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Ano Lectivo 2010’11 • PONTO;VÍRGULA

notícias da escola profissional de rio maior

FITUR - Feira Internacional de Turismo - Madrid

Entrevista ao Director Pedagógico Luciano Vitorino

Os cerca de quarenta alunos dos Cursos Profissionais de Técnico de Turismo Ambiental e Rural e de Técnico de Gestão da EPRM, acompanhados de quatro docentes, efectuaram, de 20 a 22 de Janeiro, uma visita de estudo à FITUR (Feira Internacional de Turismo), Madrid, Espanha. Visando aproximar os futuros profissionais à realidade do mercado, esta visita promoveu, certamente, o desenvolvimento de diálogos enriquecedores no que concerne às novas tendências do turismo.

Iremos esforçar-nos para fazer o trabalho de formação com os nossos jovens com exigência e rigor, deixando de lado os facilitismos, com o intuito de continuar a contribuir para a excelência da nossa instituição, uma instituição de referência pela forma como trabalha e qualifica os seus alunos.

distribuição gratuita • edição n.º3 • ano3

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[2010’11]

Oferta Formativa para 2011/2012 Novos Cursos/Novas Turmas - Cursos Profissionais: Técnico de Electrónica, Automação e Instrumentação; Técnico de Transportes; Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica; Técnico de Frio e Climatização.


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PONTO;VÍRGULA • Ano Lectivo 2010’11

FICHA TÉCNICA propriedade EPRM, Escola Profissional de Rio Maior, Lda director Luciano Vitorino coordenação da edição Helena Coelho e Inês Sequeira

Editorial Os Cursos Profissionais constituem-se como uma oferta formativa de dupla certificação destinada a jovens, caracterizada por UMA FORTE LIGAÇÃO COM O MUNDO PROFISSIONAL. Para além de conferirem um nível Secundário de educação, as aprendizagens realizadas nestes cursos valorizam o desenvolvimento de competências pessoais e técnicas necessárias ao exercício de uma profis-

colaboradores Luciano Vitorino, João Paulo Colaço, Sónia Costa, Sandra Costa, Sandra Rosa, Ana Rita Loureiro, Conselho de Delegados, CT Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, CT Energias Renováveis/Sistemas Solares, CT Turismo, CT Energias Renováveis/ Eólicos, CT de Serviços Jurídicos, CT de Recursos Florestais e Ambientais, CT de Gestão e CT de Electrónica e Automação * os artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores e não vinculam a Escola Profissional de Rio Maior

paginação Inês Sequeira impressão rioGráfica Tip. Santos & Marques, Lda.

são (CAP – Certificado de Aptidão Profissional), proporcionando um nível IV de qualificação profissional. Paralelamente, permitem aos diplomados aceder ao prosseguimento de estudos no Ensino Superior, cumpridas as regras de acesso. Neste início da segunda década do século XXI, Portugal encontra-se numa grande e definitiva encruzilhada. A nossa economia enferma de vários problemas e desafios. Por um lado, a necessidade de mudança de paradigma e de mentalidades, de empregadores e trabalhadores e, por outro, a falta de produtividade. O paradigma no qual assentou uma parte muito substancial da economia portuguesa, ao longo das últimas décadas, foi o de atrair investimento estrangei-

cursos que suprimam as necessidades de mão-de-obra qualificada e, por outro,

ro com base na mão-de-obra barata, associada a trabalhadores indiferenciados

garantir uma elevada taxa de empregabilidade. Não nos limitaremos a procurar

possuidores, na sua maioria, de muito baixas qualificações.

a qualificação através da Formação Inicial de Jovens mas responderemos, igual-

Com o surgimento de economias emergentes, como é o caso da China, da

mente, às necessidades de Formação Contínua daqueles que, encontrando-se

Índia e outras, Portugal deixou de possuir argumentos para poder competir com

no mercado laboral, sintam necessidade de colmatar lacunas, reforçando as

estes países. Daqui resultou um forte incremento do desemprego, já considera-

suas qualificações.

do um verdadeiro flagelo nacional, que urge combater.

Através da metodologia, atrás descrita, na EPRM pretendemos reforçar o

tiragem

Estudos recentes dizem-nos que a crise está a afectar mais quem não tem

estatuto de entidade de referência na Formação Inicial de Jovens, o que só será

1500 exemplares

qualificações. O desafio que se nos depara, a todos, é a aposta num novo para-

almejado se apostarmos no RIGOR, na EXIGÊNCIA, na QUALIDADE e na EXCE-

periodicidade Anual

digma que, ao invés do que até agora vigorava, aposte na tecnologia, no conhe-

LÊNCIA, renunciando à tentação de embarcar em FACILITISMOS de qualquer

cimento e na qualificação. Os especialistas na matéria consideram que o desen-

ordem.

distribuição gratuita

volvimento ao nível das qualificações é o segredo para sobreviver no mercado

Pretendemos elevar as qualificações da população do Concelho de Rio Maior

contactos

laboral e é o que as economias precisam para se modernizarem, apostando na

e da região envolvente, dotando-a de profissões adequadas ao mercado de tra-

tal mudança de mentalidades.

balho.

wwww.eprm.pt;geral@eprm.pt direccao@eprm.pt;secretaria@eprm.pt

Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, qualquer traba-

Nos tempos que correm, para vingar num mercado de trabalho cada vez

lhador ou empresário tem a necessidade de estar preparado para os desafios

mais exigente, é preciso cultivar valores como a dedicação, o dinamismo, a

constantes e com respostas rápidas às necessidades das organizações.

capacidade de iniciativa, a inovação, a criatividade e o empreendedorismo, entre

De acordo com os estudiosos, o futuro do mercado laboral passa por em-

outros. Nos dias que correm, em que a concorrência é fortíssima, são valores

pregos mais qualificados nas áreas das energias, do ambiente, das tecnologias

como estes que os nossos jovens precisam de evidenciar, com o intuito de

de informação, do turismo e da saúde. Atente-se no facto de as quatro primeiras

demonstrarem que são uma mais-valia, isto é, trazem valor acrescentado para

áreas inventariadas serem prioritárias para a Escola Profissional de Rio Maior.

a entidade empregadora.

A EPRM procurará continuar a servir o meio onde se insere buscando, inces-

Cada jovem deve seguir o seu caminho, mesmo com dúvidas, porque é um

santemente, “O Caminho do Futuro”, lema pelo qual se rege. Apostará na educa-

desafio interessante procurar o nosso futuro. O mais importante é nunca deixar

ção, na formação e qualificação profissional de jovens do Concelho de Rio Maior

de lutar e acreditar que podemos vencer as dificuldades. Convidamos todos a

e da região envolvente, ao mesmo tempo que sondará o tecido empresarial local

usarem, como lema de vida, a perseverança e a DETERMINAÇÃO na prossecu-

acerca das necessidades de formação. Assim, procurar-se-á, por um lado, criar

ção dos objectivos a que se propõem. Desistir nunca é a solução!

BELTRÃO COELHO (RIBATEJO E OESTE, LDA.) Rua Professor Manuel Bernardo das Neves, 16 A/B - 2000-208 SANTARÉM e-mail: rm.bcsantarem@mail.telepac.pt • www.beltraocoelho.pt


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MÓDULO 0 PERDIDOS E ACHADOS O primeiro dia de aulas é sempre um dia temido pelos adolescentes, o dia conhecido de “praxe”. Fiquei com algum receio do que me poderia acontecer… Andámos toda a manhã a cantar pela cidade de Rio Maior, vestidos com a caracterização de bois e vacas. Com o decorrer da situação, senti-

Catarina Guedes

-me mais integrado e acolhi-

Ex-aluna do CT de Hotelaria, Recepção e Atendimento

do pela Escola Profissional de Rio Maior, afinal o que eu pensava ser um “bicho de sete

Em Setembro de 1999 iniciei a minha

cabeças” acabou por servir de

jornada na Escola Profissional de Rio Maior,

acolhimento àquela que é ago-

um desafio que foi iniciado pela minha irmã,

ra a Escola onde vou estudar

na época aluna e actualmente colaboradora.

durante três anos.

A EPRM foi uma segunda casa, “a minha família”, foi a escola que contribuiu, não só

Para concluir o dia de praxe,

fomos

para a minha formação escolar, como para o mundo competitivo do trabalho,

“baptizados”

e sobretudo, para o meu crescimento pessoal.

com água, farinha, maionese e muitos outros ingredientes, foi

A Escola funcionava com um ambiente amigável, acolhedor e com o espí-

uma experiência engraçada e

rito de entreajuda, pois todos os professores/colaboradores estavam sempre

agradável.

dispostos a ajudar e a indicar os melhores caminhos a seguir.

Hoje tenho a dizer que

Primeiramente, não posso deixar de manifestar uma palavra de agra-

fiquei impressionado com as

decimento à Escola Profissional pelo seu método de ensino, ao excelente

instalações da EPRM e com

grupo de professores/formadores e colaboradores que incentivam os alunos

todo o espírito de equipa e

a não desistirem da sua formação escolar, e, principalmente ao Professor

apoio existente entre funcionários, professores e alunos.

Humberto Novais, pois, mais do que Director da escola, foi sempre um bom

O curso que estou a frequentar está a corresponder às minhas expectativas. No que diz respeito aos professores, são melhores do que estava à espera, pois eles possuem muitos conhecimentos que nos ajudarão no futuro e dão-nos entusiasmo para trabalhar.

professor e amigo dos alunos. No que diz respeito à área profissional, optei pelo curso Técnico de Hotelaria / Recepção e Atendimento, por ser uma área ligada à vertente humana,

Para o ano esperamos por vós!

o contacto com as pessoas, saber receber, acolher e prestar informações, era algo que me suscitava interesse, pois existia muita carência de formação João Coelho, Nº14 Curso Técnico de Instalações Electricas

na área da recepção e atendimento. Os estágios realizados foram, sem dúvida, uma mais-valia, pois permitiram-me conhecimento e experiência na minha área de trabalho. A PAP (Prova de Aptidão Profissional) foi uma experiência bastante enriquecedora, pois permitiu-me demonstrar os conhecimentos adquiridos ao

Esperei muito pelo primeiro dia de aulas. Por um lado, estava ansioso por conhecer os novos amigos, os professores e a escola, mas por outro lado, tinha bastante receio das praxes que me iriam fazer. No fim do dia das praxes, e apesar de estar todo sujo e andar vestido de boi a cantar por Rio Maior, estava contente por ter conhecido muitos colegas.

longo dos três anos de esforço e empenho. Após a conclusão do curso, que superou as minhas expectativas, enveredei no mundo do trabalho, na área de Agência de Viagens, e mais uma vez

Também tinha algum receio em relação à minha prestação nesta escola, mas até agora estou a gostar muito das aulas;

com o apoio da EPRM, nomeadamente, na pessoa da Professora Inês Se-

Talvez isso se deva à “competência” e simpatia de todos os professores e funcionários, que nos têm ajudado em tudo o

queira, a quem aproveito aqui para agradecer esta oportunidade de trabalho.

que necessitamos.

