Edição n º 1 - 2018
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Tiragem : 5.000 exemplares
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Boas Vindas Ola pessoal, sou o Bernardo Marino, ligado ao bem estar dos animais e Síndico onde resido. Considero que somente em Curitiba são em torno de 10.000 condomínios e em média 10 animais domésticos por condomínio e seus tutores merecem então ter maiores conhecimentos dos seus direitos e deveres.
DIREITOS DOS CONDÔMINOS QUE TENHAM A GUARDA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS: O condômino pode manter animais em casa ou no apartamento : A
1 Constituição Federal assegura ao cidadão o direito de propriedade (Art. 5º, XXII e Art. 170, II), sendo assim, o condômino pode manter animais em sua casa ou apartamento, sendo que estes não causem incômodo ou risco à saúde e segurança dos demais moradores, bem como funcionários e visitantes. O número de cães ou gatos na casa é determinado pelo condômino responsável pelos animais, desde que a higiene e o bem-estar sejam mantidos. Cães não precisam usar focinheira desde que não ofereçam riscos.
2 Mesmo que o regimento do condomínio determine, obrigar ani-
mais dóceis a usar focinheira causa desconforto desnecessário ao cão desrespeitando sua dignidade e configurando crueldade e o crime de maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/ 34). Utilizar o elevador com o animal na guia: Art. 5º da Constituição
3 Federal, o conhecido “direito de ir e vir” está garantido, ou seja, o
condômino ou visitante pode utilizar o elevador com seu animal. Deve ser usado e o bom senso, se o elevador de serviço está em pleno funcionamento não existem motivos para utilizar o social. O uso da guia sempre deve acontecer para que seu cão não se aproxime de outras pessoas. Se existe alguma regra em seu condomínio que obrigue Condôminos que tenham animais a transitarem com estes apenas pelas escadas, ela é nula e passível de punição legal. Obrigar qualquer pessoa a usar as escadas com seu animal configura constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) e maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34). Existem Condôminos que são ou que tem animais idosos ou possuem doenças e limitações que os impedem de utilizar as escadas. Nas próximas edições abordaremos mais tópicos deste tema.
“Sindicância justa com os animais” Brasil é o 4º pais do mundo em pets e estima o IBGE (2013), mais de 132 milhões de animais. De acordo com o previsto no Art. 1.228 do Código Civil, que trata do direito de propriedade, retrata que ter um animal dentro da propriedade, impõe cumprimento de normas e o respeito ao direito alheio e da vizinhança. Para se questionar a manutenção de um animal no condomínio ou edificação, deve-se analisar se existe perigo à saúde, à salubridade, à segurança, à perturbação do sossego ou aos bons costumes, dos residentes no ambiente do Condomínio. Para tanto, é fundamental a criação de normas, através das Convenções, Regimento e decisões exaradas em Assembleias, com fito de normatizar a circulação e o trânsito dos animais nas áreas comuns, bem como, regular a forma com que esses animais devem circular, ou seja, na guia, com uso de focinheira para animais de maior porte, enfim, é de fundamental importância, que haja regras claras para todos os condôminos, explicitando no Regulamento Interno ou na Convenção, o mais abrangente possível o que exatamente permitido ao condomínio, quando estiver com seu animal nas áreas comuns do Condomínio, excetuando normas abusivas, consideradas ilegais, como por exemplo, normatizar para que os moradores transitem com seus animais no colo, assim bem como, res-
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Bernardo Marino
Valdir Carvalho de Souza
Conheçam e curtam nossa página: Associação dos Animais em Condomínios E-mail: animaisemcondominios@gmail.com
Tenente Coronel PMPR Diretor do Conselho de Síndicos do Paraná
tringir que o condômino possua determinadas raças e nem o porte dos animais. É prudente orientar aos administradores que façam o registro dos moradores que possuem animais no interior do Condomínio, pois com esses dados, permite conversar com os proprietários dos animais e mediar os conflitos entre condôminos. Na maioria dos casos, os administradores não têm conhecimento da legislação e o Condomínio não possui regulamentação referente à permanência de animais na área comum, ou até mesmo com regulamentação divergentes, que confundem o cumprimento pelo condômino, quanto se trata da proibição de circulação de animais. Para melhorar a convivência existe diversas forma, uma delas é o bom relacionamento entre aqueles que têm e os que não possuem animais no condomínio, pode-se fazer um local específico para os cães passearem, o administrador fazer a indicação de profissionais para passear com os cães, disponibilizar lixeiras ao lado do portão de entrada dos animais e nos empreendimentos em que há específicas para os animais, deixar saquinhos para recolher os dejetos dos animais. Para que a vida em sociedade tenha uma convivência tranquila e harmoniosa entre os animais, todos os moradores devem fazer a sua parte, cumprir as regras estabelecidas, respeitando seu espaço e do vizinho.
