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#7 Direção Felipe Vasconcellos (felipe@fiobranco.com.br) Financeiro Sabrina Vasconcellos (sa@fiobranco.com.br) Juliana Brandelli (juliana@fiobranco.com.br) Coordenação Bárbara Caputo barbara@fiobranco.com.br (24) 8864-8524 Edição Frederico Nogueira (frederico@fiobranco.com.br)

Editorial

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úsica, muita música! É assim que está recheada esta edição a On Festas, preparada especialmente para você. Na matéria de capa, apresentamos as novidades da terceira edição do Petrópolis Jazz & Blues Festival, que acontece em outubro e transforma a Cidade Imperial na capital dos gêneros durante três dias. A estrutura desta edição está incrível, como você vai conferir na matéria especial. O Parque Municipal de Itaipava receberá uma estrutura inédita para oferecer conforto aos visitantes, amantes da boa música. Grandes nomes nacionais e internacionais já estão confirmados e sua presença é fundamental! Ainda nesta edição, apresentamos o Estúdio S de Música, um lugar incrível que tornou-se a casa oficial de cantores e bandas da região, além e reunir um público ávido por novidades. O que acha de curtir música instrumental? O Taruíra tem o que você precisa! Conheça a trajetória da banda, sua formação e próximas novidades. Quer mais música? Ok, vamos contar o que aconteceu na Sunrise, uma megafesta que aconteceu no Castelo de Itaipava e reuniu muita gente bonita. Para finalizar, Kitty D’Angelo conta na coluna Persone os acontecimentos mais importantes da sociedade petropolitana nos últimos meses. Ligue o som e curta a leitura!

Redação Marianne Wilbert (marianne@fiobranco.com.br) Tiago Tavares (tiago.tavares@fiobranco.com.br)

Três Rios: Emeline Maia emeline@fiobranco.com.br (24) 8843-7944

DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

Comercial Petrópolis: Ingrid Rizzo ingrid@fiobranco.com.br (24) 8862-8528

Luiz Fellipe Aguiar luiz.fellipe@fiobranco.com.br (24) 8843-8528 Criação Felipe Vasconcellos (felipe@fiobranco.com.br) Jonas Souza (jonas@fiobranco.com.br) Estagiários Maicon Pereira (maicon@fiobranco.com.br) Tatila Nascimento (tatila@fiobranco.com.br)

CAPA 06

PERSONE 04

Foto de capa Nova Studio (www.novastudio.com.br) Distribuição Gratuita e dirigida em Petrópolis, Itaipava, Araras, Nogueira, Corrêas, Pedro do Rio e Posse. Também à venda nas bancas.

ALVARO VILELA

MARIANA ROCHA

Colaboração Heverton da Mata (heverton@fiobranco.com.br) José Ângelo Costa (angelo@fiobranco.com.br) Kitty D’Angelo (kittydangelo@yahoo.com.br)

Tiragem 5.000

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FESTAS PERSONE

Kitty D’Angelo kittydangelo@yahoo.com.br ARQUIVO PESSOAL

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Promoter por opção, se envolve em gastronomia pelo prazer em sentir os aromas dos pratos produzidos, principalmente, na Serra.

