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EDIÇÃO 10 | 4º TRIMESTRE | ANO 2017

GCNDIJ- Grupo Coordenador Nacional do DIJ EDIÇÃO 10

4º TRIMESTRE ANO 2017

Tome nota:

Ficha Técnica título: Boletim Informativo do GCNDIJ país de publicação: Portugal distribuição: via e-mail destinatários: Evangelizadores e Casas Espíritas conceção geral e coordenação: Federação Espírita Portuguesa design gráfico: Freepik.com execução, edição e manutenção: GCNDIJ

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isento de registo na ERC, ao abrigo do nº 1-A, artigo 12º do Decreto-Regulamentar n.º 8/99 de 9 de junho,

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Notícias do PO.2E.CJ Conforme já havia sido anunciado em outras ocasiões, está em curso a elaboração do PO.2E.CJ para o 2º ciclo (10-11 anos).

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notícias do PO.2E.CJ

Programa Orientador para a Educação Espírita de Crianças e Jovens

Conforme já havia sido anunciado em outras ocasiões, está em curso a elaboração do PO.2E.CJ para o 2º ciclo (10-11 anos). Este programa é igualmente composto por 12 módulos de estudos espíritas e um de cariz moral com base no Evangelho, a ser desenvolvido durante dois anos. O trabalho tem como base a coleção Espiritismo para Crianças 9+, histórias de conteúdos mais aprofundados respeitando as idades a que se destinam. O programa estimula a leitura, explorando de forma mais profunda o conteúdo da mesma leitura, que pode ser feita de forma individual ou em grupo. E porque o trabalho não pára, na última edição do ENEij, decorrida no passado dia 19 de novembro, foram apresentados os primeiros 6 livros da Coleção 12+ “Estudando o Espiritismo” que servirão de base ao programa do 3º ciclo (12-14 anos). Estes livros e os restantes 6 a serem edita-

dos, de conteúdos mais elaborados, oferecem aos centros espíritas material de estudo para este escalão etário, já que às histórias são introduzidos os conceitos que os 12 módulos de estudos espíritas abarcam. Será assim possível a utilização dos que já estão disponíveis, nas aulas ou encontros de leitura espírita, mesmo enquanto aguardamos a elaboração do programa final e a publicação dos restantes livros. Para que o trabalho cresça com a colaboração de todos, se já utilizou o programa disponível, pedimos que nos informe quais foram os resultados obtidos, que ajustes faria, a sua opinião, etc. Nossa pretensão é criarmos um programa que sirva os interesses da Doutrina Espírita, de acordo com as necessidades nacionais. Poderá fazê-lo através do inquérito disponível online: https://fepgcndij.wordpress.com/inquerito/ colabore, seja também partícipe neste projeto nacional!

Sugestão: teste o PO.2E.CJ na sua casa espírita! Poderá descarregar os materiais através do link: https://fepgcndij.wordpress.com/

Dê-nos a sua opinião em relação ao PO.2e.cj preencha o formulário e colabore connosco! https://fepgcndij.wordpress.com/inquerito/

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ENEij’17

70 participantes de 19 casas espíritas assinalaram mais uma edição

Num domingo de sol na região metropolitana de Lisboa, recebemos na nossa Federação Espírita Portuguesa (FEP) mais um Encontro Nacional de Educadores Espíritas para a Infância e Juventude. De uma maneira ilustrativa e instrutora, tivemos a primeira palestra com Miriam Dusi (Directora na Federação Espírita Brasileira em visita em Portugal) intitulada “Educação Espírita na Era da Transição Planetária: conceitos e eixos estruturais da tarefa”. No início da sua oratória, Miriam trouxe-nos uma valiosa relação entre a evolução moral e intelectual, na qual a primeira cresce em progressão aritmética e a segunda em progressão geométrica. Nessa relação, cita Emmanuel com a sua reflexão sobre o Amor e a Ciência, lado a lado em trabalho constante, para um crescimento coletivo. A necessidade de crescermos conscienciosamente e não apenas amorosamente. A sua palestra foi também repleta de muitas imagens para reflexão coletiva. Uma delas foi a banda desenhada ‘Mafalda’ com o diagnóstico atual do mundo e a maneira de o tratar para curar com naturalidade: educar com o Amor à vida. Ensinar a todos que o trabalho é de dentro para fora e não de fora para dentro, isto é, do próprio termo Educar (extrair de dentro para fora). Essa lição esteve relacionada com duas interessantes imagens em forma de metáfora. A primeira trazia-nos um ovo, o qual se rompermos de fora para dentro, destrói a vida, mas se de dentro para fora, ela nasce. Buscando também alargar nossa compreensão de que o processo é IN (da Língua Inglesa ‘interior’) e não OUT (da Língua Inglesa, ‘fora’). Ou seja, é, segundo a palestrante ‘INdividual, INtransferível, INcrível’. A instrução da palestrante é que cada centro espírita e cada educador possa conhecer o perfil de seus educandos, jovens e crianças para melhor potenciar o trabalho instrutivo, a exemplo da

