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[arte & cidadania]


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[Apresentação do coletivo Aparelho]

O Aparelho é um projeto de Arte e Cidadania que atua no Mercado do Porto do Sal e seus arredores, desenvolvendo atividades educativas com a comunidade semanalmente, assim como Ocupações Artísticas bimestrais. O coletivo é composto por artistas e gestores que atuam predominantemente no campo das artes visuais: Elaine Arruda, Josianne Dias, Viviam Santa Brígida, Verônica Limma, Débora Oliveira, Elisa Arruda, Luís Júnior e Manoel Pacheco. O projeto nasceu em fevereiro de 2015, quando a artista Elaine Arruda inicou um processo de ocupação do galpão da Oficina Santa Terezinha, onde trabalhou durante cinco anos pesquisando modos de produção, veiculação e expansão da gravura em metal. Em função da arquitetura, dimensão e potencialidades do lugar, artistas de diversas áreas foram convidados a intervir no espaço. Foi um grande acontecimento, no qual certa de 50 artistas ocuparam a metalúrgica com vídeo-mappings, instalações, performances, gravuras, pinturas, sitespecifics e intervenções urbanas. Dentre eles, vale citar Éder Oliveira, Véronique Isabelle, Guy Veloso, Armando Sobral, Dirceu Maués, Adriano Barroso, entre outros. Foram realizadas três ocupações na Oficina Santa Terezinha, em três meses : a primeira no domingo do Circular e duas ocupações noturnas, em fevereiro e março. Com o amadurecimento do projeto, optamos por migrar seu foco de atuação para o Mercado do Porto do Sal, visando maior integração com a comunidade, seus moradores, trabalhadores, artistas e artesãos. Desde abril, fizemos três ocupações, em janeiro, junho e setembro, integrando a agenda do Circular.


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O Mercado, a cada dois meses, é ocupado por trabalhos em múltiplas linguagens, assim como pelo resultado das oficinas ministradas nesse intervalo. A cada ocupação, mais moradores se aproximam, visitam, participam e se identificam com o projeto. O Aparelho nasce com a efervescência da rua, das pessoas, do desejo de ocupar a cidade, compartilhar processos e modos de atuação. Com o amadurecimento do projeto, optamos por migrar seu foco de atuação para o Mercado do Porto do Sal, visando maior integração com a comunidade, seus moradores, trabalhadores, artistas e artesãos. Nossa intenção, ao ocupar um espaço público e histórico como o Mercado, é atuar na cidade e dar novos usos a esses locais, quebrando barreiras ainda muito rígidas entre a arte e a vida. Atualmente, o Aparelho mantém uma programação semanal com a comunidade do porto. Os artistas que participam das ocupações são convidados a propor oficinas para a comunidade, que ocorrem aos domingos. A programação de oficinas foi definida em diálogo com os moradores. Fizemos um mapeamento do número de famílias que habitam no Porto do Sal e os tipos de curso que gostariam que fossem oferecidos. Os artistas pensam suas propostas a partir de pontos de contato entre os interesses da comunidade e seus processos poéticos individuais. O projeto não possui espaço físico, o seu campo de atuação é ativado através da parceria com os atores do Mercado, que cedem seus boxes e estrutura para as atividades. Tudo acontece de forma colaborativa. O Mercado, que de segunda a sábado funciona como tal, aos domingos transforma-se em espaço de oficinas de desenho, pintura, dança, teatro e brincadeira.


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Filho das ocupações ocorridas na Oficina Santa Terezinha, o Aparelho se estabelece no Mercado do Porto do Sal, com objetivo promover ações artísticas e socioculturais na cidade de Belém. O projeto migra de um espaço privado para um local público, em função do interesse na integração com a comunidade. Nossa

estratégia

é

atuar

como

uma

rede

pulverizada de artistas, em diálogo com os moradores, no contexto portuário de Belém. Trocar conhecimento, documentar ações, realizar atividades educativas com as crianças, dar visibilidade à uma realidade peculiar e potencializar seus agentes. O nome do projeto advém ditadura militar no Brasil, no

do contexto da qual ‘aparelho’

referia-se a locais usados como refúgio por grupos de ativistas. Lugares que eram pontos de encontro, onde fervilhavam ideias, projetos e modos de atuação política.