campanha da solidariedade do Festival de Inverno de Petrópolis, promovido pela Dell’Arte, que aconteceu entre os dias 5 e 21 de julho de 2013, foi um sucesso e teve como objetivo ajudar 21 entidades filantrópicas da cidade, com alimentos não perecíveis. Foram 50 eventos em 17 dias de entretenimento entre música, shows, balés, ópera e teatro e ocuparam diversos locais da cidade como Palácio de Cristal, Museu Imperial, Theatro D. Pedro, Palácio Rio Negro... entre outros. Célia D’Azevedo, madrinha do festival e responsável pela campanha, explica que as entidades escolhidas para receber as doações são as que já realizam um trabalho filantrópico responsável na cidade. Podemos citar algumas dessas entidades: Lar São João de Deus, GCE, Instituto Yolanda Duarte, Lar da Criança Nossa Senhora das Graças, Lar de Santa Catarina, Pastoral da Aids, GAAPE... Parabéns a todos que, de uma forma ou de outra, ajudaram para que esse trabalho tão importante desse certo! Zizi Possi veio apoiar a campanha do Festival de Inverno de Petrópolis, promovido pela Dell’arte. Na foto 1, a cantora está com Célia D’Azevedo. Miguel De Laquila (violão), Marcelo Sader (tenor) e Saulo Vignoli (violoncelo) também estiveram no Festival [foto 2] e deram aquele apoio para a campanha. Na última imagem [foto 3], Célia no Palácio de Cristal recebendo os donativos! Colaboração em massa!

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Hospedagem

Petrópolis ganhou mais um hostel [foto 4], um tipo de acomodação para quem busca bons preços. A hospedagem é compartilhada, quartos e cozinha. Localizado na Rua Alberto Torres, 148, o “Hostel 148” é o quinto nesse segmento na cidade e oferece diárias a partir de R$ 55 para quartos coletivos durante a semana. A proprietária, Camila Thees, diz que a principal meta é atender não só os jovens e famílias que queiram fazer um turismo mais em conta. No Hostel 148, você conta com seis quartos coletivos e uma suíte. Na diária está incluso o café da manhã e o local conta com internet wi-fi. Parabéns Camila. Sucesso!

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Sucesso Total

Heloísa Périssé esteve em Petrópolis para a pré-estreia da peça “E foram quase felizes para sempre”, um monólogo escrito e protagonizado por ela e que agitou o Theatro D.Pedro. A produção ficou a cargo do Petrópolis em Cena e o sucesso foi tanto que o público pede o retorno da peça e ainda este ano. Tomara! Na foto 5, a atriz com o visagista Marcio Valle/ Valle Hair. 4

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Novo programa de TV

O músico e ator petropolitano Marco Aureh está à frente do mais novo programa de entrevistas, apresentações e informações culturais diversas [foto 6, com Roberto Perrota]. “A despeito de uma quantidade razoável de programas de entrevista local, percebeu-se uma carência no que diz respeito a um conteúdo artístico com foco direcionado especificamente ao setor cultural, Camarim é um programa diferenciado, de entretenimento e formador de opinião”,

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diz. Com apresentação semanal na TV Rede Petrópolis canal 10 todas as terças-feiras, às 23h30, com reprise aos sábados e para o mundo via internet pelo site da emissora [www.tvredepetropolis.com.br], você poderá conferir e participar. A toda equipe do programa, parabéns e sucesso!

Janeiro, representada por Julia Lattouf de Almeida e FAPE Quibelle / Paola Burger e Victor / Carolina Nehrer e Lietus [foto 7].

Concurso Brasileiro de Saltos

Aconteceu em Indaiatuba (SP) e a medalha de medalha de bronze ficou com a Federação Equestre do Estado do Rio de

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Na terceira edição e considerado o evento do gênero que mais cresce no Estado do Rio de Janeiro, o Petrópolis Jazz e Blues Festival já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade e prepara-se para reunir grandes nomes no Parque Municipal de Itaipava.

