manter limpa a reabilitação sobre implantes”, explica o cirurgião dentista Lenoir Giachim, lembrando que a idade cronológica, em si, não é um obstáculo para o sucesso dos implantes em indivíduos saudáveis ou em idosos com problemas de saúde controlados.

OUTONO Época de pensar na pele CLIMA FICANDO MAIS AMENO, É HORA DE INICIAR O PREPARO DA PELE PARA TRATAMENTOS MAIS AGRESSIVOS, COMO OS PEELINGS QUÍMICOS E LASERS ABLATIVOS.

Preparar a pele significa fazer tratamentos em casa, geralmente com ácidos prescritos pelo médico dermatologista, a fim de “acostumar” a pele antes de fazer procedimentos em consultório, melhorando a sensibilidade e reduzindo o risco de complicações como manchas escuras e irregularidades, por exemplo. Tratamentos em que se fazem mais de uma sessão, são aqueles em que o preparo da pele é indispensável, como tratamento de cicatrizes de acne, peelings para melasma e rugas. Também, pessoas com pele mais morena ou com tendência a manchar não podem de forma alguma deixar de lado o preparo adequado da pele. Da mesma forma, é no outono/inverno que iniciamos ou retomamos O dermatologista os tratamentos corporais, Juliano Grock, para fazer bonito quando o da Clínica da Pele verão chegar. “Na Clínica da Pele, os tratamentos em alta são a radiofrequência associada ao ácido poli-L-lático para flacidez e volume corporais (braços, coxas, glúteos) e os Lasers e luzes para tratamentos de vasos, manchas e estímulo de colágeno, entre outros”, conta o dermatologista Juliano Grock.

OTOPLASTIA A OTOPLASTIA É A CIRURGIA PARA CORREÇÃO DAS ORELHAS PROEMINENTES, POPULARMENTE CONHECIDA COMO “ORELHAS DE ABANO”.

O objetivo da cirurgia é restabelecer a anatomia das orelhas e deixá-las na posição ideal. As incisões são feitas na parte posterior das orelhas, apresentando boa qualidade estética na maioria dos casos. Essa cirurgia pode ser realizada a partir dos 5 ou 6 anos de idade, mas pode ser feita em qualquer fase da vida. No caso da cirurgia ainda na infância, é um

pré-requisito importante a vontade da criança em passar pelo procedimento, pois isso é essencial para que a cirurgia seja bem sucedida. Assim a criança vai estar mais motivada a se cuidar no pós-operatório, que tem cuidados simples mas importantes para se evitar a recidiva do abano, que pode ocorrer em alguns casos, salienta o cirurgião plástico Rafael Tirapelle.

FOTOS/IMAGENS: DR. LENOIR GIACHIM: CIDADE COMUNICAÇÃO E LOTTE MEIJER(UNSPLASH) / FOTO DR. JULIANO GROCK: ANDRIGO GUGEL E ALLEF VINICIUS(UNSPLASH) / FOTO DR. RAFAEL TIRAPELLE: DIVULFAÇÃO E SAMUEL ZELLER (UNSPLASH)

PACIENTES ADULTOS EXIGEM DA ODONTOLOGIA UM PADRÃO CADA VEZ MAIS ALTO EM TERMOS DE RESULTADOS FUNCIONAIS E ESTÉTICO.


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RECONECTE-SE COM A NATUREZA TRANSFORME SEU LAR COM ORNAMENTOS ARTESANAIS.

Móveis feitos à mão, em sintonia com as fibras naturais das plantas, transformam seu lar em um ambiente de reconexão e equilíbrio. Todo trabalho artesanal reveste com alma cada peça e as fibras extraídas trazem a natureza para dentro de casa, proporcionando o aconchego. Um toque natural vai na contramão da mecanização, evitando produtos sintéticos e com pouca expressão. Criam, assim, espaços de bem-estar com materiais que tem “a mão do homem”, desde sua retirada da natureza até a entrega ao cliente. Nessa busca de beleza, conforto e natureza conte com a Triarte e reconecte-se.

NOVA COLEÇÃO InOut Portobello NATUREZA, MOVIMENTO E RITMO. INTENSIDADE QUE CONDUZ AO EQUILÍBRIO. INOVAÇÃO É O QUE NOS MOVE. DO DIÁLOGO À IDEIA. DO COLETIVO AO ÚNICO. TRANSFORMANDO AMBIENTES E REVELANDO CONCEITOS QUE IMPRESSIONAM COM SUAS FORMAS E TEXTURAS.

