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RIO E COLEGAS Os Diretores e Atores do Filme Contam Como Foram Suas Produções e a Idealização.

Passo a Passo

de uma ANIMAÇÃO e Como Funciona um Set de Filmagem

Veja a Contribuição

do Cinema para a Concientização Social


EDITORIAL

Editora CineArt

Redação Editor: Felipe Mazoni Redação: Ruthe Beatriz Chefe de Arte: Estefani Sampaio Editora de Arte: Estefani Sampaio Revisão de textos: Ruthe Beatriz/Luciana Miki/Estefani Sampaio Colaboradores:Tatiana Miyake/Stéfani Deri

ANIMA MUNDI São Paulo

Carta do Editor

Animar ou fazer uma filmagem é muito mais do que apenas desenhar ou enquadrar atores nas câmeras. É transmitir uma ideia, um conceito, uma emoção, uma ligação entre a história e o público.

Publicidade

Quando você entende que a animação e o cinema não é só uma boa aparência, tudo acontece, e você passa a perceber que a mensagem que quer passar para o publico é tão importante quanto a aparência.

Diretor de Publicidade: Stéfani Deri (011) 96690-0394 São Paulo Coordenador: Tatiana Miyake

Se você conseguir enxergar o trabalho de outra forma, tudo fluirá, inclusive na hora de colocar a mão na massa. Pensado em ajuda-lo a pensar de forma critica e consciente em relação a outros filmes, nesta revista pretendemos dar algumas dicas para que você consiga ver o cinema e a animação com outros olhos.

INTERNET

www.cineart.com www.revistaaction.com.br

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Ruthe beatriz editora assistente

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Imagem e do som São Paulo (011) 2117 - 4777

MISTO

papel reproduzido a partir de fonte responsável. FSC C0124359

Ruthe@Action.com.br

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SUMÁRIO

Tecnologia Sustentável Passoa a passo Um pouco de Carlos Saldanha Filme Rio

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SET Entrevista Filme Colegas

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Indicações

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Câmera

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SUMÁRIO

SUMÁRIO

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ANIMAÇÃO

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X

Mais Energia E

ssa nova tecnologia sustentável, objetivam a redução de custo total de propriedade (TCO). Essa redução de custo deixa a solução muito mais atrativa e viável, quebrando um velho paradigma de que tudo que é sustentável é, necessariamente mais caro. Para ilustrar, podemos citar um exemlo o Thin Clients. Eles são terminais leves que funcionam como uma CPU e compartilham as funções de um servidor. A solução reduz o custo de energia elétrica (PC normal gasta cerca de 300 watts e um thin Client de 4 a 9 watts), de manutenção de hardware e software para cada estação de trabalho, ou seja, além de custar menos que um PC normal, o gasto com manutenção será menor ou nulo. Por ser muito menor que uma CPU, gera menos lixo eletrônico. Imagine o gasto energético e ecológico de recursos usados para montar uma rede com computadores com vários terminais, gabinetes de aço e componentes com minério de ferro. Agora, imagina uma solução leve e pequena, onde os recursos de um único computador de forma independente. Isso é economia de energia, redução de custos e sustentabilidade. Atualmente não se pode simplesmente dar as costas para o que está acontecendo. Há pouco tempo atrás era bonito falar-se em sustentabilidade, hoje em dia é mais que necessário. Novas tecnologias que são sustentáveis, isso é genuinamente “Desenvolvimento Sustentável”. Muitas empresas usam esse discurso como uma jogada de marketing. Aqui não concordamos com isso. Nós tomamos cuidados desde a produção de nossas soluções, e nossas ações são prova de nosso comprometimento. Promovemos o pensamento sustentável com redução de custos.

Tecnologia Sustentável

ANIMAÇÃO

Menos

Poluição

Apesar da consciência ecológica das pessoas ter aumentado significativamente nos últimos anos, ainda é muito na base do discurso. No nosso nicho de mercado não é fácil você mudar toda uma cultura rapidamente. Buscamos pesquisar o que é melhor para cada cliente. Mas na verdade, a partir do momento que você alia sustentabilidade com redução de custo, chama uma maior atenção do público em geral. É importante que as pessoas conheçam nossos produtos para que tenham o poder da escolha.

