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nº 04 mai/jun

2014

reta final sem enqua estr n utu r

do, ta n o lu 2016 e s tã o d e o ri

dos para a copa, conhe a t l o v o ã t ça qua s es e t o f , e p a d a r a t t n entar uma tro jo o o v l e d o a ç h r vaga ven os e com fo s nos s qu o d aça o jog e t to , na r os d a


E AÍ, JOVENS DE RESPONSA!

a

ntes de qualquer coisa, quero compartilhar com vocês que estou muito feliz de entrar para a rede e honrada em assinar o editorial desta revista top! Tenho certeza que o Rodrigo fez um trabalho excelente com toda a equipe e estou com gás total para continuarmos nesse caminho. Este ano está recheadíssimo, teremos dois Carnavais!!! Afinal, alguém duvida que a Copa será outra grande manifestação em nosso país, tão grande quanto o Carnaval, se não maior? Afinal, somos apaixonados por futebol! Falando nisso... sabemos que apenas uma pequena parte da população vai aos estádios, mas a bola não rola só lá, ela rola onde quisermos que ela role: na nossa rua, no nosso bairro, na casa de amigos, em campinhos de futebol, na escola, enfim... onde houver inspiração e vontade de curtir com responsa, haverá uma Copa! A Copa de todos nós! Bora vestir a camisa, decorar a casa e a rua! Mas esporte não é só futebol, certo? Temos uma infinidade de modalidades muito bacanas também que precisam de reconhecimento. As Olimpíadas estão aí e temos muitos atletas guerreiros que podem nos representar. Vamos conhecer e nos inspirar neles, quem sabe não saem mais atletas entre nossos leitores? Esporte é vida, é saúde, é curtição com responsabilidade. Faz bem pro corpo e pra cabeça. Falando em curtir com responsabilidade, fotografem seu rolê e sua Copa e se liguem também na campanha para novos jovens correspondentes para a revista! Uma experiência incrível! Boa sorte! Consciência e atitude! Até a próxima edição!

NÁDIA DE PAIVA NADIA.PAIVA@AMBEV.COM.BR

seleção na responsa

1

Maria Nascimento

Vanessa Ribeiro

4

Jessica Souza

5

7

Cleber Arruda

10

Agência Ophélia

Ben Rhaiem Mohamed

15

Nina Weingrill

18

Bettina Grajcer

9

André Rodrigues

11

Natália Barbosa

13

Gabriela Vallim

16

Nádia de Paiva

19

Bruna de Paula

21

6

Edu Carvalho

8

Karoline Maia

12

3

Vanessa Oliveira

Harrison Kobalski

Paula Farias INICIATIVA: Ambev | CONTEÚDO TÉCNICO: Ambev > Equipe: Ricardo Rolim, Guilherme Mello, Nádia de Paiva Rosa e José Roberto Souza Brandi LYNX CONSULTORIA > Equipe: Bettina Grajcer, Bruna de Paula, Fátima Viscarra, Stella Pereira de Almeida e Vivian Ragazzi | PRODUÇÃO DE CONTEÚDO E PROJETO GRÁFICO: Énois Inteligência Jovem > COORDENAÇÃO: Amanda Rahra e Nina Weingrill; EDITORES DE TEXTO: Cleber Arruda e Izabela Moi; EDITOR DE ARTE: André Rodrigues; FOTO: Agência Ophélia; REPÓRTERES: Edu Carvalho, Jéssica Souza, Maria Nascimento, Matheus Oliveira, Vanessa Oliveira, Vanessa Ribeiro; PRODUTOR: Harrison Kobalski; COLABORADORES: Bernardo França, Daniel Carvalho, Daniel Chastinet, Rômolo; AGRADECIMENTOS: Jéssica Novais, José Filho de Oliveira Santos, Mauro Batera.

2

22

Vivian Ragazzi

14

Amanda Rahra

17

Guilherme Mello

20

Stella Souza de Morais

23

Fatima Viscarra


ÉNOIS_ Fora do circuito do futebol, quatro

POR DENTRO_ Bebida e esporte

atletas contam a história deles _e de muitos outros_, de como suar a camisa para conseguir chegar na largada dos jogos no Rio, em 2016.

não combinam. Conheça os efeitos do álcool para o treino, para a saúde do atleta e para a hora do jogo.

NA LATA_ Conheça os

JDR_ Em plena baixada fluminense, não há apenas samba e funk: há 14 anos, o Movimento Enraizados promove o rap por lá.

E A GRANA?_ Compre,

Advogados Ativistas, grupo que defende, de graça, o seu direito de se expressar.

vende, troque, use e abuse – como dar uma mexida no armário e ainda levar um troco.

É MASSA_ Mil e

PAPO KBEÇA_

TESTE_ Responda as

uma maneiras de você se divertir em tempos de Copa Mundial de Futebol.

Produtores culturais na periferia: o corre que dá certo, e ainda movimenta a galera.

perguntas para conferir se você caiu na tal da “friend zone” e não vai conseguir ficar com ele(a).

“Eu li a matéria sobre hackers urbanos e adorei o trabalho do pessoal. Não sabia que existia. Fiquei com vontade de participar, de fazer algo também.” Maria Tamires Matias, 22, garçonete. “A revista é muito interessante! Além de abordar temas que se aplicam diretamente na nossa rotina, ela nos passa algumas dicas sobre o mercado de

trabalho... Na moral se fosse para avaliar de 0 á 10, é obvio que a nota seria 10! Lucas Figueiredo, 18, assistente administrativo “Gostei muito da revista! Destaco aqui a linguagem, que é bastante acessível, além de uma matéria sobre sexo achei bem direta e objetiva, sem tabus nem rodeios.

Também gostei da entrevista com um dos organizadores do rolezinho –não só pela entrevista em si, mas pela mídia usada. Nunca tinha visto uma entrevista pelo Facebook por que não fazer isso mais vezes? O contato por essa rede é quase sempre mais rápido do que por telefone. Leonardo Sá Fernandes, 22, jornalista.

FIRMEZA?_ Dicas de como se divertir (mais) do que os pombinhos no Dia dos Namorados.

