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FOTOGRAFIA

D I CA S D E

claudia ilustras:

sil

regina takazaki


DICAS DE

FOTOGRAFIA 1ª edição

C LA U D I A

R E G I N A e S I L TA KA Z A K I

Rio de Janeiro Claudia Regina 2015


SUMÁRIO prefácio ........................................................................................................5

capítulo 1

o equipamento digital ................................................................... 11 capítulo 2

a técnica ................................................................................................... 47 capítulo 3

como criar fotos incríveis ............................................................ 97 capítulo 4

luz ................................................................................................................193 capítulo 5

edição .......................................................................................................231 capítulo 6

fotografia como profissão .........................................................263

por quê não fotografei a tapioquinha? ...........................289 configurações das fotos................................................................296 apêndices............................................................................... 301


Prefácio à primeira edição Estava pertinho do meu aniversário, em março de 2013, quando recebi uma ligação. Era um convite para escrever um livro básico de fotografia. Me perguntei o que você talvez tenha se perguntado também: “mais um livro de fotografia básico?” Durante esses mais de dois anos, percebi que a principal razão que me fez aceitar essa ideia foi a oportunidade de trazer um jeito brasileiro de falar sobre fotografia. Os livros básicos mais conhecidos da área são todos traduzidos de versões estadounidenses, e tenho que admitir: não aguentava mais ter que ver fotos de lugares que não conheço e de gente jogando futebol americano para aprender a fotografar! É claro que este incômodo é pequeno, comparado ao meu incômodo com a forma de ver o mundo que nos é passada através dos livros, filmes, e toda cultura de consumo e desenvolvimento promovida pelos Estados Unidos. É por este motivo, também, que tentei me desafiar a fazer deste livro de fotografia uma pequena ponte para uma cultura da nossa terra. Uma cultura de simplicidade e flexibilidade (jeitinho) que, resistente, ainda existe no campo, nos povos originários e em comunidades por todo o nosso país. Este é um livro de fotografia, e não um livro sobre a crise do mundo industrial em que vivemos. Então, não se preocupe: você não vai encontrar essa visão no conteúdo, e sim na forma de passá-lo. Uma simples diferença entre: “você precisa comprar este produto para ser feliz, vai lá, compre agora!” e “esta ferramenta pode te ajudar, mas se você não tiver ela à mão pode usar outra coisa, fazer uma adaptação ou viver sem ela.”

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Foi um livro que deu trabalho. Para mim, que escrevi e reescrevi muita coisa, e para minha querida amiga Silmara, que fez a diagramação e as ilustrações de uma forma incrível, didática e cheia de sutilezas necessárias. E por que distribuir de graça na internet um livro que deu tanto trabalho? O plano inicial era ter um livro impresso, de verdade, desses que vendem na livraria. A editora que me convidou para produzi-lo estava responsável por esta parte. Infelizmente, tivemos algumas discordâncias sobre pontos do livro e não foi possível chegarmos a um acordo. Por isso, preferi distribuí-lo de graça. E, no fim das contas, essa pendenga toda se mostrou positiva. Foi graças a ela que criei a força necessária para colocar este livro no mundo dentro de um contexto coerente com as minhas próprias demandas. Como pagamento, quero que você faça da sua fotografia uma forma de reconhecer o mundo. Que a sua fotografia vá além das suas necessidades de crescimento e felicidade pessoais, e seja uma ferramenta de mudança sustentável. Não é possível mudar tudo, mas podemos mudar a comunidade que nos cerca e preparar o terreno para quem vem depois. (Eu e a Sil ainda temos vínculos financeiros. Então você também pode nos recompensar financeiramente, doando um valor à sua escolha, caso esse seja seu desejo e possibilidade.) Um abraço bem apertado e boa leitura.

Claudia Regina Rio de Janeiro, 1º de julho de 2015


Como ler este livro Para que algo seja simples, é preciso suprimir algumas informações. Fiz de tudo para ser precisa em todas as explicações, mas muitas delas estão simplificadas para o melhor entendimento da leitora iniciante. Se você já entende de fotografia pode achar que algumas partes estão muito óbvias ou que não citei todas as exceções. Mas vamos deixar o avançado para os livros avançados, não é mesmo? Em alguns poucos momentos achei interessante aprofundar assuntos específicos. Fiz isso em apêndices, que estão no fim do livro. São detalhes um pouquinho mais técnicos ou mais avançados que podem ser interessantes para quem já tem algum conhecimento. Se é a primeira vez que você lê sobre fotografia sugiro deixar os apêndices para a segunda leitura, depois de praticar bastante o conteúdo regular. Digo isso pois esse tipo de conteúdo pode confundir se não houver conhecimento prévio. Talvez você note que falarei bastante sobre as leitoras, as fotógrafas, e por aí vai. Meninos, não se sintam excluídos: este livro não é só para mulheres. Sigo a tendência de pessoas acadêmicas da atualidade que buscam escrever usando a linguagem de forma não sexista ou binária. Nos momentos em que não consegui excluir marcações de gênero por completo, usei o feminino como gênero neutro. Este livro é para todos que gostam de fotografia, não importa se você é menino, menina, ou nenhuma das duas.

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O que é uma boa foto? Imagino que, ao ler um livro de fotografia, um dos seus objetivos seja fazer fotos boas. Não é por acaso que o tipo de mensagem que mais recebo de quem está começando é assim: – Olha as minhas fotos e me diz se estão boas? Meu companheiro, o escritor Alex Castro, recebe este mesmo tipo de pergunta de iniciantes que gostariam de ingressar na literatura. Tudo que ele fala sobre textos pode ser extrapolado, sem tirar nem pôr, para fotografias: “Um texto [...] só pode ser bom em função do que ele se propõe. Nada existe no vácuo. O texto que é excelente para fazer rir pode ser péssimo em causar terror. O texto que é excelente para informar sobre química orgânica é péssimo em ensinar inglês. Se o autor não sabe para que o texto serve, se não sabe para que escreveu aquele texto, então o texto não tem chance de ser bom. Ou melhor, pode até ser bom, mas por acidente e à revelia, do mesmo modo que um relógio parado estará certo uma vez a cada doze horas – e errado praticamente o tempo todo. Um martelo é bom se eu tenho um prego para enfiar em uma parede. Se eu quero fritar um ovo ou trocar uma lâmpada, o martelo não me serve pra nada.” Por isso, se você me perguntar “esta minha foto está boa?”, não saberei responder.


Uma foto desfocada pode ser adequada para uma exposição de arte. Uma foto desfocada pode ser inadequada para um catálogo de produtos do supermercado. Colocar uma chamada dizendo “parcele em 12x sem juros” no seu site pode ser perfeito caso seu público-alvo seja de baixa renda, mas pode também afugentar potenciais clientes arrogantes e de alto poder aquisitivo. A boa foto é aquela que teve mais compartilhamentos na rede social do momento? A que foi vendida por um preço mais alto no leilão? É a que fez clientes chorarem de emoção? A que ganhou um Pulitzer? A resposta depende da pergunta principal: por que você fez essa foto? O contexto histórico e autoral também é muito importante para qualquer obra: a Mona Lisa, se pintada hoje, não é revolucionária. Uma foto do Sebastião Salgado, se tivesse sido tirada por mim, não seria considerada genial. A história contada pela foto, independente da técnica utilizada, pode ser crucial para sua relevância. Eu não sei a receita da foto revolucionária ou genial, mas a partir do capítulo três vou falar mais sobre as regras para fotos esteticamente adequadas. Regras que seguem as mesmas premissas das outras artes visuais (como a pintura e o design.) Vamos falar sobre composição, sobre cores e sobre algumas técnicas consideradas ideais para determinados tipos de fotos. Sempre que falo alguma dessas regras, vem alguém retrucar: “Ah, mas eu vi uma foto premiada de uma pessoa incrível e famosa que não segue essa regra! O que você tem a dizer sobre isso?”

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O que eu tenho a dizer é simples: é preciso ler e escutar de forma crítica quando colegas dão suas dicas e impressões. Regras servem como ferramenta para chegar no seu objetivo. E quebrá-las pode ser o caminho para chegar nele tanto quanto seguí-las. Sempre que você escutar alguém dizendo que para conseguir fazer fotos bonitas você deve fazer isso e não deve fazer aquilo, escute, aprenda, e depois considere fazer o contrário. Lembre de ler este livro – e outros – com isso em mente.


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o equipamento digital


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Qual câmera comprar? Essa inocente perguntinha me persegue entre as mensagens que mais recebo de quem está começando na fotografia. Minha resposta, embora pareça radical, é simples: compre qualquer uma.

Muita gente fica indignada quando digo uma coisa dessas e afirma que a câmera tem sim influência na qualidade de uma foto. Não posso discordar: uma câmera de celular oferece menos controle e menor qualidade final do que um equipamento especializado. Porém, quando estamos começando, ainda não sabemos tudo que uma câmera faz. Por um bom tempo é inevitável subutilizar todo o potencial da bichinha. Gosto de comparar a fotografia à profissão de cozinheira: quem é cozinheira profissional consegue fazer um bom prato mesmo em um fogão caseiro, mas para trabalhar com isso e montar um restaurante será necessário ter um fogão que permita mais controle sobre o resultado, além de ele precisar ser mais robusto e forte para resistir ao uso constante. A pessoa que está começando a cozinhar pode até comprar um fogão incrível, mas isso não vai ajudá-la em nada, já que estará aprendendo como cortar uma cebola. As 50 combinações de temperatura, umidade e ventilação do forno não farão diferença alguma nessa fase inicial. Se você está começando a fotografar não vai fazer diferença a câmera que está usando. De início, o objetivo será aprender o básico: picar cebola! Ou, voltando pra fotografia, medir a luz, focar e compor. E isso dá para fazer com qualquer câmera que tenha controles manuais.


sugiro começar com qualquer câmera que permita controles manuais. A experiência me mostrou que o melhor custo/benefício está em comprar modelos mais básicos e já usados. É claro que se você tem dinheiro sobrando dá pra comprar sim o fogão mais caro logo de saída: o que não dá pra fazer é achar que ele vai ser de alguma serventia na hora de picar cebola! Antes de conhecer as câmeras é interessante você saber os nomes que

mapa da câmera

damos para algumas de suas partes:

botão dor dispara

sensor (lá de

ntro)

visor

tela LCD

lente

corpo

Tipos de câmeras: suas vantagens e desvantagens Sei muito bem que “qualquer uma” não respondeu a sua pergunta, então vamos analisar os tipos de câmeras que encontramos hoje no mercado, olhando alguns pontos importantes: a qualidade de imagem, a possibilidade de usar diferentes lentes, o controle das configurações e a portabilidade.

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o equipamento digital

Por isso, para quem quer começar a entender os conceitos da fotografia, sempre


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Cameraphones Lembra quando os celulares começaram a vir com câmera? Pois bem, essas câmeras melhoraram e alguns celulares entram hoje na categoria cameraphones: a qualidade anda tão boa que são consideradas câmeras com celular, e não o contrário. A maior vantagem desse tipo de câmera é que você

Dica

provavelmente já a leva para todo lugar, facilitando

Use seu celular para

a prática diária da fotografia. A desvantagem é que,

praticar composição

mesmo melhorando muito de uns tempos pra cá, a

todos os dias. A limitação

qualidade ainda não é tão alta em grandes impressões

técnica te obrigará a usar a

ou em momentos de pouca luz.

criatividade para conseguir fotos atraentes.

Qualidade: Inferior (é quase inútil em situações de pouca luz.) Troca as lentes? Não, mas existem acessórios para encaixar no celular e fazer brincadeiras. Controle das configurações? Não, mas dá para fazer algumas gambiarras com aplicativos. Portabilidade: Super portátil.

De bolso Essas câmeras normalmente contam com uma qualidade melhor de imagem e de controle se comparadas às cameraphones. Elas também são portáteis, mas com uma qualidade um pouco superior e mais opções de configurações do que cameraphones. O flash dessas câmeras costuma ser potente o suficiente para retratos e são uma ótima opção para encontros pessoais. Um dos seus maiores defeitos é o intervalo entre o clique e a foto: perdemos momentos exatos pois ela não faz a foto na hora que apertamos o botão.


Prefira câmeras de bolso com zoom óptico, pois o

o equipamento digital

Dica

Qualidade: Média (não se comporta muito bem com pouca luz e demora a fazer a foto.) Troca as lentes? Não.

zoom digital faz a imagem

Controle das configurações? Não muito, mas é possível

perder muita qualidade.

usar predefinições dependendo do tipo de foto.

Abuse também dos modos que ela oferece, escolhendo

Portabilidade: Super portátil.

a opção adequada para fotos de retratos, paisagens, e noturnas, por exemplo.

Bridge Também vendidas como superzoom, as bridge são câmeras consideradas como um meio termo entre as de bolso e as profissionais. Sua maior vantagem é possuir mais configurações personalizáveis garantindo bastante controle. Porém, não permite a troca de lentes e seus sensores têm uma qualidade inferior em situações mais críticas, como pouca luz. Qualidade: Média (não se comporta muito bem com pouca luz.) Troca as lentes? Não, mas possui uma só lente bem versátil com bastante zoom. Controle das configurações? Sim. Portabilidade: Não é muito portátil.

DSLR As câmeras digital single lens reflex são câmeras que permitem controle totalmente manual. Dentre elas, existem desde opções de entrada (mais baratas e menores) até opções full frame (que têm sensores 15


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Dica As DSLR são câmeras

maiores e com mais qualidade.) Vou falar mais sobre sensores e suas diferenças nos próximos tópicos.

rápidas e de corpo robusto.

São as câmeras mais usadas por profissionais, pelo

O atraso entre o clique e a

menos até a popularização das mirrorless, por permitir

foto é quase imperceptível;

total controle de configurações, boa usabilidade do

é possível tirar várias fotos sequenciais; e aguentam mais chuva e pancadas do que câmeras mais leves – essencial para quem fotografa diariamente ou em situações de risco.

equipamento e várias opções de lentes intercambiáveis. Sua principal desvantagem é o tamanho e o peso, principalmente quando temos um kit com várias lentes para carregar nas costas. Qualidade: Superior. Troca as lentes? Sim. Controle das configurações? Sim. Portabilidade: A câmera e as lentes são pesadas e volumosas.

Mirrorless As mirrorless são câmeras do tamanho de compactas, mas com qualidade superior. Ao contrário das câmeras DSLR, elas não possuem um dispositivo ótico (com espelho e prisma), por isso são tão pequenas. Embora seja uma tecnologia nova, muitas pessoas já as utilizam profissionalmente. Sua maior vantagem é ter uma qualidade comparável à das câmeras maiores, mas em um tamanho reduzido. Isso pode ser um problema

Dica Profissionais gostam muito das mirrorless para fotos em que uma câmera muito grande pode

para quem se acostumou à forma de segurar as câmeras maiores e também para quem gosta do visor ótico. Qualidade: Superior.

chamar atenção ou inibir

Troca as lentes? Sim.

as pessoas, como fotos

Controle das configurações? Sim.

urbanas e retratos.

Portabilidade: Super portátil.


o equipamento digital

Diferença entre DSLR e Mirrorless ma

pris

sensor

DSLR

espelho

na hora do clique o espelho sobe... DSLR

...e o sensor . registra a foto

mirrorless

Médio formato São câmeras que usam sensores muito grandes, oferecendo qualidade superior de imagem. Seus preços são a partir dos milhares de dólares. Se você está começando na fotografia e pensando em qual câmera comprar, provavelmente essa opção é muita areia pro seu caminhãozinho. 17


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Para começar a fotografar com mais controle Dentre todas essas opções, sugiro que você comece com qualquer uma que permita controle das configurações (bridge, DSLR ou mirrorless). Se escolher uma câmera que permite a troca de lentes, procure começar usando somente a lente que veio com a câmera. Depois de alguns meses fotografando, você vai aprendendo o que mais gosta de fotografar, e saberá escolher melhor qual lente usar em seguida. Acredita em mim: é inútil ter várias lentes. Uma ou duas dão conta.

Termos utilizados Neste livro e em outros materiais sobre fotografia, você vai encontrar alguns termos sendo utilizados o tempo todo. Para compreender as lições, vou contar quais utilizo e seus significados:

Lente ou objetiva? Objetiva é o termo mais preciso para designar o conjunto de lentes que fica em frente ao corpo da câmera. Mas o nome lente é utilizado mais frequente e coloquialmente entre nós, aqui no Brasil, e será o termo que vou usar neste livro.

Digital ou filme? Ao contrário do método químico, a fotografia digital utiliza um sensor ao invés de um filme. O método digital é atualmente o mais usado e, portanto, para não deixar as frases muito compridas, não vou usar termos como filme ou revelação. Sempre que eu falar em “expor o sensor” considere que isso vale também para “expor o filme”. Idem para todos os termos exclusivamente digitais utilizados ao longo do livro.

Pós-produção, edição ou manipulação? O ato de transformar um filme em uma fotografia se chama revelação. Mas a fotografia digital trouxe novos termos para tudo que fazemos entre o bater a foto e a fotografia pronta. Pode ser edição, pode ser manipulação, pode ser até photoshopar. Roubei o termo pós-produção da área de filmagem pois ele engloba tudo que acontece depois da produção da imagem em si, e parece o termo mais democrático. Assim, dividimos a criação de uma fotografia em três etapas: pré produção, produção e pós-produção.


das luzes. A produção deste retrato envolve desde a medição da luz na hora do clique até a direção da pessoa. A pós-produção é tudo que vem depois: seja baixar no computador e enviar direto pra cliente ou passar dias manipulando a imagem em programas de edição.

Assunto Pode-se fotografar um objeto, uma pessoa, um animal, um prato de comida. Para simplificar, chamo tudo que podemos fotografar de “assunto”. É só uma palavra mais curta para “a coisa que está na frente da câmera”.

Marcas Ao citar algumas configurações epecíficas, mostrarei exemplos usando as duas marcas mais usadas de câmeras: Canon e Nikon. É claro que você pode usar qualquer outra marca. É tudo bastante parecido, na prática, mas é bom ter o seu manual ao lado para checar se houver dúvidas.

O que são pixels e resolução? Na fotografia digital, as fotos são formadas por pixels. E os pixels, por sua vez, são os pontinhos que formam as imagens no nosso computador. Cada pixel tem cor e luminosidade próprias. Juntando milhares de pixels bem pequenininhos, um ao lado do outro, uma foto é formada.

1 pixel.

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o equipamento digital

A pré produção de um retrato pode envolver a escolha da locação e a organização


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A resolução é a quantidade de pixels existentes em

Dica Ao comprar uma câmera, encontramos a quantidade de megapixels (MP) nas suas especificações. Esta é a quantidade de pontinhos que uma foto tirada por esta câmera tem. Um MP é formado por um milhão de

uma foto. Uma foto com baixa resolução é uma foto com poucos pixels e uma foto com alta resolução é uma foto com mais pixels. Imagens que são mostradas em uma tela têm uma resolução menor do que imagens impressas no papel, pois os pontinhos que formam cada pixel no monitor ocupam mais espaço do que os pontinhos que formam

pixels, então uma câmera

uma imagem impressa. Se você chegar bem pertinho

de 15MP cria imagens com

do seu monitor conseguirá ver cada pontinho de luz,

15 milhões de pontinhos,

mas se tentar fazer o mesmo em uma foto impressa,

um ao lado do outro!

será impossível. Por isso, uma foto para a internet não precisa de tanta resolução quanto uma foto para impressão. O padrão é considerar que uma tela tem 72 pixels por polegada, enquanto o papel tem 300 pixels por polegada.

presso

aqui no papel im tem 300 pixels.

r aqui no monito s. el ix p tem 72

Ou seja: se você coloca 72 pixels por polegada em uma impressão no papel, a foto vai ficar com pouca qualidade, pois os pontinhos ficarão visíveis.


Dica

Sempre que fotografo em algum local com muita gente,

Acredite: muitas

alguém olha para minha câmera enorme e pergunta,

profissionais nem lembram

com os olhinhos brilhando: “Uau, que câmera, hein?

quantos megapixels suas

Quantos megapixels ela tem? Acho que quem pergunta isso espera que eu diga algo

o equipamento digital

O mito dos megapixels

câmeras possuem, de tão irrelevante que essa informação é na prática.

incrível como "ahhh, tem um trilhão de megapixels!" Olhinhos param de brilhar quando eu respondo que a minha câmera tem tantos megapixels quanto muitas câmeras amadoras por aí. A confusão acontece pois os megapixels foram a medida escolhida pela indústria das câmeras amadoras como um ponto importante de venda. Fica implícito que quanto mais megapixels, melhor a qualidade da foto!

essas duas fotos de pixels, mas a têm a mesma quantidade foto da direita, fe sensor pior, tem m ita enor definição e qu com um alidade. 21


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Dica Outros fatores que

A verdade é que esse número não faz tanta diferença assim. Os megapixels são, somente, o tamanho da foto.

contribuem para a

O que realmente faz diferença na qualidade de

qualidade de uma foto são

imagem de uma câmera é o sensor – aquela plaquinha

a lente utilizada e o uso da luz (falaremos sobre elas mais tarde).

eletrônica que substituiu o filme. Sensores maiores e melhores criam fotos que reproduzem a realidade com mais nitidez e qualidade. Uma câmera que tenha 40 megapixels e um sensor ruim vai resultar em arquivos enormes, mas com baixa qualidade. Uma câmera com 8 megapixels e sensor bom vai resultar em arquivos menores, mas com qualidade superior.

Sensor: suas características e tamanhos Existem diversos tipos de sensores usados na indústria da fotografia, mas a informação que mais interessa para quem está começando é saber seu tamanho. As câmeras mirrorless e DSLR são divididas comumente entre câmeras com sensores full frame ou APS-C. Full frame é o nome dado aos sensores que têm um tamanho próximo ao do filme 35mm, ou seja, por volta de 35x24mm. APS-C é o nome dado aos sensores que são um pouco menores, e embora o tamanho exato mude de acordo com o fabricante, normalmente fica próximo de 23x15mm. Existem também tamanhos maiores do que o filme 35mm (como o médio formato, de 50x39mm), ou menores (como os usados em câmeras compactas e celulares.) Para quem está começando a fotografar a sério, a escolha normalmente vai ficar entre o sensor full frame e o APS-C.


o equipamento digital

tamanhos de sensores médio formato full frame = filme 35mm APS-C compactas

Qual sensor escolher? Agora que sabemos da importância do sensor, é possível supor que o sensor full frame é melhor. Porém, um sensor APS-C tem algumas vantagens que compensam a qualidade ligeiramente inferior: a primeira é o preço. Não só as câmeras full frame são muito mais caras, mas seus acessórios também. Além disso, sensores maiores costumam vir em corpos maiores e mais pesados. Até mesmo profissionais usam as APS-C pelo seu custo/benefício. Se você não vai fotografar em situações muito críticas de luminosidade ou não precisa ampliar suas fotos em tamanhos enormes, as APS-C com certeza oferecem qualidade suficiente.

Qual lente escolher? Depois de escolher a sua câmera, será a hora de escolher a sua lente. Ao fazer uma pesquisa rápida você vai se deparar com nomes compridos e cheios de siglas. Apavorante! E aí, será que vou de EF-S 18-55mm f/3.5-5.6 IS STM ou a AF-S DX 16-85mm VR f/3.5-5.6G IF-ED? Não se preocupe: rapidamente você saberá decodificar cada sigla! 23


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Compatibilidade de lentes

Dica

Em relação ao tamanho do sensor, podemos dividir as

As lentes feitas

lentes em dois tipos: aquelas que funcionam em todas

especialmente para

as câmeras, e aquelas que só funcionam nas câmeras APS-C1.

sensores menores (APS-C) possuem uma nomenclatura própria: para

Esse é outro ponto importante na hora de escolher o tamanho do seu sensor: lentes específicas para sensores APS-C costumam ser mais baratas que lentes

Canon são as lentes EF-S, e para Nikon são as lentes DX.

tradicionais (apêndice 1: fator de corte).

Distância focal: os milímetros Sempre que você encontrar uma medida em milímetros (como 50mm), essa será a distância focal da lente. A distância focal nos diz o ângulo que a lente consegue nos mostrar. Quando o número é menor, como 10mm, a lente conseguirá nos mostrar um ângulo bem grande. Quando o número é maior, como 200mm, a lente mostrará um ângulo mais fechado.

10mm

1

50mm

200mm

A compatibilidade de lentes e câmeras pode também depender de outros fatores. Leia o manual da sua câmera para saber exatamente quais lentes são compatíveis.


lado cinco fotos em que

10mm

eu estava exatamente na mesma posição, mas usando lentes com distâncias focais diferentes. A lente que possui um ângulo de visão

50mm

considerado normal é a 50mm. Lentes com distâncias focais menores do que 50mm são chamadas de grande-angulares e lentes com distâncias maiores são chamadas de teleobjetivas.

70mm

Ao olhar pelo visor usando uma lente 50mm, você verá mais ou menos a mesma coisa que está vendo a olho nu. As lentes grande-angulares encaixam mais coisas no quadro: ao olhar através

100mm

da câmera tudo parecerá um pouco menor do que pareceria só com seus olhos. As lentes teleobjetivas aproximam tudo: as coisas ficam aparentemente maior do que você estaria vendo normalmente.

200m25m

o equipamento digital

Veja no exemplo ao


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Se você está começando a fotografar agora, sugiro usar uma lente de distância focal normal, como a 50mm, para se adaptar ao novo equipamento. Depois, poderá investir em outras lentes mais adequadas às suas novas necessidades.

Fixa vs zoom Às vezes, você encontrará lentes com uma só distância focal, como a 50mm, e às vezes encontrará lentes com duas, como a 18-55mm. A 50mm é uma lente fixa, e a 18-55mm é uma lente zoom. As lentes zoom possuem um intervalo inteiro de distâncias focais. Ao usar a 1855mm, você tem ao mesmo tempo uma lente 18mm, 19mm, 20mm, etc, até chegar em 55mm. É só girar o anel de zoom na lente e você conseguirá ângulos diferentes sem precisar mudar de lugar. Já as lentes fixas possuem somente uma distância focal. Se você quer dar zoom usando uma 50mm, terá que dar um passinho pra frente!

18-55mm

18-55mm 18 22

35

anel de zo

55

om

ON OFF

18 24

35

55

ON OFF

Abertura: o valor f Iremos falar mais sobre a abertura no capítulo 2, dedicado à técnica básica. Por enquanto, é interessante você saber que o número que vem depois de f/ representa o máximo de luz que a lente deixa entrar. Números menores (como 1.8) pertencem a lentes que permitem mais entrada de luz. Números maiores (como 5.6) pertencem a lentes que permitem menos entrada de luz.


o equipamento digital

Dica Em lentes zoom, você pode encontrar dois valores para

As lentes que permitem

f. Por exemplo: 18-55mm f/3.5-5.6. Isso quer dizer que

mais entrada de luz são

a abertura muda de acordo com a distância focal. Em

chamadas carinhosamente

18mm, a lente tem abertura máxima de 3.5. Em 55mm,

de lentes claras, e seus

ela tem abertura máxima de 5.6.

preços são os mais salgadinhos. Elas são bem úteis em situações de pouca luz.

abertura grande f/2.

abertura média f/8.

abertura pequena f/22.

Além dessa abertura máxima, as lentes também possuem uma abertura mínima. Este número não aparece no nome, mas em lentes tradicionais para DSLR ele normalmente fica entre f/22 e f/32.

Estabilizador: IS ou VR Algumas lentes possuem um mecanismo que ajuda a estabilizar pequenos tremores da câmera durante as fotos. Esse mecanismo é o estabilizador de imagem: uma das partes óticas móveis da lente fica se movendo dentro dela, compensando assim os pequenos movimentos que fazemos ao segurar câmera e lentes mais pesadas. O estabilizador ajuda a evitar fotos borradas por causa do balanço das nossas mãos. Porém, um erro comum é achar que o estabilizador ajuda a fotografar assuntos em movimento. Não é bem assim: o estabilizador ajuda a neutralizar o movimento da pessoa que está segurando a câmera, não da que está sendo fotografada. A sigla da Canon é IS e a da Nikon é VR. Se a sigla não aparece no nome da lente, é porque ela não possui esta tecnologia. 27


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Outras siglas comuns Lentes feitas para câmeras com sensores APS-C possuem siglas correspondentes (EFS para Canon, DX para Nikon.) Lentes da série luxo da Canon, de qualidade superior, possuem a letra L. As características e tecnologias usadas nas lentes também possuem siglas próprias (como USM para foco ultrasônico da Canon, ou AF-S para as lentes com motor de foco embutido da Nikon.) Você também vai encontrar lentes denominadas Macro ou Micro, que são aquelas que permitem fotos de objetos bem próximos. Essas siglas são diferentes de acordo com os fabricantes, e encontram-se especificadas nas descrições das lentes. Ou seja: você não precisa conhecer todas de antemão. De início, as informações mais importantes são a distância focal e a abertura. O restante você pode analisar caso a caso.

Qualidade das lentes Suas lentes serão suas amigas por muito mais tempo do que seu computador, sua câmera ou seu aplicativo de edição. Elas são o melhor investimento que se pode fazer. A qualidade da lente é vista nos materiais utilizados na sua montagem e na sua precisão ao reproduzir a luz refletida. Lentes melhores fazem fotos mais nítidas, com cores mais reais e com menos aberrações.

aberr comun ações de co menor s em lente res são s qualid ade. de

Muitas vezes, as melhores lentes são mais caras que nossas câmeras! Mas, sendo bem cuidadas, podem durar a vida inteira.


o equipamento digital

Lentes adequadas para cada tipo de foto É possível fotografar todo tipo de assunto com todo tipo de lente. Mas, para quem está começando, é interessante conhecer as sugestões mais tradicionais:

Retratos Lentes normais ou teleobjetivas (entre 50mm e 100mm) são

10mm

consideradas as mais adequadas para retratos tradicionais, pois garantem que não iremos distorcer o rosto ou o corpo de quem estamos fotografando.

ulares lentes grande-ang as da rd bo as distorcem o muito imagem e não sã retratos adequadas para tradicionais.

70mm

29


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Além disso, lentes com aberturas maiores (como f/1.4 ou f/1.8) também são indicadas pois desfocam bem o fundo.

1. aline

o dá o fundo desfocad ra o que pa toda a atenção a pessoa! interessa na foto:


o equipamento digital

Paisagens e ambientes internos Fotos de arquitetura, paisagens e ambientes internos são algumas das situações que pedem lentes grande-angulares. Essas lentes permitem incluir vários elementos na

Dentro das grandeangulares existe uma

3. manaus/AM

2. lima, peru

cena.

subcategoria chamada olho de peixe. Lentes olho de peixe oferecem um ângulo ainda maior de visão, mas com uma distorção bem grande. Essa distorção deve ser usada com cuidado para que o efeito não vire defeito ou lugar comum.

e de peix o lh o e t a len a grande . cria umão na imagem ç r o t is d 31


Lentes super teleobjetivas (acima de 200mm) são bastante indicadas para tudo que está bem longe. Essas são aquelas lentes que parecem uma bazuca, usadas por fotógrafas no campo de futebol. Para fotografar a lua, esportes, pássaros e leões, o

4. foto da lua com uma 50mm

ideal é apostar em uma dessas.

a 50mm uma foto da lua com um ... sa não mostra muita coi

enquanto usando um é possível ver mais a 300mm já detalhes. 5. foto da lua com uma 300 mm

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Astronomia, esportes e animais selvagens


o equipamento digital

Coisas pequenininhas Ao contrário da lente anterior, indicada para fotografar o que está longe, as lentes macro são usadas para fotografar bem de pertinho. Essas são as lentes usadas para criar imagens de insetos, flores e outras miudezas.

lentes ma permitem cro ou micro de pertin fotos bem ho.

Eventos O tipo de lente usada para eventos depende do nosso estilo. Tem gente que gosta da versatilidade das lentes zoom, tem gente que gosta de trabalhar com grandeangulares e outras que preferem ficar nas lentes normais.

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34

ja, a a igre bem m u e d é dentrormalmente er uma t o n luz da. ajuda a captar limita que consig lente nte luz. basta

Uma coisa é certa: para eventos, ajuda muito ter uma lente com um valor f baixo (f/1.4, f/1.8, f/2.8), para conseguir captar melhor a luz. Eventos muitas vezes têm iluminação imprevisível ou discreta, para criar um clima gostoso.

6. casamento

Formatos de arquivo Existem vários formatos de arquivo digital para nossas imagens. Você provavelmente conhece o JPG, que é o padrão na maioria das câmeras e celulares. Porém, além dele, você vai gostar de conhecer também um formato que permite mais qualidade e controle sobre sua foto. Este formato é chamado de arquivo RAW. Ao usar uma câmera mais avançada, você normalmente terá a opção de escolher entre os dois.


o equipamento digital

Para fazer uma foto, a imagem registrada no sensor é interpretada por um pequeno computador

QUALIDADE

que fica dentro da câmera. Depois de

RAW

interpretar a imagem, esse computadorzinho grava as informações no cartão de

JPG

memória.

A diferença entre o formato RAW e o formato JPG é que o formato RAW grava tudo que a câmera viu, enquanto o JPG tem uma outra etapa: antes de gravar no cartão de memória, a câmera interpreta as informações e comprime tudo em um arquivo menor. Logo, o arquivo RAW nos permite a liberdade de processarmos e interpretarmos a imagem nós mesmas, enquanto o arquivo JPG já sai processado e interpretado pela câmera. Uma analogia interessante é considerar que o arquivo RAW é como o filme e o arquivo JPG é como a ampliação. Ou seja: o arquivo RAW ainda não é uma foto pronta! Você não poderá postar uma foto em RAW no seu blog: antes será preciso revelar a foto usando um aplicativo no seu computador, como o Photoshop ou o Lightroom. Usamos o formato RAW para manter todas as informações da imagem que foram capturadas pela câmera. Assim conseguimos, por exemplo, editá-la no Photoshop ou no Lightroom tendo mais controle sobre a qualidade e recuperando informações que, no arquivo JPG, teriam sido jogadas fora para economizar espaço. 35


36

A desvantagem do arquivo RAW é que, além de ocupar bem mais espaço no nosso computador (os arquivos podem ter 3x o tamanho de um arquivo JPG), ele precisa ser processado. Como não é uma foto pronta, você precisará abrir o arquivo em um aplicativo de pós-produção e, para imprimir ou postar na internet, será necessário salvar uma cópia em um formato mais amigável (como o próprio JPG.) Quando comprei minha primeira câmera digital, perguntei para um fotógrafo que admiro muito o que eu poderia fazer para conseguir fotos melhores tendo uma câmera que não era top de linha. Ele me disse: fotografe em RAW. Sua câmera pode não ser a melhor, mas fotografando

impressão blog etc.

impressão blog etc.

em RAW você terá o melhor que ela pode te oferecer.

Acessórios Bons cartões de memória, baterias e acessórios para limpeza do equipamento estão sempre presentes na mala de equipamentos de quem fotografa.

