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fernando abdo contarim

<portfolio> arquitetura, urbanismo, paisagem, design


> capa escultura paramétrica “vórtice”, 2016 em parceria com camila caetano, lucas marinho, natan ferreira, vinícius mizobuti <


fernando abdo contarim

<portfolio> arquitetura, urbanismo, paisagem, design


cv educação graduação

> fernando abdo contarim < graduando em arquitetura e urbanismo 25 anos campinas, sp, brasil +55 16 99719-7702 abdocontarim.fernando@gmail.com @fab_doc (instagram)

2011 - presente

2014 - 2015

2014

experiências profissionais

atividades complementares cursos, eventos, workshops, pesquisas e entidades acadêmicas

> universidade estadual de campinas (unicamp) < campinas, sp, brasil graduação em arquitetura e urbanismo > politecnico di milano (polimi) < milão, itália graduação sanduíche em arquitetura (ciências sem fronteiras) > faculdade de arquitetura e urbanismo universidade de são paulo (fau-usp) < são paulo, sp, brasil aluno especial

2017-2018 (12 meses)

> cpo - unicamp: coordenadoria de projetos e obras < campinas, sp, brasil estágio - análises quantitativas e qualitativas de projeto; elaboração de orçamentos; pesquisas de mercado; compatibilidade de projetos e das etapas da obra.

2016 (7 meses)

> fluxus: laboratório de estudos em redes técnicas e sustentabilidade sócio-ambiental < campinas, sp, brasil estágio - elaboração do plano diretor sustentável dos campi da unicamp; oficinas de cartografia social; mapeamento participativo de diagnósticos e potencialidades; elaboração de mapas e relatórios.

2015 (5 meses)

> móbile: escritório modelo em arquitetura (emau) < campinas, sp, brasil voluntariado - elaboração do projeto de playground e creche “ciranda” para um assentamento rural; estudo preliminar para reestruturação da antiga estação ferroviária “cis-guanabara”.

2017 (36 horas)

> curso “cura” de representação arquitetônica < são paulo, sp, brasil ministrado pelo coletivo “cura”

2016 (20 horas)

> athis: oficina de assistência técnica em habitação de interesse social < campinas, sp, brasil ministrado pelo “peabiru”


premiações concursos de arquitetura e design

2012, 2013, 2016

> cacau: centro acadêmico do curso de arquitetura e urbanismo da unicamp < campinas, sp, brasil diretoria de comunicação

2012, 2013, 2016

> sau: semana de arquitetura e urbanismo da unicamp < campinas, sp, brasil comissão organizadora - frente de arte e comunicação

2012 - 2014

> pesquisas em iniciação científica (cnpq-pibic) < orientador: prof. dr. daniel de carvalho moreira 1ª - análise gráfica de projetos residenciais da arquitetura tradicional japonesa através de fluxogramas, diagramas e descrições contextualizadas. 2ª - o tradicional na arquitetura contemporânea japonesa: uma análise gráfica de residências dos séculos XX e XXI.

2017

> reestruturação da “casa da memória” de cajamar < cajamar, sp, brasil promovido pelo cau/sp e aeac/cajamar primeira colocação

2015

> p.a.a.i.: pavilhão adaptável autogerido itinerante < milão, itália promovido pela politecnico di milano (polisocial award) primeira menção honrosa

softwares habilidades

autocad adobe indesign sketchup + vray adobe illustrator adobe photoshop microsoft office rhino volare revit architecture trimble connect

idiomas proficiências

português italiano inglês espanhol russo


> fernando abdo contarim < portfolio em arquitetura, urbanismo, fotografia e design 2014 - 2018


premiados

design

fotografia

paisagem

desenho urbano

arquitetura

1 transposições 2 pavilhão manacá 3 a memória através da inversão 4 da controvérsia a confluência 5 rede de espaços abertos de lurate caccivio 6 deriva fotográfica 7 fazenda vertical

