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2217-5000 agosto 2012

Empresรกrio LOJISTA

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Mensagem do Presidente destituídos de pressupostos de que o cargo confere o poder de tudo, somos capazes de atingir os nossos objetivos, que devem ser os objetivos de todos. Mas também é necessário que a coletividade entenda que participar é fundamental e que todos querem ver uma entidade cada vez mais forte e bem representada. O coletivo é - e será sempre - mais eficaz e melhor que o individualismo. Então, participar, além de necessário, é uma demonstração de coragem que todos devem assumir.

A importância de representar uma entidade de classe

A

importância de representar bem uma entidade de classe é estar permanentemente disponível para debater as oportunidades e os problemas do setor, sempre com transparência e visando resolvê-los em nome da coletividade e dos objetivos comuns de seus associados. É também se despir completamente de vaidades e interesses pessoais, percorrendo os caminhos da modernidade e do respeito à opinião dos outros como se fosse a sua. O fato é que devemos estar preparados para enfrentar um novo tempo, uma nova realidade que aí está a exigir a retidão dos nossos procedimentos e decisões. O mundo do comércio mudou radicalmente nesta última década. A concorrência está cada vez mais acirrada, gigantes internacionais entraram – e estão entrando no mercado brasileiro – e empresas tradicionais e conhecidas nacionalmente fecharam suas portas. Os desafios são duradouros e estão relacionados à confirmação da nossa eficiência e às mudanças dentro do nosso próprio setor que também precisam ser consideradas e modificadas imediatamente. A verdade é que não existe mais setor saudável na economia que não tenha uma liderança representativa, consistente e convincente, com entidades e empresas unidas em torno de ideias e objetivos comuns e transparentes. Por isso, costuma-se dizer que representar bem uma entidade é discutir de peito aberto, sem arrogância e petulância, qualquer assunto, seja qual for a pauta, usando sempre o nós no lugar do eu. Estes são e devem ser os princípios da representatividade. É acreditar que só juntos, unidos,

Por ser tão relevante a Representatividade para o movimento sindical brasileiro, o 10º. Encontro Nacional de Sindicatos patronais do Comércio, realizado no Rio de Janeiro em 1995, adotou como tema “Representatividade se Conquista”. O sucesso e a permanente atualidade do tema conduziramnos a repeti-lo no 25º. Encontro Nacional, também realizado na cidade do Rio de Janeiro em 2009. Não podemos esquecer nunca que uma entidade de classe desempenha um importante papel, não apenas para o setor que representa, mas também para o desenvolvimento da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país. Não há como ter medo de enfrentar desafios e obstáculos que o dia a dia nos coloca. Com a união e a participação de todos certamente eles serão ultrapassados. Só assim poderemos desempenhar o importante papel que cabe a cada um de nós na defesa da ética, da moral e dos bons costumes, promovendo a cidadania e valorizando o comércio e os seus profissionais. A história está aí a mostrar que as entidades que comungam desses ideais são as que mais sobressaem e dão certo, porque abraçam os conceitos da coletividade em detrimento dos desejos e ambições pessoais, dedicando-se totalmente a participar de projetos em prol de todo o setor. É isso que fortalece uma entidade verdadeiramente representativa. Assim, a importância da representatividade para uma entidade de classe, passa justamente pela união dos seus associados, a aceitação de suas ideias e não abrir mão nunca da colaboração que cada um sempre tem a dar em benefício do engrandecimento e do sucesso do setor. Enfim, a entidade acima de tudo tem de estar sempre à frente na defesa dos interesses legítimos da categoria que representa. Todos nós temos que estar conscientes de que para termos uma liderança representativa e respeitada implica no estabelecimento de um pacto entre todos os associados *visto que participar e ser ouvido é preciso. Esta é uma tarefa que todos nós devemos estar comprometidos.

Aldo Carlos de Moura Gonçalves Presidente do Sindilojas-Rio e do CDLRio

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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2 Presidente do Sindilojas-Rio e do CDLRio

Sumário

Diretoria do Sindilojas-Rio

Mensagem do Presidente A importância de Representar uma Entidade de Classe

Aldo Carlos de Moura Gonçalves

Vice-Presidente: Julio Martin Piña Rodrigues Vice-Presidente de Relações Institucionais: Roberto Cury Vice-Presidente de Administração: Ruvin Masluch Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta Vice-Presidente de Patrimônio: Júlio Moysés Ezagui Vice-Presidente de Marketing: Juedir Viana Teixeira Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti Vice-Presidente de Produtos e Serviços: Ênio Carlos Bittencourt Superintendente: Carlos Henrique Martins

Diretoria do CDLRio

Vice-Presidente: Luiz Antônio Alves Corrêa Diretor de Finanças: Szol Mendel Goldberg Diretor de Administração: Carlos Alberto Pereira de Serqueiros Diretor de Operações: Ricardo Beildeck Diretor Jurídico: João Baptista Magalhães Diretor de Associativismo: Jonny Katz Superintendente Operacional: Ubaldo Pompeu Superintendente Administrativo: Abraão Flanzboym

Conselho de Redação Sindilojas-Rio: Juedir Teixeira / Carlos Henrique Martins CDLRio: Ubaldo Pompeu / Abraão Flanzboym / Barbara Santiago Editor Responsável: Luiz Bravo (Registro Profissional MTE n° 7.750) Reportagens: Lúcia Tavares Fotos: Dabney Publicidade: Luiz Bravo - Telefone: 21 2217-5000 Revisão: Simone Motta Projeto Gráfico e Editoração: Márcia Rodrigues / Leandro Teixeira Supervisão Gráfica e Criação de Capa: Roberto Tostes - robertotostes@gmail.com Empresário Lojista: Publicação mensal do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro - Sindilojas-Rio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro - CDLRio

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Matéria de Capa Dia dos Namorados Incrementa as Vendas 03 - 05 Curiosidades do Comércio

06 - 07

Direitos do Lojista Código de Defesa do Contribuinte Dicas sobre Passagem Aérea Pergunte! Empresário Lojista responde Leis e Decretos Obrigações dos Lojistas

09 22 23 24 - 25 30 - 31

Entrevista Queremos Criar um Espírito de União

12 - 13

Economia Dicas de Negócios A Inflação

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Homenagem Homenagem às Mães Lojista e Comerciária

16 - 18

Marketing A Importância do Marketing Lojista

20 - 21

Internet Biblioteca Digital Mundial Manutenção de Lojas Virtuais

14 15

Recursos Humanos Aos Vendedores e Vendedoras com Carinho

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Você Concorda ?

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Os Números do Varejo Termômetro de Vendas

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Opinião Datas Promocionais do Varejo

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Redação e Publicidade: Rua da Quitanda, 3/11° andar, CEP: 20011-030, Telefone: 21 2217-5000 Fax: 21 2533-5094 e-mail: empresariolojista@sindilojas-rio.com.br


Matéria de Capa

Dia dos Namorados incrementa as vendas A data mais romântica do varejo, o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, vem ganhando força a cada ano que passa com o aumento das vendas em vários ramos do comércio. Se antes, os setores beneficiados se restringiam aos de joalheria, floricultura e delicatessen, hoje há uma enorme gama de segmentos que aproveitam a data para aumentar as vendas. De olho neste filão,

lojistas de vários segmentos como vestuários, calçados, eletroeletrônicos e souvenires estão investindo na data adotando estratégias específicas voltadas exclusivamente para a ocasião. O objetivo é atrair os consumidores apaixonados, de poder aquisitivo, idades e classes sociais diferentes, que não medem esforços para conquistar o coração da pessoa amada com um belo presente.

Além da empatia por parte do vendedor, deve haver sintonia com a clientela

Gilberto Braga, do Ibmec

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professor do Ibmec, Gilberto Braga, do curso de Pós Graduação em Gestão de Negócios e Finanças, salienta que o Dia dos Namorados é uma ótima oportunidade para o comércio tirar proveito da data e se inspirar na relação dos namorados para melhorar o atendimento da clientela. Segundo ele, uma relação positiva com os clientes é decisiva tanto para consolidar as vendas quanto para fidelizar os clientes. E para fidelizar os consumidores é preciso tratá-los bem, suprir suas necessidades e serem lembrados. Gilberto ensina que além da empatia por parte do vendedor, deve haver sintonia com a clientela.

- Com tantas lojas e sites de compras oferecendo produtos, os clientes precisam de bons motivos para escolher o estabelecimento que desejam fazer suas compras. O melhor diferencial é sem dúvida o atendimento. Por isso, a venda deve ser entendida como uma relação interpessoal entre os vendedores e os clientes – ressalta o especialista.

Além de priorizar o atendimento, Gilberto Braga assinala que a criatividade é uma importante estratégia que seguramente irá determinar o incremento das vendas durante o período do Dia dos Namorados. Para isso, o professor aconselha os lojistas “que não permaneçam em suas linhas tradicionais e invistam em ações mais ousadas voltadas para a ocasião.” Como sugestão, ele orienta o varejista a investir na vitrine e promover campanhas com apelo emocional mesclado de mensagens românticas e também “picantes”. - Considero o Dia dos Namorados uma data bem democrática. Não basta apenas destacar o símbolo do coração, é preciso algo mais. Apesar dos campeões de vendas – joias, flores e chocolates finos, todos os produtos devem ser trabalhados. É importante explorar a data de formas diferentes e com produtos que trazem apelo de intimidade forte, pois isso cria um vínculo com a pessoa que recebe. Esta estratégia é infalível e representa resultados bem positivos nas vendas – constata Gilberto Braga. Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Matéria de Capa

Temos de conquistar os corações apaixonados dos consumidores

Andréia Soares, da rede Street Shoes

Quem demonstra estar empolgada com a chegada do Dia dos Namorados no início do próximo mês é a gerente Andréia Matias Soares, da rede de calçados Street Shoes. No varejo há 15 anos, ela explica que em sua loja, no Centro do Rio, o Dia dos Namorados chega a superar o Dia das Mães, sendo a segunda melhor data do ano, só perdendo para o Natal. E para atender a demanda, Andréia revela que o estoque é reforçado com as mercadorias que mais saem nesta época como sapatos sociais e esportivos, bolsas, carteiras, cintos e outros acessórios. - Temos de conquistar os corações apaixonados dos consumidores que querem fazer bonito nesta época. Investir na variedade de produtos e modelos diferenciados é fundamental para quem almeja aumentar as vendas no Dia dos Namorados - sentencia Andréia, toda satisfeita. De acordo com a gerente da Street Shoes, o perfil de sua clientela costuma mudar durante o período que antecede o Dia dos Namorados. Ao contrário dos outros meses do ano quando o público feminino é o que mais consome em sua loja, ela observa que o movimento passa a ser mesclado com a presença maciça de clientes Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

homens – em sua maioria namorados e maridos que querem fazer bonito no dia 12 de junho. - O público masculino é mais decidido e geralmente não é dado a economizar. São clientes em potenciais que consomem bem nesta época, seja para presentear a esposa, namorada ou até uma paquera. Quanto mais perto for chegando o Dia dos Namorados, mas as vendas tendem a aumentar - completa Andréia.