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resposta oferecida a Allan Kardec, pelos espíritos superiores na codificação - Livro dos Espíritos, questões 383 e 919 - é preciso educar desde a infância para orientar o ser humano a conhecer-se a si mesmo. E aproveitar a reencarnação, dando-nos a possibilidade de conhecer mais para um melhor pensar, de se aprimorar moralmente para um melhor sentir e de tentar sempre transformar socialmente a si mesmo e ao seu derredor para um melhor agir. Jean Henri Pestalozzi na sua tríade recomendava: “cabeça, coração e mãos” em união para estabelecer a plenitude. Fazer da Doutrina dos Espíritos a alavanca para a prática e teoria de uma nova sociedade como vislumbra a ‘Génese’. A fechar a manhã, tivemos Euzeny Bayma (Centro Espírita Perdão e Caridade) e Renata Gastal explicando-nos como utilizar técnica e teoricamente a fotografia: “A Fotografia como elemento de Educação”. De uma forma coesa e coerente entre a história da escrita com a luz e o Espiritismo, as expositoras trouxeram-nos um resgate conceptual de como se forma a imagem em âmbito físico e mental no ser humano e na sua relação como forma de comunicação. Foram ainda apresentadas formas de unir a mensagem espírita com a fotografia e, em desafio ao exposto, a exposição foi finalizada com uma parte prática, na qual os convidados se deslocaram ao exterior e buscaram imagens mentais com instrumentos semelhantes aos primeiros utilizados na história da fotografia: uma câmara escura. Após um almoço como se estivéssemos em casa com os amigos e familiares mais queridos, carinhosamente preparado pela companheira Mila Fonseca, as atividades do nosso Encontro foram retomadas.

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A tarde foi iniciada com a palestra da Associação Espírita Consolação e Vida com o título “Importância da Evangelização na Casa Espírita”. Houve uma profunda reflexão sobre o significado da Doutrina Espírita para o quotidiano das crianças e jovens no movimento espírita português e também no contexto macro da sociedade portuguesa, esclarecendo como abordar o significado da Doutrina dos Espíritos que, como ferramenta de emancipação do ser humano, pode ser útil também para romper estereótipos criados em nossa sociedade. Miriam Dusi deu continuidade ao trabalho aprofundando e complementando os conteúdos da palestra anterior, com a exposição “Busca da Qualidade na Educação Espírita”.

De forma didática, Miriam Dusi apresentou quatro qualidades imprescindíveis na educação das crianças e jovens espíritas: A primeira qualidade é a Doutrinária: trazer para o quotidiano a Doutrina Espírita sem os misticismos ou mitificações criadas ao longo do tempo em nossa sociedade. A segunda qualidade é a Pedagógica: conhecimento e domínio das ferramentas e técnicas mais adequadas para as atividades. Realizar sempre um

bom planeamento junto aos objetivos, montar guiões flexíveis, etc. A terceira é a Relacional: promover uma boa comunicação com os educandos, pautando-se sempre pela uma afetividade, comunicar com o coração e não apenas com a razão. Por último, a Organizacional. É preciso ter em mente que a Doutrina não está circunscrita a uma faixa etária ou apenas ao centro espírita, mas também no lar, junto da família, nas atividades em comunidades, no âmbito digital, enfim, é transversal a todas as organizações sociais. A tarde, foi finalizada com um debate entre seis grupos com oito membros cada que refletiram sobre as atividades dos departamentos nos centros e nos momentos de Encontros nacionais: CONCESP e ENJE. Várias propostas ficaram registadas e serão agora analisadas pelo Grupo de Coordenação Nacional com o objetivo de apresentar um plano de trabalho que vá de encontro às necessidades expressas. Foi proposto ainda que seja criado um grupo de mediação virtual onde se possa fazer a partilha de conhecimentos e experiências. Às 17h30 foi hora de encerramento, com palavras de encorajamento e gratidão pela oportunidade de trabalharmos juntos na área mais delicada, mas também a mais fértil: a educação de crianças e jovens. Não queremos finalizar sem agradecer a presença da poesia e da música com Esteves Teiga e Reinaldo Barros respectivamente, assim como da arte manifesta no bolo final com que Lilina Marques nos tem brindado, acrescentando notas de beleza, sabor e aroma nestes encontros de almas afins. ^