Lixo

Tecnológico

Altamente tóxico, tempo maior de decomposição e não biodegradável. Estas são umas das características que fazem o lixo tecnológico um dos mais perigosos para o meio ambiente. A reciclagem desse tipo de detrito deve ser realizada por empresas especializadas, que no Brasil ainda são pouquíssimas. Em alguns estados dos EUA é proibido o descarte de lixo eletrônico, principalmente os CRTs (tubos de imagem), nos aterros sanitários. Como o Brasil ainda está atrás de outros países no que diz respeito a tratamento de lixo em geral e o consumo deste tipo de produto só cresce (O mundo joga fora cerca de 50 milhões de toneladas de sucata eletrônica por ano), é importante que cada um faça sua parte. O Estado e as grandes empresas por Stéfani Deri

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de produtos tecnológicos devem achar uma solução para diminuir a produção de lixo eletrônico. Seria a reutilização destes componentes, a reciclagem é a bola da vez. Uma das soluções hoje em TI é da utilização de thin clients e multiterminais, faz a sua parte e inova. As duas soluções, apesar de possuírem algumas diferenças são eficazes da mesma forma quando o assunto é sustentabilidade. “Imagine o gasto energético e ecológico de recursos usados para montar uma rede com computadores com vários terminais, gabinetes de aço e componentes com minério de ferro. Agora, imagina uma solução leve e pequena, onde os re-


ANIMAÇÃO

Passo a passo

Passo a Passo COMO CRIAR UMA

ANIMAÇÃO

No artigo a seguir, vamos ver os vários estágios envolvidos na criação de um filme de animação, não importando se seja o próximo blockbuster de Hollywood ou o mais curto dos curta-metragens. Assim, se você estiver pensando em tentar por você mesmo e quiser saber como fazer, ou mesmo se tiver alguma curiosidade sobre o processo, vamos explicar com detalhes. O processo pode ser dividido em três estágios: pré-produção, produção e pós-produção.

Pre-Produção O primeiro processo da produção da animação, e também um dos mais importantes, é a pré-produção. Esse processo começa com os conceitos iniciais que são transformados em uma história completa. Alguns do componentes principais da pré-produção são o StoryBoard, Layouts, Planilhas de modelos e Animatics.

Planilhas de modelos

S t o r y B o a r d i n g L

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Arquivo Pessoal

Uma vez que os StoryBoards estejam completos, eles são enviados para o departamento de layout que então trabalha bem de próximo ao diretor para desenhar as locações e roupas. Com isso feito, inicia-se a direção das cenas, mostrando as posições dos personagens em todas as tomadas.

Arquivo

Pessoal

O StoryBoard ajuda a finalizar o desenvolvimento da história, e é um estágio essencial do processo de animação. É feito de desenhos em forma de uma revista em quadrinhos, e é usado tanto para visualizar a animação quanto para comunicar as ideias claramente. Ele detalha a cena e mudanças na animação, frequentemente acompanhada de notas de texto que descrevem coisas que ocorrem na cena em si, como movimentos da câmera.

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As planilhas de modelos são precisamente grupos de imagens que mostram todas as possíveis expressões que um personagem pode ter, e todas as poses diferentes que podem adotar. Essas planilhas são criadas de forma tanto a manter os detalhes do personagem de forma correta e manter o desenho do personagem uniforme pelos diferentes animadores que estão trabalhando nele em várias tomadas.


Produção

Passo a passo

ANIMAÇÃO

Agora que o storyboard foi aprovado, o projeto entra na fase de produção. Algumas das partes principais dessa fase são: layout, modelagem, texturização, iluminação, estaiamento e animação.

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As pessoa da modelagem normalmente são divididos em dois ou mais departamentos. Enquanto que modeladores orgânicos tendem a ter um background em escultura e se especializarem em construir os personagens e outras superfícies, modeladores de superfície dura frequentemente tem um background mais industrial ou arquitetônico, e por isso modelam veículos, armas, objetos e edifícios. Trabalhando bem próximo os Diretores de arte, os modeladores transformam os conceitos 2D e tradicionalmente esculpem maquetes em detalhes, topologicamente em modelos 3D. Eles então ajudam o Animador com o modelo ainda na forma do esqueleto para desenvolver a pele. Após isso, o modelo pode ser manipulado novamente pelo Modelador, que irá proceder com o desenvolvimento das expressões faciais e qualquer forma muscular específica que pode ser necessária.