Matéria de Capa

O Dia dos Namorados é a data para se trabalhar a emoção e o perfil do consumidor

Maria do Carmo Guimarães, da joalheria Itaipu

A gestora Maria do Carmo Guimarães, da tradicional joalheria Itaipu Presentes, no Shopping Tijuca, também aguarda com otimismo o Dia dos Namorados. A executiva admite que a data representa ótimos negócios em seu segmento, principalmente em virtude da atual facilidade do crediário e do acesso das classes C e D no consumo de produtos mais sofisticados. De acordo com ela, as facilidades de pagamento são tantas que hoje qualquer consumidor, inclusive quem ganha salário mínimo, consegue comprar uma joia, basta que se programe e aproveite as promoções oferecidas no comércio. - Por isso, oferecemos peças que encaixam perfeitamente no orçamento de cada consumidor, como relógios em 12 vezes sem juros, com preços a partir de R$ 75. O Dia

dos Namorados é uma data que devemos trabalhar a emoção e o perfil do consumidor – acrescenta a gestora da Itaipu Presentes. Maria do Carmo revela que pretende surpreender os consumidores apaixonados com sugestões criativas como as meias alianças em brilhante, rubi, safira ou esmeralda. A aposta também é para os cordões, anéis, pares de brincos, inclusive em formato de algemas, e nas medalhas de santos, com destaque, este ano, para a de São Jorge devido o sucesso da novela da Globo, Salve Jorge. Outra sugestão é o escapulário com imagens de Nossa Senhora e de Jesus Cristo - presentes que fazem sucesso por simbolizar proteção aos namorados. E para os casais que preferem comprar os presentes juntos, as opções ficam por conta dos românticos kits com pulseira ou cordão para ela e relógio para ele, embalados num estojo vermelho em formato de coração, ou o par de relógios (feminino e masculino), em requintada caixa, toda branca, também em formato de coração. - O Dia dos Namorados inspira as pessoas criando um clima de romantismo no comércio. E para aproveitarmos a data temos que estar preparados a fim de não frustrar a clientela que sai em busca dos presentes. Por exemplo, ao contrário de uma bolsa, uma joia é um presente eterno, que dura a vida inteira. E essa eternidade tem a ver com o romantismo do Dia dos Namorados – finaliza Maria do Carmo. Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Curiosidades

2- Dê preferência às bases líquidas ou cremosas, pois ressecam menos a pele. Para espalhar melhor, use uma esponja umedecida em água. Aplique uma base mais clara que a sua pele na testa, porque isso suaviza os traços e ilumina o rosto! Fica muito fashion.

1- Para a maquiagem durar mais tempo, antes de fazê-la, passe uma pedrinha de gelo envolta em gaze, o gelo fecha os poros e faz com que a maquiagem dure mais tempo.

Maquiag em

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3- Você sabia que os corretivos com tom levemente esverdeado corrigem melhor olheiras e espinhas?

4- Use rímel apenas nos cílios superiores, para não carregar o visual. Se o rímel estiver ressecado, pingue algumas gotas de soro fisiológico, assim ele poderá ser usado mais algumas vezes. Não use delineador se você tiver olhos pequenos, por que ele os diminui ainda mais! 5- Se você for morena, abuse das maquiagens nos tons laranja e pêssego!

6- Quanto mais natural a maquiagem da boca, mais bonita ficam os traços, uma dica é fazer um contorno com lápis de cor muito próximo dos lábios; se você possui um dos lábios mais fino que o outro, basta reforçar o desenho da parte que se quer aumentar. Outro truque eficiente para dar volume, é cobrir os cantos externos superiores e inferiores com batom mais escuro, fazendo um dégradé até chegar ao meio dos lábios com o tom mais claro, para juntar o dégradé passe uma pincelada de gloss por cima.

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOS COBRANÇA EXTRAJUDICIAL

A ACP é uma empresa especializada em COBRANÇA EXTRAJUDICIAL, atuando com excelência e eficácia na recuperação de créditos vencidos oriundos de CLIENTES INADIMPLENTES. A ACP se destaca no mercado de cobrança, por acreditar na durabilidade de suas parcerias, sendo uma empresa moderna, dinâmica, com profissionais experientes e qualificados. Estamos comemorando 10 anos e neste período firmamos parcerias com diversas empresas de seguimentos diferenciados, tais como: Comércio Varejista, Instituições de Ensino, Distribuidoras, Indústrias, Hotelaria, Instituições Financeiras etc.

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CURIOSID

COMÉ


Curiosidades Perfume

Barbara Santiago Gerente do Centro de Estudos do CDLRio

DADES DO

ÉRCIO

Unhas feitas O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.

Em 2900 a.C., os mortos egípcios eram enterrados com jarros de óleo perfumado, cuja natureza ainda é um mistério. Mil anos depois, os egípcios se aventuraram por toda parte em busca de essências. Para perfumar o corpo, os egípcios colocavam uma massa de gordura perfumada no topo da cabeça ou sobre uma peruca. Durante a noite, a gordura dissolvia-se, cobrindo a peruca, as roupas e o corpo com uma camada oleosa bastante perfumada. No Império Romano, o perfume também ingerido - puro ou no vinho - para ocultar o mau hálito. A destilação da água de rosas e outros perfumes foi uma descoberta islâmica do século IX. O descobrimento do álcool como veículo para o perfume ocorreu no século XIV. Nem todos os povos da Antiguidade gostavam de perfume. Em 361 a.C., Agesilau, rei de Esparta, baniu o seu uso.

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Participação

A Importância da Articulação e Participação dos Empresários no Processo Democrático O consultor José Pastore alertou dia 5 de abril, em palestra aos participantes do I Congresso Regional do Sicomércio, em Florianópolis, Santa Catarina, sobre a importância da articulação e da participação crescente dos empresários no processo democrático. “Parece não ser tão óbvio, especialmente para o setor empresarial, que, num estado de democracia como o que vivemos, é preciso agir dia e noite pra poder levar seus interesses a serem aprovados e implementados em favor do País, dos trabalhadores e da sociedade em geral”, disse. Pastore afirmou que essa iniciativa deve começar dentro da empresa, desenvolvendo uma conduta de muita aproximação com os empregados, conversando sobre a economia brasileira, a importância de serem produtivos e competitivos, o que vem sendo feito pela concorrência e o que pode acontecer com o emprego. Especialista no tema Relações do Trabalho, área em que é professor na Universidade de Campinas (Unicamp), Pastore falou

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a cerca de 160 dirigentes sindicais dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ele aconselhou, ainda, o empresário a manter contato permanente com a entidade à qual está ligado. Se for presidente de sindicato, é preciso conversar intensamente com a federação e com a confederação do setor, com entidades congêneres. “E não só conversar, mas agir, ter planos conjuntos, participar de eventos importantes, falar com os poderes públicos e, finalmente, ter uma estratégia de mídia, de presença na sociedade brasileira, para mostrar que os empresários têm interesse comum em relação ao País, e não o contrário: a empresa só prospera se a nação prosperar.” Em relação ao tema do encontro – A liderança como instrumento de melhoria da representatividade e da representação sindical –, José Pastore afirmou que a posição de líder é estratégica. “Costuma-se dizer que a liderança é uma qualidade das pessoas, isto é, uma virtude nata, mas não é bem assim: as lideranças podem ser treinadas e desenvolvidas”, argumentou. De que maneira? Para ele, provendo a pessoa de informações adequadas, objetivas, transferindo técnicas pedagógicas, de exposições de ideias, tornando-a boa comunicadora. “E isso é muito urgente no setor empresarial, porque a área laboral vai muito bem nesse campo”.

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O recente e trágico incêndio em Santa Maria nos lembra de que a prevenção é muito importante, seja para garantir a segurança de seus clientes e funcionários ou de seus bens e mercadorias. (21) 2217-5000 convenios.sindilojasrio@gmail.com www.sindilojas-rio.com.br Revista Empresário Lojista / Maio de 2013


Contribuinte

Código de Defesa do Contribuinte do Rio em discussão

A lei, tem como principais objetivos promover o bom relacionamento entre o Fisco e os contribuintes

O presidente do Sindilojas-Rio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, o vereador Marcelo Queiroz e o Dr. Daniel Homem de Carvalho, presidente do Conselho Empresarial de Assuntos Jurídicos da ACRJ.

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vereador Marcelo Queiroz (PP) no dia 4 de abril, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) apresentou o projeto de lei 21/2013 de sua autoria, que estabelece orientações técnicas para a proteção, defesa e garantias dos direitos do contribuinte na Cidade do Rio de Janeiro. A lei, caso seja aprovada, tem como principais objetivos promover o bom relacionamento entre o Fisco e os contribuintes, além de proteger os empresários contra práticas abusivas no exercício dos poderes de fiscalizar e de lançar e cobrar novos tributos. O projeto é resultado do trabalho feito na Comissão Especial de Assuntos Tributários (Ceat) da OAB/RJ. - A proposta que apresentamos é baseada quase em sua totalidade no substitutivo nº 3 elaborado pela OAB/

RJ e que já foi debatido com a Secretaria Municipal de Fazenda. Por uma estratégia parlamentar, optamos por um novo projeto de lei para agilizar a tramitação e evitar conflitos na votação entre o substitutivo e o projeto original - explicou o vereador. O debate foi promovido durante reunião do Conselho Empresarial de Assuntos Jurídicos da Associação Comercial do Rio de Janeiro e contou com a participação do presidente do Conselho, Daniel Homem de Carvalho, do vice-presidente, Corintho Falcão e do subsecretário municipal de Administração, Renato Bravo. O presidente do Sindilojas-Rio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, compareceu ao evento. O projeto está agora na Comissão de Justiça e Redação e deve passar, ainda, por outras seis comissões da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O vereador Marcelo Queiroz estima que, o projeto seja levado a Plenário, dentro de sete meses.