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Animais em Condomínio: Direitos, Deveres, Preconceito e Longevidade Humana por Dra. Patrícia Pereira Moreno
Em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos teve a validade certificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, resguardando todo ser humano em sua identidade cultural, social e nas vastas características de moralidade que os compõem, prevenindo contra qualquer tipo de injustiça, desordem e ou excesso que possa ser submetido ou se fazer submisso. Mais de vinte anos depois os animais não-humanos começaram ser percebidos pela sociedade humana como dignos de atenção e direitos, como se antes disso não fossem merecedores de proteção aos “seus direitos”, os direitos de animais não humanos. Somente no ano de 1978 a Declaração Universal dos Direitos Animais foi levada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criada em 16 de novembro de 1945. E no ano de 1998, após uma maratona internacional, imensa batalha e campanha da ONG inglesa Uncaged contra governos, empresários e organizações predatórias, os animais começaram a ser percebidos como sujeitos morais e de direito. De uma forma popular, o grande passo foi clarear o pensamento de que animais são seres vivos e não objetos. Agora, atualmente já existem grandes projetos para evoluir essa clareza de pensamento ao ponto de entender que animais são membros da família, e em muitas situações os animais são a família propriamente dita. Basta olhar o crescimento das ofertas de serviços para pets e a explosão de grandes magazines segmentados que crescem de forma exponencial e progressivamente, demonstrando que os animais estão ocupando uma função importante no cerni da sociedade, agregando às famílias, completando lares, e ajudando muitos indivíduos e corações aflitos à curar a depressão-ansiedade-estresse. A vida moderna criou um verdadeiro exército de pessoas solitárias, ao ponto de países mais desenvolvidos como por exemplo o Reino Unido desenvolveram soluções governamentais como criação de um Ministério da Solidão para lidar com
grande parte da população que vive em uma chamada “desconexão” ou sentimento de não ser compreendido pelos outros. O impacto da solidão tem gerado resultados extraordinários na indústria farmacêutica, que a cada ano vendem mais e mais antidepressivos e fármacos que auxiliam no sono, na ansiedade e principalmente no fator estresse. Muitos especialistas chegam a utilizar o termo de “epidemia da solidão no mundo”, e quando se constata um quadro de solidão crônica, as consequências podem ser muito graves, como aumento dos riscos de problemas cardíacos, pressão arterial, derrame cerebral, além da redução da expectativa de vida. Recentes e intensos estudos que comprovam de forma cientifica os IMENSOS BENEFÍCIOS do vínculo humano-animal. Um ótimo exemplo é a Associação Americana de Saúde do Coração que faz menção do convívio de pessoas com animais de estimação, em especial cães, relatando a redução do risco de doenças cardíacas e elevação da longevidade. Outro ótimo exemplo são os resultados que você vai encontrar sobre “Terapia Assistida por Animais (TAA)” que utiliza o animal como co-terapeuta no auxílio de pacientes em tratamentos diversos do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa). Esse ponto é tão importante para ser trazido ao leitor pois elucida o porque municípios como São Paulo sancionaram em fevereiro de 2018 o Projeto de Lei nº 355/2017 promulgando a lei municipal n.º 16.827 de 6 de fevereiro de 2018 que Dispõe sobre a liberação de entrada de animais de estimação em hospitais públicos para visitas a pacientes internados, Lei essa totalmente apoiada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Também é de suma e relevante importância saber que o Hospital Israelita Albert Einstein permite a entrada dos animais de estimação desde o ano de 2009, devido aos comprovados benefícios que esse relacionamento proporciona. Tais fatos tem gerado um grande crescimento do mercado de animais de estimação, principalmente nas grandes capitais, e tem trazido uma nova forma de se pen-
Dra Patricia Pereira Moreno e....