T e x t u r i z a ç ã o Seja criando uma textura do zero ou através da edição de uma imagem existente, os artistas de texturização são responsáveis pelas sombras e pela pintura das texturas de acordo com os requisitos da

Produção

cena. Trabalhando lado a lado com os departamentos de Faceamento e Sombras, as texturas são criadas para se encaixarem nos conceitos artísticos aprovados que foram entregues pelo departamento de arte. Essas texturas são criadas na forma de mapas que são associadas ao modelo.

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Não apenas os artistas de iluminação tem que pensar na iluminação de cenas individuais, eles também tem que considerar como juntar todos os elementos que foram criados nos outros departamentos. Em muitas companhais, técnicos de iluminação combinam as últimas versões da animação, efeitos, movimentos de câmera, sombras e texturas em cenas finalizadas, e renderizam uma versão atualizada todos os dias. Estaiamento O estaiamento é o processo de adicionar nós a um personagem e definir o movimento de objetos mecânicos, e é o centro do processo de animação. Um técnico de personagens fará testes das animações para mostrar como uma criatura ou personagens serão mostrados em poses diferentes, e baseados nos resultados ajustes são

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frequentemente feitos.

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Em companhias de produção modernas, a prática do planejamento meticuloso da performance de um personagem frame por frame é aplicado em gráficos 3D usando os mesmos princípios básicos e julgamentos estéticos que foram desenvolvidos primeiramente para animações 2D e stop-motion. Se captura de movimentos for usado no estúdio para digitalizar o movimento de atores reais, então a maior parte do tempo do animador será gasto limpando o movimento capturado e completando essas porções (como olhos e mãos), que podem não ter sido digitalizados durante o processo. O time de efeitos também produz elementos como fumaça, poeira, água e explosões, apesar de que o desenvolvimento desses aspectos não começa até que a animação/iluminação final ter sido aprovada por elas serem integradas a tomada final e frequentemente computacionalmente pesadas.


ANIMAÇÃO

Passoa a passo

Pós-Produção

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O departamento de composição junta todos os elementos 3D produzidos nos departamentos anteriores, pra criar a imagem renderizada final do filme. A composição pegar imagens renderizadas dos iluminadores e algumas vezes também começa com scripts de composição que os técnicos desenvolvem para compor inicialmente seus dailies (versões de trabalho da tomada). Tarefas gerais da composição incluem renderizar os diferentes passos entregues pelo departamento de iluminação para formar a tomada final, pinturas de correção e rotoscópio, assim como a composição dos elementos de fx e efeitos de gradação de cores em geral.

Edição

de

E d i ç ã o

som

Arquivo Pessoal

Esse departamento é responsável pela seleção e montagem das gravações de som para prepara-las para a mixagem final, garantindo a sincronização labial e adicionando todos os efeitos de som necessários para o filme.

por Felipe Mazoni

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v í d e o

A edição de vídeo é o processo de manipular e rearranjar as tomadas para criar um produto final, e é nesse estágio que qualquer tomada indesejada é removida. A edição é um passo crucial para garantir que o vídeo flua de maneira a alcançar o objetivo inicial. Outras tarefas incluem a inclusão de títulos e adição de efeitos ao vídeo e texto final.

Pós-Produção Pós-Produção

A pós-produção é a terceira e última parte da criação do filme, e se refere as tarefas que precisam ser completadas ou executadas depois da filmagem. Essas tarefas incluem edição do material bruto para montar as cenas, inserção de efeitos de transição, o trabalho com vozes e sons dos atores e dublagem. Em geral, porém, as três fases principais da pós-produção são: composição, edição de som e edição de vídeo.


Arquivo pessoal

Um pouco de Carlos Saldanha

R Como surgiu a ideia do filme? A ideia do filme surge em 2002, 2003 mais ou menos. Eu sou do Rio de Janeiro e queria muito fazer um filme que mostrasse a cultura, o cenário, porque não tiveram muitos filmes que falassem sobre o rio de janeiro feitos para o mundo, então queria fazer uma coisa mais global. E a animação foi a melhor maneira de mostrar a cor, o espirito do Rio de Janeiro. Uma coisa que me interessava muito quando resolvi fazer o filme foi essa coisa do mercado ilegal de trafico de animais, da natureza, extinção, então eu tava lendo muito artigo de jornal sobre esse assunto, dai fui me envolvendo com esse assunto e começou a me fascinar esse elemento, comecei então a bolar uma história em cima disso.

