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2a Edição Revisada e Ampliada

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AndrÉa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Helena Maria Nica Scatolini

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Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito – 2a edição revisada e ampliada Copyright © 2013 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-64956-65-0 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção Equipe Rubio Capa Bruno Pimentel Editoração Eletrônica Elza Maria da Silveira Ramos CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ C321t   Carvalho, Andréa Fabíola C. Tinoco (Andréa Fabíola Costa Tinoco), 19722. ed. Terapia ocupacional na complexidade do sujeito / Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho, Helena Maria Nica Scatolini. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Rubio, 2013.   112 p. : il. ; 25 cm   Inclui bibliografia e índice   ISBN 978-85-64956-65-0   1. Terapia ocupacional. 2. Saúde. I. Scatolini, Helena Maria Nica. II. Título. 13-01605

CDD: 615.8515 CDU: 615.851.3

03/06/2013  03/06/2013

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Autoras

Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Terapeuta ocupacional da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ, em permuta no município de Macaé, RJ, para atuar no Programa Integral de Saúde do Idoso (Paisi). Terapeuta ocupacional da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, atuando no Centro Municipal de Reabilitação Laércio Lúcio de Carvalho, RJ. Especialista em Saúde Mental pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philippe Pinel, Rio de Janeiro, RJ. Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica pelo Instituto A Voz do Mestre (AVM), Universidade Candido Mendes (UCAM), Educação a Distância (EAD), DF/RJ. Certificada em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar (Aperfeiçoamento) pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Geraldo Venâncio, Campos dos Goytacazes, RJ. Graduada em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Ensino Helena Antipoff (Eseha), Niterói, RJ. Certificada em Dança Sênior e Geronto-Ativação (básico) com idosos em grupo pelo Instituto Bethesda, Macaé, RJ. Certificada em Formação de Facilitadores de Educação Permanente em Saúde (Aperfeiçoamento) pela EAD/ENSP/FioCruz. Certificada em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa (Aperfeiçoamento) pela EAD/ENSP/FioCruz. Realiza atendimentos domiciliares nos municípios de Macaé, RJ, e Rio das Ostras, RJ. Autora do livro Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, publicado pela Editora Rubio. Organizadora do livro Bizu Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Terapia Ocupacional, publicado pela Editora Rubio. Revisora do livro Bizu de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, publicado pela Editora Rubio.

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Helena Maria Nica Scatolini Terapeuta ocupacional da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ. Terapeuta ocupacional do Programa de Atendimento Domiciliar Terapêutico da Prefeitura Municipal de Macaé, RJ. Terapeuta ocupacional da clínica Ser Humano da Aprendizagem, Rio das Ostras, RJ. Terapeuta ocupacional da Physio Action Serviços e Saúde Ltda., Rio das Ostras, RJ. Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica pelo Instituto A Voz do Mestre (AVM), Universidade Candido Mendes (UCAM), Educação a Distância (EAD), DF/RJ. Especialista em Terapia Ocupacional no Contexto Hospitalar pela Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (Atoerj). Especialista em Docência Superior pelo Instituto Superior de Estudos Pedagógicos da Faculdade Béthéncourt da Silva (Fabes), RJ. Graduada pela Faculdade de Reabilitação de Assistência e Solidariedade à Criança Excepcional (Frasce), Rio de Janeiro, RJ. Ex-Diretora do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito). Ex-Coordenadora Técnica dos Centros de Reabilitação Laércio Lúcio de Carvalho e Coria Gomes da Silva, Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ. Ex-Coordenadora Administrativa do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi), Prefeitura Municipal de Macaé, RJ.

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Colaboradores

Marly Bezerra Canongia Mestre em Voz pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), Rio de Janeiro, RJ. Pós-Graduada em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), RJ; em Fonoaudiologia pela Unesa, RJ; em Neurofisiologia pelo Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR), RJ; e em Fonoaudiologia Hospitalar pelo IBMR, RJ. Especialista em Voz pela Clínica de Voz, RJ; em Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói; em Linguagem e Motricidade Oral pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia do Rio de Janeiro, RJ. Fonoaudióloga pela Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ. Acadêmica, ocupando a cadeira 63 na Academia de Letras e Ciências de São Lourenço, MG. Acadêmica, ocupando a cadeira 16 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, Rio de Janeiro, RJ. Autora de vários livros destinados à Fonoaudiologia, entre os quais: Motricidade e Cognição. Atividade Motora: da Práxis à Apraxia, publicado pela Phoenix; 2006. Intervenção Precoce em Fonoaudiologia, publicado pela Revinter; 2000.

Nilo Sérgio Ferraro Carvalho Médico Responsável pelo Centro de Convivência do Idoso no Município de Conceição de Macabu, RJ. Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Estado do Rio de Janeiro (SBGG-RJ), RJ. Graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ. Membro da SBGG. Médico Geriatra do Município de Cabo Frio, RJ.

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Especialista em Auditoria Médica pela Universidade Gama Filho, RJ. Certificado em MBA Executivo em Saúde pela Fundação Getulio Vargas, RJ.

Rosita Amaro Monteiro Borges Assistente Social da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, atuando no Projeto de Atenção à Terceira Idade (Feliz Idade) da Secretaria de Bem-Estar Social de Rio das Ostras, RJ. Assistente Social da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, atuando no Centro Municipal de Rio das Ostras Laércio Lúcio de Carvalho, RJ. Especialista em Terapia de Família pelo Núcleo Integrado da Família e do Adolescente do Rio de Janeiro, RJ. Especialista em Gestão de Projetos pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Niterói, RJ. Graduada em Serviço Social pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), Rio de Janeiro, RJ. Certificada no Programa de Aperfeiçoamento e Capacitação Permanente HumanizaSUS, pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, RJ. Certificada em Dança Sênior e Geronto-Ativação (básico e avançado) com idosos em grupo pelo Instituto Bethesda, Macaé, RJ.

