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Revista Licensing Brasil (Marcas & Personagens) #129

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Ano 18 – Ed. 129 – Fevereiro – 2026

Espaço Palavra Conteúdo, Eventos e Mentoria Ltda.

‹ Direção-geral e jornalista responsável › Marici Rosana Ferreira (MTB 36727)

‹ Conselho editorial ›

David Diesendruck, presidente da Redibra; Victor Fonseca, diretor de licenciamento da Paramount; Marcos Bandeira de Mello, gerente-geral de operações da Warner Bros. Consumer Products (Brasil);

Angela Cortez | VP Licensing & Retail LATAM & Canadá.

‹ Revisão ›

Lu Peixoto

‹ Redação ›

Camila Guimarães

‹ Arte › Wilson Alves

Fabio Dias

‹ Atendimento ›

Daiane Miranda

‹ Marketing ›

Luiz Paulo Ferreira

Luise Kipper

‹ Novos negócios ›

Camila Guimarães

‹ Administrativo ›

Cristina Venâncio

Mariana Silva

‹ International sales › Multimedia, Inc. (USA)

Tel. +1-407-903-5000

E-mail: info@multimediausa.com

‹ Administração, publicidade e redação › Av. Rouxinol, 1041, conj. 1109

Moema – São Paulo/SP

CEP: 04516-001

Tels.: (11) 5092-5588 / (11) 5094-0403

E-mail: comercial@epgrupo.com.br

‹ Assinaturas › (11) 5092-5588 ou pelo site www.epgrupo.com.br

As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores e podem ser reproduzidas, desde que citada a fonte. As fotos utilizadas nesta edição pertencem ao banco de imagens da revista Licensing Brasil e podem ser utilizadas desde que citada a fonte.

A revista Licensing Brasil possui distribuição nacional para diretores, gerentes de marketing e demais pessoas envolvidas no mercado de licenciamento dos setores de publicidade, acessórios, alimentos, brinquedos, canais de TV, confecção, cosméticos, higiene e limpeza, papelaria, promocional, tecnologia e informática. Profissionais de outros setores poderão adquirir os exemplares por meio da assinatura da revista.

CURTAS – 6

BATE PAPO – Bob’s 16

CAPA – Licenciamento em foco 18

VAREJO – Estratégia de varejo Latam 48

TECNOLOGIA – Design 58

DESIGN – Licenciamento no Brasil 62

AGENDA – 64

CURTAS

MIU MIU + UNO

A icônica marca italiana de moda Miu Miu, famosa por seu estilo jovem e ousado dentro do segmento de luxo, uniu-se à Mattel para lançar uma versão especial do jogo de cartas UNO, transformando o tradicional baralho em um item de design e colecionável. A colaboração traz um deck de UNO redesenhado com arte exclusiva da Miu Miu, embalado em uma case de couro macio color caramelo (cognac) com fecho sofisticado, disponível em boutiques selecionadas da marca no mundo e no e-commerce oficial.

O lançamento foi apresentado em eventos exclusivos, incluindo encontros em lojas da Miu Miu, onde os locais foram ambientados para celebrarem a união entre jogo e moda, convidando os presentes para participarem de partidas em mesas customizadas e experiências ligadas ao lifestyle da grife.

O projeto representa uma tendência crescente de marcas de luxo reinterpretarem objetos do cotidiano – como jogos de cartas – em produtos desejáveis e com apelo estético, ampliando o alcance da grife para além das roupas e acessórios tradicionais.

A Miu Miu é uma marca italiana de roupas e acessórios femininos de alta moda, fundada por Miuccia Prada e parte do grupo Prada, conhecida por sua estética experimental, irreverente e influente no cenário da moda global. #miumiu #uno #moda #luxo

LACOSTE NOS ALPES FRANCESES

A Lacoste inaugurou duas quadras esportivas em Courchevel 1850, uma das estações de esqui mais luxuosas dos Alpes franceses, levando o padel para um cenário pouco convencional, cercado por neve e montanhas. A iniciativa faz parte de uma parceria com as autoridades locais e reforça a ideia de transformar Courchevel em um destino esportivo ativo durante todo o ano, não apenas no inverno.

As quadras ficam a mais de 1.800 metros de altitude e foram pensadas para funcionarem mesmo em temperaturas extremas, com estrutura adaptada ao clima alpino. Além do esporte, a ação fortalece o posicionamento da Lacoste como uma marca que une moda, lifestyle e performance, apostando em experiências exclusivas em locais icônicos e antecipando tendências para os próximos anos.

CURTAS

NIKE ABRE LOJAS DE SOPAS EM GUANGZHOU

A @nike surpreendeu a China ao abrir uma loja de sopas em Guangzhou, transformando uma rua movimentada em ponto de parada para corredores.

A ação levou o nome da Nike à boca do povo sem mesmo revelar um produto oficial da marca. Ao incentivar as corridas na cidade, oferecendo algo que atende à necessidade básica da alimentação, a marca fixada nos bowls e na colher está fazendo sucesso, sobretudo entre a geração Z.

O ato reforça ainda a conexão entre moda e comportamento, já que a tendência de um estilo de vida ativo, com atividades diárias como corridas e caminhadas, se mostra cada vez mais forte, especialmente entre os jovens, principal público impactado pela marca esportiva na ação.

Para completar, o velocista olímpico @subingtian participou da ação, aproximando ainda mais o universo esportivo do lifestyle moderno. Parceiro de longa data da Nike, ele ajudou a transformar o espaço em um momento cultural, da pista para a sopa e da sopa para o branding.

Fonte: @thegamecollective

CURTAS

DANI FERNANDES APOSTA NO UNIVERSO DE BRIDGERTON EM NOVA LINHA DE PERFUMARIA

Dani Fernandes, em colaboração com Shondaland e Netflix, lança uma nova coleção de aromas para casa inspirada no universo de Bridgerton, antecipando a quarta temporada da série em 2026.

A perfumaria criativa, conhecida por converter narrativas em experiências olfativas, apresenta três coleções exclusivas que representam capítulos sensoriais únicos.

A coleção inclui difusores de ambiente, aromatizadores, águas perfumadas, velas e barras de cera, além de kits especiais e presenteáveis de cada linha.

A partir de janeiro, Dani Fernandes lança fragrâncias inspiradas em Bridgerton, buscando alinhar a estética da série com a sensibilidade da marca. A quarta temporada de Bridgerton será lançada na Netflix em duas partes, em 29 de janeiro e 26 de fevereiro de 2026.

Imagem/Fonte: Marcas Mais

OLD SPICE ANUNCIA O LANÇAMENTO DE LINHA DE PRODUTOS INSPIRADA NO FILME SUPER MARIO GALAXY

A Old Spice anunciou oficialmente o lançamento de uma linha de produtos temáticos inspirada no filme Super Mario Galaxy, com estreia prevista para abril. Imagens vazadas em julho de 2025 revelaram a colaboração, e agora foram divulgadas fotos detalhadas dos desodorantes dedicados aos personagens Mario e Luigi, chamados Cosmic Quest e Desert Detour, respectivamente.

A Old Spice é uma marca americana conhecida por seus produtos masculinos, incluindo desodorantes, antitranspirantes e outros itens de higiene pessoal.

Disponíveis para compra on-line nos Estados Unidos por cerca de 9 dólares, os produtos combinam a utilidade de um desodorante com artes do novo filme, visando fãs que desejem celebrar o lançamento da produção nos cinemas.

Imagem/Fonte: Reino Do Cogumelo

AJINOMOTO AMPLIA PARCERIA COM ONE PIECE E APRESENTA NOVOS PERSONAGENS

Em novembro de 2024, a Ajinomoto do Brasil anunciou uma colaboração especial com a franquia One Piece, um dos animes mais populares do mundo. A iniciativa trouxe ao mercado brasileiro uma linha exclusiva de produtos AJI-NO-MOTO estampados com personagens icônicos da série, marcando uma estratégia inovadora para aproximar a marca dos fãs da cultura pop japonesa e fortalecer sua atuação no segmento de temperos. Agora, a parceria entra em uma nova fase com a inclusão de novos personagens.

A linha exclusiva conta com frascos colecionáveis de AJI-NO-MOTO de 100 gramas, ilustrados com seis personagens da obra criada por Eiichiro Oda: Luffy em sua forma Gear 5, Shanks, Ace, Law, Sabo e Buggy. Além dos frascos, a Ajinomoto também lançou embalagens no formato “Floppy”, de 36 gramas, com os mesmos personagens, oferecendo alternativas para diferentes perfis de consumo. Os preços sugeridos são de R$ 9,43 para os frascos e R$ 3,14 para as embalagens Floppy, nos pagamentos via Pix.

A campanha convida os consumidores a vivenciarem uma verdadeira jornada gastronômica ao lado dos personagens do anime, unindo a tradição da Ajinomoto em realçar sabores ao espírito aventureiro de One Piece. Um site exclusivo da parceria oferece uma experiência interativa, permitindo que os fãs escolham seus personagens preferidos e conheçam mais detalhes sobre os produtos.

Os itens colecionáveis já estão disponíveis na loja on-line oficial da Ajinomoto, possibilitando que os fãs completem suas coleções com todos os personagens da linha.

Imagem/Fonte: GKPB

CURTAS

WARNER BROS. E THUNDERX3 LANÇAM CADEIRAS GAMER INSPIRADAS EM FRANQUIAS ICÔNICAS

A ThunderX3 e Warner Bros. lançam uma coleção limitada de cadeiras gamers licenciadas, unindo conforto premium a referências icônicas da cultura pop.

A linha Core Smart apresenta modelos inspirados em universos como Harry Potter, Rick and Morty, Superman, Mortal Kombat, Game of Thrones e Batman, com design exclusivo, ergonomia e detalhes imersivos para fãs e colecionadores, transformando cada cadeira em uma extensão autêntica das respectivas franquias.

O lançamento de cadeiras licenciadas ThunderX3 e Warner Bros. oferece mais do que ergonomia e conforto, transformando espaços com a identidade de franquias populares, tornando-se itens exclusivos para fãs e colecionadores.

Confira a coleção completa no site da ThunderX3.

Imagem/Fonte: Publicitários Criativos

Bob’s:

DNA DE SABOR E PROXIMIDADE

Oprimeiro bate-papo do ano é com Renata Brigatti, diretora de marketing do Bob’s. A executiva conta sobre a tradição e a inovação desta marca que está no mercado há quase 75 anos, trazendo seu olhar sobre a geração Z, licenciamento, cases de sucesso, métricas e tendências. Ah, e uma novidade que logo chegará ao Bob’s!

“São 75 anos com o mesmo DNA, mas mudando um pouco o tom de voz. O Bob‘s é uma marca que pode inovar de maneira rápida. Ouvimos o consumidor e colocamos em prática.”

Licenciamento em foco

Entre a consolidação de 2025 e as apostas para 2026

Omercado brasileiro de licenciamento de marcas e personagens encerrou 2025 em um novo patamar de maturidade. Depois de anos marcados por expansão acelerada, impulsionada por volume e multiplicação de projetos, o setor passou a operar sob uma lógica mais estratégica, seletiva e orientada por valor real no ponto de venda.

