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Jornal Espírita

ORGÃO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO FUNDADA EM 12 DE JULHO DE 1936

Fevereiro de 2013 - Nº 433 - Ano XXXV - DISTRIBUIÇÃO NACIONAL

www.feesp.org.br R$ e-mail: divulgacao@feesp.org.br

4,50

Manaus, Boa Vista, Santarém, Rio Branco, Ji-Paraná e Macapá / Via Aérea

Inserção Social – FEESP certifica seus alunos dos cursos profissionalizantes da Sede Casa Transitória e da Sede Santo Amaro

Homenagem ao Ex Presidente da FEESP

Páginas 8, 9 e 10

Página 3

Fraternidade dos Discípulos de Jesus acolhe alunos dos cursos do Ensino Espírita da FEESP Página 11

Início das Aulas 18 de fevereiro de 2013 em todas as sedes para cursos profissionalizantes e de Educação Espírita Matrículas abertas para 2013

Páginas 3 e 16


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FEVEREIRO DE 2013

Homenagem a Moacyr Petrone Presidente da FEESP de 1994 a 1999

N

o dia 4 de maio de 1931,

dida em todos os centros espíritas

De caráter ilibado, prestativo e

bom desde os tempos de CDM na

nasceu na cidade de

do País, inclusive no Exterior, tendo

amoroso para com seus companhei-

Área de Ensino e reciclagens orga-

Lavras, Minas Gerais, o

sido traduzido para o castelhano. O

ros de trabalho voluntário, deixou

nizadas pelo Senhor Teodoro Lausi

grande espírita, traba-

título do compêndio foi: “Assistência

saudades do seu modo de conduzir

Sacco, presidente que o antecedeu,

Espiritual”.

a diretoria.

e Senhora Rosa Freua de Carvalho,

lhador voluntário da FEESP, Moacyr

Pude testemunhar seu grande empe-

Petrone.

nho na ajuda aos diretores com dificul-

Ingressou nessa Instituição em

dades nos trabalhos de suas áreas.

1957 e pertenceu à quinta turma de

diretora da Área de Assistência Espiritual. Participava de todas as reciclagens

Aprendizes do Evangelho. Fez Cur-

Foi grande incentivador das edições

organizadas na área, tanto aulas

so de Triagem, com o Comandante

dos oito primeiros livros didáticos

como oficinas práticas, que tive

Edgar Armond, e também o Curso

para a Área de Infância, Juventude

oportunidade de organizar na gestão,

de Passes.

e Mocidade, quando da época em

com a participação dos colaborado-

Exímio trabalhador, dedicado e

que fui diretora da área. Escreveu

res. Comentávamos sempre sobre a

disciplinado, dirigiu o Departamento

uma história espírita infantil, muita

possível melhoria das mesmas.

de Passes de 1967 até 1984.

linda: “O Gato de Botas”, que foi

Mais tarde, já doente, mas en-

adaptado em peça teatral por Patrícia

quanto podia locomover-se, nós o

Marcelino.

encontrávamos nas palestras aos

Foi eleito pelo Conselho Deliberativo, Diretor da Área de Assistência Espiritual por três vezes, totalizando

Desde que conheci o Senhor Pe-

domingos no Salão Bezerra, da Sede

9 anos de gestão. Nesse período

Mais tarde, em 1994, foi eleito

trone senti essa sua característica

Maria Paula. Tomávamos o cafezinho

organizou um livro sobre a fluidote-

Presidente da FEESP, permanecendo

de grande incentivador do trabalho

com pão de queijo, que ele sempre

rapia da FEESP, amplamente difun-

no cargo até 1999.

em favor do próximo. Era um líder

elogiava. Depois de longo período de doença e

Central de Doações da FEESP

muito sofrimento, desencarnou em 31 de dezembro de 2012, aos 81 anos. Os colaboradores da Assistência Espiritual do Grupo Samaritanos, que fazem visitas aos doentes, foram os amigos que mais estiveram por perto em seus últimos dias. As equipes de Assistência Social também colaboraram para que suas dores fossem amenizadas. Senhor Petrone não media esforços para ajudar a FEESP. Confessou-me em algumas de nos-

Ajude-nos a Transformar Vidas Tel.: 31155544 ramal 230 doacoes@feesp.org.br

sas últimas conversas, que se Deus permitisse sua melhora, iria ajudar o Lar Batuira da Casa Transitória. O incansável trabalhador deixou para todos nós o exemplo do bom seareiro do Mestre Jesus. Tivemos notícias dos Benfeitores que ele está sendo amparado por seus fraternos e grandes amigos que o antecederam na volta dessa sua marcante jornada reencarnatória. Abraços, Senhor Petrone! Silvia Puglia

EXPEDIENTE FUNDADA EM 12 DE JULHO DE 1936

Conselho Editorial Julieta Ignez Pacheco de Souza, presidente da FEESP, Maria Elizabete Baptista, vice presidente, Silvia Cristina Stars de Carvalho Puglia, diretora da Área de Divulgação, e demais membros da Diretoria Executiva da FEESP Editor: Altamirando Dantas de Assis Carneiro (MTb 13.704) Reportagens: Sandra Cappellano Barbosa (MTb 13.555) e-mail: divulgação@feesp.org.br As opiniões manifestadas em artigos assinados, bem como nos livros anunciados são de responsabilidade de seus autores e editores não refletindo, obrigatoriamente, o pensamento do Jornal Espírita, de seu Conselho Editorial ou da FEESP. Redação

Jornal Espírita O Jornal Espírita é um bimensal cultural, científico, filosófico e moral da Doutrina Espírita. Rua Maria Paula, 140, 3º Andar, Bela Vista, São Paulo – SP, CEP 01319-000 – Tel.: (11) 3107-5544 Administração Rua Maria Paula, 140 – Edifício Allan Kardec, 3º Andar, Bela Vista, São Paulo – SP, CEP 01319-000 – Tel.: (11) 31061619, 3107-5279, 3115-5544 – Fax.: (11) 3104-2344 Livraria Humberto de Campos CNPJ: 61.669.966/0014-25 - Inscr. Estadual: 114.816.133.117 Fundado em 1º de Julho de 1975 pelo Núcleo Espírita Caminheiro do Bem, registro nº 2.413, livro 33 de Matrículas de Oficinas Impressoras, Jornais, Revistas e outros periódicos, do 1º Cartório de Tí-

tulos e Documentos de São Paulo, conforme despacho do Juiz de Direito da 2ª Vara de Registro. Transferido para a Federação Espírita do Estado de São Paulo em 16 de maio de 1990. Certificado de Registro na marca na classe 11.10 processo nº 815.511.973 publicada na “Revista da Propriedade Industrial” nº 1103, de 21/1/92, página 16. Distribuição para assinantes e Centros Espíritas: Livrarias e Editora Espírita Humberto de Campos da FEESP. Diagramação: TUTTO - 2409-5146 Impressão: TAIGA - 2409-7926 FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO CNPJ 61.669.966/0014-25 Rua Maria Paula, 140, Bela Vista,

