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A paixão de comunicar

Os textos da primeira coletânea do “Ponta da Língua” são de produção genuína, livre e espontânea de alunos da EPM-CELP no decorrer do ano letivo 2011/2012. Escreveu quem quis, quando quis e como quis. É a intenção primeira desta edição do “Ponta da Língua”, uma rubrica inaugurada no sítio oficial da EPM-CELP na internet. São, por conseguinte, textos já publicados e conhecidos por todos quantos já os leram um pouco por todos os lados do Mundo. Esta edição digital mais não faz do que individualizar e personalizar o esforço de um grupo alargado de alunos que encontraram prazer no exercício da escrita, pendurando os textos na história da nossa Escola. Escrever liberta e integra o indivíduo nas várias comunidades a que pertence, ajuda o autor a escrever, descrever e construir o Mundo do qual é também obreiro e responsável. Estas foram as principais razões porque achámos útil fixar estes momentos. António Lopes Editor


A escola Poema sem título A rima que não rima O amor de mãe Chocolate Falta de cor, falta de amor O que sinto por ti... Pintar Poema sem título XBox

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Filipa Figueiredo Margarida Pinto Nayma Melo Diana Loforte Miguel Vieira Iano Carvalho Adriana Timóteo Catarina Alves António Santos Eduardo Júnior

Se eu fosse uma borracha O sonhador de retalhos Até me belisquei, para ver se era um sonho Um dia de alegria Beatitudinem (filicitadinol) Como eu passo o meu natal Greve na biblioteca Costuma ser o meu avô

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Marta Pestana Margarida Dray Bárbara Santos Diogo Pimenta Nayma Melo Tatiana Relvas Iano Carvalho Catarina Silva


Grande edifício amarelo, amarelo como uma chinesa, grande como um caramelo chamado Escola Portuguesa. Temos corredores, salas e mesas, mas nem jacuzzi tem é um facto, são tristezas, mas nem eu, sei de quem.

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Temos quadros, livros e cadeiras. Enquanto há quem limpe vidros outros só perdem tempo com brincadeiras. Há quem seja criança, adolescente ou até mesmo crescido. Uns brincam às barbies e outros já têm carros, uns parecem que ficam decrescidos outros já se meteram no charro.

Filipa Figueiredo (8ºD)


Ninguém percebe, ninguém entende o que fiz neste mundo duro. Ninguém me ouve, ninguém pretende ultrapassar este enorme muro. Todos falam, gritam, aconselham, os olhos abrem-se de duro desespero. As mais caladas bocas se abrem, negam tudo e não aceitam o medo.

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Calamo-nos simplesmente no final, e observamos a morte infernal.

Margarida Pinto (8ºE)


O meu mundo está de trás para a frente. Não entendo porquê, mas sinto-me diferente. Tudo tem rima, mas nem tudo faz rimar. Não distingo o que sinto! Será amor? Será dor?

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Sinto que está algo de mal! Como se tudo estivesse de pernas para o ar, como se em vez de sol fosse los e fosse ram em vez de mar. Como se a tristeza fosse felicidade, como se a vila fosse a cidade. Algo aqui está de mal! Será o papel que está ao contrário ou que esta caneta está errada? Deve ser algo imaginário. Penso e penso sem parar, mas tudo acaba por rimar.

Nayma Melo (8ºD)


Amor de mãe. Este amor é incondicional, não tem fim nem preço.

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Desde que nascemos damos e recebemos. Este amor infinito, infinito como o céu e intenso como o calor de uma manhã de Verão. É um Verão alegre, alegre como a Primavera.

Diana Loforte, (8ºD)


Podes ser quente ou frio, mole ou duro, branco ou preto, da Cadburys ou da Ferrero Rocher, mas como tu não há ninguém, chocolate. És bom em qualquer ocasião, haja alegria ou depressão, no Inverno ou no Verão, com leite ou com pão, aqueces-me o coração, nunca me causas desilusão, chocolate.