Dra Patricia Pereira Moreno e seu companheiro adotado Kiwi
sar, projetar, construir, administrar e conviver em condomínios. Porém a barreira do preconceito ainda é GIGANTE, e é preciso paciência e em muitas vezes apoio jurídico para exercer seu direito e o direito de seu bichinho de estimação. A título de exemplo de preconceito, no mês de Abril de 2018, eu mesma sofri um terrível desconforto em um condomínio em São Paulo Capital. Em uma visita para elaborar um orçamento de sindicatura em um condomínio paulista levei comigo minha filhinha de nome Fafá, uma graciosa e amorosa Yorkshire de 6 anos. Na verdade ela me acompanhou pois no mesmo dia eu a levaria em um grande condomínio clube na mesma capital, onde faço um trabalho de educação e convívio com animais de estimação e ela participa, onde demonstro que é absolutamente possível “civilizar” nossos fieis companheiros. Durante toda a visita a Fafá ficou em minha companhia e dentro da bolsa transportadora, e se-
quer emitiu um latido apenas recebeu carinho e gracejos daqueles apaixonados por animais. Pois bem, feita a visita e enviado o orçamento, uma semana depois recebi uma ligação onde me informaram que eu não poderia participar da eleição de sindicatura, pois o conselho deliberativo do condomínio em questão tinha entendido como “um absurdo” um candidato a sindico ir fazer uma visita de orçamento com um cachorro. Bem, como eu disse é preciso muita paciência, pois o preconceito existe e infelizmente ainda existem seres que se entendem melhores que outros seres. Bem, se minha família não pode entrar nesse condomínio, eu também não posso e de certo não faço a menor questão, afinal trabalho fazendo o que amo, e não por um salário ou por mais um contrato. Nessas horas é possível indagar: “Quem realmente é irracional?” Enfim, vamos à questão dos direitos de nossos animaizinhos, focando logicamente no convívio em condomínios. De uma forma geral, tanto você quantos seus familiares, visitantes e seus animais de estimação não podem interferir ou prejudicar o sossego, a saúde e a segurança dos condôminos vizinhos e usuários do empreendimento. Muitas convenções e regimentos internos que possuem mais de 2 anos, estão totalmente desatualizados e induzem o síndico a um abismo jurídico caso não se atualize. Nesses últimos anos, temos recebido milhares de demandas de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus e Brasília com uma exagerada procura por membros do conselho, síndicos e condôminos com solicitações diversas de lides decorrentes de conflitos de vizinhança, de exageros regimentais, multas e constrangimento ilegais. Nossa principal constatação é que existe um exagerado desconhecimento da legislação e falta de clareza nas informações, que começam a abarrotar os tribunais especiais e de descentralização. A procura pelos serviços para atualização ajuste de convenção condominial, regimento ou regulamento interno nunca foram tão grandes e tão apressadas. Aceitação de
animais nos condomínios, regras de convivência, circulação nas áreas comuns, restrição de passagens, uso da área externa, restrição ao porte e tamanho, tela na janela (alteração da fachada do prédio), mau cheiro, multar ou advertir são questões que abarrotam nossas caixas de email e tiram o sono de muitos síndicos além dos impasses e conflitos em assembleias, reuniões e convívio nos condomínios. Lembrando que quando falamos em condomínios não estamos fazendo a distinção entre verticais (prédios) e horizontais (casas) ou mistos (prédios e casas). A Lei brasileira ainda está muito distante do que realmente desejamos para o reconhecimento dos nossos “companheiros” como entes familiares, mas o pensamento tem evoluído e a realidade dos fatos científicos e crescimento do mercado de pets tem forçado os governos a repensarem e apresarem o desenvolvimento jurídico nesse segmento. Em resumo e finalizando, é garantida à propriedade privada e autonomia do uso dessa propriedade, porém o bom senso deve estar a frente garantindo a preservação da paz, sossego, saúde e segurança dos vizinhos, sendo que o regimento interno e convenção do condomínio pode regulamentar o convívio mas JAMAIS fazer a proibição dos animais no condomínio e deve garantir o livre