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Boletim da Fraternidade Espírita Cristã

Lisboa - Portugal A divulgar a Doutrina Espírita desde 1928

Sobre os dialogadores Mediunidade com Jesus Crianças Deficientes O Egoísmo

Ano XXIX - Nº 119 - Trimestral - Julho/ Agosto / Setembro 2013


Horário | 2013 Fraternidade Espírita Cristã


Julho / Agosto / Setembro

Sem os cinco Sentidos a vida física acabaria cedo. Mas o ser humano, que alterna a sua existência entre a erraticidade e a reencarnação, quando em liberdade, gosta de visitar aquele que está temporariamente aprisionado ao corpo material. Gosta de visitá-lo, de comunicar com o seu amigo, de lhe deixar conselhos e avisos. Por isso, Deus ofereceu à Humanidade um outro Sentido – aquele que lhe permite receber os abraços invisíveis, potencialmente consoladores que restabelecem a esperança no reencontro em breve… Seguiu esse Sentido a passo com os restantes cinco mas demorou a ser reconhecido como tal. Até que um dia, a 18 de abril de 1857, Allan Kardec dá-lhe visibilidade, crédito e um nome: mediunidade! A Mediunidade faz parte da natureza humana, está presente em todas as pessoas em diferentes níveis de desenvolvimento, e muitos se utilizam dela para diferentes objetivos. Com a Doutrina Espírita, porém, a mediunidade ascende, recupera o respeito dos homens e a sua prática volta a revestir-se do aspeto sagrado do trabalho realizado nos velhos templos da antiguidade mas banhado pela luz nova com que Jesus veio impregnar a atmosfera. A consciência do médium Espírita condu-lo na exigência de comportamento sadio, dita-lhe o procedimento abnegado, o desprendimento dos interesses próprios, esquecendo-se para lembrar a dor alheia, a necessidade alheia, transformando-se na porta que se abre ao toque da mão sofrida que bate, buscando ajuda, confiante na promessa de Jesus que garantiu sobre Deus: “Batei e se vos abrirá…” Torna-se, desse modo, um instrumento para esclarecer tanto quanto para amparar, no vasto campo onde todos nos reunimos e do qual Jesus cuida, terna e incansavelmente. Carmo Almeida

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Liliana Henriques “ A ideia de um Deus único só podia aparecer como o resultado do desenvolvimento mental do homem. Incapaz, na sua ignorância, de conceber um ser imaterial, sem forma determinada, agindo sobre a matéria, ele lhe havia dado os atributos da natureza corpórea, ou seja, uma forma e uma figura e, desde então tudo o que lhe parecia ultrapassar as proporções da inteligência comum tornava-se para ele uma divindade.” (Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, q. 667)

Todas as coisas sensíveis que existem no nosso quotidiano são “padrões de energia dinâmica contra um fundo (o vazio quântico) de energia parada e calma, que por sua vez não tem qualidades que possamos ver, tocar ou medir directamente.”

Dogmas… É curioso como alguns dogmas vão sendo substituídos por outros. Podemos observar esse processo ao longo da história, onde o surgimento de novas doutrinas por oposição a outras, no campo filosófico, produziram novos dogmas a influenciar o comportamento humano. Hoje, o processo atinge o paradoxo de se elegerem novos dogmas por reação e oposição ao “dogma” em si mesmo. Ou seja, em nome da superioridade intelectual, dogmas tradicionais da religião, por exemplo, foram substituídos por outros dogmas da atualidade, gerados pelo materialismo dominante e por um intelectualismo arrogante. Mudou-se a linguagem, de acordo com a área do “campo” na qual se “joga” hoje, mas a atitude secular é a mesma e o 4 A Libertação

pensamento acanhado também. O Materialismo Ateísta concebe a crença num Deus Criador e Omnipresente como sinal de um atraso, de uma fraqueza e ilusão do homem, fazendo ressurgir, por oposição, uma espécie de “paganismo”, como se isso fosse sinal de algum progresso de cariz antropológico e cultural. Hoje, existe um “politeísmo” generalizado e inconsciente. São vários os “deuses” que orientam as condutas, limitam o pensamento e dominam as vidas. O deus da Matéria, o deus do Prazer, o deus do Dinheiro, o deus do Poder, o deus do Interesse pessoal, a deusa Ciência… Mas a crença em Deus, ao contrário do que alguns pensam, é sinal de progresso, não só na área religiosa, mas sobretudo na área do pensamento. Através dele o homem eleva-se sobre a percepção sensorial, sendo capaz de elaborar um pensamento abstracto e conceber a existência de algo noutra dimensão, diferente da dimensão física e quotidiana. É sinal de progresso espiritual. O progresso científico já alcançado deveria facilitar a compreensão desta ideia. O conceito actual de matéria, bem como todo o processo evolutivo da investigação das leis do Universo são suficientes para nos libertar de preconceitos caducos. A Física, hoje, descreve o Universo através da teoria do Campo Quântico. De acordo com esta, “o Universo e todos os seus constituintes consistem de energia em diferentes estados de excitação”. Todas as coisas sensíveis que existem no nosso quotidiano são “padrões de energia dinâmica contra um fundo (o vazio quântico) de energia parada e calma, que por sua vez não tem qualidades que possamos ver, tocar, ou medir diretamente.” (1) Tantos são os elementos naturais que escapam à perceção acanhada dos nossos sentidos! Camille Flammarion, astrónomo do sec. XIX, descreve-nos, com beleza e rigor, inúmeras situações exemplificativas. Sabemos que as perceções sensoriais do homem chegam a ser mais restritas do que as