Dica Use um leitor de cartão de memória para baixar as fotos. Ligar a câmera

Cartões de memória Existem vários tipos de cartão de memória, e você deve

direto no seu computador

checar com cuidado qual o tipo que sua câmera utiliza

com um cabo USB é um

antes de comprar um novo. Hoje, a maioria das câmeras

péssimo método: se a

modernas utiliza os cartões CF (Compact Flash) ou SD

bateria acabar no meio da

(Secure Digital).

transferência, os arquivos podem ser corrompidos.


Para evitar perder fotos importantes, muitas pessoas gostam de ter vários cartões de capacidade menor, ao invés de ter um só cartão de muita capacidade. Assim, você espalha fotos por

Lembre-se que suas fotos ficarão guardadas neste cartão. Por isso, compre cartões de qualidade. Esses cartões podem custar um pouco caro, mas valem o investimento (a dica de comprar usados vale aqui também). Fazer lindas fotos e depois ter os dados do cartão de memória corrompidos não é nada legal! A capacidade do seu cartão é o que define a quantidade de fotos que cabem nele. Um cartão de 64GB, por

vários cartões ao invés de

exemplo, pode armazenar mais de mil fotos RAW de

depender de somente um,

uma câmera de 16MP.2

que você pode perder em um acidente ou por azar

o equipamento digital

Dica

Se você quer fazer várias fotos sequenciais ou gravar

mesmo. Ao invés de ter

vídeo, é interessante checar a velocidade de gravação

um só cartão de 32Gb, é

do seu cartão. A velocidade do cartão é identificada

possível espalhar as fotos

em megabytes por segundo (como 50MB/s) ou em um

em 4 cartões de 8Gb.

múltiplo de 150kB/s (como 300x, que seriam quase os mesmos 50MB/s do exemplo anterior.) Ou seja: usando um cartão de velocidade 50MB/s ou 300x sua foto levará meio segundo para ser gravada e, mesmo que sua câmera fotografe 5 fotos por segundo, o cartão não conseguirá aguentar o tranco.

Baterias Dependemos de uma fonte de energia para fotografar digitalmente. Por isso: Tenha mais de uma bateria: Além da bateria que veio com a câmera, tenha pelo menos uma extra. Dependendo do tipo de trabalho que você faz, é bom ter várias!

2

A quantidade de fotos que cabem no seu cartão depende do formato escolhido (RAW ou JPG) e da resolução da sua câmera. Faça o cálculo checando o tamanho médio dos seus arquivos e dividindo o tamanho do cartão por este valor. 37


38

Use originais: Pague mais caro nas baterias originais da sua marca. As genéricas não valem o desconto. Lembre-se que você depende totalmente da bateria. Se ela te deixar na mão, não há o que fazer. Carregue a bateria somente quando for usá-la: Mesmo guardada, a bateria descarrega. O ideal é carregá-la somente no dia do uso para aproveitar ao máximo sua capacidade. Guarde-a fora da câmera: Mesmo com a câmera desligada, a bateria solta energia. Só coloque a bateria na hora de usar.

Acessórios de limpeza Para evitar manchas nas suas fotos, é importante manter seus equipamentos limpos. A limpeza pode ser feita com acessórios especializados. Para limpar lentes, use um pincel para tirar os resíduos (deixe a lente de cabeça para baixo) e uma flanelinha para tirar manchas de gordura, como quando colocamos o dedão na lente. O sensor também precisa estar limpo, e muitas impurezas podem grudar nele quando você troca de lentes. Embora existam acessórios para isso, é melhor levar em uma assistência técnica caso não tenha experiência em manuseá-lo.

Filtros Filtros são acessórios óticos colocados em frente à lente para correção ou criação de efeitos. Existem dois tipos de filtros: os circulares e os quadrados. Os circulares funcionam rosqueando o filtro diretamente na lente. Os quadrados são encaixados em um suporte rosqueado na lente.

o

drad filtro qua

ular

filtro circ


aposentados, pois muitas vezes é mais prático recriar este efeito na pós-produção sem perder nenhuma qualidade. Os filtros que ainda continuam sendo úteis são aqueles que fazem o que não dá pra fazer depois, como lidar com a iluminação. Três desses filtros são muito conhecidos: o filtro polarizador, o filtro de densidade neutra e o filtro graduado de densidade neutra. O filtro polarizador é o queridinho da maioria das fotógrafas de paisagens. Sua principal função é filtrar a luz polarizada do céu: isso quer dizer que usando este filtro você consegue um céu mais azul e com mais

ro, nossas sem o filt am cheias pedras fico e o céu de reflex ul. menos az

contraste em relação às nuvens. Esse filtro também elimina reflexos em superfícies não metálicas, como água e vidro. 7. rio de janeiro/RJ

39

o equipamento digital

Hoje em dia, os filtros que criam efeitos (como colorir uma parte da foto) estão sendo


40

às vezes os de precisam para menos luza foto fazer um a. como ess O filtro de densidade neutra só faz uma coisa: deixa passar menos luz para a câmera! Parece estranho, ainda mais depois que aprendemos que as lentes que deixam passar mais luz são consideradas melhores. Se pagamos tão caro para conseguir o máximo de luz, por que usar um filtro que deixa passar menos luz? Este filtro é usado em situações bem específicas, principalmente nas fotos de paisagens, em que as configurações pedem menos luz. No capítulo 4, sobre fotos de paisagens, vamos falar mais sobre 8. keukenhof, holanda

essas situações.

O filtro graduado de densidade neutra também deixa passar menos luz para a lente, mas somente em uma metade do quadro. Esse filtro é útil quando estamos fazendo uma foto em que uma parte da cena está muito mais clara do que a outra. Isso acontece bastante quando estamos fazendo uma foto que possui um céu claro.

filtros po borda suadem ter (mais cla ve, dura escuros) ros ou mais mesmo s e podem até er colorid os.


o equipamento digital

Se configurarmos a câmera para mostrar direitinho o céu, pode acontecer da paisagem ficar muito escura. Se configurarmos a câmera para mostrar direitinho o paisagem, o céu pode ficar muito claro. Esse filtro resolve este problema,

9. rio de janeiro/RJ

equilibrando as duas partes:

sidade na foto sem o filtro graduado de den o. clar to mui neutra, o céu fica

quando colocamos o filtro, o céu volta a aparecer.

41


42

Dica PC ou Mac? A marca e o sistema operacional do seu computador são totalmente irrelevantes. Como sempre, minha dica principal é: independente se você vai de PC ou Mac, compre um

Seu laboratório Hoje, para felicidade de pais, mães, e cônjuges, não precisamos mais dedicar o banheiro da nossa casa para montar um laboratório fotográfico! Mas ainda é necessário pós-processar nossas fotos, assim como fazia-se antigamente. Mesmo que você

computador usado e o

não goste de manipular suas fotos até que fiquem

custo/benefício será muito

irreconhecíveis, vai ser necessário prepará-las de forma

maior.

adequada para publicar no seu blog ou para mandar para a impressão.

A primeira coisa que você vai precisar é de um computador. As configurações ideais mudam a cada dia, e em seis meses tudo que eu indicar hoje já estará ultrapassado. Mas não se preocupe: qualquer computador pessoal servirá para começar a treinar. Talvez mais importante que um bom computador é um bom monitor. Hoje, os monitores LCD de painel IPS são

r IPS

monito

os mais indicados por possuírem melhor reprodução de cores e contraste. Confira a tecnologia utilizada no seu antes de comprar (apêndice 3: tipos de monitores). Em seu computador será necessário um aplicativo para gerenciar e editar suas fotos. Dentre os aplicativos amadores, estão o Photos (para Mac), o Picasa (com download grátis, para Mac e Windows) e o Shotwell (com download grátis, para Linux.) Os aplicativos mais utilizados por profissionais são o Photoshop e o Lightroom, da Adobe. Eles são usados para editar fotos e prepará-las para imprimir ou publicar na internet. O Lightroom também permite gerenciar e organizar os arquivos. Procure por tutoriais na internet e você conseguirá aprender a mexer no seu aplicativo de escolha rapidamente.

s

xterno

HD’s e


o equipamento digital

Outro acessório que mais cedo ou mais tarde você pode precisar é um ou mais discos rígidos externos. Se você pretende tirar muitas fotos é preciso se preparar para armazenar muitos e muitos bytes. Se o orçamento permitir use uma tecnologia de transmissão de dados rápida, para poder gerenciar e editar as fotos diretamente do HD externo, como USB 3.0, Firewire ou Thunderbolt.

Backup: não deixe para amanhã Fotos digitais são muito fáceis de perder: é só acontecer uma pane no seu computador e você não conseguirá recuperá-las. E uma pane no computador não é uma possibilidade remota: todas essas tecnologias nas quais depositamos toda nossa vida e confiança vão nos deixar na mão mais cedo ou mais tarde. É impossível dizer se seu computador vai falhar hoje ou em dez anos, mas acredite em mim: um dia, vai acontecer! E, além das panes tecnológicas, ainda podemos sofrer outros tipos de intempéries como assaltos, incêndios ou crianças que colocam coisas no microondas. Faça cópias das suas imagens o quanto antes. Fotos não podem ser repetidas. Perder fotos pessoais pode ser muito triste, mas perder as fotos daquele casamento que você fotografou é uma maldade e falta de respeito por quem te contratou.

Os melhores métodos de backup Existem duas formas de guardar suas fotos: localmente e remotamente. Um exemplo de backup local é o HD externo que você conecta no seu computador e fica na sua casa ou escritório. Um exemplo de backup remoto são os sites especializados que permitem backup pela internet: neste caso, seus arquivos ficam não só na sua casa ou escritório, mas também nos servidores destes sites. O ideal é você usar ao menos dois métodos de backup: um local e um remoto. Assim, em caso de roubo ou incêndio, por exemplo, seus arquivos ainda estarão a salvo em outro espaço físico.

43


44

HD’s externos

CD’s, DVD’s, pendrives

nuvem (servidores online)

Backups locais HDs externos são ótimas opções para fazer cópias dos seus arquivos. Se você quiser segurança reforçada, procure por sistemas RAID. Esses sistemas possuem mais de um HD externo no mesmo conjunto, e guardam os arquivos de forma redundante (ou seja, se um dos HDs do conjunto falhar, você ainda tem uma cópia em outro.) Outras formas de backup local são mídias óticas (como CDs ou DVDs), pendrives e o Time Capsule, da Apple.

Backups remotos Você pode fazer backup das suas fotos e levar o HD para a casa da sua mãe, mas isso talvez não seja tão prático. Uma boa opção para backups remotos é enviar seus arquivos para a nuvem. Alguns serviços como o Backblaze e o Crashplan são conhecidos por permitirem um backup online contínuo dos seus arquivos (inclusive aqueles que estão em HDs externos) e por terem um bom custo/benefício.

O método infalível Em cinquenta anos as únicas fotos que irão ter sobrado de hoje, provavelmente, serão as que estão no bom e velho papel. Quer usar um método infalível de backup? Imprima suas fotos e guarde com carinho. Esse é o único método que comprovadamente funciona desde que a fotografia foi inventada.


o equipamento digital

está gostando do livro? então considere fazer uma contribuição do valor que estiver ao seu alcance :-)

clique aqui para doar ou você pode continuar lendo de graça! → 45


2

a técnica


A busca pela foto bem exposta Neste capítulo dedicado à técnica, vou falar sobre luz, botões, configurações e números. Prometo que será menos chato do que parece! Ao falar sobre luz, usarei bastante o termo foto bem exposta. Mas o que é isso?

Um foto bem exposta quer dizer, simplesmente, uma foto com a luz adequada. Sabe quando você olha uma foto e ela está muito escura? É um problema de exposição. Sabe quando você olha uma foto e ela está muito clara? De novo, um problema de exposição. Chamamos uma foto que ficou mais clara do que deveria de superexposta, e uma foto que ficou mais escura do que deveria de subexposta.

10. paquetá/RJ

48

Técnica básica

foto bem exposta.


a tĂŠcnica

foto osta. superexp

foto ta. subexpos

49


50

Uma foto escura pode estar bem exposta? Pode. O problema é se ela está escura quando não deveria estar! Subexposta não quer dizer escura, e sim com menos luz do que queríamos. Superexposta não quer dizer clara, e sim com mais luz do que

11. sil

queríamos. Tecnicamente, buscamos fazer uma foto com exposição adequada: a exposição que deixa a foto do jeito que planejamos.

12. fernanda

mas stá escura, é e to fo ta s e objetivo. ela esse era o a bem exposta. considerad

13. paraty/RJ

esta foto est esse era o o á clara, mas considerada bjetivo. ela é bem exposta .

uma esta foto tem média. ela é e d luminosida bem exposta. considerada


Leia a @#$%& do manual

exercício: por padrão, sempre que você tira uma foto a câmera mostra o resultado no LCD. Procure no seu manual como desligar essa visualização automática.

Este livro pretende ser um guia para quem está começando a se aventurar na fotografia com câmeras que possuem mais funções e permitem mais controle. As configurações normalmente possuem os mesmos nomes, mas a localização dos botões e dos menus muda de modelo para modelo, de fabricante para fabricante, e de época para época. É essencial que você entenda o seu próprio equipamento e saiba quais botões fazem o quê. Para isso, é indispensável ler o manual. Inteirinho. Várias vezes. Leia sobre cada função e pratique uma a uma. Só volte aqui depois de ler tudo!

Os modos da câmera Neste livro, vamos fotografar usando o modo manual. Neste modo, todas as configurações são definidas por nós. Ele é representado usando a letra M. Existem também modos semiautomáticos (em que você decide algumas configurações e a câmera decide outras) e modos totalmente automáticos (em que a câmera decide tudo.)

É muito importante conhecermos cada configuração e sabermos lidar com as câmeras manualmente antes de conhecermos atalhos. E é por isso que iremos usar o modo M. 51

a técnica

Sugiro um


52

Porém, na vida real, nem sempre é o modo que utilizamos. Não acredite quando alguém falar que fotógrafas de verdade só usam o modo manual. Isso é besteira. Primeiro, quem decide quem é fotógrafa de verdade? É quem ganha dinheiro com fotografia? É quem tem exposições em museus? É quem ganha mais curtidas e compartilhamentos? Não existe fotógrafa de verdade, existe aquela que consegue registrar uma foto do jeito que gostaria, usando as ferramentas disponíveis. A sua câmera consegue fazer bastante coisa sozinha. E, muitas vezes, ela faz isso mais rápido e de forma mais precisa que você. Usando o modo manual ou não, o importante é ter controle sobre o resultado.

A luz e a fotografia Nosso olho e nossa câmera trabalham de forma parecida: absorvendo a luz que reflete nos objetos e transformando em imagens. Vamos relembrar como funciona nosso olho? De forma bem simplificada podemos dizer que os raios de luz refletidos nos objetos passam pela córnea e pelo cristalino, que focaliza esses raios na retina. A córnea tem um formato convexo, fazendo com que os raios de luz se concentrem na retina. A retina, por sua vez, é um conjunto de células que são sensíveis à luz. Ela transforma essa luz em informação e envia uma reprodução da imagem que está na nossa frente para o cérebro.

olho humano córnea

câmera lentes

cristalino

r

senso

retina pupila

diafragm

a

A fotografia usa este mesmo conceito: ao invés de uma pessoa, estamos falando de uma câmera. Ao invés da córnea e do cristalino, temos lentes. Ao invés da retina, temos um sensor. Ao invés do cérebro, temos um processador de dados e um cartão de memória!


Nossas câmeras fotográficas se comportam assim como nossos olhos. Quando usamos uma câmera totalmente automática, como a câmera do celular, ela tenta formar uma imagem nítida sozinha. Ao usar uma câmera manual, temos controle sobre cada etapa, definindo como a luz chegará no sensor. a técnica

Para criar uma foto bem exposta, medimos a luz e depois definimos as configurações ideais para usar na câmera.

Como medir a luz? Fotometria é a medição da luz. Quando digo que estou fotometrando, isso quer dizer que estou medindo a luz. Mas o que é medir luz? Como vou fazer isso? Preciso saber alguma unidade de luz? Vou precisar fazer cálculos matemáticos pra fotografar? São perguntas importantes, mas não se preocupe. Medir a luz para uma fotografia é muito fácil. Não é preciso fazer muitos cálculos: existe um amigo chamado fotômetro que vai medir a luz e nos contar se a foto está bem exposta! Mas antes de aprender mais sobre o fotômetro, você precisa saber como controlar a luz.

Como controlar a luz Embora nossas câmeras tenham muitos botões, somente três configurações determinam a exposição de uma foto: a abertura, o tempo de exposição e o ISO. Se mesmo mexendo nessas três configurações você não conseguir uma foto bem exposta, o jeito será alterar os fatores externos (o horário do dia, a posição da modelo, o uso de iluminação artificial ou o tipo de lente utilizada.) 53


54

1. Abertura do diafragma

Dica

A primeira configuração que vamos conhecer para

Cada modelo de lente

controlar a exposição é a abertura do diafragma.

tem aberturas máximas

O diafragma fica dentro da sua lente e se parece com isso:

e mínimas diferentes. As lentes com valores f mais baixos (como f/1.4 e f/2.8) permitem maior entrada de luz, sendo uma ótima escolha em situações de pouca iluminação. Estas são as lentes claras. Já as lentes que apresentam valores f maiores (acima de f/5.6) deixam passar menos luz, e são chamadas de

A luz vai passar por este buraquinho na hora da foto.

lentes escuras.

Quanto maior ele ficar, mais luz entra. Quanto menor ele ficar, menos luz entra. Ele funciona como a pupila do nosso olho: fica maior para absorver mais luz quando necessário e menor quando está mais claro. A abertura do diafragma é medida em um valor chamado “f”. Quanto menor o valor f, mais aberto estará o diafragma (isso pode confundir um pouco a princípio, mas logo você se acostuma.) Ou seja: a abertura f/2.8 deixa entrar mais luz do que a abertura f/11. Além de definir a quantidade de luz que chega no sensor, a abertura do diafragma define a profundidade de campo, conhecida como DOF (do inglês, depth of field.) O DOF define o quanto os objetos próximos do foco principal na foto estarão focados também.

enos DOF

abertura 1.8, m

abertura 11, mais DO

F


Um DOF maior significa que mais coisas atrás e à frente do seu foco principal ficarão definidas. Um DOF menor significa que tudo que estiver atrás ou à frente do seu foco

a técnica

principal ficará com menor definição.

f/1.4 fotos iguais com aberturas diferentes.

f/2.8

f/5.6

f/16

A abertura ajuda a definir isso: uma abertura maior garante que menos coisas à frente e atrás do assunto fiquem em foco, enquanto uma abertura menor garante que mais coisas fiquem em foco. Você já deve ter visto retratos em que o fundo está totalmente embaçado: isso é resultado do uso de uma abertura bem grande. 14. ivone

retra abert to usando ura f /1.4 55


56

Fotos de paisagem, por sua vez, costumam ter bastante coisa em foco. É o resultado do uso de uma abertura menor.

ndo isagem usa foto de pa 20: tudo fica abertura f/ em foco.

15. rio de janeiro/RJ

2. Tempo de exposição

Dica A cortina e o diafragma são coisas diferentes! Quando apertamos o botão disparador, a cortina na frente do sensor se abre e o

Na frente do sensor das nossas câmeras, existe uma pequena cortina, responsável por definir por quanto tempo o sensor será exposto à luz.

cortina fechada.

a cortina s para expore abre o sensor.

diafragma fica do tamanho que definimos, tudo isso bem rapidinho. A abertura irá definir o tamanho do buraquinho do diafragma, e a cortina definirá o tempo de exposição.

sensor


Dica O visor da sua câmera normalmente vai mostrar somente o número de baixo da fração. Quando ela mostra o número “200”, o tempo “1/200” está selecionado. Para tempos mais longos ela usa aspas para representar segundos: quando ela mostra 2”, o tempo “2 segundos” está selecionado. Veja como sua câmera mostra alguns tempos de exposição: a técnica

200: 1/200 segundos | 10: 1/10 segundos | 0”6: 0.6 segundos | 2”: 2 segundos

Quanto mais tempo a cortina ficar aberta, mais luz vai entrar e chegar no sensor. Menos tempo, menos luz. Além de definir quanta luz entra, é com o tempo de exposição que criamos efeitos que mostram ou congelam os assuntos que se movimentam, como no exemplo abaixo.

tempo exemplo de foto que tem um o e de exposição de 1/250 segund congela o movimento.

exemplo d de exposiç e foto que tem um o movimen ão de 1 segundo e tempo mostra to. 16. curitiba/PR

57


58

Ao fazer uma exposição bem rápida, é possível congelar o momento que está à nossa frente. Ao fazer uma exposição mais longa, tudo que se move irá ficar embaçado. Você pode usar isso ao seu favor para dar a sensação de movimento. Usar um tempo de exposição lento aumenta as chances de você tremer a foto com o próprio movimento das mãos! Nessas situações, o ideal é utilizar um tripé. Para saber qual é o tempo de exposição mínimo necessário para fazer fotos sem tripé, você pode usar como base a distância focal: em uma lente de 50mm, use ao menos 1/50 segundos. Em uma lente 200mm, ao menos 1/200 segundos. Este é um cálculo aproximado e não é exato: faça testes para descobrir o tempo mínimo que consegue usar sem tremer. O balde de água Para entender melhor o uso da abertura e do tempo de exposição, considere a analogia do balde de água. Você tem duas opções para encher um balde: 1. Deixar a torneira gotejando, e encher o balde em mais tempo. 2. Abrir totalmente a torneira, e encher o balde em menos tempo. As duas opções enchem o balde da mesma maneira! É assim que iremos usar a abertura e o tempo de exposição: ao invés de água, estamos deixando passar a luz.

3. ISO

Dica

O sensor precisa de uma quantidade ideal de luz para

ISO não é um acrônimo que

formar uma foto. Controlamos essa luz com a abertura

representa sensibilidade.

do diafragma e com o tempo de exposição. Mas se

Esta sigla remete à

a configuração desses dois itens não for o suficiente

organização que define

para conseguir a luz necessária, podemos forçar o sensor a trabalhar com menos luz do que ele gostaria, aumentando a sua sensibilidade. Essa sensibilidade é definida pelo valor ISO.

padrões diversos, desde o famoso ISO 9001 para empresas, até o padrão de sensibilidade de filmes e sensores.


Quanto maior o ISO, mais sensível ficará o sensor. Quando temos uma situação de bastante luz, deixamos o ISO mais baixo para que a foto não fique superexposta. Quanto temos pouca luz, deixamos o ISO mais alto para que a foto não fique subexposta. Os valores mínimos e máximos de ISO variam de acordo com modelos de câmeras. Normalmente você vai encontrar valores de 80 a 6400, podendo também encontrar a técnica

valores menores e maiores. Aumentar a sensibilidade do sensor pode parecer a solução milagrosa para a exposição de qualquer foto, certo? Mas infelizmente aumentar o ISO tem uma consequência: a qualidade e a nitidez da foto diminuem. Quanto mais alto o valor ISO, mais ruído (aberrações em forma de grão) teremos na foto final.

ando ISO esta foto usi bastante 5000 possu l. ruído digita 17. rio de janeiro/RJ

59


60

Usando essas três configurações (a abertura, o tempo de exposição e o ISO) conseguimos fotometrar uma cena. E agora voltamos ao nosso amigo fotômetro, que nos ajudará na tarefa.

Fotometria Nossa câmera possui um fotômetro embutido. Ele está lá para nos dizer como está a luz de cada cena. Definiremos a abertura, o tempo de exposição e o ISO de acordo com o que o fotômetro nos diz. Sempre que você aponta a câmera para uma cena e aperta o botão disparador até a metade (sem bater a foto), o fotômetro vai medir a luz e te dizer o que acha. Você vai ver este fotômetro olhando pelo visor (ver mapa da câmera na página 13). Ele se parece com isso (mas pode ser um pouco diferente dependendo do modelo da sua câmera):

. fotometro nikon

fotometro cano n.

Se o fotômetro achar que a foto está muito escura, o indicador irá em direção ao símbolo de menos, assim:

Nesse caso, para absorver mais luz, podemos aumentar a abertura, aumentar o tempo de exposição, aumentar o ISO, ou fazer uma mistura dos três. Se o fotômetro achar que a foto está muito clara, o indicador irá em direção ao símbolo de mais, assim:


Nesse caso, para absorver menos luz, podemos diminuir a abertura, diminuir o tempo de exposição, diminuir o ISO, ou fazer uma mistura dos três.

a técnica

Se o fotômetro achar que a exposição está adequada, ele vai ficar centralizado:

Normalmente, procuramos mexer nas configurações até o fotômetro ficar centralizado. Chamamos isso de zerar o fotômetro. Quando ele está assim, é como se nos dissesse: “Ok, a foto está bem exposta, pode clicar!”

-2 Sugestão de exercício: Escolha um assunto com iluminação neutra, como dentro de casa, e faça três fotos com o fotômetro na posição -2, +2 e 0.

0

+2 61


Um ponto de exposição é uma medida relativa à quantidade de luz que entra no sensor. Colocar um ponto a mais na exposição significa dobrar a quantidade de luz que chega nele. Tirar um ponto na exposição significa cortar a luz pela metade. Cada configuração (abertura, tempo de exposição e ISO) é medida por pontos de exposição:

4

2

1

1/2

1/4

Tempo de exposição lento Mais luz

1/8

1/15

1/30

1/60

1/125

Tempo de exposição rápido Menos luz

o: o tempo de exposiçã o de çã si po tempo de ex o dobro 1/30 deixa entrar de luz de 1/60.

1 ponto

3200

1600

800

400

ISO alto Mais luz

200

100

50

ISO baixo Menos luz

ISO: o ISO 40 o dobro de luz 0 absorve do ISO 200.

1 ponto

f/1

f/1.4

f/2

f/2.8

f/4

Abertura grande Mais luz

f/5.6

f/8

f/11

f/16

Abertura pequena Menos luz

f/22

62

Pontos de exposição

1 ponto

ra usa abertura: a abertu ados. A valores padrões fix entrar o abertura f/8 deixa ertura f/11, dobro de luz da abero 8 não mesmo que o núm 11. seja a metade de

Quando medimos uma cena e o fotômetro aponta “-1”, quer dizer que a cena está subexposta em um ponto. Para zerar o fotômetro, precisaremos deixar entrar o dobro de luz. Faremos isso usando o dobro da abertura, o dobro do tempo de exposição, ou o dobro do ISO.

1 ponto


Usando a mão para fotometrar O fotômetro sempre busca a luminosidade média que ele considera perfeita. Isso pode ser um problema quando estamos fotografando algo que é escuro ou que é claro. Faça o teste: escolha um objeto preto (como a técnica

uma camiseta) e tente fazer uma foto bem próxima. Se você zerar o fotômetro, a foto vai sair muito clara. O mesmo acontecerá se fizer isso com uma camiseta branca: ao zerar o fotômetro, a foto ficará escura. Isso acontece porque o fotômetro sempre vai zerar na exposição que não seja nem muito clara, nem muito escura (apêndice 2: fotometria avançada). Uma técnica interessante é fazer a medição de luz na palma da sua mão. Nossas palmas têm uma luminosidade mais ou menos parecida com o padrão que nossas câmeras procuram.

ica cima, faixo, a , a c n ab ra preta, iseta b a cam a camiseta !! cinza. za também fica cin

Vamos tentar fazer as fotos das camisetas de novo? Desta vez, primeiro você deve colocar sua mão próxima da camiseta, chegar bem perto com a câmera, apertar o botão disparador até a metade, zerar o fotômetro, tirar a mão, e bater a foto. Veja cada etapa de forma detalhada: 1. Vamos usar nossa mão como ponto de partida para o fotômetro medir a luz. É importante que ela esteja próxima do objeto para que a mão seja iluminada exatamente da mesma forma que o objeto que queremos fotografar.

63


64

2. Chegamos bem perto com a câmera para preencher o quadro com a mão, e evitar que o fotômetro se confunda com o que está atrás. 3. Ao apertar o botão disparador até a metade, você diz para a câmera começar a medir a luz. Você pode soltar o botão enquanto mexe na abertura, tempo de exposição e ISO. 4. Assim que zerar o fotômetro apontando para a sua mão, você pode tirá-la do lugar. Na hora de bater a foto do objeto, você vai apertar o botão disparador até a metade para fazer o foco, e o fotômetro vai dizer que a foto está errada. Nesta hora, ignore o que ele está dizendo e não mexa na abertura, tempo de exposição ou ISO! Você já definiu a exposição correta com a sua mão. Pode bater a foto sem se preocupar com novas medições. 5. Veja que, ao usar essa técnica, a camiseta branca fica branca, e a camiseta preta fica preta!

ignore o

o! fotômetr

agora

sim


18. joão pessoa/PB

Modos de medição Escolhemos modos de medição para dizer à câmera o quanto da cena queremos que ela

a técnica

considere na hora de fazer a fotometria. Veja no manual da sua câmera quais são as opções que ela oferece. Em quase todas existem ao menos dois modos principais: o modo matricial e o modo pontual. No modo matricial, a câmera considera o quadro inteiro para medir a luz: soma cada um dos pixels e faz uma média que fique com uma exposição correta.

l: modo mpaegtraictoiados os a câmera a média. pixels e faz um

No modo pontual, a câmera considera somente uma pequena área no centro do quadro. Por exemplo: se você está fotografando alguém em um fundo branco, a câmera só vai medir a luz no centro, ignorando todo o restante do quadro.

modo popnegtua asól: os a câmera . pixels do centro

65


66

Para facilitar a fotometria feita na palma da mão, podemos usar o modo pontual. Assim, não precisamos chegar tão perto. Coloque a mão no centro do quadro e sua

ão mediçual. t pon

câmera irá medir somente a luminosidade dela.

Balanço de Branco Lembra que no começo contei que a luz bate em tudo que está por aí e reflete nos nossos olhos e na câmera? O balanço de branco existe porque existem vários tipos de luz e, dependendo da luz que bate na nossa cena, as cores podem ficar diferentes. Isso acontece porque cada tipo de luz tem uma temperatura diferente.

Dica Esta diferença entre uma luz e outra se chama temperatura de cor e é medida em Kelvins.

Vamos por partes: às vezes, fotografamos com a luz do sol. Às vezes, fotografamos com uma luz artificial como o flash ou uma lâmpada. Nosso olho é muito esperto, então conseguimos ver as cores corretamente em qualquer situação! Mas as câmeras nem sempre são tão espertas, e precisamos contar para ela qual luz estamos usando para que ela interprete da forma correta. Assim, o vermelho vai continuar vermelho, o azul vai continuar azul e – como não poderia deixar de ser – o branco continuará branco! Todo mundo já tirou uma foto iluminada por lâmpada incandescente que ficou amarelada, não é? Isso acontece porque a câmera não estava preparada para a temperatura de cor desta fonte de luz.


a técnica

19. jericoacoara/CE

cima está a foto de lada, e a muito azu stá muito de baixo ea. amarelad de o balanço rreto o c o branc foto para esta eio. está no m

67


68

Procure no seu manual a forma de mudar o balanço de branco (também chamada de temperatura de cor) na sua câmera: normalmente você encontra todas ALANCE

WHITE B AUTO

A

SCENT INCANDE CENT S E R O FLU LIGHT DIR SUN FLASH

as opções que precisa como luz do sol, sombra, tungstênio, luz de flash e outros. O balanço de branco ideal vai depender do tipo de foto que você está fazendo: às vezes deixar a foto mais quente ou mais fria do que deveria cria uma

É possível mudar a temperatura manualmente, mas você pode começar vendo a diferença das opções prédefinidas.

firo foto, pre nço a t s e d o s la no ca do de um ba , o resulta anco mais quente . o r t de b incorre le sendo mesmo e

Sugestão de exercício: Faça a mesma foto usando vários balanços de branco diferentes e veja a diferença.

20. los roques, venezuela

sensação adequada.


Foco Como conseguir fotos nítidas Em algumas áreas, fotos bem focadas são necessidade básica (como na fotografia

a técnica

publicitária) e em outras, nem tanto (como em fotos artísticas ou no fotojornalismo.)

a. foto focad

foto fora de fo co.

Conseguir fotos nítidas é importante em vários momentos, mas mais importante que isso é você ter controle sobre o que está acontecendo.

o foco eo m e r c a o t f vai es r em é o que ão vai esta ta decisão n s m que a foto? E ue está e s na su tante: o q a com mai impor o que fic foco é que. desta

O primeiro passo é decidir onde será o foco. Quero uma pessoa focada e um fundo desfocado? Quero foco na primeira ou na segunda flor? Depois, é só decidir como fazer isso. Será que faço o foco manualmente ou no automático? Quais são as melhores opções?

Ou seja: para fazer uma foto bem focada decidimos primeiro onde, e depois como. 69


70

Onde? O maior erro aqui é deixar a câmera decidir onde o foco vai ficar. Gosto de deixar a câmera decidir algumas coisas, principalmente quando se trata de cálculos matemáticos, mas ela é uma ferramenta fria e calculista! Ela não sabe o que é mais importante na foto, por mais tecnológica que seja. Se você quer fazer o foco no terceiro cílio do olho esquerdo da sua modelo, como sua câmera vai saber disso? Existem muitas regras que dizem exatamente onde o foco deve estar em determinados tipos de fotos. Em retratos, o foco deve sempre ficar nos olhos da pessoa. Em fotografias de paisagens, costumamos deixar tudo em foco. Mas não precisamos decorar essas e mais centenas de regras. Para decidir onde o foco deve estar podemos, simplesmente, olhar a cena e definir o que é mais importante. Qualquer coisa que não soma nada à história que queremos transmitir não precisa estar em foco. Se pensarmos nos retratos isso fica claro: quando estamos conversando com alguém dificilmente ficamos olhando para suas orelhas ou seu nariz! Os olhos normalmente são a parte mais expressiva do rosto de uma pessoa e é deste conceito que a regra nasceu. 21. andy


No caso de paisagens podemos fazer a mesma avaliação: quando estamos no mirante do Machu Picchu é a soma de toda a paisagem que tem o papel de nos

tudo em fo tentar reprco, para sensação d oduzir a e estar lá.

Lembre-se: o que define o quanto da cena está em foco é a profundidade de campo, como explicado na página 54. É natural que ambas as regras tenham exceções, mas só vamos notá-las se entendermos os conceitos que as criaram. Diante de uma cena, a primeira coisa que fazemos é nos perguntar: o que é mais importante?

71

a técnica

22. machu picchu, peru

deslumbrar.


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Como? Não existe método perfeito de focagem: cada pessoa deve usar a técnica que acha mais prática e confortável. Vamos conhecer alguns dos métodos? Depois de testá-los por algum tempo você poderá escolher o seu preferido para cada situação.

Foco manual (MF) e Foco automático (AF) Ao lado da sua lente, ou em local similar, existe um botão de modo de foco. Você pode deixá-lo na opção MF (manual focus), para o foco manual, ou AF (auto focus), para o foco automático.

AF

MF

botão de de foco. modo Usando o foco manual você irá girar o anel de foco da lente e observar no visor ou na tela LCD até que o assunto desejado fique em foco. A localização e o funcionamento deste anel muda de lente para lente, leia o manual da sua para saber usá-la corretamente (apêndice 6: sinalização de foco adquirido no foco manual). Usando o foco automático você irá contar para a câmera onde quer o foco, e ela mandará a lente focar naquele local sozinha.


