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Sobre a Organizadora Paula Baptista M. de Mello

Mestre em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pela ABO-Niterói, RJ. Especialista em Saúde Coletiva pela UFF, RJ.

Esta obra, que agora chega a sua segunda edição, escrita de forma clara e didática, contribui de maneira expressiva para o conhecimento que a especialidade vem acumulando nos últimos anos. As amplas considerações com que são tratados os diversos tópicos, bem como o comportamento desejado do profissional em ampliar seus conhecimentos sobre o assunto, tornam esta publicação bastante completa no gênero.

Uma Visão Multidisciplinar

Coordenadora e Professora do curso de especialização em Odontologia do Trabalho da Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ).

Ao integrar uma equipe de saúde no trabalho, o cirurgião-dentista deve saber que sua função é promover, preservar ou restabelecer a saúde de seu paciente – o trabalhador. Para que isso ocorra, é necessário que tenha um conhecimento profundo das condições de saúde gerais e bucais, bem como conhecimento sobre a atividade laboral e o ambiente de trabalho desse paciente. Em suma, é preciso identificar sua rotina, seus hábitos e seus costumes.

Odontologia do Trabalho

A

manutenção de um bom estado de saúde bucal é importante para que o trabalhador possa desempenhar suas atividades laborais e sociais de maneira segura e produtiva, trazendo benefícios para todos os que participam dessa interface.

2a Edição

Área de interesse Odontologia

Paula Baptista M. de Mello

Organizadora

MBA em Gestão de Organizações Hospitalares e Sistemas de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV), RJ.

Outros Títulos de Interesse A Odontologia à Luz do Direito André Luis Nigre

ASB – Auxiliar em Saúde Bucal William Nivio dos Santos / Juan Luis Coimbra

Caminhos Interdisciplinares na Odontologia

2a Edição

Jurema Nogueira Mendes Rangel / Itala Ferreira / Lina Cardoso Nunes / Maria Cynésia M. de Barros Torres

O Atuar do Cirurgião-Dentista

Odontologia do Trabalho Uma Visão Multidisciplinar

André Luis Nigre

Odontologia do Trabalho – Construção e Conhecimento

Eliana Napoleão Cozendey da Silva / Isabel Martins de Souza / Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho (ABOT)

Anestesia Local e Geral na Prática Odontológica Roberto Prado / Martha Salim / Bianca Bravim

Saúde Bucal Coletiva – Implementando Ideias... Concebendo Integralidade Mônica Macau Lopes (Org.)

Paula Baptista M. de Mello Organizadora

Temas Atuais em Odontologia

Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro (CIORJ) Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

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Paula Baptista Machado de Mello Coordenadora e Professora do curso de especialização em Odontologia do Trabalho da Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Mestre em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pela ABO-Niterói, RJ. Especialista em Saúde Coletiva pela UFF, RJ. MBA em Gestão de Organizações Hospitalares e Sistemas de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV), RJ.

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Organizadora


Copyright © 2014 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-64956-18-6 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção e Capa Equipe Rubio Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica Estúdio Castellani

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ O23 2. ed. Odontologia do trabalho: uma visão multidisciplinar / organização Paula Baptista Machado de Mello. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2014.   272 p.; 25 cm.   Inclui bibliografia e índice   ISBN 978-85-64956-18-6   1. Odontologia no trabalho. 2. Promoção da saúde dos empregados. 3. Saúde bucal. I. Mello, Paula Baptista Machado de. II. Título. 13-05898 CDD: 617.60088 CDU: 616.314-057

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 — Castelo 20021-120 — Rio de Janeiro — RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Odontologia do Trabalho — Uma Visão Multidisciplinar — 2ª Edição


Andrea Cristina de Vasconcellos Assad Especialista em Odontologia do Trabalho da Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Ortodontia pela Faculdade Nova Friburgo, RJ. Auditora da Companhia Vale do Rio Doce, RJ.

Ex-Coordenador da especialização em Odontologia, na área de Saúde Coletiva, na ABO-Campos, RJ. Professor-Assistente do Departamento de Saúde da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Membro Titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/CSN), Brasília, DF.

Beatriz da Rocha Miranda Venturi Bonelli Professora dos cursos de especialização em Odontologia do Trabalho na Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Doutoranda em Ciências Morfológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Patologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Estomatologia pela UFRJ.

Fabiana Souza de Mello Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestre e especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Atuou como especialista em regulação e como epidemiologista na Agência Nacional de Saúde e como auditora técnica na Petrobras.

Daniel Jorge de Pádua Salgado Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), RJ. Bacharel em Medicina pelo Centro Universitário de Caratinga (UNEC), MG. Douglas Leonardo Gomes Filho Professor dos cursos de especialização em Odontologia do Trabalho na Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Mestre em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Saúde Coletiva pela UFF, RJ. Bacharel em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ).

Fernando de Noronha Mestre em Sistemas de Gestão pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Mestrando em Clínica Odontológica pela UFF, RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Especialista em Odontologia Legal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Odontogeriatria pela UFF, RJ. Especialista em Implantodontia pela UFF, RJ. Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo Hospital Geral de São Paulo (HGeSP). Especialista em Administração de Negócios (MBA) pela UFF, RJ. Jacira Sá Roriz Guimarães Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Pós-Graduada em Ciências Biológicas pela Faculdade da Região dos Lagos (FerLagos), RJ. Licenciatura plena em Biologia pela FerLagos, RJ.

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Colaboradores


Luciana Carvalho Gama Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade do Grande Rio (UniGranrio), RJ. Luciana Correia de Lima e Silva Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Maria Cristina Rocha Dias Lima Coordenadora Odontológica do Plano de Assistência à Saúde do Aposentado da Vale. Doutoranda em Ciências da Saúde pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), SP. Mestre em Sistema de Gestão pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Especialista em Odontologia Legal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Vice-Presidente da Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho (ABOT). Maria Sílvia Nacao Coordenadora do grupo de trabalho responsável pelo Protocolo de Atendimento ao Portador de Síndrome do Respirador Bucal do Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), RJ. Responsável pelo Programa de Promoção de Saúde Bucal Infantil do HECC, RJ. Mestre em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Membro da Câmara Técnica de Políticas Públicas em Saúde Bucal do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ). Marli Trovão Ferreira Sotero Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Endodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Michelle Navarro Ferreira Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ).

Patrícia Siqueira Barros Professora dos cursos de especialização em Odontologia do Trabalho na Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ) e ABO-Niterói, RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pela ABO-RJ. Raquel da Silva César Dias Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Renata Ribeiro de Andrada Tamai Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Rosiangela Ramalho de Souza Knupp Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora convidada dos cursos de especialização em Odontologia do Trabalho na Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ), ABO-Niterói, RJ, e Universidade do Grande Rio (UniGranrio), RJ. Doutora em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela UFRJ. Mestre em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Saúde Coletiva pela UFF, RJ. Sandro Assis de Oliveira Especialista em Implantodontia pelas Faculdades São José, RJ. Especialista em Auditoria Fiscal e Tributária pela Universidade Potiguar (UnP), RN. Bacharel em Ciências Contábeis pelas Faculdades Integradas de Caratinga, MG. Sérgio Henrique Berrini da Cunha Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Periodontia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Simone Ramos dos Santos Gonçalves Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ).

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Laïs Maria Guimarães de Souza Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Odontologia do Trabalho pela Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ). Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade do Grande Rio (UniGranrio), RJ.


Às minhas amigas Laïs e Rosiangela, por estarem sempre ao meu lado, tornando possível a realização desta obra. A todos que se interessem ou possam vir a se interessar pela saúde do trabalhador, especialmente pela Odontologia do Trabalho. Paula Baptista Machado de Mello Organizadora

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Dedicatória


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A Deus, por Sua imensa bondade, pelo cuidado para comigo e por todas as bênçãos e graças que tem derramado sobre minha vida. Aos meus pais, por todo o amor e carinho a mim dedicados e por todos os ensinamentos que me transmitiram, essenciais na formação dos meus princípios. Ao meu filho, Igor, e ao meu marido, Luís Cláudio, pelo amor e pela amizade, que são o combustível do meu dia a dia. A todos os professores e colegas que participaram de minha formação desde a mais tenra idade, pelo carinho, pelo incentivo, pelo conhecimento e pela contribuição que me deram. Paula Baptista Machado de Mello Organizadora

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Agradecimentos


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Está de parabéns a Odontologia do Rio de Janeiro — por que não dizer a Odontologia do Trabalho no Brasil? — com a apresentação do livro Odontologia do Trabalho — Uma Visão Multidisciplinar, de autoria da eminente professora Dra. Paula Baptista Machado de Mello. A ideia da feitura do livro partiu dos alunos e professores da primeira turma do curso de especialização em Odontologia do Trabalho da Associação Brasileira de Odontologia — Seção Rio de Janeiro. As amplas considerações com que são tratados os diversos tópicos, bem como o comportamento desejado do profissional em ampliar seus conhecimentos sobre o assunto, tornam esta publicação bastante completa no gênero. Quando a autora falou-me sobre este livro e convidou-me a prefaciá-lo, senti-me ao mesmo tempo honrado e entusiasmado. Honrado, pela distinção e deferência à minha pessoa. Entusiasmado, porque a Odontologia do Trabalho passa a contar com uma obra de altíssima qualidade. A visão multidisciplinar da Odontologia do Trabalho foi escrita passo a passo, o que facilita a aprendizagem menos formal, mais adequada aos dias de hoje. Tenho certeza do sucesso deste livro. Daí a minha convicção de que ele passará a fazer parte da biblioteca de todos que se interessem pelo desenvolvimento da Odontologia do Trabalho. Paulo Murilo Oliveira da Fontoura Presidente da ABO-RJ

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Prefácio — 1a edição


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Quando a Organizadora desta edição concedeu-me o privilégio de fazer o prefácio, veio-me à memória um pequeno grupo de colegas que, no início dos anos 1980, batia às portas da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em busca de conhecimento sobre o tema da Odontologia e o trabalhador. Rapidamente a disciplina de Odontologia Social estruturou um curso de Odontologia do Trabalho em nível de especialização, com registro na pós-graduação na Universidade. Esse curso foi extinto anos mais tarde, vencido pela demora no reconhecimento da especialidade. Quando da aproximação da última Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas (ANEO), propus a criação da especialidade. Obtive apoio de colegas de outros estados, e em 2001, reunido em assembleia, o plenário do Conselho Federal de Odontologia (CFO) aprovou sua criação. Foi um caminho muito longo, mas valeu a pena. Com a especialidade, a Odontologia chamou a si as responsabilidades não assistenciais inerentes à prática promotora de saúde no ambiente de trabalho, em consonância com os ditames da Organização Mundial de Saúde (OMS). Convém então lembrar que, ao propugnar pela saúde no trabalho, a OMS assinalou com a necessidade de estratégias fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico dos países e para a conquista do bem-estar e da qualidade de vida das populações em âmbito global. Ao debruçar-me sobre esta nova edição sob minuciosa análise, de imediato percebi sua objetividade. São 21 autores comprometidos em 16 capítulos com as orientações da OMS, as atribuições da especialidade e muitos outros saberes. Esta obra, muito clara e didática, contribui de maneira expressiva para o conhecimento que a especialidade vem acumulando nos últimos anos. E chega em boa hora, pois vivemos como nunca a era da busca do saber para melhor atender nossa clientela. Aos autores, reconhecimento; aos leitores, boa leitura e profundas reflexões. Henrique da Cruz Pereira Doutor em Odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Odontologia Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Cirurgião-Dentista pela UFRJ. Professor da Universidade Veiga de Almeida (UVA), RJ. Membro Titular da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO).