acesso. Assim ao invés de recorrer a “resumões” em portais e sites na internet, o que faz muitos gestores de condomínios e associações tropeçar, o mais recomendado é que todos os condomínios, representados por seu síndico busquem orientação jurídica com profissionais habilitados pela Ordem dos Advogados (OAB) para garantir um regimento e convenção condominial atualizados, evitando o abuso de autoridade, abuso de poder, constrangimento ilegal, regras inconstitucionais e demandas jurídicas custosas e na maioria dos casos, desnecessárias. Dra. Patrícia Pereira Moreno OAB Paraná 91.784 /PR OAB Rio Grande do Sul 110.913A /RS OAB São Paulo 132.664 /SP Bibliografia http://www.planalto.gov.br/ http://www.uncaged.co.uk/ https://www.einstein.br/
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Saúde - novos tempos e novos conceitos saúde única no ambiente condominial Caro Síndico e caro condômino. Não deixe de ler o texto a seguir. Será muito importante vocês saberem. Houve tempo em que quase todos e ainda há, pessoas que imaginam que o Estado deve nos prover de tudo e que tudo deve ser segmentado. Hoje somos sabedores que o Estado, principalmente por essas regiões latinas, por si só não reúne condições de atuar em todas as mazelas em que se precisa a atuação do homem. Onde falta o Estado, existe uma ONG ou grupo de pessoas bem ou mal intencionadas para suprir essa ausência. Quando se fala em Saúde nesse país, cem por cento da população começa a ter calafrios de medo. Entrando nessa seara, o Médico e os profissionais de saúde humana, cuidavam da saúde humana e o Médico-Veterinário da saúde dos animais. Essa dissociação sempre foi um elo perdido para que pudéssemos atingir de fato os objetivos de uma Saúde Plena. Pois bem, a Medicina Veterinária sendo uma das profissões mais completas do mundo incorporou os fatores envolvidos numa saúde completa e a chamou de SAÚDE ÚNICA, que envolve três pilares bem distintos mas extremamente unidos: Medicina Veterinária, Medicina Humana e Profissionais de Saúde. Convém esclarecer que desde que alguém se alimente com produto de origem animal, ali está o trabalho de Veterinário, desde a pré-produção (pastagens), produção, controle, fiscalização e prevenção de doenças que podem ser transmitidas a seres humanos ( zoonoses). Neste contexto temos o Médico Veterinário como um profissional multidisciplinar que atua além da
saúde animal, haja vista, que desde 2011 esses profissionais estão inseridos no NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) do Ministério da Saúde. Dentro dessa linha, a SAÚDE ÚNICA, enfoca a SAÚDE ANIMAL, a SAÚDE HUMANA e o MEIO AMBIENTE. Em se tratando de um Ambiente condominial, que, neste espaço é o que nos interessa , vamos do ponto de vista da Medicina Veterinária expor alguns pontos, recomendações e orientações explicitas para que o Condômino e o Síndico estejam devidamente informados sobre a interação de Animais e Humanos neste ecossistema restrito que chamamos de CONDOMÍNIO. Entendam por favor, que neste espaço, de forma única, será impossível ditarmos as variáveis que compreendem o objetivo de atingir a Saúde Única, por isso acompanhem o jornal e de maneira gradativa vamos esclarecendo os fatos. A primeira recomendação para o Síndico que nos lê, é solicitar ao Inquilino que detenha posse ou seja tutor de algum animal, a carteira de vacinação e atestado de saúde desse animal, devidamente assinada por um Médico Veterinário. Esse cuidado deve ser redobrado, quando o inquilino vier de uma região diferente do seu condomínio, pois é sabido que algumas doenças podem acontecer com maior incidência em determinadas regiões e em outras não serem tão frequentes. Exemplo bem atual é a Leishmaniose Visceral Canina, uma zoonose de fundamental importância e que precisa do empenho coletivo para que possamos mantê-la sob controle. Notem que no caso das zoonoses ( aquelas doenças que po-
dem ser transmitidas aos homem e aos animais) o objetivo não será achar o “culpado” da doença, como recentemente acon-
teceu com a Febre Amarela, onde inadvertidamente o Macaco levou a culpa de forma errônea, mas sim estabelecer cri-
térios para que a SAÚDE ÚNICA seja de fato estabelecida e o “ecossistema condominial” seja o ganhador.