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FESTAS CAPA

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e um é pouco e dois é bom, três é ainda melhor! É neste clima que acontece, em outubro, a terceira edição do Petrópolis Jazz e Blues Festival, a maior produção do gênero da região. Após o sucesso dos últimos anos, o palco principal será, desta vez, no Parque Municipal de Itaipava. A organização promete um evento ainda maior que os anteriores. Serão três dias de festival, dois palcos e dez apresentação de grandes nomes nacionais e internacionais. Visitantes, turistas e amantes dos gêneros prometem fazer de Petrópolis, nestes dias, o mundo do jazz e do blues. A abertura não poderia ser em lugar mais especial: o Palácio de Cristal. O Parque de Exposições vai receber infraestrutura inédita, que garantirá conforto, segurança e um ambiente aconchegante para curtir os momentos especiais com amigos e família. A área de shows contará com cadeiras em todos os setores, banheiros, ar condicionado, cobertura, pisos, exposições, área gastronômica e muito mais. O histórico do evento mostra o crescimento e o que o público pode esperar para a próxima edição. Em 2011, foram 700 pessoas por dia no Palácio de Cristal. No ano passado, foram 6.000 pessoas durante os cinco dias de evento. Já passaram pelo Petrópolis Jazz e Blues nomes como Cricket Taylor, Alma Thomas, Mark Lambert e Jefferson Gonçalves. Para a edição que acontece entre 10 e 12 de outubro, já estão confirmadas apresentações internacionais de Larry Coryell (EUA), Vasti Jackson (EUA) e Pepe Cisneros (Cuba), além de grandes nomes nacionais como Igor Prado e Taryn Szpilman. No último dia do evento, além dos shows, Emílio Cantini ministrará um workshop sobre método Gesture Improvising, uma técnica que privilegia o uso da gesticulação no instrumento como meio de conseguir maior liberdade criativa a ser aplicada na improvisação. Emílio é músico, já acompanhou grandes artistas, regeu, gravou e ministrou workshops em todo o país e no exterior. O método é baseado em um dos maiores gênios e mestres de jazz, Joe Diorio. 8

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PEPE CISNEROS O show do pianista , compositor e arranjador mistura ritmos afro-cubanos com latin jazz

MONTE ALEGRE HOT JAZZ BAND Os integrantes participam ativamente da cena musical contemporânea carioca

TARYN SZPILMAN Há mais de uma década se dedica ao jazz e blues, soul e rock clássico

PETER FESSLER Já dividiu palco com estrelas como Al Jerreau e Toots Thielemans

VASTI JACKSON O músico capta todo o olhar do público no momento em que sobe no palco


Programação 10/10 Palácio de Cristal – 20h30 Peter Fessier Acoustic (Alemanha) Rodica Weitzman & Blues Groovers 11/10 Parque Municipal – 20h30 Monte Alegre Hot Jazz Band Pepe Cisneros (Cuba) Vasti Jackson (EUA) Igor Prado Band

LARRY CORYELL Um dos mestres da guitarra jazz mais respeitados do mundo

Na abertura do festival, Peter Fessler faz o primeiro show. Com sua arte e técnica contemporânea de cantar, também tem grande expressão e excelência como guitarrista. Ainda no primeiro dia, Rodica Weitzman, que tem se destacado por sua originalidade como intérprete e compositora, se apresenta com a banda Blues Groovers. Sua voz limpa com textura um pouco grave e rouca vai impressionar o público.

O palco principal do evento será no Parque Municipal de Itaipava, que receberá infraestrutura inédita para o Jazz & Blues Festival com conforto para os visitantes

Nos dias seguintes do festival, o nível das atrações mantém-se alto. O guitarrista e vocalista Vasti Jackson apresentará seu talento de mais de 35 anos de carreira com repertório que passeia pelo blues, soul, funk e até o jazz. No Petrópolis Jazz e Blues ele estará acompanhado pelo bai-

IGOR PRADO BLUES BAND O guitarrista aprofundou-se no blues tradicional e no West Coast Swing