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Prefácio — 2a edição


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Abamec

Associação Brasileira de Mercado de Capitais

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas

ABO-RJ

Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro

Abuco

Associação Brasileira de Usuários de Computador em Odontologia

AC

autoridade certificadora

ADA

American Dental Association

ADCE

Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas

Anoreg

Associação dos Notários e Registradores do Brasil

ASB

atestado de saúde bucal

ATM

articulação temporomandibular

Audibra

Instituto de Auditoria Interna do Brasil

BSR

Business for Social Responsibility

CAT

comunicação de acidente de trabalho

CCEO

carcinoma de células escamosas oral

CD Cirurgião-dentista CDC

Código de Defesa do Consumidor

CEO

Código de Ética Odontológica

CEPAA

Council on Economic Priorities Accreditation Agency

CFM

Conselho Federal de Medicina

CFO

Conselho Federal de Odontologia

CID

Classificação Internacional de Doenças

CIPA

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

CLT

Consolidação das Leis do Trabalho

Conaco

Código de não conformidades odontológicas

Conmetro

Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

Copant

Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas

Copolco

Comitê de Política do Consumidor

CRM-RJ

Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro

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Lista de abreviaturas


Conselho Regional de Odontologia

CRO-RJ

Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro

CSN

Companhia Siderúrgica Nacional

CSSF

Comissão de Seguridade Social e Família

CTASP

Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público

CTPP

Comissão Tripartite Partidária Permanente

DJSI

Dow Jones Sustainability Index

DMED

Declaração de Serviços Médicos e de Saúde

DORT

distúrbios osteomusculares relacionados com o trabalho

DSST

Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho

ECG eletroencefalograma EPC

equipamento de proteção coletivo

EPI

equipamento de proteção individual

FDI

Federação Dentária Internacional

Fiesp

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

FioCruz

Fundação Oswaldo Cruz

Firjan

Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro

GIFE

Grupo de Institutos, Fundações e Empresas

GSF

glutationa ou glutatião

GTQ

gestão total da qualidade

HgU

mercúrio urinário

Ibase

Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IBMP

índice biológico máximo permitido

ICP-Brasil

Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira

IEC

International Electrotechnical Commission

Índice CPO-D

índice de dentes cariados, perdidos e obturados

IN-RFB

Instrução Normativa da República Federativa do Brasil

INSS

Instituto Nacional de Seguridade Social

IML

Instituto Médico-Legal

Interpol

polícia internacional (international police)

IPC

índice periodontal comunitário

ISO

International Organization for Standardization

ITI

Instituto Nacional de Tecnologia da Informação

LER

lesões por esforço repetitivo

LT

limite de tolerância

LTCAT

Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho

MCCE

mercurialismo crônico depois de cessada a exposição

MCDE

mercurialismo crônico durante a exposição

MTE

Ministério do Trabalho e Emprego

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CRO


mercurialismo metálico crônico ocupacional

NIOSH

National Institute for Occupational Safety and Health

NR-4

Norma Regulamentadora no 4

NR-7

Norma Regulamentadora no 7

NR-9

Norma Regulamentadora no 9

NR-15

Norma Regulamentadora no 15

OIT

Organização Internacional do Trabalho

OMS

Organização Mundial de Saúde

ONU

Organização das Nações Unidas

OSC

organizações da sociedade civil

Pb-S

chumbo sanguíneo

Pb-U

chumbo urinário

PCMSO

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PNAD/98

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 1998

PPD

Pessoa Portadora de Deficiência no Trabalho

PPP

Perfil Profissiográfico Previdenciário

PPRA

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

QVT

qualidade de vida no trabalho

RAIS

Relação Anual de Informações Sociais

RIR

Regulamento do Imposto de Renda

RSC

responsabilidade social corporativa

RSE

responsabilidade social empresarial

SA 8000 Social Accountability 8000 SAB

síndrome da ardência bucal

SAI

Social Accountability International

SBIS

Sociedade Brasileira de Informática e Saúde

SDL

síndrome da dor lombar

SESI

Serviço Social da Indústria

SESMT

Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

SGA

sistema de gerenciamento ambiental

–SH sulfidrila SIS

Instituto Sueco de Normalização

SIT

Secretaria de Inspeção do Trabalho

SNC

sistema nervoso central

SSST

Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho

SUS

Sistema Único de Saúde

TLV

valor-limite tolerado

TRA

tratamento restaurador atraumático

Unaids

Programa Conjunto das Nações Unidas em HIV/AIDS

Uniapac

União Internacional Cristã de Dirigentes de Empresas

VHC

vírus da hepatite C

VRT

valor de referência tecnológico

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MMCO


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Capítulo 1

Sinopse do Histórico da Odontologia do Trabalho 1 Laïs Maria Guimarães de Souza • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 2

Promoção de Saúde no Ambiente de Trabalho 11 Patrícia Siqueira Barros • Raquel da Silva César Dias • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 3

Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho: Admissional, Periódico e Demissional 31 Laïs Maria Guimarães de Souza • Rosiangela Ramalho de Souza Knupp Capítulo 4

Prontuário Eletrônico: Utilização e Aspectos Legais 59 Sandro Assis de Oliveira • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 5

Importância da Odontologia para a Saúde do Trabalhador e para o Desenvolvimento Empresarial 87 Renata Ribeiro de Andrada Tamai • Marli Trovão Ferreira Sotero Fabiana Souza de Mello • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 6

Saúde Bucal do Trabalhador e Responsabilidade Social 105 Simone Ramos dos Santos Gonçalves • Maria Sílvia Nacao Capítulo 7

Perícia: Limites e Atuação do Cirurgião-Dentista 121 Daniel Jorge de Pádua Salgado • Paula Baptista Machado de Mello Maria Cristina Rocha Dias Lima

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Sumário


Auditoria da Qualidade do Ponto de Vista da Odontologia do Trabalho 131 Andrea Cristina de Vasconcellos Assad • Fernando de Noronha Capítulo 9

Influência dos Agentes Químicos na Saúde do Trabalhador 149 Michelle Navarro Ferreira • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 10

Odontologia do Trabalho na Indústria Petroquímica 161 Luciana Correia de Lima e Silva • Paula Baptista Machado de Mello Capítulo 11

Exposição e Efeitos do Mercúrio como Risco Ocupacional do Cirurgião-Dentista e Profissionais na Área Odontológica 171 Raquel da Silva César Dias • Fabiana Souza de Mello Capítulo 12

Patologia Oral e Saúde Bucal do Trabalhador 185 Beatriz da Rocha Miranda Venturi Bonelli Capítulo 13

Estresse Ocupacional do Cirurgião-Dentista 197 Patrícia Siqueira Barros • Fabiana Souza de Mello Capítulo 14

Aspectos Éticos, Legais e Psicossociais do Cirurgião-Dentista Portador de HIV/AIDS 211 Sérgio Henrique Berrini da Cunha • Douglas Leonardo Gomes Filho Capítulo 15

Distúrbios Osteomusculares Relacionados com o Trabalho na Coluna Vertebral do Cirurgião-Dentista 221 Jacira Sá Roriz Guimarães • Douglas Leonardo Gomes Filho Capítulo 16

Hepatite C e sua Importância para o Cirurgião-Dentista 233 Luciana Carvalho Gama • Beatriz da Rocha Miranda Venturi Bonelli

Índice 237

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Capítulo 8


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Sinopse do Histórico da Odontologia do Trabalho Laïs Maria Guimarães de Souza Paula Baptista Machado de Mello

Introdução No passado o trabalho era considerado um castigo divino. Ao olhar do homem, o trabalho sempre foi tido como algo negativo. A uma consulta à Bíblia, no livro Gênese, capítulo 3, versículos 17 e 19 (1998),1 podem-se observar as seguintes citações, que colocam o trabalho como algo nefasto: “17 — Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias da tua vida. [...] 19 — Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado, porque és pó, e em pó te hás de tornar.”

A origem da palavra trabalhar, segundo Ferreira (1975),2 vem do latim vulgar tripaliare, “martirizar com o tripalliu” (instrumento de tortura). Ainda segundo Ferreira (1975),2 trabalho seria a aplicação das forças e faculdades humanas para se alcançar um determinado fim. Nos tempos atuais, o trabalho continua sendo visto de forma negativa, posto que ainda existem muitas formas subumanas de trabalho, que levam homens, mulheres e crianças à condição de escravos, sem receber em troca o mínimo necessário à sobrevivência e à subsistência.

Weber (1985, apud Minayo, 1999)3 tinha uma forma peculiar de ver o mundo. Para ele, a “vida social — que consiste na conduta cotidiana dos indivíduos — é carregada de significação cultural. Essa significação é dada tanto pela base material como pelas ideias, dentro de uma relação adequada, em que ambas se condicionam mutuamente”. Com essas palavras, o autor demonstra quão importante é considerar as ideias parte da realidade social e, assim, compreendê-las como componentes da estrutura socioeconômica e política. As origens da Odontologia coincidem com os primórdios da história da humanidade, e ao longo dos tempos a prática odontológica, segundo Almeida et al. (2002), foi exercida por sacerdotes, médicos e charlatães, até se estabelecer como um segmento profissional.4 No Brasil, só a partir de 1808, com a vinda de D. João VI, é que teve início a efetiva organização da saúde pública. Naquele mesmo ano foram fundadas as Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, segundo referem Marques et al. (1990).5 Ainda segundo Marques et al. (1990),5 em 1923 começaram a ser criadas as caixas de assistência e previdência, que prestavam assistência médica a seus segurados. Em 1930, houve a criação de uma Secretaria de Estado, denominada Ministério dos

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Capítulo


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

Negócios da Educação e Saúde Pública, e outra intitulada Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. As caixas de assistência e os institutos de aposentadoria e pensão eram vinculados administrativamente ao Ministério do Trabalho. Segundo Pereira (2001),6 a Odontologia direcionada ao trabalhador no Brasil apareceu na literatura em 1961. Contudo, até hoje não consegue sensibilizar nem os empresários nem a classe odontológica, e por isso a criação da especialidade Odontologia do Trabalho não atinge seu escopo. Silva & Souto (1983)7 mencionam em seu estudo que a assistência em odontologia ocupacional apresentava peculiaridades e necessidades específicas: atender às necessidades dos empregados e, quando houvesse, às exigências legais. Também mencionam que “a estrutura da assistência previdenciária sequer se aproxima das reais necessidades da população, estando a odontologia, nesse contexto, carente de atenção dos órgãos competentes”.7 Em relação a essa citação, observa-se que não houve mudanças nas últimas décadas e que a situação da Odontologia, na atualidade, ainda é a mesma. Araújo & Gonini Jr. (1999),8 por exemplo, indicaram corretamente em seus estudos que hoje não se faz uma Odontologia do Trabalho voltada para identificação epidemiológica, catalogação ou prevenção de doenças, e sim uma Odontologia, de modo geral, simplesmente curativa. Assim como a Medicina, nos últimos tempos a Odontologia tem procurado a melhor maneira de tratar e, sobretudo, de prevenir doenças, com o propósito exclusivo de manter a saúde do indivíduo. E isso se aplica também ao ambiente de trabalho. Segundo Midorikawa (2001),9 existem hoje informações relacionadas com a ocorrência de acidentes de trabalho cujas causas básicas foram problemas odontológicos. Os programas de qualidade de vida no trabalho (QVT) têm sido enfatizados, e são reflexo do amálgama de vários fatores, entre eles a saúde de quem trabalha. Destaca-se aqui a ergonomia, que também vem sendo utilizada na adaptação do trabalhador a equipamentos, instrumentos, postos de trabalho e ambiente. Procura-se dessa forma entender que o trabalhador tem suas características, suas restrições, seus valores e limitações. O homem é peça fundamental no sistema de produção. Cada vez que os empresários agregam novos métodos para melhorar as condições dos trabalhadores, estão aumentando a produtividade e a qualidade, sem levar o trabalhador à morbidade.9

Este capítulo, elaborado por meio de pesquisa bibliográfica — que ainda é rara nesta especialidade —, tem como objetivo mostrar, de modo resumido, a história da evolução da Odontologia Ocupacional, dando prioridade aos caminhos que a Odontologia percorreu até os dias de hoje. Atualmente, a Odontologia Ocupacional é identificada como Odontologia do Trabalho, sendo reconhecida e respeitada pelos profissionais como uma nova especialidade da Odontologia.

Evolução da Odontologia com os Cuidados à Saúde Oral do Trabalhador Na literatura, o estudo mais antigo de que se tem conhecimento e no qual são abordadas as manifestações de doenças na cavidade oral do trabalhador é de autoria de Ramazzini, considerado o fundador da Medicina do Trabalho.10 Em seu livro De morbis artificum diatribe, de 1700, diversos capítulos apresentam problemas odontológicos causados por doenças profissionais. Desde então, os cuidados com a saúde oral dos trabalhadores foram citados em vários momentos da literatura: no século XIX, na Inglaterra (1887) e no Canadá (1890), e, já no século XX, nos EUA (1915) e na Itália (1936). Entre todas as referências da literatura odontológica, procuramos aqui mostrar, resumidamente, a evolução da Odontologia voltada para o trabalhador, enfatizando os episódios mais importantes no contexto da especialidade no Brasil e também citando um pouco sobre essa especialidade em outros países. A American Dental Association (ADA) publicou, em 1942,11 uma proposta tida como padrão para os serviços odontológicos nas unidades industriais norte-americanas. Em síntese, os tópicos da proposta são: ƒƒ A indústria deve organizar seu serviço odontológico visando assegurar cuidados eficientes aos empregados que necessitem de tratamento. ƒƒ Todos os empregados devem ter acesso à assistência odontológica. ƒƒ O serviço odontológico deve dedicar parte do tempo a atividades educativas em saúde oral. ƒƒ Todos os empregados admitidos na empresa devem ser submetidos a exames odontológicos. ƒƒ Os prontuários devem ser preenchidos corretamente e ficar à disposição também da área médica.

