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Política

Sábado e Domingo

Natal, 14 e 15 de abril de 2012

O Jornal de HOJE 3

Carlos Eduardo afirma que vereadores “valem tanto quanto um palito de fósforo queimado” EX-PREFEITO AGRIDE PT E DEM NAS PESSOAS DOS VEREADORES FERNANDO LUCENA E ENILDO ALVES: “FALSÁRIOS” ALEX VIANA REPÓRTER DE POLÍTICA

O ex-prefeito de Natal, presidente do PDT e pré-candidato da sigla a prefeito nas eleições deste ano, Carlos Eduardo Alves, classificou seus adversários políticos de “falsários e mentirosos” e afirmou que eles “valem tanto quanto um palito de fósforo queimado”. As declarações do pedetista foram dadas esta manhã, através das redes sociais, e causaram mais repercussão negativa nos meios políticos. Os adversários a que o ex-prefeito se referiu são o PT e o DEM nas figuras dos vereadores Fernando Lucena (PT) e Enildo Alves (DEM) que nesta semana deram declarações públicas favoráveis à desaprovação das contas do exgestor relativas ao ano de 2008, apontadas como irregulares e que podem levá-lo à inelegibilidade. Curiosamente, Carlos Eduardo poupou das críticas o PMDB, mesmo o vereador Luiz Carlos tendo declarado que votará contra a aprovação das contas do pedetista. “Partindo do mesmo lugar, lá vêm eles pelo mesmo caminho. São falsários e mentirosos contumazes. Valem tanto quanto um pa-

lito de fósforo queimado”, disse o pedetista, vinculando a ação dos vereadores aos supostos pré-candidatos apoiados por eles. “Não tenho culpa se seus respectivos candidatos estão com média de 3 por cento em todas as pesquisas de intenção de votos em Natal”, disse. Segundo Carlos Eduardo Alves, a rejeição dos candidatos “deles” é quatro vezes maior que a intenção de votos, numa clara referência aos pré-candidatos Fernando Mineiro (PT) – candidato de Lucena – e Micarla de Sousa (PV) – Enildo Alves, que já defendeu o apoio do DEM para a reeleição da prefeita. “Pior, a rejeição deles é quatro vezes maior do que a intenção de votos. Repito, não tenho culpa disso. PT e DEM juntos, unidos e abraçados no mesmo tapetão em Natal. Protagonizam a politicagem da semana”, completou o ex-prefeito. Enildo e Lucena defenderam esta semana que as contas de Carlos Eduardo Alves sejam reanalisadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parecer da Corte de Contas sobre o exercício financeiro de 2008 – último ano da gestão carlista – se encontra sob a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final da

Página virtual do ex-prefeito Carlos Eduardo foi usada para desabafo contra os vereadores que criticaram suas ações Câmara Municipal de Natal e é pela aprovação, com ressalvas, das contas. Entretanto, novas irregularidades foram descobertas pelos vereadores esta semana, como os mais de três mil atos administrativos assinados pelo ex-gestor concedendo

incorporações, gratificações e promoções nos últimos seis meses de 2008, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, os vereadores questionam a operação de crédito realizada pela prefeitura no final de 2008. Tal operação consistiu no can-

celamento do contrato de cessão de uso da conta única da Prefeitura com a Caixa Econômica Federal e sua respectiva venda para o Banco do Brasil, gerando uma receita de R$ 40 milhões. Com os recursos, o prefeito pagou uma multa no montante de R$ 12 milhões pelo

distrato com a CEF e destinou R$ 22 milhões para cobrir um desfalque no Fundo de Previdência dos servidores do Município. Os R$ 6 milhões restantes serviram para completar pagamento da folha de pessoal. Na época, a operação não foi autorizada pela Câmara Municipal e a operação de alto risco só deu certo porque o administrador obteve o respaldo político do Supremo Tribunal Federal. No apagar das luzes da gestão, o ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo, atendeu aos apelos dos primos do então prefeito, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) e o então presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, e autorizou o Banco do Brasil a repassar os recursos. Segundo Enildo Alves, salvo pelo Supremo, Carlos Eduardo não se exime dos demais atos ilegais que decorreram da venda da conta única ao BB. “Os recursos foram utilizados de forma ilegal porque não havia previsão orçamentária. A Câmara precisava ter criado uma rubrica específica e a verba era para estar vinculada a alguma rubrica e isso não aconteceu. Por isso, defendo que não há como as contas de 2008 serem aprovadas”, declara Enildo Alves.

