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OLD Nº 21 - Edição Especial de Aniversário

Page 82

Ultrapassagem por Tito Ferradans

Ultimamente tem se falado muito em RAW no âmbito do vídeo digital. “Ah, eu quero uma câmera que filme em RAW”, “Essa câmera é cara porque filma em RAW”, “Olha essa, é barata, e filma em RAW!”, e por aí vão. O que é RAW, como isso se relaciona com a fotografia, e por que todo mundo tanto o deseja? Essas são boas perguntas pra começar. Um dos fatores de resistência na migração de fotógrafos profissionais, do analógico para o digital, é que as câmeras digitais não armazenavam tanta informação luminosa quanto o filme, impedindo ajustes e correções feitas manualmente durante o processo de revelação das imagens. A maioria das câmeras digitais é projetada para simplificar a vida do usuário e automatizar todas as escolhas entre o momento do clique e a geração da imagem final, mas câmeras profissionais permitem que o fotógrafo tenha total controle sobre o seu trabalho, e isso se dá através dos arquivos RAW. A nível microscópico, o sensor digital é um tabuleiro de chips fotossensíveis. Cada chip desses é a menor área de captura de luz da câmera. Eles são organizados em blocos de quatro chips, sensíveis às cores primárias. Um vermelho, um azul e dois verdes – a sensibilidade da visão humana é desequilibrada para o verde, portanto, essa regra se mantém no sensor da câmera,


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