Teve alguma mudança drástica na sua história? A minha ideia inicial era fazer sobre a história de um pinguim, que chegava nas praias do Rio de Janeiro, como acontece em todo o inverno carioca, Mas na época que eu tive essa ideia surgiram vários filmes sobre pinguim, e a história ficou meio abandonada, então eu tive que dar uma mexida na história pra eu poder criar os novos elementos. Mas na história original já tinha a arara os tucanos e todos os pássaros que tem na história.

O que é mais importante numa animação? O mais importante é você ter uma ideia, e da ideia sai o roteiro e um bom roteiro é o inicio de tudo, você nunca pode começar uma produção sem ter um roteiro fechado, uma ideia estabelecida, porque se não você se perde no caminho e a tecnologia não vai servir pra nada. A tecnologia é apenas uma ferramenta.

Porque colocar Rodrigo Santoro, um brasileiro, no seu

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ANIMAÇÃO

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ee C a r l o s Saldanha Carlos saldanha conta como surgiu a ideia para o filme, como foi a produção e o motivo do tema escolhido elenco de dubladores? Na versão americana o filme é dublado naturalmente por atores americanos, mas a participação do Rodrigo Santoro é especial, pois ele faz o papel do cientista que vem pro EUA pra pegar a arara e levar para o Brasil. Como esse personagem é um humano, eu queria que ele tivesse o sotaque, o jeito carioca de falar e de ser, eu queria ter essa combinação do brasileiro vindo para o EUA.

Como é feito o processo de dublagem? No processo de animação a voz é grava primeiro e depois o filme é feito, é diferente de uma dublugem onde o filme já esta pronto, e os atores gravam e cima do filme. É muito importante eu defini qual vai ser a voz do blu da jade, dos personagens, eu começo pelo histórico do personagem, e baseado nesse perfil eu vou em busca do ator de tenha uma voz que representa essa emoção, e uma vez fechado isso começa o processo de gravação, depois eu pego essa voz e edito, faço a seleção e passo pra turma da animação que vai dar vida ao personagem.

Como fez para escolher a trilha 11

sonora do filme?

Pra ter inspiração eu escutei muita musica brasileira, o que me ajudou muito, mas chamei um perito em musica Marcos Rezende pra me ajudar na trilha, além de Carlinhos Brown, Will. i.am e Jamie Fox. Queira uma coisa bem brasileira, com suingue, uma coisa bem envolvente mesmo.

“Rio” é uma homenagem à sua cidade natal. Quais foram os maiores desafios que você enfrentou durante a produção do filme? Foi a complexidade de trabalhar com humanos. Até então, só tínhamos feito bichos. E, apesar de os objetivos serem os mesmos, as expressões humanas são mais complexas. Além disso, tivemos também que colocar roupas nos personagens e fantasias para as cenas do Carnaval.

por Estefani Sampaio


ANIMAÇÃO

Filme Rio

A divertida animação Rio retrata um dos problemas frequentes que acontecem no mundo todo, o

TRAFICO DE ANIMAIS, com um pano de fundo repleto de beleza e musicalidade, Rio de Janeiro e samba. Carlos Saldanha recebeu a oportunidade de dirigir seu primeiro filme sozinho e quis retratar as alegrias de sua cidade natal, mas também um problema que tem crescido no mundo todo.

É

com a inconfundível paisagem do pão de açúcar com uma riqueza de detalhes que o filme Rio começa, passando logo para um conjunto diversificado de pássaros coloridos cantando e dançando ao som característico do Brasil, o Samba. Ritmo musical que nos torna bem famosos lá fora, além do futebol é claro. Mas a beleza da paisagem e a alegria dos pássaros não esconde a devastação que o ser humano esta fazendo, destruindo a floresta e traficando animais, como foi à história de Blu que foi levado para fora do país quando filhote, e foi parar em Minnesota sob o olhar da adorável Linda que acabou achando ele na rua quando caiu de um caminhão, onde estava sendo contrabandeado. O impacto da paisagem carioca é logo seguido pela beleza visual dos personagens, de forma a impressionar o espectador. A paleta de cores do filme também é de encher os olhos, vide as sequências de abertura do filme e a que apresenta uma perseguição em