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Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho: Admissional, Periódico e Demissional Laïs Maria Guimarães de Souza Rosiangela Ramalho de Souza Knupp

Introdução O prontuário, odontológico ou médico, de um paciente é de grande importância para qualquer profissional de saúde que atue diretamente em prol da saúde do indivíduo. Quanto mais informações forem adquiridas no prontuário, mais preciso será o diagnóstico e, consequentemente, mais verdadeiro o prognóstico para o tratamento. Procura-se esclarecer o cirurgião-dentista acerca do prontuário odontológico, principalmente para os profissionais que atuam na área de Odontologia do Trabalho. Dessa maneira, este capítulo tem como objetivo sugerir um prontuário odontológico que: ƒ Ressalte sua importância na Odontologia do Trabalho. ƒ Demonstre sua necessidade e sua importância. ƒ Venha a facilitar os trabalhos daqueles profissionais atuantes na área de saúde oral dos trabalhadores. Apresentam-se aqui três momentos diferenciados do prontuário odontológico: admissional, periódico e demissional.

Importância do Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho Em 1994, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) orientou os profissionais para o cumprimento da exigência contida no inciso VI do artigo 4o do Código de Ética Odontológica,1 que trata da elaboração das fichas clínicas, renomeadas como prontuário odontológico. Esse inciso diz que “elaborar as fichas clínicas dos pacientes, conservando-as em arquivo próprio”, constitui um dos deveres fundamentais dos profissionais inscritos no CFO. Em breve estudo bibliográfico, citando vários autores ao longo dos anos, houve a demonstração da necessidade de se elaborar um prontuário odontológico, visando à identificação dos indivíduos tanto para o registro da atuação profissional como para a definição de procedimentos e condutas corretas e esclarecedoras dessa atuação. Foi ressaltada a importância das características odontológicas mínimas a serem registradas pelos cirurgiões-dentistas e das anomalias dentárias na identificação de cadáveres, sugerindo-se a padronização do odontograma.1

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Prontuários para cada Tipo de Exame Ocupacional

Modelo de prontuário odontológico pré-admissional Este questionário é confidencial, feito pessoalmente pelo cirurgião-dentista para que ele possa conhecer a saúde do paciente em seus aspectos gerais e, assim, ser capaz de influir no tratamento ou medicação a serem receitados. Trata-se de um documento que deve ficar arquivado na empresa. Começa-se observando o paciente desde sua postura, ao se sentar na sala de espera, notando se não há comprometimento (ergonomia) que possa influenciar o exame pré-admissional. Observa-se também seu comportamento em relação ao exame, se está apreensivo ou tranquilo, e a maneira como o paciente encara esse tipo de procedimento. Observa-se o paciente como um todo, procurando não reduzir o exame somente à cavidade oral. Deve-se ter em mente que a responsabilidade do cirurgião-dentista é grande, pois o que for constatado servirá para a admissão ou não do indivíduo examinado. O posicionamento do profissional deve ser de imparcialidade em relação ao indivíduo e à empresa a que presta o serviço, não devendo haver envolvimentos pessoais. Esta primeira parte tem o intuito de se apresentar como uma sugestão para o cirurgião-dentista, no sentido de alertá-lo quanto à importância de se realizar o trabalho com a maior precisão possível.

Identificação do paciente Nome: CPF:

RG:

Cor da pele:

Nome do cônjuge: Filiação (nomes da mãe e do pai): Naturalidade:

Nacionalidade:

Endereço:

Tel.:

CEP:

Bairro:

Nome do médico:

Cidade: Tel.:

Qualificação: Escolaridade: Função pretendida:

Cargo:

Empresa/Órgão:

Local de trabalho:

Empresa anterior:

Função exercida:

Setor:

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Capítulo 3 Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

Anamnese História médica, de interesse para o setor de Odontologia Marque a resposta e especifique sempre de acordo com a CID. É preciso questionar o paciente de forma que ele responda o mais espontaneamente possível.

Questões No momento, está em tratamento médico? Toma medicação no momento? Já teve alguma doença grave? Tem alguém na família com neoplasia (câncer)? Já foi hospitalizado? Submeteu-se a alguma cirurgia? Há quanto tempo? Recebeu transfusão sanguínea? Qual seu grupo sanguíneo? Já teve infarto? Sua pressão é normal? Quando a aferiu pela última vez? Quanto estava? Sente falta de ar ou cansaço a esforço leve? Dorme com mais de um travesseiro? Há hipertensos na família? Há cardiopatas na família? Já sofreu AVE (acidente vascular encefálico/derrame)? Tem pés e pernas inchados? Tem varizes? Teve algum problema cardiovascular? Há diabéticos na família? Tem polifagia (come muito)? Tem polidipsia (muita sede)? Urina muito durante o dia? Urina muito durante a noite? Já fez exame para diabetes alguma vez? Qual foi o resultado? Já teve alguma doença infecciosa ou contagiosa? Quando?

Sim

Não

Especificar

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Questões Já teve ou tem febre reumática? Tem artrite? Tem artrose? Tem reumatismo? Tem osteoporose? Tem problemas nas articulações? É alérgico a alguma coisa? Tem úlcera gástrica? Já fez tratamento? Tem gastrite? Já teve desmaios ou convulsões? Toma ou já tomou algum medicamento para isso? É epiléptico? Tem doenças psiquiátricas na família? Já fez algum tratamento psiquiátrico? Quando? Tem problemas neurológicos? Tem hemofilia? Já teve hepatite, icterícia ou doenças hepáticas? Há quanto tempo? Fez exames para receber alta? Já tomou a vacina contra hepatite A ou B? Já teve anemia? Há quanto tempo? Qual o tratamento? Sofre transtornos relacionados com o período menstrual? Está grávida? Algum tratamento especial? Tem problemas de hipertireoidismo? Tem problemas de hipotireoidismo? Tem problemas de hiperparatireoidismo? Tem tireoidite de Hashimoto? Há quanto tempo? Algum tratamento especial? Tem cefaleia com frequência?

Sim

Não

Especificar

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Capítulo 3 Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

Questões

Sim

Não

Especificar

Região em que se manifesta? Tem tosse persistente? Já expectorou sangue alguma vez? Apresenta filetes de sangue na saliva? Tem algum transtorno renal? Teve alguma doença sexualmente transmissível (DST)? Há quanto tempo? Como tratou? Pratica alguma atividade física? Quantas vezes por semana? Já esteve em exposição de risco em trabalhos anteriores? Tem rinite alérgica? Tem asma? Teve tuberculose? Quando? Tem alguém na família com tuberculose? Quando? Como tratou? Já teve contato com o inseto “barbeiro”? Quando? Como tratou? Teve esquistossomose? Fez algum tratamento para isso? Tem animais em casa? Teve toxoplasmose? Quando? Teve doenças infantis? Fez todas as vacinações necessárias ultimamente? Tem alguma coisa a mais para relatar? Observações complementares:____________________________________________________________________ Solicitação de exames complementares:___________________________________________________________ Estando eu de acordo com tudo o que foi redigido, declaro verdadeiro tudo que foi dito sobre o meu quadro de saúde atual.__________________________________________________________________________________ Local e data:____________________________________________________________________________________ Assinatura do candidato:_____________________________________________________________________________ Assinatura do examinador:______________________________________________________________________

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ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

Exame físico do candidato Nesta etapa da anamnese inicia-se o exame físico do candidato. O cirurgião-dentista deve aferir as pressões arterial e radial, bem como examinar as cadeias de linfonodos do candidato. A Figura 3.2 mostra os locais em que se deve fazer a palpação para localizar alguma eventual alteração.

Figura 3.2  Cadeias de linfonodos

Avaliação extraoral Localização

Classificação

Occipital

(  )

0 = Inflamatória alterada

Pré-auricular

( )

1 = Fistulada

Infra-auricular

( )

2 = Tipo neoplásica

Submental

(  )

3 = Normal

Submandibular

(  )

Cervical

( )

Outras informações: _______________________________________________________________________

Articulação temporomandibular (ATM) Observar as disfunções das articulações temporomandibulares (DTM)

Normal

( )

1 = Abertura de boca

Desvio

( )

2 = Normal

Crepitação

( )

3 = Diminuída

Dor

( )

4 = Aumentada 5 = Desvio (excursão assimétrica)

Avaliação extraoral

Normalidades:____________________________________________________________________________ Alterações:_________________________________________________________________________________

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Marque a localização das alterações orais (Figura 3.3). Mucosa oral A. Condição: 0 = Ausência de condições normais 1 = Tumor maligno (câncer bucal) 2 = Leucoplasia 3 = Líquen plano 4 = Ulceração (aftosa, herpética, traumática) 5 = Gengivite necrosante aguda 6 = Candidíase 7 = Abscesso 8 = Outra condição (especificar) 9 = Não informado

B. Localização: 0 = Vermelhão dos lábios 1 = Comissuras dos lábios 2 = Lábios 3 = Sulcos 4 = Túnica mucosa do vestíbulo da boca 5 = Músculo milo-hióideo (assoalho da boca) 6 = Língua 7 = Palato mole e/ou duro 8 = Margens alveolares/gengivais 9 = Não informado

Figura 3.3  Desenho esquemático dos tecidos moles da cavidade oral

Se houver alguma alteração, inserir a numeração citada em codificação ou de acordo com a CID:

‚‚ Descreva o caso:____________________________________________________________________________ ‚‚ Hipótese diagnóstica:________________________________________________________________________ ‚‚ Exames complementares:_______________________________________________________________________ ‚‚ Resultados dos exames complementares:________________________________________________________ ‚‚ Diagnóstico final e encaminhamento:_____________________________________________________________ Declaro estar de acordo com os exames a que fui exposto e ciente do que me foi orientado. Local e data:____________________________________________________________________________________ Assinatura do candidato:_________________________________________________________________________ Assinatura do cirurgião-dentista:_________________________________________________________________

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Capítulo 3 Prontuário Odontológico para a Odontologia do Trabalho


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • uma Visão Multidisciplinar

fiCHa odontológiCa do paCiente Aqui o exame odontológico é registrado em dois modelos de odontogramas sugeridos pela International Police (Interpol), apesar de os modelos não apresentarem a numeração da dentição provisória necessária no odontograma. Sugere-se que os elementos dentários sejam identificados pelo sistema decimal da FDI por dois números, o que é adequado principalmente quando o paciente apresenta elementos provisórios em sua arcada. Como exame complementar, sempre que necessário devem ser solicitadas radiografias periapicais. Nesta fase, o preenchimento do odontograma I (Figura 3.4) deve ser feito de acordo com as condições odontológicas que o paciente apresentou no exame pré-admissional, sendo descritas: ƒ Presença e ausência de dentes; patologias existentes codificadas de acordo com a CID; trabalhos existentes, faces envolvidas e material utilizado; e a situação atual, com base na classificação feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS). ƒ Elementos dentários (assinalar com um círculo quando o dente for provisório), seguindo os odontogramas propostos.

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figuRa 3.4 Estado atual dos elementos dentários (odontograma I)

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figuRa 3.5 Indicação de tratamento dentário (odontograma II)

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Prontuário Eletrônico: Utilização e Aspectos Legais Sandro Assis de Oliveira Paula Baptista Machado de Mello

Introdução Diante da atribulada rotina clínica a que são submetidos os profissionais cirurgiões-dentistas, a manutenção de toda documentação referente ao atendimento executado nos clientes reveste-se de aspectos éticos e legais, cuja importância é reconhecida há muito tempo e cujo conhecimento é obrigatório para todos os que exercem a odontologia. É indiscutível a relevância de tais registros, uma vez que eles se constituem em prova documental diante de clientes insatisfeitos que não hesitam em recorrer aos Conselhos Regionais de Odontologia ou mesmo à Justiça. Nesse aspecto, aliás, merece destaque a crescente conscientização da sociedade brasileira sobre seus direitos, proporcionada em grande parte pela intensa atuação da mídia, que dedica notável espaço ao chamado “erro médico” e ao advento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que parte da premissa que uma das partes das relações de consumo, o consumidor (cliente), é naturalmente mais frágil, porque não possui certo conhecimento sobre os produtos e serviços como a outra parte, o prestador de serviços (cirurgião-dentista). Para o cirurgião-dentista, essa modificação no comportamento da sociedade pode resultar em sanções ético-administrativas ou judiciais de

natureza penal e cível. Dessa maneira, a documentação clínica se destaca como uma das medidas mais efetivas para proteger o profissional contra tais sanções que, muitas vezes, são motivadas por reclamações infundadas e até fantasiosas.1 Atualmente, a evolução de tal documentação se concentra no desenvolvimento do prontuário eletrônico, que vem sendo utilizado por redes hospitalares no mundo todo. A armazengem eletrônica possibilita que esse tipo de prontuário esteja disponível para todos os profissionais de saúde, permitindo, assim, que eles acompanhem a evolução e o histórico de saúde de qualquer cliente.1 A Medida Provisória 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, instituiu, por meio da Infraestrutura de Chaves Públicas do Brasil (ICP-Brasil), os meios para instituições públicas e organismos privados atuarem na validação jurídica de documentos produzidos, transmitidos ou obtidos de forma digital, garantindo sua autenticidade, integridade e validade jurídica. Dessa forma, hoje existem duas opções para a manutenção dos prontuários na Odontologia:2 ƒƒ Em papel. ƒƒ Em arquivos digitais autenticados que podem, com facilidade, ser guardados indefinidamente.