Duas formas de usar o foco automático Podemos contar para nossa câmera onde queremos o foco de vários jeitos diferentes. Vamos fazer isso apertando o botão disparador³ pela a metade até que um sinal da câmera diga que o foco está feito. a técnica

Este sinal é um sinal sonoro (um bip) e/ou um sinal luminoso no visor (normalmente uma bolinha.)4

Contaremos para a câmera onde queremos o foco usando os pontos de foco. Eles são aqueles pontinhos espalhados quando olhamos para o visor.

3

Você também pode usar outro botão para fazer o foco, veja como fazer isso no manual da sua câmera.

4

Essa bolinha e este bip são o sinalizador de foco adquirido. Ele também funciona se você aperta o botão até a metade enquanto faz o foco no manual.

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Os pontos de foco da sua câmera podem ser diferentes dos ilustrados aqui: existem variações enormes em formato, quantidade de pontos e funcionalidades de acordo com cada modelo de câmera, e cada dia inventam algo novo para esses pontinhos! Mas eles sempre fazem a mesma coisa: nos ajudam a contar para a câmera onde queremos o foco. Vamos selecionar um desses pontinhos e vamos deixá-lo exatamente em cima do que queremos focar. Cada modelo de câmera tem seus pontinhos e suas funcionalidades, é preciso ler o manual e praticar para conhecer as opções que sua câmera oferece. Aqui vou apresentar duas técnicas utilizadas por bastante gente, independente de seus equipamentos.

Dica É preciso tomar cuidado com a opção de selecionar todos os pontinhos. Isso não quer dizer que a câmera irá focar em tudo: só quer dizer que ela vai escolher um dos pontinhos sozinha. E ela normalmente vai escolher o ponto mais fácil. Lembre-se quando falei sobre ter controle sobre o que está acontecendo: deixar todos os pontinhos selecionados é o mesmo que deixar a câmera decidir por você onde o foco deve ficar.

Método 1: Escolher o pontinho do meio, focar e recompor Algumas vezes já me perguntaram: por que a cada foto você aponta para um lado, e depois aponta para o outro, e aí faz a foto? Você também já deve ter visto uma fotógrafa como eu fazendo isso. Este método é conhecido como focar e recompor. Para usar esta técnica é só fazer o seguinte: primeiro, defina onde será o foco. Digamos que você quer focar no olho da modelo em um retrato. Com o ponto de foco central selecionado você o coloca em cima do olho da modelo. Aí você aperta o botão disparador somente até a metade e, mantendo-o pressionado, refaz a composição. Ao chegar na composição desejada, aperte o botão até o final para fazer a foto.


Esse método é bem conhecido e utilizado pois pode ser

Dica

feito bem rapidamente. Porém, dependendo da situação,

Para não perder o foco,

ele pode causar um erro na focagem, que se perde

evite usar esta técnica

justamente entre o momento do foco e o momento de

se estiver usando uma

recompor (apêndice 4: o plano de foco).

abertura muito grande ou se estiver muito próxima do

nto central coloque o po quer focar e no local ondebotão disparador mantenha o até a metade. pressionado

a técnica

assunto fotografado,

refaça a c aperte o bomposição e otão até o final.

75


76

era sua câm m e e r u proc da o que mu o botão foco. e ponto d

Método 2: Compor, escolher o pontinho equivalente e focar Outra forma bastante conhecida de focar é compor, selecionar o pontinho mais próximo de onde você quer o foco, apertar o botão até a metade até sua câmera indicar sucesso, e clicar até o final. Este método é legal pois evita a grande mudança de posição do método anterior, garantindo mais precisão. Para usá-lo, primeiro você precisa descobrir como mudar a localização do ponto selecionado na sua câmera: encontre essa informação no seu manual. Normalmente, existe um botão ou uma combinação de botões que fazem exatamente isso. Ainda usando o exemplo do retrato, para usar esta técnica é só compor, selecionar o ponto que fica em cima do olho, clicar até a metade até o foco ser obtido e aí clicar até o final. (apêndice 5: botão disparador)


Minha lente não consegue focar, o que faço? Nossas lentes têm dificuldade para focar em situações de pouco contraste. Este pouco contraste acontece em situações de pouca luz, em situações de contra-luz ou quando tentamos focar em algo sem muitos detalhes a técnica

(como uma parede de uma cor só). Nesses casos você deve procurar um ponto com mais contraste ou passar para o modo manual. Vamos analisar o caso de uma silhueta na contraluz: ao invés de tentar focar no meio do objeto ou da pessoa, foque na beirada entre o assunto e o fundo, onde existe mais contraste: 23. samanta

aqui funcio

na

aqui não funciona

Quando sua lente estiver com dificuldade em focar, procure apontar para áreas com mais contraste. 77


78

Como segurar uma câmera grande? Segurar a câmera pode parecer um tópico muito básico, mas não vá embora ainda! Segurar a

câmera pe

quena.

câmera de forma mais efetiva pode fazer uma enorme diferença na nitidez das suas imagens. Quando passamos das câmeras compactas para as maiores, mantemos algumas manias, como segurá-la com as duas mãos nas laterais. Dá pra ganhar um bônus se levantarmos os dedinhos!

câmera gr

ande.

Porém, ao usar uma câmera com lentes maiores é importante equilibrarmos o peso de todo o conjunto. A mão que segura a câmera é a direita. Pois é, eu também sou canhota mas infelizmente não fabricam câmeras às avessas para nós. Todas têm uma empunhadura – um local especialmente feito para você agarrar bem firme. Logo ali em cima da empunhadura é onde também fica o botão disparador. Com a mão direita ocupada com nada mais nada menos do que segurar a câmera e tirar as fotos, o que fazer com a esquerda? Segure a lente! Às vezes a lente pesa mais do que a própria câmera, e segurá-la firme é essencial para manter a estabilidade. Além disso, a mão esquerda também ficará responsável em controlar o anel de zoom ou de foco (caso esteja usando uma lente zoom ou o foco manual.)

câmera gr

ande.

Olhar pelo visor, ao invés de usar o LCD, também garante mais estabilidade – afinal seu rosto vira um terceiro ponto de apoio. Prender a respiração durante o clique e apoiar a câmera no seu ombro esquerdo (embora exija um pouco de contorcionismo) podem garantir fotos nítidas com tempos de exposição que você nunca imaginou.


Não estou conseguindo acertar o foco, o que pode ser? Se você está tendo dificuldade em fazer fotos bem focadas, provavelmente é por

a técnica

algum ou vários desses motivos:

Problema: você não está segurando a câmera firme o suficiente. Solução: teste as técnicas anteriores para melhorar a estabilidade.

Problema: ao usar o foco automático, sua lente está sempre focando um pouco à frente ou um pouco atrás de onde deveria. Este problema é conhecido como backfocusing ou frontfocusing. Solução: antes veja se o problema não é você (usar o método de focar e recompor é o principal motivo para erros de foco deste tipo). Se o problema for na lente você pode procurar no seu manual da câmera opções de micro focusing adjustments ou micro ajustes de foco.

Problema: às vezes consigo o foco perfeito, às vezes não. Solução: nem sempre o melhor método de focagem é bom para todas as situações. Se você está tendo dificuldade somente em um tipo de foto teste novos métodos. Aberturas e distâncias focais diferentes pedem métodos diferentes. Além disso, ninguém consegue fotos perfeitamente focadas todo o tempo, é normal errarmos de vez em quando.

Problema: já tentei tudo e ainda assim minhas fotos saem fora de foco. Solução: no caso de lentes mais baratas, a nitidez pode ser limitada e é possível que este é o melhor que ela pode te oferecer. Se o problema acontece com uma boa lente leve seu equipamento para uma assistência técnica para checar se o problema não é na própria lente ou na câmera. 79


80

Os segredinhos para fotos ainda mais nítidas Estes segredos são perfeitos para serem usados isoladamente ou em conjunto para conseguir fotos supernítidas! Tripé O tripé não funciona em todo tipo de situação: não tente fotografar uma criança no parque com ele! Mas em situações mais controláveis, como na fotografia de paisagens e de produtos, ele é um grande amigo. Com um bom tripé garantimos que a câmera vai ficar completamente parada.

Disparador remoto O disparador remoto é um dispositivo para bater a foto sem precisar tocar na câmera. Existem disparadores com ou sem fio e eles não são muito caros. Assim como o tripé, o disparador permite que a câmera fique estática durante o clique, pois evita o tremor que nosso dedo causa ao apertar o botão disparador. E mais: muitas câmeras hoje em dia podem ser controladas também pelo celular.

Temporizador Caso você não tenha um disparador remoto é possível evitar o tremor do clique usando o temporizador da sua câmera: selecione o temporizador, aperte o botão disparador e espere alguns segundos até a foto ser tirada. Assim a câmera tem tempo de se estabilizar. Viu só? O temporizador não serve somente para você sair correndo e aparecer também na foto com os amigos!


Mirror lockup Em câmeras DSLR existe um espelho que se move dentro da câmera toda vez que fazemos um clique (ver página 17). É por ele que olhamos pelo visor, e por causa disso ele precisa subir sempre que vamos bater a foto para não ficar na frente do sensor. Este a técnica

subir e descer do espelho causa pequenas vibrações que podem diminuir a nitidez da imagem em algumas situações. Ao usar teleobjetivas ou lentes macro entre 1/30 e 1/4, primeiro levante o espelho e depois faça a foto. Será preciso clicar duas vezes (uma para subir o espelho, e outra para bater a foto.) Veja se sua câmera possui esta opção e como ativá-la lendo o manual. Abertura mais nítida Cada lente tem um ponto de abertura onde a foto tem máxima nitidez. Normalmente é um ou dois pontos depois da abertura máxima (em uma lente de abertura máxima f/2.8 a provável melhor abertura é f/5.6). Mas cada lente tem sua personalidade, então o melhor é testar. Com lentes zoom é possível que cada distância focal tenha uma abertura de melhor nitidez equivalente. Teste suas lentes e descubra: coloque a câmera em um tripé, selecione um foco manualmente e faça várias fotos exatamente iguais, mudando somente a abertura e o tempo de exposição. Depois, compare-as no computador com ampliação máxima.

f/2.8

f/5.6

f/11

f/22

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Mantenha tudo limpo Pessoas caprichosas mantém seus equipamentos impecavelmente limpos. Pontos de gordura nas lentes ou pó podem ser retirados com panos que não soltem fibras, ou mesmo com alguns produtos especializados. O sensor também é vítima da sujeira! Ao trocarmos de lentes, partículas entram e grudam nas

no sujeiras veja ( r senso fui que não sa!) capricho

partes internas da câmera. Tome muito cuidado com o sensor: se não tem experiência e conhecimento para limpá-lo prefira levar seu equipamento para uma assistência técnica.

Lentes de qualidade A maior diferença entre lentes ruins e lentes boas é a nitidez. Se a nitidez é um ponto importante para você considere investir em lentes de qualidade superior. Devo ter uma lente com estabilizador de imagem? É só fazer a primeira pesquisa para comprar de lentes e percebemos a enorme diferença entre os preços de lentes com e sem estabilizador. Analise bem suas necessidades na hora de definir se vale a pena fazer esse investimento. Se pergunte: “vou fotografar em situações extremas de luz a ponto do estabilizador fazer diferença?”


O estabilizador pode vir a calhar para quem fotografa casamentos, fotojornalismo e natureza usando lentes teleobjetivas. Já para quem faz fotos com luz abundante, como em estúdio, o investimento pode não fazer tanta diferença. A quantidade de luz dessas situações permite o uso de

a técnica

tempos de exposição rápidos e que não tremem a foto.

Técnica na prátca A ordem dos fatores é importante Eu falei primeiro de fotometria e depois de foco por um motivo: embora a gente use o mesmo botão para medir a luz e para fazer o foco, essas duas coisas normalmente não serão feitas ao mesmo tempo! Se fizermos a fotometria no lugar errado, a foto sairá com a iluminação errada. Se fizermos o foco e depois ficarmos mexendo nossa câmera pra lá e pra cá, provavelmente o foco se perderá. Um passo-a-passo básico de toda a parte técnica seria o seguinte: 1. Encontre o objeto de iluminação média que vai usar para fazer a medição (como a palma da sua mão); 2. Aponte para ele, aperte o botão disparador até a metade, e mexa nas configurações (abertura, tempo de exposição e ISO) até zerar o fotômetro; 3. Pode soltar o botão disparador; 4. Faça a composição que gostaria de fazer. Lembre-se, o fotômetro pode ir pra lá e pra cá, mas você já mediu corretamente a cena e não precisa mais mexer nas configurações; 5. Aperte o botão disparador até a metade para fazer o foco onde quiser e mantenha-o pressionado até bater a foto; 6. Bata a foto. Se, na hora de fazer a próxima foto, o ambiente tiver as mesmas condições de luz da primeira, você pode pular os primeiros passos e ir direto para o 5, sem mexer nas configurações de abertura, tempo de exposição ou ISO. 83


84

Como fotografar na contraluz e fazer silhuetas Ao fotografar uma pessoa na contraluz a câmera pode achar que está tudo muito claro e acabar deixando a foto mais escura do que deveria. Você pode usar a técnica da mão para fazer uma fotometria correta.

24. lisie

Em situações de contraluz também podemos querer fazer uma silhueta. Para conseguir uma boa silhueta você pode apontar para o céu, fazer a fotometria, e depois voltar para a composição desejada.


A situação de contraluz também nos permite usála como luz de contorno. Nesta foto, por exemplo, a luz cria um contorno dourado em volta da a técnica

Adrielly.

Para conseguir esse efeito podemos também usar a técnica da mão, da mesma forma que fizemos no primeiro exemplo. Porém, o contorno só será visível se atrás da pessoa houver um fundo que também está projetando sombra em si mesmo. Veja no 25. adrielly

esquema:

85


86

Como fazer fotos com o fundo desfocado O efeito do fundo desfocado é muito admirado e muita gente acredita que uma foto parece mais profissional por causa dele. Este é um dos efeitos impossíveis de se reproduzir na pós-produção, e não fica natural se feito no computador. 26. andy

O fundo desfocado depende dos seguintes fatores: Distância focal Quanto maior a distância focal, maior será o desfoque. Se estiver usando uma lente 18-55mm, faça a foto em 55mm. Distância entre assunto e lente Quanto mais próxima você estiver do assunto, mais próximo da lente será o foco, e mais o fundo ficará desfocado. Chegue perto!


Abertura A abertura é a principal responsável pela profundidade de campo (releia o item "como controlar a luz”, página 53). Use a maior abertura que sua lente permitir para conseguir mais desfoque. Uma abertura f/5.6 vai desfocar mais o fundo do que uma

a técnica

abertura f/11. Distância entre o assunto e o fundo Quanto mais distante o fundo estiver do ponto de foco, mais desfocado ele ficará. Ao tentar fazer um retrato com fundo desfocado é melhor deixar a pessoa longe do fundo do que encostada nele. Nem sempre é possível juntar todos esses fatores em uma só foto, mas tentando colocar alguns em prática com certeza você conseguirá bons resultados, usando o equipamento que possui hoje.

Como fotografar com pouca luz e à noite Fotos noturnas são um pesadelo: é difícil focar, é difícil medir a luz e na maior parte das vezes acabamos com fotos escuras, tremidas ou com um montão de ruído. Mas não desanime: fotos noturnas podem ser muito divertidas de fazer e depois que a gente pega o jeito, dá vontade de trocar o dia pela noite.

87


88

Um tripé ou um ISO alto.

Dica

Fotos noturnas normalmente exigem estabilidade

Câmeras compactas

para fazermos longas exposições. Falei sobre tripés

possuem modos específicos

na página 80 e também dou uma dica de tripés mais

para fotografar à noite.

compactos na página 168.

Use-os para conseguir

Se você não tiver um tripé, também dá para subir o ISO

iluminação. Esses modos

sem medo! O ruído resultante pode ser suavizado na

podem ser chamados de

pós-produção ou pode ser incorporado na foto.

fotos nítidas e com boa

noturno, noturno com flash, retrato noturno, paisagem noturna, ISO, alta sensibilidade, entre outros. Veja no seu manual.

27. rio de janeiro/RJ

o ruído é um pr nem sempre deixe de oblema, não por cau fazer a foto sa dele.


Use o (subsestimado) nivelador da sua câmera É muito fácil fazer fotos noturnas tortas, pois temos menos referências. Nessa situação o ideal é usar o nivelador embutido da sua câmera para ter horizontes retos. Procure no seu manual: se sua câmera não possui

desnivelad

a. a técnica

nivelador, use o nivelador de bolha do tripé.

Choveu? Fique feliz! Chuva costuma ser uma péssima notícia, mas para fotos noturnas ela é bem vinda. Já notou que na maioria das cenas noturnas dos filmes as calçadas estão molhadas?

nivelada.

É que a água reflete a luz, logo a chuva nos ajuda a deixar a cena mais bem iluminada e interessante. Na próxima vez que chover você já sabe: ao invés de se encolher na cama, bota uma capa de chuva e saia pra fotografar! 28. veneza, itália

89


Aberturas mais fechadas (como f/22) permitem exposições mais longas e,

29. veneza, itália

consequentemente, conseguimos registrar movimentos de forma interessante.

o movime interesse nto traz mais para esta foto.

Em fotos noturnas a abertura menor também permite que os pontinhos de luz se pareçam com estrelas. Pode parecer um detalhe bastante pequeno, mas em uma foto maioritariamente escura isso faz bastante diferença. 30. veneza, itália

90

Aberturas bem fechadinhas

tudo que vira estre é ponto de luz la.


Procure métodos alternativos de iluminação Luminárias, velas, lanternas e até um tablet podem servir como fonte de iluminação. Essas fontes não são muito potentes, mas colocando-as bem pertinho do

a técnica

assunto você conseguirá resultados perfeitos.

esse tomilho foi iluminado usando uma vela

Por fim… as configurações Sei que uma das grandes dificuldades da fotografia noturna é a parte mais técnica. Embora cada situação seja única (pra variar!), algumas dicas são válidas: Para focar: use o liveview (tela LCD) da câmera e dê zoom (na visualização) para focar manualmente. Normalmente é mais fácil focar em pontos de luz do que em outras áreas. Eu não costumo confiar no foco automático nesses casos. Para a foto não ficar com muito ruído: aposte na longa exposição ao invés do ISO alto. Mas, pessoalmente, não acho que o ruído é algo tão do mal assim. Para a foto não ficar tremida: o tripé é seu amigo, mas se não tiver um disponível, apoie a câmera em um banco, no chão, no muro, em qualquer lugar. Só não vale achar que vai ser possível segurar a câmera na mão por 2 segundos sem tremer. Para a foto não ficar escura: a fotometria de uma cena noturna é diferente da cena diurna. Dificilmente seu fotômetro ficará zerado. Embora, repito, situações diferentes peçam soluções diferentes, lembre-se que a tendência é que o fotômetro fique um ou dois pontos no negativo. Na dúvida, teste e refaça. 91


Panning é o efeito que mostra o movimento da cena, borrando uma parte da foto. Este movimento é captado movendo a câmera enquanto tiramos a foto. 31. naarden, holanda

92

Como fazer panning

Para dominarmos esse tipo de efeito é preciso prática. Tente fazer isso em várias fotos. Teste com diferentes velocidades e acompanhando diferentes objetos. O passo-a-passo: 1. Selecione um tempo de exposição longo. Assim você conseguirá o efeito de movimento. Um segundo já é o suficiente pra fazer o efeito; 2. Aponte para o seu assunto, que está se movendo, e mova a câmera junto com ele; 3. Clique e comece a tirar a foto. Continue seguindo o seu assunto com a câmera; 4. A exposição irá terminar e, se você conseguiu seguir a velocidade do assunto com sua câmera ele deverá estar nítido enquanto o fundo ficou desfocado.


Como fotografar no nascer e no pôr do sol O céu fica lindo quando o sol está nascendo ou se pondo. Mesmo acontecendo diariamente não nos cansamos da beleza de suas cores. Registrar esta belezura toda não é complicado. a técnica

Para conseguir manter as cores e o contraste é preciso

32. alter do chão/PA

subexpor a foto um pouquinho.

Se você está usando o modo de medição matricial pode fazer isso deixando o fotômetro em um número negativo (como -1 ou -2).

93


próxima ao horizonte, um pouco acima da parte mais iluminada e do próprio sol. Se você fotometrar onde está o sol ou na parte mais clara, as chances são grandes de subexpor a foto mais do que o necessário. 33. rio de janeiro/RJ

94

Se você está usando o modo de medição pontual, pode apontar para uma parte

não faça a fotometria aqui (vai ficar muito claro)

Dica faça a fotometria aqui

Muitas câmeras compactas oferecem a opção de compensar a exposição para cima ou para baixo. Você encontra essa configuração em um ícone EV. Ao fazer fotos do pôr do sol você pode compensar a exposição em um valor negativo e conseguirá melhor profundidade de

não faça a fotometria aqui (vai ficar muito escuro)

cores e detalhes.

ícone EV


a técnica

está gostando do livro? então considere fazer uma contribuição do valor que estiver ao seu alcance :-)

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3

como criar fotos incrĂ­veis


98

Olhar, analisar, compor A composição não depende quase nada do seu equipamento e não pode ser arrumada no computador depois. Ela é a base do que chamamos de uma fotografia bonita. Decidir quais botões apertar fica fácil e rápido depois de um tempo praticando. A partir daí, dedicamos a maior parte dos nossos esforços à composição.

34. alter do chão/PA

Entender a parte técnica é importante. Saber pós-processar suas imagens em um mundo digital também. Mas a composição é um dos principais fatores para sua foto se destacar na multidão.


Antes de apontar sua câmera para a cena que pretende fotografar, é preciso parar e observar. Olhe em volta e responda às seguintes perguntas: •

Por que decidi fotografar isso?

O que chamou a minha atenção nesta situação?

Quais são as coisas mais importantes desta cena?

O que não é importante?

Depois de responder essas perguntas, você terá um ponto de partida para iniciar a

Qual vai ser o resultado usando diferentes lentes?

E se eu chegar mais perto ou for mais longe? E se eu me abaixar?

Se eu andar em volta da cena, qual ângulo ficará mais interessante?

como criar fotos incríveis

composição. Analise:

Depois de olhar e analisar, vem o momento de compor. Vou te contar alguns princípios que usamos para chegar em composições interessantes, mas lembrese que não existe certo ou errado. A composição escolhida deve ajudar a contar a história por trás daquela imagem. Os caminhos para chegar neste resultado devem ser escolhidos por você! Estes princípios não são exclusivos da fotografia: eles existem e funcionam igualzinho para toda arte visual (pintura, ilustração, escultura e design, por exemplo.) São dois grupos de informações que usamos ao criar e ao analisar a composição em uma foto: os elementos formais (os elementos que compõem uma imagem) e os princípios das artes visuais (a organização desses elementos dentro de um quadro).

Os elementos formais São sete os principais elementos formais das artes visuais. Eles nos auxiliam a entender a estrutura de uma fotografia. Para que uma imagem seja formada, pelo menos alguns desses elementos estarão sempre presentes. Os elementos, em si, são como as letras do alfabeto: não têm significado próprio. É a forma de usálos que nos ajuda a passar uma mensagem. 99


A linha é normalmente o primeiro elemento formal citado em qualquer aula de arte. Fica fácil saber o motivo: linhas são a base para todo tipo de representação visual. Uma foto mostra o mundo em duas dimensões. Nela, linhas que não existem na vida real (como as linhas de uma escultura) passam a existir. Dá pra dizer que não existe fotografia sem linha, pois é ela que delimita tudo que está no quadro. Para entender melhor o que é a linha, imagine-se desenhando uma foto. Por onde você começa? Normalmente, pelas linhas! 35. oslo, noruega

100

1. Linha

am os linhas delimit agem. im objetos da


Além de delimitações literais, as linhas podem ser também somente sugeridas. No exemplo abaixo, as linhas que formam as parreiras são complexas, mas a organização delas no quadro sugere duas linhas

como criar fotos incríveis

36. heilbronn, alemanha

simples convergentes:

linhas nao aparentes.

O uso de linhas retas traz uma sensação de modernidade e ordem. Já o uso de linhas curvadas e irregulares traz uma sensação mais orgânica e natural. Linhas horizontais são mais confortáveis aos nossos olhos do que verticais, pois na vida real temos como base um horizonte; linhas diagonais trazem mais dinamismo. 101


102

Linhas normalmente não existem de forma pura em fotografias. Sua influência no resultado final é mais discreta do que outros elementos, e normalmente trabalhamos muito mais com linhas sugeridas do que linhas literais.

das) linhas (sugeriazem a retas que tr ordem. sensação de

37. keukenhof, holanda

linhas curvada(sugeridas) trazem s que orgânic a sensação naturez a da a.

38. svartifoss, islândia


2. Textura Ao tocar em objetos à nossa volta, conseguimos sentir sua textura. É possível sentir a diferença entre uma casca de maracujá (com rugas e saliências) e a casca de um ovo (lisa e suave). Em uma imagem de duas dimensões não temos uma textura real, mas é possível simular essa textura usando outros elementos (como cor e luz.)

Por exemplo: Usando como criar fotos incríveis

uma iluminação lateral e dura, evidenciamos a textura dos objetos. Usando uma iluminação suave, evidenciamos

como a foto em um objetivo é essa, o iar a textura evidenc velho. do píer

39. giovanni

assuntos delicados.

a pele delicad do bebê é luz sua a, e usando u esta cave evidenciam ma racterís os tica.

103


elho vermoleta vi

nj a

cores na pré-escola. Para

lara

um pouquinho sobre

verm lara elho nja

v i ol eta

Todo mundo aprendeu

vermelho

a fotografia, no entanto, precisamos saber um

azul violeta

aprendemos com a tinta

amarelo laranja

pouquinho mais do que guache. Começamos

zul a

are lo

verde

cromático:

am

observando o círculo

lo are am rde ve

az ver ul de

104

3. Cor

A cor é um dos elementos mais poderosos e versáteis que existem. Podemos dar destaque a algum elemento usando somente uma cor. Podemos também criar equilíbrio usando uma combinação de cores. Vejamos a temperatura da cor: cores mais quentes (amarelo e laranja) trazem uma sensação de aconchego e calor. Cores mais frias (azul e roxo) trazem uma sensação fria e estéril.

core

40. naarden, holanda

s qu

core

s fr

ias

,

a foto amarelad trazendo aconchego.

ente

s


de cores. A mensagem passada pela cor só funciona quando usamos poucas cores. Ao usar mais de três

como criar fotos incríveis

41. tromso, noruega

Podemos criar significado usando uma combinação

foto azula represent da, ando o fr io.

cores, esse elemento deixa de ser tão evidente. Duas combinações interessantes são as de cores análogas e cores complementares. Cores análogas são aquelas que ficam

o cores o lilás sã uma e l u z a o , e criam análogas na imagem. unidade 42. aquário de londres, inglaterra

próximas no círculo cromático. Usando cores análogas criamos uma unidade harmônica dos elementos da foto.

cores an

álogas.

105


106

Cores complementares são aquelas localizadas de forma oposta no círculo cromático. Usando cores complementares criamos um constraste de cores harmônico.

cores lementares. comp

o verde são o vermelho e e cores que um exemplo d e. criam contrast

4. Luz e Sombra Este elemento é bem fácil de entender: é simplesmente o jogo de claro e escuro na imagem. Eu gosto de comparar o uso da luz e da sombra com escutar música: ver uma foto mais escura é como ouvir um fado, ficamos pensativos, imaginando o que está oculto naquelas sombras. Ver uma foto mais clara é como ouvir um sambinha, uma explosão de informações. Podemos usar luz e sombra com diferentes proporções e contrastes.


como criar fotos incríveis

foto com luz e som uso de bra.

44. maíra

45. naarden, holanda

As fotos em preto e branco dependem totalmente deste elemento, já que não possuem cor.

Uma f escura oto ser mis pode teriosa . 107


108

5. Volume O volume é a representação de um objeto 3D. Assim como a textura, na fotografia a terceira dimensão de um objeto pode apenas ser simulada. Essa simulação é feita usando sombras e perspectiva (nosso cérebro interpreta o que é menor como estando mais longe).

46. inhotim/MG

uso de perspectiv para mos a a profund trar da cena. idade


Podemos evidenciar ou diminuir o volume de um objeto. Por exemplo: se você fotografa uma bola com uma luz totalmente regular é possível que ela mais pareça um círculo do que uma bola.

de uminadae il la o b uma regular pod forma um círculo. parecer

Ao contrário do volume, a forma tem duas dimensões. Reconhecemos a forma de uma pessoa mesmo sem notar o volume, desde que seja possível reconhecer uma cabeça 47. salvador/BA

e um corpo.

os ão vendo mesmo n, é possível detalhes er uma pessoa reconhec forma. por sua

É fácil notar as formas ao analisar fotos de silhuetas, mas ela está lá mesmo quando não é tão óbvia. A forma pode ser definida com linhas, cores, luzes e sombras.

109

como criar fotos incríveis

6. Forma


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A forma é muito importante, pois é ela que nos faz

nhas s montao uso a d a m r m a fo ciada co é eviden ras e luzes em de sombao fundo. relação

reconhecer o assunto da foto. Dependendo do ângulo que escolhemos, uma forma pode ficar irreconhecível. Também é possível evidenciar a forma usando desfoque, luz e cores.

48. black sand beach, islândia

7. Espaços Costumamos separar a foto em dois espaços: o espaço positivo e o espaço negativo. O espaço positivo é o assunto principal, enquanto o espaço negativo nos ajuda a conduzir o olhar para este assunto.


espaço positivo.

49. tromso, noruega

como criar fotos incríveis

volve o espaço negativo en o. ad af o assunto fotogr

espaço negativo.

O espaço negativo é como o ar: ele envolve o assunto principal, sem chamar atenção para si. Ele é neutro e serve para dar mais atenção ao assunto. Ao navegar o olhar pela imagem, procuramos os espaços positivos.

nha não te do vazio. medo 50. rio de janeiro/RJ

Dica Na fotografia e no design usamos este espaço negativo para dar destaque ao assunto principal. O maior erro de quem está começando é ter medo de deixar espaços vazios. Mas lembre-se que quanto mais espaço vazio, mais destaque você dá para o assunto principal, e não o contrário!

111


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Como juntar os elementos no quadro Depois de conhecermos os elementos, é hora de colocarmos eles dentro de um quadro e formar nossa foto. 7 princípios nos ajudam a decidir como fazer isso. 1. Equilíbrio Ao olhar uma foto equilibrada nosso olhar viaja dentro da imagem. Ao olhar uma foto desequilibrada nosso olhar procura o que está faltando. Para conseguir o equilíbrio, distribuímos os elementos no quadro de forma que eles se complementem ou façam sentido.

51. kvaløya, noruega

nesta fot canto infeo, a pedra no equilibra rior esquerdo se grande nocom a montanha direito. o canto superior foto na d lago, cortando a dois elem iagonal, divide os entos.

a, feita uma foto parecid o nã , lo de outro ângu como inclui a pedra. vejaficar o vazio faz a foto desequilibrada.


stumam números ímpares comais rio íb uil criar um eq res. nesta agradável do que pa úmero (n foto, três ciclistas m com uma ímpar) se equilibra ima pessoa (número ímpar) últ no fim do quadro. 113

como criar fotos incríveis

52. mari 53. rio de janeiro/RJ

nesta olhand foto, a mo super o para o c delo está espaç ior esquerd anto ela po o negativo o. criar um ficar mssa olhar para onde ais eq faz a fo uilibra t da. o


O contraste é o uso de iluminação ou cores para definir o caminho do olhar de quem observa. Para garantir a separação de assunto e fundo, usamos cores complementares ou luz e sombra.

a ir costumpartes r a lh o s nosso iro para a de uma e s a m i pr iluminad plo, mais neste exem lo ocupe foto. ra a mode o quadro, embo espaço n ência por pouco ca em evid ais claro. ela fi assunto m ser o 54. carol

ostra que a repetição mfoto é o assunto da estres”, “desenhos rupmos, de mas não nota desenho partida, cada . individualmente

3. Repetição O uso de elementos parecidos em cor ou formato cria um padrão que pode ser abstrato ou enfatizar um assunto sem dar atenção para cada elemento. 55. museu de arqueologia do xingó/AL

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2. Contraste


4. Ênfase

a modelo pois é o e está em ênfase mais nitid lemento com do quadroez e iluminação .

É o destaque dado para o assunto principal da foto. Quase sempre existe algum assunto principal, e procuramos dar toda a ênfase a ele. Podemos fazer isso

57. manifestação educafro/RJ

como criar fotos incríveis

56. shirlley

usando luz/sombra, cores e desfoques.

5. Ritmo O ritmo é o que define a forma como o observador viaja o olhar pela imagem. Usamos linhas, formas e desfoques para criar um ritmo de movimento ou de leveza.

as bande em primeiras tanto quanto lá iro plano criam pro no fundo e fazem o fundidade viajar pela olhar foto. 115


A proporção é o que distribui os elementos no quadro de acordo com a sua importância e tamanho.

58. oberhofen am thunersee, suíca

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6. Proporção

59. barra da guaratiba/RJ

rvore nha, a á recem a t n o m a soas pa u e as pes antes pois o cé ic a if d n e ig t ar ins maior p toma a . imagem 7. Unidade Tudo que está no quadro tem que ter alguma função na composição. O maior erro encontrado nas fotografias de iniciantes é este: muitos elementos não dizem nada ou não adicionam nada à foto, deixando a imagem sem unidade.

tudo que deve ter está na foto na dúvida sua função. elemento é melhor ter que elemes de menos do ntos dem ais.


Regras de composição Seguir algumas regras de composição já consagradas garante imagens bem equilibradas. Você pode quebrar essas regras quando houver um bom motivo para isso, mas segui-las é um bom começo para criar fotos mais bonitas.

Regra dos terços Pegue o seu quadro e desenhe mentalmente um jogo da velha em cima dele. Os pontos importantes da sua foto devem ficar em alguma das quatro convergências

Cada foto tem suas características próprias e nem sempre é fácil definir o que vai nas bolinhas. Antes de bater a foto olhe para a cena e defina o que tem mais

60. cânion do xingó/AL

importância e deve estar em evidência.

coloque a que é ma quilo importantis áreas ma e nas rcadas.

nesta foto o b e ele se encontarco é o ponto de destaque, esquerda: o re ra na convergência inferior negativo e dá costante da cena é espaço ntexto. 117

como criar fotos incríveis

dessas linhas.


61. monica

118

62. seljalandsfoss, islandia

em retra buscamostos os olhos n manter superior. o terço

existemsse: m e g a re nesta im de inteoeira. s o t n o dois p da e a cach cada a esca equilibram, uma elas se calizada em da velha. uma lo ção do jogo interse

Depois de aprender a regra dos terços ou estudar um pouquinho de fotografia ficamos tentados a nunca mais fazer uma foto centralizada na vida! Não centralizar nada no quadro é, aliás, o conselho que você mais vai escutar quando se trata de composição.