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[currículo resumido]

Elaine Arruda <Belém, PA - 1985> <Reside em São Paulo> Artista visual e gestora do Aparelho. Doutoranda e Mestre em poéticas visuais pela ECA/USP (Universidade de São Paulo). Foi contemplada com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013 e com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, do Instituto de Artes do Pará – IAP, nas edições 2013 e 2010. Realizou Residências no JA.CA (Jardim Canadá), participando do projeto Indie.Gestão, em Belo Horizonte; no Centre d’artiste Engramme (Méduse) e no Centro de Estudos da Imagem impressa Press Papier, ambos em Québec, Canadá. Foi convidada a participar de mostras internacionais, como a 'Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles', França, na 15° e 16° edição; e as exposições 'Gravures Contemporaines d’Artistes Français et Brésiliens', na cidade de Lyon, França; e 'Estampe Amazonienne', no Centro Artístico Engramme, em Québec, Canadá. No Brasil, participou de mostras individuais e coletivas, dentre elas: Alastramento, Ateliê 397, São Paulo, 2015; Salão Arte Pará 2014; Circuito das Artes 2014, Projeto Triangulações, com itinerância pelos estados de Alagoas (Pinacoteca Universitária), Pará (Museu de Arte do CCBEU) e Bahia (Museu de Arte Moderna – MAM). Exposição Cheio de Vazio, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; Paisagem Suspensa, SESC Boulevard, Belém; Imensidão Íntima, Museu Casa das 11 Janelas, Belém; Solidão Essencial Solidão no Mundo, Galeria Theodoro Braga, Belém; É preciso confrontar as imagens vagas com gestos claros, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo; Outras coisas visíveis sobre papel, Galeria Leme, São Paulo; Vento Norte, Galeria Gravura Brasileira, São Paulo. Possui obras documentadas nas seguintes publicações: revistas Leal Moreira e Polichinello, ambas de Belém; revista 'Qui vive', de Montréal; Jornal de Resenhas da Folha de São Paulo; livro Impressões, editado pelo SESC Pompéia, São Paulo; e catálogo Acervo Onze Janelas, Gravura no Pará.


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[currículo resumido]

Josianne Dias <Belém, PA> Terapeuta Ocupacional, Mestre em Motricidade Humana e docente do curso de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará desde 1993, é também atriz e cantora, participou de várias produções teatrais pelo grupo Usina Contemporânea de Teatro. Foi aluna de canto lírico da Profª Malina Mineva no período de 1993 a 1997. Em 1995 ingressou no Coro Carlos Gomes, sob a regência da maestrina Maria Antônia Jimenez. Participou da gravação do cd, ao vivo da Missa Nossa Senhora da Conceição, de Carlos Gomes, durante as celebrações do centenário da morte do compositor em 1996. Desde 1998 participa do Festival Internacional de Música do Pará, tendo interpretado, como participante do coro, importantes obras, tais como o Réquiem de Fauré, Gloria de Vivaldi, Carmina Burana de Carl Orff, Missa da Coroação de Mozart, Messias de Haendel e a Missa em Sol de Shubert. Participa desde 1999 dos concertos de música sacra na Igreja de St° Alexandre durante a semana santa, interpretando obras sacras de todos os períodos da música ocidental. Desde 2004, participa dos concertos marianos também na Igreja de St° Alexandre, com repertório de peças sacras inspiradas em Maria. Participou da gravação do cd “Belo” do Coro Carlos Gomes, além do cd “Cantochão do Pará”, resultado de pesquisa do musicólogo Vicente Salles, a convite da SECULT. Em 2005 participou da primeira audição da “Missa Cubana” de José Maria Vitier, ao lado do coro cubano “Exaudi”, apresentando posteriormente a mesma obra na abertura da XI Feira Panamazônica do livro, em homenagem a Cuba. Em 1997, participou do 1° Concurso Nacional de Coros da FUNARTE (RJ), estando entre os seis finalistas. Em 1999 participou do II Concurso Nacional de Coros da FUNARTE e participou de concerto no Palácio de Cristal em Petrópolis- RJ. Em 2003 participou do XII Encontro Internacional de Coros de Cabo Frio (RJ). Em 2002, como participante do coro, ganhou o 1° prêmio e medalha de ouro na categoria Coro Misto de Câmera no IX Festival Internacional de Coros Orlando di Lassus em Camerino, Itália. Em 2008, o coro foi selecionado para participar da 5ª Olimpíada Mundial de Coros na Áustria, sendo premiado nas duas categorias em que competiu: medalha de ouro na categoria Coro Misto de Câmera e medalha de prata na categoria Música Contemporânea. Em 2010, o coro foi premiado com as medalhas de ouro e prata no Festival Internacional de coros em Viena na Áustria.