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Dedicatória

Dedicamos este livro a todos os profissionais, terapeutas ocupacionais ou não, para que lhes possa ser útil em algum momento de suas vidas. Às crianças, adultos e idosos que foram nossos clientes no estado do Rio de Janeiro, assim como seus familiares, por serem instrumentos de nosso aprendizado e por nos darem a oportunidade de sermos profissionais mais humanizados. As Autoras

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Agradecimentos

Ao meu filho, Uiles, pela compreensão pelos meus momentos de ausência em sua vida; ao meu pai, Uiles (in memoriam); à minha mãe, Edite; e às minhas irmãs Rosilene, Rosane e Claudete. Helena Maria Nica Scatolini

A Deus. Aos meus pais, Fabio e Suely. Ao meu marido, Marcelo, pelas críticas nos momentos exatos. À minha filha, Marcela, pela compreensão pelas ausências. Aos meus clientes, que me permitiram fazer deles instrumentos de estudo. E à minha amiga Helena, pela coragem de caminhar e avançar comigo neste projeto, mais uma vez. Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho

À Dra. Maria Lúcia Rosa Quinta, pela incomparável ajuda e pelo incentivo para a conclusão deste livro em sua 1a edição, e por um momento precioso de sua vida para prefaciar esta 2a edição. E aos nossos queridos colaboradores e parceiros da vida laborativa, Dra. Rosita, Dra. Marly e Dr. Nilo, pelo tempo disponível e pelo imenso prazer de compartilhar seus conhecimentos. As Autoras

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“As grandes oportunidades de ajudar os outros raramente acontecem, mas as pequenas surgem todos os dias.� Sally Koch

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Apresentação

Este livro nasceu da iniciativa de duas terapeutas ocupacionais preocupadas com o desenvolvimento de suas atividades profissionais e desejosas de que seus clientes pudessem obter melhor qualidade de vida. Escrever um livro em dupla não é muito diferente de se trabalhar em equipe, pois, para o bom desenvolvimento da atividade, é necessário que haja um casamento profissional, em que a todo momento o intercâmbio de informações aumenta o conhecimento de ambas as autoras. Esse casamento profissional aconteceu em meio à participação em uma jornada científica no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, em 2000. Nesse encontro nasceu o desejo de compartilhar um pouco da experiência que cada uma de nós possui, pois acreditamos que, de alguma maneira, ela possa ser útil a você, leitor, terapeuta ocupacional ou não. Decidimos, então, relatar inicialmente o que há neste livro, mas não temos pretensões de deixar estas palavras como verdades absolutas. Aqui estão métodos e técnicas que podem ser usados e aperfeiçoados, e que vêm sendo muito utilizados em nossa prática profissional desde a nossa formação inicial. No Capítulo 1 fazemos um passeio pela história da Terapia Ocupacional, da sua origem, da atuação terapêutica, do momento de consolidação como profissão até a regulamentação oficial no Brasil e em algumas partes no mundo. O Capítulo 2 aborda a essência da Terapia Ocupacional, que é a análise da atividade como objeto de estudo.

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Os vários tipos de oficinas existentes são abordados no Capítulo 3. Neles são apresentados relatos de clientes com deficiência mental e de clientes com sequelas neurológicas, além da intervenção da equipe interdisciplinar. No Capítulo 4 procuramos abordar a atuação terapêutica ocupacional com pacientes acometidos de acidente vascular encefálico, seus padrões motores, alterações de sensibilidade e sugestões de atividades. Apresentamos também um trabalho interdisciplinar e em parceria – a Dança Sênior –, e para isso contamos com a competência, o conhecimento e a disponibilidade da assistente social Rosita Amaro Monteiro Borges. O Capítulo 5 enfoca a atuação da Terapia Ocupacional na área social. Nele é apresentada a situação trágica de famílias de baixa renda no Rio de Janeiro, com exemplos de casos clínicos e abordagem da Terapia Ocupacional e, ainda, sugestões de atendimentos em grupos e/ou em oficinas. No Capítulo 6 é explorado o enfoque no tratamento preventivo com gestantes. São abordados os elementos fundamentais para esse processo, as fases possíveis, assim como sexualidade, amamentação, afetividade e noções de massagens para bebês e a importância do toque para os bebês, com caso clínico para reflexão. No Capítulo 7 abordamos a situação da terceira idade no Brasil – como é o olhar terapêutico ocupacional para essa clientela. Apresentamos algumas possibilidades para o trabalho com esse público, incluindo objetivos de tratamento. Para tal contamos com o conhecimento e a disponibilidade da fonoaudióloga Dra. Marly Bezerra Canongia. No Capítulo 8 são apresentados conceitos de memória e dicas de como melhorá-la. Contamos com a parceria do geriatra Dr. Nilo Carvalho no fornecimento de informações básicas sobre a doença de Alzheimer. Acreditamos que a Terapia Ocupacional seja uma atividade profissional capaz de transformar as experiências de vida de qualquer indivíduo em toda a sua complexidade. A Terapia Ocupacional está, portanto, intimamente relacionada com a complexidade do sujeito. As Autoras

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Prefácio à 2a edição

Muito me honrou o convite para prefaciar a 2a edição do livro Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito, pois há mais de uma década acompanho de perto, como colega e admiradora, o trabalho das dedicadas autoras, que muito dignificam a profissão de terapeuta ocupacional. Esse casamento profissional gerou uma obra de grande riqueza de conteúdo, em que cada capítulo traduz anos de prática e experiência profissionais. Sou testemunha ocular do trabalho de ambas e sei que trabalham de fato com o conceito de complexidade do sujeito. Isto se traduz essencialmente nas apresentações do grupo de Dança Sênior, coordenado por Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho e pela assistente social Rosita Amaro Monteiro Borges, e na criação da brinquedoteca do Hospital Municipal de Rio das Ostras, de autoria de Helena Maria Nica Scatolini. É admirável o excelente trabalho desempenhado por ambas. Espero que essa parceria renda novos e saborosos frutos.