63. ilha do mel/PR

Pratique bastante esta regra para ver como os resultados podem ficar bonitos, mas não tenha medo de quebrála quando quiser criar tensão na imagem: o uso de outros elementos pode fazer uma foto centralizada ficar muito

Mantenha os horizontes na horizontal, por favor! Se tem uma coisa que estraga muitas fotos por aí é fazê-las tortas. Não: não é artístico, não é

64. salvador/BA

diferentoso, não é estiloso. É simplesmente feio. Acredite em mim.

anquilas pessoas tr de barco pelo passeando a foto torta mar... não, l. não é lega Parece radical, mas o motivo é simples: entortar a foto é um ótimo método para fazêla remeter a movimento e caos, criando tensão. O problema é que a maioria das fotos tortas que vejo por aí são de pessoas paradas, objetos inanimados, paisagens imóveis ou momentos tranquilos! 119

como criar fotos incríveis

bonita também.


acompanhar e evidenciar movimento ou criar tensão. No cinema, esta técnica é chamada de dutch tilt.

o horizon foto só fute torto nesta evidencia nciona pois o caos. o movimento e 65. oslo, noruega

120

O único bom motivo para fazer uma foto torta é para

Se você está deixando sua foto torta porque não consegue alinhar o horizonte, porque quer encaixar alguma coisa melhor na composição, ou porque quer que ela fique mais estilosa, melhor parar por aí! Algumas câmeras possuem um nivelador embutido, é só apertar um botão (veja no manual se a sua oferece esta opção.) Você também pode usar um nivelador à parte, que se encaixe no topo da câmera (onde ficaria o flash). Alguns tripés também possuem o clássico nivelador de bolha. Caso nada dê certo e não exista outra opção, alinhe a imagem na pós-produção. O chato dessa alternativa é que você acaba perdendo parte da sua foto. Se quer encaixar mais coisas na foto, mude seu posicionamento. Se quer uma foto mais criativa, use a composição e a luz. Mas, por favor, deixe seu horizonte na horizontal!


Uso de molduras Colocar um elemento neutro e discreto em volta do assunto principal pode ser uma

66. niterói/RJ

boa opção para conseguir evidenciar o que é importante. Qualquer coisa pode virar uma moldura. Ela pode ser óbvia, como uma janela. Ela também pode ser somente induzida, usando elementos desfocados e

como criar fotos incríveis

naturais.

67. ilha do mel/PR

esta foto janelinha usa a como molddo avião ura.

a to usa esta fo como cavernaa. moldur

A moldura está lá somente como figurante, e o ideal é que ela não chame muita atenção. Podemos esconder seus detalhes usando sombras ou desfoques. 121


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Além de apontar para o assunto principal da imagem, a moldura também ajuda a dar um contexto contando parte da história. Na foto abaixo existem vários níveis de moldura: tente encontrá-las e entender como elas ajudam a criar interesse na imagem.

uma moldura também adiciona contexto à foto.

68. luar


Simplicidade na composição: mostre só o que é importante Um dos segredos para conseguir fotos mais bonitas é mostrar somente elementos que são importantes e relevantes. Uma foto poluída não é necessariamente uma foto com muitos elementos, e sim com muitos elementos que não adicionam nenhuma

como criar fotos incríveis

informação importante na imagem ou que aparecem na foto de forma desorganizada.

em uma fica difícilfoto poluída é importa ver o que são muito nte, pois brigando s elementos por atenç ão.

69. ilha grande/RJ

ente amos som c o f o d n a qu teressa a no que in muito mais foto fica nte. interessa

123


posicionamento é o primeiro passo. Antes de levantar a câmera, passeie e veja a diferença de cada ângulo na cena. Veja onde a luz está batendo e o que ela está evidenciando. Escolhido o ângulo, aponte a câmera e veja o que ela está mostrando no quadro. Muitas vezes um passinho é o suficiente para mostrar ou esconder elementos em uma cena. Observe como mudar meu posicionamento em poucos centímetros fez a diferença na foto ao lado. O telhado que aparecia na primeira foto foi escondido por uma folhagem incluída na composição.

Veja a diferença que faz dar um passo para os lados ou se abaixar. Veja a diferença que faz chegar mais perto ou mais longe do seu assunto.

70. oberhofen am thunersee, suíça

124

Definir o seu


A melhor hora para fotografar Adoro usar o sol como fonte de luz: ele está lá disponível para todo mundo, é de graça, e não é preciso trocar suas pilhas. Uma das dicas de fotografia mais tradicionais quando usamos a luz natural é: fotografe sempre na hora mágica. A hora mágica é aquele momento em torno do nascer e do pôr do sol. Neste momento, a luz está suave e dourada e o céu está com cores lindas. Seguindo esta linha de pensamento, também se diz por aí para nunca fotografar ao meio dia, pois neste horário a luz está muito forte, criando sombras

como criar fotos incríveis

feias e duras.

71. rio de janeiro/RJ

a.

ra mágic foto na ho

Porém, vivendo a fotografia no dia a dia, descobri que não é tão simples assim. A melhor hora para fotografar depende de muita coisa: o tipo de foto, a logística necessária, a disponibilidade e conforto de clientes, o lugar do mundo onde você está... Por esses motivos, não existe uma só resposta. É necessário analisar qual é o melhor horário para você!

125


126

Qual é o seu melhor horário? O primeiro ponto a considerar é sua localização. A hora mágica pode durar cinco minutos em Belém, uma hora em Porto Alegre, e o dia inteiro na Noruega. Além disso, sabemos que o ângulo em que o sol viaja no céu também depende da estação do ano. No Brasil, além da variedade enorme de iluminação, dependemos de outros fatores metereológicos. Quando eu morava em Curitiba, era impossível marcar ensaios para a hora mágica durante o inverno, pois ficava muito frio. Eu acabava fotografando durante o temido meio dia para minhas clientes ficarem confortáveis. Dependemos também da disponibilidade das outras pessoas envolvidas. O mundo não gira ao redor do nosso umbigo fotográfico e nem sempre quem vai participar também está disponível no horário perfeito. Quem fotografa paisagens profissionalmente encara problemas semelhantes: imagine que você chegou em Xangai hoje, seu vôo demorou, o trânsito atrasou, o tempo fechou... Mas a foto precisa ser entregue

Dica No norte, existem épocas em que a chuva tem hora marcada. Independente do que os livros de fotografia disserem, é inviável marcar um ensaio no parque bem na hora do toró. Norte, sul, nordeste, sudeste ou

amanhã! É preciso fazer uma foto bonita, pois prazos

centro-oeste têm também

são prazos. Mesmo que você não seja profissional, as

suas necessidades únicas,

férias também têm hora marcada para acabar e nem

que só você conhece!

sempre a condição ideal estará te esperando em Paris.


como criar fotos incríveis

72. rio de janeiro/RJ

Como trabalhar com situações não-tão-perfeitas de luz?

. e aí? choveu fazer? o que

É preciso ser realista: se não é viável fotografar na hora elas? Se a foto de paisagem não vai ficar legal porque o tempo está nublado, que tal focar em outros elementos? É possível chegar mais perto, usar o preto e branco ou criar efeitos que façam a iluminação ser sua amiga, não inimiga.

acordei à fui pra lo s 4 da manhã, tempo es cação... E o nesta fototava fechado. teleobjetiv , usei uma lente a compos a para focar dos barco ição no reflexo paisagem s, e não na tradiciona l. 73. floresta negra, alemanha

perfeita, quais são as alternativas e como trabalhar com

127


128

Se foi imprescindível marcar um retrato durante um horário em que o sol está a pino, você pode aproveitálo para trabalhar fotos mais contrastadas e dramáticas. Só tome cuidado com expressões desconfortáveis: a tendência é que a gente aperte os olhos quando o sol está na nossa cara. Em retratos tradicionais, onde a pessoa está olhando diretamente para a câmera, talvez seja necessário procurar uma 74. michele

sombra.

mesmo quand a pino é possí o o sol está ou criar uma vel buscar sombra. 75. cristiane

ção esta foto com ilumina mo co dramática foi feita sol forte.

O mais importante para se trabalhar com a luz natural é entender que é ela quem manda. Se você planejou uma foto específica e o tempo virou, não dá pra insistir: seja flexível e trabalhe com a luz que a natureza te deu.


como criar fotos incríveis

76. rio de janeiro/RJ

A fotografia preto e branco

A imagem em P&B era originalmente uma limitação. A fotografia foi inventada oficialmente em 1839 mas foi só cerca de 100 anos depois que a fotografia colorida ficou viável. Era o fim da restrição e todas poderiam fotografar o mundo como ele sempre foi: colorido! Mas por que, mesmo depois da descoberta e popularização da fotografia colorida, continuamos a fazer fotos em preto e branco? O primeiro motivo para que a foto em P&B não morresse foi a reação de profissionais da época. Assim como ainda hoje é possível escutar gente negando a validade da fotografia digital em relação ao filme, na década de 40 fotógrafas negavam a novidade da fotografia colorida. Essa modinha estaria depreciando a fotografia de verdade. É comum isso acontecer a cada mudança de estilo ou tecnologia: até mesmo Monet era visto como alguém que estava depreciando a arte de verdade pela crítica da época, que negava o impressionismo. 129


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Mesmo com o choque inicial, a fotografia colorida desde então cresceu e se tornou a mais utilizada. Atualmente, ela é unanimidade na mídia: é muito raro encontrarmos um filme, um outdoor ou um editorial de moda sem cores. As cores nos permitem registrar o mundo com mais precisão, mas as fotos preto e branco ainda vivem. Pode ser por causa de uma nostalgia crônica presente em todas as gerações. Entretanto, a maioria das pessoas concordam com um simples motivo: as cores podem nos distrair do que realmente interessa em uma foto. A emoção, as formas e as texturas aparecem muito mais em um registro sem esta distração. 77. ilha grande/RJ

um dia nublad já não tem co o res mesmo…


como criar fotos incrĂ­veis

78. angelica e leandro

Retratos

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O que falar quando vamos fotografar uma pessoa? Como deixá-la à vontade e evitar a trava que acontece quando apontamos uma câmera? De onde vem aquele sorriso verdadeiro e aquele olhar de cumplicidade que nos encontra do outro lado da foto? 79. josi e andré

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Introdução à Direção Afetiva

a direção afe sensações quetiva busca vão além da fo to.


gringos. A maioria dos livros que chegam pra nós vêm dos Estados Unidos e são feitos por pessoas estadounidenses e para pessoas estadounidenses. É fácil entender o motivo desse assunto não ser falado nesses materiais: a direção tem uma ligação direta com nossa forma de se relacionar. No Brasil e no restante da América Latina nosso jeito de se relacionar é pessoal e acolhedor, mesmo com algumas variações entre campo e cidade. A gente se encosta, convida prum café e abre a geladeira na casa dos outros. Essa atitude acolhedora só deixa de existir naquelas classes que tentam imitar o jeito frio de quem está há centenas de anos nos explorando. As dicas de direção gringas, normalmente baseadas em “coloque a mão da pessoa pra cima” e “mexa a cabeça dela pra tal posição”, são mecânicas e objetificantes. Talvez até funcionem quando lidamos com modelos profissionais, mas reproduzir esse passo-a-passo com a maioria das pessoas é garantia de criar uma situação incômoda. Mas tem como fazer diferente? 133

como criar fotos incríveis

80. cassio e juliano

Direção é um desses assuntos ignorados em livros de fotografia


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Durante todo o ano de 2014 levei uma oficina de Direção Afetiva para todos os estados do Brasil. De janeiro a dezembro, de região em região. Eu e as pessoas que participaram desta oficina desenvolvemos – em conjunto – uma direção mais lúdica, mais empática e mais política. Esses três pilares são assunto suficiente para outro livro, admito! Mas tentarei trazer aqui uma introdução que possa te ajudar a lidar melhor com as situações que aparecem quando você vai fotografar pessoas.

“O que eu faço?” Aponte uma câmera para alguém e espere alguns segundos. Logo, a pergunta virá. “O que eu faço?” Pode ser que a pergunta não venha verbalizada. Pode ser que ela venha somente com uma carinha de dúvida. Pode ser que ela venha em formato de pose-e-sorrisode-festa. Pode ser que venha através de um olhar desviado ou de um olhar ensaiado. Mas ela virá. 81. tathiana


E ela vem porque toda vez que alguém aponta uma câmera pra gente, gostando ou não, nós de repente sentimos uma autoconsciência em relação ao nosso corpo e nossa presença. É como se estivéssemos vivendo a vida tranquilamente e, ao ter uma câmera apontada para nós, lembrássemos que nosso corpo está ali. E é por isso que nessa hora não sabemos muito bem o que fazer com ele. E perguntamos, com a boca ou com o corpo, o que fazer. O primeiro passo para uma direção, afetiva ou não, é responder a essa pergunta. A cada dois segundos. Toda vez que você estiver apontando uma câmera para alguém. (Depois disso, a pergunta “E agora?” virá. Responda essa também e repita o processo.) Esse primeiro passo já é difícil o suficiente de seguir. Principalmente porque quando gostamos de fotografia temos uma certa mania de ficar acariciando os botões da câmera e pensando na luz, na composição e nas configurações ao invés de olhar para o ser vivo que está ali parado na nossa frente. Se você mora numa cidade grande, vá para um parque no sábado à tarde e observe os ensaios acontecendo: você verá uma pessoa desconfortável posando e uma pessoa continuamente olhando para uma telinha para ver se suas fotos estão ficando boas. 135

como criar fotos incríveis

81a. alcinda e manoel


e passar a se preocupar em como está ficando a pessoa fotografada. (Na verdade, o primeiro passo se resume em deixar de ser narcisista. Se você nasceu no Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial, boa sorte com esta tarefa!) E o segundo passo é ter uma resposta para a pergunta “O que eu faço?” 82. rita e pedro

136

Praticar a direção afetiva é parar de se preocupar tanto em como está ficando a foto

Por algum motivo existem algumas respostas que saem automaticamente da nossa boca. Todas elas são terríveis e devem ser evitadas a todo custo – a não ser que você fale tudo como se estivesse cantando uma linda poesia envolvente, como é o caso de uma querida soteropolitana que encontrei nessas andanças. As respostas proibidonas são: •

Pode agir naturalmente

Faça o que quiser!

Finja que eu não estou aqui!

Agora dá um sorriso!


A primeira é um dos pedidos mais danados que podemos fazer pra alguém para quem estamos apontando uma câmera (muitas vezes enorme.) Agir naturalmente nessas situações é travar e se sentir desconfortável. Pedir para a pessoa fazer o que ela quiser é a mesma coisa que falar: “Sabe as trocentas milhões e infinitas possibilidades de coisas que podem ser feitas no mundo? Então, escolhe uma aí você, porque eu estou ocupada.” Fotógrafa: tome essa responsabilidade de volta, pois ela te pertence! Fazer fotos sem que a pessoa perceba é um jeito de conseguir fotos espontâneas, mas não é sempre esse o caso. Não adianta pedir pra ela fingir que você não existe:

Já os dentes demais (crianças) ou dentes de menos (adultos) que aparecem quando pedimos um sorriso deveriam ser motivo suficiente para nunca mais fazermos isso. Todas as pessoas ficam radiantes quando estão sorrindo, com ou sem dentes, mas só quando estão realmente sorrindo. Isso vale para outras expressões também: já tentei pedir para um casal olhar entre si com um olhar apaixonado, já tentei pedir para uma pessoa ficar assim, mais introspectiva, sabe? Mas não dá. Só modelos profissionais sabem imitar um sorriso, um olhar ou uma expressão pra vender margarina. Gente como a gente só sabe expressar sentindo. 83. josi

137

como criar fotos incríveis

se ela já te viu, será impossível desver.


84. andressa e marina

138

As poses Quando conseguimos evitar esses pedidos, acabamos caindo na opção gringa de direção: responder à pergunta “O que eu faço” pedindo uma pose. Só que poses são tudo que há de ruim da fotografia de pessoas. Se você já tentou posar para uma série de fotos, com certeza tem um motivo para não gostar de poses. Vou contar três dos meus. Motivo número um: poses nos deixam desconfortáveis Imagina a situação. Estou fotografando uma pessoa, e resolvo colocar ela numa pose. Pode ser uma pose que eu inventei na hora ou uma que eu vi em um desses horripilantes guias de poses que se encontram por aí. Começo a pedir: – Então, senta ali. Isso. Agora, hmmmm, estica um pouco a perna. Não, a outra perna. Agora, coloca a mão assim encostada no ombro. Agora vai virando a cabeça na minha direção. Devagar! Não, volta um pouquinho. Isso! Perfeito! Agora dá aquele sorriso. *CLICK*


Por que essa situação é tão incômoda para quem está posando? É porque provavelmente não é uma posição em que a pessoa costuma colocar seu corpo no dia a dia e, principalmente, porque posar é baseada em correções. A cada frase do tipo “Coloca a perna ali, coloca o braço mais pra cá, vira a cabeça assim mais pra acolá”, estamos na verdade dizendo: “Você está fazendo errado. Você está fazendo errado. Você está fazendo errado”. E essa mensagem não é muito acolhedora, né? como criar fotos incríveis

85. paula

Motivo número dois: poses nos transformam em outra pessoa Não interessa quantos livros ou guias de pose você decorar. Mil poses nunca serão o suficiente para representar a infinita variedade e combinações de movimentos que existe em cada um de nós. Por mais que a foto fique boa. 139


140

Um moço me contou, certa vez, que durante as fotos do seu casamento o fotógrafo pediu que ele fizesse muitas poses. Uma delas era em um piano de cauda que existia no espaço. Ele deveria fingir que estava tocando enquanto sua noiva deitava em cima do piano de forma glamurosa. Diz ele que a foto ficou um espetáculo. Mas ele e a esposa morriam de vergonha dela, pois não tinha nada a ver com eles. Eles eram super casuais e despojados, e naquela foto quadrada eles foram somente bonequinhos para o prazer do fotógrafo. O mesmo vale para produções, maquiagens e outros acessórios, pois esses artifícios foram feitos justamente para transformar aquela pessoa em outra. Motivo número três: poses não nos representam As poses nos livros e nos guias são sempre limitadas na representação de pessoas. Um guia de poses de mulheres sempre vai ter mulheres de um certo biotipo (aposto que não preciso te explicar qual.) E aí, quando você for fotografar uma mulher como eu, que não tem cabelo, aquela pose de mexer e esvoaçar as madeixas não vai ajudar em nada. O mesmo vale para quando você for fotografar uma pessoa gorda (as dos guias são sempre magras), o mesmo vale para quando você for fotografar uma pessoa cadeirante (as dos guias nunca têm deficiência), o mesmo vale para quando você for fotografar um casal homosexual (os casais dos guias são sempre homem e mulher, magros, brancos, ele mais alto que ela.) E por aí vai.

86. cecília


Na melhor das hipóteses, tentar encaixar as pessoas em poses cria desconforto. Na pior, constrangimento. Embora desconforto e constrangimento não nos impeçam de fazer fotos bonitas, o nosso objetivo aqui não é só fazer fotos bonitas, e sim evitar desconforto e constrangimento. Este já é um objetivo por si só.

como criar fotos incríveis

Mas, se não é pra pedir as proibidonas ou as poses, o que digo então?

87. vivien e lorraine

Um movimento de distração Sabemos que apontar a câmera causa autoconsciência, então uma das formas de evitar que essa autoconsciência traga também desconforto é pedir para a pessoa fazer algo com esse corpo e mente que foram (re)descobertos. 141


142

Conseguimos fazer isso pedindo para que a pessoa use seu corpo – considerando as possibilidades motoras de cada uma – e sua imaginação de forma lúdica, interessante, inesperada ou desafiadora. Todo tipo de movimento serve para esse propósito. Os conjuntos de pessoas e situações é que vão ditar as ideias. Mas vou dar alguns exemplos para sairmos do abstrato. Se estou fotografando uma pessoa no parque e ela tem um jeito sapeca, posso fazer um pedido singelo como “sobe naquela árvore ali!” É um pedido simples, mas que é desafiador, e desde a reação ao pedido já saberei se é algo que deixa a pessoa mais ou menos à vontade. A ideia não é fazer uma foto de pessoa subindo em árvore. Este é somente o recurso utilizado para conseguir trazer as expressões verdadeiras da pessoa.

88. andrea


Cuidado para não acabar corrigindo movimentos assim como fazemos com as poses. Se você acha que aquela dança entre o casal vai ficar mais bonita se ela colocar o braço mais pra lá,

O mesmo vale para movimentos da imaginação. Posso pedir para uma pessoa fechar os olhos e sentir o sol batendo na sua pele, escutar o canto dos passarinhos e imaginar que está flutuando em uma pequena nuvem no céu enquanto toma um picolé de abacaxi que acabou de comprar na Rua XV. Um movimento pode ser grande ou pequeno, pode

pedir pra ela fazer isso vai

ser pedir pra pessoa subir numa árvore ou fazer

ter o mesmo resultado de

carinho no próprio cotovelo, pode ser uma interação

corrigir uma pose.

com o próprio corpo, com outra pessoa ou com o ambiente, pode envolver o corpo, a imaginação, ou os dois ao mesmo tempo. O essencial é pedir de forma objetiva. Pedir pra “ir ali e fazer alguma coisa” não é o suficiente. É preciso especificar e trazer detalhes. Sugerir esses movimentos simples e diretos já é o suficiente para criarmos situações espontâneas e expressivas, e é o primeiro passo para começarmos a fazer uma direção afetiva. Depois disso podemos ir além e explorar outras ações e imaginações que trabalhem memórias, desejos e autoconhecimento.

Dê um feedback constante Não tem certeza se tudo que falei até agora faz sentido? Está com o pé atrás e não sabe se vai querer aplicar essas ideias malucas? Tudo bem. Mas eu tenho uma dica final que deve servir até para você. Sempre que alguém está tirando uma foto nossa, ficamos em dúvida se está ficando bom. Quando alguém pede pra gente subir numa árvore, não temos certeza se era assim mesmo que era pra fazer. Quem está com a câmera tem o controle nas mãos pois decide quando clicar e sabe como está ficando. Quem está do outro lado não tem nenhum controle. Só dúvidas.

143

como criar fotos incríveis

Dica


As frases mágicas são: “É isso mesmo!”, “Perfeito!”, “Está ficando ótimo”, “Nossa, que linda ficou essa foto!” Repita essas frases o máximo que puder. Mesmo que seja mentira. Mesmo que você tenha esquecido de tirar a tampinha da lente. “Ficou perfeita”.

89. larissa

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Resolver isso é muito simples. Diga que está tudo certo.


Um aconchego e um ouvido A fotografia de pessoas tem uma peculiaridade: a relação entre quem está do lado de cá e de lá da câmera faz a diferença. Para facilitar isso, é legal que exista um aconchego nesta relação. Normalmente, uma conexão acontece antes mesmo do primeiro encontro. Numa situação profissional, por exemplo: uma cliente vê meu portfolio, lê o que e como escrevo e já leva suas impressões e afinidades para o nosso encontro. É essencial deixar claro que você é um ser humano antes de tudo. É mais importante ainda deixar claro qual ser humano você é.

pessoa que sobe em árvore, que gosta de picolé de abacaxi ou que tem uma história especial que aconteceu na Rua XV é parte importante da afetividade na direção. É se importar. Dependendo da pessoa, as mesmas brincadeiras e sugestões podem ser perfeitas ou bastante inadequadas. Falar “feche os olhos e agora pense que um homem lindo está cheirando seu cabelo!” pode funcionar com uma moça heterossexual, mas não com uma lésbica ou com uma que não tenha interesse em relacionamentos afetivos. Evite momentos chatos e não se baseie em estereótipos. 90. juliana

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como criar fotos incríveis

Conhecer e ouvir são a segunda parte dessa relação. Saber se esse é o tipo de


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Quem trabalha ou quer trabalhar com fotografia pode tentar fazer isso formalmente. Eu enviava algumas perguntinhas bem gostosas de responder para todas as clientes que eu ia fotografar. Mas, na verdade, o conhecer acontece mesmo no momento das fotos. Todo mundo tem histórias pra contar. É só perguntar e ouvir. As fotos podem ficar para os intervalos. No fim, essa empatia é o mais importante. Mais importante, diga-se de passagem, do que fotos bonitas.

Mas, mas, mas… É o que a pessoa quer! De todos os “mas” que surgiram nas dezenas de oficinas pelo Brasil, esse sempre foi o mais presente: “É tudo muito bonito o que você está falando mas… E quando não é o que a pessoa quer? As pessoas querem parecer diferentes. As pessoas querem poses que as façam mais glamurosas ou parecidas com modelos de margarina. As pessoas querem esconder o que elas realmente são pois elas não se gostam! E aí?” Sim, é verdade. Tem pessoas que querem exatamente isso mas… Você concorda? Se concorda, vá em frente. Se não, faça de outro jeito. Você escolhe ser parte do problema ou da solução.


Técnicas para retratos Lentes indicadas

Configurações

Teleobjetivas (como a 85mm)

use aberturas maiores para

com abertura grande (como

desfocar o fundo e deixar a

f/1.2, f/1.4, f/1.8 e f/2.8).

pessoa em evidência.

Os olhos e o rosto foque sempre no olho! Os olhos costumam ser a parte mais expressiva do rosto. Se a pessoa estiver olhando

91. priscila

diretamente para a câmera é ainda mais importante que eles estejam em foco.

O ideal é que os dois olhos fiquem em foco, mas se a pessoa estiver em um ângulo que só permita focar em um deles, prefira focar naquele que está mais próximo da câmera, pois ele está mais em evidência.

147

como criar fotos incríveis

No capítulo sobre foco já contei que a regra mais importante de foco em retratos é:


92. fiona

148

tá faça o foco no olho que es ra. me câ da mais próximo


93. barbara

O ângulo do olhar pode fazer muita diferença na naturalidade de um retrato. Evite fazer a pessoa virar o olho de forma que não seja natural para ela. Para isso o ideal é que a pessoa esteja olhando mais ou menos na mesma direção para a qual o rosto está como criar fotos incríveis

virado.

ra onde ados pa voltados lt o v s o olh m estar costuma m resultados significa e agradáveis. naturais

É legal oferecer um espaço no quadro para onde a pessoa possa se virar. A composição dos retratos tradicionais sugere que a pessoa esteja sempre inclinada

94. letícia

para dentro da foto, não para fora.

ofereça e direção p spaço na rosto e o ara onde o virados. olhar estiverem 149


150

Os olhos estão bem no centro da nossa cabeça. Abaixo deles, temos todas as outras feições e o restante do corpo. Acima deles, temos somente a testa. Se centralizarmos a linha dos olhos verticalmente, teremos um vazio que desequilibra a composição no topo do quadro.

nesta fot olhos estáo a linha dos superior no terço bem cort do quadro, tudo da cabeçaar um pedaço !

95. lilyan

Neste caso, a sugestão para fotos de rosto é colocar os olhos na linha superior da regra dos terços. Às vezes, pode ser necessário cortar o topo da cabeça. Mas não se preocupe, na composição ele não faz tanta falta!


Enquadramento... Ao fazer fotos de rosto, evite fazer o corte nas bordas (exatamente no queixo ou no topo da cabeça). Se é pra fazer um corte próximo, chegue bem pertinho. Se é pra fazer um corte mais afastado, mostre um como criar fotos incríveis

pouco de pescoço; Se mostrou cotovelos, mostre mãos. Se mostrou joelhos, mostre pés; Evite cortar a pessoa

cuidado o corta as nde sua foto pessoas.

em partes do corpo que dobram (tornozelo, joelhos, cintura, cotovelos,

96. fabiola

pescoço, pulsos).

trato “sem cabeça”, se quiser fazer um re amente no pescoço, ao invés de cortar exatsto. inclua uma parte do ro

151


152

97. taysa

esta é a foto original.

tamente um corte exa queixo na borda do sição ficar faz a compo esquisita.

decida se vai mostrar um pouco de pescoço...

ai ou se v cortar te. bastan

Retratos contextualizados Nos retratos nada deve chamar mais atenção do que a pessoa. Fundos e roupas neutras garantem que isso aconteça, mas usar somente elementos neutros pode resultar em fotos banais e simplórias. É possível incluir elementos em retratos que façam parte da composição ou que ajudem a contar a história da pessoa fotografada, desde que o fundo não brigue pela atenção do olhar.


como criar fotos incríveis

98. maira e bryce

ra ontexo pado c o á d o o fund rinos, mostran os dança o na rua, graças que estã ue, e mostrando ao quiosq a reação dos também ue assistem. amigos q 99. rio de janeiro/RJ

faz parte a paisagem a foto, d integrante o ao dando context atado. momento retr

153


A luz da janela é adorada por muita gente! Ela não é exatamente uma fonte de luz: o que ela faz é moldar a luz que vem lá de fora. Coloque uma pessoa ao lado de uma janela onde não esteja batendo luz do sol direta (ou que tenha uma cortina deixando a luz mais suave) e você conseguirá fazer um lindo retrato. Você pode usar esta luz lateralmente, dando volume e profundidade ao rosto. Você pode usar esta luz de fundo, criando uma silhueta. Também dá pra usá-la de fundo deixando a janela superexposta, criando um banho de luz. 100. fabíola

154

A luz da janela

luz da ndo a ente. a s u foto lateralm janela


como criar fotos incrĂ­veis

101. fabĂ­ola

silhueta c da janela. om a luz

102. julia

foto usan como luz do a janela superexp de fundo, bem osta.

155


156

103. erika

Quando o sol está batendo na janela diretamente é possível criar efeitos mais dramáticos, principalmente se você usar grades, persianas e outros elementos que criem texturas.

uma te por jan xtura criada pode d elas e persia interes eixar a luz nas sante

Estúdio ou locação externa? Vantagens do estúdio: Clima (pode estar chovendo lá fora e dá para continuar fotografando); Dá pra criar todos os efeitos de luz que você imaginar, pois a luz está sob seu total controle; O tempo é todo aproveitado fazendo fotos (não é preciso ir conhecer a locação, ficar andando de um lado pro outro).

Vantagens da locação externa: O ambiente é mais natural e não intimida pessoas que não são modelos; Dá pra fazer lindas fotos com a luz do sol nas suas diversas formas, que além de tudo é de graça e nasce para todas; É possível incluir outros elementos na composição, dando contexto e criando interesse; Lugares diferentes permitem exercitar a criatividade e conseguir resultados únicos a cada ensaio.


Fotos de crianças O mais difícil de fotografar crianças é controlar as pessoas adultas em volta! Precisamos implorar para as pessoas grandes brincarem e ficarem à vontade, mas crianças fazem isso naturalmente. O maior desafio é impedir pais e mães de podarem a criançada e dizer “olha lá pra tia! dá um sorriso pra tia!”

como criar fotos incríveis

104. olivia

Transforme o ensaio em uma brincadeira. Brinque com a criança. Deixe-a brincar. Se o seu objetivo é trabalhar com ensaios infantis profissionalmente, lembre-se que hoje muita gente gosta de fotografia, e pais e mães às vezes têm o mesmo equipamento que você! O papel de profissionais é registrar aquilo que a família não consegue: a relação. Fotos da criança sozinha são importantes, mas o carinho de toda a família é o que faz esse tipo de ensaio especial. 157


158

fotos da interagindfamília são as m o com a criança ais espec iais.

Dica Para conseguir fotos bonitas em que as crianças olham para a câmera naturalmente, você pode usar um baffle. Um baffle é um acessório que se encaixa na lente e pode ter formato de bichinhos e personagens. Você pode comprá-lo pronto em algumas lojas e pode também fazer em casa, de EVA ou crochê.

105. raphael

Dicas técnicas Crianças correm e não param para a foto! Por isso, corra junto e use um tempo de exposição rápido o suficiente para que todas as imagens não saiam borradas. Uma boa lente com autofoco rápido também pode ajudar bastante.


ao invés d criança d e impedir a junto e see correr, corra gatilho! ja rápida no

As lentes mais indicadas aquelas versáteis, que nos permitem captar a foto mesmo se a criança estiver escondida em um cantinho ou correndo no parque: lentes zoom, como a 24-70mm, são um bom exemplo. 106. lucas

as dão mais locações extern a criança e liberdade para me cuidado para você. só to quentes ou com dias muito muito frios. 107. bella

159

como criar fotos incríveis

para fotos infantis são


160

Embora seja possível fazer ensaios infantis em estúdio, a limitação física pode ser um problema para a parte da brincadeira. Fotos com luz natural e em espaços mais amplos permitem mais liberdade tanto para você quanto para a criança.

todo mund pequenos do gosta dos etalhes de bebês.

108. laura

Gosta de fotografar bebês? Existem muitas vertentes, desde as fotos posadas de recém nascidos até as fotos que mostram mais do dia a dia da família. Independente do estilo que mais te interessa, lembrese que, assim como nas fotos de crianças maiores, a interação de papais e mamães com seus bebês é o que faz falta nas fotos pessoais.


como criar fotos incrĂ­veis

109. havana, cuba

Fotografia de paisagens e viagens

161


162

O maior desafio das fotos durante passeios pelo mundo é que a fotografia faça parte da viagem sem atrapalhar! Quem viaja com você? O nosso problema número um é com quem viajamos. Já viajei sozinha, com colegas e com a família. É inevitável: quem quer fotografar vai andar um pouco mais devagar, parar mais vezes e querer esperar “só mais alguns minutinhos” até a luz ficar perfeita. 110. ilha grande/RJ

Se você está viajando com alguém é preciso achar o equilíbrio combinando um cronograma um pouco mais folgado do que normalmente seria. Com mais tempo entre cada atividade é possível fotografar tranquilamente sem ninguém ficar impaciente com você. Se a pessoa com quem você costuma viajar não tem nenhuma paciência para seus devaneios fotográficos, é melhor escolher outra companhia na próxima oportunidade!


Viaje por mais tempo Várias pessoas têm a oportunidade de tirar 30 dias de férias por ano. Que tal viajar esses 30 dias ao invés de vender parte das férias pra chefe? Ficar por várias semanas em um destino faz você entender muito melhor o local e seus costumes. Nos primeiros dias no Rio de Janeiro você já mata as atividades obrigatórias, como ir no Cristo Redentor, onde dificilmente você vai tirar fotos diferentes de outras milhões de turistas, e sobra tempo

Só depois de um tempo é possível entender a energia de um lugar. E é isso que faz a maior diferença nas imagens que criamos e na própria vivência de viagem. 111. naarden, holanda

Sei que viajar por bastante tempo não é fácil (e nem barato, dependendo como e pra onde você vai). Mas se não for possível ficar um mês inteiro viajando, considere ficar o tempo todo em um só lugar. Evite viagens do tipo “conheça 20 países da Europa em 15 dias”. Fotos interessantes de viagem contam histórias e a gente só conhece histórias com tempo. Fotos de paisagem precisam ser planejadas, o que também demanda tempo. Ou seja: tempo é essencial. E não só suas fotos ficarão mais bonitas assim, mas também suas experiências. 163

como criar fotos incríveis

para as fotos realmente especiais.


Se seu objetivo da viagem definitivamente não é fotografar, ou quem viaja contigo não curte muito a ideia de mudar o cronograma por causa disso, planeje e negocie um dia da fotografia. Ali pela metade final da viagem, separe um dia dedicado às fotos. No nascer do sol, volte a algum lugar que você achou interessante; caminhe sem rumo para fotografar detalhes durante o dia; e vá para outro local bonito no pôr do sol. 112. círculos de moray, peru

164

Crie um dia da fotografia

No dia da fotografia você pode se preocupar só com as imagens que quer criar. Sem passeios apertados, e atividades turísticas corridas. O legal é que fotografar pode ser um jeito de ver as coisas com muito mais atenção e cuidado aos detalhes. Quem sabe você volta com uma história especial no fim do dia?