Executivos – agentes e licenciadores – apontaram um movimento comum: menos dispersão, mais curadoria. A performance deixou de ser medida apenas por quantidade de contratos e passou a ser avaliada pela eficiência, rentabilidade, coerência de marca e capacidade de gerar conexão emocional com o consumidor.

Neste especial, reunimos lideranças das principais agências e companhias de licenciamento do País para analisar os principais vetores que definiram 2025 e projetar os caminhos de 2026. Do impacto do varejo omnichannel às novas dinâmicas de consumo, passando pela evolução dos portfólios de IPs, pelas categorias que mais performaram e pelos aprendizados estratégicos do último ciclo, os executivos compartilham uma visão clara: o licenciamento brasileiro entra em uma fase em que relevância cultural, execução impecável e visão de longo prazo passam a ser tão importantes quanto escala.

Mais do que licenciar produtos, o desafio agora é construir ecossistemas de marca, capazes de integrar conteúdo, produto, experiência, comunidade e dados – em um mercado cada vez mais exigente, competitivo e orientado por significado.

NATALIA SINATO

BRAZIL BUSINESS DIRECTOR | ICONIX LATIN AMERICA

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado brasileiro de licenciamento atingiu um nível mais elevado de maturidade em 2025. Em um contexto econômico ainda volátil, ficou evidente que marcas com legado, posicionamento bem-definido e execução consistente conquistaram vantagem competitiva. Projetos ancorados em herança, autenticidade e relevância cultural conseguiram se diferenciar de forma mais clara.

Performance da companhia no ano

A Iconix apresentou um desempenho sólido no Brasil, sustentado por marcas globais com forte reconhecimento e histórico consistente. O trabalho esteve focado no fortalecimento de posicionamentos já consolidados, com ampliação de presença em categorias estratégicas e aprofundamento de parcerias locais. O foco foi a construção de valor de longo prazo, preservando o DNA de marcas com heranças esportiva e urbana.

Categorias e IPs que mais performaram

No caso da Iconix, vestuário, calçados e acessórios concentraram os melhores resultados. Marcas com forte conexão com performance, lifestyle ativo e identidade urbana – características presentes em parte relevante do portfólio – demonstraram grande aderência ao consumidor brasileiro quando traduzidas em produtos bem-executados e com distribuição adequada.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi um ano de consolidação estratégica. O foco esteve no ajuste de portfólio e na inclusão de novas categorias. Marcas com longa trajetória no esporte e no lifestyle passaram por um processo natural de atualização, mantendo sua essência, mas dialogando com novos perfis de consumidores.

Evolução do portfólio de marcas

Houve um direcionamento claro para marcas consolidadas, com extensões de categoria realizadas de forma criteriosa, além de collabs que associavam nossas marcas a players relevantes do cenário esportivo e de lifestyle. Em alguns casos, avançamos para segmentos que ampliam a presença no cotidiano do consumidor, sem comprometerem posicionamento ou percepção de valor.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O varejo passou a exigir propostas mais objetivas e produtos com maior eficiência de giro. Esse movimento reforçou a estratégia de trabalharmos com marcas que já possuem reconhecimento e credibilidade, especialmente aquelas com tradição no esporte e no streetwear, facilitando a conversão no ponto de venda e a expansão multicanal.

Tendências de consumo para 2026

A convergência entre esporte, moda e lifestyle continuará sendo central. Além disso, cresce a valorização de marcas com história, autenticidade e propósito – atributos naturalmente associados a marcas esportivas heritage e labels urbanas presentes no portfólio da Iconix.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Clareza de posicionamento, alinhamento com o DNA global da marca e parceiros locais com forte capacidade de execução. Projetos bem-sucedidos são aqueles que respeitam a herança da marca – como ocorre em propriedades esportivas e lifestyle consolidadas – e evoluem de forma consistente no mercado local.

Principais aprendizados para 2026

O principal aprendizado foi reforçar o foco. Licenciamento se trata de quantidade de projetos, mas de consistência, coerência de marca e geração de valor sustentável no longo prazo. Marcas com história, quando bem-cuidadas, seguem extremamente relevantes.

A palavra que definirá 2026

Consistência. Consistência na estratégia, na execução e na forma como as marcas constroem relações duradouras com consumidores, parceiros e varejo.

“Projetos ancorados em herança, autenticidade e relevância cultural conseguiram se diferenciar

de forma mais clara.”

CAPA

HERBERT GRECO

COO | BY FROG

PanoramadolicenciamentonoBrasilem2025

Na nossa avaliação, o mercado de licenciamento vem crescendo de forma orgânica há alguns anos, e 2025 foi mais um período bastante positivo. Apesar das instabilidades políticas que refletem diretamente na economia, há uma percepção clara de que o setor procura relativizar essa situação, já quase crônica, e se concentrar na busca contínua por crescimento.

Performance

da companhia no ano

Nossa performance foi excelente em 2025. Registramos um crescimento expressivo com as marcas que representamos, com destaque para Sonic, além da consolidação de B.Duck, que vem ganhando escala no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Canadá – regiões onde também atuamos com a marca. Para nós, esse resultado não foi uma surpresa: ao incorporarmos B.Duck ao portfólio, já sabíamos do seu alto potencial de aceitação junto ao consumidor.

Categorias e IPs que mais performaram

Alimentos e bebidas, papelaria, acessórios, calçados e vestuário foram os grandes destaques em termos de resultado financeiro. Esse comportamento é relativamente padrão no mercado, mas o que merece ser ressaltado é o equilíbrio entre essas e as demais categorias. Essa diversificação nos traz segurança estratégica ao reduzir a dependência de segmentos específicos.

2025:

crescimento, consolidação ou ajuste?

Para nós, sem dúvida, foi um ano de crescimento. Esse movimento veio tanto das marcas já consolidadas –algo esperado – quanto, principalmente, das novas marcas incorporadas recentemente, que demonstram grande potencial de geração de negócios. Esse segundo ponto é especialmente positivo, pois consolida uma perspectiva muito promissora de futuro.

Evolução do portfólio de marcas

As marcas consolidadas apresentaram crescimento orgânico e dentro das expectativas. Já as novas marcas vêm reequilibrando o portfólio e proporcionando uma distribuição mais saudável das receitas, o que torna a companhia menos exposta a riscos e mais preparada para diferentes ciclos de mercado.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O comportamento do varejo é nosso principal balizador. Mantemos visitas frequentes aos pontos de venda para mapear variações e tendências que impactam o consumo. Em 2025, ficou ainda mais evidente que o varejo se tornou mais seletivo e restritivo na escolha de marcas para licenciar, priorizando aquelas já bem sedimentadas na mente do consumidor.

Esse movimento é saudável no curto prazo, pois garante giro e rentabilidade. Por outro lado, tende a “pasteurizar” o mercado, tornando a oferta muito homogênea entre os diferentes players e reduzindo o espaço para inovação. Nossa estratégia é estarmos preparados para atender às demandas do varejo, sem perdermos a capacidade de identificar oportunidades diferenciadas.

Tendências de consumo para 2026

O consumidor tende a estar cada vez mais limitado pelo orçamento pessoal e pelas condições de crédito, um cenário que vem se intensificando nos últimos anos. Em 2026, veremos um público mais atento, mais exigente e muito mais racional em suas decisões de compra.

Nesse contexto, o licenciamento ganha ainda mais relevância, pois marcas e personagens aumentam o valor percebido dos produtos e funcionam como fator decisivo na comparação entre ofertas.

Do nosso lado, cresce também a responsabilidade de oferecer propriedades que realmente tenham esse poder de agregar valor.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Existem muitos fatores que constroem uma marca ou personagem – cinema, séries, games, redes sociais, entre outros. Mas, se tudo isso não for capaz de encantar genuinamente o consumidor, torna-se apenas um exercício acadêmico.

A escala virá de quem souber ser único, inovador e, sobretudo, relevante. Acreditamos que marcas que transmitam mensagens positivas, reais e conectadas com a transformação de comportamento tendam a ganhar ainda mais força nos próximos anos. Em um mundo marcado por conflitos e incertezas, propostas autênticas de impacto positivo passam a fazer mais sentido do que o simples escapismo.

Principais aprendizados para 2026

Mais do que um aprendizado específico de 2025, consolidamos um modelo que vem se mostrando eficaz ao longo dos anos: antes de incorporarmos novas marcas, buscamos entender profundamente os desejos, valores e expectativas dos consumidores. Só então avaliamos quais propriedades fazem sentido dentro desse cenário. Quando essa leitura é bem-feita, os ventos sopram a favor.

A palavra que definirá 2026

Coragem. Sabemos que teremos um ano economicamente e politicamente desafiador, tanto no cenário nacional quanto no internacional. O licenciamento não controla esse contexto, mas pode compreendê-lo e encontrar estratégias para crescer – o que é muito mais do que apenas sobreviver. Coragem, nesse sentido, significa frieza, estratégia, perseverança e criatividade para ir além.

“O comportamento do varejo é nosso principal balizador. Mantemos visitas frequentes aos pontos de venda para mapearmos variações e tendências que impactam o consumo.”

CAPA

DAVID DIESENDRUCK

CEO | REDIBRA

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O ano de 2025 foi de crescimento e transformação para o mercado de licenciamento no Brasil. Observamos a ascensão de novas categorias, com destaque para cuidados pessoais e beleza, que ganharam relevância tanto em volume quanto em valor estratégico para o setor.

Além disso, houve um avanço consistente do Location-Based Entertainment (LBE) como plataforma de engajamento, fortalecendo a conexão emocional entre marcas, personagens e consumidores por meio de experiências imersivas. As collabs também se consolidaram como um dos pilares do mercado, seguindo em expansão para diferentes categorias e reforçando o licenciamento como uma ferramenta cada vez mais estratégica de marketing, inovação e geração de valor.

Performance da companhia no ano

Para a Redibra, 2025 foi um ano de crescimento consistente, impulsionado por propriedades com alta relevância cultural. Um dos grandes destaques do período foi Stranger Things, que se consolidou como um verdadeiro case dentro do nosso portfólio, tanto em impacto de marca quanto em resultados.

Categorias e IPs que mais performaram

Stranger Things representou um marco relevante ao conectar marcas de diferentes categorias a um fenômeno global, gerando alto engajamento e forte repercussão, com destaque especial para alimentos e cuidados pessoais.

A Coca-Cola expandiu sua presença ao ingressar no segmento de beleza, estabelecendo parcerias com duas marcas pioneiras em suas categorias no mercado brasileiro.

Já Ursinhos Carinhosos teve uma performance muito positiva ao explorar o território do colecionável aliado à nostalgia e à newstalgia, ressignificando uma propriedade clássica para novas gerações sem perder a conexão emocional com o público original.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi um ano que combinou crescimento, consolidação e ajuste estratégico. Avançamos em resultados e entregas, ao mesmo tempo em que fortalecemos bases importantes – como processos, parcerias e posicionamentos – e fizemos escolhas mais criteriosas, ajustando prioridades para garantirmos sustentabilidade e foco no médio e longo prazo.