ORGÃO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO

CEP 01319-000, São Paulo - SP Tel.: (11) 3106-1619, 3106-5964, 31061200, 3106-5579, 3107-5279, 3107-1276, 3105-5879, 3115-5544 – Fax.: (11) 31075544 Site: www.feesp.org.br - Email: feesp@feesp.org.br Diretoria Executiva: Presidente: Julieta Ignez Pacheco de Souza Vice Presidente: Maria Elizabete Baptista Diretor da Área de Assistência e Serviço Social: Eli de Andrade Diretora da Área de Ensino: Zulmira Hassesian Diretora da Área de Assistência Espiritual: Maria de Cássia Anselmo Diretora da Área de Divulgação: Silvia Cristina Stars de Carvalho Puglia Diretora da Área de Infância, Juventude e Mocidade: Vera Lúcia Leite

Diretora da Área Financeira: Sonia Puggina Diretora da Área Federativa: Nancy César Campos Raymundo Presidente do Conselho Deliberativo: Afonso Moreira Junior Assistência Social da FEESP Casa Transitória Fabiano de Cristo CNPJ: 61.669.966/0002-91 Av. Condessa Elizabeth de Robiano, 454, Belenzinho, São Paulo – SP, Tel.: (11) 2697-2520 Sede Santo Amaro: Rua Santo Amaro, 370, Bela Vista, São Paulo – SP, Tel.: (11) 3107-2023 Casa do Caminho, Av. Moisés Maimonides, 40, Vila Progresso, Itaquera, São Paulo – SP, Tel.: (11) 2052-5711 Centro de Convívio Infanto-Juvenil D. Maria Francisca Marcondes Guimarães – Rua França, 145, B. Bosque dos Eucaliptos, São José dos Campos – SP


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FEVEREIRO DE 2013

ÁREA DE DIVULGAÇÃO

Palestras Públicas

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Um entretenimento enriquecedor aos domingos na FEESP

Federação Espírita do Estado de São Paulo oferece ao público em geral uma ótima opção de lazer enriquecedor todos os domingos a partir das 10h, em sua Sede Central, à Rua Maria Paula, 140, no auditório do Teatro Bezerra de Menezes, localizado no piso térreo da Sede. Palestras sobre temas diversos, relativos ao cotidiano de cada um, proferidas sempre por oradores

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Evolução

m 4 de novembro, o expositor e escritor Umberto Fabbri falou sobre a evolução ao público presente na FEESP. A apresentação musical ficou a cargo do virtuoso pianista e músico Paulo Marcos Fila. Confira o resumo da palestra enviado pelo expositor Fabbri. “Muito se discute sobre o processo da evolução humana, e não poderia ser para menos. Estamos conhecendo e desvendando o cérebro e a máquina humana, de forma cada vez mais interessante. O psiquiatra suíço Carl G. Jung (1875/1961) fala-nos de marcas antigas (arquétipos). Do ponto da psicologia profunda, nós herdamos as experiências das gerações passadas e também das vivências atuais. Essas marcas ou arquétipos estão de tal forma embutidas em nós, que muitas vezes agimos de maneira inconsciente. Seguindo a tradição de Freud (1856/1939), Jung estabeleceu que nós temos além do inconsciente individual, o coletivo, no

qual estão arquivadas as experiências multimilenares do nosso processo antropológico e, naturalmente, as heranças sociológicas do meio ambiente. Freud afirmou que o nosso inconsciente pode ser comparado a um iceberg, onde 5%, isso mesmo, cinco por cento, faz parte da nossa consciência, e noventa e cinco por cento, da nossa inconsciência. Dessa forma, equivale dizer que nós parecemos autômatos, repetindo muitas vezes, sem sabermos porque. Vale lembrar que o sistema nervoso autônomo é caracterizado por essas manifestações inconscientes. A respiração, a nutrição, a circulação do sangue, os movimentos peristálticos (relaxamento e contração dos músculos ). Logo, em nossa em nossa área psicológica, NÓS REAGIMOS, QUANDO DEVERÍAMOS AGIR!!! REAGIMOS, porque o trânsito do psiquismo pela fase animal foi de vários milhões de anos e na humanidade; temos 60.000 anos, particularmente 10.000 anos, na

Paulo Marcos Fila, músico e pianista brindando o auditório com seu talento

A

gabaritados, e um número musical de primeira linha têm o objetivo de proporcionar entretenimento e informação qualificada a toda população paulistana. A FEESP disponibiliza estacionamento no local, a preço acessível, lanchonete e livraria – com acervo de livros espíritas dos mais notórios autores. Você está convidado a participar desse encontro dominical.

Umberto Fabbri, palestrando sobre Evolução área da razão. O biólogo americano Dr. Paul Mclean (1913/2007), fazendo uma análise da nossa evolução cerebral, definiu que o nosso cérebro é tri uno: três cérebros superpostos, trabalhando da seguinte maneira: Resumindo, temos: Cérebro primitivo ou reptiliano Encontrava-se quando os batráquios saíram das águas e surgiram os primeiros répteis. Esse primeiro cérebro é encarregado fisiologicamente dos movimentos da autopreservação (comer, dormir, fazer sexo), agressão, territoriedade . Cérebro intermediário – Sistema límbico Todos os animais tem essa segunda camada, que já é mais nobre, de funções mais elevadas: os sentimentos, as sensações, abrindo espaço para a verbalização, o raciocínio, até que o psiquismo impôs a necessidade que

o corpo traduzisse a essência. É com o processo evolutivo que a forma vai se sutilizando, o princípio inteligente atingindo a condição de Espírito, gradativa e naturalmente vai promovendo essa influência, através do aperfeiçoamento do seu períspirito ou modelo organizador biológico. Cérebro racional – Neocortex Essa camada superior de funções mais elevadas atinge inclusive a paranormalidade. Nesse momento a vida já está impondo não mais o cérebro, mas a dilatação das funções profundas, centradas essas funções na glândula pineal, para podermos ser pessoas mais intuitivas. A riqueza do conhecimento nos surpreende cada vez mais e o cérebro, esse até bem pouco tempo desconhecido, fica mais acessível as nossas pesquisas e passamos as medições mais simples

até as mais complexas. Diante de toda a nossa evolução, dia virá que nos conheceremos tanto e tão profundamente, que desenvolveremos não só a inteligência, mas também e principalmente a moral, baseada no Evangelho de Jesus, e a verbalização cederá lugar ao intercâmbio psíquico, até porque, como já dissemos, estamos evoluindo, e essa não é a nossa forma definitiva, sendo ainda, uma forma experimental. A pergunta que se faz,

é a seguinte: como aproveitar todo esse conhecimento, para nos melhorarmos? O maravilhoso é não desistir, para podermos criar uma nova condição em nosso sistema límbico, criarmos o automatismo do AMOR, por isso que dizemos que AMAR é o resultado de exercício. E como podemos nos exercitar? Buscando o Mestre Jesus! Até porque Jesus não é uma personagem do passado e sim, do presente. Não é mais o crucificado. É atuante em nossas vidas, desde que nós queiramos. E nossas ações dizem tudo. Podemos manifestar Jesus em nossas atitudes diárias, ou não. Na alegria, no despertar do amor, na caridade; encontramos Jesus. Pela dor, nós já conhecemos Jesus. Pelo amor, é a educação e prática do Evangelho. Só assim, alcançaremos a evolução completa. As duas asas do Espírito, que se resumem em saber e amar na mesma intensidade.” Umberto Fabbri

Expositor Umberto Fabbri na FEESP

A Felicidade não é deste mundo

palestra que antecedeu o Natal trouxe mutia alegria e animação ao público presente no auditório do teatro Bezerra de Menezes. Toninho Barros, o palestrantecantor soube dizer a todos coisas muito importantes sobre a felicidade.