Em Março de 2008, a EPRM, abriu-me novamente as portas para freNa verdade estou a adorar os

quentar um CET - Cursos de Especialização Tecnológica, na área de Práticas

meus colegas de turma e de esco-

Administrativas e Relações Públicas, de modo a aprofundar níveis de conhe-

la e os professores. Estou também

cimentos científicos e tecnológicos; desenvolver competências pessoais e

bastante satisfeito com o curso que

profissionais adequadas ao exercício profissional qualificado.

escolhi por considerar ser uma área

Após a conclusão do CET, foi-me proporcionada entrada directa para o

com bastante futuro devido à falta

ensino superior, iniciei a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, no

de técnicos e aos elevados custos

ISLA, em Santarém. Embora a área não seja correspondente à formação que

provocados pelo aumento do petró-

adquiri no CET, ao longo do tempo, a formação profissional e educacional,

leo. Assim as energias renováveis

possibilitou-me eleger a licenciatura adequada ao meu perfil/formação.

são uma alternativa não poluente que

Em suma, posso referir que a EPRM tem sido fundamental no meu pro-

muito pode ajudar a melhorar o nos-

cesso escolar/profissional, pois permitiu-me concluir o 12º.ano, frequentar

so planeta e até a nossa qualidade

um Curso de Especialização Tecnológica e encaminhar-me para o ensino su-

de vida. Espero, portanto, aprender

perior, tudo conciliado com o mundo do trabalho.

muito ao longo destes três anos de

Estou convicta que o meu sucesso profissional/escolar se deve em gran-

curso, de forma a tornar-me um técni-

de parte aos valores que foram cultivados e à instituição que me tem vindo a

co qualificado e um bom profissional.

formar, a Escola Profissional de Rio Maior. Um bem-haja à EPRM, por ser o que é, por fazer o que faz e por dar o

Joel Santos, Nº14 Curso Técnico de Energias Renováveis/ Sistemas Eólicos

que dá.


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ESCOLA EM MOVIMENTO EPRM PROMOVE SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE TOXICODEPENDÊNCIA A Educação Social é um dos vectores fundamentais da intervenção social da EPRM. Uma Escola deve ser mais do que um simples local onde se ensinam temáticas e conteúdos programáticos impostas por um currículo ministerial, através do qual os professores procuram encontrar estratégias dinamizadoras da sala de aula e motivacionais para que todos os alunos sintam prazer em investir nos seus processos de ensino e aprendizagem. Promovida pela Unidade da GNR, Escola Segura, e organizada pela EPRM, a acção de sensibilização visava alertar os discentes para o problema da toxicodependência, bem como facultar-lhes conhecimentos que lhes permitam lidar de forma mais consciente e responsável com as questões da toxicodependência. A referida acção decorreu nos dias 15 e 16 de Novembro, no Auditório do Centro de Estágios e teve como prelectores o Sr. Cabo Ribeiro, da Escola Segura, o Director Pedagógico, Luciano Vitorino, a Psicóloga Sónia Duarte e o aluno Gonçalo Santos, em representação da Associação de Estudantes. A toxicodependência é um fenómeno em ascensão que tem marcado as sociedades nos últimos cinquenta anos. Resulta dos efeitos de uma substância sobre o organismo, provocadora de um consumo compulsivo, difícil de abandonar. As dependências física e psicológica surgem normalmente associadas. A prevenção é a grande solução deste problema. São várias as causas que podem precipitar a toxicodependência. A curiosidade e o gosto pelo risco, próprios da fase da adolescência e juventude, são duas delas. A influência dos amigos, que vêem no consumo de drogas uma forma de afirmação social, é outra. O toxicodependente é, por assim dizer, o produto mais bem acabado de uma sociedade onde progressivamente o valor dos laços e das relações afectivas se vai perdendo e que elegeu o químico e o consumo como valores de felicidade. A escola é o local onde os alunos passam a maior parte do tempo. É nela que iniciam e desenvolvem o seu processo de socialização. É na escola que os jovens se preparam para a vida activa e aprendem a ser adultos, cidadãos autónomos com capacidade de realização. Aprendem a elaborar objectivos e a estabelecer prioridades nas estratégias necessárias para os atingirem. A escola não pode substituir os pais, estes são os Encarregados de Educação dos seus filhos. O papel da escola é complementar da função pedagógica dos Pais. O que se pede à escola é que prepare os alunos para a sua vida socioprofissional. Persuadir racional e emocionalmente jovens e adultos a alterar comportamentos e estilos de vida negativos, gerindo percepções de forma credível, realista e pragmática, pode ser considerada a melhor forma de consciencializá-los e à sociedade para os problemas gerados pelo fenómeno da toxicodependência. O que se pretendeu com a realização da presente acção foi prevenir a partir da Escola, na Escola e/ou para a Escola. A primeira e melhor forma de prevenir é a troca de informação, ao nível familiar e escolar. Daí ser essencial existir uma interacção forte escola-família.

DAR SANGUE... DAR VIDA Como todos sabemos, o sangue não se fabrica artificialmente e só o ser humano o pode dar. Como tal, o sangue existente diariamente, nos serviços de sangue dos hospitais, depende de todos os que, solidariamente, o decidam dar, partilhando um pouco da sua saúde com quem tem falta dela. A Escola Profissional de Rio Maior, como vem sendo hábito, sempre que o Instituto Português de Sangue o solicita, abre as suas portas para que todos os que preencham os requisitos pré-estabelecidos por aquele Instituto dêem um pouco do seu precioso sangue, que pode salvar outras vidas humanas. Algumas das condições físicas necessárias para “dar sangue” são: estar de boa saúde, ter hábitos de vida saudável, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 55 anos. O processo de dádiva demora em média 30 minutos, embora a colheita de sangue, propriamente dita, não dure mais de dez minutos. Os líquidos retirados são repostos quase imediatamente. Durante toda a manhã do dia 13, vários professores, alunos e até algumas pessoas exteriores à Escola foram observados por um médico, que avaliou o estado de saúde dos potenciais dadores para que a dádiva fosse feita sem prejuízo de quem dá e de quem recebe. Foi uma manhã “produtiva” e quem contribuiu sabe que não custa nada dar sangue, estando a ajudar os muitos doentes que diariamente precisam dele. Foi mais uma demonstração de solidariedade da comunidade educativa da EPRM! Já está agendada mais uma recolha, que ocorrerá em Abril.


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ESCOLA EM MOVIMENTO Fernando Pessoa (S) Fernando António Nogueira Pessoa: amado por uns…incompreendido por outros! Louco? Depressivo? Esquizofrénico? Não sei… O que se sabe é que Fernando Pessoa se constitui o expoente máximo do Modernismo em Portugal e, ao lado de Camões, um cânone da Literatura e da Lírica em Português. Talvez concordemos que os adjectivos múltiplo, genial, inusitado, delicado, se aplicariam na perfeição à (s) sua (s) Pessoa (S), nomeadamente, àqueles que ele próprio criou, os seus Heterónimos. Pessoa expressou de forma ímpar o paradoxo dos sentimentos, elemento essencial da sua poesia, algo consciente e inconsciente ao mesmo tempo. A melancolia de estar sentimentalmente só no mundo perpassou quase todas as suas produções e manifesta-se irredutível, pois parece dobrar-se em si mesma e dar uma volta sobre o seu próprio paradoxo, é isso que a torna inigualável. Contrariando a melancolia de Pessoa, no âmbito do estudo do módulo Textos Líricos, em que a poesia de Fernando Pessoa é parte integrante, surgiu o lançamento do desafio aos alunos do 12º A – Curso Técnico de Serviços Jurídicos, dar a conhecer a vida e obra do poeta e seus heterónimos através de uma representação teatral. O cenário do café A Brasileira, sita na Rua Garrett, números 120 -122, em Lisboa, montado no Pavilhão Multiusos da Câmara Municipal de Rio Maior, foi palco para a representação daquele a que chamámos Fernando Pessoa (S), o pequeno espectáculo que preparámos com muito entusiasmo para a Comunidade Escolar da EPRM. Depois de muito trabalho e dedicação por parte de todos os envolventes, incluindo os alunos da turma 12ºB – Curso Técnico de Electrónica, Automação e Instrumentação que nos prestaram o seu precioso auxílio na construção da parte técnica (cenário, luzes e som), eis que chegou o grande dia! No passado dia 17 de Dezembro de 2010, incluída no Plano de Actividades da Festa de Natal da EPRM, pelas 15 horas, foi representada a peça Fernando Pessoa (S) que, de uma forma original, pretendeu homenagear a poesia daquele que é o grande poeta Fernando Pessoa, marcando desta forma os 75 anos da sua morte que ocorreu em 30 de Novembro de1935. O termo deste projecto revelou-se bastante positivo tendo em consideração a satisfação manifestada pelo público assistente, assim como a dos alunos envolvidos que deram vida às personagens e prepararam o espectáculo, que viram concluído com sucesso o árduo trabalho a que se propuseram. Afinal, o esforço compensa!

