António Silva, Inês Gomes, Jorge Roque, Pedro Campos
Grafismo
Pedro Campos
Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe
Centro de Ensino e da Língua Portuguesa - CELP
Campo de Milho - C P n º 636 - São Tomé http://escolaportuguesa com / +239 999 58 19 direcao@escolaportuguesastp com (Contactos)
Informações, sugestões, esclarecimentos e envio de textos para publicação clubecomunicacao@escolaportuguesastp com
Coordenação 20LER
Pedro Campos (Clube de Comunicação e Informação)
Equipa de Redação
António Silva (Coordenação do Clube de Jornalismo)
Daniel Pires, Eliany Fernandes, Emily Ceita, Eufémia Teixeira, Filipa Souza, Francisca Chibeles, Hanna Ogbuji, Ioan Liégeois, Loyde Barreto, Marlene Mata, Naomi Quaresma, Neyma Dalva, Patrícia Bandeira, Riana Sousa (Redatores permanentes do Clube de Jornalismo)
Capa
Pedro Campos
(Composição e fotografia, máscara in Museu Nacional)
Contracapa
Pintor Ceita & professores da EPSTP
(Composição dos pratos iniciada pelo artista e desenvolvida pelos docentes durante o rallypaper escolar)
Fotografia
Fernando Basto, Isabel Trindade, João Simões, Jorge Roque, Margarida Correia, Pedro Campos, Sara Belbut, Vitor Correia (& restantes autores dos textos com imagens anexas por si sugeridas)
EDITORIAL por Carlos Gomes
(Adjunto da Direção)
Passaram já mais de seis meses desde o início do ano letivo
É com imensa satisfação que assistirmos ao sempre renovado interesse que tantos projetos e atividades suscitam na comunidade escolar, fazendo da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe uma escola com vida, sempre com a mão na massa, desbravando novos caminhos de conhecimento, de partilha e de solidariedade
Vestimos todos a mesma camisola, aceitando o desafio de aprofundarmos o sentido de pertença a esta escola tão acarinhada por alunos, pais, professores, funcionários e encarregados de educação
Obrigado a todos pelos contributos das mais diferentes áreas – artes, ciências, desporto, literatura, robótica –que têm enriquecido a “nossa EPSTP”, vincando a sua identidade de escola de excelência.
Temos pela frente um terceiro período curto, mas certamente com muitas oportunidades de concretização daquilo a que nos propusemos
Não impomos limites aos nossos sonhos!
A todos, os nossos votos de um terceiro período muito fecundo e pleno de momentos felizes
Caminhamos juntos em direção à meta!
NOTA REDATORIAL
20LER com novas rúbricas e novos membros
Caríssimos leitores,
Cá estamos para mais uma edição do nosso belíssimo jornal; é mais um período que termina e, com ele, o culminar de muito trabalho que vê, agora, a luz do dia
Foram meses de grande atividade e de muita dedicação, onde fizemos de tudo um pouco: desde horóscopos, a entrevistas (a alunos, funcionárias, professores, psicóloga); desde bandas desenhadas, à organização de uma palestra sobre o período da independência de São Tomé e Príncipe; ainda recebemos, também, a professora Dina Castro, de
Educação Especial, que nos veio falar da saúde mental entre os jovens; escrevemos sobre as nossas visitas ao Museu Nacional e muito mais
Contamos agora, também, com a presença de mais dois membros na nossa redação, que vieram cheios de vontade de contribuir Esperemos que desfrutem desta edição.
Para os alunos interessados em fazer parte da redação, já sabem, temos, ainda, um período pela frente Por isso, se quiserem, vêm mais do que a tempo Estaremos, aqui, de braços abertos, para vos receber Temos já uma série de atividades preparadas para
o próximo período: a data da comemoração dos 50 anos da independência do nosso país aproxima-se e temos a intenção de a celebrar, também, no nosso jornal
Nesse sentido, reunimos todas as quintas-feiras, na sala 10, para vos trazer artigos, reportagens, críticas de filmes e livros, bandas desenhadas, entre outras novidades.
Por isso, se tens curiosidade para ver o que é o dia-a-dia de um jornal, junta-te a nós e participa Estamos à tua espera!
P’ la REDAÇÃO do 20LER n entre 21/8/2008 & 2/11/2012
CLUBE DA ROBÓTICA
Tecnologia
O Clube da Robótica funciona todas as 2 ªs, 3 ªs e 5 ªs feiras, com grande adesão e entusiasmo Os nossos alunos adquirem competências para competirem em diversos desafios que surgem na área das tecnologias Os mais novos (5 º , 6 º e 7 º anos) podem usufruir de diversas
atividades, tais como, construir robôs da Lego Education, programar em Scratch, KUBO coding e Makeblock da educational robot Os alunos mais velhos (do 8 º ao 12 º ano) trabalham com robôs e arduinos com vista à participação na WRO e First Global
M.ª João Antunes & Paulo Tomásio Grupo Disciplinar Informática
SANGUE, SUOR & LÁGRIMAS
As duas guerras mundiais
Sangue, Suor e Lágrimas – as duas guerras mundiais” é a mais recente exposição do projeto “O Museu vai à Escola”, organizada pelo grupo disciplinar de História e pela Biblioteca Escolar Convidamos-te a visitar esta exposição para aprenderes sobre as duras condições de combate durante a primeira Guerra Mundial (1914-1918), sobretudo nas trincheiras da frente ocidental, lendo algumas cartas escritas pelos combatentes para enviarem aos seus familiares.
Em relação à segunda Guerra Mundial (1939-1945), é dado especial destaque aos bombardeamentos aéreos nazis contra cidades britânicas, que ficaram conhecidos como “Blitz”
São apresentados relatos de uma testemunha que vivenciou esses bombardeamentos à cidade de Birmingham, quando ainda era uma criança
Também poderás ver como eram os abrigos anti-raid e quais as quantidades de alimento que podiam ser
consumidas, devido ao racionamento Poderás ver ainda, como curiosidade, uma coleção de selos do Terceiro Reich
O título da exposição é uma tradução livre de uma frase proferida pelo primeiro ministro britânico, Winston Churchill: «Blood, toil, tears and sweat» que apelava à resistência e à coragem dos britânicos para, assim, vencerem o invasor.
Hélio Alves
Grupo Disciplinar de História
EM PERGAMINHO Marcadores de livros
Os alunos da turma de Línguas e Humanidades do 10.º ano elaboraram marcadores de livros em pergaminho numa aula de História Nessa aula, professor e alunos analisaram o trabalho dos monges copistas durante a Idade Média, antes de Gutenberg ter inventado a imprensa em meados do século XV
Ao longo da História, o suporte material de escrita tem evoluído, tendo-se utilizado uma panóplia de materiais, incluindo placas de argila e placas de cera onde se
escrevia com um estilete. No passado também se escrevia na pedra (epigrafia) ou em papiros (no Antigo Egito); em pergaminhos (durante a Idade Média); em papel (suporte material inventado na China) e, hoje em dia, em equipamentos tecnológicos, como o computador, o telemóvel e os tablets
Durante a aula de História foi explicado o motivo para os livros, durante a Idade Média, serem tão raros e valiosos O próprio pergaminho é um material caro, uma vez que é feito com a pele curtida de ovelha ou de carneiro Já pensaram em quantas ovelhas era necessário matar para se fazer um livro? Além disso, copiar livros era demorado e trabalhoso O texto era iniciado por uma letra capital que se destacava num quadradinho que era profusamente ilustrado. Os monges copistas trabalhavam numa sala do mosteiro chamada scriptorium. Aí copiavam os textos, muito concentrados e com muito rigor, para não cometerem erros ou saltarem linhas
As margens dos pergaminhos eram decoradas com iluminuras que eram ilustrações muito criativas, originais e cheias de cor
Utilizavam-se pigmentos raros e valiosos como o lápis-lazúli para fazer a cor azul; esmagando-se o inseto cochonilha, fazia-se o vermelho; a cor amarela obtinha-se com a especiaria açafrão Algumas iluminuras têm fragmentos de ouro cuidadosamente aplicados, tornando o livro ainda mais raro e valioso Durante a Idade Média, os livros eram artigos de luxo, apenas acessíveis às elites
Depois da explicação, distribuiu-se por cada aluno uma tira de pergaminho, na qual escreveram o nome, usando um escantilhão com caracteres góticos e reproduziram com papel vegetal pequenas figuras para colorir de modo a parecerem iluminuras medievais O professor sugeriu que concluíssem o trabalho em casa e que adicionassem ao marcador de livros um selo de lacre.