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Empreendedorismo

Dicas de Negócios

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m edições anteriores, tivemos oportunidade de, pontualmente, apresentarmos sugestões para otimização da rentabilidade da empresa. Sabe-se que, em um mercado competitivo, a gestão de custos e tributos é essencial para a manutenção e crescimento do negócio. Pequenas diferenças percentuais podem, no final das contas, fazer a diferença. Nesta edição optamos por consolidar algumas das estratégias sugeridas, bem como apresentar outras que contribuem para melhorar o desempenho do negócio. • Recuperação de créditos previdenciários: os tribunais superiores (STJ e STF) têm, para felicidade do empresário (rs), reconhecido a natureza indenizatória de determinadas rubricas da folha de pagamento. Recentemente, foi publicada a decisão para a Globex reconhecendo a impossibiidade de incidência do INSS patronal sobre o salário-maternidade e sobre as FÉRIAS USUFRUÍDAS. Isso significa que os recolhimentos feitos nos últimos 60 meses podem ser restituídos ou compensados, a critério do empresário, observados os requisitos mencionados na IN que trata da compensação. Somadas as outras rubricas, a recuperação da contribuição patronal incidente sobre as férias fica em torno de 3 (três) folhas de pagamento, que o empresário “coloca no bolso” no mês subsequente à apuração. • Economia de ICMS: dependendo de onde esteja localizada a empresa ou de sua atividade, é possível reduzir o ICMS incidente sobre as operações. Foram publicados diversos decretos que tratam de benefícios específicos para empresas instaladas no sul fluminense ou que tratam de distribuição, ou, ainda, que importam produtos do exterior. Isso sem prejuízo das recentes decisões judiciais: o STF acabou de reconhecer, por exemplo, a diminuição da base de cálculo na importação, aplicável a quase todos os produtos. • Economia de PIS/COFINS: para os empresários que encontram-se no regime não-cumulativo, é possível recuperar o PIS/COFINS pago “indevidamente” nos últimos 60 meses: o CARF entendeu que a interpretação dada por alguns fiscais quando visitam as empresas está

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José Carlos Oliveira de Carvalho*

equivocada, permitindo que as despesas necessárias ao negócio gerem crédito (observado o disposto na lei). Ou seja, diversas despesas que não eram consideradas para fins de encontro de contas (débitos e créditos) podem (e devem) entrar na base de cálculo, reduzindo o montante a ser recolhido. • Combinação de negócios: em um julgado para a Gerdau, o CARF reconheceu a validade de engenharias tributárias envolvendo operações que reduzem a base de cálculo de IR e CSLL. Não é possível, a partir da decisão, que o fiscal autue uma empresa usando simplesmente o princípio da razoabilidade. Dado que a atuação do Fisco é vinculada, deve ater-se à lei. O princípio da razoabilidade é importante, no Judiciário. Não há previsão legal do Fisco usá-lo para autuar a empresa, conforme o CARF, o que limita, portanto, a atuação do auditor fiscal, em benefício da empresa. • Gestão da folha de pagamento: por meio de um apropriado ajuste no plano de cargos e salários (ou documento equivalente), é possível reduzir de forma significativa os encargos previdenciários. • Desoneração da folha: para aqueles empresários cuja folha desonerada representará um acréscimo de gastos previdenciários, há a possibilidade de ingressar em juízo com vistas à manutenção do recolhimento da contribuição patronal sobre a remuneração paga, em detrimento do cálculo a partir do faturamento. • Operações imobiliárias: a tributação na alienação de imóveis varia de 15% (pessoa física) a 34%, na pessoa jurídica. Por meio de uma estratégia adequada, que envolve a integralização do bem como capital de uma empresa e a correta seleção do CNAE, é possível reduzir os encargos fiscais para menos de 8%. Ou seja: a partir de estratégias tributárias, contábeis e jurídicas eficientes, é possível maximizar a rentabilidade da empresa. Bons negócios! * José Carlos Oliveira de Carvalho josecarlos@oliveiraecarvalho.com (21) 3125-7164 / 7867-7469.


Você concorda

Você

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Na edição de abril, esta seção Você Concorda?, abordou “A Qualidade de Transição”, de Luiz W. Jung, contador e sócio da Moore Stephens. O leitor-lojista Samuel Yong, da Tijuca, considerou as dicas do Jung muito importantes para o lojista não ter perdas por inadimplência de clientes. Já Roberto Jardim comentou que não viu nenhuma novidade nas oito dicas de Jung, pois já as vêm praticando. Nesta edição de maio, o leitor tem as 10 lições para empreendedores, oferecidas pelo empresário Abílio Diniz. Nós, aqui da redação da Empresário Lojista, aguardamos suas opiniões a favor ou contra as lições de Abilio Diniz. Enviem os comentários para o e-mail empresário.lojista@sindilojas-rio.com.br Nesta edição, o tema de Você Concorda? É:

10 lições de Abilio Diniz para empreendedores

Reforça a ideia de que é preciso ser feliz com o negócio.

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empreendedor Abilio Diniz, presidente do conselho administrativo do Grupo Pão de Açúcar, participou do Congresso Global de Empreendedorismo (GEC 2013). Ele contou um pouco de sua experiência empreendedora à plateia, formada por representantes de mais de cem países. Veja a seguir algumas lições da trajetória de Abilio Diniz, com base no seu espírito empreendedor: 1. Quem busca aprender está em constante crescimento “Quero ser hoje melhor do que fui ontem, amanhã vou querer ser melhor do que fui hoje. Isso envolve crescimento pessoal, mas também um crescimento do negócio”. 2. Precisamos saber amar aquilo que temos, e não apenas o que desejamos “Devemos pensar grande, mas sendo capazes de amar o que temos hoje. Crescer, crescer e crescer é uma ideia que me acompanha até hoje. Eu busco longevidade com qualidade de vida. Isso ajuda a enfrentar todos os tempos da nossa vida com alegria e contentamento, sempre acreditando que o melhor está pela frente”. 3. Não é necessário ter um padrinho, mas é bom ter exemplos “Nunca tive padrinho. Venho de uma família modesta. Meu pai, que morreu em 2008, era simples e não tinha estudo. Ele veio de Portugal e foi trabalhar numa padaria. Não tenho ídolos, mas admiro algumas pessoas. Um deles é o Jorge Paulo Lemann. Eu o admiro profundamente pelo que ele tem de bondade e comprometimento com a sociedade, com o empreendedorismo. É um tremendo empresário”. 4. Os jovens precisam procurar referências “Acho que os jovens sofrem com a falta de referência. E isso acontece no mundo todo, não apenas no Brasil. Longe de eu querer ser referência, mas tudo que eu puder passar para os jovens vou tentar fazer. Precisamos de líderes, de referências e pessoas que sejam admiradas pelo que fazem de bom não só por si mesmos, mas pela sociedade.”

5. Valores sólidos levam ao aprendizado “Tenho quatro valores básicos: o primeiro é humildade. E isso não significa usar roupa velha ou fazer voto de pobreza. É acreditar que você não sabe tudo e que qualquer pessoa pode lhe ensinar algo. Tenha vontade de aprender sempre porque você nunca sabe tudo. Outros valores são determinação, garra, disciplina e equilíbrio emocional”. 6. É preciso ter lucro, sim “Há duas semanas, fiz uma palestra no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para jovens que estavam se formando num curso de MBA. Falei sobre capitalismo consciente, sobre ter alguma coisa além do lucro. Mas almeje o lucro – e muito -, ou você não terá empresa. Desenvolva algo que o orgulhe e lhe dê satisfação. Olhe para quem trabalha em sua empresa, para os acionistas, para o meio ambiente. Seja comprometido com a sociedade”. 7. Fique atento aos processos e às pessoas “Para mim, as empresas são todas iguais porque são baseadas em gente e em processo”. Deu certo? Elogie as pessoas e os processos. Deu errado? Olhe para as mesmas coisas. 8. Conheça as suas limitações “O equilíbrio é algo muito importante na vida. As pessoas precisam conhecer suas limitações. Buscar sempre o que está à frente, conseguir mais nos torna melhores, mas isso não quer dizer que seja preciso ser obsessivo para alcançar todas as metas. Ame o que você tem e lute para conquistar coisas maiores”. 9. Empreender é criar, e não necessariamente inovar “Empreender é fazer algo que traga contribuição. O fundamental: crie uma empresa em qualquer campo. Se não houver mais ninguém fazendo o mesmo que você, desconfie. Se você for entrar num campo razoavelmente competitivo, pergunte-se: quais serão os meus diferenciais? Vou ser igual a outras empresas ou terei um diferencial?” 10. Seja feliz “Se eu pudesse escolher só uma coisa na vida, escolheria ser feliz. Ajeite o resto para essa meta. Busque sempre a felicidade”. Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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Sindicalismo

Queremos criar um espírito de união O Jornal do Commercio, do Rio, em sua edição de 26 de abril, publicou a entrevista de Matheus Gagliano com o empresário Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio) e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), candidato à presidência da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FecomércioRJ), na chapa de oposição ao comando atual, com a missão de unir a entidade. Ele promete um choque de gestão na Fecomércio-RJ. Sua ideia é organizá-la como uma empresa, com áreas bem definidas, metas claras e cobrança de resultados. Jornal do Commercio – Porque o senhor quer ser presidente da Fecomércio – RJ? Aldo Gonçalves – Antes de tudo, quero dizer que não é um desejo pessoal. É fruto de consenso de um grupo de sindicatos que está incomodado e preocupado com a Fecomércio-Rj. Eles querem união na entidade. Como o Sindilojas-Rio é o maior do País, com 12 mil associados, eles me pediram para liderar a chapa, principalmente para resgatar esse sentimento entre as várias entidades. O objetivo principal é unir esforços e ações. Por isso, resolvi aceitar a missão. Desde 1997, quando houve a fusão da Federação do Comércio Varejista com a Federação do Comércio Atacadista, é a primeira vez que a oposição lança um candidato com chances reais de vencer. Caso seja eleito, o que o senhor pretende fazer à frente da Fecomércio – RJ? De fato, é a primeira vez, nestes 16 anos, que há uma chapa de oposição com possibilidade de ganhar. O importante é começar o processo de união dentro da casa, entre os vários sindicatos, para que todos possam atuar em conjunto com a diretoria. A meta é gerar projetos a favor da coletividade, do movimento sindical do comércio e, principalmente, das entidades menores do interior, que não têm muitos recursos. Pretendo criar um espírito de união mais forte para provocar o surgimento de novas propostas, sempre em busca de diálogo e de transparência. O senhor é um líder de classe, requisitado para participar de fóruns e debates em todo o País, especialmente quando assunto é comércio. Como o senhor vê a atuação das entidades de classe do setor do Rio de Janeiro? Tenho a honra de presidir o Sindilojas-Rio e o CDLRio, bem como de ser Vice-presidente da Associação Comercial do Rio (ACRJ). Todas elas buscam sinergia de ações, muitas vezes até com entidades fora do comércio, como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