Evolução do portfólio de marcas

O mix de IPs evoluiu com maior foco em marcas consolidadas, priorizando ativos já reconhecidos pelo público e com forte equity. A estratégia esteve

concentrada em potencializar essas marcas, explorando novas narrativas e formatos para maximizar relevância, consistência e retorno, sem deixar de avaliar novas oportunidades de forma seletiva.

Exemplos dessa expansão incluem a Coca-Cola, com sua estreia no segmento de beleza, e Ursinhos Carinhosos, que inauguraram a entrada da marca na categoria de experiências esportivas com a realização da primeira corrida temática.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

Com o e-commerce ganhando protagonismo como plataforma-chave para escala, agilidade e ofertas, o varejo físico manteve sua relevância ao fortalecer a marca, estimular a experimentação e aprofundar o relacionamento com o consumidor, reforçando uma estratégia omnicanal cada vez mais integrada.

As ações de Meet & Greet com Galinha Pintadinha e Ursinhos Carinhosos exemplificam como humanizar a marca no ponto de venda, criando experiências que impulsionam tanto o engajamento quanto as vendas.

Tendências

de consumo para 2026

Em 2026, o licenciamento deve ser diretamente influenciado pela busca crescente por experiências –como restaurantes, eventos e shows – que ampliam o vínculo emocional do consumidor com as marcas.

Além disso, a cultura asiática segue como uma forte fonte de inspiração e desejo, enquanto as collabs continuam em alta, impulsionadas pela cocriação, senso de novidade e relevância cultural.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Além da criação de um produto desejável, é essencial desenvolver reasons to talk about claros e rele-

vantes: definir qual história contar e como amplificá-la para gerar conexão, engajamento e conversa com o consumidor.

Um exemplo são os lançamentos de Ursinhos Carinhosos na Cacau Show que, ao explorarem o apelo emocional e o potencial colecionável da IP, estimularam a criação de conteúdo espontâneo e transformaram o lançamento em um fenômeno de engajamento digital.

Principais aprendizados para 2026

O principal aprendizado de 2025 foi que, além da inteligência artificial, precisamos fortalecer a inteligência atitudinal. Em um contexto de múltiplas variáveis e mudanças constantes, a virada está menos no controle e mais na sensibilidade, na escuta, na adaptação e na confiança nas próprias reações.

Para 2026, o convite é estar mais presente, atento ao entorno, aberto a novos olhares e disposto a navegar com mais consciência por novos horizontes.

Um exemplo tangível dessa postura foi nossa reação ao fenômeno Guerreiras do K-pop: ao identificarmos rapidamente o potencial do título, agimos com prontidão estratégica e lançamos a linha de cadernos Tilibra em apenas um mês, respondendo ao mercado em tempo recorde.

A palavra que definirá 2026

Inteligência atitudinal.

“O

principal aprendizado de 2025 foi que, além da inteligência artificial, precisamos fortalecer a inteligência atitudinal.”

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

Em 2025, o mercado de licenciamento no Brasil apresentou sinais claros de amadurecimento. Marcas e indústrias passaram a compreender o licenciamento de forma mais estratégica, não apenas como fonte de receita, mas como ferramenta para ampliar presença em novos territórios e pontos de venda e, principalmente, para criar experiências mais relevantes para o consumidor.

Esse movimento se reflete no crescimento do licenciamento esportivo voltado ao lifestyle, na expansão das marcas corporativas e no interesse contínuo de marcas internacionais pelo mercado brasileiro. São indícios de um ecossistema mais estruturado, profissional e alinhado às novas expectativas do público.

Performance da companhia no ano

Dentro desse cenário, 2025 foi um ano de evolução importante para a Destra. Registramos um crescimento consistente, superando inclusive nossa meta anual. Ampliamos o portfólio com a entrada de marcas relevantes e aprofundamos o relacionamento com marcas e indústrias por meio de projetos alinhados às categorias estratégicas de cada parceiro.

Em paralelo, foi também um ano de investimento interno, com foco em tecnologia e inteligência de dados, buscando mais eficiência nos processos e maior transparência para todos os envolvidos. Esse conjunto de iniciativas nos permitiu operar de forma mais estruturada e preparada para os próximos ciclos do mercado.

Categorias e IPs que mais performaram

Ao longo do ano, algumas categorias se destacaram de forma mais clara. As marcas sensoriais tiveram desempenho muito positivo, especialmente nos segmentos de beleza e higiene pessoal. Também houve bons resultados em projetos de coleções exclusivas, como iniciativas voltadas ao período de Volta às Aulas, além de colaborações que exploram o lifestyle como motor de atenção e vendas no licenciamento.

No esporte, o movimento global de aproximação com o universo do lifestyle também se consolidou no Brasil. Propriedades esportivas – de ligas internacionais a clubes europeus e nacionais – passaram a investir de forma mais consistente em coleções de vestuário, tanto com grandes redes de varejo quanto em edições limitadas de streetwear, reforçando o potencial dessas categorias de gerarem desejo, relevância cultural e resultados comerciais.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Na minha visão, 2025 foi um ano que combinou crescimento consistente com um processo relevante de consolidação e ajuste estratégico. O mercado avançou em volume e relevância, mas também passou a exigir

um nível maior de profissionalismo, eficiência e clareza na forma como os projetos são estruturados e acompanhados.

Houve consolidação em algumas categorias e, ao mesmo tempo, ajustes necessários para atender a novas demandas, especialmente no que diz respeito à prestação de serviços, à transparência nos resultados e ao estreitamento do relacionamento entre marcas, indústrias e parceiros, sempre com foco nos objetivos estratégicos de cada ciclo de licenciamento.

Evolução do portfólio de marcas

O ano trouxe um equilíbrio saudável entre o fortalecimento de marcas já consolidadas no portfólio e a abertura para novos projetos. Os resultados entregues aos nossos principais clientes naturalmente ampliaram o interesse de novas propriedades, criando um ciclo virtuoso de crescimento e credibilidade.

Esse movimento ficou evidente na aproximação de grandes clubes internacionais, como Inter de Milão, Newcastle United, West Ham e Everton, que passaram a enxergar o Brasil como um mercado estratégico e buscaram parceiros com conhecimento local para estruturar seus programas de licenciamento. Paralelamente, também avançamos em parcerias com marcas corporativas, ampliando o leque de oportunidades para as indústrias parceiras e abrindo novas frentes de negócio dentro do ecossistema.

O impacto do varejo

nas decisões estratégicas

As transformações no varejo tiveram impacto direto nas decisões ao longo de 2025. As grandes redes passaram a buscar, com mais atenção, projetos de licenciamento capazes de gerar diferenciação, novidade e relevância em momentos específicos do calendário comercial, indo além das coleções regulares em categorias tradicionais como personagens.

Tendências de consumo para 2026

Algumas tendências devem impactar diretamente o licenciamento em 2026. Modelos como Print on Demand ganham força por permitir que marcas testem novas categorias e conceitos com maior segurança comercial, reduzindo riscos e aumentando a agilidade.

Outro ponto relevante é o avanço da tomada de decisão baseada em dados, com apoio de ferramentas de inteligência e IA que permitem analisar desempenho, comportamento do consumidor e potencial dos projetos de forma mais precisa. Além disso, observamos um movimento em direção a coleções mais segmentadas, com tiragens menores, ciclos mais curtos e foco em públicos específicos.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Para que um novo projeto ganhe escala e relevância, é fundamental que o licenciamento seja encarado como um sistema, e não como uma iniciativa pontual. Quando existe uma estrutura sólida por trás do programa, os projetos evoluem de forma mais coerente, e os aprendizados de cada ciclo passam a orientar decisões futuras.

Nesse contexto, o desenvolvimento do mix precisa estar alinhado a dados, pesquisas e à compreensão real das expectativas dos fãs, permitindo que a marca explore categorias e experiências coerentes com seus objetivos estratégicos. Outro fator decisivo é a escolha de parceiros com capacidade operacional, qualidade e disciplina para atenderem aos padrões da marca, garantindo escala sem comprometerem a entrega e a reputação do projeto.

CAPA

Principais aprendizados para 2026

O principal aprendizado de 2025 foi a importância contínua da profissionalização. Entender com clareza os objetivos estratégicos de cada cliente e manter um alinhamento próximo entre todas as partes envolvidas se mostrou essencial para a construção de programas de licenciamento mais consistentes.

A transparência nos processos, a comunicação constante entre equipes e a leitura clara do impacto de cada projeto dentro do programa como um todo seguem como prioridades para 2026, especialmente em um mercado que exige cada vez mais eficiência, qualidade e visão de longo prazo.

A palavra que definirá 2026

Eficiência. Em 2026, o licenciamento tende a se afirmar cada vez mais como uma estrutura integrada, e não como uma soma de ações isoladas. Projetos bem-sucedidos serão aqueles capazes de conectar em estratégia, dados, parceiros, categorias e experiências de forma coerente ao longo do tempo.

Essa visão sistêmica e eficiente permite que as marcas aprendam com cada iniciativa, ajustem rotas com mais rapidez e construam programas mais escaláveis, sustentáveis e alinhados aos seus objetivos de longo prazo.

“É fundamental que o licenciamento seja encarado como um sistema, e não como uma iniciativa pontual.”

GESTÃO DE MARCAS | GRUPO ABRIL

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

Foi um ano menos pautado por volume e mais por qualidade de projetos. Marcas e parceiros passaram a buscar propostas mais estratégicas, sustentáveis e alinhadas ao comportamento real do consumidor. Houve cautela, mas também uma evolução importante na forma de estruturar negócios, com maior maturidade nas decisões e foco em valor de longo prazo.

Performance da companhia no ano

Avalio 2025 de forma bastante positiva. Conseguimos manter relevância, fortalecer parcerias estratégicas e avançar em projetos mais consistentes, que conectam marca, conteúdo e produto de maneira integrada. Foi um ano de decisões conscientes, com foco em construção de valor de marca e desenvolvimento sustentável.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias ligadas a bem-estar, beleza, casa, moda e lifestyle apresentaram resultados muito positivos, especialmente quando conectadas a marcas editoriais com forte autoridade e afinidade com suas audiências. Propriedades com storytelling consistente, propósito claro e proximidade real com o consumidor se destacaram de forma significativa.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi, principalmente, um ano de consolidação, acompanhado de ajustes estratégicos relevantes. Ajustamos rotas, priorizamos projetos com maior aderência ao posicionamento das marcas e construímos uma base mais sólida para crescermos de forma sustentável nos próximos ciclos.

Evolução do portfólio de marcas

Em 2025, trabalhamos com um equilíbrio consciente entre marcas consolidadas e novas frentes de desenvolvimento. As marcas fortes do Grupo Abril seguiram como pilares do negócio, mas evoluíram de forma consistente para além do editorial impresso e digital.