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dos outros seres da Natureza. Na Natureza existem mil espécies de movimentos e, por isso, podemos concluir com as palavras do lúcido astrónomo: “A Ciência nos ensina, portanto, que vivemos assim dentro de um mundo que nos é invisível, nada tendo de impossível que seres (também invisíveis para nós) vivam igualmente na Terra, com uma ordem de sensações absolutamente diversas das nossas e sem que lhes possamos apreciar a presença, a menos que se manifestem por factos que caibam na ordem das nossas sensações.” (2)

Se fundamentássemos o conhecimento na faixa estreita das percepções sensoriais de que forma Nicolau Copérnico nos legaria a revolução heliocêntrica, visão tão grandiosa quanto excêntrica para o fascinante séc. XVI e que constituiu a primeira pedra para as pesquisas e desenvolvimentos posteriores de Galileu Galilei, Isaac Newton e por aí fora? É engraçado as pessoas rejeitarem à priori certas ideias, estudos ou factos, em nome desses deuses que, na verdade, nem conhecem bem. A “deusa” Ciência é pretexto para o comportamento referido, rejeitando-se, em nome dela, a existência de Deus, de um elemento psíquico no homem para além do organismo físico, de natureza imponderável, ou seja, o Espírito, a sua sobrevivência além da morte e a possibilidade de intercâmbio entre as duas realidades, física e espiritual. Mas essas mesmas pessoas desconhecem que existiram cientistas, filósofos,

engenheiros, professores de universidades e membros de academias científicas, enfim, pessoas de relevo e destaque na sociedade, como Oliver Lodge, William Crookes, Dr. Alfred Russel Wallace, Dr. Émile Boirac, Cesare Lombroso, Cromwel Varley, Alexandre N. Aksakof, Dr. Charles Richet, Camille Flammarion, entre muitos outros que, investigando com todo o rigor e método científico, concluíram e proclamaram a veracidade desses fenómenos. Nomeamos alguns investigadores, podíamos ter nomeado escritores de renome que também abraçaram as ideias espíritas, pois o Espiritismo nasceu nas academias e não nas esquinas das ruas entre os crendeiros. Mas, como nos detivemos perante a “deusa” Ciência, finalizamos com algumas palavras, lembrando a importância dos trabalhos de um vulto eminente da área científica. Sir William Crookes (1832-1919) pode ser considerado um dos mais proeminentes físicos do séc. XIX. Foi presidente das seguintes instituições: Royal Society, Chemichal Society, Institution of Electrical Engineers, British Association e Society for Psychical Research. No campo das pesquisas científicas é conhecido como o descobridor do Tálio, do Radiómetro, do Espintariscópio, do tubo de raios catódicos, mais conhecido como Tubo de Crookes, etc. Foi o fundador do Chemical News e editor do Quarterly Journal of Science. “Trinta anos se passaram desde que eu publiquei um relatório de experiências, visando demonstrar que além do nosso conhecimento científico existe uma Força exercida por inteligência diferente da inteligência ordinária, comum aos mortais. Não tenho nada a retratar. Mantenho-me fiel às minhas afirmações já publicadas. Na realidade, eu poderia acrescentar muito mais, além disso.” (W. Crookes, diante da British Association at Bristol, na sua palestra presidencial).

Referências Bibliográficas: (1) ZOHAR, Danah e MARSHALL, Ian, Inteligência Espiritual. Sinais de Fogo. 2004. 1ªedição, p. 86. (2) KARDEC, Allan, Obras Póstumas, Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec por Camille Flammarion. FEB.1995. 27ª edição, p. 27. A Libertação 5


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Mediunidade

Jesus

com Seminário UERL 17 de Março 2013

“Onde estiver Jesus, alma querida e boa, Ilusão, erros, falhas apareçam embora, Ainda mesmo que o mal em torno desarvora, Esclarece, ilumina, ampara, aperfeiçoa.” (1) A mediunidade é um outro sentido com que Deus beneficiou o ser humano e que, tal como os restantes cinco, acompanha o Homem desde sempre embora só no século dezanove, com Allan Kardec, a Doutrina Espírita lhe tenha dado crédito, visibilidade e um nome: Mediunidade! Em simultâneo, o Espiritismo, eliminando a superstição que envolveu os fenómenos mediúnicos, sobretudo desde a Idade Média, colocou agora o médium no seu verdadeiro lugar: nem adivinho, nem bruxo, nem santo mas instrumento de Jesus para os trabalhos da lavoura divina no terreno das almas que devem desenvolver-se e progredir. Jesus, o Governador da Terra, tornando-se visível como se fosse um homem comum, coloca-se perante cada um de nós, como o jardineiro perante o canteiro que lhe foi atribuído para dele cuidar. E como jardineiro divino, o Mestre tudo tem feito para amaciar a terra dura dos nossos corações, retirar dela as ervas daninhas que ameaçam o desenvolvimento dos amores-perfeitos que aguardam pela germinação, fortalecendo-a com o adubo do seu incondicional amor e com a chuva refrescante da compaixão afetuosa que derrama sobre as nossas fraquezas e ingratidão... E o médium, o instrumento, o pequeno alfaia que Jesus segura nas suas mãos, sentindo-se confiante na proteção dessa mão firme, entrega-se ao trabalho sem nada querer, sem nada pedir mas agradecendo o benefício de 6 A Libertação