a prática agrícola no contexto urbano, pág. 10

costurando a barra funda, pág. 18

pavilhão adaptável autogerido itinerante, pág. 30

reestruturação do museu municipal “casa da memória”, pág. 38

pavilhão itinerante “projetar.org”, pág. 46

reestruturação da villa carosio e do antigo eixo ferroviário, pág. 50

a foto como registro de percursos e ativador de memórias, pág. 58


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fazenda vertical

a prática agrícola no contexto urbano campinas, brasil, 2017 unicamp universidade estadual de campinas representante da unicamp na x bienal aroztegui (2017) sob a orientação de gabriela celani e rodrigo cavalcanti em parceria com beatriz burrueco, beatriz lins e thais jardim >

< cena do filme “the martian” (2015) de ridley scott


o mundo vive hoje uma crise mundial silenciosa na produção de alimentos. são estimados 109 milhões de hectares de terra nova (aproximadamente 20% mais terra do que o território brasileiro) necessários para a produção de alimentos para suprir a demanda da população mundial em 2050 se as práticas convencionais de agricultura continuarem. atualmente, mais de 80% da terra cultivável do planeta já está em uso. a solução desse problema é muito mais simples do que as utopias sugerem de explorar outros planetas como marte, em busca de um futuro para a humanidade. as fazendas verticais, por exemplo, tem se mostrado cada mais eficientes como resposta a essa adversidade. elas produzem cerca de 20 vezes mais que a agricultura tradicional, possibilita um maior controle da produção, com a otimização dos recursos (gastam menos água e energia), uso reduzido do solo, redução das distâncias de transporte do alimento e dispensa uso de agrotóxicos. com o objetivo de reafirmar essa solução como alternativa viável, o projeto consiste em um edifício bioclimático de uso misto com áreas de cultivo agrícola (indoor e outdoor), escritórios, uma praça elevada, centro educativo na área da gastronomia e agronomia, além de um térreo livre com restaurantes e mercados agroecológicos e um mezanino que se conecta por meio de uma passarela à praça existente no entorno do lote. captando recursos naturais, como água e energia, e reaproveitando todo o material orgânico disperdiçado na produção, o edifício pretende funcionar como um simulacro de um microecossistema fechado, respeitando a política dos “5Rs” da reciclagem: reciclar, reutilizar, reduzir, recusar e repensar . outro objetivo do projeto é incentivar a retomada da produção agrícola em campinas de uma maneira sustentável e responsável, suprir a demanda local de alimentos, dar suporte e incentivos aos pequenos produtores de agricultura urbana e promover integração e parcerias com institutos de pesquisa e empresas na área do agronegócio.


> fachada principal do edifĂ­cio, junto a avenida norte-sul <

< portfĂłlio 2018 >

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> mapa com a rede de produtores agrícolas urbanos, das feiras agroecológicas e dos centros de abastecimento e pesquisa da cidade de campinas; o edifício projetado pretende ser uma centralidade de intersecção entre produção, comércio e pesquisa <

> reciclar, reusar, reduzir, recusar, repensar esquemas mostram a captação de água plúvial e energia solar, o reaproveitamento de águas cinzas e a produção de adubos utilizados nos próprios cultivos através do material orgânico desperdiçado. < fernando abdo contarim >

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ço

a rr

casa de máquinas

te

terraço

de ios a l ór vi rit c es

salas privativas

planta livre

o o tr tiv n ce uca ed

a aç ada r p ev el

cozinhas experimentais auditório biblioteca

laboratórios salas de aula administração café praça elevada

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cultivo indoor cultivo outdoor

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passarela quiosques (restaurantes)

eo

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doca recepção

t

área administrativa

mercado

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SO

bicicletário vestiários

B SU

áreas técnicas estacionamento

< portfólio 2018 >

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< isométrica explodida(à esq.) com a distribuição do programa >


> cortes transversal e longitudinal, mostrando a integração entre o edifício e a praça existente <

0

5

10

50

< diagramas dos sistemas estruturais (acima);

ligação pilar metálico + pilar concreto

ligação viga + treliça + montante

ligação viga metálica + core concreto

detalhes construtívos dos encaixes e engastes da estrutura (à esq.) > < fernando abdo contarim >