Tivemos um avanço importante no desenvolvimento de projetos audiovisuais, como a Veja e o canal Veja Mais no streaming, que passam a reforçar essas marcas também como canais, ampliando presença, linguagem e possibilidades comerciais. Esse movimento é estratégico para o Grupo Abril e será um foco relevante nos próximos anos, consolidando nossos IPs em múltiplas plataformas.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O varejo está mais seletivo, orientado a performance e experiência, o que nos levou a desenhar projetos mais integrados, com foco em sell-out, narrativa no ponto de venda e presença consistente em diferentes canais, especialmente no digital.

Tendências de consumo para 2026

A busca por bem-estar real, praticidade, autenticidade e marcas com propósito seguirá forte. O consumidor quer marcas que façam sentido no dia a dia, resolvam necessidades reais e se comuniquem de forma transparente. Comunidade, conteúdo e credibilidade continuarão sendo ativos centrais.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Clareza de posicionamento, profundo entendimento da audiência, parceiros alinhados e capacidade de execução. Projetos que já nascem pensando em ecossistema – integrando conteúdo, produto, mídia e experiência – têm muito mais chance de ganhar escala, relevância e sustentabilidade.

Principais aprendizados para 2026

O principal aprendizado foi a importância do foco, da curadoria e da construção de parcerias sólidas. Atuar com mais intencionalidade e profundidade, investindo em entregas mais completas, integradas e alinhadas aos objetivos estratégicos das marcas, sempre com uma visão de longo prazo.

A palavra que definirá 2026

Relevância. Relevância para o consumidor, para o varejo e para os parceiros. Em um cenário de excesso de estímulos, vencerá quem conseguir construir conexões reais, consistentes e significativas.

“Propriedades com storytelling consistente, propósito claro e proximidade real com o consumidor se destacaram de forma significativa.”

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

Em 2025, o mercado de licenciamento no Brasil viveu um claro momento de ajuste e reposicionamento. O modelo tradicional deu sinais de esgotamento: categorias antes relevantes perderam força, enquanto grandes magazines, ao concentrarem muitas licenças simultaneamente, acabaram pulverizando resultados e reduzindo o impacto individual das marcas.

Nesse contexto, o mercado passou a buscar novos caminhos, com maior foco em colaborações estratégicas, projetos autorais e licenças menos óbvias – capazes de gerar desejo, diferenciação real e maior conexão com o consumidor.

Performance da companhia no ano

Dentro desse cenário desafiador, a performance da companhia foi bastante positiva. Registramos crescimento significativo, impulsionado por novos projetos, maior curadoria de IPs e escolhas mais estratégicas. Foi um ano de expansão, mas também de amadurecimento na tomada de decisões.

Categorias e IPs que mais performaram

As melhores performances vieram do segmento de música, nosso carro-chefe e principal território de atuação, que reforça nosso posicionamento e reconhecimento no mercado internacional.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

O ano de 2025 pode ser definido como um período de crescimento com consolidação estratégica. Mantivemos foco em marcas já consolidadas, que garantem previsibilidade, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para novos projetos – desde que com propósito claro, narrativa consistente e potencial de construção de valor no longo prazo.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

As transformações no varejo influenciaram diretamente nossas decisões, exigindo menos volume e mais relevância, menor dependência de grandes canais e maior atenção a experiências, storytelling e canais alternativos de conexão com o público.

Tendências

de consumo para 2026

Para 2026, as principais tendências de consumo apontam para autenticidade, colaboração, propósito e produtos com história. Projetos que ganham escala são aqueles capazes de unir marca forte, execução consistente, parceiros alinhados e capacidade de adaptação rápida a novos contextos.

Principais aprendizados para 2026

O grande aprendizado de 2025 é claro: licenciar não é apenas estampar uma marca, mas construir valores real, cultural e emocional ao redor dela.

A

palavra que definirá 2026

Curadoria. Curadoria de marcas, de parceiros, de categorias e de narrativas. Em um mercado mais seletivo e competitivo, vencerá quem souber escolher melhor – e não simplesmente fazer mais.

“Projetos que ganham escala são aqueles capazes de unir marca forte, execução consistente, parceiros alinhados e capacidade de adaptação rápida a novos contextos.”

DIRETORA DE MARKETING E LICENCIAMENTO | PINGUIM CONTENT

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado seguiu em uma trajetória de crescimento contínuo, com oportunidades para uma ampla gama de marcas. Também se destacou pela criatividade e força de collabs inovadoras, capazes de despertar interesse e desejo em diferentes públicos.

Performance da companhia no ano

Foi mais um ano muito positivo para nossa principal marca, O Show da Luna, que registrou o terceiro ano consecutivo de crescimento expressivo em licenciamento. Além disso, observamos um avanço relevante no consumo de conteúdo em áudio e vídeo da propriedade, impulsionado principalmente pelas plataformas Spotify e YouTube, que praticamente dobraram seus números em relação a 2024.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias de alimentos e de saúde e beleza foram as que apresentaram melhor desempenho ao longo do ano. Nessas categorias tivemos lançamentos que se conectam com o conteúdo da marca, como a nova linha de higiene diária O Show da Luna.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi claramente um ano de crescimento para O Show da Luna, que acumula uma expansão de 82% nos últimos 3 anos. Em 2025, ampliamos também a disponibilidade dos episódios da série em plataformas de streaming, passando a estar presentes em canais onde não estávamos antes. Atualmente, estimamos que cerca de 8 milhões de crianças assistam O Show da Luna semanalmente.

CAPA

Evolução do portfólio de marcas

No ano passado lançamos um importante projeto para a Pinguim Content, o novo longametragem de animação Eu e meu avô Nihonjin. O filme, que faz uma homenagem à imigração japonesa no Brasil, ficou em cartaz nos cinemas durante 9 semanas e foi destaque no cenário de produções nacionais, sendo o 2º filme de animação brasileiro mais visto nos últimos 2 anos. A produção agora está disponível no PPV de várias plataformas.

Tendências de consumo para 2026

No segmento infantil pré-escolar, observamos uma mudança significativa na forma como o entretenimento é consumido. Pais e cuidadores estão cada vez mais conscientes e criteriosos em relação ao tempo de tela e à qualidade do conteúdo oferecido às crianças.

Nesse contexto, acreditamos que marcas como O Show da Luna se destacam por oferecer um conteúdo genuinamente de qualidade, que diverte e ao mesmo tempo desperta a curiosidade das crianças por ciências.

Outro movimento muito relevante é a valorização do coviewing, ou seja, da experiência e se assistir junto. Quando a criança assiste ao seu desenho favorito com os pais e ambos se divertem, a relação da família com a marca se transforma. Em O Show da Luna, os altos índices de audiência compartilhada com os pais são um diferencial importante, pois a experiência se torna mais rica quando adultos e crianças descobrem e aprendem juntos.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Para alcançar relevância, é essencial gerar engajamento, despertar interesse real ou atender a uma necessidade do público. Já a escala depende, principalmente, de uma boa estratégia de entrada no varejo, garantindo ampla distribuição e visibilidade.

Principais aprendizados para 2026

Um dos principais aprendizados foi a importância de trabalhar temas capazes de criar uma conexão emocional profunda com públicos específicos. Grande parte do sucesso do lançamento de Eu e Meu Avô Nihonjin veio de uma estratégia de marketing focada na comunidade nipo-brasileira, que se identificou com a narrativa e passou a divulgar e recomendar o filme espontaneamente em suas redes. Mesmo com um orçamento de divulgação limitado, alcançamos resultados expressivos graças à forte identificação do público com o conteúdo.

A palavra que definirá esse ano

Conexão emocional.

“No segmento infantil pré-escolar, observamos uma mudança significativa na forma como o entretenimento é consumido.”

BÁRBARA LAURINDO

CONSUMER PRODUCTS MANAGER | UBISOFT

Performance da companhia no ano

A Ubisoft manteve uma performance sólida ao longo do ano, sustentada por suas principais franquias globais. O foco esteve em fortalecer a presença de IPs consolidados, como Assassin’s Creed e Rainbow Six Siege, especialmente nas categorias de moda, eletrônicos e produtos colecionáveis.

Essa estratégia garantiu a manutenção da relevância da marca em um cenário em constante transformação e alta competitividade.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias de eletrônicos e colecionáveis apresentaram os melhores resultados. Propriedades ligadas a universos narrativos ricos, como Assassin’s Creed, tiveram excelente performance por oferecerem múltiplas possibilidades de extensão – desde produtos físicos até experiências e ativações imersivas.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi, sobretudo, um ano de consolidação estratégica.

O mercado cresceu, mas o principal movimento esteve na construção de parcerias de longo prazo e no fortalecimento da identidade das marcas.

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

Em 2025, o mercado mostrou sinais consistentes de recuperação, especialmente por meio da diversificação de portfólio. Houve crescimento relevante em categorias endêmicas e em marcas nativamente digitais, impulsionado pela expansão do mercado de videogames e pela força das plataformas de streaming. Ao mesmo tempo, o varejo avançou na integração entre os ambientes físico e digital, ampliando as oportunidades para marcas com forte presença on-line e comunidades engajadas.

Menos sobre expansão acelerada e mais sobre garantir consistência, relevância e qualidade na entrega de produtos e experiências para os fãs.

Evolução do portfólio de marcas

O foco permaneceu em marcas consolidadas, sem abrir mão de projetos experimentais e inovadores. Essa combinação permitiu equilibrar estabilidade e renovação, mantendo a Ubisoft com uma oferta robusta e diversificada de propriedades.

Buscamos desenvolver experiências que funcionassem de forma integrada nos ambientes físico e digital, além de estabelecermos parcerias estratégicas capazes de ampliar o alcance e a relevância das IPs junto a novos públicos.

CAPA

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

Dois movimentos se destacaram:

Personalização e exclusividade – consumidores querem produtos que reflitam sua identidade e que repliquem, de alguma forma, a experiência de jogabilidade. Estamos ampliando essa oferta, abrindo novos canais e permitindo que a própria comunidade participe ativamente das escolhas de produto.

Experiências híbridas – integração entre físico e digital, com propostas exclusivas de compra e consumo de conteúdo, criando jornadas mais completas e envolventes.

Principais aprendizados para 2026

É fundamental que os projetos preservem a autenticidade da marca e construam uma forte capacidade de engajamento com a comunidade. O mercado exige iniciativas adaptáveis, sustentadas por narrativas consistentes, o que as torna naturalmente mais escaláveis.

Consistência e relevância cultural se mostraram mais importantes do que velocidade de expansão. Investir em projetos bem-estruturados, com propósito claro e alinhados às tendências de consumo, gera resultados mais sustentáveis e fortalece a relação com os fãs.

A

palavra que definirá 2026

Convergência. O encontro entre entretenimento, tecnologia, varejo e comunidade será o principal motor que definirá este e os próximos ciclos do licenciamento.

“O mercado cresceu, mas o principal movimento esteve na construção de parcerias de longo prazo e no fortalecimento da identidade das marcas.”

MARA RONCHI RETAIL SALES DIRECTOR | DISNEY CONSUMER PRODUCTS BRAZIL

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

Podemos falar sobre a Disney Consumer Products, e incluo a resposta abaixo.