Hélio Alves
Grupo Disciplinar de História
MINISTRO DA EDUCAÇÃO VISITA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE e a sua Escola Portuguesa
O Sr Ministro da Educação de Portugal, Dr Fernando Alexandre, no âmbito da sua presença na capital santomense para uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), visitou a Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe (EPSTP) no passado dia 30 de janeiro
Nesta sua incursão à nossa escola, o sr. Ministro fez-se acompanhar pela sua homóloga santomense, a Dra. Isabel Abreu, pelo Sr. Embaixador de Portugal, o Dr Luís Leandro da Silva, assim como por diversos elementos
da Inspeção Geral da Educação de São Tomé e Príncipe
Acolhido calorosamente no claustro da escola, o Sr Ministro conversou com os alunos sobre as suas experiências e perspetivas de futuro, seguindo-se uma visita às instalações da EPSTP
Num momento destinado ao contacto com o pessoal docente, o Sr. Ministro fez referências ao valor da Língua Portuguesa e da sua divulgação, sublinhando a importância do trabalho dos
professores e o papel que têm na disseminação da cultura portuguesa e na consolidação das boas relações entre ambos os países, facto que justifica a intenção de melhorar as condições dos professores contratados
João Simões
Professor de Geografia (página internet da EPSTP)
PARLAMENTO DOS JOVENS
Primeira sessão escolar em 2025
A Sessão Escolar do Parlamento dos Jovens realizou-se na terceira semana de janeiro, tendo a sessão do Ensino Secundário decorrido no dia 22 de janeiro e a do 3 º Ciclo do Ensino Básico no dia 24
Ambas as sessões tiveram lugar no auditório da escola e contaram com a presença dos deputados eleitos no dia 6 de dezembro A sessão do Ensino Secundário foi mais participada, uma vez que estiveram presentes deputados eleitos de três listas, enquanto na sessão do Ensino Básico participaram deputados de duas listas
O tema deste ano, “As Novas Tecnologias - Oportunidades e Desafios para os Jovens”, proporcionou momentos de reflexão e de debate entre os alunos, incentivando-os a propor melhorias tecnológicas para o Sistema Educativo nas escolas portuguesas
A sessão iniciou-se com a formação de uma mesa parlamentar composta pelo Presidente da Assembleia que fez cumprir a ordem de trabalhos e moderou o debate, tendo sido coadjuvada por dois secretários que foram anotando num quadro as medidas propostas pelas porta-vozes de cada lista e asseguraram que todos os deputados dispunham do mesmo tempo para intervir ou discursar
No Ensino Secundário, as listas A, E e L foram lideradas, respetivamente, pelas alunas Marlene da Mata (11 º CT), Francisca Chibeles (10 º LH) e Leyna Viana (10.º CT) que expuseram as medidas propostas para votação. No Ensino Básico, as listas A e B foram lideradas, respetivamente pelas alunas Eufémia Teixeira (7.º C) e Loyd Barreto (9 º B)
Também foram eleitos os deputados representantes da escola que participarão nas próximas etapas do Programa Parlamento dos Jovens Do Ensino Secundário foram eleitas Marlene da Mata (11 º CT) e Riana Souza (10 º LH) e, como suplente, Leyna Viana (10 º CT) Do Ensino Básico foram eleitos Eufémia Teixeira (7 º C) e Daniel Bandeira (7 º C) e, como suplente, Daniel Pires (7 º A)
Os temas que os deputados do Ensino Secundário e do Básico propuseram para a próxima edição do Parlamento dos Jovens foram, respetivamente, o empreendedorismo jovem –oportunidades e desafios; e a intervenção humana na vida selvagem
Durante ambas as sessões foram discutidas as medidas apresentadas pelas listas, num debate dinâmico e esclarecedor, moderado por uma mesa que assegurou o funcionamento democrático da sessão Após 90 minutos de aceso debate, votaram-se as medidas e escolheram-se aquelas que vão integrar o projeto de recomendação da escola
O balanço que se faz deste projeto é positivo, devido ao envolvimento e participação de vários alunos, destacando-se a sua importância na formação integral dos jovens.
António Silva, Filipe Costa & Hélio Alves Equipa “Parlamento dos Jovens”
VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
Dia Internacional em sua memória
No passado dia 27 de janeiro de 2025, celebrou-se o dia mundial em memória das vítimas do holocausto Esta efeméride foi assinalada na EPSTP com a visualização do filme “A Vida é Bela”, seguida de debate É cada vez mais urgente lembrarmos as vítimas do holocausto, transcorridos que foram já 80 anos sobre a
data da libertação dos campos de concentração nazis, para honrar a memória daqueles que sofreram durante esse período sombrio da história O filme “A Vida é Bela” foi um excelente mote para refletir sobre a importância de combater o preconceito, o ódio e a intolerância, num tempo em que estas questões se
metamorfoseiam e nos interpelam com acuidade É fundamental educar as gerações presentes e futuras sobre os horrores do holocausto para garantir que tais atrocidades jamais se repitam Esta atividade destinou-se a alunos do ensino secundário
Coletivo de Alunos Filosofia, 10 º Ano
DIA DE SÃO VALENTIM
No passado dia 14 de fevereiro, na nossa Escola, assinalámos o dia do amor e dos afetos
Previamente, os alunos tinham elaborado postais com frases alusivas ao dia e, nas aulas de Inglês, procedeu-se à respetiva troca interturmas
A Associação de Estudantes também promoveu um conjunto de atividades que se prolongaram pela tarde
Cremos que ambas as iniciativas contribuíram para fortalecer os laços afetivos entre alunos e entre turmas
Júlio Couceiro Grupo Disciplinar Inglês
DIA DOS AFETOS
Uma pulseira em troca de um abraço
No passado dia 14 de fevereiro, os alunos do 1 º Ciclo assinalaram o Dia dos Afetos de uma forma simples, mas muito especial Todos puseram mãos à obra e prepararam as “Pulseiras dos Afetos” para partilhar entre si e distribuir pela comunidade escolar
Com o lema “uma pulseira em troca de um abraço”, foram muitos aqueles que aderiram a esta iniciativa: visitantes da nossa escola, alunos de outros ciclos, professores e auxiliares Na Escolinha, as atividades foram igualmente abraçadas com enorme carinho e afetividade
Foram tantos os abraços que, sendo impossível contá-los, fizemos as contas em sentimentos e sorrisos
Muito obrigado a todos os que abraçaram Juntos construímos um futuro sorridente
Departamento do 1 º Ciclo
O TCHILOLI Em visita de estudo ao Espaço CACAU
Os alunos do 2 º ano da Escola Portuguesa de São Tomé (EPSTP) realizaram uma visita de estudo ao Espaço CACAU para explorar a exposição fotográfica sobre o Tchiloli, uma das mais importantes manifestações culturais de São Tomé e Príncipe e tema do Projeto de Articulação e Flexibilidade Curricular (PAFC).
A visita iniciou-se com uma explicação sobre a origem e o significado do Tchiloli, ajudando os alunos a compreender melhor esta tradição teatral e musical Durante a visita guiada, os alunos observaram atentamente as fotografias, participando em atividades interativas que os incentivaram a refletir sobre as personagens, os figurinos e os momentos retratados nas imagens Ainda foram abordados alguns temas o s
Do espaço CACAU seguimos para o Parque Popular, com a ajuda do mapa e dos itinerários definidos, onde tivemos a oportunidade de assistir a um dos momentos mais marcantes da visita.
O grupo de Tchiloli de Boa Morte realizou uma performance ao vivo, que trouxe à vida a energia e a expressividade do Tchiloli. Os alunos tiveram a oportunidade de interagir com os intérpretes, aprender alguns movimentos básicos e até experimentar alguns dos adereços das personagens
A experiência não só reforçou o conhecimento sobre o património cultural sãotomense, como também despertou a curiosidade e o interesse pela arte e pelo teatro
Esta visita de estudo insere-se no PAFC dos 2 º anos que, ao longo do ano letivo, irão aprofundar o estudo do Tchiloli, através de uma apresentação final, uma peça para teatro de fantoches, inspirada nesta tradição
Foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora e inspiradora para todos!
Turmas A & B - 2 º Ano Grupo Disciplinar 1 º Ciclo
CELEBRANDO A ARTE E A CRIATIVIDADE
Dia Internacional da Matemática
No dia 14 de março, a nossa escola celebrou o Dia Internacional da Matemática (DIM), uma data especial dedicada a homenagear essa disciplina fundamental de forma lúdica e envolvente Este ano, o tema foi “Matemática, Arte e Criatividade” e inspirou uma série de atividades que permitiram aos alunos explorar a Matemática para além de números e fórmulas, destacando a sua presença na arte, na cultura e no dia-a-dia
Para assinalar a ocasião, o gr de Matemática organizou a
dinâmica “Verdadeiro ou Falso”, uma atividade interativa que desafiou o raciocínio lógico e a curiosidade dos estudantes Foram distribuídos pela escola dez pequenos cartazes com afirmações envolvendo conceitos matemáticos, adaptados aos diferentes níveis de ensino (desde o 5 º ao 12 º ano) Os alunos, colaborando em pequenos grupos, foram convidados a analisar o seu valor lógico, promovendo debates e estimulando o pensamento crítico
A atividade contou também com a participação dos alunos do 1 º Ciclo com a exposição “Matemática Pelos Cabelos” A atividade consistiu, a partir dos penteados dos alunos, na identificação de padrões geométricos, simetrias, linhas paralelas, perpendiculares e diagonais, sólidos, figuras geométricas, gráficos, etc. Foram depois construídos cartazes que integraram a exposição final, comemorando assim o Dia Internacional da Matemática
> Aqui a totalidade da exposição ]
O envolvimento entusiasta dos alunos demonstrou que a Matemática pode ser explorada de forma dinâmica e divertida,
fortalecendo conceitos e promovendo aprendizagens mais significativas.
Com esta celebração, a nossa escola reforça a importância da Matemática em diversas áreas do conhecimento, incentivando a criatividade e o gosto pelo raciocínio lógico Que este espírito de descoberta continue a inspirar os nossos discentes a ver a Matemática sob novas perspetivas, tornando-a cada vez mais acessível e apaixonante!
Parabéns a todos os participantes e até ao próximo DIM!
Grupo Disciplinar de MATEMÁTICA & Departamento Curricular do 1.º CICLO
RECRIAR A EXPERIÊNCIA DE ERATÓSTENES
Intercâmbio Escolar São Tomé - Braga
A experiência de Eratóstenes, realizada há cerca 2 300 anos, é uma forma bastante impactante de mostrar aos alunos como a simples observação da natureza pode resultar em grandes descobertas científicas
A experiência permite estimar o valor do perímetro da terra e consiste em espetar uma estaca verticalmente no chão e medir o comprimento da sombra que ela projeta no solo No momento do solstício, o ângulo da sombra será diretamente relacionado à latitude do local
A recriação dessa experiência foi realizada através de um intercâmbio entre os alunos das turmas 11 º CT e CSE da EPSTP e os alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, no dia 20 de março de 2025, proporcionando aos alunos uma excelente oportunidade de integrar conhecimento histórico e científico de maneira prática e colaborativa assim como aplicarem os conceitos de trigonometria abordados durante o presente ano letivo
Foi ainda uma oportunidade de entenderem a genialidade de Eratóstenes e como a sua metodologia foi fundamental para o desenvolvimento das ciências exatas
Estamos certos de que é um projeto educativo inesquecível para todos os envolvidos!