FALE COM A GENTE! Acompanhe nossas redes e receba todos os dias novidades na sua linha do tempo! /naresponsa jovensderesponsa. tumblr.com @naresponsa

NA RESPONSA_3


Vocês escolhem quem vão defender? D: Não. Nós temos uma função social prevista na Constituição; precisando de um defensor, a gente atua. Alguns grupos já têm poio jurídico, como os sindicatos, mas a gente dá suporte a quem precisar ou nos pedir. Se um cidadão é abordado pela polícia em um ato público, o que deve fazer? D: Ele pode se informar com a pessoa que está prendendo ele, perguntando a razão e para onde será levado. Isso é um direito. Não é direito xin- gar ou bater no policial, mas se defender de uma agressão é.

PELO DIREITO DE SE

EXPRESSAR O advogado Daniel Biral, 33, é um ativista incomum. Em vez de ir para os tribunais, ele vai para as ruas para lá garantir o direito de outros defenderem publicamente suas causas. Leia o que ele tem para contar. MARIA NASCIMENTO

AGÊNCIA OPHÉLIA

HARRISON KOBALSKI

Como nasceu a organização Advogados Ativistas? Daniel: Foi da reunião de alguns advogados que se encontraram nas ruas nos atos de junho [do ano passado] e que buscavam defender o direito de os jovens estarem ali. A gente foi se conhecendo melhor, criamos uma página na internet e a coisa foi ganhando proporção quase sem planejarmos. Qual é a principal missão de vocês? D: Existem três pontos principais pelos quais lutamos: garantir o direito à expressão, o direito à reunião e promover a solidificação da democracia. Como fazer isso pacificamente? D: O principal é você ter claro um propósito legítimo, saber o que vai defender, e evitar todo tipo de confronto físico (a troca de ideias é sempre válida).

4_NA RESPONSA

Nessas horas, tem diferença ser maior ou menor de idade? D: Quando um maior de idade é preso, ele já tem a personalidade jurídica feita, então responde pelos atos. Se preso, ele só pode ficar detido em caso de fragrante delito ou de não pagamento de fiança. Já um menor de idade é apreendido e sua família é chamada na delegacia para responder por ele. Um menor de idade pode participar de um ato público? D: A gente passou por um longo período de ditadura e ele deixou algumas cicatrizes, por exemplo, um medo de confrontar opiniões políticas. Porém, a dica que eu dou para esses jovens que querem reinvidicar alguma mudança, é que tenham também conteúdo para explicar para seus pais ou para outras pessoas o que está acontecendo e a importância de eles participarem de um movimento. É preciso se informar muito. Vocês cobram pelos serviços profissionais que prestam? D: Pela legislação vigente, não poderíamos fazer nada sem cobrar, pois acarretaria uma suspensão da OAB. Estamos tentando constituir uma pessoa jurídica (um instituto, por exemplo) que nos permita atuar “pro bono”, ou seja, gratuitamente, e defender qualquer cidadão. Conseguimos até agora pelo menos a autorização para agir assim de forma emergencial, seja nas ruas ou nas delegacias.


sem birita na Nem só de jogos de futebol serão feitas as próximas semanas. Além de toda a curtição da Copa 2014, a temporada das festas juninas vem aí e as férias escolares também. Respire fundo: tem muito agito pela frente!


A gente se virA

é festa na minha rua VANESSA OLIVEIRA

É muito chato ver uma rua sem enfeite ou clima de comemoração em época de Copa do Mundo. Se você quer dar um “up” na quebrada, chame os amigos e, em ritmo de festa, transforme seu pedaço em uma galeria de arte a céu aberto. Sem ideia? Confira algumas a seguir.

DANIEL CARVALHO

Bandeirinhas_ Elas não podem faltar, ainda mais em tempo de festas juninas. Para fazé-las, o mais usual é o papel de seda, mas tudo serve, até jornal e tecido. até jornal e tecido. Recicle e reaproveite materiais que você já tem em casa! Aproveite para conhecer o trabalho do artista Alfredo Volpi, que adorava pintá-las, e inspire-se: goo.gl/EuKe6R

Bonecos_ Saca aqueles clássicos bonecões do Carnaval de Olinda? Eles são uma alternativa alegre e barata para quem quer deixar a rua mais festiva. Confeccione bonecões que sejam a cara da Copa –tente o Fuleco, o mascote como fazer: goo.gl/ZK15vf

exPosição_ Você vai precisar de um espaço legal, como uma garagem. Reúna uniformes, “coisinhas” que guardou de outras copas. O Museu do Futebol pode te inspirar. Se não estiver em São Paulo, visite por aqui: museudofutebol.org.br/

DICa #fICa camPeonato de Botão_ Escolha a calçada mais plana da vizinhança, desenhe o campo de futebol de botão (e a tabela de pontos) e organize um campeonato – pode usar os times que estão participando da Copa. Não sabe todas as regras? Aqui: goo.gl/L0nEcA

6_NA RESPONSA

Pintar o “caneco”_ É tradição colorir o asfalto com elementos que simbolizam o torneio, como “a taça”, o mascote ou as cores do time. É divertido, a geral participa e o resultado é massa. Basta tinta e pincel mesmo. Saca só o que esse artista faz no asfalto: goo.gl/irptwu

Pesquise se há famílias de outros países em seu bairro. Unir seleções na decoração e na torcida deixa tudo mais colorido, democrático e ainda com trocas culturais. Aproveite para conhecer seus vizinhos!


fugir do galvão VANESSA RIBEIRO

ANDRÉ RODRIGUES

Rolê baRato

outras paradas! JÉSSICA SOUZA Organize um campeonato de videogame com seus amigos

rachacuca.com.br

Não conseguiu ingresso para nenhum jogo da Copa, mas adoraria acompanhar partidas em campo e vibrar na torcida? A seguir, algumas opções do país do futebol, e tudo na faixa: São Paulo

Aproveite a época e organize festas juninas no seu bairro. Dá pra homenagear Santo Antônio, no dia 13 de junho, um

campeonato amador do país. Mais

festajunina.com.br. grande São Paulo

Mundo. Saiba mais em

rio de janeiro

Foto: Divulgação

NA RESPONSA_7


COMO VIRAR UM CRAQUE!