Helena Coelho Professora de Português

Alunos Finalistas da Escola Profissional de Rio Maior Apresentam Relatórios de Estágio Os alunos finalistas da Escola Profissional de Rio Maior (EPRM), dos Cursos Técnico de Serviços Jurídicos, Técnico de Electrónica, Automação e Instrumentação e Técnico de Recursos Florestais e Ambientais efectuaram nos passados dias 25, 26 e 27 de Outubro, a apresentação e defesa dos seus relatórios de estágio, que tinham sido realizados nas últimas seis semanas do ano lectivo anterior. Tratou-se, manifestamente, de um momento alto no percurso escolar dos alunos destes cursos, que se apresentaram no evento com um visual característico de um dia festivo, sinal da importância que atribuem à ocasião. O nervosismo e a ansiedade com que alguns se apresentaram denota o sentido de responsabilidade e o empenho que colocam neste momento, sendo estes estados de alma substituídos por alegria e o sentido de dever cumprido, quando terminam as suas apresentações. É, igualmente, difícil de descrever o orgulho que os membros do júri sentem ao presenciar o nível de qualidade que, de um modo geral, os alunos têm nas suas prestações. A referida apresentação é relativa ao primeiro de dois estágios que todos os alunos terão que efectuar. Nas primeiras seis semanas do segundo período, do corrente ano lectivo, os mesmos alunos cumprirão o segundo estágio, procedendo à apresentação do correspondente relatório no mês de Março. Este percurso formativo culminará, no final do ano lectivo, na apresentação da Prova de Aptidão Profissional (PAP), condição indispensável para a atribuição do diploma de curso e obtenção do Certificado de Aptidão Profissional (CAP) e da tão almejada Qualificação Profissional nível IV. Com esta metodologia, a EPRM pretende preparar os seus alunos para o embate do mundo do trabalho, ou do Ensino Superior, para aqueles que desejarem prosseguir estudos. A sala onde decorreu o evento teve, nestes dias, lotação esgotada, uma vez que muitos dos alunos de outros cursos não quiseram deixar de presenciar a experiência pessoal e formativa pela qual passaram os colegas e amigos. Esta é uma fase muito importante na vida escolar dos alunos da EPRM, pois é a altura em que são avaliados por um júri composto pelo Director Pedagógico, Director de Turma e Director de Curso. É importante referir que os estágios são realizados em empresas cuja área de intervenção no mercado de trabalho tenha afinidade com as saídas profissionais de cada curso. São os alunos que seleccionam a entidade onde pretendem realizar a sua Formação em Contexto de Trabalho (FCT), podendo ser da região de Rio Maior ou qualquer outro local do país, o que permite ir ao encontro dos anseios de alunos e suas famílias.


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NAS HORAS VAGAS... Trilhando as Serras... Nome: Ricardo Venda Idade: 20 Curso: Curso Técnico de Recursos Florestais e Ambientais Outras Actividades: Downhill

O Downhill consiste numa prática desportiva que exige bastante treino, eficácia e agilidade. É sempre efectuado ao longo dos trilhos de uma serra, descendo-os a alta velocidade. O objectivo desta modalidade é conseguir descer um percurso traçado no menor tempo possível, pois este é devidamente cronometrado. As bicicletas são de alta competição, equipadas com o melhor equipamento possível, garantindo assim o melhor conforto perante a irregularidade do terreno. Cada piloto é obrigado a utilizar o equipamento de protecção, nomeadamente, capacete, óculos/goggles (opcional), colete, cotoveleiras, caneleiras e joelheiras. Os calções são outro tipo de protecção, no entanto, não são obrigatórios, pois pode usar-se calças também. As sapatilhas podem ser de encaixe nos pedais da bicicleta ou simplesmente sem encaixe. Deste modo, com o devido equipamento, pode-se iniciar a descida, e “ganha” quem for o mais rápido ao longo da mesma. O percurso é na maioria das vezes de extrema dificuldade, tendo curvas perigosas, descidas muito oblíquas e vários tipos de saltos incorporados por todo o percurso. O que me levou a iniciar esta modalidade foi o facto de, desde sempre, gostar de bicicletas e de desportos designados de radicais. Juntamente com dois colegas que partilhavam do mesmo gosto, decidimos levar este desporto mais a sério. Pratiquei-o durante três anos e meio, estando apenas um ano federado; no restante tempo podia efectuar provas, mas apenas na classe intitulada “Promoção”. Um dos motivos com mais relevância para o afastamento da prática desta modalidade foi um acidente de viação, que originou a imobilidade permanente de um colega que ficou paraplégico. Acrescentando ainda a esta falta de um dos elementos da equipa, a elevada disponibilidade financeira necessária para a prática e manutenção desta modalidade e a dependência de terceiros para a deslocação para qualquer prova, foram também outros factores relevantes para o termo desta prática. Hoje em dia gosto bastante de assistir e estar em contacto com alguns colegas que actualmente ainda praticam downhill, no entanto, a minha vida não permite dar continuidade à prática desta modalidade. O Downhill foi e é sem dúvida, um desporto muito interessante, tal como os circuitos urbanos, denominados de “Downtown”.

Ser escuteiro é... Nome: Álvaro Miguel Costa Umbelino Idade: 18 Curso: Curso Técnico de Gestão Outras Actividades: Escutismo O Escutismo é um Movimento Mundial, de carácter não político, aberto a todos os cidadãos com o propósito de contribuir para a educação integral dos jovens. A Missão do escutismo parte de um sistema de valores enunciado na Lei e na Promessa Escutista, ajudando na construção de um mundo melhor onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade. No mês de Outubro de 2004, entrei para o Agrupamento 1073 – no Grupo de Escuteiros Católicos da Gançaria como Explorador. A Chefe desse grupo, durante duas horas de reunião, explicou-me o conceito Escutista e a Missão de um Escuteiro, o que me permitiu perceber que estava no lugar certo! A partir desse dia e até hoje dedico os meus fins-de-semana ao Escutismo e diariamente tento cumprir a Promessa e as Leis que me responsabilizei anteriormente. As actividades que desenvolvemos têm sempre como intuito a preservação de valores, a construção de cidadãos úteis à sociedade e a prática do voluntariado. O meu percurso enquanto Escuteiro já me permitiu passar por várias secções, tendo sido também Pioneiro e, na abertura do ano escuta 2010/2011, passei para a secção de Caminheiro. Em Março deste ano farei a Promessa de Caminheiro que me permitirá usar o lenço e as insígnias correspondentes a esta secção. Espero continuar a fazer parte daqueles que contribuem para uma sociedade mais justa e respeitada!


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NAS HORAS VAGAS... Quem nada por gosto... Nome: Luís Tarquínio Idade: 16 anos Curso: Curso Técnico de Energias Renováveis / Sistemas Solares Outras Actividades: Natação

A maioria das pessoas pensa que a Natação é um desporto que consiste em nos deslocarmos na água sem nos afogarmos. E sabem que mais? Elas têm razão! Mas a natação é isso e muito mais. A natação consiste numa prática desportiva que através de vários treinos compostos por momentos de esforço e descanso permitem ao nadador obter uma forma física saudável e, quando praticada em contexto competitivo, alcançar objectivos concretos, nomeadamente a melhoria de tempos e eventualmente a chegada a um pódio. Para as pessoas que são como eu, a natação já há muito que deixou de ser apenas um desporto e passou a ser um modo de vida que consiste em “nadar para a vitória”! Eu comecei a nadar com três anos. Foi nessa altura que veio para Portugal o intitulado melhor treinador de natação do mundo: Vladimir Smirnov! Os meus pais estavam na esperança de que um dia ele me pudesse treinar, tal como a outros nadadores Olímpicos e mundiais, como é o caso de Popov e Pancratov (na Rússia) e Pedro Oliveira (mais tarde em Portugal), entre outros, o que veio a concretizar-se quando eu tinha catorze anos. Anteriormente, deram-me aulas de natação vários professores, como a Stela Van Zeller, o Carlos, o Pedro Veríssimo, a Ana Lúcia Marques e a Susana Feitor que muito contribuíram para o desenvolvimento e sucesso da minha actividade enquanto nadador profissional. Aos doze anos, recebi um convite para integrar o Clube de Natação de Rio Maior, onde permaneci durante quatro anos. Hoje integro o Benedita Sport Clube de Natação como Júnior. Espero que esta prática continue a fazer parte da minha vida por muitos mais anos, aconselhando-a também a todos aqueles que gostem de praticar desporto.

Dar a cara por uma grande causa… Nome: Gonçalo Santos Idade: 22 anos Curso Técnico de Recursos Florestais e Ambientais Outras Actividades: Bombeiro

Foi com este intuito e pela paixão que sinto que decidi, há seis anos, alistar-me como voluntário nos Bombeiros Voluntários de Rio Maior. Um desejo de criança que tornei realidade com apenas dezasseis anos e do qual nunca me arrependi. Muitas das vezes tornou-se a minha primeira casa, deixando para trás a minha família, a minha vida pessoal, tendo sempre como objectivo principal o dever de ajudar o próximo, mesmo que para isso muitas vezes tivesse de pôr a minha vida em perigo. É verdade que o meu contributo enquanto bombeiro voluntário hoje resume-se a um número bastante reduzido de áreas dentro do corpo de bombeiros, pois desde que tive um acidente de viação no qual fiquei paraplégico que a minha vida dentro desta nobre instituição se definiu ao longo do tempo. Foi nos Bombeiros Voluntários de Rio Maior que recebi grande parte do apoio que necessitava e que continuo a precisar para lutar todos os dias contra os obstáculos que me vão sendo colocados e são esses amigos e colegas que fazem com que valha a pena acreditar. De regresso ao serviço de voluntário de uma forma mais activa em Janeiro de 2009, pude ocupar o serviço de operador de telecomunicações aos fins-de-semana ou mesmo estando de férias curriculares, e assim permanecer doze ou mais horas a servir a população. É certo que sirvo a população de uma forma mais discreta, mas também é verdade que é isso que me faz sentir realizado a cada dia que passa. O interesse que tenho por aprender mais para poder servir melhor faz com que tenha de fazer alguns sacrifícios acrescidos, mas tudo isso será compensado… Um dia! Seremos sempre os “Soldados da Paz”!


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PROJECTOS Parceria entre EPRM e BIBLIOTECA MUNICIPAL DE RIO MAIOR Com o desígnio de criar uma maior consciência à Comunidade Escolar em geral do valor e da importância da Biblioteca como recurso informativo, documental e cultural, a Escola Profissional de Rio Maior celebrou no início do presente ano lectivo, um protocolo de colaboração com a Biblioteca Municipal de Rio Maior. O objectivo é despertar a curiosidade e o desejo de frequentar a Biblioteca Municipal e consequentemente a utilização da Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da escola. Neste contexto, foi organizado o projecto «A ler é que a gente se entende…» destinado a toda a Comunidade Escolar com o intuito de promover e incentivar o hábito da leitura, assim como a divulgação das obras contempladas no Plano Nacional de Leitura para o Ensino Secundário. As cerca de quinze obras literárias que estão ao dispor de alunos, professores e funcionários na BE/CRE da EPRM para requisição, são cedidas gentilmente pela Biblioteca Municipal em sistema de empréstimo e escolhidas mensalmente por um curso/turma que tem como tarefa deslocar-se às suas instalações para o efeito. Além do projecto supramencionado, a EPRM está envolvida em outros projectos e actividades contemplados no Plano de Actividades da Biblioteca Municipal para o ano de 2011, tais como o Concurso Cartas de Amor, alusivo ao S. Valentim, O Barco Poético e Histórias de Autores Portugueses em 60 minutos que darão oportunidade aos nossos alunos de adquirirem e preservarem o gosto pela escrita e pela leitura, contactarem com autores portugueses e as suas obras, permitindo-lhes o acesso directo a bens culturais essenciais, e consequentemente possibilitar-lhes o acesso ao desenvolvimento do seu espírito crítico. Helena Coelho Professora de Português

Cabazes de Natal Nos passados dias 15 e 16 de Dezembro, os alunos da Escola Profissional de Rio Maior distribuíram catorze Cabazes de Natal, contribuindo, assim, para atenuar o sofrimento e as carências de algumas famílias do concelho de Rio Maior. Este gesto solidário, patenteado por parte dos alunos da EPRM esvazia o argumento daqueles que defendem que os jovens de hoje em dia vivem alheados da realidade que os rodeia, sendo, ao invés, sensíveis às dificuldades por que passam os seus semelhantes. Cada curso/turma contribuiu com pelo menos um cabaz, composto por um conjunto de produtos alimentares, entre os quais se destacam os produtos de primeira necessidade como o açúcar, a farinha, o arroz, o azeite, a massa, o leite para além de outros mais relacionados com a quadra natalícia, como o bacalhau, os bombons, as broas, o Bolo-Rei, o ananás, entre outros. Foi muito gratificante assistir ao entusiasmo dos alunos a trazerem os alimentos para que o cabaz da sua turma fosse o mais completo possível de modo a satisfazer o maior número de pessoas possível. As famílias contempladas com esta ajuda foram indicadas, de entre as mais necessitadas, pela Conferência de São Vicente de Paulo e pelos Serviços de Acção Social da Câmara Municipal. A entrega dos cabazes, junto das famílias identificadas, foi levada a cabo por alunos, acompanhados de professores. Na EPRM, existe a convicção de que a vivência deste tipo de experiências por parte dos jovens contribuirá para que sejam adultos socialmente responsáveis e fortificará as suas personalidades.