Carla Neto & Margarida Correia Grupo Disciplinar de Matemática
MUSEU NACIONAL & PALÁCIO PRESIDENCIAL
Visitas de estudo - 6.º ano
No dia 6 de março, as três turmas do 6.º Ano de escolaridade da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe realizaram uma visita de estudo ao Museu Nacional e ao Palácio Presidencial, no âmbito da disciplina de Educação Visual, em articulação com as disciplinas de História e Geografia de São Tomé e Príncipe (HGSTP) e História e Geografia de Portugal (HGP)
Através da observação de uma série de edifícios, a visita em questão teve como grande objetivo aproximar os alunos daquilo que é o material imóvel de São Tomé e Príncipe Para tornar a atividade mais dinâmica e apelativa para os alunos, e seguindo um percurso previamente delineado, foi realizado um pequeno pedipaper, onde os envolvidos puderam responder a algumas questões relacionadas com a temática em estudo
Os alunos e os docentes das disciplinas destacados para os acompanhar, concentraram-se, por volta das 07h45, junto ao Museu Nacional, onde foram recebidos pelo Diretor do Museu, que é, igualmente, o docente de HGSTP desta escola, Gilson da Conceição Para evitar uma grande concentração de alunos dentro do museu aquando da visita guiada, os docentes dividiram as turmas em 3 grupos (cada um com aproximadamente 30 alunos); em seguida, o professor de HGSTP guiou a visita, expondo, aos alunos, aquilo que foram os principais momentos da História deste país, mostrando-lhes, para o efeito, uma panóplia alargada de objetos referentes aos diferentes períodos em análise
Posteriormente, e como última parte da visita, alguns alunos tiveram o privilégio de aceder às instalações do Palácio Presidencial, onde foram recebidos pelo próprio Presidente da República, Carlos Vila Nova Nessa ocasião, alguns dos estudantes presentes endereçaram algumas questões oportunas ao Senhor Presidente, que prontamente respondeu Para finalizar, foi oferecida, por parte da nossa escola, uma pequena lembrança ao Presidente da República de São Tomé e Príncipe como forma de agradecimento pela gentileza de nos ter recebido
António Silva, Sandra Ferreira & Sara Lucas
Diretores de Turma - 6 ºs Anos
ROÇA DIOGO VAZ
Visita de estudo
As turmas de Ciências Sociais e Económicas (CSE) do 10.º e 11.º anos de escolaridade, participaram, no passado dia dezoito de fevereiro, numa visita de estudo promovida pelas disciplinas de Geografia
A e Economia A
Com o objetivo de observar in loco, na roça Diogo Vaz, os vários aspetos relativos ao processo de produção do cacau e, no empreendimento Mucumbli, um exemplo de turismo no espaço rural focado na sustentabilidade, na ligação
com a comunidade local e na preservação ambiental, a visita levou os alunos a experienciar várias formas de diversidade funcional do meio rural
João Simões
Professor de Geografia
MUSEU NACIONAL E ROÇA MONTE CAFÉ
Património histórico e cultural de São Tomé e Príncipe (visita de estudo)
“Um mundo pelo Museu Forte São Sebastião”
No âmbito do trabalho do grupo 1, do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC) do 12 º ano - Património Histórico e Cultural de São Tomé e Príncipe – realizaramse duas visitas de estudo: uma ao Museu Nacional e outra à Roça Monte Café O grupo 1 foi constituído pelas alunas Analy Miguel, Carla Santos, Celésia Guadalupe, Izzye Ten Jua, Karine Santos, Rayana Graça, Kelse Matos, Melissa Paquete, Neuza afonso.
No sábado, 7 de dezembro de 2024, com o intuito de ajudar as alunas na recolha de
informações para a realização do projeto em curso, fez-se uma visita ao Museu Nacional que se situa no Forte de São Sebastião O forte apresenta uma esplanada muito ampla com vista para o mar, onde surgem algumas figuras históricas que tiveram um papel crucial na História da nossa ilha, São Tomé São elas as estátuas de João de Santarém, Pêro Escobar e João da Paiva, e ainda a estátua do nosso célebre herói, o rei Amador Posteriormente, visitou-se o interior do Forte de São Sebastião, onde está localizado o Museu.
No Museu, constatou-se a existência de um vasto
conjunto de elementos materiais e objetos artesanais que representavam a vida dos escravos e que, mais tarde, se tornaram marcas da nossa cultura Dentre eles, diversos vestuários típicos e clássicos, louças e talheres da antiguidade, escultura de animais, como por exemplo, a tartaruga, retratos que representavam alguns momentos importantes dos santomenses, como a conquista da independência, e também algumas figuras importantes do ramo político e literário, como a escritora e poetisa Alda Espírito Santo, o engenheiro Nuno Xavier e diversas figuras políticas como, por exemplo, Miguel
Trovoada e Pinto da Costa.
Em suma, tal visita não só serviu de meio para adquirir os materiais necessários para o PAFC, como também serviu de meio de aproximação das alunas à história e cultura de São Tomé, onde foi possível adquirir conhecimento sobre a história do país, com maior incidência na conquista da independência, em 1976
“Do grão à chávena”
No dia 24 de janeiro de 2025, realizou-se a segunda visita de estudo, e, desta vez, foi à Roça Monte Café, sendo o local de encontro na Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe
(EPSTP-CELP), que se situa em Campo de Milho.
Durante a viagem a Monte Café, devido à longa distância que separa a Roça, da cidade capital (17Km), passámos pelas seguintes localidades: Oque Del Rei, Trindade, Batepá e, logo a seguir, o nosso destino - Monte Café
Chegados à Roça, o primeiro local visitado pelas alunas foi o célebre Museu do Café Inaugurado a 21 de agosto de 2013, o museu tem como objetivo preservar as memórias dos escravos que trabalhavam na roça e, além disso, retrata a evolução do processo do cultivo de café De seguida, foi feita uma pequena exploração pela roça, onde foi possível encontrar diversas infraestruturas: um restaurante, um antigo hospital, uma igreja, uma fábrica de café, uma escola básica, uma creche e habitações.
Existia também um terreirolugar específico para a secagem dos grãos de café, intermediário entre as plantações e o produto final
“Do grão à Chávena” era o nome do conjunto de cartazes distribuído pelo terreiro, que explicava o processo de produção de café dividido em cinco etapas: secador solar, secador térmico, descascador, laboratório do café e loja
Durante cada etapa, os cartazes direcionam o leitor ao restaurante local, Firma Efraim, onde se servia aos clientes café já preparado na chávena pronto para o consumo
No fim do dia, após uma enorme recolha de informação sobre os moradores da roça, as suas vivências e a história de Monte Café, regressou-se à cidade capital com uma longa viagem de cerca de 30 minutos. E, desta forma, encerrou-se a segunda visita de estudo, que foi igualmente enriquecedora e produtiva, tal como a primeira, ao Forte de São Sebastião
Foi uma aventura gratificante
Izzye Ten Jua n 2008
A POESIA PORTUGUESA DO SÉCULO XX
acusa o capitalismo das palavras
No dia 21 de março de 2025, no Centro Cultural Português, comemorou-se o Dia Mundial da Poesia com uma sessão intitulada “Retrospetiva da poesia portuguesa do séc XX” A seleção pretendeu mostrar alguns dos poetas mais relevantes e de alguns dos momentos mais altos da criação poética portuguesa A sessão, que fazia parte do PAA do Departamento de Línguas, pretendeu também homenagear a cultura santomense, através da leitura de um texto em Forro e de dois poemas de Francisco José Tenreiro (um deles lido por uma encarregada de educação) Os poemas foram lidos por alunos e alguns professores, e alguns textos foram ‘ilustrados’ por alunos da turma de Multimédia.
MODA PAFC 7.º ANO
Criatividade, ação, sustentabilidade e sucesso
Os alunos das turmas A, B e C do 7.º ano da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe, embarcaram numa jornada de aprendizagem inovadora através do Plano de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC) Durante algumas sessões e uma Palestra, as aulas foram substituídas por atividades práticas e interdisciplinares, promovendo a criatividade, a colaboração e a consciência ambiental
Os alunos foram incentivados a trazer garrafas de plástico, caixas de cartão, latas, rolhas de cortiça, tampas de garrafas, jornais e revistas, dando-lhes uma nova utilidade através de trabalhos manuais e projetos artísticos O entusiasmo e o envolvimento dos alunos foram notáveis!
Trabalhando em grupos, organizaram-se para planear, executar e apresentar os seus projetos, demonstrando grande sentido de responsabilidade e inovação
O espírito colaborativo esteve sempre presente, tornando estas jornadas momentos únicos de partilha e aprendizagem ativa
Como produto final deste projeto, os alunos irão realizar um desfile de moda sustentável, onde apresentarão peças criadas a partir dos materiais reutilizáveis
Para preparar este evento, os alunos desenharam os figurinos que irão confecionar e utilizar no desfile, aplicando os conhecimentos adquiridos ao longo do projeto Além disso, foram responsáveis pela criação de cartazes de divulgação, reforçando o caráter interdisciplinar e criativo da iniciativa.
Para tornar este momento ainda mais especial, o evento contará com a colaboração da estilista santomense Antonieta Almeida, que orienta os alunos na conceção e confeção das peças, trazendo a sua experiência e criatividade para
o projeto.