Performance da companhia no ano

Temos muito orgulho em dizer que 2025 foi mais um ano histórico para a Disney Consumer Products no Brasil. Apesar dos desafios econômicos e de distribuição, inerentes ao nosso País, registramos um crescimento de 26% versus 2024, estabelecendo 2025 como o nosso maior ano da história. Este resultado impressionante nos consolida como a marca licenciadora número 1 no Brasil e no mundo.

Categorias e IPs que mais performaram

A Disney tem um forte planejamento anual em todas as franquias prioritárias, e 2025 foi o ano de consolidação e crescimento consistente de Stitch

em todas as categorias. As vendas dos produtos do personagem cresceram 253% versus 2024, e a franquia foi premiada como Licença do Ano na LicensingCon e Top Kids 2025, o que nos enche de orgulho. Embora Stitch tenha sido o grande fenômeno do ano, o desempenho positivo do Brasil foi sustentado por um portfólio amplo e diversificado, incluindo nossas franquias evergreen, como Mickey e Amigos, Disney Princesas, Pixar e Marvel.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Aproveitamos que 2025 foi um ano de desempenho acima da média do mercado para DCP Brasil para revisar as estratégias por categoria e consolidar nossa participação em softlines, hardlines e consumables.

Evolução do portfólio de marcas

O resultado mais impressionante de 2025 foi com Stitch & Angel, mas nossas franquias continuam a encantar e engajar os consumidores brasileiros, registrando crescimentos expressivos. Abaixo, destaco algumas delas, que seguem como prioridade em 2026:

• Toy Story: +54% vs. 2024

• Clássicos: +15% vs. 2024

• Moana: +310% vs. 2024

• Homem-Aranha: +22% vs. 2024

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

Sempre trabalhamos para garantir que a experiência de compra do consumidor vá além das lojas físicas, oferecendo mais conveniência, variedade e acessibilidade no ambiente digital. Para o Volta às Aulas 2026, por exemplo, estamos ampliando essa estratégia com landing pages exclusivas nos marketplaces Amazon e Mercado Livre, em que os consumidores poderão encontrar uma seleção especial de produtos Disney. Essas páginas proporcionam uma navegação intuitiva e facilitam a jornada de

compra, reunindo itens essenciais em um só lugar. Além disso, contamos com os canais próprios de e-commerce de diversos parceiros, que desempenham um papel fundamental em nossa estratégia omnicanal. Essa abordagem integrada garante que nossos produtos estejam disponíveis em múltiplos pontos de contato, permitindo ao consumidor escolher onde, como e quando deseja comprar.

Tendências

de consumo para 2026

Podemos destacar algumas tendências, como itens com features (som e luz), colecionáveis e produtos surpresa na categoria de brinquedos; papelaria fofa (com elementos de pelúcia) e itens que integram o físico e o digital; além de produtos nostálgicos no vestuário (um exemplo disso é o crescimento de franquias como High School Musical e Hannah Montana). Para cosméticos e cuidados pessoais, as collabs seguem como prioridade em nossa estratégia. Em publicações, observamos o crescimento das novelizações para jovens adultos e adultos, com títulos de Gravity Falls, Disney Princesa, Marvel, entre outros.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Na Disney, realizamos um trabalho muito próximo de nossos parceiros licenciados e varejistas para impulsionarmos nossas marcas e personagens. Um exemplo é o fenômeno Stitch: quando a onda do personagem tomou o mercado, estávamos preparados para ter o produto certo no momento ideal. Esse trabalho começa com nossa equipe comercial, passa pelo desenvolvimento de produtos inovadores e alinhados às tendências de comportamento e consumo, e culmina em um trabalho excepcional de marketing e retail integrados, garantindo distribuição nacional e presença em todos os tipos de lojas e faixas de preço.

CAPA

Principais aprendizados para 2026

Na Disney, sempre colocamos nossos consumidores e fãs no centro de tudo. Assim como estávamos preparados para o fenômeno Stitch, repetiremos essa fórmula em 2026 com Angel, além de contarmos com grandes lançamentos nos cinemas, como O Mandaloriano e Grogu, Toy Story 5, Moana (live-action), HomemAranha: Um novo dia e Vingadores: Doutor Destino. Também observamos um crescimento importante nas vendas em e-commerces como Amazon e Mercado Livre, além dos varejistas tradicionais com os quais já trabalhamos anualmente.

A palavra que definirá esse ano

Experiência do consumidor.

“Embora Stitch tenha sido o grande fenômeno do ano, o desempenho positivo do Brasil foi sustentado por um portfólio amplo e diversificado”

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado brasileiro de licenciamento em 2025 apresentou um desempenho positivo, marcado por maior maturidade estratégica e foco em eficiência. Apesar de um cenário macroeconômico ainda desafiador, o setor demonstrou resiliência, com crescimento impulsionado por propriedades bem-posicionadas, ativações mais relevantes no ponto de venda e uma aproximação cada vez maior entre marcas, varejo e consumidor final.

Performance da companhia no ano

Para a nossa companhia, 2025 foi um ano bastante consistente. Conseguimos fortalecer parcerias estratégicas, ampliar a presença de IPs no varejo e evoluir qualitativamente nossos projetos, com foco em rentabilidade, coerência de marca e excelência na execução. O resultado foi uma performance alinhada – e, em alguns aspectos, superior – ao desempenho médio do mercado.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias de vestuário, homewear, cosméticos, alimentos e bebidas se destacaram, especialmente aquelas conectadas ao entretenimento, IPs consagrados e marcas com forte apelo emocional. Propriedades com storytelling claro, presença multiplataforma e capacidade de dialogar com diferentes gerações apresentaram os melhores resultados.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Definimos 2025 como um ano de consolidação e ajuste estratégico, no qual o mercado priorizou qualidade, foco e decisões mais estruturadas, preparando o terreno para ciclos de crescimento mais sustentáveis.

Evolução

do

portfólio de marcas

Houve um equilíbrio importante entre continuidade e inovação. Mantivemos o foco em marcas consolidadas, que seguem como pilares do negócio, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para novos projetos com alto potencial, sempre com critérios claros de posicionamento, aderência ao consumidor e escalabilidade.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O varejo, cada vez mais integrado, omnicanal e orientado por dados, influenciou diretamente nossas decisões. Passamos a desenvolver projetos mais customizados, com maior atenção à experiência no ponto de venda, velocidade de lançamento e alinhamento com as estratégias comerciais dos parceiros varejistas.

Tendências

de consumo para 2026

Personalização, propósito, nostalgia, experiências híbridas (físico + digital) e a busca por marcas com valores claros devem impactar fortemente o licenciamento em 2026. O consumidor quer conexão emocional, relevância cultural e coerência entre discurso e produto.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Clareza de posicionamento, consistência narrativa, capacidade de ativação multiplataforma, parceiros bem escolhidos e uma execução forte no varejo são fatores fundamentais para que um projeto ganhe escala e relevância no mercado atual.

Principais

aprendizados para 2026

O principal aprendizado foi a importância do foco estratégico: menos projetos, porém mais bem-estruturados, com decisões baseadas em dados, parcerias de longo prazo e uma visão integrada de marca, produto e consumidor.

A palavra que definirá esse ano

Entretenimento. Mais do que nunca, o licenciamento se consolida como uma extensão natural do ecossistema de entretenimento, transformando histórias, personagens e universos narrativos em experiências reais, relevantes e desejadas pelo consumidor.

“O consumidor quer conexão emocional, relevância cultural e coerência entre discurso e produto.”

NEW BUSINESS | OINC FILMES/3 PALAVRINHAS

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado de licenciamento em 2025 foi marcado por uma concorrência intensa, mas também por um cenário bastante positivo para marcas consistentes e bem posicionadas. Não somos uma marca passageira ou de “modinha”: construímos relevância ao longo do tempo, com uma audiência fiel e um posicionamento claro, o que gera confiança tanto na indústria quanto no varejo.

CAPA

A gôndola diz muito, e o fato de termos uma base cativa e produtos que realmente se diferenciam reduz significativamente os desafios. O segmento de brinquedos foi um grande diferencial para o 3 Palavrinhas em 2025: ampliamos o número de licenciados na categoria e, mais importante, lançamos produtos inéditos para a marca, como as pelúcias da Yestoys e a linha baby da Divertoys.

Performance da companhia no ano

Tivemos um crescimento expressivo. Atuamos efetivamente com licenciamento desde 2020 e, desde então, mantivemos uma trajetória contínua de expansão. De 2024 para 2025, crescemos mais de 20% em performance de vendas, impulsionados principalmente pelas categorias de brinquedos e editorial. Nossa consistência, aliada ao fato de sermos uma marca de alta confiança para as famílias, facilita a atração de bons parceiros e contribui diretamente para resultados comerciais sólidos.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias que mais se destacaram foram Brinquedos e Editorial, que seguem como pilares estratégicos da marca.

2025:

crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi um ano de crescimento com consolidação. Evoluímos em números e nos consolidamos cada vez mais como uma marca de referência para a família, o que nos traz um enorme orgulho.

Evolução do portfólio

de marcas

Seguimos por dois caminhos simultâneos. 2025 foi um ano importante de reflexão estratégica sobre os próximos 10 anos da companhia. Além do foco na expansão internacional – com a realização da primeira turnê europeia da marca –, entendemos que devemos continuar investindo fortemente no 3 Palavrinhas, nosso maior sucesso, sem deixar de desenvolver e fortale-

cer as demais propriedades do portfólio, alavancando-as de forma estruturada e sustentável.

O

impacto do varejo nas decisões estratégicas

Passamos a olhar para o varejo com novas iniciativas e ativações, o que se tornou um diferencial importante. Conseguimos ampliar o suporte aos varejistas e, consequentemente, também aos licenciados, fortalecendo a presença da marca no ponto de venda e a relação com os parceiros comerciais.

Tendências de consumo para 2026

Quando falamos de consumo em 2026, entendemos que há uma grande responsabilidade envolvida: incentivar o consumo consciente, oferecer experiências que vão além do produto e fortalecer marcas com propósito e conexão emocional real com o público.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Clareza de posicionamento, constância na produção de conteúdo, identificação genuína com o público e escolha dos parceiros certos.

Principais aprendizados para 2026

Independentemente de cenário ou tendência, o principal aprendizado é claro: raízes profundas, consistência e escuta ativa do público são as bases de qualquer projeto duradouro. Seguiremos construindo a marca a partir desses pilares.

A palavra que definirá esse ano

Consistência.

“Nossa consistência, aliada ao fato de sermos uma marca de alta confiança para as famílias, facilita a atração de bons parceiros e contribui diretamente para resultados comerciais sólidos.”

RACHEL COSTA

HEAD DE LICENCIAMENTO E NOVOS NEGÓCIOS

| SENNA BRANDS

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado de licenciamento se reinventa com muita agilidade. Mais do que apenas lançamentos de produtos, observamos um movimento crescente de conexão entre marcas que compartilham valores e propósitos. As collabs estão nascendo muito antes do produto em si: partem da sinergia entre os parceiros e de como essa relação é percebida e comunicada ao consumidor.

