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de que ainda somos imperfeitos. Evangelho no lar é proposta para o nosso crescimento espiritual, auxiliando a transformar a família material em família espiritual. Julieta Ignez Pacheco de Souza


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Agora, o Jornal Espírita está mais informativo; você saberá tudo sobre as palestras doutrinárias ministradas aos domingos na FEESP. São 8 palestras, com seus resumos, recheadas de comentários. A Revista O Semeador Internacional é elaborada com artigos de renomados articulistas espíritas, que muito contribuem para o entendimento da Doutrina Espírita. Seja um assinante! Informações:

(11) 3106-1619, 3107-1276, 3115-5544, ramal 217 livraria da Sede Maria Paula. Fax.: (11) 3104-5245. Portal: www.feesp.org.br E-mail: divulgacao@feesp.org.br


EXPEDIENTE Revista bimestral Assinatura anual: R$ 36,00 Fundado em 1º de março de 1944, por Marta Cajado de Oliveira (Diretora Responsável 1896/1989); Pedro Camargo “Vinícius” (Diretor Gerente - 1878/1966) e Cmte. Edgard Armond (Diretor Secretário - 1894/1982). Conselho Editorial Julieta Ignez Pacheco de Souza, presidente da FEESP, Maria Elizabete Baptista, vice presidente, Silvia Cristina Stars de Carvalho Puglia, diretora da Área de Divulgação, e demais membros da Diretoria Executiva da FEESP Editor: Altamirando Dantas de Assis Carneiro (MTb 13.704) Reportagens: Sandra Cappellano Barbosa (MTb 13.555) E-mail: divulgacao@feesp.org.br As opiniões manifestadas em artigos assinados, bem como nos livros anunciados são de responsabilidade de seus autores e editores, não refletindo, obrigatoriamente, o pensamento da Revista O Semeador Internacional, de seu Conselho Editorial ou da FEESP. Redação: Rua Maria Paula, 140, Edifício Allan Kardec, 3º Andar, Bela Vista, São Paulo – SP, CEP 01319-000 – Tel.: (11) 3107-5544 Administração: Rua Maria Paula, 140 – Edifício Allan Kardec, 8º Andar, Bela Vista, São Paulo – SP, CEP 01319-000 – Tel.: (11) 3106-1619, 3107-5279, 3107-1276, 3115-5544 – Fax.: (11) 3104-2344. Portal: www.feesp.org.br E-mail: divulgacao@feesp.org.br Registrado de acordo com os artigos 136131 do Decreto Federal 4.853 de 1939. CNPJ 61.669.966/0014-25 – Inscrição Estadual: 114.816.133.117 Assistência Social da FEESP: Casa Transitória Fabiano de Cristo, Av. Condessa Elizabeth de Robiano, 454, Belenzinho, São Paulo – SP, Tel.: (11) 2797-2990 Casa do Caminho, Av. Moisés Maimonides, 40, Vila Progresso, Itaquera, São Paulo – SP, Tel.: (11) 2052-5711 Sede Santo Amaro: Rua Santo Amaro, 370, Bela Vista, São Paulo – SP, Tel.: 3107-2023 Centro de Convívio Infanto-Juvenil D. Maria Francisca Marcondes Guimarães – Rua França, 145, B. Bosque dos Eucaliptos, São José dos Campos – SP Diretoria Executiva: Presidente: Julieta Ignez Pacheco de Souza Vice Presidente: Maria Elizabete Baptista Diretor da Área de Assistência e Serviço Social: Eli de Andrade Diretora da Área de Ensino: Zulmira Hassesian Diretora da Área de Assistência Espiritual: Maria de Cássia Anselmo Diretora da Área de Divulgação: Silvia Cristina Stars de Carvalho Puglia Diretora da Área de Infância, Juventude e Mocidade: Vera Lúcia Leite Diretora da Área Financeira: Sonia Puggina Diretora da Área Federativa: Nancy César Campos Raymundo Presidente do Conselho Deliberativo: Afonso Moreira Junior Editoração: TUTTO (11) 2409-7926 Impressão: Gráfica Brasil (11) 3266-4554

Sumário

4 5 6

Editorial

Liberar ou reprimir? Programação das Palestras Públicas

Palestras aos Domingos João Demétrio Loricchio

Cesar Lombroso - O Homem, a Ciência e o Espiritismo

10 Por que somos Espíritas? Roberto Vilmar Quaresma

12 Silêncio na Casa Espírita: uma Renato Costa

pequena reflexão

14 Histórias diferentes, mas com Umberto Fabbri

o mesmo final

16 O incrível poder da prece Sergito Cavalcanti

18 Mais de 300 crianças atendidas Assistência Educacional da FEESP

em 2012

23 Súplica à Mãe Santíssima Tradução para o inglês

3 O SEMEADOR Internacional


Editorial

Liberar ou REPRIMIR?

P

“P

sicólogos, sociólogos, educadores revelam grande preocupação, diante do atual quadro de agressividade entre as pessoas e da facilidade de explosão, com que descarregam a ira. Todos querem saber os meios de solucionar esse problema e discutem duas alternativas: Liberar ou reprimir. Quem libera a ira é o primeiro a sofrer as conseqüências dos males, porquanto, para que a intimidade agressiva seja colocada para fora, é preciso que ela se forme e se desenvolva no próprio psiquismo, até que seja liberada. Ao ser liberada, poderá a pessoa sentir falsa sensação de alívio; todavia, o sistema nervoso apenas dá uma pausa à espera de nova oportunidade, em estado de alerta, o que se torna o princípio de muitas doenças. Quem libera o ódio se infelicita e infelicita os outro. Reprimir toda a agressividade que circunstâncias e pessoas adversas provocam leva o indivíduo a formar, a desenvolver e a conter a ira. Reprimir e dirigir o ódio para dentro de si mesmo. O ódio guardado desarticula a alma, que dá impulso ao Perispírito, desestabiliza e plasma a desarmonia fisiológica, originado-se daí enfermidades de etiologia complicada. À luz da Doutrina Espírita, aprendemos que o ódio revela a natureza do Espírito encarnado. Liberar o ódio é permanecer o Espírito com os centros perispirituais viciados com agressividade, adaptados ao reflexo condicionado. Reprimir a agressividade é fazer do mundo interior um depósito de lixo atômico, de conseqüências imprevisíveis. O método mais acertado não é liberar, nem reprimir, mas sim modificar. O bem se agita na alma, para harmonizar-se com a inteligência e com a ação. Mas a ignorância deixa o 4

bem sem diretriz, por isso surge o mal. O amor traído, abandonado, por ignorância adoece, surgindo do ódio, a vingança. O amor quer confraternizar-se com outros corações, mas a ignorância faz o homem exaltar o personalismo – surge o orgulho. O correto é transformar a agressividade em compreensão, em fraternidade e amor. É um trabalho de descondicionamento do centro nervoso, viciado, a reagir com o comportamento estereotipado, enfermiço. Fazer aos outros o que desejaríamos que nos fosse feito, consoante ensinamento de Jesus, lança as bases da modificação, até que o homem se harmonize com o bem.” Nessa época do ano em que muitos alunos iniciam ou reiniciam suas aulas sobre Educação Espírita consideramos conveniente deixar aqui registrado esse texto de Gerson Luis Tavares, do livro das Edições FEESP, “O Cristão Moderno”, para a reflexão sobre aplicação dos estudos da Codificação ajudando os alunos na reforma íntima, dando-lhes a paz e a tranquilidade necessárias aos dias de hoje. Silvia Puglia