xista César Lago e pelo baterista Beto Werther. Outro destaque da programação é o cubano Pepe Cisneros. Pianista, compositor e arranjador, por inúmeras vezes já foi convidado para atuar em shows e gravações como George Benson, Omara Portuondo e Milton Nascimento. No evento que não para de crescer, um dos mestres da guitarra jazz mais reconhecidos e respeitados do mundo não poderia ficar fora da programação, por isso Larry Coryell, o embaixador mundial do jazz fusion, já está confirmado! Entre os destaques nacionais está Igor Prado, apontado pelas críticas norte-americana e europeia como um dos maiores nomes da nova geração do blues e é o desenvolvedor da técnica de tocar com as cordas invertidas no instrumento. Também na programação, a diva brasileira Taryn Szpilman, que também tem recebido constantes elogios de renomados críticos musicais, músicos e formadores de opinião pelo canto cheio de alma. Garanta sua presença! Participe, encante-se e entre no clima do jazz e do blues! Não perca a oportunidade de curtir grandes nomes nacionais e internacionais dos gêneros com satisfação e prazer com o charme da Cidade Imperial. A dica é programar-se desde já e garantir os ingressos nos pontos de venda.

12/10 Parque Municipal – 20h30 Monte Alegre Hot Jazz Band Peter Fessler Group (Alemanha) Taryn Szpilman Larry Coryell Band (EUA) Sax Gordon (EUA)

Pontos de vendas Ewiglich Joias Rua 16 de Março, 106 Centro Histórico - Petrópolis Tel.: (24) 2237-5522 Duetto’s Café - Galeria Gelli Rua do Imperador, 856, loja 11 Centro - Petrópolis Tel.: (24) 2235-6762 Delicatessen Sítio Solidão Rua Roberto da Silveira, 253 Centro - Petrópolis Tel.: (24) 2237-2033 Art’ Café Shopping Estação Itaipava Lj Q.04 Estrada União e Indústria, 11.000 Itaipava - Petrópolis Tel.: (24) 2222-1772 Cine Itaipava Shopping Estação Itaipava Lj 102C Estrada União e Indústria, 11.000 Itaipava - Petrópolis Tel.: (24) 2222-3424 Online Vendas através do site ingressorapido.com.br

Para outras informações acesse: www.petropolisjazzeblues.com.br revistaon.com.br

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O LUGAR DO ROCK E DO JAZZ POR JOSÉ ÂNGELO COSTA

Relaxar e curtir uma boa música após um dia estressante e agitado no trabalho e em plena segunda-feira e também às sextas. Esta tem sido a rotina de vários petropolitanos que dispõem de um lugar onde o rock e o jazz são os principais aperitivos.

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Nicolau diz que o grupo de jazz foi o pontapé inicial para que o Estúdio S de Música se tornasse aberto ao público PAULA SILVA / DIVULGAÇÃO

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magine um espaço onde o público possa desfrutar de todo o conforto e acompanhar de perto música de qualidade, sobretudo quando mencionamos ritmos como o jazz o rock and roll. Em Petrópolis, este lugar existe. É uma casa que foi transformada em palco para a apresentação de shows com importantes e talentosos compositores. Há quatro anos em atividades, o Estúdio S de Música é o principal neste ramo em toda a cidade, por onde já passaram milhares de pessoas, algumas até de outros municípios. O idealizador desta iniciativa é o petropolitano Nicolau Teixeira Abdu, que além de dono do local é músico. Tudo começou quando o imóvel, que na época estava abandonado, tinha somente um estúdio particular e era utilizado exclusivamente para os ensaios da banda dele. Na parte de baixo, havia uma loja de materiais de construção. Em pouco tempo, decidiu fechar o estabelecimento comercial e, desde o momento em que outros grupos souberam da existência do recinto, passaram a contatar

