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Ano Letivo 2011’12 • PONTO;VÍRGULA

notícias da escola profissional de rio maior

EPRM oferece Equipamentos de Proteção Individual aos seus alunos

Teremos criado uma Tradição?

distribuição gratuita • edição n.º4 • ano4

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[2011’12]

Oferta Formativa para 2012/2013 Novos Cursos/Novas Turmas - Cursos Profissionais: * Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade; * Técnico de Instalações Elétricas; * Técnico de Auxiliar de Saúde; * Técnico de Energias Renováveis / Sistemas Solares.


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

FICHA TÉCNICA propriedade EPRM, Escola Profissional de Rio Maior, Lda, EM diretor Luciano Vitorino coordenação da edição Helena Coelho e Inês Sequeira colaboradores Luciano Vitorino, João Paulo Colaço, Issac Duarte, João Carvalho, Ana Cristina Silva, Maria João Maia, Claúdia Solange Gomes, Helena Coelho, Sónia Duarte, Sandra Costa, Sandra Rosa, Ana Rita Loureiro, Pedro Guedes, CT Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, CT Energias Renováveis/Sistemas Solares, CT Turismo Ambiental e Rural, CT Energias Renováveis/ Eólicos, CT de Transportes, CT Manutenção Industrial, CT de Frio e Climatização, CT de Eletrónica, Automação e Instrumentação, CT de Design e CT de Gestão. * os artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores e não vinculam a Escola Profissional de Rio Maior

paginação Inês Sequeira impressão rioGráfica Tip. Santos & Marques, Lda.

tiragem 1000 exemplares

periodicidade Anual distribuição gratuita

contactos www.eprm.pt; geral@eprm.pt direccao@eprm.pt;

Editorial A importância da Formação e da Qualicação na construção de um futuro de sucesso Num tempo em que a palavra mais abundantemente utilizada, seja na televisão, na rádio, na imprensa, nas conversas familiares ou entre amigos é CRISE, ocorreu-me abordar aquela que me parece ser a melhor “arma” de que os jovens poderão dispor, em particular os alunos da EPRM, para responder a essa CRISE. Pessoalmente, não tenho dúvidas de que a melhor forma que todos temos de assegurar um futuro mais risonho é aumentar as nossas competências, através do reforço da nossa FORMAÇÃO e QUALIFICAÇÃO. Vários estudos garantem que quanto melhor for a formação do indivíduo e maior for o seu nível de qualificação, maiores serão as garantias de estabilidade do emprego. Os números são prova disso mesmo: mais de 70% dos desempregados só estudaram até ao 9º. ano de escolaridade. Mas, mais preocupante é o facto de quanto menor é o grau de escolarização do desempregado, maior é a probabilidade de se tornar num desempregado de longa duração. De uma forma mais ampla, é unânime entre os especialistas que para o nosso país se transformar num país verdadeiramente autónomo e viável, terá que aumentar a sua produtividade e competitividade. Também existe consenso no caminho que é necessário percorrer para que tal suceda: AUMENTAR A FORMAÇÃO E A QUALIFICAÇÃO DOS PORTUGUESES. Aliás, na “Magna Carta da Competitividade 2011”, emanada pela AIP (Associação Industrial Portuguesa) em Dezembro de 2011, em que é apontada como VISÃO ESTRATÉGICA fazer de Portugal, nos próximos dez anos, um dos dez países mais desenvolvidos e atrativos da União Europeia. No cenário em que atualmente vivemos, pode-nos parecer um desiderato inalcançável. Contudo, a AIP aponta o caminho: “Exige-se um forte empenho da sociedade portuguesa na economia do conhecimento, baseado num crescimento sustentado, na qualidade e na inovação”. Na opinião da AIP, para que possamos alcançar a meta traçada, é necessário adaptar os sistemas de educação e de formação às exigências da sociedade do conhecimento; desenvolver um sistema de formação profissional contínua (life learning) tendente ao reforço da produtividade do trabalho, da competitividade das empresas. Em suma, fica claro que aqueles que lideram o nosso país em termos de tecido industrial e produtivo têm como visão a necessidade de mudança de paradigma, que passa, necessariamente, pela aposta na EDUCAÇÃO, na FORMAÇÃO e QUALIFICAÇÃO dos portugueses. Só assim poderemos ter uma sociedade mais empreendedora, mais inovadora, mais criativa, mais produtiva, mais competitiva e, consequentemente, mais inclusiva, mais igualitária e mais justa. Portanto, o reforço da qualificação dos portugueses constitui o principal desafio estratégico de Portugal, reconhecendo-se o papel da educação e da formação como fatores insubstituíveis de desenvolvimento económico e tecnológico, da coesão social, do

desenvolvimento pessoal e do exercício pleno da cidadania. O mercado de emprego é cada vez mais global e tenderá a ser mais exigente nas qualificações profissionais dos indivíduos, o que implica, em última instância, a valorização dos recursos humanos, possibilitar às organizações uma mão-de-obra mais qualificada com reflexos importantes a nível de produtividade e competitividade, contribuindo também para uma melhoria de inserção na vida ativa. Nesta perspetiva, a formação profissional é um agente de mudança fundamental no processo de ajustamento das qualificações profissionais e das competências dos indivíduos às exigências da sociedade/mercado de emprego e constitui, acima de tudo, uma medida estratégica capaz de potenciar transformações económicas, por via da pressão do mercado de trabalho sobre a economia. Nas últimas décadas, Portugal tem feito um enorme esforço de qualificação escolar da população, que se traduziu em progressos substanciais em matéria de educação. Contudo, o país continua a apresentar um défice estrutural de formação e qualificação da população que exige uma aposta clara e persistente na resolução dos problemas que têm impedido a convergência com os atuais padrões da União Europeia, nomeadamente os níveis de insucesso e abandono escolares e o défice de qualificações da população ativa. A superação destes obstáculos só é possível através da concretização de medidas que coloquem a Escola no centro da política educativa, qualificando-a, melhorando o seu funcionamento e organização e os resultados escolares dos alunos. Termino, dirigindo-me aos alunos da EPRM, com uma citação de Mahatma Gandhi: “O Futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. O teu futuro depende da tua formação! A tua formação define as tuas possibilidades de ter emprego. Aposta na formação de qualidade, que é o que a EPRM promete oferecer-te. Luciano Vitorino Diretor Pedagógico

secretaria@eprm.pt www.facebook.com/epriomaior

MaiorEnergia , Lda. Clean energie

Estrada de Santarém | Gato Preto | 2040-335 Rio Maior Tlm. 925 964 240 maiorenergia@gmail.com


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Módulo 0 Em maio do ano de 2010, no decorrer das Jornadas Profissionais realizadas pela EPRM, e depois de me ter sido apresentada toda a Escola e a sua dinâmica, decidi escolhê-la para minha futura escola. Até aí não tinha qualquer intenção de selecionar a Escola Profissional de Rio Maior para prosseguimento de estudos. Desde logo, procurei saber os requisitos necessários para me matricular e, após ter sido selecionado para o curso Técnico de Frio e Climatização, fiquei extremamente ansioso para que chegasse o primeiro dia de aulas, pois tive conhecimento que este iria ser dedicado às praxes e desta forma, teria oportunidade de conhecer novas pessoas e integrar-me nas atividades propostas pela Associação de Estudantes. No dia 12 de setembro, quando cheguei a Rio Maior de manhã, o nervosismo começou a “apertar” e ainda equacionei voltar para trás quando vi tantos alunos pintados e a cantar! No entanto, enchi-me de coragem e participei em todas as atividades ao longo do dia. Os alunos do 10º ano estiveram de joelhos a ler o juramente do caloiro, que por sinal era bastante engraçado e além disso, também cantámos uma música sobre a escola e relacionada com aquele dia, designado de Módulo 0. Em seguida, deslocámo-nos ao Jardim Municipal e, junto a um lago, fomos batizados com água e farinha. A partir daqui já pertencíamos à EPRM! Posso referir ainda que, para além do Módulo 0, estou a gostar muito da escola tendo em conta que aqui os professores nos fazem ver a atual realidade e são nossos amigos, procurando sempre ajudar-nos na obtenção do sucesso escolar e também pessoal. Além disso, aprecio a convivência bastante salutar existente entre alunos e auxiliares, e claro, não esquecendo o nosso diretor, o professor Luciano Vitorino, sempre alegre e muito presente na escola e em tudo o que nela acontece. Considero-me um jovem feliz por ser aluno da EPRM e estou muito contente com o curso que escolhi porque considero que tem saída profissional, dandome, desta forma, boas perspetivas futuras. Assim, espero obter a qualificação de nível IV na área que escolhi e tornar-me um excelente profissional. Hugo Luís Curso Técnico de Frio e Climatização

Este dia é muito esperado por todos nós! Pensamos sempre que vai ser um dia péssimo, no entanto, acaba por ser um dia muito divertido. Tudo começou pelas 9:30h no dia 12 de setembro de 2011 quando nos pediram para nos organizarmos por turmas e nos entregaram fatos de índios feitos de sacos de plástico. Posteriormente, recebemos um papel com o juramento aos padrinhos e uma música da conhecida cantora Shakira, “Waka-Waka”, mas adaptada à EPRM. Depois, dirigimo-nos até ao Jardim Municipal de Rio Maior e as pessoas que circulavam pela cidade olhavam-nos e cumprimentavam-nos com sorrisos simpáticos. Parámos em frente à Câmara Municipal e os alunos mais velhos mandaram-nos inventar uma coreografia que caracterizasse o nosso curso. A turma vencedora foi a turma do Curso Técnico de Transportes, a minha turma, que teve a honra de ser a primeira a ser batizada. Foi um dia excelente que será sempre lembrado! No que diz respeito à Escola Profissional, considero-a uma Escola onde é agradável estudar, onde nos dão oportunidades de crescermos enquanto indivíduos e profissionais através dos conhecimentos transmitidos quer por professores, quer por funcionários. Por isso, penso que devemos aproveitar esta possibilidade de adquirirmos uma qualificação profissional com o intuito de, no futuro, sermos funcionários de qualidade na empresa que nos acolher. Patrícia Vitorino Curso Técnico de Transportes


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Escola em Movimento Programa de Orientação Escolar e Profissional Numa perspetiva geral, existe uma tendência

trabalho útil, que permitirá a intervenção ao nível das necessidades do jovem ou do

para considerar que os estudantes do ensino

grupo.

secundário já fizeram as suas escolhas escolares e, dessa forma, não necessitam de apoio em matéria de Orientação Escolar e Profissional, sendo que esta tendência se acentua particularmente em estudantes do Ensino Profissional. Esta ótica não tem em consideração a flexibilidade crescente dos

percursos

secundários

do

ensino

Objetivos do Programa de Orientação Escolar e Profissional • Promover o auto – conhecimento; • Orientar os alunos na tomada de decisão após a conclusão do 12º ano; • Promover o desenvolvimento de competências que facilitem a escolha de um curso superior ou de um CET (Cursos de Especialização Tecnológica); • Promover e apoiar os alunos na procura de primeiro emprego: elaboração do curriculum vitae, carta de apresentação e exploração do mercado de trabalho.

profissional e a ampla variedade de opções de carreira pós 12º ano.

O Nosso Programa de Orientação Escolar e Profissional

No entanto, já no ensino secundário, também se verifica que existe um maior

Na Escola Profissional de Rio Maior o POEP inicia-se no primeiro trimestre letivo,

acompanhamento em orientação escolar e profissional direcionado aos alunos que

com uma sessão de grupo/turma, em todas as turmas do 12º ano. Segue-se,

carecem de preparação/ajuda para a escolha de uma área e consequente candidatura

posteriormente, uma nova sessão de grupo/turma com os alunos que se inscreveram

ao ensino superior, com o intuito de frequentar uma licenciatura. Assim, os jovens que

no POEP e pretendem desenvolver este mesmo programa, tendo em consideração que

se encontram no percurso profissional e que não pretendam candidatar-se ao ensino

o POEP é opcional. Nesta segunda sessão, são exploradas as aptidões e os interesses

superior tendem a receber um menor apoio, não sendo dado o devido valor em termos

dos alunos finalistas. A posteriori são realizadas sessões individuais, nas quais os

profissionais e de mercado de trabalho e o auxílio que os jovens necessitam na sua

alunos trabalham o conhecimento de si próprios e as possíveis opções a seguir após o

tomada de decisão.

término do percurso formativo profissional de nível IV.