TODOS OS DOMINGOS NA FEESP

Palestras ao público em geral Todos os domingos, às 10 horas, a FEESP abre o Auditório Bezerra de Menezes para receber o público em geral com concertos e palestras enriquecedoras! Os temas são palpitantes e atuais, sempre desenvolvidos por expositores de alto gabarito. E a abertura, feita por músicos de elevada categoria, prepara o ambiente espiritual para a absorção de mensagens revigorantes e consoladoras para o atribulado dia a dia de todos nós! Compareça e traga sua família! Endereço: Rua Maria Paula, 140, Bela Vista, São Paulo, Capital. Estacionamento e lanchonete no local. FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO

ENTIDADE FEDERATIVA E ORIENTADORA DO ESPIRITISMO ESTADUAL

Auditório Bezerra de Menezes Palestras e apresentações de domingo

março / 2013

3 10h

TEMA: O PODER DA ORAÇÃO PALESTRANTE: João Baptista do Valle ATRAÇÃO MUSICAL: Inez Teodora e Moisés

10 15h

TEMA: A MEDIUNIDADE E OS TRANSTORNOS MENTAIS PALESTRANTE: Marlene Nobre ATRAÇÃO MUSICAL: Dannilu

17 10h

TEMA: REFORMA ÍNTIMA PALESTRANTE: Área de Ensino ATRAÇÃO MUSICAL: Coral Mix

24 10h

TEMA: DIVÓRCIO NA VISÃO ESPÍRITA PALESTRANTE: Vera Marcia Zboril ATRAÇÃO MUSICAL: Mônica Albuquerque

31 10h

TEMA: REENCARNAÇÃO E EDUCAÇÃO PALESTRANTE: Umberto Fabbri ATRAÇÃO MUSICAL: Coral Vozes do Caminho 5 O SEMEADOR Internacional


cesar lombroso

O Homem, a Ciência e o Espiritismo

O O

João Demétrio Loricchio

ilustre cientista italiano, Cesar Lombroso, nasceu na cidade de Verona, em 6 de novembro de 1835, descendente, pelo lado paterno, de família judaica, de quem recebeu educação, idéias e crença respectiva. Sua infância transcorreu tranquila e feliz, desfrutando a família de elevados recursos financeiros e com boa situação na sociedade; porém, numa dessas reviravoltas da vida, tornou-se, a família, pobre, mas unida e honrada. No curso primário e secundário, demonstrou extraordinária aplicação e amor aos estudos, revelando uma inteligência precoce. Tornou-se amante da Natureza e dos bons livros. Seu tio, Davis Levi, que ocupa lugar honroso na literatura italiana, o influenciou na literatura, na poesia e na história. Com apenas seis anos de idade, já se deleitava ouvindo versos de Dante, Lucrécio, Tácito e Tito Lívio. Com doze anos escreveu uma obra clássica sobre a grandeza e a decadência de Roma. Uma passagem interessante foi aquela ocorrida em 1850, quando o ilustre médico italiano, historiador e linguista, Doutor Paulo Marzolo, lançou o primeiro volume de um trabalho científico e gostou demais de uma crítica inteligente feita sobre seu trabalho em um periódico de Verona e desejou conhecer tal crítico. Preparouse para receber o que seria um grande articulista, provavelmente, um senhor da ciência. Dia e hora marcada, eis que se apresenta Cesar Lombroso como o crítico da matéria do médico; ou seja, um jovem de apenas quinze anos de idade, quando então, foi inquirido se era filho ou parente do crítico, recebendo como resposta que era o próprio, deixando o médico de queixo caído. Impressionado com a inteligência do jovem, Doutor Marzolo dedicou-se a orientá-lo nos estudos, principalmente a caminho da medicina, somando aos estudos da Natureza e de várias línguas. Não obstante seguir os caminhos de seu mentor, Lombroso guardava grande inclinação para as Letras e para o Direito, fato notado pelo eminente cientista que também o inspirou para o estudo da Antropologia. 6

Já com 23 anos de idade, em 13 de março de 1858, depois de frequentar as Universidades de Pávia, Pádua e de Viena, formou-se em Medicina. Nessa última, aperfeiçoou-se em psiquiatria, ao lado de grandes mestres e, em Pávia, com os mestres Doutor Alfredo de Maury e Doutor Paulo Mantegazza, aprofundou os estudos em Fisiologia. Ardente patriota professou pelo Socialismo com o fim de abater a força do clero na sociedade e na política e, pela tribuna e imprensa, buscou ajudar as escolas e instituições no combate ao analfabetismo e aos dogmatismos que eram freios do progresso e da liberdade. Escreveu vários livros, trabalhos, ensaios e monografias sobre Socialismo Político, Fisiologismo, Psiquiatria, Medidas Higiênicas e sobre a praga que assolava a Europa, “pelagra” (tipo de tifo), sempre com fundamentos em suas próprias pesquisas. Foi ainda colunista de jornais e revistas científicas. Breves lembretes de sua trajetória profissional, científica e de lauréis: em 1859, na Universidade de Gênova, obteve a láurea em cirurgia. Alistou-se no exército na guerra franco-italiana contra a Áustria, como médico do corpo de saúde militar. Em 1861, recebeu menção honrosa do Supremo Conselho Militar pela sua participação e pelo utilíssimo escrito sobre ferimentos por arma de fogo. Em 1862, então na função de professor de universidade e de clínicas, ministrou, paralelamente, vários cursos gratuitos na área da Psiquiatria, Fisiologia e Antropologia. Em 1865, é condecorado com medalha comemorativa da guerra da independência e unificação da Itália. Em 1867, recebe distinção honorífica, como médico em tempo de guerra, pela coragem e abnegação demonstrada na cura durante epidemia de 1866. Em 1870, ganha concurso promovido pelo Instituto Lombardo, por obra apresentada sobre epidemia e foi agraciado com título de “Cavalheiro da Coroa da Itália”. Em 1871, assume direção do manicômio da província de Pesaro, onde intensifica seus estudos. Em 1872, inicia estudo sobre o “homem delinquente”, pelo método antropológico. Em 1873, expôs


cidade de Viena o aparelho que inventou denominado “Sitófero”, para ajuda na alimentação dos loucos. Em 1878, é eleito membro extraordinário do Conselho Sanitário da Província de Turim. Em 1880, juntamente com os gênios do Direito Penal, Henrique Ferri e Rafael Garófalo, lança uma revista científica de Antropologia Criminal, tornada mundialmente famosa. Em 1881, foi nomeado médico sanitário das prisões de Turim. De 1887 a 1891, lecionou na Universidade de Turim e na clínica de psiquiatria local. Em 1905, fundou o célebre museu de Antropologia Criminal, frequentado por alunos e professores de todo mundo. A última distinção recebida em vida foi o título de “doctor juris”, na Universidade Aberdeen, na Escócia, em 1907. Durante sua iluminada caminhada realizou estudos entre soldados, presos e enfermos mentais e traz a lume, em 1876, a célebre obra “O Homem Delinquente”, livro que teve muitas edições e vertida em várias línguas. Classificou o criminoso em : A) criminoso nato; B) criminoso louco ou epiléptico; C) criminoso por paixão; D) criminoso por ocasião; E) criminoso de hábito (cleptomania). De acordo com a teoria que lançava, tanto o criminoso, como o próprio delito, são um produto atá-