(Firjan). Não só defendemos as questões técnicas, mas também institucional. Por isso, vamos buscar uma união em prol das empresas do Rio e, principalmente, do comércio. O que é importante para dar representatividade a uma entidade de classe? É estar permanentemente presente, sempre disponível para ouvir os companheiros e observar suas principais reivindicações. Estamos quase sempre de olhos nessas questões, tanto no Sindilojas-Rio, quanto no CDLRio. Na ACRJ não é diferente, e temos presença forte nos pleitos ao governo, às autoridades e à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Recentemente, por exemplo, conseguimos uma vitória importante com a regulamentação das chamadas multas abusivas. Representatividade, portanto, é uma conquista, não cai do céu. É algo que se obtém trabalhando, debatendo opiniões. No setor, considera-se que o senhor tem capacidade de diálogo com diretores e executivos. É uma prática que pretende levar para gestão da Fecomércio – RJ? Sem dúvida. Vamos continuar, pois estas não são questões de atitude; trata-se de princípios, de respeito ao outro, de ouvir as pessoas. Não é algo isolado. Temos obrigação, como dirigentes, de ter esse tipo de comportamento. As empresas brasileiras têm caminhado rumo à profissionalização no varejo. Incorporando conhecimentos técnicos, estratégicos e de gestão que têm trazido melhorias de eficiência para o setor. Este é um tema do qual o senhor gosta muito de falar em suas palestras. Como é que o senhor vem tratando a questão nas entidades que preside? Isso é muito importante na preparação profissional dos colaboradores, tanto nas entidades, quanto no comércio e no sindicato. Por meio de uma proposta minha, fundamos o Instituto do Varejo, nosso braço cultural e


Sindicalismo educacional. Investimos bastante na capacitação dos nossos funcionários, algo muito importante, sobretudo neste momento em que o Rio receberá grandes eventos internacionais. É preciso criar condições favoráveis aos associados, por meio de qualificação profissional. Antes da década de 90, o grande patrimônio das empresas eram as suas instalações físicas. Hoje, qual é o ativo de maior valor de uma empresa ou de uma entidade? Resumirei em duas palavras: patrimônio humano. Ele é muito importante, seja internamente, com nossos empregados, ou externamente, no atendimento aos clientes. Veja o exemplo de uma loja. Para o comerciante montá-la, encontra-se o ponto e investe-se nas instalações. Para fazer tudo isso, basta ter dinheiro. Para ter uma equipe bem qualificada, no entanto, não é de uma hora para outra. É preciso treiná-la para ter empregados de confiança. Na outra ponta, a clientela também não se monta de uma hora para outra, o que nos obriga a ter um bom atendimento. Quem faz funcionar uma entidade ou uma loja? São os funcionários. E elas prestam serviço para quem? Para os consumidores e os associados, no caso de sindicatos. Portanto, o patrimônio humano é extremamente importante. Qual a contribuição que o CDLRio e o Sindilojas-Rio têm dado em benefício do crescimento da capital e do estado? Atualmente, elas promovem uma série de palestras, debates e cursos. Além disso, fazemos pesquisas recorrentes e valiosas, pois podem se tornar subsídios relevantes para os governantes. Acredito que o mais importante é as entidades terem em mente que devem também se tornar um fórum de debates, onde se possa discutir problemas municipais, estaduais e nacionais. Nesse sentido, creio que o CDLRio e o Sindilojas-Rio dão

suas contribuições. Faço questão de que tenhamos uma estrutura empresarial, ou seja, há estrutura gerencial estabelecida, metas e cobrança de resultados. Tudo isso serve para defender os interesses legítimos do comércio. O importante, portanto, é estar aberto para discutir as questões relacionadas ao nosso mercado, além de querer sempre contribuir, criando um fórum constante de debates e pesquisas. Como o senhor, um físico nuclear com doutorado na França, professor com mais de 40 anos dedicados à vida acadêmica, todos eles na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde lecionou no curso de mestrado de Arquitetura, entrou para atividade comercial? Essa é uma longa história. Formei-me em engenharia elétrica na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio) e logo depois fiz mestrado, em física nuclear, seguido de doutorado com uma bolsa na Université de Paris Sud. Voltando ao País, fiz concurso para professor de física nuclear na UFRJ. Qual o link com o comércio? Meu pai fundou, em 1955, mesmo ano em que foi fundado o CDLRio, uma empresa ligada ao segmento infantil. Quando estava voltando da França, ele faleceu e tive de assumir o negócio. Como o empreendimento era sócio tanto do Sindilojas-Rio, quanto do CDLRio, comecei a frequentar as reuniões. Em seguida, fui convidado a participar da diretoria das duas entidades e me tornei amigo de dois grandes expresidentes, Mozart Amaral e Sylvio Cunha. Além de companheiros, são exemplos de honestidade, sempre prontos a atender ao interesse do comércio. Com isso, fui diretor administrativo, depois tesoureiro e acabei presidente. Em paralelo, continuei com minhas atividades na universidade. Orientei mais de 30 teses de mestrado, meia dúzia de doutorados e faço trabalhos de pesquisa. Tento fazer as duas coisas, porque não há antagonismo nas duas atividades, existe complementaridade.

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Internet

Na internet da WDL, a biblioteca digital mundial Já disponível na Internet, através do site www.wdl.org, reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Fácil de navegar Cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e de seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos gravados, mapas, fotografias e ilustrações. Como acessar o sítio global

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BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser “com valor de patrimônio”, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português.  Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas.

Entre os documentos mais antigos há alguns códices  pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei da Espanha em 1562, explicou Abid.

Embora seja apresentada oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do site  www.wdl.org. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web, sem necessidade de se registrarem. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originais estejam na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos.

Lojistas querem anular a venda ilegal de imóveis tombados

Lojistas da Rua da Carioca e áreas adjacentes do Centro reuniram-se no dia 30 de abril, na sede do SindilojasRio, com o objetivo de encontrar uma saída em relação à venda ilegal dos 42 imóveis comerciais, feita pela Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

Venerável Ordem Terceira da Penitência ao Banco Oportunity. Na ocasião, o advogado Sylvio Capanema apresentou propostas para entrar na Justiça com ações, visando garantir a permanência dos lojistas em seus pontos comerciais – a maioria estabelecida há mais de 40 anos. Apesar de considerar o problema complexo, Capanema admitiu que a negociação possa ser anulada. Os lojistas ficaram de estudar a proposta de Sylvio Capanema. Na foto, o advogado Capanema entre o presidente da Sarca e vice- presidente do Sindilojas-Rio, Roberto Cury, e o advogado Antônio Ricardo Corrêa.


Internet

Cinco “truques” para se manter lojas virtuais

É importante estar ciente de que o comércio digital é totalmente diferente do físico

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rientar o lojista a ingressar com segurança no comércio eletrônico foi um dos objetivos da palestra promovida no dia 9 de abril pelo Conselho Empresarial do Comércio de Bens e Serviços da Associação Comercial do Rio de Janeiro. O evento aconteceu na sede da ACRJ e teve como palestrante o consultor e empresário Eros de Castro que explicou formas diferentes de como usar a internet e as redes sociais para criar e aperfeiçoar novos canais de vendas. Na ocasião, Eros falou também sobre plataformas tecnológicas gratuitas para melhorar os canais de comunicação e forneceu dicas de como obter sucesso no e-commerce. Ressaltando que a capacitação é fundamental, o palestrante revelou cinco “truques” para quem deseja montar uma loja virtual: Investir na otimização da loja online através de mecanismos de busca a fim de prepará-la para aparecer no topo do Google; inserir links de anúncios pagos; fazer divulgação por intermédio de e-mails/marketing; utilizar as redes sociais; e investir em blog. Entretanto, segundo o especialista, para que a loja funcione perfeitamente bem, essas ações devem ser colocadas em prática concomitantemente. Descrever

RETIFICAÇÃO

corretamente os produtos e atualizar com frequência o site foram outros conselhos dados por Eros de Castro. - Antes de qualquer iniciativa, é importante estar ciente de que o comércio digital é totalmente diferente do físico. O tradicional não tem nada a ver com o eletrônico, existem peculiaridades. Mas depois que se aprende, a loja virtual passa a vender qualquer produto – garantiu o palestrante. O presidente do Conselho Empresarial do Comércio de Bens e Serviços da ACRJ, Aldo Gonçalves, fez a abertura do evento, exaltando a importância do mundo digital nos dias de hoje. Segundo o empresário, o e-commerce já é uma realidade e bastante promissora, cabendo as entidades que representam os lojistas, o SindilojasRio, o CDLRio e ACRJ buscar formas para capacitar os empresários interessados em expandir seus negócios através do varejo virtual. - O e-commerce é o futuro. Por isso, temos que aprender a capacitar as empresas e a analisar as especificidades de cada negócio para ajudar quem deseja estar presente no comércio eletrônico – enfatizou Aldo Gonçalves.

Na legenda da foto principal da homenagem ao Senador Francisco Dornelles, na pg. 16, da edição de abril, o nome correto do Secretário Estadual de Transportes é Julio Lopes. Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Homenagem

Mãe Lojista 2013

Trabalhamos muito, mas sabemos que esta é a única maneira de alcançarmos sucesso

Carla Murad, Mãe Lojista de 2013

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er mãe não é tarefa nada fácil. Disso ninguém duvida, principalmente nos tempos atuais onde a mulher que é mãe costuma acumular várias tarefas profissionais e domésticas e têm que administrar muito bem seu tempo para conseguir realizá-las diariamente com sucesso.

Profissionalmente, Carla e o marido Marcelo viajam constantemente para Nova York com o objetivo de acompanhar as tendências da moda a fim de buscar inspiração e desenvolver as coleções da Sithonia, criada há 12 anos. O rápido crescimento da empresa revela sucesso, mas também muito trabalho.

Escolhida a Mãe Lojista 2013 pela Diretoria do SindilojasRio, a empresária Carla Murad é exemplo desta nova realidade da mulher moderna. O gosto pelo comércio vem desde a infância. Filha de comerciantes libaneses, Carla lembra que na época do Natal, com menos de 10 anos, já adorava ir para a loja do pai ajudar a embrulhar os presentes dos clientes.

- Realmente não é fácil. Trabalhamos muito, mas sabemos que esta é a única maneira de alcançarmos sucesso e por isso não me queixo. Gosto demais do que faço, sinto-me extremamente bem e realizada profissionalmente dentro de minhas lojas. Embora leve tudo muito a sério, faço do meu trabalho uma espécie de lazer.