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> detalhes construtivos com enfoque bioclimático materiais e sistemas construtivos adotados; principais estratégias híbridas (passivas e ativas) de refrigeração e de controle da insolação, ventilação, iluminação natural <

< portfólio 2018 >

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> elementos compositivos das fachadas aberturas, revestimentos, terraços e vegetação < < fernando abdo contarim >

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> escritórios pavimento tipo <

> áreas de cultivo controlados tipo outdoor <

> térreo livre principais acessos, mercados, restaurantes, áreas administrativas e de serviço < < portfólio 2018 >

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vila de escritรณrios 2 andar

s

s

s

s

s

i=8,33%

i=8,33%

s s

i=8,33%

i=8,33%

i=10%

acesso ciclistas subsolo i=15%

i=10%

< fernando abdo contarim >

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transposições costurando a barra funda são paulo, brasil, 2016 unicamp universidade estadual de campinas sob a orientação de gabriela celani e rafael urano em parceria com beatriz lins, camila caetano, larissa werneck, maren sonoda e thais jardim >

< barreiras urbanas barra funda, são paulo 2016


a cidade de são paulo é um grande reflexo de sobreposições de modelos desordenados de urbanizaçao, cujos traçados urbanos criam grandes barreiras intransponíveis para os cidadãos (sobretudo os pedestres), potencializando a segregação e a desigualdade. desta maneira, tendo como substrato de intervenção a região da barra funda, este projeto visa criar e qualificar espaços que sejam capazes de transpor esses obstáculos urbanos colocando o pedestre e o seu direito de ir e vir na cidade como prioridade. visto que a região apresenta barreiras consolidadas como a marginal do rio tietê, a linha férrea e as vias expressas que cortam a região, pensou-se na criação de um eixo de transposição contínuo de equipamentos urbanos, configurando uma rede de novos espaços públicos que conectam-se aos já existentes. dentro desse partido de projeto, uma das propostas é o resgate da herança cultural e musical do bairro (origem do samba paulista) na região da “barra funda de cima”, recriando o antigo espaço conhecido como largo da banana. o projeto também tem a pretensão de atender a demanda de adensamento da área, a partir de intervenções nos numerosos vazios urbanos e nas áreas abandonadas e subutilizadas. esse adensamento ordenado prevê também o aumento da permeabilidade do solo por meio de novas áreas verdes, criação de parques e proteções nas margens dos cursos d’água, tanto do rio tiête quanto de seus dois afluentes existentes na área de intervenção: os córregos quirino dos santos e anhanguera.


> implantação do projeto na região da barra funda masterplan com plano de adensamento, transposições e novos redes de equipamentos e espaços públicos <

< portfólio 2018 >

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> recuperação das margens dos afluentes do rio tietê recuperação da mata ciliar e ocupação ordenada por meio decks elevados e pontes peatonais <

> novo tratamento humanizado do rio tietê: ocupação ordenada das margens por pedestres e ciclistas e a sua transposição por meio de passarelas que as conectam com o novo parque da várzea, criando um sistema verde de parques lineares < < fernando abdo contarim >

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< portfรณlio 2018 >

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> reativação do largo da banana: reconstruído exatamente no mesmo lugar onde o espaço original existiu, foram necessários o rebaixamento da linha férrea e a desativação do viaduto que a cruzava para trazer o largo ao chão de volta; o seu desenho permite felixibilidade de uso e fluídez para apropriações em diversas escalas, voltada sobretudo para atividades culturais; a integração sútil com o entorno exisente, inclusive com o memorial da américa latina, permiteuma transposição aprasível do pedestre entre as duas margens da ferrovia. <