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Capítulo


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

A complexidade do tema exige certo conhecimento sobre informática, que passa a ser uma importante ferramenta de trabalho e gestão no consultório odontológico para a elaboração do prontuário eletrônico e assinatura digital, entre outros. O objetivo deste capítulo é descrever a importância do prontuário eletrônico do cliente, facilidades, validades, confiabilidade, possibilidade de criação de um banco de dados, oferecendo subsídios para futuros levantamentos epidemiológicos e estatísticos. Mostra-se, dessa maneira, que o prontuário eletrônico pode atender também às necessidades de saúde pública e, até mesmo, de autoridades judiciais, em caso de processos criminais e cíveis.

Prontuário Na abordagem ao prontuário, é necessário definir aspectos fundamentais desse documento, como sua definição conceitual na literatura, seu desenvolvimento ao longo dos anos, os tipos em que ele pode ser classificado, suas finalidades e os dados essenciais que ele deve apresentar e os documentos suplementares que o compõem.

Definição de prontuário Na presente revisão de literatura realizada, vários autores apresentaram inúmeras definições para prontuário. Para Leal & Zimmermann (2002),3 o prontuário é o documento do qual devem constar dados referentes à identificação do cliente e sua história médica e odontológica. O prontuário do cliente é chamado, ainda hoje, de prontuário médico. No entanto, em todo o mundo, essa abordagem está se modificando para uma visão que parte do usuário, provedor de todas as informações constantes no prontuário e principal beneficiário delas. Segundo Müller (2006)1 e Lawlor & Stone (2001)4 o adjetivo “médico” empregado para os prontuários não parece refletir adequadamente a situação e, por isso, o termo está sendo progressivamente substituído por prontuário do paciente. A literatura apresenta ainda outras definições para “prontuário”. Tommasi (1989),5 faz a seguinte observação quanto a esse termo: “É necessário um exame sistemático, ordenado e completo, através de um prontuário bem elaborado, [...] cada profissional ou instituição utiliza um prontuá­ rio ou ficha clínica que julgar conveniente, não sendo obrigatória uma padronização. O prontuário odontológico faz parte hoje, de forma irrefutável, do arsenal

diagnóstico dos dentistas, enfatizando que fotografias, modelos, radiografias e outros elementos também devem compor esse prontuário.”

Não há consenso na literatura sobre qual é o formulário ideal — aquele que contribui para a boa dinâmica da consulta e confere maior precisão aos diagnósticos formulados. Para Massad et al. (2003),6 por exemplo, o formulário é apenas um elemento acessório e consequente nesse processo, que depende fundamentalmente do compromisso com a qualidade da atenção dada ao cliente no serviço e da competência profissional tanto do generalista quanto do especialista.

Evolução dos prontuários Segundo Ginneken (1995)7 e Van Bemmel & Musen (1997),8 o prontuário de papel vem sendo usado há vários séculos. De fato, desde o século V a.C., Hipócrates já estimulava os médicos a fazerem seus registros por escrito. Na revisão bibliográfica realizada, Slee et al. (2000)9 relatam que o prontuário foi desenvolvido por médicos e enfermeiros para garantir que se lembrassem de forma sistemática dos fatos e eventos clínicos sobre cada indivíduo, de modo que todos os demais profissionais envolvidos no processo de atenção de saúde pudessem também contar com as mesmas informações. Florence Nightingale, precursora da enfermagem moderna, durante a Guerra da Crimeia (18531856) já relatava que a documentação das informações relativas aos doentes era de fundamental importância para a continuidade dos cuidados ao cliente. Os dados, a partir de então, passaram a ser as observações descritas pelos médicos, não mais apenas os sintomas relatados pelo cliente.1 Segundo Ginneken (1995),7 Plummer introduziu o registro por cliente em 1907, e em 1920 os médicos começaram a se preocupar com a metodologia do registro e com a padronização das observações. De acordo com Massad et al. (2003),6 Lawrence Weed introduziu a ideia de prontuário orientado pelo problema em 1969 no qual se identificam os problemas de saúde do cliente e as anotações são registradas e seguidas de acordo com uma estrutura sistemática de registro de dados.

Tipos de prontuário Prontuário em papel Como já observado, o prontuário em papel tem sido largamente utilizado há séculos, e constitui o

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Figura 4.1  Radiografia para prontuário odontológico

A

C

B

D

F

E

G

Nome: ______________________________________________ Idade: ________ Prontuário: ___________ Data: ___/___/____ Motivo da solicitação: _______________________________________________________________________________________

Figura 4.2  (A a G) Fotografia para prontuário odontológico

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Capítulo 4 Prontuário Eletrônico: Utilização e Aspectos Legais


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Anexos

Anexo 1: Modelo de Prontuário Identificação do profissional Nome do profissional____________________________________________________________________________ Cirurgião-dentista (especialidade)________________________________________________________________ CRO-UF_____________________________________________________________________________________ Endereço completo______________________________________________________________________________

Identificação do cliente e do responsável pelo tratamento Prontuário no ________________. Nome_______________________________________________________________________________________ RG________________________ Órgão expedidor___________________________ CPF____________-_______ Data de nascimento______/______/____________ Sexo________________________________________________________ Naturalidade________________________________ Nacionalidade_____________________________________ Estado civil_________________________________ Profissão___________________________________________________ Endereço residencial_______________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ Endereço profissional__________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ Indicado por____________________________________________________________________________________ Convênio___________________________________ No de inscrição__________________________________________ CD anterior_________________________________ Atendido em_______/__________________/___________

Responsável pelo tratamento Nome_______________________________________________________________________________________ RG________________________________________ Órgão expedidor__________ CPF_____________-_______ Estado civil_________________________________ Cônjuge__________________________________________ RG_________________________________________Órgão expedidor__________ CPF_____________-______

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Capítulo 4 Prontuário Eletrônico: Utilização e Aspectos Legais


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

Anexo 5: Modelo de Contrato de Locação de Serviços Odontológicos Contrato de locação de serviços odontológicos Cláusula primeira: as partes contratantes Contratante: ________________________ residente e domiciliado em _________________, portador(a) do          (nome do(a) cliente)                  (endereço do(a) cliente) CPF no _______________________        (do(a) cliente) Contratado: _______________________, inscrito no CPF sob o no _________; RG ___________, com sede        (nome do cirurgião-dentista)                   em _____________________________________, nesta cidade, inscrito no CRO sob o no _____________.        (endereço do consultório)

Cláusula segunda: do objeto O objeto do presente contrato é a prestação de serviços odontológicos, nos termos e em conformidade com o plano de tratamento a seguir, cujo teor é do inteiro conhecimento do(a) CONTRATANTE e que passa a fazer parte do presente instrumento. Para os procedimentos ortodônticos haverá um contrato específico à parte. No caso específico deste(a) cliente, os procedimentos a serem executados ou objetos deste contrato são: (descreva aqui os itens do tratamento). Cláusula terceira: do preço Pelos serviços ora contratados e previstos no plano de tratamento anterior, o(a) CONTRATANTE se compromete a pagar ao CONTRATADO a importância de_______________________, pagos da seguinte forma: (descreva aqui as formas de pagamento).      (valor do tratamento por extenso) Parágrafo 1o Os fatores em consideração para o estabelecimento dos honorários ora contratados são: a complexidade dos problemas verificados clínica e radiograficamente, o tempo necessário para alcançar os objetivos propostos e os materiais necessários, bem como as características individuais do caso. Todo e qualquer serviço odontológico somente será executado com a realização de exames complementares solicitados no início e no término do tratamento, tais como radiografias, tomografias e outros, de acordo com a necessidade de cada caso, sendo que os custos desses serão de responsabilidade do(a) CONTRATANTE. Fica desde já estabelecido que outros tratamentos paralelos ou complementares serão objeto de aditivo a ser celebrado pelas partes e que, se efetuados eventualmente por profissionais de outras clínicas odontológicas, serão de responsabilidade de seus executores; Parágrafo 2o O inadimplemento de qualquer das prestações do presente contrato pelo(a) CONTRATANTE autoriza o CONTRATADO a promover sua imediata execução, conforme disposto no artigo 585, Inciso II, do Código de Processo Civil, por este instrumento se tratar de Título Executivo Extrajudicial. Cláusula quarta: da obrigação de retorno Após a conclusão do tratamento odontológico contratado, o(a) CONTRATANTE se obriga a retornar à clínica do CONTRATADO, nos prazos de 7 (sete), 30 (trinta) e 120 (cento e vinte) dias e, a partir daí, a cada 6 (seis) meses ou de acordo com a necessidade de cada caso, durante 5 (cinco) anos ininterruptos, para a preservação do tratamento e eventuais retoques nos serviços odontológicos prestados. Novos exames complementares, tais como radiografias, tomografias e outros, poderão ser solicitados e deverão ser executados, sendo que seus custos serão de responsabilidade do(a) CONTRATANTE.

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Hepatite C e sua Importância para o Cirurgião-Dentista Luciana Carvalho Gama Beatriz da Rocha Miranda Venturi Bonelli

Introdução É fundamental que o cirurgião-dentista tenha o conhecimento das doenças infectocontagiosas a que ele é exposto em seu cotidiano. Isso é importante para evitar tanto o contágio de doenças para o próprio profissional como a infecção cruzada entre os pacientes. Seja mediante provas laboratoriais ou por meio da sintomatologia clínica, o cirurgião-dentista deve diagnosticar possíveis hepatopatias, a fim de alertar o paciente a procurar um médico e proporcionar atendimento odontológico diferenciado. A hepatite viral aguda engloba pelo menos cinco doenças diferentes, causadas por cinco vírus distintos e não relacionados. Variam de infecções assintomáticas e inaparentes até casos fulminantes e fatais, assim como de infecções subclínicas persistentes até a doença crônica rapidamente progressiva com cirrose e até carcinoma hepatocelular, frequentemente nas hepatites transmitidas pelo sangue (as do tipo B, C e D).1 Atualmente, a disseminação do vírus da hepatite C (VHC) constitui um dos maiores problemas de saúde pública mundial, com prevalência estimada de 3%.2,3 Assim, cirurgiões-dentistas devem estar atentos à hepatite C em face de suas características soroepidemiológicas, clínicas e prognósticas.4

Como a transmissão se dá por fluidos corporais contaminados, sangue e saliva, a hepatite C representa um grande risco ocupacional para os cirurgiões-dentistas e sua equipe. Ao lado da hepatite B, a hepatite C está entre as doenças infecciosas ocupacionais que alcançam maiores índices de morbidade e mortalidade entre os profissionais odontológicos.5 Este capítulo baseia-se na revisão de literatura referente à hepatite C como risco ocupacional para a equipe odontológica e na importância da aplicação das medidas de biossegurança. O objetivo deste capítulo é alertar a classe odontológica sobre o risco ocupacional dessa doença para que os cirurgiões-dentistas deem a devida importância aos equipamentos de proteção individual (EPI) e às medidas de biossegurança tanto para si como para sua equipe e seus pacientes. Vale observar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a Odontologia uma das profissões mais insalubres, mas o conhecimento dos riscos e das medidas preventivas a serem adotadas pode reduzir essa situação.6

Importância da Hepatite C O VHC foi identificado em 1989 por Choo et al. (1989)7 e é um dos maiores causadores de doença hepática da atualidade. A maioria dos casos se dá

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Capítulo


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

por inoculação e transfusão sanguínea, mas transmissões por via sexual e vertical também são importantes. Pacientes com cirrose e carcinoma hepatocelular não explicados estão contaminados pelo VHC, em mais de 50%, dos casos. Eles apresentam rápido curso de progressão para a doença crônica ou eventual cirrose. A hepatite C é hoje considerada uma epidemia do século XXI.1,8 Seu curso clínico é insidioso, brando, de progressão lenta e pode levar à cirrose hepática. Por isso, a maioria dos pacientes não sabe que é portadora da doença até a realização de exames laboratoriais ou pela presença tardia da cronicidade da doença.5 No mundo, 170 milhões de pessoas estão infectadas.9 De acordo com Souza et al. (2003),5 2% a 4% das infecções ao ano por VHC ocorrem em profissionais da área da saúde. Conte (2000)2 alerta que existem cofatores com papel relevante no desenvolvimento da cirrose. São eles: idade no momento da infecção (os contaminados de idade mais avançada têm evolução mais rápida da doença, enquanto nos mais jovens a doença evolui mais lentamente); o alcoolismo (é consenso que o abuso de álcool favorece o aparecimento da cirrose); e a coinfecção pelo vírus da AIDS (HIV) e pelo vírus da hepatite B (VHB). Os profissionais de saúde estão sujeitos à transmissão ocupacional pelo VHC, assim como pelo HIV e pelo VHB e outras doenças infecciosas. Uma vez que a transmissão do VHC por via percutânea envolvendo sangue é moderadamente eficaz, as práticas de biossegurança mais uma vez se impõem. A quantidade de partículas virais por mililitro de sangue é de 10 a 106. O risco estimado para a hepatite após exposições percutâneas é de 1,8% a 3%.10,11 Há também relatos de casos de transmissão do VHC por respingo de sangue na conjuntiva. Segundo Christante (2002),12 o VHC infecta cinco vezes mais que o HIV, o que fundamenta a importância de que cuidados sejam tomados a fim de evitar a exposição ao vírus. De acordo com Coates et al. (2001),9 o meio de transmissão dominante do VHC é a via sanguínea, 1,8% em média, nas situações em que o profissional de saúde se machuca com instrumentos perfurocortantes usados em pacientes infectados. Entretanto, o risco é muito menor do que o risco de transmissão do vírus da hepatite B (25% a 35%). Por outro lado, já existe vacina para hepatite B, mas não para hepatite C. Por causa da grande variabilidade do vírus, a possibilidade de uma vacina para o VHC em um futuro próximo é remota.9

Em seus estudos de revisão de literatura, Cleveland & Cardo (2003)13 concluem que o risco de transmissão ocupacional do VHC para os profissionais de Odontologia é muito baixo e semelhante ao da população em geral. Apesar disso, as medidas de biossegurança são primordiais, evitando, assim, acidentes com perfuração.