Duvidas, perguntas ou sugestões, podem ser enviadas ao jornal do condomínio ou diretamente para esse colunista.
ROBERTO LUIZ LANGE - Médico Veterinário - CRMV PR 2806 - Diretor do Hospital Veterinário Santa Mônica – Curitiba PR - Membro da Comissão Nacional de Estabelecimentos Veterinários do Conselho Federal de Medicina Veterinária CNEV/CFMV. Membro fundador e diretor da Associação Brasileira de Hospitais Veterinários. ABHV. Ex-Presidente da ANCLIVEPA –PR
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“Animal em condomínio é legal” ra tarde da noite, Inês uma jovem senhora chega de seu trabalho cansada, sozinha, vive em um apartamento no qual sua única companhia é Chettos um velho cão que recebeu de presente de seu filho, tal companheirismo já tem seus sete anos, contudo devido à alegria imensa do reencontro e os fortes abraços de sua dona Chetos não consegue conter a satisfação daquele momento e emite alguns latidos, porém, a alegria de Chettos e Inês é para alguns moradores e vizinhos uma afronta, pois - como pode alguém manter um cão que late a noite, e mais – como se permite à presença de animais dentro de apartamentos. Inês esperta que só, sabe tudo o que acontece, pois quando adentra ao edifício percebe os olhares de vizinhos que a interpelam e dão a dimensão exata de suas vontades, mas ela não liga, já que em seu bom e velho coração, assim como o de Chettos não há espaço para rancores e mágoas. Nessa noite mesmo cansada, e independe dos olhares da vizinhança Inês prepara Chettos para uma pequena caminhada, afinal, ambos merecem, então carinhosamente Inês pega o cão que não é pequeno em seus braços já que o condomínio não permite que animais circulem livremente no espaço comum, desce as escadas, uma vez que Chetos tem proibição de acesso aos elevadores, e finalmente chega até a via pública, ali Inês e Chetos desfrutam de plena liberdade, Chettos aproveita e rega à palmeira de costume, corre livremente com outros cães pela imensa praça que na-
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quele momento parece ser sua, Inês fica sempre até quando pode, pois, sabe que ao retornar os problemas hão de continuar, porém não é só isso que preocupa Inês, afinal a assembleia do condomínio se aproxima e diferentemente das outras, pretende dessa vez se pronunciar em seu nome, e, também daqueles outros moradores que calados passam pelas mesmas dificuldades que ela e Chettos. Os dias passam e a rotina de Inês e Chettos se repete, porém hoje a noite é a assembleia na qual pretende com sua humilde opinião colaborar, como de costume chega cansada, hoje infelizmente Chetos não irá sair para o passeio, pois sua dona tem um compromisso importante, ele carinhoso que é entende, Inês se apronta e desce até sala de eventos do condomínio, percebe que o local está repleto de moradores, totalmente lotado, anteriormente já havia recebido a pauta daquela assembleia e a questão acerca de animais consta do item três. Enfim o grande momento chegou, o condutor da assembleia lê que moradores reclamam de latidos, grunhidos e miados, há, portanto, uma proposta para restrição total de animais no edifico, porém, antes de qualquer votação Inês pede a palavra, à assembleia se espanta, porém cala, pois o que àquela senhora que nunca se expressou nas reuniões teria a falar – Inês pede licença, diz que gostaria de ler uma carta de um morador que infelizmente não pode participar, alguns contrários se manifestam, mas grande maioria permite, a carta dizia o seguinte: “Boa noite senhoras e senhores, sou morador desse edifício há sete anos, e a duras penas o apartamen-
Amarildo José Miguel, Advogado to foi devidamente quitado, contudo tenho passado por algumas privações mesmo a lei me assegurando direitos inarredáveis, primeiramente não posso manifestar-me em meu apartamento, pois vizinhos reclamam quando me expresso, sequer posso caminhar por áreas comuns, acredito que isso se dá por não ser muito bonito com estatura e físico ideal para os padrões atuais, inclusive nos elevadores é barrada minha presença, talvez meu cheiro não agrade a todos, estou infeliz e pretendo exigir legalmente aquilo que me é garantido por lei, mesmo que tenha que processar cada um dos senhores e senhoras, a partir de Hoje minha voz se dá atraves de Inês, assinado, Chettos”. Caiu como uma bomba a carta lida, e todos se perguntavam quem seria Chettos, e de onde tais privações, porém Inês continuou, assu-