Fotografar ou descansar? Durante suas férias, evite levar junto a pressão da fotografia perfeita. Você não precisa voltar das suas viagens com as fotos mais lindas já feitas no universo. Se esta não é a sua profissão, aproveite as férias para realmente limpar a mente e deixá-la

como criar fotos incríveis

113. congonhas/MG

novinha em folha para novas ideias quando voltar pra casa.

Deixe que as fotos bonitas sejam uma consequência de boas experiências, não uma obrigação.

165


166

A sua foto da Torre Eiffel é igual a todas as outras? Em inglês existe uma palavra da fotografia chamada snapshot. Uma snapshot é a foto que a turista faz quando desce do ônibus, aponta para um lugar incrível, tira uma foto, volta pro ônibus e vai pro próximo lugar incrível. Fotos assim são aquelas sem nenhum cuidado com a composição e normalmente resultam em algo sem graça e batido. Quer um exemplo? Que tal a famosa foto da Torre Eiffel?

nem dá p que a fot ra dizer porque too é minha, já fez um do mundo a igual.

Antes de fazer uma foto, gosto de me perguntar: •

Estou fazendo essa foto só para provar para os outros que estive em um lugar bonito?

Se eu fizer uma busca na internet vou encontrar centenas de fotos iguais à que estou prestes a fazer?

Estou fotografando só porque é o que se espera de alguém com uma câmera enorme?


Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas for sim, acho melhor guardar a câmera e deixar pra lá.

Hoje procuro fotografar somente quando estou fazendo isso pelo prazer de criar uma imagem 114. paris, frança

bonita e criativa.

Fotografe a sua cidade Lembra que eu disse que precisamos de tempo para conhecer bem os lugares e assim fotografá-los melhor? Pois bem: passamos a maior parte do nosso tempo na nossa própria cidade!

tos m projesair e e s n pe façam que te otografar na para f ade! sua cid 115. rio de janeiro/RJ

167

como criar fotos incríveis

gosto m foto menais de uma os óbvia.


168

Você pode fotografá-la com as vantagens que todas as turistas que a visitam não possuem: você conhece suas histórias e segredos como ninguém, está presente todos os dias, e se a luz não ficar muito boa hoje você pode voltar no dia seguinte. Não se acomode em casa, seu olhar sobre a sua própria cidade é especialmente incomparável.

Técnicas para fotos de paisagens e viagens Lentes indicadas

Configurações

Grande angulares permitem

Use aberturas mais fechadas

mostrar toda a paisagem, e lentes zoom possuem versatilidade para não carregarmos muito peso

para conseguir manter toda a paisagem em foco (como f/11). E não esqueça o tripé!

durante as viagens.

O que levar? Viajar pode ser cansativo: é comum bater mais perna do que faríamos em casa, para aproveitar a viagem ao máximo. Para não ficar com um torcicolo no final do dia, procure levar poucos equipamentos. A câmera, uma ou duas lentes e os cartões de memória são o suficiente. Tripés são grandes e precisam ser despachados em aeroportos. Se quiser algo mais compacto invista em um estilo gorillapad: ele é um pequeno tripé com pernas flexíveis, que pode ser usado tanto no chão quanto agarrado em objetos (como grades e postes).


Em busca da luz ideal Embora a gente precise considerar todos os fatores na hora de usar a luz natural (falei sobre isso na página 125), para aquelas fotos de paisagens canônicas é inevitável buscar a hora mágica. Dizem as fofocas que revistas de fotografia nem consideram uma foto que

na hora m possível r ágica é lindas cor egistrar fotos de pes em aisagens.

como criar fotos incríveis

não tenha sido feita neste horário!

116. oberhofen am thunersee, suíca

Dica Fotos interessantes contam histórias. É assim que decidimos o que vamos fotografar: quais histórias você quer contar? É uma história de beleza, de cultura, de gente? Antes de

É preciso se planejar de acordo com o nascer e com o pôr do sol para conseguir fotos deste estilo. E o mais interessante de fotografar nos horários mais bonitos

apontar e clicar, pense qual

é que a maioria das pessoas que saem só para turistar

história você quer contar.

estarão no hotel. 169


170

Quando fui para Paris não acreditei no que vi: durante o dia a frente do Louvre estava sempre lotada. Uma multidão fazendo as fotos clássicas. Mas foi só chegar o final do dia e todo mundo sumiu. O museu mais visitado do mundo estava deserto enquanto o céu dava um espetáculo de cores. Acordar cedo e chegar no local da foto pelo menos uma hora antes do sol nascer é outra forma de conseguir fotos bonitas e sem turistas. Não tenha preguiça: desde que seja seguro, a experiência de passear antes de todo mundo acordar é especialmente gostosa! É como se o mundo fosse só seu. E você pensa que em megalópoles como Londres não dá mais pra 117. paris, frança

louvre na hora mág ic

a.

118. londres, inglaterra

do, ouça acorde cerinhos e os passa s bonitas. faça foto

ouvir os passarinhos? Se você pegar o primeiro trem às 5 da manhã garanto que dá.


Como a hora mágica pode durar bem pouco (às vezes a luz mais linda dura somente alguns minutos) é muito importante você ir durante o dia para o local escolhido e já planejar os ângulos e a composição. Algo que ajuda bastante também no planejamento é usar um aplicativo no computador ou no celular para saber exatamente onde o sol irá nascer/se pôr e os horários exatos. Tente ir para o local escolhido já sabendo a foto que pretende fazer. Como fazer fotos de longa exposição

todo esfumaçado geram um interesse enorme. 119. skogafoss, islândia

quem não cachoeira gosta de uma aveludada ?

Esse efeito é resultado de uma técnica bem simples chamada longa exposição. É fácil realizar esse tipo de foto. É só colocar a câmera no tripé e usar exposições longas (que podem ter de 1 segundo a vários minutos.) Usando uma exposição longa tudo que se mexe na cena irá ficar embaçado. Para fazer fotos assim você começa deixando o ISO no mínimo (normalmente é o ISO 100 ou 200) e a abertura mais fechada que sua câmera permitir (normalmente fica entre f/22 e f/29).

171

como criar fotos incríveis

Fotos com uma cachoeira toda aveludada ou um mar


120. veranópolis/RS

172

Para chegar na fotometria adequada, precisamos então compensar a pouca entrada de luz causada pelo ISO baixo e pela menor abertura com o tempo de exposição bem longo. Isso é fácil de fazer à noite, por exemplo, mas bem mais complicado quando existe luz demais (como durante o dia ou mesmo no amanhecer ou anoitecer.) Às vezes, mesmo deixando o ISO lá em baixo e o diafragma bem fechadinho, ainda tem luz demais. Aí o tempo de exposição não é longo o suficiente para conseguir o efeito bonito que procuramos. A solução ideal para situações assim é usar um filtro de densidade neutra (ND). Tudo que este filtro faz é deixar passar menos luz para a câmera, permitindo que você use exposições mais longas sem mudar outras características da foto.

Se você não tem um filtro ND ainda sobram duas opções: usar outros filtros que também deixam passar menos luz (como o filtro polarizador) ou fotografar em RAW superexpondo a foto para arrumar depois na pós-produção. É trapaça, mas o negativo digital consegue manter muitas informações então pode ser uma alternativa pra quando não temos outra escapatória.


al.

como criar fotos incríveis

121. skogafoss, islândia

foto origin

depois de exposição corrigir a Lightroom usando o .

173


É quase impossível fazer longuíssimas exposições sem tripé, mas às vezes dá pra dar um jeito. Tripé é assim: quando você fica com aquela preguicinha de carregar o danado é exatamente quando vai aparecer a oportunidade para usá-lo! Como não gosto de carregar muitos trambolhos isso acontece bastante comigo. Nesse caso, costumo fazer o seguinte: primeiro apoio a câmera em um lugar sólido e firme (na falta de algo assim na locação você pode sentar no chão e usar o joelho como apoio.) Depois, na hora de clicar, prendo a respiração e aperto o disparador sem soltá-lo até o fim da foto. 122. veranópolis/RS

174

E se eu não levar o tripé?

Não é sempre que funciona, mas depois de uma ou duas tentativas é possível que você tenha sucesso!

to no caso desta fo a em er m câ a coloquei s pedras. cima de uma da tremida, iu a primeira sa egui uma mas no fim consção de 1.6 foto com exposi m tripé, segundos que, seimpossível. é teoricamente


A foto sai tremida mesmo com tripé! Ao apertar o botão disparador você pode fazer a câmera tremer. O ideal, neste caso, é ter um disparador remoto. Ele permite que você aperte um botão longe da câmera, evitando que ela se mexa. Se você não possui um disparador remoto também dá para ligar o temporizador da câmera, dando um tempo para ela se estabilizar do seu apertão no disparador antes de começar a exposição. Também é importante desligar o estabilizador da lente (página 27) sempre que você estiver usando o tripé, pois como criar fotos incríveis

em muitas lentes o mecanismo usado para estabilizar a imagem serve para estabilizar a câmera em movimento. Quando usamos o tripé a câmera já está perfeitamente parada e o estabilizador pode gerar o efeito contrário: gerar tremor! O segredo das fotos com grande-angular Uma das lentes preferidas entre profissionais para fazer fotos de paisagens é a grande-angular. Com ela, você consegue incluir vários elementos na imagem, mostrando a grandiosidade das paisagens. 123. foz do iguaçu/PR

175


176

Ao usar esta lente lembre-se de incluir elementos de vários planos na composição, e assim garantir o efeito de grandiosidade. Tente chegar perto de pedras, pessoas e outros objetos de interesse e incluí-los na composição. Fotos de paisagem grandiosas mostram desde coisas que estão longe até coisas que estão próximas.

foto com elementos próximos .

124. floresta negra, alemanha

A técnica do cartão preto A técnica do cartão preto é utilizada para conseguir fotos bem expostas em situações onde um pedaço da foto está muito mais claro que o outro. Usamos essa técnica principalmente em momentos como no nascer do sol ou pôr do sol, quando a exposição do céu fica muito diferente da exposição da paisagem. Usar o cartão preto é uma forma fácil de já ter uma foto bem exposta sem precisar contar com a pós-produção.


Vamos ver um exemplo? As fotos ao lado foram feitas um pouco antes do nascer do sol. Quando eu queria que o céu tivesse detalhes, ela

Para conseguir os detalhes da paisagem, no entanto, tive que aumentar o tempo de exposição. Consegui os detalhes do

125. naarden, holanda

banco... Mas perdi o céu:

Usando a técnica do cartão preto, no entanto, consigo uma foto que tem a exposição correta tanto no céu quanto na paisagem: 177

como criar fotos incríveis

ficou assim:


178

A técnica é muito simples: com a câmera em um tripé, você segura um objeto preto na frente da lente, cobrindo a metade mais clara da foto. No final da exposição, é só tirar o cartão e deixar a parte mais clara ter sua exposição correta.

Vamos para um passo-a-passo mais detalhado: 1. Faça a medição da fotometria apontando para a parte clara e para a parte escura da cena, mudando somente o tempo de exposição. No exemplo da foto acima, usando ISO 100 e f/8, tive uma exposição de 30 segundos para a paisagem e de 3 segundos para o céu. 2. Escolha a exposição mais longa (neste caso, 30 segundos) e coloque o cartão preto na frente da lente, cobrindo somente a parte mais clara do quadro. Olhe pelo visor ou use o LCD para checar se o cartão está cobrindo de fato a parte que você quer cobrir. 3. Aperte o botão do obturador para começar a fazer a foto. Conte os segundos que se passaram e, quando faltarem os segundos da exposição mais curta, tire o cartão de frente da lente! Contar de cabeça pode ser um pouco complicado, então use um cronômetro (como o do celular.) No caso da foto de exemplo, tirei o cartão quando meu cronômetro chegou em 27 segundos (30 segundos da exposição da paisagem menos 3 segundos da exposição do céu.) 4. .Pronto. Sua foto foi feita usando duas exposições diferentes e ficou linda!


Essa técnica só funciona com exposições longas, pois é humanamente impossível tirar o cartão no meio de uma exposição de meio segundo! O nome é cartão preto mas você pode usar qualquer coisa que bloqueie a exposição do sensor da câmera: só precisa ser um objeto plano, preto e fosco. Eu uso um caderninho de anotações com capa preta que sempre carrego comigo. Se você tem um disparador remoto é uma boa ideia utilizá-lo: você pode selecionar a opção bulb e contar o como criar fotos incríveis

tempo direto no cronômetro. Enquanto está segurando o cartão na frente da lente, tente fazer pequenos (bem pequenos mesmo) movimentos circulares para que a foto não saia com uma linha muito definida da diferença de exposição. Existem filtros que fazem algo muito parecido com esta técnica: são os filtros graduados de densidade neutra (ou, simplesmente, ND-grad.) Eles também compensam a exposição de uma metade do quadro. A vantagem do filtro é a facilidade de uso. As desvantagens são limite de pontos (normalmente só até 3 pontos) e localização do gradiente (dá pra colocar o cartão mais pra cima e mais pra baixo, ao contrário do filtro, caso ele seja circular.)

Inclua pessoas nas suas fotos de viagem Um dia, ao visitar a Islândia, parei em uma praia muito peculiar chamada Black Sand Beach e por um momento decidi fazer fotos de longa exposição das ondas branquinhas contrastando com a areia preta.

179


180

Depois de trocar a lente com um vento forte, montar o tripé na posição correta em cima daquela areia esquisita, definir a exposição, fazer o foco bem direitinho e chegar na composição final,

126. black sand beach, islândia

comecei a fotografar.

ou bem a foto fic dinária menos or rianças! com as c


Estava conseguindo os resultados que queria quando olhei para o lado e notei algumas crianças correndo em direção à minha cena! Por um momento achei que elas iriam estragar minha foto e falei uns palavrões dentro da cabeça. Mas logo notei que uma foto com as crianças ficaria muito mais interessante. Como elas estavam bem longe, nem perceberam que estariam na minha composição. Continuaram brincando de fugir das ondas enquanto eu fazia as fotos que, realmente, ficaram muito melhores do que a primeira. Muitas vezes queremos uma foto impecável, só com aquela paisagem bonita e nada mais. Mas figuras humanas trazem perspectiva e contexto para uma imagem, e elas podem ser a diferença entre uma foto de paisagem bonita, mas sem graça, para uma como criar fotos incríveis

foto que chama a atenção. Sei que muitas vezes não queremos turistas chatas na foto. Mas, ocasionalmente, ao invés de esperar as pessoas saírem da sua foto, espere elas entrarem!

127. rio de janeiro/RJ

181


128

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Fotografia de flores


Quando a gente começa a levar a fotografia a sério nos empolgamos com vários assuntos que depois percebemos serem bastante batidos. É o caso de fotos de bichinhos de estimação, autorretratos no espelho segurando a câmera e… florzinhas. Mas não deixe de fotografar flores por causa disso: elas nos permitem praticar muita coisa importante de composição e iluminação, e tentar fazer uma foto de flor que não pareça banal é um ótimo exercício. Aprendemos com elas que... 129

... Procurar um ângulo diferente é essencial. Chegar perto da flor e fazer uma foto de cima pra baixo traz os chegue mais perto, procure um ângulo

130

menos previsível.

... O fundo faz muita diferença. Desfocar o fundo e deixá-lo imperceptível dá destaque para detalhes delicados.

131

... Uma luz suave resulta em uma foto suave. Flores são delicadas e a luz suave (na sombra ou em um dia nublado) evidencia esta delicadeza.

Equipamentos indicados para fotos de flores Para conseguir fotos bem próximas o ideal é usar uma lente macro. Mas se você ainda não possui uma, pode conseguir resultados legais com filtros close-up, que transformam lentes normais em lentes macro. A qualidade ótica não fica a mesma, mas é uma opção mais barata para quem está começando ou só se aventurando. 183

como criar fotos incríveis

resultados mais bobos. Se abaixe,


132

184

Fotografia de comida


O resultado final da fotografia de comida depende muito mais dessa produção do que do seu equipamento.

como criar fotos incríveis

134

Antes de começar a clicar devemos nos preocupar com a produção da cena. Você quer uma aparência mais minimalista? Pode trabalhar com um fundo branco e louças discretas. Quer uma aparência mais caseira? Pode usar uma mesa de madeira, pratos com detalhes e guardanapos coloridos. Você pode usar a luz da janela de forma lateral, direta ou de fundo.

as caipir s o v e o mais , foto d uma aparência contexto al. r m e o m co ida e c ural lat color do luz nat usan

uma foto de ovo cia caipira com aparên a luz minimalista, usando ás. da janela vindo de tr

a luz da jan um resultadela garante qualidade, o de preciso comsem que seja equipamentoprar novos s.

135. (produção: adriana pita)

Produção

133. (produção: letícia massula)

Sanduíches de fast-food são muito mais bonitos nas fotos do que na vida real. Embora seja motivo para indignação, este é o princípio da fotografia de comida! Na vida real você tem o cheiro, a textura e o sabor. Na foto, o único sentido que podemos usar é a visão, e imagens bonitas compensam pelos outros sentidos.

A decisão do estilo de produção depende do local onde a foto será usada. As fotos são para um catálogo? O fundo branco e a produção limpa costumam ser mais adequadas. As fotos são para um site? Combine a produção das fotos com a aparência do site. Equipamentos indicados para fotos de comida Um tripé ajuda muito a ter controle enquanto você faz fotos de comida, e uma lente clara vai garantir bastante desfoque. Uma lente 50mm f/1.8 é ótima para começar a fazer fotos lindas. Para conseguir uma luz agradável você pode usar a luz natural, que entra pela janela. 185


ando (foto us 0mm) uma 20

136

186

Fotografia da lua


É por isso também que usar uma câmera automática vai resultar em uma foto horrível: a câmera vai ver toda aquela escuridão e só um pequeno pontinho claro... e vai fotometrar tentando achar o meio termo. O resultado: o céu continuará escuro e a lua vai virar uma machinha branca no meio daquela escuridão toda.

esta é a foto a maioria da da lua que automáticas s câmeras faz. Para conseguir detalhes será necessário usar o modo de medição pontual, explicando para a câmera que o que te interessa é exatamente aquele pontinho branco. Coloque a lua exatamente no centro do quadro, e faça a fotometria de acordo com esta medição. Para conseguir uma foto em foco a melhor técnica é ligar o visor LCD, aproximar a lua com o zoom, e fazer o foco manual. Se a sua câmera não faz isso, aposte no foco automático. Dizem que a lua fica maior quando está mais próxima do horizonte, mas isso é pura ilusão de ótica (pois no horizonte conseguimos compará-la à paisagem, e mais tarde ela está perdida em um céu amplo). Como nossas lentes não se iludem como nossos olhos, o posicionamento da lua não faz diferença alguma para seu tamanho na fotografia. Equipamentos indicados para fotografar a lua Use a lente de maior distância focal que você tiver. Profissionais usam lentes de mais de 400mm, mas esse tipo de lente normalmente não existe no kit de quem está começando! Você conseguirá fazer fotos da lua usando lentes de 200mm ou 300mm (mas vai ser necessário cortar a foto na pós-produção). 187

como criar fotos incríveis

A primeira coisa que a gente pensa ao fotografar a lua é que está bastante escuro. Então será como fazer outras fotos noturnas, certo? Errado! A lua é muito brilhante. Ela está refletindo a luz do sol, e por isso fotografá-la vai ser como fotografar de dia.


137

188

Fotografia de interiores


Fotos de arquitetura, decoração ou institucionais podem ser legais de fazer. Como os objetos não cansam ou piscam podemos preparar a foto com calma e fazer um registro perfeito em um só clique!

138

O objetivo dessas fotos é colocar a pessoa observadora dentro da foto, como se ela estivesse ali. Antes de clicar, ande

como criar fotos incríveis

pelo ambiente e veja qual é o melhor ângulo: o objetivo é mostrar todo o ambiente mantendo uma composição agradável. Preste atenção nos detalhes: não tem nenhum fio aparecendo? As cortinas estão bem arrumadas? Os móveis bem alinhados?

s que ficavam no caminho, nesta foto, movi alguns objeto das lixeiras para o mesmo retirei fios, e virei as tampas detalhes ajuda a tirar lado. mexer nesses pequenos tem muitos elementos. distrações de uma foto que já 139

Coloque a câmera em um tripé e ligue o LCD: será possível ver tudo que tem na foto, checar se é melhor mudar algum objeto de lugar (ou se tem algum fio no meio do caminho) e fazer o foco manualmente. 189


190

Equipamentos indicados para fotos de interiores Nesta área uma lente grande-angular é essencial. Com ela podemos mostrar todo o ambiente de uma só vez e com amplitude. Para evitar distorções não incline a câmera para baixo ou para cima: a mantenha sempre nivelada com o chão.

não lelo para jeto. ao ob

não endicular perp ntro do ao ce o. objet

a câmer com a da inclina fica a foto cida. distor

paralelo ao objeto. centro do objeto.

com a câmera paralela evitamos a distorção.


como criar fotos incríveis

está gostando do livro? então considere fazer uma contribuição do valor que estiver ao seu alcance :-)

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4

luz


194

Luz é luz Tem gente que adora a luz do sol, e tem quem gosta de usar flashes. Tem quem fotografe com a luz que entra da janela e quem crie a luz do zero dentro de um estúdio. Mas não acredite quando alguém falar que gosta de certa luz porque ela é mais bonita. Pois não interessa de onde está vindo a sua luz: ela é sempre o mesmo acontecimento físico. Toda luz se comporta igual, seja do sol ou da lanterna. Quando aprendemos como a luz funciona, conseguimos usar qualquer uma com total controle. Tudo que aprendemos sobre luz nas aulas de física da escola é o suficiente para conseguir fotografar melhor. Se, assim como eu, você não estava prestando tanta atenção naquela época, vamos relembrar alguns pontos. Não é essencial aprender física avançada para saber como usar a luz na

A luz que usamos para ver o mundo e para fotografar é formada por várias bolinhas de luz que viajam pelo espaço.

fotografia. Vou explicar aqui o mínimo necessário para entendermos como o comportamento da luz afeta nossas decisões. Se você quiser saber mais, sugiro começar pelo livro Luz, ciência e magia.

Essas bolinhas não tem massa e são super pequenininhas. Elas são chamadas de fótons e são feitas de energia eletromagnética. São muitos os fótons que viajam pelo espaço. Alguns são invisíveis, como o infravermelho. Outros, são visíveis, como a luz que sai do nosso abajur. A luz visível é somente um pequeno espectro de toda a frequência eletromagnética que chamamos de luz. Ela é composta por todas as cores que conhecemos, viajando juntas.


AM

Ondas curtas

TV

FM

radar

infravermelho

luz invisível

ultravioleta

raio-x

raio-gama

luz invisível

luz visível

Na fotografia, trabalhamos com este espectro de luz visível. Repito: não interessa de onde a luz vem. O que nos interessa é como os objetos se comportam ao serem iluminados. O que acontece com os fótons de luz quando eles encontram um objeto? O objeto

luz

pode transmitir, absorver ou refletir os fótons que vieram ao seu encontro.

este obje transmiteto a luz.

este objeto absorve a luz.

este objeto reflete a luz.

O ar transmite toda a luz que passa por ele e, por isso, não conseguimos vê-lo. Objetos transparentes (como água ou vidro) transmitem a luz também. O que impede que esses objetos sejam invisíveis, então? É a refração. A luz que vem de algum ângulo muda de direção ao encontrar um objeto como esses, criando um desvio e nos dando a dica de que existe algo transparente ali.

195


196

o raio de luz muda de direção, e depois volta ao caminho no mesmo ângulo original.

Quando o raio de luz passa por um objeto, muda de posição, e sai no mesmo ângulo, chamamos de transmissão direta.

a refração é facilmente vista na água. sabemos que existe água nesta jarra porque aprendemos a ver a refração desde crianças! ao notar que os lápis e canetas atrás da jarra parecem distorcidos, sabemos que ali dentro tem água.

Objetos chamados de translúcidos (como um tecido fino branco ou uma folha sulfite comum) são aqueles que transmitem a luz em ângulos aleatórios. Quando os raios de luz são transmitidos por um objeto saindo em ângulos aleatórios chamamos de transmissão difusa.

idos translúc objetos item a luz de transm aleatória. forma


Objetos opacos (como você e um livro) refletem e absorvem a luz. Quando a luz bate em um objeto opaco, ela cria uma sombra do outro lado. A luz absorvida some e gera calor. A luz refletida define a cor dos objetos. Um objeto que absorve todas as cores é preto. Um objeto que reflete a luz vermelha e absorve as outras é vermelho. Um objeto que reflete todas as cores é branco.

etos

objetos brancos, pr e vermelhos.

Agora é hora de descobrir como a luz transmitida, absorvida ou refletida faz diferença nas nossas fotos.

Luz dura e luz difusa sombra que ela criou! É assim que definimos uma das características de iluminação mais importantes da fotografia: a luz dura e a luz difusa.

uma aquelaluz difusa é sombr que cria defini a com po uma dura éção. uma luuca cria u aquela qu z com b ma sombr e definid ordas bema as.

luz dura.

luz difusa.

197

luz

Luz gera sombra, e muitas vezes, para entender melhor a luz, vamos analisar a


198

A diferença entre uma luz dura e uma luz difusa depende só de uma coisa: o tamanho aparente da fonte de luz. Quanto maior a fonte de luz, mais difusa vai ser a sombra, pois os raios de luz virão de várias direções diferentes. Quanto menor a fonte de luz, mais dura vai ser a sombra, pois os raios virão todos da mesma direção.

fonte de luz aparentemente pequena (dura).

fonte de luz aparentemente grande (suave).

Lembre-se: o tamanho real da fonte de luz não faz nenhuma diferença no resultado final. O que faz diferença é o tamanho da luz aparente em relação ao assunto.

A palavra aparente é muito importante! Em um dia sem nuvens, o sol é considerado uma fonte de luz bem pequena. Mesmo sabendo que o sol é bem grande, ele parece pequenininho quando olhamos aqui da terra. A tela de um celular é bem pequena em relação à uma pessoa, mas é bem grande em relação à uma formiga. Podemos nos colocar no lugar do assunto para descobrir o tamanho da luz. Se você vai fotografar uma pessoa no parque é bem fácil: do ponto de vista de um humano na terra, o sol parece bem pequeno. Se você vai fotografar uma pequena formiga, imagine-se no lugar dela: a tela do celular parecerá enorme! Nestes exemplos, o sol irá criar uma luz dura, e a tela do celular irá criar uma luz difusa.

luz dura

luz a fonte de o sol é umena, pois não bem pequ o tamanho real interessa e luz e sim o da fonte d parente. a tela de tamanho a pode ser enorme um celular os iluminando se estiverm a. uma formig

luz difusa


Modificadores de luz É fácil achar uma fonte de luz maior do que uma formiga, mas como encontrar uma fonte de luz tão grande quanto uma pessoa? Ao invés de tentar encontrar um flash gigante, podemos pegar nossas fontes de luz pequenas e modificá-las. A forma mais fácil de transformar uma fonte de luz pequena em grande é usar um difusor. O difusor, como o nome já explica, serve para transformar uma luz dura em uma luz difusa. Aprendemos que objetos translúcidos transmitem a luz de forma difusa, lembra? Apontar uma fonte de luz pequena para um objeto difusor irá espalhar os raios de luz e fazer deste objeto

luz

uma grande fonte de luz.

Tecidos brancos, nuvens e difusores profissionais são muito úteis para transformar uma fonte de luz pequena em uma fonte de luz grande.

199


200

Outro jeito de criar uma fonte de luz grande é usando um rebatedor. O rebatedor funciona de forma parecida com o difusor, mas ao invés de transmitir a luz, ele irá refletí-la. Se você aponta uma pequena luz para uma parede branca, a parede inteira irá virar a fonte de luz.

uma pare branca é de para rebaótima raios de u ter os de luz peq ma fonte transform uena e uma fonte á-la em grande. de luz

Sombrinhas são acessórios que existem nos dois formatos: temos sombrinhas difusoras e sombrinhas rebatedoras. Ambas nos ajudam a deixar a luz mais suave.

sombrinha re

batedora. ra.

sombrinha difuso Podemos querer também diminuir uma fonte de luz. Isso é possível usando acessórios que absorvem toda a luz.


o snoot é acopla na um tubo preto qu luz para d frente da fonte d e se e eixá-la m dura. enor e ma is

A direção da luz Usamos luz e sombra para revelar o volume de um objeto. Dependendo da direção de onde vem essa luz, criamos diferentes sensações. O flash que vem embutido em cima das nossas câmeras ilumina nosso assunto exatamente do ângulo que estamos fotografando. Iluminar um assunto de frente cria

luz

uma imagem com poucas sombras e, consequentemente, com pouco volume.

to de veja esta fotirada um limão, h da com o flas mo tudo câmera. co ado, a está ilumindencia luz não evi a cena o volume da feia e e afoto fic boba.

201


202

Uma pequena mudança na direção da luz pode fazer muita diferença na sensação que a foto passa. Você pode fazer um teste simples hoje mesmo: coloque a sua câmera em um tripé e use uma lanterna (mesmo a do celular serve) para iluminar um pequeno objeto de diferentes direções. Faça isso de noite, com as luzes apagadas, para que a luz do ambiente não interfira no resultado.

limão ilumina diferentes dirdo de veja só a dife eções. entre cada fo rença principalment to e, diferença pa e, a anterior, ilumra a foto pelo flash eminada butido.

Luz em retratos A luz mais tradicional para retratos é difusa e lateral, criando um pequeno triângulo de luz em uma das bochechas. Ela é conhecida como luz rembrandt. Coloque sua fonte de luz (flash, janela, lanterna ou qualquer outra opção) a 45º da pessoa e chegará neste resultado.

ilus de e tração des squem ta lu a z.


Rembrandt van Rijn (1606–1669), Amsterdam. Portrait of a man (1632). Oil on wood. 75.6 x 52.1 cm. New York, The Metropolitam Museum of Art.

retrato d rembrande t.

luz

140

e plo d exem com luz foto brandt. rem

203


204

141. sil

Já falei sobre a luz da janela no capítulo 3, ao contar algumas dicas para fotografar pessoas. Agora, você já sabe porque a luz da janela é tão interessante: se o sol

essa luz v as regras ai contra bonita! , mas fica

não está batendo diretamente na janela, ela se torna uma enorme fonte de luz difusa e lateral! Mas não se limite à luz suave a 45º. Use a luz forte do meio dia, a luz lateral de uma luminária, a luz que passa pelas folhas de uma árvore... Todas essas opções, e muitas outras, podem criar fotos bonitas.

aqui a luz lateral evidencia o clima íntimo da imagem

141a. ale


A luz disponível Toda luz que está no ambiente sem que a gente tenha colocado é chamada de luz disponível. Essa pode ser a luz do sol, a luz no teto da casa, a luz que vem de um abajur ou uma mistura de várias fontes de luz. Nem sempre podemos mudar de lugar a luz disponível, e nem sempre conseguimos modificá-la. Para conseguir diferentes resultados, precisamos mudar o nosso próprio posicionamento ou o posicionamento do

foto usan luz dispondo a da tocha. ível

luz

assunto fotografado.

142. mari

205


206

O único perigo é quando temos muitas fontes de luz diferentes. Diferentes luzes podem resultar em uma foto com sombras e cores bagunçadas, que não geram interesse.

uma foto de casa, feita dentro luzes no t com várias de luz nat eto e um pouco com core ural, fica descontros e sombras ladas.

Ao fotografar usando a luz disponível, tome cuidado com isso! Procure estar ciente de todas as luzes que estão iluminando seu assunto, e tente posicionar câmera e assunto de forma a aproveitá-las melhor.

mudei o a perto da ssunto para somente janela, usando luz, e a fouma fonte de bonita.. to já ficou mais

Quando a luz disponível não é suficiente ou não nos dá o controle que procuramos, podemos usar luzes artificiais.


143. juliana

flash.

luz

foto com

A luz artificial Toda luz que criamos especialmente para fotografar é uma luz artificial. Trabalhar com luzes artificiais é legal pois conseguimos controlar seu posicionamento, definir sua potência e usar modificadores. Infelizmente, para lidar com luzes próprias, também precisamos aprender a mexer em mais equipamentos, saber a função de mais botões e ler mais manuais. Antes de começar a usar luzes artificiais é importante dominar a sua câmera usando a luz disponível. Leia e releia o capítulo 2 e pratique bastante antes de começar a brincar com luzes artificiais. 207


208

As luzes artificiais são divididas em dois grandes grupos: luz contínua e flash.

Luz contínua O nome dá a dica: estas luzes ficam ligadas o tempo todo, e iluminam seu assunto mesmo quando a foto não está sendo tirada. São ótimas para conseguir ver a luz antes de bater a foto. Fresnel e quartz: São bastante potentes e usam lâmpadas halógenas. Precisam ser ligadas na tomada ou em geradores, por isso não são muito práticas para trabalhos em locação. Bastante usadas em estúdio e

Fresnel

para filmagem. Luz LED: Esta tecnologia permite o uso de luz contínua de forma mais portátil, pois gasta menos energia e usa baterias menores. Tem menor potência que as lâmpadas halógenas.

LED

Flashes Também conhecidos como strobes, estes equipamentos soltam um rápido disparo de luz na hora da exposição. Tochas: Equipamentos bastante encontrados em estúdio, também usam lâmpadas halógenas e têm bastante potência. Precisam estar ligadas na tomada ou

tocha

em geradores. Flashes speedlight: Speedlights são bastante portáteis e não usam muita energia, consumindo pilhas ou pequenas baterias. Usam lâmpadas de xenônio e têm

speedlight

potências variadas de acordo com o modelo. Existem vários outros tipos de equipamentos de iluminação contínua e flashes, e você pode encontrá-los em todas as lojas de equipamentos fotográficos.


O flash speedlight é o que costuma possuir o melhor custo/benefício para quem está começando, e é a escolha de muita gente para fotografar profissionalmente. A partir de agora falarei mais sobre ele.

Usando o flash em cima da câmera O flash que vem embutido na nossa câmera oferece uma luz frontal, criando resultados que geram pouco interesse. Usar um flash externo e em cima da câmera permite um pouco mais de controle, pois ele pode ser girado para outras direções.

flashes e permitemxternos gire a fon que você para resu te de luz diferentes ltados .

luz

Alguns modos de usar o flash em cima da câmera: 1. Direto

oo apontandra a flash p nto. seu assu Apontar a luz diretamente para seu assunto normalmente cria uma iluminação frontal desagradável. Mas em algumas situações, como fotos de festas noturnas, pode ser a única opção. 209


210

2. Rebatendo no teto

teto o. branc

endo rebat h no o flas teto.

Tetos brancos estão presentes em muitas situações. Aponte o flash para cima e o teto inteiro se transforma em uma fonte de luz. Isso garante uma luz mais suave do que o flash direto.