< fernando abdo contarim >

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> quadra tipo, projeto arquitetônico o esquema ao lado mostra os principais conceitos e partidos adotados para o projeto de uma quadra tipo seguindo as premissas do masterplan; a escolha de combinar várias tipologias diferentes em um mesmo edifício reside no estímulo à integração e convívio dos moradores por meio das áreas comuns da quadra, ao mesmo tempo que garante as identidades múltiplas advindas da diversidade de idade, classe social, raça, religião, gênero e sexo refletidas no espaço doméstico; a adoção de materiais puros como concreto e aço faz referência à especificidade do lugar que, historicamente, era ocupado por indústrias, sobretudo da construção civil. <

< portfólio 2018 >

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< fernando abdo contarim >

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> algumas das tipologias criadas e esquemas de composição das fachadas com sistemas de controle da iluminação e ventilação natural <

< implantação térrea e corte da quadra tipo projetada >

< portfólio 2018 >

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< fernando abdo contarim >

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> nichos vazados em meio ao edifício (acima) criam espaços de convívio mais privativos, possibilitam a permeabilidade de vento na quadra e resolvem problemas de acesso dos apartamentos ao core <

< portfólio 2018 >

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> a maquete acima mostra uma das entradas principais da quadra tipo, prรณximo ao parque da vรกrzea <

< ao lado, um dos pรกtios no interior da quadra > < fernando abdo contarim >

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pavilhão manacá pavilhão adaptável autogerido itinerante milão, itália, 2015 polimi politecnico di milano primeira menção honrosa no concurso de projeto “ p.a.a.i : padiglione adattabile autogestito itinerante”, promovido pela polimi (2015) sob a orientação de pierluigi salvadeo em parceria com isabel de vivo e luana espig

< índio kuikuro construiíndo uma oca acervo do museu do índio sem data

>

> manacá tarsila do amaral 1929


“camp us” é um projeto de extensão social da politecnico di milano que visa o desenvolvimento comunitário da zona 09 da cidade de milão, promovendo diversas ações entre os moradores do bairro a fim de torná-lo um lugar identitário de pertencimento. dentre as atividades principais estão a criação e manutenção da horta e da tv comunitária, além de promover workshops, exposições, torneios e encontros na região. para acolher tais atividades, o projeto necessitava de um espaço físico para seu desenvolvimento pleno. foi aí que nasceu a ideia do p.a.a.i (pavilhão adaptável autogerido itninerante). o projeto do pavilhão seria idealizado por meio de um concurso de estudantes, onde o primeiro colocado viria a ser construído de fato. lidar com o orçamento estipulado (5000 euros), criar um espaço flexível, usar materiais regionais, conceber um projeto detalhado com instruções de fácil montagem e vender a ideia para os moradores da zona 09 foram os grandes desafios desse projeto. a proposta do pavilhão manacá tem como referência a arquitetura primitiva, destacando a importância do saber popular como construção de uma identidade e de um senso de comunidade particular dentro do contexto heterogêneo da cidade. assim sendo, a oca dos índios brasileiros foi a principal referência projetual por representar a essência da proposta. outra alusão foi entre a volumetria do objeto e a flor manacá, que dá nome ao projeto: quando fechado, o pavilhão parece um botão de flor, mas quando abre, revela 5 pétalas coloridas, assim como as da flor brasileira, em um belo jogo cênico. o projeto foi premiado com a primeira menção honrosa no concurso “polisocial award 2015” e classificado em segundo lugar nas votações do júri popular e nas redes sociais.


> maquete simulando possibilidades de interação entre os pavilhões <

< portfólio 2018 >

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> isomĂŠtrica explodida as partes do pavilhĂŁo <

< fernando abdo contarim >

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> instruçþes de montagem detalhes construtivos <

< portfĂłlio 2018 >

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< sistema de abertura das portas >

> simulações de implantação lugares mais emblemáticos da zona 09 de milão < < fernando abdo contarim >

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> abertura dos pavilhões dissolução do limite entre interior e exterior <

< portfólio 2018 >

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< os efeitos das luzes jogo cênico dos pavilhões >