No sentido de contrariar esta tendência, a Escola Profissional de Rio Maior realiza junto

Além disso, torna-se ainda necessário trabalhar de forma individual os resultados

dos alunos do 12º ano um Programa de Orientação Escolar e Profissional (POEP), com o objetivo geral de encaminhar os alunos na tomada de decisão depois da conclusão do 12º. ano, através da promoção de competências que facilitem as diferentes escolhas: prosseguimento de estudos, licenciatura ou curso de especialização tecnológica ou ainda na procura do primeiro emprego. Para desenvolver este programa, começam por desmistificar-se as expetativas, pouco concretas, que os jovens têm relativamente ao POEP, tendo em consideração que estas expetativas podem inibir o seu desenvolvimento vocacional. A exploração das mesmas é uma condição importante para o êxito da intervenção. Além do mais, explorar as opiniões dos participantes em relação ao POEP é uma boa forma de avaliar as suas necessidades e o seu estádio de desenvolvimento no que respeita às dimensões profissionais, para além de representar uma base de

obtidos nas sessões realizadas em grupo. A partir daqui, o processo de acompanhamento depende do aluno e do trabalho que este realiza autonomamente. Sob o ponto de vista formal, o programa termina aquando da entrega de um relatório onde constam todos os resultados: testes e possíveis opções. No que diz respeito ao aspeto informal do POEP, este finaliza quando se tornam objetivos para o aluno: a escolha da área a seguir, as alternativas, objetivos pessoais, datas, candidaturas, concursos e todas as burocracias inerentes a uma candidatura a um emprego ou a um prosseguimento de estudos. Sónia Duarte - Psicóloga

EPRM oferece Equipamentos de Proteção Individual aos seus alunos Por definição, a higiene e a segurança no trabalho são dois aspetos que estão intimamente relacionados com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma Empresa. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade ". A higiene no trabalho propõe-se combater, de um ponto de vista não médico, as doenças profissionais, identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador). A segurança do trabalho propõe-se combater, também dum ponto de vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. Para além disso, as condições de segurança, higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem, na empresa, para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade. Partilhando desta visão, na EPRM esforçamo-nos todos os dias por oferecer aos nossos alunos qualificação, educação e formação de qualidade. Sabemos que ambicionar esse objetivo implica, por vezes, decisões corajosas e inovadoras, sobretudo em momentos de contração económica e financeira, como os que estamos a viver. Tendo esta Escola uma oferta formativa fortemente marcada por cursos de índole oficinal, este ano letivo atribuímos, pela primeira vez, a título gratuito, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) a cerca de 120 alunos, destinados a garantir a segurança dos mesmos durante os

trabalhos oficinais e permitir que se habituem a utilizá-los e a cumprir a legislação laboral no que se refere a segurança e proteção. Estes equipamentos não impedem a ocorrência de acidentes, no entanto, a sua correta utilização diminui em muito a consequência dos mesmos. Saber utilizar os EPI, tratar da sua manutenção e cumprir com todas as regras de segurança no trabalho faz parte do processo de aprendizagem. Foi um processo longo, pois muitas foram as condicionantes e variáveis a ter em consideração, mas neste momento alunos de três cursos da área da mecânica (Manutenção Industrial, Frio e Climatização, Energias Renováveis / Sistemas Eólicos) receberam sapatos de biqueira de aço, batas, luvas, óculos e abafadores de ruído; dois cursos associados à área da eletricidade (Eletrónica, Automação e Instrumentação e Instalações Elétricas) receberam batas e óculos. Além deste equipamento, nas oficinas encontram-se armazenados tampões auditivos e luvas para trabalhos específicos assim como máscaras descartáveis. Equipados a rigor, com vontade de evoluir, numa ESCOLA DE FUTURO os nossos jovens têm pela frente um futuro que, neste momento apresenta desafios difíceis, mas possíveis de ultrapassar! A implementação desta medida representou um investimento significativo. Contudo, na EPRM vêmo-lo como um investimento e não como um custo, em primeiro lugar porque queremos a segurança e a proteção dos nossos alunos no trabalho oficinal. Depois, parece-nos pouco assertivo oferecer formação em que aspiramos um ideal, o da Higiene e Segurança no Trabalho e não o aplicamos no nosso quotidiano. Em suma, esta é mais uma medida, incluída num leque mais vasto de investimentos, que vêm sendo feitos, por forma a garantir FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE. O que pretendemos atingir com a implementação desta medida? Reconhecimento por parte dos nossos alunos, das respetivas famílias e da comunidade em geral. Esperamos que os nossos alunos nos recompensem com uma postura e um comportamento assertivo, esperamos que se dediquem e se empenhem no seu processo de ensino e aprendizagem, produzindo bons projetos e obtendo sucesso escolar. Em última instância, esperamos que os nossos alunos sejam verdadeiros “outdoors” da EPRM. Claúdia Solange Gomes Formadora na área de Manutenção Industrial


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Escola em Movimento N@escolas - Projeto DN 5ª Edição O DNescolas é um projeto de Educação para os Media, promovido pelo Diário de Notícias conhecido por N@escolas. No DNescolas, o caminho da liberdade é feito através do conhecimento, com o despertar do interesse e do espírito crítico da nova geração face aos acontecimentos que a rodeiam. Construído para os alunos e professores do ensino secundário e profissional de todo o país, este projeto lança uma série de desafios que completam um percurso onde cada jovem descobre as ferramentas necessárias para o exercício pleno de uma cidadania ativa. Este ano letivo, a EPRM participou no projeto com cinco equipas de alunos, coordenadas pelas professoras Sandra Costa e Ana Rita Loureiro, no âmbito das disciplinas de Área de Integração e Português respetivamente, tendo sido selecionada nesta primeira fase com o Editorial redigido pela equipa EoliTeam com o título “O Poder das quatro rodas”. Segue-se a segunda fase, com o Dia DN, que se realizará em março, na EPRM, com a presença de convidados do DN. Todas as equipas poderão voltar à competição. Esperamos que mais uma vez a EPRM se inclua nas escolas selecionadas! Todos os alunos participantes estão de parabéns, pelo espírito empreendedor e participativo e por contribuírem para o reconhecimento e notoriedade da Escola Profissional de Rio Maior. DESAFIOS 2011/2012 O Prémio Final é uma viagem de autocarro pela Europa! 1 - Redigir um Editorial sobre um tema que se insira numa editoria do DN (Política Nacional, Internacional, Economia, Sociedade, Cultura (artes) e Desporto.); 2 - Entrevistar personalidades que vão visitar a escola no Dia DN, de acordo com um routing preestabelecido; Fazer Reportagem de texto, vídeo e imagem desse dia inesquecível. 4 - Fazer as perguntas certas às pessoas certas no painel temático da Grande Final. 5- Competição individual (60 escolas selecionadas); 6- Premiar o melhor Jornal da Escola, oferecendo a impressão de alguns exemplares e de um “Espaço Media DNescolas”, equipado com os meios necessários à produção de um jornal. PARTICIPANTES Kelly; Joana D.; Ana Rosa (11ºD) Rui; Paulo; Joshua (11ºD) Diogo; Tiago; Mauro; Joana A. (11ºD) Rute; Magda (11ºD); Liliana (11ºB) Joel; Jaime; Carlos; Diogo (11ºC)

Sandra Costa Docente de Área de Integração / Economia


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Questiona o teu Mundo... Eutanásia – uma questão de ética, valores e direitos Eutanásia é um termo de origem grega (eu +

sentido da vida (e da morte?).

thanatos) que significa boa morte ou morte sem

Os únicos países europeus onde a eutanásia é legal são a Bélgica e a Holanda, a Suíça tem

dor. A prática de eutanásia é suportada pela

uma atitude tolerante e no Luxemburgo o processo está em fase de legalização. Em Portugal,

teoria que defende o direito do doente incurável

a eutanásia é considerada homicídio qualificado pelo Código Penal. No entanto, no inquérito

de pôr termo à vida, quando sujeito a intoleráveis

realizado na EPRM, quando questionados se a eutanásia deveria ser legalizada em Portugal,

sofrimentos físicos ou psíquicos.

72% dos inquiridos disse que sim, 23% disse que não e 5% não respondeu.

A eutanásia é um tema polémico, havendo países

Do nosso ponto de vista, a eutanásia deveria ser legalizada em

com legislação definida sobre a sua prática e

Portugal, apesar de compreendermos que a prática da mesma,

outros países que a refutam categoricamente por

só por si, é complicada e considerada um assunto controverso,

motivos diversos.

existindo prós e contras, mesmo que se trate de uma prática

Os defensores da eutanásia argumentam que cada pessoa tem o direito à escolha entre viver

eficaz, que não causa dor nem sofrimento à pessoa que pede a

ou morrer com dignidade quando se tem consciência de que o estado da sua enfermidade

morte como a única saída digna para o seu sofrimento.

é de tal forma grave que não compensa viver em sofrimento até que a morte chegue

Mais do que uma questão legal, a eutanásia representa

naturalmente. Quem condena a prática de eutanásia, utiliza frequentemente o argumento religioso de que

Inquérito realizado a 40 alunos da EPRM

atualmente uma questão de ética e de direito. Algumas pessoas não concordam com esse ato, mesmo que se esteja num estado de sofrimento tão avançado que se peça voluntariamente e

só Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico não deve interferir neste dom sagrado.

conscientemente a própria morte. Já os argumentos a favor da eutanásia apontam para um

A controvérsia do tema levou-nos a aprofundar o assunto e até a procurar saber a opinião

caminho para evitar a dor e o sofrimento do ser humano em fase terminal ou sem qualidade

dos nossos colegas. A partir de um inquérito realizado na Escola Profissional de Rio Maior,

de vida, um caminho que tem uma longa jornada de sofrimento e dor.

no âmbito de um trabalho de grupo realizado na disciplina de Área de Integração, a um

A controvérsia e a complexidade do tema não nos oferecem uma resposta fácil à questão.

pequeno número de inquiridos (40) de ambos os sexos (feminino e masculino), concluimos

Será justo prolongar ainda mais o sofrimento do ser humano que pede o recurso à Eutanásia,

que pouco mais de metade dos inquiridos (55%), quando questionados se sabiam o que

obrigando-se uma pessoa a viver dependente de outras ou a ficar presa a uma máquina?

era a eutanásia, respondeu afirmativamente. Quando questionados se concordavam com a

Será que o meio justifica o fim?

prática da eutanásia, 11% disse que sim, em qualquer situação, 49% se for um ato voluntário

Ana Vieira, Inês Bernardino, Kelly Santos

e 40% não concorda com a prática da eutanásia.

Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural

De facto, este é um tema polémico que suscita muitas dúvidas e nos faz questionar o

Pena de morte

Ideias soltas …

Será a pena de morte a melhor forma de punir os crimes mais hediondos? Eu discordo. Por que razão terá de se descer a um nível tão baixo da dignidade humana para que se faça justiça? E sendo suposto dar às nossas crianças o bom exemplo, como o poderemos conseguir, quando se pensa que sujar as nossas mãos de sangue é a melhor forma de fazer com que os potenciais criminosos pensem duas vezes antes de fazer o crime? Ao aceitar esta forma de se fazer justiça, estamos a aceitar o uso da violência para resolver os nossos problemas, isso é contraditório com a ideia de que a violência só se usa em último caso, pois existem outras formas de se fazer justiça, como uma pena de prisão mais pesada ou até mesmo a prisão perpétua. Para além de ser contra o ideal de não se usar a violência, existem certas situações em que a pena de morte pode ser um grande problema, por exemplo, se a pessoa condenada for mesmo inocente, mas devido às nossas limitações tecnológicas formos incapazes de o provar? Existem pelos menos 360 casos nos E.U.A nos quais pessoas inocentes foram condenadas à morte. Felizmente para estes inocentes, eles conseguiram provar a sua inocência antes de serem executados, mas isso não altera o facto de que se correu o risco de se matar 360 pessoas inocentes. Mas há 25 casos iguais em que não foi possível provar a inocência a tempo, e portanto aquelas 25 pessoas foram executadas, apesar de se ter provado depois a sua inocência. Pode parecer que 25 pessoas sejam um número pouco significativo, mas o valor da vida humana não pode ser medido, pois essas pessoas inocentes tinham uma vida pela frente que lhes foi tirada por não haver forma de se provar a sua inocência. Portanto, eu considero que a pena de morte não é uma forma de justiça viável, pois para além de dar uma imagem negativa da justiça, os riscos do sistema podem pôr em causa os direitos humanos.

Eu vivo num mundo que gosto e aproveito-o ao máximo em tudo o que posso, no que ainda não posso, guardo para tentar fazê-lo mais tarde, se conseguir… Este mundo onde todos nós vivemos, vai-se afundando cada vez mais provocado pelas atitudes que o Homem tem vindo a tomar e de todas as consequências que daí advêm, apesar dos constantes alertas feitos pelos entendidos. Existem bens materiais que são considerados essenciais na atualidade, no entanto, há duas ou três décadas, não eram sequer necessários para o quotidiano das pessoas. Considero que as pessoas viviam muito melhor sem esses bens de que dispomos neste momento à nascença, pois a qualidade de vida somos nós que a gerimos com o que nos é cedido! Torna-se necessário mudar os nossos hábitos, maus hábitos, uma vez que existem valores e tradições que se estão a perder na tentativa de criar outros que, na minha opinião, não são apropriados. As consequências desses atos já se estão a sentir e vamos senti-las muito mais se a sociedade não tomar consciência de que algo tem de mudar; a crise que estamos a atravessar no nosso país é exemplo disso, em que existem famílias que estão a ficar sem meio de sobrevivência, e refiro-me aos bens que todos, sem exceção, devíamos ter direito, tais como, a alimentação e a habitação, enquanto outros têm tudo e muito mais! Por que é que uma pessoa que corre atrás de uma bola ganha milhões de euros? Por que é que uma pessoa que trabalha dez horas por dia, ganha o salário mínimo? Será que o Futebol é mais importante do que as pessoas que trabalham arduamente para suportar as despesas essenciais de uma família, do que os professores que ensinam os mais novos, do que aqueles que tentam combater o crime, arriscando a sua própria vida? Penso que existem grandes mudanças sociais que deviam acontecer para que tudo mudasse, para melhor! O povo português está a tornar-se demasiado “introvertido”, basta o exemplo de que antigamente qualquer pessoa dizia um simples “olá” a quem passasse por si na rua, e eu próprio, enquanto jovem, sinto isso, às vezes cumprimento pessoas na rua e, na maioria das vezes, com um semblante fechado, olham-me de lado ou ignoram-me simplesmente. Leva-me a pensar o que teria ganhado aquela pessoa com essa atitude! Se começássemos por mudar estes simples gestos, talvez as pessoas perdessem esta obsessão por ganhar dinheiro e poder que acaba por nos afetar a todos. Trata-se de um egocentrismo desmedido… Neste momento difícil que atravessamos, precisamos é de SER uns para os outros, para juntos ultrapassarmos este grande problema económico e social e deixarmos um pouco de lado o ter, ter, ter… Noto, por exemplo, na minha localidade e meio onde circulo que existem pessoas que discriminam outras por serem diferentes ou apenas por se vestirem de forma diferente, por terem um aspeto menos convencional ou apenas por serem gordas ou magras. Na minha mente não existe esse tipo de preconceito, cada pessoa é como é e ninguém tem o direito de comentar sobre ela, apenas temos que nos preocupar com a nossa vida, porque essa sim, já nos dá muito trabalho, às vezes… A minha grande questão é : As pessoas não conseguem perceber que a origem da questão está na humildade? No entanto, não desisto e penso que, com a ajuda de todos os portugueses conseguiremos um Portugal melhor, mais calmo, mais unido, conseguindo lutar pelos nossos direitos, pois, juntos chegaremos longe, caso contrário, acabaremos por ser comprados por “alguém” que nos fará naturalmente mudar, mas não será certamente para melhor…

Diogo Jorge

Filipe Medeiros

Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural

Curso Técnico de- Eletrónica, Automação e Instrumentação


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Questiona o teu Mundo... Reflexão utópica...