Maura Elisa Derossi Nascimento Carneiro Psicóloga. Coordenadora da Equipe de Reabilitação do Hospital Municipal de Rio das Ostras, RJ. Especialista em Psicopedagogia, Educação Infantil e Dependência Química e Outras Drogas.

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Prefácio à 1a edição

Quando recebi o convite de Fabíola e Helena para fazer o prefácio deste livro, senti-me honrada e com orgulho. Orgulho por mais uma publicação na área da Terapia Ocupacional; orgulho de os terapeutas ocupacionais fluminenses começarem a escrever mais sobre a sua prática. Penso como tem crescido a produção de saber dos terapeutas ocupacionais no Brasil, a inegável expansão de registros sobre a prática clínica, pesquisa, marcando a especificidade de conhecimento dos terapeutas ocupacionais, compartilhando suas experiências com colegas. Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito procura mostrar algumas ações do terapeuta ocupacional que ocupa um espectro cada vez mais amplo, sempre com a visão da atenção integral ao cliente. É um livro em que as autoras enfocam abordagens nas áreas de sua prática clínica, dando sugestões de atividades sem querer ditar regras. Espero que esta obra sirva como estímulo a outros terapeutas ocupacionais para que divulguem seu conhecimento.

Maria Lúcia Rosa Quinta Terapeuta ocupacional do Hospital Municipal Barata Ribeiro – Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Presidente da Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (Atoerj) – 2007-2009. Especialista em socioterapia, terapia de mão e técnicas corporais.

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Lista de abreviaturas

ABBR

Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação

Abrato

Associação Brasileira de Terapia Ocupacional

AIVD

atividades instrumentais da vida diária

APAE

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais

AVD

atividades da vida diária

AVE

acidente vascular encefálico

AVP

atividades da vida prática

Coffito

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

Crefito

Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

DCV

doenças cerebrovasculares

ECG

Escala de Coma de Glasgow

EQVE-AVE

Escala de Qualidade de Vida Específica para AVE

FIM

Medida de Incapacidade Funcional (Functional Independence Measure)

Funlar

Fundação Municipal Lar Escola Francisco de Paula

ICPO

infarto da circulação posterior

IL

infarto lacunar

INAR

Instituto Nacional de Reabilitação

IPCA

infarto parcial da circulação anterior

IR

Instituto de Reabilitação

ITCA

infarto total da circulação anterior

MEEM

Miniexame do Estado Mental

OMS

Organização Mundial de Saúde

ONU

Organização das Nações Unidas

PRC

Programa de Reabilitação em Comunidade

SUS

Sistema Único de Saúde

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Sumário

Capítulo

1

História da Terapia Ocupacional ................................................................ 1

Capítulo

2

Objeto de Estudo da Terapia Ocupacional: Atividade Humana................. 11

Capítulo

3

Oficinas Terapêuticas Ocupacionais ......................................................... 19

Capítulo

4

Capítulo

5

Capítulo

6

Intervenção Terapêutica Ocupacional com Gestantes .............................. 53

Capítulo

7

Atuação da Terapia Ocupacional na Terceira Idade .................................. 61

Capítulo

8

Saiba como Cuidar Bem de sua Memória................................................ 73

Intervenção Terapêutica Ocupacional nas Disfunções Decorrentes de Acidente Vascular Encefálico .......................................... 33 Terapia Ocupacional no Atendimento Social: Desmitificação de Preconceitos ...................................................................................... 45

Índice Remissivo ..................................................................................... 83

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Capítulo

1

História da Terapia Ocupacional Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Helena Maria Nica Scatolini

\ Introdução O terapeuta ocupacional compõe a equipe de saúde e, ao longo dos tempos, vem demarcando a sua história, tendo como objeto de estudo a atividade humana e a análise das atividades. Segundo Tinoco (1997),1 foram encontradas pinturas nas paredes das cavernas mostrando que, na Pré-História, os indivíduos já faziam uso dessa atividade como forma de expressão. No Egito, na Grécia e em Roma, por volta de 500 a.C., atividades lúdicas e de lazer eram empregadas para que as pessoas se recuperassem de suas doenças. Na Espanha, em 1407, o Frei Joffré descobriu uma nova forma eficaz de tratamento: o trabalho. Em 1780, o médico francês Clement Joseph Tissot forneceu instruções detalhadas para o uso da arte e de atividades de recreação para distúrbios musculares e articulares após enfermidades ou acidentes. A Revolução Francesa (1789) foi a grande responsável pelo ressurgimento das técnicas ocupacionais de terapia, definindo novas ideias relativas à defesa do ser humano, o que permitiu a Philippe Pinel lançar as bases da moderna assistência psiquiátrica.2 No Brasil existiam oficinas de trabalho no Hospital Psiquiátrico Pedro II, já em 1854, mas só em 1903 Juliano Moreira impulsionou a Terapia Ocupacional no Brasil, quando criou, em 1911, a Colônia de Mulheres do Engenho de Dentro, na qual a terapêutica pelo trabalho passou a ser executada com maior intensidade.