miu corajosamente que a partir de então faria defesa de Chettos (mesmo sem a assembleia saber quem era), e começou: É inconstitucional, bem como podem ser declaradas nulas e sem efeitos assembleias/convenções que definem acerca da possibilidade de animais e sua permanência em condomínio e via de consequência sua locomoção, sendo jurisprudência pacífica nos tribunais a legalidade de o condômino ter animal em sua unidade residencial, bem como com ele circular livremente sem qualquer impedimento, é o que a lei maior do Brasil (CF/88) assegura, nos seus arts. 5º, XXII e 170º, II, podendo o proprietário, ou quem esteja na posse do imóvel, manter animais na sua unidade sem qualquer restrição, sem desprezo ainda do art. 225, parágrafo primeiro, inciso VII, também da CF/88, que situa o animal como parte do meio ambiente e garante juridicamente o direito deles à dignidade, e, sem medo continuou Inês – ainda digo que é incontestável o direito de ir e vir do dono ou daquele que zela pelo animal e via de consequência para o próprio animal, e qualquer decisão dessa assembleia em sentido contrário deve entendida como constrangimento ilegal, previsto no art. 146 do Código Penal Brasileiro, a saber - “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa” além é claro de crime ambiental, art. 32, da Lei 9.605/98 (crime de maus tratos), portanto,
Senhoras e Senhores dessa assembleia, ter um bicho de estimação dentro do apartamento é o exercício e o cumprimento pleno do direito de propriedade garantido a todos conforme Artigos 5º, XXII e 170,II, da CF/88 e no 1.228 do Código Civil, e a restrição por essa assembleia pode resultar em medidas judiciais, bem como em sua nulidade, há...sem desprezo dos danos advindos de tal atitude, o que deve a pedido de Chettos começar amanha cedo. Ao contrário do que temia Inês, a reação da assembleia foi surpreendente, houve uma grande e demorada salva de palmas, e alguém lá do fundo perguntou, mas afinal que é chettos e porque ele defende animais? Ela, agora sem medo e receio, respondeu: Chettos é meu cachorro! Naquela noite depois da devida explanação foi reestabelecida naquele edifício a grande ligação criada desde o início da existência entre o Humano e Animal, o respeito e a lei prevaleceram, e Chetos estava livre, uma meia dúzia de moradores não gostou é claro, mas Chetos estava livre, e com ele a mente de diversos condôminos, ele parecia saber, pois quando Inês chegou em casa ele a olhou com desconfiança, porém um sorriso com abraço forte dela assegurou pra ele a vitória dos dois e principalmente da vida. “Animal em condomínio é legal.” ...Deus criou os animais, “E Deus viu que era bom...” Obs: Os nomes são meramente ilustrativos. Amarildo José Miguel é Advogado OAB/PR 69203
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POLÍTICAS PÚBLICAS ESTADUAIS PELOS ANIMAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS PELOS ANIMAIS
Stephanes Junior e Fabiane Rosa, juntos pela causa animal
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Comportamento de animais em condomínios roblemas de comportamento em animais são comuns nos condomínios, podendo gerar muitos transtornos nas famílias e a seus vizinhos. Latidos ou miados excessivos, ansiedade por separação, comportamentos destrutivos, necessidades em local inadequado e agressividade são alguns dos mais frequentes. E vale frisar que essas condições envolvem sofrimento psicológico aos animais. Entretanto, para todos esses problemas existe tratamento que deve ser realizado por médico veterinário especializado. A medicina do comportamento é responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento desses problemas e a importância do exercício dessa atividade na medicina veterinária é crescente. Considerando que a promoção de convivência prazerosa e a relação harmoniosa entre humanos e animais são de ex-
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trema relevância em condomínios, a medicina veterinária comportamental atua com esse objetivo, por meio de: orientação sobre comportamentos naturais; aprimoramento da comunicação entre seres humanos e animais; instruções para educação, obe-
diência e socialização; prevenção e tratamento de doenças do comportamento. Tudo isso requer um aprofundamento no conhecimento a respeito do animal e, principalmente, do contexto ambiental e familiar em que está inserido, o qual é obtido numa
consulta com médico veterinário especialista em comportamento animal. Pois, somente esse profissional é capacitado para realizar um diagnóstico diferencial de doenças sistêmicas que podem também estar associadas a alterações comportamentais.