Definição do (meu) mundo

O mundo, o nosso mundo, gira em torno de uma “ideologia” a que nós chamamos Economia, economia esta que não economiza nada, baseada no consumismo. O que acontecerá ao mundo se um dia deixar de se produzir? - pois nada é infinito, grande parte dos recursos do Planeta são finitos. Um dia sem produzir significaria o colapso total do mundo, uma vez que a sua dívida total é maior que o dinheiro que nele existe. Por isso, para pagar esta dívida que continua a aumentar graças aos juros e outros fatores, temos que continuar a produzir. Isto, num ciclo sem fim! Todos os dias pagamos as obrigações de um sistema que um dia vai cair, trabalhamos para ganhar dinheiro que vamos gastar para viver, jogamos um jogo cujas regras são criadas e modificadas por aqueles que já dominam a economia, os ricos. Este jogo é baseado no sacrifício de muitos, para poucos poderem ter a vida que os sacrificados lutam por ter. Alguém já imaginou um mundo, um sistema económico baseado na construção de uma sociedade em que cada pessoa trabalhasse para ter a sociedade que deseja? Este sistema consistiria em não existir remuneração, assim, as pessoas poderiam possuir a vida para a qual se sacrificavam, pois com este sistema todos seriam verdadeiramente iguais, todos teriam direito a receber o que precisam, se contribuíssem para a mesma. Penso que existem condições para todas as pessoas do Mundo terem a vida que precisam; a desigualdade nele existente é que não permite essa realidade. Desde muito novos, somos impostos à ganância pelos nossos pais, pela televisão e pelas pessoas à nossa volta, ficamos com a ideia que quem tem mais é melhor. Mas, por vezes, ter tudo não significa ter mesmo tudo, no verdadeiro sentido da palavra. Este sistema que sugiro, pode ser facilmente representado por uma colmeia ou um formigueiro, onde nós, cidadãos, somos as abelhas ou formigas, todos juntos, toda a sociedade junta, em que cada pessoa teria o seu papel na sociedade e o seu objetivo seria manter e melhorar o seu modo de vida. Por exemplo, uma pessoa que trabalhasse numa central elétrica trabalharia para a sociedade usufruir dessa energia elétrica e um agricultor trabalharia para que as pessoas pudessem comer e não receberiam nada em troca, além de tudo o que necessitariam para trabalhar e viver. Assim como uma abelha trabalha para que a sua colmeia se preserve e cresça, uma pessoa poderia começar a fazer o mesmo com a sociedade, contribuir com o seu trabalho para que esta funcione da mesma forma que a colmeia, de forma controlada. No entanto, para que este sistema fosse implementado, seria necessária uma mudança de mentalidade na sociedade, as pessoas teriam que deixar de ser gananciosas, uma vez que não carecemos de carros e casas de luxo. Na minha opinião é preferível trabalhar por uma causa maior do que para ter mais dinheiro! A sociedade tem que ser mais unida para que as pessoas tenham a necessidade de contribuir. Este sistema não é perfeito, no entanto, é melhor que o sistema em que a nossa sociedade foi construída, o sistema atual foi criado há demasiado tempo. Se todo o mundo mudou, por que é que se mantém a desigualdade quando criamos realidades nunca antes imaginadas?

A definição de Mundo é algo complexo para a sanidade mental do Homem, pois este pode-se dividir por inúmeras potências e raízes quadradas, onde com certeza, o resultado será aquilo que cada Homem usará como algarismos, uns certamente usarão o “amor” e “solidariedade”, outros nem tanto, usarão a “ganância” ou o “poder”, e por vezes, estes últimos ao cubo. Na atual sociedade consumidora e gananciosa, fazer o mal é sempre mais fácil que fazer o bem, estender a mão ao outro dá trabalho, exige tempo; afirmo que este é o pensamento mais comum na ignorância do Homem em geral. Existem os que lutam, que suam, que gritam de revolta, que questões da nossa pseudo-sociedade não lhes passam ao lado, que são incapazes de dar um passo em frente, sem olhar para o lado, ou seja, para o outro, para esses que por muitos que sejam, infelizmente, serão no entanto, sempre poucos. Está na hora de passarmos apenas de um homem, mas sim passarmos a ser o Homem. No entanto, mudança imediata na hora de pensar em ajudar o outro seria o ideal, mas isso certamente será impossível, mas o ato de refletir é algo que todos temos o dever de fazer, não só sobre o que está bem, mas também sobre o que está mal e errado. Ainda nos podemos dar ao luxo de ter a nossa tal “pseudo-sociedade”, que por muito imperfeita que seja, nela ainda existe algum civismo e alguma organização, e como se diz em bom português: “Ah!, dá para se viver!”. Mas será sempre assim? As dificuldades aumentam de dia para dia, de hora para hora; receio que o verbo viver desapareça do nosso dicionário e seja substituído pela medonha e assustadora palavra sobreviver. Há muito que o povo veste a camisola do medo e receio do futuro, mas é fundamental trazer no bolso a esperança e em cada sapato a vontade de dar um passo em frente, e apesar de trazer o cinto apertado, há que usar a gravata da confiança, esta de fazer mais e melhor, não só por cada um, mas também pelo tal indefinido mundo. O monstro de cinco letras que ecoa nos nossos ouvidos, sim, a chamada crise, não é mais que filha do poder e da ganância e neta da velhinha corrupção, mas o gene presente em todos os que pertencem a esta família, não é mais que uma comum crise interior, onde o respeito e solidariedade pelo outro moram na casa ao lado e nunca, mas nunca, farão parte desta extensa árvore genealógica. Agir é a forma mais eficaz de praticar a mudança, se o Homem agir perante o mundo, o mundo com certeza agirá perante o Homem. A todos os que exercem, com “amor” e “solidariedade”, todos os que gritam de revolta e todos os que vestem o fato da mudança, um sincero e grandioso: Bem Hajam! Concluindo, a definição de mundo será sempre a indefinição do ato do Homem.

Ricardo Maltez Curso Técnico de Programação e Gestão de Sistemas Informáticos

Guilherme Monteiro Curso Técnico de Energias Renováveis/Sistemas Solares

Uma opção inteligente… O meu nome é Aulisa, tenho 18 anos e frequento o curso Técnico de Transportes na Escola Profissional de Rio Maior. Sou originária de S. Tomé e Príncipe, composto por duas pequenas ilhas que se situam perto do Golfo da Guiné. São Tomé e Príncipe é dotado de um clima quente e húmido onde existe somente duas estações durante o ano: a estação da chuva e a estação seca ou “gravana”. Para o seu desenvolvimento, São Tomé e Príncipe tem apostado no turismo, pelo facto de sermos privilegiados com belíssimas praias de água quente e paisagens bastante encantadoras. No entanto, a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas (embora ainda mal definidas) perspetivas para o futuro económico do país. A atividade pesqueira continua a ser uma das principais atividades económicas do país, sendo desta atividade de onde a maior parte das famílias santomenses necessitadas retira o seu rendimento para a satisfação das suas necessidades básicas, como a alimentação. O país continua a manter estreitas relações bilaterais com Portugal (desde que se tornou num país independente, pois era colonizado por este) que, ao contrário de São Tomé, para além de ser um país com maiores dimensões, é também mais desenvolvido, por ter mais meios para adquirir os recursos financeiros necessários para o desenvolvimento da sua economia. No que diz respeito à constituição legislativa, os dois países não diferem muito, uma

vez que ambos possuem um Presidente e um Governo. No entanto, no que concerne às oportunidades laborais para os jovens, S. Tomé continua a ser um país com um défice bastante elevado, acabando a maioria dos jovens por seguir as “pegadas” da restante população e viver (ou sobreviver) do que a natureza lhes oferece. Eu considero-me uma jovem bastante ambiciosa e assim, associado às saudades que tinha da família que vive em Portugal, decidi “emigrar” com a certeza de que neste país conseguiria atingir os meus objetivos quer a nível pessoal, quer a nível profissional. No que diz respeito à minha escolha pela EPRM, aconteceu um pouco ao acaso, uma vez que a minha prioridade era o curso de Gestão de Empresas, no entanto, não existiam cursos na área que eu pretendia a iniciar, no presente ano letivo, na zona de residência da minha família. Por conseguinte, um familiar pesquisou outras alternativas e encontrou o Curso Técnico de Transportes na Escola Profissional de Rio Maior. Depois de ter verificado o seu plano curricular e oportunidades de emprego, decidi aceitar. Assim, aqui me encontro na EPRM, constatando, apesar do pouco tempo ainda decorrido, que as pessoas são bastante acolhedoras e simpáticas, tendo, desta forma, facilitado a minha adaptação. Além disso, apraz-me referir que nesta Escola fui muito bem recebida por toda a comunidade e espero assim alcançar o sucesso que me fez mudar de continente! Aulisa Silva Curso Técnico de Transportes


PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

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Projetos Obrigado meu amigo!!! Tenho alguém que me ajuda nos meus problemas, que me envolve nos seus encantos, dáme tudo o que preciso para sobreviver e está sempre disponível para me ouvir e sei que não irá divulgá-lo a ninguém. Ouvir os seus murmúrios traz-me uma paz, ver os seus diversos aspetos, uma tranquilidade que me acalmam e criam o difícil desafio de o entender. Este “amigo” de quem vos falo é o meio que nos envolve. O ambiente é de facto aquele amigo necessário diariamente para as nossas vidas. Não só pelo ar que respiramos, pela água que bebemos ou pelos alimentos que comemos, mas também por todos os benefícios que conseguimos usufruir sem que nos peça nada “em troca”. Estamos a atravessar um período em que este nosso amigo está a sofrer muitas alterações suscetíveis de colocar a vida na Terra em perigo. Nós, Humanos, também temos o dever de cuidar deste nosso amigo. Foi neste sentido e no âmbito do programa eco-escolas (promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa – ABAE que atribui a bandeira verde às escolas como reconhecimento da melhoria do desempenho ambiental) que neste ano letivo se criou o clube do ambiente na Escola Profissional de Rio Maior. O Clube desenvolverá atividades acerca de cinco temas diferentes, nomeadamente Subsolo, Água, Floresta, Energias e Resíduos. Assim, com a criação do Clube do Ambiente pretende-se que a comunidade escolar se envolva e crie atividades ao longo do presente ano letivo de acordo com o plano de ação a aprovar em Conselho eco-escolas; melhore as relações interpessoais dentro da EPRM e envolva os alunos em ações educativas de modo a ocupar o seu tempo livre em prol de uma causa universal. Apresentamos como parceiros para desenvolver este programa entidades como o Município, as Juntas de Freguesia de Alcobertas e de Rio Maior, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a Guarda Nacional Republicana, os Bombeiros Voluntários de Rio Maior, as Águas do Oeste, a Valorsul, a comunidade escolar (direção, professores, formadores, alunos e funcionários) e todos (entidades privadas e/ou públicas) que se queiram associar a esta iniciativa. Estes parceiros tornam-se importantes para desenvolver algumas das atividades previstas para este ano letivo, devido ao facto de a sua área de atuação estar diretamente associada aos temas abordados. Ainda assim, prevê-se a interação com outros setores de atividade que poderão ser fundamentais para o sucesso do programa, nomeadamente, a rádio, empresas privadas e os restaurantes, são exemplo disso. O aproveitamento de papel para transformar em briquetes, a recolha de latas e de outros materiais para a reciclagem, a sensibilização para a poupança de água e de energia, entrevistas às entidades exploradoras do subsolo e a mostra do uso múltiplo da floresta são alguns exemplos de atividades que serão desenvolvidas pela comunidade escolar da EPRM. Como coordenador da implementação deste programa na EPRM, quero desde já agradecer a disponibilidade e a motivação dos meus colegas professores/formadores, dos funcionários e principalmente dos alunos para a concretização das ações previstas. Aos alunos, uma palavra especial de encorajamento e de motivação extra porque é um programa que ajuda a enriquecer o currículo dando visibilidade aos mais ativos num mercado de trabalho cada vez mais exigente na pluridisciplinaridade dos trabalhos a desenvolver. Obrigado a todos por me ajudarem a cuidar de um amigo muito, mas muito especial! Pedro Guedes Formador e Coordenador do Programa

MONIT-Opera Numerare O clube de Robótica/Eletrónica da EPRM está a desenvolver uma série de atividades nas áreas de eletrónica e novas tecnologias, entre as quais se destaca o projeto Opera Numerare. Trata-se de um grupo ambicioso e inovador através do qual se pretende sensibilizar os alunos para a eletrónica e para a importância das novas tecnologias. O projeto Opera Numerare obtém ainda grande importância no grupo pela participação no concurso monIT promovido pelo IT - Instituto de Telecomunicações que tem como finalidade a criação de uma página de internet com informação recolhida automaticamente na Serra dos Candeeiros. A referida informação não só pode ser proveniente de grandezas físicas contínuas, como é o exemplo da temperatura, mas também pode ser apenas uma contagem de eventos ocorridos num determinado período. O projeto terá quatro grandes fases, apresentadas na figura seguinte:

definição e desenho, constituída por análise de requisitos, escolha e observação da tecnologia a ser usada, estudo e especificação da solução e por fim, o desenho/ conceção do Sistema; a Fase 2 que se baseia na implementação do protótipo propriamente dito através das seguintes tarefas: Hardware (Escolha dos componentes de acesso/leitura; desenho de esquemáticos [Placa de teste/debug]; desenho de PCB [Placa de teste/debug]; aquisição de componentes e produção da PCB; montagem dos protótipos e produção das PCB finais e necessárias à instalação final. Software (Implementação do software de gestão da página WEB, testes e correções de erros) e finalmente a última e designada de Fase 3 que se resume às conclusões e testes ao trabalho final efetivado. Através da realização deste trabalho irá ser possível realizar consultas, variando a duração do período e o tipo de grandeza a ser consultada, como por exemplo, o número de carros que sobem e descem a serra dos Candeeiros numa semana; num mês; etc.