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Em 2005 participou da ópera A Flauta Mágica de Mozart, no papel do Terceiro Knabe e em 2007 do coro da ópera O Guarani de Carlos Gomes. Em 2007 participou do coro Marina Monarcha nas apresentações de Stabat Mater de Rossini e da 9ª Sinfonia de Bethoven, juntamente com a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz. Em 2011 cantou no coro da ópera Tosca de Giacomo Puccini e da cantata de Carl Off Carmina Burana. Em 2012 cantou no coro da ópera Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni e em 2013 das montagens das óperas Elixir do Amor de Gaetano Donizetti e O Navio Fantasma de Richard Wagner, também como integrante do coro lírico. Atualmente desenvolve atividade de coordenação do Núcleo Educativo do Projeto Circular, o qual promove ações de arte – educação visando a valorização do patrimônio histórico da área central de Belém.


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[currículo resumido]

Vívian Santa Brígida <Belém, PA> Graduanda em Publicidade e Propaganda pela Estácio – FAP. Formada em técnica (o) em cenografia pela ETDUFPA (Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará) no ano de 2010. É participante do coletivo de experimentação em gravura, pintura, intervenção urbana, fotografia e serigrafia, chamado “Coletivo Pitiú”. Atualmente participa do coletivo Aparelho, coordenado pela artista Elaine Arruda. Sua linha de pesquisa aborda questões da mulher afrodescendente. Faz parte do núcleo Educativo do coletivo Aparelho, 2015, Ações Educativas no Porto–do–sal na Cidade Velha, em Belém – PA. Exposição coletiva no evento Traça – feira de grafias femininas – 2015, individual e com Coletivo Pitiú, na Casa Atelier Sopro da artista Michelle Cunha, Belém – Pa. Exposição coletiva na Circular Campina, Cidade Velha, 2015, com Coletivo Pitiú, no Porto–do–sal, Cidade Velha, em Belém – PA.Fez parte do projeto “Aparelho Ocupação Cultural” – 2015, com exposições coletivas independentes no Porto–do–sal, Cidade Velha, em Belém – PA. Participou do projeto “Artista de Plástico – práticas híbridas na Amazônia Urbana”, 2015, coordenado pela fotógrafa acreana Talita Oliveira, com Coletivo Pitiú, Rio Branco – AC. Participou da “Ocupação do Solar da Beira”, 2015, individual e com Coletivo Pitiú, em Belém – PA. Participou da exposição coletiva da Inauguração do espaço Oficina Santa Terezinha Espaço Cultural, 2015, com o Coletivo Pitiú, no Porto–do–sal, Cidade Velha, em Belém – PA. Participou do Festival Internacional de Chocolate e Cacau e Flor do Pará – 2014 e 2013, exposição coletiva com Coletivo Pirão de Gravura, no Hangar, em Belém – PA, Premiada no concurso COBRA CRIADA – 2013, pela Fundação Curro Velho, participou no mesmo ano do salão de arte visual realizado na mesma instituição, em Belém – PA. Desenvolveu um trabalho como bolsista / estagiária no projeto de pesquisa, criação, experimentação e divulgação artístico intitulado “Imensidão Intima”, vinculado ao Instituto de Artes do Pará – IAP em 2013. E também atuou como bolsista do projeto “Paisagem Suspensa”, Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais – FUNARTE no mesmo ano, ambos com a artista Elaine Arruda, em Belém – PA.