Performance da companhia no ano

A marca Senna sempre priorizou parcerias coerentes com seu propósito e com a trajetória de um ídolo global que inspira milhões de fãs. No Brasil, nos consolidamos como uma marca de lifestyle conecta-

da tanto com a base tradicional quanto com as novas gerações, impulsionadas por uma diversificação estratégica de portfólio.

Além disso, 2025 foi um marco no processo de internacionalização da marca, especialmente no mercado norte-americano. Alcançamos novos territórios onde a imagem do Ayrton Senna é forte e com alto potencial de expansão por meio de produtos, serviços e experiências.

Categorias e IPs que mais performaram

Nosso modelo de negócio é estruturado em verticais, que nos permitem atuar de forma orgânica em diferentes categorias. A elasticidade da marca Senna facilita a entrada em múltiplos segmentos de maneira legítima e consistente.

Sempre que há uma parceria com storytelling, contexto e escuta ativa da nossa audiência, os resultados são expressivos. No Brasil, destacamos parcerias como Asics, Reserva, New Era e a operadora da Sennashop. com.br; no cenário global, marcas como Tag Heuer e Lego. Dentro desse contexto, as categorias com melhor performance foram moda e acessórios, performance e colecionáveis.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi um ano intenso, marcado por crescimento em todos os nossos principais indicadores. Ao mesmo tempo em que nos consolidamos no Brasil, avançamos com uma estratégia bem-sucedida de internacionalização.

Destacamos o lançamento oficial do Senna Tower, projeto pioneiro de real estate envolvendo a marca, e a expansão da vertical de games, com a inserção de Senna no universo do Minecraft. São movimentos estratégicos cujos resultados se estenderão para os próximos ciclos.

CAPA

Evolução

do portfólio de marcas

Em 2025, avançamos na revisão do portfólio de parceiros, adotando uma visão ainda mais alinhada à estratégia macro da companhia. A maior parte das nossas collabs envolve marcas já consolidadas em seus segmentos, o que reforça nossa busca por parcerias duradouras e com visão de longo prazo.

Paralelamente, expandimos para novos setores igualmente estratégicos, como games e real estate, ampliando as frentes de atuação da marca.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

Identificamos uma demanda crescente por produtos conectados a experiências e narrativas relevantes, e não apenas transacionais. O consumidor está mais seletivo e tende a confiar em marcas com valores e propósito genuínos – algo que a marca Senna constrói de forma consistente ao longo do tempo.

Isso também se refletiu em decisões mais claras sobre canais, com diferenciação de portfólio e comunicação voltadas para uma nova geração mais digital, imediata e orientada por comunidade, sem perderem a conexão com o fã core.

Tendências de consumo para 2026

As principais tendências apontam para a busca por experiências reais, que integrem ambientes digitais e ações off-line. Soma-se a isso a valorização de produtos que criem conexões com histórias autênticas e marcas com legado.

Nosso foco é tangibilizar para o consumidor o senso de pertencimento à comunidade de fãs de

Ayrton Senna – tanto aqueles que acompanharam sua trajetória nas pistas quanto os mais jovens, que reconhecem Senna como um ídolo nacional. Produtos e experiências funcionam como vetores dessa conexão emocional.

O que faz um projeto

ganhar escala hoje

Alinhamento de valores, visão de futuro, qualidade na experiência de entrega e capacidade de cocriação com os parceiros. Para nós, a escalabilidade está diretamente ligada ao potencial de fortalecer ambas as marcas por meio de produtos e experiências que atinjam altos padrões de excelência – atributos que sempre definiram a trajetória do Ayrton Senna.

Principais aprendizados para 2026

A escuta ativa e a interação constante com nossa comunidade são fundamentais. Estar próximo dessas audiências nos coloca em conversas relevantes, amplia a presença digital da marca e fortalece sua projeção cultural.

Outro aprendizado central é a importância de se manter um portfólio estratégico, enxuto e potente, baseado em parcerias duradouras. Mais do que lições pontuais de 2025, esses princípios orientam nossa forma de atuação.

A palavra que definirá esse ano

Autenticidade.

“Sempre que há uma parceria com storytelling, contexto e escuta ativa da nossa audiência, os resultados são expressivos.”

CRISTINA LEME

DIRETORA DE LICENCIAMENTO | MSP

ESTÚDIOS

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O ano de 2025 marcou a consolidação de um mercado mais técnico, profissional e estratégico. O licenciamento no Brasil passou a operar com maior foco em projetos bem estruturados, curadoria de marcas e geração concreta de valor no ponto de venda. Observou-se uma redução clara de iniciativas esvaziadas, com avanço significativo na qualidade das parcerias.

As marcas passaram a buscar propriedades com posicionamento definido, capacidade de storytelling e potencial real de construção de longo prazo. O setor se tornou mais seletivo, com maior governança de marca, atenção à execução e integração efetiva entre licenciador, licenciado e varejo. Esse movimento reforça a maturidade do mercado brasileiro, que já ocupa

uma posição relevante no cenário global e segue crescendo com base em consistência – e não em volume isolado.

Performance da companhia no ano

A MSP apresentou uma performance muito sólida, sustentada pela força do seu portfólio e pela maturidade da sua operação de licenciamento. Atualmente, operamos com cerca de 4 mil produtos ativos e mais de 200 parceiros, o que demonstra a escala do nosso ecossistema, sempre ancorado em curadoria e governança de marca.

O ano 2025 foi um ano de evolução qualitativa. Avançamos na estruturação dos projetos, no planejamento conjunto com os licenciados e na construção de iniciativas pensadas desde a origem até a chegada ao ponto de venda, sempre com foco em geração de resultado no varejo. Isso trouxe mais eficiência, previsibilidade e valor para toda a cadeia.

Para quem chega, a MSP representa um ambiente seguro para investir: marcas com altíssimo reconhecimento, operação organizada, processos claros e uma relação de parceria próxima, na qual o crescimento é construído de forma conjunta, com visão de longo prazo e foco em excelência de execução.

Categorias e IPs que mais performaram

As categorias tradicionais seguiram com alta relevância, e os melhores resultados em 2025 vieram especialmente de alimentos e publicações, áreas em que a força da MSP é histórica.

Ao mesmo tempo, o ano marcou uma ampliação clara do repertório de atuação, com presença em novos territórios que reforçam a versatilidade das nossas propriedades intelectuais. A entrada de novos parceiros no segmento de moda contribuiu para posicionar as marcas da MSP em diálogos mais amplos com o universo fashion, incluindo streetwear e fast fashion.

Franquias como Turma da Mônica e Chico Bento seguem sendo motores de negócio pela capacidade de transitar entre diferentes universos de consumo. Elas dialogam com públicos diversos, em momentos distintos da jornada do consumidor, sem perder identidade – mostrando como é possível ampliar presença e códigos de atuação preservando a autenticidade das marcas.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Vivemos os três movimentos simultaneamente. O mercado seguiu em expansão, mas operando com um nível maior de exigência, e a MSP acompanhou esse movimento de forma muito alinhada. Crescemos de maneira consistente, ampliando a presença das nossas IPs em novas categorias, canais e formatos de parceria. Um destaque foi o avanço no nicho de live experience, levando nossas marcas para experiências indoor, em shoppings e parques.

Ao mesmo tempo, consolidamos ainda mais a operação com maior curadoria de projetos e reforço da governança de marca. O ajuste estratégico veio na forma como passamos a escolher melhor onde e como estar: menos dispersão e mais foco em iniciativas capazes de gerar valor real para o varejo, para os parceiros e para as marcas no longo prazo. Isso posiciona a MSP de forma extremamente sólida em um mercado que valoriza escala, mas exige cada vez mais qualidade de execução e impacto real na vida do consumidor.

Evolução do portfólio de marcas

O foco permaneceu nas marcas consolidadas, base da nossa operação e responsáveis por garantir previsibilidade de negócio. Ao mesmo tempo, abrimos espaço para projetos que expandem o universo das IPs e testam novos territórios de consumo e narrativa.

Um exemplo relevante foi a entrada no segmento de wellness, com os olhos terapêuticos da Turma do Chico Bento. Esse tipo de iniciativa nasce não apenas como produto, mas como construção de universo, preparando a marca para dialogar com novos contextos, formatos e públicos.

Também avançamos de forma mais estruturada no fast fashion, com projetos como Renner e Cavalera, que demonstraram a capacidade das IPs da MSP de conversar com códigos contemporâneos de comportamento e moda, mantendo identidade e força de marca. Esse equilíbrio entre solidez e inovação sustenta a evolução do nosso portfólio.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O varejo se tornou mais criterioso, orientado por dados e atento à experiência do consumidor. Isso elevou significativamente o nível de exigência sobre os projetos. Hoje não basta ter uma boa marca: é preciso entregar clareza de proposta, diferenciação de produto e consistência na execução.

As decisões passaram a considerar a jornada completa – da construção de marca à performance no ponto de venda; do digital ao físico; da ativação à experiência pós-compra. O licenciamento precisou acompanhar essa lógica mais integrada e estratégica, com projetos pensados desde a origem para performarem em múltiplos pontos de contato.

CAPA

Mesmo com o avanço da automação e da análise de dados, o fator humano se torna ainda mais relevante. Marcas precisam equilibrar eficiência tecnológica com empatia, criando conexões reais, confiança e autenticidade. Para quem trabalha com love brands como Turma da Mônica e Chico Bento, esse vínculo emocional é parte central do valor da marca e precisa estar presente em cada detalhe da experiência.

Tendências

de consumo para 2026

O consumo será cada vez mais guiado por significado, não apenas por produto. Marcas com propósito real, relevância cultural e coerência de discurso tendem a ganhar espaço, porque o consumidor está mais atento à autenticidade do que à promessa.

A nostalgia e o afeto geracional seguem como forças importantes, especialmente quando conectados a narrativas contemporâneas. Isso favorece IPs com história, memória afetiva e capacidade de renovação. O futuro será, em muitos aspectos, nostálgico.

Também observamos um movimento claro de valorização de produtos menos comoditizados e com maior valor percebido, diferenciação e storytelling forte. Edições limitadas, collabs e projetos especiais continuam crescendo por gerarem desejo, exclusividade e conexão emocional.

Por fim, sustentabilidade e responsabilidade social deixam de ser diferencial e passam a ser critério básico de escolha. O licenciamento em 2026 será cada vez mais estratégico, seletivo e orientado por qualidade, narrativa e impacto cultural.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

• Clareza de posicionamento da IP

• Capacidade de gerar conexão emocional

• Flexibilidade para múltiplas categorias

• Narrativa forte e contínua

• Potencial de engajamento multicanal (conteúdo, varejo e experiências)

• Parcerias estratégicas bem-escolhidas

• Produtos conectados a práticas responsáveis

Principais aprendizados para 2026

Licenciamento não é apenas extensão de marca: é construção de ecossistema. Projetos bem-sucedidos são aqueles pensados de forma integrada, conectando marca, produto, narrativa, varejo e consumidor. Governança de portfólio e qualidade de execução são tão importantes quanto o volume.

A palavra que definirá esse ano

Relevância. Relevância cultural, comercial e emocional. Marcas que não forem verdadeiramente relevantes para as pessoas dificilmente sustentarão crescimento no médio e longo prazo.