Para que toda a comunidade educativa possa acompanhar os resultados deste trabalho, foi criado um padlet, divulgado no site da escola
O PAFC mostrou, mais uma vez, que aprender pode ser dinâmico, divertido e, acima de tudo, significativo Estamos ansiosos para ver o desfile e celebrar o talento dos nossos alunos
Paula Fernandes
Coordenação PAFC 7 º Ano
SAÚDE MENTAL
Entrevista à prof.ª Dina Castro (Educação Especial)
A Redação do 20LER, com vontade de aprender mais e de esclarecer todos a respeito do grave problema que é a saúde mental, resolveu entrevistar a professora de Educação Especial, Dina Castro
Das longas horas de conversa que tivemos com a professora, aqui ficam excertos da entrevista (apenas algumas perguntas e respostas), que iremos publicando ao longo das próximas edições
Como é que avalia o estado da saúde mental entre os mais jovens de uma forma geral?
A saúde mental dos jovens está cada vez mais preocupante, e porquê? Nós damo-nos conta da saúde mental dos jovens, sobretudo no meio escolar, quando chegam à escola, no 1.º Ciclo. Agravando-se, conforme o meio social, cultural, económico, as crianças começam a ser identificadas pelos professores, com problemas de aprendizagem/comportamento, mas não há recursos para acudir imediatamente e a maior parte das doenças mentais desenvolvem-se na infância e durante os primeiros anos
escolares. Os problemas vãose prolongando e mais tarde já é difícil recuperar ou estabilizar o transtorno mental, sobretudo porque o que acontece, especificamente, aqui em São Tomé e Príncipe, é que as dificuldades aumentam com o fosso entre os problemas económicos, políticos e sociais Há cada vez mais pessoas com piores condições económicas, ao contrário de outras, com mais recursos, e isso faz toda a diferença As avaliações de diagnóstico são dispendiosas e, por vezes, a família leva tempo a aceitar as dificuldades dos filhos
É importante que vocês percebam que as doenças mentais, sobretudo os transtornos, desenvolvem-se na infância, mas a maioria podem ser prevenidos e controlados quando identificados e diagnosticados atempadamente.
A exigência do ensino afeta a saúde mental dos jovens? Se sim, como?
Claro! Vejam bem, e no seguimento da questão anterior, se a criança ou o jovem com problemas não é acompanhado, porque não é identificada a problemática ( ),
mas a escola vai continuar a exigir, certo? Aqui, nesta escola, verifica-se muito isso. Quando os alunos vêm da escola pública, chegam a esta escola, que é mais exigente no currículo em comparação com a escola pública, e o jovem, que já traz o problema de ansiedade, de depressão, de aprendizagem - sobretudo de aprendizagem, chega aqui e torna-se tudo muito mais
complicado Portanto, quando a exigência não é equivalente /adaptada às potencialidades e às capacidades de cada um, potencia os problemas mentais
Que conselhos é que oferece para enfrentar os desafios da adolescência?
Coisas muitos simples Ser adolescente já é uma fase de desenvolvimento complicado, por si, mas há erros de educação que os jovens cometem e, às vezes, são pequenos erros que depois potenciam as problemáticas: são os desequilíbrios ao nível do sono Se vocês pensarem um bocadinho e questionarem Quantas horas é que vocês dormem?, quanto tempo passam ao telemóvel?, praticam exercício físico?, têm uma boa alimentação?
tinham as ofertas que vocês têm. Na minha geração, e quando eu era da vossa idade, ter livros era algo maravilhoso Ir ao sótão dos avós e encontrar os livros antigos já era um acontecimento, mas, agora, temos telemóveis E o uso prolongado do telemóvel tem um impacto muito negativo na saúde mental Causa principalmente, ansiedade, depressão e distúrbios do sono Mas, afinal, o que é isso de ter uma vida saudável? No fundo é sermos moderados e cumprirmos regras Cada vez mais é necessário termos regras
amigos? convivem?, têm rotinas? Se forem ver, há uma lista de orientações que não são só para os jovens de hoje, sempre existiram, mas os jovens de antigamente não
Nós vivemos numa sociedade que não nos oferece balizas ao consumo, pelo contrário, estão sempre a criar novas necessidades e temos tudo à nossa disposição
Antes não havia tanta oferta ou o acesso não era facilitado. Atualmente, temos tudo mais facilitado isto leva a que os jovens tenham de ser mais responsáveis nas escolhas que fazem Até nos cursos da universidade Eu, quando fui para a universidade, tinha uns vinte cursos que podia escolher Vocês, hoje, se forem ver as listas dos cursos que podem escolher dentro da vossa área são muitos! Facilmente ficam indecisos, ou seja, a oferta, por um lado, é boa, mas, se não houver regras desde a infância e uma educação de saber escolher e ver o que é prioritário, complica-se tudo
Qual é o género mais vulnerável à questão da saúde mental?
De facto, são as mulheres Porque, normalmente, a vida da mulher é mais complicada do que a do homem; é da cultura. A mulher tem de tomar conta da casa, dos filhos, tem de cuidar da família Embora as mentalidades estejam a mudar, e já haja homens que partilham tarefas, a mulher continua a ter mais carga horária de trabalho e pior remuneração A mulher também é mais vulnerável aos abusos e, por consequência, sofre mais de depressão e de ansiedade
P’ la REDAÇÃO do 20LER n. entre 21/8/2008 & 2/11/2012
GAJ - GABINETE DE ATENDIMENTO AOS JOVENS
Um espaço de apoio e orientação
O Gabinete de Atendimento aos Jovens (GAJ) da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe, teve início neste este ano letivo e tem vindo a consolidar-se como um espaço essencial para o apoio e bemestar dos nossos alunos Criado com o objetivo de oferecer orientação e acompanhamento personalizado, o GAJ está aberto a todos os estudantes que precisem de conversar, esclarecer dúvidas ou simplesmente partilhar as suas preocupações num ambiente seguro, confidencial e sem julgamentos
Paula Fernandes Coordenação do GAJ
Testemunho de uma aluna que frequenta o GAJ
«Como adolescentes, é difícil expormo-nos acerca das nossas inseguranças e questões que nos atormentam, principalmente pelo facto de que é, sim, muito difícil encontrar um espaço com alguém disposto a ouvir-nos sem fazer pouco caso de quem somos ou do assunto que, em questão, nos incomoda Há muita vergonha em se ser vulnerável porque, culturalmente, sensibilidade é sinónimo de fraqueza, falha, anormalidade
»Mas o que somos nós senão seres humanos de carne e osso, extremamente sensíveis à vida? Somos pequenos em comparação ao universo e extremamente fracos face à morte que vem para todos Somos humanos Dependemos de muito do que existe no mundo para viver, porque não somos capazes de providenciar tudo o que precisamos A fraqueza faz parte da nossa essência e ser fraco é uma característica da humanidade Nós somo-lo em diversos aspetos porque precisamos de assim ser, para que haja equilíbrio na natureza, para que tenhamos a noção de que precisamos de nos proteger e cuidar uns dos outros, já que somos, ao fim de tudo, tão vulneráveis
«O gabinete de atendimento aos jovens pode parecer assustador porque não sabemos o que nos espera. “É confiável? Vou receber alguma ajuda satisfatória para os meus problemas? Vou sentir-me acolhido?” Estas inseguranças que remoemos, atreladas à convicção de que o que quer que tenhamos vontade de expor não é relevante o suficiente, faz com que tenhamos dificuldade em sentir-nos à vontade para pedir ajuda
«A minha experiência com o gabinete de atendimento aos jovens foi uma espécie de luz para inúmeras coisas
«No princípio senti-me receosa porque não sabia no que me estava a meter e porque não sabia se conseguiria encontrar o tipo de ajuda que precisava Mas não me arrependo de maneira alguma O GAJ tornou-se um espaço de amparo onde encontrei uma professora disposta a ouvir-me e a fazer de tudo o que estivesse ao seu próprio alcance para garantir que eu conseguisse ultrapassar diversos aspetos da minha vida A professora é tão dedicada e diligente no que faz que chegou a acompanhar-me às consultas de saúde que precisei realizar Eu senti-me auxiliada e recebi tanta dedicação que cheguei a perguntar-me sobre a possibilidade de alguma vez voltar a encontrar nesta vida alguém com tamanha generosidade e fidedignidade capaz de fazer tanto por alguém, apenas pela satisfação de o fazer. Sinto-me imensamente grata por toda a ajuda que recebi, e recebo, e espero um dia poder retribuir tanta bondade
«O gabinete de atendimento aos jovens forneceu-me a ajuda que nenhuma outra pessoa da minha família me pôde oferecer E essa é a dimensão do amparo que lá encontrei ( ) Não tenham receio de pedir ajuda, colegas
«Muito obrigada por tudo, GAJ »
MARCHA DA LIBERDADE
Caminhada de 3 de fevereiro a Fernão Dias
A Marcha da Liberdade, de 3 de fevereiro deste ano, começou um pouco mais tarde do que o previsto
No princípio, senti um monte de emoções e só pensava se iria conseguir chegar a Fernão Dias Havia muita gente, mais do que imaginava
Eu estive à frente, mas, logo que a marcha começou, apareceu um monte de gente à minha frente. Foi a minha primeira vez a participar nesta atividade nacional, onde pude
observar o comportamento inadequado e feroz da população
Digo isto porque, durante a distribuição de garrafas de água, esteve evidente a falta de solidariedade, empatia e respeito, tanto pelos mais novos, como, também, pelos mais velhos
Durante o percurso, alguns jovens demonstraram um comportamento “bárbaro”: molharam as pessoas, atiraram garrafas de água e disseram palavras muito feias a alguns participantes
Após a chegada, houve uma pequena cerimónia em homenagem aos mártires da liberdade, mas, pela minha falta de atenção devido ao barulho da população, não consigo descrever detalhadamente
Posteriormente, a cerimônia deu lugar aos mergulhos e às refeições Por mais que o mar me chamasse, pela falta de equipamento adequado, não entrei na água, e, ao contrário de muitos, não almocei lá, e sim em Micoló No final, acabei por adormecer no restaurante
Contudo, foi um dia bom, houve brincadeiras, risadas e memórias bem guardadas
Pessoalmente, gostei muito da experiência vivida e recomendo a que todos o façam, pelo menos uma vez
Eliany Fernandes n 21/8/2008
50 ANOS DE INDEPENDÊNCIA celebrados pela Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe
Enquanto, em Portugal, se assinalaram, no ano passado, os 50 anos do 25 de Abril, as antigas colónias portuguesas preparam-se, este ano de 2025, para celebrar os 50 anos da independência
A Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe (EPSTP) não poderia deixar de se associar à data Para o efeito, três alunos do 7 º ano de escolaridade, Daniel Pires, Eufémia Teixeira e Ioan Liégeois, que pertencem à redação deste jornal escolar 20LER, com o apoio do seu professor de História, que também está com eles no jornal, prepararam dois trabalhos com o intuito de participarem no “Concurso História Militar e Juventude”, promovido pela Associação de Professores de História e pela Comissão Portuguesa de História Militar
O concurso em questão incentiva à reflexão pelos alunos sobre o processo iniciado em Abril de 1974, passando pelas eleições de 1975 e que culminaria com o 25 de Novembro de 1975
O professor responsável pela tarefa e os alunos já mencionados decidiram que a maneira mais fluída e menos estanque de realizar os ditos trabalhos seria através do recurso aos mecanismos do audiovisual
Depois de uma cuidadosa pesquisa em busca de momentos fotográficos relativos àquele período em São Tomé e Príncipe que tenham preservado, no tempo, aquilo que hoje não passa de uma antiga memória, os alunos, através de uma página do Centro de História da
Universidade de Lisboa dedicada ao tema em análise com o título “Abril em São Tomé e Príncipe (1974-1975): Documentos e Vivências”, descobriram um conjunto de fotografias Através dessa panóplia de fotos entretanto descobertas, bem como a partir da valiosíssima informação visual daí retirada, os alunos puderam traçar um percurso pela cidade de São Tomé, a capital do país, que percorresse o rasto dos locais indelevelmente ligados ao período da independência
O objetivo foi colocar os alunos a contar os principais momentos da História recente do país, realizando gravações em vídeo nos ditos locais visados pelo apanhado fotográfico mencionado anteriormente
“(...) os alunos viram, em primeira mão, como era a vida nas roças, através da recriação da Casa Grande e das Senzalas (...)”