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Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito

O Tratamento Moral foi o fundamento de 10 macro-hospícios criados em todo país, dos quais se destacam o Hospital João de Deus, depois nomeado Hospital Juliano Moreira, localizado na cidade de Salvador, Bahia, e fundado em 1874; nesse mesmo ano foi idealizado o Hospital de Alienados da Tamarineira, mas só foi inaugurado em 1883,3 em Recife, Pernambuco; o Asilo de Alienados São Vicente de Paulo (1886), na cidade de Fortaleza, Ceará; e o Hospital do Juqueri, fundado em 1898 e depois renomeado Franco da Rocha, onde as atividades rurais tiveram destaque.3 Podemos destacar também o Hospital Colônia de Barbacena (MG), inaugurado em 1903, e as Colônias Juliano Moreira (1924) e de Mulheres (1911), ambas situadas no Rio de Janeiro. Os trabalhos inovadores desenvolvidos na primeira metade do século XX incluíam, o Serviço de Terapia Ocupacional do Centro Psiquiátrico Nacional (denominação conjunta da Colônia de Mulheres do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, e do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, em Minas Gerais, ambos na década de 1940), onde a Dra. Nise da Silveira desenvolveu estudos das imagens produzidas nos ateliês da unidade. Todas as novas estruturas seguiram a mesma matriz – construções amplas e distantes do centro urbano, atividades agrícolas e de manutenção interna do hospital e grandes enfermarias.4 De Carlo & Bartalotti (2001)5 endossam as informações de que em 1898 iniciouse o funcionamento do Hospital do Juqueri, atualmente chamado de Hospital Franco da Rocha, em um terreno de 1.400 alqueires próximo à cidade de São Paulo, para atender os doentes mentais de todo o país. Franco da Rocha e Pacheco e Silva introduziram no Hospital de Juqueri o tratamento pelo trabalho intitulado “praxiterapia”. O Hospital do Juqueri chegou a ter mais de 14 mil pacientes internados no ano de 1968,6 sendo que a principal atividade desenvolvida pelos pacientes era de cunho rural, destacando-se a agropecuária, cuja produção supria as necessidades da própria instituição e também era comercializada. O tratamento se dava pela ocupação dos pacientes internados em atividades rurais ou em oficinas, como as de ferraria, mecânica, elétrica, marcenaria, entre outras, propostas pelos médicos e acompanhadas pela equipe de enfermagem. Esse tipo de tratamento, com o uso da ocupação terapêutica, fundamentava-se no tratamento moral, partindo do princípio de que a organização do ambiente e das ocupações leva à reorganização do comportamento do doente mental. Na história da Terapia Ocupacional deve-se fazer referência, também, a outro médico, Hermann Simon, que veio a ter forte influência sobre a assistência psiquiátrica brasileira, sobretudo pelos trabalhos de Luiz Cerqueira e Ulisses Pernambucano. Como psiquiatra, Simon praticava a ocupação terapêutica desde 1905 no Hospital

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Oficinas Terapêuticas Ocupacionais

\\ Tabela 3.1 Usuários inseridos no mercado de trabalho Função

Números de usuários

Ajudante de professor da APAE-SG

2

Auxiliar de lanchonete, SG

1

Auxiliar de limpeza da APAE-SG

1

Auxiliar de secretaria da APAE-SG

1

Carregador da fábrica de móveis, SG

1

Embalador de fábrica de velas, SG

1

Contínuo da APAE-SG

1

\\ Tabela 3.2 Primeira oficina terapêutica (11 usuários) Faixa etária

Homens

Mulheres

De 15 a 20 anos de idade

4

2

Mais de 20 anos de idade

1

4

Patologias

Homens

Mulheres

Deficiência mental

2

3

Síndrome de Down

1

2

Transtorno psiquiátrico

1

0

Patologia associada a deficiência mental

1

1

Responsáveis

Homens

Mulheres

Criado pelos pais

2

3

Criado apenas pela mãe

2

2

Criado pelos avós ou pais adotivos

1

1

Quadro evolutivo

Homens

Mulheres

Boa evolução

2

3

Quadro instável

1

2

Inalterado

2

1

Tempo de tratamento

Homens

Mulheres

Menos de um ano

3

1

Entre um e cinco anos

2

4

Mais de cinco anos

0

1

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Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito

\\ Tabela 3.3 Segunda oficina terapêutica (10 usuários) Faixa etária

Homens

De 15 a 20 anos de idade

2

Mais de 20 anos de idade

5

Patologias Deficiência mental

Mulheres 2 1

Homens 2

Mulheres 0

Síndrome de Down

4

0

Transtorno psiquiátrico

1

0

Patologia associada a deficiência mental

1

1

Distúrbio do desenvolvimento

1

0

Responsáveis

Homens

Mulheres

Criado pelos pais

5

0

Criado apenas pela mãe

2

1

Criado apenas pelo pai

0

1

Criado só por tio/tia

0

Quadro evolutivo Boa evolução

1 Homens

2

Mulheres 1

Quadro instável

3

0

Inalterado

2

2

Tempo de tratamento

Homens

Mulheres

Entre um e cinco anos

4

2

Mais de cinco anos

3

1

Outro exemplo de tratamento por meio de oficinas é o trabalho desenvolvido no município de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. A primeira oficina, aqui analisada, teve início no ano 2000, quando uma usuária, com quadro clínico de depressão, veio encaminhada do ambulatório de psicologia. O trabalho foi iniciado com atividade de pintura em tecido, pela identificação da usuária. A partir daí, houve um significativo aumento da demanda de clientes e, em comum acordo com a primeira usuária, foi criado um grupo de mulheres, chegando a 11 participantes, tendo como característica comum quadros clínicos de depressão e patologias associadas. As atividades realizadas eram, além de pintura em tecido, bordados, crochê, tricô, flores de meia, entre outras. Quanto às atividades de lazer, eram realizados passeios e eventos sociais. Festejavam-se ainda datas comemorativas e aniversariantes do mês.