“A

nostalgia e o afeto geracional seguem como forças importantes, especialmente quando conectados a narrativas contemporâneas.”

VICTOR FONSECA

VP DE LICENCIAMENTO DE PRODUTO E EXPERIÊNCIAS | PARAMOUNT NA AMÉRICA

LATINA

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O ano foi bastante positivo para as marcas da Paramount. Seguimos expandindo nosso negócio com projetos sólidos em diversas categorias, incluindo experiências de menor porte e também de grande escala.

Performance da companhia no ano

Nosso negócio apresentou crescimento de dois dígitos. Crescemos com a maioria de nossas franquias, com destaque para mais um ano de forte desempenho de Bob Esponja Calça-Quadrada e uma expansão considerável de Garfield.

Categorias e IPs que mais performaram

No Brasil, crescemos em praticamente todas as categorias. As que apresentaram crescimento mais relevante foram brinquedos, promoções, casa e colaborações.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Considerando o fechamento de 2025, foi um ano de crescimento robusto e de ganho de market share para as marcas da Paramount.

Evolução do portfólio de marcas

Foi um mix das duas estratégias. Crescemos com marcas consolidadas, como Patrulha Canina, Bob Esponja Calça-Quadrada e Garfield. Ao mesmo tempo, avançamos com novos projetos envolvendo As Tartarugas Ninja, além de franquias como Missão: Impossível e Clueless.

O impacto do varejo nas decisões estratégicas

O varejo em 2025 foi impactado por questões econômicas no Brasil (como juros altos), por um consumidor muito mais seletivo e pela aceleração do mundo digital, incluindo a IA. Essas transformações influenciaram diretamente a forma como licenciadores, agentes e marcas tomaram decisões, desde a seleção de IPs até os formatos de lançamento e a negociação com o varejo. Houve uma maior integração entre e-commerce e lojas físicas, e marcas com alto nível de reconhecimento e comprovada performance no ponto de venda passaram a ter prioridade para novos projetos.

Tendências de consumo para 2026

Sem dúvida, a busca do consumidor por mais experiências ao lado de familiares e amigos continuará influenciando diretamente os negócios de licenciamento no Brasil, reforçando um movimento que já vem se consolidando nos últimos anos.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Nível de conhecimento da marca, timing do lançamento – alinhado ao calendário do varejo –, criatividade do projeto (indo além do básico no licenciamento), relevância da categoria para o consumidor, qualidade do produto desenvolvido e alcance da campanha de divulgação, tanto no ambiente físico quanto no digital.

Principais aprendizados para 2026

É possível entregar um ano de forte crescimento mesmo em um ambiente instável e desafiador, como tem sido o varejo no Brasil, sem comprometer a marca com projetos de exposição excessiva em múltiplos canais.

A palavra que definirá esse ano

Eficiência: fazer cada vez mais com menos investimento e, ainda assim, extrair o máximo de cada projeto executado.

“Seguimos expandindo nosso negócio com projetos sólidos em diversas categorias, incluindo experiências de menor porte e também de grande escala.”

FERNANDA ABREU HEAD DE LICENCIAMENTO DA ENDEMOL SHINE BRASIL

Panorama do licenciamento no Brasil em 2025

O mercado de licenciamento em 2025 passou por mudanças importantes. Mesmo em um cenário econômico ainda desafiador, observamos um movimento mais consciente por parte de marcas, varejo e licenciados, com foco em projetos sustentáveis, consistentes e com propósito claro. Para nós, mais do que volume, o ano foi marcado por qualidade, relevância cultural e conexão real com o consumidor.

Performance da companhia no ano

Nossa performance foi muito positiva porque seguimos uma estratégia clara: trabalhar marcas com profundidade, entendendo seus territórios, públicos e potencial de comunidade. Marcas como MasterChef Brasil, Palavra Cantada, A Hora do Blec, Tudo Gostoso e School of Rock mostram que não é preciso ser “hot” no curto prazo para ser relevante, lucrativa e duradoura. Investimos em parcerias bem alinhadas e em projetos que vão além do produto.

CAPA

Categorias

e IPs que mais performaram

Conteúdos ligados a lifestyle, educação, música, gastronomia e experiências familiares tiveram excelente desempenho. Propriedades com valores claros, narrativa forte e potencial de engajamento contínuo se destacaram mais do que modismos. O consumidor está buscando identificação, não apenas visibilidade.

2025: crescimento, consolidação ou ajuste?

Foi um ano de ajuste estratégico e consolidação. Ajustamos expectativas, formatos e modelos de negócio para construir bases mais sólidas. Esse movimento prepara o terreno para um crescimento mais estruturado e saudável nos próximos anos. Estar com parceiros que entendem essa lógica também é crucial.

Evolução do portfólio de marcas

Houve um equilíbrio. Mantivemos um foco importante em marcas consolidadas, explorando novos territórios e extensões, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para projetos com forte potencial de longo prazo. O critério principal deixou de ser “novidade” e passou a ser afinidade com o público e capacidade de gerar comunidade.

O impacto do varejo nas decisões

estratégicas

O varejo mais cauteloso e orientado por dados influenciou diretamente nossas decisões. Passamos a desenvolver projetos mais customizados, com lançamentos bem planejados, storytelling claro e diferenciação no ponto de venda. A integração entre físico e digital também ganhou ainda mais relevância.

Tendências de consumo para 2026

Devem ganhar força tendências como consumo consciente, produtos com propósito, experiências híbridas (online e offline), nostalgia afetiva e marcas que constroem relacionamento contínuo com seus fãs. O consumidor quer fazer parte, não apenas comprar.

O que faz um projeto ganhar escala hoje

Clareza de posicionamento, entendimento profundo do público, parceiros bem escolhidos e capacidade de gerar engajamento constante. Projetos que pensam em comunidade, conteúdo e experiência desde o início têm muito mais chance de escalar.

Principais aprendizados para 2026

Que consistência vale mais do que velocidade. Marcas que crescem com estratégia, respeito ao consumidor e visão de longo prazo constroem resultados mais sólidos. Também aprendemos que ouvir o público e o varejo é essencial para ajustar rotas rapidamente.

“Ajustamos expectativas, formatos e modelos de negócio para construir bases mais sólidas.”

Estratégia de varejo Latam:

escalando o crescimento

Àmedida que o mercado de varejo da América Latina se transforma rapidamente, o sucesso dependerá da sua capacidade de liderar com inovação financeira, fornecimento local, comércio social e IA.

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Os consumidores latinos exigem experiências de compra mais inteligentes, acessíveis e significativas. Marcas que unam e-commerce, sustentabilidade e identidade local liderarão a próxima onda de crescimento.

Aqueles que combinArem inovAção digitAl com fornecimento locAl e sustentAbilidAde definirão o próximo cApítulo de crescimento dA região, construindo leAldAde por meio de propósito, AcessibilidAde e conexão AutênticA, em vez de ApenAs preço.

OPORTUNIDADE

O cenário do varejo na América Latina está passando por uma transformação profunda, impulsionada por uma combinação de inovação financeira, produção local e a fusão entre entretenimento e comércio. No Brasil, a introdução do Pix parcelado oferecerá a milhões de consumidores uma flexibilidade semelhante ao crédito pela primeira vez, abrindo acesso ao e-commerce de maior valor agregado e aprofundando a participação na economia formal.

As plataformas chinesas, como Shein, Temu e AliExpress, estão remodelando a concorrência por meio de preços agressivos, estratégias lideradas por influenciadores e novos centros regionais de manufatura. Em resposta, os governos de Brasil, Chile e Argentina estão endurecendo as regras de importação para protegerem as indústrias locais, enquanto as marcas nacionais redescobrem o poder do nearshoring e da narrativa “Made in Latam” como símbolos de orgulho, agilidade e confiança.

Para as marcas, a oportunidade reside na construção de um ecossistema de varejo mais inclusivo e resiliente. O consumidor latino-americano é sensível a preço e digitalmente fluido, trocando de marca para equilibrar o orçamento, ao mesmo tempo em que adota novas formas de descobrir e comprar. Mesmo com o crescimento do PIB da região em 2,3% em 2024, a inflação dos alimentos (14%) pressionou os orçamentos domésticos e levou os consumidores a consumirem de forma mais cuidadosa. Para manterem a relevância, os varejistas devem encontrar os consumidores onde eles já estão: em plataformas sociais, em transmissões de live shopping e por meio de redes de mídia de varejo que conectam narrativa e conversão instantânea. Aqueles que combinarem inovação digital com fornecimento local e sustentabilidade definirão o próximo capítulo de crescimento da região, construindo lealdade por meio de propósito, acessibilidade e conexão autêntica, em vez de apenas preço.

ESTRATÉGIAS

• Crie para a era do comércio social: transforme as redes sociais de um canal de marketing em um ecossistema completo de compras, criando vídeos compráveis, eventos ao vivo e lançamentos de produtos liderados por criadores que impulsionem a conversão direta.

• Localize sua cadeia de suprimentos: fortaleça o fornecimento regional e as parcerias de nearshoring para reduzir prazos de entrega, aumentar a agilidade e contar histórias “Made in Latam” que interessem os consumidores locais.

• Incorpore IA em cada ponto de contato: utilize a Inteligência Artificial para prever demanda, personalizar recomendações e otimizar operações, transformando dados em experiências de varejo mais rápidas, inteligentes e humanas.

• Transforme cada interação de varejo em um canal de receita: monetize dados primários, telas em lojas e visibilidade de busca por meio de redes de mídia de varejo que permitam às marcas anunciarem diretamente para compradores ativos.

• Mantenha a sustentabilidade como prioridade: projete sistemas circulares que priorizem o reparo, a revenda e materiais responsáveis, garantindo que cada produto e espaço agregue valor ambiental e social.

PONTOS DE CONFIRMAÇÃO

Pexels

LOCALIZE SUA CADEIA DE SUPRIMENTOS

Priorize o fornecimento regional, a logística ágil e o storytelling focado no selo “Made in Latam” para manter a competitividade à medida que governos introduzem medidas protecionistas para reequilibrar o comércio. Os varejistas que localizarem a produção e destacarem a criação de valor nacional ganharão velocidade, resiliência e a confiança do consumidor em um mercado cada vez mais autossuficiente.

ESTRATÉGIAS

• Invista em nearshoring e na fabricação nacional para reduzir a dependência de importações, encurtar os prazos de entrega e proteger os preços da volatilidade global. A criação de centros de distribuição regionais permite que as marcas escalem com eficiência, ao mesmo tempo em que fortalecem os laços com fornecedores e artesãos locais.

• Consumidores em toda a América Latina associam cada vez mais a origem à confiança e à qualidade; 4 em cada 10 compradores mexicanos, por exemplo, preferem produtos nacionais certificados. Marcas podem aproveitar esse sentimento adotando a narrativa “Made in Latam”, utilizando selos de origem e integrando elementos de design cultural para expressarem autenticidade e orgulho.