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Miguel Vieira, (8ºE)


Um prédio simples, sem cor nem padrão com janelas e uma porta um prédio sem coração.

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Entrou por aquelas portas um artista, um pintor tirou as suas botas e, em cada pincel, um toque de amor. Uma mudança radical em cada parede, janela, corrimão. Desapareceu a cor de cal e nasceu um coração.

Lara Gonçalves, (8ºE)


Um olhar, apenas um olhar, faz-me sentir diferente com a cabeça no ar, sem preocupações com inúmeras ilusões. Perdi-me aqui bem perto de ti, num labirinto, sem fim.

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Com os olhos postos em mim, assim me senti pois agora estou aqui, bem perto de ti. De que valeu fugir para acabar aqui, bem perto de ti. Se mudei foi por causa de ti. Não vou mais fugir pois vou acabar aqui, bem perto de ti. Iludida pelo amor, por ti eu me perdi.

Adriana Timóteo, (8ºD)


Pintar é sonhar. Sonhar é voar. Voar nas asas de uma cegonha migrar para sul e voltar, conhecendo e descobrindo com o vento a sussurrar melodias belas e desconhecidas que aprendi a apreciar.

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Nas asas dessa cegonha aprendi a sonhar, sendo o vento o meu transporte e o céu o meu lar. Olhos atentos e perspicazes, captando a essência da vida, passando-a para a tela com um pincel e tinta. Lugares distantes, paisagens deslumbrantes, emoções reprimidas, olhares atrevidos, gestos captados em arte transformados.

Catarina Alves (8ºE)


Faço isto, faço aquilo, tudo que eu faço está errado. Quero isto, quero aquilo, tudo que eu quero não recebo. Sei isto, sei aquilo, tudo que eu sei ninguém quer saber. Digo isto, digo aquilo, tudo que eu digo está fora de questão.

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Esforço-me, esforço-me, mas nada muda. Nada vai mudar! Esforço-me, esforço-me, mas nada acontece. Nada vai acontecer!

António Santos (8ºA)


Tu és uma caixa preta, imóvel e imatura, moderna e bonita. Tu atrais-me sem cessar e eu não te consigo resistir. Eu posso tentar mas tu concentras-me com o teu luzir.

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Será que me escravizaste, sem eu me aperceber? Ou aprisionaste-me e eu não reclamei?

Eduardo Júnior (8ºA)


Se eu fosse uma borracha eu era branca com uma capa laranja. Eu só apagava coisas más. Eu apagava as palavras totós e populares, para sermos todos amigos. Medo, inveja e peneiras eu também apagava. A frase "sou perfeita" também seria apagada porque ninguém é perfeito! A palavra inimigo também apagaria, porque significa menos um amigo. Magoada porque é uma dor horrível dentro de nós. Se eu estivesse à venda, na minha embalagem, estaria escrito "Borracha Especial". Só apagava palavras ou frases más! Eu seria a borracha mais barata para que todos me pudessem comprar, para que com isto deixasse de haver a palavra "injustiça". Mas eu apagava a mais importante de todas, porque é desta palavra que nascem todas as outras atrás referidas, a palavra "erro". É por um erro que tudo muda, seja ortográfico ou uma ação. A minha magia era que todas as palavras que eu apagasse ninguém as voltava a repetir. Essa palavra, frase ou ação deixava de existir.

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Marta Lopes Pestana (7ºD)


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Havia, na Grécia, um sonhador que tinha o sonho de descobrir o céu, de saber o que lá havia. Mas, para isso, precisava de ajuda. Por isso, resolveu ir falar com o Imperador. Quando, finalmente, conseguiu falar com ele, pediu-lhe material para o seu projeto. Ora, o Imperador, homem cruel, riu-se, maquiavelicamente, e acrescentou: - Essa é a ideia mais maluca que já ouvi na minha vida! O sonhador, triste, foi-se embora para a sua casa no alto da montanha. Quando chegou a casa, pôs-se à janela a olhar para as nuvens suspensas no ar, até que teve uma ideia. Mandou vir todos os seus empregados e a melhor costureira do reino e, juntos, começaram a fazer umas cortinas gigantes, com luas e estrelas. Quando terminaram, ele viu, satisfeito, que podia investigar o espaço, olhando para as cortinas. Todas as noites sentava-se no seu banquinho e contemplava os astros pintados nas cortinas. E, assim, ficou conhecido como "O sonhador de Retalhos".