Para esse efeito, os alunos, acompanhados pelo seu professor de História e pelo Diretor do Museu Nacional de São Tomé e Príncipe, dirigiramse, primeiro, ao Museu Nacional, onde abordaram a figura do Rei Amador (escravo que se revoltou contra os abusos do colonialismo, tornando-se, posteriormente, herói nacional e figura emblemática do recente país) Foi ainda abordado o terrível Massacre de Batepá (ocorrido a 3 de Fevereiro de 1953 e que ceifou a vida a um elevado número de pessoas)
Dentro do museu, os alunos contaram com uma visita guiada, ficando a conhecer melhor o período da história recente deste país Para além de uma maior familiaridade com os momentos da história
de São Tomé já referidos, os alunos viram, em primeira mão, como era a vida nas roças, através da recriação da Casa Grande e das Senzalas, com um elevado número de objetos originais existentes no museu
Em seguida, o percurso levouos ao Parque Popular e ao Salão UCCLA (na zona central da capital santomense), onde havia, em tempos idos, um busto de um dos últimos governadores de São Tomé e Príncipe, António Jorge da Silva Sebastião, que dali terá sido retirado aquando da Independência (atualmente, esse busto está numa sala do museu referenciado e à qual os alunos tiveram acesso)
Por fim, e como ponto final do percurso previamente delineado, rumaram à Praça da
Independência, local onde se celebrou a Independência do país, na presença de figuras que marcaram esta época histórica, tais como o Almirante Rosa Coutinho, membro do Conselho de Revolução, em representação do Primeiro Ministro português da altura, Vasco Gonçalves, e Nuno Xavier Dias, presidente da Assembleia Constituinte de São Tomé e Príncipe
O trabalho final condensará, num vídeo de cinco minutos, todo o apanhado recolhido
Ainda por ocasião dos 50 anos da Independência, a EPSTP convidou para uma palestra, seguida de debate, no seu auditório, Ulisses Pequeno, cidadão desta ilha, que viveu os acontecimentos em análise
“Como foi a reforma agrária em São Tomé?”, segundo Ulisses Pequeno, palestrante, em entrevista ao 20LER.
Como segunda proposta para o concurso atrás assinalado, os alunos aproveitaram essa ocasião para a realização de uma pequena entrevista.
Assim, no passado dia 13 de Fevereiro, por ocasião das já iniciadas comemorações dos 50 anos da Independência de São Tomé e Príncipe, realizouse na nossa escola a referida palestra, com a presença de alunos do 7 º ao 11 º ano, que rapidamente se transformou num longo e interessante debate, onde as alunas expuseram as suas questões e opiniões ao palestrante
O nosso convidado não escondeu a desilusão em relação ao estado atual do país, bem diferente das expetativas que tinha na altura da Independência, uma vez que, segundo o senhor Ulisses,
“( ) os momentos antes da independência foram dias muito bonitos.” Relativamente ao dia 12 de Julho, o dia da Independência Nacional, Ulisses disse que o viveu “(...) maravilhosamente bem, mas a minha mãe nunca quis a independência, mas o meu pai dizia que a independência fazia bem!” Aproveitou a ocasião para falar de alguns momentos que se seguiram, elencando várias fases do processo, tais como a reforma agrária e as subsequentes transformações ocorridas nas diferentes roças do país que passaram para as mãos dos seus antigos trabalhadores
À questão, “Como foi a reforma agrária em São Tomé e Príncipe?”, o nosso convidado respondeu-nos que “O País está coberto de cacau e café e, no início do século XX, São
Tomé era o maior exportador de cacau do mundo. As roças fazem parte da paisagem; são muitas e encontram-se, atualmente, num cada vez mais adiantado estado de degradação Continuam, no entanto, a ser casa para um elevado número de pessoas, na sua maioria descendentes dos antigos trabalhadores
“As roças testemunharam episódios importantes da História do país e estão associadas a figuras de renome: na Roça da Saudade nasceu o Mestre Almada Negreiros; outra roça, igualmente conhecida, a maior de todas as roças, chama-se Agostinho Neto, em honra do antigo presidente angolano que a teria visitado “A ocupação das Roças, em São Tomé, aconteceu depois do 25 de Abril ”
“O
processo da Reforma Agrária
(...) só acontece nos anos 80; a reforma não se fez em 1975, como muita gente, acha.”
“Os roceiros saíram e deixaram alguns capatazes, filhos ou trabalhadores mais influentes a tomarem conta. Eles saíram e depois, quando se deu a Independência, forma-se um movimento que queria ocupar as roças. O problema é que nós, aqui em São Tomé, não tínhamos gente qualificada Tínhamos apenas dois engenheiros agrónomos para uma população, nas roças, de 70 mil pessoas e esses engenheiros não tinham nenhuma experiência na agricultura Nós tínhamos técnicos agrícolas, mas esses técnicos só tinham um ano de experiência e não era experiência de campo, e sim, de gabinete ”
As roças foram nacionalizadas, finalmente, a 30 de Setembro de 1975 Quando se dá a nacionalização, o estado impõe diretores e outros quadros. O processo da reforma agrária propriamente dito só acontece nos anos 80; a reforma não se fez em 1975, como muita gente acha As roças foram nacionalizadas, sim, nos anos 80: começa a reforma, mas, desde então, nada mais se fez e, por isso, a produção caiu a pique
Nós chegámos a produzir doze toneladas de cacau para 70 mil habitantes; depois, baixámos para apenas cinco toneladas
Posteriormente, houve uma crise e o preço do cacau baixou bastante e nós parámos porque não tínhamos gente. Esse é - e sempre foi! - o grande problema do país: a falta de mão de obra qualificada.”
Para encerrar, ainda apelou às alunas para que não desistam do seu país
P’ la REDAÇÃO do 20LER n entre 21/8/2008 & 2/11/2012
NAQUELA ROÇA GRANDE
Poema
“Monangambé”, de António Jacinto
O poema Monangambé, de António Jacinto, foi publicado pela primeira vez no ano de 1961 e faz alusão ao trabalho forçado nas roças Em São Tomé e Príncipe, país em que as roças assumiram um papel económico de grande predominância, muitos dos seus trabalhadores que para aí foram como contratados (trabalho forçado), provinham de outras colónias portuguesas, como Angola, Cabo Verde ou Moçambique A palavra que serve de título ao poema que será, posteriormente, musicado pelo angolano Ruy Mingas, tem origem Bantu e não tem tradução para o português, embora possamos dizer que está relacionada com a ideia de “chamamento” ou “reunião”
Naquela roça grande tem café maduro e aquele vermelho-cereja são gotas do meu sangue feitas seiva O café vai ser torrado pisado, torturado, vai ficar negro, negro da cor do contratado Negro da cor do contratado! Perguntem às aves que cantam, aos regatos de alegre serpentear e ao vento forte do sertão:
Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem traz pela estrada longa a tipóia ou o cacho de dendém?
Quem capina e em paga recebe desdém fuba podre, peixe podre, panos ruins, cinquenta angolares "porrada se refilares"?
Quem?
Quem faz o milho crescer e os laranjais florescer?
Quem?
Quem dá dinheiro para o patrão comprar máquinas, carros, senhoras e cabeças de pretos para os motores?