• Os varejistas podem reposicionar suas marcas próprias, deixando de ser apenas alternativas de baixo custo para se tornarem linhas protagonistas feitas localmente, que combinam artesanato, preços justos e fornecimento responsável. Oferecer níveis claros de qualidade (“bom-melhor-superior”) ajuda a atrair tanto o consumidor sensível ao preço quanto o aspiracional, enquanto reforça as redes de produção regionais.

• Construa a confiança do consumidor mostrando

onde e como os produtos são feitos – desde embalagens que destacam o fornecimento local até narrativas on-line que quantificam o impacto na comunidade (por exemplo: empregos criados ou matérias-primas obtidas internamente). A transparência transforma a procedência em prova de propósito, conectando a cadeia de valor aos valores do cliente.

Em 2025, o Ministério da Economia do México e a Amazon México assinaram uma parceria para promover produtos com o selo “Hecho en México” (Feito no México) tanto localmente quanto no exterior, visando impulsionar o alcance digital e global de pequenas e médias empresas (PMEs). A Amazon destacará produtos certificados em sua plataforma – que já conta com mais de 80 mil itens fabricados no México – e oferecerá aos empreendedores ferramentas de treinamento, logística e exportação.

Rulo Davila / Pexels

EXEMPLOS PRÁTICOS

TRANSFORME CADA INTERAÇÃO DE VAREJO EM UM CANAL DE RECEITA

Invista em mídia de varejo, especialmente vídeos curtos, como a próxima grande fronteira publicitária da América Latina. O formato deve deixar de ser uma tática de nicho para se tornar um canal, capturando 15,6% do mercado de anúncios digitais da região até 2028. Marcas que redirecionarem orçamentos para ambientes ricos em dados e voltados ao comércio ganharão acesso direto a compradores de alta intenção e a um impacto de vendas mensurável.

H&M
@grupoexito
Spar

VAREJO

ESTRATÉGIAS

• Quase um terço (31,5%) dos consumidores da América Latina descobre novos produtos por meio de plataformas de hospedagem e compartilhamento de vídeos, como YouTube (16,3%) e TikTok (15,2%). Trate seus site, aplicativos, canal no YouTube, redes sociais e telas de loja como canais de mídia. Ofereça às marcas a chance de destacarem produtos por meio de busca patrocinada, banners ou vídeo, para que cada interação possa gerar receita extra.

• Não pare na loja. A TV conectada (CTV) no Brasil já atinge 64% da população digital, e 44% dos usuários de internet argentinos são espectadores de CTV. Regionalmente, os espectadores de CTV ultrapassam 150 milhões, aproximadamente 41% da população digital da América Latina. Estenda os anúncios de varejo para o streaming e outros

espaços digitais, e acompanhe como essas impressões levam a compras reais em suas lojas ou site.

• Em 2024, os consumidores latino-americanos fizeram compras em mais de 8 canais diferentes, em média, ao longo do ano. Os latinos são mais propensos a trocarem de marca do que de canal.

Use IA e dados de comportamento de compra para mostrar às pessoas o que é relevante para elas, quer estejam procurando itens essenciais, navegando por inspiração ou prontas para comprar.

• Compartilhe dados de desempenho claros com as marcas parceiras, mostrando como as campanhas on-line resultaram em cliques, visitas ou vendas.

Relatórios honestos constroem confiança e incentivam as marcas a continuarem investindo em sua rede de mídia de varejo.

Rappi

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por @Fast Company Brasil

NADA A ESCONDER: COM AS NOVAS CAIXAS DE SOM, A IKEA DIZ QUE É HORA DE EXIBIR

Nova coleção aposta em caixas de som que parecem luminárias e objetos decorativos para integrar tecnologia e design

IKEA

AIkea acaba de lançar uma nova coleção de caixas de som que também são verdadeiras obras de arte.

A coleção, que inclui três caixas de som Bluetooth redondas, duas caixas de som em formato de luminária (chamadas Kuglass) e uma nova versão da icônica luminária Fado da Ikea, foi criada em colaboração com a designer sueca Tekla Evelina Severin (também conhecida como Teklan).

Teklan, conhecida por seu trabalho como colorista, fotógrafa e designer, traz um olhar apurado para cores e padrões aos designs, transformando um produto que poderia ser um desastre visual em algo digno de exibição. De fato, seria difícil até mesmo reconhecer os produtos como caixas de som à primeira vista.

Esta coleção é uma evolução da missão mais ampla da Ikea de tornar os produtos tecnológicos para o lar não apenas funcionais, mas também esteticamente agradáveis. O toque colorido de Teklan eleva esse objetivo a um novo patamar, transformando a nova linha de caixas de som em verdadeiros objetos de design.

COMO A IKEA ESTÁ INVESTINDO NA ESTÉTICA

A Ikea lançou sua primeira linha de caixas de som, chamada Eneby, em 2018. Elas eram muito simples, quadradas e para serem montadas na parede, disponíveis em tons de cinza-claro e escuro.

A nova coleção da empresa com a Teklan mostra o quanto a nossa relação com os eletrônicos domésticos se expandiu desde então.

À medida que a tecnologia se torna cada vez mais uma parte da casa americana média, os clientes buscam cada vez mais produtos que se integrem perfeitamente à decoração e não chamem muita atenção para suas funções reais.

Nos últimos anos, a Ikea ampliou seu portfólio de caixas de som com adições mais criativas. É o caso da caixa de som emoldurada Symfonsik e a luminária com caixa de som para áreas externas Vappeby. Embora a marca seja conhecida por seu estilo minimalista, nos últimos meses, ela começou a injetar mais cor e formas surpreendentes em suas ofertas de eletrônicos domésticos.

Recentemente, a Ikea lançou uma ampla gama de produtos para casas inteligentes – atualizados, projetados para simplificar a experiência de forma conectada, que se parecem com dispositivos analógicos por fora e vêm em tons como laranja-ferrugem e verde-menta.

TECNOLOGIA + DESIGN

“A tecnologia está em toda parte e está crescendo, mas acho que poucos a veem como parte da identidade da casa”, diz Sara Ottosson, desenvolvedora de produtos da Ikea da Suécia. “Na maioria das vezes, você acaba adaptando sua casa à tecnologia, em vez do contrário, simplesmente porque esses produtos não são projetados para harmonizarem com nada, e não achamos que deva ser assim.”

TECNOLOGIA SE INTEGRA DE UMA NOVA FORMA

Com esta nova coleção, diz Sara, o objetivo principal era “fazer com que as caixas de som parecessem pertencer ao conjunto de móveis e tecidos”.

Para isso, a equipe da desenvolvedora de produtos da Ikea começou abordando o design da nova coleção de forma semelhante à abordagem que dariam a uma nova cadeira ou luminária.

“O arquétipo da caixa de som geralmente é o de uma caixa rígida, em que o design é algo adicionado à tecnologia”, segundo a desenvolvedora de produtos da Ikea. “É assim que a categoria tem sido há muito tempo. Viemos do design de móveis para casa, então abordamos naturalmente as coisas de um ângulo diferente. Estávamos curiosos para sabermos o que acontece quando se trabalha com formas, cores e padrões mais suaves – elementos que fazem um produto parecer mais parte da casa, que harmoniza com o resto.”

Para as três caixas de som circulares (chamadas de família Solskydd), a equipe convidou o designer de longa data da Ikea Ola Wihlborg. Ele reinventou a tecnologia como objetos redondos e macios que podem ser colocados em suportes decorativos ou fixados diretamente na parede.

Para as duas luminárias com alto-falante embutido (chamadas Kuglass), Sara diz que a equipe de produto levou o conceito a um novo patamar. As luminárias são projetadas para serem reconhecidas imediatamente como abajures, com a cúpula suave e a silhueta amigável disfarçando quase completamente o componente tecnológico.

O PAPEL DOS PADRÕES

O que realmente eleva a coleção ao status de objeto de design é a seleção de cores e padrões de Severin. As caixas de som vêm em um design listrado em azul-petróleo, um padrão vermelho sutilmente tridimensional e um laranja suave; As luminárias estão disponíveis em dois tons: vermelho e verde.

O resultado, segundo Sara, é algo “simplesmente inédito na Ikea”: uma combinação de formas, cores, padrões e luz que proporciona uma experiência sensorial.

“Teklan nos incentivou a seguir seus métodos e combinações não convencionais, optando por cores da natureza e tons que evocam nostalgia e emoção”, afirma Sara. “A ideia era fazer com que os produtos fossem verdadeiramente peças de design para casa com tecnologia integrada, em vez de tecnologia envolta em design.”

GRACE SNELLING

Colaboradora da Fast Company e escreve sobre design de produto, branding, publicidade e temas relacionados à geração Z.

Licenciamento no Brasil: um futuro de experiências, afeto e design estratégico

RODRIGO LEME

Arquiteto, designer e conselheiro consultivo de empresas, pós-graduado em Marketing com ênfase em Ciências do Consumo. Atua na indústria e varejo de todos os setores. Diretor do Grupo Criativo e professor de MBA em Design Estratégico.

“Marcas que consegueM construir vínculos reais se destacaM e perManeceM relevantes.”

Omercado de licenciamento de marcas e personagens no Brasil vive um momento de transição e grande potencial. Se por um lado há desafios como a concentração de grandes propriedades internacionais, por outro surge uma oportunidade inédita: criar e valorizar marcas autorais, conectadas com o imaginário e os afetos brasileiros.

Cada vez mais, o consumidor busca histórias, identificação e experiências. Nesse cenário, o licenciamento ganha força como ponte entre o universo simbólico das marcas e o cotidiano das pessoas. Marcas que conseguem construir vínculos reais se destacam e permanecem relevantes.

É nesse ponto que o design deixa de ser apenas forma e passa a ser função estratégica. O design tem o papel de traduzir o universo dos personagens em soluções visuais sensoriais e interativas que façam sentido na cultura local. Um bom projeto de design considera embalagem, ponto de venda, funcionalidade, formatos e materiais – tudo isso como parte da narrativa de licenciamento.

Outro fator importante é o crescimento da economia criativa no Brasil, que abre espaço para o desenvolvimento de personagens autorais, muitas vezes nascidos em redes sociais, livros infantis, animações independentes ou jogos digitais. Quando bem estruturados, esses personagens podem se tornar ativos licenciáveis de alto valor, com potencial para expandirem para produtos, colecionáveis, moda, papelaria, decoração e muito mais.

O futuro do licenciamento no Brasil está na autenticidade, na pluralidade e na cocriação com o público. Marcas que souberem escutar seus fãs, traduzir seus desejos e oferecer experiências relevantes terão vantagem competitiva. E o design é a disciplina ideal para materializarem esse processo com consistência, emoção e inovação.

o futuro do licenciaMento no Brasil está na autenticidade, na pluralidade e na co-criação coM o púBlico.

O desafio não é pequeno, mas o potencial é enorme. Com estratégia, criatividade e design, o licenciamento no Brasil pode ser um motor de cultura, pertencimento e valor afetivo duradouro.

Mande sugestões de assuntos ou dúvidas para rodrigo@grupocriativo.com e siga @grupocriativo.

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Revista Licensing Brasil (Marcas & Personagens) #129 by EP Grupo – Conexão de marcas e personagens - Issuu