Margarida Dray, (5ºB)


O meu sonho ocorreu numa linda floresta, onde havia grandes árvores e muitas flores que cheiravam bem. Havia, também, uma planta que, quando a tocávamos, se fechava. A minha casa era muito pequenina, só com um quarto. A casa era um grande cogumelo! Todas as manhãs eu acordava e ia beber água da humidade que havia nas folhas das plantas. Eu era uma menina muito pequena ou, mais bem dito, uma anã, tal como os meus amigos. Eu tinha vários amigos, mas havia três que eram especiais: a Ana era uma anã loura, com sardas e o seu cabelo era muito grande; o Miguel era um rapaz muito giro, eu gostava dele como todas as raparigas da aldeia; e a Margarida era uma anã mulata e com uns grandes caracóis escorridos pelas suas costas. O dia de Miss Anã estava a chegar. Era um título desejado por todas as raparigas da aldeia. Eu e todas as anãs preparávamo-nos para o concurso. Havia, na aldeia, uma menina chamada Mariana, que ganhara todos os concursos anteriores. Era muito convencida e eu queria dar-lhe uma bela lição. No dia do concurso eu estava muito atarefada, não sabia o que vestir e, por isso, chamei a minha avó, pois os meus pais estavam fora. Ela ajudou-me, escolheu um vestido vermelho, muito curtinho, e levou-me ao desfile. Chegada a hora do "agora ou nunca", pensei, avancei e comecei a desfilar. Depois foram as outras anãs e, de seguida, a entrega da coroa de Miss Anã. Para grande espanto, eu ganhei! Até me belisquei para ver se era um sonho... Fiquei feliz e a Mariana olhou para mim com cara de desprezo. Foi um bonito sonho. Consegui perceber que sonhar é acreditar!

Bárbara Santos, (7ºB)

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Natal, uma época festiva, celebrada em todo o mundo, e conhecida por ser celebrado o nascimento de Cristo. Todos o passamos de maneira diferente. Uns em casa com os pais nas tropicais e amenas temperaturas africanas, outros reunidos com a família num rigoroso inverno europeu. Eu, se querem que vos diga, vejo o Natal como uma oportunidade de estar com os que mais amo. Como em qualquer família, os preparativos de Natal são sempre uma dor de cabeça. Eu, que comemoro o Natal em Portugal, habitualmente, não compro os enfeites, conservoos todos os anos para que os possa reutilizar no ano seguinte. Passada em casa da minha avó paterna, a véspera de Natal é sempre alegre, contando a nossa vida em África, falando de outros parentes que, por alguma razão, não estão ali presentes. Costumamos cear por volta das dez horas, um agradável bacalhau com natas, juntamente com carne alentejana. Os homens bebem vinho, as mulheres bebem espumante e as crianças bebem sumo. Esperamos depois pela meia-noite para abrir os presentes. O Natal, é passado em casa do meu bisavô paterno, com toda a família reunida. De avós a primos em segundo grau, almoçamos todos neste dia especial. O Natal. Terminado Mas este Natal foi diferente. Passado em Moçambique, experimentei uma nova maneira de celebrar o natal. Já com os preparativos no sótão, montei, pela primeira vez, a minha árvore em Maputo, e também na minha nova casa.


o almoço, juntamo-nos à mesa a conversar, até á hora de abrir os presentes. A véspera de Natal, foi passada em casa de amigos, mais precisamente, em casa da Maria Oliveira, já que os meus pais se dão com os dela. Comemos bacalhau com natas e galinha. Foi, depois, a hora mais esperada por todos: a entrega das prendas. O Natal, foi passado na minha nova casa. Comemos peru e brincámos na piscina. Fizemos ainda um curto período de «karaoke.» É isto, o meu Natal em palavras, está aqui transcrito, e espero ter assim, retratado o meu natal, para que todos o tenham entendido.