Carmo Almeida receber a oportunidade de ser útil, de colaborar na tarefa que preenche a sua alma de uma alegria intraduzível pelo vocabulário terreno. É por isso que, onde estiver Jesus – haja o que houver, o médium espírita permanece em tarefa de esclarecimento, iluminação, amparo e aperfeiçoamento... Variados são os tipos de médiuns e de mediunidades tal como variados são os níveis de conhecimento e de moralidade pelo que diversas são também as maneiras como a mediunidade é praticada. Envolvida por rituais, tem o seu lugar junto dos seres que neles se revêm se, ainda assim ali estiver Jesus; se exercida de forma fraudulenta adultera-se, desfigurando o médium,. retirando-lhe nobreza e corrompendo-o. Após a partida de Jesus, e pela necessidade de se dar continuidade aos Seu trabalho, surge a Casa do Caminho, o local onde se reúnem não só os Apóstolos e outros trabalhadores do Mestre mas os sofredores, os esquecidos da restante sociedade que, na ausência do Rabi da Galileia, se aproximaram daqueles que O tinham acompanhado. A residência de Simão bar Jonas, o pescador que regressado a Jerusalém acompanhado pela família, se recolheu numa casa simples, afastada da cidade elegante e poderosa, num qualquer caminho do qual mal se lhe fixou o nome, tornou-se o primeiro espaço de acolhimento, modelo do hospital que em breve se tornaria, quando Simão decidiu não se limitar o trabalho iniciado por Jesus à distribuição de cuidados de saúde e de alimentos. Quando, com a ajuda de outros Apóstolos e de Estevão, se iniciou a divulgação, pela palavra, dos exemplos do Mestre pelo relato e interpretação das situações vividas naqueles três anos de


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experiências únicas, a sala onde se reuniam transformava-se num reduto de luz e paz irradiante que dava à habitação o ambiente sagrado que se vive nos locais onde a oração sincera e pura atrais os Espíritos Superiores, os Benfeitores da Humanidade, cuja presença faz renascer a esperança onde havia desalento, cicatrizando feridas do corpo, da alma. Mas entre aqueles que chegavam à casa, a Casa do Caminho que todos passaram a conhecer como uma casa diferente de todas as outras porque a quem ali chegava nunca era recusado o leito e o pão, por mais horrível fosse a sua aparência, e aqueles que reconhecidos se tornaram trabalhadores anónimos, surgiram os caminheiros por Jesus, aqueles que seguiram pelos caminhos poeirentos, divulgando o ensinamento do Messias, levando a Boa Nova a locais distantes para que as guerrilhas do poder e do preconceito não abafassem a ideia nova. Tornaram-se estes últimos os divulgadores que, doando a própria vida, constituindo-se onde estivessem – nas praças públicas ou nas catacumbas – escolas vivas onde transmitiam o conhecimento e o exemplo a ele associado. Dezanove séculos depois, a Doutrina Espírita, munida das conquistas do pensamento, da ciência e da religiosidade, agora de braço dado com a racionalidade, cria a célula de trabalho com base na crença em Deus – não um ser antropomorfológico mas como inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Dessa base sólida, que lhe dá a característica de Templo, erguem-se os dois pilares da construção que se chama Centro Espírita e que são a Escola e o Hospital, completando-se entre si nas várias áreas de trabalho que permitem. Recupera-se assim a velha Casa do Caminho que, ao abrigar a família do pescador Simão, abrigou também a família universal, ignorando crenças e origens raciais, mantendo aberta a sua porta para que nela entre quem necessita de abrigo e paz. O núcleo de trabalho onde se abriga o Médium Espírita permite-lhe então desenvolver a sua mediunidade não sozinho, mas sempre com Jesus! Assim, ao ligar-se a um Centro Espírita, o médium passa a frequentar uma Escola onde adquire conhecimento teórico que lhe permite compreender e aceitar a sua missão e a oportunidade de laborar no Hospital, exercendo ou aplicando aquela teoria assim exemplificando a sua melhoria moral, o seu

progresso. Sem nunca esquecer de que se encontra num Templo onde continuamente se presentam Benfeitores da oração e da paz, observando os corredores da casa material percorridos pelos habitantes Espirituais, os Amigos de todas as horas, integrantes das várias equipas que sempre estão presentes no Centro Espírita, disciplinados e ordeiros, confiantes na nossa colaboração. E Jesus, supervisionando todas as atividades do Centro Espírita, utiliza-nos como de pequenos alfaias, para prosseguir no seu trabalho de jardineiro das almas em progresso .