Dica Alguns flashes contam com um pequeno cartão rebatedor embutido. Ele existe para ser usado em situações em que você está rebatendo a luz no teto, e serve para devolver um pouco de luz frontal para o assunto. Assim, pequenas sombras, como aquelas abaixo dos olhos, são prevenidas. Observe que as sombras da foto abaixo são uma mistura das duas fotos anteriores.

teto o. branc

edor rebat tido embu sh. no fla


3. Rebatendo lateralmente

parede branca.

rebatend uma pareo o flash em de latera l.

Se você tiver uma parede branca ao lado do seu assunto, pode usá-la para simular uma luz lateral. Essa luz irá evidenciar melhor o volume e pode ser mais interessante do que a luz frontal.

Alguns erros comuns Rebater o flash... ao ar livre luz

Usar o flash rebatido ao ar livre pode ser legal, mas é preciso apontá-lo para algo que reflita luz. Vejo muita gente apontando o flash para o céu ou para o lado, sem que a luz possa encontrar um caminho de volta! Usar o rebatedor embutido do flash... sem um teto branco O rebatedor embutido do flash serve para jogar alguns raios de luz de volta para o assunto, de forma frontal. Se você está ao ar livre ou em um espaço sem um teto branco, somente essa pequena luz frontal irá chegar no assunto: ou seja, seria mais efetivo apontar o flash frontalmente de uma vez por todas. Apontar o flash para superfícies coloridas ou pouco refletivas Se você apontar a luz para uma parede vermelha, ela vai refletir luz vermelha. Nem sempre este é o objetivo. Apontar o flash para superfícies muito escuras (como um teto de madeira) é gastar pilha à toa: cores escuras absorvem muito mais luz do que refletem. 211


212

Quando uso flash aparece uma mancha preta na foto Se a mancha preta é uma faixa, é porque você está usando um tempo de exposição muito rápido. Descubra no manual da sua câmera qual é a velocidade de sincronismo do flash: normalmente é 1/250. Usar um tempo de exposição mais rápido que isso (1/300, 1/400, etc) irá resultar na faixa preta (não deu tempo do flash iluminar aquela parte.)

: use uma uma faixae de sincronismo velocidad para sua adequadanormalmente câmera ( 1/250)!

Se a mancha preta é arredondada, na base da foto, é porque o flash está registrando a sombra da lente. Isso acontece ao usarmos o flash embutido usando distâncias focais menores. As melhores soluções são dar um zoom (usando uma distância focal mais longa da lente), usar um lente com distância focal maior ou usar um flash externo ao invés do flash embutido.

uma man arredond cha use uma ada: dê zoom, grande-a lente menos flash extengular ou um rno.


Flash TTL ou manual? A potência da luz criada pelo flash pode ser definida usando dois modos: TTL ou manual. A maioria dos flashes modernos oferece as duas opções.

TTL TTL significa through the lens, ou através da lente. Ele é um modo automático: cada vez que você bate uma foto, a câmera e o flash conversam. A câmera diz pro flash “ó, amigo, preciso de mais dois pontinhos de exposição por aqui.” O flash, por sua vez, dá a quantidade de luz que a câmera pediu. Esse modo é chamado de através da lente pois essa medição acontece no momento que você aperta o botão disparador. Sim, é bem rápido! Entre o momento que você aperta o botão e o momento que a foto é tirada, o flash dispara um pré-flash e mede quanta luz entrou na lente. Assim, define a potência necessária para iluminar sua cena corretamente. O flash, assim como a câmera, sempre procura uma iluminação neutra da cena. Se você está fotografando objetos muito escuros ou muito claros, é possível que seja necessário compensar a exposição do flash. Se, ao bater a foto, você achar que o flash não jogou luz suficiente, você pode compensar a exposição para cima (+1, +2, etc.) Se, ao bater a foto você achar que o flash jogou luz demais, pode compensar a exposição luz

para baixo (-1, -2, etc.) Leia no manual do seu flash quais botões apertar para fazer isso, pois cada modelo tem um passo-a-passo diferente.

Manual No modo manual nós é que definimos a potência do flash. Essa potência é definida em frações (1/1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/128, etc.) Para usar o flash no modo manual, fazemos o seguinte: • Colocamos as configurações desejadas na câmera (ISO, abertura e tempo de exposição); • Selecionamos a potência desejada no visor do flash; • Apertamos o botão disparador até a metade, apontando para o objeto que queremos iluminar; 213


214

Ao fazer isso, o visor do flash irá mostrar um valor em metros. Esta é a distância que o flash precisa estar do objeto para que ele seja iluminado corretamente, usando a potência selecionada. Se você não quiser ou puder se mover, pode mudar a potência para conseguir definir a distância correta.

Um passo além... Usando o flash fora da câmera

sapata do flash.

O flash em cima da câmera cria uma iluminação frontal que possui poucos atrativos e não nos dá muito controle. Mudar o posicionamento da luz e das sombras é essencial para criarmos fotos com diferentes sensações.

flash encaixado . na câmera

Usar o flash fora da câmera não é difícil. Atualmente, a maioria das câmeras consegue conversar com os flashes da mesma marca mesmo que eles não estejam acoplados nela. Chamamos esta técnica de flash remoto.

A ligação entre câmera e flash

utido flash emb (já vem na câmera).

Para que seja possível usar o flash longe da câmera você precisará encontrar uma forma para que eles conversem.

Infravermelho O infravermelho é uma opção interessante e pode ser usado de três formas: com dois flashes (um fica em cima da câmera e controla o que está longe), com um transmissor infravermelho (um aparelhinho encaixado na sapata), ou com a funcionalidade de transmissão de infravermelho embutida da câmera (presente na maioria das câmeras atuais). Vamos por partes:

flash externo.


• Se você já tem dois flashes, é possível usar um em cima da câmera para controlar aquele que está longe. O flash que controla é chamado de master, e o flash que é controlado é chamado de slave. Alguns modelos só podem ser usados como slaves, preste atenção na hora de adquirir o seu. • Transmissores infravermelho são pequenos e não muito caros. • Muitas câmeras possuem um transmissor infravermelho embutido. Leia as especificações da sua para descobrir se ela tem essa funcionalidade. Desvantagens do Infravermelho É preciso que o flash esteja visível para a câmera, e quando fotografamos ao ar livre e com muita luz, o alcance do sistema é comprometido.

Vantagens do Infravermelho Você pode usar o TTL e controlar o flash slave de dentro do menu da sua câmera.

Rádio Outra forma bastante conhecida de disparar um flash remoto é usando um sistema de rádio. Esta ligação é luz

feita acoplando um transmissor na sapata do flash e um receptor no flash.

receptor .

Existem várias marcas de sistemas à rádio. A maior diferença entre as opções é a capacidade de usar o TTL. Opções de rádio mais baratas só nos permitem usar o

sor.

mis rans

flash no manual.

t

Desvantagens do rádio As opções que transmitem

Vantagens do rádio

em TTL são bastante caras, e

O alcance é muito maior

se você usar as opções mais

e não é necessário que o

baratas, com o flash no manual,

transmissor e o receptor se

será necessário ir até ele para

vejam.

mudar configurações. 215


216

Como usar o flash remoto? Ao usar um flash remoto podemos balancear a luz disponível com a luz do flash ou podemos eliminar a luz disponível e usar somente o flash.

Balanceando o flash com a luz disponível Uma situação em que procuramos balancear as duas luzes é em retatos ao pôr do sol. Ao fotografar com uma exposição adequada para o céu, a pessoa não aparece. Ao

145. giulia

144. giulia

fotografar com uma exposição adequada para a pessoa, o céu fica muito claro.

146. giulia

se quisermos uma foto do pôr do sol, é fácil. mas nem dá pra ver que tem uma pessoa nesta foto!

ao medir a luz na vemos a Giulia área de sombra, detalhes do céu mas perdemos os fotografá-la usei – para conseguir exposição muito um tempo de mal iluminada, a longo e, além de foto ficou tremid a.

usando o flash conseguimos ver os detalhes do céu e a nossa modelo.


Podemos resolver esta situação usando o flash. Usando o modo manual, primeiro descobrimos qual é a exposição adequada para mostrar o céu corretamente (página 60). Depois, ligamos o flash e usando o TTL fazemos uma foto de teste. Se a pessoa sair muito clara ou muito escura, podemos compensar a exposição do flash para mais ou para menos.

Dica Como a temperatura de cor do pôr do sol e do flash são diferentes, podemos usar um filtro corretor. Esse tipo de filtro, chamado de gel de correção, é acoplado na frente do flash para mudar sua cor. Também podemos usar esses filtros para criar

gel deção. corre

sulta um dia nublado re. te is tr em um céu Usar um gel verde no flash é um dos efeitos mais clássicos para deixar um anoitecer nublado um pouco mais interessante. É fácil: primeiro você coloca o gel verde no flash. Depois, você ajusta sua câmera para a temperatura de cor luz fluorescente. Isso fará com que a pessoa que você está fotografando fique com cores naturais, mas o céu fique mais rosado.

rde no usando um gel ve céu o os m flash, deixa mais colorido. 217

luz

147. sônia e oliver

efeitos.


Quando a luz disponível não nos interessa muito podemos eliminá-la completamente e usar somente o flash como fonte de luz. 148. patricia

218

Eliminando a luz disponível

nesta fot foi eliminao a luz ambiente estar viro da e a sala de u um estú dio.

É fácil chegar neste resultado: tudo que precisamos fazer é medir a luz disponível e fotometrar subexpondo a cena. Você pode testar a subexposição em -2 ou -3 pontos. Lembre-se de manter o tempo de exposição dentro da janela de sincronismo (1/250). Depois, usamos o flash para criar a luz do zero.


Como fazer fotos high key e low key Uma foto high key tem muitos tons claros e quase nada de sombras. Não podemos confundir esse efeito com o erro de exposição, em que uma foto fica clara demais sem essa intenção! A foto high key é clara porque a iluminação é bem distribuída,

149. fernanda

não existem muitas sombras e os elementos da foto também são de tons claros.

high key.

Como fazer uma foto High key? Utilize um fundo claro, de preferência branco;

principalmente sombras muito duras; Use poucos detalhes mais escuros para dar contraste; Usar luz natural ou flash para preencher a luz em todo o assunto fotografado; Tome cuidado para não estourar e perder os detalhes da imagem.

219

luz

Evite sombras,


de sombras. Nela poucos detalhes são claros, somente para sugerir o assunto fotografado. 150. samanta

220

Já a low key é uma imagem composta principalmente

low key.

Como fazer uma foto Low key? Utilize um fundo escuro ou com pouca luz; Use uma luz bem contrastada; Ao usar flash concentre-o em poucas partes do assunto; Ao usar luz natural coloque o assunto onde tem mais luz e deixe o resto na sombra; Tome cuidado para não ficar tudo na sombra e ficar difícil de notar do que se trata.


Como iluminar objetos como vidro e metal Alguns objetos refletem a luz de forma diferente, o que faz iluminá-los um desafio maior. Todas as superfícies que lembram espelhos (ou seja, onde você consegue ver reflexos, mesmo que não perfeitamente) refletem a luz de forma direta: ao olhar uma luz por um espelho, ela tem a mesma intensidade da luz original. Conseguimos fotografar esses objetos posicionando a luz em um local em que ela não seja refletida ou

dá onde eflexo. o l u g ân ver o r para

usando o reflexo ao nosso favor, usando uma luz grande o suficiente para preencher toda a área reflexiva do objeto. Veja alguns exemplos

luz

em seguida:

luz fora de refle da zona xo.

221


222

luz dentro da zona de reflexo.

usando um rebatedor do tamanho da zona do reflexo.


Taças e garrafas de vidro são bons exemplos de assuntos bem difíceis de iluminar. Por serem circulares esses objetos irão refletir tudo que está à nossa volta.

aprontar a normalmentecâmera e clicar suficiente p não é o interessanteara fazer uma foto vidro, veja c de objetos de omo fica feia ! Conseguimos fotos mais atraentes controlando os reflexos. Os dois esquemas mais comuns são: fundo branco com reflexos pretos e fundo preto com reflexos brancos.

luz

fundo branco com reflexos pretos

objeto fotografad o papel dos preto dos dois la flash ado apont trás para

parede branca

223


224

fundo preto com reflexos brancos

objeto fotografad o papel preto atrás flash ado apont trás para

parede branca

Ruído: como lidar O ruído é uma característica da fotografia digital que deixa muita gente frustrada. Vamos entendê-lo melhor?

Por que fotos digitais têm ruído? O sensor da nossa câmera precisa de uma certa quantidade de luz para que possa registrar uma fotografia. Digamos, de forma ilustrativa, que meu sensor precisa de 10 bolinhas de luz para registrar uma foto. Se eu mostrar somente 5 bolinhas de luz a minha foto vai ficar escura, e se eu mostrar 15 bolinhas, minha foto vai ficar clara. Este é o conceito básico de exposição, afinal. E o que ele tem a ver com o ruído? Meu sensor sempre vai precisar de 10 bolinhas de luz. Se estou em uma situação bem iluminada, conseguir essa quantidade será fácil. Se estou em uma situação com pouca luz, no entanto, precisarei deixar meu diafragma mais aberto, e por mais tempo, pois as bolinhas de luz vão entrar bem aos pouquinhos. De uma forma ou de outra o importante é conseguir chegar nas 10 bolinhas.


Mas e se eu não posso deixar meu diafragma mais aberto? Ou se não posso deixar ele aberto por mais tempo? Entra em ação a nossa terceira opção: o ISO! Meu sensor trabalha de forma ótima no ISO 1005. Usar este valor me garante a melhor nitidez e qualidade da câmera. Mas quando chega uma situação crítica eu posso aumentar o valor de ISO e obrigar a minha câmera a trabalhar com menos luz. Porém, aumentar o valor de ISO não vai fazer a minha câmera precisar só de 5 bolinhas de luz, como se fosse mágica! Aumentar o valor de ISO só vai fazer com o que o meu sensor tente dar um jeito de fazer a foto com 5 bolinhas de luz, sendo que ele precisaria normalmente de 10. O sensor é elétrico e está sempre sujeito à interferências no seu circuito ali dentro da câmera. Quando usamos luz suficiente, essas interferências são insignificantes. Mas quando o sensor tenta aproveitar ao máximo a luz insuficiente, ele também aumenta a interferência. Quando o sensor estica as 5 bolinhas para fazem o papel de 10 bolinhas, ele estica também a interferência nos pixels, e essa interferência resulta em pixels errados. E é aí que surge o ruído.

luz

a câmera precisa deste tanto de luz.

ncia

usando o ISO mínimo, precisamos dar o tanto de luz necessário. Cada “bolinha de luz” tem um pouco de interferência.

ncia

usar um ISO mais alto faz o sensor se contentar com menos luz. A interferência passa a ser maior e mais significativa.

interferê

interferê maior

5

Este é o valor para câmeras Canon. Em outras marcas o valor mínimo é outro. 225


226

O resultado dessa interferência é que os pixels deixam de ter a cor e a luminsidade corretas. Vários pixels ficam errados, e você pode ver o resultado dos pixels maluquinhos facilmente ao ver a imagem de pertinho:

foto com ISO 100.

O ruído aparece mais nas áreas de sombra (onde a luz

m foto co 00. 0 4 O S I

foi mais insuficiente.)


Quem tem medo do ISO alto? Durante minha primeira aula prática de fotometria, pedi para alunos e alunas fotometrarem uma cena de pouca luz. A maioria virou para mim e falou: “vish, mas o tempo de exposição tá muito longo, vai ficar tremida! Vamos colocar flash!” Perguntei qual era o ISO que estava sendo usado e, batata: estava todo mundo com medo de subir o ISO. Na segunda aula, aconteceu o mesmo. Na terceira, e nas seguintes, a história se repetiu. E minha resposta sempre foi a mesma: “Sobe esse ISO!” Quando falo isso, recebo protestos. E a qualidade da foto? E o ruído? E o flash? E o ruído? E minha câmera que é ruim? E o ruído? Vejamos cada um dos argumentos: “Eu não uso ISO alto porque quero melhor qualidade na minha foto” Este é o maior equívoco sobre o ISO alto. Sim, todo livro de fotografia ensina que aumentar o ISO faz a foto perder definição. Mas é muito importante saber a diferença entre foto com definição e foto boa. Às vezes deixamos de fazer uma foto incrível com ISO alto para fazer uma foto luz

medíocre com definição perfeita.

“Eu não uso ISO alto porque não gosto de ruído” Todo mundo tem direito de não gostar de ruído. Mas quem disse que toda foto usando um ISO alto tem ruído? O ruído só aparece em áreas de sombra. Se sua foto está bem iluminada o ruído será imperceptível. Faça uma foto com ISO alto de um céu azul e verá que quase não há diferença do ISO ótimo da sua câmera, seja ela qual for. O ruído só vai aparecer demais se você estiver fotografando com pouquíssima luz.

“Eu não uso ISO alto porque minha câmera é ruim/de entrada” Se você é o tipo de pessoa que diz isso, garanto que você pode usar pelo menos o dobro do ISO máximo que está usando atualmente. Experimente! 227


228

“Eu só uso ISO alto quando a luz tá realmente ruim, para evitar de usar flash” Quando a luz de uma cena está muito ruim a melhor opção é… melhorar a luz! Usar o ISO alto em uma situação de luz muito precária é justamente o único momento em que esta é a pior opção. A não ser que esta seja a única saída, considere melhorar a luz (seja escolhendo outros horários, locações ou usando luz artificial) além de subir o ISO.

“Quando tem pouca luz, prefiro usar o flash com ISO baixo” Temos a tendência de criar o time ISO alto e o time flash e colocá-los para brigar! A verdade é que um não elimina o outro. O ISO alto pode e deve ser usado com todos os métodos de iluminação que você souber usar (seja a luz da janela, do flash ou da lanterna.) Repito: em uma foto bem iluminada o ruído não é problema.

“Mas, mas, mas… o ruído…” O que eu acho mais interessante daqueles que têm um medo crônico do ruído é que poucos fazem fotos onde é possível ver o ruído tanto assim. Se você faz fotos para colocar na internet ou em álbuns diagramados com várias fotos na mesma página, nem será possível ver o ruído! Só da pra ver o ruído em ampliações bem grandes.

“Mas então, quando devo me preocupar com o ISO?” Existem algumas situações em que o ISO deve mesmo ser usado no mínimo. Capas de revistas e catálogos de produtos precisam de fotos 100% lisinhas. Mas se você faz o tipo de foto que precisa de ISO baixo, provavelmente já sabe disso. Normalmente, quem me diz que evita subir o ISO não costuma fazer o tipo de foto que justifique este medo.


então considere fazer uma contribuição do valor que estiver ao seu alcance :-)

clique aqui para doar ou você pode continuar lendo de graça! → 229

luz

está gostando do livro?


5

edição


232

Pós-produção É preciso editar minhas fotos? Se engana quem pensa que alterar as características de uma foto é privilégio da fotografia digital. Desde que a fotografia se entende por gente encontramos jeitos de mexer nela de modo a passar melhor uma mensagem ou criar um estilo próprio. Existem muitas formas de alterar uma imagem. A maioria das opções de processamento existentes no nosso computador se basearam em técnicas nascidas na sala escura, onde o filme era revelado.

Na fotografia química é possível definir estilos e efeitos com a escolha do filme, dos filtros na hora da foto ou de diferentes processos de revelação e ampliação. O processo de ampliação é especialmente responsável pelo resultado final da fotografia. É nesse momento que a exposição final da foto é definida. É também

“Atrás de um grande

quando é possível adicionar contraste, clarear ou

fotógrafo, sempre havia um

escurecer partes da imagem, deixar peles irreais,

bom laboratorista”

corpos impossíveis e até mesmo remover inteiramente

- Josias Santos, ex-laboratorista

elementos indesejados.

brasileiro


Antes da popularização da fotografia digital profissionais até sabiam revelar suas próprias fotos, mas era bastante comum que esse trabalho fosse delegado para outras pessoas.

as foto com “trs de Stalin removid aidores” famosa os são s.

O trabalho no laboratório é um ofício à parte. É difícil de aprender, demorado e complexo. As pessoas responsáveis por este processo viravam o braço direito de profissionais, tendo grande responsabilidade sobre suas fotos. Henri Cartier-Bresson, um dos fotojornalistas mais famosos da história, não tinha o conhecimento (nem a paciência) para processar seus negativos. Voja Mitrovic, edição

que foi um dos principais laboratoristas de Cartier-Bresson por muito tempo, mal é lembrado. Hoje, é mais comum editarmos nossas próprias fotos. Dentro do computador fazemos todo o processo de revelação e ampliação, além de muitas coisas que antigamente eram feitas na hora do clique – como a decisão de usar um filme preto e branco. Muitas vezes o processo acaba aí, e nossas fotos são exibidas somente nas telas do computador, do tablet ou do celular. Se decidirmos imprimir estas fotos, contamos com profissionais que nos ajudam na tarefa de escolher o melhor método e papel. 233


234

Seja no processo químico ou digital, o momento do pós-processamento é considerado parte integrante da fotografia final. Editar uma imagem não é necessariamente mudar suas características e sim finalizá-la. Na fotografia digital, nossas fotos saem muito mais homogêneas de dentro da câmera. Isso acontece pois nossos sensores são todos iguais e é mais fácil adicionar muitos dos efeitos depois. A pós-produção, nessa situação, é também parte importante da definição do nosso estilo. Isso não quer dizer que podemos fotografar sem nos preocuparmos com erros, já que “dá pra arrumar depois”. O ideal é lembrarmos do princípio da lógica conhecido como navalha de occam.

“Não faz sentido fazer com mais o que pode ser feito com menos.” - William de Occam

Ou seja: a solução mais simples normalmente é a melhor! É mais rápido mudar um vaso de lugar do que tentar tirá-lo depois da foto pronta, na edição. É mais rápido adicionar um efeito de cor na edição do que carregar e usar uma série de filtros para chegar no exato mesmo efeito. A pós-produção serve para duas coisas: evidenciar o que já está bom e adicionar o nosso estilo pessoal. Não vou detalhar o passoa-passo para aplicar cada conceito em cada situação. Se quiser saber mais como usar ferramentas específicas, invista em livros especializados

Pós-produção não serve para transformar fotos feias em fotos bonitas, nem para arrumar erros causados por preguiça. Não tenha medo da manipulação. Não existe nem nunca existiu uma fotografia pura. Desde o momento em que escolhemos a composição e o ângulo, a lente

e atualizados, ou faça

e o momento do clique, estamos manipulando a

buscas específicas na

realidade. Depois, durante a pós-produção, continuamos

web. Por exemplo: para

esta manipulação até chegar no resultado desejado.

saber como criar o efeito

Vou te apresentar alguns conceitos de pós-produção

de processo cruzado no Photoshop, procure na web por “processo cruzado photoshop X” (onde X é a versão do seu Photoshop.)

e suas aplicações. Todos esses conceitos podem ser aplicados na fotografia digital, na fotografia de filme, e usando qualquer aplicativo. Se você usar a criatividade verá que eles podem ser usados em qualquer meio de contar histórias, fotográfico ou não.


Cortar e alinhar Podemos achar que alguns elementos podem ser cortados de uma foto pronta. O único problema de fazer isso é que, se cortarmos muito, perdemos resolução (ver página 19).

Às vezes não é possível mudar de lente ou de posicionamento na hora da foto. Cortála na pós-produção vira uma opção viável. Ao olhar a foto pronta, podemos também simplesmente mudar de ideia em relação ao enquadramento inicial. Muitas fotos

edição

famosas foram cortadas e este é um artifício comum.

Che Guevara, a foto icônica de Korda, feita por Alberto dar total foi cortada para lucionário. destaque ao revo 235


conseguir o alinhamento perfeito na hora do clique, dá pra sacrificar as bordas da imagem alinhando durante o corte. 151. manaus/AM

236

Já falei na página 119 da importância de um horizonte alinhado. Se não foi possível

exemplo corte parde alinhar o a horizonte.


Fotos feitas com grande-angulares ou com inclinação da câmera podem ficar com a perspectiva inadequada (ver página 190). Dá pra notar isso ao fazer uma foto de um prédio de baixo para cima. A correção dessa perspectiva pode ser feita em alguns aplicativos atuais de edição ou usando lentes especializadas, chamadas de tilt shift. A correção posterior, assim como o alinhamento do horizonte, também sacrifica partes

edição

152. belo horizonte/MG

da imagem.

o de correçã tiva de perspec o de uma fot feita em prédio, o de aplicativ edição.

237


padrão da maioria das câmeras atuais é de 2x3, mas também podemos querer uma foto 1x1 (quadrada) ou 16x9 (widescreen), entre outras inifinitas possibilidades. A escolha da proporção pode ser por estilo pessoal ou por uma necessidade da mídia onde a foto será exibida. Fotos para o seu site, para um álbum ou para uma capa de revista precisam ter diferentes proporções.

1x1 1x1 2x3 16x9

2x3 153. manaus/AM

238

O corte serve, por fim, para adequar uma foto a uma certa proporção. A proporção

16 x 9


O histograma Antes de alterar algumas propriedades da imagem é legal conhecer o histograma. O histograma é um gráfico que nos mostra precisamente as informações de luminosidade de uma foto. Com base nele sabemos quantos pixels da foto são formados por sombras, luzes e tons médios.

eixo y

Como assim, um gráfico? O histograma é um gráfico cartesiano. No eixo X (horizontal), ele considera todos os tons de

0

255

luminosidade, do branco

eixo x

puro ao preto puro. Em

uma foto encontramos normalmente 256 níveis de luminosidade6, ou seja: o gráfico vai do zero (preto puro) ao 255 (branco puro). No eixo Y, ele considera a quantidade de pixels da foto que têm cada luminosidade.

Como esse gráfico é criado, exatamente? Para preencher este gráfico, um computadorzinho vai pegar cada pixel de uma imagem e medir sua luminosidade. Ao medir todos os pixels, vamos terminar com o

edição

histograma completo:

0

255

sombras

6

tons méd

ios

luzes

Considerando uma foto de 8 bits. 239


240

Lembre-se: o histograma não está nem aí para as cores7. Ele mede somente a luminosidade (um pixel vermelho que possui luminosidade 19 vai estar na mesma coluna do eixo X do que um verde que possui luminosidade 19.)

para o his dois quad tograma, esses mesma lu rados têm a minosidad e. Para entender melhor, vamos analisar algumas fotos e seus respectivos histogramas. Em uma foto predominantemente escura teremos muitos pixels amontoadinhos no

154. vila velha/ES

lado esquerdo do histograma.

ra e seu foto escu o histograma. respectiv

7

Embora exista também

um histograma dos canais de cores vamos focar aqui no histograma de luminosidade.


Em uma foto predominantemente clara teremos muitos pixels

edição

direito do histograma.

e seu foto clarao histograma. iv respect 155. havana, cuba

amontoadinhos no lado

241


242

Fotos que possuem vários tons médios ficam com um histograma que parece com uma pequena montanha:

ios tons méd foto com pectivo e seu res a. histogram


Quando temos áreas muito subexpostas na imagem, os pixels vão formar uma linha no lado esquerdo. Se a sua imagem tem um histograma assim, quer dizer que as áreas mais escuras da foto não possuem detalhes ou informações: são formadas por preto puro.

em vermelho você vê de as partes da foto on o preto é puro, sem detalhes. O contrário também acontece. Um histograma com um pico encostado do lado direito indica que as áreas mais claras da sua foto não possuem detalhes: são formadas por branco puro. Entender o histograma garante controle sobre a edição e aparência da sua foto. Com um pouco mais de experiência você também pode acessar o durante a realização das fotos. Ele é muito mais confiável do que o LCD para checar a exposição e notar se houve perda de detalhes nas sombras e nas luzes.

243

edição

histograma na sua câmera


244

Alcance dinâmico Digamos que você está na praia, vendo um lindo pôr do sol. Seus olhos usam uma

156. aracaju/SE

tecnologia muito avançada: é possível ver o céu, o mar, a areia e os barquinhos.

Nossas câmeras não são tão avançadas. Se tentarmos fazer uma foto deste mesmo pôr do sol, a câmera só vai conseguir registrar os detalhes de uma parte da cena. Se escolhermos uma exposição adequada para o céu, o restante ficará na sombra. Se escolhermos uma exposição adequada para o que está na sombra, o céu ficará muito claro.

aqui, per detalhes demos os na sombr a.

aqui perdemos os detalhes nas luzes.


Esse limite de registro dos sensores é chamado de alcance dinâmico. Em situações com uma variação muito grande de luz precisamos decidir onde vale a pena perder detalhes, pois a câmera não consegue registrar tudo. Câmeras mais modernas possuem um alcance dinâmico cada vez maior, mas ainda não chegam perto dos nossos olhos. Para evitar a perda de detalhes precisamos usar uma iluminação com menor variação de intensidade ou utilizar técnicas como a edição HDR8.

Exposição Embora a exposição seja definida durante o

157. los roques, venezuela

Controles básicos: exposição, contraste, burn e dodge

clique, é possível alterála ou refiná-la durante o processamento.

edição

foto com alterada exposição na pós.

8

Veja como fazer uma

foto HDR no link: http:// www.dicasdefotografia.com. br/o-guia-definitivo-dafotografia-hdr 245


246

Uma foto que ficou exageradamente subexposta ou superexposta não pode ser milagrosamente recuperada. Principalmente se houverem pixels empilhados em um dos lados do histograma: esses pixels são preto ou branco puro e não guardam detalhes.

não é pos grandes e sível recuperar pois deta rros de exposição nas luzes lhes são perdidos ou nas so mbras.

Dica Fotografar em RAW é um bom jeito de conseguir recuperar mais detalhes nas sombras e nas luzes. Arquivos JPG, para economizar espaço, não guardam esses detalhes. Veja abaixo: a mesma foto, se tirada em RAW, guarda mais informações.


Contraste Podemos controlar o contraste de uma foto no momento do clique com a iluminação. Luzes mais duras, por exemplo, criam fotos mais contrastadas. É possível também ajustar ou evidenciar este contraste no seu aplicativo de edição. Aumentar o contraste é intensificar as áreas claras e as áreas escuras da imagem: o que é escuro fica mais escuro e o que é claro fica mais claro.

Uma foto pouco contrastada possui pixels bem distribuídos em uma pequena montanha do histograma:

edição

158. inhotim

247


248

Se analisamos o histograma de uma foto bastante constrastada, encontramos um vale. Os meios-tons existem em menor quantidade do que sombras e luzes.

Uma foto constrastada tende a ser mais dramĂĄtica e viva, enquanto uma foto pouco contrastada traz mais leveza. A escolha entre uma ou outra depende da mensagem que vocĂŞ quer passar e tambĂŠm do seu estilo pessoal.


Burn e Dodge Às vezes queremos alterar a exposição em áreas específicas da imagem. Para isso usamos as técnicas de burn ou dodge. De forma bem simplificada, burn é “escurecer” e dodge é “clarear”. Na fotografia com filme, isso era feito controlando o tempo de exposição do papel fotográfico em determinadas áreas para deixá-las mais claras ou mais escuras.

neste famoso James Dean, feretrato de fotógrafo Denni ito pelo vemos as marcas Stock, laboratorista Pa ções do em uma amplia blo Inirio teste, mostran ção de que serão clar do as partes escurecidas pareadas ou resultado final. a chegar no

Nos aplicativos atuais de edição é possível fazer o mesmo usando diversas ferramentas.

edição

159. fabíola

ei o Lightroom nesta foto, us r o contraste, para aumentaumas partes escurecer alg elo em e deixar a modvermelho, evidência. Em as onde a você vê as árediminuída. exposição foi a área onde a Em amarelo, aumentada. exposição foi 249


160. alter do chão/PA

250

nesta foto, us ferramenta g ei a Lightroom pa radiente no a exposição dra diminuir vermelho você o céu. em gradiente está vê onde o .


Efeitos: processo cruzado, vinheta, grão Processo cruzado Ao revelar um filme, é preciso banhá-lo em uma série de químicos. Cada tipo de filme precisa de um químico equivalente, e usar o químico errado pode ser uma técnica criativa. Ao trabalhar digitalmente, não existem filmes ou químicos, mas é possível

edição

imitar o resultado dessa técnica usando aplicativos atuais.

161. serra da capivara/PI

eradas suas cores alt esta foto teve processo cruzado para imitar o filme, usando a curva realizado com room. tonal do Light 251


252

Vinheta A vinheta é um escurecimento das bordas da imagem causado pela ótica da lente. Esse defeito pode ser usado como efeito, evidenciando o centro do quadro e levando nosso olhar para 162. joão pessoa/PB

o assunto principal. Tome cuidado para não exagerar ou a vinheta volta a ser defeito!

vinheta exagerada.

vinheta disc

reta.


Grão O grão é originalmente um defeito, assim como a vinheta. O ISO causa ruído na foto digital e grão na fotografia de filme. Nossa nostalgia faz o grão parecer mais interessante que o ruído, então podemos adicioná-lo na pós-produção, criando a aparência de foto de filme.

edição

e grão exemplo d digitalmente. adicionado

163. porto velho/RO

253


Fotografando digitalmente temos muito controle sobre a conversão de fotos para o preto e branco. Embora seja possível fotografar em preto e branco com a maioria das câmeras atuais (é só selecionar esta opção nos menus) é mais prático fazer isso no pós-processamento. Desta forma conseguimos controlar como cada cor vai se comportar ao ser tranformada em cinza, mantendo a qualidade do arquivo.

se simplesmente tirarmos foto o resultado terá poucoa saturação desta escurecermos somente a contraste. Se uma foto muito mais interecor amarela, criamos ssante.

164

254

Fotos em preto e branco


branco não é simplesmente transformar tudo em cinza. Usamos as ferramentas disponíveis em cada aplicativo para equilibrar cinzas mais claros e mais escuros de acordo com a cor original.

o mesmo só tiramo acontece nesta p os detalh s a saturação o c aisagem: se escureceres e a foto fica se éu perde adicionar um pouco o azul m graça. mais lega contraste à imagedo céu e l. m fica

edição

165. ilha grande/RJ

Transformar uma foto em preto e

A opção de preto e branco só existe se você estiver fotografando em JPG. Na fotografia em RAW a câmera sempre guardará a foto original, colorida. 255


256

3 coisas para fugir na hora da edição A edição serve para evidenciar nossos objetivos com a foto, mas tome cuidado para não cometer alguns pecados tradicionais:

Seguir modas Tome muito cuidado com modinhas: elas são passageiras por definição. A gente nunca sabe quando a coloração seletiva, os efeitos vintage ou as fotos HDR vão ficar datados (para muita gente, já estão). Todo tipo de efeito pode ser usado com moderação, ou você corre o risco de fazer com que o efeito vire mais atrativo do que a foto em si.

hm… talv esteja vin ez demais? tage


Editar peles de barbie Ninguém tem a pele da barbie. Não importa se você é fera na manipulação, uma pele de plástico sempre parece irreal. Para deixar modelos mais atraentes você pode usar a iluminação, a profundidade de campo e diferentes ângulos:

e registrar as pessoas como elas são de verdade.

edição

pode abraçar todas as belezas que vão além da pele lisinha,

s são as pessoais lindas muito ma nte. naturalme

166. claudia

todos geram resultados muito mais naturais. Você também

257


258

Exagerar em qualquer efeito A não ser que você tenha ótimos motivos evite exagerar nos efeitos e edições. Se o efeito chama mais atenção do que a foto, sem ser esse o objetivo, é hora de pegar mais leve.

gem essa paisar tanta precisa te e efeitos saturação de cor?