> flexibilidade do espaço simulações de usos dos pavilhões <

< fernando abdo contarim >

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a memória através da inversão

reestruturação do museu municipal “casa da memória” cajamar, brasil, 2017

primeira colocação no concurso de projeto “casa da memória reestruturação do museu municipal de cajamar”, promovido pelo cau/sp e aeac/ cajamar (2017) em parceria com felipe tricoli e thais jardim > < casa mr. fuller (atual casa da memória) cajamar, são paulo, brasil 1970


a nova proposta para a casa de memória de cajamar visa trazer ao museu um ambiente mais contemporâneo e extrovertido, que converse com a cidade, sem deixar de respeitar sua história. em relação ao entorno, visou-se abrir uma perspectiva apara o museu do ponto de vista do pedestre, já que sua situação atual encontra-se muito tímida por trás de altos muros. além de remodelar o acesso, com a abertura do muro e com acesso de rampas acessíveis, o telhado, agora invertido em relação ao anterior, traz um caráter público ao edifício, contrapondo assim sua antiga função de residência. após investigação sobre os elementos formais compositivos da casa e suas originalidades na história do edifício, o partido adotado foi o de reconfigurar - inverter tais elementos de modo a criar uma uma nova linguagem arquitetônica, sem contudo deixar de serem reconhecíveis. o respeito à memória, à história e à geografia local se dá principalmente por manter essa assimilação clara dos componentes construtivos e através da escolha dos materiais. devido ao berço de cajamar se dar à implantação de uma fábrica de cimento, a companhia brasileira de cimento portland, foi escolhido o concreto aparente como principal material da proposta. visando conectar com o conceito de hibridização do urbano com a natureza, foi utilizado a madeira com principal revestimento interno, realçando a vegetação circundante que é composta de remanescentes da mata atlântica. com o objetivo de obter uma estética mais esbelta e menos impactante na estrutura existente, foi escolhido o metal como material estrutural. a fim de alocar da melhor maneira possível o programa de necessidades exigido, o espaço foi setorizado reservando a parte posterior do edifício para o setor administrativo e técnico e para a área pública, optou-se por uma ilha com a sala de projeção e banheiros públicos, circundado por um espaço livre de exposição.


> perspectiva das novas fachadas principais da casa da memĂłria; corte longitudinal mostrando o novo acesso facilitado ao edifĂ­cio <

< portfĂłlio 2018 >

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< entre o original e o modificado proposta de preservação e alteração

elementos originais inalterados elementos acrescidos posteriormente

preservação colunata e perímetro/invólucro da casa

telhado

corpo

< proposta desenvolvimento da volumetria varanda

elementos compositivos da casa

reconfiguração dos elementos básicos destaque e inversão

nova disposição interna layout, aberturas e acessos

afinamento da nova volumetria reconexão da colunata e desconstrução da cobertura

partido estrutural cobertura independente + ilha de sustentação

< nova relação com a cidade melhorias de acesso e visibilidade

situação atual > edifício introspectivo voltado para o lote, barreiras, pouca visibilidade

situação proposta > edifício extrovertido voltado para a cidade, acesso dinâmico, ponto focal

< fernando abdo contarim >

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> perspectiva do projeto proposto <

< portfรณlio 2018 >

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> inversão do contexto <

> casa mr. fullen (casa da memória originalmente) cajamar, são paulo década de 30

> contexto original a casa construída sob um entorno rural

> contexto atual a casa incorporada pelo ambiente urbano

> contexto proposto a natureza torna a casa

> inversão da forma <

atual

proposta

< fernando abdo contarim >

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> planta com o novo layout interno proposto; perspectivas internas do novo espaรงo expositivo <

< portfรณlio 2018 >

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admistração

> novo logotipo da casa da memória desenhado e proposto pela equipe <

exposição/ circulação

serviço

> atual setorização

admistração

serviço /público exposição/circulção

> proposta setorização

< fernando abdo contarim >

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da controvérsia a confluência pavilhão itinerante “projetar.org” brasil, 2017 projetar.org concurso de ideias em parceria com gabriel massuda e luiz nascimento >