vico, isto é, herança da idade animal, da idade selvagem e até da própria infância. O delito é uma consequência da organização física e moral do criminoso. Criou, com ousadia, a doutrina do “criminoso nato”, ser humano incorrigível e irresponsável, predestinado necessariamente a prática do crime, por um impulso “epiléptico congênito e profundo”, que se traduziria por certos caracteres morfológicos e funcionais. Assim, dizia ele que o “criminoso nato”, traz em si, através de suas características físicas e fisionômicas, traços da delinquência. Na verdade, sabemos, Deus não cria ninguém predestinado a ser criminoso, mas admite, em muitos casos, que certos espíritos reencarnam trazendo estigmas, tendências ou predisposições para tornar-se um delinquente, dependendo da conquista ou não de “resistências”, em vidas pretéritas, ou na presente, através da família, da educação e da religião. A própria ciência, atualmente, afirma que toda pessoa é um criminoso potencial, mas são imprescindíveis os contatos e direção de tendências para torná-la criminosa ou respeitadora da lei. O feito revolucionário de Lombroso consistiu em haver posto no centro das atenções dos estudiosos,

não o delito em si, senão seu protagonista, o homem delinquente, com suas características “somatopsíquicas” e os aspectos ambientais que determinam a sua ação. Demonstrou ser o criminoso mais doente do que culpado, abrindo novas perspectivas para tratamento dos mesmos. Assim, desde que o criminoso é um doente, absurdo será puni-lo; deve receber adequado tratamento e ser posto simplesmente na impossibilidade de causar danos. Essa revolução operada por Lombroso com respeito ao criminoso, revolução simples e cristã, foi considerada pelo outro gênio das pesquisas, Doutor Pinel, como idêntica ao que fez pelos loucos o Doutor Morgagni e Beccaria pelo Direito. Com a proposta trazida pela Antropologia Criminal, formou as bases do Direito Penal Positivo, ou da Escola Positiva, lançou as relações entre o físico e a moral e estabeleceu a existência de sinais exteriores característicos, em correspondência com as tendências delituosas do indivíduo. Criou-se, assim, a Ciência Antropologia Criminal que, com seus novos fundamentos, transformou completamente o Direito Penal, no qual primeiro teve na pessoa de Beccaria, a era em que tudo era ar7 O SEMEADOR Internacional


Hipnose

bitrário, e este dizia ao Homem: “Conheça a Justiça”; segundo veio Lombroso, no tempo em que triunfava a rigidez, a conveniência, as fórmulas clássicas jurídicas e dizia a Justiça: “Conheça o Homem”. Suas obras abrangem diversas outras áreas científicas como, Sociologia Criminal, Psicologia Criminal, Criminologia, Vitimologia, Filosofia e Medicina. Por sua rigidez científica, persistiu por muito tempo na sua teoria de que todos os criminosos eram natos, mas com o passar do tempo mudou sua idéia. Dessa teoria houve grandes opositores, os quais apresentaram pessoas com características físicas que seriam de “criminoso nato”, contudo eram pessoas de bem. Entre esses, foi apresentado o padre Agostinho Gemelli, médico, consagrado psicólogo, reitor da Universidade Católica de Milão e presidente da Academia Pontifica das Ciências, que com todas as suas forças combateu a doutrina lombrosiana, afirmando serem elas anticristãs. Diante dessas investidas da oposição sobre sua teoria, revisou suas pesquisas e, sabiamente asseverou: “que nunca afirmou que todos os criminosos eram natos, mas sim, que o verdadeiro criminoso é o nato”. É esse, em verdade, o destino de todos os que ousam traçar novas 8

diretrizes no mundo científico, filosófico ou religioso. A verdade, todavia, vence o tempo e vence os homens. Em 1951, esse mesmo padre franciscano, ao inaugurar a escola de aperfeiçoamento de estudos criminais da Universidade de Roma, volta atrás, e afirma : “ninguém mais poderá hoje negar que a Antropologia Criminal realizou conquistas importantes no campo da ciência para o conhecimento do homem delinquente”. Além dos estudos sobre o “homem delinquente”, estudou e pesquisou o “homem louco”, e tentava estudar, o “homem santo”, quando veio a falecer, em 19 de outubro de 1909, e com certeza, este último estudo, só poderia ser realizado na espiritualidade, para onde foi. Teve a coragem dos inovadores geniais, profundamente convencido, ao afrontar sozinho o mundo das idéias, secularmente estereotipadas, teve também uma coragem bem mais difícil, a coragem de afrontar a si mesmo e a si mesmo corrigir-se e contradizer-se, tudo por insaciável ardor pela verdade.

Com sua doutrina, inovadora e ousada, levantou contra si violenta reação e vivas discussões, até em nossos dias, pois alegavam, e ainda alegam os oposicionistas, que pretendia acabar com as prisões, fato hoje, com grandes simpatizantes. Depois de curtir dores e desenganos, que infelizmente sempre acompanham a obra dos renovadores, ele pôde ainda em vida, ver triunfar as suas idéias. Após consagração da Antropologia Criminal, por volta do ano de 1880, Lombroso conhecido mundialmente por ser cientista sério e amante da verdade, começou a ser sondado por espíritas da época, a fim de direcionar suas pesquisas com a famosa médium, Eusápio Paladino. A intenção era para consagrar a Doutrina Espírita que florescia na França. Nomes respeitados da sociedade italiana, como o conde Ercole Chiaia, Aggazotti, Baviera, Bozzano, e de outros países, Richet, Wallace, Rochas, Flamarion, Sidwwick, Alexandre, Crookes e Aksakof, foram os que tiveram os primeiros contatos com o mesmo. Lombroso ria ao ouvir falar das “mesas girantes”, de transportes físicos e levitações. Estudava sim, hipnotismo e magnetismo, que era o acontecimento do momento, e mesmo assim, muitos ainda desacreditavam, quanto mais


aos “mortos que voltavam”. Ridicularizava e até insultava os espíritas. Entretanto, estando certa vez em Nápoles encontrou com o conde Chiaia e este novamente insistiu com Lombroso para assistir a uma sessão com a famosa médium e, a contra gosto, acabou por aceitar, mas desde que os fatos fossem no hotel onde se hospedava e à luz do dia. Assim, veio a assistir maravilhado aos fenômenos que ocorriam com tal médium, culminando um dia, em assistir a materialização de sua própria genitora já falecida. (1902) Após tomar contatos com esses acontecimentos, veio a pronunciar o seguinte: “estou muito envergonhado e desgostoso por haver combatido com tanta persistência a possibilidade dos fatos chamados espíritas; mas os fatos existem e eu deles me orgulho de ser escravo”. Assim, também se expressou “se houve um indivíduo, por educação científica, contrário ao Espiritismo, este indivíduo fui eu, eu que escarneci por tantos anos a alma das mesinhas”... Como adorador da verdade e das constatações dos fatos, abraçou o Espiritismo e editou vários livros científicos a respeito, entre eles “Criminologia e Espiritismo” e “Hipnotismo e Mediunidade”. Somente para lembrar, a sua tese científica que havia consagrado, até então, dizia o seguinte: “toda força é uma propriedade da matéria e a alma uma emanação do cérebro”. Puro