FESTAS MÚSICA

O BANDO DA ESQUINA Um dos destaques da Sexta RockBlues

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MARIANA ROCHA / DIVULGAÇÃO

FELIPE HUTTER

FESTAS MÚSICA

VALORIZAÇÃO O Estúdio S preserva o trabalho dos músicos que lá se apresentam

Nicolau a fim de ensaiar por lá. Segundo revela, na ocasião, alguns músicos chegaram a oferecer dinheiro para usarem o ambiente, mas discordou da proposta alegando não acreditar neste tipo de negócio. Desde então, o ambiente se tornou conhecido e assediado cada vez mais. Foi assim que ele resolveu apostar no projeto. No início, o Estúdio S possuía simplesmente uma sala para os ensaios e dela surgiu toda a estrutura atual. Hoje, são quatro e ainda há mais uma destinada às gravações. “A gente fez isso aqui priorizando o músico”, garante. Cerca de 60 bandas usam o espaço para ensaiar e neste meio se encontram os mais variados grupos, entre evangélicos, pagodeiros e roqueiros que trabalham de forma harmoniosa. Com relação aos eventos oficiais, ou seja, abertos ao público, ocorrem todas às segundas e sextas-feiras de cada semana. No primeiro dia, o destaque fica por conta da Segunda Jazz, que é garantia de casa cheia. Este movimento vem sendo responsável pela popularização do gênero em Petrópolis e nasceu por intermédio da iniciativa do Serra Velha Quarteto, cuja sonoridade evoca os princípios do jazz fusion. O outro é a Sexta Rock/ 12

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SEGUNDA JAZZ O evento virou tradição entre os petropolitanos

Um imóvel estava abandonado e foi transformado no Estúdio S de Música Blues, onde acontece um rodízio na apresentação de grupos típicos deste estilo musical. “Esse pessoal do jazz foi uma alavanca. Eles abriram o espaço para a apresentação. Depois eu comecei a fazer na sexta-feira com a minha banda com o blues e o rock dos anos 70. Já é um evento que também funciona direto. Também há os eventos que as pessoas alugam o espaço para fazer show particular”, explica. Quanto aos frequentadores, o proprietário afirma que praticamente todos os dias pessoas visitam o estúdio, porém, a presença maior se concentra durante os fins de semana, sem descartar as atrações oficiais. As características dos clientes são bem diversificadas, inicialmente pela faixa etária de 18 a 80 anos, mas a principal diferença é com relação aos públicos de sexta e segunda-feira. O primeiro caso limita-se meramente aos apreciadores ou fa-

náticos por rock, enquanto o jazz não é direcionado, pois além dos adeptos ao estilo, existe uma gama de curiosos. Na avaliação de Nicolau, estes talvez sejam os mais interessantes de todos, pois se trata daquele indivíduo desconhecedor do ritmo musical e, ao acompanhá-lo pela primeira vez, passa a gostar do ambiente e do tipo de melodia. Marcelo Werneck é baterista do grupo O Bando da Esquina, que toca no Estúdio S desde a criação do local. Segundo ele, no início, as apresentações aconteciam para um público mínimo e a casa passava por dificuldades estruturais. Aos poucos, foi crescendo com o apoio, especialmente, de outros conjuntos. Para o músico, o surgimento do espaço representa uma chance para os músicos poderem mostrar seus trabalhos. “O Estúdio S é nosso parceiro e vamos fazer de tudo para ganhar (reconhecimento). Ele e nós”, concluiu.


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FESTAS MÚSICA

AS ALEGRIAS DE

VIVER DO CHORO POR MARIANNE WILBERT

FOTOS MARIANA ROCHA

De Ravel aos Beatles; de crianças a adultos. O grupo Taruíra leva suas rodas de choro às praças de Petrópolis de forma independente a todos os públicos por amor à música.

O brasileiro quando é do choro / É entusiasmado quando cai no samba, / Não fica abafado e é um desacato / Quando chega no salão. / Não há quem possa resistir / Quando o chorinho brasileiro faz sentir, / Ainda mais de cavaquinho, / Com um pandeiro e um violão / Na marcação...”. O choro 14

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de Waldir Azevedo, com letra de Pereira Costa, que ficou conhecido na voz de Ademilde Fonseca, é um dos clássicos do gênero, que pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira. Segundo informações do site “ChoroMusic”, o chorinho começou a aparecer

no Rio de Janeiro no início do século XIX, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, que fugia da invasão de Napoleão e trazia 15 mil europeus. Como consequência, o Rio de Janeiro passou por transformações urbanas e culturais com a chegada de músicos, instrumentos e ritmos europeus.