CURSOS ONLINE

VANESSA RIBEIRO

Para bater um bolão, além de disposição, o legal mesmo é entender bem as regras do jogo. Futebol não é só chutar a bola pro gol. Existem normas que fazem a coisa toda funcionar. Se você não sabe nada ou quase nada, seu problema está resolvido. REGRAS DO FUTEBOL_ Esse vídeo produzido pela AFP (Agence FrancePresse), uma agência internacional de notícias, traz todas regras do futebol. O conteúdo é produzido com animações e é bem dinâmico. Em 4,5 minutos e sem frescura, serve para quem quer aprender mesmo. No canal deles há vários vídeos de outros esportes também: youtu.be/3jIDq4Y74ko

FIFA FEVER_ É um documentário de 2005, lançado pela FIFA em comemoração ao seu centenário. Em 195 minutos, o vídeo conta a história de quase todas Copas, da primeira, em 1930, até a de 2002, quando o Brasil foi pentacampeão. Além disso, há destaques sobre os melhores jogadores, grandes times, gols mais bonitos e muito mais. Na internet, os dvds custam em média R$ 25.

UNIVERSIDADE DO FUTEBOL_ Esta instituição promove ensino online e presencial. Os cursos são para quem já trabalha ou quer trabalhar com o esporte, mas também para curiosos. Vários são gratuitos. O site é recheado de notícias, artigos

universidadedofutebol.com.br/

faça você mesmo

ROUPA PARA

TORCER!

1

Lave sua blusa normalmente e deixe secar. Jogue a água fervente até a metade do balde. Dissolva o corante verde para tecido aos poucos, até chegar ao tom desejado. Mexa com um objeto de madeira. Depois jogue um punhado de sal.

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2

Use a luva (látex ou vinil) desde o início para evitar manchar as mãos. Mergulhe parte da barra de sua camiseta no corante verde e deixe por 20 minutos, depois mergulhe até a metade da blusa e deixe por mais 10 minutos, para efeito degradê.

3

Aprenda aqui a colorir sua camiseta no estilo tie dye e vá de verde e amarelo curtir com os amigos o Brasil nos jogos! VANESSA RIBEIRO HARRISON KOBALSKI

Na diagonal, puxe a peça que está no balde pela gola. Cuidado para não se queimar com a água. Ainda na mesma posição, enxágue no tanque e torça com cuidado. Pendure a camiseta e espere secar por completo.

4

AGÊNCIA OPHÉLIA

Repita o mesmo processo com a cor amarela, mas agora começando da parte da gola para o meio da camiseta (ao contrário da cor verde). Enxague a parte recém tingida e deixe secar com a gola para baixo.

5

Quem quiser, pode parar por aí. Para customizar ainda mais sua camiseta de torcedor, corte fora a gola da blusa para deixar o decote maior (para até mostrar o ombro, por exemplo) e fazer franjas com uma tesoura.


Prato firmeza

Jéssica Novais topou ajudar a gente e posou pra esta foto!

- COM MATHEUS OLIVEIRA

PORQUE COZINHA NÃO É LUGAR DE GENTE SEM GRAÇA!

Foto: Agência Ophélia

Veja o vídeo de como preparar: jovensderesponsa. tumblr.com

comida fácil na hora do jogo

CANAPÉ (HEXA?) CAMPEÃO

DICa #fICa 1. A água precisa estar bem quente em todo o processo para o corante agir. peça, não esqueça de jogar o punhado de sal na água. naturais, como o algodão, por mais a esse tipo de tecido. 4. Lembre-se de utilizar luvas em todo o processo, para proteger as mãos do corante.

Lá vem a Copa! Nada melhor pra acompanhar o jogo do que lanches simples e rápidos de fazer (e comer). Que tal se o quitute, além de fácil, for também saudável? Vamos lá: canapé campeão (torcendo pra ser HEXA!). Bom, vamos usar um queijo branco inteiro. Coloque no processador (pode ser liquidificador ou no garfo também), adicione uma pitada de sal, pimenta-do-reino e o suco de meio limão espremido. À medida que vai amassando o queijo, adicione o azeite, cerca de 200 ml, apenas pra dar uma certa “liga”. Quando isso estiver feito, reserve a “pasta”. Reservado de lado está também umas 200 gr de peito de peru fatiado, defumado ou não, como gostar mais. Corte as fatias de pão de forma integral em 4, para ficarem de um tamanho que você pode colocar na boca de uma vez só. Torre os quadradinhos –ou no forno ou na sanduicheira. Para montar os canapés, a ordem é, de baixo para cima: pão, pasta de queijo, metade de uma fatia de peito de peru dobrada, cenoura ralada, uma folhinha de rúcula e o tomatinho cereja para finalizar, segurando o palito. Sirva o lanche com um suco e bom apetite!!!

+

Acompanhe o Instagram do Gorventuras Culinárias!

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Ivan Leoni, 23, é produtor do festival MAT, que acontece a cada seis meses em Caieiras, na Grande SP.

MoviMente sua

quebrada Tá afim de agitar um evento na sua quebrada, mas não tem ideia de como fazer? Conheça alguns produtores culturais de muita atitude e se inspire! VANESSA OLIVEIRA

10_NA RESPONSA

AGÊNCIA OPHÉLIA

HARRISON KOBALSKI


a

os domingos, logo após o pôr-do-sol, a praça Nossa Senhora de Nazaré, no bairro do Cohatrac, em São Luís (MA), é palco para um encontro que reúne música, poesia, debates, performances teatrais, exibições de filmes e comidinhas vegetarianas. Quem produz estes encontros é o Movimento Sebo no Chão. Diego Pires, 29, um dos idealizadores do evento, começou a vender livros na praça e percebeu que o local seria um bom lugar para reunir, além dos livros, outras linguagens artísticas que proporcionariam a ocupação do espaço público e o acesso livre à cultura. A ideia rolou e o projeto virou febre na cidade. Para que os encontros aconteçam no domingo, durante toda a semana, a galera da produção agiliza a estrutura necessária. Pelo Facebook, as bandas locais são convidadas – ou se auto-convidam – para mandar um som. Nada é cobrado do público. “Acredito que somos produtores e divulgadores de artistas locais da ilha de São Luís, que normalmente carecem de espaços para mostrar seu trabalho”, diz Pires. Ele conta que, além de toda estrutura, a produção de um evento requer muita força de vontade, paixão, um espaço bacana e muito diálogo com as pessoas que frequentam o lo-