materialista. O conhecido criminalista argentino Juan D’Lama, atualmente, em longo estudo, afirma que as concepções lombrosianas do delinquente nato, foram antecipações geniais das modernas doutrinas, Psicodinâmicas e Neurofisiológicas. Gabriel Delanne confirma em seus escritos que se deve ao maravilhoso impulso científico do Espiritismo, em toda Europa, quiçá no mundo, ao sábio Cesar Lombroso, que ficou conhecido como “o apostolo da piedade para os infelizes da Justiça”. Esse preclaro cientista, certamente pertenceu àquela admirável falange de pensadores e investigadores da verdade, juntamente com Darwin, Spencer, Pasteur, Charcot, Virchow, entre outros, que reencarnaram juntamente com Allan Kardec, para trazerem a Divina Luz aos Homens, a Doutrina Espírita. Portanto, Lombroso é considerado, até hoje, um dos mais geniais e insignes Mestres Italianos. Foi um homem de coração aberto aos ideais do progresso e fez da existência um Hino de Amor à Verdade e ao Próximo. Desencarnou serenamente, em 19 de outubro de 1909, em Turim, na Itália, aos 74 anos de idade, nos braços de sua talentosa filha, Dra. Gina, que se referiu a esse momento final com essas palavras: “A sua Alma passou para o Infinito como um rio que, ao chegar à foz tranquila, se expande no mar...”

João Demétrio Loricchio foi conferencista do Congresso Espírita da FEESP 2011. É autor e palestrante espírita. Contato: joaodemetrio@terra.com.br

9 O SEMEADOR Internacional


Por que somos

N N

ESPÍRITAS? Roberto Vilmar Quaresma

a linha da vida muitas vezes colocamos o camelo para passar pelo buraco da agulha, e esquecemos que o dignamente correto e facilitador é conduzir a linha pelo orifício, visto ser o mesmo o caminho para o que se faz útil. Figuradamente estamos assumindo o camelo como alguma coisa muito difícil, o buraco da agulha o trajeto sério a ser seguido, e a linha os comportamentos benignamente qualificados que se deve ter. Porquanto, no caminhar oblíquo e cheio de controvérsias - ‘fazendo-se camelo’ - assumimos compromissos inadiáveis com a reparação. Isto é, burlamos demasiadamente às leis que regem o Universo e são imutáveis, a partir daí temos a obrigação de levar à efeito toda uma trajetória que efetivamente demonstre a nossa transformação para melhor, e nos permita consertar as mazelas concretizadas; seja - reparar os malefícios causados e restituir os bens que deveríamos ter, antecipadamente, realizado. Somos espíritas por causa da grande perversidade produzida que não só nos arruinou, mas, também, causou prejuízos inúmeros àqueles que nos cercaram, e ao mundo. Sim, porque adensamos as energias, que envolvem a todos nós, cargas morbíficas com os nossos pensamentos equivocados, colaborando para mais adoecer o inconsciente coletivo. É preciso, então, devolver em forma de trabalho e benefício ao próximo aquilo que deixamos de contribuir no pretérito. Há necessidade de agora tomarmos a agulha e procedermos à introdução da linha com amor e carinho; esqueçamos os camelos, os dromedários e até mesmo os elefantes, e nos introjetemos pelos rumos da humildade, isolando o orgulho e o egoísmo e, através de estudos e experiências no bem, nos revestirmos de compaixão, carinho e porções de amor fraterno, expandindo esses clamores por todos que se acercarem de nós; ao mesmo tempo em que sejam essas qualificações propiciadoras da paciência e do reconhecimento maior, que se faz necessário tenhamos da vida. Reconhecimento esse que nos leve somente às práticas 10

daquilo que tenha substancialmente as cores da verdade, sem quaisquer subterfúgios e outros parâmetros calcados em sofismas. Agora, como espíritas, é tempo de aceitarmos e conduzir a linha pelos orifícios da vida, já que tomamos conhecimento de que somos imortais, e essa mesma imortalidade nos leva a receber como salário, montantes em igualdade com aquilo que estivermos semeando, ou contribuindo no caminhar das horas, dos minutos, dos segundos... Não há espaços vazios, receberemos pelo aproveitamento que procedermos do tempo que Deus nos doa para usarmos e, evidentemente, se os tempos e as oportunidades são cedidos por Deus, devem ser utilizados para o progresso espiritual pessoal e coletivo. Somos espíritas pela bondade Divina que em constando um número enorme de falhas concretizadas, deu-nos oportunidade de mais nos aprofundarmos nos deveres da vida, para que constatássemos os entulhos apodrecidos depositados nos escaninhos da mente, espaço onde a luz deveria ocupar todas as dimensões, repleta de conhecimentos impulsionadores para trânsitos mais apurados, projetando-nos em mundos melhores, mais educados, disciplinados e onde a paz consegue encontrar-se em todos os corações, permanentemente. Agora, que já somos espíritas, possamos, então, mergulhar de vez no oceano da imortalidade, e banharmo-nos de tal forma que nenhuma parte integrante do ser que nos constitui permaneça sem os apuros do bem. Jamais esqueçamos os benefícios que temos recebido, favorecendo-nos passos mais seguros e definidos, pois os esclarecimentos trazidos pela Doutrina dos Espíritos nos situam em estradas benfazejas e eficazes; em seguindo-as, sem recaídas e ressentimentos, conquistaremos, amanhã e a partir de agora, momentos mais satisfatórios e saudáveis na vida. Mas... por que somos espíritas? - Somos espíritas porque adentramos a Doutrina e recebemos a lucidez por ela emanada. Agora, cabe-nos assumir o compromisso de expandi-la; levá-la a todos os lugares aonde venhamos


estar; não só através da palavra, mas, e principalmente, exemplificando a responsabilidade com o dever, com a fé nas Leis e na Providência Divina; fazendo desse caminho um destino inseparável por termos compreendido, embora não plenamente, as palavras de Jesus explicitadas na Codificação da Doutrina dos Espíritos, e estarmos nos esforçando para mais e melhor a entendermos, e nos despirmos do homem velho. Emmanuel deixou tudo bem claro quando afirmou: “Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônio de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.” Logo, aquele que se diz espírita e age de maneira controvertida, apenas se diz espírita, porque o entendimento dito por Emmanuel deixou de acontecer. Se assim o é, engana-se, e fica patente a necessidade de retornar as lições primeiras, a começar pela introdução de O Livro dos Espíritos onde se lê no capítulo VIII: “O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá.” Quando nos comprometemos em trabalhar em uma empresa na face da Terra, somos orientados naquilo que vamos desenvolver, se por qualquer motivo não entendermos as explicações devidas cabe-nos pedir outras que nos esclareçam aquelas, para que te-