“Onde estiver Jesus, nada se diz à toa, O engano pede luz onde a verdade mora, A caridade reina, a esperança, hora a hora, Alteia-se mais bela; o trabalho abençoa.” (2) E, se abraça os trabalhos de divulgação, como Monitor dos Estudos Espíritas, seja para a Infância ou para os Adultos, ou como Palestrante, é como o sachinho de que Jesus se utiliza para remover pequenas pedras e ervas daninhas do canteiro que é o coração alheio. Como Médium Passista, ao estender as mãos sobre aquele que pede assistência, utiliza o pensamento esclarecido para percorrer, mentalmente, os órgãos que compõem o corpo humano e evocando Jesus constitui-se para Este como o instrumento de rega, espargindo energias salutares renovadoras, que diluem as construções sombrias que o pensamento desequilibrado sempre constrói. Como Médium Psicofónico, cedendo as suas A Libertação 7


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forças e fluidos que lhe são próprios, é muitas escolhas inspiradas pela ilusão. Mas, a par dos vezes o berço de almas que necessitam desaires, das construções em ruínas, dos aconchego, sentindo as suas dores e as suas destroços de vidas perdidas, brilha o exemplo revoltas, convivendo com elas no seu mundo dos heróis e dos mártires, não os das psíquico. E quando, pela sua capacidade de descrições das vitórias políticas nem das ser intermediário entre a Terra e o Espaço, lhe decisões religiosas mas aqueles que é pedido que dê assistência no trabalho s o u b e r a m v e n c e r - s e a s i m e s m o s , mediúnico como Dialogador, transforma-se na silenciosamente esquecendo-se para esteira ou na estaca a que se arrima o sofredor. lembrarem sempre Jesus e por Ele se E se atende ao reencarnado, de forma deixando imolar no circo que se se cria, em particular e fraterna, o interesse atencioso com todas as épocas, quando a incompreensão e a que escuta a queixa ou o pedido e o ignorância dos próprios irmãos, perseguem a encaminha, é como a enxada que rasga um paz e a fidelidade daqueles que querem regato na terra húmida, iniciando a rega que permanecer leais aos princípios do Bem. fará daquela alma um ser fecundo. Para Jesus, seremos como um carrinho de “Onde estiver Jesus... Eis que Jesus te espera jardineiro que transporta as mudas para um A bondade, o perdão, a decisão, a paz, a fé sincera. terreno renovado... onde estiver Jesus Para glória da vida e para a Aquele que exerce a sua redenção do mundo.” (4) mediunidade com Jesus nunca – haja o que houver, o m é d i u m e s p í r i t a Mediunidade com Jesus, sim, está a sós. Refletir sobre o Evangelho é permanece em tarefa c o m o M e s t r e q u e reaproximar-se de Jesus para de esclarecimento, destacando-se nas cores do sentir mais perto a presença de iluminação, amparo e poente nas terras da amável Galileia nos envolveu no seu Deus inundando todo o aperfeiçoamento... manto, enxugando o nosso Espaço, todo o ser. pranto, e dando-nos um voto Orar, nos trabalhos públicos ou nas atividades em privado, lembrando os de confiança, acreditando na nossa boasofredores, envolvendo-os no nosso afeto vontade em aprendê-Lo para segui-Lo, ainda ainda que anonimamente, lembrando aqueles que no futuro, com transparência de alma e que ninguém lembra, aqueles por quem para sempre! n ninguém ora, é constituir-se como ponte luminosa, é transformar-se em rede de luz a Referências Bibliográficas: ser lançada sobre as regiões de sombra onde 1 a 4 - XAVIER, Francisco Cândido (Maria se demoram aqueles que muito se iludiram, Dolores), “Onde estiver Jesus”, in Antologia da muito se enganaram e que a elas se prendem, Espiritualidade. a fim de que Jesus possa recolhê-los numa nova madrugada. A mediunidade, praticada sob a orientação cuidadosa de Jesus, agora que a Doutrina Espírita explica e renova informações sobre a comunicabilidade entre o mundo material e o espiritual, é um meio seguro de progresso mais rápido para todos aqueles que lamentam o tempo perdido em reencarnações pregressas. E como todos somos médiuns, que com Jesus possamos sê-lo sempre no sentido positivo, construtivo de quem se reconhece pequeno como grão de areia porém, importante como elemento presente no imenso areal.

“Onde estiver Jesus, humilhado ou sozinho, Nas desfigurações ou nos aleives do caminho, Inflama-te de amor – sol ardente e fecundo!...” (3) A história dos Homens tem sido um desfiar de enganos, um evidenciar de más escolhas, das 8 A Libertação


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Sílvia Almeida Sílvia Almeida