pleno desfile de carnaval na Marquês de Sapucaí. Entretanto, o Rio de Janeiro não é apenas retratado através de suas belezas naturais, mas especialmente em sua essência. A cidade é personagem do filme e aparece descrita em detalhes bem familiares a quem a conhece bem. Seja através da lata de lixo na cor laranja ou na ciclovia que percorre a orla de Copacabana até características típicas do povo brasileiro, como a paixão pelo futebol. O clima de bagunça organizada, ampliado pela história se passar em pleno Carnaval, é também conhecido. O Rio de Janeiro é assim, cidade e morro unidos pela informalidade. Em atitude e também na moral. Moral esta que permite que um garoto ajude no sequestro de Blu e Jade, a última fêmea da espécie. Um ato recriminado, mas logo justificado. Reflexo da caótica desigualdade social brasileira, que faz com que um adolescente tenha que realizar este tipo de serviço para sobreviver. É claro que, diante deste histórico, ele se redime logo em seguida. Entretanto, não é este desenrolar o ponto principal mas o fato de que mesmo o lado negativo não foi escondido. O diretor Carlos Saldanha exalta o Rio de Janeiro em

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sua beleza e simpatia, mas deixa bem visíveis as favelas, roubo a turistas, a comercialização de animais silvestres que leva a extinção de algumas espécies de animais, um importante tema nesse segmento. Mostra que os animais contrabandeados são maltratados ou malcuidados. Os contrabandistas fazem o sequestro de pássaros e os prendem para depois vende-los e não se importam com que fim que vão levar depois de serem vendidos. É claro que tudo é apresentado com bom humor e leveza, afinal de contas Rio é uma animação voltada também para o público infantil. Portanto O filme Rio nos ensina as lições de sustentabilidade como, por exemplo, como preservar as espécies em extinção, não só as que estão extintas, mas sim todas as espécies, mostra também como colocar em dia o reflorestamento e preservação do meio ambiente. Ele nos mostra que as pessoas não devem roubar animais para venda proibida. Os animais precisam de cuidados para não desaparecer do mapa.


Filme Rio

Rio é um filme deslumbrante. Pela riqueza dos cenários, pelo capricho em uma animação de alta qualidade, pelos personagens cativantes, pelas músicas envolventes e por uma série de situações muito divertidas. Fora o tão importante tema que foi tratado no filme, o que nos faz pensar um pouco na mensagem que é passada, nos deixando um questionamento: será que só porque eu sou pobre tenho que ajudar a reproduzir o mal? Ou será que posso fazer a diferença? Palmas para Carlos Saldanha. Mais do que fazer um bom filme, ele conseguiu captar a essência do que é o Rio de Janeiro em pleno Carnaval e apresentá-lo com um tema extremamente importante para os dias de hoje, onde esse tipo de crime cresce cada vez mais.

por Ruthe Beatriz

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ANIMAÇÃO


CINE

CINE 14


SET

C O M O

FUNCIONA

UM S E T DE C I N E M A

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CINE


CINE

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SET

A cena mostra apenas um casal se beijando

MAS ao redor dos atores, há um exército de trabalhadores.

A equipe que atua no set – o local em que se faz um filme – pode ser de poucas dezenas a algumas centenas de pessoas,

10 a 20 profissionais. Já uma superprodução como a trilogia O Senhor dos Anéis precisou de mais de 300 pessoas trabalhando nas

dependendo do tamanho da produção. Um curta-metragem, por exemplo, não exige mais que cenas de batalha, sem contar o elenco.

montador (o sujeito que transforma vários rolos de película no produto final), o compositor da trilha sonora e a equipe de efeitos especiais. No set, a coisa só funciona com uma rígida hierarquia: o operador de câmera, subordinado ao diretor de arte, nunca recebe ordens imediatas do diretor do filme – o chefe máximo do estúdio. É o diretor que, quando tudo e todos estão prontos para começar a filmar, dá o grito de guerra: “Luz, som, Fora as pessoas no set, há outras tantas que sequer põem o pé no estúdio, como o

câmera,

ação!” (o som, coitado, quase nunca é lembrado por quem não trabalha com cinema).

Núcleo de Direção

Núcleo de fotografia

O diretor é o chefe geral do estúdio. Seus subordinados diretos são o assistente de direção, o elenco e o continuísta – sujeito que faz a marcação nos cortes para que, por exemplo, um personagem que usa óculos não apareça sem eles quando a filmagem for retomada

Chefiado pelo diretor de fotografia, que determina o tipo de luz a ser usada, as lentes da câmera e a qualidade da película, entre outras coisas. Ele é assistido pelo operador de câmera e seus ajudantes. Neste núcleo, ainda trabalham os maquinistas (que operam gruas e outros aparelhos) e os eletricistas.