> sciame di dirigibili hector zamora 2009


o pavilhão é uma comemoração da plataforma “projetar.org” e visa ser itinerante e replicável, percorrendo o brasil todo com workshops, exposições e debates. a proposta é calcada sob os principais conceitos: > desmaterialização do objeto o intuito de usar superfícies espelhadas na fachada é de justamente não permitir uma súbita compreensão da volumetria, dando protagonismo ao entorno imediato refletido, implicando na mimetização do pavilhão no contexto inserido que dissolve-se na paisagem circundante; > o percurso como assimilação da arquitetura a percepção espacial e formal do objeto fica por conta da experiência sensorial no interior do pavilhão: um passeio arquitetônico que conduz como chegada final a sala de produção, passando por um caminho espiralado entre painéis que variam inversamente de altura e textura, conectando todo o programa em um ambiente monolítico. aos poucos o caminho se abre para um espaço dilatado, onde se situa o foyer; continuando o percurso, o novo afunilamento do caminho indica a entrada da sala de projeções, chegando, portanto, ao seu destino final. > um objeto, múltiplas fachadas a fachada panorâmica completamente espelhada do pavilhão permite a fachada ser mutável ao adaptar-se aos diferentes contextos através da reflexão do ambiente circundante. essa ideia vem como resposta (ao menos visual/imagética) à problemática de englobar os mais diversos entornos com uma solução comum. > a cobertura como expressão máxima da efemeridade a adoção de uma cobertura inflável veio como resposta comum há duas demandas: uma cobertura leve, prática, expansível, facilmente manipulável pelo usuário (sobe e desce de acordo com a altura desejada por meio de um sistema de cordas); e elemento cenográfico chave da narrativa do conceito adotado. o formato elíptico remete aos balões de fala e pensamento das histórias em quadrinho, sendo uma representação simbólica em consonância aos usos do pavilhão: um espaço de exposição e compartilhamento de pensamentos, ideias e opniões.


> isomĂŠtrica explodida mostrando o funcionamento e os detalhes construtivos do pavilhĂŁo;

< portfĂłlio 2018 >

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< fernando abdo contarim >

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rede de espaços abertos de lurate caccivio reestruturação da villa carosio e do antigo eixo ferroviário lurate caccivio, itália, 2015 polimi politecnico di milano sob a orientação de michele ugolini e luca faverio em parceria com marcela moura >

lurate caccivio

< a comune de lurate caccivio localizada na província de como (lombardia), ao sul dos lagos de como e maggiore e à 50km de milão


o projeto geral consiste na elaboração de um masterplan para a pequena cidade de lurate caccivio, na itália, com enfoque em criar e qualificar os espaços públicos ao longo do córrego lura que corta a cidade, configurando assim uma rede de espaços abertos. o exercício consistia em subdividir essas áreas marginais e distribuí-las nas equipes para concepção de projetos mais específicos e detalhados de desenho urbano, arquitetura e paisagem, seguindo as diretrizes do plano diretor da cidade. a área do projeto em questão abrange a quadra da prefeitura, uma casa antiga abandonada de domínio público e o antigo traçado ferroviário elevado - atualmente confinado em um miolo de quadra aos fundos dos lotes -, que cruza o córrego lura por meio de uma pequena ponte de pedra. a proposta compreende a transformação do eixo ferroviário desativado em um parque linear integrado com os jardins da villa carosio, bem como a reestruturação da villa com um novo programa de biblioteca. prevê também a remodelação do calçamento da quadra, sobretudo em torno da prefeitura e dos acessos ao parque e o restauro da pequena ponte de pedra, com um mirante elevado para contemplação do córrego. os partidos do projeto são a discrição, a mínima intervenção e a viabilidade. considerando o porte da cidade, as soluções priorizam a simplicidade em termos de desenho, de uso de materiais e de programa para que atendessem a uma demanda real do município e se aproximassem aos potenciais usos dos cidadãos. o resultado final foi apresentado à prefeita e à população de lurate caccivio durante um festival de comemoração de aniversário da cidade.