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DISCIPLINAS O que se faz em Área de Integração … A disciplina de Área de Integração

uma relação sustentável?” do módulo 3 de Área de Integração, uma

apela à transversalidade e encontro

abordagem prática, enquadrada no âmbito da formação técnica e das

de conhecimentos de diferentes áreas

actividades extracurriculares. No caso concreto, propôs-se aos alunos

disciplinares na medida em que se apre-

a realização de uma exposição que evidenciasse o tema central do

senta como uma disciplina organizada

trabalho e que este pudesse ser enquadrado na componente técnica

em torno de três áreas programáticas

do curso – o design. A exposição contou com vários trabalhos elabo-

distintas: Pessoa, Sociedade e Mundo.

rados pelos alunos que, em grupo, apresentaram propostas interes-

O percurso da disciplina faz-se

santes e criativas, através da reutilização de diversos materiais. Com

normalmente em três etapas, que re-

a exposição, a que se deu o nome de EcoDesign, pretendeu-se não só

presentam seis módulos que abordam

criar mais uma oportunidade aos alunos para abrirem horizontes sob

dezoito Temas-problema. Os Temas-pro-

o ponto de vista criativo e inventivo mas sobretudo reflectirem sobre

blema propostos pretendem apresentar

uma questão fundamental que é a sustentabilidade. Numa dimensão

diferentes formas de abordagem do

mais alargada, pretendeu-se sensibilizar a comunidade escolar para

mundo actual, analisadas na perspecti-

as questões energéticas, sociais, económicas e ecológicas, enquanto

va de diferentes Unidades Temáticas e

questões do presente que condicionarão o futuro e ainda introduzir

correspondendo a diferentes áreas do

o conceito de eco-design, informando sobre o seu papel fundamen-

conhecimento.

tal no estímulo do tecido empresarial, artístico e social em busca de

Em cada ano lectivo a disciplina

novos produtos, ideias e soluções que contribuam para a sustentabi-

transfigura-se, perante as condições

lidade dos recursos naturais do planeta. O tempo disponível para a

concretas de cada turma, as especifi-

realização do trabalho permitiu ainda que este se

cidades dos seus alunos e a formação

pudesse integrar numa actividade extracurricular

dos professores e atendendo às oportu-

envolvendo toda a comunidade escolar – a come-

nidades e às limitações do meio envolvente. A gestão versátil do

moração do 19º aniversário da Escola, dando-se

currículo que a disciplina propõe apela ainda para a sua abordagem

assim maior ênfase e importância à actividade da

para além do saber-saber, em torno do saber-estar e saber-ser.

turma e ao mesmo tempo contribuindo para uma

Nessa perspectiva deverá privilegiar-se a dimensão prática da

causa maior, como já foi referido, a consciência

concretização dos temas e módulos, valorizando as actividades

cívica e crítica dos nossos alunos e cidadãos.

e propostas de trabalho individual e em grupo e envolvendo a comunidade escolar em projectos que contribuam para promover a

Sandra Costa Professora de Área de Integração

cidadania dos nossos alunos. Foi essa abordagem que se propôs aos alunos do Curso Técnico de Design, na exploração do Tema-problema “Homem-natureza:

O Sistema Educativo Francês Muitas são as vezes que nos questionamos sobre a Educação no nosso país, sobre as reformas que se vão sucedendo, as imposições que surgem do Ministério da Educação e as alterações que vão sendo implementadas, mas a justificação que surge incide sempre na tentativa de aproximar o sistema educativo português daqueles que são praticados com sucesso na União Europeia. Contudo, e fazendo uma breve análise do sistema educativo francês, é fácil verificar que, apesar de algumas diferenças, o nosso sistema educativo não é, na verdade, tão distinto. Assim, em França, o ensino obrigatório vai desde os 6 aos 16 anos, dividindo-se em duas etapas: o ensino primário (dos 6 aos 11 anos) e o ensino secundário (dos 11 aos 16 anos). O ensino primário francês (a chamada École Élémentaire) corresponde aos nossos 1.º e 2.º ciclos, tem um único professor para leccionar as diferentes disciplinas e tem a duração de 5 anos. No que se refere ao ensino secundário (também designado como Collège), requer já um professor por disciplina e é composto por 4 anos, ao fim dos quais os alunos têm a possibilidade de optar entre áreas distintas, que os conduzirão a percursos diversos. Como tal, podem escolher fazer 3 anos (Le Lycée) de estudos gerais, de estudos tecnológicos ou de estudos profissionais, após o que realizam uma prova final, le Baccalauréat, que lhes dá acesso à Universidade, às Escolas Especializadas ou às Grandes Escolas. No que se refere ao ensino superior, os cursos mais procurados são ainda os de Letras e os de Ciências Humanas, nas Universidades; por sua vez, as Escolas Especializadas (Écoles Spécialisées) estão ligadas às Artes, à Arquitectura e ao Turismo; por último, as Grandes Escolas (Grandes Écoles) são consideradas o que há de melhor na educação superior francesa e, para entrar, um aluno tem ainda de frequentar, após o Baccalauréat, um curso preparatório e tem de realizar uma prova de ingresso. É, pois, nestas escolas que se formam os profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia, Veterinária, Educação, Defesa e Administração Pública. Assim se verifica, portanto, que apesar das diferenças existentes ao nível dos sistemas educativos, o objectivo é, regra geral, o mesmo: formar profissionais competentes, capazes de dar resposta às necessidades da sociedade do presente e do futuro. Ana Rita Loureiro Professora de Português/Francês


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ENTREVISTA Luciano Vitorino, Director Pedagógico da EPRM

PERFIL NOME: LUCIANO VITORINO IDADE: 40 ANOS HABILITAÇÕES ACADÉMICAS: LICENCIATURA EM ENGENHARIA GEOGRÁFICA PELA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA PÓS – GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR – UNIVERSIDADE DE COIMBRA FILME: TAXI DRIVER GRUPO MUSICAL: U2 HOBBIES: VIAJAR; BTT E HORTOFLORICULTURA CLUBE DESPORTIVO: BENFICA

1. Como poderia apresentar a Escola Profissional de Rio Maior à Comunidade? A Escola Profissional de Rio Maior é uma instituição cujo objectivo é qualificar, formar quadros técnicos intermédios que conferem aos alunos uma dupla certificação, concedendo -lhes o 12º ano de escolaridade e o CAP (Certificado de Aptidão Profissional), ficando aptos a desempenhar uma profissão. Desde Outubro de 2010 que esta dupla certificação é reconhecida legalmente como uma qualificação de nível IV, permitindo, desta forma, fazer a distinção entre um aluno formado pela via profissional e um aluno que termine o 12º ano pela via de ensino regular, que termina com uma qualificação de nível III. Estes quadros técnicos intermédios têm que ser uma aposta forte não apenas a nível local, mas a nível nacional, pois resolverá uma grande parte dos muitos problemas do nosso país. A Escola Profissional de Rio Maior tem ainda colaborações com outras instituições no que diz respeito à oferta e atribuição de uma qualificação profissional de nível V, que resulta da parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, através dos CET’S (Cursos de Especialização Tecnológica) e com o ISLA, através das Pós – Graduações em Higiene e Segurança no Trabalho, TIC e Redes.

2. O que o levou a aceitar o desafio de dirigir a EPRM? Dizem bem, desafio! Eu gosto de desafios. Essencialmente foi essa a razão que me levou a aceitar esta proposta. Como me considero um trabalhador, resolvi aceitar esta proposta, por um lado, para responder ao tal desafio e por outro, fugir à acomodação. Além disso, a enorme consideração que tenho pela pessoa que me lançou a proposta, foi também um factor determinante para a aprovar.

3. Quando entrou pela primeira vez na Escola Profissional como Director Pedagógico, qual foi o primeiro impacto com as instalações e a Escola em geral? Este é o meu 16º ano de serviço e já leccionei em diversas escolas, nomeadamente em Fátima, Mira D’Aire, Porto de Mós e a Escola Secundária de Rio Maior onde exerci funções docentes nos últimos dez anos, e, sem dúvida que a EPRM é a escola que oferece, de longe, as melhores condições físicas aos seus alunos, tanto no exterior como no interior. Quem dera a muitos alunos ter os espaços ajardinados que esta escola possui. No entanto, não posso deixar de realçar que esta realidade só é possível porque os nossos alunos respeitam muito razoavelmente os espaços que lhe são oferecidos.

Em relação aos espaços interiores, muito sinceramente, e os alunos serão os primeiros a comprovar essa realidade, considero que não existem muitos estabelecimentos de ensino com as condições da EPRM e, mais uma vez tenho que agradecer aos alunos o respeito que nutrem pelos espaços envolventes, pois não se vêem hieróglifos, nem materiais danificados, é muito positivo!