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Cães e gatos quem não os ama? O QUE SÃO AS ORGANIZAÇÕES DE PROTEÇÃO ANIMAL esmo com tantas pessoas amando ainda existem muitos deles abandonados e mal tratados, segundo a OMS só no Brasil existem em torno de 30 milhões de animais pelas ruas. O poder público com raras exceções é omisso nessa questão, então o que cabe a eles fica com a sociedade como um todo e com a organizações de Proteção Animal de forma mais drástica, sendo elas a única esperança para esses animais. Destacamos que elas não recebem recursos públicos como muitas pessoas acreditam e por isso acham que elas devem resolver todos os problemas que aparecem. As organizações atuam de formas diferenciadas, exis-
Doando: As doações são essenciais e possibilitam que o trabalho continue sendo realizado de maneira séria e correta,a doação pode ser feita em dinheiro ou em produtos. Apadrinhando: Apadrinhando um dos animais que estão nas ONG´s você se torna responsável por ele. Ou seja, por gastos mensais de comida, banhos e cuidados em geral. Essa maneira é ótima porque permite, também, que a pessoa visite o animal que apadrinhou, doando, além de itens de ne-
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cessidade, o amor necessário para que ele fique bem. Sendo Lar Temporário: Quando os animais são resgatados, muitas vezes o espaço físico da ONG já está totalmente lotado. Por isso, o lar temporário é tão importante. Adotando: Existem muitos animais abandonados e sem um lar, adotar um pet é salvar uma vida. Voluntariar-se: Elas precisam de voluntários para qualquer processo. Agora procure uma Organização de Proteção Animal na sua região e mãos a obra.
PAULO COLNAGHI – ATIVISTA AMBIENTAL E DA CAUSA ANIMAL
tem as que são abrigo, as de educação, as que castram, as que fazem eventos de adoção e aquelas que fazem tudo isso.
COMO AJUDAR? As ONG´s precisam de toda ajuda possível, veja de que forma você pode colaborar:
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Paulo Colnaghi - Proteção Animal colnaghipaulo@gmail.com
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AMIGUINHOS PARA ADOÇÃO EM BUSCA DE UM LAR AMOROSO Esta é a Kaká, castrada e vacinada, em tormo de 1 ano, alegre, carinhosa, não come as coisas e não é latidora. Médio porte.
Pretinha, em torno de 10 meses, castrada e vacinada, médio porte, convive bem com outros animais e com as pessoas. Alegre e carinhosa Contatos com Helena Flores - WhatsApp (41) 988319137
A Empresa Ração Solidária nasceu através de trabalhos voluntários realizados por seus idealizadores em Ong´s de Proteção Animal, junto a Protetores Independentes, sempre com a visão de se buscar minimizar os problemas gerados pelo aumento de animais abandonados pelas ruas. Desta forma, foi criada a Empresa Ração Solidária, que através de seu site www.racaosolidaria.com.br (site em construção que estará em breve no ar) possibilitará a arrecadação por intermédio da compra e doação de ração a partir de 1 kg, escolhendo-se a Ong ou Protetor ali relacionado para receber as doações. Primeiramente com a escolha do protetor/ong, através de busca/localização de nome, localidade e após escolhido e paga a quantia a ser doada, será gerada Nota Fiscal Eletrônica ao comprador. Os kilos comprados serão somados ao montante acumulado para posterior entrega, respeitando-se o mínimo acumulado para efetivação da entrega aos protetores/ong´s escolhidas.