“Sabemos que, quando os Eclesiastes afirmaram que “a felicidade não é deste mundo” nosso Planeta se encontrava em profundo estágio de degradação moral, sendo que as conquistas materiais ainda estavam longe de um aperfeiçoamento, crassando a escravidão,

Toninho Barros atende o público da FEESP

os vícios de poder dos conquistadores sobre os conquistados, e assim por diante. Mais adiante encontramos um mundo já bastante evoluído, especialmente após o advento do Divino Mestre, em que o conceito de felicidade gaPúblico no auditório Bezerra de Menezes nhou novo alento. Hoje vemos feliz “é preciso saber vi- pois as “balas” são que “a verdadeira fór- ver”, porque as pedras do as ondas mentais mula da felicidade é caminho cada um de nós carregadas de muia realização de um deverá retirar. No momen- ta falta de amor e constante trabalho to atual,  devemos cultivar perdão. O mundo Palestrante Toninho Barros interior e sabemos a capacidade de “sorrir atual já se apreque “ninguém pode cada vez que o mundo senta de forma a te muito maior do que nos fazer felizes ou diz não”. Sabemos que o compreendermos infelizes; somente duelo, mesmo não mais bem o papel entre a ma- aquela que tínhamos na nós mesmos é que existindo da maneira como téria e o espírito, e a fe- época do “Eclesiastes”...” regemos o nosso des- era praticado, acontece de licidade que construímos   Toninho Barros tino”. Mas, para ser forma ainda mais perigosa, a cada dia é relativamen-


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Jesus, o divino amigo

A

ntonio Demarchi falou sobre Jesus em 18 de novembro, elevando o auditório do teatro Bezerra de Menezes a um estágio de luz e serenidade. A abertura musical contou com o brilhantismo da jovem pianista Beatriz Oliveira e do músico ................. Leia com atenção a sinopse da palestra do expositor Demarchi. “Vivemos dias de grande tribulação em que a humanidade se agita em desespero diante de tantos acontecimentos do dia a dia que chocam a opinião pública com atos de violência, brutalidade, crimes hediondos e notícias de tragédias de ordem natural como têm ocorrido na Europa e Estados Unidos mais recentemente. Ocorrências de guerras por toda parte, terremotos violentos, vulcões que explodem em chamas avassaladoras, tempestades terríveis e furacões assustadores tem fustigado a humanidade, enquanto em um hemisfério ocorrem invernos de extremo rigor, no outro ocorrem secas causticantes levando o ser humano ao desespero. Drogas mortíferas invadem a sociedade e corrompem nossos jovens que reféns desse mal terrível perdem a noção e o senso de equilíbrio no desespero da dependência, não medindo consequências para o mal que praticam contra si mesmos. Enfim, esse é o cenário do mundo em que estamos vivendo nos dias de hoje. Mas, afinal o que está acontecendo com o ser humano, com a natureza e com nosso planeta? Os bons espíritos nos alertam que estamos vivendo um momento grave e solene de transição planetária. Já era previsto que tudo isso iria acontecer e, por esta razão, nunca o ser humano, que vive dias de tanta turbulência, necessitou tanto da presença confortadora e consoladora do Divino Amigo. Conhecer Jesus, porque apenas Ele pode nos trazer a segurança, a esperança, o consolo e paz que tanto necessitamos e buscamos. Mas, para tanto, precisamos conhecer Jesus em sua essência divina e humana; ter a verdadeira consciência de quem realmente foi Aquele que veio até nós, e sua presença foi de tal importância que dividiu a história em duas partes: antes e depois dEle. Conhecer de verdade Jesus, o Divino Amigo que esteve entre nós, que deu sua vida pelo ser humano, que nos olhou nos olhos e nos amou com tal intensidade que ainda não temos a real compreensão nem condições de avaliar a grandeza e a intensidade desse amor que Jesus sentiu e sente pelo ser humano. Vemos as pessoas que

procuram por Jesus, pedem sua proteção, seu amparo, mas infelizmente muitos clamam de forma até displicente, de forma mecânica, como se o Divino Amigo estivesse distante, assentado em um trono de ouro em regiões celestes, quase que inacessível. Nosso objetivo é trazer de forma até simplória, que Jesus não está distante, que o Divino Amigo não está inacessível, porque ele está conosco o tempo todo. Nós é que enredados na roda viva da vida e no vaivém do cotidiano, envoltos em nossas querelas e mesquinharias, não nos damos conta que o Cristo está conosco, sempre! As pessoas nos têm perguntado: - É verdade que Cristo irá voltar?

amor puro que se traduz na força mais poderosa e sublime que rege todo o universo: o amor. Nessa condição o espírito está em perfeita comunhão com o próprio Criador e nisto consiste o estado pleno de felicidade, pois trabalha na sintonia do Pai Eterno na condição de co-criadores do universo. Nestas condições ele detém o conhecimento dos mistérios do infinito e da ciência plena. Emmanuel no livro “A Caminho da Luz” nos informa que em tempos que é impossível precisar para nossa compreensão, uma plêiade de espíritos puros, dos quais Jesus era um de seus divinos membros, se reuniu sob os auspícios do Criador, na região do espaço onde seria plasmado o nosso sistema solar. Ao

Antonio Demarchi fala sobre Jesus na FEESP Então respondo: - Não, Cristo não vai voltar por uma simples razão: não pode voltar quem nunca foi embora. Há mais de dois mil anos Jesus esteve conosco e aqui ficou para sempre habitando no coração do ser humano. Nós é que não percebemos! Cristo sintetiza a história de amor mais linda que já existiu, um amor sublime, de renúncia, de perdão, de doação, de compreensão, de carinho, de amizade, de respeito, de desapego e humildade. Quando questionado qual era o maior mandamento ele simplesmente respondeu: Amar a Deus sobre todas as coisas, de todo seu coração, de todo seu entendimento e um segundo mandamento, tão importante quanto ao primeiro: Amar ao próximo como a si mesmo. E conclui enfatizando tamanha importância daqueles ensinamentos, dizendo: NISTO CONSISTE TODA LEI E OS PROFETAS. Todos nós somos de natureza divina, porque somos uma centelha divina originada do próprio Criador e detemos em nossa essência do DNA do Pai Celeste. “Vos sóis deuses, fareis o que faço e ainda mais”, nos exortou Jesus. Quando o espírito atinge o grau da perfeição, seu estado de consciência se amplia, se expande e se irradia de tal forma que em nosso estágio evolutivo ainda estamos muito distantes da compreensão. No estágio da perfeição absoluta, o espírito atinge a plenitude e seu estado de consciência é o do