Trabalho já Realizado: - Seleção de alguns componentes para as antenas, a instalar na Serra; - Definição das grandezas a serem registadas; - Realização de protocolos de comunicação entre a placa de eletrónica e o PC; - O programa de PC que actualiza a base de dados local está com uma conclusão de 80%;

Trabalho a realizar:

O objetivo do projeto é realizar um protocolo de transmissão e disponibilização de dados à distância, não interessando de imediato quais as grandezas físicas a serem lidas. Este protótipo pode ser usado em várias aplicações de diversas empresas e institutos e desenvolve-se em diversas fases: a Fase 0 em que são efetuadas as definições físicas e levantamento da estrutura do projeto; a Fase 1 que consiste na

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Programação da página WEB; Construção de placas PCB’s e respetivas antenas a serem colocadas na serra; Protocolo entre as placas da Serra e a Escola; Programação e testes de todos os sistemas; Conclusão.

Isaac Duarte Formador de Eletricidade e Eletrónica e Coordenador do Projeto


Ano Letivo 2011’12 • PONTO;VÍRGULA

“Twist – a tua energia faz a diferença” O projeto twist – a tua energia faz a diferença é um projeto da EDP e da empresa Sair da Casca dirigido aos alunos do ensino secundário e profissional com vista à sensibilização para o tema da Eficiência Energética e Alterações Climáticas. O twist aposta nos alunos como embaixadores da mudança de comportamentos e pretende que sejam eles próprios a implementar medidas de eficiência energética na sua escola. Na EPRM contamos com a participação e empenho dos alunos do Curso Profissional Técnico de Instalações Elétricas, mais propriamente os alunos Daniel Simões, Diogo Ferraria, Gonçalo Figueiredo e Flávio Branco, que já iniciaram o seu trabalho com diversas atividades no âmbito do projeto. Um prémio total no valor de €100.000 destinado à implementação de medidas de eficiência energética nas escolas será atribuído às três escolas vencedoras do concurso. Os twisters vencedores receberão também um vale Fnac no valor de €700. Segundo o sítio oficial do projeto em http://www.twist.edp.pt/ “os especialistas sabem que o Clima tem variado ao longo da História do Planeta. No entanto, durante muitos milhares de anos estas alterações ocorreram quase sempre de forma lenta e ligadas a causas naturais, nomeadamente variações de luminosidade do sol e variações nos parâmetros que definem a órbita da Terra em torno do astro e que se supõe serem responsáveis pelos períodos glaciares.” A mesma fonte refere que “nos últimos 150 anos, alguma coisa mudou: a industrialização e o aumento da população provocaram alterações na composição da atmosfera, em particular devido às emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE), como vapor de água (H2O), dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), clorofluorcarbonetos (CFC), perfluorcarbonetos (PFC), hexafluoreto de enxofre (SF6) e ozono (O3).” Nesta questão, o Homem tem um papel decisivo na manutenção do “equilíbrio na atmosfera que depende da concentração de GEE, uma vez que estes gases absorvem e emitem radiação e são eles que controlam a temperatura. Um aumento da concentração destes gases provoca consequentemente um aumento da quantidade de energia que fica retida e como efeito um aumento da temperatura numa zona chamada ‘baixa troposfera’. É a este fenómeno de aquecimento que se dá o nome de Efeito de Estufa.” Pode ler-se ainda que “A concentração de CO2 aumentou devido à combustão de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e às alterações do uso do solo. As principais atividades que levam a esta situação são: os transportes, a indústria e a

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Projetos

desflorestação. A maior parte da eletricidade que consumimos é produzida através da queima do petróleo, do carvão e do gás natural, logo, as centrais de produção de energia elétrica contribuem para o aumento do efeito de estufa. São estas atividades as grandes responsáveis pelas tão faladas ‘alterações climáticas’ que o nosso planeta tem vindo a sofrer.” Uma das formas mais eficazes de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e de tornar o abastecimento energético mais sustentável é melhorar a eficiência energética. Ser eficiente significa mudar os comportamentos sem perder o conforto, ou seja, usar a energia de forma inteligente. Usar lâmpadas de baixo consumo e desligar todos os aparelhos no botão, eliminando os consumos em modo stand by, por exemplo, ajuda a reduzir as emissões associadas à produção de eletricidade, não abdicando de ter a luz acesa, quando necessário. Ao longo do presente ano letivo, os twisters deverão implementar ações que permitam integrar os temas da eficiência energética e alterações climáticas nas suas rotinas e preocupações diárias. Os twisters poderão usar da máxima criatividade para o desenvolvimento e implementação de ações nas escolas, coerentes com a temática e com o concurso, devendo obrigatoriamente garantir o cumprimento das seguintes tarefas: 1º Participar no workshop regional organizado pela EDP e Sair da Casca; 2º Elaborar um diagnóstico ao consumo energético da escola com base no formulário disponibilizado; 3º Realizar inquéritos aos hábitos de consumo energético junto dos colegas, na fase inicial e final do projeto, com base no formulário disponibilizado e por fim, elaborar um relatório final de todas as ações desenvolvidas no âmbito do projeto twist – a tua energia faz a diferença! Pedro Guedes Formador/Coordenador do Projeto


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

Entrevista da oferta de formação de cursos profissionais às escolas secundárias, nem sempre em complementaridade, continua a ser uma alternativa de formação importante no concelho. Devido, principalmente, às prioridades de ingresso nos cursos profissionais (preferência aos alunos provenientes de cursos alternativos ao ensino básico regular), a maior diferença que se verifica, é quanto a mim, o público-alvo que se modificou muito ao longo dos últimos anos. A maioria dos alunos que ingressam nos cursos profissionais, são agora provenientes de cursos de educação e formação para onde foram “desviados” por mau aproveitamento e/ou comportamento a fim de “não estragarem as estatísticas” do ensino regular e que foram vítimas de um facilitismo exagerado. Estes alunos chegam ao 10º ano sem regras, sem saber estar numa sala de aula e sem hábitos de trabalho, gerando situações muito difíceis de ultrapassar e pondo em risco a qualidade que se pretende para o ensino profissional.

1. Há quantos anos leciona na Escola Profissional de Rio Maior? Desde 1992, primeiro ano de funcionamento da escola.

2.Como define a EPRM? Considero que é uma Escola reconhecida e valorizada no meio local e regional

4. Qual ou quais os motivos que o fazem continuar a colaborar com esta Instituição / Escola? A minha colaboração, para além de poder participar num projeto diferente, mas complementar daquele que exerço na escola secundária, tem um motivo relevante respeitante à componente monetária que resulta das funções desempenhadas.

pela forma como apoia e acompanha o percurso escolar dos seus alunos, com um projeto educativo vocacionado para a formação e qualificação profissional de recursos humanos e que mantém uma grande interação com o meio envolvente.

3. Sendo um dos professores mais antigos desta Escola, quais são as principais diferenças entre a EPRM de quando iniciou e a EPRM de hoje? Existem diferenças óbvias em termos de instalações e equipamento, número de cursos, ações de formação, número de alunos e de formadores (no primeiro ano de

5. Que mensagem gostaria de deixar à Comunidade Escolar neste ano em que a EPRM comemora o seu 20º aniversário? Desejo que todos os envolvidos, proprietários, direção, professores, funcionários e alunos continuem a trabalhar em prol da qualidade do ensino profissional, desenvolvendo um projeto educativo dinâmico e inovador, promovendo a formação de técnicos qualificados, responsáveis e solidários, de acordo com as necessidades das empresas, permitindo nestes tempos conturbados encarar o mercado de trabalho com maior confiança.

funcionamento havia só dois cursos com cerca de 40 alunos), projetos e atividades em desenvolvimento. No início a escola foi uma alternativa de formação dos jovens, face ao sistema de ensino existente na altura e que pretendiam uma formação mais

João Luís Carvalho

prática e direcionada para o mercado de trabalho. Atualmente, apesar do alargamento

Docente de Matemática

especialmente aos seus diretores, o primeiro e o atual, respetivamente, o Professor Humberto Novais, profissional que muito admiro e estimo e o Professor Luciano Vitorino que “vestiu a camisola” da escola desde o primeiro dia.

4. Qual ou quais os motivos que a fazem continuar a colaborar com esta Instituição / Escola? O facto de continuar a acreditar neste projeto e a possibilidade e o privilégio de poder contribuir e de ver os resultados e a transformação dos jovens, que optam por frequentar esta instituição de ensino. Também aprecio bastante o ambiente de trabalho e o clima de entre ajuda e equipa que existem. Posso afirmar ainda, que cresci bastante como pessoa e profissional ao longo destes anos de colaboração. Por tudo isto, só posso estar grata por colaborar com a EPRM.

1. Há quantos anos leciona na Escola Profissional de Rio Maior? Leciono na EPRM desde 1993, o segundo ano de vida da escola.

2. Como define a EPRM? A EPRM foi um projeto inovador na altura em que foi constituída e continua a ser uma referência em termos de formação. Sempre procurou adequar a sua oferta às reais necessidades do mercado e essa é com certeza uma das razões para o seu sucesso. Outro aspeto importante, tem a ver com a qualidade do pessoal docente e não docente que imprimem na escola uma dinâmica fantástica. A EPRM foi um projeto que abracei desde o início, pois sempre acreditei nele.

3. Sendo uma das professoras mais antigas desta Escola, quais são as principais diferenças entre a EPRM de quando iniciou e a EPRM de hoje? No início éramos poucos e funcionávamos como uma “família”, com grande proximidade e informalidade apesar do necessário rigor e qualidade no ensino. Quando mudamos de instalações e crescemos, isso perdeu-se um pouco, mas rapidamente voltamos a ser novamente como uma família e penso que essa é uma vantagem da escola que nunca se deve perder e que constitui mesmo uma relevância competitiva importante para o seu sucesso. Gostaria ainda de acrescentar, novamente, que o bom funcionamento da escola se deve a todos os que com ela colaboram e muito

5. Que mensagem gostaria de deixar à Comunidade Escolar neste ano em que a EPRM comemora o seu 20º aniversário? A longevidade de uma organização é um dos critérios utilizados para medir o sucesso da mesma. Portanto, 20 anos é um bom motivo para comemorar e felicitar todos os que com ela colaboraram ao longo desses anos e que muito ajudaram a alcançar esse sucesso. Que este ano de 2012 vai ser um ano difícil, já todos sabemos. No entanto, não devemos ser pessimistas mas aproveitar a adversidade para repensar as nossas vidas ao nível das prioridades, das competências e daquilo que consideramos realmente importante, sempre sem cruzar os braços. As crises acontecem sempre que há uma rutura do equilíbrio em que supostamente haveria estabilidade e harmonia e provocam sempre bastante tensão. A palavra “crise” em chinês tem um duplo significado: “perigo e oportunidade”. Neste contexto e apesar de tudo, ainda existe a possibilidade de explorar as oportunidades emergentes e em relação ao perigo, considero-o como alguém disse, “o que não nos mata torna-nos mais fortes”… Finalmente, por mais negro que nos pareça o futuro, temos de ter esperança, ser otimistas, positivos e persistentes, só assim conseguimos ultrapassar as dificuldades e barreiras com que nos deparamos no nosso dia-a-dia.

Maria João Maia Docente de Contabilidade e Gestão


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Entrevista A fase “adulta” da escola exige a perceção muito realista do contexto em que a mesma se insere. Exige – se da escola uma boa preparação dos jovens ao nível das competências e atitudes necessárias para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Os requisitos das competências/tarefas mudam no decorrer do tempo. O perfil de competências dos alunos terá de ser ajustado e adaptado para refletir estas mudanças. Os jovens devem adotar uma postura empreendedora, polivalente, com capacidade de aprender e perceber que a formação os acompanhará ao longo da sua vida; motivação, atitude positiva e empreendedora, criatividade e responsabilidade, estão nos primeiros requisitos comportamentais que o mercado de trabalho exige. As novas lideranças da escola devem ter visão estratégica, devem cultivar a criatividade e responsabilidade, fomentar uma identidade própria e diferenciadora, comunicar de forma assertiva e eficaz os objetivos e a estratégia da mesma, que una e mova colaboradores motivados e comprometidos com o sucesso de todos. “Que a EPRM continue a ser uma escola/ escolha de sucesso”. Ana Cristina Figueiredo e Silva Professora/ Formadora da EPRM

1. Há quantos anos leciona na Escola Profissional de Rio Maior? “ Dos primeiros passos à maioridade.” Leciono na Escola Profissional de Rio Maior desde o segundo ano de funcionamento, ou seja, há 18 anos.

2. Como define a EPRM? “ Entre a certeza do passado e a incerteza do futuro” Entre a certeza do passado e a incerteza do futuro, onde uma boa visão estratégica, focalizada em objetivos partilhados por toda a organização, e com uma estratégia de motivação e mobilização interna de todos os colaboradores é vital para a sustentabilidade da Escola. Trabalhar muito e bem, ser exigente com os alunos, ser proativo, antecipar necessidades, ser criativo, exige – se mais do que nunca num contexto de mudança. A EPRM resultou de uma iniciativa que mobilizou a Autarquia, a Associação Empresarial de Rio Maior e a Associação de Produtores Agrícolas. A procura da excelência ao nível da formação de jovens, levou -a a privilegiar a contratação de profissionais qualificados nas diferentes áreas profissionais, que asseguravam essencialmente as disciplinas técnicas e a integrar a sua atuação nas dinâmicas sociais, económicas e empresariais locais e regionais. O prestígio alcançado a nível local e regional, permitiu o estabelecimento de protocolos com diversas empresas, para a colocação de alunos em estágio e permitiu taxas de empregabilidade muito significativas. Os empresários da região confiavam na formação destes jovens. A par do lema “Uma escola/ escolha de sucesso “, a coesão do corpo de colaboradores e de gerentes, perfeitamente focados nos objetivos estratégicos da organização, possibilitou que se criasse ao longo do tempo uma cultura e identidade própria e de pertença. Foi com muito orgulho e satisfação que pertenci a “uma grande família” com “progenitores” sempre presentes e que se foram revelando capazes de entender os desafios e responsabilidades, de lidar com os obstáculos e resolvê-los, de ouvir e atuar. Respeito, dinâmica e capacidade foram vitais para o crescimento e consolidação do projeto.