nhamos um bom desempenho nas tarefas e sejamos contemplados futuramente. Se assim não acontecer sofreremos as penalidades impostas pelo nosso comportamento irresponsável. Agimos corretamente, o bem nos aguarda; agimos mal, o despertar virá na forma de obstáculo, dor, sofrimento ou em outra porção adequada às necessidades. Semelhantemente acontece com aquele que penetrou pela porta da Doutrina Espírita, e não a adentrou por ‘acaso’, sabemos. O espírita verdadeiro assume compromisso não com a Doutrina em si, mas sim, com as Verdades Divinas e consigo próprio. Compromisso não é prestar favores; é ter a dignidade de estar presente aos clamores dos serviços propostos; é ter a responsabilidade maior - no caso do Espiritismo – de compreender que antes de quaisquer outras coisas que possa imaginar, conceber, desejar ou executar, deve cuidar de si próprio, pois é Espírito, e é ele quem sobrevive a tudo que possa estar ao nosso alcance ou não. Quando não constituímos interiormente as qualidades derivadas do amor, toda ação exterior estará descomprometida com o bem; em parecendo estar comprometida, apenas guarda semelhança no invólucro, porque as energias inexistem, não se apresentam, o conteudo é inócuo. Jamais esqueçamos, é o Ser Imortal

quem amanhã colherá os frutos da plantação efetivada enquanto homem; seja ela qual for. Se os rebentos forem adocicados, os terá todos para saborear e mais dividir; entretanto, se tiver que colher o fel, caberá absorvê-lo e modificá-lo sem dividir, é todo seu. Jesus deixou o despertar: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado.”³ Em rápidas palavras: - Quando instalamos o bem no cerne do interior, automaticamente somos mais justos, cumprimos mais acertadamente as Leis de Deus; assim, tudo mais acontecerá diretamente proporcional ao bem sustentado. Somos espíritas porque apesar dos dissabores abraçados no pretérito, já condicionamos capacidades de constituir novos rumos, de nos agregarmos ao Evangelho de Jesus e torná-lo intimamente vivo. Não desperdicemos a Luz!

Roberto Vilmar Quaresma foi conferencista do Congresso Espírita da FEESP 2011. É expositor, palestrante e articulista espírita de revistas e jornais. Contato: www.quaresmaroberto@ig.com.br

11 O SEMEADOR Internacional


Silêncio nas Casas Espíritas:

É É

uma pequena reflexão Renato Costa

comum nas casas espíritas vermos placas ou cartazes com pedidos de silêncio. Essa orientação é tão generalizada que, na quase totalidade dos centros que eu frequento, as pessoas falam baixo em toda parte; é raríssimo se ouvir um riso de criança e, se alguém foge a essas regras, logo é chamada sua atenção. Em contraste com essa realidade, estive com minha esposa na Índia no ano passado e tivemos a oportunidade de constatar como aquele povo, profundamente religio-

se sentia as vibrações mais puras. Não estou dizendo que fazer silêncio seja errado e sim que o silêncio que deve ser feito não é aquele que mantém fechadas nossas bocas e nos impede as risadas. O silêncio necessário para que a espiritualidade possa trabalhar é o silêncio mental. Posso estar falando, cantando ou rindo e meus pensamentos estarem serenos e em paz, contribuindo, desse modo com a harmonia do ambiente. Por outro lado, posso estar em silêncio aparente e meus pensamentos estarem vagando pela senda da revolta, do ódio, do egoísmo, do desejo de vingança, vibrando contra a harmonia que o ambiente necessita. O som de uma conversa em voz baixa sobre um assunto edificante ou de um esclarecimento fraterno não perturba a meditação de quem está com os sentidos voltados para seu interior e com a mente em paz, somente incomodando a quem tem todos os seus sentidos voltados para fora e por isso não consegue desviar sua atenção do que ocorre à sua volta. Em um centro pequeno, que possui uma única sala para os encontros e, no máximo, uma ante sala, é compreensível que se peça silêncio na sala para que as pessoas que nela se encontram possam se preparar para receber o auxílio das entidades espirituais, fazendo preces ou refletindo sobre os problemas que as perturbam. Quanto maior o centro, no entanto, se ele tiver ambientes amplos onde não se realizem trabalhos espirituais programados, não há nada de mais se as pessoas conversarem e rirem e se houver crianças brincando. A espiritualidade amiga não se perturba com brincadeiras infantis nem com conversas sobre assuntos não espíritas. O que vai impossibilitar a atuação deles junto aos necessitados é se estes tiverem pensamentos voltados ao mal e estiverem sentido emoções negativas. Ocorre que apenas dois tipos de pessoas procuram um Centro Espírita: aquelas que ali vão conscientes de que serão ajudadas e sabendo da necessidade de vigiar seus so, se porta de forma diferente. Em mais de um templo pensamentos e emoções e as que ali vão por indicação de hinduísta que visitamos as pessoas falavam, as crianças amigos ou levadas por eles em virtude de alguma doença brincavam e, no entanto, a atmosfera era harmoniosa e do corpo ou da alma que lhes acomete. Esse segundo 12


grupo, normalmente, não conhece o Espiritismo e por isso, como as pessoas que a ele pertencem se encontram acometidas de algum problema físico ou espiritual, podem se por a discutir seus problemas como se estivessem em qualquer outro lugar. Isso que dizer que elas não poderão ser atendidas? Depende. O fato de uma pessoa necessitada de auxílio para seu problema físico ou espiritual ser atendida depende de inúmeros fatores, não só em ela estar em silêncio e compenetrada de que se encontra em tratamento. Há pessoas que falam sem parar, falam mesmo de modo chulo, mas que são boas de coração, não guardam mágoa de ofensas e sempre estão dispostas a ajudar os outros. Pessoas assim são ajudadas, estejam com a mente em outro lugar ou não. Há, por outro lado, pessoas que ficam em silêncio, não porque estejam orando, compenetradas de estarem sendo atendidas e sim por que são caladas mesmo, ficam remoendo seus problemas em silêncio e em silêncio fazem planos de retaliação contra quem as ofendeu, jamais dirigindo um mero pensamento de apoio a quem precisa de ajuda. Pessoas assim dificilmente serão ajudadas, mesmo estando em completo silêncio. Espero que essas poucas linhas levem algum leitor a ser mais compreensivo ao ver alguma pessoa rindo ou conversando em um Centro Espírita ou ainda ao ver que nele há crianças brincando.

Renato Costa foi conferencista do Congresso Espírita da FEESP 2011. É articulista, escritor e palestrante espírita. Contato: rsncosta@terra.com.br

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Também na TV Mundo Maior e na TV Mundi 13 O SEMEADOR Internacional


HISTÓRIAS DIFERENTES

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mas com o mesmo final Umberto Fabbri

s visitas que fazíamos ao nosso estimado Chico Xavier em Uberaba, sempre foram de grande ensinamento para as nossas reflexões, sobre o quanto podemos aprender com as nossas provas ou expiações. Era uma quinta feira, por volta das duas horas da madrugada, Chico começou a nos contar fatos muito peculiares, diferentes entre si, mas com um final incrivelmente parecido. O primeiro caso era o de uma senhora portadora de deficiência visual congênita. Sempre fora uma criatura feliz, apesar da sua dificuldade no campo da visão. Marido, filhos, parentes e amigos sempre admiraram sua radiante felicidade. Pessoa cheia de vida, com ótimo astral. Um de seus parentes inscreveu-a no programa de doação de córneas e depois de certo tempo, foi atendida. Fez os exames necessários, e o médico verificou que o seu caso, apesar de apresentar o problema desde o nascimento, tinha solução. Foi então, marcada a cirurgia. A cirurgia sob o ponto de vista médico foi um sucesso, para a alegria de todos. A senhora em questão recuperaria a visão em questão de pouco tempo, depois dos procedimentos necessários. O fato se deu sem maiores novidades. Porém, a vida dela mudou drasticamente. O amigo leitor poderá dizer: - É claro que mudou, isso é óbvio. Uma pessoa cega que passa a ter a possibilidade de enxergar é uma bênção Divina! O que naturalmente não ousamos contestar. Mas a situação se deu de maneira inversa. A partir do momento que a senhora passou a enxergar melhor, sua vida se transformou em uma tristeza profunda. Passou a apresentar abatimento profundo, intenso quadro depressivo, desarmonia no relacionamento com familiares e amigos e todos os desdobramentos que a tristeza produz. Parecia ter perdido a alegria de viver. Certo dia, reunida com os seus familiares, disparou, surpreendendo a todos: 14