Fotos: Divulgação

Imagens dos eventos organizados pelo Movimento Sebo no Chão, na cidade de São Luís, no Maranhão.

cal. Para o produtor, música também não pode faltar, pois é algo universal que conversa e atrai o público de todas as faixas etárias. E por falar em produzir eventos com o objetivo de apoiar e desenvolver a cultura local, uma galera de Caieiras, na Grande São Paulo, colocou a mão na massa e criou o MAT (Música e Atitude em Transpiração), um festival onde rola muita música, dança, grafite e pista de skate. O MAT acontece desde 2010, é semestral e seu objetivo principal é dar visibilidade à cena musical independente da região. “O MAT proporcionou visibilidade não só para os músicos da região, mas também para outras propostas artísticas”, diz Ivan Leoni, 23, músico, estudante de multimídia e um dos produtores do festival de Caieiras. O evento começa a ser pensado em reuniões com dois meses de antecedência pela galera da produção. Leoni conta que inicialmente não havia apoio e muito menos recursos para realizar o evento. “No início, a falta de dinheiro era o maior perrengue, fazíamos eventos com R$300. Era muito complicado, pois tínhamos que pagar as bandas pelo menos uma ajuda de custo, comprar comes e bebes, pulseiras de acesso, e ainda tinha que sobrar para emergências.” Hoje, o MAT conta com o apoio da Prefeitura de Caieiras, de outros projetos culturais e de comerciantes locais. A entrada do evento é um quilo de alimento não perecível.

entra lá! Ficou curioso para saber mais sobre os projetos do Ivan e Diego? Chega lá: Facebook Movimento Sebo no Chão goo.gl/Vwi8Qc Youtube do MAT goo.gl/0wrKxy

DICa #fICa O Senac oferece cursos livres de Produção de Eventos Artísticos e Culturais, voltado pra quem quer idealizar, produzir e comercializar eventos. Para participar, é necessário ter 18 anos e ensino médio completo. Mais informações no site: goo.gl/Q3MNFF


CORRIDA DE

OBSTÁCULOS Álcool e esporte não combinam. Ponto. É o que todos os atletas e torcedores já sabem, mas você vai entender melhor nas páginas desta seção. Bebidas não fazem parte do menu ideal e em geral trazem calorias sem nutrientes para o organismo. Além disso, beber faz você ir ao banheiro mais rápido e tira a concentração, o foco e retarda o reflexo (imagina tudo isso na hora da partida). E nem pensar em perder a linha na balada: não tá com nada se inspirar nos nossos anti-heróis do esporte. EQUIPE NA RESPONSA

CARDÁPIO Ao lado, a nutricionista Juliana Bicudo sugere o cardápio para um atleta. “Apenas sugestão, já que é necessário considerar as necessidades individuais de cada um, como peso, altura, idade, intensidade dos treinos, horários, etc.”, ter uma ideia de como variar a alimentação é importante para quem pratica esporte. Juliana indica: comer de 3 a 5 frutas diferentes por dia, além de verduras, legumes, grãos, leite e seus derivados, carnes. Açúcar e gordura só muito de vez em quando. Anotou?

12_NA RESPONSA

ANDRÉ RODRIGUES

cereais integrais

(arroz integral, pão integral, biscoito integral, macarrão integral)

Leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, soja)

Proteína

(frango, peixe, ovo, carne vermelha magra)

frutas

(podem ser substituídas por suco, mas sem açúcar; devem ser variadas e não devem ser consumidas todas de uma vez só)

leite e derivados verduras e legumes

(devem ser incluídos nas refeições do almoço e do jantar)


ANTIDOPING

Estimulante

Anabolizante

Calmante

O álcool não melhora a performance do atleta em nada. Nas olimpíadas de 2016, a substância não será barrada em nenhuma modalidade. E nem

Atletas de todas as modalidades e todas as nacionalidades perdem a cabeça e a carreira quando Conheça alguns dos casos mais famosos:

adriano Diurético

reprovadas pelo antidoping:

caratê

O Imperador, teve a carreira interrompida pela bebedeira. O jogador foi demitido por justa causa do Corinthians, em 2012. Sem o exagero na balada, sentaria no banco do Felipão em 2014?

Hormônio

arco e flecha lancha

esportes olímpicas, proíbem o uso de álcool em competição.

micos do esporte

desempenho e perder a chance de levar uma medalha de ouro?

6

grandes

motoAEROciclismo Náutica

automobilismo

Phelps

O aprodígio da natação foi suspenso e perdeu patrocínio por ter sido pego fumando maconha. Parou em volta para o Rio-2016.

REFLEXO

SANGUE 12h é o tempo

para o álcool sair do organismo

COORDENAÇÃO A coordenação motora é afetada já na

primeira latinha de cerveja

joão do pulo

11h05 durou a partida de tênis mais longa da história

Foi recordista de salto triplo, ouro em 2 Panamericanos e bronze em 2 Olimpíadas. Em 1999, aos 45, faleceu de cirrose hepática. Se não fosse a bebida, vibraria com os jogos do Rio 2016.

2 copos de breja mais lento, passando de

0,75 para 2 segundos

URINA eliminado mais rápido. O álcool inibe a produção do hormônio vasopressina. Sem ele, os rins deixam o xixi sair mais fácil.

maradona Poderia ter chegado mais perto das

sai

5

entra

18

Cocaína e outras drogas foram encontradas em seus antidopings desde 1991. Hoje, ele vai aos estádios apenas como mais um torcedor.

Fontes:Márcio Aldecoa, Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira, Centro de Informações sobre Saúde e álcool; Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Ministério do Esporte, Departamento de Psicologia da Unifesp.