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Oficinas Terapêuticas Ocupacionais

\\ Tabela 3.4 Terceira oficina terapêutica (20 usuários) Faixa etária

Homens

De 15 a 20 anos de idade

6

Mais de 20 anos de idade

8

Patologia

Mulheres 1 5

Homens

Mulheres

Deficiência mental

4

5

Síndrome de Down

5

1

Patologia associada a deficiência mental

3

1

Distúrbio do desenvolvimento

1

Responsáveis

0 Homens

Mulheres

Criado pelos pais

7

1

Criado apenas pelo pai

1

0

Criado apenas pela mãe

3

3

Criado pelos avós

1

2

Criado por pais adotivos

2

Quadro evolutivo

0 Homens

Mulheres

Boa evolução

9

6

Quadro instável

2

1

Inalterado

2

0

Tempo de tratamento

Homens

Mulheres

Menos de um ano

4

1

Entre um e cinco anos

3

3

Mais de cinco anos

7

2

A oficina constitui-se em um espaço de intercâmbio, onde as mulheres expõem seus conflitos internos pessoais e familiares. As características da oficina terapêutica podem ser consultadas na Tabela 3.5. A segunda oficina, no mesmo município, era realizada em coterapia com a área de psicologia. A clientela apresentava sequela de acidente vascular encefálico (AVE). Foram feitas algumas adaptações como engrossamento do cabo do pincel, potes de tinta mais largos, tecidos e moldes foram presos na mesa, entre outras. Nesse contexto, foram trabalhadas questões como a reconstrução do esquema corporal e da imagem corporal, a valorização do eu, o emocional, além do lazer, por intermédio de atividades expressivas, dinâmicas de grupo, técnicas vivenciais e atividades externas, entre outras.

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A

B \\ Figura 3.1 (A e B) Usuรกrio desenvolvendo trabalhos

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Capítulo

7

Atuação da Terapia Ocupacional na Terceira Idade Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Helena Maria Nica Scatolini Marly Bezerra Canongia

Tempo de pensar na vida, Enveredando pelos caminhos, Revivendo os anos passados Com sentimentos variados. Emoções bem definidas e Incompletas atividades. Renovando os objetivos e Alcançando a paz interior. Idade plena da existência De equilíbrio harmonioso Através de uma vida Dedicada ao amor E ao trabalho. Marly Bezerra Canongia

\ Introdução Não é novidade que o Brasil está deixando de ser um país de jovens para tornar-se um país com significativa população envelhecida. Por conta disso, passa a ser comum que as famílias tenham pelo menos uma pessoa idosa em casa, vivenciando os problemas

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e dificuldades que o envelhecimento biológico acarreta, com limitações físicas e/ou psíquicas. O Brasil, devido à transição demográfica e epidemiológica, vem apresentando uma população crescente de idosos. No período de 2000 a 2050 ocorrerá o maior incremento na proporção de idosos, de 5,1% para 14,2%. Estima-se que em 2025 a população chegará a 34 milhões de pessoas acima de 60 anos de idade.1 Atualmente, há uma preocupação geral em relação ao que fazer para viver mais e melhor. Pouco a pouco, os idosos adéquam seus hábitos para que as últimas décadas de suas vidas sejam gozadas com saúde e qualidade de vida. Estudos científicos de diversos campos caminham em busca de recursos preventivos no enfrentamento das limitações físicas e mentais na terceira idade, da melhor maneira possível, para evitar quedas e evolução do esquecimento, por exemplo. O Pacto pela Vida, instituído em 2006, inscreveu a saúde da pessoa idosa como uma das áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS).2 Segundo Domingues & Derntl (2005),3 o envelhecimento da população brasileira impulsiona cada vez mais o poder público a criar alternativas que viabilizem a permanência do idoso na comunidade, otimizando suas capacidades e estimulando, dessa maneira, o exercício de sua cidadania. O envelhecimento da população coloca para os formuladores de políticas a necessidade de ampliar os serviços de atenção à saúde aos idosos, delinear uma política de cuidados para os idosos dependentes e buscar fontes de financiamento para garantir os benefícios da seguridade social. O termo Envelhecimento Ativo, adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no final da década de 1990, está em sintonia com o conceito de saúde estabelecido em 7 de abril de 1947 e com os atuais desafios dos estudos epidemiológicos, visto que considera o “processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas”.4 Em Terapia Ocupacional há incessante procura por informações sobre o trabalho desenvolvido com essa clientela, pois é uma das profissões que compõem o programa de reabilitação de idosos e de ações preventivas para idosos com o objetivo de evitar incapacidades físicas, funcionais e nas atividades da vida diária e nas atividades instrumentais da vida diária.

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A Acidente vascular encefálico, 76 - disfunções decorrentes de, intervenção terapêutica ocupacional nas, 33-44 - - classificação e avaliação das sequelas, 34 - - - escalas e/ou protocolos a serem utilizados na avaliação, 34 - - - infarto da circulação posterior, 34 - - - infarto lacunar, 34 - - - infarto parcial da circulação anterior, 34 - - - infarto total da circulação anterior, 34 - - recursos para auxiliar nas atividades da vida diária, 37 - - - caso clínico, atuação interdisciplinar com a dança sênior, 39 - escala de qualidade de vida específica para, 35 - oficina terapêutica para usuários acometidos de, 29 Admissão, requisitos para, 16 Adolescentes, grupo de, 46 Agitação pelo avanço da idade, 64 Alcoolismo crônico, 76 Alterações, 64 - de memória, 64 - neurológicas, 64 Alzheimer, doença de, 76 Amamentação, 56 Ambiente de trabalho, 16 Ansiedade, 76 Aprendizagem, dificuldades de, grupo de intervenção sobre, 46 Atenção, 64 - e vigilância de crianças, grupo para discussões sobre a, 46