Importância das Medidas de Biossegurança De acordo com o Manual de biossegurança em odontologia (2001),10 existem evidências clínicas e laboratoriais de que as medidas profiláticas pós-exposição não são totalmente eficazes quanto às pré-exposição. O cirurgião-dentista, como promotor de saúde bucal, é responsável pelo desenvolvimento e pela implementação indiscriminada de medidas de biossegurança, garantindo a redução do risco ocupacional e da transmissão de infecções no consultório odontológico.14 Quando usados instrumentos rotatórios, jatos de ar/água e ultrassom, a possibilidade de contaminação até a distância de 1 metro é de 100%; a 2 metros é de 50%, segundo o Council on Dental Materials, Instruments and Equipment; Council on Dental Therapeutics e o Center for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (apud Teixeira & Santos, 1999).15 Apesar disso, ainda é possível encontrar profissionais que não valorizam as medidas de proteção, individuais e coletivas, de eficácia altamente comprovada.16 Foi demonstrado no trabalho de Alves-Rezende & Lorenzato (2000)16 que uma parte significativa de cirurgiões-dentistas não aplica medidas de biossegurança de forma sistemática. Walker et al. (apud Alves-Rezende & Lorenzato, 2000)16 chamam a atenção para os aspectos éticos e legais do controle de infecção na atividade clínica. A perspectiva de transmissão profissional-paciente, antes remota, concretizou-se em 1998 quando um cirurgião-dentista da Flórida (EUA) colocou em evidência os procedimentos de biossegurança aplicados pela classe odontológica ao confirmar a contaminação de cinco pacientes pelo vírus HIV. Santos et al. (1995),17 em estudo sobre a análise da incidência de hepatite entre cirurgiões-dentistas, acadêmicos de Odontologia e seus familiares, observaram que a caneta de alta rotação pode disseminar vírus por meio de aerossóis; os vírus; por sua

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A Abfração dentária, erosão, abrasão e, 189 ABNT, 111 - NBR ISO, 111 - - 9000, 139 - - 9001, 139 - - 9004, 139 - - 9011, 139 - - 14000, norma nacional de sistema de gestão, 113 - - 16001, norma nacional de responsabilidade social, 112 - - 26000, responsabilidade social, 111 - sistema de gestão da qualidade do ponto de vista da, 138 Absenteísmo, 116 - de causa odontológica, 186 - odontologia como meio para evitar, 116 Acidente de trabalho, 187 - de trajeto, 187 - fatais, 187 ADA (ver American Dental Association) Afecções bucais relacionadas com o estresse, 188 - língua geográfica, 189 - síndrome de ardência bucal, 188 - ulceração, 189 - - aftosa, 189 - - - maior ou úlcera de Sutton, 189 - - - recorrente, 189 - - da túnica mucosa, 188 Agentes, 167 - físicos, 166 - - calor extremo, 166 - - pressões anormais, 166

- - radiações ionizante e não ionizante, 167 - - ruídos e vibrações, 166 - mecânicos, 167 Agentes químicos, influência dos, na saúde do trabalhador, 149-160, 163 - ácido fluorídrico, 165 - arsênico, 150 - benzeno, 152, 163 - bismuto, 155 - cádmio, 155 - chumbo, 151 - cobalto, 165 - cobre, 156 - cromo, 157 - ferro, 156 - flúor, 156 - fósforo, 156 - mercúrio, 153 - monóxido de carbono, 165 - níquel, 155, 165 - prata, 157 - sulfeto de hidrogênio, 165 - tolueno, 164 - vapores corrosivos e névoas ácidas, 157 - - cresol, 158 - - fenol, 158 - - monóxido de carbono, 157 - xileno, 164 AIDS (ver HIV/AIDS) Algias, 225 Alteração(ões), 20 - de linfonodos, 20

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Índice


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- fonoaudiológicas, 20 - respiratórias, 20 Amálgama, resíduos de, tratamento e descarte dos, 181 Ambiente de trabalho, saúde bucal e, 91 - educação em, 25 - - coletivamente, 25 - - em massa, 26 - - individualmente, 25 - - na clínica, 26 American Dental Association, 2 Amoxicilina, 80 Analgésico, 80 Análise, 229 - de Pareto, 135 - postural e LER, 229 - profissiográfica, 36 Anamnese, 19 Anemia aplásica, 164 Anomalias dentofaciais, 51 Antibiótico, 80 Anti-inflamatório, 80 Apoio social, HIV/AIDS, 217 Ardência bucal, síndrome de, 188 Arquivamento dos prontuários, 36 Arsênico, 150 Articulações temporomandibulares, 46 - disfunções das, 46 Associação Odontológica de Ontário, 207 Atestado, 81 - de saúde bucal, 53 - modelo de, e de declaração, 81 Atitude mental e desvio da coluna, 227 ATM (ver Articulação temporomandibular) Auditoria da qualidade, 131-148 - atores da auditoria e suas atribuições, 140 - - responsabilidade, 140 - - - da gerência e da coordenação técnica da operadora, 140 - - - do auditor líder, 140 - - - do auditor odontológico, 140 - - - dos auditados, 140 - características da auditoria, 141 - - aspectos importantes, 141 - - objetivos, 142 - conceitos de gestão da qualidade e ferramentas aplicáveis à, 134 - - análise de Pareto, 135 - - ciclo PDCA, 135 - - diagrama de causa e efeito, ou de Ishikawa, 134 - - fluxograma, 135 - - gráficos, 136 - - histograma, 136 - - matriz, 136 - - - GUT, 136 - - - 5W1H, 136 - sistemas de, 134 - definição de auditoria, 132 - ferramentas aplicáveis à área de saúde, 138 - níveis de aplicação da auditoria, 139 - pesquisa de campo, 144

- preparação da auditoria, 142 - - acompanhamento da ação corretiva, 144 - - análise crítica das observações, 143 - - coleta de evidências objetivas, 143 - - documentos de trabalho, 142 - - execução da auditoria, 143 - - início da auditoria, 142 - - plano de auditoria, 142 - - relatório de auditoria, 143 - - reunião, 143 - - - de abertura, 143 - - - de encerramento com a empresa auditada, 143 Auxiliar de enfermagem do trabalho, 101 Avaliação, 46 - estética, 20 - extraoral, 46 - odontológica, conclusão da, 52, 55 B Balas, consomem açúcar por meio de, e/ou chicletes, 101 Bebida alcoólica, consumo de, 101 Benchmarking, 137 Benzeno, 152, 163, 194 Bioética e odontologia, HIV/AIDS, 214 - aspectos psicossociais, 215 - atenção integral às pessoas soropositivas, 217 - - aconselhamento e apoio emocional, 217 - - apoio social, 217 - - cuidados de enfermagem, 217 - - manejo clínico, 217 - dados epidemiológicos e qualidade de vida, 216 - estatísticas, 216 - programa nacional de DST/AIDS, respostas e desafios, 217 Biossegurança, medidas de, e hepatite C, 234 Bismuto, 155 Bochecho, substâncias para, 28 Brainstorming, 137 Bruxismo, 102 Burn-out, síndrome de, ou síndrome de esgotamento profissional, 206 C Cadeias de linfonodos, 46 Cádmio, 155 Cafezinho, consomem, com açúcar, 101 Calor extremo, 166 Campo, trabalho de, 101 Câncer bucal, prevenção de, 101 Carbono, monóxido de, 157, 165 Carcinoma de células escamosas oral, 191 Cárie, exame de lesões de, 23 Carisolv®, 27 Carta de Ottawa, 12 Cavidade oral, tecidos moles da, 47 Células escamosas oral, carcinoma de, 191 Cervicalgia, 225 Cervicobraquialgias, 225 CFO, 31 Chicletes, consomem açúcar por meio de balas e/ou, 101

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Chumbo, 151, 192 Ciatalgia, 226 Ciclo, 135 - de intoxicação por mercúrio, 178 - PDCA, 135 Cifose, 227 Cirurgião-dentista, 121-130, 171-184, 211-236 - atuação do, na equipe de saúde do trabalhador, 15 - distúrbios osteomusculares na coluna vertebral do, relacionados com o trabalho, 221-232 - - anatomia da coluna vertebral, 222 - - - curvaturas normais, 223 - - - disco intervertebral, 223 - - - dorso, 222 - - - movimento do tronco, 224 - - - rigidez e elasticidade, 223 - - conceitos sobre LER/DORT, 222 - - ergonomia, 230 - - fisiologia, 228 - - - análise postural, 229 - - - fatores biomecânicos que predispõem a LER/DORT, 228 - - - queixas de dores e doenças, 228 - - patologias na coluna vertebral, 224 - - - fatores de risco, 224 - - principais patologias, 225 - - - algias, 225 - - - desvios da coluna, 226 - estresse ocupacional e, 206 - exposição e efeitos do mercúrio como risco ocupacional do, e profissionais na área, 171-184 - - apresentação de um método qualitativo de identificação do vapor de mercúrio, 179 - - fatores que determinam a contaminação do meio ambiente, 179 - - medidas para diminuir o risco de intoxicação por mercúrio, 180 - - mercúrio e odontologia, 173 - - mercúrio metálico, 171 - - sinais e sintomas de intoxicação por, 174 - - - mercurialismo agudo, 176 - - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - - - mercurialismo crônico depois de cessada a exposição, 176 - - - mercurialismo crônico durante a exposição, 175 - - síndromes relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 - - teratogenicidade e efeitos sobre a reprodução, 177 - - tratamento e descarte dos resíduos de amálgama, 181 - - valores patológicos de mercúrio metálico, 177 - hepatite C e sua importância para o, 233-236 - - discussão, 235 - - medidas de biossegurança, 234 - investigações epidemiológicas e psicofisiológicas em, 207 - legislação e responsabilidade, 66 - limites e atuação do, perícia, 121-130 - - campos de atuação, 123 - - - administrativa, 126 - - - criminal, 125

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- - - judicial, 123 - - - papel do INSS nas perícias trabalhistas, 124 - - - papel do INSS nas perícias trabalhistas e legislação previdenciária, 125 - - - trabalhista ou ocupacional, 123 - - - trabalhista ou ocupacional e legislação trabalhista pertinente, 124 - - conceitos, 122 - - obrigação de resultado, 128 - - responsabilidade profissional, 126 - - - imperícia, 127 - - - imprudência, 127 - - - negligência, 127 - - sigilo profissional, 128 - portador de HIV/AIDS, 211-220 - - apresentação do problema, 211 - - bioética e odontologia, 214 - - - aspectos psicossociais, 215 - - - atenção integral às pessoas soropositivas, 217 - - - dados epidemiológicos e qualidade de vida, 216 - - - estatísticas, 216 - - - programa nacional de DST/AIDS, respostas e desafios, 217 - - histórico de HIV/AIDS, 212 - - - aspectos éticos e legais, 214 - - - estigma e transmissão ocupacional, 213 Clorexidina, digluconato de, 80 Cobalto, 165 Cobre, 156 Código de Ética Médica, 66 Coluna vertebral, distúrbios osteomusculares na, relacionados com o trabalho, do cirurgião-dentista, 221-232 - anatomia da coluna vertebral, 222 - - curvaturas normais, 223 - - disco intervertebral, 223 - - dorso, 222 - - movimento do tronco, 224 - - rigidez e elasticidade, 223 - conceitos sobre LER/DORT, 222 - ergonomia, 230 - fisiologia, 228 - - análise postural, 229 - - fatores biomecânicos que predispõem a LER/DORT, 228 - - - estresse, 229 - - - força excessiva com as mãos, 228 - - - posturas incorretas dos membros inferiores, 228 - - - repetitividade de movimentos, 228 - - - vibração ou compressão, 229 - - queixas de dores e doenças, 228 - patologias na coluna vertebral, 224 - - fatores de risco, 224 - - - como identificar, 224 - - - sintomas, 225 - principais patologias, 225 - - algias, 225 - - desvios da coluna, 226 - - - atitude mental, 227 - - - doença, 226