NA RESPONSA_13


VALE

JÉSSICA SOUZA E MARIA NASCIMENTO AGÊNCIA OPHÉLIA HARRISON KOBALSKI DANIEL CHASTINET

tudo

A menos de dois anos para o início das Olimpíadas do Rio, uma galera treina forte para tentar uma vaga. Eles não querem só competir. Esses atletas são jovens cheios de responsa que buscam alcançar o pódio pelo amor ao esporte, pelos louros que alcançaram na vida com ele, pelas experiências e aprendizados que acumularam e pelo reconhecimento do longo caminho de batalha.

Guerreira do tatame

L

arissa Nunes, 14, acorda todos os dias antes das 5h da manhã, pega carona com o pai até metade do trajeto para sua escola, depois complementa com metrô e ônibus. Do Itaim Paulista, bairro na zona leste de São Paulo, onde mora, até a sua escola na Vila Mariana (zona sul da cidade), são cerca de 32 km enfrentando o “delicioso” trânsito da manhã paulistana. As aulas terminam diariamente às 13h20, e dali mais uma caminhada de 20 minutos ou um ônibus, dependendo do peso da mochila, até o Centro Olímpico COTP, na Vila Clementino, também na zona sul da cidade. Todos os dias Larissa vai treinar judô, e às sextas, caratê. Vida puxada, né? A garota está treinando para tentar uma vaga para lutar judô nas Olimpíadas, mas sua carreira de atleta começou no caratê, que já treina há oito anos. Ela decidiu investir na troca desde que o caratê deixou de fazer parte da programação oficial dos jogos, em 2009. Larissa lembra que participou de seu primeiro campeonato de caratê com apenas três meses de treino e só tinha sete anos na época. “Minha mãe falava que eu iria me machucar, mas eu queria continuar lutando.”

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A atleta ainda não tem patrocinadores. “Só comecei o judô porque realmente pensei que era mais fácil para me financiar, mas o governo não ajuda, não dá apoio e nem base pra treinar. Sempre tem que pagar alguma coisa”, desabafa. Graças à sua disciplina e força de vontade, Larissa conseguiu bolsa integral na escola, e isso ajuda na hora de cobrir os custos com o esporte. E também por essas qualidades ela conquistou uma vaga Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) para treinar judô. Quando questionada sobre competir nas próximas Olimpíadas, dos jogos de 2016, ela diz que sonha com a possibilidade, mesmo sabendo que precisa lutar muito até lá. Mas, desistir, não está nos seus planos. “Pra você conseguir participar dos jogos olímpicos, tem de começar a ganhar os campeonatos pequenos, para assim ir subindo no ranking.” Larissa já ganhou honra ao mérito em reconhecimento ao importante trabalho e colaboração em prol do Clube Escola e acumulou 35 medalhas na sua coleção de premiações. Além da dificuldade de “chegar lá” na raça, existe ainda o preconceito por ela ser menina e lutadora, mas Larissa não liga quando é chamada de apelidos como “Maria Macho”. “Eu não tenho tempo para me arrumar”, diz.


Larissa Nuness, 14, treina jud么 e tenta vaga para defender o Brasil nos jogos de 2016.


A goleira Flávia Vidal, 24, foi chamada para jogar com a seleção brasileira.

a goleira UMA CHARADA FÁCIL: como se chama o esporte em que devemos usar as mãos e os braços para passar a bola, em que é permitido permanecer com ela em mãos por três segundos e dar três passos (diferente do basquete) e em que cada partida se joga com 7 – nem 11, nem 5 – jogadores em cada time? É o handebol. Em alta agora, pois, pela primeira vez desde 1995, uma seleção de fora da Europa não ganhou o Mundial feminino. Em um jogo de Brasil contra Sérvia, com um placar de 22 a 20, as atletas brasileiras conquistaram o título de 2013 invictas durante toda a competição. E é nesse espaço de seis metros quadrados que a goleira Flávia Vidal, 24, conquista suas medalhas. “O handebol me escolheu, sempre me identifiquei. Para mim é um esporte de muita vibração e isso me encanta,” diz. Moradora de Ribeirão Pires, município da região metropolitana da Grande São Paulo, ela treina desde os 13 anos. Atualmente, a goleira passa os dias da semana hospedada no alojamento do clube em que joga, em Santo André (SP). “São cinco dias de treino de quatro horas por dia”, diz. Na parte da manhã, cursa faculdade de Educação Física.

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O clube que acolheu Flávia como profissional é o A.D. Santo André e ela treina lá desde 2008. A atleta foi a melhor goleira do Paulistão 2012 e foi considerada também a melhor goleira da Liga Nacional 2013. Em seu currículo de atleta, ela tem uma longa lista de participação em campeonatos, ligas, jogos regionais, jogos universitários e até Copa do Brasil, com saldo de 30 medalhas. A jogadora nunca teve um patrocínio antes do A.D. Santo André. “No começo, o apoio foi só da minha família”, diz Flávia, que, com a pesada rotina de treinamento, muitas vezes abre mão de viagens e baladas com os amigos. “Acho, inclusive, que o álcool é totalmente inadequado, pois não traz benefício algum a nós atletas”. No início de sua carreira, a goleira foi desestimulada por causa de sua altura, 1,64m, considerada baixa para os padrões do handebol. Chana Masson, inspiração de Flávia e goleira da seleção brasileira desde 1988, tem 1,83m. “Lutei para conquistar meu espaço”, diz. Em 2014, Flávia foi convocada pela primeira vez para jogar pela seleção brasileira. “Isso só fez com que a minha vontade aumentasse.” A esperança é chegar até os Jogos Olímpicos de 2016.