Lucena: “Prefiro ser um fósforo queimado que um prefeito desonesto” Heracles Dantas

Lucena: “Quem tem o rabo preso não tem moral para criticar quem tem vida reta”

O vereador Fernando Lucena (PT) respondeu aos ataques do exprefeito Carlos Eduardo. Em contato com o Jornal de Hoje, o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que “preferia ser um palito de fósforo queimado que um prefeito desonesto”. Lucena desafiou o pedetista a liberar seus seguidores na Câmara a devolverem as contas do pedetista ao TCE para reavaliação com a análise dos 3 mil atos ilegais e da venda da conta única da Prefeitura. “Antes de ficar com baixaria, que ele diga para os seguidores dele votarem pela devolução das contas para que o TCE faça uma auditoria, depois a gente conversa. Sou

muito homem. Se as contas estiverem corretas, voto a favor, mas se não estiverem, voto contra. Sou vereador e recebo um bom salário para fiscalizar o executivo. Desse papel não abro mão. Prefiro ser um fósforo queimado que um prefeito desonesto”, declarou Lucena. Lucena disse que a opinião do ex-prefeito não tem valor, já que não se refere aos fatos questionados e sim ao ataque gratuito. “A opinião dele não vale de nada. Faço política com seriedade e transparência. O que ele tem a dizer sobre os 3 mil atos ilegais? Quem tem o rabo preso não tem moral para criticar quem tem uma vida pública reta. Eu estava na Câmara em 2008. Os fatos apontados por Enildo estão

no Diário Oficial”, acrescentou o petista. Para o vereador opositor, o exprefeito foi pego “com a boca na botija” cometendo irregularidades. “Se nas contas dele ele foi pego com a boca na botija é outra história. Wilma ninguém pegou. Agora Enildo encontrou 3 mil atos e ele quer que eu passe a mão na cabeça dele? Quem tem que apontar é o TCE e eu vou defender que a Câmara devolva as contas para o TCE reavaliar. E se não forem devolvidas as contas, eu vou votar contra a aprovação delas na Câmara”, antecipa. Sobre as críticas ao PT, Lucena disse que o partido “jamais vai apoiar a corrupção e não vai passar a mão na cabeça dele”. “O que

vem debaixo não me atinge, principalmente de um homem que cometeu três mil atos ilegais, que pegou o dinheiro do povo de Natal e deu R$ 12 milhões à Caixa Econômica Federal somente a título de uma multa para que o restante dos R$ 40 milhões fosse usado para pagar um rombo no fundo de previdência dos servidores. O que vem dele não me atinge. O que vem de um prefeito que está com as contas por um triz para serem reprovadas pela Câmara não pode ter valor. O cidadão natalense que julgue. Ele tem que se explicar ao TCE. Desafio os seguidores dele na Câmara a encaminharem ao TCE as contas para ver se estão certas”, finalizou.

Enildo: “A gente sabe qual a linguagem dele: Baixa, chula, desrespeitosa” O vereador Enildo Alves (DEM) disse que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves tem que deixar as críticas partidárias de lado e justificar por que autorizou a concessão de mais de 3 mil atos ilegais no período proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal em 2008. Para o vereador, a essa altura, é isso que a opinião pública de Natal gostaria de saber. “Por que ele não se pronuncia sobre os mais de 3 mil atos ilegais? Por que ele não fala sobre a operação de crédito que não podia fazer, sobre a venda da conta única sem licitação e o uso dos recursos sem rubrica orçamentária? Deixe de ficar agredindo vereador. O povo de Natal quer saber o que ele diz sobre esses pontos”, declarou Enildo.

Na visão do vereador, se o exprefeito se calar, está consentindo de que cometeu ilegalidade e não tem como justificar. “Que ele não fuja da questão e que deixe de agredir partidos e vereadores. Explique”. Para Enildo Alves, “ele não toca no assunto porque sabe que os atos são ilegais e insanáveis. Não tem como resolver. Estão publicados no Diário Oficial”. Para o vereador, se a Justiça não punir o ex-gestor pelas ilegalidades e irregularidades apontadas, quem fará será a população de Natal nas urnas de outubro. “Ele acha que o povo vai votar num prefeito ilegal, que rasga tudo que é lei? Acha que pode ficar impune? Se os órgãos fiscalizadores não punirem-no, o povo de Natal, que é sábio,

irá”, completou o vereador. MAL-RESOLVIDO Sobre ser apontando como “um palito de fósforo queimado” Enildo afirmou que quando o ex-prefeito resolve falar espontaneamente, mostra que é um político mal resolvido, que acha que vive no tempo dos pardais onde tudo podia e que a vontade dele deve prevalecer. “Quando sua vontade é contrariada, ele se mostra quem é, com agressões baixas, em vez de manter o nível das discussões. Nunca o agredi com termos chulos ou jocosos. Ele não entende que é homem público, que foi administrador por sete anos e que cometeu várias irregularidades. Ele não gosta de andar ao lado da lei.