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Integrou a Exposição coletiva no Festival Manga de Moda e Artes — 2013, com o Coletivo Pirão de Gravura, no Açaí Biruta, em Belém – PA. Participou da intervenção urbana no canal São Joaquim — 2013, com o Coletivo Pirão de Gravura, no Bairro do Telégrafo, em Belém – PA. Fez parte da equipe de criação de sonoplastia e exposição em um projeto de pesquisa, criação, experimentação e divulgação artística, intitulado “Vagalumes Urbanos (Iluminação Criativa na Periferia de Belém)”, vinculado ao Instituto de Artes do Pará – IAP em 2012, com a artista Ivanilde Silva, em Belém – PA. Participou da equipe de direção de arte em alguns curta e longa metragens, dentre eles: “O Profano”, direção de Emerson Almeida, ano 2012, “Abaixo” , direção de Emerson Almeida, ano 2012, “O Forasteiro”, direção de Katiuscia de Sá, 2010, em Belém – PA.


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[currículo resumido]

Verônica Limma <Belém – PA, 1981> Vive e trabalha em Belém, formada em Técnica em Cenografia pela ETDUFPA (Escola de Teatro e Dança - Universidade Federal Do Pará). É participante do coletivo de experimentação em gravura, intervenção urbana e serigrafia, “Coletivo Pitiú”. Iniciou no campo da fotografia nos cursos da Fundação Curro Velho, onde experimentou processos artesanais e atividades de laboratórios. Posteriormente na mesma instituição profundou-se nas técnicas de arte gráfica e trabalhou como instrutora de oficinas. Premiada no concurso Cobra – Criada-2013 participou do salão de artes visuais no mesmo ano, realizado pela mesma. Selecionada no salão CCBEU primeiros passos de 2014. Participou como bolsista / estagiaria na Bolsa da “Imensidão Íntima”, criação, experimentação, pesquisa e divulgação artística, do Instituto de Artes do Pará (IAP), 2013 e “Paisagem Suspensa", Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais – FUNARTE 2013, ambos com a artista Elaine Arruda. Faz parte do núcleo Educativo do coletivo Aparelho, 2015, Ações Educativas no Porto–do–sal na Cidade Velha, em Belém – PA. Participou da “Ocupação do Solar da Beira”, 2015, individual e com Coletivo Pitiú, em Belém – PA. Participou da exposição coletiva da Inauguração do espaço Oficina Santa Terezinha Espaço Cultural, 2015, com o Coletivo Pitiú, no Porto–do–sal, Cidade Velha, em Belém – PA.


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[currículo resumido]

Débora Oliveira <Belém – PA. 1989> Graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), 2014. Ministra oficinas na Fundação Curro Velho nos anos de 2009 a 2014 voltadas à serigrafia e xilogravura. Participou como bolsista/assistente dos trabalhos da artista Elaine Arruda “Imensidão Íntima”, 2013 e “Paisagem Suspensa”, 2014. Premiada no concurso “Cobra Criada” promovido pela Fundação Curro Velho, 2013, participando do Salão de Artes Visuais realizado pela mesma instituição em 2013. Participou da exposição com o coletivo “Pirão de Gravura e Intervenção Urbana” no Manga festival, 2013, assim como na “Feira do cacau, chocolate e flores Pará”, 2013. Atualmente pesquisa a arte aplicada e execução de projetos no Ateliê 497B, do artista Pablo Mufarrej e também atividades de desenvolvimento de poéticas no Ateliê do coletivo “Pirão”. Faz parte do núcleo Educativo do coletivo Aparelho, 2015, Ações Educativas no Porto–do–sal na Cidade Velha, em Belém – PA. Participou da “Ocupação do Solar da Beira”, 2015, individual e com Coletivo Pitiú, em Belém – PA. Participou da exposição coletiva da Inauguração do espaço Oficina Santa Terezinha Espaço Cultural, 2015, com o Coletivo Pitiú, no Porto–do–sal, Cidade Velha, em Belém – PA.