“Todos amam ouvir música. Sem restrições! Essas informações todas juntas fazem com que a gente dê uma cara nova ao trabalho”, Guto Menezes Em Petrópolis, um dos principais grupos do gênero surgiu em 2002, quando os músicos Breno Morais e Igor Nicolai sentiram a necessidade de tocar choro. Assim, começaram os encontros informais até que decidiram tornar o trabalho mais profissional, surgindo, então, o Trio Taruíra que, além do violão e da flauta, contava com Bernardo Dupan no pandeiro. O nome do grupo surgiu a partir de uma brincadeira de uma amiga capixaba de Igor. “Essa amiga disse que ele [Igor] era muito branco, tão branco como uma taruíra. Pronto! O trio tinha um nome. Taruíra é lagartixa no Espírito Santo e em algumas regiões do estado de Minas”, explica Guto Menezes. O trio passou para quarteto quando o

músico Carlos Watkins foi convidado a se juntar ao grupo com o propósito de apresentar os choros, maxixes de Pixinguinha e Benedito Lacerda em projeto realizado pelo SESC, chamado “Choro na quinta”. Após um ano e meio de trabalho, Guto Menezes se juntou ao grupo e, quando foram estudar na Escola Portátil de Música, conheceram Márcia Villar, que passou a ser pandeirista e gravou o primeiro CD com eles, em 2007. Além do álbum, o grupo lançou um DVD sob a direção geral de Felipe Hutter. Em 2008, Yuri Garrido passou a fazer parte do grupo oficialmente. “Mas comecei mesmo nas primeiras rodas na Mosela, em 2007”, lembra. Já Leandro Mattos e José Roberto ingressam no Taruíra em

ESPAÇO TARUÍRA O Espaço Taruíra fica no sítio “Toca do Caititu”, em Secretário

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“Fazemos uma música onde a inventiva é sempre respeitada. Nosso som é contemporâneo, porém muito bem equilibrado”, Breno Morais

SIGNIFICADO Taruíra é lagartixa no Espírito Santo e em algumas regiões do estado de Minas

2009, tocando pandeiro e violão, respectivamente, fazendo parte da formação atual de sexteto que conta, ainda, com Breno (flauta), Guto (cavaco/viola caipira), Yuri (bateria) e Carlos (sax tenor). Mesmo sendo um grupo de choro, o Taruíra passeia pelos mais variados estilos, apresentando repertório diversificado que conta com releituras de músicas populares como “Ticket to ride”, dos Beatles, e o “Bolero”, de Ravel, que receberam roupagens abrasileiradas, além de canções autorais. “Carlinhos é da escola do jazz e da bossa. Yuri veio do rock, do pop, do jazz. Já Breno foi do canto coral, da MPB. Zé Roberto, Leandro e eu viemos do samba, da bossa e também da MPB. Todos amam ouvir música. Sem restrições! Essas informações juntas fazem com que a gente dê uma cara nova ao trabalho. ‘Ticket to ride’, por exemplo, é um arranjo em baião que fizemos, citando a obra do mestre Luiz Gonzaga”, conta Guto, e Breno completa: “Fazemos uma música onde a inventiva é sempre respeitada. Nosso som é contemporâneo, porém muito bem equilibrado”.

“Não há profissão honesta que seja fácil!”, Breno Morais 16

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As músicas autorais, por sua vez, surgem da troca entre os componentes, onde cada músico apresenta um tema no ensaio, que vai ser analisado pelos outros componentes para verem se tem a cara do grupo. Caso afirmativo, inicia-se o processo de arranjo. “Às vezes, mandamos um tema inacabado para outro por e-mail e desta troca já surgiram ‘Peralta’, ‘Baião da Serra’ e ‘ParaRaio’”, lembra Guto. Viver de música em Petrópolis