Hoje, mãe de um casal de filhos, Felipe, de 20 anos, e Flávia, de 15 e proprietária, juntamente com o marido Marcelo Murad, da sofisticada grife de moda feminina Sithonia, Carla conta que inicia sua jornada de múltiplas atividades diárias às 7 da manhã. Depois dos pequenos afazeres matinais típicos de dona de casa, ela assume seu lado profissional e sai para o trabalho. Por dia, Carla visita pelo menos três de suas nove lojas (às vezes até mais). Toma decisões e resolve problemas rotineiros referentes à administração da empresa da qual é responsável pelo setor de compras.

Outro ponto que Carla Murad faz questão de destacar com relação ao sucesso da Sithonia é a colaboração e o empenho dos funcionários.

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Com uma vida bastante agitada, dividir bem o tempo é fundamental, tanto para administrar a casa como a rede de lojas de sua empresa. Por isso, Carla faz um planejamento inteligente de todas as atividades que desempenha, o qual lhe permite cuidar da empresa com esmero sem deixar que isso lhe “roube” o tempo destinado à família.


Homenagem

Tenho a sorte de contar com funcionários dedicados e eficientes, que desde o início vêm nos ajudando no crescimento de nossa empresa

- Minha vida é muito corrida. Mas não abro mão de almoçar em casa todos os dias com meus filhos. Sei que isso não será eterno, pois o Felipe já está no quinto período de Engenharia na PUC e logo estará no mercado de trabalho e a Flávia sonha em fazer Medicina. Mas enquanto isso não acontece, procuro aproveitar ao máximo a companhia deles. E é justamente a este convívio familiar permanente e diário que Carla atribui a relação harmoniosa que sempre teve com os filhos. - Gosto de acompanhar a vida deles, saber o que estão fazendo, o que sonham, o que planejam no futuro, é claro, sem interferir, mas orientando e aconselhando. O melhor de tudo é que eles entendem isso e se sentem bem com essa relação amistosa. A maior prova desse entrosamento, revela a empresária, é que todos os anos Flávia e Felipe viajam juntos

A empresária Carla Murad com a equipe de colaboradoras da loja do shopping RioSul

com ela e o marido durante as férias, sem qualquer constrangimento. - Numa época como a de hoje que tantos jovens e adolescentes se envergonham de sair com os pais, sinto muito orgulho de meus filhos por alimentarem nossa relação. A Flávia é um amor, nos damos muito bem, conversamos bastante e estou sempre pronta para ouvila, assim como o Felipe, que todas as vezes que tira uma nota boa ou obtém algum êxito na faculdade faz questão de imediatamente telefonar para me contar, mesmo estando na presença de amigos. Isso demonstra não só o carinho que sente por mim como também ser um jovem de muita personalidade. Felipe e Flávia realmente me emocionam e me enchem de orgulho. Dedico a eles e ao meu marido Marcelo este título de Mãe Lojista que muito me honra – finaliza, emocionada, Carla Murad.

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Homenagem

Mãe Comerciária 2013

Somos mães, esposas e comerciárias, tudo ao mesmo tempo

Zenilda Silva Santos, Mãe Comerciária de 2013

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ãe carinhosa, esposa dedicada e profissional competente. Estas são as principais características da Mãe Comerciária 2013, Zenilda Silva Santos, gerente da loja Chifon, filial do Méier. Escolhida pela diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro (SECRJ) para ser a mãe símbolo do comércio deste ano, Zenilda conta que ficou surpresa e muito feliz por representar uma legião enorme de mulheres batalhadoras que trabalham no comércio nos mais variados segmentos. A tradicional homenagem é promovida, juntamente com a Mãe Lojista, pelo Sindilojas-Rio e pelo CDLRio. - Somos mães, esposas e comerciárias, tudo ao mesmo tempo. E este desafio diário nos encoraja cada vez mais a desempenharmos bem as nossas tarefas domésticas e as atividades que desenvolvemos como profissionais. No varejo há 16 anos, Zenilda é mãe da pequena Julia, de 7 anos, aluna do 3º ano do ensino fundamental do Colégio Paulo VI, instituição mantida pelo SECRJ. O jeito simples e comunicativo desta baiana “arretada”, nascida na cidade de Jequié, Bahia, desperta admiração das pessoas do seu convívio, tanto no meio familiar como no ambiente da loja onde exerce o cargo de gerente há mais de 10 anos. A responsabilidade é imensa e para administrar sua equipe composta de 12 vendedoras,

3 caixas, um fiscal, estoquistas e um auxiliar de serviços gerais, busca sempre o equilíbrio emocional. E quando o assunto se refere à educação, a Mãe Comerciária 2013 conta que participa intensamente da vida escolar da filha, comparecendo a todas as palestras e reuniões que o colégio promove. Além disso, Zenilda diz que não abre mão de ensinar a pequena Julia valores morais e éticos que julga imprescindíveis em sua formação como, respeitar as pessoas e não ter preconceitos. - A mãe é uma educadora. Penso que a relação família x escola é uma parceria que deve ser mantida em todos os momentos. Ao lado do marido Valdir, dono de uma loja de autopeças, Zenilda revela ter uma vida maravilhosa mesmo com todo o corre-corre do dia a dia. Entre os planos para o futuro, ela sonha voltar à faculdade, mas não no curso de Administração que trancou; quer estudar Gestão de Varejo ou Gestão de RH, áreas que tem a ver com o comércio. - O comércio é um vício. Pensei que iria ficar um período curto, mas acabei me identificando. O trabalho é cansativo, mas compensa bastante – diz Zenilda, sorrindo.

Homenagem às mães lojista e comerciária O Sindilojas-Rio e o CDLRio homenagearão a Mãe Lojista, Carla Murad, e a Mãe Comerciária, Zenilda Silva Santos, no dia 13 de maio, às 16 horas, na sede do Sindilojas-Rio, na Rua da Quitanda, 3, 10º. andar. A homenagem dos lojistas é prestada às mães lojista e comerciária do Rio desde 1953.

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Economia

Os analistas, hegemonicamente, têm apontado que a inflação de 2013 deverá ser inferior à de 2012

Mauro Osório Economista e assessor do CDLRio

A Inflação

climáticos em outros países, como ocorreu no ano de 2012 nos Estados Unidos.

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inflação medida pelo IPCA foi, no mês de março, de 0,47%, atingindo em 12 meses o percentual acumulado de 6,59%, superando assim o teto da meta de inflação, definido pelo Conselho Monetário. A inflação tem sido puxada pelo preço dos alimentos e por uma elevação dos preços no setor de serviços. Entre os alimentos destacam-se, nos últimos 12 meses, a elevação da farinha de mandioca, 151,39%; o tomate, 122,13%; a batata inglesa, 97,29%; a cebola, 76,46%; e o alho, 53,13%. Apesar de elevada, a inflação de março, pelo IPCA, de 0,47%, foi inferior ao que o mercado projetava, algo em torno de 0,50%. Além disso, em 2013 a inflação em março foi inferior a de janeiro, de 0,56%, e de fevereiro, 0,60%. Os analistas, hegemonicamente, têm apontado que a inflação de 2013 deverá ser inferior à de 2012, não estando, portanto, fora de controle. Contribuirão para a desaceleração a safra recorde prevista no Brasil e não haver previsão de problemas

Contribuirá também, o término das fortes chuvas ocorridas no início do ano, que influenciaram a elevação dos preços dos produtos in natura. Nessa direção, o jornal Folha de São Paulo de 11 de abril, página B8, trouxe a seguinte manchete: “Oferta melhora e tomate cai 43% na Ceagesp”. A matéria começa com o seguinte trecho: “Pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora e os preços começam a voltar ao normal. Apenas neste mês, a queda acumulada nos preços já é de 43% na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo)”. Contribuirá, ainda, para uma provável desaceleração da inflação em 2013, o fato de o real, que sofreu significativa desvalorização em relação ao dólar no ano de 2012, aumentando o preço dos produtos importados e impactando a inflação, deverá ficar estável neste ano. Uma prova de que a desvalorização do real impactou os preços, é o fato de que índices que apresentam um peso maior da variação cambial no ano de 2012 apresentaram uma inflação mais elevada do que o IPCA. Em 2012, o índice de inflação pelo IGP-M foi de 8,04%. Por outro lado, como o valor do dólar em relação ao real tem apresentado uma estabilidade no ano de 2013, este índice vem apresentando queda nos três primeiros meses, tendo sido em março de, apenas, 0,21%. Esse cenário, em princípio, aconselharia o Banco Central a não elevar a taxa de juros em curto prazo. No entanto, tendo em vista a indexação ainda existente na economia brasileira, as expectativas inflacionárias no momento e o fato de termos uma situação básica de pleno emprego, uma pequena elevação da taxa SELIC pode vir a contribuir para a consolidação da reversão da taxa de inflação apresentada nos dois últimos anos. Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Marketing

A importância do marketing lojista

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dotar estratégias de marketing é muito importante, mas, antes de tudo, é imprescindível que o lojista conheça o seu público alvo. Além disso, é preciso levar em consideração o ponto comercial, se a loja fica na Zona Norte, Sul, Oeste ou no Centro da Cidade. O trabalho também deve ser desenvolvido de maneira diferente em relação às lojas de shoppings e do comércio de rua. No caso dos shoppings, por exemplo, o marketing está focado no fundo de promoção fixado em 20% sobre o aluguel da loja, mas esta estratégia funciona apenas para atrair pessoas para dentro desses centros comerciais e não para o interior da nossa loja. Por isso, costumo panfletar nos estacionamentos, nas ruas, pontos de ônibus e estações do metrô próximas aos shoppings. É um tipo de marketing econômico e beneficia também as lojas de rua.

Luis Gustavo Jassus, proprietário de nove lojas da Rey&Co: NorteShopping, Carioca Shopping, Nova América, Shopping Iguatemi, Guadalupe Shopping, Campos Shopping e três em comércio de rua: Copacabana (duas) e outra no Centro do Rio.

Investir em Marketing

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m dos grandes diferenciais do varejo está diretamente ligado a necessidade de se investir em marketing. Esta poderosa ferramenta, além de fortalecer a marca, é a grande responsável pela expansão dos negócios dos lojistas. Mas, apesar de toda a modernidade que o mundo atual oferece, a maioria dos varejistas ainda não está convencida dessa necessidade, tão importante quanto outras que eles priorizam como investir em atendimento, na fidelização da clientela e na variedade do estoque. Dependendo do porte da empresa, o varejista pode buscar parcerias com os fornecedores e negociar formas variadas de merchandising da loja através do marketing corporativo. Esta iniciativa contribui em muito para redução dos custos dos varejistas.