4. Que projectos futuros tem em mente para continuar a contribuir para o renome que a EPRM possui perante a Comunidade Riomaiorense? O que procurarei fazer é, sem dúvida, continuar no caminho daquilo que foi feito nos últimos 18 anos. A Escola Profissional de Rio Maior tem que continuar a prestar um bom serviço à Comunidade, procurando continuar a responder às necessidades das empresas, que por um lado necessitam de mão-de-obra qualificada para poder garantir o aumento da produtividade e, por outro lado, ir ao encontro das necessidades que os trabalhadores sentem em reciclar os seus conhecimentos, especificamente a Formação Contínua para Activos. Além disso, os CET’S são também uma aposta muito viável, tendo em consideração o facto de concederem um nível superior ao da qualificação intermédia e, obviamente as Pós – Graduações que estão a ser preparadas; esperamos que muito em breve tenhamos nas instalações da EPRM a decorrer as Pós – Graduações em Higiene e Segurança no Trabalho e TIC em colaboração com o ISLA. Um dos melhores exemplos de que a Escola Profissional tem como objectivo contribuir para a qualificação da sociedade riomaiorense é a elaboração de um questionário que será feito às empresas empregadoras e aos trabalhadores da região no sentido de apurar as suas necessidades em termos de qualificação, para assim podermos garantir a sua formação.


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ENTREVISTA

5. Atendendo à sua experiência como professor do Ensino Secundário, que opinião detém sobre o Ensino Profissional? Sou extremamente sincero quando refiro que não fazia ideia do que era o ensino profissional até entrar na EPRM como Director Pedagógico. Depois de integrar a equipa desta escola devo dizer que fiquei maravilhado. Decorridos cinco meses da minha entrada, posso mencionar que já vivenciei experiências fantásticas no que diz respeito à prestação dos nossos alunos, quer nas oficinas da própria escola, quer em outros estabelecimentos de ensino, nomeadamente no Instituto Politécnico de Leiria. A título de exemplo, posso dizer que os alunos do 10º ano quer do Curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, quer do curso de Instalações Eléctricas, tiveram um papel muito importante em projectos que desenvolvemos em parceria com o IPL. Foi-lhes oferecido um prémio que estava estabelecido para alunos do ensino superior, no âmbito da transformação de três brinquedos num tempo determinado, inserido no projecto «Mil brinquedos, mil sorrisos». Foi fantástico! Sem dúvida que na EPRM existe Ensino Profissional a sério! A minha opinião é, agora que já conheço bem, muito positiva. A propósito das Jornadas Profissionais que decorrerão em Maio de 2011, gostaria de permitir a abertura da Escola Profissional a toda a Comunidade para desmistificar precisamente a opinião negativista que o ensino profissional tem suscitado, convidando alunos que frequentem o 9º ano dos Agrupamentos Escolares da Região, com o intuito de lhes permitir o conhecimento do nosso projecto educativo, oferecendo-lhes uma ideia concreta daquilo que é o Ensino Profissional.

6. Tendo em conta a sua curta mas intensa experiência como Director Pedagógico, como definiria em geral, neste momento, os alunos desta escola? Os comentários que ouvi durante os meus dez anos de ensino em Rio Maior acerca dos alunos da Escola Profissional não foram, de facto, muito abonatórios. No entanto, devo dizer que, na generalidade, considero-os boas pessoas, jovens agradáveis que têm o excelente hábito de conviver com a comunidade escolar em geral, respeitando-a. Gostaria de demonstrar o meu agrado com a relação de proximidade que se faz sentir e que definiria como uma família um pouco mais alargada do que aquela lá de casa.

7. E o Corpo Docente? O corpo docente interno e externo da EPRM é composto por pessoas dedicadas, com ideias bem definidas, que vestem a camisola da EPRM em tudo o que a dignifica, interessados em defender a instituição perante a Opinião Pública e essencialmente interessados no futuro dos seus alunos, fazendo frequentemente propostas de projectos educativos que promovem o seu êxito no mundo real do trabalho.

8. Que mensagem gostaria de transmitir à Comunidade Escolar da EPRM? Gostaria de referir, em primeiro lugar, que a Escola Profissional de Rio Maior vai continuar a servir a comunidade em que está inserida, procurando formar aqueles que serão os homens e as mulheres desta região num curto espaço de tempo. Procuraremos fazer bem aquilo que é qualificar os nossos alunos, habilitando-os a desempenhar uma profissão, sabendo bem que este é um aspecto essencial para o desenvolvimento da região. Iremos esforçar-nos para fazer o trabalho de formação com os nossos jovens com exigência e rigor, deixando de lado os facilitismos, com o intuito de continuar a contribuir para a excelência da nossa instituição, uma instituição de referência pela forma como trabalha e qualifica os seus alunos. Queremos que os alunos possam dizer que a EPRM foi e é muito positiva para a sua construção enquanto pessoas e que os preparou e/ ou prepara bem para a vida profissional.


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ESCOLA EM MOVIMENTO EPRM, em colaboração com a Câmara Municipal de Rio Maior, organiza Colóquio sobre a promoção da Eficiência Energética em Edifícios Actualmente, os edifícios residenciais e de serviços são responsáveis por cerca de 30% do consumo de energia final em Portugal, e representam mais de 40% do consumo de energia final na União Europeia. Assim, a promoção da Eficiência Energética em Edifícios poderá garantir uma diminuição da factura energética. Para além da necessidade de redução da factura energética dos diferentes sectores, a sociedade actual espera que, cada vez mais, o sector dos edifícios apresente maiores eficiências energéticas com um cada vez menor impacto ao nível ambiental, em particular no que diz respeito à redução das emissões de Gases de Efeito de Estufa. Enquadrado na temática da melhoria do desempenho energético de edifícios, a Escola Profissional de Rio Maior organizou, no passado dia 14 de Outubro, no auditório da Biblioteca Municipal de Rio Maior, um colóquio subordinado a este tema, integrado nas Jornadas da Juventude de Rio Maior. O orador, Eng.º Hermano Bernardo, investigador do INESC Coimbra, respondeu positivamente ao convite endereçado pela Escola Profissional de Rio Maior, tendo proferido uma apresentação sobre o tema, que contribuiu para despertar o interesse no público, tendo sido abordada a necessidade da formação e educação dos cidadãos nas áreas ambiental e energética. No decorrer da referida apresentação, foram referidas diversas soluções no âmbito da melhoria da eficiência energética e integração de energias renováveis em edifícios, tendo sido apresentadas vantagens e desvantagens, a ter em consideração no processo de decisão sobre os investimentos a realizar nestas áreas. Num importante contributo para a melhoria da eficiência energética no sector dos edifícios, a sua certificação energética afigura-se como um importante passo rumo à sustentabilidade deste sector. A Direcção

EPRM COMEMOROU 18º ANIVERSÁRIO “DIA DA ESCOLA” No dia 19 de Outubro de 2010, a comunidade educativa da Escola Profissional de Rio Maior (EPRM) comemorou o seu 18º aniversário, o qual contou com a organização do Gabinete de Apoio Técnico (GAT) e da Associação de Estudantes (AE). O evento contou com a presença da Sr.ª Presidente da Câmara, Dr.ª Isaura Morais, da Direcção da EPRM e dos membros do Conselho de Gerência (Dr. Carlos Frazão, Dr.ª Sara Fragoso, Dr.ª Maria do Carmo Marques e o Sr. Adelino Bernardes), dos alunos, dos professores e dos funcionários. Da celebração constou a distribuição, a todos os presentes, de uma fatia de Bolo de Aniversário e de um “Porto de Honra”, com o qual se fez um brinde enquanto se cantavam os Parabéns à EPRM. O Prof. Luciano Vitorino, Director Pedagógico da Escola, em representação da Direcção, agradeceu a presença de todos, enaltecendo os alunos pelo facto de terem optado por esta instituição de ensino. Na prelecção que fez, aproveitou para salientar o facto de a Escola não se cingir apenas ao espaço físico, realçando que o mais importante são os alunos, os professores, os funcionários e demais intervenientes no quotidiano da vida da EPRM. Frisou ainda, que embora tenha atingido a maioridade, a Escola tem que continuar a trilhar um percurso seguro, de forma a consolidar o seu estatuto junto da comunidade riomaiorense. De seguida, o Dr. Carlos Frazão, em representação do Conselho de Gerência, lembrou o papel importante da escola na comunidade e no meio em que está inserida e que ao longo dos seus 18 anos de existência muito contribuiu para o desenvolvimento de Rio Maior. Por último, a Dr.ª Isaura Morais felicitou toda a comunidade escolar por mais um ano de “vida”, por todo o trabalho que tem sido desenvolvido e desejou a todos os presentes a continuação de um ano escolar repleto de sucessos, sejam eles escolares, pessoais ou profissionais! Inês Sequeira Técnica do GAT

EPRM comemorou o São Martinho No dia 11 de Novembro de 2010 festejou-se na Escola Profissional de Rio Maior o Dia de S. Martinho e para tal o Conselho de Delegados / Associação de Estudantes organizou uma actividade alusiva à data que, como indica a tradição, é festejada com castanhas e “coca – cola”. No período da manhã as aulas decorreram dentro da normalidade, enquanto os elementos da Associação de Estudantes se juntaram no bar para o corte das castanhas e preparação das festividades, para que, no período da tarde se desse início à actividade com um ambiente divertido, promovendo o convívio entre toda a comunidade escolar.

Conselho de Delegados / Associação de Estudantes


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VISITAS DE ESTUDO EOLIBYBIKE: (a bicicleta e) A perspectiva da região em torno da escola… A Proposta ... enquanto desafio concreto

o mercado local e sobre os trabalhadores que todos os dias lidam com as suas características.