O nascimento de crianças com deficiência defeituosos e incapacitados.” (1) mental é um dos acontecimentos que só pode Kardec explica justamente este processo ao ser integralmente compreendido pela lei da referir que a liberdade com que o Espírito reencarnação. Sendo o Espírito anterior à atual exerce as suas faculdades depois da sua união existência, este tipo de limitações encontram com o corpo depende dos órgãos que lhes uma justificação nas experiências anteriores e servem de instrumento, existindo casos em são delas consequência. Trata-se por isso, que a matéria oferece uma tal resistência que como refere Dora Incontri, de uma a s m a n i f e s t a ç õ e s s ã o t o t a l m e n t e “incapacidade momentânea de manifestação condicionadas. Isto não significa portanto que do Espírito e não uma incapacidade intrínseca uma criança que renasça com graves da alma encarnada bloqueios na (…) Espíritos inteligência não seja comprometidos em um Espírito com uma A vida junto aos filhos inteligência genial. séculos de crimes e malbaratamento das portadores de deficiência se P e l o c o n t r á r i o , Leis da vida, atingem frequentemente essa t a l e s t a d o d e mostrará tão normal quanto o l i m i t a ç ã o i n d i c a d e s e q u i l í b r i o permitam a maturidade e a visão a p e n a s q u e e l e espiritual, que só a precisa desenvolver do mundo que tenham; serão reencarnação pode o seu aspeto moral a l i v i a r - l h e s a tão felizes quanto se sintam para que futuramente consciência. É que a c o o p e r a d o r e s d e D e u s , possa voltar a usar a carne age como uma sua poderosa espécie de mata- enquanto crescem, a seu turno, inteligência, mas b o r r ã o . A o s e u para o Grande Amanhã... então, convenientecontacto, o Espírito mente (2). Eis porque amortece suas frequentemente agruras de consciência e pode resgatar as crianças profundamente condicionadas ao suas dívidas e reequilibrar-se para o futuro. nível da inteligência são particularmente Mas, se ainda no Plano Espiritual, se vê afetuosas. abismado em profunda loucura, não pode, ao André Luiz, referindo-se à utilidade reencarnar, moldar um corpo normal e, assim, providencial destas existências completa: imprime na sua formação genética as lesões “…representam cursos rápidos de socorro ou gravíssimas, que vão resultar em corpos

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tratamento do corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios excessos e inconsequências (3). Trata-se pois de uma situação passageira; uma situação de reajuste perante as Leis Divinas, que uma vez superada, trará ao Espírito a libertação de um fardo que pesa na sua consciência e indescritível bemestar. Por outro lado, quando abordamos o tema das crianças deficientes, cumpre referir igualmente o papel dos pais que a elas se associam no processo de expiação. Muitas vezes os pais, como esclarece a Doutrina Espírita, foram os autores intelectuais dos atos que estão na origem da atual deficiência do filho (4). Mas podem também ser almas em missão que se propuseram auxiliar os seus afetos de outras existências. Nesse caso a sua escolha é toda feita de abnegação e renúncia em benefício do próximo e em nome do amor. Seja qual for a circunstância, todavia, é importante conservar a certeza de que não há injustiçados pelas leis de Deus e que o problema obedece à lei de causa e efeito. É

cooperadores

“ importante reconhecer que, “se essas crianças renasceram sob seus cuidados patermaternais, é porque eles, os ajudaram na marcha dos equívocos, de múltiplas formas, ou porque prometeram no mundo espiritual darlhes amparo, (…), a fim de que atravessassem 10 A Libertação

as estradas das expiações com real aproveitamento das limitações. Importante é que esses pais, com filhos seriamente limitados, por isto profundamente dependentes de cuidados, sensibilizem-se perante os filhinhos carentes e muito amados, interpretando-os como pedras preciosas que o Criador colocou sob seus cuidados, sob seus desvelos, de modo a transformálas em gemas rutilantes, valiosas, glorificando a vida. (…) A vida junto aos filhos portadores de deficiência se mostrará tão normal quanto o permitam a maturidade e a visão do mundo que tenham; serão tão felizes quanto se sintam cooperadores de Deus, enquanto crescem, a seu turno, para o Grande Amanhã, quando se encontrarão em plenitude de saúde e harmonia com os filhos redimidos, sadios, felizes.” (5)n

de Deus

Referências Bibliográficas: (1) INCONTRI, Dora, A Educação Segundo o Espiritismo. 2ª ed., p. 38-40. (2) KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, perg. 368. (3) XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz), Evolução em Dois Mundos. 10ª ed., Cap. XVII, p. 206-9.


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Espíritas de Ontem

Certeza Glória “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como a vara da videira não pode de si mesmo dar fruto, se não permanecer na videira, assim nem vós o podereis dar, se não permanecerdes em mim” – (S. João, cap. XV, v. 4) Em nós ressoa um halali tremendo e escapa-se dos nossos lábios um brado de vitória! O cérebro que estava adormecido, faísca de esplendor e a nossa consciência investe, a lança em riste, à conquista da Verdade pela qual sofreu! O nosso olhar que já se banhou na Luz, anseia por novamente se abrasar de Amor!... […] Olhando a noite a desenrolar seus véus, nós recordamos outras noites, tão afastadas, tão perdidas na amplidão, que delas só guardamos uma emoção longínqua, cheia de mistério, olorante do desconhecido. Fitando a madrugada, surgem no nosso espírito outras auroras rubras, vestidas de escarlate, de sanguíneas pedrarias, de diademas refulgentes! Por instantes, passa no nosso coração o “recuerdo” vago de alguém a quem amamos! […] Guardamos na nossa alma – cofre marchetado e precioso – evocações de sonho! E quando esquecemos as ruínas fumegantes deste mundo, tudo em nós clareia, tudo em nós se torna transparente, diáfano e tranquilo, como um raio da lua; musical e casto como um fio d'água, a conversar nos seixos, com as fadas cor da luz, que se banham na prata do ribeiro… Quando afastamos para longe as coisas deste mundo, acorda em nossa alma, a ideia primitiva – e Deus surge-nos por assim dizer, em toda a forma de vida, em toda a manifestação do Belo. A flor fanada que se desfolha, é uma alma que esvoaça; na onda agitada, nós vemos um arfar de amor, no sussurrar do vento nós descobrimos mistérios ondeantes, segredos de ventura, sonhos que passam, clarões que voam… Na pedra também germinam almas, e na hera que sobe ardorosa, e que se enrosca nas muralhas, há uma sede imperiosa de viver, de amar e possuir!