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artigo de interesse

“Transformação pela Educação” Miriam Masotti Dusi

“Me imagino em um quarto muito, muito, muito escuro! Tento de algumas formas conseguir enxergar, mas não consigo! Aí, de repente, se acende uma lâmpada, que me mostra o quanto o quarto tá bagunçado, desorganizado, tudo fora do lugar! A lâmpada não vai arrumar essa bagunça pra mim, mas ela me mostrou o quanto eu tenho que fazer. A Doutrina espírita é a minha lâmpada! ”1

(Fernanda, 19 anos)

O depoimento da jovem Fernanda, de 19 anos, apresenta-nos bela e significativa metáfora. Ao comparar a Doutrina Espírita com uma lâmpada, reconhece o seu poder iluminativo e inspirador para as grandes transformações íntimas a que somos convidados pela Providência Divina. Remetendo-nos à questão 383 de O Livro dos Espíritos, identificamos o objetivo da reencarnação - o autoaperfeiçoamento - compreendendo-o como legítimo, contínuo, intransferível e inadiável processo de reforma íntima, de modo a edificar o mundo novo a partir do homem novo. No percurso reencarnatório, inúmeras aprendizagens sem somam ao repertório, já existente, de experiências anteriores, favorecendo a construção de novas ideias, sentimentos e atitudes, coadunadas aos parâmetros existenciais atuais. Sob tal ótica, a Vida constitui a oportunidade de novas realizações a partir novos referenciais, de retificação de equívocos pretéritos e de abertura a novos caminhos de aprendizado e crescimento. O mundo exterior, contudo, reflete as contradições e dificuldades ainda existentes no mundo interior. Os avanços intelectuais e tecnológicos, atualmente evidenciados nos diferentes rincões do planeta, necessitam, ainda, dos avanços morais correspondentes, de modo a garantir o adequado direcionamento dos conhecimentos para o bem da própria Humanidade. O atual “descompasso” identificado entre os avanços intelectuais e morais convidam-nos a um olhar atento e sensível aos investimentos realizados e aos enfoques que proporcionarão o desenvolvimento e transição do planeta. Nos comentários da questão 917 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec destaca os louváveis esforços empregados para o progresso da Humanidade, contudo aponta a necessidade de se atacar o mal do egoísmo pela raiz, isto é, “pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instituídos, mas pela que tende a

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fazer homens de bem”, completando que “a educação convenientemente entendida constitui a chave do progresso moral”. Com clareza, destaca, ainda, que não se trata de uma educação moral pelos livros, mas na que “consiste na arte de formar os caracteres”, proporcionando a aquisição de hábitos (id, questão 685a). Nesse sentido, verifica-se que o processo educativo assume uma perspectiva ampla de formação integral do ser, ultrapassando o aspecto cognitivo (cabeça) para proporcionar a elaboração íntima de sentimentos (coração) e culminar em atitudes coadunadas aos valores de paz (mãos). Reconhecendo o Espiritismo como doutrina luz que há 160 anos ilumina consciências e consola corações, podemos considerar que pensar, sentir e agir, em conformidade com os valores regenerativos da Humanidade, significa integrar conhecimento doutrinário (fé raciocinada), aprimoramento moral (vivência do amor) e real ensejo à transformação social (trabalho no bem). Trata-se, assim, de um sério e belo processo no qual todos estamos imersos, convidados a “arrumar a bagunça”, nos dizeres da jovem Fernanda, iluminados pelos ensinamentos espíritas que fortalecem a responsabilidade individual pela reforma íntima do ser. Sigamos, pois, confiantes no êxito do grande investimento da Providência Divina, certos de que a educação favorecerá a edificação do mundo de regeneração, interior e exterior: “eduque-se o homem e teremos um Terra verdadeiramente 2 transformada e feliz!” (Guillon Ribeiro ).^ 1 Depoimento dos jovens que participaram da enquete virtual DIJ/FEB, abril a junho de 2013, com a participação de 1072 respondentes. 2 Página recebida em 1963, durante o 1º Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, publicada na Separata do Reformador de outubro de 1985.

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O GCNDIJ deseja-lhe umas Boas Festas!

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