A aprendizagem e a formação, para além de formas de socialização, são igualmente propos-

De seguida, o grupo andou mais 5 km, durante os quais puderam observar toda a paisagem de

tas estruturantes das relações com quem nos rodeia. Os seus contributos favorecem sobretudo

eucaliptos e de floresta até perto da Freguesia de São Sebastião, onde ocorreu um incidente com

algumas perspectivas de mudança, quer pela simples prática discursiva, quer pelas transforma-

o pedal de uma das bicicletas. Os alunos reorganizaram-se e, com a ajuda de duas “ simpáticas

ções que assimilamos a partir do(s) contactos e experiências concretas. Enquanto processos de

velhinhas”, lá conseguiram encontrar a chave adequada para resolver o problema. E assim se

aquisição de conhecimento e de experiência, acoplados entre si nalgumas das designações mais

continuou a actividade …

comuns (saber, conhecimento, competência, …), a aprendizagem e a formação são hoje fenó-

A paragem seguinte foi feita em Carvalhais, após uma penosa subida que quase eliminou

menos e objectos de estudo, dada a sua influência e envolvimento

parte do grupo. Compreende-se porque é que teve de se

na quase totalidade das áreas de intervenção social. Nesta matéria,

fazer uma pausa, que alguns aproveitaram, para tirar foto-

o contacto com os jovens assume um duplo fascínio, dado que, se

grafias … com um coelho que jazia inanimado na estrada.

por um lado, ninguém questiona a bondade das tarefas de aprendi-

A seguir desceu-se rumo a Fráguas, em grande velocida-

zagem, por outro, persiste uma certa dificuldade face à obtenção de

de. Recuperou-se numa zona de descanso, supostamente

consensos quanto aos objectos a estudar e ao processo de transfe-

construída para apoio a peregrinos com destino a Fátima.

rência dos seus conteúdos. Isto é: “tudo seria bem diferente se as

Aí se fez um pequeno lanche e descansou um pouco. Após

matérias fossem menos secantes!”

o recomeço, e já com o grupo em velocidade cruzeiro, eis

Se tivermos em conta a “bondade natural” de algumas das

que, passados alguns quilómetros, novo incidente surge

práticas pedagógicas actualmente existentes, as visitas de estudo

(não se sabe bem como!). Um furo, que obrigou à substitui-

surgem como uma das ofertas mais estimulantes do ponto de vista

ção da única camara de ar existente, não foi suficiente para

da materialização e transferência de conhecimentos e saberes, per-

atenuar a motivação dos participantes, que retomaram a

mitindo abordagens amplas e integradoras. Na sua maioria, esta é

marcha em força e com determinação, rumo à Freguesia

uma prática de sucesso, que vai colmatando dificuldades no acesso

de Outeiro da Cortiçada. Nesta freguesia, as suiniculturas

a conteúdos e a experiências que, de outro modo, permanecem

“são mais que muitas”.

apenas sob a sua forma mais teórica ou erudita. Na Escola Profissional de Rio Maior o apelo a

Alguns quilómetros depois e eis o grupo em plena Freguesia de Arruda dos Pisões, onde

este tipo de práticas tem acompanhado o seu percurso ao longo do tempo, fazendo parte do

se fez nova paragem, agora nas bombas de combustível, para “dar ar às bikes”. A Senhora da

leque de propostas que habitualmente integram o seu Projecto Educativo, sendo por isso uma

Escusa foi o objectivo imediato, após uma ligeira inclinação que nos colocou face aos Casais de

proposta transversal a toda a sua comunidade educativa.

Larojo. Foi nesta sequência que se entrou num percurso mais acidentado, onde se voltou a enfren-

Assim sendo, e porque a oferta educativa vive igualmente da inovação e do risco associados

tar o relevo, até chegar ao alto de São Gens. O almoço e o relaxamento perante a névoa da tarde

a algumas destas actividades, a divulgação de propostas levadas a efeito pela escola (de entre o

atenuaram o esforço dispendido. De seguida, desceu-se do alto com divertimento e adrenalina,

leque de visitas que se realizam ao longo de cada ano lectivo) é parte integrante destas propos-

em direcção à Freguesia de Ribeira de São João, onde se aproveitou para beber um café. Daí

tas. Nesta sequência, passamos a apresentar alguns dos principais elementos presentes numa

passou-se para a Freguesia de São João da Ribeira, aproveitando a estrada que antigamente fazia

das actividades realizadas no início do segundo trimestre, que envolveu o Curso Profissional de

parte da linha de comboio de mercadorias entre Rio Maior e o Setil (Cartaxo). Até Anteporta foi um

Técnico de Energias Renováveis – Sistemas Eólicos, integrada no âmbito da disciplina Área de

instante, apesar de alguns dos participantes acusarem visivelmente a tarefa. Dada a necessidade,

Integração que, quando colocada na sua dimensão formativa, continua a ser um interessante

houve que recorrer ao açúcar e às barras, para que a energia chegasse para o final da etapa. Fi-

instrumento de apoio na construção de aprendizagens significativas. O vasto leque de temas e/

gueiredos, Casais de Santo André, Asseiceira e Vale de Óbidos foram assim pontos finais de uma

ou problemas passíveis de abordagem a partir do real experimentado, favorecem a sua associa-

actividade memorável, que culminou com a chegada a Rio Maior. A fotografia final fechou o ciclo.

ção com actividades e dinâmicas que alternam, em número e em dimensão, com objectivos não estritamente escolares (comportamentais, terapêuticos, motivacionais, …).

Os Resultados ... enquanto matéria que fica (do que se fez !) Com esta actividade, os alunos puderam ficar com um conhecimento mais concreto do ter-

A Actividade ... enquanto perspectiva sobre rodas

ritório em redor da escola, das características da sua paisagem e que do meio natural, que tem

O mote dado para esta visita foi a possibilidade de contactar com a região envolvente da

um relevo interessante e muito ar puro. Dos aspectos da visita, vamos agora descrever os que

escola, a partir da perspectiva possível pela mobilidade permitida pelo recurso à bicicleta como

foram considerados mais importantes, na perspectiva do grupo:

meio de transporte. Motivo mais que suficientes para convocar uma nova constelação de expe-

Relevo: “durante o percurso reparámos que o relevo desta zona é muito variado. A paisagem

riências, de interacções, de propostas de resolução de problemas, entre outros aspectos. A

é caracterizada por fracos declives, inferiores a 200 metros, com solos de excelente fertilidade,

identidade regional, a caracterização da região em redor da escola; a observação de elementos

onde se desenvolvem culturas hortícolas e frutícolas, assim como riquíssimos prados naturais

naturais e humanos da paisagem (património construído), aspectos relacionados com a tradição

que proporcionam a criação de gado.”

e a modernidade, entre outros, foram aspectos associados a esta actividade, que incluiu ainda a

Cultura: “a cultura de hoje em dia é muito pobre em certos aspectos, mas as pessoas mais

possibilidade de dirimir algumas contrariedades no relacionamento entre o(a)s aluno(a)s. Foi com

idosas estão dispostas a ajudar e a ensinar o que sabem aos mais novos. Se batermos à porta

estes objectivos que se partiu para o terreno.

de uma pessoa e pedirmos ajuda, muitas dessas pessoas disponibilizam-se a ajudar. Se pedirmos

Em termos operacionais, o grupo

uma ferramenta, ou algo do género, algumas dessas pesso-

começou por se reunir no início da

as emprestam, mesmo que não conheçam as pessoas. Isso

manhã, junto às instalações da esco-

acontece principalmente nas aldeias, onde as pessoas são,

la. A primeira tarefa esteve ligada à

de certa forma, mais unidas.”

organização dos materiais. Com tudo

Agropecuária: “durante a viagem reparamos que, ao

preparado, houve tempo para tirar

longo do percurso, se encontram muitos pavilhões de cria-

uma fotografia do grupo. Por volta das

ção de gado, como pecuárias e aviários. Perto dessas insta-

9:30 começou-se a actividade. Saiu-se

lações, o cheiro predomina pelo ar, por isso é que a maioria

de Rio Maior em bom ritmo, com pas-

desses pavilhões se encontra no meio de florestas, longe

sagem pelo Cidral, onde se fez uma

de habitações”.

paragem junto dos fornos de carvão, onde foi prestada informação aos alunos sobre o modo de produção para

Curso Profissional de Técnico de Energias Renováveis – Sistemas Eólicos / Área de Integração


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PONTO;VÍRGULA • Ano Lectivo 2010’11

VISITAS DE ESTUDO EuroSkils 2010 No passado dia 09 de Dezembro, todos os alunos da Escola Profissional de Rio Maior (EPRM), participaram no EuroSkills - Campeonato Europeu das Profissões, o maior acontecimento em 2010, no âmbito da formação profissional. Este evento reuniu em Lisboa, durante três dias, 500 jovens talentos europeus entre os 18 e os 25 anos nas mais diversas áreas profissionais, pondo à prova as suas competências profissionais. Estiveram representadas 52 profissões de 6 áreas profissionais: Artes Criativas e Fashion; Produção, Engenharia e Tecnologia; Transportes e Logística; Tecnologias da Informação e Comunicação; Construção Civil e Obras Públicas; Serviços Sociais e Pessoais. O EuroSkills é uma grande montra das profissões e dos sistemas de formação europeus, ao vivo e num contexto de excelência. Um encontro dos principais actores da formação profissional, na Europa - empresas, peritos e formadores, professores e famílias. Uma grande oportunidade, para testar e melhorar metodologias de trabalho e formação no espaço europeu, partilhando experiências e reforçando padrões comuns de excelência. Portugal, juntamente com Espanha, organizou o 1.º Campeonato Internacional das Profissões, em 1950, em Madrid. Em 1964, teve lugar em Lisboa a 13.ª edição do Campeonato Internacional das Profissões. Há mais de meio século que Portugal participa, com grande empenho e dedicação, nos Campeonatos Internacionais das Profissões, considerando que estas competições são excelentes oportunidades para promover as qualificações, mobilizar e criar parcerias com as Associações Empresariais e fomentar a actualização dos sistemas de educação e formação e dos formadores. Neste Campeonato Europeu das Profissões estiveram perto de 500 profissionais dos 27 Estados-membros da União Europeia e de mais 14 países como a Turquia, Tailândia, Japão ou o Brasil a competir em 64 diferentes profissões. Enquanto uns esculpiam perucas coloridas, outros estavam colados ao ecrã do computador a fazer desenho técnico com os sistemas CAD (Computer Assisted Design). Havia quem lixasse vigorosamente a madeira, em contra-relógio quando se aproximavam as 18 horas, ou quem já tivesse abandonado o posto de trabalho por essa altura. Mas esta é apenas uma amostra do ambiente que, na quinta-feira, se pôde ver nos três pavilhões da Feira Internacional de Lisboa (FIL). Os jovens em competição no EuroSkills, com idades entre os 18 e os 25 anos, foram seleccionados em provas e campeonatos realizados nos seus países e encontram-se em formação ou estão já integrados na vida activa. Mas mais do que uma competição, este evento pretende demonstrar a importância da qualificação profissional e das competências adquiridas Para além da competição, o EuroSkills também disponibilizou espaços demonstrativos de muitas outras actividades profissionais. Durante três dias mais de 100 mil jovens e professores percorreram os quatro pavilhões da FIL, em Lisboa, e que para além de poderem assistir às actividades dos concorrentes, também puderam experimentar e executar algumas actividades. Mais do que uma competição, este evento pretendeu demonstrar a importância da qualificação profissional e das competências adquiridas. Assim sendo, como é óbvio, a EPRM não pôde deixar de estar presente com todos os seus alunos. A participação visou, essencialmente, alargar horizontes e proporcionar a vivência de novas experiências, que se espera que sejam enriquecedoras e motivadoras para os jovens que frequentam a Escola Profissional de Rio Maior. Alguns professores/formadores da EPRM estão já a dar os primeiros passos com os alunos do 10.º ano, preparando-os para que daqui a dois anos estejam em condições de competir nos campeonatos nacionais e, depois, eventualmente, no próximo EuroSkills.