- Quero voltar a ser cega! Estupefação geral. - Como? Que loucura é essa? A Senhora não pode estar falando sério, e por aí em diante... No que ela rebateu: - Sinto que não mereço essa bênção em minha vida. Não tenho condições para receber esse benefício. Não entendo o porquê, mas sinto interiormente que não posso enxergar nesta minha existência. E desfilou uma série de outros argumentos. Como é difícil compreender o que vai no coração de nossos semelhantes, não é mesmo? Que tipo de prova solicitou essa pessoa que a visão era para ela motivo de tristeza e sofrimento? Às vezes podemos dizer: - É carma! É expiação ou castigo! Taxamos de maneira superficial problemas que só a criatura conhece, se é que conhece. Na grande maioria das vezes só Deus na sua infinita misericórdia sabe a verdade. Lembremo-nos de Jesus e o cego na estrada que ia de Jerusalém para Jericó, (João, Capítulo 9, versículos de 1 à 14): E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com ele os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto, quando mendigo, perguntavam: Não é este o mesmo que se sentava a mendigar? Uns diziam: É ele. E outros: Não é, mas se parece com ele. Ele dizia: Sou eu.


Perguntaram-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? Respondeu ele: O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos, e disseme: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, laveime, e fiquei vendo. E perguntaram-lhe: Onde está ele? Respondeu: Não sei. A senhora fechando questão informou: - Vou falar com o médico que me operou e solicitar que me retire as córneas e as transfira, se for o caso, para outra pessoa que necessite. A situação se complicou, porque é evidente que o médico não aceitou seu pedido, encaminhando-a para um psicólogo e depois para um psiquiatra, sem que a posição dela sofresse qualquer alteração A posição era firme e convincente: - Quero voltar a ser cega! Procurando encurtar um pouco a história, o médico evidentemente colocou-se eticamente contrário à situação, e informando que isso ia frontalmente contra ao juramento da profissão que abraçara. O próprio Chico não tinha todas as informações dos procedimentos para a realização do acontecimento; se documentos foram preparados, registrado, e autorizados pela senhora, parentes, testemunhas. Por mais absurdo que possa parecer, as córneas foram retiradas! Nessa altura da conversa, a nossa curiosidade estava a ponto de explodir e não deu para conter a pergunta: - E aí, Chico, o que aconteceu com ela? - Umberto, respondeu ele, com aquele seu jeitinho mineiro característico: Ela voltou a ser feliz! - Voltou a sua vida rotineira, cega e feliz. Relacionando-se bem de novo com os seus familiares, parentes, amigos.

- Só Deus mesmo, para conhecer os meandros dos nossos corações. Outro caso com certa semelhança que Chico nos contou, foi também de uma senhora de Uberaba, que tinha por muitos anos uma ferida em sua perna. Depois de muitos tratamentos, sem resultado algum, por assistência de um amigo da família e com recursos doados, uma vez que os envolvidos eram pessoas muito simples, a senhora foi transferida para um especialista na cidade de São Paulo. Tratamento longo evidentemente, porém os resultados começaram a se apresentar cada vez mais satisfatórios. Deu-se então a cura e a cicatrização. História semelhante: pessoa feliz, bem relacionada com família e amigos, tornou-se depois dos resultados positivos, uma criatura infeliz. Seu discurso era quase idêntico: - Sinto que não mereço essa cura, vejo que preciso desse tipo de problema, é pura intuição que a enfermidade veio para me curar. Chico nos relatou, que a pobre senhora esfregava limão partido no local da ferida para que ela se abrisse novamente. Alcançou o que queria e voltou a viver feliz. Um amigo nosso usando uma frase comum disse: - É Umberto, durma com um barulho desses ... Questionamos Chico a respeito: - Não estariam elas buscando sensibilizar os familiares? - Carência? Ter atenção redobrada das pessoas ou coisa do gênero? E Chico disse-nos: - Não. Soube que sempre viveram muito bem com as suas chamadas dificuldades, e aí se apresenta a situação do Espírito necessitado de correção ou aprendizado, que intimamente sabe que as

dificuldades representam seu caminho de redenção e evolução. Seja como for, através do autoconhecimento, encontramos as respostas para nossas provas ou quadros expiatórios que vivenciamos. Nem mais nem menos, só o necessário...

Umberto Fabbri foi conferencista do Congresso Espírita da FEESP 2011. É palestrante e articulista espírita, e colaborador da Federação Espírita do Estado de São Paulo. Contato: umberto.fabbri@uol.com.br

15 O SEMEADOR Internacional


O incrível

PODER DA PRECE

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Sergito Cavalcanti

prece é tão necessária à alma quanto o alimento ao corpo. Quem utiliza a prece constantemente fica mais calmo, mais seguro e menos sujeito às forças desequilibrantes, por ligar-se às fontes cósmicas do poder supremo, que é Deus. Usemos em nossas preces a lei da fé, que consiste na certeza de que tudo podemos se estamos harmonizados com Cristo. Mantenhamos sempre o hábito da constância da prece, ligando-nos, assim, com os espíritos superiores, responsáveis pela execução da vontade divina. O apóstolo Paulo nos exorta a “orar sem cessar”, convidando-nos a criar um estado mental de tal magnitude que nossos pensamentos estejam sempre emitindo uma vibração de prece.

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Não nos esqueçamos, porém, que apesar de Deus nos atender em todas as nossas necessidades, nem sempre nossos pedidos coincidirão com aquilo que precisamos, uma vez que somos atendidos conforme nossas carências reais, e não segundo nossos desejos. Oremos com fé e constância na certeza de que virá em nosso benefício até mesmo aquilo que não coincidir com o que solicitamos. Muitas vezes, ao orar, queremos ser atendidos em nossos pedidos, mas sem nenhuma mudança de conduta. Será que vamos ser atendidos pedindo ao Pai saúde, se estamos bebendo, fumando, usando drogas? Será que seremos atendidos pedindo paz e felicidade, se estamos guardando ódios, mágoas e rancores no nosso coração? Lógico que não. Enquanto não compreendermos que o