3. Sendo uma das professoras mais antigas desta Escola, quais são as principais diferenças entre a EPRM de quando iniciou e a EPRM de hoje? “ Hoje mais do que nunca exige – se que a escola seja aprendente e criativa” Existem diferenças e estranho seria se assim não fosse. A Escola já fez 19 anos. Tem hoje instalações próprias, muitos colaboradores entraram e outros saíram e encontra – se num processo de maturidade que pode significar um novo ciclo de crescimento ou declínio. Os objetivos gerais, ao nível do sucesso da formação, da criação de dinâmicas e envolvimento empresariais, continuam a estar presentes. A concorrência é maior, mais escolas oferecem formação profissional e é preciso uma maior notoriedade e diferenciação para atrair os jovens. É também necessário que a formação dos jovens seja adequada às necessidades das empresas e as supere. Que novas exigências? O que é que o mercado quer hoje? São questões prévias e para as quais se exige respostas adequadas.

4. Qual ou quais os motivos que a fazem continuar a colaborar com esta Instituição / Escola? “ Motivação e gosto” . Gosto do que faço. Gosto de ensinar e de aprender. Gosto de desafios. Identifico me com o projeto e julgo ter um acumulado de experiências pessoais e profissionais que devo continuar a colocar ao dispor da escola; havendo reciprocidade, continuarei a trabalhar na EPRM.

5. Que mensagem gostaria de deixar à Comunidade Escolar neste ano em que a EPRM comemora o seu 20º aniversário? “Um novo paradigma exige atitude, motivação, criatividade e desempenho de excelência – Não temos hoje emprego e empresas para toda a vida.”


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

Nas horas vagas... Chamar a música…

Saltar bem alto… A maioria das pessoas associa o Atletismo à corrida de atletas num estádio ou numa via. No entanto, trata-se de uma modalidade bastante mais complexa, compreendendo três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. Através da prática do Atletismo pode treinar-se todos os músculos do nosso corpo, mas existe uma modalidade para a qual é necessário ter muita coragem, o salto com vara. O salto com vara era a submodalidade que eu mais praticava e onde tinha maior destaque como atleta, tendo até conseguido o segundo lugar do ranking nacional na época de 2008/2009. No entanto, a vida dá muitas voltas e, um certo dia, estava a treinar e fiz uma lesão grave no ombro esquerdo que teve como consequência uma recuperação de dois meses, obrigando-me a abandonar esta prática uma vez que a lesão voltou a agravar-se tendo sido submetido a uma operação e a seis meses consecutivos de fisioterapia que me impediram, assim, de concluir um dos meus maiores desejos, ser campeão nacional! Ainda hoje, passados quase três anos desde a última vez que pratiquei salto com vara, cada vez que me dói o ombro, lembro-me dos prémios que eu ganhei e poderia vir a ganhar se este acidente não tivesse ocorrido. Fica a feliz lembrança de bons tempos vividos e vitórias que alcancei, nunca esquecendo que o desporto é uma prática extremamente saudável que sempre tentarei praticar de outras formas.

Pronunciar-me sobre a minha entrada para a Filarmónica de São Sebastião é fácil, difícil será explicar essa minha decisão. Tudo se iniciou quando eu era pequena e comecei a assistir a concertos da banda, gostava imenso do que via. Para além dos músicos, parecia que lá existia uma enorme harmonia e uma grande animação entre todos, de tal forma, que decidi entrar para a banda uma vez que não tinha nada a perder caso não me adaptasse. Fui assistir a um ensaio e para mim foi como se estivesse em casa, pois o ambiente era ótimo e as pessoas bastante simpáticas. Frequentei as aulas de solfejo através do estudo de pauta e posteriormente as aulas de trompa com instrumento, e quando os meus superiores verificaram que estava preparada, comecei a tocar nos ensaios, no entanto, a minha entrada oficial foi no dia 1 de novembro de 2008, data do batismo realizado pelos restantes elementos da banda. Desde esse dia faço parte da Filarmónica de S. Sebastião e refiro-o com muito orgulho pois com esta vivência já aprendi muito, desde a responsabilidade que deposito em cada serviço, até ao crescimento que fui adquirindo como pessoa, pois tive de começar a aceitar as opiniões de todas as pessoas como também a respeitá-las. Os músicos que fazem parte deste grupo, para além de amigos, são como uma segunda família pois estão lá para o bem e para o mal, para nos repreenderem se for necessário e para nos valorizarem quando brilhamos. Que mais posso dizer? Apenas que sou feliz no seio do grupo que constitui a banda, que tenho aprendido muito, tenho conhecido pessoas novas, novos lugares, adquirindo mais responsabilidade através do cumprimento de horários e aceitação de ordens, pois embora tenhamos pelo meio as nossas discussões, os nossos momentos de loucura e de brincadeira, continuamos a ser felizes! Tatiana Henriques Curso Técnico de Transportes

José Santos Curso Técnico de Frio e Climatização

Com a bola nos pés...

O Futebol é um desporto praticado em equipa e é considerado o mais popular do mundo. Talvez por isso seja o meu desporto favorito! Comecei a praticar futebol com mais ou menos catorze anos de idade quando, em conjunto com os meus pais, emigrei para a Suíça. Esta prática servia para não estar sempre em casa a jogar computador, para conhecer mais amigos permitindo, assim, a minha integração na comunidade em que estava inserido e desenvolver a língua alemã, falada naquele país. Enquanto permaneci na Suíça, joguei sempre futebol e, neste momento, que já me encontro novamente em Portugal e a estudar na Escola Profissional de Rio Maior, integrei a equipa de Juniores do Núcleo Sportinguista de Rio Maior há dois anos. Considero o meu grupo uma grande equipa, onde encontrei bons colegas e amigos! Gostaria de terminar, deixando a perceção de que o futebol não é apenas um desporto que nos favorece a nível físico, mas também uma forma de poder ter mais amigos e saber trabalhar em equipa, desenvolvendo, dessa forma, as nossas competências pessoais.

Em intercâmbio… A associação de Jovens de Arrouquelas, denominada H2O, exímia em desenvolver formas de participação e comunicação dos jovens através da dinamização de projetos pedagógicos de âmbito local, regional e internacional, proporcionou-nos no passado mês de abril, coincidente com as férias da Páscoa, realizar um intercâmbio internacional e levounos até Praga, capital da República Checa, com o intuito de desenvolver diversas aprendizagens e troca de experiências no âmbito da “Educação Ambiental”. O intercâmbio teve como participantes sete países Europeus, nomeadamente a República Checa, Letónia, Finlândia, Macedónia, Arménia, Ucrânia e claro, Portugal com a representação de três alunos da Escola Profissional de Rio Maior, da turma 12ºA – Curso Técnico de Energias Renováveis – Sistemas Solares, Cátia Catarino, Filipe Nobre e Guilherme Monteiro. O encontro tinha como objetivos partilhar conhecimentos, ou seja, ensinar e aprender diversas questões e procedimentos sobre os hábitos ambientais de outros países. Nós saímos de Portugal com o objetivo de partilharmos os nossos conhecimentos e experiências adquiridas ao longo da vida e da frequência do curso Técnico de Energias Renováveis. A nossa apresentação consistiu em primeiro lugar, em apelar à importância do apoio às vítimas de catástrofes naturais, onde cada grupo teve de pintar uma t-shirt e deixar uma mensagem de apoio. Na segunda apresentação ensinámos aos participantes como construir um forno solar que no final servia para assarmos maçãs, tal como já havíamos apresentado na EPRM. Por fim, fizemos dois jogos ambientais que consistiam em compor uma música ecológica e debater no “Naturebook” (inventado por nós) problemas e soluções para os diversos problemas ambientais. Esta foi uma experiência muito gratificante e que jamais iremos esquecer, quer pela convivência interpessoal, quer pelas aprendizagens adquiridas.

Gonçalo Figueiredo

Cátia, Filipe e Guilherme,

Curso Técnico de Instalações Elétricas

Curso Técnico de Energias Renováveis


Ano Letivo 2011’12 • PONTO;VÍRGULA

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Visitas de Estudo Os Desportos de Natureza voltaram à EPRM: Teremos criado uma Tradição? Mais uma vez, o Grupo Disciplinar de Educação Física da Escola Profissional de Rio Maior, EM., organizou um grande dia dedicado às Atividades de Exploração da Natureza. Tal como no ano letivo anterior, esta visita de estudo serviu de momento avaliativo do Módulo de Atividades de Exploração da Natureza I e II e também uma forma de proporcionar aos nossos alunos novas experiências e vivências num ambiente mais informal, em pleno espírito de companheirismo e camaradagem, com os demais colegas e professores. Não esquecendo a presença numa etapa do campeonato do mundo de Surf “Rip Curl Pro 2011 – Peniche”, que acabou por não se concretizar, uma vez que, para nossa surpresa, o campeonato tinha terminado no dia anterior. Foi no dia 20 de outubro de 2011. Todos se encontravam empolgados e expectantes com a participação na visita de estudo ao “mundo” das atividades de exploração da natureza. Mais uma vez, o encontro dos alunos, das quatro turmas de 10º ano (A, B, C, D), das duas de 11º ano (A e B) e professores foi feito na escola, para que todos se pudessem preparar e organizar da melhor forma. De seguida, todos rumámos a Peniche (Praia da Gamboa), local onde decorreriam as várias atividades de exploração da natureza. Entre conversa, música e espírito de camaradagem a viagem realizou-se sem qualquer percalço. A agitação era bastante e a vontade de realizar as atividades era maior ainda pois não são todos os dias que temos atividades deste género! Foi explicado aos alunos como iria decorrer a atividade. Da parte da manhã, realizaram duas atividades, num sistema de rotatividade e foram as seguintes: jogos de praia, com vários jogos de dinâmica de equipa (voleibol, futebol, râguebi, entre outros) testando a coesão dos membros da mesma; e por último, a atividade de maior destaque, pela sua especificidade, dificuldade magia e contacto com a natureza, o surf e bodyboard. Os alunos tiveram uma aula de surf e bodyboard, onde obtiveram conhecimentos teóricos básicos (segurança e técnicos), para logo de seguida colocar em prática, da melhor forma possível a “surfar nas ondas”. Da parte da tarde, os alunos realizaram uma corrida de orientação na zona da “Papôa” em que percorriam um percurso por trilhos e carreiros, com vários pontos marcados num mapa, em pares ou trios, numa corrida contra o tempo, aproveitando para apreciar a beleza natural de Peniche. Do balanço efetuado pelos alunos e professores, podemos afirmar que a atividade correu da melhor forma possível, atingindo-se os objetivos pedagógicos e sócioafectivos, previamente estabelecidos. Alguns dos alunos viveram esta experiência pela segunda vez e referiram que esta segunda oportunidade tinha sido mais proveitosa, uma vez que já tinham adquirido conhecimentos no ano anterior. Para aqueles alunos que foram pela primeira vez, bastou ver os sorrisos de satisfação esboçados nas suas caras. A visita de estudo contou com a participação de cento e trinta alunos (parabéns pelo empenho, dedicação e cumprimento de normas) e sete colaboradores (professores que ajudaram na realização da atividade, a quem desde já agradecemos a vossa colaboração, Obrigado!), para além dos dois professores organizadores. Mais uma vez, o Grupo Disciplinar de Educação Física quer agradecer à Direção da Escola Profissional de Rio Maior, pela forma arrojada com que voltou a aceitar esta proposta de visita de estudo e tudo fez para que fosse um sucesso e também à Escola de Surf de Peniche pela forma simpática e profissional com que nos receberam. Se criámos uma tradição, não sabemos, só o tempo o dirá. Mas que esta, já está... Já! Para o ano, veremos… A todos, o nosso sincero OBRIGADO! Eurico Cavaco Docente de Educação Física

Visita ao Museu da RTP É senso comum que o que distingue a visita de estudo de um passeio é a sua pertinência e complemento no âmbito do processo ensino-aprendizagem de uma ou mais disciplinas. Este tipo de atividade visa a motivação e sensibilização dos alunos para a abordagem de um determinado conteúdo podendo ter como principal objetivo concretizar e aplicar conhecimentos já adquiridos, culminando o estudo de um tema. Assim e no âmbito do tema Os Media abordado nas disciplinas de Português e de Inglês (módulos 5 e 4), os alunos do 11ºano dos cursos de Instalações Elétricas de de GPSI visitaram o Museu da RTP com o objetivo de aprender um pouco mais acerca da caixinha mágica que mudou o mundo das telecomunicações em Portugal. A visita guiada começou pelas 10 horas da manhã, os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer uma parte importante da coleção museológica de rádio e televisão, que de outro modo seria inacessível ao grande público. Durante a visita, os alunos tiveram oportunidade de conhecer a Exposição comemorativa dos 50 Anos da RTP, uma galeria com imagens/vídeos de peças museológicas (500 fotografias de rádio e de televisão), conteúdos televisivos e radiofónicos que fizeram história em Portugal. Os alunos tiveram, ainda, acesso a um Estúdio Virtual de Televisão onde tiveram oportunidade de gravar um pequeno programa improvisado. A atividade prevista para a manhã terminou com uma visita relâmpago aos estudios de gravação da RTP. Aqui, os alunos puderam observar a gravação de um noticiário que estava a passar em direto no canal RTP Informação. À tarde, os nossos alunos assistiram à peça, em língua inglesa “I Spy with my little eye” dinamizada pela companhia teatral inglesa Interacting, no Auditório Santa Joana Princesa, na zona do Areeiro, Lisboa. Os atores protagonizaram uma paródia aos filmes de espionagem, com recurso a diálogos simples e bem humorados, cativando a atenção dos alunos das diferentes escolas que assistiram à peça. Alguns dos presentes (incluindo os nossos alunos) tiveram a oportunidade de subir ao palco e aplicar os seus dotes linguísticos no que à língua inglesa diz respeito. Excusado será dizer que todos estiveram à altura do desafio atuando de acordo com as diretrizes dos atores. À experiência de pisar um palco, aliou-se a possibilidade de interagir em inglês. Por este motivo, faz todo o sentido repetir as palavras que a companhia refere na sua apresentação: “Laugh while you learn!” (ri enquanto aprendes). Sandra Rosa Docente de Inglês