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[currículo resumido]

Elisa Arruda <Belém, PA – 1987> <Reside em São Paulo> Mestranda em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Possui graduação em design de produto pelo IESAM, Belém-PA (2009), tendo desenvolvido diversos trabalhos de design gráfico, cenário e figurino para artistas, a citar: Felipe Cordeiro, Arthur Nogueira e Banda Strobo. Realizou mestrado profissionalizante no COSMOB-Itália (2010), com foco em projetos sustentáveis e design de mobiliário. Ao retornar ao Brasil inicia a vida acadêmica no curso de design de produto do IESAM, Belém-PA, lecionando as disciplinas, cores & formas, criatividade e design de móveis. Assume a coordenação do curso de design de produto(2011–2013). Foi finalista no concurso ‘Movimento Hotspot’ (2013), na categoria Ideia, apresentando o projeto Tetraking. Em 2014 ingressa no mestrado em design e arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade São Paulo – FAUUSP, onde pesquisa a “Relação de subjetivação entre a paisagem, cultura material e sujeitos que habitam o Porto do Sal, Belém – PA”. Seu espectro de pesquisa aborda a paisagem arquitetônica insular amazônica e seus modos de construir e relacionar com o espaço. Transita entre o campo da arte e do design, passeando pelas relações que estes possuem. Em 2014 inicia a série “essa é você” (essaevoce.tumblr.com), onde explora o nanquim na criação de desenhos figurativos. Em 2015 participa do projeto de arte nacional SESC CONFLUÊNCIAS, pelo qual circula com sua produção em desenho. Recebeu o título de menção honrosa no Salão de Arte “Primeiros Passos” do CCBEU (2015) e participou da exposição coletiva ‘Salão Primeiros Passos’, na galeria MABEU, em Belém. Produz exposição individual com a série “essa é você” na Galeria Jazz nos Fundos, Vila Madalena, São Paulo (2015). Dialoga com o universo urbano através da aplicação de ampliações dos seus desenhos na arquitetura da Cidade, interessando-se por integrar ações de ocupação artística como a “Ocupação do Solar da Beira”, “Inauguração do Centro cultural Oficina Sta.Terezinha” e “Ocupação do Coletivo Aparelho no Porto do Sal”, todas em Belém, PA, utilizando lambe-lambe e videomapping em suas ações. Em São Paulo atua na apropriação arquitetônica por meio da aplicação de lambe-lambe em espaços públicos, como o “Minhocão” e túnel “Noite estrelada” (2015). participa da ocupação da Casa da Luz durante a festa VengaVenga! (2015), fazendo aplicação de desenhos ampliados no local. Atualmente é membro integrante do “Coletivo Aparelho”, onde atua como artista visual e designer gráfica.


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[currículo resumido]

Luís Junior <Iguarapé-Miri – PA, 1980> É pintor profissional de tipografia naval e desenvolve sua arte singular e característica na região norte do Brasil, mais especificamente próximo ao Porto do Sal, em Belém. A obra de Junior dá visibilidade a uma produção já incorporada às paisagens portuárias, evocando um rico imaginário ligado ao rio, aos barqueiros, aos barcos de madeira, bem como à pesca. O deslocamento do seu trabalho, originalmente feito nos barcos, para outros espaços da cidade, permite refletir e conversar sobre a paisagem, redescobrir uma técnica artística singular e reconhecer a sua importância cultural no cenário amazônico. O artista participou de varias exposições em Belém: Paisagens engolidas (2013) na Casa Rosada, o projeto de residência Sussurro dos Rios (2014) no Fórum Landi e Alastramento (2015) no Atelier 397 em São Paulo, ambos contemplados pelo projeto Redes FUNARTE, além de ter mostrado o seu trabalho nas diversas ocupações promovidas pelo projeto Aparelho e pelo Atelier do Porto. Além disso, Junior participa do projeto Letras que Flutuam, contemplado no Programa Amazônia Cultural do MINC, como principal representante de Belém, projeto de pesquisa que realiza ciclos de exposições, conferências e oficinas no país.