A rreb at a - t e, ilumina-te, emancipa-te, e segue

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Guardamos na nossa alma – cofre marchetado e precioso – evocações de sonho!

Nas flores há risos e loucuras, e de noite as rosas estremecem quando o luar as afaga, brancas e muito nuas! A névoa é uma gaze pura, e o raio de luz que a desfaz, por fim, o ouro que o sol faz despenhar na terra, numa catadupa oriental, numa magnificência de imperador romano, numa altivez grandiosa de um divino artista! […] “Surge et ambula!” Levanta-te e caminha oh alma! Rasga o véu que te oculta o espaço, quebra as algemas que te acorrentam, arranca a mordaça que te não deixa gritar pela luz, que o teu olhar vendado, procura em vão buscar! Levanta-te e caminha! Que o coração se aqueça ao fogo do ideal, que as tuas mãos se estendam para a Verdade, e que haja no teu espírito aquela imortal certeza, aquela plenitude imensa do teu dever cumprido! Progride alma que choras! – e o teu pranto terminará no mar do esquecimento! Eleva-te oh consciência! – e em ti hão-de nascer asas de águia, vitoriosa e forte! Arrebata-te, ilumina-te, emancipa-te, e segue – a vista deslumbrada – aquela estrela que se levanta deambulada e casta, no horizonte da tua vida! Que no teu ser oh alma! não haja crispações ferinas, não haja orgulho, não haja paixões terríveis! Espera, tem fé e crê! Aguarda a branca alvorada que há-de surgir do alto, a anunciar que és livre, que és nobre, que és grande, que és forte, que em ti reside Deus!

Cândido Guerreiro Xavier da Franca in Luz e Caridade, órgão do Centro Espírita de Braga, Julho de 1922

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… Nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles…“(O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XXV, nº 6) Chegava o mês de Abril, o campo explodira em vegetação rasteira e flores, um mar de flores por todo o lado. As searas ondulavam com vários tons de verde. E os sons da Natureza faziam eco por todos os recantos de harmonias ansiosamente esperadas com o canto dos passarinhos, dos ralos, das rãs nos charcos e sobretudo dos grilos. O Rolinha tinha arranjado duas rodelas de cortiça e uns pauzinhos da grossura de um lápis de pedra e fizera uma gaiola do tamanho de um púcaro de barro com portinha, argola para pendurar e até decorada com figurinhas tiradas do jornal que abrigavam o seu interior. E foi aos grilos. Ouviu um cantar no meio da seara de trigo e avançou, pé ante pé, a passo de lobo, para poder localizá-lo, pois os grilos calam-se ao menor ruído e fogem para o seu buraquinho. A cerca de dois passos parou e observou – à entrada da sua casa, todo entusiasmado, a vibrar as suas asinhas pretas e amarelas enquanto, bem regalado, usufruía do belo sol que já aquecia àquela hora. Aproximou-se rapidamente e viu-o fugir para dentro. Armado de uma palhinha seca que colhera antes, enfiou-a no buraquito que devia ter uns dez centímetros de profundidade e começou um ligeiro vai e vem com ela, até que o grilo com cócegas na barriga e nas patas se sentiu acossado e fugiu à pressa para fora do buraco. Teve sorte pois a toca não tinha minas nem curvas lá dentro. Quando isso acontecia as palhinhas partiam-se, o grilo não saia e era preciso cavar com um sacho até ao fundo. Não era aconselhável, pois não se sabia onde ele estava e, por vezes, matava-se o grilo ou cortavam-selhe as patas ou as antenas e ele já não cantava. Outras vezes com um regador metia-se água no buraco ou à falta dela fazia-se chichi para dentro e ele saia imediatamente para não morrer afogado, mas não tinha interesse porque nunca mais cantava. Para este, tudo fora simples e era um belo grilo, um grilo “realista” com a cor mais doirada do que preta e dos que mais “cantavam”, expressão popular para exprimir o bater das asas dos grilos. Colocou-o numa caixa de fósforos das grandes, onde já tinha feito uns pequenos buracos para o grilo respirar e ver a claridade, meteu a caixa no bolso das calças e foi para casa. Meteu-o na gaiola artesanal que fizera e deu-lhe para comer umas folhinhas de “serralha”, planta assim chamada, por ter o rebordo das folhas dentadas, em forma de dentes de serra. Mais tarde comeria folhinhas de alface. Pendurou a gaiola na parede da rua, num prego ao lado da porta e esperou pelo dia do concurso. O grilo começou logo a cantar, cheio de felicidade por ter conseguido um dono tão amigo que até lhe dava comer sem ele precisar de trabalhar. O Rolinha era sempre o primeiro a ter grilos, pois o pai, enquanto andava com o rebanho gostava de apanhar os primeiros que começavam a cantar e trazê-los como presente para ele, pois sabia que ficava muito contente e feliz. Quando todos já tinham grilo, no Domingo combinado era comprado o “pirolito” (1) prémio para o grilo mais bonito, que mais e melhor cantasse. O Rolinha ganhava quase sempre, pois os seus grilos eram bem escolhidos, cantavam de dia e de noite e, muitas vezes, lhe deram o tão cobiçado título do ano de “Rei dos Grilos”. JOTA TÊ (1) bebida gasosa muito apreciada pelos miúdos fabricada com água, gás, açúcar e limão, cuja garrafa era fechada por um berlinde de vidro que os miúdos aproveitavam para jogar. A Libertação 13