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- períodos curtos de, 64 Atendimento social, terapia ocupacional no, desmitificação de preconceitos, 45-52 - casos clínicos, 48 Atividade(s), 11-18 - com idosos, oficina(s), 69 - - ao ar livre, 69 - - corporal, 69 - - da construção, 69 - - da fala, 69 - - da lembrança, 68 - - de autoexpressão, 69 - - de jogos, 69 - - - educativos, 69 - - de lazer, 69 - - da vida diária, 69 - - temática, 68 - da vida diária, 69 - - recursos para auxiliar nas, 37 - modelos de referência para análise de, 13 - - biomecânico (1989), 14 - - cinético (1947), 14 - - concentrado no real desempenho da ocupação do cliente (2000), 15 - - da ocupação humana (1980), 14 - - de intervenção da terapia ocupacional com enfoque no cliente (1998), 15 - - de reconstrução (1918), 14 - - exemplos de análise, 15 - - - ambiente de trabalho, 16 - - - caracterização profissional, 16 - - - deficiências compatíveis, 16 - - - definição e descrição da, 15

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- - - exigências para execução do trabalho, 16 - - - maquinários, 16 - - - material complementar, 16 - - - natureza do trabalho, 16 - - - objeto a ser trabalhado, 16 - - - ocupação, 15 - - - requisitos para admissão, 16 - - - riscos profissionais, 16 - - método(s), 14 - - - de Hopkins (1970), 14 - - - de Reilly (1962), 14 - - neurocomportamental e modelo da ocupação humana (1998), 14 - - ortopédico de análise (1911), 14 - - psicodinâmica (1991), 14 - - - intrínseca (1963), 14 - - psicoterapêutico (1990), 14 Atuação da terapia ocupacional, 39 - interdisciplinar com a dança sênior, 39 - na terceira idade, 61-72 - - compreensão da ciência do envelhecimento sob o olhar terapêutico ocupacional, 63 - - - idosos, 66 Audição, perda de visão e de, 63 Autoexpressão, oficinas de, 69 B Barthel, índice de, 35 Bird Baldwin, modelo de reconstrução de, 14 C Capacidade, tendência a independência extrema em desacordo com sua, 64 Caracterização profissional, 16 Ciência do envelhecimento (v. Envelhecimento, ciência do) Circulação, infarto da, e acidente vascular encefálico,34 - anterior, 34 - - parcial, 34 - - total, 34 - classificação e avaliação das sequelas, infarto lacunar, 34 - posterior, 34 Coma, escala de, de Glasgow, 34 Comunidade, grupo na, para discussões sobre direitos e deveres da pessoa portadora de deficiência, inclusive com sua participação, 46 Construção, oficina da, 69 Convivência, grupo de, 46

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Crianças, grupo para discussões sobre a atenção e vigilância de, 46 D Dança sênior, 39 - atuação interdisciplinar com a, 39 - perfil do grupo de, 43 - realizada na Unidade de Saúde em Rio das Ostras, RJ, 42 Deficiência(s), 16 - compatíveis, 16 - dos idosos, sintomas de, 63 - portador de, grupo na comunidade para discussões sobre direitos e deveres da pessoa, inclusive com sua participação, 46 Dependência para cuidar-se, 64 Depressão, 76 Desenvolvimento neuropsicomotor infantil, grupos para promoção do, 46 Dificuldades de aprendizagem, grupo de intervenção sobre, 46 Direitos e deveres da pessoa portadora de deficiência, 46 Discussões, grupo para, sobre, 46 - atenção e vigilância de crianças, 46 - direitos e deveres da pessoa portadora de deficiência, na comunidade, 46 Disfunções decorrentes de acidente vascular encefálico, intervenção terapêutica nas, 33-44 - classificação e avaliação das sequelas, 34 - - escalas e/ou protocolos a serem utilizados na avaliação, 34 - - infarto, 34 - - - da circulação posterior, 34 - - - lacunar, 34 - - - parcial da circulação anterior, 34 - - - total da circulação anterior, 34 - recursos para auxiliar nas atividades da vida diária, 37 - - caso clínico, atuação interdisciplinar com a dança sênior, 39 Distúrbios, 63 - circulatórios, 63 - gastrintestinais, 64 - motores, 37 - táteis e proprioceptivos, 37 Doença(s), 63, 76 - aguda, períodos de longa recuperação após, 63 - de Alzheimer, 76 - degenerativas, 76 Drogas ilícitas e medicamentos, 76

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E Ensino-aprendizagem, processos de, 55 Envelhecimento, ciência do, compreeensão da, sob o olhar terapêutico ocupacional, 63 - idosos, 66 - - atividades com, de oficina(s), 68 - - - ao ar livre, 69 - - - corporal, 69 - - - da construção, 69 - - - da fala, 69 - - - da lembrança, 68 - - - de autoexpressão, 69 - - - de jogos educativos, 69 - - - de lazer, 69 - - - da vida diária, 69 - - - temática, 68 Equilíbrio, falta de, 63 Escala(s), 34 - de coma de Glasgow, 34 - de Katz, 35 - de qualidade de vida específica para acidente vascular encefálico, 35 - e/ou protocolos a serem utilizados na avaliação do acidente vascular encefálico, 34 Espiritualidade, 55 Estado mental, miniexame de, 35 Estresse, ansiedade e depressão, 76 Estudo da terapia ocupacional, objeto de, atividade humana, 11-18 - modelos de referência para análise de, 13 - - biomecânico (1989), 14 - - cinético (1947), 14 - - concentrado no real desempenho da ocupação do cliente (2000), 15 - - da ocupação humana (1980), 14 - - de intervenção da terapia ocupacional com enfoque no cliente (1998), 15 - - de reconstrução (1918), 14 - - exemplos de análise de atividade, 15 - - - ambiente de trabalho, 16 - - - caracterização profissional, 16 - - - deficiências compatíveis, 16 - - - definição e descrição da atividade, 15 - - - exigências para execução do trabalho, 16 - - - maquinários, 16 - - - material complementar, 16 - - - natureza do trabalho, 16 - - - objeto a ser trabalhado, 16 - - - ocupação, 15 - - - requisitos para admissão, 16 - - - riscos profissionais, 16