Núcleo de som

Núcleo de produção

O engenheiro de som controla a captação dos diálogos, do som ambiente e de efeitos sonoros. Ele trabalha com um assistente e o microfonista, responsável pela instalação dos microfones de cena.

O diretor de produção é quem cuida da parte logística do filme: cronograma, negociação com fornecedores, contratação de pessoal. Com ele, trabalham alguns produtores e seus assistentes, que vão atrás de objetos que compõem o cenário, e até um produtor de alimentação para os trabalhadores do set. Também estão neste núcleo as equipes que fotografam e filmam o making of.

Núcleo de arte O diretor de arte é o responsável pelo visual do filme. Sob sua batuta, trabalham o assistente de direção de arte, maquiadores, figurinistas, o cenotécnico (responsável pela construção dos cenários) e o contra-regra (que zela pela conservação dos objetos de cena).

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Elenco São as pessoas que aparecem no produto final: atores e figurantes


Entrevista

CINE

M A R C E L O G A L V Ã O DIRETOR DE COLEGAS, FALA SOBRE O FILME CINEASTA COMENTA ESCOLHA DO ELENCO COM SÍNDROME DE DOWN E CAMPANHA #VEM SEAN PENN

P

oucas coisas são tão universais quanto a capacidade de sonhar. Porém, muitos são os momentos em que nos vemos engolidos pela rotina e por um pragmatismo que ganhamos com a fase adulta ou, talvez, seja apenas a vida, ou alguma fase dela. Na contramão dessa premissa, Stalone (Ariel Goldenberg), Márcio (Breno Viola) e Aninha (Rita Pokk), personagens do filme Colegas, “roubam” um carro e colocam o pé na estrada em busca de aventuras. A estreia está marcada para 1º de março e esperase que o ator americano Sean P e n n apareça para assistir ao lançamento ao lado do ator Ariel Goldenberg, autor da campanha #VemSeanPenn. Com direção e roteiro de Marcelo Galvão (Quarta B; Bellini e o Demônio), Colegas não é só um bom filme premiado em vários festivais - ganhou três prêmios em Gramado, São Paulo, Rio de Janeiro e em países como Itália e Rússia -, é também uma forte e sutil cutucada em nossa zona de conforto enquanto nos leva a uma divertida viagem junto a três protagonistas com Síndrome de Down, permeada por sonhos e frases célebres do cinema. Carioca criado em Campinas e radicado em São Paulo, o ex-redator publicitário Marcelo Galvão escreveu o roteiro de Colegas há sete anos, inspirado pela convivência que teve durante a infância com seu tio portador de Síndrome de Down. Desses sete anos, cinco foram de tentativas de captar recursos até enfim ser viabilizado seu primeiro grande projeto com lei de incentivo. Completam o elenco do filme os atores Lima Duarte, Juliana Didone, Leonardo Miggiorin e Marco Luque.

Eu cresci com um tio com Síndrome de Down e foram momentos muito felizes da minha vida. Eu era criança e ele passava as férias na minha casa e tinha muita coisa em comum com a gente [crianças]. Era um adulto que acreditava que tudo era possível, tinha o lúdico muito presente, era um cara engraçado, tinha um coração gigante. Eu não queria escrever um filme que falasse sobre Síndrome de Down, mas que fosse leve e gostoso, com essa energia boa que eu sentia quando estava com ele. Para isso escrevi um filme que falasse sobre sonho, mas protagonizado por pessoas com Síndrome de Down.

“Ouvi dos mais absurdos possíveis em várias instâncias, desde críticos, distribuidoras e patrocinadores”

Confira abaixo nossa conversa com o diretor Marcelo Galvão sobre o filme Colegas e outros pitacos sobre o cinema brasileiro.

Você teve a intenção de chamar a atenção para inclusão social? Intenção não tive, não queria levantar uma bandeira, mas o filme é totalmente inclusivo. É um filme que tem, além dos três protagonistas, mais outros 70 garotos com Síndrome de Down no elenco e é produzido por um produtor executivo deficiente visual. Não é um filme para você ficar com pena de ninguém, você se diverte, dá risada e pensa ‘Caramba! Esse filme foi feito com esse elenco, por esse produtor!’, aí sim vemos como um projeto de inclusão social e essa é a melhor forma de incluir, quando você esquece que a pessoa tem a deficiência.