Três em um EXISTEM ALGUNS DE NÓS que crescem com o olhar voltado para o pódio. O desejo é chegar em casa e encontrar uma prateleira lotada de troféus e medalhas. Quantas? “No total, eu tenho umas 60.” A resposta é do motoboy de Americana, a 127 km de São Paulo. Ranieri Marconi, 20, é, na verdade, atleta de triatlo. E tem duas prateleiras cheias de títulos. Ranieri conta que tudo começou em 2009, quando ele resolveu nadar para corrigir sua postura, e Wiliam Barbosa, seu treinador até hoje, disse que tinha perfil para tentar o triatlo. “Comecei por curiosidade e desde então não larguei mais.” O triatlo é um esporte de resistência, onde os participantes devem cumprir um percurso de natação, ciclismo e corrida a pé – nesta ordem – e o primeiro a terminar leva a medalha. O tempo médio de conclusão de uma prova de triatlo depende do tamanho do percurso. O americano Timothy O’Donnell, um dos melhores do mundo, venceu a prova Ironman (3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida) do ano passado, em Florianópolis (SC), em 08h01min32s. Em 2000, o esporte entrou oficialmente na programação dos jogos olímpicos em Sydney, Austrália. Ranieri treina todos os dias, sete dias por semana. Corre, nada e pedala por 1h30 antes do seu trabalho começar às 8h da manhã. Aos sábados, sua rotina de treino dura em média 3 horas e aos domingos, outras 1h30. O apoio da família é permanente e os conselhos de sua mãe são essenciais: “cuidar da alimentação e ter sempre tempo para descansar”. O sonho de participar das Olimpíadas foi aceso em 2012. Sua participação na competição Troféu Brasil de Triatlo teve o tempo de profissionais. “Desde aquele ano tenho uma chama dentro de mim.” Ele não nega que já pensou em desistir. Para ele, momentos difíceis acontecem principalmente quando lembra que ter patrocínio é uma luta constante. Hoje, o atleta possui apoio da Prefeitura de sua cidade, de academias e lojas de suplementos. “Tudo aquilo que fazemos com amor deixa de ser ruim por mais doloroso que seja. Não meço esforços para conseguir o que quero”, manda o recado.

O triatleta Ranieri Marconi, 20, já acumulou cerca de 60 medalhas.


O estudante paulistano Gilmar Almeida da Silva, 18, encontrou sua verdadeira vocação no rúgbi.


Rúgbi, eu? MORADOR DE PARAISÓPOLIS, a segunda maior favela da capital paulista, Gilmar Almeida da Silva, 18, é estudante de administração de empresas. Mas sua verdadeira vocação é outra: ser jogador de rúgbi. O rúgbi – ou rugby, em inglês – nasceu no século 19, quando em uma escola na cidade de Rugby, na Inglaterra, desenvolveu-se um jeito diferente de jogar futebol. No início, o esporte era até chamado “Rugby football” – o futebol de Rugby. O jogo é realizado em um campo maior que um de futebol, com comprimento máximo de 144 metros e largura de 70 metros. Sua superfície é, preferencialmente, de gramado – mas, pode ser de areia, barro ou grama artificial –, com dois postes e um travessão em formato de “H” nas bordas (é o gol!). Foi apenas em 2009 que o rúgbi foi incluído oficialmente no programa olímpico da edição de 2016. O rúgbi que será disputado nas Olimpíadas terá sete jogadores de cada lado – estilo “rugby sevens”. O “truque” neste esporte é que os passes não podem ser dados para um companheiro à frente da linha da bola, ou seja, os jogadores têm de avançar com jogadas para trás e para o lado. Gilmar declara-se apaixonado pelo rúgbi desde que o conheceu, em 2004, quando ainda era criança. “Eu descobri essa paixão na minha primeira aula.” Ele confessa que a adrenalina do jogo chamou a atenção e ele queria provar para ele mesmo de que era capaz. “Na época da escola, eu era ruim em todos os outros esportes. Procurei algo que fosse diferente de tudo aquilo que eu já tinha experimentado.” Hoje, ele tem uma rotina de treinamento pesada. São três dias na semana para o rúgbi, os outros na academia, para manter a forma física necessária ao jogo. Para ir até o local de treino, ele vai a pé. “Minha casa é bem em frente ao campo.” Gilmar é um dos dois mil crianças e jovens que passaram pela iniciação ao esporte como parte do projeto Rugby Para Todos (rugbyparatodos.org.br), criado por jogadores experientes em Paraisópolis. O atleta não tem gastos para praticar o esporte: todos os equipamentos necessários, como protetor bucal, são adquiridos pelo projeto.

A maior dificuldade do Gilmar foi driblar sua mãe e convencê-la que não era um esporte perigoso – apesar de ele chegar algumas vezes machucado em casa, por conta dos choques e esbarrões sofridos em campo, durante as partidas. “Isso foi bem no início, hoje ela entende e me apoia”, diz. Gilmar, hoje, não se intimida quando encontra jogadores mais fortes e maiores no jogo. “O rúgbi é superação e a todo o momento isso é colocado em prova. O principal é jogar com alegria, para se divertir e sair do campo satisfeito. Aprender valores como disciplina, respeito, lealdade e união me ajudaram. É muito parecido com a vida real. Temos que tomar decisões sob pressão e não ter medo de falhar, além de estar sempre pronto para ajudar os companheiros.” O atleta só pensou em desistir uma vez, quando fez um teste para a seleção brasileira juvenil e não foi aprovado. “Quando você é bom e tem talento, não importa de onde você veio. Vou melhorar e tentar novamente na próxima oportunidade. E quem sabe, um dia, participar das Olimpíadas?”

DICa #fICa

Comece a se informar sobre o que vai rolar nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, e sobre os esportes dos atletas desta edição:

rio2016.com brasilhandebol.com.br cbj.com.br brasilrugby.com.br cbtri.org.br

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Você é do tipo que vive acumulando coisas que não usa? Então está na hora de se desfazer disso tudo e abrir espaço para coisas novas. Durante as férias, separe tudo o que não usa mais e faça uma lista de desejos. Se você quer comprar, vender, trocar ou até mesmo doar coisas pela internet – e fora dela –, mas não sabe nem por onde começar, leia já as dicas abaixo! MARIA NASCIMENTO, VANESSA OLIVEIRA E VANESSA RIBEIRO

TROQUE BRINQUEDO

PERCA UM LIVRO

JOGO DO TROCA

Se você tem muitos brinquedos (velhos e novos) que não usa, faça uma feira de troca! O Instituto Alana tem em seu site um guia de como você pode montar uma feira. No site você pode divulgá-la e checar outras para participar: mobilizacao. alana.org.br

Uma das primeiras missões do projeto Imagina na Copa foi “Leve este livro”. Era só escolher algum da estante, escrever dedicatória, imprimir o marcador da missão e “esquecer” por aí. Que tal fazer igual, com seu próprio marcador? imaginanacopa.com.br/missoes/ missao-2-leve-este-livro