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Diogo Pimenta, (7ºC)


Cada comprimido contém: ·Comprimido goma: 2g de gula ·Comprimido pelúcia: 2g de carinho ·Comprimido carinha: 2g de diversão

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O que é o Beatitudinem? O Beatitudinem é um fármaco que se encontra na forma de comprimidos de sabores e aspetos diferentes, mas todos com o mesmo objetivo. O Beatitudinem contém 18 comprimidos de cada um dos tipos, perfazendo um total de 54 comprimidos. O conjunto atua em três etapas: a primeira é a goma, que provoca a gula; a segunda é a pelúcia, que te acarinha e, a última, é a cara feliz que te provoca diversão. Os três comprimidos fazem-te esquecer a tristeza e adotar, no seu lugar, a felicidade. Quando e como utilizar? Posologia: O Beatitudinem deve apenas ser usado quando uma pessoa se encontra num estado de tristeza. Quando tal acontece deve tomar-se os três comprimidos , distanciados dos outros por três três horas. Estas quantidades são válidas para todas as idades a partir dos três anos. Este medicamento não deve ser usado fora de horas ou quando não se está triste.


Possíveis efeitos secundários O Beatitudinem apenas pode ter um efeito secundário, que á diversão, excitação e felicidade em demasia, mas tal apenas acontece se os comprimidos não forem tomados num momento sem tristeza ou fora das horas recomendadas. Se tal acontecer a pessoa deve ir dormir imediatamente e, ao fim de cerca de três horas, os sintomas irão desaparecer. Modo de conservação Podem ser conservados em qualquer local fresco e sem radiação solar.

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Fabricante Laboratórios Millow – Produtos Funmacêuticos Rua Fernão Lopes, n.º 79Maputo, Moçambique

Nayma Melo, 8(ºD,)


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Há dezenas de anos que o Natal é comemorado por todas as famílias cristãs, católicas e de outras religiões. Algumas podem não comemorar o Natal, mas comemoram alguma outra coisa… Eu comemoro o meu Natal, normalmente, em casa de algum familiar ou mesmo em casa com a minha família, mas sempre cá, em Moçambique. Na véspera eu comemoro em casa de um amigo do meu pai ou da minha mãe e é sempre muito divertido pois convivese com muitas pessoas. Quando o Natal chega nunca se pode esquecer dos enfeites na casa. Eu penduro o azevinho na porta, monto a minha árvore de Natal, com muitas luzes, e ponho a estrela no topo da árvore. No dia 24 de dezembro, na véspera de Natal, eu ajudo a minha mãe a cozinhar, normalmente, são rabanadas, bacalhau, peru, porco e outras deliciosas comidas, mas nunca falta o bolo-rei que a minha mãe compra na pastelaria. As bebidas são normais, quando digo normais é porque são aquelas consumidas quase todos os dias, como cervejas, refrescos, champagne e vinhos. Depois, jantamos e esperamos que chegue a meia-noite, para podermos abrir os presentes, já que é dia 25, dia de Natal. No dia de Natal, nós cozinhamos porco, bacalhau e outras comidas tradicionais. A minha família divide-se e cada um leva uma comida ou bebida. Neste dia abrimos os presentes e alegramonos a cada presente que abrimos. É assim que passo o meu Natal, esperando que venha um novo ano para voltar a passar outro. Este ano não foi diferente, foi ótimo.