Cristo, coube a grandiosa tarefa e a responsabilidade na criação de nosso planeta azul. Para tanto, assessorado por maravilhosa equipe de divinos auxiliares, mobilizou os recursos necessários, com amor manuseou e combinou energias, promoveu a saturação dos fluidos cósmicos, até que se condensasse em forma de matéria. Acompanhou cuidadosamente as movimentações telúricas e geológicas do nosso planeta. Assistiu a primeira manifestação de vida e nos viu germinar no seio deste orbe dadivoso que nos serve de berço. Acompanhou nossos passos com carinho e amor infinitos e de tempos em tempos nos enviou mensageiros, que foram conhecidos como profetas, com a missão de nos trazer grandiosas mensagens e nos preparar para o grande evento planetário, que seria sua própria vinda até nós. A segunda vez que esta plêiade de espíritos se reuniu nas dimensões adjacentes ao nosso planeta, foi quando Jesus preparava sua vinda à face do nosso planeta em sua grandiosa missão de amor e redenção. Quando se fala no sacrifício do Mestre, imaginase sua morte no suplício terrível e doloroso da cruz no Calvário. Entretanto, poucos têm consciência a extensão do sublime sacrifício em nome do amor à humanidade, deixar temporariamente regiões de amor e luz, graduar sua energia vibratória, reconstituir seu corpo perispiritual para poder habitar

um corpo frágil de carne e nele habitar por trinta e três anos, se submetendo às pesadas vibrações do ambiente terreno, se submetendo às injunções da matéria densa, sem qualquer regalia ou privilégio. Jesus se fez presente entre nós em um corpo de carne, sentindo frio, calor, fome e dor igual qualquer outro ser humano. O que fazia a grande diferença era o espírito que habitava aquele corpo físico. Um espírito perfeito, que detinha o conhecimento de toda ciência. O Mestre sabia manusear as energias, as moléculas, efetuar a transmutação de células doentes em saudáveis. Para tanto bastava que a pessoa reunisse o campo vibratório propício para que o fenômeno pudesse ser concretizado. Por isso dizia o Divino Amigo aos doentes curados: Sua fé te curou! O primeiro e grandioso ensinamento que Jesus nos legou foi em seu nascimento. Poderia ter nascido em berço de ouro, palácios ou mansões suntuosas. Mas o Cristo quis nos deixar desde o princípio a lição da humildade: Nasceu na simplicidade de uma estrebaria tendo a presença de seus pais e humildes animais de servidão. Se houve entre os seres humanos alguém que poderia julgar ou condenar, esse alguém foi Jesus. Pela condição de espírito perfeito, reunia o

Palestrante Demarchi como um irmão maior amoroso e extremamente zeloso ele nos pegava pelas mãos, nos ensinava a caminhar e nos contava histórias. Diante da multidão que O buscava premidos pelas dores e agonias, na esperança de uma cura física O Divino Amigo se comovia. Se pudesse aliviaria a todos da doença e da dor, mas sabia que não poderia derrogar as leis. Ele mesmo dissera: Não vim destruir a lei, mas dar cumprimento a ela. A dor e a agonia eram para a grande maioria das criaturas, a oportunidade do aprendizado e da oportunidade evolutiva. Aqueles que o Mestre identificava que já reunia as condições de entendimento fazia o sublime convite: “Vem, me segue!”. Aos que verificava que ainda não tinham a compreensão necessária, fazia a sublime exortação: Vais e não peques mais! Ainda isso ocorre nos dias de hoje. O Espiritismo é o Consolador Prometido. Veio cumprir uma promessa do próprio Cristo, nos fazendo recordar seus ensinamentos em sua simplicidade e pureza e acrescentando o que

Pianista Beatriz Oliveira encanta o público do Bezerra

conhecimento e todas as credenciais para emitir julgamentos e condenações, porque conhecia a essência do ser humano, nossas imperfeições, nossas mazelas. Mas foi justamente o Cristo que jamais julgou ou condenou quem quer que fosse. Quando nos olhava, seu olhar era de amor puro. Através de nossos olhos Cristo via o que ia no fundo de nossa alma, nossos anseios, nossas angústias, nossas mazelas. Todavia, jamais o Mestre se deteve no olhar crítico de nossas imperfeições. Ele via apenas o que tínhamos de bom em nossos corações e todo seu ensinamento, era no sentido de nos fazer acreditar que poderíamos ser melhores. Diante das dificuldades de nosso aprendizado, o meigo Rabi nos trouxe ensinamentos profundos e inesquecíveis através das parábolas. Isso mesmo,

Ele não pode dizer na época, porque ainda não tínhamos condição de entendimento. Passados mais de dois mil anos a cena ainda se repete. Angustiadas, em terríveis processos de obsessão, dor e tribulações as pessoas buscam o Espiritismo apenas para o encontro do alívio imediato, sem compreender ainda o grandioso convite do Mestre. O Divino Amigo jamais titubeou diante do imenso desafio. Tudo valeu a pena, porque a dimensão e a grandiosidade de seu amor pelo ser humano ainda nos é de difícil compreensão. Conviveu com os simples e humildes, com os coxos e mancos, com os miseráveis, com os desprezados, com criaturas de má vida e não desprezou nenhum deles. Escolheu para serem seus discípulos muito amados criaturas rudes de aparên-

cia física e intelectual, mas grandiosos de coração. Chamou-os de amigos, de irmãos e se confraternizou com eles. Ensinou-os a pescar almas, a compreender e a perdoar infinitamente. Mostrou a direção e encorajou-os quando pareciam perdidos dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!” Na última ceia, sabendo que aquele era o momento final e que em breve não mais estaria com aqueles amigos queridos, abraçou-os com amor infinito e em mais uma lição de humildade, carinho e apreço lavou os pés de cada discípulo. Quando se retiraram, já horas avançadas da noite, sentindo a proximidade do momento da renúncia e do sacrifício final, pediu aos amigos que orassem por ele. Retirou-se e em oração pediu ao Pai Eterno que o amparasse naqueles momentos dolorosos, que deveria dar seu testemunho final. Entristeceu-se ao ver que os amigos, não entendiam a grandeza e a sublimidade daquele momento e dormiam. Assim somos nós, depois do sacrifício de Jesus, nosso Divino Amigo, passados mais de dois mil anos ainda continuamos dormindo! Certamente o Mestre olha para nós com os olhos entristecidos porque ainda não compreendemos a grandiosidade de sua missão e sacrifício, do seu Evangelho de Amor, o maior legado que a humanidade recebeu, ainda relutamos em seguir suas pegadas, apesar de ouvir sempre sua voz amorosa a nos chamar: “Vem, me segue!” Momentos dolorosos se aproximam e precisamos mais do que nunca, perceber a presença de Jesus em nossos corações. Ele está lá, paciente, ouvindo cada pulsação de nosso coração na espera amorosa que possamos acordar da letargia que invade nossas vidas, abrir nossos olhos e corações e bradar bem alto e forte com entusiasmo: - “Senhor, eu estou aqui! Permita que eu seja um discípulo digno de tirar o pó de suas sandálias!” O mestre com alegria certamente nos dirá! - “Venham amados do meu coração! Porque estive com fome e me destes de comer, com sede e me destes de beber, nu e me vestistes, forasteiro e me acolhestes, doente e me visitastes, prisioneiro e fostes me ver! Tudo o que fizeres a qualquer um destes pequeninos, é a mim que o fizestes”. Antonio Demarchi