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Nosso Lar

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Autor Espiritual: André Luiz I Psicografado por: Francisco Cândido Xavier Adaptado e ilustrado por: Paulo Henriques I Com a autorização da Federação Espírita Brasileira


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Julho / Agosto / Setembro

Por: Paula Alcobia Graça

ENCERRAMENTO DURANTE O MÊS DE AGOSTO Este ano os trabalhos estarão encerrados durante o mês de agosto. Isto porque a nossa Casa precisa de alguns “retoques” para que se sinta mais confortável ao frequentar este espaço físico. Assim, durante aquele mês, estaremos a melhorar as nossas instalações para depois, em setembro, o voltarmos a receber, oferecendo-lhe o melhor das nossas possibilidades, em todas as áreas! Seguramente, os Bons Espíritos que nos assistem e trabalham neste Lar, continuarão a auxiliar todos os que se liguem à FEC, não só pelo pensamento, mas também através dos diferentes serviços de socorro e consolo que permanecerão ativos: Fichas de Irradiação e SOS Espiritual.

LEITURAS EDIFICANTES Não há nada melhor que planearmos momentos nas nossas férias para ler um pouco mais. Por isso, relembramos que através de um serviço que a FEC lhe oferece poderá adquirir diferentes obras espíritas para ler através da I n t e r n e t . B a s t a a c e d e r a www.espiritodolivro.com – a nossa Biblioteca virtual –, registar-se e consultar o imenso catálogo que lá se encontra disponível, fazendo as encomendas que pretender. Mas, se gostava de ler uma determinada obra e se, por qualquer motivo, não a puder adquirir, recordamos a existência do serviço da Biblioteca que lhe oferece uma lista variada de obras espíritas de diferentes autores que poderá requisitar e ler em casa. O importante é ler! 16 A Libertação

85º ANIVERSÁRIO DA FEC A Fraternidade Espírita Cristã celebrará o seu 85º Aniversário no dia 28 de setembro. Este dia marcará o reinício de todas as atividades. Convidamo-lo, desde já, a estar presente para comemorar connosco esta data tão especial.

REINÍCIO DAS ATIVIDADES NA FEC O novo ano letivo será iniciado na primeira semana de outubro, com todas as atividades a funcionar em pleno. As aulas de Estudos Espíritas (para os adultos) recomeçarão a 7 de outubro, estando as inscrições disponíveis na receção a partir de setembro. O conhecimento é um dos recursos mais valiosos que a Doutrina Espírita nos oferece. Não deixe de se inscrever e de participar! Contamos com a sua presença!

Inicío do ano letivo 2013/14

7 de outubro


Julho / Agosto / Setembro

Por: Sílvia Almeida

FESTA DE ENCERRAMENTO DO ANO LETIVO No passado dia 16 de junho as nossas crianças estiveram a representar o DIJ da FEC na festa de encerramento conjunta dos Centros da UERL – União Espírita da Região de Lisboa. Apresentaram nesse dia a dramatização de uma pequena peça teatral, adaptada das aulas de evangelização da infância, que realçava valores como a solidariedade, a fraternidade e a felicidade que cada um obtém através da realização das boas ações. O DIJ ficou muito orgulhoso dos seus pequenos atores (com idades entre os 3 e os 13 anos), que decoraram textos e deram expressão a esta mensagem tão importante. De assinalar os magníficos adereços realizados pela nossa evangelizadora da área da Expressão Plástica, a Julieta Barbosa. PASSE PARA AS CRIANÇAS À 5ª FEIRA Recordamos que, até dia 21 de Setembro, data em que se reinicia a assistência espiritual ao

sábado, para crianças e jovens, estes poderão vir ao passe semanalmente à 5ª feira, com exceção do mês de agosto em que o Centro estará encerrado. REINÍCIO DO ANO LETIVO A abertura do novo ano letivo DIJ terá lugar a 5 de outubro próximo, pelas 15h30. Estão desde já convidados pais e evangelizandos para este dia especial em que retomamos as nossas atividades num novo ano letivo. Lembramos os pais que não se esqueçam de proceder, durante o mês de setembro, à inscrição no DIJ de crianças e jovens, para que possam ser preparadas as atividades a contar com todos.