Você encontrou dificuldades para captar recursos para o filme? Um monte, não só por causa dos protagonistas, mas pelo tema do filme. Muitas empresas disseram que não queriam associar a marca com Síndrome de Down, distribuidores disseram que não ia dar dinheiro, não ia funcionar. Ouvi dos mais absurdos possíveis em várias instâncias, desde críticos, distribuidoras e patrocinadores. 17

http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/marcelo-galvao-diretor-de-colegasfala-sobre-o-filme

Por que um elenco com atores com Síndrome de Down?

O diretor Marcelo Galvão

Você também está fazendo um documentário que aborda o tema... Sim, chama Três Vidas e Um Sonho, sobre as mães dos protagonistas de Colegas. Mostra três mães que viviam reclamando da vida porque tiveram filhos com Síndrome de Down em um momento que existiam muitos preconceitos, além de terem sido deixadas pelos maridos. Elas são exemplos de perseverança, de pessoas que conquistaram o que queriam. O documentário deve sair no meio desse ano ou no final, minha ideia é conseguir mandar para alguns festivais.

Como você analisa o cinema brasileiro atual? Acho que o cinema brasileiro começa a ter mais voz. Muitos filmes bons estão sendo feitos, mas existe ainda uma preocupação em fazer filme só pra público. Existem duas vertentes e eu tento trabalhar no meio delas: tem as que fazem filmes pra elas mesmas, que dialogam só com elas, e os que fazem filmes para grande massa sem nada a dizer. Eu tento fazer filmes interessantes que tenham algo a dizer e que dialoguem com a grande massa.

E o Sean Penn vem? Até agora ninguém falou nada. Sei que o vídeo chegou nele, mas não tive uma resposta. Se ele não vier a gente vai lá mostrar pra ele, vou com o Ariel. Ele [Ariel] está na torcida achando que o cara vai vir. Vamos ver!

por Stéfani Deri


CINE

Filme Colegas

ARQUIVO PESSOAL

Recheado de referências cinematográficas, Colegas traz uma abordagem envolvente para questionar as diferenças impostas pela sociedade. O fato de ter como protagonistas três portadores de Síndrome de Down.

Colegas é um filme Brasileiro que estreou em primeiro de março deste ano, foi dirigido e escrito por Marcelo Galvão. O filme conta a historia de três amigos com síndrome de Down, Stalone, Aninha, e Márcio, que vivem e trabalham numa videoteca do Instituto Madre Tereza. Eles se comunicam entre si geralmente usando citações de filmes famosos. Ao assistirem Thelma e Louise resolvem roubar o carro do jardineiro Arlindo e ir realizar os seus sonhos, Stalone quer ver o mar para reencontrar sua mãe que vive em Atlântida, Márcio quer voar para construir uma casa na lua para os seus pais e Aninha busca um marido que saiba cantar para se casar.

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Filme Colegas

Eles

se metem em confusões ao assaltar uma loja de conveniência com uma arma de brinquedo e passam a ser procurados como criminosos perigosos. No filme policiais ao interrogar outros portadores de Down, se deparam com caretas, ouvem suposições absurdas, delírios. A sequência provoca risos e desmistifica a ideia de que uma pessoa com deficiência esteja em um patamar intocável e seja uma heresia retratá-la com humor. O ídolo do trio em fuga é Raul Seixas; sendo assim, várias músicas da trilha sonora são do “maluco beleza”. Essa admiração se encaixa muito bem à narrativa pelas ideias associadas ao roqueiro. A “loucura” está em todo lugar, como mostra Souza ao conversar com o espelho, incorporando um típico personagem de trama policial. As histórias de abandono de cada um dos protagonistas comovem e geram fantasias belas e coloridas. A cena em que Márcio pega um balão para encontrar os pais na lua é extremamente lúdica. E as sequências de assaltos e situações inusitadas na busca por desejos simples provocam diálogos engraçados. Felizmente, o filme trata a deficiência de forma leve, alternando drama a um humor autodepreciativo benéfico a qualquer ser humano. Na sociedade em que vivemos as pessoas geralmente tem muita sensibilidade quando se fala em síndrome de Down, Mas quando se fala em fazer uma produção grande como um filme, por exemplo, muitas dessas mesmas pessoas acham que não vai dar certo porque a pessoa não seria capaz, teria muitos problemas em decorar