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ÁREA DE DIVULGAÇÃO

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Viver não é um problema. Viver é solução.

m dezembro, a Federação iniciou o mês com a expositora Vera Márcia Zboril, que brindou a plateia com o tema “Viver não é problema, é solução”. A preparação do ambiente foi primorosamente feita pelos músicos da dupla Chaves da Luz, com Ketlein Cocchi. Em seguida, confira o resumo da palestra enviada pela expositora Zboril. “À primeira vista pode parecer uma incoerência afirmar que o viver não se constitui em um problema mas na solução de todos os nossos problemas. Afinal, como nos assevera o Evangelho Segundo o Espiritismo em seu capítulo 5 Bem Aventurados os Aflitos item 18 todos os habitantes deste planeta possuem a sua cota de maior ou menor sofrimento.Vivemos, não raro, em um oscilar constante em que momentos de dor e felicidade se alternam ou se mesclam diante de determinadas situações que se nos apresentam em nossas existências. Na impossibilidade de resolvermos muitos deles sentimo-nos impotentes e somos levados a questionar: por que isto está acontecendo comigo? Presos ainda a antigos conceitos religiosos, costumamos creditar nossos infortúnios à punição Divina, ao acaso ou ao destino. Entretanto, a Doutrina Espírita nos esclarece

V

através dos ensinamentos de Jesus, que Deus é Pai amoroso e justo que não julga, não condena e não castiga. Compreende a nossa fragilidade e misericordiosamente nos concede outras oportunidades para que possamos repensar e modificar nossas escolhas passadas inadequadas. Como? Através de várias reencarnações para que vivenciando as experiências necessárias ao nosso crescimento espiritual, aprendamos a educar o nosso livre arbítrio. Alerta-nos também que os únicos responsáveis pelas

das nossas ações do passado, estamos também construindo o nosso futuro através das escolhas do nosso presente. Portanto hoje é o momento para que através das nossas atitudes voltadas para bem e a busca da renovação moral possamos nos habilitar a vivências cada vez mais felizes no futuro. Ao adotarmos tais condutas em nossas vidas estaremos também abrandando o choque de retorno das nossas ações pretéritas tornando nossos resgates mais brandos e padecendo menores sofrimentos. À semelhança das escolas terrenas onde temos que passar pelo aprendizado adequado à nossa capacidade cognitiva e posteriormente sofrermos avaliações periódicas cuja Chaves da Luz, com Ketlein Cocchi finalidade é a de habilitar-nos a nossas dores somos nós graduações superiores, mesmos que irresponsa- nossas diversas reencarvelmente não refletimos nações nos propiciam o nas consequências das instrumental necessário nossas escolhas. ao nosso aperfeiçoamento Quanto ao destino, es- intelectual e moral. Provas clarece-nos O Livro dos (experiências necessárias) Espíritos na questão 851 e expiações (reparações do que embora o acaso não mal cometido) constituemexista também o deter- se na pedagogia Divina minismo é relativo em empregada em nosso benenossas vidas. Através da fício. Não há outro meio de atuação da lei de Causa e evoluirmos: só se progride, efeito, recebemos sim, o vivendo. Entre erros e acerretorno das nossas ações tos vamos aprendendo a para o bem ou para o mal escolher com mais sabedoe se hoje estamos viven- ria tendo em vista a feliciciando as consequências dade que todos almejamos

enfoque pelo qual visualizamos as dificuldades que se apresentam em nossos caminhos. Lembremo-nos também de que não é necessário sofrer para evoluir e que os desafios da vida são uma contingencia do mundo em que Vera Marcia Zboril, palestrante vivemos onde o mal ainda supera o bem em virtude da nossa para nossas vidas. Portanto viver não se inferioridade moral e onde constitui em problema todos, sem exceção, resmas na solução de todos gatamos o nosso passado os nossos problemas, já delituoso. Embora em O que somente através das Evangelho Segundo o Esvidas sucessivas vamos piritismo capítulo 5 Bem tendo oportunidades de Aventurados os Aflitos despertar em nós as item 20 encontremos a virtudes que trazemos co- seguinte citação: a felinosco desde a nossa cria- cidade não deste munção, assim como de irmos do, pois a real felicidade consertando os estragos não pode ser alcançada que causamos em nossas em mundos nos quais o vidas e nas dos aos outros apego aos bens materiais em virtude da nossa igno- seja a maior preocupação rância ou rebeldia diante dos Espíritos que os hadas Leis Divinas geradoras bitam em detrimento das conquistas espirituais, da real felicidade. Somente através da vamos caminhar com secompreensão da verda- renidade e confiança na deira finalidade da vida; certeza de que é aqui nessomente substituindo os te mundo que ela começa conceitos: problemas, a ser construída através por desafios e sofrimen- de uma vivencia plena, estos, por oportunidades de piritualizada, responsável aprendizado, tornaremos o e otimista. Busquemos abrandar as fardo das nossas existênnossas dores através da cias mais leve e seremos capazes de finalmente prática constante da caricompreender o que Jesus dade para conosco e para queria nos dizer quando com os outros na certeza asseverou que o seu jugo é inabalável de que o amor suave e o seu fardo é leve. cobre a multidão dos peEntretanto isso só nos será cados como nos assevepossível se mudarmos o rou o apóstolo Pedro.

Fica aqui o nosso convite. Apesar de a vida constituir-se de constantes desafios a serem superados, vamos abandonar a postura de vítimas. Passemos de pessoas reativas a indivíduos proativos, ou seja, vamos a busca da qualidade de vida que nos é possível alcançar neste planeta, ainda que de forma relativa, preparandonos, através de um maior entendimento da dinâmica da vida, para enfrentar com êxito e compreensão as dificuldades que certamente se apresentarão em nossos caminhos. Busquemos ser felizes com aquilo que temos, dentro das nossas possibilidades de realização, priorizando sempre o nosso aperfeiçoamento espiritual. Deixemos de ser criaturas passivas e de transferir responsabilidades. Sejamos nós a manter o leme da embarcação das nossas vidas e através da busca da compreensão das leis Divinas que regem a harmonia e o progresso de toda a criação sigamos confiantes e serenos na certeza inabalável de que viver, realmente, não se constitui em problema... mas sim na solução de todos eles.” Bibliografia: Kardec,Allan O Evangelho Segundo o Espiritismo Edições FEESP. Kardec,Allan O Livro dos Espíritos Edições FEESP. Vera Zboril

