Ultrapassagem por Tito Ferradans
Ultimamente tem se falado muito em RAW no âmbito do vídeo digital. “Ah, eu quero uma câmera que filme em RAW”, “Essa câmera é cara porque filma em RAW”, “Olha essa, é barata, e filma em RAW!”, e por aí vão. O que é RAW, como isso se relaciona com a fotografia, e por que todo mundo tanto o deseja? Essas são boas perguntas pra começar. Um dos fatores de resistência na migração de fotógrafos profissionais, do analógico para o digital, é que as câmeras digitais não armazenavam tanta informação luminosa quanto o filme, impedindo ajustes e correções feitas manualmente durante o processo de revelação das imagens. A maioria das câmeras digitais é projetada para simplificar a vida do usuário e automatizar todas as escolhas entre o momento do clique e a geração da imagem final, mas câmeras profissionais permitem que o fotógrafo tenha total controle sobre o seu trabalho, e isso se dá através dos arquivos RAW. A nível microscópico, o sensor digital é um tabuleiro de chips fotossensíveis. Cada chip desses é a menor área de captura de luz da câmera. Eles são organizados em blocos de quatro chips, sensíveis às cores primárias. Um vermelho, um azul e dois verdes – a sensibilidade da visão humana é desequilibrada para o verde, portanto, essa regra se mantém no sensor da câmera,