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- - método, 14 - - - de Hopkins (1970), 14 - - - de Reilly (1962), 14 - - neurocomportamental e modelo da ocupação humana (1998), 14 - - ortopédico de análise (1911), 14 - - psicodinâmica (1991), 14 - - - intrínseca à atividade (1963), 14 - - psicoterapêutico (1990), 14 Ética, 55 F Fala, oficina da, 69 Falta, 63 - de equilíbrio, 63 - de esperança, 63 Família, medo de ser um peso para a, e para a sociedade, 64 Fidler &Fidler, modelo de, 14 Fischer, modelo de, 15 Fraqueza muscular, 63 G Geração de renda, grupos de, 46 Gestantes, intervenção terapêutica ocupacional com, 53-60 - amamentação, 56 - espiritualidade, 55 - ética, 55 - motivação, 55 - processos de ensino-aprendizagem, 55 - proposta terapêutica, 56 - - corporal, 56 - - informativa, 56 - - reflexiva, 56 - relação terapêutica, 55 - toque, 57 - - caso clínico, 58 Glasgow, escala de coma de, 34 Grupo(s), 43, 46 - de dança sênior, perfil do, 43 - de mães, 46 - de trabalho, 46 - - de adolescentes, 46 - - de adultos, 46 - - de convivência, 46 - - de geração de renda, 46 - - de intervenção sobre dificuldades de aprendizagem, 46 - - de mães, 46 - - de orientação, 46

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- - para discussões, 46 - - - sobre a atenção e vigilância de crianças, 46 - - - sobre direitos e deveres de portadores de deficiência, inclusive com sua participação, 46 - - para promoção do desenvolvimento neuropsicomotor infantil, 46 H Hipotireoidismo, 76 Hopkins, método de, 14 I Idade, agitação pelo avanço da, 64 Idoso(s), 66 - atividades com, 68 - - oficina(s), 68 - - - ao ar livre, 69 - - - corporal, 69 - - - da construção, 69 - - - da fala, 69 - - - da lembrança, 68 - - - de autoexpressão, 69 - - - de jogos educativos, 69 - - - de lazer, 69 - - - da vida diária, 69 - - - temática, 68 - sintomas de deficiência dos, 63 Incapacidade funcional, medida da, 34 Independência, tendência da, extrema em desacordo com sua capacidade, 64 Índice de Barthel, 35 Infarto e acidente vascular encefálico, 34 - da circulação posterior, 34 - lacunar, 34 - parcial da circulação anterior, 34 - total da circulação anterior, 34 Insegurança, 63 Intervenção terapêutica ocupacional, 15, 33, 46, 53 - com enfoque no cliente, modelo de, 15 - com gestantes, 53-60 - - amamentação, 56 - - espiritualidade, 55 - - ética, 55 - - motivação, 55 - - processos de ensino-aprendizagem, 55 - - proposta terapêutica, 56 - - - corporal, 56 - - - informativa, 56 - - - reflexiva, 56 - - relação terapêutica, 55 - - toque, 57

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- - - caso clínico, 58 - nas disfunções decorrentes de acidente vascular encefálico, 33-44 - - classificação e avaliação das sequelas, 34 - - - escalas e/ou protocolos a serem utilizados na avaliação, 34 - - - infarto da circulação posterior, 34 - - - infarto lacunar, 34 - - - infarto parcial da circulação anterior, 34 - - - infarto total da circulação anterior, 34 - - recursos para auxiliar nas atividades da vida diária, 37 - - - caso clínico, atuação interdisciplinar com a dança sênior, 39 Isolamento, 63 J Jô Benetton, modelo de, 14 Jogos, oficinas de, 69 - educativos, 69 K Katz, escala de, 35 Kielhofner, modelo de, 14 L Lazer, oficina de, 69 Lembrança, oficina da, 68 Lentidão geral, 63 Licht & Duntou, modelo de, 14 M Mães, grupos de, 46 Maquinários, 16 Material complementar, 16 Medicamentos, drogas ilícitas e, 76 Medida de incapacidade funcional, 34 Medo, 64 - da morte, reações psicológicas de, 64 - de ser um peso para a família e para a sociedade, 64 MEEM (v. Miniexame de estado mental) Memória, 64, 76 - de curto prazo, imediata ou primária, 76 - a longo prazo, funcional ou secundária, 76 - alterações da, 64 - classificação da, de acordo com, 74 - - a função, 75 - - o tempo que dura, 75 - - seu conteúdo, 75 - como cuidar bem de sua, 73