Pérolas das Epístolas de Paulo

era Lúcia de Souza trouxe a Epístola de Paulo para o público da FEESP no dia 30 de dezembro. Importantes ensinamentos foram abordados para o público que pode se harmonizar com o número musical de Djalma Dias. Acompanhe o resumo enviado pela expositora ao Jornal Espírita. “Dentre as grandes figuras do Cristianismo nascente, para sempre resplandecerá a figura de Paulo, o apostolo dos gentios. Por seu verbo fervoroso, por sua perseverança infatigável e por sua entrega incondicional a Jesus, a Boa Nova foi propagada às nações. Sua história tem sido objeto de estudos, admiração e inspiração para

Djalma Dias em sua apresentação musical

muitas obras através dos séculos. Sua trajetória é surpreendente, desde o nascimento em Tarso, na Cilicia, atual Turquia, passando por uma formação impecável na tradição mosaica, sob a orientação do mestre Gamaliel, tornando-se um respeitável “Doutor da Lei” da seita dos fariseus, até o seu inesquecível encontro com Jesus na estrada de Damasco, que o transformaria para sempre. Ele que, para defender a Lei Mosaica, por acreditar que os seguidores do Nazareno a estavam deturpando e pervertendo com a nova doutrina que pregavam, seguia para Damasco a fim de prender alguns destes, ignorava que Deus tinha para ele, planos muito diferentes. No caminho para Damasco: o encontro com Jesus! O Mestre o envolve com sua luz e ele, temporariamente, fica cego. Cego dos olhos da matéria, eis que se lhe abrem os olhos do Espírito. Então, ele que, até aquele momento, desconhecia Jesus, num átimo, compreende que com Ele estava toda a verdade, toda Lei e os Profetas. Entregando-se, profere a pergunta imortal: “Senhor, que queres que eu faça?”. Após aquele momento, realizaria uma total mudança de rumo: divulgaria a Boa Nova e fundaria diversas comunidades

Palestrante Vera Lucia de Souza fala sobre Epístolas de Paulo na FEESP cristãs pelas cidades por onde passaria, em suas viagens missionárias. Além de sua presença pessoal, pelas Epístolas deixaria vivos os ensinamentos de Jesus naqueles corações sedentos de consolo – as “Cartas Imortais”, segundo as palavras de Emmanuel, no livro Paulo e Estevão. As Epístolas Paulinas tiveram como objetivo primeiro atender às necessidades concretas e urgentes e eram direcionadas para comunidades específicas; mas por seu valioso teor, baseadas que foram nos princípios cristãos, inspiradas por Espíritos das esferas mais altas, serviram desde o início de orientação para todas as comunidades nascentes e nos orientam até hoje na melhor conduta em situações diversas. Das 14 Epístolas Paulinas que constam do Novo Testamento, podemos extrair

muitos ensinamentos que, por seu valor, merecem destaque. São como pérolas, pois, segundo a tradição judaica, um conjunto de ensinamentos é como um colar de pérolas. Remetendo-nos ao conjunto dos ensinos de Paulo, descobrimos uma riqueza impar de sabedoria que, surpreendentemente, continua plenamente atual. É que se passaram os séculos, mas a alma humana continua refém de semelhantes mazelas e fraquezas. Nessa imersão que somos convidados a empreender, muito podemos nos enriquecer em aprendizado e crescimento espiritual. Nesse intento: Da Epístola a Tito, 3:3, extraímos: “Porque também nós éramos noutro tempo, insensatos”. Paulo, orientando o seu discípulo Tito, lembra que houve um tempo, antes do despertar, onde em suas condutas, reinava a insen-

satez. Por isso, mais se faz necessário a compreensão e a serenidade, caracterizando a ação no trato com irmãos que ainda dormem. Emmanuel, na lição 179 do livro Pão Nosso, nos diz: “Jamais atingiremos nossos objetivos, torturando chagas, indicando cicatrizes, comentando defeitos ou atirando espinhos à face alheia”. Da II Epístola aos Coríntios, 5:17, extraímos: “Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” Ele próprio, Paulo, é um dos maiores exemplos desta transformação que ocorre quando, após o encontro com Jesus, se propõe a segui-lo verdadeiramente. Nesta nova caminhada que se inicia, não cabem mais os velhos conceitos e a cegueira espiritual que nos caracterizavam no passado. Da Epístola aos Filipenses, 4:13, extraímos: “Tudo posso naquele que me fortalece”. Esta frase bem caracteriza o perfil de Paulo no desempenho de sua missão, sempre com grande determinação, impulsionado por uma fé inabalável. Assim é estudar Paulo, em cada Epístola um mundo novo a ser descoberto; em cada capítulo, um ensino de valor único e incomparável; em cada versículo, uma emoção vívida e irrefreável.

Meditando sobre Paulo e sua vida dedicada ao Cristo, despertamos em nós o ardente desejo de seguir o Mestre de forma tão completa e vigorosa como ele o fez, o desejo de nos revestirmos do escudo da fé e do capacete da esperança! Em seu tributo, citamos os versículos 23 a 30, do capítulo 11 da II Epístola aos Coríntios: “Muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Dos judeus recebi cinco vezes os quarenta golpes menos um. Três vezes fui flagelado. Uma vez, apedrejado. Três vezes naufraguei. Passei um dia e uma noite em alto-mar. Fiz numerosas viagens. Sofri perigos nos rios, perigos por parte dos ladrões, perigos por parte dos meus irmãos de estirpe, perigos por parte dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos por parte dos falsos irmãos! Mais ainda: fadigas e duros trabalhos, numerosas vigílias, fome e sede, múltiplos jejuns, frio e nudez! E isto sem contar o mais: a minha preocupação cotidiana, a solicitude que tenho por todas as Igrejas! Quem fraqueja, sem que eu também me sinta fraco? Quem cai, sem que eu também fique febril? Se é preciso gloriarse, de minha fraqueza é que me gloriarei.” Vera Lucia de Souza


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FEVEREIRO DE 2013 ÁREA DE DIVULGAÇÃO

A

Os três Reis Magos

FEESP começou o ano, no dia 6 de janeiro, com a expositora Flavia Manzano, colaboradora da Casa, discorrendo sobre interessante assunto: os três reis magos. A apresentação musical foi de Edjalma. Leia o resumo da palestra enviado pela palestrante Manzano.