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

Visitas de Estudo A realidade enquanto objeto de estudo: a matéria das visitas de estudo

Um olhar sobre as práticas educativas: uma matéria difícil! O ressurgimento sistemático de novas propostas para velhas ideias não é apanágio dos nossos dias. Não se estranha por isso que no atual panorama educativo sejam já visíveis alterações nas práticas e nas políticas públicas de educação. O facto de se ter regressado à dominação natural das áreas escolares tradicionalmente “fortes” (matemática, ciências, línguas,…), em detrimento das componentes não escolares (estudo acompanhado, área de projeto, educação cívica, …), parece retomar a velha questão das (dis)funções da escola e da sua aparente (in)disponibilidade para acolher “clientes” menos aptos e dificilmente ajustáveis às culturas emergentes. Paira algures uma sensação “dejá vu” que, esperamos, nos traga resultados diferentes dos que o passado foi registando. Pressente-se o regresso ao espaço privilegiado da escola (a sala) e a deslocação para outros domínios daquele que é (foi!) o espaço e o tempo da integração das coisas que dizem respeito à escola e à sociedade. Esperamos neste, como noutros domínios, não assistir ao seu lento caminhar rumo ao esvaziamento, nem à sua redução a mero “desperdício pedagógico”, contrário a valores que parecem regressar à escola e à sociedade após longo e apurado período de decantação. Neste sentido, e salvaguardada a imodéstia do apelo, aproveitaremos este espaço para reforçar alguns dos aspetos ligados à visita de estudo enquanto atividade de integração, que (sobre)vive do contacto com a realidade, enquanto dimensão de estudo e análise. Já por aqui escrevemos sobre o assunto. Já nos referimos aos seus intervenientes habituais, com especial destaque para o papel do professor que, à falta de melhor, acolhe em si a parte substancial das propostas e dos seus resultados, propondo releituras diferenciadas para realidades que nem sempre se adequam aos desejos e às expectativas dos participantes. De facto, a valorização das experiências e dos conhecimentos vai-se mantendo

na esfera do professor, já que no que respeita ao envolvimento e à participação dos restantes atores, vamos construindo opiniões menos consensuais. Vem isto a propósito da realização da visita de estudo “papafreguesias”, promovida pelo atual curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial. Visase, neste contexto, percorrer in loco e in sito algumas das freguesias do concelho de Rio Maior, aproveitando o que resta do “balanço” permitido pelos conteúdos de Área de Integração, componente original dos cursos profissionais, que relaciona temas de interesse no campo das ciências sociais com problemas concretos retirados da experiência e da sua postura reflexiva dos alunos, de acordo com métodos e técnicas de análise retiradas do campo escolar. A exemplo de outros momentos, também neste caso se pretende passar das temáticas inscritas no manual de apoio (que se assume como um elemento perverso), para as práticas reais. Esta tentativa de promover transferências entre os espaços privilegiados das operações abstratas (escola) e das situações concretas (sociedade/ natureza) deve permitir a consolidação de alguns dos conceitos analisados em sala e possibilitar o acesso a espaços de aprendizagem integrados (bio-geo-sócio-eco). Na sua versão simplista, não se estranham as reservas habituais, do ponto de vista curricular, relativas à sua eficácia enquanto estratégia de ensino e aprendizagem. No entanto, ao propor a realização de uma visita, pretende-se, antes de mais, criar contextos de trabalho em que seja possível “pôr os pés na água”, sentir o pulsar da realidade, invertendo o sentido das aprendizagens e os contextos em que se inserem, isto é: passar da elaboração de propostas assentes na sistematização de conceitos, para a apropriação

de elementos concretos, que emanam da relação que os alunos aceitam construir face a uma realidade nova. Mas se tudo isto é razoavelmente interessante, sob o ponto discursivo, já os resultados nos vão sujeitando a alguma contenção e reserva, dado que a transmissão fiel das pretensões de uma saída de campo, ou de uma visita à fábrica mais próxima, nem sempre colhe sucesso imediato. Em muitos casos, ficará o dia, ou parte dele, bem passado (para uns), se possível sem grandes exigências e que permita regressar cedo a casa (para outros), porque existem sempre outras propostas, essas sim, realmente importantes. Vejamos então a visita “papafreguesias” em detalhe, para podermos reter algo em benefício dos seus defensores.

A matéria dada: o espaço em torno da escola A ideia surgiu bem cedo, vinha aliás preparada de anos anteriores. O grupo de alunos começou por evidenciar as descrenças face a uma ideia que parecia contrariar um percurso escolar feito de razoabilidade. Qual o motivo que leva um conteúdo escolar (a matéria!) para a rua, associado à a obrigatoriedade de se utilizar a bicicleta, ao contrário dos materiais tradicionalmente aceites? Imbuídos do necessário espirito critico, favorecido pela tradicional “veia argumentativa”,

os alunos lá forma tolerando a proposta, apesar das dissonâncias serem suficientes para justificações e todo o tipo de recusa: “Não tenho bicicleta!”, “Partiu-se o eixo!”, “Não tem travões!”, “Não estou habituado!”, “Não vou!”. Passada a estranheza inicial, passou-se à fase de preparação, colocando sobre o espaço de trabalho o maior número de elementos disponíveis, remetendo as práticas, na sua versão acessível, para o núcleo de conteúdos inscritos nas propostas de contacto com o território em redor da escola, quer quanto às suas características geomorfológicas, quer sociais e económicas, tendo em vista o reforço das interações entre todos os alunos. Uma das primeiras etapas de trabalho foi a sua denominação. Em termos de estratégia, optouse pela tradicional “tempestade de ideias”, com ajustes em função do grupo, transformando o conceito numa situação concreta, perante a qual poucos acreditavam estar perante uma proposta de trabalho. Dadas as semelhanças, mais parecia uma brincadeira de rua. Com uma simbologia muito rudimentar, obteve-se uma designação ajustada, que fez justiça ao envolvimento do grupo. Só a partir deste momento foi possível estabelecer um compromisso e definir os locais e os conteúdos associados à atividade. Apesar das incertezas, terminou-se a tarefa com uma abordagem à dimensão física do projeto: pelo menos 35 quilómetros para observar algumas das freguesias e testar a elasticidade do grupo. Assumido o compromisso, delimitado o território e identificados os conteúdos, partiu-se para a visita, aproveitando a disponibilidade do clima e a descrença dos participantes. Os registos iniciais confirmaram estas suposições: pouca atenção ao enquadramento proporcionado

(habitação, tipologias de trabalho, mobilidade de pessoas e bens, clima, população, …). No entanto, o alinhamento mantevese, apesar das manifestações de cansaço, físico e mental, precoce, apoiado por uma cantilena militarizada, a fazer justiça à motivação dos visitantes. A perceção do risco, aliada às interações justificadas no rude confronto com o relevo e na ausência das referências habituais, foi consolidando o grupo, que atingiu o seu patamar médio de envolvimento passados os primeiros quilómetros. Foi então possível estabelecer elementos de comparação entre o que se pretendia observar e o que se acabou por ver. As contradições entre as imagens mentais que se constroem e a realidade que lhes dá forma, foram contributos interessantes para a troca de ideias em torno dos elementos que se iam “atravessando no caminho”: as fronteiras naturais e os limites construídos pela ação humana (rio, freguesia, propriedade), o casario irregular e os efeitos da massificação das atividades económicas (suinicultura) e das práticas florestais (monocultura, abandono, destruição, …), o antigo e o moderno, o desenvolvimento, a tradição e o progresso, tudo sintonizado na frequência do grupo.

O trajeto foi evoluindo, deixando nos participantes um aparente conforto perante o abandono temporário das práticas educativas e o acesso natural a um novo objeto de estudo, analisado agora a partir da sua componente física, alterando deste modo as perceções mantidas com base nas práticas quotidianas e nos seus efeitos. Para encerrar a atividade, após o merecido repouso, foi solicitada uma produção


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Visitas de Estudo escrita, tomando como base de trabalho a sinalização das aprendizagens mais evidentes, sinalizando problemáticas que se poderiam analisar a partir das observações efetuadas. No fundo, uma estratégia que pouco difere das tradicionais “revisões da matéria”, onde se pretende apenas identificar o que fica para memória futura, para que o caráter especulativo do investimento não se esgote pelo caminho. Revisão da matéria dada: para ir além da “cepa torta”! Quando se mete a mão ao bolso e não se confirma o que se previu, temos (pelo menos!) um problema: ou ficamos em dívida, ou recomeçamos a tarefa até se encontrarem novos meios de resolução. É claro que existem outras soluções, mas nem

sempre os meios se ajustam aos princípios estabelecidos. À falta de melhor, e para não piorar as coisas, será razoável reconhecer que se teremos de continuar a trabalhar, mais e melhor. Colocados perante um dilema, os alunos tentaram, pelos meios ao seu alcance, remeter estas questões para outros espaços e outros tempos. Alguns afirmaram a sua adesão obsessiva à prática (“temos que fazer isto mais vezes, todos os meses!”), outros transformaram a árdua tarefa da reflexão num ato de contrição perante a componente física (“pensava que não aguentava!”), outros ainda, fiéis à sua resistência mental, abandonaram a tarefa sem mais demoras (“não faço. Tenho mais que fazer!”) e, felizmente, alguns (poucos) arriscaram uma reflexão

empírica mais consequente (“havia muitos eucaliptos”; “cheirava muito mal”; “as casas eram baixinhas”; “o concelho é maior do que eu pensava!”). Percorrer os caminhos da memória costuma ser um caminho árduo. A lembrança costuma ser mais fácil de consultar. Neste caso, de nada valeria a cábula, a não ser que na bicicleta houvesse forma de registar o que vai mexendo (lá chegaremos!). Não se pretende com isto eliminar o que dissemos inicialmente: mantemos os propósitos perante a importância de uma componente empírica no ensino e na aprendizagem; regulamos as estratégias por referência ao que vamos lendo, observando, reaprendendo; investimos o que conseguimos

(por vezes mais do que aquilo que temos), praticamos o que julgamos saber, tendo em conta que os resultados, nestas matérias, continuam a ter um juro muito baixo, quase residual. Por estes motivos, valemonos sobretudo do que fica de imaterial (algo que até parece da ordem da contradição!): as sensações, as ambiências, a expressão, a genuinidade, as aprendizagens não ligadas às matérias, mas que se situam para além delas. O protagonismo dado aos alunos implica por um lado a rutura com a tradição educativa e, por outro, a alternância entre intervenções centradas em temas, em problemas e em projetos, atenuando os riscos associados à mistura explosiva entre ensino e animação. Deste modo, propõe-se aos alunos uma

intervenção que permite resolver e ultrapassar dilemas concretos. Dito de outro modo: poderá a “cepa torta” transformar “uva mijona” em casta de referência? João Paulo Colaço Docente de Área de Integração

Quais as palavras certas para se dizer Adeus? Se é que palavras certas existem… Talvez um poema, uma música ou uma carta faça isso por nós. No entanto, não deixa de ser uma tarefa difícil! Assim, no passado dia 26 de outubro, pelas 18h e 30m, os alunos das turmas 10ºB e 10ºD, curso Técnico de Transportes e Frio e Climatização, respetivamente, participaram no ” Workshop de Escritos - Com os dias perdidos dentro”, promovido pelo Teatro Virgínia na cidade de Torres Novas, com Sofia Dinger, uma recente mas talentosa atriz e criadora portuguesa. Em torno do seu espetáculo Nothing´s ever yours to keep, Sofia Dinger orientou o workshop de escrita em torno da memória e do esquecimento, defendendo que a evocação do que não nos lembramos, não deixa de ser uma estratégia para não esquecermos e que os registos diários do que conseguimos concretizar não deixa de ser uma seleção, uma possibilidade ou tentativa. Em que lugares de memórias, acontecimentos e perdas reconhecemos as nossas vidas, as vidas dos outros? Neste workshop, procurou-se um esboço da escrita de todos os dias como matéria para chegarmos uns aos outros. E foi assim, que divididos em grupos ou individualmente, alunos e professores acompanhantes se “isolaram do mundo” por alguns momentos e, através dos conhecimentos adquiridos ao longo da aprendizagem do Módulo 1 da disciplina de Português – Textos de Caráter Autobiográfico e das vivências pessoais alcançadas, levaram até ao passado as suas melhores ou piores lembranças e, através de cartas, autobiografias, autorretratos, partilharam com os presentes, de uma forma muito comovente, aquelas que consideraram as palavras certas para se dizer Adeus! Foi um momento bastante intimista nas vivências dos nossos alunos e que certamente não irão esquecer. Obrigada pela vossa colaboração! Helena Coelho Docente de Português