UM CHARME para o seu banheiro

IMAGENS DIVULGAÇÃO

A ESCOLHA DO MODELO DE BOX É UM DIFERENCIAL NA HORA DA CONSTRUÇÃO.

Na hora de construir ou reformar o seu banheiro, a dica da Avanto é o uso da linha de box de vidros, para deixar o ambiente mais charmoso. Existem várias opções de escolha com um ar mais contemporâneo e a vantagem de não corroer com o tempo, e mais higiênicos para limpeza. Até opções de cores, com tons mais claros ou escuros, passando pelo bronze, branco leitoso, fumê ou verde. E para quem quer mais privacidade, a dica é usar vidros foscos. Um dos destaques da Avanto é o modelo de box com roldanas aparentes, elegantes e sofisticados, além de vidros espelhados e trabalhados, garantindo muitas opções para o cliente na hora de escolha.

Ritmos definem formas e expressam intensidades. O ritmo sublime e orquestrado da natureza gera desde a perenidade da rocha até a paisagem mais efêmera. O ser humano avança com a tecnologia e desacelera na contemplação. Através de cada movimento que a criação demanda e provoca, e da harmonia que sua síntese possibilita, a nova coleção da Portobello Shop revela a atitude de inovação aberta. Com a alma da marca. Observação de novos comportamentos, pesquisas autorais, experiências compartilhadas e colaboração criativa são aputados pela essência de contemporaneidade Portobello, expressa em superfícies e soluções que surpreendem sem transgredir. Nosso jeito de transformar ambientes e emocionar pessoas.


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DIÁRIO DE BORDO

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ROAD TRIP pela Patagônia com SARA HEFFEL e EDUARDO ELY fotos DO CASAL

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iajar de carro, para nós, é a forma mais mágica que existe. A ideia de rodar centenas de quilômetros por estradas desconhecidas sempre nos deixa empolgados, porque nós, a jornada é tão (ou mais) importante quanto o destino. Para quem tem o mesmo sentimento que nós, o melhor destino, com certeza, é a América do Sul. Em 2016 visitamos o Deserto do Atacama e Salar de Uyuni de carro, e agora chegou a vez da Patagônia. O sul do Chile/Argentina é definitivamente um dos lugares mais bonitos do mundo e está relativamente perto da gente. Para quem gosta de apreciar o visual de montanhas, lagos e lindas estradas, certamente ir de carro é a melhor pedida. Então, pesquisamos bastante, olhamos vários relatos e conversamos com pessoas que fizeram o mesmo. Foram meses de planejamento, economias e organização. Equipamos nosso carro, fizemos as revisões necessárias e optamos por investir em uma barraca de teto, que nos daria a liberdade de dormir em qualquer lugar que quiséssemos.

O ROTEIRO Saímos do Brasil por Uruguaiana-RS e seguimos para Federación-AR, Buenos Aires, descendo pela ruta 3 para Bahia Blanca, Puerto Pirâmides, Rada Tilly, Rio Gallegos, entramos no Chile e atravessamos o estreito de Magalhães com a balsa. Seguimos até entrar na Argentina e pegar novamente a ruta 3 e seguir até Ushuaia. Na volta, saímos de Ushuaia para Puerto Natales, Torres del Paine, El Calafate, El Chalten, Chile Chico onde começamos a carreteira austral. Fomos para Cochrane, Tortel, Puerto Rio Tranquilo, Coihaique, saindo da carreteira em Futaleufu. Seguimos para Bariloche, Villa La Angostura, Puerto Varas, no Chile, e subimos para Pucon, por causa de um problema no carro e tivemos de refazer nosso trajeto da volta. Iríamos para Santiago e Mendoza ainda, mas como ficamos duas semanas parados em Pucon, encurtamos o retorno por Santa Rosa, Federación e, finalmente, Brasil.

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PUERTO PIRÂMIDES/PENÍNSULA VALDÉS A Península Valdés é incrível. Além de nos possibilitar ver lobos e elefantes marinhos, pinguins e muitos guanacos de perto, ainda nos presenteou com o pôr do sol mais lindo de nossas vidas.

USHUAIA Era um dos destinos mais aguardados. É uma cidade muito turística e, por isso, os passeios e pacotes são bem caros. Mas existem opções baratas que você pode fazer sozinho. A laguna esmeralda, é um exemplo. Se quiser um passeio como a navegação até o canal de Beagle, não tem como fugir de agência de turismo, e o preço é um pouco salgado, mas vale cada centavo. Fizemos e foi um dos melhores passeios de toda viagem.