> perspectiva do parque conectado a nova entrada da villa carosio <

< portfรณlio 2018 >

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> projeto de mirante na antiga ponte ferroviária sobre o córrego lura <

> linear do parque linear marcando o antigo traçado ferroviário <

< o novo jardim público da villa >

< fernando abdo contarim >

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< situação atual da área de intervenção >

< portfólio 2018 >

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< implantação da proposta >


< perfil da årea de intervenção com a proposta de projeto >

< fernando abdo contarim >

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< implantação villa carósio com novo programa de biblioteca >

< portfólio 2018 >

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< vista interior da biblioteca na villa carosio >

< corte longitudinal da intervenção na villa carosio >

< fernando abdo contarim >

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deriva fotográfica

a foto como registro de percursos e ativador de memórias europa, brasil, marrocos, 2014-2017

> da terra aos céus enquadramentos das vistas sequenciais no percurso de subida na cúpula de brunelleschi florença, itália, 2014


a complexidade das realidades contemporâneas sobretudo nessa era digital na qual estamos inseridos -, faz com que não nos atentamos aos detalhes e sutilezas do ambiente físico que nos circunda, sobretudo das relações sociais no contexto urbano e as interações que determinados espaços propiciam. seja em devaneios de viagens seja em andanças do dia-a-dia, a quantidade de estímulos e informações que recebemos é tamanha que nos impede de assimilar e compreender a totalidade do contexto pelo qual transpassamos. a fotografia é uma ferramenta que nos permite romper com essa inércia. ao bater uma foto, você direciona seu foco para o que desperta a sua atenção. passa a apreciálo, a analisá-lo e, aos poucos, a compreendê-lo. o registro é o resultado dessa percepção pessoal que se tem do objeto. um registro é uma lembrança. a imagem é uma ativadora de memórias que sempre traz a iminência da experiência vivida independentemente do tempo. quando você revê um conjunto de fotos feitas por você, sua mente é induzida a revisitar o seu próprio passado, induz a uma reflexão do seu estado de espírito, seus percursos, suas expectativas, suas interações vividas. minhas fotografias não tem um objetivo premeditado de compor um projeto fotográfico e nem partem inicialmente de um compromisso com a arte. fotografar, para mim, é registrar aquilo que os olhos relapsos do cotidiano não veem; é uma extensão externa da nossa consciência e uma garantia de vitalidade das minhas memórias. os registros que mostro aqui são capturas estáticas em meio a um constante e intenso fluxo do meu corpo pelo mundo nos últimos quatro anos. são fotos que buscam, sob o meu olhar e percepção, enquadrar as interações humanas, as singularidades, as histórias,os cotidianos urbanos, as paisagens, as arquiteturas de diversas culturas, englobando em sua maioria países europeus, o marrocos e o brasil. as fotografias a seguir são apenas uma pequena amostra do meu acervo de registros que podem ser conferidos em sua totalidade no meu flickr: www.flickr.com/photos/fab_doc


< portfรณlio 2018 >

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< caminhão photobomber paris, frança 2015

< fernando abdo contarim >

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> praying in tropical language belo horizonte, brasil 2017

> grave skyline istambul, turquia 2015

< portfรณlio 2018 >

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> chiaroscuro milĂŁo, itĂĄlia 2014

< fernando abdo contarim >

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> facciata (in)finita bolonha, itรกlia 2015

< portfรณlio 2018 >

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< fernando abdo contarim >

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< portfรณlio 2018 >

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> a cidade, as serras, os artesĂŁos ouro preto, brasil 2016

< fernando abdo contarim >

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< agonia berlim, alemanha 2015

< portfรณlio 2018 >

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> promenade architecturale porto alegre, brasil 2016

< fernando abdo contarim >

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> stoned city edimburgo, escรณcia 2015

< portfรณlio 2018 >

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< fernando abdo contarim >

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fernando abdo contarim <portfolio> 2018  
fernando abdo contarim <portfolio> 2018  
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