AVE, CRISTO! 60 anos de lançamento No dia 18 de abril de 1953, Emmanuel assinou a apresentação da obra Ave, Cristo!, na cidade de Pedro Leopoldo (MG). Dava por concluída a redação do livro psicografado por Francisco Cândido Xavier e lançado pela FEB, naquele mesmo ano. Pouco mais de sessenta anos após sua primeira edição, a FEB traz a público uma exposição com material histórico, acessível a todos até ao dia 31 de julho. Organizada por Mario do Carmo e Jorge Brito, a mostra “Ave, Cristo! 60 anos de lançamento” apresenta capas históricas, a primeira edição lançada e o autógrafo de Francisco Cândido Xavier, além de publicações importantes sobre as obras ditadas por Emmanuel. A Obra Ave, Cristo! é um relato de momentos comoventes vividos pelos cristãos no terceiro século. Retrata a degradação do Paganismo na decadência do Império Romano e o triunfo do Cristianismo no martírio de multidões de Espíritos sublimes que desceram à Terra para exemplificar a Boa Nova. HEROÍNA SILENCIOSA No dia 6 de julho, das 8h30 às 12h30, será realizado na Sociedade Espírita Irmã Rosália, em Águas Claras (DF), o Seminário “Heroína Silenciosa” sobre a vida e obras da médium Yvonne do Amaral Pereira.

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Julho/ Agosto/ Setembro

XI CONFERÊNCIA - FAMÍLIA - RELAÇÃO PAIS E FILHOS DVD Relação pais e filhos - Um exercício de amor e crescimento. Utilizando trecho do poema Enjoadinho, de Vinícius de Moraes, Sandra leva a refletir sobre a preocupação dos pais em ter ou não ter filhos. Mudanças que ocorrem na vida conjugal com a chegada dos filhos. A família e suas múltiplas funções. Causas das problemáticas e o maior drama da família desajustada, que não sabe como educar a prole. Visão de família segundo o Espiritismo. O Espírito Joanna de Ângelis e os dois tipos de família: família bênção e família provação. A família vista como um laboratório moral para as experiências de evolução. Mensagem de Santo Agostinho alertando os pais para o amor como solução dos desafios e dificuldades. Os caminhos existentes nas relações entre pais e filhos. Cita o livro Quem ama educa, de Içami Tiba, ressaltando as atitudes necessárias para o caminho das novas relações. Lembra Pestalozzi e o amor vidente - a repreensão e o cuidado. O mito do cuidado - fábula-mito de Higino, os cuidados de ordem material, de ordem afetiva, a religiosidade e o viver eticamente.

PAULO DE TARSO - EXEMPLO DE TRABALHADOR CRISTÃO DVD Autor: SANDRA BORBA Paulo - o verdadeiro trabalhador cristão. O Vaso Escolhido. A busca da serenidade - o aprofundamento nos estudos da Lei e os sonhos da Juventude. A tradição judaica e os Homens do Caminho. Abigail, Estevão e Ananias. O fanatismo de Paulo e o ódio a Jesus. A experiência mística na Estrada de Damasco. A conversão e o mergulho interior. O preparo para o trabalho - o retiro no deserto de Dan e as experiências em Tauro. O programa de Abigail - ama, trabalha, espera, perdoa. A formação do trabalhador - consciência da tarefa e do compromisso; coerência entre conhecer e viver a amorosidade no desempenho da tarefa. As dificuldades e o aconselhamento. As Cartas de Paulo e a busca da ampliação das próprias possibilidades. O trabalho em equipe e o processo de crescimento. A missão de cada um. Em que posso ser útil?

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MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Tomando por referência as ciências físicas do mundo material, André Luiz realiza elucidativo estudo dos mecanismos da mediunidade. Oferece aos médiuns e estudiosos do tema os recursos para compreensão de complexas questões da Física e da Fisiologia que inteligentemente vão sendo relacionados com inúmeros aspectos da mediunidade.

EM BUSCA DA VERDADE A Veneranda Joanna de Ângelis oferece-nos mais esta extraordinária obra, com profundas lições, que nos levam por diretrizes seguras, para alcançarmos a maturidade psicológica, de que tanto necessitamos, a fim de libertar o nosso Espírito das densas camadas que dificultam a sua longa jornada na difícil marcha da evolução. Mestra da Psicologia Transpessoal, Joanna penetra com facilidade e brilhantismo nos meandros das relações ego-self, esclarecendo, com objetividade, importantes conceitos como psique, sombra, individuação e outros. A nobre autora espiritual interpreta, ainda, com mestria, o pensamento do ilustre fundador da Psicologia analítica, Carl Gustav Jung, discorrendo sobre a necessidade do equilíbrio fisiopsíquico do homem, para chegar a um estado de bem-estar e paz.

SEXO E OBSESSÃO O leitor certamente ficará impressionado com o seu conteúdo revelador, que nos apresenta a triste realidade causada pelo desatino humano no que se refere ao sagrado instituto do sexo.


Nº 119 Ano XXIX Julho/Agosto/Setembro Trimestral / 2 0 1 3 Direção Diretor Maria Emília Barros Diretor Adjunto Carmo Almeida Redação Carmo Almeida Joaquim Tempero Liliana Henriques Paula Alcobia Graça Paulo Henriques Sílvia Almeida Realização Imagem Gráfica Sara Barros Montagem Zaida Adão

Revisão Carmo Almeida Mira Benedito


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