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[currículo resumido]

Manoel de Lima Pacheco <Belém – PA, 1980> Técnico em Administração – E.E.E.F.M. Visconde De Souza Franco. Cursou Cenografia, Iluminação e Montagem (Sistema integrado de museus-SIM). Possui curso de Conservação, Embalagem e Transporte de Obras de Arte (Sistema Integrado De Museus-SIM) e curso técnico de Cenografia (Escola de Teatro e Dança da UFPA-ETDUFPA). Realizou montagens de Exposições, Molduras, Serviços de Pintura e Manutenção Expositiva – Sistema Integrado De MuseusSIM (1999 a 2003), Iluminação e Montagem da Exposição “MEMÓRIAS”, Milton Soeiro – Galeria ELF (2002). Montou a exposição no Mercado de Carne “CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO RIBEIRINHO”, sala especial – Arte Pará (2004). Também desenvolveu a Cenografia e Montagem do Espetáculo “TAMBOR DE ÁGUA” – Instituto de Artes do Pará-IAP, (2004). Realizou prestação de serviço de reforma nos Canhões do Forte do Presépio no Complexo Feliz Lusitânia (2004), Montagem Do 11° Salão Unama De Pequenos Formatos – Galeria Graça Landeira (2005), Montagem e Desmontagem da Exposição “ARRAIAL DA LUZ”, Luiz Braga, CAN, (2005). Prestou serviço de Iluminação e Montagem – Recorte da Exposição do Projeto “RUMOS” Artes Visuais (Itaú Cultural) – Casa das Onze Janelas (2006). Confecção de Painéis Expositivos para a Galeria da Computer Store Ltda(2006). Projeto de Cenografia, Iluminação e Montagem da Exposição Itinerante “PORTIFÓLIO” (Rodrigo Braga), Itaú Cultural – Museu da UFPA, (2006). Cenografia, Montagem e Operação Técnica do Espetáculo “PARÉSQUI” – Usina Contemporânea de Teatro (2006). Construção do Palco Italiano do Teatro (Grupo Cuíra do Pará) – Espaço Cultural Cuíra (2006). Cenografia, Iluminação e Montagem da Exposição “DOS SONHOS QUE NÃO ACORDEI” (Dirceu Maués) – Espeço Cultural Banco da Amazônia, (2007). Cenografia, Iluminação e Montagem da Exposição “RECICLANDO CONCEITOS”, Espaço Cultural Banco aa Amazônia - Banco Da Amazônia, (2007). Desenvolveu Iluminação e Montagem do Acervo da Casa das Onze Janelas “GRAVURA NO PARÁ”, (2008), Coordenação de Montagem do Memorial Serzedelo Corrêa, Tribunal De Contas Do Estado Do Pará-TCE, (2008). Cenografia, Iluminação e Montagem das Exposições do Espaço Expositivo do Museu Da UFPA (2007/2009). Montagem da Exposição “OLHARES CRUZADOS”, Fórum Social Mundial (UFRA), 2009. Montagem da Exposição “Vidas Paralelas” (Fórum Social Mundial), Estação das Docas (2009).


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Iluminação e Montagem da Exposição “Pierre Verger, Andalucia 1935”, Museu da UFPA (2009). Montagem do salão Internacional de Humor da Amazônia, (2009). Montagem exposição “Olhares Cruzados”- Costão do Santinho / Florianópolis (2010). Montagem do Salão Arte Pará (2010). Montagem do salão Internacional de Humor da Amazônia (2010). Montagem exposição “Pedra e Alma” 30 anos do IPHAN (2010). Montagem exposição “Onde a Água encontra a Terra” curadoria de Paulo Herkenhoff/Casa das 11 Janelas, (2011). Montagem Prêmio Diário de Fotografia Contemporânea / Museu da UFPA (2011). Montagem da exposição “Moderna para Sempre” fotografia modernista brasileira na coleção ITAÚ / Museu Histórico do estado do Pará – MHEP (2011). Montagem exposição “Hélio Oiticica: Museu é o Mundo”, MHEP, 11 janelas, Forte do Presépio, Estação das docas, Fórum Landi e Centur (2011). Montagem do Salão Xumucuís de Arte Digital - Casa das Onze Janelas (2011). Montagem exposição “VER-O-PESO” - prédio sede do IPHAN, PA (2011). Montagem Salão Arte Pará 2011, Ano 30 - MHEP, Casa das Onze Janelas e MUFPA (2011). Montagem da exposição “Viva Villa” Homenagem ao maestro e compositor – Heitor Villa-Lobos - Estação das docas (2012). Montagem exposição “Ver-o-Peso” - Sede IPHAN / Brasília (2012). Montagem da Exposição Miriti das Águas - SECULT-PA, 2000(2012). Montagem do IV Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Casa das Onze Janelas e MUFPA (2012). Montagem do Salão do Humor da Amazônia, Feira do Livro-Hangar (2013). Montagem do 33º Salão Arte Pará - MHEP, Casa das 11 janelas (2014). Cenografia e montagem da exposição itinerante Amazônia - escritório de arte RJ (2014). Montagem da exposição “Haiti Vida e Arte” pinturas, esculturas de bandeiras de vodou Galeria Olido av. São João – centro de São Paulo (2014/2015). Exposição coleção Itaú cultural áudio visual - Casa das 11 janelas (2015). Olhares Cruzados na diversidade - Espaço cultural furnas, RJ (2015).