Paulo de Bem, gerente de marketing da Casa Cruz, tradicional rede de papelaria com lojas no Centro, Tijuca, Copacabana, Madureira e Campo Grande.

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Marketing

Redes Sociais

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econheço a importância do marketing no varejo, mas para o pequeno lojista fica complicado investir nesta estratégia. Existem outras despesas que precisam ser priorizadas como o pagamento de duplicatas e impostos que tiram o nosso sono devido à elevada carga tributária. Contudo, penso que as micro e pequenas empresas podem recorrer às redes sociais e divulgar seus produtos a custo zero. Para isso, o lojista precisa apenas estar antenado e ter acesso à internet. É uma saída inteligente uma vez que as redes sociais abrangem milhares de consumidores e em velocidade extraordinária, o que garante uma incrível visibilidade nos negócios dos lojistas carentes de recursos financeiros para investir em ações como de marketing.

Marcos José Oliveira, proprietário da Casa Oliveira, centenária loja de instrumentos musicais Na Rua da Carioca, no Centro do Rio.

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Direito

Alexandre Lima Advogado do CDLRio

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De acordo com portaria da Agência Nacional de Aviação Civil, o bilhete de passagem aérea é válida por 12 meses

Dicas sobre Passagem Aérea

corriqueira a dúvida de qual o prazo de validade da passagem aérea. Ou então se a perda de um voo é situação que significa prejuízo completo. Pois bem, de acordo com portaria da Agência Nacional de Aviação Civil, o bilhete de passagem aérea é válido por 12 meses, a partir da data em que foi emitida. Portanto, o consumidor que não conseguiu embarcar não perde a passagem. O bilhete pode ser usado em outra data, mediante o pagamento de uma taxa estabelecida pela companhia aérea. Algumas empresas cobram, além da multa, taxas de remarcação e diferença tarifária entre o valor do voo cancelado e o do novo voo, o que pode encarecer a passagem a ponto de ultrapassar seu valor original. Porém, essas taxas extras devem ser informadas antes da emissão, do contrário são abusivas. No entanto, o consumidor que souber com antecedência que não conseguirá comparecer ao embarque tem a opção de remarcar o voo ou cancelar o bilhete e pedir reembolso. Por outro lado, no caso de cancelamento, o consumidor tem direito à restituição do que pagou, descontada a multa, que não pode exceder 5% do valor do bilhete, em conformidade com o artigo 740 do Código Civil.

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Há, também, os casos de atrasos por conta do tempo. Aliás, por mais que a chuva ou o mau tempo não sejam culpa da empresa aérea, ela não pode deixar de prestar assistência material e informar devidamente o tempo de atraso do voo ou do cancelamento. Caso o consumidor precise adiar seu retorno ao local de origem por motivo de atraso ou cancelamento, a companhia deve arcar com as despesas do passageiro como transporte, hospedagem e alimentação. Por outro lado, se o consumidor se atrasar e perder seu voo por causa do mau tempo, ele tem o direito a outra passagem ou a receber seu dinheiro de volta, já que o não comparecimento ao aeroporto se deveu a razões alheias à sua vontade.


Direito

PERGUNTE! Empresário lojista responde Os empresários lojistas, mesmo não tendo empresa associada ao Sindilojas-Rio, podem fazer consultas sobre questões jurídicas trabalhistas, cíveis e tributárias através do telefone 2217-5000, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 17 horas. A seguir, algumas perguntas encaminhadas à advogada Luciana Mendonça, da Gerência Jurídica do Sindilojas-Rio, e suas respostas. As faltas ao serviço, justificadas por atestado médico, geram desconto salarial repercutindo na redução das férias? Se as faltas já são justificadas pela lei, consideram-se como ausências legais e, não serão descontadas para o cálculo do período de férias.

A partir de quando começa a contar a estabilidade provisória decorrente de acidente de trabalho? A estabilidade provisória de 12 meses, prevista no art. 118 da Lei 8.213/91, tem seu início após a cessação do benefício, ou seja, quando do recebimento de alta médica.

O salário maternidade é encargo direto do empregador? Sim. O salário maternidade da empregada afastada é pago pelo empregador e compensado por ele dos recolhimentos habituais devidos à Previdência Social.

O empregador pode aplicar justa causa ao empregado depois de passado certo tempo do fato gerador da punição? Não. Um dos elementos que configuram a justa causa é a atualidade. Portanto, a punição deve ser aplicada imediatamente em seguida à falta, pois o transcurso de um período considerado longo poderá ser entendido como perdão tácito.

As férias podem iniciar aos domingos? Não. Conforme Precedente Normativo nº 100 do TST, as férias, coletivas ou individuais, não poderão coincidir com sábado, domingo, feriado ou dia de compensação de repouso semanal. Qual a finalidade do acordo de compensação de horas? O acordo de compensação de horas de trabalho corresponde em acrescer a jornada de determinados dias em função de supressão de outro, sem que essas horas configurem como horas extras.  Normalmente, a compensação de horas tem como objetivo a redução ou supressão do trabalho aos sábados, às segundas-feiras que antecedem feriados, terças-feiras, sextas-feiras que sucedem feriados às quintas-feiras, dias de Carnaval e quarta-feira de cinzas (meio expediente), etc. O empregador pode pedir exame para comprovar gravidez no ato da admissão ou durante o contrato de trabalho? Não. De acordo com o art. 373-A da CLT, é vedado ao empregador “exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou permanência no emprego”.

O aposentado que continuar trabalhando deve contribuir para o INSS? Sim. O aposentado pelo Regime Geral da Previdência Social que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este regime fica sujeito às contribuições para o custeio da Seguridade Social. Quantos dias o empregado pode se ausentar do serviço em virtude de casamento? O empregado pode deixar de comparecer ao serviço, em virtude de casamento, sem prejuízo do salário, por até três dias consecutivos.  O salário-maternidade pago à empregada segurada depende de carência? Não. O salário-maternidade  não depende de carência  para ser concedido às seguintes seguradas: a) empregada;  b) empregada doméstica e  c) trabalhadora avulsa.

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Leis e Decretos O Centro de Estudos do CDLRio acompanha a legislação da União do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro. Os textos das legislações mencionadas poderão ser solicitados, sem ônus, ao Centro de Estudos do CDLRio, através dos telefones 2506-1234 e 2506-1254. LEGISLAÇÕES EM VIGOR Federal Ato Declaratório Executivo Codac nº 20, de 12 de março de 2013 (DOU de 13.3.2013). IMPOSTO DE RENDA – DÉBITO AUTOMÁTICO - Relaciona as instituições financeiras que integram o Débito Automático das Quotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Circular CAIXA nº 618 de 18 de março de 2013 (DOU de 21.03.2013). MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO FGTS - Dá publicidade a versão 1.04 do Manual de Orientações - Retificação de Dados, Transferência de Contas Vinculadas e Devolução de Valores Recolhidos a Maior, como instrumento disciplinador dos procedimentos pertinentes, junto ao FGTS. Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013 (DOU de 03.4.2013). DIREITOS DO TRABALHO DOMÉSTICO - Altera a redação do parágrafo único do art. 7º da Constituição Federal para estabelecer a igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. Inst. Norm. RFB Nº 1.338 de 26 de março de 2013 (DOU de 27.3.2013). FGTS – GUIA DE RECOLHIMENTO - Altera a  Instrução Normativa RFB nº 880, de 16 de outubro de 2008, que altera o Manual da Guia de Recolhimento do Fundo de

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) e do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP) para usuários do SEFIP 8, bem como aprova a versão 8.4 do SEFIP e dá outras providências. Inst. Norm. RFB nº 1.339 de 28 de março de 2013 (DOU de 01/04/2013). IMPOSTO DE RENDA – DISPOSITIVOS MÓVEIS - Aprova o aplicativo m-IRPF, que permite a apresentação, por meio de dispositivos móveis, da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2013, ano-calendário de 2012. Lei nº 12.792, de 28 de março de 2013. (DOU de 01.4.2013). SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA - Altera a Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, criando a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, cargo de Ministro de Estado e cargos em comissão, e a Lei Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006; e dá outras providências.  Lei nº 12.794 de 2 de abril de 2013. (DOU de 03.4.2013). DESONERAÇÃO NA FOLHA DE PAGAMENTO - Altera a Lei nº  12.546, de 14 de dezembro de 2011, quanto à contribuição previdenciária de empresas dos setores industriais e de serviços; permite depreciação de bens de capital para apuração do Imposto de Renda; institui


Leis e Decretos o Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infraestrutura da Indústria de Fertilizantes; altera a Lei nº 12.598, de 22 de março de 2012, quanto à abrangência do Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa; altera a incidência da Contribuição para o PIS/ Pasep e da Cofins na comercialização da laranja; reduz o Imposto de Renda devido pelo prestador autônomo de transporte de carga; altera as Leis nºs 12.715, de 17 de setembro de 2012, 7.713, de 22 de dezembro de 1988, 10.925, de 23 de julho de 2004, e 9.718, de 27 de novembro de 1998; e dá outras providências.

MUNICIPAL Lei Complementar nº 126 de 26 de março de 2013. (DOM de 27.3.2013). VISTORIA TÉCNICA EM EDIFÍCIOS - Institui a obrigatoriedade de realização de vistorias técnicas nas edificações existentes no Município do Rio de Janeiro e dá outras providências. PROJETOS DE LEIS:

Lei nº 6.419 de 21 de março de 2013. (DOE de 22.3.2013). DIVULGAÇÃO DE PREÇOS - VENDAS A PRAZO - Estabelece normas para a divulgação de preços ao consumidor nas vendas a prazo.

Projeto de Lei nº 102/2013 (DCM de 21.3.2013). ATENDIMENTO PRIORITÁRIO - Garante o atendimento prioritário e a acessibilidade de pessoas com obesidade, obesidade severa ou mórbida aos serviços dos estabelecimentos bancários, comerciais, órgãos públicos e outros serviços que importem em atendimento através de filas, senhas ou outros métodos similares. Autor:  Ver. Eliseu Kessler.

Lei nº 6.426 de 05 de abril de 2013. (DOE de 08.4.2013). PROCEDIMENTOS DE REGISTRO DE EMPRESAS - Dispõe sobre as diretrizes e procedimentos para a simplificação e integração do processo de registro e legalização de empresários e de pessoas jurídicas no Estado do Rio de Janeiro.

Projeto. de Lei Complementar nº 18/2013 (DCM de 21.3.2013). EQUIPAMENTO DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO - Dispõe sobre a instalação de equipamento de prevenção contra incêndio e dá outras providências, no Município do Rio de Janeiro. Autor: Ver Eduardão.