PUCÓN Uma cidade relativamente pequena, turística e com muitos lugares bonitos a serem vistos e vários passeios disponíveis. Mas o que mais recomendamos na região são as Termas Geométricas. Termas de águas quentes naturalmente, em meio a natureza, com temperaturas que variam entre 35º e 45º, o visual é incrível e a experiência muito relaxante.


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DIÁRIO DE BORDO

TORRES DEL PAINE O Parque Nacional, declarado Reserva da Biosfera pela Unesco, se mantém como uma das áreas mais bem protegidas do planeta. São quase 800 mil km² de paisagens de tirar o fôlego, um ambiente quase inabitado por homens, mas repleto de vida. O trekking até a base das torres é muito cansativo, mas com certeza recomendamos a todos e garantimos que vale a pena o perrengue.

EL CHALTEN É um atrativo para quem é apaixonado por trekking, montanhismo e natureza. Fizemos os trekkings para a Laguna Torre e a Laguna de los Três/Fitz Roy.

EL CALAFATE O objetivo principal de quem vai para El Calafate é conhecer o Glaciar Perito Moreno. Ficamos boquiabertos assim que nos deparamos frente a frente com a imensidão de gelo.

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SOCIAL

K I KO SA N TO S colunista social do jornal Sul Brasil

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15 ANOS

No dia 24 de fevereiro, no 14 Bis, foi comemorado os 15 anos da bela Eduarda Breancini. Na foto a aniversariante com os pais, Cleimar Breancini e Cleusa Márcia Nichele e a irmã Giulia Valentina Eduarda Breancini.

1. A beleza e elegância notada da empresária Carmen Sutilli no lançamento da coleção outono-inverno 2018 da Fim de Século. 2. Destaque ao sucesso do profissional Flávio Silva, proprietário do

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UMA NOITE

UM LUXO

Na noite de comemoração do aniversário do colunista social Fernando Fischer, foram homenageadas as mulheres que mais se destacam em elegância no território catarinense e na sociedade Guarani, em Itajaí. Chapecó foi muito bem representada pela beleza e elegância de Maristela Martinelli. Na foto, Maristela junto ao esposo Valdecir Martinelli.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL / DIVULGAÇÃO

Flávio Silva Studio Hair.


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Av. Ireneu Bornhausen, 155E - Palmital Chapecó - SC, 89814-650


TH A Í S DU TR A apresentadora do programa Glamour na Gen TV e colunista social

SOCIAL

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1. A administradora Fabiana Funk em descontraído passeio com as mascotes Pamina e Fiona, em Florianópolis. 2. O casal de Personal Trainers, Cecília Marafon e Jonael

3 Detoni, em recente viagem por

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Muscat, Oman na Ásia. Uma 5

paisagem exuberante! 3. Itatiane Tamanho DalBem, Diretora da GenTV, festeja o sucesso da segunda edição do Projeto Mulheres de Valor, que homenageia mulheres que fazem a diferença na sociedade. 4. A bela Liamara Polli, durante estreia como fotojornalista. 5. A Empresária e

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Apresentadora Kassi Michelon comemora o sucesso da Revista e Programa Zenas. 6. Andressa Schein, 2° Prenda Juvenil da 12° RT, desenvolvendo seu projeto Tradicionalismo à Serviço da Sociedade com 7

a entrega de sua pesquisa histórica “Os Garibaldis” nas casinhas de leitura da cidade. 7. Dr. Rosber Biazus e Dr. Antonio Cavalheiro receberam convidados para comemorar o Dia da Mulher. Foi um evento pensado com todo o carinho. Um sucesso!

FOTO 6: 3L COMUNICAÇÃO / OUTRAS FOTOS: ARQUIVO PESSOAL / DIVULGAÇÃO

jogo da Chapecoense em sua 4


TH I A GO F R E I TAS jornalista (MTB/SC 3063) e colunista social do Diário do Iguaçu

SOCIAL

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CELEBRANDO

O casal Gabriela Frizzo e Maico Capeletto consolidou a realização de um sonho: o casamento. Com a presença de mais de 300 convidados, celebraram o amor em uma cerimônia inesquecível, de estilo e sofisticação.

FOTOS: ANNA AMORIM FOTÓGRAFA

O AMOR

A empresária Flavia Bertolla, de Piratuba, já inicia os preparativos para a campanha da coleção inverno da loja Original Pijamas. Há 15 anos no mercado, o empreendimento confecciona produtos modernos e sofisticados, aliando conforto e bom gosto na hora de dormir. A empresa atende principalmente a região sul, mas tem expandido para todo exportação.