Musical de Edjalma “Ao receber da Diretoria da FEESP a incumbência de apresentar palestra com o tema “Os Três Reis Magos”, com poucas semanas de antecedência para preparar o tema, começamos a nos preocupar. Isto porque tínhamos prévia ciência de que apenas no Evangelho de Mateus havia referência à vinda dos magos do oriente

para homenagear o Cristo, provavelmente astrólogos da Babilônia e estudiosos das profecias antigas. Mãos à obra, iniciamos as pesquisas para – como ensina a Doutrina Espírita – tudo submeter à razão e à ciência. Sabíamos que no dia 6 de janeiro, pela tradição católica, é comemorado o Dia de Reis. Embora em nossa cultura a troca de presentes ocorra no Natal, aprendemos que em alguns países essa troca de presentes ocorre no dia 06 de janeiro. Por que magos – sábios, astrólogos e estudiosos das profecias antigas - empreenderiam dura e longa viagem, com condições totalmente adversas naqueles tempos? Como chegariam eles a Jerusalém e questionariam ao rei Herodes “onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus? Pois vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.”, conforme está em Mt 2, 1-2? Na Antiguidade, já cerca de mil anos antes de

Cristo, com Zoroastro, há referência aos sábios do oriente e ao fenômeno astrológico, cujo conhecimento estava ligado ao estudo da Astronomia e da Astrologia. Por isso a observação do céu próximo da época estimada pelas profecias para o nascimento e a pergunta a Herodes sobre onde estaria o “rei dos judeus”. Tanto nos Evangelhos de João e de Mateus há referência à Belém, com notícia de que o Cristo seria do clã de Judá, descendente de Davi . Vários outros textos bíblicos também nos responderam. Assim, vários profetas antigos anunciaram também a vinda do Cristo. Podemos destacar Jeremias, Salomão no Livro dos Salmos, Isaías e Miquéias, todos destacaram a importância da vinda de Jesus e a reverência que todos os poderosos e reis fariam em sua homenagem. Assim, foi a tradição que fixou em três o número de reis magos, isto por serem três presentes levados. Porém, não há fundamento bíblico para este indicado número,

exceto a correcristã, a reunião de lação com o os homens de diverpresentes: incensas regiões, com so, ouro e mirra. idades, tradições e Na história foram religiosidade distindenominados de tas, unidos por uma Melchior (ou Belmesma crença e chior), Baltazar e busca: do Messias. Gaspar. A tradição da Segundo a tratroca de presendição, Melchior tes no Natal tem teria idade próorigem nos Reis xima dos setenta Magos. anos. Seu preEstão na Catesente foi o ouro, dral da cidade de o reconhecimenColônia, na Aleto da riqueza da manha, vindos da alma, a realeza Itália no séc. XII Palestrante Flavia Manzano da FEESP do Ser. e, anteriormente, Baltazar teria de Constantinopla A luz – conhecida idade próxima dos qua- como a Estrela de Belém (atual Istambul) os restos renta anos, mouro, teria - que os Reis Magos mortais atribuídos aos vindo do Golfo Pérsico, avistaram, para a ciência Reis Magos, que a partir na Arábia. Seu presente pode ter sido a conjunção de 1164 foram considefoi a mirra, simbolizando dos planetas Júpiter e Sa- rados e venerados como a perpetuação da humani- turno , conforme provado Santos. dade, já que é uma resi- por Kepler ter ocorrido no Nessa data de 6 de na extraída de uma planta ano 7 a.C., data estimada janeiro se encerram, para usada para embalsamar. como sendo mais precisa os católicos, os festejos Gaspar teria vindo do nascimento de Jesus. natalinos. Dia em que são de uma região distante, Outra hipótese, aceita desmontados os presépios era jovem e forte, com também pela Doutrina e as árvores de Natal. idade próxima dos vinte Espírita, é que o fenôOs Três Reis Magos anos. Seu presente foi o meno pode ter sido uma cumpriram o importante incenso, representando a manifestação espiritual papel de representar a subida da alma, o reco- ou perispiritual luminosa, união de toda a Humaninhecimento da divindade conforme nos esclarece dade em torno da suprecomo em muitos rituais texto de ‘A Gênese’. ma missão do Cristo.” religiosos ocorre pela suOs Magos representabida da fumaça ao céu. Flavia Manzano riam, segundo a tradição

Motivação sob perspectiva Espírita Em 13 de janeiro, Marco Antonio Galindo, expositor e colaborador da FEESP, falou sobre a motivação sobre a perspecitva espírita, dando importantes orientações para o público do auditório do teatro Bezerra de Menezes. A harmonização do ambiente ficou a cargo da talentosa Paula Zamp. Confira o resumo enviado para o Jornal Espírita pelo expositor Galindo. “O ponto de vista sobre os quais enxergamos, entendemos e motivamos os fatos da vida foi pano de fundo para a apresentação da palestra Motivação sob a perspectiva espírita. O homem poderia sempre vencer suas más tendências pelos seus esforços?  Sim, e algumas vezes com pouco esforço; é a vontade que lhe falta. Como são poucos dentre vós os que se esforçam! LE Questão 909 Com base nesta contundente e instigante questão os participantes da palestra pública proferida no dia 13/01, na sede da FEESP, foram

conduzidos a refletir sobre a motivação humana como ferramenta de progresso moral, espiritual e material sob a ótica da doutrina espírita. O evento contou com a participação da cantora Paula Zamp e Gabriel que abrilhantaram a manhã de domingo com músicas que deixaram o ambiente harmonioso e sereno. O palestrante enfatizou a importância de vivenciar

qualquer denominação religiosa se enganam ao presumir que a sua participação nas referidas atividades é o bastante para o seu progresso moral e espiritual. É preciso vivenciar na prática o que se aprende! Eis, assim a sua motivação para a palestra apresentada. Conduzidos pelo expositor, os participantes tiveram a oportunidade de refletir de forma simples

dos maus, entre outros.  Foram definidos conceitos, aprimorados conhecimentos, destacando-se os valores de ordem moral e espiritual. Após a sua exposição, o palestrante encerrou a sua participação apresentando dez dicas práticas  para atingir os objetivos propostos no evento, a saber: 1) Reflita sobre a necessidade de amar a Deus sobre todas as coisas, mas jamais prescinda de amar ao seu semelhante; Cuide do seu corpo, mas jamais se esqueça de cuidar do seu espírito;

Paula e Gabriel na vida cotidiana os ensinos cristãos defendidos pelo espiritismo. Nesse sentido, lembrou com propriedade que os frequentadores de uma casa espírita ou de

Paula Zamp, Silvia Puglia e Marco Antonio Galindo

e prática como enxergam os fatos da vida, como se comportam e se  motivam diante deles. A palestra não foi dirigida apenas aos espíritas. Com efeito, todos que buscam a sua melhora espiritual, independentemente de crença religiosa tiveram a oportunidade de entender um pouco mais sobre esta importante questão. Foram analisados vários pressupostos básicos da codificação espírita,  tais como: Instinto de Conservação, Inteligência e Espírito, Inteligência e Vontade, Egoísmo como raiz dos principais vícios e defeitos da humanidade, a inércia das pessoas boas diante das atitudes

2) Utilize a vontade como chave para abrir as portas que lhe tornam pessoas felizes. Lute contra as suas próprias imperfeições e lembre-se: Não seremos definidos pela espiritualidade apenas com base no bem que fizermos, mas também pelo nosso esforço em sermos melhores. 3) Dedique-se ao exercício da caridade onde quer que esteja ou com quem esteja. 4) Normalmente, freqüentadores de uma casa espírita ou de qualquer denominação religiosa se enganam ao presumir que a sua participação nas referidas atividades é o bastante para o seu progresso moral e espiritual. Coloque em prática o que aprende!

desista de substituir vícios por virtudes. Para tanto cultive: Paciência; Tolerância; Esperança; Fé.