Tatiana Relvas, (7ºC)


Numa escola amarela chamada EPM–CELP (Escola Portuguesa de MoçambiqueCentro de Ensino e Língua Portuguesa) havia uma grande confusão na sua biblioteca: eram os livros! Ganharam vida e, agora, reclamavam por não serem tratados da melhor maneira - Olhem lá, a mim já me riscaram todo... - suspirou o dicionário - E a mim!? Já ninguém me lê! – desabafou o livro da Branca de Neve – quando eram pequenos lutavam por mim , mas agora já acham que são grandes e que leem livros sem desenhos. - Por acaso gostaria de estar no teu lugar- barafustou o Atlas Geográfico - porque a mim não me deixam descansar um minuto. Vem um pega, outro abre, outro vira... - Olha que comigo foi muito pior!!! – gritou o livro de futebol - levei uns bons pontapés no rabo de um pequenote. Não sei se disse alguma coisa de mal ou se foi por causa da bola de futebol ilustrada na minha capa e contracapa. Foi-se criando, então, uma grande confusão e foi no meio dessa confusão que todos os livros combinaram recusar serem lidos. E foi assim que ninguém, dos que frequentavam aquela biblioteca, conseguiu abrir um livro que fosse (a não ser um pequenote que conseguiu abrir um, mas que, de imediato, se fechou entalando a cara do menino). Foram todos queixar-se à professora de Língua Portuguesa e ela, não acreditando no que ouvia, ficou ansiosa e resolveu pôr-se em ação. E quando lá chegou viu a Enciclopédia em cima de três cadeiras a berrar:

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- Ou vocês nos tratam bem ou nunca mais ides ler nenhum de nós! Perante aquela ameaça e sabendo que não poderiam nunca viver sem livros, um dos alunos presentes propôs um pacto: - Calma, calma! Bem sabem que sem vós, nada somos. Já imaginaram estudantes sem livros!? Sugiro que a partir de hoje se forme a "equipa de defesa ao livro", composta por um livro grande e importante, um aluno exemplar e outro com dificuldades de leitura e ainda um professor de Língua Portuguesa. Este grupo deve reunir sempre que necessário para resolver problemas relacionados com maus tratos aos livros. Todos nós vamos também ficar atentos e cuidar bem de vocês. Todos concordaram e a partir desse dia a biblioteca da EPM-CELP passou a ser um lugar de grande harmonia e alegria para todos.

Iano Carvalho, (5ºB)


No dia 24 de dezembro, passo o natal em casa dos meus avós maternos e em casa do meu pai. É confuso, mas já estou habituada, é assim todos os anos. A noite de Natal para mim é dividida em dois, janto com a família do meu pai e depois vou para casa dos meus avós maternos e abro lá as prendas às 00:00 horas, em ponto. O jantar não costuma ser tradicional, tem comida do dia-a-dia. Depois do jantar em casa dos meus avós maternos, à meia-noite em ponto, aparece uma pessoa mascarada de pai Natal (costuma ser o meu avô) e abrimos as prendas. Mas o pai Natal lá de casa não é um pai Natal que se costuma ver, porque com o calor ele vaise despindo (uma expressão). O dia 25 de dezembro também passo em casa dos meus avós, aqui sim, como peru, rabanadas, bolo-rei, etc. … Logo a seguir vou para à piscina. É assim que passo o meu Natal!

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Cristiana Silva (7.º C)


DIREÇÃO Dina Trigo de Mira COORDENAÇÃO EDITORIAL António Lopes REVISÃO Ana Paula relvas LAYOUT E PAGINAÇÃO Diana Manhiça EDIÇÃO Núcleo de Informação e Comunicação IMPRESSÃO EPM-CELP/Oficina Didática 2012


Av. do Palmar, n.ยบ 562 . Caixa Postal 2940 . Maputo - Moรงambique Tel: 00 258 21 481300 . Fax: 00 258 21 481343 E-mail: epm-celp@epmcelp.edu.mz . www.epmcelp.edu.mz


Na Ponta da Língua - Nº1