textos, em fazer cenas, etc, Criando ai um Preconceito gigante. Existem muitas maneiras de se abordar o preconceito, e o cinema é um ótimo veículo para manifestações. A diferença está na maneira como a mensagem chega e como você se predispõe para comprar esse ou aquele barulho. Disposto a quebrar paradigmas e jogar tudo para o alto, o diretor, produtor, editor e roteirista Marcelo Galvão fez colegas. É Em cima desse preconceito que Galvão queria criar um filme que mostrasse o modo como as pessoas com síndrome de Down viam o mundo. Galvão cresceu ao lado de um tio com Down, consciente que, embora cheia de dificuldades, essa síndrome não significa tristeza. Ao humanizar seus personagens, ao invés de santificá-los, entrega um filme muito mais sensível e eficaz do que qualquer campanha de conscientização. O projeto havia começado há 7 anos atrás, mas não foi fácil iniciar as filmagens já que não haviam patrocinadores interessados no filme, eles achavam que um longa sobre pessoas com síndrome de Down não faria Sucesso. E que traria uma péssima associação de suas marcas a questão síndrome de Down. Ancorado pela experiência na publicidade, Galvão cria um universo estético que se encaixa na natureza fantástica do seu roteiro, escrito com Ricardo Barretto. Com problemas de divulgação a produção criou até um blog para anunciar todos os acontecimentos relacionados com o filme, pra ajudar na repercussão do mesmo. Aparentemente o principal motivo do sucesso de colegas foi a publicidade promovida por Ariel Goldenberg (um dos protagonistas). Ariel lançou um vídeo com a campanha de trazer o ator Sean Penn para assistir o filme ao lado de Goldenberg isso se tornou um viral e uma grande propaganda para o filme.

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CINE

O grande trunfo do filme é o desfecho aberto à imaginação reitera a ideia de uma trama calcada na fantasia. Tirando o foco de uma condição específica e elevando a perspectiva para um fator naturalmente humano – a diferença –, Colegas conseguiu desenvolver uma proposta criativa dentro do cinema nacional.

por Ruthe Beatriz


SESSÃO PIPOCA

Indicações

Crash O filme retrata a violência e o preconceito social e racial nos EUA, onde acontecem historias interligadas simultaneamente, em um ambiente onde um é afetado pelo outro com tanta violência, como a maioria dos filmes do gênero, contem cenas forte tentando retratar a realidade.

Divi &

Apre Preste atenção

O Clã Das Adagas Voadoras

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O filme se passa no ano 859 da dinastia tang, onde o governo não consegue combater os grupos rebeldes e resolvem bolar uma estratégia enfiltrando um de seus soldados para ganhar a confiança do lider de um dos mais famosos clãs de rebeldes, mas não contavam com o fato de o soldado acabar se apaixonando e deixando sua missão de lado.

qu

Ar

A Historia De Uma Gueixa O filme retrata a historia de uma garota, que é vendida por seu pai a uma casa de gueixas no japão. Onde ela é treinada para a respectiva atividade, assim competindo e sendo invejada pelas outras moças, mas acaba quebrando a principal regra entre as gueixas e se apaixona por um cliente. Com a indicação para dois Oscars o filme causou polemica, diante de uma atriz chinesa, retratando a vida de uma gueixa japonesa.

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Indicações

Se irta

enda

SESSÃO PIPOCA

Summer Wars Conta a história de um menino, que para salvar o mundo de uma ameaça virtual precisará aprender a trabalhar em equipe. Aborda temas morais e valores éticos.

a algumas dicas de filmes que tem algo a mais a dizer

Coach Carter

Um famoso treinador de basquete entre as universidades norte-americanas, resolve retornar a sua antiga escola para treinar seu time, mas percebe que terá de ensinar muito mais que basquete ao jovens desajustados que vem o esporte como sua única oportunidade de crescer na vida. Ensinando lições éticas e morais para coloca-los no caminho do sucesso.

O Ultimo Samurai Na época de 1870, um capitão norte-americano é contratado para trabalhar no Japão, treinando tropas recem criadas, para eliminar a oposição criada pelos ultimos samurais, que estão atrapalhando a modernização da cidade, agora o codigo e honra seguido a risca pelos samurais esta sendo ameçado nesta guerra, onde acontece uma tremeda reviravolta onde os lados se invertem. 21

por Estefani Sampaio, Felipe Mazoni , Miki Watanbe


COMO FUNCIONA

Câmera

TakeA

Picture” Tire a sua curiosidade

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Arthur e o

Infinito

Um filme sobre o autismo por Juliana Rufino

MIS-MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DIA 13/11/2013 ÀS 21H E 22H


Editora CineArt

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