Quem faz o branco prosperar, ter barriga grande ter dinheiro?
-Quem?
E as aves que cantam, os regatos de alegre serpentear e o vento forte do sertão "Monangambééé
Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras Deixem-me beber maruvo e esquecer diluído nas minhas bebedeiras Monangambéé
Daniel Pires, n 28/5/2012
Eufémia Teixeira, n 2/11/2012
Ioan Liégeois, n 13/10/2012
(membros permanentes da redação do 20LER)
STP *50
ponto de vista BD
Neste tríptico, faço uma alusão ao que têm sido, segundo o meu ponto de vista, os 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Sou membro permanente da redação do 20LER
Marlene Mata 21/8/2008
UMA ESCOLHA DIFÍCIL
“Entrar no Secundário enquanto somos mais novos é um grande sonho”.
Entrar no secundário enquanto somos mais novos é um grande sonho O que não sabemos, de antemão, é que este sonho pode vir a tornar-se num grande pesadelo O pesadelo derivado do peso de termos de escolher uma área de estudos quando, muitos de nós, ainda não estão prontos para essa escolha tão importante e que muita influência terá na nossa vida Para além da indecisão quanto à área que queremos seguir, esta escolha faz-se acompanhar por diversas dificuldades, dentre elas, a de deixar os nossos amigos que há muito nos acompanham como colegas de turma. Mas, o mais difícil é termos de enfrentar o julgamento e a pressão familiar que, por vezes, nos fazem alterar as nossas escolhas, impossibilitando-nos de seguir o que desejamos Por vezes temos, inclusive, de mudar a nossa trajetória por causa dessas dificuldades
O que sentirá uma pessoa que não teve a oportunidade de escolher a área dos seus sonhos?
Contrariamente, o que sentirá o aluno que escolheu, por livre e espontânea vontade e isento de pressões, a sua área?
Não podemos afirmar, com certeza, que sabemos o que eles sentem ( ), nunca nos podemos colocar, a cem por cento, no lugar de alguém, mas uma coisa sabemos: a angústia de ir para uma aula na área das ciências, quando, na realidade, gostaríamos de estar numa aula na área de línguas, é grande “Sempre que entro para ter aquela aula, tenho uma enorme vontade de chorar, pois sei que não era aquilo que me imaginava a fazer. Estarei mais longe do meu sonho, ou é apenas um caminho alternativo e com mais curvas para lá chegar?” Suponho que esta pergunta tire o sono a muitos alunos e reflita a sensação de insatisfação de não estarem na área idealizada – sobretudo para aqueles que não conseguem adaptar-se à sua realidade e que vivem em estado de negação perante a sua situação atual
Então, e em suma, quando não temos a certeza daquilo que
queremos fazer, escolhemos o quê? Por norma, há duas práticas seguidas pelos alunos e que, na maioria das vezes, não são as melhores soluções: uma delas é ir para onde os amigos vão e a outra é escolher com base naquilo que os pais sonharam para o seu futuro Escolher com base nessas duas soluções pode levar-nos a dois caminhos diferentes: um, onde conseguimos adaptar-nos à área escolhida e concluí-la com sucesso; outro, onde não nos conseguimos adaptar, passando os dias a pensar no porquê de termos feito uma escolha tão importante não com base na nossa verdadeira opinião, mas baseada na opinião dos outros.
Recolhemos, sobre o assunto, o testemunho de alguns alunos do 9 ° ano, do Ensino Secundário e de um professor (que podem ser lidas na página seguinte)
Naomi Quaresma, n 14/8/2009 & Patrícia Bandeira n 4/6/2009
Achas que estás preparada para a mudança do 9.° ano para o 10.° ano?
Eu não estou indecisa, portanto, sim, acho que estou pronta para o 10 ° ano, e penso que não haverá grandes mudanças
Loyde Barreto 9 ° ano
Sentes-te indeciso e pressionado, ou já estás decidido?
Sim, sinto-me pressionado; também estou indeciso, ainda, porque não sei muito bem aquilo que quero fazer.
Aldair Crisóstomo 9 ° ano
Sentiste-te pressionado na altura de escolher uma área?
Senti, sim mais por causa dos meus pais, porque estávamos em desacordo relativamente à área que eu queria e à área que eles queriam e consideravam mais pertinente para mim Eu estava indeciso entre Letras e Humanidades (LH) e Artes
Tiago Neves 10 º ano
O que te levou a mudar de área no 11 º ano?
Eu estava no 11.° ano a fazer Ciências e Tecnologias (CT), mas eu queria fazer o curso de Direito, então tive que mudar para LH
Paula Costa 10 ° ano
Como é que foi o seu processo de escolha de área na altura do secundário?
Foi muito tranquilo Eu, desde novo, sempre quis ir para História ou para Arqueologia Claro que os meus pais, como todos os pais, preferiam que eu tivesse ido para CT, por considerarem que teria melhores condições de empregabilidade Enfim, lá cederam, e perceberam que contrariar-me, nesse caso, poderia ter o efeito oposto ao que eles pretendiam Acabei por levar a minha avante, fui para LH e, depois, para o curso de História. Na faculdade, e ao verem a minha felicidade com a escolha feita, os meus pais lá acabaram por admitir que tomei a melhor decisão.
António Silva
Professor de História
Liceu Nacional (Cidade de São Tomé)
A MULHER NEGRA NA SOCIEDADE
Uma conversa entre alunas sobre o tema
Ao invés de um artigo, como os outros, resolvemos pegar no gravador e conversar sobre um assunto que toca a muitas de nós; depois, transcrevemos os pontos essenciais resultantes da nossa conversa, com o intuito de fazer ouvir a nossa voz, que é, também, a voz de muitas meninas negras, e que merece ser ouvida.
Hoje vamos ter uma conversa sobre o papel da mulher negra na sociedade Eu queria começar por falar sobre um filme que vi, “As Mulheres do Batalhão 6888”, de 1999, do realizador norte americano Tyler Perry, e que trata, mais ou menos, o tema em questão: a subestimação do papel da mulher negra no exército. Nesse contexto, as mulheres tinham trabalho para fazer, mas acharam que elas não seriam capazes
Houve momentos de ofensas, tendo elas sido assediadas física e verbalmente Eu achei o filme muito interessante porque explicou muitos problemas da sociedade relativamente aos negros
Bom, ser uma mulher já é um problema na sociedade, mas ser uma mulher e negra... a mulher negra não é importante para nada; por exemplo, nos filmes, por norma, a mulher negra é sempre a empregada
ou a mulher de alguma personagem importante
Na minha opinião, o feminismo é um movimento fantástico para todas as mulheres de todo o tipo, mas, pelo menos nos inícios, era feito apenas para as mulheres brancas porque, naquele tempo, o racismo era massivo, sobretudo contra as mulheres negras
Depois de falarmos do feminismo e de como ele
abrange mais a mulher branca do que a mulher negra, gostaria de trazer para a discussão um filme que eu vi e que se chama “A Cor Púrpura”
O filme retrata uma época, de mil novecentos e tal, onde o racismo existia muito abertamente
Nesse filme, uma mulher branca pergunta a uma mulher negra se ela gostaria de trabalhar em sua casa, mas ela
recusa e acaba por ser presa por causa disso Agridem-na e põem-na na cadeia e tudo isto em frente aos seus filhos Eu recomendo para que as pessoas possam ver os dois lados da moeda
Eu considero que há dois tipos de racismo: o consciente e o inconsciente Muitas mulheres brancas defendem que o feminismo é para todas as mulheres e tal, mas, na minha opinião, esse feminismo não
considerava a mulher negra Além disso, não havia uma representatividade assim tão grande para elas.
Eu queria trazer outro assunto para cima da mesa: aqui há uns dias houve uma discussão sobre a masculinização da mulher negra Normalmente, a mulher branca e a mulher negra são colocadas em dois sítios opostos: a mulher negra é automaticamente colocada como uma mulher forte, trabalhadora, ela não sofre, ela não sente A mulher branca é frágil, sensível, feminina Eu também acho que as mulheres brancas não deveriam ficar ofendidas por nós, mulheres negras, não nos sentirmos completamente identificadas com esse feminismo Com o feminismo propriamente dito, sim, na parte das mulheres, mas não com algumas questões que só dizem respeito à mulher branca Eu acho que as mulheres brancas deveriam ouvir mais aquilo que nós temos para dizer em vez de entrarem em conflito com aquilo que nós dizemos sobre nós próprias. Deveriam apoiar, em vez de tentarem falar por nós, porque elas nunca estiveram na nossa vida e nunca estiveram no nosso lugar
Embora as coisas estejam, de facto, um pouco melhores (penso que nos são dirigidos, no quotidiano, menos insultos),
Djamila Ribeiro
(cantora, compositora, filósofa e professora brasileira)
”O racismo estrutural põe os negros a fazerem mal a si mesmos.”
ainda não é suficiente. Por exemplo: falando do nosso cabelo, as pessoas querem tocar, sem autorização e por acharem que é seu direito Uma vez, uma pessoa chegou e tocou no meu cabelo e comentou “ah, é muito fofo e não sei quê”, acho que a pessoa deveria pensar um pouco antes de o fazer, como por exemplo “será que a pessoa se vai sentir bem?”