O Troca Jogo é um site onde você pode oferecer seus jogos de videogame em troca de outros. O site não media o processo, mas facilita o contato entre os usuários. Os trocadores podem se encontrar em um dos nove postos de troca parceiros: trocajogo.com.br

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TEMPO X TEMPO A Bliive é uma rede colaborativa de troca de tempo. Você oferece seu tempo para ensinar o que sabe a alguém e em troca seleciona o que quer aprender. A moeda é a “timemoney”, ou seja, se dá 2h horas de curso, ganha duas outras para aprender uma coisa nova: bliive.com


todos os livros

BRECHó online

tudo à venda

O Estante Virtual vende livros novos, seminovos e usados de mais de 1300 sebos e livreiros de todo o país. Segundo o site, eles têm 11 milhões de livros listados ali. Além disso, o melhor de tudo é que você também pode colocar seus livros à venda. Nada mau para reciclar sua prateleira, hein? Vai lá ver: estantevirtual.com.br

No site Enjoei é possível comprar ou vender os mais variados artigos, desde roupas usadas a computadores novinhos. Dá para a família inteira comprar ou vender. Você faz o cadastro e pode colocar suas coisas à venda. O site cobra uma pequena taxa por cada transação realizada: enjoei.com.br

Se você curte artesanato e gosta de comprar novidades ou quer vender os seus produtos, se liga no blog do elo 7 (blog.elo7.com.br). Além de vários tipos de produtos artesanais à venda, você pode aprender como montar a sua loja virtual e abrir uma parceria para ganhar com a sua arte

Quais são meus direitos e deveres na hora de comprar e vender?

MONTE SUA LOJINHA O Loja2 (loja2.com.br) é para montar sua loja online. O site oferece dois tipos de plano: um em que você paga R$ 20 por mês e tem benefícios como expor cinco fotos por produto cadastrado; e o plano totalmente grátis, sem benefícios, mas que também funciona. Você pode escolher a forma como recebe a grana do cliente, como cartão de crédito, boleto bancário ou débito online.

eu gosto, eu quero

O PROCON (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) possui o “Manual do jovem consumidor”, que ensina quais são os seus direitos, o que é legal ou não comprar e também dá dicas

A Like Store é uma plataforma de venda online que funciona por meio de mídias sociais. Pelo Facebook, por exemplo, você consegue montar sua loja sem necessidade de pagar uma taxa de ativação. Pelo plano “like a virgin”, que é isento de mensalidade, o site cobra uma taxa de 2% sobre o valor cada venda concluída. Aqui: likestore.com. br/novalikestore

Tudo disponível em procon.sp.gov.br/ pdf/Manual_Jovem_Consumidor.pdf No Reclame Aqui, você pode expressar para todo mundo sua infelicidade com alguma compra. É também um bom site para dar uma passadinha e saber como anda a reputação das empresas. Informe-se: reclameaqui.com.br


Integrantes do movimento Enraizados, que promove o hiphop na região da Baixada Fluminense.

TAMO JUNTO

HIP-HOP DA

BAIXADA

Conheça o trabalho do Movimento Enraizados que promove, há 14 anos, na região metropolitana do Rio, o desenvolvimento musical e cultural em torno do rap

S

EDU CARVALHO

ó falar em Rio e você já vai pensando que os sons que mandam brasa nas favelas são o funk e o pagode, né? Enganado. Direto do Morro Agudo, na Baixada Fluminense, dois jovens têm se destacado no mundo do hip hop. Leonardo dos Santos, o Léo da Treze, de 26 anos, e Marcus Vinicius da Silva, 20, o Marcão Baixada, se conheceram e iniciaram suas carreiras na Escola de Hip Hop Enraizados na Arte, projeto do Movimento Enraizados, que há 14 anos revela novos artistas do gênero. Léo da Treze começou aos 12 anos de idade como aluno no projeto. Hoje, dá aulas de rap na instituição. “Não imaginava que poderia me trazer algum benefício material, saca? Eu só pensava em cantar, escrever umas letras para me sentir bem e desabafar’’, conta Léo, que além de dar as oficinas, é produtor musical.

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Marcão Baixada fez uma turnê na França e orgulhase de levar o nome do Enraizados para outros países. ‘’A meta é sempre ir além. Mostrar que os artistas da Baixada têm potencial e merecem estar sob os grandes holofotes e palcos do Brasil e do mundo”, diz. Marcão faz parte ainda do grupo de rap #ComboIO (assista aqui o clipe da galera: goo.gl/VvjBbh). Hoje, o Movimento Enraizados é um polo cultural da área. No ano passado, o projeto levou o Prêmio Jovens de Responsa, em duas categorias: primeiro lugar em música e ilustração e segundo em fotografia. “Além do prêmio ter sido ótimo pra nossa instituição, possibilitou ainda que os jovens viajassem, conhecessem gente nova e valorizassem ainda mais a sua arte”, conta Flavio Eduardo da Silva Assis (conhecido como Dudu de Morro Agudo), 35, um dos fundadores do Enraizados.


É NOTÍCIA!

ROLÊS DE RESPONSA Na última edição, a Na Responsa lançou a missão “Fotografe seu rolê”. Bastava caprichar na foto e publicar nas redes sociais com a hashtag #NaResponsa. Geral se envolveu e selecionamos aqui pra vocês os melhores registros. Confira! ;)

@gabvallim

@andreihrtag

@wyllesom

@le_luis

Família Robin Hood

@harrisonkobalski

@cainfernandes

fotografe SUA

Mayara Penina e amigos

Alan Santana, Aline Kátia Melo e Laércio Araújo

COPA

Curtiu a galeria de fotos e ficou afim de participar da próxima edição? O tema da vez será Copa do Mundo! Capriche no selfie, na fotinho com sua torcida ou como achar mais legal e publique no Instagram com a hashtag Beatriz Souza, Stephany Muñoz, Mariana Gonçalvez e Ana Paula