Do Museu da Água ao DN Vivemos, atualmente, na era das novas tecnologias, onde impera a inovação e o progresso técnico e muitos se deixam seduzir por um simples clique de um botão. Exemplo disso é a Internet e a sua crescente importância na divulgação de informação. Jornais, revistas, programas de rádio e de televisão, tudo está ao alcance de todos através de um pequeno ecrã e em poucos segundos. É fácil constatar que cada vez menos se folheia um jornal para se obter informação e cada vez mais se ignora o facto de que foi este o primeiro meio de comunicação social. Assim, na tentativa de valorizar a importância dos media na sociedade, e em particular a importância do Jornal, as turmas de Energias Renováveis (Sistemas Eólicos) e de Turismo Ambiental e Rural, da EPRM, participaram num Workshop promovido pelo MediaLab, em parceria com o Diário de Notícias, e desta forma, puderam conhecer a história deste jornal bem como constatar o seu papel ativo na sociedade e nos acontecimentos mais marcantes. Contudo, história à parte, o mais emocionante para os alunos foi mesmo o facto de assumirem o papel de jornalistas e editores, por uns breves momentos, e criarem eles próprios a primeira página de um jornal, selecionando e redigindo as notícias, escrevendo os títulos e escolhendo as imagens. Foi, na verdade, uma iniciativa que mereceu o agrado de todos, pois se estudar os media em sala de aula pode parecer apenas mais um conteúdo, compreender a sua organização e o seu funcionamento torna-se muito mais interessante e apelativo. Mas se hoje se valoriza cada vez mais o futuro, importa também não esquecer o passado e o papel que ele possa ter tido para as inovações que ocorreram até então. O Museu da Água é um exemplo marcante que chegou até aos nossos dias e que teve anteriormente grande relevância para os habitantes da cidade de Lisboa. O Museu, constituído por quatro núcleos distintos, é composto pelo Aqueduto das Águas Livres, pela Mãe d’Água das Amoreiras, pela Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos e pelo Reservatório da Patriarcal. Este último, situado no subsolo do Jardim do Príncipe Real, foi visitado pelas duas turmas da EPRM e foi em tempos o reservatório mais importante na rede de distribuição de água da baixa lisboeta. Foi construído entre 1860 e 1864 e era abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres. O reservatório da Patriarcal é uma enorme cisterna em alvenaria, com planta octógona que funcionou até aos anos 40 do século XX. Contudo, se hoje basta rodarmos a torneira para termos água a qualquer momento e em toda a parte, nem sempre isso aconteceu e a água foi já um bem escasso para as populações. É lamentável que nos esqueçamos tão depressa de que nem sempre tudo foi como hoje, conseguindo, assim, desvalorizar o que temos no presente, por nos parecer tão banal. Ana Rita Loureiro Docente de Português e Francês


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

Palavra aos Alunos O que faltava saber sobre os Delegados... NOME

NOME

NOME

• Rute Seabra

• Liliana Santos

• Daniel Paixão

IDADE

IDADE

IDADE

• 15 anos

•18 anos

•16 anos

CLUBE

CLUBE

CLUBE

• Benfica

• Benfica

• Benfica

UM LIVRO

UM LIVRO

UM LIVRO

• Amanhecer

• O nome do Vento

• Os 5 em Acção

UM FILME

UM FILME

UM FILME

•Step Up

• Dear John

• Velocidade Furiosa 5

UMA MÚSICA

UMA MÚSICA

UMA MÚSICA

• Extreme - More than words

• Clandestino

• Bruno Mars

UMA VIAGEM DE SONHO

UMA VIAGEM DE SONHO

UMA VIAGEM DE SONHO

• Paris

•Austrália

•Austrália

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR • Fotos

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

GOSTAVA DE SER

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

•Água

• Computador

•Diretora de uma Empresa

GOSTAVA DE SER

O MEU PRATO PREFERIDO É

GOSTAVA DE SER

• Engenheira Civil

• Motorista

• Frango à Brás

O MEU PRATO PREFERIDO É

SARDINHAS OU LAGOSTA

O MEU PRATO PREFERIDO É

• Lasanha

• Bacalhau com Natas

• Lagosta

SARDINHAS OU LAGOSTA

O ESTADO DO PAÍS

SARDINHAS OU LAGOSTA

•Lagosta

•Sardinhas

• Lamentável

O ESTADO DO PAÍS

O ENSINO PROFISSIONAL

O ESTADO DO PAÍS

•Péssimo

•Péssimo

• É mais acessível

O ENSINO PROFISSIONAL

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

O ENSINO PROFISSIONAL

• Melhor que o regular

• Bom

• Aconselhável e Agradável

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

• Muito boa

• Do melhor

• Muita sorte e felicidades

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

• O melhor de tudo

• Um bom futuro com muito trabalho

NOME

NOME

• Gerson Vieira

• Hugo Luis

IDADE

IDADE

• 20 anos

•15 anos

CLUBE

CLUBE

• Benfica

•Benfica

UM LIVRO

UM LIVRO

• A verdade é que não sou muito dedicado à leitura!

• Uma Aventura

UM FILME

UM FILME

• “The Hangover Part II”

• Velocidade Furiosa

UMA MÚSICA “BANDA EM GERAL”

UMA MÚSICA

• “Red Hot Chilli Peppers”

• Kizomba, Trance

UMA VIAGEM DE SONHO

UMA VIAGEM DE SONHO

• Nova York

•Ibiza

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

• Boa Disposição e vontade de descansar!

• Máquina fotográfica e produtos de higiene

GOSTAVA DE SER

GOSTAVA DE SER

• Uma boa questão! Numa altura difícil como estas, o futuro é sempre incerto!

•Militar ou Enfermeiro

O MEU PRATO PREFERIDO É

O MEU PRATO PREFERIDO É

• Bacalhau com natas

• Bacalhau com Natas ou Bifinhos com cogumelos

SARDINHAS OU LAGOSTA

SARDINHAS OU LAGOSTA

• Sardinhas.

•Lagosta

O ESTADO DO PAÍS

O ESTADO DO PAÍS

•Sou realista e admito que o nosso país vai de mal a pior!

•Miserável

O ENSINO PROFISSIONAL

O ENSINO PROFISSIONAL

• Vejo o ensino profissional como uma mais-valia para a necessidade de ter mais “mão-de-obra” qualificada, para vários empregos, áreas e empresas.

• Está razoável

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR •Ótima! A meu ver uma das melhores escolas a nível nacional dedicada ao ensino profissional;

• É uma escola divertida e existe uma grande ajuda de todos os seus membros

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

•Sendo eu um aluno finalista também, resta-me desejar a todos os outros colegas finalistas os parabéns a todos aqueles que chegaram “até aqui”. As minhas palavras para todos, são palavras de encorajamento, força e dedicação. Boa sorte e bons sucessos a todos os finalistas!

• Muita alegria , diversão, festas, aventuras e que consigam um emprego com um salário de 1000€ ou mais e se puderem, emigrem.

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR


Ano Letivo 2011’12 • PONTO;VÍRGULA

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Palavra aos Alunos O que faltava saber sobre os Delegados... NOME

NOME

NOME

• Ruben Correia

• Bárbara Costa

• Eusébio Almeida

IDADE

IDADE

IDADE

•18 anos

• 20 anos

•16 anos

CLUBE

CLUBE

CLUBE

• Benfica

• Sporting, és o meu campeão!

• Benfica

UM LIVRO

UM LIVRO

UM LIVRO

• Uma aventura

• Queimada Viva…

UM FILME

UM FILME

• O diário de Anne Frank

• 2012

UMA MÚSICA

•Avatar, O turista, Alvin e os esquilos

• David Guetta - Memories

UMA MÚSICA

UM FILME • Avatar

UMA MÚSICA • Adele- Someone like you

• Brasil

• Sum 41 – Pieces, Luan Santana – Amar não é pecado, Hoobastank – The reason

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

UMA VIAGEM DE SONHO

•Brasil

• Dinheiro, telemóvel, comida, bebidas, raparigas

• Egito

GOSTAVA DE SER

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

• Mecânico

• Ora… não pode faltar dinheiro…

• A minha irmã

O MEU PRATO PREFERIDO É

GOSTAVA DE SER

GOSTAVA DE SER

• Bitoque

• Como o meu tio

SARDINHAS OU LAGOSTA

• Gosto de mim como sou, mas para o futuro gostava de pelo menos ter trabalho

•Nenhuma

O MEU PRATO PREFERIDO É

• Lasanha

O ESTADO DO PAÍS

• Bouble Chesse Natura, do Mc Donald´s

SARDINHAS OU LAGOSTA

• Está mal

SARDINHAS OU LAGOSTA

•Nenhuma

O ENSINO PROFISSIONAL

• Sardinhas

O ESTADO DO PAÍS

• É muito bom

O ESTADO DO PAÍS

•Uma miséria

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

• De mal a pior… Apetece “fugir”…

O ENSINO PROFISSIONAL

• É uma escola muito gira. Tem boas condições e é 5 estrelas porque tem um diretor bacano.

O ENSINO PROFISSIONAL

• Bom

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

• Na minha opinião este tipo de ensino prepara melhor e com mais qualidade os alunos para o mundo do trabalho

• Boas notas

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

• É uma família

• Bons resultados e boa sorte para o futuro

UMA VIAGEM DE SONHO

UMA VIAGEM DE SONHO

O MEU PRATO PREFERIDO É

• É boa

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO • Nunca desistam, lutem sempre pelo que desejam

NOME

NOME

•Daniel Simões

•Rute Santos

IDADE

IDADE

•16 anos

•18 anos

CLUBE

CLUBE

•Sporting

• Sporting

UM LIVRO

UM LIVRO

• Filhos da Droga

• Filhos do Abandono

UM FILME

UM FILME

•Avatar

• A melodia do Adeus

UMA MÚSICA

UMA MÚSICA

• 30 Seconds to Mars -

• Daquilo que eu chamo

Hurricane

de Amor

UMA VIAGEM DE SONHO

UMA VIAGEM DE SONHO

• A volta ao mundo

• Veneza

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR

• Telemóvel e Internet

GOSTAVA DE SER

GOSTAVA DE SER

• Diretora de um hotel

• Engenheiro Electrotécnico

O MEU PRATO PREFERIDO É

O MEU PRATO PREFERIDO É

• Lasanha

• Polvo à Lagareiro

SARDINHAS OU LAGOSTA

SARDINHAS OU LAGOSTA

•Sardinha

• Lagosta

O ESTADO DO PAÍS

O ESTADO DO PAÍS

•Péssimo

• A endireitar-se

O ENSINO PROFISSIONAL

O ENSINO PROFISSIONAL

• É um ensino muito bom que nos proporcionará um bom futuro

• Foi a melhor coisa que me aconteceu

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR

• A MELHOR

• É a mãe de uma grande Família

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO

• Que para o futuro consigam ter um trabalho e uma vida estável. Boa Sorte!

• Que corra tudo bem e encontrem um trabalho rapidamente

• Uma boa companhia

NOME • Gabriel Tofes

IDADE • 17 anos

CLUBE • Sport Lisboa e Benfica

UM LIVRO • Uma Aventura

UM FILME • Quem quer ser bilionário

UMA MÚSICA • Arctic Monkeys - brianstorm

UMA VIAGEM DE SONHO • Caraíbas

QUANDO VOU DE FÉRIAS O QUE NÃO PODE FALTAR • Dinheiro

GOSTAVA DE SER •Designer

O MEU PRATO PREFERIDO É • Marisco

SARDINHAS OU LAGOSTA • Lagosta

O ESTADO DO PAÍS • Está um pouco mau, mas acredito que melhore.

O ENSINO PROFISSIONAL • É muito bom, aconselho

A ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR • Uma escola ótima

AOS ALUNOS FINALISTAS DESEJO • Neste caso, e tambem a mim, desejo muita sorte para a vida futura, se arranjarem emprego que o estimem porque está difícil e, se for da área em que obtiverem qualificação, melhor ainda.


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

Acordo Ortográfico

Afinal, o que mudou? Características Genéricas - Privilegia-se mais o critério fonético (PRONÚNCIA) do que o

AS MUDANÇAS ABRANGEM APENAS CERCA DE 2% DO LÉXICO DA LÍNGUA PORTUGUESA.

1. Alfabeto da Língua Portuguesa 1.1.Introdução de três novas letras: - K (capa ou cá)

critério etimológico (ORIGEM);

- Y (ípsilon ou i grego)

- Inclusão de três novas letras no alfabeto português – Y ; K ; W

- W (dáblio ou dâblio)

- Sistematização do uso de maiúsculas e minúsculas; - Supressão gráfica de consoantes mudas ou não articuladas;

Nota: O alfabeto português é formado por vinte e seis letras.

- Mudanças na acentuação gráfica; - Redução e sistematização das regras de emprego do hífen; - Ocorrência de duplas grafias.

1. Alfabeto da Língua Portuguesa 1.2.O seu uso verifica-se em:

1. Alfabeto da Língua Portuguesa c) NAS SIGLAS, SÍMBOLOS E UNIDADES DE MEDIDA INTERNACIONAIS:

a) NOMES PRÓPRIOS E SEUS DERIVADOS: Darwin – darwinismo Kant – Kantiano

2. Maiúsculas e Minúsculas 2.1. Uso da minúscula: a) Meses do ano: janeiro, abril, novembro, etc.

b) TOPÓNIMOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA E PALAVRAS QUE DELES DERIVAM: Kosovo - Kosovar Washington - washingtoniano

2. Maiúsculas e Minúsculas ATENÇÃO!

Kg ( quilograma); WWW ( World Wide Web);

b) Estações do ano: primavera, verão, outono, inverno

Km ( quilómetro);WC ( Water Closet)

c) Designações usadas para mencionar alguém cujo nome se desconhece: fulano, sicrano, beltrano

d) NAS PALAVRAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA DE USO CORRENTE: Kart, windsurf, yoga, carjacking, whisky

norte, este, sudeste, és-nordeste, etc.

2. Maiúsculas e Minúsculas 2.2. Uso facultativo da minúscula ou maiúscula:

Se as designações anteriores se referirem a uma região, ou quando se usam as correspondentes abreviaturas, escrevem-se com inicial maiúscula. Ex: O Norte está em festa.

a) Disciplinas escolares, cursos e domínios de saber: matemática ou Matemática b) Nomes de vias, lugares públicos, monumentos ou edifícios:

S 41º

Torre dos Clérigos ou torre dos Clérigos Rua da Alegria ou rua da Alegria Igreja da Graça ou igreja da Graça

3. Supressão gráfica de consoantes mudas e não articuladas

d) Pontos cardeais, colaterais e subcolaterais:

3. Supressão gráfica de consoantes mudas e não articuladas 3.1. Consoantes mudas São suprimidas as consoantes mudas ou não articuladas

2. Maiúsculas e Minúsculas c) Formas de tratamento, expressões que exprimem reverência, hierarquia, cortesia: Santo António ou santo António Senhor Doutor ou senhor doutor Exmo. Senhor ou exmo. senhor Vossa Santidade ou vossa santidade d) Títulos de livros ou obras, exceto o primeiro elemento e os nomes próprios que se grafam com maiúscula inicial: Memorial do Convento ou Memorial do convento O Crime do Padre Amaro ou O crime do padre Amaro

MUDA:

NÃO MUDA:

CC - C

CC - CC

- accionar – acionar

- faccioso

- coleccionar – colecionar

- ficcional

- direccional – direcional

- friccionar

- fraccionar – fracionar

- etc…

em determinadas sequências consonânticas. O Acordo Ortográfico prevê a supressão das consoantes mudas ou não Mantêm-se as consoantes que se pronunciam, ou seja, todas articuladas. Nos casos em que existe oscilação da pronúncia, aceitam-se as duas grafias.