Mas é respeitando as leis que a democracia se consolida. Ele tem atitudes antidemocráticas”, observa Enildo. Segundo o democrata, os vereadores que estão na Câmara foram legitimados pelo voto através de trabalhos pessoas reconhecidos pela população. “Já Carlos Eduardo nunca teve um mandato como fruto do trabalho dele. As eleições dele sempre foram montadas pela família ou por esquemas financeiros”, afirma o vereador sobre os mandatos de deputado estadual, vice-prefeito e prefeito de Carlos. “Quando ele tentou voo solo, perdeu com Fátima Bezerra em 2008 em Natal e quando concorreu a governador, em

2010, eleição que se fosse contabilizada apenas os votos de Natal ele não teria ido nem para o segundo turno”, avalia Enildo, apontando o pedetista como um político desagregador por natureza. “A maior prova é que, mesmo à frente das pesquisas, ninguém quer chegar perto dele. Para mim, essa é a prova incontestável do poder desagregador e centralizador do exprefeito junto com a postura antidemocrática que ele tem. Eu não esperava nada diferente dele. A partir da revista Palumbo, e outras participações, a gente sabe qual a linguagem dele, baixa, chula, desrespeitosa. Até porque educação é coisa de berço e isso ele não tem”, finaliza Enildo.

Wellington Rocha

Enildo: “Educação é coisa de berço”

Túlio Lemos POLÍTICA - TÚLIO LEMOS DESEQUILÍBRIO O ex-prefeito Carlos Eduardo, quando abre a boca, ou escreve, revela todo seu desequilíbrio emocional e seu alto grau de intolerância às críticas e ao contraditório. Desesperado com a possibilidade de ver suas contas desaprovadas pela Câmara, ao invés de fazer sua defesa com argumentos, partiu para o ataque pessoal e agressivo contra os vereadores. SINTOMAS A coluna recebeu e-mail de José Carlos Bezerra: "Caro Túlio Lemos, foi diagnosticado o problema do governo da Rosa. Mesmo não sendo médico, não foi difícil chegar a este diagnóstico. Quais os sintomas do governo do RGN? O governo apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psí-

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quico. Os principais sintomas são": DELÍRIOS Segue o e-mail: "1. Delírios: são idéias falsas, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, ele se acha perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos (aliados) ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal. 2. Alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns são as auditivas, em forma de vozes. O paciente ouve vozes que falam sobre ele, ou que acompanham suas atividades com comentários. Muitas vezes essas vozes dão ordens de como agir em determinada circunstancia. Outras formas de alucinação, como visuais, táteis ou olfativas podem ocorrer também no governo".

PENSAMENTO Continua o e-mail do leitor: "3. Alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender. Muitas vezes o paciente tem a convicção de que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou que pensamentos são roubados de sua mente ou inseridos nela. 4. Alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes o paciente apresenta reações afetivas que são incongruentes, inadequadas em relação ao contexto em que se encontra. Torna-se pueril e se comporta de modo excêntrico ou indiferente ao ambiente que o cerca".

MOTIVAÇÃO O leitor conclui: "5. Diminuição da motivação: o paciente perde a vontade, fica desanimado e apático, não sendo mais capaz de enfrentar as tarefas do dia a dia. Quase não conversa, fica isolado e retraído socialmente. Outros sintomas, como dificuldade de concentração, alterações da motricidade, desconfiança excessiva, indiferença, podem aparecer no governo. Dependendo da maneira como os sintomas se agrupam, é possível caracterizar os diferentes subtipos da doença. O problema do governo evolui geralmente em episódios agudos onde aparecem os vários sintomas acima descritos, principalmente delírios e alucinações, intercalados por períodos de remissão, com poucos sintomas manifestos".

O TEMPO VOA... O jornalista Joaquim Pinheiro, da editoria de política deste JH, aparece na primeira foto, na formatura ginasial em 1968 no colégio Nestor Marinho, em Nova Cruz. 40 anos atrás, com vasta cabeleira, o então 'rapazinho' JP era conhecido namorador, qualidade que o acompanha até os dias atuais, com pouco mais de 60 e alguma coisa. Joga futebol todos os dias às 5 da manhã, não dispensa uma carapeba gorda frita no azeite, mas não gosta de bebida alcoólica e não usa nenhum tipo de medicamento. É o cara!


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