Organização de arquivos Confie em mim: se você começar a organizar sua biblioteca de fotos neste momento, será muito mais fácil de se encontrar no futuro! Tudo começa no momento de baixar as fotos para o computador. A primeira coisa que você precisa providenciar é uma estrutura de pastas que fique organizada cronologicamente.


Existem pessoas que não gostam muito de organizar suas fotos por data, pois acham que a data não diz muito sobre o conteúdo da pasta. Embora a escolha final seja sua, saiba que a

Estrutura de pastas

Dica

2014

ano mês dia

2015

20150121 20150203 20150624

organização cronológica é

RAW

a melhor opção para uma quantidade grande de

15 X 21

arquivos e mesmo que você não tenha muitas fotos

Portfolio

agora, no futuro poderá ter.

Para que a organização cronológica fique na ordem correta, a ordem deve ser anomês-dia. Depois desta data, você pode usar uma descrição que facilite lembrar o que foi fotografado nesta data: 20130121 - Paris 20130203 - Aniversário da mamãe 20130624 - Parque Potycabana

Dentro da pasta cronológica você pode organizar suas fotos dentro de outras pastas de acordo com o fim que você vai dar para elas: os arquivos originais, os arquivos de

Procure usar a data no nome dos arquivos também, seguido de um número sequencial, para que assim fique mais fácil encontrar as fotos usando o mecanismo de busca do seu computador: 20150217 - Itália 20150217_001 20150217_002 20150217_003 259

edição

impressão, de uso na web, etc.


260

A organização cronológica é perfeita para catalogação dos arquivos. Para a visualização humana pode não ser tão perfeita assim. Se fiquei 7 dias em Paris, minhas fotos ficarão todas espalhadas em 7 pastas diferentes! O que fazer? Os aplicativos especializados em pós-processamento de fotos oferecem muitas opções para que seja fácil organizar suas fotos de formas mais amigáveis. O bom desses aplicativos é que eles mantém suas fotos dentro de suas pastas cronológicas criando grupos invisíveis de acordo com o seu gosto. Desta forma é possível filtrar a visualização das suas fotos por outros parâmetros: Posso, por exemplo, adicionar todas as fotos da viagem à Paris nas coleções “Viagens” e “Paris”. Ao clicar na coleção “Paris”, verei todas as fotos que fiz da cidade independente das pastas onde elas se encontram. Posso também usar a classificação por estrelas existente na maioria dos aplicativos. Elas servem para classificar minhas fotos preferidas. Fotos com 5 estrelas são as que mais gosto. Desta forma, posso ver as fotos de Paris, posso ver as fotos preferidas de Paris, ou posso ver as fotos preferidas de viagens. As combinações de visualização são infinitas e super amigáveis! Leia o manual do seu aplicativo e veja quais são as possibilidades de organização e classificação que ele permite.

Filtro: Viagens Paris Retratos Flores


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edição

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6

fotografia como profiss達o


264

Quer trabalhar com fotografia? Comece aqui. Decidiu que quer trabalhar com fotografia pois não aguenta mais ficar das 8h às 18h na frente do computador? Talvez seja a hora de eu contar a verdade: é quase isso que a maioria das profissionais fazem! Decidiu escolher a fotografia como primeira profissão? Talvez seja a hora de conhecer a parte que não tem tanto glamour: a parte das responsabilidades e prazos. Quem escolheu criar sua marca e gerir o próprio negócio (ao invés de trabalhar para os outros) percebe rapidamente que a fotografia como profissão não envolve só fotografar.

O que profissionais da fotografia estão fazendo durante o trabalho:

fotografando

fazendo propaganda e se autopromovendo participando de eventos e fazendo networking

gerenciando dinheiro

respondendo a clientes e fazendo reuniões

O gráfico é ilustrativo, e foi livremente adaptado da pesquisa feita pela International Society of Professional Photograhers.


Quando fazemos o que gostamos as partes chatas podem valer a pena. O maior erro é achar que fazer o que gostamos não tem partes chatas.

Trabalho ou passatempo? É bem possível gostar do que se faz sendo dentista ou fotógrafa. Mas, normalmente, dentistas têm uma vantagem: conseguem separar melhor o que é trabalho e o que é diversão. Afinal, o trabalho dela não é passatempo de quase ninguém. Quem inventou a frase “escolha um trabalho que goste e nunca mais trabalhará um dia na sua vida” não podia estar falando uma besteira maior! Trabalho é trabalho. Trabalhar com o que gostamos é bacana, mas quando não separamos as coisas corremos o risco de deixar de gostar. Sim, garanto que nosso trabalho pode ser prazeroso, mas ainda sim não é um passatempo. Trabalho tem contrato, tem expectativas, tem dinheiro, tem horários e prazos a cumprir. Uma fotógrafa de casamento pode amar muito seu trabalho, mas se ela acordar no sábado com preguicinha não dá pra simplesmente deixar tudo pra lá e ficar dormindo o dia inteiro. Se fosse passatempo, poderia. Essa é a diferença. Não compreendo quem quer milhões de clientes e muito trabalho. Não compreendo quem acha bonito dizer que está com a agenda cheia. Se a questão é financeira e você precisa da agenda lotada para conseguir pagar as contas no fim do mês… então é hora de rever seus preços ou rever a organização do seu negócio.

Eu, por exemplo, não gosto dessa ideia de trocar coisas por dinheiro. Para conseguir trabalhar pouco e não cobrar preços altos, a única opção que considero ética é ter um custo de vida menor. Abro mão de muita coisa para poder trabalhar do jeito (e na quantidade) que quero. Tudo para poder trabalhar menos cobrando um

265

fotografia como profissão

valor justo ou, melhor ainda, sem cobrar nada.


266

Bertrand Russel, no seu

Tenho uma amiga que trabalha meio período e recebe

livro O Elogio ao ócio,

pressão de todos os lados, da família e da sociedade,

fala sobre a solução

para pegar um segundo trabalho e ganhar mais. Se

para uma sociedade com

ela trabalha só à tarde e tem a manhã livre, parece

mais ócio criativo. Uma

o caminho lógico. Por que ficar em casa, lendo e

sociedade onde todo mundo possa trabalhar pouco e onde tarefas como a criação das crianças são

brincando com seus cachorros, se dá pra ir pra rua ganhar mais números na conta bancária? Acho tudo isso maluquice: vejo muito mais sentido em ganhar

compartilhadas. Tudo isso

menos e ficar metade do dia brincando com cachorros.

para criar tempo livre: seja

Ela vê sentido no que faz, e faz questão de não fazer

para pensar no sentido da

muito para continuar vendo.

vida, seja para ir tomar sol na praia. É nesse

Se você está pensando em fazer a transição do

momento que a mágica

trabalho-típico para o trabalho-passatempo, coisa que

acontece. A ideia parece

muita gente está conseguindo fazer graças à internet,

utópica para nossa grande

pense nisso. Amar o que se faz para pagar as contas

comunidade industrial, mas muitas comunidades menores vivem assim pelo mundo inteiro. Algumas, como povos originários da américa, há muito tempo.

é maravilhoso, mas trabalhar muito compromete não só a qualidade final do seu trabalho, mas também sua qualidade de vida. Melhor uma dentista tranquila na mão do que duas fotógrafas estressadas voando.

Como planejar sua nova profissão Decidindo seu público alvo e seus serviços Decidir o público alvo do seu negócio é decidir o perfil de clientes que você quer atingir. Seu público alvo é a base de todas as decisões relativas ao seu negócio. O design do seu site não é definido pelo seu gosto, e sim pelo gosto de quem vai te contratar. O método de marketing que você vai usar não é definido pela sua preferência, e sim pela preferência de quem vai te contratar. O seu preço (e consequentemente sua estrutura) não é definido pelo quanto você quer ganhar, e sim pelo quanto seu público está disposto a pagar.


E como decidir quem você quer atingir? É só analisar qual público, na sua área, está carente de algum serviço. Este também é o caminho para decidir quais serão os serviços oferecidos. O passo-a-passo para começar qualquer novo negócio é: 1. Encontrar um público que está carente de algum serviço; 2. Criar o serviço que faz este público feliz e resolve suas necessidades; 3. Oferecer um serviço consistente que atraia mais pessoas deste público.

Além da fotografia, eu trabalhei também com design. Há alguns anos, mantive uma empresa que criava blogs personalizados. Ela só teve sucesso porque resolvia o problema de um certo público. 1. Ao participar de um evento para blogueiras e blogueiros, percebi que muita gente estava ganhando dinheiro com seus blogs, mas sem o lucro de grandes empresas. Essas pessoas não conseguiriam pagar uma agência para criar um blog com layout e programação profissionais mas adorariam parar de usar layouts padronizados. 2. Criei minha empresa para que fosse possível oferecer serviços profissionais com preços mais acessíveis para pessoas físicas e seus blogs. A estrutura era pequena, resultando em poucos custos, e o serviço era bem específico. 3. Ter uma estrutura pequena e com poucos clientes possibilitou manter a consistência do serviço.

Qualquer área onde existam potenciais clientes carentes de algum serviço ou produto é chamada de nicho de mercado. Para quem gosta de fotografar, pode parecer difícil encontrar um nicho. Olhando provavelmente vai querer fazer algo que gosta, não simplesmente algo que dá dinheiro.

267

fotografia como profissão

rapidamente, a gente acha que todo mundo já oferece de tudo. Além disso você


268

Neste caso, você pode fazer um caminho um pouco diferente: 1. Definir o que você gosta de fazer e faz bem; 2. Encontrar, dentro desta área, o que você pode oferecer de diferente que atenda seu público melhor, com mais rapidez, ou com menos custo; 3. Oferecer um serviço consistente que atraia mais pessoas deste público.

Encontrar seu nicho, ou criar um nicho baseado em diferenciais, depende da análise do mercado e de concorrentes. Sua análise não precisa ser complexa: antes de trocar seu emprego regular ou a ajuda dos pais pela fotografia profissional, veja que tipo de fotografia clientes da sua área estão consumindo e o que concorrentes estão oferecendo. Faça testes: comece de um jeito e se adapte ao que funcionar. Não tenha pressa. O mais importante é que seu serviço deve deixar algum público feliz e satisfeito.

O perfil do meu público Depois de encontrar seu nicho, crie um perfil para o seu público. Alguns itens interessantes de considerar neste perfil são: • Gênero • Idade • Classe social (no caso da classe média, que divide o orçamento de acordo com a preferência nos diferentes produtos e serviços, considere se seu público busca custo baixo, custo/benefício ou se o custo é indiferente ao contratar serviços de fotografia) • Bens de consumo que costuma adquirir • Onde costuma ir? Quais são seus hábitos? • Referências culturais e escolaridade


Pesquise as preferências do perfil que criou e defina a sua marca de acordo com o que irá agradar e atrair este tipo de perfil. Note que até agora não falei em momento algum da qualidade do trabalho. É essencial entender que fazer fotos bonitas não é nem garantia nem pré-requisito para o sucesso do seu negócio. Com o público alvo escolhido, você notará que a qualidade não só é subjetiva, mas também é secundária. Um público de classe baixa procura a melhor oferta, mesmo que o produto não tenha tanta qualidade, pois é o que pode consumir para não atrapalhar suas finanças. Um público de classe alta muitas vezes procura status e tradição, dando preferência para profissionais de renome, que já atenderam colegas do golfe e que têm o preço mais alto. A qualidade nos dois casos é totalmente irrelevante. Buscar fotos bonitas é uma das características que pode ou não existir no seu público. E, mesmo se existir, o conceito de fotos bonitas do seu público deve coincidir com o seu. Quanto mais específico o seu público, mais fácil vai ser conseguir convencê-lo a te contratar. Mas, em algumas situações, não é possível definir o público de forma tão detalhada: quem mora em cidades pequenas sabe muito bem que é preciso fazer um pouco de tudo. Não ter um público muito específico só é um problema em uma amostra muito grande de potenciais clientes e mercados.

Como encontrar seu público Depois de definir quais serviços você irá oferecer e qual será o seu público alvo, é hora de juntar os dois. Providencie duas coisas: 1. Um portfolio que mostre o serviço oferecido; 2. Um meio de divulgação que encontre o seu

269

fotografia como profissão

público.


270

O portfolio você consegue fotografando gratuitamente. Sua família e seu círculo de amizades estão aí pra isso!

Dica Lembre-se que para

O meio de divulgação depende (adivinha!) do seu

fazer qualquer coisa

público alvo. Hoje é importante ter ao menos um site

profissionalmente é preciso

onde você possa colocar o seu portfolio e através do

consistência! Se você não

qual potenciais clientes possam entrar em contato. Se o seu público é de gestantes que compram em lojas físicas, dá para deixar um folheto de divulgação nessas lojas. Se são gestantes que compram tudo pela internet, o ideal é comprar um anúncio nos sites que elas visitam.

consegue criar um trabalho com a mesma qualidade repetidamente, é porque ainda não está pronta para trabalhar com isso. Fazer um bom trabalho quando tudo está a seu favor é fácil: a diferença entre profissionais e iniciantes é fazer um bom trabalho quando tudo dá errado.

Sua identidade visual A identidade visual é a soma de vários elementos: logotipo, cores e estilos.

icas tipo do d i o g lo o é ssu este afia, e po de fotogr lo e um texto. um símbo

Um logotipo é um conjunto

Sua identidade visual, assim como seu trabalho, deve

gráfico que representa

ter consistência em todos os seus materiais. Assim

sua marca. Pode conter

sua marca é facilmente lembrada e reconhecida.

somente um símbolo, um

Uma lata de refrigerante vermelha só nos lembra

texto, ou uma soma dos

uma certa marca pois essa marca utilizou essa cor

dois.

consistentemente durante toda sua existência.


Contrate profissionais Como decidir quais cores usar no seu site? Como decidir qual fonte é melhor para o seu logotipo? Esse tipo de decisão faz parte do trabalho de designers profissionais. Se você não entende de design e não sabe lidar com tipografia e semântica é melhor contratar alguém experiente para criar sua identidade visual. Ao lidar com profissionais de design lembre-se que a aparência de todos os seus materiais não deve agradar o seu gosto e sim o gosto do seu público alvo. Embora a palavra design remeta muitas vezes à desenho na realidade ela tem mais a ver com projeto. Designers não criam materiais para que fiquem somente bonitos e sim para que façam a união entre forma e função.

Seu site O objetivo do seu site (ou blog) é mostrar suas fotos. Suas fotos devem ser sempre o centro das atenções. Aposte na simplicidade e não use firulas. A dica anterior vale aqui também: se não sabe fazer por conta própria contrate alguém que saiba. As tecnologias para criação de sites mudam todos os dias e é muito importante ter pessoas experientes lidando com isso. Por fim, selecione bem as fotos que vão te representar. Coloque no seu portfolio somente o melhor do seu trabalho. Só conseguimos ver centenas de fotos em museus e livros: no seu site é o suficiente publicar a menor quantidade de fotos possível.

Quanto cobrar? Já sabemos que o preço a cobrar depende do seu público alvo. Este preço será uma soma dos seus custos e do seu lucro. Para chegar em um valor inicial, portanto, você

O maior erro de quem está começando em qualquer área que envolve serviços é achar que tudo que ganhamos é lucro. Isso é normal, pois serviços não são palpáveis. Os custos de um serviço não são tão óbvios quanto os custos de um produto. 271

fotografia como profissão

precisa calcular esses custos.


272

Dica No meu blog, disponibilizo uma tabela gratuitamente para calcular seus custos e descobrir quanto deve ganhar por mês para não pagar para trabalhar. Acesse: http://www. dicasdefotografia.com.br/ fotografia-quanto-cobrar

Quem cobra mil reais para ir fotografar um casamento pode ter a impressão de estar tendo mil reais de lucro, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Por causa dos custos invisíveis, podemos estar até pagando para trabalhar. Seus custos de vida (moradia, transporte, alimentação), de trabalho (impostos, cursos, 13º) e depreciação de equipamentos (câmeras, computadores e tudo que precise ser trocado regularmente) devem ser somados para saber o mínimo a se ganhar para conseguir sobreviver. Seus custos de lazer (viagens, diversão, etc) devem ser somados para saber o mínimo a se ganhar para conseguir superviver. Uma vez que você saiba exatamente quanto precisa ganhar por mês, é mais fácil descobrir seu valor por hora ou por trabalho. Se o objetivo é fotografar três casamentos por mês o seu salário deve ser dividido por três (ou por dois). E aí, é só correr atrás da clientela!

Quando trabalhar de graça? Fazer um trabalho de graça não é necessariamente desvalorizar o seu trabalho. Você pode escolher não cobrar para: conseguir portfolio, criar coisas novas sem expectativa, para ajudar uma causa ou simplesmente porque não acredita que tudo deva ser trocado por dinheiro.

Você está começando Este cenário todo mundo já conhece: estamos começando e, além da falta de experiência, nos falta portfolio. Não temos uma quantidade de trabalhos suficiente para conseguir outros. A solução? Trabalhar de graça.


Procure potenciais cobaias no seu círculo de amizades. Outra boa ideia é procurar colegas de profissão que possam te acolher e te levar em um evento, viagem, ensaio. Ninguém vai sair perdendo: clientes e colegas saberão que você está começando e, por isso, não poderão colocar nenhuma expectativa no seu trabalho, mas terão fotos ou mão de obra gratuitos. Você poderá usar as fotos para o seu portfolio e, de quebra, terá experiência para atender melhor suas próprias clientes!

Quando você não está começando O mais difícil é deixar de cobrar quando você não está começando. Vem o orgulho e vem a preguiça. “Se não preciso, por que trabalhar de graça?” Mas trabalhar de graça pode ser uma oportunidade para inventar coisas novas e botar em prática ideias mais mirabolantes, sem a pressão de entregar exatamente aquilo que está proposto. A ideia é justamente ter liberdade para criar algo que ainda não existe. Em situações assim, todo mundo sai ganhando: modelos ganham fotos legais e quem fotografa ganha uma oportunidade para fotografar sem a expectativa de um trabalho pago.

Quando o trabalho é para uma organização sem fins lucrativos Em último lugar, mas não menos importante: quando clientes que representam causas que você apoia não têm dinheiro para investir em fotografia, você pode demonstrar seu apoio doando seu tempo de trabalho. Nesse caso, nem você nem a cliente têm como o objetivo o lucro, e você colabora fazendo o que mais sabe fazer. Se tiver tempo (ou melhor, se puder reservar um tempo) para projetos pró-bono, vai

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fotografia como profissão

perceber que os benefícios são muito maiores do que portfolio ou dinheiro.


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O problema é com você Durante uma certa época da minha jornada eu trabalhei com ensaios ao ar livre. Nessa época eu respondia pedidos de orçamento não só com as informações de preço mas também com respostas para as dúvidas mais frequentes. No início eu adicionava essas perguntas e respostas em uma página do orçamento em forma de lista. Mas ninguém lia. Depois de receber um orçamento de fotos em locação externa, em que a pergunta “e se chover no dia?” estava devidamente respondida, as pessoas enviavam emails perguntando... “e se chover no dia?” Pois é, as pessoas não lêem perguntas frequentes. Este título, em especial, não ajuda muito: nos achamos muito especiais para estar fazendo uma pergunta que outras já fizeram. Na nossa cabeça, nossa dúvida é sempre única. Decidi mudar a abordagem. Ao invés de uma lista de perguntas e respostas coloquei fotos grandes e chamativas com as perguntas e respostas destacadas em cima. Coloquei uma foto de um cachorrinho fofo e, junto dela, a pergunta: “posso levar meu pet para o ensaio?” Nunca mais recebi perguntas que estavam respondidas no orçamento. Este é um caso bastante específico, e provavelmente você não vai lidar com uma situação igual à minha. Mas esta história ilustra muito bem a característica mais importante que devemos cultivar para sermos bom profissionais: nos responsabilizarmos. Eu poderia ficar por anos reclamando cada vez que alguém repetisse uma pergunta. Eu poderia me indignar pra sempre e xingar, na minha cabeça, todo mundo que não lê a porra das perguntas frequentes. Mas isso não ia fazer diferença. As pessoas continuariam sem ler. O que fiz? Me responsabilizei. Se as pessoas não estavam lendo, é porque eu não estava apresentando as informações de forma interessante. Eu não posso mudar as pessoas, mas posso mudar meu orçamento.


Dica O que faz mais diferença entre sermos profissionais ou profissionais

Alguém não entendeu sua mensagem direito? Você precisa explicar melhor. O trânsito te atrasou? Você precisa sair mais cedo.

medíocres é o quanto nos

A gráfica fez um álbum mal acabado estourando seu

responsabilizamos pelo que

prazo? Você precisa procurar outra.

acontece à nossa volta.

Se responsabilizar é diferente de se culpar. O trânsito pode não ser culpa sua, mas a responsabilidade de sair mais cedo é. Se a gráfica fez um trabalho mal feito a culpa é dela, mas sua responsabilidade é escolher outra. Tomar a responsabilidade do problema nos faz ter controle sobre a situação. Profissionais são aqueles que solucionam problemas, não aqueles que apontam quem tem a culpa.

Contratos de serviços fotográficos Não trabalhe sem contrato. O contrato serve para proteger profissional e cliente, e trabalhar sem ele pode gerar muita dor de cabeça e desentendimentos. O seu contrato não precisa ser rebuscado ou estar escrito em advoguês: você pode escrever seu próprio contrato e colocar tudo que for necessário para proteger as duas partes.

Modelo de contrato Cada área da fotografia tem suas particularidades, assim como cada profissional. Não é possível encontrar, prontinho, um contrato que satisfaça todas as suas

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fotografia como profissão

necessidades. Use essas informações como base para montar o seu:


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cumentos,

bas as partes (nome, do

Dados pessoais de am endereço)

cobertura de os e produtos (ensaio, viç ser de ão caç cifi pe Es datas e alta resolução, etc) com em os fot s, un álb to, en ev horários o s fotos (uso pessoal, us Especificação de uso da comercial, etc) comercial, tipos de uso mento

Valor e formas de paga

tempo de ra entregas de fotos e Prazos (seus prazos pa fotos) , prazos para seleção de backup e, para clientes ato (de sobre rescisão do contr Multas e informações partes) acordo com ambas as

Emails são válidos? Tudo que foi combinado por email é válido judicialmente. Você pode, inclusive, enviar o contrato completo por email. Mas lembre-se que a pessoa precisa fazer um aceite por escrito: ao enviá-lo como anexo, por exemplo, você pode pedir para que ela envie um email dizendo que concorda.

Preciso de testemunhas ou reconhecimento de firma? Não. Testemunhas podem agilizar o processo judicial, mas não são essenciais. Em nenhuma situação é obrigatório o reconhecimento de firma.

Licença de uso No caso de fotos para uso comercial você deve especificar ao máximo este uso. Por exemplo: para uma foto a ser usada em uma propaganda de revista devem ser


especificados o nome e edição da revista, a tiragem e o tamanho da foto. Se sua foto vai ser usada em um site, devem ser especificados o endereço do site e o tempo limite de uso.

Dica

Direito de imagem

No caso de fotos para uso

Para publicar uma foto em que aparece uma pessoa

comercial você também

você precisa de uma autorização de uso de imagem.

precisa de uma autorização

Você pode pedir esta autorização dentro do contrato

de modelos com a especificação do uso.

ou fazer uma autorização à parte. Caso a pessoa não tenha te autorizado a divulgar a imagem dela você poderá sofrer um processo. Tome cuidado também com fotos de crianças: pais e mães precisam ter autorizado explicitamente a divulgação das fotos de pimpolhos, sempre por escrito.

Faça o contrato com antecedência Muitos contratos consideram multas para atrasos ou rescisão. Faça o contrato assim que finalizar a negociação e marcar a data e evite de alguém rescindir o contrato antes mesmo de assiná-lo! Nos casos em que você verá a cliente somente no dia das fotos, não deixe de mandar o contrato e ter um aceite por email.

Da venda à pós venda Não dê muitas opções Uma das dicas mais tradicionais de vendas é não oferecer muitas opções. Quando chegamos em um restaurante e vemos um cardápio com 20 páginas, ficamos não ter escolhido uma das outras. Você não quer que sua cliente fique frustrada tantas vezes, não é?

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fotografia como profissão

frustradas por não saber o que escolher. Depois de escolher, ficamos frustradas por


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Dica Por exemplo: ao invés de oferecer 12 tamanhos diferentes de álbum, escolha poucas opções que têm bom custo/benefício para o seu público e que melhor representam seu estilo.

Dar mais opções não deixa clientes mais felizes. Dar muitas opções não facilita a sua vida. Na realidade, oferecer muitas opções de serviços ou produtos deixa clientes frustradas e dificulta a sua organização e a sua logística. Um mundo como o nosso, que dá mais opções do que jamais nossas avós imaginariam existir, só faz criar mais insatisfação pelo que já temos. Simplifique.

Só mostre aquilo que quer vender Quando comecei a fotografar profissionalmente percebi um certo padrão: clientes sempre escolhiam aquelas fotos que menos gostei. As minhas favoritas ficavam de lado, e eu ficava triste e decepcionada. Até que, de repente, uma amiga me abriu os olhos: não quer que a pessoa escolha uma foto? Não mostre. Passei a mostrar somente as minhas favoritas. Passei a excluir sem dó aquelas que não me agradaram. Passei a mostrar pouquíssimas fotos, e somente aquelas que me dão orgulho de verdade e que eu assinaria sem medo. Mas aí, você me pergunta: “E se a cliente pedir uma foto específica e você não achar a ideia legal? Não vai fazer? Não vai mostrar? Ela não vai perguntar depois onde está a foto?” Por muito tempo fotografei gestantes, e colegas me perguntavam como eu lidava com os pedidos de fotos bregas (como a tradicional mão em forma de coraçãozinho em cima da barriga.) Eu não tenho resposta para estas perguntas porque essa situação não acontecia comigo. Sabe por quê? Porque só mostrava, no meu portfolio, aquilo que queria vender. Não tenho medo de perder clientes deixando meu estilo exposto.


Clientes que não gostam do meu estilo se afastam e procuram profissionais que lhe atendam. Clientes que viram meu portfolio, gostaram do meu trabalho e me contrataram, esperam exatamente aquilo que ofereço. Se alguém lhe pedir um coraçãozinho na barriga, veja onde você demonstra ser o tipo de pessoa que faz isso e passe a demonstrar ser o tipo de pessoa que não faz.

Separe serviços e produtos

Por exemplo: ao invés

Digamos que sou uma fotógrafa de casamentos. Nesta

de ter no orçamento um

área, ofereço serviços e produtos.

pacote com ensaio de fotos e álbum, apresente

Os serviços incluem fazer uma reunião com o casal,

cada um desses itens

passar o dia fotografando e editar as fotos que

separadamente.

foram feitas. Os produtos incluem álbuns, pôsteres e impressões avulsas. Preços ficam muito mais transparentes e fáceis de entender se, no meu orçamento, eu separar o que é serviço e o que é produto. Pacotes fechados diminuem a possibilidade de negociação e fazem clientes dar mais valor para os produtos do que para o serviço. Além disso, ao apresentar preços separadamente, demonstramos mais flexibilidade: clientes percebem ter mais controle sobre o preço final.

Faça um follow up Digamos que várias pessoas entraram em contato com você, interessadas no seu trabalho. Depois de enviar o orçamento, essas pessoas não deram mais sinal de vida. O que fazer?

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fotografia como profissão

Dica


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Você pode entrar em contato depois de alguns dias perguntando se houve alguma dúvida não respondida ou se querem aproveitar as datas disponíveis deste mês. Isso é chamado de follow up, e serve para analisar tanto seus métodos de divulgação quanto seu atendimento inicial. Se as pessoas não te contrataram porque não fazem parte do seu público alvo, é hora de rever seus métodos de divulgação. Quando você atinge o público errado seu preço ou estilo de trabalho afastam no primeiro contato direto. Logo no momento em que a pessoa parou para analisar se vale a pena te contratar. Se houveram muitas dúvidas não respondidas ou se essas pessoas não entenderam como funciona o seu serviço, é hora de rever seu orçamento e as informações que envia no primeiro contato. Sua cliente vai fazer o desempate em relação à concorrência escolhendo a profissional que deu informações mais claras e que possui um processo mais fácil de compra.

Ofereça preços de referência No varejo é muito comum encontrarmos preços de referência: são as famosas promoções. Ao colocar a frase “de R$ 599 por R$ 299” na etiqueta, criase a impressão de que o valor é mais baixo do que realmente é. R$ 299 não pareceria tão barato se não existisse uma base para a comparação. Ao apresentar nossos preços, podemos fazer o mesmo, oferecendo produtos que servirão como referência. Digamos que o álbum que você mais gostaria de vender custa R$ 500. Você pode oferecer também uma opção mais simples/com menos fotos por R$ 200, e uma opção mais exclusiva/com mais fotos por R$ 1000.


Ao olhar os três preços, nossa mente tende a eliminar o mais barato e o mais caro, para chegar no melhor custo benefício. Não queremos a opção mais simples, mas também não precisamos pagar o dobro por um produto mais ou menos parecido! O produto ou serviço de valor central normalmente é o que faz mais sucesso.

Pós-venda Depois que você fez as fotos, chegou a hora de entregálas. Esse momento é essencial para criar clientes felizes e fiéis. Se a escolha das fotos é difícil, prazos não são seguidos ou o produto tem pouca qualidade, as chances são grandes da pessoa esquecer tudo de bom que aconteceu antes. Invista tempo na pós-venda. Sua cliente ficará muito mais feliz se você possuir uma página no seu site onde é fácil escolher as fotos e ver o preço final, ao invés de precisar anotar o número dos arquivos em um papel e fazer as contas manualmente. Sua cliente ficará muito mais feliz de receber um álbum bem embalado e com uma cartinha de agradecimento do que de recebê-lo em uma sacola feia e embalada sem nenhum cuidado.

Comunicação Sempre que contratamos um serviço ficamos ansiosas. Um pouco antes da data combinada para as fotos, envie um aviso dizendo que está tudo confirmado. Depois de realizar as fotos, envie uma delas antes do prazo combinado para que a cliente não tenha que esperar muito para matar a curiosidade. Quando estiver lidando com produtos, como álbuns, lembre-se de avisar sempre que sua produção mudar de etapa: quando iniciou a diagramação, quando foi enviado para a gráfica, quando foi

Uma comunicação clara, marcando todas as etapas, garante que tudo está sob controle e mostra que você se importa com cada cliente.

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fotografia como profissão

postado nos correios.


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O direito autoral e de uso A fotografia é obra intelectual protegida pela lei. Está escrito no art. 7., inc. VII, da Lei 9610/98: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como: VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;

Isso quer dizer que uma foto tirada por você é protegida por essa lei, simplesmente por ser uma fotografia. Qualquer fotografia, feita a qualquer tempo, em negativo ou cartão de memória, em celular ou DSLR… todas elas são, a princípio, protegidas por essa lei.

Quais direitos eu possuo? Os direitos inalienáveis do autor são chamados de direitos morais. De acordo com o Art. 24 da Lei dos Direitos Autorais, o autor tem os seguintes direitos:

I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra; II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra; III – o de conservar a obra inédita;

ou seja: c devem se réditos sempre. r dados


IV – o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra; V – o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;

pode ninguémna sua foto mexer toshop e no Pho ulgando ela sair div por aí!

VI – o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem; VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado. § 1º Por morte do autor, transmitem-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV. § 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público. § 3º Nos casos dos incisos V e VI, ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem.

não adianta escapar, se querer foto ela é tu você fez a final, nem s a e ponto esses direit e você quiser ser de outraos passam a pessoa!

Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e

Ou seja: direitos morais não podem ser vendidos ou repassados! Esses são os direitos seus e de mais ninguém, nem que você não queira.

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fotografia como profissão

irrenunciáveis.


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Quais direitos eu posso vender? Para que a foto seja usada por outras pessoas ou empresas, você vai ceder o direito de uso, chamado oficialmente de direito patrimonial. É o direito de quem vai usar, modificar ou divulgar a sua obra para qualquer fim. Lembre-se: qualquer tipo de uso tem que ser previamente permitido pelo autor, com tudo acertado em contrato. Abaixo alguns exemplos de usos que devem ter a aprovação prévia do fotógrafo, no Art. 29:

Não vendemos fotos,

I – a reprodução parcial ou integral; II – a edição;

vendemos os direitos de uso dessas fotos!

VI – a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou exploração da obra; VII – a distribuição para oferta de obras ou produções mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usuário; X – quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas.

Como pode ver, quaisquer outras modalidades de uso que existem ou que venham a ser inventadas estão nesta lista. Ou seja: todo uso deve ter a autorização do autor da obra.


E mais: esse uso deve ser muito bem especificado no seu contrato, contendo o meio (onde vai ser usada sua foto? Internet? Revista? Outdoor?) e o tempo (por quanto tempo a foto poderá ser usada? 1 ano? 10 anos? 20 anos?)

E se temos pessoas ou objetos nas fotos? No caso de fotos onde aparecem pessoas, é preciso que elas façam um contrato cedendo ou vendendo o direito de uso de sua imagem. Se você quer colocar a foto de uma cliente no seu site, é preciso que ela assine o contrato de direito de imagem permitindo este uso. Se você fez fotos para uma marca de roupas, a modelo precisa assinar um contrato de direito de imagem permitindo este uso (sempre especificando onde a foto vai ser usada e por quanto tempo.) Isso também vale para objetos particulares: é preciso a autorização da dona.

E pessoas que estão andando pela rua? Se você fez uma foto de um local público onde aparecem pessoas (como uma praça), não será necessário pedir autorização para divulgar esta imagem, exceto em caso de uso comercial. Ou seja: você pode colocar a foto como essa no seu site, mas não em uma propaganda de revista. É por isso que fotos de celebridades são possíveis. Quando elas estão passeando na praia ou comprando e as divulguem.

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pão na padaria, nada impede que paparazzi façam fotos


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Mas existe um porém: se as fotos ferirem a integridade ou honra desta pessoa, você poderá ser responsável por danos morais e pode sofrer um processo judicial.

“A perfeição não consiste em fazer coisas

Não espere pela ideia extraordinária

extraordinárias, e sim em fazer coisas ordinárias

Mais importante do que ter várias ideias

extraordinariamente bem.”

extraordinárias, é colocar a mão na massa e colocar

Marie Angélique Arnauld

uma ideia (qualquer uma) em prática. Ela precisa ser a sua ideia, e você precisa acreditar nela. Se não funcionar (e isso vai acontecer bastante) você parte para a próxima. Sacadas geniais só são geniais em retrospecto. Preste atenção naquilo que resolveu fazer e faça super bem. A sua assinatura de email tem seu telefone? As informações no seu orçamento estão bem dispostas e organizadas? Seu site está bonito e funcional? Você está respondendo pedidos de orçamento rapidamente? Acreditar que só é possível começar a trabalhar de verdade quando você tiver as condições materiais ideais também é outro erro que artistas de todas as áreas encontram. Não é o loft de pé direito alto em Nova York e a câmera de última geração que farão suas fotos ficarem boas. Artistas, seja quem trabalha com fotografia ou desenho ou música, só precisam de uma coisa para chegar em um bom trabalho: prática. Desligue o computador e a rede social e vá praticar.


está gostando do livro?