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ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

- - - fraqueza, 227 - - - hábito, 227 - - - hereditariedade, 227 - - - indumentária inadequada, 227 - - - traumatismo, 226 Compressão, vibração e, e LER, 229 Conselho Federal de Odontologia (ver CFO) Consentimento esclarecido, 79 Consulta básica padrão, 19 - anamnese, 19 - diário de dieta, 23 - educação e motivação para a saúde, 24 - exame(s), 23 - - clínico, 20 - - - extraoral, 20 - - - intraoral, 20 - - complementares, 23 - - - bacteriológico, 23 - - - de saliva, 23 - identificação das placas visível e revelada, 23 Consultório dentário, ergonomia no, 230 Contaminação do meio ambiente, fatores que determinam a, 179 Contração, 224 Contrato de locação de serviços odontológicos, modelo de, 82 Controle, 27 - Médico de Saúde Ocupacional, programa de, 16 - químico da placa bacteriana, método de, 27 Cremes dentais, associações usadas em, 28 Cresol, 158 Cromo, 157 Curso de graduação, o que deve ser ensinado no, e a importância do prontuário odontológico, 32 Curvatura(s) da coluna, 226, 227 - normais, 223 D Declaração, modelo de atestado e de, 81 Dentes, 23 - com alterações pulpares e periapicais, 23 - hábito de ranger os (ver Bruxismo) Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, 6 Descarte dos resíduos de amálgama, tratamento e, 181 Desenvolvimento empresarial, importância da odontologia para a saúde do trabalhador e para o, 87-104 - considerações relevantes, 98 - delimitação do campo de atuação, 93 - e ambiente de trabalho, 91 - importância da saúde bucal, 90 - legislação pertinente, 100 - panorama da saúde bucal nas empresas, 95 - produtividade e qualidade de vida, 88 - trabalho de campo, 101 Desvios da coluna, 226 - atitude mental, 227 - doença, 226 - fraqueza, 227 - hábito, 227 - hereditariedade, 227

- indumentária inadequada, 227 - traumatismo, 226 Diagrama de causa e efeito, ou de Ishikawa, 134 Dieta, diário de, 23 Digestão, 20 Digluconato de clorexidina, 80 Dipirona sódica, 80 Disco intervertebral, 223 Disfunções das articulações temporomandibulares, 46 Distúrbios, 20 - osteomusculares na coluna vertebral relacionados com o trabalho do cirurgião-dentista, 221-232 - - anatomia da coluna vertebral, 222 - - - curvaturas normais, 223 - - - disco intervertebral, 223 - - - dorso, 222 - - - movimento do tronco, 224 - - - rigidez e elasticidade, 223 - - conceitos sobre LER/DORT, 222 - - ergonomia, 230 - - fisiologia, 228 - - - análise postural, 229 - - - fatores biomecânicos que predispõem a LER/DORT, 228 - - - queixas de dores e doenças, 228 - - patologias na coluna vertebral, 224 - - - fatores de risco, 224 - - principais patologias, 225 - - - algias, 225 - - - desvios da coluna, 226 - temporomandibulares, 20 Doença(s), 163 - e desvio da coluna, 226 - estresse ocupacional e, 203 - história natural da, e promoção de saúde, 17 - profissionais e do trabalho, 189 - - abrasão, erosão e abfração dentária, 189 - - carcinoma de células escamosas oral, 191 - - leucoplasia, 191 - - líquen plano oral, 192 - - pênfigo vulgar, 191 - - pigmentações da túnica mucosa, 190 - queixas de dores, 228 - sexualmente transmissíveis (ver DST) Doenças ocupacionais, manifestação oral de, 21 - de acordo com o agente e a ocupação, 21 - na indústria petroquímica, 163 - - agentes físicos, 166 - - - calor extremo, 166 - - - pressões anormais, 166 - - - radiações ionizante e não ionizante, 167 - - - ruídos e vibrações, 166 - - agentes mecânicos, 167 - - agentes químicos, 163 - - - ácido fluorídrico, 165 - - - benzeno, 163 - - - cobalto, 165 - - - monóxido de carbono, 165 - - - níquel, 165 - - - sulfeto de hidrogênio, 165

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- - - tolueno, 164 - - - xileno, 164 Dores, queixas de, doenças e distúrbios osteomusculares, 228 Dorso, 222 - plano, 227 DORT (ver LER/DORT) DSST (ver Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho) DST/AIDS, Programa Nacional de, respostas e desafios, 217 DTM (ver Disfunções das articulações temporomandibulares) E Educação, 26 - como ferramenta para aplicação da promoção de saúde, 25 - e motivação para a saúde, 24 - em saúde bucal no ambiente de trabalho, 25 - - coletivamente, 25 - - em massa, 26 - - individualmente, 25 - - na clínica, 26 Elasticidade, rigidez e, da coluna, 223 Elementos dentários, trabalhos protéticos envolvendo os, 50 Empresa (ver Desenvolvimento empresarial) Enfermagem, auxiliar de, 101 Enfermeiro do trabalho, 101 Engenharia de segurança e medicina do trabalho, 16, 100Enxaguatório bucal, 80 Equipe de saúde do trabalhador, atuação do cirurgiãodentista na, 15 Ergonomia, 230 Erosão, abrasão e abfração dentária, 189 Escala de Holmes, 204 Escápulas abduzidas, 227 Escovação dentária, 102 - sangramento gengival à, 102 Esforço repetitivo, lesão por (ver LER) Esgotamento profissional, síndrome de, 206 Esmalte, opacidade do, 50 Esporte, hábito de utilizar placa protetora para os dentes ao praticar, 101 Estado atual dos elementos dentários, 48 Estresse, 229 - afecções bucais relacionadas com o, 188 - - língua geográfica, 189 - - síndrome de ardência bucal, 188 - - ulceração, 189 - - - aftosa maior ou úlcera de Sutton, 189 - - - aftosa recorrente, 189 - - - da túnica mucosa, 188 - e LER, 229 - ocupacional, 197-210 - - concepção biopsicossocial, 198 - - e cirurgião-dentista, 206 - - e doenças, 203 - - fatores, 201

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- - marco teórico, 197 - - oriundo da organização das tarefas clínicas, 202 - - oriundo da relação interpessoal, 203 - - sensação de “estar acabado”, 206 Ética Médica, Código de, 66 Exame(s), 39 - e consulta básica padrão, 20 - - clínico, 20 - - - extraoral, 20 - - - intraoral, 20 - - complementares, 23 - - - bacteriológico, 23 - - - de saliva, 23 - modelo de solicitação de, 85 Exame ocupacional, 39 - prontuário odontológico para cada tipo de, 39 - - demissional, 55 - - periódico, 54 - - - anamnese, 54 - - - identificação do paciente, 54 - - pré-admissional, 39 - - - anamnese, 40 - - - atestado de saúde bucal, 53 - - - avaliação extraoral, 46 - - - ficha odontológica do paciente, 48 - - - físico do candidato, 46 - - - história médica, de interesse para o setor de odontologia, 40 - - - história odontoestomatológica, 43 - - - identificacão do paciente, 39 - - - solicitação de exames complementares, 52 Exodontias, 23 Exposição e efeitos do mercúrio como risco ocupacional do cirurgião-dentista e profissionais na área, 171-184 - apresentação de um método qualitativo de identificação do vapor de mercúrio, 179 - fatores que determinam a contaminação do meio ambiente, 179 - medidas para diminuir o risco da intoxicação, 180 - mercúrio e odontologia, 173 - mercúrio metálico, 171 - sinais e sintomas de intoxicação, 174 - - mercurialismo agudo, 176 - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - - - depois de cessada a exposição, 176 - - - durante a exposição, 175 - síndromes relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 - teratogenicidade e efeitos sobre a reprodução, 177 - tratamento e descarte dos resíduos de amálgama, 181 - valores patológicos de mercúrio metálico, 177 F Fenol, 158 Ferro, 156 Fibras musculares, 224 - brancas, 224 - vermelhas, 224 Ficha odontológica do paciente, 48 Fio dental, uso do, 101

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Flúor, 156 Fluoretos, terapia com, 28 Fluorose dentária, 50 Fluxogramas, símbolos mais usados em, 135 Força excessiva com as mãos e LER, 228 Fósforo, 156 Fotografia para prontuário odontológico, 65 Fraqueza e desvios da coluna, 227 Fumar, hábito de, 101 G Gel, 28 - papacárie, 27 - substância em forma de, e verniz, 28 Gengivite, 20 Gestação, 179 Gestão, sistema de, 113 - da qualidade, conceitos de, e ferramentas aplicáveis a auditoria, 134 - - análise de Pareto, 135 - - auditoria, 134 - - ciclo PDCA, 135 - - diagrama de causa e efeito, ou de Ishikawa, 134 - - fluxograma, 135 - - gráficos, 136 - - histograma, 136 - - matriz, 136 - - - GUT, 136 - - - 5W1H, 136 - - do ponto de vista da ABNT, 138 - norma nacional de, 113 Graduação, curso de, o que deve ser ensinado no, e a importância do prontuário odontológico, 32 Gráficos, 136 H Hábito(s), 101 - de fumar, 101 - de ranger os dentes (ver Bruxismo) - de utilizar placa protetora para os dentes ao praticar esporte, 101 - higiênicos, 101 - pessoais, 101 Halitose, 23 Hepatite C e sua importância para o cirurgião-dentista, 233-236 - discussão, 235 - medidas de biossegurança, 234 Hereditariedade e desvio da coluna, 227 Hérnia de disco, 226 Hidrargirismo, 193 Hidrogênio, sulfeto de, 165 Higiene oral, 101 Hipersensibilidade dentinária, 190 Histograma, 136 História do paciente, 40 - de interesse para o setor de odontologia, 40 - odontoestomatológica, 43 HIV/AIDS, cirurgião-dentista portador de, 211-220 - apresentação do problema, 211

- bioética e odontologia, 214 - - aspectos psicossociais, 215 - - atenção integral às pessoas soropositivas, 217 - - - aconselhamento e apoio emocional, 217 - - - apoio social, 217 - - - cuidados de enfermagem, 217 - - - manejo clínico, 217 - - dados epidemiológicos e qualidade de vida, 216 - - estatísticas, 216 - - programa nacional de DST/AIDS, respostas e desafios, 217 - histórico de HIV/AIDS, 212 - - aspectos éticos e legais, 214 - - estigma e transmissão ocupacional, 213 Holmes, escala de, 204 I Ibuprofeno, 80 Imperícia, 127 Imprudência, 127 Incapacidade para trabalhar, 188 Índice, 50 - de sangramento gengival, 20 - periodontal comunitário, 50 Indumentária inadequada, desvios da coluna e, 227 Indústria petroquímica, 161-170 - ação preventiva, 167 - doença ocupacional e suas manifestações bucais na, 163 - - agentes físicos, 166 - - - calor extremo, 166 - - - pressões anormais, 166 - - - radiações ionizante e não ionizante, 167 - - - ruídos e vibrações, 166 - - agentes mecânicos, 167 - - agentes químicos, 163 - - - ácido fluorídrico, 165 - - - benzeno, 163 - - - cobalto, 165 - - - monóxido de carbono, 165 - - - níquel, 165 - - - sulfeto de hidrogênio, 165 - - - tolueno, 164 - - - xileno, 164 - riscos do trabalho na, 162 - saúde bucal do trabalhador, 161 - vigilância em saúde do trabalhador, 168 Inserção, perda de, 50 INSS, papel do, nas perícias trabalhistas, 124 Interpol, odontograma proposto pela, 35, 52 Intoxicação(ões), 180 - aguda, 177 - crônica, 177 - exógenas, 192 - - por benzeno, 194 - - por chumbo, 192 - - por mercúrio, 193 - perigo de, 177 - por mercúrio, 174 - - ciclo de, 178 - - medidas para diminuir o risco de, 180