Marco Antonio Galindo da FEESP 5) Orar e vigiar é uma forma de disciplina. Tenha olhos e ouvidos para o que é bom e para tudo o que engrandece o seu espírito; 6) Vivendo em sociedade, temos a oportunidade de medir e avaliar a nossa vontade. Respeite as instituições; Respeite o seu semelhante; Comprometa-se com o bem; Coloque-se inteiramente de corpo e de alma em tudo que fizer; 7) Não descanse diante da fé alheia; Insista, persista e não

8) Perdoe sempre! Faça o bem incondicionalmente; Evite julgamentos e críticas; – Lembre-se da rogativa de Jesus, no momento da sua crucificação, pedindo perdão pelos seus algozes... 9) Conheça a verdade. Sempre temos algo novo para aprender; Cultive a obediência e a resignação diante dos embates da vida; Cultive o evangelho no ambiente doméstico; Seja manso, pacífico, humilde, fraterno e paciente no relacionamento com o semelhante; 10) Jesus está sempre ao nosso lado. Nós é quem não estamos sempre ao lado Dele. •  Ame, •  Instrua-se, pense, planeje e faça!” Marco Antonio Galindo

Marcelo, trabalhador voluntário da FEESP, Paula Zamp, Marco Galindo, Miriam Ofir, Vera Braga e Flavia Manzano, trabalhadoras voluntárias da FEESP


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FEVEREIRO DE 2013

ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Alunos recebem certificado de conclusão dos cursos profissionalizantes, para o mercado de trabalho Cursos Técnicos da Casa Transitória – 744 alunos em 2012

Formandos

Professores e o diretor da Área de Assistência Social Eli de Andradre

Formandos

Formandos

Formandos

Formandos

Formandos

Atração artística de Natal

Formandos

Formandos

Formandos

Formandos


FEVEREIRO DE 2013 ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Máquinas utilizadas na capacitação da inserção social através dos cursos técnicos da Casa Transitória em parceria com o Senai

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10

FEVEREIRO DE 2013

ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Curso de Informática oferecido pela FEESP em parceria com a Fundação Anita Pastore Sede Santo Amaro Certificação que possibilita a inclusão social e instalações modernas Em 2012 atendemos 295 alunos

Alunos formandos e familiares

Plateia com diretores, professores, alunos e familiares

Eli de Andrade, diretor da Área de Assistência Social da FEESP, com presidentes parceiros

Alunos formandos

Ivana de Julio - formanda

Professor recebendo homenagem dos alunos

Professor Caricati, presidente da Fundação Anita Pastore, parceira da FEESP

Presidente da FECAP

Alunos recebem certificados das mãos de autoridades

Alunos formandos

Aluno formando


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FEVEREIRO DE 2013 ÁREA DE ENSINO DA DOUTRINA

Cresce muito o número de componentes da Fraternidade dos Discípulos de Jesus com a brilhante atuação da Área de Ensino da FEESP - 952 Formandos em 2012!

Coral e Orquestra Carlos Gomes da FEESP

Mesa Diretora

Julieta Ignez de Souza, presidente FEESP

Zulmira Hassesian, diretora da Área de Ensino

Formandos

Fátima Giro, diretoria do Curso de Expositores em 2012

Diretoria na plateia – Gregório Neto, Jussara Morselli, Zulmira Hassesian, Silvia Puglia, Alexandra Strama e Elizabete Rey

Formandos

Diretoria aplaude os formandos e os expositores

Formandos Formandos e Mesa Diretora


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FEVEREIRO DE 2013

ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Distribuição de roupas, brinquedos, refeições e cestas na Sede Santo Amaro Atendimento anual às famílias carentes

Projeto Família na Santo Amaro

Almoço e distribuição de cestas de Natal

Atendimento ao público

Crianças atendidas na Sede Santo Amaro

Assistido e família


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FEVEREIRO DE 2013 ÁREA DE INFÂNCIA, JUVENTUDE E MOCIDADE

Auto de Natal Maravilhosa atuação dos jovens da FEESP Encerramento de 2012 pela Mocidade FEESP

Mocidade com Elizabete Baptista, vice presidente, Vera Leite, diretora da Área de Infância, Juventude e Mocidade e Anne de Amorim, coordenadora da Mocidade

Mocidade FEESP atuando

Participação do público

Mocidade FEESP

Encenação do Auto de Natal

Auto de Natal

Mocidade FEESP em ação

Vera Leite, diretora da AIJM, e Julieta Ignez de Souza, presidente FEESP


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FEVEREIRO DE 2013

ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Almoço e distribuição de cestas e presentes para 2000 assistidos Festa de Natal na Casa Transitória Show de mágica e diversão para as crianças Animação da festa – Banda os Realistas, sob coordenação de Jerônimo Eli de Andrade, diretor da Área de Assistência Social, , e Gicélia Ferreira, adminsitradora da Sede Casa TRansitórioa, coordenam os voluntários

Alegria no recebimento dos presentes Gestante atendida com doação de enxoval Papai Noel (Allan)

Atrações para a criança

Fila para recebimento de doações

Sede Casa Transitória

Fila para recebimento das Cestas

Equipe da cozinha no preparo das refeições

Gestantes

Telma Craide, coordenadora do Lar Batuira, e Eli de Andrade, diretor da Área de Assistência Social, com voluntária

Roupas para doação aos assistidos

Motoqueiros descarregam as cestas

Voluntários distribuem alimentos

Estoque para composição de Cestas Básicas

Estoque para composição de Cestas Básicas

Distribuição de leite para os assistidos

Estoques para composição de cestas básicas

Estoque para composição de cestas básicas

Voluntários organizam distribuição de roupas


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FEVEREIRO DE 2013 ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Enxovais para bebês Almoço concorrido

Almoço oferecido aos assistidos na Sede Casa Transitória

Farta distribuição de brinquedos

Distribuição de Brinquedos

Almoço para assistidos

Voluntários para distribuição de cestas e presentes aos assistidos

Assistidos recebem cestas de Natal

Farta distribuição de gêneros alimentícios e roupas para os assistidos da Sede Casa Transitória

Voluntários

Crianças se divertem

Atrações para crianças

Famílias no evento

Atrações para crianças

Café da manhã

Grupo de motociclistas que ajuda o Lar Bartuira

Mágico que animou o evento

Almoço dos assistidos

Crianças e mães na distribuição de presentes e cestas básicas

Lar Batuira

Idosas do Lar Batuira


Jornal Espírita

ORGÃO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO FUNDADA EM 12 DE JULHO DE 1936

Fevereiro de 2013 - Nº 433 - Ano XXXV - DISTRIBUIÇÃO NACIONAL

www.feesp.org.br e-mail: redacaoje@feesp.org.br

Manaus, BoaVista, Santarém, Rio Branco, Ji-Paraná e Macapá /Via Aérea

“As vezes pensamos que estamos só? Não estamos. Deus está com cada um de nós passando pela luta da vida” Jesus Cristo

Compareça e faça parte desse Encontro memorável

Veja programação completa do evento na página 3


Jornal FEESP - Fevereiro 2013  

Jornal FEESP - Fevereiro 2013

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