Porque é que dizem que uma mulher negra quando está com o cabelo solto parece selvagem? As mulheres brancas estão quase sempre com o cabelo solto, mas, se for uma mulher negra, já é selvagem as narrativas fizeram com que a própria mulher negra se veja dessa forma Desde sempre ouvi dizer “Ah, és mulher negra e não queres fazer tranças, não tens higiene”. Eu nunca entendi isso! E se eu perguntar à minha mãe e avó, elas não dão uma explicação plausível... o racismo estrutural põe negros a fazerem mal a si mesmos Esses negros são assim porque foram educados nessa conjuntura discursiva Abrem o tiktok e é só exemplos de cabelos lisos; agora está melhor, mas há uns anos houve aí uma moda das meninas negras alisarem seus cabelos para terem um cabelo “menos selvagem”
Acho que todo o mundo que acompanha a comunidade PALOP vê vídeos de homens negros retintos a dizerem que nunca na vida namorariam com mulheres negras retintas: ou dizem que procuram mulheres brancas, para salvarem o cabelo, o nariz, a aparência e a cor da pele dos bebés que gostariam de ter ou com uma mulata Eu sempre que vejo esses vídeos fico chocada porque não são pessoas brancas, nem homens pardos a falarem disso, são retintos, mesmo! Sobre esse assunto há vários vídeos na Internet de negros a ofenderem-se uns aos outros e isso é muito triste As pessoas têm de parar com isso Quase 100% dos negros sofreram bastante, e não percebo porque é que vão para Internet magoar as pessoas com palavras. Homens negros que têm mães negras e vão para a Internet dizer “Lava-te, sua negra suja.” e depois vão para casa e fazem vídeos a dizer que amam muito as suas mães mas as suas mães são negras, então !
Está na altura de mudarmos alguns comportamentos, mas as pessoas não gostam de mudanças e, quando se pensa
em alguma coisa diferente, aqueles que vão perder alguns dos seus privilégios não conseguem lidar com isso, o que mostra a forma como as pessoas são egoístas Não se conseguem pôr no lugar do outro que precisa da mudança para coisas tão simples como simplesmente terem um dia a dia mais pacífico
Os negros têm de ser perfeitos em tudo Se estiveres na escola e não fizeres nada “Ah, é porque ele é preto” O negro, para ser visto como igual, e, como diz a conhecida pensadora das identidades negras, a brasileira Djamila Ribeiro, tem de ser muito bom A exigência ao negro é muito maior O branco pode ser mediano e está tudo bem; o negro não. Se o negro for mediano, é burro. Isso tem de mudar!
O racismo faz com que os negros tenham de ser muito bons para serem respeitados, pois só assim terão respeito Isso é errado, porque todo o mundo merece respeito, sendo, ou não, um excelente aluno
Eliany Fernandes, n 21/8/2008 Hanna Ogbuji, n 13/8/2009
Naomi Quaresma, n 14/8/2009 & Patrícia Bandeira, n 4/6/2009
JEFFERSON e o sonho de transformar o mundo
Jefferson Rita, um aluno do 12 º ano da Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe, sonha em construir uma carreira na política santomense Durante uma conversa com Loyde Barreto, ele partilhou os seus planos para o futuro e a sua visão para o país
"Desde cedo gostei de analisar as coisas ao meu redor e percebi a situação em que o meu país se encontra. É um país em desenvolvimento, um país que tem muito potencial e que, de certa forma, não é aproveitado E sabendo que a política é um dos caminhos mais prováveis para mudar isso, eu decidi seguir a política", afirmou Jefferson
Inspirado pelos desafios enfrentados pela sua comunidade, ele acredita que o futuro de São Tomé e Príncipe depende de uma liderança comprometida com a mudança
Para Jefferson, o estilo de vida precário de alguns santomenses é preocupante
“Existem pessoas em São Tomé que passam fome, e, embora muitos não acreditem nisso, a realidade é muito dura para muitas famílias", afirmou ele, com uma expressão de seriedade.
Ele acredita que, apesar do país ter recursos naturais e um grande potencial, a distribuição desigual de riqueza e a falta de políticas eficazes têm contribuído para a persistente pobreza Jefferson vê a política como uma ferramenta essencial para combater essas desigualdades e criar um sistema mais justo para todos os cidadãos.
Apesar de ainda ser um estudante, Jefferson já pensa nas ferramentas necessárias para concretizar o seu sonho
Pretende tirar o curso de Ciências Políticas na Universidade e, futuramente, envolver-se diretamente em iniciativas sociais O jovem reconhece que o caminho não será fácil, mas a sua determinação é evidente Jefferson é um exemplo de como os sonhos podem moldar o futuro e as suas aspirações mostram que a juventude tem um papel crucial na construção de um amanhã melhor
Loyde Barreto n. 26/4/2010
IGUALDADE DE GÉNERO & ACESSO À EDUCAÇÃO
Declarações de direitos pelas crianças
A Declaração dos Direitos da Criança
proclamada em resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas há mais de 60 anos, diz que “(...) todos gozam dos direitos e liberdades nela estabelecidas, sem discriminação alguma, de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna ou outra situação (preâmbulo) ”
Depois ainda diz, no Princípio 7 º , que “A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória ( ) que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade ”
Acesso à Educação
Todos devemos ir à escola porque todos temos os mesmos direitos, meninas e meninos Ambos devem ir à escola porque é fundamental para o desenvolvimento e crescimento
As meninas devem ir à escola para poderem contribuir para a sociedade. Se elas não forem à escola, só “metade” das pessoas vão estar preparadas para a maioria dos empregos.
É injusto as meninas não poderem estudar porque assim nem sequer têm oportunidade de sonhar ou escolher o que querem fazer no futuro
Luís Silva n 26/8/2015
Invulgar é a história desta menina que luta pelo direito à educação das crianças Por isso, esteve entre a vida e a morte
Baleada pelos talibã a caminho de casa, foi aí que Malala esteve perto da morte, mas foi levada para um hospital em Londres e foi tratada.
Quando melhorou, continuou a lutar pelos direitos das crianças e também pelos direitos das mulheres.
Malala
MALALA YOUSAFZAI
Hip-hop biográfico ao adormecer
A Malala já viu tantas mães viajando de repente um maluco pôs-se logo a atirar
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tiros na cabeça
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pegaram a pistola e aponta logo a atirar
A MENINA que queria ser bombeira
às vezes rimo sem querer só estou a avisar antes de adormecer
Sibelle Cruz, n 7/10/2015
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Era uma vez uma menina linda e delicada andava sempre perfumada e por onde passava inveja transbordava.
Tinha medo do rato e da injeção queria ser bombeira mas todos lhe diziam NÃO!
Top model irás ser confia em mim muito dinheiro irás ter (Dizia o papá enquanto tomava o chá)
Quando o papá falava a mamã sempre concordava mas às escondidas no quarto sempre me apoiava
Tinha medo de lhe dizer nem se ia atrever quando falava o papá sempre tinha uma cara má
Quando falava com ele dava-me medo mas não conte a ninguém é o nosso segredo!
Nas escondidas do quarto decidi sair tinha de ir bem devagar para ninguém me descobrir.
Fui aos bombeiros para ver se os podia ajudar mas eles disseram NÃO PODE HAVER MENINAS CÁ!
Então uma peruca decidi colocar e comprei roupas de menino para usar fui lá ter com eles e já me deixaram entrar
Comecei a trabalhar a trabalhar e trabalhar até que os meus pais se começaram a preocupar procuraram-me de lugar em lugar até irem aos bombeiros ver se eu estava lá
Como eles me conheciam foi fácil de me reconhecer pedi desculpa aos meus pais e disse-lhes ISSO NUNCA MAIS VAI ACONTECER!
No final deixaram-me trabalhar lá, ganhei dinheiro e a minha família fui ajudar
Ayla Trovoada, n 25/6/2015
L I X O U m p r o b l e m a c a d a v e z m a i o r M A R L E N E M A T A n . 2 1 / 8 / 2 0 0 8 U m a r e f l e x ã o e m b a n d a d e s e n h a d a
É CONFUSO ou “Um Poema Chamado Confusão”
Um gato chamava-se leão, Que grande confusão
[Clara]
Um lobo chamado cão, Enorme confusão
[Clara & Diego]
Uma menina chamada coração, Uma pequena confusão
[Diego]
Um esqueleto sem a mão, Minúscula confusão
[Clara]
Comida pelo tubarão, Esqueleto no caixão
[Clara & Diego]
Fim da confusão!
[Professor Campos]
Clara Neto & Diego Andrade n 3/7/2015 & 10/11/2014
A HONRA DE SER POETA Menções honrosas para alunas da EPSTP em concurso nacional de poesia
Decorreu, no passado mês de janeiro, o Concurso Nacional de Poesia de São Tomé e Príncipe
Organizado pela Biblioteca Nacional Francisco José Tenreiro, a iniciativa contou com a participação de cinquenta concorrentes
Por este facto, será editado um livro com as poesias classificadas nos primeiros lugares de cada categoria, bem como serão também publicadas as dezoito menções honrosas atribuídas
A equipa do 20LER explodiu de alegria ao saber deste facto, uma vez que as alunas Yurilza Daio e Stella d’Apresentação (das turmas 11 º CT e 9 º A), vão assim ver os seus poemas editados em livro, pois a cada uma das nossas jovens escritoras foi atribuída uma merecidíssima menção honrosa.
Yurilza Daio n 19/04/2008
Stella d’Apresentação n 2008
As duas obras poéticas já podem ser aqui lidas, mesmo na página ao lado
P’ la REDAÇÃO do 20LER
n. entre 21/8/2008 & 2/11/2012
Francisco José Tenreiro Busto, Biblioteca Nacional
AS ILHAS DE CHOCOLATE Yurilza Daio
Oh, belas ilhas, de mar azul-turquesa, Terra rica pela vasta imensidão, Oh, belas ilhas, que nos dá água na boca, Ilha abençoada fonte de grande orgulho
São Tomé e Príncipe, nossa terra de vida e luz, Que guarda nossa memória e sonhos que nos seduzem, Onde nascemos e crescemos, aprendendo a viver, Lugar de orgulho, onde nossa história permanece.