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- - sinais e sintomas, 174 - - - mercurialismo agudo, 176 - - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - subaguda, 177 Investigações epidemiológicas e psicofisiológicas em cirurgiões-dentistas, 207 L Lactação, 179 Legislação, 100 - e responsabilidade, 66 - pertinente à odontologia do trabalho, evolução da, 6 - pertinente à saúde do trabalhador, 100 - previdenciária, 125 - trabalhista, 124 LER/DORT, 229 - conceitos sobre, 222 - fatores biomecânicos que predispõem a, 228 - - estresse, 229 - - força excessiva com as mãos, 228 - - posturas incorretas dos membros inferiores, 228 - - repetitividade de movimentos, 228 - - vibração ou compressão, 229 Lesão(ões), 23 - de cárie, exame de, 23 - pigmentadas, diagnóstico diferencial das, 191 - por esforço repetitivo (ver LER) - profissional, 187 Leucemia, 164 Leucoplasia, 191 Linfonodos, 46 - alteração de, 20 - cadeias de, 46 Língua geográfica, 189 Líquen plano oral, 192 Lombalgia, 225 Lombociatalgia, 226 Lordose, 227 M Manifestação oral, de doenças ocupacionais, 21 - de acordo com o agente e a ocupação, 21 - na indústria petroquímica, 163 - - agentes físicos, 166 - - - calor extremo, 166 - - - pressões anormais, 166 - - - radiações ionizante e não ionizante, 167 - - - ruídos e vibrações, 166 - - agentes mecânicos, 167 - - agentes químicos, 163 - - - ácido fluorídrico, 165 - - - benzeno, 163 - - - cobalto, 165 - - - monóxido de carbono, 165 - - - níquel, 165 - - - sulfeto de hidrogênio, 165 - - - tolueno, 164 - - - xileno, 164 Mãos, força excessiva com as, e LER, 228 Mastigação/oclusão, 20

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Material utilizado nas restaurações, 50 Matriz, 137 - gravidade-urgência-tendência, 137 - GUT, 136 - 5W1H, 136 Mau hálito, 102 Medicina, segurança e, do trabalho, 16 Médico do trabalho, 101 Meio bucal, adequação do, e tratamento restaurador atraumático, 26 Membros inferiores, posturas incorretas dos, e LER, 228 Mercúrio, 153 - exposição e efeitos do, como risco ocupacional do cirurgião-dentista e profissionais na área odontológica, 171-184 - - apresentação de um método qualitativo de identificação do vapor de mercúrio, 179 - - fatores que determinam a contaminação do meio ambiente, 179 - - medidas para diminuir o risco de intoxicação por mercúrio, 180 - - mercúrio e odontologia, 173 - - mercúrio metálico, 171 - - sinais e sintomas de intoxicação, 174 - - - mercurialismo agudo, 176 - - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - - síndromes relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 - - teratogenicidade e efeitos sobre a reprodução, 177 - - tratamento e descarte dos resíduos de amálgama, 181 - - valores patológicos de mercúrio metálico, 177 - intoxicação por, 193 - - ciclo de, 178 - metálico, valores de referência de, 177 - - na urina, 177 - - no sangue, 177 - toxicocinética e toxicodinâmica do, 172 Mercúrio metálico, 171 Métodos de controle químico da placa bacteriana, 27 Mieloma múltiplo, 164 Modelo(s), 82 - de atestado e de declaração, 81 - de contrato de locação de serviços odontológicos, 82 - de plano de tratamento, consentimento esclarecido, registro de anormalidades e patologias, 79 - de prontuário, 73 - de receituário, 80 - de solicitação de exames, 85 Monóxido de carbono, 157, 165 Movimento(s), 228 - do tronco, 224 - repetitividade de, e LER, 228 Mucosa oral, 47 N NBR ISO, 111 - 9000, 139 - 9001, 139 - 9004, 139 - 9011, 139

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- 14000, norma nacional de sistema de gestão, 113 - 16001, norma nacional de responsabilidade social, 112 - 26000, responsabilidade social, 111 Negligência, 127 Névoas ácidas, vapores corrosivos e, 157 - cresol, 158 - fenol, 158 - monóxido de carbono, 157 Níquel, 155, 165 Norma(s), 112 - nacional, 113 - - de responsabilidade social, 112 - - de sistema de gestão, 113 - regulamentadoras do Ministério do Trabalho, 16 Novalgina®, 80 O Obrigação de resultados, 128 Oclusão, mastigação, 20 Odontograma, 78 - proposto e utilizado pela Interpol, 35, 52 Odontologia do trabalho, histórico da, 1-10 - até os dias atuais, 5 - evolução, 6 - - com os cuidados à saúde oral do trabalhador, 2 - - da legislação pertinente, 6 - necessidade como especialidade, 4 - projetos e leis favoráveis ao trabalhador, 7 Opacidade do esmalte, 50 Ottawa, carta de, 12 P Pareto, análise de, 135 Patologia(s), 185-196 - na coluna vertebral, 224 - - fatores de risco, 224 - - - como identificar, 224 - - - sintomas, 225 - - principais, 225 - - - algias, 225 - - - desvios da coluna, 226 - oral e saúde bucal do trabalhador, 102, 185-196 - - afecções bucais relacionadas com o estresse, 188 - - - língua geográfica, 189 - - - síndrome de ardência bucal, 188 - - - ulceração aftosa maior ou úlcera de Sutton, 189 - - - ulceração aftosa recorrente, 189 - - - ulceração da túnica mucosa, 188 - - doenças profissionais e do trabalho, 189 - - - abrasão, erosão e abfração dentária, 189 - - - carcinoma de células escamosas oral, 191 - - - leucoplasia, 191 - - - líquen plano oral, 192 - - - pênfigo vulgar, 191 - - - pigmentações da túnica mucosa, 190 - - intoxicações exógenas, 192 - - - benzeno, 194 - - - chumbo, 192 - - - mercúrio, 193 - - odontologia na saúde do trabalhador, 185

- - - absenteísmo de causa odontológica, 186 - - terminologia e definições, 187 - - - acidente de trabalho, 187 - - - acidente de trabalho de trajeto, 187 - - - acidente de trabalho fatal, 187 - - - acidente de trabalho grave, 187 - - - incapacidade para trabalhar, 188 - - - lesão profissional, 187 PCMSO (ver Programa de controle médico de saúde ocupacional) PDCA, ciclo, 135 Pênfigo vulgar, 191 Perda(s), 23 - de inserção, 50 - de tecido duro dental, 23 Perícia, limites e atuação do cirurgião-dentista, 121-130 - campos de atuação, 123 - - administrativa, 126 - - criminal, 125 - - judicial, 123 - - papel do INSS nas perícias trabalhistas, 124 - - - e legislação previdenciária, 125 - - trabalhista ou ocupacional, 123 - - - e legislação trabalhista pertinente, 124 - conceitos, 122 - obrigação de resultados, 128 - responsabilidade profissional, 126 - - imperícia, 127 - - imprudência, 127 - - negligência, 127 - sigilo profissional, 128 Perioxidin, 80 Perito, 122 Pigmentações da túnica mucosa, 190 Placa(s), 20 - bacteriana, 23 - - identificação das, visível e revelada, 23 - - método de controle químico da, 27 - - presença de, 20 - protetora para os dentes, hábito de utilizar, ao praticar esporte, 101 Portaria no 3.214/1978, 16 Política de benefícios na indústria do Rio de Janeiro e saúde bucal do trabalhador, 114 Posturas incorretas dos membros inferiores e LER, 228 PPRA (ver Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) Prata, 157 Pressões anormais, 166 Problemas periodontais, 20 Processo saúde-doença e saúde bucal do trabalhador, 105 Produtividade, saúde no trabalho, qualidade de vida e, 88 Profissional(is)- exposição e efeitos do mercúrio como risco ocupacional do cirurgião-dentista e, 171-184 - - apresentação de um método qualitativo de identificação do vapor de mercúrio, 179 - - fatores que determinam a contaminação do meio ambiente, 179 - - medidas para diminuir o risco de intoxicação por mercúrio, 180 - - mercúrio e odontologia, 173

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- - mercúrio metálico, 171 - - sinais e sintomas de intoxicação, 174 - - - mercurialismo agudo, 176 - - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - - síndromes relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 - - teratogenicidade e efeitos sobre a reprodução, 177 - - tratamento e descarte dos resíduos de amálgama, 181 - - valores patológicos de mercúrio metálico, 177 - portadores de HIV/AIDS, 211 Programa(s), 16 - de controle médico de saúde ocupacional, 16 - de prevenção de riscos ambientais, 16 - de qualidade de vida no trabalho, 2 - nacional de DST/AIDS, respostas e desafios, 217 Projetos e leis favoráveis ao trabalhador, 7 Promoção de saúde, 11-30 - abordagens para, 15 - - educacional, 15 - - mudança de comportamento, 15 - - mudança social, 15 - - preventiva, 15 - adequação do meio bucal, 26 - - e tratamento restaurador atraumático, 26 - atuação do cirurgião-dentista na equipe de saúde do trabalhador, 15 - consulta básica padrão, 19 - - anamnese, 19 - - diário de dieta, 23 - - educação e motivação para a saúde, 24 - - exame clínico, 20 - - - extraoral, 20 - - - intraoral, 20 - - exames complementares, 23 - - - bacteriológico, 23 - - - de saliva, 23 - - identificação das placas visível e revelada, 23 - diferença básica entre promoção e prevenção, 15 - e sua aplicação clínica, 17 - educação como ferramenta para aplicação da, 25 - história natural da doença humana, 17 - métodos de controle químico da placa bacteriana, 27 - mudança de paradigma em odontologia, 14 - planejamento da, 15 - saúde do trabalhador e, 12 - serviço de odontologia em saúde do trabalhador, 18 - terapia com fluoretos, 28 - tratamento restaurador atraumático, 27 Prontuário(s), 31-58 - análise profissiográfica, 36 - arquivamento dos, 36 - dados essenciais do, 62 - - anamnese, 63 - - documentos suplementares, 63 - - - atestado e declaração, 64 - - - contrato de locação de serviços odontológicos, 64 - - - exames complementares, 64 - - - receitas, 64 - - evolução e intercorrências do tratamento, 63

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- - exame clínico, 63 - - identificação, 62 - - - do cliente, 62 - - - profissional, 62 - - plano de tratamento, 63 - definição de, 60 - eletrônico, 61 - - aceitação, 68 - - fotografias, 70 - - histórico, 68 - - posse e guarda, 69 - - utilização e aspectos legais, 59 - - validade jurídica, 69 - em papel, 60 - evolução dos, 60 - finalidades dos, 61 - - como base de levantamento epidemiológico, 62 - - nas empresas, 61 - fotografia para, 65 - importância do, 31 - - o que deve ser ensinado no curso de graduação, 32 - legislação e responsabilidade, 66 - modelo de, 73 - para cada tipo de exame ocupacional, 39 - - demissional, 55 - - periódico, 54 - - - anamnese, 54 - - - identificação do paciente, 54 - - pré-admissional, 39 - - - anamnese, 40 - - - atestado de saúde bucal, 53 - - - avaliação extraoral, 46 - - - ficha odontológica do paciente, 48 - - - físico do candidato, 46 - - - história médica, de interesse para o setor de odontologia, 40 - - - história odontoestomatológica, 43 - - - identificacão do paciente, 39 - - - solicitação de exames complementares, 52 - radiografia para, 65 - sugestões de, 33 - - evolução do tratamento ou tratamento propriamente dito, 35 - - exame(s), 35 - - - clínico do paciente, 34 - - - complementares, 35 - - história clínica do paciente, 33 - - identificação do paciente, 33 - - plano de tratamento, 35 Prótese, 50 Q Qualidade, 88 - de vida, 208 - - HIV/AIDS, 216 - - saúde no trabalho, produtividade e, 88 - sistema de gestão da, do ponto de vista da ABNT, 138 Qualidade, auditoria da, 131-148 - atores da auditoria e suas atribuições, 140 - - responsabilidade, 140

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . Me l l o . Od o n t o l o g i ad oT r a b a l h o—UmaV i s ã oMu l t i d i s c i p l i n a r . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