Nomes de destaque mundial como o violonista Raphael Rabello e o maestro César Guerra-Peixe são alguns exemplos que demonstram a riqueza do cenário musical petropolitano. Porém, viver de música na cidade não é fácil. Para Breno, viver de arte é difícil em qualquer lugar. “Não há profissão honesta que seja fácil! Somos de um novo tempo em que, além de executar bem seu instrumento, o músico precisa produzir e empresariar seu trabalho. O mercado é bem grande, porém muito fechado”, comenta. José Roberto ainda complementa dizendo que é necessário buscar outras alternativas dentro da profissão. “Nos dias de hoje, está muito difícil depender exclusivamente de tocar na noite. Acabamos tendo que buscar outras opções como, por exem-

plo, trabalhar com produção, elaboração de arranjos, aulas, alguns colegas estão trabalhando com luthieria, na confecção e conserto de instrumentos musicais, e por aí vai”. Além disso, são poucos espaços para muitos músicos, “e ainda há a desvalorização de quem toca por uma negociação mal sucedida”, completa Leandro. Com a preocupação de levar música a todos, sem distinção, o Taruíra passou a ensaiar em lugares abertos, até mesmo para ter uma resposta do público. Foi assim que surgiu a iniciativa de tocar nas praças. “Fomos ‘expulsos’ de vários lugares na cidade antes de chegarmos ao bairro Mosela, por sugestão do Carlinhos, onde fomos muito bem recebidos. O projeto começou de maneira independente e foi atraindo, aos poucos, os apoiadores”, recorda Guto. Após um ano de Roda de Choro, o grupo conseguiu apoio com a prefeitura, resolvendo os problemas iniciais de infraestrutura, porém, com as mudanças das gestões, perderam o apoio e voltaram a trabalhar de maneira independente. Agora, negociam para retomar o projeto em outro formato. De eventos particulares a apresentações populares, além das Rodas de Choro, o Taruíra já tocou em festivais e carnavais, não só em Petrópolis, como também em outras cidades. O grupo recorda alguns shows marcantes. “Para mim, a nossa melhor apresentação foi em Ibitipoca, no lançamento do DVD ‘Droba pra lá’, do amigo diretor Felipe Scaldini”, recorda-se Breno. Segundo Yuri e Leandro, os carnavais no shopping Vilarejo foram especiais. “Muita gente bonita, fantasiada, se divertindo com muita música”, comenta Leandro. Já para José Roberto, foi o lançamento do DVD do grupo. “O show que fizemos na escadaria do Palácio Rio Negro, em maio de 2011, foi marcante”, lembra.


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ZÉ ROBERTO José Roberto Leão toca violão no Taruíra

LEANDRO Leandro Mattos toca pandeiro no grupo

CARLINHOS Carlos Watkins tirava Pixinguinha de ouvido

BRENO Breno Morais é o único fundador remanescente no grupo

YURI Yuri Garrido começou no Taruíra tocando nas primeiras rodas na Mosela

GUTO Guto Menezes ingressou no Taruíra após um ano e meio de atividade do grupo

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SUNRISE NO CASTELO Uma festa inesquecível em um ambiente incrível!

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o dia 8 de junho, o Castelo de Itaipava recebeu a melhor “party day” do Brasil. Foram 12 horas de muita curtição na Sunrise Tour, que aconteceu em um cenário magnífico. Entre as atrações, passaram pela fes-

FOTOS ALVARO VILELA

ta Pete tha Zouk, Felix da Housecat, Marcelo CIC, Johnny Glovez, Karmon Live, Renato Ratier, Leo Janeiro e o VJ Rafael Martinho. A balada reuniu muita gente bonita de diversas cidades da região que aproveitaram ao máximo a festa.

O Castelo de Itaipava já foi cenário de filmes e novelas e tem sido utilizado com frequência para realização de grandes eventos. Construído em 1920, sua arquitetura transborda charme e transforma os momentos ali vividos em inesquecíveis. Com a Sunrise não foi diferente!

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