MUDA:

aquelas que são articuladas. Assim, há vocábulos com as mesmas sequências consonânticas

- leccionar – lecionar

cuja ortografia muda e outros cuja ortografia não muda.

- seleccionar - selecionar

PORQUE A CONSOANTE SE PRONUNCIA.

NÃO MUDA:

MUDA:

NÃO MUDA:

MUDA:

NÃO MUDA:

CÇ - CÇ

CT- T

CT - CT

PC - C

PC - PC

CÇ- Ç - Acção – ação

- convicção;

-actual – atual

- bactéria;

- anticoncepcional - anticon-

- egípcio

- Colecção – coleção

- ficção;

- adjectivo – adjetivo

- compacto;

cecional

- núpcias

- Direcção – direção

- sucção

- colectivo – colectivo

- convicto;

- decepcionar – dececionar

- opcional

- Fracção – fração

- etc…

- directo – direto

- intelectual;

- excepcional – excecional

- etc…

- Injecção – injeção

PORQUE A CONSOANTE

- Selecção - seleção

SE PRONUNCIA.

- objecto – objeto

MUDA:

NÃO MUDA:

PÇ - Ç

PÇ - PÇ

3. Supressão gráfica de consoantes mudas e não articuladas

- acepção – aceção

- corrupção;

- adopção – adoção

- erupção;

- decepção – deceção

- interrupção;

- excepção – exceção

- opção; etc…

-electricidade–eletricidade

PORQUE A CONSOANTE

3.2. Duplas grafias

Estabelece-se a aceitação de dupla grafia dos numerosos vocábulos em que se verifica a oscilação de pronúncia, ou seja, nos casos em que a

- intercepção – interceção - recepção - receção

PORQUE A CONSOANTE SE PRONUNCIA

- recepcionista - rececionista

norma culta portuguesa produz, para o mesmo vocábulo, uma pronúncia em que a consoante é articulada e outra pronúncia sem registo dessa consoante.

3. Supressão gráfica de consoantes mudas e não articuladas 3.2. Exemplos: - característica ou caraterística; - sector ou setor; - facto ou fato; - insecticida ou inseticida; - recepção ou receção;

Quando a mudança ocorre nas sequências mpc; mpç e mpt, o m passa a n, em obediência a outra regra ortográfica: Assumpção – assunção

peremptório - perentório

PORQUE A CONSOANTE SE PRONUNCIA.

SE PRONUNCIA.

- dactilografia ou datilografia; - infecção ou infeção, etc…


Ano Letivo 2011’12 • PONTO;VÍRGULA

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica 4.1. Supressão do acento

4.1. Supressão do acento

4.1. Supressão do acento

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b) As formas verbais graves terminadas em eem:

a) As palavras graves com o ditongo tónico oi:

c) Os verbos arguir e redarguir:

- crêem – creem

- asteróide – asteroide

- dêem – deem

- bóia – boia

- argúis, argúi, argúem – arguis, argui, arguem

- descrêem – descreem

- heróico – heroico

É de salientar que já não se acentuavam

- lêem – leem

- jibóia – jiboia palavras com idêntico ditongo oi, como de-

- jóia – joia

- redargúis, redargúi, redargúem – redarguis, redargui,

- relêem – releem - revêem – reveem

zoito, comboio, boina…

redarguem

- vêem - veem

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica

4.2. Acentos diferenciais AO 1945

AO 1990

4.3. Facultatividade

4.3. Facultatividade

a) Nas formas verbais terminadas em –ámos ( pretérito perfeito pára (forma do verbo parar) / para(preposição)

para

Pêlo(nome) / pélo (forma do verbo pelar) /pelo(contração)

pelo

péla (forma do verbo pelar) /péla (nome)/ pela(contração

pela

- andámos – andamos

pêra (nome) / pera (preposição arcaica)

pera

- falámos – falamos

pêro (nome) / pero (conjunção arcaica)

pero

- passámos – passamos

b)Forma verbal da 1.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo

do indicativo dos verbos da 1ª conjugação):

do verbo dar: dêmos ou demos c)Nome feminino que significa ‘molde’ ou ‘recipiente’: forma ou fôrma d) Alguns verbos em -guar, -quar, -quir:

coa/Coa

coa (contração) /côa (nome) /Coa (topónimo)

averiguo ou averíguo

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica

4. Acentuação Gráfica

ATENÇÃO! 4.4. Dupla acentuação

4.4. Dupla acentuação

a) Palavras graves e esdrúxulas com e e o tónicos seguidos das O acento continua a ser obrigatório em pôde (3.ª pessoa do pre-

ténis e tênis

térito perfeito do indicativo de poder) para diferenciar de pode (3.ª pessoa do presente do indicativo de poder) e em pôr (infini-

c) Palavras agudas terminadas em o fechado: judo e judôBr / metro e metrôBr

consoantes nasais m ou n com as quais não formam sílaba: Br

/ oxigénio e oxigênio

Br

Exceções:

b) Palavras agudas com e e o tónicos, geralmente provenientes

tivo) para distinguir de por (preposição).

fêmea, sêmola e têmpera

do francês, em que há oscilação de pronúncia: bebé e bebê

4. Acentuação Gráfica

Br

5. Hifenização

5. Hifenização

5.1. Supressão do hífen

5.1. Supressão do hífen

4.5. Norma brasileira a)Palavras graves com ditongo tónico éi:

a) Locuções de uso geral:

assembléiaBr > assembleia idéiaBr > ideia b)Palavras graves com i e u tónicos precedidos de ditongo:

b) Compostos em que se perdeu a noção de composição:

cartão-de-visita

>

cartão de visita

fim-de-semana

>

fim de semana

manda-chuva

baiúcaBr>baiuca

pára-quedas

c) Palavras graves terminadas em o duplo: Br

mandachuva paraquedas

Exceções:

Br

enjôo > enjoo

> >

vôo > voo água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-

d) Palavras com trema: lingüistaBr > linguista

tranqüiloBr > tranquilo

-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

5. Hifenização

5. Hifenização

5.1. Supressão do hífen

5. Hifenização

5.1. Supressão do hífen

c) Palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos terminados em vogal e

5.1. Supressão do hífen

d) Palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos terminados

em que o segundo elemento começa por r ou s, duplicando-se estas consoantes:

em vogal e em que o segundo elemento começa por vogal diferente:

e) Formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo

anti-rugas

>

antirrugas

Agro – industrial

>

agroindustrial

co- seno

>

cosseno

auto-estrada

>

autoestrada

hei-de

>

hei de

contra – reacção

>

contrarreação

Co – autor

>

coautor

hás-de

>

hás de

micro – sistema

>

microssistema

extra-escolar

>

extraescolar

hão-de

>

hão de

mini – saia

>

minissaia

Hidro – eléctrico

>

hidroelétrico

semi- recta

>

semirreta

Pluri – anual

>

plurianual

ultra-secreto

>

ultrassecreto

5. Hifenização

5. Hifenização

5.2. Emprego do Hífen vogal e em que o segundo elemento começa pela mesma vogal: - anti-inflamatório

- micro-ondas

5.2. Emprego do Hífen

b) Palavras formadas pelos prefixos ou falsos prefixos em que o segundo d) Palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos terminados

elemento começa por h:

em consoante e em que o elemento seguinte começa por consoante

anti – higiénico

Exceções:

- contra – almirante - intra – arterial

5. Hifenização

5.2. Emprego do Hífen

a) Palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos terminados em

- infra – axilar

haver seguidas da preposição de:

extra – humano Com os prefixos – co e –re não se emprega o hífen:

igual:

Exceções:

pré – história

coobrigação; coocorrente; reescrever;

Se o elemento seguinte começa por

inter – regional

super – homem Nasformaçõescomosprefixos–des,-ine–renãose

hiper – requintado sub – bibliotecário

semi - hospitalar emprega o hífen:

uma consoante diferente ou por uma vogal, não se usa hífen: hipermercado,

super - resistente

- semi - interno reexaminar; reeleição

5. Hifenização 5.2. Emprego do Hífen

Agora para para refletir! Não fiques a olhar para o teto. As alterações não são um bicho de sete cabeças. Não leem algumas consoantes? Logo não as escrevam...Com o Acordo,

e) Compostos que designam espécies botânicas ou zoológicas: estrela-do-mar

erva - doce

feijão-verde

couve - flor

f) Palavras formadas pelos prefixos pós-, pré- e pró-: pós-graduação

superinteressante.

desumano, inábil, reabilitar

as joias não ficam mais baratas, mas ficam mais leves sem o acento. Os antirrugas não deixam de existir e até têm mais uma letra. Precisamos de ser um pouco autodidatas. Está na hora de uma autoeducação e não vale a pena fazer um trinta e um. Qualquer professor, encarregado de educação ou aluno deve tentar ser perfeccionista ou perfecionista.

pré-escolar

Prezamos a correção, por isso, vamos cooperar! Precisam de

pró-vida

um tira-dúvidas?! Consultem as nossas obras de referência.» Votos de um ótimo trabalho!


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PONTO;VÍRGULA • Ano Letivo 2011’12

CICLO DE FORMAÇÃO 2012/2015 Técnico de Comunicação, Marketing, Técnico de Auxiliar de Saúde Relações Públicas e Publicidade N.º horas 320

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

N.º horas

Português

320

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

Psicologia e Sociologia

200

História da Cultura e das Artes

200

Matemática

100

1000 CIENTÍFICA

Matemática

200

Física e Química

150

Biologia

150 500

TÉCNICA

Marketing

270

Comunicação Publicitária e Criatividade

240

Técnicas e Práticas de Comunicação e R. P.

240

Comunicação e Relações Interpessoais

175

Comunicação Gráfica e Audiovisual

430

Higiene, Segurança e Cuidados Gerais

450

420

Formação Contexto Trabalho (Estágio)

Formação Contexto Trabalho (Estágio)

Saúde

355

Gestão e Org. dos Serviços e Cuidados de Saúde

200

420

1600 Total

1600 Total

3100**

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico Comunicação/Marketing Rel. Públicas e Publicidade– Nível IV

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico Auxiliar de Saúde - Nível IV

FAMÍLIA PROFISSIONAL Comunicação, Imagem e Som

FAMÍLIA PROFISSIONAL Tecnologias da Saúde

ÁREA FORMAÇÃO 342 -Marketing e Publicidade

3100**

ÁREA FORMAÇÃO 729 -Educação e Formação de Saúde

NOTAS

NOTAS

* Curso aprovado pela Portaria 1286/06 de 21 de novembro

* Curso aprovado pela Portaria Nº1041/2010 de 07 de outubro

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos

Curso em fase de candidatura, sujeito a aprovação e abertura condicionada a um número mínimo de inscrições

Curso em fase de candidatura, sujeito a aprovação e abertura condicionada a um número mínimo de inscrições

Técnico de Instalações Elétricas SÓCIO-CULTURAL

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

Técnico de Energias Renováveis Sistemas Solares

N.º horas

Português

320

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

N.º horas

Português

320

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

CIENTÍFICA

1000

Matemática

300

Física e Química

200

1000 CIENTÍFICA

TÉCNICA

500

Matemática

300

Física e Química

200

TÉCNICA

500

Eletricidade e Eletrónica

423

Tecnologias Aplicadas

232

Desenho Esquemático Práticas Oficinais Formação Contexto de Trabalho

500 TÉCNICA

CIENTÍFICA

1000

SÓCIO-CULTURAL

Português

SÓCIO-CULTURAL

SÓCIO-CULTURAL

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

Tecnologias e Processos

435

Organização Industrial

120

141

Desenho Técnico

300

384

Práticas Oficinais

325

420

Formação Contexto Trabalho

420

1600 Total

INSCRIÇÕES _ 14 de maio a 9 de julho de 2012 SELECÇÃO DOS CANDIDATOS _ 11 de julho de 2012

1600

3100**

Total

3100**

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico de Instalações Eléctricas – Qualificação Profissional de Nível IV

SAÍDA PROFISSIONAL Téc. Instalador de Sistemas Solares – Qualificação Profissional de Nível IV

FAMÍLIA PROFISSIONAL Electricidade e Electrónica

FAMÍLIA PROFISSIONAL 08 Mecânica

ÁREA FORMAÇÃO 522 –Electricidade e Energia

ÁREA FORMAÇÃO 522 -Electricidade e Energia

NOTAS

NOTAS

* Curso aprovado pela Portaria 890/05 de 26 de setembro

* Curso aprovado pela Portaria 944/05 de 28 de Setembro

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos

**Cargas horárias a distribuir pelos três anos

Curso em fase de candidatura, sujeito a aprovação e abertura condicionada a um número mínimo de inscrições

Curso em fase de candidatura, sujeito a aprovação e abertura condicionada a um número mínimo de inscrições

AUXÍLIOS SOCIOECONÓMICOS (ATRIBUÍDOS NAS CONDIÇÕES LEGALMENTE PREVISTAS): - SUBSÍDIO DE ALIMENTAÇÃO - SUBSÍDIO DE TRANSPORTE - SUBSÍDIO DE ALOJAMENTO

MATRÍCULAS _ 12 e 13 de julho de 2012

- BOLSA DE PROFISSIONALIZAÇÃO APOIO PEDAGÓGICO A MATEMÁTICA E FÍSICA E QUÍMICA


Jornal EPRM