O segmento de dermatologia e estética se renova constantemente, a fim de aliar um melhor resultado com mais conforto. O Dr. Márcio Volweis, da Clínica de Transplante Em traços e medidas, o projeto de um sonho pode se tornar real. O segmento da arquitetura possibilita, através de seus projetos, evidenciar a personalidade dos clientes. Essa é uma das premissas no escritório AMPLIZA Tuni&Santos Arquitetos, que surgiu a partir da sociedade de dois amigos de faculdade, Valdecir Roberto Tuni e Filipe Cardoso dos Santos.

Volk, faz parte de uma equipe especializada em restauração capilar, atende em algumas das principais cidades gaúchas e também em Chapecó. Dentre os procedimentos realizados, a cirurgia FUE fio-a-fio, uma técnica de transplante capilar que veio para mudar completamente o resultado, garantindo uma aparência natural e sem cicatriz visível.

FOTOS 1 E 2: ELIZANDRO GIACOMINI / FOTO 3: AME FOTOGRAFIAS

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IARA GRANZOTO

CARLA CASTELLI MORAES

MIRIAM JULIANA SARTORI

MARCIA SARTORI DAMO

CRISTIANE CARDOSO, IVANA PORTO, SAYONARA, MARIZA (ZIZA) ZANDONAI, EVELIN STOLT E BETTINA DESTRI AS MENINAS LUCIANE AZEVEDO E CLÁUDIA BERTASO

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JUSSAMIR SPERANDIO

ZELI TOZZO, JANESCA DE MARCO, BARBARA PALUDO, ELAINE BERTASO, MARISA FESTUGATTO, PERCI ROVERE E O COLUNISTA SOCIAL, KIKO SANTOS

LUCIANA TOMBINI DORNELES CLAUDETE TOZZO CAUDURO

MARIZA GAMBATTO

ELIANA PANTY

MONNICA HIRSCH


DE NÓS PARA VOCÊS // A REDAÇÃO DA FV REVELA SEUS GOSTOS COM INDICAÇÕES ESPECIAIS

@nandosbruzzi

#CURTIMOS

// B LOG

Sabe aquele disco que só foi lançado em vinil e que você gostaria muito de tê-lo em versão digital, sem ruídos ou estalos? No blog “Só música” você pode ter a sorte de encontrá-lo. Praticamente todos os dias tem um disco remasterizado para download. E o melhor, a capa também vem totalmente restaurada, se você quiser imprimir e montar o seu cd. O blog é idealizado pelo Luiz Alberto Gomes, o Bugrim. Um colecionador de discos aposentado, que tem como hobby a digitalização dos discos de vinil. E quem curte, agradece! http://bugrim.blogspot.com.br/

@carlahirsch

@duanacomd

//LEITURA

// INSTA

Fui “apresentada” para o autor insraelense Yuval Noah Harari em uma entrevista ao jornalista Pedro Bial. Fiquei impressionada com a teoria apresentada e imediatamente tornei-me admiradora. Claro que logo fui a procura de um dos seus livros. Ainda estou no início da leitura de Sapiens - Uma Breve História da Humanidade, porém ouso afirmar que o autor, ao comparar a história da humanidade e relacionar com as questões presentes, consegue de maneira surpreendente. Em Sapiens, Harari nos oferece não apenas conhecimento evolutivo, mas também sociológico, antropológico e até mesmo econômico.

Se você, assim como eu, curte um papo astrológico, certamente vai amar o insta do @cafecomastrologia. O casal Felipe Betim e Franciele Costa fala das influências astrais na nossa vida, de uma forma super esclarecida e profissional. Sim, profissional, afinal, é uma área bastante banalizada pelos não estudiosos do tema, num bate-papo bem informal. Recentemente fiz uma consulta online com o Felipe sobre meu mapa astral pessoal e revolução (previsões para o meu ano, a partir do aniversário), além de muito esclarecedor, foi enriquecedor para autoconhecimento.

@carol.bonamigo

// Y OUT UB E

Pros cinéfilos de plantão e que curtem perder algumas horinhas no YouTube buscando saber um pouco mais sobre seus artistas favoritos, sugiro dar uma olhada no The SAG-AFTRA Foundation. O canal da Fundação do Sindicato dos Atores norte-americanos traz longas entrevistas com atores e diretores sobre suas carreiras, tendo como plateia alunos de artes cênicas. Jake Gyllenhaal, Ewan McGregor e Natalie Portman são alguns dos inúmeros nomes que aparecem.

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