Ano Lectivo 2010’11 • PONTO;VÍRGULA

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VISITAS DE ESTUDO FITUR

Os cerca de quarenta alunos dos Cursos Profissionais de Técnico de Turismo Am-

Note-se, que a FITUR é a terceira maior feira de turismo da Europa e, nela, são apre-

biental e Rural e de Técnico de Gestão da EPRM, acompanhados de quatro docentes,

sentadas as novidades do sector turístico e hoteleiro e promovidos novos destinos nos

efectuaram, de 20 a 22 de Janeiro, uma visita de estudo à FITUR (Feira Internacional de

cinco continentes. A título de exemplo, na edição de 2010, estiveram presentes cerca

Turismo), Madrid, Espanha. Visando aproximar os futuros profissionais à realidade do

de 11 mil empresas/entidades expositoras de 166 países ou regiões e sensivelmente

mercado, esta visita promoveu, certamente, o desenvolvimento de diálogos enriquece-

125 mil profissionais participantes.

dores no que concerne às novas tendências do turismo. Esta visita teve como objectivo primordial desenvolver algumas das competências

Esta visita de estudo foi, ainda, enriquecida por uma forte componente cultural. Assim, na viajem de ida, deu-se uma breve paragem, para almoço, na cidade de Mérida, que foi durante a ocupação romana uma das mais importantes cidades da Península Ibérica, capital da Lusitânia. No segundo dia, a comitiva começou o périplo pela região de Madrid, deslocando-se a Puerto de Navacerrada, na Serra de Guadarrama, estância de esqui dos madrilenos. Seguiu-se a bela cidade de Segóvia, declarada Património da Humanidade pela UNESCO, de que se destacam, em termos turísticos, o Aqueduto romano, a Catedral e o Alcazar. O itinerário continuou para a cidade de Ávila, igualmente declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1985. Trata-se de uma cidade muralhada e apresenta-se fortemente marcada pela história, tendo a muralha uma extensão de 2,5 km de extensão, possui várias portas e 88 torres redondas, dispostas de 20 em 20 metros. Ávila foi o berço de Santa Teresa de Jesus mais conhecida por Teresa de Ávila que fundou a Ordem das Carmelitas Descalças. Por isso, muitos dos edifícios antigos da cidade lhe estão associados. Após o jantar, a comitiva da EPRM foi brindada com uma visita nocturna por diversos locais de Madrid, de entre os quais se destacam a Plaza Maior, a Plaza de Cólon, o Mercado de San Miguel, a Puerta de Alcalá, o Paseo de la Castelhana, a Gran Via, a Praça Cibeles, o Estádio Santiago Bernabéu e, por fim, o Hard Rock Café, onde todos tiveram oportunidade de conviver por alguns momentos. No terceiro e último dia de viajem, antes do regresso, o grupo deslocou-se ao Parque de Exposições IFEMA, onde efectuou uma demorada visita ao certame.

constantes dos programas das disciplinas que integram o currículo dos dois cursos

Em suma, mais que uma proposta concreta, esta parece ter sido uma oportunidade,

envolvidos. No entanto, pretendeu-se, igualmente, desenvolver nos alunos da Escola

por excelência, de combinar na prática o acto educativo com os efeitos da participação,

Profissional de Rio Maior aquilo que habitualmente se designa por open mind, ou seja,

naquilo que a escola tem de melhor: o prazer de aprender pela experiência. As visitas

alargar-lhes horizontes, permitir-lhes novas perspectivas do mundo que os rodeia e pro-

de estudo estão incluídas no conjunto de propostas educativas colocadas ao serviço da

porcionar-lhes contactos com novas culturas, com novas formas de ser e de estar. Além

escola e dos alunos, que permitem abordagens amplas e integradoras.

disso, promovendo iniciativas como esta, está-se a estimular importantes valores nos jo-

Fica a percepção de que uma visita de estudo é muito mais do que percorrer quiló-

vens, tais como a responsabilidade, a partilha, a autonomia e as relações inter-pessoais.

metros e pode conter momentos únicos se se souber aproveitar tudo o que ela pode

Os mais de 100.000 m2 de exposição (14 pavilhões) e a infinidade de propostas

dar. Por um lado, os conhecimentos são maiores; por outro, crescem novos sentimen-

proporcionou aos alunos um contacto muito rico e interessante com informação turística

tos, simpatias e empatias. No fim da visita há muitas histórias para contar, e há sempre

à escala global.

algo que mudou.


16

PONTO;VÍRGULA • Ano Lectivo 2010’11

PALAVRA DOS ALUNOS No mundo do trabalho... Ao longo de dois anos de frequência no cur-

Estágios… Finalizámos mais uma etapa do nosso percurso escolar…

so Técnico de Electrónica, Automação e Instru-

Foram seis semanas onde pudemos desfrutar de novas experiências que se

mentação na Escola Profissional de Rio Maior,

revelaram bastante importantes e gratificantes para a nossa formação profissio-

fui obtendo formação teórica e prática que ser-

nal e pessoal.

viu de base aos conhecimentos que tenho hoje adquiridos.

Embora os locais de estágios tenham sido diferentes, nomeadamente na Câmara Municipal de Rio Maior, mais propriamente na Unidade de Contencioso

Desta forma, o primeiro momento de es-

e Contratação Pública, onde se controlam e despacham processos de contra

tágio permitiu-me pôr em prática os conceitos

ordenação e embargo, e outro no Instituto de Gestão Financeira da Segurança

recebidos em contexto de formação, bem como a consolidação das aplica-

Social em Santarém na Secção de Processos onde se realiza a cobrança coerci-

ções práticas executadas em âmbito oficinal.

va das dívidas à Segurança Social, ambos tiveram uma enorme relevância no que

Este revelou-se um momento muito importante na minha vida profissional pois, fui confrontado com o mundo real do trabalho e obviamente que quis dar o meu melhor enquanto profissional e aprender ao máximo todos os conceitos e práticas que me proporcionaram.

diz respeito à aplicação na prática em contexto de trabalho dos conhecimentos adquiridos no âmbito da formação escolar. Podemos afirmar que o balanço final foi muito positivo, sentindo-nos bastante satisfeitas com toda a experiência formativa adquirida ao longo do processo,

Não posso deixar de frisar que os conhecimentos adquiridos nas aulas,

tendo em consideração que tivemos mais uma vez a oportunidade de contactar

quer práticas quer teóricas, foram decisivos para o meu desempenho duran-

directamente com o mundo real do

te a execução da prática em contexto de trabalho.

trabalho.

Após a realização do estágio somos confrontados com a elaboração do

Por agora, resta-nos concluir

relatório, um documento que atesta a nossa aprendizagem ao longo da sua

o relatório de estágio e preparar a

prática. Embora tenha sido um pouco trabalhoso, senti alguma satisfação ao

respectiva apresentação e, poste-

longo da sua execução, pois permitiu-me reflectir acerca das tarefas que me

riormente trabalhar arduamente no

foram delegadas e ao mesmo tempo consciencializar-me do que poderia ter

projecto da Prova de Aptidão Profis-

feito de melhor forma.

sional para que possamos concluir

O balanço final, considero-o extremamente positivo tendo em conta que as aprendizagens que temos ao longo de qualquer processo servem sempre

o nosso curso com o sucesso merecido!

para retirarmos ilações sobre as nossas capacidades e dificuldades quer em termos técnicos, quer em termos pessoais.

Ana Patrícia e Andreia Timóteo Curso Técnico de Serviços Fábio Ferreira

Jurídicos

Curso Técnico de Electrónica e Automação

O momento da verdade... Designam-se como o Deus Seth se designava para os antigos egípcios; chegara o momento da verdade, após um ano de cativeiro chegara o momento de seguir para a próxima etapa. Todos os alunos se preocupam de mais com o seu possível estágio numa empresa ou numa instituição. ‘ E se me mandam fazer algo que não sei?’, ‘Eu vou para lá fazer o quê? Eu não sei fazer nada’, ‘E se me tratarem mal e puserem de lado?’, certamente estas são três das enormes “Cabeças do bicho” que tem sete, são certamente os problemas que nos moem a todos no tempo que se antecede à prova de fogo. A duração do mesmo remete-se a uma experiência no mundo real de trabalho, os pupilos da Escola Profissional de Rio Maior têm o privilégio de após um ano de formação poderem mostrar os seus valores ganhos em contexto de aula. A escolha do próprio local de estágio dá aos alunos uma liberdade de escolher um local onde se sentirão em casa. A escola é dos alunos, e nesta importante etapa das suas vidas, esta provém dos melhores apoios e meios disponíveis para estes usufruírem de um estágio que se reflecte como um “outdoor” da escola. Após um mês e meio de tormento chegara o momento de expor toda a complexidade de uma instituição e de um novato acabadinho de sair da sua primeira experiência curricular. Um relatório de estágio consegue destruir todas as formas de pensamento de um aluno. Não pela sua complexidade, mas, pela perfeição com que tem de ser entregue. Um erro poderá ser um golpe ruim que se levará do júri e o que os alunos menos querem é ser criticados após todo o enorme esforço que tiveram ao descrever e apresentar o seu relatório. A apresentação é considerada por muitos a pior arma do Deus Seth, os termos técnicos, a confiança, a postura, são todos meios que por mais que não se queiram são afectados pelo vírus definido como o que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcado por sensações corporais desagradáveis, tais como, o vazio no estômago, o coração acelerado, medo intenso, transpiração, sim, falo dos nervos! Muitos são os alunos que se deixam consumir pelo vírus. Chegando o momento da apresentação perde-se a noção de realidade e deitam tudo a perder. Por muitos relatos feitos, o júri nunca deixará de criticar, nunca falham, detectam o mínimo erro e não poupam a mínima arma para “espetar o ferrinho no cego”. A avaliação é a parte que mais atormenta, apesar de já estarmos livres de toda esta batalha, falta ainda ouvir os “magnatas” designados pelo grande chefe para concluir toda esta fase de grande batalha contra o tempo. No fim todos consideram o feito como uma grande vitória e só querem ver longe o próximo momento de estágio, mas, as conclusões tiradas, reflectem-se para uma grande felicidade e uma enorme satisfação, não só pela conclusão mas também pela mera felicidade de já se possuir uma experiência no meio. Será de mais dizer, mas, voltaremos em Março… Carlos Manuel Curso Técnico de Recursos Florestais


Ano Lectivo 2010’11 • PONTO;VÍRGULA

17

PALAVRA DOS ALUNOS

Cartas de Amor… quem as não tem??? Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Álvaro de Campos