ESTADUAL

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

25


26

Recursos Humanos

Valmir de Oliveira Gerente Financeiro/Recursos Humanos

C

Vezes há em que o cliente, por vontade ou necessidade, entra na loja e simplesmente compra, sem necessidade de ser conquistado pelo vendedor

Aos vendedores e vendedoras, com carinho

ircunstâncias da vida e excelência no atendimento, aparentemente, são assuntos distintos e um não tem nada a ver com o outro. Porém, prestemos atenção no relato que um leitor nos enviou. “Por ser um consumidor exigente e como a “Empresário Lojista” é uma revista do comércio, gostaria de comentar e elogiar aqueles que sabem conquistar clientes. Há uns três meses, minha esposa vinha me alertando que o armário do quarto estava ficando meio torto. Como se tratava de móvel modulado, com tempo de uso de aproximadamente 25 anos, não valorizei em demasia a informação, mas fiquei ligado. De vez em quando, dava uma olhada. Certo dia, observando atentamente, descobrimos o motivo da preocupação: o compensado que separava um dos armários do outro estava tomado por cupins. Aprofundando-nos na verificação, também a base do armário e os forros transformaramse em simples folhas de papel. Impressionante o estrago. Chamamos uma empresa especializada em descupinização e a constatação foi mais grave ainda: os cupins invadiram o armário, mas o quartel general localizava-se nas paredes nas quais ele estava fixado. Naquele momento, em uníssono, veio o grito de guerra: - Quebra tudo e joga fora! Fez-se o que se tinha a fazer. Ânimos serenados, fomos comprar um novo armário. A aquisição era urgente. Na loja de móveis, o primeiro armário que agradasse seria comprado sem pestanejar. Sinceramente o vendedor pouco falou, muito embora fosse muito atencioso. Abriu as portas, mostrou as divisórias, as prateleiras, mencionou a metragem comparando altura, largura e profundidade, explicando detalhes da madeira utilizada na fabricação. Informações básicas fornecidas, vieram as perguntas de praxe: - Quanto custa? Qual é o prazo de entrega? O parcelamento será em quantas vezes? Aceitam cartão de crédito? Ótimo, pode emitir o pedido. Em termos de venda, essa é a grande questão. Vezes há em que o cliente, por vontade ou necessidade, entra na loja e simplesmente compra, sem necessidade de ser conquistado pelo vendedor. Já outras vezes, não.

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

O vendedor tem que se desdobrar, demonstrando todo o seu conhecimento, utilizando-se de tudo que aprendeu, seja em treinamentos ou na experiência adquirida com o passar do tempo, para vender a mercadoria. Fazendo um paralelo, no exemplo acima, praticamente só houve a compra, até mesmo pela necessidade. No exemplo a seguir, haverá a compra, mas também haverá a venda, a conquista. E foi assim que em 2012, entramos em uma concessionária de veículos com a intenção de trocar de carro. Conversa vai, conversa vem, aquele lance de dar o veículo usado como entrada, discutir a avaliação lá embaixo, enfim, negociação total e exaustiva. De repente, o vendedor foi textual: - Conversei com a gerência e vamos melhorar consideravelmente a avaliação do seu veículo. E tem mais: - Ofereceremos um carro maravilhoso para entrega imediata, por um preço excepcional. Está no pátio, querem ver? Queremos. O porta-malas impressionou pelo tamanho. Vendo os olhos da minha esposa brilharem, emendou: - Completo de fábrica. Os tapetes ficam por nossa conta, o licenciamento é grátis e o insufilme também. Compramos o carro. Após uma semana, retiramos o veículo da agência e levamos um susto, pois o carro tinha sido montado não no Brasil, mas em outro país da América Latina. Fazer o quê? Paciência! Faz parte. Qual nada. Podemos afirmar: foi o melhor carro que tivemos até hoje! Pois bem, dia desses, recebemos, pelo celular, uma mensagem do vendedor: “Este mês estou completando 1.000 carros vendidos e isso não seria possível sem a sua compra. Muito obrigado pela preferência”. Agradecemos ao leitor que nos escreveu, descrevendo minuciosamente o processo de pós-venda e fidelização de clientes e aos vendedores e vendedoras que agem assim, nossos sinceros parabéns. Contatos: rh@sindilojas-rio.com.br


Termômetro

S

Movimento de cheques Gráficos CDLRio

Movimento de cheque

egundo o registro do cadastro do LIG Cheque do CDLRio, em março, em relação ao mesmo mês de 2012, a inadimplência e as dívidas quitadas aumentaram, respectivamente, 1,3% e 2,6% e as consultas diminuíram 7,4%. Em relação ao mês anterior (fevereiro), as consultas e as dívidas quitadas cresceram, respectivamente, 11,7% e 3,1% e a inadimplência diminuiu 2,9%. No acumulado do ano (janeiro/março de 2013 a janeiro/ março de 2012) a inadimplência e as dívidas quitadas cresceram, respectivamente, 0,9% e 3,6% e as consultas caíram 8,7%. Mês corrente em relação ao mesmo mês do ano anterior MAR 2013 / MAR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

-7,4%

INADIMPLÊNCIA

+1,3%

DÍVIDAS QUITADAS

+2,6%

Mês corrente em relação ao mês anterior MAR 2013 / FEV 2013

CONSULTAS

PERCENTUAL

+11,7%

INADIMPLÊNCIA

-2,9%

DÍVIDAS QUITADAS

+3,1%

Acumulado do Ano JAN - MAR 2013 / JAN - MAR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

-8,7%

INADIMPLÊNCIA

+0,9%

DÍVIDAS QUITADAS

+3,6%

Acumulado dos últimos 12 meses MAR 2013 / ABR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

-7,6%

INADIMPLÊNCIA

+1,5%

DÍVIDAS QUITADAS

+5,2%

Procura por informações referentes aos produtos do CDLRio ? Quer conhecer produtos que possam auxiliar na otimização da análise de crédito? Então entre em contato com a Central de Relacionamento, atendimento Help Desk do CDLRio, no telefone 21 2506-5533, de segunda a sexta-feira de 9:00 às 18 horas e aos sábados de 9:00 às 16 horas.

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Termômetro

Comércio do Rio vendeu mais 5,7% no primeiro trimestre

E

m março as vendas cresceram 6,7% e foi o terceiro mês consecutivo de resultado positivo.

As vendas do comércio varejista da Cidade do Rio de Janeiro aumentaram 5,7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2012, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas, divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais. No mês de março as vendas cresceram 6,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado. O presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, considerou bom desempenho do primeiro trimestre do ano e no mês de março, o terceiro mês consecutivo do ano com resultado positivo. “Normalmente março não é um período de grandes vendas. Vem depois das férias e do Carnaval, quando as pessoas investem muito em lazer”, explica. “Por tudo isso, o comércio está bastante otimista com o movimento do Dia das Mães, esperando um crescimento das vendas da ordem de 8%”, concluiu. Segundo a pesquisa, a novidade de março foi o Ramo Mole (bens não duráveis), que apresentou um crescimento de 7,1% contra 6,5% do Ramo Duro (bens duráveis). Os melhores desempenhos do mês foram dos setores de confecções e moda infantil (+8,2%), eletrodomésticos (+6,6%), calçados (+5%), joias (+2,7%), tecidos (+1,3%), óticas (+1,2%) e móveis (0,7%). Quanto à forma de pagamento, as vendas à vista com 8,3% foram as preferidas pelos clientes contra 5,6% das vendas a prazo. Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, a pesquisa mostrou que, no Ramo Mole, as lojas da Zona Norte foram as que mais venderam (+10,5%) seguidas das lojas da Zona Sul (+4,7%) e as do Centro (+2%) e, no Ramo Duro, as lojas da Zona Norte (+7,9%) também lideraram as vendas, seguidas das lojas da Zona Sul (+3,9%) e do Centro (+3,5%).

Caso sua empresa se interesse em participar desta estatística, contate o Centro de Estudos pelos telefones 21 2506-1234 e 2506-1254 ou e-mail: estudos@cdlrio.com.br

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

MAR 2013 / MAR 2012 VARIAÇÃO REAL

VENDAS À VISTA

VENDAS A PRAZO

MÉDIA GERAL

+6,7%

+8,3%

+5,6%

RAMO MOLE

+7,1%

+11,3%

+4,1%

RAMO DURO

+6,5%

+7,1%

+6,1%

MARÇO 2013

MAR 2013 / MAR 2012 LOCALIZAÇÃO

RAMO MOLE

RAMO DURO

CENTRO

+2,0%

+3,5%

NORTE

+10,5%

+7,9%

+4,7%

+3,9%

SUL MAR 2013 / MAR 2012 - CATEGORIAS RAMO MOLE

RAMO DURO

CONFECÇÕES

+8,2% ELETRO

+6,6%

CALÇADOS

+5,0% MÓVEIS

+0,7%

TECIDOS

+1,3% JOIAS

+2,7%

ÓTICAS

+1,2%

Acumulado do Ano JAN - MAR 2013 / JAN - MAR 2012

PERCENTUAL

MÉDIA GERAL

+5,7%

RAMO MOLE

+6,2%

RAMO DURO

+5,7%

Acumulado dos últimos 12 meses MAR 2013 / ABR 2012

VARIAÇÃO REAL

MÉDIA GERAL

+7,8%

RAMO MOLE

+7,1%

RAMO DURO

+8,0%


Termômetro

A

Dívidas quitadas no comércio do Rio cresceram pelo terceiro mês consecutivo

s dívidas quitadas (que mostram o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia) aumentaram 1,5% em março em relação ao mesmo mês de 2012, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio. Foi o terceiro mês consecutivo de crescimento do número de dívidas quitadas (4,4% em janeiro e 0,9% em fevereiro) e os lojistas esperam para abril, véspera do Dia das Mães, um aumento bem maior. A inadimplência e as consultas (item que indica o movimento do comércio), também cresceram, respectivamente, 1,9% e 0,2% em março. Em relação ao mês anterior (fevereiro), as consultas, a inadimplência e as dívidas quitadas aumentaram, respectivamente, 17,2%, 34,6% e 26%.