Nossos anciões, que nos falam com sabedoria, Nos ensinam sobre o orgulho de vencer a independência, Nossa terra maravilhosa, que nos proporciona uma vida bela, O lugar que um dia nos viu nascer e outro, se revela
Oh, povo santomense, com raízes profundas na terra, Onde a união é força, e a luta sempre prevaleceu, Nos campos férteis e nas praias douradas, No calor do sol e nas águas que banham a nossa jornada
Ilhas esverdeadas com campos de cacau dourados, Os sons das nossas danças ecoam pelo vento, Soco pé, puita e outros ritmos que nos unem, A alma do povo, vibrante, ecoando a vento
Jovens de hoje, homens de amanhã, Heróis que forjam a história da nossa terra, Imbatíveis como Pico Cão grande, Nosso futuro brota como uma árvore
Raízes firmes na resistência, Como o cacau que alimenta a esperança, Erguemos os olhos para o horizonte, Caminhando para o amanhã.
Stella d’ Apresentação
As ilhas maravilhosas
Pequenas no seu território
Grandes na sua identidade
Repletas de gentes de todas as idades, Histórias diversas
E memórias que refletem a miscigenação
De uma nação que transmite felicidade
E justifica o ser são-tomense
Ser “santola” não significa apenas nascer
Nas ilhas maravilhosas
Ser “santola” é ter simplicidade
[nas coisas mais complexas da vida
É comer um calulú no dia do bocadu
[e rir dos seus problemas
É ir à Praça da Cultura,
Da Independência
[ou Praça Marcelo da Veiga
Com a família num domingo
observar o Tchiloli, o Auto de Floripes
[ou até mesmo o Danço-Congo.
É partilhar o pouco que tem no Tlaxi Glêza
E tratar o próximo com carinho,
[pois somos todos primos:
- Kuma bô sá ê?
- Oh, fina lélélé… Na bê máli dê fá!
Ser “santola” é preservar a flora e a fauna
ser também património mundial da biosfera
Vibrar ao som da Dêxa, Puita, Socopé, [Rumba e Tafua Nos funkafunkas
SANTO, PAÍS DE NOME
SANTO:
Tomé e Príncipe.
São
CINEASTAS DIGITAIS
4.º B recebe menção honrosa em concurso
A turma do 4.º B foi distinguida com uma menção honrosa no concurso nacional "Cineastas Digitais", com o seu vídeo intitulado "O lobo é bom ou é mau?"
O trabalho, que abordou o tema da Cidadania de forma criativa e reflexiva, destacou-se dentre as várias participações de escolas de todo o país
A narrativa, criada pelos alunos, desafiou os espectadores a questionarem preconceitos e a importância de olhar além das aparências e
destacou valores como o respeito, a honestidade e o sentido de justiça.
O vídeo relata a história de um lobo que aparece num reino e solicita ajuda Pela aparência e pela fama que os lobos carregam, é colocado à prova pelo rei a quem pede ajuda Se passasse no teste, seria ajudado; se falhasse, seria expulso do reino O lobo falhou, mas, no entanto, foi-lhe dada uma oportunidade de se redimir
A participação no concurso envolveu várias etapas, desde a pesquisa do tema até à criação do guião e gravação do vídeo Com o apoio dos professores, os alunos empenharam-se em todas as fases do projeto, num trabalho articulado entre o professor da turma e a professora das AEC, desenvolvendo e mobilizando competências de diferentes campos, bem como o sentido de responsabilidade e trabalho em equipa.
A entrega da menção honrosa foi recebida com entusiasmo por todos os envolvidos Todos os que participaram neste vídeo receberam um certificado, tendo a turma recebido um troféu, bem como
alguns livros para oferecer à biblioteca da escola
Este prémio é motivo de grande orgulho para a Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe, que felicita, pelo seu empenho e dedicação, todos os alunos e professores envolvidos
O vídeo "O lobo é bom ou é mau?" está disponível em
para que toda a comunidade possa apreciar o talento dos nossos jovens cineastas
Parabéns à turma por esta conquista inspiradora!
Vitor Correia, Coordenador do Grupo Disciplinar do 1 º Ciclo
A ASTROLOGIA
TOURO
A astrologia surgiu na Suméria e era utilizada como guia para a agricultura, as cheias dos rios e outros fenómenos naturais. O ano astrológico começa com Carneiro e essa data marca, igualmente, o início da primavera, no hemisfério norte, que é onde esta arte de adivinhação terá primeiramente aparecido
Cada um de nós tem um mapa astral e esse mapa dá-nos conta da posição dos planetas
no momento exato do nosso nascimento Assim, e para além do nosso signo solar, que está ligado ao período do ano em que nascemos, temos, ainda, o signo ascendente (a maneira como os outros nos vêm e é uma energia que já dominamos) e o signo lunar (o nosso lado emocional) Esses três signos dizem muito sobre a nossa personalidade. Depois, também têm relevância a posição do nosso Mercúrio (comunicação), de Vénus (parte amorosa e relacional) e Marte (a nossa linguagem corporal e o nosso ímpeto)
Independentemente de ligarmos, ou não, à nossa astrologia, temos de reconhecer a complexidade desta arte e a sua utilização como ferramenta de autoconhecimento
Por isso, nesta e em todos as próximas edições do 20LER, vais poder ler os horóscopos relativos aos signos dos meses a que se refere a edição, como agora, com TOURO
Desde o final de 2018, Úrano, o planeta das mudanças e das ruturas, está neste signo Touro é um signo que busca estabilidade, mas desde que Úrano chegou, muita coisa está sendo revirada. Que oportunidade têm os taurinos para se libertarem de velhos
padrões! Em 2025, Úrano começa a despedir-se de Touro No final de julho, ele entra em Gémeos O foco de 2025 para ti será a carreira Uma oportunidade de fazer uma reviravolta e de transformar tudo Claro que a transformação profissional dependerá da tua fase de vida, mas coloca a tua energia neste assunto e prepara-te para desapegar daquilo que não serve mais. Isso significa que muita coisa nova pode estar para vir.
GÉMEOS
Trabalho / vida profissionalImpor é palavra que descreve os geminianos em relação ao trabalho Este ano será marcado pela mudança e pela inovação e há tendência à busca de mais autonomia e liberdade no trabalho Em questões amorosas, 2025 será atribulado para o signo de Gémeos, passando por meses conflituosos Este ano os geminianos buscarão liberdade num relacionamento Tem cuidado com o excesso de atividade mental que pode causar desgaste, pois é muito provável que 2025 seja cansativo
P’ la REDAÇÃO do 20LER n entre 21/8/2008 & 2/11/2012
MEMÓRIA GASTRONÓMICA
Cheiros, sabores, sentidos, memórias
Os nossos sentidos estão cheios de memórias que nos fazem regressar a certos momentos; tanto os cheiros, como os sabores, guardam, em si, um conjunto de recordações que nos acompanharão por toda a vida
Por esse motivo, resolvemos, neste jornal, dar a conhecer algumas das nossas memórias gastronómicas
Assim, em todas as edições do 20LER, neste espaço dedicado ao lazer, publicaremos uma ou duas memórias gastronómicas, sempre acompanhadas pela partilha de uma receita
DIA DO BOCADO “O início da Quaresma”
Na Quarta-Feira de Cinzas, é comemorado, em São Tomé e Príncipe, o Dia do Bocado Um dia valioso para muitos de nós santomenses e do qual guardamos muitas e boas memórias Neste dia, cada família reúne-se para a celebração do início da Quaresma, na primeira QuartaFeira Santa, em fevereiro, dia em que alguns cristãos começam a abstinência do consumo de carne por 40 dias
Este dia tradicional contribui para uma maior harmonia, união familiar e dá, também, uma maior relevância à hierarquia familiar.
Antigamente, esta data era feriado nacional Entretanto, com os anos que se foram sucedendo, deixou de o ser
que distribuída pelo membro feminino mais idoso da família a todos os participantes deste rito de natureza religiosa Logo de seguida, cada membro familiar come o seu prato de calulu acompanhado de angu, arroz ou farinha de mandioca e, como sobremesa, há doces tradicionais, tais como: a izaquente e o milho doce
Emily Ceita, n 20/9/2009
O principal prato típico que nos acompanha neste dia é o calulu de peixe O Bocado é a primeira colher do prato típico
LASANHA
(para 3 pessoas)
A lasanha é um prato muito simples e delicioso, que dá para ser feito em qualquer ocasião. Este prato traz-me uma série de memórias, com a minha mãe
Esta receita tem algumas alterações relativamente à receita comum (ingredientes)
1 pacote de Massa de lasanha; 100g de Carne moída; Vegetais: 1 Tomate, 1 cenoura, 1 Pimentão e 1 cebola; 2 colheres de manteiga; 3 colheres de farinha de trigo; 1 chávena de leite; 2 Pacotes de nata de cozinha; 2 Pacotes de queijo ralado (preparação)
Molho de carne moída:
Corte todos os vegetais em pedaços pequenos e armazene
Numa panela com azeite, coloque a cebola e refogue a carne moída com o molho de tomate e os vegetais, e deixe cozinhar por três minutos
Molho de carne moída:
Derreta a manteiga, adicione a farinha e vá mexendo Depois, adicione o leite aos poucos, uma pitada de sal e pimenta, sem parar de mexer Finalmente, adicione as natas, deixe cozinhar por um minuto e desligue
Montagem:
Nesta parte, pegue numa travessa e deixe o molho branco, a massa de lasanha, a carne moída e o queijo por perto
Coloque uma camada de massa da lasanha, depois o molho de carne moída e finalize com molho branco E assim sucessivamente.
Faça uma gestão dos preparos consciente do número de camadas que pretende.
Quando chegar à última camada, coloque o restante molho branco e espalhe o queijo ralado
Cozedura:
Leve ao forno a 180°, por cerca de 25 minutos
Acompanhamento:
E está pronta a sua lasanha, que pode ser acompanhada com uma salada