- - - da gerência e da coordenação técnica da operadora, 140 - - - do auditor líder, 140 - - - do auditor odontológico, 140 - - - dos auditados, 140 - características da auditoria, 141 - - aspectos importantes, 141 - - objetivos, 142 - conceitos de gestão da qualidade e ferramentas aplicáveis à, 134 - - análise de Pareto, 135 - - ciclo PDCA, 135 - - diagrama de causa e efeito, ou de Ishikawa, 134 - - fluxograma, 135 - - gráficos, 136 - - histograma, 136 - - matriz, 136 - - - GUT, 136 - - - 5W1H, 136 - sistemas de, 134 - definição de auditoria, 132 - ferramentas aplicáveis à área de saúde, 138 - níveis de aplicação da auditoria, 139 - pesquisa de campo, 144 - preparação da auditoria, 142 - - acompanhamento da ação corretiva, 144 - - análise crítica das observações, 143 - - coleta de evidências objetivas, 143 - - documentos de trabalho, 142 - - execução da auditoria, 143 - - início da auditoria, 142 - - plano de auditoria, 142 - - relatório de auditoria, 143 - - reunião, 143 - - - de abertura, 143 - - - de encerramento com a empresa auditada, 143 Queixas de dores, doenças e distúrbios osteomusculares, 228 R Radiações ionizante e não ionizante, 167 Radiografia para prontuário odontológico, 65 Receituário, modelo de, 80 Regiões irritadas e inflamadas, 20 Relação interpessoal, estresse ocupacional oriundo da, 203 Relatório de auditoria, 143 Repetitividade de movimentos e LER, 228 Resíduos de amálgama, tratamento e descarte dos, 181 Responsabilidade, 111 - e auditoria da qualidade, 134- - da gerência e da coordenação técnica da operadora, 140 - - do auditor líder, 140 - - do auditor odontológico, 140 - - dos auditados, 140 - profissional, 126 - - imperícia, 127 - - imprudência, 127 - - negligência, 127 Responsabilidade social, 111

- norma nacional de, 112 - saúde bucal do trabalhador e, 107 - - aspectos que caracterizam uma empresa socialmente responsável, 110 - - certificação, 111 - - - ABNT NBR ISO 14000, 113 - - - ABNT NBR ISO 16001, 112 - - - ABNT NBR ISO 26000, 111 - - conceito de, 109 - - indicadores, 110 - - surgimento, 107 Restauração(ões), 50 - material utilizado nas, 50 - tratamento de, atraumático, 26 Rigidez e elasticidade da coluna, 223 Risco(s), 162 - ambientais, prevenção de, 16 - do trabalho na indústria petroquímica, 162 - ocupacional, exposição e efeitos do mercúrio como, do cirurgião-dentista e profissionais, 171-184 - - apresentação de um método qualitativo de identificação do vapor de mercúrio, 179 - - fatores que determinam a contaminação do meio ambiente, 179 - - medidas para diminuir o risco, 180 - - mercúrio e odontologia, 173 - - mercúrio metálico, 171 - - sinais e sintomas de intoxicação, 174 - - - mercurialismo agudo, 176 - - - mercurialismo metálico crônico ocupacional, 175 - - síndromes relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 - - teratogenicidade e efeitos sobre a reprodução, 177 - - tratamento e descarte dos resíduos de amálgama, 181 - - valores patológicos de mercúrio metálico, 177 Ruídos e vibrações, 166 S Saliva, exame de, 23 Sangramento gengival, 20 - à escovação, 102 - índice de, 20 Sangue, valores de referência de mercúrio metálico no, 177 Saturnismo, 192 Saúde, 105-120 - atestado de, 53 - características dos serviços odontológicos prestados aos trabalhadores, 115 - delimitação do campo de atuação da odontologia em, 93 - e ambiente de trabalho, 91 - e promoção de saúde (ver Promoção de saúde) - equipe de, atuação do cirurgião-dentista na, 15 - evolução com os cuidados à, 2 - ferramentas aplicáveis a área de, e auditoria da qualidade, 138 - importância da odontologia para a, e para o desenvolvimento empresarial, 87-104 - - considerações relevantes, 98 - - delimitação do campo de atuação da odontologia, 93

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- - e ambiente de trabalho, 91 - - legislação pertinente, 100 - - panorama da saúde bucal nas empresas, 95 - - trabalho, 88 - - - de campo, 101 - - - produtividade e qualidade de vida, 88 - influência dos agentes químicos na, 149-160 - - arsênico, 150 - - benzeno, 152 - - bismuto, 155 - - cádmio, 155 - - chumbo, 151 - - cobre, 156 - - cromo, 157 - - ferro, 156 - - flúor, 156 - - fósforo, 156 - - mercúrio, 153 - - níquel, 155 - - prata, 157 - - vapores corrosivos e névoas ácidas, 157 - - - cresol, 158 - - - fenol, 158 - - - monóxido de carbono, 157 - legislação pertinente a, 100 - na indústria petroquímica, 161 - - vigilância em, 168 - ocupacional, controle médico de, 16 - odontologia como meio para evitar absenteísmo, 116 - patologia oral e, 185-196 - - afecções bucais relacionadas com o estresse, 188 - - - língua geográfica, 189 - - - síndrome da ardência bucal, 188 - - - ulceração aftosa maior, ou úlcera de Sutton, 189 - - - ulceração aftosa recorrente, 189 - - - ulceração da túnica mucosa, 188 - - doenças profissionais e do trabalho, 189 - - - abrasão, erosão e abfração dentária, 189 - - - carcinoma de células escamosas oral, 191 - - - leucoplasia, 191 - - - líquen plano oral, 192 - - - pênfigo vulgar, 191 - - - pigmentações da túnica mucosa, 190 - - intoxicações exógenas, 192 - - - por benzeno, 194 - - - por chumbo, 192 - - - por mercúrio, 193 - - odontologia na saúde do trabalhador, 185 - - - absenteísmo de causa odontológica, 186 - - terminologia e definições, 187 - - - acidentes de trabalho, 187 - - - incapacidade para trabalhar, 188 - - - lesão profissional, 187 - política de benefícios na indústria do Rio de Janeiro, 114 - processo saúde-doença, 105 - profissionais de, portadores de HIV/AIDS, 511 - responsabilidade social, 107 - - aspectos que caracterizam uma empresa socialmente responsável, 110 - - certificação, 111

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- - - ABNT NBR ISO 14000, norma nacional de sistema de gestão, 113 - - - ABNT NBR ISO 16001, norma nacional de responsabilidade social, 112 - - - ABNT NBR ISO 26000, responsabilidade social, 111 - - conceito de, 109 - - indicadores, 110 - - surgimento, 107 - serviço de odontologia em, 18 - sustentabilidade, 113 Segurança e medicina do trabalho, 16, 101 - engenheiro de, 101 - técnico de, 101 Sensação de “estar acabado” e estresse ocupacional, 206 Serviço(s) odontológico(s), 115 - características dos, prestados aos trabalhadores, 115 - contrato de locação de, modelo de, 82 - em saúde do trabalhador, 18 SESMT (ver Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) Setor de odontologia, história médice de interesse para o, 40 Sigilo profissional, 128 Símbolos mais usados em fluxogramas, 135 Síndrome(s), 206 - da ardência bucal, 188 - da imunodeficiência adquirida (ver AIDS) - de burn-out ou síndrome de esgotamento profissional, 206 - neuropsiquiátricas, 181 - relacionadas com mercurialismo segundo os códigos da CID-10, 181 Sistema(s), 134 - de auditoria em qualidade, 134 - de gestão, 113 - - da qualidade do ponto de vista da ABNT, 138 - - norma nacional de, 113 Soropositivas, atenção integral às pessoaa, 217 Substância(s), 28 - em forma de gel e verniz, 28 - para bochecho, 28 Sulfeto de hidrogênio, 165 Sustentabilidade e saúde bucal do trabalhador, 113 Sutton, úlcera de, 189 T Tarefas clínicas, estresse ocupacional oriundo da organização das, 202 Tecido(s), 47 - duro dental, perdas de, 23 - moles da cavidade oral, 47 Técnico de segurança do trabalho, 101 Terapia com fluoretos, 28 Tolueno, 164 Toxicocinética e toxicodinâmica do mercúrio, 172 Trabalhador, saúde do, 87-120 - atuação do cirurgião-dentista na equipe de, 15 - características dos serviços odontológicos prestados, 115 - delimitação do campo de atuação da odontologia, 93 - e promoção de saúde, 12

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Índice


ODONTOLOGIA DO TRABALHO • Uma Visão Multidisciplinar

- evolução com os cuidados à, 2 - importância da odontologia para a, e para o desenvolvimento empresarial, 87-104 - influência dos agentes químicos na, 149-160 - legislação pertinente à, 100 - na indústria petroquímica, 16 - odontologia como meio para evitar absenteísmo, 116 - patologia oral e, 185-196 - política de benefícios na indústria do Rio de Janeiro, 114 - processo saúde-doença, 105 - projetos e Leis favoráveis, 7 - responsabilidade social, 107 - serviço de odontologia em, 18 - sustentabilidade, 113 Trabalho(s), 187 - acidente de, 187 - de campo, 101 - doenças profissionais e do, 189 - protéticos envolvendo os elementos dentários, 50 Trajeto, acidento de, 187 Transmissão ocupacional, HIV/AIDS, 213 Tratamento dentário, 26 - indicação de, 48 - modelo de plano de, consentimento esclarecido, registro de anormalidades e patologias, 79 - restaurador atraumático, 26 Traumatismo da coluna, 226 Tremor, formas especificadas de, 181 Trombocitopenia, 164 Tronco, movimento do, 224 Túnica mucosa, 20

- pigmentações da, 190 - ulceração da, 188 U Ulceração, 189 - aftosa, 189 - - maior, ou úlcera de Sutton, 189 - - recorrente, 189 - da túnica mucosa, 188 Urina, valores de referência de mercúrio metálico na, 177 V Valores de referência de mercúrio metálico, 177 - na urina, 177 - no sangue, 177 Vapor(es), 157 - corrosivos e névoas ácidas, 157 - - cresol, 158 - - fenol, 158 - - monóxido de carbono, 157 - de mercúrio, método qualitativo de identificação do, 179 Verniz, substância em forma de gel e, 28 Vibração(ões), 166 - compressão e LER, 229 - ruídos e, 166 Vigilância em saúde do trabalhador, indústria petroquímica, 168 Vírus da imunodeficiência humana (ver HIV) X Xileno, 164

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Sobre a Organizadora Paula Baptista M. de Mello

Mestre em Odontologia, área de concentração Odontologia Social, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Odontologia do Trabalho pela ABO-Niterói, RJ. Especialista em Saúde Coletiva pela UFF, RJ.

Esta obra, que agora chega a sua segunda edição, escrita de forma clara e didática, contribui de maneira expressiva para o conhecimento que a especialidade vem acumulando nos últimos anos. As amplas considerações com que são tratados os diversos tópicos, bem como o comportamento desejado do profissional em ampliar seus conhecimentos sobre o assunto, tornam esta publicação bastante completa no gênero.

Uma Visão Multidisciplinar

Coordenadora e Professora do curso de especialização em Odontologia do Trabalho da Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ).

Ao integrar uma equipe de saúde no trabalho, o cirurgião-dentista deve saber que sua função é promover, preservar ou restabelecer a saúde de seu paciente – o trabalhador. Para que isso ocorra, é necessário que tenha um conhecimento profundo das condições de saúde gerais e bucais, bem como conhecimento sobre a atividade laboral e o ambiente de trabalho desse paciente. Em suma, é preciso identificar sua rotina, seus hábitos e seus costumes.

Odontologia do Trabalho

A

manutenção de um bom estado de saúde bucal é importante para que o trabalhador possa desempenhar suas atividades laborais e sociais de maneira segura e produtiva, trazendo benefícios para todos os que participam dessa interface.

2a Edição

Área de interesse Odontologia

Paula Baptista M. de Mello

Organizadora

MBA em Gestão de Organizações Hospitalares e Sistemas de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV), RJ.

Outros Títulos de Interesse A Odontologia à Luz do Direito André Luis Nigre

ASB – Auxiliar em Saúde Bucal William Nivio dos Santos / Juan Luis Coimbra

Caminhos Interdisciplinares na Odontologia

2a Edição

Jurema Nogueira Mendes Rangel / Itala Ferreira / Lina Cardoso Nunes / Maria Cynésia M. de Barros Torres

O Atuar do Cirurgião-Dentista

Odontologia do Trabalho Uma Visão Multidisciplinar

André Luis Nigre

Odontologia do Trabalho – Construção e Conhecimento

Eliana Napoleão Cozendey da Silva / Isabel Martins de Souza / Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho (ABOT)

Anestesia Local e Geral na Prática Odontológica Roberto Prado / Martha Salim / Bianca Bravim

Saúde Bucal Coletiva – Implementando Ideias... Concebendo Integralidade Mônica Macau Lopes (Org.)

Paula Baptista M. de Mello Organizadora

Temas Atuais em Odontologia

Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro (CIORJ) Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

9 788564 956186

CAPA – Odontologia do Trabalho-2ed.indd 1

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Odontologia do Trabalho — Uma Visão Multidisciplinar, 2ª ed. – Paula Baptista Machado de Mello  

Ao integrar uma equipe de saúde no trabalho, o cirurgião-dentista deve saber que sua função é promover, preservar ou restabelecer a saúde de...

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