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- de curta duração, 75 - de longa duração, 75 - de longo prazo, 75 - de procedimentos, 76 - declarativa, 75 - episódica, 76 - imediata ou memória de trabalho, 75 - não declarativa, 75 - perda de, 76 - - causas da, 76 - - formas de prevenir a, 78 - recente ou de trabalho, 75 - semântica, 76 - sensorial, 75 - ultrarrápida, 75 Mercado de trabalho, usuários inseridos no, e oficinas terapêuticas ocupacionais, 25 Método(s), 14 - de Hopkins, 14 - de Reilly, 14 Miniexame de estado mental, 35 Modelo(s), 13, 14 - de Bird Baldwin, 14 - de Fidler & Fidler, 14 - de Fischer, 15 - de Jô Benetton, 14 - de Kielhofner, 14 - de Licht & Duntou, 14 - de Lorens, 14 - de Polatajko, Mandich e Martini,15 - de referência para análise de atividades, 13 - de Rui Chamone Jorge, 14 - de Taylor, 14 - de Trombly, 14 - - biomecânico (1989), 14 - - cinético (1947), 14 - - concentrado no real desempenho da ocupação do cliente (2000), 15 - - da ocupação humana (1980), 14 - - de intervenção da terapia ocupacional com enfoque no cliente (1998), 15 - - de reconstrução (1918), 14 - - exemplos de análise de atividade, 15 - - - ambiente de trabalho, 16 - - - caracterização profissional, 16 - - - deficiências compatíveis, 16 - - - definição e descrição da atividade, 15 - - - exigências para execução do trabalho, 16 - - - maquinários, 16 - - - material complementar, 16 - - - natureza do trabalho, 16

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- - - objeto a ser trabalhado, 16 - - - ocupação, 15 - - - requisitos para admissão, 16 - - - riscos profissionais, 16 - - método, 14 - - - de Hopkins (1970), 14 - - - de Reilly (1962), 14 - - neurocomportamental e modelo da ocupação humana (1998), 14 - - ortopédico de análise (1911), 14 - - psicodinâmica(o), 14 - - - intrínseca à atividade (1963), 14 - - psicoterapêutico (1990), 14 Morte, medo da, reações psicológicas de, 64 Motivação, 55 O Obesidade, 76 Objeto a ser trabalhado, 16 Ocupação, 15 - humana, modelo da, 14 Oficina(s), 19, 69 - ao ar livre, 69 - corporal, 69 - da construção, 69 - da fala, 69 - da lembrança, 68 - de jogos educativos, 69 - de autoexpressão, 69 - de lazer, 69 - da vida diária, 69 - temática, 68 - terapêuticas ocupacionais, 19-31 - - de mulheres, 28 - - e pré-profissionalizantes, 23 - - histórico, 20 - - objetivos das, 21 - - para usuários acometidos de acidente vascular encefálico, 29 - - primeira, 25 - - segunda, 26 - - terceira, 27 - - usuário(s), 25 - - - desenvolvendo trabalhos, 30 - - - inseridos no mercado de trabalho, 25 Orientação, grupo de, 46 P Percepção tátil-cinestésica, 37 Perda, 63 - de audição, 63

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- de memória, 76 - - causas da, 76 - - formas de prevenir a, 78 - de visão, 63 Polatajko, Mandich e Martini, modelo de, 15 Portador(es) de deficiência, grupo na comunidade para discussões sobre direitos e deveres de, 46 Preconceitos, desmitificação de, e terapia ocupacional no atendimento social, 45-52 - casos clínicos, 48 Processos de ensino-aprendizagem, 55 Proposta terapêutica, 56 - corporal, 56 - informativa, 56 - reflexiva, 56 Protocolos, escalas e/ou, a serem utilizados na avaliação do acidente vascular encefálico, 34 Q Qualidade de vida, escala de, específica para acidente vascular encefálico, 35 R Reações psicológicas de medo da morte, 64 Recursos para auxiliar nas atividades da vida diária, 37 Reilly, método de, 14 Relação terapêutica, 55 Renda, geração de, grupos de, 46 Requisitos para admissão, 16 Rigidez articular, 63 Riscos profissionais, 16 Rui Chamone Jorge, modelo de, 14 S Saúde, Unidade de, dança sênior realizada na, em Rio das Ostras, RJ, 42 Senilidade mental e física, 64 Sequelas do acidente vascular encefálico, classificação e avaliação das, 34 - escalas e/ou protocolos a serem utilizados na avaliação, 34 - infarto, 34 - - da circulação posterior, 34 - - lacunar, 34 - - parcial da circulação anterior, 34 - - total da circulação anterior, 34 Sociedade, medo de ser um peso para a família e para a, 64

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T Taylor, modelo de, 14 Tendência a independência extrema em desacordo com sua capacidade, 64 Terapia ocupacional, 1, 61 - atuação da, na terceira idade, 61-72 - história da, 1-10 - - no século, 3 - - - XX, 3 - - - XXI, 8 Terceira idade, atuação da terapia ocupacional na, 61-72 - compreensão da ciência do envelhecimento sob o olhar terapêutico ocupacional, 63 - - idosos, atividades com oficina(s), 68 - - - ao ar livre, 69 - - - corporal, 69 - - - da construção, 69 - - - da fala, 69 - - - da lembrança, 68 - - - de autoexpressão, 69 - - - de jogos educativos, 69 - - - de lazer, 69 - - - da vida diária, 69 - - - temática, 68 Toque, 57 - caso clínico, 58 Trabalho(s), 16 - ambiente de, 16 - exigências para execução do, 16 - grupos de (v. Grupos de trabalho) - mercado de, usuários inseridos no, e oficinas terapêuticas ocupacionais, 25 - natureza do, 16 - usuários desenvolvendo, e oficina terapêutica ocupacional, 30 Traumatismo cranioencefálico, 76 Trombly, modelo de, 14 U Unidade de Saúde, dança sênior realizada na, em Rio das Ostras, RJ, 42 Usuários de oficinas terapêuticas, 29 - acometidos de acidente vascular encefálico, 29 - desenvolvendo trabalho, 30 - inseridos no mercado de trabalho, 25 V Vigilância, atenção e, de crianças, grupo para discussões sobre a, 46 Visão, perda de, e de audição, 63

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Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito – Andréa Fabíola Carvalho / Helena Maria Scatolini