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O Porto do Sal é um complexo de portos situado na intensa paisagem insular da baía do guajará. Na década de 30, foi um importante ponto de comercialização de especiarias amazônicas, como a pimenta do reino, a castanha do Pará e o peixe salgado.


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Há mais de oito décadas, esses portos conectam Belém às inumeras ilhas do seu entorno. O Porto do Sal é uma zona mista, onde coexistem a cultura urbana e a ribeirinha, vetorizando saberes como a tipografia naval, a construção de barcos de madeira, redes de pesca, mastaréis, entre outros. A peculiaridade de sua cultura e paisagem se constitui em função dessa característica. Localizado no bairro da Cidade Velha, território de ruas estreitas, igrejas barrocas e casas com arquitetura portuguesa; o mesmo também é ocupado por pontes e “palafitas”: casas suspensas por estacas, construídas sobre o mangue, em sua maioria com tábuas e refugo de madeira. Trata-se, ainda, de uma região comercial, repleta de galpões, depósitos e estâncias. Dentre eles, a Metalúrgica Santa Terezinha, onde nasce o projeto Aparelho.


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[Metalúrgica Sta. Terezinha]

Nessa fábrica, a artista Elaine Arruda trabalha por cinco anos, pesquisando as potencialidades de uso do maquinário industrial na produção gráfica. A conclusão dessa pesquisa culmina na primeira ocupação do Aparelho, quando a mesma convida diversos artistas visuais, músicos e performers para intervirem no lugar.


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[video-mapping durante a ocupação da Oficina Sta. Terezinha]

\\ Luís Júnior

\\ Elisa Arruda


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[ocupação artística na Oficina Sta. Terezinha]

Starlone Souza //

\\ Éder Oliveira


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\\ Ă&#x2030;der Oliveira


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\\ Pablo Mufarrej


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\\ Pablo Mufarrej


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\\ Veronique Isabelle


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\\ grupo de choro CafĂŠ com leite

cumbuca jazz //


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\\ Elaine Arruda


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\\ coletivo PitiĂş


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O Mercado do Porto do Sal, construído em 1933 com o intuito de funcionar como central de abastecimento e escoamento da produção vinda da região das ilhas, é eixo do lugar. Os portos situam-se no seu entorno. No entanto, hoje em dia, seus boxes abastecem a população que mora naquela área, que apesar de ser uma zona comercial, abriga muitas famílias, a maioria em condições precárias. É uma região com alto índice de criminaliade, prostituição.

tráfico

de

drogas

e


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O projeto Aparelho se estabelece no Porto do Sal, com o objetivo de promover ações socioculturais em pontos “marginalizados” da cidade de Belém. Atualmente, o foco do projeto são as ações educativas na comunidade, cujas atividades têm acontecido aos domingos, principalmente com as crianças que moram no local.


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[mídia]

\\ o liberal, Belém, Pará - 2015


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diário do pará, Belém, Pará – 2015 //


[contato] +55 91 981903069 +55 11 983603753 arruda-elaine@hotmail.com facebook.com/aparelho @_aparelho_

Aparelho - Projeto de Arte e Cidadania  
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