Movimento Serviço Central de Proteção ao Crédito gráficos CDLRio

No acumulado do ano (janeiro/março de 2013 a janeiro/ março de 2012) as consultas, a inadimplência e as dívidas quitadas aumentam, respectivamente, 0,2%, 1,9% e 2,4%. Mês corrente em relação ao mesmo mês do ano anterior MAR 2013 / MAR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

+0,2%

INADIMPLÊNCIA

+1,9%

DÍVIDAS QUITADAS

+1,5%

Mês corrente em relação ao mês anterior MAR 2013 / FEV 2013

PERCENTUAL

CONSULTAS

+17,2%

INADIMPLÊNCIA

+34,6%

DÍVIDAS QUITADAS

+26,0%

Acumulado do Ano JAN - MAR 2013 / JAN - MAR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

+0,2%

INADIMPLÊNCIA

+1,9%

DÍVIDAS QUITADAS

+2,4%

Acumulado dos últimos 12 meses MAR 2013 / ABR 2012

PERCENTUAL

CONSULTAS

+2,7%

INADIMPLÊNCIA

+2,0%

DÍVIDAS QUITADAS

+7,0% Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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30

Obrigações dos Lojistas Dia

Obrigações para junho 2013

3

DCT – Imediatamente após a admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT, apresentando-o à CEF, para efetuar o cadastramento.

7

FGTS – Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior. CAGED – Cadastro de Empregados. Remeter via Internet, através do programa ACI, informando sobre admissões, desligamentos e transferências de funcionários ocorridos no mês anterior.

8 10

ICMS – Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados ao anexo único do Decreto nº 31.235/2002, referente à apuração do mês anterior. IR/FONTE – Referente a fatos geradores ocorridos no mês anterior. ISS – Recolhimento do imposto, o prestador deverá gerar no sistema o documento de arrecadação relativo às NFS-e emitidas. Lembrete: o recolhimento do imposto relativo às NFS-e deve ser realizado até o dia 10 do mês seguinte à emissão. ICMS – Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo apurado relativamente ao mês anterior.

14

PIS, COFINS, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 2ª quinzena do mês de maio/2013 (Retenção de contribuições – pagamentos de PJ à PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL ).

20

SUPER SIMPLES / SIMPLES NACIONAL – Pagamento do DAS referente ao período de apuração do mês anterior (maio/2013). INSS – Recolher a contribuição previdenciária referente ao mês anterior.* (Prorrogado o prazo para o dia 20 pela Medida Provisória nº 447, publicada no DOU em 17/11/08).

21

DCTF – Mensal – Prazo de entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais referente ao mês de abril/2013.

24

COFINS – Recolher 3% sobre a receita do mês anterior, exceto as empresas tributadas no lucro real.* (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447, publicada no DOU em 17/11/08). COFINS – Recolher 7,6% para empresas tributadas no lucro real. * (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada, no DOU em 17/11/08). PIS – Recolher 0,65% sobre as operações do mês anterior. * (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada, no DOU em 17/11/08).

31

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS, DE 2013 – Efetuar o desconto de 1/30 do salário dos empregados para recolhimento a favor do sindicato profissional, dos admitidos em débito com a obrigação. PIS, COFINS, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 1ª quinzena do mês de junho/2013 (Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL). IR/PJ – Empresas devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013


Obrigações dos Lojistas PERCENTUAIS APLICADOS ANEXO II Indústria

ANEXO III Serviço (I)

ANEXO IV Serviço (II)

ANEXO V Serviço (III)

Até 180.000,00

4,00%

4,50%

6,00%

4,50%

4,00%

8-7

até 31/07/2013

De 180.000,01 a 360.000,00

5,47%

5,97%

8,21%

6,54%

4,48%

6-5

até 31/08/2013

De 360.000,01 a 540.000,00

6,84%

7,34% 10,26% 7,70%

4,96%

De 540.000,01 a 720.000,00

7,54%

8,04% 11,31% 8,49%

5,44%

4-3

até 30/09/2013

De 720.000,01 a 900.000,00

7,60%

8,10% 11,40% 8,97%

5,92%

2-1

até 31/10/2013

De 900.000,01 a 1080.000,00

8,28%

8,78% 12,42% 9,78%

6,40%

De 1080.000,01 a 1260.000,00

8,36%

8,86% 12,54% 10,26% 6,88%

De 1260.000,01 a 1440.000,00

8,45%

8,95% 12,68% 10,76% 7,36%

De 1440.000,01 a 1.620.000,00

9,03%

9,53% 13,55% 11,51% 7,84%

De 1.620.000,01 a 1.800.000,00

9,12%

9,62% 13,68% 12,00% 8,32%

De 1.800.000,01 a 1.980.000,00

9,95% 10,45% 14,93% 12,80% 8,80%

Receita Bruta Acumulada nos 12 meses anteriores (R$)

Enquadramento

Microempresa

Empresa de Pequeno Porte

> Calendário de Vistoria - 2013

ANEXO I Comércio

SIMPLES NACIONAL

Final da placa do veículo

Período para o licenciamento

0-9

até 30/06/2013

ATENÇÃO: Os agendamentos nos postos de vistoria são de 7h15 às 18h de segunda a sábado.

> GIA / ICMS - 06/2013

De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 10,54% 15,06% 13,25% 9,28%

Último número da raiz do CNPJ do estabelecimento

Prazo-limite de entrega referente ao mês 05/2013

De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 10,63% 15,20% 13,70% 9,76%

1

11/06

De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 10,73% 15,35% 14,15% 10,24%

2

12/06

De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 10,82% 15,48% 14,60% 10,72%

3

13/06

De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 11,73% 16,85% 15,05% 11,20%

4

14/06

De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 11,82% 16,98% 15,50% 11,68%

5, 6 e 7

17/06

8

18/06

9

19/06

0

20/06

De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 11,92% 17,13% 15,95% 12,16% De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 12,01% 17,27% 16,40% 12,64% De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 12,11% 17,42% 16,85% 13,50% Ref.: Lei Complementar nº 139/2011 > Plano Simplificado de Previdência Social (PSPS) - Tabela de contribuição para segurados contribuinte individual e facultativo para pagamento de remuneração a partir de 1º de Janeiro de 2013 Salário de contribuição R$ 678,00 (valor mínimo) De R$ 678,01 (valor mínimo) até 4.159,00 (valor máximo)

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%) 5* Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%) 11** Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%) 20

A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo é de vinte por cento (20%) sobre o salário-de-contribuição, respeitados os limites mínimo e máximo deste. Aos optantes pelo Plano Simplificado de Previdência Social, a alíquota é de onze por cento (11%), observados os critérios abaixo. Plano Simplificado de Previdência Social (PSPS) - Desde a competência abril/2007, podem contribuir com 11% sobre o valor do salário-mínimo os seguintes segurados: contribuintes individuais que trabalham por conta própria (antigo autônomo), segurados facultativos e empresários ou sócios de empresa cuja receita bruta anual seja de até R$ 36.000,00. Tal opção implica exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição (LC 123, de 14/12/2006). A opção para contribuir com 11% decorre automaticamente do recolhimento da contribuição em código de pagamento específico a ser informado na Guia da Previdência Social. Além disso, não é vitalícia, o que significa que aqueles que optarem pelo plano simplificado podem, a qualquer tempo, voltar a contribuir com 20%, bastando alterar o código de pagamento na GPS. * Alíquota exclusiva do microempreendedor individual e do segurado (a) facultativo que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. ** Plano Simplificado > Calendário de IPTU - 2013

Tabela Progressiva para o cálculo mensal do IR de Pessoa Física a partir do exercício de 2014, anocalendário 2013. Base de cálculo mensal em (R$)

Aíquota %

Parcela a deduzir do imposto em R$

Até 1.710,78

-

-

De 1.710,79 até 2.563,91

7,5

R$ 128,31

De 2.563,92 até 3.418,59

15

R$ 320,60

De 3.418,60 até 4.271,59

22,5

R$ 577,00

Acima de 4.271,59

27,5

R$ 790,58

Lei nº 12.469 de 26/08/11 D.O.U. 29/08/11 INSS - Segurados, empregados, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos. > Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 01/01/2013. Salário de contribuição (R$)

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%)

Até 1.247,70

8,00

Valor da Quota - (R$)

De 1.247,71 até 2.079,50

9,00

De 2.079,51 até 4.159,00

11,00

> Salário-Família a partir de 15/01/13

Final de inscrição

5ª Cota

0e1

10/06

2e3

10/06

Até R$ 646,55

R$ 33,16

4e5

10/06

De R$ 646,56 até R$ 971,78

R$ 23,36

6e7

11/06

Acima de R$ 971,78

8e9

11/06

(Portaria nº 15 MPS/MF, de 15-01-2013)

Remuneração

> Alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte

Sem direito

Portaria Interministerial MPS/MF nº 15, de 10 de janeiro de 2013, publicado no DOU de 11/01/2013.

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013

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Opinião

Barbara Santiago Gerente do Centro de Estudos do CDLRio

Não existe melhor ocasião para aumentar as vendas do que as datas promocionais

Datas Promocionais do Varejo - Um Marco do Comércio

A

s datas promocionais, ao longo dos tempos, se tornaram um marco do comércio. Isso aconteceu devido as várias estratégias implantadas pelas empresas, mostrando a importância dessas datas e que atraem o público. Não existe melhor ocasião para aumentar as vendas do que as datas promocionais. No Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia das Crianças, entre tantas outras, o comércio e a mídia criaram um clima geral de compra. Os consumidores vão para as ruas em busca de presentes e as empresas devem estar preparadas para atrair o cliente nessas épocas do ano. Se você planejar suas ações cuidadosamente, de olho em seu público-alvo, as estratégias poderão alavancar seu

negócio durante todo o ano. Isso porque, dependendo da experiência de compra do consumidor, ele gosta e volta depois, fidelizado pelo atendimento, pelo produto ou simplesmente pela promoção que lhe foi ofertada. Para alcançar esse objetivo é importante antes de tudo, diagnosticar o potencial e a tendência de consumo da população. Investir na comunicação visual do ponto de venda, em campanhas publicitárias, no lançamento de novos produtos ou em promoções para conquistar os clientes. É essencial também utilizar os meios de comunicação mais acessados pelo seu público. Conseguir o máximo de informação confiável sobre o mercado e os clientes, e para isso, a chave é a pesquisa. As pesquisas assumiram um papel indispensável na administração de qualquer negócio e em todas as suas etapas, desde o planejamento inicial até a conquista de novos clientes e a consolidação da empresa. Na era da qualidade total, o conhecimento profundo do mercado e da clientela é tão importante quanto um produto competitivo e um gerenciamento eficiente. Não é mais possível esperar que essas informações cheguem espontaneamente ao balcão da loja. No lugar do antigo sistema informal e espontâneo, o empreendedor conta hoje com ferramentas eficazes que permitem avaliar de modo sistemático as expectativas e os desejos dos clientes, de modo a satisfazê-los da melhor forma possível. O lojista deve, desde já, pensar no próximo evento para que tudo saia conforme o planejado. Ao terminar uma data promocional, já é preciso estar definida a linha de ação para a próxima data comemorativa. Boas vendas!

Revista Empresário Lojista / Maio de 2013


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