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então considere fazer uma contribuição do valor que estiver ao seu alcance :-)


Por que não fotografei a tapioquinha? estou em belém. esta manhã, depois de ir ao banco, vejo uma senhora vendendo tapioquinha. hum, adoro! quero uma. ela disse: “senta ali na sombra, moça, que tá sol!” sentei. da sombra, observei a tapioquinha tomando forma. lá foi ela. coloca a massa de tapioca na frigideira, em pequenas colheradas. com a mesma colher, vai espalhando tudo para formar a panquequinha. espera um pouquinho. sacode a frigideira e, num pulo, a tapioca já tinha virado pro outro lado. espera mais um pouquinho. abre espaço num pano de prato e coloca a tapioca esticadinha por cima. pega um pote de manteiga e, com uma faca, vai aos poucos besuntando a tapioca. primeiro, nas bordas do círculo. depois, no centro. a faca é colocada de lado. fecha o pote de manteiga e pega o pote de queijo. “o queijo está bem molinho, tá calor!” com uma colherzinha vai pegando um pouquinho de queijo e espalhando na tapioca. coloca um pouquinho aqui, outro pouquinho acolá. espalha, espalha, espalha. bota a tapioca, devidamente amanteigada e aqueijoada, na frigideira novamente. aquece um pouquinho e, com a colher, vai enrolando, enrolando (aqui no pará se come tapioca enroladinha, diferente de alguns outros locais do país onde se faz um pastelzinho.) tapioquinha devidamente enrolada, volta pro pano de prato. “é pra comer agora?” opa, com certeza. abre um pote, pega um guardanapo. dobra no meio, levanta a tapioca, coloca ela em cima. parece que está colocando a fralda num bebê, de tanta delicadeza. repete com outro guardanapo, desta vez fazendo uma trouxinha. 3 reais por uma deliciosa tapioquinha feita por uma senhora com um leve toc e muito carinho.

Publiquei o texto acima numa rede social. Em pouco tempo surgiram pessoas comentando: “cadê foto?”, “queremos fotos!”, “devia ter tirado uma foto!”, “por que não fotografou?” Acredito que muita gente espera que eu esteja sempre com a câmera na mão só porque sou fotógrafa. Sei que não parece uma expectiva infundada, mas pra falar a verdade vejo muitos mais motivos para não fotografar do que para fotografar. A situação da tapioca exemplifica bem alguns deles: 289


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1. Não somos neutros com uma câmera na mão Não tem como apontar a câmera para alguém e achar que essa é uma atitude neutra. Se eu fizesse isso nesta situação a tapioqueira ia, na hora, perceber. Não sei o que ia acontecer. Talvez ela ficaria vaidosa e contente. Talvez se sentiria invadida. Talvez ficaria com vergonha. Talvez desse uma ajeitada na coluna. Existem várias possibilidades, mas todas elas pressupõem uma só: ela com certeza ficaria autoconsciente do seu corpo e de seus movimentos mudando completamente o rumo daquele momento. Alterar o momento de rumo muitas vezes quebra algo que estava legal. Aquele momento sublime de uma senhora fazendo tapioca não merecia ser estragado por causa de uma foto. Sou um pouco radical neste ponto: não só acho que não somos neutros com uma câmera na mão, como acho que fotografar outras pessoas é um ato violento por si só. As palavras que usamos para o ato de fotografar mostram muito bem o que estamos fazendo. Tirar uma foto. Capturar uma foto. Não só as câmeras profissionais são enormes e parecidas com armas, a gente ainda usa esta arma para capturar as pessoas! A responsabilidade é enorme. Nós é que decidimos o ângulo, o momento, como e quando apertar o botão. A pessoa fotografada está à mercê da nossa generosidade (ou falta dela.) Se o nosso único objetivo com um retrato é fazer uma foto bonitinha, talvez seja melhor não fazer nada. Uma foto bonita não é um motivo bom o suficiente para cometer essa violência. Acredito que retratos podem ser lindas ferramentas para fazer algo pelas pessoas fotografadas e procuro focar meus esforços somente nestas possibilidades.


2. A fotografia não é o melhor meio Acho bobagem o ditado que diz que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Nem sempre! No caso da tapioqueira, nenhuma foto ou série de fotos que eu fizesse passaria a história da forma que o texto passou. A fotografia é uma ferramenta e não tem nada de melhor que as outras. Às vezes, o que cumpre o objetivo é um texto, um vídeo, uma voz, uma mistura de tudo. O que mais me incomoda de quem usa a fotografia como arte é esta crença de que a fotografia pode passar uma mensagem mais rápido ou pode causar um efeito na pessoa observadora de forma mais real. Às vezes, não. Há um tempo atrás visitei uma exposição fotográfica que possuía imagens de pessoas indígenas. Uma das fotos mostrava uma mulher com pinturas no rosto, argolas e outros acessórios nas orelhas e lábios. Fiquei observando a própria exposição: várias mulheres passavam por esta foto e comentavam algo como “olha que engraçada essa pintura no rosto!”, “que exótica essa moça!”, “gente, como ela tem coragem de colocar isso, deve doer!” Não é preciso uma fotografia para que as pessoas nãoindígenas pensem que as pessoas indígenas são estranhas ou exóticas. Essa foto estava somente reforçando isso. Quem sabe, se esta foto não estivesse sozinha, ela poderia gerar uma reflexão além do estereótipo. Quem sabe, explicando através de outros meios, as pessoas não-indígenas daquela exposição perceberiam que fazer tatuagem, colocar implante nas mamas, usar maquiagem ou se depilar com cera mensalmente também são atitudes bastante engraçadas, exóticas e que dóem. Talvez elas respeitassem mais a pessoa retratada como alguém que, assim como elas próprias, toma decisões com base no que sua tribo espera. 291


292

3. A fotografia nos toma experiências Se eu tivesse sacado uma câmera para fotografar a história da tapioca, em poucos segundos deixaria de perceber cada um dos movimentos da senhora e passaria a me preocupar com o foco e com a composição da foto. Eu deixaria de estar lá. Ao contrário da ilustração ou da poesia, a fotografia está no dia a dia de muita gente. Susan Sontag, no seu livro “On photography”, disse que “todo mundo está usando a fotografia como diversão, quase tanto quanto sexo.” Isso foi na década de 70. Hoje tenho certeza que fotografamos muito, mas muito mais do que transamos! Nos parece normal que, tendo poder aquisitivo pra isso, passemos tanto tempo da nossa vida olhando o mundo e a sociedade através de retângulos luminosos. Morando no Rio de Janeiro comecei a notar que viajar sem tirar fotos parece inimáginável. Ando pela orla de Copacabana e ali está um moço fazendo uma foto do seu milho meio-comido com o pôr do sol ao fundo, ali está um grupo de amigas fazendo diversos selfies na praia, ali estão pais fotografando cada passo de um bebê. Durante minhas próprias viagens e passeios já cansei de ver guias na maior empolgação contando histórias e causos, e todo mundo só prestando atenção nas suas câmeras. Viagens potencializam nossa atitude registradora, mas no dia a dia fazemos o mesmo. Sempre tem alguém insistindo para parar tudo para uma foto durante um encontro de família ou para registrar a janta que acabou de chegar no restaurante. Sempre tem alguém para parar seja lá o que estava acontencendo com a frase “vamos fazer uma foto?” E eu me pergunto: por quê estamos fazendo isso?


Muitas vezes, vamos admitir, é para impressionar os outros. Dentro de uma sociedade que tem definições muito claras de sucesso faz todo sentido divulgar na internet a viagem que acabamos de fazer ou o restaurante que gostamos de frequentar. O pior é que muitas vezes as fotos são só a ponta do iceberg: quantas vezes não agimos para os outros e fotografamos para provar? Sim, muita gente fotografa o casamento para registrar a festa caríssima que fez, mas neste caso a festa já foi feita para se encaixar numa demanda por si só. Se achamos que “se ninguém ficar sabendo é como se não tivesse acontecido”, é hora de repensar esta luta que já começou perdida: os outros sempre vão parecer mais próximos do tal sucesso. Mas nem sempre é o caso. A maioria das pessoas que conheço e que gostam de fotografia dizem, de forma unânime, que a fotografia serve para relembrar um momento bom. Mas será que precisamos tanto disso? Será que precisamos voltar de Paris com mil fotos, para relembrar de Paris mais tarde, se quando de fato estávamos em Paris perdemos mil momentos vivendo Paris através de um retângulo luminoso? E se, ao invés disso, vivêssemos Paris com todos os nossos sentidos? Será que precisamos passar a infância inteira das nossas crianças fotografando sem parar? Muita gente me conta que já tem milhares de fotos do bebê de um mês de idade. São milhares de momentos vendo o bebê através de uma tela, ao invés de viver o crescimento do bebê com todos os nossos sentidos. Fazemos isso porque temos medo. A viagem à Paris acaba em poucos dias e bebês crescem muito rápido. Temos medo do passageiro, porque ele passa. Sim, o momento vai passar: mas esse é o melhor motivo para fotografar menos e aproveitar mais. 293


294

No futuro, é bem possível que lembremos de coisas boas do passado. Se estes momentos foram tão bons assim, é bem provável que a gente não precise de fotos para relembrá-los. Mas nossa memória não é infalível e com certeza vários momentos ficarão lá no passado. Mas qual é o problema? Por que precisamos relembrar? Porque não podemos viver o momento naquele momento e nos desapegarmos dele depois? Podemos usar a fotografia para ganhar nosso dinheiro. Podemos usar a fotografia como uma ferramenta do nosso próprio ego: provando aos outros que temos sucesso ou relembrando nossos próprios momentos bons. Mas também podemos deixá-la de lado e, com isso, parar para olhar para dentro e para fora. Olhar pra dentro nos ajuda a entender os nossos próprios porquês e de onde eles vêm. Olhar para fora nos ajuda a perceber o mundo que estamos dividindo com outros animais (inclusive os mais difíceis de entender: esses da nossa própria espécie) e como os nossos porquês afetam o que está à nossa volta. Quem sabe, depois de olhar tudo isso, podemos usar a fotografia como uma ferramenta de mudança, de ajuda e de celebração.

E é por esses motivos que não fotografei a tapioquinha.


gostou do livro? você pode nos agradecer contribuindo com qualquer valor que achar que valeu a sua leitura. ficaremos felizes com qualquer contribuição :-)

clique aqui para doar mas ainda tem algumas coisinhas... → 295


296

fotos do livro e suas configurações A maioria dos livros de fotografia básica mostram as configurações usadas nas fotos de forma bem destacada. Como pode ver, não foi o caso aqui. Coloquei somente as configurações relevantes para aquela lição. É que eu acho que essas informações são bobas e inúteis! A última coisa que me interessa em como foi feita uma fotografia é o ISO utilizado. A história daquela foto, a motivação de quem fotografou para clicar e quem é a pessoa retratada são muito mais interessantes. Mas sei que nossa curiosidade às vezes é grande! Então você pode encontrar as configurações exatas das fotos do livro abaixo: n.

pág.

ISO, dist. focal, abertura, tempo de exposição

1

30

aline

ISO 800, 148mm, f/2.8, 1/500.

2

31

lima, peru

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/20.

3

31

manaus/AM

ISO 200, 10mm (olho de peixe), f/6.3, 1/60.

4

32

foto da lua / 50mm

ISO 500, 22mm, f/4.5, 1/250.

5

32

foto da lua / 300 mm

ISO 800, 300mm, f/5.6, 1/250.

6

34

casamento

ISO 1600, 10mm, f/10, 1/50.

7

39

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 10mm, f/10, 1/80

8

40

keukenhof, holanda

ISO 100, 15mm, f/25, 1.6”.

9

41

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 11mm, f/10, 1/160

10

48

paquetá/RJ

ISO 100, 14mm, f/5, 1/1250 (foto bem exposta.)

(a única diferença das duas fotos é o filtro.)

(a única diferença das duas fotos é o filtro.)

11

50

sil

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/100.

12

50

fernanda

ISO 100, 10mm, f/3.5, 1/50.

13

50

paraty/RJ

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/250.

14

55

ivone

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/500.

15

56

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 22mm, f/20, 1/400.

16

57

curitiba/PR

ISO 500, 22mm, f/4.5, 1/250 (foto congelada) ISO 100, 22mm, f/29, 1” (foto com movimento)

17

59

rio de janeiro/RJ

ISO 5000, 22mm, f/4.5, 1/400.

18

65

joão pessoa/PB

ISO 100, 22mm, f/25, 1/50.

19

67

jericoacoara/CE

ISO 200, 24mm, f/6.4, 1/1000.


20

68

los roques, venezuela

ISO 100, 22mm, f/16, 1/250.

21

70

andy

ISO 100, 150mm, f/2.8, 1/320.

22

71

machu picchu, peru

ISO 125, 10mm, f/8, 1/200.

23

77

samanta

ISO 100, 10mm, f/13, 1/160.

24

84

lisie

ISO 100, 70mm, f/5, 1/160.

25

85

adrielly

ISO 125, 125mm, f/3.5, 1/200.

26

86

andy

ISO 100, 155mm, f/2.8, 1/320.

27

88

rio de janeiro/RJ

ISO 3200, 200mm, f/2.8, 1/15.

28

89

veneza, itália

ISO 200, 10mm, f/10, 30”.

29

90

veneza, itália

ISO 800, 35mm, f/22, 30”.

30

90

veneza, itália

ISO 100, 10mm, f/22, 30”.

31

92

naarden, holanda

ISO 100, 24mm, f/5.6, 1/30.

32

93

alter do chão/PA

ISO 500, 10mm, f/3.5, 1/2500.

33

94

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 35mm, f/3.5, 1/500.

34

98

alter do chão/PA

ISO 100, 10mm, f/16, 2.5”.

35

100

oslo, noruega

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/1250.

36

101

heilbronn, alemanha

ISO 250, 70mm, f/2.8, 1/160.

37

102

keukenhof, holanda

ISO 100, 73mm, f/3.5, 1/1000.

38

102

svartifoss, islândia

ISO 100, 22mm, f/29, 2.5”.

39

103

giovanni

ISO 200, 148mm, f/3.2, 1/125.

40

104

naarden, holanda

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/160.

41

105

tromso, noruega

ISO 100, 10mm, f/6.3, 25”.

42

105

aquário de londres, inglaterra

ISO 800, 150mm, f/2.8, 1/60.

43

102

lisie

ISO 100, 140mm, f/2.8, 1/125.

44

107

maíra

ISO 100, 11mm, f/3.5, 1/1250.

45

107

naarden, holanda

ISO 100, 22mm, f/4.5, 6”.

46

108

inhotim/MG

ISO 100, 10mm, f/2.8, 1/5000.

47

109

salvador/BA

ISO 100, 50mm, f/4.5, 1/320.

48

110

black sand beach, islândia

ISO 100, 10mm, f/22, 1/4.

49

111

tromso, noruega

ISO 100, 190mm, f/2.8, 1/500.

50

111

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 165mm, f/11, 1/160.

51

112

kvaløya, noruega

ISO 100, 10mm, f/4.5, 1/30.

52

113

mari

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/30.

53

113

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 10mm, f/4.5, 1/200.

54

114

carol

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/640.

55

114

museu de arqueologia do xingó/AL

ISO 800, 10mm, f/4.5, 1/60.

56

115

shirlley

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/640.

297


298

57

115

manifestação educafro/RJ

ISO 100, 10mm, f/4.5, 1/125.

58

116

oberhofen am thunersee, suíca

ISO 100, 22mm, f/6.3, 1/1000.

59

116

barra da guaratiba/RJ

ISO 800, 22mm, f/4.5, 1/160.

60

117

cânion do xingó/AL

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/60.

61

118

monica

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/320.

62

118

seljalandsfoss, islandia

ISO 100, 10mm, f/22, 0.6”.

63

119

ilha do mel/PR

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/2500.

64

119

salvador/BA

ISO 100, 10mm, f/3.5, 1/40.

65

120

oslo, noruega

ISO 100, 10mm, f/10, 6”.

66

121

niterói/RJ

ISO 100, 10mm, f/4, 1/1600.

67

121

ilha do mel/PR

ISO 100, 50mm, f/2.2, 1/2000.

68

122

luar

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/60.

69

123

ilha grande/RJ

ISO 100, 10mm, f/7.1, 1/320.

70

124

oberhofen am thunersee, suíça

ISO 100, 10mm, f/8, 1/60.

71

125

rio de janeiro/RJ

ISO 1600, 10mm, f/3.5, 1/30.

72

127

rio de janeiro/RJ

ISO 400, 70mm, f/2.8, 1/250.

73

127

floresta negra, alemanha

ISO 100, 200mm, f/32, 2.5”.

74

128

michele

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/1000.

75

128

cristiane

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/640.

76

129

rio de janeiro/RJ

ISO 3200, 200mm, f/2.8, 1/30.

77

130

ilha grande/RJ

ISO 800, 10mm, f/4.5.

78

131

angelica e leandro

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/1000.

79

132

josi e andré

ISO 200, 70mm, f/2.8, 1/160.

80

133

cassio e juliano

ISO 100, 52mm, f/2.8, 1/100.

81

134

tathiana

ISO 200, 35mm, f/2, 1/250.

81a

135

alcinda e manoel

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/400.

82

136

rita e pedro

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/250.

83

137

josi

ISO 800, 35mm, f/1.4, 1/640.

84

138

michele

ISO 100, 110mm, f/5, 1/1000.

85

139

paula

ISO 200, 50mm, f/1.4, 1/500.

86

140

cecilia

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/60.

87

141

vivien e lorraine

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/180.

88

142

andrea

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/320.

89

144

larissa

ISO 250, 50mm, f/1.8, 1/60.

90

145

juliana

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/125.

91

147

priscila

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/60.

92

148

fiona

ISO 800, 70mm, f/4, 1/1600.


93

149

barbara

ISO 3200, 56mm, f/2.8, 1/80.

94

149

letícia

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/800.

95

150

lilyan

ISO 500, 35mm, f/1.4, 1/250.

96

151

fabiola

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/200.

97

152

taysa

ISO 100, 50mm, f/7.1, 1/100.

98

153

maira e bryce

ISO 100, 10mm, f/2.8, 1/25.

99

153

rio de janeiro/RJ

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/15.

100

154

fabíola

ISO 160, 35mm, f/1.4, 1/2500.

101

155

fabíola

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/125.

102

155

julia

ISO 200, 35mm, f/1.4, 1/320.

103

156

erika

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/8000.

104

157

olivia

ISO 100, 200mm, f/2.8, 1/250.

105

158

raphael

ISO 800, 56mm, f/2.8, 1/100.

106

159

lucas

ISO 100, 145mm, f/5.5, 1/320.

107

159

bella

ISO 320, 70mm, f/2.8, 1/160.

108

160

laura

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/125.

109

161

havana, cuba

ISO 100, 35mm, f/11, 1/160.

110

162

ilha grande/RJ

ISO 1250, 22mm, f/4.5, 1/30.

111

163

naarden, holanda

ISO 125, 200mm, f/3.5, 1/800.

112

164

círculos de moray, peru

ISO 160, 18mm, f/10, 1/50.

113

165

congonhas/MG

ISO 100, 10mm, f/2.8, 1/800.

114

167

paris, frança

ISO 800, 70mm, f/5, 1/400.

115

167

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 8mm (olho de peixe), f/22, 1”.

116

169

oberhofen am thunersee, suíca

ISO 100, 22mm, f/29, 4”.

117

170

paris, frança

ISO 100, 16mm, f/6.3, 1/125.

118

170

londres, inglaterra

ISO 100, 10mm, f/22, 15”.

119

171

skogafoss, islândia

ISO 100, 21mm, f/29, 0.3”.

120

172

veranópolis/RS

ISO 100, 22mm, f/29, 1.6”.

121

173

skogafoss, islândia

ISO 100, 10mm, f/22, 0.4”.

122

174

veranópolis/RS

ISO 100, 21mm, f/29, 1.6”.

123

175

foz do iguaçu/PR

ISO 100, 10mm, f/10, 1/125.

124

176

floresta negra, alemanha

ISO 100, 10mm, f/22, 10”.

125

177

naarden, holanda

ISO 100, 10mm, f/8, 30”.

126

180

black sand beach, islândia

ISO 100, 200mm, f/32, 0.4”.

127

181

rio de janeiro/RJ

ISO 100, 14mm, f/4.5, 1/160.

128

182

(flor no pôr do sol)

ISO 100, 120mm, f/5.6, 1/1600.

129

183

(flor de ângulo baixo)

ISO 100, 10mm, f/7.1, 1/125.

299


300

130

183

(flor com fundo azul)

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/200.

131

183

(flor na contra luz)

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/1600.

132

184

(comida)

ISO 400, 50mm, f/1.8, 1/800.

133

185

(prod. por letícia massula)

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/100.

134

185

(ovo solitário)

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/320.

135

185

(produção por adriana pita)

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/30.

136

186

(lua)

ISO 800, 200mm, f/2.8, 1/50.

137

188

(interiores)

ISO 640, 35mm, f/1.4, 1/320.

138

189

ISO 1000, 10mm, f/3.5, 1/60.

139

189

ISO 200, 10mm, f/11, 2”.

140

203

(luz rembrandt)

ISO 100, 35mm, f/7.1, 1/10.

141

204

sil

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/500.

141a

204

ale

ISO 100, 22mm, f/4.5, 1/200.

142

205

mari

ISO 6400, 10mm, f/3.5, 1/40.

143

207

juliana

ISO 100, 27mm, f/10, 1/80.

144

216

giulia

ISO 800, 10mm, f/10, 1/15.

145

216

giulia

ISO 2500, 10mm, f/3.5, 1/20.

146

216

giulia

ISO 800, 10mm, f/10, 1/40.

147

217

sônia e oliver

ISO 500, 10mm, f/8, 1/6.

(a única diferença das duas fotos é o filtro.)

148

218

patricia

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/250.

149

219

fernanda

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/200.

150

220

samanta

ISO 100, 70mm, f/2.8, 1/1600.

151

236

manaus/AM

ISO 500, 10mm, f/3.5, 1/2500.

152

237

belo horizonte/MG

ISO 100, 10mm, f/5.6, 1/200.

153

238

manaus/AM

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/400.

154

240

vila velha/ES

ISO 1000, 14mm, f/4.5, 1/100.

155

241

havana, cuba

ISO 100, 35mm, f/6.3, 1/200.

156

244

aracaju/SE

ISO 100, f/5.6, 1/400, 1/100 e 1/25 (HDR)

157

245

los roques, venezuela

ISO 100, 20mm, f/4.5, 1/3200.

158

247

inhotim

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/3200.

159

249

fabíola

ISO 160, 10mm, f/3.5, 1/20.

160

250

alter do chão/PA

ISO 500, 200mm, f/2.8, 1/1600.

161

251

serra da capivara/PI

ISO 200, 10mm, f/10, 1/250.

162

252

joão pessoa/PB

ISO 500, 10mm, f/4, 1/15.

163

253

porto velho/RO

ISO 100, 17mm, f/4, 1/250.

164

254

(cadeiras)

ISO 500, 10mm, f/5, 1/25.

165

255

ilha grande/RJ

ISO 100, 22mm, f/4.5, 1/800.

166

257

claudia

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/250.


apêndices 1. Fator de corte A expressão fator de corte tem a ver com a diferença entre o sensor full frame e o sensor APS-C. Seja lá com qual câmera você estiver fotografando a objetiva sempre vai reproduzir o mundo do mesmo jeito. Ou seja, ela vai enviar para o sensor uma imagem circular refletida nas lentes. A diferença é que um sensor full frame vai captar boa parte desta imagem, enquanto um sensor APS-C vai captar um pedaço, adivinha, menor! Abaixo um exemplo ilustrado. Vamos considerar duas câmeras imaginárias que são completamente iguais, tendo somente tamanhos diferentes de sensor. Digamos que as duas câmeras gravam imagens de 21 megapixels (5616 x 3744) e estão usando uma lente 50mm.

24).

ame (36x

ll fr sensor fu

sensor a

ps-c (22

x15).

301


302

Como pode ver o tamanho do sensor não interfere em nada nas características da imagem. Ela fica igualzinha. Com o mesmo tamanho (resolução), com a mesma profundidade de campo e com as mesmas distorções da lente. A única diferença é que o sensor menor corta as bordas que apareceriam no sensor full frame. Ao cortar um pedaço da imagem podemos supor que ao usar um sensor menor, a distância focal das lentes fica maior. É com base nessa suposta mudança de distância focal que nos baseamos para chegar em um fator de corte. A segunda câmera do exemplo, com um sensor de 22 x 15mm, vai fazer com que uma lente 31mm faça uma foto que mostra a mesma coisa que uma 50mm mostraria em uma full frame. Dividindo 50mm por 31mm chegamos em um valor aproximado de 1.6. É esse o fator de corte deste sensor. Usamos este número para fazer o cálculo contrário, quando chega a hora de escolher uma lente para nossa câmera APS-C. Uma lente 50mm, quando usada em uma câmera com fator de corte de 1.6, vai mostrar o equivalente a uma lente 80mm (50 x 1.6). É bom lembrar: todas as características de uma lente se mantém mesmo com o fator de corte, por isso é impreciso afirmar que uma lente 50mm se transforma magicamente em uma 80mm quando usada em uma câ’era APS-C. Sim, a lente vai cortar as bordas e mostrar o equivalente de uma 80mm, mas ainda sim vai se comportar como uma 50mm, com as mesmas aberrações, distorções e profundidade de campo!  


2. Um pouco mais sobre fotometria Quando eu digo que o fotômetro acha que a foto está muito escura ou muito clara, não estou sendo precisa: o fotômetro não acha nada! Ele trabalha de forma matemática. Apontar, zerar o fotômetro e clicar é somente o primeiro passo para aprender a fazer uma foto bem exposta. Na realidade é exatamente isso que a câmera faz, sozinha, nos modos automáticos. Para ter mais controle sobre a exposição é preciso entender melhor como o fotômetro analisa a cena. A primeira coisa pra entender bem o fotômetro é entender que ele não vê cor: ele só vê luminosidade. É como se, para o fotômetro, o mundo fosse preto e branco! Além disso, ele trabalha com luz refletida. Ou seja: ele não está, de fato, medindo a luz existente. Ele está, na verdade, medindo a luz que está batendo no seu assunto e voltando pra lente. Ao medir a luz do seu assunto, o fotômetro compara a luminosidade que encontrou com um padrão de luminosidade que ele considera correto. Esse padrão é conhecido como cinza médio ou cinza 18%. Lembrese: não estamos falando da cor cinza, e sim da luminosidade cinza. Se, ao apontar para o seu assunto, o fotômetro registrar um cinza mais escuro ou mais claro que o cinza médio, ele vai te dizer que a foto está mais escura ou mais clara do que deveria. Como é de se imaginar, nem tudo no mundo é cinza médio. Se você apontar sua câmera para uma parede 303


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preta, por exemplo, o fotômetro vai dar uma medição equivocada: ele vai falar que a foto está muito escura quando, na realidade, o assunto é de fato mais escuro do que o cinza médio. Para conseguir conversar melhor com o fotômetro, então, teremos que mostrar para ele algo que seja cinza médio e aí sim, zerar o fotômetro. No mundo real existem algumas coisas que são próximas do cinza médio: a palma da nossa mão, a grama e o céu claro (sem nuvens) são algumas delas. Lembre-se: não estamos falando de cor e sim de luminosidade. Você também pode usar um cartão de cinza médio, fácil de encontrar em qualquer lojinha de bugigangas fotográficas.

3. Tipos de monitor Um monitor de qualidade é bem importante para a qualidade das nossas fotos. É no nosso computador que processamos as fotos e finalizamos elas para mandar pro portfolio, pra impressão ou pra rede social. É o equivalente do quarto escuro onde filmes eram revelados e ampliados. Mesmo quem não costuma manipular suas fotos ou usar aplicativos mais profissionais (como o Lightroom), precisa olhar para as fotos na tela do computador e ver se estão ok para passar adiante. No fim, é preciso ao menos salvar os arquivos no tamanho certo para impressão ou mesmo colocar uma marca d’água na foto que vai pra rede social. Ou seja: seu monitor precisa mostrar a realidade.


Tipos de monitor CRT: lembra daquelas telas gordas que usávamos faz alguns anos e chamávamos de “tubo”? São do tipo CRT e quase não encontramos mais deles por aí. LCD: é o tipo magrinho que mais usamos atualmente. LED: também é magrinho, mas tem uma economia incrível de energia e em breve será a maioria. Os monitores CRT já estão aposentados, e hoje ficamos com a escolha entre os de tipo LCD e LED.

Tipos de painel A tecnologia usada no painel do seu monitor é o que vai determinar boa parte da qualidade de reprodução de imagens nele. Temos dois tipos principais*: TN: é o mais barato e mais utilizado hoje em dia em todo o tipo de tela. É uma tecnologia que permite tempos de reciclagem rápidos, e é bom pra ver filmes ou jogar games. Mas sua representação das cores não é legal e, por isso, não é muito bom para edição de fotos. É o que está presente na maioria dos notebooks (exceto aqueles da Apple com retina display). IPS (e equivalentes): é o tipo de monitor ideal para edição de fotos, pois tem uma reprodução de cores boa e consegue manter a qualidade mesmo em ângulos diferentes de visão (ou seja, se você olha um pouco lateralmente, consegue ver o mesmo no monitor, garantindo mais precisão na imagem.) Os iMacs de linha superior, assim como outros produtos com retina display, da Apple usam esse tipo de painel.

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Qual é o melhor monitor para editar fotos? Ao fazer uma pesquisa por monitores, veja nas especificações dos modelos se ele é um monitor de painel IPS ou de tecnologia similar. Procure também resenhas de pessoas que usam o monitor para edição de imagem, para saber mais informações sobre a fidelidade de cores. Monitores de qualidade custam milhares de reais, mas você consegue encontrar opções de bom custo benefício se pesquisar direitinho. O ideal mesmo é evitar monitores baratinhos e de notebook, que têm uma reprodução de cores infiel e você nunca sabe se está olhando do ângulo certo. Sem esta precisão fica difícil saber se a foto está ok ou se é o monitor que está te enganando! E por fim, mas bastante importante: depois de comprar um bom monitor, é bom deixá-lo calibrado para ver exatamente o que ele deveria estar mostrando! Você pode usar os aplicativos próprios para isso (eles já vem com o sistema operacional ou com o monitor), ou pode usar acessórios especialmente para este fim. * Existem outras opções de painel além dessas, mas o TN e o IPS são as mais comuns atualmente.


4. O plano de foco e os problemas de focar e recompor Imagine que quero fotografar uma pessoa de corpo inteiro. Se estou com a câmera totalmente paralela à minha modelo, conseguirei que tanto sua cabeça, quanto sua barriga, quanto seus pés, fiquem em foco. No entanto, se eu medir a distância entre minha câmera e sua cabeça, sua barriga, e seus pés, não terei a mesma distância. Isso acontece porque nossas câmeras não tem pontos de foco em uma determinada distância, e sim em um determinado plano focal (e, este sim, tem uma distância do ponto central da lente.) É por isso que se, na mesma situação, eu me abaixar e fazer uma foto usando um ângulo diferente, meu plano focal vai mudar e o foco será mais limitado.

onde você fez o foco.

onde o foco ficou depois de recompor..

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A profundidade de campo existe de acordo com este plano focal, não de acordo com a distância entre a lente e os elementos da cena. Por isso é sempre importante lembrar-se deste plano quando estamos fotografando: o ângulo usado pode colocar mais ou menos elementos dentro da área de foco, de acordo com o seu objetivo. É por isso também que usar o método de focar e recompor em algumas situações pode trazer problemas de nitidez: ao mudar o ângulo da lente você muda a localização do plano focal, e aí é bem possível que aconteça frontfocusing ou backfocusing.

5. Sobre o uso do botão disparador como trava de foco Praticamente todos os botões das câmeras DSLR podem ter suas atribuições alteradas. Aqui sempre digo que para travar o foco é preciso clicar com o botão disparador até a metade, pois esse é o padrão de fábrica, mas você pode usar outro botão para essa função. Leia o manual da sua câmera para descobrir as alterações que pode fazer nas atribuições de botões da sua câmera.

6. Sinalização do foco adquirido no foco manual Na verdade mesmo no foco manual este sinalizador de foco pode aparecer. Para ouvir o bip e/ou ver a bolinha luminosa ao usar o foco manual é preciso apertar o botão disparador até a metade enquanto gira o anel de foco. Os pontos selecionados vão se comportar exatamente como se estivessem no modo automático. Isso acontece porque, para a câmera, não interessa como você está chegando neste foco (se a lente está fazendo isso sozinha ou se é você que está girando o anel.) Ou seja: com o botão de trava de foco acionado, a câmera sempre vai te avisar se aquilo que está atrás do ponto de foco seleiconado está devidamente focado, independente se você está usando o modo manual ou automático da lente.


Sobre as autoras Claudia Regina começou a fotografar e achou difícil. Eram cálculos e nomes e números. Ela é da área de ciências humanas, e não entendeu bulhufas. Resolveu criar o blog Dicas de fotografia para explicar tudo que ia aprendendo de forma mais descomplicada. Sempre tentou usar a fotografia pra conversar e transformar. Nas horas vagas gosta de tomar sopa e queimar sutiãs.

Sil Takazaki entrou neste projeto feliz da vida, porque adora fotografia, vive rabiscando e respeita demais o trabalho delicioso e coerente da Claudia. Sua profissão é ensinar, e ela ama rir dos próprios desenhos – como gatinhas vesgas com um olho maior que outro. Nas horas vagas, vagueia.

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Aviso legal Este livro é distribuído gratuitamente através do site Dicas de Fotografia (www. dicasdefotografia.com.br) e todo o seu conteúdo, exceto fotos contendo pessoas, está sob a licença Creative Commons. Você pode distribuir o link de download ou mesmo este PDF para todo mundo que você quiser, você pode imprimir e usar para estudar, você pode distribuir no seu próprio site, você pode indicar para suas alunas e seus alunos caso dê aula de fotografia e ache que o livro pode ser útil. Mas peço, por favor, que não venda este livro. Peço, por favor, que não retire as fotos de pessoas que estão presentes nesse livro e use em qualquer outro contexto. Vamos dar continuidade ao conteúdo livre sem desrespeito. Todas as fotos são de autoria de Claudia Regina, exceto quando sinalizado o contrário. Todas as ilustrações são de autoria de Sil Takazaki.

Fotos de pessoas: Copyright © Claudia Regina 2015 Restante do conteúdo: Creative Commons

Atribuição-Uso Não-Comercial-

Compartilhamento pela mesma Licença 2015

Dicas de fotografia Rio de Janeiro, 2015 primeira edição (v1.2 revisão 6/08/15) ISBN 978-85-919397-0-1 www.dicasdefotografia.com.br

Dicas de fotografia por Claudia Regina  

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