@dricaviriato

#NARESPONSA NA RESPONSA_23


MARCHA, SOLDADO! PARA A MAIORIA DOS JOVENS, a hora do alistamento é muito preocupante. Eu confesso que, para mim, não foi assim. Ao chegar minha vez de me alistar no Exército, ao contrário de muitos caras da minha idade, não tive dúvidas de que faria o possível pra entrar para o quartel e passar pelo menos um ano ali. Meses antes de completar meus 18 anos, em 1992, fui a uma junta militar perto da minha casa, na zona norte de São Paulo, me alistar. Essa inscrição deve ser feita entre 1º de janeiro e o último dia útil do mês de junho do ano em que o camarada for completar os 18 anos, na Junta de Serviço Militar mais próxima da sua casa. Obrigatoriamente! Não pode vacilar! Quem perde o prazo ou não se alista, acaba perdendo uma série de direitos como não poder retirar passaporte e outros documentos, ser registrado em um emprego formal, fazer inscrições em concursos públicos, universidades, entre outros “castigos”. Seis meses depois, lá estava eu no quartel passando por uma bateria de exames com os outros inscritos. Teve teste de força, coordenação motora, físico, de saúde e alguns outros. Passei em todos e, claro, vibrei! Fui convocado! Dias depois estava eu, ali, no meio daquele monte de moleques desconhecidos, sendo chamando de “bisonho” e “mocorongo” pelos veteranos. Lembro da decepção de um japonês, que cultivava um rabo de cavalo gigante e foi logo chamado pra uma salinha, onde teve o cabelo decepado no tronco. O meu também foi. Todos ficam com esse visual

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padronizado. Ganhamos fardas, chaves pra um armário e uma cama em um dormitório compartilhado. Somos “ trancafiados” no primeiro mês, mas depois podemos voltar todos os dias para casa. Logo no início, percebi que se não fizesse todas as tarefas do dia a dia direito ia penar com outras piores, que incluíam capinar matos gigantes, limpar banheiros e lavar viaturas. Quanto mais folgado o cara era, mais trampos pesados ele enfrentava. Seis meses depois, temos de passar pela semana de sobrevivência na selva. Todos os pelotões vão para uma mata fora do quartel e ficamos sete dias em um treinamento intenso! Lembro que passei três dias de farda só pra não perder os 15 minutos ao acordar. Enfrentamos chuva, lama, armadilhas, mata fechada. Em um dos dias, um colega se atrasou e chegou usando os coturnos em pés trocados. Na pressa, calçou errado. Todo mundo caiu no riso, até o comandante. Depois do primeiro ano obrigatório, fiquei mais dois. Chorei ao ser dispensado. Valeu cada momento. Fiz amizades para toda a vida.

ENTRA LÁ! Para tirar todas as suas dúvidas sobre o alistamento militar, acesse: goo.gl/gNH8J3

Depoimento dado por José Filho de Oliveira Santos, 40, o ex-soldado e hoje caminhoneiro.


COMO CURTIR UM

DIA DOS NAMORADOS SOLTEIRÃO! Na data mais “coraçãozinho” do ano, casais se entopem de presentes e de chamegos, enquanto você fica aí, sozinho ou sozinha, sem ursinho, chocolate ou alguém para amar. Calma, nada de pânico! Você pode mudar esse astral. Veja como aproveitar o 12 de junho mesmo sem ninguém para cheirar o seu cangote. MARIA NASCIMENTO E VANESSA RIBEIRO

subindo e descendo

Presenteie quem você mais ama

Amaciando o sofá 

Espalhe o amor

BERNARDO FRANÇA

Enquanto não acha a pessoa certa…

DICa #fICa

pares românticos. É o dia de comemorar todas as

para os quais não temos Não é nada disso que você pensou. A dica é só para curtir


É NAMORO

OU AMIZADE? MATHEUS OLIVEIRA

ANDRÉ RODRIGUES

Sabe aquela pessoa em quem você não para de pensar, com quem você faz tudo junto, mas para quem ainda não teve coragem de se declarar? Pois é amigo(a), cuidado, porque essa pessoa pode fazer de você mais uma vítima da “friendzone” (algo como “zona da amizade”). Se está na dúvida se vai ouvir um “gosto de você como amigo(a)” na hora de se abrir, responda o teste abaixo.

a Sempre. b Não, mas fica feliz se eu faço algum elogio sobre o seu.

7

Ele já disse alguma vez o que sente por você?

a Sim, mas é sempre muito genérico e fala de amizade. b Nunca!

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Quem envia a primeira mensagem do dia, você ou ele(a)?

a Eu. Não consigo passar um dia sem falar com ele(a). b Ele(a). Não sou de ficar correndo atrás de ninguém.

5

6

Ele(a) costuma abraçar ou fazer algum carinho em público?

Ele(a) pede conselhos sobre outros relacionamentos?

a Sim, assim como abraça outros(as) amigos(as).

a Com certeza, eu sou quase um(a) terapeuta dele(a).

b Raramente, só quando está muito feliz e depois ainda fica sem graça.

b Não, nunca falamos sobre relacionamentos com outras pessoas.

SE VOCÊ RESPONDEU MAIS:

Ele(a) comenta sobre o ‘look do dia’ se vocês se encontram para irem juntos a algum lugar?

3

b Não, ele(a) me chama apenas pelo nome, nada de apelidinhos.

Você não corre tanto perigo de ouvir “eu gosto de você apenas como amigo (a)”.

4

a Sim, afinal somos melhores amigos.

B

b Faz pouco tempo.

Ele(a) chama você de “best” ou algum outro apelidinho parecido, mas sempre neutro?

A

a Somos amigos já faz muito tempo.

2

tempo. Diga logo o que sente antes que corra o risco de cair na tal da “friendzone”!

Há quanto tempo vocês se conhecem e começaram a fazer programas juntos, sem assumir nenhum relacionamento?

Más noticias, meu companheiro(a). Essa pessoa considera a sua opinião valiosa, sempre quer estar com você, mas... como amigo. Relaxe. Tudo tem solução! Confesse como se sente e talvez as coisas se consertem!

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ROMOLO A venda de bebida alco贸lica para menores de 18 anos 茅 proibida, pois prejudica o desenvolvimento desses jovens.



Na Responsa #04