segredo do “pedir” está em nós mesmos, com a mudança da nossa conduta, nada conseguiremos. Queremos que Deus flua em nós, mas não queremos o esforço da renovação. Pedir sem perseverar é enganar a si mesmo esperando pelo “milagre”. E o Pai não faz milagre, porquanto isso seria a derrogação de suas leis. Numa análise apressada, poder-seia dizer, em razão do que foi exposto, que de nada adianta orar, o que seria um absurdo, pois quando oramos recebemos de Deus coragem, paciência e forças para seguir na nossa caminhada. Os espíritos esclareceram a Kardec que: “Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal”. Em prece estaremos mais propícios a receber orientações e instruções de amigos espirituais, que nos impulsionam a levar adiante nossos objetivos. É o sentido da máxima: “Ajuda-te que o céu te ajudará”, ou seja, se criarmos condições espirituais propícias, o Céu, Deus em nosso secreto, nos ajudará, fluindo em nós condições para a consecução daquilo que objetivamos. A regra é: “ora, trabalha e aguarda com confiança”. Assim podemos dizer que não existe prece sem resposta, pois de acordo com André Luiz: “A prece qualquer que seja ela, é ação provocando a reação que lhe corresponde”. A afirmação de Jesus: “Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis,

e concedido vos será o que pedirdes” pode ser concretizado na dependência do esforço de cada um de nós para que possamos receber por nosso merecimento, por nossa conquista, e nunca apenas pela ação da graça. Portanto, peçamos sempre, cada vez mais, ao nosso Pai, e nunca tenhamos vergonha ou acanhamento ao pedir, pois foi o próprio Cristo que disse: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á, pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e quem bate abrir-se-lhe-á”. A historia do “Escorpião Espírita” ilustra bem as vantagens e benefícios da prece: “Três escorpiões foram envolvidos por um círculo de fogo. O primeiro, muito materialista e desanimado, vendo que estava irremediavelmente cercado pelo fogo, preferiu suicidarse, voltando seu ferrão contra si mesmo. O outro, muito agitado e afobado, tentou sair do círculo de fogo atabalhoadamente, morrendo queimado. O outro era um escorpião espírita cristão, e na hora do perigo manteve a confiança. Lembrou-se das orientações espirituais recebidas por seu grupo de oração. Ajoelhou, buscou forças interiores por intermédio da prece e esperou. Ao acabar sua rogativa, notou que acabara também o álcool que alimentava o círculo de fogo. Saiu, então, são e salvo, agradecendo a Jesus pela benção conseguida.

Jamais duvidemos, pois do poder da oração, porque, aparentemente, seus efeitos possam parecer tardios. Assim, ao invés de reclamarmos da demora dos céus, aproveitemos o intervalo sabiamente estabelecido por Deus, entre a súplica e a concessão, para tornarmos merecedores da graça divina, esforçando-nos por fazer a nossa parte no grande concerto universal da vida. Além disso, recorda que a prece não se constitui apenas de petitórios, mas também de louvores em agradecimento pela dor que retifica a consciência, pela adversidade que desperta da estagnação espiritual e pela oportunidade de trabalhar no bem que eleva. Que possamos lembrar sempre que a oração mais agradável a Deus será sempre aquela isenta de interesses egoístas e pela obediência aos desígnios divinos do amai ao vosso próximo como a si mesmo.

Sergito de Souza Cavalcanti é orador e escritor espírita. Contato: sergitocavalcanti@hotmail.com

17 O SEMEADOR Internacional


Assistência educacional da feesp

Creches São José dos Campos

Mais de 300 crianças atendidas em 2012

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Creches São José dos Campos


Creches Casa Transit贸ria


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Creches da Casa Transit贸ria


Palestras da FEESP nos

CENTROS ESPÍRITAS Mês de Março

PALESTRA - TEMA EXPOSITOR

DATA HORAS

NOME DO CENTRO ENDEREÇO

Tema: PARENTESCO CORPORAL 03/03/13 CENTRO ESPÍRITA FRANCISCO E PARENTESCO ESPIRITUAL 10h às 11h THOMÉ SOUZA Palestrante: Getúlio Galvão Rua Belize, 70 - Americanópolis São Paulo - SP - 04413-090 Tema: BEM SOFRER E 04/03/13 MAL SOFRER 20h às 21h Palestrante: Marcos Cheganças

CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA Rua Yamato, 116 - Jd. Japão São Paulo - SP - 02132-120

Tema: A FELICIDADE NÃO 05/03/13 É DESTE MUNDO 20h às 20h30 Palestrante:Miriam Ofir

GRUPO DE ESTUDOS ESPÍTAS EURÍPEDES BARSANULFO R. Ivo Delfine Frasca, 112, Vl. Olímpia São Paulo - SP - 04545-090

Tema: UNIÃO CONJUGAL 08/03/13 Palestrante: Rosemary Sinibaldi 20 às 20h30

CENTRO ESPÍRITA CASA DO CAMINHO Rua Itapeva, 131, Bela Vista São Paulo - SP - 01332-000

Tema: PARÁBOLA DO SEMEADOR 11/03/13 Palestrante: Maria Bernardete 19h30 às 20h

CENTRO ESPÍRITA ANTONIO DE OLIVEIRA Rua Padre Paulo de Ravier, 254, Mandaqui São Paulo - SP - 02408-060

Tema: O ORGULHO E A 11/03/13 HUMILDADE 20h às 21h Palestrante: Getúlio Galvão

CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA Rua Yamato, 116 - Jd. Japão São Paulo - SP - 02132-120

Tema: O MAL E O REMÉDIO 11/03/13 Palestrante: Antonio Barros 20h30 às 21h

CENTRO ESPÍRITA APÓSTOLO ESTEVÃO Rua Vênus, 358 - Vila Formosa São Paulo - SP - 03362-060

Tema: BEM SOFER E 12/03/13 MAL SOFRER 20h às 20h30 Palestrante: Sueli Souza

GRUPO ESPÍRITA IRMÃ MARISA Rua Quinze de Novembro, 309, Jd. Cipava Osasco - SP - 06097-040

Tema: INJÚRIAS E VIOLÊNCIAS 12/03/13 Palestrante: Erivaldo Sacco 20h às 20h30

CENTRO ESPÍRITA SEBASTIÃO DOS SANTOS Rua Dr. Fábio Monte Negro, 98 - fundos Vl. Matilde - São Paulo - SP 03542-060

Tema: A INDULGÊNCIA 13/03/13 CENTRO ESPÍRITA Palestrante: José Ricardo da Silva 20h às 20h30 LUZ NO CAMINHO Rua Iguaçaba, 388, Vl. Formosa São Paulo - SP - 03379-080


Palestras da FEESP nos

CENTROS ESPÍRITAS

PALESTRA - TEMA EXPOSITOR

DATA HORAS

NOME DO CENTRO ENDEREÇO

Tema: A SIMPLICIDADE E A PUREZA 18/03/13 DO CORAÇÃO 20h às 21h Palestrante: Fernanda Fernandes

CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA Rua Yamato, 116 - Jd. Japão São Paulo - SP - 02132-120

Tema: A FELICIDADE NÃO 18/03/13 DESTE MUNDO Palestrante: Maria Conceição 20h às 20h30

GREEM - GRUPO ESPÍRITA EMMANUEL Rua Américo Castro, 100, Tucuruvi São Paulo - SP - 02249-050

Tema: CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES 19/03/13 Palestrante: Erivaldo Sacco 14h40 às 15h10

CENTRO ESPÍRITA SOMOS TODOS IRMÃOS Rua Vito Bovino, 188/191 Santo Amaro - São Paulo SP - 04677-001