Ridículas ou não, as Cartas de Amor que os alunos da Escola Profissional de Rio Maior se propuseram redigir no âmbito do II Concurso Cartas de Amor, promovido pela Biblioteca Municipal Laureano Santos, inserido no Programa de Dinamização da Biblioteca e de Promoção da Leitura e Escrita da Língua Portuguesa, em parceria com as Escolas de Rio Maior, tiveram eco nos critérios de selecção do júri. No dia 9 de Fevereiro de 2011, foram revelados os resultados do Concurso e verificámos que EPRM contou com três prémios inscritos no 3.º Escalão (16 aos 18 anos); o 1.º prémio foi alcançado pelo aluno Guilherme Monteiro, da turma 11.ºA, o 3.º Prémio foi obtido pelo aluno Diogo Ferraria, da turma 10.ºA e o 4.º prémio conseguido pelo João Saramago, também ele aluno da turma 10.ºA. O Dia de S. Valentim foi o escolhido pela organização para a entrega de Prémios que ocorreu na Biblioteca Municipal, por volta das 15:00 horas. Os alunos vencedores receberam com muita satisfação os seus prémios (Cheques livro nos valores de 50€; 20€ e 15 € respectivamente + 1 Rosa + Diploma de Participação) pela mão da senhora Vereadora da Cultura e Gerente da EPRM, Dra. Sara Fragoso e demonstraram vontade de voltar a aderir a este modelo de iniciativa, nomeadamente concorrendo para o próximo ano lectivo. Helena Coelho Professora de Português

1º Prémio – 3º Escalão II Concurso Cartas de Amor

Rio Maior, 4 de Fevereiro de 2011 Amor: Comparo a vida a uma equação matemática de “ y = mx + b”, em “y” temos a vida, no “m”, o amor, o “x” a saúde e o “b” o dinheiro; este último inconstante, necessário, mas dispensável, é sempre mais importante manter em equilíbrio para evitar ter de solução, um conjunto vazio. Por sua vez, falamos de amor quando sentimos um “friozinho” na barriga, o aumento do brilho no olhar, a mudança de cor na face, chamada de corar. Mas será apenas isto? Respondo afirmativamente: NÃO! Amar é cuidar, é respeitar, é ser e fazer feliz. Estes são os ingredientes principais para fazer uma boa “açorda de amor”, sem nunca faltar um bocadinho de sal e, por vezes, um pouco de pimenta, para não ser insossa e não passar de uma rotina, pois amar é descobrir um ingrediente secreto todos os dias, sendo este revelável, ou não. Neste contexto, tenho uma opinião muito própria, equiparo o amor a uma casa, talvez um T5 com espaço para um cão, crianças e um grande relvado em volta. Onde tem aquecimento central e sempre uma lareira acesa para te manteres confortável, um frigorífico sempre cheio de beijinhos, grandes armários com gavetas, e em cada uma delas estarão sempre um carinho e um abraço. Esta casa tem também grandes janelas sem cortinados, para que possas apreciar o dia, a noite, as estrelas e até o mar, pois acredita que nunca estarás sozinha. Vou dizer-te a Rua para um dia ires lá ter: sobe apenas até ao lado esquerdo do meu corpo, tem o nome de “coraçãozinho” e estará sempre a chave na porta para tu entrares, e acredita que nunca, mas nunca te sentirás sozinha. Um beijo, Guilherme


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PONTO;VÍRGULA • Ano Lectivo 2010’11

PASSATEMPOS Última Hora Paradoxo – “Alice no Pais das Maravilhas e os Dois Relógios”

A Escola Profissional de Rio Maior (EPRM) reforçou a aposta no SUCESSO ESCOLAR dos seus alunos, oferecendo-lhes Sessões de APOIO PEDAGÓGICO

«(…) – Disse o chapeleiro: – o tempo não tolera que lhe batam! Só se estiveres de

às disciplinas de Matemática e Física e Química, por serem aquelas em que

boas relações com o tempo, é que ele te deixa fazer ao relógio tudo o que tu quiseres.

habitualmente evidenciam maiores dificuldades. O apoio a estas disciplinas

Se, por exemplo, fossem nove horas da manhã (horas de começarem as aulas) era só

ocorre semanalmente às quartas feiras e tem a duração de um bloco por

dizer uma palavra ao tempo e os ponteiros do relógio dariam uma volta num abrir e

semana, a cada uma das disciplinas.

fechar de olhos… uma e meia, hora do almoço! (…)

No entanto, os alunos podem, igualmente, beneficiar de apoio a outras disciplinas, como por exemplo Português, Inglês, etc.

– Era, bom, era! – disse Alice pensativa. – Mas então não me vinha fome com

Esta medida visa, por um lado procurar garantir uma elevada taxa de di-

certeza… – Nesse primeiro instante, talvez não – respondeu o chapeleiro – Mas podias

plomados e, por outro, colmatar as grandes dificuldades ao nível das compe-

parar o relógio na uma e meia o tempo que quisesses.»

tências e conhecimentos nestas disciplinas, no momento em que ingressam no Ensino Secundário.

Na realidade, não se pode mandar no tempo como no País das Maravilhas, mas pode-se medir o tempo com um relógio. Se te dessem a escolher, qual preferias: um relógio que está certo duas vezes por dia ou um relógio que só está certo uma vez por ano?

Trata-se de um ESPAÇO PRIVILEGIADO PARA EXPOR E ESCLARECER DÚVIDAS. Todos os alunos, sem excepção, podem e devem frequentar as Sessões de Apoio Pedagógico: os que querem evitar ter módulos em atraso, os que

(LOPES, Ana, BERNARDES, António, Actividades Matemáticas na Sala de Aula, Texto Editora, 1996)

querem melhorar o seu desempenho e, consequentemente, a média e aqueles que desejam prosseguir estudos para o Ensino Superior. Na EPRM esperamos que medidas como esta contribuam para que os alunos adquiram as aprendizagens e as competências consagradas nos currículos em vigor no Ensino Profissional. Pretende-se, também, aumentar o grau de satisfação das famílias, relativamente ao serviço prestado pela Escola, incrementar o nível de identificação dos alunos com a EPRM e estimular a cultura de Escola.


Ano Lectivo 2010’11 • PONTO;VÍRGULA

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PONTO;VÍRGULA • Ano Lectivo 2010’11

CICLO DE FORMAÇÃO 2011/2014

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140

Matemática

300

Física e Química

200

Matemática

300

Física e Química

200

410

Organização Industrial

120

Desenho Técnico

Educação Física

140

Matemática

300

Economia

200

Práticas Oficinais

320

Formação Contexto Trabalho

Formação Contexto Trabalho (Estágio)

420

480

Formação Contexto Trabalho (Estágio)

420 1600

1600

3100**

Total

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico de Manutenção Industrial – Nível IV

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico Instalador de Frio e Climatização - Nível IV

FAMÍLIA PROFISSIONAL 08 - Mecânica

FAMÍLIA PROFISSIONAL 08 Mecânica

3100**

ÁREA FORMAÇÃO 522 -Electricidade e Energia

NOTAS NOTAS * Curso aprovado pela Portaria Nº898/05 de 26 de Setembro. ** Cargas horárias a distribuir pelos três anos.

320

Língua Estrangeira I, II, III

220

Área de Integração

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

100

Educação Física

140 1000

Matemática

300

Física e Química

200

Total

Electricidade e Electrónica

360

Tecnologias Aplicadas

168

180

Sistemas Digitais

117

420

Automação e Instrumentação

535

1600

Formação Contexto Trabalho

420 1600

3100**

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico de Transportes – Qualificação Profissional de Nível IV FAMÍLIA PROFISSIONAL 06 Administração

500

ÁREA FORMAÇÃO 840 -Serviços de Transportes

Total

NOTAS

FAMÍLIA PROFISSIONAL 09 Electricidade e Electrónica

* Curso aprovado pela Portaria Nº1307/2006 de 23 de Novembro.

NOTAS

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos.

* Curso aprovado pela Portaria Nº896/2005 de 26 de Setembro.

*** Curso em fase de candidatura sujeito a aprovação. Abertura condicionada a um número mínimo de inscrições.

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos.

*** A aguardar autorização prévia de funcionamento. **** Curso em fase de candidatura sujeito a aprovação. Abertura condicionada a um número mínimo de inscrições.

3100**

SAÍDA PROFISSIONAL Técnico de Electrónica Industrial – Qualificação Profissional de Nível IV ÁREA FORMAÇÃO 523 -Electricidade e Automação

*** Curso em fase de candidatura sujeito a aprovação. Abertura condicionada a um número mínimo de inscrições.

INSCRIÇÕES _ 16 de Maio a 8 de Julho de 2011 SELECÇÃO DOS CANDIDATOS

AUXÍLIOS SOCIOECONÓMICOS

_ 12 de Julho de 2011 MATRÍCULAS

- SUBSÍDIO DE TRANSPORTE

_ 14 e 15 de Julho de 2011

N.º horas

Português

500

Marketing e Logística

Práticas Oficinais

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

1000

270

Desenho Técnico

*** Curso em fase de candidatura sujeito a aprovação. Abertura condicionada a um número mínimo de inscrições.

100

560

170

** Cargas horárias a distribuir pelos três anos.

220

Tecnologias da Informação e Comunicação

440

120

* Curso aprovado pela Portaria Nº1312/2006 de 23 de Novembro.

Área de Integração

Tecnologia e Gestão de Transportes

470

Organização Industrial

ÁREA FORMAÇÃO 521 – Metalurgia e Metalomecânica

220

Organização e Gestão

Tecnologia e Processos

Total

Língua Estrangeira I, II, III

500 TÉCNICA

TÉCNICA

500 Tecnologia e Processos

320

1000 CIENTÍFICA

CIENTÍFICA

1000

N.º horas

Português

SÓCIO-CULTURAL

Área de Integração

320

CIENTÍFICA

220

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

N.º horas

Português

CIENTÍFICA

Língua Estrangeira I, II, III

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

TÉCNICA

320

SÓCIO-CULTURAL

N.º horas

Português

SÓCIO-CULTURAL

SÓCIO-CULTURAL

Disciplinas 10º, 11.º, 12.º

Técnico de Electrónica, Automação e Instrumentação

Técnico de Transportes

TÉCNICA

Técnico de Manutenção Industrial/ Técnico de Frio e Climatização Electromecânica

(ATRIBUÍDOS NAS CONDIÇÕES LEGALMENTE PREVISTAS):

- SUBSÍDIO DE ALIMENTAÇÃO

- SUBSÍDIO DE ALOJAMENTO APOIO PEDAGÓGICO A MATEMÁTICA E FÍSICA E QUÍMICA

Jornal Ponto e Virgula  

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