Tema: A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO 19/03/13 Palestrante: Viviane Bachini 19h30 às 20h

CASA DE CARIDADE ANTONIA DE OLIVEIRA Rua Arlindo Fraga de Oliveira, 122, Jd. S. Luiz - São Paulo - SP - 05843-160

Tema: AQUELE QUE SE ELEVA, 19/03/13 SERÁ REBAIXADO 20h às 20h30 Palestrante: Maria Lindinete

GRUPO ESPÍRITA IRMÃ MARISA Rua Quinze de Novembro, 309, Jd. Cipava Osasco - SP - 06097-040

Tema: O MAIOR MANDAMENTO 19/03/13 Palestrante: Getúlio Galvão 20h30 às 21h

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DA PAZ IRMÃO JACOB Rua Fausto Cardoso, 85, Sacomã São Paulo - SP - 04249-130

Tema: EVANGELHO NO LAR 20/03/13 Palestrante: Walquiria Ribeiro 20h às 20h30

GRUPO ESPÍRITA IRMÃ MARISA Rua Quinze de Novembro, 309, Jd. Cipava Osasco - SP - 06097-040

Tema: O ORGULHO E A HUMILDADE 25/03/13 Palestrante: Getúlio Galvão 19h30 às 20h

CENTRO ESPÍRITA ANTONIO DE OLIVEIRA Rua Padre Paulo de Ravier, 254, Mandaqui São Paulo - SP - 02408-060

Tema: A PORTA ESTREIRA 25/03/13 Palestrante: Erivaldo Sacco 19h30 às 20h

CENTRO ESPÍRITA DA CONSOLAÇÃO Rua Dr. Neto de Araújo, 142, Vl. Mariana São Paulo - SP - 04111-000

Tema: DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS 25/03/13 Palestrante: Edna Luiza Nobre 20h às 21h

CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA Rua Yamato, 116 - Jd. Japão São Paulo - SP - 02132-120

Tema: CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES 27/03/13 Palestrante: Amilton Rodrigues 20h às 20h30

CENTRO ESPÍRITA CASA DO CAMINHO Rua Itapeva, 131, Bela Vista São Paulo - SP - 01332-000

Tema: CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES 27/03/13 Palestrante: Edvaldo Nunes Gama 20h às 20h30

CENTRO ESPÍRITA DE MORAL CRISTÃ MEIMEI Rua Gentil Braga, 191, Vl. Buenos Aires, São Paulo - SP - 03737-020


Súplica à Mãe Santíssima Prayer to the Most Holy Mother of God Angel of the righteous and Mother of sinners, While evil rages, Our Lady, While the shadow of anguish reigns, open your mantle That wraps and comforts our sorrows. In the paths of the world, there is darkness and mourning In the affliction of suffering men, Turn upon the Earth, wounded by bitterness, Your immaculate and holy eyes! O Queen of Angels, sweet and pure, Reach out your hands to our misfortune And help us, still, compassionate Mother! Guide us to the blessings of your shelter And save the world at war and in pain, Clearing up the stormy night ...

Anjo dos bons e Mãe dos pecadores, Enquanto ruge o mal, senhora, enquanto Reina a sombra da angustia, abre o teu manto, Que agasalha e consola as nossas dores. Nos caminhos do mundo, há treva e pranto No infortúnio dos homens sofredores, Volve a Terra ferida de amargores O teu olhar imaculado e santo! Ó Rainha dos Anjos, meiga e pura, Estende tuas mãos a desventura E ajuda-nos, ainda, Mãe piedosa! Conduze-nos as bençãos do teu porto E salva o mundo em guerra e desconforto, Clareando-lhe a noite tormentosa...

Bittencourt Sampaio­ p. 94

Bittencourt Sampaio­

A FEESP proporciona o curso de inglês gratuito em parceria com a União Cultural Brasil – Estados Unidos, na sede Santo Amaro, 370

Coletânea do Além - Edições FEESP

p. 94

Tradução/Versão IZABEL PEREIRA - Professora da União Cultural Brasil Estados Unidos


4 lançamentos das Edições FEESP Com o Evangelho no Lar vamos encontrar as orientações corretas, que educam o ser e unem a família. Família unida a Jesus honra a pátria, a sociedade e o lar, pois aquele que vive Jesus melhora o mundo e perdoa, compreende que ainda somos imperfeitos. Evangelho no lar é proposta para o nosso crescimento espiritual, auxiliando a transformar a família material em família espiritual. Julieta Pacheco Ignez de Souza

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Atividades desenvolvidas na Escola de Aprendizes do Evangelho ores Espíritas

es a Educad açõXa Ori Cisco Câent ndido vier – de Umberto Fabbri – revela o quanto ainda há por descobrir em torno daquele que se considerav a, simplesmente, “um cisco”... Incentivado por bons amigos do s dois lados vida, Fabbri abre o do de São Paulda coraç rita ãodoe Esta raçãoo Espí divide com o leitor valiosas liçFede ões de espirituali dade, colecionad longo de anos de as ao convivência com o inesquecív13/12/20 el 12 médium das Mina s Ge rais. Entre dois mund os, Chico Xavier – manso, humilde e puro de coração – partilha generosamente va com aqueles que o rodeavam o conhecimento e as experiências qu e vivenciava. Umberto Fabbri, tão próximo dele, daqueles que as foi um vislumbraram. Ho je, finalmente, partilhamos deste tesouro de luz, pro digamente distribuído nas pá ginas de Cisco Câ ndido Xavier, o Cisco de Jesus.. .

Umberto Fabbri

09:25:15

Cisco Cândido Xav ier

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e e �ocidade

Reforma Íntima

“De repente, surgiu acompanhado da D. Iolanda, aquela figura luminosa, dotada de intenso Afonso Morei ra Jr. magnetismo, nascida da capacidade de amar, que os Espíritos evoluídos possuem. O pequeno grande homem, pequeno na estatura, mas, um gigante em Espírito; que em nossa pequenez e limitação, não tínhamos condições e competência para avaliar” (Umberto Fabbri)

Federação Es� o, atuando nas

or�� or;

Coordenação Geral sian Zulmira da Conceição Chaves Hasse

“Aquele que educa aguarda, pacientemente, o despertar de cada consciência, não poupando esforços para atingir a sua meta, e, a cada dia, renova-se e vislumbra novas possibilidades de despertar o educando para que compreenda que toda cultura, todo conhecimento só tem valor se visar à justiça, à moral, à ética, à caridade, refletindo o verdadeiro Amor.”

Umberto Fabbri

Educadores Espíritas Reforma Íntima - Orientaçőes a

Equipe da Área de Ensino

Novos lançamento das Edições FEESP Compre já o seu!

Federação Espírit a do Estado de São Paulo

27 O SEMEADOR Internacional

Franc em Pedr no dia 2 João Cân João de em 29 de co anos d Chico e sua vida Enfrentou inclusive d rou tudo c lidade, ace dia modific que só os g possuem. D Jesus contr Humanidad Com sua escreveu atr de quatroce cem sobre a trazendo co para milhões Com hum envolvia a to ximavam com inesquecíveis Desencarn deixando ex educação, ded vor do semelh ensinos do E e continua se cansável do C



Revista O Semeador - FEESP - Março de 2013